Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Rachel Podger

Com a palavra, Mrs. Rachel Podger:

“Tive a sorte de crescer com a música de Bach ao meu redor e, assim, as Suítes para Violoncelo tornaram-se parte de minha dieta habitual de ouvinte como as “outras” peças solo de Bach “não escritas para o violino”. Eu secretamente cobicei essas obras bem cedo, até porque eu encontrei muitas performances de violoncelo já estabelecidas – que no entanto celebraram os músicos – a serem executadas em um estilo e ritmo que reduziam o caráter de dança a algo quase incidental. Então, mais tarde, na faculdade de música, ouvi uma suíte tocado em um violoncelo barroco e a música de repente fez sentido para mim, e veio à vida com a ajuda da leveza e do balanço do arco barroco tocando nas cordas do intestino. Foi realmente uma revelação. Desde então, passei um bom tempo treinando violoncelistas, tanto modernos como barrocos, e me vi tocando para demonstrar vários pontos. Aos poucos, pude sentir essas peças unindo as partitas e as sonatas do violino como outro tipo de “pão diário”; Eu comecei a me pegar tocando alguns dos movimentos que eu particularmente amava enquanto me aquecia, e percebendo que era realmente possível tocá-los no violino, e encontrar um vocabulário expressivo especial no tom mais alto. Como alguém poderia justificá-lo, especialmente com trabalhos que encheram o catálogo de gravações com algumas das mais icônicas e adoradas performances de cordas de todos os tempos, os Casals, Fourniers, Torteliers ou Starkers? Mas o que eu estava fazendo também parecia muito de acordo com o hábito de Bach de reciclar suas próprias composições para diferentes instrumentos e diferentes usos. Os exemplos são infinitos, mas penso imediatamente nos concertos que aparecem como sinfonias em cantatas, ou concertos para violinos transformados em concertos de cravo. Quanto mais eu reflito, menos eu sinto a necessidade de ser defensiva porque Bach fez coisas muito mais escandalosas! Pense no Prelúdio da Partita E maior para violino transformado em um movimento de uma Cantata Orquestral completa com trompetes e tambores …
Tocar essas seis suítes no violino é, obviamente, uma proposta bem diferente. Com seu corpo ressonante menor, o violino fala mais rapidamente e o imediatismo do som permite que ele seja mais flexível, volúvel e ágil do que o violoncelo mais circunspecto e gravitacional. As danças, portanto, são especialmente idiomáticas para o violino, quando tocadas um pouco mais rápido do que você pode estar acostumado no violoncelo. No início, senti falta da ressonância nos movimentos mais lentos – por exemplo, nos Sarabandes – mas depois comecei a apreciar a investida nas cordas do intestino para captar a maior ressonância possível com os acordes dessas danças lentas. Descobrir os prelúdios do violino talvez fosse a mais pura das alegrias. Parecia um luxo ter a chance de reconstituí-los para o violino. O primeiro prelúdio tem a mesma reconhecibilidade do primeiro prelúdio do Cravo Bem Temperado (Livro Um), com um fluxo irresistivelmente acessível; o segundo é mais misterioso com sua narração cromática; o terceiro começa brilhante e arejado e se torna complexo e complicado em arpejos estendidos antes que um final de retórica nos faça chegar a um destino esperado; o quarto é virtuoso e atlético; a quinta com sua afinação scordatura é escura e pungente, até mesmo chocante. Finalmente, o sexto é a consumação e afirmação da crença: totalmente radiante e benéfico para a vida. Eu toco as primeiras cinco suítes em um quinto e uma oitava acima do tom original. A Sexta Suite é um caso completamente diferente, como está escrito para violoncelo de 5 cordas, sendo a corda de cima uma E. Uma tentativa de tocá-la em uma viola de corda ou violino terminou com a decisão de retornar ao meu próprio violino, com a ajuda de uma viola C string para as poucas frases baixas na peça. O resto foi deixado para minha equipe inteligente de produção e edição!”

Falou a principal violinista barroca da atualidade (perdão, Amandine Beyer). Uma pequena aula, não acharam? Didática, sem se utilizar de um linguajar por demais técnico, coisa de quem é professor. Confesso que estranhei no início, mas a fluidez de seu violino é tão correta e perfeita, as notas se encaixam tão bem, que realmente parece que estas obras foram realmente escritas originalmente para violino.

Está tudo aí, em arquivo único, sem divisão de CDs. cm direito a booklet com maiores informações e detalhes.

CD 1

CELLO SUITE

NO.1 IN G MAJOR, BWV1007
trans. R.Podger (D major)

1 Prelude
2 Allemande
3 Courante
4 Sarabande
5 Menuet 1 & 2
6 Gigue

CELLO SUITE NO.2 IN D MINOR, BWV1008
Trans. R.Podger (A minor)

7 Prelude
8 Allemande
9 Courante
10 Sarabande
11 Menuet 1 & 2
12 Gigue

CELLO SUITE NO.3 IN C MAJOR, BWV1009
trans. R.Podger (G major)

13 Prelude
14 Allemande
15 Courante
16 Sarabande
17 Bourrée
18 Gigue

CD 2 CELLO SUITE NO.4 IN E FLAT MAJOR, BWV1010
trans. R.Podger (B flat major)

1 Prelude
2 Allemande
3 Courante
4 Sarabande
5 Bourrée
6 Gigue

CELLO SUITE NO.5 IN C MINOR, BWV1011
trans. R.Podger (G minor)

7 Prelude
8 Allemande
9 Courante
10 Sarabande
11 Gavotte 1 & 2
12 Gigue

CELLO SUITE NO.6 IN D MAJOR, BWV1012

13 Prelude
14 Allemande
15 Courante
16 Sarabande
17 Gavotte 1 & 2 3
18 Gigue

Rachel Podger – Violin

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 18 – 23 – 1

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 18 – 23 – 1

Aqui, boa parte desta coleção.

Este é o sexto CD desta série. Um trabalho maravilhoso. Como já escrevi, Sigiswald Kuijken não quis gravar cada Cantata sacra de J.S. Bach. Esse projeto teria consumido anos de sua vida — e na melhor das hipóteses apenas igualaria as conquistas de outros Amundsen anteriores. Ao escolher gravar apenas Cantatas suficientes para abranger um único ano litúrgico de domingos mais os dias santos principais. Kuijken restringiu o número de discos a 20, reduziu o número de artistas e acentuou exponencialmente a intensidade musical. Este volume 6 traz as Cantatas BWV 18, 23 e 1. O Bach de Kuijken é muito livre e mínimo. E é excelente. Fuja dele se você é desatualizado e está acostumado a grandes coros e conjuntos. Aqui, o efeito é íntimo e envolvente. La Petite Bande é sensacional. O estilo de cantar é ainda um pouco operístico para o meu gosto, mas não exagerado. O que realmente diferencia esta gravação para mim é a qualidade de som que é melhor do que qualquer outra gravação de Cantatas que já ouvi antes. O som é muito quente, analógico e transparente com uma sensação espacial agradável. Confira!

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 18 – 23 – 1

Sexagesima
„Gleichwie Der Regen Und Schnee Vom Himmel Fällt” BWV 18
1 Sinfonia
2 Recitative: „Gleichwie Der Regen …”
3 Recitative: „Mein Gott, Hier Wird Mein Herze Sein”
4 Aria: „Mein Seelenschatz Ist Gottes Wort”
5 Choral: „Ich Bitt, O Herr, Aus Herzensgrund”

Estomihi
„Du Wahrer Gott Und Davids Sohn BWV 23”
6 Aria: „Du Wahrer Gott …”
7 Recitative: „Ach! Gehe Nicht Vorüber”
8 Chorus: „Aller Augen Warten, Herr”
9 Choral, Adagio – Andante: „Christe, Du Lamm …”

Annuntiato
„Wie Schön Leuchtet Der Morgenstern” BWV 1
10 Chorus: „Wie Schön Leuchtet Der Morgenstern”
11 Recitative: „Du Wahrer Gottes…”
12 Aria: „Erfüllet, Ihr Himmlischen…”
13 Recitative: „Ein Irdscher Glanz, Ein …”
14 Aria: „Unser Mund Und Ton Der Saiten”
15 Choral: „Wie Bin Ich Doch So Herzlich Froh”

Alto Vocals – Petra Noskaiová
Bass Vocals – Jan van der Crabben
Directed By – Sigiswald Kuijken
Ensemble – La Petite Bande
Soprano Vocals – Siri Thornhill*
Tenor Vocals – Marcus Ullmann

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Sigiswald faz uma pose especial em visita à sede gaúcha do PQP Bach

PQP

V O L O D O S – Piano Transcriptions

V O L O D O S – Piano Transcriptions

V O L O D O S

Piano Transcriptions

Este disco é um ultraje! TRANSCRIÇÕES – TRAIÇÕES? – TRADIÇÕES!!

É um disco para quem ama o som do piano, do grande, enorme instrumento que se tornou o piano.

Os principais personagens deste disco são Arcadi Volodos e Thomas Frost. O nome do primeiro está na capa e o do segundo, na contracapa.

Volodos, retrato do artista quando jovem!

Arcadi Volodos gravou este disco em 1996, o primeiro resultado de seu (exclusivo) contrato com a Sony Classical. Thomas Frost é um veterano produtor de discos que trabalhou com artistas como Horowitz, Eugene Ormandy, George Szell e Rudolf Serkin e produziu este disco.

Por que o disco é um ultraje? Ora, um disco que tem faixas como O Voo do Besouro e A Marcha Turca (de Mozart) tem uma grande chance de fazer torcer os narizes e de fazer franzir os cenhos de ouvintes mais puristas (digamos). Mas acreditem, esse disco vai além disso.

Transcrições soam como violações das sacrossantas vontades dos compositores e expressões hifenadas como Bach-Busoni, Bach-Siloti, Schubert-Liszt geram em certos setores grandes desconfianças. Mas as transcrições estão há muito enraizadas na cultura musical. Basta lembrar que Bach transcreveu música de Vivaldi, de Alessandro Marcelo, de Albinoni e até dele mesmo. Mozart arranjou umas fugas de Bach para trio de cordas, transcreveu sonatas de Johann Christian Bach para piano e orquestra. Mozart até reorquestrou o Messias de Handel.

Mas o que está mais próximo do que temos neste disco são as transcrições e arranjos feitos pelos virtuoses de piano e de violino para suas próprias apresentações. Liszt foi um precursor. Peças de Bach originalmente para órgão, Lieder de Schubert, óperas da época – tudo para piano. Inclusive as Sinfonias de Beethoven! Fritz Kreisler, compositor e violinista chegou a escrever música original, peças de encore, que atribuiu a outros compositores como se fossem transcrições, verdadeiros pastiches.

Assim, prepare-se para um programa repleto de excelente música, bastante diversificado, maravilhosamente executado e gravado! IM-PRE-NA-BLE! Um MUST!

A primeira peça, Carmen Variations, é um arranjo de Horowitz sobre o tema da ópera de Bizet. Conta o livreto que Volodos teve que tirar de ouvido a peça gravado em 1968 por Volodya.

A quarta faixa também tem a assinatura de Horowitz, que tinha a sua própria versão da Rapsódia Húngara No. 2, de Liszt.

Rachmaninov em ação!

Rachmaninov escreveu algumas canções e ele mesmo transcreveu duas delas para piano solo: Lilacs e Daisies. As faixas 2 e 3 são transcrições feitas para piano solo de outras duas canções de Rachmaninov – Utro (Manhã) e Melodiya (Melodia) – pelo próprio Volodos, tomando as transcrições já existentes como modelos. Rachmaninov, que além de compositor ganhava a vida como pianista, fez várias transcrições. Dia destes postaremos um lindo disco com algumas delas.

Nas faixas de 5 a 7 temos três transcrições feitas por Liszt de canções de Schubert: Litanei, Aufenthalt e Liebesbotschaft. O desafio é tocar não só o acompanhamento da canção original para piano, mas também a parte do cantor.

Chegamos na faixa 8, talvez a peça mais transcrita de todas: The Flight of the Bumblebee – O Vôo do Besouro. A peça original escrita por Rimsky-Korsakoff para orquestra (o cara era um bamba em orquestração, foi professor de Stravinsky…) teve versões para piano e violino, guitarra, flauta e acho que até para ukulele. A transcrição deste disco foi feita por um pianista húngaro, aluno de aluno de Liszt, que  demanda maior investigação, George Cziffra.

As faixas 9, 10 e 11 são transcrições autênticas. Prokofiev arranjou para piano música de seus balés e de peças orquestrais. Fez muito sucesso dez dos números de Romeu e Julieta transcritas para piano e ele repetiu a dose com música do balé Cinderela. Aqui temos uma Gavota, uma Dança Oriental e uma Valsa. Qualquer dia destes, postaremos um lindo disco com essas peças do  balé Romeu e Julieta.

Feinberg pensando: Quando esses caras do PQP vão postar uns disquinhos meus?

Samuel Feinberg foi um grande virtuose de piano que viveu atrás da chamada Cortina de Ferro e temos poucas gravações suas. Mas podemos avaliar seu calibre pelas transcrições que deixou, por exemplo, das Sinfonias Nos. 4, 5 e 6 de Tchaikovsky. A faixa 12 deste disco traz o Scherzo, o terceiro movimento da Sinfonia No. 6, a Patética. A interpretação do Volodos faz justiça tanto a Tchaikovsky quanto a Feinberg. Esta faixa é a minha escolha de cereja do bolo!

Uma outra transcrição de Feinberg, agora do Largo da Triosonata No. 5, BWV 529, de Bach, dá um tom reflexivo ao disco.

A última faixa é mais uma transcrição de Volodos, agora da Marcha Turca, o último movimento da Sonata para piano No. 11, em lá maior, K. 331. A sonata é uma das mais bonitas de Mozart. O primeiro movimento é um lindíssimo tema com variações, o segundo movimento é um Menuetto. O terceiro movimento, no entanto, é irresistível, uma marcha turca. Viena tinha uma queda pela chamada música turca e  O Rapto do Serralho vai nessa onda. Até Beethoven tem uma Marcha Turca. Bom, aqui temos para fechar o disco uma Marcha Turca de Mozart-Volodos. Faz sucesso. Já ouvi essa peça interpretada por outra virtuose do piano.

Piano Transcriptions

Georges Bizet (1838 – 1875) – Vladimir Horowitz (1903 – 1989)

  1. Carmen Variations

Sergei Rachmaninov (1873 – 1943) – Arcadi Volodos (1972  –       )

  1. Utro (Morning)
  2. Melodyia (Melodia)

Franz Liszt (1811 – 1886) – Vladimir Horowitz (1903 – 1989)

  1. Hungarian Rhapsody No. 2

Franz Schubert (1797 – 1828) – Franz Liszt (1811 – 1886)

  1. Litanei
  2. Aufenthalt
  3. Liebesbotschaft

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844 – 1908)  –  György Cziffra (1921 – 1994)

  1. Flight of the Bumblebee

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)

  1. Gavotte
  2. Orientale
  3. Valse

Piotr Tchaikovsky (1840 – 1893)  – Samuel Feinberg (1890 – 1962)

  1. Scherzo (Symphony No. 6)

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)  –  Samuel Feinberg (1890 – 1962)

  1. Largo (Triosonata No. 5, BWV 529)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) – Arcadi Volodos (1972  –       )

  1. Turkish March

Arcadi Volodos, piano

Gravação: Snape Maltings Concert Hall, Snape, Suffolk, England & American Academy of Arts & Letters, New York, 1996

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FLAC | 187 MB

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MP3 | 320 KBPS | 140 MB

Volodya achando tudo um grande barato!

Assim é o universo deste ótimo disco: exibição de virtuosismo que torna o piano em um emulador de outras combinações de instrumentos e vozes, até mesmo da orquestra. Aproveite!!

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas, BWV 179, 35, 164 & 17

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas, BWV 179, 35, 164 & 17

IM-PER-DÍ-VEL !!!
Aqui, boa parte desta coleção.

Agora sim! No quinto CD desta série, Kuijken e sua turma repetem a competência interpretativa, mas com um repertório de primeira linha. Um trabalho realmente maravilhoso. É curioso esse Sigiswald Kuijken. Ele não sentiu desejo de gravar cada cantata sacra existente de J.S. Bach. Esse projeto teria consumido anos de sua vida — e na melhor das hipóteses apenas igualaria as conquistas de outros Amundsen anteriores. Ao escolher gravar apenas cantatas suficientes para abranger um único ano litúrgico de domingos mais os dias santos principais, Kuijken restringiu o número de discos a 20, reduziu o número de artistas e acentuou exponencialmente a intensidade musical. O volume cinco, este volume, inclui as quatro cantatas do 11º ao 14º domingo depois da Trindade.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas, BWV 179, 35, 164 & 17

1. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Chorus. Siehe zu, dass deine Gottesfurcht…
2. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Recitative. Das heut’ge Christentum
3. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Aria. Falscher Heuchler Ebenbild
4. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Recitative. Wer so von innen wie von außen…
5. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Aria. Liebster Gott, erbarme dich
6. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Chorale. Ich armer Mensch, ich armer Sünder

7. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Prima parte. Sinfonia
8. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Prima parte. Aria. Geist und seele wird verwirret
9. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Prima parte. Recitative. Ich wundre mich
10. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Prima parte. Gott hat alles wohlgemacht
11. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Second parte. Sinfonia
12. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Second parte. Recitative. Ach starker Gott, lass mich doch…
13. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Second parte. Aria. Ich wünsche nur bei Gott zu leben

14. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Aria. Ihr, die ihr euch von Christo nennet
15. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Recitative. Wir hören zwar, was selbst…
16. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Aria. Nur durch Lieb und durch Erbarmen
17. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Recitative. Ach schmelze doch durch…
18. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Aria. Händen, die sich nicht…
19. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Chorale. Ertöt uns durch dein Güte

20. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Chorus. Wer Dank opfert, der preiset mich
21. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Recitative. Es muss die ganze Welt…
22. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Aria. Herr, deine Güte reicht soweit…
23. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Recitative. Einer aber unter ihnen…
24. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Aria. Welch, Übermaß der Güte
25. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Recitative. Sieh meinen Willen an…
26. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Chorale. Wie sich ein Vat’r erbarmet

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PQP

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical – Ensemble Sonnerie

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical – Ensemble Sonnerie

Musikalisches Opfer, BWV 1079

A Oferenda Musical, BWV 1079

A obra desta postagem – Musikalisches Opfer – nasceu de um episódio muito especial que ocorreu em 1747, quase no fim da vida de Johann Sebastian Bach. Ele havia sido praticamente intimado a visitar a corte de Frederico, O Grande, para quem trabalhava seu segundo filho, Carl Philippe Emanuel, como músico e cravista. A viagem de Leipzig até Potsdam deve ter sido difícil para um senhor de mais de sessenta anos. Além disso, Frederico não era exatamente um amigável anfitrião. Costumava fazer pesadas brincadeiras mesmo com importantes figuras que visitavam a corte. Estava no ar o confronto entre o passado, na figura de Bach, que reverenciava a tradição de uma arte musical, que ele havia levado a um altíssimo estado de desenvolvimento, e a nova música, de estilo galante, que era cultivada naquela corte.  Esta é uma maneira de ver este episódio e é assim descrito no livro Uma Noite no Palácio da Razão, de James R. Gaines. Mas há outras coisas para também considerarmos.

Os últimos 27 anos de vida de Bach foram vividos em Leipzig, onde ocupou um importante cargo musical na Igreja de São Tomás. As condições de trabalho eram difíceis e o gênio de Bach deve ter criado muitas, muitas dificuldades para todo mundo.

De 1740 em diante, a Escola de São Tomás nomeou um novo mestre para Teoria Musical e Bach passou a dedicar-se menos às obrigações de seu cargo, concentrando-se mais em compor e revisar as obras que já havia produzido, preparando-as para publicação.

A vida também tinha seus bons momentos. Ele acompanhava com interesse as atividades da erudita Sociedade para a Promoção das Ciências Musicais, fundada por Lorenz Mizler e que publicava uma revista a cada quatro semanas. Ele só propôs sua candidatura a tal sociedade em junho de 1747, quando tornou-se o décimo quarto membro. Em tal ocasião teve um retrato pintado por E. G. Haussmann, no qual aparece segurando uma peça musical que havia sido oferecida como prova de sua erudição. O número 14 era significativo para Bach (B=2, A=1, C=3, H=8; 2+1+3+8=14). Ele também presentou a sociedade com uma composição para órgão, as variações canônicas Von Himmel Hoch, BWV 769. É claro que ele se comprazia com charadas e quebra-cabeças musicais e numéricos.

Bach era constantemente convidado a testar órgãos e aceitava com prazer a esses convites. Passava também tempo em Dresden, a capital da Saxônia, dando recitais de órgão e tocando com os músicos da capital, que retribuíam essas visitas indo a Leipzig para tocar com ele. Há cartas deste período trocadas com parentes que falam de presentes tais como barris de vinho. A viagem a Potsdam deve ter sido uma decisão mais difícil. Mas, afinal Frederico era o patrão de Emanuel e tinha suas maneiras de conseguir o que queria. Na visita Bach teve a alegria de conhecer seu primeiro neto.

Frederico tocando a sonata que Bach escreveu para ele. Emanuel ao cravo!

Podemos dizer que a visita foi um sucesso. Bach improvisou uma fuga a três vozes sobre um tema que o próprio rei lhe apresentou, coisa que deixou a todos verdadeiramente extasiados. Mas o rei queria mais e pediu uma fuga a seis vozes. Só uma pessoa como Bach poderia declinar a tal pedido, pois tal fuga a seis vozes sobre o tema do rei demandava mais tempo para devida composição. Naquela ocasião, Bach apresentou uma fuga a seis vozes sobre um tema próprio. De qualquer forma, prometeu ao rei que levaria a cabo tal façanha quando estivesse de volta recolhido ao seu próprio local de trabalho. Dessa promessa surgiu, alguns meses depois a peça que aqui temos. A Oferenda Musical, uma coleção de fugas e cânones mais uma sonata para flauta, violino e cravo. Nesta coleção, duas peças especiais, as quais Bach denominou ricercares, uma a três e a outra a seis vozes. Lembremos que o rei tocava flauta e compunha, mas no estilo galante. Ricercar remete ao passado, uma maneira de dizer que aquela era uma arte que provinha de passadas experiências e traz o significado de buscar com diligência. Além disso, a palavra é parte de um acróstico. Estava escrito na impressão do Ricercar a 6: ‘Regis Iussu Cantio Et Reliqua Canonica Arte Resoluta’ (Ao comando do Rei, a canção [o Ricercar a 6] e as peças remanescentes resolvidas canonicamente [segundo os cânones, as regras]). Até a escolha do nome, Musikalisches OpferOferenda Musical, traz alguma sutileza, uma vez que Opfer, oferenda, oferta, remete ao óbvio significado, mas também a sacrifício…

A interpretação desta obra demanda muito dos intérpretes, uma vez que a indicação dos instrumentos a serem usados ocorre apenas na sonata. Na verdade, esse aspecto de proposta ao intérprete aparece em algumas dicas deixadas pelo autor. Um dos cânones vem com a instrução em Latim: Quaerendo Invenietis, busque e encontrarás! Nesta gravação, além da interpretação do Ricercar a 6 ao cravo, também temos uma gravação como seis instrumentos melódicos. Esta música desafia o intérprete e o ouvinte, assim como a última obra que a seguiu, Die Kunst der FugeA Arte da Fuga. Espero que você possa desfrutar tanto do aspecto intelectual quanto do sensual que nos é proposto aqui. O balanço entre estes aspectos da arte musical nos oferece boa motivação para continuar buscando novas músicas e novas maneiras de ouvir.

Gostaria de mencionar o livro sobre J. S. Bach escrito por Karl Geiringer como referência.

Igor Stravinsky, um músico muito mais próximo do nosso tempo, disse de maneira muito arguta: To listen is na effort, and just to hear is no merit. A duck hears also. Arriscando uma tradução (e já fazendo alguma traição): Ouvir demanda um esforço e não há mérito em apenas escutar. Até um pato escuta.

Assim, aqui está o disco com suas delícias e suas demandas. Espero que aprecie.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Musikalisches Opfer – Oferenda Musical

1. Ricercar a 3
2. Canon perpetuus super Thema Regium
3-7. Canones diversi super Thema Regium
8. Fuga canonica in Epidiapente
9. Ricercar a 6
10. Canon a 2. Quaerando Invenientis
11. Canon a 4
12-15. Sonata sopr’il Soggeto Reale
16. Canon perpetuus
17. Ricercar a 6

Ensemble Sonnerie

Monica Huggett, violin
Sarah Cunningham, viola da gamba
Gary Cooper, harpsichord
Wilbert Hazelzet, flauta
Paul Goodwin, oboe, aboe d’amore, oboe da caccia
Pavlo Beznosiuk, violin, viola, tenor viola
Frances Eustace, basson

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MP3 | 320 KBPS | 165 MB

João Sebastião Ribeiro chegando apressado para o encontro com Frederico…

Esperando que você aceite a oferta, do

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 2, 20 & 176

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 2, 20 & 176

Grande Mestre Herreweghe! Mais uma gravação impecável do belga! Este disco é marcado para mim pelos três corais impressionantes, cada um muito diferente do outro, que abrem as cantatas. A maior e mais ambiciosa composição aqui é a Cantata “O Ewigkeit” (# 20, 1724). O coral homônimo com o qual ela começa mostra todo o domínio contrapontístico de meu pai. Bach escreve uma abertura francesa completa francesa para orquestra, com as seções lentas distinguidas por ritmos pontilhados abrindo e concluindo o coral, e seção de fuga mais rápida. A ideia remonta às formas medievais usando o cantus firmus, mas, em sua encarnação barroca, é uma criação imponente e majestosa. Os corais de abertura de Cantatas 2 e 176 são mais curtos e menos ambiciosos — mas também são muito bonitos. A Cantata 176 é apresentada por um coral muito dramático que me lembra certas partes dos Concertos de Brandenburgo. O coral da Cantata 2 é melancólico e emotivo.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 2, 20 & 176

“Ach Gott, Vom Himmel Sieh Darein” BWV 2
1 Choral: Ach Gott Vom Himmel Sieh Darein 4:05
2 Recitativo: Sie Lehren Eintel Falsche List 1:11
3 Aria: Tilg, O Gott, Die Lehren 3:30
4 Recitativo: Die Armen Sind Verstört 1:35
5 Aria: Durchs Feuer Wird Das Silber Rein 5:08
6 Choral: Das Wollst Du, Gott Bewahren Rein 0:56

“O Ewigkeit, Du Donnerwort” BWV 20
7 [Choral] O Ewigkeit, Du Donnerwort 4:45
8 Recitativo: Kein Unglück Ist In Aller Welt Zu Finden 0:48
9 Aria: Ewigkeit, Du Machst Mir Bange 3:13
10 Recitativo: Gesetzt Es Dau’rte Der Verdammten Qual 1:18
11 Aria: Gott Ist Gerecht In Seinen Werken 4:24
12 Aria: O Mensch, Errette Deine Seele 2:02
13 Choral: Solang Ein Gott Im Himmel Lebt 1:03
14 Aria: Wacht Auf, Wacht Auf, Verlornen Schafe 2:28
15 Recitativo: Verlass, O Mensch, Die Wollust Dieser Welt 1:17
16 Duetto. Aria: O Menschenkind 3:09
17 Choral: O Ewigkeit, Du Donnerwort 1:03

“Es ist Ein Trotzig Und Verzagt Ding” BWV 176
18 [Chor] Es Ist Ein Trotzig Und Verzagt Ding 2:03
19 Recitativo: Ich Meine, Recht Verzagt 0:44
20 Aria: Dein Sonst Hell Beliebter Schein 2:51
21 Recitativo: So Wundere Dich, O Meister Nicht 1:43
22 Aria: Ermuntert Euch 2:14
23 Choral: Auf Dass Wir Also Allzugleich 1:17

Alto Vocals [Choir] – Alex Potter, Cécile Pilorger, Ivonne Fuchs, Mieke Wouters
Alto Vocals [Soloist] – Ingeborg Danz
Bass Vocals [Choir] – Bart Vandewege, Frits Vanhulle, Pieter Coene, Robert Van Der Vinne
Bass Vocals [Soloist] – Peter Kooy*
Bassoon – Philippe Miqueu
Cello – Claire Giardelli, Harm-Jan Schwitters
Choir – Collegium Vocale
Cornett – Bruce Dickey (tracks: 1 to 6)
Directed By – Philippe Herreweghe
Double Bass – Miriam Shalinsky
Flute – Patrick Beuckels (tracks: 1 to 6)
Oboe – Marcel Ponseele, Rafael Palacios, Taka Kitazato
Orchestra – Collegium Vocale
Organ – Herman Stinders
Soprano Vocals [Choir] – Cécile Kempenaers, Dominique Verkinderen, Edwige Cardoen, Lut Van De Velde
Soprano Vocals [Soloist] – Johannette Zomer
Tenor Vocals [Choir] – Friedemann Büttner, Gerhard Hölzle, Malcolm Bennett (2), Markus Schuck
Tenor Vocals [Soloist] – Jan Kobow
Timbales – Peppie Wiersma
Trombone – Charles Toet (tracks: 1 to 6), Harry Ries (tracks: 1 to 6), Simen van Mechelen (tracks: 1 to 6)
Trumpet – Guy Ferber, Pascal Geay, René Maze
Viola – Brigitte Clément, Hiltrud Hampe, Peter Van Boxelaere
Violin [1] – Andreas Preuss, Kathrin Tröger, Michiyo Kondo
Violin [2] – Adrian Chamorro, Corrado Masoni, Sebastiaan Van Vucht
Violin, Concertmistress – Mira Glodeanu

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Philippe Herreweghe: mestre bachiano absoluto

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Oratório da Páscoa & Ascension Oratorio – Masaaki Suzuki

J. S. Bach (1685-1750): Oratório da Páscoa & Ascension Oratorio – Masaaki Suzuki


Osteroratorium – Oratório da Páscoa 

Himmelfahrtsoratorium – Oratório da Ascensão

Bach deixou três peças sacras as quais denominou Oratórios. A mais famosa é o Oratório de Natal, um conjunto de seis cantatas que foram apresentadas pela primeira  vez nos dias 25, 26 e 27 de dezembro de 1734. Os outros dois Oratórios estão reunidos neste espetacular disco. Ambos fazem referência à Páscoa.

Masaaki Suzuki

O mais antigo, Osteroratorium – Oratório da Páscoa – teve sua primeira audição em 1 de abril de 1725 e era uma paródia de uma cantata produzida umas semanas antes, para o aniversário do Duque Christian de Saxe-Weissenfels. Bach deve ter tido esta música em alta conta, pois a reapresentou em mais três ocasiões ao longo de sua vida, sempre adaptando ou arranjando algo novo. Em 1735 passou a chamá-la de Oratório. A última vez que a apresentou, na forma como aqui foi gravada, ocorreu em 1749. O Oratório inicia com dois movimentos puramente orquestrais, provavelmente provenientes de algum concerto que Bach escrevera em Koethen, onde trabalhou antes de mudar-se para Leipzig. O primeiro deles é festivo, com trompetes e tímpanos. O segundo é um adágio lindíssimo: sobre as cordas em suspiros, um instrumento melódico, aqui uma flauta transversa, que eleva o sentimento de espiritualidade. Segue um movimento que seria o final do concerto, agora adaptado para incluir o coro, e o todo funciona como uma grande abertura do oratório.

Em seguida uma série de recitativos e árias, uma delas para contralto que segue por onze minutos, onde novamente a flauta exerce papel proeminente, num diálogo com a solista. O Oratório concluiu com um coro acompanhado com toda a força da orquestra. É possível até imaginar o contentamento que o príncipe aniversariante deve ter sentido.

O outro oratório – Himmelfahrtsoratorium – arranjado para a Festa da Ascensão, também é catalogado como uma cantata, Lobet Gott in seinen Reichen, BWV 11. Foi estreado em 19 de maio de 1735 e é a adaptação de uma cantata não religiosa que não existe mais. Aqui os recitativos do tenor fazem o papel do Evangelista conduzindo a história.

De novo trompetes, tímpanos, flautas, oboés e cordas dão o tom solene e alegre, com o devido equilíbrio de momentos mais reflexivos, como é próprio para a ocasião.

Esta gravação é um primor. Foi feita na Capela da Kobe Shoin Women’s University, e pela foto do libreto deve ser espetacular. O Bach Collegium Japan, sob a direção de Masaaki Suzuki, artistas do selo sueco BIS Records é de altíssimo nível e uma referência mundial na interpretação da música de Bach. Suzuki estudou com os maiores especialistas em Bach e música antiga. É cravista, organista, regente, músico completo. Com o Bach Collegium Japan, fundado por ele, já gravou todas as cantatas de Bach assim como as outras grandes obras sacras, sempre para o selo BIS.

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Easter Oratorio. Kommt, eilet und laufet, BWV 249

01          I. Sinfonia

02          II. Adagio

03          III. Chorus – Kommt, eilet und laufet

04          IV. Recitativo (soprano, alto, tenore, basso) – O kalter Männer Sinn!…

05          V. Aria (soprano) – Seele, deine Spezereien…

06          VI. Recitativo (alto, tenore, basso) – Hier ist die Gruft…

07          VII. Aria (tenore) – Sanfte soll mein Todeskummer…

08          VIII. Recitativo (soprano, alto) – Indessen seufzen wir…

09          IX. Aria (alto) – Saget, saget mir geschwinde…

10          X. Recitativo (basso) – Wir sind erfreut…

11          XI. Chorus – Preis und Dank…

Ascension Oratorio. Lobet Gott in seinen Reichen, BWV 11

12          I. Chorus – Lobet Gott in seinen Reichen

13          II. Recitativo (tenore) – Der Herr Jesus hub seine Hände auf…

14          III. Recitativo (basso) – Ach, Jesu, ist dein Abschied schon so nah?…

15          IV. Aria (alto) – Ach, bleibe doch, mein liebstes Leben…

16          V. Recitativo (tenore) – Und ward aufgehaben zusehends…

17          VI. Choral – Nun liget alles unter dir…

18          VII. Recitativo (tenore, basso) – Und da sie ihm nachsahen… Recitativo (alto) – Ach ja! so komme bald zurück… Recitativo (tenore) – Sie aber beteten ihn an…

19          VIII. Aria (soprano)- Jesu, deine Gnadenblicke…

20          IX. Choral – Wenn soll es doch geschehen…

Patrick van Goethem, contra-tenor
Jan Kobow, tenor
Yukari Nonoshita, soprano
Chiyuki Urano, baixo
Bach Collegium Japan
Masaaki Suzuki, conductor

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MP3 | 320 KBPS | 163 MB

Aproveite a oportunidade para ouvir boa música e refletir nas coisas mais altas e misteriosas da vida.

René Denon

J.S. Bach (1685-1750) pelo Grande Órgão e Fanfarra da catedral de Nôtre Dame (1962)

Eu não diria que este é um grande disco, mas sim que é suficientemente significativo para ser compartilhado e ouvido nesta semana de paixão/passio/passamento não só de Jesus, segundo a tradição tantas vezes e tão brilhantemente musicada por J.S. Bach, como também desse edifício de tantos sentidos atribuídos que é a catedral de Nôtre Dame de Paris.

Lançado na França em 1962 – bem antes, portanto, da ascensão do movimento de interpretação historicamente informada – o Bach de Pierre Cochereau e Armand Birnbaum soa às vezes estupidamente bombástico, às vezes efetivamente impressionante ou sinceramente comovente (caso, em especial, dos dois solos do trompetista Maurice André – faixas A03 e B03). Obviamente não cabe aí nem pensar no adjetivo “autêntico” –

… mas tampouco caberia usar a palavra “autêntico” para a própria Nôtre Dame – tantas vezes “depenada” e reformada que talvez o que conhecemos se deva mais ao arquiteto Eugène Viollet-le-Duc, em meados do século XIX, que aos seus criadores originais dos séculos XII e XIII.

O fato é que as reformas arquitetônicas e realizações musicais ditas inautênticas são elas mesmas parte da História tanto quanto as ditas autênticas… Dificilmente alguém que vai a Paris deixaria de visitar a Nôtre Dame por “inautêntica” – então talvez ainda valha a pena ouvir este disco, no mínimo para ouvirmos como certos músicos de destaque numa das principais “capitais culturais” do mundo eram capazes de interpretar o barroco de Bach em meados do século XX…

E não fiquem com vergonha se chegarem a gostar: ego, Ranulfus Monacus, vos absolvo!

“Grandes Órgão e Fanfarras na Notre Dame: Johann Sebastian Bach”

Regente da Fanfarra: Armand Birnbaum
Trompete solo: Maurice André (1933-2012)
Órgão: Pierre Cochereau (1924-1984)

Gravação PHILIPS (vinil)
França: 1962. Brasil: 1970

FAIXAS (títulos em português conforme a capa do disco)

A01 Jesus bleibet meine Freude (da Cantata 147)
……(Jesus, alegria dos homens)
A02 Wir glauben all’ an einem Gott (BWV 680)
……(Nós todos cremos todos em um só Deus)
A03 Herzlich tut mich verlangen (BWV 727)
……(Ardentemente eu aspiro a um fim feliz)
A04 Nun freut euch, lieben Christen g’mein (BWV 388)
……(Rejubilai-vos, cristãos amados)
A05 Gottes Sohn ist kommen (BWV 318)
……(O filho de Deus chegou)
A06 Ach Herr lass dein lieb Engelein (Johannespassion BVW 245)
……(Coral final da Paixão segundo São João)

B01 Sinfonie der Kantate Nr 29 “Wir danken Dir, Gott)
……(Sinfonia da Cantata nº 29 “Nós vos agradecemos, Deus”)
B02 Aus tiefer Not ruf’ ich zu Dir
……(Do fundo de minha desgraça venho a vós, Senhor)
B03 Erbarm’ dich mein, o Herre Gott (BWV 305)
……(Tende piedade de mim, oh Senhor Deus)

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Ranulfus

J. S. Bach (1685-1750): English Suites 2 & 3 / D. Scarlatti (1685-1757) 4 Sonatas – Ivo Pogorelich, piano

J. S. Bach (1685-1750): English Suites 2 & 3 / D. Scarlatti (1685-1757) 4 Sonatas – Ivo Pogorelich, piano

J. S. Bach – Suítes Inglesas Nos. 2 & 3

D. Scarlatti – Quatro Sonatas

 

O ano era 1989 e o inverno do Meio-Oeste Americano, próximo ao Lago Michigan, implacável. Eu passava os dias em um escritório minúsculo, sem janelas, sentado em uma espartana cadeira, estudando certos grupos de K-teoria não finitamente gerados. Mas não estava sozinho submetido a tão rigoroso regime – dividia o minúsculo escritório com um enorme croata com eterna cara de garoto, olhos pequenos e curiosíssimos por trás de óculos metidos em uma armação grande e de resina escura, típicas da Europa Ocidental. Ele tornou-se um amigo para a vida inteira e trocamos muitas informações. Com ele aprendi que a Iugoslávia, que estava prestes a deixar de existir como tal, era na verdade formada por vários países, diferentes etnias e credos. Aprendi também que há croatas e sérvios.

Esta é a capa da última edição, com um Pogorelich mais jovial. Ele já não está mais assim, acredite…

Ele, também amante da boa música, falou-me do BMG Direct, um clube de venda de CDs pelo correio, meio como o nosso Clube do Livro. E mais (como ouvimos nas propagandas do Polishop), ao aderir ao clube ganhava-se um ou outro CD de brinde – coisa de americanos, que são uns bambas no marketing. Imaginem o que era isso para nós, que vivíamos de bolas de estudo, duríssimos como cocos. Meu primeiro CD foi uma revelação, uma epifania, tornei-me addicted ao Piano-Bach. Claro, o escritório encheu-se de confabulações, qual CD pedir, até que Žarko mencionou o Bach interpretado pelo Pogorelich. Pogorelič, ele me explicou, mas o danado do acento não havia nos teclados americanos. Pogorelich que era filho de um croata com uma sérvia – Capuleti e Montecchi.

Meu CD americano, que chegou pelo correio (ainda sinto um frêmito cada vez que chego em casa e imagino que haverá uma caixinha de papelão entregue pelo correio com um ou outro CDzinho), não existe mais, morreu oxidado. Mas sua imagem continua gravada na minha mente (d’àpres Manuel Bandeira) e há outra cópia de uma nova edição na prateleira de CDs queridos, acrescentada de quatro lindíssimas sonatas de Scarlatti. Ah, Piano-Scarlatti é outra das minhas manias, mas sobre isso, depois.

João Sebastião Ribeiro

Que dizer da música? Bach é metade já andada e as Suítes Francesas, Suítes Inglesas, as Partitas – fontes inesgotáveis de prazer. Aqui temos duas Suítes Inglesas, as de No. 2 e de No. 3. No CD caberia mais uma, é claro, mas este CD foi gravado ainda na transição do LP para CD e, então, uma suíte para cada lado. Nesta edição a distribuidora acrescentou quatro sonatas de Domenico Scarlatti, de um outro disco impecável do Pogorelich, que espero postar em propícia ocasião.

Domingos Escarlate

Sobre a interpretação, veja o que disse um crítico da revista Diapason, especializada em música: …claridade inebriante, trabalho de um joalheiro…uma interpretação prazeirosa e cheia de vivacidade… [De Scarlatti]: As quatro sonatas são a expressão de uma arte de piano de sombras e de luzes, não há como ser mais sofisticado.

As Suítes Inglesas foram gravadas em 1985 na Salle de Musique, Le Chaux de Fonds, Suíça.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

English Suite No.2 In A Minor, BWV 807

  1. Prélude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Bourrée I & II
  6. Gigue

English Suite No.3 In G Minor, BWV 808

  1. Prélude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Gavotte
  6. Gigue

Domenico Scarlatti

  1. Sonata em mi maior, K. 380 – Andante comodo
  2. Sonata em si menor, K. 87 – Andante
  3. Sonata em sol menor, K. 450 – Allegrissimo
  4. Sonata em mi maior, K. 135 – Allegro

Ivo Pogorelich, piano

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MP3 | 320 KBPS | 174 MB

Com essa bola toda, posso colar o selo de IM-PER-DÍ-VEL e desejar uma ótima audição!

Vá em frente e aproveite!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 16, 153, 65 e 154 (Cantatas from Leipzig, 1724-6)

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 16, 153, 65 e 154 (Cantatas from Leipzig, 1724-6)

Aqui, boa parte desta coleção.

As Cantatas de Bach podem ser descritas como um dos maiores tesouros musicais da humanidade.  Nas últimas décadas, elas têm recebido abordagens luxuosas com performances dirigidas por nomes como Sigiswald Kuijken, Sir John Eliot Gardiner e Ton Koopman. E as descobertas continuam. Este volume 4 do projeto de Kuijken reúne cantatas do período pós-natal, uma, a BWV16, de 1726, o restante de 1724.

A BWV16, reflete um otimismo apropriado às celebrações de Ano Novo, e o time de Kuijken tem vitalidade para manter esse clima. As outras três cantatas têm alcance emocional mais amplo e complexo. Por exemplo, a BWV153, ocupa-se da busca da fé pela perseverança.

A BWV65 foi escrita para a Festa da Epifania. No domingo seguinte, em 1724, Bach compôs a BWV154. Essa cantata é pessoal e dramática, pois trata da angústia de Maria e José quando o jovem Jesus se perdeu no templo de Jerusalém.

Essa coletânea de cantatas oferece uma experiência variada para qualquer ouvinte. E as performances e o som muito bem gravado deram-nos grande prazer auditivo.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas: Volume 4 (Cantatas from Leipzig, 1724-6)

01-06 Herr Gott, dich loben wir, BWV16 (1726) [16:37]
07-15 Schau, lieber Gott, wie meine Feind, BWV153 (1724) [13:42]
16-22 Sie werden aus Saba alte kommen, BWV65 (1724) [15:08]
23-30 Mein liebster Jesus ist verloren, BWV154 (1724) [15:12]

Soprano: Elisabeth Hermans
Alto: Petra Noskaiová
Tenor: Jan Kobow
Bass: Jan Van der Crabben
La Petite Bande
Sigiswald Kuijken

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La Petite Bande nos jardins da sede campestre do PQP Bach

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Obras para trompete, pero no mucho

POSTAGEM ORIGINALMENTE FEITA POR PQPBACH LÁ NO LONGÍNQUO ANO DE 2010. ACHEI IMPORTANTE ATUALIZAR O LINK DEVIDO NÃO APENAS À EXCEPCIONAL QUALIDADE DOS MÚSICOS ENVOLVIDOS, MAS TRATA-SE DE BACH, SENHORES… !!!

O título Bach: Obras para trompete é muito enganador: OK, Bach compôs bastante música para esse instrumento, só que aqui tudo é transcrição. Foda-se. O próprio Bach foi um transcritor compulsivo e essas adaptações vão deixá-lo muito feliz, preconceituoso ouvinte. E Alison Balsom é muito, mas muito boa trompetista. Ela navega em músicas compostas originalmente para teclado, violoncelo, violino, voz e o escambal com a mesma classe. Não há falhas neste disco absolutamente agradável. Balsom não perde o passo mesmo quando finge-se de flauta, violino ou violoncelo. O organista Colm Carey a acompanha nos três concertos transcritos — dois dos quais são transcrições de Bach para obras de Vivaldi e Marcello… só para o aumentar o diálogo, sacaram? — enquanto um grupo se junta ao trompete na sonata trio e no Agnus Dei da Missa em Si Menor. Tudo somado, dá um puta CD. Anotar: há que observar Balsom, uma supermusicista!

J. S. Bach (1685-1750): Obras para trompete

Concerto in D Major (after Vivaldi) BWV 972
1) Allegro
2) Adagio
3 )Allegro Assai

Suite No. 2 in D minor, BWV 1008
4) Sarabande
5) Gigue

6) Aria Variata in A Minor (Italian Variations) BWV 989

Partita No. 3 in E BWV1006
7) Gigue

Trio Sonata in C Major BWV 529
8) Allegro
9) Largo
10) Allegro

Concerto in C minor (after Marcello) BWV 974
11) Allegro
12) Largo
13) Presto

Klavierbüchlein für Anna Magdalena Bach, II
14) Aria, BWV508: Bist du bei mir

Concerto in A major BWV 1055 (transposed to C Major)
15) Allegro
16) Larghetto
17) Allegro ma non tanto

18) Badinerie from Suite No. 2, BWV 1067

Mass in B minor BWV232
19) Agnus Dei

Alison Balsom (Trumpet)
Mark Caudle (Viola da gamba)
Alina Ibragimova (Violin)
Alistair Ross (Chamber Organ, Harpsichord)
Colm Carey (Organ)

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Apoie os bons artistas, compre suas músicas.
Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
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PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Variations on variations – Rinaldo Alessandrini, Concerto Italiano

No dia do aniversário de nosso compositor maior, Johann Sebastian Bach, trago para os senhores um dos últimos CDs de Rinaldo Alessandrini e seu Concerto italiano, e aqui estamos falando de um dos maiores especialistas em barroco da atualidade com seu conjunto de câmara. Me perdoem não ter traduzido o texto abaixo, o tempo urge, e estou fazendo esta postagem a toque de caixa, como sempre, aliás. Enfim, este texto abaixo foi retirado do booklet do CD, que segue em anexo ao arquivo de áudio, por sinal.  De qualquer forma, existem diversos programas tradutores disponíveis na internet.

The programme of this recording is composed of works that adopt the variation as the generating principle of the music. Our ‘variations’ on them modify the image and sonor- ity of the works, originally conceived for harpsichord, pedal harpsichord and organ. The varying styles of the original pieces make it possible to adapt them using different instru- mental scorings: violin and basso continuo in the case of the Aria variata alla maniera italiana BWV 989; a four-voice texture transcribed for four-part string ensemble in the Passacaglia BWV 582, the Canzona BWV 588, and a substantial portion of the Goldberg Variations BWV 988. Chamber formations of various sizes have been chosen for the canons and some of the other variations in the Goldberg cycle. What you will hear makes no pretence at orthodoxy. It is, rather, a divertissement, a subtle intellectual pleasure, which we experienced during the year it took for the project to come to gestation and realisation. In fact, I am not the first to have hit on the idea of arranging the Goldberg Variations for string ensemble: Dmitri Sitkovetsky made a version for string trio years ago, and Bernard Labadie one for string orchestra even before that. To transcribe the different sets of variations here for large forces would seem to be forcing their nature. For the style of the Goldberg Variations is already somewhat inhomogeneous (the other works on the programme are more regular in style) and sometimes highly idiomatic in keyboard terms. The series of canons is (almost) invariably in three parts. Some of the variations are in four parts, others in two. Others again are developed in polyphony with a varying number of voices. Hence, since we cannot adduce a specific reason to justify this project, the sole remaining argument is that of an intellectual and technical challenge.

The rest of the programme presented fewer problems of elaboration. The Passacaglia was transposed up a tone to the key of D minor, in which the strings sound well; similarly, the Aria BWV 989 was transposed down a tone. The Passacaglia, conceived in four parts (almost) throughout, adapts splendidly to an orchestral texture, which emphasises the dance character that, in the end, a passacaglia should always possess. The Canzona was given a literal transcription. The Aria reverts to what is presumed to have been its original Italian model, for violin and basso continuo. But it should not be thought that undertakings of this kind are unjustified modern  ‘outrages’. On the contrary, we have many illustrious examples of the practice: beginning with the fugues Mozart selected from The Well-Tempered Clavier and transcribed for string quartet (K404a and K405), the list stretches right down to the present with the monumental transcriptions of Elgar, Stokowski, Schoenberg and Webern, to name only a few. And the first composer to embark on such an enterprise was Bach himself, who reused many of his and other composers’ works (the Mass in B minor, for instance, contains a great many revisions of earlier compositions; numerous movements from the Brandenburg Concertos are reworked in different ways in church cantatas; and his German version of Psalm 51 is adapted from the score of Pergolesi’s Stabat Mater), modifying their performing forces to produce spectacular transcriptions, of which the most striking is the transformation of the Prelude and Fugue in A minor for harpsichord BWV 894 into the Triple Concerto for flute, violin, harpsichord and strings BWV 1044. My initial idea was to realise a version of these works that would in any case present orthodox structural aspects consistent with a historical notion of instrumental style. Hence, in the Goldberg cycle, I transcribed the canons and some of the variations as chamber music for two instruments and basso continuo (Variations 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 24) or two instruments without bass (Variations 11, 17 and 27). The challenge was to realise the rest of the variations in a homogeneous and complete texture in three or four parts, conceived for a group of strings and continuo. It therefore proved necessary to complete the irregular texture of many variations, adding lines or bringing out the polyphony present in skeleton form in the harpsichord writing. Variation 1 was completed in four real parts, as were nos. 5, 8, 14, 20, 23, 28 and 29. I added a middle part to Variation 7 in order to justify the function of the bass line as a bassetto. The French Overture of Variation 16 was completed in four real parts, as was its fugue, which in the original is mostly in three parts. Variation 20 was the piece that required the greatest adjustment of the writing to the possibilities of performance by a group of strings. The operation inevitably bordered on the arbitrary in those cases where it was necessary to complete the contrapuntal texture in order to realise four complete and independent parts. Very often, Bach’s compositional technique implies a significant quantity of canonic procedures (most apparent in Variation 8), inherent in the texture but which remained incomplete because of the obvious physical impossibility of executing such complexities with two hands. The figuration, especially the most brilliant, frequently reaches the limits of execution on a single stringed instrument (Variations 14, 20 and 26). For this reason, one might have accepted the principle, in some passages, of changing the figuration into something similar, but more idiomatic for the strings. But I preferred, at least for this recording, to keep as close as possible to the original for harpsichord. The result offers an opportunity to listen in a new way to the polyphony of the Goldberg Variations (and the rest of the programme) with the help of the rich timbres of a group of strings, which isolate the individual lines and at the same time recreate the contrapuntal unity of these pieces, underlining once more their extraordinary wealth of invention.”

Rinaldo Alessandrini é um maestro italiano, muito conhecido e admirado aqui no PQPBach por suas gravações de música barroca. Seu conjunto não por acaso se chama Concerto Italiano, e é com ele que os senhores terão a oportunidade de conhecer uma outra possibilidade de interpretação das míticas “Variações Goldberg”, neste caso em arranjo para conjunto de cordas e cravo. Muitos estão acostumados com as tradicionais versões ou para o próprio cravo ou então para piano, e de vez em quando trazemos outras possibilidades, como por exemplo, saxofone. O que tenho a dizer é que o trabalho que Alessandrini fez aqui é absolutamente sensacional, estonteante. Dá uma nova perspectiva a estas variações. Em minha opinião valem cada minuto de audição.

1 passacaglia in d minor, from the original for pedal harpsichord in c minor, bwv 582
aria variata alla maniera italiana in g minor for violin and basso continuo, from the original for harpsichord in a minor, bwv 989
2 Thema
3 Variatio 1
4 Variatio 2 5 Variatio 3
6 Variatio 4
7 Variatio 5
8 Variatio 6
9 Variatio 7
10 Variatio 8
11 Variatio 9
12 Variatio 10
13 canzona in d minor, from the original for organ, bwv 588
goldberg variations, from the original for harpsichord, bwv 988

14 Aria (à 4)
15 Variatio 1 (à 4)
16 Variatio 2 (à 3)
17 Variatio 3 – Canone all’Unisuono (à 3)
18 Variatio 4 (à 4)
19 Variatio 5 (à 4)
20 Variatio 6 – Canone alla Seconda (à 3)
21 Variatio 7 – Al tempo di Giga (à 3) [nicholas robinson]
22 Variatio 8 (à 4)
23 Variatio 9 – Canone alla Terza (à 3)
24 Variatio 10 – Fughetta (à 4)
25 Variatio 11 (à 2 violini)
26 Variatio 12 – Canone alla Quarta (à 3) [nicholas robinson]
27 Variatio 13 (à 3) [antonio de secondi]
28 Variatio 14 (à 4)
29 Variatio 15 – Canone alla Quinta (à 3)
30 Variatio 16 – Ouverture (à 4)
31 Variatio 17 (à 2, violino e violoncello) [antonio de secondi]
32 Variatio 18 – Canone alla Sesta (à 3)
33 Variatio 19 (à 3)
34 Variatio 20 (à 4)
35 Variatio 21 – Canone alla Settima (à 3) [nicholas robinson]
36 Variatio 22 – Alla breve (à 4)
37 Variatio 23 (à 4)
38 Variatio 24 – Canone all’Ottava (à 3) [antonio de secondi]
39 Variatio 25 – Adagio (à 3) [nicholas robinson]
40 Variatio 26 (à 4)
41 Variatio 27 – Canone alla Nona (à 4)
42 Variatio 28 (à 4)
43 Variatio 29 (à 4)
44 Variatio 30 – Quodlibet (à 4)
45 Aria (à 4)

Transcriptions, arrangements and adaptations by rinaldo alessandrini from the originals by johann sebastian bach

Concerto Italiano
Rinaldo Alessandrini – Harpsichord & Conductor

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Violin Concertos – Isabelle Faust, Akademie für Alt Musik Berlin

Já há alguns anos acompanho a carreira da violinista alemã Isabelle Faust. Creio que eu deva ter todas as suas gravações. E graças à internet temos acesso quase que instantâneo ao lançamento de seus CDs.

Pois foi o que aconteceu com este seu novo registro, onde interpreta nossos amados Concertos para Violino de Johann Sebastian, o Bach. E qualquer nova gravação de Faust me é muito especial, pelo apreço que tenho por esta excepcional musicista. Não teme em encarar desde Bártok, Berg, Brahms, Beethoven ou nosso amado e imortal Bach. E também não temo em colocá-la no mesmo patamar de outras duas grandes violinistas da atualidade, Rachel Podger e Amandine Beyer, porém estas duas tem seu principal foco na música barroca, enquanto Faust circula facilmente por estes diversos períodos com extrema competência, versatilidade e diria até facilidade.

Para acompanhá-la, Faust convidou a “Akademie für Alt Musik Berlin”, conjunto altamente especializado neste repertório.

Ah, este CD foi lançado pela Harmonia Mundi agora no dia 15 de março, ou seja, é fresquinho, recém saído dos fornos da gravadora. Assim a amazon nos apresenta a este fortíssimo candidato a Gravação do Mês, quiçá do ano, da conceituada revista Grammophone:

“This recording featuring Isabelle Faust and Akademie für Alte Musik Berlin explores works by Johann Sebastian Bach that were, in one form or another, originally written or conceived as violin showpieces. Along with the famous Violin Concertos BWV 1041-43, a selection of of overtures, trio sonatas, and concertos now associated with other instruments, are performed here on violin as the composer intended. Hearing Faust play the famous Badinerie from the second Orchestral Suite (normally played on flute) is a reminder that the author of The Well-Tempered Clavier was also a virtuoso violinist.”

CD 1
1. Isabelle Faust – Violin Concerto in D Minor, BWV 1052R_ I. Allegro
2. Isabelle Faust – Violin Concerto in D Minor, BWV 1052R_ II. Adagio
3. Isabelle Faust – Violin Concerto in D Minor, BWV 1052R_ III. Allegro
4. Akademie fur Alte Musik Berlin – Ich liebe den Höchsten von ganzem Gemüte, BWV 174_ I. Sinfonia
5. Isabelle Faust – Violin Concerto in E Major, BWV 1042_ I. Allegro
6. Isabelle Faust – Violin Concerto in E Major, BWV 1042_ II. Adagio
7. Isabelle Faust – Violin Concerto in E Major, BWV 1042_ III. Allegro assai
8. Akademie fur Alte Musik Berlin – Ich hatte viel Bekümmernis, BWV 21_ Sinfonia
9. Isabelle Faust – Trio Sonata in C Major, BWV 529_ I. Allegro (Arr. for 2 violins and basso continuo)
10. Isabelle Faust – Trio Sonata in C Major, BWV 529_ II. Largo (Arr. for 2 violins and basso continuo)
11. Isabelle Faust – Trio Sonata in C Major, BWV 529_ III. Allegro (Arr. for 2 violins and basso continuo)
12. Isabelle Faust – Concerto for violin and oboe in C Minor, BWV 1060R_ I. Allegro
13. Isabelle Faust – Concerto for violin and oboe in C Minor, BWV 1060R_ II. Largo ovvero Adagio
14. Isabelle Faust – Concerto for violin and oboe in C Minor, BWV 1060R_ III. Allegro

CD 2

1. Isabelle Faust – Overture No. 2 in B Minor, BWV 1067_ I. Ouverture
2. Isabelle Faust – Overture No. 2 in B Minor, BWV 1067_ II. Rondeau
3. Isabelle Faust – Overture No. 2 in B Minor, BWV 1067_ III. Sarabande
4. Isabelle Faust – Overture No. 2 in B Minor, BWV 1067_ IV. Bourrées I & II
5. Isabelle Faust – Overture No. 2 in B Minor, BWV 1067_ V. Polonaise. Moderato e staccato. Double
6. Isabelle Faust – Overture No. 2 in B Minor, BWV 1067_ VI. Menuet
7. Isabelle Faust – Overture No. 2 in B Minor, BWV 1067_ VII. Badinerie. Staccato
8. Isabelle Faust – Trio Sonata in D Minor, BWV 527_ I. Andante (Arr. for oboe, violin and basso continuo)
9. Isabelle Faust – Trio Sonata in D Minor, BWV 527_ II. Adagio e dolce (Arr. for oboe, violin and basso continuo)
10. Isabelle Faust – Trio Sonata in D Minor, BWV 527_ III. Vivace (Arr. for oboe, violin and basso continuo)
11. Isabelle Faust – Violin Concerto in G Minor, BWV 1056R_ I. [no tempo marking]
12. Isabelle Faust – Violin Concerto in G Minor, BWV 1056R_ II. Largo
13. Isabelle Faust – Violin Concerto in G Minor, BWV 1056R_ III. Presto
14. Akademie fur Alte Musik Berlin – Himmelskönig, sei willkommen, BWV 182_ I. Sonata. Grave. Adagio
15. Isabelle Faust – Violin Concerto in A Minor, BWV 1041_ I. [no tempo marking]
16. Isabelle Faust – Violin Concerto in A Minor, BWV 1041_ II. Andante
17. Isabelle Faust – Violin Concerto in A Minor, BWV 1041_ III. Allegro assai
18. Akademie fur Alte Musik Berlin – Sinfonia in D Major, BWV 1045
19. Isabelle Faust – Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043_ I. Vivace
20. Isabelle Faust – Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043_ II. Largo ma non tanto
21. Isabelle Faust – Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043_ III. Allegro

Isabelle Faust, violin Jacobus Stainer (1658)
Bernhard Forck, anonymous violin, South Germany (1725)
Xenia Löffler, oboe and recorder
Jan Freiheit, cello
Raphael Alpermann, harpsichord
Akademie für Alte Musik Berlin

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Isabelle Faust

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Todos os Concertos para Teclado

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Todos os Concertos para Teclado

Uma orquestra diminuta, como deve ser. Um crav… Ops, um piano? Pois é. Mas tem cravo? Sim, tem. Onde? Fazendo o baixo contínuo, ora bolas. Sim, a esquisitice deste disco, mesmo com a maestria de Angela Hewitt, custou a se acomodar em meu combalido cérebro. Aqui nós temos todos os sete Concertos para Cravo, mais o Concerto de Brandemburgo Nº 5 e o Triplo. Ouvi tudo duas vezes até gostar moderadamente. Mas não se compara com outros registros historicamente informados. Confesso que achei que estivesse presa de alucinações auditivas quando ouvi um cravo tagarelando atrás do piano na gravação do quinto Concerto de Brandemburgo de Bach… Comecei a pensar em qual seria o motivo (ou a tese) para usar como solista um piano de cauda de concerto em vez de um cravo de dois teclados, mas mesmo assim chamar o auxílio do velho instrumento? Apesar do oximoro musical de ter os dois instrumentos na mesma peça ao mesmo tempo, a versão de Hewitt e da Orquestra de Câmara Australiana funciona.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Todos os Concertos para Teclado

CD1:
Keyboard Concerto No 1 In D Minor BWV1052 (22:46)
Allegro 7:37
Adagio 7:17
Allegro 7:50

Keyboard Concerto No 7 In G Minor BWV1058 (14:04)
[First Movement] 3:41
Andante 6:34
Allegro Assai 3:50

Brandenburg Concerto No 5 In D Major BWV1050 (19:59)
Allegro 9:41
Affettuoso 5:02
Allegro 5:14

Triple Concerto In A Minor BWV1044 (20:07)
Allegro 8:35
Adagio Ma Non Tanto E Dolce 4:36
Tempo Di Alla Breve 6:56

CD2:
Keyboard Concerto No 4 In A Major BWV1055 13:41
Allegro 4:06
Larghetto 4:55
Allegro Ma Non Tanto 4:39

Keyboard Concerto No 3 In D Major BWV1054 16:13
[First Movement] 7:29
Adagio E Piano Sempre 6:05
Allegro 2:37

Keyboard Concerto No 2 In E Major BWV1053 19:15
[First Movement] 8:02
Siciliano 4:43
Allegro 6:28

Keyboard Concerto No 5 In F Minor BWV1056 9:47
Allegro 3:28
Adagio 2:57
Presto 3:19

Keyboard Concerto No 6 In F Major BWV1057 16:33
[First Movement] 7:21
Andante 4:09
Allegro Assai 5:02

Angela Hewitt, piano
Australian Chamber Orchestra
Richard Tognetti

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Angela dando um rolê na sede campestre do PQP Bach.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 82, 102, 178

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 82, 102, 178

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Aqui, boa parte desta coleção.

Este é um belo disco de Cantatas de Bach. Só a presença da Cantata BWV 82, Ich habe genug, já garante a qualidade do repertório. Depois, é só dar uma olhada no nome do regente e executantes para saber que será um banquete.

A Cantata BWV 82 foi composta na cidade de Leipzig para a Festa da Purificação, em 2 de fevereiro de 1727. A Purificação celebra um incidente registrado por São Lucas, no qual Maria leva o menino Jesus ao Templo, em Jerusalém, para oferecer sacrifícios rituais quando encontra o ancião Simeão, em cuja cântico o libreto se baseia. A peça foi composta para oboé, cordas, baixo contínuo e um solista baixo. Existem outras versões para soprano (BWV 82a) transpostas de dó menor para mi menor, e com a parte de oboé substituída por flauta e levemente alterada. Também há versões para contralto.

O primeiro recitativo e a ária “Schlummert ein” (com acompanhamento de baixo) foram transcritos no Pequeno Livro de Anna Magdalena Bach para que pudessem ser cantados por um contralto, presumivelmente a própria Anna Magdalena Bach.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 82, 102, 178

Ich Habe Genug, BWV 82:
1 Aria: Ich Habe Genug 7:43
2 Recitative: Ich Habe Genug! Mein Trost Ist Nur Allein 1:15
3 Aria: Schlummert Ein, Ihr Matten Augen 9:30
4 Recitative: Mein Gott! Wenn Kommt Das Schone 0:48
5 Aria: Ich Freue Mich Auf Meinen Tod 3:47

Wo Gott Der Herr Nicht Bei Uns Halt, BWV 178:
6 Wo Gott Der Herr Nicht Bei Uns Halt (Chorus) 4:38
7 Recitative and Chorale: Was Menschenkraft Und -witz Anfaht (Alto) 2:24
8 Aria: Gleichwie Die Wilden Meereswellen (Bass) 3:50
9 Chorale: Sie Stellen Uns Wie Ketzern Nach (Tenor) 1:56
10 Wo Gott Der Herr Nicht Bei Uns Halt, BWV 178: Chorale and Recitative: Auf Sperren Sie Den Rachen Weit (Soprano, Alto, Tenor, Bass) 1:33
11 Aria: Schweig, Schweig Nur, Taumelnde Vernunft! (Tenor) 3:45
12 Chorale: Die Feind Sind All In Deiner Hand 2:00

Herr, Deine Augen Sehen Nach Dem Glauben, BWV 102:
13 Part I: Herr, Deine Augen Sehen Nach Dem Glauben (Chorus) 5:39
14 Part I: Recitative: Wo Ist Das Ebenbild, Das Gott Uns Eingepraget (Bass) 1:14
15 Part I: Aria: Weh Der Seele, Die Den Schaden Nicht Mehr Kennt (Alto) 5:25
16 Part I: Arioso: Verachtest Du Den Reichtum Seiner Gnade (Bass) 3:00
17 Part II: Aria: Erschrecke Doch, Du Allzu Sichre Seele (Tenor) 4:13
18 Part II: Recitative: Beim Warten Ist Gafahr (Alto) 1:31
19 Part II: Chorale: Heut Lebst Du, Heut Bekehre Dich (Chorus) 1:41

Jan Van der Crabben, Baritone
Christoph Genz, Tenor
Elisabeth Hermans, Soprano
Petra Noskaiova, Alto
La Petite Bande Ensemble
Sigiswald Kuijken

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PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 177, 93 e 135

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 177, 93 e 135

Aqui, boa parte desta coleção.

CD lindamente interpretado, mas de Cantatas menores do mestre. É claro que vale a pena ouvir. Afinal, quem cansa de Bach? E quem cansa de ouvir a competência e o conhecimento do barroco quem tem Sigiswald Kuijken? Eu fiquei bem feliz com o CD nos ouvidos. Os cantores são sempre sensacionais. Só que não há árias nem corais memoráveis aqui. Ao menos é minha opinião.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 177, 93 e 135

“Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ” – Cantata BWV 177 (22:03)
1 Chor: Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ 6:30
2 Aria: Ich bitt noch mehr, o Herre Gott 4:29
3 Aria: Verleih, dass ich aus Herzensgrund 5:05
4 Aria: Lass mich kein Lust noch Frucht von dir 4:40
5 Chorale: Ich lieg im Streit und widerstreb 1:19

“Wer nun den lieben Gott lässt walten” – Cantata BWV 93 (19:42)
6 Chor: Wer nur den lieben Gott lässt walten 6:00
7 Chorale: Was helfen uns die schweren Sorgen 1:57
8 Aria: Man halte nur ein wenig stille 3:01
9 Duett: Er kennt die rechten Freudenstunden 2:46
10 Chorale: Denk nicht in deiner Drangsalhitze 2:30
11 Aria: Ich will auf den Herren schaun 2:28
12 Chorale: Sing, bet und geh auf Gottes Wegen 1:00

“Ach Herr, mich armen Sünder” – Cantata BWV 135 (14:57)
13 Chor: Ach Herr, mich armen Sünder 5:24
14 Recitativo: Ach heile mich 1:10
15 Aria: Tröste mir, Jesu, mein Gemüte 3:17
16 Recitativo: Ich bin von Seufzen müde 1:07
17 Aria: Weicht, all ihr Übeltäter 2:53
18 Chorale: Ehr sei ins Himmels Throne 1:06

Alto Vocals – Petra Noskaiová
Baritone Vocals – Jan van der Crabben
Soprano Vocals – Siri Thornhill
Tenor Vocals – Christoph Genz
Orchestra – La Petite Bande
Conductor – Sigiswald Kuijken

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J. S. Bach / B. Bartók / N. Paganini: Peças para Violino Solo

J. S. Bach / B. Bartók / N. Paganini: Peças para Violino Solo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um bom disco começa por um repertório de primeira linha, que combine e que seja bem interpretado. É o caso, à exceção de Paganini. Achei a performance da Partita de Bach bastante envolvente. Utilizando 100% dos recursos de seu excepcional violino, ela parece ter adotado de forma inteligente o que os violinistas historicamente informados vêm mostrando. Além disso, ela não tem nada da tendência moderna de uniformizar o som de um instrumento. Ela gosta do fato de que o violino tem quatro cordas, cada uma das quais soando diferente e essa percepção lhe dá vida e cor. O Bartók é muito impressionante também. Mullova mantém-se atenta ao metrônomo do compositor e, para nossa sorte, deixa tempo nenhum para a retórica. Bartók estimou a duração da Sonata a 23min. Mullova a toca em um minuto a menos, mas nunca parece apressada, há uma abundância de cantabile lindamente expressivos e o final é vividamente atlético. As variações vulgares de Paganini são um grande choque depois do Bartók. Ela toca com grande desenvoltura e afeição óbvia pela pequena canção Paisiello, que Paganini ocasionalmente permite emergir. Ali, há a sugestão de uma sobrancelha divertidamente erguida.

J. S. Bach / B. Bartók / N. Paganini: Peças para Violino Solo

Partita No. 1 In B Minor, BWV 1002
Composed By – Johann Sebastian Bach
1 Allemanda 5:48
2 Double 2:48
3 Corrente 3:16
4 Double (Presto) 3:35
5 Sarabande 3:25
6 Double 2:20
7 Tempo Di Borea 3:48
8 Double 3:42

Sonata For Solo Violin = Sonate Für Solovioline · Pour Violon Seul
Composed By – Béla Bartók
9 Tempo Di Ciaccona 8:57
10 Fuga 4:21
11 Melodia 5:53
12 Presto 5:27

Introduction And Variations · Introduktion Und Variationen On · Über · Sur «Nel Cor Più Non Mi Sento»
Composed By – Niccolò Paganini
13 Capriccio1:12
14 Tema (Andante) 1:33
15 Variation 1 (Brillante) 1:34
16 Variation 2 1:44
17 Variation 3 (Più Lento) 1:31
18 Variation 4 (Allegro) 0:58
19 Variation 5 0:59
20 Variation 6 (Appassionato) 1:26
21 Variation 7 (Vivace) 1:37

Viktoria Mullova, violino

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Mullova no sítio exclusivo do blog PQP Bach após conversa com ocupantes do MSM (Movimento dos Sem Música)

PQP

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

Como A Arte da Fuga não tem instrumentação definida, não é pecado eu dizer que eu acho essa a melhor gravação de A Arte da Fuga. Ainda gosto muito da versão para dois Pianos… Não sei dizer, qual das duas eu gosto mais. Eu sei que esta gravação é do cacete. Os caras são muito bons. Não deixam margem de erro nenhuma. Executam tudo ao pé da letra. Como Bach escreveu. O que mais me impressionou foi que o grupo não tentou puxar para o Jazz. Fizeram tudo Classudo como deve ser.

Essa gravação me lembrou a época que eu estava começando a tocar clarineta, pois tinha um exercício muito parecido com o Contrapunctus 12. Ainda assim o som do Saxofone tocando Bach me cativa. Sinto-me outra pessoa ouvindo isso. É isso aí. Uma boa audição.

J. S. Bach – A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

1. Contrapunctus 1
2. Contrapunctus 2
3. Contrapunctus 3
4. Contrapunctus 4
5. Contrapunctus 5
6. Contrapunctus 13. Canon all Duodecima in Contrapunto alla Quinta
7. Contrapunctus 14. Canon all Decima. Contrapunto alla Terza
8. Contrapunctus 7
9. Contrapunctus 8
10. Contrapunctus 10
11. Contrapunctus 6
12. Contrapunctus 9
13. Contrapunctus 11
14. Contrapunctus 15. Canon per Augmentationem in Contrario Motu
15. Contrapunctus 12. Canon alla Ottava
16. Contrapunctus 16. Rectus
17. Contrapunctus 16. Inversus
18. Contrapunctus 19. Unfinished
19. Choral. Wenn wir in höchsten Nöthen sein

Performer: Michael Stephenson, soprano saxophone
Christopher Hemingway, alto saxophone
Stephen Pollock, tenor saxophone
Brad Hubbard, baritone saxophone

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LINK ALTERNATIVO

Saxy Bach: porque eu toco de tudo, sem preconceitos
Saxy Bach: porque ele não teria preconceitos. Esta gravação é sensacional.

Gabriel Clarinet (revalidado por PQP)

Les Introuvables – Le baroque avant le baroque: 1937 – 1956

Les Introuvables

Le baroque avant le baroque

Um registro histórico do barroco francês
de 1937 a 1956

No início dos anos 2000 a gravadora EMI francesa resolveu lançar uma série de CDs com as primeiras gravações francesas que se conhecia. Contou com a colaboração do seu grande acervo e com o acervo de particulares, e lançou então a série “Les Introuvables”, que no entender dos scholars do PQPBach (vide aqui) significa “Os Inencontráveis”.

Lançou em 2006 um conjunto de 4 CDs chamado “Le baroque avant le baroque” que resume o ambiente, os anseios e as dificuldades de um pós-guerra. Considerando-se que as gravações aqui apresentadas foram remasterizadas de discos 78 rpm dos anos 30 e 40, havemos de dar um belo desconto para a qualidade do som obtido. Mas vale o excepcional registro histórico! Então, o que diz o encarte …

…ooOoo…

Os colecionadores de discos de uma safra mais recente podem achar difícil de acreditar, mas houve um tempo em que o barroco não existia. Existia na pintura e nas artes decorativas, mas não na música. Algumas das presenças musicais fortes e populares da atualidade mal haviam sido ouvidas. Rameau e Vivaldi pareciam tão distantes no tempo quanto Pérotin, e é pouco provável que tivessem alguma chance de reavivamento. Bach foi a exceção, mas Bach excede qualquer medida. Algo extraordinário aconteceu no bicentenário de sua morte, quando o Festival de Estrasburgo, um dos poucos que existiam na época, dedicou-lhe todo o programa: era como se o ar tivesse subitamente deixado entrar um vácuo. Bach ainda estava vivo? Sua música realmente valeu a pena ouvir? Os estudantes fizeram essa viagem em junho de 1950. Eles voltaram iluminados, espalhando as boas novas. Sim, Bach estava realmente vivo, em boa saúde, bem. Mas – demorou muito para as gravadoras acordarem – não era mais “música antiga” para tudo isso. 

CD 1
Jean-Baptiste Lully (Italy, 1632-France, 1687)
1. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 1. Symphonie
2. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 2. Patrem Immensae Majestatis
3. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 3. Tu Ad Dexteram Dei Sdes
4. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 4. Salvum Fac Populum Tuum
5. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 5. Dignare Domine
6. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 6. In Te Domine Speravi
Ensemble Vocal de Paris
Nouvel Orchestre de Chambre de Paris
dir. Pierre Capdeville
1953

Marc-Antonie Charpentier (França, 1643-1704)
7. Messe de minuit 1. Kyrie
8. Messe de minuit 2. Gloria
9. Messe de minuit 3. Credo
10. Messe de minuit 4. Offertoire
11. Messe de minuit 5. Sanctus
12. Messe de minuit 6. Agnus Dei
Ensemble Vocal de Paris
Orchestre de la Société de Musique de Chambre de Paris
dir. André Jouve
1954

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…ooOoo…

Wanda Landowska tinha adquirido uma reputação como missionária, embora também como excêntrica, além da moda, além das maneiras, já tocando Bach, Couperin e Scarlatti por meio século em um instrumento tão anacrônico quanto um dinossauro: o cravo, que ela havia reconstruído para ser mais sonoro, mais metálico e mais barulhento do que qualquer instrumento original, porque ela tocava para platéias acostumadas com os níveis sonoros da Steinway e da orquestra wagneriana. Quem teria se importado com o que a música de outra época poderia ter soado no momento em que foi escrita? É impossível se colocar no lugar de um ouvinte de período em qualquer caso: você teria que recuperar uma inocência de ouvido e memória, acordar como outra pessoa. Se as óperas de Rameau fossem redescobertas, de que outra forma que com o ouvido de um Saint-Saëns, que o salvou editando seus trabalhos para publicação? O único Handel que era conhecido (ou menos realizado) consistia em um punhado de belas árias, em tradução, publicadas por Hettich, claramente para as blue-stockings [mulheres intelectuais da época] cantarem. Havia alguns 78s de cantores de ópera (com uma pitada da gloriosa escola do oratório inglês, como Clara Butt e Louise Kirkby-Lunn), nem muito diferente do italiano arie antiche de Carissimi e Durante, destinado ao mesmo público gentil. Ocorreu a ninguém que Handel poderia ter sido desgrenhado, frenético ou cantado por castrati.

CD 2
Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726)
De Profundis, psaume CXXIX pour soli, choeur et orchestre
1. De Profundis Clamavi
2. Fiant Aures Tuae Intendentes
3. Si Iniquitates Oservaveris
4. Quia Apud Te Propititato
5. Sustinuit Anima Mea
6. Sustinuit Anima Mea
7. A Custodia Matutina
8. Quia Apud Dominum Misericordia
9. Et Ipse Redimet Israel – Requiem Aeternam
Chorale Des Jeunesses Musicales de France
Orchestre de l’Association de Concerts Pasdeloup
dir. Louis Martini
1947

Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
Miserere des Jésuites (psaume L) à 6 voix, H.193
10. Miserere
11. Amplius Lava Me
12. Ecce Enim In Iniquitatibus
13. Asperges Me
14. Averte Faciem Tuam
15. No Projicias Me
16. Libera Me
17. Sacrificium Deo
Chorale Des Jeunesses Musicales de France
Orchestre de l’Association de Concerts Pasdeloup
dir. Louis Martini
1956

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MP3 | 320 KBPS | 155 MB

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…ooOoo…

As gravações já existiam, Wanda Landowska sendo a primeira a explorar seu repertório. Mas o fato de que as suítes de violoncelo de Bach deviam sua ressurreição a Casals (e os Céus sabem que ele as trouxe à vida) justificava interpretá-las grandes e vibrantes para sempre, como Casals. E ninguém teria obrigado Kathleen Ferrier a criticar a autenticidade quando ela começou a gravar árias de Bach ou mesmo de Handel (este último com acompanhamento de piano). Dificilmente havia uma questão de patrimônio nacional a ser clamado. O mundo em 1950 achou difícil sobreviver à guerra e alimentar os famintos. A França não sonhava em ressuscitar os músicos de Versalhes. Preservar, aquecer e restaurar o castelo e seus móveis já era bastante difícil.

Mas para Pathé-Marconi era uma missão. Coros amadores e estudantes começaram a trabalhar, sem subsídio ou patrocínio. Seu público não era o das grandes salas de concerto parisienses (muito burguesas na época), mas sim o das províncias, cultivadas e curiosas, mais ávidas por novas experiências do que se poderia pensar. Das gravações, eles saberiam da existência de Michel-Richard de Lalande, o primeiro grande achado. Depois dele, pouco a pouco, Marc-Antoine Charpentier, Campra e Lully deixariam de ser apenas nomes no vasto cenotáfio [memorial fúnebre erguido para homenagear alguma pessoa ou grupo de pessoas cujos restos mortais estão em outro local ou estão em local desconhecido] que na época era a música francesa antes de Berlioz.

CD 3
André Campra (França, 1660-1744)
Les Femmes
1. Dans Un Desert Inaccessible
2. Oh! Qu’un désert inaccessible
3. Oh! Qu’un Coeur Est Malheureux!
4. Il Serait La Nuit
5. Je Dors De Mes Reves
6. Que Les Amants Dans Leurs Chaines
Quintette de l’Ille de France
dir. Félix Raugel
1952

Marc-Antonie Charpentier (França, 1643-1704)
Médée (extraits)
7. Prologue/Symphonie/Air De La Victoire Et Choeur: Le Bruit Des Tambours Et Trompettes/Duo: Voir Nos Moutons
8. Acte I, Scene 3: Air De Jason: Que Je Serais Heureux Si J’etais Moins Aime
9. Acte III, Scene 5: Noires Filles Du Styx/Médée/Air Avec Choeur: L’enfer Obeit A Ta Voix/La Jalousie/Aire De Médée
10. Air De Creon: Noires Divinites
11. Acte V: Prelude/Choeur Des Corinthiens: Ah, Funeste Revers, Fortune Impitoyable/Mort De Creuse
Ensemble Vocal et Instrumental
dir. Nadia Boulanger
1952

Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
12. Castor et Pollux (Prologue) – Menuet: Naissez, Dons De Flore
13. Hippolyte et Aricie (Acte V) – Ariette: Rossignols Amoureux, Repondez A Mes Voix
14. Dardanus (Acte III) – Air: O Jour Affreux
15. Les Indes Galantes – Air Avec Choeur: Clair Flambeau Du Monde
16. Hippolyte et Aricie (Acte V) – O Disgrâce Cruelle
17. Les Fêtes d’Hébé (Prologue) – Duo: Volons Sur Les Bords De La Seine
18. Acanthe et Céphise – Entracte (Instr.)
19. Platé (Prologue) – Air: Chantons Bacchus
Ensemble Vocal et Instrumental
dir. Nadia Boulanger
1952

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…ooOoo…

Nossa universidade, quando éramos estudantes em Paris, tinha uma biblioteca de discos, embora muito modesta. Nós íamos lá tarde da noite, dois ou três de nós, e ouvíamos repetidas vezes os oito ou dez lados daquele primeiro, marcante De Profundis. Não nos revelava um período de música mas sim uma sensibilidade, algo impregnado de ternura e bem polido, sem a exuberância vocal da Itália ou a reticência da Inglaterra. Quia apud Dominum misericordia ficava radiante com a qualidade da misericórdia, o Sustinuit, cantado pela apropriadamente chamada Martha Angelici, com a fé luminosa que move as montanhas. Bach também, tão raramente ouvido na sala de concertos, também foi encontrado em nosso refúgio santo. Foi lá que descobrimos as coisas boas que satisfizeram a ansiedade em Esurientes de Hélène Bouvier, a ira vingativa de Jouatte no Deposuit e a maciez inefável de Noguera chamando o bom ladrão ao Paraíso no Actus Tragicus, com a voz de Yvonne Melchior lhe respondendo das profundezas.

Essas coisas foram melhoradas desde então, isso é certo. Mas nunca mais essa música será tão preenchida com o fervor militante de artistas que não tinham certeza de que eram dignos, mas certos de que um milagre estava ocorrendo. Os ouvintes mais jovens encontrarão inúmeras falhas e faltas nessas primeiras explorações, mas sua atitude não deve ser a de Beckmesser com seu quadro-negro. Não havia música barroca na época. Havia apenas músicas “antigas”, cobertas com uma enorme quantidade de poeira. Sem esses pioneiros, teria a Bela Adormecida jamais acordado? E além do Charpentier pioneiro já familiar a alguns colecionadores veteranos, há a alegria adicional de Bach – obviamente pré-barroco de Nadia Boulanger, obviamente, e outra pedra fundamental: uma cantata inteira que poderia ter sido considerada perdida, na qual ela é cercada por seu grupo de artistas e alunos. É autêntico? A grande Miss Boulanger não se importaria nem um pouco. Sua única preocupação era com o eterno, e é aí que ela nos leva. (André Tubeuf, do encarte)

CD 4

Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
Magnificat en ré majeur BWV 243
1. Magnificat Anima Mea
2. Et Exsultavit
3. Qui Respexit
4. Omnes Generationes
5. Quia Fecit Mihi
6. Et Misericordia
7. Fecit Potentiam
8. Deposuit
9. Esurientes
10. Suscepit Israel
11. Sicut Locutus Est
12. Gloria
Orchestre Symphonique et Chorale de l’Université de Paris
dir. Jean Gitton
1948

Cantate – Actus Tragicus BWV 106
13. Sonatina (Instr.)
14. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit
15. Ach Herr!…Bestelle Dein Haus
16. In Deine Hande, Befehl’ich Meinen Geist
17. Glorie, Lob, Ehr’und Herrlichkeit

Les Chanteurs de Saint-Eustache
Ensemble Instrumental
dir. R.P. (Révérend Père) Emile Martin
1950

Cantate ‘Christ lag in Todesbanden BWV 4, Martin Luther
18. Sinfonia
19. Choeur: Christ Lag In Todesbanden
20. Duo: Den Tod
21. Aria: Jesus Christus, Unser Gottes
22. Choeur: Es War Ein Wunderlicher Krieg
23. Aria: Hier Ist Das Rechte Osterlamm
24. Aria: So Feiern Wir Das Hohe Fest
25. Choral: Wir Essen Und Leben Wohl
Ensemble Vocal et Instrumental
dir. Nadia Boulanger
1937

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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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If you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição!

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Alaúde em transcrição para Violão

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Alaúde em transcrição para Violão

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este disco anula os terríveis sintomas da hipobachemia por um bom tempo. Que maravilha! A esplêndida e altamente lírica Sharon Isbin é um monstro em seu instrumento. Articula sempre com precisão e clareza, ornamenta onde é necessário e toca com a maior facilidade, sabendo exatamente como quer que a música soe. Todas as vozes são discerníveis, mas dentro da hierarquia apropriada às texturas muito complicadas propostas por Bach. Esta é certamente uma gravação que merece um lugar permanente na coleção de qualquer pessoa interessada no repertório de violão. E o repertório é SUBLIME.

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Alaúde em transcrição para Violão

1. Suite BWV 1006a in E major – 1 Prelude (4:23)
2. Suite BWV 1006a in E major – 2 Loure (2:44)
3. Suite BWV 1006a in E major – 3 Gavotte en rondeau (3:10)
4. Suite BWV 1006a in E major – 4 Menuet I & II (da capo Menuet I) (2:56)
5. Suite BWV 1006a in E major – 5 Bourree (1:55)
6. Suite BWV 1006a in E major – 6 Gigue (2:05)

7. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 1 Prelude (6:45)
8. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 2 Allemande (3:31)
9. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 3 Courante (2:06)
10. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 4 Sarabande (4:14)
11. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 5 Gavotte I & II (en rondeau) (2:41)
12. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 6 Gigue (2:22)

13. Suite BWV 996 in E minor – 1 Praeludio – Passaggio presto (2:58)
14. Suite BWV 996 in E minor – 2 Allemande (3:08)
15. Suite BWV 996 in E minor – 3 Courante (2:23)
16. Suite BWV 996 in E minor – 4 Sarabande (4:46)
17. Suite BWV 996 in E minor – 5 Bourree (1:20)
18. Suite BWV 996 in E minor – 6 Gigue (2:58)

19. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 1 Prelude (3:09)
20. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 2 Fugue (8:12)
21. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 3 Sarabande (5:28)
22. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 4 Gigue (2:42)
23. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 5 Double (2:42)

Sharon Isbin, violão

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Sharon Isbin ao lado de Martin Luther King e Angela Davis

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 138, 161 e 95

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 138, 161 e 95

Na minha opinião, o grande destaque deste CD é a Cantata BWV 95, a qual contém uma das árias que mais gosto neste mundo, a quinta faixa, Ach, schlage doch bald, selge Stunde, aqui cantada por Adalbert Kraus. Tenho a integral de Cantatas de Bach por Rilling e volta e meia ouço um dos 71 CDs e faço-o pingar aqui no PQP sem maior compromisso. São gravações velhas, muito competentes, boas e dignas. Sabem quem foi o tenor Aldo Baldin? Pois é, ele era catarinense. Pesquise aí, minha moça ou rapaz.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 138, 161 e 95

Cantata No. 138, “Warum betrübst du dich, mein Herz?” BWV 138
1. 1. Chor (Verse 1) – Arleen Auger/Ria Bollen/Aldo Baldin/Philippe Huttenlocher
2. 2 Recitative – Philippe Huttenlocher
3. 3. Chor (Verse 2) – Arleen Auger/Ria Bollen/Aldo Baldin/Philippe Huttenlocher
4. 4. Recitative – Aldo Baldin
5. 5. Aria – Philippe Huttenlocher
6. 6. Recitative – Ria Bollen
7. 7. Chor (Verse 3) – Arleen Auger/Ria Bollen/Aldo Baldin/Philippe Huttenlocher

Cantata No. 161, “Komm, du süsse Todesstunde,” BWV 161
8. 1. Aria And Chor – Hildegard Laurich
9. 2. Recitative – Adalbert Kraus
10. 3. Aria – Adalbert Kraus
11. 4. Recitative – Hildegard Laurich
12. 5. Chor – Hildegard Laurich/Adalbert Kraus
13. 6. Chor – Hildegard Laurich/Adalbert Kraus

Cantata No. 95, “Christus, der ist mein Leben,” BWV 95
14. 1. Chor – Arleen Auger/Adalbert Kraus/Walter Heldwein
15. 2. Recitative – Arleen Auger
16. 3. Chor – Arleen Auger
17. 4. Recitative – Adalbert Kraus
18. 5. Aria – Adalbert Kraus
19. 6. Recitative – Walter Heldwein
20. 7. Chor – Arleen Auger/Adalbert Kraus/Walter Heldwein

Arleen Augér – Soprano (Vocal)
Aldo Baldin – Tenor (Vocal)
Ria Bollen – Alto (Vocals)
Frankfurter Kantorei – Choir/Chorus
Gächinger Kantorei Stuttgart – Choir/Chorus
Walter Heldwein – Bass (Vocal)
Philippe Huttenlocher – Bass (Vocal)
Adalbert Kraus – Tenor (Vocal)
Hildegard Laurich – Alto (Vocals)
Stuttgart Bach Collegium – Ensemble, Orchestra
Helmuth Rilling – Conductor

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Helmuth_Rilling (1933) ainda está por aí, bastante ativo.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas pour Alto BWV 35, 53 & 82 – Rene Jacobs, Chiara Banchini, Ensemble 415

Este é  mais  um daqueles casos de CDs que temos certeza de que já foram postados, de tão batidos e conhecidos que são, ao menos por mim, FDPBach e por PQPBach, mas as opções são tantas e tão boas que acabamos o deixando de lado.

E como não poderia deixar de ser, este aqui, gravado lá nos idos de 1987-88, também é espetacular. E tem uma curiosidade: traz o grande René Jacobs, o contra-tenor, e não o grande René Jacobs como um dos principais maestros da atualidade. Claro, 30 anos se passaram, e Jacobs provavelmente não consegue mais realizar os milagres que realizava com sua voz nos dias de hoje. Então, para a nossa sorte, foi dedicar-se também à regência. De qualquer maneira, temos mais um daqueles óbvios casos de CDs IM-PER-DÍ-VEIS !!! da Harmonia Mundi.

O espetacular site www.bach-cantatas.com traz todos os detalhes referentes a esta gravação, aliás, trata-se do site mais completo que existe sobre a obra de Bach, não apenas sobre as suas cantatas. Acessem lá e deliciem-se.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas pour Alto BWV 35, 53 & 82 – Rene Jacobs, Chiara Banchini, Ensemble 415

01. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 1. Concerto
02. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 2. Aria ‘Geist und Seele wird verwirret
03. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 3. Recitativo ‘Ich wundre mich’
04. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 4. Aria ‘Gott hat alles wohlgemacht’
05. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 5. Sinfonia
06. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 6. Recitativo ‘Ach, Starke
07. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 7. Aria ‘Ach, starker Gott, lass mich’
08. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 1. Aria ‘Ich Habe Genug’
09. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 2. Recitativo ‘Ich Habe Genug’
10. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 3. Aria ‘Schlummert Ein, Ihr Matten Augen’
11. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 4. Recitativo ‘Mein Gott!’
12. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 5. Aria ‘Ich Freue Mich Auf Meinen Tod’
13. ‘Schlage Doch, Gewьnschte Stunde’ -Funeral Cantata For Voice, Bells, Strings

René Jacobs – Contra-Tenour
Ensemble 415
Chiara Banchini – Violin, Direction

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FDP

Yo-Yo Ma: Simply Baroque & Simply Baroque II Remastered – The Amsterdam Baroque Orchestra (Yo-Yo Ma, baroque cello; Ton Koopman, conductor, organ, harpsichord)

Simply Baroque

The Amsterdam Baroque Orchestra

Yo-Yo Ma, baroque cello

Ton Koopman, conductor, organ, harpsichord

1999

 

Tocando no violoncelo barroco (equipado com cordas de intestinos e sem um espigão, fazendo com que o artista tenha que segurar o instrumento entre suas pernas), Yo-Yo Ma oferece uma música clássica calorosa e amigável. Com o apoio do maestro Ton Koopman, na época da Orquestra Barroca de Amsterdã, Ma apresenta uma interpretação totalmente incomum de algumas das obras barrocas mais conhecidas de Bach, bem como algumas peças menos conhecidas do compositor italiano Luigi Boccherini.

O som do violoncelo barroco muda o clima de cada peça familiar para algo mais quente e mais íntimo. A composição das cordas tem um tom menos seco do que a corda enrolada usual, e a ausência do endpin significa que não há som viajando pelo chão, portanto todo o som vem diretamente do corpo do instrumento. O manuseio habilidoso das peças de Ma evolui simplesmente em Simply Baroque, além de um experimento interessante e em uma bela experiência auditiva. (Internet)

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CD 1 – Simply Baroque
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
01. Cantata, BWV 167: Sei Lob und Preis mit Ehren
02. Matthaus-Passion, BWV 244: Erbarme dich mein Gott
03. Cantata, BWV 147: Jesus bleibet meine Freude
04. Cantata, BWV 22: Ertot’ und durch dein’ Gute
05. Ich ruf’ zu dir, Herr Jesu Christ, BWV 639
06. Kommst du nun, Jesu, vom Himmel herunter, BWV 650
07. Cantata, BWV 163: Lass mein Herz die Munze sein
08. Cantata, BWV 136: Dein Blut, der edle Saft
09. Orchestral Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air
Luigi Rodolfo Boccherini (Itália, 1743 – Espanha, 1805)
10. Concerto for Cello and String Orchestra in G Major, G. 480: I. Allegro
11. Concerto for Cello and String Orchestra in G Major, G. 480: II. Adagio
12. Concerto for Cello and String Orchestra in G Major, G. 480: III. Allegro
13. Cello Concerto in D Major, G. 478: I. Allegro con spirito
14. Cello Concerto in D Major, G. 478: II. Larghetto
15. Cello Concerto in D Major, G. 478: III. Rondo
16. Cello Concerto in D Major, G. 478: IV. Rondo comodo assai

…oOo…


Simply Baroque II Remastered

The Amsterdam Baroque Orchestra

Yo-Yo Ma, baroque cello

Ton Koopman, conductor, organ, harpsichord

2000

Como sequência de um filme, esta continuação do “Simply Baroque” do ano passado adere à fórmula original – transcrições para violoncelo e orquestra de música principalmente vocal de Bach, com dois concertos de violoncelo de Boccherini para uma boa medida.

Mas ao contrário da maioria das seqüências de filmes, este disco não faz a pergunta “Por que se incomodar?” Yo-Yo Ma não apenas arranhou a superfície da prática de performance barroca historicamente informada. Com sua costumeira curiosidade e dedicação, ele se aprofundou nesse mundo sonoro especializado.

Ele reconfigurou seu violoncelo Stradivarius de 1712 para remover elementos tão modernos como cordas de metal, adotou um autêntico arco barroco e, com efeito, reaprendeu a tocar o instrumento, reduzindo o vibrato e o fraseado expansivo.

Aficionados por instrumentos de época podem debater se Ma realmente se transformou em um especialista barroco, e os puristas barrocos podem se opor a deixar Bach fora de contexto, como ele faz em ambos os discos, ou ao emparelhar Bach com o Boccherini essencialmente pós-barroco.

Mas a eficácia da produção musical tende a tornar as objeções sem sentido. Uma razão para essa eficácia é o notável artista barroco Ton Koopman, que providenciou os cuidadosos arranjos das peças de Bach para essas gravações e cuja Orquestra Barroca de Amsterdã apóia o violoncelista.

Em “Simply Baroque II”, esses arranjos mais uma vez revelam novas cores, novos sentimentos nos itens de Bach. Um excelente exemplo aqui é uma perspectiva improvável de transcrição – a ária das Variações Goldberg.

Tratando a música original com o maior respeito, Koopman tomou a designação de “ária” literalmente, transformando a peça em uma espécie de vocalização para violoncelo com acompanhamento de órgão sutil.

Yo-Yo Ma molda a linha melódica como um cantor refinado, em frases requintadas de longa respiração, que têm um ar de espontaneidade e poesia sobre elas. O trabalho de teclado de Koopman é igualmente sensível. (Internet)

CD 2 – Simply Baroque II (Remastered)
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
01. Cantata, BWV 75: Was Gott tut, das ist wohlgetan
02. Goldberg Variations, BWV 988: Aria
03. Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645
04. Wer nur den lieben Gott lasst walten, BWV 647
05. Cantata, BWV 186: Die Hoffnung wart’ der rechten Zeit
06. Chorale Prelude, BWV 648, “Meine Seele Erhebet Den Herren”
07. Cantata #208, BWV 208, “Schafe Können Sicher Weiden” (Sheep May Safely Graze)
08. Cantata #76, BWV 76, “Es Danke, Gott, Und Lobe Dich Das Volk In Guten Taten”
09. Chorale Prelude, BWV 649, “Ach Bleib Bei Uns, Herr Jesu Christ”
Luigi Rodolfo Boccherini (Itália, 1743 – Espanha, 1805)
10. Concerto in B-Flat Major for Cello & Orchestra, G. 482: I. Allegro moderato
11. Concerto in B-Flat Major for Cello & Orchestra, G. 482: II. Andante grazioso
12. Concerto in B-Flat Major for Cello & Orchestra, G. 482: III. Rondo – Allegro
13. Cello Concerto in D Major, G. 476: I. Allegro
14. Cello Concerto in D Major, G. 476: II. Largo
15. Cello Concerto in D Major, G. 476: III. Allegro piacere

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Boa audição!

Avicenna

Johann Sebastian Bach – Weihnachts Oratorium – Münchener Bach-Orchester – Karl Richter

Covers WeinachtLINK REVALIDADO PELA QUARTA VEZ !! UM CLÁSSICO ABSOLUTO, IMPRESCINDÍVEL EM QUALQUER CDTECA !!!

Postei este cd pela primeira vez no Natal de 2010, porém como os links eram do Megaupload, foram para o espaço, juntamente com o mesmo.
Não posso admitir nem aceitar que tal gravação esteja fora do PQPBach. Trata-se de uma gravação histórica, e a considero obrigatória em qualquer cdteca. Eu, FDPBach, enquanto filho bastardo de Johann Sebastian, não posso aceitar tal falha em nosso acervo. Acervo modesto, porém honesto, lhes garanto. 
Fica aqui meu desejo de Feliz Natal e um excelente 2019 para todos vocês que nos acompanham fielmente !!!

De todas as versões que já tive a oportunidade de ouvir do Oratório de Natal de Bach esta ainda é a minha favorita, apesar do peso que Richter imprime à obra. Sua abertura, o magnífico coro “Jauchzet, frohlocker, auf, preiser die Tage” já mostra a que veio. Pauleira pura… e os solistas são excelentes, no apogeu de suas carreiras.
Já discutimos bastante sobre Karl Richter aqui no blog. O mano PQP tem suas ressalvas com relação às suas interpretações, ainda mais depois que grandes maestros se especializaram na obra de papai e mostraram coisas até então desconhecidas, como Harnoncourt, e mais atualmente, Jacobs e Herreweghe.
Mas a importância de Richter é enorme na história da música. O simples fato de dedicar-se tanto tempo à obra de Bach, criando inclusive uma orquestra especializada no repertório já nos dá uma prova do fato.
Muito se fala e se comenta, e vários são os lançamentos da indústria fonográfica com gravações de época, ou históricas. Existem inclusive selos exclusivos com gravações feitas a partir de pesquisas históricas sobre a instrumentação, estilo de interpretação, etc. Todas são belíssimas, e todas tem suas qualidades. Eu particularmente sou fã de alguns destes selos, e de alguns destes intérpretes. Mas por algum motivo, é esta gravação do Oratório de Natal do Richter, realizada em 1965, ano de meu nascimento, a que mais me emociona. Creio que seja a favorita porque é a que ouço há mais tempo. Foi ela quem me ajudou a definir os parâmetros de interpretação para esta obra. Meu cérebro assimilou suas nuances, suas sutilezas, enfim, enquanto para alguns Richter é um romântico inveterado tocando música barroca, para mim até pouco tempo atrás era exatamente este o Bach que eu queria ouvir.
Só depois de conhecer aqueles intérpretes citados acima foi que reparei que haviam diferenças, e elas não são poucas, nem pequenas. E as ouço, até que com certa frequência, porém sempre retorno ao bom e velho Karl Richter.
Com esta postagem só posso desejar a todos os nossos amigos, leitores-ouvintes, e colaboradores um Feliz Natal e um 2019 cheio de realizações. E espero continuar este nosso trabalho de formiguinha, de trazer música de qualidade para vocês, sempre primando pela qualidade e não pela quantidade.

Agora recolham-se à sua poltrona favorita, abram uma garrafa de um bom vinho, e apreciem a magnificiência da obra de Johann Sebastian Bach com um de seus melhores intérpretes. Se quiserem, podem se ajoelhar, e dependendo de suas crenças religiosas, rezem ao céus agradecendo por terem existido estas pessoas únicas, geniais que, dotadas de um talento único, nos proporcionam tanto prazer e emoção.

FELIZ NATAL PARA TODOS !!!!!!!!!

Johann Sebastian Bach – Weihnachts Oratorium – Münchener Bach-Orchester – Karl Richter

CD 1

1.No.1 Chorus: “Jauchzet, frohlocket” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
2. No.2 Evangelist: “Es begab sich aber zu der Zeit” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
3.No.3 Rezitativ (Alt): “Nun wird mein liebster Bräutigam”
4. No.4 Aria (Alto): ” Bereite dich, Zion” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
5.No.5 Choral: “Wie soll ich dich empfangen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
6.No.6 Evangelist: “Und sie gebar ihren ersten Sohn” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7.No.7 Chorale: “Er ist auf Erden kommen arm”, Recitativ (Bass): Wer will die Liebe recht erhöhn” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
8.No.8 Aria (Baß): “Großer Herr, o starker König” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9. No.9 Choral: “Ach mein herzliebes Jesulein” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor

Part Two – For the second Day of Christmas

10. No.10 Sinfonia Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11. No.11 Evangelist: “Und es waren Hirten in derselben Gegend” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
12. No.12 Chorale: “Brich an, o schönes Morgenlicht” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
13. No.13 Evangelist, Engel: “Und der Engel sprach zu Ihnen” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. Rezitativ (Baß): “Was Gott dem Abraham Verheißen”
15. No.15 Aria (Tenor): “Frohe Hirten, eilt, ach eilet”
16. No.16 Evangelist: “Und das habt zum Zeichen” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
17. No.17 Chorale: “Schaut hin, dort liegt im finstern Stall” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
18. No.18 Rezitativ (Baß): “So geht denn hin, ihr Hirten, geht” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
19. No.19 Aria (Alto): “Schlafe, mein Liebster, geniesse der Ruh” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter

CD 2:

Part Two – For the second Day of Christmas

1.No.20 Evangelist: “Und alsbald war da bei dem Engel” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
2.No.21 Chor: “Ehre sei Gott in der Höhe” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
3.No.22 Rezitativ (Baß): “So recht, ihr Engel, jauchzt und singet” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
4.No.23 Chorale: “Wir singen dir in deinem Heer”

Part Three – For the third Day of Christmas

5. No.24 Chor: “Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7.No.26 Chor: “Lasset uns nun gehen gen Bethlehem” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
8. No.27 Rezitativ (Baß): “Er hat sein Volk getröst” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9.No.28 Choral: “Dies hat er alles uns getan” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
10. No.29 Duett (Sopran, Baß): “Herr, dein Mitleid, dein Erbarmen” Gundula Janowitz, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11. No.30 Evangelist: “Und sie kamen eilend” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
12. No.31 Aria (Alt): “Schließe, mein Herze, dies selige Wunder”
13. No.32 Recitativ (Alt): “Ja, ja, mein Herz soll es bewahren” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. No.33 Choral: “Ich will dich mit Fleiß bewahren” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
15. No.34 Evangelist: “Und die Hirten kehrten wieder um” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
16. No.35 Choral: “Seid froh dieweil”
17. No.24 Chor (da capo): “Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen”

Part Four – For New Year’s Day

18. No.36 Chor: “Fallt mit Danken, fallt mit Loben” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
19. No.37 Evangelist: “Und da acht Tage um waren” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
20. No.38 Rezitativ (Baß): “Immanuel, o süßes Wort” Arioso (Chor-Sopran, Baß): “Jesu, du mein liebstes Leben”-“Komm ich will dich mit Lust umfassen” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
21. No.39 Aria (Soprano, Echo-soprano): “Flösst, mein Heiland, flösst dein Namen” Gundula Janowitz, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
22. No.40 Rezitativ (Baß): “Wohlan, dein Name soll allein” Arioso (Chor-Sopran): “Jesu mein Freud und Wonne” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
23. No.41 Aria (Tenor): “Ich will nur dir zu Ehren leben” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
24. No.42 Choral: “Jesus richte mein Beginnen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor

CD 3: Bach: Christmas Oratorio

Part Five – For the 1st Sunday in the New Year

1. No.43 Chor: “Ehre sei dir, Gott, gesungen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
2. No.44 Evangelist: “Da Jesu geboren war zu Bethlehem” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
3. No.45 Chor: “Wo ist der neugeborne König der Juden?” – Rezitativ (Alt): “Sucht ihn in meiner Brust”Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
4. No.46 Choral: “Dein Glanz all Finsternis verzehrt” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
5. No.47 Aria (Bass): “Erleucht auch meine finstre Sinnen” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
6. No.48 Evangelist: “Da das der König Herodes hörte” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7. No.49 Rezitativ (Alt): “Warum wollt ihr erschrecken?” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
8. No.50 Evangelist: “Und ließ versammeln alle Hohepriester” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9. No.51 Terzetto (Soprano, Alto, Tenor): “Ach, wann wird die Zeit erscheinen?” Gundula Janowitz, Christa Ludwig, Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
10.No.52 Rezitativ (Alt): “Mein Liebster herrschet schon” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11.No.53 Choral: “Zwar ist solche Herzensstube”

Part Six – For the Feast of Epiphany

12. No.54 Chor: “Herr, wenn die stolzen Feinde schnauben” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
13. No.55 Evangelist: “Da berief Herodes die Weisen heimlich” – Herodes: “Ziehet hin und forschet fleißig” Fritz Wunderlich, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. No.56 Rezitativ (Sopran): “Du Falscher, suche nur den Herrn zu fällen”
15. No.57 Aria (Sopran): “Nur ein Wink von seinen Händen” Gundula Janowitz, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
16. No.58 Evangelist: “Als sie nun den König gehöret hatten” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
17. No.59 Chorale: “Ich steh an deiner Krippen hier” Münchener Bach-Chor, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
18. No.60 Evangelist: “Und Gott befahl ihnen im Traum”
19. No.61 Rezitativ (Tenor): “So geht! Genug, mein Schatz geht nicht von hier” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
20. No.62 Aria (Tenor): “Nun mögt ihr stolzen Feinde schrecken” Fritz Wunderlich, Karl Richter, Münchener Bach-Orchester
21. No.63 Rezitativ (Sopran, Alt, Tenor, Baß): “Was will der Hölle Schrecken nun?” Gundula Janowitz, Christa Ludwig, Fritz Wunderlich, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
22. No.64 Choral: “Nun seid ihr wohl gerochen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor

Gundula Janowitz – Soprano
Christa Ludwig  – Contralto
Fritz Wunderlich – Tenor
Franz Crass – bass
Münchener Bach-Chor
Münchener Bach-Orchester
Karl Richter – Conductor

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FDPBach

 

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo & Suítes para Violoncelo Solo transcritas para o Cravo por Gustav Leonhardt

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo & Suítes para Violoncelo Solo transcritas para o Cravo por Gustav Leonhardt

Uma interessantíssima curiosidade este CD triplo. Trata-se da primeira gravação completa das Sonatas e Partitas (para violino) e Suites para Violoncelo Solo de Bach na transcrição para cravo de Gustav Leonhardt. Ou, melhor dizendo, a gravação tem tudo aquilo que Leonhardt transcreveu, que não foram todas as 12 peças, OK? A transcrição dessas obras, originalmente escritas para um instrumento solo de cordas requeria a mão de um mestre e aqui Gustav Leonhardt certamente comprova sua profunda percepção do mundo sonoro de Bach e das possibilidades do cravo nessas transcrições, que apresentam contraponto e harmonias complexas. O próprio Bach transcreveu muitos de seus próprios trabalhos e os de outros para diferentes instrumentos. Ou seja, estamos no barroco e a postura não é abusiva, tá?

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo & Suítes para Violoncelo Solo transcritas para o Cravo

1. Sonata in D Minor, BWV 1001: I. Adagio 03:37
2. Sonata in D Minor, BWV 1001: II. Fuga allegro 04:48
3. Sonata in D Minor, BWV 1001: III. Siciliana 02:40
4. Sonata in D Minor, BWV 1001: IV. Presto 02:59

5. Partita in E Minor, BWV 1002: I. Allemanda 03:49
6. Partita in E Minor, BWV 1002: II. Double 02:13
7. Partita in E Minor, BWV 1002: III. Corrente 02:38
8. Partita in E Minor, BWV 1002: IV. Double. Presto 03:14
9. Partita in E Minor, BWV 1002: V. Sarabande 02:21
10. Partita in E Minor, BWV 1002: VI. Double 02:06
11. Partita in E Minor, BWV 1002: VII. Tempo di borea 02:03
12. Partita in E Minor, BWV 1002: VIII. Double 02:14

13. Partita in G Minor, BWV 1004: I. Allemanda 04:41
14. Partita in G Minor, BWV 1004: II. Corrente 02:55
15. Partita in G Minor, BWV 1004: III. Sarabanda 03:54
16. Partita in G Minor, BWV 1004: IV. Giga 04:56
17. Partita in G Minor, BWV 1004: V. Ciaccona 13:57

18. Sonata in G Major, BWV 1005: I. Adagio, BWV 968 03:14
19. Sonata in G Major, BWV 1005: II. Fuga 09:32
20. Sonata in G Major, BWV 1005: III. Largo 02:20
21. Sonata in G Major, BWV 1005: IV. Allegro assai 05:23

22. Partita in A Major, BWV 1006: I. Preludio 04:23
23. Partita in A Major, BWV 1006: II. Loure 02:28
24. Partita in A Major, BWV 1006: III. Gavotte en rondeau 02:54
25. Partita in A Major, BWV 1006: IV. Menuet I 01:03
26. Partita in A Major, BWV 1006: V. Menuet II 01:38
27. Partita in A Major, BWV 1006: VI. Bourrée 01:43
28. Partita in A Major, BWV 1006: VII. Gigue 02:05

29. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: I. Praeludium 03:52
30. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: II. Allemande 04:55
31. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: III. Courante 03:13
32. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: IV. Sarabande 03:46
33. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: V. Bourrée I 01:53
34. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VI. Bourrée II 00:49
35. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VII. Bourée I 01:34
36. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VIII. Gigue 02:57

37. Suite in C Minor, BWV 1011: I. Prelude 05:44
38. Suite in C Minor, BWV 1011: II. Allemande 05:11
39. Suite in C Minor, BWV 1011: III. Courante 02:10
40. Suite in C Minor, BWV 1011: IV. Sarabande 03:15
41. Suite in C Minor, BWV 1011: V. Gavotte I 01:49
42. Suite in C Minor, BWV 1011: VI. Gavotte II en rondeau 00:50
43. Suite in C Minor, BWV 1011: VII. Gavotte I 58
44. Suite in C Minor, BWV 1011: VIII. Gigue 02:16

45. Suite in D Major, BWV 1012: I. Prelude 04:09
46. Suite in D Major, BWV 1012: II. Allemande 04:21
47. Suite in D Major, BWV 1012: III. Courante 03:31
48. Suite in D Major, BWV 1012: IV. Sarabande 03:44
49. Suite in D Major, BWV 1012: V. Gavotte I 01:27
50. Suite in D Major, BWV 1012: VI. Gavotte II 01:16
51. Suite in D Major, BWV 1012: VII. Gavotte I 00:45
52. Suite in D Major, BWV 1012: VIII. Gigue 04:05

53. Allemande in A Minor, BWV 1013 04:52
54 Sarabande in C Minor, BWV 997 04:18

Roberto Loreggian, cravo

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Muito interessante, signore Roberto.

PQP