Johannes Brahms (1833 – 1897): Concerto para Violino e Concerto Duplo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grandes composições de Brahms interpretadas fantasticamente por esta nova estrela do violino — o russo Vadim Repin — e um regente veterano — Riccardo Chailly. Repin começa bem sua relação com Brahms: a frase A música de Brahms me move para as profundezas do meu ser pode ser grandiloquente, mas só para quem não conhece a densidade do homem que — quem sabe? — comia Clara Schumann. O Concerto de Brahms já fazia parte de seu repertório há bastante tempo, apesar de Repin ter apenas 38 anos, assim como os concertos de Beethoven, Mendelssohn e Tchaikovsky. Riccardo Chailly e a Orquestra Gewandhaus de Leipzig são seus velhos conhecidos porém A última vez que executei o Concerto para Violino de Brahms com Chailly foi há quase dez anos atrás, em uma turnê norte-americana com a Orquestra do Concertgebouw. Pois nesta gravação eles reaparecem tocando demais.

O Concerto está absolutamente sem reparos. Já o Concerto Duplo parece bem mais rápido do que o habitual (talvez eu esteja errando ao considerar aquela gravação de Mutter-Meneses-Karajan como o gold standard, não?). Tal concepção não me incomodou, todavia sinto uma certa intenção de fazê-lo mais brusco e afirmativo, em contraste com a absoluta perfeição do Concerto para violino.

Brahms: Concerto para Violino e Concerto Duplo

Violin Concerto in D, Op.77

1) 1. Allegro non troppo [22:51]
2) 2. Adagio [9:11]
3) 3. Allegro giocoso, ma non troppo vivace – Poco più presto [7:56]

Vadim Repin, violino
Riccardo Chailly
Gewandhausorchester Leipzig

Concerto for Violin and Cello in A minor, Op.102
4) 1. Allegro [16:43]
5) 2. Andante [7:40]
6) 3. Vivace non troppo – Poco meno allegro – Tempo I [8:29]

Vadim Repin, violino
Truls Mörk, violoncelo
Gewandhausorchester Leipzig
Riccardo Chailly

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Vadim Repin hoje, demonstrando que todos envelhecem.

Vadim Repin hoje, demonstrando que todos envelhecem.

PQP

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6 ideias sobre “Johannes Brahms (1833 – 1897): Concerto para Violino e Concerto Duplo

  1. Espetacular interpretação do concerto que um dia já foi considerado um concerto contra o violino, devido a sua grande dificuldade técnica e sincronismo com a orquestra. Hoje em dia é uma obra obrigatória para qualquer bom violinista.

  2. PQP, não achei o andamento do concerto duplo tão rápido assim.

    A gravação da Mutter com o Menezes é belíssima, mas há de se lembrar que Mutter e Karajan sempre jogam o andamento lá em baixo em diversas obras.

    É lindo o concerto.

    Gosto da versão do Oistrakh com o Rostropovich…

    Inté
    Rafs

  3. Conheço o Repin em outras interpretações e posso dizer que é um dos grandes nomes do violino atual, fiquei curioso em conhecer seu Brahms! O Beethoven dele com Gergiev na regência é fenomenal.

    abçs

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