Jordi Savall & La Capella Reial de Catalunya & Montserrat Figueras: El Cant de la Sibil-la II – Galicia & Castilla

3329lqvEl Canto de la Sibila II: Galicia & Castilla

Repostagem com novo e atualizado link.

A primeira Sibila, a Sibila da Eritréia, foi considerada ser filha de Apolo.

A Sibila de Cumas, tida na antiguidade como a mais importante das dez sibilas conhecidas, herdou suas profecias. Ela ofereceu os nove livros de profecias para Tarquínio, o rei de Roma, que concordou em pagar um preço muito alto só depois que ela destruisse seis deles. Ao longo dos séculos seguintes, as palavras foram corrompidas e perdidas, mas os judeus e os cristãos conseguiram salvar alguns fragmentos, e que, segundo eles, foram utilizados em seus cultos. Eles foram assim traduzidos para o latim e incorporado à liturgia espanhola no século XII.

Podemos ouvir os apelos místicos da Sibila da Galícia, acompanhados ao som da harpa, e apoiado por coros de grande profundidade com o saltério – antigo instrumento musical – palpitando, e a Sibila de Castela, introduzida por trombetas com zumbidos misteriosos e envolvida por flautas. (adaptado do encarte)

El Canto de la Sibila II: Galicia & Castilla
Alfonso X, El Sabio (1221-1284)
01. Sibila Galaica (XIIème siècle): Madre de Deus
02. Sibila Galaica (XIIème siècle): U verrá na carne
03. Sibila Galaica (XIIème siècle): E u el a todos
04. Sibila Galaica (XIIème siècle): E en aquel dia
05. Sibila Galaica (XIIème siècle): U verás dos santos
06. Sibila Galaica (XIIème siècle): U au juyzio
07. Sibila Galaica (XIIème siècle): U leixarám todos
08. Sibila Galaica (XIIème siècle): U queimará fogo
09. Sibila Galaica (XIIème siècle): U verás os angeos
10. Sibila Galaica (XIIème siècle): U dirán as tronpas
11. Sibila Galaica (XIIème siècle): U será o ayre
12. Sibila Galaica (XIIème siècle): U verrá do çeo
13. Sibila Galaica (XIIème siècle): U terrán escrito
14. Sibila Galaica (XIIème siècle): E quando s’iguaren
15. Sibila Galaica (XIIème siècle): Eu o sol craro
16. Sibila Galaica (XIIème siècle): E du o mar grande
17. Sibila Galaica (XIIème siècle): E u setrelas
18. Sibila Galaica (XIIème siècle): E du o inferno
19. Sibila Galaica (XIIème siècle): E u todo-los Reys
20. Sibila Galaica (XIIème siècle): E u mostrar ele
21. Sibila Galaica (XIIème siècle): Que polos teus rogos
Monastère de Silos, Cantoral de Cuenca, XVI siècle
22. Sibila Castellana (XVIème siècle): Tocata
23. Sibila Castellana (XVIème siècle): Iudicii signum
24. Sibila Castellana (XVIème siècle): Quantos aqui estades
25. Sibila Castellana (XVIème siècle): Si oyésedes lo que dixo Sibila
26. Sibila Castellana (XVIème siècle): El rey de los cielos verná
27. Sibila Castellana (XVIème siècle): A Dios verán presente
28. Sibila Castellana (XVIème siècle): Las animas venirán
29. Sibila Castellana (XVIème siècle): Dexarán los ricos
30. Sibila Castellana (XVIème siècle): Dios los infirnos, quebrantará
Alonso de Cordoba, XVI siècle (refrain)
31. Sibila Castellana (XVIème siècle): Los pecadores seran dañados
32. Sibila Castellana (XVIème siècle): Dios mostrará los pecados
33. Sibila Castellana (XVIème siècle): Perderá le sol su resplandor
34. Sibila Castellana (XVIème siècle): Los montes pues baxarán
Triana, XVI siècle (refrain)
35. Sibila Castellana (XVIème siècle): Montes ni campos no seran
36. Sibila Castellana (XVIème siècle): Fuentes y ri’os fuego arderán
37. Sibila Castellana (XVIème siècle): La tierra se abrirá
38. Sibila Castellana (XVIème siècle): Una reina se levantará
Cristobal de Morales, XVI siècle (refrain)
39. Sibila Castellana (XVIème siècle): Pues vos los criastes
40. Sibila Castellana (XVIème siècle): Esta nuestra Señora
41. Sibila Castellana (XVIème siècle): Pues será el juzgament

El Canto de la Sibila II: Galicia & Castilla – 1996
La Capella Reial de Catalunya & Montserrat Figueras
Dirección: Jordi Savall

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320 kbpm .mp3 – 168,2 MB – 1,1 h
encarte incluso
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Montserrat Figueras (1942-2011)

Montserrat Figueras (1942-2011)

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Boa audição.

Avicenna

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Alma Latina: La España antigva en la mvsica oriental venezolana

Ensamble-Música-DistintaEnsemble Música Distinta
Venezuela

O Ensamble Música Distinta foi criado em janeiro de 2012 por Geraldine Henriquez Bilbao (piano, projetos musicais, metodologista), Oscar Battaglini Suniaga (alaúde renascentista cuatro venezolano, musicólogo, violão solo), Emilio Jimenez Jimenez (cuatro acompanhante, harpa, voz, luteria), Fabiana Henriquez (voz, projetos cênicos, flauta), e desde abril de 2014, Victor Urrieta (barítono, harpa, baixo, luteria).

Integram seus repertórios música antiga Europeia com música tradicional venezuelana. Essa proposta visa expor como alguns elementos do espanhol renascentista e música barroca foram incorporados durante o período colonial e ainda é mantido vivo nas tradições musicais do nosso país, através de processos de inculturação operados durante a nossa longa evolução histórica, e reavaliar a essência da música, suas origens, evolução e desenvolvimento, nomeadamente a música tradicional venezuelana. Suas pesquisas, exposições e mostras musicais já foram apresentadas no leste da Venezuela, em Caracas e na Andaluzia (Espanha), tanto como experiências acadêmicas e de pesquisa in situ, como em tarefas de extensão comunitária, recitais didáticos e concertos homenagem. E sempre com a presença e colaboração de músicos e devotos dos locais onde essas atividades foram realizadas.

http://otilca.org/2015/11/09/ensamble-musica-distinta/

O verdadeiro título deste CD é: “Livro de cifra nveva para el Viejo Mvndo intitvlado La España antigva en la mvsica oriental venezolana”.

Oscar Battaglini, laúd renacentista
Alfonso X, El Sabio (1221-1284)
01. Cantiga I a la Virgen María “Des oge mais quer’ eu trovar pola Sennor onrrada”

Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
02. Diferencias sobre el romance “Guárdame las vacas”

Geraldine Henríquez Bilbao, piano
Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
03. Diferencias sobre el romance “Guárdame las vacas”

Ensemble Entramao & Ensemble vocal Filarmonía & Oscar Battaglini, laúd renacentista
Gilberto Mejías Palazzi (Venezuela, 1917 – 2002)
04. Mar de la Virgen Bonita

Oscar Battaglini, laúd renacentista
Josquin Desprez (Franco-Flamenco, c.1450 – 1521)/ Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
05. Mille Regretz de vous abandonner (Mil pesares por abandonaros)

Oscar Battaglini, cuatro venezolano
Alonso de Mudarra (España, c.1510-1580)
06. Piezas para guitarra renacentista: Fantasía del Primer Tono
07. Piezas para guitarra renacentista: Pavana
08. Piezas para guitarra renacentista: Romanesca o Guárdame las vacas

Miguel de Fuenllana (España, 1500 – 1579)
09. Piezas para guitarra renacentista: Fantasía

Adrian Le Roy (Francia, 1520 – 1598)
10. Piezas para guitarra renacentista: Branle de Bourgongne

Beatriz Bilboa, teclado con el timbre de clavecin
Antonio de Cabezón (España, 1510-1566)
11. Diferencias sobre las Vacas

Oscar Battaglini, laúd renacentista
Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
12. Igno de Nuestra Señora O Gloriosa Domina excelsa supra sidera del Primer Tomo (o modo)

Beatriz Bilboa, piano
Antonio de Cabezón (España, 1510-1566)
13. Otras diferencias de Vacas

Ensemble Entramao & Ensemble vocal Filarmonía & Oscar Battaglini, laúd renacentista
Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
14. Guardame las Vacas / Polo Margariteño

Oscar Battaglini, laúd renacentista
Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
15. Fantasía XIV del primer tono (o modo)

Francesco Canova da Milano “Il Divino” (Itália, 1497 – 1543)
16. Fantasía XXXXII del primer tono (o modo)

Alexander Lugo, bandola oriental & Oscar Battaglini, laúd renacentista y guitarra clásica
Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
17. Guardame las vacas (Canon)

Alexander Lugo, bandola oriental y mandolina & Rigoberto Fernández, mandolina & Oscar Battaglini, guitarra clásica & Emilio Jiménez, cuatro venezolano y voz
Folklore s. XV
18. Variaciones sobre la Jota margariteña (La caída de Alhama) – romance español s. XV

Emílio Jiménez, cuatro venezolano y voz
Folklore / letra original de Vicente Gómez Martínez-Espinel (España 1550 – 1624)
19. Gaitón y Punto del Navegante

Alberto “Beto” Válderrama, bandola oriental & Lucianne Sanabria, voz
En vivo, 2012
20. Potpourri oriental: jota, punto, malagueña y polo

La España antigva en la mvsica oriental venezolana – 2013
Ensemble Música Distinta

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XLD RIP | FLAC 506,3 MB

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MP3 320 kbps | 143,1 MB

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Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Gracias!!!!

Boa audição.

cordas-andinas

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

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Guia dos Instrumentos antigos 1/8 – Idade Média: Cantigas de Santa Maria / Nos tempos dos Trovadores / O début da polifonia / Nos tempos da Guerra dos Cem Anos

ES-PE-TA-CU-LAR !!!

Livro com oito CDs fenomenalmente cedido pelo internauta Camilo Di Giorgi! Não tem preço!!!

Tem na Amazon: aqui.

Essa já chega no PQPBach como sendo uma das postagens que mais me enche de orgulho (a nós: Bisnaga e Avicenna, autores desta postagem a quatro mãos): uma edição de luxo de um guia de instrumentos antigos, com 200 páginas e OITO CDs com músicas em instrumentos de época.

É um material extraordinário para professores de história da arte, estudantes, músicos e curiosos em geral. O livro é trilíngue: está em francês, alemão e inglês. Não tem texto em português, mas nada que jogar uns trechos no Google tradutor não resolvam, né? Ele estará para download na oitava e derradeira postagem.
O aspecto geral é como esta página que colocamos abaixo (esta introduz a categoria das cordas friccionadas), com boas ilustrações e fotos de instrumentos originais. Escaneamos numa boa qualidade pra que vocês possam usar em aulas ou coisas assim. Conhecimento tem mais é que circular!

páginas 10 e 11 do livro.

Além de tudo, os CDs vêm com músicas de boa interpretação e com grande parte dos instrumentos descritos no livro em ação, em uma seleção de obras que abrange desde a Idade Média até o Classicismo, passando pelo Renascimento e Barroco.

AGUARDEM! Será uma postagem com cada CD por dia, deste domingo até o domingo que vem, quando disponibilizaremos o livro escaneado integralmente também.

Enfim, uma publicação espetacular!
Ouça! Leia! Estude! Divulgue e… Deleite-se!

Guide des Instruments Anciens – CD1
Idade Média: Cantigas de Santa Maria / Nos tempos dos Trovadores / O début da polifonia / Nos tempos da Guerra dos Cem Anos

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PQPShare 175Mb

Tão bom quando vocês comentam… Pode comentar, pessoal!

Ai, ai… As fofinhas: desde sempre fazendo sucesso!

Avicenna & Bisnaga

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Qvadro Cervantes – 20 anos (Acervo PQPBach)

O QVADRO CERVANTES é considerado pela crítica especializada como o melhor conjunto brasileiro de música antiga medieval, renascentista e barroca. A excelência do conjunto tem inspirado compositores contemporâneos, que a ele dedicaram inúmeras peças.

Responsável pela formação de uma geração de músicos, os integrantes do Qvadro Cervantes têm sido convidados a lecionar e apresentar-se por todo o Brasil. Merece destaque a sua atuação frequente em concertos didáticos, que contribuem para a formação de novas platéias.

Ao longo de sua existência, o Qvadro Cervantes mudou seus músicos, mas não seus ideais. Atualmente integram-no: Clarice Szajnbrum (voz e percussão), Veruschka Bluhm Mainhard (flautas, voz e percussão), Niclodas de Souza Barros (alaúde, harpa, saltério, fídula„ voz e percussão) e Helder Parente (voz, sopros, viola da gamba e percussão).

A essa qualidade e a esses ideais a Brascan se associa na gravação deste disco comemorativo dos vinte anos do Qvadro Cervantes.

As CANTIGAS DE SANTA MARIA, além de serem dos primeiros documentos musicais da península ibérica, têm também grande importância pela quantidade de iluminuras apresentando os instrumentos conhecidos no século XIII. O rei Alfonso X ‘O Sábio’ (1221-1284), soberano de Castela e Léon, grande devoto da Virgem Maria, mandou compilar mais de 400 canções de louvor que descrevem milagres ocorridos por intermédio da mãe de Jesus. Nos 4 manuscritos que são conhecidos atualmente, mais de 350 destas canções estão em galego, dialeto que deu origem ao português. Algumas estão grafadas em notação mensurada, o que permite uma transcrição clara e definida sob o aspecto rítmico.

O LLIBRE VERMEIL (Livro Vermelho) contém peças musicais de caráter popular praticadas pelos fiéis em peregrinação à abadia de Montserrat e foi copiado em fins do século XIV ou princípio do século XV. No último terço do século XIX foi encadernado em veludo vermelho, originando sua denominação. Além de canções e danças de culto monofônicas, contém os primeiros exemplos de polifonia ibérica, dos quais Mariam Matrem é, sem dúvida, o mais sofisticado.

As NOTAS são música de dança, menos complexas e menos extensas que os ductios e os estampidos. Os dois exemplos provêm de manuscrito, hoje na British Library. O primeiro é composto de três frases melódicas repetidas na voz inferior segunda, enquanto a superior executa um contraponto continuamente diferenciado. O segundo exemplo tem duas frases, a princípio apresentadas na voz inferior e depois, na superior transposta uma quinta acima.

A Danza Alta, em oposição à dança baixa, exige grande disposição dos dançarinos em virtude dos saltos que a caracterizam. A peça de F. de la Torre (Cancioneiro do Palácio) apresenta uma melodia ricamente ornamentada com o suporte de duas vozes acompanhantes.

Triste Estaba el Rey David – A. Mudarra. Nesta pungente peça, o famoso vihuelista narra a tristeza do rei David ao saber da morte de seu querido filho Absalão, conforme narrada em II Samuel, 18:33.

Triste estaba el rey David
cuando le vinieron nuevas
de la muerte de Absalon.
Palavras tristes decia
saldas dei corazón.

Fantasia que Contrahaze la Harpa de Ludovico — O harpista Ludovico era cego, e gozava de prestígio entre os vihuelistas espanhóis de então, justamente porque conseguia ‘semitonar’ as cordas do seu instrumento através de uma técnica especial.

Entre as coleções espanholas de música polifônica profana dos séculos XV e XVI destacam-se, pela qualidade do material nelas contido, o CANCIONEIRO DO PALÁCIO e o de MEDINACELI. O repertório destas coleções é basicamente vocal e com textos em espanhol, em sua maioria.

De uma coleção do século XVII, ROMANCES Y LETRAS A 3 VOCES, provém uma versão musicada em espanhol do famoso soneto de Camões Sete anos de pastor.

Em 1492 Suas Majestades Católicas, Fernando e Isabel, houveram por bem expulsar da Península Ibérica uma enorme população de judeus por razões pretensamente religiosas. Estes judeus, que se encontravam desde a invasão árabe em perfeita convivência com ambas as culturas, a católica e a islâmica, são chamados de sefaraditas (em hebraico Sefared significa Espanha) e falam uma língua judaico-espanhola própria, o ladino (do espanhol latin). Nas novas terras onde aportam, mantêm alguns traços culturais que se transmitem até nossos dias pela tradição oral, tais como língua e canções. Extremamente difícil de serem datados, alguns destes cantos de amor, religiosos, de zombaria, são considerados por especialistas como anteriores à data da expulsão. Merece registro a semelhança da melodia de Adios querida com a ária do quarto ato da Traviata de Verdi, “Addio dei passato”.

Publicadas originalmente pelo “Jornal de Modinhas”, que funcionou de 1792 a 1795 em Lisboa, os duos Amor concedeu-m’um prêmio de Antonio Silva Leite, Se dos males e Você trata amor em brinco de Marcos Portugal mostram, junto com No momento da partida do Pe. José Maurício, a influência do gosto musical italiano, maltratando a língua portuguesa pelos frequentes problemas de prosódia que apresentam.
O Velludo e Chegou! Chegou? são peças publicadas para piano no início de nosso século que, por sua estrutura de melodia acompanhada, nos sugeriram a versão que apresentamos para flauta e violão. A primeira possui uma dedicatória “ao distinto flautista paulista João de Oliveira Duarte”, e a segunda é uma polka sobre o motivo da cançoneta Chegou! Chegou? cantada no Theatro Apollo por Mr. Visconti.

INSTRUMENTOS E ESTILOS
No começo era a diversidade, a multiplicidade, a riqueza: o mesmo som poderia ser reproduzido por instrumentos com formas completamente diferentes, mantendo-se os mesmos princípios de produção sonora – cordas friccionadas ou tangidas, sopros de embocadura livre ou não, palheta simples ou dupla etc.

O começo da padronização instrumental acompanha o advento da imprensa (início do século XVI) quando surgem os primeiros tratados gerais de música e métodos para instrumentos. Assim, começamos a poder reconhecer instrumentos que, apesar de tamanhos diferentes, são classificados como pertencentes a uma mesma família, com o mesmo timbre em registros diferentes (ex: viola da gamba baixo, tenor e soprano em ordem decrescente ).

Paralelamente a esta padronização ocorrem mudanças na escrita e na linguagem musical. A um modelo anterior que seria a melodia sozinha executada, por exemplo, com voz humana e flauta doce acompanhados por pedal (fídula) e percussão acrescentam-se linhas acompanhantes que se movem em blocos verticais, servindo de colunas de sustentação para a melodia (harmonia), podendo ter movimentos independentes (contraponto). (extraído do encarte, 1994)

Anônimo (copiladas a mando do rei Alfonso X ‘O Sábio’ (1221-1284)
01. Cantigas de Santa Maria 1. Des oje mais
02. Cantigas de Santa Maria 2. Como poden
03. Cantigas de Santa Maria 3. Maravillosos
04. Cantigas de Santa Maria 4. Gran dereit’
05. Cantigas de Santa Maria 5. A Madre de Deus
Anônimo séc. XIII
06. Música de Danza 1.Nota I
07. Música de Danza 2.Nota II
08. Llibre Vermeil – Mariam Matrem
Francisco de la Torre (Spain, floruit 1483–1504)
09. Cancioneiro do Palácio – Danza alta (séc. XV)
Cancioneiro de Medinaceli, séc. XVI
10. Cancioneiro de Medinaceli – Claros e frescos rios
Juan del Encina (Espanha, ca.1468-1529)
11. Oy comamos
Alonso de Mudarra (Spain, c.1510-1580)
12. Triste estaba el Rey David
13. Fantasia
Anônimo séc. XVII
14. Romances y Letras a 3 voces – Siete años de pastor
Anônimo séc. XV – XVII
15. Canções Sefaraditas – 1. Una matica de ruda
16. Canções Sefaraditas – 2. Los bilbilicos
17. Canções Sefaraditas – 3. Tres hermanicas
18. Canções Sefaraditas – 4. Noches, noches
19. Canções Sefaraditas – 5. En la mar
20. Canções Sefaraditas – 6. Hija mia, y casar te quiero yo
21. Canções Sefaraditas – 7. Adios querida
22. Canções Sefaraditas – 8. A la una
Antônio da Silva Leite (Porto, 1759 – 1833)
23. Amor condeceu-m’um prêmio
Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830)
24. Si dos males
25. Voce trata amor em brinco
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
26. No momento da partida
C.A.G. Villela (séc. XX)
27. O velludo
Mazarino Lima (séc. XX)
28. Chegou! Chegou?

Qvadro Cervantes – 1994

Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!


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XLD RIP | FLAC 286,2 MB | HQ Scans 19,0 MB |

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Boa audição.

Avicenna

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Alfonso X (El Sabio), Arbeau, Cabezon, Desprez, Encina, Flecha, Isaac, Janequin, Morales, Narvaez, Parabosco, Willaert: A vida musical à época de Carlos V

Link revalidado por PQP no dia do 6º aniversário de nosso grande, imenso blog.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco estupendo para os admiradores da música da Renascença. Savall em grande forma.

A Vida Musical de Carlos V

1. Fortuna Desperata: Nasci, Pati, Mori (Isaac) 4:19
2. Dit Le Bourguygnon (Instrumental) (Anónimo (Petrucci)) 1:16
3. Quand Je Bois Du Vin Clairet (Tourdion) (Anónimo) 4:51
4. Amor Con Fortuna (Villancico) (Del Enzina) 2:08
5. Vive Le Roy (Instrumental) (Des Prés) 1:27
6. Todos Los Bienes Del Mundo (Villancico) (Del Enzina) 4:18
7. La Spagna, A 5 (Instrumental) (Des Prés) 3:10
8. Harto De Tanta Porfía (Villancico) (Anónimo (Canc. Palacio)) 7:18
9. Pavana “La Battaglia” (Instrumental) (Janequin / Susato) 2:07
10. Belle Qui Tiens Ma Vie (Chanson) (Arbeau) 3:16
11. Diferencias Sobre “Belle Qui Tiens Ma Vie” (De Cabezón) 3:30
12. Vecchie Letrose (Villanesca Alla Napolitana) (Willaert) 2:33
13. Fanfarria (Anónimo) 1:08
14. Sanctus De La Missa “Mille Regretz”, A 6 (De Morales) 6:10
15. Da Pacem Domine (Ricercare XIV) (Parobosco) 5:01
16. Jubilate Deo Omnis Terra (Motete), A 6 (De Morales) 6:26
17. Mille Regretz (Chanson) (De Prés) 2:17
18. Todos Los Buenos Soldados (La Guera) (Flecha) 1:47
19. Agnus Dei De La Missa “Mille Regretz”, A 6 (De Morales) 7:03
20. Mille Regrets: Canción Del Emperador” (Josquin / De Navráez) 3:02
21. Circumdederunt Me Gemitus Mortis (Motete) (De Morales) 3:09

La Capella Reial de Catalunya
Jordi Savall

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PQP

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Cantigas da Corte de Dom Dinis

Os arquivos deste post foram compartilhados com CVL por Ranulfus antes de entrar para a equipe. Os comentários também, mas com licença do CVL foram revisados hoje, pois evidentemente um Ranulfus pós-PQP só pode ser outra pessoa…

***

Já se falou que professores costumam ter um “beijo da morte”, com que tornam tediosos até os assuntos mais tesudos. Acho que na escola poucos de nós tiveram a sorte de ver trovadorismo, cantigas d’amigo e cantigas d’amor de forma estimulante, sem falar de Dom Dinis, na verdade um dos governantes mais instigantes da História em respeitos tão diferentes como agricultura e sociedades secretas, passando pela poesia e música.

Música? Sim, é evidente que aqueles textos cheios de repetições eram letra de música, não “poesia pura”. Vem já daí o nosso “se você teve uma idéia incrível / é melhor fazer uma canção”.

Mas ao contrário dos diversos cancioneiros espanhóis preservados, ressuscitados e presentes em gravações, a música em galego-português arcaico parecia se resumir às Cantigas de Santa Maria, atribuídas… a um rei da Espanha!

Mas, aleluia!, há poucos anos descobriu-se a notação de sete das cantigas de Dom Dinis. Manoel Pedro Ferreira escreveu todo um livro sobre isso, Cantus Coronatus, inteiro disponível em http://bit.ly/a5ol62

E aí Paul Hillier, que fez nome oferecendo interpretações de música supostamente impregnadas de teatralidade com o grupo (justamente) Theatre of Voices, juntou essas sete cantigas com sete de outros autores da época, e fez um CD que tinha tudo para ser um acontecimento – mas sobretudo no que tange a Dom Dinis me foi uma grande decepção. É verdade que as cantigas de trovador não eram coisa de rua, eram obras de certa forma eruditas, cerebrais – mas, francamente, me parece impossível soassem tão monótonas. Ou será que eram ouvidas e foram registradas só por serem do rei?

Minha aposta é diferente: desconfio que faltou a Hillier envolvimento orgânico com a alma lusa, e ibérica em geral, para saber quê movimentos de alma – e de voz – realmente se escondem por trás dos lembretes frios da notação.

Apesar disso, a gravação é um acontecimento histórico para a cultura lusófona, e merece, sim, ser conhecida.

No mínimo porque algumas das cantigas são satíricas e às vezes impagáveis: “Un cavalo non comeu” ouve-se igual “un cavalo non como eu”. E “Non quer’eu donzela fea que ant’a mia porta pea” é nada menos que “não quero donzela feia que peide na minha porta”.

Ou quem sabe para alguém de nós se animar a tentar uma nova leitura (alô grupo Carmina? Que tal?).

Ou porque vocês talvez adorem, e o chato seja eu! (Ranulfus)

***

Cantigas from the Court of Dom Dinis

01. Porque ben Santa María sabe os seus dões dar
(Cantiga de Santa María 327 – atribuída a D. Alfonso X o Sábio)

02. Par Deus ai dona Leonor (cantiga d’amor – Roi Paes de Ribela)

03. Un cavalo non comeu (cantiga de escárnio – Joan Garcia de Guilhade)

04. Non quer’eu donzela fea (cantiga de mal-dizer, atribuída a D. Alfonso X o Sábio)

05. Fois’o meu amigo a cas d’elrei (cantiga d’amigo – Joan Airas de Santiago)

06. Quand’eu vejo las ondas (cantiga d’amigo – Roi Fernandes de Santiago)

07. Muitas vezes volv’ o demo
(Cantiga de Santa María 198 – Atribuída a D. Alfonso X o Sábio)

. . . . AS SETE CANTIGAS D’AMOR DE DOM DINIS . . . .

08. I. Pois que vos Deus, amigo, quer guisar (cantiga d’amor de Don Dinis)

09. II. A tal estado m’adusse, senhor (cantiga d’amor de Don Dinis)

10. III. O que vos nunca cuidei a dizer (cantiga d’amor de Don Dinis)

11. IV. Que mui gran prazer que eu ei, senhor (cantiga d’amor de Don Dinis)

12. V. Senhor fremosa, non poss’eu osmar (cantiga d’amor de Don Dinis)

13. VI. Non sei como me salv’a mha senhor (cantiga d’amor de Don Dinis)

14. VII. Quix ben, amigos, e quer’e querrei (cantiga d’amor de Don Dinis)

Theatre of VoicesPaul Hillier (voz e direção), Margriet Tindemans (viela) e outros

BAIXE AQUI

CVL

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