Chorale des Jeunesses Musicales de France: Tomás Luis de Victoria

2lw61ieChorale des Jeunesses Musicales de France Tomás Luis de Victoria
Gravação de 1956

O Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, foi um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60.

Especializaram-se na interpretação de músicas do barroco francês.

Existem raríssimas referências a ele e seu coral na internet. Uma das poucas, informa: “May 6–May 28, 1956 – In Paris, Heitor Villa-Lobos supervises the recording of his Bachiana Brasileira No. 6 by Fernand Dufrene (flute) and René Plessier (bassoon) and his Bachiana Brasileira No. 2 with the Orchestre National de la Radiodiffusion Française, the four suites of his Descobrimento do Brasil, his Chôros No. 10 and his Invocação em defesa da patria, with Maria Kareska (soprano), the Chorale des Jeunesses Musicales de France, and the Orchestre National de la Radiodiffusion Française for EMI.” (Wikipedia)

Tradução, segundo a gentil contribuição do nosso ouvinte Orlando: “28 de maio de 1956 – Em Paris, Heitor Villa-Lobos supervisiona a gravação de sua Bachiana Brasileira No. 6, com Fernando Dufrene (flauta) e René Plessier (fagote) e de sua Bachiana Brasileira No. 2 com a Orchestre National de la Radiodiffusion Française, as quatro suítes de seu Descobrimento do Brasil, seus Choros No. 10 e sua Inovação em defesa da pátria, com Maria Kareska (soprano), o Chorale des Jeunesses Musicales de France e a Orchestre National de la Radiodiffusion Française pela EMI”.”

Esta postagem é a primeira de várias gravações épicas desse coral que aqui serão postadas. Espero que apreciem.

Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611)
01. O Vos Omnes
Anônimo

02. Le Noël de la Marche des Rois (Noël provençal)
03. Prière des Albigeois (1208)

O Vos Omnes / Le Noël de la Marche des Rois / Prière des Albigeois – 1956
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Louis Martini, direction
Trilhas digitalizadas de LP de 1956

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Österreich (1664-1735): Psalms & Cantatas

2wmoqdfÖsterreich: Psalms & Cantatas
Weser-Renaissance Bremen
Manfred Cordes

Georg Österreich (batizado em 17 de março de 1664 – 06 de junho de 1735) foi um compositor barroco alemão e colecionador. Ele é considerado o fundador da chamada coleção Bokemeyer (alemão: Sammlung Bokemeyer), que agora está depositada no Staatsbibliothek em Berlim e é considerada uma das coleções de música mais importantes do final do 17º século e início do século 18.

Filho de um fabricante de cerveja, ele recebeu suas primeiras aulas de música de seu padrinho, Johann Scheffler, “cantor” em Magdeburg. Com a recomendação de Scheffler ele foi aceito no Thomasschule zu Leipzig. Seu professor Johann Schelle reconheceu seu prematuro talento extraordinário. Como resultado, Österreich deixou Leipzig em 1680, e mudou-se para Hamburgo, onde ele continuou sua educação musical. Ao mesmo tempo, ele se tornou violinista no Gänsemarktoper. No outono de 1683, ele se matriculou na Universidade de Leipzig e, um ano mais tarde, seu talento foi reconhecido novamente, desta vez como um tenor na ópera de Hamburgo. Em 1689 ele foi contratado como Kapellmeister pelo Duque de Schleswig-Gottorf.

Österreich era um apaixonado colecionador de música, acumulando um número considerável de obras de 1670 a 1730, que formam a base da coleção Bokemeyer. Esta coleção é atualmente mantida no Staatsbibliothek, em Berlim. É considerada inestimável, porque muitas vezes é a única fonte de muitas obras de compositores famosos, incluindo Dietrich Buxtehude, Nicolaus Bruhns, Johann Rosenmüller, Matthias Weckmann, Vincent Lübeck e Johann Philipp Krieger.

Para Osterreich, contraponto e canon eram manifestações concretas da “ordem de Deus” (Ordnung Gottes), e sua elaboração revela a essência divina, insondável da criação de Deus, não apenas como uma metáfora de Sua ordem, mas como a realização concreta dessa ordem.

Österreich: Psalms & Cantatas
Georg Österreich (Germany, 1664-1735)
1. Sie ist fest gegründet (Psalm 87)
2. Herr Jesu Christ, wahr’ Mensch und Gott (choralkantate)
3. Dixit Dominus Domino meo (Psalm 110)
4. Der Gerechten Seelen sind in Gottes Hand (Trauerkantate)
5. Und Jesus ging aus von dannen (Evangelienkantate zu Matthäus 15, v 21ff)

Österreich: Psalms & Cantatas
Weser-Renaissance Bremen & Manfred Cordes

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Coro do Mosteiro de São Bento de Olinda em apresentação na Igreja de Saint-Eustache.

2hzj7oCoro do Mosteiro de São Bento de Olinda, em apresentação na Igreja de Saint-Eustache, em Paris, 1999.

Em março de 1999, a cidade de Paris, na França, foi palco da 40ª Reunião Anual dos Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, com o tema “Desenvolvimento e Cultura”. Para abrilhantar a programação festiva do evento, um banco privado brasileiro patrocinou a apresentação do Coro do Mosteiro de São Bento de Olinda, sob os arcos da famosa Igreja de Saint-Eustache.

O Canto Gregoriano – breve notas sobre sua glória

Por sua singularidade musical, o canto gregoriano sempre transforma o público presente às celebrações litúrgicas do Mosteiro de São Bento em platéia emocionada.

É importante sublinhar que as melodias gregorianas foram criadas para a oração: o canto gregoriano é oração cantada. E esse canto, a uma só voz, a todos prende pela melodia, mesmo depois, já no silêncio da capela.

Os textos, em sua maioria, foram retirados da Sagrada Escritura, daí a profundidade e a riqueza do canto.

E as composições foram criadas na língua latina. Podemos dizer que esse tipo de canto supõe o latim, tal é o suporte que lhes oferecem as próprias palavras nascidas no Latium. O laço entre o latim e o canto gregoriano é tão estreito que se torna difícil cantar os mesmos textos em língua vernácula. Os Monges do Coro do Mosteiro de São Bento fizeram algumas experiências com melodias silábicas, como, por exemplo, o Gloria da Missa XV, o hino das Laudes de Páscoa, o Pai-Nosso, alguns hinos de Completas, etc. Os resultados agradaram aos ouvidos sensíveis.

Do imenso repertório de peças do canto gregoriano, selecionamos algumas, extraídas dos tempos fortes da liturgia da Igreja: Natal, Páscoa e Pentecostes.

Para preservar um repertório desses, só mesmo uma comunidade consagrada a isso, como a dos Monges do Mosteiro de São Bento. Na santa paz desse mosteiro, os monges cultivam o canto gregoriano, um canto muito antigo, flor de uma produção de séculos de cristianismo. Aqui, venerar é ouvir.

(extraído e adaptado do encarte)

01. Sinos em Saint-Eustache
02. Discurso do Sr. Enrique Iglesias

1ª PARTE

INTRODUÇÃO
03. Gaudeamus – Intróito da Missa de São Bento

QUARESMA E SEMANA SANTA
04. Attende, Domine – Canto responsorial
05. Exsurge … – Intróito de uma Missa Quaresmal
06. Lamentatio e Oratio Jeremiae Prophetae – Leituras do antigo Ofício de Trevas
07. Audi benigne – Hino de Vésperas
08. Christus … – Responsório gradual da Quinta-Feira Santa
09. Gloria, laus … – Hino ao Cristo Rei (da liturgia do Domingo de Ramos)
10. Ubi Caritas … – Canto ao lava-pés

PÁSCOA
11. Surrexit Dominus … – Responsório breve das Vésperas
12. Victimae Paschali Laudes – Sequência da Páscoa
13. Alleluia … – Da Missa da Ascensão

PENTECOSTES
14. Spiritus Domini – Intróito da missa
15. Veni, Sancte Spiritus – Sequência
16. Factus est repente – Antífona da Comunhão

INTERVALO
17. Órgão em Sanit-Eustache

2ª PARTE

ADVENTO E NATAL
18. Rorate – Canto responsarial
19. O Sapientia – Antífona maior do Magnificat
20. Hodie … – Antífona do Magnificat
21. Christe Redemptor – Hino de Vésperas
22. Puer natus … – Motete natalino
23. Kyrie IX – do ato penitencial
24. Puer … – Intróito da missa do dia
25. Stella ista – Antífona de Vésperas (Epifania)

PEÇAS EM PORTUGUÊS ADAPTADAS AO CANTO GREGORIANO

HINOS DE TERÇAS E COMPLETAS
26. Terça
27. Completas I
28. Completas II
29. Onde o Amor e a Caridade – Canto ao lava-pés
30. Pai-Nosso

ANTÍFONAS MARIANAS
31. Ave Regina Caelorum
32. Salve Regina

FINAL
33. Aleluia

Coro do Mosteiro de São Bento de Olinda – 1999
Mestre do coro e solista: Gerardo de Barros Wanderley
Coordenador musical: Antonio Alves
Solistas: Ormindo Pires Filho e Paulo da Silva Cavalcanti
Organista: Silvio Lúcio Milanez de Medeiros
e um coro com “20 vozes escolhidas por Deus.”

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Antonio dos Santos Cunha (1786-1815) – Responsórios para o Officio da Sexta-Feira Santa – Ensemble Turicum (Acervo PQPBach)

118lgkkAntonio dos Santos Cunha
Responsórios para o Officio da Sexta-Feira Santa
Ensemble Turicum

Agora que o mundo finalmente abriu os olhos para os tesouros das artes plásticas e arquitetônicas do final do séc. XVIII da região de Minas Gerais, o Ensemble Turicum revela todo o esplendor da música de Antonio dos Santos Cunha. Ela constitui uma amálgama excepcional de ópera italiana com a melancolia portuguesa e a ternura tropical brasileira, dando aqui vida a uma maravilhosa música profunda e expressiva. (extraído do encarte)

Antonio dos Santos Cunha (1786 – 1815)
Responsórios para o Officio da Sexta-Feira Santa
01. Responsorium I: Ut vivificaret – 1. Sicut ovis (in I Nocturno)
02. Responsorium I: Ut vivificaret – 2. Tradidit (in I Nocturno)
03. Responsorium II: Quia in te – 1. Jerusalem (in I Nocturno)
04. Responsorium II: Quia in te – 2. Deduc (in I Nocturno)
05. Responsorium III: Quia venit – 1. Plange (in I Nocturno)
06. Responsorium III: Quia venit – 2. Accingite/Plange (in I Nocturno)
07. Responsorium IV : Nam et ille – 1. Recessit (in II Nocturno)
08. Responsorium IV : Nam et ille – 2. Dextruxit (in II Nocturno)
09. Responsorium V : Si est dolor – 1. O vos omnes (in II Nocturno)
10. Responsorium V : Si est dolor – 2. Attendite (in II Nocturno)
11. Responsorium VI : Et erit in pace – 1. Ecce quomodo (in II Nocturno)
12. Responsorium VI : Et erit in pace – 2. Tamquam agnus (in II Nocturno)
13. Responsorium VI : Et erit in pace – 3. Ecce quomodo (in II Nocturno)
14. Responsorium VII : Adversus – 1. Astiterunt (in III Nocturno)
15. Responsorium VII : Adversus – 2. Quare (in III Nocturno)
16. Responsorium VIII : Factus sum – 1. Aestimatus (in III Nocturno)
17. Responsorium IX : Ponentes milites – 1. Sepulto Domino (in III Nocturno)
18. Responsorium IX : Ponentes milites – 2. Accedentes/Domino (in III Nocturno)
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – I: Aestimatus sum/Cum descendentibus
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – II: Sepulto Domino/Signatus est
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – III: In pace in idipsum/Dormiam
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – IV: Caro mea/Requiescet
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – V: Sepulto Domino

Responsórios para o Officio da Sexta-Feira Santa – 2005
Ensemble Turicum
Direção: Luiz Alves da Silva & Mathias Weibel

Martina Fausch, Vera Ehrensperger, Annette Labusch, sopranos
Elizabeth Bachmann, contrallto
Luiz Alves da Silva, Beat Mattmüller, contratenores

Reto Hofstetter, Frédéric Gindraux, tenor
Thomas Moser, baritono
Flávio Matias, baixo

Mathias Weibel, Monika Baer, Giulio d’Alessio, Renate Steinmann, Susanna Hefti, Mario Huter, violinos
Kaspar Singer, Hristo Kouzmanov, violoncellos
Matthias B. Frey, violone
Rogério Gonçalves, fagote
Lorenz Raths, Patrik Gasser, trompas
Daniel Rüegg, órgão

Nossos agradecimentos ao maestro, musicólogo e compositor Harry Crowl Jr por mais esta valiosa contribuição!
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W. A. Mozart: Complete Sacred Music – Harnoncourt

MOZART – COMPLETE SACRED MUSIC
250th Anniversary Edition

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Seleção de 13 CDs com todas as obras sacras de Mozart

Intérpretes
Concentus musicus Wien
Arnold Schoenberg Chor
Choralschola der Wiener Hofburgkapelle (Antiphons)
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Director: Nikolau Harnoncourt
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• Mozart: Complete Sacred Music: Encarte (booklet) + track lists + front & back covers
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6gdl04Mozart: Complete Sacred Music CD1
Missa C-dur K.66 ‘Dominicus’
Vesperae de Domenica K.321

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33niws8Mozart: Complete Sacred Music CD2
Missa in C, K317 “Coronation”
Vesperae solennes de confessore, K339

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33vci01Mozart: Complete Sacred Music CD3
Missa in C minor, K427
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2ugfihuMozart: Complete Sacred Music CD4
Missae breves:
K49, K65, K220 “Spatzenmesse”
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1qjwiuMozart: Complete Sacred Music CD5
Missa solemnis in C minor, K.139 “Waisenhausmess” (Orphanage Mass)
Exsultate, Jubilate in F major, K.165
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9hq5jqMozart: Complete Sacred Music CD6
Missa brevis in G major, KV 140 “Pastoral”
Missa brevis in F major, KV 192 (186f)
Missa longa in C major, KV 262 (246a)
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2vueir6Mozart: Complete Sacred Music CD7
Missa brevis in C major, KV 257 ‘Credo’
Litaniae de venerabili altaris sacramento, KV 243
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rb9phyMozart: Complete Sacred Music CD8
Missa in honorem S Trinitatis In C Major K.167
Missa brevis In C Major K.258
Kyrie In G K.89 (73k)
Misericordias Domini In D Minor K.222 (205a)
Missa brevis In C Major K.259 “Orgelsolo”
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2q3876xMozart: Complete Sacred Music CD9
Grabmusik, K42 • Regina Coeli, K127
Tantum ergo, K142 • Ave verum corpus, K618
Kyries, K33, K90, K322 & K323
Scande coeli limina, K34
Veni Sancte Spiritus, K47 • Hosanna, K223
Miserere, K85 • Quaerite primum regnum Dei, K86
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20jmjo3Mozart: Complete Sacred Music CD10
Venite populi, K260 • Regina Coeli, K108
Sancta Maria, K273 • Sum tuum praesidium, K198
Tantum ergo, K197 • Litaniae Lauratanae B.M.V., K109
Benedictus, K117 • Inter natos mulierum, K72
Alma Dei creatoris, K277 • Ergo interest, K143
Te Deum laudamus, K141
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…………………………………..  …   MP3 320 kbps | 170,5 MB | 1 h 16 min

 

28hg8wmMozart: Complete Sacred Music CD11
Missa solemnis in C major, KV 337
Litaniae de venerabili altaris sacramento in B-flat major, KV 125
Regina coeli in C major, KV 276
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29ehwqsMozart: Complete Sacred Music CD12
Kyrie In D Minor K.341 (368a)
Dixit et Magnificat In C Major K.193 (186g)
Missa brevis In B-Flat Major K.275 (272b)
Litaniae Lauretanae B.M.V. in D Major K.195 (186d)
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28c0x81Mozart: Complete Sacred Music CD13
Requiem in D minor K.626

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Band Music from the Civil War Era – Our musical past vol. 1

161gbqvOur musical past vol. 1
Band Music from the Civil War Era
A Concert for Brass Band, Voice, and Piano

Com instrumentos de épocaOn period instruments

“Our Musical Past – Volume 1”, editado pela Divisão de Música da Library of Congress, com 19 obras da época da Guerra Civil dos Estados Unidos.

Um típico concerto para banda, voz e piano com música dos Estados Unidos do século XIX, com instrumentos de sopro de época, da coleção da Smithsonian Institution.

Gravado no Coolidge Auditorium of the Library of Congress, em 27 de setembro de 1974.

A história da gravação pode ser encontrada AQUI.

Sir Julius Benedict (Germany, 1804-1885)
01. Hunters’ chorus, from The rose of Erin, aka The Lily of Killarney (1862) (band)
Gaetano Donizetti (Italy, 1797-1848)
02. O summer night, from Don Pasquale (band)
Stephen Collins Foster (*)
03. Ah! May the red rose live alway (vocal)
Adolf Fredrik Lindblad (Sweden, 1801-1878)
04. The herdsman’s mountain song (vocal)
Claudio S. Grafulla (Spain, 1812–USA, 1880)
05. Captain Shepherd’s quickstep (band)
06. Captain Finch’s quickstep (band)
Edmund Jaeger (USA, 19th. century)
07. Indiana polka (1865) (band)
Stephen Collins Foster (*)
08. Old memories (vocal)
From the manuscript band books of the Manchester Cornet Band (founded in 1854)
09. The moonbeam waltzes (band)
Charles-Samuel Bovy-Lysberg (USA, 1821-1873
10. La fontaine (piano)
Adolf Fredrik Lindblad (Sweden, 1801-1878)
11. Upon a summer’s day (vocal)
J. M. Noeren
12. Slow march: Midnight! (band) – 1859
Robert Burns (Scotland, 1759–1796)
13. Scots wha hae; variations (piano)
Simon Knaebel (USA, 1806-1890)
14. General Taylor storming Monterey (band)
G.W.E. Friedrich
15. Lilly Bell quickstep (band)
George H. Goodwin (USA, 1818-1886)
16. Door latch quickstep (band)
Michael William Balfe (Ireland, 1808-1870)
17. The heart bow’d down (vocal)
Stephen Collins Foster (*)
18. Why, no one to love (vocal)
David L. Downing (USA, 19th. century)
19. Free and easy (band)

(*) Stephen Collins Foster, known as “the father of American music” (USA, 1826-1864)
(band) = Performed by band playing brass instruments from collections of the Smithsonian Institution; Frederick Fennell, conductor
(vocal) = Performed by Merja Sargon, soprano; Bernard Rose, piano
(piano) = Performed by Bernard Rose, piano

Our Musical Past – vol. 1
Divisão de Música da Library of Congress
1974

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Material gentilmente cedido pelo nosso ouvinte John Zevita. Obrigado !

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André da Silva Gomes (1752-1844): Missa em Si bemol, a 5 vozes e orquestra & Noturnos de Natal (Acervo PQPBach)

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André da Silva Gomes

Música do Brasil Colonial

Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra
Regente: Vitor Gabriel

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Missa em Si bemol, a 5 vozes e orquestra, c. 1800 (Cat.Temat. Regis Duprat, nº 40) – Transcrição musicológica: Vitor Gabriel

Chegaram até nós 18 missas compostas por André da Silva Gomes, sete das quais, em cópias posteriores, são de difícil datação.

A Missa a 5 vozes, transcrita por Vitor Gabriel, é uma copia de Manoel José Gomes, datada de 1831. Manoel José Gomes, pai de Antônio Carlos Gomes, nosso maior compositor lírico do século XIX, é autor de inúmeras cópias de compositores do período colonial brasileiro. Os manuscritos dessa Missa integram o acervo de manuscritos musicais do Museu da Inconfidência de Ouro Preto (Catálogo Duprat-Baltazar, n° 269, de Manuscritos do Museu da Inconfidência de Ouro Preto, e Catálogo Duprat, n° 40, das obras de André da Silva Gomes). Assim consta de seu título: Missa a 5 vozes dois violinos Trompas/i Basso; pelo Sr. Te. Coronel Andre/da Silva Gomes/De/Manoel José Gomes. (extraído do encarte).

Noturnos de Natal, 1774 (Cat.Temat. Regis Duprat, nº 20) – Transcrição musicológica: Rogério Duprat

1183z39No conjunto da obra de André da Silva Gomes os Noturnos de Natal aqui apresentados são obra de juventude; escreveu-os com cerca de 22 anos, recém investido nas funções de mestre-de-capela da Sé de São Paulo. O título original diz: Noturno/In festo Nativitatis Domini/Di Andrea da Sª Gomes.

As Matinas, ou Noturnos de Natal, assim chamados porque eram executados na madrugada do dia de Natal, contém oito Responsórios, todos tripartidos em Allegro, Fugato e Andante. (extraído do encarte).

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
01. Missa a 5 vozes (c. 1800) 01. Kyrie eleison
02. Missa a 5 vozes (c. 1800) 02. Christe eleison
03. Missa a 5 vozes (c. 1800) 03. Kyrie eleison
04. Missa a 5 vozes (c. 1800) 04. Glória in excelsis/Et in terra pax
05. Missa a 5 vozes (c. 1800) 05. Laudamus
06. Missa a 5 vozes (c. 1800) 06. Gratias
07. Missa a 5 vozes (c. 1800) 07. Domine Deus
08. Missa a 5 vozes (c. 1800) 08. Qui tollis
09. Missa a 5 vozes (c. 1800) 09. Quoniam
10. Missa a 5 vozes (c. 1800) 10. Cum Sancto Spiritu
11. Noturnos de Natal (1774) 1º Responsório
12. Noturnos de Natal (1774) 2º Responsório
13. Noturnos de Natal (1774) 3º Responsório
14. Noturnos de Natal (1774) 4º Responsório
15. Noturnos de Natal (1774) 5º Responsório
16. Noturnos de Natal (1774) 6º Responsório
17. Noturnos de Natal (1774) 7º Responsório
18. Noturnos de Natal (1774) 8º Responsório

Música do Brasil Colonial – 2004
Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra
Regente: Vitor Gabriel
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Recife

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Allegri (1582-1652): Miserere • Mundy (c.1529-1591): Vox Patris caelestis • Palestrina (c.1525-1594): Missa Papae Marcelli (The Tallis Scholars)

2cr0incAllegri: Miserere
Mundy: Vox Patris caelestis
Palestrina: Missa Papae Marcelli

The Tallis Scholars)

Escolhida pela “BBC Music Magazine” como uma das 50 melhores gravações de todos os tempos e amplamente considerada como a melhor gravação do Miserere Allegri, esta memorável gravação foi realizada no Merton College Chapel, Oxford, em 1980, e estabeleceu novas normas para o desempenho e gravação de música sacra desacompanhada e provou ser um sucesso imediato artístico e comercial, atingindo o primeiro lugar no UK HMV Classical Chart em fevereiro de 1981. Esta edição é comemorativa do 25º aniversário dessa gravação.

Gregorio Allegri escreveu o Miserere pouco antes de 1638 para a celebração anual das matinas durante a Semana Santa (a celebração da Páscoa). Duas vezes durante essa semana, na quarta-feira e sexta-feira, o serviço teria início às 03:00, quando seriam extintas 27 velas, uma de cada vez, até que apenas uma permanecesse acesa. Segundo relatos, o Papa participaria desses serviços. Allegri compôs o Miserere para o final dos serviços “Tenebrae” (Tenebrae refere-se à extinção gradual das velas, uma por uma, durante os últimos três dias na Semana Santa, simbolizando a morte de Cristo e os três dias no sepulcro.). Na última vela o Papa se ajoelhava diante do altar e rezava enquanto o Miserere era cantado, culminando o serviço.

Allegri’s Miserere and Palestrina’s Missa Papae Marcelli are widely recognised as being of the finest music to come from the Golden age: they must receive more performances throughout the world than any other pieces of unaccompanied sacred music. We introduce William Mundy’s Vox Patris caelestis in order to establish the reputation of a masterpiece and of an English composer. It happens that Mundy wrote Vox Patris caelestis in almost exactly the same year as Palestrina wrote his Missa Papae Marcelli; by coupling them we can appreciate the extraordinary variety in sacred music which existed at that time between England and the continent.

Allegri’s Miserere is quite simple in conception and much of its impact relies on the conditions of performance, especially on the acoustic. The Tallis Scholars have used a reverberant building – Merton College Chapel in Oxford – and placed the solo group at some distance from the remainder of the choir. There are five sections in the music, which are identical except for the second half of the final verse where the solo group and the main choir at last join up, singing from the extreme ends of the chapel. The musical effect is created by Allegri’s use of discords (caused by a series of suspensions) and by embellishments around a straight-forward vocal line, which take the solo treble to a high C. The text is the whole of Psalm 51, perhaps the most penitential of all the psalms, traditionally sung in the Anglican rite on Ash Wednesday and in the Catholic rite during the last three days of Holy Week. (1980, rev. 1990 Peter Phillips)

Palhinha: ouça 01. Miserere

Gregorio Allegri (1582-1652)
01. Miserere
William Mundy (c.1529-1591)
02. Vox Patris caelestis
Giovanni Pierluigi da Palestrina (c.1525-1594)
03. Missa Papae Marcelli – 1. Kyrie
04. Missa Papae Marcelli – 2. Gloria
05. Missa Papae Marcelli – 3. Credo
06. Missa Papae Marcelli – 4. Sanctus & Benedictus
07. Missa Papae Marcelli – 5. Agnus Dei I & II

Allegri – Miserere (25th Anniversary Edition) – 2005
The Tallis Scholars
Peter Phillips, director

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f9dueg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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K617 – Nouveaux Mondes Sonores

Nouveaux Mondes Sonores

O renomado selo K617 lançou este CD, em 1997, que apresenta faixas de seus principais lançamentos, tendo como focos (i) a música barroca, de Palermo à América Latina; (ii) memórias musicais de Lorraine e, finalmente, um breve passeio (iii) do clássico ao inusitado.

K617 é uma gravadora de música clássica francesa com sede em Metz e fundada por Alain Pacquier, compositor e criador do Festival de Saintes no Abbaye aux Dames na Normandia, e o Festival de Sarrebourg no Convento de Saint Ulrich. O nome “K617” refere-se ao Adagio e Rondo de Mozart em C menor para glass harmonica com acompanhamento de flauta, oboé, viola e violoncelo.

Ouça o Adagio e Rondo de Mozart em C menor para glass harmonica:

Nouveaux Mondes Sonores
I. L’Italie et le Nouveau Monde revisités par Gabriel Garrido
Baroque, de Palerme à l’Amérique Latine
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643) – (1)
01. L’Orfeo: 1. Toccata d’ouverture
02. L’Orfeo: 2. Duo Apollon – Orfeo
03. L’Orfeo: 3. Choeur final, ritournelle et moresque
Marco da Gagliano (Florence, 1582-1643) – (1)
04. La Dafne: Ballo
Bonaventura Rubino (Italia, ca. 1600-1668) – (1)
05. Vepres du Stellario de Palermo: Magnificat
Juan de Araujo (Villafranca, España, 1646 – Chuquisaca, Bolívia 1712) – (2)
06. Psaume dixit dominus
Martin Schmid (Swiss, 1694-1772) – (3)
07. Opéra San Ignacio: Scène 6
Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760) – (4)
08. Musica a la Real Audiencia de Charcas: Vilancico “Afuela, apalta”

II. Mémoire musicale de la Lorraine
Autour d’un Requiem
Louis Théodore Gouvy (Germany, 1819-1898)
09. Feuillets intimes: Allegro giocoso – (5)
10. Stabat mater: Fac me flere – (6)
11. Requiem: Dies irae – (6)
Pierrequin de Thérache (ou Pierquin de Thiérache) (France, 1460-1528) – (7)
12. Loyset Compère Chapelle des Chantres des Ducs de Lorraine: Motet crux triumphans
Henry Desmarets (France, 1661-1741) – (8)
13. Les motets Lorrains: Marche Lorraine
14. Les motets Lorrains: Récit de soprano “Misere mei”
15. Les motets Lorrains: Choeur “Convertere Domine”

III. K617, du classique à l’étrange
Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791) – (9)
16. Divertimenti pour cors de basset: Adagio K.411 pour 2 clarinettes et 3 cors de basset
Anonyme – (10)
17. Missa Corsica In Monticellu: 1. Agnus Dei
18. Missa Corsica In Monticellu: 2. Ite missa est
Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704) – (11)
19. Leçons de Ténèbre et ragas de la nuit: 3ème leçon du Mercredi Saint

(1) Ensemble Elyma & Coro Antonio Il Verso. Director: Gabriel Garrido
(2) Ensemble Elyma & Coro de Niños Cantores de Cordoba. Director Gabriel Garrido
(3) Ensemble Elyma. Director: Gabriel Garrido
(4) Ensemble Elyma & Ensamble Luis Berger/Capilla Cisplatina & Coro Juvenil de la Fundación Pro Arte de Córdoba. Director Gabriel Garrido
(5) Quatuor à cordes – Quintette
(6) Evangelische Kantorei Saarlouis & Choeur d’Hommes de Hombourg-Haupt & Philarmonie de Lorraine. Director: Olivier Holt
(7) Ensemble Vocal Cantus Figuratus & La Traditora. Director: Dominique Vellard
(8) L’Orchestre des Violons du Roy et le Choeur du Studio de Musique Ancienne de Montréal. Director: Christopher Jackson
(9) Le Quatuor Stadler & Le Trio di Bassetto & La Grande Ecurie et la Chambre du Roy
(10) Ensemble A Cumpania
(11) Ensemble Gradiva

K617 – Nouveaux Mondes Sonores
1992

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Mais um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Valeu !!!

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no restaurante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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.: interlúdio :. The Cash Box Magazine – Tops 1958

cash box 1958 pngEsta postagem é dedicada aos ‘semi-novos’ da minha geração.

Quem de nós não se deliciava ouvindo e dançando The Everly Brothers, The Teddy Bears, Perez Prado, The Champs, Conway Twitty
.
E o vozerão do Domenico Modugno cantando Nel blu dipinto di blu, heim, heim?

Eita anos dourados !!!

A memorável revista “The Cash Box Magazine” trazia mensalmente a relação dos LPs mais vendidos nos Estados Unidos e, ao fim do ano, relacionava os mais vendidos do ano.

A postagem abaixo relaciona os mais vendidos durante 1958. É só alegria !!!!!

01. At The Hop (Danny & The Juniors)
02. The Stroll (The Diamonds)
03. Get a Job (Silhouettes)
04. Don’t (Elvis Presley)
05. Tequila (The Champs)

06. He’s Got The Whole World In His Hands (Laurie London)
07. Twilight time (The Platters)
08. Witch Doctor (David Seville)
09. All I Have To Do Is Dream (The Everly Brothers)

10. The Purple People Eater (Sheb Wooley)
11. Yakety Yak (The Coasters)
12. Patricia (Perez Prado)
13. Nel blu dipinto di blu (Volare) (Domenico Modugno)

14. It’s All In The Game (Tommy Edwards)
15. Topsy Part 2 (Cozy Cole)
16. It’s Only Make Believe (Conway Twitty)
17. (Hang down your head) Tom Dooley (The Kingston Trio)

18. To know him is to love him (The Teddy Bears)
19. The chipmunk song (Alvin & the Chipmonks)
20. Jo-Ann (The Playmates)
21. March from the River Kwai and Colonel Bogey (Mitch Miller)
22. (Who Wears) Short Shorts (Royal Teens)

23. Magic Moments (Perry Como)

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Avicenna

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Música na Catedral de São Paulo – Brasilessentia Grupo Vocal & Orquestra de Câmara da UNESP (Acervo PQPBach)

14np6h4Música na Catedral de São Paulo
Brasilessentia Grupo Vocal
Vitor Gabriel, regente

Orquestra de Câmara da UNESP
Ayrton Pinto, diretor artístico

As obras aqui gravadas representam uma mostra das mais de 450 composições referentes à Série Manuscritos Musicais dos Séculos XVIII-XIX da Seção de Música do Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo (ACMSP), que pertenceram ao antigo arquivo musical da Catedral, selecionadas e transcritas pela equipe responsável por sua organização e catalogação.

O acervo musical preservado no Arquivo da Cúria Metropolitana começou a ser constituido na Catedral de São Paulo em 1774, quando da chegada do compositor português André da Silva Gomes (1752- 1844), para exercer a função de mestre de capela. Até as primeiras décadas do séc. XIX, predominaram no arquivo as cópias do próprio A. S. Gomes e, em menor número, as dos músicos Floriano da Costa e Silva e Antonio Joaquim de Araújo, surgindo, como copistas predominantes, em meados deste século, os mestres de capela Antonio José de Almeida e Joaquim da Cunha Carvalho. A maioria das obras copiadas até essa fase filia-se, esteticamente, à música religiosa europeia da segunda metade do séc. XVIII e de inícios do séc. XIX, relacionada, sobretudo, ao repertório musical da Sé Patriarcal de Lisboa naquele periodo.

O jornal Correio Paulistano informava, em 01/10/1861, que o repertório da Catedral carecia de renovação e que lá ainda se ouviam músicas do tempo de D. José I (1750-1777) e de D. João VI (1792-1821), como as de André da Silva Gomes, Marcos Portugal (1762-1830) e José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), considerando a única música progressista da cidade, naquele momento, a militar … Na segunda metade do séc. XIX, entretanto, o arquivo da Catedral foi ampliado, pela incorporação de uma grande quantidade de cópias feitas por músicos locais (a maioria delas por João Nepomuceno de Souza) ou então trazidas de outras regiões brasileiras e do exterior, a maioria ligada ao estilo operístico italiano do séc. XIX. Em 25/01/1864, na festa do padroeiro da cidade, os moços do coro da Catedral, membros da Sociedade Musical Paulistana e o organista Hermenegildo José de Jesus, regidos por Antonio José de Almeida e pelo então mestre de capela Joaquim da Cunha Carvalho, executaram obras sacras recém trazidas de Roma pelo Cônego Joaquim do Monte Carmelo.

É muito provável que, na transição do século XIX para o XX, grande parte desse arquivo ainda estivesse na Catedral de São Paulo. Parte dos manuscritos relacionados ao arquivo pode ter permanecido com músicos particulares. Cópias realizadas por músicos que atuaram nessa igreja, como André da Silva Gomes, Romualdo Freire Vasconcelos, Antonio José de Almeida, Floriano da Costa e Silva, por exemplo, foram preservadas no Arquivo Veríssimo Glória (músico que trabalhou em São Paulo no inicio do séc. XX), atualmente de propriedade do musicólogo Regis Duprat. Provavelmente pela perda de interesse da maior parte do repertório sacro dos séculos XVIII e XIX, decorrente da tendência de depuração do “funesto influxo que sobre a arte sacra exerce a arte profana e teatral“, regulamentada no Motu Proprio (1903) do Papa Pio X, as obras remanescentes do arquivo musical foram retiradas da Catedral em inícios do século XX. Recolhido na Cúria Metropolitana, então na Praça Clóvis Bevilacqua, lá permaneceu até sua transferência para o atual espaço no bairro do Ipiranga, inaugurado em 30/ 11/1984.

Furio Fransceschini (1880-1976), mestre de capela desde 1908, não conheceu integralmente o arquivo musical, nem na Catedral nem na Cúria. Entretanto, no concerto que organizou em homenagem ao centenario da morte de José Maurício Nunes Garcia em 16/12/1930, na Igreja de Santa Ifigênia (onde então funcionava a Sé, pois fora demolida a antiga Catedral), Franceschini incluiu no programa o hino Ave maris stella de André da Silva Gomes, para 4 vozes e órgão, cujo manuscrito autógrafo localizou no Arquivo da Cúria, em uma caixa com 17 composições, organizada entre 1929-30. Esta e outra caixa com 14 peças resultaram da iniciativa de Francisco de Salles Collet e Silva, primeiro diretor do Arquivo (1918-1934), de organizar o antigo arquivo musical da Catedral, dedicando-se apenas a algumas obras, provavelmente às que ainda encontrassem função nas concepções de música sacra estabelecidas no século XX.

Se Collet e Silva chegou a planejar uma organização para o acervo musical do Arquivo da Cúria, infelizmente não chegou a empreendê-la em sua totalidade: até a década de 60, receberam número de catálogo mais alguns manuscritos e cerca de 30 volumes de música litúrgica, impressos nos sécs. XIX e XX. Clóvis de Oliveira, que em 1946 escreveu a primeira monografia sobre André da Silva Gomes (publicada em 1954), não conhecia nenhum outro manuscrito com música desse mestre de capela no Arquivo da Cúria, além do citado Ave maris stella.

Foi somente no final da década de 50 que o musicólogo Francisco Curt Lange tomou conhecimento do importante material ali existente. Interessado no desenvolvimento das pesquisas em acervos musicais paulistas, Curt Lange estimulou Regis Duprat a iniciar em 1959, seus estudos no Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo. Duprat começou sua pesquisa pioneira no Arquivo da Cúria em 1960, publicando um catálogo de obras, de André da Silva Gomes em seu livro Música na Sé de S.P. Colonial (São Paulo: Paulus, 1995).

Transferido para o Ipiranga em 1984, juntamente com a documentação referente ao Bispado de São Paulo, os manuscritos musicais ali chegaram sem qualquer organização, enquanto os livros litúrgicos se dispersaram da cota original. Por iniciativa do Chefe do Arquivo, Jair Mongelli Jr., entre 1987-88, os manuscritos foram empacotados em 16 volumes, sem ordem definida, assim permanecendo até maio de 1996, quando iniciamos sua organização. Nessa época, constituimos a Equipe de Organização e Catalogação da Seção de Música do ACMSP – formada pelos pesquisadores Paulo Castagna (coordenador), Fabio del’ Antonio Taveira, Fernando Pereira Binder, Ivan Chaves Nunes e pelo Maestro Vitor Gabriel – equipe que também trabalhou para a realização desta gravação.
(Paulo Castagna e Vitor Gabriel, extraído do encarte, 1998)

Sigismund Ritter von Neukomm (1778-1858)
Libera me (para a Absolvição e Inumação na Missa dos Mortos)
01. 1. Libera me
02. 2. Tremens factus
03. 3. Quando caeli – Dies illa
04. 4. Requiem
05. 5. Libera me
06. 6. Kyrie
07. 7. Requiescat

Pietro Terziani (Roma, 1765-1831)
08. Mihi autem nimis (Ofertório da Missa de Santo André Apóstolo)
José Alves (Portugal, sec. XVIII)
Dixit Dominus (Salmo 109)
09. 1. Dixit Dominus
10. 2. Donec ponam
11. 3. Juravit Dominus
12. 4. Tu es sacerdos
13. 5. Gloria Patri
14. 6. Sicut erat

José Gomes Veloso (Portugal, séc. XVIII)
Iste sanctus (Anfífona de Magnificat das Primeiras Vésperas de um Mártir, fora do Tempo Pascal)
15. 1. Dixit Dominus
16. 2. Et a verbis impiorum
17. 3. Fundatus enim

José Joaquim dos Santos (Portugal, c.1747-1801)
Lauda Sion (Sequência da Missa da Festa do Corpo de Deus)
18. 1. Lauda Sion Salvatorem
19. 2. Sub diversis speciebus
20. 3. Amen

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
Confitebor Tibi Domine (Salmo 110)
21. 1. Confitebor Tibi Domine
22. 2. Sanctum et terribile
23. 3. Intellectus bonus
24. 4. Gloria Patri
25. 5. Sicut erat

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
26. O vos omnes (Moteto para o depósito da Imagem do Senhor dos Passos)
Anônimo (Séc. XVIII)
Procissão do Enterro (Para Sexta-feira Santa)
27. 1. Heu! Heu!
28. 2. Pupilli facti sumus
29. 3. Cecidit corona
30. 4. Spiritus cordis
31. 5. Æstimatus sum
32. 6. Sepulto Domino
33. 7. In pace factus est
34. 8. In pace in idipsum
35. 9. Caro mea

Antônio José de Almeida (S. Paulo, 1816-1876)
36. Música para Verônica, na Procissão do Enterro de Sexta-feira Santa – O vos omnes
Antônio José de Almeida (S. Paulo, 1816-1876)
Ladainha de Nossa Senhora
37. 1. Kyrie eleison
38. 2. Pater de cælis
39. 3. Sancta Maria
40. 4. Sancta Virgo
41. 5. Mater divinæ
42. 6. Mater castissima
43. 7. Mater intemerata
44. 8. Regina angelorum
45. 9. Regina prophetarum
46. 10 Agnus Dei

Manuel José Gomes (SP, 1792-1868)
Ária para o Pregador
47. 1. Veni Creator Spiritus
48. 2. Amen

Música na Catedral de São Paulo – 1998
Brasilessentia Grupo Vocal, Vitor Gabriel, regente
Orquestra de Câmara da UNESP, Ayrton Pinto, diretor artístico
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André da Silva Gomes (1752-1844) – Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra (Acervo PQPBach)

14cyvrdAndré da Silva Gomes – (1752 – 1844)
Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra
Vitor Gabriel, regente
Elisa Freixo, órgão

Com o apoio do Centro de Estudos e Pesquisa da Música Brasileira, da Sociedade Brasileira de Musicologia e do Selo Paulus, comemora-se, com este lançamento, o sesquicentenário da morte do compositor luso-brasileiro André da Silva Gomes (1752- 1844), mestre-de-capela da Sé de São Paulo durante 50 anos, a partir de 1774.

É tradição medieval da Europa católica o nomear mestre-de-capela para dirigir e compor a música nas igrejas catedrais ou matrizes, ao qual se atribuía ensinar a “solfa”, no linguajar da época, mantendo escola pública de música para a edificação da juventude. Essa tradição transferiu-se da Península Ibérica para a América e logo no primeiro século da colonização as povoações com maior densidade populacional já contavam com um mestre-de-capela nas igrejas principais. Esse profissional exercia suas funções por provisão do bispo ou da autoridade eclesiástica maior, geralmente por tempo de um ano, renovável a critério da mesma autoridade. No Brasil, a documentação referente à musica nos oferece indicações antigas sobre essa atividade, porém até hoje não se descobriram manuscritos musicais anteriores ao século XVIII.

A Matriz de São Paulo tornou-se Sé em 1745 com a criação do Bispado. Até aquela data subordinava-se ao Bispado do Rio de Janeiro que nomeava seus mestres-de-capela, mas as provisões incidiam sempre sobre músicos de São Paulo. Em 1774, com o terceiro bispo da cidade, Dom Manuel da Ressurreição, chega a São Paulo o mestre-de-capela André da Silva Gomes. Nascido em Lisboa, em 1752, e provido no cargo “pela ciência da música, no canto de órgão e contraponto”, como diz um documento da época. Confiou-se-lhe o cargo para que reorganizasse o coro e o serviço musical da Sé, dando-Ihe um nível compatível com o das outras catedrais do reino.

Suas composições multiplicam-se a partir de 1774. Por 50 anos exerceu as funções de mestre-de-capela em São Paulo, tanto na Sé como em diversas irmandades da cidade e nas festas reais patrocinadas pelo Senado da Câmara, especialmente nas festas do Corpus Christi, do Anjo Custódio do Reino, da Visitação de Santa Isabel e de São Sebastião. Dirigiu ainda a corporação musical do I Regimento de Infantaria de Milícias da capital, onde ascendeu a patente de Tenente-Coronel. Dele restaram-nos cerca de 130 obras musicais religiosas, muitas das quais já executadas em concertos, tanto no Brasil como no Exterior, e gravadas após restauração e transcrição moderna.

Quarto mestre-de-capela da Sé, André da Silva Gomes foi, também, Mestre Régio de Gramática Latina e integrou, como representante da Instrução Pública, o Governo Provisório estabelecido em São Paulo a 23 de julho de 1821 em consequência de um movimento liberal que instaurou em Portugal o sistema constitucional. Desse governo tambem fizeram parte os irmãos Andrada e Silva. Enquanto viveu, André da Silva Gomes foi a personalidade musical mais destacada em São Paulo, ombreando-se com seus contemporâneos no Brasil, como o padre José Maurício Nunes Garcia, Lobo de Mesquita, Luis Álvares Pinto, Francisco Gomes da Rocha, Marcos Coelho Neto e tantos outros.

Por ocasião da proclamação da independência do Brasil, Dom Pedro I, adentrando a cidade de Sao Paulo com sua comitiva dirigiu-se à Sé onde foi cantado um Te Deum composto e regido por André da Silva Gomes. De suas composições hoje conhecidas e que localizamos em 1960, as primeiras datam de 1774, ano de sua chegada a São Paulo, e as últimas são de 1823. Dentre elas citamos 18 Missas, 38 Salmos, 14 ofertórios, 10 Matinas, 8 Motetos, 3 Te Deum, 10 Hinos,4 Sequências e 22 obras para a Semana Santa. Formou muitos discípulos, criou inúmeros filhos adotivos, aos quais tambem ensinou a arte da música, e escreveu uma Arte Explicada do Contraponto, tratado de 150 páginas manuscritas, recentemente localizado em São Paulo pelo pianista e compositor Amaral Vieira. André da Silva Gomes faleceu com 92 anos a 17 de junho de 1844 comemorando-se, neste ano de 1994, o sesquicentenário de sua morte.

(Régis Duprat, 1994, extraído do encarte)

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
01. Hino Crudelis Herodes
02. Antífona Pueri Hebraeroum
03. Ofertório Scapulis suis
04. Ofertório Confortamini
05. Ofertório Ad te livavi
06. 5 Motetos para Comunhão – 1. Ecce panis
07. 5 Motetos para Comunhão – 2. Sit laus plena
08. 5 Motetos para Comunhão – 3. Dies enim
09. 5 Motetos para Comunhão – 4. Quod in coema
10. 5 Motetos para Comunhão – 5. Bone Pastor
11. Salmo Laudate pueri (Salmo 112)
12. Salmo Beati omnes (Salmo 127)
13. Sequência Victimae Paschali Laudes
14. Sequência Veni Sancte Spiritus
15. Missa em Dó – 1. Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrire Eleison
16. Missa em Dó – 2. Gloria (Et in terra pax (IV), Laudamos te (V), Gratias agimus tibi (VI), Domine Deus (VII), Qui tollis (VIII), Quoniam (IX), Cum Sancto Spiritu (X)

André da Silva Gomes – 1994
Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra
Vitor Gabriel, regente
Elisa Freixo, órgão
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Avicenna

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Missa de São Pedro de Alcântara / St. Peter of Alcântara Mass – Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767 – 1830) – Acervo PQPBach

160r6okMissa de São Pedro de Alcântara
Pe. José Maurício Nunes Garcia
1809

Coro de Câmera Pro-Arte
Regência: Carlos Alberto Figueiredo

Rosana Lanzelotte, órgão

MISSA DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA, obra composta em 1809 em homenagem a D. Pedro, futuro Imperador do Brasil. O manuscrito autógrafo encontra-se na Biblioteca da Escola de Música da UFRJ. É escrita para coro a 4 vozes e órgão e contém solos de grande virtuosidade. Há uma outra Missa de José Maurício, com a mesma denominação, composta em 1808.

CREDO EM Sl BEMOL, composto em 1808 para 4 vozes e órgão. A única cópia, de 1891, encontra-se no Arquivo do Cabido Metropolitano do Rio de Janeiro. A costumeira divisão, na época, do Ordinário da Missa em Missa (Kyrie e Gloria) e Credo (Patrem, Sanctus e Agnus Dei), faz com que muitas vezes apenas uma das partes do manuscrito seja encontrada, como é, aparentemente, o caso deste Credo.

CHRISTUS FACTUS EST, obra para Semana Santa. Composta em 1798 para coro a 4 vozes e órgão. A cópia de época, com anotações autógrafas, encontra-se na Biblioteca da Escola de Música da UFRJ.

IN MONTE OLIVETI, faz parte de um Ofício de Ramos composto para 4 vozes, violoncelo e contrabaixo. A única cópia, que se encontrava na lgreja de S.Pedro, no Rio de janeiro, está desaparecida, A peça é apresentada a capella nesta gravação. O tratamento da forma responsorial neste moteto é único dentro da obra conhecida do compositor.

SEPULTO DOMINO, moteto para Semana Santa composto para 4 vozes em data desconhecida. Está contido em 3 diferentes manuscritos: Escola de Música da UFRJ, Igreja de S. Pedro (desaparecido) e Coro de Rio Pardo (também desaparecido).

2j5xmhxST PETER OF ALCÂNTARA MASS, was composed in 1809, in honor of D. Pedro, future Emperor of Brazil. The autograph manuscript lays in the Library of the School of Music of the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ). It is written for SATB choir and organ and contains solo parts of great virtuosity. Another Mass of José Maurício, with the same name was composed in 1808.

CREDO IN B FLAT, was composed in 1808 for SATB choir and organ. The only copy, dated 1891, is kept in the archives of the Cathedral of Rio de Janeiro. Because of the customary separation, at that time, of the Mass Ordinary in Missa (Kyne and Gloria) and Credo (Patrem, Sanctus and Agnus Dei), very often the musical score also got split up, and sometimes lost, which is, apparently the case of the present Credo.

CHRISTUS FACTUS EST, was composed for the Holy Week of 1798 for SATB choir and organ. The extant copy, from this time, with autographs remarks, is kept at the Library of the School of Music of UFRJ.

IN MONTE OLIVETI, part of an Office for Palm Sunday composed for SATB choir, cello and bass. The only copy which was kept at Saint Peters Church, in Rio de Janeiro, is now lost. The piece is sang a cappella in this recording. The treatment of the responsonal form in this motet is unique in the known work by the composer.

SEPULTO DOMINO, motet for Holy Week, composed for SATB Choir, date unknown. It is part of 3 different manuscripts: School of Music of UFRJ, Saint Peters Church (lost) and Rio Pardo Choir (also lost).

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830)
01. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 1. Kyrie
02. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 2. Gloria
03. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 3. Domine Deus
04. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 4. Qui Tollis
05. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 5. Quoniam
06. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 6. Cum Santu Spiritu
07. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 7. Patrem
08. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 8. Et Incarnatus
09. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 9. Crucifixus
10. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 10. Et Resurrexit
11. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 11. Sanctus
12. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 12. Hosanna
13. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 13. Benedictus
14. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 14. Hosanna
15. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 15. Agnus Dei
16. Credo em Si Bemol – 1. Patrem
17. Credo em Si Bemol – 2. Et Incarnatus
18. Credo em Si Bemol – 3. Crucifixus
19. Credo em Si Bemol – 4. Et Resurrexit
20. Credo em Si Bemol – 5. Et Vitam
21. Credo em Si Bemol – 6. Sanctus
22. Credo em Si Bemol – 7. Hosanna
23. Credo em Si Bemol – 8. Benedictus
24. Credo em Si Bemol – 9. Hosanna
25. Credo em Si Bemol – 10. Agnus Dei
26. Christus Factus Est
27. In Monte Olivetti
28. Sepulto Domino

Missa de São Pedro de Alcântara – 1998
Coro de Câmera Pro-Arte
Regência: Carlos Alberto Figueiredo
Carol McDavit, soprano
Katya Kazzaz, mezzo-soprano
José Paulo Bernardes, tenor
Inácio de Nonno, barítono
Rosana Lanzelotte, órgão

2jcbrls
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Conheça a vida e obra do Pe. José Maurício no excelente site aqui:

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maestro

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ladainhas, Lamentos e Ladeiras: Mestres Mineiros – Madrigal Cantátimo & Orquestra de Câmara de Indaiatuba. (Acervo PQPBach)

dzgozdMadrigal Cantátimo
Orquestra de Câmara de Indaiatuba

Maestro Marcelo Antunes Martins

Com o patrocínio da Fundação do Banco do Brasil, o Maestro Marcelo Antunes Martins executou um trabalho dividido em 3 fases:

1. Pesquisa e digitalização de partituras sobre manuscritos dos séculos XVIII e XIX, que se encontram nos arquivos do Museu da Música de Mariana, MG, e que contou também com a colaboração de importantes musicólogos brasileiros, além de pesquisas realizadas em outros museus como o Lira Sanjoanense de São João Del-Rei, MG; Museu da Inconfidência de Ouro Preto, MG e Museu Carlos Gomes de Campinas, SP. O foco da pesquisa foi a produção musical dos grandes mestres mineiros durante o chamado Ciclo do Ouro. Essas partituras foram distribuidas gratuitamente para escolas, bibliotecas e grupos interessados nos estudos de música brasileira. Esta fase durou 9 anos.

2. Gravação do CD Ladainhas, Lamentos e Ladeiras: Mestres Mineiros – Interpretação do Madrigal Cantátimo e solistas convidados, acompanhados por uma orquestra de câmara formada com instrumentos da época (réplicas dos séculos XVIII e XIX), sob a direção do Maestro Marcelo Antunes Martins, em 1998. Foram distribuidos gratuitamente 10.000 exemplares pelo Brasil e posteriormente o Selo Eldorado assumiu a distribuição comercial do produto, o qual se encontra esgotado há anos.

3. Turnê realizada pelas principais capitais brasileiras e centros de observação de música antiga.

Anônimo (Séc. XVIII)
1. Tu qui legis in omni
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)

2. Magnificat
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746 – Rio de Janeiro, 1805)
3. Ave Regina Cælorum
4. Gradual o para Domingo da Ressurreição
5. Laudate pueri Dominum
6. Regina Cœli laetare
7. Ladainha dos solos
Anônimo (Séc. XVIII)
8. Improperium “Adoração da Cruz”
9. In pace in idpisum dormiam
10. Veni Creator
11. Veni Sancte Spiritus
12. Ave Maris Stella (participação especial: Banda Villa-Lobos)

Ladainhas, Lamentos e Ladeiras: Mestres Mineiros – Madrigal Cantátimo & Orquestra de Câmara de Indaiatuba, SP
Maestro Marcelo Antunes Martins
1998

CD gentilmente cedido pelo Maestro Marcelo Antunes Martins. Não tem preço !!!

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Masterpieces of Portuguese Polyphony: Frei Manuel Cardoso & João Lourenço Rebelo & Dom Pedro de Cristo & Aires Fernández

Captura de Tela 2017-07-07 às 01.06.41Masterpieces of Portuguese Polyphony
The Choir of Westminster Cathedral

Até bem recentemente a música da Renascença Portuguesa jazia em quase completa obscuridade. Alguns compositores que haviam tido a sorte de ver suas obras publicadas em vida – caso de Manuel Cardoso, Duarte Lôbo e Filipe de Magalhães – já começaram a receber o reconhecimento que merecem, mas o mesmo não se aplica ao vasto corpus de música que permanece preservada apenas em manuscritos.

A maior coleção de tais manuscritos é de longe a que tem origem no mosteiro agostiniano da Santa Cruz, em Coimbra (Norte de Portugal). Esse mosteiro, casa materna da congregação agostiniana em Portugal, era um centro educacional e cultural de primeira categoria, com uma vida musical exuberante.

Mais importante dos compositores que trabalharam em Santa Cruz, Pedro de Cristo nasceu em Coimbra por volta de 1550 e tomou votos no mosteiro em 1571. Aí chegou ao posto de mestre de capela (isto é, de diretor do coro polifônico) na década de 1590. Dom Pedro também passou pelo menos dois períodos em Lisboa, como mestre de capela do Mosteiro de São Vicente. Um obituário que situa sua morte em 1618 menciona sua habilidade tanto como instrumentista quanto como compositor, e observa que seu talento musical o tornou requisitado por muitas das casas da congregação agostiniana.

As obras sacras de Pedro de Cristo – que passam de duzentas – dominam os manuscritos de Santa Cruz da década de 1580 à de 1620, sendo diversos deles da mão do próprio compositor. Muitos dos textos musicados refletem ênfases devocionais próprias de Santa Cruz. Um exemplo claro é o moteto Sanctissimi quinque martires, celebrando os “cinco mártires de Marrocos” – franciscanos que morreram em 1220 pregando aos muçulmanos ocidentais, cujas relíquias eram preservadas em Santa Cruz. Se essa peça apresenta de modo geral uma técnica contrapontística convencional, com frequência Dom Pedro empregava um estilo ritmicamente animado e de concepção mais vertical [em que as diferentes vozes se movem “nota contra nota”, prefigurando os conceitos mais tardios de “acorde” e “harmonia”] – o que se vê com especial clareza em suas musicalizações dos responsórios para as Matinas do Dia de Natal, bem como em obras para dois coros como o Magnificat no oitavo tom [faixa 15 nesta gravação] e a Ave Maria [faixa 14]. Nos responsórios de Natal cada unidade de sentido do texto é arranjada separadamente, com atenção meticulosa à acentuação correta, produzindo uma forma vívida de retórica musical.

Entre os outros compositores portugueses cujas obras estão preservadas nos manuscritos de Santa Cruz, um dos melhores é Airez Fernandez. Infelizmente ainda não se sabe nada de certo sobre a sua vida (embora seja provável que tenha atuado em Coimbra, possivelmente na Catedral), e não são muitas as obras atribuídas a ele que chegaram a nós. Sua musicalização da antífona mariana Alma redemptoris mater demonstra sua habilidade de produzir frases de maravilhosamente torneadas dentro de uma textura bem simples, sendo uma realização ainda maior pelo fato de que a voz do tenor segue quase estritamente a melodia gregoriana dessa antífona.
Owen Rees © 1991 Editions of the works by Pedro de Cristo and Aires Fernandez were made by Owen Rees.

Frei Manuel Cardoso nasceu em Fronteira, parte da diocese de Évora, em 1566 (embora antes se pensasse que em 1570). Fez votos de monge em Lisboa em 5 de julho de 1589. Segundo o Padre Manuel de Sá, foi “mandado a Évora para estudar gramática e a arte da música assim que teve idade para isso”, o que se julgou que fosse o caso aos nove anos, em 1575. Cardoso foi aluno aí dos padres Cosme Delgado e Manuel Mendes.

No decurso de sua carreira Cardoso viria a desfrutar do favor da Casa Real espanhola. Seu livro de missas sobre o tema Ab initio, de 1631, foi dedicado a Felipe IV. Esteve também ligado à família Bragança durante o tempo em que esteve no Convento Carmelita em Lisboa, e é provável que o futuro rei Dom João IV tenha sido seu aluno e patrono. Cardoso desfrutou de grande estima ao longo de sua vida tanto por sua vida piedosa quando por seus dons musicais excepcionais; foi frequentemente mencionado por seus contemporâneos de renome, tanto do campo musical quanto do literário, e era querido e respeitado por todos quando morreu em 1650.

Sobrevivem cinco coleções publicadas de obras de Cardoso: três livros de missas e dois volumes contendo Magnificats e motetos – porém dois dos motetos gravados aqui (Sitivit anima mea [faixa 2] e Non mortui [faixa 1]) foram publicados na verdade em uma das coleções de missas: a de 1625, que contém a Missa pro Defunctis. Os dois têm textos associados a ritos funerários. As outras obras gravadas procedem do volume de 1648, que foi a última publicação de Cardoso.

É característico de todas essas peças a combinação da escrita contrapontística ao modo de Palestrina (inclusive, as missas paródicas contidas no volume de 1625 de Cardoso são todas baseadas em Palestrina) com um modo muito pessoal de conduzir a harmonia. Os abundantes intervalos aumentados,  entradas e progressões inesperadas e falsas relações, embora não exclusivos de Cardoso, são certamente mais evidentes na sua obra que na dos seus contemporâneos em Portugal, como Duarte Lôbo. Cardoso também escreveu música policoral – o que seria um meio mais óbvio para a aplicação de tais caracteríticas “barrocas” – mas essa foi toda perdida no terremoto de 1755, em Lisboa.

É a combinação dessas características com seu excelente conhecimento do contraponto palestriniano clássico que dá à música de Cardoso o seu caráter individual. Nos autem gloriae [faixa 5] ilustra bem o prodimento típico nesses motetos, que começam com um processo de imitação conscienciosamente elaborado (frequentemente a partir de três pontos, sendo a segunda entrada uma inversão da primeira), e então prosseguem de uma mandeira menos rigorosa, porém sempre com o máximo respeito na adaptação musical da palavra. No moteto Mulier quae erat [faixa 3] as inflexões cromáticas da elaboração imitativa inicial são tais, que não parece haver nenhuma tonalidade específica até que todas as entradas tenham acontecido e, por assim dizer, confirmado sua tonalidade uma com a outra.

Curiosamente, tais torções cromáticas não contradizem a serenidade transmitida por grande parte da música de Cardoso, trate-se de motetos ou de missas – e isso, poder-se-ia sentir, é de fato uma característica do barroco.

Além da Missa pro Defunctis, o exemplo mais resplandescente dessa “serenidade cromática” é provavelmente a que se encontra nas Lamentações. As destinadas à Quinta-Feira Santa [faixas 6 a 9] estão repletas de todas essas características encontradas nos motetos, e no entanto Cardoso nunca peca com algum exagero impróprio. A adequação litúrgica é respeitada sempre.

João Lourenço Rebelo nasceu em Caminha, na província do Minho, no Norte de Portugal, em 1610, 44 anos depois de Manuel Cardoso, embora tenha morrido apenas 11 anos depois deste. São desconhecidas as razões de haver mudado seu nome, pois era irmão de Marcos Soares Pereira, capelão-cantor na capela ducal [dos Bragança] em Vila Viçosa, o qual, quando aceitou tal nomeação, levou Rebelo consigo para que lá recebesse instrução musical. O patrocínio ducal (que mais tarde se tornou real) foi um elemento fundamental na vida de Rebelo, e ao que parece o próprio Dom João IV teria escrito dois motetos a seis vozes para completar uma das publicações de Rebelo (motetos dos quais resta somente a parte de uma das vozes).

A maior parte da música de Rebelo foi publicada em 1657, um ano depois da morte do seu patrono real, que deixou em seu testamento a ordem de que fosse impressa. Essa edição contém catorze musicalizações de Salmos (sendo duas séries de sete, cada texto musicado duas vezes), quatro Magnificats, música para as Completas [última das horas canônicas], duas Lamentações e um Miserere. O estilo policoral [então] moderno dessas obras fazem de Rebelo uma figura de considerável significação na história da música portuguesa. Há também um pequeno grupo de obras não publicadas para grupos menores, entre as quais se encontra o Panis angelicum [faixa 10].

Embora não possa ser descrita como policoral, Panis angelicum ilustra bem a música de Rebelo quanto a outros aspectos, ao usar um estilo melódico distintivo, às vezes fragmentário, com trechos de escrita homofônica ou perto disso. Talvez possamos ver aqui os últimos limites a que poderia chegar uma combinação de uma escrita contrapontística conduzida de modo genuíno com elementos de estilos mais novos. Nesse sentido, pode bem figurar como um emblema de Portugal nesse período, situado no último limite do continente e recebendo aí os ventos de mudança dos outros lugares da Europa da época.

Ivan Moody © 1991 Editions of the works by Cardoso (except the Lamentations) were made by Ivan Moody. The Rebelo piece was edited by Fr José Augusto Alegria and is published by Vanderbeek & Imrie Ltd, 15 Marvig, Lochs, Isle of Lewis, Scotland HS2 9QP

(Extraído do encarte. Traduzido do inglês pelo Prof. Ralf Rickli <rrtrop@gmail.com> especialmente para esta postagem. Obrigado!)

Masterpieces of Portuguese Polyphony: The Choir of Westminster Cathedral
Frei Manuel Cardoso (Portugal, 1566-1650)
01. Non mortui
02. Sitivit anima mea
03. Mulier quae erat
04. Tulerunt lapides
05. Nos autem gloriari
Lamentations for Maundy Thursday ‘Feria quinta in Coena Domini’
06. – Responsory 1: In monte Oliveti oravit ad Patrem
07. – Lectio 2: Vau. Et egressus est a filia Sion omnis decor eius
08. – Responsory 2: Tristis est anima mea
09. – Lectio 3: Jod. Manum suam misit hostis ad omnia desiderabilia eius

João Lourenço Rebelo (Portugal, 1610-1661)
10. Panis angelicus
Dom Pedro de Cristo (Coimbra, c1550-1618)
11. Hodie nobis de caelo
12. O magnum mysterium
13. Beata viscera Mariae
14. Ave Maria
15. Magnificat
16. Sanctissimi quinque martires

Aires Fernández (fl.c.1590/1600 )
17. Alma redemptoris mater

2lxgrqgMasterpieces of Portuguese Polyphony: The Choir of Westminster Cathedral
Director: James O’Donnell
Iain Somcock, organ
Celia Harper, harp
Sally Jackson, dulcian (11 – 15)
Recorded in Westminster Cathedral on 13, 14, 20, 21 June 1991

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Masterpieces of Portuguese Polyphony: Duarte Lôbo & Filipe de Magalhães

n4fq84Masterpieces of Portuguese Polyphony
The William Byrd Choir

Há certa ironia no fato de que a música portuguesa tenha tido sua melhor fase justamente nos anos da dominação espanhola (1580 a 1640). No entanto, apesar de Felipe II da Espanha ter patrocinado generosamente os músicos de seu novo domínio, foi a família ducal dos Bragança – o Cardeal Henrique e sobretudo o duque João, que seria o rei Dom João IV depois da restauração – quem mais encorajou os mestres músicos que são a glória da música sacra portuguesa na primeira metade do século 17.

Duarte Lôbo, Filipe de Magalhães, o frade carmelita Manuel Cardoso, Lopes Morago, Brito, Francisco Martins e o monge Pedro de Cristo foram a figuras mais representativas nesse período que se inicia quando Palestrina vivia seus últimos dias e termina algum tempo depois da morte de Monteverdi.

Seu estilo é fortemente conservador, sendo um genuíno desenvolvimento direto daquilo que chamamos hoje de “polifonia renascentista”; levaram adiante a tradição de Morales, de Palestrina, de Guerrero (muito querido pelos compositores portugueses posteriores) e de [Tomás Luis de] Victoria. Seus contemporâneos espanhóis são Vivanco, López de Velasco, Carlos Patiño, entre outros. Foi somente mais tarde, em meados do século 17, que João Lourenço Rebelo, Pedro Vaz Rego e Diogo Dias Melgás “alncançaram” as gerações “barrocas” espanholas que se iniciam com Mateo Romero e com Cererols, e chegam até José de Torres y Martínez Bravo e a Francisco Valls.

O repertório de um coro de catedral portuguesa na década de 1630 é tipificado pelo inventário de 1635 encontrado em Coimbra. Ele enumera livros de motetos e de missas de Victoria, missas e magnificats de Duarte Lôbo e de Magalhães, e missas de Cardoso. Os espanhóis se encontram representados aí por livros de missas de Alonso Lobo, Juan Esquivel e dos mestres mais antigos Morales e Guerrero. Também se encontravam os livros de música para Vésperas publicados por Navarro e Esquivel, junto com música de Philippe Rogier, nascido nos Países Baixos e mestre da Capilla Flamenca em Madri.

Quer dizer: um repertório fortemente ibérico. De fora, nem mesmo Palestrina está incluído, embora sua música fosse bem conhecida e usada desde há muito na Espanha e em Portugal.

DUARTE LÔBO (que não deve ser confundido com o espanhol Alonso Lobo, e também conhecido pela forma latinizada Eduardus Lupus) foi o compositor português mais conhecido em sua época; suas obras eram bastante executadas em seu próprio país e nos Países Baixos espanhóis, bem como no México e Guatemala. Nasceu em 1565 ou 67, e morreu em 1646. Lôbo estudou com Manuel Mendes no famoso Colégio da Claustra de Évora, cidade em que também foi cantor e por um breve período diretor do coro da catedral. Mudou-se para Lisboa para encarregar-se da música no Hospital Real, e em 1594 se tornou mestre de capela na catedral dessa capital, onde também lecionou no Colégio da Claustra, mantendo esses vários cargos, respeitadíssimo, até a sua aposentadoria, quando passou a dirigir a música no Seminário de São Bartolomeu até sua morte.

As obras de Lôbo que sobreviveram incluem suas edições de textos e de cantochão para o Ofício dos Mortos (Lisboa, 1603) e o Processional de Lisboa (1607), e sua aprovação aparece em diversas publicações de métodos de cantochão e num Passionário (coleção de cantos para a Semana Santa) de 1595. Suas próprias composições, além disso, foram belamente impressas – na verdade até suntuosamente – pela firma Plantin de Antuérpia.

Os dezesseis arranjos de Lôbo para o Magnificat foram publicados em 1605. São concisos e breves, e portanto totalmente adequados para os serviços regulares das Vésperas. Em 1621 e 1639 vieram à luz os livros de missas. Estas vão de curtas e simples até obras elaboradas e imponentes para cinco, seix e oito vozes. Os dois missais se encerram com uma Missa pro Defunctis e alguns motetos fúnebres. As missas são treze, sem contar os arranjos do Requiem.

A Missa de Requiem de 1621 é a oito vozes, a de 1639 é a seis, tendo esta uma característica incomum na época que é a alternância de cantochão e polifonia no Dies Irae. A de 1621 não é para dois coros separados, embora ocorram momentos antifonais entre os dois grupos. As vozes são duas de soprano, duas de contralto, duas de tenor e duas de baixo. A edição de 1621 incluir as entoações, incipits e versos  em cantochão, e com isso se pode ver que a polifonia é estreitamente relacionada às antigas melodias dos cantos, que são citadas ou parafraseadas com frequência.

Em momentos breves porém frequentes, Lobo raleia sua textura de oito vozes; sua harmonia é bem simples porém muito firme, com linhas de baixo direcionadas com decisão. O efeito geral termina sendo de homofonia, mas encontramos uma abordagem contrapontística bastante viva no gradual e no ofertório. No verso ‘In memoria’ do gradual encontramos um trio livremente fluente, mas no restante são empregadas todas as oito vozes. Os movimentos inicial e final são extremamente simples: temos aí o tipo de música que parece nada quando vista no papel, mas quando executada mostra grande dignidade e atmosfera. A música é exatamente o que Lôbo, sacerdote e compositor por profissão, pretendia que fosse: totalmente adequada à Missa de Réquiem – os solenes ritos funerais ou memoriais da Igreja Católica.

A maior parte da edições da Missa de Réquiem nos séculos 16 e 17 traziam em anexo um ou mais motetos apropriados para funerais, e nesse sentido esta gravação traz Audivi vocem de caelo, uma obra a seis vozes que conclui o Liber Missarum de Lôbo publicado em 1621.

FILIPE DE MAGALHÃES, como seu contemporâneo Lôbo, foi aluno e corista em Évora, tendo cantado no coro da catedral e no Colégio da Claustra. Aí Magalhães se tornou o aluno predileto de Manuel Mendes, e em 1605 herdou toda a coleção musical de seu antigo professor. Tendo se mudado para Lisboa para ser cantor na Capela Real, tornou-se seu mestre de capela em 1623. Aposentou-se em 1641, um ano depois da Restauração em que o Duque João de Bragança tornou-se rei. Muitas de suas obras devem ter sido perdidas no grande terremoto de 1755; sabemos de diversas delas, inclusive uma missa a oito vozes, pelos catálogos da grande biblioteca musical de Dom João IV.

Ao contrário de Duarte Lôbo, Magalhães teve dois volumes de sua música impressos em Lisboa, e não em Antuérpia. A qualidade dos tipos e da impressão são pobres em comparação com os livros de Lôbo editados por Plantin, mas a música em si apresenta a alta qualidade e expressividade que levaram alguns escritores modernos a aclamar Magalhães como o maior dos compositores de Portugal.

Em 1636 Magalhães publicou seu volume de Magnificats, e seu Missarum Liber também vem claramente datado de 1636 na página de rosto. São esses dois livros que contêm a maior parte da música de Magalhães que chegou até nós. Encontramos aí sete missas para quatro ou cinco vozes, algumas das quais com um elaborado segundo arranjo do Agnus Dei. Curiosamente, as palavras finais dona nobis pacem [‘dá-nos a paz’] nunca aparecem nessas obras, mesmo quando existe um tal segundo Agnus Dei.

Por outro lado, todas as missas possuem dois movimentos claramente separados para o Christe Eleison, no que são similares a todas as outras missas compostas em Portugal nesse período. Não é nem um pouco claro se isso indica a possibilidade de alternância com cantochão, inclusive porque lá onde isso seria mais provável – no Réquiem baseado em cantochão – somos pegos de surpresa por apenas um Christe.

Sua Missa pro Defunctis gravada aqui é para seis vozes e é seguida pelo altamente expressivo moteto a seis vozes ‘Comissa mea pavesco’ que conclui o volume [presente também no CD Masters of the Royal Chapel, postado em 28/06].

O Ordinário da Missa executada nesta gravação é uma continuação típica da tradição de Palestrina e de Victoria, do final do século 16. A Missa Dilectus Meus foi baseada em um moteto ainda não encontrado. Está escrita para coro a cinco vozes, o soprano dividido (SSATB). Essa divisão de vozes é usada completa a maior parte do tempo, mas no Crucifixus do Credo é reduzida a SSAT, e no Benedictus a SAT [ambos sem baixo]. O Hosanna é em compasso ternário.

O segundo Agnus Dei [ver acima] é escrito para seis vozes, agora com divisão também nos altos [SSAATB]. A voz do tenor segue a parte do primeiro soprano em um cânon à oitava estrito. A música flui em um estilo polifônico sereno e efetivo, um belo exemplo do conservador stile antico praticado em Portugal.

A gravação se conclui com o moteto fúnebre Comissa mea pavesco, uma obra magistral, de uma escrita confiante, segura na sua sucessão de temas elaborados sem pressa, com um espírito penitencial tocante porém cheio de dignidade.

(Bruno Turner, 1986 – extraído do encarte. Traduzido do inglês e do alemão pelo Prof. Ralf Rickli <rrtrop@gmail.com> especialmente para esta postagem. Não tem preço!!)

Masterpieces of Portuguese Polyphony: The William Byrd Choir
Duarte Lôbo (Portugal, c1565-1646; Latinized as Eduardus Lupus)
01. Missa Pro defunctis ‘Requiem’ – Movement 1: Introitus. Requiem aeternam
02. Missa Pro defunctis ‘Requiem’ – Movement 2: Kyrie
03. Missa Pro defunctis ‘Requiem’ – Movement 3: Graduale. Requiem aeternam
04. Missa Pro defunctis ‘Requiem’ – Movement 4: Offertorium. Domine, Jesu Christe
05. Missa Pro defunctis ‘Requiem’ – Movement 5: Sanctus
06. Missa Pro defunctis ‘Requiem’ – Movement 6: Agnus Dei
07. Missa Pro defunctis ‘Requiem’ – Movement 7: Communio. Lux aeterna
08. Audivi vocem de caelo

Filipe de Magalhães (Portugal, c1571-1652)
09. Missa Dilectus meus – Movement 1: Kyrie
10. Missa Dilectus meus – Movement 2: Gloria
11. Missa Dilectus meus – Movement 3: Credo
12. Missa Dilectus meus – Movement 4: Sanctus
13. Missa Dilectus meus – Movement 5: Benedictus
14. Missa Dilectus meus – Movement 6: Agnus Dei
15. Commissa mea pavesco

Masterpieces of Portuguese Polyphony: The William Byrd Choir – 2005
The William Byrd Choir
Director: Gavin Turner

Recorded in All Hallows, Gospel Oak, London, on 2 & 4 June 1986

Uma gravação patrocinada pela The Calouste Gulbenkian Foundation em comemoração ao 600º aniversário do Tratado de Windsor, entre Inglaterra e Portugal.

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MP3 320 kbps – 139,5 MB – 59 min
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canguru

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sinfonieta dos Devotos de Nossa Senhora dos Prazeres – Os Mestres Mulatos (Acervo PQPBach)

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Sinfonieta dos Devotos de Nossa Senhora dos Prazeres

Maestro Marcelo Martins

 

 

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Luis Álvares Pinto (Recife, 1719 – 1789)
01. Te Deum Laudamus (1760) – Tibis Omnes
Pe. Caetano de Mello Jesus (Bahia?)
02. Recitativo e Ária (1759) – Ária
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
03. Tercis (1783) – Difusa est Gratia
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/200674776″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false” width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]
04. Gradual: Fuga do Egito – Angelus Domini
Joaquim de Paula Sousa “Bonsucesso” (Prados, c. 1760 – idem, c. 1820)
05. Antífona de São Joaquim – Laudemus Virum
Pe. João de Deus Castro Lobo (Vila Rica, 1794 – Mariana, 1832)
06. Salve Sancte Pater
Anônimo (Serro, MG, Séc. XIX)
07. Jam Sol
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
08. Domini Jesu – Coral
Anônimo (modinhas imperiais coligidas por Mário de Andrade)
09. Escuta formosa …
10. Hei de amar-te até morrer
11. Lundum …

Xisto Bahia (1841 – 1894)
12. Lundu
Tradição oral, Paratí, RJ
13. Porto das Almas
Tradição oral, litoral norte, SP
14. Bendito
Antonio Carlos Gomes (1836-1906)
15. Cayumba – Dança de Negros

Você pode entrar no website da Sinfonieta e baixar suas gravações, saber dos seus projetos, programações. “Entre e fique à vontade, que a música é sua.”

Nossos agradecimentos ao Musicólogo e Maestro Marcelo Martins por nos ter cedido este CD. Não tem preço!!!

Os Mestres Mulatos – 2007
Sinfonieta dos Devotos de Nossa Senhora dos Prazeres
Direção musical e Regente: Marcelo Antunes Martins

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XLD RIP | FLAC 227,3 MB | HQ Scans | 41,7 min
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MP3 320 kbps | 89,2 MB | HQ Scans | 41,7 min
powered by iTunes 12.1.0

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Boa audição.

pia entupida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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.: Interlúdio :. Best Audiophile Voices

99ja79Best Audiophile Voices

Jazz

Desde a sua introdução em 2003, a coleção de 6 CDs “Best Audiophile Voices” tem consistentemente contado com algumas das mais elegantes gravações vocais femininas de jazz dos últimos anos. Produto mais vendido da Top2 Music, passou a ser sinônimo de melodias memoráveis, vocais de qualidade, arranjos suaves e gravações superiores.

Muitas intérpretes aqui listadas não são tão conhecidas do grande mundo fonográfico pois gostam mais de se apresentar em casas noturnas do restrito Circuito Elizabeth Arden.

Preparei as que mais gosto para esta postagem. Espero que também apreciem.

Palhinha: ouçam: 13 Both Sides Now (Jeanette Lindstrom & Steve Dobrogosz, autor, ao piano)

01  It Wouldn’t Have Made a Difference (Alison Krauss)
02  When I Dream (Carol Kidd)
03  What a Wonderful World (Eva Cassidy)
04  Over the Rainbow (Jane Monheit)
05  Perhaps Love (Jheena Lodwick)
06  Dave True Story (Kelly Flint)
07  Better be Home Soon (Andrea Zonn)
08  When I Fall in love (Claire Martin)
09  Fly Away (Corrinne May)
10  Desperado (Emi Fujita)
11  In a Sentimental Mood (Jacqui Dankworth)
12  I Left My Heart in San Francisco (Jean Frye Sidwell)
13  Both Sides Now (Jeanette Lindstrom & Steve Dobrogosz, autor, ao piano)
14  My Foolish Heart (Salena Jones)
15  Someone to Watch Over Me (Susannah McCorkle)
16  Cry Me a River (Tania Maria)
17  Fields of Gold (Emi Fujita)
18  Secret Love (Janet Seidel)
19  We’ve Only Just Begun (Salena Jones)
20  Vincent (Starry night) (Sara K)
21  For All We Know (Hayati Kafe)
22  Lady Jane (Jane Duboc)
23  If (Marianna Leporace)
24  You Don’t Bring Me Flowers (Salena Jones)
25  Get me through December (Alison Krauss & Natalie Mac Master)
26  Blame it on my youth (Emilie-Claire Barlow)
27  Bridge over troubled water (Eva Cassidy)
28  You belong to me (Janet Seidel)
29  500 miles (Noon)
30  Smoke gets in your eyes / All the things you are (Roberta Gambarini)
31  I don’t want to miss a thing (Salena Jones)
32  You’ve got a friend (Stacey Kent)

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MP3 317,0 MB – 2 h 30 min
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Boa audição.

behind bars

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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Alma Latina: La música de la Catedral de Oaxaca, México vol I: El Cancionero Musical de Gaspar Fernandes

a2pt37La música de la Catedral de Oaxaca, México
vol I: El Cancionero Musical de Gaspar Fernandes

Gaspar Fernandes, cantor na catedral de Évora, Portugal, foi contratado em 16 de julho de 1599 como organista da Catedral de Santiago da Guatemala. Em 1606, Fernandes foi abordado por dignitários da catedral de Puebla de los Ángeles, Nova Espanha (México nos dias de hoje), convidando-o como sucessor do falecido seu amigo Pedro Bermúdez como mestre capela. Ele deixou Santiago de Guatemala, em 12 julho de 1606, e iniciou seu mandato em Puebla, em 15 de Setembro. Aí permaneceu até à sua morte em 1629.

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La música de la Catedral de Oaxaca, México vol I: El Cancionero Musical de Gaspar Fernandes – 2003

Capilla Virreinal de la Nueva España
Aurelio Tello, director

CD gentilmente cedido pelo musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

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XLD RIP | FLAC 262,6 MB | HQ Scans 21,5 MB |

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MP3 320 kbps – 185,5 MB – 49,3 min
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Boa audição.

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Avicenna

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Alma Latina: La música de la Catedral de Oaxaca, México vol II: Manuel de Sumaya

34gpkwjLa música de la Catedral de Oaxaca, México
vol II: Manuel de Sumaya

Organista, compositor e diretor do coro, foi maestro de capela da Catedral do México desde 1715, em substituição a Antonio de Salazar, sendo um dos primeiros criollos (*) a ocupar este posto. Em 1738 passou a ocupar o magistério da capela musical da Catedral de Oaxaca, acompanhando o Bispo Tomás Montaño, com quem havia desenvolvido grande amizade e contra os enérgicos e continuados protestos do Cabildo da Catedral do México, que pedía que ficasse. Ali residiu até o seu falecimento em 21 de dezembro de 1755.

(*) Na América espanhola, criollo, em geral, designa uma pessoa descendente de europeus que tenha nascido na América. Os filhos dos grandes aristocratas europeus – em especial espanhóis – que tinham filhos nascidos em terras americanas, chamavam a seus filhos de criollo. O termo era então usado como sinônimo para todo aquele que nascesse fora de seu país de origem. Atualmente o termo apresenta várias nuances desse significado original dependendo de cada país ou região da América espanhola. Por exemplo, na Argentina, o termo é utilizado geralmente para referir-se aos descendentes dos antigos colonizadores espanhóis que vivem no interior do país, mas não aos descendentes dos imigrantes mais recentes, mesmo que descendentes de espanhóis. (Wikipedia)

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La música de la Catedral de Oaxaca, México vol II: Manuel de Sumaya – 2003
Capilla Virreinal de la Nueva España
Aurelio Tello, director

Outro CD gentilmente cedido pelo musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

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MP3 320 kbps – 79,9 MB – 34,4 min
powered by iTunes 12.1.0

Boa audição.

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Avicenna

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