Johannes Brahms (1833-1897): Serenade Nr. 1 D maior, Op. 11

Estava pensando no que postar. Decidi ouvir esta peça de um dos meus compositores favoritos, Brahms, e aí a dúvida cessou. O primeiro movimento é extraordinário, leve, suave. É diferente, por exemplo, do Concerto no. 1 para piano e orquestra e o primeiro movimento da Terceira Sinfonia. Ah! Já ia esquecendo! O regente é o grande Claudio Abbado à frente da Filarmônica de Berlim, numa gravação de 1983. Não é das principais composições de Brahms, mas é música de primeira linha. Brahms é Brahms.

Johannes Brahms (1833-1897) – Serenade Nr. 1 D maior, Op. 11

01 Allegro molto [13:16]
02 Scherzo. Allegro non troppo – Trio. Poco piu moto [8:13]
03 Adagio non troppo [14:49]
04 Menuetto I – Menuetto II [4:08]
05 Scherzo. Allegro – Trio [2:40]
06 Rondo. Allegro [5:52]

Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado, regente

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Abbado em procedimento de decolagem.
Abbado em procedimento de decolagem.

Carlinus

9 comments / Add your comment below

  1. Nossa, que coincidência louca!! De todos os lugares do mundo, esse disco tem uma capa que eu tive oportunidade de conhecer… É um quadro do pintor Heinrich Vogeler feito da sua própria casa na cidadezinha de Worpswede, perto de Bremen, reduto de artistas na virada dos séculos 19-20… Rilke era um grande freqüentador da casa, e criou uma frase que está na fachada lateral.

    Detalhe: a mulher do artista se exasperou e foi embora, pq ele desenhava inclusive os vestidos e penteados que ela tinha que usar para combinar com a casa… Hoje é uma espécie de parque. Quase toda a cidadezinha é uma espécie de museu a céu aberto!

  2. Puta merda, Ranulfus! Fico até com vergonha do meu pobre post diante do teu conhecimento prático. Estivestes lá, homem! E eu nem sabia que se tratava de um quadro. Caramba!

    Obrigado pela explicação que enriqueceu bastante a postagem.

    Grande abraço!

  3. Foi MUUUUITO acaso, Carlinus!! Em 99,99% dos casos eu não poderia fazer isso, rsrsrs. Quando vi que era aquele lugar, me arrepiou da cabeça aos pés!

    Esclareço que estive lá num congresso, não como turista. Aliás, nunca na minha vida viajei como turista!

    Aproveitando: depois vou te escrever sobre um material que tenho aqui e talvez te interesse.

  4. Não é puxando saco, Ranulfus, pois sei que você é maduro de mais para isso, mas suas intervenções são sempre proveitosas, positivas. Obrigado!

    Aguardo o material. Estou numa correria danada.

  5. Adorei o post, Carlinus! Adoro Brahms… Adorei a explicação, Ranulfus! Adoro aprender… E esse é o PQP Bach, sempre contribuindo de uma excelente forma para nossa educação…

  6. “O primeiro movimento é extraordinário, leve, suave, como em quase todo o trabalho orquestral de Brahms” Quase todo o trabalho orquestral de Brahms é leve e suave? Bem, a serenata pode ser, mas de resto…, não posso concordar. Nenhum 1º movimento das sinfonias de Brahms, por exemplo, eu considero leve e suave, muito pelo contrário, são tensos e pesados. O 1º movimento da Sinfonia nº1 é leve e suave? O da 4ª? Para mim, nunca. E nem os 1º movimentos de seus concertos são leves e suaves, eu não considero nenhum dessa forma. Claro, a arte é subjetiva, mas eu não consegui entender sua colocação…

  7. Você está correto, Reiffer. Não sei por que utilizei tal afirmação. Foi desatenção. Eu queria me referir à peça que postei (“Serenade No. 1), que é uma obra alegre, suave, de um Brahms “jovial”. Você falou certo: Não há leveza nas sinfonias do compositor, por exemplo. A Sinfonia No. 1 não nos permite respirar; o primeiro movimento da no. 3 é um “soco no estômago”. E o que dizer do primeiro movimento do concerto no. 1 para piano e orquestra? Puro atordoamento. Garanto que foi desatenção. Foi retificar as informações.

    Agradeço pelas observações contundentes. Temos que ter humildade para reconhecer quando estamos errados. E eu estou em erro.

    Abraços musicais!

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