Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Eugen Jochum)

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Então tá, né? O pessoal quer pesos pesados e super-postagens? Sem problemas, vamos dançar conforme a música! :¬))

Em resposta, pego o CD da coleção Originals da DG e mando um balaço procêis. Ouçam esta versão de A Canção da Terra gravada por Eugen Jochum (1922-1987) e o Concertgebouw de Amsterdam em 1963. É algo de ajoelhar-se e pedir que não acabe nunca mais. Ah, não esqueçam de conferir em detalhe a “Despedida” (Der Abschied) da versão de Jochum. O incrível é que Jochum NÃO era um mahleriano contumaz, mas sua intimidade com a música vocal e com as Missas de Bruckner foram fundamentais aqui. Outro fato notável é que o registro data de um tempo que Mahler estava sendo redescoberto e não era a unanimidade que é hoje. Ele ainda era chamado de “desigual”, de compositor dado a arroubos e se dizia que era assim porque escrevia sinfonias difíceis e cheias de sonoridades estranhas para que ele mesmo — grande maestro que era — regesse. Nada disso, nada disso mesmo…

Bem, se você gosta de Mahler, tem que ouvir isto. Cumpra-se!

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra
Symphony for alto, tenor and large orchestra

1. Das Trinklied vom Jammer der Erde
2. Der Einsame im Herbst
3. Von der Jugend
4. Von der Schonheit
5. Der Trunkene im Fruhling
6. Der Abschied

Nan Merriman
Ernst Haefliger
Concertgebouw Orchestra
Eugen Jochum

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Eugen Jochum, o Rei da Música Sinfônica Vocal

Eugen Jochum: “Ajoelhem-se, chegou o Rei da Música Sinfônica Vocal”

PQP

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11 ideias sobre “Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Eugen Jochum)

  1. Não sabia que o pessoal gostava dos pesos pesados e das super-postagens! Hahaha. Eu cá não exijo, nem sou esquisito. Prefiro descobrir coisas novas: o Requiem Contestado do Eli-Eli Moura e a Paixão do Golijov entraram no meu cânone e de lá não saem!
    Muito obrigado!

  2. Peso pesadíssimo, PQP. Jogou pesado mesmo. Confesso que desconhecia esta gravação, ainda mais com o Ernst Haefliger. Jochum sempre foi unanimidade para mim, em tudo o que gravou.

  3. Ótima interpretação de A Canção da Terra.
    Tenho em CD a versão de 1952 com Bruno Walter e Kathleen Ferrier
    Visito o site todo dia e na maioria das vezes baixo algo.
    Divulgo o site a todos aqueles que conheço que gostam de música clássica
    Obrigado.

  4. Caro PQP
    Que bela versao essa. Achei a orquestra sensacional nessa interpretacao, as cordas me proporcionaram algumas coisas que nao havia percebido em outras versoes. Os solistas estao o maximo também. No geral, ficou em segundo lugar no meu ranking, so perde pra Klemperer/Wunderlich/Ludwig.
    Acho incrível como algumas gravacoes relativamente antigas ainda soam tao insuperáveis.
    Valeu por ter revalido um post de tao alto calibre.

  5. Meu amigo PQPBach – acho que cometi algum erro ao publicar materia sobre Mahler, na publicação de Mozart! Não sei se dá pra arrumar…

    obrigado

  6. manuel em 12 de janeiro de 2018 às 9:30 disse:
    Mahler foi diretor dos teatros de ópera de Budapest e Hamburgo, depois durante 10 anos, diretor da Ópera Imperial de Viena e, enfim, regente da Metropolitan Opera em NY.
    Mahler foi provavelmente o maior regente de orquestra de todos os tempos. Renovou inteiramente o estilo de representação das óperas. Mas a sua maior ambição foi a composição. No entanto, suas obras não foram bem recebidas pelos contemporaneos, apesar dos esforços de seu discipulo Bruno Walter. Mahler foi, no inicio, wagneriano. mas superou logo essa fase, continuando a arte religioso-sinfonica de Bruckner. Mahler criou um novo tipo de sinfonia com participação da voz humana. Os Lieder de Mahler sempre têm acompanhamento orquestral.. No meio, entre as sinfonias e os Lieder está a Canção da Terra, um poema sinfônico com duas vozes humanas. Esta é a maior obra de Mahler, de valor incontestado.
    obrigado e abraços!

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