Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano No. 5, Op. 73 – Emperor – Christoph Eschenbach – Boston SO – Seiji Ozawa

Capa original do LP & Cassette

Ludwig van Beethoven

Emperor

Fantasia Coral

O que torna um disco, uma gravação, tão especial para alguém, mesmo depois de dezenas de anos? Algumas gravações, alguns discos, entram em nossas vidas e depois seguem suas vidas de objetos que se vão. Mas, de quando em vez, nos deparamos com algo especial. Quando esta gravação do Imperador, com Christoph Eschenbach ao piano, acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Boston, regida pelo Seiji Ozawa, chegou em minhas mãos em um cassette, eu já conhecia a gravação do Stephen Kovacevich (naqueles dias, Bishop-Kovacevich) acompanhado da Sinfônica de Londres regida pelo (depois Sir) Colin Davis.

Eu ouvia uma, depois a outra, depois de novo uma e assim por diante, na vã tentativa de estabelecer uma preferida. Acho que naqueles dias, por um fio de cabelo, ganhou Eschenbach. O que me inclinou nesta direção foi a maravilhosa, a mágica transição do Adagio um poco mosso – attacca, para o Rondo – Allegro. Este momento do concerto, na minha opinião, é fundamental. Esta é a razão de eu ter, nos arquivos em mp3, unido em um único arquivo as duas faixas. Assim tenho a certeza que este momento estará lá, quando você ouvir.

Capa da gravação rival…

Falávamos outro dia entre amigos sobre antigas gravações – jurássicas – no nosso jargão. Pois bem, aqui temos um típico Jurássico CD. O que nos faz voltar a estas gravações antigas? Há tantas novas, mesmo novíssimas, tentadoras e interessantes. Bem, primeiro, uma coisa não necessariamente exclui a outra. Mas eu acredito que queremos continuar experimentando a magia que uma vez lá percebemos.

No caso desta gravação do Imperador, ouvi tudo de novo. Lá estava, bem no início, a maneira imperiosa e arrebatadora com a qual Beethoven abre o concerto. Todos nós sabemos o quanto os primeiros momentos são importantes para agarrar a atenção do ouvinte. E o momento da transição do Adagio para o Rondo? Continuei esperando a última nota do Adagio, com a respiração suspensa, até o súbito irromper do Rondo, a magia intacta.

Se eu tivesse conhecido apenas esta gravação do Imperador, ainda sim saberia que se trata de uma obra prima. Não seria este o critério máximo para atribuir algum tipo de valor a uma gravação? Eu não conheço outro.

Quanto a Fantasia para Piano, Coro e Orquestra, em dó menor, Op. 80, interpretada pelo competentíssimo Jörg Demus, acompanhado dos vienenses? Bem, até Beethoven tinha que por pão na mesa e essas fantasias faziam realmente muito sucesso. A peça serve para levar o tempo do CD para 59 minutos e é até bonitinha. Mas não se deixe levar, o CD é do Imperador.

Christoph Eschenbach

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Concerto para Piano em mi bemol maior, Op. 73 – Emperor

  1. Allegro
  2. Adagio um poco mosso – attacca:
  3. Allegro

Christoph Eschenbach, piano

Boston Symphony Orchestra

Seiji Ozawa

  1. Fantasia para Piano, Coro e Orquestra, em dó menor, Op. 80

Jörg Demus, piano

Wiener Singverein

Wiener Symphoniker

Ferdinand Leitner

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 230 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 138 MB

Jurássico!!

Jurássico, mas a magia ainda está lá!

René Denon

3 comments / Add your comment below

    1. Olá, Fausto!
      Eu não conhecia a gravação que você mencionou. Eu dei uma busca no Youtube, baixei o mp3 das três faixas com os movimentos do concerto, juntei os dois últimos movimentos num único arquivo e mandei ver. O computador diz que é 320kbps. Achei que o pianista merece todos os elogios que lhe são feitos nos sites que falam dele. O seu interpretative genius e gorgeous singing tone estão lá! Estão também os ataques precisos, como na abertura do concerto, a sutileza nos momentos onde a música exige poesia, como na tão importante transição do movimento lento para o Rondo. Mas a gravação é mais jurássica do que a que eu postei aqui. O que mais me incomoda nesta gravação é o som da orquestra. Pode ser a minha fonte, mas o som da orquestra está muito distante do ideal. De qualquer forma, como o piano está postado bem na frente, o ouvido se ajusta um pouco e tive muito prazer em ouvir todo o concerto. Acredito que ouvirei mais umas vezes.

      Descobri também que Cor de Groot foi compositor e teve um importante papel na música da Holanda. Vale a pena descobrir mais coisas sobre ele. Agradeço por tê-lo mencionado.

      Espero que continue visitando nossas páginas e enviando as suas contribuições.
      Grande abraço!
      René Denon

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