História da Música Brasileira – Período Colonial I – Orquestra e Coro Vox Brasiliensis (Acervo PQPBach)

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Este CD oferece uma mostra da música religiosa produzida ou praticada no Brasil, do inícios do séc. XVIII a inícios do séc. XIX, nas capitanias de Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Reunimos para isso, algumas composições recuperadas desde os trabalhos pioneiros do musicólogo Francisco Curt Lange (1903 – 1997) na década de 1940, até as mais recentes pesquisas.

A produção musical católica floresceu em todos os grandes centros urbanos da América Latina a partir de fins do séc. XVI, observando duas características básicas: 1) a assimilação das técnicas européias de composição e execução musical; 2) adaptação das mesmas às condições particulares de cada região do Novo Mundo. As pesquisas sobre esse fenômeno, intensificadas a partir da década de 1980, têm revelado, portanto, não somente música escrita e executada nessas regiões no período colonial, como também música que, em vários aspectos, exibe particularidades nem sempre encontradas na produção religiosa européia.

A música colonial latino-americana foi essencialmente vocal e religiosa, sendo raras, no período, as obras profanas ou as composições exclusivamente instrumentais, fenômeno decorrente do estabelecimento da religião católica como forma de agregação social. Foi somente no séc. XIX, depois dos movimentos de independência e das revoluções industriais, sociais e urbanas, que iniciou-se o franco desenvolvimento da música profana, instrumental e mesmo doméstica na região.

O Brasil, no período colonial (1500-1822), exibiu um desenvolvimento musical bastante tardio, em relação a outras regiões do continente. Embora existam raros exemplos relativos à primeira metade do séc. XVIII, foi a partir da década de 1770, com o avanço do processo de urbanização, que intensificou-se a produção musical religiosa na América Portuguesa.

Como parte decisiva de nosso trabalho no Projeto História da Música Brasileira, este CD tem a preocupação de apresentar não somente obras inéditas, mas de aumentar a difusão do repertório cultural da Colônia.
Paulo Castagna, extraído do encarte, 1999.

Anônimo (Séc. XVIII)
01. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 1. Asperges Me/ Domine, Hyssopo (Alegro)
02. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 2. Misere Mei, Deus (Moderato)
03. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 3. Gloria Patri (Andante)
04. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 4. Sicut Erat (Allegro)
05. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 5. Hosana Filio David
06. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 6. Collegerunt Pontifices
07. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 7. Sancuts
08. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 8. Pueri Hebraerum (Antífona)

Ignacio Parreiras Neves (Vila Rica, atual Ouro Preto, 1736-1790)
09. Antífona De N. Senhora 1. Salve Regina (Largo)
10. Antífona De N. Senhora 2. Eia Ergo (Andantino)
11. Antífona De N. Senhora 3. Virgo Maria (Adagio)

Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
12. Encomendação De Almas 1. Alerta, Mortais (Andante/Poco Allegro)
13. Encomendação De Almas 2. Senhor Deus (Moderato)

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
14. Ego Enem Accepi A Domino
Francisco Gomes da Rocha (1746-1808, Vila Rica, MG)
15. Novena de Nossa Senhora do Pilar 1. Veni Sancte Spiritus (Andantino)
16. Novena de Nossa Senhora do Pilar 2. Domine Ad Adjuvandum (Allegro)
17. Novena de Nossa Senhora do Pilar 3. Gloria Patri (Andante)
18. Novena de Nossa Senhora do Pilar 4. Sicut Era (Allegro)
19. Novena de Nossa Senhora do Pilar 5. In Honorem Sacratissimae virginis Mariae (Invitatorio – Allegro Comodo)
20. Novena de Nossa Senhora do Pilar 6. Quem Terra, Pontus, Sidera (Hino – Andante)
21. Novena de Nossa Senhora do Pilar 7. Virgo Prudentissima (Antífona – Allegretto)

José Alves (Portugal, sec. XVIII)
22. Donec Ponan (Andante)
André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
23. Veni Sancte Spiritus (Allegro Brilhante)
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
24. Tota Pulchra Es Maria (Andante Amoroso/Largo)
25. Dies Sanctificatus (Moderato)
26. Justus Cum Ceciderit (Moderato)

Anônimo (Francisco Martins?c.1620-1680)
27. Pueri Hebraeorum
Anônimo (início do séc. XVIII)
28. Ex Tractatu Sancti Augustini
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
29. Moteto “Bajulans”
30. Surrexit Dominus (Allegre)

Luis Álvares Pinto (Recife, 1719 – 1789)
31. Divertimentos Harmônicos 1. Beata Virgo
32. Divertimentos Harmônicos 2. Benedicta Tu In Mulieribus
33. Divertimentos Harmônicos 3. Quae Est Ista
34. Divertimentos Harmônicos 4. Eficieris Gravida
35. Divertimentos Harmônicos 5. Oh! Pulchra Es

Anônimo (início do séc. XVIII)
36. Matais De Incêndios

História da Música Brasileira – Período Colonial I – 1999
Orquestra e Coro Vox Brasiliensis
Regente: Ricardo Kanji
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mp3 320 kbps | 197,4 MB | 1,1 h
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.Boa audição.

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Avicenna

27 comments / Add your comment below

  1. Poxa, que legal, uma gravação com Ricardo Kanji!
    Eu tenho aula de história da música sua sobrinha dele, Isabel Kanji, cravista aluna de Alessandro Santoro (filho do compositor). E não sabia da existência desse CD. Há muita coisa na música brasileira que desconhecemos; diz-se que havia, há 250 anos, muito mais vida musical no país do que hoje, quando somos um país “independente”…

  2. O Gabriel tem razão, musico.
    Acabei de fazer o download do arquivo e o abrí.
    Todas as faixas estão íntegras.
    Tente de novo!

    Um abraço,

    Avicenna

    1. Obrigadíssimo por postar essa série, eu desconhecia esse material.
      Só possivel encontrar em sebos? Está fora de catálogo? Que pena, mas parece que é assim que o Brasil trata culturalmente o Brasil, tudo que interessa está fora de catálogo.

  3. Eu tinha recebido este disco de presente quando foi lançado e ele tinha desaparecido numa mudança

    Obrigado pela oportunidade de reencontrar esta musica que eu adoro.

  4. Agradeço pela oportunidade única de ter acesso a essa iniciativa. Me emocionei ao ver a 1ª parte dos vídeos. Maravilhoso!
    Quanto ao disco, não me canso de ouvir desde a primeira ‘postagem’. E sempre me emociono pela beleza e profundidade das obras. Muito agardecido, sempre.
    Os brasileiros precisam conhecer sua história e a capacidade criativa do nosso povo, capaz de obras do mesmo nível do que fazia então na Europa.
    Aguardo ansioso pelas próximas edições.

  5. Eu baixei o CD e fui ouvindo atentamente todas as peças, sem reparar no compositor de cada uma delas. Uma me chamou muito atenção: Tota Pulchra es Maria, pela delicadeza e sobriedade com que o instrumento de sopro sublinha o coro e as madeiras.

    Quando fui conferir quem era o autor, não podia ser outro: Padre José Maurício. É, tranquilamente, o maior de nossos compositores pré-modernos.

    1. E o Padre José Maurício compos Tota Pulchra es Maria quando tinha somente 16 anos, Fernando!
      Imagine se ele tivesse nascido na Áustria ou Alemanha!!

      Um abraço,

      Avicenna

      1. Putz, com 16 anos eu nem sabia o que fazer da vida. rsss

        Era realmente um prodígio o padre José Maurício, ainda mais se considerarmos as condições relativamente árduas para a sua formação musical. É, de fato, um talento nato.

        Se tivesse nascido em algum grande polo de produção musical da Europa no mesmo tempo, eu não tenho dúvidas de que ele se faria conhecido mundialmente.

        Mas, por nossa sorte, nasceu aqui na nossa terra empoeirada e morena, para encher os nossos ouvidos de orgulho.

  6. Avicena este raro e fantástico cd deve estar com algum problema para baixá-lo, eu não consigo, por favor arrume o link. Muito obrigado. e continue com esse trabalho maravilhoso d divulgar a música brasileira. um abraço

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