Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino e Piano, “Kreutzer” e “Primavera”

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino e Piano, “Kreutzer” e “Primavera”

Esta gravação dispensa apresentações, correto? É um super hiper ultra clássico da discografia mundial. Claro que a gravação envelheceu. Envelheceu muito. Nos anos 70, os violinistas serravam seus instrumentos logo que ouviam o nome Beethoven. Hoje, ninguém faria isso. Mas o repertório, o que dizer? Resolvi postar porque o Doni reclamou da ausência de Perlmans e eu estou passando por um estranho e inédito período de consideração e bondade… Agora, o motivo que levou a Tolstói dar o nome de Sonata à Kreutzer àquela terrível (e ótima) novela.. Ah, isso ninguém compreende.

Agora, vou dizer uma coisa procês. Respeito a Kreutzer, mas gosto mais da Primavera.

#prontofalei

L. van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino e Piano, “Kreutzer” e “Primavera”

1. Sonata for Violin and Piano No.9 in A, Op.47 – “Kreutzer” – 1. Adagio sostenuto – Presto 11:49
2. Sonata for Violin and Piano No.9 in A, Op.47 – “Kreutzer” – 2. Andante con variazioni 16:29
3. Sonata for Violin and Piano No.9 in A, Op.47 – “Kreutzer” – 3. Finale (Presto) 8:49

4. Sonata for Violin and Piano No.5 in F, Op.24 – “Spring” – 1. Allegro 9:51
5. Sonata for Violin and Piano No.5 in F, Op.24 – “Spring” – 2. Adagio molto espressivo 6:27
6. Sonata for Violin and Piano No.5 in F, Op.24 – “Spring” – 3. Scherzo (Allegro molto) 1:14
7. Sonata for Violin and Piano No.5 in F, Op.24 – “Spring” – 4. Rondo (Allegro ma non troppo) 6:48

Itzhak Perlman, violino
Vladimir Ashkenazy, piano

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Perlman e Ashkenazy combinando tomar um chope depois do trampo.

PQP

Antonio Vivaldi (1678 – 1741) – Vivaldi, il furioso !

Vivaldi, il furioso !

Este disco é uma amostra da série de CDs de Vivaldi lançado pela gravadora Naïve da França, e é altamente recomendado para os ouvintes que ainda não experimentaram essas gravações. O grupo de intérpretes é pan-europeu, com cantores franceses e instrumentistas italianos especial e fortemente representados, para que uma compilação como esta se saia bem na criação de uma visão artística unificada. 
O Vivaldi resultante tende realmente a ser “furioso”, como proclama o título; é também extravagante, enérgico, dinamicamente extremo e, de todas as maneiras, dedicado a tornar Vivaldi um rebelde em seu tempo. As sinfonias e outras passagens instrumentais se juntam logicamente às árias de ópera em uma direção; há também boas seleções de alguns concertos grandes, mas obscuros, como o concerto de violino “Grosso Mogul”. 
Trabalhos sagrados como os fabulosos e bem-sucedidos triunfos da oratória Juditha também estão representados. O elenco de cantores de todas as estrelas traz muitos histriônicos à música de Vivaldi, mas o que mais impressiona o ouvinte é como na maioria dos casos eles estão seguindo a direção dos instrumentistas e seus maestros, como Rinaldo Alessandrini e Ottavio Dantone. (ex-internet)

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Vivaldi, il furioso ! – 2006
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XLD RIP | FLAC | 386 MB
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MP3 | 320 KBPS | 188 MB
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powered by iTunes 12.8.0 |  1 h 18 min
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Je suis revenu !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa audição!

Avicenna

 

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fui umas dez vezes assistir a recitais no Wigmore Hall. É uma sala pequena, principalmente se  compararmos com a enorme fama que ostenta. Está sempre lotada, às vezes com mais de um recital por dia e os nomes que lá se apresentam sempre são de primeira linha. Sua fama é justa. A acústica é perfeita, miraculosa. Trata-se de um dos melhores lugares do universo. Quem lê os livros de Ian McEwan sabe o quanto ele ama a sala. Uma vez, ele ficou atrás de mim na fila de retirada de ingressos… Ou seja, o local tem grande mística e não é incomum os recitais que lá ocorrem transformarem-se em CDs. (PQP)

Um presentinho para os senhores, um CD absolutamente maravilhoso, para ser ouvido sem se cansar diversas vezes seguidas, principalmente pela “Arpeggione”, e claro, pela Sonata de Brahms, outra das mais belas páginas da história da música. Um brasileiro e uma portuguesa, grandes nomes em seus respectivos instrumentos, dão um verdadeiro show…

Lembro do Menezes novinho, junto com a Anne-Sophie Mutter, tocando o Concerto Duplo de Brahms, sob a supervisão de Herr Karajan, e ali já senti que a coisa era séria, que ele seria um músico completo, e não me enganei. Karajan não era bobo, e logo identificou o talento do nosso pernambucano. O tempo pode ter levado seus cabelos, mas criou um intérprete maduro, completo. (FDP)

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

01. Schubert – Arpeggione Sonata – I. Allegro moderato
02. Schubert – Arpeggione Sonata – II. Adagio – attacca
03. Schubert – Arpeggione Sonata – III. Allegretto

04. Brahms – 3 Intermezzi – No.1 Andante moderato
05. Brahms – 3 Intermezzi – No.2 Andante non troppo e con molto espressione
06. Brahms – 3 Intermezzi – No.3 Andante con moto

07. Mendelssohn – Song without Words, Op.109

08. Brahms – Cello Sonata No.1 – I. Allegro non troppo
09. Brahms – Cello Sonata No.1 – II. Allegretto quasi Menuetto – Trio
10. Brahms – Cello Sonata No.1 – III. Allegro – Piu Presto

11. Bach – Pastorale BWV 590 (arr. Roemaet-Rosanoff)

Antonio Menezes – Cello
Maria João Pires – Piano

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Pires y Meneses
Que dupla…. !!!

FDP / PQP

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrouchka / Orpheus

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrouchka / Orpheus

IM-PER-Dí-VEL !!!

O sensacional Petrouchka é um balé burlesco cuja música foi composta por Igor Stravinsky e coreografado por Michel Fokine. Foi escrito entre 1910 e 11 e revisado em 1947. Petrouchka foi montado pela primeira vez pela companhia russa de balé de Serguei Diaguilev em Paris, em 13 de junho de 1911. Vaslav Nijinski encarnou Petrouchka. A história é sobre um fantoche tradicional russo, feito da palha e com um saco de serragem como corpo que acaba por tomar vida e ter a capacidade amar, uma história que se assemelha um pouco a de Pinocchio. Petrouchka conta a história de amor de inveja de três bonecos. Os três ganham vida graças ao Charlatão. Petrouchka ama a Bailarina, mas ela o rejeita. A Bailarina prefere o Mouro. Petrouchka fica furioso e desafia o Mouro. No duelo, o Mouro acaba matando Petrouchka, cujo fantasma se levanta sobre o teatro de bonecos quando a noite cai. Ele desafia o Charlatão, que acaba o matando pela segunda vez. Stravinsky é tão genial que a coisa funciona fantasticamente mesmo sem o balé. Basta ouvir. É uma obra muito popular em zonas mais civilizadas do planeta.

Orpheus é de outra fase de Strava. Trata-se de um balé neoclássico escrito em colaboração com o coreógrafo George Balanchine em Hollywood em 1947. A música é chatinha, ainda mais depois de ouvir Petrouchka

Salonen e a Philharmonia são os campeões neste repertório.

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrouchka / Orpheus

1. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Shrove-tide Fair
2. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Russian Dance
3. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Petrushka
4. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Blackamoor
5. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Waltz
6. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Shrove-tide Fair (towards evening)
7. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Wet-Nurses’ Dance
8. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Peasant with Bear
9. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Gypsies and a Rake Vendor
10. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Dance of the Coachmen
11. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Masqueraders
12. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Scuffle (Blackamoor and Petrushka)
13. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Death of Petrushka
14. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Police and the Juggler
15. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Apparition of Petrushka’s Double

16. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Orpheus
17. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Air de danse
18. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Dance of the Angle of Death
19. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Interlude
20. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Dance of the Furies
21. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Air de danse
22. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Interlude
23. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Air de danse
24. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Pas d’action
25. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Pas de deux
26. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Interlude
27. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Pas d’action
28. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Orpheus’ Apothesis

Philharmonia Orchestra
Esa-Pekka Salonen

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Stravinsky muito à vontade numa festa lá em casa. Eu estava buscando os copos.

PQP

Edward Elgar (1857-1934): The Dream of Gerontius, Op. 38

Edward Elgar (1857-1934): The Dream of Gerontius, Op. 38

Em 2010, CDF Bach escreveu:

Pois é, senhores, Elgar sim. Tenho raiva deste compositor por tratar sua genialidade com pouco rigor. Se ele tivesse enxugado um pouco mais suas obras, ele chegaria ao primeiro escalão. Mas os momentos geniais de “The Dream of Gerontius” valem o esforço de ouvir passagens pouco inspiradas.

Pois, indiscutivelmente, CDF tem razão. Dá vontade de retirar alguns trechos deste Gerontius a fim de melhorar o oratório. Por um Gerontius só de melhores lances!

O Sonho de Gerontius, Op. 38, é um trabalho para vozes e orquestra em duas partes composto por Edward Elgar em 1900, sobre poema de John Henry Newman. Ele narra a jornada da alma de um homem piedoso de seu leito de morte até seu julgamento diante de Deus, se estabelecendo no Purgatório. Elgar desaprovou o uso do termo “oratório”, mas a gente acha que é e pronto. O trabalho foi composto para o Birmingham Music Festival de 1900; a primeira apresentação ocorreu em 3 de outubro de 1900, na prefeitura de Birmingham. Foi detestado na estreia, mas hoje é muito executado na Inglaterra e na Alemanha. Na primeira década após sua estreia, o catolicismo de Newman impediu que Gerontius entrasse nas catedrais anglicanas, só que agora tudo bem.

The Dream of Gerontius, oratorio for soloists, chorus & orchestra, Op. 38

CD1
1 Part 1. Prelude 10:36
2 Part 1. Jesu, Maria – I am near to death 3:09
3 Part 1. Kyrie eleison… Holy Mary, pray for him 2:12
4 Part 1. Rouse thee, my fainting soul 4:14
5 Part 1. Sanctus fortis, Sanctus Deus 4:55
6 Part 1. I can no more 5:36
7 Part 1. Proficisere, anima Christiana 6:35

CD2
1 Part 2. Introduction 1:41
2 Part 2. I went to sleep 4:14
3 Part 2. My work is done 2:08
4 Part 2. It is a member of that family 5:55
5 Part 2. But hark!… Low-born clods of brute earth 1:39
6 Part 2. Dispossessed, aside thrust 4:18
7 Part 2. I see not those false spirits 1:44
8 Part 2. There was a mortal… Praise to the Holiest 5:15
9 Part 2. But hark! a grand mysterious harmony 1:20
10 Part 2. Praise to the Holiest 7:49
11 Part 2. Thy judgment now is near 2:05
12 Part 2. Jesu! by that shuddering dread 6:09
13 Part 2. Praise to His Name!… Take me away 5:47
14 Part 2. Softly and gently 6:50

Alice Coote, soprano
Paul Groves, tenor
Bryn Terfel, baritone
Hallé Choir
Hallé Young Choir
Hallé Orchestra
Mark Elder

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Elgar regendo: ao menos a batuta é avantajada.

CDF / PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Symphonies – Abbado – Orchestra Mozart

4777598Postagem Original realizada em Julho de 2013, alguns meses antes da morte de Abbado. Links Atualizados !!!

Já deixei claro várias vezes aqui no PQPBach que admiro muito Claudio Abbado, tanto antes de assumir a Filarmônica de Berlim, quanto depois de deixá-la para encarar novos desafios e projetos. Um destes projetos, talvez o que mais tem se destacado, é esta Orchestra Mozart. Já postei, e outros colegas também, diversos cds deles, e uma gravação é melhor que outra.

4779792Nesta postagem tripla estou trazendo Sinfonias de Mozart nas mãos sempre competentes e hábeis de Abbado e sua Orchestra Mozart. Coisa finíssima, que só reforça aquilo que já sabemos há bastante tempo: Claudio Abbado é um dos maiores regentes de sua geração, que não tem medo de encarar novos desafios e projetos como se ainda fosse um garoto de vinte e poucos anos de idade e não um senhor de 80 anos recém completados no último dia 26 de junho.

Para se deliciar, sentado à frente de uma lareira, ainda mais neste frio desgraçado que está fazendo aqui no sul do Brasil, acompanhado de um bom vinho.

01 – Symphony No.35 – I. Allegro con spirito
02 – II. Andante
03 – III. Menuetto – Trio
04 – IV. Finale. Presto
05 – Symphony No.29 – I. Allegro moderato
06 – II. Andante
07 – III. Menuetto – Trio
08 – IV. Allegro con spirito
09 – Symphony No.33 – I. Allegro assai
10 – II. Andante moderato
11 – III. Menuetto – Trio
12 – IV. Allegro assai

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CD 2

01 – Symphony No.38 – I. Adagio – Allegro
02 – II. Andante
03 – III. Presto
04 – Symphony No.41 – I. Allegro vivace
05 – II. Andante cantabile
06 – III. Menuetto. Allegretto – Trio
07 – IV. Molto allegro

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CD 3

01 – Symphony No. 39 – I. Adagio – Allegro
02 – II. Andante con moto
03 – III. Menuetto. Allegretto – Trio
04 – IV. Finale. Allegro
05 – Symphony No. 40 – I. Molto allegro
06 – II. Andante
07 – III. Menuetto. Allegretto – Trio
08 – IV. Allegro assai

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Orchestra Mozart
Claudio Abbado – Conductor

FDPBach

Die himmel rühmen geistliche chormusik (Os céus entoam música coral sacra)

Die himmel rühmen geistliche chormusik

Os céus entoam música sacra coral

 

Uma coleção de 42 músicas, de inspirados e tradicionais compositores, reunidas em 3 CDs.

 

CD # 1
01. Messiah, HWV 56, Part II: Hallelujah! Georg Friedrich Händel (Germany,1685-England,1759), Marcus Creed, RIAS Chamber Chorus & Berlin RIAS Sinfonietta

02. Vesperae solennes de confessore, K. 339: Laudate Dominum, Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791), Maria Zadori, Jeunesses Musicales Chorus, Ivan Fischer & Budapest Philharmonic Orchestra

03. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part I: Die Himmel erzahlen die Ehre Gottes (The heavens are telling the glory of God), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Christian Bauer, Ernst Jankowitsch, Max Emanuel Cencic & Wiener Volksoper Orchestra

04. 6 Songs, Op. 48: No. 4. Die Ehre Gottes aus der Natur (arr. for male choir), Anonymous & Ludwig van Beethoven (Alemanha, 1770-Áustria, 1827), Carl Maria von Weber Men’s Choir, Berlin & Andreas Wiedermann

05. Christmas Oratorio, BWV 248: Ehre sei dir, Gott gesungen, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Concerto Koln, Frankfurt Vocal Ensemble & Ralf Otto

06. 3 Motets, Op. 39: No. 2. O praise the Lord (Laudate pueri), Anonymous & Mendelssohn, Felix (1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

07. Te Deum, WAB 45: Te Deum laudamus – Te ergo, Anonymous & Anton Bruckner (Austria, 1824-1896), Roland Bader, Elzbieta Towarnicka, Matgorzata Walewska, Jerzy Knetig, Andrzej Biegum, Krakòw Philharmonic Orchestra & Krakow Philharmonic Chorus

08. Deutsche Messe, D. 872: Zum Sanctus: Heilig, heilig ist der Herr, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Marcus Creed, RIAS Chamber Chorus & Berlin RIAS Sinfonietta

09. Laudate Dominum, Anonymous & Christian Theodor •Weinlig (Germany, 178-1842), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

10. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part II: In holder Anmut stehn (Most beautiful appear), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Christian Bauer, Ernst Jankowitsch, Max Emanuel Cencic & Wiener Volksoper Orchestra

11. Jubilate-Amen, Op. 3, Max Bruch (Germany 1838-1920), Koln Radio Choir, Helmut Froschauer, Cologne West German Radio Chorus & Cologne West German Radio Orchestra

12. Gott in der Natur, D. 757, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Berlin Radio Chorus, Dietrich Knothe & Bernd Casper

13. Pange lingua, WAB 33, Anton Bruckner (Austria, 1824-1896), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

14. Mass No. 2 in G major, D. 167: Gloria in excelsis, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Sofia Philharmonic Orchestra, Bulgarian National Svetoslav Obretenov Choir & Georgi Robev

15.  Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part III: Singt dem Herren alle Stimmen (Sing the Lord, ye voices all!), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik & Wiener Volksoper Orchestra

CD # 2
01. Ave verum corpus, K. 618, Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791) & Anonymous,  Marcus Creed, Berlin Radio Symphony Orchestra & RIAS Chamber Chorus

02. Deutsche Messe, D. 872: Zum Eingang: Wohin soll ich mich wenden, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Marcus Creed, Berlin Radio Symphony Orchestra & RIAS Chamber Chorus

03. So nimm denn meine Hande, Friedrich •Silcher (Germany,1789-1860), Leipzig Radio Chorus & Jorg-Peter Weigle

04. Tantum ergo, D. 962, Anonymous & Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Berlin Radio Chorus, Berlin Radio Symphony Orchestra & Dietrich Knothe

05. Elijah, Op. 70: Denn er hat seinen Engeln befohlen uber dir, Mendelssohn, Felix (Germany, 1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

06. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part IV: Von deiner Gut’, o Herr und Gott (By thee with bliss, O bounteous Lord), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Ernst Jankowitsch, Gertraud Schmid & Wiener Volksoper Orchestra

07. Souvenir de Florence, Op. 70: Herr, hore mein Gebet, Op. 45, Anonymous & (Germany, 1808-1879), Leipzig Thomaner Choir & Hans-Joachim Rotzsch

08. Offertory: Intende voci, D. 963, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Peter Schreier, Berlin Radio Chorus, Berlin Radio Symphony Orchestra & Dietrich Knothe

09. 3 Motets, Op. 39: No. 1. Hear my prayer, O Lord (Veni, Domine), Anonymous & Mendelssohn, Felix (1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

10. Ein deutsches Requiem (A German Requiem), Op. 45: III. Herr, lehre doch mich, Johannes Brahms (Germany, 1833-1897), Leipzig Radio Chorus, Leipzig Radio Symphony Orchestra, Herbert Kegel & Siegfried Lorenz

11. Komm, Jesu, komm, BWV 229: Komm, Jesu, komm, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

12. Souvenir de Florence, Op. 70 (arr. for string orchestra): Anbetung dem Erbarmer, Wq. 243, H. 807, Carl Philipp Emanuel Bach (Germany, 1714-1788), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

CD # 3
01. Bringet dem Herrn Ehre seines Namens, BWV 148: Bringet dem Herrn Ehre seines Namens, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

02. Jesu, meines Herzens Freud, BWV 361, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

03. Lobe den Herrn, meine Seele, BWV 143: Chorale: Du Friedefurst, Herr Jesu Christ ,Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

04. Mass in B minor, BWV 232: Gloria – Et in terra pax, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

05. St. Matthew Passion, BWV 244, Part I: Ich will bei meinem Jesu wachen, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Wilfried Jochens, Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

06. Jesu, du mein liebstes Leben, BWV 356, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

07. Christmas Oratorio, BWV 248: Herr, wenn die stolzen Feinde schnauben, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Concerto Koln, Frankfurt Vocal Ensemble & Ralf Otto

08. Ich Lasse Dich Nicht, Johann Hermann Schein (Germany, 1586-1630), Leipzig Thomaner Choir & Hans-Joachim Rotzsch

09. War Gott nicht mit uns diese Zeit, BWV 14: War Gott nicht mit uns diese Zeit, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

10. St. John Passion, BWV 245, Part II: Mein teurer Heiland – Jesu, der du warest tot, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Gotthold Schwarz, Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

11. Jesu, meine Freude, BWV 227: Jesu, meine Freude, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

12. Preise, Jerusalem, den Herrn, BWV 119: Der Herr hat Guts an uns getan, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Max Pommer, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Leipzig University Choir

13. Ich hatte viel Bekummernis, BWV 21: Sei nun wieder zufrieden, meine Seele, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Vienna Boys Choir, Peter Marschik & Stuttgart Philharmonic Orchestra

14. Wer weiss, wie nahe mir mein Ende!, BWV 27: Wer weiss, wie nahe mir mein Ende, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

15. St. Matthew Passion, BWV 244, Part III: Wir setzen uns mit Tranen nieder, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

Die himmel rühmen geistliche chormusik
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MP3 | 275 KBPS VBR | 381 MB

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Boa audição!

Avicenna

 

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um registro espetacular de uma obra que não é para amadores, longe disso. O trabalho de Kožená, Skelton e Rattle são nada menos do que espantosos. Santa Magdalena Kožená faz picadinho de nosso coração na Despedida, último e esplêndido movimento da obra. Incrivelmente, trata-se de uma gravação feita ao vivo.

A Canção da Terra (Das Lied von der Erde) consiste num ciclo de seis canções baseadas em antigos poemas chineses, adaptados para o alemão por Hans Bethge. Mahler trabalhou nesta sua obra durante os últimos verões da sua vida. Conseguiu concluí-la em 1911, pouco antes de morrer. Porém, não chegou a ouvir a sua estreia, apesar de a ter interpretado inúmeras vezes ao piano, auxiliado pelo seu amigo e aluno Bruno Walter – que viria a estreá-la em Munique, em Novembro de 1912, um ano e meio após a morte do compositor.

Os poemas que integram o ciclo são toda uma filosofia da existência humana. O primeiro, Das Trinklied vom Jammer der Erde (“A Canção-brinde à Miséria da Terra”) é uma canção que confronta a eternidade da Terra e o caráter efêmero do homem no planeta. O segundo, Der Einsame im Herbst (“O Solitário no Outono”), descreve a Terra envolta numa névoa outonal, como alegoria de desencanto amoroso. O terceiro poema, Von der Jugend (“Da Juventude”), recria imagens da juventude: o ruído de “jovens lindamente vestidos” dentro de “um pavilhão de verde e branca porcelana”. O quarto, Von der Schönheit (“Da Beleza”), retrata uma paisagem campestre, onde a beleza, especialmente a humana, é ressaltada pela luz da natureza e, ao final, um par de jovens trocam calorosos olhares. O quinto, Der Trunkene im Frühling (“O Bêbado na Primavera”) relaciona a vida a um mero sonho e assim o personagem entrega-se ao simples prazer de beber. O sexto, Der Abschied (“A Despedida”), reúne um dos tons mais sombrios e melancólicos desta obra, combinando dois poemas que aludem à nostalgia da amizade e à decisão de partir, num estado de serenidade própria das filosofias budistas e zen.

Mais próximo de Beethoven do que Wagner, Das Lied von der Erde não foi catalogada como sinfonia devido a uma superstição que pesa sobre os compositores: todos têm medo de ultrapassar o número nove. Mas A Canção da Terra é nitidamente uma sinfonia vocal, que culmina a linha sinfônica mahleriana — melancólica e pessimista. E belíssima!

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra

01. Das Lied von der Erde: I. Das Trinklied vom Jammer der Erde
02. Das Lied von der Erde: II. Der Einsame im Herbst
03. Das Lied von der Erde: III. Von der Jugend
04. Das Lied von der Erde: IV. Von der Schönheit
05. Das Lied von der Erde: V. Der Trunkene im Frühling
06. Das Lied von der Erde: VI. Der Abschied

Magdalena Kožená, mezzo-soprano
Stuart Skelton, tenor
Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Sir Simon Rattle

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Tem lá no Posto Ipiranga, seu Mahler!

PQP

.: interlúdio :. Vienna Art Orchestra (VAO): Art & Fun

.: interlúdio :. Vienna Art Orchestra (VAO): Art & Fun

IM-PER-DÍ-VEL E AGORA COMPLETO !!!

Agradecemos ao finíssimo pequepiano C. P., que nos mandou este álbum completo ao ver que tínhamos feito uma postagem parcial do mesmo há mais ou menos um mês.

Eu é que agradeço, PQP. O PQP Bach têm contribuído demais para que eu amplie o meu conhecimento musical e aproveite melhor as criações dos mestres. Sempre que puder, estou à disposição.

Vocês, pequepianos, são os melhores, sem dúvida!

Bem, o CD1 é sensacional . Já o segundo é mais elétrico e tenho um problema com eletricidade. As ideias são boas, há humor e criatividade como no CD1, mas sou um cara complicado.

A Vienna Art Orchestra (VAO) foi um grupo europeu de jazz sediado em Viena, na Áustria. Organizado em diferentes momentos, tanto como uma big band ou em combinações menores, foi considerado como um dos principais conjuntos de jazz europeus e embaixador cultural oficial da República da Áustria. Extinguiu-se em 2010. A VAO foi fundada em Viena em 1977 pelo pianista suíço Mathias Ruegg. Ele modificou o formação tradicional das bigs bands, com a adição de novos instrumentos. De resto, a VAO é composta quase só por austríacos. A orquestra deu concertos nos EUA, Europa e África. Participou de muitos festivais, com grande sucesso. Ele teve como convidado John Surman, George Lewis, Karin Krog e Art Farmer.

Vienna Art Orchestra: Art and Fun

Live
1-1 Art & Fun 4:26
1-2 L’Art Du Son 7:20
1-3 Art Of Sin 5:59
1-4 Art Is Gone 4:49
1-5 Art Is Smart 5:40
1-6 Art With Heart 8:15
1-7 Art To Dance 3:26
1-8 Art In Trance 4:08
1-9 Art To Lunch 7:12
1-10 Art With Punch 6:47
1-11 Art Got Drunk 4:14
1-12 L’Art Goes Funk 4:35
1-13 Fun & Art 7:21

Remixed
2-1 Artful Noise 4:12
2-2 Son Of Sun 4:20
2-3 Time To Sin 5:07
2-4 Gone Movies 4:44
2-5 Smart Shades 1:57
2-6 Heartbeat 5:02
2-7 Trance Versus Dance 5:39
2-8 Out For Lunch? 5:11
2-9 Dark Water Punch 5:45
2-10 Drunk With Consuela 4:30
2-11 Funkloch 6:32
2-12 Funny Accent 4:17
2-13 Marquis De Satie 6:16

Vienna Art Orchestra

CD1
Recorded at Porgy and Bess, Vienna, August 2001
Mixed at Studio Powerplay, Zurich, January 2002
CD2
All remixes of CD1 at Sonic Spell Lounge/Berlin, November-December 2001

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A VAO em 1985. Art & Fun é de 2001.

PQP

Os Monges Beneditinos de Santo Domingo de Silos – Chant 1, Chant 2 e O Mistério do Canto Gregoriano: cantos antigos de Espanha

Monges Beneditinos de Santo Domingo de Silos
Espanha

Chant 1
Chant 2
O Mistério do Canto Gregoriano: cantos antigos de Espanha

Chant é um álbum de canto gregoriano, realizado pelos monges beneditinos de Santo Domingo de Silos, na Espanha.

As performances foram gravadas talvez já nos anos 1970, na província de Burgos ou em Madri, a capital espanhola. A música não vendeu significativamente até que foi relançada por Angel em 1994, quando foi fortemente comercializada como um antídoto para o estresse da vida moderna. Chant é o álbum mais vendido do canto Gregoriano já lançado. Atingiu o número 3 na Billboard 200, e foi certificada como dupla platina, o que significa que dois milhões de cópias foram vendidas nos Estados Unidos. Em todo o mundo, o álbum vendeu cerca de seis milhões de cópias.

Os monges de Santo Domingo de Silos cantam o canto gregoriano desde o século XI (antes usavam o canto moçárabe). Houve uma ruptura na tradição na década de 1830, quando a abadia foi fechada pelo governo como parte dos chamados Confiscos Eclesiásticos de Mendizábal. A abadia foi restabelecida com a ajuda de monges da Abadia de Solesmes, na França. Solesmes é conhecido por seu compromisso com o canto de Plainsong e o estilo Solesmes de cantar influenciou os monges de Santo Domingo de Silos, embora a pronúncia do latim dos monges reflita seu passado espanhol.

Fontes concordam que a música foi gravada alguns anos antes de atingir a fama mundial. No entanto, as datas exatas parecem ser indescritíveis. De acordo com os registros publicados no site da Associação Gregoriana, o Chant consiste em gravações feitas entre 1972 e 1982. Blair Sanderson sugere que um seminário na cidade espanhola de Logroño convidou os monges a gravar um disco de vinil para popularizá-lo entre os fiéis, e que a maior parte da música foi gravada por volta de 1980, enquanto há uma proporção maior de músicas gravadas na década de 1970, no álbum seguinte, Chant II. (ex-Wikipedia)

Chant 1
Monges Beneditinos de Santo Domingo de Silos
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Chant 2

Monges Beneditinos de Santo Domingo de Silos
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O Mistério do Canto Gregoriano: cantos antigos de Espanha
Monges Beneditinos de Santo Domingo de Silos
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Boa audição!

Avicenna

 

 

Serguei Prokofiev (1891-1953): Alexander Nevsky / Suíte Cita

Serguei Prokofiev (1891-1953): Alexander Nevsky / Suíte Cita

Um disco nada sutil, um disco de guerra e luta, mas bom demais.

As partituras “bárbaras”.

A esplêndida cantata Alexander Nevsky foi composta por Prokofiev para o filme homônimo de Sergei Eisenstein. São duas obras grandiosas, o filme e a música. Esta foi uma curiosa parceria entre o compositor e o cineasta. Prokofiev ia todas as noites à casa do diretor assistir às tomadas e/ou corrigia mais um trecho. Coisa de gênios.

A sinopse do filme é a seguinte: Em 1242, a Rússia sofria constantes invasões pelos cavaleiros mongóis, o príncipe-pescador Alexander Nevsky (Nicolay Cherkassov) soube da invasão pelos teutônicos ao país. O povo se mobiliza e o escolhe seu comandante. Apesar da maioria das vitórias serem teutônicas, quando estes dominavam a cidade Pskov, são batidos por Nevsky na Batalha do Gelo. Paralelamente a este cenário em 1938, a Rússia estava na eminência de ser atacada por Hitler, situação que espelha o ocorrido em 1242. Ironicamente, o filme foi tirado de circulação quando da assinatura do pacto Germânico-soviético em 1938.

E aqui temos mais: é um filme acerca de um príncipe russo do séc. XIII e do sucesso das suas batalhas contra as hordas invasoras de alemãs. Este monumental épico marca um dramático afastamento de Eisenstein em relação aos seus princípios de montagem e de tipagem. “Alexander Nevsky” foi um passo atrás deliberado, na direcção do teatro mais antiquado ou, pior ainda, no sentido das produções operáticas de que Eisenstein tinha sido um forte opositor na década de 20. Todavia, o filme demonstra as qualidades de Eisenstein em muitas sequências, como a famosa cena de batalha sobre o lago gelado. Também significativas foram as suas tentativas para atingir a síntese entre os elementos plásticos do filme e a música, contando com uma memorável banda-sonora de Serguei Prokofiev reflectindo, provavelmente, “a admiração prolongada de Eisenstein pelos desenhos animados de Walt Disney”.

O filme foi um sucesso monstruoso na URSS e no estrangeiro, parcialmente devido ao sentimento anti-alemão que se desenvolvia na altura e Eisenstein conseguiu assegurar uma posição de charneira no campo do cinema soviético, numa altura em que muitos dos seus colegas eram perseguidos e presos. A 1 de Fevereiro de 1939 foi premiado com a Ordem de Lenine por “Alexander Nevsky” e pouco depois envolveu-se nu novo projecto, “O grande canal de Fergana”, esperando criar um épico de uma escala semelhante à do seu projecto abortado no México. Contudo, após um intensivo processo de pré-produção, o trabalho no projecto foi cancelado logo a seguir à assinatura do pacto de não-agressão entre a URSS e a Alemanha nazi e “Alexander Nevsky” foi, por seu lado, arquivado de uma forma muito discreta.

A Suíte Cita é mais conhecida dos roqueiros por ter sido utilizada pelo baterista Carl Palmer no álbum Works I – The Enemy God And The Dance Of The Spirits Of Darkness -, do grupo Emerson, Lake and Palmer.

Segundo a Wikipedia, os bárbaros citas formavam uma malha de tribos nômades de pastores equestres e invasores. Sua localização era principalmente o atual Irã e a Turquia. Eles invadiram muitas áreas nas estepes da Eurásia, incluindo áreas nos atuais Cazaquistão, Azerbaijão, sul da Ucrânia e da Rússia. Governados por um pequeno número de elites proximamente aliadas, tinham renome devido a seus arqueiros, e muitos ganhavam a vida como mercenários. Os guerreiros citas tinham duas paixões: seu arco assimétrico que podia atirar a até 500 metros de distância e uma espada reta de dois gumes, cuja lâmina possuía setenta centímetros de comprimento. Ao lutar, montavam cavalos velozes e eram ferozes combatentes.

Tal ímpeto guerreiro deu a Prokofiev a oportunidade para compor uma das orquestrações e melodias mais “bárbaras” de sua carreira. É importante salientar que os hunos – inclusive Átila – tinham provável origem cita.

Serguei Prokofiev (1891-1953): Alexander Nevsky / Suíte Cita

Scythian Suite, for orchestra, Op. 20
Composed by Sergey Prokofiev
Performed by Scottish National Orchestra
Conducted by Neeme Jarvi

1. Scythian Suite Op. 20 from Ala et Lolly: The Adoration Of Veless And Ala
2. Scythian Suite Op. 20 from Ala et Lolly: The Enemy God And The Dance Of The Spirits Of Darkness
3. Scythian Suite Op. 20 from Ala et Lolly: Night
4. Scythian Suite Op. 20 from Ala et Lolly: The Glorious Departure Of Lolly And The Sun’s Procession

The Steel Step Suite, Op. 41
Royal Scottish National Orchestra
Conducted by Neeme Jarvi

5. I. Entry of the People 2:21
6. II. The Officials 4:43
7. III. The Sailor and the Factory-worker 3:13
8. IV. The Factory 3:03

Alexander Nevsky, cantata for mezzo-soprano, chorus & orchestra, Op. 78 
Composed by Sergey Prokofiev
Performed by Scottish National Orchestra, Scottish National Chorus (Edwin Paling, leader) with Linda Finnie (mezzo-soprano)
Conducted by Neeme Jarvi

9. Alexander Nevsky Op. 78, Cantata For Mezzo-Soprano, Chorus And Orchestra: Russia Under The Mongol Yoke
10. Alexander Nevsky Op. 78, Cantata For Mezzo-Soprano, Chorus And Orchestra: Song About Alexander Nevsky
11. Alexander Nevsky Op. 78, Cantata For Mezzo-Soprano, Chorus And Orchestra: The Crusaders In Pskov
12. Alexander Nevsky Op. 78, Cantata For Mezzo-Soprano, Chorus And Orchestra: Arise, Ye Russian People
13. Alexander Nevsky Op. 78, Cantata For Mezzo-Soprano, Chorus And Orchestra: The Battle On Ice
14. Alexander Nevsky Op. 78, Cantata For Mezzo-Soprano, Chorus And Orchestra: The Field Of The Dead
15. Alexander Nevsky Op. 78, Cantata For Mezzo-Soprano, Chorus And Orchestra: Alexander’s Entry Into Pskov

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O Alexandre Nevsky (1938) do filme de Serguei Eisenstein.

PQP

Jean-Baptiste Lully (1632 – 1687) – Thésée, uma tragédia musical – Boston Early Music Festival Chorus & Orchestra – Paul O’Dette e Stephen Stubbs

Jean-Baptiste Lully

Thésée, tragédia musical em um prólogo e cinco atos

Boston Early Music Festival Chorus & Orchestra
Paul O’Dette e Stephen Stubbs

2006

Thésée, de Jean-Baptiste Lully, gravada em 2006 pela Boston Early Music Festival Chorus com a Boston Early Music Festival Orchestra, dirigidos por Paul O’Dette e Stephen Stubbs é considerada uma das 10 melhores óperas barrocas e respectivas gravações, pela revista Gramophone em 2013. [10º lugar] (https://www.gramophone.co.uk/blog/the-gramophone-blog/the-10-best-baroque-operas-and-recordings)

Thésée (Theseus) é uma tragédia musical, uma ópera barroca francesa, em um prólogo e cinco atos com música de Jean-Baptiste Lully e um libreto de Philippe Quinault baseado em Metamorfoses de Ovídio. Foi apresentada pela primeira vez em 11 de janeiro de 1675 pela Ópera de Paris para a corte real no Château de Saint-Germain-en-Laye e foi apresentada pela primeira vez em público em abril do mesmo ano, no Théâtre du Palais-Royal, em Paris.

O enredo gira em torno de um triângulo amoroso: Egée, rei de Atenas, quer se casar com sua pupila, a princesa Églé, enquanto a feiticeira Médée deseja se casar com o jovem guerreiro Thésée, mas Thésée e Églé se amam. Médée tenta forçar os amantes a renunciar um ao outro: primeiro usando sua magia para levar Églé a um lugar de tormento, depois convencendo Egée a matar Thésée como uma ameaça potencial ao seu reinado. Mas antes que Thésée possa beber o veneno que lhe foi dado, Egée percebe que Thésée é seu filho perdido. Ele então dá Églé para Thésée. Médée se vinga destruindo o cenário festivo, mas a deusa Minerve desfaz isso. (ex-internet)

As 82 faixas podem ser vistas aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Thésée – 2006
Boston Early Music Festival Chorus & Boston Early Music Festival Orchestra
dir.: Paul O’Dette & Stephen Stubbs

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XLD RIP | FLAC | 979 MB

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MP3 | 320 KBPS | 439 MB

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Boa audição!

Avicenna

 

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Spirituosa (Concertos)

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Spirituosa (Concertos)

Não cheguei a enlouquecer com este CD, mas ele é bem competente, até porque o Concerto Melante é um grupo de primeira.

Se, por volta de 1720-1730, alguém fizesse uma sondagem com a elite intelectual e a comunidade musical germânica sobre quem eram os maiores compositores vivos, é provável que o nome mais citado fosse o de Georg Philipp Telemann. Em 1728, Johann Christoph Gottsched apontava Telemann, Handel e Bach como os três mestres musicais nascidos em solo alemão. Telemann e J. S. Bach cruzaram-se em Eisenach, cerca de 1708, e conheciam bem o trabalho um do outro. O primeiro gozava de maior prestígio na época. Ironicamente, a dimensão que a História atribuiu postumamente a Bach contribuiu para que o nome de Telemann tenha sido relegado para segundo plano. Para o ilustrar, basta lembrar que o lugar de Kantor de Leipzig só foi confiado a J. S. Bach, em 1723, depois de lhe ter sido primeiro oferecido a Telemann. Ele recusou o trabalho para se radicar em Hamburgo recebendo um salário três vezes superior. Era um músico dotado de uma extraordinária capacidade de trabalho. O seu catálogo compõe-se de milhares de obras. Escreveu cerca de trinta óperas, dezenas de paixões, muitas mais cantatas e uma enorme gama de obras instrumentais, entre aberturas, suítes, concertos e música de câmara.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Spirituosa (Concertos)

Quintet (Sinfonia Spirituosa) In D Major TWV 44:1
1 I. Sinfonia 2:44
2 II. Largo 3:07
3 III. Vivace 2:54

Sonata In A Major, TWV 42:A1044
4 I. Cantabile 1:58
5 II. Vivace 1:00
6 III. Andante 1:54
7 IV. [No Indication] 1:54

Sonata In A Minor, TWV 42:a5
8 I. Affettuoso 2:07
9 II. Allegro 2:27
10 III. Grave 1:56
11 IV. Vivace 1:21

Trio Sonata In G Major, TWV 42:G7
12 I. Vivace 3:28
13 II. Adagio 2:30
14 III. Allegro 3:23

Trio Sonata In B Minor, TWV 42:h5
15 I. Tendrement 1:59
16 II. Allegrement 3:42
17 III. Chandon 2:33
18 IV. Allegrement 2:48

Trio Sonata In D Major, TWV 42:D11
19 I. Allegro 1:51
20 II. Adagio 1:49
21 III. Vivace 1:26

Sonate In A, TWV 44:35
22 I. Affettuoso 2:00
23 II. Allegro/Affettuoso 2:54
24 III. Allegro 1:53

Sonata In E Minor, TWV 42:e12
25 I. Adagio 1:36
26 II. Allegro 2:28
27 III. Adagio 1:27
28 IV. Presto 1:21

Sonata In A Major, TWV 40:200
29 I. Affettuoso 1:32
30 II. Allegro 3:06
31 III. Vivace 2:40

Concerto Melante:
Cello [Baroque Cello / Barockcello] – Kristin Von Der Goltz
Harpsichord [Cembalo] – Raphael Alpermann
Management [Concerto Melante] – Raimar Orlovsky
Theorbo [Theorbe] – Björn Colell
Trumpet [Natural Trumpet / Naturtrompete] – Reinhold Friedrich (tracks: 1 to 3)
Viola [Baroque Viola / Barockviola] – Ulrich Knörzer, Walter Küssner
Viola da Gamba [Gambe] – Hille Perl (tracks: 4 to 7)
Violin [Baroque Violin / Barockvioline] – Bernhard Forck, Raimar Orlovsky
Violone, Viola da Gamba – Ulrich Wolff

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A melântica orquestra

PQP

Carl Nielsen (1865-1931): Sinfonias Nº 1 & 3

Carl Nielsen (1865-1931): Sinfonias Nº 1 & 3

Um excelente disco gravado por quem conhece profundamente Nielsen. Esta interpretação da Espansiva é realmente uma joia. O primeiro movimento, que parece ser tão difícil de ser entendido por algumas orquestras não escandinavas, aqui aparece com o brilho da alegria requerida pelo compositor. Das gravações que ouvi, apenas Bernstein acertou em cheio, mas Lenny sempre acertava. Oramo dá um show com a a orquestra de Estocolmo. Nielsen, segundo violino numa orquestra dinamarquesa, era capaz de grandes alegrias, como mostra a foto abaixo. E Oramo responde de forma… expansiva.

Carl Nielsen (1865-1931): Symphonies Nos. 1 & 3

Symphony No. 1 in G mino Op. 7
01. I. Allegro orgoglioso
02. II. Andante
03. III. Allegro comodo – Andante sostenuto – Tempo I
04. IV. Finale. Allegro con fuoco

Symphony No. 3, ‘Sinfonia espansiva’ Op. 27
05. I. Allegro espansivo
06. II. Andante pastorale
07. III. Allegretto un poco
08. IV. Finale. Allegro

Royal Stockholm Philharmonic Orchestra
Sakari Oramo

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Carl Nielsen gostava de brincar com sua máquina fotográfica
Sim, este é Carl Nielsen em momento de bom humor

PQP

Franz Schubert (1797-1828): Schwanengesang (Swansong) — Canções de Schubert

Franz Schubert (1797-1828): Schwanengesang (Swansong) — Canções de Schubert

Procurei este CD em razão do lied Der Hirt auf dem Felsen (The shepherd on the rock), que amo. Estranho que ela, uma canção para soprano, clarinete e piano, tenha ficado ao final de um CD onde a estrela é um baixo. O soprano só aparece no final do disco, nas duas últimas canções. Aliás, a estranheza é total. Schwanengesang é um ciclo de canções de Schubert que está completo neste CD que, além disso, traz algumas peças extras. Só que tudo… Está cantado em inglês… A tradução é de Jeremy Sams. E, bem, fica esquisito demais para quem conhece as obras.

O Schwanengesang (Canto do Cisne) de Schubert, embora não seja bem um ciclo, é uma extensão lógica de Die schöne Müllerin (A Bela Moleira) e Winterreise (Viagem de Inverno). Tudo é romantismo. Aqui novamente estão os riachos e os pássaros, os pretendentes abandonados fugindo das cidades, o amante olhando para a casa da amada. Perda e saudade estão por toda parte. Mas se Die schöne Müllerin é sobre esperança — encontrar alguém para amar — e Winterreise é sobre o desespero — deixar alguém que se ama –, Schwanengesang é sobre a renúncia. A amada não está conosco e envia-se mensagens por rios e pássaros. O amado distante ou ausente está em quase todas as canções, e não há um movimento para o encontro como nos ciclos anteriores. Talvez isto demonstre onde estavam os pensamentos de Schubert. Ele sabia que ia morrer e que ia morrer sozinho.

Franz Schubert (1797-1828): Schwanengesang (Swansong) — Canções de Schubert

Swansong D957 Part 1[29’23]
1 Love message Beautiful mill-stream so wild and so free[2’59]
2 The warrior’s foreboding In twos and threes beside the Fire[5’30]
3 Longing for spring Tenderly whispering leaves in the trees[3’47]
4 Serenade Softly flowing softly through the moonlight[3’48]
5 My home Waters that race[3’28]
6 Far away Cursed is my destiny[5’20]
7 Leave-taking Farewell you wonderful ramshackle town[4’31]

Swansong D957 Part 2[19’19]
8 Atlas I live my life like Atlas[2’20]
9 Her picture I stood before her portrait[3’01]
10 The fisher maiden You lovely fisher maiden[2’11]
11 The town Just there on the horizon[3’08]
12 By the sea The final rays of the setting sun[4’30]
13 Doppelgänger Dark is the night[4’09]

14 Pigeon post, D965a: I have a pigeon who works for me[3’54]

15 On the river, D943: There is no more time for kissing[8’59]
Sophie Bevan (soprano), Alec Frank-Gemmill (horn), Christopher Glynn (piano)

16 The shepherd on the rock, D965: When to the highest hill I go[11’07]
Sophie Bevan (soprano), Julian Bliss (clarinet), Christopher Glynn (piano)

Sir John Tomlinson, bass
Christopher Glynn, piano

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Saudade (1899), de José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899)

PQP

Joseph Haydn (1733-1807) – Concerti per Estherházy Vol.1 – Amandine Beyer, Marco Ceccato, Gli Incogniti

Mais um baita CD com o selo de IM-PER-DÍ-VEL do PQPBach !!!

Sei que já é chover no molhado, mas novamente Amandine Beyer mostra que é o grande nome do violino da hora, e nos apresenta uma gravação dos Concertos para Violino de para Violoncelo de Haydn simplesmente matadoras.  Novamente ela dá um show de talento, versatilidade e virtuosismo, juntamente com seu conjunto ‘Gli Incogniti’. Eis o texto do editorial da amazon:

“Joseph Haydn spent much of his career as kapellmeister for the wealthy Esterházy family at their remote estate in Hungary. This isolated him from other composers and trends in music to such an extent that Haydn said it, ”forced him to become original.” He wrote many works specifically for the Esterházy orchestra, including the three concertos featured here. The Violin Concertos Nos. 1 and 4 were written for Luigi Tomasini, the orchestra’s concertmaster, while the Cello Concerto No.1 was composed Joseph Franz Weigl, its principal cellist. It is fitting then that the principal players of Gli incogniti, leader Amandine Beyer and principal cellist Marco Ceccato, take the starring roles on this delightful recording of three Haydn masterworks.”

Este é o primeiro volume. Vamos aguardando ansiosos pelo que vem pela frente.

1 Violin Concerto in C Major, Hob. VIIa-1- I. Allegro moderato
2 Violin Concerto in C Major, Hob. VIIa-1- II. Adagio
3 Violin Concerto in C Major, Hob. VIIa-1- III. Finale. Presto
4 Cello Concerto in C Major, Hob. VIIb-1- I. Moderato
5 Cello Concerto in C Major, Hob. VIIb-1- II. Adagio
6 Cello Concerto in C Major, Hob. VIIb-1- III. Finale. Allegro molto
7 Violin Concerto in G Major, Hob. VIIa-4- I. Allegro moderato
8 Violin Concerto in G Major, Hob. VIIa-4- II. Adagio
9 Violin Concerto in G Major, Hob. VIIa-4- III. Allegro

Marco Ceccato – Cello
Gli Incogniti
Amandine Beyer – Violin & Direction

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Amandine Beyer

 

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Concertos & Suíte “La Putain”

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Concertos & Suíte “La Putain”

Um bom e velho vinil. Um LP procês pequepianos! Telemann é aquele cara que estava produzindo muito na época mais confusa da história da música: a saída do barroco para o rococó e o clássico. Telemann não foi um barroco tardio como J. S. Bach, ele foi um dos elos para com o que veio logo depois. (Curiosamente, Bach foi todo o futuro).  Este disco bem demonstra o rolo. Não é mais barroco, ainda não é clássico, longe disso. Mas é divertido pacas. Les Solistes de Cologne também são um grupo pioneiro. Fazem uma música mais ou menos autêntica lá nos anos 60, apesar de honesta. Divirtam-se.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Concertos @ Suíte “La Putain

Concerto En Ré Majeur Pour Trompette Deux Hautbois, Cordes Et Clavecin
A1 Allegro
A2 Adagio
A3 Aria Andante
A4 Adagio
A5 Vivace

Concerto Pour Hautbois, Cordes Et Clavecin
A6 Allegro
A7 Largo E Piano
A8 Vivace

Concerto En Ré Majeur Pour Trompette Cordes Et Clavecin
B1 Adagio
B2 Allegro
B3 Grave
B4 Allegro

Suite “La Putain” Pour Cordes Et Clavecin
B5 Ouverture
B6 Mascarade
B7 Loure
B8 Menuet
B9 Rondeau Sarabande
B10 Marche
B11 Gasconnade
B12 Menuet Et Trio
B13 Bourrée
B14 Hornpipe

Klaus Nolte, clavecin
Gunter Passin, hautbois
Helmut Schneidewind, trompette
Les Solistes de Cologne
dir. Helmut Muller-Bruhl

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Loose Company (1623), de Dirck van Baburen (1595-1624)

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Partitas & Sonatas for Violin Solo – Jaap Schröder

Graças ao selo Naxos tive acesso a esta histórica gravação do grande violinista barroco holandês Jaap Schröder, um dos maiores especialistas na técnica barroca de interpretação violinística em instrumentos chamados autênticos. Tem uma longa carreira, e uma longa discografia que o qualificam como um dos principais divulgadores da música do período barroco ao clássico em instrumentos de cordas historicamente autênticos.

Mesmo já tendo passado trinta e poucos anos de sua gravação, realizada dentro de uma Igreja em Basel, Suiça, estas leituras mostram toda a técnica e versatilidade deste grande músico, que já tocou no mundo todo, com todos os tipos de orquestras, conjuntos de câmara, e que com certeza influenciou todos os grandes violinistas da atualidade, principalmente nossas atuais musas do Barroco, Amandine Beyer e Rachel Podger.

Claro que se trata de um CD para se ouvir com calma e tranquilidade, de preferência com um bom fone de ouvido. Facilmente colocamos nele o selo de qualidade do PQPBach de IM-PER-DI-VEL !!!

CD 1

1- 4 Sonata nº 1, in G Minor, BWV 1001
5 – 12 Partita nº 1, in B Minor, BWV 1002
13 – 16 Sonata nº 2, in A minor, BWV 1003

CD 2

1 – 5 Partita nº2, in D Minor, BWV 1004
6 – 9 Sonata nº 3, in C Major, BWV 1005
10 – 15 Partita nº 3, in E Minor, BWV 1006

Jaap Schröder – Baroque Violin

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Jaap Schröder e Christopher Hogwood trocando figurinhas

 

Franz Xaver Scharwenka (1850-1925): Peças para piano CD2

Franz Xaver Scharwenka (1850-1925): Peças para piano CD2

Olá pessoal, estou postando o segundo CD da obra de Scharwenka, assim como o CD 1 este conjunto de peças para piano surpreendem bastante pela harmonia gostosa e alegre de ouvir. Composto em 1877 e dedicado a Brahms, o Romanzero Op 33 é uma fantasia em quatro movimentos. O primeiro movimento dramático um scherzo é seguido por um Adagio bastante contemplativo, que serve como um intermezzo que conduz ao terceiro movimento. Aqui, após a abertura do Vivace, o tema do Adagio aparece novamente. No Allegro do último movimento parece sugerir uma polonesa de Chopin, melodia leve e envolvente. A sonatina em mi menor, Op 52 n º 1 foi composta em 1880. É bastante formal em estilo, seguindo modelos do período clássico, com um “Tempo di Menuetto” como o segundo movimento. A sonoridade desta sonatina lembra obras compostas voltadas ao estudo do piano, de habilidade intermediária, uma elegante peça para os pianistas amadores. Ao longo de sua carreira criativa, Scharwenka retornava constantemente a escrita das danças polonesas, assim como Chopin sempre retornava a escrever mazurcas. De fato, a maioria das chamadas danças polonesas de Scharwenka são mazurkas. Ele escreveu cerca de trinta ao todo, e os dois aqui que compreendem Op 29, em Dó menor e Si menor, respectivamente, foram escritos por volta de 1876. Como a maioria de seus trabalhos anteriores nesse gênero, eles consistem em um número pequeno de temáticas contrastantes e elegantes. Durante os sete anos que se passaram desde o aparecimento de sua primeira sonata para piano, Scharwenka estabeleceu sua reputação como compositor, e sua segunda sonata em Mi Op 36, composta em 1878, foi sem dúvida seu trabalho mais substancial para piano solo. Dividido em quatro movimentos, com o scherzo precedendo o terceiro movimento lento. Mais uma vez o conteúdo melódico é forte e a escrita do piano é de alto padrão consistente, como se poderia esperar de um dos principais pianistas do início do século vinte. Um apanhado de obras que nos remetem instantâneamente ao compositor que o mestre pianista Scharwenka gostava mais de interpretar: Chopin.

Aclamada tanto por suas performances distintas do repertório tradicional quanto por sua consistente defesa das obras de compositores menos conhecidos, Seta Tanyel tem atraído muita atenção do público em todo o mundo. Nascida em Istambul nos idos de 1947, de ascendência armênia. Ela recebeu inúmeros elogios da crítica por suas gravações nos selos das Chandos, Collins Classics e Hyperion. “As performances de Seta Tanyel estão além do louvor em sua inestimável série Scharwenka”, declarou a revista Gramophone. As gravações pelo selo da Hyperion foi descrita pela revista americana Fanfare como “uma adição diferenciada ao catálogo – um vencedor. Ouçam e divirtam-se !

Franz Xaver Scharwenka CD2

01 Romanzero Op 33 Allegro
02 Romanzero Op 33 Adagio
03 Romanzero Op 33 Vivace
04 Romanzero Op 33 Allegro
05 Sonatine in E minor Op 52 Allegro
06 Sonatine in E minor Op 52 Tempo di Menuetto
07 Sonatine in E minor Op 52 Allegro
08 Polish Dance Op 29 Vivace
09 Polish Dance Op 29 Moderato
10 Sonata No 2 Op 36 Allegro Maestoso
11 Sonata No 2 Op 36 Allegro appassionato
12 Sonata No 2 Op 36 Adagio
13 Sonata No 2 Op 36 Allegro con brio

Seta Tanyel – Piano

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Franz Xaver Scharwenka (1850-1925), fazendo pose !

Ammiratore

.: interlúdio :. Herbie Hancock em dose dupla (ou seria tripla?) – V.S.O.P. – The Quintet, Herbie Hancock – Quartett

No final da década de 90 tive a oportunidade de conhecer um grande amigo, que chamarei aqui de Victor, uma grande figura, e com o qual mantenho contato até hoje, apesar da distância. Trabalhamos juntos como bolsistas dentro de uma Universidade Pública. Ele já era formado em Ciências Sociais, mas como tinha grande conhecimento na área de informática, trabalhava em projetos de pesquisa com alguns professores, e eu ainda fazia, aos trancos e barrancos, minha graduação em História. Tivemos então a oportunidade de trabalharmos no mesmo andar. E como não poderia deixar de ser diferente, nossos gostos semelhantes em matéria de música nos aproximaram ainda mais. Após o expediente de trabalho, nos dias em que eu não tinha aula, ia na sala de trabalho dele ouvir Jazz. Eram os primórdios do MP3, e nos aproveitávamos da estrutura de rede da Universidade para baixarmos zetabites de música. O acervo que ele já havia formado naqueles dois anos como bolsista já passava dos mil cds. Foi ele quem me apresentou músicos como Allan Holdsworth, Victor Wooten, Denis Chambers, entre dezenas de outros, ou seja, sua grande paixão era mesmo o Fusion.

Enfim, para não me alongar muito, um belo dia ele botou para tocar um CD do Herbie Hancock, intitulado “Quartett”. ‘Que catzo é isso, meu caro?’, perguntei, assim que começaram os primeiros acordes. Então ele me passou o CD, e fiquei olhando estupefato aquela capa. Pensei comigo mesmo naquele momento: “provavelmente este é o melhor disco de Jazz que já ouvi na minha vida”. No dia seguinte, levei o ‘V.S.O.P’ para compararmos. O mesmo trio, Hancock, Williams, Carter, que durante os anos sessenta haviam feito parte da melhor banda que Miles Davis já havia formado. Acrescente a eles o genial trompetista Freddie Hubbard e a lenda do sax Wayne Shorter, então os senhores terão o “V.S.O.P.”. Só isso.

Claro, existe o ‘Kind of Blue’, do próprio Miles Davis, e o “Ah Hum” do Mingus entre outros na parada dos melhores CDs da história do Jazz, mas não temo em colocar na lista esse assombro de criatividade, versatilidade e virtuosismo que são tanto o “V.S.O.P.” quanto o “Quartett”, e este, para nosso deleite maior, ainda traz o jovem Winton Marsalis botando para quebrar e arrasando tudo o que vem pela frente.

Estes dois CDs já apareceram aqui no PQPBach em outra ocasião, mas resolvi reuni-los em uma única postagem para celebrar este dia em que estou preparando esta postagem,  dia 17 de novembro, quando a lenda do piano chamada Herbie Hancock estará mais uma vez se apresentando no Brasil. Parabéns para os sortudos que poderão assistir a este Show. Infelizmente não poderei ir. Já estou me lamentando há dias, mas a vida tem destas coisas.

V.S.O.P.

  1. One of a Kind
  2. Third Plane
  3. Jessica
  4. Lawra
  5. Darts
  6. Dolores
  7. Little Waltz
  8. Bydlike

Herbie Hancock – Piano
Freedie Hubbard – Trumpet
Tony Williams – Drums
Ron Carter – Bass
Wayne Shorter – Saxophones

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QUARTET

  1. Well You Needn´t ?
  2. ´Round Midnight
  3. Clear Ways
  4. A Quick Sketch
  5. The Eye of Hurricane
  6. Parade
  7. The Sorcerer
  8. Pee Wee
  9. I Fall in Love so Easily

Herbie Hancock – Piano
Ron Carter – Bass
Wynton Marsalis – Trumpet
Tony Williams – Drums

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PQP Bach: hoje, 15 de novembro, 12 anos de prazer!

PQP Bach: hoje, 15 de novembro, 12 anos de prazer!

15/11/2018, 23h59, fim do dia em que nosso blog PQP Bach completou 12 anos.

Sem contar essa, hoje tivemos treze (13) esplêndidas postagens. Confiram abaixo.

Vão se divertindo, ouvindo tudo. Voltamos dia 19.

Há exatos doze anos atrás eu e PQP Bach participávamos de uma ‘comunidade’ no antigo Orkut sobre música clássica. Ali discutíamos sobre o tema e disponibilizávamos CDs. Muita gente boa participava, gente com notável conhecimento sobre o assunto e ótimos acervos discográficos. Os tempos eram outros, a qualidade da Internet era sofrível. Eram os tempos do Rapidshare, servidor de armazenamento de arquivos suíço, que pagávamos em Euro. Se não me engano, a velocidade de internet que eu tinha em casa era de no máximo 1 Mb/s, então imaginem os senhores o trabalho que eu tinha para conseguir baixar arquivos e para encaminhá-los para o servidor.

Um belo dia PQPBach entrou em contato comigo perguntando se eu teria interesse de participar de um blog especializado em música clássica, jazz e blues. Imediatamente aceitei, nem imaginando que estaria comentando sobre esta época da minha vida doze anos depois.

Muita água passou por debaixo da ponte desde então. Estava desempregado na época, um ou outro emprego sofrível, depois fiz concurso público e em um primeiro momento dei aula para o ensino fundamental e em outro momento assumi como servidor público, função que exerço até hoje e onde provavelmente irei me aposentar.

As primeiras postagens pareciam meio ingênuas, pois não sabíamos qual o formato e estilo de texto a adotar, a ideia era postarmos aquilo que estávamos ouvindo naquele momento, mas logo extrapolamos e começamos com os grandes projetos, começando com nosso Mestre Avicenna trazendo seu magnífico acervo de Musica Colonial Brasileira, nos apresentando um incrível material praticamente inédito. Lembro que o primeiro grande projeto era relativo ao maior dos compositores brasileiros, cujo nome não posso nem citar, e logo fomos impedidos de continuar, pois ficamos sujeitos a sofrer medidas judiciais por parte de seus familiares.

Muitos vieram aqui postar. O projeto iniciou com o próprio PQP Bach, eu, FDP Bach, mais Clara Schumann, que logo abandonou o barco, alegando motivos pessoais. Creio que logo vieram Avicenna, CDF, CVL, Ranulfus, Carlinus, Clara Schumann, Bisnaga, Wellbach, Ammiratore, Pleyel, Vassily Genrikhovich, Luke, Gabriel, Strava, Bluedog, etc.

Enfim, passados doze anos, ainda continuamos na batalha para disponibilizar boa música para os senhores. Já pedi para sair várias vezes, mas isso aqui é como um vício. Um vício bom, claro. Se pudesse, me dedicaria exclusivamente ao PQP Bach, mas tenho de pagar minhas contas…

Dito isso, vamos em frente.

FDP

The Fab Four: Bach, Beethoven, Mozart e Haydn comemorando os 12 anos do PQP Bach

Igor Stravinsky (1882-1971): Sagração da Primavera e Sinfonia em 3 Movimentos

Igor Stravinsky (1882-1971): Sagração da Primavera e Sinfonia em 3 Movimentos

PQP Bach
12 anos de Prazer


IM-PER-DÍ-VEL !!!

A indumentária da versão de Nijínsky: vestuário pesado e pés para dentro
A indumentária da versão de Nijínsky: vestuário pesado e pés para dentro

Estava quente em Paris na noite de dia 29 de maio de 1913. Durante o dia, os termômetros chegaram aos 30 graus, temperatura anormal para a primavera parisiense. Ao final da tarde, uma multidão acotovelava-se na frente do Théâtre des Champs-Élysées, onde o Balé Russo de Serguei Diághilev faria uma apresentação de gala. O público era heterogêneo, conforme descreveu Jean Cocteau:

Uma plateia da alta sociedade, elegante, de vestidos decotados, pérolas, penas na cabeça, plumas de avestruz, ternos escuros, cartolas […] ao lado, os intelectuais estetas faziam de tudo para demonstrar seu ódio a estes “elegantes”, que sentariam nos camarotes […] havia ali mil nuances de esnobismo, superesnobismo e contraesnobismo.

Todos sabiam que o empresário Diághilev gostava de escândalos. Afinal, eram lucrativos. Em comunicado à imprensa, ele dissera que preparara um novo frisson que, sem dúvida, inspiraria acalorados debates. Falava sério. O programa daquela noite começava com o inofensivo As Sílfides, drama com melodias de Chopin arranjadas para orquestra por Stravinsky. Era um antigo número do Balé Russo. Após os aplausos, as luzes se apagaram e um fagote começou a emitir notas agudas, entoando uma melodia que depois foi abraçada e continuada por outros instrumentos de sopro. E, quando entrou a segunda parte, a música enlouqueceu totalmente, ao menos para os ouvidos da plateia de 100 anos atrás.

Igor Stravinsky (1882-1971) em 1946 | Foto: Arnold Newman
Igor Stravinsky (1882-1971) em 1946 | Foto: Arnold Newman

O ritmo. Havia uma pulsação constante, mas os acentos eram inteiramente aleatórios, imprevisíveis, dentro e fora do compasso. Quando se deve bater o pezinho?

um dois três quatro cinco seis sete oito
um dois três quatro cinco seis sete oito
um dois três quatro cinco seis sete oito
um dois três quatro cinco seis sete oito

Quando ouviu aquilo pela primeira vez, até Diághilev ficou assustado. “Vai continuar assim por muito tempo?”, ele perguntou ao autor da obra, Igor Stravinsky. “Até o fim, meu caro”. A coreografia de Nijínsky trocava o gestual clássico e os dançarinos nas pontas do pés por mulheres dançando com os pés para dentro e outras esquisitices. Vendo hoje, parece mais uma brincadeira. Os dançarinos tremem, sacodem-se, sapateiam, dão saltos e giram pelo palco como numa dança de roda primitiva, eslava. Por trás, uma paisagem com colinas e árvores de cores brilhantes que, com a dança e a música, tornam-se pagãs.

O vídeo a seguir é de uma apresentação da Sagração da Primavera no Teatro Marinsky de São Petersburgo, com a coreografia de Nijinsky remontada por Millicent Hodson e a regência de Valery Gergiev:

Na época, os mais ricos e conservadores acomodavam-se nos camarotes. Mas não que demonstrassem alguma finesse. Quando o ritmo acelerou, começaram a vir de lá urros de desaprovação. Em resposta, os raivosos intelectuais da plateia berravam mandando-os calar a boca; afinal apenas desejavam silêncio para fruir o balé. Era a uma representação da luta de classes: “Calem a boca, suas putas do seizième!”, gritavam em provocação às damas da alta sociedade do décimo sexto arrondissement. Se havia um sacrifício no palco, havia uma guerra na plateia. A escritora Gertrude Stein esteve lá: “Após a curta introdução, não se podia mais ouvir o som da música. Minha atenção estava fixada em um homem que, no camarote ao lado, ameaçava outro com sua bengala. Por fim, usando a bengala, acabou esmagando a cartola do que discordava”.

O filme Coco Chanel & Igor Stravinsky (2010), de Jan Kounen, mostra um pouco da confusão da estreia da Sagração da Primavera:

Depois desta estreia, o espetáculo foi repetido e logo os ouvintes parisienses descobriram que a linguagem da Sagração não estava tão distante de sua sensibilidade: tratava-se de canções folclóricas de melodias simples com acordes nada incomuns mas usados de forma diferente, ritmo mutante e irresistível. Logo, as vaias foram substituídas por aplausos e, nas apresentações seguintes, Stravinsky e Nijinsky voltaram ao palco três ou quatro vezes para receberem ovações. No ano seguinte, foi marcada uma apresentação em concerto. Os jornais falaram em “aplausos efusivos” e “adoração febril”. Era a vitória de uma postura anti-romântica. Leonard Bernstein fala em início do modernismo. Outros, estão provavelmente corretos ao citar que a Sagração fugira finalmente da semântica germânica e dera espaço para o surgimento dos nacionalismos musicais, os quais tiveram seus rebentos em todo o mundo, incluindo a música de Villa-Lobos no Brasil.

Nijinsky dançando L’après-midi d’un faune
Nijinsky dançando L’après-midi d’un faune

O enredo da Sagração não era nada convencional: numa Rússia primitiva, uma virgem é escolhida e deve dançar até morrer num ritual de sacrifício à primavera que se inicia. A invenção foi do próprio Stravinsky. Nenhum povo pagão, com exceção dos astecas, exigia o sacrifício de jovens. Ou seja, aquilo nunca ocorrera na Rússia. Para o palco, Diághilev queria uma atuação ousada. No ano anterior, Nijinsky já havia causado grande escândalo em Paris com a coreografia de L’après-midi d’un faune, baseado na obra de Debussy. Ou seja: o empresário sabia bem o que estava fazendo. Diághilev já tinha contratado Stravinsky para fazer a música de outros dois balés: O Pássaro de Fogo (1910) e Petrushka (1911). O trabalho seguinte seria uma certa Primavera Sagrada. Vendo-se agora (primeiro vídeo, acima), a coreografia mais parece um provocativo e quase infantil simulacro de dança, inteiramente diferente das dramáticas montagens posteriores, como a de Pina Bausch (último vídeo, abaixo).

Romântico, o regente da estreia, Pierre Monteux, disse nunca ter gostado da Sagração da Primavera
Romântico, o regente da estreia, Pierre Monteux, disse nunca ter gostado da Sagração da Primavera

Stravinsky terminou a composição em março de 1913. Pierre Monteux, que depois se tornaria uma grande estrela da música erudita, detestara a música, mas foi o regente que conduziu a orquestra na estreia da obra. Aliás, a citada estreia em concerto também foi sob sua direção, prova de que os conceitos podem mudar rapidamente. Ou não. Anos depois, ele confessou que nunca tinha gostado daquela música, mas que foi convencido por Diághilev a regê-la. “É uma obra-prima, Monteux! Ela vai revolucionar a música e o fará famoso, pois é você quem vai conduzi-la”, dizia o homem que desconfiava dos ritmos da Sagração. Os músicos da orquestra não pensavam diferente do regente: achavam que aquilo era uma loucura absoluta. O fagotista do solo inicial estava especialmente contrariado pelo tratamento “ridículo” que a partitura lhe impunha.

Stravinsky em 1913, ano da estreia da obra
Stravinsky em 1913, ano da estreia da obra

No ocidente, a Sagração tornou-se imediatamente obra fundamental e exemplar. As plateias mais afeitas ao moderno ficaram encantadas não somente com sua fúria, mas com a precisão e clareza. Aqueles que desejavam sepultar de vez o romantismo elogiavam o predomínio dos metais e madeiras e a redução da presença das cordas. Principalmente dos violinos, os tradicionais cantores de melodias ardentes. Porém, na Rússia revolucionária, a Sagração foi considerada um modismo barulhento e a fama de Stravinsky no exterior – comparada à hostilidade russa – foi decisiva no rompimento de laços do compositor com a terra natal.

A comprovação da universalidade da Sagração não veio somente dos compositores e amantes da música erudita: os músicos de jazz gostaram demais daquele compositor que falava numa língua parecida com a deles. Para dar um exemplo curioso, Charlie “Bird” Parker incorporou a primeiras notas da Sagração à Salt peanuts e, certa vez, enquanto se apresentava, avistou Stravinsky numa das mesas do Birdland de Nova Iorque. Imediatamente, incluiu um tema do Pássaro de Fogo em seu solo sobre um tema de sua autoria, Koko, o que acabou fazendo com que o compositor cuspisse seu uísque de volta no copo, tão grande o susto.

Os jazzistas entenderam rapidamente o trabalho de Stravinsky na Sagração
Os jazzistas entenderam rapidamente o trabalho de Stravinsky na Sagração

Passados 100 anos, a Sagração é ouvida como uma peculiar e clássica peça do repertório. Ela pode ser ouvida e vista em concertos — a Ospa vai tocá-la em outubro — e em balés no mundo inteiro. Talvez a mais extraordinária versão em balé seja a célebre coreografia criada pela alemã Pina Bausch, cujo vídeo completo disponibilizamos abaixo:

Considerando que a Sagração da Primavera combina com modernidade, vamos atravessar o ritmo e, para finalizar, inserir três frases informais de uma brasileiríssima opinião deixada no Facebook pelo melômano Isaías Malta que, na última quarta-feira, dia dos 100 anos da estreia, dialogava conosco sobre a obra:

Música que despedaça o nosso senso de ritmo, aliás, sacoleja um ritmo próprio, primal, que é a anarquização do ritmo. Diz-se que Schoenberg dissolveu a melodia e Stravinsky desconstruiu o ritmo. Se tudo isso é verdade, também é verdade que Tom Jobim, juntando os cacos, adoçou o que foi quebrado e gingou o despedaçado.

Igor Stravinsky, por Picasso
Igor Stravinsky, por Picasso

Salonen Conducts Stravinsky

The Rite of Spring:
1 Part I, The Adoration of the Earth – Introduction 3:23
2 Part I, The Adoration of the Earth – The Auguries of Spring 2:47
3 Part I, The Adoration of the Earth – Game of Abduction 1:15
4 Part I, The Adoration of the Earth – Spring Round Dances 3:47
5 Part I, The Adoration of the Earth – Games of the Rival Tribes 1:40
6 Part I, The Adoration of the Earth – Procession of the Oldest-and-Wisest 0:36
7 Part I, The Adoration of the Earth – The Oldest-and-Wisest 0:16
8 Part I, The Adoration of the Earth – Dance of the Earth 1:10
9 Part II, The Sacrifice – Introduction 4:14
10 Part II, The Sacrifice – Mystical Circles of the Young Girls 2:58
11 Part II, The Sacrifice – Glorification of the Chosen One 1:29
12 Part II, The Sacrifice – Evocation of the Ancestors 0:40
13 Part II, The Sacrifice – Ritual Action of the Ancestors 3:28
14 Part II, The Sacrifice – Sacrificial Dance – The Chosen Victim 4:20

Symphony in Three Movements:
15 I. 9:11
16 II. Andante 5:38
17 Interlude 0:22
18 III. Con moto 5:48

Philharmonia Orchestra
Esa-Pekka Salonen

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PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia No. 4; Benjamin Britten (1913-1976): Funeral Russo

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia No. 4; Benjamin Britten (1913-1976): Funeral Russo

PQP Bach
12 anos de Prazer

CONTEXTO

A Sinfonia No. 4 em dó menor de Shostakovich foi feita em 1936, momento auge dos Grandes Expurgos ocorridos de 1934 a 1939, durante os chamados Processos de Moscou. Depois da consolidação do poder nazista em 1933, a Alemanha começara o desenvolvimento de sua indústria de guerra, preparando-se para a futura guerra contra a União Soviética, sua maior inimiga. Diante desse perigo externo, ainda havia o “perigo interno”, o crescimento da oposição de esquerda ao stalinismo por parte dos bolchevique-leninistas (trotskistas) na União Soviética. Muito da agitação dos opositores de esquerda ao stalinismo dessa época vêm do fôlego proporcionado pela Revolução Espanhola que se inicia em 1936, e também pela continuidade da Revolução Chinesa no sucesso da Longa Marcha, além do próprio perigo do nazismo que crescia. Diante disso, Stálin foi obrigado a tomar duas medidas: prender, executar e perseguir todos os perigos em potencial dentro e fora da União Soviética, inclusive executando todos os dirigentes do Partido Comunista e boa parte de seus militantes (executando também militantes revolucionários anarquistas e bolchevique-leninistas na Espanha), e, por outro lado, buscar um acordo com a Alemanha na fé de que a diplomacia impediria o ataque iminente (que foi firmado em 1939 no Pacto de Ribbentrop-Molotov).

No meio dessa conturbada conjuntura, Shostakovich, bebendo ainda dos ventos criativos da década anterior, estudava Mahler, e lançara sua ópera Lady Macbeth de Mtsensk, baseada na novela homônima de Leskov, fazendo imenso sucesso no mundo inteiro.

E foi através do jornal Pravda que Shostakovich, no meio de toda essa turbulência, ficou sabendo que sua ópera Lady Macbeth era atacada como “barulho ao invés de música”. Sua quarta sinfonia buscava dar um fôlego criativo para fora dos limites das duas sinfonias anteriores que se detinham sob a estética do realismo socialista. Além disso, a quarta sinfonia é quase uma apresentação do resultado de seus estudos sobre Mahler. Shosta termina a obra, mas impede a estreia que estaria marcada para dezembro de 1936.

ESCUTANDO A 4ª SINFONIA

Essa obra não se assemelha às sinfonias de Mahler apenas por todo o cromatismo tonal, mas também pelo tamanho da orquestra: 125 músicos. A duração também: por volta de 60 minutos.

Primeiro Movimento (Allegretto poco moderato – Presto)
o tema A se desenvolve por um longo tempo, numa tensão tão infinita que até Mahler ficaria espantado; ao fim, no que parece que será o clímax do início do movimento, temos uma quebra pela percussão, que inicia aos poucos, juntos a um solo de viola um novo tema, um tema B, até que é substituído pelo fagote que canta o tema A junto ao ritmo percussivo dos pizzicatos. Acaba inconclusivo, agudo e grave ao mesmo tempo, como se uma contradição imanente à música apenas se retirasse de cena, para cedo ou tarde, retornar…

Segundo Movimento (Moderato con moto)
Shostakovich aqui demonstra sua capacidade de fazer nascer de uma grande tensão algo libertador, como se a própria tensão estivesse prenhe de sua resolução. Apesar do começo com um tema dançante e lamentoso, já ao meio do movimento, após aparecimento aqui e ali de motivos do tema A do primeiro movimento, a futura resolução no terceiro movimento surge grandiosa, mas rapidamente desaparece; quase como se fosse um ensaio geral do que estaria por vir.

Após variações nas cordas, as flautas surgem repetindo o tema A deste movimento, que é interrompido brevemente pelas cordas, mas o tema retorna, variando, em meio aos metais que surgem com o tema B deste movimento. A harmonia vez ou outra beira outros tons, assim como fazia Mahler. Novamente, entre variações do tema A, o tema B surge nos metais, enquanto nas flautas se mantêm o tema A. É quase como uma briga entre metais e madeiras que sofre uma dura intervenção nas cordas do ritmo compassado do motivo do tema que finalizará a sinfonia no terceiro movimento. Os tímpanos também intervém, e tudo volta à “normalidade”. Isso ocorre ao final dos três minutos. Em seguida, o tema A retorna nas cordas em sua forma original, como uma dança lamentosa. Varia por um longo tempo nos violinos e violas, repete-se nos cellos, e se interrompem. As flautas entram em cena com o tema, variando-o a beira da dissonância, criando uma harmonia quase que “alienígena”, que vai ficando extremamente tensa até que os metais surjam novamente com o tema B, ao que acompanham as flautas. As cordas fazem o “baixo-contínuo”, e toda orquestra agora está engolfada por este tema. Um fagote solista faz a transição para o final do movimento, que termina com uma percussão que beira os dois temas sem se definir.

Terceiro Movimento (Largo – Allegro)
O terceiro movimento inicia com uma melodia grave surgindo nas madeiras e outro mais agudo surge no oboé e se repete nas flautas. Essa melodia, uma marcha fúnebre, tem uma gravidade semelhante à que tem o terceiro movimento da 1ª Sinfonia de Mahler, parecendo um tema folclórico. Os contrabaixos repetem-se no fundo como um coração batendo, enquanto as cordas leve e lentamente repetem o motivo deste movimento final; os sopros respondem; metais reclamam um tom grave e uma percussão delicada toca levemente. Lá, nos fundos, algum metal repete lentamente o motivo deste tema final. A delicada percussão do xilofone (ou vibrafone?) se mantém até o fim da sinfonia, com o grave dos contrabaixos constante, batendo como um coração, provavelmente inspirado no final da Patética de Tchaikovsky, encerrando a sinfonia num sombrio desfecho.

O INTERPRETE

A interpretação de Rattle é tipicamente inglesa: bem definida e comportada, dando ênfase nas danças, tornando as fanfarras dos metais quase em “valsas”. Falta algo da visceralidade misturada com a rigidez teuto-eslava dos russos, como se pode ouvir na interpretação de Kondrashin. O ponto forte de Rattle é a melodiosidade: sua rigorosidade inglesa ajuda a manter as melodias principais da sinfonia bem definidas, tornando-as empolgantes. Além disso, como todo bom inglês, sabe lidar bem com os metais.

FUNERAL RUSSO

A prova de que os ingleses são bons com os metais está na obra seguinte, o “Funeral Russo”, de Britten. Apesar de ser sua única obra com este arranjo, ele se sai muito bem. Pega a famosa canção “Tu caíste, como vítima, na luta!”, e a transforma numa quase-fanfarra de metais e percussão.

Essa canção, muito conhecida na Rússia, foi escrita em 1878. Foi cantada principalmente na Revolução de 1905, após o massacre do Domingo Sangrento realizado pelo Czar, e foi novamente recuperada em 1917, na marcha de março feita em Petrogrado em homenagem às vítimas da Revolução de Fevereiro. Graças às revoluções de 1917, ela se tornou mundialmente famosa, sendo cantada mesmo durante os protestos no ano de 1968 pela Europa. O próprio Shostakovich coloca essa canção no terceiro movimento (o Adagio) de sua 11ª Sinfonia. Foi muito utilizada também em filmes, como no “Encouraçado Potemkin” de Eisenstein, e também no filme soviético de 1935 “A Juventude de Maxim”.

Vejam esta bela cena do filme com a letra da música em português:

É interessante o que Britten faz com a obra: intercala a canção com uma fanfarra militar, quase que burlesca, que não tem muito a ver com a Rússia, nem com a canção. Mas tem muito a ver com Mahler e com o próprio Shostakovich (ambos utilizavam marchas militares de forma séria e também como paródia em suas sinfonias), e também com o momento em que Britten escrevia a obra, 1936: ascensão do fascismo na Alemanha e na Itália, Revolução na Espanha e na China, Processos de Moscou na URSS, etc.

Em síntese, ambas as obras conseguem sintetizar o espírito da primeira parte do século XX: fúria, terror, suspense, pesar, esperança. São obras sublimes, e o álbum é muito inteligente ao juntar as duas.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Symphony No. 4 in C minor op. 43; Benjamin Britten (1913-1976): Russian Funeral

Dmitri Shostakovich (1906-1975):

Symphony No. 4 in C minor opus 43
01 I. Allegretto poco moderato-Presto-(Tempo I)
02 II. Moderato con moto
03 III. Largo-Allegro

Benjamin Britten (1913-1976):

Russian Funeral
04 Russian Funeral (for brass and percussion) – Andante alla marcia – Un pochissimo animando – Tempo primo piu maestoso

City of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle, conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (320kbps)

A marcha ao Campo de Marte ocorrida em Março/Abril em homenagem aos mortos na Revolução de Fevereiro de 1917.

Luke

Richard Wagner (1813-1883) – Tristan und Isolde – Flagstad – Suthaus – Furtwängler

Richard Wagner (1813-1883) – Tristan und Isolde – Flagstad – Suthaus – Furtwängler

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PQP Bach
12 anos de Prazer

Bem, voltei.

Nem tentarei explicar por que sumi por tanto tempo, pois, se começar, talvez eu suma antes mesmo de terminar.

Ensaiei, sim, vários retornos, mas estes não aconteceram pelas mais variadas faltas – de tempo, de élan e, por fim, do cacoete de chegar em casa, escrever e postar.

Muitos foram, também, os gentis convites para retornar. Nenhum deles, no entanto, surtiu efeito. Minha barriguda inércia não se impressionava muito com a sutileza. Sugeri a nosso patrão PQP, enfim, que me intimasse a voltar, e ele o fez, por repetidas vezes – até que o apelo do aniversário de doze anos deste fecundo blogue me fez livrar dessa nhaca inerte e voltar à ativa.

Depois de tanto tempo afastado dessa arena pequepiana, certamente me falta muito daquilo que acabei de chamar de cacoete, e que os boleiros conhecem por “ritmo de jogo”. Nos meus áureos tempos, bastava um espirro em frente ao teclado e já me saía um textículo todo marotinho. Agora, anos depois, me é como se meus dez dedos fossem oitenta, e muito hesitantes, e estranhassem completamente o teclado, o WordPress e aquele mesmo afã em que eram tão hábeis, o de rechear más linguiças temperadas com boa música.

Acho que acabei de rechear uma linguicinha, que já lhes poderei servir – só falta a música, que dispensa apresentações. Não lhes falarei de Wagner, nem da radicalidade de “Tristan und Isolde”, e de todos que a consideram uma das obras mais cruciais e influentes da Música Ocidental; não falarei daquele famoso acorde do terceiro compasso do Prelúdio, descrito sucintamente como uma quarta, sexta e nona aumentadas, e mais elaboradamente como um potente corrosivo da música tonal e propulsor de muito do que haveria na música do século XX. Tampouco tecerei loas à grandeza das vozes de Kirsten Flagstad e Ludwig Suthaus; não lhes contarei que eles já não estavam no auge, e que precisaram mesmo que a diva Elisabeth Schwarzkopf ajudasse Flagstad em alguns agudos no segundo ato; não comentarei que essa alegada decadência nunca me importou, pois a imensa sabedoria acumulada em carreiras wagnerianas tão distintas torna o duo imbatível, veramente incomparável; deixarei passar o detalhe de que o jovem Dietrich Fischer-Dieskau traz um toque de Lied a seu Kurwenal; não dependerão de mim, também, para se aperceberem da estranheza da escolha da Philarmonia Orchestra para uma obra de repertório que, para lhes dizer o mínimo, está em território estranho; e enfim, e não, mas não MESMO, ouvirão de mim que esta é uma das maiores gravações de todos os tempos, e talvez a melhor expressão da arte daquele gênio idiossincrático da regência, o lendário Wilhelm Furtwängler.

Nah, longe de mim isso tudo: prefiro parar por aqui, antes que canse outra vez, que pegue renovado nojo dessa vida de blogueiro e escolha sumir novamente no Éter para só voltar quando me apresentarem alguma gravação melhor do que esta que ora lhes apresento de “Tristan und Isolde”.

ooOoo

Wilhelm RICHARD WAGNER (1813-1883)

TRISTAN UND ISOLDE, ópera romântica em três atos com libreto do compositor

DISCO 01

01. Vorspiel
02. Westwärts schweift der Blick
03. Brangäne, du? Sag – wo sind wir?
04. O weh! Ach! Ach, des Übels, das ich geahnt!
05. Frisch weht der Wind der Heimat zu
06. Mir erkoren, mir verloren
07. Hab acht, Tristan! Botschaft von Isolde
08. Darf ich die Antwort sagen?
09. Weh, ach wehe! Dies zu dulden!
10. Wie lachend sie mir Lieder singen
11. Von seinem Lager blickt’ er her
12. O Wunder! Wo hatt’ ich die Augen?
13. Da Friede, Sühn’ und Freundschaft
14. O Süße, Traute! Teure! Holde! Goldne Herrin!
15. Ungeminnt den hehrsten Mann
16. Kennst du der Mutter Künste nicht?
17. Auf! Auf! Ihr Frauen!
18. Herrn Tristan bringe meinen Gruß
19. Nun leb wohl, Brangäne!
20. Langsam Listen
21. Begehrt, Herrin, was ihr wünscht
22. Da, du so sittsam, mein Herr Tristan
23. Nun will ich des Eides walten

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DISCO 02

01. War Morold dir so wert
02. Ho! He! Ha! He! Am Obermast die Segel ein!
03. Du hörst den Ruf?
04. Auf das Tau! Anker los!
05. Tristan!… Isolde!
06. Was träumte mir von Tristans Ehre?
07. Schnell, den Königsschmuck!
08. Vorspiel
09. Hörst du sie noch?
10. Der deiner harrt – o hör mein Warnen!
11. O laß die warnende Zünde
12. Und mußte der Minne tückischer Trank
13. Isolde! Geliebte!… Tristan! Geliebter!
14. Das Licht! Das Licht!
15. Der Tag! Der Tag
16. In deiner Hand den süßen Tod
17. O nun waren wir Nacht-Gweihter!
18. O sink hernieder, Nacht der Liebe
19. Einsam wachend in der Nacht
20. Lausch, Geliebter!
21. Unsre Liebe? Tristans Liebe?

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DISCO 03

01. Doch unsre Liebe
02. So stürben wir, um ungetrennt
03. Habet acht! Habet acht!
04. O ew’ge Nacht, süße Nacht!
05. Rette dich, Tristan!
06. Tatest du’s wirklich?
07. Wozu die Dienste ohne Zahl
08. Dies wunderhehre Weib
09. Nun, da durch solchen Besitz mein Herz
10. O König, das kann ich dir nicht sagen
11. Wohin nun Tristan scheidet, willst du, Isold’, ihm folgen?
12. Als für ein fremdes Land
13. Verräter! Ha! Zur Rache, König!
14. Hirtenreigen auf einer Schalmei
15. Kurwenal! He! Sag, Kurwenal!
16. Öd’ und leer das Meer!… / Hirtenreigen auf einer Schalmei / Die alte Weise
17. Wo du bist? In Frieden, sicher und frei!
18. Dünkt dich das? Ich weiß es anders
19. Scene 1. Isolde noch im Reich der Sonne!

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DISCO 04

01. Noch losch das Licht nicht aus
02. Mein Kurwenal, du trauter Freund!
03. Hirtenreigen auf einer Schalmei / Noch ist kein Schiff zu sehn!
04. Nein! Ach nein! So heißt sie nicht!
05. Der Trank! Der Trank! Der furchtbare Trank!
06. Mein Herren! Tristan! Schrecklicher Zauber!
07. Das Schiff? Siehst du’s noch nicht?
08. Wie sie selig, hehr und milde
09. Hirtenreigen auf einer Schalmei / O Wonne! Freude! Ha! Das Schiff!
10. O diese Sonne! Ha, dieser Tag!
11. Ich bin’s, ich bin’s, süßester Freund!
12. Die Wunde? Wo? Laß sie mich heilen!
13. Kurwenal! Hör! Ein zweites Schiff
14. Sie wacht! Sie lebt! Isolde!
15. Mild und leise wir er lächelt
16. Heller schallend, mich umwallend

Ludwig Suthaus, tenor (Tristan)
Josef Greindl, baixo (Rei Marke)
Kirsten Flagstad, soprano (Isolde)
Dietrich Fischer-Dieskau, barítono (Kurwenal)
Edgar Evans, tenor (Melot)
Blanche Thebom, soprano (Brangäne)
Rudolf Schock, tenor (jovem marinheiro – pastor)
Rhoderick Davies, barítono (timoneiro)
Philharmonia Orchestra
Chorus of the Royal Opera House, Covent Garden
Wilhelm Furtwängler, regência
Gravado em 1952

Wilhelm Furtwängler: talento proporcional à cervical

Vassily

Hilary Hahn plays Bach + Volodos Plays Brahms + Philippe Jaroussky – Green – Melodies Françaises on Verlaine’s poems

Hilary Hahn plays Bach + Volodos Plays Brahms + Philippe Jaroussky – Green –  Melodies Françaises on Verlaine’s poems

PQP Bach
12 anos de Prazer

12 anos falando sobre música desse nível num país desse nível?! É como jogar comida ao mar, esperando absolutamente nada. Até que pequenas vozes de lugares distantes se fazem ouvir: “Obrigado, irmão. Bach te abençoe”. Quando começamos, conseguíamos ouvir apenas o mastigar de nossa comida diária, hoje caravelas de refugiados atracam no nosso porto, sedentos e famintos. Somos colossos do céu, mas caridosos com os pequenos ouvintes. Lembro que o primeiro a descer foi meu irmão mais velho PQP Bach que, meio entediado do paraíso que vivia, resolveu abrir essa parada dos milagres. Até que um dia ele me convidou para participar também dessa celebração no meio dos gentios. E assim aconteceu com meus outros irmãos, seduzidos pelo bem maior de propagar a palavra d´Ele e de outros deuses ciumentos.

Para celebrar esse aniversário, achei um momento na minha agenda celeste para descer aqui na paragem há muito tempo não visitada por mim. Trago comida da melhor qualidade. Vamos ver aqui no meu saquinho…

Hilary Hahn plays Bach

Quando Deus, o maior de todos os voyeurs, colocou o homem no mundo, rapidamente percebeu como seria aborrecido de espiar. Porém resolveu o problema caprichando numa espécie que não é necessariamente humana, pois há algo de divino na mulher. Ouça esse disco da Hilary Hahn interpretando as famosas peças para violino solo do nosso pai e confesse, essa senhora não é deste planeta. Eu conheço essas obras há mais de 200 anos, mas esta gravação aqui prova o contrário… AGORA sim que essas peças encontraram sua intérprete perfeita. Quando essa criatura morrer, estarei no lugar de São Pedro para recebê-la de braços abertos.

Hilary Hahn plays Bach
1. Preludio
2. Loure
3. Gavotte En Rondeau
4. Menuet I
5. Menuet II
6. Bourrée
7. Gigue
8. Allemande
9. Courante
10. Sarabande
11. Gigue
12. Giaconna
13. Adagio
14. Fuga
15. Largo
16. Allegro Assai

Hilary Hahn plays Bach – 1997
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XLD RIP | FLAC | 424 MB

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MP3 | 320 Kbps | 196 MB

Vamos para o segundo presente:

Volodos Plays Brahms

Brahms deve ser o compositor mais melancólico que conheço. Nunca estive com ele por essas bandas. Esse deus alemão detesta bajulação. Ele continua sempre isolado, apesar do seu apreço por cabarés e moçoilas. É capaz dele ficar do meu lado esperando a Hilary chegar. Essa gravação que vos trago contém o que há de mais sofrido no mundo da música. Acho que foi Carpeaux que disse que é necessário ter idade para sentir o peso dessa música. Volodos entrega a dose correta dessa melancolia.

Volodos Plays Brahms
1 – Capriccio in F-Sharp Minor, Op. 76, No. 1
2 – Capriccio in B Minor, Op. 76, No. 2
3 – Intermezzo in A-Flat Major, Op. 76, No. 3
4 – Intermezzo in B-Flat Major, Op. 76 No. 4
5 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: I. Andante moderato
6 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: II. Andante non troppo e con molto espressione
7 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: III. Andante con moto
8 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: I. Intermezzo in A Minor
9 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: II. Intermezzo in A Major
10 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: III. Ballade in G Minor
11 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: IV. Intermezzo in F Minor
12 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: V. Romanze in F Major
13 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: VI. Intermezzo in E-Flat Minor

Volodos Plays Brahms – 2017
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XLD RIP | FLAC | 785 MB

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MP3 | 320 Kbps | 120 MB

Por fim deixo o melhor disco de todos os tempos:

Philippe Jaroussky – Green – Melodies Françaises on Verlaine’s poems

Phillippe Jaroussky é o verdadeiro Orfeu. Sua voz quebra o tempo, até os demônios aqui param para ouvi-lo. Seu som meio masculino, meio feminino, eleva todas as canções desse disco a um patamar que deixariam o nosso miserável poeta Verlaine feliz… Esse é um disco para se ouvir com pouca luz, cigarro (pena que eu não fumo), uma taça de vinho, imaginando uma Paris que nunca mais existirá.

Green – Melodies francaises de Verlaine (respectivos compositores entre parêntesis, de acordo com a nobre contribuição do Monge Ranulfus. Valeu, Monge!)
Disc: 1
1. Colloque sentimental (Ferré)
2. 5 Melodies, Op 58 dites ‘Venise’: I Mandoline (Fauré)
3. Prison (Severac)
4. 10 Melodies, Op 83: I Clair de lune (Szulk)
5. Fetes galantes, FL 86, Book I: I En sourdine (Debussy)
6. Fetes galantes, FL 86, Book I: II Fantoches (Debussy)
7. Fetes galantes, FL 86, Book I: III Clair de lune (Debussy)
8. 5 Melodies dites “Venise”, Op 58: V C’est l’extase (Fauré)
9. Ecoutez la chanson bien douce (Chausson)
10. 5 Melodies dites ‘Venise’, Op 58: III Green (Fauré)
11. O triste, triste etait mon ame (Bordes)
12. Le vent dans la plaine (Saint-Saëns)
13. 5 Melodies dites “Venise”, Op 58: II En sourdine (Fauré)
14. Fisch-Ton-Kan, D. 23: “Qui je suis, qui je suis” [Fisch-Ton-Kan] ( Chabrier)
15. 7 Chansons grises: IV. En sourdine (Hahn)
16. 2 Melodies, Op 83: I Prison (Fauré)
17. Mandoline, L. 43b (Published Version) (Debussy)
18. Apaisement (Chausson)
19. Un grand sommeil noir (Honegger)
20. 4 Melodies, Op 51: III Spleen (Fauré)
21. Revons, c’est l’heure (Massanet)
22. Un grand sommeil noir (Varèse)
23. Ecoutez la chanson bien douce (Ferré)

Disc: 2
1. 2 Melodies, Op 46: II Clair de lune (Fauré)
2. 7 Chansons grises: I. Chanson d’automne (Hahn)
3. Green (Caplet)
4. Ariettes oubliees, FL 63: II Il pleure dans mon coeur (Debussy)
5. L’heure exquise (Poldowski)
6. Colombine (Poldowski)
7. Chanson d’automne (Trenet)
8. Mandoline (Poldowski)
9. 3 Melodies, Op 4: II Il pleure dans mon coeur (Schmitt)
10. 20 Melodies, Book I: XVI D’une prison (Hahn)
11. Fisch-Ton-Kan, D. 23: “J’engraisse” [Poussah] (Chabrier)
12. 4 Melodies, Op 22: IV Il pleure dans mon coeur (Koechlin)
13. La Bonne Chanson, Op. 61: III. La lune blanche luit dans les bois (Fauré)
14. Promenade sentimentale (Bordes)
15. Ariettes oubliees, FL 63: V Aquarelles, 1: Green (Debussy)
16. Colloque sentimental (Canteloube)
17. Fetes galantes, FL 114, Book II: I Les Ingenus (Debussy)
18. Fetes galantes, FL 114, Book II: II Le Faune (Debussy
19. Fetes galantes, FL 114, Book II: III Colloque Sentimental (Debussy
20. Colombine (Brassens)

Green – Melodies francaises de Verlaine – 2015
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XLD RIP | FLAC | 404 MB

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MP3 | 320 Kbps | 250 MB

Felicitações a todos. E longa vida ao site.

CDF