Vivaldi – Avi Avital

81SDtfEbNNL._SL1400_Uma das melhores gravações do ano, talvez só superada pelo primoroso “Time Present and Time Past” de Mahan Esfahani (que, aliás, tem aqui uma discreta participação no baixo-contínuo da trio-sonata).

O bandolinista israelense Avi Avital é daqueles virtuoses de importância seminal, que não só granjeiam público e prestígio a seus instrumentos, como também ampliam seu repertório. Neste álbum, Avital não se restringiu às escolhas óbvias (os concertos para bandolim de Vivaldi, que ele chama de “Velho Testamento” de seu instrumento) e gravou também transcrições de sua lavra de concertos para outros instrumentos.

O bandolim de Avital vibra e canta lindamente. As transcrições são primorosas, e mesmo o batido “Verão” de “As Quatro Estações” ganha pujância e frescor. Não se deixem enganar pelo caprichado encarte, que se preocupa mais em explorar a estampa do bem-apessoado rapaz do que com o comentário às obras gravadas, e que se rende à tendência atual de representar os artistas em posições que variam do torpor ao êxtase psicodélico: este bonito frasco está repleto do melhor perfume.

VIVALDI – AVI AVITAL

Antonio Lucio VIVALDI (1678-1741)

Concerto em Lá menor para violino, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 356
(transcrição de Avi Avital)

01 – Allegro
02 – Largo
03 – Presto

Concerto em Ré maior para alaúde, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 93
(transcrição de Avi Avital)

04 – Allegro
05 – Largo
06 – Allegro

Concerto em Dó maior para bandolim, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 425

07 – Allegro
08 – Largo
09 – Allegro

Concerto em Dó maior para flautim, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 443
(transcrição de Avi Avital)

10 – Largo

Avi Avital, bandolim
Orchestra Barocca de Venezia

Trio-sonata em Dó maior para violino, alaúde e baixo-contínuo, RV 82
(transcrição de Avi Avital)

11 – Allegro non molto
12 – Larghetto
13 – Allegro

Avi Avital, bandolim
Ophira Zakai, alaúde
Mahan Esfahani, cravo
Patrick Sepec, violoncelo

Concerto em Sol menor para violino, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 315

14 – Allegro non molto
15 – Adagio e piano. Presto e forte
16 – Presto

Avi Avital, bandolim
Orchestra Barocca de Venezia

17 – FOLCLORE VENEZIANO: La biondina in gondoleta

Juan Diego Flórez, tenor
Avi Avital, bandolim

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"How you doin'?"
“How you doin’?”

Vassily Genrikhovich

5 comments / Add your comment below

    1. Obrigado pelo comentário!
      Deve haver quem aprecie o exagero, mas não é o meu caso. “Drama” sintetiza bem as capas de Gergiev. Já aquelas do Lang Lang, que me parecem o cúmulo da afetação, acabam sendo até adequadas ao que o pianista nos apresenta em suas gravações – mais uma vez, se certamente há muitos apreciadores do exagero, este não é o meu caso.

      1. O Lang Lang tem a vantagem de tornar o exibicionismo do Karajan quase discreto. E tem aquela série do Vivaldi lançada pela naïve com capas bem estranhas. Difícil dizer se são piores esses exageros ou a total falta de criatividade da Naxos, da Apex e da Elatus. Por outro lado, tem umas capas extraordinárias, como o disco do Kleiber regendo as sinfonias 5 e 7 de Beethoven – justa embalagem para uma gravação perfeita. Também da DG tem a capa do canhão com a Abertura 1812, fantástica. Mas sou suspeito para falar porque os discos da DG e da L’Oiseau-Lyre eram meus objetos de desejo nos anos 80 e chego a recriar capas mais recentes desses selos usando o modelo antigo…

  1. Olá, Vassily!

    Só para tentar não ser injusto, estou verificando aqui o disco de Vivaldi que você mencionou e estou ouvido o primeiro movimento do concerto para “mandolin”… O Avital é, definitivamente, bom…. mas sou mais Staier no Bach e Avital no Vivaldi.
    Linda a última faixa deste disco aqui, não é?
    Forte abraço
    Mário

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