Aram Khachaturian (1903-1978): Sinfonia Nº 2 / 4 Danças de Gayaneh

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Aram Khachaturian não era dono de uma arte discreta. Sua música é esparramada e barulhenta, mas não pensem que não possa ser boa e sutil. Indiscutivelmente, este armênio foi o compositor Nº 3 da URSS, ficando logo atrás de Shostakovich e Prokofiev no panteão da música russa do século XX. Ele, porém, é muito mais “étnico” do que os outros dois. Sua música nunca deixou a região onde nasceu. Os compositores têm uma capacidade única de refletir a história, as tradições, as dores e os momentos alegres de seus povos em sua música. No entanto, apenas alguns deles ganham reconhecimento mundial. Khachaturian foi um destes. A Sinfonia Nº 2 talvez seja a menos luminosa — tanto em humor como em colorido orquestral — de suas sinfonias. Não é para menos: ela foi escrita em 1943, no meio da Segunda Guerra Mundial. É música para ser ouvida com o som bem alto. Neeme Järvi é um mestre neste tipo de repertório. E dá um show na agitação das quatro peças do balé Gayaneh. É para tirar o fôlego. O Ministério da Saúde adverte: se você inventar de dançar Gayaneh em casa, antes afaste tudo de seu caminho. Senão, pode acabar em despesa.

Aram Khachaturian (1903-1978): Sinfonia Nº 2 / Gayaneh

1. Symphony No. 2 (Original Version): I Andante Maestoso
2. Symphony No. 2 (Original Version): II Allegro Risoluto
3. Symphony No. 2 (Original Version): III Andante Sostenuto
4. Symphony No. 2 (Original Version): IV Andante mosso – Allegro Sostenuto

5. Gayaneh: Four Movements From Ballet Suite No. 1: 1 Sabre Dance
6. Gayaneh: Four Movements From Ballet Suite No. 1: 3 Dance Of The Rose Maidens
7. Gayaneh: Four Movements From Ballet Suite No. 1: 5 Lullaby
8. Gayaneh: Four Movements From Ballet Suite No. 1: 8 Lezghinka

Royal Scottish National Orchestra
Neeme Järvi

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Khachaturian: o campeão da Armênia é o Nº 3 da URSS

Khachaturian: o campeão da Armênia é o Nº 3 da URSS

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G. F. Händel (1685-1759) : Opera Seria (Árias)

O que existe de CDs com árias de Händel poderia pavimentar o chão de todo o andar onde me encontro e ainda sobraria alguma coisa para as reformas. Cada bom cantor ou cantora lírica tem o seu, quase sempre acompanhado de excelentes orquestras historicamente informadas. E, caramba, é o caso deste! Só que as escolhas da francesa Piau e de Christophe Rousset estão muito acima do normal. É claro que as interpretações de ambos também. Fugindo das óbvias árias habituais, Piau dá um banho de talento. É uma especialista em música barroca que colaborou com Koopman na integral de Cantatas e Paixões de Bach. Imaginem que entrou no Conservatório de Paris para tocar harpa… Então, por puro acaso, William Christie ouviu-a cantarolando e…

G. F. Händel (1685-1759) : Opera Seria (Árias)

01. Scoglio d’immota fronte (Scipione), 4:57.69
02. Verdi piante (Orlando), 6:19.44
03. Che sento..Oh Dio! (Giulio Cesare), 1:07.02
04. Se pieta (Giulio Cesare), 7:43.25
05. L’amor ed il destin (Partenope), 2:59.43
06. Ah spietato (Amadigi), 5:25.25
07. Brilla nell’alma (Alessandro), 5:20.14
08. Ombre piante (Rodelinda), 5:45.51
09. Combattuta da due venti (Faramondo), 5:54.74
10. Cor di padre (Tamerlano), 8:16.41
11. M’ai resa infelice (Deidamia), 3:52.28
12. Son qual stanco (Arianna in Creta), 9:24.73

Sandrine Piau, soprano
Les Talens Lyriques
Christophe Rousset

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Piau: cabelos curtos, Handel muito acima da média

Piau: cabelos curtos, Händel muito acima da média

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Alessandro Marcello (1668-1747): Concertos e Cantatas

Digo para quem gostou ou não da postagem de ontem que este disco é ainda melhor. Além de novos e bons concertos — dentre eles está a mais famosa peça de Marcello, o Concerto para Oboé, Cordas e Contínuo em Ré Menor que abre os trabalhos, com seu belo Adágio — há duas curiosas e excelentes cantatas: La Lontananza e Irene Sdegnata. A Orquestra Barroca de Veneza (que saudades!) e Andrea Marcon tem senso de estilo e matam a pau. Gosta de barrocos? Então pode baixar de olhos fechados.

Alessandro Marcello (1668-1747) : Concertos and Cantatas

1. Concerto Per Oboe, Archi E Continuo In Re Minore: I. Andante Spiccato 3:11
2. Concerto Per Oboe, Archi E Continuo In Re Minore: II. Adagio 3:14
3. Concerto Per Oboe, Archi E Continuo In Re Minore: III. Presto 3:26

4. Concerto Decimo Con L’Eco, B Dur: I Andante 3:06
5. Concerto Decimo Con L’Eco, B Dur: II. Larghetto 3:32
6. Concerto Decimo Con L’Eco, B Dur: III. Spiritoso 1:36

7. Concerto XVI In Fa Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: I. Allegro 2:16
8. Concerto XVI In Fa Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: II. Larghetto 2:13
9. Concerto XVI In Fa Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: III. Andante Ma Non Presto 2:48

10. La Lontananza: Aria: Lontananza Crudel 9:05
11. La Lontananza: Recitativo: Poiche Chi Troppo Tempo 0:27
12. La Lontananza: Aria: Chi Troppo Tempo 1:36

13. Concerto XIV In La Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: I. Andante Spiritoso-Adagio 2:18
14. Concerto XIV In La Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: II. Allegro 1:42
15. Concerto XIV In La Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: III. Presto 2:13

16. Irene Sdegnata: Ouverture: Allegro 1:11
17. Irene Sdegnata: Lento Spiritoso 3:02
18. Irene Sdegnata: Adagio 0:22
19. Irene Sdegnata: Recitativo: Contra L’Empio Fileno – Andante 1:35
20. Irene Sdegnata: Aria: Ingrato. Spietato – Moderato 4:54
21. Irene Sdegnata: Recitativo: Va Tiranno – Andante 0:45
22. Irene Sdegnata: Aria: Si, Va Pur – Allegro 3:28

Sylva Pozzer
Roberto Balconi
Paolo Grazzi
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon

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Ele não melhorou de ontem para hoje.

Ele não adquiriu beleza física de ontem para hoje.

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Johannes Brahms: Complete Trios

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma gravação clássica do Beaux Arts Trio e agregados, que deve ser apresentada aos pequepianos. Trata-se de um repertório sem pontos baixos interpretados notavelmente por especialistas no formato de trio e no gênero romântico. Das várias formações do grupo de Menahem Pressler, a deste CD, com Isidore Cohen e Bernard Greenhouse, foi a mais habitual.

Esses trios são uma excelente introdução a Brahms, uma vez que eles são de todas as fases da carreira do compositor. O Beaux Arts oferece a prova definitiva de que é melhor ouvir um conjunto estabelecido do que as colaborações entre superstars das quais algumas gravadoras tanto gostam. Há um diálogo contínuo e instintivo longamente estabelecido entre os três veteranos. A sua abordagem é descontraída, sem os excessos dramáticos que caracterizam muitas interpretações camarísticas de Brahms. Uma joia!

Johannes Brahms: Complete Trios

Disc 1

1 Brahms: Piano Trio No.1 in B, Op.8 – 1. Allegro con brio 10:15
2 Brahms: Piano Trio No.1 in B, Op.8 – 2. Scherzo (Allegro molto) 4:58
3 Brahms: Piano Trio No.1 in B, Op.8 – 3. Adagio 8:10
4 Brahms: Piano Trio No.1 in B, Op.8 – 4. Allegro 6:17

Beaux Arts Trio

5 Brahms: Horn Trio in E flat, Op.40 – 1. Andante – Poco più animato 7:25
6 Brahms: Horn Trio in E flat, Op.40 – 2. Scherzo (Allegro) 7:32
7 Brahms: Horn Trio in E flat, Op.40 – 3. Adagio mesto 7:03
8 Brahms: Horn Trio in E flat, Op.40 – 4. Finale (Allegro con brio) 6:24

Arthur Grumiaux and Francis Orval and György Sebök

Disc 2

1 Brahms: Piano Trio No.2 in C, Op.87 – 1. Allegro 8:50
2 Brahms: Piano Trio No.2 in C, Op.87 – 2. Andante con moto 7:23
3 Brahms: Piano Trio No.2 in C, Op.87 – 3. Scherzo (Presto) 4:13
4 Brahms: Piano Trio No.2 in C, Op.87 – 4. Finale (Allegro giocoso) 5:27

Beaux Arts Trio

5 Brahms: Piano Trio No.3 in C minor, Op.101 – 1. Allegro energico 6:43
6 Brahms: Piano Trio No.3 in C minor, Op.101 – 2. Presto non assai 3:12
7 Brahms: Piano Trio No.3 in C minor, Op.101 – 3. Andante grazioso 4:32
8 Brahms: Piano Trio No.3 in C minor, Op.101 – 4. Allegro molto 4:54

Beaux Arts Trio

9 Brahms: Clarinet Trio in A minor, Op.114 – 1. Allegro 7:44
10 Brahms: Clarinet Trio in A minor, Op.114 – 2. Adagio 8:17
11 Brahms: Clarinet Trio in A minor, Op.114 – 3. Andante grazioso 5:12
12 Brahms: Clarinet Trio in A minor, Op.114 – 4. Allegro 4:16

Bernard Greenhouse and George Pieterson and Menahem Pressler

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A formação, digamos, mais duradoura do Beaux Arts. O único membro que sempre se manteve foi o pianista Menahen Pressler.

A formação, digamos, mais duradoura do Beaux Arts. O único membro que sempre se manteve foi o pianista Menahen Pressler.

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Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Um bom disco. Este foi o primeiro de Baiba Skride. É de 2004. O folheto proclama que essas três obras seriam “manifestos solo”, não só para Skride mostrar suas credenciais ao mundo, mas também para os próprios compositores. Mais ou menos, né? Na verdade, há uma conexão que liga as três obras, sendo Bach o suporte tanto para Ysaÿe quanto Bartók. Baiba gravou este CD quando tinha apenas 23 anos. Suas abordagens são ótimas, mas ainda ficam longe de Beyer e Podger. Sobra técnica, falta emoção, tanto no Bach quanto no Ysaÿe. Ela não chega ao coração, fica só rondando. Maturidade vem com o tempo, né? Ela vai melhor no Bartók, talvez mais próximo da origem eslava (Riga, Letônia) da violinista. Por exemplo, Skride toca a Sonata de Bartók melhor do que David Grimal, postado ontem. Mas perde fácil para Frang. Confiram! Baiba toca um Stradivarius “Wilhelmj” de 1725.

Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Johann Sebastian Bach
1. Allemanda – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (5:15)
2. Corrente – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (2:47)
3. Sarabanda – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (4:21)
4. Giga – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (4:07)
5. Ciaconna – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (16:30)

Eugène Ysaÿe
6. Grave – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (5:39)
7. Fugato – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (4:37)
8. Allegretto poco scherzoso – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (4:29)
9. Finale con brio – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (2:36)

Béla Bartók
10. Tempo di ciaconna – Sonata For Violin Solo (1944) (10:05)
11. Fuga – Sonata For Violin Solo (1944) (4:49)
12. Melodia – Sonata For Violin Solo (1944) (7:30)
13. Presto – Sonata For Violin Solo (1944) (5:12)

Baiba Skride, violino

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Baiba Skride

Baiba Skride

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Debussy, Ravel: Sonatas para Violino e Piano / Bartók: Sonata para Violino Solo

O recital de David Grimal e Georges Pludermacher começa com a Sonata de Debussy. Não sou apaixonado por ela, mas Grimal me convenceu, o que acontece raramente em um ouvinte como eu, que tem dificuldades com este compositor. Mas Debussy teve grande influência no início da carreira de um dos caras que mais amo, Bartók. A Sonata Para Violino Solo do húngaro é uma obra-prima que foi escrita de encomenda para Yehudi Menuhin. Acho que Grimal poderia ter sido mais agressivo, mas OK. (Creio que Vilde Frang tenha se saído melhor do que Grimal na obra. Aliás, amanhã postaremos uma versão também superior a de David, mas inferior à de Frang). E realmente gostei muito, muito mesmo, de sua interpretação da Sonata de Ravel, que me pareceu, secundado por Bartók, os filés do CD.

Debussy, Ravel: Sonatas para Violino e Piano / Bartók: Sonata para Violino Solo

Claude Debussy
Sonate Pour Violon Et Piano

1 Allegro Vivo 5:00
2 Intermède. Fantasque Et Leger 4:10
3 Finale Très Animé 4:09

Béla Bartok
Sonata For Solo Violin SZ 117

4 Tempo Di Ciaccona 9:53
5 Fuga 4:18
6 Melodia 6:14
7 Presto 5:00

Maurice Ravel
Sonate Nº2 Pour Violon Et Piano

8 Allegreto. Andante 7:45
9 Blues, Moderato 5:04
10 Perpetuum Mobile 3:31

Violin – David Grimal
Piano – Georges Pludermacher

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David Grimal felizinho

David Grimal todo felizinho

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Grieg (1843-1907), Bartók (1881-1945), R. Strauss (1864-1949): Sonatas para Violino

IM-PER-DÍ-VEL !!!

De todas essas belas violinistas de menos de 40 anos que surgiram nos últimos anos, creio que apenas a norueguesa Vilde Frang possa ficar tranquilamente, sem sentimentos de inferioridade, junto às hoje veteranas Mullova e Mutter. Dona de extraordinária musicalidade, talvez ela exagere no perfume jogado sobre Strauss, mas não creio ter ouvido melhores versões do que as que Frang comete nas sonatas de Grieg (violino e piano) e na TREMENDA OBRA-PRIMA DE BARTÓK (para violino solo).

Esta Sonata foi composta a pedido Yehudi Menuhin em 1943. Bartók era um compositor totalmente sem dinheiro, exilado nos EUA e extremamente doente. Tinha já diagnosticada a leucemia que iria matá-lo. A situação era realmente difícil. Menuhin pediu-lhe a Sonata não apenas porque considerava Bartók um compositor genial, mas também para lhe dar um trabalho e meios. Também, foi, aparentemente, um caso de bondade. Desde o primeiro momento, Menuhin e os primeiros ouvintes deram-se conta que tratava-se de uma obra-prima. Com a pretensão de homenagear as sonatas e partitas para violino solo de Bach, Bartók alcançou um equivalente moderno em termos de paixão, rigor e contínua invenção. E, nela, Frang consegue o milagre de enfatizar o parentesco com Bach. No Grieg, é importante ressaltar que é uma norueguesa interpretando um norueguês, o que é uma raridade em termos de sotaque e compreensão. Seu Allegretto quasi andantino é quasi de sair dançando pela sala.

Para terminar, revelo que Vilde Frang nasceu num 19 de agosto. É, sem dúvida alguma, a melhor, a mais perfeita e mais distinta data para alguém nascer!

Grieg (1843-1907), Bartók (1881-1945), R. Strauss (1864-1949): Sonatas para Violino

Grieg: Violin Sonata No. 1, Op. 8
1 Sonata in F major, Op.8: I – Allegro con brio 9:24
2 Sonata in F major, Op.8: II – Allegretto quasi andantino 5:24
3 Sonata in F major, Op.8: III – Allegro molto vivace 7:14

Bartók: Sonata for Solo Violin, Sz. 117
4 Sonata for solo violin: I. Tempo di ciaccona 9:26
5 Sonata for solo violin: II. Fuga – Risoluto, non troppo vivo 5:01
6 Sonata for solo violin: III. Melodia – Adagio 7:15
7 Sonata for solo violin: IV. Presto 5:35

Strauss: Violin Sonata, Op. 18
8 Sonata in E Flat major, Op. 18: Allegro, ma non troppo 11:41
9 Sonata in E Flat major, Op. 18: Improvisation (Andante cantabile) 8:12
10 Sonata in E Flat major, Op. 18: Finale (Andante – Allegro) 9:32

Vilde Frang, violino
Michail Lifits

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Vilde Frang nasceu na melhor das datas | Foto: Marco Borggreve

Vilde Frang nasceu na melhor das datas | Foto: Marco Borggreve

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Johannes Brahms (1833-1897): Quarteto de Cordas Nº 1 e Quinteto para Piano, Op. 34

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esqueça a capa brega, pois o conteúdo é sofisticadíssimo. Gostei muito desta gravação do Quarteto Brodsky, principalmente na abordagem menos histérica que o habitual ao Quinteto para Piano, Op. 34. Talvez por estarem acostumados a Bartók e Shostakovich — eles também têm gravações como Paul McCartney, Elvis Costello e Björk –, o Brodsky teve a capacidade de retirar o Brahms, falo mais especificamente do Quinteto, da área do romantismo descabelado, trazendo-o para o local onde ele deve estar, aquele onde Schoenberg o colocou. Afinal foi o velho Arnold quem disse que Brahms, o classicista, o acadêmico, era na verdade um grande inovador no domínio da linguagem musical, um grande progressista (progressive). Os elogios também vão para a interpretação madura Quarteto de Cordas Nº 1. Tudo de bom aqui.

Johannes Brahms (1833-1897): Quarteto de Cordas Nº 1 e Quinteto para Piano

01. String Quartet in C minor, Op.51 No.1 – I. Allegro
02. String Quartet in C minor, Op.51 No.1 – II. Romanze. Poco adagio
03. String Quartet in C minor, Op.51 No.1 – III. Allegretto molto moderato e comodo
04. String Quartet in C minor, Op.51 No.1 – IV. Allegro

05. Piano Quintet in F minor, Op.34 – I. Allegro non troppo
06. Piano Quintet in F minor, Op.34 – II. Andante, un poco Adagio
07. Piano Quintet in F minor, Op.34 – III. Scherzo. Allegro – Trio
08. Piano Quintet in F minor, Op.34 – IV. Finale. Poco sostenuto – Allegro non troppo

Brodsky Quartet
Natacha Kudritskaya, piano

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O ótimo Brodsky Quartet

O ótimo Brodsky Quartet

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Krzysztof Penderecki (1933): Peças para Violino e Piano

Penderecki tem carreira longuíssima e variada. Começou como um moderno ultra radical e depois fez até música tonal e melodiosa. É um enorme talento que começou como Pollock e depois fez retratos e paisagens. Ou seja, suas primeiras obras eram enquadradas na chamada música de vanguarda. Tempos depois, contudo, Penderecki passou a escrever obras com uma estética mais conservadora, retornando ao sistema tonal, eventualmente utilizando alguns elementos atonais. Sua música se enquadra no período denominado classicismo pós-moderno. É um dos poucos compositores contemporâneos que trânsito entre o grande público. De uma forma bastante rarefeita, este disco demonstra tal evolução. É um grande compositor e, se você não conhece, deveria. Este disco é uma joia que serve bem de porta de entrada para um compositor fascinante.

Krzysztof Penderecki (1933): Peças para Violino e Piano

01. Violin Sonata No. 1 – I. Allegro
02. Violin Sonata No. 1 – II. Andante
03. Violin Sonata No. 1 – III. Allegro vivace

04. 3 Miniatures for Violin and Piano – No. 1. Allegro
05. 3 Miniatures for Violin and Piano – No. 2. Andante cantabile
06. 3 Miniatures for Violin and Piano – No. 3. Allegro ma non troppo

07. Cadenza (arr. C. Edinger for solo violin)

08. Violin Sonata No. 2 – I. Larghetto
09. Violin Sonata No. 2 – II. Allegretto scherzando
10. Violin Sonata No. 2 – III. Notturno
11. Violin Sonata No. 2 – IV. Allegro
12. Violin Sonata No. 2 – V. Andante

Beata Bilinska, piano
Patrycja Piekutowska, violino

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Penderecki adverte: "Eu sou um dos melhores compositores contemporâneos".

Penderecki adverte: “Eu sou um dos melhores compositores contemporâneos”.

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Dmitri Shostakovich / Leoš Janáček: Concertos para Violino

Baiba Skride (1981) é uma violinista letã, vencedora do Concurso de violino da rainha Elisabeth em 2001. Este CD oferece uma mistura muito particular, mas absolutamente coerente, onde ela usa em seu favor a atmosfera de concerto. O CD foi gravado ao vivo em Munique, capturando uma Skride explosiva. As águas escuras do primeiro movimento do Concerto de Shostakovich recebe uma sequência fulminante, enquanto os suspiros entristecidos da “Passacaglia” se dissolvem em um solo frio. Pois é. Não chega a ser tudo aquilo. Porém, ambos os movimentos rápidos de Shosta estão ótimos. Os lentos nem tanto. Monumental e maciço, como um totem musical, o concerto de Janáček é igualmente intenso, oferecendo melodias folclóricas ingênuas, movimentos nervosos, quase mínimos, assim como erupções ardentes. Bom disco!

Dmitri Shostakovich / Leoš Janáček: Concertos para Violino

1. Dmitri Shostakovich – Violin Concerto Nr. 1 A-moll, Op. 77: I. Nocturne. Moderato (13:10)
2. Dmitri Shostakovich – Violin Concerto Nr. 1 A-moll, Op. 77: II. Scherzo. Allegro (6:41)
3. Dmitri Shostakovich – Violin Concerto Nr. 1 A-moll, Op. 77: III. Passacaglia. Andante — Cadenza (14:50)
4. Dmitri Shostakovich – Violin Concerto Nr. 1 A-moll, Op. 77: IV. Burlesque. Allegro con brio (6:15)

5. Leoš Janáček – Violin Concerto “Wanderung einer Seele” (11:41)

Munich Philharmonic Orchestra
Mikko Franck
(Shostakovich)

Radio Symphony Orchestra
Marek Janowski
(Janácek)

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Baiba Skride lança seu Olhar 43 para os pequepianos.

Baiba Skride lança seu Olhar 43 para os pequepianos.

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J.S. Bach (1685-1750): Suites para Violoncelo Solo

O violoncelista suíço Thomas Demenga retorna às Suítes Solo de Bach. “Para mim, Bach é o maior gênio musical que já viveu. Sua música é pura, sublime. Possui algo divino e cada músico tem uma vida para descobrir novas maneiras de interpretá-la”. Demenga gravou anteriormente as suítes de cello para ECM entre 1986 e 2002, justapondo-as com a participação em álbuns que são marcos na história inicial da ECM New Series. Este novo CD duplo, no entanto, é dedicado inteiramente a Bach e às 6 Suítes para Violoncelo Solo. Sua gravação é muito boa, sem chegar ao nível de um Cocset, de GastinelQueyras ou Bylsma. Esta nova gravação foi realizada no Hans Huber Saal em Basel.

J.S. Bach (1685-1750): Suites para Violoncelo Solo

1. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: I. Prélude (02:17)
2. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: II. Allemande (04:06)
3. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: III. Courante (02:23)
4. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: IV. Sarabande (02:26)
5. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: V. Menuet 1 – VI. Menuet 2 (03:18)
6. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: VII. Gigue (01:38)

7. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: I. Prélude (03:55)
8. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: II. Allemande (03:42)
9. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: III. Courante (01:58)
10. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: IV. Sarabande (03:49)
11. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: V. Menuet 1 – VI. Menuet 2 (03:00)
12. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: VII. Gigue (02:44)

13. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: I. Prélude (03:07)
14. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: II. Allemande (03:48)
15. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: III. Courante (02:55)
16. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: IV. Sarabande (03:29)
17. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: V. Bourrée 1 – VI. Bourrée 2 (03:35)
18. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: VII. Gigue (03:13)

19. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: I. Prélude (03:50)
20. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: II. Allemande (04:10)
21. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: III. Courante (03:17)
22. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: IV. Sarabande (03:07)
23. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: V. Bourrée 1 – VI. Bourrée 2 (04:25)
24. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: VII. Gigue (02:58)

25. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: I. Prélude (05:37)
26. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: II. Allemande (04:39)
27. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: III. Courante (02:11)
28. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: IV. Sarabande (03:13)
29. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: V. Gavotte 1 – VI. Gavotte 2 (04:45)
30. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: VII. Gigue (02:32)

31. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: I. Prélude (04:34)
32. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: II. Allemande (08:12)
33. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: III. Courante (03:31)
34. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: IV. Sarabande (04:52)
35. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: V. Gavotte 1 – VI. Gavotte 2 (03:09)
36. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: VII. Gigue (04:14)

Thomas Demenga, violoncelo

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Thomas Demenga: uma bonita gravação que chegou quase ao Olimpo.

Thomas Demenga: uma bonita gravação que chegou quase ao Olimpo.

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Gustav Mahler (1860-1911): Quarteto para Piano (1876)

Mahler Piano kwartet 110min32. Este é o menor disco já postado aqui, mas vale a pena. Explico: é um disco de vinil de apenas um lado produzido em 1973. Acontece que a associação de amigos da Concertgebouw Orchestra tinha o costume — talvez tenha ainda — de presentear anualmente seus sócios. Um agradecimento aos doadores e aos associados que estivessem em dia com suas mensalidades. Os méritos do trabalho são grandes. Este é o primeiro registro gravado do primeiro movimento de um quarteto de piano inacabado, composto em 1876 por Gustav Mahler. Ele foi admitido no conservatório em 1875 e ganhou um prêmio por ele. A estreia da peça ocorreu em 1876 no Conservatório de Viena com o próprio Mahler no piano. Aqui, temos uma visão das habilidades de composição de um jovem Gustav Mahler. A Sra. Anna Mahler deu permissão ao Concertgebouw para gravar este trabalho juvenil e, em 1972, o disco foi gravado e, em 1973, enviado aos doadores da Concertgebouw Orchestra. O quarteto é formado por membros da orquestra. Mas vocês jamais ouviriam isso não fosse o notável blog holandês 33 toeren klassiek, ao qual somos gratos.

Gustav Mahler (1860-1911): Quarteto para Piano (1876)
1º Movimento: Nicht zu schnell, mit Leidenschaft (1876)    10:32

Ina Overkamp, piano
Nobuyuki Shioda, violino
Klaas Boon, viola
Saskia Boon, violoncelo

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Mahler aos 11 anos.

Mahler aos 11 anos.

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Tchaikovsky / Liszt: First Piano Concertos

Pouca coisa deu certo aqui… A pianista Ott nasceu em Munique, na Alemanha, em 1988. Sua mãe é japonesa e estudou piano em Tóquio. Seu pai era um engenheiro civil alemão. Ela gravou esse álbum parcialmente ao vivo (Tchaikovsky) em sua cidade natal, com a soberba Orquestra Filarmônica de Munique sob a batuta de Thomas Hengelbrock, conhecido como um intérprete moderno com ideias fortes. Tão fortes quanto estranhas, na minha opinião. Os dois concertos são trabalhos que acompanharam Alice desde a juventude. Ela tocou o de Liszt pela primeira vez quando tinha 14 anos e o de Tchaikovsky aos 17. Eu acho que estas peças devem ser tocadas com absoluta paixão e é o que falta nesta gravação. O tempo no primeiro movimento do Tchai, por exemplo, é muito lento, o que tira seu efeito dramático, tão necessário neste concerto. Mais: há pouca conexão entre a orquestra e a solista. Um não responde ao outro. A orquestra deixa de ser suporte e passa a ser um devaneio meio perdido. No Tchai, fique com Gilels / Reiner, Richter / Mravinsky ou Rudy / Jansons. No Liszt, com Arrau / Ormandy, Richter / Kondrashin, ou Hough / Litton para citar uns poucos. Esqueça esta gravação.

Tchaikovsky / Liszt: First Piano Concertos

Tchaikovsky
Piano Concerto No.1 In B Flat Minor, Op.23

1. Allegro Non Troppo E Molto Maestoso – Allegro Con Spirito 20:57
2. Andantino Semplice – Prestissimo – Tempo I 7:00
3. Allegro Con Fuoco 7:01

Liszt:
Piano Concerto No.1 In E Flat, S.124

4 Allegro Maestoso 5:53
5 Quasi Adagio – Allegretto Vivace – Allegro Animato 9:30
6 Allegro Marziale Animato – Presto 4:22

Alice Sara Ott, piano
Munich Philharmonic Orchestra
Thomas Hengelbrock

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Alice Sara Ott: um passo em falso, talvez causado pelo regente de ideias equivocadas

Alice Sara Ott: um passo em falso, talvez causado pelo regente de ideias equivocadas

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Chopin / Franck / Debussy: Sonatas para Violoncelo

Fazer o quê? Durante uma época da minha vida, eu pensava que não gostava de Chopin. Na verdade, apenas não o entendo. Minha mulher acha o mesmo de Bartók, que eu adoro. Ela o acha sem lógica… Já eu penso isso de Chopin e Rachmaninov. Desta forma, melhor deixar para o FDP postá-lo. Também não amo a Sonata de Franck, aqui transcrita para o violoncelo. O conteúdo de Maisky é o romantismo. Ele toca para ser mais e mais romântico. Na minha opinião, é o romantismo pelo romantismo, sem conteúdo. Mas sei que a maioria gosta do romantismo, para mim descabelado, dos compositores e do violoncelista citado e não vou deixar de postar este CD. Mas sou fã da Sonata de Debussy. Os dois músicos com grande liberdade, apesar de Maisky tentar tornar Debby um romanticão. É uma Sonata que enfatiza a diversidade de timbres e efeitos. Este CD é a gravação de um concerto ao vivo feito pela dupla em Kyoto, no Japão, no ano 2000. Embriaguem-se! E só me chamem para o Debussy e olhe lá porque esse Mischa… Vá ser chato assim no inferno!

Chopin / Franck / Debussy: Sonatas para Violoncelo

1. Applause (0:21)

2. Chopin – Cello Sonata in g – 1 (15:03)
3. Chopin – Cello Sonata in g – 2 (5:03)
4. Chopin – Cello Sonata in g – 3 (3:55)
5. Chopin – Cello Sonata in g – 4 (6:07)

6. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 1 (6:27)
7. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 2 (8:12)
8. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 3 (7:21)
9. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 4 (6:02)

10. Debussy – Cello Sonata in d – 1 (4:54)
11. Debussy – Cello Sonata in d – 2 (3:38)
12. Debussy – Cello Sonata in d – 3 (3:45)

13. Chopin – Polonaise brillante Op.3 – 1 (3:02)
14. Chopin – Polonaise brillante Op.3 – 2 (5:55)

Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

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Óinnnnnnn!

Óinnnnnnn!

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sonates Corellisantes / Canonic Duos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco de alta qualidade artística. Às excelentes composições de Telemann, temos uma bela resposta de Simon Standage e de seu Collegium Musicum 90. As Sonatas Corellisantes e os Duos Canônicos estão dentre as mais sublimes obras do compositor. É claro que Telemann conhecia Corelli e todo o panorama musical de sua época. E ele não brinca ao chamar suas Sonatas de corellisantes… Telemann foi o principal compositor da Alemanha em seu tempo — naquele tempo, Bach era mais respeitado pelos outros músicos. Telemann compôs em todas as formas existentes em sua época. Em qualquer estilo, sua música tem um caráter inconfundível, sendo sempre clara e fluída. Apesar de ser quatro anos mais velho do que seus contemporâneos Bach e Handel, utilizou formas musicais já quase fora do barroco, podendo ser considerado um precursor do clássico.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sonates Corellisantes / Canonic Duos

Sonate Corellisante No. 1 In F Major (7:43)
1 I Largo 2:38
2 II Presto 1:17
3 III Dolce 1:55
4 IV Grave 0:39
5 V Allegro 1:10

Sonate Corellisante No. 2 In A Major (8:33)
6 I Largo 1:51
7 II Allemanda. Presto 2:17
8 III Sarabanda. Grave 2:11
9 IV Corrente. Vivace 2:12

Canonic Duo No. 1 In G Major (4:20)
10 I Vivace 1:31
11 II Adagio 1:25
12 III Allegro 1:24

Sonate Corellisante No. 3 In B Minor (8:26)
13 I Grave 1:53
14 II Vivace 1:26
15 III Adagio E Staccato 0:41
16 IV Allegro Assai 1:13
17 V Soave 1:30
18 VI Presto 1:40

Canonic Duo No. 2 In G Minor (3:33)
19 I Presto 1:16
20 II Largo 1:09
21 III Vivace 1:07

Sonate Corellisante No. 4 In E Major (9:07)
22 I Andante 1:44
23 II Allemanda. Allegro 3:06
24 III Largo 1:19
25 IV Giga. Allegro 2:56

Canonic Duo No. 3 In D Major (4:43)
26 I. Spirituoso 1:33
27 II Larghetto 1:26
28 III Allegro Assai 1:42

Sonate Corellisante No. 5 In G Minor (8:08)
29 I Grave 2:36
30 II Vivace 1:58
31 III Presto 1:25
32 IV Grave 0:34
33 V Vivace 1:31

Canonic Duo No. 4 In D Minor (5:04)
34 I Vivace Ma Moderato 1:46
35 II Piacevole, Non Largo 2:07
36 III Presto 1:08

Sonate Correlisante No. 6 In D Major (10:07)
37 I Pastorale. Moderato 2:34
38 II Corrente. Vivace 3:05
39 III Gavotta. Allegro 1:54
40 IV Grave 0:48
41 V Vivace 1:45

Cello – Jane Coe
Violin – Micaela Comberti
Harpsichord – Nicholas Parle
Directed By, Violin – Simon Standage
Orchestra – Collegium Musicum 90

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Simon Standage, um dos ídolos de PQP Bach

Simon Standage, um dos ídolos de PQP Bach

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Henryk Wieniawski (1835-1880) / Pablo de Sarasate (1844-1908): Concertos Nº 1 e 2 / Zigeunerweisen, Op. 20

Wieniawski foi um tremendo violinista polonês. Podia tocar tudo com sua técnica diabólica. Foi famosíssimo, especialmente na Rússia. Excursionou a vida inteira, cruzou o mundo sempre encantando plateias. Foi quem tornou a Chaconne de Bach conhecida. Era um romântico, tanto que escreveu Legénde para conquistar sua amada junto à família da moça. Foi professor de violino em São Petersburgo. Foi um gordo cardíaco que sofria terrivelmente com as excursões para concertos e morreu aos 44 anos. Sua arte o matou. Foi um violinista-compositor de respeito. Gil Shaham dá uma boa visão da arte de Wieniawski para os pequepianos.

Henryk Wieniawski (1835-1880) / Pablo de Sarasate (1844-1908): Concertos Nº 1 e 2 / Zigeunerweisen, Op. 20

Konzert Für Violine Und Orchester No. 1 Fis-moll Op. 14
1 Allegro Moderato 15:13
2 Preghiera. Larghetto 4:58
3 Rondo. Allegro Giocoso 7:17

Konzert Für Violine Und Orchester No. 2 D-moll Op. 2
4 Allegro Moderato 12:13
5 Romance. Andante Non Troppo 5:05
6 Allegro Con Fuocco – Allegro Moderato (A La Zingara) 6:32

Legénde G-moll Op. 17
7 Andante – Allegro Moderato – Tempo I 7:34

Zigeunerweisen Op. 20
8 Moderato – Lento – Un Peu Plus Lent – Allegro Molto Vivace 8:59

Gil Shaham, violino
London Symphony Orchestra
Lawrence Foster

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Wieniawski: bom garfo

Wieniawski: bom garfo

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): Apollo e Dafne & Silete Venti

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um baita CD, maravilhosamente bem interpretado. Apollo e Dafne é uma cantata secular de Georg Friedrich Händel, composta entre 1709 e 1710. Händel iniciou sua composição em Veneza e a terminou em Hanover. É uma das mais ambiciosas cantatas do autor. Seu libreto narra a história mítica do amor entre Apolo e Dafne. Meu pai tinha esta obra em vinil, cantada por Fischer-Dieskau… Onde andará? Mas Silete Venti também é algo extraordinário. Então, ouça porque vale a pena.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Apollo e Dafne & Silete Venti

Silete Venti (Motet For Soprano & Orchestra, Hwv 242)
1 Symphonia: Silete venti 5:51
2 Aria: Dulcis Amor, Jesu Care 6:46
3 Accompagnato: O Fortunata Anima 0:37
4 Date Serta, Date Flores 9:13
5 Presto: Alleluia 3:05

Apollo e Dafne (Cantata For Soprano, Baritone, & Orchestra, Hwv 122)
6 Recitativo: La Terra E Liberata! 0:46
7 Aria: Pende Il Ben Dell’ Universo Da Quest’ Arco Salutar 3:48
8 Recitativo: Ch’ Il Superbetto Amore Delle Saette Mie Ceda A la Forza (Apollo) 0:32
9 Aria: Spezza L’arco E Getta L’armi (Apollo) 2:58
10 Aria: Felicissima Quest’alma, Ch’ama Sol la Liberta (Dafne) 6:31
11 Recitativo: Che Voce! Che Belta! (Apollo E Dafne) 1:00
12 Aria: Ardi, Adori, E Preghi In Vano (Dafne) 3:27
13 Recitativo: Che Crudel! (Apollo E Dafne) 0:14
14 Duetto: Una Guerra Ho Dentro Il Seno (Dafne Ed Apollo) 1:54
15 Recitativo: Placati Al Fin, O Cara (Apollo) 0:21
16 Aria: Come Rosa In Su la Spina (Apollo) 3:21
17 Recitativo: Ah! Ch’un Dio Non Dovrebbe (Dafne) 0:21
18 Aria: Come In Ciel Benigna Stella (Dafne) 3:46
19 Recitativo: Odi la Mia Ragion! (Apollo E Dafne) 0:24
20 Duetto: Deh! Lascia Addolcire (Apollo E Dafne) 2:36
21 Recitativo: Sempre T’adorero! (Apollo E Dafne) 0:22
22 Scena: Mie Piante Correte (Apollo) 3:16
23 Aria: Cara Pianta, Co’miei Pianti (Apollo) 6:49

Baritone Vocals – Russell Braun
Soprano Vocals – Karina Gauvin
Orchestra – Les Violons du Roy
Conductor – Bernard Labadie

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Apolo e Dafne: Escultura de Gian Lorenzo Bernini

Apolo e Dafne: Escultura de Gian Lorenzo Bernini

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.: interlúdio :. Hiromi Uehara – Voice (2011)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quando postei de enfiada 6 CDs de Hiromi Uehara, escrevi que ela melhorava a cada disco que lançava. Então, dando-me razão, o Bluedog me apresentou seu mais recente trabalho, o maravilhoso, puramente instrumental e paradoxal Voice. Olha, meus amigos, que CD! O vídeo de lançamento (abaixo) talvez não demonstre o quanto é sólido, consistente, PAULEIRA e sério este trabalho de Hiromi. É inacreditável tamanha maturidade aos 32 anos, ainda mais com aquela cara de bonequinha japonesa.

Após um CD solo, o esplêndido Place to be Hiromi traz em Voice um formato trio piano-baixa-bateria e dá um banho. Como já disse, ao contrário de muitos outros artistas que se estabelecem numa zona de conforto, ela continua a evoluir e a redefinir seu estilo até o ponto onde se torna quase impossível imitá-la. É uma tempestade perfeita de talento técnico e criatividade musical, misturando elementos díspares da música clássica, bebop, jazz, fusion e rock como ninguém fez antes.

Em Voice, Hiromi usa e abusa dos ostinati como poucas vezes ouvi um pianista de jazz fazer. Se estilo está mais polifônico e variado do que nunca e seus companheiros… e seus companheiros… Vou até abrir um parágrafo para eles.

Este álbum apresenta uma “banda” nova chamado Trio Project. O baixista é o célebre Anthony Jackson, que trabalhou com Al Di Meola no seu trio de álbuns fusion, marcos da década de 70. Ele trabalhou com muita gente boa longo dos anos, inclusive em dois ábuns anteriores de Hiromi: Another Mind e Brain — ambos postados por este que vos escreve. O baterista é o igualmente maravilhoso Simon Phillips, que muitas vezes parece um metaleiro. (Ouçam-no no vídeo abaixo playing very difficult music…). Apesar de mais conhecido por seu trabalho com Chick Corea, Simon já tocou com artistas como Judas Priest, Jeff Beck, Jack Bruce, Brian Eno, Mike Oldfield, Gary Moore e Mick Jagger, além de ter substituído Keith Moon no The Who do disco Join Together.

Hiromi, Jackson e Phillips complementam-se de forma incrível. Se Hiromi é uma orquestra inteira, Jackson traz o mais puro jazz fusion através de seu baixo e Phillips dá uma intensidade de metal drumming ao todo.

Mais uma joia postada por mim nesta semana e ah!

Talvez como uma homenagem a quem melhor utiizava os ostinati e para garantir o caráter macho do disco — OK, e também para que nosso coração volte a seu ritmo normal depois de tanta velocidade, musicalidade e, bem, pauleira — , Voice finaliza calmamente com uma improvisação sobre a Sonata Nº 8 de Beethoven, Patética. Sim, é o máximo da finesse.

Hiromi Uehara – Voice (2011)

1. Voice (9:13)
2. Flashback (8:39)
3. Now or Never (6:16)
4. Temptation (7:54)
5. Labyrinth (7:40)
6. Desire (7:19)
7. Haze (5:54)
8. Delusion (7:47
9. Beethoven’s Piano Sonata No. 8, Pathetique (5:13)

Hiromi Uehara, Piano
Anthony Jackson, Baixo
Simon Phillips, Bateria

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Hoje, aos 38 anos, com a mesma cara, já os cabelos...

Hoje, aos 38 anos, com a mesma cara, já os cabelos…

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G.F. Handel (1685-1759): Ah! Mio Cor (Handel Arias)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta é a primeira colaboração (2008) de Magdalena Kožená com a sensacional Venice Baroque Orchestra de Andrea Marcon, um grupo superlativo. É um álbum imprescindível aos fans de Händel, Handel ou Haendel, como queiram. Aqui, Kožená retorna ao local onde sempre é feliz: o canto barroco dramático. Assim como no álbum Lamento, anterior a este, Kožená combina árias conhecidas e desconhecidas para criar uma antologia pessoal de momentos dramáticos de amor, ódio, esperança e desespero. O programa inclui arias de Rinaldo, Giulio Cesare, Alcina e Joshua, entre outros. Os personagens e a escrita apaixonada são veículos perfeitos para o talento lírico único de Kožená. O que ela consegue é realmente muito bonito, vai direto ao coração.

G.F. Handel (1685-1759): Ah! Mio Cor (Handel Arias)

1 Alcina: “Ah! Mio Cor! Schernito Sei!” 10:48
2 Hercules: “Where Shall I Fly?” 6:30
3 Agrippina: “Pensieri, Voi Mi Tormentate” 7:30
4 Giulio Cesare In Egitto: “Cara Speme, Questo Coro Tu Comincia Lusingar” 6:02
5 Joshua: “Oh! Had I Jubal’s Lyre” 2:38
6 Ariodante: “Scherza Infida In Grembo Al Drudo” 11:39
7 Theodora: “O Thou Bright Sun! … With Darkness Deep” 6:00
8 Amadigi Di Gaula: “Destorò Dall’empia Dite” 5:49
9 Orlando: “Ah! Stigie Larve! … Già Latra Cerbero … Vaghe Pupille, No, Non Piangete, No” 7:45
10 Ariodante: “Dopo Notte, Atra E Funesta” 6:52
11 Rinaldo: “Lascia Ch’io Pianga Mia Cruda Sorte” 4:58

Mezzo-soprano – Magdalena Kožená
Orchestra – Venice Baroque Orchestra
Conductor – Andrea Marcon

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Magdalena Kožená com parte da Venice Baroque Orchestra de Andrea Marcon

Magdalena Kožená com parte da Venice Baroque Orchestra de Andrea Marcon

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Antonio e Francesco Salieri: Concerto Pour Pianoforte et Orchestre / Concerto Pour Flute, Hautbois et Orchestre / La Tempesta di Mare

A lenda de que Antonio Salieri era péssimo compositor e que tinha um caráter pra lá de invejoso ainda persiste. É uma inverdade. Claro que ele não merece o Olimpo, mas as lendas a respeito do seu relacionamento com Wolfgang Amadeus Mozart, com quem conviveu em Viena, foram criadas pela peça de teatro de Peter Shaffer, adaptada para o cinema, sob direção de Milos Forman, com o título Amadeus. O filme, vencedor de oito Óscares, em 1984, retrata um Salieri invejoso do gênio de Mozart, ao mesmo tempo admirador e que possui um bom talento musical. Tal imagem é resultante da liberdade ficcional dos realizadores, não correspondendo à figura histórica do compositor. Mas grudou. Este disco é muito agradável e cumpridor. Podem baixar sem medo de estarem traindo Mozart.

Antonio Salieri (1750-1825):
Concerto Pour Pianoforte et Orchestre /
Concerto Pour Flute, Hautbois et Orchestre /
La Tempesta di Mare

Concerto For Fortepiano In B Flat Major (23:59), de Antonio Salieri
1.1 Allegro Moderato 11:02
1.2 Adagio 5:45
1.3 Tempo Di Minuetto 7:06

Concerto For Flute And Oboe In C Major (18:41), de Antonio Salieri
2.1 Allegro Spirituoso 6:54
2.2 Largo 6:54
2.3 Allegretto 4:42

Sinfonia La Tempesta Di Mare In B Flat Major (10:23), de Francesco Salieri
3.1 Allegro 4:13
3.2 Andante 3:42
3.3 Allegro Assai 2:20

Flute – Clementine Hoogendoorn* (tracks: 4 to 6)
Fortepiano – Paul Badura-Skoda (tracks: 1 to 3)
Oboe – Pietro Borgonovo (tracks: 4 to 6)
Conductor – Claudio Scimone
Orchestra – I Solisti Veneti

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Salieri: não era tão mau assim, até pelo contrário | Pintura de Joseph Willibrord Mähler

Salieri: não era tão mau assim, até pelo contrário | Pintura de Joseph Willibrord Mähler

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