Krzysztof Penderecki (1933-2020): Credo

Vejam bem, meus amigos, nada tenho contra CDF Bach, muito pelo contrário! Só que costumo postar o que ouço e estou em pleno período — alguns diram crise — moderno. Espero não provocar a ira cedeefiana.

Um comentarista escreveu algo muito interessante sobre o Credo de Penderecki: aqui, ele não utiliza estilos de empréstimo de outros compositores; aqui, é a própria voz de Penderecki numa composição que une coral e solistas de forma absolutamente natural. O compositor teve a fortuna de contar com Helmuth Rilling e um notável grupo de solista na estreia que apresentamos, mas o que interessa realmente é a espetacular música de indiscutível religiosidade que nos faz pensar em alguns grandes autores do passado, como nosso papai.

Deixo-vos com o entusiasmado comentário de um músico:

A masterpiece for this century in a superb recording

In June 1999 I had the privelege of performing a recently written work by Polish composer Krzysztof Penderecki, under his direction. By that time I had no idea who was Penderecki, but as soon as I heard that piece I was enchanted by his music: the piece was Credo. Since then, I have been studying his art and atracted even more to his music. Credo is definitely a masterpiece for this century, from the beginning till the end. As soon as it begins, with the choir, in the powerful main theme it captures all your attention. Particularly expressive is the place where the theme comes back, with the soloists. The second movement is very beautifull and rich in textures and solo melodies that express the happening of the Lord’s birth. But the focus point should be the third movement, with it’s Latin, Polish and German interpolations. The quasi aria Pangue Lingua (Mz) is rich in power and virtuosity, but it is enriched by the glorious appearance of the hymn Ludu moj ludu, for me, the most beautiful moment in the whole piece. The 4th movement is incredibly dramatic and rhythmic. The 5th, brings again the main theme with virtuoso parts for the soloists. I must take notice of the powerful harmonies in the brasses in “visibilium omnium” and the beautiful melody in the choir in “unum Dominum…” After a big dramatic section, it begins to push toward the ending, only interrupted by an Alleluia in the children’s choir that resembles the Gregorian chant. The finale is amazing: three big Amens, but…, wait…, a soft chord in the offstage brass remind us that Credo is supposed to be part of a BIG Mass to be completed soon. So this is not really THE END. This recording is great: the choirs, the orchestra, the soloists, the CONDUCTOR, but the one who should REALLY be praised is the composer. Bravi!

F.J. Rivera

Penderecki – Credo

1. Credo: I. Credo In Unum Deum
2. Credo: II. Qui Propter Nos Homines – III. Et Incarnatus Est
3. Credo: IV. Crucifixus
4. Credo: V. Et Resurrexit Tertia Die
5. Credo: VI. Et In Spiritum Sanctum – VII. Et Vitam Venturi Saeculi

Juliane Banse, Soprano / Milagro Vargas, Mezzosoprano / Marietta Simpson, Mezzosoprano / Thomas Randle, Tenore / Thomas Quasthoff, Basso
Helmuth Rilling, conductor
Oregon Bach Festival Orchestra and Choir

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Descanse em paz!

PQP (2008) / Pleyel (2020)

Bruckner / Wagner: Sinfonia Nº 8 / Prelúdios de Lohengrin, Idílio de Siegfried, Prelúdios de Parsifal

Bruckner / Wagner: Sinfonia Nº 8 / Prelúdios de Lohengrin, Idílio de Siegfried, Prelúdios de Parsifal

Hans Knappertsbusch (1888-1965) e seu pega-rapaz foram maestros alemães bastante conhecidos por suas performances da música de Richard Wagner, Anton Bruckner e Richard Strauss. Knappertsbusch e seu pega-rapaz eram nacionalistas moderados altamente cultos e nunca tiveram associação ao Partido Nacional Socialista, apesar de nunca terem deixado a Alemanha. Knappertsbusch e seu pega-rapaz achavam os nazistas burros e vulgares. Caramba, que coincidência! Bem, eles — o maestro e seu pega-rapaz — muitas vezes entraram em conflito com as autoridades, arriscando suas liberdades e até suas vidas. Por exemplo, provocaram a ira de Joseph Goebbels perguntando a um diplomata alemão na Holanda se ele era um “nazista” — ou seja, alguém que ingressou no Partido de Hitler somente por ser carreirista — ou um “nazista-nazista”. Como resultado, seus contratos na orquestra de Munique foram revogados e foram temporariamente proibidos de trabalhar na Alemanha. O próprio Hitler esteve envolvido na decisão de demiti-los. No entanto, como havia escassez de regentes de primeira categoria na Alemanha, em resultado das políticas raciais e ideológicas nazistas, sua proibição de trabalhar foi retirada após um curto período de tempo. Ademais, Knappertsbusch e seu pega-rapaz eram wagnerianos da gema. E s nazistas gostavam de Wagner, né? Ao longo da existência do Terceiro Reich, Knappertsbusch e seu pega-rapaz atacaram muitas vezes as autoridades nazistas, e apenas suas excelentes reputações internacionais e alta popularidade entre o público os salvaram de punições. Em 1944, eles foram adicionados à lista Gottbegnadeten (literalmente “lista dotada por Deus”), que o excluíram do serviço militar. Knappertsbusch e seu pega-rapaz eram muito respeitados por seus músicos e pelo público em geral, especialmente em Munique, onde o primeiro era simplesmente chamado de “Kna”. Após a guerra, ficou claro que Kna e seu pega-rapaz haviam ajudado vários músicos perseguidos durante a era nazista. Grande Knappertsbusch (e seu pega-rapaz)!

Esta gravação demonstra o notável maestro que eles foram. Estávamos nos anos 50 e, claro, os brucknerianos de hoje são MUITO MELHORES.

Bruckner / Wagner: Sinfonia Nº 8 / Prelúdios de Lohengrin, Siegfried Idyll, Prelúdios de Parsifal

Bruckner:
Symphony No.8 In C Minor
1 Allegro Moderato 15:55
2 Scherzo. Allegro Moderato – Trio. Langsam 15:59
3 Adagio.Feierlich, Doch Nicht Schleppend 27:41
4 Finale. Feierlich, Nicht Schnell 26:02

Wagner:
5 Lohengrin: Prelude To Act I 7:27
6 Siegfried-Idyll 19:12
7 Parsifal: Prelude To Act I 11:48

Münchner Philharmoniker
Hans Knappertsbusch

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Que lindo pega-rapaz, Knappertsbusch

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Violin & Voice

J. S. Bach (1685-1750): Violin & Voice

Este é um CD apenas OK, nada mais. A ideia foi boa, mas a escolha das árias parece ter passado por cima do conceito de beleza para abraçar outros critérios. O critério comercial? Sei lá. Como filho de Bach, tenho coleções de árias na minha cabeça e acho que este CD apenas acertou em 50% das tentativas. Ah, o disco é uma seleção de árias de Cantatas e Paixões que incluem voz e violino, certo? Pois é como ia dizendo, há dezenas delas, mas a escolha foi assim assim. Quem rouba o disco é o sensacional Matthias Goerne, que é um barítono alemão realmente maravilhoso. Já Christine Schafer é apenas aceitável. Não curti muito a cantora. Acho que foi isso. Paciência.

O disco costuma ser muito elogiado. Vai ver estou errado…

J. S. Bach (1685-1750): Violin & Voice

1. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.51 Aria (Bass): ”Gebt Mir Meinen Jesum Wieder” 2:59
2. Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme Cantata, BWV 140 – Arie (Duett): ”Wann Kommst Du, Mein Heil?” 5:44
3. Cantata, BWV 204 ”Ich Bin Vergnügt” – Aria ”Die Schätzbarkeit Der Weiten Erde” 4:13
4. Liebster Jesu, Mein Verlangen Cantata, BWV 32 – 3. Aria: Hier, In Meines Vaters Stätte 7:09
5. Zerreißet, Zersprenget, Zertrümmert Die Gruft Dramma Per Musica, BWV 205 – 9. Aria Soprano: ”Angenehmer Zephyrus” 3:29
6. Mass In B Minor, BWV 232/Gloria – Laudamus Te 3:50
7. Ich Lasse Dich Nicht, Du Segnest Mich Denn (Cantata BWV 157) – Ja, Ja Ich Halte Meinen Jesum Fest 6:18
8. Cantata ”Wer Mich Liebet, Der Wird Mein Wort Halten” BWV 59 – 4. Aria: ”Die Welt Mit Allen Königreichen” 3:06
9. Cantata, BWV 58 ”Ach Gott, Wie Manches Herzeleid” – Aria ”Ich Bin Vergnügt In Meinem Leiden” (Soprano) 3:44
10. Cantata, BWV117 – 6. Wenn Trost Und Hülf’ Ermangeln Muß 4:03
11. Der Friede Sei Mit Dir: Cantata, BWV 158 – 2. Aria & Choral: Welt, Ade, Ich Bin Dein Müde 5:49
12. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.39 Aria (Alto): ”Erbarme Dich” 6:29

Hilary Hahn
Matthias Goerne
Christine Schafer

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PQP gosta
Não funcionou, Hahn

PQP

Biber: Battalia e outras obras / Locke: The Tempest / Zelenka: Fanfare — Il Giardino Armonico

Biber: Battalia e outras obras / Locke: The Tempest / Zelenka: Fanfare — Il Giardino Armonico


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em verdade vos digo: nunca deixeis de ouvir as gravações do Il Giardino Armonico, são sempre FANTÁSTICAS. Mas sim, comecemos pelo que interessa: IM-PER-DÍ-VEL !!!! Ah, já tinha dito, né? Este é um disco de música barroca sem o qual você não pode viver sem. A vitalidade e o frescor das interpretações do Il Giardino Armonico trabalham favoravelmente à música dos grandes Biber e Locke, compositores imerecidamente pouco ouvidos. E, para melhorar ainda mais, são obras divertida, cheias de expressão surpreendente. A Battalia de Biber e a a música incidental escrita por Locke para a peça de Shakespeare A Tempestade são das coisas mais arrepiantes que há.

Mas temos que voltar a Antonini e seu Giardino: há muitos especialistas em barroco, mas este grupo — o preferido por Cecilia Bartoli — é especial. Muitas vezes agressivo, quase sempre inesperado mas sempre eufônico, o grupo costuma explorar seu repertório com tanto entusiasmo que as músicas parecem outras após um tratamento “Armonico”.

Biber: Battalia e outras obras / Locke: The Tempest / Zelenka: Fanfare — Il Giardino Armonico

Jan Dismas Zelenka (1679-1745):
1. Fanfare in D major (02:11)

Heinrich Ignaz Franz Von Biber (1644 – 1704):
2. Battalia – Sonata – Allegro (01:52)
3. Battalia – Die liederliche Gesellsschaft von allerley Humor (Allegro) (00:45)
4. Battalia – Presto (00:26)
5. Battalia – The march (violin I solo) (01:03)
6. Battalia – Presto (2) (01:01)
7. Battalia – Aria (02:39)
8. Battalia – The battle (00:42)
9. Battalia – Lamento der Verwundten Musquetirer (Adagio) (01:31)
10. Passacaglia in C minor (04:55) — Luca Pianca, archlute
11. Anon. / Tune for the woodlark (00:20) – Giovanni Antoini, flautino
12. Sonata Violino solo representativa – Allegro (01:46)
13. Sonata Violino solo representativa – The nightingale (01:22)
14. Sonata Violino solo representativa – The cuckoo (00:42)
15. Sonata Violino solo representativa – The frog (00:42)
16. Sonata Violino solo representativa – Adagio (00:25)
17. Sonata Violino solo representativa – The hen & the cock (00:24)
18. Sonata Violino solo representativa – Presto (00:12)
19. Sonata Violino solo representativa – Adagio – The quail (00:42)
20. Sonata Violino solo representativa – The cat (00:25)
21. Sonata Violino solo representativa – The musketeers’ march (01:14)
22. Sonata Violino solo representativa – Allamande (01:41)
23. – Onofri, Enrico – Ricercare (01:52) Michele Barchi, gravicembalo / Riccardo Doni, organ
24. – Partita VII in C minor – Praeludium (03:24) Enrico Onofri, Marco Bianchi, viole d’amore / Giovanni Antonini, tenor chalumeau / Vittorio Ghielmi, bass and tenor violas da gamba / Luca Pianca, archlute / Michele Barchi, gravicembalo and organ
25. – Partita VII in C minor – Allamande (02:18)
26. – Partita VII in C minor – Sarabande (01:42)
27. – Partita VII in C minor – Gigue – Presto (01:22)
28. – Partita VII in C minor – Aria (01:35)
29. – Partita VII in C minor – Trezza (00:48)
30. – Partita VII in C minor – Arietta variata (05:58)

Matthew Locke (1621 – 1677):
31. – Canon 4 in 2 (00:48)
32. – Music for The Tempest – Introduction (01:03)
33. – Music for The Tempest – Galliard (01:30)
34. – Music for The Tempest – Gavot (01:06)
35. – Music for The Tempest – Sarabrand (03:02)
36. – Music for The Tempest – Lilk (00:54)
37. – Music for The Tempest – Curtain Tune (05:19)
38. – Music for The Tempest – First Act Tune – Rustick Air (01:18)
39. – Music for The Tempest – Second Act Tune – Minoit (01:32)
40. – Music for The Tempest – Third act tune – Corant (01:05)
41. – Music for The Tempest – Fourth act tune – A Martial Jigge (01:43)
42. – Music for The Tempest – Conclusion: A Canon 4 in 2

Il Giardino Armonico
Giovanni Antonini

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Parte dos membros do Il Giardino Armonico
O correto é tocar assim, viu?

PQP

Bennet / Browne / Coleman / Pearce / Purcell / Ravenscroft: Purcell in The Ale House

Bennet / Browne / Coleman / Pearce / Purcell / Ravenscroft: Purcell in The Ale House

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A part song é uma forma de canção coral secular organizada em várias partes vocais. Essas canções são comumente cantadas por um coral de soprano-contralto-tenor-barítono ou por um conjunto masculino ou feminino. O Pro Cantione Antiqua é masculino. Criada no período elisabetano, essa música geralmente é homofônica — o que significa que a parte mais aguda carrega a melodia e as outras vozes ou partes fornecem as harmonias que a acompanha — mas também podem ser altamente polifônicas, como a maioria das deste disco. São cantadas sempre a cappella, isto é, sem acompanhamento. Esta música foi criada na Grã-Bretanha e pode ser muito divertida, cantando piadas, amores, poemas líricos ou satíricos. O Pro Cantione Antiqua é um conjunto especialista neste gênero de repertório e, bem, eles dão um show pra nós.

Já sei que vai ter um monte de gente pedindo as Lute Songs. Não adianta pedir. É só conseguir que eu acrescento aqui. Este é um blog colaborativo, não temos SAC ou Central de Atendimento. Temos um Setor de Foda-se que está 24h à disposição de vocês. Quando algum de vocês quiserem pedir algo, façam-no com muitos elogios, salamaleques, agrados e bombons. Ou fodam-se.

Bennet / Browne / Coleman / Pearce / Purcell / Ravenscroft: Purcell in The Ale House
Part Songs
1 Hey Ho, To The Greenwood
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:06
2 Luer Falconers
Written-By – John Bennet
1:37
3 Hey Trola, Trola
Written-By – Edward Pearce
3:08
4 We Cats When Assembled
Written-By – Richard Browne (2)
2:20
5 Round About In A Fair Ring
Written-By – John Bennet
1:06
6 Yonder Comes
Written-By – Thomas Ravenscroft
6:25
7 Since Time So Kind
Written-By – Henry Purcell
1:23
8 I Cannot Come Every Day
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:57
9 Once, Twice, Thrice
Written-By – Henry Purcell
1:43
10 Tomorrow The Fox Will Come
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:09
11 Canst Thou Love
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:11
12 Celia Learning On A Spinnet
Written-By – Henry Purcell
1:44
13 Who Liveth So Merry
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:51
14 Long Have We Bin Perplext
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:03
15 Hey Ho, Nobody At Home
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:03
16 Give Us Once A Drink
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:58
17 Would You Know
Written-By – Henry Purcell
1:14
18 The Glories Of Our Birth
Written-By – Edward Coleman
4:04
19 Under This Stone
Written-By – Henry Purcell
1:55
20 Who’s The Fool Now?
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:42

Pro Cantione Antiqua

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Quem ouvir o CD entenderá

PQP

Jan Dismas Zelenka (1679-1745): Hipocondrie à 7 Concertanti / Alcune Arie

Jan Dismas Zelenka (1679-1745): Hipocondrie à 7 Concertanti / Alcune Arie

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(Em razão do repertório).

Sim, um excelente, um lindíssimo disco pelo repertório. Já a execução é antiguinha, naquele estilo cravo + instrumentos modernos de Karl Richter. Só que as músicas são tão boas que tudo vale a pena. Nada vale a pena, ó meu amor longínquo, senão o saber como é suave saber que nada vale a pena… (Fernando Pessoa)

Este CD traz uma peça instrumental — a sensacional Hipocondrie à 7 Concertanti e algumas esplêndidas árias. Tudo, olha, tudo MUITO BOM.

Bem, Jan Dismas Zelenka foi um compositor barroco boêmio.  Ele escreveu música instrumental e vocal, embora a maior parte de sua obra seja dedicada à música religiosa. Sua música é pouco convencional e de grande originalidade. Apesar disso, e pelo fato de Zelenka ser considerado um compositor muito conservador em sua época (tal como Johann Sebastian Bach), a maior parte de sua obra caiu no esquecimento após sua morte, e não foi antes do fim do século XX que algumas de suas obras voltaram a ser interpretadas. A maior parte de sua música religiosa foi escrita para a corte de Dresden, que se convertera ao catolicismo por questões políticas. Nesse tipo de música, Zelenka une as técnicas de composição antigas, baseadas sobre um contraponto muito estrito, conseguindo desta maneira obras de grande expressividade. Conhecem-se cerca de 20 missas, fragmentos de missas, responsórios, dois Magnificats, numerosos salmos, e três oratórios: Gesù al Calvario, Il Serpente de bronzo e I penitente al Sepolcro.

Jan Dismas Zelenka (1679-1745): Hipocondrie à 7 Concertanti / Alcune Arie

1 Hipocondrie à 7 Concertanti (ZWV 187)
2 Alcune Arie (ZWV 176) IV
3 Alcune Arie VI
4 Alcune Arie V
5 Alcune Arie III
6 Alcune Arie VIII

Zdena Kloubova (S)
Marta Benackova (A)
Ivan Kusnjer (B)
Five arias of eight: no. 3 (for A), 4 (for S), 5 (for S), 6 (for A) and 8 (for B).
Virtuosi di Praga
Oldrich Vlcek

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Zelenka: homens mais bonitos já passaram pelo PQP Bach

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Três Últimas Sonatas para Piano (2020) #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Três Últimas Sonatas para Piano (2020) #BTHVN250

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os melhores pianistas vivos em nosso planeta são Maurizio Pollini, Martha Argerich, Grigory Sokolov e Angela Hewitt. Dito assim como se fosse uma lei — e para mim é –, escrevamos um pouco sobre o último CD deste semideus. É que Pollini acaba de regravar as 3 últimas sonatas para piano de Beethoven. Ele gravara as 5 últimas em 3 lendários discos de vinil nos anos 70, após transformados em um CD duplo. Estas foram gravações ultrapremiadas — campeoníssimas mesmo! — que se tornaram referência absoluta.

De qualquer modo, a DG tinha uma dívida no ciclo Beethoven de Maurizio Pollini, lançado em 2014 e que continha gravações que vinham desde o final da década de 1970 até a de 2010. As últimas sonatas para piano, nº 28-32, eram as únicas que estavam em gravação analógica, enquanto que algumas das outras sonatas tinham sido regravadas em formato digital antes do lançamento do ciclo completo. É que havia o consenso geral — se isso é possível no mundo das críticas da música clássica –, de que simplesmente não havia necessidade de regravar algumas das performances mais destacadas de Beethoven no catálogo, especialmente o “Hammerklavier” e o Op. 111, tal a perfeição do que Pollini fez nos anos 70. Seria impossível superar aquilo. Mas o evento dos 250 anos de Beethoven falou mais alto, e aqui temos novas performances ao vivo e digitais das três últimas sonatas para piano.

Aqui, nesta gravação ao vivo de 2020, Pollini está soltíssimo e, inclusive, canta à bocca chiusa consigo mesmo algumas vezes. E volta a prestar um ótimo serviço apresentando as sonatas da maneira mais precisa e limpa possível, sem efeitos grandiosos. Suas performances são lúcidas e fluidas, especialmente nas muitas passagens contrapontísticas que aparecem regularmente como características dessas obras. Antigamente, alguns acusavam Pollini de ser cerebral demais, mas quaisquer dúvidas sobre seu envolvimento emocional podem ser descartadas quando se ouve os movimentos lentos dos Op. 109 e 111. São performances sublimes.

E o que ele faz novamente na Arietta? Meu deus é Pollini!

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Três Últimas Sonatas para Piano

Piano Sonata No. 30 in E Major, Op. 109
1.1 1. Vivace, ma non troppo – Adagio espressivo 3:20
1.2 2. Prestissimo 2:15
1.3 3a. Gesangvoll, mit innigster Empfindung (Andante molto cantabile ed espressivo) 1:50
1.4 3b. Variation I: Molto espressivo 1:35
1.5 3c. Variation II: Leggiermente 1:27
1.6 3d. Variation III: Allegro vivace 0:25
1.7 3e. Variation IV: Etwas langsamer als das Thema 2:08
1.8 3f. Variation V: Allegro, ma non troppo 0:50
1.9 3g. Variation VI: Tempo I del tema 2:55

Piano Sonata No. 31 in A-Flat Major, Op. 110
1.10 1. Moderato cantabile molto espressivo 5:28
1.11 2. Allegro molto 1:53
1.12 3a. Adagio ma non troppo 3:11
1.13 3b. Fuga (Allegro ma non troppo) 6:05

Piano Sonata No. 32 in C Minor, Op. 111
1.14 1. Maestoso – Allegro con brio ed appassionato 7:40
1.15 2a. Arietta. Adagio molto semplice e cantabile 2:14
1.16 2b. Variation I 1:49
1.17 2c. Variation II 1:48
1.18 2d. Variation III 1:50
1.19 2e. Variation IV 4:17
1.20 2f. Variation V 3:10

Total Playing Time 56:10

Maurizio Pollini, Piano

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Pollini, Martha e aquele metido.

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano / Amor Sacro

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano / Amor Sacro

REPOSTAGEM IM-PER-DÍ-VEL !!! 

Um par de CDs de excelentes árias de Vivaldi. Um dedicado às profanas, outro às sacras. O álbum inclui uma série de gravações inéditas e, assim, contribui para a descoberta do compositor. Mas o que interessa é que as gravações são alegria pura, levada com grande competência. A música tem ritmo, belas melodias e extrema energia. Kermes, Marcon e a Orquestra Barroca de Veneza são de tirar o fôlego.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano / Amor Sacro


Amor Profano

1. L’Olimpiade / Act 2 – Siam navi all’onde 6:46
2. La fede tradita e vendicata (RV 712) – Sin nel placido soggiorno 7:43
3. Vivaldi: Orlando furioso RV 728 / Act 2 – Ah fuggi rapido 2:28
4. Tito Manlio / Act 3 – Non m’afflige il tormento di morte 4:06
5. Semiramide (RV 733) – Quegl’ occhi luminosi 5:06
6. Il Tigrane / Act 2 – Squarciami pure il seno 3:21
7. Catone in Utica / Act 1 – Se in campo armato 6:28
8. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 1. [without tempo indication] 2:22
9. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 2. Andante molto 2:39
10. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 3. Allegro 0:56
11. Griselda – dramma per musica – Agitata da due venti 5:31
12. Tito Manlio / Act 3 – Dopo sì rei disastri 1:39
13. La verità in cimento / Act 1 – Amato ben tu sei la mia speranza 7:25
14. Tito Manlio / Act 2 – Combatta un gentil cor 4:34
15. La farfalletta 6:47
16. Il Giustino / Act 3 – Or che cinto ho il crin d’alloro 3:36

Simone Kermes
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon

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Amor sacro

1. 1. In furore iustissimae (Allegro) – 1. In furore iustissimae (Allegro) 5:10
2. 2. Miserationum Pater (Recitativo) – 2. Miserationum Pater (Recitativo) 0:59
3. 3. Tunc meus fletus (Largo) – 3. Tunc meus fletus (Largo) 7:42
4. 4. Alleluia (Allegro) – 4. Alleluia (Allegro) 1:31
5. Larghetto “Nulla in mundo pax sincera” – Larghetto “Nulla in mundo pax sincera” 7:25
6. Recitativo “Blando colore oculos mundus decepit” – Recitativo “Blando colore oculos mundus decepit” 1:14
7. Allegro (Aria) “Spirat anguis inter flores” – Allegro (Aria) “Spirat anguis inter flores” 3:10
8. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 1:59
9. Allegro (Aria) “In turbato mare irato” – Allegro (Aria) “In turbato mare irato” 6:49
10. Recitativo “Splende serena, o lux amata” – Recitativo “Splende serena, o lux amata” 0:56
11. Largetto (Aria) “Resplende, bella divina stella” – Largetto (Aria) “Resplende, bella divina stella” 7:44
12. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 2:12
13. Allegro non molto (Aria) “Sum in medio tempestatum” – Allegro non molto (Aria) “Sum in medio tempestatum” 7:37
14. Recitativo “Quid ergo faciam, infelix anima” – Recitativo “Quid ergo faciam, infelix anima” 1:02
15. Largo (Aria) “Semper maesta, sconsolata” – Largo (Aria) “Semper maesta, sconsolata” 8:21
16. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 3:02

Simone Kermes
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon

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Simone Kermes
Simone Kermes

PQP

.: interlúdio :. Duke Ellington: Paris, March 1964

.: interlúdio :. Duke Ellington: Paris, March 1964

A(s) big band(s) formadas por Duke Ellington são inacreditáveis. Todos parecem ser grandes solistas e ninguém erra. E a banda se transmuta de grande em pequena, quando quer, atuando em perfeitos subconjuntos. O som deste CD não é  o melhor, mas na terceira faixa já esquecemos disso, tal a qualidade da música e dos músicos. Ellington foi grande compositor e arranjador. Nada parece ser ocioso ou fora do lugar.

Depois de uma longa excursão pela Ásia, incluindo o Sri Lanka, e depois de duas semanas no Reino Unido, de 15 de fevereiro a 1 de março, a orquestra desembarcou no continente no dia 2, em Stuttgart, viajando por várias cidades até o dia 23, data do último concerto em Limoges. Acrescente a essa agenda estonteante o fato de que a banda costumava dar dois shows por dia e que alguns músicos às vezes realizavam sessões de gravação à tarde… Entre outras maravilhas, temos aqui cinco extratos (faixas 2 a 5 e 13) do que se tornaria em 1966 a Far East Suite, que ouvimos aqui pela primeira vez.

Duke Ellington: Paris, March 1964

1 Take The ”A” Train
2 Amad
3 Agra
4 Bluebird Of Delhi (Minah)
5 Depk
6 The Opener
7 Happy Reunion
8 Blow By Blow
9 Harmony In Harlem
10 Stompy Jones
11 Caravan
12 Tutti For Cootie (Fade Up)
13 Isfahan
14 Things Ain’t What They Use To Be
15 Banquet
16 Skillipoop (Jungle Triangle)
17 Satin Doll

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Ellington na banheira da Suíte Ducal do Palácio PQP Bach

PQP

.: interlúdio :. Duke Ellington: Les Girls! (The Girls Suite & Toot Suite Premieres) 1958-1963

.: interlúdio :. Duke Ellington: Les Girls! (The Girls Suite & Toot Suite Premieres) 1958-1963

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Gente, que CD! Se ele contivesse apenas a Toot Suite já seria imperdível, mas ele tem muito mais. Tem até Ella e Dinah em duas faixas. Uma coisa de louco!

Edward Kennedy “Duke” Ellington (Washington, 29 de Abril de 1899 — Nova Iorque, 24 de Maio de 1974) foi um compositor de jazz, pianista e líder de orquestra estadunidense eternizado com a alcunha de “The Duke” e distinguido com a Presidential Medal of Freedom (condecoração americana) em 1969 e com a Legião de Honra (condecoração francesa) em 1973, sendo ambas as distinções as mais elevadas que um civil pode receber. Foi ainda o primeiro músico de jazz a entrar para a Academia Real de Música de Estocolmo, e foi honoris causa nas mais importantes universidades do mundo.

A música de Duke Ellington foi uma das maiores influências no jazz desde a década de 1920 até à de 1960. Ainda hoje suas obras têm influência apreciável e é, por isso, considerado o maior compositor de jazz americano de todos os tempos. Entre os seus muitos êxitos encontram-se “Take the A Train” (letra e música por Billy Strayhorn), “Satin Doll”, “Rockin’ in Rhythm”, “Mood Indigo”, “Caravan”, “Sophisticated Lady”, e “It Don’t Mean a Thing (If It Ain’t Got that Swing)”. Durante os anos 20 e 30, Ellington partilhava frequentemente seus créditos de compositor com seu manager Irving Mills, até que no final dos anos 30 desentenderam-se. Billy Strayhorn passou a ser o colaborador de Ellington (nem sempre creditado como tal) desde 1940 até à sua morte nos anos 70.

Ellington tinha a preocupação de adaptar as suas composições de acordo com o talento dos músicos que compunham a sua orquestra, entre eles estiveram Johnny Hodges, Bubber Miley, Joe “Tricky Sam” Nanton, Barney Bigard, Ben Webster, Harry Carney, Sonny Greer, Otto Hardwick, e Wellman Braud. Muitos músicos permaneceram ao lado de Ellington durante décadas.

Durante toda a sua vida gostou de fazer música experimental (em busca de novas sonoridades), gravou com John Coltrane e Charles Mingus e ainda com a sua dotada orquestra. Nos anos 40 e 50, a banda atingiu um pico criativo, quando escreveu para orquestra a várias vozes com grande criatividade.

Duke Ellington: Les Girls! (The Girls Suite & Toot Suite Premieres) 1958-1963

NBC Telecast, “Bell Telephone Hour-American Festival”, New York, February 10, 1959
1 –Duke Ellington With Ella Fitzgerald Medley: Satin Doll – Don’t Get Around Much Anymore – Caravan – Mood Indigo – I’m Just A Lucky-So-And-So – Caravan – Do Nothing Till You Hear From Me – I’m Beginning To See The Light 11:15

Monterey Jazz Festival, Fair Grounds, Monterey, Cal., September 23, 1961
“The Girls Suite”
2 –Duke Ellington And His Orchestra Girls 3:46
3 –Duke Ellington And His Orchestra Sarah 2:00
4 –Duke Ellington And His Orchestra Lena 3:14
5 –Duke Ellington And His Orchestra Mahalia 3:53
6 –Duke Ellington And His Orchestra Dinah 4:26

State Fair Grounds, Detroit, Mich., August 26, 1963
7 –Duke Ellington And His Orchestra With Dinah Washington Spoken Introduction By Duke Ellington 1:24
8 –Duke Ellington And His Orchestra With Dinah Washington Do Nothing Till You Hear From Me 2:57
9 –Duke Ellington And His Orchestra With Dinah Washington Evil Gal Blues 2:39

Same Date, Dinah Washington
10 –Duke Ellington And His Orchestra Jam With Sam 5:37

Sheraton Hotel, French Lick, Ind., August 15, 1958
“Toot Suite”
11 –Duke Ellington And His Orchestra Red Garter 4:53
12 –Duke Ellington And His Orchestra Red Shoes 4:46
13 –Duke Ellington And His Orchestra Red Carpet 8:30
14 –Duke Ellington And His Orchestra Ready Go 4:06

Track 1:
DUKE ELLINGTON AND ELLA FITZGERALD
Ella Fitzgeral (voc) – Duke Ellington (p) – Jim Hall (g) – Wilfred Middlebrooks (b) – Gus Johnson (b) + studio orchestra.
NBC telecast, “Bell Telephone Hour-American Festival”, New York, February 10, 1959

Tracks 2-6:
DUKE ELLINGTON AND HIS ORCHESTRA
Willie Cook, Ed Mullens, Cat Anderson, Ray Nace (tp) – Lawrence Brown, Lou Blackburn (tb) – Chuck Connors (btb) – Johnny Hodges (as) – Russell Procope (cl, as) – Jimmy Hamilton (cl, ts) – Paul Gonsalves (ts) – Harry Carney (bar) – Duke Ellington (p, cond) – Aaron Bell (b) – Sam Woodyard (d)
Monterey Jazz Festival, Fair Grounds, Monterey, Cal., September 23, 1961
“The Girls Suite” (D. Ellington, B. Strayhorn)

Tracks 7-9:
DUKE ELLINGTON AND HIS ORCHESTRA WITH DINAH WASHINGTON
Willie Cook, Rolf Ericson, Cat Anderson, Cootie Williams, That Jones (tp) – Lawrence Brown, Buster Cooper (tb) – Chuck Connors (btb) – Johnny Hodges (as) – Hilton Jefferson (as) – Jimmy Hamilton (cl,ts) – Harry Carney (bar) – Duke Ellignton (p, cond) – Ernie Shepard (b) – Sam Woodyard (d) – Dinah Washington (voc).
State Fair Grounds, Detroit, Mich., August 26, 1963

Track 10:
DUKE ELLINGTON AND HIS ORCHESTRA
Same date, Dinah Washington out.

Tracks 11-14:
DUKE ELLINGTON AND HIS ORCHESTRA
Haold Baker, Cat Anderson, Clark Terry, Ray Nance (tp) – Britt Woodman, Quentin Jackson (tb) – John Sanders (v-tb) – Johnny Hodges (as) – Russel Procope (cl, as) – Jimmy Hamilton (cl, ts) – Paul Golsalves (ts) – Harry Carney (bar) – Duke Ellington (p, cond) – Jimmy Weoode (b) – Sam Woodyard (d).
Sheraton Hotel, French Lick, Ind., August 15, 1958
“Toot Suite” (D. Ellington, B. Strayhorn)

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J. S. Bach (1685-1750) & C.P.E. Bach (1714-1788): Magnificat

J. S. Bach (1685-1750) & C.P.E. Bach (1714-1788): Magnificat

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O repertório deste disco é extraordinário. Johann Sebastian foi um barroco tardio e maior gênio musical de todos os tempos. Já seu filho mais talentoso, Carl Philipp Emanuel, tinha ares muito mais modernos, beethovenianos. Nestas duas obras sacras de primeiríssima linha, isso fica muito claramente demonstrado.

Bem, mudando de assunto — até porque há vasta bibliografia sobre os Magnificats do CD –, se há um grupo há décadas extinto e que ainda amo apaixonadamente, este é o Collegium Aureum de Franzjosef Maier (1925-2014). Eles foram um dos pioneiros da música historicamente informada. Mas recusavam a coisa matemática dos primeiros grupos e faziam REALMENTE MÚSICA num tempo em que o pessoal dos instrumentos originais fazia apenas coisas insossas e prevaleciam verdadeiros monstrengos como Karl Richter e a sua Orquestra Bach de Munique, movida a romantismo e instrumentos modernos. Grande Franzjosef Maier!, cujos discos pela Harmonia Mundo alemã eram caçados — com sucesso — por mim na periférica e provinciana Porto Alegre. Esta gravação, de 1995, já não tem Maier na regência — ele estava se aposentando –, mas ele ainda era diretor do Collegium Aureum. Pouco tempo depois, ainda nos anos 90, o conjunto dissolveu-se. Sabem quem tocou na orquestra? Bob van Asperen, Gustav Leonhardt, Hans-Martin Linde, Barthold Kuijken, Helmut Hucke, Reinhard Goebel…

Franzjosef Maier aprendeu piano, violino e viola em tenra idade. Desde 1938, frequentava o Conservatório de Augsburg, depois a Academia de Munique e, finalmente, de 1940 a 44, frequentou a escola musical de Frankfurt com Wilhelm Isselmann (1902-1987) e Kurt Thomas. Imediatamente após a guerra e a prisão, ele estudou, de 1946 a 1948, na Universidade de Música de Colônia, incluindo composição com Philipp Jarnach. Em 1948, ele co-fundou o Collegium Musicum de Música Antiga da Rádio do Noroeste da Alemanha. Ao mesmo tempo, tocou em vários conjuntos de câmara. Foi 2º violinista do Quarteto Schäffer, com o qual gravou todos os quartetos de Mozart e Beethoven.

De 1949 a 1959, lecionou no Conservatório Robert Schumann, em Düsseldorf. De 1959 a 1992, Maier foi professor de violino na Universidade de Música de Colônia. Em 1964, ele montou um estúdio para música antiga lá, autodidata que era no violino barroco .

Maier desempenhou um papel significativo no desenvolvimento da cena musical de Colônia desde a metade dos anos 50. Seus alunos foram violinistas barrocos conhecidos como Reinhard Goebel (Musica Antiqua Köln), Werner Ehrhardt, (Concerto Köln, L’arte del mondo), Manfredo Kraemer (Le concert des Nations e The Rare Fruits Council), Gustavo Zarba (Orchestra of the Eighteenth Century), etc.

Em 1964, como Konzertmeister, ele assumiu a direção do Collegium Aureum, fundado pela gravadora Deutsche Harmonia Mundi, que fazia gravações inovadoras para a prática histórica da performance na época. Maier optou pelo uso de instrumentos barrocos originais e um estilo de interpretação apropriado à época respectiva.

Franzjosef Maier morreu em 16 de outubro de 2014 em Bergisch Gladbach.

É alguém para não ser esquecido.

J. S. Bach (1685-1750), C.P.E. Bach (1714-1788) : Magnificat

Magnificat In D Major, BWV 243
1 Magnificat Anima Mea 3:14
2 Et Exsultavit Spiritus Meus 2:35
3 Quia Respexit Humilitatem 2:23
4 Omnes Generationes 1:23
5 Quia Fecit Mihi Magna 2:12
6 Et Misericordia 3:58
7 Fecit Potentiam 1:47
8 Deposuit Potentes 2:26
9 Esurientes Implevit Bonis 3:14
10 Suscepit Israel 1:57
11 Sicut Locutus Est 1:31
12 Gloria Patri 1:56

Magnificat Wq. 215
13 Magnificat Anima Mea 3:03
14 Quia Respexit Humilitatem 6:15
15 Quia Fecit Mihi Magna 4:27
16 Et Misericordia 5:24
17 Fecit Potentiam 4:25
18 Deposuit Potentes 6:38
19 Suscepit Israel 4:18
20 Gloria Patri 1:58
21 Sicut Erat 6:17

Alto Vocals – Andreas Stein (2) (tracks: 1 to 12)
Bass Vocals – Roland Hermann (tracks: 13 to 21)
Bass Vocals, Baritone Vocals – Siegmund Nimsgern (tracks: 1 to 12)
Choir – Tölzer Knabenchor
Conductor of the Choir- Gerhard Schmidt-Gaden
Conductor – Kurt Thomas
Contralto Vocals – Maureen Lehane (tracks: 13 to 21)
Director – Franjosef Maier
Ensemble – Collegium Aureum
Soprano Vocals – Elly Ameling (tracks: 13 to 21), Peter Hinterreiter (tracks: 1 to 12), Walter Gampert (tracks: 1 to 12)
Tenor Vocals – Theo Altmeyer

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O grande e genial Franzjosef Maier (1925-2014)

PQP

Integral das Sinfonias de Dmitri Shostakovich (1906-1975) com B. Haitink (CDs 6-11 de 11)

Atendendo a pedidos, com a lentidão habitual de nosso SAC, estamos trazendo pela primeira vez a integral de Shostakovich por Bernard Haitink, completa, inteirinha. (Pleyel, 2020)

Hoje é o Saint Patrick´s Day, dia de beber cerveja, então vamos a mais um lote de Shostas. (Céus, totalmente sem sentido). Mas está aí: a heróica e não tão boa sétima; a interessantísima e contrastante oitava e a programática e espetacular décima-primeira. Acho que fico por aqui mesmo. Esta coleção não foi muito baixada e da 12ª até a 14ª eu não tenho em CD, só em haitinkvinil. Tenho a 15ª, mas só gosto de lacunas a preencher em mulheres. Oh, sei, sempre esse odioso machismo!

Ontem ouvi os últimos CDs do Radiohead e dos Strokes. Olha, duas grandes bostas. O que a nova geração ouve de bom? No Brasil e no mundo, a música popular me parece tão, mas tão sem graça… (PQP, 2011)

Sinfonias de Dmitri Shostakovich com Bernard Haitink (CDs 6 a 11, de 11)
CD 6
Symphony No.7 In C Major, Op.60 Leningrad
1 I Allegretto
2 II Moderato (Poco Allegretto)
3 III Adagio
4 IV Allegro Non Troppo

London Philharmonic Orchestra

CD 7
Symphony No.8 In C Minor, Op.65

1 I Adagio
2 II Allegretto
3 III Allegro Non Troppo
4 IV Largo
5 V Allegretto

Concertgebouw Orchestra

CD 8
Symphony No.11 In G Minor, Op.103 ‘The Year 1905’
1 I Adagio: The Palace Square
2 II Allegro: 9 January
3 III Adagio: In Memoriam
4 IV Allegro Non Troppo: Tocsin

Concertgebouw Orchestra

CD 9
Symphony No.13 In B Flat Minor, Op.113 ‘Babi Yar’
1 I Adagio: Babi Yar
2 II Allegretto: Humour
3 III Adagio: In The Store
4 IV Largo: Fears
5 V Allegretto: A Career

Bass – Marius Rintzler
Choir – Gentlemen From The Choir Of The Concertgebouw Orchestra
Concertgebouw Orchestra

CD 10
Symphony No.14, Op.135
1 I De Profundis
2 II Malagueña
3 III Loreley
4 IV Le Suicidé
5 V Les Attentives I
6 VI Les Attentives II
7 VII À La Santé
8 VIII Réponse Des Cosaques Zaparogues…
9 IX O Delvig, Delvig
10 X Der Tod Des Dichters
11 XI Schluß-Stück

Concertgebouw Orchestra
Baritone – Dietrich Fischer-Dieskau
Soprano – Julia Varady

6 Poems Of Marina Tsvetaeva, Op.143a
12 I My Poems
13 II Such Tenderness
14 III Hamlet’s Dialogue With His Conscience
15 IV The Poet And The Tsar
16 V No, The Drum Beat
17 VI To Anna Akhmatova

Contralto – Ortrun Wenkel
Concertgebouw Orchestra

CD 11
Symphony No.15 In A Major, Op.141
1 I Allegretto
2 II Adagio — Largo — Adagio — Largo
3 III Allegretto
4 IV Adagio —Allegretto — Adagio — Allegretto

London Philharmonic Orchestra

From Jewish Folk Poetry, Op.79
5 I Lament For A Dead Infant
6 II Fussy Mummy And Auntie
7 III Lullaby
8 IV Before A Long Separation
9 V A Warning
10 VI The Deserted Father
11 VII A Song Of Poverty
12 VIII Winter
13 IX The Good Life
14 X A Girl’s Song
15 XI Happiness

Contralto – Ortrun Wenkel
Soprano – Elisabeth Söderström
Tenor – Ryszard Karczykowski
Concertgebouw Orchestra

https://www.mediafire.com/file/36ew7u1r3zjre05/PLE_Shostakovich_Haitink_CD9-11.zip/file

Recording: 1978-1983

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Integral das Sinfonias de Dmitri Shostakovich (1906-1975) com B. Haitink (CDs 1-5 de 11)

Façam como P.Q.P. Bach: ouçam Shostakovich no Carnaval!

Meus amigos, a verdade que liberta e salva é a seguinte: eu sou um grande admirador de Bernard Haitink (1929). Em minha opinião, ele é um monstro da regência. Em suas gravações há assinaturas indeléveis: uma indiscutível musicalidade e um som especial. OK, você pensa que é o som do Concertgebouw, mas não é. Como é que ele o repete com a London Philharmonic? E quando ele se junta a compositores como Shostakovich, Mahler e Bruckner — que exigem som — , só para dar exemplos, o resultado é magnífico.

Então, passei a segunda e a terça de carnaval ouvindo suas gravações de Shostakovich. Aqui temos a juvenil e genial primeira sinfonia, escrita aos 20 anos de Shosta; a segunda e a terceira, corais e altamente experimentais, como tudo na época pré-stalinista; a monumental quarta, modelo para o que viria depois; a clássica quinta; a estranha sexta, que começa monumento e termina de forma sarcástica, mais parecendo um circo; a zombeteira e vingativa nona; a perfeita e assinada décima. Boa audição!

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Sinfonias de Dmitri Shostakovich com Bernard Haitink (CDs 1 a 5, de 11)

CD 1
Symphony No.1 In F Minor, Op.10
1 I Allegretto – Allegro Non Troppo
2 II Allegro
3 III Lento
4 IV Allegro Molto – Lento – Allegro Molto

Symphony No.3 In E Flat Major, Op.20 ‘The First Of May’
5 I Allegretto – Allegro
6 II Andante
7 III Allegro – Largo
8 IV Moderato: ‘V Pervoye Pervoye Maya’

London Philharmonic Orchestra

CD 2
Symphony No.2 In B Major, Op.14 ‘To October – A Symphonic Dedication’
1 I Largo – Allegro Molto
2 II My Shli, My Prosili Raboty I Khleba

Symphony No.10 In E Minor, Op.93
3 I Moderato
4 II Allegro
5 III Allegretto
6 IV Andante – Allegro

London Philharmonic Orchestra
Choir – London Philharmonic Choir (Symphony No. 2)

CD 3
Symphony No.4 In C Minor, Op.43
1 I Allegretto Poco Moderato —
2 Presto
3 II Moderato Con Moto
4 III Largo —
5 Allegro

London Philharmonic Orchestra

CD 4
Symphony No.5 In D Minor, Op.47
1 I Moderato
2 II Allegretto
3 III Largo
4 IV Allegro Non Troppo

Symphony No.9 In E Flat Major, Op.70
5 I Allegro
6 II Moderato
7 III Presto
8 IV Largo
9 V Allegretto — Allegro

Concertgebouw Orchestra (Symphony No. 5)
London Philharmonic Orchestra (Symphony No. 9)

CD 5
Symphony No.6 In B Minor, Op.54
1 I Largo
2 II Allegro
3 III Presto

Symphony No.12 In D Minor, Op.112 ‘The Year 1917’
4 I Revolutionary Petrograd
5 II Razliv
6 III Aurora
7 IV The Dawn Of Humanity

Concertgebouw Orchestra

Recording: 1977-1983

 

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Haitink em 1984

PQP

.: interlúdio :. Duke Ellington – Stockholm, June 1963

.: interlúdio :. Duke Ellington – Stockholm, June 1963

O ano de 1963 foi lotado de compromissos para a orquestra de Ellington, entre uma longa turnê europeia de 9 de janeiro a 4 de março e uma excursão não menos longa ao Oriente Médio e Ásia, de 6 de setembro a 22 de novembro, de Damasco a Bombaim, via Bagdá, Teerã e Cabul… Sim, parecia o time do Santos com Pelé. Menos conhecido é o fato de que a orquestra viajou à Europa no verão de 63 e passou a maior parte de junho na Suécia. Incrível a naturalidade e a atmosfera calorosa, descontraída e informal destes concertos dos quais oferecemos aqui trechos. É o exemplo acabado do que gostaríamos de ouvir com mais frequência em disco. Música tocada com alegria e entusiasmo, às vezes com erros, mas cheia de surpresas e momentos de pura loucura…

Duke Ellington – Stockholm, June 1963

1 Take The “A” Train
2 Jeep’s Blues
3 Rose Of The Rio Grande
4 Kinda Dukish / Rockin’ In Rhythm
5 In A Sentimental Mood
6 Mr Gentle And Mr Cool
7 I Let A Song Go Out Of My Heart / Don’t Get Around Much Anymore
8 Entr’acte
9 I Didn’t Know About You
10 Suite Thursday, 1st Mouv.: Misfit Blues
11 Suite Thursday, 2nd Mouv.: Schwiphti
12 Suite Thursday, 3rd Mouv.: Sweet Zurzday
13 Suite Thursday, 4th Mouv.: Lay-By
14 Laura
15 Afro-Bossa

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Assim como Pelé em 1963, Duke Ellington não parava de viajar e de fazer gols.

PQP

Purcell / Mancini / Frescobaldi: Amour et Mascarade – Música Barroca Inglesa e Italiana

É difícil entender a motivação deste disco, mas que ele é sensacional, é. Trata-se de uma coleção de obras barrocas que inclui músicas de compositores ingleses e italianos, instrumentais e vocais, seculares e sagrados, executadas pelo grupo francês Ensemble Amarillis com a soprano Patricia Petibon e o tenor Jean- François Novelli. Para o ouvinte que procura uma variedade geral de peças da época barroca, executadas com energia animada, ele é a pedida certa. Destacam-se as faixas vocais com Petibon e Novelli. Petibon, a brilha na música de Purcell e de Mancini, é um prazer ouvi-la. Seu tom é absolutamente puro e seguro. As obras de Purcell, em particular, oferecem a ela a oportunidade de exibir uma notável variedade de cores tonais e sombras dramáticas sutilmente diferenciadas; sua apresentação do lamento The Plaint é uma maravilha de expressividade musical e dramática. Ela está igualmente em casa no alegre e sexy Sound the trumpet, no qual ela se junta à Novelli. Eles (com a assistência de Purcell) transformam o texto em uma metáfora erótica, cheia de provocações que não são de todo claras na partitura, mas que, nessa performance, saltam com alegria maliciosa. As faixas instrumentais não são, em geral, tão bem sucedidas quanto as árias. As performances são animadas, e o repertório é agradável e muitas vezes divertido, mas falta algo. As deliciosas performances vocais mais do que compensam quaisquer ressalvas, e fazem deste um disco que você não pode perder.

1 The Furies
Composed By – Anonymous
1:30
2 Bid The Virtues
Composed By – Henry Purcell
3:35
3 Canzon Terza
Composed By – Girolamo Frescobaldi
3:40
4 Canzon Quinta
Composed By – Girolamo Frescobaldi
5:00
5 Canzon Prima
Composed By – Girolamo Frescobaldi
3:41
6 Canzon Sesta
Composed By – Girolamo Frescobaldi
3:06
7 O Dive Custos
Composed By – Henry Purcell
7:47
8 The Fairey Masque
Composed By – Anonymous
2:49
9 Cupararee Or Graysin
Composed By – Anonymous
2:04
10 The Plaint
Composed By – Henry Purcell
8:11
11 The Ladies Masque
Composed By – Anonymous
1:47
12 Sound The Trumpet
Composed By – Henry Purcell
2:25
13 The Coates Masque
Composed By – Anonymous
1:50
14 The Second Witches Dance
Composed By – Anonymous
1:37
15 Quanto Dolce e Quell Adore – Largo
Composed By – Francesco Mancini
6:29
16 Quanto Dolce e Quell Adore – Recitatif
Composed By – Francesco Mancini
0:48
17 Quanto Dolce e Quell Adore – Allegro
Composed By – Francesco Mancini
4:18

Ensemble Amarillis:
Heloise Gaillard (flutes a bec et hautbois baroque),
Violaine Cochard (clavecin orgue),
Ophelie Gaillard (violoncelle),
Richard Myron (contrebasse).
Patricia Petibon (Soprano) e
Jean-Francois Novelli (Tenor)

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PQP

C. Franck (1822-1890) & D. Shostakovich (1906-1975): Sonatas para Violino

C. Franck (1822-1890) & D. Shostakovich (1906-1975): Sonatas para Violino

Um disco apenas bom da dupla de irmãos armênios Lusine e Serguey Khachatryan. Este CD apresenta sonatas para violino de Franck e Shostakovich. A Sonata de César Franck foi escrita em 1886 e, como sua sinfonia, tem seus movimentos unidos pelo uso cíclico de um mesmo tema que os conecta. Tornou-se um dos trabalhos de câmara mais populares do repertório para piano e violino. Acho que esta gravação da soneta é bem superior. A Sonata para violino de Dmitri Shostakovich foi escrita em 1969 e é uma obra de extraordinária intensidade. O piano geralmente é um parceiro igual na peça e não acompanha tanto o violino. Toca junto. A melodia serpenteante que abre a peça foi uma das primeiras incursões de Shostakovich no método de Schoenberg e o sentimento inquieto e irônico que ela introduz é mantido por toda a peça. Mas não é das principais peças do russo.

C. Franck (1822-1890) & D. Shostakovich (1906-1975): Sonatas para Violino

Violin Sonata In A Major
Composed By – César Franck
1 Allegro Ben Moderato 6:15
2 Allegro 9:12
3 Recitativo Fantasia, Ben Moderato 7:37
4 Allegro Poco Mosso 6:39

Violin Sonata Opus 134
Composed By – Dmitri Shostakovich
5 Andante 10:08
6 Allegretto 6:08
7 Largo 14:14

Piano – Lusine Khachatryan
Violin – Sergey Khachatryan

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Serguey e Lusine

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Muito famosa em razão do Adagietto — utilizado por Luchino Visconti em A Morte em Veneza — a Sinfonia Nº 5 é muito bela e também difícil de ser tocada. As interpretações de Mahler a cargo de Sir Simon Rattle são amplamente reconhecidas com elogios da crítica mundial. Muitas delas estão entre as melhores versões disponíveis. De fato, a maioria recebeu prêmios de algumas das organizações e publicações musicais mais prestigiadas do mundo, entre elas o Gramophone no Reino Unido; Diapason na França, Grammy nos EUA, além de prêmios da Alemanha, Holanda, Canadá e República Tcheca.

A 5ª é marcadamente diferente de suas antecessoras. A capacidade de renovação de Mahler é surpreendente e não há duas sinfonias iguais, sendo que nenhum dos cinquenta movimentos nessas sinfonias segue o mesmo padrão. Esta sinfonia é puramente instrumental e segue uma forma sinfônica mais convencional, apesar de suas dificuldades.

A última gravação da 5ª de Mahler que ouvi foi a de Abbado e certamente há uma grande diferença. A perspectiva de Rattle sobre Mahler é muito diferente. Talvez Abbado fosse um otimista, enquanto Rattle é pessimista. Fico com o inglês. Onde Abbado dá um grande suspiro de alívio e esperança, Rattle estremece em desespero. A semelhança entre as duas leituras também é clara, não apenas porque Abbado e Rattle compartilharam a mesma orquestra, mas também porque ambos estão de olho nos detalhes.

Destaque para a fantástica participação do trompista Stephan Dohr no terceiro movimento.

Esta gravação é e permanecerá como uma das principais performances da Quinta de Mahler. Ela tem tempi vibrantes e permite que os detalhes da orquestração brilhem. Uma joia!

Symphony No. 5 In C-Sharp Minor (69:07)

1-1 I: Trauermarsch (In Gemessenem Schritt. Streng. Wie Ein Kondukt) 13:04
1-2 II: Stürmisch Bewegt (Mit Größter Vehemenz) 14:24
1-3 III: Scherzo (Kräftig, Nicht Zu Schnell) 16:56
1-4 IV: Adagietto (Sehr Langsam) 9:33
1-5 V: Rondo — Finale (Allegro) 15:02

Orquestra Filarmônica de Berlim
Sir Simon Rattle

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Mahler perdeu-se no Grande Lago dos Melômanos da Sede Rural da PQP Bach Corp.

PQP

.: interlúdio :. Duke Ellington — 2nd Sacred Concert [Live]

.: interlúdio :. Duke Ellington — 2nd Sacred Concert [Live]

OK, é Duke Ellington, mas também é aquela babação àquele amigo imaginário. Mas é Ellington. E há uma big band. E há um coral. E há uma boa cantora. Sueca. Mas há uma narração de Duke que é bem chatinha. Mas é Ellington. Supreeeeeeeme Beeeeeeing. Ouvir as orquestrações, o som inimitável de Ellington… A gente suporta até o terror da louvação.

O 2º Concerto Sacro foi registrado em 22 de janeiro e 19 fevereiro de 1968 em Nova York e foi originalmente lançado como um LP duplo da Prestige Records e relançado em CD simples. É a primeira vez que a sueca Alice Babs grava com a Orquestra de Ellington. Ela cantou “Heaven” e o vocal sem palavras “T.G.T.T. (Too Good To Title)”. Cootie Williams rosna seu trompete em “The Shepherd (Who Watches Over The Night Flock). Lindo! Esta peça é dedicada ao Rev. John Garcia Gensel, um pastor luterano que enrolava a comunidade do jazz. O final “Praise God And Dance ” vem do Salmo 150 e é muito legal. É meio jazz, meio mainstream popular dos anos 60.

Duke Ellington — 2nd Sacred Concert [Live]

1. Praise God 3:09
2. Supreme Being 11:46
3. Heaven 4:54
4. Something About Believing 8:12
5. Almighty God 6:32
6. The Shepherd (Who Watches Over The Night Flock) 7:10
7. It’s Freedom 13:00
8. Meditation 3:08
9. The Biggest And Busiest Intersection 3:58
10. T.G.T.T. 2:25
11. Praise God And Dance 10:57

Músicos:
Duke Ellington – piano, narration
Cat Anderson, Mercer Ellington, Money Johnson, Herb Jones, Cootie Williams – trumpet
Lawrence Brown, Buster Cooper, Bennie Green – trombone
Chuck Connors – bass trombone
Russell Procope – alto saxophone, clarinet
Johnny Hodges – alto saxophone
Jimmy Hamilton – clarinet, tenor saxophone
Paul Gonsalves – tenor saxophone
Harry Carney – baritone saxophone
Jeff Castleman – bass
Sam Woodyard, Steve Little – drums
Alice Babs, Devonne Gardner, Trish Turner, Roscoe Gill – vocals
The AME Mother Zion Church Choir, Choirs Of St Hilda’s and St. Hugh’s School, Central Connecticut State College Singers, The Frank Parker Singers – choirs

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O duque na antessala da Capela Ateia do Grand Hall do PQP Bach

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Viola d`Amore

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Viola d`Amore

Não chega a ser um disco de levantar poeira, mas que entra no barracão no Andante do Concerto RV 396, por exemplo. Pois vocês conhecem Vivaldi — o padre vem na banguela e de repente engata a marcha e só vai e a gente acaba feliz. É o que acontece aqui. A Orchestra Of The Age Of Enlightenment, dirigida e solada por Catherine Mackintosh, formam um extraordinário conjunto, sempre competente e feliz, dentro espírito do veneziano.

A viola d’amore é um instrumento musical de cordas friccionadas. Tem 6 ou 7 cordas simpáticas, o que a faz ter de 12 a 14 cordas no total, e foi usado sobretudo no período barroco. É tocada sob o queixo do mesmo modo que o violino. O instrumento foi especialmente popular no final do século XVII, embora um especialista em viola de amor fosse raro, já que era costume um músico profissional tocar uma série de instrumentos, particularmente da família do instrumento principal desse músico. Mais tarde, o instrumento caiu em desuso, com o volume e pujança da família do violino a serem preferidos face à delicadeza e suavidade da família da viola. Todavia, houve interesse renovado pela viola d’amore no século XX: os violistas Henri Casadesus e Paul Hindemith tocaram ambos viola de amor no início do século XX, e o compositor de bandas sonoras Bernard Herrmann fez uso dela em várias obras. De notar que, tal como outros instrumentos da família do violino, a moderna viola d’amore foi alterada em estrutura face à versão do Barroco, sobretudo para suportar a tensão adicional das cordas metálicas. Leoš Janáček planeou usar a viola d’amore no seu quarteto de cordas n.º 2, “Cartas Íntimas”. O uso do instrumento era simbólico, pela natureza da sua relação com Kamila Stösslová, relação essa que inspirou a obra. Porém, a versão com a viola d’amore veio a ser impraticável nos ensaios e Janáček adaptou a obra para uma viola convencional. O bailado Romeu e Julieta de Sergei Prokofiev tem uma viola de amor.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Viola d`Amore

Concerto In D Major, RV 392 (11:12)
1 Allegro 4:28
2 Largo 3:25
3 Allegro 3:19

Concerto In D Minor, RV 395 (14:02)
4 Allegro 4:20
5 Andante 1:55
6 Allegro 3:47
7 Largo 4:00

Concerto In D Minor, RV 393 (9:39)
8 Allegro 3:35
9 Largo 2:26
10 Allegro 3:38

Concerto In A Minor, RV 397 (10:35)
11 Allegro 3:59
12 Largo 3:11
13 Allegro 3:25

Concerto In D Minor, RV 394 (9:53)
14 Allegro 4:23
15 Largo 1:56
16 Allegro 3:34

Concerto In A Major, RV 396 (10:47)
17 Allegro 3:21
18 Andante 4:03
19 Allegro 3:23

Orchestra – Orchestra Of The Age Of Enlightenment
Viola d’Amore, Soloist, Directed By – Catherine Mackintosh

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PQP

Jan Dismas Zelenka (1679–1745): Il Serpente Di Bronzo

Jan Dismas Zelenka (1679–1745): Il Serpente Di Bronzo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Il Serpente di Bronzo, ZWV 61 é uma belíssima cantata sacra composta pelo tcheco Jan Dismas Zelenka (1679-1745). Foi escrita em 1730 e apresentada pela primeira vez em Dresden. O libreto usado é uma história bíblica ligeiramente modificado por Zelenka. É cantada em italiano e não é tradicional pelo fato de que Deus tem várias passagens na cantata. A história é a do povo judeu que viaja do Egito para a Terra Prometida. Três judeus — Azaria, Egla e Namuel — estão cansados ​​por terem que fazer uma jornada tão longa e começam a reclamar. Isso irrita Deus, que envia mil cobras para atormentar os blasfemadores. Moisés pede perdão e Deus manda que se lance uma serpente de bronze, daí o nome Il Serpente di Bronzo. Quem é mordido por uma cobra e vê a serpente de bronze será salvo. O fim da cantata é uma repetição do início.

Zelenka foi contratado como contrabaixista na capela da corte de Dresden em 1710, e estudou com o maestro da corte imperial Johann Joseph Fux em Viena de 1716 a 1719, depois retornando à sua posição em Dresden. Ele assumiu cada vez mais os cultos da igreja e também emergiu como compositor. Em 1730, entregou seu oratório (ou cantata) Il serpente di bronzo para a Semana Santa. Em 1736 ele foi nomeado “Kirchen-Compositeur”.

Aqui, são particularmente impressionantes a ária de Deus (cantada por Peter Kooij) e a oração de Moisés, a quem o tenor Jaroslav Brezina empresta sua voz. O Inégal, sob a condução de Adam Viktora, demonstra o mais alto nível na prática da música historicamente informada.

Jan Dismas Zelenka (1679–1745): Il Serpente Di Bronzo

1 Coro 4:40
2 Recitativo (Azaria, Namuel) 1:06
3 Aria (Namuel) 9:44
4 Recitativo (Egla) 0:34
5 Aria (Egla) 4:35
6 Recitativo Accompagnato (Dio) 1:35
7 Aria (Dio) 5:53
8 Recitativo (Azaria, Egla, Namuel) 1:26
9 Aria (Azaria) 5:54
10 Recitativo (Egla,Namuel) 1:01
11 Aria A Due (Egla, Namuel) 6:19
12 Recitativo (Mose) 1:35
13 Aria (Mose) 6:45
14 Recitativo Accompagnato (Dio) 1:15
15 Recitativo (Egla) 1:49
16 Arietta Con Recitativo (Egla, Azaria) 2:45
17 Aria (Azaria) 5:37
18 Recitativo (Mose) 1:31
19 Coro 3:13

Alto Vocals – Alex Potter, Petra Noskaiová
Bass Vocals – Peter Kooy*
Libretto By – Stefano Benedetto Palvicini*
Soprano Vocals – Hana Blažíková
Tenor Vocals – Jaroslav Březina
Ensemble – Ensemble Inégal
Conductor – Adam Viktora

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Acontece sempre.

PQP

Philippe Verdelot (c. 1480-c. 1530): A Renaissance Songbook – The Complete Madrigal Book of 1536

Philippe Verdelot (c. 1480-c. 1530): A Renaissance Songbook – The Complete Madrigal Book of 1536

Um disco tranquilo e bonito do compositor renascentista. Philippe Verdelot foi um compositor francês da Renascença que, como tantos outros, passou a sua vida na Itália. Verdelot nasceu Les Loges, Seine-et-Marne, França. Provavelmente chegou a Itália numa idade precoce, em algumas cidades no norte da Itália, provavelmente incluindo Veneza. Verdelot é conhecido por ter sido mestre di cappella no Baptisterium San Giovanni, em Florença 1523-1525. Em 1526 colaborou com Niccolò Machiavelli, numa produção de famosa comédia A Mandrágora. Verdelot, junto com Costanzo Festa, é considerado o pai do madrigal, uma forma vocal a cappella que surgiu no final da década de 1520 a partir de uma convergência de várias correntes musicais anteriores. Os madrigais de Verdelot eram imensamente populares, como pode ser deduzido por sua frequência de reimpressão e ampla disseminação por toda a Europa no século XVI. Ele também compôs motetos e missas.

Philippe Verdelot (c. 1480-c. 1530): A Renaissance Songbook – The Complete Madrigal Book of 1536

1. Quanto sia lieto il giorno
2. Quando amor i begli occhi
3. Donna leggiadr’ et bella
4. Madonna, qual certezza
5. Madonna, qual certezza
6. Con lagrime et sospir
7. Fuggi, fuggi, cor mio
8. Dormend’un giorno a Baia
9. Igno soave
10. Amor se d’hor in hor
11. Donna che seta tra le belle bella
12. Se mai provasti donna
13. Con lagrime et sospir
14. Afflitti spirti mei
15. Ben che’l misero cor
16. Madonna il tuo bel viso
17. Divini occhi sereni
18. Se lieta e grata morte
19. Vita de la mia vita
20. Vita de la mia vita
21. Gloriar mi poss’io donne
22. Gloriar mi poss’io donne
23. Piove da gli occhi della donna ia
24. Con l’angelisco riso
25. S’io pensasse madonne
26. Madonna io sol vorrei
27. Madonna per voi ardo
28. Maddona per voi ardo

Catherine King, mezzo-soprano
Charles Daniels, tenor
Jacob Heringman, alaúde

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Esta é a única imagem que ficou de Verdelot.

PQP

Johann Georg Albrechtsberger (1735-1809) – Concertos para Marranzano, Mandora e Orquestra

POSTADO POR PQP BACH EM 14/4/2008, REVALIDADO POR VASSILY EM 28/1/2020

Por que repostar esta gravação? Porque Albrechtsberger foi professor de Beethoven. Porque amanhã começaremos a postar a obra completa do aluno mais famoso de Albrechstberger neste blog. Porque Albrechtsberger certamente será mencionado nas postagens sobre Beethoven, e nós obviamente lembraremos que ele é autor desses inesquecíveis concertos. Porque nunca houve, nem haverá, um CD mais hilariante neste blog – quiçá nem na história da música erudita. E porque nenhum blog que se preze deve ficar sem esta gravação no acervo – e, como o PQP Bach preza muito por seus pundonores, ei-la aqui de novo. Alerto para que a ordem dos concertos no novo link é diferente, e que este apresenta peças adicionais para marranzano, também com seu virtuose, o habilidoso Fritz Mayr – talvez para a orquestra poder costurar as hérnias abdominais agudas advindas das crises histéricas de gargalhadas, entre um concerto e outro [Vassily]

POSTAGEM ORIGINAL DE PQP BACH

Este disco do professor de Beethoven é sério candidato ao título de CD erudito mais engraçado de todos os tempos. Mas o humor do trabalho de Albrechtsberger é inteiramente involuntário, o que torna as coisas ainda mais… engraçadas. A Jew’s harp, instrumento conhecido no Brasil por Marranzano, foi inventado na China e é um dos mais antigos da humanidade, tendo sido inventando por volta de 300 A.C. Apesar do nome, nada tem a ver com judeus.

A cadenza do Andante (faixa 5) é das coisas mais hilariantes que já ouvi.

Johann Georg Albrechtsberger (Klosterneuburg, 3 de Fevereiro de 1735 – Viena, 7 de Março de 1809) foi um músico e compositor austríaco. Foi mestre de Beethoven, Johann Nepomuk Hummel, Ignaz Moscheles e Josef Weigl. Exerceu os cargos de organista de corte (1722) e de de mestre de capela na catedral de Santo Estêvão (1792). Compôs prelúdios, fugas e sonatas para piano e órgão. Por volta de 1765, escreveu pelo menos sete concertos para marranzano e mandora/lutina, um tipo de alaúde.

 

Albrechtsberger – Concertos para Marrazano, Mandora e Orquestra

1. Konzert in E major: Tempo moderato
2. Konzert in E major: Adagio
3. Konzert in E major: Finale – Tempo di menuetto
4. Konzert in F major: Allegro moderato
5. Konzert in F major: Andante
6. Konzert in F major: Menuetto – Moderato
7. Konzert in F major: Finale – Allegro molto

Fritz Mayr, Jew’s Harp
Dieter Kirsch, Mandora
Munich Chamber Orchestra
Hans Stadlmair, regência.

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Quinteto para Piano / Quarteto de Cordas N° 3

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Quinteto para Piano / Quarteto de Cordas N° 3

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um grande disco do Belcea Quartet, agora com o excelente pianista Piotr Anderszewski no Quinteto para Piano de Shostakovich.

O Quinteto para piano, Op. 57 (1940)

A música perfeita. Trata-se de um irresistível quinteto escrito em cinco movimentos intensamente contrastantes. O prelúdio inicial estabelece três estilos distintos que voltarão a ser explorados adiante: um dramático, outro neo-clássico e o terceiro lírico. Todos os temas que serão ouvidos nos movimentos seguintes apresentam-se no prelúdio em forma embrionária. Depois vem uma rigorosa fuga puxada pelo primeiro violino e demais cordas até chegar ao piano. Sua melodia belíssima e lírica é seguida por um scherzo frenético. É um choque ouvir chegar o intermezzo que traz de volta a seriedade à música. Apesar do título, este intermezzo é o momento mais sombrio do quinteto. O Finale, cujo início parece uma improvisação pura do pianista, fará uma recapitulação condensada do prelúdio inicial. Este Quinteto para Piano recebeu vários prêmios como o Stálin e outros que não vale a pena referir aqui, mas o mais importante para Shostakovich foi a admiração que Béla Bartók dedicou a ele.

O Quarteto N° 3 foi lançado em Moscou pelo quarteto Beethoven, a quem é dedicado, em dezembro de 1946.  Ele foi escrito por Shosta logo após ver sua Sinfonia Nº 9 censurada. Ele também tem cinco movimentos:

Allegretto
Moderado com moto
Allegro non troppo
Adagio ( attacca )
Moderato

Para a estreia, certamente para que não fosse acusado de “formalismo” ou “elitismo “, Shostakovich renomeou os movimentos à maneira de uma história de guerra. Deixo aqui o título de cada movimento a fim de que os visitadores do blog possam dar gargalhadas relacionando “tema” e música.

O engano de ignorar o futuro cataclismo
Alguns estrondos de inquietação e antecipação
As forças de guerra são desencadeadas
Em memória dos mortos
A eterna pergunta: por que e para quê?

Um arranjo de sinfonia de câmara (Op. 73a) foi feito a partir deste quarteto por Rudolph Barshai.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Quinteto para Piano / Quarteto de Cordas N° 3

Piano Quintet In G Minor, Op. 57
Piano – Piotr Anderszewski

1 I. Prelude (Lento) 4:46
2 II. Fugue (Adagio) 11:34
3 III. Scherzo (Allegretto) 3:37
4 IV. Intermezzo (Lento) 7:02
5 V. Finale (Allegretto) 7:40

String Quartet No. 3 In F Major, Op. 73
6 I. Allegretto 7:27
7 II. Moderato Con Moto 5:37
8 III. Allegro Non Troppo 4:12
9 IV. Adagio 6:00
10 V. Moderato 11:12

Ensemble – Belcea Quartet
Cello – Antoine Lederlin
Viola – Krzysztof Chorzelski
Violin – Corina Belcea e Axel Schacher
Piano – Piotr Anderszewski

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O Belcea e Piotr Anderszewski mandando bala na Sala de Concertos Imanência e Transcendência da sede de inverno da PQP Bach Corp.

PQP

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

Este entusiasmado CD da Kammerorchester Basel, dirigido por Julia Schröder, é realmente muito bom! Um Händel alegre e convincente! Gostei muito!

Os Concerti Grossi, Op. 3 , HWV 312-317, são seis concertos grossos de Händel compilados em conjunto e publicados por John Walsh em 1734. Hoje, os musicólogos concordam que Handel não tinha conhecimento inicial da publicação. Em vez disso, Walsh, buscando tirar proveito do sucesso comercial do Op. 6 de Corelli, simplesmente combinou várias das obras já existentes de Händel e as agrupou em seis “concertos”. A malandragem deu super certo. A estrutura do Op. 3 é um tanto incomum. Os seis concertos têm algo entre três e cinco movimentos, e apenas dois deles contém os quatro movimentos usuais. Só ocasionalmente as forças instrumentais são estabelecidas da maneira tradicional de concerto grosso.

O concerto grosso é uma forma de música barroca na qual o material musical é passado de um pequeno grupo de solistas — primeiro e segundo violinos, primeiro viola e violoncelo (o concertino) — a uma orquestra completa (o ripieno ou concerto grosso). Isso é diferente do concerto solo, que apresenta um único instrumento solo acompanhado pela orquestra.

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

Concerto Grosso B Flat Major, Op. 3/2, HWV 313
1 Vivace 1:46
2 Largo 2:46
3 Allegro 1:46
4 Menuet 1:21
5 Gavotte 2:37

Concerto Grosso B Flat Major Op. 3/1 HWV 312
6 Allegro 2:23
7 Largo 4:16
8 Allegro 1:19

Concerto Grosso G Major, Op. 3/3, HWV 314
9 Largo E Staccato 0:27
10 Allegro 2:17
11 Adagio 0:52
12 Allegro 3:11

Concerto Grosso F Major, Op. 3/4, HWV 315
13 Andante-Allegro 6:02
14 Andante 2:22
15 Allegro 1:20
16 Minuetto Alternativo 2:18

Concerto Grosso D Major, Op. 3/6, HWV 317
17 Vivace 2:40
18 Adagio 1:16
19 Allegro 4:19

Concerto Grosso D Mino, Op. 3/5, HWV 316
20 Largo 1:26
21 Allegro 2:06
22 Adagio 1:56
23 Allegro Ma Non Troppo 1:35
24 Allegro 2:31

Orchestra – Kammerorchester Basel
Directed By – Julia Schröder

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Membras da Kammerorchester Basel na Sala de Afinação e Atonalização da PQP Bach Corp.

PQP

Johannes Brahms (1833-1897) & Paul Hindemith (1895-1963): Quintetos para Clarinete

Johannes Brahms (1833-1897) & Paul Hindemith (1895-1963): Quintetos para Clarinete

Apenas 30 anos separam os quintetos de clarinete de Brahms e Hindemith. No entanto, as diferenças não são apenas nos temperamentos dos dois artistas, nem somente na diferença dos conceitos e das estéticas. O que os separa é todo o mundo que há entre a harmonia e a desordem. Mas não pense assim, apressado leitor, amo a ambos.

O quinteto para clarinete mais popular é o de Mozart (104 gravações), seguido pelo de Brahms (87), que é baseado no primeiro. Nenhuma outra peça nessa formação rivaliza com essa dupla em popularidade, embora a literatura inclua joias como os quintetos de Weber e Reger.

Assim como eu, Erico Verissimo amava o quinteto de Brahms, tanto que chamou sua autobiografia de Solo de Clarineta. Há toda uma lenda em torno da obra. É obra belíssima.

Já Hindemith nunca derreterá corações como Brahms, e, na verdade, seu quinteto coloca-se contra a tradição musical do pré-guerra. Ele é contemporâneo de vários dos concertos da série Kammermusiken, mas não tão bons. Longe de ser uma homenagem a Brahms, o trabalho parece exorcizar o mestre mais velho.

Brahms & Hindemith: Quintetos para Clarinete

Johannes BRAHMS (1833-1897)
Clarinet Quintet in B minor, op. 115 (1891) [37:48]
I. Allegro 13:29
II. Adagio 10:29
III. Andantino 4:28
IV. Con moto 9:21

Paul HINDEMITH (1895-1963)
Clarinet Quintet, op. 30 (1954 version) (1923/1954) [19:45]
I. Sehr lebhaft 2:12
II. Ruhig 6:35
III. Schneller Ländler 5:42
IV. Arioso. Sehr ruhig 2:55
V. Sehr lebhaft, wie im ersten Satz 2:19

Raphaël Sévère (clarinet)
Pražák Quartet

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Paul Hindemith e Darius Milhaud em uma daquelas coisas de “enfie a cabeça e tire uma foto”.

PQP