The Dmitri Shostakovich Edition (CDs 10, 11 e 12 de 27)

SÉRIE IM-PER-DÍ-VEL!!!

Toda a série está aqui, ó.

CD 10

A Sinfonia Nº 14 – espécie de ciclo de canções – foi dedicada a Britten, que estreou-a em 1970 na Inglaterra. É a menos casual das dedicatórias. Seu formato e sonoridade é semelhante à Serenata para Tenor, Trompa e Cordas, Op. 31, e à Les Illuminations para tenor e orquestra de cordas, Op. 18, ambas do compositor inglês. Os dois eram amigos pessoais; conheceram-se em Londres em 1960, e Britten, depois disto, fez várias visitas à URSS. Se o formato musical vem de Britten, o espírito da música é inteiramente de Shostakovich, que se utiliza de poemas de Lorca, Brentano, Apollinaire, Küchelbecker e Rilke, sempre sobre o mesmo assunto: a morte.

O ciclo, escrito para soprano, baixo, percussão e cordas, não deixa a margem à consolação, é música de tristeza sem esperança. Cada canção tem personalidade própria, indo do sombrio e elegíaco em A la Santé, An Delvig e A Morte do Poeta, ao macabro na sensacional Malagueña, ao amargo em Les Attentives, ao grotesco em Réponse des Cosaques Zaporogues e à evocação dramática de Loreley. Não há música mais direta e que trabalhe tanto para a poesia, chegando, por vezes, a casar-se com ela sílaba por sílaba para tornar-se mais expressiva. Há uma versão da sinfonia no idioma original de cada poema, mas sempre a ouvi em russo. Então, já que não entendo esta língua, tenho que ouvi-la ao mesmo tempo em que leio uma tradução dos poemas. Posso dizer que a sinfonia torna-se apenas triste se estiver desacompanhada da compreensão dos poemas – pecado que cometi por anos! Ela perde sentido se não temos consciência de seu conteúdo autenticamente fúnebre. Além do mais, os poemas são notáveis.

Possui indiscutíveis seus méritos musicais mas o que importa é sua extrema sinceridade. Me entusiasmam especialmente a Malagueña, feita sobre poema de Lorca e a estranha Conclusão (Schluss-Stück) de Rilke, que é brevíssima, sardônica e – puxa vida – muito, mas muito final.

Symphony No. 14, for Soprano, Bass, Strings & Percussion, Op. 135
1. De profundis (Bass; Carcia Lorca) 4:23
2. Malaguena (Soprano; Carcia Lorca) 2:50
3. Lorelei (Soprano & bass; Apollinaire) 8:00
4. The Suicide (Soprano; Apollinaire) 6:13
5. On Watch (Soprano; Apollinaire) 2:59
6. Madam, look! (Sorprano & bass; Apollinaire) 1:32
7. In Prison, at the Sante Jail (Bass, Apollinaire) 8:20
8. The Zaporozhian Cossack’s answer to the Sultan of Constantinople (Bass; Apollinaire) 2:07
9. O Delvig, Delvig (Bass; Küchelbecker) 3:44
10. The Death of the Poet (Soprano: Rilke) 4:23
11. Conclusion (Soprano & bass; Rilke) 1:04

Alla Simoni, soprano
Vladimir Vaneev, bass
WDR Sinfonieorchester
Rudolf Barshai

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CD 11

A Sinfonia Nº 15 está entre as maiores do mestre russo e possui grande alegria e desespero sob sua aparente tranqüilidade. É uma obra consistente, com movimentos melodiosos apoiando-se harmonicamente um no outro. Não há nada sobrando nem faltando. O primeiro movimento é felicíssimo e aparentado com a Sinfonia Nº 9 e com o primeiro movimento do Concerto Nº 2 para piano e orquestra. Ele evoca os brinquedos infantis e possui em seu cerne um dos temas da Guilherme Tell, de Rossini.

O Adagio é belo e triste com longos solos de violoncelo e também do trombone e da tuba; há a inserção do Tema do Destino (ou da Morte) que Wagner escreveu para seu Nibelungo. O Alegretto, em tom de deboche, é levado pelo clarinete.

O movimento final é o mais longo de todos: há evocações ao compositor — o motivo DSCH reaparece acompanhado pelo Tema do Destino em clara alusão às doenças e à morte próxima de Shostakovich –, mas a sinfonia é finalizada serenamente após várias intervenções de cantabiles violinos. O final, quase todo a cargo da percussão, é delicado. Um verdadeiro achado. Um despedida sem desespero, um aceno algo irônico, de um grande mestre.

Mas o que queria mesmo dizer é que esta sinfonia exerce um efeito magnético (palavras de Lauro Machado Coelho) sobre os ouvintes. É impossível não ceder a ela, ouvindo e reouvindo. Tenho vários amigos que concordam: há algo nela que nos instiga, anima, estimula, incita, algo que espicaça nossa curiosidade. O que será?

Symphony No. 15 in A major Op. 141
1. Allegretto 8:19
2. Adagio-largo-adagio-allegretto 11:43
3. Allegretto 3:53
4. Adagio-allegretto-adagio-allegretto 13:58

WDR Sinfonieorchester
Rudolf Barshai

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CD 12

Achei fantástico que os russos tenham colocado nesta coleção dois CDs completos com as transcrições de 4 quartetos para orquestra sinfônica. Há anos me divirto com eles. São bons pra caraglio. Ouçam aí!

Chamber Symphony Op. 73a (Arrangement of String Quartet No.3)
1. Allegretto 2:20
2. Moderato con moto 5:26
3. Allegro non troppo 4:41
4. Adagio 5:14
5. Moderato 10:48

Chamber Symphony Op.83a (Arrangement of String Quartet Op.4)
6. Allegro 4:16
7. Andantino 7:04
8. Allegretto 5:09
9. Allegretto 9:54

Orchestra Sinfonica di Milano Giuseppe Verdi
Rudolf Barshai, conductor

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Shostakovich assistindo a um jogo de seu time de futebol, o Zenit, onde hoje joga o Hulk...

Shostakovich assistindo a um jogo de seu time de futebol, o Zenit, onde hoje joga o Hulk…

PQP

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The fam’d Italian Masters: Música Barroca Italiana para 2 Trompetes

Um bom CD sobre a (boa) fama dos mestres italianos do barroco. O grupo The Parley of Instruments — incluindo Alison Balsom e Crispian Steele-Perkins nos trompetes — é um especialista na área e dá um verdadeiro espetáculo na sua caminhada de Lazzari e Cazzati até Alessandro Scarlatti e Vivaldi. Apesar de ser um grupo inglês, o espírito da bota está mantido com toda sua alegria e timbres. Não vai mudar a vida de ninguém, mas é um disco agradabilíssimo para se ouvir bem alto porque os trompetes, sabe-se, costumam ser ensurdecedores. E futebol é bola na rede.

The fam’d Italian Masters: Música Barroca Italiana para 2 Trompetes

Sonata a 6 in D major[5’43] Ferdinando Lazzari (1678-1754)
1 Presto e spicco[1’58]
2 Grave[0’35]
3 Canzona[0’59]
4 Grave[0’31]
5 Presto[1’40]

6 Sonata a 4 in G minor ‘La sampiera'[3’36] Maurizio Cazzati (1620-1677)

Sonata a 5 in D major Op 3 No 10[5’29] Andrea Grossi (fl1680-1690)
7 Vivace[1’11]
8 Adagio[2’06]
9 Grave[0’59]
10 Presto[1’13]

Sonata a 5 in D major[4’08] Giuseppe Maria Jacchini (c1663-1727)
11 Grave – Allegro[1’08]
12 Grave[0’38]
13 Allegro[1’06]
14 Grave – Allegro[1’16]

15 Sonata in A minor ‘La sassatelli’ Op 5 No 10[3’06] Giovanni Vitali (1632-1692)

Sonata a 5 in C major[10’19] Alessandro Melani (1639-1703)
16 Adagio – Allegro[2’01]
17 Allegro[3’14]
18 Canzona – Grave[2’42]
19 Vivace[2’22]

20 Sonata in E minor Op 10 No 17[5’15] Giovanni Legrenzi (1626-1690)

Il barcheggio [6’01] Alessandro Stradella (1639-1682)
21 Sinfonia in D major Movement 1: [Allegro][0’56]
22 Sinfonia in D major Movement 2: Andante[2’13]
23 Sinfonia in D major Movement 3: Allegro ma non troppo[1’16]
24 Sinfonia in D major Movement 4: Allegro[1’36]

Sonata a 5 in D major G7[5’23] Giuseppe Torelli (1658-1709)
25 Grave – Allegro[1’02]
26 Adagio[1’26]
27 Allegro[1’11]
28 Grave – Allegro[1’44]

Sonata a 4 No 1 in F minor[5’46] Alessandro Scarlatti (1660-1725)
29 Grave[0’51]
30 Allegro[1’38]
31 Larghetto[2’09]
32 Allemanda[1’08]

Concerto in C major RV537[6’41] Antonio Vivaldi (1678-1741)
33 Vivace[2’52]
34 Largo[0’33]
35 Allegro[3’16]

The Parley of Instruments
Crispian Steele-Perkins: trumpet
Alison Balsom: trumpet
Judy Tarling: violin
Theresa Caudle: violin
Tassilo Erhardt: viola
Mark Caudle: cello
Peter Holman: organ

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Béla Bartók (1881-1945): Os 6 Quartetos de Cordas

Digamos que eu seja conhecido aqui no blog por algumas declarações bombásticas. Pois, desta vez, não creio que vá ser muito discutida a afirmativa de que os Quartetos de Béla Bártok sejam a mais importante obra do século XX, até porque esta frase é meio consenso, meio convenção. Ora próximo ao Stravinsky da “fase russa”, ora próximo ao Beethoven dos últimos quartetos de Beethoven, Bartók casualmente distribuiu a composição dos mesmos de forma a traduzir as etapas de sua evolução artística — 1908, 1917, 1927, 1928, 1934 e 1939. O calhamaço História da Música Ocidental, de Jean e Brigitte Massin (1255 páginas), propõe que se ouça os último quartetos de Beethoven, emendando-os imediatamente com os de Bartók. A mesma força, a mesma nobreza, o mesmo espírito no tratamento das massas sonoras. Não que Bartók tenha imitado o mestre — ao contrário, Bartók não apenas tinha voz própria como bebeu nas mais diversas fontes: música folclórica, Debussy, Brahms, russos, Bach, etc.

Curiosa mistura de profunda erudição e absoluto “visceralismo”, os quartetos me chamaram a atenção durante a adolescência, por serem citados por todos os grandes escritores que gostavam de música: Erico Verissimo fala no Nº 3 e vários romancistas do pós-guerra citam o Nº 5 como uma obra inigualável, produzida pelo ódio ao nazismo que o fez exilar-se em 1940 nos EUA, já minado pela leucemia.

A interpretação desta integral pelo Tokyo String Quartet é muito boa, mas inferior a esta aqui.

Não há como falar dos quartetos de Bartók de forma não apaixonada. É a maior música de nossa época e este é talvez o segundo ou terceiro CD que posto e que estão naquela categoria dos “dez mais” de minha discoteca/cedeteca.

Béla Bartók (1881-1945): Os 6 Quartetos de Cordas

CD1

1. String Quartet No.1, Sz. 40 (Op.7) – 1. Lento
2. String Quartet No.1, Sz. 40 (Op.7) – 2. Allegretto
3. String Quartet No.1, Sz. 40 (Op.7) – 3. Introduzione. Allegro – Allegro vivace

4. String Quartet No.3, Sz. 85 – 1. Prima parte (Moderato)
5. String Quartet No.3, Sz. 85 – 2. Seconda parte (Allegro)
6. String Quartet No.3, Sz. 85 – 3. Ricapitolazione della prima parte (Moderato)

BAIXE O CD1 AQUI – DOWNLOAD CD1 HERE

CD2

1. String Quartet No.4, Sz. 91 – 1. Allegro
2. String Quartet No.4, Sz. 91 – 2. Prestissimo, con sordino
3. String Quartet No.4, Sz. 91 – 3. Non troppo lento
4. String Quartet No.4, Sz. 91 – 4. Allegretto pizzicato
5. String Quartet No.4, Sz. 91 – 5. Allegro molto

6. String Quartet No.5, Sz. 102 – 1. Allegro
7. String Quartet No.5, Sz. 102 – 2. Adagio molto
8. String Quartet No.5, Sz. 102 – 3. Scherzo
9. String Quartet No.5, Sz. 102 – 4. Andante
10. String Quartet No.5, Sz. 102 – 5. Finale

BAIXE O CD2 AQUI – DOWNLOAD CD2 HERE

CD3

1. String Quartet No.2, Sz. 67 (Op.17) – 1. Moderato
2. String Quartet No.2, Sz. 67 (Op.17) – 2. Allegro molto capriccioso
3. String Quartet No.2, Sz. 67 (Op.17) – 3. Lento

4. String Quartet No.6, Sz. 114 – 1. Mesto – Vivace
5. String Quartet No.6, Sz. 114 – 2. Mesto – Marcia
6. String Quartet No.6, Sz. 114 – 3. Mesto – Burletta (Moderato)
7. String Quartet No.6, Sz. 114 – 4. Mesto

BAIXE O CD3 AQUI – DOWNLOAD CD3 HERE

Tokyo String Quartet:
Kikuei Ikeda (Violin)
Koichiro Harada (Violin)
Kazuhide Isomura (Viola)
Sadao Harada (Cello)

Bartók brinca com um hurdy gurdy.

Bartók brinca com um hurdy gurdy.

PQP

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Johannes Brahms (1833-1897): Quinteto para Piano Op.34

Não chego a ser um apaixonado pelo Quinteto para Piano em fá maior, Op. 34, dedicado a Sua Alteza Real, a princesa Anne de Hesse-Darmstadt. Como quinteto para piano, está escrito para piano e quarteto de cordas (dois violinos, viola e violoncelo). Desde minha juventude, acho que há algo problemático em seu desbragado romantismo, não obstante o convincente melodismo do mesmo. A mim, parece Schumann. Este Quinteto conheceu várias formas e feitios até chegar à versão definitiva em 1865. Começou, entre 1861 e 1862, por ser um quinteto de cordas (que teve uma recepção fria), passou depois para uma obra para dois pianos (com uma estreia desastrosa), e só a partir do verão de 1864 é que o compositor pegou de novo na partitura e a transformou numa obra para piano e quarteto de cordas. Houve uma primeira audição privada com a presença da a princesa Anna de Hesse (1843-1865) e a estreia pública, com sucesso, teve lugar no dia 22 de Julho de 1866.

Johannes Brahms (1833-1897): Quinteto para Piano Op.34

1. Allegro Non Troppo
2. Andante, Un Poco Adagio
3. Scherzo (Allegro)
4. Finale (Poco Sostenuto – Allegro Non Troppo)

Maurizio Pollini
Quartetto Italiano

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Brahms, apenas se equilibrando no Op. 34

Brahms, apenas se equilibrando no Op. 34

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J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Bach não especificou a instrumentação de sua última obra; desta forma, não chega a ser um abuso tocá-la com o quarteto de cordas que seria inventado anos depois por Haydn, nem interpretá-la ao cravo, ao órgão, com metais ou orquestra. É uma obra de estudo, complexa, pouco sedutora e para muitos inacessível.

Aqui temos o Loeki Stardust Quartet interpretando A Arte da Fuga com uma variedade de flautas doces que vão desde a sopranino até as mais graves. É curioso e bonito. A gravação é excelente. Os microfones estão tão próximos que podemos ouvir o som da saliva e do ar no bocal de alguns instrumentos, principalmente os graves.

Bach: A Arte da Fuga

01. Contrapunctus 1 3:14
02. Contrapunctus 3 3:04
03. Contrapunctus 2 3:01
04. Contrapunctus 4 5:07
05. Canon Alla Duodecima in Contrapunto Alla Quinta 4:16
06. Contrapunctus 5 3:36
07. Contrapunctus 6 A 4 in Stylo Francese 3:22
08. Contrapunctus 7 a 4 Per Augment Et Diminut 4:50
09. Contrapunctus 8 A 3 6:33
10. Contrapunctus 9 A 4 Alla Duodecima 2:26
11. Contrapunctus A 3 c 2:18
12. Contrapunctus Inversus A 3 c 2:20
13. Contrapunctus 10 a 4 Alla Decima 4:22
14. Contrapunctus Inversus 12 A 4 2:30
15. Contrapunctus Inversus 12 a 4 2:10
16. Contrapunctus 11 a 4 6:53
17. Canon Alla Ottava 4:11
18. Fuga A 3 Soggetti 8:46

Amsterdam Loeki Stardust Quartet

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Não precisa de legenda.

Não precisa de legenda.

PQP

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Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concerto No.3 / Symphony No.5

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um ESPLÊNDIDO CD da dupla Gergiev-Matsuev. O regente e o pianista têm grande intimidade musical e demonstram isso no extraordinário Concerto Nº 3 de Prokofiev. Já a Sinfonia Nº 5 é levada com categoria por Gergiev e a Mariinsky Orchestra, da bela São Petersburgo. Se você não conhece essas obras, está mais do que na hora de preencher esta lacuna em sua vida. É curioso notar a evolução do compositor entre o concerto de 1917 e a sinfonia de 1944. O mundo girou e, mesmo que as duas obras sejam absolutamente brilhantes, Prokofiev mudou muito entre uma obra e outra. Ouçam e confiram!

Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concerto No.3 / Symphony No.5

Piano Concerto No. 3 in C major, Op. 26
1 1. Andante – Allegro 9:04
2 2. Tema con variazioni 8:48
3 3. Allegro, ma non troppo 8:57

Symphony No. 5 in B flat major, Op. 100
4 1. Andante 12:55
5 2. Allegro marcato 8:32
6 3. Adagio 13:06
7 4. Allegro giocoso 9:11

Denis Matsuev, piano
Mariinsky (Kirov) Theater Orchestra
Valery Gergiev

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O Castelo de São Petersburgo: essa incrível cidade merece a grande orquestra que tem.

O Castelo de São Petersburgo: essa incrível cidade merece a grande orquestra que tem.

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G. P. Telemann (1681-1767): Perpetuum Mobile, Cantatas & Música de Câmara

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Excelente CD com a música de Telemann. Um disco com uma estrutura que não chega a surpreender na sua alternância entre Cantatas, Quartetos e Aberturas, mas sim pela qualidade musical e pelo grupo de solistas e orquestra. Dorothee Mields é realmente uma espantosa cantora, um soprano que transpira musicalidade. Recomendo incondicionalmente o disco para quem quiser saber do multi-facetado artista que foi Telemann. E, pasmem, essas são obras gravadas que aparecem pela primeira vez em disco. A Cantata TWV 1:795 é uma joia muito especial.

Hier ist mein Herz, geliebter Jesu, sacred cantata for 2-part chorus, strings & continuo, TWV 1:795
1 Hier ist mein Herz, geliebter Jesu 4:26
2 Ich war ein Sklavenkind 0:29
3 Wollten doch die Augen brechen 2:37
4 Indessen leg ich mich vor deine Füße 0:28
5 Du willst ein Opfer haben 1:17
6 So nimm mein Opfer hin 0:48
7 Ach mein Gott 2:47

Quartet for flute, violin, viola & continuo in G minor, TWV 43:g4
8 Allegro 2:09
9 Adagio 1:52
10 Allegro 4:29

Weiche Lust und Fröhlichkeit, sacred cantata for 2 solo voices, unison violins, solo viola & continuo, TWV 1:1536
11 Weiche, Lust und Fröhlichkeit 3:36
12 Bedenk, o Mensch! 0:34
13 Um uns Verfluchte zu erlösen 3:24
14 Bedenk hiernächt sein treues Lieben 1:12
15 Herz und Seele sind erfreut 4:04

Quartet for flute, oboe, violin & continuo in A minor, TWV 43:a3
16 Adagio 2:44
17 Allegro 1:30
18 Adagio 1:28
19 Vivace 4:04

Ach Herr, strafe mich nicht (Psalm 6; II), psalm setting for voice, oboe, bassoon, strings & continuo, TWV 7:2
20 Ach Herr, strafe mich nicht 2:54
21 Herr, sei mir gnädig 1:24
22 Wende dich, Herr 1:23
23 Denn im Tode gedenkt man 0:34
24 Ich bin so müde vom Seufzen 4:17
25 Weichet von mir, ihr Übeltäter 1:07
26 Es müssen alle meine Feinde 1:10

Overture: Perpetuum mobile, suite for strings & continuo in D major, TWV 55:D12
27 Ouverture 6:05
28 Perpetuum mobile 1:33
29 Sarabande 2:05
30 Bourée 1:03
31 Menuet I und II 3:46
32 Tourbilon 1:33
33 Gigue 1:06

Balthasar-Neumann-Ensemble
Dorothee Mields
Benoît Haller
Han Tol

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O detalhe de um Vermeer para animar a festa

O detalhe de um Vermeer para animar a festa

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Concertos para Violino Nº 1 e 2

Bem, há duas gravações dos Concertos para Violino de Shostakovich que parecem ser inalcançáveis por pobres e simples MORTAES. São as de Maxim Vengerov e a lendária de David Oistrakh. O jovem armênio Sergey Khachatryan faz uma boa tentativa de se ombrear aos citados gênios, mas fica ali pela cintura deles. Porém, de qualquer maneira, é uma boa introdução de a este concertos. A famosa e VISCERABILÍSSIMA Passacaglia do Concerto Nº 1 recebeu cuidadoso tratamento de Khachatryan, mas não transcende, entende? Pois é, é foda, mas faltou maturidade ao rapaz que certamente vai tentar novamente no futuro. Bonne chance!

D. Shostakovich (1906-1975): Os Concertos para Violino Nº 1 e 2

1. Violin Concerto No. 1 in A minor, Op. 77 (published as Op. 99): Nocturne. Moderato
2. Violin Concerto No. 1 in A minor, Op. 77 (published as Op. 99): Scherzo. Allegro
3. Violin Concerto No. 1 in A minor, Op. 77 (published as Op. 99): Passacaglia. Andante
4. Violin Concerto No. 1 in A minor, Op. 77 (published as Op. 99): Burlesque. Allegro con Brio

5. Violin Concerto No. 2 in C sharp minor, Op. 129: Burlesque. Allegro con Brio
6. Violin Concerto No. 2 in C sharp minor, Op. 129: Adagio
7. Violin Concerto No. 2 in C sharp minor, Op. 129: Adagio – Allegro

Sergey Khachatryan
Orchestre National de France
Kurt Masur

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Shostakovich assistindo a um jogo do seu time, o Zenit

Shostakovich assistindo a um jogo do seu time, o Zenit

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Samuel Scheidt (1587-1654): Ludi Musici – Hamburg 1621

Samuel Scheidt foi um organista alemão, professor de música e compositor do período da Renascença. Foi um dos mais completos compositores de sua geração. Organista, compôs música sacra e instrumental que faz intersecção entre a tradição polifônica luterana e todas as influências da música italiana e do estilo de Monteverdi. As danças e a canzoni contidas em seu Ludi Musici (1621) demonstram esta mistura de estilos, sendo tanto o legado dos modelos tardio-renascentistas quanto o reflexo do novo virtuosismo iniciado pelos italianos. Estas peças são de fato destinadas à viola da gamba, que ainda gozava de sucesso considerável na Alemanha na época.

Samuel Scheidt (1587-1654): Ludi Musici – Hamburg 1621

1. Ludi Musici: Paduan a 4 voc. Cantus IV
2. Ludi Musici: Galliard a 4 voc. Cantus VIII
3. Ludi Musici: Courant a 4 voc. Cantus XI
4. Ludi Musici: Courant a 4 voc. Cantus XIX
5. Ludi Musici: Canzon a 5 voc. ad imitationem Bergamas, angl. Cantus XXVI
6. Ludi Musici: Courant a 4 voc. Cantus XXIII
7. Ludi Musici: Galliard a 5 voc. Cantus XXV
8. Ludi Musici: Courant a 4 voc. Cantus XVII
9. Ludi Musici: Galliard Battaglia a 5 voc. Cantus XXI
10. Ludi Musici: Paduan a 4 voc. Cantus VI
11. Ludi Musici: Galliard a 4 voc. Cantus VII
12. Ludi Musici: Alamande a 4 voc. Cantus XVI
13. Ludi Musici: Canzon a 5 voc. super Cantionem Gallicam Cantus XXIX
14. Ludi Musici: Paduan a 4 voc. Cantus V
15. Ludi Musici: Courant Dolorosa a 4 voc. Cantus IX
16. Ludi Musici: Courant a 4 voc. Cantus XIII
17. Ludi Musici: Canzon a 5 voc. super o Nachbar Roland. Cantus XXVIII

Hesperion XX
Jordi Savall

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Scheidt, esse não jogou no Grêmio

Scheidt, esse não jogou no Grêmio

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Béla Bartók (1881-1945): Os 3 Concertos para Piano

Olha, meus amigos, que CD! É

IM-PER-DÍ-VEL !!!

e, como se não bastasse, EM-BAS-BA-CAN-TE, indo direto para a Galeria Especial de Mais Amados e Louvados. É por essas e outras que Sir Simon Rattle acabou em Berlim.

Estou meio sem palavras após ouvir este disco por inteiro três vezes consecutivas, assim de enfiada. (Nada de piadinhas, sou gaúcho mas não pratico). Então, faço a seguir uma meia tradução daquilo que o também embasbacado crítico da Gramophone escreveu.

Este registro dos concertos para piano de Bartók está entre os melhores. O entendimento entre Peter Donohoe, Simon Rattle e a CBSO é fantástico. Como disse na Gramophone, eles fazem o Primeiro Concerto para Piano parecer pura diversão. O Primeiro e o Segundo concertos são obras formidáveis, com o piano sendo tratado como um instrumento de percussão. Certamente, não são trabalhos fáceis de ouvir. Eles são tocados aqui com uma sensibilidade que traz à luz cada detalhe de sombreamento e textura. O Andante do Segundo (uma música norturna) é de meus favoritos e é aqui executado com todas as nuances. O terceiro concerto é absolutamente luminoso. O segundo movimento, com seus sons de natureza, está particularmente perfeito.

Para os fãs da música de Bartók, este disco é uma obrigação.

Obs. típica: nunca digo o nome de Bartók como ele deve ser pronunciado. Lembrete: o acento em húngaro não é tônico. Impossível dizer Bártok… A sonoridade de Bartók em português é muito mais bonita. E o mesmo vale para Ligeti. O correto é Lígeti.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Béla Bartók (1881-1945): Os 3 Concertos para Piano

Piano Concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91
1. I: Allegro Moderato – Allegro – Allegro Moderato
2. II: Andante
3. III: Allegro Molto

Piano Concerto No. 2 in G major, Sz. 95, BB 101
4. I: Allegro
5. II: Adagio – Presto – Adagio
6. III: Allegro Molto

Piano Concerto No. 3 in E major, Sz. 119, BB 127 (completed by Tibor Serly)
7. I: Allegretto
8. II: Adagio Religioso – Poco Piu Mosso – Tempo I
9. III: Allegro Vivace

Peter Donohoe, piano
City of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle, conductor

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Béla Bartók (1881-1945) em 1930.

Béla Bartók (1881-1945) em 1930.

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.: intermezzo :. Angels of Venice: Music For Harp, Flute And Cello

Curioso, talvez esse disco seja bom para o sexo. Ou para elevadores ou aeroportos. Mas dizem que também serve para crianças. Não sei bem, só sei que é new age e que é relaxante no início, mas depois, se prestarmos atenção, irrita. Melhor deixá-lo como música de fundo para as primícias de uma noite de sexo ou para trilha sonora de um longo banho de espuma. (Por algum motivo, pensei em um cara velho tomando banho de espuma com uma jovem mulher, enquanto bebem champanhe e sorriem um para o outro. Não, não eram Michel e Marcela, eram coisa melhor). Serviria também para a ioga, para ler um livro mais ou menos, para meditar doce e equivocadamente ou para a contação de histórias infantis.

Trata-se do disco independente de estreia do trio feminino Angels of Venice. Os tais anjos são a loiríssima harpista texana Carol Tatum, a violoncelista Sarah O’Brein e a flautista e percussionista Suzanne Teng. O grupo foi formado em 1993 e toca tudo o que é açucarado. São arranjos de música medieval, barroca e neoclássica. É um som romântico, bonitinho, macio e bem feitinho. Há uma faixa que tem fontes murmurantes e passarinhos ao fundo. Me senti mal.

 

Angels of Venice: Music For Harp, Flute And Cello

01 – Pachelbell’s Canon
02 – Little Angels
03 – Dragonfly
04 – Crystal Tears
05 – An English Garden
06 – Greensleeves
07 – Sara’s Dream
08 – Night Spirits
09 – Luna Mystica
10 – A time For Dreams
11 – The Enchanted Forest
12 – Lover’s Requiem
13 – The Reflecting Pool
14 – Dreamcatcher

Angels of Venice:
Cello – Sarah O’Brein
Flute – Suzanne Teng
Harp – Carol Tatum

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iguaria-acucar-branco

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The Dmitri Shostakovich Edition – CDs 22, 23 e 24 de 27

SÉRIE IM-PER-DÍ-VEL!!!

Ah, há um erro perfeitamente suportável no Moderato da Sonata para Piano N° 2 e o Quarteto Nº 9 comento mais quando chegarmos ao 10º e ao 11º.

CD 22

Sonata para Violoncelo e Piano, Op. 40 (1934)

A Sonata em Ré Menor Op. 40 foi composta em 1934, no período em que Shostakovitch apaixonara-se por uma jovem estudante, o que ocasionou um efêmero divórcio de sua esposa Nina. O compositor dedicou esta sonata ao violoncelista Victor Lubatski e ambos a estrearam em Moscou, no dia 25 de dezembro de 1934.

O primeiro movimento (Allegro non troppo) é escrito em forma sonata. O primeiro tema, bastante extenso, é apresentado pelo violoncelo, acompanhado por arpeggios do piano e depois desenvolvido por este até seu clímax; o segundo tema, muito mais delicado, é, contrariamente, apresentado pelo piano e imitado pelo violoncelo. Durante o desenvolvimento o primeiro tema ganha motivos rítmicos, mas logo o afetuoso segundo tema reaparece. Tudo parece em ordem, encaminhando-se para o final do movimento, mas Shostakovitch nos surpreende ao inserir alguns acordes em staccato do piano, acompanhados por notas sustentadas pelo violoncelo, o que faz com que a música torne-se quase estática. É uma estranha preparação para o que se ouvirá no segundo movimento (Allegro) o qual é um scherzo típico de Shostakovitch. Trata-se de um frenético ostinato que é interrompido por um tema apresentado pelo piano que, apesar de mais tranqüilo, é também muito pouco contemplativo. O terceiro movimento (Largo) faz-lhe intenso contraste, pois é uma melodia tranquila e vocal, acompanhada pelo piano de forma introspectiva, dissonante e um tanto fúnebre. O Allegro final é um rondó bastante irônico no qual o tema principal é apresentado três vezes, ligados, a cada intervalo, por estranhas e vertiginosas cadenzas.

Cello Sonata in D minor Op. 40
1. Allegro non troppo  11:18
2. Allegro  3:14
3. Largo  7:00
4. Allegro  3:49

5. Piano Sonata No. 1 Op. 12  12:24

Piano Sonata No. 2 Op. 61
6. Allegretto  7:31
7. Largo  7:22
8. Moderato  11:55

Total:  64:23

Timora Rosler, cello
Klára Würtz, piano (1-4)
Colin Stone, piano (5-8)

CD 23

Quarteto de Cordas Nº 2, Op. 68 (1944)

Este trabalho em quatro movimentos foi escrito em menos de três semanas. A abertura é uma melodia de inspiração folclórica, tipicamente russa. O grande destaque é o originalíssimo segundo movimento, Recitativo e Romance: Adagio. O primeiro violino canta (ou fala) seu recitativo enquanto o trio restante o acompanha como se estivessem numa ópera ou música sacra barroca. O Romance parece música árabe, mas não suficientemente fundamentalista a ponto que a Al Qaeda comemore. Segue-se uma pequena valsa no mesmo estilo. O quarto movimento é um Tema com variações que fecha brilhantemente o quarteto.

É curioso que neste quarteto, talvez por ter sido composto rapidamente, há uma musicalidade simples, leve e nada forçada. Talvez nem seja uma grande obra como os Quartetos Nros. 8 e 12, mas é dos que mais ouço. Afinal, esta é uma lista pessoal e as excentricidades valem, por que não?

Quarteto de Cordas Nº 8, Op. 110 e Sinfonia de Câmara, Op. 110a – Arranjo de Rudolf Barshai (1960)

Na minha opinião, o melhor quarteto de cordas de Shostakovich. Não surpreende que tenha recebido versões orquestrais que até hoje são gravadas, como a que coloco à disposição abaixo. Trata-se de uma obra bastante longa para os padrões shostakovichianos de quarteto; tem cinco movimentos, com a duração total ficando entre os 20 minutos (na versão para quarteto de cordas) e 26 (na versão orquestral). O quarteto abre com um comovente Largo de intenso lirismo, o qual é seguido por um agitado Allegro molto, de inspiração folclórica e que fica muito mais seco na versão para quarteto. O terceiro movimento (Allegretto) é uma surpreendente valsinha sinistra a qual é respondida por outra valsa, muito mais lenta e com um acompanhamento curiosamente desmaiado. O quarteto é finalizado por dois belos ; o primeiro sendo pontuado por agressivamente por um motivo curto de três notas e o segundo formado por mais uma fuga a quatro vozes utilizando temas dos movimentos anteriores.

Quarteto Nº 13, Op. 138 (1970)

Um pouco menos funérea que a Sinfonia Nº 14, este quarteto foi escrito nos intervalos do tratamento ortopédico que conseguiu devolver-lhe do parte do movimento das mãos e antes do segundo ataque cardíaco. O décimo-terceiro quarteto é um longo e triste adagio de cerca de vinte minutos. O quarteto foi dedicado ao violista Vadim Borisovsky, do Quarteto Beethoven, e a viola não somente abre o quarteto como é seu instrumento principal. Trata-se de um belo quarteto em que a tranqüilidade só é quebrada por um pequeno scherzando estranhamente aparentado do bebop (sim, isso mesmo).

String Quartet No. 2 in A major Op. 68 (1944)
1. Overture (moderato con moto)  8:03
2. Recitative & Romance (adagio)  10:53
3. Waltz (allegro)  5:59
4. Theme & variations (adagio)  10:47

String Quartet No. 8 in C minor Op. 110 (1960)
5. Largo  4:40
6. Allegro molto  2:45
7. Allegretto  4:16
8. Largo  4:33
9. Largo  4:04

String Quartet No. 13 in B flat minor Op. 138 (1970)
10. Adagio  20:44

Total:  77:05

Rubio Quartet
Dirk van de Velde, violin I
Dirk van den Hauwe, violin II
Marc Sonnaert, viola
Peter Devos, cello

CD 24

Quarteto de Cordas Nº 7, Op. 108 (1960)

Mais um quarteto de Shostakovich com um lindíssimo movimento lento, desta vez baseado no monólogo de Boris Godunov (ópera de Mussorgski baseada em Puchkin), e mais um finale construído em forma de fuga, utilizando temas do primeiro movimento. Uma pequena e curiosa joia de onze minutos.

String Quartet No.3 in F major Op.73 (1946)
1. Allegretto  6:40
2. Moderato con moto  4:54
3. Allegro non troppo  4:01
4. Adagio  5:41
5. Moderato  10:40

String Quartet No.7 in F sharp monor Op.108 (1960)
6. Allegretto  3:33
7. Lento  3:36
8. Allegro  6:03

String Quartet No.9 in E flat major Op.117 (1964)
9. Moderato con moto  4:20
10. Adagio  4:34
11. Allegretto  3:47
12. Adagio  3:32
13. Allegro  9:54

Total:  71:38

Rubio Quartet
Dirk van de Velde, violin I
Dirk van de Hauwe, violin II
Marc Sonnaert, viola
Peter Devos, cello

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O compositor com um поросёнок nas mãos

O compositor com um поросёнок nas mãos

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J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 35, 33 e 164 (Vol. 49 da coleção completa de Rilling)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nos comentários ao post anterior, de FDP Bach, alguém ficou cantando as maravilhas de Helmuth Rilling. E eu respondi que tinha a Coleção Completa de Cantatas Sacras e Seculares de Bach sob a regência do dito cujo. Dá 77 CDs. Então, no entusiasmo e por acaso, peguei o Vol. 49. Agora, ouçam que CD espetacular! A 164 pode ser meia-boca, mas o resto é lindo, de uma felicidade total. É a perfeição! Muita atenção às Sinfonias e principalmente à Ária para contralto da 33.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 35, 33 e 164 (Vol. 49 da coleção completa de Rilling)

1. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 1. Sinf – Helmuth Rilling
2. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 2. Aria – Julia Hamari
3. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 3. Recitative – Julia Hamari
4. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 4. Aria – Julia Hamari
5. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 5. Sinf – Helmuth Rilling
6. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 6. Recitative – Julia Hamari
7. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 7. Aria – Julia Hamari

8. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 1. Chor (Verse 1) – Helen Watts/Frieder Lang/Philippe Huttenlocher
9. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 2. Recitative – Philippe Huttenlocher
10. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 3. Aria – Hele Watts
11. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 4. Recitative – Frieder Lang
12. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 5. Aria – Freider Lang/Philippe Huttenlocher
13. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 6. Chor – Helen Watts/Frieder Lang/Philippe Huttenlocher

14. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 1. Aria – Lutz-Michael Harder
15. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 2. Recitative – Walter Heldwein
16. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 3. Aria – Julia Hamari
17. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 4. Recitative – Lutz-Michael Harder
18. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 5. Aria – Edith Wiens/Walter Heldwein
19. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 6. Chor – Edith Wiens/Julia Hamari/Lutz-Michael Harder

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O grande, imenso Helmut Rilling

O grande, imenso Helmut Rilling

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Mademoiselle: Primeira Audição – A Música Desconhecida de Nadia Boulanger

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

No século XX, a maior grife que um compositor ou músico erudito podia ostentar era o de poder dizer: “Fui (ou sou) aluno de Nadia Boulanger”. Este é o primeiro álbum dedicado às composições da própria Nadia, verdadeiramente um lançamento de grande importância histórica. Compreendo que alguém que tenha passado a vida moldando autores e intérpretes tenha cuidado em lançar obras — que têm um ar de despretensão e diletantismo. Além disso, ela foi uma mulher num campo QUE ERA decididamente masculino. Mas, mesmo com a despretensão, a qualidade é muito alta.

Dentre todos, Boulanger foi de longe o professor de composição mais influente do século XX. No entanto, “Mademoiselle”, como ela é conhecida no mundo da música, descartou suas próprias obras como “inúteis”. O resultado é que elas são quase completamente desconhecidas do público musical de hoje. Porém, agora podemos agora ouvir seus trabalhos completo, incluindo 13 estreias mundiais, nos gêneros da canção, piano solo, violoncelo e piano e órgão. São 37 joias.

Nadia Juliette Boulanger (1887-1979) foi professora de:

  • Aaron Copland
  • Albert Alan Owen
  • Almeida Prado
  • Astor Piazzolla
  • Burt Bacharach
  • Charles Strouse
  • Cláudio Santoro
  • Clifford Curzon
  • Daniel Barenboim
  • David Conte
  • David Diamond
  • David Ward-Steinman
  • David Wilde
  • Diane Bish
  • Dinu Lipatti
  • Douglas Stuart Moore
  • Easley Blackwood Jr.
  • Egberto Gismonti
  • Elie Siegmeister
  • Elliott Carter
  • Gian Carlo Menotti
  • Ginette Neveu
  • Harold Shapero
  • Henryk Szeryng
  • Howard Swanson
  • Idil Biret
  • Igor Stravinsky
  • Jean Françaix
  • Kazimierz Serocki
  • John Eliot Gardiner
  • Lennox Berkeley
  • Leonard Bernstein
  • Marcelle de Manziarly
  • Marc Blitzstein
  • Mozart Camargo Guarnieri
  • Ned Rorem
  • Quincy Jones
  • Ralph Kirkpatrick
  • Peter Hill
  • Philip Glass
  • Richard Stoker
  • Robert Russell Bennett
  • Roy Harris
  • Stanislaw Skrowaczewski
  • Walter Piston
  • William Sloane Coffin
  • Witold Lutoslawski
  • Wojciech Kilar
  • Virgil Thomson

Tá bom? Entenderam porque ela é tão importante?

Mademoiselle: Primeira Audição – A Música Desconhecida de Nadia Boulanger

CD 1 (54:12)

SONGS

Versailles* (3:05)
J’ai frappé (1:59)
Chanson* (1:26)
Chanson (2:02)
Heures ternes* (2:49)
Le beau navire* (3:04)
Mon coeur* (3:05)
Doute (2:47)
Un grand sommeil noir* (2:02)
L’échange (3:24)
Soir d’hiver (3:40)
Ilda* (3:29)
Prière (3:38)
Cantique (2:03)
Poème d’amour* (3:50)
Extase* (2:36)
La mer* (2:53)
Aubade* (2:00)
Au bord de la route (2:18)
Le couteau (1:57)

CD 2 (54:15)

Soleils couchants (2:24)
Élégie (3:30)
O schwöre nicht* (2:03)
Was will die einsame Thräne? (2:32)
Ach, die Augen sind es wieder* (2:09)
Écoutez la chanson bien douce (6:03)

WORKS FOR PIANO

Vers la vie nouvelle (4:30)
Trois pièces pour piano* (3:22)

Pièce No. 1 in D Minor (1:05)
Pièce No. 2 in D Minor (1:26)
Pièce No. 3 in B Minor (0:51)

WORKS FOR CELLO AND PIANO
Trois pièces (8:33)

Modéré (3:14)
Sans vitesse et à l’aise (2:21)
Vite et nerveusement rythmé (2:58)

WORKS FOR ORGAN
Trois Improvisations (11:11)

Prélude (5:22)
Petit Canon (2:32)
Improvisation (3:57)
Pièce sur des airs populaires flamands (7:18)

* World Premiere Recording

Nicole Cabell
Edwin Crossley-Mercer
François-Henri Houbart
Lucy Mauro
Amit Peled
Alek Shrader

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Nadia Boulanger: a maior das professoras em 1925

Nadia Boulanger: a maior das professoras em 1925

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Béla Bartók (1881-1945): Os Quartetos de Cordas (completos)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quando o Doutor me manda e-mail dizendo “Para tudo o que estás fazendo para ouvir isso!”, é bom parar mesmo. E ele me mandou estes quartetos com tal recomendação. Como não sou tão bom menino, prezo meu emprego comedor de tempo e houve a Greve Geral do dia 28, ouvi só dois dias depois. E, olha, não lembro de versão que possa superá-la. Acho que o Végh nos passa uma “sensação mais húngara” de que qualquer outra gravação dos quartetos, além de uma imaginação e autenticidade surpreendentes. Ao lado deles, o Emerson soa acadêmico e olha que eu amo o Emerson. As gravações foram feitas em 1972. Na minha humilde (ou nem tanto) opinião, estes quartetos são a maior música do século XX e é ouvi-los por talentosíssimos artistas amigos de Bartók é um privilégio incalculável.

Estão vendo Bartók ali de papo com aquela senhora de costas?

Estão vendo Bartók ali de papo com aquela senhora de costas?

Béla Bartók (1881-1945): Os Quartetos de Cordas (completos)

1 String Quartet No. 1, Op. 7, Sz. 40 29:59

2 String Quartet No. 2, Op. 17, Sz. 67: I. Moderato 10:25
3 String Quartet No. 2, Op. 17, Sz. 67: II. Allegro molto capriccioso 7:56
4 String Quartet No. 2, Op. 17, Sz. 67: III. Lento 8:40

5 String Quartet No. 3, Sz. 85 15:12

6 String Quartet No. 4, Sz. 91: I. Allegro 5:58
7 String Quartet No. 4, Sz. 91: II. Prestissimo, con sordino 2:59
8 String Quartet No. 4, Sz. 91: III. Non troppo lento 5:05
9 String Quartet No. 4, Sz. 91: IV. Allegretto, pizzicato 2:43
10 String Quartet No. 4, Sz. 91: V. Allegro molto 5:14

11 String Quartet No. 5, Sz. 102: I. Allegro 7:16
12 String Quartet No. 5, Sz. 102: II. Adagio molto 6:15
13 String Quartet No. 5, Sz. 102: III. Scherzo: alla bulgarese 5:02
14 String Quartet No. 5, Sz. 102: IV. Andante 5:10
15 String Quartet No. 5, Sz. 102: V. Finale: allegro

16 String Quartet No. 6, Sz. 114: I. Mesto – Più mosso, pesante – Vivace 7:18
17 String Quartet No. 6, Sz. 114: II. Mesto – Marcia 8:06
18 String Quartet No. 6, Sz. 114: III. Mesto – Burletta 7:23
19 String Quartet No. 6, Sz. 114: IV. Moderato, mesto 6:05

Quatuor Végh

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Vocês pensam que pesquisar folclore não dá trabalho. Aí está Bartók (de presto) numa de suas viagens.

Vocês pensam que pesquisar folclore não dá trabalho? Aí está Bartók (de preto) numa de suas viagens.

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G. P. Telemann (1681-1767): Três Suítes Orquestrais

Carin van Heerden é uma das fundadoras da excelente L’Orfeo Barockorchester (geralmente sob a liderança do violinista Michi Goigg, que aqui ocupa a posição de spalla do grupo) e nesta gravação toma para si múltiplas tarefas: é regente e solista da primeira e terceira Suítes. A única Suíte bem conhecida por mim é a terceira (TWV 55:a2 – 1), que já recebeu várias gravações. Mas a primeira me deixou muito impressionado — principalmente pela irresistível Bouree I & II. É música luminosa e matinal, pura alegria do barroco tardio e verdadeira porta de entrada para as Suítes e Aberturas de Telemann. Gostei muito.

G. P. Telemann (1681-1767): Três Suítes Orquestrais

01. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 1. Ouverture 08:42
02. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 2. Menuet I & II 02:34
03. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 3. Sarabande 01:51
04. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 4. Bouree I & II 02:53
05. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 5. Passepied 01:23
06. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 6. Gavotte 00:45
07. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 7. Gigue 02:20

08. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 1. Ouverture 06:08
09. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 2. Passetemps. Vivement 01:16
10. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 3. Sarabande 01:09
11. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 4. Rigaudon I & II 01:31
12. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 5. Rondeau 01:33
13. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 6. Polonoise 01:42
14. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 7. Chasse 01:40
15. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 8. Menuet 01:53

16. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 1. Ouverture 11:21
17. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 2. Les Plaisirs 02:52
18. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 3. Air a l’Italien. Largo-Allegro-Largo 06:37
19. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 4. Menuet I alternativement-Menuet II 03:13
20. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 5. Rejouissance. Viste 02:25
21. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 6. Passepied I & II 02:07
22. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 7. Polonoise 02:54

Carin van Heerden
L’Orfeo Barockorchester

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Estátua de Telemann em Żary (Polônia)

Estátua de Telemann em Żary (Polônia)

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André Previn (1929) / Leonard Bernstein (1918-1990): Concerto para Violino “Anne-Sophie” / Serenata

51cwtrPhhVLO amor estava no ar e este disco é permeado por ele. A Serenata de Bernstein foi inspirada pelo Simpósio de Platão, uma série de hinos ao amor em suas mais variadas vertentes, por assim dizer. Já o Concerto de André Previn foi inspirado e composto para Anne-Sophie Mutter, com quem se casou pouco depois. (Eles foram casados entre 2002 e 2006. Homem de sorte e certamente sedutor, antes de Mutter, Previn fora casado com Mia Farrow, dentre outras…) Muitos dos grandes compuseram para Anne-Sophie. Penderecki, Lutoslawski, Currier e Rihm escreveram concertos e outras obras destinadas a Mutter, mas esta foi certamente especial, tanto que a obra se chama “Anne-Sophie”. Ela foi projetada para mostrar o virtuosismo impressionante e os puros e belos timbres de Mutter. O Concerto não é magnífico, mas é muito digno. Bernstein se vale de sua enorme versatilidade e estilística eclética na Serenade. Seus quatro movimentos se assemelham vagamente a um concerto. Depois de um sensacional solo de violino, o primeiro movimento deriva para uma valsa; o segundo movimento é lento e sensual; o terceiro é um divertido Scherzo e o último é bem jazzy e tem um final empolgante. Aqui, Mutter está no seu auge. Seu desempenho é uma coisa anormal.

André Previn (1929) / Leonard Bernstein (1918-1990): Concerto para Violino “Anne-Sophie” / Serenata

Previn: Violin Concerto “Anne-Sophie”
1 1. Moderato 9:48
2 2. Cadenza – Slowly 13:26
3 3. Andante 16:20
Anne-Sophie Mutter
Boston Symphony Orchestra
André Previn

Bernstein: Serenade (1954) after Plato’s “Symposium”
4 1. Phaedrus – Pausanias: Lento – Allegro marcato 6:41
5 2. Aristophanes: Allegretto 4:26
6 3. Erixymachus: Presto 1:27
7 4. Agathon: Adagio 7:56
8 5. Socrates – Alcibiades: Molto tenuto – Allegro molto vivace 10:39
Anne-Sophie Mutter
London Symphony Orchestra
André Previn

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Ah, o amor

Ah, o amor

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nº 7 e 10

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Como de costume, Svetlanov cria uma incrível textura orquestral, com cores e momentos mágicos em cada trecho, permitindo a cada instrumento cantar e expressar-se em toda a extensão. Que contraste com a versão calculada e artificial de Gergiev! A Sinfonia Nº 7 tem uma estrutura simétrica mais ou menos assim: um belíssimo e dançante Scherzo envolvido por duas ma-ra-vi-lho-sas “Músicas da Noite”, as quais são antecedidas e sucedidas por dois movimentos tipicamente mahlerianos, um sombrio e outro luminoso. Fazendo um esquema bem precário, é assim:

Sombras / Música da Noite 1 / Scherzo / Música da Noite 2 / Alegria

Costumo ouvir a sétima sinfonia retirando o primeiro e o último movimento. Fico apenas com as duas Nachtmusiken e com o Scherzo, que me é particularmente sedutor. Ouvindo Svetlanov, este esquema revelou-se em toda sua imbecilidade.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nº 7 e 10

Symphonie N °7 En Mi Mineur ” Chant De La Nuit
1-1 1. Adagio. Allegro Con Fuoco 22:53
1-2 2. 1ste Nachtmusik : Allegro Moderato 18:52
1-3 3. Scherzo: Schattenhaft 9:43
1-4 4. 2te Nachtmusik : Andante Amoroso 15:43
2-1 5. Rondo: Allegro Ordinario 17:52

Symphonie N° 10 En Fa Dièse Majeur
2-2 Adagio 31:46

The Russian State Symphony Orchestra
Evgeni Svetlanov

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Freud and Mahler, de Edward Sorel

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.: interlúdio :. Jack DeJohnette – Special Edition (1979)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este CD de Jack DeJohnette me foi apresentado por um grande amigo integrante da OSPA (não se trata de caxumba, mas da famigerada Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) e talvez seja um dos três melhores discos lançado pela ECM em toda sua riquíssima história. É estupendo e jamais me esqueceria dele se fosse para aquela ilha deserta! Abaixo, faço um copy and paste de duas críticas encontradas na rede. As críticas publicadas têm muito menos entusiasmo do que teria uma minha. Sou grande admirador deste CD que é uma sequência irrepetível de cinco obras-primas. O quarteto é notável, com destaque para David Murray. O que vocês ouvirão não é algo rotineiro. Baixem logo e ouçam atentamente.

This is a very cool album from drummer DeJohnette. His sidemen, Arthur Blythe and David Murray are both superb soloists, and each of them get some room to show their talents. Three of the five tunes are DeJohnette’s originals, my favorite of which is the rather catchy “Zoot Suite”. Filling out the album are two Coltrane tunes. For the most part, this has none of the atmospheric and cool aesthetic that most ECM albums have. It is quite lively and at times ferocious. Definitely worth checking out.

By Eric Brinkmann

Jack DeJohnette, man!!,

This Jack DeJohnette date is a studio recording from 1980 that features a quartet with David Murray on tenor sax and bass clarinet, Arthur Blythe on alto, and Peter Warren on bass and cello. It’s true that Jack DeJohnette is something of an impressionist drummer and, as such, he helped define the sound of the ECM label, home of Pat Metheny, Keith Jarrett, and Jan Garbarek. He was also known for the occasional piano excursion and on this album plays both piano and melodica when he’s not on the skins, while showcasing his compositional talents with 3 originals and 2 Coltrane tunes.

In addition to DeJohnette’s adventurous writing, this recording is really defined by the presence of World Saxophone Quartet players David Murray and Arthur Blythe. David Murray is the heir apparent to Eric Dolphy, and here he pays tribute to the bearded one with bass clarinet excursions on the DeJohnette penned “One for Eric” and the Coltrane/Dolphy standard “India.” Murray has really mastered this instrument (though he typically favors tenor sax) and I’m always searching for albums where he gets it out. Like Murray, Blythe is also comfortable stretching things out in the upper register with wails and squawks when the moment calls for it.

On “One for Eric,” after the players state the theme, Murray gets into a sauntering bass clarinet exploration before Blythe picks up the pace in the second half with a wailing alto sax solo, then bass and drum solos before the group returns to repeat the theme in unison to conclude. Fairly straight ahead structure here with fiery solos. “Zoot Suite” on the other hand, alternates between a repeated six-note stanza, with the players dancing around it very much in the spirit of the WSQ, and sections of third-stream cello-infused textures. Murray and Blythe get into a duel at the 2/3rds mark, before a return to third-stream impressionistics to round out the piece. Coltrane’s “Central Park West” is a brief, languid ballad with the horns and cello playing an almost dirge without time for any soloing. “India” has DeJohnette starting things off on piano, with Murray on bass clari and Blythe on alto coming in like Coltrane and Dolphy before Murray goes into his solo and then Blythe following — this tune is similar in form to the first track, with great horn soloing on top of a fairly standard arrangement.

It’s “Journey to the Twin Planet” that is the standout here, and apparently an acquired taste, though I acquired this album because of this particular track. It’s a bit avante garde and starts deceptively slow and exploratively with melodica, tenor, and alto sputtering, squawking, and blowing airily before things gradually build to a spastic, orgiastic release at 2:22 with all four players going at it — DeJohnette crashing the cymbals, Murray blustering away, Blythe caterwalling, and Warren plucking furiously. Then they’re back to the careful explorations that they started with, continuing at a snails pace with melodica, cello, and horns, before segueing into a melodica-led rhythm that sounds like something Steve Reich would have written. It’s adventurous, other-worldly, and out-there — honestly, I wish the whole album was like this, though obviously some will feel the opposite.

At 38 minutes, this is an all-too-short album, but the DeJohnette arrangements, fierce blowing by Murray and Blythe, and curious instrumentation make this an fascinating and enjoyable album.

By Joe Pierre

Jack DeJohnette – Special Edition (1979)

1. One For Eric (DeJohnette)
2. Zoot Suite (DeJohnette)
3. Central Park West (Coltrane)
4. India (Coltrane)
5. Journey To The Twin Planet (DeJohnette)

David Murray – Clarinet (Bass), Sax (Tenor)
Arthur Blythe – Sax (Alto)
Jack DeJohnette – Drums, Synthesizer, Guitar, Piano, Melodica, Main Performer, Producer, Keyboards, Mellophonium
Peter Warren – Bass, Cello

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Jack DeJohnette em 1979. Autor de um dos melhores discos de jazz de todos os tempos.

Jack DeJohnette em 1979. Autor de um dos melhores discos de jazz de todos os tempos.

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Felix Mendelssohn (1809-1847): Symphony No. 5 & Overtures

Na minha opinião, a Sinfonia Nº 5, A Reforma, é uma obra-prima. É bachiana, luteraníssima e decididamente antiquada para o jovem romantismo vivido na época de Mendessohn. Ela foi composta em 1830 e estreada em novembro de 1832 em Berlim. A sinfonia foi composta em homenagem ao tricentenário da apresentação da Confissão de Augsburgo. Tal Confissão constitui a primeira exposição oficial dos princípios da luteranismo ou do protestantismo, e sua apresentação ao Imperador Carlos V, em junho de 1530, foi o ponto de início da Reforma Protestante. Na verdade, é a segunda de suas cinco sinfonias, mas foi publicada apenas em 1868, 21 anos após a morte de Mendelssohn. Por isso, ganhou o número 5. Muito interpretada, atualmente goza de maior popularidade do que durante a vida do compositor.

Felix Mendelssohn (1809-1847): Symphony No. 5 & Overtures

1 Overture: Ruy Blas 7:17
2 Overture: Calm Sea And Prosperous Voyage 11:48

Symphony No 5, ‘Reformation’ (28:04)
3 i. Andante – Allegro Con Fuoco 11:00
4 ii. Allegro Vivace 4:46
5 iii. Andante 3:36
6 iv. Choral: Ein’ feste Burg Ist Unser Gott: Andante Con Moto – Allegro Maestoso 8:42

London Symphony Orchestra
Sir John Eliot Gardiner

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Martinho Lutero traduzindo a Bíblia do Latim para o Alemão, de Gustav König (1808-1869).

Martinho Lutero traduzindo a Bíblia do Latim para o Alemão, de Gustav König (1808-1869).

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