Georg Friedrich Händel (1685-1759): Apollo e Dafne & Silete Venti

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Apollo e Dafne & Silete Venti

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um baita CD, maravilhosamente bem interpretado. Apollo e Dafne é uma cantata secular de Georg Friedrich Händel, composta entre 1709 e 1710. Händel iniciou sua composição em Veneza e a terminou em Hanover. É uma das mais ambiciosas cantatas do autor. Seu libreto narra a história mítica do amor entre Apolo e Dafne. Meu pai tinha esta obra em vinil, cantada por Fischer-Dieskau… Onde andará? Mas Silete Venti também é algo extraordinário. Então, ouça porque vale a pena.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Apollo e Dafne & Silete Venti

Silete Venti (Motet For Soprano & Orchestra, Hwv 242)
1 Symphonia: Silete venti 5:51
2 Aria: Dulcis Amor, Jesu Care 6:46
3 Accompagnato: O Fortunata Anima 0:37
4 Date Serta, Date Flores 9:13
5 Presto: Alleluia 3:05

Apollo e Dafne (Cantata For Soprano, Baritone, & Orchestra, Hwv 122)
6 Recitativo: La Terra E Liberata! 0:46
7 Aria: Pende Il Ben Dell’ Universo Da Quest’ Arco Salutar 3:48
8 Recitativo: Ch’ Il Superbetto Amore Delle Saette Mie Ceda A la Forza (Apollo) 0:32
9 Aria: Spezza L’arco E Getta L’armi (Apollo) 2:58
10 Aria: Felicissima Quest’alma, Ch’ama Sol la Liberta (Dafne) 6:31
11 Recitativo: Che Voce! Che Belta! (Apollo E Dafne) 1:00
12 Aria: Ardi, Adori, E Preghi In Vano (Dafne) 3:27
13 Recitativo: Che Crudel! (Apollo E Dafne) 0:14
14 Duetto: Una Guerra Ho Dentro Il Seno (Dafne Ed Apollo) 1:54
15 Recitativo: Placati Al Fin, O Cara (Apollo) 0:21
16 Aria: Come Rosa In Su la Spina (Apollo) 3:21
17 Recitativo: Ah! Ch’un Dio Non Dovrebbe (Dafne) 0:21
18 Aria: Come In Ciel Benigna Stella (Dafne) 3:46
19 Recitativo: Odi la Mia Ragion! (Apollo E Dafne) 0:24
20 Duetto: Deh! Lascia Addolcire (Apollo E Dafne) 2:36
21 Recitativo: Sempre T’adorero! (Apollo E Dafne) 0:22
22 Scena: Mie Piante Correte (Apollo) 3:16
23 Aria: Cara Pianta, Co’miei Pianti (Apollo) 6:49

Baritone Vocals – Russell Braun
Soprano Vocals – Karina Gauvin
Orchestra – Les Violons du Roy
Conductor – Bernard Labadie

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Apolo e Dafne: Escultura de Gian Lorenzo Bernini
Apolo e Dafne: Escultura de Gian Lorenzo Bernini

PQP

George Friedrich Handel (1685 – 1759) : Orchestral Works – CD 1 de 6 – Trevor Pinnock, The English Concert

61dmOQA7h8LO enorme, imenso e genial compositor George Friedrich Handel viveu em uma época em que tinha como contemporâneos nosso Johann Sebastian Bach e sua prole, Antonio Vivaldi, Teleman, entre outros mestres que revolucionaram a história da música e contribuiram significativamente para a evolução da mesma. E como o gênio que foi, também contribuiu e muito para esta mesma evolução.
Esta pequena coleção que ora vos trago mostra um pouco do talento deste gênio, que compôs óperas, oratórios, obras orquestrais, de câmara, para instrumentos solos, para teclado, sopros, enfim, produziu e muito.
O grande maestro inglês Trevor Pinnock e seu conjunto The English Concert realizaram uma interpretação absolutamente perfeita destas obras, não temo em colocar estas gravações com referência, talvez a melhor já realizada.
Começamos com a Watermusik, ou Música Aquática. Trata-se de uma suíte dividida em duas partes, com diversos movimentos, explorando todas as possibilidades de um grupo de câmara. E considero esta coleção tão importante e fundamental em qualquer cdteca e vou traze-la aos poucos, para ser melhor degustada.
Então, sentem-se em suas melhores poltronas, escolham um bom vinho e apreciem a música de Handel.

1 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 1. Ouverture (Grave – Allegro)
2 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 2. Adagio e staccato
3 Handel: Water Music Suite No.1 in F, HWV 348 – 3. Allegro – Andante – Allegro
4 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 4. (Menuet)
5 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 5. Air
6 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 6. Menuet
7 Handel: Water Music Suite No.1 in F, HWV 348 – 7. Bourrée
8 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 8. Hornpipe
9 Handel: Water Music Suite No.1 in F, HWV 348 – 9. (Andante)
10 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 1. Allegro
11 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 2. Alla Hornpipe
12 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 3. (Menuet)
13 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 4. Rigaudon
14 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 5. Lentement
15 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 In D/G, HWV 348 – 6. Bourrée
16 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 7. Menuet
17 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 8. (Andante)
18 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 9. (Country Dance I/II)
19 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 10. Menuet

The English Concert
Trevor Pinnock – Conductor

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trevor Pinnock, um gigante pela própria natureza
Trevor Pinnock – um gigante pela própria natureza

Alma Latina: New Britain – The Roots of American Folksong / Les Racines du Folksong Americain: The Boston Camerata

14v18pdAs Raízes da Música Americana
Les Racines du Folksong Americain
The Boston Camerata

As Raízes da Música Americana

A civilização americana veio em grande parte da velha Europa. Isso, todos nós sabemos – será que sabemos? Para o mito moderno, a América industrial que, completamente nova, impulsionada pela tecnologia, sem raízes, é forte na mente contemporânea.

A música americana, nós tendemos a pensar, é um produto dos tempos modernos e das grandes cidades. No entanto, aqueles que conhecem e amam as tradições da música popular americana estão cientes de que a “novidade” do novo mundo é algumas vezes mais aparente do que real.

Grande foi a alegria dos estudiosos da música popular americana quando, um par de gerações atrás, começaram a registrar versões esplêndidas de baladas elisabetanas das bocas de camponeses semi-alfabetizados nos Apalaches do sul.

E muitas das melodias locais coletadas em Quebec antes da primeira Guerra Mundial têm antecedentes nos cadernos de músicas francesas do início do Renascimento. Este registro não ortodoxo, um mix intencionalmente provocador de música antiga com a popular moderna, destina-se, antes de tudo para dar prazer – mas é também uma meditação sobre a história, em arquétipos, e sobre a transmissão da cultura humana.

Grande parte da cultura da Europa renascentista, tanto “clássica” como popular, sobreviveu no campo: no Velho Mundo, é claro, mas também no Novo. O que as elites das cidades e das cortes, impacientes em busca de novidade haviam rejeitado, manteve-se no gosto popular rural até mesmo em nosso próprio tempo.

Como vimos tantas vezes na América (e talvez em outros lugares, também) o gosto de pessoas comuns podem ser pelo menos tão bom – ou melhor – que os julgamentos de uma confraria oficial. Em nossas raízes reside a nossa força!

Joel Cohen

The Roots of American Music

American civilisation came in large part from old Europe. So we all know – but do we? For the myth of modern, industrial America, that brand-new, technology-driven, rootless place is strong in the contemporary mind.

American music, we tend to think, is a product of modern times and big cities. Yet those who know and love American folk traditions are aware that the “newness” of the new world is some-times more apparent than real.

Great was the joy of English folksong collectors when, a couple of generations back, they began notating splendid versions of Elizabethan ballads from the mouths of semi-literate peasants in the Southern Appalachians.

And many of the country melodies collected in Quebec before the first World War have antecedents in the French songbooks of the early Renaissance. This unorthodox recording, an intentionally provocative mix of early art song and modern folksong, is meant first of all to give pleasure – but it is also a meditation on history, on archetypes, and on the transmission of human culture.

Much of the culture of Renaissance Europe, both “high” and popular, survived in the countryside: in the Old World, of course, but also in the New. What the impatient, novelty-seeking elites of the cities and courts had rejected remained to delight rural folk even into our own time.

As we have seen so often in America (and perhaps elsewhere, too) the taste of ordinary people can be at least as good – or better than – the judgements of an official coterie. In our roots lies our strength!

Joel Cohen

New Britain – The Roots of American Folksong

I – PROLOGUE/OPENING MUSIC/PRELUDE
Anonymous, Southern Europe, 10 th c./ The Sacred Harp, Philadelphia, 1860
01. Opening music: 1. Judicci Signum / The Great Day
Provence, ca. 1200 / New Mexico, 1953
02. Opening music: 2. Calenda maia / Cuando por el oriente

II – VIEILLE FRANCE ET NOUVELLE FRANCE/OLD AND NEW FRANCE
Quebec, 1914 / Borlet, ca. 1400
03. Old & New France: 1. Rossignolet du bois joli / Rossignolet del bos jolin
Quebec, 1914 / Loyset Compère, ca. 1500
04. Old & New France: 2. Dans Paris y-a-t-un’barbière / Allons-nous faire la barbe
Quebec, 1914 / Anonymous, ca. 1500
05. Old & New France: 3. Mon père m’a mariée / Mon père m’a mariée
Canada, ca. 1900 / Jean Planson, 1587
06. Old & New France: 4. Gabriel Nazareth / Une nymphe jolie
Quebec, 1914 / Jacob Arcadelt, ca. 1568
07. Old & New France: 5. C’est en passant par Varennes / Margo labourés les vignes
Jean Baptiste Besard, 1603 / Québec, 1914
08. Old & New France: 6. Bransles de village / Il étrait une Cendrillon
Quebec, 1914 / Amsterdam, ca. 1620 / Belgium 20 th c.
09. Old & New France: 7. C’est dans la ville de Bytowm / C’est dans la ville de Bytowm

III – CHANSONS ET BALLADES ERRANTES/WANDERING SONGS AND BALLADS
France, ca. 1475 / Germany, 1619 / England, 1859 / Tennessee, 1937 / Georgia, 1855
10. Wandering songs & Ballads: 1. Il est venu le petit oysillon / An jenem Tag, nach Davids sag / Barbara Allen / Heavenly Dove
Virginia, 1931 / England, ca. 1550
11. Wandering songs & Ballads: 2. Chevy Chase / The Kings hunt is upp
Scotland, ca. 1650 / Nova Scotia, 1950
12. Wandering songs & Ballads: 3. My love gave me a cherry / I gave my love a cherry
Thomas Ravenscroft, 1611
13. Wandering songs & Ballads: 4. Hey, ho, nobody at home
Texas, 1950 / Thomas Ravenscoft, 1611
14. Wandering songs & Ballads: 5. There were three crows / There were three ravens
Scotland, ca. 1620 / Ohio, 1925
15. Wandering songs & Ballads: 6. Lady Cassilles lilt / Gipsy Davy
Scotland, 1790
16. Wandering songs & Ballads: 7. The Jolly Beggar
Thaunton, Massachussetts, 1934 / Northern England, ca. 1920
17. Wandering songs & Ballads: 8. Billy Boy / Billy Boy

IV – SINGING SCHOOL (THE SOCIAL HARP, GEORGIA, 1855)
……POLYPHONIE POPULAIRE AUX ETATS-UNIS/FOLK POLYPHONY IN THE US
Diego Ortiz, 1654 / North Carolina, 1916
18. Wandering songs & Ballads: 9. Ricercada premera / Betty Anne
The Social Harp, Georgia, 1855
19. Wandering songs & Ballads: 10. Singing School
Boston, 1794
20. Wandering songs & Ballads: 11. Thomas-Town
The Sacred Harp, Philadelphia, 1860
21. Wandering songs & Ballads: 12. New Britain (Amazing Grace)
The Social Harp
22. Wandering songs & Ballads: 13. Parting Friends
23. Wandering songs & Ballads: 14. Hallelujah

New Britain – The Roots of American Folksong
The Boston Camerata. Director: Joel Cohen
1990

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Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Obrigado !!!

Boa audição.

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Avicenna

Alma Latina: Alabanzas, Misas y Villancicos de los Archivos de Bolivia a la Virgen

2cgy0snAlabanzas a la Virgen – siglo XVIII – XIX
Archivos de Bolivia:
• Missiones de Chiquitos
• Catedral de La Prata (Sucre)

Debido a su maravillosa composición y interpretación, siguen los comentarios en el folleto sobre la Misa Encarnación:

Misa Encarnación: Anónimo – Missiones de Chiquitos

La “Misa Encarnación” forma parte de una miscelánea de obras musicales encontradas en dos antiguas reducciones jesuíticas de la Chiquitania: San Rafael y Santa Ana de Chiquitos, Provincia Velasco (Bolivia).

Los manuscritos, preservados por los Cabildos Indigenales de dichos pueblos, y reunidos por el arquitecto Hans Rqth, actualmente se encuentran en el Archivo Episcopal de la Catedral de Concepción -Ñuflo de Chávez- a fin de conservarlos y evitar su progresivo deterioro. Constituyen el monumento más importante y amplio de todos los repositorios de música de las reducciones conocidos hasta ahora.

Esta colección ofrece una ayuda inapreciable para comprender y valorar lo que se había logrado musicalmente en las misiones jesuíticas. El autor de esta obra es desconocido. Sin embargo, el elaborado contrapunto de esta Misa, su magnitud, su organización formal y la casi perfecta concordancia entre el significado del texto y su musicalización, demuestran que se trata de una obra de compositor de oficio.

Ha sido compuesta (o copiada) posiblemente en momentos inmediatamente anteriores a la expulsión (1767), acontecimiento que impediría su conclusión, ya que la parte de Alto en el Credo llega sólo al compás 90. Sin embargo, la partitura dejó suficiente espacio libre para llenarlo con las notas necesarias, coincidiendo la coda del movimiento con las otras voces e instrumentos. Lo mismo ocurre con la parte de Soprano en el Sanctus, cuyas notas llegan sólo hasta el Benedictus. La transcripción ofrece una propuesta para la conclusión de ambos movimientos. Por otra parte, los facsímiles de Tenor contienen una disparidad entre sí: en algunos el fínale del Credo ofrece la terminación corta, mientras que en los restantes, termina con una coda elaborada.

La “Misa Encarnación” está sido compuesta para coro a cuatro voces y orquesta; sin embargo la lectura de esta misa parece sugerir que podría ser interpretada por uno o, posiblemente, dos coros y cuatro solistas. La organización formal de la obra, su instrumentación, movimiento de voces, progresiones armónicas, y -sobre todo- la relación con el significado del texto, han servido como base para la asignación de las partes a los grupos vocales. Todos los facsímiles corresponden a la colección de manuscritos provenientes de San Rafael, y entre éstos hay los que se originaron durante el período de las Reducciones, _mientras que otros han sido escritos en la época post-jesuítica.

Las copias musicales más antiguas generalmente demuestran menos problemas de notación musical, como también de ortografía del texto latino. La segunda copia del Bajo incluye la fecha de su terminación y las iniciales del nombre del copista. Dice textualmente: “Año de 1812, 16 de Marzo. Lo firmo para que conste Pblo Sbis”.

Se ha preservado sólo una copia de la parte de Violín, que estaba incluida en la colección de manuscritos de San Rafael. La parte está completa, pero -debido a su estado- resulta muy difícil de leer, con varios 6 fragmentos ilegibles o faltantes. El manuscrito no incluye indicaciones de arcos. No se ha encontrado el basso continuo. Esta parte, como también la elaboración de la mano derecha, han sido compuestas por el autor de esta transcripción, quien se sirvió de la parte vocal de Bajo -la única existente- como base para esta labor.

Alabanzas a la Virgen
Anónimo – Missiones de Chiquitos
01. Misa I mo Sábado: 1. Kyrie
02. Misa I mo Sábado: 2. Gloria
03. Misa I mo Sábado: 3. Credo
04. Misa I mo Sábado: 4. Sanctus – Benedictius
05. Misa I mo Sábado: 5. Agnus Dei
Anónimo – Catedral de La Plata (Sucre)
06. Tota pulchra
07. Stella caeli
Anónimo – Missiones de Chiquitos
08. Misa Encarnación: 1. Kyrie
09. Misa Encarnación: 2. Gloria
10. Misa Encarnación: 3. Credo
11. Misa Encarnación: 4. Sanctus – Benedictus
12. Misa Encarnación: 5. Agnus Dei
Anónimo – Catedral de La Plata (Sucre)
13. Quién llena de armonía las esferas
14. Parabienes, zagalejos
15. Hola!, hao!, ah! de las sombras

Alabanzas, Misas y Villancicos de los Archivos de Bolivia a la Virgen
Coral Nova & Orquesta de Camara de La Paz. Dirección: Ramiro Soriano Arce
1996

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Mais outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

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Avicenna

.: interlúdio :. Hiromi Uehara – Voice (2011)

.: interlúdio :. Hiromi Uehara – Voice (2011)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quando postei de enfiada 6 CDs de Hiromi Uehara, escrevi que ela melhorava a cada disco que lançava. Então, dando-me razão, o Bluedog me apresentou seu mais recente trabalho, o maravilhoso, puramente instrumental e paradoxal Voice. Olha, meus amigos, que CD! O vídeo de lançamento (abaixo) talvez não demonstre o quanto é sólido, consistente, PAULEIRA e sério este trabalho de Hiromi. É inacreditável tamanha maturidade aos 32 anos, ainda mais com aquela cara de bonequinha japonesa.

Após um CD solo, o esplêndido Place to be Hiromi traz em Voice um formato trio piano-baixa-bateria e dá um banho. Como já disse, ao contrário de muitos outros artistas que se estabelecem numa zona de conforto, ela continua a evoluir e a redefinir seu estilo até o ponto onde se torna quase impossível imitá-la. É uma tempestade perfeita de talento técnico e criatividade musical, misturando elementos díspares da música clássica, bebop, jazz, fusion e rock como ninguém fez antes.

Em Voice, Hiromi usa e abusa dos ostinati como poucas vezes ouvi um pianista de jazz fazer. Se estilo está mais polifônico e variado do que nunca e seus companheiros… e seus companheiros… Vou até abrir um parágrafo para eles.

Este álbum apresenta uma “banda” nova chamado Trio Project. O baixista é o célebre Anthony Jackson, que trabalhou com Al Di Meola no seu trio de álbuns fusion, marcos da década de 70. Ele trabalhou com muita gente boa longo dos anos, inclusive em dois ábuns anteriores de Hiromi: Another Mind e Brain — ambos postados por este que vos escreve. O baterista é o igualmente maravilhoso Simon Phillips, que muitas vezes parece um metaleiro. (Ouçam-no no vídeo abaixo playing very difficult music…). Apesar de mais conhecido por seu trabalho com Chick Corea, Simon já tocou com artistas como Judas Priest, Jeff Beck, Jack Bruce, Brian Eno, Mike Oldfield, Gary Moore e Mick Jagger, além de ter substituído Keith Moon no The Who do disco Join Together.

Hiromi, Jackson e Phillips complementam-se de forma incrível. Se Hiromi é uma orquestra inteira, Jackson traz o mais puro jazz fusion através de seu baixo e Phillips dá uma intensidade de metal drumming ao todo.

Mais uma joia postada por mim nesta semana e ah!

Talvez como uma homenagem a quem melhor utiizava os ostinati e para garantir o caráter macho do disco — OK, e também para que nosso coração volte a seu ritmo normal depois de tanta velocidade, musicalidade e, bem, pauleira — , Voice finaliza calmamente com uma improvisação sobre a Sonata Nº 8 de Beethoven, Patética. Sim, é o máximo da finesse.

Hiromi Uehara – Voice (2011)

1. Voice (9:13)
2. Flashback (8:39)
3. Now or Never (6:16)
4. Temptation (7:54)
5. Labyrinth (7:40)
6. Desire (7:19)
7. Haze (5:54)
8. Delusion (7:47
9. Beethoven’s Piano Sonata No. 8, Pathetique (5:13)

Hiromi Uehara, Piano
Anthony Jackson, Baixo
Simon Phillips, Bateria

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Hoje, aos 38 anos, com a mesma cara, já os cabelos...
Hoje, aos 38 anos, com a mesma cara, já os cabelos…

PQP

Camile Saint-Saëns (1835-1921) – Violin Concertos – Graffin, Brabbins, BBCSSO

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REPOSTAGEM !!! NOVO LINK !!

Já pensei em trazer este cd em outras ocasiões, mas acabava sempre o preterindo em lugar de outro. E que pena que não o trouxe antes. Estes concertos são muito bonitos, e merecem ser ouvidos em sequência, para melhor apreciarmos a evolução de Saint-Saëns enquanto compositor.
Dos três concertos o mais conhecido com certeza é o terceiro, peça obrigatório no repertório dos grandes intérpretes. Mas os dois primeiros também têm seus méritos. E que méritos. Saint-Saëns é um compositor agradável de se ouvir, nada de romantismo meloso, tem muita sensibilidade mas sabe dosá-la através de belas e criativas melodias. Exige do intéprete muita técnica, mas sem deixar de lado essa sensibilidade, tornando a audição de suas obras em momentos de deleite e prazer. Ouçam o segundo movimento do Segundo Concerto e vejam se não estou certo.
Este cd pertence à excelente coleção do selo inglês Hyperion, “The Romantic Violin Concertos”. Os solistas não são tão conhecidos, e com algumas exceções nem as orquestras e regentes são conhecidos, mas isso não desmerece a qualidade das gravações. Até então nunca tinha ouvido falar em Phillipe Graffin, mas esse violinista é muito bom. tenho certeza de que os senhores irão gostar.
Enfim, eis um cd agradabilíssimo de se ouvir. Derrete até mesmo os corações mais endurecidos.

01 – Violin Concerto No. 1 in A Major, Op. 20 – Allegro –
02 – Violin Concerto No. 1 in A Major, Op. 20 – Andante espressivo –
03 – Violin Concerto No. 1 in A Major, Op. 20 – (Reprise)
04 – Violin Concerto No. 2 in C Major, Op. 58 – I. Allegro moderato e maestoso
05 – Violin Concerto No. 2 in C Major, Op. 58 – II. Andante espressivo
06 – Violin Concerto No. 2 in C Major, Op. 58 – III. Allegro scherzando quasi allegretto
07 – Violin Concerto No. 3 in B Minor, Op. 61 – I. Allegro non troppo
08 – Violin Concerto No. 3 in B Minor, Op. 61 – II. Andantino quasi allegretto
09 – Violin Concerto No. 3 in B Minor, Op. 61 – III. Molto moderato e maestoso – Allegro non troppo

Phillipe Graffin – Violin
BBC Scottish Symphony Orchestra
Martyn Brabbins – Conductor

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FDPBach

Antonio Lotti (Italy, ca. 1667 – 1740): Vesper Psalms

1z70gnt Lotti Vesper Psalms
Dixit Dominus, Psalm 109
Laudate pueri, Psalm 112
Credidi, Psalm 115
Laudate Dominum, Psalm 116

Lotti nasceu em Veneza, seu pai Matteo foi Kapellmeister em Hanôver.

Em 1682, começou a estudar com Lodovico Fuga e Giovanni Legrenzi, na Basílica de São Marcos de Veneza. Lotti fez sua carreira primeiro como cantor alto (de 1689), depois como assistente do organista, como segundo organista(de 1692), (de 1704) como organista principal, e, finalmente, (de 1736) como maestro di cappella, cargo que ocupou até sua morte. Também escreveu música, e ensinava, o Ospedale degli Incurabili. Em 1717 foi-lhe dado permissão para ir a Dresden, onde várias de suas óperas foram produzidos, incluindo Giove em Argo, Teofane e Elementi quattro Li (todos com libretos de Antonio Maria Lucchini). Retornou a Veneza em 1719 e lá permaneceu até sua morte em 1740.

Lotti escreveu em uma variedade de formas, produzindo missas, cantatas, madrigais, cerca de trinta óperas e música instrumental. Suas obras sacras para coral são frequentemente acompanhados (a cappella). Seu trabalho é considerado uma ponte entre o barroco e o estilo clássico. Lotti influênciou compositores como Johann Sebastian Bach, George Frideric Handel, e Johann Dismas Zelenka, os quais possuíam cópias da missa de Lotti, a Missa Sapientiae.

Lotti foi um professor notável de Domenico Alberti, Benedetto Marcello, Baldassare Galuppi, Saratelli Giuseppe e Johann Dismas Zelenka entre seus alunos.

Casou com a notável soprano Santa Stella.

Palhinha: ouça a integral

Antonio Lotti (Italy, ca. 1667 – 1740)
01. Dixit Dominus, Psalm 109 1. Dixit Dominus (Soli, Coro)
02. Dixit Dominus, Psalm 109 2. Donec Ponam (Soli)
03. Dixit Dominus, Psalm 109 3. Virgam Virtutis (Soli, Coro)
04. Dixit Dominus, Psalm 109 4. Tecum Principium (A)
05. Dixit Dominus, Psalm 109 5. Juravit Dominus (Coro)
06. Dixit Dominus, Psalm 109 6. Dominus A Dextris Tuis (Coro)
07. Dixit Dominus, Psalm 109 7. Judicabit In Nationibus (Coro)
08. Dixit Dominus, Psalm 109 8. Implebit Ruinas (Coro)
09. Dixit Dominus, Psalm 109 9. De Torrente In Via Bibet (S I)
10. Dixit Dominus, Psalm 109 10. Gloria Patri (Soli)
11. Dixit Dominus, Psalm 109 11. Sicut Erat In Principio (Soli, Coro)
12. Dixit Dominus, Psalm 109 12. Et In Saecula Saeculorum (Coro)
13. Laudate pueri, Psalm 112 1. Laudate Pueri (S I, S II, B)
14. Laudate pueri, Psalm 112 2. Sit Nomen Domini (S I)
15. Laudate pueri, Psalm 112 3. A Solis Ortu Usque Ad Occasum (S II, B)
16. Laudate pueri, Psalm 112 4. Exelsus Super Omnes (SI)
17. Laudate pueri, Psalm 112 5. Quis Sicut Dominus (S II)
18. Laudate pueri, Psalm 112 6. Suscitans A Terra (S I, S II, B)
19. Laudate pueri, Psalm 112 7. Ut Collocet Eum (B)
20. Laudate pueri, Psalm 112 8. Qui Habitare Facit (S I, S II)
21. Laudate pueri, Psalm 112 9. Gloria Patri (S I, B)
22. Laudate pueri, Psalm 112 10. Sicut Erat In Principio (S I, S II, B)
23. Credidi, Psalm 115
24. Laudate Dominum, Psalm 116

Lotti Vesper Psalms – 2006
Batzdorfer Hofkapelle & Sächsisches Vocalensemble.
Maestro Matthias Jung

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Boa audição!

Avicenna

Alma Latina: 300 Años de Música Colonial Mexicana

1smbli300 Años de Música Colonial Mexicana
Capilla Virreinal de la Nueva España
Director: Aurelio Tello

Capilla Virreinal de la Nueva España (México), es un grupo de cantantes e instrumentistas que actúa bajo la dirección del maestro Aurelio Tello, dedicado a la difusión de la música colonial mexicana e iberoamericana.

Desde 1989 –año en que realizó una gira de conciertos en Francia con motivo del bicentenario de la Revolución Francesa– ha tenido una significativa presencia en diversos festivales nacionales e internacionales: Primavera Potosina, Jornadas Alarconianas. el Festival Querétaro Ciudad Barroca, el Internacional Cervantino, el Idriart de Oaxaca, el Polifonía de Puebla, el ciclo In illo tempore, Jornadas de Música Antigua del INBA, el Festival del Centro Histórico de la Ciudad de México en el cual participó al lado del grupo francés La Grand Ecurie et La Chambre du Roy que dirige Jean Claude Malgoire, el Festival de Música Antigua del Centro Nacional de las Artes y el Festival de Música Renacentista y Barroca y el Festival de Música Antigua “Los Fundadores” de San Luis Potosí. En el marco del III Gran festival de la Ciudad de México ofreció el estreno latinoamericano de La púrpura de la rosa de Tomás de Torrejón y Velasco, primera ópera compuesta en América.

Sus presentaciones en el extranjero comprenden los conciertos inaugurales de la exposición México, esplendor de treinta siglos en Nueva York y presentaciones en festivales diversos; el de música barroca en Indianápolis; el Festival de Música Antigua de San Antonio, Texas; los conciertos para la Universidad de Norman, Oklahoma; el Festival de la Harpsichord Houston Society; el festival Academia Armónica de Madrid; el Festival Musical de Sarrebourg, Francia, el Tercer festival de la música del pasado de América de Caracas, el Festival de Música Sacra de Fez, Marruecos y el II Festival Internacional de la Música Renacentista y Barroca Americana “Misiones de Chiquitos”, Bolivia.

Entre sus producciones discográficas se cuentan los discos Manuel de Sumaya, 300 años de música colonial mexicana y Antología del barroco musical peruano. Siglos XVII-XVIII. En el año 2003 realizó la versión discográfica de El Divino Narciso de Sor Juana Inés de la Cruz y en el 2005 aparecieron los dos primeros discos de una serie dedicada a la música colonial de Oaxaca. Por la calidad de su trabajo y la meritoria labor de difusión de la música colonial que realiza, recibió en 1990 y 1994 la beca del Fondo Nacional para la Cultura y las Artes.

Algunas de sus actividades más importantes incluyen la realización del programa Arca de Música: los villancicos de Sor Juana Inés de la Cruz, la puesta en escena del espectáculo Pasiones inhumanas que recupera el repertorio de la música teatral de la época colonial, los conciertos de presentación de los libro Misas de Manuel de Sumaya y Cancionero Musical de Gaspar Fernandes y el estreno del programa Antología del barroco musical peruano. En el 2004 celebró su XV aniversario con diversos conciertos y presentaciones. http://paginasprodigy.com/tlatoani2006/Capilla%20Virreinal.htm

300 Años de Música Colonial Mexicana
Hernando Franco (Espana, 1532 – Cidade do Mexico, 1585)
01. Dos motetes en nahuatl – In ilhuicac cihuapille (Códice Valdés)
Juan de Lienas (attivo c.1617-54)
02. Coenantibus autem illis – Coenantibus autem illis (Códice del Convento del Carmen)
Sebastián Durón (Spain,1660 – France, 1716)
03. Villancico a dúo – Al dormir el sol (Colección Sanchez Garza)
Gaspar Fernandes (Portugal, 1566-México,1629)
04. Negrito a 5 – Mano fasiquiyo (Catedral de Oaxaca)
Juan Mathías de los Reyes (músico Indígena Oaxaqueño, Mexico c.1617 – c.1667)
05. 8 al Santisimo, Quien sale aqueste dia disfrazado (Catedral de Guatemala)
Juan Hidalgo (Madrid, 1614 – 1685)
06. Tonada sola de 8º tono – Disfrazado de pastor (Colección Sanchez Garza)
Francisco López Capillas (México, 1615 – 1673)
07. Salmo a 8 – Laudate Dominum (Catedral de Oaxaca)
Antonio de Salazar (Sevilha, Espanha c.1650–Cidade do México 1715)
08. Villancico a 6 – Digan, digan quién vio ta (Colección Sanchez Garza)
Manuel de Sumaya (Manuel de Zumaya) (Mexico, c.1678-1755)
09. Cantada a solo a N.P. San Pedro – Oh muro más que humano (Catedral de Oaxaca)
10. Villancico a 7 a la Asunción – Celebren, publiquen entonem y cantem (Catedral de Oaxaca)
Juan de Valdivieso (Siglo XVIII)
11. Cantada al nacimiento – Sonoro arroyuelo (Catedral de México)
Ignacio de Jerusalem y Stella (itália, 1707 – Cidade do México, 1769)
12. Villancico a 4 – A la milagrosa escuela (Catedral de México)
Francisco Martínez de la Costa (España, 1739- ca.1769).
13. Villancico a 8 a San Pedro – Llegad moradores de aqueste pensil (Catedral de Oaxaca)

300 Años de Música Colonial Mexicana
Capilla Virreinal de la Nueva España. Director: Aurelio Tello
1992

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Outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

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Avicenna

Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para piano No.2 e Piano Sonata No.1

Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para piano No.2 e Piano Sonata No.1

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Não fomos nós que enlouquecemos, foi a Amazon. Se vocês clicarem na imagem ao lado, irão para o disco que postamos e não para o CD cuja imagem está sendo apresentada. Bem, decidi, hoje à noite, postar um dos meus compositores favoritos – Brahms. Sviatoslav Richter (piano), um dos maiores pianistas do século XX, e Erich Leinsdorf (regência), um competente regente, ficam encarregados de nos guiar pelos jardins paradisíacos da música do bom mestre Johannes Brahms. Ou seja, uma gravação fundamental. Por isso, é necessária a audição deste CD. Ouvir Brahms é sempre uma experiência agradável e necessária. Boa audição!

Johannes Brahms (1833-1897) – Concerto para piano No.2 e Piano Sonata No.1

Piano concerto No. 2 in B flat major, op. 83
1. Allegro non troppo
2. Allegro appassionato
3. Andante
4. Allegretto grazioso

Piano sonata No. 1 in C major, op. 1
5. Allegro
6. Andante
7. Scherzo – Allegro molto e con fuoco
8. Finale – Allegro con fuoco

Sviatoslav Richter, piano
Chicago Symphony Orchestra
Erich Leinsdorf

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Sviatoslav Richter pensando em levar todas aquelas cervejas ali sem que ninguém note
Sviatoslav Richter pensando em como levar todas aquelas cervejas ali sem que ninguém note

Carlinus / PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Beethoven Complete Masterpieces – Cds 6, 7, 8 e 9 de 60

81qUOSQaXZL._SL1500_Neste Cd temos as aberturas sinfônicas, no CD 8 a música para Balé ‘Die Geschopfe des Prometheus Op.43’ e no cd 9, algumas peças sem número de opus, incluindo a famosa ‘Für Elise’.

Sem mais, vamos em frente, pois atrás vem gente …

CD 6

01. Overtures – Die Geschopfe des Prometheus Overture Op.43 in C minor
02. Overtures – Egmont Overture Op.84 in F minor
03. Overtures – Coriolan Overture Op.62 in C minor
04. Overtures – Leonore Overture No.1 Op.138 in C Major
05. Overtures – Die Ruinen von Athen Overture Op.113
06. Overtures – Leonore Overture Op.72a in C Major

Tonhalle Orchestra Zurich
David Zynman- Conductor

CD 7

01. Overtures – Zur Namensfeier Overture Op.115 in C Major
02. Overtures – Leonore Overture Op.72b in C Major
03. Overtures – Fidelio Overture Op.72c in E Major
04. Overtures – Konig Stephan Overture Op.117 in E-flat Major
05. Overtures – Die Weihe des Hauses Overture Op.124 in E-flat Major

Tonhalle Orchestra Zurich
David Zynman- Conductor

CD 8

01. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Overture – Adagio. Allegro molto con brio
02. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Allegro non troppo
03. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Poco Adagio – Allegro con brio
04. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Adagio – Allegro con brio
05. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Allegro vivace
06. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Maestoso – Andante
07. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Adagio – Andante quasi Allegretto
08. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Un Poco Adagio – Allegro
09. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Grave
10. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Allegro con brio – Presto
11. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Adagio – Allegro molto
12. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Pastorale – Allegro
13. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Andante
14. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Maestoso – Allegro
15. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Allegro
16. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Andante – Adagio – Allegro
17. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Andantino – Adagio – Allegro
18. Die Geschopfe des Prometheus Op.43 – Finale – Allegretto-Allegro molto-Presto

Lithuanian Chamber Philarmonia
Karl Anton Rickenbacher – Conductor

CD 9

01. Bagatelle A minor WoO 59 ‘Fur Elise’ (Albumblatt)
Phillipe Entremont – Piano

02. Adagio fur eine Spieluhr F Major WoO 33 No.1
Jean-Pierre Rampal – Flute,Marielle Nordmann – Harp

03. Twelve Contre-dances WoO 14
Orchestra of St. Luke´s – Michael Tilson Thomas

04. Sonatina C minor WoO 43a
05. Sonatina C Major WoO 44
Michaela Petri, recorder – Lars Hannibal – Guitar

06. Menuet G Major WoO 10,6
Lazar Berman – Piano

7. Violin Concerto (fragment) C Major WoO 5 – Allegro con brio
Marius Sima, violin – Jena Philharmonic Orchestra

08. Wellingtons Sieg Op.91
Wiener Philharmoniker – Lorin Maazel – Conductor

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Ñande reko arandu: Memória viva Guarani

261mgp2REALIZAÇÃO:
• COMUNIDADE SOLIDÁRIA / INTERLOCUÇÃO SÃO PAULO
• ASSOCIAÇÃO INDÍGENA TEMBIGUAI
• ASSOCIAÇÃO INDÍGENA DA ALDEIA MORRO DA SAUDADE
• ASSOCIAÇÃO INDÍGENA DA ALDEIA RIO SILVEIRA
• ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA INDÍGENA DO BRACUÍ-ACIBRA

Esse projeto é um projeto inédito, um projeto bonito. Porque, antes, nunca o índio teve participação. Então, uma coisa importante dessa gravação é que tem participação no projeto, os executores da gravação somos nós. A gente tem participação. Uma coisa interessante.

Quando a gente leva um branco na casa de reza parece que não dá para se concentrar. E, de repente, naquele dia da gravação, na casa de reza da Aldeia Boa Vista, tinha câmera, tinha gravador, microfone para gravar, tinha foto tirando, e, em nenhum momento, não se interferiu nem atrapalhou a parte do cântico, da concentração que a gente tem ali. Porque são escolhidos. As pessoas que são escolhidas estão ali. Então, a gravação foi excelente.

Agora, se Deus não quisesse, jamais isso estaria acontecendo. Jamais outras pessoas se interessariam por isso. Porque é isto. Veio a ordem do além. Para ser gravado, para ser mostrado, para os povos não índios acreditarem, para verem exatamente qual é a religião guarani. Onde a participação que a gente tem, que tivemos, foi o ponto de partida. Por que? Eu me lembro muito bem. Eu tinha este cântico do meu avô que cantava, sempre cantava e contava estória. Qual é o princípio, qual é a estória do mundo, qual a existência dos povos guarani, qual o religião do guarani.

Nós tínhamos o cântico guardado no fundo de cada um, na memória. É dificil você tornar ou voltar ao princípio, como era antes. Mas continua guarani. Mantém sua tradição, mantém sua própria língua. Entre os guarani conversamos em guarani, com as crianças, os adultos. A gente brinca em guarani. A nossa cultura é primordial, fundamental dentro da comunidade indígena.

Onde o guarani ficou um pouco fraco é devido à escravidão que aconteceu com os guarani. Porque o guarani não perdeu porque quis. O guarani nunca quis isto. Acho que os povos indígenas nunca pensaram: nós queremos um monte de pessoa estranha invadindo a nossa terra para a gente perder a nossa cultura. Nós não pedimos. Nunca nós invadimos. Houve até confronto. Então, o guarani tinha muita pressão, onde quase perdeu. Quase. Porque sem a sua cultura, sem a sua tradição, você completamente não é nada.

Através desta gravação, todos vamos saber para que é este cântico. Porque o cântico é do Guarani. Porque Deus deixou isto para o guarani. Todo mundo vai ficar sabendo disto. Porque surgiu daqui para todos os guarani que existem no mundo. Os Guarani vão criar uma aliança dentro de sua própria cultura.

(extraído do encarte)

Ñande Reko Arandu
Os Guaranis
01. Nhanerãmoi’i Karai Poty
02. Gwyrá Mi
03. Mãduvi’ju’i
04. Xekyvy’i
05. Nhanderuvixa Tenonde’i
06. Nhamandu
07. Mamo Teta Guireju
08. Oreru Orembo’e Katu
09. Oreyvy Peraa Va’ekue
10. Xondaro’i
11. Pave Jajerojy
12. Nhamandu Miri
13. Ka’aguy Nhandeu Ojapo Va’akue
14. Oreru Nhamandú Tupã
15. Xondaro

Memória Viva Guarani – 2000
Composições guaranis cantadas por crianças guaranis.

Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Postagem dedicada ao Bisnaga pelo apoio prestado durante a minha ausência!

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Partituras e outros que tais? Clique aqui

Boa audição.

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Avicenna

Alma Latina: Nueva España: Close Encounters in the New World, 1590-1690

24myk8yNueva España: Close Encounters in the New World, 1590-1690
The Schola Cantorum Of Boston
The Boston Shawm
Sackbut Ensemble

Pedro Bermúdez, de origen granadino, uno de los más notables polifonistas del primer siglo de dominio español en el Nuevo Mundo, llegó a América luego de haber sido maestro de capilla suplente, junto a Francisco Guerrero, en la Catedral de Sevilla. A finales de 1596 embarcó hacia el virreinato del Perú y el 10 de septiembre de 1597 fue nombrado maestro de capilla de la Catedral del Cusco, en sustitución de Gutierre Fernández Hidalgo. A partir de 1600 tomó posesión del magisterio de capilla de la Catedral de Guatemala y posteriormente de la Catedral de Puebla de los Ángeles en México.

El legado musical de Pedro Bermúdez que ha perdurado hasta nuestros días está conformado exclusivamente por obras con textos en latín. Todas, excepto una, se encuentran en los libros de polifonía de la Catedral de Guatemala. Algunas de ellas aparecen duplicadas en varios libros de la Catedral de Puebla. Su lenguaje musical se apega al de la polifonía clásica del siglo XVI, pero presenta ciertos elementos rítmicos, armónicos y melódicos que apuntan hacia la nueva práctica del XVII. (Enrique Guerrero)

Palhinha: ouça: 03 . Deus in Adjutorium/ Domine ad Adjuvandum

Close Encounters in the New World, 1590-1690
Lobo, Alonso (Spain, 1555-1617)
01. Cum Audisset Joannes
Bocanegra, Juan Pérez (Peru, 1631)
02 .Hanacpachap Cussicuinin
Bermúdez, Pedro (Mexico, 1650)
03 . Deus in Adjutorium/ Domine ad Adjuvandum
Torrejón y Velasco, Tomas de (Spain, 1644 – Peru, 1728)
04. A Este Sol Peregrino
Aguilera de Heredia, Sebastián (Spain, 1561-1627)
05. La Reina de los Pangelinguas
Lienas, Don Juan de (Mexico, 1650)
06. Lamentatio
Ribayaz, Lucas Ruiz de (Spain, 1667)
07. Pabanas
Santiago, Frei Fransisco de (Portugal, 1578 – Spain, 1644)
08. Que se Ausenta
Fernandez, Gaspar (Portugal, 1570 – Mexico, 1629)
09. Xicochi Xicochi Conetzintle
Ximeno, Fabián (Mexico, 1650)
10. Ay Ay Galeguiños
Padilla, Juan Guitterez de (Spain, 1595 – Mexico, 1664)
11. Exultate, Iusti, in Domino
Bruna, Pablo (Spain, 1640)
12. Tiento
Fernandez, Gaspar (Portugal, 1570 – Mexico, 1629)
13. Dame Albriçia, ‘mano Anton
Padilla, Juan Guitterez de (Spain, 1595 – Mexico, 1664)
14. Gallego: Si al Nacer o Minino
Salazar, Antonio de (Spain, 1650 – Mexico, 1715)
15. Tarara, Tarara
Bocanegra, Juan Pérez (Peru, 1631)
16. Hanacpachap Cussicuinin
Araujo, Juan de (Spain, 1646 – Mexico, 1712)
17. Los Coflades de la Estleya
Murcia, Sebastián de (Mexico, 1700)
18. Cumba
Trad. (Gregorian Chant)
19. Agnus Dei
Victoria, Tomás Luis de (Spain, 1548-1611)
20. Agnus Dei | Missa Ave Regina
Zéspiedes, Juan García de (Mexico, 1650)
21. Guaracha: Convivando esta la Noche

Close Encounters in the New World, 1590-1690 – 1993
The Schola Cantorum Of Boston & The Boston Shawm & Sackbut Ensemble.
Director: Joel Cohen

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Outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço mesmo !!!!!!!!!

Boa audição

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Olivier Messiaen (1908-1992): Obras para órgão, CDs 5-6 de 6

“Os Choros de Villa-Lobos, que considero maravilhas de orquestração, foram para mim o ponto de partida de algumas justaposições de timbres” Olivier Messiaen

Stravinsky disse uma vez que a única coisa necessária para se compor como Messiaen é um tinteiro muito grande. OK, Stravinsky era um baita fofoqueiro e disse também “Por que sempre que ouço uma obra e não gosto, é de Villa-Lobos?”. Messiaen se considerava um herdeiro de Stravinsky nas explorações novas do ritmo, e de Villa-Lobos nas orquestrações, inclusive nas orquestrações para órgão, com registros se somando em combinações, muitas vezes com o objetivo de imitar as vozes dos pássaros. Mas sobre a prolixidade de Messiaen o russo não estava errado. Em 1983 estreou a única ópera do francês, São Francisco de Assis, com cinco horas de duração. Após essa ópera de longa gestação, e com mais de 70 anos de idade, surpreendeu a todos com seu último grande ciclo para órgão, o Livro do Santo-Sacramento, que dura mais ou menos uns 100 minutos.

A imensa obra se divide em três partes: os movimentos 1 a 4 são preparatórios, 5 a 11 mostram várias cenas dos evangelhos associadas à Eucaristia, e finalmente nos movimentos 12 a 18 a liturgia da Eucaristia (Santo Sacramento) é retratada musicalmente.

A. Movimentos preparatórios
I. Adoro te – adoração do milagre que vai acontecer. Uma sucessão contínua de acordes, com a irregularidade rítmica característica em Messiaen: os acordes apresentam durações muito diversas.Hypolaïs pâle. Famille des Acrocephalidés. Ordre : Passériformes
II. A Fonte da vida – sobre a graça concedida pelo Santo Sacramento, fonte de vida espiritual.
III. O Deus escondido – Cristo, normalmente invisível, torna-se presença visível no Santo Sacramento, isto é, no pão e no vinho. São usados os cantos de dois pássaros da Palestina.
IV. Ato de fé – Os acordes repetidos em staccato exprimem a certeza da presença real do Cristo na Eucaristia.

B. Em ordem cronológica, cenas dos Evangelhos associadas à Eucaristia
V. Puer natus est nobis – nascimento de Jesus. A melodia de canto gregoriano usada é a mesma que aparece no 1º grande ciclo para órgão de Messiaen, La Nativité. No final, o canto de um pássaro.
VI. Maná e o pão da vida – peça longa, de estilo impressionista, vem do discurso de Jesus: “Quem come este pão viverá eternamente” (João, 6:51) . Acordes agudos evocam o silêncio e a paz do deserto, onde o pão cai do céu (Êxodo, 16). Aparecem os cantos de dois pássaros do deserto.

Última Ceia. Judas pega a própria comida na mesa, os outros recebem. (mosaico, séculos 12-13, San Marco, Veneza)
Última Ceia. Judas pega a própria comida na mesa, os outros recebem. (mosaico, séculos 12-13, San Marco, Veneza)

VII. Os Ressuscitados e a luz da vida – prossegue o tema anterior e trata da promessa de ressurreição e vida eterna.
VIII. A Instituição da Eucaristia – “Este é o meu corpo. Este é o meu sangue.” (Mt 26 : 26, 28) A última ceia é um dos eventos mais retratados em quadros, mosaicos, vitrais, esculturas, e aqui ela é representada de forma solene por Messiaen.
IX. As Trevas – movimento dramático e triste, que representa três momentos: a traição e entrega de Cristo, sua crucificação e a obscuridade que cai cobre a Terra logo em seguida.

Rembrandt, 1638
Madalena e Cristo ressuscitado (Rembrandt, 1638)

X. A Ressurreição – Cristo eleva-se com o fortissimo do órgão, acordes luminosos com todas as cores do arco-íris, escreveu Messian.
XI. Aparecimento de Cristo ressuscitado a Maria Madalena – o movimento mais longo e mais teatral do Livro. Começa com uma cena noturna meio burlesca que lembra até Bartók. Em seguida, acordes solenes simbolizam a aparição do ressuscitado a Madalena, que hesita (uma passagem em crescendo). Finalmente ela o reconhece: um fortissimo representa a revelação de ressurreição e da ascensão. A noite vai terminando lentamente, os acordes solenes do início reaparecem pianissimo enquanto a aparição vai sumindo junto com o amanhecer.

C. A liturgia da Eucaristia (Santo Sacramento) é retratada musicalmente
XII. A Transubstanciação – é o termo teológico relativo à transformação do pão e vinho no corpo e sangue de Cristo. A música, que mistura um trio dodecafônico com o canto de dois pássaros e uma melodia de canto gregoriano, representa toda a complexidade do mistério da eucaristia, que vai além do entendimento humano.
XIII. As duas muralhas de água – o autor faz um paralelo entre a presença de Deus dividindo o Mar Vermelho e a presença de Cristo nas duas metades da hóstia quebrada. Em um tutti fortissimo, a peça alterna entre uma toccata virtuosa e cantos de pássaros. No acorde final, soam juntas todas as notas da escala cromática.
XIV. Oração antes da comunhão – três melodias gregorianas representam a meditação e humildade do cristão antes de comungar.
XV. A alegria da graça – o momento da comunhão é traduzido por cantos de pássaros, do início ao fim. Três espécies típicas do Oriente Médio se alternam.

Messian usa no Livro principalmente pássaros do Oriente Médio, que Jesus poderia ter ouvido.
Messian usa no Livro principalmente pássaros do Oriente Médio, que Jesus poderia ter ouvido.

XVI. Oração após a comunhão – peça introspectiva e tonal: uma melodia com fundo harmônico. O acompanhamento usa um registro de órgão chamado voix celeste: voz celeste.
XVII. A Presença multiplicada – Jesus está presente em todas as hóstias, em todos os lugares e ao mesmo tempo. A multiplicação é representada pelo tutti do órgão (os três teclados soam juntos) e pelo uso do cânone, em que as vozes se imitam.
XVIII. Oferta e Aleluia final – o ato de oferta a Deus é cantado pela corneta e o Aleluia final, verdadeira explosão de alegria, encerra o Livro em um fortissimo dó grave no pedal.

Cantos de pássaros usados no 'Livre', tabela de António José Marques de Sá Mota
Cantos de pássaros usados no ‘Livre’, tabela de António José Marques de Sá Mota

Além do Livre, também estão incluídas aqui duas pequenas obras: Diptyque, de 1930, tem dois movimentos, um modéré (moderado) em dó menor que homenageia Marcel Dupré e um très lent (muito lento) em dó maior em homenagem a Paul Dukas. Ambos foram seus professores. Verset pour la fête de la Dédicace, de 1960, mistura canto gregoriano, cromatismo e cantos de pássaros.
Aqui chegam ao fim as obras quase completas para órgão gravadas por Jennifer Bate. O compositor Aaron Copland escreveu em seu diário: “Visitei Messiaen na sala do órgão da Trindade. Ouvi-o improvisando ao meio-dia. Desde sons diabólicos nos graves até harmonias de dança nos agudos. Como a Igreja permite isso durante a missa é um mistério.”
Pra mim a citação de Copland diz um pouco sobre a música de Messiaen e muito sobre as limitações da música tocada em igrejas, templos, etc em todo o mundo. Que Deus incompleto é esse que não aceitaria compassos compostos nem dissonâncias? Que Deus careta é esse?

CD 5
1. Diptyque
2. Verset pour la Fête de la Dédicace

Livre du Saint Sacrement (Movements 1–8)
3. I Adoro te
4. II La Source de Vie
5. III Le Dieu caché
6. IV Acte de foi
7. V Puer natus est nobis
8. VI La manne et le Pain de Vie
9. VII Les ressuscités et la lumière de Vie
10. VIII Institution de l’Eucharistie

CD 6
Livre du Saint Sacrement (Movements 9-18)
1. IX Les ténèbres
2. X La Résurrection du Christ
3. XI L’apparition du Christ ressuscité à Marie-Madeleine
4. XII La Transsubstantiation
5. XIII Les deux murailles d’eau
6. XIV Prière avant la communion
7. XV La joie de la grâce
8. XVI Prière après la communion
9. XVII La Présence multipliée
10. XVIII Offrande et Alléluia final
Jennifer Bate
CD 5 (tracks 3–10), CD 6 – Recorded in 1987
Grandes Orgues de l’Église de la Sainte Trinité, Paris, France
CD 5 (tracks 1 & 2) – Recorded in 1980/81
Grandes Orgues de la Cathédrale Saint Pierre, Beauvais, France

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Vitral de Max Ingrand (1908-1969) na Sé de São Paulo, Brasil
Vitral de Max Ingrand (1908-1969) na Sé de São Paulo, Brasil

Pleyel

Leia mais:

António J.M.S. Mota, sobre o Livre du Saint Sacrement
Taffarello, sobre as relações entre Villa-Lobos, Messiaen e Almeida Prado
Olivier Messiaen, Music and Color – Conversations with Claude Samuel
The Influence of Messiaen

E, no vasto mundo offline, usei os livros:
Adams, H. Mont-Saint-Michel and Chartres (1913)
Huysmans, J-K. La Cathédrale (1898)
Rostand, C. Olivier Messiaen (1957)
Saramago, J. A Caverna (2000)

Richard Strauss (1864 – 1949): Uma Sinfonia Alpina, Op. 64 – Mariss Jansons

R-2026957-1264446018.jpegEm 1911 morre Gustav Mahler. Profundamente tocado, Richard Strauss será impelido por essa morte a terminar uma obra profundamente pessoal e nostálgica, seu último poema sinfônico: Uma Sinfonia Alpina, que só ficará pronta em 1915.

Em 1911, o século XIX, embora estivesse terminado formalmente, culturalmente ainda não morrera. Muitos compositores, em suas próprias composições, revelavam o espírito de seu tempo e tentavam de diversas formas ir além do romantismo do século XIX, cada um ao seu jeito. Dos compositores que realizaram, ou, ao menos tentaram essa transição, podemos citar o próprio Mahler, Zemlinsky, Schoenberg, Berg, Strauss, Debussy, Respighi, entre outros.

O começo do século XX viu a morte de um dos seus últimos românticos tardios (Mahler), e a transformação de outros (Schoenberg) em novos estilos, trazendo os ares de um novo mundo que se anunciava, mas que ainda não definira suas formas completamente. Essa morte de um estilo e “transfiguração” de outro, é reflexo da própria transformação pela qual passava a Europa como um todo, e a própria Alemanha, especificamente. Unificada tardiamente no final do século XIX, seu desenvolvimento econômico alcançaria rapidamente o patamar industrial da Inglaterra e da França. A conquista de uma unidade política inflaria a burguesia e a classe média alemã com o desejo de grandeza política, econômica e cultural. Neste arroubo, após o fracasso das revoluções alemãs, levaria também a classe trabalhadora a este ideal.

A burguesia da Europa Ocidental como um todo chegava ao seu auge histórico no desenvolvimento econômico e cultural da sociedade moderna, ao mesmo tempo em que sofria com crises econômicas e com uma profunda decadência ideológica, onde as artes e as ideias, após crescimento tão intenso no século XIX, não encontrava novas formas de desenvolvimento nestes anos de virada de um século para o outro. A solução para as crises foram as buscas por novos mercados na Ásia e na África, o que levou ao surgimento do Imperialismo moderno e às guerras entre as potências imperialistas pelos territórios dos outros povos (sendo que a indústria bélica também era outra forma de lucrar e evitar as crises); para a crise das artes a resposta foi o rompimento com as tradições clássicas, em busca de sua superação. Da crise das ideias, surgirão três pensadores que farão uma crítica à sociedade moderna, cada um ao seu modo: Marx, Nietzsche e Freud. Não a toa, os três são de origem germânica.

Marx, Nietzsche e Freud, conhecidos como os "filósofos da desconfiança" por "desconfiarem" da modernidade burguesa.
Marx, Nietzsche e Freud, conhecidos como os “filósofos da suspeita” por “suspeitarem” da modernidade burguesa.

Entre a pequena burguesia alemã, e principalmente entre os músicos, Nietzsche é certamente quem fará mais sucesso. Assim como Mahler, Strauss leria e se inspiraria em Nietzsche. Quase chegou a nomear a obra de O Anticristo: uma Sinfonia Alpina, cujo plano inicial seria fazer uma obra maior em duas partes, onde a sinfonia alpina seria a primeira, mas desistiu da ideia. Tanto Mahler quanto Strauss adotaram de Nietzsche a ideia de uma natureza que não era simplesmente bela, mas indomável e perigosa. Isso se expressará bem nos poemas sinfônicos de Strauss. Inclusive em Uma Sinfonia Alpina. Essa adoração realista da natureza, e a ideia de compor a obra veio também da própria vida de Strauss, que, na infância, participou da escalada de uma montanha com um grupo de amigos, levando cinco horas até o pico e, no momento da descida, foram pegos por uma tempestade. A experiência o marcou tão profundamente que logo após o ocorrido o compositor teria tomado algumas notas de uma obra musical baseada na experiência. E, mais tarde, o compositor se mudaria para uma casa no pé de uma montanha, onde faria caminhadas esporádicas durante o resto da vida. Só em 1899 ele começaria o esboço da obra com base em esboços de uma outra obra que estava escrevendo. O projeto foi sendo retocado ao longo dos anos mas continuou inacabado até a morte de Mahler em 1911, o que levou Strauss a se dedicar à obra para terminá-la.

Embora tenha sinfonia no nome, a obra não é uma sinfonia por não seguir a forma sonata tradicional destas. E diferentemente da Pastoral de Beethoven, por exemplo, que é mais sentimental do que descritiva, a Sinfonia Alpina de Strauss obra não busca descrever apenas os sentimentos da escalada, mas também descreve musicalmente os acontecimentos. Para isso, usa de um extenso cromatismo¹ (nisso reside sua maior semelhança com Mahler). Não é divida em movimentos nem tem qualquer intervalo, e segue ininterruptamente, sendo composta por várias partes que descrevem em sequência, cada uma, um momento da aventura.

A obra começa com um ambiente noturno, feito com uma politonalidade que mantém o clima noturno suspenso ao mesmo tempo que anuncia o tema da montanha. O nascer do sol nos lembra o famoso início de Assim Falou Zaratustra, e o tema da subida inicia a aventura pela montanha. A entrada na floresta é anunciada por trompas e clarinetes, talvez representando caçadores e passarinhos. A música então nos leva por um riacho, representado a sinuosidade das margens, até que somos surpreendidos pelo contínuo aumento do fluxo de água, daí chegamos a avistar os esguichos de água de uma cachoeira, algo que nos é informado pelas cordas em rápidos glissandos descendentes, junto aos triângulos. Somos encantados então pelos arco-íris gerados pela névoa de água no ar e pela aparição de lindas borboletas, representadas pelas flautas e sopros leves, acompanhadas de uma delicada percussão dos triângulos. Passamos então por campos floridos, representados pelas cordas melodiosas, até que chegamos aos pastos da montanha, passando pelas vacas e o retinir dos sinos em seus pescoços, representados nos sinos da percussão, junto aos sopros bucólicos. Continuando nossa aventura com o tema alegre da subida e seguimos por matagais mais espessos, a melodia aos poucos vai se desintegrando a tensão começa a aumentar, para nos dar a sensação de estarmos preocupados em estarmos perdidos. Chegamos então às geleiras da montanha, anunciada por um tema seco que irrompe inesperadamente nos metais e num órgão. Nos aproximamos do pico. Chegando a partes perigosas, a música fica então menos melódica e somos surpreendidos vez ou outra por ataques nas cordas, que passam a tensão do momento. Até que uma melodia começa a se sobrepor e nos anuncia a chegada ao cume, bastante silencioso, acompanhado apenas pela leve melodia de um oboé. Vemos o topo logo acima de nós, e temos uma maravilhosa visão da montanha, com seu tema novamente surgindo num clímax ao estilo de Strauss, com pratos, metais e tímpanos. Até que terminamos de subir e paramos para apreciar a bela visão de tudo, além do próprio sentimento de grandeza e realização nos passado pela melodia levemente mais dramática feita pela fanfarra de trombones. As cordas entram então em uma ascensão sem fim e o tema da montanha surge novamente nos metais, dessa vez mais clara, anunciando o ápice máximo da aventura.

Esse clímax é imediatamente substituído pelo som das madeiras e flautas, que anunciam a neblina que começa a subir. Nuvens cobrem o sol deixando tudo mais escuro e uma tempestade, ao longe, vai se aproximando. Uma calma precede a tempestade, com o mesmo tema da subida do cume, mas, mais tensa. Ouvimos então as gotículas de água caindo aos poucos, primeiro nas flautas, junto com a ventania que vai ficando mais forte, até que, após o som de trovões que se aproximam nos tímpanos, as gotas começam a cair mais e mais rápido com pequenos pizzicatos nas cordas. A tempestade furiosa nos atinge em cheio, com ventos tortuosos e violentos. Desesperados, descemos correndo a montanha, o tema crescente da subida do cume sendo invertido, e passando pelos temas de cada parte da aventura em ordem inversa: a geleira, os pastos, a cachoeira, a floresta. Ao mesmo tempo em que somos fustigados pela chuva e pelos ventos da tempestade.

A tempestade passa em meio a tensões harmônicas irresolutas, e, ao chegarmos ao pé da montanha, olhamos para ela e o tema dela surge novamente, nos dando orgulho de a termos subido e passado por tantas aventuras. Surge o tema do pôr do sol, bastante melódico e aos poucos se tornando mais denso. A noite chega em tons sombrios, assim como o crepúsculo de uma era. É o anúncio do fim de uma época. A tradição das grandes obras orquestrais, as reminiscências da infância, o romantismo, tudo isso chegava ao fim. Será o fim dos poemas sinfônicos de Strauss. Dali pra frente, nada mais seria igual, nem na sociedade europeia, nem no resto do mundo. As formas de se fazer arte e música mudariam para sempre.

Notas:
1 Isto é, o jogo de temas e tensões, buscando prolongar a música e adiando a resolução melódica.

Referências:
Enciclopédia Britânica: <https://www.britannica.com/topic/An-Alpine-Symphony-Op-64> Acesso em 27/01/2018

Richard Strauss (1864 – 1949): Eine Alpensinfonie (An Alpine Symphony)

01 Nacht (Night)
02 Sonnenaufgang (Sunrise)
03 Der Anstieg (The Ascent)
04 Eintritt In Den Wald (Entering the Forest)
05 Wanderung Neben Dem Bache (Strolling by the Stream)
06 Am Wasserfall (By the Waterfall)
07 Erscheinung (Apparition)
08 Auf Blumigen Weisen (In Flowery Meadows)
09 Auf Der Alm (In the Mountain Pasture)
10 Durch Dickicht Und Gestrüpp Auf Irrwegen (Lost in Thickets and Undergrowth)
11 Auf Dem Gletscher (On the Glacier)
12 Gefahrvolle Augenblicke (Dangerous Moments)
13 Auf Dem Gipfel (On the Summit)
14 Vision (Vision)
15 Nebel Steigen Auf (Mists Rise Up)
16 Die Sonne Verdüstert Sich Allmählich (The Sun Grows Dark)
17 Elegie (Elegy)
18 Stille Vor Dem Sturm (Quiet Before the Storm)
19 Gewitter Und Sturm, Absteig (Thunderstorm, Descent)
20 Sonnenuntergang (Sunset)
21 Ausklang (Close)
22 Nacht (Night)

BBC Welsh Symphony Orchestra
Mariss Jansons, conductor

Live Recording

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Retrato de Richard Strauss por Max Liebermann, em 1918.
Retrato de Richard Strauss por Max Liebermann, em 1918.

Luke

John Baptist Cramer (1771-1858): Quinteto para piano, Op. 79 e Franz Schubert (1797-1828): Quinteto para piano, Op. 114 (D. 667) – A Truta

John Baptist Cramer (1771-1858): Quinteto para piano, Op. 79 e Franz Schubert (1797-1828): Quinteto para piano, Op. 114 (D. 667) – A Truta

Com instrumentos originais de época, este é um disco muito especial. Tem uma obra de um compositor desconhecido e a justamente célebre Truta de Schubert. Não conhecia a música de John Baptist Cramer. Este compositor nasceu na Alemanha, mas foi levado à Inglaterra quando ainda era criança. Começou a estudar piano muito jovem e conseguiu se estabelecer como um grande pianista. Dizem que chegou a ser respeitado por Beethoven. Foi o editor inglês do Concerto no. 5 para piano e orquestra – “Imperador” – do mesmo Beethoven. Estabeleceu uma amizade gratificante com o autor de a Nona Sinfonia. Compôs obras respeitáveis — sonatas para piano, nove concertos para piano e música de câmara. Neste CD que ora posto, surge o Quinteto para Piano, Op. 79. A outra obra do CD — A PRINCIPAL — é o Quinteto para piano em Lá maior, Op. 114 de Schubert, também conhecido como “A Truta”, pela qual tenho uma grande paixão. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

John Baptist Cramer (1771-1858) – Quinteto para piano in Si bemol maior, Op. 79
01. Allegro moderato
02. Adagio cantabile
03. Rondo (allegro)

Franz Schubert (1797-1828) – Quinteto para piano em Lá maior, Op. 114 (D. 667) – A Truta
04. Allegro vivace
05. Andante
06. Scherzo
07. Theme with variations (andatino-allegretto)
08. Finale (allegro giusto)

Nepomuk Fortepiano Quintet
Jan Insinger, violoncelo
Elisabeth Smalt, viola
Riko Fukuda, pianoforte
Franc Polman, violino
Pieter Smithuijsen, contrabaixo

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Vocês não esperavam um linguado, né?
Vocês não esperavam um linguado, né?

Carlinus / PQP

Alma Latina: Esteban Salas – Cantadas Barrocas de Santiago de Cuba

33f6wp2Cantadas Barrocas de Santiago de Cuba
Esteban Salas (1725 – 1803)

El Coro de Cámara Exaudi (en latín: ¡Escucha!) se fundó en 1987 por su directora María Felicia Pérez Arroyo. Sus integrantes son graduados en varias especialidades de música, en el Instituto Superior de Arte y el Conservatorio Amadeo Roldán. El repertorio que interpretan incluye obras corales europeas, latinoamericanas y cubanas de todos los periodos.

Exaudi ha participado en múltiples festivales y con frecuencia realiza presentaciones en salas de concierto en Hungría, Venezuela, España, Bulgaria, Alemania, Dinamarca, Suecia, Francia, Canadá, Bélgica, Italia, Ecuador, Argentina, México, Australia, Nueva Zelandia, Noruega, Estados Unidos, Brasil, Turquía, Chile y Cuba.

Entre 1990 y 1994 obtuvo varios primeros premios:
• 1990- XIV Concurso Internacional de Coros Béla Bartók, Debrecen, Hungría: Primer Premio en la categoría de Coros de Cámara y Premio por el programa folklórico. Su directora María Felicia fue seleccionada como una las mejores directoras del evento.
• 1992- XXIV Certamen Internacional de Masas Corales de Tolosa, España: Primer Premio en la modalidad de Folklore, Tercer Premio en la modalidad de Polifonía, Grand Prix del concurso y Premio del Público.
• 1993- Grand Prix Europeo de Canto Coral, Varna, Bulgaria: Segundo Lugar ; Festival Harmonie 93, Lindenholzhausen, Alemania: Primer Premio; III Concurso Internacional para Coros de Cámara de Marktoberdorf, Alemania: Tercer Premio y categoría Internacionalmente excelente y XXV Certamen Internacional de Masas Corales de Tolosa, España: Primer Premio en la modalidad de Folklore y Premio por la mejor interpretación de una obra vasca.
• 1994 y 2005- XL y LI Certamen Internacional de Habaneras y Polifonía de Torrevieja, Alicante, España: Primer Premio en la Modalidad de Polifonía y Primer Premio en la Modalidad de Habaneras.

María Felicia Pérez Arroyo, directora
Hizo estudios en el Conservatorio Municipal de Música de La Habana Amadeo Roldán en 1962, en la especialidad de piano y se graduó en dirección coral en la Escuela Nacional de Arte, con las profesoras Carmen Collado, de Cuba y Agnes Kralowsky, de Hungría y en licenciatura de Dirección Coral en la Escuela Superior de Música Franz Liszt, Weimar, Alemania. La etapa estudiantil participó en varios conciertos junto al Coro de Cámara de la escuela.

Desde su regreso imparte clases de Dirección Coral en la Escuela Nacional de Música, y aún participa en el claustro de profesores. En estos ha formado, en el nivel medio-profesional, a varias generaciones de directores corales.

En 1982 fundó, en la Cátedra de Dirección Coral, el Coro Femenino de la ENM, con estudiantes y ofreció exitosos recitales y conciertos. En varias de sus ediciones participó en el Festival Nacional de Coros de Santiago de Cuba. Participó en el montaje de seis obras sinfónico-corales cubanas y universales con los coros mixtos de la ENM.

En los años 80 asesoró la Dirección de Enseñanza Artística del Ministerio de Cultura y actúo de jurado en festivales y concursos nacionales. Además apoyó la superación profesional e impartió seminarios. Así mismo realizó inspecciones provinciales y participó en encuentros y festivales de las Escuelas de Arte.

Entre 1982 y 1990 confeccionó planes y programas docentes para la Dirección Coral y curso de perfeccionamiento. Como ponente participó en los Encuentros Latinoamericanos de la Enseñanza Artística. Fundó en 1987 el Coro de Cámara Exaudi, con el cual se desarrolla como intérprete, y logra reconocimiento nacional e internacional, ya que ha participado en prestigiosos concursos corales europeos.

Mereció las distinciones por la Educación Cubana, 1991 y por la Cultura Nacional, 1993, la Medalla Alejo Carpentier, 2002 y la Orden Félix Varela de Primer Grado en 2004. Desde 1998 trabaja en el Instituto Superior de Arte. Es profesora Titular del Departamento de Dirección Coral.

Cantadas Barrocas de Santiago de Cuba
Esteban Salas y Castro (Cuba, 1725 – 1803)
1. Qué dulce melodia
2. Resuenen armoniosos
3. Vayan unas especies
4. Pues la fabrica de un templo
5. Respirad, O mortales
6. Oigan una nueva
7. Escuchen el concento

Salas – Cantadas Barrocas de Santiago de Cuba
Exaudi Choir of Cuba. Director María Felicia Pérez
1997

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Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

xarsxy

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

Sonata 2ª (Sabará): Antonio Carlos de Magalhães, cravo (Acervo PQPBach)

307ssnqSonata 2ª – Sabará:
Antonio Carlos de Magalhães

Provém de Sabará a primeira informação sobre a presença de cravos e cravistas no Estado de Minas Gerais: em 1739, o músico José Soares tocou cravo na Matriz de Nossa Senhora da Conceição para festejar o dia de Nossa Senhora do Amparo. Não sabemos o que e como ele tocou, e muito menos a reação do público. Infelizmente, a escassez de informações desse tipo nos impede de reconstituir satisfatoriamente a trajetória dos instrumentos de teclado no Brasil Colonial, a fim de podermos avaliar o impacto de um repertório tecladístico na nascente musicalidade brasileira.

Cresce, assim, em importância o desvelamento de uma peça instrumental, única até o momento, de música colonial mineira, encontrada nos arquivos da Sociedade Musical Santa Cecília de Sabará. Trata-se da Sonata 2º para teclado, de autor anônimo, composta pelos seguintes movimentos: a) Allegro, com estrutura muito próxima dos esquemas da forma sonata bitemática, textura típica do classicismo musical do século XVIII; b) Adagio, com estrutura formal do lied instrumental, atendendo aos padrões de andamentos lentos do século XVIII; c) Rondó, com textura típica do estilo rococó cravístico.

A existência desta sonata nos conduz a uma série de exercícios analíticos, pelos quais tentamos, através de associações de ordem estilística, filosófica e sociológica, situá-la no tempo e no espaço. Acreditamos, no entanto, que tais exercícios seriam inúteis se faltasse à obra a oportunidade de ser em si mesma, isto é, realizar- se enquanto experiência musical. Surge, então, a figura do intérprete, que, com a dimensão transcendental de sua subjetividade, nos oferece o ser da obra.

Neste trabalho, o cravista Antonio Carlos de Magalhães cria um espaço possível de realização da Sonata 2ª – “Sabará”-, ao inseri-la em um universo que se caracteriza pela pluralidade de composições, no qual ocorrem relações de alteridade. Esse universo se constitui a partir de uma lógica historiográfica que nos permite supor, para a música colonial brasileira, vínculos com a música praticada por povos que de alguma forma participaram de nossa colonização. Atendendo a esta lógica, Antonio Carlos de Magalhães imagina o contexto sonoro daquele cravista do século XVIII e reúne em um só objeto peças de doze compositores – a saber: Frescobaldi, Cabezon, Sweelink, Couperin, Purcell, Zipolli, Scarlatti, Carlos Seixas, Rameau, Francisco Xavier Baptista, Padre José Maurício e o anônimo sabarense. Resulta disso que o CD Sabará foi concebido em duas dimensões – uma estética, quando ele exercita a ação reflexiva de nossos sentidos, e outra histórica, no momento em que ele presentifica a intuição de um passado.

Ressaltamos o belo jogo de cores a que Antonio Carlos de Magalhães procede ao alternar as sonoridades de dois cravos – o primeiro, um raro exemplar dobrável, que possui sons mais ásperos e rústicos, e o segundo, um Taskin, que produz sons mais aveludados. Esse procedimento revela urna sensibilidade fragmentadora, típica do fazer musical contemporâneo, que tensifica a sensibilidade unificadora característica das músicas do sistema tonal, realçada pelo respeito uniforme às convenções de dinâmica, agógica e ornamentação inerentes aos períodos de composição das peças.

(José Eduardo Costa Silva, extraído do encarte)

Girolamo Frescobaldi (Italy, 1583-1643)
01. Toccatta prima
Antonio de Cabezón (Spain, 1510-1566)
02. Diferencias cavallero
Jan Pieterszoon Sweelinck (Netherlands, 1562-1621)
03. More palatino
François Couperin (France, 1668-1733)
04. Quatrième prélude (L’art du toucher clavecin)
05. La superbe ou la Forqueray (Dixseptième ordre)
Henry Purcell (England, 1659-1695)
06. Ground (z.D221)
Domenico Zipoli (Prato, Itália,1688 – Córdoba, Argentina 1726)
07. Corrente
Giuseppe Domenico Scarlatti (Italy, 1685-1757)
08. Sonata XXX
José António Carlos de Seixas, (Coimbra, 1704 – Lisboa, 1742)
09. Sonata em Sol m
Jean-Philippe Rameau (France, 1683-1764)
10. Allemande (Pieces de clavecin, avec une table pour les agrémens)
Francisco Xavier Baptista (Portugal, ? – 1797)
11. Sonata IV – 1. Allegro
12. Sonata IV – 2. Allegro
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
13. Fantasia 6ª (Método do pianoforte)
Anônimo (Sabará, MG, final do séc. XVIII)
14. Sonata 2ª (Sabará) – 1. Allegro
15. Sonata 2ª (Sabará) – 2. Adágio
16. Sonata 2ª (Sabará) – 3. Rondó

Sabará – 1999
Antonio Carlos de Magalhães
2jcbrls

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Mais um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

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.Avicenna

G.F. Handel (1685-1759): Ah! Mio Cor (Handel Arias)

G.F. Handel (1685-1759): Ah! Mio Cor (Handel Arias)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta é a primeira colaboração (2008) de Magdalena Kožená com a sensacional Venice Baroque Orchestra de Andrea Marcon, um grupo superlativo. É um álbum imprescindível aos fans de Händel, Handel ou Haendel, como queiram. Aqui, Kožená retorna ao local onde sempre é feliz: o canto barroco dramático. Assim como no álbum Lamento, anterior a este, Kožená combina árias conhecidas e desconhecidas para criar uma antologia pessoal de momentos dramáticos de amor, ódio, esperança e desespero. O programa inclui arias de Rinaldo, Giulio Cesare, Alcina e Joshua, entre outros. Os personagens e a escrita apaixonada são veículos perfeitos para o talento lírico único de Kožená. O que ela consegue é realmente muito bonito, vai direto ao coração.

G.F. Handel (1685-1759): Ah! Mio Cor (Handel Arias)

1 Alcina: “Ah! Mio Cor! Schernito Sei!” 10:48
2 Hercules: “Where Shall I Fly?” 6:30
3 Agrippina: “Pensieri, Voi Mi Tormentate” 7:30
4 Giulio Cesare In Egitto: “Cara Speme, Questo Coro Tu Comincia Lusingar” 6:02
5 Joshua: “Oh! Had I Jubal’s Lyre” 2:38
6 Ariodante: “Scherza Infida In Grembo Al Drudo” 11:39
7 Theodora: “O Thou Bright Sun! … With Darkness Deep” 6:00
8 Amadigi Di Gaula: “Destorò Dall’empia Dite” 5:49
9 Orlando: “Ah! Stigie Larve! … Già Latra Cerbero … Vaghe Pupille, No, Non Piangete, No” 7:45
10 Ariodante: “Dopo Notte, Atra E Funesta” 6:52
11 Rinaldo: “Lascia Ch’io Pianga Mia Cruda Sorte” 4:58

Mezzo-soprano – Magdalena Kožená
Orchestra – Venice Baroque Orchestra
Conductor – Andrea Marcon

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Magdalena Kožená com parte da Venice Baroque Orchestra de Andrea Marcon
Magdalena Kožená com parte da Venice Baroque Orchestra de Andrea Marcon

PQP

Georg Friedrich Haendel (1685-1759) – Duetti e terzetti italiani – Invernizzi, Frigato, Adam, Bauer, La Rizonanza

booklet-cover

Queridos, hoje vos trago mais uma pintura de gravação realizada pela gravadora Glossa, e estrelada pela magnífica soprano Roberta Invernizzi. São obras para duas ou três vozes, com acompanhamento instrumental.
Estas obras foram compostas quando o jovem Haendel viajou para a Itália, viagem esta que o influenciou profundamente. Sugiro a leitura do booklet que segue em anexo para maiores informações.
Então vamos ao que viemos. Para se deleitar, degustar, apreciar sem moderação.

1 Quel fior che all’alba ride (hwv 200)
2 Giù nei tartarei regni (hwv 187)
3 Quando in calma ride il mare (hwv 191)
4 Amor gioie mi porge (hwv 180)
5 Caro autor di mia doglia (hwv 182)
6 Che vai pensando (hwv 184)
7 Va, speme infida (hwv 199)
8 Tacete, ohimè, tacete (hwv 196)
9 Se tu non lasci amore (hwv 201)

Roberta Invernizzi, soprano
silvia frigato, mezzo-soprano
krystian adam, tenor
thomas bauer, baritone

La Risonanza
Caterina Dell’Agnello – violoncello
Evangelina Mascardi – theorbo
Fabio Bonizzoni – harpsichord

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.: Interlúdio :. Zequinha de Abreu interpretado por Jacques Klein e Ezequiel Moreira

11gkj2tZequinha de Abreu
Interpretado por Jacques Klein e Ezequiel Moreira

Jacques Klein (1930 – 1982), o pianista do toque dourado.

Nascido em Aracati, no Ceará, foi no Rio de Janeiro que viveu plenamente a sua carreira e a sua vida. Desde muito cedo, manifestou seu gosto pela música, e, até os dezoito anos, dedicou-se ao jazz, uma de suas grandes paixões, inclusive fazendo algumas gravações no gênero.

Foi para os Estados Unidos estudar música clássica, mas logo conheceu o célebre Art Tatum, que ficou muito impressionado ao ouvir Jacques tocar o seu amado jazz em Nova York. Apesar de ter sido convidado para tocar na banda do grande jazzista americano, seguiu sua verdadeira vocação – a música clássica

Seguiu depois para a Áustria, onde foi aluno do célebre professor Bruno Seidhofer, na Academia de Música de Viena, mas foi exatamente em 1953 que o artista começou sua grande carreira ao conquistar o 1º lugar no Concurso Internacional de Genebra, que era na época considerado o mais importante concurso no mundo.

Klein era um músico admirado por todos, e em todos os continentes. Tinha um toque lindo e um som dourado, difícil de se encontrar. Seus concertos eram de sonhos, célebres e iluminados. Uma vez, tocando a Sonata de J.Brahms nº3, a luz da Sala Cecília Meireles apagou e Jacques continuou tocando no escuro para delírio de seus ouvintes. Claro que foi ovacionado quando acabou a obra, já com a luz acesa.

Também ficou conhecido pelo seu ciclo das Sonatas de Beethoven, tocando as 32, também na Sala. Foi solista das mais importantes orquestras do mundo, assim como teve o duo com o grande violinista italiano Salvatore Accardo, que, por várias vezes, deslumbrou o Théâtre des Champs Elysées, em Paris. Grande professor de piano, tem como seu mais importante discípulo o pianista Arnaldo Cohen. Na parte burocrática, foi diretor da Sala Cecília Meireles e fez parte da direção da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Era casado com a também pianista Cesarina Riso, e eles formavam um dos mais queridos casais no Rio – tiveram uma filha, Daniela.

Sem dúvida, o querido Jacques Klein foi o maior pianista brasileiro de sua geração encantando a todos com sua arte e seu talento. Fica a nossa homenagem.

(Maria Luiza Nobre)

Imagine um excelente pianista, do tipo que é referência mundial, tocando com as maiores orquestras do planeta. Dê a ele bom humor, gênio impulsivo e, de quebra, um talento especial para se comunicar com plateias das mais esnobes às mais simplórias. Hoje pode ser difícil imaginar, mas o produto dessa mistura existiu, sim, veio de Aracati, no Ceará, e se chamava Jacques Klein.

Consumido por um câncer quando ainda estava no auge da carreira, aos 52 anos, Klein era um tipo raro de músico clássico. Era popular. Amava interpretar Beethoven, Mozart e Chopin. Mas também compôs com Dorival Caymmi, teve um grupo de jazz e aparecia com tanta naturalidade na TV que chegava a dar autógrafo na rua.

(O Globo, 11/10/2009)

Zequinha de Abreu & Eurico Barreiros
01. Os Pintinhos no Terreiro – Chorinho Sapeca (fá menor)
Zequinha de Abreu & Dino Castello
02. Rosa Desfolhada – Flores Milagrosas – Valsa (mi menor)
Zequinha de Abreu & Rui Borba
03. Longe dos Olhos – Valsa sentimental (mi menor)
Zequinha de Abreu
04. Não Me Toques – Chorinho (lá menor)
Zequinha de Abreu & Príncipe dos Sonhos
05. Último Beijo – Valsa sentimental (dó menor)
Zequinha de Abreu & Duque de Abramonte
06. Branca – Valsa lenta (mi menor)
Zequinha de Abreu
07. Levanta Poeira – Choro sapeca (mi menor)
Zequinha de Abreu & Arlindo Marques Jr.
08. Amando Sobre o Mar – Valsa sentimental (fá maior)
Zequinha de Abreu & Pinto Martins
09. Tardes em Lindóia – Valsa lenta (mi bemol menor)
Zequinha de Abreu
10. Tico-tico no Fubá – Choro sapeca (lá menor)

Zequinha de Abreu interpretado por Jacques Klein e Ezequiel Moreira – 1979

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Boa audição.

macaco pensante

 

 

 

 

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Avicenna

Brésil: Amérindiens d’Amazonie: Asurini et Araras (Acervo PQPBach)

eq71x4Mundos sonoros dos índios Asurinis: música da guerra, da aliança e dos espíritos.

Contactados em 1971 pelos karai (isto é, os brasileiros não-índios, os brancos), os Asurinis formam uma sociedade, ou antes, uma civilização, de cerca de 60 pessoas, localizada no estado do Pará, às margens do rio Xingu. São de língua tupi, como outros grupos ameríndios desta região isolada, onde os contatos pacíficos com os brancos foram tardios. Como a maior parte dos ameríndios da Amazônia, possuem uma economia baseada na agricultura (milho, mandioca, feijão), na caça e na pesca. Do ponto de vista sociológico, trata-se de uma sociedade sem instituições hierárquicas. O sistema de parentesco desempenha um papel central num jogo político complexo onde a prática musical aparece com frequência. Até o contato com os brancos, os Assurinis moravam em grupos separados, gozando de grande autonomia territorial; depois, foram agrupados numa só aldeia.

Desde então, dizimados pelas epidemias (gripe, tuberculose) que causaram sua fragilidade demográfica atual, os Asurinis reagiram incrementando suas práticas rituais tradicionais e em particular as xamânicas, e ao mesmo tempo integrando alguns artefatos dos brancos (utensílios, fuzis etc.) à sua cultura material. Cerca da metade dos homens adultos são puje (a palavra tupi de onde veio o português “pajé”) — isto é, curandeiros, mas também especialistas das dimensões cosmológicas da cultura asurini; os puje desempenham também com frequência papel político importante.

De maneira geral podemos dizer, como P. Menget no seu disco dedicado às músicas do Alto Xingu (Ocora C 580022), que nessas sociedades amazônicas a música não é autônoma: toca- se, canta-se e dança-se para organizar as interações sociais (evidenciando o importante papel político da prática musical), e/ou as interações entre homens e espíritos. A um tempo carregadas de sentido e cheias de humor, as práticas musicais coletivas, executadas muitas vezes entre os Asurinis sem nenhum espectador humano, constituem um elemento fundamental destas minúsculas civilizações.

Para os Asurinis, as produções musicais são centradas em três rituais principais : Inaraka, pajelança onde o canto desempenha um papel fundamental, tule, grande e complexo ritual centrado num conjunto de instrumentos do tipo do clarinete (cujo nome também é tule), e tiwagawa, dança cantada cujos temas são em parte ligados à guerra.

35c3q1dMundos sonoros dos índios Araras: músicas do ritual de retorno da caça.

Os Araras são um povo de língua caraíba que vive às margens do rio Iriri, afluente do Xingu, no estado do Pará. Em 1987, sua população era de 84 pessoas. A construção da rodovia Transamazônica (1970-71) e a chegada concomitante da “fronteira de expansão” da sociedade brasileira provovou uma dramática situação de guerra que iria durar dez anos. Esta se concluiu com a “pacificação”, pela FUNAI, da maioria dos Araras em 1981, 1984 e 1987. Como seus vizinhos, os Araras tem como atividades econômicas a caça, a pesca e a agricultura. A caça é extremamente valorizada entre os Araras, mesmo se sua importancia quantitativa na alimentação é menor que a dos vegetais. Como os Asurinis, estes formam uma sociedade sem instituições, onde o parentesco e os grupos residenciais organizam uma vida política complexa e movimentada ao sabor das alianças e querelas.

O ritual de volta da caça, do qual apresentamos aqui um “resumo sonoro”, participa deste jogo político, pois, como o tule assurini, opõe dois grupos : convidados e anfitriões. Os primeiros trazem a cerveja, os segundos a carne defumada, resultado de uma expedição de caça itinerante na floresta durante quinze dias. Uns e outros produzem músicas próprias, tocadas em instrumentos diferentes. Estes últimos são feitos de bambu, com a exceção dos tsingule, feitos de osso de aves.

Depois da preparação dos instrumentos na aldeia — fabricação dos tubos das erewepipo (flautas de Pã) e das palhetas dos tagat tagat (clarinetes), os participantes começam durante a tarde a primeira fase do ritual. As mulheres prepararam o pito (cerveja de mandioca doce) e os músicos começam a tocar tranquilamente alternando as pecas de tagat lagar (faixa 8), o consumo de pito e as peças de erewepipo (faixa 9). A noite chega e, pouco a pouco, homens, mulheres e crianças se reúnem em torno dos músicos, sem prestar real atenção à execução das peças – muito repetitivas, pois toca-se uma só forma de lagar togar e uma de erewepipo – mas aproveitando este momento de convívio para beber, rir e conversar. E a noite passa, com alguns momentos de repouso e um estado de ebriedade que não cessa de crescer…

De repente, exatamente ao nascer do sol, às últimas notas de uma peça de tagat tagat bem regada a pita, os caçadores invadem a aldeia, simulando um ataque e flechando as casas. A cena (faixa 10) é impressionante e muito rápida : os caçadores se reúnem na praça central e começam uma dança circular (fotografia da capa), gritando, batendo com os pés no chão e soprando seus tsingule (apitos). A gravação desta sequência se fêz inicialmente sem a presença do etnólogo, pois este, certo de que se tratava de um ataque real, dera com o pé na tábua, deixando atrás de si o gravador…

Um grande repasto coletivo, onde se consome a carne defumada trazida pelos caçadores, reúne em seguida o conjunto da aldeia, anfitriões e convidados. Aqueles executam em seguida suas músicas, com trompas tereret (faixa 12) e cantos aremule (faixa 11). O pita rola à vontade e o ritual termina pouco a pouco na tarde.

Amerindiens d’Amazonie
Índios Asurini do Xingu
01. Tiwamaraka
02. Tiwagawa – a dança do povo-onça
03. Ritual Tule 4. Kaui Tule
04. Ritual Tule 3. Itu Tule
05. Ritual Tule 2. Urukuku Tule
06. Ritual Tule 1. Warape Tule
Índios Asurini do Trocara
07. Musique Instrumentale
Índios Araras do Xingu
08. Música do ritual de retorno da caça 1. Tagat Tagat
09. Música do ritual de retorno da caça 2. Erewepipo
10. Música do ritual de retorno da caça 3. Arrivée des Chasseurs
11. Música do ritual de retorno da caça 4. Aremule
12. Música do ritual de retorno da caça 5. Tereret

Amerindiens d’Amazonie – 1990

CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

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Avicenna

Antonio e Francesco Salieri: Concerto Pour Pianoforte et Orchestre / Concerto Pour Flute, Hautbois et Orchestre / La Tempesta di Mare

Antonio e Francesco Salieri: Concerto Pour Pianoforte et Orchestre / Concerto Pour Flute, Hautbois et Orchestre / La Tempesta di Mare

A lenda de que Antonio Salieri era péssimo compositor e que tinha um caráter pra lá de invejoso ainda persiste. É uma inverdade. Claro que ele não merece o Olimpo, mas as lendas a respeito do seu relacionamento com Wolfgang Amadeus Mozart, com quem conviveu em Viena, foram criadas pela peça de teatro de Peter Shaffer, adaptada para o cinema, sob direção de Milos Forman, com o título Amadeus. O filme, vencedor de oito Óscares, em 1984, retrata um Salieri invejoso do gênio de Mozart, ao mesmo tempo admirador e que possui um bom talento musical. Tal imagem é resultante da liberdade ficcional dos realizadores, não correspondendo à figura histórica do compositor. Mas grudou. Este disco é muito agradável e cumpridor. Podem baixar sem medo de estarem traindo Mozart.

Antonio Salieri (1750-1825):
Concerto Pour Pianoforte et Orchestre /
Concerto Pour Flute, Hautbois et Orchestre /
La Tempesta di Mare

Concerto For Fortepiano In B Flat Major (23:59), de Antonio Salieri
1.1 Allegro Moderato 11:02
1.2 Adagio 5:45
1.3 Tempo Di Minuetto 7:06

Concerto For Flute And Oboe In C Major (18:41), de Antonio Salieri
2.1 Allegro Spirituoso 6:54
2.2 Largo 6:54
2.3 Allegretto 4:42

Sinfonia La Tempesta Di Mare In B Flat Major (10:23), de Francesco Salieri
3.1 Allegro 4:13
3.2 Andante 3:42
3.3 Allegro Assai 2:20

Flute – Clementine Hoogendoorn* (tracks: 4 to 6)
Fortepiano – Paul Badura-Skoda (tracks: 1 to 3)
Oboe – Pietro Borgonovo (tracks: 4 to 6)
Conductor – Claudio Scimone
Orchestra – I Solisti Veneti

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Salieri: não era tão mau assim, até pelo contrário | Pintura de Joseph Willibrord Mähler
Salieri: não era tão mau assim, até pelo contrário | Pintura de Joseph Willibrord Mähler

PQP

Cesar Frank – Sonata in A Major for Violin & Piano, Claude Debussy – Sonata for Violin & Piano – Kyung Wha Chung and Radu Lupu

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NOVO LINK !!! IMPERDÍVEL !!!

Uma violinista sul coreana e um pianista romeno interpretando um repertório exclusivamente francês pode soar estranho, mas quando se trata de músicos deste nível não podia dar errado. Radu Lupu e Kyung-Wha Chung quase atingiram a perfeição, em um repertório impecável, em que se destaca a belíssima sonata de Cesar Franck, um primor do romantismo francês.
O Ravel e o Debussy só confirmam a qualidade, mesmo sendo obras pouco gravadas. A cumplicidade entre os dois músicos está presente em todos os momentos, e o destaque novamente fica para a sonata de Franck, uma das melhores gravações que já ouvi desta obra.
Trata-se de um CD de altíssima qualidade, e não sou apenas eu que assim o considero. As cinco estrelas são quase unânimes dentre os clientes da amazon. Sugiro abrirem uma garrafa de um bom vinho, sentarem-se em suas melhores poltronas para melhor apreciarem a beleza destas obras.

01. Cesar Franck – Sonata for Violin and Piano in A 1. Allegretto ben moderato
02. Sonata for Violin and Piano in A 2. Allegro- Quasi lento- Tempo 1 (Allegro)
03. Sonata for Violin and Piano in A 3. Recitativo – Fantasia (Ben moderato – Largamente – Molto vivace)
04. Sonata for Violin and Piano in A 4. Allegretto poco mosso
05. Claude Debussy – Sonata for Violin and Piano in G minor, L.140 1. Allegro vivo
06. Sonata for Violin and Piano in G minor, L.140 2. Intermede (Fantasque et leger)
07. Sonata for Violin and Piano in G minor, L.140 3. Finale (Tres anime)

Kyung-Wha Chung – Violin
Radu Lupu – Piano

08. Maurice Ravel – Introduction and Allegro
09. Claude Debussy – Sonata for Flute, Viola, and Harp, L. 137 1. Pastorale
10. Sonata for Flute, Viola, and Harp, L. 137 2. Interlude
11. Sonata for Flute, Viola, and Harp, L. 137 3. Finale

Melos Essemble

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Alma Latina: Esteban Salas (Cuba, 1725-1803) – Cantvs in Honore Beatæ Mariæ Virginis

10ia328Cantvs in Honore Beatæ Mariæ Virginis
Esteban Salas (Cuba, 1725-1803)

Ars Longa de La Havane
Maîtrise de la Cathédrale de Metz

Según refiere Alejo Carpentier, «en 1509, poco después de que Sebastián de Ocampo realizara el primer bojeo de la isla cuya colonización no se había iniciado todavía, varios náufragos eran arrojados a la costa de Cuba por una tempestad. Uno de ellos, enfermo, no pudo proseguir el viaje a Santo Domingo, y se acogió a la hospitalidad de los indios del pueblo de Macaca.

Pronto aprendió algo de la lengua nativa y como era muy piadoso convenció al cacique de que se dejara bautizar. […] Animado por la mansedumbre de la población, el náufrago exhibió entonces una estampa de la Virgen que llevaba consigo, logrando que en su honor se levantase un bohío. Les anunció (a los indios) que aquella estampa representaba una Señora muy hermosa, benigna y rica, llamada María, madre de Dios, y poco tiempo después los buenos salvajes le cantaban una salutación angélica al alba y al crepúsculo.»

Ave María, gratia plena… quizás fuese el primer canto entonado por los moradores autóctonos de la Isla a María, culto que desde los inicios de la práctica religiosa católica en Cuba tuvo una relevante importancia. (Miriam Escudero – extraído do encarte)

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Esteban Salas (Cuba, 1725-1803)
01. Salve Regina III
02. ¿Quien ha visto que en invierno? Villancico a quatre avec violons. Noël 1787
03. Letania
04. Los bronces se enternezcan. Villancico en duo avec violons, à la Vierge Douloureuse, s/f
05. Magnificat
06. Pues la fábrica de un templo. Villancico a 4 con violines. Navidad 1783
07. Salve Regina
08. Assumpta est Maria
09. Ave Maris Stella
10. Guerra viene declarando. Villancico (à double choeur) à six avec violons. Noël 1798

Cantvs in Honore Beatæ Mariæ Virginis – 2002
Esteban Salas (Cuba, 1725-1803)
Ensemble Ars Longa de La Havane & Maîtrise de la Cathédrale de Metz
Maestrina Teresa Paz

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Encarte: textes en Français/Español/English

Mais outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

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Avicenna

Hume: Musicall Humors, London 1605 – Jordi Savall

capaTobias Hume
Escócia, ca.1569 – 1645

Jordi Savall
Viola da gamba Barak Norman, Londres, 1697

Como diz nosso amigo catalão David: É hora para um Savall em “estado puro”: Hume, Savall e a Barak Norman.

O compositor inglês e violista Tobias Hume (ca.1569-1645) provavelmente foi introduzido na composição musical um pouco tarde. Embora ele tenha sido um dos melhores violinistas do seu tempo, Hume continua a ser um personagem real em um romance, uma personalidade truculenta, forte, irregular e excêntrica. Esta característica de personalidade pode ser que o fez ocupar um lugar especial no mundo dos músicos da Renascença, mas mantido longe da Royal Courts.

1.-Castelo-topo

Mas o capitão Tobias Hume foi principalmente um oficial que dedicou sua vida à carreira militar; ele foi contratado pelo Rei da Suécia e pelo Imperador da Rússia, e vamos encontrá-lo na guerra da Polônia antes de retornar a Londres em 1629, procurando ser contratado pelo rei para combater a rebelião na Irlanda. Com cerca de 60 anos de idade encontrou refúgio no Chartreuse ( “Charterhouse”) de Londres, hospício e mosteiro para servir aos senhores, oficiais, membros do clero necessitados. Arruinado morre ali, amargo e quase louco, em 16 de abril de 1645. 2.-Collegiata

Hume foi o primeiro compositor a escrever música para solo de viola da gamba, num momento em que o alaúde era o instrumento que dominava a vida musical. Foi também o primeiro a usar técnicas muito inovadoras para a prática de seu instrumento, incluindo o “legno col” (as cordas são atingidas com a madeira do arco), e o pizzicato.

Suas duas principais obras foram publicadas em Londres em 1605 (Musicall Humors ou A primeira parte de Ayres, apenas para viola da gamba) e em 1607 (Musicke Poeticall).

Sua coleção Musicall Humors é um manuscrito de uma centena de peças cada uma mais extraordinária que a outra, com uma característica certamente autobiográfica, e algumas estão diretamente relacionadas à sua carreira no exército (A Souldiers Resolution, A Souldiers March, A Souldiers Gaillard…). Além disso, Hume utiliza todos os recursos do instrumento para produzir efeitos sonoros originais (batalhas, trompetes, tambores). Finalmente, a maioria de suas composições é inegavelmente ligada à arte da improvisação.

3.-on-grava

Tobias Hume é um amigo de longa data de Jordi Savall, que descobriu seu trabalho há mais de 40 anos. O gambista catalão já dedicou duas gravações a Hume no início dos anos 80 (incluindo um para Musicall Humors em 1982). Temos aqui um retorno ansiosamente aguardado para esta nova gravação de 2004, para a qual Jordi Savall decidiu regravar certas partes de seu primeiro disco, bem como incluir peças inéditas como Soldat de profession, Mercenaire par nécessité, Mourant pauvre e Presque fou.

Finalmente, Tobias Hume foi uma personalidade musical essencial para a viola da gamba, como compositor e como intérprete. Jordi Savall faz a ele as mais belas homenagens neste disco soberbo que, sem dúvida, vai marcar a discografia.

Tobias Hume. (Escócia, ca.1569 – 1645)
01. A humorous Pavin (núm.43 a ‘Musical Humors’)
02. Capitane Humes Galliard (núm.50 a ‘Musical Humors’)
03. My hope is decayed (núm.7 a ‘Musical Humors’)
04. Capitane Humes Pavin (núm.46 a ‘Musical Humors’)
05. Harke, harke (núm.10 a ‘Musical Humors’)
06. A Souliders Galliard (núm.48 a ‘Musical Humors’)
07. The Spirit of Gambo (núm.4 a ‘Musical Humors’)
08. A Pavin (núm.42 a ‘Musical Humors’)
09. Touch me lightly (núm.38 a ‘Musical Humors’)
10. Beccus an Hungarian Lord (núm.95 a ‘Musical Humors’)
11. The Second part (núm.96 a ‘Musical Humors’)
12. Loves farewell (núm.47 a ‘Musical Humors’)
13. The Duke of Holstones Almaine (núm.6 a ‘Musical Humors’)
14. Death (núm.12 a ‘Musical Humors’)
15. Life (núm.13 a ‘Musical Humors’)
16. A Question (núm.25 a ‘Musical Humors’)
17. An Answere (núm.26 a ‘Musical Humors’)
18. The new Cut (núm.27 a ‘Musical Humors’)
19. A Souliders Resolution (núm.11 a ‘Musical Humors’)
20. Good againe (núm.14 a ‘Musical Humors’)

Hume: Musicall Humors, London 1605 – Savall – 2004
Jordi Savall (viola da gamba Barak Norman, Londres 1697)

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MP3 | 320 kbps | 169,6 MB | 1 h 10 min

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4.--Savall

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Avicenna