J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 91, 121, 40 e 110

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 91, 121, 40 e 110

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Comentário recebido aqui no PQP Bach. O autor é Sal. Certamente trata-se de um caso severo de hipobachemia, doença grave e incurável.

“Sem exagerar, estou a procura de conselho.

“Eu peguei uma doença. Sério, faz bem quase um ano que 99% do meu tempo de audição é dedicado às Cantatas de Bach (e eu nem ouço música o dia todo), não consigo ouvir outra coisa, parece que mais nada me satisfaz, sempre que tento outra coisa me sinto tentado a voltar ao vasto território das Cantatas.

“Aprender e apreciar essa parte de Bach tem sido uma experiência cultural e humana incansável. E viciante.

“Como me desvencilhar? Até agora não consegui esgotar esse repertório.

“Alguém já teve doença igual? Ou parecida?”

Eu respondi: “Também sofro de hipobachemia. Não consigo passar muito tempo longe Dele. Mas teu caso parece ser mais severo. Nunca vi algo tão centrado nas Cantatas. Tens Unimed?”.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 91, 121, 40 e 110

For Christmas Day
Gelobet Seist Du, Jesu Christ BWV 91 (16:02)

1 1. Coro (Choral) Gelobet Seist Du, Jesu Christ 2:46
2 2. Recitativo E Choral: Soprano Der Glanz Der Höchsten Herrlichkeit 1:54
3 3. Aria: Tenor Gott, Dem Der Erden Kreis Zu Klein 2:26
4 4. Recitativo: Bass O Christenheit! 1:16
5 5. Aria (Duetto): Sopran, Alto Die Armut, So Gott Auf Sich Nimmt 6:50
6 6. Choral Das Hat Er Alles Uns Getan 0:48

Christum Wir Sollen Loben Schon BWV 121 (18:04)
7 1. Coro (Choral) Christum Wir Sollen Loben Schon 2:37
8 2. Aria: Tenor O Du Von Gott Erhöhte Kreatur 4:36
9 3. Recitativo: Alt Der Gnade Unermesslich’s Wesen 1:11
10 4. Aria: Bass Johannis Freudenvolles Springen 7:37
11 5. Recitativo: Sopran Doch Wie Erblickt Es Dich In Deiner Krippe? 0:55
12 6. Choral Lob, Ehr Und Dank Sei Dir Gesagt 1:05

For The Second Day Of Christmas
Dazu Ist Erschienen Der Sohn Gottes BWV 40 (14:32)

13 1. Coro Dazu Ist Erschienen Der Sohn Gottes 3:59
14 2. Recitativo: Tenor Das Wort Ward Fleisch Und Wohnet In Der Welt 1:21
15 3. Choral Die Sünd Macht Leid 0:47
16 4. Aria: Bass Höllische Schlange 1:54
17 5. Recitativo: Alt Die Schlange, So Im Paradies 1:09
18 6. Choral Schüttle Deinen Kopf Und Sprich 0:48
19 7. Aria: Tenor Christenkinder, Freuet Euch! 3:26
20 8. Choral Jesu, Nimm Dich Deiner Glieder 1:03

Unser Mund Sei Voll Lachens BWV 110 (22:16)
21 1. Coro Unser Mund Sei Voll Lachens 6:10
22 2. Aria: Tenor Ihr Gedanken Und Ihr Sinnen 3:59
23 3. Recitativo: Bass Dir, Herr, Ist Niemand Gleich 0:31
24 4. Aria: Alt Ach Herr, Was Ist Ein Menschenkind 3:21
25 5. Aria (Duetto): Sopran, Tenor Ehre Sei Gott In Der Höhe 3:43
26 6. Aria: Bass Wacht Auf, Ihr Adern Und Ihr Glieder 3:34
27 7. Choral Halleluja! Halleluja! Gelobt Sei Gott 0:55

Alto Vocals – Robin Tyson (tracks: 1-6, 13-20), William Towers (tracks: 7-12, 21-27)
Bass Vocals – Peter Harvey
Choir – The Monteverdi Choir
Conductor – Gardiner
Orchestra – The English Baroque Soloists
Soprano Vocals – Joanne Lunn (tracks: 21-27), Katharine Fuge (tracks: 1-12)
Tenor Vocals – James Gilchrist

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Vale repetição.

PQP

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Règne Amour (Árias de amor de diversas óperas)

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Règne Amour (Árias de amor de diversas óperas)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um belíssimo disco maravilhosamente bem interpretado pelo soprano Carolyn Sampson e a Ex Cathedra. O repertório — igualmente muito bem escolhido — são de árias de amor escritas por Rameau para suas óperas. Tudo coisa do melhor nível.

Além de eventualmente tecer bons comentários em nosso blog, Jean-Philippe Rameau foi um dos maiores compositores do período Barroco. Na França, porém, é tido como a maior expressão do Classicismo… Bem, são franceses. Filho de um organista da catedral de Dijon, Rameau seguiu a carreira do pai, na qual distinguiu-se desde cedo, trabalhando em várias catedrais. Não foi apenas um dos compositores franceses mais importantes do século XVIII, como também influenciou a teoria musical. Seu estilo de composição lírica pôs fim ao reinado póstumo de Jean-Baptiste Lully, cujo modelo dominara a França por meio século. Rameau foi grande, grandíssimo.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Règne Amour (Árias de amor de diversas óperas)

1. Fra le pupille (Les Indes galantes)
2. Rigaudon I & II — Fuyez, vents orageux ! (Les Indes galantes)
3. Tambourin I & II — Partez ! (Les Indes galantes)
4. Régnez, Amour (Les Indes galantes)
5. Tempête : La nuit couvre les cieux ! (Les Indes galantes)
6. C’est trop soupirer (Les Paladins)
7. Soleil, fuis de ces lieux ! (Platée)
8. Règne Amour (Zoroastre)
9. Marche — Par tes bienfaits (Dardanus)
10. Air gracieux — L’Amour, le seul Amour (Dardanus)
11. Menuet en rondeau — Si l’Amour coûte des soupirs (Dardanus)
12. Tambourin I & II (Dardanus)
13. Du pouvoir de l’Amour (Pygmalion)
14. Rossignols amoureux (Hippolyte et Aricie)
15. Musettes, résonnez — Menuet en rondeau (Les Indes galantes)
16. Formons les plus brillants concerts(Platée)
17. Aux langueurs d’Apollon(Platée)
18. Honneur à la Folie — Aimables jeux(Platée)
19. Honneur à la Folie — Je veux finir — Hymen(Platée)

Carolyn Sampson
Ex Cathedra Choir and Baroque Orchestra
Jeffrey Skidmore

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Super Sampson

PQP

Mieczysław Weinberg (1919-1996): 24 Prelúdios para Violino Solo, Op. 100

Mieczysław Weinberg (1919-1996): 24 Prelúdios para Violino Solo, Op. 100

Um disco mais ou menos de um compositor mais ou menos. Mieczysław Weinberg (também Moisey ou Moishe Vainberg, Moisey Samuilovich Vaynberg) foi um compositor soviético de origem polonesa-judaica. A partir de 1939, viveu na União Soviética e na Rússia e perdendo a maior parte de sua família no Holocausto. Deixou enorme obra que inclui vinte e duas sinfonias e dezessete quartetos de cordas. Acho que este disco interessa mais aos estudantes de violino moderno. Há bons momentos — como aquele em que Weinberg cita Shostakovich — e outros bem rotineiros, apesar dos esforços de Gidon Kremer.

Mieczysław Weinberg (1919-1996): 24 Prelúdios para Violino Solo, Op. 100

1 Prelude No. 1 2:10
2 Prelude No. 2 1:20
3 Prelude No. 3 1:07
4 Prelude No. 4 1:59
5 Prelude No. 5 2:33
6 Prelude No. 6 1:01
7 Prelude No. 7 1:44
8 Prelude No. 8 1:01
9 Prelude No. 9 1:35
10 Prelude No. 10 1:50
11 Prelude No. 11 1:56
12 Prelude No. 12 2:50
13 Prelude No. 13 1:41
14 Prelude No. 14 0:59
15 Prelude No. 15 4:00
16 Prelude No. 16 1:54
17 Prelude No. 17 2:22
18 Prelude No. 18 3:14
19 Prelude No. 19 2:02
20 Prelude No. 20 2:02
21 Prelude No. 21 1:44
22 Prelude No. 22 1:11
23 Prelude No. 23 2:15
24 Prelude No. 24 3:16

Gidon Kremer, violin

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Shosta, Weinberg e uma bela cabeça de mulher.

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Cello Sonatas / Franz Schubert (1797-1828): Arpeggione Sonata

Johannes Brahms (1833-1897): Cello Sonatas / Franz Schubert (1797-1828): Arpeggione Sonata

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nathalie Clein tem estilo ao interpretar lindamente esse esplêndido programa de Brahms + Schubert. A gravação tem alguns detalhes que fazem a alegria de meu combalido coração: ouve-se claramente a carpintaria do cello. Clein tem bom som e parece não se importar muito em bater com o arco, nem com provocar alguns ronquinhos. Ah, e ela respira bastante, de forma e audível, fato natural em seres humanos. Prefiro a atmosfera de um concerto ao vivo do que a perfeição técnica provocada por engenheiros de som ciosos de limpeza, higiene e segurança no trabalho.

Em 1994, aos 17 anos, a violoncelista Natalie Clein foi a primeira vencedora do concurso britânico Festival Eurovisão de Jovens Músicos. Ela não se apressou em correr para uma carreira solo, tendo se concentrado em estudos com o grande Heinrich Schiff, bem como em desenvolver uma reputação internacional de concertos com orquestras, executando e colaborando com gente como Martha Argerich, Ian Bostridge e Steven Isserlis.

Este é seu CD de estreia (2004). Um desafio. As duas extraordinárias sonatas românticas de Brahms, juntamente com a Arpeggione.

Brahms: Cello Sonatas / Schubert: Arpeggione Sonata

1. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: I. Allegro vivace 8:54
2. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: II. Adagio affettuoso 6:45
3. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: III. Allegro passionato 6:59
4. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: IV. Allegro molto 4:18

5. Arpeggione Sonata in A minor D821: I. Allegro moderato 11:42
6. Arpeggione Sonata in A minor D821: II. Adagio – 4:10
7. Arpeggione Sonata in A minor D821: III. Allegretto 8:45

8. Cello Sonata No. 1 in E minor Op. 38: I. Allegro non troppo 13:46
9. Cello Sonata No. 1 in E minor Op. 38: II. Allegretto quasi Menuetto 5:51
10. Cello Sonata No. 1 in E minor Op. 38: III. Allegro 6:35

Natalie Clein, violoncelo
Charles Owen, piano

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Natalie Clein na sala de espera da PQP Bach Foundation.

PQP

Bach / Telemann / Boxberg / Riedel: Deutsche Barock Kantaten (VI) — Cantatas para Funerais

Bach / Telemann / Boxberg / Riedel: Deutsche Barock Kantaten (VI) — Cantatas para Funerais

Um lindo disco de Cantatas alemãs. A primeira coisa que impressiona é a acachapante superioridade de Telemann e Bach sobre seus pares. Não há como comparar, são de turmas inteiramente diferentes. O CD é realmente muito bom. O Ricercar Consort é competentíssimo assim como o time de cantores. A Cantata BWV 106 de Bach, também conhecida como Actus tragicus, é uma antiga cantata sagrada composta por Johann Sebastian Bach aos 22 anos (!) em Mühlhausen, destinado ao funeral de um reitor, se não me engano. Bach escreveu o trabalho para quatro partes vocais e um pequeno conjunto de instrumentos barrocos, duas flautas doces, duas violas da gamba e contínuo. A peça é iniciada por uma Sonatina instrumental. “Actus tragicus”, como sublinha Raffaele Mellace em seu volume dedicado às cantatas de Bach,  significa uma peça oratória de texto bíblico destinado a ocasiões solenes, tese corroborada pela hipótese cada vez mais consolidada de que não se trata necessariamente de uma cantata fúnebre, mas de uma obra penitencial. Fica a dúvida.

Bach / Telemann / Boxberg / Riedel: Deutsche Barock Kantaten (VI)

Telemann — Du Aber, Daniel, Gehe Hin 27:39
1 Sonata 3:02
2 Chæur: Du Aber Daniel 2:29
3 Récitatif: Mit Freuden Folgt Die Seele 0:54
4 Aria: Du Aufenhalt Der, Blasen Sorgen 5:19
5 Accompagnato: Mit Sehnendem Verlangen 0:43
6 Aria: Brecht, Ihr Müden Augenlieder 6:01
7 Récitatif: Dir Ist, Hochsel’ger Mann 1:38
8 Chæur: Schlaf Wohl, Ihr Seligen Gebeine 7:34

Boxberg — Bestelle Dein Haus 6:48
9 Bestelle Dein Haus – Herr, Lehre Doch Mich 1:46
10 Herzlich Tut Mich Verlangen 1:29
11 Christus Ist Mein Leben – Ich Habe Lust, Abzuscheiden 1:58
12 Wenn Gleich Süss Ist Das Leben 1:36

Riedel — Harmonische Freude Frommer Seelen 11:45
13 Ich Freue Mich Im Herrn 4:15
14 In Dem Herrn Ich Mich Erfreue 5:19
15 Choral: Ich Habe Dich Je Und Je Geliebet 2:11

Bach — Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit Actus Tragicus, Kantate BWV 106 20:21
16 Sonatina 3:00
17 Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit 8:37
18 In Deine Hände 6:13
19 Glorie, Lob, Ehr’ Und Herrlichkeit 2:33

Bass Vocals – Max Van Egmond
Bassoon – Marc Minkowski
Cello – Roel Dieltiens
Countertenor Vocals – James Bowman (2)
Double Bass – Eric Mathot
Oboe – Hugo Reyne, Pascale Haag
Orchestra [Original Instruments] – Ricercar Consort
Organ – Johan Huys, Yvon Reperant*
Recorder – Frédéric de Roos, Patrick Denecker
Soprano Vocals – Greta de Reyghere
Tenor Vocals – Guy De Mey
Viola d’Amore – Georges Longree*, Ghislaine Wauters
Viola da Gamba – Philippe Pierlot (2), Sophie Watillon
Violin – François Fernandez, Mihoko Kimura

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A música é sacra, mas a gente gosta é de Frans Hals (1580-1666). ESte é seu autorretrato.

PQP

Philip Glass (1937): Songs and Poems for Solo Cello

Philip Glass (1937): Songs and Poems for Solo Cello

Pois é, gostei muito mais de Tissues (peças rearranjadas para violoncelo e percussão, retiradas da trilha de Naqoyqatsi) do que das Canções e Poemas para Violoncelo Solo. Bem o disco representa a estreia da violoncelista Wendy Sutter. Songs and Poems for Solo Cello é uma obra de sete movimentos de Philip Glass. Conhecido por obras escritas para grupos maiores, como concertos e sinfonias, estas canções mostram o compositor em seu mais íntimo. Obra de qualidade média, na minha opinião. Também estão no disco Tissues, compostos para o filme Naqoyqatsi, e que são obras escritas para violoncelo, percussão e piano. Como disse, gostei muito mais da segunda.

O som do violoncelo de Wendy Sutter é esplêndido. Trata-se de um Stradivarius de 1620. Te mete.

Philip Glass (1937): Songs and Poems for Solo Cello

Philip Glass (1937 – )
Songs and Poems for Solo Cello
1. Song I [3:30]
2. Song II [5:52]
3. Song III [2:01]
4. Song IV [3:01]
5. Song V [5:47]
6. Song VI [3:47]
7. Song VII [5:11]

Tissues (from Naqoyqatsi)
8. Tissue No. 1 [4:30]
9. Tissue No. 2 [3:07]
10. Tissue No. 6 [3:13]
11. Tissue No. 7 [3:12]

Wendy Sutter, cello
David Cossin, percussion
Philip Glass, piano

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Wendy Sutter tenta seduzir Philip Glass, que a ignora

PQP

Olivier Messiaen (1908-1992): Turangalîla Symphony / L’ascension

Olivier Messiaen (1908-1992): Turangalîla Symphony / L’ascension

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este CD, comprado após uma Editor`s Choice da Gramophone, é um acerto de cabo a rabo. Engraçado que Olivier Messiaen dizia a todos que a execução da Turangalîla deveria durar 75 minutos, não mais e não menos. Hans Rosbaud (1895-1962) a despachou em menos de 70 minutos e 80 minutos não foram suficientes para Simon Rattle (1955-)… A Turangalîla é uma estranha sinfonia escrita para piano, ondas martenot e orquestra; às vezes parece um concerto para piano para logo depois virar música discretamente eletrônica. Outras vezes é de inspiração religiosa, mas também é uma obra bastante americanizada. Aliás, não é para menos: ela foi escrita entre 1946 e 1948, por encomenda de Serge Koussevitzky para a Boston Symphony Orchestra, e estreada sob direção de Leonard Bernstein. Vocês queriam o quê?

O título da peça deriva de duas palavras de sânscrito, turanga e lîla, que em conjunto significam algo como “canção de amor e hino de alegria, movimento, ritmo, tempo, vida e morte” (curioso duas palavrinhas significarem tanta coisa, né?)

Esta complexa e esplêndida sinfonia em 10 movimentos está entre minhas absolutas preferências e a notável gravação que a Naxos nos traz é mais que satisfatória. Há muito a ouvir e sugiro o volume máximo. As ondas martenot são uma curiosidade à parte, mas as súbitas homenagens do ultra-erudito Messiaen à música americana, entremeadas de passagens dramáticas e religiosas fazem a alegria de qualquer um. Messiaen foi muito mais do que o professor de Stockhausen, Boulez e outros, foi um tremendo compositor!

Indico fortemente, é uma das mais belas composições do século XX.

E, diga-se a verdade, esta outra gravação da obra, regida por Chung, é ainda melhor! Além da gravação ter sido aprovada pelo compositor e da orquestra parecer estar tomada de eletricidade, aqui as Martenot aparecem bem mais. Neste disco de Wit (o deste post, desculpem a confusão), elas estão meio que engolidas pela orquestra.

Olivier Messiaen (1908 – 1992): Turangalîla Symphony / L’ascension

Disc 1
Turangalîla-symphonie
1. I. Introduction 00:06:40
2. II. Chant d’ amour 1 00:08:30
3. III Turangalîla 1 00:05:21
4. IV. Chant d’ amour 2 00:11:32
5. V. Joie du sang des etoiles 00:06:19
6. VI. Jardin du sommeil 00:12:29
7. VII. Turangalîla 2 00:04:01

Disc 2
1. VIII. Developpement de l’Amour 00:12:02
2. IX. Turangalîla 3 00:05:22
3. X. Final 00:08:32

Thomas Bloch, ondas martenot
Francois Weigel, piano
Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, Conductor

L’ascension
4. I. Majeste du Christ demandant sa gloire a son Pere 00:05:38
5. II. Alleluias sereins d’une ame qui desire le ciel 00:06:09
6. III. Alleluia sur la trompette, Alleluia sur la cymbale 00:05:48
7. IV. Priere du Christ montant vers son Pere 00:08:59

Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, Conductor

Total Playing Time: 01:47:22

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Olivier Messiaen e Karlheinz Stockhausen, professor e aluno.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

Um CD daqueles bem atléticos de Bach. Mas não somente atlético, também de considerável grandiosidade e que apresenta um repertório raro de obras para órgão e orquestra, algumas bem conhecidas em outras versões de teclado (cravo). O BWV 1059a é reconstruído a partir da Cantata Solo para Contralto BWV 35. André Isoir toca o Grande Órgão de Fere-En-Tardenois, construído em 1990 por Georges Westenfelder. Ele toca com vivacidade, é uma verdadeira alegria ouvi-lo. O balanço com a orquestra é bem equilibrado. Mas achei tudo meio exagerado, as músicas têm longos clímaces (tomem direto no peito o plural de clímax), o que às vezes me cansou, afinal, sou um homem de certa idade, que já deixou no passado as maratonas de vários orgasmos por noite, que pena.

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

1 Sinfonia En Ré Majeur (Cantate BWV 29) 3:27

Concerto En Ré Mineur BWV 1059a (17:42)
2 Allegro: 1ère Sinfonia De La Cantate BWV 35 6:02
3 Aria: 1er Air D’Alto De La Cantate BWV 35
Soloist, Violin – Alice Pierot 8:03
4 Presto: 2ème Sinfonia De La Cantate BWV 35 3:33

Concerto En Ré Majeur BWV 1053a (19:45)
5 Allegro: Sinfonia De La Cantate BWV 169 7:41
6 Siciliano: 2ème Air D’Alto De La Cantate BWV 169 5:30
7 Allegro: Sinfonia De La Cantate BWV 49 6:31

Concerto En Ré Mineur BWV 1052a (21:05)
8 Allegro 7:14
9 Adagio 5:52
10 Allegro 7:52

André Isoir, órgão
Le Parlement de la Musique
Martin Gester

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Ih, deu problema com o órgão. Conheço essas escadas que ficam atrás dos órgãos.

PQP

Maria, com Cecilia Bartoli

Maria, com Cecilia Bartoli

Com menos de vinte anos, a romana Cecilia Bartoli já era uma celebridade — ela disse que nasceu cacarejando… Hoje, aos 53 anos, ela segue como uma das principais cantoras líricas em atividade e nos prova que uma cantora pode ao mesmo tempo cantar bem , ser inteligente, ter auto-ironia e agir sem grandes poses. Sua praia é principalmente as óperas de Mozart e Rossini, mas ela explora outros repertórios em seus discos individuais.

Mais ou menos a cada dois anos, Cecilia Bartoli lança um álbum solo onde canta árias escolhidas. O primeiro que conheci, o espetacular The Vivaldi Album (1999), era belíssimo. Depois ouvi o também excelente Opera Proibita (2005), inteiramente dedicado a Handel, Scarlatti e Caldara. Ela é um sucesso de público e estes trabalhos receberam Grammys e o o escambal. Gosto muito dela e, por isso, atirei-me de cabeça neste recém lançado Maria.

Aqui, novamente — como faz em todos os seus álbuns — ela apresenta nada menos do que oito árias nunca antes gravadas, incluindo uma bonita Se un mio desir…Cedi al duol da ópera Irene, cuja partitura completa não chegou a nossos dias. Esta mistura de pesquisa e highlights como Casta Diva tornam interessantes os álbuns desta cantora que só cria álbuns de primeira linha, como The Gluck Album e The Salieri Album.

Na minha opinião, as melhores faixas são as que tem música de Bellini. Ontem, ao ouvir o CD, fui conferir por três vezes a faixa que estava tocando e sempre era uma de Bellini. Não é o melhor de seus discos. Há umas coisas tirolesas um pouco enervantes, mas uma cantora como Bartoli sempre vale a pena ouvir.

Cecilia Bartoli — Maria

1. Irene: Se un mio desir…Cedi al duol (3:45)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

2. Irene: Ira del ciel (2:25)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

3. Ines de Castro: Cari giorni (4:09)
Composer Giuseppe Persiani (1799-1869)

4. Infelice, Op. 94 (12:19)
Composer Felix Mendelssohn (1809 – 1847)
Maxim Vengerov (Violin) <—– ATENÇÃO, FDP!

5. El poeta calculista: Yo que soy contrabandista (2:28)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

6. La sonnambula: Ah, non credea mirarti.
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

7. La sonnambula: Ah, non giunge
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

8. Air à la tirolienne avec variations, Op. 118 (7:27)
Composer Johann Nepomuk Hummel (1778 – 1837)

9 La figlia dell’aria: E non lo vedo…Son regina (7:05)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

10 La fille du régiment: Rataplan (2:28)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

11. Tancredi: Di tanti palpiti (3:20)
Composer Gioachino Rossini (1792 – 1868)

12. I puritani: Qui la voce sua soave…
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

13. I puritani: Vien, diletto
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

14. Clari: Come dolce a me favelli (4:38)
Composer Jacques Halévy (1799 – 1862)

15. Amelia, ovvero Otto anni di costanza: Scorrete, o lagrime (2:34)
Composer Lauro Rossi (1810 – 1885)

16. L’Elisir d’Amore: Prendi, per me sei libero (4:18)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

17. Norma: Casta diva (6:47)
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

Mezzo-soprano Vocals – Cecilia Bartoli
Leader [Orchestra La Scintilla] – Ada Pesch
Conductor – Adam Fischer

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Essa canta pra cacete!

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 75, 39 e 20

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 75, 39 e 20

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Pois, é. Sir John Eliot Gardiner não é mole. Mestre absoluto da interpretação historicamente informada, nascido em 1943 em Fontmell Magna (Inglaterra), ele é fundador do Coro Monteverdi (1966), do English Baroque Soloists (1978) e da Orchestre Révolutionnaire et Romantique (1990). Sim, se metam com ele. Além disso, Gardiner gravou mais de 250 álbuns com estes e outros grupos. E foi um dos que gravou todas as Cantatas de Bach. E, creio, foi o único que as gravou de forma não industrial. Isto é, Gardiner teve tempo, paciência e talento para identificar o espírito de cada Cantata antes de gravá-la. Desnecessário dizer que sua série de Cantatas é a campeã nesta ampla área também explorada por Rilling, Harnoncourt-Leonhardt, Koopman, Suzuki, Leusink e… Só, né? Se eu fosse você, jamais deixaria de ouvir este maravilhoso CD. Trata-se de um grande especialista e a qualidade específica destas Cantatas vou lhes contar…

Ah, este é o CD 2 do Volume 1 das Cantatas Completas de Bach gravadas por Gardiner.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 75, 39 e 20
For The First Sunday After Trinity 74:29

Die Elenden Sollen Essen BWV 75
Part I
2-1 1. Coro Die Elenden Sollen Essen 4:48
2-2 2. Recitativo: Bass Was Hilft Des Purpurs Majestät 0:55
2-3 3. Aria: Tenor Mein Jesus Soll Mein Alles Sein! 4:21
2-4 4. Recitativo: Tenor Gott Stürzet Und Erhöhet 0:32
2-5 5. Aria: Sopran Ich Nehme Mein Leiden Mit Freuden Auf Mich 4:53
2-6 6. Recitativo: Sopran Indes Schenkt Gott Ein Gut’ Gewissen 0:29
2-7 7. Choral Was Gott Tut, Das Ist Wohlgetan 1:28
Part II
2-8 8. Sinfonia 2:18
2-9 9. Recitativo: Alt Nur Eines Kränkt 0:36
2-10 10. Aria: Alt Jesus Macht Mich Geistlich Reich 2:37
2-11 11. Recitativo: Bass Wer Nur In Jesu Bleibt 0:26
2-12 12. Aria: Bass Mein Herze Glaubt Und Liebt 3:46
2-13 13. Recitativo: Tenor O Armut, Der Kein Reichtum Gleicht! 0:40
2-14 14. Choral Was Gott Tut, Das Ist Wohlgetan

Brich Dem Hungrigen Dein Brot BWV 39
Part I
2-15 1. Coro Brich Dem Hungrigen Dein Brot 7:34
2-16 2. Recitativo: Bass Der Reiche Gott Wirft Seinen Überfluss 1:21
2-17 3. Aria: Alt Seinem Schöpfer Noch Auf Erden 3:47
Part II
2-18 4. Aria: Bass Wohlzutun Und Mitzuteilen Vergesset Nicht 2:17
2-19 5. Aria: Sopran Höchster, Was Ich Habe 3:13
2-20 6. Recitativo: Alt Wie Soll Ich Dir, O Herr 1:36
2-21 7. Choral Selig Sind, Die Aus Erbarmen 1:12

O Ewigkeit, Du Donnerwort BWV 20
Part I
2-22 1. Coro (Choral) O Ewigkeit, Du Donnerwort 4:51
2-23 2. Recitativo: Tenor Kein Unglück Ist In Aller Welt Zu Finden 0:53
2-24 3. Aria: Tenor Ewigkeit, Du Machst Mir Bange 2:21
2-25 4. Recitativo: Bass Gesetzt, Es Dau’rte Der Verdammten Qual 1:13
2-26 5. Aria: Bass Gott Ist Gerecht In Seinen Werken 4:04
2-27 6. Aria: Alt O Mensch, Errette Deine Seele 1:54
2-28 7. Choral Solang Ein Gott Im Himmel Lebt 1:00
Part II
2-29 8. Aria: Bass Wacht Auf, Wacht Auf, Verloren Schafe 2:38
2-30 9. Recitativo: Alt Verlass, O Mensch, Die Wollust Dieser Welt 1:23
2-31 10. Aria (Duetto): Alt, Tenor O Menschenkind 2:22
2-32 11. Choral O Ewigkeit, Du Donnerwort 1:07

Alto Vocals [Choir] – Angus Davidson (2) (tracks: 2-1 to 2-32), Lucy Ballard (tracks: 2-1 to 2-32), Mark Chambers (3) (tracks: 2-1 to 2-32), Richard Wyn Roberts*
Alto Vocals [Soloist] – Wilke Te Brummelstroete
Bass Vocals [Choir] – Charles Pott (tracks: 2-1 to 2-32), Christopher Foster (tracks: 2-1 to 2-32), Colin Campbell (3) (tracks: 2-1 to 2-32), Michael McCarthy (tracks: 1-1 to 1-24), Robert Macdonald (tracks: 2-1 to 2-32)
Bass Vocals [Soloist] – Dietrich Henschel
Bassoon – Alastair Mitchell
Cello – Christopher Poffley, Viola de Hoog
Choir – The Monteverdi Choir
Directed By, Liner Notes – John Eliot Gardiner
Double Bass – Valerie Botwright (tracks: 2-1 to 2-32)
Flute – Marion Scott (tracks: 2-1 to 2-32), Rachel Beckett
Harpsichord – Silas Standage (tracks: 2-1 to 2-32)
Oboe – Eduard Wesly (tracks: 2-1 to 2-32), Kate Latham (tracks: 2-1 to 2-32)
Orchestra – The English Baroque Soloists
Organ – Howard Moody
Soprano Vocals [Choir] – Angharad Gruffydd Jones* (tracks: 2-1 to 2-32), Emma Preston-Dunlop (tracks: 2-1 to 2-32), Gillian Keith (tracks: 2-1 to 2-32), Katharine Fuge (tracks: 2-1 to 2-32), Susan Hamilton (tracks: 2-1 to 2-32), Suzanne Flowers (tracks: 2-1 to 2-32)
Soprano Vocals [Soloist] – Gillian Keith (tracks: 2-1 to 2-32)
Tenor Vocals [Choir] – Christopher Watson (tracks: 1-1 to 1-24), Paul Tindall, Rory O’Connor (tracks: 2-1 to 2-32), Simon Davies (3), Vernon Kirk (tracks: 2-1 to 2-32)
Tenor Vocals [Soloist] – Paul Agnew (2)
Trumpet [Tromba Da Tirasi] – Mark Bennett (2) (tracks: 2-1 to 2-32)
Viola – Colin Kitching, Jane Rogers (2) (tracks: 2-1 to 2-32), Mari Giske (tracks: 2-1 to 2-32)
Violin [1st] – Debbie Diamond (3) (tracks: 2-1 to 2-32), Matthew Truscott (tracks: 2-1 to 2-32), Penny Spencer* (tracks: 2-1 to 2-32), Sarah Bealby-Wright (tracks: 2-1 to 2-32)
Violin [1st], Concertmistress – Alison Bury (tracks: 2-1 to 2-32)
Violin [2nd] – Adrian Butterfield (tracks: 2-1 to 2-32), Alison Townley (tracks: 2-1 to 2-32), Jane Gillie (tracks: 2-1 to 2-32), Silvia Schweinberger (tracks: 2-1 to 2-32)

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Esta capa vale repetição.

PQP

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonias Nros. 6 & 9 / Richard Wagner: Idílio de Siegfried & Prelúdio de Parsifal

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonias Nros. 6 & 9 / Richard Wagner: Idílio de Siegfried & Prelúdio de Parsifal

IM-PER-DÍ-VEL !!!

No começo de 2017, assisti Andris Nelsons regendo a Sinfonia Nº 9 de Bruckner em Londres. Sim, foi inesquecível e agora nos chega a gravação desta Nona com uma das orquestras onde Nelsons é regente titular — a Gewandhaus de Leipzig (a outra é a Sinfônica de Boston). Então o premiadíssimo Nelsons, com sua soberba orquestra de Leipzig — onde figura a esposa de um cliente do PQP Bach — continua suas aclamadas uniões de sinfonias de Bruckner com peças orquestrais de Wagner. A Sinfonia Nº 6 foi descrita por Bruckner como “a mais ousada” e a Sinfonia Nº 9 é a minha preferida. Bruckner escreveu-a por um total de nove anos, até a sua morte. Ela ficou inacabada, faltando seu movimento final. (Quando meus filhos eram pequenos, eles enlouqueciam com o Scherzo da mesma, pulando pela sala ao ritmo frenético de um dos temas). Estas gravações são acompanhadas pelo Prelúdio da última ópera completa de Wagner, Parsifal, e o adorável Idílio de Siegfried.

Andris embarcou em seu Projeto Bruckner com as gravações da Sinfonia Nº 3 — lançada em 2017 –, da Sinfonia Nº 4 — lançado em fevereiro de 2018 — e da Sinfonia Nº 7 – lançada em abril de 2018.

Sempre aguardo ansiosamente pela continuidade do ciclo, ainda mais que este ambicioso projeto de gravação é combinado simultaneamente com o registro do primeiro ciclo completo de Nelsons das Sinfonias de Shostakovich com a Boston Symphony Orchestra, que já foi premiada com quatro Grammys, além de vários outros prêmios. Tudo pela DG.

Este álbum duplo é a perfeição. Nelsons revela a verdadeira grandeza de Wagner e Bruckner, lançando novas luzes sobre obras que conheço há anos. O homem é um gênio mesmo, sem sombra de dúvida.

Anton Bruckner: Symphonies Nos. 6 & 9 / Richard Wagner: Siegfried Idyll / Parsifal Prelude

Wagner:
1. Siegfried Idyll, WWV 103 (20:56)

Bruckner:
2. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106: I. Maestoso (16:40)
3. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106: II. Adagio. Sehr feierlich (19:45)
4. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106: III. Scherzo. Nicht schnell – Trio. Langsam (08:27)
5. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106: IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell (14:45)

Wagner:
6. Parsifal, WWV 111: Prelude (12:59)

Bruckner:
7. Symphony No. 9 in D Minor, WAB 109: I. Feierlich. Misterioso (23:37)
8. Symphony No. 9 in D Minor, WAB 109: II. Scherzo (Bewegt lebhaft) – Trio (Schnell) (10:45)
9. Symphony No. 9 in D Minor, WAB 109: III. Adagio (Langsam, feierlich) (24:05)

Gewandhausorchester Leipzig
Andris Nelsons, conductor

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Pois é, o cara é um gênio.

PQP

J. S.Bach (1685-1750): Cantatas BWV 13, 73, 81 e 144

J. S.Bach (1685-1750): Cantatas BWV 13, 73, 81 e 144

Aqui, boa parte desta coleção.

Lindo som, boas Cantatas, interpretação soberba, o que pedir mais? Já estamos no Volume 8 e eu ainda não expliquei para quem não conhece quem é Sigiswald Kuijken. Vamos lá?

Sigiswald Kuijken, nascido em 16 de fevereiro de 1944, é um violinista, violista e maestro belga conhecido por tocar instrumentos de época e originais.

Kuijken nasceu em Dilbeek, perto de Bruxelas. Foi membro do Alarius Ensemble de Bruxelas entre 1964 e 1972 e formou La Petite Bande em 1972. Desde 1971 ensina violino barroco no Conservatório Real de Haia e no Conservatório Real de Bruxelas. Ele é conhecido por usar a técnica mais antiga de não segurar o violino nem a viola sob o queixo. Ele é membro do Kuijken String Quartet, que ele formou em 1986. Nos últimos anos, ele também atuou como regente de sinfonias da era romântica.

Seus irmãos também são conhecidos por tocarem instrumentos e da forma historicamente informada: Barthold Kuijken é flautista e Wieland Kuijken, também membro do Kuijken Quartet, é violoncelista e gambista. Todos eles trabalharam muito com o cravista Gustav Leonhardt.

J. S.Bach (1685-1750): Cantatas BVV 13, 73, 81 e 144

1 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Aria: Meine Seufzer, meine Tranen (Tenor) 8:27
2 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Recitative: Mein liebster Gott lasst mich annoch (Alto) 0:59
3 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Chorale: Der Gott, der mir hat versprochen (Alto) 2:44
4 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Recitative: Mein Kummer nimmet zu (Soprano) 1:13
5 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Aria: Achzen und erbarmlich Weinen (Bass) 7:50
6 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Chorale: So sei nun, Seele 1:05

7 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Recitative: Herr, wie du willt, so schick’s mit mir (Tenor, Bass, Soprano) 3:48
8 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Aria: Ach senke doch den Geist der Freuden (Tenor) 3:34
9 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Recitative: Ach, unser Wille bleibt verkehrt (Bass) 0:33
10 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Aria: Herr, so du willt (Bass) 3:46
11 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Chorale: Das ist des Vaters Wille (Chorus) 1:19

12 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Aria: Jesus schlaft, was soll ich hoffen? (Alto) 4:33
13 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Recitative: Herr! warum trittest du so ferne? (Tenor) 1:06
14 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Aria: Die schaumenden Wellen von Belials Bachen (Tenor) 3:21
15 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Arioso: Ihr Kleinglaubigen, warum seid ihr so furchtsam? (Bass) 0:58
16 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Aria: Schweig, aufgeturmtes Meer! (Bass) 5:02
17 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Recitative: Wohl mir, mein Jesus spricht ein Wort (Alto) 0:27
18 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Chorale: Unter deinen Schirmen (Chorus) 1:28

19 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Nimm, was dein ist, und gehe hin (Chorus) 1:34
20 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Aria: Murre nicht, lieber Christ (Alto) 5:41
21 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Chorale: Was Gott tut, das ist wohlgetan (Chorus) 0:58
22 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Recitative: Wo die Genugsamkeit regiert (Tenor) 0:54
23 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Aria: Genugsamkeit ist ein Schatz in diesem Leben (Soprano) 2:42
24 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Chorale: Was mein Gott will, das gscheh allzeit (Chorus) 1:24

Soprano: Gerlinde Sämann
Alto: Petra Noskaiova
Tenor: Christoph Genz
Bass: Jan Van der Crabben
La Petite Bande
Sigiswald Kuijken (conductor)

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Sigiswald Kuijken: nada de botar a viola debaixo do queixo.

PQP

Hildur Guðnadóttir (1982): Trilha Sonora de Chernobyl

Hildur Guðnadóttir (1982): Trilha Sonora de Chernobyl

A excelente compositora islandesa Hildur Guðnadóttir visitou várias usinas nucleares reais para se inspirar. Em uma entrevista, Guðnadóttir contou como seguiu a equipe de filmagem até uma usina nuclear desativada na Lituânia — até mesmo usando um traje de liquidador — para a pesquisa. Guðnadóttir, que é violoncelista das boas, foi acompanhada por Chris Watson na gravação de campo. Mas isso não foi apenas para coletar amostras, mas, como ela diz, para ouvir. Assim, todo som que você ouve é de fato tirado da paisagem de uma usina nuclear semelhante àquela da era soviética, mas, como ela diz, o ato de observar era tão importante quanto. “Eu queria experimentar a sensação de estar dentro de uma usina”, diz ela. “Tentei fazer a música a partir de uma história”. A trilha sonora é pura música eletrônica. Absolutamente assustadora. Da boa.

Hildur Guðnadóttir (1982): Trilhe Sonora de Chernobyl

1 –Hildur Guðnadóttir The Door 2:43
2 –Hildur Guðnadóttir Bridge Of Death 4:44
3 –Hildur Guðnadóttir Turbine Hall 2:37
4 –Homin Lviv Municipal Choir* Vichnaya Pamyat 4:07
5 –Hildur Guðnadóttir Pump Room 3:44
6 –Hildur Guðnadóttir Clean Up 1:41
7 –Hildur Guðnadóttir Dealing With Destruction 1:55
8 –Hildur Guðnadóttir Waiting For The Engineer 1:32
9 –Hildur Guðnadóttir Gallery 2:24
10 –Hildur Guðnadóttir 12 Hours Before 2:32
11 –Hildur Guðnadóttir Corridors 3:13
12 –Hildur Guðnadóttir Líður (Chernobyl Version) 2:48
13 –Hildur Guðnadóttir Evacuation 4:44

Hildur Guðnadóttir gravou tudo.

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Hildur Guðnadóttir: o talento que nasceu no frio islandês

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 20 – 2 – 10

Aqui, boa parte desta coleção.

Mais um excelente disco desta coleção de Cantatas com Kuijken e La Petite Bande. As Cantatas BWV 20 e BWV 10 são especialmente belas. O som da Accent é maravilhoso e o conjunto holandês é um absurdo de bom. Nada a reclamar. É sentar e ouvir uma das melhores interpretações de Cantatas de Bach, apenas comparável ao conjunto de gravações de Gardiner.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 20 – 2 – 10

1 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Chorale: O Ewigkeit, du Donnerwort (Chorus) 4:15
2 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Recitative: Kein Ungluck ist in aller Welt zu finden (Tenor) 3:46
3 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Aria: Ewigkeit, du machst mir bange (Tenor) 4:45
4 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Recitative: Gesetzt, es dau’rte der Verdammten Qual (Bass) 3:02
5 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Aria: Gott ist gerecht in seinen Werken (Bass) 4:25
6 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Aria: O Mensch, errette deine Seele (Alto) 1:43
7 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Chorale: Solang ein Gott im Himmel lebt (Chorus) 1:11
8 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part II: Aria: Wacht auf, wacht auf, verlornen Schafe (Bass) 2:44
9 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part II: Recitative: Verlass, o Mensch, die Wollust dieser Welt (Alto) 1:24
10 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part II: Duet: O Menschenkind, hor auf geschwind (Alto, Tenor) 3:39
11 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part II: Chorale: O Ewigkeit, du Donnerwort (Chorus) 1:23

12 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Chorale: Ach Gott, vom Himmel sieh darein 5:24
13 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Recitative: Sie lehren eitel falsche List (Tenor) 1:19
14 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Aria: Tilg, o Gott, die Lehren (Alto) 3:30
15 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Recitative: Die Armen sind verstort (Bass) 1:44
16 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Aria: Durchs Feuer wird das Silber rein (Tenor) 5:03
17 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Chorale: Das wollst du, Gott, bewahren rein 1:18

18 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Meine Seel erhebt den Herren (Chorus) 3:41
19 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Aria: Herr, der du stark und machtig bist (Soprano) 6:25
20 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Recitative: Des Hochsten Gut und Treu (Tenor) 1:24
21 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Aria: Gewaltige stosst Gott vom Stuhl (Bass) 3:04
22 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Duet and Chorale: Er denken der Barmherzigkeit (Alto, Tenor) 2:18
23 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Recitative: Was Gott den Vatern alter Zeiten (Tenor) 2:00
24 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Chorale: Lob un Preis sei Gott dem Vater und dem Sohn 1:00

Siri Thornhill (soprano)
Petra Noskaiová (alto)
Marcus Ullmann (tenor)
Jan van der Crabben (bass)
La Petite Bande
Kuijken, Sigiswald

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La Petite Bande dando um rolê por aí.

PQP

G. P. Telemann (1681-1767): Chamber Cantatas & Trio Sonatas

G. P. Telemann (1681-1767): Chamber Cantatas & Trio Sonatas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Autor de obra vastíssima, Telemann foi o compositor mais famoso da época de Bach. Fazer o quê? Este disco não justifica tal gosto, mas demonstra um criador inspirado e amoroso. As Cantatas e Trios de Câmara aqui apresentadas são verdadeiras joias. Inspirado, Telemann enfileira belas melodias de um estilo que já se afastava do barroco que conhecemos, o que justifica plenamente chamar Bach de um “barroco tardio”. As Cantatas de Câmara têm estruturas de mini-concerto, com o Recitativo fazendo o papel de movimento lento. O Musica Pacifica e as cantoras Christine Brandes e Jennifer Lane foram muito felizes em uma abordagem ao mesmo tempo histórica e MUITO musical. Vale a pena ouvir.

G. P. Telemann (1681-1767): Chamber Cantatas & Trio Sonatas

Telemann: Corellisante Sonata No. 6 in D major, TWV 42:D8 9:27
1 I. Pastorale: Moderato 2:37
2II. Corrente: Vivace 2:12
3 III. Gavotta: Allegro 1:57
4 IV. Grave 0:53
5 V. Vivace 1:48

Telemann: In gering- und rauhen Schalen, TWV 1:941 10:53
6 Aria: In gering- und rauhen Schalen 4:49
7 Recitative: O Eitelkeit, du kluger Sterblicher 2:26
8 Aria: Nicht uns, nein, nein, nur dir allein 3:38

Telemann: Ergeuß dich zur Salbung der schmachtenden Seele, TWV 1:447 16:00
9 Aria: Ergeuss dich zur Salbung 6:46
10 Recitativo: Samaria empfing den heil’gen Geist 2:18
11 Aria: Schwarzer Geist der Dunkelheit 6:56

Telemann: 6 Sonates corellisantes: Sonata No. 4 in E major, TWV 42:E3 8:31
12 I. Andante 1:33
13 II. Allemanda: Allegro 3:02
14 III. Largo 1:36
15 IV. Giga: Allegro 2:20

Telemann: Durchsuche dich, o stolzer Geist, TWV 1:399 12:59
16 Aria: Durchsuche dich, O stolzer Geist 6:52
17 Recitative: Ach, welcher sich 1:47
18 Aria: Herr der Gnade, Gott des Lichts 4:20

Telemann: Halt ein mit deinem Wetterstrahle (TVWV 1:715) 9:04
19 Aria: Halt ein mit deinem Wetterstrahle 3:16
20 Recitative: Begluckte Stunden 2:05
21 Aria: Hemmet die Bache der sturzenden Tranen 3:43

Telemann: Erwag, o Mensch, sechs ganze Tage, TWV 487b 10:09
22 Aria: Erwag, O Mensch 4:20
23 Recitative: Ja! wer die Sussigkeit 1:05
24 Aria: Ergetzende Ruhe begnadigter Herzen 4:44

Musica Pacifica
Christine Brandes (soprano)
Jennifer Lane (mezzo-soprano)

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O Musica Pacifica em 2019.

PQP

Johan Svendsen (1840-1911): The Two Symphonies / Two Swedish Folk Tunes For Strings

Johan Svendsen (1840-1911): The Two Symphonies / Two Swedish Folk Tunes For Strings

As sinfonias de Svendsen são atléticas e animadas, mesmo nos movimentos lentos. Suas orquestrações são esplêndidas, mas falta-lhe a mágica dos compositores efetivamente grandes. A organização é a convencional de quatro movimentos, com dois allegri no início e no final, um segundo movimento andante e um intermezzo ou scherzo no terceiro. É agradável, culto e nada profundo. Bom para festas. Svendsen nasceu na Noruega, mas passou a maior parte de sua vida na Dinamarca. Escreveu majoritariamente obras para orquestra. Durante a vida, foi amigo de vários compositores, sendo que os principais deles são Grieg, Liszt e Wagner.

Johan Svendsen (1840-1911): The Two Symphonies / Two Swedish Folk Tunes For Strings

Symphony No.1 In D Major, Op. 4 (34:48)
1 Molto Allegro 9:10
2 Andante 11:06
3 Allegro Scherzando 5:23
4 Finale: Maestoso 8:42

Symphony No.2 In B Flat Major, Op. 15 (30:08)
5 Allegro 9:01
6 Andante Sostenuto 5:59
7 Intermezzo: Allegro Giusto 5:16
8 Finale: Andante – Allegro Con Fuoco 9:26

Two Swedish Folk Tunes, For String Orchestra (5:29)
9 Allt Under Himmelens Fäste 2:53
10 Du Gamla, Du Friska, Du Fjellhöga Nord (Swedish National Anthem) 2:30

Göteborgs Symfoniker (The Gothenburg Symphony Orchestra)
Conductor – Neeme Järvi

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Svendsen: eta homem decidido!

PQP

Why Not Here: Music for Two Lyra Viols

Why Not Here: Music for Two Lyra Viols

Este disco já foi chamado de Music for Two Lyra Viols, mas mudou de nome em sua reedição, ganhando o título de uma das peças. Uma “lyra viol” não é um instrumento especial, refere-se a um modo específico de tocar a viola da gamba, como um instrumento capaz de harmonia +  melodia, em vez de apenas melodia ou usado em um contexto puramente baixo. Esse conjunto de peças reflete a característica comum que Perl e Heumann empregam em suas aparições em concertos na Europa. O desconhecido Thomas Ford é um dos principais expoentes ingleses da lyra viol durante os períodos do final do Renascimento e do Barroco. O propósito declarado de Music for Two Lyra Viols é “celebrar e superar a melancolia, alterando a química de seu cérebro para colocar música em vez de outras drogas “. Sim, as duas são meio viajandonas. Perl contribui com uma nota de álbum altamente pessoal, que vagueia por temas distantes da música, mas que é uma novidade, pois o blá-blá-blá usual sobre os compositores  já encheu o saco. Um bom e melancólico CD, vindo de uma dupla e grupo hiper especializado neste gênero de repertório.

Why Not Here: Music for Two Lyra Viols

Thomas Ford
01. A Paven, M. Maynes choice
02. The Galiard
03. Forget me not
04. The Baggepipes, Sir Charles Howards delight
05. Why not here, M. Crosse his choice
06. Cate of Bardie, The Queenes Jig

John Jenkins
07. Fantasia

John Danyel
08. Passymeasures
09. A Fancy

Alfonso Ferrabosco II
10. Almaine
11. Galliard
12. Coranto

Anthony Holborne
13. Goe from my window

Richard Alison
14. Goe from my window

Thomas Ford
15. A Paven, Sir Richard Westons delight
16. The Galiard
17. An Almaine, M. Westovers farewell
18. Whipit and Tripit, M. Southcotes Jig

Alfonso Ferrabosco
19. The Spanish Paven

William Lawes
20. Paven
21. Aire

Performers:
Hille Perl – Viola da Gamba
Friederike Heumann – Viola da Gamba, Treble Viol
Lee Santana – Renaissance Lute, Cittern
Michael Freimuth – Renaissance Lute

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Hille Perl dando um recital no Galpão Sinfônico do PQP Bach

PQP

Philip Glass (1937): Violin Concerto / Alfred Schnittke (1934-1998): Concerto Grosso

Philip Glass (1937): Violin Concerto / Alfred Schnittke (1934-1998): Concerto Grosso

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Não vejo nenhuma semelhança entre o minimalismo de Glass e o poliestilismo de Schnittke, mas vá entender os critérios mercadológicos da DG. O fato é que o Concerto Grosso do russo humilha o Concerto de Glass, que até é bom, só que não é mole conviver com um companheiro doidamente ótimo. Para tanto, basta ouvir o movimento Lento de Schnittke, uma maravilha.

Gente, poliestilismo é o uso de múltiplos estilos e/ou técnicas de composição musical. É caracterizado pela capacidade de absorver diferentes tradições e expressar-se particularmente através de uma mistura de estilos altamente individual e refinada, capaz de unir passado, presente e futuro, o local e o universal. Alfred Schnittke foi o seu pioneiro, e com isso trouxe um novo caminho, de traço muito original para a contemporaneidade.

Schnittke foi o compositor mais importante a surgir na Rússia desde Dmitri Shostakovich. A sua música, nos seus primeiros anos, demonstra uma forte influência de Shosta. Desenvolveu fundamentais trabalhos como a sua épica Sinfonia nº 1 (1969-1972) e o seu lindíssimo Concerto Grosso nº 1 (1977), aquele do tando no final. Nos anos 1980, sua música começou a ser reconhecida fora de seu país. Escreveu então a esplêndida Suíte Gógol, o Quarteto de Cordas n°2 (1980), n°3 (1983) e também um Trio para Cordas (1985), o ballet Peer Gynt (1985-1987), as sinfonias n°3 (1981), n°4 (1984) e n°5 (1988), além do Concerto para viola (1985) e do Concerto para Violoncelo (1985-1986).

Em 1985, sofreu seu primeiro AVC. À medida que sua saúde se deteriorava, o compositor foi abandonando a extroversão do seu poliestilismo, adotando um estilo mais introspectivo e sombrio. Seu fim foi muito triste.

Glass (1937): Violin Concerto / Schnittke (1934-1998): Concerto Grosso

Philip Glass (1937 – )
Concerto For Violin And Orchestra

1. = 104 – = 120 6:40
2. = ca. 108 8:46
3. = ca. 150 – Coda: Poco meno = 104 9:30
Gidon Kremer, Wiener Philharmoniker, Christoph von Dohnányi

Alfred Schnittke (1934 – 1998)
Concerto Grosso No.5

4. 1. Allegretto 7:56
5. 2. Without tempo indication 5:18
6. 3. Allegro vivace 6:02
7. 4. Lento 8:28
Gidon Kremer, Wiener Philharmoniker, Christoph von Dohnányi, Rainer Keuschnig

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Alfred Schnittke e sua esposa Irina, que era pianista

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Mozart (1756-1791) / C.P.E. Bach (1714-1788) / Lebrun (1752-1790): Concertos para Oboé

Mozart (1756-1791) / C.P.E. Bach (1714-1788) / Lebrun (1752-1790): Concertos para Oboé

Um bom disco da época áurea da Archiv. Trevor Pinnock é um gênio da regência clássico-barroca e Paul Goodwin um mestre do oboé. O CD funciona maravilhosamente. Quase todo mundo vai achar o Concerto de Mozart superior aos outros, mas eu sou mano CPE e não abro. E não é por defender a família, é por convicção mesmo: este concerto de CPE é superior a seu análogo mozartiano, só isso. Vários dos concertos para outros instrumentos escritos por CPE são arranjos de outros antes escritos para teclado. Eu acho que já ouvi este concerto tocado por cravo (Hogwood), mas deixo esta pesquisa para os briosos jovens que leem este blog. Boa pesquisa!

Ah, o Lebrun? Meu deus, quem é Lebrun?

Mozart (1756-1791) / C.P.E. Bach (1714-1788) / Lebrun (1752-1790): Concertos para Oboé

Mozart: Concerto For Oboe And Orchestra In C Major, KV 314 (285 d)
1 Allegro Aperto 7:18
2 Adagio Non Troppo 7:16
3 Rondo: Allegretto 5:34

CPE Bach: Concerto Für Oboe And Orchestra In E Flat Major H 468 (Wq. 165)
4 Allegro 7:07
5 Adagio Ma Non Troppo 9:02
6 Allegro Ma Non Troppo 5:50

Lebrun: Concerto No. 1 For Oboe And Orchestra In D Minor
7 Allegro 8:11
8 Grazioso 5:52
9 Allegro 5:26

Bassoon – Alastair Mitchell, Alberto Grazzi
Cello – Helen Verney, Jane Coe, Timothy Kraemer
Directed By – Trevor Pinnock
Double Bass – Amanda McNamara
Flute – Neil McLaren (2), Rachel Brown (2)
Harpsichord – Trevor Pinnock
Horn – Andrew Clark (3), Christian Rutherford, Robert Montgomery (5)
Oboe – Lorraine Wood, Paul Goodwin (Solos), Sophia McKenna
Orchestra – English Concert
Timpani – Robert Howes
Trumpet – David Staff, Michael Harrison (4)
Viola – Rupert Bawden, Susan Bicknell, Trevor Jones (4)
Violin – Alison Cracknell, Diane Moore, Fiona Huggett, Graham Cracknell, James Ellis (3), Julia Bishop, Maurice Whitaker, Micaela Comberti, Miles Golding, Pauline Nobes, Walter Reiter
Violin, Concertmaster – Simon Standage

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Retrato do Mano Quando Velho (tela de Franz Conrad Löhr)

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas 1 & 2 e Partita 1 para Violino Solo, BWV 1001-1006

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas 1 & 2 e Partita 1 para Violino Solo, BWV 1001-1006

21 anos após gravar uma integral das Sonatas e Partitas Solo de Bach, Hilary Hahn faz uma necessária e muito mais madura regravação. A performance é obviamente muito boa, apesar de eu sempre preferir os historicamente informados. Então, há três outras mulheres que estão à frente dela, na minha opinião: Amandine Beyer, Rachel Podger e Lucy van Dael. Ao mesmo tempo, digo que Hahn pode frequentar o pódio das gravações fora dos instrumentos originais. É que toda a sua concepção tende ao romantismo e aí…

Bem, as 6 Sonatas e Partitas para Violino Solo BWV 1001-1006, são um conjunto de obras compostas por Bach para violino solo, sendo três sonatas da chiesa, em quatro movimentos, e três partitas, ou suítes de danças. O conjunto foi completado por volta de 1720, e cópias manuscritas serviram como um modelo para outros compositores, mas só foi impresso em 1802 por Nicolaus Simrock, em Bonn. Após a publicação, a coleção foi amplamente IGNORADA até que o célebre violinista Josef Joachim começou a tocar essas obras. Hoje as Sonatas e Partitas são uma parte essencial do repertório para violino, e são frequentemente executadas e gravadas. Elas estabeleceram com firmeza as capacidades do violino como um instrumento desacompanhado, solo.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas 1 & 2 e Partita 1 para violino solo

1. Sonata for Violin Solo No. 1, BWV 1001: 1. Adagio 04:47
2. Sonata for Violin Solo No. 1, BWV 1001: 2. Fuga (Allegro) 05:26
3. Sonata for Violin Solo No. 1, BWV 1001: 3. Siciliana 03:31
4. Sonata for Violin Solo No. 1, BWV 1001: 4. Presto 03:22

5. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 1. Allemande 07:30
6. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 2. Double 04:12
7. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 3. Courante 03:42
8. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 4. Double (Presto) 03:31
9. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 5. Sarabande 04:02
10. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 6. Double 03:35
11. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 7. Tempo di Bourreé 03:27
12. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 8. Double 03:15

13. Sonata for Violin Solo No. 2, BWV 1003: 1. Grave 04:51
14. Sonata for Violin Solo No. 2, BWV 1003: 2. Fuga 08:07
15. Sonata for Violin Solo No. 2, BWV 1003: 3. Andante 06:33
16. Sonata for Violin Solo No. 2, BWV 1003: 4. Allegro 05:50

Hilary Hahn, violino

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ArrHahn, aHahnsou.

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Terry Riley (1935): The Cusp of Magic

Terry Riley (1935): The Cusp of Magic

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Terry Riley está ao lado de Reich e Adams como os maiores compositores norte-americanos contemporâneos. Ele também é minimalista, mas seus padrões de repetição são bem diferentes. Para seu 70º aniversário, o Quarteto Kronos encomendou-lhe uma peça e ele decidiu incluir nela o instrumentista Wu Man que toca pipa (instrumento de cordas chinês, pesquise aí) e canta, além de tocar  tambor, chocalho, vários brinquedos e sintetizador. É a peça mais eclética que Riley escreveu para o Kronos. Ele supera a si mesmo incluindo world music, estilos ocidentais e instrumentos excêntricos. O título The Cusp of Magic refere-se ao solstício de verão. Cada um dos seus seis movimentos tem um programa associado ao fenômeno, e os movimentos externos são evocações de rituais religiosos da América do Norte. As paisagens sonoras são, sim, alucinógenas, sobrepondo-se e evoluindo caleidoscopicamente. Os movimentos são musicalmente muito diferenciados, ainda que repletos de justaposições e confrontos sonoros. Apesar de seu extremo ecletismo, a peça tem integralidade e propósitos que nunca parecem aleatórios. O ouvinte está claramente nas mãos de um compositor que está no controle da situação. A linguagem harmônica de Riley é em grande parte tonal e, para o ouvinte atento à sua estética, a música é poderosa, evocativa, assustadora e simplesmente adorável. Não é preciso dizer que o Kronos Quartet e Wu Man se jogam de todo coração na música de Riley, tocando (e cantando) com verdadeira paixão. O som da Nonesuch é limpo, com grande senso de presença.

Terry Riley (1935): The Cusp of Magic

1 The Cusp Of Magic 10:04

2 Buddha’s Bedroom 10:33
Vocals – Wu Man

3 The Nursery 5:10
Vocals – Wu Man

4 Royal Wedding 6:14

5 Emily And Alice 4:09
Vocals – Elisabeth Commanday

6 Prayer Circle 6:41

Cello, Toy – Jeffrey Zeigler
Ensemble – Kronos Quartet
Pipa, Toy, Vocals – Wu Man
Vocals – Elisabeth Commanday
Viola, Toy – Hank Dutt
Violin, Bass Drum, Rattle [Peyote], Toy – David Harrington
Violin, Toy – John Sherba

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Não, não é um padre ortodoxo nem um sábio chinês, é Terry Riley

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Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Les Cyclopes (Pièces de Clavecin)

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Les Cyclopes (Pièces de Clavecin)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Pinnock é um tremendo músico. E Rameau é sempre muito inspirado, maravilhosamente desigual. É como um pintor que consegue criar quadros impressionistas, expressionistas, fotorrealistas e alguns outros istas. E o virtuosismo de Pinnock — que sempre amou o compositor francês — responde bem a cada Rameau. É estranho que um compositor tão feliz e esparramado tenha sido um homem tímido. Pouco se sabe sobre sua vida, especialmente de seus primeiros quarenta anos, antes de se fixar em Paris. O que se sabe é que aprendeu música com seu pai mesmo antes de ser alfabetizado. Recebeu educação no colégio jesuíta de Godrans, mas não era bom aluno e atrapalhava as aulas cantando. Só o que lhe interessava era a música. Ouçam as faixas 1 com seus magníficos baixos, as variações da faixa 10, a inacreditável revoada de pássaros da 15… E a galinha da 20? Nossa, Rameau é sensacional!

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Les Cyclopes (Pièces de Clavecin)

Pièces De Clavecin (1724)
1 Les Cyclopes 3:24
2 L’Entretien Des Muses 6:27
3 Les Tourbillons 2:14

Nouvelles Suites De Pièces de Clavecin ( ca. 1728) (32:26)
4 Suite In A Minor – Allemande 7:11
5 Suite In A Minor – Courante 3:35
6 Suite In A Minor – Sarabande 3:49
7 Suite In A Minor – Les Trois Mains 4:46
8 Suite In A Minor – Fanfarinette 2:05
9 Suite In A Minor – La Triomphante 1:44
10 Suite In A Minor – Gavotte Avec Les Doubles de la Gavotte 9:29

Pièces De Clavecin (21:49)
11 Suite In E Minor – Allemande 4:16
12 Suite In E Minor – Courante 1:32
13 Suite In E Minor – Gigue En Roundeau I 1:33
14 Suite In E Minor – Gigue En Rondeau II 2:27
15 Suite In E Minor – Le Rappel Des Oiseaux 2:43
16 Suite In E Minor – Rigaudon I – Rigaudon II Et Double 2:39
17 Suite In E Minor – Musette En Rondeau 2:35
18 Suite In E Minor – Tambourin 1:16
19 Suite In E Minor – La Villageoise 2:48

Nouvelles Suites De Pièces De Clavecin
20 La Poule 4:56
21 L’Enharmonique 4:15
22 L’Egiptienne 3:23

Trevor Pinnock, cravo

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Se eu tocasse como ele, também estaria dando gargalhadas.

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.: interlúdio :. New Budapest Orpheum Society: Jewish Cabaret In Exile

.: interlúdio :. New Budapest Orpheum Society: Jewish Cabaret In Exile

Como soa um cabaré judeu? Este é um som diferente do fenômeno klezmer, que existe em torno de festas e danças. As canções de cabaré neste disco têm relação com certos tipos de música de salão dos primeiros anos do século 20 e freqüentemente comentam a vida no exílio, provocando diversão satírica sobre as autoridades e as aflições da sociedade. Como referência adicional, eles podem, de certa forma, ser comparados com obras mais familiares, mas similares, como A Ópera dos Três Vinténs, de Kurt Weill. A New Budapest Orpheum Society é um conjunto da Universidade de Chicago. É formado por um grupo misto de vocalistas (Julia Bentley, mezzo-soprano e Stewart Figa, barítono) e instrumentistas (Iordanka Kisslova, violino; Stewart Miller, baixo de corda; Hank Tausend, percussão; e Ilya Levinson, piano).

New Budapest Orpheum Society: Jewish Cabaret In Exile

I. The Great Ennui on the Eve of Exile
Edmund Nick (1891–1973) & Erich Kästner (1899–1974)
1 Die möblierte Moral / The Well-Furnished Morals (1:48)
2 Das Wiegenlied väterlicherseite / The Father’s Lullaby (4:49)
3 Die Elegie in Sachen Wald / Elegy in the Forest of Things (3:29)
4 Der Gesang vom verlorenen Sohn / The Song of the Lost Son (5:13)
5 Das Chanson für Hochwohlgeborene / The Chanson for Those Who Are Born Better (2:43)
6 Der Song “man müßte wieder . . .”/ The Song “Once Again One Must . . .” (3:59)

II. The Exiled Language — Yiddish Songs for Stage and Screen
7 Moses Milner (1886–1953): In Cheider / In the Cheder (5:46)
8 Mordechai Gebirtig (1877–1942): Avreml, der Marvikher / Abe, the Pickpocket (5:12)
9 Abraham Ellstein (1907–1963): Tif vi di Nacht / Deep as the Night (3:07)

III. Transformation of Tradition
Hanns Eisler (1898–1962):
From Zeitungsausschnitte, Op. 11 (Newspaper Clippings)
10 Mariechen / Little Marie (1:49)
11 Kriegslied eines Kindes / A Child’s Song of War (2:32)

IV. The Poetics of Exile: Songs by Hanns Eisler and Kurt Tucholsky (1890–1935)
12 Heute zwischen Gestern und Morgen / Today between Yesterday and Tomorrow (2:35)
13 Bügerliche Wohltätigkeit / Civic Charity (3:01)
14 Zuckerbrot und Peitsche / Sweetbread and Whips (2:20)
15 An den deutschen Mond / To the German Moon (2:46)
16 Einigkeit und Recht und Freiheit / Unity and Justice and Freedom (1:53)
17 Couplet für die Bier-Abteilung / Couplet for the Beer Department (1:26)

V. Traumas of Inner Exile
Viktor Ullmann (1898–1944)
Three Yiddish Songs (Brezulinka), op. 53 (1944)
18 Berjoskele / The Little Birch (4:18)
19 Margaritkele / Little Margaret (1:37)
20 Ich bin a Maydl in di Yorn / I’m Already a Young Woman (1:30)

VI. Nostalgia and Exile
21 Georg Kreisler (b. 1922): Tauben vergiften / Poisoning Pigeons (2:46)
22 Hermann Leopoldi (1888–1959) and Robert Katscher (1894–1942): Ich bin ein unverbesserlicher Optimist / I’m an Irrepressible Optimist (3:46)
23 Misha Spoliansky (1898–1985) / Marcellus Schiffer (1892–1932): Heute Nacht oder nie / Tonight or Never (3:22)

VII. Exile in Reprise
Friedrich Holländer on Stage and Film
24 Friedrich Holländer (1896–1976): Marianka (2:32)
25 Wenn der Mond, wenn der Mond . . . / If the Moon, If the Moon . . . (3:00) Lyrics by Theobald Tiger (Kurt Tucholsky)

Baritone Vocals – Stewart Figa
Bass – Stewart Miller (2)
Drums – Henry Tausend
Ensemble – New Budapest Orpheum Society
Mezzo-soprano Vocals – Julia Bentley
Music Director – Philip V. Bohlman
Piano – Ilya Levinson
Violin – Iordanka Kissiova

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O pessoal da New Budapest Orpheum Society

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Franz Joseph Haydn (1732-1809): Quartetos de Cordas Op. 76 (Completos)

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Quartetos de Cordas Op. 76 (Completos)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma das coisas que fazem minha alegria no mundo são os Quartetos Op. 76 de Haydn, aqui magnificamente interpretados pelo Quarteto Doric.

Os seis quartetos de cordas, Op. 76 de Joseph Haydn foram compostos em 1797 ou 1798 e dedicados ao conde húngaro Joseph Georg von Erdödy (1754–1824). Eles formam o último conjunto completo de quartetos de cordas que Haydn compôs. Na época da encomenda, o compositor estava empregado na corte do príncipe Nicolaus Esterházy II e estava compondo o oratório A Criação.

Dentro do Op. 76 estão as obras de câmara mais ambiciosas de Haydn, desviando mais do que seus antecessores da forma sonata padrão. Além de não usar a forma de sonata esperada em alguns dos primeiros movimentos do quarteto de cordas, Haydn emprega formas incomuns em outros movimentos, como um cânone e uma fantasia.

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Quartetos de Cordas Op. 76 (Completos)

String Quartet Op. 76 No. 1 (Hob. III: 75) In G Major (24:12)
1-1 Allegro Con Spirito 8:41
1-2 Adagio Sostenuto 7:11
1-3 Menuet. Presto – Trio – Menuet Da Capo 2:16
1-4 Finale. Allegro Ma Non Troppo 6:18

String Quartet Op. 76 No. 2 ‘Quinten’ (Hob. III: 76) In D Minor (22:45)
1-5 Allegro 9:36
1-6 Andante O Più Tosto Allegretto 5:57
1-7 Menuet. Allegro – Trio – Menuet Da Capo 3:00
1-8 Finale. Vivace assai 4:06

String Quartet Op. 76 No. 3 ‘Kaiser’ (Hob. III: 77) In C Major (29:11)
1-9 Allegro 10:39
1-10a Poco Adagio. Cantabile – 8:03
1-10b Variazioni I –
1-10c Variazioni II –
1-10d Variazioni III –
1-10e Variazioni IV
1-11 Menuet. Allegro – Trio – Menuet da Capo 4:36
1-12 Finale. Presto 5:43

String Quartet Op. 76 No. 4 ‘Sonnenaufgang’ (Hob. III: 78) In B Flat Major (25:13)
2-1 Allegro Con Spirito 9:14
2-2 Adagio 6:15
2-3 Menuet. Allegro – Trio – Menuet da Capo 4:30
2-4 Finale. Allegro Ma Non Troppo – Più Allegro – Più Presto 5:07

String Quartet Op. 76 No. 5 (Hob. III: 79) In D Major (20:10)
2-5 Allegretto – Allegro 5:09
2-6 Largo. Cantabile E Mesto 3:20
2-7 Menuet. Allegro – Trio – Menuet da Capo 3:20
2-8 Finale. Presto 3:25

String Quartet Op. 76 No. 6 (Hob. III: 80) In E Flat Major (24:33)
2-9 Allegretto – Allegro 7:00
2-10 Fantasia. Adagio 7:06
2-11 Menuet. Presto – Alternativo – Menuet da Capo 4:03
2-12 Finale. Allegro Spiritoso 6:17

Doric String Quartet:
Cello – John Myerscough
Viola – Hélène Clément
Violin – Alex Redington, Jonathan Stone

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O excelente Quarteto Doric.

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Monteverdi, Vivaldi, Purcell, Bertali, Legrenzi, Piccinini: Lamenti

Monteverdi, Vivaldi, Purcell, Bertali, Legrenzi, Piccinini: Lamenti

Um excelente CD que traz duas lendas, a mezzo-soprano sueca Anne Anne Sofie von Otter e o Musica Antiqua Köln, dirigido por Reinhard Goebel. E é claro que a coisa teria que ser — e é — do mais alto nível. Apenas uma das peças incluídas nesta gravação era conhecida por mim antes de eu comprar este lançamento — o famoso Lamento d’Arianna de Claudio Monteverdi. Desta forma, esta maravilhosa gravação me apresentou várias novidades. A cantata de Antonio Vivaldi, Cessate, é uma delas. Com cerca de dez minutos de duração, a cantata é composta de várias seções contrastantes. Além de apreciar muito o Cessate, o madrigal Monteverdi que abre o disco, Con che soavita, também é muito atraente, complexo e cheio das harmonias ricas e quase ostentatórias. O disco conclui com duas peças fúnebres de Henry Purcell. O compositor inglês do barroco médio é mais famoso por ter escrito o mais famoso Lamento da época, o Lamento de Dido, de Dido and Aeneas, que não está no disco. Os dois encontrados aqui são Incassum, Lesbia, uma canção funerária escrita para um membro da família real, e O Solitude, uma canção solo menos formal mas talvez mais bem sucedida. Imprensado entre os Purcell, está uma deliciosa chacone para alaúde do início do barroco, da qual também gostei. Von Otter também escolheu dois italianos menores do século 17, Antonio Bertali e Giovanni Legrenzi, nenhum dos quais me pareceu excepcional. A qualidade da música é correspondida pelos executantes. Famosa por seu mezzo elegante e sem falhas, von Otter faz as passagens mais lentas de forma mais bela. Recomendado para os fãs de música clássica mais sérios e menos casuais.

Monteverdi, Vivaldi, Purcell, Bertali, Legrenzi, Piccinini: Lamenti

1 Monteverdi: Con Che Soavità 4:42
2 Bertali: Lamento Della Regina D’Inghilterra 15:24
3 Legrenzi: Il Ballo Del Gran Duca, Op. 16: Corrente Nona 3:19
4 Vivaldi: Cantata “Cessate, Omai Cessate” RV 684 10:52
5 Monteverdi: Lamento D’Arianna 11:07
6 Purcell: Incassum, Lesbia, Rogas, Z. 383 7:27
7 Piccinini: Ciaccona 1:52
8 Purcell: Oh Solitude! Z. 406 4:58

Anne Sofie von Otter
Musica Antiqua Köln
Reinhard Goebel
Jakob Lindberg
Markus Mollenbeck
Franz-Josef Selig

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Que Lamenti, que nada! A gente gosta é de ciência! (Rembrandt – A Lição de Anatomia do Dr. Nicolaes Tulp)

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