Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Não sabia muito sobre Christine Busch e achei monumental seu desempenho nestas obras de Bach. Ela as tornou novas e atraentes. Sua técnica é impecável, com frases fluídas e sem esforço, ritmos perfeitamente escolhidos e o um belo som de violino. Tendo trabalhado muitos anos com Nikolaus Harnoncourt e o Vienna Concentus Musicus, bem como com a Orquestra Barroca de Freiburg e a Orquestra de Câmara da Europa, Christine Busch está em casa tanto com violinos barrocos quanto com modernos. Nesta gravação de Sonatas e Partitas para violino solo de Bach, Busch toca um instrumento do século XVIII. O CD é maravilhoso. Ela sustenta um diálogo eloquente e suave — sim, é possível –, com grande charme expressivo. Recomendo fortemente este CD ao lado dos de Amandine Beyer e John Holloway nestas obras.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo

01. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – I. Adagio
02. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – II. Fuga – Allegro
03. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – III. Siciliana
04. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – IV. Presto

05. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – I. Allemanda
06. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – II. Double
07. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – III. Corrente
08. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – IV. Double – Presto
09. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – V. Sarabande
10. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VI. Double
11. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VII. Tempo di Borea
12. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VIII. Double

13. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – I. Grave
14. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – II. Fuga
15. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – III. Andante
16. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – IV. Allegro

CD 2
01. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – I. Allemanda
02. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – II. Corrente
03. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – III. Sarabanda
04. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – IV. Giga
05. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – V. Ciaconna

06. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – I. Adagio
07. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – II. Fuga
08. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – III. Largo
09. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – IV. Allegro assai

10. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – I. Preludio
11. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – II. Loure
12. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – III. Gavotte En Rondeau
13. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – IV. Menuet I
14. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – V. Menuet II
15. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VI. Bourrée
16. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VII. Gigue

Christine Busch, violino

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Alerta, Busch não nada a ver com a Guerra do Iraque

Alerta, Busch não nada a ver com a Guerra do Iraque

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 2 “Ressurreição”

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um Mahler russo e monumental este de Svetlanov. Gostei muito. Creio que possa me ufanar de conhecer muitíssimas gravações desta obra-prima e digo-lhes que há várias excelentes. Se Rattle permanece no topo da Ressurreição, Tilson Thomas, Bernstein e este Svetlanov pressionam o campeão. Esta sinfonia pergunta: “Por que se vive?”. Simbolicamente, ela narra a derrota da morte e a redenção final do ser humano, após este ter passado por uma período de incertezas e agruras. São suas dúvidas, sua fé e a ressurreição no Dia do Juízo Final. O primeiro movimento é sobre a morte, no segundo a vida é relembrada, e o terceiro apresenta as dúvidas quanto à existência e ao destino. No quarto movimento o herói readquire a sua fé e a esperança. No quinto e último movimento ocorre a Ressurreição, na forma imaginada por Mahler.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 2 “Ressurreição”

1. Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck (With complete gravity and solemnity of expression)
2. Andante moderato. Sehr gemächlich. Nie eilen. (Very leisurely. Never rush.)
3. In ruhig fließender Bewegung (With quietly flowing movement)
4. Urlicht (Primeval Light). Sehr feierlich, aber schlicht (Very solemn, but simple)
5. Im Tempo des Scherzos (In the tempo of the scherzo

Olga Aleksandrova, contralto
L. Ermakova, Choir Master
Natalia Gerasimova, soprano
Russian State Symphony Orchestra
Evgeny Svetlanov

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Svetlanov, pegando Mahler com a mão

Svetlanov, pegando Mahler com a mão

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J.S. Bach (1685-1750): Cantata do Café e dos Camponeses

Esplêndido CD com Emma Kirkby — musa ruiva preferencial de FDP Bach — em grande forma. Junto com ela e também na ponta dos cascos, a Academy of Ancient Music sob a direção de Christopher Hogwood. Um disco já antiguinho, mas delicioso com as duas Cantatas profanas mais famosas de nosso pai. Se você ouvir bem, sairá cantarolando as melodias por todo o fim-de-semana. Elas grudam, viu?

Schlendrian é um pai grosseiro e está preocupadíssimo porque sua filha Lieschen entregou-se à nova mania de tomar café. Todas as promessas e ameaças para desviá-la de tão detestável hábito foram infrutíferas até que, para dissuadi-la, ofereceu-lhe um marido. Lieschen aceita a idéia com entusiasmo e o pai parte apressadamente para conseguir-lhe um. Esta é a idéia principal da Cantata do Café, obra cômica de J. S. Bach, uma mini-ópera, que foi apresentada entre 1732 e 1735 na Kaffeehaus de Zimmermann, em Leipzig. A primeira Kaffeehaus da cidade foi aberta em 1694 — o café chegara à Alemanha em 1670 — e em 1735 a burguesia podia escolher entre oito privilegiadas casas.

A Kaffeekantate, BWV 211, foi encomendada a Bach por Zimmermann e é, em parte, uma ode ao produto (sim, puro merchandising) e, de outra parte, uma punhalada no movimento existente na Alemanha para impedir seu consumo pelas mulheres. Acreditava-se que o “negro veneno” pudesse causar descontrole e esterilidade ao sexo frágil, mas Bach, em troca do pagamento de Zimmermann, ignorou estes terríveis perigos. Senão, talvez não musicasse uma ária que diz: “Ah, como é doce o seu sabor. / Delicioso como milhares de beijos, / mais doce que um moscatel. / Eu preciso de café”; e nem nos brindaria com estas delicadezas…: “Paizinho, não sejas tão mau. / Se eu não beber meu café / as minhas curvas vão secar / as minhas pernas vão murchar / ninguém comigo irá casar”.

Bach aprendera muito bem, em sua vida familiar e em seu trabalho como professor, que influenciar os jovens não era assim tão fácil. Portanto, adicionou um recitativo no qual os planos de Lieschen são revelados: o homem que quiser casar com ela terá de consentir numa cláusula: o contrato matrimonial preverá que ela possa tomar café sempre que lhe apetecer.

No final, há um breve coro de três cantores, onde o café e a evolução são admitidos como coisas inevitáveis. Esta Cantata — ao lado de outras poucas obras vocais profanas — é uma evidente exceção na obra de Bach. O compositor, que possui a injusta fama de sério, aceitou o convite de Zimmermann para compor uma propaganda de seu Café e, como quase sempre fazia, produziu uma obra-prima, uma pequena comédia que funciona tanto no palco quanto nas salas de concertos. O efeito da primeira apresentação deve ter sido consideravelmente ampliado pelo fato de que às mulheres não era permitido cantar em cafés (nem em igrejas) e o papel de Lieschen foi, provavelmente, interpretado por um cantor em falsete. Bach, com o auxílio do poeta Picander, construiu dois personagens muito humanos e verossímeis: um pai resmungão e rústico e uma filha obstinada e cheia de caprichos. O compositor parece estar à vontade ao traçar a caricatura do pai com o baixo pesado, os ritmos acentuados e a prescrição con pompa, enquanto os violinos rosnam para indicar seu temperamento irascível.

Quando ele ameaça privar Lieschen de sua saia-balão de última moda, Bach indica seu tremendo diâmetro de forma escandalosa. A ária de Lieschen em louvor ao café é convencional, tão convencional que parece que o compositor quer insinuar que ela futilmente adotara tal hábito apenas para seguir a moda, o que seria um gol contra para Zimmermann. Entretanto, seu entusiasmo por um possível marido não é simulado… A alegria expressa na melodia em ritmo de dança popular é contagiosa. Para os puristas, o divino e sacro Bach chega a ser grosseiro: afinal, quando Lieschen diz que quer um amante fogoso e robusto, os violinos e as violas silenciam, como para deixar bem clara aos ouvintes a afirmativa sem rodeios. O Café Zimmermann deve ter vindo abaixo…

J.S. Bach (1685-1750): Cantata do Café e dos Camponeses

1. “Coffee Cantata” BWV211 – Schweigt stille, plaudert nicht…Hat man nicht mit seinen Kindern 4:10
2. “Coffee Cantata” BWV211 – Ei! wie schmeckt der Coffee susse 5:08
3. “Coffee Cantata” BWV211 – Mädchen, die von harten Sinnen 3:49
4. “Coffee Cantata” BWV211 – Heute noch 7:06 Album Only
5. “Coffee Cantata” BWV211 – Die Katze lässt das Mausen nicht 4:24

6. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 1. Ouverture The Academy of Ancient Music 2:10
7. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 2-3. Mer hahn en neue Oberkeet…Nu, Mieke, gib dein Guschel immer her 1:18
8. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 4-5 Ach es schmeckt doch gar zu gut 1:20
9. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 6-7. Ach, Herr Schösser, geht nicht gar zu schlimm 1:34
10. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 8-9. Unser trefflicher, lieber Kammerherr 2:06
11. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 10-11: Das ist galant, es spricht niemand 1:51
12. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 12-13. Fünfzig Taler bares Geld 1:08
13. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 14-15: Klein-Zsocher müsse so zart und süße 5:51
14. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 16-17: Es nehme zehntausend Dukaten 0:58
15. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 18-19: Gib, Schöne, viel Söhne 0:48
16. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 20-21: Dein Wachstum sei feste 5:57
17. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 22. Arie: Und daß ihr’s alle wißt 1:12
18. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 24. Chor (Duetto): Wir gehn nun, wo der Dudelsack 1:04

Emma Kirkby
David Thomas
Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood

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Esses aí não conseguem mais parar de tomar café nem de cantar. Vicia.

Esses aí não conseguem mais parar de tomar café. Nem de cantar. É que vicia.

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G. P. Telemann (1681-1767): III Trietti Metodichi e III Scherzi

Este álbum de Trios, Quartetos e Scherzos para vários instrumentos solistas (flautas transversais, violinos e fagote), mais baixo contínuo, é delicioso. A peças são interpretadas em instrumentos originais por membros de Parnassi Musici — grupaço de Freiburg que tem como destaques o organista e cravista Martin Lutz e o fagotista Sergio Azzolini. Telemann escreveu esses pequenos trios no início dos anos 1700. Não os desejava longos ou difíceis porque queria satisfazer “a música comprada pelo publico” para saraus domiciliares. Mas, vocês sabem, coloquem uma coisa simples na mão de grandes músicos e a coisa ganha graça ou profundidade, às vezes ambos. É o caso.

G. P. Telemann (1681-1767): III Trietti Metodichi e III Scherzi

1 Trietti Methodichi E Scherzi: Trio No. 3 In D Minor, TWV 42:D1: I. Allegro 2:17
2 Trietti Methodichi E Scherzi: Trio No. 3 In D Minor, TWV 42:D1: II. Largo 3:28
3 Trietti Methodichi E Scherzi: Trio No. 3 In D Minor, TWV 42:D1: III. Allegro 3:37

4 Trietti Methodichi E Scherzi: Scherzo No. 3 In D Major, TWV 42:D3: I. Allegro 1:34
5 Trietti Methodichi E Scherzi: Scherzo No. 3 In D Major, TWV 42:D3: II. Largo 3:05
6 Trietti Methodichi E Scherzi: Scherzo No. 3 In D Major, TWV 42:D3: III. Allegro 1:29

7 6 Quatuors Ou Trios: Quartet No. 5 In A Minor, TWV 43:A1: I. Andante 2:26
8 6 Quatuors Ou Trios: Quartet No. 5 In A Minor, TWV 43:A1: II. Divertimento I: Vivace 3:02
9 6 Quatuors Ou Trios: Quartet No. 5 In A Minor, TWV 43:A1: III. Divertimento II: Presto 1:34
10 6 Quatuors Ou Trios: Quartet No. 5 In A Minor, TWV 43:A1: IV. Divertimento III: Allegro 0:41

11 Trietti Methodichi E Scherzi: Trio No. 1 In G Major, TWV 42:G2: I. Allegro 2:01
12 Trietti Methodichi E Scherzi: Trio No. 1 In G Major, TWV 42:G2: II. Grave 3:46
13 Trietti Methodichi E Scherzi: Trio No. 1 In G Major, TWV 42:G2: III. Presto 2:34

14 Trietti Methodichi E Scherzi: Scherzo No. 1 In A Major, TWV 42:A1: I. Allegro 2:09
15 Trietti Methodichi E Scherzi: Scherzo No. 1 In A Major, TWV 42:A1: II. Moderato 3:06
16 Trietti Methodichi E Scherzi: Scherzo No. 1 In A Major, TWV 42:A1: III. Allegro 2:51

17 Quartet In D Minor, TWV 43:D3: I. Adagio 2:05
18 Quartet In D Minor, TWV 43:D3: II. Allegro 1:35
19 Quartet In D Minor, TWV 43:D3: III. Largo 1:15
20 Quartet In D Minor, TWV 43:D3: IV. Allegro 3:01

21 Trietti Methodichi E Scherzi: Trio No. 2 In D Major, TWV 42:D2: I. Vivace 2:24
22 Trietti Methodichi E Scherzi: Trio No. 2 In D Major, TWV 42:D2: II. Andante 3:01
23 Trietti Methodichi E Scherzi: Trio No. 2 In D Major, TWV 42:D2: III. Vivace 2:34

24 Trietti Methodichi E Scherzi: Scherzo No. 2 In E Major, TWV 42:E1: I. Vivace 2:36
25 Trietti Methodichi E Scherzi: Scherzo No. 2 In E Major, TWV 42:E1: II. Largo 2:46
26 Trietti Methodichi E Scherzi: Scherzo No. 2 In E Major, TWV 42:E1: III. Vivace 2:12

Parnassi Musici

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Para seus contemporâneos do século XVIII, Georg Philipp Telemann era o músico e compositor alemão mais famoso e influente.

Para seus contemporâneos do século XVIII, Georg Philipp Telemann era o músico e compositor alemão mais famoso e influente.

PQP

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Cantatas compostas por membros da família Bach

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Motivo do upgrade: o CD que tinha postado em 16/03/2008 tinha problemas, conforme vocês podem saber lendo a história abaixo. Agora, recebi o CD original comprado na Santa Amazon e reposto. Agora, tudo está perfeito. Deixo a história abaixo só como memória.

Vou ter de primeiro contar a incrível história deste CD aqui em casa. Vi este CD para baixar em um site e o fiz em 17 de agosto de 2007. Na semana passada, chegou a vez de ouvi-lo. (Vejam como estou atrasado, ouço tudo na ordem em que baixo…) Gravei em CD porque preciso desesperadamente de espaço em disco e o pus para ouvir. Fiquei maravilhado… Não, estou sendo por demais discreto; fiquei foi pasmo, entusiasmadíssimo, gritava e cantava pela sala.

Só que, ao chegar na última faixa do CD 1, havia uma falha. Lá pelo nono minuto apareciam uns barulhos como shhhhhh, puft, caploft e pifffff. Segui ouvindo porque logo a coisa parava. No segundo CD, faixa 5, nova falha curta: uns tic, tic, tic. Tudo bem. Peguei o CD e joguei no lixo seco. Procurei o arquivo para baixar novamente e o achei em outro site, desta vez no Branle de Champagne. Liguei o notebook no aparelho de som e, merdas das merdas, ouvi as mesmas falhas. Simples: resolvi comprar o CD. Fui na Amazon… em todas as lojas de CDs e… nada! O CD só existia em catálogos antigos. Fiquei sabendo que fora gravado em 1986 e que havia ganho vários prêmios de melhor disco de 1987, incluindo o Grand Prix du Disque, categoria geral.

O CD desapareceu. Quem tem não vende, pois ele não aparece nos usados de nenhum acervo e novo nem pensar. Resultado: voltei ao lixo seco e peguei-o como relíquia. Mesmo com pequenas falhas na faixas citadas. Então, posto-lhes esta maravilha vinda diretamente de minha lixeira.

Lixeira de PQP_BachSim, a lixeira bonitinha ao lado é a do lixo seco aqui de casa. Parece a do Manda Chuva. Tirei a foto com meu celular pra lá de ruim. Bem, o CD entra na categoria de Recital recém criada por este blog. É absolutamente obrigatório, espetacular, formidável e sensacional – mostrando que genética funciona e que de onde mais se espera é dali mesmo que sairá alguma coisa… E não contrário. Há muita coisa boa e nunca dantes ouvida por vossos ouvidos, tenho certeza. Ah, se alguém conseguir o CD sem falhas, que se apresente.

(Mas, enfim, comprei a coisa e tudo isso teve um final feliz).

Die Familie Bach vor Johann Sebastian – The Family Bach before Johann Sebastian

CD1

1 Ach bleib bei uns, Herr Jesu Christ – Bach, Johann Michael
2 Auf, laßt uns den Herren loben – Bach, Johann Michael
3 Es ist ein großer Gewinn – Bach, Johann Michael
4 Liebster Jesu, hör mein Flehen – Bach, Johann Michael
5 Ach, wie sehnlich wart’ ich der Zeit – Bach, Johann Michael
6 Siehe, wie fein und lieblich – Bach, Georg Christoph
7 Meine Freundin, du bist schön – Bach, Johann Christoph

CD 2

1 Es erhu sich ein Streit – Bach, Johann Christoph
2 Ach, daß ich Wassers g’nug hätte – Bach, Johann Christoph
3 Herr, wende dich und sei mir gnädig – Bach, Johann Christoph
4 Wie bist du denn, o Gott, im Zorn auf mich entbrannt – Bach, Johann Christoph
5 Die Furcht des Herrn – Bach, Johann Christoph
6 Ich danke dir, Gott – Bach, Heinrich

Reinhardt Goebel,
Musica Antiqua Köln, MAK

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Esta era a Família Bach da qual PQP foi escorraçado.

Esta era a Família Bach da qual PQP foi escorraçado.

PQP

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The Dmitri Shostakovich Edition (CDs 16, 17 e 18 de 27)

SÉRIE IM-PER-DÍ-VEL!!!

CD 16

CD complicado de aguentar. Essas obras compostas para filmes devem significar alguma coisa para os russos, talvez sejam marcos do desenvolvimento cinematográfico do país, ou seja considerado importante o fato de Shostakovich ter sido pianista de cinema mudo, sei lá. O que sei é que não gosto.

Hamlet Suite
1. Prelude  2:18
2. The Ball at the Palace  3:41
3. The Ghost  1:20
4. In the Garden  3:03
5. Hamlet & Ophelia  3:51
6. Arrival of the Actors  2:11
7. Poisoning Scene  7:26
8. Duel and Death of Hamlet  3:57

Gadfly, Suite Op.97a
9. Overture  2:58
10. Contradance  2:27
11. Folk Feast  2:38
12. Interlude  2:49
13. Waltz “Barrel Organ”  1:54
14. Galop  1:57
15. Introduction  6:04
16. Romance  6:23
17. Intermezzo  5:32
18. Nocturne  3:52
19. Scene  3:21
20. Finale  3:07

Total:  72:11

National Symphony Orchestra of Ukraine,
Theodore Kuchar

CD 17

Tudo muda aqui. A brasileira Cristina Ortiz dá um banho em dois concertos espetaculares.

Concerto para Piano, Trompete e Cordas, Op. 35 (1933):

Shostakovich foi excelente pianista. Poderia ter feito carreira como virtuose, mas, para nossa sorte, escolheu compor. Foi o vencedor do internacional Concurso Chopin de 1927 e fazia apresentações regulares executando seus trabalhos. O pequeno número de gravações do próprio compositor como pianista talvez deva-se ao fato de ele ter perdido parcialmente os movimentos de sua mão direita ao final dos anos sessenta.

Este concerto é realmente espetacular. Era uma boa época para os concertos para piano. O de Ravel aparecera um ano antes, assim como o 5º de Prokofiev. É coincidente que os três sejam alegres, luminosos, divertidos mesmo. Com quatro movimentos, sendo o primeiro muito melodioso e gentil, os dois centrais lentos e o último capaz de provocar gargalhadas, é um grande concerto. A participação de um trompetista meio espalhafatoso é fundamental, assim como de um pianista que possa fazer rapidamente a conversão entre a música de cabaré e a música militar exigidas no último movimento. Uma vez, assistindo a uma apresentação, vi como as pessoas sorriam durante a audição deste movimento. Não há pontos baixos neste maravilhoso concerto, que ainda traz, em seu segundo movimento, um lindíssimo solo para trompete, além de uma cadenza esplêndida, de ecos beethovenianos.

Shostakovich foi o pianista de sua estréia, em 1933, na cidade de Leningrado.

Concerto Nº 2 para Piano e Orquestra, Op. 102 (1957):

Concerto dedicado ao filho pianista Maxim Shostakovich. É um autêntico presente de pai para filho. Alegre, brilhante e cheio de brincadeiras de caráter privado como a inacreditável inclusão – no terceiro movimento e totalmente inseridos na música – de exercícios que seu filho praticava quando era estudante do instrumento… E não se surpreenda, o primeiro movimento deste concerto é conhecido entre as crianças que vêem desenhos da Disney. É a música que é executada durante o episódio do Soldadinho de Chumbo em Fantasia 2000. Quando ouço esta música em casa, sempre um de meus filhos vem me dizer “olha aí a música do Soldadinho de Chumbo”. É claro que a música não tem nada a ver com a história infantil; Shostakovich fez um belo concerto para seu filho, de atmosfera delicada e afetuosa. O primeiro movimento (Allegro) começa com uma rápida introdução orquestral em seguida à qual entra o piano. De acordo com a prática habitual de Shostakovich, o tema inicial é um pouco mais poético do que o segundo, de entonação mais vigorosa e rítmica.

Dois movimentos vivos e felizes cercam um melancólico, tocante e melodioso segundo movimento. A inspiração óbvia para este concerto foi o Concerto em Sol Maior (1931) de Ravel. Leonard Bernstein deu-se conta disto e gravou um de seus melhores discos em 1978, acumulando as funções de pianista e regente nos dois concertos. Se este concerto não arrancar algum sorriso do ouvinte, este necessita de urgentemente de anti-depressivos.

Piano Concerto No. 1 in C minor for piano, trumpet & strings Op. 35
1. Allegro-moderato-allegro-vivace-moderato  6:05
2. Lento  7:13
3. Moderato  1:58
4. Allegro con brio  6:42

Piano Concerto No. 2 in F major Op. 102
5. Allegro  7:27
6. Andante  6:48
7. Allegro  5:39

Three Fantastic Dances Op. 5
8. Allegretto  1:09
9. Andantino  1:25
10. Allegretto  0:52

Total:  45:18

Cristina Ortiz, piano
Bournemouth Symphony Orchestra,
Paavo Berglund

CD 18

Não preciso apresentar David Oistrakh, certo?

Concerto para Violino Nº 1, Op. 99 (1947-48):

Outra obra-prima. É incrível que este concerto tenha recebido tão poucas gravações. Quando Maxim Vengerov e Mstislav Rostropovich o gravaram em 1994 para a Teldec, o resultado foi que o CD acabou sendo considerado o melhor do ano pela revista inglesa Gramophone e também, se não me engano, pela francesa Diapason. Dedicado a David Oistrakh, teve sua estréia realizada apenas em 1955, em razão dos problemas que o compositor arranjou com Stalin e com o Relatório Jdanov, já discutidos na primeira parte desta série.

Shostakovich o considerava uma sinfonia para violino solo e orquestra. A comparação é apropriada. Não apenas a estrutura em quatro movimentos, mas também sua longa duração (40 minutos), são exageradas para o comum dos concertos. Apesar de termos aqui a primeira e significativa aparição de melodias baseadas no motivo DSCH – o que será melhor explicado no comentário da Sinfonia Nº 10 -, apesar de tal tema aparecer no segundo movimento, esta obra tem seu coração no terceiro movimento Passacaglia – Andante. São nove variações sobre o mesmo tema em que somos lentamente levados do clímax para a calma e não ao contrário, o que é mais comum. A orquestra vai pouco a pouco deixando a voz individual do violino levar a música até uma longa cadenza, que alguns consideram um movimento a parte que se liga organicamente ao movimento final. Um espanto!

Concerto para Violino e Orquestra Nº 2, Op. 129 (1967):

Um dia, Shostakovich resolveu escrever algo bem complicado e difícil para que Oistrakh passasse o maior trabalho. E fez este Concerto Nº 2. É complicado até de ouvir, não obstante a curiosidade dos “intensos diálogos” e repetições que o violino faz com insrumentos da orquestra. Não é um mau concerto, mas, bá, é complicadíssimo!

Violin Concerto No.1 in A minor Op.99
1. Nocturne  11:52
2. Scherzo  6:18
3. Passacaglia, andante, cadenza- Burlesque, allegro con brio  18:19

Violin Concerto No.2 in C sharp minor Op.129
4. Moderato  11:56
5. Adagio, adagio- allegro  16:17

Total:  64:46

David Oistrakh, violin
Leningrad Philharmonic Orchestra,
Yevgeny Mravinsky (Concerto l)
Moscow Philharmonic Orchestra, Gennady
Rozhdestvensky (Concerto 2)

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Shosta foi bombeiro durante a Segunda Guerra Mundial

Shosta foi bombeiro durante a Segunda Guerra Mundial

PQP

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sonata para Violino / Sonata para Viola (com Orquestra de Cordas!)

Gidon Kremer e sua KREMERata Baltica costumam fazer abordagens criativas e competentes a repertórios aos quais estamos acostumado a ouvir da forma original. Ele e seu conjunto foram extremamente felizes nesta recriação destas obras finais de Shosta. Poderiam cair no ridículo, mas vão lá no fundo e voltam com pérolas.

Baita CD!

Shostakovich (1906-1975): Sonata para Violino / Sonata para Viola (com orquestração!)

1. Sonata for Violin and Piano, Op.134 – 1. Andante Gidon Kremer 10:56
2. Sonata for Violin and Piano, Op.134 – 2. Allegretto Gidon Kremer 6:30
3. Sonata for Violin and Piano, Op.134 – 3. Largo – Andante – Largo Gidon Kremer 15:03

Orchestrated by Michail Zinman; percussion arranged by Andrei Pushkarev

4. Sonata for Viola and Piano, Op.147 – 1. Moderato Yuri Bashmet 11:40
5. Sonata for Viola and Piano, Op.147 – 2. Allegretto Yuri Bashmet 7:04
6. Sonata for Viola and Piano, Op.147 – 3. Adagio Yuri Bashmet 17:00

Orchestrated by Vladimir Mendelssohn

Gidon Kremer (violino)
Yuri Bashmet (viola)
Kremerata Baltica

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Shostakovich, uma vida nem sempre tão fácil quanto o momento desta foto familiar

Shostakovich, uma vida nem sempre tão fácil quanto o momento desta foto familiar

PQP

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Jan Sibelius (1865-1957): Sinfonias Nros. 4 a 7 / Tapiola / O Cisne da Tuonela

Um bom CD. Por alguma razão, o estilo de Sibelius fica ótimo nas mãos de Karajan e, principalmente nas dos filarmônicos de Berlim. Pode-se dizer que HvK tenha dirigido sua orquestra com o freio de mão puxado, mas isso ficou maravilhoso na melhor das sinfonias do finlandês, a sétima. A gravação de HvK da sétima só perde mesmo para Mravinsky e a orquestra de Leningrado. O CD duplo, da série The Originals, traz, além das sinfonias de 4 a 7, os poemas sinfônicos Tapiola e O Cisne da Tuonela. Um disco muito legal para ser ouvido neste ano em que Sibelius faz 150 anos de nascimento.

Jan Sibelius (1865-1957): Sinfonias Nros. 4 a 7 / Tapiola / O Cisne da Tuonela

Symphonie Nr. 4 Op. 63
01. I Tempo molto moderato, quasi adagio
02. Allegro molto vivace
03. Il tempo largo
04. Allegro

05. O Cisne da Tuonela op. 22 No. 3

Symphony No. 5 Op.82
06. Tempo molto moderato – Largamente 9:32
07. Allegro moderato – Presto 4:40
08. Andante mosso, quasi allegretto 8:22
09. Allegro molto

10. Symphony No. 6 in D Minor – Allegro molto moderato
11. Symphony No. 6 in D Minor – Allegretto moderato
12. Symphony No. 6 in D Minor – Poco vivace
13. Symphony No. 6 in D Minor – Allegro molto

14. Symphony No. 7 in C Major – Adagio
15. Symphony No. 7 in C Major – Vivacissimo – Adagio
16. Symphony No. 7 in C Major – Allegro molto moderato – Allegro moderato
17. Symphony No. 7 in C Major – Vivace – Presto – Adagio – Largamente molto

18. Tapiola, Op. 112 – Largamente – Allegro Allegro moderato

Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan

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Carecão

Carecão

PQP

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Richard Wagner (1813-1883): Abertura “Tannhäuser” / Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia Nº 2, Op. 43

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Há pouco mais de um mês, vi Andris Nelsons à frente da Philharmonia Orchestra, em Londres, regendo a 9ª Sinfonia de Bruckner e o Concerto Nº 27 de Mozart para Piano e Orquestra (pianista: o extraordinário Paul Lewis). O letão de apenas 38 anos é algo de extraordinário e é compreensível que tenha havido uma verdadeira guerra entre várias orquestras para contratá-lo como maestro titular. Ele hoje é titular da Boston Symphony Orchestra e da Leipzig Gewandhaus Orchestra, apenas. Li no The Guardian que só não é o próximo titular da Filarmônica de Berlim em razão de compromissos assumidos com várias orquestras e que não quis cancelar por questões de ética pessoal. Sua concepção da 2ª Sinfonia de Sibelius aponta para uma grande imaginação e respeito para com o compositor. Sibelius não é um autor vulgar, mas seu enorme sucesso popular, principalmente nos EUA, durante boa parte do século XX, gerou uma série de gravações que o diminuíram bastante. Agora, uma nova geração de regentes, como Nelsons e Søndergård, está repondo as coisas no lugar. Confiram se minto! (Gravação gloriosamente ao vivo).

Richard Wagner (1813-1883): Abertura “Tannhäuser” / Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia Nº 2, Op. 43

01. Wagner: Overture to “Tannhäuser”

Sibelius: Symphony No. 2 in D, Op. 43
02. Allegretto
03. Tempo Andante, ma rubato
04. Vivacissimo
05. Finale: Allegro moderato

Boston Symphony Orchestra
Andris Nelsons

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Sou mais o Nelsons, confidenciou-me Sibelius

Sou mais o Nelsons, confidenciou-me Sibelius

PQP

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Schubert / Beethoven / Rameau / Brahms: Impromptus / Hammerklavier e outras peças

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grigory Sokolov (1950) é um artista excepcional, uma lenda. Ele é considerado um dos maiores pianistas vivos e é adorado pelo publico em concertos sempre esgotados. Seu álbum de estreia na Deutsche Grammophon foi um enorme sucesso e é ainda o disco mais vendido pelo selo em 2016. Sokolov retorna com mais uma excelente gravação ao vivo — realizadas durante concertos em Varsóvia e Salzburgo — como gosta de fazer. Eu também as prefiro aos registros 100% corretos — e às vezes engessados — dos estúdios de gravação. O repertório é absolutamente fantástico. Vamos dos melodiosos Impromptus de Schubert, fazendo um descanso nas três peças para piano do mesmo compositor e para depois adentrar a mais lenta Sonata Hammerklavier que conheço. São 53 minutos! Depois vamos para a leveza de Rameau e finalizamos com a densidade de Brahms. E, curiosamente, tudo combina direitinho. Um CD que está no mais sublime grau de poesia e intimidade.

Schubert / Beethoven / Rameau / Brahms: Impromptus / Hammerklavier e outras peças

CD1:
Franz Schubert – Impromtus D 899
1. No.1
2. No.2
3. No.3
4. No.4

Franz Schubert – Three Piano Pieces D 946
5. No.1
6. No.2
7. No.3

CD2:
Ludwig van Beethoven – Piano Sonata No.29, Op.106 ‘Hammerklavier’
01. I. Allegro
02. II. Scherzo. Assai vivace
03. III. Adagio sostenuto
04. IV. Largo – Allegro risoluto

Jean-Philippe Rameau
05. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 2. Les tendres plaintes (Live)
06. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 17. Les tourbillons (Live)
07. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 18. Les cyclopes (Live)
08. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 15. La follette (Live)
09. Nouvelles suites de pièces de clavecin / Suite In G Major – 6. Les sauvages (Live)

Johannes Brahms
10. Intermezzo, Op.117 No.2

Grigory Sokolov, piano

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Grigory Sokolov

Grigory Sokolov: poesia e intimidade

PQP

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Jean Sibelius (1865-1957): Seriously

Um excelente disco que inclui até algumas world premières de Sibelius. O finlandês Osmo Vänskä, chefe de orquestra na pequena Lahti, no sul da Finlândia, perto de Helsinque, é um maestro de primeira linha e, bem estamos 100% entre finlandeses. E eles demonstram que sabem o que fazem com seu conterrâneo. É o sotaque de Sibelius, sem tirar nem por. Não adianta, se o país de origem do compositor tiver grandes músicos, boa parte das melhores gravações dos caras sairão de lá. Ainda mais se forem compositores que não entraram ou que estão ainda chegando ao ícone. Infelizmente, não encontrei o nome das notáveis cantoras da faixa 8. Ah, e Faixas 1, 5 e 6 são World Première Recordings.

Jean Sibelius (1865-1957): Seriously

1. In Memoriam, funeral march for orchestra, Op. 59 Versão de 1909
Two Serious Melodies For Cello And Orchestra, Op.77
2. Earnest melodies (2), for cello & orchestra, Op. 77: No. 1. Cantique (Laetare anima mea). Moderato assai
3. Earnest melodies (2), for cello & orchestra, Op. 77: No. 2. Devotion (Ab imo pectore). Tempo molto moderato
4. Presto, for string quartet (or string orchestra) in D major
5. Lemminkäinen in Tuonela, tone poem for orchestra (Lemminkäinen Suite No. 2), Op. 22/2
6. Humoresques (2) for violin & orchestra, Op. 87b: No. 1
Three Pieces For Orchestra, Op.96
7. Pieces (3) for orchestra, Op. 96: a. Valse lyrique. Poco moderato
8. Pieces (3) for orchestra, Op. 96: b. Autrefois. Allegretto
9. Pieces (3) for orchestra, Op. 96: c. Valse chevaleresque. Comodo
10. In Memoriam, funeral march for orchestra, Op. 59, versão de 1910

Marko Ylönen, violoncelo
Jaakko Kuusisto, violino
Lahti Symphony Orchestra
Osmo Vänskä

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Osmo Vänskä, bom trabalho, garoto.

Osmo Vänskä, bom trabalho, garoto.

PQP

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Richard Wagner: Siegfried’s Funeral March / Prelúdio de Tristão e Isolda / Sergei Prokofiev: Trechos de Romeu e Julieta

Por favor, não olhe para a capa ao lado. Sua feiura é a antítese de Mravinsky! Mas também a qualidade do som é a antítese do finíssimo maestro da lendária orquestra de Leningrado. O CD vale (e muito) pela concepção dadas as obras. Mravinsky (1903-1988) foi um sábio. Sob comando de Mravinsky, a Orquestra Filarmônica de Leningrado ganhou justa reputação internacional, particularmente interpretando a música russa. Ele foi o campeão indiscutível de Tchaikovsky e Shostakovich. Tudo com sotaque russo. Durante a Segunda Guerra Mundial, Mravinsky e a orquestra foram evacuados para a Sibéria. Tudo para manter a orquestra. Entre as interpretações lendárias de Mravinsky estão seis sinfonias de Dmitri Shostakovich: a Sinfonia n.º 5, Sinfonia n.º 6, Sinfonia n.º 8, Sinfonia n.º 9, Sinfonia n.º 10 e Sinfonia n.º 12. Tais sinfonias foram estreadas por ele, OK? Mravinsky fez gravações de estúdio entre o período de 1938 a 1961. Suas gravações após 1961 foram feitas em concertos ao vivo. A sua última gravação aconteceu em abril de 1984, interpretando a Sinfonia n.º 12 de Dmitri Shostakovich. Na 13ª de Shosta há uma história muito feia e quem saiu com a imagem maculada foi o estado russo e Mravinsky. Já Shosta, Kondrashin e Yevtushenko saíram como heróis. Mas hoje é dia de celebrar o velho Mrav.

Richard Wagner (1813 -1883) – Siegfried’s Funeral March, from Götterdämmerung
01. Siegfried’s Funeral Mach, from Götterdämmerung

Prélude § Liebestod, fromm Tristan § Isolde
02. Prélude § Liebestod, fromm Tristan § Isolde

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Romeo § juliet Suite n°2(Montagues § Capulets)
03. Romeo §juliet Suite n°2(Montagues§Capulets)

(The Young Juliet)
04. (The Young Juliet)

(Friar Laurence)
05. (Friar Laurence)

(Romeo § Juliet before parting)
06. (Romeo§Juliet before parting)

(Dance of the Girls)
07. (Dance of the Girls)

(Romeo at Juliet’s Grave)
08. (Romeo at Juliet’s Grave)

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky

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A história d Mravinsky mereceria um(ns) capítulo(s) à parte, não?

A história de Mravinsky mereceria um(ns) capítulo(s) à parte, não?

PQP

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 3

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Dentre o mar de regentes, uso poucos como tábuas certas de salvação: Fricsay, Kleiber, Wand, Celibidache, Abbado, Bernstein, Temirkanov, Gardiner, Rattle. Neste século, Dudamel e Nelsons. Mas, de todos eles, o cara no qual confio mesmo é Bernard Haitink. Chegando aos 88 anos, o ex-violinista tem tantas gravações de grande qualidade como regente que dá para preencher paredes de CDs. Seus anos de Concertgebouw, Londres e Boston foram brilhantes. Vi-o recentemente em ação, à frente da Chamber Orchestra of Europe, com Alina Ibragimova. Está com tudo em cima, regendo como nunca. Aqui temos um registro recente de um concerto realizado em Munique em junho de 2016. Haitink, ao vivo, faz uma 3ª de Mahler bem diferente de suas gravações do século XX. A sinfonia está mais delicada e próxima do texto-programa do compositor. Ou seja, Haitink não estava confortável no cânone de grandiosidade normalmente utilizado. Mesmo no Olimpo, ainda se incomoda. E é notável como tudo ganhou uma vida diferente. As bandas militares da infância de Mahler ficaram mais lúdicas. A poesia é poesia — Haitink respeitou minuciosamente o modo rarefeito com que a orquestra é tratada e sublinha este fato com clareza. Enfim, não dá para deixar passar. Trata-se de algo que deve ser ouvido.

Haitink em 1984

Haitink em 1984

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 3

01. Symphony No. 3 in D Minor_ I. Kräftig. Entschieden
02. Symphony No. 3 in D Minor_ II. Tempo di menuetto. Sehr mäßig
03. Symphony No. 3 in D Minor_ III. Comodo. Scherzando
04. Symphony No. 3 in D Minor_ IV. Sehr langsam. Misterioso
05. Symphony No. 3 in D Minor_ V. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck
06. Symphony No. 3 in D Minor_ VI. Langsam. Ruhevoll. Empfunden

BERNARD HAITINK
Conductor
GERHILD ROMBERGER
Mezzosoprano
AUGSBURGER DOMSINGKNABEN
Director: Reinhard Kammler
FRAUENCHOR DES BAYERISCHEN RUNDFUNKS
Director: Yuval Weinberg
SYMPHONIEORCHESTER DES BAYERISCHEN RUNDFUNKS

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Haitink em janeiro de 2017 | Foto: PQP Bach

Haitink em janeiro de 2017 | Foto: PQP Bach

PQP

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J.S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 9, 94 & 187

Este é um CD com belas interpretações de Cantatas menores de J. S. Bach. Kuijken e sua turma — onde está a notável e bela mezzo-soprano Magdalena Kožená — Lady Simon Rattle desde 2008 — saem-se conforme o esperado, mas, pô, podiam ter colocado ao menos uma cantatinha de primeira linha, né? Ao menos esta é a opinião de PQP Bach, a qual vale pouco. Eu baixaria o CD. Sua sonoridade é majestosa e deixa a gente feliz só pelos timbres e competência dos envolvidos. Sigiswald Kuijken é um mestre absoluto.

J.S. Bach (1685-1750): Bach: Cantatas BWV 9, 94 & 187

(1-7) Kantate / Cantata Bwv 9: Es Ist Das Heil Uns Kommen Her
(8-15) Kantate / Cantata Bwv 94: Was Frag Ich Nach Der Welt
(16-22) Kantate / Cantata Bwv 187: Es Wartet Alles Auf Dich

Midori Suzuki (soprano)
Magdalena Kožená (mezzo-soprano)
Knut Schoch (tenor)
Jan Van der Crabben (baritone)
La Petite Bande
Sigiswald Kuijken

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Kozena

Não é só imagem, Magdalena Kožená canta demais

PQP

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Drama Litúrgico do Século XII: Le Jeu Des Pèlerins D’Emmaüs

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Depois da complexa polifonia de Palestrina e dos maravilhosos madrigais de Monteverdi, voltamos novamente nossos olhos (ou ouvidos) para a música antiga, neste caso antiquíssima. Le Jeu Des Pèlerins D’Emmaüs é um exemplo típico de drama litúrgico da Alta Idade Média. Dentro da espetacular sonoridade obtida pelo Ensemble Organum este CD impressiona tanto por sua qualidade musical como por sua riqueza dramática e espiritual. A peça nos traz de volta à mente este período muito pouco conhecido quando o homem medieval queria ver, ouvir e tocar as realidades místicas. E era melhor ficar com elas porque senão o pau comia solto. Este lindíssimo trabalho foi lançado pela primeira vez em 1990. Raridade. Aproveitem.

Le Jeu Des Pèlerins D’Emmaüs

Procession D’Entrée Des Vêpres De Pâques
Kyrie 4:55
Procession Aux Fonts Baptismaux
Psaume: Laudate Pueri 2:55
Repons: Haec Dies 4:36
Hymne: Jesu Nostra Redemptio 2:30
Officium Peregrinorum
Dialogue Des Deux Pèlerins 9:06
Antienne: Ego Sum Alpha Et Omega 1:51
Antienne: Sedit Angelus 4:03
Dialogue De L’Ange Avec Marie-Madeleine 2:08
Prose: Victimae Paschali Laudes 1:52
Alleluia: Surrexit Dominus 4:34
Apparition Du Christ À Thomas 3:23
Antienne: Ego Sum Alpha Et Omega 2:01
Retour Au Choeur
Psaume: In Exitu Israel 5:10
Oraison. Antienne: Lux Perpetua 1:44
Benedicamus Domino 2:30
Antienne De Procession: Christus Ressurgens 5:04

Ensemble Organum
Marcel Pérès

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Arcabas-Emmaus

PQP

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Luigi Nono (1924–1990): Un volto, e del mare / Non consumiamo Marx

É notável como Luigi Nono envelheceu rapidamente. Antes, gostava de todas as suas obras, mas hoje muitas delas me parecem para lá de datadas. Não sei o que vocês dirão, porém, para mim, sua música tornou-se ruim e chata. O disco que posto em mp3 tem como origem um LP que nunca foi editado em CD. Ouça a raridade e depois briguem comigo à vontade. A possível simpatia ideológica não bastou para que eu gostasse da coisa.

Nono
Luigi Nono – 1969 – Un volto, e del mare & non consumiamo marx – para voz e gravação eletrônica

Lado A — Un Volto, Del Mare 16:46
Lyrics By – Cesare Pavese
Voice – Kadigia Bove, Liliana Poli

Lado B — Non Consumiamo Marx 17:36
Voice – Edmonda Aldini

Both tracks for voice and magnetic tape.
Lyrics for track A from the Cesare Pavese poem “Il Mattino”.
Lyrics for track B from writings on Paris walls (May 1968), documents on fights against Biennale di Venezia (June 1968) and found voices recorded live during street demonstrations.

Composed By – Luigi Nono
Technician [Magnetic Tapes] – Marino Zuccheri

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Luigi Nono e sua orquestra de botões

Luigi Nono e sua orquestra de botões

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Sonatas Completas para Violino e Cravo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Excelente este registro realizado por dois pioneiros da interpretação de barrocos por instrumentos originais. O som delicado dos instrumentos é bastante amplificado por um engenheiro indignado e sem noção, que desejava ouvir tudo bem alto. Mas não é nada que seja suficiente para destruir a bela concepção destas obras pelos dois monstros Kuijken e Leonhardt. Destaco a Sonata BWV 1016 para que nossos leitores-ouvintes se apaixonem de vez por esta coleção de obras. Uma gravação legendária que vale a pena conhecer.

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas Completas para Violino e Cravo

Sonata h-Moll BWV 1014
01. I. Adagio
02. II. Allegro
03. III. Andante
04. IV. Allegro

Sonata E-Dur BWV 1016
05. I. Adagio
06. II. Allegro
07. III. Adagio ma non tanto
08. IV. Allegro

Sonata G-Dur BWV 1019
09. I. Allegro
10. II. Largo
11. III. Allegro
12. IV. Adagio
13. V. Allegro

Sonata f-Moll BWV 1018
01. I. Largo
02. II. Allegro
03. III. Adagio
04. IV. Vivace

Sonata A-Dur BWV 1015
05. I. (Andante)
06. II. Allegro assai
07. III. Andante un poco
08. IV. Presto

Sonata c-Moll BWV 1017
09. I. Siciliano_ Largo
10. II. Allegro
11. III. Adagio 12.
IV. Allegro

Sigiswald Kuijken, violino
Gustav Leonhardt, cravo

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O ronco de Kuijken

O ronco de Kuijken

PQP

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9

Tenho imensa relação afetiva com esta sinfonia de Bruckner. Quando meus filhos eram pequenos, eles enlouqueciam com o Scherzo da mesma, pulando pela sala ao ritmo frenético de um dos temas. Este ano, vi Andris Nelsons reger esta obra em Londres. E ele, tão contido e competente, pulava naquele trecho como minhas crianças. A versão de Mravinsky e de sua extraordinária orquestra — atual Orquestra Filarmônica de São Petersburgo, sob a direção de Yuri Temirkanov — é muito boa, mas perde para Nelsons, que conhece muito mais música alemã do que o russo. Deixemos Mravinsky para os russos e eslavos em geral. Este Bruckner tem certo sabor de Tchaikovsky… Mas não pensem que é uma versão a ser descartada. É que Wand, Celibidache e outros fizeram melhor.

A gravação é gloriosa, isto é, ao vivo.

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 9 em Ré menor
01. 1. Feierlich, misterioso
02. 2. Scherzo. Bewegt, lebhaft – Trio. Schnell
03. 3. Adagio – Langsam, feierlich

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

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Mravinsky: melhor com os russos

Mravinsky: melhor nos russos

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Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigali Guerrieri Et Amorosi – Libro Ottavo

Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 9 de maio de 1567 — Veneza, 29 de novembro de 1643) foi um compositor, maestro, cantor e gambista italiano. Desenvolveu sua carreira trabalhando como músico da corte do duque Vincenzo I Gonzaga em Mântua, e depois assumindo a direção musical da Basílica de São Marcos em Veneza, destacando-se como compositor de madrigais e óperas. Foi um dos responsáveis pela passagem da tradição polifônica do Renascimento — ver postagem anterior, de Palestrina — para um estilo mais livre, dramático e dissonante, baseado na monodia e nas convenções do baixo contínuo e da harmonia vertical, que se tornaram as características centrais da música dos períodos seguintes, o Maneirismo e o Barroco. Monteverdi é considerado o último grande madrigalista, certamente o maior compositor italiano de sua geração, um dos grandes operistas de todos os tempos e uma das personalidades mais influentes de toda a história da música do ocidente. Sua elevada estatura musical deriva de ter empregado recursos existentes com uma força e eficiência sem paralelos em sua geração, e integrado diferentes práticas e estilos em uma obra pessoal rica, variada e muito expressiva, que continua a ter um apelo direto para o mundo contemporâneo ainda que ele não seja exatamente um compositor popular nos dias de hoje.

Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigali Guerrieri Et Amorosi – Libro Ottavo

I. Altri Canti D’Amor (Canto Guerriero)
Sinfonia 0:30
Altri Canti D’Amor 4:42
Tu Cui Tessuta Han Die Cesare Alloro 2:18
Che Mentre Guerre Canta E Guerre Sona 1:51
II. Gira Il Nemico (Canto Guerriero)
Gira Il Nemico 1:08
Noi Lasciamo Accostar 0:32
Armi False Non Son 0:52
Vuol Degl’occhi 1:08
Non È Più Tempo 0:43
Cor Mio Non Val Fugir 1:41
III. Ballo: Volgendo Il Ciel Movete Al Mio Bel Suon (Canto Guerriero)
Introduzione Al Ballo: Volgendo Il Ciel 5:56
Ballo: Movete Al Mio Bel Suon 1:59
Ciaccona 1:45
Seconda Parte Del Ballo: Ei L’Armi Cinse E Su Destrier Alato 2:01
IV. Sinfonia A Cinque 2:54
V. Altri Canti Di Marte (Canto Amoroso)
Altri Canti Di Marte 4:02
Due Belli Occhi 4:11
VI. Lamento Della Ninfa (Canto Amoroso)
Non Havea Febo Ancora 1:46
Lamento Della Ninfa 4:21
Si Tra Sdegnosi Pianti 0:51
VII. Sinfonia A Sei (after Cantate Domino) 1:48
VIII. Hor Che’l Ciel E La Terra (Canto Guerriero)
Hor Che’l Ciel, E La Terra 4:39
Così Sol D’una Chiara Fonte Viva 4:23

La Capella Reial De Catalunya
Jordi Savall

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Nunca esqueçam que fui eu quem inventou a ópera!

Nunca esqueçam que fui eu quem inventou a ópera!

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Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594) : Stabat Mater, Litaniae De Beata Virgine Maria, Veni Sponsa Christi (Antiphona, Mottetto E Missa), Magnificat

R-6166572-1412718506-6259.jpegNão houve compositor anterior a Bach tão prestigiado como Palestrina, nem outro cuja técnica de composição tivesse sido estruturada com maior minúcia. Palestrina foi denominado o “O Príncipe da Música”, e suas obras foram classificadas como a “perfeição absoluta” do estilo eclesiástico. Reconheceu-se que Palestrina captou, melhor que nenhum outro compositor, a essência do aspecto sóbrio e conservador da Contra-Reforma numa polifonia de extrema pureza, apartada de qualquer sugestão profana. O estilo de Palestrina pode-se verificar, com clareza nas suas Missas: a sua índole objetiva, friamente impessoal, resulta extremamente apropriada aos textos formais e rituais. Desde logo a base do seu estilo é o contraponto imitativo franco-flamengo; as partes vocais fluem num ritmo continuo, com um motivo melódico novo para cada frase do texto. Palestrina sempre foi plenamente consciente das suas capacidades, nunca foi forçado a aceitar encomendas desagradáveis para sobreviver. Pelo contrário, soube fazer-se recompensar generosamente por todos os seus protetores, de modo que o Vaticano se viu constrangido a aumentar continuamente o seu salário anual, para mantê-lo em Roma, por causa de tantas propostas que recebia. Foi um homem de fortes impulsos e surpreendentes escolhas, tais como um segundo casamento, celebrado após receber ordenações religiosas menores. Compositor prolífico, publicou muito em vida.

Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594) : Stabat Mater, Litaniae De Beata Virgine Maria, Veni Sponsa Christi (Antiphona, Mottetto E Missa), Magnificat

1 Stabat Mater 12:49

2 Litaniae De Beata Virgine Maria 15:42

3 Antiphona “Veni Sponsa Christi” 0:29
4 Mottetto “Veni Sponsa Christi” 3:08

Missa “Veni Sponsa Christi” (23:58)
5 Kyrie 3:28
6 Gloria 3:53
7Credo 5:54
8 Sanctus 3:20
9Benedictus 2:40
10 Agnus Dei I 2:08
11Agnus Dei II 2:35

12 Magnificat VI Toni 12:25

Choir Of King’s College
Choir Of St. John’s College
David Willcocks
George Guest

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Giovanni Pierluigi da Palestrina: eu não sou apenas nome de escola, existi mesmo

Giovanni Pierluigi da Palestrina: eu não sou apenas nome de escola, existi mesmo

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