Ainda mais Cordas: o Bandolim (Bach – Avi Avital)

71B-IOK3IXL._SL1189_Avital dispensa apresentações, pois já passou por aqui com um belo álbum dedicado a Vivaldi e excelente repercussão (pelo menos em termos de downloads, pois, se fôssemos julgar somente pelos comentários, conforme há muito resmungamos, pensaríamos ter somente aquele fiel punhado de leitores-ouvintes). Como o compositor também as dispensa, pois é o Alfa e o Ômega de toda a Música, passo direto à gravação. Ah, e já que Sebastian não escreveu uma nota sequer para o bandolim, coube ao ótimo Avital também o afã de habilmente transcrevê-las. Talvez a Kammerakademie Potsdam esteja alguns degraus abaixo da orquestra veneziana que o acompanhou no álbum de Vivaldi, mas o risonho virtuoso israelense é tão bom que a gente não reclama.

Divirtam-se!

BACH – AVI AVITAL

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
transcrições para bandolim de Avi Avital (1978)

Concerto para cravo, orquestra de cordas e baixo contínuo no. 1 em Ré menor, BWV 1052

01 – Allegro
02 – Adagio
03 – Allegro

Concerto para cravo, orquestra de cordas e baixo contínuo no. 5 em Fá menor, BWV 1056
04 – Sem indicação de andamento
05 – Largo
06 – PrestoConcerto para violino, orquestra de cordas e baixo contínuo no. 1 em Lá menor, BWV 104107 – Sem indicação de movimento
08 – Andante
09 – Allegro assai

Avi Avital, bandolim
Kammerakademie Potsdam
Ophira Zakai, teorba
Shalev Ad-El, cravo e regência

Sonata para flauta e baixo contínuo no. 5 em Mi menor, BWV 1034

10 – Adagio ma non troppo
11 – Allegro
12 – Andante
13 – Allegro

Avi Avital, bandolim
Shalev Ad-El, cravo
Ophira Zakai, teorba
Ira Givol, violoncelo

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Flutuando no vácuo
Flutuando no vácuo

Vassily Genrikhovich

11 comments / Add your comment below

  1. Eu não sei se foi alguma coisa que você disse no texto, mas minha antena ficou captando mais sinais de Vivaldi do que de Bach nestas gravações do Avital dos concertos de Bach.
    Achei o disco meio cross, sabe esses discos do Yo Yo Ma tocando jazz ou música brasileira?
    Sei que posso estar sendo injusto, que a música permite muitas interpretações e tal, mas só para ficar no âmbito das postagens, toque o primeiro movimento do grande concerto em ré menor, BWV 1052, na transcrição do Avital, e depois toque o mesmo movimento na gravação do Staier e a Orquestra de Freiburg…
    Sei que gosto e certas outras coisas são pessoais e não se discute, mas já estou um pouquinho provocando.
    De qualquer forma, se não fossem essas postagens, eu certamente não ouviria o Avital, e com menos chance ainda, o Bachquelele…
    Abração!!
    Mário

    1. Salve, Mário!

      Eu também ouvi muitos ecos de Vivaldi nesse disco. Suponho que Avital, sabendo da enorme admiração de J. S. Bach pelo mestre veneziano (expressa, entre outras, pelas várias transcrições para teclado do “L’Estro Armonico” e do Concerto quádruplo para violinos, vertido para quatro teclados), buscou tais ecos deliberadamente.
      Gostei bem mais do disco que você, no que certamente enveredamos em questões de gosto. Não consigo comparar a excelente gravação de Staier com a de Avital, tão diferentes são as naturezas de seus respectivos instrumentos. Acho, sim, que a orquestra nesta gravação de Bach é bastante inferior àquela que acompanhou Avital em Vivaldi, e lhe falta a verve rítmica tão evidente (e essencial!) ao bandolim. Não senti, tampouco, o gosto de “crossover” – mas o fato de você o ter sentido talvez indique que Avital tenha botado seu peixe para respirar fora d’água.
      Dir-se-ia a língua de Bach com sotaque italiano? Penso que sim. De qualquer maneira, aprecio sua disposição continuada em escutar nossas postagens, mesmo aquilo que não lhe apetece tanto, e de deixar-me saber suas impressões!
      Um abraço!

  2. PS: Não deixe ouvir (você deve ter visto, eu presumo) a postagem do PQP dos concertos para cordas “pinicadas” do

    L’ Arte dell’Arco Ensemble
    Federico Guglielmo Conductor

    Abraços

    Mário

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