Johannes Brahms (1833-1897) & Paul Hindemith (1895-1963): Quintetos para Clarinete

Johannes Brahms (1833-1897) & Paul Hindemith (1895-1963): Quintetos para Clarinete

Apenas 30 anos separam os quintetos de clarinete de Brahms e Hindemith. No entanto, as diferenças não são apenas nos temperamentos dos dois artistas, nem somente na diferença dos conceitos e das estéticas. O que os separa é todo o mundo que há entre a harmonia e a desordem. Mas não pense assim, apressado leitor, amo a ambos.

O quinteto para clarinete mais popular é o de Mozart (104 gravações), seguido pelo de Brahms (87), que é baseado no primeiro. Nenhuma outra peça nessa formação rivaliza com essa dupla em popularidade, embora a literatura inclua joias como os quintetos de Weber e Reger.

Assim como eu, Erico Verissimo amava o quinteto de Brahms, tanto que chamou sua autobiografia de Solo de Clarineta. Há toda uma lenda em torno da obra. É obra belíssima.

Já Hindemith nunca derreterá corações como Brahms, e, na verdade, seu quinteto coloca-se contra a tradição musical do pré-guerra. Ele é contemporâneo de vários dos concertos da série Kammermusiken, mas não tão bons. Longe de ser uma homenagem a Brahms, o trabalho parece exorcizar o mestre mais velho.

Brahms & Hindemith: Quintetos para Clarinete

Johannes BRAHMS (1833-1897)
Clarinet Quintet in B minor, op. 115 (1891) [37:48]
I. Allegro 13:29
II. Adagio 10:29
III. Andantino 4:28
IV. Con moto 9:21

Paul HINDEMITH (1895-1963)
Clarinet Quintet, op. 30 (1954 version) (1923/1954) [19:45]
I. Sehr lebhaft 2:12
II. Ruhig 6:35
III. Schneller Ländler 5:42
IV. Arioso. Sehr ruhig 2:55
V. Sehr lebhaft, wie im ersten Satz 2:19

Raphaël Sévère (clarinet)
Pražák Quartet

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Paul Hindemith e Darius Milhaud em uma daquelas coisas de “enfie a cabeça e tire uma foto”.

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Rachmaninov / Scriabin / Ligeti / Prokofiev: The Berlin Recital (Yuja Wang)

Rachmaninov / Scriabin / Ligeti / Prokofiev: The Berlin Recital (Yuja Wang)

Yuja Wang e Khatia Buniatishvili são livres para se vestirem como quiserem. É justo. Mas boa parte do público as conhecem mais através das pernas de uma e dos seios e costas da outra do que por suas qualidades musicais. É injusto. Wang é efetivamente uma tremenda pianista, mas creio que o mesmo não se possa dizer de Buniatishvili, uma instrumentista que aposta apenas na emoção. Para comprovar o que digo, este CD da DG venceu vários prêmios de melhor disco erudito solo de 2019. Isto é, Wang merece ser ouvida. O Ligeti e o Prokofiev dela são sensacionais. Já Rachmaninov e Scriabin são compositores tão estranhos a meu gosto que não vou falar. A 8ª Sonata de Prokofiev é notavelmente interpretada. Como Sviatoslav Richter, ela consegue integrar o poder e o lirismo que caracterizam os longos movimentos externos. Ao manter o Andante sognando estável, elegante e discreto, os toques expressivos de Wang tornam-se ainda mais significativos. Dos três Estudos de Ligeti, o Vertige é o melhor, e raramente soou tão suave e transparente.

Rachmaninov / Scriabin / Ligeti / Prokofiev: The Berlin Recital (Yuja Wang)

Sergey Vasil’yevich Rachmaninov (1873 – 1943)
1.Prelude in G Minor, Op. 23, No. 5 3:53
Études-Tableaux, Op. 39
2.No. 1 in C Minor 3:25
Études-Tableaux, Op. 33
3.No. 3 in C Minor 4:15
4.Prelude in B Minor, Op. 32, No. 105:32

Alexander Scriabin (1872 – 1915)
5.Piano Sonata No. 10, Op. 70 11:44

György Ligeti (1923 – 2006)
Études pour piano
6.No. 3 “Touches bloquées” 1:53
Études pour piano
7.No. 9 “Vertige” 2:39
Études pour piano
8.No. 1 “Désordre” 2:35

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)
Piano Sonata No. 8 in B-Flat Major, Op. 84
9.1. Andante dolce 13:49
10.2. Andante sognando 4:39
11.3. Vivace 10:46

Yuja Wang, piano

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Yuja Wang: excelente pianista que aposta no seu par de pernas

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Jean-Baptiste Lully (1632-1687): Symphonies, Ouvertures & Airs À Jouer

Jean-Baptiste Lully (1632-1687): Symphonies, Ouvertures & Airs À Jouer

A orquestra de Savall… Nada pode sair ruim com um time desses. Grande disco. Como caminho de fones e é verão, acelerava meus passos conforme o ritmo das muitas danças deste disco. Lully era dançarino, dançava e faz ainda dançar. Resultado: cheguei suando como um porco no trabalho.

Jean-Baptiste de Lully, nascido Giovanni Battista Lulli (Florença, 28 de novembro de 1632 – Paris, 22 de março de 1687), foi um compositor italiano, naturalizado francês. Passou a maior parte da vida trabalhando na corte de Luís XIV . Compositor prolixo, seu estilo foi largamente imitado na Europa. Casou-se com Madeleine Lambert, filha do compositor Michel Lambert. Considerado mestre do barroco francês, tornou-se súdito francês em 1661. Começou a trabalhar para Luís XIV da França no final de 1652 e início de 1653, como dançarino. Compôs algumas das músicas para o Ballet de la nuit, agradando imensamente ao rei. Foi nomeado compositor de músicas instrumentais do rei, conduzindo vinte e quatro violinos da Grande Bande. Cansado com a falta de disciplina da Grande Bande e com a autorização do rei, formou os Petits Violons. Lully compôs muitos balés para o Rei durante as décadas de 1650 e 1660, nos quais o Rei e Lully dançaram. Teve também um tremendo sucesso compondo a música para as comédias de Molière, incluindo Le Mariage forcé (1664), L’Amour médecin (1665) e Le Bourgeois gentilhomme (1670). Quando conheceu Molière, Lully formou o Comédie-ballet. Entretanto, o interesse de Luís XIV pelo balé foi diminuindo com o passar dos anos, e suas habilidades para a dança declinaram (sua última performance foi em 1670) e então Lully dedicou-se inteiramente à ópera. Ele comprou o privilégio para a ópera de Pierre Perrin e com o apoio de Jean-Baptiste Colbert e do próprio Rei, criou um novo privilégio, que dada exclusivamente a Lully o controle completo de toda música apresentada na França, até sua morte,quando morreu de gangrena em 1687. Era conhecido por ser um libertino. Em 1661, em cartas de naturalização e em seu contrato de casamento com Madeleine Lambert, filha do seu amigo e companheiro Michel Lambert, Giovanni Battista Lulli declarou-se como “Jean-Baptiste de Lully” filho de “Laurent de Lully, cavalheiro florentino”. Em 8 de janeiro de 1687, Lully estava conduzindo um Te Deum em honra de Luís XIV, recém recuperado de uma doença. O compositor marcava o tempo, batendo com um grande bastão (o precursor da Batuta) no chão, como era usual nesse período, quando atingiu o próprio pé, provocando uma infecção. Essa ferida evoluiu para uma gangrena, mas Lully recusou-se a amputar o pé. Acho que o compreendo. Em consequência, acabou morrendo em 22 de março de 1687. Ele deixou sua última ópera, Achille et Polyxène inacabada. Seus dois filhos, Jean-Louis Lully e Louis Lully também tiveram uma carreira musical na corte.

Jean-Baptiste Lully (1632-1687): Symphonies, Ouvertures & Airs À Jouer

1ère Suite: Le Bourgeois Gentilhomme, 1670
1 Ouverture 2:59
2 Gavotte 1:41
3 Canaries 1:16
4 Marche Pour La Cérémonie Turque 2:03
5 1er Air Des Espagnols: Sarabande 2:08
6 2ème Air Des Espagnols: Gigue 1:12
7 L’Entrée Des Scaramouches, Trivelins Et Arlequins 2:33
8 Chaconne Des Scaramouches, Trivelins Et Arlequins 3:30

2ème Suite: Le Divertissement Royal, 1664-1670
9 Danse De Neptune 1:36
10 Les Suivants De Neptune 1:46
11 Prélude Des Trompettes 1:44
12 Les Hommes Et Femmes Armés 1:54
13 Rondeau Du Mariage Forcé (1664) 2:31
14 Second Air (Le Mariage Forcé) 2:36
15 Bourrée Du Mariage Forcé (1664) 1:52
16 Bourrée Du Divertissement De Chambord (1669) 1:25
17 Symphonie Des Plaisirs 3:06
18 Les Esclaves 1:38
19 Menuet Pour Les Trompettes 1:41

3ème Suite: Alceste, 1674
20 Marche Des Combattans 2:36
21 Menuet 1:49
22 Loure Pour Les Pêcheurs 1:31
23 Echos 1:02
24 Rondeau De La Gloire 1:13
25 La Pompe Funèbre 3:24
26 Rondeau Pour La Fête Marine 2:30
27 Les Vents 1:15
28 La Fête Infernale: 1er Air 1:19
29 2ème Air: Les Démons 3:28
30 Marche Des Assiégeants 1:12

31 Chaconne De’ L’Amour Médecin (1665) 3:32

Bassoon – Claude Wassmer, Josep Borràs
Cello [Basse De Violon] – Antoine Ladrette, Claire Giardelli, Detmar Leertower, Laura Folch, Michel Murgier
Contrabass – Richard Myron, Xavier Puertas
Flute [Flûte Traversière] – Charles Zebley, Frank Theuns, Marc Hantaï
Oboe [Hautbois] – Alessandro Piqué*, Alfredo Bernardini, Ann Vanlancker, Marcel Ponseele, Paolo Grazzi, Taka Kitazato, Xavier Blanch
Percussion, Timbales – Michèle Claude, Pedro Estevan
Theorbo [Théorbe], Guitar [Guitare] – Rolf Lislevand, Xavier Díaz*
Trumpet [Trompette] – Guy Ferber, Pascal Geay, Roland Callmar
Viola [Hautes-contre De Violon] – Angelo Bartoletti, Giovanni De Rosa, Judit Földes, Martín Barrera
Viola da Gamba [Viole De Gambe] – Eunice Brandao, Sergi Casademunt, Sophie Watillon
Violin [Dessus De Violon] – Alba Roca, Davide Amodio, Helène Plouffe, Lydia Cevidalli, Mauro Lopes*, Santi Aubert, Silvia Mondino
Violin [Premier Violon], Concertmaster – Manfredo Kraemer
Violin [Violon Il] – Pablo Valetti
Orchestra – Le Concert Des Nations
Jordi Savall

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Béla Bartók (1881-1945): Os Quartetos de Cordas

Béla Bartók (1881-1945): Os Quartetos de Cordas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vocês podem ficar com as musiquinhas de vocês, mas digo-vos: as maiores obras do século XX são os 6 Quartetos de Béla Bartók. E tenho dito! Os quartetos do leste europeu são os campeões neste repertório, mas estou ouvindo o inglês Belcea Quartet e é muito bom, com aqueles momentos de selvageria e aspereza bem calibrados.

Putz, acabo de descobrir que a líder do quarteto, Corina Belcea-Fisher, é romena…

Erico Verissimo amava esses quartetos, porém durante a Guerra do Vietnam, disse que não conseguia mais ouvi-los, pois eles lhe evocavam um mundo rumando para a destruição. Imagine se ele estivesse vivo, vendo todo o descaso das pessoas em relação à educação às mudanças climáticas. O grupo dos quartetos de cordas de Bartók é  uma das três  pedras fundamentais do repertório para esta formação. Eles se comunicam entre si em vários níveis. Sejam vistos como um ciclo ou como seis obras individuais, continuam sendo obras-primas do design formal, sendo cada trecho claramente parte de um grande plano. Eles podem ser misteriosos, íntimos, inovadores, transcendentes, francos ou terrenos, enquanto sua infinita sutileza merece estudos e louvores de toda uma vida. Os jovens embaixadores musicais do Belcea Quartet tocaram todos os quartetos de Bartók nos últimos meses e eles continuarão a aparecer fortemente em sua agenda de turnês. O ciclo completo foi apresentado no Wigmore Hall e a interpretação desses quartetos realmente capta a atenção dos ouvintes. O quarteto comentou: “Quanto mais nos envolvemos nessas obras, mais beleza e riqueza descobrimos nelas e esperamos que esse apelo ainda aumente no futuro. porque definitivamente consideramos esses quartetos as maiores obras-primas do século passado”. O 1º Quarteto é o mais romântico em espírito e na verdade abriga uma história de amor. Ele marca uma retirada afetuosa de um fin-de-siécle romântico tardio. O 2º (1915-1917) leva-nos de alguma maneira em direção ao Bartók corajoso e contundente do meio da década de 1920. Em 1927, Bartók, um excelente pianista, estava desfrutando de uma carreira de concertos mundiais e ia absorvendo o que esse mundo tinha a oferecer. Uma influência provável foi a Suíte Lírica de Alban Berg, uma obra-prima com uma infinidade de complexidades. O 3º Quarteto de Bartók parece imitar uma rapsódia húngara (a alternância de música rápida e lenta), enquanto pega pequenas células temáticas e as transforma em ninhos de fervilhante de atividade musical. Os próximos dois quartetos de Bartók são escritos de maneira não convencional em cinco movimentos e em desenho simétrico, semelhante a um arco. O 4º (1928) tem em seu centro um exemplo evocativo, embora austero, da “música noturna” de Bartók que se abre com um solo de violoncelo, que imita o canto dos pássaros. O 2º e 4º movimentos deste quarteto são scherzi. O 5º Quarteto (1934) é construído em uma escala muito maior. Bartók modifica a forma do arco colocando um scherzo no centro, um movimento de dança sincopada no ritmo búlgaro, cercado de dois movimentos lentos (2º e 4º) usando sequências de acordes semelhantes. O ar de tristeza infindável que paira sobre o último quarteto de Bartók (1938) reflete não apenas uma Europa doente, mas também uma tragédia pessoal: a jornada de sua mãe rumo à morte terminaria em dezembro de 1939. Todos os quatro movimentos se abrem com um mesto. Nunca um ciclo de quartetos terminou tão inequivocamente ou soou um aviso mais verdadeiro.

Béla Bartók (1881-1945): Os Quartetos de Cordas 1-6

CD1:
1. String Quartet No. 1 in A minor, Sz. 40, BB 52 (Op. 7): 1. Lento
2. String Quartet No. 1 in A minor, Sz. 40, BB 52 (Op. 7): 2. Allegretto
3. String Quartet No. 1 in A minor, Sz. 40, BB 52 (Op. 7): 3. Introduzione (Allegro) – Allegro vivace

4. String Quartet No. 3 in C sharp major, Sz. 85, BB 93: 1. Prima parte: Moderato
5. String Quartet No. 3 in C sharp major, Sz. 85, BB 93: 2. Seconda parte: Allegro
6. String Quartet No. 3 in C sharp major, Sz. 85, BB 93: 3. Ricapitolazione dell prima parte: Moderato – Coda: Allegro molto

7. String Quartet No. 5 in B flat major, Sz. 102, BB 110: 1. Allegro
8. String Quartet No. 5 in B flat major, Sz. 102, BB 110: 2. Adagio molto
9. String Quartet No. 5 in B flat major, Sz. 102, BB 110: 3. Scherzo (Alla bulgarese) – Trio
10. String Quartet No. 5 in B flat major, Sz. 102, BB 110: 4. Andante
11. String Quartet No. 5 in B flat major, Sz. 102, BB 110: 5. Finale (Allegro vivace)

CD2:
1. String Quartet No. 2 in A minor, Sz. 67, BB 75 (Op. 17): 1. Moderato
2. String Quartet No. 2 in A minor, Sz. 67, BB 75 (Op. 17): 2. Allegro molto capriccioso
3. String Quartet No. 2 in A minor, Sz. 67, BB 75 (Op. 17): 3. Lento

4. String Quartet No. 4 in C major, Sz. 91, BB 95: 1. Allegro
5. String Quartet No. 4 in C major, Sz. 91, BB 95: 2. Prestissimo, con sordino
6. String Quartet No. 4 in C major, Sz. 91, BB 95: 3. Non troppo lento
7. String Quartet No. 4 in C major, Sz. 91, BB 95: 4. Allegretto pizzicato
8. String Quartet No. 4 in C major, Sz. 91, BB 95: 5. Allegro molto

9. String Quartet No. 6 in D major, Sz. 114, BB 119: 1. Mesto – Vivace
10. String Quartet No. 6 in D major, Sz. 114, BB 119: 2. Mesto – Marcia
11. String Quartet No. 6 in D major, Sz. 114, BB 119: 3. Mesto – Burletta (Moderato)
12. String Quartet No. 6 in D major, Sz. 114, BB 119: 4. Mesto

Belcea Quartet:
Corina Belcea-Fisher, violino
Laura Samuel, violino
Krzysztof Chorzelski, viola
Antoine Lederlin, violoncelo

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Quem seria?

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Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violino, Percussão e Orquestra de Cordas, Op. 80

Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violino, Percussão e Orquestra de Cordas, Op. 80

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vi Sebastian Bohren em ação no Piano Salon Christophori, em Berlim. (Como se pode descrever este lugar? O Piano Salon Christophori é uma espécie de garagem, na verdade uma ex-fábrica de pianos. Imagine uma garagem semi-abandonada, imagine que ela seja utilizada como sala de concertos e centro cultural, decorada com parte de pianos penduradas nas paredes, quadros, cadeiras, velhos sofás e lustres pendurados por correntes. E que tenha uma bela acústica. É mais ou menos isso). Bem, foi uma apresentação impressionante de Bohren. Trata-se de um extraordinário violinista de habilidade, musicalidade e sonoridade espetaculares. Esta versão da sonata para violino solo, orquestra de cordas e percussão foi uma iniciativa dele. A transcrição do Op. 80 de Prokofiev foi encomendada a Andrei Pushkarev, percussionista da “Kremerata Baltica” de Gidon Kremer, um arranjador talentoso cujos arranjos podem ser encontrados no repertório de inúmeros músicos. Esta Sonata é absolutamente esplêndida, ficando entre o sublime, a tristeza e o agressivo. Ela foi escrita entre 1938 e 1946 e completada dois anos após a Sonata para Violino Nº 2. É uma das obras mais sombrias do compositor e Prokofiev recebeu o prêmio Stalin de 1947 por ela. O disco é, sim, imperdível.

Violin Sonata No. 1 in F Minor, Op 80 (Sonata for Violin, Percussion and String Orchestra (Live)
I. Andante assai (Arr. for Violin, Percussion and String Orchestra) [Live] 7:10
II. Allegro brusco (Arr. for Violin, Percussion and String Orchestra) [Live] 7:12
III. Andante (Arr. for Violin, Percussion and String Orchestra) [Live] 8:45
4 IV. Allegrissimo (Arr. for Violin, Percussion and String Orchestra) [Live] 8:57

Sebastian Bohren
Georgian Chamber Orchestra

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O excelente Sebastian Bohren

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François Couperin (1668-1733): Les Nations / Jean-Féry Rebel (1666-1747): Les caractères de la danse

François Couperin (1668-1733): Les Nations / Jean-Féry Rebel (1666-1747): Les caractères de la danse

Não é um grande disco, é um bom disco. Jean-Féry Rebel é um dos compositores barrocos franceses mais fascinantes. Sua suíte Les elements inclui um acorde dissonante e pioneiro de 12 notas. Nenhuma dissonância atonal ocorre aqui em seu mais educado Les caractères de la danse, uma suíte de danças populares que fazem alusões a canções favorita da época. A música é leve em comparação com a riqueza das suítes elaboradas por Couperin em Les Nations, representando os gostos francês e espanhol em uma sequência de movimentos de dança, cada um incluindo uma fina e nobre Passacaille. Mas, sabem?, prefiro os 9 minutinhos de Rebel à quase uma hora de Couperin. O Florilegium é ótimo, com duas flautas particularmente bem equilibradas.

Francois Couperin (1668-1733): Les Nations / Jean-Féry Rebel (1666-1747): Les caractères de la danse

Francois Couperin
1. Les Nations Premiere Ordre_La Francoise – Sonate – Couperin 07:08
2. Les Nations Premiere Ordre_La Francoise – Suite – Couperin 03:45
3. Les Nations Premiere Ordre_La Francoise – Courante – Couperin 01:35
4. Les Nations Premiere Ordre_La Francoise – Seconde courante – Couperin 02:14
5. Les Nations Premiere Ordre_La Francoise – Sarabande – Couperin 02:19
6. Les Nations Premiere Ordre_La Francoise – Gigue – Couperin 01:16
7. Les Nations Premiere Ordre_La Francoise – Chacone ou Passacaille – Couperin 02:52
8. Les Nations Premiere Ordre_La Francoise – Gavotte – Couperin 00:58
9. Les Nations Premiere Ordre_La Francoise – Menuet – Couperin 01:12

10. Les Nations Deuxieme Ordre_ L’Espagnole – Sonate – Couperin 08:47
11. Les Nations Deuxieme Ordre_ L’Espagnole – Suite – Couperin 02:51
12. Les Nations Deuxieme Ordre_ L’Espagnole – Courante – Couperin 03:23
13. Les Nations Deuxieme Ordre_ L’Espagnole – Seconde Courante – Couperin 01:44
14. Les Nations Deuxieme Ordre_ L’Espagnole – Sarabande – Couperin 02:45
15. Les Nations Deuxieme Ordre_ L’Espagnole – Gigue Louree – Couperin 02:21
16. Les Nations Deuxieme Ordre_ L’Espagnole – Gavotte – Couperin 01:01
17. Les Nations Deuxieme Ordre_ L’Espagnole – Rondeau – Couperin 02:39
18. Les Nations Deuxieme Ordre_ L’Espagnole – Bouree – Couperin 00:50
19. Les Nations Deuxieme Ordre_ L’Espagnole – Double de la Bouree prededente – Couperin 01:37
20. Les Nations Deuxieme Ordre_ L’Espagnole – Passacaille – Couperin 04:47

Jean-Féry Rebel
21. Les Caracteres de la danse – Rebel 09:12

Florilegium Chamber Ensemble

Total time: 65:24

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As danças muito gentis e estudadas da Corte Francesa pré-corte… de cabeças.

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Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Sonatas para Violino, Op. 2, Nos. 1-6

Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Sonatas para Violino, Op. 2, Nos. 1-6

As atraentes Sonatas para Violino Op. 2 de Vivaldi eram extremamente populares em sua época. Foram muito publicadas e rearranjadas para outras combinações de instrumentos. As seis primeiras são apresentados aqui em sua forma original pela excelente Elizabeth Wallfisch, elegantemente apoiada por Richard Tunnicliffe e Malcolm Proud. O disco é bom em razão dos excelentes instrumentistas. Não fiquei muito entusiasmado pelo repertório.

Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Sonatas para Violino, Op. 2, Nos. 1-6

1. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Preludio: Andante
2. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Giga: Allegro
3. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Sarabanda: Largo
4. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Corrente: Presto

5. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Preludio a capriccio – Presto
6. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Corrente: Allegro
7. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Adagio
8. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Giga: Allegro
9. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Pastorale ad libitum

10. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Preludio: Andante
11. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Corrente: Allegro
12. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Adagio
13. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Giga: Allegro

14. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Andante
15. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Allemanda: Allegro
16. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Sarabanda: Andante
17. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Corrente: Presto

18. Sonata for violin & continuo in B minor, Op. 2/5, RV 36: Preludio: Andante
19. Sonata for violin & continuo in B minor, Op. 2/5, RV 36: Corrente: Allegro
20. Sonata for violin & continuo in B minor, Op. 2/5, RV 36: Giga: Presto

21. Sonata for violin & continuo in C major, Op. 2/6, RV 1: Preludio: Andante
22. Sonata for violin & continuo in C major, Op. 2/6, RV 1: Allemanda: Presto
23. Sonata for violin & continuo in C major, Op. 2/6, RV 1: Giga: Allegro

Elizabeth Wallfisch (violin)
Richard Tunnicliffe (cello)
Malcolm Proud (harpsichord)

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Elizabeth Wallfisch exibe seu belo sorriso na Sala de Imanência e Transcendência da Sede de Gala da PQP Bach Corporation

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Zbigniew Preisner (1955): Requiem for my friend

POSTADO ORIGINALMENTE POR PQP BACH EM 26/7/2009, RESTAURADO POR VASSILY EM 12/1/2020 PARA ENCERRAR UM MINIFESTIVAL PREISNER

Faço coro aqui ao patrão PQP: a primeira obra de Preisner composta especificamente para as salas de concerto resulta num CD médio. A primeira parte é mais interessante, com seu conjunto instrumental e vocal enxuto e um sabor quase folclórico, particularmente no Lux Aeterna, meu movimento favorito. A segunda parte, “Life”, que dá a sensação de ter sido composta apenas para completar o CD, usa recursos maiores e também me pareceu  uma trilha sonora sem filme [Vassily]

É um CD médio. Não me impressionou muito. Parece uma trilha sonora sem filme.

Requiem for My Friend, for solo voices, string quartet, double bass, organ & percussion

1. Officium
2. Kyrie Eleison
3. Dies Irae
4. Offertorium
5. Sanctus
6. Agnus Dei
7. Lux Aeterna
8. Lacrimosaa
9. Epitaphium
10. The Beginning: Meeting
11. Discovering The World
12. Love
13. Destiny: Kai Kairos
14. Apocalypse: Ascende Huc
15. Veni Et Vidi
16. Qui Erat Et Qui Est
17. Lacrimosa-Day Of Tears
18. Postscriptum: Prayer

Piotr Janosik
Jacek Kaspszyk
Leszek Mozdzer
Elzbieta Towarnicka
Piotr Kusiewicz
Lukasz Syrnicki
Arkadiusz Kubica
Marek Mós
Roman Rewakowicz
Jacek Kaspszyk
Elzbieta Towarnicka

Warsaw Chamber Choir
Sinfonia Varsovia
Zbigniew Preisner

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PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Missa em Si Menor (versão de Karl Richter)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Missa em Si Menor (versão de Karl Richter)

Eu estava no Rio de Janeiro em fevereiro de 1981 quando abri o Jornal do Brasil e dei de cara com a manchete do Caderno B: “Morre o mensageiro de Bach”. Como eu, PQP, estava ali, lendo o jornal, o morto só podia ser Karl Richter ou Gustav Leonhardt. Era Karl Richter (1926-1981) e a manchete era justa. Para os de minha geração, Karl Richter e sua Orquestra Bach de Munique eram a garantia do melhor Bach. Ele morreu quando as performances com instrumentos históricos estavam engatinhando. Tinha uma forma excessivamente romântica de dirigir seus músicos absolutamente fantásticos e eu já tinha comprado em 1975 a gravação decisiva em meu amor pelas interpretações autênticas: os Concertos de Brandenburgo pelo Collegium Aureum com direção de Franzjosef Maier (violinista) e que tinha um cravista que vou contar para vocês… Era apenas Gustav Leonhardt. Eu estava sendo apresentado a ele naquela gravação e ele fazia misérias no Concerto Nº 5. Mas, voltando a Karl Richter, ele ainda era em 1981 o mais bachiano de todos os músicos vivos e tinha sido vitimado por um reles ataque cardíaco aos 54 anos. Hoje, ouvindo novamente sua gravação da Missa, realizada em 1962 porém com som que parece ter sido gravado ontem, a emoção do primeiro Bach que ouvi retornou mais ou menos como se fosse o primeiro sutiã da propaganda.

Uma das maiores burrices que um ser humano pode cometer é a de não mudar de opinião. Hoje, eu acho esta versão muito ruim. Ela é patchy, uma colcha de retalhos às vezes estranhos um ao outro, mas há a excepcional participação de Hertha Töpper no Agnus Dei e o melhor Cum Sancto Spiritu que já ouvi. Algo arrebatador.

Johann Sebastian Bach – Missa em Si Menor – BWV 232

CD1

1-01 Missa: Kyrie: Kyrie eleison
1-02 Missa: Kyrie: Christe eleison
1-03 Missa: Kyrie: Kyrie eleison
1-04 Missa: Gloria: Gloria in excelsis Deo
1-05 Et in terra pax
1-06 Missa: Gloria: Laudamus te
1-07 Missa: Gloria: Gratias agimus tibi
1-08 Missa: Gloria: Domine Deus
1-09 Missa: Gloria: Qui tollis
1-10 Missa: Gloria: Qui Sedes
1-11 Missa: Gloria: Quoniam tu solus
1-12 Missa: Gloria: Cum Sancto Spiritu

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – CD 1

CD2

2-01 Symbolum Nicenum: Credo: Credo in unum Deum
2-02 Symbolum Nicenum: Credo: Patrem omnipotentem
2-03 Symbolum Nicenum: Credo: Et in unum Dominum
2-04 Symbolum Nicenum: Credo: Et incarnatus est
2-05 Symbolum Nicenum: Credo: Crucifixus
2-06 Symbolum Nicenum: Credo: Et resurrexit
2-07 Symbolum Nicenum: Credo: Et in Spiritum
2-08 Symbolum Nicenum: Credo: Confiteor
2-09 Symbolum Nicenum: Credo: Ex expecto
2-10 Sanctus: Sanctus
2-11 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Osanna
2-12 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem Benedictus
2-13 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Osanna
2-14 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Agnus Dei
2-15 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Dona nobis pacem

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Maria Stader, soprano
Hertha Töpper, contralto
Ernst Haefliger, tenor
Dietrich Fischer-Dieskau, baixo
Kieth Engen, baixo
Coro Bach de Munique
Orquestra Bach de Munique
Karl Richter

PQP

John Blow (1649-1708): Ode pela morte do Sr. Henry Purcell / Venus & Adonis

John Blow (1649-1708): Ode pela morte do Sr. Henry Purcell / Venus & Adonis

IM-PER-DÍ-VEL !!!

É, amigo. His name is Blow, John Blow Job. Um excelente compositor. Os dois CDs que postamos são dignos dos maiores elogios, mas meu amor maior vai para a pequena ópera em três atos Venus & Adonis. Um Blow job de primeira realizado por René Jacobs, a extraordinária Orchestra of the Age of Enlightenment e um time supimpa de solistas.

O coral infantil — sem piadas aqui, a fim de evitar a pedofilia — tem maravilhosa participação. Mas cá para nós, os dois CDs são maravilhosos. É daquelas coisas que a gente ouve e sai feliz, entendem? Pois é, amigo. His name is Blow, John Blow.

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John Blow – An Ode on the Death of Mr. Henry Purcell

Purcell:
1. Sweetness of nature (countertenors I & II) from Love’s goddess sure: Birthday ode for Queen Mary, 1692  3:18
Blow:
2. Sonata a 2 in A major   6:07
Purcell:
3. Here let my life  2:44
Blow:
4. Ground a 2 in D major  3:10
Purcell:
5. Orpheus Britannicus – Music for a while Z583  4:00
Blow:
6. Suite in G major for Harpsichord : Fugue  3:11
Purcell:
7. In vain the am’rous flute from St Cecilia’s Day Ode, ‘Hail, bright Cecilia’ Z328 5:30
Blow:
8. Suite in G major for Harpsichord : Prelude  0:56
9. Suite in G major for Harpsichord : Almand 3:13
10. Suite in G major for Harpsichord : Gavot 1:08
11. Morlake Ground  4:08
12. A Ground in D 4:12
13. An Ode on the death of Mr. Henry Purcell 22:34

Gerard Lesne, alto
Steve Dugardin, alto
La Canzona:
Pierre Hamon, flute a bec
Sebastien Marq, flute a bec
Elisabeth Joyé, clavecin & orgue
Philippe Pierlot, viole de gambe
Vincent Dumestre, theorbe

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John Blow – Venus & Adonis

A Masque for the Entertainment of the King
Un Masque pour le divertissement du Roi
Ein unterhaltsames Maskenspiel fur den Konig

1. Venus and Adonis, masque: Overture
2. Venus and Adonis, masque: Prologue. Behold my arrows and my bow
3. Venus and Adonis, masque: Prologue. Come shepherds all
4. Venus and Adonis, masque: Prologue. Courtiers there is no faith in you
5. Venus and Adonis, masque: Prologue. In these sweet groves
6. Venus and Adonis, masque: Prologue. Cupid’s Entry
7. Venus and Adonis, masque: Act 1. The Act tune
8. Venus and Adonis, masque: Act 1. Venus! Adonis!
9. Venus and Adonis, masque: Act 1. Hark, hark the rural music sounds
10. Venus and Adonis, masque: Act 1. Adonis will not hunt today
11. Venus and Adonis, masque: Act 1. Come, follow the noblest game
12. Venus and Adonis, masque: Act 1. Entry: A dance by a Huntsman
13. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Act tune
14. Venus and Adonis, masque: Act 2. You place with such delightful care
15. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Cupid’s lesson: The insolent, the arrogant
16. Venus and Adonis, masque: Act 2. Choose for the formal fool
17. Venus and Adonis, masque: Act 2. A dance of Cupids
18. Venus and Adonis, masque: Act 2. Call the Graces
19. Venus and Adonis, masque: Act 2. Mortals below, Cupids above
20. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Graces’ Dance
21. Venus and Adonis, masque: Act 2. Gavatt
22. Venus and Adonis, masque: Act 2. Sarabrand for the Graces
23. Venus and Adonis, masque: Act 2. A Ground
24. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Act tune
25. Venus and Adonis, masque: Act 3. Adonis, uncall’d for sighs
26. Venus and Adonis, masque: Act 3. With solemn pomp let mourning Cupids bear
27. Venus and Adonis, masque: Act 3. Mourn for thy servant

Venus: Rosemary Joshua (Soprano)
Adonis: Gerald Finley (Baritone)
Cupid: Robin Blaze (Countertenor)
Shepherdess: Maria Cristina Kiehr (Soprano)
Shepherds:
Christopher Josey (Countertenor)
John Bowen (Tenor)
Jonathan Brown (Basse)

Clare College Chapel Choir
dir. Timothy Brown

Orchestra of the Age of Enlightenment
dir. René Jacobs

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PQP

J. Haydn (1732-1809): Sonatas para Piano

J. Haydn (1732-1809): Sonatas para Piano

timof

Este arquivo é uma imagem de um LP soviético da grande Lubov Timofeyeva. Vale a pena baixar, sim. É uma excelente pianista que valoriza as belas e nada complexas sonatas do mestre Haydn. Eu? Gosto muito. Brendel rende ainda mais neste repertório, é muito mais manhoso, marrento e sutil. À Timofeyeva talvez falte algum bordel, mas mesmo assim ela desempenha maravilhosamente. Experimente!

J. Haydn (1732-1809): Sonatas para Piano

Piano Sonata in G major Hob.XVI No.8 (No.1)
1. Allegro 2. Menuet 3. Andante 4. Allegro

Piano Sonata in C major Hob.XVI No.7 (No.2)
1. Allegro moderato 2. Menuet 3. Finale (Allegro)

Piano Sonata in F major Hob.XVI No.9 (No.3)
1. Allegro 2. Menuet 3. Scherzo (Allegro)

Piano Sonata in G major Hob.XVI G 1 (No.4)
1. Allegro 2. Menuetto 3. Finale (Presto)

Piano Sonata in G major Hob.XVI No.11 (No.5)
1. Presto 2. Andante 3. Menuet

Piano Sonata in C major Hob.XVI No.10 (No.6)
1. Moderato 2. Menuet 3. Finale (Presto)

Piano Sonata in D major Hob.XVII D 1 (No.7)
1. Moderato 2. Menuet 3. Finale (Allegro)

Lubov Timofeyeva, piano

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Haydn em pose bem idiota.

 

PQP

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia Nº 1 & En Saga

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia Nº 1 & En Saga

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O cabeludo maestro finlandês Santtu-Matias Rouvali vem ganhando reconhecimento na Escandinávia e na Grã-Bretanha por grandes leituras dramáticas que muitas vezes trazem algo de novo a trabalhos familiares, como a dupla de peças orquestrais de Sibelius ouvidas neste disco da Alpha. A Sinfonia Nº 1 em Mi menor, op. 39 é obviamente descrita como tchaikovskiana e, de fato, há uma abundância de músicas amplas e levemente melancólicas que lembram o compositor. Mas Rouvali, líder da Sinfônica de Gotemburgo (da qual ele foi recentemente nomeado maestro titular), concentra-se em elementos mais finlandeses do que russos. Prova é o primeiro movimento, onde o lirismo tchaikovskiano dá lugar a uma passagem tumultuada, onde cada harmonia parece arrancada da anterior de uma maneira muito característica de Sibelius. A leitura de Rouvali é emocionante. O poema sinfônico En saga, Op. 9, é uma obra-prima que, em mãos inferiores, poderia tornar-se uma porcaria, mas que ficou enérgico e envolvente nas mãos de Rouvali. É para prestar atenção a este Santtu-Matias Rouvali. Ele sabe o que faz.

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia Nº 1 & En Saga

Symphony No. 1 in E minor, Op. 39
1 I. Andante Ma Non Troppo – Allegro Energico 11:27
2 II. Andante (Ma Non Troppo Lento) 09:13
3 III. Scherzo: Allegro 05:28
4 IV. Finale: Andante – Allegro Molto – Andante Assai – Allegro Molto Come Prima – Andante 13:32

5 En Saga, Op. 9 19:01

Gothenburg Symphony Orchestra
Santtu-Matias Rouvali

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Com esses cabelos, Santtu está mais para Anjju.

PQP

Böhm / Buxtehude / Händel / Mattheson / Pauset / Scheidemann / Telemann / Weckmann: Hamburg 1734

Böhm / Buxtehude / Händel / Mattheson / Pauset / Scheidemann / Telemann / Weckmann: Hamburg 1734

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Se você duvida que este disco seja a maior das extravagâncias, ouça direto os dois primeiros movimentos da Suíte Alster. Ou ela inteira, claro.

Hamburgo, 1734. O mais doido dos construtores de cravo, Hieronymus Albrecht Hass, criou um instrumento cuja sonoridade foi inspirada pela variedade e amplitude do órgão. Aqui, numa cópia deste cravo único, Andreas Staier interpreta obras dos melhores compositores que foram atraídos para a cidade por Hass. O resultado é uma profusão de cores. O cravista Staier é um mestre. E um cara corajoso, senão certamente evitaria tamanha anarquia.

Ouça e se SURPREENDA.

Georg Friedrich Haendel (1685-1759)

1. Chaconne

Georg Phillipp Telemann (1681-1767)
Ouverture burlesque (aus “Der Getreue Music-Meister)
2. Ouverture à la Polonoise
3. Loure
4. Gavotte en Rondeau
5. Bourrée
6. Menuet
7. Giga

Dietrich Buxtehude (1637-1707)
8. Praeludium & Fuga

Johann Mattheson (1681-1764)
Aus “Grosse General-Bass-Schule”
9. Der Ober-Classe Dreizehntes Prob-Stück
10. Der Ober-Classe Siebendes Prob-Stück

Georg Böhm (1661-1733)
11. Praeludium, Fuga & Postludium

Georg Phillipp Telemann (1681-1767)
Aus “Hamburger Ebb und Fluth” – transcription Andreas Staier
12. Loure. Der verliebte Neptunus
13. Bourrée. Die erwachende Thetis
14. Gavotte. Die spielenden Najaden
15. Harlequinade. Der schertzende Tritonus
16. Gigue. Ebbe und Fluth

Matthias Weckmann (c.1619-1674)
17. Toccata IV

Heinrich Scheidemann (1595-1663)
18. Pavana Lachrymae

Georg Phillipp Telemann (1681-1767)
Aus der “Alster-Ouvertüre” – transcription Andreas Staier
19. Die Hamburgischen Glockenspiele
20. Die concertierende Frösche und Krähen
21. Der Schwanen Gesang
22. Der Alster Schäffer Dorf Music

Brice Pauset (b. 1965)
23. Entrée

Andreas Staier
Christine Schornsheim

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Andreas Staier: baita CD, anárquico.

PQP

Dvořák: Quarteto Americano / Borodin: Quarteto Nº 2 / Shostakovich: Quarteto Nº 8

Dvořák: Quarteto Americano / Borodin: Quarteto Nº 2 / Shostakovich: Quarteto Nº 8

Choque. No dia 26 de setembro de 2012, PQP Bach postou Dvořák. Sim, mas é por motivos nobres. Em primeiro lugar, não tenho problemas em opinar que o Quarteto Americano é uma boa composição. Gosto dele. Mas o destaque deste CD chama-se Alexandr Borodin e seu esplêndido Quarteto Nº 2, onde nosso amigo acertou a mão em cheio, escrevendo música sublime de ponta a ponta. Já o Shosta que fecha o disco é notável em termos de repertório — é grande música — , mas não recebeu o melhor dos tratamentos por parte do Borodin Quartet. Já o Borodin (o Alexandr) e o Dvořák estão perfeitos.

Dvořák | String Quartet op.96 »American«
1. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 1. Allegro ma non troppo
2. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 2. Lento
3. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 3. Molto vivace
4. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 4. Finale: Vivace ma non troppo

Borodin | String Quartet No.2
5. String Quartet No. 2 in D major: 1. Allegro moderato
6. String Quartet No. 2 in D major: 2. Scherzo: Allegro
7. String Quartet No. 2 in D major: 3. Notturno: Andante
8. String Quartet No. 2 in D major: 4. Finale: Andante – Vivace

Shostakovich | String Quartet No.8 op.110
9. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 1. Largo
10. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 2. Allegro molto
11. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 3. Allegretto
12. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 4. Largo
13. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 5. Largo

Janáček Quartet (Dvořák)
Borodin Quartet (Borodin, Shosta)

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Alexandr Borodin

PQP

Zbigniew Preisner (1955) – Trois Couleurs: Bleu (A Liberdade é Azul)

Zbigniew Preisner (1955) – Trois Couleurs: Bleu (A Liberdade é Azul)

Postado originalmente por PQP Bach em 10/11/2014, restaurado por Vassily em 6/1/2020 para inaugurar um minifestival Preisner

O que dizer? Um dos maiores filmes que vi e uma das melhores trilhas sonoras já compostas? Sim, é bom começo, é sincero. É um filme onde Juliette Binoche depara-se com toda a liberdade possível. Ela faz o papel de Julie, mulher de um importante compositor e regente francês que morre num acidente de carro. Com ele, morre também a única filha do casal. É uma liberdade de luto — incômoda, deprimente, indesejável, horrível. Junto a um amigo do casal, ela tenta finalizar uma composição para coro e orquestra que havia sido encomendada ao marido, a Canção pela Unificação da Europa, descobrirá detalhes da vida do marido e seguirá sua vida. Trois Couleurs: Bleu (A Liberdade é Azul), de 1993, é um filme belíssimo e importante do cineasta polonês Krzysztof Kieslowski, o primeiro da Trilogia das Cores.

Zbigniew Preisner foi digno do filme. Deve ter trabalhado muito com Kieslowski, pois a música adapta-se ao filme — ou o filme a ela — de modo realmente arrepiante. Eu não consigo desgrudar o filme do CD da trilha sonora. A trilha faz parte do filme e gosto demais de ouvi-la para lembrar dele.

Preisner: Trois Couleurs: Bleu (A Liberdade é Azul)

1. Song for the Unification of Europe (Patrice’s version) 5:17
2. Van Den Budenmayer – Funeral music (winds) 2:05
3. Julie – Glimpses of Burial 0:32
4. Reprise – First appearance 0:34
5. The Battle of Carnival and Lent 0:59
6. Reprise – Julie with Olivier 0:51
7. Ellipsis 1 0:23
8. First flute 0:52
9. Julie – in her new apartment
10. Reprise – Julie on the stairs
11. Second flute 1:18
12. Ellipsis 2 0:23
13. Van Den Budenmayer – Funeral music (organ) 1:59
14. Van Den Budenmayer – Funeral music (full orchestra) 1:49
15. The Battle of Carnival and Lent II 0:44
16. Reprise – flute (closing credits version) 2:21
17. Ellipsis 3 0:25
19. Olivier and Julie – Trial composition 2:01
20. Olivier’s theme – finale 1:40
21. Bolero – Trailer for “Red” film 1:11
22. Song for the Unification of Europe (Julie’s version) 6:50
23. Closing credits 2:06
24. Reprise – organ 1:15
25. Bolero – “Red” film

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Uma tremendo filme com Juliette Binoche
Uma tremendo filme com Juliette Binoche

PQP

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): The Symphonies for Strings

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): The Symphonies for Strings

Sem dúvida, Carl Philipp Emanuel foi meu irmão mais talentoso. Era assim: eu, PQP, era o mais bonito e burro — e também tinha um pau maior que os dos outros — ; WF era o predileto; JC era um grande filho da puta e CPE era o que  mais tinha herdado de nosso pai em termos de capacidade musical. Sério, é só consultar por aí. E ele demonstra sua categoria neste sensacional CD com suas sinfonias para cordas.  O Presto da Sinfonia Wq 182 No.5 foi meu toque de celular por anos. É uma bela ideia, viram? Podem adotar, não me importo!

Grande música com Pinnock e o English Concert afiadíssimos!

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): The Symphonies for Strings

1. Sinfonia in G, Wq 182 No.1 – 1. Allegro di molto 3:42
2. Sinfonia in G, Wq 182 No.1 – 2. Poco adagio 4:03
3. Sinfonia in G, Wq 182 No.1 – 3. Presto 3:50

4. Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2 – 1. Allegro di molto 3:20
5. Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2 – 2. Poco adagio 3:37
6. Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2 – 3. Presto 5:05

7. Sinfonia in C, Wq 182 No.3 – 1. Allegro assai 2:43
8. Sinfonia in C, Wq 182 No.3 – 2. Adagio 3:17
9. Sinfonia in C, Wq 182 No.3 – 3. Allegretto 3:36

10. Sinfonia in A, Wq 182 No.4 – 1. Allegro ma non troppo 4:24
11. Sinfonia in A, Wq 182 No.4 – 2. Largo ma inocentemente 3:28
12. Sinfonia in A, Wq 182 No.4 – 3. Allegro assai 4:01

13. Sinfonia in B minor Wq 182 No.5 – 1. Allegretto 4:17
14. Sinfonia in B minor Wq 182 No.5 – 2. Larghetto 2:37
15. Sinfonia in B minor Wq 182 No.5 – 3. Presto 3:49

16. Sinfonia in E major Wq 182 No.6 – 1. Allegro di molto 2:26
17. Sinfonia in E major Wq 182 No.6 – 2. Poco andante 3:08
18. Sinfonia in E major Wq 182 No.6 – 3. Allegro spiritoso 3:12

The English Concert
Trevor Pinnock

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Pinnock e o The English Concert em ação

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 3 #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 3 #BTHVN250

Ontem, ao procurar por Mendelssohn no micro, encontrei este concerto assim dando sopa, avulso. Gosto demais desta gravação ao vivo onde Michelangeli dá um banho de interpretação no belíssimo terceiro concerto. Esta gravação do terceiro concerto é tão arrebatadora que agora desejaria ouvi-lo. Não adianta, cada vez que ouço uma gravação ao vivo como esta, mais me convenço de que a música vive mais no palco do que em estúdios. Se Bakhtin demonstrou que a ideia tinha natureza dialógica — pois seu habitat seria a expressão e o confronto com outras idéias –, digo que o habitat da música é a interação com os ouvintes. Ali, ganha sentido e magia, como aliás Emma Kirkby confirmou nesta entrevista.

Imperdível!

Beethoven: Concerto para Piano Nº 3

1. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 1. Allegro con brio – Cadenza 17:24
2. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 2. Largo 11:15
3. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 3. Rondo (Allegro) 9:35

Arturo Benedetti Michelangeli, piano
Vienna Symphony Orchestra
Carlo Maria Giulini

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Michelangeli foi profe de Pollini, só por isso tem que respeitar!

PQP

.: interlúdio :. Freddie Mercury, Montserrat Caballé: Barcelona

.: interlúdio :. Freddie Mercury, Montserrat Caballé: Barcelona

Um trabalho de Freddie Mercury (1946-1991) jamais seria totalmente ruim. Tudo o que ele produziu sempre teve alto capricho e acabamento. E suas qualidades vocais e afinação são um milagre. Mas neste Barcelona (1988), sua ego trip com Montserrat Caballé (1933-2018) não vai muito além de duas ou três boas faixas, como Barcelona, How can I go on e Overture Piccante. Se o Queen já era operístico, aqui Mercury aparece livre da influência roqueira de May, Deacon e Taylor. Uma pena, porque as coisas pioram bastante quando ele decididamente se coloca no crossover. A presença de Caballé é perfeita, só que o ego de Mercury tira-lhe espaço. O disco não é um fiasco e aprecio bastante de sua perfeição técnica e a atuação de todo mundo, apesar da música ser só mais ou menos.

Freddie Mercury, Montserrat Caballé: Barcelona

1 Barcelona 5:38
2 La Japonaise 4:49
3 The Fallen Priest 5:45
4 Ensueño 4:20
5 The Golden Boy 6:04
6 Guide Me Home 2:41
7 How Can I Go On 3:59
8 Overture Piccante 6:40

Cello – Deborah Ann Johnston
Horns – Barry Castle
Percussion – Frank Ricotti
Violin – Homi Kanga, Laurie Lewis
Backing Vocals – Carol Woods, Debbie Bishop, Lance Ellington, Madeline Bell, Mark Williamson, Miriam Stockley, Peter Straker
Lyrics By – Tim Rice
Bass – John Deacon

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Caballé & Mercury: dueto de peso.

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonias Nº 1 e 3

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonias Nº 1 e 3

Uma excelente gravação para este esplêndido repertório. Talvez a Sinfonia Nº 1 de Brahms seja a que eu mais goste dentre todas. Sim, dentre todas as centenas de sinfonias que já ouvi. E é um registro de respeito! O inglês Edward Gardner demonstra a força e a extrema competência do naipe de cordas da orquestra de Bergen. É um conjunto excepcional como um todo. Maestro titular da Filarmônica de Bergen desde outubro de 2015, Edward Gardner liderou a orquestra em várias turnês internacionais, incluindo performances em Berlim, Munique e Amsterdam e no BBC Proms e no Festival Internacional de Edimburgo. Gardner foi recentemente nomeado titular Orquestra Filarmônica de Londres, com seu mandato iniciando em setembro de 2021. O cara é ótimo e vocês podem comprovar ouvindo o CD. Um bom 2020 para todos nós!

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonias Nº 1 e 3

Brahms: Symphony No. 1 in C minor, Op. 68 45:38
I. Un poco sostenuto – Allegro 16:01
II. Andante sostenuto 8:43
III. Un poco allegretto e grazioso 4:53
IV. Adagio – Allegro non troppo 16:01

Brahms: Symphony No. 3 in F major, Op. 90 35:43
I. Allegro con brio 12:45
II. Andante 8:28
III. Poco allegretto 5:56
IV. Allegro 8:34

Bergen Philharmonic Orchestra
Edward Gardner

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Edward Gardner na Sala de Fantasmagoria e Concepção Melódica da PQP Bach Corp.

PQP

Silvius Leopold Weiss (1687-1750): Música para Alaúde

Silvius Leopold Weiss (1687-1750): Música para Alaúde

Um bonito e tranquilo disco — com momentos lindos e outros nem tanto, mas que jamais chegam a ser maus — adequado para as horas de reflexão ou quando se quer algo culto, de nível, que não incomode muito. Weiss foi um dos compositores mais importantes e mais prolíficos da música alaúde da história e um dos alaudistas mais conhecidos em sua época. Ele escreveu cerca de 600 peças para alaúde, a maioria delas agrupadas em ‘sonatas’ (para não confundir com a sonata clássica posterior, baseada na forma da sonata) ou suítes, que consistem principalmente em peças de dança barroca. Como as deste disco. Weiss também escreveu originalmente um extenso repertório de música de câmara, duetos alaúde e concertos, mas apenas as partes solo sobreviveram. Setenta suítes, no entanto, são conhecidas em sua totalidade; a maioria dura cerca de 20 a 25 minutos. A música de Weiss é caracterizada pela compreensão única das capacidades de seu instrumento, seus pontos fortes e fracos. Weiss também era procurado como professor. Seus muitos alunos aristocráticos incluíam o jovem Frederico, o Grande, e suas irmãs Wilhelmena (mais tarde Margravine de Bayreutlt) e Anna Amalia, princesa da Prússia.

Silvius Leopold Weiss (1687-1750): Música para Alaúde

Suite D-moll
1 Preludio 2:42
2 Fantasia 3:12
3 Sonata 3:17
4 Sarabande 4:55
5 Gique 2:15

Suite A-moll
6 Capricio 1:56
7 Allemande En Double 3:51
8 Courante 2:40
9 Fantasia 3:05
10 Gique 2:41
11 Capricio F-dur 3:08
12 Gique 2:21
13 Menuet 1:48

Suite D-moll
14 Prelude 0:58
15 Allamande 5:34
16 Courante 2:51
17 Gavotte 1:51
18 Sarabande 4:49
19 Menuet 2:05
20 Gique 2:58

Suite C-moll
21 Fantasia 2:03
22 Courante 2:18
23 Menuet I, II 3:06
24 Gique 2:50

Michael Freimuth, alaúde

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Silvius Leopold Weiss dá um sorrido maroto e despede-se deste horrível 2019

PQP

G. F. Händel (1685-1759): Süße Stille, sanfte Quelle (Neun deutsche Arien / Music For The Royal Fireworks)

G. F. Händel (1685-1759): Süße Stille, sanfte Quelle (Neun deutsche Arien / Music For The Royal Fireworks)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Que baita, tremendo CD! Que cantora é Nuria Rial e que maravilhosa é a Austrian Baroque Company! As Neun deutsche Arien (Nove árias alemãs) foram escritas entre 1724 e 1727. São lindas árias aparentemente simples para uma voz solo, um instrumento melódico que o acompanha e um baixo contínuo. Até os títulos das árias revelam que Händel — famoso como criador de óperas e oratórios suntuosos — está disposto ao intimismo e ao espírito do pietismo primitivo. Do poeta hamburguês Barthold Heinrich Brockes, ele pega textos calmos e sensíveis que não eram nem do italiano do início da carreira nem do inglês que usaria no futuro. Eles foram são retirados da coleção de poesia de Brockes, Prazeres terrenos em Deus, que apareceu em 1721. Seu humor terno, frugal e despretensioso permitiu a Handel expressar na música íntima o mesmo domínio que demonstrou nas paixões palpitantes ou emoções virtuosísticas de outros trabalhos. Tanto a letra quanto o cenário de Händel são característicos da mudança do barroco, no sentido mais restrito, para a Era do Iluminismo: o homem descobre o traço de Deus na beleza independente da natureza e agradece a ele, Criador, com louvores, às vezes alegres, às vezes íntimos. As Nove árias alemãs incomuns permaneceriam isoladas no trabalho de Handel mesmo depois de 1727, pois logo o compositor voltou a formas mais tonitruantes. Mas fica clara uma coisa: que compositor foi Händel!

Já a redução da Música para os Reais Fogos de Artifício, apesar de estar muito abaixo das árias, é uma gracinha.

G. F. Händel (1685-1759): Süße Stille, sanfte Quelle

Neun deutsche Arien
1 Künft’Ger Zeiten, Eitler Kummer, HWV 202 7:02
2 Das Zitternde Glänzen Der Spielenden Wellen, HWV 203 5:24
3 Süsser Blumen Ambraflocken, HWV 204 7:45
4 Süße Stille, Sanfte Quelle, HWV 205 4:53
5 Singe, Seele, Gott Zum Preise, HWV 206 4:44
6 Meine Seele Hört Im Sehen, HWV 207 6:09
7 Die Ihr Aus Dunklen Grüften, HWV 208 4:39
8 In Den Angenehmen Büschen, HWV 209 3:21
9 Flammende Rose, Zierde Der Erden, HWV 210 6:04

Music For The Royal Fireworks, HWV 351
Arranged By [Chamber Version] – Michael Oman

10 Ouverture 7:17
11 Bourée 1:06
12 La Paix 3:55
13 La Réjouissance 2:24
14 Menuet 0:51
15 Bourée 0:55

Bassoon – Wolfgang Heiler
Cello – Balázs Máté
Conductor, Recorder – Michael Oman
Guitar, Lute – Daniel Oman
Guitar, Theorbo – Thomas C. Boysen*
Harpsichord, Organ – Jeremy Joseph (3)
Oboe – Paolo Grazzi
Organ – Martina Schobersberger
Soprano Vocals – Nuria Rial (tracks: 1 to 9)
Violin – Riccardo Minasi

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Nuria dando um rolê pela Adega Inebriante de Vinhos da PQP Bach Corporation

PQP

Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Um excelente disco do tempo em que Alison Balsom ainda não era a grande estrela que é hoje – com total merecimento. Até meados do século XVII, o trompete era essencialmente um instrumento cerimonial, tocado por soldados e atendentes da corte. Era normalmente utilizado em bandas de trompetes e bateria, nas quais fanfarras e músicas populares eram tocadas. No entanto, compositores alemães como Michael Praetorius e Heinrich Schütz começaram a experimentar o uso de trompetes em concertos por volta de 1620, e logo após 1650 os compositores começaram a escrever muitas peças para uma ou duas trombetas com órgão e com cordas e continuo. Este é o repertório que é explorado neste disco. Pensa-se normalmente que as primeiras sonatas da trompete foram escritas em Bolonha. E, com efeito, as primeiras sonatas de trompete impressas foram publicadas em 1665 por Maurizio Cazzati, maestro di capella em San Petronio, em Bolonha. No entanto, existem sonatas para trompete em manuscritos nas bibliotecas do norte da Europa que são mais antigas. Um exemplo disso é a sonata do compositor e cantor romano Alessandro Melani. Ela pode ser encontrada em manuscritos de Uppsala, na Suécia, provavelmente copiada nas décadas de 1680 ou 90, embora uma versão mais curta para uma única trombeta em um manuscrito de Oxford possa remontar à metade do século.

Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Sonata a 6 in D major[5’43] Ferdinando Lazzari (1678-1754)
1 Presto e spicco[1’58]
2 Grave[0’35]
3 Canzona[0’59]
4 Grave[0’31]
5 Presto[1’40]

6 Sonata a 4 in G minor ‘La sampiera'[3’36]Maurizio Cazzati (1620-1677)

Sonata a 5 in D major Op 3 No 10[5’29] Andrea Grossi (1680-1690)
7 Vivace[1’11]
8 Adagio[2’06]
9 Grave[0’59]
10 Presto[1’13]

Sonata a 5 in D major[4’08] Giuseppe Maria Jacchini (c1663-1727)
11 Grave – Allegro[1’08]
12 Grave[0’38]
13 Allegro[1’06]
14 Grave – Allegro[1’16]
15 Sonata in A minor ‘La sassatelli’ Op 5 No 10[3’06]Giovanni Vitali (1632-1692)

Sonata a 5 in C major[10’19] Alessandro Melani (1639-1703)
16 Adagio – Allegro[2’01]
17 Allegro[3’14]
18 Canzona – Grave[2’42]
19 Vivace[2’22]
20 Sonata in E minor Op 10 No 17[5’15]Giovanni Legrenzi (1626-1690)

Il barcheggio[6’01] Alessandro Stradella (1639-1682)

21 Sinfonia in D major Movement 1: [Allegro][0’56]
22 Sinfonia in D major Movement 2: Andante[2’13]
23 Sinfonia in D major Movement 3: Allegro ma non troppo[1’16]
24 Sinfonia in D major Movement 4: Allegro[1’36]

Sonata a 5 in D major G7[5’23] Giuseppe Torelli (1658-1709)
25 Grave – Allegro[1’02]
26 Adagio[1’26]
27 Allegro[1’11]
28 Grave – Allegro[1’44]

Sonata a 4 No 1 in F minor[5’46] Alessandro Scarlatti (1660-1725)
29 Grave[0’51]
30 Allegro[1’38]
31 Larghetto[2’09]
32 Allemanda[1’08]

Concerto in C major RV537[6’41] Antonio Vivaldi (1678-1741)
33 Vivace[2’52]
34 Largo[0’33]
35 Allegro[3’16]

Crispian Steele-Perkins (trumpet)
Alison Balsom (trumpet)
The Parley of Instruments

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Vocês pensam que Vermeer não gostava de trompete?

PQP

André Danican Philidor L’Aisné (c1652-1730): Recueil De Plusieurs Airs

André Danican Philidor L’Aisné (c1652-1730): Recueil De Plusieurs Airs

André Danican Philidor, o velho [em francês: l’aîné] foi um membro da família de músicos franceses Philidor, conhecido também como André Danican Philidor le père depois de 1709. Ele era um bibliotecário musical, instrumentista e compositor. É conhecido principalmente como organizador e o principal copista do que hoje é conhecido como partituras manuscritas da Coleção Philidor de barroco francês. Philidor l’aîné foi nomeado para um cargo anteriormente ocupado por seu tio, Michel Danican, nos fuzileiros navais de Cromornes et Trompettes em 1659. Ele tocou oboé nos mosqueteiros reais de 1667 a 1677. Aparece em libretos dos balés e óperas de Lully como instrumentista de sopros e percussão. Ele tocava 33 instrumentos (!!!), incluindo oboés, flautas, flautas doces, fagotes e todo tipo de percussão. Compôs peças ocasionais ao longo de sua carreira e começou a escrever para o palco (óperas-ballets) após a morte de Lully, em 1687.

André Danican Philidor L’Aisné (c1652-1730): Recueil De Plusieurs Airs

Musiques De L’Enfance Du Dauphin
1 Pavane Pour La Petite Guaire, Fait Pour Les Cornetz En 1601 (MS Philidor Pag. XXVI) 2:19
2 Gaillarde, En Suitte (MS Philidor Pag. XXVII) 1:46
3 Muzette “Ma Mignone” 1:31
4 Pavane Fait Au Mariage De Mr. Vandosme En 1609 (MS Philidor Pag. XVI) 2:38
5 Branle En Faubourdon (Fait En 1540) (MS Philidor Pag. XXXI) 0:36
6 Gaillarde En Suitte (MS Philidor Pag. XXXII) 0:34

Musiques Pour Le Sacre Du Roy Faites Le 17 Octobre 1610
7 Pavanne Pour Les Hautbois Fait Au Sacre Du Roy (MS Philidor Pag. XVIII) 1:33
8 2e Air En Suitte (MS Philidor Pag. XIX) 0:42
9 3e Air En Suitte (MS Philidor Pag. XX) 0:57

Musiques Pour Le Mariage Du Roy Louis XIII Faites En 1615
10 Pavanne Du Mariage De Louis XIII, 1615 (MS Philidor Pag. 120) 3:29
11 Bourée D’Avignonez (MS Philidor Pag. XXII) 1:59
12 Ballet A Cheval Pour Le Grand Carousel, Fait A La Place Royale Pour Le Mariage De Louis XIII, Joué Par Les Grands Hautbois, 1615 (MS Philidor Pag. 106) 0:59
13 2e Air En Suitte (MS Philidor Pag. 108) 0:36
14 3e Air En Suitte (MS Philidor Pag. 108) 0:17
15 4e Air En Suitte (MS Philidor Pag. 109) 0:53

Concert Donné A Louis XIII En 1627 Par Les 24 Viollons Et Les 12 Grands Hautbois
16 Les Ombres (MS Philidor Pag. 1) 3:13
17 2e. Air Pour Les Mesmes (MS Philidor Pag. 2) 1:34
18 Charivaris Pour Les Hautbois (MS Philidor Pag. 4) 0:50
19 Gavotte En Suite (MS Philidor Pag. 6) 0:41
20 Les Suisses, Air Pour Les Viollons (MS Philidor Pag. 9) 2:25
21 Les Suissesses (MS Philidor Pag. 11) 1:58
22 Les Gascons (MS Philidor Pag. 13) 2:36
23 Entrée De Mr. De Liancourt (MS Philidor Pag. 14) 1:51
24 Les Ballets De La Faiste (MS Philidor Pag. 15) 2:18
25 Les Nimphes De La Grenouillere (MS Philidor Pag. 17) 2:47
26 Les Bergers (MS Philidor Pag. 20) 2:32
27 Les Ameriquains (MS Philidor Pag. 22) 3:00

Les Musiques Royales De 1634 À 1650
28 Fanfare (Improv.) 0:39
29 Intrada – Gavotte – Sarabande, Vers 1648 (Cassel) 2:31
30 Charivaris Pour Les Hautbois, 1648 (Mr. Dumanoir) (MS Philidor Pag. 26) 1:18
31 Courante De La Reine D’Anglaterre, 1634 (MS Philidor Pag. 117) 2:23
32 Gavotte, Vers 1648 (Cassel) 1:06
33 Fantaisie “Les Pleurs D’Orphée”, 1648 (L. Rossi) (Cassel) 3:40
34 Libertas (MS Philidor Pag. 113) 1:55
35 Sarabandes & Tambourin (Cassel) 2:13
36 “A L’Impero D’Amore” (Sarabande Italienne) (MS Philidor Pag. 116)

Conductor [Direction] – Jordi Savall
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Concertmaster [Concertino] – Manfredo Kraemer (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Double Bass [Basses De Violon] – Bruno Cocset (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Claire Giardelli (tracks: 29, 32), Laura Folch (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Tamas Varga* (tracks: 29, 32)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Viola [Hautes-contre De Violon] – Angelo Bartoletti (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Giovanni de Rosa (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Judit Földes (tracks: 29, 32), Martin Barrera* (tracks: 29, 32), Natan Paruzel (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Viola da Gamba [Violes De Gambe] – Eunice Brandao (tracks: 33, 36), Sergi Casademunt (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Sophie Watillon (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Violin [Violons] – David Plantier (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Davide Amodio (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Isabel Serrano (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Lydia Cevidalli (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Mauro Lopes* (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Pablo Valetti (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Santi Aubert (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Sílvia Mondino* (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Violone – Richard Myron (tracks: 29,32), Xavier Puertas (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Bassoon [Bassons] – Barbara Sela* (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Claude Wassmer (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Jean-Noël Catrice (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Josep Borràs (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Concert Flute [Flûte Traversière] – Marc Hantaï (tracks: 5, 6)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Cornet – Jean-Pierre Canihac (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Marie Garnier* (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Musette – Jean-Christoph Maillard* (tracks: 3)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Oboe [Hautbois] – Alfredo Bernardini, Béatrice Delpierre, Marcel Ponseele (tracks: 3, 5, 6)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Sackbut [Sacqueboutes] – Daniel Lassalle (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Elies Hernándis (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Harry Ries (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Nicolas Vallade (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Stephan Legée* (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Trumpet [Trompettes] – Guy Ferber (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Roland Callmar (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Bassoon [Bassons] – Claude Wassmer (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Josep Borràs (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Flute [Flûtes Traversières] – Charles Zebley (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Marc Hantaï (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Oboe [Hautbois] – Alessandro Pique (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Ann Vanlancher* (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Marcel Ponseele (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Paolo Grazzi (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Taka Kitazato (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Trumpet [Trompettes] – Jean-Marc Imbert* (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Stephen Keavy (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Guitar, Theorbo [Théorbe] – Rolf Lislevand (tracks: 3, 5, 6, 29, 35), Xavier Díaz*
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Harpsichord [Clavecin], Organ [Organo Di Legno] – Carlos García Bernal*, Luca Guglielmi, Michael Behringer
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Percussion – Marc Clos (tracks: 1, 2, 4, 7 to 9, 10 to 15), Michèle Claude (tracks: 28, 29, 35), Pedro Estevan
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Theorbo [Théorbes] – Eduardo Egüez, Mathias Spaeter*
Ensemble, Orchestra – Le Concert Des Nations

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André Danican Philidor em quadro da Pinacoteca PQP Bach

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Oratório de Natal (Weihnachts-Oratorium / Christmas Oratorio)

J. S. Bach (1685-1750): Oratório de Natal (Weihnachts-Oratorium / Christmas Oratorio)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Natal está chegando e já estou montando uma árvore em meu coração para abrigar meus amigos e presentes, principalmente os últimos. Esta data — que é uma verdadeira e bela conspiração de amor — sempre me deixa, bem , muito irritado…

Até porque o Natal é uma festa de origem pagã que nos foi roubada pelos religiosos. A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. No hemisfério norte, o solstício de inverno era comemorado por marcar a noite mais longa do ano. No dia seguinte, ela seria paulatinamente mais curta, encaminhando o final do período ruim para as lavouras. Então, no solstício de inverno era festejada a melhoria das perspectivas. Era um tempo em que o homem deixava de ser caçador errante e começava a dominar a agricultura; então a volta dos dias mais longos significava a certeza de novas colheitas no ano seguinte. Na Mesopotâmia a celebração era enorme, com mais de dez dias de festa. Já os gregos cultuavam Dionísio no solstício, o deus do vinho e do prazer. Na China, as homenagens representavam a harmonia da natureza. Os povos antigos que habitavam a atual Grã-Bretanha criaram Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano. Então, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus propôs à Igreja a fixação do nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro. Aceita a proposta, a partir do século IV o Solis Invictus começou sua mutação. Ficou convencionado que Jesus nascera em 25 de dezembro e que as celebrações eram em sua honra. Ora, e meu pai caiu nessa.

Mas tergiverso.

Meus amigos, que Cantatas, que gravação, que belo trabalho de Jacobs com a Akademie für alte Musik Berlin. Quando digo que são Cantatas, não estou fazendo uma figura de linguagem: o Oratório de Natal foi escrito para o 25 de dezembro de 1734. Talvez por falta de tempo — o que era raro em Bach — , o compositor juntou algumas de suas Cantatas,  inclusive a música de três cantatas seculares (profanas), escritas entre 1733 e 1734, e a de uma cantata extraviada por meu irmão mais velho, aquele puto, que seria a BWV 248a.

Então, o oratório tem seis partes, sendo cada uma delas destinadas a apresentação em um dia das festas principais do período natalino. Modernamente, a peça é geralmente apresentada como um todo, ou dividida em duas partes iguais. A duração total da obra é aproximadamente três horas. De modo similar aos outros oratórios, um tenor Evangelista narra a história. A primeira parte (para o dia de Natal) descreve o nascimento de Jesus; a segunda (para o dia 26 de dezembro), a anunciação aos pastores; a terceira (para 27 de dezembro), a adoração dos pastores; a quarta (para o Ano Novo), a circuncisão (ui!) de Jesus; a quinta (para o domingo após o Ano Novo), a jornada dos Reis Magos, e a sexta (para a Epifania), a adoração dos Reis Magos.

J. S. Bach (1685-1750): Oratório de Natal

Weihnachts-Oratorium; BWV 248

Erster Teil / Am Ersten Weihnachtstag
1-1 1. Chor: Jauchzet, Frohlocket, Auf, Preiset Die Tage 7:31
1-2 2. Rezitativ – Evangelist: Es Begab Sich Aber Zu Der Zeit 1:19
1-3 3. Rezitativ – Alt: Nun Wird Mein Liebster Bräutigam 0:58
1-4 4. Arie – Alt: Bereite Dich, Zion, Mit Zärtlichen Trieben 4:48
1-5 5. Choral: Wie Soll Ich Dich Empfangen 1:41
1-6 6. Rezitativ – Evangelist: Und Sie Gebar Ihren Ersten Sohn 0:25
1-7 7. Choral – Sopran: Er Ist Auf Erden Kommen Arm / Rezitativ – Bass: Wer Will Die Liebe Recht Erhöhn 3:19
1-8 8. Arie – Bass: Großer Herr Und Starker König 4:51
1-9 9. Choral: Ach Mein Herzliebes Jesulein 1:22

Zweiter Teil / Am Zweiten Weihnachtstag
1-10 10. Sinfonia 7:48
1-11 11. Rezitaitv – Evangelist: Und Es Waren Hirten In Derselben Gegend 0:39
1-12 12. Choral: Brich An, O Schönes Morgenlicht 1:30
1-13 13. Rezitativ – Evangelist: Und Der Engel Sprach Zu Ihren / Engel: Fürchtet Euch Nicht 0:42
1-14 14. Rezitativ – Bass: Was Gott Dem Abraham Verheißen 0:38
1-15 15. Arie – Tenor: Forhe Hirten, Eilt, Acht Eilet 3:24
1-16 16. Rezitativ -Engel: Und Das Habt Zum Zeichen 0:20
1-17 17. Choral: Schaut Hin, Dort Liegt Im Finstern Stall 0:55
1-18 18. Rezitativ – Bass: So Geht Denn Hin, Ihr Hirten, Geht 0:51
1-19 19. Arie – Alt: Schlafe, Mein Liebster, Genieße Der Ruh 10:14
1-20 20. Rezitativ – Evangelist: Und Alsobald War Da Bei Dem Engel 0:14
1-21 21. Chor: Ehre Sei Gott In Der Höhe 2:19
1-22 22. Rezitativ – Bass: So Recht, Ihr Engel, Jauchzet Und Singet 0:23
1-23 23. Choral: Wir Singen Dir In Deinem Heer 1:52

Dritter Teil / Am Dritten Weihnachtstag
1-24 24. Chor: Herrscher Des Himmels, Erhöre Das Lallen 1:46
1-25 25. Rezitativ – Evangelist: Und Da Die Engel Von Ihnen Gen Himmel Fuhren 0:09
1-26 26. Chor: Lasset Uns Nun Gehen Gen Bethlehem 0:40
1-27 27. Rezitativ – Bass: Er Hat Sein Volk Getröst 0:36
1-28 28. Choral: Dies Hat Er Alles Uns Getan 0:56
1-29 29. Duett – Sopran, Bass: Herr, Dein Mitleid, Dein Erbarmen 7:04
1-30 30. Rezitativ – Evangelist: Und Sie Kamen Eilend Und Fanden Beide 1:24
1-31 31. Aire – Alt: Schließe, Mein Herze, Dies Selige Wunder 4:54
1-32 32. Rezitativ – Alt: Ja, Ja, Mein Herz Soll Es Bewahren 0:24
1-33 33. Choral: Ich Will Dich Mit Fleiß Bewahren 1:09
2-1 34. Rezitativ – Evangelist: Und Die Hirten Kehrten Wieder Um 0:25
2-2 35. Choral: Seid Froh 1:02
2-3 Chor (Da Capo Nr. 24): Herrscher Des Himmels, Erhöre Das Lallen 1:47

Vierter Teil / Am Fest Der Beschneidung
2-4 36. Chor: Fallt Mit Danken, Fallt Mit Loben 5:01
2-5 37. Rezitativ – Evangelist: Und Da Acht Tage Um Waren 0:28
2-6 38. Rezitativ – Bass: Immanuel, O Süßes Wort! / Choral – Sopran: Jesu, Du Mein Liebstes Leben 2:34
2-7 39. Arie – Sopran, Echo: Flößt, Mein Heiland, Flößt Dein Namen 5:34
2-8 40. Rezitativ – Bass: Wohlan, Dein Name Soll Allein / Choral – Sopran: Jesu, Mein Freud Und Wonne 1:44
2-9 41. Arie – Tenor: Ich Will Nur Dir Zu Ehren Leben 4:28
2-10 42. Choral: Jesus Richte Mein Beginnen 2:34

Fünfter Teil / Am Sonntag Nach Neujahr
2-11 43. Chor: Ehre Sei Dir, Gott, Gesungen 6:03
2-12 44. Rezitativ – Evangelist: Da Jesus Geboren War Zu Bethlehem 0:22
2-13 45. Chor: Wo Ist Der Neugeborne König Der Juden? / Rezitativ – Alt: Sucht Ihn In Meiner Brust 1:41
2-14 46. Choral: Dein Glanz All Finsternis Verzehrt 1:05
2-15 47. Arie – Bass: Erleucht Auch Meine Finstre Sinnen 4:29
2-16 48. Rezitativ – Evangelist: Da Das Der König Herodes Hörte 0:09
2-17 49. Rezitativ – Alt: Warum Wolt Ihr Erschrecken? 0:34
2-18 50. Rezitaitv – Evangelist: Und Ließ Versammlen Alle Hohenpriester 1:12
2-19 51. Terzett – Sopran, Alt, Tenor: Ach, Wenn Wird Die Zeit Erscheinen? 5:59
2-20 52. Rezitativ – Alt: Mein Liebster Herrschet Schon 0:29
2-21 53. Choral: Zwar Ist Solche Herzensstube 1:13

Sechster Teil / Am Epiphaniasfest
2-22 54. Chor: Herr, Wen Die Stolzen Feinde Schnauben 5:12
2-23 55. Rezitativ – Evangelist: Da Berief Herodes Die Weisen Heimlich / Rezitativ – Herodes: Ziehet Hin Und Forschet Fleißig Nach Dem Kindlein 0:42
2-24 56. Rezitativ – Sopran: Du Falscher, Suche Nur Den Herrn Zu Fällen 0:50
2-25 57. Arie – Sopran: Nur Ein Wink Von Seinen Händen 4:15
2-26 58. Rezitativ – Evangelist: Als Sie Nun Den König Gehöret Hatten 1:14
2-27 59. Choral: Ich Steh An Deiner Krippen Hier 1:45
2-28 60. Rezitativ – Evangelist: Und Gott Befahl Ihnen Im Traum 0:23
2-29 61. Rezitativ – Tenor: So Geht! Genug, Mein Schatz Geht Nicht Von Hier 1:54
2-30 62. Arie – Tenor: Nun Mögt Ihr Stolzen Feinde Schrecken 4:17
2-31 63. Rezitativ – Sopran, Alt, Tenor, Bass: Was Will Der Höllen Schrecken Nun 0:51
2-32 64. Choral: Nun Seid Ihr Wohl Gerochen 3:36

Dorothea Röschmann: soprano
Andreas Scholl: alto
Werner Güra: tenor
Klaus Häger: bass

René Jacobs (cond.)
RIAS-Kammerchor
Akademie für alte Musik Berlin

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René Jacobs, gênio total
René Jacobs, gênio total

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.: interlúdio :. Cyminology: Saburi (2011)

.: interlúdio :. Cyminology: Saburi (2011)

Este é um daqueles discos típicos de jazz da ECM / Manfred Eicher — bonito, com som espetacular e contemplativo. Há um amigo que chama este tipo de jazz de “Te vejo lá na esquina em 5 min”. Quem conhece sabe que a ironia é válida, pois estes sons claros, free, seguros e familiares estão conosco há meio século. Aqui há também uma voz feminina. Ela se chama Cymin Samawatie, uma moça de origem iraniana que vive em Berlim. Ao lado de um trio formado pelo pianista Benedikt Jahnel, baixista Ralf Schwarz e baterista Ketan Bhatti, Cymin traz de volta uma clássica configuração de jazz de câmara, sempre muito apreciada no jazz moderno. Saburi, em persa moderno, significa “paciência”). Um disco melodioso, eufônico e muito bom.

Cyminologu: Saburi (2011)

1. Sibaai
2. Saburi
3. Shakibaai
4. Norma
5. As maa
6. Nemibinam
7. Hedije
8. Hawaa

Saburi:
Cymin Samawatie (vocals)
Benedikt Jahnel (piano)
Ralf Schwarz (doublebass)
Ketan Bhatti (drums percussion)

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O Saburi

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