Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8 (Pierre Boulez)

(Antes, tinha um texto aqui onde eu ecoava opiniões de outros sobre a Oitava. Agora, voltei à franqueza. Desta forma, alguns comentários de leitores ficaram non-sense).

É impressionante? Sim. É grandiosa em todos os sentidos? Sim. É para chorar ouvindo o coral de abertura Veni, Creator Spuritus? Sem dúvida. É das principais obras de Mahler? Imagina se não! É uma sinfonia? Olha, acho que é uma cantata, não uma sinfonia. PQP gosta dela? Não.

Esta obra de Mahler tem duas partes: a primeira é o hino Veni, creator spiritus e a segunda é uma cena retirada do final de Fausto de Goethe. Dizem que é uma das obras máximas do repertório sinfônico. Eu a acho grande como um dinossauro. Só. Mas a gravação é boa e quem ama a oitava vai babar de gozo ouvindo isto.

Symphony No.8 in E flat – “Symphony of a Thousand”
Part One: Hymnus “Veni creator spiritus”
1) Veni, creator spiritus [1:24]
2) “Imple superna gratia” [3:21]
3) “Infirma nostri corporis” [2:31]
4) Tempo I. (Allegro, etwas hastig) [1:27]
5) “Infirma nostri corporis” [3:18]
6) “Accende lumen sensibus” [4:54]
7 “Veni, Creator…Da gaudiorum praemia” [3:47]
8. “Gloria sit Patri Domino” [3:03]
Part Two: Final scene from Goethe’s “Faust”
1) Poco adagio [7:16]
2) Più mosso (Allegro moderato) [4:20]
3) “Waldung, sie schwankt heran” [5:09]
4) “Ewiger Wonnebrand” [1:43]
5) “Wie Felsenabgrund mir zu Füßen” [5:04]
6) “Gerettet ist das edle Glied” – “Hände verschlinget” [1:08]
7) “Jene Rosen, aus den Händen” [2:03]
8. “Uns bleibt ein Erdenrest” [2:02]
9) “Ich spür’ soeben” – “Freudig empfangen wir” [1:19]
10) “Höchste Herrscherin der Welt” [4:28]
11) “Dir, der Unberührbaren” – “Du schwebst zu Höhen” [3:33]
12) “Bei der Liebe” – “Bei dem Bronn” – Bei dem hochgeweihten Orte” [5:26]
13) “Neige, neige, du Ohnegleiche” [1:04]
14) “Er überwächst uns schon” – “Vom edlen Geisterchor umgeben” [3:31]
15) “Komm! hebe dich zu höhern Sphären” – “Blicket auf zum Retterblick” [7:21]
16) “Alles Vergängliche” [6:05]

Robinson / Wall / Queiroz / DeYoung / Schröder / Botha / Müller-Brachmann / Holl
Chor der Deutschen Staatsoper Berlin
Rundfunkchor Berlin
Aurelius Sängerknaben Calw
Staatskapelle Berlin
Pierre Boulez

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Boulez sorrindo, mas dizem que seu mau humor é legendário
Boulez sorrindo, mas seu mau humor é legendário

PQP

12 comments / Add your comment below

  1. Também fiquei surpreso com esses elogios rasgados. Fico feliz que o PQP tenha superado suas ressalvas com a oitava. Ela é muito mais do que grandiosa, não há dúvidas.

    Faz certo tempo que não a ouço, se fosse na época certa, poderia comparar com detalhes, mas lá vai o pouco que me lembro sobre gravações que tenho:

    Bernstein: uma gravação de altos e baixos. Posso dizer que, para mim, é a mais emocionante, sem dúvidas. Parece-me que ele distorce os tempos, tenta tirar o máximo de cada clímax, os cantores vão à loucura. É de arrancar lágrimas. O problema no Bernstein é que certas partes ficam inaudíveis, como se o coro ou a orquestra atropelassem certos detalhes (e não é só nesta gravação). De qualquer modo, o saldo é positivo.

    Rattle: confesso que essa gravação ficou abaixo das minhas expectativas. Fiquei muito curioso com as diversas críticas positivas em relação a Rattle regendo Mahler, especialmente a 8a, mas logo nos primeiros minutos eu já me decepcionei. Parece que o coro não está com a força necessária, ficou meio sem sal, não sei explicar. Sem contar que o coro tem um certo sotaque que não combina bem com o latim. Achei o final da primeira parte muito acelerado. Não que seja uma gravação ruim, longe disse, eu considero o saldo muito positivo. Só acho mesmo que não bateu com minhas expectativas. Destaque para o equilíbrio entre coro e orquestra, dá pra ouvir tranquilamente ambos ao mesmo tempo, sem um encobrir o outro, na maioria das vezes.

    Kubelik: Esta é minha versão favorita por enquanto, mas, na verdade, não tenho muito o que falar sobre ela. Simplesmente foi a que mais me agradou no geral em termos de tempo, cantores, etc. Gostei da maioria das decisões de Kubelik.

    Haitink: ouvi apenas uma vez, preciso conhecer mais a fundo, mas gostei do que vi.

    Boulez (este mesmo): bom, não ouvi ainda o suficiente, mas gostei também. No final da primeira parte, ouvi certas notas dos metais que eu não tinha ouvido em nenhuma das outras versões que citei. Só achei a orquestra meio pesada às vezes, quando as vozes deveriam (na minha opinião, claro!) ter um pouco mais de destaque. No geral, por enquanto, achei excelente.

    OBS: meu livro do Mahler cabou de chegar, hihi.
    http://www.amazon.com/Why-Mahler-Symphonies-Changed-ebook/dp/B003WUYOVG/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1325020752&sr=1-1
    Pena que eu li a crítica na Amazon DEPOIS de comprá-lo.

    “I’ve read many books on Mahler, and this is by a wide margin the most ridiculous and superfluous of them all.” – ANIMADOR!

    Abraços.

  2. Creio que o mano PQP mudou de opinião com relação á oitava de Mahler depois de ter tido a oportunidade de ouvi-la ao vivo em Londres, há algumas semanas atrás, com a Sinfônica de Londres. A grandiosidade da obra, aliada à qualidade da orquestra e de seus solistas devem ter sido os responsáveis por esta mudança de opinião.
    Com relação às versões, concordo com o André: a versão que mais me cativou foi a do Bernstein, e depois de assisti-la em vídeo, me emocionei ainda mais. Não conheço essa versão do Boulez, mas sendo Boulez creio que toda a força emotiva de Bernstein deva ser deixada de lado por uma visão mais fria, tipicamente bouleziana.
    Outra versão que também gosto muito, e também citada pelo André, é a de Kubelik, talvez a mais coesa delas (e falo no conjunto da integral). É incrível o que ele consegue fazer com a Filarmônica de Berlim, na época ainda nas mãos de Karajan. Curiosamente, até onde sei, o velho kaiser não chegou a gravar essa sinfonia.

    1. Caro Matheus.
      Já se passaram 4 anos do teu comentário. Se ainda não gravaste esta Oitava, em estúdio, com Solti – Chicago, o Blog do Carlinus ¨O Ser da Música ¨disponibilizou esta obra não faz muito. Realmente merece ser ouvida 1000 vezes. Um forte abraço do Dirceu.

      1. Caro Dirceu,
        já se passaram 2 anos do seu comentário, mas só vi agora. Obrigado pela indicação, estou baixando agora mesmo! Uma pena que meu entusiasmo com essa sinfonia tenha diminuído ao longo desses anos, haha!
        Um abraço!

  3. Prezadíssimo PQP,

    Embora tenha outras gravações da referida sinfonia, inclusive a que considero imbatível e que é a de Haitink/Royal Concertgebouw, da década de 60 (cuja integral das sinfonias de Mahler, você, tempos atrás, disponibilizou, para júbilo e gáudio dos Mahlerianos), vou ouvir com atenção redobrada a ora postada.
    Com relação à presente sinfonia, e sabendo, é claro, que cada um de nós tem suas preferências pessoais, gostaria de destacar não só o “arrepiante” Veni, Creator Spiritus” que a abre, mas também o último movimento, de uma beleza ímpar (em meu entender, de fazer chorar de emoção) e que, penso eu, retoma o mesmo “espírito” do também último movimento da 3ª Sinfonia e do célebre Adagietto da 5ª.
    O simples fato de Mahler ter composto tais citados movimentos, em meu entender, já o conduziriam ao patamar dos grande mestres.

    Um grande abraço, com a minha constante gratidão,

    Niton Maia

  4. Para quem quiser outras versões da Oitava, ofereço algumas opções:
    Abbado (Berlim, DG 1995)
    https://1drv.ms/u/s!Agq_AysPzgeMhD3wDBfIvgJaOWuO

    Michael Gielen (SONY, 1981)
    https://1drv.ms/u/s!Agq_AysPzgeMgfE4wiPU51WjaiaOxA

    Bernard Haitink (Concertgebouw, PHILIPS 1971)
    https://1drv.ms/u/s!Agq_AysPzgeMhDtj458pOMvGIGza

    Robert Shaw (Atlanta, TELARC 1991)
    https://1drv.ms/u/s!Agq_AysPzgeMge4Ew5jsdGWJF47u9w

    Solti (Chicago, DECCA 1971)
    https://1drv.ms/u/s!Agq_AysPzgeMge8BH64TRnng-F78qg

    Tennstedt (Londres, EMI 70’s)
    https://1drv.ms/f/s!Agq_AysPzgeMhCMh89l3aj1pE1EZ

    Este último, do Tennstedt, é o pacote com as 10 Sinfonias, fica de brinde por conta do chucruten.
    Todas as gravações são em FLAC Lossless, como manda o figurino dos Mahlerianos.
    Abraços

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