Schubert (1797-1828): Sonatas – Wilhelm Kempff (parte 2 de 2)

Schubert (1797-1828): Sonatas – Wilhelm Kempff (parte 2 de 2)

Nesta segunda parte da série de sonatas de Schubert que ora compartilho com os amigos do blog temos uma quantidade imensa da música de Schubert que é frequentemente ignorada, o que eu acho bastante triste, uma perda terrível pois qualidade musical Schubert tinha de sobra, o exemplo é a imensa torrente de música que ele produziu como se fosse seguindo o curso de um rio: às vezes como uma mera e tímida primavera com longos trechos de calmaria, outras vezes como um rio caudaloso com cachoeiras poderosas; embora em todos os casos, essas são facetas variadas de um e do mesmo fluxo contínuo. Para mim, como para muitos outros, Schubert fala com uma mensagem forte que ainda é capaz de tocar muitos corações. As pessoas frequentemente veneram Bach, Mozart e Beethoven, mas amam Schubert. O coração, e não o intelecto, é a principal porta de entrada para sua música.

Os primeiros trabalhos de Schubert tendem a se basear nos modelos clássicos de Haydn e Mozart. A presença criativa de Beethoven também é palpável nos primeiros trabalhos. As obras de Schubert geralmente refletem as circunstâncias de sua vida. Durante o ano repleto de criatividade de 1815, Schubert escreveria suas primeiras duas sonatas para o piano. Os documentos sobreviventes dessa época mostram um jovem de 18 anos para quem seu trabalho é o ar que respira, alguém externamente estático, mas interiormente cobrado por uma paixão predominante. Neste momento, parece que Schubert não precisava de nada além da música.

A Sonata para piano em Mi maior (D157) contém três movimentos ela é a sua primeira tentativa no gênero data de 1815, usou e abusou das texturas e linguagem musical dos mestres com os quais ele teve mais familiaridade. A Sonata para piano em Dó maior (D279), escrita em setembro de 1815, é de natureza bastante diferente daquela de seu predecessor em Mi maior (D157), especialmente no que diz respeito ao primeiro movimento, acho que a segunda sonata é notavelmente mais experimental. A ousadia da tempestade no início da sonata D537, mostra como Schubert estava experimentando novas alternativas eloquentes e robustas. Já a Sonata D664, que é a sonata que mais gosto, me emociona ela é cheia de luzes e cores sorridentes de um dia de primavera. O mestre Kempff está em plena sintonia com a delicadeza desta peça.

As sonatas são uma exploração da grande alma de Schubert, oferecendo nada para o virtuoso exagerado e tudo para aqueles que encontram consolo na música livre de todas as formalidades e preocupações materiais. Apenas Música, pela música. Schubert é um gênio abençoadamente controverso, cujo jogo de luz e sombra, além do carisma poético, colorem todas as páginas das sonatas, livremente experimentais ou idealmente estruturadas.

Schubertiade num Salão de Viena por Julius Schmid (1854–1935)

Schubert Sonatas segunda parte – Wilhelm Walter Friedrich Kempff
CD5
01 – Sonata No.13 in A major, D.664 – I. Allegro moderato
02 – Sonata No.13 in A major, D.664 – II. Andante
03 – Sonata No.13 in A major, D.664 – III. Allegro
04 – Sonata No.11 in F minor, D.625 – I. Allegro
05 – Sonata No.11 in F minor, D.625 – II. Scherzo Allegretto
06 – Sonata No.11 in F minor, D.625 – III. Allegro
07 – Sonata No.9 in B major, D.575 – I. Allegro ma non troppo
08 – Sonata No.9 in B major, D.575 – II. Andante
09 – Sonata No.9 in B major, D.575 – III. Scherzo Allegretto
10 – Sonata No.9 in B major, D.575 – IV. Allegro giusto

CD6
01 – Klaviersonate Nr. 7 Es-dur, D568 – 1. Allegro moderato
02 – Klaviersonate Nr. 7 Es-dur, D568 – 2. Andante molto
03 – Klaviersonate Nr. 7 Es-dur, D568 – 3. Menuetto. Allegretto
04 – Klaviersonate Nr. 7 Es-dur, D568 – 4. Allegro moderato
05 – Klaviersonate Nr. 5 As-dur, D557 – 1. Allegro moderato
06 – Klaviersonate Nr. 5 As-dur, D557 – 2. Andante
07 – Klaviersonate Nr. 5 As-dur, D557 – 3. Allegro
08 – Klaviersonate Nr. 6 e-moll, D566 – 1. Moderato
09 – Klaviersonate Nr. 6 e-moll, D566 – 2. Allegretto

CD7
01 – Schubert Piano Sonata In A Minor, Op. 164, D 537 – 1. Allegro Ma Non Troppo
02 – Schubert Piano Sonata In A Minor, Op. 164, D 537 – 2. Allegretto Quasi Andantino
03 – Schubert Piano Sonata In A Minor, Op. 164, D 537 – 3. Allegro Vivace
04 – Schubert Piano Sonata In C, D 279 – 1. Allegro Moderato
05 – Schubert Piano Sonata In C, D 279 – 2. Andante
06 – Schubert Piano Sonata In C, D 279 – 3. Menuetto & Trio
07 – Schubert Piano Sonata In E, D 157 – 1. Allegro Ma Non Troppo
08 – Schubert Piano Sonata In E, D 157 – 2. Andante
09 – Schubert Piano Sonata In E, D 157 – 3. Menuetto Allegro Vivace

Wilhelm Walter Friedrich Kempff – Piano

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Kempff, depois de ensaiar bem ensaiadinho, foi tocar Schubert no Palco do PQPBach Theater, em PQPBach Village.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Cd 22 de 22 – Sandrine Piau; Johannette Zomer, James Gilchrist, etc., Amsterdam Baroque Orchestra, Ton Koopman

Finalmente consigo terminar essa fantástica coleção, que traz todas as Cantatas compostas por nosso compositor maior, Johann Sebastian, o Bach. Espero que tenham gostado, deu muito trabalho. Espero que estes links permaneçam ativos por bastante tempo, pois provavelmente nunca mais serão repostos .

COMPACT DISC I
Ein feste Burg ist unser Gott BWV 80
Festo Reformationis
1  Chorus: “Ein feste Burg ist unser Gott”
2  Aria (Soprano, Bass): “Alles, was von Gott geboren/Mit unser Macht”
3  Recitative (Bass): “Erwäge doch, Kind Gottes”
4  Aria (Soprano): “Komm in mein Herzenshaus”
5  Chorale: “Und wenn die Welt voll Teufel wär”
6  Recitative (Tenor): “So stehe dann bei Christi blutgefärbten Fahne”  7  Aria (Duet: Alt, Tenor): “Wie selig sind doch die, die Gott im Munde tragen”
8  Chorale: “Das Wort, sie sollen lassen stahn”

Missa in G, BWV 236 

9 Kyrie  Chorus
10 Gloria Chorus
11  Gratias  Bass
12  Domine Deus  Soprano, Alto
13  Quoniam Te nor
14  Cum Sancto Spiritu  Chorus

Freue dich, erlöste Schar BWV 30
Festo S. Joannis Baptistae
17  Aria (Bass): “Globet sei Gott, gelobet sein Namen”
18  Recitative (Alto): “Der Herold kömmte und meldt den König an”
19  Aria (Alto): “Kommt, ihr angefochtnen Sünder”
20  Chorale: “Eine Stimme läßt sich hören”

Secunda pars
21  Recitative (Bass): “So bist du denn, mein Heil, bedacht”
22  Aria (Bass): “Ich will nun hassen und alles lassen”
23  Recitative (Soprano): “Und ob wohl sonst der Unbestand”
24  Aria (Soprano): “Eilt, ihr Stunden, kommt herbei”
25  Recitative (Tenor): “Geduld”
26  Chorus: “Freue dich, geheilgte Schar”

COMPACT DISC 2  62:43
Missa in F, BWV 233 

1 Kyrie  Chor us
2 Gloria Chorus
3  Domine Deus  Bass
4  Qui tollis  Soprano
5  Quoniam Alto
6  Cum Sancto Spiritu  Chorus

Missa in A, BWV 234 

7 Kyrie  Chor us
8 Gloria Chorus
9  Domine Deus  Bass
10  Qui tollis  Soprano
11  Quoniam Alto
12  Cum Sancto Spiritu  Chor us

Appendix:
Wilhelm Friedemann Bach: Gaudete omnes populi, F103
(Latin version of BWV 80)

13  Chorus: Gaudete omnes populi
14  Chorus: Manebit verbum Domini

COMPACT DISC 3
Angenehmes Wiederau, freue dich in deinen Auen BWV 30a
Dramma per musica zur Huldigung Johann Christian von Hennickes

1  Chorus: “Angenehmes Wiederau, freue dich in deinen Auen”
2  Recitative (Bass): “So ziehen wir in diesem Hause”
3  Aria (Bass): “Willkommen im Heil, willkommen in Freuden”  4:39  4  Recitative (Alto): “Da heute dir, gepriesner Hennikke”  0:35  5  Aria (Alto): “Was die Seele kann ergötzen”
6  Recitative (Bass): “Und wie ich jederzeit bedacht”
7  Aria (Bass): “Ich will dich halten und mit dir walten”
8  Recitative (Soprano): “Und obwohl sonst der Unbestand”
9  Aria (Soprano): “Eilt, ihr Stunden, wie ihr wollt”
10  Recitative (Tenor): “So recht! Ihr seid mir werte Gäste”
11  Aria (Tenor): “So wie ich die Tropfen zolle”
12  Recitative (S, A, T, B): “Drum, angenehmes Wiederau”
13  Chorus: “Angenehmes Wiederau, prange nun in deinen Auen!”

Missa in g, BWV 235 

14 Kyrie  Chorus
15 Gloria Chorus
16  Gratias  Ba ss
17  Domine Fili Alto
18  Qui tollis  Tenor
19  Cum Sancto Spiritu

Sandrine Piau (BWV 30, 30a, 80), Johannette Zomer (BWV 233, 234)  soprano
Bogna Bartosz, Nathalie Stutzmann (BWV 80)  al o
Jörg Dürmüller (BWV 233­6), James Gilchrist (BWV 30, 80)  Christoph Prégardien (BWV 30a)  tenor
Klaus Mertens  bass

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BTHVN250 – A Obra Completa de Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Três sonatas para piano, Op. 2 – Perahia

 

 

 

 

A reação de Haydn aos Trios Op. 1 certamente emputeceu e muito Ludwig – conhecido pelos colegas da corte de Bonn como “espanhol louco”, pela cor negra dos cabelos, pelo temperamento irascível e, plausivelmente, pelas reações sanguinolentas ao bullying inerente à posição de violista -, mas não o impediu de dedicar seu Op. 2 em italiano ao “signore Giuseppe Haydn”. Também, pudera: desentender-se com o maior compositor vivo, inda mais na cidade que era a um só tempo seu quartel-general, uma capital imperial e, ainda mais importante, a Meca da Música Ocidental, não era uma opção ao compositor aspirante que já adquirira alguma fama como virtuose ao piano. Não por acaso, compôs para seu instrumento favorito essas sonatas que, embora calcadas na forma e estrutura (quatro movimentos, um scherzo no terceiro) das sonatas de Mozart e Haydn, já extrapolam em alguns aspectos seus modelos, especialmente na segunda, cheia de ousadias, e na terceira, bastante virtuosística.

Para interpretá-las neste longo festival Beethoven, para o qual prometi gravações inéditas aqui no PQP Bach, preferi não me fiar a uma série integral das 32 sonatas, algumas das quais pretendo publicar por aqui. Isso, inevitavelmente, inda mais num antro de melômanos com vastas discotecas beethovenianas como é este blogue, levar-me-á a recorrer a alguns intérpretes que, embora muito queridos a mim, são malditos neste recinto (sim, Glenn e Vladimir: estou olhando para vocês). Por ora, relaxem, pois quem lhes trago é o maravilhoso Murray Perahia, que gravou o Op. 2 bem na época em que enfrentava um grave problema numa mão que quase lhe encerrou a carreira. Quem o ouve nessas gravações, as minhas preferidas para essas sonatas, nem imagina as dores por que ele passava, e só consegue desejar o melhor em saúde para o mestre do Bronx, a fim de que, quem sabe, algum dia ele nos legue uma integral das míticas trinta e duas.

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

We wish you smilier days, Mr. Perahia!

Três Sonatas para piano, Op. 2
Compostas entre 1793-1795
Publicadas em 1796
Dedicadas a Joseph Haydn

No. 1 em Fá menor
1 – Allegro
2 – Adagio
3 – Menuetto and Trio (Allegretto)
4 – Prestissimo

No. 2 em Lá maior
5 – Allegro vivace
6 – Largo appassionato
7 – Scherzo: Allegretto
8 – Rondo: Grazioso

No. 3 em Dó maior
9 – Allegro con brio
10 – Adagio
11 – Scherzo: Allegro
12 – Allegro assai

Murray Perahia, piano

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#BTHVN250, por René Denon

Vassily

 

Beethoven (1770-1827): (Algumas) Sonatas para Piano – Stephen Kovacevich, piano #BTHVN250

Beethoven (1770-1827): (Algumas) Sonatas para Piano – Stephen Kovacevich, piano #BTHVN250

Stephen KOVACEVICH

Great Pianists of the 20th Century – No. 60

 

Como sempre acontece nesta época do ano (estamos nos tórridos dias de dezembro), volto os meus olhos para meus incontáveis CDs em suas prateleiras e trato de passá-los em revista. É quase um ritual, considero que vou me livrar da metade deles. É fácil, a cada dois, decida: este fica, este vai. Começo a construção de pilhas, este sim, este não, bom… talvez não, quem sabe?

Não tentem isto em casa sem os devidos equipamentos de segurança. As fotos são meramente ilustrativas…

Vocês já adivinharam, todos eles voltam para os seus lugares e eu deixo o grande projeto de reduzir todos os meus pertences a o que couber em um metro cúbico para o próximo ano.

No entanto, uma nova componente se meteu nesta arrumação de fim de ano:  vaga ideia de postar sistematicamente meus discos ‘mais queridos’. Sei, vaga pois o critério é subjetivo e, desde que comecei fazer as postagens aqui no PQP Bach, tenho usado deste critério – os discos mais queridos.

É claro, os maledicentes de plantão vão dizer – desculpas esfarrapadas para ouvir novamente estes velhos amigos a contar mais uma vez as antigas e adoráveis histórias…

Não importa, o que detonou de vez esta iniciativa foram os primeiros acordes da Sonata para Piano em mi bemol maior, Op. 31, 3, do Ludovico, interpretada pelo (jovem) Stephen Kovacevich. Não a segunda gravação, para a EMI, que também é ótima, mas a primeira, para a Philips, feita em dezembro de 1971, no Town Hall, Wembley, Londres.

A Philips bobeou feio em não ter conseguido que ele gravasse todas as sonatas, mas não sou de ficar olhando para a metade vazia do copo.

Quem adivinhar o nome destas cinco pessoas ganha uma cocada…

Assim, aqui vai esta postagem de um dos meus discos mais queridos, o Volume 60 da série ‘Great Pianists of the 20th Cetntury’, featuring Stephen KOVACEVICH, tocando algumas sonatas para piano de Beethoven. Entre elas, amigos, as três (maravilhosas) últimas.

Provavelmente este álbum já foi postado por algum de meus ‘parças’ aqui do PQP Bach, pode estar enterrado em uma destas caixas com muitos discos, pois que o lançamento de caixas com ‘todas’ as gravações de ‘fulano’ pelo selo ‘beltrano’ tornou-se prática corrente com as modernas estratégias de marketing… Mas, alguma repetição pode até ser benéfica, especialmente quando a música é tão espetacular.

As sete sonatas do disco são bem representativas, tanto da arte de Beethoven quanto da arte do intérprete, o então jovem Stephen Kovacevich. No primeiro CD a ‘Pathétique’ com seu maravilhoso movimento lento ‘Adagio cantabile’ e seu último movimento virtuosístico. Duas sonatas das três que formam o opus 31, entre elas a ‘Tempest’, com seu perpetuum mobile no final. A já mencionada Sonata em lá maior, op. 101, que é uma prova dos poderes mágicos que o Ludovico tinha de criar uma obra prima assim que vontade surgisse. Como se não bastasse tudo isto, as três últimas sonatas, reinvenção de tudo, a forma sonata levada ao limite.

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

CD1

Sonata para piano No. 8 em dó menor, Op. 13 – ‘Pathétique’
  1. Grave – Allegro di molto e com brio
  2. Adagio cantábile
  3. Allegro
Sonata para piano No. 17 em ré menor, Op. 31, 2 – ‘Tempest’
  1. Largo – Allegro
  2. Adagio
  3. Allegretto
Sonata para piano No. 18 em mi bemol maior, Op. 31, 3 – ‘Hunt’
  1. Allegro
  2. Allegretto vivace
  3. Moderato e grazioso
  4. Presto con fuoco
Sonata para piano No. 28 em lá maior, Op. 101
  1. Etwas lebhaft und mit der innigsten Empfindung. Allegretto ma non troppo
  2. Lebhaft, marschmässig. Vivace alla marcia
  3. Langsam und sehnsuchtsvoll. Adagio ma non troppo, com affetto
  4. Geschwind, doch nicht zu sehr und mit Entschlossenheit. Allegro

CD2

Sonata para piano No. 30 em mi maior, Op. 109
  1. Vivace ma non troppo – Adagio expressivo – Tempo I
  2. Prestissimo
  3. Gesangvoll, mit innigster Empfindung. Andante cantabile ed expressivo
Sonata para piano No. 31 em lá bemol maior, Op. 110
  1. Moderato cantabile molto expressivo
  2. Allegro molto
  3. Adagio ma non troppo – Fuga. Allegro ma non troppo
Sonata para piano em dó menor, Op. 111
  1. Maestoso – Allegro com brio ed appassionato
  2. Adagio molto semplice e cantabile

Stephen Kovacevich, piano

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FLAC | 576 MB

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MP3 | 320 KBPS | 352 MB

Uma palavra sobre os arquivos. No álbum original, com dois CDs, uma das sonatas com quatro movimentos ficou dividida, dois movimentos no primeiro, os outros dois no segundo CD. Aproveitei o espaço de CD virtual dos arquivos para colocar esta sonata completa no primeiro CD-arquivo, evitando assim a sua divisão. Além disso, os dois últimos movimentos foram ‘unidos’ em uma única faixa, para evitar a desagradável interrupção, uma vez que eles são tocados em seguida, quando ouvimos os CDs diretamente do CD player. Ao fazer isto, renomeei a faixa, mas subtrai as indicações em alemão (que podem ser lidas aqui, no texto). Desculpe-me, Ludovico, por esta ousadia, mas se o nome do arquivo ficar muito longo, certos leitores de arquivos flac ou mp3 ficam confusos e não conseguem decidir qual é o formato.

Então, quem já tem, aproveite para ouvir de novo, e quem ainda não tem, não perca tempo, aproveite, pois é difícil ficar melhor do que isto.

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Cd 21 de 22 – Sandrine Piau; Johannette Zomer, James Gilchrist, etc., Amsterdam Baroque Orchestra, Ton Koopman

COMPACT DISC 1
Was Gott tut, das ist wohlgetan (III) BWV 100
Unspecified occasion
1 Chorale [Versus 1]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, es bleibt grerecht sein Wille”
2 Aria (Duet: A, T) [Versus 2]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, er wird mich nicht betrüben”
3 Aria (S) [Versus 3]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, er wird mich wohl bedenken”
4 Aria (B) [Versus 4]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, er ist mein Licht, mein Leben”
5 Aria (A) [Versus 5]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, muß ich den Kelch gleich schmecken”
6 Chorale [Versus ultimus]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, darbei will ich verbleiben”

Bekennen will ich seinen Namen BWV 200
Aria, probably from a cantata Unspecified occasion
7 Aria (Alto): “Bekennen will ich seinen Namen”

Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ BWV177
Dominica 4 post trinitatis
4. Sonntag nach Trinitatis –
8 Chorus [Versus 1]: “Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ”
9 Aria (Alto) [Versus 2J: “Ich bitt noch mehr, o Herre Gott”
10 Aria (Soprano) [Versus 3]: “Verleih, daß ich aus Herzensgrund”
11 Aria (Tenor) [Versus 4]: “Laß mich kein Lust noch Furcht von dir”
12 Chorale [Versus 5]: “Ich lieg im Streit und widerstreb”

Dem Gerechten muß das Licht BWV 195
Wedding Cantata –
13 Chorus: “Dem Gerechten muß das Licht”
14 Recitative (Bass): “Dem Freudenlicht gerechter Frommen”
15 Aria (Bass): “Rühmet Gottes Gut und Treu”
16 Recitative (Soprano): “Wohlan, so knüpfet denn ein Band”
17 Chorus (Soli S, A, T, B and Choir): “Wir kommen, deine Heiligkeit”
18 Chorale: “Nun danket all und bringet Ehr”

COMPACT DISC 2
Wachet auf, ruft uns die Stimme BWV 140
Dominica 27 post trinitatis

1 Chorale: “Wachet auf, ruft uns die Stimme”
2 Recitative (Tenor): “Er kommt, er kommt”
3 Aria (Duet: Soprano, Bass): “Wenn kömmst du, mein Heil”
4 Chorale (Tenors): “Zion hört die Wächter singen”
5 Recitative (Bass): “So geh herein zu mir”
6 Aria (Duet: Soprano, Bass): “Mein Freund ist mein”
7 Chorale: “Gloria sei dir gesungen”

O ewiges Feuer, o Ursprung der Liebe BWV 34
Feria 1 Pentecostes

8 Chorus: “O ewiges Feuer, o Ursprung der Liebe”
9 Recitative (Tenor): “Herr, unsre Herzen halten dir”
10 Aria (Alto): “Wohl euch, ihr auserwählten Seelen”
11 Recitative (Bass): “Erwählt sich Gott die heiigen Hütten
12 Chorus: “Friede über Israel”

Lobe den Herrn, meine Seele BWV 143
Festo Circumcisionis Christi For the Feast of the Circumcision
13 Chorus: “Lobe den Herrn, meine Seele”
14 Chorale (Sopranos): “Du Friedefürst, Herr Jesu Christ”
15 Recitative (Tenor): “Wohl dem, des Hülfe der Gott Jakob ist”
16 Aria (Tenor): “Tausendfaches Unglück”
17 Aria (Bass): “Der Herr ist König”
18 Aria (Tenor): “Jesu, Retter deiner Herde”
19 Chorus with Chorale: “Halleluja. Gedenk, Herr, jetzund an dein Amt”

Der Friede sei mit dir BWV 158
Feria 3 Paschatos
20 Recitative (Bass): “Der Friede sei mit dir”
21 Aria (Bass) and Chorale (Sopranos): “Welt, ade, ich bin dein Müde”
22 Recitative (Bass): “Nun Herr, regiere meinen Sinn”
23 Chorale: “Hier ist das rechte Osterlamm”

COMPACT DISC 3
Gott ist unsre Zuversicht BWV 197
Wedding Cantata 4
1 Chorus: “Gott ist unsre Zuversicht”
2 Recitative (Bass): “Gott ist und bleibt der beste Sorger”
Aria (Alto): “Schläfert allen Sorgenkummer”
4 Recitative (Bass): “Drum folget Gott und seinem Triebe”
5 Chorale: “Du süße Lieb, schenk uns deine Gunst”
6 Aria (Bass): “O du angenehmes Paar”
7 Recitative (Soprano): “So wie es Gott mit dir”
8 Aria (Soprano): “Vergnügen und Lust, Gedeihen und Heil”
9 Recitative (Bass): “Und dieser frohe Lebenslauf”
10 Chorale: “So wandelt froh auf Gottes Wegen”

In allen meinen Taten BWV 97
Unspecified occasion –
11 Chorus [Versus 1]: “In allen meinen Taten”
12 Aria (Bass) [Versus 2]: “Nichts ist es spat und frühe”
13 Recitative (Tenor) [Versus 3]: “Es kann mir nichts geschehen”
14 Aria (Tenor) [Versus 4]: “Ich traue seiner Gnaden”
15 Recitative (Alto) [Versus 5]: “Er wolle meiner Sünden”
16 Aria (Alto) [Versus 6]: “Leg ich mich späte nieder”
17 Aria (Duet: Soprano, Bass) [Versus 7]: “Hat er es denn beschlossen”
18 Aria (Soprano) [Versus 8]: “Ihm hab ich mich ergeben”
19 Chorale [Versus ultimus]: “So sei nun, Seele, deine”

O Jesu Christ, meins Lebens Licht BWV 118

Motette (“Trauermusik”)
20 Chorus: “O Jesu Christ, meins Lebens Licht”

Gloria in excelsis Deo BWV 191
Festo Nativitatis Christi

21 Chorus: “Gloria in excelsis Deo”
22 Aria (Duet: Soprano, Tenor): “Gloria Patri et Filio”
23 Chorus: “Sicut erat in principio”

Sandrine Piau; Johannette Zomer (BWV 195); Caroline Stam (BWV 191)  soprano
Bogna Bartosz; Annette Markert (BWV 195)  alto
James Gilchrist (BWV 100, 195, 140, 97); Paul Agnew (BWV 34, 191)  Christoph Prégardien (BWV 177); Jörg Dürmüller (BWV 143) tenor
Klaus Mertens  bass

THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

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BTHVN250 -A Obra Completa de Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Trios para piano, violino e violoncelo, Opp. 1 & 11, WoO 38 & 39 – The Castle Trio

 

 

 

 

Quando da publicação destes trios para piano, violino e violoncelo, em 1795, o jovem Beethoven, que deixáramos na publicação anterior de malas prontas para sair de sua Bonn natal e não mais voltar, já se encontra estabelecido em Viena e confiante o bastante para, mesmo tendo outrora publicado obras diversas, atribuir à trinca de trios o título de primeira obra – seu Opus 1. A estreia aconteceria na casa do dedicatário, o príncipe Lichnowsky, e na presença de Haydn, que voltara à cidade após sua temporada com os Esterházy e suas bem-sucedidas viagens a Londres e gozava da reputação inconteste de maior compositor vivo. Beethoven, que estudara brevemente com ele ao chegar de Bonn, ficara decepcionado com o pouco interesse que percebia em seu professor, muito ocupado com seus projetos londrinos. Não obstante, aguardava com muita expectativa sua impressão acerca dos trios. Haydn, que chegaria havia pouco de viagem, estava exausto e, aparentemente, não teve muita paciência para com as obras. Criticou-as  muito, principalmente a terceira – justamente o preferido de Beethoven, a que melhor repercutiria e aquela na tonalidade que lhe seria tão típica em Dó menor -, e recomendou que Beethoven não a publicasse. O jovem renano, no que lhe era bem típico, deu de ombros e, talvez mordido pela crítica, insistiu na publicação, que foi um sucesso.

Na interpretação que lhes alcanço, do excelente Castle Trio, foram utilizados instrumentos originais do acervo do Smithsoniam Museum. Mesmo aqueles que entre vós outros torçam o nariz para o uso de instrumentos de época provavelmente apreciarão o trabalho do trio, que inclui o pianista Lambert Orkis, conhecido por sua longa parceria com a divíssima violinista Anne-Sophie Mutter, que não o troca por ninguém mais. Completando a gravação, estão a versão com violino do trio op. 11, alcunhado “Gassenhauer”, que é mais conhecido em sua roupagem com clarinete, que também postaremos em breve; o trio WoO 38, publicado postumamente e escrito provavelmente nos últimos meses em Bonn, e o Allegretto WoO 39, composto em 1812 e dedicado como presente a Maximiliane Brentano, filha de sua grande amiga Antonie.

A foto ruim, trio ótimo

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

CD 1
Três Trios para piano, violino e violoncelo, Op. 1
Publicados e estreados em 1795
Dedicados ao príncipe Karl von Lichnowsky

No. 1 em Mi bemol maior

1 – Allegro
2 – Adagio cantabile
3 – Scherzo. Allegro assai
4 – Finale. Presto

No. 2 em Sol maior
5 – Adagio – Allegro vivace
6 – Largo con espressione
7 – Scherzo. Allegro
8 – Finale. Presto

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CD2 
Três Trios para piano, violino e violoncelo, Op. 1

No. 3 em Dó menor

1 – Allegro con brio
2 – Andante cantabile con variazioni
3 – Minuetto. Quasi allegro
4 – Finale. Prestissimo

Trio para piano, violino e violoncelo em Mi bemol maior, WoO 38 (?1791)
5 – Allegro moderato
6 – Scherzo: Allegro ma non troppo[a]
7 – Rondo: Allegretto

Allegretto para piano, violino e violoncelo em Si bemol maior, WoO 39 (1812)
8 – Allegretto

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The Castle Trio
Lambert Orkis, piano
Marilyn McDonald, violino
Kenneth Slowik, violoncelo

#BTHVN250, por René Denon

Vassily

Schubert (1797-1828): Sinfonias Nos. 8 e 9 – Camerata Academica des Mozarteums Salzburg – Sandor Végh

Schubert (1797-1828): Sinfonias Nos. 8 e 9 – Camerata Academica des Mozarteums Salzburg – Sandor Végh

Franz Schubert

Sinfonias Nos. 8 & 9

Camerata Academica

Sandor Végh

 

Schubert certamente é conhecido por suas peças para piano, incluindo as suas últimas sonatas, a música de câmera e sobretudo por suas canções acompanhadas ao piano, os Lieder. Este tipo de música sempre teve execução garantida pelo próprio compositor e por seus muitos amigos artistas. No entanto, as obras orquestrais tinham destino mais incerto, não havia garantias de ter uma sinfonia, por exemplo, executada por uma orquestra de músicos profissionais. Apesar disto, ele produziu algumas lindas sinfonias. As primeiras tinham escopo mais modesto e foram executadas por orquestras amadoras. As Sinfonias Nos. 5 e 6, no entanto, demandam um conjunto maior e você poderá ouvi-las na interpretação da Camerata Academica des Mozarteums Salzburg, sob a regência de Sandor Végh, álbum postado aqui.

Agora temos as duas últimas Sinfonias, que têm um escopo ainda maior. A Sinfonia Inacabada foi composta em 1822 e a sua história, desde a pena de Schubert até a estreia, no dia 17 de dezembro de 1865, envolve um grande amigo do compositor e algum mistério.

Johann Baptist Jenger, Anselm Hüttenbrenner e Franz Schubert

O amigo chamava-se Anslem Hüttenbrener e era pianista e compositor amador. A Sinfonia foi dada à Sociedade Musical da Estíria, de Granz, que havia homenageado Schubert. Como Anselm era o elo entre Schubert e a Sociedade, os manuscritos da Sinfonia foram enviados para ele, mas este nunca os repassou aos outros membros da Sociedade.

Estaria Anselm esperando que Schubert completasse a sinfonia? Teriam os dois amigos esquecido completamente da peça? O fato é que Schubert não completou a sinfonia e morreu seis anos depois. Anselm serviu de fonte para muitas informações sobre Schubert após a morte dele, mas nunca mencionou o manuscrito, nem mesmo para Ferdinand, irmão de Schubert, que passou a cuidar de suas obras.

Somente em 1865, Anselm entregou os manuscritos da Sinfonia a Johann Herbeck, regente da Gesellschaft der Musikfreunde, que fora visitá-lo em Granz e a Sinfonia foi então revelada.

Óculos de Schubert sobre a partitura de uma de suas canções

A história da Grande Sinfonia também envolve algumas peripécias. Em 1825 Schubert iniciou a composição desta grande peça e a terminou no ano seguinte. No entanto, sem fundos para ter a obra estreada, enviou-a como uma dedicatória à Gesellschaft der Musikfreunde. Schubert recebeu por isso algum dinheiro e as partes da Sinfonia foram copiadas. Em 1827 a orquestra fez uma primeira leitura da sinfonia com vistas a sua execução, mas a obra foi considerada muito difícil e deixada de lado.

Em 1838, Robert Schumann visitou Viena e Ferdinand, o irmão de Schubert, mostro-lhe a partitura da sinfonia. Schumann levou consigo uma cópia da mesma e em 1839 a obra foi então estreada pela Leipzig Gewandhaus, sob a regência de Feliz Mendelssohn. A estreia foi saudada por um artigo escrito por Schumann onde a expressão ‘himmlische Länge’ – comprimento celestial – foi cunhada para referir-se a sinfonia. Você poderá descobrir mais detalhes sobre esta história aqui.

Franz Schubert (1797 – 1828)

Sinfonia No. 8 em si menor, D. 759

  1. Allegro moderato
  2. Andante com moto

Sinfonia No. 9 em dó maior, D. 944

  1. Andante – Allegro non troppo
  2. Andante con moto
  3. Allegro vivace
  4. Allegro vivace

Camerata Academica des Mozarteums Salzburg

Sandor Végh

Coprodução ORF – Österreichischer Rundfunk & Capriccio

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FLAC | 311 MB

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MP3 | 320 KBPS | 182 MB

Sandor Vegh

Veja o que disse Thomas Zehetmair (regente e violinista) sobre a ‘Grande Sinfonia’: “É um dos misteriosos milagres da arte!”

Aproveite!

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Cd 20 de 22 – Sandrine Piau,  Johannette Zomer,  James Gilchrist etc. , Amsterdam Baroque Orchestra, Ton Koopman

COMPACT DISC 1

Herr Gott, Beherrscher aller Dinge BWV 120a
(Reconstruction movements 1-4: Ton Koopman)
Wedding Cantata –

1 Chorus: “Herr Gott, Beherrscher aller Dinge”
2 Recitative (Bass, Tenor) and Chorus: “Wie wunderbar, o Gott, sind deine Werke”
3 Aria (Soprano): “Leit, o Gott, durch deine Liebe”

Secunda parte post copulationem
4 Sinfonia: Presto
5 Recitative (Tenor) and Chorus: “Herr Zebaoth, Herr, unsrer Väter Gott”
6 Aria (Duet: Alto, Tenor): “Herr, fange an und sprich den Segen”
7 Recitative (Bass): “Der Herr, Herr unser Gott”
8 Chorale: “Lobe den Herren, der deinen Stand sichtbar gesegnet”

Ich steh mit einem Fuß im Grabe BWV 156
Dominica 3 post Epiphanias

9 Sinfonia: Adagio
10 Aria (Alto) and Chorale (Sopranos): “Ich steh mit einem Fuß im Grabe”
11 Recitative (Bass): “Mein Angst und Not”
12 Aria (Alto): “Herr, was du willt, soll mir gefallen”
13 Recitative (Bass): “Und willst du, daß ich nicht soll kranken”
14 Chorale: “Herr, wie du willt, so schicks mit mir”

Alles mit Gott und nichts ohn’ ihn BWV 1127 “Aria Soprano Solo è Ritornello”
[discovered Spring 2005] For the 53rd birthday of Duke Wilhelm Ernst – Am 53. Ge

15 Aria (Soprano): “Alles mit Gott und nichts ohn’ ihn” (Strophes 1, 4, 8, 12)

COMPACT DISC 2

Man singet mit Freuden vom Sieg BWV 149
Festo Michaelis

1 Chorus: “Man singet mit Freuden vom Sieg”
2 Aria (Bass): “Kraft und Stärke sei gesungen”
3 Recitative (Alto): “Ich fürchte mich vor tausend Feinden nicht”
4 Aria (Soprano): “Gottes Engel weichen nie”
5 Recitative (Tenor): “Ich danke dir, mein lieber Gott”
6 Aria (Duet: Alto, Tenor): “Seid wachsam, ihr heiligen Wächter”
7 Chorale: “Ach Herr, laß dein lieb Engelein”

Wär Gott nicht mit uns diese Zeit BWV 14
Dominica 4

8 Chorus: “Wär Gott nicht mit uns diese Zeit”
9 Aria (Soprano): “Unsre Stärke heißt zu schwach”
10 Recitative (Tenor): “Ja, hätt es Gott nur zugegeben”
11 Aria (Bass): “Gott, bei deinem starken Schützen”
12 Chorale: “Gott Lob und Dank, der nicht zugab”

Wir danken dir, Gott, wir danken dir BWV 29
Inauguration of the New Town Council

13 Sinfonia: Presto
14 Chorus: “Wir danken dir, Gott, wir danken dir”
15 Aria (Tenor): “Halleluja, Stärk und Macht”
16 Recitative (Bass): “Gott Lob! es geht uns wohl!”
17 Aria (Soprano): “Gedenk an uns mit deiner Liebe”
18 Recitative (Alto) and Chorus: “Vergiß es ferner nicht”
19 Arioso (Alto): “Halleluja, Stärk und Macht”
20 Chorale: “Sei Lob und Preis mit Ehren”

Nun danket alle Gott BWV 192
Reconstruction of the horn- and tenor parts in movements 1 & 3 by Ton Koopman
Unspecified occasion
21. Chorus: “Nun danket alle Gott”
22. Aria (Duet: Soprano, Bass): “Der ewig reiche Gott”
23. Chorus: “Lob, Ehr und Preis sei Gott”

COMPACT DISC III

Gott, man lobet dich in der Stille BWV 120
Inauguration of the New Town Council

1 Aria (Alto): “Gott, man lobet dich in der Stille”
2 Chorus: “Jauchzet, ihr erfreuten”
3 Recitative (Bass): “Auf! du geliebte Lindenstadt”
4 Aria (Soprano): “Heil und Segen soll und muß”
5 Recitative (Tenor): “Nun, Herr, so weihe selbst das Regiment”
6 Chorale: “Nun hilf uns, Herr, den Dienern dein”

Lobet Gott in seinen Reichen BWV 11
Oratorium Festo Ascensionis Christi

7 Chorus: “Lobet Gott in seinen Reichen”
8 Recitative (Tenor): “Der Herr Jesus hub seine Hände auf”
9 Recitative (Bass): “Ach, Jesu, ist dein Abschied schon so nah?”
10 Aria (Alto): “Ach, bleibe doch, mein liebstes Leben”
11 Recitative (Tenor): “Und ward aufgehaben zusehends”
12 Chorale: “Nun lieget alles unter dir”
13 a. Recitative (Tenor, Bass): “Und da sie ihm nachsahen”
b. Recitative (Alto): “Ah ja! So komme bald zurück”
c. Recitative (Tenor): “Sie aber beteten ihn an”
14 Aria (Soprano): “Jesu, deine Gnadenblicke”
15 Chorale: “Wenn soll es doch geschehen”

Es ist das Heil uns kommen her BWV 9
Dominica 6 post trinitatis

16 Chorus: “Es ist das Heil uns kommen her”
17 Recitative (Bass): “Gott gab uns ein Gesetz”
18 Aria (Tenor): “Wir waren schon zu tief gesunken”
19 Recitative (Bass): “Doch mußte das Gesetz erfüllet werden”
20 Aria (Duet: Soprano, Alto): “Herr, du siehst statt guter Werke”
21 Recitative (Bass): “Wenn wir die Sünd’ aus dem Gesetz erkennen”
22 Chorale: “Ob sich’s anließ, als wollt’ er nicht”

Der Herr ist mein getreuer Hirt BWV 112
Dominica Misericordia Domini

23 Chorus: “Der Herr ist mein getreuer Hirt”
24 Aria (Alto): “Zum reinen Wasser er mich weist”
25 Recitativo, Arioso (Bass): “Und ob ich wandert im finstern Tal”
26 Aria (Duet: Soprano, Tenor): “Du bereitest für mir einen Tisch”
27 Chorale: “Gutes und die Barmherzigkeit”

Sandrine Piau Johannette Zomer (BWV 14); Lisa Larsson (BWV 1127) soprano
Bogna Bartosz, Nathalie Stutzmann (BWV 120a) alto
James Gilchrist, Christoph Prégardien (BWV 112, 149) tenor
Klaus Mertens bass

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Ton Kopmann na sede do PQPBach

BTHVN250 – A Obra Completa de Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Variações para piano sobre uma marcha de Dressler, WoO 63 – Variações para piano, WoO 64-68 – Buchbinder

BTHVN250 – A Obra Completa de Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Variações para piano sobre uma marcha de Dressler, WoO 63 – Variações para piano, WoO 64-68 – Buchbinder

Inauguramos, com esta postagem, uma série que ocupará quase todo este ano da graça do ducentésimo quinquagésimo aniversário do nascimento de Ludwig van Beethoven. Se o colapso não bater antes à minha porta, ou se a marota artéria cerebral obliterada que me levou a esta proposta não desentupir em desespero, deverei alcançar-lhes toda a obra conhecida e publicada do genial renano já posta em disco, em gravações inéditas aqui no PQP Bach, até a data magna dos ludwigomaníacos, em dezembro.

Será, claro, um trabalho mastodôntico e doidivano, mas nenhum sofrimento para mim, ludwigomaníaco desde moleque. Não exagero: meu primeiro contato com Beethoven (descontando a musiquinha de espera do telefone lá de casa, que era “Pour Elise”) aos seis para sete anos, quando me chegou às mãos uma revista da Disney sobre, bem, Beethoven.

Sim, não lhes minto

Naturalmente, pouco se poderia esperar de beethoveniano de um cachorro antropomórfico esmerilhando um piano de pernas cruzadas. Lembro-me, no entanto, de não ter compreendido como um músico podia ser surdo. Tampei minhas pequenas orelhas e tentei me imaginar ouvindo e fazendo música daquele jeito, e não consegui. Acudi-me com meu pai:

– Pai, Beethoven é surdo?
– Sim, ele era surdo.
– Era?
– Sim, ele já morreu há muito tempo.
– Mas como é que ele era músico se ele era surdo?
– Ele imaginava a música e colocava no papel, filho.
– Ele não ouvia música?
– Não, a música estava na cabeça dele.
– Mas como ele não escuta se ele tem as orelhas do Pateta?
– Isso é só uma historinha. Ele era uma pessoa como a gente. Vem cá que vou te mostrar o Beethoven.

E aí abriu um espesso volume da enciclopédia para apontar-me uma gravura de um tio sério e descabelado. Meu diagnóstico sumário:

– Ele deve estar bem brabo por ser surdo, né?

ooOoo

Pano rápido. Passam-se cinco anos e o velho piano de minha avó, desamparado desde a venda e demolição da abandonada casa no interior, chega até a minha. Sobre o tampo empoeirado, e sem muita cerimônia, o rapaz do caminhão de mudanças coloca um busto.

– Quem é, Pai?
– É Beethoven, filho.

Claro que era Beethoven! Um pouco mais de ordem nos cabelos, sim, mas a mesma seriedade no semblante, por demais apropriado ao longo dos muitos anos em que eu maltrataria o pobre teclado subjacente tentando tocar alguma coisa. Sempre que errava – o que era, bem, quase sempre -, pedia desculpas ao sisudo busto branco, enquanto quase comemorava o fato dele, por ser uma escultura, nada poder ouvir.

Junto com o piano, muita poeira e artrópodes sortidos, veio um punhado de discos bem prejudicadinhos. Um deles, imediatamente, chamou-me a atenção, por estampar na capa exatamente o retrato descabelado e seriíssimo que meu pai me mostrara anos antes: Beethoven, sempre ele.
Soprando para longe uns bons nacos de poeira, coloquei o disco na vitrola e o que ouvi, e que me marcou a ferro pelo resto da vida, foi isso:

Escutei, extático, os dois lados do compacto, enquanto a janta esfriava. Lembro de minha mãe chamando-me, furibunda. Veio à sala e, ao me ver daquela maneira, tão absorto, deixou-me lá. Eu, o mesmerizado garoto que perderia o sorteio do bife, só tinha sentidos para aquela música. Então era isso que ele ele tinha na cabeça! Afinal, fora isso que ele colocara sobre o papel! E foi assim, na miudeza de meus onze anos, que Ludwig van Beethoven estreou na minha vida para nunca mais deixá-la.

ooOoo

Frontispício da primeira edição das Variações sobre uma Marcha de Dressler, publicada em Mannheim em 1782. Notem tanto a grafia errada do sobrenome do jovem “Louis van Betthoven” quanto a idade inexata do “jovem amador de dez anos”. Johann van Beethoven, desde cedo determinado a explorar o filho como criança-prodígio, sonegava-lhe um ano de idade desde seu primeiro concerto público, aos sete anos, para que pensassem que fosse ainda mais jovem. Ludwig, então com onze anos, completaria doze em dezembro.

Nem sequer suspeitaria que, duzentos e três anos antes, um outro menino de onze anos, na distante Bonn, capital do Eleitorado de Colônia – curiosamente muito próxima da cidade de meu avô, o proprietário daquele soturno busto de Beethoven que tanto sofreu com minha precária desenvoltura ao piano -, tinha sua primeira obra publicada em Mannheim. Filho de uma família de músicos com raízes flamengas pela parte do pai, e de cozinheiros do lado da mãe, Ludwig tinha dois irmãos mais jovens e já perdera outros tantos em tenra idade. Seu talento musical era tão evidente que, versado já em piano, viola e violino, fizera seu primeiro concerto público aos sete anos. Seu pai, um tenor na corte do arcebispo de Colônia,  via no filho mais velho um potencial filão de fortuna, se ele viesse a ser um novo Mozart e, ele próprio, seu Leopold. Johann, no entanto, era um alcoolista violento que espancava Ludwig com frequência e o deixou sob a tutela de professores abusivos, incluindo um que, insone, arrastava o menino para fora da cama a fim de lhe ensinar de madrugada. As coisas melhorariam um pouco quando, aos nove anos, iniciou seus estudos de piano e composição com Christian Neefe, o organista da corte de Bonn, que providenciou a publicação das Nove Variações sobre uma Marcha de Dressler, que vocês ouvirão a seguir.

Ludwig aos treze anos, já com os malares vermelhos que o acompanhariam por toda vida.

A obra, que provavelmente teve colaboração de Neefe, segue as convenções das variações figurativas da época e não deixa de impressionar, fruto que foi da pena de um menino de onze anos. Embora nada que se ouça nelas dê pistas de um criador genial, é curioso notar que nessa diminuta peça já estão presentes três  elementos cruciais na futura obra de Beethoven: a tonalidade de Dó menor, a forma da variação e o ritmo de marcha. Outras séries de variações, também inclusas nesta gravação, surgiriam ainda nos anos de Bonn – e é notável a evolução do jovem compositor quando comparamos as Variações Dressler com, por exemplo, aquelas sobre uma ária de Righini, compostas alguns anos depois. Ludwig, então, já tinha feito sua primeira viagem a Viena para tentar estudar com Mozart, mas teve que voltar a Bonn por conta da doença que mataria a mãe e o levaria a assumir a tutela dos irmãos mais novos, posto que o pai se afundava cada vez mais em seus charcos de etanol. A despeito de algumas anedotas, não se sabe ao certo se chegou a se encontrar com o célebre colega – e Mozart, já doente e endividado, provavelmente não tinha tempo nem recursos de assumi-lo como pupilo. De qualquer maneira, enquanto tocava viola na corte do Eleitor e cuidava dos irmãos, o rapazote já sabia que seu norte era Viena. Aos vinte e dois anos, deixaria a provinciana Bonn para estudar com Haydn na capital austríaca. Entre as recomendações, estava uma nota de seu patrono, o conde Waldstein, que escrevera:

Durch ununterbrochenen Fleiß erhalten SieMozarts Geist aus Haydns Händen”
(“Através da diligência ininterrupta, obterá o espírito de Mozart pelas mãos de Haydn”)

Mozart morrera, e Haydn mostrar-se-ia um professor pouco dedicado. Não faltaria a Ludwig, no entanto, a diligência ininterrupta, nem a implacável autocrítica que o levariam, através de enormes dificuldades, à mais impressionante e bem documentada evolução artística entre os grandes compositores. E será esta trajetória magnífica – das Variações Dressler até os últimos retoques nos derradeiros, visionários quartetos de cordas do final de sua vida – que reconstruiremos ao longo do ano do jubileu dum dos mais geniais filhos da Humanidade.

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1882)

1 – Nove Variações sobre uma Marcha de Dressler, WoO 63
2 – Seis Variações sobre uma Canção Suíça, WoO 64
3 – Vinte e quatro Variações sobre “Venni Amore” de Righini, WoO 65
4 – Treze Variações sobre “Es war einmal ein alter Mann” de “Das rote Käppchen” de Dittersdorf, WoO 66
5 – Doze Variações sobre “Menuett à la Viganò” de Haibel, WoO 68

Rudolf Buchbinder, piano

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#BTHVN250, por René Denon

Vassily

Bach (1685-1750): Joy of Bach – Keiko Nakata

Bach (1685-1750): Joy of Bach – Keiko Nakata

Bach

Peças para Órgão

Keiko Nakata

 

A imagem que eu tinha de um organista era a de um vetusto senhor, ligeiramente robusto, cabelos brancos, como Helmut Walcha, Piet Kee e o médico, humanista e organista Albert Schweitzer. Mesmo os três ‘jovens’ organistas que ouço com mais frequência – Christopher Herrick, Ton Koopman e Hans Fagius – estão com cabelos brancos e com pedidos de aposentadorias já protocolados. Assim, quando me deparei com este disco, com o instigante nome – Joy of Bach – com a jovem organista Keiko Nakata, não tive dúvidas, coloquei logo na minha playslist. Gostei do recital e achei que vocês também poderiam gostar.

Keiko Nakata nasceu no Japão e estudou órgão e cravo na Tokyo Geidai – Universidade de Belas Artes e Música. Ela completou seus estudos em Paris e o disco mostra que é realmente talentosa.

O repertório do disco é variado e adequado a uma deliciosa audição. A famosa Tocata e Fuga em ré menor, que pode ter sido composta por um jovem Bach, assim como um Concerto transcrito de Vivaldi, uma Fantasia e o meu preferido ‘Wachet auf, ruft uns die Stimme’, coral que também aparece na cantata correspondente.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

  1. Fantasia super: Komm, Heiliger Geist, BWV 651
  2. Tocata e Fuga em ré menor, BWV 565 – Tocata
  3. Tocata e Fuga em ré menor, BWV 565 – Fuga
  4. Fuga em sol menor, BWV 578
  5. Prelúdio e Fuga em sol maior, BWV 550 – Prelúdio
  6. Prelúdio e Fuga em sol maior, BWV 550 – Fuga
  7. Coral ‘Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645
  8. Trio em sol maior, BWV 1027a
  9. Concerto em ré menor, BWV 596 – [—]
  10. Concerto em ré menor, BWV 596 – Grave
  11. Concerto em ré menor, BWV 596 –Fuga
  12. Concerto em ré menor, BWV 596 –Largo e Spiccato
  13. Concerto em ré menor, BWV 596 – [—]
  14. Prelúdio e Fuga em ré maior, BWV 532 – Prelúdio
  15. Prelúdio e Fuga em ré maior, BWV 532 – Fuga
  16. Prelúdio Coral ‘O Mensch, bewein’ dein’ Sünde gross’, BWV 622

Keiko Nakata, órgão do Templo Saint-Jean, de Belfort

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FLAC | 304 MB

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MP3 | 320 KBPS | 150 MB

Keiko esperando a turma do PQP Bach para bater um papo depois do expediente…

Você poderá visitar a página do órgão usado na gravação se clicar aqui. Não demore e baixe logo o disco! Aproveite Joy of Bach e escreva para a gente dizendo que gostou… Use o link ‘LEAVE A COMMENT’ logo abaixo do título da postagem e faça a Joy of PQP Bach!

René Denon

Philippe Verdelot (c. 1480-c. 1530): A Renaissance Songbook – The Complete Madrigal Book of 1536

Philippe Verdelot (c. 1480-c. 1530): A Renaissance Songbook – The Complete Madrigal Book of 1536

Um disco tranquilo e bonito do compositor renascentista. Philippe Verdelot foi um compositor francês da Renascença que, como tantos outros, passou a sua vida na Itália. Verdelot nasceu Les Loges, Seine-et-Marne, França. Provavelmente chegou a Itália numa idade precoce, em algumas cidades no norte da Itália, provavelmente incluindo Veneza. Verdelot é conhecido por ter sido mestre di cappella no Baptisterium San Giovanni, em Florença 1523-1525. Em 1526 colaborou com Niccolò Machiavelli, numa produção de famosa comédia A Mandrágora. Verdelot, junto com Costanzo Festa, é considerado o pai do madrigal, uma forma vocal a cappella que surgiu no final da década de 1520 a partir de uma convergência de várias correntes musicais anteriores. Os madrigais de Verdelot eram imensamente populares, como pode ser deduzido por sua frequência de reimpressão e ampla disseminação por toda a Europa no século XVI. Ele também compôs motetos e missas.

Philippe Verdelot (c. 1480-c. 1530): A Renaissance Songbook – The Complete Madrigal Book of 1536

1. Quanto sia lieto il giorno
2. Quando amor i begli occhi
3. Donna leggiadr’ et bella
4. Madonna, qual certezza
5. Madonna, qual certezza
6. Con lagrime et sospir
7. Fuggi, fuggi, cor mio
8. Dormend’un giorno a Baia
9. Igno soave
10. Amor se d’hor in hor
11. Donna che seta tra le belle bella
12. Se mai provasti donna
13. Con lagrime et sospir
14. Afflitti spirti mei
15. Ben che’l misero cor
16. Madonna il tuo bel viso
17. Divini occhi sereni
18. Se lieta e grata morte
19. Vita de la mia vita
20. Vita de la mia vita
21. Gloriar mi poss’io donne
22. Gloriar mi poss’io donne
23. Piove da gli occhi della donna ia
24. Con l’angelisco riso
25. S’io pensasse madonne
26. Madonna io sol vorrei
27. Madonna per voi ardo
28. Maddona per voi ardo

Catherine King, mezzo-soprano
Charles Daniels, tenor
Jacob Heringman, alaúde

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Esta é a única imagem que ficou de Verdelot.

PQP

Johann Georg Albrechtsberger (1735-1809) – Concertos para Marranzano, Mandora e Orquestra

POSTADO POR PQP BACH EM 14/4/2008, REVALIDADO POR VASSILY EM 28/1/2020

Por que repostar esta gravação? Porque Albrechtsberger foi professor de Beethoven. Porque amanhã começaremos a postar a obra completa do aluno mais famoso de Albrechstberger neste blog. Porque Albrechtsberger certamente será mencionado nas postagens sobre Beethoven, e nós obviamente lembraremos que ele é autor desses inesquecíveis concertos. Porque nunca houve, nem haverá, um CD mais hilariante neste blog – quiçá nem na história da música erudita. E porque nenhum blog que se preze deve ficar sem esta gravação no acervo – e, como o PQP Bach preza muito por seus pundonores, ei-la aqui de novo. Alerto para que a ordem dos concertos no novo link é diferente, e que este apresenta peças adicionais para marranzano, também com seu virtuose, o habilidoso Fritz Mayr – talvez para a orquestra poder costurar as hérnias abdominais agudas advindas das crises histéricas de gargalhadas, entre um concerto e outro [Vassily]

POSTAGEM ORIGINAL DE PQP BACH

Este disco do professor de Beethoven é sério candidato ao título de CD erudito mais engraçado de todos os tempos. Mas o humor do trabalho de Albrechtsberger é inteiramente involuntário, o que torna as coisas ainda mais… engraçadas. A Jew’s harp, instrumento conhecido no Brasil por Marranzano, foi inventado na China e é um dos mais antigos da humanidade, tendo sido inventando por volta de 300 A.C. Apesar do nome, nada tem a ver com judeus.

A cadenza do Andante (faixa 5) é das coisas mais hilariantes que já ouvi.

Johann Georg Albrechtsberger (Klosterneuburg, 3 de Fevereiro de 1735 – Viena, 7 de Março de 1809) foi um músico e compositor austríaco. Foi mestre de Beethoven, Johann Nepomuk Hummel, Ignaz Moscheles e Josef Weigl. Exerceu os cargos de organista de corte (1722) e de de mestre de capela na catedral de Santo Estêvão (1792). Compôs prelúdios, fugas e sonatas para piano e órgão. Por volta de 1765, escreveu pelo menos sete concertos para marranzano e mandora/lutina, um tipo de alaúde.

 

Albrechtsberger – Concertos para Marrazano, Mandora e Orquestra

1. Konzert in E major: Tempo moderato
2. Konzert in E major: Adagio
3. Konzert in E major: Finale – Tempo di menuetto
4. Konzert in F major: Allegro moderato
5. Konzert in F major: Andante
6. Konzert in F major: Menuetto – Moderato
7. Konzert in F major: Finale – Allegro molto

Fritz Mayr, Jew’s Harp
Dieter Kirsch, Mandora
Munich Chamber Orchestra
Hans Stadlmair, regência.

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Quinteto para Piano / Quarteto de Cordas N° 3

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Quinteto para Piano / Quarteto de Cordas N° 3

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um grande disco do Belcea Quartet, agora com o excelente pianista Piotr Anderszewski no Quinteto para Piano de Shostakovich.

O Quinteto para piano, Op. 57 (1940)

A música perfeita. Trata-se de um irresistível quinteto escrito em cinco movimentos intensamente contrastantes. O prelúdio inicial estabelece três estilos distintos que voltarão a ser explorados adiante: um dramático, outro neo-clássico e o terceiro lírico. Todos os temas que serão ouvidos nos movimentos seguintes apresentam-se no prelúdio em forma embrionária. Depois vem uma rigorosa fuga puxada pelo primeiro violino e demais cordas até chegar ao piano. Sua melodia belíssima e lírica é seguida por um scherzo frenético. É um choque ouvir chegar o intermezzo que traz de volta a seriedade à música. Apesar do título, este intermezzo é o momento mais sombrio do quinteto. O Finale, cujo início parece uma improvisação pura do pianista, fará uma recapitulação condensada do prelúdio inicial. Este Quinteto para Piano recebeu vários prêmios como o Stálin e outros que não vale a pena referir aqui, mas o mais importante para Shostakovich foi a admiração que Béla Bartók dedicou a ele.

O Quarteto N° 3 foi lançado em Moscou pelo quarteto Beethoven, a quem é dedicado, em dezembro de 1946.  Ele foi escrito por Shosta logo após ver sua Sinfonia Nº 9 censurada. Ele também tem cinco movimentos:

Allegretto
Moderado com moto
Allegro non troppo
Adagio ( attacca )
Moderato

Para a estreia, certamente para que não fosse acusado de “formalismo” ou “elitismo “, Shostakovich renomeou os movimentos à maneira de uma história de guerra. Deixo aqui o título de cada movimento a fim de que os visitadores do blog possam dar gargalhadas relacionando “tema” e música.

O engano de ignorar o futuro cataclismo
Alguns estrondos de inquietação e antecipação
As forças de guerra são desencadeadas
Em memória dos mortos
A eterna pergunta: por que e para quê?

Um arranjo de sinfonia de câmara (Op. 73a) foi feito a partir deste quarteto por Rudolph Barshai.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Quinteto para Piano / Quarteto de Cordas N° 3

Piano Quintet In G Minor, Op. 57
Piano – Piotr Anderszewski

1 I. Prelude (Lento) 4:46
2 II. Fugue (Adagio) 11:34
3 III. Scherzo (Allegretto) 3:37
4 IV. Intermezzo (Lento) 7:02
5 V. Finale (Allegretto) 7:40

String Quartet No. 3 In F Major, Op. 73
6 I. Allegretto 7:27
7 II. Moderato Con Moto 5:37
8 III. Allegro Non Troppo 4:12
9 IV. Adagio 6:00
10 V. Moderato 11:12

Ensemble – Belcea Quartet
Cello – Antoine Lederlin
Viola – Krzysztof Chorzelski
Violin – Corina Belcea e Axel Schacher
Piano – Piotr Anderszewski

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O Belcea e Piotr Anderszewski mandando bala na Sala de Concertos Imanência e Transcendência da sede de inverno da PQP Bach Corp.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 18 de 22 – Ton Koopman, Johannette Zomer, Sandrine Piau, Christoph Prégardien, ,Klaus Mertens, Amsterdam Baroque Orchestra

COMPACT DISC I

“Ich armer Mensch, ich Sündenknecht” BWV 55
Dominica 22 post Trinitatis

01 Aria (Tenor): “Ich armer Mensch, ich Sündenknecht”
02 Recitative (Tenor): “Ich habe wider Gott gehandelt”
03 Aria (Tenor): “Erbarme dich, laß die Tränen dich erweichen”
04 Recitative (Tenor): “Erbarme dich! Jedoch nun tröst ich mich”
05 Chorale: “Bin ich gleich von dir gewichen”

“Wer sich selbst erhöhet, der soll erniedriget werden” BWV 47
Dominica 17 post Trinitatis

06 Chorus: “Wer sich selbst erhöhet”
07 Aria (Soprano): “Wer ein wahrer Christ will heißen”
08 Recitative (Bass): “Der Mensch ist Kot, Staub, Asch und Erde”
09 Aria (Bass): “Jesu, beuge doch mein Herze”
10 Chorale: “Der zeitlichen Ehrn will ich gern entbehrn”

“Ich lasse dich nicht, du segnest mich denn” BWV 157
Festo Purificationis Mariae

11 Duet (Tenor, Bass): “Ich lasse dich nicht”
12 Aria (Tenor): “Ich halte meinen Jesum feste”
13 Recitative (Tenor): “Mein lieber Jesu du”
14 Aria and Recitative (Bass): “Ja, ja, ich halte Jesum feste”
15 Chorale: “Meinen Jesum laß ich nicht”

“Es ist dir gesagt, Mensch, was gut ist” BWV 45
Dominica 8 post Trinitatis

Erster Teil
16 Chorus: “Es ist dir gesagt, Mensch, was gut ist”
17 Recitative (Tenor): “Der Höchste läßt mich seinen Willen wissen”
18 Aria (Tenor): “Weiß ich Gottes Rechte”

Zweiter Teil
19 Arioso (Bass): “Es werden viele zu mir sagen”
20 Aria (Alto): “Wer Gott bekennt aus wahrem Herzensgrund”
21 Recitative (Alto): “So wird denn Herz und Mund”
22 Chorale: “Gib, daß ich tu mit Fleiß”

Appendix: “Wer sich selbst erhöhet, der soll erniedriget werden” BWV 47

COMPACT DISC II 

“Falsche Welt, dir trau ich nicht” BWV 52
Dominica 23 post Trinitatis

1 Sinfonia
2 Recitative (Soprano): “Falsche Welt, dir trau ich nicht”
3 Aria (Soprano): “Immerhin, wenn ich gleich verstoßen bin”
4 Recitative (Soprano): “Gott ist getreu!”
5 Aria (Soprano): “Ich halt es mit dem lieben Gott”
6 Chorale: “In dich hab ich gehoffet, Herr”

“Es wartet alles auf dich” BWV 187
Dominica 7 post Trinitatis

Erster Teil
7 Chorus: “Es wartet alles auf dich”
8 Recitative (Bass): “Was Kreaturen hält das große Rund der Welt!”
9 Aria (Alto): “Du Herr, du krönst allein das Jahr mit deinem Gut”

Zweiter Teil
10 Aria (Bass): “Darum sollt ihr nicht sorgen”
11 Aria (Soprano): “Gott versorget alles Leben”
12 Recitative (Soprano): “Halt ich nur fest an ihm”
13 Chorale: “Gott hat die Erde zugericht”

“Süßer Trost, mein Jesus kömmt” BWV 151
Feria 3 Nativitatis Christi

14 Aria (Soprano): “Süßer Trost, mein Jesus kömmt”
15 Recitative (Bass): “Erfreue dich, mein Herz”
16 Aria (Alto): “In Jesu Demut kann ich Trost”
17 Recitative (Tenor): “Du teurer Gottessohn”
8 Chorale: “Heut´ schleußt er wieder auf die Tür”

“Was Gott tut, das ist wohlgetan” BWV 98
Dominica 21 post Trinitatis

19 Chorus: “Was Gott tut, das ist wohlgetan”
20 Recitative (Tenor): “Ach Gott! Wenn wirst du mich einmal”
21 Aria (Soprano): “Hört, ihr Augen, auf zu weinen”
22 Recitative (Alto): “Gott hat ein Herz, das des Erbarmens Überfluß”
23 Aria (Bass): “Meinen Jesum laß ich nicht”

COMPACT DISC III

“Lobe den Herren, den mächtigen König der Ehren” BWV 137
Dominica 12 post Trinitati

1 Chorus: “Lobe den Herren, den mächtigen König der Ehren”
2 Aria-Chorale (Altos): “Lobe den Herren, der alles so herrlich regieret”
3 Aria (Soprano, Bass): “Lobe den Herren, der künstlich und fein
4 Aria (Tenor): “Lobe den Herren, der deinen Stand sichtbar gesegnet”
5 Chorale: “Lobe den Herren, was in mir ist, lobe den Namen”

Ihr, die ihr euch von Christo nennet” BWV 164
Dominica 13 post Trinitatis
6 Aria (Tenor): “Ihr, die ihr euch von Christo nennet”
7 Recitative (Bass): “Wir hören zwar, was selbst die Liebe spricht”
8 Aria (Alto): “Nur durch Lieb und durch Erbarmen”
9 Recitative (Tenor): “Ach, schmelze doch durch deinen Liebesstrahl”
10 Aria (Soprano, Bass): “Händen, die sich nicht verschließen”
11 Chorale: “Ertöt uns durch dein Güte”

“Schwingt freudig euch empor” BWV 36 (endgültige Fassung)
Dominica 1 Adventus Christi

Erster Teil
12 Chorus: “Schwingt freudig euch empor”
13 Chorale (Soprano, Alto): “Nun komm, der Heiden Heiland”
Aria (Tenor): “Die Liebe zieht mit sanften Schritten”
15 Chorale: “Zwingt die Saiten in Cythara”

Zweiter Teil
16 Aria (Bass): “Wilkommen werter Schatz”
17 Chorale (Tenor): “Der du bist dem Vater gleich”
18 Aria (Soprano): “Auch mit gedämpften, schwachen Stimmen”
19 Chorale: “Lob sei Gott dem Vater, gton”

Johannette Zomer, Sandrine Piau, Sibylla Rubens soprano
Bogna Bartosz alto
Christoph Prégardien, James Gilchrist tenor
Klaus Mertens bass
THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

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Franz Liszt (1811-1886): Late Chamber Music – Späte Kammermusik

Lizst Chamber musicPUBLICADO POR WELL BACH EM 4/4/2015, REPUBLICADO POR VASSILY EM 27/1/2020, DENTRO DUMA CAMPANHA LANÇADA DENTRO DO CONSELHO DELIBERATIVO PEQUEPIANO PARA SEUS INTEGRANTES PORTADORES DE LISZTITE CRÔNICA DAREM UMA NOVA CHANCE À MÚSICA DO ABADE FRANZ.

TEXTO ORIGINAL DE WELL BACH:
Eis um raríssimo disco. Não somente por não existir em CD, como também pela exímia interpretação de um corpo de músicos de extrema excelência. Também se destaca por trazer uma parte da obra de Liszt pouco cultivada, a sua música de câmara, produzida em sua maior parte no ocaso de sua vida. Vida essa marcada por sucessos, vertiginosas aventuras musicais e românticas; também caracterizada pela grande generosidade com que apadrinhou tantos talentos, alguns dos quais sequer ouviríamos falar se não fosse o seu mecenato e apoio. Grande profeta da música, antecipou com ousadas e desbravadoras criações muito do que viria logo após a sua morte, como o atonalismo, o serialismo e mesmo a essência do que seria o chamado impressionismo de Debussy. Legando à música o que ele mesmo chamou de suas “flechas lançadas para o futuro” e aos pianistas muito trabalho duro de se realizar. A gravação, naturalmente extraída do vinil, talvez não venha a contentar os mais exigentes em matéria de excelência sonora, todavia a qualidade das peças e das interpretações, estou certo, ajudará a abstrair dessa ingrata limitação e nos fará desejar que algum dia este magnífico registro apareça finalmente remasterizado, com toda qualidade sonora que merece. São obras intensamente intimistas, totalmente opostas ao habitual virtuosismo que habitualmente caracteriza tantas peças do velho cigano. O virtuosismo no presente caso é de outra natureza – reside na habilidade do compositor em evocar atmosferas. Impressões sombrias, brumas e recordações de intensos estados de alma; pensamentos e dejavus, alucinações, visões fugidias. Uma melancolia meditativa que não deixa de evocar o Spleen baudelairiano. A faixa dois contém duas obras, a Elégie II e o belíssimo Romance Oubliée para viola e piano, de 1880 [NOTA DE VASSILY: o link republicado contém as cinco faixas do LP separadas]. As Elégies são transcrições do próprio Liszt, originalmente concebidas para piano solo. A Lúgubre Gondola aqui a temos numa transcrição moderna, da peça originalmente também para piano solo, em duas versões.

Gostaria de dedicar esta postagem ao amigo e grande melômano Newman Sucupira (em memória), que também apreciava muito estas obras e essa gravação. Abaixo, vemos o gênio em seu leito de morte – à espera da Lúgubre Gôndola.

Franz Liszt (1811-1886): Late Chamber Music – Späte Kammermusik

1-      Elégie I – para violoncelo, piano, harpa e harmônio.
2-      La Lugubre gondola – para violoncelo e piano.
3-      Elégie II – para violino e piano
4 –     Romance oubliée – para viola e piano.
5-      La Notte – para violino e piano.

Reinbert de Leeuw, piano
Vera Beths, violino e viola
Anner Bijlsma, violoncelo
Gerda Ockers, harpa
Bob Zimmerman, harmônio

Philips, 1984.

[Nota de Vassily: graças ao leitor-ouvinte Eduardo, soubemos que a gravação agora também existe em CD!]

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Presunto de Liszt
Presunto de Liszt esperando pela Lúgubre Gôndola

Well Bach

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

Este entusiasmado CD da Kammerorchester Basel, dirigido por Julia Schröder, é realmente muito bom! Um Händel alegre e convincente! Gostei muito!

Os Concerti Grossi, Op. 3 , HWV 312-317, são seis concertos grossos de Händel compilados em conjunto e publicados por John Walsh em 1734. Hoje, os musicólogos concordam que Handel não tinha conhecimento inicial da publicação. Em vez disso, Walsh, buscando tirar proveito do sucesso comercial do Op. 6 de Corelli, simplesmente combinou várias das obras já existentes de Händel e as agrupou em seis “concertos”. A malandragem deu super certo. A estrutura do Op. 3 é um tanto incomum. Os seis concertos têm algo entre três e cinco movimentos, e apenas dois deles contém os quatro movimentos usuais. Só ocasionalmente as forças instrumentais são estabelecidas da maneira tradicional de concerto grosso.

O concerto grosso é uma forma de música barroca na qual o material musical é passado de um pequeno grupo de solistas — primeiro e segundo violinos, primeiro viola e violoncelo (o concertino) — a uma orquestra completa (o ripieno ou concerto grosso). Isso é diferente do concerto solo, que apresenta um único instrumento solo acompanhado pela orquestra.

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

Concerto Grosso B Flat Major, Op. 3/2, HWV 313
1 Vivace 1:46
2 Largo 2:46
3 Allegro 1:46
4 Menuet 1:21
5 Gavotte 2:37

Concerto Grosso B Flat Major Op. 3/1 HWV 312
6 Allegro 2:23
7 Largo 4:16
8 Allegro 1:19

Concerto Grosso G Major, Op. 3/3, HWV 314
9 Largo E Staccato 0:27
10 Allegro 2:17
11 Adagio 0:52
12 Allegro 3:11

Concerto Grosso F Major, Op. 3/4, HWV 315
13 Andante-Allegro 6:02
14 Andante 2:22
15 Allegro 1:20
16 Minuetto Alternativo 2:18

Concerto Grosso D Major, Op. 3/6, HWV 317
17 Vivace 2:40
18 Adagio 1:16
19 Allegro 4:19

Concerto Grosso D Mino, Op. 3/5, HWV 316
20 Largo 1:26
21 Allegro 2:06
22 Adagio 1:56
23 Allegro Ma Non Troppo 1:35
24 Allegro 2:31

Orchestra – Kammerorchester Basel
Directed By – Julia Schröder

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Membras da Kammerorchester Basel na Sala de Afinação e Atonalização da PQP Bach Corp.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – CD 19 de 22 – Ton Koopman, Johannette Zomer, Sandrine Piau, Christoph Prégardien, ,Klaus Mertens, Amsterdam Baroque Orchestra

COMPACT DISC I

Gelobet sei der Herr, mein Gott BWV 129
Festo Trinitatis At the Feast of Trinity

1 Chorus: “Gelobet sei der Herr, mein Gott, mein Licht”
2 Aria (Bass): “Gelobet sei der Herr, mein Gott, mein Heil”
3 Aria (Soprano): “Gelobet sei der Herr, mein Gott, mein Trost”
4 Aria (Alto): “Gelobet sei der Herr, mein Gott, der ewig lebet”
5 Chorale: “Dem wir das Heilig itzt mit Freuden lassen klingen”

Sehet, wir gehn hinauf gen Jerusalem BWV 159
Dominica Estomihi

6 Arioso and Recitative (Bass, Alto): “Sehet! Komm, schaue doch, mein Sinn”
7 Aria with Chorale (Alto, Sopranos): “Ich folge dir nach”
8 Recitative (Tenor): “Nun will ich mich, mein Jesu”
9 Aria (Bass): “Es ist vollbracht”
10 Chorale: “Jesu, deine Passion ist mir lauter Freude”

Ich liebe den Höchsten von ganzem Gemüte BWV 174
Feria 2 Pentecostes

11 Sinfonia
12 Aria (Alto): “Ich liebe den Höchsten von ganzem Gemüte”
13 Recitative (Tenor): “O Liebe, welcher keine gleich!”
14 Aria (Bass): “Greifet zu, fasst das Heil, ihr Glaubenshände”
15 Chorale: “Herzlich lieb hab ich dich, o Herr”

Alles nur nach Gottes Willen BWV 72
Dominica 3 post Epiphanias

16 Chorus: “Alles nur nach Gottes Willen”
17 Recitative and Arioso (Alto): “O selger Christ, der allzeit seinen Willen”
18 Aria (Alto): “Mit allem, was ich hab und bin”
19 Recitative (Bass): “So glaube nun!”
20 Aria (Soprano): “Mein Jesus will es tun”
21 Chorale: “Was mein Gott will, das gescheh allzeit”

COMPACT DISC II

Gott, wie dein Name, so ist auch dein Ruhm BWV 171
Festo Circumcisionis Christi

1 Chorus: “Gott, wie dein Name, so ist auch dein Ruhm”
2 Aria (Tenor): “Herr, so weit die Wolken gehen, gehet deines Namens Ruhm”
3 Recitative (Alto): “Du süsser Jesus Name du”
4 Aria (Soprano): “Jesus soll mein erstes Wort in dem neuen Jahre heissen”
5 Recitative (Bass): “Und da du, Herr, gesagt”
6 Chorale: “Lass uns das Jahr vollbringen zu Lob dem Namen dein”

Jauchzet Gott in allen Landen BWV 51
Dominica 15 post Trinitatis et in ogni tempo

7 Aria (Soprano): “Jauchzet Gott in allen Landen”
8 Recitative (Soprano): “Wir beten zu dem Tempel an”
9 Aria (Soprano): “Höchster, mache deine Güte ferner alle Morgen neu”
10 Chorale / Aria (Soprano): “Sei Lob und Preis mit Ehren / Halleluja”

Ich lebe, mein Herze, zu deinem Ergötzen BWV 145
Feria 3 Paschatos

11 Aria (Duet Soprano, Tenor): “Ich lebe, mein Herze, zu deinem Ergötzen”
12 Recitative (Tenor): “Nun fordre, Moses, wie du willt”
13 Aria (Bass): “Merke, mein Herze, beständig nur dies”
14 Recitative (Soprano): “Mein Jesus lebt”
15 Chorale: “Drum wir auch billig fröhlich sein”

Ich habe meine Zuversicht BWV 188
Dominica 21 post Trinitatis

16 Sinfonia (reconstruction: Ton Koopman)
17 Aria (Tenor): “Ich habe meine Zuversicht”
19 Recitative (Bass): “Gott meint es gut mit jedermann”
20 Aria (Alto): “Unerforschlich ist die Weise”
21 Recitative (Soprano): “Die Macht der Welt verlieret sich”
22 Chorale: “Auf meinen lieben Gott trau ich in Angst und Not”

COMPACT DISC III

Sehe, ich will viel Fischer aussenden BWV 88
Dominica 5 post Trinitatis

First Part

1 Aria (Bass): “Siehe, ich will viel Fischer aussenden”
2 Recitative (Tenor): “Wie leichtlich könnte doch der Höchste uns entbehren”
3 Aria (Tenor): “Nein, nein! Gott ist alle Zeit geflissen”

Second Part
4 Recitative (Tenor): “Jesus sprach zu Simon”
5 Arioso (Bass): “Fürchte dich nicht”
6 Aria (Duet Soprano, Alto): “Beruft Gott selbst”
7 Recitative (Soprano): “Was kann dich denn in deinem Wandel schrekken”
8 Chorale: “Sing, bet und geh auf Gottes Wegen”

Sei Lob und Ehr den höchsten Gut BWV 117
Unspecified occasion – Ohne Bestimmung

9 Chorus: “Sei Lob und Ehr dem höchsten Gut”
10 Recitative (Bass): “Es danken dir die Himmelsheer”
11 Aria (Tenor): “Was unser Gott geschaffen hat”
12 Chorale: “Ich rief dem Herrn in meiner Not”
13 Recitative (Alto): “Der Herr ist noch und nimmer nicht”
14 Aria (Bass): “Wenn Trost und Hülf ermangeln muss”
15 Aria (Alto): “Ich will dich all mein Leben lang”
16 Recitative (Tenor): “Ihr, die ihr Christi Namen nennt”
17 Chorale: “So kommet vor sein Angesicht”

Ihr Tore zu Zion BWV 193 (Reconstruction: Ton Koopman)
Inauguration of the New Town Council

18 Chorus: “Ihr Tore zu Zion”
19 Recitative (Soprano): “Der Hüter Israel entschläft noch schlummert nicht”
20 Aria (Soprano): “Gott, wir danken deiner Güte”
21 Recitative (Alto): “O Leipziger Jerusalem”
22 Aria (Alto): “Sende Herr, den Segen ein”
23 Recitative (Bass): “Nun, Herr, so weihe selbst das Regiment”
24 Chorus: “Ihr Tore zu Zion”

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.: interlúdio :. Yamandu, 40 anos: Dois Tempos – Lucio Yanel e Yamandu Costa (2001)

.: interlúdio :. Yamandu, 40 anos: Dois Tempos – Lucio Yanel e Yamandu Costa (2001)

Anteontem, Yamandu Costa celebrou seu aniversário, como o faz desde 2013, no aconchegante espaço do StudioClio em Porto Alegre, oferecendo um recital intimista, com mínima amplificação, para um punhado de privilegiadas pessoas -entre as quais estava eu, seu fã incondicional. Desde a primeira vez que o ouvi, eu e ele ainda garotos, dar uma canja num boteco em minha agriamarga Dogville natal, já se passaram vinte anos. Neles, acompanhei a trajetória hiperbólica do tipo sui generis e sem-cerimonioso, sempre de alpargatas e bombachas, de seus pagos meridionais para encantar o mundo todo. Sempre o achei um assombro, tanto pela aparente facilidade com que faz tudo o que quer com o violão, quanto pela habilidade com que, a partir de referências regionais, lança ao mundo criações amplamente improvisadas, de apelo instantâneo e universal, reinventando-as cada vez que as revisita. No entanto, como sói acontecer com os frutos dessa província corroída há tanto tempo pelo costume de incensar bairristicamente os medíocres enquanto estilinga os grandes talentos, espinafrar o garoto-prodígio já foi um esporte muito popular: seu som era “sujo”, suas ideias eram mais rápidas que seus dedos, que sua improvisação era só um sem-fim de micagens com escalas, ele era um enganador que nada duraria – um “fogo de palha”, como por aqui se diz. Ao ouvi-lo ontem, e pela primeira vez num ambiente tão camerístico, a destilar seus inúmeros truques violonísticos para servir sua assombrosa criatividade, o agora quarentão Yamandu conseguiu emocionar-me para além do assombro e do estupor. Depois de acompanhá-lo ao longo de quase toda carreira, por tantos shows e recitais, solo e nas mais diversas companhias musicais, eu finalmente entendi por que Kurt Masur chamou-o de “Paganini do violão” e Paco de Lucía o aplaudiu de pé. Escutando seu som desnudo tão de perto, consegui enfim embarcar no mesmo transe em que ele se imbui a cada peça que toca, e do qual parecia, anteontem, demorar ainda para despertar. Meus olhos suavam tanto quanto suava o aniversariante na canícula porto-alegrense: seu som, talvez agora “limpo” o bastante para os detratores, continuava inconfundível; seus dedos acompanhavam todas suas ideias; as escalas despachadas em velocidade lúbrica eram apenas um entre seus incontáveis recursos técnicos; e o garoto-prodígio, brilhante e cru, tornara-se um artista maduro e expressivo, capaz mesmo da improvável proeza de comover as nada impressionáveis fibras deste meu miocárdio empedernido.

Para celebrar os quarenta anos do genial passo-fundense, cidadão adorado do mundo que não esquece de seu pago, compartilhamos uma de suas primeiras gravações. Lançada em 2001 – ano em que Yamandu se projetou nacionalmente – e fora de catálogo, “Dois Tempos” é um duo com seu mentor e amigo, o correntino Lucio Yanel – um venerável violonista que, por doença da esposa, está afastado dos palcos e estúdios e, por isso, precisando de ajuda. Quem gostar da gravação e quiser ajudá-lo pode seguir este link. Tenho certeza de que o aniversariante adoraria ser presenteado com uma ajuda a seu mestre!

DOIS TEMPOS – LUCIO YANEL & YAMANDU COSTA

1 – Dois Tempos
2 – Doutor Sabe Tudo
3 – La Cau
4 – Pot-pourri: El Paraná en una Zamba – Zamba Del Grillo
5 – Amazônia
6 – Brejeiro
7 – La Libre
8 – Itá Enramada
9 – Milongueo Del Ayer
10 – Cristal
11 – Brasiliana Número 4: Samba Bossa Nova – Valsa – Choro
12 – Por Do Sol

Lucio Yanel e Yamandu Costa, violões

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Mestre e pupilo

Vassily

Beethoven (1770-1827) & Schubert (1797-1828) – Últimas Sonatas para Piano – Zhu Xiao-Mei #BTHVN250

Beethoven (1770-1827) & Schubert (1797-1828) – Últimas Sonatas para Piano – Zhu Xiao-Mei #BTHVN250

Beethoven 

Sonata No. 32 em dó maior, Op. 111

Schubert

Sonata No. 23 em si bemol maior, D. 960

 

A primeira vez que ouvi falar da pianista chinesa Zhu Xiao-Mei (Zhu é o nome de família e Xiao-Mei é seu nome) foi ao assistir um documentário sobre a vida dela, seu retorno para uma turnê na China após uma ausência de trinta anos e sua relação com a peça musical que tornou-se sua pièce de résistence – as Variações Goldberg, de Bach.

Há também um livro autobiográfico – O Rio e Seu Segredo (La rivière et son secret) que pretendo ler em breve.

Fiquei muito impressionado com essa artista, mesmo sem nunca haver ouvido um de seus álbuns. Ela teve que enfrentar tantas dificuldades e apesar disto (e talvez por isto) alcançou um nível de profundidade artística que transcende a música, a arte, e transborda em direção ao que, na falta de palavras mais adequadas (ao aqui tosco redator) chamo de filosofia e espiritualidade.

Mas o disco desta postagem não trata das Variações Goldberg ou mesmo outra música de Bach, e sim das duas últimas sonatas para piano de dois geniais compositores que viveram em Viena, sob condições muito diferentes, um deles morrendo perto de um ano depois do outro.

O que faz uma pianista reunir em um disco as sonatas destes dois compositores tão próximos mas tão distintos em um só álbum? Ela escolheu de cada um deles a última sonata: de Beethoven a Sonata No. 32 em dó maior, Op. 111 e de Schubert, a Sonata em si bemol maior, D. 960. Ela explica isto no livreto que acompanha os arquivos de música, pois em ambas as sonatas os compositores abordam o tema de completar, terminar os ciclos. Pois é, uso de rodeios mas é dela mesmo que estamos falando, a indesejada das gentes. Inevitabilidade é a palavra. A inevitabilidade vem com um consolo, que é a ausência de seu conhecimento, digamos assim, pleno. Ah, sábio e bondoso é o Senhor. Mas há momentos, se você ainda não os experimentou é por que é jovem ou sortudo, nos quais mergulhamos mais na consciência desta inevitabilidade. Leiam o livreto, a Xiao-Mei (ouso chama-la pelo primeiro nome) explica de maneira mais simples e direta do que eu.

A ideia é que estes compositores, ao trabalharem nestas obras já estavam neste estágio avançado de sabedoria. É verdade, Beethoven compôs a sonata em 1822 e ainda viveria um bom tempo, enquanto Schubert tinha apenas dois meses ainda de vida. De qualquer forma, essas condições certamente tornaram o momento criativo de cada um deles muito especial.

A sonata de Beethoven com apenas dois movimentos, inicia com um movimento que, segundo Xiao-Mei, simboliza luta, combate. ‘É a mensagem de Beethoven – você deve lutar pela vida’. Enquanto o primeiro movimento trata de gerar constantemente tensão, o segundo movimento se resolve em um ciclo de variações, que como as Goldberg, termina voltando a apresentar o tema inicial, fechando o ciclo, e depois dissolvendo-se, com uma nota de aceitação, de entrega. Xiao-Mei usa a palavra délivrance, na entrevista em francês.

A Sonata de Schubert apresenta outra abordagem do tema. Enquanto Beethoven resolve sua sonata e a termina com uma certa aceitação, Schubert é bem mais relutante. Isto fica aparente nos dois dolorosos e hesitantes primeiros movimentos da sua sonata. A morte deve ser bem mais assustadora para alguém de 32 anos, mesmo que seja alguém com tantos problemas quantos os que Schubert enfrentava.

No entanto, os dois últimos movimentos trazem mais luminosidade e uma certa leveza, mesmo que ainda haja momentos de silêncio e hesitação.

A entrevista que você poderá ler no livreto do disco foi feita por Michel Mollard, o produtor do documentário que mencionei no início e que também aparece neste vídeo, ao lado de Zhu Xiao-Mei.

Mesmo que você não se impressione tanto com este papo, baixe os arquivos e ouça a música. São duas obras primas interpretadas por uma artista que fica longe da superficialidade e do brilho fácil. Alguém que realmente conviveu longos períodos com as peças e as reverencia de maneira profunda.

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Sonata para piano No. 32 em dó maior, Op. 111

  1. Maestoso – Allegro con brio e appassionato
  2. Arietta – Adagio molto, semplicie e cantábile

Franz Schubert (1797 – 1828)

Sonata para piano No. 23 em si bemol maior, D. 960

  1. Molto moderato
  2. Andante sostenuto
  3. Scherzo – Allegro vivace com delicateza
  4. Allegro, ma non troppo

Zhu Xiao-Mei, piano

Gravação realizada na Igreja Saint Pierre, Paris, em 2004

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 196 MB

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MP3 | 320 KBPS | 153 MB

Disco para ouvir e refletir! Aproveitem!

René Denon

Debussy (1862-1918): Études – Paul Jacobs

Debussy (1862-1918): Études – Paul Jacobs

Debussy

Douze Études pour le piano

En blanc et noir

Paul Jacobs

 

Eu busquei muito este CD, pela música e principalmente pelo intérprete. Paul Jacobs nasceu em 22 de junho de 1930 em Nova Iorque e foi um prodígio. Antes de dez anos já dava concertos. Estudou na Juilliard School. Ao se formar em 1951, foi para a Europa, permanecendo a maior parte do tempo em Paris. Tornou-se figura proeminente no cenário da música contemporânea, atuando em diversos grupos, como o Domaine Musical de Pierre Boulez.

Paul Jacobs

Em 1960 retornou para Nova Iorque e continuou muito ativo, participando de seminários e apresentando-se como solista. Estreou música de compositores como Stockhausen, Berio, Henze, Messiaen e Carter. Em 1961 foi nomeado pianista da Filarmônica de Nova Iorque, indicado por Leonard Bernstein, e ocupou esta posição até o fim de sua vida. Paul tinha interesse por música antiga e era também cravista. Foi dono de uma boa coleção com diversos instrumentos, tais como cravos e espinetas, inclusive um Érard, piano da época de Chopin.

Sua relação com o selo Nonesuch começou quando foi convidado a gravar a obra para piano de Schoenberg, em 1974, devido ao centenário de nascimento deste compositor. Em um intervalo das gravações, Paul tocou um dificílimo estudo de Debussy com tamanha facilidade que todos no estúdio ficaram maravilhados. Assim, estes estudos foram gravados em 1975 e posteriormente outros álbuns com música de Debussy, que muito breve poderão ser encontrados no seu distribuidor PQP Bach mais próximo.

Lamentavelmente, Paul Jacobs foi uma das primeiras vítimas da terrível síndrome que no início dos anos oitenta do século passado acometeu o mundo. Paul Jacobs morreu em 25 de setembro de 1983.

A gravação de ‘En blanc et noir’ que completa este álbum foi feita em 5 de junho de 1982, em um festival de música em Ojai, na Califórnia. Gilbert Kalish descreveu como, apesar do desgaste físico que a doença causava, como a música inspirava Paul e o animava. O som desta gravação não tem a mesma qualidade da gravação em estúdio dos ‘Études’, mas o calor e a empolgação do momento equilibram a balança.

Os ‘Études’ e ‘Em blanc et noir’ encontram-se entre as últimas obras compostas por Debussy, por volta de 1915, quando já se encontrava doente e tinha consciência de seu próximo fim. Mesmo assim produziu estas peças maravilhosas e seu grande envolvimento com a música também se dava na preparação da edição das obras de Chopin. A grande admiração pela obra deste compositor certamente o animou na produção dos seus ‘Études’, que em número de doze se dividem em dois livros. Esta divisão se deve a duas abordagens um pouco diferentes. O primeiro livro leva em conta problemas técnicos tradicionais e o segundo aborda problemas associados a figurações musicais. Os próprios títulos revelam essas diferenças. Por exemplo, o primeiro estudo do livro I chama-se ‘Pour les “cinc doigts” – d’après Monsieur Czerny’, enquanto que o primeiro estudo do livro II é intitulado ‘Pour les degrés chromatiques’. ‘En blanc et noir’ faz clara referência às teclas do piano, mas também tem reflexos dos sentimentos despertados devido à guerra que assolava a Europa.

Eu não consigo ler o título da segunda obra do disco sem me lembrar de ‘Ebony and Ivory’, de Paul MacCartney e Stevie Wonder.

Claude Debussy (1862 – 1918)

Douze Études pour le piano

  1. Étude 1 pour les cinq doigts d’après Monsieur Czerny
  2. Étude 2 pour les tierces
  3. Étude 3 pour les quartes
  4. Étude 4 pour les sixtes
  5. Étude 5 pour les
  6. Étude 6 pour les huit doigts
  7. Étude 7 pour les degrés chromatiques
  8. Étude 8 pour les agréments
  9. Étude 9 pour les notes répétées
  10. Étude 10 pour les sonorités opposées
  11. Étude 11 pour les arpèges composés
  12. Étude 12 pour les accords

En blanc et noir

  1. Avec emportement
  2. Lent, sombre
  3. Scherzando

Paul Jacobs, piano

(Gilbert Kalish, piano II em ‘En blanc et noir)

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FLAC | 199 MB

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MP3 | 320 KBPS | 152 MB

 

Espero que você goste deste disco tanto quanto eu e que esta postagem possa contribuir para reafirmar memória deste extraordinário músico que foi Paul Jacobs.

René Denon

Arturo Benedetti Michelangeli, 100 anos: Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto para piano e orquestra no. 5 – Sergiu Celibidache #BTHVN250

O último dia 5 teria sido o centésimo aniversário daquele gélido e sensacional colosso do piano que atendia pelo nome lapidar de Arturo Benedetti Michelangeli. Notoriamente recluso e pouco afeito a manifestar-se de maneiras diferentes de música (e olhe lá!), ele provavelmente não estaria nem aí para seu centenário, e sequer nos abriria a porta de sua amada propriedade às margens do lago de Lugano para lhe alcançarmos os parabéns, de modo que sobraria para algum de nós outros celebrar a data. É isso o que fazemos, trazendo-lhes um LP em que o Concerto no. 5 de Beethoven soa nobre, mas sem pompa imperial, dentro daquela precisão elegante e sem arroubos responsável por boa parte do mito de ABM, muitas vezes criticado pela estreiteza do diminuto repertório, que burilava à perfeição. No pódio, o também mítico Sergiu Celibidache rege a orquestra do ORTF num acompanhamento impecavelmente talhado ao feitio do solista. O extraordinário regente romeno, notório pela abordagem sui generis da interpretação musical, avesso a gravações e um dos últimos condutores que eu imaginaria lidando com um virtuoso, tinha Michelangeli, com quem colaborava frequentemente, na mais alta consideração. Espero que a qualidade do som, infelizmente bastante abaixo do ideal, não os afaste da oportunidade de apreciar essa peso-pesadíssima parceria.

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Concerto no. 5 para piano e orquestra em Mi bemol maior, Op. 73, “Imperador”
1 – Allegro
2 – Adagio un poco mosso
3 – Rondo: Allegro

Arturo Benedetti Michelangeli, piano
Orchestre national de l’Office de Radiodiffusion-Télévision Française (ORTF)
Sergiu Celibidache, regente

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Benedetti osculando Michelangeli

 

 

#BTHVN250

Vassily

Schubert (1797-1828): Sonatas – Wilhelm Kempff (parte 1 de 2)

Schubert (1797-1828): Sonatas – Wilhelm Kempff (parte 1 de 2)

Em algum lugar eu li e nunca mais esqueci: “Schubert nasceu para a música como as fagulhas saltam para o ar. De todos os compositores com um dom acima do mortal, o seu foi talvez o mais espontâneo, o mais abundante, o mais puramente lírico”. Sem dúvida estas Sonatas que ora vamos compartilhar com os amigos do blog em duas partes são uma pequena porção do gênio criativo e abundante criador de melodias que foi Schubert. Todos os escritores dizem que ele era amável, sincero, alegre, generoso, sem o menor vestígio de rancor ou inveja. Se algum de seus amigos dava um baile, ele era capaz de improvisar valsas durante horas. Alguns compositores vivem para a música. Schubert era a música. Diz a lenda que ele dormia muitas vezes de óculos a fim de não ter que perder tempo a procura-los se lhe ocorresse alguma ideia a noite. O amigo de Schubert o pintor Moritz von Schwind disse certa vez: “Não poderia haver existência mais feliz. Todas as manhãs, Schubert compunha alguma bela peça e toda tarde ia passear e encontrava os amigos, tocava e cantava, ficávamos arrebatados, depois íamos a alguma taverna jogar bilhar e beber. Não tínhamos um tostão, mas éramos felizes”.

Devemos a redescoberta das Sonatas ao grande pianista austríaco Artur Schnabel, cujas execuções dessas obras vieram como grande revelação ao mundo musical. As sonatas para piano de Schubert permaneceram desconhecidas um tempo muito longo. Para se ter uma ideia Rachmaninov não sabia de sua existência. Um dos motivos pode ser que o caráter das sonatas tem visão diferente da forma convencional, são obras longas, “comprimento celestial”, e tocante leveza lirica vienense. Schubert venerava Beethoven e parece que ele estava muito consciente de suas próprias deficiências, não em ideias ou inspiração, mas em controlar o material que dispunha e desenvolvê-lo de maneira pianística. As sonatas, não são tão dramáticas quanto as de Beethoven e nem tão conhecidas quanto as de Mozart ou ainda tão conhecidas como os seus Impromptus. No entanto elas são alegres e ótimas de ouvir.

Confesso que quando me deparei com este álbum num sebão do centro de São Paulo ainda no início deste século, fiquei emocionado. Acho as performances de Kempff (1895 – 1991) atraentes, com uma variedade fabulosa de cores tão apropriadas à música de Schubert, interpreta as sonatas com um romantismo lírico contido. As leituras são silenciosas, meditativas e focadas. Como Kempff afirma em suas anotações: “Schubert revela seus segredos mais íntimos para nós no pianíssimo”, gravou as sonatas de Schubert entre 1965 e 1969 em Hannover, Alemanha dividi em 2 postagens os 7 CDs da coleção.

A DG resolveu colocar em ordem decrescente as sonatas, nesta primeira parte com 4 CDs temos a última das sonatas de 1828 (dois meses antes da morte prematura do gênio), a maravilhosa Sonata em Ré maior, D960, esta obra começa como muitas das canções de Schubert e seu primeiro tema suave domina o movimento. O movimento lento tem uma bela serenidade e é seguido por um scherzo delicadamente gracioso. O alegre rondo final sugere a influência do movimento final do quarteto op. 130 de Beethoven, este final exemplifica a qualidade da dimensão celestial da música de Schubert tantas vezes citado pelos escritores. O brilho translúcido da interpretação de Kempff da sonata D840 combina maravilhosamente e acredito que faz valer a afirmação (um tanto exagerada talvez) de que “Schubert é como Beethoven no céu”. Kempff está inspiradíssimo quando interpreta as cinco delicadas peças que completam o primeiro CD elas são obras de beleza única, adoro o piano de Schubert com o Kempff. Resumindo um pacotaço com a mais sublime e delicada música pela música (Schubert).

Schubert Sonatas primeira parte – Wilhelm Walter Friedrich Kempff
CD1
01 – Sonata No.21 in B flat major, D.960 – I. Molto moderato
02 – Sonata No.21 in B flat major, D.960 – II. Andante sostenuto
03 – Sonata No.21 in B flat major, D.960 – III. Scherzo Allegro vivace
04 – Sonata No.21 in B flat major, D.960 – IV. Allegro ma non troppo
05 – Five Piano Pieces (Sonata No.3 in E major), D.459 – I. Allegro moderato
06 – Five Piano Pieces (Sonata No.3 in E major), D.459 – II. Allegro
07 – Five Piano Pieces (Sonata No.3 in E major), D.459 – III. Adagio
08 – Five Piano Pieces (Sonata No.3 in E major), D.459 – IV. Scherzo Allegro
09 – Five Piano Pieces (Sonata No.3 in E major), D.459 – V. Allegro patetico

CD2
01 – Piano Sonata No. 19 in C minor, D. 958 Allegro
02 – Piano Sonata No. 19 in C minor, D. 958 Adagio
03 – Piano Sonata No. 19 in C minor, D. 958 Menuetto & Trio, Allegro
04 – Piano Sonata No. 19 in C minor, D. 958 Allegro
05 – Piano Sonata No. 20 in A major, D. 959 Allegro
06 – Piano Sonata No. 20 in A major, D. 959 Andantino
07 – Piano Sonata No. 20 in A major, D. 959 Scherzo & Trio, Allegro vivace… Un poco piu lento
08 – Piano Sonata No. 20 in A major, D. 959 Rondo, Allegretto

CD3
01 – Schubert, Sonata No.18 in G major, D. 894, I. Molto moderato e cantábile
02 – Schubert, Sonata No.18 in G major, D. 894, II. Andante
03 – Schubert, Sonata No.18 in G major, D. 894, III. Menuetto. Allegro moderato
04 – Schubert, Sonata No.18 in G major, D. 894, IV. Allegretto
05 – Schubert, Sonata No.17 in D major, D. 850, I. Allegro vivace
06 – Schubert, Sonata No.17 in D major, D. 850, II. Con moto
07 – Schubert, Sonata No.17 in D major, D. 850, III. Scherzo. Allegro vivace
08 – Schubert, Sonata No.17 in D major, D. 850, IV. Rondo. Allegro moderato

CD4
01 – Piano Sonata No. 16 in A minor, D. 845 (Op. 42) Moderato
02 – Piano Sonata No. 16 in A minor, D. 845 (Op. 42) Andante poco moto
03 – Piano Sonata No. 16 in A minor, D. 845 (Op. 42) Schero & Trio, Allegro vivace… Un poco piu lento
04 – Piano Sonata No. 16 in A minor, D. 845 (Op. 42) Rondo, Allegro vivace
05 – Piano Sonata No. 15 in C major (‘Relique’), D. 840 Moderato
06 – Piano Sonata No. 15 in C major (‘Relique’), D. 840 Andante
07 – Piano Sonata No. 14 in A minor (‘Grande Sonate’), D. 784 (Op. posth. 143) Allegro giusto
08 – Piano Sonata No. 14 in A minor (‘Grande Sonate’), D. 784 (Op. posth. 143) Andante
09 – Piano Sonata No. 14 in A minor (‘Grande Sonate’), D. 784 (Op. posth. 143) Allegro vivace

Wilhelm Walter Friedrich Kempff – Piano

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Kempff ensaiando nos estúdios do PQP Hall

Ammiratore

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Friedrich Gulda spielt Beethoven – Sämtliche Klaviersonaten (9/9) #BTHVN250

Gulda arremata a integral das sonatas para piano de Beethoven com excelentes interpretações para as três derradeiras. Gosto especialmente da Op. 110, e admiradores de sua versão antológica para o “Cravo bem Temperado” ouvirão seus ecos na incrível fuga final. Já quem esperava que o também jazzista Fritschi fosse botar as manguinhas de fora nos trechos do assim chamado “proto-jazz” nas sublimes variações que concluem a Op. 111 vai se surpreender com o pulso que ele mantém ao longo de todo movimento, coroando sem arrebatamentos a série que é um dos pináculos da literatura pianística. E espero que quem conhece Gulda somente como o tiozão excêntrico de barrete na cabeça, imagem que ele consolidou na maturidade e velhice, possa admirar o consumado mestre que ele era e, em que pese a má qualidade de som de suas gravações de juventude (pois Gulda é, disparadamente, o mais mal gravado dos grandes pianistas), explorar um pouco mais sua vasta e muito variada discografia.

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

1 – Sonata para piano no. 30 em Mi maior, Op. 109 (1820)
– Vivace ma non troppo – Adagio espressivo – Prestissimo
– Andante – molto cantabile ed espressivo
– Moderato cantabile – Molto espressivo

2 – Sonata para piano no. 31 em Lá bemol maior, Op. 110 (1821)
– Allegro molto
– Adagio ma non tropo – Fuga – Allegro ma non troppo

3 – Sonata para piano no. 32 em Dó menor, Op. 111 (1821-2)
– Maestoso – Allegro con brio ed appassionato
– Arietta – Adagio molto semplice e cantabile

Friedrich Gulda, piano

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Vassily

– Wie geht’s?

 

#BTHVN250

Johannes Brahms (1833-1897) & Paul Hindemith (1895-1963): Quintetos para Clarinete

Johannes Brahms (1833-1897) & Paul Hindemith (1895-1963): Quintetos para Clarinete

Apenas 30 anos separam os quintetos de clarinete de Brahms e Hindemith. No entanto, as diferenças não são apenas nos temperamentos dos dois artistas, nem somente na diferença dos conceitos e das estéticas. O que os separa é todo o mundo que há entre a harmonia e a desordem. Mas não pense assim, apressado leitor, amo a ambos.

O quinteto para clarinete mais popular é o de Mozart (104 gravações), seguido pelo de Brahms (87), que é baseado no primeiro. Nenhuma outra peça nessa formação rivaliza com essa dupla em popularidade, embora a literatura inclua joias como os quintetos de Weber e Reger.

Assim como eu, Erico Verissimo amava o quinteto de Brahms, tanto que chamou sua autobiografia de Solo de Clarineta. Há toda uma lenda em torno da obra. É obra belíssima.

Já Hindemith nunca derreterá corações como Brahms, e, na verdade, seu quinteto coloca-se contra a tradição musical do pré-guerra. Ele é contemporâneo de vários dos concertos da série Kammermusiken, mas não tão bons. Longe de ser uma homenagem a Brahms, o trabalho parece exorcizar o mestre mais velho.

Brahms & Hindemith: Quintetos para Clarinete

Johannes BRAHMS (1833-1897)
Clarinet Quintet in B minor, op. 115 (1891) [37:48]
I. Allegro 13:29
II. Adagio 10:29
III. Andantino 4:28
IV. Con moto 9:21

Paul HINDEMITH (1895-1963)
Clarinet Quintet, op. 30 (1954 version) (1923/1954) [19:45]
I. Sehr lebhaft 2:12
II. Ruhig 6:35
III. Schneller Ländler 5:42
IV. Arioso. Sehr ruhig 2:55
V. Sehr lebhaft, wie im ersten Satz 2:19

Raphaël Sévère (clarinet)
Pražák Quartet

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Paul Hindemith e Darius Milhaud em uma daquelas coisas de “enfie a cabeça e tire uma foto”.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Friedrich Gulda spielt Beethoven – Sämtliche Klaviersonaten (8/9) #BTHVN250

Cada vez que, numa integral das sonatas para piano de Beethoven, se chega à tiranossáurica “Hammerklavier”, eu falto com educação para com as pobres sonatas que dividem o disco com a avantajada Op. 106. Não será o caso nesta série de Gulda, pois a peça que abre o CD é uma obra-prima consumada, a Op. 101, normalmente considerada a primeira obra do visionário período final da produção do compositor, e que termina, assim como sua vizinha de disco, com um magistral movimento contrapontístico.

Falando em contraponto… Bem, eu lhes falei que me é muito difícil não falar da Op. 106 – e talvez melhor seja chamá-la assim, pois a denominação “Hammerklavier” que a consagrou também foi aplicada por Beethoven à Op. 101. O que mais me intriga nela nada tem a ver com o movimento de abertura, que chega-chegando, mostrando que o que vem em seguida é algo sem precedentes na história da música, nem com o lilliputiano Scherzo que antede do transcendental Adagio, o mais longo e sentido movimento de uma sonata para piano até então. O que me faz sempre voltar a ela é o complicadíssimo finale, uma fuga colossal que abre com longuíssimo e bizarro tema, toma várias liberdades em relação às regras canônicas, e que impõe dificuldades nababescas ao executante, e de tal maneira que mesmo grandes pianistas deixam nele transparecer suas humanas limitações e, não raro, seu alívio ao martelar aquele acorde de Si bemol final (aos que duvidam de mim, sugiro procurarem o vídeo de Brendel tocando esse acorde para verem que não exagero). Talvez não exista uma interpretação totalmente satisfatória deste Leviatã, mas o fato é que Gulda é dos poucos que conheço que conclui a travessia sem aparentar dificuldades técnicas, e despacha os compassos finais com uma secura de quem, sem se impressionar com tantos trinados e semicolcheias, parece já estar pensando na Op. 110.

FRIEDRICH GULDA SPIELT BEETHOVEN – SÄMTILCHE KLAVIERSONATEN (8/9)

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

1 – Sonata para piano no. 28 em Lá maior, Op. 101 (1816)
– Allegretto ma non troppo
– Vivace alla Marcia
– Adagio ma non troppo – Con affetto – Presto – Allegro

2 – Sonata para piano no. 29 em Si bemol maior, Op. 106, “Hammerklavier” (1817-8)
– Allegro
– Scherzo – Assai vivace – Presto
– Adagio sostenuto
– Largo – Allegro risoluto –  Fuga a tre voci con alcune licenze

Friedrich Gulda, piano

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Vassily

PROFESSOR DE MARTHA ARGERICH. Sem mais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

#BTHVN250