Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino, Op. 61 / Romances

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Posso ser polêmico? Pois, para mim, esta gravação ao vivo é a melhor deste célebre concerto. Mas talvez não deva ser a primeira versão a ser ouvida por um jovem ouvinte. A interpretação pessoalíssima vem de uma Mutter madura e ousada, que tem desagradado os conservadores em função da “jazzificação” de seus solos. Sim, sua interpretação desta grande obra-prima está a léguas da ortodoxia. Eu entendo essas pessoas em seu desconforto. Elas querem mais do mesmo e cada vez mais perfeito, tudo bem longe de quaisquer riscos. Aí aparece Mutter e vira tudo de cabeça para baixo. E tais ouvintes parecem não captar a diferença entre uma improvisação altamente artística e a vulgaridade. Beethoven era uma alma romântica presa em uma moldura clássica e, se voltasse hoje, acho que adoraria ouvir as improvisações da genial Mutter. O que Mutter fez foi projetar uma peça de música celestial para a paisagem onde nós, mortais, vivemos. Sou muito grato.

Beethoven: Violin Concerto In D, Op.61
1 Allegro ma non troppo – Cadenza: Fritz Kreisler 27:08
2 Larghetto 10:58
3 Rondo. Allegro (Cadenza: Fritz Kreisler) 10:10

4 Beethoven: Violin Romance No.1 In G Major, Op.40 7:10
5 Beethoven: Violin Romance No.2 In F Major, Op.50 8:22

Anne-Sophie Mutter
New York Philharmonic
Kurt Masur

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Anne Sophie Mutter, muito obrigado.

Anne Sophie Mutter, muito obrigado.

PQP

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Piano Concertos Nos. 1 & 2, Cello Concerto No. 1

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco de gravações antigas e muito boas. Shostakovich escreveu o seu segundo concerto para piano para seu filho Maximilian em meio a uma enorme sensação de alívio com a morte de Stalin. O movimento lento é sem dúvida um dos mais belos já escritos para o piano — maravilhosamente romântico, nada sentimental. Os primeiro e terceiro movimentos são de pura alegria para o solista e a orquestra. Difícil ficar parado com eles. Bernstein sola e rege. Um espanto.

O concerto primeiro para piano é um Shosta absolutamente sarcástico. Já vimos tanta gente sofrendo com ele em Porto Alegre que é uma alegria ver Previn tirando um sarro. Para ser irônico e debochado na música há que saber ser deste modo na vida, creio. Os últimos fiascos deste concerto em Porto Alegre foram constrangedores. Não me refiro à boa versão de Catarina Domenici, mas àqueles meninos simples que o tocaram no Theatro São Pedro nos últimos anos. Um deles foi este ano. O outro suava horrivelmente e errava mais e mais. Eu, que amo Shosta e penso que a tortura seja crime hediondo, fiquei nervosíssimo. E o maestro ainda chamou um bis do movimento final!

O concerto para violoncelo é uma das grandes obras para esse instrumento. É a única gravação digital do CD. Yo-Yo Ma está soberbo. Sua cadenza são dez sessões psiquiátricas a menos para pagar, chega a ser uma perversão. É uma versão de absurda beleza e fidelidade ao espírito do russo. Destaque para o sensacional trompista.

Um disco deslumbrante.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Piano Concertos Nos. 1 & 2, Cello Concerto No. 1

Concerto No. 1 for Piano and Orchestra, Op. 35
1 I – Allegretto – Allegro Vivace 5:54
2 II – Lento 7:45
3 III – Moderato 1:57
4 IV – Allegro Con Brio 6:26

Conductor – Leonard Bernstein
Orchestra – The New York Philharmonic Orchestra
Piano – André Previn
Trumpet – William Vacchiano

Concerto No. 2 for Piano and Orchestra No. 2, Op. 102
5 I – Allegro 7:08
6 II – Andante 6:36
7 III – Allegro 5:24

Orchestra – The New York Philharmonic Orchestra
Piano, Conductor – Leonard Bernstein

Concerto No. 1 in E-flat Major for Cello and Orchestra, Op. 107
8 I Allegretto 6:17
9 II – Moderato 11:06
10 III – Cadenza 5:24
11 IV – Allegro Con Moto 4:40

Cello – Yo-Yo Ma
Conductor – Eugene Ormandy
Orchestra – The Philadelphia Orchestra

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Yo-Yo Ma: economia no psiquiatra

Yo-Yo Ma: economia no psiquiatra

PQP

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Tchaikovsky (1840-1893): Concerto para Violino, Op. 35 / Sibelius (1865-1957): Concerto para Violino, Op. 47

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Primeiro: estes concertos fazem parte daquilo que é imprescindível conhecer em música erudita. Os Concertos para Violino e Orquestra de Tchai e Sibelius fazem parte do repertório básico e ponto. São obras de primeiríssima linha. Segundo: Viktoria Mullova e Seiji Ozawa sempre serão referência. Então…

O disco é realmente um primor. Mullova e Ozawa estavam em seus auges e é ocioso encher este disco de elogios. Ouçam e fim. Beijos.

(O pequepiano RN completa nos comentários: “Uma curiosidade:este disco de 1985 foi o primeiro que a violinista gravou após a sua fuga da Rússia em 1983”.)

Tchaikovsky (1840-1893): Concerto para Violino, Op. 35 / Sibelius (1865-1957): Concerto para Violino, Op. 47

Tchaikovsky – Violin Concerto in D, Op. 35
01. I Allegro moderato
02. II Canzonetta
03. III Finale

Sibelius – Violin Concerto in D minor, Op. 47
04. I Allegro moderato
05. II Adagio di molto
06. III Allegro ma non tanto

Victoria Mullova, violino
Boston Symphony Orchestra
Seiji Ozawa

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Mullova, que não gosta?

Mullova, quem não gosta?

PQP

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Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra + Suíte de Danças + Música para Cordas, Percussão e Celesta (com Solti)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Para mim, mais do que a variedade, a grande qualidade deste blog (entre tantas!) é nos dar a possibilidade de comparar diferentes interpretações, diferentes olhares sobre as mesmas obras.

Do ouvinte-leitor Martini

Obrigado, Martini.

Afinal, peguemos como exemplo a Chacona de Bach: a música partiu da imaginação de meu pai para o violino (1), no qual foi “testada”, e daí para o papel (2). Anos depois, foi copiada (3) e publicada (4). Hoje, o violinista lê a Chacona (5) e de seus olhos passa aquela música para o violino (6). Do violino a música chega ao ouvinte (7). Quando colocamos um CD, temos de acrescentar ainda um engenheiro de som (7) para só então podermos nos desminliguir com a música (8). Na variação entre estas passagens, leituras, comunicações, etc. está o que tanto nos compraz: a infindável diversidade das interpretações. Há mais: E a qualidade do violino? E se ele for um instrumento original barroco? E se for moderno? E o calibre do violinista? E seu senso de estilo e vivência? Não acaba mais!

É nesta série de diálogos e comunicações que está uma infindável fonte de diversão e reflexão. Mas voltemos a nosso amigo Bartók.

Como vocês viram, nós demos uma chance àquele menino Celibache. Quem pensou que a gravação de Celi não poderia ser superada talvez tome um susto com este petardo desferido por Sir Georg Solti (1912-1997), nascido em Budapeste, aliás. Para melhorar a coisa, a DG ainda acrescentou ao CD a Suíte de Danças e a Música para Cordas, Percussão e Celesta. A orquestra de Chicago tem tão bons instrumentistas em seu naipe de metais que… Olha, não vou dar a bunda praqueles negões (até por não ser meu estilo), mas que eles são bons pra caralho, são.

Ah, virão mais Concertos para Orquestra por aí…

Vamos a mais um pouco da vida de Bartók? Roubei daqui, ó.

A partir de 1907, Bartók assumiu a cadeira de professor de piano da Real Academia de Música de Budapest, onde lecionaria por trinta anos. Além de compositor, foi um magnífico pianista, sendo considerado um virtuose.

O legado musical de Béla Bártok é bastante diversificado, bem como seu estilo. A partir de 1905 ele começou a exorcizar as influências românticas de Wagner, Brahms, Liszt e Strauss e mergulhou no mundo dos sons das músicas folclóricas. Em 1911 ele escreveu sua única ópera em um ato, o Castelo do duque Barba Azul, seguida de dois balés, O príncipe de madeira e O mandarim miraculoso. Sua concepção de música nacionalista húngara está presente na ópera Barba Azul; esta e Pelléas et Mélisande de Debussy são consideradas as mais impressionantes óperas escritas no início do século XX.

No outono de 1940, Bartók e sua esposa migraram para os Estados Unidos, fugindo do regime nazista. Sua fama já era internacional, e entre suas várias obras, se destacavam os Seis quartetos para cordas, os dois primeiros Concertos para piano, o Concerto nº2 para violino e orquestra, além de várias bagatelas, suítes, e estudos para piano, com destaque para as improvisações sobre Canções Húngaras de Camponeses.

Assim que chegou aos Estados Unidos, Bartók sentiu-se só e abandonado, vivendo em um país de sociedade e língua diferente. Foram anos difíceis de penúria, quando ele e sua família sobreviveram graças às aulas de piano e à regência de alguns concertos. Em fevereiro de 1943, Bartók enfrentou seu pior momento: sofreu um colapso e foi hospitalizado, sendo diagnosticada uma leucemia.

Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra + Suíte de Danças + Música para Cordas, Percussão e Celesta

1. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 1. Introduzione (Andante non troppo – Allegro vivace 9:06
2. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 2. Giuoco della coppie (Allegretto scherzando) 6:11
3. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 3. Elegia (Andante, non troppo) 6:33
4. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 4. Intermezzo interrotto (Allegretto) 4:03
5. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 5. Finale (Pesante – Presto) 9:32

6. Dance Suite, Sz. 77 – 1. Moderato 3:30
7. Dance Suite, Sz. 77 – 2. Allegro molto 2:12
8. Dance Suite, Sz. 77 – 3. Allegro vivace 2:43
9. Dance Suite, Sz. 77 – 4. Molto tranquillo 2:35
10. Dance Suite, Sz. 77 – 5. Comodo 0:58
11. Dance Suite, Sz. 77 – 6. Finale (Allegro) 3:55

12. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106 – 1. Andante tranquillo 6:34
13. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106 – 2. Allegro 7:23
14. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106 – 3. Adagio 6:51
15. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106 – 4. Allegro molto 6:35

Chicago Symphony Orchestra
Georg Solti

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Uma rara foto de Bartók sorrindo

Uma rara foto de Bartók sorrindo

PQP

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): Opera Arias & Cantatas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta é uma notável seleção de árias esplendidamente interpretadas pelo soprano espanhol María Bayo. Tais seleções montadas por cantores podem ser lamentáveis ou excelentes. Emma Kirkby, por exemplo, montou duas coletâneas de árias de Handel cheias de raridades sem graça. Aqui, Bayo equilibra peças conhecidas com outras desconhecidas e atira-se a elas com grande musicalidade e compreensão do autor. A turma que a acompanha — Skip Sempe e seu Capriccio Stravagante — leva a coisa com grande categoria. Se alguém ainda acha as óperas de Handel algo de segunda linha, melhor rever seus conceitos.

Handel (1685-1759): Opera Arias & Cantatas

1. Giulio Cesare: Da Tempeste
2. Giulio Cesare: V’adoro, Pupille
3. Rinaldo: Lascia Ch’io Pianga
4. Cantate HWV 170: Aria & Recitativo: ‘Tra Le Fiamme…’
5. Cantate HWV 170: Aria & Recitativo: ‘Pien Di Nuovo…’
6. Cantate HWV 170: Aria & Recitativo: ‘Voli Per L’aria…’
7. Giulio Cesare: Che Sento? Oh Dio!
8. Giulio Cesare: Se Pieta
9. Cantate HWV 140: Aria & Recitativo: ‘No Se Emendara Jamas…’
10. Cantate HWV 140: Aria: ‘Dicente Mis Ojos…’
11. Alcina: Torna Mi A Vagheggiar
12. Alcina: Si, Son Quella!
13. Alcina: Mi Restano Le Lagrime

María Bayo, soprano
Capriccio Stravagante
Skip Sempe

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Que linda gravação, María Bayo!

Que linda gravação, María Bayo!

PQP

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Sinfonia Concertante K. 364, Concertone K. 190 – Smithsonian Chamber Orchestra, Jaap Schröeder

coverEsta com certeza é uma das melhores gravações que já ouvi da Sinfonia Concertante. Jaap Schröeder é bem conhecido daqui do PQPBach, com sua contribuição com a Academy of Ancient Music, nos tempos em que era dirigida por Christopher Hogwood, e com quem realizou gravações históricas.
Aqui neste CD ele se junta a Orquestra do Instituto Smithsonian, e dá um show de competência e eficiência, principalmente na Sinfonia Concertante. Uma belezura, com certeza. Bela música, tocada por quem conhece bem o assunto.

1 Sinfonia concertante KV 364 Es-Dur I. Allegro maestoso
2 II. Andante
3 III. Presto
4 Concertone KV 190 C-Dur I. Allegro spiritoso
5 II. Andante grazioso
6 III. Vivace

Jaap Schroeder – Violin
Marilyn McDonald – Violin
Stephen Hammer – Oboe
Kenneth Slowik – Cello

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Krzysztof Penderecki (1933): Concerto for Violin & Orchestra No. 2 “Metamorphosen” / Béla Bartók (1881-1945): Sonata for Violin & Piano No. 2

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Penderecki dedicou seu Concerto Nº 2 para violino e orquestra para Anne-Sophie Mutter. Fez mais: regeu esta gravação. Sem exageros, é uma das melhores peças escritas no século XX. É um concerto em seis movimentos, com um tema de abertura bem definido que é repetido no movimento final. É tudo muito intenso e belo. Mutter escreve no encarte que a peça termina “com uma cena de enterro”. É verdade, mas há um Scherzando engraçadíssimo bem no coração do concerto. O violino de Mutter é intimista e frágil. A orquestra é dialógica, nunca esmagando o solista. Uma composição notável que ganha vida por meio de um desempenho incrível. A Sonata pata Violino e Piano de Béla Bartók é tonal, mas altamente dissonante, utilizando o piano de forma percussiva. Suas melodias são folclóricas, o meio escolhido por Bartók para dar vazão a seu avançado pensamento musical. A Sonata foi escrita no “Ano do Piano” de Bartók, 1926.

Mutter é a deusa do violino da música moderna.

(Esqueçam a mancada no nome do arquivo. O Penderecki é a principal peça deste CD.)

Krzysztof Penderecki: Concerto for Violin & Orchestra No. 2 “Metamorphosen” (1992-95) / Béla Bartók: Sonata for Violin & Piano No. 2, Sz 76 (1922)

1. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 1. Allegro ma non troppo 14:22
2. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 2. Allegretto 3:21
3. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 3. Molto 4:32
4. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 4. Vivace 2:06
5. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 5. Scherzando 5:07
6. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 6. Andante con moto 8:34

7. Bartók: Sonata No.2 for violin & piano, Sz.76 – 1. Molto moderato 8:03
8. Bartók: Sonata No.2 for violin & piano, Sz.76 – 2. Allegretto 11:43

Anne-Sophie Mutter, violino
London Symphony Orchestra
Krzysztof Penderecki, regente
Lambert Orkis, piano

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Não sou mais aquela menininha, mas ouve só como eu toco.

Não sou mais aquela menininha, mas ouve só como eu toco.

PQP

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Serguey Prokofiev – Violin Concertos – Ithzak Perlman, BBC Symphony Orchestra Gennady Rozhdestvensky

51UEm5a2ofLEis um CD que por algum motivo que ninguém pode explicar nunca apareceu por aqui, pelo menos eu procurei e não achei. Mas de qualquer forma, ei-lo aqui.

Perlman como sempre, é até redundante falar isso, mas enfim, ele dá um show. E muito mais não preciso falar. Os senhores façam o favor de ouvi-lo e tirem suas opiniões. O lendário maestro Gennady Rozhdestvensky é um espetáculo a parte ao conduzir a Sinfônica da BBC, mostrando o porque até hoje é considerado um dos maiores maestros da segunda metade do século XX.

01. Prokofiev – Violin Concerto No. 1 in D Major, Op. 19 I. Andantino
02. Prokofiev – Violin Concerto No. 1 in D Major, Op. 19 II. Scherzo
03. Prokofiev – Violin Concerto No. 1 in D Major, Op. 19 III. Moderato
04. Prokofiev – Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63 I. Allegro moderato
05. Prokofiev – Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63 II. Andante assai – Al
06. Prokofiev – Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63 III. Allegro ben marca

Itzhak Perlman – Violin
BBC Symphony Orchestra
Gennady Rozhdestvensky – Conductor

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Schoenberg (1874-1951), Berg (1885-1935), Webern (1883-1945): Os Quartetos de Cordas da Segunda Escola de Viena

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma paulada!

Arnold, Alban e Anton… Schoenberg, Berg e Webern… a Segunda (ou Nova) Escola de Viena. Quando ouvi este disco pela primeira vez, numa caixona de vinil que pegara emprestada da biblioteca do Instituto Goethe de Porto Alegre, achei tudo muito estranho e impenetrável, radical mesmo. Mas a sensibilidade muda e hoje não entendo como achava tudo isso tão complicado. Estes quartetos são lindos e naturalmente inseridos na história da música do século XX. Ouve-se Mahler e Bruckner, ouve-se Viena. Pergunto ao jovem do final dos anos 70 onde estava a dificuldade. A interpretação do Quarteto Lasalle é imbatível! Indico fortemente.

CD 1:
Arnold Schoenberg (1874 – 1951)
String Quartet No.1 in D minor, Op.7

1) 1. Nicht zu rasch – [12:02]
2) 2. Kräftig (nicht zu rasch) – [11:48]
3) 3. Mäßig (langsame viertel) – [11:52]
4) 4. Mäßig (heiter) [7:26]
String Quartet No.2, Op.10
5) 1. Mäßig [5:55]
6) 2. Sehr rasch [6:43]
7) 3. Litanei (Langsam) [5:40]
8) 4. Entrückung (Sehr langsam) [10:56]

CD 2:
Arnold Schoenberg (1874 – 1951)
String Quartet No.3, Op.30

1) 1. Moderato [8:57]
2) 2. Adagio [8:17]
3) 3. Intermezzo (Allegro moderato) [6:52]
4) 4. Rondo [6:14]
String Quartet No.4, Op.37
5) 1. Allegro molto, energico [9:06]
6) 2. Comodo [7:10]
7) 3. Largo [7:31]
8) 4. Allegro [8:03]

CD 3:
Arnold Schoenberg (1874 – 1951)
String Quartet in D major (1897)
1) 1. Allegro molto [6:20]
2) 2. Intermezzo. Andantino grazioso [3:42]
3) 3. Andante con moto [6:52]
4) 4. Allegro [4:41]
Anton Webern (1883 – 1945)
5 Movements for String Quartet, Op.5

5) 1. Heftig bewegt [2:23]
6) 2. Sehr langsam [2:19]
7) 3. Sehr bewegt [0:41]
8) 4. Sehr langsam [1:37]
9) 5. In zarter Bewegung [3:23]
10) String Quartet (1905) [12:10]
6 Bagatelles for String Quartet, Op.9
11) 1. Mässig [0:35]
12) 2. Leicht bewegt [0:23]
13) 3. Ziemlich fliessend [0:22]
14) 4. Sehr langsam [0:45]
15) 5. Äusserst langsam [1:12]
16) 6. Fliessend [0:34]
String Quartet, Op.28
17) 1. Mässig [3:56]
18) 2. Gemächlich [1:46]
19) 3. Sehr fliessend [2:18]

CD 4:
Alban Berg (1885 – 1935)
Lyric Suite for String Quartet (1926)
1) I. Allegretto gioviale [2:55]
2) II. Andante amoroso [5:35]
3) III. Allegro misterioso – Trio estatico [3:17]
4) IV. Adagio appassionato [4:59]
5) V. Presto delirando – Tenebroso [4:27]
6) VI. Largo desolato [5:27]
String Quartet, Op.3
7) 1. Langsam [8:57]
8) 2. Mässige viertel [9:37]

Quarteto Lasalle

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O grupão

O grupão

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Guiomar Novaes: a vez de Robert Schumann (1810-1856): Carnaval, Cenas Infantis, Papillons… vocês querem mais?

[ATENDENDO A PEDIDOS ANGUSTIADOS…]

Tenho escrito bastante nestes posts de resgate do legado de Guiomar Novaes, e desta vez vou deixar que a música fale por si. Apenas comento que estas três séries de peças foram extraídas da edição original em vinil, e não do CD duplo ao lado, o qual contém também as demais gravações que Guiomar fez de Schumann: as Fantasias op.12, Estudos Sinfônicos op.13 e o Concerto, este mais uma vez com a Sinfônica de Viena regida por Klemperer.

Isso NÃO significa que esteja prevista a postagem dessas peças, meus caros! A menos que…

Explico: gostaria muito de reunir aqui seu acervo de gravações completo, mas em 20 dias já postei quase tudo que consegui garimpar: de Chopin, os Noturnos, os Estudos, a Sonata op.35 e mais um álbum de peças diversas. De Beethoven, duas versões do 4.º Concerto e a Sonata ao Luar. Além disso, uma série de transcrições e miniaturas diversas, seu disco de música brasileira de 1974, e agora este Schumann. Por publicar restam apenas a Sonata op.58 de Chopin e, de interesse duvidoso, a digitalizaçãos dos seus 78 rotações de 1919 a 1927.

E os Prelúdios, o 2.º Concerto e tantas peças mais de Chopin? E o Imperador? E as demais peças de Schumann? Claro que tudo interessa… mas agora só vai ser possível se houver colaborações. Ou seja: se você tem alguma gravação da Guiomar, especialmente se já digitalizada, que tal participar? ( Contato, vocês sabem: ranulfus@bol.com.br )

http://i0.wp.com/www.tropis.org/imagext/schumann-novaes_vinil_original.jpg?w=584

GUIOMAR NOVAES TOCA SCHUMANN: CARNAVAL, CENAS INFANTIS, PAPILLONS
*** listagem completa das peças dentro do arquivo de download ***

Faixa 01: Carnaval op.9: 20 peças (23:14)
Faixa 02: Kinderszenen / Cenas Infantis op.15, peças I-VI (05:47)
Faixa 03: Kinderszenen / Cenas Infantis op.15, peças VII-XIII (12:23)
Faixa 04: Papillons op.2: 12 peças (13:50)

. . . . . BAIXE AQUI – download here

Ranulfus
publicado originalmente em 18.05.2012

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Piano / Sonata para violino e piano Op.134

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O notável Concerto Nº 2 para Piano e Orq. de Dmitri Shostakovich foi dedicado e estreado por seu filho, o pianista e regente Maxim (é mole?). Pois bem, ele é luminoso como deve ser a juventude e traz todo o gênero de brincadeiras entre pai e filho. No terceiro movimento, por exemplo, há alguns exercícios de piano com que Maxim, na infância, torturava seu pai… Neste incrível CD, Alexander Melnikov respeita o espírito da cada música. A Sonata para Violino e Piano foi dedicada a David Oistrakh, que colaborou com sugestões. O trabalho da dupla que Melnikov forma com Isabelle Faust merece todos os elogios. É música muito contrastante e revela como Shosta sentia-se em 1968, ano da composição. O Concerto Nº 1 para Piano, Trompete e Cordas é fenomenal. Aqui temos a juventude de Dmitri. É um concerto onde lirismo e sarcasmo demonstram que podem combinar muito bem. Este é um disco para você guardar no ventrículo esquerdo, que é onde o coração bate mais forte.

Shostakovich (1906-1975): Concertos para Piano / Sonata para violino e piano Op.134

1 – Piano Concerto no.2 op.102 – I. Allegro
2 – Piano Concerto no.2 op.102 – II. Andante
3 – Piano Concerto no.2 op.102 – III. Allegro

4 – Sonata for violin and piano op.134 – I. Andante
5 – Sonata for violin and piano op.134 – II. Allegretto
6 – Sonata for violin and piano op.134 – III. Largo

7 – Concerto [no.1] for piano, trumpet and string orchestra op.35 – I. Allegro moderato
8 – Concerto [no.1] for piano, trumpet and string orchestra op.35 – II. Lento
9 – Concerto [no.1] for piano, trumpet and string orchestra op.35 – III. Moderato
10 – Concerto [no.1] for piano, trumpet and string orchestra op.35 – IV. Allegro con brio

Isabelle Faust, violino
Alexander Melnikov, piano
Mahler Chamber Orchestra
Teodor Currentzis

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Retrato de compositor com gato

Retrato do compositor com gato

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

Dantone-K03[Decca]Esta gravação de Ottavio Dantone — o sujeito da capa ao lado — é excessivamente pessoal, talvez amalucada. Ele improvisa e ornamenta demais, o que poderia ser interessante se as novidades valessem a pena. Nem na repetição da ária de abertura ele deixa de incluir notas. O resultado deixa a desejar, principalmente se compararmos com a versão campeã de Pierre Hantaï, além das de Leonhardt, Gould e Karl Richter, mas, mesmo assim, a obra resiste. Dantone tem uma festejada integral das Sonatas de Domenico Scarlatti e gravou as Sonatas para Violino e Cravo com Viktoria Mullova — um registro também elogiadíssimo –, porém aqui derrapou na curva.

Não encontrei este CD na Amazon.

J. S. Bach – Variações Goldberg

Aria
Variation 1 à 1 clavier
Variation 2 à 1 clavier
Variation 3 Canone all’Unisuono à 1 clavier
Variation 4 à 1 clavier
Variation 5 a 1 ô Vero à 2 claviers
Variation 6 Canone alla Seconda à 1 clavier
Variation 7 à 1 ô vero à 2 claviers Al tempo di Giga
Variation 8 à 2 claviers
Variation 9 Canone alla Terza à 1 clavier
Variation 10 Fughetta à 1 clavier
Variation 11 à 2 claviers
Variation 12 Canone alla Quarta à 1 clavier
Variation 13 à 2 claviers
Variation 14 à 2 claviers
Variation 15 Canone alla Quinta – Antante à 1 claviers
Variation 16 Ouverture à 1 clavier
Variation 17 à 2 claviers
Variation 18 Canone alla Sexta à 1 clavier
Variation 19 à 1 clavier
Variation 20 à 2 claviers
Variation 21 Canone alla Settima à 1 clavier
Variation 22 Alla breve à 1 clavier
Variation 23 à 2 claviers
Variation 24 à 2 claviers
Variation 25 Adagio à 2 claviers
Variation 26 à 2 claviers
Variation 27 Canone alla Noma à 2 claviers
Variation 28 à 2 claviers
Variation 29 à 1 ô vero à 2 claviers
Variation 30 Quolibet à 1 clavier
Aria da Capo e Fine

Ottavio Dantone, cembalo

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E não adianta me olhar com essa cara!

E não adianta me olhar com essa cara!

PQP

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György Ligeti (1923-2006): Lontano, Violin Concerto, Atmosphères e San Francisco Polyphony

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Imperdível, mas só para quem tem ouvidos que não se chocam com o moderno. Na minha inútil opinião, Ligeti foi o maior compositor da segunda metade do século XX. Com um pé na tradição europeia — tendo tomado impulso em seu compatriota Béla Bartók — e uma imaginação delirante, este húngaro criou uma obra ao mesmo tempo rigorosa, compreensível e bem humorada. Eu amo Lontano, o Concerto para Violino e a micropolifonia de Atmosphères, aqui magnificamente interpretados pelo pessoal da Rádio da Finlândia. É uma linguagem que me agrada sobremaneira.

Toda aquela bagunça

Quero ver tudo isso organizado até o meio-dia, György!

György Ligeti (1923-2006): Lontano, Violin Concerto, Atmospheres e San Francisco Polyphony

01. Lontano
02. Violin Concerto – I. Praeludium
03. Violin Concerto – II. Aria, Hoquetus, Choral
04. Violin Concerto – III. Intermezzo
05. Violin Concerto – IV. Passacaglia
06. Violin Concerto – V. Appassionato
07. Atmospheres
08. San Francisco Polyphony

Benjamin Schmid, violino
Finnish Radio Symphony Orchestra
Hannu Lintu

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Dizem que se pronuncia Lígeti, como proparoxítona. Confere, produção?

Dizem que se pronuncia Lígeti, como proparoxítona. Confere, produção?

PQP

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Béla Bartók (1881-1945): Concertos

Vocês sabem que posto aqui mais ou menos o que ouço, não? Então, eu tinha este arquivo há uns dois anos no meu micro e resolvi ouvi-lo. Sei lá em que site o encontrei. Às vezes busco coisas em sites russos e gosto muito de um fantástico site húngaro. Aliás, são piratas natos. Claro que lá entendo pouca coisa, mas vou interpretando, procurando capas, dando um jeito. Mas o que queria dizer é que eu estava ouvindo o CD e embasbaquei-me com a tremenda gravação de Boulez para a versão orquestral da seminal Sonata para Dois Pianos e Percussão do genial Bartók. Quando aquela maravilha acabou, fez-se o silêncio. Bem, não há o Concerto para Violino anunciado, há apenas silêncio. Então, o Vanderson pergunta:

— Mas então porque fizeste o upload?
— Elementar, meu caro Vandecson, eu ouço e uploudeio ao mesmo tempo. Quando ouvi a merda, já estava lá.

Já o Concerto para Viola está íntegro. Agora, se algum de vocês tiver o mp3 completo do CD, me mande que eu faço a substituição. Mas, digo-lhes, apesar da falha, este download vale muito a pena!

Béla Bartók (1881-1945): Concertos

1. Concerto for 2 Pianos, Percussion, and Orchestra, Sz.115 – Assai lento – Allegro molto 12:49
2. Concerto for 2 Pianos, Percussion, and Orchestra, Sz.115 – Lento ma non troppo 6:29
3. Concerto for 2 Pianos, Percussion, and Orchestra, Sz.115 – Allegro ma non troppo 6:17

Tamara Stefanovich, piano I
Pierre-Laurent Aimard, piano II
Nigel Thomas, percussion
Neil Percy, percussion II
London Symphony Orchestra

4. Violin Concerto No.1 (Op.posth), Sz36 – 1. Andante sostenuto 9:33
5. Violin Concerto No.1 (Op.posth), Sz36 – 2. Allegro giocoso 11:47

Gidon Kremer, violin
Berliner Philharmoniker

6. Concerto for Viola and Orchestra, op.post. – Version: Tibor Serly – 1. Moderato – Lento parlando 14:32
7. Concerto for Viola and Orchestra, op.post. – Version: Tibor Serly – 2. Adagio religioso – Allegretto 4:37
8. Concerto for Viola and Orchestra, op.post. – Version: Tibor Serly – 3. Allegro vivace 4:16

Yuri Bashmet, viola
Berliner Philharmoniker

Pierre Boulez

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Béla Bartók e sia segunda esposa Ditta Pásztory no Concerto para Dois Pianos

Béla Bartók e sua segunda esposa Ditta Pásztory no Concerto para Dois Pianos

PQP

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Quartetos de Cordas (Completos)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Tornou-se lugar comum e é verdade. Talvez os Quartetos de Béla Bartók e os de Shostakovich sejam as obras que melhor descrevam o que foi o século XX. Erico Verissimo dizia que muitas vezes, durante a Guerra do Vietname, evitava ouvir os quartetos de Bartók — que amava –, por sentir transcritos neles uma visão muito clara daquele tempo. Creio que Shostakovich — artista e humanista que vivia sob a ditadura stalinista ao lado de gente como o genial Bulgákov — também faça isso, só que em outro registro. Porém, este espaço não serve bem às conjeturas políticas.

Então, como mais ou menos escreveu o crítico James Leonard, se você gosta que seu Shostakovich seja servido de forma um pouco brutal, você vai adorar esta versão do Emerson. Os músculos do quarteto estão em perfeita forma, os ataques são afiados e os ritmos implacáveis. As passacaglias são poderosas, de sonoridades maciças e estruturas monumentais. Os allegretti são agressivos, irônicos e sarcásticos.

Se você gosta que seu Shostakovich seja servido de forma suave e sensível, cheio de sorrisos por vezes falsos, você vai adorar esta versão do Emerson. Os andantes estão melodiosos e tranquilos, com harmonias bem destacadas e cores quentes. Os adágios estão lindos, os largos perfeitos, cheios de contrapontos expressivos e claros.

Se, no entanto, você gosta que seu Shostakovich seja sem gelo e paixão, ou seja, se vocês prefere uma versão de Shostakovich que não é bem o russo Shostakovich, não ouça o Emerson. O quarteto é imparável, incapaz de se conter-se. Há extraordinárias interpretações no Nº 1, 8, 10 e 11. Há crueza nos acordes de abertura do Nº 4. Há nostalgia no Nº 9. Há sentimentalismo no 14º. O som ao vivo da DG é nítido, limpo, profundo e detalhado com o público se a intrometer apenas com aplausos. Aplausos histéricos. Iguais àqueles como os quais você vai querer homenagear o compositor e o quarteto.

O Emerson String Quartet enclausurado.

O Emerson String Quartet enclausurado.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Quartetos de Cordas (Completos)

Quartet No. 1 In C Major, Op. 49
I. Moderato 3:55
II. Moderato 3:59
III. Allegro Molto 2:23
IV. Allegro 3:44

Quartet No. 2 In A Major, Op. 68
I. Overture: Moderato Con Moto 7:57
II. Recitative And Romance: Adagio 9:05
III. Waltz: Allegro 5:28
IV. Theme With Variations: Adagio – Moderato Con Moto – Allegretto – Più Mosso – Allegro Non Troppo – Allegro – Adagio 10:43

Quartet No. 3 In F Major, Op. 73
I. Allegretto 6:52
II. Moderato Con Moto 4:22
III. Allegro Non Troppo 3:50
IV. Adagio – Attacca: 4:44
V. Moderato – Adagio 8:18

Quartet No. 4 In D Major, Op. 83
I. Allegretto 3:50
II. Andantino 6:23
III. Allegretto – Attacca: 4:35
IV. Allegretto 9:37

Quartet No. 5 In B-flat Major, Op. 92
I. Allegro Non Troppo – Attacca: 11:18
II. Andante – Andantino – Andante – Andantino – Andante – Attacca: 8:29
III. Moderato – Allegretto – Andante 10:29

Quartet No. 6 In G Major, Op. 101
I. Allegretto 6:44
II. Moderato Con Moto 4:59
III. Lento – Attacca: 3:57
IV. Lento – Allegretto – Andante – Lento 6:33

Quartet No. 7 In F-sharp Minor, Op. 108
I. Allegretto – Attacca: 3:41
II. Lento – Attacca: 2:48
III. Allegro – Allegretto – [Adagio] 5:12

Quartet No. 8 In C Minor, Op. 110
I. Largo – Attacca: 4:33
II. Allegro Molto – Attacca: 2:37
III. Allegretto – Attacca: 4:05
IV. Largo – Attacca: 4:45
V. Largo 3:41

Quartet No. 9 In E-flat Major, Op. 117
I. Moderato Con Moto – Attacca: 4:24
II. Adagio – Attacca: 3:47
III. Allegretto – Attacca: 4:02
IV. Adagio – Attacca: 3:00
V. Allegro 9:36

Quartet No. 10 In A-flat Major, Op. 118
I. Andante 4:12
II. Allegretto Furioso 3:57
III. Adagio – Attacca: 4:48
IV. Allegretto – Andante 8:40

Adagio (Elegy) For String Quartet, After Katerina’s Aria From Scene 3 Of The Opera “Lady Macbeth Of The Mtsensk District,” Op. 29 4:34
Allegretto (Polka) For String Quartet, After The Polka From The Ballet “The Age Of Gold,” Op. 22 2:47

Quartet No. 11 In F Minor, Op. 122
I. Introduction: Andantino – Attacca: 2:11
II. Scherzo: Allegretto – Attacca: 2:41
III. Recitative: Adagio – Attacca: 1:08
IV. Etude: Allegro – Attacca: 1:14
V. Humoresque: Allegro – Attacca: 1:01
VI. Elegy: Adagio – Attacca: 4:12
VII. Finale: Moderato – Meno Mosso – Moderato 3:38

Quartet No. 12 In D-flat Major, Op. 133
I. Moderato – Allegretto – Moderato – Allegretto – Moderato 6:29
II. Allegretto – Adagio – Moderato – Adagio – Moderato – Allegretto 19:23

Quartet No. 13 In B-flat Minor, Op. 138
Adagio – Doppio Movimento – Tempo Primo 19:08

Quartet No. 14 In F-sharp Major, Op. 142
I. Allegretto – Meno Mosso – Allegretto – Meno Mosso – Allegretto 8:13
II. Adagio – Attacca: 8:52
III. Allegretto – Poco Meno Mosso – Adagio 8:05

Quartet No. 15 In E-flat Minor, Op. 144
I. Elegy: Adagio – Attacca: 12:36
II. Serenade: Adagio – Attacca: 5:47
III. Intermezzo: Adagio – Attacca: 1:38
IV. Nocturne: Adagio – Attacca: 4:30
V. Funeral March: Adagio Molto – Attacca: 4:35
VI. Epilogue: Adagio – Adagio Molto 6:18

Emerson String Quartet:
Violin – Philip Setzer
Violin – Eugene Drucker
Cello – David Finckel
Viola – Lawrence Dutton

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Shostakovich (centro) com os únicos caras que podem vencer o Emerson String Quartet, os membros do Quarteto Borodin.

Shostakovich (centro) com os únicos caras que podem vencer o Emerson String Quartet, os membros do Quarteto Borodin.

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Alberto Ginastera (1916-1983) – Complete Music for Cello & Piano – Kosower, Oh

51oUOzvQogL._SX425_ (1)Vou trazer algo diferente hoje, um compositor argentino que já apareceu várias vezes por aqui, Alberto Ginastera, talvez o maior dos compositores argentino. Sua música incorpora diversos elementos da música folclórica argentina e contemporânea, com as devidas influências dos mais importantes compositores do século XX, vide Stravinsky, Bártok, Prokofiev, entre outros. O texto abaixo foi tirado do booklet do cd:

One of the most important South American composers of the 20th Century, Alberto Ginastera embraced both old and new in the creation of an original style rooted in Argentine folk and popular music while incorporanting increasingly modernist techniques. The works on this recording span Ginastera´s entire compositional output. The ‘Cinco canciones populares argentinas’ are derived directly from folk music but in ‘Pampeana nº2 ‘ the use of folk music is more symbolic. ‘Puneña nº2’ is a tour de force for cello that explores all registers of the instrument as well as a wide range of extended techniques. Ginastera himself wrote of the ‘Sonata, op. 49’, one of his last works from his Neo-Expressionist period: ‘strong rhytms, lyrical singing, and a misterious atmosphere are, I think, the characteristics of this work consisting  of four moviments’. 

Para quem não conhece a obra do argentino, creio que este CD seja uma bela introdução.

01. Pampeana No. 2, Op. 21
02. 5 canciones populares argentinas, Op. 10 (arr. for cello and piano) – No. 4
03. No. 1. Triste
04. No. 3. Zamba
05. No. 2. Arrorro
06. No. 5. Gato
07. Punena No. 2, Op. 45, ‘Hommage a Paul Sacher’ – I. Harawi
08. II. Wayno karnavalito
09. Cello Sonata, Op. 49 – I. Allegro deciso
10. II. Adagio passionato
11. III. Presto mormoroso
12. IV. Allegro con fuoco

Mark Kosower – Cello
Jee-Won Oh – Piano

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J. S. Bach(1685-1750): Trauerode BWV 198 Cantate BWV 78

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Johann Sebastian Bach — 332 anos hoje. Comemore com cerveja.

Este é um CD muito especial, especialíssimo. Trata-se de duas das maiores Cantatas de Bach interpretadas por esse monstro chamado Philippe Herreweghe e La Chapelle Royale. Para ficar melhor ainda, são duas Cantatas pouco divulgadas, pouco gravadas e que apenas pessoas como o Ranulfus (assim como este filho de Bach) reconhecem como obras-primas indiscutíveis. Não preciso consultar bibliografia nenhuma para concluir que, quando compôs a BWV 198, Bach certamente possuía um excelente coral à disposição, pois ele o explora como raramente fez em Cantatas. Um CD verdadeiramente extraordinário, desses de comprar para mostrar.

A Cantata 78 já foi cantada em prosa e verso pelo Ranulfus neste post. E eu digo que ela PERDE para a espetacular 198, mas, como não estamos numa disputa, quem ganha são os melômanos do PQP Bach.

J. S. Bach(1685-1750): Trauerode BWV 198 Cantate BWV 78

1. Trauerode, BWV 198: Coro “Laß, Fürstin, laß noch einen Strahl” 5:58
2. Trauerode, BWV 198: Recitativo (S) “Dein Sachsen” 1:10
3. Trauerode, BWV 198: Aria (S) “Verstummt!” 3:52
4. Trauerode, BWV 198: Recitativo (A) “Der Glocken bebendes Getön” 0:58
5. Trauerode, BWV 198: Aria (A) “Wie starb die Heldin so vergnügt” 7:23
6. Trauerode, BWV 198: Recitativo (T) “Ihr Leben ließ die Kunst zu sterben” 1:08
7. Trauerode, BWV 198: Coro “An dir, du Fürbild großer Frauen” 2:08
8. Trauerode, BWV 198: Pars secunda: Nach gehaltener Trauerrede. Aria (T) “Der Ewigkeit saphirnes Haus” 4:07
9. Trauerode, BWV 198: Pars secunda. Recitativo (B) “Was Wunder ist?” 2:28
10. Trauerode, BWV 198: Pars secunda. Chorus ultimus “Doch, Königin!” 5:09

11. Jesu, der du meine Seele, BWV 78: Coro “Jesu, der du meine Seele” 5:31
12. Jesu, der du meine Seele, BWV 78: Aria, duetto (S, A) “Wir eilen” 5:17
13. Jesu, der du meine Seele, BWV 78: Recitativo (T) “Ach! ich bin ein Kind der Sünden”2:09
14. Jesu, der du meine Seele, BWV 78: Aria (T) “Dein Blut” 3:22
15. Jesu, der du meine Seele, BWV 78: Recitativo (B) “Die Wunden, Nägel, Kron und Grab” 2:36
16. Jesu, der du meine Seele, BWV 78: Aria (B) “Nun du wirst mein Gewissen stillen” 3:09
17. Jesu, der du meine Seele, BWV 78: Choral “Herr, ich glaube” 1:05

Ingrid Schmithüsen
Charles Brett
Howard Crook
Peter Kooy

Collegium Vocale
La Chapelle Royale
Philippe Herreweghe

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Não, Philippe, a Cantata do Café a gente posta outro dia, tá?

Não, Philippe, a Cantata do Café a gente posta outro dia, tá?

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Violoncelo Solo (Cocset, completas)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Johann Sebastian Bach — 332 anos hoje. Comemore com cerveja.

A gravação definitiva, enquanto não chegar outra para ocupar o cargo.

Não vou escrever longamente sobre todos os registros das Suítes que ouvi nos últimos… bem, mais de quarenta anos, certamente. Gostava imensamente de Maurice Gendron e custei muito a passar minha preferência para Janos Starker, com quem fiquei por pouco tempo, logo passando a Anner Bylsma.

As famosíssimas versões de Yo-Yo Ma, Antônio Meneses e Mstislav Rostropovich são muito, mas muito mesmo, insatisfatórias. O trio é merecidamente famoso por trabalhos realizados fora da música barroca. Não é fácil adaptar-se à sonoridade toda própria destas obras. Eu, particularmente, acho muito chata a gravação para cumprir tabela do grande Rostropovich. É apenas correta. Os críticos a detonaram… Mas vende mais do que qualquer outra… Em razão da ignorância dos ouvintes, claro. O próprio Rostropovich, em entrevista à Gramophone na edição em que seu CD sofria críticas bastante severas, sugeriu discretamente que não tinha nada a acrescentar a um repertório que lhe era estranho.

Vamos a Cocset! Bruno Cocset não é apenas um violoncelista especializado no barroco que interpreta as suítes com um senso de estilo claro e definido. Sua gravação, realizada para a maravilhosa Alpha – que lhe fez uma belíssima caixa – tem algumas novidades que julgo muito boas. Não tenho condições de avaliar a utilização da corda mais alta estar afinada para sol em vez de lá na Quinta Suíte, nem da Sexta Suíte possuir uma quinta corda afinada para mi adicionada às quatro cordas habituais do cello (são exigências do compositor que Cocset obedeceu e não creio que outros além de Bylsma o tenham feito). O que me interessa é a tomada do som. Cada suíte foi gravada continuamente, sem interrupções, como num concerto. Cocset pensou que isso daria maior integridade à execução. Funcionou! Não houve correções e nós ouvimos alguns sons de marcenaria que a mim não incomodam nem um pouco. Até pelo contrário, gosto muito e o resultado é um ambiente de concerto que me deixa meio hipnotizado. Bom, opiniões…

O registro foi gravado em outubro de 2001 em Paris, na Chapelle de l`Hôpital Notre-Dame de Bon Secours . E é arrepiante de cabo a rabo.

Suítes para Violoncelo Solo 

CD 1:

1. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Prelude
2. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Allemande
3. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Courante
4. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Sarabande
5. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Menuett
6. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Gigue

7. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Prelude
8. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Allemande
9. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Courante
10. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Sarabande
11. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Menuett
12. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Gigue

13. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Prelude
14. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Allemande
15. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Courante
16. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Sarabande
17. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Bouree
18. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Gigue

CD 2:

1. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Prelude
2. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Allemande
3. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Courante
4. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Sarabande
5. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Bourree
6. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Gigue

7. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Prelude
8. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Allemande
9. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Courante
10. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Sarabande
11. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Gavotte
12. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Gigue

13. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Prelude
14. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Allemande
15. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Courante
16. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Sarabande
17. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Gavotte
18. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Gigue

Bruno Cocset, violoncelo

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Bruno Cocset e um amigo

Bruno Cocset e um amigo

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Trio Sonatas Completas para Órgão Solo BWV 525-530

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Johann Sebastian Bach — 332 anos hoje. Comemore com cerveja.

Certa literatura musical lá dos anos 20, 30 e 40 do século passado chamava essas Trio Sonatas como “a maior obra composta em todos os tempos” ao lado dos Concertos de Brandenburgo. Há pessoas que precisam ver pódios e há muitos anos este posto informal e bobo parece ter sido ocupado pela Missa em Si Menor, também de Bach. Lembro de como, nos anos 70, eu COMI o álbum duplo da Archiv (vinil) em que o organista Helmut Walcha tocava maravilhosamente essas obras. Peguei  emprestado na Biblioteca do Instituto Goethe de Porto Alegre e devolvi quase chorando 15 dias depois, não sem antes gravar tudo em mais de um cassete para garantir. O mundo deu muitas voltas e hoje Bach completa 332 anos de renascimentos diários em nossas mentes, estudos, ensaios, gravações e salas de concerto. Mesmo após tantos anos ouvindo estas obras elas ainda me causam arrepios. Achei linfa a abordagem de Benjamin Alard. Acho que vocês vão gostar também.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Trio Sonatas Completas para Órgão Solo BWV 525-530

01. Trio Sonata for organ No.1 in E flat major, BWV 525 (BC J1) – I
02. Trio Sonata for organ No.1 in E flat major, BWV 525 (BC J1) – II. Adagio
03. Trio Sonata for organ No.1 in E flat major, BWV 525 (BC J1) – III. Allegro

04. Trio Sonata for organ No.2 in C minor, BWV 526 (BC J2) – I. Vivace
05. Trio Sonata for organ No.2 in C minor, BWV 526 (BC J2) – II. Largo
06. Trio Sonata for organ No.2 in C minor, BWV 526 (BC J2) – III. Allegro

07. Trio Sonata for organ No.3 in D minor, BWV 527 (BC J3) – I. Andante
08. Trio Sonata for organ No.3 in D minor, BWV 527 (BC J3) – II. Adagio e dolce
09. Trio Sonata for organ No.3 in D minor, BWV 527 (BC J3) – III. Vivace

10. Trio Sonata for organ No.4 in E minor, BWV 528 (BC J4) – I. Adagio – Vivace
11. Trio Sonata for organ No.4 in E minor, BWV 528 (BC J4) – II. Andante
12. Trio Sonata for organ No.4 in E minor, BWV 528 (BC J4) – III. Un poco allegro

13. Trio Sonata for organ No.5 in C major, BWV 529 (BC J5) – I. Allegro
14. Trio Sonata for organ No.5 in C major, BWV 529 (BC J5) – II. Largo
15. Trio Sonata for organ No.5 in C major, BWV 529 (BC J5) – III. Allegro

16. Trio Sonata for organ No.6 in G major, BWV 530 (BC J6) – I. Vivace
17. Trio Sonata for organ No.6 in G major, BWV 530 (BC J6) – II. Lento
18. Trio Sonata for organ No.6 in G major, BWV 530 (BC J6) – III. Allegro

Benjamin Alard, órgão

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Vocês podem não acreditar, mas estas são as mãos de Benjamin Alard

Vocês podem não acreditar, mas estas são as mãos de Benjamin Alard

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Toccata & Fuge

R-8201297-1457032379-1579.jpegJohann Sebastian Bach — 332 anos amanhã. Comemore com cerveja. Ele adorava!

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Muitos compositores posteriores a Bach utilizaram-se do quarteto de cordas para seus voos mais experimentais. Nascido antes da invenção de Haydn, Bach dava seus voos mais originais no atualmente fora de moda órgão. Esta é uma gravação lá dos anos 80, com Simon Preston jovem inteiramente à vontade. A maior parte da produção organística de Bach data da primeira parte de sua carreira, quando ocupou vários postos como organista. Depois de 1717 essa função não foi mais exercida oficialmente, ainda que seu interesse pelo instrumento jamais desaparecesse. Boa parte parece ter sido música de ocasião, dada a maneira dispersa que chegou a nós, sem circunstâncias claras, datas exatas ou maiores indicações. Chegaram a nós em cópias de baixa qualidade, para divertimento de estudiosos. Somente no final de sua vida ele se preocupou em revisar, organizar e publicar diversos trabalhos em coleções. Convencionou-se dividir em dois grupos principais essa parte de sua produção: um de peças baseadas em hinos luteranos, e outro de peças de livre inspiração, mas isso não implica a separação entre o seu uso litúrgico e não-litúrgico, havendo sobreposição neste aspecto. As peças de livre inspiração ocupam um lugar importante no conjunto de sua produção, compreendendo os tipos tocata, canzona, passacalha, fantasia, prelúdio e fuga e outros. De modo geral apresentam um estilo rapsódico típico dos mestres alemães da geração anterior a ele. São obras exuberantes e de grande efeito. Confiram!

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Toccata & Fuge

Toccata & Fuge D-Moll BWV 565
1 Toccata
2 Fuge

Fantasie & Fuge G-Moll BWV 542
3 Fantasie
4 Fuge

Praeludium & Fuge F-Moll BWV 534
5 Praeludium
6 Fuge

Toccata & Fuge D-Moll BWV 538 “Dorische”
7 Toccata
8 Fuge

Orgelkonzert Nr.2 A-Moll BWV 593 (sobre o Concerto de Vivaldi Op. 3 Nº 8)
9 1. Ohne Tempobezeichnung
10 2. Adagio
11 3. Allegro

Choralvorspiele
12 Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme BWV 645
13 Kommst Du Nun, Jesus, Vom Himmel Herunter BWV 650
14 Schmücke Dich, O Liebe Seele BWV 654
15 Nun Danket Alle Gott BWV 657

Simon Preston, orgão

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Simon Preston feliz.

Simon Preston feliz.

PQP

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