George Gershwin (1898-1937): Rhapsody in Blue, Concerto in F, Catfish Row, Rialto Ripples

George Gershwin (1898-1937): Rhapsody in Blue, Concerto in F, Catfish Row, Rialto Ripples

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em 2018, fui a um Concerto aqui em Porto Alegre que tinha o Concerto em Fá para Piano e Orquestra de Gershwin. O resultado é que fiquei irritado por 3 dias. Aquilo — principalmente a atuação da orquestra, anormalmente ruim — me deixou absolutamente puto. Não foi Gershwin, não foi nada. Ou foi um anti-Gershwin. Só hoje posso me considerar recuperado, após ouvir esta Rhapsody in Blue e este Concerto em Fá. Aqui, Riccardo Chailly combinou a elegância clássica com o estilo do jazz e blues de Stefano Bollani. Bollani é um jazzista crasso. Que bom. Neste CD, a Rhapsody é apropriadamente apresentada na versão de banda de jazz (orquestrada por Paul Whiteman), enquanto o Concerto está na orquestração sinfônica original de Gershwin.

Completando um álbum muito bem preenchido (mais de 73 minutos) estão a suíte sinfônica Catfish Row — derivada da ópera de Gershwin, Porgy and Bess — e o trabalho de juventude mais importante de Gershwin, Rialto Ripples, grande sucesso comercial de 1917.

Curiosidade: no começo de sua carreira, Gershwin produziu dúzias de rolos para pianolas e esta era sua principal fonte de renda. Enquanto sua carreira crescia, as gravações em rolos de piano foram gradualmente diminuindo. Entretanto, na década de 20, ele fez algumas gravações incluindo uma versão completa de Rhapsody in Blue. Em 1975, a Columbia Records lançou um álbum com os rolos de piano de Gershwin tocando Rhapsody in Blue, acompanhado pela Columbia Jazz Band tocando o acompanhamento original sob a regência de Tilson Thomas.

Mas não pensem que a dupla Bollani e Chailly ficaram abaixo, muito pelo contrário. Este é um disco sensacional!

Ah, e a gravação de Rialto Ripples, com as brincadeiras entre Bollani e Chailly, certamente advindas do fato de a peça ter sido bis nos concertos, é o máximo!

George Gershwin (1898-1937): Rhapsody in Blue, Concerto in F, Catfish Row, Rialto Ripples

1 Rhapsody In Blue 16:12

Catfish Row – Symphonic Suite
2 Catfish Row 6:18
3 Porgy Sings 4:37
4 Fugue 1:51
5 Hurricane 3:39
6 Good Mornin’ Sistuh! 7:18

Concerto in F for Piano and Orchestra
7 Allegro 12:16
8 Adagio – Andante con Moto 10:16
9 Allegro agitato 6:29

10 Rialto Ripples 4:35

Stefano Bollani, piano
Gewandhausorchester de Leipzig
Riccardo Chailly

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O piano jazz man Bollani explica umas coisinhas para o maestro Chailly.

PQP

Sir Edward Elgar (1857–1934) – Violin Concerto, Op. 61, Interlude from ‘The Crown of India’, Op.66, Polonia, Op.76 – Tasmin Little, RSNO, Davis

Vamos explicar uma coisa antes de tudo, Sir Edward Elgar definitivamente não faz parte da lista de meus compositores favoritos, tenho dito. Talvez a exceção seja seu Concerto para Violoncelo, e de preferência interpretado pela magnífica Jacqueline Du Pré.
Este Concerto para Violino que ora vos trago até tem bons momentos. Não são muitos, porém intensos, ainda mais nas mãos desta competentíssima violinista inglesa, Tasmin Little. Não faria parte dos cds que eu levaria para uma ilha deserta. O considero chato, longo, enfim, desculpem os fãs do inglês, mas juro que tentei gostar, e não é de agora. Já o ouvi com outros grandes solista, do nível de Nigel Kennedy, Hilary Hahn, Itzkah Perlman entre outros, mas nenhum deles me convenceu. Mas se não gosto, por que estou postando? ora, provavelmente temos fãs do compositor entre nossos leitores.
Ah, essa gravação tem uma faixa curiosa: trata-se da quarta faixa, que traz uma cadenza alternativa, composta pelo próprio Elgar, porém este registro tem mais de, pasmem, cem anos. Foi realizado em 1916. É mole, ou querem mais? Maiores detalhes os senhores encontram no booklet que segue em anexo ao arquivo compactado abaixo.
O calor intenso que tem feito no país nas últimas semanas tem me deixado sem pique nem vontade de sentar em frente ao computador para postar alguma coisa. Sei que estou em débito com os senhores, mas prometo que assim que possível, volto para a rotina normal. Deixemos essa onda de calor intenso ir embora (hoje a sensação térmica aqui em minha cidade chegou próximo aos 50 graus). Ninguém merece.

1 Violin Concerto in B minor, Op.61 – I. Allegro
2 Violin Concerto in B minor, Op.61 – II. Andante
3 Violin Concerto in B minor, Op.61 – III. Allegro molto
4 Alternative cadenza for the Violin Concerto
5 Interlude from ‘The Crown of India’, Op.66
6 Polonia, Op.76

Tasmin Little – Violin
Royal Scottish National Orchestra
Sir Andrew Davis – Conductor

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J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

Como A Arte da Fuga não tem instrumentação definida, não é pecado eu dizer que eu acho essa a melhor gravação de A Arte da Fuga. Ainda gosto muito da versão para dois Pianos… Não sei dizer, qual das duas eu gosto mais. Eu sei que esta gravação é do cacete. Os caras são muito bons. Não deixam margem de erro nenhuma. Executam tudo ao pé da letra. Como Bach escreveu. O que mais me impressionou foi que o grupo não tentou puxar para o Jazz. Fizeram tudo Classudo como deve ser.

Essa gravação me lembrou a época que eu estava começando a tocar clarineta, pois tinha um exercício muito parecido com o Contrapunctus 12. Ainda assim o som do Saxofone tocando Bach me cativa. Sinto-me outra pessoa ouvindo isso. É isso aí. Uma boa audição.

J. S. Bach – A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

1. Contrapunctus 1
2. Contrapunctus 2
3. Contrapunctus 3
4. Contrapunctus 4
5. Contrapunctus 5
6. Contrapunctus 13. Canon all Duodecima in Contrapunto alla Quinta
7. Contrapunctus 14. Canon all Decima. Contrapunto alla Terza
8. Contrapunctus 7
9. Contrapunctus 8
10. Contrapunctus 10
11. Contrapunctus 6
12. Contrapunctus 9
13. Contrapunctus 11
14. Contrapunctus 15. Canon per Augmentationem in Contrario Motu
15. Contrapunctus 12. Canon alla Ottava
16. Contrapunctus 16. Rectus
17. Contrapunctus 16. Inversus
18. Contrapunctus 19. Unfinished
19. Choral. Wenn wir in höchsten Nöthen sein

Performer: Michael Stephenson, soprano saxophone
Christopher Hemingway, alto saxophone
Stephen Pollock, tenor saxophone
Brad Hubbard, baritone saxophone

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LINK ALTERNATIVO

Saxy Bach: porque eu toco de tudo, sem preconceitos
Saxy Bach: porque ele não teria preconceitos. Esta gravação é sensacional.

Gabriel Clarinet (revalidado por PQP)

Mozart Opera Arias: Sandrine Piau & Freiburger Barockorchester, dir. Gottfried von der Goltz – 2002

Mozart Opera Arias

Sandrine Piau

Freiburger Barockorchester
dir. Gottfried von der Goltz

2002

 

Uma das primeiras gravações solo da Sandrine, para matar saudades da nossa patativa!

Mozart Opera Aria – 2002
Sandrine Piau & Freiburger Barockorchester

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XLD RIP | FLAC | 282 MB

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Oh saudades …

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Boa audição!

Claudio Merulo (1553-1604): Toccatas Completas para Órgão

Claudio Merulo (1553-1604): Toccatas Completas para Órgão

Este é mais um arquivo que nos foi repassado pelo querido amigo pequepiano WMR.

IM-PER-DÍ-VEL para quem gosta de música antiga e barroca.

Gostei muito deste disco onde fica clara a postura absolutamente experimental da obra de Merulo, um mestre indiscutível. Ouvi os três CDs com grande prazer. O caráter das peças é sempre diverso, não é mais do mesmo. É uma maluquice minha, mas gosto dos barulhos de carpintaria, isto é, dos mecanismos do órgão. Aqui se ouve tudo, a música e o arfar do instrumento.  É inacreditável pensar que tudo isto foi feito durante a Renascença.

Claudio Merulo (1553-1604): Toccatas Completas para Órgão

CD 1
Toccata D’Intavolatura D’organo – Book 1 (1598)
Toccata 1 [6.50]
Toccata 2 [10.14]
Toccata 3 [7.25]
Toccata 4 [6.16]
Toccata 5 [6.00]
Toccata 6 [7.33]
Toccata 7 [8.46]
Toccata 8 [9.11]
Toccata 9 [8.26]

CD 2
Toccata D’Intavolature D’Organo – Book 2 (1604)
Toccata 1 [7.59]
Toccata 2 [10.31]
Toccata 3 [7.44]
Toccata 4 [9.28]
Toccata 5 [8.52]
Toccata 6 [9.18]
Toccata 7 [10.29]
Toccata 8 [10.00]

CD 3
1. Toccata Nona [10.07]
2. Toccata Decima [11.34]

Toccatas from the Fondo Giordano MS Turin
3. Toccata Prima [8.46]
4. Toccata Seconda [7.21]
5. Toccata 3a [4.41]
6. Toccata Quarta [8.58]
7. Toccata Quinta [6.06]
8. Toccata Sesta [2.59]
9. Toccata Settima [8.09]

Francesco Tasini, órgão

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Tasini: organistas são pessoas complexas. Falo sério.

PQP

Mendelssohn (1809-1847) & Berlioz (1803-1869): O Último Concerto de Abbado na Filarmônica de Berlim

Mendelssohn (1809-1847) & Berlioz (1803-1869): O Último Concerto de Abbado na Filarmônica de Berlim

Berlioz é um compositor bem chatinho. Mesmo que aqui tenhamos sua maior obra, vou lhes contar… Há brevíssimos momentos interessantes no 2º, 4º e 5º movimentos. Brevíssimos. É como um afogado cuja cabeça por voltas sai para fora d`água sob seus manotaços, mas que vai irremediavelmente afogar-se na vulgaridade do compositor. Já os excertos de Sonhos de uma Noite de Verão, de Mendelssohn, são de outro departamento. Mas foi este o repertório capenga do último concerto de Abbado com a Filarmônica de Berlim. Importante: Abbado foi titular da orquestra e este não é seu concerto de despedida como titular (o repertório desta despedida era bem mais decente: Rei Lear, de Shostakovitch, Schicksalslied, de Brahms e os Rückert-Lieder, de Gustav Mahler). Esta gravação foi apenas a última vez que ele atuou como convidado à frente da orquestra. Um álbum duplo caça-níqueis. O CD é merecidamente mal avaliado nos sites especializados.

Disc 1
Felix Mendelssohn — Sonho de Uma Noite de Verão, Op. 61 (Excertos)

1 No. 1 Allegro di molto – Poco ritenuto 12:04
2 No. 1 Scherzo: Allegro vivace 4:47
3 No. 3 Song with Chorus: »You Spotted Snakes with Double Tongue« – Allegro ma non troppo (Solo Sopranos I and II, Female Choir) 4:14
4 No. 5 Intermezzo: Allegro appassionato – Allegro molto comodo 3:58
5 No. 7 Notturno: Andante tranquillo 5:45
6 No. 9 Wedding March: Allegro vivace 4:55
7 No. 13 Finale: »Through the House Give Glimmering Light« – Allegro di molto 4:27

Disc 2
Hector Berlioz — Sinfonia Fantástica, Op. 14

1 I. Rêveries – Passions: Largo – Allegro agitato e appassionato assai – Religiosamente 15:51
2 II. Un bal: Valse. Allegro non troppo 6:44
3 III. Scène aux champs: Adagio 16:06
4 IV. Marche au supplice: Allegretto non troppo 6:46
5 V. Songe d’une nuit du Sabbat – Dies Irae – Ronde du Sabbat – Dies Irae et Ronde du Sabbat ensemble: Larghetto – Allegro 10:18

Deborah York, soprano
Stella Doufexis, mezzo-soprano
Damen des Chores des Bayerischen Rundfunks
Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado

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PQP

Les Introuvables – Le baroque avant le baroque: 1937 – 1956

Les Introuvables

Le baroque avant le baroque

Um registro histórico do barroco francês
de 1937 a 1956

No início dos anos 2000 a gravadora EMI francesa resolveu lançar uma série de CDs com as primeiras gravações francesas que se conhecia. Contou com a colaboração do seu grande acervo e com o acervo de particulares, e lançou então a série “Les Introuvables”, que no entender dos scholars do PQPBach (vide aqui) significa “Os Inencontráveis”.

Lançou em 2006 um conjunto de 4 CDs chamado “Le baroque avant le baroque” que resume o ambiente, os anseios e as dificuldades de um pós-guerra. Considerando-se que as gravações aqui apresentadas foram remasterizadas de discos 78 rpm dos anos 30 e 40, havemos de dar um belo desconto para a qualidade do som obtido. Mas vale o excepcional registro histórico! Então, o que diz o encarte …

…ooOoo…

Os colecionadores de discos de uma safra mais recente podem achar difícil de acreditar, mas houve um tempo em que o barroco não existia. Existia na pintura e nas artes decorativas, mas não na música. Algumas das presenças musicais fortes e populares da atualidade mal haviam sido ouvidas. Rameau e Vivaldi pareciam tão distantes no tempo quanto Pérotin, e é pouco provável que tivessem alguma chance de reavivamento. Bach foi a exceção, mas Bach excede qualquer medida. Algo extraordinário aconteceu no bicentenário de sua morte, quando o Festival de Estrasburgo, um dos poucos que existiam na época, dedicou-lhe todo o programa: era como se o ar tivesse subitamente deixado entrar um vácuo. Bach ainda estava vivo? Sua música realmente valeu a pena ouvir? Os estudantes fizeram essa viagem em junho de 1950. Eles voltaram iluminados, espalhando as boas novas. Sim, Bach estava realmente vivo, em boa saúde, bem. Mas – demorou muito para as gravadoras acordarem – não era mais “música antiga” para tudo isso. 

CD 1
Jean-Baptiste Lully (Italy, 1632-France, 1687)
1. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 1. Symphonie
2. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 2. Patrem Immensae Majestatis
3. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 3. Tu Ad Dexteram Dei Sdes
4. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 4. Salvum Fac Populum Tuum
5. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 5. Dignare Domine
6. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 6. In Te Domine Speravi
Ensemble Vocal de Paris
Nouvel Orchestre de Chambre de Paris
dir. Pierre Capdeville
1953

Marc-Antonie Charpentier (França, 1643-1704)
7. Messe de minuit 1. Kyrie
8. Messe de minuit 2. Gloria
9. Messe de minuit 3. Credo
10. Messe de minuit 4. Offertoire
11. Messe de minuit 5. Sanctus
12. Messe de minuit 6. Agnus Dei
Ensemble Vocal de Paris
Orchestre de la Société de Musique de Chambre de Paris
dir. André Jouve
1954

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…ooOoo…

Wanda Landowska tinha adquirido uma reputação como missionária, embora também como excêntrica, além da moda, além das maneiras, já tocando Bach, Couperin e Scarlatti por meio século em um instrumento tão anacrônico quanto um dinossauro: o cravo, que ela havia reconstruído para ser mais sonoro, mais metálico e mais barulhento do que qualquer instrumento original, porque ela tocava para platéias acostumadas com os níveis sonoros da Steinway e da orquestra wagneriana. Quem teria se importado com o que a música de outra época poderia ter soado no momento em que foi escrita? É impossível se colocar no lugar de um ouvinte de período em qualquer caso: você teria que recuperar uma inocência de ouvido e memória, acordar como outra pessoa. Se as óperas de Rameau fossem redescobertas, de que outra forma que com o ouvido de um Saint-Saëns, que o salvou editando seus trabalhos para publicação? O único Handel que era conhecido (ou menos realizado) consistia em um punhado de belas árias, em tradução, publicadas por Hettich, claramente para as blue-stockings [mulheres intelectuais da época] cantarem. Havia alguns 78s de cantores de ópera (com uma pitada da gloriosa escola do oratório inglês, como Clara Butt e Louise Kirkby-Lunn), nem muito diferente do italiano arie antiche de Carissimi e Durante, destinado ao mesmo público gentil. Ocorreu a ninguém que Handel poderia ter sido desgrenhado, frenético ou cantado por castrati.

CD 2
Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726)
De Profundis, psaume CXXIX pour soli, choeur et orchestre
1. De Profundis Clamavi
2. Fiant Aures Tuae Intendentes
3. Si Iniquitates Oservaveris
4. Quia Apud Te Propititato
5. Sustinuit Anima Mea
6. Sustinuit Anima Mea
7. A Custodia Matutina
8. Quia Apud Dominum Misericordia
9. Et Ipse Redimet Israel – Requiem Aeternam
Chorale Des Jeunesses Musicales de France
Orchestre de l’Association de Concerts Pasdeloup
dir. Louis Martini
1947

Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
Miserere des Jésuites (psaume L) à 6 voix, H.193
10. Miserere
11. Amplius Lava Me
12. Ecce Enim In Iniquitatibus
13. Asperges Me
14. Averte Faciem Tuam
15. No Projicias Me
16. Libera Me
17. Sacrificium Deo
Chorale Des Jeunesses Musicales de France
Orchestre de l’Association de Concerts Pasdeloup
dir. Louis Martini
1956

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…ooOoo…

As gravações já existiam, Wanda Landowska sendo a primeira a explorar seu repertório. Mas o fato de que as suítes de violoncelo de Bach deviam sua ressurreição a Casals (e os Céus sabem que ele as trouxe à vida) justificava interpretá-las grandes e vibrantes para sempre, como Casals. E ninguém teria obrigado Kathleen Ferrier a criticar a autenticidade quando ela começou a gravar árias de Bach ou mesmo de Handel (este último com acompanhamento de piano). Dificilmente havia uma questão de patrimônio nacional a ser clamado. O mundo em 1950 achou difícil sobreviver à guerra e alimentar os famintos. A França não sonhava em ressuscitar os músicos de Versalhes. Preservar, aquecer e restaurar o castelo e seus móveis já era bastante difícil.

Mas para Pathé-Marconi era uma missão. Coros amadores e estudantes começaram a trabalhar, sem subsídio ou patrocínio. Seu público não era o das grandes salas de concerto parisienses (muito burguesas na época), mas sim o das províncias, cultivadas e curiosas, mais ávidas por novas experiências do que se poderia pensar. Das gravações, eles saberiam da existência de Michel-Richard de Lalande, o primeiro grande achado. Depois dele, pouco a pouco, Marc-Antoine Charpentier, Campra e Lully deixariam de ser apenas nomes no vasto cenotáfio [memorial fúnebre erguido para homenagear alguma pessoa ou grupo de pessoas cujos restos mortais estão em outro local ou estão em local desconhecido] que na época era a música francesa antes de Berlioz.

CD 3
André Campra (França, 1660-1744)
Les Femmes
1. Dans Un Desert Inaccessible
2. Oh! Qu’un désert inaccessible
3. Oh! Qu’un Coeur Est Malheureux!
4. Il Serait La Nuit
5. Je Dors De Mes Reves
6. Que Les Amants Dans Leurs Chaines
Quintette de l’Ille de France
dir. Félix Raugel
1952

Marc-Antonie Charpentier (França, 1643-1704)
Médée (extraits)
7. Prologue/Symphonie/Air De La Victoire Et Choeur: Le Bruit Des Tambours Et Trompettes/Duo: Voir Nos Moutons
8. Acte I, Scene 3: Air De Jason: Que Je Serais Heureux Si J’etais Moins Aime
9. Acte III, Scene 5: Noires Filles Du Styx/Médée/Air Avec Choeur: L’enfer Obeit A Ta Voix/La Jalousie/Aire De Médée
10. Air De Creon: Noires Divinites
11. Acte V: Prelude/Choeur Des Corinthiens: Ah, Funeste Revers, Fortune Impitoyable/Mort De Creuse
Ensemble Vocal et Instrumental
dir. Nadia Boulanger
1952

Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
12. Castor et Pollux (Prologue) – Menuet: Naissez, Dons De Flore
13. Hippolyte et Aricie (Acte V) – Ariette: Rossignols Amoureux, Repondez A Mes Voix
14. Dardanus (Acte III) – Air: O Jour Affreux
15. Les Indes Galantes – Air Avec Choeur: Clair Flambeau Du Monde
16. Hippolyte et Aricie (Acte V) – O Disgrâce Cruelle
17. Les Fêtes d’Hébé (Prologue) – Duo: Volons Sur Les Bords De La Seine
18. Acanthe et Céphise – Entracte (Instr.)
19. Platé (Prologue) – Air: Chantons Bacchus
Ensemble Vocal et Instrumental
dir. Nadia Boulanger
1952

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…ooOoo…

Nossa universidade, quando éramos estudantes em Paris, tinha uma biblioteca de discos, embora muito modesta. Nós íamos lá tarde da noite, dois ou três de nós, e ouvíamos repetidas vezes os oito ou dez lados daquele primeiro, marcante De Profundis. Não nos revelava um período de música mas sim uma sensibilidade, algo impregnado de ternura e bem polido, sem a exuberância vocal da Itália ou a reticência da Inglaterra. Quia apud Dominum misericordia ficava radiante com a qualidade da misericórdia, o Sustinuit, cantado pela apropriadamente chamada Martha Angelici, com a fé luminosa que move as montanhas. Bach também, tão raramente ouvido na sala de concertos, também foi encontrado em nosso refúgio santo. Foi lá que descobrimos as coisas boas que satisfizeram a ansiedade em Esurientes de Hélène Bouvier, a ira vingativa de Jouatte no Deposuit e a maciez inefável de Noguera chamando o bom ladrão ao Paraíso no Actus Tragicus, com a voz de Yvonne Melchior lhe respondendo das profundezas.

Essas coisas foram melhoradas desde então, isso é certo. Mas nunca mais essa música será tão preenchida com o fervor militante de artistas que não tinham certeza de que eram dignos, mas certos de que um milagre estava ocorrendo. Os ouvintes mais jovens encontrarão inúmeras falhas e faltas nessas primeiras explorações, mas sua atitude não deve ser a de Beckmesser com seu quadro-negro. Não havia música barroca na época. Havia apenas músicas “antigas”, cobertas com uma enorme quantidade de poeira. Sem esses pioneiros, teria a Bela Adormecida jamais acordado? E além do Charpentier pioneiro já familiar a alguns colecionadores veteranos, há a alegria adicional de Bach – obviamente pré-barroco de Nadia Boulanger, obviamente, e outra pedra fundamental: uma cantata inteira que poderia ter sido considerada perdida, na qual ela é cercada por seu grupo de artistas e alunos. É autêntico? A grande Miss Boulanger não se importaria nem um pouco. Sua única preocupação era com o eterno, e é aí que ela nos leva. (André Tubeuf, do encarte)

CD 4

Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
Magnificat en ré majeur BWV 243
1. Magnificat Anima Mea
2. Et Exsultavit
3. Qui Respexit
4. Omnes Generationes
5. Quia Fecit Mihi
6. Et Misericordia
7. Fecit Potentiam
8. Deposuit
9. Esurientes
10. Suscepit Israel
11. Sicut Locutus Est
12. Gloria
Orchestre Symphonique et Chorale de l’Université de Paris
dir. Jean Gitton
1948

Cantate – Actus Tragicus BWV 106
13. Sonatina (Instr.)
14. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit
15. Ach Herr!…Bestelle Dein Haus
16. In Deine Hande, Befehl’ich Meinen Geist
17. Glorie, Lob, Ehr’und Herrlichkeit

Les Chanteurs de Saint-Eustache
Ensemble Instrumental
dir. R.P. (Révérend Père) Emile Martin
1950

Cantate ‘Christ lag in Todesbanden BWV 4, Martin Luther
18. Sinfonia
19. Choeur: Christ Lag In Todesbanden
20. Duo: Den Tod
21. Aria: Jesus Christus, Unser Gottes
22. Choeur: Es War Ein Wunderlicher Krieg
23. Aria: Hier Ist Das Rechte Osterlamm
24. Aria: So Feiern Wir Das Hohe Fest
25. Choral: Wir Essen Und Leben Wohl
Ensemble Vocal et Instrumental
dir. Nadia Boulanger
1937

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Boa audição!

.: interlúdio :. Marianne Faithfull: Broken English

.: interlúdio :. Marianne Faithfull: Broken English

Este disco não é uma obra-prima como Strange Weather, mas é muito bom. Broken English é um disco competentíssimo de pop-rock, sendo o sétimo álbum de estúdio da cantora inglesa Marianne Faithfull. Foi lançado em 2 de novembro de 1979 pela Island Records. O LP marcou o grande retorno de Faithfull após anos de uso de drogas, como moradora de rua e anoréxica. Muitas vezes é considerado sua “obra-prima”. Explicando melhor, Broken English foi o primeiro grande lançamento de Faithfull desde seu álbum Love in a Mist (1967). Depois de terminar seu relacionamento com Mick Jagger em 1970 e perder a custódia do filho, a carreira de Faithfull entrou em parafuso. Ela era dependente de heroína e vivia nas ruas de Londres. Uma laringite severa, associada às drogas, alterou permanentemente a voz de Faithfull, deixando-a rachada e mais grave. Avisamos: é um bom álbum elétrico e datado, cheio de teclados e das manias que se tornariam lei logo depois nos anos 80. Curiosidade: depois de todo o álbum gravado, o produtor Mark Miller sugeriu que os arranjos deveriam ser “mais modernos e eletrônicos” e trouxe Steve Winwood nos teclados. Então, musicalmente, Broken English é um new wave de rock com elementos de punk, blues e reggae. Vale a pena ouvir.

Marianne Faithfull: Broken English

1. “Broken English” (Marianne Faithfull Barry Reynolds Joe Mavety Steve York Terry Stannard) 3:45
2. “Witches’ Song” (Faithfull Barry Reynolds Joe Mavety Steve York Terry Stannard) 4:43
3. “Brain Drain” (Ben Brierley) 4:13
4. “Guilt” (Barry Reynolds) 5:05
5. “The Ballad of Lucy Jordan” (Shel Silverstein) 4:09
6. “What’s the Hurry” (Joe Mavety) 3:05
7. “Working Class Hero” (John Lennon) 4:40
8. “Why’d Ya Do It” (Heathcote Williams Barry Reynolds Joe Mavety Steve York Terry Stannard Faithfull) 6:45

Total length: 36:25

Marianne Faithfull – vocals
Barry Reynolds – guitar
Joe Mavety – guitar
Steve York – bass
Terry Stannard – drums
Dyan Birch – background vocals
Frankie Collins – background vocals
Jim Cuomo – saxophone
Isabella Dulaney – background vocals
Guy Humphries – guitar
Morris Pert – percussion
Darryl Way – violin
Steve Winwood – keyboards

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Foto de Faithfull na contracapa da “Deluxe Edition” de Broken English.

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Obras para Clarinete

Johannes Brahms (1833-1897): Obras para Clarinete

Para alguém da minha geração, é muito difícil afastar-se da lendária gravação de Karl Leister com o Quarteto Amadeus do Op. 115 de Brahms. Ainda mais que Erico Verissimo a ouvia quando teve seu primeiro enfarto. (Erico acabou escrevendo sua autobiografia em dois volumes; ela se chamava… Solo de Clarineta, em honra a Brahms). Mas o Amadeus acabou e Leister é um respeitável senhor de 81 anos. Porém, esta gravação vinda da Polônia demonstra que há vida pós-Leister + Amadeus. Assim como Leister era o primeiro clarinetista da Filarmônica de Berlim, Arkadiusz Adamski é seu análogo na Orquestra da Rádio da Polônia. OK, não é tão grande, mas é muito boa.

Mas o que importa é o alto nível da interpretação de Adamski e do Quarteto Apollon Musagete. O mesmo vale para o Trio para Clarinete, Piano e Violoncelo, Op. 114, obra de grande beleza, mas que não chega aos pés do Quinteto.

Essas obras – mais as duas Sonatas para Clarinete e Piano, também belíssimas — foram escritas para o clarinetista Richard Mühlfeld. Mühlfeld devia ser um monstro, porque arrancou do velho Brahms quatro obras-primas. A história conta que Brahms viu o clarinetista tocar um concerto de Weber e — achando-o genial — resolveu escrever música de verdade para ele. Os dois se tornaram grandes amigos, o que era anormal, pois Brahms era esquivo e mal-humorado.  Brahms gostava tanto de Mühlfeld que, incrivelmente, deu-lhe um conjunto de finas colheres de chá de prata com um monograma ao músico. Ora, vejam só.

Johannes Brahms (1833-1897): Obras para Clarinete

Trio para Clarinete, Piano e Violoncelo, Op. 114
1. I Allegro
2. II Adagio
3. III Andantino grazioso – Trio
4. IV Allegro

Quinteto para Clarinete e Quarteto de Cordas, Op. 115
5. I Allegro
6. II Adagio – Piu lento
7. III Andantino – Presto non assai ma con sentimento
8. IV Con moto

Arkadiusz Adamski, clarinete
Magdalena Wojciechowska, piano
Marcin Zdunik, violoncelo
Apollon Musagete Quartett

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Muito antes de aparecerem os olhos azuis de Sinatra, Brahms já fazia poses sexy com os mesmos olhos. Clara Schumann chamava-o de anjo loiro, se não me engano.

PQP

.: interlúdio :. Harold Lopez-Nussa: Un Día Cualquiera

.: interlúdio :. Harold Lopez-Nussa: Un Día Cualquiera

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Un Día Cualquiera não é um álbum comum. Até porque é jazz cubano e Cuba é o lugar para onde eu deveria já ter ido. Talvez para sempre. Harold Lopez-Nussa nasceu em Havana em 1983 e ainda mora lá. É um pianista poderoso e diz: “Toda vez que eu volto para Cuba, sinto algo especial — é não somente apenas uma conexão com minha família e amigos, mas com o lugar em si. É de onde vem minha música, sobre o que ela fala.” Para Un Día Cualquiera, Lopéz-Nussa manteve seu trio principal, com seu irmão mais novo, Ruy Adrián López-Nussa, na bateria e percussão, e o baixista Gaston Joya, um grupo que o pianista reuniu pela primeira vez há uma década em Cuba. A música de Harold López-Nussa reflete toda a gama e riqueza da música cubana, com sua combinação distinta de elementos clássicos, folclóricos, africanos e populares, bem como sua adoção da improvisação e interação do jazz. É coisa muito boa, gente! A ilha é muito musical. Vai pra Cuba, PQP!

Harold Lopez-Nussa: Un Día Cualquiera

1 Cimarrón 03:51
2 Danza de los Ñañigos 04:29
3 Una Tarde Cualquiera En Paris (to Bebo Valdes) 04:48
4 Preludio (to Jose Juan) 03:28
5 Elegua 05:06
6 Hialeah 03:32
7 Ma petite dans la Boulangerie 03:56
8 Y la Negra Bailaba 04:01
9 Conga Total/El Cumbanchero 03:39
10 Contigo en la Distancia 05:47
11 Mi Son Cerra’o 04:47

Bass – Gastón Joya
Drums, Percussion – Ruy Adrian Lopez-Nussa
Piano – Harold Lopez-Nussa

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Harold Lopez-Nussa dando um concerto na redação do PQP Bach

PQP

Baroque Music of Bologna – St. James’s Baroque Players, dir. Ivor Bolton – 1993

Baroque Music of Bologna

St. James’s Baroque Players

Ivor Bolton, director

David Staff & Mark Bennett, trumpets

1993

 

Mais uma preciosidade enviada pelo nosso ouvinte e amigo Mário Olivero destacando a pura sonoridade de um trompete. Obrigado, Mário. Não tem preço!

Giuseppe Torelli (1658, Verona – 1709, Bologna)
01. Concerto (Etienne Roger 188): Allegro
02. Concerto (Etienne Roger 188): Adagio – Presto – Adagio
03. Concerto (Etienne Roger 188): Allegro
Petronio Franceschini (Bologna, 1651 – Veneza, 1680)
04. Suonata à 7 con due trombe: Grave
05. Suonata à 7 con due trombe: Allegro
06. Suonata à 7 con due trombe: Adagio
07. Suonata à 7 con due trombe: Allegro
Giuseppe Torelli (1658, Verona – 1709, Bologna)
08. Concerto à quattro in form di Pastorale, per il Santo Natale: Grave – Vivace
09. Concerto à quattro in forma die Pastorale, per il Santo Natale: Largo
10. Concerto à quattro in forma di Pastorale, per il Santo Natale: Vivace
11. Concerto in D major: Allegro
12. Concerto in D major: Largo – Presto – Allegro
13. Concerto in D major: Allegro
14. Concerto à quattro Op. 5 No. 4: Allegro
15. Concerto à quattro Op. 5 No. 4: Allegro
16. Sinfonia con trombe (G. 23): Allegro
17. Sinfonia con trombe (G. 23): Largo
18. Sinfonia con trombe (G. 23): Vivace
Giuseppe Maria Jacchini (Bologna, 1667 – 1727)
19. Sonata con due trombe: Presto
20. Sonata con due trombe: Posato, alla francese
21. Sonata con due trombe: Grave – Presto
Giuseppe Torelli (1658, Verona – 1709, Bologna)
22. Concerto for Strings in G major, Op. 6 No. 1: Presto – Adagio
23. Concerto for Strings in G major, Op. 6 No. 1: Allegro moderato
24. Concerto for Strings in G major, Op. 6 No. 1: Adagio
25. Concerto for Strings in G major, Op. 6 No. 1: Allegro
Domenico Gabrielli (Bolonha, 1651/1659 – 1690)
26. Sonata à sei con tromba (D XI 8): Grave – Allegro
27. Sonata à sei con tromba (D XI 8): Grave
28. Sonata à sei con tromba (D XI 8): Allegro
29. Sonata à sei con tromba (D XI 8): Grave – Presto

Baroque Music of Bologna – 1993
St. James’s Baroque Players

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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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Boa audição!

Giacomo Puccini (1858-1924): Turandot (Nilsson, Corelli e Molinari-Pradelli)

Giacomo Puccini (1858-1924): Turandot (Nilsson, Corelli e Molinari-Pradelli)

Hoje estamos postando uma versão de Turandot que nos foi solicitada pelos nossos amigos do blog, a ópera em três atos foi composta pelo italiano Giacomo Puccini (1858-1924) e estreada no Scala de Milão a 25 de abril de 1926 com Toscanini na batuta. Como já postamos AQUI comentários e outras gravações desta fabulosa ópera, tentarei ser mais breve focando nos artistas desta gravação. Sem querer fazer de novo um resumo da ópera Turandot, vou apenas recordar que é uma história de uma princesa chinesa fria e cruel que, em vingança pela desgraça sofrida por um ancestral elaborou três enigmas para todos os seus pretendentes, se o pretendente não acertasse todos os enigmas ela mandava executar o indivíduo. Porém um príncipe estrangeiro se apaixona por ela, e consegue decifrar os enigmas, ela expressa seu ódio e raiva por ter sido superada. A ópera foi censurada na China por muitos anos porque o regime alegou que denegriu a China, os chineses e suas tradições, foi encenada apenas em 1998.

Nilsson e Corelli

Feita em estúdio no ano de 1965 com Nilsson, Corelli e Molinari-Pradelli é perfeita para quem prefere intensidade e excitação desenfreadas acima de tudo, então, um baita Turandot. Francesco Molinari-Pradelli foi considerado como um maestro de fraseado correto, mas não genial, e eu não discordo, mas uma coisa que neste trabalho não falta é a emoção. No final do primeiro ato (que para mim é um bom exemplo para comparação com outras gravações, CD1 faixa 15) acelera para uma velocidade vertiginosa no clímax, criando o caos musical: não é suave, não é elegante, mas capta perfeitamente o desespero selvagem do momento como Calaf desafia a todos. De todas as gravações amplamente disponíveis, esta provavelmente é mais próxima de um “Turandot as verismo”. Em vez do lirismo clássico de Puccini, ou do charme e majestade exóticos do mítico cenário chinês, a principal preocupação aqui parece ser a sangrenta brutalidade e loucura do enredo. Nilsson fez de Turandot sua grande especialidade no repertório italiano; o papel principal é muito exigente e requer um soprano com meios poderosos; é por isso que os sopranos wagnerianos tomaram conta da fria e arrogante princesa chinesa, nenhum tão bem sucedido quanto a imponente Nilsson (gosto muito da Callas e da Caballé, mas a Nilsson representa o papel da forma que Puccini deve ter concebido). O resto do elenco é magnífico, com Scotto e Corelli fornecendo muita emoção. O emocionante Calaf de Franco Corelli com sua voz tremendamente poderosa incendeia a partitura. Outros Calafs são mais elegantes tanto musicalmente quanto emocionalmente (é uma questão de gosto, tem o incomparável Pavarotti, o Fernandi, Stefano, todos gigantes), mas poucos podem igualar a excitação crua que Corelli oferece. Como Liú, Renata Scotto transmite fragilidade e sentimento impecáveis, lindo de ouvir. Sua interpretação da cena da tortura (CD2 faixa 15) é de cortar o coração, com tons quebrados e melancólicos, chega a ser gutural e ainda assim ardente. Bonaldo Giaiotti canta Timur com um tom áspero, enquanto Ping, Pang e Pong de Guido Mazzini, Franco Ricciardi e Piero de Palma são igualmente um trio de vozes bem entrosados com personalidade de sobra, das versões que já ouvi acredito que é a melhor versão para estes personagens.O Rome Opera Chorus oferece o coro com tons bastantes suaves e firmes, com um som grande e robusto para melhorar a atmosfera de sede, sangue e paixão ardente.

Essa é uma gravação que realmente provoca faíscas. Sensacional!

O Libretto e a história “passo a passo” estão AQUI, extraído de um livro , “As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983.

Abrem-se as cortinas e desfrutem da magnífica música de Puccini !

Turandot – Giacomo Puccini
CD1
01 Popolo di Pekino!
02 Padre! Mio padre!
03 Perduta la battaglia
04 Gira la cote! Gira!
05 Perche tarda la luna
06 La, sui monti dell’est
07 O giovinetto!
08 Figlio, che fai
09 Fermo! che fai T’arresta!
10 Silenzio, ola!
11 Guardalo, Pong!
12 Non indugiare!
13 Signore, ascolta!
14 Non piangere, Liu!
15 Ah! per l’ultima volta!
16 Ola, Pang! Ola Pong!
17 O Cina, o Cina
18 Ho una casa nell’Honan
19 O mondo, pieno di pazzi innamorati!
20 Addio, amore!
21 Noi si sogna
22 Gravi, enormi ed imponenti
23 Un giuramento atroce mi costringe
24 Diecimila anni al nostro Imperatore!

CD2
01 In questa reggia
02 Straniero, ascolta!…Nella cupa notte
03 Guizza al pari di fiamma
04 Gelo che ti dà foco
05 Gloria, O vincitore!
06 Figlio del cielo!
07 Tre enigmi m’hai proposto!
08 Ai tuoi piedi ci prostriam
09 Così comanda Turandot
10 Nessun dorma!
11 Tu che guardi le stelle
12 Principessa divina!
13 Quel nome!
14 L’amore …Tanto amore, segreto e inconfessato
15 Tu, che di gel sei cinta
16 Liù…bontà!
17 Principessa di morte!
18 Che è mai di me
19 Del primo pianto…
20 La mia gloria è il tuo amplesso!
21 Diecimila anni al nostro Imperatore!

Turandot: Birgit Nilsson (Soprano)
Calaf: Franco Corelli (Tenor)
Liu: Renata Scotto (Soprano)
Timur: Bonaldo Giaiotti (Bass)
Altoum: Angelo Mercuriali (Tenor)
Ping: Guido Mazzini (Bass)
Pang: Franco Ricciardi (Tenor)
Pong: Piero de Palma (Tenor)
Um Mandarim: Giuseppe Morresi (Bass Baritone)
1a Voz: Jeda Valtriani (Soprano)
2a Voz: Ida Farina (Soprano)

Conductor: Francesco Molinari-Pradelli

Orchestra/Ensemble: Rome Opera House Orchestra
Rome Opera House Chorus
Date of Recording: 1965

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We have to do something, sweetheart.

Ammiratore

 

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Suite Les Paladins, comédie lyrique

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Suite Les Paladins, comédie lyrique

Apesar da presença de Gustav Leonhardt, este CD é inferior (pouca coisa) ao de Rousset, postado ontem. Na verdade, o problema não é Leonhardt nem a Orchestra Of The Age Of Enlightenment, é que o repertório escolhido por Rousset era muito matador. Este é mais um CD excelente, daqueles que o pessoal que ama os barrocos vai ter que ouvir. Rameau foi um monstro, Leonhardt idem.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Suite Les Paladins, comédie lyrique

1 Ouverture très vite 3:42
2 Menuet lent 1:41
3 Air gay 1:55
4 Entrée des Pèlerins 4:02
5 Loure 3:10
6 Pantomime 2:28
7 Air de furie 2:08
8 Sarabande 3:12
9 Menuet en rondeau 1 & 2 5:40
10 Entrée très gaye des Troubadours 2:42
11 Air très gay 1:47
12 Gavotte 0:30
13 Menuet 0:56
14 Contredanse (en rondeau) 1:12
15 Entrée des Chinois 2:33
16 Loure 3:32
17 Gigue vive 3:23
18 Air vif 1:42
19 Premiere gavotte gaye – deuxieme gavotte 2:39
20 Air très gay 4:22
21 Entrée des Paladines et ensuite Paladins 3:12
22 Air pour les Pagodes 3:07
23 Gavotte 1 & 2 2:13
24 Contredanse en rondeau 1:58

Orchestra Of The Age Of Enlightenment
Gustav Leonhardt

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O genial Gustav Leonhardt poucos meses antes de falecer
O genial Gustav Leonhardt poucos meses antes de falecer

PQP

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Aberturas

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Aberturas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Estupendo repertório do transbordante Rameau. Nestas Aberturas o francês mostra toda sua imensa criatividade, alegria, estranheza e melodismo. Nada é rotineiro na música do francês e o regente Rousset captou notavelmente o espírito do compositor, realizando uma gravação antológica. Eu passei três dias ouvindo sem parar e garanto: faz um bem danado! O luminoso Rameau foi um grande gênio.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Aberturas

1 Les Fêtes de Polymnie
2 Les Indes galantes
3 Zaïs
4 Castor et Pollux
5 Naïs
6 Platée
7 Les Talens lyriques (Les Fêtes d’Hébé)
8 Zoroastre
9 Dardanus
10 Les Paladins
11 Hippolyte et Aricie
12 Le Temple de la Gloire
13 Pigmalion
14 Les Surprises de L’Amour – Prologue (Le Retour d’Astrée)
15 Les Fêtes de l’Hymen de l’Amour, ou Les Dieux d’Égypte
16 Les Surprises de l’Amour – Acte I (L’Enlèvement d’Adonis)
17 Acante et Céphise, ou La Sympathie

Les Talen Lyriques
Christophe Rousset

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Rameau: bom pra caralho
Rameau: bom pra caralho

PQP

Music for Trumpet and Orchestra – Crispian Steele-Perkins (trumpet) & Tafelmusik, dir. Jeanne Lamon – 1993

Music for Trumpet and Orchestra

Crispian Steele-Perkins (trumpet)

Tafelmusik, dir. Jeanne Lamon

1993

 

Mais um album que nos foi presenteado pelo nosso ouvinte e amigo Mário Olivero, onde se destaca a excepcional performance ao trompete de Crispian Steele-Perkins, considerado um dos mais completos trompetista da atualidade.

Music for Trumpet and Orchestra
Antonio Alessandro Boncompagno Stradella, (Itália, 1643 – 1682)
01. Sonata a 8 Viole con una Tromba in D major
Heinrich Ignaz Franz von Biber (Bohemia-Austria, 1644 [baptised]-1704)
02. Sonata IV a 5 in C major
03. Sonata I a 8 in C major
04. Duets for 2 Trumpets No. 1 in C minor
05. Duets for 2 Trumpets No. 11 in G minor
06. Duets for 2 Trumpets No 5 in C Major
07. Duets for 2 Trumpets No. 13 in A minor
08. Sonata X a 5 in G minor
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
09. Concerto in C Major, RV 537 – Allego
10. Concerto in C Major, RV 537 – Largo
11. Concerto in C Major, RV 537 – Allegro
Tomaso Albinoni (Itália, 1671 – 1750)
12. Concerto for Trumpet – Allegro moderato
13. Concerto for Trumpet – Affettuoso
14. Concerto for Trumpet – Presto
Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767)
15. Concerto for Trumpet – Allegro
16. Concerto for Trumpet – Adagio
17. Concerto for Trumpet – Aria
18. Concerto for Trumpet – Allegro
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
19. Airs from Vauxhall Gardens – Caro voi siete all’alma
20. Airs from Vauxhall Gardens – Se l’arco avessi
21. Airs from Vauxhall Gardens – March from Scipione
22. Airs from Vauxhall Gardens – See, the Conquering Hero Comes
23. Airs from Vauxhall Gardens – Overture from Atalanta

Music for Trumpet and Orchestra – 1993
Crispian Steele-Perkins (trumpet)
Tafelmusik, dir. Jeanne Lamon

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powered by iTunes 12.8.0 | 1 h 09 min

Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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Boa audição!

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Abertura Trágica

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Abertura Trágica

IM-PER-DÍ-VEL !!!

De todas as sinfonias de todos os compositores, talvez seja esta a que eu mais goste. De todos os regentes vivos, certamente o que eu que mais gosto é Bernard Haitink.

Então, para mim, este álbum é matador em todos os sentidos. Eu simplesmente amo a Sinfonia Nº 1 de Brahms. Ele a estreou tarde, quando já tinha 43 anos. Brahms era uma pessoa dura e pouco sociável e era respeitado como o herdeiro de Beethoven. É muito provável que o receio de uma comparação direta tivesse determinado a demora na estreia de sua primeira sinfonia até porque ele já tinha publicado várias obras sinfônicas de peso, mas nada de uma 1ª.  Após a estreia, o maestro von Bülow a apelidou de “a 10ª”, recebendo uma merecida resposta de Brahms, que rebateu dizendo que apenas os estúpidos a chamariam assim. E tinha toda a razão: a 1ª é obra pessoalíssima e de completa unidade. Nada do que ali está poderia estar em outro lugar. Talvez o primeiro movimento ainda possa ser chamado de beethoveniano, mas o resto não, de modo nenhum. É tudo puro Brahms.

Symphony No. 1 In C Minor, Op. 68 (1876)
1 Un Poco Sostenuto – Allegro 12:38
2 Andante Sostenuto 8:35
3 Un Poco Allegretto E Grazioso 4:40
4 Adagio – Allegro Non Troppo Ma Con Brio 17:07

5 Tragic Overture In D Minor, Op. 81 (1881) 15:09

London Symphony Orchestra
Bernard Haitink

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Bernard Haitink, o maior regente vivo em âmbito interplanetário

PQP

Gaetano Donizetti (1797-1848) – Messa da Requiem – Rahbari, Virtuosi di Praga, Praga Kammerchoir

Postar um Requiem sempre dá um pouco mais de trabalho. Na verdade, por algum motivo, tenho certa resistência a postagens em que um instrumento chamado voz humana é o solista principal. Por isso, não posto tanta ópera quanto gostaria.
E esse Requiem que ora vos trago é fruto da mente fértil de um dos maiores compositores de ópera que já viveram sobre a Terra, e não estou falando de Verdi, e sim de um conterrâneo seu, Gaetano Donizetti. O cara compôs setenta e duas óperas !!!, em uma média de três por ano em um período de vinte e oito anos.
Porém este Requiem nunca foi concluído. E só foi estreado vinte anos após a morte do compositor. Os senhores irão verificar que falta sessões, como o “Benedictus” e o “Agnus Dei”.
Donizetti faleceu em 1848, vítima de doença mental.
O booklet do CD está em anexo ao arquivo. Ali terão maiores explicações sobre esta obra.

01. Introduzione
02. Kirie
03. Requiem
04. In Memoria aetera
05. Dies Irae
06. Tuba Mirum
07. Judex Ergo
08. Rex tremendae majestatis
09. Ingemisco
10. Praeces Meae
11. Confutatis maledictis
12. Oro Supplex
13. Lacrymosa diees illa
14. Offertorio
15. Libera me, Domine

Tiziana K. Sojat – Soprano
Vittorio Giammarrusco – tenor
Marcel Rosca – bass
Jaroslava Horska-Maxova – Mezzo Soprano
Zdenek Hlavka – baritone
Virtuosi di Praga
Prague Chamber Choir
Alexander Rahbari – Conductor

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Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Music for Royal Occasions – New College Choir Oxford, The King’s Consort, dir. Robert King – 1988

Music for Royal Occasions

Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)

New College Choir Oxford, The King’s Consort
dir. Robert King

1988

Esta postagem deve-se ao seguinte e-mail que recebi do nosso prezado ouvinte e amigo Mário Olivero:

Aqui vai mais um disco que tenho em altíssima estima! Estou compartilhando com você, pois a ideia de que tal beleza possa ser apreciada por mais pessoas me traz muita alegria. Isso vem a propósito do terceiro disco da série (muito boa) de discos do trompetista Eklund…

..oOo..

Um dos maiores dons de Handel, e um em que ele encontrou mais sucesso do que qualquer de seus contemporâneos, foi sua “administração” do patronato. De fato, pode-se argumentar que é a carreira de Handel, e não a de Mozart ou Beethoven, que marca o fim da noção barroca do compositor como servo.

O primeiro contato real de Handel foi o príncipe Ferdinando de ‘Medici, filho e herdeiro do Grão-Duque da Toscana, a quem ele conheceu em Hamburgo, e que convidou Handel para visitar a Itália. A principal intenção de Handel parece, no entanto, ter sido ganhar experiência, especialmente da ópera italiana. Mais tarde, em 1706, ele chegou a Roma, onde o marquês (mais tarde, o príncipe) Francesco Ruspoli o empregava como músico doméstico e onde a maioria das principais obras italianas de Handel era composta. Em suas viagens pela Itália, ele fez uma série de contatos úteis, incluindo o príncipe Ernst August de Hanover, irmão do Eleitor (posteriormente Rei George I da Inglaterra) e o Duque de Manchester, o embaixador inglês, que o pressionaram a visitar seus países.A ele também pode ter sido prometido um cargo no tribunal de Hanover. Ao recusar um posto em Innsbruck, Handel mudou-se para Hanover, onde foi nomeado Kapellmeister para o Eleitor, com a condição de que ele tivesse uma licença imediata de doze meses para visitar a Inglaterra.

Durante esta primeira visita, com duração de oito meses, Handel foi recebido favoravelmente na corte de Queen Anne, embora seus olhos estivessem em grande parte na nova casa de ópera de Vanburgh, o Queen’s Theatre, no Haymarket. Rinaldo, a primeira ópera italiana especialmente composta para Londres, foi realizada em 1711 e teve um sucesso sensacional. Com a política em Londres em sua maior turbulência e as negociações de paz levando quase tanto tempo quanto as guerras que eles estavam tentando encerrar, Handel partiu de Londres em 1711, retornando a Hanover. Ali o eleitor, como herdeiro do trono britânico, teria se interessado pelas manobras políticas de seu futuro Estado.

Handel parece ter conseguido trilhar um caminho diplomático adequado entre os dois países, e dentro de três meses de seu retorno à Inglaterra em 1712 ele estava escrevendo Te Deum e Jubilate para um Serviço de Ação de Graças pelo Tratado de Utrecht – ironicamente um acordo político totalmente odioso para o tribunal alemão que ele acabara de deixar. Não é conhecido como Handel teve seu trabalho escolhido, em vez dos trabalhos dos compositores ingleses nativos, mas se fôssemos descobrir, provavelmente saberíamos também como ele foi escolhido para escrever uma Ode ao Tribunal Inglês.

O aniversário do monarca era tradicionalmente uma ocasião para festividades na corte e uma das principais tarefas do Mestre dos Queen’s Musick era compor uma Ode adequadamente alegre. John Eccles realizou este trabalho durante os primeiros anos do século, e os papéis do escritório do Lord Chamberlain registram pagamentos para ele por várias dessas composições.

Não há registro da primeira apresentação da Ode Eternal source of light divine de Handel, mas foi obviamente destinada ao aniversário da Rainha em 6 de fevereiro, provavelmente em 1713. O autor da Ode, elogiando as virtudes da Rainha como pacificadora, foi Ambrósio Philips, quem forneceu um texto inspirado (um evento relativamente raro para o que geralmente eram poemas completamente obsequiosos) que provavelmente exigiu o melhor de Handel. Em seus nove movimentos, o trabalho contém muita variedade, desde o gentil dueto pastoral “Kind health descends” até o solo de baixo esplendidamente ruidoso “Let envy then conceal her head” e o animado dueto alto e baixo “Let rolling streams”. Mais tarde, Handel usou o “ground bass” deste movimento, caracterizado por oitavas em seu segundo Concerto “a due cori”. O coro também tem uma quantidade surpreendente de variedade no repetido refrão “The day that gave great Anna birth” e também é dada a oportunidade de um eco durante o movimento final. Mas foi no movimento de abertura (que deve muito à influência de Purcell) que Handel produziu sua escrita mais inspirada: o famoso alto Richard Elford e um obviamente excelente trompetista da corte, apoiado por acordes de cordas sustentadoras, receberam músicas arrebatadoras de beleza bastante motivadoras.

A rainha normalmente tinha pouco interesse em seus compositores, sendo (de acordo com o Duque de Manchester) ‘muito ocupada ou muito descuidada para ouvir sua própria orquestra, e não tinha a intenção de ouvir e pagar novos artistas por sua genialidade ‘. Talvez seja surpreendente, portanto, que ela tenha concedido a Handel uma pensão de £ 200 por ano para a vida toda. Mas a saúde da rainha se deteriorou e, em setembro de 1714, a Grã-Bretanha tinha um novo monarca. O antigo empregador hanoveriano de Handel chegou à Grã-Bretanha, e um dos primeiros compromissos para o novo George I foi assistir ao culto da manhã na Capela Real, onde “um Te Deum foi cantado, composto por Mr Handel”. Este parece ter sido o cenário do Te Deum “Queen Caroline”, e a posição de Handel com o novo mandante parece ter sido garantida.

O Te Deum ‘Queen Caroline’ foi apresentado duas vezes naquele ano, primeiro no dia 26 de setembro, e novamente no dia 17 de outubro. Também lembra Purcell em algumas de suas construções, particularmente o ‘Vouchsafe’ que tem muito em comum com o próprio Purcell na definição do mesmo texto de 1694. (Handel, embora grosseiro sobre muitos de seus contemporâneos, reverenciava Purcell: em uma performance de Jephtha ele rebateu uma observação que uma passagem lembrava um dos ouvintes de Purcell com ‘Se Purcell tivesse vivido, ele teria composto melhor música do que isso’). Mas o Te Deum de Handel também mostra a influência da ópera (na qual ele já estava provando um grande sucesso), particularmente na ária tenor ‘The glorious company’, e a ária lírica para a flauta de alto e solo ‘When thou tookest upon thee’ .

Vinte anos depois, com George II no trono, Handel foi firmemente estabelecido na cena musical inglesa com um catálogo de sucessos musicais (e alguns desastres operísticos) por trás dele. Ele ainda desfrutava de apoio real e cumpria comissões ocasionais, como o hino Sing to God demonstra. Escrito em 1736 para o casamento na Capela Alemã no Palácio de St James do Príncipe Frederico (o Príncipe de Gales) e Princesa Augusta de Saxe-Coburg em 27 de abril, Handel tirou seu texto dos Salmos 68, 106 e 128. Mais uma vez o libreto deu-lhe amplo espaço para uma variedade de modos: a grande inauguração usa coro, orquestra completa (incluindo tímpanos) e solista de alto nível, com uma parte importante para um trompetista solo. Ao soprano solista é dado um movimento (“Blessed are all they that fear the Lord”) sustentado por um baixo andando tipicamente alegre, e o solista baixo e um violoncelo obbligato têm um cenário particularmente lírico de “Thy wife shall be as the fruitful vine’. A Capela Real obviamente tinha um tenor particularmente bom para o serviço; o solista recebe um trabalho de passagem exigente antes do refrão (e o retorno das trombetas e dos tímpanos) terminar o trabalho com energia e grandeza típicas de Handel. (Robert King © 1989)

Palhinha: ouça: Ode for the Birthday of Queen Anne “Eternal source of light divine”

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Boa audição!

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Entre 2009 e 2010, Cecilia Bartoli foi do Sacrifizio ao Pasticcio, do Olimpo ao Mercado. Após o belíssimo álbum de 2009, Sacrificium, La Bartoli lança agora um CD para angariar mais admiradores e perder outros tantos. O disco é um rolo só. Uma mistura de gêneros, épocas e uma demonstração de um virtuosismo às vezes um tantinho vazio. Gente que conhece ópera ficou incomodada pelos abusos cometidos em Una voce poco fa. A tentativa de Bartoli de se tornar ainda mais popular — e precisa? — esbarrou nas limitações artísticas de um repertório pra lá de estranho e um tratamento pra lá de “modernoso”. A Diva escorregou. Aguardamos para breve sua saída do shopping. Mas as faixas de 5 a 7… Só ela para tanta maravilhosa perfeição.

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

1. Handel – “Lascia la spina cogli la rosa” – Cecilia Bartoli, Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski
2. Vivaldi – Gelido in ogni vena – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
3. Giacomelli – Sposa, non mi conosci – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
4. Caldara – Quel buon pastor son io – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
5. Mozart – “Voi che sapete” – Cecilia Bartoli, Wiener Philharmoniker, Claudio Abbado
6. Mozart – “Là ci darem la mano” – Cecilia Bartoli, Bryn Terfel, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung
7. Mozart – Laudate Dominum omnes gentes (Ps. 116/117) – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani
8. Bellini – Ah! non credea mirarti si presto estinto, o fiore – Cecilia Bartoli, Juan Diego Flórez, Orchestra La Scintilla, Alessandro de Marchi
9. Persiani – “Cari giorni” (Romanza der Ines) – Cecilia Bartoli, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
10. Rossini – Una voce poco fa – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
11. Bellini – Casta Diva – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
12. Franck – Panis Angelicus – Cecilia Bartoli, Cinzia Maurizio, Luigi Piovano, Daniele Rossi
13. Gabriel Fauré – Pie Jesu – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani, Daniele Rossi

Cecilia Bartoli, mezzo-soprano

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Ai, aqueles Mozart me fazem esquecer todo o resto, Cecilia.

PQP

Igor Stravinsky (1882-1971): Divertimento | Maurice Ravel (1875-1937): Sonata Nº 2 para Violino e Piano | Sergei Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violino e Piano

Igor Stravinsky (1882-1971): Divertimento | Maurice Ravel (1875-1937): Sonata Nº 2 para Violino e Piano | Sergei Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violino e Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Se o Divertimento de Stravinsky não é lá essas coisas, as Sonatas de Ravel e Prokofiev são das melhores coisas escritas para violino e piano no século XX.

O baixinho Ravel escreveu sua Sonata Nº 2 para Violino e Piano entre 1923 a 1927. Ele foi inspirado pela música norte-americana — leia-se jazz e blues. Acontece que a clássica banda de blues de W.C. Handy exibiu o estilo do blues de St. Louis em Paris. Ravel ouviu e foi enfeitiçado. Meu deus, ouçam a maravilha que é o movimento Blues desta Sonata. Elementos de jazz também podem ser encontrados no Concerto para a Mão Esquerda e outros trabalhos.

A notável Sonata Nº 2 para Violino e Piano, Op. 94a, de Prokofiev, foi baseada em sua irmã gêmea para Flauta e Piano (1942) e arranjada para violino em 1943, quando Prokofiev vivia em Perm, nos Montes Urais, um abrigo remoto para artistas soviéticos durante a Segunda Guerra Mundial. Prokofiev transformou o trabalho em uma sonata de violino por sugestão de seu célebre amigo, o violinista David Oistrakh. Minha mulher, que é uma violinista russa, toca maravilhosamente bem esta obra-prima.

Igor Stravinsky (1882-1971): Divertimento | Maurice Ravel (1875-1937): Sonata Nº 2 para Violino e Piano | Sergei Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violino e Piano

Stravinsky — Divertimento
1 Sinfonia 6:40
2 Danses Suisses 4:33
3 Scherzo 3:07
4 Pas De Deux: Adagio – Variation – Coda 6:14

Ravel — Sonata Nº 2 For Violin And Piano
5 Allegretto 8:24
6 Blues (Moderato) 5:11
7 Perpetuum mobile (Allegro) 3:48

Prokofiev — Sonata Nº 2, Op. 94a For Violin and Piano
8 Moderato 7:24
9 Scherzo (Presto) 4:41
10 Andante 3:19
11 Allegro Con Brio 7:13

Viktoria Mullova, violin
Bruno Canino, piano

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Conheço gente que roubaria e mataria por Mullova.

PQP

Ruggiero Leoncavallo (1857-1919): Pagliacci

Ruggiero Leoncavallo (1857-1919): Pagliacci

O desânimo tomava conta de Ruggiero Leoncavallo (Nápoles, 8 de março ou 23 de abril de 1857/1858 – 9 de agosto de 1919 em Montecatini Terme, Itália). Tinha passado dos trinta anos e sua carreira só apresentava decepções. Quando, afinal, conseguiria emplacar uma ópera ? A primeira, Tommaso Chatterton, deixara de ser apresentada porque, à última hora, o empresário fugira com o dinheiro. Com dezessete anos, sem um vintém e perplexo com a desonestidade e a incompreensão de seus semelhantes, partiu para o Egito. Seu tio, que trabalhava como diretor de imprensa do Ministério do Interior, no Cairo, poderia facilitar-lhe as coisas. Mas os tempos bons nessa cidade também duraram pouco: estourou a guerra anglo-egípcia e êle foi obrigado a fugir, disfarçado de árabe. Em Port-Said ganhou algum dinheiro como pianista e conseguiu comprar uma passagem para Marselha, colocando-se a salvo.

A vida modesta em Paris, onde já residia havia alguns anos, agora melhorava: para não morrer de fome, Leoncavallo atuara em cafés-concêrto, compusera cançonetas para as vedetes de um music hall, dera lições de música e ensaiara cantores. Mas a Ruggiero faltava alcançar o sonho de projetar-se como autor de ópera: pediu conselho a amigos, entre os quais o barítono francês Victor Maurel, e teve a atenção despertada para o recente sucesso de outro italiano, Pietro Mascagni, obtido com Cavalleria Rusticana, através de um concurso patrocinado pelo editor Edoardo Sonzogno. Decidiu tentar o mesmo caminho: talvez fosse essa a estrada do sucesso. Incentivado por Maurel, Leoncavallo decide tentar os caminhos trilhados por Mascagni no sucesso de Cavalleria Rusticana.

Conseguiu a partitura da ópera vitoriosa, estudou-a e teve uma inspiração súbita: um caso trágico, acontecido quando criança, encaixava-se bem no esquema vitorioso de Mascagni. Um dia, num pequeno teatro napolitano, durante a representação de uma peça na qual abundavam cenas fortes de amor, o ator principal matara a heroína – que, na vida real, era sua esposa – e o traía com o criado. Depois, chamara o criado ao camarim, e lá também o matara. Para o público que assistia a peça, a morte no palco parecera parte do drama, mas para o pequeno Ruggiero, sentado bem próximo, tudo fora bem verdadeiro. Depois, o pai de Leoncavallo, que era juiz, seria encarregado de presidir o julgamento, fornecendo ao jovem maiores informações. O tema em si não era novidade: já havia sido explorado por outros autores, mas se prestava bem a uma ópera curta, tal como Cavalleria. Leoncavallo retirou-se para Vacallo, nas cercanias de Chiasso (cantão italiano da Suíça) e, em cinco meses, terminou os 70 minutos de duração de sua ópera – libreto e música -, seguindo o mais perto possível o esquema utilizado por Mascagni: um prólogo isolado do corpo da ópera. Várias cenas corais, um intermezzo orquestral. Até mesmo o tempo de duração das duas óperas era equivalente – com 4 minutos a menos para a de Leoncavallo.

Victor Maurel

O passo seguinte foi obter de Victor Maurel a promessa de fazer o papel de Tonio na estréia. A presença do bariono era muito importante, pois sua grande amizade com o editor Sonzogno era meio caminho andado para que este bancasse a ópera. Mas, para isso, Leoncavallo teve que ceder a algumas exigências do cantor: Maurel, temendo ser ofuscado pelo tenor que interpretava Canio (Fiorello Giraud, rapaz de 22 anos que era uma das revelações do bel canto na Itália), sugeriu mudar o nome da ópera de Pagliaccio (no singular) para Pagliacci (plural) ; dessa forma, ninguém poderia dizer que Canio era a figura central.

Outro pedido insistente foi a contratação de um jovem diretor, de idéias modernas, para dirigir a estréia: um tal de Arturo Toscanini. Com apenas 25 anos, no início da carreira, Toscanini dedicou-se com afinco à preparação do espetáculo, chegando a obter de Leoncavallo a divisão da ópera em dois atos (originalmente era em um só ato), de modo a tornar mais leve a apresentação. As negociações com Sonzogno, o único editor em condições de concorrer com Ricordi, na época, não foram longas. Embora assediado continuamente por autores em busca de patrocinador, Edoardo Sonzogno teve tempo de perceber, em Pagliacci, os mesmos componentes que haviam feito o sucesso internacional de Cavalleria Rusticana. Mais ainda: no trabalho de Leoncavallo pressentia a possibilidade de infligir outra derrota a seu concorrente editorial. Tudo aprovado, a estréia da nova ópera ficou marcada para 21 de maio de 1892, no Teatro Dal Verme, de Milão. “Lembro-me bem daquela extraordinária noite em que a ópera subiu a cena”, escreveu o crítico Claude Trevor. “Ninguém sabia coisa alguma sobre ela, exceto que era uma novidade, e de importância bastante para atrair a atenção de Maurel, que cantou a parte de barítono. O Teatro Dal Verme, inteiramente lotado, explodiu em frenesi. E ao cair do pano houve uma cena de entusiasmo tão selvagem como raras vezes se vê.” Até o final do primeiro ato, Leoncavallo foi obrigado a aparecer no palco doze vezes. A ária “Vesti Ia giubba” foi bisada e aclamada. Nem mesmo um acidente inicial – quando o burrico, que transporta os palhaços numa carrêta, tropeçou e provocou risos da plateia – comprometeu o brilho da peça. O regente ganhou entusiástica ovação. E todo o elenco – Maurel, Giraud, Adelina Stehle Mangiarotti, Daddi e Roussel – foi aplaudido de pé durante muitos minutos.

Ruggiero Leoncavallo

A crítica é que não se mostrou unânime nos aplausos (claro né?). Alguns apontaram a habilidade como libretista, mas faziam sérios reparos à qualidade e oportunidade da música. Outros viam no ousado enredo “sinal evidente da decadência do teatro lírico”. Aos críticos que atacavam ferozmente Pagliacci, Leoncavallo sempre retribuiu com indiferença ou desprezo. Depois de seu maior sucesso, o músico colocou, na sala de trabalho, uma grande fotografia do “manekenpis” (menino em pose de urinar, símbolo de Bruxelas) no ato de regar, com dourado esguicho, um muro no qual estava anotada a palavra “críticos”(boa essa!). Em pouco tempo, Pagliacci entrou no repertório dos maiores teatros do mundo. Foi traduzida em diversos idiomas (inclusive hebraico e búlgaro) e conseguiu ser mais representada em Paris do que Pelléas et Mélisande, de Debussy, considerada a ópera francesa de maior sucesso nos primeiros anos do século XX. Em 1945, a ópera de Leoncavallo chegava a apresentação de número 460 na Opéra-Comique de Paris. Foi uma das primeiras óperas apresentadas na televisão dos Estados Unidos e, em 1950, na Alemanha, foi levada em 23 teatros, numa mesma temporada. Depois de Pagliacci (conforme ocorrera com Mascagni, após Cavalleria), Leoncavallo não conseguiu emplacar mais nada de significativo até 1903, com uma simples cançoneta, escrita especialmente para a casa de discos Grammophono: Mattinata, que Enrico Caruso gravou com acompanhamento de piano do autor (já postado AQUI).

Resumo da ópera: Três horas de uma tarde de sol. É 15 de agosto (o ano se situa entre 1865 e
1870), dia da festa da Assunção. A entrada da pequena aldeia de Montalto, na Calábria. seus habitantes se reúnem em trajes festivos para saudar a companhia de atores ambulantes que ali armara acampamento. “Hoje – Grande representação – Palhaço”, lê-se no tosco cartaz em frente ao improvisado teatro. Tonio, o disforme integrante da troupe, observa com desdém a alegre multidão, e afasta-se, indo deitar à sombra do palco. Por fim, chegam os comediantes em uma carreta ornamentada e puxada por um burrico. Peppe, em trajes de Arlequim, conduz o animal com um chicote na mão. Nedda está sentada na frente da carroça. Atrás, vestido de Palhaço,seu marido Canio bate o tambor e conclama o povo. A multidão rodeia o carro aos gritos: “Viva Palhaço! Viva o príncipe dos palhaços!” Canio agradece, simulando cortesia, e tirando o barrete com gesto cômico pede a palavra, em meio ao riso geral. Anuncia pomposamente um grande espetáculo a noite, as 23 horas. (Na época, em algumas regiões da Itália, a contagem do tempo iniciava-se a partir das 20 horas. Assim, 21 horas seria a primeira hora e 19 horas, a 23a.). Todos prometem comparecer. Tonio acerca-se da carroça. Ao tentar ajudar Nedda a descer, recebe uma bofetada de Canio. Todos riem, confundindo o ciúme do Palhaço com uma amostra do que será a comédia.Um camponês convida os atores para beber. Canio e Peppe aceitam, mas Tonio alega ter que escovar o burrinho. “Cuidado, Palhaço”, insinua alguém jocosamente, “êle quer ficar só com Nedda para poder cortejá-la.” Canio não gosta: “É melhor não brincar assim comigo, meu caro. No palco, o Palhaço é indulgente com a esposa que o trai sob o aplauso do público. Mas o teatro e a vida não são a mesma coisa”. Há uma ponta de ameaça no ar e todos, inclusive Nedda, ficam constrangidos. Mas é o próprio Canio quem se encarrega de contornar a situação: beija Nedda afetuosamente e parte com todos em direção à aldeia, enquanto os sinos anunciam a missa.

Ficando a sós, Nedda medita sobre as palavras de Canio. Suspeitaria ele de que ela tem realmente um amante? Não, não é possível! Ninguém conhece seu segredo. Uma revoada de pássaros, entretanto, distrai seu pensamento e recorda-lhe uma canção que ouvira de sua mãe quando menina. Nedda põe-se a cantar. Tonio aproxima-se e elogia o canto de Nedda. Tenta confessar-lhe seu amor, mas é repelido com ironias e, por insistir, a chicotadas. Prometendo vingança, Tonio afasta-se com o rosto ferido. Nesse momento aparece o amante de Nedda: é Sílvio, um jovem camponês. Ela o adverte da imprudência de aparecer a luz do dia, mas o rapaz garante-lhe que não há perigo: Canio está longe, bebendo na cidade. E, diante dos receios de Nedda, êle sugere que ambos fujam nessa mesma noite, para longe. Enquanto isso, Tonio ouvira toda a conversa e se havia dirigido para a vila, a fim de prevenir Canio. Quando este chega, ainda consegue ouvir a despedida de Nedda: “Até a noite e serei tua para sempre’: Sai correndo atrás de Silvio, mas êste já se distanciara. De volta, Canio quer saber o nome do fugitivo. Chega a ameaçar Nedda com o punhal. Peppe o contém, lembrando que o povo está saindo da missa e se dirige para o teatro: a hora do espetáculo se aproxima. Todos se afastam discretamente, deixando Canio sozinho com seu desespero.

Chega a hora da encenação. Peppe com a corneta e Tonio com o tambor atraem os espectadores que chegam de todas as partes. A multidão toma seus lugares e mostra impaciência pelo começo da representação. De repente, as cortinas se abrem. No palco, um cenário mal pintado, que representa uma pequena sala com duas portas laterais e janela ao fundo. Colombina (Nedda) anda nervosamente em cena: ela aguarda Taddeo (Tonio), seu serviçal, que tarda a chegar. Da janela, ouvem-se acordes de uma guitarra. É Arlequim (Peppe), o amante de Colombina, que vem fazer-lhe uma serenata. Logo após chega Taddeo, trazendo as compras. Êle presta contas e, não resistindo a beleza da patroa, confessa-lhe sua admiração. As declarações de Taddeo são interrompidas pela entrada de Arlequim, que o derruba com um pontapé (todos riem) e depois se abrasa a amante. Ele planeja com ela uma fuga para essa noite. Canio (representando o Palhaço) entra de repente. E a tempo de ouvir a mulher gritando para Arlequim, que foge: “Até a noite e serei tua para sempre”. Invocando coragem, Canio prossegue a comedia: acusa Colombina de ter estado ali com outro homem; há dois lugares na mesa. “Que idiotice!”, responde Colombina. “Você está embriagado?” “Sim”, responde Canio, encarando-a. Na realidade, desde que a surpreendera com o rival, ele está transtornado. Assim, sem que o público perceba, a comédia começa a assumir caráter de realidade. Nedda, preocupada, insiste no roteiro da comédia e indica Taddeo (que se escondera) como o homem que a acompanhava. Tonio (Taddeo) aparece e pede – com sarcasmo exagerado – que Canio acredite na mulher. “Ela é pura! E seus lábios fiéis detestam mentir!” O público ri, mas o grito de ódio de Canio emudece todos: ele esqueceu a personagem e agora representa sua própria tragédia. Volta-se para a mulher e exige o nome do amante. Nedda tenta desesperadamente o retorno à comédia e chama-o Palhaço. “Náo. Não sou Palhaço!”, protesta Canio, enquanto o público comenta o realismo da cena. Desanimado, Canio deixa-se tombar numa cadeira, chorando sua amargura e lembrando o quanto fêz por sua mulher no passado. A platéia aplaude entusiasmada o que supõe ser uma excelente atuação. Nedda pede ao marido que a deixe partir, já que é indigna de seu amor. “Não”, responde Canio. Ela deve ficar e dizer o nome de seu amante. A jovem insiste em retomar a comédia e aponta Arlequim como tal.

Canio levanta-se furioso e exige: “O nome, ou tua vida!” Os espectadores estão confusos: já não é comédia aquilo a que assistem. Peppe tenta intervir, mas é contido pelo vingativo Tonio. Silvio quer aproximar-se do palco, mas a platéia, que se levanta assustada, o impede. Tomando de uma faca que estava sobre a mesa, Canio, cego de ódio, golpeia Nedda. Agonizando, ela grita por Silvio, que avança tentando salvá-la. “Ah, é você!”, grita Canio, voltando-se para o rapaz, e enterra-lhe o punhal no coração. Silvio cai fulminado junto a Nedda. E enquanto a multidão se precipita para agarrá-lo, Canio, imóvel, atordoado, deixa cair a arma, dizendo-lhes: “A comédia terminou . . . “

Capa do Encarte

Esta gravação que vos trago é simplesmente maravilhosa. Os dois destaques aqui são Carlo Bergonzi e Herbert von Karajan. Eu escutei outras gravações desta ópera e apesar de serem boas gravações cada qual à sua maneira, a gravação de Karajan é distinta e soberba. Os tempos dos compassos estão certos e as sutis nuances e mudanças nos tempos são simplesmente deliciosas. Karajan aborda esta ópera com um conceito musical diferente do de seus antecessores e vemos o que pode ser feito com essa linda música além de reproduzi-la de maneira simples e rotineira.

Os cantores também são excelentes. Primeiro de tudo, Bergonzi é perfeito como o atormentado Canio. Em “Vesti la Giubba”, ele apresenta uma performance de um homem cujo mundo inteiro acaba de cair ao seu redor e, no segundo ato, “No Pagliaccio non Son” retrata um homem totalmente no final de sua melancolia. Para mim, este é um desempenho perfeito do Pagliacci. Os tempos de Von Karajan são perfeitos e seu fraseado com a orquestra é requintado. Taddei, canta um belo prólogo. Ele pode cantar lindamente, comicamente, e em um momento ele é quase mefistofélico, como na cena com Nedda. Joan Carlyle é uma excelente Nedda, embora não seja do mesmo nível de Callas (já postado AQUI pelo Bisnaga), mas muito atraente. Rolando Panerai canta muito bem, se não um pouco robusto, no papel lírico barítono de Silvio. Igualmente maravilhosa voz Tenor de Ugo Bennelli no papel de Beppe / Arlequino, que canta o papel com uma beleza e facilidade inigualável por qualquer outro Tenor.

A história “passo a passo” esta junto no arquivo de download com as faixas, o resumo da ópera foi extraído do livro “As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983.

Pessoal, abrem-se as cortinas e deliciem-se com a magnífica obra de Ruggiero Leoncavallo!

Pagliacci

01 Pagliacci – Act 1_Prologo
02 Pagliacci – Act 1_Si Puo
03 Pagliacci – Act 1_Son Qua
04 Pagliacci – Act 1_Un grande spettacolo
05 Pagliacci – Act 1_Un tal Gioco
06 Pagliacci – Act 1_I Zampognari
07 Pagliacci – Act 1_Qual Fiamma
08 Pagliacci – Act 1_Stridono Lassu
09 Pagliacci – Act 1_Sei la
10 Pagliacci – Act 1_Nedda
11 Pagliacci – Act 1_Decidi il mio destin
12 Pagliacci – Act 1_Non mi tentar
13 Pagliacci – Act 1_Camina adagio e scherno
14 Pagliacci – Act 1_Derisione
15 Pagliacci – Act 1_Recitar Vesti la Giubba
16 Pagliacci – Act 2_Intermezzo
17 Pagliacci – Act 2_Ohe ohe Presto
18 Pagliacci – Act 2_Pagliaccio mio marito
19 Pagliacci – Act 2_O Colombina
20 Pagliacci – Act 2_E Dessa
21 Pagliacci – Act 2_Arlecchin
22 Pagliacci – Act 2_Versa il fitro
23 Pagliacci – Act 2_No Pagliaccio no son
24 Pagliacci – Act 2_Suvvia cosi terribile

Canio (Pagliaccio) – Carlo Bergonzi
Nedda (Colombina) – Joan Carlyle
Tonio (Taddeo) – Giuseppe Tadei
Peppe (Arlecchino) – Ugo Benelli
Silvio – Rolando Penerai

Coro e Orquestra del Teatro Alla Scala
Regente: Herbert von Karajan

Gravação original feita entre setembro e outubro de 1965, CD 1996.

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Leoncavallo em posição dominical após uma bella macarronada !

Maurice Ravel (1875-1937) – Complete Piano & Orchestral Works – Sansom François, Andre Cluytens, Orchestre de La Societé des Concerts du Conservatoire

Esta caixa foi uma de minhas principais aquisições no último ano. Traz dois excepcionais músicos franceses, Samson François e Andre Cluytens, um pianista e outro maestro, tocando exclusivamente Ravel.

O pianista francês Samson François foi um dos grandes nomes de seu instrumento na França. Suas gravações são altamente conceituadas e admiradas até hoje, mesmo passados quase cinquenta anos de sua morte, em 1970. Filho de diplomata francês , nasceu em Frankfurt e já desde os dois anos de idade já demostrava interesse pelo piano. Foi aluno de Alfred Cortot e Nadia Boulanger.

Nesta série de CDs que vou lhes trazer, o repertório é exclusivamente dedicado a Maurice Ravel. Na parte orquestral, ele está muito bem acompanhado por outro gigante francês dos palcos, Andre Cluytens. Falaremos mais sobre este maestro mais a frente.

Neste dois primeiros CDs temos a magnífica “Pavane pour une infante défunte”, talvez a mais bela obra composta por Ravel, de uma delicadeza e sensibilidade únicas as “Valses nobles et sentimentales”, “Gaspard de la nuit”. François era muito meticuloso e detalhista em suas interpretações, perfeccionista, eu diria, alguns podem achar que falta um pouco de coração e emoção em algumas obras exatamente devido a esta busca pela perfeição. Mas sabemos que nada é perfeito, por mais próximo que possa atingir deste nível.

CD 1
01. Ravel Pavane pour une infante défunte, M. 19
02. Ravel Jeux d’eau, M. 30
03. Ravel Menuet antique, M. 704.
04. Ravel Miroirs, M. 43 I. Noctuelles (Très léger)
05. Ravel Miroirs, M. 43 II. Oiseaux tristes (Très lent)
06. Ravel Miroirs, M. 43 III. Une barque sur l’océan (D’un rythme souple)
07. Ravel Miroirs, M. 43 IV. Alborada del gracioso (Assez vif)
08. Ravel Miroirs, M. 43 V. La Vallée des cloches (Très lent)
09. Ravel Sonatine, M. 40 I. Modéré
10. Ravel Sonatine, M. 40 II. Mouvement de menuet
11. Ravel Sonatine, M. 40 III. Animé
12. Ravel Ma Mère l’Oye, M. 60 I. Pavane de la Belle au bois dormant (For Piano 4-Hands)
13. Ravel Ma Mère l’Oye, M. 60 II. Petit Poucet (For Piano 4-Hands)
14. Ravel Ma Mère l’Oye, M. 60 III. Laideronnette, Impératrice des pagodes (For Piano 4-Hands)
15. Ravel Ma Mère l’Oye, M. 60 IV. Les Entretiens de la Belle et de la Bête (For Piano 4-Hands)
16. Ravel Ma Mère l’Oye, M. 60 V. Le Jardin féérique (For Piano 4-Hands)
17. Ravel Menuet sur le nom de Haydn, M. 58

CD 2

18. Ravel Gaspard de la nuit, M. 55 I. Ondine
19. Ravel Gaspard de la nuit, M. 55 II. Le gibet
20. Ravel Gaspard de la nuit, M. 55 III. Scarbo
21. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 I. Moderé et très franc
22. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 II. Assez lent et avec une expression intense
23. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 III. Moderé
24. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 IV. Assez animé
25. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 V. Presque lent, dans un sentiment intime
26. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 VI. Vif
27. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 VII. Moins vif
28. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 VIII. Épilogue (Lent)
29. Ravel Prélude, M. 65
30. Ravel À la manière de Chabrier, M. 632
31. Ravel À la manière de Borodine, M. 631
32. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 I. Prélude
33. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 II. Fugue
34. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 III. Forlane
35. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 IV. Rigaudon
36. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 V. Menuet
37. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 VI. Toccata

Sansom François – Piano

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 8

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 8

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A 8ª de Shostakovich é de uma grandiosidade para ninguém botar defeito. Stálin curtiu tanto que pediu ao compositor uma super 9ª. Não levou, levou uma bem pequena e bem-humorada, mas esta é outra história. Gosto muito do longo movimento inicial da 8ª, sério e misterioso, da beleza austera do quarto movimento em 12 variações — uma passacaglia –, do divertido diálogo entre o piccolo, o clarinete e o fagote do scherzo. O terceiro movimento é mezzo heroico e gruda na cabeça como poucas coisas grudam. Nele, há um tema extremamente sarcástico introduzido pelo trompete. Pura gozação de Shosta. O finale é belíssimo com seus solos de clarone, que já vêm desde a passacaglia. Grande interpretação do pessoal da Rainha lá de Liverpool.

Symphony No. 8 In C Minor, Op. 65 (1943) (61:57)

1 I. Adagio – Allegro Non Troppo 25:14
2 II. Allegretto 6:03
3 III. Allegro Non Troppo 6:18
4 IV. Largo 9:34
5 V. Allegretto 14:48

Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
Vasily Petrenko

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Vassily Petrenko: especialista em Shosta.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos – Mitsuko Uchida, Berliner Philharmoniker, Sir Simon Rattle

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos – Mitsuko Uchida, Berliner Philharmoniker, Sir Simon Rattle

Amo todos os Concertos para Piano de Beethoven. Nem imagino quantas versões tenho, ou quantas já ouvi. e a pergunta se torna inevitável: com tantas versões no mercado há espaço para mais uma? Li crítica semelhante quando Alfred Brendel lançou sua terceira integral destes concertos, com o mesmo Simon Rattle, mas frente à Filarmônica de Viena. E estávamos falando de Alfred Brendel, um dos grandes pianistas do século XX.

Claro que Mitsuko Ushida tem seu lugar no Hall da Fama dos grandes pianistas do final do século XX, e ela também já havia gravado outra integral destes mesmos concertos pelo antigo selo Philips, e na época foi acompanhada pelo lendário maestro Kurt Sanderling. Já postamos esta série aqui, mas não creio que os links estejam ativos. E já se passaram uns vinte e poucos anos desde a realização daquelas gravações.

Esta edição que ora vos trago foi lançada pelo selo da própria Filarmônica de Berlim e foi gravada em 2010. É a edição mais completa a que já tive acesso. O booklet tem páginas e páginas de análises e informações e está disponível para os senhores.

Sir Simon Rattle impôs sua marca na orquestra nos anos em que esteve à sua frente, e agora cabe ao seu sucessor Kiril Petrenko a tarefa de manter o mesmo nível de qualidade.

Espero que apreciem.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos – Mitsuko Uchida, Berliner Philharmoniker, Sir Simon Rattle

01. Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in C major, op. 15 – 1. Allegro con brio
02. Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in C major, op. 15 – 2. Largo
03. Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in C major, op. 15 – 3. Rondo. Allegro scherzando
04. Concerto for Piano and Orchestra No. 2 in B flat major, op. 19 – 1. Allegro con brio
05. Concerto for Piano and Orchestra No. 2 in B flat major, op. 19 – 2. Adagio
06. Concerto for Piano and Orchestra No. 2 in B flat major, op. 19 – 3. Rondo. Molto allegro
07. Concerto for Piano and Orchestra No. 3 in C minor, op. 37 – 1. Allegro con brio
08. Concerto for Piano and Orchestra No. 3 in C minor, op. 37 – 2. Largo
09. Concerto for Piano and Orchestra No. 3 in C minor, op. 37 – 3. Rondo. Allegro
10. Concerto for Piano and Orchestra No. 4 in G major, op. 58 – 1. Allegro moderato
11. Concerto for Piano and Orchestra No. 4 in G major, op. 58 – 2. Andante con moto
12. Concerto for Piano and Orchestra No. 4 in G major, op. 58 – 3. Rondo vivace
13. Concerto for Piano and Orchestra No. 5 in E flat major, op. 73 – 1. Allegro
14. Concerto for Piano and Orchestra No. 5 in E flat major, op. 73 – 2. Adagio un poco mosso
15. Concerto for Piano and Orchestra No. 5 in E flat major, op. 73 – 3. Allegro ma non troppo

Mitsuko Uchida – Piano
Berliner Philharmoniker
Sir Simon Rattle – Conductor

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The Art Of The Baroque Trumpet, Vol. 5/5 – An Italian Concerto – Niklas Eklund (baroque trumpet), Wasa Baroque Ensemble, Gabriel Bania & Edward H. Tarr – 1998


The Art Of The Baroque Trumpet
Vol. 5/5 – An Italian Concert

Niklas Eklund & Jeffrey Segal (baroque trumpet), Maria Keohane (soprano), Wasa Baroque Ensemble, Gabriel Bania & Edward H. Tarr

1998

Os trabalhos nesta gravação, Volume 5 na série de Naxos “A Arte do Trumpete Barroco”, exemplificam o cenário histórico do trompete na Itália durante o final do século XVII e XVIII. O trompete só começou a ser usado na igreja e no teatro de ópera quando se tornou possível que ele fosse tocado com sutileza dinâmica e tonal.

Os compositores representados neste repertório incluem alguns dos nomes mais importantes do período. Incluem compositores conhecidos como Vivaldi, Corelli, Torelli e Albinoni, e o menos conhecido Stradella, aqui representado por uma sinfonia de uma deliciosa serenata de casamento; Franceschini, o compositor de muita música sacra; Galuppi, que, como Vivaldi, atuou em Veneza e compositor de mais de cem óperas e Ziani, outro importante compositor veneziano de ópera. Todos eram mestres de seu ofício musical.

Palhinha: ouça: Vivaldi : Concerto in C Major R537

The Art Of The Baroque Trumpet, Vol. 5/5
An Italian Concert

Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
01. Concerto in C Major R537: I. Allegro
02. Concerto in C Major R537: II. Largo
03. Concerto in C Major R537: III. Allegro
04. Combatta un gentil cor from Tito Manlio
Arcangelo Corelli (Italia, 1653-1713)
05. Sonata in D major: I. Grave
06. Sonata in D major: II. Allegro
07. Sonata in D major: III. Grave
08. Sonata in D major: IV. Allegro
09. Sonata in D major: V. Allegro
Marc’ Antonio Ziani (Itália, 1653 – 1715)
10. Trombe d’Ausonia from La Flora
Giuseppe Torelli (Italia, 1658 – 1709)
11. Concerto in D Major: I. Allegro
12. Concerto in D Major: II. Adagio
13. Concerto in D Major: III. Presto
14. Concerto in D Major: IV. Adagio
15. Concerto in D Major: V. Allegro
Tomaso Albinoni (Itália, 1671 – 1750)
16. Vien con nuovo orribil guerra
Giuseppe Torelli (Italia, 1658 – 1709)
17. Sonata in D major: I. Grave
18. Sonata in D major: II. Allegro
19. Sonata in D major: III. Grave
20. Sonata in D major: IV. Allegro
21. Sonata in D major: V. Grave
22. Sonata in D major: VI. Allegro
Baldassare Galuppi (Italy, 1706 – 1785)
23. Alla tromba della Fama
Alessandro Stradella (Itália, 1639 – 1682)
24. Sinfonia avanti il Barcheggio: I. Allegro
25. Sinfonia avanti il Barcheggio: II. Andante
26. Sinfonia avanti il Barcheggio: III. Allegro
27. Sinfonia avanti il Barcheggio: IV. Allegro
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
28. Agitata da Due Venti from Griselda
Petronio Franceschini (Italia, 1651 – 1680)
29. Sonata in D Major: I. Grave
30. Sonata in D Major: II. Allegro
31. Sonata in D Major: III. Adagio
32. Sonata in D Major: IV. Allegro

The Art Of The Baroque Trumpet, Vol. 5/5 – 1998
Niklas Eklund & Jeffrey Segal (baroque trumpet)
Maria Keohane (soprano)
Wasa Baroque Ensemble, Gabriel Bania & Edward H. Tarr

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Boa audição!