Os Índios Tabajaras – The Classical Guitars of Los Indios Tabajaras

Os Índios Tabajaras – The Classical Guitars of Los Indios Tabajaras
Indisponível em CD: só em LP e cassete, e não vendo meu vinil por dinheiro algum!
Indisponível em CD: só em LP, e não vendo o meu por dinheiro algum!

Uma das melhores coisas que podem acontecer a um blogueiro é receber um comentário que, por si só, enseja uma nova postagem.

Assim foi o comentário do camarada Ranulfus, lá naquela postagem que fiz semana passada sobre os MÍTICOS Índios Tabajaras:

FASCINADO depois de ouvir, e ouvindo mais uma vez agora mesmo. Puristas podem franzir o nariz, mas na verdade MÚSICA É ISSO, é realização sobretudo intuitiva. Os rapazes são músicos até debaixo d’água, DIZEM cada frase. Tenho certeza de que Bach também era isso: todo seu saber teórico era apenas apoio ao fazer-música intuitivo, tão naturalmente “como quem mija” (para usar uma fala do Monteiro Lobato relativa ao escrever, dirigida ao Érico Veríssimo e relatada por este).

A noção de agógica dos guris (condução do discurso musical pelo domínio do fraseado, das flexibilizações do tempo, das ênfases) dá de 10 a 0 em MUITO músico de currículo pomposo, seja em termos acadêmicos, de apresentações ou de gravações.

OBRIGADÍSSIMO por resgatar não só as preciosidades específicas que são essas faixas gravadas (de que eu queria muito mais), mas sobretudo A MEMÓRIA desses grandes músicos de BRASILIDADE insuperável – do que somente vira-latas complexados haveriam de se envergonhar (digo-o contrastando com os vira-latas assumidos e orgulhosos de sê-lo, como eu)”

Sou eu quem deve agradecer pelo comentário, e agradeço atendendo a vontade do colega de escutar um pouco mais da arte desses extraordinários músicos brasileiros, cuja trajetória do sertão do Ceará ao Concertgebouw de Amsterdam é das mais improváveis que este planeta já testemunhou.

Para que não pensem que estou sozinho na tietagem incondicional aos virtuosos Tabajaras. "the loin-cloth-to-tuxedo" Fonte: The Nato Lima Foundation
Para que não pensem que estou sozinho na tietagem incondicional aos virtuosos Tabajaras – e “loin-cloth-to-tuxedo legend”, convenhamos, é o melhor resumo possível da epopeia dos irmãos
Fonte: The Nato Lima Foundation

Em The Classical Guitars of Los Indios Tabajaras, seu segundo disco dedicado ao repertório erudito, Muçaperê e Erundi dividem-se entre escolhas batidíssimas (“Pour Elise” e o “Romance de Amor”), as audazes (a “Hora staccato” de Dinicu/Heifetz) e a francamente insana (o “Rondo des Lutins” de Bazzini, peça pra lá de cabeluda do repertório violinístico). Digna de destaque é a regravação de “Recuerdos de la Alhambra”,  em que (corrijam-se se estiver enganado), talvez numa resposta aos puristas que criticaram o arranjo anterior para dois violões como uma simplificação do original, Muçaperê toca a versão original de Tárrega (tremolo e arpejos simultâneos) com discreto acompanhamento de Erundi.

Para mim, a qualidade de gravação deixa a desejar em relação à de Casually Classic. Sou troglodita confesso no que diz respeito a técnicas de gravação, mas tenho a impressão de que os microfones foram posicionados mais perto dos braços dos violões do que de seus corpos, resultando num som menos rico e menos reverberante, sem valorizar à altura o legendário vibrato de Muçaperê/Natalício/Nato Lima. Ainda assim, e mesmo que se tenha a impressão dos irmãos menos inspirados que no disco anterior, as belezas transbordam.

Muçaperê e Erundi gravariam ainda dois álbuns de música erudita, “Dreams of Love” e “Masterpieces”, que só tenho em cassetes, e em muito mau estado. No primeiro, há uma belíssima versão da “Valse Triste” de Sibelius que Muçaperê considerava seu melhor trabalho como arranjador. Farei de tudo para encontrar uma fonte melhor e compartilhá-lo com vocês. Se acham que podem me ajudar, deixem-me saber pela caixa de comentários.

OS ÍNDIOS TABAJARAS – THE CLASSICAL GUITARS OF LOS INDIOS TABAJARAS (1974)

Muçaperê (Natalício Moreira Lima) e Erundi (Antenor Moreira Lima), violões
Transcrições de Muçaperê

 

Fryderyk Francyszek CHOPIN (1810-1849)

01 – Duas Valsas, Op. 34 – no. 2 em Lá menor

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

02 – Bagatela em Lá menor, WoO 59, “Pour Elise”

Francisco de Asís TÁRREGA y Eixea (1852-1909)

03 – Recuerdos de la Alhambra

Grigoraş Ionică DINICU (1889-1949), em arranjo de Jascha Heifetz (1901-1987)

04 – Hora staccato

Fryderyk Francyszek CHOPIN (1810-1849)

05 – Valsa em Lá bemol maior, Op. 69, No. 1, “Adeus”

Antonio BAZZINI (1818-1897)

06 – Scherzo Fantastico, Op. 25, “La Ronde des Lutins

Joaquín MALATS i Miarons (1872-1912)

07 – Serenata Española

ANÔNIMO

08 – Romance de Amor*

* os créditos do LP atribuem a autoria ao violonista espanhol Vicente Gómez (1911-2001), mas a obra é certamente anterior a ele

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Vassily Genrikhovich

Colagem para divulgação da já extinta Nato Lima Foundation, criada com o fim de angariar fundos para o tratamento de Muçaperê contra o câncer que o mataria. Nela aparece sua esposa, a japonesa Michiko, que aprendeu violão com Muçaperê para assumir a vaga de Erundi, depois que este se aposentou no começo dos anos 80. Emocionei-me profundamente ao encontrar esta colagem, pois foi a primeira vez que vi imagens da dupla ainda na infância e adolescência. Fascinado que sou há tanto tempo pela história de Erundi e Muçaperê, fico a imaginar onde está, ou que fim levou, o precioso material iconográfico gerado pela trajetória destes brasileiros fora-de-série.
Colagem para divulgação da extinta Nato Lima Foundation, criada com o fim de angariar fundos para o tratamento de Muçaperê/Natalício/Nato contra o câncer que o mataria. Nela aparece sua esposa, a japonesa Michiko, que aprendeu violão com Muçaperê e assumiu o lugar de Erundi depois que este se aposentou, no começo dos anos 80. Chorei feito um desgraçado ao encontrar esta colagem, pois não só desconhecia a maior parte das fotos que a compõem, como também porque foi a primeira vez que vi imagens da dupla na infância e adolescência – provavelmente durante a longa viagem, permeada por fome e violência, que empreenderam com a família do Ceará até o Rio de Janeiro. Fascinado que sou há tanto tempo pela história dos Índios Tabajaras, fico a imaginar onde está, ou que fim levou, este inestimável material iconográfico que poderia ajudar a contar, para as novas gerações, a trajetória destes brasileiros extraordinários.

 

 

Os Índios Tabajaras – Casually Classic

Os Índios Tabajaras – Casually Classic

Casually Classic - frHá ficção e realidade – e contos, e novelas.

Há mitos, há lendas – e causos, e trovas.

Há histórias tão improváveis que são indeglutíveis.

E há a história de Muçaperê e Erundi, ou de Natalício e Antenor Lima, ou – como o mundo todo viria a conhecê-los – dos Índios Tabajaras.

ooOoo

Eles eram, de fato, indígenas, nascidos da nação Tabajara, na serra de Ibiapaba, perto da divisa entre o Ceará e o Piauí. Receberam seus nomes nativos porque eram o terceiro (“muçaperê”) e quarto (“erundi”) filhos de seu pai. Sua trajetória do sertão até o sucesso mundial é tão inacreditável que minha prosa não tem asas para contá-la: deixo o próprio Natalício fazê-lo, neste longo, fascinante depoimento.

Resumo da epopeia: um primeiro contato com militares (e com o violão) no sertão; um tenente os apadrinha, e adotam “nomes de branco”; a fome move a família para o Rio de Janeiro, a pé e em pau-de-arara, ao longo de três anos, durante os quais se familiarizam com a viola brasileira e o violão; primeiras aparições no rádio e em teatros da Capital Federal e em São Paulo, anunciados como “bugres que sabem tocar”; sem serem levados muito a sério, fazem suas primeiras gravações; saem em turnê pela América Latina; chegam ao México, onde são apresentados por Ricardo Montalbán como “analfabetos musicais”; o constrangimento leva-os a terem aulas de música em Caracas e Buenos Aires; excursão pelos Estados Unidos, onde gravam várias músicas do repertório easy listening, incluindo o fox “Maria Elena”; retorno desiludido ao Brasil e busca de uma nova carreira; no meio-tempo, o compacto de “Maria Elena” transforma-se num imenso sucesso retardado, com mais de um milhão de vendas; os irmãos são catapultados de volta aos Estados Unidos, onde, entre idas e vindas, se radicam e vivem até suas mortes.

A acreditar em tudo o que se conta deles, temos a mais fantástica trajetória artística que ainda não virou livro ou filme. Mas não é ela, claro, que nos interessa, pois isso aqui, afinal de contas, é o PQP Bach e quem me lê não quer saber de histórias fabulosas: quer música, e muita, e da muito boa.

Surge, pois, a minha deixa para apresentar-lhes esta gravação.

Se a maior parte do repertório da dupla consistiu em músicas melosas, feitas para pagar as contas e destinadas invariavelmente aos almoços de família e às salas de espera de consultórios de dentista, os largamente autodidatas Muçaperê e Erundi eram entusiastas da música clássica europeia e, sempre que podiam, incluíam suas peças em seus recitais. Em muitos deles, tocavam música de elevador vestidos em trajes, ahn, “indígenas” (daqueles para inglês ver) para, depois do intervalo e de smoking, tocarem as transcrições de obras de concerto habilmente feitas por Muçaperê.

Este álbum, Casually Classic, inclui algumas delas, com solos de Muçaperê, e acompanhamentos de Erundi.

Talvez alguns torçam o nariz para a transcrição de Recuerdos de la Alhambra para dois violões, em vez da difícil superposição entre melodia em tremolo e acompanhamento em arpejos com o polegar da versão solo. Eu a acho esplêndida e muito mais evocativa que o original. Os excertos orquestrais são cheios de verve, e a fuga de Bach – uma estranha no ninho entre as seleções – é deliciosamente trigueira. O ponto alto, para mim, é a Fantasia-Improviso de Chopin, transcrita e interpretada de uma maneira tão linda que me é até mais convincente que o original pianístico.

Se a muitos será uma surpresa a revelação de que houve um grande duo de violonistas brasileiros antes dos irmãos Assad conquistarem o planeta, espero que ela, ao escutarem esta gravação, seja muito grata.

OS ÍNDIOS TABAJARAS – CASUALLY CLASSIC (1966)

Muçaperê (Natalício Moreira Lima) e Erundi (Antenor Moreira Lima), violões
Transcrições de Muçaperê

01 – Fryderyk Francyszek Chopin (1810-1849) – Valsa em Dó sustenido menor, Op. 64 no. 2
02 – Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – O Quebra-Nozes, Op. 71: Valsa das Flores
03 – Francisco de Asis Tárrega y Eixea (1852-1909) – Recuerdos de la Alhambra
04 – Nikolay Andreyevich Rimsky-Korsakov (1844-1908) – A Lenda do Czar Saltan – Ato III, Interlúdio: O Voo do Zangão
05 – Fryderyk Francyszek Chopin (1810-1849) – Valsa em Ré bemol maior, Op. 64 no. 1
06 – Johann Sebastian Bach (1685-1750) – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Dó sustenido maior, BWV 848: Fuga
07 – Manuel de Falla y Matheu (1876-1946) – El Amor Brujo: Dança Ritual do Fogo
08 – Fryderyk Francyszek Chopin (1810-1849) – Fantasia-Improviso em Dó sustenido menor, Op. 66

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Mussaperê e Herundi, vestidos para inglês ver
Erundi e Muçaperê, vestidos para inglês ver

Vassily

.: interlúdio :. Elza Soares, Doutora Honoris Causa

.: interlúdio :. Elza Soares,  Doutora Honoris Causa
Elza Soares, por Daryan Dornelles

Elza da Conceição Gomes, 81 (ou 87) anos, nascida na favela da Moça Bonita, Rio de Janeiro; obrigada a se casar aos 12 anos com um certo Soares; mãe pela primeira vez aos 13 e viúva aos 21; que já enterrou quatro de seus sete filhos; vítima de relacionamentos abusivos e de várias camadas de preconceito; Elza que cantava carregando latas d’água morro acima; que foi cantar no programa de calouros de Ary Barroso aos 13 anos para ter o que comer; que foi zombada pela plateia por ser preta, pobre e mal vestida, e que respondeu ao ilustre anfitrião, quando lhe perguntou de que planeta ela vinha, que vinha do Planeta Fome; perseguida e apedrejada como destruidora de lares e de carreiras e ameaça à moral e aos bons costumes, particularmente em função de seu tempestuoso relacionamento com o futebolista Manoel Francisco dos Santos (1933-1983), o Mané Garrincha, que era casado; Elza que teve sua casa crivada por rajadas de metralhadora da ditadura e que se exilou com Mané e a família e as roupas do corpo para fugir uma vez mais da morte; que nunca deixou de cantar com sua voz poderosa e inconfundível o que ela é e de onde ela veio, e a dar voz a todos aqueles que vivem as dores que ela viveu; que incandesce os palcos do mundo há seis décadas com sua voz de trovão; que hoje não consegue ficar de pé sozinha, depois de fraturar várias vértebras num palco, mas que faz tremer tudo e todos quando nos deixa ouvir o que vem de seu espírito indômito; que fez seu primeiro show profissional nesta mesma Porto Alegre e neste Estado em que agora estamos, construídos sobre o legado infame da escravidão, e que tanto amam desprezar o que é preto e feminino e o que é pobre e popular; Elza que, ao ouvir o genial Louis Armstrong, encantado com seu estilo, chamá-la de “daughter” (filha), e que por não entender inglês respondeu-lhe com simplicidade que não era “doutora”, e sim “Elza”; pois essa mesma Elza-que-não-era-doutora receberá hoje, nesta mesma Porto Alegre e de minha querida alma mater, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, uma instituição pública e gratuita, vanguardista e inclusiva, o título de DOUTORA HONORIS CAUSA que me enche de orgulho e felicidade.

No exato momento em que esta postagem for ao ar, Elza, a Indestrutível, será recebida por um Salão de Atos da UFRGS abarrotado de gente e aclamada pela fração do Brasil que não se dobrou à infâmia do fascismo e do obscurantismo. Em tempos tão toscos e violentos, de ataques estatais à dignidade humana, às minorias e à educação e cultura, a láurea a uma artista e brasileira como Elza é um gesto político extraordinário que merece também ser aclamado:
VIVA ELZA!
VIVA A UNIVERSIDADE PÚBLICA!
VIVA O BRASIL FEMININO, PRETO E POPULAR!

ooOoo

 

Deus é Mulher (2018) – DOWNLOAD

Elza chora e canta Lupi (2016)

A Mulher do Fim do Mundo (2015)

Vassily

 

Richard Wagner (1813-1883) – Tristan und Isolde – Flagstad – Suthaus – Furtwängler

Richard Wagner (1813-1883) – Tristan und Isolde – Flagstad – Suthaus – Furtwängler

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PQP Bach
12 anos de Prazer

Bem, voltei.

Nem tentarei explicar por que sumi por tanto tempo, pois, se começar, talvez eu suma antes mesmo de terminar.

Ensaiei, sim, vários retornos, mas estes não aconteceram pelas mais variadas faltas – de tempo, de élan e, por fim, do cacoete de chegar em casa, escrever e postar.

Muitos foram, também, os gentis convites para retornar. Nenhum deles, no entanto, surtiu efeito. Minha barriguda inércia não se impressionava muito com a sutileza. Sugeri a nosso patrão PQP, enfim, que me intimasse a voltar, e ele o fez, por repetidas vezes – até que o apelo do aniversário de doze anos deste fecundo blogue me fez livrar dessa nhaca inerte e voltar à ativa.

Depois de tanto tempo afastado dessa arena pequepiana, certamente me falta muito daquilo que acabei de chamar de cacoete, e que os boleiros conhecem por “ritmo de jogo”. Nos meus áureos tempos, bastava um espirro em frente ao teclado e já me saía um textículo todo marotinho. Agora, anos depois, me é como se meus dez dedos fossem oitenta, e muito hesitantes, e estranhassem completamente o teclado, o WordPress e aquele mesmo afã em que eram tão hábeis, o de rechear más linguiças temperadas com boa música.

Acho que acabei de rechear uma linguicinha, que já lhes poderei servir – só falta a música, que dispensa apresentações. Não lhes falarei de Wagner, nem da radicalidade de “Tristan und Isolde”, e de todos que a consideram uma das obras mais cruciais e influentes da Música Ocidental; não falarei daquele famoso acorde do terceiro compasso do Prelúdio, descrito sucintamente como uma quarta, sexta e nona aumentadas, e mais elaboradamente como um potente corrosivo da música tonal e propulsor de muito do que haveria na música do século XX. Tampouco tecerei loas à grandeza das vozes de Kirsten Flagstad e Ludwig Suthaus; não lhes contarei que eles já não estavam no auge, e que precisaram mesmo que a diva Elisabeth Schwarzkopf ajudasse Flagstad em alguns agudos no segundo ato; não comentarei que essa alegada decadência nunca me importou, pois a imensa sabedoria acumulada em carreiras wagnerianas tão distintas torna o duo imbatível, veramente incomparável; deixarei passar o detalhe de que o jovem Dietrich Fischer-Dieskau traz um toque de Lied a seu Kurwenal; não dependerão de mim, também, para se aperceberem da estranheza da escolha da Philarmonia Orchestra para uma obra de repertório que, para lhes dizer o mínimo, está em território estranho; e enfim, e não, mas não MESMO, ouvirão de mim que esta é uma das maiores gravações de todos os tempos, e talvez a melhor expressão da arte daquele gênio idiossincrático da regência, o lendário Wilhelm Furtwängler.

Nah, longe de mim isso tudo: prefiro parar por aqui, antes que canse outra vez, que pegue renovado nojo dessa vida de blogueiro e escolha sumir novamente no Éter para só voltar quando me apresentarem alguma gravação melhor do que esta que ora lhes apresento de “Tristan und Isolde”.

ooOoo

Wilhelm RICHARD WAGNER (1813-1883)

TRISTAN UND ISOLDE, ópera romântica em três atos com libreto do compositor

DISCO 01

01. Vorspiel
02. Westwärts schweift der Blick
03. Brangäne, du? Sag – wo sind wir?
04. O weh! Ach! Ach, des Übels, das ich geahnt!
05. Frisch weht der Wind der Heimat zu
06. Mir erkoren, mir verloren
07. Hab acht, Tristan! Botschaft von Isolde
08. Darf ich die Antwort sagen?
09. Weh, ach wehe! Dies zu dulden!
10. Wie lachend sie mir Lieder singen
11. Von seinem Lager blickt’ er her
12. O Wunder! Wo hatt’ ich die Augen?
13. Da Friede, Sühn’ und Freundschaft
14. O Süße, Traute! Teure! Holde! Goldne Herrin!
15. Ungeminnt den hehrsten Mann
16. Kennst du der Mutter Künste nicht?
17. Auf! Auf! Ihr Frauen!
18. Herrn Tristan bringe meinen Gruß
19. Nun leb wohl, Brangäne!
20. Langsam Listen
21. Begehrt, Herrin, was ihr wünscht
22. Da, du so sittsam, mein Herr Tristan
23. Nun will ich des Eides walten

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DISCO 02

01. War Morold dir so wert
02. Ho! He! Ha! He! Am Obermast die Segel ein!
03. Du hörst den Ruf?
04. Auf das Tau! Anker los!
05. Tristan!… Isolde!
06. Was träumte mir von Tristans Ehre?
07. Schnell, den Königsschmuck!
08. Vorspiel
09. Hörst du sie noch?
10. Der deiner harrt – o hör mein Warnen!
11. O laß die warnende Zünde
12. Und mußte der Minne tückischer Trank
13. Isolde! Geliebte!… Tristan! Geliebter!
14. Das Licht! Das Licht!
15. Der Tag! Der Tag
16. In deiner Hand den süßen Tod
17. O nun waren wir Nacht-Gweihter!
18. O sink hernieder, Nacht der Liebe
19. Einsam wachend in der Nacht
20. Lausch, Geliebter!
21. Unsre Liebe? Tristans Liebe?

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DISCO 03

01. Doch unsre Liebe
02. So stürben wir, um ungetrennt
03. Habet acht! Habet acht!
04. O ew’ge Nacht, süße Nacht!
05. Rette dich, Tristan!
06. Tatest du’s wirklich?
07. Wozu die Dienste ohne Zahl
08. Dies wunderhehre Weib
09. Nun, da durch solchen Besitz mein Herz
10. O König, das kann ich dir nicht sagen
11. Wohin nun Tristan scheidet, willst du, Isold’, ihm folgen?
12. Als für ein fremdes Land
13. Verräter! Ha! Zur Rache, König!
14. Hirtenreigen auf einer Schalmei
15. Kurwenal! He! Sag, Kurwenal!
16. Öd’ und leer das Meer!… / Hirtenreigen auf einer Schalmei / Die alte Weise
17. Wo du bist? In Frieden, sicher und frei!
18. Dünkt dich das? Ich weiß es anders
19. Scene 1. Isolde noch im Reich der Sonne!

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DISCO 04

01. Noch losch das Licht nicht aus
02. Mein Kurwenal, du trauter Freund!
03. Hirtenreigen auf einer Schalmei / Noch ist kein Schiff zu sehn!
04. Nein! Ach nein! So heißt sie nicht!
05. Der Trank! Der Trank! Der furchtbare Trank!
06. Mein Herren! Tristan! Schrecklicher Zauber!
07. Das Schiff? Siehst du’s noch nicht?
08. Wie sie selig, hehr und milde
09. Hirtenreigen auf einer Schalmei / O Wonne! Freude! Ha! Das Schiff!
10. O diese Sonne! Ha, dieser Tag!
11. Ich bin’s, ich bin’s, süßester Freund!
12. Die Wunde? Wo? Laß sie mich heilen!
13. Kurwenal! Hör! Ein zweites Schiff
14. Sie wacht! Sie lebt! Isolde!
15. Mild und leise wir er lächelt
16. Heller schallend, mich umwallend

Ludwig Suthaus, tenor (Tristan)
Josef Greindl, baixo (Rei Marke)
Kirsten Flagstad, soprano (Isolde)
Dietrich Fischer-Dieskau, barítono (Kurwenal)
Edgar Evans, tenor (Melot)
Blanche Thebom, soprano (Brangäne)
Rudolf Schock, tenor (jovem marinheiro – pastor)
Rhoderick Davies, barítono (timoneiro)
Philharmonia Orchestra
Chorus of the Royal Opera House, Covent Garden
Wilhelm Furtwängler, regência
Gravado em 1952

Wilhelm Furtwängler: talento proporcional à cervical

Vassily

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suítes para violoncelo solo, tocadas na viola da gamba – Paolo Pandolfo

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suítes para violoncelo solo, tocadas na viola da gamba – Paolo Pandolfo

71ml9YsgedL._SL1071_IM-PER-DÍ-VEL !!!

Querido Vassily Genrikhovich, autor original deste post:

Estamos com muitas saudades de você. Muitas mesmo. Bem, se você não quiser voltar, ficaremos tristes, claro, mas ao menos você poderia nos enviar os arquivos de suas esplêndidas postagens, não? Como esta, por exemplo. Que coisa fantástica este CD! O que Pandolfo faz é inacreditável. Ouçam a Sarabanda da Suíte Nº 4 só para começar, apenas como exemplo. 

Ah, aviso aos visitantes que o arquivo com o livro do Pandolfo — link furadaço abaixo… –, só com nosso pranteado Vassily

Mas passemos a palavra ao fujão.

ATUALIZAÇÃO DE VASSILY EM 21/8/2018: estimado patrão, prometo voltar em muito breve. Por ora, deixo aqui o link que estava furadaço, mas agora está bem funcionante, para o livreto do Pandolfo.

.oOo.

Os cellomaníacos que nos acompanham certamente já empunharam seus tomates podres, indignados que estão com o fato de, nas quatro últimas semanas, a série dedicada às maravilhosas Suítes para violoncelo solo de J. S. Bach ter postado versões para contrabaixo, violoncello da spalla e violão, ao passo que seu queridinho espigonado permanece sumido desde a postagem da lancinante Sonata de Kodály.

Enquanto preparo a armadura para minha Tomatina particular, anuncio-lhes com prazer que o Sr. Cello voltará na semana que vem, pois cedeu com muito gosto seu lugar de toda sexta-feira para uma das mais lindas gravações jamais feitas dessas obras-primas: a do mago Paolo Pandolfo em sua viola da gamba.

Ei-los
Ei-los

Há uma longa discussão não só acerca da propriedade de tocar essas suítes na viola da gamba, como também sobre se o violoncelo foi um substituto à altura de sua antepassada menos robusta e ressonante. O próprio Pandolfo escreveu um delicioso diálogo fictício entre a gamba e o violoncelo sobre o assunto, cuja versão em inglês, no que não me é muito típico, eu também disponibilizei para baixar.

"Defesa da viola baixo contra as empreitadas do violino e as pretensões do violoncelo". Sim, a parada é séria, mesmo.
“Defesa da viola baixo contra as empreitadas do violino e as pretensões do violoncelo, pelo Sr. Hubert le Blanc – Doutor em Direito”.
Sim, a parada é séria, mesmo.

Deixemos o próprio Pandolfo contar-lhes os paranauês em minha macarrônica tradução do italiano:

“Parte-se do pressuposto de que a prática de transcrever música de um instrumento para outro tenha sido difundidíssima ao longo dos séculos, e que Bach foi frequentemente transcritor de si mesmo, transferindo composições próprias de um conjunto instrumental ao outro. Exemplo iluminante, para não irmos longe, é a própria Suíte no. 5, que existe integralmente em uma versão autógrafa para o alaúde.

Ainda que haja fatores de afinidade entre os instrumentos, para o complexo tema das diferenças e afinidades entre a viola da gamba e o violoncelo não bastaria certamente o pouco espaço concedido ao se prefaciar um CD, por ser longamente exaustivo: qualquer aceno neste sentido seria superficial e insuficiente. Basta dizer que eles são tão aparentemente afins quanto substancialmente diferentes, seja no plano organológico, seja naquele mais amplo e complexo do vocabulário musical que lhes é próprio.

É precisamente sobre este último campo que se desenvolve a justificativa mais forte acerca da elaboração das Seis Suítes para a viola. Tanto a própria forma da suíte quanto o tipo de escrita utilizado por Bach (com a contínua alternância entre monódia e polifonia) são indiscutivelmente elementos profundamente arraigados à viola da gamba e à sua história: mais ainda, pode-se afirmar que esses são elementos mais inerentes à primeira que ao segundo, cujo repertório tem nas Suítes de Bach talvez seu único exemplo num gênero do contrário intimamente entralaçado à história da viola da gamba da metade do século XVII às primeiras décadas do século XVIII.

No processo de elaboração, permiti que o instrumento sugerisse as soluções adequadas a cada momento. Busquei, pois, segui-lo e escutá-lo mais que conduzi-lo a rumos preestabelecidos. Isso determinou variações nada insignificantes, a primeira entre as quais aquela da tonalidade (das seis suítes, duas conservam a original), não obstante outras talvez menos óbvias, ainda que significativas. Assim, novas vozes parecem ornamentadas, ainda que não existissem, ou fossem tão só sugeridas; menos frequentemente, alguma voz desapareceu, para dar espaço à sugestão, à imaginação; em um caso, além de alterar a sonoridade da suíte, lancei mão do artifício da scordatura [alteração da afinação padrão]; para conservar o efeito de bordão, fui obrigado a fazer algumas vezes a transposição de uma oitava.

Em geral, deixei que ressonassem silenciosamente as inumeráveis suítes às quais a viola deu voz no longo curso de sua vida, ainda, e cada vez mais, capaz de falar uma língua antiga que se faz atual.

Paolo Pandolfo
Roma, 2001″

Pandolfo fala de sua viola como se fosse um ser vivo, e quem escutar essa extraordinária gravação não duvidará de que ela o é.

J. S. BACH – THE SIX SUITES
PAOLO PANDOLFO – VIOLA DA GAMBA

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Seis Suítes para violoncelo solo, transcritas para viola da gamba

DISCO 1

Suíte no. 1 em Sol maior, BWV 1007 (transposta para Dó maior)
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuets I & II
06 – Gigue

Suíte no. 3 em Dó maior, BWV 1009 (transposta para Fá maior)
07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrées I & II
12 – Gigue

Suíte no.5 em Dó menor, BWV 1011 (transposta para Ré menor)
13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavottes I & II
18 – Gigue

DISCO 2

Suíte no. 2 em Ré menor, BWV 1008
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuets I & II
06 – Gigue

Suíte no. 4 em Mi bemol maior, BWV 1010 (transposta para Sol maior)
07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrées I & II
12 – Gigue

Suíte no. 6 em Ré maior, BWV 1012
13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavottes I & II
18 – Gigue

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Paolo Pandolfo, viola da gamba e transcrições

BÔNUS: “Um Livro Antigo – Um Diálogo Imaginário entre um Cello e uma Viola”, por Paolo Pandolfo (em inglês)

Chovam, chovam, tomates!!!
Vassily in Paradisum

Vassily Genrikhovich

O Mestre Esquecido, capítulo 8 (Chopin – As 51 Mazurcas – Antônio Guedes Barbosa)

cover170x170Atendendo a pedidos, trazemos de volta uma das grandes gravações do pianista paraibano que completaria 75 anos este ano. Convidamos os fãs do Mestre Esquecido a acompanharem o GRUPO “ANTÔNIO GUEDES BARBOSA” no Facebook.

Mais uma gravação PROVERBIAL de nosso “muso” Barbosa: as 51 Mazurcas de Chopin, acompanhadas do “Rondó à la Mazur”, Op. 5. O domínio sobrenatural do Mestre Esquecido sobre o teclado, os sensacionais lampejos de virtuosismo entremeando a placidez normal dessas obras, e sua assimilação das sutilezas do ritmo da mazurca e do rubato tão essencial a Chopin tornam sua leitura – para mim e para muitos – a definitiva.

Poucos pianistas gravaram as mazurkas completas: Rubinstein, Kapell, François e Barbosa, além daqueles que gravaram as obras completas: Biret, Ashkenazy, Magaloff… De todas essas mazurkas, Barbosa certamente está no top 5. E vou além: com as gravações incompletas de Novaes e de Freire, as mazurkas são para mim as obras em que os pianistas brasileiros mais brilham, com um ritmo, um cantabile exemplares. É claro que é subjetivo o que vou falar: por sua sonoridade, ritmo e cantabile, Barbosa não foi o maior, mas foi o mais brasileiro dos pianistas. (Pleyel se metendo na postagem original)

CHOPIN – AS 51 MAZURCAS – RONDO À LA MAZUR – ANTÔNIO GUEDES BARBOSA

Fryderyk Francyszek CHOPIN (1810-1849)

CD 1

01 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 1 em Fá sustenido menor
02 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 2 em Dó sustenido menor
03 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 3 em Mi maior
04 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 4 em Mi bemol meno
05 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 1 em Si maior
06 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 2 em Lá menor
07 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 3 em Fá menor
08 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 4 em Lá bemol maior
09 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 5 em Dó Maior
10 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 1 em Si maior
11 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 2 em Mi menor
12 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 3 em Lá bemol maior
13 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 4 em Lá menor
14 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 1 em Sol menor
15 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 2 em Dó maior
16 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 3 em Lá bemol maior
17 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 4 em Si bemol menor
18 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 1 em Dó menor
19 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 2 em Si menor
20 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 3 em Ré bemol maior
21 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 4 em Dó sustenido menor
22 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 1 em Sol sustenido menor
23 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 2 em Dó maior
24 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 3 em Ré maior
25 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 4 em Si menor
26 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 1 em Mi menor
27 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 2 em Si maior
28 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 3 em Lá bemol maior
29 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 4 em Dó sustenido menor

CD 2

01 – Três Mazurcas, Op. 50 – No. 1 em Sol maior
02 – Três Mazurcas, Op. 50 – No. 2 em Lá bemol maior
03 – Três Mazurcas, Op. 50 – No. 3 em Sol sustenido menor
04 – Três Mazurcas, Op. 56 – No. 1 em Si maior
05 – Três Mazurcas, Op. 56 – No. 2 em Dó maior
06 – Três Mazurcas, Op. 56 – No. 3 em Dó menor
07 – Três Mazurcas, Op. 59 – No. 1 em Lá menor
08 – Três Mazurcas, Op. 59 – No. 2 em Lá bemol maior
09 – Três Mazurcas, Op. 59 – No. 3 em Fá sustenido menor
10 – Três Mazurcas, Op. 63 – No. 1 em Si maior
11 – Três Mazurcas, Op. 63 – No. 2 em Fá menor
12 – Três Mazurcas, Op. 63 – No. 3 em Dó sustenido menor
13 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 1 em Sol maior
14 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 2 em Sol menor
15 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 3 em Dó maior
16 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 4 em Lá menor
17 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 1 em Dó maior
18 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 2 em Lá menor
19 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 3 em Fá maior
20 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 4 em Fá maior
21 – Mazurca em Lá menor, ‘Notre Temps’
22 – Mazurca em Lá
23 – Rondó à la Mazur em Fá maior, Op. 5

BAIXE AQUI OS 2 CD’s — DOWNLOAD HERE

Antônio Guedes Barbosa, piano
Gravado em 1987

O único lançamento brasileiro da gravação das mazurcas de Antônio Guedes Barbosa feita durante a vida do grande músico foi patrocinada pela Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Durmam com essa, anticapitalistas :-)
O único lançamento brasileiro da gravação das mazurcas de Antônio Guedes Barbosa feita durante a vida do grande músico foi patrocinada pela Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
Durmam com essa, anticapitalistas 🙂

Vassily Genrikhovich (2015)
Repostagem por Pleyel (2018)

The Real Chopin, Epílogo (2 de 2)

The Real Chopin, Epílogo (2 de 2)

18043_3_0_0Vamos encerrar a epopeia?

Recebam, então, as faixas restantes da coleção “The Real Chopin”.

Elas sobraram das publicações anteriores, feitas aqui e ali, por serem a repetição, ou mesmo dupla repetição, de uma obra na série.

Para facilitar a vida de vocês, dividi o saldão em três pequenos arquivos, separados por gêneros.

Há uma série praticamente integral das valsas, feita por Marek Drewnowski, em andamentos consideravelmente mais rápidos que os escolhidos por Tatiana Shebanova na gravação que eu já lhes alcancei. De lambuja, a bonita Berceuse numa leitura bastante reverberante de Nikolai Demidenko.

Entre as mazurcas, aparecem interpretações do veterano Fou Ts’ong, um mito que não me pareceu estar em seus melhores dias. Nada para se desesperar, até porque, como diria um amigo meu, todo Marlon Brando tem seu dia de Alberto Roberto.

Quanto aos noturnos, eu confesso não me lembrar sob o efeito de que entorpecente eu estava para deixar de lado duas faixas do ótimo Dang Thai Son. Acho que foi o azeite de dendê, mas…

Enfim: feito o carreto, amigos. CONSVMMATVM EST.

FRYDERYK FRANCYSZEK CHOPIN (1810-1849)

THE REAL CHOPIN – VALSAS (faixas alternativas)

01 – Grande Valse Brillante em Mi bemol maior, Op. 18
02 – Três Valsas, Op. 34 – No. 1 em Lá bemol maior
03 – Três Valsas, Op. 34 – No. 2 em Lá menor
04 – Três Valsas, Op. 34 – No. 3 em Fá maior
05 – Valsa em Lá bemol maior, Op. 42
06 – Três Valsas, Op. 64 – No. 1 em Ré bemol maior
07 – Três Valsas, Op. 64 – No. 2 em Dó sustenido menor
08 – Três Valsas, Op. 64 – No. 3 em Lá bemol maior
09 – Duas Valsas, Op. 69 – No. 1 em Lá bemol maior
10 – Duas Valsas, Op.69 – No. 2 em Si menor
11 – Três Valsas, Op. 70 – No. 1 em Sol bemol maior
12 – Três Valsas, Op. 70 – No. 2 em Fá menor
13 – Três Valsas, Op. 70 – No. 3 em Ré bemol maior
14 – Valsa em Mi maior, WN 18†
15 – Três Valsas, Op. 64 – No. 2 em Dó sustenido menor †
16 – Berceuse em Ré bemol maior, Op. 57 ††

Marek Drewnowski, piano Pleyel (1848)
† Janusz Olejniczak, piano Érard (1849)
†† Nikolai Demidenko, piano Pleyel (1848)

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THE REAL CHOPIN –  MAZURCAS (faixas alternativas)

01 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 1 em Si maior – Dina Yoffe [P]
02 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 2 em Lá menor – Fou Ts’ong [E]
03 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 3 em Lá bemol maior – Janusz Olejniczak [E]
04 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 4 em Lá menor – Janusz Olejniczak [E]
05 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 1 em Sol menor – Janusz Olejniczak [E]
06 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 2 em Si menor – Janusz Olejniczak [E]
07 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 1 em Sol sustenido menor –  Fou Ts’ong [E]
08 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 4 em Si menor –  Fou Ts’ong [E]
09 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 1 em Mi menor –  Fou Ts’ong [E]
10 – Três Mazurcas, Op. 59 – No. 1 em Lá menor –  Fou Ts’ong [E]
11 – Três Mazurcas, Op. 63 – No. 2 em Fá menor –  Fou Ts’ong [E]
12 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – no. 4 em Fá menor –  Fou Ts’ong [E]
13 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 1 em Mi menor – Janusz Olejniczak [E]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

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THE REAL CHOPIN – NOTURNOS (faixas alternativas)

01 – Três Noturnos, Op. 15 – No. 2 em Fá sustenido menor – Dang Thai Son [E]
02 – Três Noturnos, Op. 15 – No. 3 em Sol menor – Tatiana Shebanova [E]
03 – Dois Noturnos, Op. 27 – No. 1 em Dó sustenido menor – Dang Thai Son [E]
04 – Dois Noturnos, Op. 27 – No. 2 em Ré bemol maior – Nikolai Demidenko [P]
05 – Dois Noturnos, Op. 32 – No. 1 em Si maior – Kevin Kenner [P]
06 – Dois Noturnos, Op. 32 – No. 2 em Lá bemol maior – Kevin Kenner [P]
07 – Dois Noturnos, Op. 55 – No. 1 em Fá menor – Dina Yoffe [P]
08 – Peças Póstumas para piano, Op. 72 – No. 1: Noturno em Mi menor – Janusz Olejniczak [E]
09 – Noturno para piano em Dó sustenido menor, Lento con Gran Espressione, Op. póstumo – Janusz Olejniczak [E]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

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A segunda - e muito menos conhecida - imagem fotográfica de Chopin, tomada em 1846 ou 1847. O original, bastante deteriorado, foi provavelmente destruído na II Guerra Mundial. Esta cópia foi encontrada pelo pianista inglês Jack Gibbons em um livro da década de 80. Grande entusiasta de Chopin, ele não tem medido esforços para divulgá-la. Pelo vivo contraste com a outra fotografia existente de Chopin, que o mostra já muito doente, e por ser muito mais parecida com seus retratos em pintura, particularmente o mais célebre deles, de autoria de Eugène Delacroix, eu compartilho com Gibbons seu entusiasmo. Mais sobre a figura de Chopin no blog de Gibbons: http://jackgibbons.blogspot.com.br/2010/03/chopins-photograph.html
A segunda – e muito menos conhecida – fotografia de Chopin, tomada em 1846 ou 1847. O original, bastante deteriorado, foi provavelmente destruído na II Guerra Mundial. Esta cópia foi encontrada pelo pianista inglês Jack Gibbons num livro da década de 80. Grande entusiasta do compositor, Gibbons não tem medido esforços para divulgar esta imagem. Eu também a considero fascinante: apesar do mau estado de conservação, é vivo o contraste com a outra fotografia existente de Chopin, que o mostra já muito doente no 1849 em que morreria. Além disso, é muito mais parecida com seus retratos em pintura, particularmente o mais célebre deles, de autoria de Eugène Delacroix. Mais sobre a figura de Chopin no blog de Gibbons.

Vassily

The Real Chopin, Epílogo (1 de 2)

The Real Chopin, Epílogo (1 de 2)

18043_3_0_0Antes de tocar meu barco para outras praias e prosseguir com a desova do bocado de música que creio ter a compartilhar convosco, volto brevemente para mais dois rápidos estrebuchos que concluirão a série “The Real Chopin”, cuja maior parte já foi publicada em duas mamúticas postagens feitas pelo patrão PQP – a primeira aqui, a segunda ali.

Na ocasião, alertei que muito conteúdo fora propositalmente deixado de fora, uma vez que este arbitrário curador que vos fala atentou tão só a seu gosto pessoal e prestou contas somente à coerência (não muita) que cabe em seu matutante melão. E, antes que sobre ele chovam tomates, lembro os resmungões de que os 21 discos da coleção, na maioria em forma de recitais, foram reorganizados gratuita e abnegadamente por mim de acordo com gênero musical, tarefa que facilita bastante a vida dos melômanos e que, se não exatamente hercúlea, me queimou alguma pestana.

No entanto, diante da boa repercussão das postagens originais, e de alguns pedidos de leitores do PQP Bach, revi minha posição enfastiada. Assim, os venerandos pianos Pleyel e Érard voltam a este blogue para completar a série em duas prestações.

A primeira delas deverá atender, entre vós outros, somente aqueles colecionadores obsessivos, os que fazem absoluta questão do completo, do integral, do inteirinho, compasso por compasso, colcheia por colcheia, sem perder uma só fermata. Esses tipos, garanto, poderão em breve repousar sob o dossel da serenidade, mesmo que isto signifique ter que escutar, por exemplo, alguns compassos escritos para os cachorros de George Sand, amante do compositor.

Diferentemente de Beethoven, que volta e meia vendia alguma bobagem escrita em dois toques para não terminar o mês no vermelho, Chopin foi mais criterioso quanto ao que submetia à publicação. De sua primeira obra-prima consumada (os Estudos Op. 10) até a última obra publicada em vida (a Sonata Op. 65 para violoncelo e piano), foram poucos os passos em falso que levou para a prensa. Muito o que cai fora desse intervalo – obras infantojuvenis, exercícios para conservatório, peças de ocasião e esboços deixados de lado – aparece nas gravações a seguir.

ooOoo

FRYDERYK FRANCISZEK CHOPIN (1810-1849)

THE REAL CHOPIN – RONDOS

A despeito do título, o volume inclui também a curiosa Sonata em Dó menor, exercício de composição dos tempos de Conservatório de Varsóvia. Nela, originalidade do compositor aparece em lampejos, sufocada pelas exigências da forma-sonata. Tem-se a sensação de se ouvir Chopin brigando para romper uma dura carapaça que, estranhamente, me soa como um pastiche de Hummel

1 – Rondó em Dó menor, Op. 1 – Nikolai Demidenko [P]
2 – Rondó à la Mazur em Fá maior, Op. 5 – Tatiana Shebanova [E]
3 – Rondó em Mi bemol maior, Op. 16 – Nikolai Demidenko [P]
4 – Rondó em Dó maior para dois pianos, Op.73 – Tatiana Shebanova [E] e Jarosław Drzewiecki [P]
5 – Rondó em Dó maior, Op. 73 [versão preliminar para piano solo] – Tatiana Shebanova [E]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

6 – Sonata no. 1 em Dó menor, Op. 4 – Allegro maestoso
7 – Sonata no. 1 em Dó menor, Op. 4 – Minuetto. Allegretto
8 – Sonata no. 1 em Dó menor, Op. 4 – Larghetto
9 – Sonata no. 1 em Dó menor, Op. 4 – Finale. Presto

Ewa Pobłocka, piano Pleyel (1848)

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THE REAL CHOPIN – VARIATIONS – MINIATURES

Esse volume é um balaio de gatos que começa com as interessantes variações sobre “Là ci darem la mano”, em versão para piano solo (o original para piano e orquestra, com Nelson Goerner e Frans Brüggen, foi postado aqui), e termina com o bizarro Gallop em Lá bemol, que é a tal da peça escrita para os dois cachorros da amante: o primeiro, chamado Dib, que é citado numa anotação sobre a pauta do manuscrito; e o outro, Marquis, certamente o preferido, que deu o título à composição.

Digna de nota, em meio ao balaião, é a variação que Chopin escreveu para a obra coletiva “Hexaméron”, coordenada por Liszt, e que contou também com colaborações de Thalberg, Pixis, Czerny e Herz – praticamente o panteão pianístico da época. Entre uma bobagenzinha e outra, também se encontra a única fuga escrita pelo compositor, a duas vozes e em Lá menor. Produto de sua última década de vida, foi publicada postumamente. Talvez Chopin pretendesse prestar com ela uma modesta homenagem a Bach, a quem venerava, e cujo “Cravo bem Temperado” era a base das lições ministradas a seus alunos.

01 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Introdução [Allegro]
02 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Tema [Allegretto]
03 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Variação I [Brillante]
04 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Variação II [Veloce, ma accuratamente]
05 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Variação III [Sempre sostenuto]
06 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Variação IV
07 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Variação V [Adagio]
08 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Finale – Alla Polacca

Nikolai Demidenko, piano Pleyel (1848)

09 – Variações em Si bemol maior sobre “Je vends des escapulaires” da ópera “Ludovic” de Hérold, Op. 12
10 – Variações em Mi maior sobre a canção alemã “Der Schweizerbulb”, B. 14
11 – “Souvenir de Paganini”, Variações em Lá maior sobre “O Carnaval de Veneza”, B. 37
12 – Variações sobre uma canção irlandesa de Thomas Moore, para piano a quatro mãos, B12A †
13 – Variação em Mi maior sobre a marcha da ópera “I Puritani” de Bellini, para o “Hexaméron”
14 – Peças para piano, Op. 72 – no. 3: Três Escocesas – no. 1 em Ré menor
15 – Peças para piano, Op. 72 – no. 3: Três Escocesas – no. 2 em Sol maior
16 – Peças para piano, Op. 72 – no. 3: Três Escocesas – no. 3 em Ré bemol maior
17 – Peças para piano, Op. 72 – no. 2: Marcha Fúnebre em Dó menor
18 – Contradança em Sol bemol maior ††
19 – Cantabile em Si bemol maior ††
20 – Largo em Mi bemol maior
21 – Moderato em Mi maior, “Feuille d’Album”
22 – Allegretto em Fá sustenido maior, “Mazurka”
23 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 2: “Wiosna” (versão para piano solo)
24 – Fuga em Lá menor
25 – Gallop em Lá bemol maior, “Marquis”

Tatiana Shebanova, piano Érard (1849)
† Tatiana Shebanova e Stanisław Drzewiecki, piano Érard (1849)
†† Ewa Pobłocka, piano Pleyel (1848)

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Uma das duas únicas fotografias conhecidas de Chopin, tomada por L. A. Bisson com um daguerreótipo em 1849, ano da morte do compositor. O desconforto em seu semblante me é perturbador.
Uma das duas únicas fotografias conhecidas de Chopin – e, de longe, a mais famosa – tomada por L. A. Bisson em 1849, ano da morte do compositor. Acho fascinante como este retrato destoa das poses caprichadas (até porque o tempo de exposição dos daguerreótipos era muito longo!) da época. Parece quase um instantâneo. O olhar de Chopin é inquisitivo, mesmo penetrante, e o desconforto em seu semblante, pelo menos para mim, perturbador.

Vassily

The Real Chopin 2 (Post 2 de 2)

The Real Chopin 2 (Post 2 de 2)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

E a saga continua…

FRYDERYK FRANCYSZEK CHOPIN (1810-1849)

SONATAS – FANTASIA

01 – Sonata no. 2 para piano em Si bemol menor, Op. 35 – Grave. Doppio movimento
02 – Sonata no. 2 para piano em Si bemol menor, Op. 35 – Scherzo
03 – Sonata no. 2 para piano em Si bemol menor, Op. 35 – Marche funèbre. Lento
04 – Sonata no. 2 para piano em Si bemol menor, Op. 35 – Finale. Presto

Janusz Olejniczak, piano Érard (1849)

05 – Sonata no. 3 para piano em Si menor, Op. 58 – Allegro maestoso
06 – Sonata no. 3 para piano em Si menor, Op. 58 – Scherzo. Molto vivace
07 – Sonata no. 3 para piano em Si menor, Op. 58 – Largo
08 – Sonata no. 3 para piano em Si menor, Op. 58 – Finale. Presto non tanto
09 – Fantasia em Fá menor, Op. 49

Ka Ling Colleen Lee, piano Pleyel (1848)

NOTA: a primeira sonata, em Dó menor, Op. 4, foi propositalmente deixada de fora, por ser uma obra de juventude, composta como exercício para o Conservatório de Varsóvia. O próprio Chopin não a levou muito a sério, de tal maneira que, a despeito do número de Opus baixo, foi publicada somente em 1851, dois anos da morte do compositor. Se houver interesse dos leitores, a obra poderá ser publicada posteriormente.

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VALSAS

01 – Grande Valse Brillante em Mi bemol maior, Op. 18
02 – Três Valsas, Op. 34 – No. 1 em Lá bemol maior
03 – Três Valsas, Op. 34 – No. 2 em Lá menor
04 – Três Valsas, Op. 34 – No. 3 em Fá maior
05 – Valsa em Lá bemol maior, Op. 42
06 – Três Valsas, Op. 64 – No. 1 em Ré bemol maior
07 – Três Valsas, Op. 64 – No. 2 em Dó sustenido menor
08 – Três Valsas, Op. 64 – No. 3 em Lá bemol maior
09 – Duas Valsas, Op. 69 – No. 1 em Lá bemol maior
10 – Duas Valsas, Op.69 – No. 2 em Si menor
11 – Três Valsas, Op. 70 – No. 1 em Sol bemol maior
12 – Três Valsas, Op. 70 – No. 2 em Fá menor
13 – Três Valsas, Op. 70 – No. 3 em Ré bemol maior
14 – Valsa em Mi bemol maior
15 – Valsa em Mi menor

Tatiana Shebanova, piano Érard (1849)

16 – Valsa em Mi maior
17 – Valsa em Lá bemol maior
18 – Valsa em Mi bemol maior, Sostenuto
19 – Valsa em Lá menor

Marek Drewnowski, piano Pleyel (1848)

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MAZURCAS – PARTE I

01 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 1 em Fá sustenido menor – Ewa Pobłocka [P]
02 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 2 em Dó sustenido menor – Ewa Pobłocka [P]
03 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 3 em Mi maior – Ewa Pobłocka [P]
04 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 4 em Mi bemol menor – Ewa Pobłocka [P]
05 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 1 em Si maior – Ewa Pobłocka [P]
06 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 2 em Lá menor – Ewa Pobłocka [P]
07 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 3 em Fá menor – Ewa Pobłocka [P]
08 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 4 em Lá bemol maior – Ewa Pobłocka [P]
09 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 5 em Dó Maior – Ewa Pobłocka [P]
10 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 1 em Si maior – Ewa Pobłocka [P]
11 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 2 em Mi menor – Fou Ts’ong [E]
12 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 3 em Lá bemol maior – Fou Ts’ong [E]
13 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 4 em Lá menor – Dina Yoffe [P]
14 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 1 em Sol menor – Fou Ts’ong [E]
15 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 2 em Dó maior – Fou Ts’ong [E]
16 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 3 em Lá bemol maior – Fou Ts’ong [E]
17 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 4 em Si bemol menor – Fou Ts’ong [E]
18 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 1 em Dó menor – Fou Ts’ong [E]
19 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 2 em Si menor – Fou Ts’ong [E]
20 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 3 em Ré bemol maior – Tatiana Shebanova [E]
21 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 4 em Dó sustenido menor – Janusz Olejniczak [E]
22 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 1 em Sol sustenido menor – Ka Ling Colleen Lee [P]
23 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 2 em Dó maior – Ka Ling Colleen Lee [P]
24 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 3 em Ré maior – Ka Ling Colleen Lee [P]
25 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 4 em Si menor – Ka Ling Colleen Lee [P]
26 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 1 em Mi menor – Ewa Pobłocka [P]
27 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 2 em Si maior – Ewa Pobłocka [P]
28 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 3 em Lá bemol maior – Ewa Pobłocka [P]
29 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 4 em Dó sustenido menor – Ewa Pobłocka [P]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

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MAZURCAS – PARTE II

30 – Três Mazurcas, Op. 50 – No. 1 em Sol maior – Fou Ts’ong [E]
31 – Três Mazurcas, Op. 50 – No. 2 em Lá bemol maior – Fou Ts’ong [E]
32 – Três Mazurcas, Op. 50 – No. 3 em Sol sustenido menor – Fou Ts’ong [E]
33 – Três Mazurcas, Op. 56 – No. 1 em Si maior – Tatiana Shebanova [E]
34 – Três Mazurcas, Op. 56 – No. 2 em Dó maior – Tatiana Shebanova [E]
35 – Três Mazurcas, Op. 56 – No. 3 em Dó menor – Fou Ts’ong [E]
36 – Três Mazurcas, Op. 59 – No. 1 em Lá menor – Kevin Kenner [P]
37 – Três Mazurcas, Op. 59 – No. 2 em Lá bemol maior – Kevin Kenner [P]
38 – Três Mazurcas, Op. 59 – No. 3 em Fá sustenido menor – Kevin Kenner [P]
39 – Três Mazurcas, Op. 63 – No. 1 em Si maior – Tatiana Shebanova [E]
40 – Três Mazurcas, Op. 63 – No. 2 em Fá menor – Tatiana Shebanova [E]
41 – Três Mazurcas, Op. 63 – No. 3 em Dó sustenido menor – Tatiana Shebanova [E]
42 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 1 em Sol maior – Dina Yoffe [P]
43 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 2 em Sol menor – Dina Yoffe [P]
44 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 3 em Dó maior – Dina Yoffe [P]
45 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 4 em Lá menor – Dina Yoffe [P]
46 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 1 em Dó maior – Tatiana Shebanova [E]
47 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 2 em Lá menor – Janusz Olejniczak [E]
48 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 3 em Fá maior – Janusz Olejniczak [E]
49 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 4 em Fá maior – Janusz Olejniczak [E]
50 – Mazurca em Sol maior, KKIIa2 – Ewa Pobłocka [P]
51 – Mazurca em Si maior, KKIIa3 – Ewa Pobłocka [P]
52 – Mazurca em Si maior, KKIVb1 – Ewa Pobłocka [P]
53 – Mazurca em Lá menor, ‘Notre Temps’ – Ewa Pobłocka [P]
54 – Mazurca em Lá menor, Dbop 42A (autoria duvidosa) – Tatiana Shebanova [E]
55 – Mazurca em Ré maior – Tatiana Shebanova [E]
56 – Mazurca em Si bemol maior – Tatiana Shebanova [E]
57 – Mazurca em Dó maior – Tatiana Shebanova [E]
58 – Mazurca em Lá bemol maior – Tatiana Shebanova [E]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

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POLONAISES – PARTE I

01 – Duas Polonaises, Op. 26 – No. 1 em Dó sustenido menor – Tatiana Shebanova [E]
02 – Duas Polonaises, Op. 26 – No. 2 em Mi bemol menor – Dina Yoffe [P]
03 – Duas Polonaises, Op. 40 – No. 1 em Lá maior – Janusz Olejniczak [P]
04 – Duas Polonaises, Op. 40 – No. 2 em Dó menor – Kevin Kenner [P]
05 – Polonaise em Fá sustenido menor, Op. 44 – Janusz Olejniczak [E]
06 – Polonaise em Lá bemol maior, Op. 53 – Janusz Olejniczak [E]
07 – Polonaise-Fantasia em Lá bemol maior, Op. 61 – Ka Ling Colleen Lee [P]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

NOTA: neste volume estão as Polonaises publicadas em Paris durante a vida do compositor e amplamente consideradas suas obras mais importantes no gênero

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POLONAISES – PARTE II

08 – Três Polonaises, Op. 71 – No. 1 em Ré menor – Nikolai Demidenko [P]
09 – Três Polonaises, Op. 71 – No. 2 em Si bemol maior – Marek Drewnowski [E]
10 – Três Polonaises, Op. 71 – No. 3 em Fá menor – Tatiana Shebanova [E]
11 – Polonaise em Sol menor (1817) – Marek Drewnowski [P]
12 – Cinco Polonaises, Op. Póstumo – No. 1 em Si bemol maior – Marek Drewnowski [P]
13 – Cinco Polonaises, Op. Póstumo – No. 2 em Lá bemol maior – Marek Drewnowski [P]
14 – Cinco Polonaises, Op. Póstumo – No. 3 em Sol sustenido menor – Tatiana Shebanova [E]
15 – Cinco Polonaises, Op. Póstumo – No. 4 em Si bemol menor – Tatiana Shebanova [E]
16 – Cinco Polonaises, Op. Póstumo – No. 5 em Sol bemol maior – Tatiana Shebanova [E]
17 – Andante spianato e Grande Polonaise Brilhante, Op.22 – Andante – Wojciech Świtała [P]
19 – Andante spianato e Grande Polonaise Brilhante, Op.22 – Polonaise – Wojciech Świtała [P]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

NOTA: neste segundo volume estão as polonaises compostas na juventude e aquelas publicadas postumamente, além da versão para piano solo do Andante Spianato e Grande Polonaise Brilhante, Op. 22. A polonaise em Sol menor, composta por Chopin aos sete anos de vida, foi sua primeira obra publicada

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CANÇÕES

01 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 1: “Życzenie” (poema de Stefan Witwicki)
02 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 2: “Wiosna” (Stefan Witwicki)
03 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 3: “Smutna Rzeka” (Stefan Witwicki)
04 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 4: “Hulanka” (Stefan Witwicki)*
05 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 5: “Gdzie lubi” (Stefan Witwicki)*
06 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 6: “Precz z moich oczu” (Adam Mickiewicz)*
07 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 7: “Poseł” (Stefan Witwicki)
08 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 8: “Śliczny chłopiec” (Zaleski)
09 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 9: “Z gór, gdzie dźwigali strasznych krzyżów brzemię” (Zygmunt Krasiński)
10 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 10: “Wojak” (Stefan Witwicki)*
11 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 11: “Dwojaki koniec” (Bohdan Zaleski)
12 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 12: “Moja pieszczotka” (Adam Mickiewicz)*
13 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 13: “Nie ma czego trzeba” (Bohdan Zaleski)
14 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 14: “Pierścień” (Stefan Witwicki)*
15 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 15: “Narzeczony” (Stefan Witwicki)*
16 – Canções Poloneses, Op. 74 – No. 16: “Piosnka litewska” (folclore lituano, tradução de Ludwik Osiński)
17 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 17: “Śpiew z mogiłki” (Wincenty Pol)
18 – “Czary” (Stefan Witwicki)*
19 -“Dumka” (Bohdan Zaleski)*

Aleksandra Kurczak, soprano
* Mariusz Kwiecień, barítono
Nelson Goerner, piano Pleyel (1848)

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CHAMBER MUSIC

01 – Sonata para violoncelo e piano em Sol menor, Op. 65 – Allegro Moderato
02 – Sonata para violoncelo e piano em Sol menor, Op. 65 – Scherzo. Allegro con brio
03 – Sonata para violoncelo e piano em Sol menor, Op. 65 – Largo
04 – Sonata para violoncelo e piano em Sol menor, Op. 65 – Finale. Allegro
05 – Introdução e Polonaise Brilhante para violoncelo e piano em Dó maior, Op. 3
06 – Grande Duo Concertante em Mi maior, sobre temas de “Robert Le Diable” de Meyerbeer, para violoncelo e piano, Dbop. 16 (em colaboração com Auguste Franchomme)

Andrzej Bauer, violoncelo
Jan Krzysztof Broja, piano Érard (1849)

07 – Trio em Sol menor para piano, violino e violoncelo, Op. 8 – Allegro con fuoco
08 – Trio em Sol menor para piano, violino e violoncelo, Op. 8 – Scherzo. Con moto ma non troppo
09 – Trio em Sol menor para piano, violino e violoncelo, Op. 8 – Adagio sostenuto
10 – Trio em Sol menor para piano, violino e violoncelo, Op. 8 – Finale. Allegretto

Jan Krzysztof Broja, piano Érard (1849)
Jakub Jakowicz, violino
Andrzej Bauer, violoncelo

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RAOUL KOCZALSKI AT THE BELVEDERE, 1948

01 – Prelúdios, Op. 28 – No. 20 em Dó menor
02 – Dois Noturnos, Op. 27 – No. 2 em Ré bemol maior
03 – Quatro Mazurcas, Op. 7 – No. 1 em Si maior
04 – Berceuse em Ré bemol maior, Op. 57
05 – Fantasia-Improviso em Dó sustenido menor, Op. 66
06 – Grande Valsa Brilhante em Mi bemol maior, Op.18
07 – Balada no. 1 em Sol menor, Op. 23
08 – Comentário

Raoul Koczalski, no piano Pleyel de Chopin, 1848
Gravado no Palácio Belvedere, residência oficial do presidente da Polônia
21 de fevereiro de 1948, 138° aniversário de Chopin

NOTA: este CD é um bônus na coleção. O pianista Raoul Koczalski estudou no Conservatório de Lemberg (depois Lwów, Polônia – hoje L’viv, Ucrânia) com Karol Mikuli, o mais notável discípulo polonês de Chopin, coordenador da primeira edição crítica de suas obras e considerado a maior autoridade de sua época sobre o estilo de interpretação de seu mestre. Além do interesse acerca do intérprete, em linha pedagógica direta com Chopin, esta é uma das gravações mais antigas feitas com instrumentos contemporâneos ao compositor, muito antes de surgir o movimento da “interpretação historicamente informada”.

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Chopin, por Eugène Delacroix
Chopin, por Eugène Delacroix

Vassily Genrikovich

The Real Chopin (Post 1 de 2)

The Real Chopin (Post 1 de 2)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A série “The Real Chopin” foi produzida pelo Instituto Nacional Fryderyk Chopin de Varsóvia e lançada em 2010 por ocasião do bicentenário do compositor.

Trata-se da primeira gravação integral da obra do grande polonês em instrumentos de época: um piano Érard de 1848 e um Pleyel de 1849. A maioria dos intérpretes foi laureada no Concurso Internacional Chopin, realizado quinquenalmente em Varsóvia. Nenhum deles é especialista em instrumentos antigos; as partituras, em compensação, provêm da edição crítica das obras publicada pelo próprio Instituto.

A caixa contém 21 CDs, em sua maior parte organizados como recitais. Reorganizei as obras por gênero. Ficaram de fora várias obras repetidas, bem como algumas obras menores, a maior parte delas da juventude do compositor e que ele próprio se recusou a publicar em vida. No caso das obras repetidas, subi as interpretações que considerei melhores. Se houver interesse dos usuários do PQP Bach, especialmente dos obcecados por coleções completas, posso subir posteriormente as versões alternativas e demais obras que faltam. Arrumei a numeração das faixas e indiquei, em cada uma, o piano em que foram executadas: Pleyel (P) ou Érard (E).

Os filés da caixa são as obras para piano e orquestra, interpretadas pelos ótimos Dang Thai Son, vietnamita, vencedor do Concurso Chopin em 1980, e Nelson Goerner, argentino e “afilhado artístico” de Martha Argerich. O acompanhamento fica a cargo da Orchestra of the 18th Century regida pelo grande Frans Brüggen. Os concertos, a cargo de Dang e Brüggen, estão excelentes, apesar dos ruídos de praxe das gravações ao vivo.

Os pontos altos continuam com os noturnos, em sua maioria interpretados por Dang, as baladas com Goerner, o primeiro volume das polonaises (pois o segundo é das polonaises da juventude), a música de câmara (obras para violoncelo e piano e o único trio de Chopin) e as canções (alternadas entre soprano e barítono). As outras gravações são boas, mas nada sobre o que se possa aplaudir de pé. Os pontos mais baixos são os estudos, que não brilham tanto sob o timbre do piano antigo, e as mazurcas com o veterano Fou Ts’ong, estranhamente pachorrentas para um pianista renomado justamente por suas interpretações do gênero.

Abaixo, a descrição das faixas dos CDs.

Agradeço pela oportunidade de contribuir com o PQP, que tanta alegria já me deu, e fico à disposição para esclarecimentos.

Vassily Genrikovich

 

FRYDERYK FRANCYSZEK CHOPIN (1810-1849)

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CONCERTOS

01 – Concerto no. 1 para piano e orquestra em Mi menor, Op. 11 – Allegro maestoso
02 – Concerto no. 1 para piano e orquestra em Mi menor, Op. 11 – Romance. Larghetto.
03 – Concerto no. 1 para piano e orquestra em Mi menor, Op. 11 – Rondo. Vivace
04 – Concerto no. 2 para piano e orquestra em Fá menor, Op. 21 – Maestoso
05 – Concerto no. 2 para piano e orquestra em Fá menor, Op. 21 – Larghetto
06 – Concerto no. 2 para piano e orquestra em Fá menor, Op. 21 – Vivace

Dang Thai Son, piano Érard (1849)
Orchestra of the Eighteenth Century
Frans Brüggen, regência

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OTHER WORKS FOR PIANO AND ORCHESTRA

01 – Fantasia em Lá maior sobre temas poloneses, para piano e orquestra, Op. 13
02 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano e orquestra, Op. 2 – Introdução [Allegro]
03 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano e orquestra, Op. 2 – Tema [Allegretto]
04 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano e orquestra, Op. 2 – Variação I [Brillante]
05 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano e orquestra, Op. 2 – Variação II [Veloce, ma accuratamente]
06 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano e orquestra, Op. 2 – Variação III [Sempre sostenuto]
07 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano e orquestra, Op. 2 – Variação IV
08 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano e orquestra, Op. 2 – Variação V [Adagio]
09 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano e orquestra, Op. 2 – Finale – Alla Polacca
10 – Rondo à la Krakowiak em Fá maior, para piano e orquestra, op. 14
11 – Andante spianato e Grande Polonaise Brilhante em Mi bemol maior, para piano e orquestra, op. 22 – Andante
12 – Andante spianato e Grande Polonaise Brilhante em Mi bemol maior, para piano e orquestra, op. 22 – Polonaise

Nelson Goerner, piano Érard [1849]
Orchestra of the Eighteenth Century
Frans Brüggen, regência

13 – Compositor anônimo: Mazurek Dąbrowskiego [“Mazurca de Dąbrowski” – Hino Nacional da Polônia]

Orchestra of the Eighteenth Century
Frans Brüggen, regência

NOTA: a última faixa é a primeira gravação do Hino Nacional Polonês em instrumentos originais

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NOTURNOS – PARTE I

01 – Três Noturnos, Op. 9 – No. 1 em Si bemol menor – Dang Thai Son [E]
02 – Três Noturnos, Op. 9 – No. 2 em Mi bemol maior – Dang Thai Son [E]
03 – Três Noturnos, Op. 9 – No. 3 em Si menor – Dang Thai Son [E]
04 – Três Noturnos, Op. 15 – No. 1 em Fá maior – Dina Yoffe [P]
05 – Três Noturnos, Op. 15 – No. 2 em Fá sustenido menor – Dina Yoffe [P]
06 – Três Noturnos, Op. 15 – No. 3 em Sol menor – Dina Yoffe [P]
07 – Dois Noturnos, Op. 27 – No. 1 em Dó sustenido menor – Nelson Goerner [P]
08 – Dois Noturnos, Op. 27 – No. 2 em Ré bemol maior – Nelson Goerner [P]
09 – Dois Noturnos, Op. 32 – No. 1 em Si maior – Dang Thai Son [E]
10 – Dois Noturnos, Op. 32 – No. 2 em Lá bemol maior – Dang Thai Son [E]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

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NOTURNOS – PARTE II

01 – Dois Noturnos, Op. 37 – No. 1 em Sol menor – Dang Thai Son [E]
02 – Dois Noturnos, Op. 37 – No. 2 em Sol maior – Dang Thai Son [E]
03 – Dois Noturnos, Op. 48 – No. 1 em Dó menor – Janusz Olejniczak, [E]
04 – Dois Noturnos, Op. 48 – No. 2 em Fá sustenido menor – Nelson Goerner [P]
05 – Dois Noturnos, Op. 55 – No. 1 em Fá menor – Dang Thai Son, piano [E]
06 – Dois Noturnos, Op. 55 – No. 2 em Mi bemol menor – Dang Thai Son [E]
07 – Dois Noturnos, Op. 62 – No. 1 em Si maior – Janusz Olejniczak [E]
08 – Dois Noturnos, Op. 62 – No. 2 em Mi maior – – Dina Yoffe [P]
09 – Peças Póstumas para piano, Op. 72 – No. 1: Noturno em Mi menor – Dang Thai Son [E]
10 – Noturno para piano em Dó sustenido menor, Lento con Gran Espressione, Op. póstumo – Dang Thai Son [E]
11 – Noturno para piano em Dó menor, Op. póstumo – Dang Thai Son [E]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

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BALADAS E SCHERZOS

01 – Balada no. 1 em Sol menor, Op. 23 – Nelson Goerner [P]
02 – Balada no. 2 em Fá maior, Op. 38 – Nelson Goerner [P]
03 – Balada no. 3 em Lá bemol maior, Op. 47 – Nelson Goerner [P]
04 – Balada no. 4 em Fá menor, Op. 52 – Nelson Goerner [P]
05 – Scherzo no. 1 em Si menor, Op. 20 – Dina Yoffe [P]
06 – Scherzo no. 2 em Si bemol menor, Op. 31 – Janusz Olejniczak [E]
07 – Scherzo no. 3 em Dó sustenido menor, Op. 39 – Kevin Kenner [P]
08 – Scherzo no. 4 em Mi maior, Op. 54 – Dina Yoffe [P]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

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IMPROMPTUS – BOLERO – TARANTELLA – BERCEUSE – BARCAROLLE

01 – Improviso em Lá bemol maior, Op. 29 – Kevin Kenner [P]
02 – Improviso em Fá sustenido maior, Op. 36 – Kevin Kenner [P]
03 – Improviso em Sol bemol maior, Op. 51 – Kevin Kenner [P]
04 – Fantasia-Improviso em Dó sustenido menor, Op. 66 – Kevin Kenner [P]
05 – Bolero, Op. 19 – Nikolai Demidenko [P]
06 – Tarantela em Lá bemol maior, Op. 43 – Nikolai Demidenko [P]
07 – Allegro de Concert em Lá maior, Op. 46 – Nikolai Demidenko [P]
08 – Berceuse em Ré bemol maior, Op. 57 – Tatiana Shebanova [E]
09 – Barcarola em Fá sustenido maior, Op. 60 – Tatiana Shebanova [E]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

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ESTUDOS

01 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 1 em Dó maior
02 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 2 em Lá menor
03 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 3 em Mi maior
04 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 4 em Dó sustenido menor
05 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 5 em Sol bemol maior
06 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 6 em Mi bemol menor
07 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 7 em Dó maior
08 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 8 em Fá maior
09 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 9 em Fá menor
10 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 10 em Lá bemol maior
11 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 11 em Mi bemol maior
12 – Estudos para piano, Op. 10 – No. 12 em Dó menor
13 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 1 em Lá bemol maior
14 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 2 em Fá menor
15 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 3 em Fá maior
16 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 4 em Lá menor
17 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 5 em Mi menor
18 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 6 em Sol sustenido menor
19 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 7 em Dó sustenido menor
20 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 8 em Ré bemol maior
21 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 9 em Sol bemol maior
22 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 10 em Si menor
23 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 11 em Lá menor
24 – Estudos para piano, Op. 25 – No. 12 em Dó menor

Tatiana Shebanova, piano Érard (1849)

25 – Trois Nouvelles Études pour le “Méthode des Méthodes” de Moscheles et Fétis – No. 1 em Fá menor
26 – Trois Nouvelles Études pour le Méthode des Méthodes” de Moscheles et Fétis – No. 2 em Ré bemol maior
27 – Trois Nouvelles Études pour le Méthode des Méthodes” de Moscheles et Fétis – No. 3 em Lá bemol maior

Ewa Pobłocka, piano Pleyel (1848)

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PRELÚDIOS

01 – Prelúdios, Op. 28 – No. 1 em Dó maior
02 – Prelúdios, Op. 28 – No. 2 em Lá menor
03 – Prelúdios, Op. 28 – No. 3 em Sol maior
04 – Prelúdios, Op. 28 – No. 4 em Mi menor
05 – Prelúdios, Op. 28 – No. 5 em Ré maior
06 – Prelúdios, Op. 28 – No. 6 em Si menor
07 – Prelúdios, Op. 28 – No. 7 em Lá maior
08 – Prelúdios, Op. 28 – No. 8 em Fá sustenido menor
09 – Prelúdios, Op. 28 – No. 9 em Mi maior
10 – Prelúdios, Op. 28 – No. 10 em Dó sustenido menor
11 – Prelúdios, Op. 28 – No. 11 em Si maior
12 – Prelúdios, Op. 28 – No. 12 em Sol sustenido menor
13 – Prelúdios, Op. 28 – No. 13 em Fá sustenido maior
14 – Prelúdios, Op. 28 – No. 14 em Mi bemol menor
15 – Prelúdios, Op. 28 – No. 15 em Ré bemol maior
16 – Prelúdios, Op. 28 – No. 16 em Si bemol menor
17 – Prelúdios, Op. 28 – No. 17 em Lá bemol maior
18 – Prelúdios, Op. 28 – No. 18 em Fá menor
19 – Prelúdios, Op. 28 – No. 19 em Mi bemol maior
20 – Prelúdios, Op. 28 – No. 20 em Dó menor
21 – Prelúdios, Op. 28 – No. 21 em Si bemol maior
22 – Prelúdios, Op. 28 – No. 22 em Sol menor
23 – Prelúdios, Op. 28 – No. 23 em Fá maior
24 – Prelúdios, Op. 28 – No. 24 em Ré menor

Wojciech Świtała, piano Pleyel (1848)

25 – Prelúdio em Dó sustenido menor, Op. 45
26 – Presto con Leggierezza, Prelúdio em Lá bemol maior

Kevin Kenner, piano Pleyel (1848)

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Chopin
Chopin

Vassily Genrikovich

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas para violino e piano – André Rieu – Richard Clayderman

12932975_1040374046028069_8988128838351721722_nSumido ando e sumido manter-me-ei se o reproche que vier para esta publicação conseguir lamber os garrões daquele, monstruoso, que para ela prevejo.

Fazer o quê? O PQP Bach dispõe-se a polinizar beleza na blogosfera e, por conseguinte, tem também o dever de espalhar pólens que, se certamente causarão anafilaxia nos puristas, poderão trazer flor e fruto a ouvidos mais embrutecidos.

Peço que deponham os tomates podres e as adagas envenenadas que pretendiam endereçar a André, Richard e Vassily e sigam meu arrazoado:

O miliardário homenzarrão Rieu, natural de Maastricht, estudou nos conservatórios de sua cidade natal e de Liège antes de formar-se com o “Premier Prix” no Conservatório Real de Bruxelas, onde Henri Vieuxtemps e Eugène Ysaÿe ensinaram violino. Não, não é fraco o bicho.

O loiríssimo Clayderman, nascido Phillipe Pagès, teve que abortar seus estudos no Conservatório de Paris (território que já foi de Franck. Fauré e Messiaen) para ganhar fama e fortuna a encher os elevadores e consultórios de dentista com clássicos como “Dolannes Melody” que, para muitos (eu e meus sisos inclusos), evocam o barulhinho tétrico da famigerada broca e o cheiro do esmalte e da dentina por ela queimados.

Isso sem nem entrar no mérito de seu magnífico visual, digno de uma camisa 9 da Argentina na sangrenta Copa de 78
Isso sem nem entrar no mérito, claro, de seu magnífico visual.

Quanto a Vassily, bem, ele pegou a barca de Caronte e voltou para o Hades, onde, espera, os tomates, a chuva de adagas e o ranger de dentes não o alcançarão.

Antes de mandarem Cérbero, as Górgonas e todos o Titãs (ah, e Beethoven também!) em meu encalço, rogo-lhes que se dispam de seus preconceitos e deem às frondosas cabeleiras uma chance de fazê-los felizes.

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770-1827)

AS SONATAS PARA VIOLINO E PIANO

CD 1

1. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 12: No. 1 in D major. 1. Allegro con brio
2. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 12: No. 1 in D major. 2. Tema con variazioni: Andante con moto
3. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 12: No. 1 in D major. 3. Rondo: Allegro
4. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 12: No. 2 in A major. 1. Allegro vivace
5. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 12: No. 2 in A major. 3. Allegro piacevole
6. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 12: No. 3 in E flat major. 1. Allegro con spirito
7. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 12: No. 3 in E flat major. 2. Adagio con molt’espressione
8. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 12: No. 3 in E flat major. 3. Rondo: Allegro molto
9. Sonata for violin & piano No. 4 in A minor, Op. 23: 1. Presto
10. Sonata for violin & piano No. 4 in A minor, Op. 23: 3. Allegro molto

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CD 2

1. Sonata for violin & piano No. 5 in F major (‘Spring’), Op. 24: 1. Allegro
2. Sonata for violin & piano No. 5 in F major (‘Spring’), Op. 24: 2. Adagio molto espressivo
3. Sonata for violin & piano No. 5 in F major (‘Spring’), Op. 24: 3. Scherzo: Allegro molto
4. Sonata for violin & piano No. 5 in F major (‘Spring’), Op. 24: 4. Rondo: Allegro ma non troppo
5. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 30: No. 6 in A major: 1. Allegro
6. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 30: No. 6 in A major: 2. Adagio
7. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 30: No. 6 in A major: 3. Allegretto con variazioni
8. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 30: No. 7 in C minor: 1. Allegro con brio
9. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 30: No. 7 in C minor: 2. Adagio cantabile
10. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 30: No. 7 in C minor: 3. Scherzo: Allegro
11. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 30: No. 7 in C minor: 4. Finale: Allegro

 

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CD 3

1. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 30: No. 8 in G major: 1. Allegro assai

2. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 30: No. 8 in G major: 2. Tempo di minuetto, ma molto moderato e grazioso
3. Sonatas (3) for violin & piano, Op. 30: No. 8 in G major: 3. Allegro vivace
4. Sonata for violin & piano No. 9 in A major (‘Kreutzer’), Op. 47: 1. Adagio sostenuto – Presto
5. Sonata for violin & piano No. 9 in A major (‘Kreutzer’), Op. 47: 2. Andante con variazioni
6. Sonata for violin & piano No. 9 in A major (‘Kreutzer’), Op. 47: Variation 1
7. Sonata for violin & piano No. 9 in A major (‘Kreutzer’), Op. 47: Variation 2
8. Sonata for violin & piano No. 9 in A major (‘Kreutzer’), Op. 47: Variation 3
9. Sonata for violin & piano No. 9 in A major (‘Kreutzer’), Op. 47: Variation 4
10. Sonata for violin & piano No. 9 in A major (‘Kreutzer’), Op. 47: Coda: Molto adagio
11. Sonata for violin & piano No. 9 in A major (‘Kreutzer’), Op. 47: 3. Finale: Presto
12. Sonata for violin & piano No. 10 in G major, Op. 96: 1. Allegro moderato
13. Sonata for violin & piano No. 10 in G major, Op. 96: 2. Adagio espressivo –
14. Sonata for violin & piano No. 10 in G major, Op. 96: 3. Scherzo: Allegro

15. Sonata for violin & piano No. 10 in G major, Op. 96: 4. Poco allegretto

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André Rieu, violino
Richard Clayderman, piano

tomatina-1_0

Vassily Genrikhovich

REPOSTAGEM COM SOM MELHORADO – O Mestre Esquecido, capítulo 6 (Beethoven – Sonatas Op. 53 “Waldstein” e Op. 109 – Antônio Guedes Barbosa)


R-5372603-1393932098-6504.jpegConvidamos os fãs do Mestre Esquecido a acompanharem o GRUPO “ANTÔNIO GUEDES BARBOSA” no Facebook.

Emergimos brevemente da latrina do Hades para saudá-los – olá, tudo bem, como vão? – e para publicar a contribuição de nosso leitor Raymond Pratt, que gentilmente nos alcançou uma ripagem de um LP em melhores condições que o nosso e, mais ainda, a disponibilizou em arquivos .flac, sem perdas.
Thank you once again, Mr. Pratt, for your priceless contribution!
E para o Hades voltamos. Mandarei postais!

Vassily

Nosso patrão PQP costuma usar a sensacional Sonata “Waldstein” como um “termômetro” para as interpretações das demais sonatas de Beethoven. Se um pianista convence na “Waldstein”, diz ele, convencerá nas demais sonatas.

Faz todo sentido, se levarmos em conta o brilho e expressividade dessa obra que nunca enfada, assim como as medonhas dificuldades técnicas que ela impõe ao solista. A interpretação de Barbosa é reminiscente daquela de Horowitz, de quem era amigo e fã incondicional. Já a Sonata Op. 109, escrita como que na “ressaca” na colossal “Hammerklavier”, com aquele início tão peculiar que nos dá a impressão de já estarmos no meio do movimento, é tão boa que nos faz lamentar que nosso Mestre Esquecido não tenha vivido o bastante para aventurar-se nas outras sonatas tardias do Ludovico.

Sobre a conversão de LP para Mp3, cabe uma breve nota: Barbosa preferiu executar attacca (sem pausas significativas entre um movimento e outro) não só os dois últimos movimentos da “Waldstein”, como também toda a Op. 109 – que, em meu LP, ocupa todo o lado B em faixa única. Em respeito a sua escolha, os movimentos tocados “attacca” foram postos juntos na mesma faixa.

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Sonata para piano no. 21 em Dó maior, Op. 53, “Waldstein”

01 – Allegro con brio
02 – Introduzione: Adagio molto – Rondo: Allegretto moderato – Prestissimo

Sonata para piano no. 30 em Mi maior, Op. 109

03 – Vivace ma non troppo. Adagio espressivo – Prestissimo – Gesangvoll, mit innigster Empfindung. Andante molto cantabile ed espressivo.

Antônio Guedes Barbosa, piano
(LP do selo Connoisseur Society, nunca lançado no Brasil, e jamais lançado em CD)

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Além das gravações desta série que tão orgulhosamente lhes alcançamos, Barbosa já aparecera por aqui interpretando "Rios", de Almeida Prado, que lhe foi dedicada. Para acessar a postagem original do colega Itadakimasu, clique na imagem.
Além das gravações desta série que tão orgulhosamente lhes alcançamos, Barbosa já aparecera por aqui interpretando “Rios”, de Almeida Prado, que lhe foi dedicada. Para acessar a postagem original do colega Itadakimasu (sem as Bachianas Brasileiras no. 4, pois Villa-Lobos é proibido por aqui), clique na imagem.

 

Vassily Genrikhovich

A Quieta Arte das Tangentes – Keith Jarrett (1945) – Book of Ways (1987)

Book_of_WaysNossa série sobre clavicórdios traz o mago Keith Jarrett improvisando por um bom tempo num deles. Se houvesse uma delegacia especializada em maus tratos a instrumentos frágeis, talvez pudéssemos denunciar Jarrett – não pelo produto de sua improvisação, que é muito bom, mas pela pouca delicadeza com que, muitas vezes, percute as delicadas tangentes. Os leitores-ouvintes acostumados à sua magia pianística perceberão que boa parte do primeiro volume soa como uma “aclimatação” ao timbre e aos recursos peculiares ao clavicórdio – e que a coisa decola, mesmo, no segundo volume.

BOOK OF WAYS – KEITH JARRETT

DISCO 1

01 – No. 1
02 – No. 2
03 – No. 3
04 – No. 4
05 – No. 5
06 – No. 6
07 – No. 7
08 – No. 8
09 – No. 9
10 – No. 10

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DISCO 2

01 – No. 1
02 – No. 2
03 – No. 3
04 – No. 4
05 – No. 5
06 – No. 6
07 – No. 7
08 – No. 8
09 – No. 9

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Keith Jarrett, clavicórdio

Keith Jarrett num ano ignoto - s julgar pela "vibe",, tenho um *leve* palpite de que nos anos 70
Sim, Keith: sabe aquela velha foto dos anos 70 que não queres mostrar pros netos? GOTCHA.

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach – Suítes nos. 2 e 5 para violoncelo solo – Mstislav Rostropovich (1960)

400548280891Lembram quando postei a gravação tcheca das Suítes de Bach com Rostropovich e mencionei que a crítica execrou a versão que ele lançou pela EMI nos anos 90?

Pois é: no encarte da execrada gravação dos anos 90, o próprio mestre execrou sua tentativa anterior com essas venerandas Suítes, feita nos anos 50 e lançada pela Melodiya em 1960 – que é a que trago agora para vocês. Nela, Slava limitou-se às Suítes nos. 2 e 5, ambas em tom menor, que ficaram curiosas com o “som Rostropovich”, tão peculiar a quem sentou na mesma mesa com Shostakovich e Prokofiev para burilar suas obras para violoncelo, era professor nos dois mais conceituados conservatórios da União Soviética e ainda tinha tempo para ser um livre-pensador e crítico aberto ao regime, preparando o terreno para seu banimento daquele país em 1974.

Acho que vocês odiarão esta gravação, em que as Suítes estão entremeadas por dois curtos excertos à guisa de bis. Fiquem à vontade, mas nunca percam de vista que este disco é raro e, até onde me consta, esta é a única fonte em que está disponível na rede – e o bom leitor-ouvinte, mesmo que os deteste, entenderá que o privilégio de escutá-lo talvez valha engavetar os resmungos que tiver guardados.

Искусство Мстислава Ростроповича (“A Arte de Mstislav Rostropovich”)

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Suíte no.  2 para violoncelo solo, BWV 1008
01 – Prelude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuet I-II
06 – Gigue

Suíte Orquestral no. 3 em Ré maior, BWV 1068
07 – Ária (arranjo para violoncelo e orquestra)

Suíte no. 5 para violoncelo solo, BWV 1011
08 – Prelude
09 – Allemande
10 – Courante
11 – Sarabande
12 – Gavotte I-II
13 – Gigue

Toccata, Adagio e Fuga em Dó maior para órgão, BWV 564
14 – Adagio (arranjo para violoncelo e piano)

Mstistlav Rostropovich, violoncelo
Orquestra e pianista não identificados (capa danificada)
Gravação do selo soviético Melodiya em 1960

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slava8Vassily Genrikhovich

Otto Nicolai (1810-1849) – Johann Strauss (1804-1849) – Josef Strauss (1827-1870) – Johann Strauss Filho (1825-1899) – Concerto de Ano Novo em Viena – Carlos Kleiber (1992)

61-QS8JumFL Já imagino a claque tomateira rugindo:

– Pô, Vassily: VALSAS DE STRAUSS?
– Daqui a pouco tu tá postando André Rieu!
– Tá achando que o PQP Bach é lugar pra pai de debutante achar valsinha de quinze anos?
– Que chavãozinho, hein, postar concertinho de ano novo no Ano Novo?
– Você já ouviu música de verdade, Sr. Vassily Genrikhovich???

Ao que replico:

– Mas peraí, gurizada: vocês já viram QUEM ESTÁ REGENDO???

Respeito, senhores: trata-se de Carlos Kleiber, figura enigmática e polêmica, mas – e isso ninguém discute – um dos maiores regentes do século XX. Crescentemente avesso a apresentações e gravações (o que, pressupomos, é bastante inconveniente para um regente), já estava bastante afastado dos palcos quando retornou (porque ele já o tinha feito em 1989) à Grande Sala do Musikverein (Associação de Música) de Viena para conduzir a Filarmônica daquela cidade no tradicional Concerto de Ano Novo de 1992. O ensaio meticuloso e o tremendo comando de Carlos sobre a orquestra garantem que estas peças bastante batidas, mas muito atraentes, soem como se as ouvíssemos pela primeira vez na vida – uma das características do “Estilo Kleiber”.

Sobre o final do ano, sou realmente meio cabreiro acerca das grandes mudanças que todos esperam para os trezentos e sessenta e poucos próximos dias do calendário. Não deixo aqui meus votos, portanto, mas antecipo uma resolução (mais que isso: uma autoimposição!) de Ano Novo: terei que reduzir a frequência de minhas postagens e resenhá-las, se tanto, mais sucintamente. Não que não tenha apreciado demais a oportunidade de postar quase diariamente desde meu ingresso na ademais fabulosa equipe do PQP Bach, no já longínquo julho passado, e de interagir com os poucos de vocês que se dispuseram, além de acessar o que lhes disponibilizo, a deixar-me um “joinha”, um resmungo ou algum pedido. Se desfrutaram de meus esforços um naquinho que seja do que eu desfrutei ao empenhá-los, imagino então que se divertiram.

1992 NEW YEAR’S CONCERT of the 150th Jubilee Year of the WIENER PHILARMONIKER – CARLOS KLEIBER

Carl Otto Ehrenfried NICOLAI (1810-1849)
01 – Die Lustigen Weiber Von Windsor: Abertura

Johann STRAUSS II (1825-1899)
02 – Stadt und Land, Polka Mazur, Op. 322

Josef STRAUSS (1827-1870)
03 – Dorfschwalben aus Österreich, Valsa Op. 164

Johann STRAUSS II
04 – Vergnügungzug, Polca Rápida Op. 281
05 – Der Zigeunerbaron: Abertura
06 – Tausend und Eine Nacht, Valsa Op. 346
07 – Neue Pizzicato-Polka, Op. 449
08 – Persischer Marsch, Op. 289
09 – Tritsch-Tratsch-Polka, Op. 214

Josef STRAUSS
10 – Sphärenklänge, Valsa Op. 235

Johann STRAUSS II
11 – Unter Donner und Blitz, Polca Rápida Op. 324
12 – An der Schöner Blauen Donau, Valsa Op. 314

Johann Baptist STRAUSS (1804-1849)
13 – Radetzky-Marsch, Op. 228

Wiener Philarmoniker
Carlos Kleiber, regência

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thats_all_folks_wallpaper
Vassily Genrikhovich

A Quieta Arte das Tangentes – Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Invenções, Sinfonias e Duetos – Jaroslav Tůma

f10076O tecladista tcheco Jaroslav Tůma (que já escutamos ao órgão acompanhando uma violinista de aspecto um tanto feroz) possui uma interessante coleção de instrumentos que, aos poucos, vai apresentando ao mundo em gravações. Este clavicórdio feito por J. Schiedmaier em 1789 e afinado em temperamento desigual (Kirnberger III) foi resgatado de um museu decadente do interior da Boêmia. Muito danificado por negligência e pelo uso insensato por parte de amadores (imagino quantas crianças alopradas não lhe deram manotaços, e quantas mãos pesadas não tocaram “Bife” nele!), acabou restaurado meticulosamente, mas ainda manteve alguns sons de “marcenaria”. Esta coleção de Invenções a duas, três (Sinfonias) e quatro (Duetos) vozes, demonstrações em dificuldade crescente da fluência de Bach no uso de recursos imitativos do contraponto, soa muito clara no clavicórdio de Tůma, e sua interpretação é tão convincente que parece querer dar razão a quem defende que este não só era o instrumento de teclado preferido de Bach, como também aquele que ele tinha em mente ao escrever estas miniaturas.

J. S. BACH – INVENTIONS, SINFONIAS AND DUETS

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Invenções a duas vozes

01 – Em Dó maior, BWV 772
02 – Em Dó menor, BWV 773
03 – Em Ré maior, BWV 774
04 – Em Ré menor, BWV 775
05 – Em Mi bemol maior, BWV 776
06 – Em Mi maior, BWV 777
07 – Em Mi menor, BWV 778
08 – Em Fá maior, BWV 779
09 – Em Fá menor, BWV 780
10 – Em Sol maior, BWV 781
11 – Em Sol menor, BWV 782
12 – Em Lá maior, BWV 783
13 – Em Lá menor, BWV 784
14 – Em Si bemol maior, BWV 785
15 – Em Si menor, BWV 786

Sinfonias (Invenções a três vozes):

16 – Em Dó maior, BWV 787
17 – Em Dó menor, BWV 788
18 – Em Ré maior, BWV 789
19 – Em Ré menor, BWV 790
20 – Em Mi bemol maior, BWV 791
21 – Em Mi maior, BWV 792
22 – Em Mi menor, BWV 793
23 – Em Fá maior, BWV 794
24 – Em Fá menor, BWV 795
25 – Em Sol maior, BWV 796
26 – Em Sol menor, BWV 797
27 – Em Lá maior, BWV 798
28 – Em Lá menor, BWV 799
29 – Em Si bemol maior, BWV 800
30 – Em Si menor, BWV 801

Duetos (a quatro vozes):

31 – No. 1 em Mi menor, BWV 802
32 – No. 2 em Fá maior, BWV 803
33 – No. 3 em Sol maior, BWV 804
34 – No. 4 em Lá menor, BWV 805

Jaroslav Tůma, clavicórdio

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A propósito: aquele "ů" no sobrenome de Tůma pronuncia-se como um "u" bem longo - aprendam bem a lição para quando eu postar Martinů
A propósito: aquele “ů” no sobrenome de Tůma pronuncia-se como um “u” bem longo – aprendam bem a lição para quando eu postar Martinů

Vassily Genrikhovich

A Quieta Arte das Tangentes – Georg Friedrich Händel (1685-1759) – The Secret Handel – Christopher Hogwood

61R8DBz-zyL._SL1000_Mais um da série de álbuns com Hogwood ao clavicórdio. Händel foi notório devoto do instrumento, e sobrevivem quase cinquenta clavicórdios que, em algum momento, foram tocados por ele ou lhe pertenceram. A seleção de repertório para este álbum parece-me mais rica do que a do álbum dedicado a Bach, além de longa a ponto de exigir dois CDs. A obra mais conhecida dos leitores-ouvintes, e que ganharia a alcunha de “The Harmonious Blacksmith” (“O Ferreiro Harmonioso”) ao encerraria a Suíte para teclado em Mi maior, surge aqui numa versão preliminar, com o título “Ária e Variações”, na tonalidade de Sol maior. Há também duas seleções de outros compositores (Johann Philipp Krieger e Friedrich Wilhelm Zachow), cujas obras fizeram parte dos cadernos de exercícios do jovem estudante Händel, e que mais tarde cederiam os temas para peças de sua própria lavra.

THE SECRET HÄNDEL – CHRISTOPHER HOGWOOD

CD1

Georg Friedrich HÄNDEL (1685-1759)

Suíte no. 3 em Ré maior`, HWV 428 (versão de Gottlieb Muffat)
01 – Prélude
02 – Allegro
03 – Allemande
04 – Courante
05 – Aria con variazioni
06 – Presto

07 – Ária com Variações em Sol maior, HWV 430/4a
08 – Fuga em Dó menor, HWV 610

Suíte para dois teclados em Dó menor, HWV 446*
09 – Allemande
10 – Courante
11 – Sarabande
12 – Chaconne

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CD 2

Georg Friedrich HÄNDEL (1685-1759)

Três Minuetos em Lá maior
01 – HWV 545
02 – HWV 547
03 – HWV 546

04 – Ária em Fá maior, da “Música Aquática”, HWV 464
05 – Bourrée e Hornpipe em Fá maior, da “Música Aquática”

Johann Philipp KRIEGER (1649-1725)
06 – Ária e Variações em Si bemol maior

Georg Friedrich HÄNDEL
07 – Ária em Si bemol maior, HWV 469
08 – Concerto em Sol maior, HWV 487
09 – Ária, HWV 467
10 – Andante em Sol maior, HWV 487
11 – Allemande em Si menor, HWV 479
12 – Courante em Si menor, HWV 489

Friedrich Wilhelm ZACHOW (1663-1712)
13 – Sarabande em Si menor

Georg Friedrich HÄNDEL
14 – Gigue em Si menor
15 – “Jesu meine Freude”, Coral HWV 480
16 – Chaconne em Sol maior, HWV 435

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Christopher Hogwood, clavicórdio
* Derek Adlam, clavicórdio

Procurei vigorosamente uma imagem bem bonita do Georg Friedrich para ilustrar a postagem. Como veem, fracassei.
Procurei vigorosamente uma imagem bem bonita do Georg Friedrich para ilustrar a postagem.
Como veem, fracassei.

Vassily Genrikhovich

A Quieta Arte das Tangentes – Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Secret Bach – Christopher Hogwood

51dMqS6BIkL._SS280Nossa microssérie da semana será dedicada ao clavicórdio, instrumento de teclado cujas cordas são percutidas por tangentes (daí o título), produzindo um som tão delicado quanto quase inaudível (sim, o título).

Essa delicadeza e, talvez, tibiez do timbre do clavicórdio inviabilizam sua integração a qualquer conjunto instrumental. Por outro lado, a percussão por tangentes diretamente ligadas às teclas e, por extensão, aos dedos do executante permite que este tenha controle sobre a dinâmica (algo impensável num teclado de cravo, por exemplo) e, mais ainda, lhe permite imprimir um discreto vibrato às notas. Essas peculiaridades tornam seu som muito atraente, ainda que tenhamos que nos resignar a escutá-lo em recitais e álbuns solo e, frequentemente, colocar no máximo o volume dos alto-falantes.

Instrumento de custo relativamente baixo, de fácil manutenção e muito portátil, o clavicórdio gozou de imensa popularidade nos séculos XVII e XVII, em especial para a prática privada de música, entre músicos itinerantes (como era o caso de Händel, que encontrarão amanhã) e onde quer que houvesse pouco espaço disponível.

Nossa série começa com o álbum “The Secret Bach”, em que o versátil Christopher Hogwood interpreta obras do Demiurgo no mais quieto dos instrumentos do teclado. Para nós outros, acostumados com o timbre brilhante do cravo ou mesmo com o som volumoso de um piano de tensas cordas de aço, escutá-las tocadas com tangentes pode requerer alguma “aclimatação” – além, é claro, do já referido ajuste do volume dos alto-falantes. Os pontos altos, para mim, são as peças de abertura (uma versão preliminar da Fantasia Cromática e Fuga em Ré menor) e de encerramento (um arranjo para teclado da Partita no. 2 para violino solo – sim, aquela encerrada pela monumental Chacona). O que vem entre elas são peças curtas que, se comparadas àquelas que mencionamos, empalidecem bastante.

THE SECRET BACH – CHRISTOPHER HOGWOOD

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Fantasia Cromática e Fuga em Ré menor, BWV 903a (versão preliminar, do manuscrito Rust)
01 – Fantasia
02 – Fuga

03 – Adágio em Sol maior, BWV 968
04 – Fuga em Sol menor, BWV 1000
05 – Allemande em Sol menor
06 – Minueto no. 1, BWV 841
07 – Minueto no. 3, BWV 843
08-16 – Partite diverse sopra il Corale ‘O Gott, du frommer Gott”, BWV 767

Partita em Lá menor, baseada na Partita no. 2 em Ré menor para violino solo, BWV 1004
17 – Allemanda
18 – Corrente
19 – Sarabanda
20 – Giga
21 – Ciacoona

Christopher Hogwood, clavicórdio

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Maestro, compositor, musicólogo, cravista, pianista, organista, clavicordista: o multiúso Christopher Hogwood (1941-2014)
Maestro, compositor, musicólogo, cravista, pianista, organista, clavicordista: o multiúso Christopher Hogwood (1941-2014)

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Switched-on Bach 2000 – Wendy Carlos (1992)

frontConsiderando o grande número de downloads (ou deveria chamá-los “descargas”, “baixadas” ou “descarregamentos”?) da série “Switched-on Boxed Set” que divulgamos na semana passada, para desespero ainda maior dos que detestam sintetizadores, e também para o de alguns fãs do Moog primitivo, trazemos este álbum lançado por Wendy Carlos em comemoração ao Jubileu de Prata de seu estrondoso sucesso “Switched-on Bach”, dando uma nova roupagem ao repertório do clássico álbum de 1968: sintetizadores modernos, som digital e, mais ainda, temperamento desigual.

Aprecio muito o efeito que as sutis diferenças de afinação trazem para as engenhosas “orquestrações” de Carlos – que, aliás, continuam basicamente as mesmas, incluindo a bonita escolha dos timbres de madeiras para a célebre Ária da Suíte no. 3.

A crítica execrou o álbum, e os fãs do “Switched-on Bach” original também chiaram. Claro que estes têm o direito de estranhar, pois as paletas acessíveis a Carlos, que eram de escolha bem limitada em 1968, tinham expandido consideravelmente, e os timbres peculiares à gravação original estavam radicalmente modificados. Como artista e pesquisadora incansável que ela é, e sempre demonstrou ser, vejo méritos, coragem e desprendimento em sua empreitada de reler seu álbum clássico e abordar Bach sem as limitações técnicas do passado, para, assim, tentar atingir algo mais próximo do seu ideal artístico.

Este álbum foi-nos gentilmente cedido por um fiel leitor-ouvinte que escolheu identificar-se como Papai Noel e, assim, deixar seu retumbante ho-ho-ho a nós outros. Salve, Noel!

SWITCHED-ON BACH 2000 – WENDY CARLOS

Wendy CARLOS (1939)

01 – Happy 25th, S-OB

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

02 – “Wir danken dir, Gott, wir danken dir”, Cantata BWV 29 – Sinfonia

03 – Suíte no. 3 em Ré maior para orquestra, BWV 1068 – Aria

04 – Invenção a duas vozes no. 8 em Fá maior, BWV 779

05 – Invenção a duas vozes no. 14 em Si bemol maior, BWV 784

06 – Invenção a duas vozes no. 4 em Ré menor, BWV 775

07 – “Herz und Mund und Tat und Leben”, Cantata BWV 147 – Coral: “Jesus bleibet meine Freunde”

O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Mi bemol maior, BWV 852
08 – Prelúdio
09 – Fuga

O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Dó menor, BWV 847
10 – Prelúdio
11 – Fuga

12 – “Wachet auf, ruft uns die Stimme”, Prelúdio-Coral BWV 645

Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048

13 – Allegro
14 – Cadenza: Andante
15 – Allegro

FAIXA-BÔNUS:
16 – Toccata e Fuga em Ré menor, BWV 565

Wendy Carlos, sintetizadores e arranjos

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A incansável e inesgotável Wendy Carlos, em foto de 2014.
A incansável, inesgotável Wendy, em foto de 2014.

Vassily Genrikhovich

Bedřich Smetana (1824-1884) – Má Vlast (Minha Pátria) – Rafael Kubelík (1990)

Ma_Vlast_KubelikUm CD sensacional com o registro de um dos mais significativos concertos da longa história da veneranda Orquestra Filarmônica Tcheca, na abertura do Festival Primavera de Praga em 12 de maio de 1990.

Nele, o legendário maestro Rafael Kubelík (1914-1996), ex-diretor artístico da Filarmônica, idealizador do Festival e regente do concerto de abertura de sua primeira edição, em 1946, retornava a seu país e ao pódio da magnífica Sala Smetana da Casa Municipal de Praga após um exílio de 42 anos.

Kubelík, que conseguira manter a Filarmônica ativa mesmo durante a brutal ocupação nazista da Tchecoslováquia, deixou o país após o golpe comunista de 1948, jurando só voltar depois que o país fosse liberado da opressão (“tendo vivido sob uma forma de tirania bestial, o Nazismo, por uma questão de princípios não iria viver sob outra”). Desenvolveu uma brilhante carreira no Reino Unido, Estados Unidos (onde teve problemas na Sinfônica de Chicago por aceitar músicos negros) e, principalmente, na Alemanha, elevando a Orquestra Sinfônica da Rádio Bávara, sob sua batuta, à condição de um dos melhores conjuntos do mundo. Como o mais ilustre exilado tcheco de seu tempo, recebeu vários convites do governo comunista para retornar, ao que respondeu que só voltaria sob a condição de “liberdade de opinião, liberdade de criação, liberdade de expressão, e liberdade de movimento para qualquer tcheco e eslovaco decente, com ou sem talento” – o que, claro, só poderia acontecer depois do colapso do regime comunista da Tchecoslováquia, após a incruenta “Revolução de Veludo” liderada pelo escritor e dramaturgo Václav Havel em 1989.

“Esperei ansiosamente por este momento e sempre acreditei em que algum dia ele chegaria. Sou grato a Deus, à nossa nação inteira, aos amigos, e a todos vocês”, declarou Kubelík ao aterrissar em Praga e beijar o chão da pátria. Esta interpretação elétrica para o ciclo “Má Vlast” de Smetana – tradicional programa de abertura do Festival Primavera de Praga – só atesta sua excitação pela oportunidade longamente aguardada. Alguns leitores-ouvintes estranharão os andamentos escolhidos por Kubelík nesta sua quinta gravação da obra, em especial o do célebre “Vltava” (“O Moldava”), muito diferente do Allegro commodo non agitato prescrito pelo compositor. Entendo que, em lugar de considerar cada um dos poemas sinfônicos peças avulsas, como Smetana os concebeu, Kubelík preferiu abordá-los como movimentos de uma obra maior, enfatizando as citações dos Leitmotiven de cada um que vão ressurgindo nos demais e dando à obra uma coesão raramente vista em outras gravações. Especialmente tocante é a interpretação do solene hino hussita de “Tábor”, evocação da cidade-fortaleza fundada pelos seguidores do reformador Jan Hus e que, aqui, soa como o cerne emocional da obra.

SMETANA – MÁ VLAST – CZECH PHILARMONIC ORCHESTRA – RAFAEL KUBELÍK

Bedřich SMETANA (1824-1884)

Má vlast (“Minha Pátria”), Ciclo de Poemas Sinfônicos

01 – Vyšehrad
02 – Vltava
03 – Šárka
04 – Z českých luhů a hájů (“Das Florestas e Bosques da Boêmia”)
05 – Tábor
06 – Blaník

Česká filharmonie
Rafael Kubelík, regência
Gravado ao vivo na Sala Smetana da Casa Municipal de Praga (“Obecní dům”) na abertura do Festival Primavera de Praga (“Pražské jaro”) em 12 de maio de 1990

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Quem apreciou a gravação certamente gostará de assistir ao vídeo com a íntegra do concerto da Filarmônica Tcheca e do retorno de Kubelík do exílio. Notem a aclamação, durante a fanfarra de abertura (extraída da ópera “Libuše” de Smetana), que o presidente Vacláv Havel e sua esposa recebem ao ingressarem na tribuna de honra; o hino nacional tocado, que ainda é o tchecoslovaco – um híbrido do tcheco “Kde domov můj?” (“Onde está minha casa?”) e do eslovaco “Nad Tatrou sa blýska” (“Sobre os Tatras o clarão”), pois a dissolução pacífica da Tchecoslováquia só ocorreria dois anos depois; o comovente vigor com que Kubelík, então com 86 anos e já muito doente, conduz a Filarmônica Tcheca; e a maravilhosa arquitetura da Sala Smetana, uma das melhores casas de concerto do mundo, que fica dentro da não menos magnífica Casa Municipal de Praga, que é talvez o mais belo exemplo do estilo Art Nouveau e atração imperdível para todos que tiverem o privilégio de conhecer essa Rainha dos Superlativos que é a belíssima capital da Boêmia.

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para violoncelo solo – Mstislav Rostropovich (1955)

SU4044_2_xlSim, Rostropovich foi um dos maiores violoncelistas do século. Sim, sua gravação das Suítes para violoncelo de Bach lançada pela EMI foi detestada pela crítica. Sim, o grande Slava foi sempre reticente – e admite isso com muita franqueza no encarte do álbum – quanto a gravar essas obras, por considerar que, muito além de questões técnicas, sua “infinita riqueza” e “transcendência espiritual” não estavam ao seu alcance para tentar uma sua versão definitiva. E, sim, no mesmo encarte Slava execra sua própria gravação anterior, considerando-as imatura e insensata.

Esta versão que aqui postamos não é nem aquela detestada pela crítica em 1995, nem a execrada pelo próprio Rostropovich, mas sim uma outra, feita ao vivo durante o Festival Primavera de Praga de 1955 e lançada pelo sempre surpreendente selo Supraphon. Sou um fã de Slava e, ao contrário da maioria de meus concidadãos planetários, aprecio suas gravações dessas Suítes que ele tanto amava, e que respeitava ao ponto do temor. Reconheço que o som vigoroso e ultraexpressivo de seu violoncelo (um dos poucos, aliás, que me é inconfundível) dá a essas gravações, talvez, o que numa licença poética chamo de “excesso de músculo” que, muitas vezes, não lhes é adequado. O que esta gravação em Praga tem, e que falta às demais, é a espontaneidade dos registros ao vivo, em contraste franco com a estudada e um tanto constrita gravação de 1995 e a pesada gravação feita na União Soviética pelo selo Melodiya (e que serão oportunamente postadas aqui no PQP Bach).

Esta longa série com as Suítes para violoncelo solo não tem, claro, a intenção de agradar a todos. Entre as noventa e seis gravações que delas tenho, em vários instrumentos, certamente não há só pontos altos. Ao final da epopeia, espero que os leitores-ouvintes tenham escolhido seu quinhão preferido e que,  no processo, saibam dar ao grande Rostropovich uma nova oportunidade de agradá-los.

MSTISLAV ROSTROPOVICH – JOHANN SEBASTIAN BACH – CELLO SUITES

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

SEIS SUÍTES PARA VIOLONCELO SOLO, BWV 1007-1012

CD 01

SUÍTE NO. 1 EM SOL MAIOR, BWV 1007

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 2 EM RÉ MENOR, BWV 1008

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Menuet I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO. 3 EM DÓ MAIOR, BWV 1009

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Bourrée I & II
18 – Gigue

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CD 02

SUÍTE NO. 4 EM MI BEMOL MAIOR, BWV 1010

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Bourrée I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 5 EM DÓ MENOR, BWV 1011

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Gavotte I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO.6 EM RÉ MAIOR, BWV 1012

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavotte I & II
18 – Gigue

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Mstislav Rostropovich, violoncelo
Gravação ao vivo no Festival Primavera de Praga em 1955

Um grande momento: Rostropovich em 1989, tocando ante o Muro de Berlim em demolição. Como corajoso defensor da liberdade de expressão na União Soviética, que o levou a ser banido de lá nos anos 70, essa figura extraordinária não se furtou a correr com seu precioso violoncelo para Berlim tão logo lhe chegaram as boas novas e tocar entre os berlinenses em festa. E o programa, como não poderia deixar de ser, foi Bach.
Um grande momento: Rostropovich em 1989, tocando ante o colapsante Muro de Berlim. Como corajoso defensor da liberdade de expressão na União Soviética, o que o levou a ser banido de lá nos anos 70, essa figura extraordinária não se furtou a correr com seu precioso violoncelo para Berlim tão logo lhe chegaram as boas novas e tocar entre os berlinenses em festa. O programa, como não poderia deixar de ser, foi inteirinho de Bach.

Vassily Genrikhovich

Jakub Jan Ryba (1765-1815) – Česká mše vánoční (Missa de Natal Tcheca)

R-4886356-1378489664-7686.jpegNão me lembro da fonte, mas li certa vez que os tchecos são o povo que menos frequenta igrejas na Europa. De fato, quem explora as cidades e vilarejos na Boêmia e Morávia encontra normalmente mais turistas do que locais, mais flashes do que orações. Por isso, considero um fenômeno que esta pequena e simpática Missa, escrita para amadores e num estilo pastoral, seja tão popular naquelas terras, e de tal modo que mesmo tchecos seculares lotem as igrejas na véspera de Natal (conhecida por lá como “Štědrý den”, ou “Dia Generoso”, devido à fartura das mesas humanas, que se estende até as manjedouras dos animais) para escutar essa peça tão arraigada às suas tradições de final de ano.

O compositor Ryba (que significa “peixe”), mestre de música em várias escolas e pequenas igrejas da Boêmia, teve uma vida muito triste, que acabou por tirar de si depois de, pela milionésima vez, ter sido exonerado de suas funções. Numa deprimente ironia, um dos poucos monumentos à sua memória fica justamente no bosque em que se matou – além, claro, desse delicado memorial musical que é sua Missa de Natal Tcheca. Ainda que publicada com o pomposo título Missa solemnis Festis Nativitatis D. J. Ch. accommodata in linguam bohemicam musikamque redacta – que redacta per Jac. Joa. Ryba, a Missa de Ryba encanta justamente por nada ter de solene e pomposo. Ela é, por isso mesmo, imensamente popular em seu país: nas ruas de Praga, perto do Natal, escutei muitas pessoas assobiando ou cantarolando o “Hej, mistře!” (“Ei, mestre!”) que abre a obra.

Apesar dos títulos latinos do movimentos, a Missa é toda cantada na língua tcheca, que a música consegue, num pequeno milagre, fazer soar um pouco menos árida que o habitual. O libreto, do próprio Ryba, transpõe os acontecimentos da Judeia para os pequenos vilarejos da Boêmia, ao estilo das encantadoras e rústicas gravuras que, ainda hoje, os artesãos vendem nos mercados de Natal em toda República Tcheca.

Este álbum encantador também inclui alguns hinos natalinos, também em tcheco, harmonizados para as mesmas forças vocais e instrumentais da Missa. Espero que seja do agrado dos leitores-ouvintes de todos os credos, observantes ou seculares, e que enriqueça o “Dia Generoso” daqueles que o celebram.

JAKUB JAN RYBA – ČESKÁ MŠE VÁNOČNÍ – KOLEDY

Jakub Šimon Jan RYBA (1765-1815)

Missa de Natal Tcheca
01 – Kyrie
02 – Gloria
03 – Graduale
04 – Credo
05 – Offertorium
06 – Sanctus
07 – Benedictus
08 – Agnus Dei
09 – Communio

Hinos natalinos
13 – Veselé vánoční hody – Nesem vám noviny – Dej Bůh štěstí – Chtíc, aby spal – Pastýři nespěte – Tedy poženem – Půjdem spolu do Betléma – Narodil se Kristus Pán

Zdena Koublová, soprano
Pavla Vykopalová, mezzo soprano
Tomáš Černý, tenor
Roman Janál, barítono

Coro Infantil Kühn
Coro de Câmara da Rádio de Praga
Virtuosi di Praga

Oldřich Vlček, regência

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A partir de 6:30, a mesma Missa Tcheca numa gravação feita na magnífica Catedral de São Vito, no Castelo de Praga.

Vassily Genrikhovich

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Rarities

MI0001019520 (1)Senhoras e senhores: é com imensa satisfação que lhes apresentamos a OBRA COMPLETA DE BEETHOVEN PARA BANDOLIM – tão imensa que não ocupa sequer um terço de um CD. É interessante matutar o que deve ter levado um renano de sangue belga radicado em Viena a escrever algo para um instrumento mediterrâneo como o bandolim – algum amador talentoso e/ou rico, talvez, ou mais provavelmente um rabo de saia por quem, para variar, nutria sentimentos inconfessos. Já as obras que completam o álbum, que incluem algumas das numerosas “Árias Nacionais” arranjadas por Beethoven para duos e trios no final de sua vida, essas tiveram a vil inspiração do ouro: pagavam contas como ninguém, quanto mais em tempos de Guerras Napoleônicas, nas quais os patronos do “Espanhol Louco” se viam em maus lençóis e tinham que escolher entre cortar da própria carne e racionar o caviar, ou suspender as remessas de dinheiro para o apartamento mais caótico de Viena.

Nada há aqui de muito importante, embora eu ache muito simpáticas as diminutas peças para bandolim e piano. Entendam esta postagem, por favor, como uma burocrática caixa de bombons – aquelas que têm cada vez menos guloseimas interessantes, e cada dia mais renegados como o Smash e o Milkybar – para que a semana de aniversário do formidável Ludwig não passe em branco, e para que eu possa ter tempo de tomar um cafezinho, já que tenho postado diariamente há várias semanas, e isso cansa.

A propósito: podem me passar o Sensação?

BEETHOVEN – RARITIES

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

01 – Adágio em Mi bemol maior para bandolim e piano, WoO 43/2
02 – Sonatina em Dó maior para bandolim e piano, WoO 44/1
03 – Sonatina em Dó menor, WoO 43/1

Andante e variações para bandolim e piano, WoO 44/2
04 – Andante
05 – Variazioni I-VI

Lájos Mayer, bandolim
Imre Rohmann, piano

Seis Árias Nacionais com variações para violino e piano, Op. 105
06 – Ária escocesa – Andantino quasi allegretto
07 – Ária escocesa – Allegretto scherzoso
08 – Ária austríaca – Andantino
09 – Ária escocesa – Andante espressivo assai
10 – Ária escocesa – Allegretto spiritoso
11 – Ária escocesa – Allegretto più tosto vivace

12 – Seis Danças Alemãs para violino e piano, WoO 42

Béla Bánfalvi, violino
Sándor Falvai, piano

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Nem venham: o Sensação é meu!
Na sequência: mais dez anos de análise pro Smash e pro Milkybar

Vassily Genrikhovich

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto para violino, Op. 61, em arranjo para piano e orquestra – Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Concerto em Ré maior, BWV 1054 – Olli Mustonen

512QkXb64ZLAcrescentar obras novas de Beethoven a um acervo como o do PQP Bach é dureza, ainda mais quando se tem como colegas uns celerados com discografias nababescas como nosso patrão e o ilustre FDP Bach. No entanto, acho – ACHO – que esta ainda não apareceu por aqui: o arranjo para piano e orquestra, feito pelo próprio compositor, de seu célebre Concerto para violino.

Como era habitual a Beethoven, gênio tão ruminativo quanto pessoa proverbialmente desorganizada, a versão original do Concerto foi concluída em cima da hora para a estreia, muito pouco ensaiada, e o solista – um certo Franz Clement – teve que ler boa parte do solo à primeira vista. A relação do público na première, claro, foi uma geleira, e a obra foi esquecida durante muitas décadas, até ser ressuscitada pelo jovem Joseph Joachim em meados do século XIX. Numa tentativa de resgatá-la do ostracismo, Beethoven arranjou-a como um Concerto para piano, quase rasgando suas costuras ao tentar torná-la mais idiomática ao teclado. Fê-lo, aparentemente, com muito entusiasmo, a julgar pela curiosíssima, hiperativa cadenza que escreveu para o Allegro non troppo, que conta com uma nada sutil participação dos tímpanos – os mesmos que abrem, em discreto pulsar, o primeiro movimento.

O finlandês Mustonen é um bom pianista e muito aventureiro na exploração do repertório. Para acompanhar a curiosa reinvenção de Beethoven, escolheu um dos concertos de Bach, para o qual dá uma interpretação correta, tanto ao teclado quanto na regência.

BEETHOVEN – PIANO CONCERTO (VIOLIN CONCERTO ARR. BEETHOVEN)
BACH – CONCERTO BWV 1054
OLLI MUSTONEN 

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Concerto em Ré maior para piano, Op. 61a (transcrição de Beethoven do Concerto para violino, Op. 61)
01 – Allegro non troppo
02 – Larghetto
03 – Rondo: Allegro

Olli Mustonen, piano
Deutscher Kammerphilarmonie
Jukka-Pekka Saraste, regência

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Concerto em Ré maior para piano, orquestra de cordas e contínuo, BWV 1054
04 – [sem indicação de andamento]
05 – Adagio e piano sempre
06 – Allegro

Olli Mustonen, piano e regência
Deutscher Kammerphilarmonie

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Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para violoncelo solo – Anner Bylsma (1979)

FrontBelíssima versão das Suítes para violoncelo de J. S. Bach, esta do holandês Anner Bylsma, lançada pelo saudoso selo Seon em 1979 –  uma das primeiras feitas com violoncelo e técnica barroca. Serena e equilibrada, sem abusar de contrastes dinâmicos, realça uma das mais distintas qualidades do gênio de Bach: sua capacidade de insinuar, engenhosamente, harmonias e contraponto ao escrever para um instrumento essencialmente melódico como o violoncelo. O mestre holandês, que além de excelente instrumentista é uma tremenda figura humana, gravaria em 1992 uma outra versão, pela Sony, que algum dia também surgirá por aqui.

J. S. BACH – DIE CELLOSUITEN – ANNER BYLSMA

Johann Sebastian BACH

SEIS SUÍTES PARA VIOLONCELO SOLO, BWV 1007-1012

CD 01

SUÍTE NO. 1 EM SOL MAIOR, BWV 1007

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 2 EM RÉ MENOR, BWV 1008

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Menuet I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO. 3 EM DÓ MAIOR, BWV 1009

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Bourrée I & II
18 – Gigue

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CD 02

SUÍTE NO. 4 EM MI BEMOL MAIOR, BWV 1010

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Bourrée I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 5 EM DÓ MENOR, BWV 1011

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Gavotte I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO.6 EM RÉ MAIOR, BWV 1012

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavotte I & II
18 – Gigue

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Anner Bylsma, violoncelo

Apesar de parecer sempre no limiar do pranto, Bylsma é em verdade um rei do bom humor
Apesar de parecer sempre no limiar do pranto, Bylsma é em verdade um rei do bom humor

Vassily Genrikhovich