Zbigniew Preisner (1955) – Trois Couleurs: Bleu (A Liberdade é Azul)

Postado originalmente por PQP Bach em 10/11/2014, restaurado por Vassily em 6/1/2020 para inaugurar um minifestival Preisner

O que dizer? Um dos maiores filmes que vi e uma das melhores trilhas sonoras já compostas? Sim, é bom começo, é sincero. É um filme onde Juliette Binoche depara-se com toda a liberdade possível. Ela faz o papel de Julie, mulher de um importante compositor e regente francês que morre num acidente de carro. Com ele, morre também a única filha do casal. É uma liberdade de luto — incômoda, deprimente, indesejável, horrível. Junto a um amigo do casal, ela tenta finalizar uma composição para coro e orquestra que havia sido encomendada ao marido, a Canção pela Unificação da Europa, descobrirá detalhes da vida do marido e seguirá sua vida. Trois Couleurs: Bleu (A Liberdade é Azul), de 1993, é um filme belíssimo e importante do cineasta polonês Krzysztof Kieslowski, o primeiro da Trilogia das Cores.

Zbigniew Preisner foi digno do filme. Deve ter trabalhado muito com Kieslowski, pois a música adapta-se ao filme — ou o filme a ela — de modo realmente arrepiante. Eu não consigo desgrudar o filme do CD da trilha sonora. A trilha faz parte do filme e gosto demais de ouvi-la para lembrar dele.

Preisner: Trois Couleurs: Bleu (A Liberdade é Azul)

1. Song for the Unification of Europe (Patrice’s version) 5:17
2. Van Den Budenmayer – Funeral music (winds) 2:05
3. Julie – Glimpses of Burial 0:32
4. Reprise – First appearance 0:34
5. The Battle of Carnival and Lent 0:59
6. Reprise – Julie with Olivier 0:51
7. Ellipsis 1 0:23
8. First flute 0:52
9. Julie – in her new apartment
10. Reprise – Julie on the stairs
11. Second flute 1:18
12. Ellipsis 2 0:23
13. Van Den Budenmayer – Funeral music (organ) 1:59
14. Van Den Budenmayer – Funeral music (full orchestra) 1:49
15. The Battle of Carnival and Lent II 0:44
16. Reprise – flute (closing credits version) 2:21
17. Ellipsis 3 0:25
19. Olivier and Julie – Trial composition 2:01
20. Olivier’s theme – finale 1:40
21. Bolero – Trailer for “Red” film 1:11
22. Song for the Unification of Europe (Julie’s version) 6:50
23. Closing credits 2:06
24. Reprise – organ 1:15
25. Bolero – “Red” film

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Uma tremendo filme com Juliette Binoche
Uma tremendo filme com Juliette Binoche

PQP

35 comments / Add your comment below

  1. Puxa, bem lembrado, assisti os dois primeiros da série e não a terminei por falta de tempo (e depois por esquecimento). Vou locar “A Fraternidade é Vermelha”(acho que era isso não?). Realmente, magníficos filmes, e magnifica postagem

  2. PQP,
    Já falei o qto admiro Kieslowski e o quanto esta trilogia foi marcante para a minha adolescência…. Tenho estas bandas sonoras e Preisner é um dos meus polacos de eleição!

    Abraços!

    P.S – Julie, no filme, eraa verdadeira compositora… Van Buren what? 😛

    (entre colegas: uma avalanche na minha vida me deixa sem forças para nada!)

  3. Eu não sou de gostar muito de trilhas sonoras, mas eu me arrepio com aquela cena em que a copista passa o dedo na partitura do coral e a música começa a ser executada. Eu amo esta trilha sonora e vou baixá-la imediatamente!

    E quanto a Binoche, ah…

  4. Caro PQP
    essa noite por incrivel que pareça baixei mais de 6 cds completando minha obra de Zbigniew Preisner. Vou de passar um concerto ao vivo com a obra dele que é fundamental onde reuniu o decalogo.
    dr cravinhos

  5. PQP,
    Preisner é amigo e faz todas as trilhas sonoras do Kieslowski, por isso as coisas se encaixam tão bem! Eles dois até criaram um compositor fictício, que nos filmes (em La Double Vie de Veronique também) aparece como Van Budenmayer.

    Anyway, lindo filme, lindo álbum. Obrigada!

  6. Desculpe me intrometer no assunto mas coisa semelhante a que escutei,que chega aos pés dessa trilha sonora formidável, é o Oratório Cristo no Monte das Oliveiras de Beethoven! E por falar em Beethoven,não poderia postar esse Oratório, caso você possua, pois eu não consigo em nenhum lugar. Só escutei uma vez numa rádio e a compreendi melhor no livro Dr. Fausto de Thomas Mann…

  7. Você poderia me indicar onde enconcontrar informações a respeito da estrutura e significado da cantata La Atlàntida, de Manuel de Falla (em português ou espanhol, de preferência)? Você mesmo poderia dizer algo sobre essa obra? Qual a importância dela na produção do compositor? E traduções da letra catalã, sabe onde poderia encontrar(nas línguas supracitadas, de preferência)?

  8. Olá…. queria parabeniza-los pelo melhor blog que eu já visitei em todos esses anos…
    Minha paixão pela música classica e erutdita começou ha pouco… com o filme copying beethoven e desde entao… venho buscando conhecer outros maestros…

    procurei pelo blog e não achei a sinfonia n25 de mozart… queria saber se vcs possuem uma versão consideravel…. pois esta obra me emociona mt…

    obrigado

    Felipe Teófilo

  9. Bem, a trilha sonora pode até ter algum valor agora Kieslowsky????? Não pode ter filme com final mais apelativo e Kitsch do que a Fraternidade é Azul. Kieslowsky é brega até não poder mais parar e da tríade o menos ruim é o ”vermelho” e o pior ,certamnete, o AZUL. AH OS ”FILISTINOS” , QUE SAUDADES DO FRANCIS….que por sinal odiava Kieslowski….sabia das coisas o Francis…a alma Filistina é digna de estudos….pequena burguesia…é duro!

  10. Eu ia ficar quieto..mas já que alguém já se manifestou…

    Pessoalmente acho que Kieslowski tentou inovar com esse negócio de trabalhar as cores..imagens…poucos diálogos…promete muito com títulos sugestivos, mas o resultado final é até um pouco ingênuo. Os filmes são interessantes, mas não valem os prêmios. Já a música de Preisner, como trilha, é realmente bonita e sustenta o filme. Valeu!

  11. P.Q.P., vc conhece o La Double Vie de Véronique, do mesmo Kieslowski ? É maravilhoso, tanto o filme como a trilha sonora, um dos filmes mais belos que já vi. Na minha opinião, melhor do que a trilogia.

  12. Francis, Paulo….Kieslowsky só faz filmes cheios de clichês, o final do ”azul” é patético, apelativo e de mau gosto…no ”vermelho” ele até que trabalha bem a questão do imprevisivel ou do destino se assim podemos dizer ,mas nada demais , Kieslowsky é para impressionar pequeno-burguês…eheheh….Overhated…

  13. Vamos chamar o Abujanra para dar o veredito sobre Cage, Kieslowsky, Arte moderna e Contemporanea, a Arte e o que é, e demais assuntos dignos de se deixar uma bela mulher de lado para discutir a incalculável importância disso tudo para a Humanidade.

  14. A trilogia das cores de kieslowski é maravilhosa. Foi o seu último trabalho antes de nos deixar, e foi uma despedida magnífica. Quem assiste seus filmes com sentimento, conseguirá enxergar seu grande valor.
    Muito obrigada pela facilidade de baixar a trilha sonora do filme.

  15. Tenho baixado muitas coisas do blog, mas nem sempre tenho tempo para comentar… Gostaria apenas de agradecer pelo imenso trabalho que aqui está sendo feito!
    Quanto ao álbum, excelente! Quanto ao filme, sem comentários, um dos melhores entre os melhores.

    1. Senhorita. O compositor Van Den Budenmayer foi uma invenção de Preisner. Será melhor buscar em seu nome, talvez as partituras não tenham sido editadas no nome do seu heterônimo.

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