Alma Latina: Domenico Zipoli (1688 – 1726): Bolivian Baroque: Music from the Missions of the Chiquitos and Moxos Indians

Screen Shot 2016-05-10 at 10.39.07 AMOs missionários jesuítas, vindos da Espanha e da Itália, estabeleceram suas primeiras missões na Bolívia em Chiquitos (entre 1691 e 1767) e em Moxos (entre 1681 e 1767).

Em 1991 a UNESCO declarou seis dessas missões como Patrimônio Cultural da Humanidade. Durante a restauração dos templos de várias dessas cidades, nos anos 70, aproximadamente 10.000 folhas de música barroca dos séculos XVII e XVIII foram descobertas dentro dos templos. E a humanidade então descobriu o gênio Domenico Zipoli, considerado um dos maiores compositores de música sacra da América Latina dos séculos XVII e XVIII.

Em Santa Cruz de la Sierra foi também fundada a APAC (Asociación Pro Arte y Cultura) para promover a cultura e a tradição dessa região. Nos anos pares a APAC organiza  o Festival Internacional de Música Renacentista y Barroca Americana, nas missões de Chiquitos.  Veja mais em: http://www.festivalesapac.com, e conheça mais sobre as missões na Bolívia em http://www.boliviabella.com/baroque-music-festival.html.

Esta gravação é um dos mais ambiciosos projetos do Florilegium Ensemble: gravar a música barroca boliviana na Catedral de Concepción, no meio da floresta boliviana, com 4 solistas locais, selecionados e treinados pelo maestro Ashley Solomon. A maioria das peças abaixo foi recentemente descoberta em uma cripta da Catedral de Concepción, e datam de 1707.

Domenico Zipoli (1688 – 1726) – Os jesuítas da época usavam o Beatus Vir para ensinar e treinar os nativos a cantar.
1. Beatus Vir 1. Beatus Vir
2. Beatus Vir 2. Exortum Est
3. Beatus Vir 3. Incundus Homo
4. Beatus Vir 4. Pecator Videbit
5. Beatus Vir 5. Gloria Patri
6. Beatus Vir 6. Sicut Erat

Anonymous (Séc. XVIII)
7. Sonata Chiquitana XVIII 1. Allegro
8. Sonata Chiquitana XVIII 2. Andante
9. Sonata Chiquitana XVIII 3. Presto
10. Aqui Ta Naqui Iyai
11. Chapie, Iyai Jesu Christo

Domenico Zipoli (1688 – 1726)
12. In Hoc Mundo 1. Sonata
13. In Hoc Mundo 2. Recitative
14. In Hoc Mundo 3. In Te Spero
15. In Hoc Mundo 4. Recitative: Eia Iohannes
16. In Hoc Mundo 5. Tune Iectus Organis

Anonymous (Séc. XVIII)
17. La Folia 1. Allegro
18. La Folia 2. Largo
19. La Folia 3. Alegro
20. In Hoc Mensa Novi Regis – Aria
21. Motet Caima: Iyai Jesus 1. Sonata
22. Motet Caima: Iyai Jesus 2. Recitative Caima
23. Motet Caima: Iyai Jesus 3. Acuacirica Inema
24. Pastoreta Ychepe Flauta 1. Untitled
25. Pastoreta Ychepe Flauta 2. Allegro
26. Pastoreta Ychepe Flauta 3. Adagio
27. Pastoreta Ychepe Flauta 4. Alegro
28. Ascendit Deus In Jubilatione – Aria
29. Exaltate Regem Regum

Henry Villca Suntura (Séc. XX)
30. Improvisation

Bolivian Baroque: Music from the Missions of the Chiquitos and Moxos Indians – 2005
Florilegium Ensemble & Bolivian Soloists – Regente: Ashley Solomon

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 320 kbps – 172,2 MB – 1,2 horas
powered by iTunes 8.2

balão

 

 

 

 

.

 

 

 

 

 

Boa audição!

Avicenna

16 comments / Add your comment below

  1. FANTÁSTICO esse posting de Música Colonial Boliviana!! Eu sempre me perguntava onde é que iria conseguir música colonial da América hispânica, que ouvi uma vez na rádio USP e nunca mais. Valeu!!

    Mas, novo por aqui que sou, aproveito pra expressar uma perplexidade: não existe nenhum modo de fazer contato com o respeitabilíssimo Sr. PQP Bach, ou com a administração deste blog?

    Andei garimpando & ‘uploadando’ uma preciosidade: Vésperas de Monteverdi em 2 CDs – obra que considero muuuuito mais importante que tudo mais de Monteverdi que existe postado aqui… Não existe um modo de comunicar isso e compartilhar os links neste blog??

    1. Seu pleito já foi devidamente encaminhado, Ranulfus.
      Iremos postar mais pérolas da música colonial da América hispânica. Continue antenado e obrigado pela sua audiência!

  2. Olá Avicenna.
    Mas que belíssima composição esta! Quando o li o título da postagem julguei ser algo mais simples, isto é, apenas coral, mas qual foi minha surpresa, já na primeira faixa! E que som vigoroso! Apaixonante! Estaria enganado se faz lembrar-me Vivaldi? Enfim, mais uma magnifíca postagem! Meus votos para vindouras pérolas como a presente!

    1. Obrigado pelo incentivo, Adriano.
      Gosto muito do vigor das Sonatas Chiquitanas.
      Zipoli nasceu e morou na Itália até seus 26 anos, aproximadamente, e foi contemporâneo de Vivaldi, discípulo de Bernardo Pasquini e Alessandro Scarlatti. Deve vir daí suas características vivaldianas.
      Um abraço.

  3. Avicenna,
    Tive o prazer de escutar com calma agora a noite. Vou confessar uma coisa: Não sou muito chegado a música vocal, mas tenho uma coisa a dizer sobre este cd: É espetacular!!!!
    Abraço!

    1. Também gosto muito dele, Marcelo.
      O conjunto inglês Florilegium Ensemble é sinônimo de qualidade! Já começa pelo nome agradável, que eles explicam:

      “We took the name Florilegium from the term used by German composer, Georg Muffat (1653-1704), in his treatise on the Art of String Playing (1695). This treatise discusses the difference, at that time, between the French and Italian styles of playing. At the back of the treatise, he composed a collection of Suites for strings entitled the Florilegium Suites and we have performed these on many occasions.

      However, Florilegium has had many different meanings…

      – The literal translation of Florilegium is ‘a flourishing’.
      – Florilegium is also known to have meant a Miscellany or Collection of things.
      – There is also a famous Anthology of Flora and Fauna by Banks – known, not surprisingly, as Banks’s Florilegium! ”

      Valeu! Obrigado!

  4. Elogiar esse blog é chover no molhado. Mas dessa vez vocês se superaram…simplesmente maravilhoso esse som do Zipoli…barroco, mas tem algo “novo” nisso que a ausência de formação musical me impede de identificar…tivesse vivido mais anos e esse padre faria o som do Morricone em “A Missão”, produzindo um amalgama entre música indígena, sons da floresta, Vivaldi e Scarlatti. Mas são apenas divagações, o importante é poder ter essa experiência que vocês propiciaram. O que será que os porões de castelos e igrejas ainda nos reservam? Thanks Avicena!

Deixe uma resposta