Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): Stabat Mater / Nel chiuso centro / La conversione e morte di Sang Guglielmo duca d’Aquitania / Questo è il piano

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): Stabat Mater / Nel chiuso centro / La conversione e morte di Sang Guglielmo duca d’Aquitania / Questo è il piano

Um disco estranho, paradoxal. Após o Réquiem de Verdi e o Stabat Mater de Rossini, Antonio Pappano e sua Orquestra de Santa Cecília voltam mais no tempo, até o início do século XVIII. É uma jogada ousada: o maestro e a orquestra não estão associados à música barroca. Nem Anna Netrebko, estrela da Ópera de Kirov e agora vista em toda parte. Então, é de se pensar que esta performance remontaria aos registros incrivelmente pesados das gravações saídas da Itália nos anos 50, 60 e 70? Não, nem tanto. Liderada — e, de acordo com Pappano, treinada — por Alessandro Moccio, spalla da Orquestra dos Champs-Elysées de Philippe Herreweghe, a orquestra toca tudo com algum cuidado, deixando entrar boa quantidade de ar. Mas as cantoras não são nada barrocas e tentam resolver tudo no berro mesmo. Sim, ficou estranho.

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): Stabat Mater / Nel chiuso centro / La conversione e morte di Sang Guglielmo duca d’Aquitania / Questo è il piano

Nel chiuso centro
1 Nel chiuso centro
2 Euridice e dove
3 Si, che pietà non v’è
4 O d’Euridice n’andrò fastoso

Li prodigi della divina grazia nella conversione e morte di san Guglielmo d’Aquitania
5 Allegro assai e spiritoso
6 Andante
7 Allegro

Questo è il piano, questo è il rio Cantata for alto and strings
8 Questo è il piano
9 Oh, dolce tempo
10 Torna, torna a Cocito
11 Se nel dir son menzognero

Stabat Mater
12 Stabat mater
13 Cujus animam
14 O quam tristis
15 Quae moerebat
16 Quis est homo
17 Vidit suum
18 Eja mater
19 Fac ut ardeat
20 Sancta mater
21 Fac ut portem
22 Inflammatus
23 Quando corpus

Anna Netrebko
Marianna Pizzolato
Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia
Antonio Pappano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

As divas

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Sonatas para Violino e Piano

W. A. Mozart (1756-1791): Sonatas para Violino e Piano

Mozart escreveu mais de 30 Sonatas para Violino e Piano. Não estão entre suas maiores obras, mas é boa música, claro. As primeiras 16 foram criadas na infância do compositor e são coisa singela, sendo mais sonatas para piano com acompanhamento de violino do que o inverso. Este disco traz 4 Sonatas da época da maturidade, mas a mim não apaixonam, apesar da excelente dupla Yang-Vitaud. Creio que o autor as escreveu mais para saraus familiares do que para os palcos, mas é Mozart e há bons momentos que se alternam com outros nem tanto. O violino é um interlocutor pleno para o piano. É um casamento desigual, entre instrumentos de sonoridades antagônicas; há conflito mas há diálogo. Nenhum problema se resolve, mas há colaboração. Um antigo e muito humano problema social. Mas dá pra se divertir, é bóbvio.

W. A. Mozart (1756-1791): Sonatas para Violino e Piano

Mozart: Violin Sonata No. 27 in G major, K. 379 21:05
I. Adagio − Allegro 11:30
II. Andantino cantabile [Theme and Variations] – Allegretto 9:35

Mozart: Violin Sonata No. 28 in E flat major, K. 380 24:28
I. Allegro 9:29
II. Andante con moto 10:26
III. Rondo. Allegro 4:33

Mozart: Violin Sonata No. 21 in E minor, K. 304 12:13
I. Allegro 6:40
II. Tempo di menuetto 5:33

Mozart: Violin Sonata in D Major, K. 306 / 300l 21:32
I. Allegro con spirito 7:05
II. Andante cantabile 7:40
III. Allegretto 6:47

Mi-Sa Yang, violino
Jonas Vitaud, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concertos Nos. 17 & 21

W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concertos Nos. 17 & 21

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

E aqui temos outro exemplar de grande CD dedicado aos Concertos para Piano de Mozart. A portuguesa Maria João Pires já meteu Clara Haskil e até Uchida no bolso neste quesito. Sua dicção mozartiana é impecável, limpa e cheia de surpreendentes nuances. Para melhorar, utiliza as mais belas cadenzas já escritas para estes dois belos concertos. Abbado, que já gravou este mesmo repertório com Pollini, está muito à vontade em torno da Maria João. É notável e maravilhosa a forma como as gravações que antes julgávamos insuperáveis vão caindo uma após outra. Ouçam bem esta aqui e comprovem a forma como este dois grandes artistas demonstram empatia para com a serena ousadia de Mozart. E é simplesmente estarrecedor que estas composições da maturidade do compositor — que alcançava expressão mais livre e pessoal — , contrariassem o público e os críticos de Viena e fossem, de forma inequívoca, o princípio de seu fim.

Mozart (1756-1791): Piano Concertos Nos. 17 & 21

1. Piano Concerto No.17 in G, K.453 – Cadenzas: W. A. Mozart – 1. Allegro (Cadenza: K.624/22) 12:06
2. Piano Concerto No.17 in G, K.453 – Cadenzas: W. A. Mozart – 2. Andante (Cadenza: K.624/24) 9:53
3. Piano Concerto No.17 in G, K.453 – 3. Allegretto 7:25

4. Piano Concerto No.21 in C, K.467 – Cadenza: Rudolf Serkin – 1. Allegro – Cadenza: Rudolf Serkin 14:11
5. Piano Concerto No.21 in C, K.467 – 2. Andante 6:10
6. Piano Concerto No.21 in C, K.467 – Cadenza: Rudolf Serkin – 3. Allegro vivace assai – Cadenza: Rudolf Serkin 6:42

Maria João Pires
The Chamber Orchestra of Europe
Claudio Abbado

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Maria João, a mulher ideal para Mozart
Maria João, a mulher ideal para Mozart

PQP

Franz Schubert (1797-1828): Impromptus (Le Voyage Magnifique)

Franz Schubert (1797-1828): Impromptus (Le Voyage Magnifique)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Schubert foi, certamente, o maior inventor de melodias. O homem devia pensar só nelas. Li em algum lugar que ele dormia de óculos. Acontece que Schubert acordava muitas vezes com uma música na cabeça e, se fosse ainda procurar os óculos, esta corria o risco de volatilizar-se. Nasceu 27 anos depois de Beethoven, já fora do classicismo, mergulhado no romantismo e, olha, que melodias! Viveu apenas 31 anos e sabe-se lá onde chegaria com esse talento todo para juntar notas, criando beleza. E não tem nada mela-cueca, as coisas eram sublimes.

Aqui o show é de uma especialista no classicismo e romantismo, a notável pianista portuguesa Maria João Pires.  Nada a criticar, ela parece ter nascido com Schubert nas mãos. Esqueça as bobas reflexões pianísticas bem-intencionadas, concentre-se em sua performance absorvente e tranquila. Há uma qualidade instintiva e improvisadora na produção musical de Pires que surge por ter digerido e internalizado essas obras. Ela não tangencia a superfície lírica de Schubert, ela dentro dela como seu habitat. Aproveite!

Franz Schubert (1797-1828): Impromptus (Le Voyage Magnifique)

Impromptus D 899 (1827)
1-1 No. 1 In C Minor: Allegro Molto Moderato 11:05
1-2 No. 2 In E Flat Major: Allegro 4:46
1-3 No. 3 In G Flat Major: Andante 5:50
1.-4 No. 4 In A Flat Major: Allegretto – Trio 7:49

Allegretto D 915 (1827)
1-5 Allegretto D 915 In C Minor 5:41

Impromptus D 935 (1827)
2-1 No. 1 In F Minor: Allegro Moderato 12:25
2-2 No. 2 In A Flat Major: Allegretto – Trio 7:58
2-3 No. 3 In B Flat Major: Thema. Andante – Var. I-V 13:04
2-4 No. 4 In F Minor: Allegro Scherzando 6:35

Drei Klavierstücke / Drei Impromptus Aus Dem Nachlass D 946
2-5 Allegro Assai – Andante – Tempo I 14:48
2-6 Allegretto 12:29
2-7 Allegro 5:29

Maria João Pires, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Saibam, eu amo Maria João Pires

PQP

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco maravilhoso! É magnificamente interpretado pelo Quarteto de Cordas Dinamarquês e tem repertório coerentemente interligado. O primeiro disco do projeto Prism foi indicado ao Grammy de melhor disco erudito. Ele ligava fugas de Bach, quartetos de Beethoven e obras de mestres modernos. Neste volume dois da série, temos uma linda versão da Fuga de Bach em Si bemol menor do Cravo Bem Temperado (no arranjo do compositor Emanuel Aloys Förster), o extrordionário Quarteto Nº 3 de Alfred Schnittke (1983), e — tchan! — mais o INCONTORNÁVEL Quarteto de Cordas Op. 130 de Beethoven e a Grande Fuga. Como o quarteto explica: “Um feixe de música é dividido através do prisma de Beethoven. O importante para nós é que essas conexões sejam amplamente experimentadas. Esperamos que o ouvinte se junte a nós na maravilha de ver os feixes de música que viajam de Bach e Beethoven até nossos dias. Gravado na histórica Reitstadel Neumarkt e produzido por Manfred Eicher, o álbum é de 2019, lançado enquanto o Quarteto de Cordas Dinamarquês embarca em uma turnê com recitais em ambos os lados do Atlântico, mas não no Brasil, claro…

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

1 FUGUE IN Bb MINOR BWV 869
(Johann Sebastian Bach)
06:48

ALFRED SCHNITTKE – STRING QUARTET NO.3
2 Andante 06:11
3 Agitato 07:49
4 Pesante 08:36

LUDWIG VAN BEETHOVEN – STRING QUARTET OP.130 / OP.133
5 Adagio ma non troppo 09:52
6 Presto 02:00
7 Poco scherzoso. Andante con moto ma non troppo 07:05
8 Alla danza tedesca. Allegro assai 03:22
9 Cavatina. Adagio molo espressivo 07:49
10 Ouverture. Allegro – Fuga (Große Fuge) 16:44

Danish String Quartet:
Rune Tonsgaard Sørensen, Violin
Frederik Øland, Violin
Asbjørn Nørgaard, Viola
Fredrik Schøyen Sjölin, Violoncello

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Hum… A luz do lado esquerdo é Bach, Beethoven ou ambos?

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Ibragimova)

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Ibragimova)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ontem e anteontem, apresentamos as versões de Mutter e Mullova para este extraordinário repertório. Pois Ibragimova crava sua bandeira no Olimpo dos bons registros modernos destas Sonatas. Aqui, ela é mais do que consistente. Mas ainda fico com Mutter… A delicadeza e a quietude de Alina Ibragimova é talvez a característica mais marcante dessas performances. Escute o centro lírico do final da Op 78, que coisa! Na primeira audição, fiquei desapontado por Ibragimova ser tão contida; na segunda, já achei que sua aparente reticência fazia todo sentido. Há grandes momentos — movimentos inteiros –, neste CD muito bem gravado. O final do Op. 100 transmite calor através de cores sutis, frases flexíveis e uma linda narrativa. A delicadeza do terceiro movimento do Op 108 é arrebatadora, graças em grande parte ao leve toque de Tiberghien. A inclusão de Clara Schumann é um bonito bonus track.

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Ibragimova)

Johannes Brahms Violin Sonata No 1 In G Major (Op 78) (27:22)
1 – Vivace Ma Non Troppo 10:40
2 – Adagio – Pìu Andante – Adagio Come I 8:06
3 – Allegro Molto Moderato – Pìu Moderato 8:35

Johannes Brahms Violin Sonata No 2 In A Major (Op 100) (18:56)
4 – Allegro Amabile 8:08
5 – Andante Tranquillo – Vivace – Andante – Vivace Di Pìu – Andante – Vivace 5:35
6 – Allegretto Grazioso, Quasi Andante 5:12

Johannes Brahms Violin Sonata No 3 In D Minor (Op 108) (21:15)
7 – Allegro 8:29
8 – Adagio 4:13
9 – Un Poco Presto E Con Sentimento 2:58
10 – Presto Agitato 5:33

11 Clara Schumann Andante Molto (No 1 Of Three Romances, Op 22)

Piano [Steinway & Sons] – Cédric Tiberghien
Violin – Alina Ibragimova

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Alina e Cédric, né?

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mutter)

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mutter)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Lembram do post de ontem, destas mesmas Sonatas com Mullova? Pois bem, disse que achava esta gravação ainda melhor e justifico a opinião pelo sotaque absolutamente germânico de tudo o que ouvimos aqui. É claro que Mutter É GERMÂNICA e faz com que o fator local seja decisivo na peleja. Mas também — e aí temos que esquecer os alemães — o trabalho do pianista norte-americano Lambert Orkis parece fazer uma diferença decisiva a favor de Mutter. A parceria Mutter-Orkis, de tantas gravações — remember a tremenda e enorme integral das Sonatas de Beethoven — parece notavelmente coesa e convincente. Mas é apenas minha opinião. Amanhã, teremos Ibragimova com estas mesmas Sonatas.

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mutter)

01 Sonata for Violin and Piano No 2 in A Op 100 1 Allegro amabile
02 Sonata for Violin and Piano No 2 in A Op 100 2 Andante tranquillo
03 Sonata for Violin and Piano No 2 in A Op 100 3 Allegretto grazioso – Quasi andante

04 Sonata for Violin and Piano No 1 in G Op 78 1 Vivace ma non troppo
05 Sonata for Violin and Piano No 1 in G Op 78 2 Adagio
06 Sonata for Violin and Piano No 1 in G Op 78 3 Allegro molto moderato

07 Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor Op108 1 Allegro
08 Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor Op108 2 Adagio
09 Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor Op108 3 Un poco presto e con sentimento
10 Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor Op108 4 Presto agitato

Anne-Sophie Mutter – Violin
Lambert Orkis – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Mutter, né?

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mullova)

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mullova)

Havia um velho post de FDP Bach onde ele perguntava aos pequepianos: quem toca melhor estas Sonatas, Mullova ou Mutter? E disponibilizava ambas as gravações. Eu sei lá onde foi parar este post, mas eu, que não sou bobo, fiquei com os arquivos cá comigo. Na minha opinião, Mutter vence a disputa, apesar da absoluta correção de Mullova. Acho que o trabalho de Mutter é mágico, brilhante, e Mullova ficaria, em minha DESCONSIDERÁVEL opinião. Só que estamos falando do Olimpo das interpretações. Você ouve a que quiser. Amanhã teremos Mutter. E, depois de amanhã, vou meter Ibragimova na disputa. Aguardem.

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mullova)

01. Brahms Sonata No.1 in G, Op.78 – 1. Vivace ma non troppo
02. Brahms Sonata No.1 in G, Op.78 – 2. Adagio
03. Brahms Sonata No.1 in G, Op.78 – 3. Allegro molto moderato

04. Brahms Sonata No.2 in A, Op.100 – 1. Allegro amabile
05. Brahms Sonata No.2 in A, Op.100 – 2. Andante tranquillo – Vivace – Andante –
06. Brahms Sonata No.2 in A, Op.100 – 3. Allegretto grazioso (quasi Andante)

07. Brahms Sonata No.3 in D minor, Op.108 – 1. Allegro
08. Brahms Sonata No.3 in D minor, Op.108 – 2. Adagio
09. Brahms Sonata No.3 in D minor, Op.108 – 3. Un poco presto e con sentimento
10. Brahms Sonata No.3 in D minor, Op.108 – 4. Presto agitato

Viktoria Mullova – Violin
Piotr Anderszewsky – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Mullova, né?

PQP

Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano Nros 1 e 2

Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano Nros 1 e 2

Gosto muito da música de Gabriel Fauré. Ela soa como um Brahms francês, um Brahms menos denso, mas cheio de elegância e belas melodias. Fico feliz ao ouvi-lo. A música de Fauré também tem sido descrita como uma ligação entre o romantismo e o modernismo, no primeiro quarto do século XX. Quando nasceu, Chopin ainda compunha e, quando morreu, começava-se a ouvir o jazz e a música atonal da Segunda Escola de Viena. O Grove Dictionary of Music and Musicians, que o descreve como o compositor mais avançado da sua geração em França, salienta que as suas inovações harmônicas e melódicas influenciaram a música de muitas gerações. Estes quartetos são belíssimos e a interpretação do Wanderer é digna deles.

Gabriel Fauré: Quartetos para Piano Nros 1 e 2

Piano Quartet No.1 Op.15
1 Allegro Molto Moderato 9:30
2 Scherzo. Allegro Vivo 5:26
3 Adagio 7:10
4 Finale. Allegro Molto 7:43

Piano Quartet No.2 Op.55 In G Minor
5 Allegro Molto Moderato 11:05
6 Scherzo. Allegro Molto 3:29
7 Adagio Non Troppo 9:50
8 Finale. Allegro Molto 8:07

Trio Wanderer:
Cello – Raphaël Pidoux
Piano – Vincent Coq
Violin – Jean-Marc Phillips-Varjabédian
+ Viola – Antoine Tamestit

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Georges Seurat (1859-1891): Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte (estudo)

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988 (Staier)

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988 (Staier)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje é o dia do aniversário de Drummond, então vamos a uma postagem fora do normal. Na minha opinião, Pierre Hantaï e Andreas Staier são os maiores intérpretes das Variações Goldberg. E aqui vai um texto que escrevi ha alguns anos sobre esta obra:

Eu nunca tive insônia. Talvez, em razão de alguma dor ou febre, não tenha dormido repousadamente apenas uns cinco dias em minha vida. Não é exagero. Quando me deprimo, durmo mais ainda e acordar é ruim, péssimo. O sono é meu refúgio natural. Mas há pessoas que reclamam (muito) da insônia. Saul Bellow escreveu que ela o teria deixado culto, mas que preferiria ser inculto e ter dormido todas as noites — discordo do grande Bellow, acho que ele deveria ter ficado sempre acordado, escrevendo, vivendo e escrevendo para nós. Também poucos viram Marlene Dietrich na posição horizontal, adormecida. Kafka era outro, qualquer barulho impedia seu descanso, devia pensar no pai e passava suas noites acordado, amanhecendo daquele jeito após sonhos agitados… Groucho Marx, imaginem, era insone, assim como Alexandre Dumas e Mark Twain. Marilyn Monroe sofria muito e Van Gogh acabou daquele jeito não só por ser daltônico, característica que apenas gera inteligência e genitália avantajadas.

O Conde Keyserling sofria de insônia e desejava tornar suas noites mais agradáveis. Ele encomendou a Bach, Johann Sebastian Bach, algumas peças que o divertissem durante a noite. Como sempre, Bach fez seu melhor. Pensando que o Conde se apaziguaria com uma obra tranquila e de base harmônica invariável, escreveu uma longa peça formada de uma ária inicial, seguida de trinta variações e finalizada pela repetição da ária. Quod erat demonstrandum. A recuperação do Conde foi espantosa, tanto que ele chamava a obra de “minhas variações” e, depois de pagar o combinado a Bach, deu-lhe um presente adicional: um cálice de ouro contendo mais cem luíses, também de ouro. Era algo que só receberia um príncipe candidato à mão de uma filha encalhada.

A história da criação das variações foi tirada da biografia de Bach escrita por Johann Nikolaus Forkel:

(Quanto a essas variações), devemos agradecer ao pedido do ex-embaixador russo na corte eleitoral da Saxônia, o conde Hermann Karl von Keyserling, que frequentemente passava por Leipzig e que trouxe consigo o cravista Goldberg para receber orientações musicais de Bach. O conde tinha frequentes acometimentos de doenças e ficava noites sem dormir. Em tais ocasiões, Goldberg, que vivia em sua casa, tinha que passar a noite na antecâmara para tocar para ele durante sua insônia… Tudo porque certa vez, o conde mencionou, na presença de Bach, que ele gostaria de ter algumas obras para teclado para Goldberg executar, que deveriam ser de caráter “suave e algo vigoroso” de modo que ele pudesse ser um pouco consolado por elas em suas noites sem dormir. Bach imaginou que a melhor maneira de atender a esse desejo seria por meio de variações, cuja escrita ele considerava, até àquela data, uma tarefa ingrata devido ao fundamento harmônico repetidamente semelhante. Mesmo assim, ele produziu um único trabalho desta espécie. Daí em diante, o conde sempre as chamava de “as suas” variações. Ele nunca se cansou delas e, por um longo período, noites sem dormir significavam: ‘Caro Goldberg toque minhas variações.  para mim’. Provavelmente Bach nunca foi tão bem recompensado por um trabalho quanto foi neste. O conde o presenteou com um cálice de ouro com 100 luíses de ouro. Não obstante, mesmo que o presente tivesse sido mil vezes maior, seu valor artístico nunca teria sido pago.

O Conde tinha a seu serviço um menino de quinze anos chamado Johann Gottlieb Goldberg. Goldberg era o melhor aluno de Bach. Foi descrito como “um rapaz esquisito, melancólico e obstinado” que, ao tocar, “escolhia de propósito as peças mais difíceis”. Perfeito! Play it again, Johann Gottlieb. Goldberg era enorme e suas mãos tinham grande abertura. O menino era uma lenda como intérprete e o esperto Conde logo o contratou para acompanhá-lo não somente em sua residência em Dresden como em suas viagens a São Petersburgo, Varsóvia e Postdam. (Esqueci de dizer que o Conde Keyserling era diplomata). Bach, sabendo o intérprete que teria, não facilitou em nada. As Variações Goldberg, apesar de nada agitadas, são, para gáudio do homenageado, dificílimas. Nelas, as dificuldades técnicas e a erudição estão curiosamente associadas ao lúdico, mas podemos inverter de várias formas a frase. Dará no mesmo.

O nome da obra — Variações Goldberg, BWV 988 — é estranho, pois pela primeira vez o homenageado não é quem encomendou a obra, mas seu primeiro intérprete.

O princípio de quase toda obra de variações consiste em apresentar um tema e variá-lo. (Lembram que Elgar fez uma obra de variações sem apresentar o tema, chamando-a de Variações Enigma?). Assim, o ouvinte tem a impressão de estar ouvindo sempre algo que lhe é familiar e, ao mesmo tempo, novo. A escolha de Bach por esta forma mostrou-se adequada às pretensões do Conde. E a realização não poderia ser melhor, é uma das maiores obras disponibilizadas pela e para a humanidade pelo mais equipado dos seres humanos que habitou este planeta, J. S. Bach. O jogo criado pelo compositor irradia livre imaginação e enorme tranquilidade. A Teoria Geral das Belas-Artes, espécie de Bíblia artística goethiana de 1794, diz o seguinte sobre as Goldberg: “em cada variação, o elemento conhecido está associado, quase sem exceção, a um canto belo e fluido”. E está correto. Só esqueceu de dizer que tudo isso tinha propósito terapêutico.

As Variações Goldberg eram tidas no passado como um exercício técnico árido e aborrecido. Mas já faz quase um século que o conteúdo e a abrangência emocional da obra foi reconhecido e se tornou a peça favorita de muitos ouvintes de música erudita. As Variações são largamente executadas e gravadas.

É muito provável que o enfermo Conde concordasse com a Theorie para descrever seu prazer de ouvir aquela música, mas diria mais. Seus efeitos fizeram que Goldberg a tocasse centenas de vezes para ele. O cálice repleto de ouro significava gratidão pela diversão emocional e intelectual. Dormimos por estarmos calmos e felizes, talvez.

Não posso distribuir cálices de ouro por aí, mas talvez devesse dar alguma coisa a Andreas Staier e Pierre Hantaï, os maiores intérpretes da obra. (Por favor, neste momento não me venham com Gould; afinal, o som do cravo é fundamental e só aceito fazer a final contra o grande Gustav Leonhardt. Gould ficou lá pelas quartas-de-final).

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988 (Staier)

1 Aria 4:06
2 Variatio 1. A 1 Clav. 1:58
3 Variatio 2. A 1 Clav. 1:42
4 Variatio 3. Canone All’Unisuono. A 1 Clav. 2:32
5 Variatio 4. A 1 Clav. 0:59
6 Variatio 5. A 1 O Vero 2 Clav. 1:32
7 Variatio 6. Canone Alla Seconda. A 1 Clav. 1:10
8 Variatio 7. A 1 O Vero 2 Clav. Al Tempo di Giga 1:48
9 Variatio 8. A 2 Clav. 2:16
10 Variatio 9. Canone Alla Terza. A 1 Clav. 2:35
11 Variatio 10. Fugetta. A 1 Clav. 1:34
12 Variatio 11. A 2 Clav. 2:16
13 Variatio 12. Canone Alla Quarta. A 1 Clav. 2:27
14 Variatio 13. A 2 Clav. 4:19
15 Variatio 14. A 2 Clav. 2:27
16 Variatio 15. Canone Alla Quinta. A 1 Clav. Andante 4:37
17 Variatio 16. Ouverture. A 1 Clav. 2:43
18 Variatio 17. A 2 Clav. 1:42
19 Variatio 18. Canone Alla Sexta. A 1 Clav. 1:31
20 Variatio 19. A 1 Clav. 1:12
21 Variatio 20. A 2 Clav. 2:28
22 Variatio 21. Canone Alla Settima. A 1 Clav. 2:57
23 Variatio 22. A 1 Clav. Alla Breve 1:31
24 Variatio 23. A 2 Clav. 2:17
25 Variatio 24. Canone All’ Ottava. A 1 Clav. 2:32
26 Variatio 25. A 2 Clav. Adagio 8:05
27 Variatio 26. A 2 Clav. 2:02
28 Variatio 27. Canone Alla Nona. A 2 Clav. 1:42
29 Variatio 28. A 2 Clav. 2:16
30 Variatio 29. A 1 O Vero 2 Clav. 2:24
31 Variatio 30. Quodlibet. A 1 Clav. 2:13
32 Aria Da Capo E Fine 4:38

Andreas Staier, cravo

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Figura su fondo celeste – Felice Casorati

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nros 94, 100 & 104 (versões de câmara de Johann Peter Salomon)

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nros 94, 100 & 104 (versões de câmara de Johann Peter Salomon)

Bom disco, apesar de às vezes faltar colorido e potência, é claro.

Johann Peter Salomon (1745-1815) foi um violinista, compositor, maestro alemão e empresário. Ele foi o cara que levou Haydn a Londres, onde ele escreveu suas últimas sinfonias sob contrato. Haydn esteve em Londres em 1791-1792 e 1794-1795 e dividiu com Salomon a condução das primeiras performances de muitos dos trabalhos que Haydn compôs enquanto estava na Inglaterra. Haydn escreveu suas sinfonias números 93 a 104 para essas viagens, que às vezes são conhecidas como sinfonias Salomon (elas são mais conhecidas como sinfonias de Londres). A estima de Haydn por seu empresário e líder orquestral pode ser ouvida nas sinfonias: por exemplo, a cadência no movimento lento da Sinfonia Nº 96 tem a anotação Salomon: solo ma piano. A Sinfonia Concertante em Mi bemol maior foi composta para Salomon, que a solou, os seis quartetos de cordas Op. 71 e 74 , foram escritos para as apresentações públicas que o quarteto de Salomon fez em Londres. Ele foi um dos membros fundadores da Philharmonic Society e liderou a orquestra em seu primeiro concerto em 8 de março de 1813. Salomon também deu o apelido de Júpiter à Sinfonia Nº 41 de Mozart. Ele morreu em Londres em 1815, de ferimentos sofridos quando foi jogado de um cavalo. Ele está enterrado na Abadia de Westminster.

E, bem, foi Salomon quem escreveu os maravilhosos arranjos deste disco. É um time de seis pessoas que tocam essas 3 Sinfonias de Haydn. É um quarteto de cordas, piano e flauta.

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nros 94, 100 & 104 (versões de câmara de Johann Peter Salomon)

Symphony No.94 In G Major ‘Surprise’ “Mit Dem Paukenschlag”
1 Adagio Cantabile – Vivace Assai 8:15
2 Andante 7:09
3 Menuetto. Allegro Molto 3:41
4 Finale. Allegro Molto 3:48

Symphony No.100 In G Major ‘Military’
5 Adagio – Allegro 7:24
6 Allegretto 6:13
7 Menuetto. Moderato 5:31
8 Finale. Presto 5:06

Symphony No.104 In D Major ‘London’
9 Adagio – Allegro 8:14
10 Andante 8:01
11 Menuetto. Allegro 4:42
12 Allegro Spiritoso 6:40

Cello – Anthony Pleeth (tracks: 1 to 4), Jennifer Ward Clarke (tracks: 5 to 12)
Flute – Lisa Beznosiuk (tracks: 5 to 12), Stephen Preston (tracks: 1 to 4)
Fortepiano – Christopher Hogwood
Viola – Jan Schlapp (tracks: 1 to 4), Trevor Jones (tracks: 5 to 12)
Violin – Micaela Comberti (tracks: 5 to 12), Monica Huggett (tracks: 1 to 4), Simon Standage

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

A Londres do Século XVIII

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 16, 98 & 139

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 16, 98 & 139

Um excelente disco, magnificamente interpretado por Gardiner e sua turma de usual suspects. As cantatas constituem importante parte da produção de Bach, mas apenas nas últimas décadas sua importância vem sendo reconhecida. Esquecidas quase por completo no século XIX, até meados do século XX somente um pequeno número delas havia sido estudado em detalhe, situação que vem mudando diante do rápido crescimento dos estudos bachianos. A maior parte delas é sacra, compostas em Weimar e principalmente Leipzig, mas ele cultivou o gênero ao longo de quase toda a sua carreira. Muitas foram perdidas por descuido do filho Wilhelm; de acordo com o obituário de Carl Philipp ele compôs cinco ciclos completos para o ano eclesiástico, fora as cantatas profanas, o que representaria mais de 350 obras, mas ainda sobrevivem 194 composições neste gênero (sacro), somando um total de mais de 1.200 movimentos individuais. As de sua fase inicial são compostas segundo o modelo alemão do século XVII, sem recitativos ou árias da capo, elementos de origem operística italiana que só aparecem em suas obras maduras. Mais tarde se consolidou um formato italianizado, com uma abertura mais elaborada com coro, seguida de uma alternância de cinco ou seis árias da capo e recitativos para voz solo, encerrando com uma harmonização coral simples homofônica a quatro vozes, quando a congregação possivelmente se unia ao coro, mas mesmo aqui são encontradas muitas outras soluções técnicas e formais, incluindo fugas, cânones, variações sobre um ostinato, formas concertantes, influência da abertura francesa e do antigo moteto, além de se valerem de uma ampla gama de forças instrumentais. Nas palavras de Buelow,

“Nada é mais difícil de definir ou explicar que o estilo vocal de Bach. É claro, contudo, que o cerne de seu estilo reside no seu compromisso de ilustrar expressivamente os textos, as palavras individuais desses textos, e os afetos que veiculam. Suas linhas vocais raramente são apenas líricas, e não guardam a menor semelhança com o estilo cantabile dos italianos. Quase sempre são altamente dramáticas e amiúde cheias de complexos motivos rítmicos, com um desenho anguloso de saltos amplos. Passagens melismáticas, algumas de enorme extensão, ocorrem às vezes para emprestar mais ênfase retórica ou para simbolizar determinada palavra, mas noutras ocasiões são parte integral do desenvolvimento melódico”.

As cantatas sacras são peças de ocasião, e por regra eram ouvidas apenas uma única vez. Obras muito elaboradas artisticamente, o que o ouvinte não conseguia entender em termos estéticos, como disse Chafe, era compensado por seu conhecimento de uma rede de intenções que ligavam a experiência religiosa de cada um ao seu contexto cultural e religioso maior. A principal dentre essas intenções era apresentar o caráter dinâmico da experiência religiosa num programa didático sequencial de afetos e formas com que o ouvinte comum pudesse se identificar, criando uma ponte entre as Escrituras e a fé, à luz, naturalmente, da tradição hermenêutica fundada por Lutero. Para conseguir esse objetivo, além do conteúdo explícito dos textos, Bach recorria a um rico repertório de elementos puramente musicais para ilustrar e enfatizar o texto, elementos que por sua vez estavam associados a uma série de convenções simbólicas e alegóricas então de domínio público, um procedimento típico do Barroco em geral, no caso aplicado aos propósitos do Protestantismo.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 16, 98 & 139

“Was Gott Tut, Das Ist Wohlgetan” (BWV 98), Cantata For The 21st Sunday After Trinity
1 1. Chorus: Was Gott Tut, Das Ist Wohlgetan 3:56
2 2. Recitative (Tenor): Ach Gott! Wann Wirst Du Mich Einmal 0:53
3 3. Aria (Soprano): Hört, Ihr Augen, Auf Zu Weinen 3:18
4 4. Recitative (Countertenor): Gott Hat Ein Herz 0:55
5 5. Aria (Bass): Meinen Jesum Lass Ich Nicht 3:51
“Wohl Dem, Der Sich Auf Seinen Gott” (BWV 139), Cantata For The 23rd Sunday After Trinity
6 1. Chorus: Wohl Dem, Der Sich Auf Seinen Gott 4:58
7 2. Aria (Tenor): Gott Ist Mein Freund; Was Hilft Das Toben 5:03
8 3. Recitative (Countertenor): Der Heiland Sendet Ja Die Seinen 0:35
9 4. Aria (Bass): Das Unglück Schlägt Auf Allen Seiten 4:37
10 5. Recitative (Soprano): Ja, Trag Ich Gleich Den Grössten Feind In Mir 0:40
11 6. Chorale: Dahero Trotz Der Höllen Heer 0:47
“Herr Gott, Dich Loben Wir” (BWV 16), Cantata For New Year’s Day (Feast Of The Circumcision)
12 1. Chorus: Herr Gott, Dich Loben Wir 1:37
13 2. Recitative (Bass): So Stimmen Wir Bei Dieser Frohen Zeit 1:08
14 3. Aria (Chorus, Bass): Lasst Uns Jauchzen, Lasst Uns Freuen / Krönt Und Segnet Seine Hand 3:30
15 4. Recitative (Countertenor): Ach, Treuer Hort, Beschütz Auch Fernerhin Dein Wertes Wort 1:17
16 5. Aria (Tenor): Geliebter Jesu, Nur Du Allein 7:24
17 6. Chorale: All Solch Dein Güt Wir Preisen 1:01

Alto Vocals [Choir] – Angus Davidson (2), Charles Humphries, Richard Wyn Roberts*
Bass Vocals [Choir] – Julian Clarkson, Robert Macdonald, Simon Oberst
Bass Vocals [Soloist] – Gotthold Schwarz
Bassoon – Alastair Mitchell
Cello – Catherine Rimer, Ruth Alford
Choir – The Monteverdi Choir
Conductor – John Eliot Gardiner
Cornett – Michael Harrison (4)
Countertenor Vocals [Soloist] – Derek Lee Ragin
Double Bass – Judith Evans
Harpsichord – Gary Cooper (2)
Horn [Corno Da Caccia] – Mark Bennett (2)
Oboe – James Eastaway, Michael Niesemann
Oboe [Da Caccia] – Katharina Arfken
Orchestra – The English Baroque Soloists
Organ – Alastair Ross
Soprano Vocals [Choir] – Constanze Backes, Donna Deam, Nicola Jenkin, Suzanne Flowers
Soprano Vocals [Soloist] – Katharine Fuge
Tenor Vocals [Choir] – Gerard O’Beirne, Paul Tindall, Simon Davies (3)
Tenor Vocals [Soloist] – Julian Podger
Viola – Lisa Cochrane, Rosemary Nalden
Violin [1st] – Anne Schumann, Peter Lissauer, Sarah Bealby-Wright
Violin [2nd] – Adrian Butterfield, Henrietta Wayne, Kati Debretzeni
Violin, Concertmistress – Maya Homburger

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Jan Steen (1626-1679):

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Violoncelo Solo

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Violoncelo Solo

Esta versão das Suítes para Violoncelo Solo de Bach, por Roel Dieltiens, não chega ao nível altíssimo das gravações de Cocset, Pandolfo ou Bylsma, mas é muito boa e consistente. As Suítes foram provavelmente compostas durante o período de 1717-1723, quando Bach serviu como Kapellmeister em Köthen. Devido às dificuldades técnicas das obras, elas foram pouco conhecidas e raramente executadas até serem revividas e gravadas por Pablo Casals no início do século 20. Hoje são consideradas dentre as maiores realizações de Bach. Diferentemente das sonatas para violino solo de Bach, nenhum manuscrito autógrafo sobreviveu. Os estudiosos acreditam que Bach pretendia que as obras fossem consideradas um ciclo e não uma série arbitrária de peças. Comparadas às outras coleções de suítes de Bach, as suítes para violoncelo são as mais rigorosas na ordem de seus movimentos. Além disso, para obter uma arquitetura simétrica, Bach inseriu movimentos intermezzi aos pares entre as sarabandas e as gigas.

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Violoncelo Solo

Suite Nº 2 In D-Minor (BWV 1008)
1-1 Prélude 2:28
1-2 Allemande 3:16
1-3 Courante 1:50
1-4 Sarabande 4:55
1-5 Menuet I 1:41
1-6 Menuet II 1:17
1-7 Menuet I 0:40
1-8 Gigue 2:36

Suite Nº 3 In C-Major (BWV 1009)
1-9 Prélude 2:32
1-10 Allemande 3:54
1-11 Courante 3:50
1-12 Sarabande 4:13
1-13 Bourrée I 1:41
1-14 Bourrée II 1:44
1-15 Bourrée I 0:52
1-16 Gigue 3:33

Suite Nº 6 In D-Major (BWV 1012)
1-17 Prélude 4:23
1-18 Allemande 6:51
1-19 Courante 3:34
1-20 Sarabande 4:34
1-21 Gavotte I 1:44
1-22 Gavotte II 1:43
1-23 Gavotte I 0:56
1-24 Gigue 4:05

Suite Nº 4 In E Flat Major (BWV 1010)
2-1 Prélude 4:19
2-2 Allemande 4:39
2-3 Courante 3:39
2-4 Sarabande 4:12
2-5 Bourrée I 2:34
2-6 Bourrée II 0:42
2-7 Bourrée I 1:19
2-8 Gigue 2:36

Suite Nº 1 In G-Major (BWV 1007)
2-9 Prélude 1:53
2-10 Allemande 5:01
2-11 Courante 2:38
2-12 Sarabande 2:47
2-13 Menuet I 1:24
2-14 Menuet II 1:24
2-15 Menuet I 0:45
2-16 Gigue 1:47

Suite Nº 5 In C Minor (BWV 1011)
2-17 Prélude 5:18
2-18 Allemande 6:27
2-19 Courante 2:20
2-20 Sarabande 4:25
2-21 Gavotte I 2:32
2-22 Gavotte II 1:29
2-23 Gavotte I 1:19
2-24 Gigue 2:37

Cello – Roel Dieltiens

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Violoncelo sobre cadeira rosa | Pintura de Ricard J. Tovar

PQP

Franz Schubert (1797-1828): Lieder com orquestra

Franz Schubert (1797-1828): Lieder com orquestra

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Postamos este Schubert SOLAR E ABSOLUTAMENTE MARAVILHOSO. Imaginem só. Uma seleção de lieder de Schubert feita por Claudio Abbado, Anne Sofie von Otter e Thomas Quasthoff. Os arranjos para orquestra são, em sua maioria, de gente como Brahms, Reger, Webern, Britten… Isto pode dar errado? Não, não pode. O CD é fantástico, delicado, lírico, lindo, emocionante, fascinante, é tudo o que a gente espera de um grande disco. É uma experiência — proposta por Abbado? — de resultado entusiasmante. Von Otter e Quasthoff matam a pau. Ambos estão perfeitos neste grande disco da DG.

Schubert: Lieder com orquestra

1 Rosamunde, Fürstin von Cypern, incidental music, D. 797 (Op. 26) No. 3. Romanze
with Anne Sofie von Otter
2 Die Forelle (“In einem Bächlein helle”), song for voice & piano, D. 550 (Op. 32)
with Anne Sofie von Otter (Britten)
3 Ellens Gesang II (“Jäger, ruhe von der Jagd”), song for voice & piano, D. 838 (Op. 52/2)
with Anne Sofie von Otter
4 Gretchen am Spinnrade (“Meine Ruh’…”), song for voice & piano, D. 118 (Op. 2)
with Anne Sofie von Otter
5 Gesang (“Was ist Sylvia,…”), song for voice & piano, (“An Sylvia”), D. 891 (Op. 106/4)
with Anne Sofie von Otter
6 Im Abendrot (“O, wie schön ist deine Welt”), song for voice & piano, D. 799
with Anne Sofie von Otter (Reger)
7 Nacht und Träume (Heil’ge Nacht, du sinkest nieder!”), song for voice & piano, D. 827 (Op. 43/2)
with Anne Sofie von Otter (Reger)
8 Gruppe aus dem Tartarus II (“Horch, wie Murmeln”), song for voice & piano, D. 583 (Op. 24/1)
with Anne Sofie von Otter
9 Erlkönig (“Wer reitet so spät”), song for voice & piano, D. 328 (Op. 1)
with Anne Sofie von Otter (Berlioz)
10 Die junge Nonne (“Wie braust durch die Wipfel”), song for voice & piano, D. 828 (Op. 43/1)
with Anne Sofie von Otter (Liszt)
11 Die schöne Müllerin, song cycle, for voice & piano, D. 795 (Op. 25) No. 10. Tränenregen
with Thomas Quasthoff (Webern)
12 Winterreise, song cycle for voice & piano, D. 911 (Op. 89) No. 20. Der Wegweiser
with Thomas Quasthoff (Webern)
13 Du bist die Ruh, song for voice & piano, D. 776 (Op. 59/3)
with Thomas Quasthoff (Webern)
14 Ihr Bild (“Ich stand in dunkeln Träumen”), song for voice & piano (Schwanengesang), D. 957/9
with Thomas Quasthoff (Webern)
15 Prometheus (“Bedecke deinen Himmel”), song for voice & piano, D. 674
with Thomas Quasthoff (Reger)
16 Memnon (“Den Tag hindurch nur einmal”), song for voice & piano, D. 541 (Op. 6/1)
with Thomas Quasthoff (Brahms)
17 An Schwager Kronos (“Spu’te dich, Kronos”), song for voice & piano, D369 (Op. 19/1)
with Thomas Quasthoff
18 An die Musik (“Du holde Kunst…”), song for voice & piano, D. 547 (Op. 88/4)
with Thomas Quasthoff (Reger)
19 Erlkönig (“Wer reitet so spät”), song for voice & piano, D. 328 (Op. 1)
with Thomas Quasthoff (Reger)
20 Geheimes (“Über meines Liebchens Äugeln”), song for voice & piano, D. 719 (Op. 14/2)
with Anne Sofie von Otter (Brahms)
21 Ständchen (“Leise flehen meine Lieder”), song for voice & piano (Schwanengesang), D. 957/4
with Thomas Quasthoff (Offenbach)

Anne Sofie von Otter
Thomas Quasthoff
Chamber Orchestra Europe
Claudio Abbado

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Anne Sophie von Otter, com Thomas Quasthoff e Abbado, um disco espetacular

PQP

Franz Schubert (1797-1828): Winterreise

Franz Schubert (1797-1828): Winterreise

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ainda fico com Fischer-Dieskau, mas esta gravação é muito boa, excelente mesmo. Aliás, não é a primeira incursão gravada de Bostridge da Winterreise.

Winterreise (Viagem de Inverno) é um ciclo de 24 lieder composto em 1827 por Franz Schubert sobre poemas de Wilhelm Müller. Foi o segundo dos três ciclos de canções escritos pelo compositor (sendo o primeiro Die schöne Müllerin e o terceiro Schwanengesang). Segundo o próprio Schubert, tratava-se do seu preferido. Foi escrito originalmente para tenor, mas é frequentemente transposto para outras vozes. Os 24 lieder do ciclo constituem uma série de reflexões feitas por um viajante no Inverno sobre temas predominantemente sombrios e tristes, características essas realçadas por um uso sistemático de tonalidades menores. De fato, dos 24 lieder que compõem o ciclo, apenas 8 se encontram em tonalidades maiores: o 5.º (“Der Lindenbaum”), o 11.º (“Frülingstraum”), o 13.º (“Die Post”), o 16.º (“Letzte Hoffnung”), o 17.º (“Im Dorfe”), o 19.º (“Täuschung”) e o 23.º (“Die Nebensonnen”). A própria natureza retratada nos poemas reflete o estado de espírito amargurado do sujeito (como era comum no Romantismo), uma vez que são frequentemente descritas paisagens sombrias e geladas.

Franz Schubert (1797-1828): Winterreise

1 Gute Nacht 5:31
2 Die Wetterfahne 1:44
3 Gefror’ne Tränen 2:15
4 Erstarrung 2:54
5 Der Lindenbaum 4:59
6 Wasserflut 3:48
7 Auf Dem Flusse 3:28
8 Rückblick 1:50
9 Irrlicht 2:24
10 Rast 3:25
11 Frühlingstraum 4:24
12 Einsamkeit 3:12
13 Die Post 1:59
14 Der Greise Kopf 2:48
15 Die Krähe 1:59
16 Letzte Hoffnung 1:48
17 Im Dorfe 3:11
18 Der Stürmische Morgen 0:48
19 Täuschung 1:04
20 Der Wegweiser 4:08
21 Das Wirtshaus 4:17
22 Mut 1:22
23 Die Nebensonnen 2:41
24 Der Leiermann 3:30

Ian Bostridge, tenor
Thomas Adès, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Pieter Bruegel, o Velho (1526/1530–1569) – Caçadores na Neve (1565)

PQP

Wynton Marsalis (1961): Violin Concerto / Fiddle Dance Suite

Wynton Marsalis (1961): Violin Concerto / Fiddle Dance Suite

Pedir uma peça a um jazzista é algo inteligente, sem dúvida. De origem italiana e nascida na Escócia, a violinista Nicola Benedetti é uma jovem e talentosa violinista apaixonada pela educação musical, com sua própria fundação e seu canal no YouTube. Mas também dá concertos pelo mundo, claro. Seu último álbum, com gravações de obras escritas para ela por Wynton Marsalis, é realmente muito bom.

Na verdade, parece uma fantasia sonhada por um executivo de gravadora: um concerto escrito pelo mundialmente famoso trompetista de jazz e band leader Wynton Marsalis, feito especialmente para uma carismática e competente violinista. Mas não é uma fantasia: Benedetti tem tocado o vibrante Concerto para Violino de Marsalis por todo o mundo desde sua estréia em 2015. Melhor ainda, os dois artistas são amigos há anos e o concerto reflete sua amizade e admiração mútua.

Isso não quer dizer que não houve problemas ao longo do caminho. Notem, por exemplo, a primeira reação de Benedetti ao ler a partitura. “Minha resposta inicial foi a de que não era desafiador o suficiente para o violinista e que ele precisava reescrever boa parte do concerto. Expliquei a ele que estou acostumada a tocar peças que literalmente me levam semanas antes que eu possa tentar tocá-las.”

Outros compositores poderiam ter se ofendido, mas Marsalis permaneceu deboas. “Afinal, foi ela quem pediu as peças. Ao longo dos anos, falei com Nicola de vez em quando e conversávamos sobre todo tipo de coisas”, disse Marsalis. “Ela é interessada em muitos tipos diferentes de música.”

Então, como surgiu o concerto? Benedetti explica que ficou tocada ao ouvir uma apresentação de A Fiddler’s Tale, de Marsalis, em Londres. Ela se perguntou como algo podia ser tão complexo e inteligente, com tanta profundidade e todo mundo ainda sair sorrindo do concerto. Quero isso pra mim! Benedetti e seu agente foram aos bastidores conversar com Marsalis e “começaram o processo de implorar para ele escrevesse algo para violino”, disse ela. Demorou dois anos. Parecia que seria uma peça para violino solo, mas depois veio um concerto. Aliás, ela conseguiu tudo, basta ouvir a Fiddle Dance Suite, para violino solo, também no novo CD. Mas, por um tempo, não ficou claro se Nicole veria a peça à luz do dia.

Wynton Marsalis (1961): Violin Concerto / Fiddle Dance Suite

Violin Concerto in D Major (43:25)
1 I Rhapsody 12:38
2 II Rondo Burlesque 10:10
3 III Blues 10:18
4 IV Hootenanny 10:19

Fiddle Dance Suite (23:38)
5 I Sidestep Reel 3:59
6 II As The Wind Goes 4:07
7 III Jones’ Jig 4:05
8 IV Nicola’s Strathspey 4:27
9 V Bye-Bye Breakdown 7:00

Violin – Nicola Benedetti
Orchestra – The Philadelphia Orchestra
Conductor – Cristian Măcelaru

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Final feliz.

PQP

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Lembram daquela série interminável de discos da Philips — lançados nos anos 70 e 80 — que eram seleções malucas de clássicos e que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Händel podia vir antes de um trecho de Rhapsody in Blue, o qual era seguido pela Abertura 1812 e pela chamada Ária na Corda Sol (mentira, corda sol coisa nenhuma) de Bach, por exemplo. Salada semelhante é servida por Khatia Buniatishvili neste CD. Mas o importante é faturar enquanto a beleza não abandona a pianista. Ela tem alguns anos de sucesso ainda. Como habitualmente, neste disco ela é muita emoção e languidez — principalmente a última –, acompanhada de um talento que não precisaria ter registros gravados. Temos tanta gente melhor! Depois deste disco altamente suspeito, ela sucumbe aqui. Só a aparência não basta. Afinal, ouvimos o CD. Vocês sabem que eu amo as belas musicistas, mas tudo tem limite.

O volume 1 da numerosa série

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

1 Johann Sebastian Bach: Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd, BWV 208: IX. Schafe können sicher weiden (Arr. for Piano)
2 Pyotr Ilyich Tchaikovsky: The Seasons, Op. 37b: X. October (Autumn Song)
3 Felix Mendelssohn-Bartholdy: Lied ohne Worte in F-Sharp Minor, Op. 67/2
4 Claude Debussy: Suite Bergamasque, L. 75: III. Clair de lune
5 Giya Kancheli: Tune from the Film by Lana Gogoberidze: When Almonds Blossomed
6 György Ligeti: Musica ricercata No. 7 in B-Flat Major
7 Johannes Brahms: Intermezzo in B-Flat Minor, Op. 117/2
8 Franz Liszt: Wiegenlied, S. 198
9 Antonín Dvorák: Slavonic Dance for Four Hands in E Minor, Op. 72/2: Dumka (Allegretto grazioso)
10 Maurice Ravel: Pavane pour une infante défunte in G Major, M. 19
11 Frédéric Chopin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 25/7
12 Alexander Scriabin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 2/1
13 Domenico Scarlatti: Sonata in E Major, K. 380
14 Edvard Grieg: Lyric Piece in E Minor, Op. 57/6: Homesickness
15 Traditional: Vagiorko mai / Don’t You Love Me?
16 Wilhelm Kempff: Suite in B-Flat Major, HWV 434: IV. Menuet
17 Arvo Pärt: Für Alina in B Minor

Khatia Buniatishvili, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Desculpe, Khatia, não rolou.

PQP

Anthony Hopkins (1937): Anthony Hopkins Composer

Seu personagem mais famoso, o notório Dr. Hannibal Lecter, gostava tanto de ópera quanto de carne humana. Mas quem pensaria que o próprio Sir Anthony Hopkins provaria ter aptidão para escrever música erudita? Certamente não o ator vencedor do Oscar, cuja confiança em sua capacidade de compor se limitava a improvisações ao piano em casa, tocando apenas para seu próprio prazer. Sua esposa Stella foi quem o levou a expandir seus horizontes, a explorar mais seu talento, e o resultado final foi um concerto com a City of Birmingham Symphony Orchestra, gravado pela Classic FM.

Por um lado, Hopkins teve muita sorte, pois poucos compositores contemporâneos são estreados direto por uma orquestra tão boa quanto o CBSO. No entanto, por outro lado, a música tinha que ser boa. Ok, é média. Hopkins escreve com considerável talento e confiança. A sensação é a de que ouvimos um homem que adora fazer música e que escreve instintivamente a partir de suas emoções. Com esse instinto, ele demonstra talento para criar obras curtas e cinematográficas, em vez de formas sinfônicas complexas. Ainda assim, dentro destes parâmetros, Hopkins desenvolve seu trabalho com musicalidade e nunca se limita à meras repetições. Ele já escreveu trilhas para filmes e sua música parece perfeita para acompanhar cenas. Hannibal adoraria tê-lo.

Anthony Hopkins (1937): Composer

1 Orpheus 5:02
2 Stella 6:27
3 Evershaw Fair 5:37
4 And The Waltz Goes On 5:44
5 Amerika 6:26
6 Margam 7:08
7 Circus 4:49
8 Bracken Road 4:10
9 The Plaza 3:02

City of Birmingham Symphony Orchestra
Michael Seal

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Hopkins: sem dúvida, um homem multifacetado

PQP

Kimmo Pohjonen (1964) / Samuli Kosminen (1974): Uniko

Kimmo Pohjonen (1964) / Samuli Kosminen (1974): Uniko

Este elogiado disco não me entusiasmou muito. Há partes que parecem rock progressivo. Rock progressivo pior do que o que os caras faziam nos anos 70. Quem salva a coisa é o acordeon de Kimmo Pohjonen e o Kronos, sempre oportuno e com grande musicalidade. Mas, OK. Deixemos os meninos se divertirem. Bem, quem está aqui? Está o sensacional Kronos Quartet juntamente com o duo finlandês formado pelo acordeonista Kimmo Pohjonen e o guru do sampler Samuli Kosminen. Tudo produzido pelo islandês Valgeir Sigurosson, conhecido por sua colaboração com Bjork. Uniko foi encomendado pelo Kronos em 2003 e estreou no Festival de Helsinque em 2004. Em seguida, atraiu plateias lotadas em Moscou, Molde (Noruega) e Nova York. O acordeon de Pohjonen é eletrificado e Kosminen reproduz o acordeon de seu colega finlandês e o Kronos, além de outros sons. Os samplers, juntamente com as cordas e acordeão elétrico, criam efeitos e um mundo sonoro pelo qual não me interessei muito.

Kimmo Pohjonen (1964) / Samuli Kosminen (1974): Uniko

1 I. Utu 6:58
2 II. Plasma 6:16
3 III. Särmä 5:34
4 IV. Kalma 11:01
5 V. Kamala 5:38
6 VI. Emo 10:20
7 VII. Avara 6:01

Accordion, Voice – Kimmo Pohjonen
Arranged By [Strings] – Samuli Kosminen
Cello – Jeffrey Zeigler
Composed By, Arranged By – Kimmo Pohjonen, Samuli Kosminen
Electronics [Strings & Accordion Samples], Programmed By – Samuli Kosminen
Performer – Kronos Quartet
Viola – Hank Dutt
Violin – David Harrington, John Sherba

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Uniko: Kronos Quartet, Kimmo Pohjonen & Samuli Kosminen

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano – Árias

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano – Árias

Um bonito disco com a extraordinária Simone Kermes e grupo. É maravilhoso que os trabalhos vocais de Vivaldi estejam gradualmente ganhando exposição, porque realmente são um tesouro de música absolutamente maravilhosa e Kermes é uma de suas mais recentes evangelistas. Amor Profano é a continuidade do projeto que começou com o esplêndido álbum Amor Sacro que Kermes também gravou com Marcon e sua Orquestra Barroca de Veneza. Claro, ao contrário de Amor Sacro, este disco tem repertório não litúrgico, mas mundano, retirado de várias óperas. São momentos dramáticos e bem acessíveis de Vivaldi.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano: Arias

1 L’Olimpiade, RV 725 – Siam Navi All’Onde 6:46
2 La Fede Tradita E Vendicata, RV 712 – Sin Nel Placido Soggiorno
Cello – Francesco Galligioni
7:43
3 Orlando Furioso, RV 728 – Ah Fuggi Rapido 2:29
4 Tito Manlio, RV 738 – Non M’Afflige Il Tormento Di Morte 4:06
5 Semiramide, RV 733 – Quegl’ Occhi Luminosi 5:06
6 Il Tigrane, RV 740 – Act 2 – Squarciami Pure Il Seno 3:21
7 Catone In Utica, RV 705 – Act 1 – Se In Campo Armato 6:28
Sinfonia – Il Tamerlano [Il Bajazet], RV 703
8 Allegro 2:22
9 Andante Molto 2:39
10 Allegro 0:56
11 Griselda – Dramma Per Musica, RV 718 – Agitata Da Due Venti 5:31
12 Tito Manlio, RV 738 – Act 3 – Dopo Sì Rei Disastri 1:40
13 La Verità In Cimento, RV 739 – Act 1 – Amato Ben Tu Sei La Mia Speranza 7:25
14 Tito Manlio, RV 738 – Act 2 – Combatta Un Gentil Cor
Trumpet – Gabriele Cassone
4:34
15 La Farfalletta, RV 660 – La Farfalletta 6:47
16 Il Giustino, RV 717 – Act 3 – Or Che Cinto Ho Il Crin D’Alloro 3:36

Adapted By – Andrea Marcon (tracks: 1 to 7, 11 to 16)
Bassoon – Andrea Bressan (2)
Cello – Francesco Galligioni, Matteo Fusi
Conductor – Andrea Marcon
Harpsichord – Andrea Marcon, Luca Scandali
Horn – Dileno Baldin, Francesco Meucci
Lute – Evangelina Mascardi, Ivano Zanenghi
Oboe – Davide Bettin, Michele Favaro
Orchestra – Venice Baroque Orchestra
Recorder – Arrigo Pietrobon, Giuliano Furlanetto
Soprano Vocals – Simone Kermes
Timpani – Riccardo Balbinutti
Trumpet – Gabriele Cassone, Jonathan Pia
Viola – Alessandra Di Vincenzo, Mauro Righini
Violin [I] – Giuseppe Cabrio, Luca Mares, Massimiliano Tieppo, Vania Pedronetto
Violin [II] – Gianpiero Zanocco, Giorgio Baldan, Jonathan Guyonnet, Massimiliano Simonetto
Violone – Alessandro Sbrogiò

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Canaletto: “O Grande Canal e a Igreja da Saúde” (1730).

PQP

George Enesco (1881-1955) / Franz Liszt (1811-1886): Rapsódia Romena Nº 1 / Rapsódias Húngaras Nº 1-6

George Enesco (1881-1955) / Franz Liszt (1811-1886): Rapsódia Romena Nº 1 / Rapsódias Húngaras Nº 1-6

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu sou contra a divulgação de gravações históricas apenas porque eram aquelas que tínhamos em casa — ai, que saudades — ou meramente pelo nome do regente, do executante ou da orquestra — ai, deve ser bom. Mas algumas têm de ser resgatadas por sua qualidade ou escândalo. Aqui, o caso é de extrema qualidade. Na minha opinião, só o Enescu deste disco já vale a audição. E Enescu nasceu num 19 de agosto, que é a data mais correta para um bom homem nascer. Mas o velho e veemente Dorati faz a orquestra de Londres tornar-se meio cigana e dá um show também nas Rapsódias de Liszt. Liszt não sabia muito bem o que era a música cigana de raiz, digamos assim, só a música das cidades, mas, nossa, que melodias e orquestração! Quem foi a campo buscar a verdadeira musica cigana húngara e romena foram Bartók e Kodály, com quem Dorati estudou. E está feita a confusão e parte do mérito deste CD.

Enesco (1881-1955) / Liszt (1811-1886): Rapsódia Romena Nº 1 / Rapsódias Húngaras Nº 1-6

Enesco
1 Roumanian Rhapsody No 1 Op 11 12:02

Liszt
2 Hungarian Rhapsody No 1 In F Minor 10:47
3 Hungarian Rhapsody No 2 In D Minor 9:41
4 Hungarian Rhapsody No 3 In D Major 8:25
5 Hungarian Rhapsody No 4 In D Minor 10:40
6 Hungarian Rhapsody No 5 In E Minor (“Héroïde Elégaique”) 10:00
7 Hungarian Rhapsody No 6 In D Major (“Carnival In Pesth”) 12:12

London Symphony Orchestra
Antal Dorati

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Dança tradicional húngara para turista ver.

PQP

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music (4/4)

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music (4/4)

(continuação)

Estilisticamente, a música de Sweelinck também reúne a riqueza, complexidade e sentido espacial dos venezianos Andrea e Giovanni Gabrieli, com quem ele estava familiarizado desde sua estada em Veneza, e as formas de ornamentação dos compositores de teclado ingleses. Em algumas de suas obras, Sweelinck aparece como um compositor do estilo barroco, com a exceção de suas canções que mais se assemelham a tradição renascentista francesa. No desenvolvimento formal, especialmente no uso de contra-stretto e órgão ponto (pedal ponto), a sua música relembra Bach (que muito possivelmente era familiarizado com a música de Sweelinck).

Sweelinck era um mestre da improvisação, e adquiriu o título informal de “Orfeu de Amsterdam”, como dissemos. Mais de 70 obras para teclado sobreviveram e muitas delas devem ser semelhantes às improvisações que os moradores de Amsterdam em 1600 eram acostumados a ouvir. No curso de sua vida, Sweelinck envolveu-se com as liturgias musicais de três tipos de igrejas distintas: a Católica Romana, a calvinista e a luterana, todas as quais se refletem em seu trabalho. Mesmo sua música vocal, que é mais conservadora do que a sua escrita para teclado, mostra uma notável complexidade rítmica e uma riqueza incomum de dispositivos de contraponto.

Sweelinck morreu de causas desconhecidas em 16 de outubro de 1621 e foi sepultado na Oude Kerk. Na época, vivia com sua  esposa e cinco de seus seis filhos. O mais velho deles, Dirck Janszoon que o sucedeu como organista da Oude Kerk.

(fim)

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music IV

1 – Nun freut euch, liebenn Christen gemein
2 – Toccata XVII
3 – Fantasia III
4 – Ons is gheboren een kindekijn (Puer nobis nascitur)
5 – Psalm 36
6 – Fantasia IX
7 – Christe qui lux est et dies
8 – Fantasia VIII
9 – Onse Vader in Hemelrijck
10 – Echo Fantasia XIII
11 – Toccata XX
12 – Wir glauben all an einen Gott

Ton Koopman: virginals, harpsichords, organs

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Vermeer (1632-1675): Moça com Brinco de Pérola

PQP

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music (3/4)

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music (3/4)

(continuação)

A influência musical de Sweelinck se espalhou tão longe como na Suécia e Inglaterra, respectivamente por Andreas Düben e por compositores ingleses, como Peter Philips, que provavelmente conheceu Sweelinck em 1593. Sweelinck, e compositores holandeses em geral, tinham ligações evidentes para com a escola de inglesa de composição e a música de Sweelinck aparece no Livro Virginal de Fitzwilliam, que contém principalmente o trabalho de compositores ingleses. Ele escreveu variações sobre a Pavane “Lachrimae” de John Dowland, famoso compositor inglês. John Bull, que provavelmente era um amigo pessoal de Sweelinck, escreveu um conjunto de variações sobre um tema musical de sua autoria, depois da morte do compositor holandês.

A obra de Sweelinck representa o mais alto grau de desenvolvimento da escola de teclado holandês e de fato representou um pináculo na complexidade contrapontística no requinte ao teclado, antes do alemão Johann Sebastian Bach. No entanto, ele também era um compositor hábil para vozes e compôs mais de 250 obras corais, entre elas chansons, madrigais, motetos e Salmos.

Algumas das inovações Sweelinck eram de importância musical profunda, incluindo a fuga, a qual ele foi o primeiro a escrever para órgão. Este estilo inicia apenas com uma linha melódica, acompanhada sucessivamente por outra, acrescentando textura e complexidade até um clímax final, uma ideia que foi aperfeiçoada no fim da era barroca de Bach (por exemplo a conhecida Tocata e Fuga em Ré menor de J.S.Bach). Muitas das obras Sweelinck para o teclado foram concebidos como estudos para seus alunos sendo ele o primeiro a usar o pedal do órgão como uma parte real da fuga.

(continua)

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music III

1 – Psalm 116
2 – Psalm 140
3 – Echo Fantasia XI
4 – Toccata XXIII
5 – Ricercar VII
6 – Toccata XXII
7 – Fantasia IV
8 – Allein zu dir, Herr Jesu Christ
9 – Echo Fantasia XII
10 – Allein Gott in der Höh’ sei Ehr
11 – Praeludium XXVII

Ton Koopman: virginals, harpsichords, organs

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Vermeer (1632-1675): A Leiteira

PQP

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music (2/4)

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music (2/4)

Neste CD, lá pela faixa 7 ou 8, acabam as obras para cravo e virginal e começam as para órgão. O órgão de época utilizado por Koopman é tudo de bom, cheio de som barroco e das marcenarias do instrumento.

(continuação)

De acordo com Cornelis Plemp, um aluno e amigo de Sweelinck, ele começou sua carreira de 44 anos como organista da Oude Kerk em 1577, quando tinha apenas 15 anos. Esta data, porém, é incerta, porque os registros da igreja de 1577-80 foram perdidos e o registro de Sweelinck na Oude Kerk só podem ser encontradas de 1580 em diante, posto este que ocupou para o resto de sua vida. A mãe de Sweelinck morreu em 1585, e Jan Pieterszoon assumiu a responsabilidade sobre seu irmão mais novo e a irmã. Seu salário de 100 florins foi duplicado no ano seguinte, provavelmente para ajudar a família. Além disso, foi oferecido um adicional de 100 florins, após seu casamento, que se deu em 1590 com Claesgen Dircxdochter Puyner, de Medemblik. Também foi oferecido ao mesmo a escolha entre mais 100 florins e acomodações livres em uma casa pertencente à cidade, o último dos quais ele escolheu.

O compositor, muito provavelmente, passou sua vida inteira em Amsterdam, saindo apenas ocasionalmente em visita a outras cidades próximas em conexão com suas atividades profissionais. Foi-lhe pedido para inspecionar órgãos, dar opiniões e conselhos sobre a construção dos mesmos e sua restauração. Essas atividades resultaram em visitas curtas a Delft, Dordrecht (1614), Enkhuizen, Haarlem (1594), Harderwijk (1608), Middelburg (1603), Nijmegen (1605), Roterdão (1610), Rhenen (1616), bem como Deventer (1595, 1616) sua terra natal. A mais longa viagem Sweelinck foi para Antuérpia em 1604, quando ele foi comissionado pelas autoridades de Amsterdam, para comprar um cravo para a cidade. Apesar de não haver provas documentais afirma-se que Sweelinck visitou Veneza — talvez uma confusão com seu irmão, o pintor Gerrit Pietersz Sweelink — e da mesma forma não há nenhuma evidência de que ele alguma vez cruzou o Canal Inglês, embora cópias de sua música apareçam inclusas no Livro de Virginal de Fitzwilliam. Sua popularidade como compositor organista e professor aumentou de forma constante durante toda sua vida. Contemporâneos o apelidaram de “Orfeu de Amsterdam” e até mesmo as autoridades da cidade frequentemente traziam visitantes importantes para ouvir as improvisações de Sweelinck ao órgão. As atividades de Sweelinck em Amsterdam eram apenas de organista. Ao contrário do costume, ele não tocava o carrilhão ou o cravo em ocasiões formais, nem lhe era cobrado produzir composições regularmente. Serviços litúrgicos calvinistas não incluíam tipicamente o órgão tocado, devido à adoção do Princípio Regulador. O Princípio Regulador restringiu os elementos de culto para somente o que foi ordenado no Novo Testamento. No entanto, no Consistório de Dordrecht de 1598, organistas eram instruídos a tocar variações sobre as novas músicas do Saltério genebrino antes e após o serviço, para que as pessoas se familiarizassem com as novas canções. Visto que trabalhou para os magistrados protestantes pelo resto de sua vida, é provável que fosse um adepto do calvinismo. Na década de 1590 três dos seus filhos foram batizados na Oude Kerk. Seu trabalho permitia-lhe ensinar música e compor, o que viria a torná-lo amplamente conhecido. Os alunos Sweelinck compunham o núcleo do qual viria a se formar a escola de órgão do norte da Alemanha, entre os quais: Jacob Praetorius II, Heinrich Scheidemann, Paul Siefert, Melchior Schildt e Samuel e Gottfried Scheidt. Alunos de Sweelinck eram vistos como músicos de referência, contra quem organistas eram avaliados. Sweelinck era conhecido na Alemanha como o “criador de organistas”. Sociável e respeitado, ele tinha grande procura como professor. Seus alunos holandeses foram sem dúvida muitos, mas nenhum deles se tornou compositor de renome. Sweelinck, no entanto, influenciou o desenvolvimento da escola de órgão holandês, como se percebe nas obras de compositores posteriores tais como as de Anthoni van Noordt. Sweelinck, no decorrer de sua carreira, tinha criado música para as liturgias do catolicismo romano, calvinismo e o luteranismo. Era o compositor mais importante da rica “era de ouro” da música holandesa.

Publicou pela primeira vez em 1592-1594 três volumes de canções, o último dos quais é o único volume que resta, publicado em 1594. Por razões incertas o compositor adotou o sobrenome de sua mãe (Sweelinck) que aparece pela primeira vez no título da página da publicação 1594. Sweelinck, em seguida, definia as configurações de publicação de alguns Salmos, com o objetivo futuro de musicar o Saltério completo. Essas obras apareceram em quatro grandes volumes publicados em 1604, 1613, 1614 e 1621. O último volume foi publicado postumamente e, presumivelmente, em formato não revisado.

(continua)

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music II

1 – Pavana Philippi
2 – Pavana hispanica
3 – Fantasia VI
4 – Toccata XIX
5 – Toccata XVIII
6 – Pavana Lachrimae
7 – Ballo del granduca
8 – Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ
9 – Echo Fantasia XIV
10 – Da pacem Domine in diebus nostris
11 – Erbarm dich mein, o Herre Gott

Ton Koopman: virginals, harpsichords, organs

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Vermeer (1632-1675): O Astrônomo

PQP

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music (1/4)

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music (1/4)

Como sempre digo, o barroco é interminável. Isso em todos os sentidos, em repertório, qualidade, instrumentação, variedade, etc. O holandês Sweelinck, por exemplo, é um tremendo compositor. Este álbum quádruplo é uma clara demonstração disto. Neste primeiro CD, Ton Koopman toca virginais e cravo.

Jan Pieterszoon Sweelinck (Deventer, Abril ou Maio de 1562 – 16 de Outubro de 1621) foi um compositor, organista e pedagogo neerlandês.

Seu trabalho remonta ao final da renascença e início da era barroca. Foi um dos compositores de teclado mais importantes da Europa, e o seu trabalho como professor ajudou a criar a tradição de órgãos do norte da Alemanha.

Sweelinck nasceu em Deventer, Holanda, em abril ou maio de 1562. Era o filho mais velho do organista Pedro (Pieter) Swybbertszoon e de Elske Jansdochter Sweeling, filha de um cirurgião. Logo após o nascimento de Sweelinck, a família se mudou para Amsterdam onde, por volta de 1564, Pieter Swybbertszoon atuou como organista da Oude Kerk (o avô paterno de Sweelinck e seu tio também foram organistas). Jan Pieterszoon deve ter recebido as primeiras lições de música de seu pai. Seu pai morreu em 1573 e, em seguida, ele recebeu educação geral de Jacob Buyck, pastor católico da Oude Kerk (estas aulas pararam em 1578 após o advento da Reforma em Amsterdam e subsequente conversão ao calvinismo; neste momento, Buyck optou por deixar a cidade). Pouco se sabe sobre sua educação musical após a morte de seu pai. Entre seus professores de música pode ser incluído Jan Willemszoon, um contratenor pouco conhecido e tecladista em Haarlem, e Cornelis Boskoop, sucessor do pai de Sweelinck na Oude Kerk. Se Sweelinck de fato estudou em Haarlem, foi provavelmente influenciado em algum grau pelos organistas de St. Bavokerk, entre eles Albrechtszoon Claas van Wieringen e Van Floris Adrichem, ambos os quais improvisaram diariamente na Bavokerk.

(continua)

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621): The Keyboard Music I

1 – More palatino
2 – Fantasia II
3 – Engelsche Fortuyn
4 – Toccata XXI
5 – Mein junges Leben hat ein End
6 – Ick voer al over Rhijn
7 – Toccata XXV
8 – Fantasia Chromatica I
9 – Toccata XXIV
10 – Toccata XV
11 – Onder een linde groen
12 – Est-ce Mars
13 – Hexachord Fantasia V
14 – Toccata XVI

Ton Koopman: virginals, harpsichords, organs

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Vermeer (1632-1675): Alegoria da Pintura

PQP