Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano — Op.2 No.3, Op.13 Pathétique, Op.28 Pastoral

Eu não sou tarado por essas sonatas de Beethoven — prefiro as sonatas mais, digamos, novas — , mas a grande estrela da Hyperion Angela Hewitt as toca tão bem que permaneci ouvindo o CD mesmo durante o jogo do Inter no fim-de-semana. Fiquei com o CD Player ligado ouvindo a Hewitt enquanto via o Inter na TV montar sua pilhinha de gols no Grêmio. A A TV sem som, claro, para não ouvir as imbecilidades dos comentaristas. Nos dois casos houve vitória, aqui bem mais fácil do que em campo, pois Angie não foi obrigada — ainda bem — a bater pênaltis.

Mesmo com um olho no jogo, pude notar o senso de estilo de uma pianista tão afeita aos barrocos quanto a Ravel. Sua Patética, olha, saiu boa demais. Ouvi duas vezes as duas primeiras sonatas; na terceira já estava mais preocupado com a partida. Mas confiram porque é biscoito fino!

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano — Op.2 No.3, Op.13 Pathétique, Op.28 Pastoral

1. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: I. Allegro
2. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: II. Andante
3. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: III. Scherzo: Allegro vivace
4. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: IV. Rondo: Allegro ma non troppo

5. No.8 in c, Op.13 ‘Pathétique’: I. Grave – Allegro di molto e con brio
6. No.8 in c, Op.13 ‘Pathétique’: II. Adagio cantabile
7. No.8 in c, Op.13 ‘Pathétique’: III. Rondo: Allegro

8. No.3 in C, Op.2/3: I. Allegro con brio
9. No.3 in C, Op.2/3: II. Adagio
10. No.3 in C, Op.2/3: III. Scherzo: Allegro
11. No.3 in C, Op.2/3: IV. Allegro assai

Angela Hewitt, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Beethoven -- em foto de 1992 -- é o que está com a língua de fora

Beethoven — em foto de 1992 — é o que está com a língua de fora

PQP

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

14 ideias sobre “Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano — Op.2 No.3, Op.13 Pathétique, Op.28 Pastoral

  1. Lembrei da primeira vez que ouvi uma sonata de Beethoven. E foi justamente a Opus 28 Pastoral. Não acreditei no que estava ouvindo. Não sabia que tinha gente que fazia essas coisas, essas maravilhas. É claro que eu já tinha escutado uns poucos concertos (sinfonias). Mas, desconhecia totalmente a existência destas “pequenas” peças para poucos instrumentos.

  2. Estou ansioso pra escutar a interpretação da angela Hewitt tocando Beethoven, depois de apreciar as partitas de Bach com ela. Ela é muito boa! Obrigado PQP pela oportunidade de conhecer novos músicos e obras. Parabéns a todos pelo belo trabalho desse Blog que dissemina cultura.

  3. Agradecemos o destaque dado ao blog, Álvaro, e com certeza sentimo-nos lisonjeados ppela lembrança. Infelizmente a falta de tempo não nos permite dar o destaque necessário à data, mas tentarei ainda hoje postar alguma coisa em homenagem a este gigante da música.

  4. Muito boa postagem, como tudo que este blog tem a oferecer. Podiam postar as obras para alaúde de Bach, como já foram prometidas… E dele colorado…
    Abraços

  5. Nossa, vou ter que postar só pelo final do teu comentário. Como diria o Monty Python, disseste as palavras mágicas “E dele colorado”.

  6. Vamos ouvir.

    Eu nunca tinha dado muita bola pra Pastoral mas agora a acho maravilhosa nas mãos do Kovacevich. A Pathetique é uma das preferidas, ainda.

    Valeu pelo upload, pqp.

  7. Muito bom disco. Esse é o primeiro álbum que da Hewitt tocando Beethoven que ouço. Tenho alguma coisa de Bach e um disco de Debussy. Gosto de todos. (Eu sou fácil de agradar…) Até agora, a sonata que gostei mais neste disco é a que não tem nome. Sonata No. 3. Para mim, a primeira grande sonata de Beetoven.
    Abraços e obrigado pela postagem!

    • Mário,

      Gosto pessoal à parte, à primeira “grande sonata”, literalmente até, pois recebeu este título na publicação, é a nº 4, e é grande pelo tamanho mesmo, leva de 25 a 30 min pra ser tocada, é a 2ª mais longa de todas, depois da Hammerklavier. Se quer saber meu gosto pessoal, tem seus “grandes” momentos sem dúvida, mas em outros dá a impressão de ser um passo maior do que as pernas do jovem Beethoven, em alguns momentos os desenvolvimentos se alongam muito, sem a quebra de barreiras formais que permitem a enormidade de movimentos em sonatas como a 29 ou a 32.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *