Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas Para Piano, vol. 5 – András Schiff

Há muitos anos atrás, lá nos primórdios do PQPBach, eu estava, para variar, preparando uma integral dos Concertos para Piano de Mozart, na peculiar versão do Jos van Immerseel, cd a cd (10 ou 12 ao todo, não lembro). Vendo o quanto eu me esforçava para preparar os textos, cd por cd, PQPBach foi enfático: não precisa ficar preparando texto para cada CD, a partir de determinado momento, apenas relacione as faixas, e deu para a bola. Comecei a fazer isso, pensando que os nosso leitores iriam reclamar. Mas ninguém reclamou. Ou seja, é muito grande a probabilidade de nos esforçarmos para melhor apresentarmos o que trazemos, mas grande parte dos leitores irão direto para o link para descarregar.
P.S. Vamos ver quantos irão reclamar, ainda mais que neste volume, no seu segundo CD, temos a monumental Sonata Waldstein.

Volume 5

Cd 1
01. Sonate Nr. 16 G-dur, Op. 31 No. 1 I. Allegro vivace
02. Sonate Nr. 16 G-dur, Op. 31 No. 1 II. Adagio grazioso
03. Sonate Nr. 16 G-dur, Op. 31 No. 1 III. Rondo Allegretto
04. Sonate Nr. 17 d-moll, Op. 31 No. 2 I. Largo. — Allegro
05. Sonate Nr. 17 d-moll, Op. 31 No. 2 II. Adagio
06. Sonate Nr. 17 d-moll, Op. 31 No. 2 III. Allegretto
07. Sonate Nr. 18 Es-dur, Op. 31 No. 3 I. Allegro
08. Sonate Nr. 18 Es-dur, Op. 31 No. 3 II. Scherzo Allegretto vivace
09. Sonate Nr. 18 Es-dur, Op. 31 No. 3 III. Menuetto Moderato e grazioso
10. Sonate Nr. 18 Es-dur, Op. 31 No. 3 IV. Presto con fuoco

CD 2

01. Sonate Nr. 21 C-dur, Op. 53 I. Allegro con brio
02. Sonate Nr. 21 C-dur, Op. 53 II. Introduzione Adagio molto
03. Sonate Nr. 21 C-dur, Op. 53 III. Rondo Allegretto moderato
04. Andante favori F-dur, WoO 57 Andante grazioso con moto

András Schiff – Piano

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

6 comments / Add your comment below

  1. De minha parte, sempre leio os textos, sendo que, muitas vezes, leio e não vou ao link. Nenhum de meus colegas ouve música clássica, não é um assunto – deve parecer esquisitice, um universo chato e monolítico, ou no máximo pano de fundo para estudo. Além disso, raramente noto um colunista de jornal falando sobre, por exemplo, na Folha de SP ou no Estado de SP – recentemente se falou, aqui, em uma das postagens, sobre a grande referência que se tinha, a lista do Carpeaux de obras fundamentais: agora, nos jornais, como no ramerrão, paira um enorme vazio de referência. E por isso alguns textos daqui são preciosidades, pois se assemelham a crônicas, muitas vezes em sentido pedagógico também, sem a rigidez e a hermenêutica acadêmicas que exigem, penso, os estudos especializados. Claro, imagino que seja ruim escrever um texto trabalhado e este não receber comentários, mas, em minha ignorância, é difícil, por exemplo, comentar sobre Waldstein, ou não cair na mera lisonja.

    1. A dificuldade maior na preparação do texto, Otavio, é você conseguir transformar a música em texto. São poucos os que conseguem. Eu, particularmente, preciso estar em total concentração, com fone de ouvidos e tudo, alheio ao que me cerca. Na época em que fez este comentário, PQPBach ainda atuava em sua profissão de jornalista, então, como sabemos, normalmente para o jornalista era muito mais fácil escrever do que alguém como eu, que na época, lecionava para o ensino fundamental. Então imagina chegar em casa depois de dar aula das sete às cinco para adolescentes rebeldes, e ainda ter cabeça para escrever alguma coisa. E convenhamos, aquela postagem do Immerseel era casca grossa, só para iniciados, algo que eu estava longe de ser. E ainda estou.
      Então, existem diversas condicionantes na preparação de uma postagem. Já ensaiei minha despedida daqui várias vezes, alegando geralmente estresse devido ao trabalho. Creio que a dúvida também fique na cabeça de quem escreve um livro, por exemplo. Será que alguém vai ler? Será que vão gostar?

  2. Olá, F!
    Ainda bem que a mim o PQP não deu conselhos. O que eu imagino dividir com os leitores do blog é muito mais do que arquivos de mais uma gravação de tal sinfonia ou de tal sonata. Eu percebo o blog como aquele espaço no qual trocamos nossas impressões sobre essas coisas que amamos, as músicas interpretadas. E digo isso como alguém que foi por muitos anos leitor do blog e leitor que comentava. O comentário do Otávio aí em cima mostra que nem sempre os seguidores do blog buscam apenas mais um arquivo de música com a gravação desta ou daquela peça. Acho que a postagem ideal é aquela que nós gostaríamos de encontrar ao acessar o blog, com uma ilustração bonita, com uma sinalização do blogueiro de que aquela música lhe é valiosa. Ter a capacidade de verter um texto sucinto e interessante como os que o PQP faz, é para poucos. Acredito que nossa impressão pessoal sobre o que postamos é tão ou mesmo mais importante para o leitor/seguidor do blog do que os arquivos musicais, que estão cada dia mais disponíveis nos spotifais da vida. A única maneira de fazer isso, no meu caso, é lutando para construir um texto que traga uma ideia, uma informação que eu tenha achado interessante ou uma associação que aluda à música. O PQP Bach é um (rico) espaço cultural e nossas contribuições, mesmo que um pouco canhestras, fazem bem mais do que encher pendrives ou HDs de arquivos musicais. Eu leio tudo, inclusive os comentários!!!!
    Cheer up, F!
    Abração!

  3. E por falar em comentários sucintos, aqui vai o meu. A interpretação da sonata Waldstein é fenomenal. A transição do segundo movimento para o terceiro é perfeita. A tensão acumulada no segundo movimento é expandida na alegria do terceiro. Isso sem falar na tomada de som, que reproduz muito bem o timbre do piano. A interpretação de Schiff destas sonatas está entre as melhores que ouvi.

    É interessante o que o Otavio falou sobre a ausência de comentários sobre música clássica nos jornais. No passado, era comum encontrarmos resenhas de espetáculos e de discos nos jornais de São Paulo. Hoje são comentários esporádicos e aparece um artigo ou outro a cada mês. Realmente o espaço que a mídia dedica à música clássica é cada vez mais reduzido. Por essa razão, o papel do blog é muito importante. Dá espaço a novos artistas, divulga os mais diversos compositores e ousa ainda divulgar a música que é composta no Brasil.

  4. Esse blog é um achado e tanto: precioso!
    Além de gravações escolhidas a dedo, músicos para mim até então desconhecidos.
    Ficando só nos mais recentes, Antonio G. Barbosa, Sissoko e Indios Tabajara: todos gratas descobertas.
    Os comentários complementam o excelente trabalho que vocês estão fazendo.
    Parabéns a toda equipe e vida longa a esse inestimável blog, que já faz parte do meu dia a dia.
    Concluindo, muito obrigado!

Deixe uma resposta