Novos links para Avicenna e Bisnaga

ATENÇÃO! AVICENNA E BISNAGA ESTÃO TROCANDO OS LINKS

Eu tinha uma avó filha de portugueses que sempre dizia: “a gente se acostuma com tudo, até com a desgraça”. Os portugueses realmente têm ditados ótimos. Qualquer dia faço uma postagem deslindando alguns aqui…

Pois bem, a nossa grande desgraça, aqui dentro do PQP, é a maldição dos HDs virtuais. Vira e mexe, um deles sai do ar, ou muda a política, e deixa os nossos usuários-ouvintes a ver navios e, certamente, decepcionados (a gente sabe muito bem o que é isso, pois baixamos muita música espalhada por aí, em outros blogs amigos). Toca trocar tuuuuudo de base mais uma vez, o que cansa! Antes eu ficava desesperado, agora eu já não me desgasto tanto com isso: taí: acostumei-me com a desgraça!.

Bom, vai ser a quarta vez que troco todos os links! Já passei pelo Mediafire, pelo Rapidshare (R.I.P.), pelo PQPShare (o melhor que tivemos, que se diga! – R.I.P…) e agora o ADrive está nos dando (a mim e ao Avicenna) problemas: de um tempo pra cá, só quem tem conta pode baixar… Com isso, o PQPBach, maior repositório brasileiro de música clássica ficou menos… brasileiro, isso porque nós dois reunimos quase uns 90% de toda a música nacional postada aqui.

No entanto, somo incansáveis e não vamos deixar que a música que colocamos exposta aqui nesse receptáculo da beleza desapareça, ou simplesmente se mostre e só deixe os internautas só na vontade! Já subimos tudo que tínhamos em uma conta conjunta (tem casamentos que não se entendem bem assim como nós!) e vamos trocar todos os links mais uma vez. E trocaremos outras, se for necessário! Não os deixaremos órfãos, queridos usuários-ouvintes! Não se preocupem!

Agora, só vos peço paciência: são muitos arquivos e, portanto, muitos links para trocar. Vamos substituir mais de MIL arquivos (1/4 das postagens do PQP):
– 808 do Avicenna,
– 220 do Bisnaga,
– 22 do CVL,
– 17 do Strava,
– 07 do Gabriel Della Clarinet,
– 14 do Das Chucruten.

Isso vai levar alguns meses… Insistam! Se chegarem aqui nas postagens do Bisnaga ou do Avicenna e não conseguirem baixar os arquivos, deem um tempo, voltem depois de uns dias. Uma hora eles voltam! Todos vão ser repostados! Confiem!
Continuamos firmes no propósito e no afã de polinizar a beleza pela blogosfera!

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P.Q.P.!!! DEZ anos de PQP!!!

Só agora — dia 14, 17h45 — vi esta postagem comemorativa preparada pelo Bisnaga. Ela ficará fixada no topo do blog no dia de hoje. Bem, como o grupo me chama de sumo-sacerdote, escrevo no topo da postagem-topo de hoje. Sou um chefe muito liberal, mas hoje vou tomar a precedência na marra. Confirmo o que o Bisnaga dirá a seguir: jamais imaginaria que nosso blog chegaria aos dez anos. É claro que era feriado no dia 15 de novembro de 2006. Naquela manhã, resolvi que abriria um repositório de música e o nome foi decidido em um minuto: eu seria o filho bastardo de Bach, PQP, irmão de CPE, WF, JC e outros dezessete. Nunca quis que este fosse um blog pessoal do gênero “eu e a música”. Tenho gostos muito pessoais e não desejava impô-los. E comecei a convidar amigos. Acho que FDP entrou ainda em 2006. Fazia apenas duas exigências: (1) que cada postagem tivesse uma explicação, uma espécie de curadoria que dissesse o que estava sendo postado, se prestava ou não e (2) que utilizássemos um tom leve, nada pomposo. Em meados deste ano, ameacei fechar o blog. A reação foi algo inesquecível. Só faltaram ameaças de morte ou suicídio. Eu simplesmente não podia fechar o blog. Parecia o poema de Drummond, as pessoas estavam desfechando tiros no peito, do meu quarto ouvia a fuzilaria. Pum pum pum, adeus, enjoado. Eu vou, tu ficas, mas nos veremos, seja no claro céu ou turvo inferno. OK, esqueçam isto. Saibam que conseguimos: a gente se diverte fazendo o PQP. Temos ideologia: a arte é filha da criatividade, da habilidade, do conhecimento, da inteligência e do artifício. E todos estes itens guardam parentesco maior com a alegria do que com a sisudez. Então sigamos assim, postando com bom humor e irreverência porque lá fora tá foda.

E agora, com vocês, Bisnaga.

TOQUEM AS TROMBETAS! RUFEM OS TAMBORES! PQP BACH ESTÁ COMPLETANTO DEZ ANOS!!!

TOQUEM AS TROMBETAS! RUFEM OS TAMBORES! PQP BACH ESTÁ COMPLETANTO DEZ ANOS!!!

Peguei uma postagem de 2011 e escrevo novamente sobre ela: naquele ano, o PQP.Bach estava fazendo 5 anos, era uma criança, agora chegou a festa de aniversário de DEZ anos: já é pré-adolescente…

No mesmo auspicioso dia de 15 de novembro, no quase-longínquo ano de 2006, o chefe e sumo-sacerdote deste blog lançava a semente deste que — duvido que ele imaginava — seria um dos maiores repositórios de música clássica de toda a esfera terrestre. Hoje o P.Q.P. Bach, imenso de quantidade, mas muito mais em qualidade, está sua décima aniversagem!

O projeto inicial de Peter Qualvoll Publizieren Bach (ou só P.Q.P. Bach), como ele mesmo dizia, “de polinizar beleza pela blogosfera e suas margens”, cresceu e ganhou adeptos. Talvez ele nem imaginasse a que tamanho a coisa ia chegar.

Atualmente (isso em 2011) o site conta com 13 membros: ao P.Q.P se uniram os amigos/parentes Clara SchumannF.D.P. Bach, C.D.F. Bach e filhos renegados ou amados de outros brilhantes compositores, como Cícero Villa-Lobos (Ciço para os íntimos – nós – , ou só C.V.L.) e Marcelo Stravinsky (que chamamos aqui pelo apelido do da pelada de fim-de-semana: Strava); depois vieram o misterioso Blue Dog e os filósofos e pensadores, como o Monge Ranulfus, o professor latino Carlinus e o Mestre Avicenna; e, por fim (em 2011, gente…), chegaram outros contribuintes ao blog com suas belas coleções: Gabriel della Clarinet, Itadakimatsu, Raphael Cello e este Bisnaga que vos escreve a missiva.

De 2011 para cá, ganhamos novos reforços no time: o divertido Das Chucruten, o genial Vassily Genrikhovich, o Well Bach – um cara que entende mesmo de música – e o superdotado caçula (de tempo e de idade) da turma, Luke de Chevalier.

Alguns colegas não puderam nos acompanhar por mais tempo: Clara Schumann (temos remorsinho dela, que partiu sem deixar notícias e apagou as postagens…). CDF, CVL, Strava e Blue Dog, Gabriel, Raphael Cello, Chucruten e Vassily foram engolidos pelos afazeres da vida mundana e nos deixaram imensas saudades (ainda temos contato com eles) e muitas e belas postagens no ar. Eu (Bisnaga) e Itadakimatsu estamos parados (eu mesmo não consigo postar nada desde abril…), enroscados, mas sempre prometendo voltar: juramos de pés juntos que não abandonamos a blogosfera. De repente vocês vêem algum rompante de postagem de nossa parte. Quem está segurando mesmo o rojão é o pai-mestre-chefe-sumo-sacerdote PQP, o meninão Luke, FDPAvis, Ranulfus e Carlinus

Essa equipe, hoje pela manhã (dia 15 de novembro de 2016), com quem ficou e quem saiu, já tinha assinado nada menos 4.584 postagens que vão do erudito ao jazz, passando por uma imensa gama de influências dos ritmos e estilos populares na música.

A participação dos internautas apresenta-se em 35.048 comentários. Até este dia (às 11h da manhã), o número dos que visitaram o blog atingia, desde novembro de 2006 até a mudança de domínio em 2012, a singela conta de 3.254.118 acessos e, desde que passamos para o Sul21, somamos mais 2.895.797 acessos, ou seja, já contamos, em nossa trajetória, mais de 6 MILHÕES de usuários (IP’s) diferentes.

Esses internautas são amantes da música erudita/instrumental de 192 países, de todos os continentes. Sim, a maioria é de brasileiros, mas os estrangeiros respondem por 31% dos acessos, com certeza, não entendendo nada das gírias e expressões que utilizamos, pois não fazemos questão nenhuma de postar em outra língua que não seja o belo e melodioso português.

Sem preconceitos para com a música de lá ou de cá, desta época ou de períodos anteriores, as postagens trazem nada menos que 1.526 compositores de todas as partes do globo, do século XII até a atualidade, que são contemplados neste espaço.

Com tanta coisa aqui no P.Q.P. Bach, só posso dizer: Aproveite! Ouça! Deleite-se!

TOQUEM AS TROMBETAS! RUFEM OS TAMBORES! PQP BACH ESTÁ COMPLETANTO DEZ ANOS!!!

Bach, o pai, o inspirador: fodão!

Bisnaga

Comentário do PQP em 2012:
Um pequeno adendo de PQP Bach: o blog teve um ano e meio de blogspot antes do opsblog. A contagem do Bisnaga não tem os números do blogspot que, aliás, nem eu tenho. O número de 3 milhões são de visitantes únicos e não de page views, OK? O que me deixou abobado foi o número de 847 compositores! Ah, tenho que colocar contadores decentes no blog, mas dá uma preguiça fazer essas coisas… É muito melhor ouvir música.

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José Siqueira (1907-1985) – Concerto para Orquestra e Sinfonia nº 5 “Indígena” [Acervo PQPBach]

MAGNÍFICO !!!

Ah, que bom! Já eram grandes as saudades deste coração pequepiano em poder colocar uma bandeirinha do Brasil em frente ao nome do compositor…

Faz uns meses que tenho me dedicado com mais afinco à música latina, especialmente a mexicana, mas agora o filho à casa torna.

E torno a dedicar-me à música da terra-mãe postando um dos compositores nacionais que mais aprecio: José de Lima Siqueira, o paraibano arretado criador de orquestras. Só para refrescar vossas memórias, Zé Siqueira fundou, por iniciativa própria ou em conjunto com outros colegas, a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, a do Recife, a Orquestra Norte-Nordeste, a Orquestra de Câmara do Brasil, o Clube do Disco, a Ordem dos Músicos do Brasil e a Academia Brasileira de Música! Era um empreendedor nato, além de exímio condutor e elaborado compositor. Gênio!

O chato é que, por ser declaradamente comunista, ele foi aposentado precocemente, proibido de tocar e reger e foram proibidas execuções de música de sua autoria. Quiseram jogá-lo no ostracismo. Por isso é tão difícil encontrar gravações desse cara! Se não tivesse sido alijado pelo regime militar, conheceríamos muito mais obras suas.

A Sinfônica de Barra Mansa pronta para o concerto.

De alguns anos para cá, no entanto, tem havido um esforço de se recuperar as peças de José Siqueira. Em julho do ano passado (2015), quando a Academia Brasileira de Música, da qual ele foi um dos fundadores, completou 70 anos, o concerto comemorativo foi inteiramente de obras dele, executadas com entusiasmo pela Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, sob a batuta da regente taiwanesa Apo Hsu (não me perguntem como se pronuncia o sobrenome dessa mulher…). Hsu vive em Taiwan e nos EUA, rege orquestras de ambos os países. Em Taiwan é regente de nada menos que a Orquestra Nacional… Então pode confiar: ela é boa!

Lembro que o que temos aqui não é um CD, mas um concerto completo que foi gravado (relaxem: a captação está muito boa) e convertido em áudio para os formatos FLAC e MP3. A orquestra de Barra Mansa executa o Concerto pra Orquestra de José Siqueira e sua 5ª Sinfonia, cognominada “Indígena“. Com essas obras, pode-se perceber que Siqueira tinha total domínio da formação e da composição orquestral: são duas peças muito bonitas, de inspiradas melodias, porém, difíceis, elaboradas, cheias das dissonâncias, que um compositor engajado no movimento moderno como ele primava por usar, na busca incessante por sonoridades ricas, que saíssem do “quadrado”.

Vale demais a audição! Ouça!  Ouça! Ouça! Deleite-se!

Ainda colocamos o vídeo da Sinfonia Indígena pra vocês:

José Siqueira (1907-1985)
Concerto para Orquestra e Sinfonia nº 5 “Indígena”

01. Concerto para orquestra, I. Allegro Enérgico
02. Concerto para orquestra, II. Adagio
03. Concerto para orquestra, III. Allegro Moderato
04. Sinfonia n.5 ‘Indígena’, I. Devagar – Allegro Moderato
05. Sinfonia n.5 ‘Indígena’, II. Andante
06. Sinfonia n.5 ‘Indígena’, III. Allegro non troppo
07. Sinfonia n.5 ‘Indígena’, IV. IV. Devagar – Allegro Moderato

Orquestra Sinfônica de Barra Mansa
Apo Hsu, regência
Sala Cecília Meireles, Escola de Música da UFRJ, Rio de Janeiro
08 de julho de 2015

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PQPShare – MP3  (87Mb)
PQPShare – FLAC  (142Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui
Quer saber um pouco mais sobre José Siqueira? Veja este blog.


Ouça! Deleite-se! … Mas, antes ou depois disso, deixe um comentário…

A taiwanesa Apo Hsu fazendo tai chi chuan antes do concerto: “uuuuuuhhhhh”.

Bisnaga

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.8/8 – Manuel Arenzana (1791–1821)

MUITO BOM (8) !!!

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Ô, tristeza… Chegamos ao fim desta viagem na bela sonoridade gerada na catedral de Puebla. A Coleção México Barroco – Puebla chega a seu encerramento retomando o classicismo, dedicando-se, pela segunda vez, como no volume 6, a Manuel Arenzana, compositor nascido e criado já no ambiente poblano e um dos autores transicionais que mais influência exerceu no México.

A obra de Arenzana é a ao mesmo tempo vibrante (característica por demais exacerbada na música dos países latinos, especialmente Itália, Espanha e Portugal) e elegante: alegre e limpa, precisa. é um prazer imenso de ouvi-la.

 

Ouça! Ouça ! Deleite-se!

Meu Deus! O que é este Te Deum do Arenzana!?

México Barroco / Puebla VIII
Manuel Arenzana (Puebla, México, c.1791-1821)
Maitines para la Virgen de Guadalupe

01. Invitatorio, Sancta Mater Dei genitrix
02. Responsorio primero, Vidi speciosam sicut columbam
03. Responsorio segundo, Quae est ista ascendit
04. Responsorio tercero, Quae est ista processit sicut sol
05. Responsorio cuarto, Signum magnum apparuit
06. Responsorio quinto, Quae est ista progreditur
07. Responsorio sexto, Elegi et sanctificavi locum istum
08. Responsorio séptimo, Felix namque
09. Responsorio octavo, Beatam me dicent omnes generationes
10. Te Deum laudamus
11. Te ergo quaesumus

Coro e Conjunto de Cámara de la Ciudad de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – (282Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (145Mb)

Perdeu os outros volumes da coleção? Não tem problema, estão aqui, ó:
Volume 1
Volume 2
Volume 3
Volume 4
Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8 (este)

Centro Histórico de Puebla

Bisnaga

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.7/8 – Juan Gutiérrez de Padilla (c.1590 – 1664)

BELÍSSIMO !!!

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Outra preciosidade que nos foi enviada por Camilo Di Giorgi! Não tem preço

É meio melancólico anunciar que esta linda coleção do México Barroco de Puebla está chegando aos finalmentes… Este é o penúltimo CD da série, que se encerra na sexta-feira.

Hoje, a coleção se volta novamente ao estrelado Juan Gutiérrez de Padilla (c.1590 – 1664), o compositor que abriu a série.

Como já vimos, Padilla era espanhol, malagenho. Em sua terra natal foi cantor da catedral ainda menino, depois organista e depois mestre de capela. Transferiu-se para Cádiz, onde também foi mestre de capela. Ficou pouco por lá, pois mudou-se para o México, quando foi contratado, em 1622, como mestre de capela auxiliar da Catedral de Puebla, por indicação do próprio mestre de então, Gaspar Fernández. Com a morte deste, em 1629, Padilla assumiu o cargo principal e o ocupou até o ano de sua morte, em 1664, deixando grade produção.

Ele compôs, entre credos, missas e villancicos, duas Maitines de Navidad. Uma em 1652 e outra no ano seguinte. A de 1653 é a obra que abre esta série e as primeiras maitines, do ano ano anterior são as peças contempladas hoje, de belo aspecto, delicadas e de fina elaboração.

Ouça! Ouça ! Deleite-se sem dó nem piedade!

Vai dizer que este villancico dos reis magos não é lindo ?

México Barroco / Puebla VII
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, c.1590 – Puebla, México, 1664)
Maitines de Navidad, 1652

01. Villancico I, En la gloria de un portalillo
02. Villancico II, Al portal nos venimos todos
03. Villancico III, Niño hermoso de Belén
04. Villancico IV, Sol hermoso que naces del alba
05. Villancico V, Ensaladilla, Al establo más dichoso
06. Villancico VI, Jácara, Afuera, afuera pastores
07. Villancico VII, Va a ver al rey Perote
08. Villancico VIII, Calenda, a prevenciones del cielo
09. Villancico IX, De los reyes, Los tres reyes
10. Himno, Christus natus est nobis

Coro e Conjunto de Cámara de la Ciudad de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – (279Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (133Mb)

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Volume 1
Volume 2
Volume 3
Volume 4
Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

Noturna da Catedral de Puebla

Bisnaga

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.6/8 – Manuel Arenzana (c.1762–1821)

MUITO BOM (6) !!!

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Mais uma inestimável contribuição do internauta Camilo Di Giorgi!

O antepenúltimo volume desta coleção primorosa do México Barroco – Puebla chega ao classicismo, na verdade, a um dos primeiros compositores classicistas da Nova Espanha, Manuel Arenzana, que viria a influenciar gerações depois de si. Foi mestre de capela da Catedral de Puebla a partir de 1792 e, por isso, sua produção chega-nos neste álbum: na catedral se conservaram mais de cem composições suas, tanto sacras como profanas.

Arenzana ficou conhecido por sua música humorosa e elegante, aspectos que poderão ser ouvidos nos arquivos que lhes disponibilizamos.

E nossa equipe, sempre muito atenta aos anseios de nossos internautas/ouvintes, separou um petisco para que vocês morram de vontade de baixar. A obra é muito vibrante: já começa assim, com o Kyrie, ó:

Ouça! Ouça ! Deleite-se!

 

México Barroco / Puebla VI
Manuel Arenzana (Puebla, México, c.1762 – 1821)
Missa en Re ‘La Grande’ , Dixit Dominus, Salve Regina

01. Missa en Re “La Grande”, I. Kyrie
02. Missa en Re “La Grande”, II. Gloria
03. Missa en Re “La Grande”, III. Laudamus te
04. Missa en Re “La Grande”, IV. Domine Deus
05. Missa en Re “La Grande”, V. Qui tollis peccata mundi
06. Missa en Re “La Grande”, VI. Quoniam tu solus sanctus
07. Missa en Re “La Grande”, VII. Cum Sancto Spiritu. Missa en Re “La Grande”, I. Amen
08. Missa en Re “La Grande”, VIII. Credo
09. Missa en Re “La Grande”, IX. Et incarnatus est
10. Missa en Re “La Grande”, X. Et resurrexit
11. Missa en Re “La Grande”, XI. Sanctus
12. Missa en Re “La Grande”, XII. Agnus Dei
13. Salve Regina a 4 para grande orquesta
14. Responsorio a Dúo para Nuestra Sra. de las Nieves
15. Dixit Dominus a 4

Coro e Conjunto de Cámara de la Ciudad de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – PQPShare (230Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (124Mb)

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Volume 1
Volume 2
Volume 3
Volume 4
Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

cúpulas poblanas

Bisnaga

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.5/8 – Fabián Ximeno Pérez (c.1595-1654)

MUITO BOM (5) !!!

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O quinto volume da série México Barroco de Puebla volta para o século XVII e trata da influência de Flandres na música religiosa da Espanha e suas colônias.

Como assim? Sim, a cultura flamenca influenciou sobremaneira as artes no século XVI e essa influência se arrastou pela centúria seguinte. No caso da Espanha e, por conseguinte, do território que hoje configura o México, tudo começa com Carlos I, o rei d’Espanha nascido em Gantes, atual Bélgica, filho de pai flamenco e mãe castelhana, que viria a governar a união dos reinos de Aragão, Leão e Castela, formando a Espanha. A transferência de membros da corte e de artistas que seguiram junto à família de Carlos quando estes deixaram Flandres para assumirem o trono de Castela transformou a vida cultural ibérica, com ecos nas terras conquistadas nas Américas.

A música hispânica, ainda que de uma polifonia muito bem elaborada, era até então ainda bastante sisuda, católica e até medievalesca, mas ganhou novos contornos com a chegada de artistas criados nas liberais terras flamencas, que já estavam em pleno renascimento. Daí que surgem e se popularizam as batalhas, espécie de padrão musical marcado pelo embate de dois coros ou grupos instrumentais que se alternam, como em pergunta e resposta.

Esses e novos elementos compositivos chegam rapidamente nos domínios hispânicos de além-mar. Não por acaso, a peça central deste álbum de hoje é a Missa da Batalha do compositor já nascido em terras mexicanas Fabiano Ximeno Pérez (ou Pérez Ximeno, sei lá: aparece das duas formas). Ximeno nasceu e morreu na capital da Nova Espanha e foi mestre de capela da Catedral da Cidade do México. Seu contato com Puebla se deu quando lhe foi solicitado vistoriar a construção do órgão da sede episcopal poblana. Naquela cidade, compôs duas missas e mais algumas peças sacras, material que se conservou nos arquivos da diocese e que são-lhes hoje apresentados aqui.

Entremeadas à missa de Ximeno, estão obras para orquestra e para órgão de outros autores contemporâneos a ele, como Tielman Susato, Antonio de Cabezón,Clèment Janequin, Mateu Fletxa, e Joan Cabanilles, como ocorre nos CDs anteriores, autores cujas peças estão arquivadas na Catedral de Puebla e devem ter sido executadas no mesmo período, compondo o ambiente musical da época. O todo é muito bom!

Ouça! Ouça! Deleite-se

O Sactus de Ximeno e sua polifonia crescente, belíssima:

México Barroco / Puebla V
Fabián Ximeno Pérez
Missa de la Batalla

Tielman Susato (Soest, Alemanha, c. 1510 – Suécia, depois de 1570)
01. Pavana La Bataille
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
02. Tiento de 4º tono, sobre “Malheur me bat” de Ockeheim
Fabián Ximeno Pérez (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
03. Missa de la Batalla, I. Kyrie
04. Missa de la Batalla, II. Gloria
Mateu Fletxa “el Vell” (Pardes, França, 1481 – Poblet, Espanha, 1553)
05. Ensalada “La Justa”
Anonimo
06. Al revuelo de una garza
Fabián Ximeno Pérez (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
07. Missa de la Batalla, III. Credo
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
08. Tiento de 5º tono
Clèment Janequin (Châtellerault, França, 1485- Paris,França, 1558)
09. Batalla
Anonimo
10. Entrada
Fabián Ximeno Pérez (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
11. Missa de la Batalla, IV. Sanctus
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
12. Tiento del 1º tono
Fabián Ximeno Pérez (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
13. Missa de la Batalla, V. Agnus Dei
Francisco Guerrero (Sevilha, Espanha, 1528 – 1599)
14. Ave virgo sanctissima
Juan Bautista José Cabanilles (b. Algemesí, Espanha, 1644 – Valencia, Espanha, 1712)
15. Battalla Imperial

Coro e Conjunto de Cámara de la Ciudad de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – (227Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (122Mb)

Perdeu os outros volumes da coleção? Não tem problema, estão aqui, ó:
Volume 1
Volume 2
Volume 3
Volume 4
Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

A Catedral de Puebla

Bisnaga

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.4/8 – José de San Juan (1685-c.1747)

MUITO BOM (4) !!!

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Áudios espetaculosamente cedidos pelo internauta Camilo Di Giorgi!

José de San Juan foi qualificado por seus contemporâneos como um músico proeminente de seu século, mas foi praticamente esquecido nos séculos seguintes, de modo que hoje é nome raro em execuções e gravações.

Sabemos que nasceu em Sigüenza, pequena cidade espanhola, onde começou seus estudos de canto, mudando-se ainda moço, aos 23 anos, para Madri, onde foi maestro do coro de meninos da Capela Real. Três anos depois passou a ser mestre de capela das Clarissas descalças da capital espanhola, local em que exerceu a atividade a partir de 1711. Viria a falecer 36 anos depois, estima-se, pois cessam os registros de seu nome.

Talvez tenha viajado para o Novo Mundo e vivido no México por algum tempo, suspeição de alguns pesquisadores devido à grande quantidade de obras suas depositadas na Catedral de Puebla, motivo pelo qual esta missa se inclui na coleção.

A Missa a Oito com violinos, tropas e clarins de José de San Juan demonstra as modificações estilísticas na música das igrejas espanholas e mexicanas com a chegada dos Bourbons ao trono hispânico (você perceberá diferença bem grande do ambiente musical dos três primeiros CDs da série, pois, além de tudo, passamos dos séculos XVI e XVII para o XVIII). O fato de encontrar essas peças no acervo da Catedral de Puebla mostra como a colônia caminhava, ao menos no cenário musical, bastante alinhada com o que se fazia na metrópole. À missa de San Juan ainda se interpõem em vários trechos, nesta gravação, as Sonatas de Clarines, de autor desconhecido, dando mais corpo ao conjunto e mostrando a versatilidade do portentoso órgão da Catedral poblana. Ainda são inseridos dois inspiradíssimos Dixit Dominus de San Juan: que coisa linda de se ouvir!

É muito bonito! Ouça! Ouça ! Deleite-se!

Olha só que beleza o Glória deste álbum (faixas 03 a 11):

México Barroco / Puebla IV
José de San Juan
Missa a 8 com violines, tropas y clarines

Anonimo S. XVIII
01. Sonata de clarines
José de San Juan (Sigüenza, Espanha, 1685 – Madri, Espanha, c.1747)
02. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, I. Kyrie
03. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, II. Gloria
04. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, III. Laudamus te
05. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, IV. Agimus te
06. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, V. Domine Deus Rex
07. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, VI. Domine Fili
08. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, VII. Domine Deus
09. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, VIII. Qui tollis peccata mundi
10. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, IX. Quoniam tu solus sanctus
11. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, X. Cum Sancto Spiritu
Anonimo S. XVIII
12. Sonata de clarines
José de San Juan (Sigüenza, Espanha, 1685 – Madri, Espanha, c.1747)
13. Dixit Dominus I, em Sol maior
14. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, XI. Credo
15. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, XII. Et incarnatus est
16. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, XIII. Crucifixus
17. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, XIV. Et resurrexit
18. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, XV. Et iterum venturus est
19. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, XVI. Et in Spiritum Sanctum
Anonimo S. XVIII
20. Sonata de clarines
José de San Juan (Sigüenza, Espanha, 1685 – Madri, Espanha, c.1747)
21. Missa a 8 com violines, tropas y clarines, XVII. Sanctus
Anonimo S. XVIII
22. Sonata em Dó maior
José de San Juan (Sigüenza, Espanha, 1685 – Madri, Espanha, c.1747)
23. Dixit Dominus II, em Sol maior

Irasema Terrazas,soprano
Gabriela Thierry, mezzo-soprano
Flavio Becerra, tenor
Emilio Carsi, baixo
Antonio Baciero, órgão
Coro e Conjunto de Cámara de la Ciudad de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – (302Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (192Mb)

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Volume 1
Volume 2
Volume 3
Volume 4
Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

Igreja de Santo Domingo, Puebla.

Bisnaga

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.3/8 – Fabián Pérez Ximeno (ca. 1595-1654)

MUITO BOM (3) !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Hoje, o principal mestre que se apresenta neste terceiro volume da série México Barroco de Puebla é Fabián Pérez Ximeno (ou Ximeno Pérez: em cada lugar encontro esses sobrenomes numa ordem diferente), compositor já nascido na Nova Espanha, organista da Catedral da Cidade do México, onde logrou ser mestre de capela no começo do século XVII. Ximeno foi compositor de numerosas missas, três Magnificat, dois motetos de Quaresma, um Dixit Dominus e de vários villancicos, muito populares em seu tempo.

Seguindo a lógica dos CDs antecessores na série, a sua Missa sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’ é intercalada à música de outros compositores de seu tempo, espanhóis ou radicados na na Espanha, como Antonio de Cabezón, Francisco Guerrero, Thomás de Santa María, Lluys Alberto de Gomez e Philippe Rogier, mais o italiano Julius de Modena. Essa intercalação de peças é propositalmente feita para demonstrar que a qualidade das obras compostas e executadas na América, ou seja, na colônia, não devia em nada ao que se fazia na Europa, na metrópole. Muito bem elaborada essa mescla, de rica sonoridade. Belo álbum!

Ouça! Ouça ! Deleite-se sem dó nem piedade!

Uma noção da beleza que vos aguarda,o Te Deum de Francisco Delgado (faixa 1):

México Barroco / Puebla III
Missa sobre el “Beatus Vir de Fray Xacinto”
Fabián Pérez Ximeno

Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
01. Himno Pange lingua de Urreda (glosado)
Anônimo
02. Pange lingua
Francisco Guerrero (Sevilha, Espanha, 1528 – 1599)
03. Canción a 5
Frei Thomás de Santa María (Madri, Espanha, c.1510 – Valladolid, Espanha, 1570)
04. Fantasia Quarti toni / Missa a 11 de 4º tono
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
05. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, I. Kyrie
06. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, II. Gloria
07. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, III. Multiplicati sunt qui tribulant me
Lluys Alberto de Gomez (Munguia, Espanha,c.1520 – Soria, Espanha, 1558)
08. Tres IV glosado
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
09. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, IV. Credo
10. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, V. Offertorium: Confitebor tibi
Julius de Modena (Giulio Segniarabosco – Modena, Itália, 1498 – Roma, Itália, 1561)
11. Tiento XIX de cuarto tono
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
12. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, VI. Sanctus
Philippe Rogier (Arras, França, c.1561 – Madri, Espanha, 1596)
13. Elevatio Cancion a 6
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
14. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, VII. Agnus Dei
Lluys Alberto de Gomez (Munguia, Espanha,c.1520 – Soria, Espanha, 1558)
15. Tres IV glosado

Rafael Cárdenas, órgão
Ruth Escher, soprano
Cécile Gendron, soprano
Angelicum de Puebla
Schola Cantorum de Mexico
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

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Volume 8

Viedeomapping na fachada da Catedral de Puebla

Bisnaga

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.2/8

MUITO BOM !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Segundo álbum da série México Barroco de Puebla. A série avança e novas descobertas vão surgindo. Esse volume, creio que para ambientar a música de Juan Gutiérrez de Padillha, coloca, intercaladas à Missa Flos Campi, peças de outros compositores contemporâneos a ele, atuantes na segunda metade do século XVI e inícios do XVII, como Jacob Clemen Non Papa, António de Cabezón, Alonso Lobo e Frei Tomás de Santa María.

Ainda estamos na virada do século XVI para o XVII aqui. A coleção chegará a produções do começo do século XIX. Não é exatamente cronológica, mas é muito interessante ver, quando chegarmos aos 8 CDs completinhos, como a música foi se alterando. É quase uma narrativa do ambiente musical sacro de Puebla. A nós, brasileiros, resta uma pontinha de inveja do completo sistema organizacional das cidades da Nova Espanha já no começo do século XVII e de toda a estrutura que possuíam. Aqui parece que as coisas só deslancharam da metade do século XVIII pra frente…

Catedral de Puebla

A estrutura de disposição das peças deste álbum é muito bem concatenada, com a alternância de obras vocais a instrumentais, inseridas entre as partes da missa,criando um todo que, embora composto de criações de vários autores, é coeso e faz muito sentido. Muito bom, mesmo.

Ouça! Ouça ! Deleite-se!

Aqui,a faixa 3 para dar uma amostra:

México Barroco

Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
01. Tiento XXV de sexto tono
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
02. Gaudeamus omnes in Domino
03. Missa Ego flos campi: Kyrie
04. Missa Ego flos campi: Gloria
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
05. Fabordon y glosas del sexto tono: I. Ilano
Jacobus Clemens Non Papa (Midelburg, Holanda, 1510 – Diksmuide, Bélgica, 1555)
06. Ego flos campi
Francisco Soto de Langa (Langa, Itália, 1534 – Roma, Itália, 1619)
07. Tiento en 6
Alonso Lobo (Osuna, Espanha, c.1555 – Sevilha, Espanha, 1617)
08. Ego flos campi a 4
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
09. Fabordon y glosas del sexto tono: II. Glosado en el tiple
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
10. Missa Ego flos campi: Alleluia Assumpta est
11. Missa Ego flos campi: Credo
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
12. Fabordon y glosas del sexto tono: III. Glosado en las voces intermedias
13. Fabordon y glosas del sexto tono: IV. Glosado en el baxo
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
14. Assumpta est Maria in caelum
15. Missa Ego flos campi: Sanctus
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
16. Fabordon y glosas del sexto tono: V. Glosado sobre el Pange lingua de Urreda
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
17. Missa Ego flos campi: Agnus Dei
Anônimo
18. Fabordón glosado VI de sexto tono
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
19. Missa Ego flos campi: Beatam me dicent omnes generationes
Frei Tomás de Santa María (Madri, Espanha, c.1510 – Valladolid, Espanha, 1570)
20. Fantasia Primi Toni
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
21. Salve Regina

Ruth Escher, soprano
Cecile Gendron, soprano
Gabriela Thierry, mezzo-soprano
Flavio Becerra, tenor
Vladimir Gomez, tenor
Alfredo Mendoza, tenor
Rafael Cardenas, órgão
Coro de Niños Cantores de la Escuela Nacional de Música de la UNAM
Angelicum De Puebla
Schola Cantorum Mexico
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – (395Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (294Mb)

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Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

Cadeiral do coro da Catedral de Puebla

Bisnaga

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.1/8 – Juan Gutiérrez de Padilla (c.1590 – 1664)

MUITO BOM !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Regozijai, ó, valorosos internautas deste imenso repositório da beleza e do som! Que a vossos ávidos ouvidos seja dada a dádiva de conhecer mais e mais pérolas da música!

Digo-vos isto porque anuncio a primeira das oito postagens da coleção completa México Barroco – Puebla, que ficará disponível aqui no PQPBach para deleite auditivo vosso!

Esta proclamação, em toda sua pompa e júbilo, se dá porque este é o único sítio em toda a blogosfera que logrou disponibilizar todos os volumes da coleção, esta que apresenta-se na imagem abaixo e que inicia-se gloriosamente no dia de hoje, com postagens todas as terças e sextas:

Pompas à parte, o motivo desse estardalhaço todo é que o grupeto de CDs do México Barroco de Puebla é realmente difícil – melhor dizer impossível – de ser encontrado em sua totalidade para download por aí. Nem os blogues espanhóis ou mexicanos que frequentamos possuem todos os 8 CDs, nem mesmo o Amazon possui o volume VI para venda.

Reuni-los só foi possível porque conseguimos um arquivo FLAC aqui, um MP3 ali, um internauta nos mandou 3 volumes e outros dois nós mesmos compramos para completar. Fisicamente nem mesmo eu (Bisnaga) tenho a completude da série.

Mas do que se trata essa série?
Trata-se da música sacra produzida na Catedral de Puebla nos século XVII e XVIII. Puebla sempre, desde seus primeiros tempos, é um centro urbano importante e pujante do México, local que logo conheceu a riqueza, graças à grande quantidade de mão-de-obra indígena (sim, terrivelmente escravizada) e de largas jazidas de metais preciosos, que propiciaram o estabelecimento de uma sociedade complexa e bem estruturada que, por isso, pode financiar uma vida cultural intensa,que pouco ou nada devia a centros europeus.


É boa?
Sim, é boa por demais da conta! É resultado de um trabalho muito acurado do regente Benjamín Juárez Echenique, com instrumentos de época e ótima escolha de repertório.

Hoje, o compositor que veremos é Juan Gutiérrez de Padilla (c.1590 – 1664), espanhol nascido em Málaga. Lá foi cantor da catedral quando menino, passando a organista e depois mestre de capela. Logo transferiu-separa Cádiz, onde também foi mestre de capela, sendo muito apreciado no local. Pouco tempo depois de emigrar para a Nova Espanha (México), sua reputação o levou a ser contratado em 1622 como mestre de capela auxiliar da Catedral de Puebla, por indicação do próprio mestre de então, Gaspar Fernández. Com a morte deste, em 1629, Padilla assumiu o cargo principal e o ocupou até o ano de sua morte, em 1664, deixando grade produção.
A despeito das missas, credos e outras obras estritamente religiosas, chegaram até nós muitos villancicos de Padilla, obras de caráter mais popular, por ele carregadas de sentimento religioso, que é o que se apresenta nessas Maitines de Navidad.

Muito bonito!
Ouça! Ouça ! Deleite-se !

Ouça o delicado Christus Natus Est deste álbum (faixa 10):

México Barroco – Puebla 1
Maitines de Navidad, 1653, Juan Gutierrez de Padilla

Juan Gutiérrez de Padilla (c.1590 – 1664)
01. Villancico 1 – Alto Zagales
02. Villancico 2 – Jacara A la Jacara Jacarilla
03. Villancico 3 – No hay zagal como gilillo
04. Villancico 4 – Pues el cielo se viene a la choza
05. Villancico 5 – Romance. Oid, zagales atentos
06. Villancico 6 – Galego Si al nacer o mi nino
07. Villancico 7 – Romance, Calenda De carambanos el dia
08. Villancico 8 – Negriia, Ah, siolo Flasiquillo
09. Villancico 9 – De los Reyes. Albricias, Pastores
10. Himno – Christus natus est nobis

Marisa Canales, soprano
Martha Molinar, soprano
Ana Paula Abitia, mezzo-soprano
Gabriela Thierry, mezzo-soprano
Alfredo Mendoza, tenor
Flavio Becerra, tenor
Vladimir Gomez, tenor
Angelicum de Puebla
Schola Cantorum de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – (337Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (218Mb)

Perdeu os outros volumes da coleção? Não tem problema, estão aqui, ó:
Volume 1
Volume 2
Volume 3
Volume 4
Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

É, pessoal… Estamos indo para 10 anos!

Bisnaga

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Alma Latina: México Barroco – Vol.II – Ignacio de Jerusalem y Stella (1707-1769)

BELÍSSIMO, VOLUME 2 !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Tem na Amazon, aqui!

Ontem mesmo foi ao ar o volume 1 desta deste grupeto de dois CDs (se quiser conferi-lo, está aqui), que era o único que eu possuía. E vocês devem entender bem como é ter apenas parte de uma mini-coleção que foi pensada como um conjunto, faltando-lhe membros, como se estivesse mutilada…

Bom, eu, cara de pau que sou, não titubeei: avisei que não tinha o Volume 2 e o pedi aos internautas. E qual não foi a minha surpresa ao abrir a caixa de e-mails e encontrar, em poucas horas, ainda na mesma manhã, duas mensagens com links para baixar o tal CD pedido, uma em mp3 e outra ainda em flac. O pessoal que frequenta essas paragens é muito eficiente!
Por isso, agradeçamos à solicitude dos internautas Miguel Jaritz (Argentina) e Roger Taouss-Schirmer (França). Muito obrigado, queridos! Muchas gracias! Merci beaucoup!

Graças a eles temos hoje acesso a belezas poéticas como o Clarines sonad:

“¡Clarines sonad!
¡Violines, tocad!
Y en sonoros voces,
en ecos veloces diga nuestro afán,
que a Marìa
se apluade este dia
y culto le da
quien culto le da!”

É a primeira faixa do CD, que já começa vibrante assim:

Desta vez, o Conjunto de Cámara de la Ciudad de México e o maestro Benjamín Juárez Echenique dedicaram todo o álbum a obras do compositor napolitano Ignacio de Jeruzalem, um dos mais importantes mestres de capela que passaram pela Catedral da Cidade do México. Jerusalem é muito vibrante, alegre, festivo,com aquele quê de animação típica dos latinos, lembrando,por horas, até Vivaldi. Muito Bom!

Ouça! Ouça ! Deleite-se!

México Barroco – volume 2

Ignacio de Jerusalem y Stella (Lecce, itália, 1707 – Cidade do México, 1769)
01. Clarines sonad
02. Sube a gozar, Señora
03. A la Milagrosa Escuela
04. Gorjeos trinando
05. Rompa la esfera
06. Si aleve fortuna
07. Dixit Dominus
08. Te Deum – Te Deum laudamus
09. Te Deum – Te Aeternum Patrem
10. Te Deum – Tibi omnes
11. Te Deum – Tibi cherubim
12. Te Deum – Sanctus
13. Te Deum – Te ergo quaesumus
14. Te Deum – In te Domine
15. Te Deum – Te aeterna fac
16. Te Deum – In te Domine

Conjunto de Cámara de la Ciudad de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
Ciudad de México, 1996

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – PQPShare (323Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (136Mb)

Já viu nossos mais de 100 endereços para baixar partituras? Clique aqui

A impressionante Fachada da Igreja de San Francisco em Acatepec, Puebla, um dos máximos exemplares do talaveresco, vertente do barroco mexicano.

Bisnaga

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Alma Latina: México Barroco – Vol.I – Ignacio de Jerusalem y Stella (1707-1769), Francisco Delgado (1790-1849)

BELÍSSIMO !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Mais uma inestimável contribuição do musicólogo Prof. Paulo Castagna!

A música mexicana cada dia mais me espanta (favoravelmente) e me encanta!

E hoje apresentamos para vocês dois compositores importantíssimos daquele país fascinante: Francisco Delgado e Ignacio de Jerusalem, que estariam para o México como José Maurício Nunes Garcia e José Joaquim Lobo de Mesquita estão para o Brasil.

Francisco Delgado era, provavelmente, mexicano nato. Foi primeiro-violinista da Capela da Catedral da Cidade do México já na época pós-independência. Dedicou este Te Deum a São Felipe de Jesus, frei franciscano do século XVI martirizado no Japão, que viria a ser o primeiro santo nascido em terras mexicanas (canonizado em 1862). Sua obra possui muitas influências do período que se chamou de “classicismo novo-hispânico”, com muitas características da ópera e da música barroca napolitana, mas já com uma orquestração mais vertical, ou seja, com maior preponderância do tema desenvolvido pelo instrumento/naipe principal. Segundo alguns estudiosos, sua orquestração é bastante refinada e aproxima-se a compositores do classicismo,especialmente de Haydn.

Já a segunda parte do álbum dedica-se a um compositor mais gravado e conhecido: Ignacio de Jerusalem. Este já era napolitano mesmo: nasceu en Lecce, no Reino de Nápoles, e bem sabemos, depois de tantas postagens aqui neste auspicioso blogue, que a música italiana, especialmente napolitana, influenciou sobremaneira as coroas ibéricas, Espanha e Portugal e, por isso, cruzou o Atlântico, dando o tom a muitos compositores locais e outros que de lá vieram para cá. Jerusalem foi mestre de capela da Catedral da Cidade do México e sua música, positivamente comparada muitas vezes com as de Pergolesi, Scalatti e Bocherini, compositores que trabalharam para a corte madrilenha. Ele foi tido em seu tempo como um “milagre musical” e influenciou imensamente toda a cena sonora mexicana, a ponto de traços napolitanos serem encontrados em compositores mais recentes, como é o caso do nosso amigo acima, Francisco Delgado.

Altar-mor da Catedral do México. Vê se não é pra ficar doido num lugar desses!

Mas a beleza dessas obras não seria tão evidente se a interpretação não fosse grande coisa…Mas é! É grande e precisa!  Benjamín Echenique e seu Conjunto de Cámara de la Ciudad de México lograram evidenciar todo o colorido e a beleza da música desses dois compositores, numa execução primorosa (o que são os agudos límpidos dessa soprano, meu Deus!). Vale cada segundo da audição!

Ouça! Ouça ! Deleite-se sem dó nem piedade!

Uma noção da beleza que vos aguarda,o Te Deum de Francisco Delgado (faixa 1):

México Barroco

Francisco Delgado (Mexico, ca.1790-1849)
1. Te Deum para el Señor Felipe de Jesús
Ignacio de Jerusalem y Stella (Lecce, itália, 1707 – Cidade do México, 1769)
2. Magnificat a dos Voces
3. Gran Misa en Sol Mayor a Ocho Voces, I. Kyrie
4. Gran Misa en Sol Mayor a Ocho Voces, II. Gloria
5. Gran Misa en Sol Mayor a Ocho Voces, III. Credo
6. Gran Misa en Sol Mayor a Ocho Voces, IV. Sanctus

Conjunto de Cámara de la Ciudad de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
Ciudad de México, 1996

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – (238Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (104Mb)

Não tínhamos o volume 2… Em poucas horas, dois internautas nos enviaram o álbum, um em MP3, e o segundo, em FLAC.  Obrigado! Muita competência dos nossos usuários!

Bisnaga

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Alma Latina: Missa Mexicana (Harmonia Mundi)

LINDO !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Tem no Amazon, aqui.
Fonogramas deliciosamente cedidos pelo internauta Camilo Di Giorgi! Que os deuses o levem ao Nirvana!

Impressionante e belíssima essa Missa Mexicana executada pelo Harp Consort! Ainda, com o selo Harmonia Mundi, já era de se esperar que seria algo fenomenal, pois os caras não erram!

Bom, mas do que se trata? Não é exatamente uma missa, mas a Missa Ego Flos Campi, de Juán Gutierrez de Padilla (músico nascido em Málaga, Espanha, que se tornou mestre de capela em Puebla, México), intercalada de várias danças e músicas folclóricas contemporâneas a ela. Pode parecer estranho,mas o propósito deste álbum foi colocar a música de Padilla inserida dentro do contexto e da sonoridade – não só instrumental, mas ambiental, da sonoridade popular – do seu tempo, o século XVII.

No Amazon, um dos usuários fez uma leitura interessante do conjunto:

Com ‘Missa Mexicana’ Andrew Lawrence-King e The Harp Consort propicia um dos discos mais alegres e instigantes da música antiga. Para um álbum que é ‘crossover’, no melhor sentido da palavra, eles tomam uma missa do século 17 e a justapõe com a música popular que a inspirou. A música é linda, profunda, elegante, sensual e apaixonada. (…) Além das harpas, gambas, violas, etc., que se poderia esperar da música deste período, o Harp Consort insere violões mexicanos, bajons, e até mesmo uma concha e um pau-de-chuva! O ritmo e o canto são soberbos, e Lawrence-King não só dirige o conjunto, mas oferece acompanhamento maravilhoso na harpa e no saltério. (…) O México de 1600 era uma rica mistura de etnias e culturas, e sua música reflete isso. A principal influência é a polifonia renascentista espanhola, mas há também a influência de imigrantes portugueses, nativos mexicanos (maias), e os africanos da Costa do Marfim, Guiné, e imigrantes de Porto Rico. Bem, há um contraste constante entre os mundos sagrado e secular. (…)

A ‘Missa Mexicana’ é faz música da mais alta integridade e não para ser desperdiçada. Além de amantes iniciantes na música clássica, eu recomendaria também este disco para as pessoas que vêm do “outro lado”, isto é, aqueles que podem não ser particularmente apreciadores de música clássica, mas que gostam de sons mais “tradicionais”, mexicanos ou latino-americanos. De qualquer maneira, este é um dos discos mais originais, criativos e divertidos que eu já ouvi em muito tempo, e ele merece ser um bestseller!!

Entendeu? É do caraglio!!
Ouça! Ouça ! Deleite-se!

Missa Mexicana

01. Villancico: Canten dos jilguerillos
02. Missa Ego flos campi: Kirie
03. Jácaras de la costa
04. Xácara: Los que fueren de buen gusto
05. Missa Ego flos campi: Gloria
06. Corrente Italiana
07. Xácara: A la xácara xacarilla
08. Missa Ego flos campi: Credo
09. Cumbées
10. Negrilla: A siolo flasiquiyo
11. Missa Ego flos campi: Sanctus
12. Marizápalos a lo humano: Marizápalos bajó una tarde
13. Marizápalos a lo divino: Serafin que con dulce harmonía
14. Diferencias sobre marizápalos
15. Missa Ego flos campi: Agnus dei
16. Guaracha: Convidando está la noche

The Harp Consort
Andrew Lawrence-King, regente

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – (288Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (158Mb)

O pessoal do Harp Consort: turma boa pra cacete!

Bisnaga

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Camargo Guarnieri (1907-1993) – 77 Partituras para piano solo

Ah, Camargo Guarnieri!…
Cara fantástico, cuja obra é de robustez, elaboração e técnica ímpares! Mais centrado, não era um gênio porra-louca como Villa-Lobos, mas nem por isso menos genial.

Sobre Guarnieri falou Aron Copland, que o conheceu pessoalmente quando ele esteve nos Estados Unidos, no começo dos anos 1940:

Camargo Guarnieri, que agora está pelos trinta e cinco anos de idade, é na minha opinião o mais sensacional dos talentos ‘desconhecidos’ da América do Sul. Suas composições já bem numerosas deveriam ser muito mais conhecidas do que o são. Guarnieri é um compositor de verdade. Tem tudo o que é preciso – personalidade própria, uma técnica acabada e imaginação fecunda. Sua inspiração é mais ordenada que a de Villa-Lobos, mas não menos brasileira… O que mais me agrada na sua música é a sua expressão emotiva sadia – é uma exposição sincera do que um homem sente… Sabe como modelar uma forma, como orquestrar bem, como tratar eficientemente o baixo. O que atrai na música de Guarnieri é o seu calor e a imaginação que vibra com uma sensibilidade profundamente brasileira. É, na sua expressão mais apurada, a música de um continente ‘novo’, cheia de sabor e de frescura.

Toda sua obra é densa e bem acabada, e muitas de suas peças para piano, destaques desta postagem (que não leva um álbum junto), estão entre suas mais bem elaboradas.
E como nós fazemos de tudo pra espalhar a bela música por este mundão de meu Deus, o PQPBach tem hoje o orgulho e a satisfação de disponibilizar, por meios próprios (vão ficar lá no PQPShare), SETENTA e SETE partituras de peças para piano solo do nosso compositor.

Agradeçam o mano CVL, colega pequepiano, entusiasta da música nacional, que deixou há uns anos de postar por estes lados, mas que mantém contato constante com a gente e nos passou essas maravilhas.

Baixem, espalhem, compartilhem, passem para seus amigos pianistas!
Temos que conhecer e ouvir mais as obras desse cara!

Camargo Guarnieri (1907-1993)
77 peças para piano solo

01. Dança Selvagem
02. Dansa Negra
03. Estudos para Piano, 01 a 05
04. Estudos para Piano, 06 a 10
05. Estudos para Piano, 11 a 15
06. Improviso II
07. Ponteios para piano – 1º Caderno (ponteios 01 a 10)
08. Ponteios para piano – 1º Caderno (ponteios 11 a 20)
09. Ponteios para piano – 1º Caderno (ponteios 21 a 30)
10. Ponteios para piano – 1º Caderno (ponteios 31 a 40)
11. Ponteios para piano – 1º Caderno (ponteios 41 a 50)
12. Sonata para piano (parte 1)
13. Sonata para piano (parte 2)
14. Sonatina Nº 1 para piano
15. Sonatina Nº 2 para piano
16. Sonatina Nº 3 para piano
17. Sonatina Nº 4 para piano
18. Sonatina Nº 5 para piano
19. Sonatina Nº 6 para piano
20. Sonatina Nº 7 para piano
21. Sonatina Nº 8 para piano
22. Suite Mirim
23. Toccata para piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (PDF) – PQPShare (42Mb)

Já viu nossos mais de 100 endereços para baixar partituras? Clique aqui

Guarnieri, tieteense, dando uma de capiau do mato.

Bisnaga & CVL

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Partituras Armoriais

 

O Movimento Armorial foi uma das coisas mais fenomenais que ocorreram no Brasil. Como nasceu em Pernambuco, não teve muita cobertura dos meios de comunicação nacionais, concentrados no eixo Rio-São Paulo,mas não perde em nada em robustez, propostas e inovação que a Tropicália. Ouso dizer que o Armorial foi mais abrangente, pois abraçou a pintura, escultura, gravura, literatura, design e, o que nos interessa mais neste blogue, a música!

Uma definição boa e didática do movimento é a da Lúcia Gaspar, Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco:

“A Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos “folhetos” do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de Cordel), com a Música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus “cantares”, e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados.” Ariano Suassuna, Jornal da Semana, Recife, 20 maio 1975.
O Movimento Armorial surgiu sob a inspiração e direção de Ariano Suassuna, com a colaboração de um grupo de artistas e escritores da região Nordeste do Brasil e o apoio do Departamento de Extensão Cultural da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários da Universidade Federal de Pernambuco.
Teve início no âmbito universitário, mas ganhou apoio oficial da Prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco.
Foi lançado oficialmente, no Recife, no dia 18 de outubro de 1970, com a realização de um concerto e uma exposição de artes plásticas realizados no Pátio de São Pedro, no centro da cidade.
Seu objetivo foi o de valorizar a cultura popular do Nordeste brasileiro, pretendendo realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares da cultura do País.
Segundo Suassuna, sendo “armorial” o conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo, a heráldica é uma arte muito mais popular do que qualquer coisa. Desse modo, o nome adotado significou o desejo de ligação com essas heráldicas raízes culturais brasileiras.
O Movimento tem interesse pela pintura, música, literatura, cerâmica, dança, escultura, tapeçaria, arquitetura, teatro, gravura e cinema.
Uma grande importância é dada aos folhetos do romanceiro popular nordestino, a chamada literatura de cordel, por achar que neles se encontram a fonte de uma arte e uma literatura que expressa as aspirações e o espírito do povo brasileiro, além de reunir três formas de arte: as narrativas de sua poesia, a xilogravura, que ilustra suas capas e a música, através do canto dos seus versos, acompanhada por viola ou rabeca.
São também importantes para o Movimento Armorial, os espetáculos populares do Nordeste, encenados ao ar livre, com personagens míticas, cantos, roupagens principescas feitas a partir de farrapos, músicas, animais misteriosos como o boi e o cavalo-marinho do bumba-meu-boi.
O mamulengo ou teatro de bonecos nordestino também é uma fonte de inspiração para o Movimento, que procura além da dramaturgia, um modo brasileiro de encenação e representação.
Congrega nomes importantes da cultura pernambucana. Além do próprio Ariano Suassuna, Francisco Brennand, Raimundo Carrero, Gilvan Samico, entre outros, além de grupos como o Balé Armorial do Nordeste, a Orquestra Armorial de Câmara, a Orquestra Romançal e o Quinteto Armorial.”

Conheça! Espalhe a notícia!

CEPE – Companhia Editora de Pernambuco (1894-1979)
Partituras Armoriais, com obras de:

01. Antônio José Madureira
02. Benny Wolkoff
03. Henrique Annes
04. Clóvis Pereira
05. Cussy de Almeida
06. Jarbas Maciel
07. José Tavares de Amorim
08. Lourenço da Fonseca Barbosa (Capiba)
09. Waldemar de Almeida

VEJA AQUI – SEE HERE – Blog de Carlos Eduardo Amaral
Também VEJA AQUI – SEE HERE – site da CEPE.

Quer ver tudo o que a gente tem de partitura? Clique aqui

Bisnaga

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Partituras de Autores Brasileiros (post revisto e ampliado em 03/2016)

A música Brasileira é imensa, em variedade, riqueza e qualidade, mas como é difícil encontrar as partituras quando resolvemos executar alguma peça nacional, não?
Por isso o P.Q.P.Bach fez essa sexta edição de links de partituras, voltada especificamente para os autores brasileiros, para que você encontre as partes que deseja e, de quebra, descubra outras peças maravilhosas que até então desconhecia.

Mergulhe nos 138 (cento e trinta e oito !!! ) links, nas bibliotecas, nos museus e nos acervos virtuais, deleite-se e deleite aos demais com sua, com nossa música!

Laudate Pueri Dominum
Psalmo
Para as encommendaçõens dos Innocentes Defuntos
Com duas rabecas, duas clarinetas, duas trompas, 4 vozes e baixo
Composto em 1821
Pelo Pe. José Mauricio Nunes Garcia, e
arranjado sobre alguns motivos da Grande Obra da Creação do Mundo do Inmortal Haydn e offerecido
ao Sr. João dos Reis Pereira pelo seo Autor.Capa de partitura do Padre José Maurício Nunes Garcia que consta do acervo do Cabido Metropolitano do Rio de Janeiro

ACERVOS DIGITAIS NACIONAIS

Biblioteca Nacional Digitalaqui – here

O Brasil pode orgulhar-se de possuir uma das maiores bibliotecas do mundo: a Fundação Biblioteca Nacional é a 7ª maior biblioteca nacional do globo. A Fundação vem digitalizando seu acervo e o resultado disto é que até a data desta postagem, já havia 1286 partituras disponíveis para visualização e download. Lindo!

Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertaçõesaqui – here

Não é um site de partituras, em si, mas há muitos trabalhos acadêmicos de análise de obras de compositores brasileiros, com transcrições das partituras de suas músicas (eu mesmo já encontrei uma música de Alberto Nepomuceno que procurava há anos). Todas as teses e dissertações defendidas atualmente pelo sistema de universidades federais e de algumas estaduais está disponível aí. Os textos estão na íntegra, em PDF.

Biblioteca Virtual de Partituras Musicaisaqui – here
Esta biblioteca eletrônica é uma das mais antigas e persistentes do gênero em atividade no Brasil. Começou em 1996 hospedado no Departamento de Física da UFMG. Uma reformulação deste portal inicia-se em 2011 para comemorar os 15 anos de atividade contínua. Conta atualmente com obras de 117 compositores, entre nacionais e internacionais.

Thesaurus Musicae Brasiliensisaqui – here
Catálogo de manuscritos musicais presentes no acervo do Maestro Vespasiano Gregório dos Santos. Dedicado aos nossos maravilhosos compositores de música sacra colonial, possui referência bibliográfica.

Musica Brasilisaqui – here
A difusão de partituras é o principal objetivo do Musica Brasilis. A iniciativa começou em 2009, com a edição das 218 peças de Nazareth para piano, pela primeira vez disponibilizadas na íntegra pela web. Ao mesmo tempo, investiu-se na edição de obra de compositores atuantes na corte de D. João, como José Maurício Nunes Garcia, Marcos Portugal e Sigismund Neukomm. A parceria com a Academia Brasileira de Música possibilita que sejam mostradas as primeiras páginas de todas as obras editadas para o Banco de Partituras. Recentemente conseguiu-se a aquisição de edições de obras de Alberto Nepomuceno, Henrique Oswald, Glauco Velasquez e Luciano Gallet. Contam, no começo de 2016,com obras de 145 compositores, de Nunes Garcia a Luiz Gonzaga.

Academia Brasileira de Músicaaqui – here
Possui grande acervo de partituras de 93 compositores nacionais. É necessário encomendar a cópia e pagar por ela, mas os valores não são altos.

Instituto Moreira Sallesaqui – here
Um dos mais respeitados institutos culturais do Brasil e possuidor de coleções preciosíssimas como as de Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Hekel Tavares, também disponibiliza as partituras para consulta e download.

Portal Sesc de Partiturasaqui – here
Obras de alguns dos mais importantes compositores brasileiros, de diversos períodos e regiões do país. Mais de 2 mil partituras organizadas por título, autor, formação do grupo ou instrumento.

CEPE Partituras – aqui – here
A Companhia Editora de Pernambuco (CEPE) editou e disponibilizou recentemente e de forma gratuita partituras de alguns compositores do Movimento Armorial.

Clavedesul aqui – here
Site com mais de 47 mil partituras de música brasileira, a maior parte de MPB, mas com algumas coisa de compositores eruditos.

Solano aqui – here
Mais de 16 mil partituras nacionais e internacionais.

Partituras no formato .encaqui – here
Partituras de vários compositores. Entre eles, Padre José Maurício e Villa-Lobos.

 

ACERVOS DIGITAIS INTERNACIONAIS

ChoralWiki / CPDL, Choral Public Domain Libraryaqui – here
Um dos melhores sites de partituras de domínio público é o ChoralWiki, sede da Choral Public Domain Library (CPDL). Fundado em dezembro de 1998, o CPDL é um dos maiores portais de partituras musicais gratuitas do mundo. Você pode usar o CPDL para encontrar partituras, textos, traduções e informações sobre compositores. Até o momento desta postagem, possui 16.470 partituras de 2.237 compositores. Nossos brilhantes compositores de música clássica estão presentes no ChoralWiki.

IMSLP, International Music Score Library Projectaqui – here
É o maior banco de partituras do mundo! Todo músico deve conhecê-lo. O acervo está disponível em PDF para ser baixado. São 22.109 obras, por 2.648 compositores, com partituras de brasileiros como Nunes Garcia, Lobo de Mesquita, Carlos Gomes e Alberto Nepomuceno.

ScorSeraqui – here
Grande base de dados internacional de partituras.

 

Alexandre Levy, Carlos Gomes, Glauco Velásquez e Alberto Nepomuceno

AUTORES

Sites oficiais dos compositores, ou dedicados a eles. Em alguns casos, colocamos os arquivos onde se encontra a maior parte de suas obras. Estão organizados por ordem alfabética, pelo nome completo.

Dicionário Cravo Albin de Música Brasileiraaqui – here
Criado para ser um dicionário de compositores da MPB, expandiu seu rol de compositores e contempla um número imenso de autores eruditos: para saber mais sobre os compositores do Brasil.

Alberto Nepomucenoaqui – here
Grande parte de sua obra está depositada na Biblioteca Nacional. Nem todas as suas partituras foram digitalizadas, mas pode-se entrar em contato com a BN para ter-se acesso a elas.

André da Silva Gomesaqui – here
A maior parte de suas composições encontra-se no Arquivo Metropolitano Dom Duarte Leopoldo e Silva, da Arquidiocese de São Paulo.

Antonio Carlos Gomesaqui – here
A quase totalidade de seu acervo encontra-se no museu que leva seu nome, em Campinas – SP. Há obras também em Belém e Milão (Itália).

Antonio Carlos Jobimaqui – here
Site oficial do compositor.

Brasílio Itiberê da Cunhaaqui – here
Grande parte de sua obra está depositada na Biblioteca Nacional. Nem todas as suas partituras foram digitalizadas, mas pode-se entrar em contato com a BN para ter-se acesso a elas.

Chiquinha Gonzagaaqui – here
Suas partituras foram organizadas pelos pianistas Alexandre Dias e Wanderlei Braga e estão disponíveis para download. São 242 peças.

Cláudio Santoroaqui – here
Site oficial do compositor.

César Guerra-Peixeaqui – here (a) e também aqui – here (b)
(a) Site oficial do compositor.
(b) Parte do acervo autógrafo do compositor que encontra-se na Biblioteca Nacional.

Eduardo Soutoaqui – here
Suas partituras foram organizadas pelo pianista Alexandre Dias e estão disponíveis para download. São 242 peças.

Elias Álvares Loboaqui – here
De seu acervo, grande parte encontra-se no Museu da Música de Itu – SP.

Ernesto Nazareth aqui – here (a) e também aqui – here (b)(a) Página em homenagem ao compositor, feita pelo Instituto Moreira Salles por ocasião do seu sesquicentenário de nascimento em 2013.
(b) Site oficial do compositor.

Francisco Bragaaqui – here
Grande parte de sua obra está depositada na Biblioteca Nacional. Nem todas as suas partituras foram digitalizadas, mas pode-se entrar em contato com a BN para ter-se acesso a elas.

Francisco Mignoneaqui – here (a) e também aqui – here (b)
(a) Seu acervo, assim como o de Camargo Guarnieri, foi doado por sua viúva ao IEB-USP (Instituto de Estudos Brasileiros).
(b) Há também uma parte de sua obra na Biblioteca Nacional.

Glauco Velázquezaqui – here
Grande parte de sua obra está depositada na Biblioteca Nacional. Nem todas as suas partituras foram digitalizadas, mas pode-se entrar em contato com a BN para ter-se acesso a elas.

Harry Crowlaqui – here
Site oficial do compositor.

Heitor Villa-Lobosaqui – here
Suas obras estão organizadas e catalogadas no museu que leva seu nome, no Rio de Janeiro.

Henrique Alves de Mesquitaaqui – here
Suas partituras foram organizadas pelo pianista Alexandre Dias e estão disponíveis para download. São 127 peças.

Henrique Oswaldaqui – here
Site oficial do compositor.

Jacob do Bandolimaqui – here
Site oficial do compositor.

José Maurício Nunes Garciaaqui – here
Site oficial do compositor. Suas obras encontram-se no Arquivo de Cleofe Person Mattos e no Cabido Metropolitano do Rio de Janeiro.

João Baptista Siqueiraaqui – here
Sua obra, partituras, gravações e documentos pessoais foram doados à Biblioteca da Escola de Música da UFRJ.

José Carlos Amaral Vieiraaqui – here
Site oficial do pianista e compositor.

José Pedro de Sant’Anna Gomes – aqui – here
Irmão de Carlos Gomes, suas obras estão arquivadas no Museu Carlos Gomes, em Campinas.

José Siqueiraaqui – here
Sua obra, partituras, gravações e documentos pessoais foram doados à Biblioteca da Escola de Música da UFRJ.

Luciano Galetaqui – here
Grande parte de sua obra está depositada na Biblioteca Nacional. Nem todas as suas partituras foram digitalizadas, mas pode-se entrar em contato com a BN para ter-se acesso a elas.

Manoel José Gomesaqui – here
Pai de Carlos Gomes, suas obras estão arquivadas no Museu Carlos Gomes, em Campinas.

Marlos Nobreaqui – here
Site oficial do compositor.

Mozart Camargo Guarnieriaqui – here
Seu acervo foi doado por sua viúva ao IEB-USP (Instituto de Estudos Brasileiros).

O PQPBach também disponibiliza, em seu repositório pessoal (PQPShare), partituras de 77 peças para piano solo do compositor, aqui – here.

Oscar Lorenzo Fernandezaqui – here
Grande parte de sua obra está depositada na Biblioteca Nacional. Nem todas as suas partituras foram digitalizadas, mas pode-se entrar em contato com a BN para ter-se acesso a elas.

Radamés Gnattaliaqui – here
Site oficial do compositor.

Zequinha de Abreuaqui – here
Suas partituras foram organizadas pelo pianista Alexandre Dias e estão disponíveis para download. São 120 peças.

 

Fundação Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro – RJ

MUSEUS / CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO / BIBLIOTECAS HISTÓRICAS
Arquivos de particulares, museus dos compositores, acervos históricos com partituras e muito mais.

Acervo de Música da Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro)aqui – here
Em meio aos seus nove milhões de Volumes, a Biblioteca Nacional possui um acervo invejável de partituras e gravações, muitas das quais digitalizadas.

Museu de Música de Marianaaqui – here
Partituras, músicas para baixar (todas já postadas aquí), muito sobre os compositores da época colonial.

Acervo do Cabido Metropolitano do Rio de Janeiroaqui – here
Disponibiliza reproduções fac-similares de mais de 20 mil imagens de Antífonas, Hinos, Matinas, Missas, Novenas e Salmos da autoria de José Maurício Nunes Garcia, Damião Barbosa de Araújo, Francisco Manuel da Silva e Dom Pedro I, além de figuras de considerável ressonância internacional, como o italiano David Perez, o português Marcos Portugal e o austríaco Sigismund Neukomm.

Acervo Cleofe Person Mattos (Rio de Janeiro)aqui – here
O arquivo privado da musicóloga, educadora e regente Cleofe Person de Mattos (1913-2002) compreende os documentos por ela produzidos e acumulados no decorrer de mais de seis décadas, tendo como foco principal as obras do Padre José Maurício Nunes Garcia.

Museu da Inconfidência (Ouro Preto)aqui – here

Museu da Imagem e do Som de Pernambuco (Recife)aqui – here

Museu da Imagem e do Som de São Pauloaqui – here

Museu Imperial (Petrópolis)aqui – here
Possui coleção de partituras de Carlos Gomes e outros compositores brasileiros do sáculo XIX

Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiroaqui – here

Museu Villa-Lobos (Rio de Janeiro)aqui – here

Museu de Música de Ituaqui – here

Museu Carlos Gomes (Campinas)aqui – here

 

Órgão Arp Schnitger, da Sé de Mariana – MG

ARQUIVOS ECLESIÁSTICOS
No período Colonial e um tanto no período Imperial, a música composta no Brasil concentrava-se em obras para eventos religiosos. Além do mais, as partituras de música profana não foram arquivadas e guardadas, como ocorreu com a música sacra. Por isso, é nos arquivos de igrejas e dioceses que porventura se preservaram bons acervos de música nacional antiga. Não custa nada consultar esses locais. Como seria loucura colocar todas as 272 dioceses do Brasil aqui, elencamos os sites de todas as 12 dioceses/arquidioceses criadas no Brasil na Colônia ou no Império.

Arquidiocese de São Salvador da Bahia (1551)aqui – here

Arquidiocese de Olinda e Recife (1676)aqui – here

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (1676) – Acervo do Cabido Metropolitanoaqui – here

Arquivo da Catedral do Rio de Janeiroaqui – here

Arquidiocese de São Luís do Maranhão (1677)aqui – here

Arquidiocese de Belém do Pará (1719)aqui – here

Arquidiocese de Mariana (1745) / Museu de Música de Marianaaqui – here

Arquidiocese de São Paulo (1745) – Arq. Metropolitano Dom Duarteaqui – here

Diocese de Goiás (1745)aqui – here

Arquidiocese de Cuiabá (1745)aqui – here

Arquidiocese de Porto Alegre (1848) – Arquivo Históricoaqui – here

Arquidiocese de Fortaleza (1854)aqui – here

Arquidiocese de Diamantina (1745)aqui – here

Biblioteca Brasiliana, da Universidade de São Paulo (USP)

CURSOS SUP. DE MÚSICA / UNIVERSIDADES / CONSERVATÓRIOS

Acervos físicos de partituras. Organizamos aqui por Estado-Cidade. Se você mora em uma dessas cidades, não custa nada dar uma pesquisada nesses locais, pois esses acervos são, em sua quase totalidade, de acesso público: qualquer pessoa pode consultar. Aproveite!

AC – Rio Branco
UFAC, Universidade Federal do Acre – Base de Dados da Biblioteca

AL – Maceió
UFAL, Universidade Federal de Alagoas – Instituto de Ciências Humanas Comunicação e Arte – Base de Dados da Biblioteca

AM – Manaus
UEAM, Universidade Estadual do Amazonas – Base de Dados da Biblioteca
UFAM, Universidade Federal do Amazonas – Instituto de Ciências Humanas e Letras Base de Dados da Biblioteca

BA – Salvador
UFBA, Universidade Federal da Bahia – Escola de Música – Base de Dados da Biblioteca
UCSAL, Universidade Católica do Salvador – Base de Dados da Biblioteca

CE – Juazeiro do Norte
UFC, Universidade Federal do Ceará – Campus Cariri – Curso de Música – Base de Dados da Biblioteca

DF – Brasília
UNB, Universidade Nacional de Brasília – Instituto de Artes – Base de Dados da Biblioteca
Escola de Música de Brasília – Base de Dados da Biblioteca

ES – Vitória
Faculdade de Música do Espírito Santo “Maurício de Oliveira” – Base de Dados da Biblioteca
UFES, Universidade Federal do Espírito Santo – Base de Dados da Biblioteca

GO – Goiânia
UFG, Universidade Federal de Goiás – Escola de Música e Artes Cênicas – Base de Dados da Biblioteca

MA – São Luís
UFPA, Universidade Federal do Pará – Centro de Ciências Humanas – Base de Dados da Biblioteca
UEMA, Universidade Estadual do Maranhão – Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais – Base de Dados da Biblioteca

MG – Belo Horizonte
UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais – Base de Dados da Biblioteca
UEMG, Universidade do estado de Minas Gerais – Escola Superior de Música – Base de Dados da Biblioteca

MG – Juiz de Fora
UFJF, Universidade Federal de Juiz de Fora – Base de Dados da Biblioteca

MG – Ouro Preto
UFOP, Universidade Federal de Ouro Preto – Base de Dados da Biblioteca

MG – São João del-Rei
UFSJ, Universidade Federal de São João Del-Rei – Base de Dados da Biblioteca

MG – Uberlândia
UFU, Universidade Federal de Uberlândia – Instituto de Artes – Base de Dados da Biblioteca

MT – Cuiabá
UFMT, Universidade Federal do Mato Grosso – Instituto de Linguagens – Base de Dados da Biblioteca

MS – Campo Grande
UFMS, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – Centro de Ciências Humanas e Sociais – Base de Dados da Biblioteca

PA – Belém
UFPA, Universidade Federal do Pará – Instituto de Ciências da Arte – Base de Dados da Biblioteca
UEPA, Universidade Estadual do Pará – Centro de Ciências Sociais e Educação – Base de Dados da Biblioteca
FAP, Faculdade de Artes do Pará – Base de Dados da Biblioteca

PB – Campina Grande
UFCG, Universidade Federal de campina Grande – Base de Dados da Biblioteca

PB – João Pessoa
UFPB, Universidade Federal da Paraíba – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes – Base de Dados da Biblioteca

PE – Recife
UFPE, Universidade Federal de Pernambuco – Centro de Artes e Comunicação – Base de Dados da Biblioteca

PR – Curitiba
Escola de Música e Belas Artes do Paraná – Base de Dados da Biblioteca
PUCPR, Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Escola de Comunicação e Artes – Base de Dados da Biblioteca
UFPR, Universidade Federal do Paraná – Departamento de Artes – Base de Dados da Biblioteca

PR – Londrina
UEL, Universidade Estadual de Londrina – Base de Dados da Biblioteca

PR – Maringá
UEM, Universidade Estadual de Maringá – Base de Dados da Biblioteca

PR – Ponta Grossa
UEPG, Universidade Estadual de Ponta Grossa – Base de Dados da Biblioteca

RJ – Rio de Janeiro
Conservatório Brasileiro de Música – Base de Dados da Biblioteca
UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro – Base de dados Minerva – Base de Dados da Biblioteca
UFRJ – Biblioteca Digital da Escola de Música – Base de Dados da Biblioteca
UNIRIO, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Centro de Letras e Artes – Base de Dados da Biblioteca
Sistema de Bibliotecas do Rio de Janeiro – Base de Dados – Base de Dados da Biblioteca

RN – Mossoró
UERN, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Base de Dados da Biblioteca

RN – Natal
UFRN, Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Escola de Música – Base de Dados da Biblioteca

RO – Porto Velho
UNIR, Fundação Universidade Federal de Rondônia – Departamento de Artes – Base de Dados da Biblioteca

RS – Bagé
UNIPAMPA, Universidade Federal do Pampa – Campus Bagé – Base de Dados da Biblioteca

RS – Montenegro
UERGS, Universidade Estadual do rio Grande do Sul – Base de Dados da Biblioteca

RS – Pelotas
UFPel, Universidade Federal de Pelotas – Centro de Artes – Base de Dados da Biblioteca

RS – Santa Maria
UFSM, Universidade Federal de Santa Maria – Base de Dados da Biblioteca

SC – Florianópolis
UDESC, Universidade do Estado de Santa Catarina – Centro de Artes – Base de Dados da Biblioteca

SE – São Cristóvão
UFS – NMU – Núcleo de Música – Base de Dados da Biblioteca

SP – Campinas
Conservatório Carlos Gomes – Base de Dados da Biblioteca
UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas – Instituto de Artes – Base de Dados da Biblioteca

SP – Ribeirão Preto
USP, Universidade de São Paulo – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências de Ribeirão Preto – Base de Dados da Biblioteca

SP – Santos
Unisantos, Universidade Católica de Santos – Centro de Ciências Exatas, Artes e Humanidades – Base de Dados da Biblioteca

SP – São Carlos
UFSCar, Universidade Federal de São Carlos – Centro de Educação e Ciências Humanas – Base de Dados da Biblioteca

SP – São Paulo
EMESP, Escola de Música do Estado de São Paulo “Tom Jobim” – Base de Dados da Biblioteca
EMM, Escola Municipal de Música – Base de Dados da Biblioteca
Faculdade Santa Marcelina – Base de Dados da Biblioteca
Sistema unificado de Bibliotecas da Cidade de São Paulo – Base de Dados da Biblioteca
UNESP, Universidade Estadual Paulista – Instituto de Artes – Base de Dados da Biblioteca
USP, Universidade de São Paulo – Escola de Comunicação e Artes – Base de Dados da Biblioteca

SP – Tatuí
Conservatório Dramático e Musical de Tatuí – Base de Dados da Biblioteca

Detalhe dos anjos tocando instrumentos na pintura do forro da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto – MG. Obra de Mestre Manoel da Costa Athayde

CURTA, COMENTE, ESPALHE A NOTÍCIA, POIS DEU UM TRABALHÃO FAZER ESSA LISTA.

Avicenna & Bisnaga

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Fiesta Criolla (Latin American Orchestral Works)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Você deve estar achando que eu coloco o selo IM-PER-DÍ-VEL pra qualquer um, não é? Mas, caro usuário/ouvinte, você não faz ideia de como este álbum é uma completa delícia!

Ao olhar para a orquestra, a Württembergische Philharmonie Reutlingen, é de se pensar se a corporação teuta daria conta do molejo necessário para as peças que se propõe executar. Mas aí vemos o nome do regente, Gabriel Castagna, argentino, e tudo começa a fazer sentido, não só pelo bom movimento das obras mas também pela predominância de compositores de seu país natal.

Ele já começa impondo respeito, com o estrondoso Milongón Festivo, de Piazzolla. Estou falando disso aqui, ó:

Só essa já valeria o download, mas inicia-se a partir dela um verdadeiro desfile de sonoridades, cadências de várias partes da Argentina e também do Peru, do Brasil e da Colômbia, todas de compositores do século XX, com acordes difíceis e inteligentes, com pegada e discurso nacionalista, com fusões de ritmos populares. Obras densas, variadas que esboçam todo um mosaico cultural da América do Sul.

O CD ainda ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Música Clássica de 2012. É bom mesmo!

Guarde uma horinha para ouvir isso… E pirar!
Ouça! Ouça muito! Deleite-se! Atinja o Nirvana!

Fiesta Criolla
Latin American Orchestral Works

Astor Piazzolla
01. Milongón Festivo (arr: Gabriel Castagna)
Manuel Gómez Carrillo
02 a 05. Fiesta Criolla, em 4 movimentos
Juan José Castro
06. Arrabal de la “Sinfonía Argentina”
Manuel Gómez Carrillo
07. Rapsodia Santiagueña
Theodoro Valcárcel Caballero
08 a 11. Concierto Indio para Violín y Orquesta
Francisco Mignone
12. Congada
Guillermo Uribe Holguín
13 a 15. Tres Danzas
Alberto Williams
16. Primera Obertura de Concierto Op. 15

Nora Chastain, violino (faixas 08 a 11)
Württembergische Philharmonie Reutlingen
Gabriel Castagna, regente

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PQPShare (218Mb)

É… Quando eu disse Fiesta Criolla não era bem isso. Mas ilustra, vai…

Bisnaga

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Banda de Música, de ontem e de sempre (3 LPs) [Acervo PQPBach]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fonogramas espetaculosamente enviados pelo professor musicólogo Paulo Castagna.

Minha infância está repleta de momentos felizes nos quais havia a presença de uma banda dessas de coreto. E talvez por isso eu deseje tão intensamente dividir com vocês esta beleza de LP triplo enviado pelo professor Paulo Castagna.

Nascido em Limeira que sou, cidade do interior de São Paulo que ainda se dá ao gosto de manter duas bandas marciais que se revezam todo domingo na praça Toledo de Barros, a principal da cidade, eu cresci tendo o imenso prazer de ouvir as retretas musicais naquele lugar, numa infância que poderia usar como citação o trecho da música de Braguinha: “todo domingo havia banda no coreto do jardim” (de o gato na tuba). E como eram verdadeiras delícias essas matinas dominicais! E ainda são: quando volto para minha terra natal, (cada vez com menor frequência), gosto muito de ainda vê-las, pois as duas corporações musicais da cidade ainda continuam firmes, uma octogenária, outra sesquicentenária. O mais bonito é a cena típica de uma cidade do interior que, apesar de seus 300 mil habitantes, insiste em manter nesse ambiente aprazível e aconchegante. Ainda que a praça esteja hoje cercada de edifícios de muitos andares, ela vive! E vive mais quando tem banda: as crianças brincam, correm atrás das pombas, casais de namorados se encontram, há por vezes casais de idosos que arriscam uns passos quando a banda toca uma valsa, tem pipoqueiro e algodão-doce, tem música, tem aplausos, tem alegria e confraternização entre pessoas que às vezes nem se conhecem. E tem muita, muita música. A praça, aos domingos de manhã ainda é a sala de visitas, talvez o salão de festas, da cidade!

.o0o.

Espero que este meu depoimento pessoal tenha atiçado a vontade de vocês de ouvirem um pouco mais das músicas de bandas marciais. Este álbum é especialíssimo, pois traz 34 obras de 24 autores, que vão dos mais eruditos, compositores de música de concerto, até populares.

O primeiro LP dedica-se a peças eruditas compostas ou arranjadas para banda de medalhões da nossa música, como Carlos Gomes e Francisco Braga, ao mesmo tempo em que apresenta a influência de compositores populares da virada do século, autores de lundus e choros, caso de Anacleto de Medeiros e Henrique Alves de Mesquita, evidenciando as mudanças que estavam ocorrendo na música brasileira de então.

O segundo disco apresenta composições com elementos populares bem estabelecidos, como valsas, sambas, marchas-ranchos, schottiches, de caras como o próprio Anacleto de Medeiros, que faz a ponte com o ambiente do primeiro LP, e Pixinguinha, Donga, Sinhô, Ernesto Nazareth, Bento Mossurunga, Radamés Gnattali, terminando com o clássico dos clássicos “A Banda“, de Chico Buarque (que é um dos autores que debutam hoje aqui no PQPBach).

O último volume arremata com composições feitas especificamente para bandas de coreto, num belo trabalho de recuperação da obra de muitos autores de grande qualidade, mas que ficaram desconhecidos do grande público, em grande parte dos casos por terem dedicado suas vidas a reger e compor para as corporações musicais que comandavam. Temos aí Bernardino Joaquim de Nazareth, Augusto Nunes Coelho, José Agostinho da Fonseca, José Selaysim de Souza, Cândido Lira, Eudóxio de Oliveira Coutinho, Benedicto Silva, Antônio de Freitas Toledo, e o Mestre Vavá (Osvaldo Pinto Barbosa), responsável pelos arranjos desta pequena coleção.

É lindo! Ouça, ouça! Deleite-se!

Coreto da Praça Carlos Gomes, em Campinas (SP)

Banda de Música
de ontem e de sempre

LP01
Antônio Carlos Gomes (Campinas, SP, 1836 – Belém, PA, 1896)
01. Hino Triunfal a Camões
Anacleto de Medeiros (Rio de Janeiro, RJ 1866 – 1907)
02. Pavilhão Brasileiro
João Elias da Cunha (Niterói, RJ, 18?? – 1918)
03. Hino do Estado do Rio de Janeiro
Francisco Braga (Rio de Janeiro, 15 de abril de 1868 – 1945)
04. Episódio Sinfônico
05. Hino à Bandeira
Cincinato Ferreira de Souza (São Luís, MA, 1868 – Belém, PA, 1959)
06. Artística Paraense (abertura)
Henrique Alves de Mesquita (Rio de Janeiro, RJ, 1830 – 1906)
07. Os Beijos-de-Frade (lundu)
Isidoro Castro Assumpção (Vigia, PA, 1858 – Belém, PA, 1925)
08. Saudades de minha Terra (dobrado)
Anacleto de Medeiros (Rio de Janeiro, RJ 1866 – 1907)
09. Marcha Fúnebre N.2
Anônimo
10. Coração Santo (marcha de procissão)

LP02
Joaquim Antonio Naegele (Cantagalo, RJ, 1899 – Rio de Janeiro, RJ, 1986)
01. Ouro Negro (dobrado)
Donga (Ernesto Joaquim Maria dos Santos – Rio de Janeiro, RJ 1890 – 1974), David Nasser (Jaú, SP, 1917 – Rio de Janeiro, RJ, 1980)
02. Quando uma estrela sorri
Francisco Braga (Rio de Janeiro, 15 de abril de 1868 – 1945)
03, Saudades (valsa)
Ernesto Nazareth (Rio de Janeiro, RJ 1863 – 1934)
04. Saudades e saudades (marcha)
Anacleto de Medeiros (Rio de Janeiro, RJ 1866 – 1907)
05. Louco amor (schottisch)
Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Jr. – Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1973)
06. Saudade (marcha-rancho)
Anacleto de Medeiros (Rio de Janeiro, RJ 1866 – 1907)
07. Araribóia (dobrado)
Bento Mossurunga (Castro, PR, 1879 – Curitiba, PR, 1970)
08. Bela Morena (valsa)
Sinhô (José Barbosa da Silva – Rio de Janeiro, RJ,1888 – 1930)
09. Resposta à inveja (marcha-rancho)
Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Jr. – Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1973)
10. Esquecida (polca-marcha)
Radamés Gnattali (Porto Alegre, RS, 1906 – Rio de Janeiro, RJ, 1988)
11. Abolição (dobrado)
Chico Buarque (Rio de Janeiro, RJ, 1944)
12. A Banda (marcha-rancho)

LP03
Anônimo
01. Silvino Rodrigues (dobrado)
02. Havaneira (polca)
Bernardino Joaquim de Nazareth (Guarani, MG, 1860-1937)
03. Biza (valsa)
Augusto Nunes Coelho (Guanhães, MG, c1890 – 19??)
04. Saudades do Cauê (dobrado)
José Selaysim de Souza
05. Saudade de Abadia (valsa)
José Agostinho da Fonseca (Manaus, AM, 1886 – Santarém, PA, 1945)
06. Almofadinha (maxixe)
Anônimo
07. Cateretê
Cândido Lira (Pernambuco, 18?? – 19??)
08. Os domingos no poço (quadrilha)
Eudóxio de Oliveira Coutinho
09. Antônio (valsa)
Benedicto Silva
10. José e Ritinha brincando (polca)
Osvaldo Pinto Barbosa, Vavá (Guarabira, PB, 1933)
11. Riso no frevo (frevo)
Antônio de Freitas Toledo
12. Depois da valsa (dobrado)

A banda:
Alexandre Areal, Clarinete
Daniel Wellington de Araújo, Trompa
Dimas José Ribeiro, Tuba
Fernando Henrique Machado, Saxofone Barítono
Gedeão Lopes de Oliveira, Trompete
Gedeão Silva, Saxofone Alto
Gerino Zuza de Oliveira, Trompete
Isabela Sekeff Coutinho, Clarinete
Johnson Joanesburg Anchieta Machado, Saxofone Tenor
José Antônio da Silva Nascimento, Bombardino
José da Silveira Vilar “Pedrinho”, Caixa
José de Oliveira Monte Amado, Pratos
Marco Salvador Salustiano Donato, Bumbo
Nivaldo Francisco de Souza, Flautim
Paulo Roberto da Silva, Trombone
Raimundo Martins, Trompa
Ricardo José Dourado Freire, Clarinete
Roberto Crispim da Silva, Trompa
Luiz Gonzaga Carneiro, Regência

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PQPShare – FLAC
LP01 (255Mb), LP02 (252Mb) , LP03 e encartes (283Mb)
PQPShare – MP3
LP01 (138Mb), LP02 (141Mb) , LP03 e encartes (173Mb)

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Bisnaga

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P.Q.P.Bach, NOVE anos (e um mês) !!!

Amados usuários, ouvintes, asseclas, seguidores, fãs,

Faz um mês que este tão auspicioso blog assoprou nove velinhas, mas era tanta empolgação, tanta novidade, tanta postagem (a nossa equipe está postando em doses cavalares nesse 2015, o que é ótimo, não?) que esquecemos e o aniversário passou em branco…
É… Já faz quase uma década que nosso sumo-sacerdote, Peter Qualvoll Publizieren Bach, 21º filho do mestre supremo, começou a polinizar a beleza pela blogosfera, sendo posteriormente seguido e auxiliado por esta equipe especialíssima e dedicada.

Também nem nos demos conta que, perto do aniversário, o PQPBach atingiu 4.000 (QUATRO MIL!) postagens, e já passamos a contagem de 1.200 compositores faz tempinho…

Espero que esta trajetória, com todos os problemas que tivemos de internet e de provedores, tenha lhes proporcionado muito prazer (ui!)!
Seguimos firmes e confiantes em continuar proliferando música e descobertas sonoras para o vosso (e nosso) deleite!

P.Q.P.Bach, NOVE ANOS! (e um mês)

O Mestre!

Do humilde súdito, Bisnaga

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