Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Brandenburg Concertos – Amsterdam Guitar Trio

Nem me lembro quando e como este curioso e belíssimo CD me chegou em mãos. Não faz muito tempo. Já o ouvi algumas vezes, e lhes garanto que vale a pena. É um tour de force, poderia dizer. O que estes dois rapazes e a moça fazem aqui beira a loucura. Pode ser que alguém não goste, tudo bem, não pretendo agradar a todos, apenas mostrar a universalidade da música de Bach, e claro, suas possibilidades. Talvez eu esteja passando por uma fase de simplificações na minha vida, para que complicar se podemos facilitar?
Já comentei em outras ocasiões que tive a pretensão de ser um violonista na minha juventude. Mas logo após casar, passei o violão adiante. Nem sei onde está. Já pensei em comprar outro, e me dedicar com maior carinho à causa. E quando ouço estes três elementos tocar imagino que posso, um dia, quem sabe, tocar um pequeno trecho de um Concerto de Brandenburgo no violão. Eles conseguiram, por que não eu?

P.S. Antes que perguntem, não sei dizer se eles gravaram os dois concertos que faltam aqui.

01. Concerto No 6 B-flat BWV 1051 1. Allegro moderato
02. Concerto No 6 B-flat BWV 1051 2. Adagio ma non tanto
03. Concerto No 6 B-flat BWV 1051 3. Allegro
04. Concerto No 3 in G BWV 1048 1. Allegro
05. Concerto No 3 in G BWV 1048 2. Adagio
06. Concerto No 3 in G BWV 1048 3. Allegro
07. Concerto No 5 in D BWV 1050 1. Allegro
08. Concerto No 5 in D BWV 1050 2. Affetuoso
09. Concerto No 5 in D BWV 1050 3. Allegro
10. Concerto No 2 in F BWV 1047 1. Allegro moderato
11. Concerto No 2 in F BWV 1047 2. Andante

12. Concerto No 2 in F BWV 1047 3. Allegro.

Amsterdam Guitar Trio:

Helenus de Rijke
Johann Dorrenstein
Olga Fransen
Tini Mathat – Harpsichord (Concerto nº5 )

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Switched-on Boxed Set (1 de 4): Switched-on Bach (1968) – Wendy Carlos

imagesSe não levei pedrada com todo Glenn Gould que postei mês passado, será agora que minha carcaça receberá, em uma só prestação, todo o monolito que merece sobre si: música de Bach, o Demiurgo da Música, tocada num sintetizador.

Não é qualquer sintetizador, claro, nem um intérprete qualquer: é o pioneiro Moog de Wendy Carlos, que tanto colaborou para seu desenvolvimento ao lado de seu inventor, Robert Moog, como deu-lhe um senhor cavalo de batalha na forma do estrondoso sucesso dessa gravação.

Ninguém na Columbia levava muito a sério o obstinado trabalho de Carlos, dotada de formação privilegiada para a empreitada: pianista e compositora, com diplomas em Música e Física e estudos sob Vladimir Ussachevsky, um dos pioneiros da música eletrônica. A natureza monofônica do sintetizador Moog tornava qualquer acorde frugal um exaustivo trabalho de overdubbing, e todos os crescendos e decrescendos eram frutos de meticulosa filtragem e ajustes. Ainda assim, Carlos e seus colaboradores fizeram questão de gravar Bach nota por nota, sem outros aditivos. A honrosa exceção foi o segundo movimento do Concerto de Brandenburg no. 3, para o qual Bach forneceu somente uma sucinta cadência de dois acordes, por talvez esperar que o cravista do contínuo improvisasse a sua própria, e na qual Carlos insere efeitos de “virtuosidade eletrônica” que não considerou apropriados às outras faixas do disco. Em 1979, ao relançar este Concerto como parte de “Switched-on Brandenburgs”, ela, arrependida do que considerou um excesso, incluiu uma outra cadenza, mais sóbria.

O sucesso do álbum, lançado com pouquíssimo alarde, foi tremendo, e “Switched-on Bach” tornou-se a primeira gravação de música clássica a chegar ao topo das paradas desde a triunfal estreia de Glenn Gould com as “Variações Goldberg” em 1955. Gould, aliás, virou tiete de Carlos, talvez porque o trabalho dela trouxesse não só a clareza e transparência na realização das partes polifônicas, que eram parte importante do ideal artístico do canadense, e também porque era o produto de exasperante atividade de estúdio, que Gould tinha como cenário ideal para fazer música, já que abandonara os palcos ainda nos anos 60.

Talvez os leitores-ouvintes tenham impressão diferente da minha, mas eu sou um eterno fascinado por esta gravação que não envelhece. Desde a cintilância da abertura com a Sinfonia da Cantata no. 29, passando por Invenções a Duas Vozes transparentes e pela célebre Ária da Suíte no. 3 com timbres de madeiras, e concluindo com um Concerto de Brandenburgo tão sui generis que se pode até suspeitar da fidelidade estrita ao original bachiano, este “Switched-on Bach” – relançado numa caprichada edição remasterizada e meticulosamente comentada por Carlos em áudio e no encarte – ainda soa sanguíneo e fresco como um dos mais importantes álbuns da história fonográfica.

SWITCHED-ON BOXED SET: SWITCHED-ON BACH

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

01 – “Wir danken dir, Gott, wir danken dir”, Cantata BWV 29 – Sinfonia

02 – Suíte no. 3 em Ré maior para orquestra, BWV 1068 – Aria

03 – Invenção a duas vozes no. 8 em Fá maior, BWV 779

04 – Invenção a duas vozes no. 14 em Si bemol maior, BWV 784

05 – Invenção a duas vozes no. 4 em Ré menor, BWV 775

06 – “Herz und Mund und Tat und Leben”, Cantata BWV 147 – Coral: “Jesus bleibet meine Freunde”

07 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Mi bemol maior, BWV 852

08 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Dó menor, BWV 847

09 – “Wachet auf, ruft uns die Stimme”, Prelúdio-Coral BWV 645

10 – Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048 – Allegro

11 – Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048 – Adagio [cadenza de 1968]

12 – Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048 – Allegro

13 –  Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048 – Adagio [cadenza de 1979]

14 – Experimentos iniciais (em inglês, narração de Wendy Carlos)

Wendy Carlos, sintetizador Moog (em colaboração com Rachel Elkind e Benjamin Folkman)

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A expectativa sobre "Switched-on Bach" era tão pequena que a Columbia aprovou uma capa que deixou Carlos indignada: um Bach rubicundo e caricato a ouvir, com expressão chocada ou indignada, algo com fones de ouvidos conectados à ENTRADA, e não à saída, de um sintetizador Moog. Com o LP rapidamente esgotado, Carlos conseguiu colocar nas novas tiragens uma capa diferente, com Bach em pé e olhar menos esdrúxulo.
A expectativa sobre “Switched-on Bach” era tão pequena que a Columbia aprovou uma capa que deixou Carlos possessa: um Bach rubicundo e caricato a ouvir, com expressão chocada ou indignada, algo com fones de ouvidos conectados à ENTRADA, e não à saída, de um sintetizador Moog. Com o LP rapidamente esgotado, Carlos conseguiu colocar nas novas tiragens uma capa diferente, com Bach em pé e olhar menos esdrúxulo.

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 8 – Koopman, Mertens, ABO, etc.

Sim, eu sei, estou em falta com os senhores. Prometi esta integral até o final do ano, mas ainda nem cheguei na metade. Enfim, c´est la vie. O tempo, ou a falta dele, sempre será a minha desculpa. Colaborar com o PQPBach e ainda trabalhar dá um trabalho danado. Tem dias que quando chego em casa a última coisa que quero fazer é ligar o computador. Imagina a vontade, então, de preparar texto, subir arquivos … enfim, dá trabalho.

Mas vamos ao que viemos. Vejamos o que o nosso booklet tem a nos dizer sobre esse oitavo volume:

“Like its two predecessors, the eighth volume of our complete recording of Bach’s cantatas is devoted to the first annual cyle of Leipzig cantatas of 1723/24. In planning and implementing this cycle, Bach took upon himself a burden of work far in excess of anything he had earlier assumed to say nothing of the creative and artistic challenges involved. Whereas his Weimar cantatas of 1714-16 had been written at regular monthly intervals, he now had four times as much work on his hands. In the circumstances, it is entirely understandable that, whenever possible, he fell back on existing works, especially those written in Weimar, although pieces composed at Cöthen were no less liable to be pillaged. These self-borrowings notwithstanding, the main emphasis none the less lay on the composition of new works, and the first cycle of cantatas that Bach wrote for Leipzig is notable for the number of new pieces that it contains. Particularly revealing in this context is the period around Christmas 1723, Bach’s first major festival in the city, which placed especially great demands on both him and his musicians. Fortunately, the fact that no cantatas were performed between Second and Fourth Sundays in Advent meant that he had ample time to prepare for the task in hand. Indeed, he even managed to extend this period by falling back on an earlier work for the First Sunday in Advent, Cantata 61, which he had written in Weimar in 1714/15. The following table gives some idea of the degree of planning that went into preparations for the twelve days between Christmas and Epiphany (including three works included in the present release, Cantatas 40, 64 and 65):

25 December 1723 (main service) Cantata 63 Christen, ätzet diesen Tag (written 1714/15) Sanctus in D major BWV 238 (new)
25 December 1723 (Vespers) Cantata 63 Christen, ätzet diesen Tag (repeat performance) Magnificat in E flat major BWV 243a (new)
26 December 1723 Cantata 40 Darzu ist erschienen der Sohn Gottes (new)
27 December 1723 Cantata 64 Sehet, welch eine Liebe (new)
1 January 1724 (New Year’s Day) Cantata 190 Singet dem Herrn ein neues Lied (new)
2 January 1724 Cantata 153 Schau, lieber Gott, wie meine Feind (new)
6 January 1724 (Epiphany) Cantata 65 Sie werden aus Saba alle kommen (new)”

COMPACT DISC 1

“Sie werden aus Saba alle kommen” BWV 65
For Epiphany

1 Chorus: “Sie werden aus Saba alle kommen”2 Chorale: “Die Kön’ge aus Saba kamen dar”
3 Recitative (Bass): “Was dort Jesaias verhergesehn” Aria (Bass): “Gold aus Ophir ist zu schlecht”
5 Recitative (Tenor): “Verschmähe nicht, du, meiner Seelen Licht, mein Herz”
6 Aria (Tenor): “Nimm mich dir zu eigen hin”
7 Chorale: “Ei nun, mein Gott, so fall ich dir getrost in deine Hände”

“Was soll ich aus dir machen, Ephraim?” BWV 89
For the 22nd Sunday after Trinity

8 Aria (Bass): “Was soll ich aus dir machen, Ephraim”
Recitative (Alto): “Ja, freilich sollte Gott”
10 Aria (Alto): “Ein unbarmherziges Gerichte”
11 Recitative (Soprano): “Wohlan! mein Herze legt Zorn”
12 Aria (Soprano): “Gerechter Gott, ach rechnest du?”
13 Chorale: “Wir mangelt zwar sehr viel”

“O Ewigkeit, du Donnerwort” BWV 60
For the 24th Sunday after Trinity

14 Duet (Alto, Tenor): “O Ewigkeit, du Donnerwort”
15 Recitative (Alto, Tenor): “O schwerer Gang zum letzten Kampf und Streite”
16 Duet (Alto, Tenor): “Mein letztes Lager will mich schrecken”
17 Recitative, Arioso (Alto, Bass): “Der Tod bleibt doch – Selig sind die Toten”
18 Chorale: “Es ist genug: Herr, wenn es dir gefällt”

“Erfreute Zeit im neuen Bunde” BWV 83
For the purification of the Blessed Virgin Mary

19 Aria (Alto): “Erfreute Zeit im neuen Bunde”
20 Aria (Bass): “Herr, nun lassest du deinen Diener”
21 Aria (Tenor): “Eile, Herz, voll Freudigkeit”
22 Rectitave (Alto): “Ja, merkt dein Glaube noch viel Finsternis”
23 Chorale: “Er ist das Heil und selig Licht”

Appendix: 24 Aria (Bass): “Was soll ich aus dir machen, Ephraim?” BWV 89a

COMPACT DISC 2

“Darzu ist erschienen der Sohn Gottes” BWV 40
For the 2nd day of Christmas

1 Chorus: “Darzu ist erschienen der Sohn Gottes”
2 Recitative (Tenor): “Das Wort ward Fleisch und wohnet in der Welt”
3 Chorale: “Die Sund macht Leid”
4 Aria (Bass): “Höllische Schlange, wird dir nicht bange?”
5 Recitative (Alto): “Die Schlange, so im Paradies”
6 Chorale: “Schüttle deinen Kopf und sprich: Fleuch, du alte Schlange”
7 Aria (Tenor): “Christenkinder, freuet euch”
8 Chorale: “Jesu, nimm dich deiner Glieder ferner in Genaden an”

“Schauet doch und sehet, ob irgend ein Schmerz sei” BWV 46
For the 10th Sunday after Trinity

9 Chorus: “Schauet doch und sehet”
10 Recitative (Tenor): “So klage du, zerstörte Gottesstadt”
11 Aria (Bass): “Dein Wetter zog sich auf von weiten”
12 Recitative (Alto): “Doch bildet euch, o Sünder, ja nicht ein”
13 Aria (Alto): “Doch Jesus will auch bei der Strafe”
14 Chorale: “O großer Gott von Treu”

“Sehet, welch eine Liebe hat uns der Vater erzeiget” BWV 64
For the 3rd day of Christmas

15 Chorus: “Sehet, welch eine Liebe hat uns der Vater erzeiget”
16 Chorale: “Das hat er alles uns getan”
17 Recitative (Alto): “Geh, Welt, behalte nur das Deine”
18 Chorale: “Was frag ich nach der Welt und allen ihren Schätzen”
19 Aria (Soprano): “Was die Welt in sich hält, muß als wie ein Rauch vergehen”
20 Recitative (Bass): “Der Himmel bleibet mir gewiß”
21 Aria (Alto): “Von der Welt verlang ich nichts”
22 Chorale: “Gute Nacht, o Wesen, das die Welt erlesen”

“Ihr Menschen, rühmet Gottes Liebe” BWV 167
For the feast of St. John the Baptist

23 Aria (Tenor): “Ihr Menschen, rühmet Gottes Liebe”
24 Recitative (Alto): “Gelobet sei der Herr Gott Israel”
25 Duet (Soprano, Alto): “Gottes Wort, das trüget nicht”
26 Recitative (Bass): “Des Weibes Samen kam”
7 Chorale: “Sei Lob und Preis mit Ehren

COMPACT DISC 3

“Ich glaube, lieber Herr, hilf meinem Unglauben” BWV 109
For the 21st Sunday after Trinity

1 Chorus: “Ich glaube, lieber Herr”
2 Recitative (Tenor): “Des Herren Hand ist ja noch nicht verkürzt”
3 Aria (Tenor): “Wie zweifelhaftig ist mein Hoffen”
4 Recitative (Alto): “O fasse dich, du zweifelhafter Mut”
5 Aria (Alto): “Der Heiland kennet ja die Seinen”
6 Chorale: “Wer hofft in Gott, und dem vertraut”

“Jesus schläft, was soll ich hoffen” BWV 81
For the 4th Sunday after the Epiphany

7 Aria (Alto): “Jesus schläft, was soll ich hoffen?”
8 Recitative (Tenor): “Herr! Warum trittest du so ferne?”
9 Aria (Tenor): “Die schäumenden Wellen von Belials Bächen”
10 Arioso (Bass): “Ihr Kleingläubigen, warum seid ihr so furchtsam?”
11 Aria (Bass): “Schweig, aufgetürmtes Meer!”
12 Recitative (Alto): “Wohl mir! Mein Jesus spricht ein Wort”
13 Chorale: “Unter deinen Schirmen bin ich vor den Stürmen”

“Du sollt Gott, deinen Herren, lieben” BWV 77
For the 13th Sunday after Trinity

14 Chorus: “Du sollt Gott, deinen Herren, lieben”
15 Recitative (Bass): “So muß es sein!”
16 Aria (Soprano): “Mein Gott, ich liebe dich von Herzen”
17 Recitative (Tenor): “Gib mir dabei, mein Gott”
18 Aria (Alto): “Ach, es bleibt in meiner Liebe”
19 Chorale: “Herr Jesu, der du angezündt”

“Es reißet euch ein schrecklich Ende” BWV 90
For the 25th Sunday after Trinity

20 Aria (Tenor): “Es reißet euch ein schrecklich Ende”
21 Recitative (Alto): “Des Höchsten Güte wird von Tag zu Tage neu”
22 Aria (Bass): “So löschet im Eifer der rächende Richter”
23 Recitative (Tenor): “Doch Gottes Auge sieht auf uns als Auserwählte”
24 Chorale: “Leit uns mit deiner rechten Hand”

DOROTHEA RÖSCHMANN soprano
ELISABETH VON MAGNUS alto
BOGNA BARTOSZ alto
JÖRG DURMULLER tenor
KLAUS MERTENS bass

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A Quieta Arte das Tangentes – Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Invenções, Sinfonias e Duetos – Jaroslav Tůma

f10076O tecladista tcheco Jaroslav Tůma (que já escutamos ao órgão acompanhando uma violinista de aspecto um tanto feroz) possui uma interessante coleção de instrumentos que, aos poucos, vai apresentando ao mundo em gravações. Este clavicórdio feito por J. Schiedmaier em 1789 e afinado em temperamento desigual (Kirnberger III) foi resgatado de um museu decadente do interior da Boêmia. Muito danificado por negligência e pelo uso insensato por parte de amadores (imagino quantas crianças alopradas não lhe deram manotaços, e quantas mãos pesadas não tocaram “Bife” nele!), acabou restaurado meticulosamente, mas ainda manteve alguns sons de “marcenaria”. Esta coleção de Invenções a duas, três (Sinfonias) e quatro (Duetos) vozes, demonstrações em dificuldade crescente da fluência de Bach no uso de recursos imitativos do contraponto, soa muito clara no clavicórdio de Tůma, e sua interpretação é tão convincente que parece querer dar razão a quem defende que este não só era o instrumento de teclado preferido de Bach, como também aquele que ele tinha em mente ao escrever estas miniaturas.

J. S. BACH – INVENTIONS, SINFONIAS AND DUETS

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Invenções a duas vozes

01 – Em Dó maior, BWV 772
02 – Em Dó menor, BWV 773
03 – Em Ré maior, BWV 774
04 – Em Ré menor, BWV 775
05 – Em Mi bemol maior, BWV 776
06 – Em Mi maior, BWV 777
07 – Em Mi menor, BWV 778
08 – Em Fá maior, BWV 779
09 – Em Fá menor, BWV 780
10 – Em Sol maior, BWV 781
11 – Em Sol menor, BWV 782
12 – Em Lá maior, BWV 783
13 – Em Lá menor, BWV 784
14 – Em Si bemol maior, BWV 785
15 – Em Si menor, BWV 786

Sinfonias (Invenções a três vozes):

16 – Em Dó maior, BWV 787
17 – Em Dó menor, BWV 788
18 – Em Ré maior, BWV 789
19 – Em Ré menor, BWV 790
20 – Em Mi bemol maior, BWV 791
21 – Em Mi maior, BWV 792
22 – Em Mi menor, BWV 793
23 – Em Fá maior, BWV 794
24 – Em Fá menor, BWV 795
25 – Em Sol maior, BWV 796
26 – Em Sol menor, BWV 797
27 – Em Lá maior, BWV 798
28 – Em Lá menor, BWV 799
29 – Em Si bemol maior, BWV 800
30 – Em Si menor, BWV 801

Duetos (a quatro vozes):

31 – No. 1 em Mi menor, BWV 802
32 – No. 2 em Fá maior, BWV 803
33 – No. 3 em Sol maior, BWV 804
34 – No. 4 em Lá menor, BWV 805

Jaroslav Tůma, clavicórdio

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A propósito: aquele "ů" no sobrenome de Tůma pronuncia-se como um "u" bem longo - aprendam bem a lição para quando eu postar Martinů
A propósito: aquele “ů” no sobrenome de Tůma pronuncia-se como um “u” bem longo – aprendam bem a lição para quando eu postar Martinů

Vassily Genrikhovich

A Quieta Arte das Tangentes – Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Secret Bach – Christopher Hogwood

51dMqS6BIkL._SS280Nossa microssérie da semana será dedicada ao clavicórdio, instrumento de teclado cujas cordas são percutidas por tangentes (daí o título), produzindo um som tão delicado quanto quase inaudível (sim, o título).

Essa delicadeza e, talvez, tibiez do timbre do clavicórdio inviabilizam sua integração a qualquer conjunto instrumental. Por outro lado, a percussão por tangentes diretamente ligadas às teclas e, por extensão, aos dedos do executante permite que este tenha controle sobre a dinâmica (algo impensável num teclado de cravo, por exemplo) e, mais ainda, lhe permite imprimir um discreto vibrato às notas. Essas peculiaridades tornam seu som muito atraente, ainda que tenhamos que nos resignar a escutá-lo em recitais e álbuns solo e, frequentemente, colocar no máximo o volume dos alto-falantes.

Instrumento de custo relativamente baixo, de fácil manutenção e muito portátil, o clavicórdio gozou de imensa popularidade nos séculos XVII e XVII, em especial para a prática privada de música, entre músicos itinerantes (como era o caso de Händel, que encontrarão amanhã) e onde quer que houvesse pouco espaço disponível.

Nossa série começa com o álbum “The Secret Bach”, em que o versátil Christopher Hogwood interpreta obras do Demiurgo no mais quieto dos instrumentos do teclado. Para nós outros, acostumados com o timbre brilhante do cravo ou mesmo com o som volumoso de um piano de tensas cordas de aço, escutá-las tocadas com tangentes pode requerer alguma “aclimatação” – além, é claro, do já referido ajuste do volume dos alto-falantes. Os pontos altos, para mim, são as peças de abertura (uma versão preliminar da Fantasia Cromática e Fuga em Ré menor) e de encerramento (um arranjo para teclado da Partita no. 2 para violino solo – sim, aquela encerrada pela monumental Chacona). O que vem entre elas são peças curtas que, se comparadas àquelas que mencionamos, empalidecem bastante.

THE SECRET BACH – CHRISTOPHER HOGWOOD

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Fantasia Cromática e Fuga em Ré menor, BWV 903a (versão preliminar, do manuscrito Rust)
01 – Fantasia
02 – Fuga

03 – Adágio em Sol maior, BWV 968
04 – Fuga em Sol menor, BWV 1000
05 – Allemande em Sol menor
06 – Minueto no. 1, BWV 841
07 – Minueto no. 3, BWV 843
08-16 – Partite diverse sopra il Corale ‘O Gott, du frommer Gott”, BWV 767

Partita em Lá menor, baseada na Partita no. 2 em Ré menor para violino solo, BWV 1004
17 – Allemanda
18 – Corrente
19 – Sarabanda
20 – Giga
21 – Ciacoona

Christopher Hogwood, clavicórdio

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Maestro, compositor, musicólogo, cravista, pianista, organista, clavicordista: o multiúso Christopher Hogwood (1941-2014)
Maestro, compositor, musicólogo, cravista, pianista, organista, clavicordista: o multiúso Christopher Hogwood (1941-2014)

Vassily Genrikhovich

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco maravilhoso! É magnificamente interpretado pelo Quarteto de Cordas Dinamarquês e tem repertório coerentemente interligado. O primeiro disco do projeto Prism foi indicado ao Grammy de melhor disco erudito. Ele ligava fugas de Bach, quartetos de Beethoven e obras de mestres modernos. Neste volume dois da série, temos uma linda versão da Fuga de Bach em Si bemol menor do Cravo Bem Temperado (no arranjo do compositor Emanuel Aloys Förster), o extrordionário Quarteto Nº 3 de Alfred Schnittke (1983), e — tchan! — mais o INCONTORNÁVEL Quarteto de Cordas Op. 130 de Beethoven e a Grande Fuga. Como o quarteto explica: “Um feixe de música é dividido através do prisma de Beethoven. O importante para nós é que essas conexões sejam amplamente experimentadas. Esperamos que o ouvinte se junte a nós na maravilha de ver os feixes de música que viajam de Bach e Beethoven até nossos dias. Gravado na histórica Reitstadel Neumarkt e produzido por Manfred Eicher, o álbum é de 2019, lançado enquanto o Quarteto de Cordas Dinamarquês embarca em uma turnê com recitais em ambos os lados do Atlântico, mas não no Brasil, claro…

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

1 FUGUE IN Bb MINOR BWV 869
(Johann Sebastian Bach)
06:48

ALFRED SCHNITTKE – STRING QUARTET NO.3
2 Andante 06:11
3 Agitato 07:49
4 Pesante 08:36

LUDWIG VAN BEETHOVEN – STRING QUARTET OP.130 / OP.133
5 Adagio ma non troppo 09:52
6 Presto 02:00
7 Poco scherzoso. Andante con moto ma non troppo 07:05
8 Alla danza tedesca. Allegro assai 03:22
9 Cavatina. Adagio molo espressivo 07:49
10 Ouverture. Allegro – Fuga (Große Fuge) 16:44

Danish String Quartet:
Rune Tonsgaard Sørensen, Violin
Frederik Øland, Violin
Asbjørn Nørgaard, Viola
Fredrik Schøyen Sjölin, Violoncello

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Hum… A luz do lado esquerdo é Bach, Beethoven ou ambos?

PQP

Vários: Dances – Peças para Piano – Benjamin Grosvenor

Vários: Dances – Peças para Piano – Benjamin Grosvenor

 

Danças?

 

Após muitos (muitos!) anos de experiência com música e discos, alguma coisa acaba-se aprendendo. Eu consigo farejar um bom disco a milhas de distância. E este álbum, eu sabia, é excelente. Se bem que gosto, não se deve discutir.

A rabugice e o conservadorismo são traços que afloram a medida em que a idade avança, é inexorável. Rabugento ainda não sou, mas tenho tido episódios. Conservador é claro que não sou, mas essas novidades de discos conceituais dão-me rugas na testa e um ligeiro movimento de pé atrás. Cheira-me a marketing. Mas neste caso, rendo-me absolutamente! Disco maravilhoso, de primeira à última faixa.

Dança é o tema do álbum cuja concepção foi inspirada em uma carta de Ferruccio Busoni para um de seus alunos, Egon Petri, propondo um programa dançante para um recital. Que ideia mais simples, mas maravilhosa…

Pois dança é o assunto do álbum que vai das antigas danças, como a sarabande da Partita do Bach até o Boogie Woogie, no estudo do Morton Gould. Entre elas, valsas, muitas maravilhosas valsas. Ah, polonaises também, pois há Chopin, e algumas mazurkinhas do Scriabin.

Não poderia faltar o Azul Danúbio e tango também.

E como não falar umas palavras sobre o Benjamin Grosvenor, este excelente pianista? Ele despontou para o mundo da música em 2004 ganhando o BBC Young Music Competition com 11 anos (bota Young nisso). Foi convidado a se apresentar na Primeira Noite do 2011 BBC Proms, com apenas 19 anos.

Em 2012, quando ganhou um importante prêmio – o Critics Choice, do Classic Brits, deixou a todos comovidos por dedicar o prêmio a seu irmão dois anos mais velho, portador de síndrome de Down. Benjamin explicou (candidamente):  Eu dedico este prêmio ao meu irmão Jonathan. Isto é por ter me aturado praticando horas seguidas por anos e anos e por ter ido a tantos dos meus concertos contra sua própria vontade. Afinal, para que servem irmãos?

Benjamin Grosvenor

Johann Sebastian Bach
Partita No. 4, BWV828
1 I. Overture
2 II. Allemande
3 III. Courante
4 IV. Aria
5 V. Sarabande
6 VI. Menuet
7 VII. Gigue

Frédéric Chopin
Andante spianato et grande polonaise brillante in E-flat major, Op. 22
8 I. Andante spianato in G major
9 II. Grande polonaise brillante in E-flat major
10 Polonaise no.5 in F sharp Minor Op. 44

Alexander Scriabin
Ten Mazurkas Op. 3
11 No. 6
12 No.4
13 No.9
14 Valse in Ab major Op. 38

Enrique Granados
Valses Poeticos
15 Preludio: Vivace molto
16 I. Melodioso
17 II.Tempo de Vals noble
18 III. Tempo de Vals lento
19 IV. Allegro humoristico
20 V. Allegretto (elegante)
21 VI. Quasi ad libitum (sentimental)
22 VII. Vivo
23 VIII. Presto

Adolf Schulz-Evler
24 Concert Arabesques on themes by Johann Strauss, “By The Beautiful Blue Danube”

Isaac Albeniz (arr. Leopold Godowsky)
25 Tango, Op.165, No.2

Morton Gould
26 Boogie Woogie Etude

Franz Liszt
27 2 Etudes de Concert S. 145, 2 – Gnomenreigen

Johann Sebastian Bach (arr. Wilhelm Kempff)
28. Sonata for Flute and Harpsichord, BWV 1031 – Siciliano

Benjamin Grosvenor, piano

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FLAC | 1,15 GB

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MP3 | 320 KBPS | 210 MB

Vejam as opiniões de alguns críticos:

“performance after performance of surpassing brilliance and character”

– Gramophone

“‘Jeu perlé’ to die for, ever changing colours and an innate sense of articulation and rubato”

– Diapason

“A revelation”

– American Record Guide

The CD is on the table!

Uma observação técnica: as duas últimas faixas desta postagem não fazem parte do disco oficial. Realmente, o disco deveria acabar no estudo do Morton Gould, um tremendo tour de force! Mas, as duas peças que seguem, o Gnomenreigen e o Siciliano de Liszt e Bach (Kempff) são tão bonitinhas que estão aí, como dois encores… Aproveitem!!

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Complete Cantatas – Vol 7 de 22 – Ton Koopman, Amsterdan Baroque Orchestra, etc.

Hoje trago mais um volume da série do Ton Koopman das integrais das Cantatas de Bach. Aos pouquinhos, estamos conseguindo postar, mesmo que aos trancos e barrancos. Não vou alegar a falta de tempo, pois até isso já cansou. Então vamos ao que viemos, OK?

Como sempre, o booklet é super explicativo, tem todas as informações lá, com a letra das cantatas, contexto histórico das mesmas, etc.. Divirtam-se,

COMPACT DISC 1

“Es ist nichts Gesundes an meinem Leibe” BWV 25
For the 14th Sunday after Trinity

1 Chorus: “Es ist nichts Gesundes an meinem Leibe”
2 Recitative (Tenor): “Die ganze Welt ist nur ein Hospital”
3 Aria (Bass): “Ach, wo hol ich Armer Rat?”
4 Recitative (Soprano): “Jesu, lieber Meister”
5 Aria (Soprano): “Öffne meinen schlechten Liedern”
6 Chorale: “Ich, will alle meine Tage”

“Christus, der ist mein Leben” BWV 95
For the 16th Sunday after Trinity

07 Chorus and recitative (Tenor): “Christus, der ist mein Leben”
08 Recitative (Soprano): “Nun, falsche Welt!”
09 Chorale: “Valet will ich dir geben”
10 Recitative (Tenor): “Ach, könnte mir doch bald so wohl gescheh’n”
11 Aria (Tenor): “Ach, schlage doch bald, selge Stunde”
12 Recitative (Bass): “Denn ich weiß dies”
13 Chorale: “Weil du vom Tod erstanden bist”

“Nimm, was dein ist, und gehe hin” BWV 144
For Septuagesima Sunday

14 Chorus: “Nimm, was dein ist, und gehe hin”
15 Aria (Alto): “Murre nicht lieber Christ”
16 Chorale: “Was Gott tut, das ist wohlgetan”
17 Recitative (Tenor): “Wo die Genügsamkeit regiert”
18 Aria (Soprano): “Genügsamkeit”
19 Chorale: “Was mein Gott will, das g’scheh’ allzeit”

“Halt im Gedächtnis Jesum Christ” BWV 67
For Low Sunday

20 Chorus: “Halt im Gedächtnis Jesum Christ”
21 Aria (Tenor): “Mein Jesus ist erstanden”
22 Recitative (Alto): “Mein Jesu, heißest du des Todes Gift”
23 Chorale: “Erschienen ist der herrlich’ Tag”
24 Recitotive (Alto): “Doch scheinet fast”
25 Aria (Bass): “Friede sei mit euch!”
26 Chorale: “Du Friedefürst, Herr Jesu Christ”

Compact Disc 2

“Erforsche mich, Gott, und erfahre mein Herz” BWV 136
For the 8th Sunday after Trinity

1 Chorus: “Erforsche mich, Gott, und erfahre mein Herz”
2 Recitative (Tenor): “Ach, daß der Fluch”
3 Aria (Alto): “Es kommt ein Tag”
4 Recitative (Bass): “Die Himmel selber sind nicht rein”
5 (Tenor, Bass): “Uns treffen zwar der Sünden Flecken”
6 Chorale: “Dein Blut, der edle Saft”

Erwünschtes Freudenlicht” BWV 184
For Whit Tuesday

07 Recitative (Tenor): “Erwünschtes Freudenlicht”
08 Ario (Soprano, Alto): “Gesegnete Christen”
09 Recitative (Tenor): “So freuet euch”
10 Aria (Tenor): “Glück und Segen sind bereit”
11 Chorale: “Herr, ich hoff’ je”
12 horus: “Guter Hirte, Trost der Deinen”

“Herr, gehe nicht ins Gericht” BWV 105
For the 9th Sunday after Trinity

13 Chorus: “Herr, gehe nicht ins Gericht mit deinem Knecht”
14 Recitative (Alto): “Mein Gott, verwirf mich nicht”
15 Aria (Soprano): “Wie zittern und wanken”
16 Recitative (Bass): “Wohl aber dem, der seinen Bürgen weiß”
17 Aria (Tenor): “Kann ich nur Jesum mir zum Freunde machen”
18 Chorale: “Nun, ich weiß, du wirst mir stillen”

“Bringet dem Herrn Ehre seines Namens” BWV 148
For the 17th Sunday after Trinity

19 Chorus: “Bringet dem Herrn Ehre seines Namens”
20 Aria (Tenor): Ich eile, die Lehren”
21 Recitative (Alto): “So wie der Hirsch nach frischem Wasser schreit”
22 Aria (Alto): “Mund und Herze steht dir offen”
23 Recitative (Tenor): “Bleib auch, mein Gott, in mir”
24 Chorale: “Amen zu aller Stund”

Compact Disc 3

“Herz und Mund und Tat und Leben” BWV 147
For the Feast of the Visitation of the Blessed Virgin Mary

Erster Teil

01 Chorus: “Herz und Mund und Tat und Leben”
02 Recitative (Tenor): “Gebenedeiter Mund!”
03 Aria (Alto): “Schäme dich, o Seele, nicht”
04 Recitative (Bass): “Verstockung kann Gewaltige verblenden”
05 Aria (Soprano): “Bereite dir, Jesu, noch itzo die Bahn”
06 Chorale: “Wohl mir, daß ich Jesum habe” 3’13

Zweiter Teil

07 Aria (Tenor): “Hilf, Jesu, hilf, daß ich auch dich bekenne”
08 Recitative (Alto): “Der höchsten Allmacht Wunderhand”
09 Aria (Boss): “Ich woll von Jesu Wundern singen”
10 Chorale: “Jesus bleibet meine Freude”

“Leichtgesinnte Flattergeister” BWV 181
Sexagesima Sunday

11 Aria (Bass): “Leichtgesinnte Flattergeister”
12 Recitative (Alto): “O unglückselger Stand verkehrter Seelen”
13 Aria (Tenor): “Der schädlichen Dornen unendliche Zahl”
14 Recitative (Soprano): “Von diesen wird die Kraft erstickt”
15 Chorus: “Laß, Höchster, uns zu allen Zeiten”

Alternative versions of tracks 11 and 15 at tracks 22 and 23

“Erhöhtes Fleisch und Blut” BWV 173
For Whit Monday

16 Recitative (Tenor): “Erhöhtes Fleisch und Blut”
17 Aria (Tenor): “Ein geheiligtes Gemüte”
18 Aria (Alto): “Gott will, o ihr Menschenkinder”
19 Aria (Soprano, Bass): “So hat Gott die Welt geliebt”
20 Recitative (Soprano, Tenor): “Unendlichster, den man doch Vater nennt”
21 Chorus: “Rühre, Höchster, unsern Geist” 2’39

“Leichtgesinnte Flattergeister” BWV 181
For Sexagesima Sunday

22 Aria (Bass): “Leichtgesinnte Flattergeister”
23 Chorus: “Laß, Höchster, uns zu allen Zeiten”

LISA LARSSON soprano
BOGNA BARTOSZ (BWV 24, 136, 144, 147, 148)
ELISABETH VON MAGNUS (BWV 67, 105, 173, 181, 184) alto
GERD TÜRK tenor
KLAUS MERTENS bass
THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR TON KOOPMAN

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BOOKLET

Ainda mais Cordas: o Alaúde (Johann Sebastian Bach – Obra completa para alaúde – Konrad Junghänel)

51ZJVGAJMTLCalma, calma: prometo que esta série não passa dessa semana! Teria dezenas de outros instrumentos para apresentar (o sarod, o bouzouki e o erhu, por exemplo!), mas já há clamores e protestos por uma série sobre a família dos sopros, ou pela volta de pianos e das orquestras tonitruantes.

Antes disso, o alaúde – talvez meu instrumento favorito entre os de cordas dedilhadas. Tenho várias gravações com Julian Bream, que não só é meu violonista preferido como também um dos melhores alaudistas que existem. No entanto, poucos álbuns de alaúde agradam-me tanto quanto este duplo de Konrad Junghänel, que já apareceu aqui no PQP tocando obras de Sylvius Leopold Weiss, o contemporâneo de Johann Sebastian que tanto o inspirou na sua própria lavra para o instrumento. E, se há inúmeras outras transcrições de obras bachianas para o alaúde – a integral das quais está na admirável série que Hopkinson Smith gravou, e que publicarei oportunamente -, o que vocês ouvem aqui é aquilo que o próprio gênio escreveu ou transcreveu, pouco a pouco, entre uma cantata e outra, enquanto fazia crescer sua prole.

JOHANN SEBASTIAN BACH – COMPLETE LUTE WORKS
KONRAD JUNGHÄNEL

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Disco 1

Suíte em Sol menor, BWV 995
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Gavotte I & II en rondeau
06 – Gigue

Suíte em Dó menor, BWV 999
07 – Prélude
08 – Fuga
09 – Sarabande
10 – Gigue – Double

11 – Prelúdio em Dó menor, BWV 999

12 – Fuga em Sol menor, BWV 1000

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Disco 2

01 – Prelúdio, Fuga e Allegro em Mi bemol maior, BWV 998

Suíte em Mi menor, BWV 996
02 – Praeludium (Passaggio – Presto)
03 – Allemande
04 – Courante
05 – Sarabande
06 – Bourrée
07 – Gigue

Suíte em Mi maior, BWV 1006a
08 – Prelúdio
09 – Loure
10 – Gavotte en rondeau
11 – Sarabande
12 – Bourrée I & II
13 – Gigue

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Konrad Junghänel, alaúde

Konrad Junghänel: além do talento, um bigodinho maroto - e um magnífico Chanel!
Konrad Junghänel: além do talento, um bigodinho maroto – e um magnífico Chanel!

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Dimos Goudaroulis

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Dimos Goudaroulis

05483Nossa cornucópia dessas maravilhosas Suítes traz agora sua primeira gravação brasileira em violoncelo barroco, feita por Dimos Goudaroulis.

O incansável artista grego, que já deu o ar de sua graça por aqui com um bonito álbum duplo de violoncello piccolo, devota recitais inteiros a essas obras seminais.

Tive o privilégio de assistir a dois deles. O primeiro, num teatro pequenino, com iluminação muito econômica e ambiente intimista, em meio a só um punhado de pessoas, deu-me a nítida sensação de estar com os ouvidos encostados na caixa de ressonância, tamanha a proximidade com o instrumentista.  No segundo, as Suítes – por definição, sequências de danças estilizadas – serviram de base para seis coreógrafos suarem suas malhas em torno de um impávido Goudaroulis.

Ismael Ivo e Goudaroulis numa "Pietà" coreográfico-violoncelística
Ismael Ivo e Goudaroulis numa “Pietà” coreográfico-violoncelística

Esta gravação reproduz com bastante fidelidade o que escutei nos recitais: prelúdios tocados com liberdade quase improvisatória, danças pulsantes, e uma proximidade que nos traz aos ouvidos a respiração do músico e, eventualmente, aquilo que o PQP Bach chama de “ruídos de marcenaria”. Goudaroulis executa a Suíte no. 6 num instrumento de cinco cordas, conforme instruções da partitura – o mesmo violoncello piccolo que, num lance de serendipidade, encontrou esquecido no ateliê de um luthier. No primeiro disco há uma faixa-bônus, com a transcrição da allemande da Partita BWV 1004, originalmente para violino solo.

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

SEIS SUÍTES PARA VIOLONCELO SOLO, BWV 1007-1012

CD 01

SUÍTE NO. 1 EM SOL MAIOR, BWV 1007

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 2 EM RÉ MENOR, BWV 1008

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courrante
10 – Sarabande
11 – Menuet I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO. 3 EM DÓ MAIOR, BWV 1009

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Bourrée I & II
18 – Gigue

PARTITA NO. 2 EM RÉ MENOR, BWV 1004 (transcrita para violoncelo solo)

19 – Allemande

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CD 02

SUÍTE NO. 4 EM MI BEMOL MAIOR, BWV 1010

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Bourrée I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 5 EM DÓ MENOR, BWV 1011

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Gavotte I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO.6 EM RÉ MAIOR, BWV 1012*

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavotte I & II
18 – Gigue

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DIMOS GOUDAROULIS, violoncelo e *violoncello piccolo

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Vassily Genrikhovich

A Família das Cordas: Violoncello Piccolo – Anner Bylsma

61NLGHcQ7ML._SY355_Encerramos a série d’A Família das Cordas e voltamos à nossa programação normal?

Nah-nah: temos que postar alguma coisa do violoncello piccolo, que não será estranho àqueles que escutaram o bonito O Tenor Perdido, álbum duplo de Dimos Goudaroulis e Nicolau de Figueiredo.

Quem entre vós outros se dá o trabalho, entre os cliques frenéticos nos links de download, de prestar um pouquinho de atenção nos textos que escrevemos, vai lembrar que já contamos algo da história desse instrumento na postagem d’O Tenor Perdido. Como supomos, no entanto, que vocês sejam poucos, tamanho o disparate entre o número de downloads e o de comentários que recebemos, vou repetir. Aliás, eu não: deixo o próprio Goudaroulis repetir (até porque o Estadão não me deixa colar aqui seu interessante texto).

O ótimo Anner Bylsma lança mão deste tenor de bonito timbre e irrisório repertório para tocar transcrições de obras de Johann Sebastian Bach para flauta e violino solo. Bylsma usaria o mesmo instrumento para fazer, junto com o cravista Bob van Asperen, uma maravilhosa gravação das Sonatas BWV 1027 a 1029, originalmente para a viola da gamba, que algum dia será polinizada por este muito acessado, mas pouco comentado blogue.

ANNER BYLSMA – VIOLONCELLO PICCOLO – JOHANN SEBASTIAN BACH

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Partita no. 3 em Mi maior para violino solo, BWV 1006

01 – Prelude
02 – Loure
03 – Gavotte en rondeau
04 – Gavotte I-II
05 – Bourrée
06 – Gigue

Partita em Lá menor para flauta solo, BWV 1013 (transposta para Sol menor)

07 – Allemande
08 – Courante
09 – Sarabande
10 – Bourrée anglaise

Sonata no. 2 em Lá menor para violino solo, BWV 1003

11 – Grave
12 – Fuga
13 – Andante
14 – Allegro

Anner Bylsma, violoncello piccolo e transcrições

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Algumas pessoas que conhecem Bylsma só pelo nome acham que ele seja uma mulher. O rapaz que me vendeu este CD também achava o mesmo e, imaginando uma neerlandesa pernuda, ficou um pouco chateado com a revelação. Bylsma, pelo jeito, também ficou.
Algumas pessoas que conhecem Bylsma só pelo nome acham que ele seja uma mulher. O rapaz que me vendeu este CD também achava o mesmo e, imaginando uma neerlandesa pernuda, ficou um pouco chateado com a revelação.
Bylsma, pelo jeito, também ficou bicudo.

Vassily Genrikhovich

A Família das Cordas: Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Sonatas e Partitas para violino solo, executadas na viola – Scott Slapin

MI0001030013Folheando o álbum de família das cordas, chegamos à nobre viola.

Antes que os violinistas venham com piadas e mais piadas, mando chumbo grosso para calar preemptivamente qualquer bullying: uma gravação das sonatas e partitas para violino solo de Johann Sebastian Bach, transcritas e executadas pelo violista Scott Slapin.

Se em sua versão original essas obras fizeram até o grande Sarasate tocar como um estudante em pânico no seu exame, na viola – maior e com cordas mais robustas – elas parecem inexequíveis.

Pareciam: o trabalho de Slapin é notável, e de tal maneira que alguns movimentos, especialmente os adágios e fugas das sonatas, chegam a soar mais idiomáticos na viola. Não há lentificação significativa dos andamentos, que são amplamente respeitados. As sonatas e partitas chegam mesmo a caber separadas em discos, ao contrário da praxe que, por questões de tempo, as coloca intercaladas. Sobraram energia e espaço, vejam só, até para tocar uma transcrição da partita para flauta solo – que disposição, ahn?

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

THE SONATAS AND PARTITAS FOR SOLO VIOLIN and THE UNACCOMPANIED PARTITA FOR FLUTE
Transcribed and played on viola by Scott Slapin

DISCO 1 – THE SONATAS

SONATA NO. 1, BWV 1001

01 – Adagio
02 – Fugue
03 – Siciliano
04 – Presto

SONATA NO. 2, BWV 1003

05 – Grave
06 – Fugue
07 – Andante
08 – Allegro

SONATA NO. 3, BWV 1005

09 – Adagio
10 – Fugue
11 – Largo
12 – Allegro assai

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DISCO 2 – THE PARTITAS

PARTITA NO. 1, BWV 1002

01 – Allemande
02 – Double
03 – Courante
04 – Double
05 – Sarabande
06 – Double
07 – Bourrée
08 – Double

PARTITA NO. 2, BWV 1004

09 – Allemande
10 – Courante
11 – Sarabande
12 – Gigue
13 – Chaconne

PARTITA NO. 3, BWV 1006

14 – Prélude
15 – Loure
16 – Gavotte en Rondeau
17 – Menuet I-II
18 – Bourrée
19 – Gigue

PARTITA, BWV 1013

20 – Allemande
21 – Courante
22 – Sarabande
23 – Bourrée Anglaise

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Scott Slapin, viola

- Por que as violas são maiores que os violinos? - Elas são menores: as cabeças dos violinistas é que são maiores!
Rindo sei lá do quê.

Vassily Genrikhovich

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto para violino, Op. 61, em arranjo para piano e orquestra – Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Concerto em Ré maior, BWV 1054 – Olli Mustonen

512QkXb64ZLAcrescentar obras novas de Beethoven a um acervo como o do PQP Bach é dureza, ainda mais quando se tem como colegas uns celerados com discografias nababescas como nosso patrão e o ilustre FDP Bach. No entanto, acho – ACHO – que esta ainda não apareceu por aqui: o arranjo para piano e orquestra, feito pelo próprio compositor, de seu célebre Concerto para violino.

Como era habitual a Beethoven, gênio tão ruminativo quanto pessoa proverbialmente desorganizada, a versão original do Concerto foi concluída em cima da hora para a estreia, muito pouco ensaiada, e o solista – um certo Franz Clement – teve que ler boa parte do solo à primeira vista. A relação do público na première, claro, foi uma geleira, e a obra foi esquecida durante muitas décadas, até ser ressuscitada pelo jovem Joseph Joachim em meados do século XIX. Numa tentativa de resgatá-la do ostracismo, Beethoven arranjou-a como um Concerto para piano, quase rasgando suas costuras ao tentar torná-la mais idiomática ao teclado. Fê-lo, aparentemente, com muito entusiasmo, a julgar pela curiosíssima, hiperativa cadenza que escreveu para o Allegro non troppo, que conta com uma nada sutil participação dos tímpanos – os mesmos que abrem, em discreto pulsar, o primeiro movimento.

O finlandês Mustonen é um bom pianista e muito aventureiro na exploração do repertório. Para acompanhar a curiosa reinvenção de Beethoven, escolheu um dos concertos de Bach, para o qual dá uma interpretação correta, tanto ao teclado quanto na regência.

BEETHOVEN – PIANO CONCERTO (VIOLIN CONCERTO ARR. BEETHOVEN)
BACH – CONCERTO BWV 1054
OLLI MUSTONEN 

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Concerto em Ré maior para piano e orquestra, Op. 61a (transcrição do Concerto para violino, Op. 61, feita pelo próprio compositor)
01 – Allegro non troppo
02 – Larghetto
03 – Rondo: Allegro

Olli Mustonen, piano
Deutscher Kammerphilarmonie
Jukka-Pekka Saraste, regência

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Concerto em Ré maior para piano, orquestra de cordas e contínuo, BWV 1054
04 – [sem indicação de andamento]
05 – Adagio e piano sempre
06 – Allegro

Olli Mustonen, piano e regência
Deutscher Kammerphilarmonie

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Vassily Genrikhovich

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988 (Staier)

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988 (Staier)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje é o dia do aniversário de Drummond, então vamos a uma postagem fora do normal. Na minha opinião, Pierre Hantaï e Andreas Staier são os maiores intérpretes das Variações Goldberg. E aqui vai um texto que escrevi ha alguns anos sobre esta obra:

Eu nunca tive insônia. Talvez, em razão de alguma dor ou febre, não tenha dormido repousadamente apenas uns cinco dias em minha vida. Não é exagero. Quando me deprimo, durmo mais ainda e acordar é ruim, péssimo. O sono é meu refúgio natural. Mas há pessoas que reclamam (muito) da insônia. Saul Bellow escreveu que ela o teria deixado culto, mas que preferiria ser inculto e ter dormido todas as noites — discordo do grande Bellow, acho que ele deveria ter ficado sempre acordado, escrevendo, vivendo e escrevendo para nós. Também poucos viram Marlene Dietrich na posição horizontal, adormecida. Kafka era outro, qualquer barulho impedia seu descanso, devia pensar no pai e passava suas noites acordado, amanhecendo daquele jeito após sonhos agitados… Groucho Marx, imaginem, era insone, assim como Alexandre Dumas e Mark Twain. Marilyn Monroe sofria muito e Van Gogh acabou daquele jeito não só por ser daltônico, característica que apenas gera inteligência e genitália avantajadas.

O Conde Keyserling sofria de insônia e desejava tornar suas noites mais agradáveis. Ele encomendou a Bach, Johann Sebastian Bach, algumas peças que o divertissem durante a noite. Como sempre, Bach fez seu melhor. Pensando que o Conde se apaziguaria com uma obra tranquila e de base harmônica invariável, escreveu uma longa peça formada de uma ária inicial, seguida de trinta variações e finalizada pela repetição da ária. Quod erat demonstrandum. A recuperação do Conde foi espantosa, tanto que ele chamava a obra de “minhas variações” e, depois de pagar o combinado a Bach, deu-lhe um presente adicional: um cálice de ouro contendo mais cem luíses, também de ouro. Era algo que só receberia um príncipe candidato à mão de uma filha encalhada.

A história da criação das variações foi tirada da biografia de Bach escrita por Johann Nikolaus Forkel:

(Quanto a essas variações), devemos agradecer ao pedido do ex-embaixador russo na corte eleitoral da Saxônia, o conde Hermann Karl von Keyserling, que frequentemente passava por Leipzig e que trouxe consigo o cravista Goldberg para receber orientações musicais de Bach. O conde tinha frequentes acometimentos de doenças e ficava noites sem dormir. Em tais ocasiões, Goldberg, que vivia em sua casa, tinha que passar a noite na antecâmara para tocar para ele durante sua insônia… Tudo porque certa vez, o conde mencionou, na presença de Bach, que ele gostaria de ter algumas obras para teclado para Goldberg executar, que deveriam ser de caráter “suave e algo vigoroso” de modo que ele pudesse ser um pouco consolado por elas em suas noites sem dormir. Bach imaginou que a melhor maneira de atender a esse desejo seria por meio de variações, cuja escrita ele considerava, até àquela data, uma tarefa ingrata devido ao fundamento harmônico repetidamente semelhante. Mesmo assim, ele produziu um único trabalho desta espécie. Daí em diante, o conde sempre as chamava de “as suas” variações. Ele nunca se cansou delas e, por um longo período, noites sem dormir significavam: ‘Caro Goldberg toque minhas variações.  para mim’. Provavelmente Bach nunca foi tão bem recompensado por um trabalho quanto foi neste. O conde o presenteou com um cálice de ouro com 100 luíses de ouro. Não obstante, mesmo que o presente tivesse sido mil vezes maior, seu valor artístico nunca teria sido pago.

O Conde tinha a seu serviço um menino de quinze anos chamado Johann Gottlieb Goldberg. Goldberg era o melhor aluno de Bach. Foi descrito como “um rapaz esquisito, melancólico e obstinado” que, ao tocar, “escolhia de propósito as peças mais difíceis”. Perfeito! Play it again, Johann Gottlieb. Goldberg era enorme e suas mãos tinham grande abertura. O menino era uma lenda como intérprete e o esperto Conde logo o contratou para acompanhá-lo não somente em sua residência em Dresden como em suas viagens a São Petersburgo, Varsóvia e Postdam. (Esqueci de dizer que o Conde Keyserling era diplomata). Bach, sabendo o intérprete que teria, não facilitou em nada. As Variações Goldberg, apesar de nada agitadas, são, para gáudio do homenageado, dificílimas. Nelas, as dificuldades técnicas e a erudição estão curiosamente associadas ao lúdico, mas podemos inverter de várias formas a frase. Dará no mesmo.

O nome da obra — Variações Goldberg, BWV 988 — é estranho, pois pela primeira vez o homenageado não é quem encomendou a obra, mas seu primeiro intérprete.

O princípio de quase toda obra de variações consiste em apresentar um tema e variá-lo. (Lembram que Elgar fez uma obra de variações sem apresentar o tema, chamando-a de Variações Enigma?). Assim, o ouvinte tem a impressão de estar ouvindo sempre algo que lhe é familiar e, ao mesmo tempo, novo. A escolha de Bach por esta forma mostrou-se adequada às pretensões do Conde. E a realização não poderia ser melhor, é uma das maiores obras disponibilizadas pela e para a humanidade pelo mais equipado dos seres humanos que habitou este planeta, J. S. Bach. O jogo criado pelo compositor irradia livre imaginação e enorme tranquilidade. A Teoria Geral das Belas-Artes, espécie de Bíblia artística goethiana de 1794, diz o seguinte sobre as Goldberg: “em cada variação, o elemento conhecido está associado, quase sem exceção, a um canto belo e fluido”. E está correto. Só esqueceu de dizer que tudo isso tinha propósito terapêutico.

As Variações Goldberg eram tidas no passado como um exercício técnico árido e aborrecido. Mas já faz quase um século que o conteúdo e a abrangência emocional da obra foi reconhecido e se tornou a peça favorita de muitos ouvintes de música erudita. As Variações são largamente executadas e gravadas.

É muito provável que o enfermo Conde concordasse com a Theorie para descrever seu prazer de ouvir aquela música, mas diria mais. Seus efeitos fizeram que Goldberg a tocasse centenas de vezes para ele. O cálice repleto de ouro significava gratidão pela diversão emocional e intelectual. Dormimos por estarmos calmos e felizes, talvez.

Não posso distribuir cálices de ouro por aí, mas talvez devesse dar alguma coisa a Andreas Staier e Pierre Hantaï, os maiores intérpretes da obra. (Por favor, neste momento não me venham com Gould; afinal, o som do cravo é fundamental e só aceito fazer a final contra o grande Gustav Leonhardt. Gould ficou lá pelas quartas-de-final).

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988 (Staier)

1 Aria 4:06
2 Variatio 1. A 1 Clav. 1:58
3 Variatio 2. A 1 Clav. 1:42
4 Variatio 3. Canone All’Unisuono. A 1 Clav. 2:32
5 Variatio 4. A 1 Clav. 0:59
6 Variatio 5. A 1 O Vero 2 Clav. 1:32
7 Variatio 6. Canone Alla Seconda. A 1 Clav. 1:10
8 Variatio 7. A 1 O Vero 2 Clav. Al Tempo di Giga 1:48
9 Variatio 8. A 2 Clav. 2:16
10 Variatio 9. Canone Alla Terza. A 1 Clav. 2:35
11 Variatio 10. Fugetta. A 1 Clav. 1:34
12 Variatio 11. A 2 Clav. 2:16
13 Variatio 12. Canone Alla Quarta. A 1 Clav. 2:27
14 Variatio 13. A 2 Clav. 4:19
15 Variatio 14. A 2 Clav. 2:27
16 Variatio 15. Canone Alla Quinta. A 1 Clav. Andante 4:37
17 Variatio 16. Ouverture. A 1 Clav. 2:43
18 Variatio 17. A 2 Clav. 1:42
19 Variatio 18. Canone Alla Sexta. A 1 Clav. 1:31
20 Variatio 19. A 1 Clav. 1:12
21 Variatio 20. A 2 Clav. 2:28
22 Variatio 21. Canone Alla Settima. A 1 Clav. 2:57
23 Variatio 22. A 1 Clav. Alla Breve 1:31
24 Variatio 23. A 2 Clav. 2:17
25 Variatio 24. Canone All’ Ottava. A 1 Clav. 2:32
26 Variatio 25. A 2 Clav. Adagio 8:05
27 Variatio 26. A 2 Clav. 2:02
28 Variatio 27. Canone Alla Nona. A 2 Clav. 1:42
29 Variatio 28. A 2 Clav. 2:16
30 Variatio 29. A 1 O Vero 2 Clav. 2:24
31 Variatio 30. Quodlibet. A 1 Clav. 2:13
32 Aria Da Capo E Fine 4:38

Andreas Staier, cravo

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Figura su fondo celeste – Felice Casorati

PQP

Ainda mais Cordas: o Bandolim (Bach – Avi Avital)

71B-IOK3IXL._SL1189_Avital dispensa apresentações, pois já passou por aqui com um belo álbum dedicado a Vivaldi e excelente repercussão (pelo menos em termos de downloads, pois, se fôssemos julgar somente pelos comentários, conforme há muito resmungamos, pensaríamos ter somente aquele fiel punhado de leitores-ouvintes). Como o compositor também as dispensa, pois é o Alfa e o Ômega de toda a Música, passo direto à gravação. Ah, e já que Sebastian não escreveu uma nota sequer para o bandolim, coube ao ótimo Avital também o afã de habilmente transcrevê-las. Talvez a Kammerakademie Potsdam esteja alguns degraus abaixo da orquestra veneziana que o acompanhou no álbum de Vivaldi, mas o risonho virtuoso israelense é tão bom que a gente não reclama.

Divirtam-se!

BACH – AVI AVITAL

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
transcrições para bandolim de Avi Avital (1978)

Concerto para cravo, orquestra de cordas e baixo contínuo no. 1 em Ré menor, BWV 1052

01 – Allegro
02 – Adagio
03 – Allegro

Concerto para cravo, orquestra de cordas e baixo contínuo no. 5 em Fá menor, BWV 1056
04 – Sem indicação de andamento
05 – Largo
06 – PrestoConcerto para violino, orquestra de cordas e baixo contínuo no. 1 em Lá menor, BWV 104107 – Sem indicação de movimento
08 – Andante
09 – Allegro assai

Avi Avital, bandolim
Kammerakademie Potsdam
Ophira Zakai, teorba
Shalev Ad-El, cravo e regência

Sonata para flauta e baixo contínuo no. 5 em Mi menor, BWV 1034

10 – Adagio ma non troppo
11 – Allegro
12 – Andante
13 – Allegro

Avi Avital, bandolim
Shalev Ad-El, cravo
Ophira Zakai, teorba
Ira Givol, violoncelo

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Flutuando no vácuo
Flutuando no vácuo

Vassily Genrikhovich

A Família das Cordas: Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Três Suítes para violoncelo solo, executadas no contrabaixo – Edgar Meyer

51lHuDMX0YLTemos trocentas gravações dessas Suítes para violoncelo em nossos porões, mas já que chegou a hora do contrabaixo em nossa minissérie, ei-las então executadas no grandalhão.

Não é qualquer um que se dispõe a tal empreitada, e Edgar Meyer, realmente, não é qualquer um. Sua técnica impecável e tremenda musicalidade resultaram numa gravação melíflua das Suítes, que soa mais delicada que muitas feitas no violoncelo (sim, Mstislav: estou olhando pra ti!)

Para esta gravação, Meyer escolheu as suítes primeira (em Sol maior), segunda (em Ré menor) e quinta (em Dó menor). A preferência pelas suítes mais meditativas e em tons menores parece justificar-se num instrumento maior e com cordas menos responsivas – e a singela Sarabande da Suíte no. 5, que Rostropovich considerava o non plus ultra da obra de Bach, soa como uma revelação. Não obstante, Meyer – que certamente confia em seu arco – intercalou-as com a radiante Suíte no. 1, que passa  tocando quase sem transposição, no registro agudo de seu instrumento e sem quaisquer dificuldades aparentes, para volta e meia chamar o baixo profundo dos registros graves, daqueles que fazem até vibrar os sisos de quem os tem.

Se Meyer gravou as demais suítes, eu desconheço. Tomara que sim.

BACH – UNACCOMPANIED CELLO SUITES
Performed on Double Bass – Edgar Meyer

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Suíte no. 2 em Ré menor, BWV 1008

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuet I-II
06 – Gigue

Suíte no. 1 em Sol maior, BWV 1007

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Menuet I-II
12 – Gigue

Suíte no. 5 em Dó menor, BWV 1011

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavotte I-II
18 – Gigue

Edgar Meyer, contrabaixo

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Camiseta, bermuda, papete - e MUITO talento.
Edgar Meyer: camiseta, bermuda, papete – e MUITO talento.

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 6 – Koopman, ABOC, Agnew, Mertens, etc.

Pensaram que eu tinha desistido, né? Pois é, estes projetos malucos demandam tempo, algo que não disponho atualmente. Assim que dá, volto a eles.

O sexto volume de nossa gravação completa das cantatas de Bach inaugura a longa série de cantatas sagradas escritas durante os anos do compositor em Leipzig. Com uma única exceção, as cantatas incluídas no presente comunicado pertencem ao primeiro ciclo anual e data de 1723/24. As Cantatas 75 e 76, com as quais o Thomaskantor recentemente instalado assumiu seu novo compromisso em abril de 1723. Elas datam, respectivamente, do final de maio e início de junho de 1723. O último dos trabalhos a serem incluídos aqui é Cantata 69, uma versão revisada do BWV 69a. Data do final da vida de seu compositor. Durante seus vinte e sete anos como Cantor e diretor de música, Bach deu sua música sacra para a Igreja de Thomaskirche e St. Nicholas de Leipzig. Inevitavelmente, uma imagem melhor só surge quando ampliamos nosso campo de visão e captamos todas as 180 cantatas sagradas que sobreviveram a seus anos em Leipzig.

O texto acima foi retirado e livremente traduzido por este que vos escreve. O booklet, para variar, segue em anexo, muito completo e descritivo, para melhor apreciação das obras.

Espero que apreciem o trabalho.

COMPACT DISC 1

“Die Himmel erzählen die Ehre Gottes” BWV 76
For the 2nd Sunday after Trinity

Erster Teil 1 Chorus: “Die Himmel erzählen die Ehre Gottes”
2 Recitative (Tenor): “So laßt sich Gott nicht unbezeuget!”
3 Aria (Soprano): “Hört, ihr Völker, Gottes Stimme”
4 Recitative (Bass): “Wer aber hört”
5 Aria (Bass): “Fahr hin, abgöttische Zunft”
6 Recitative (Alto): “Du hast uns, Herr, von allen Straßen zu dir geruft”
7 Chorale: “Es woll uns Gott genädig sein”

Zweiter Teil
8 Sinfonia Recitativo accompagnato (Bass): “Gott segne noch die treue Schar”
10 Aria (Tenor): “Hasse nur, hasse mich recht”
11 Recitative (Alto): “Ich fühle schon im Geist”
12 Aria (Alto): “Liebt, ihr Christen, in der Tat”
13 Recitative (Tenor): “So soll die Christenheit die Liebe Gottes preisen”
14 Chorale: “Es danke, Gott, und lobe dich”

“Die Elenden sollen essen” BWV 75
For the 1st Sunday after Trinity

Erster Teil
15 Chorus: “Die Elenden sollen essen”
16 Recitativo accompagnato (Bass): “Was hilft des Purpurs Majestät”
17 Aria (Tenor): “Mein Jesus soll mein alles sein”
18 Recitative (Tenor): “Gott stürzet und erhöhet in Zeit und Ewigkeit!”
19 Aria (Soprano): “Ich nehme mein Leiden mit Freuden auf mich”
20 Recitative (Soprano): “Indes schenkt Gott ein gut Gewissen”
21 Chorale: “Was Gott tut, das ist wohlgetan”

Zweiter Teil
22 Sinfonia
23 Recitative (Alto): “Nur eines kränkt ein christliches Gemute”
24 Aria (Alto): “Jesus macht mich geistlich reich”
25 Recitative (Bass): “Wer nur in Jesu bleibt”
26 Aria (Bass): “Mein Herze glaubt und liebt”
27 Recitative (Tenor): “O Armut, der kein Reichtum gleicht!”
28 Chorale: “Was Gott tut, das ist wohlgetan”

COMPACT DISC 2

“Singet dem Herrn ein neues Lied” BWV 190
For the Feast of the Circumcision

1 Chorus: “Singet dem Herrn ein neues Lied”
2 Chorale & recitative (Alto, Tenor, Bass): “Herr Gott, dich loben wir!”
3 Aria (Alto): “Lobe, Zion, deinen Gott”
4 Recitative (Bass): “Es wünsche sich die Welt”
5 Aria (Duet Tenor, Bass): “Jesus soll mein alles sein”
6 Recitative (Tenor): “Nun, Jesus gebe, daß mit dem neuen Jahr”
7 Chorale: “Laß uns das Jahr vollbringen”

“Siehe zu, daß deine Gottesfurcht nicht Heuchelei sei” BWV 179
For the 11th Sunday after Trinity

8 Chorus: “Siehe zu, daß deine Gottesfurcht nicht Heuchelei sei”
9 Recitative (Tenor): “Das heutge Christentum”
10 Aria (Tenor): “Falscher Heuchler Ebenbild”
11 Recitative (Bass): “Wer so von innen wie von außen ist”
12 Aria (Soprano): “Liebster Gott, erbarme dich”
13 Chorale: “Ich armer Mensch, ich armer Sünder”

“Wer mich liebet, der wird mein Wort halten” BWV 59
For Whit Sunday

14 Duet (Soprano, Bass): “Wer mich liebet, der wird mein Wort halten”
15 Recitative (Soprano): “O, was sind das vor Ehren”
16 Chorale: “Komm, Heiliger Geist, Herre Gott”
17 Aria (Bass): “Die Welt mit allen Königreichen”
18 Chorale: “Gott, heiiger Geist”

“Lobe den Herrn, meine Seele” BWV 69
For the Leipzig town council inauguration

19 Chorus: “Lobe den Herrn, meine Seele”
20 Recitative (Soprano): “Wie groß ist Gottes Güte doch!”
21 Aria (Alto): “Meine Seele, auf! erzähle”
22 Recitative (Tenor): “Der Herr hat große Ding an uns getan”
23 Aria (Bass): “Mein Erlöser und Erhalter”
24 Chorale: “Es danke, Gott, und lobe dich”

COMPACT DISC 3

“Nun ist das Heil und die Kraft” BWV 50
For the feast of St Michael

1 Chorus: “Nun ist das Heil und die Kraft”

“Ärgre dich, o Seele, nicht” BWV 186
For the 7th Sunday after Trinity

Erster Teil
2 Chorus: “Ärgre dich, o Seele, nicht”
3 Recitative (Bass): “Die Knechtsgestalt, die Not, der Mangel”
4 Aria (Bass): “Bist du, der mir helfen soll”
5 Recitative (Tenor): “Ach, daß ein Christ so sehr vor seinen Körper sorgt”
6 Aria (Tenor): “Mein Heiland läßt sich merken”
7 Chorale: “Ob sichs anließ, als wollt er nicht”

Zweiter Teil

8 Recitative (Bass): “Es ist die Welt die große Wüstenei”
9 Aria (Soprano): “Die Armen will der Herr umarmen”
10 Recitative (Alto): “Nun mag die Welt mit ihrer Lust vergehen”
11 Aria (Duet Soprano, Alto): “Laß, Seele, kein Leiden von Jesu dich scheiden”
12 Chorale: “Die Hoffnung wart’ der rechten Zeit”

“Du Hirte Israel, höre” BWV 104
For the second Sunday after Easter

13 Chorus: “Du Hirte Israel, höre!”
14 Recitative (Tenor): “Der höchste Hirte sorgt vor mich”
15 Aria (Tenor): “Verbirgt mein Hirte sich zu lange”
16 Recitative (Bass): “Ja, dieses Wort ist meiner Seele Speise”
17 Aria (Bass): “Beglückte Herde, Jesu Schafe”
18 Chorale: “Der Herr ist mein getreuer Hirt”

“Lobe den Herrn, meine Seele” BWV 69a
For the 12th Sunday after Trinity

19 Chorus: “Lobe den Herrn, meine Seele”
20 Recitative (Soprano): “Ach, daß ich tausend Zungen hätte”
21 Aria (Tenor): “Meine Seele, auf, erzähle”
22 Recitative (Alto): “Gedenk ich nur zurück”
23 Aria (Bass): “Mein Erlöser und Erhalter” (see no. 69)
24 Chorale: “Was Gott tut, das ist wohlgetan”

“Nun ist das Heil und die Kraft” BWV 50
For the feast of St Michael

25 Chorus: “Nun ist das Heil und die Kraft”

RUTH ZIESAK soprano
ELISABETH VON MAGNUS alto P
PAUL AGNEW tenor
KLAUS MERTENS bass

THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 16, 98 & 139

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 16, 98 & 139

Um excelente disco, magnificamente interpretado por Gardiner e sua turma de usual suspects. As cantatas constituem importante parte da produção de Bach, mas apenas nas últimas décadas sua importância vem sendo reconhecida. Esquecidas quase por completo no século XIX, até meados do século XX somente um pequeno número delas havia sido estudado em detalhe, situação que vem mudando diante do rápido crescimento dos estudos bachianos. A maior parte delas é sacra, compostas em Weimar e principalmente Leipzig, mas ele cultivou o gênero ao longo de quase toda a sua carreira. Muitas foram perdidas por descuido do filho Wilhelm; de acordo com o obituário de Carl Philipp ele compôs cinco ciclos completos para o ano eclesiástico, fora as cantatas profanas, o que representaria mais de 350 obras, mas ainda sobrevivem 194 composições neste gênero (sacro), somando um total de mais de 1.200 movimentos individuais. As de sua fase inicial são compostas segundo o modelo alemão do século XVII, sem recitativos ou árias da capo, elementos de origem operística italiana que só aparecem em suas obras maduras. Mais tarde se consolidou um formato italianizado, com uma abertura mais elaborada com coro, seguida de uma alternância de cinco ou seis árias da capo e recitativos para voz solo, encerrando com uma harmonização coral simples homofônica a quatro vozes, quando a congregação possivelmente se unia ao coro, mas mesmo aqui são encontradas muitas outras soluções técnicas e formais, incluindo fugas, cânones, variações sobre um ostinato, formas concertantes, influência da abertura francesa e do antigo moteto, além de se valerem de uma ampla gama de forças instrumentais. Nas palavras de Buelow,

“Nada é mais difícil de definir ou explicar que o estilo vocal de Bach. É claro, contudo, que o cerne de seu estilo reside no seu compromisso de ilustrar expressivamente os textos, as palavras individuais desses textos, e os afetos que veiculam. Suas linhas vocais raramente são apenas líricas, e não guardam a menor semelhança com o estilo cantabile dos italianos. Quase sempre são altamente dramáticas e amiúde cheias de complexos motivos rítmicos, com um desenho anguloso de saltos amplos. Passagens melismáticas, algumas de enorme extensão, ocorrem às vezes para emprestar mais ênfase retórica ou para simbolizar determinada palavra, mas noutras ocasiões são parte integral do desenvolvimento melódico”.

As cantatas sacras são peças de ocasião, e por regra eram ouvidas apenas uma única vez. Obras muito elaboradas artisticamente, o que o ouvinte não conseguia entender em termos estéticos, como disse Chafe, era compensado por seu conhecimento de uma rede de intenções que ligavam a experiência religiosa de cada um ao seu contexto cultural e religioso maior. A principal dentre essas intenções era apresentar o caráter dinâmico da experiência religiosa num programa didático sequencial de afetos e formas com que o ouvinte comum pudesse se identificar, criando uma ponte entre as Escrituras e a fé, à luz, naturalmente, da tradição hermenêutica fundada por Lutero. Para conseguir esse objetivo, além do conteúdo explícito dos textos, Bach recorria a um rico repertório de elementos puramente musicais para ilustrar e enfatizar o texto, elementos que por sua vez estavam associados a uma série de convenções simbólicas e alegóricas então de domínio público, um procedimento típico do Barroco em geral, no caso aplicado aos propósitos do Protestantismo.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 16, 98 & 139

“Was Gott Tut, Das Ist Wohlgetan” (BWV 98), Cantata For The 21st Sunday After Trinity
1 1. Chorus: Was Gott Tut, Das Ist Wohlgetan 3:56
2 2. Recitative (Tenor): Ach Gott! Wann Wirst Du Mich Einmal 0:53
3 3. Aria (Soprano): Hört, Ihr Augen, Auf Zu Weinen 3:18
4 4. Recitative (Countertenor): Gott Hat Ein Herz 0:55
5 5. Aria (Bass): Meinen Jesum Lass Ich Nicht 3:51
“Wohl Dem, Der Sich Auf Seinen Gott” (BWV 139), Cantata For The 23rd Sunday After Trinity
6 1. Chorus: Wohl Dem, Der Sich Auf Seinen Gott 4:58
7 2. Aria (Tenor): Gott Ist Mein Freund; Was Hilft Das Toben 5:03
8 3. Recitative (Countertenor): Der Heiland Sendet Ja Die Seinen 0:35
9 4. Aria (Bass): Das Unglück Schlägt Auf Allen Seiten 4:37
10 5. Recitative (Soprano): Ja, Trag Ich Gleich Den Grössten Feind In Mir 0:40
11 6. Chorale: Dahero Trotz Der Höllen Heer 0:47
“Herr Gott, Dich Loben Wir” (BWV 16), Cantata For New Year’s Day (Feast Of The Circumcision)
12 1. Chorus: Herr Gott, Dich Loben Wir 1:37
13 2. Recitative (Bass): So Stimmen Wir Bei Dieser Frohen Zeit 1:08
14 3. Aria (Chorus, Bass): Lasst Uns Jauchzen, Lasst Uns Freuen / Krönt Und Segnet Seine Hand 3:30
15 4. Recitative (Countertenor): Ach, Treuer Hort, Beschütz Auch Fernerhin Dein Wertes Wort 1:17
16 5. Aria (Tenor): Geliebter Jesu, Nur Du Allein 7:24
17 6. Chorale: All Solch Dein Güt Wir Preisen 1:01

Alto Vocals [Choir] – Angus Davidson (2), Charles Humphries, Richard Wyn Roberts*
Bass Vocals [Choir] – Julian Clarkson, Robert Macdonald, Simon Oberst
Bass Vocals [Soloist] – Gotthold Schwarz
Bassoon – Alastair Mitchell
Cello – Catherine Rimer, Ruth Alford
Choir – The Monteverdi Choir
Conductor – John Eliot Gardiner
Cornett – Michael Harrison (4)
Countertenor Vocals [Soloist] – Derek Lee Ragin
Double Bass – Judith Evans
Harpsichord – Gary Cooper (2)
Horn [Corno Da Caccia] – Mark Bennett (2)
Oboe – James Eastaway, Michael Niesemann
Oboe [Da Caccia] – Katharina Arfken
Orchestra – The English Baroque Soloists
Organ – Alastair Ross
Soprano Vocals [Choir] – Constanze Backes, Donna Deam, Nicola Jenkin, Suzanne Flowers
Soprano Vocals [Soloist] – Katharine Fuge
Tenor Vocals [Choir] – Gerard O’Beirne, Paul Tindall, Simon Davies (3)
Tenor Vocals [Soloist] – Julian Podger
Viola – Lisa Cochrane, Rosemary Nalden
Violin [1st] – Anne Schumann, Peter Lissauer, Sarah Bealby-Wright
Violin [2nd] – Adrian Butterfield, Henrietta Wayne, Kati Debretzeni
Violin, Concertmistress – Maya Homburger

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Jan Steen (1626-1679):

PQP

A Quatro Mãos: Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Concertos de Brandenburg, transcritos por Max Reger – Duo Trenkner-Speidel

71VOELnAbpL._SL1050_“Oh, céus!”, dirão vocês, “depois de nos entupir de Glenn Gould, o cara vem trazer os sacrossantos CONCERTOS DE BRANDENBURG numa REDUÇÃO para PIANO a QUATRO MÃOS”?

Sim, pessoal – mas deponham as pedras, por favor: eu me explico!

Houve um tempo em que não havia PQP Bach, nem música online, tampouco internet, que se dirá então de gravações digitais: esse era o tempo de Max Reger (1873-1916), e nele só havia gravações muito precárias e caríssimas. Uma das poucas alternativas que restavam aos melômanos que desejassem escutar em sua casa a música orquestral de grandes mestres era manter em suas salas um piano e comprar arranjos de obras orquestrais para serem tocadas nele. Reger, que já tinha feito transcrições pianísticas brilhantes de obras de J. S. Bach para o órgão, tivera sucesso também transcrevendo as Suítes para orquestra do grande mestre para piano a quatro mãos. Quando o editor pediu-lhe para transcrever os Concertos de Brandenburg, sua primeira resposta foi um rotundo “não” que, depois de muita hesitação, virou um “talvez” que nunca o convenceu completamente. Sua correspondência dá conta com muitos detalhes das dificuldades que encontrou na abordagem dessas mais perfeitas entre todas as obras, e em particular de como achava difícil fazer uma “redução” de partituras em que cada nota parecia essencial. O maior desafio, naturalmente, foi o Concerto no. 5, que contém uma parte muito elaborada e difícil para o cravo. A solução que Reger encontrou foi preservar tanto quanto possível as partes do concertino (grupo de solistas) e podar o que fosse necessário do ripieno (o restante do conjunto instrumental). Quando as transcrições foram publicadas, seu autor foi ferozmente desgraçado pelos críticos, e seus gritos de ódio ecoam até hoje, mais de um século depois.

Escutando esta interpretação do duo Trenkner-Speidel, não consigo deixar de aplaudir (diriam nossos vizinhos platinos) los huevos e a habilidade do transcritor. A perda de colorido, claro, é inevitável e inerente à transcrição. No entanto, a competência de Reger traz oportunidades de apreciar o incomparável gênio contrapontístico de Bach duma perspectiva inteiramente diferente. Antes de catarem pedras no chão e se juntarem à claque dos críticos, ouçam-nas e tirem suas próprias conclusões.

JOHANN SEBASTIAN BACH – BRANDENBURGISCHE KONZERTE BWV 1046-51
Für Pianoforte zu 4 Händen bearbeitet von Max Reger

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
arranjo de Max REGER (1873-1916)

Concertos de Brandenburg, BWV 1046-1051, em redução para piano a quatro mãos

CD1

Concerto no. 1 em Fá maior, BWV 1046
01 – Allegro
02 – Adagio
03 – Allegro
04 – Menuetto – Polacca

Concerto no. 2 em Fá maior, BWV 1047
05 – Allegro
06 – Andante
07 – Allegro Assai

Concerto no. 3 em Sol maior, BWV 1048
08 – Allegro con spirito
09 – Allegro

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CD 2

Concerto no. 4 em Sol maior, BWV 1049
01 – Allegro
02 – Andante
03 – Presto

Concerto no. 5 em Ré maior, BWV 1050
04 – Allegro
05 – Affettuoso
06 – Allegro

Concerto no. 6 em Si bemol maior, BWV 1051
07 – Allegro non tanto
08 – Adagio ma non tanto
09 – Allegro

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Duo Trenkner-Speidel
Evelinde Trenkner e Sontraud Speidel, piano

Causa mortis: overdose de bramidos de ódio

 

 

Vassily Genrikhovich

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Violoncelo Solo

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Violoncelo Solo

Esta versão das Suítes para Violoncelo Solo de Bach, por Roel Dieltiens, não chega ao nível altíssimo das gravações de Cocset, Pandolfo ou Bylsma, mas é muito boa e consistente. As Suítes foram provavelmente compostas durante o período de 1717-1723, quando Bach serviu como Kapellmeister em Köthen. Devido às dificuldades técnicas das obras, elas foram pouco conhecidas e raramente executadas até serem revividas e gravadas por Pablo Casals no início do século 20. Hoje são consideradas dentre as maiores realizações de Bach. Diferentemente das sonatas para violino solo de Bach, nenhum manuscrito autógrafo sobreviveu. Os estudiosos acreditam que Bach pretendia que as obras fossem consideradas um ciclo e não uma série arbitrária de peças. Comparadas às outras coleções de suítes de Bach, as suítes para violoncelo são as mais rigorosas na ordem de seus movimentos. Além disso, para obter uma arquitetura simétrica, Bach inseriu movimentos intermezzi aos pares entre as sarabandas e as gigas.

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Violoncelo Solo

Suite Nº 2 In D-Minor (BWV 1008)
1-1 Prélude 2:28
1-2 Allemande 3:16
1-3 Courante 1:50
1-4 Sarabande 4:55
1-5 Menuet I 1:41
1-6 Menuet II 1:17
1-7 Menuet I 0:40
1-8 Gigue 2:36

Suite Nº 3 In C-Major (BWV 1009)
1-9 Prélude 2:32
1-10 Allemande 3:54
1-11 Courante 3:50
1-12 Sarabande 4:13
1-13 Bourrée I 1:41
1-14 Bourrée II 1:44
1-15 Bourrée I 0:52
1-16 Gigue 3:33

Suite Nº 6 In D-Major (BWV 1012)
1-17 Prélude 4:23
1-18 Allemande 6:51
1-19 Courante 3:34
1-20 Sarabande 4:34
1-21 Gavotte I 1:44
1-22 Gavotte II 1:43
1-23 Gavotte I 0:56
1-24 Gigue 4:05

Suite Nº 4 In E Flat Major (BWV 1010)
2-1 Prélude 4:19
2-2 Allemande 4:39
2-3 Courante 3:39
2-4 Sarabande 4:12
2-5 Bourrée I 2:34
2-6 Bourrée II 0:42
2-7 Bourrée I 1:19
2-8 Gigue 2:36

Suite Nº 1 In G-Major (BWV 1007)
2-9 Prélude 1:53
2-10 Allemande 5:01
2-11 Courante 2:38
2-12 Sarabande 2:47
2-13 Menuet I 1:24
2-14 Menuet II 1:24
2-15 Menuet I 0:45
2-16 Gigue 1:47

Suite Nº 5 In C Minor (BWV 1011)
2-17 Prélude 5:18
2-18 Allemande 6:27
2-19 Courante 2:20
2-20 Sarabande 4:25
2-21 Gavotte I 2:32
2-22 Gavotte II 1:29
2-23 Gavotte I 1:19
2-24 Gigue 2:37

Cello – Roel Dieltiens

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Violoncelo sobre cadeira rosa | Pintura de Ricard J. Tovar

PQP

John Williams Plays Bach – John Williams, ASMF

Antes de começar, talvez seja preciso explicar que esse John Williams aqui não é aquele compositor de filmes de Holywood, autor de trilhas sonoras de filmes como ‘Indiana Jones’. Esse aqui é australiano, e é um dos maiores violonistas de todos os tempos. Sua histórica gravação do ‘Concierto de Aranjuez’ com o mítico maestro Eugene Ormandy foi a minha introdução à música clássica, lá quando eu tinha meus cinco ou seis anos de idade, e continua sendo minha gravação favorita desse concerto, coincidentemente realizada no ano de meu nascimento, em 1965.
Mas John Williams gravou muito mais depois disso, talvez mais de cem discos, dos mais variados compositores, incluindo aquele nosso maior compositor, cujo nome não podemos nem mencionar aqui no PQPBach.
Estou trazendo para os senhores hoje um conjunto de quatro CDs, todos dedicados a Bach. Suítes, prelúdios, fugas,  transcrições para violão do segundo concerto para violino, além das suítes francesas, inglesas, entre outras peças. Em todas elas, o talento e virtuosismo de Williams nos proporciona momentos de absoluto deleite. É realmente para se ouvir de joelhos, e agradecer que temos a oportunidade de ouvir isso. Uma overdose de Bach …

Espero que apreciem.

CD 1

1.01.Lute Suite in E Minor, BWV 996 (Arr. J. Williams for Guitar) I. Passaggio-Presto
1.02.Lute Suite in E Minor, BWV 996 (Arr. J. Williams for Guitar) II. Allemande
1.03.Lute Suite in E Minor, BWV 996 (Arr. J. Williams for Guitar) III. Courante
1.04.Lute Suite in E Minor, BWV 996 (Arr. J. Williams for Guitar) IV. Sarabande
1.05.Lute Suite in E Minor, BWV 996 (Arr. J. Williams for Guitar) V. Bourrée
1.06.Lute Suite in E Minor, BWV 996 (Arr. J. Williams for Guitar) VI. Gigue
1.07. Prelude, Fugue and Allegro in E-Flat Major, BWV 998 I. Prelude
1.08. Prelude, Fugue and Allegro in E-Flat Major, BWV 998 II. Fugue
1.09. Prelude, Fugue and Allegro in E-Flat Major, BWV 998 III. Allegro
1.10. Lute Suite No. 2 in C Minor, BWV 997 I. Preludio
1.11. Lute Suite No. 2 in C Minor, BWV 997 II. Fuga
1.12. Lute Suite No. 2 in C Minor, BWV 997 III. Sarabande
1.13. Lute Suite No. 2 in C Minor, BWV 997 IV. Gigue
1.14. Lute Suite No. 2 in C Minor, BWV 997 V. Double

CD 2

2.01. Lute Suite in G Minor, BWV 995 (Arr. J. Williams for Guitar) I. Prelude-Presto
2.02. Lute Suite in G Minor, BWV 995 (Arr. J. Williams for Guitar) II. Allemande
2.03. Lute Suite in G Minor, BWV 995 (Arr. J. Williams for Guitar) III. Courante
2.04. Lute Suite in G Minor, BWV 995 (Arr. J. Williams for Guitar) IV. Sarabande
2.05. Lute Suite in G Minor, BWV 995 (Arr. J. Williams for Guitar) V. Gavottes I & II
2.06. Lute Suite in G Minor, BWV 995 (Arr. J. Williams for Guitar) VI. Gigue
2.07. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a I. Prélude
2.08. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a II. Loure
2.09. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a III. Gavotte en Rondeau
2.10. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a IV. Menuetts I & II
2.11. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a V. Bourrée
2.12. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a VI. Gigue
2.13. Prelude in C Minor, BWV 999 (Arr. J. Williams for Guitar)
2.14. Fugue in G Minor, BWV 1000 (Arr. J. Williams for Guitar)

CD 3

3.01. Violin Concerto in E Major, BWV 1042 (Arranged by John Williams for Guitar and Orchestra) I. Allegro
3.02. Violin Concerto in E Major, BWV 1042 (Arranged by John Williams for Guitar and Orchestra) II. Adagio
3.03. Violin Concerto in E Major, BWV 1042 (Arranged by John Williams for Guitar and Orchestra) III. Allegro assai
3.04. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003 III. Andante (Arranged by John Williams for Guitar)
3.05. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004 V. Chaconne (Transcribed for Guitar by John Williams)
3.06. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1004 I. Prelude
3.07. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1004 II. Loure
3.08. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1004 III. Gavotte
3.09. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1004 IV & V Menuetts I and II
3.10. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1004 VI. Bourrée
3.11. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1004 VII. Gigue
3.12. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 I. Prélude (Transcribed for Guitar by John Williams)
3.13. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 Bourrée I & II (Transcribed for Guitar by John Williams)
3.14. Prelude, Fugue and Allegro in E-Flat Major, BWV 998 I. Präludium
3.15. Prelude, Fugue and Allegro in E-Flat Major, BWV 998 II. Fuge
3.16. Prelude, Fugue and Allegro in E-Flat Major, BWV 998 III. Allegro

CD 4

4.01. Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 140 I. Chorale (Transcribed for Guitar and Organ)
4.02. Fugue in G Major, BWV 577 Gigue (Transcribed for Guitar and Organ)
4.03. Violin Sonata No. 4 in C Minor, BWV 1017 III. Adagio (Transcribed for Guitar and Organ)
4.04. Trio Sonata No. 6 in G Major, BWV 530 (Transcribed for Guitar and Organ) I. Vivace
4.05. Trio Sonata No. 6 in G Major, BWV 530 (Transcribed for Guitar and Organ) II. Lento
4.06. Trio Sonata No. 6 in G Major, BWV 530 (Transcribed for Guitar and Organ) III. Allegro
4.07. Italian Concerto in F Major, BWV 971 I.-(Transcribed for Guitar and Organ)
4.08. Pastorale in F Major, BWV 590 III. Adagio (Transcribed for Guitar and Organ)
4.09. Trio in G Major, BWV 10274a (Transcribed for Guitar and Organ)
4.10. French Suite No. 6 in E Major, BWV 817 I. Allemande (Transcribed for Guitar and Organ)
4.11. English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807 VI. Bourrée II (Transcribed for Guitar and Organ)
4.12. English Suite No. 3 in G Minor, BWV 808 Gavotte I & II (Transcribed for Guitar and Organ by John Williams)
4.13. French Suite No. 5 in G Major, BWV 816 VII. Gigue (Transcribed for Guitar and Organ by John Williams)

John Williams – Violão
Academy of St. Martin in the Fields

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD  HERE

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD  HERE

CD 3 BAIXE AQUI – DOWNLOAD  HERE

CD 4 BAIXE AQUI – DOWNLOAD  HERE

O mestre em ação

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Sonatas for Violin & Harpsichord – Pine, Vinikour

Rachel Barton Pine é uma violinista norte americana, nascida em Chicago, e uma das grandes intérpretes de Bach da atualidade. Este CD é uma prova do que vos falo. Foi lançado no final do ano passado, e recebeu muitos elogios. Por um daqueles esquecimentos inexplicáveis, ainda não havia sido postado. Pelo menos não até hoje.

Disc 1 (40:59)
1. Sonata for Violin & Keyboard No. 1 in B Minor, BWV 1014: I. Adagio (04:10)
2. Sonata for Violin & Keyboard No. 1 in B Minor, BWV 1014: II. Allegro (02:46)
3. Sonata for Violin & Keyboard No. 1 in B Minor, BWV 1014: III. Andante (02:59)
4. Sonata for Violin & Keyboard No. 1 in B Minor, BWV 1014: IV. Allegro (03:08)
5. Sonata for Violin & Keyboard No. 2 in A Major, BWV 1015: I. Dolce (02:58)
6. Sonata for Violin & Keyboard No. 2 in A Major, BWV 1015: II. Allegro (02:58)
7. Sonata for Violin & Keyboard No. 2 in A Major, BWV 1015: III. Andante un poco (02:57)
8. Sonata for Violin & Keyboard No. 2 in A Major, BWV 1015: IV. Presto (04:04)
9. Sonata for Violin & Keyboard No. 3 in E Major, BWV 1016: I. (Adagio) (04:07)
10. Sonata for Violin & Keyboard No. 3 in E Major, BWV 1016: II. (Allegro) (02:39)
11. Sonata for Violin & Keyboard No. 3 in E Major, BWV 1016: III. Adagio ma non tanto (04:38)
12. Sonata for Violin & Keyboard No. 3 in E Major, BWV 1016: IV. Allegro (03:35)

Disc 2 (58:25)

1. Sonata for Violin & Keyboard No. 4 in C Minor, BWV 1017: I. SiciliaNo. Largo (04:37)
2. Sonata for Violin & Keyboard No. 4 in C Minor, BWV 1017: II. Allegro (04:18)
3. Sonata for Violin & Keyboard No. 4 in C Minor, BWV 1017: III. Adagio (03:22)
4. Sonata for Violin & Keyboard No. 4 in C Minor, BWV 1017: IV. Allegro (04:20)
5. Sonata for Violin & Keyboard No. 5 in F Minor, BWV 1018: I. Largo (07:41)
6. Sonata for Violin & Keyboard No. 5 in F Minor, BWV 1018: II. Allegro (04:10)
7. Sonata for Violin & Keyboard No. 5 in F Minor, BWV 1018: III. Adagio (04:20)
8. Sonata for Violin & Keyboard No. 5 in F Minor, BWV 1018: IV. Vivace (02:33)
9. Sonata for Violin & Keyboard No. 6 in G Major, BWV 1019: I. Allegro (03:07)
10.Sonata for Violin & Keyboard No. 6 in G Major, BWV 1019: II. Largo (01:31)
11. Sonata for Violin & Keyboard No. 6 in G Major, BWV 1019: III. Allegro (Cembalo solo) (04:07)
12. Sonata for Violin & Keyboard No. 6 in G Major, BWV 1019: IV. Adagio (02:46)
13. Sonata for Violin & Keyboard No. 6 in G Major, BWV 1019: V. Allegro (03:11)
14. Sonata for Violin & Keyboard No. 6 in G Major, BWV 1019a: I. Cantabile, ma un poco adagio (08:22)

Rachel Barton Pine – Violin
Jory Vinikour – Harpsichord

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Como não se encantar com estes lindos olhos azuis de Rachel Barton Pine?

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Lembram daquela série interminável de discos da Philips — lançados nos anos 70 e 80 — que eram seleções malucas de clássicos e que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Händel podia vir antes de um trecho de Rhapsody in Blue, o qual era seguido pela Abertura 1812 e pela chamada Ária na Corda Sol (mentira, corda sol coisa nenhuma) de Bach, por exemplo. Salada semelhante é servida por Khatia Buniatishvili neste CD. Mas o importante é faturar enquanto a beleza não abandona a pianista. Ela tem alguns anos de sucesso ainda. Como habitualmente, neste disco ela é muita emoção e languidez — principalmente a última –, acompanhada de um talento que não precisaria ter registros gravados. Temos tanta gente melhor! Depois deste disco altamente suspeito, ela sucumbe aqui. Só a aparência não basta. Afinal, ouvimos o CD. Vocês sabem que eu amo as belas musicistas, mas tudo tem limite.

O volume 1 da numerosa série

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

1 Johann Sebastian Bach: Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd, BWV 208: IX. Schafe können sicher weiden (Arr. for Piano)
2 Pyotr Ilyich Tchaikovsky: The Seasons, Op. 37b: X. October (Autumn Song)
3 Felix Mendelssohn-Bartholdy: Lied ohne Worte in F-Sharp Minor, Op. 67/2
4 Claude Debussy: Suite Bergamasque, L. 75: III. Clair de lune
5 Giya Kancheli: Tune from the Film by Lana Gogoberidze: When Almonds Blossomed
6 György Ligeti: Musica ricercata No. 7 in B-Flat Major
7 Johannes Brahms: Intermezzo in B-Flat Minor, Op. 117/2
8 Franz Liszt: Wiegenlied, S. 198
9 Antonín Dvorák: Slavonic Dance for Four Hands in E Minor, Op. 72/2: Dumka (Allegretto grazioso)
10 Maurice Ravel: Pavane pour une infante défunte in G Major, M. 19
11 Frédéric Chopin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 25/7
12 Alexander Scriabin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 2/1
13 Domenico Scarlatti: Sonata in E Major, K. 380
14 Edvard Grieg: Lyric Piece in E Minor, Op. 57/6: Homesickness
15 Traditional: Vagiorko mai / Don’t You Love Me?
16 Wilhelm Kempff: Suite in B-Flat Major, HWV 434: IV. Menuet
17 Arvo Pärt: Für Alina in B Minor

Khatia Buniatishvili, piano

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Desculpe, Khatia, não rolou.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Concertos de Brandenburg – Pinnock

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Concertos de Brandenburg – Pinnock
O link acima leva para uma caixa com bem mais do que os Concertos de Brandenburg. A edição em que baseei esta postagem está aparentemente esgotada.
O link acima leva para uma caixa com bem mais do que os Concertos de Brandenburg. A edição em que baseei esta postagem está aparentemente esgotada.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM 28/7/2015

Seis Concertos
Com diversos Instrumentos
Dedicados
À Sua Alteza Real
Senhor
Christian Ludwig
Margrave de Brandenburg & c. & c. & c.,
por Seu mui humilde & mui obediente Servo
Johann Sebastian Bach
Mestre de Capela de Sua Alteza Real O
príncipe reinante d’Anhalt-Cöthen

Meu Senhor

Como tive, há poucos anos, a felicidade de me fazer escutar junto à Vossa Alteza Real, em virtude de suas ordens, e como eu então percebi que Vossa Alteza teve algum deleite com os pequenos talentos que o Firmamento me concedeu para a Música; e, quando a me retirar da presença de Vossa Alteza Real, Ela houve por bem me fazer a honra de me mandar o envio a Vossa Alteza de algumas peças de minha composição; eu, de acordo com as mais graciosas ordens de Vossa Alteza, tomei a liberdade de cumprir meus humílimos deveres para com Vossa Alteza Real com os presentes Concertos, que arranjei a diversos Instrumentos; rogando mui humildemente que não julgue sua imperfeição ao rigor do gosto fino e delicado que todos sabem que Vossa Alteza tem pelas obras musicais, mas de ter sobretudo em Benigna consideração o profundo respeito, e a mais humilde obediência que eu tento demonstrar a Vossa Alteza (…)

Senhor
De Vossa Alteza Real
O mais humilde e mais obediente servo
Johann Sebastian Bach. Cöthen, 24 mar 1721

O Margrave, aparentemente, se lixou para a oferta de Bach, que, mesmo com toda a rasgação de seda, não conseguiu trabalhar em sua corte. As partituras dos Concertos empoeiraram nas estantes de Sua Alteza Real, de onde sairiam vendidas como papel velho por alguns poucos centavos.

Mas isso não importa.

Não fossem os “pequenos talentos” concedidos pelo Firmamento ao “mui humilde servo” Johann Sebastian Bach, o mundo provavelmente não se lixaria para o nome do tal Christian Ludwig.

Os nobres perecem.

BACH VIVE.

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

OS CONCERTOS DE BRANDENBURG, BWV 1046-1051

THE ENGLISH CONCERT
TREVOR PINNOCK, regência

CD 1

01 – Concerto de Brandenburg no. 1 em Fá maior, BWV 1046 – [sem indicação de tempo]
02 – Concerto de Brandenburg no. 1 em Fá maior, BWV 1046 – Adagio
03 – Concerto de Brandenburg no. 1 em Fá maior, BWV 1046 – Allegro
04 – Concerto de Brandenburg no. 1 em Fá maior, BWV 1046 – Menuetto – Trio I – Polacca – Trio II
05 – Concerto de Brandenburg no. 2 em Fá maior, BWV 1047 – [sem indicação de tempo]
06 – Concerto de Brandenburg no. 2 em Fá maior, BWV 1047 – Andante
07 – Concerto de Brandenburg no. 2 em Fá maior, BWV 1047 – Allegro assai
08 – Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048 – [sem indicação de tempo]
09 – Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048 – Adagio
10 – Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048 – Allegro

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CD 2

01 – Concerto de Brandenburg no. 4 em Sol maior, BWV 1049 – Allegro
02 – Concerto de Brandenburg no. 4 em Sol maior, BWV 1049 – Andante
03 – Concerto de Brandenburg no. 4 em Sol maior, BWV 1049 – Presto
04 – Concerto de Brandenburg no. 5 em Ré maior, BWV 1050 – Allegro
05 – Concerto de Brandenburg no. 5 em Ré maior, BWV 1050 – Affettuoso
06 – Concerto de Brandenburg no. 5 em Ré maior, BWV 1050 – Allegro
07 – Concerto de Brandenburg no. 6 em Si bemol maior, BWV 1051 – [sem indicação de tempo]
08 – Concerto de Brandenburg no. 6 em Si bemol maior, BWV 1051 – Adagio ma non tanto
09 – Concerto de Brandenburg no. 6 em Si bemol maior, BWV 1051 – Allegro

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O fac-símile da dedicatória dos Concertos de Brandenburg, i.e., a rasgação de seda que traduzi livremente mais acima
O fac-símile da dedicatória dos Concertos de Brandenburg, i.e., a rasgação de seda que traduzi livremente mais acima

Homenagem a Johann Sebastian Bach, o maior gênio criador que já habitou este planeta, postada originalmente em 28/7/2015 – ducentésimo sexagésimo quinto aniversário de seu falecimento.

Vassily

A Família das Cordas: Playing for the World – The New Violin Family

newviolinfamilyPois a história de Grigoriy Sedukh e seus violinos miúdos não parou em sua gravação que apresentamos ontem: esses instrumentos são apenas três duma série de oito, concebidos e confeccionados pela luthier Carleen Hutchins para reproduzir, em diferentes tamanhos, as qualidades sônicas do violino.

A luthier buscava criar um conjunto de instrumentos, ao estilo dos consorts de violas do século XVII, que tivessem características sonoras homogêneas, baseadas no violino. Seu trabalho, que envolveu colaboração com físicos, resultou num octeto de instrumentos que vão do sopranino ao contrabaixo, mas que são, essencialmente, violinos.

octet horizontal

Um desses instrumentos, o violino contralto, foi usado por Yo Yo Ma para tocar o Concerto para viola de Bartók, com recepção mista. Alguns saudaram o som como “revelador”, mas muita gente estranhou. A riqueza de timbre da viola se perde em prol de mais brilho e projeção, que é… bem, justamente aquilo que a gente não espera de uma viola.

Não obstante, várias instituições dedicam-se à divulgação do legado de Hutchins, alguns com devoção quase religiosa a sua figura, e comissionando novas composições para o peculiar conjunto instrumental.

Sério: olhem o T A M A N H O do violino contrabaixo!!!
Sério: olhem o T A M A N H O do violino contrabaixo!!!

Nesse álbum, gravado no que parece ser um congresso da The New Violin Family Association, várias peças de exibição são tocadas nos diversos instrumentos do octeto. A qualidade um tanto precária da gravação deixa para a nossa imaginação muito do tão apregoado brilho desses novos instrumentos, mas ouvir a Fantasia de Vaughan Williams tocada por eles, numa massa sonora mais homogênea que uma orquestra de cordas moderna, faz pensar que o sonho de Hutchins pode ter virado realidade.

Mais sobre a The New Violin Family Association em seu sítio na grande rede.

THE NEW VIOLIN FAMILY – PLAYING FOR THE WORLD

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
01 – Suíte no. 2 em Si menor, BWV 1067 – Badinerie

Jean-Marie LECLAIR (1703-1777)
02 – Sonata em Mi maior – Adagio

Johann Sebastian BACH
03 – Concerto em Ré menor para dois violinos e orquestra, BWV 1043 – Largo

Marin MARAIS (1656-1728)
04 – L’Agréable

05 – Improvisação de Stephen Nachmonavitch e Sera Smolen

Jules Émile Frédéric MASSENET (1842-1912)
06 – Thaïs – Méditation

Diana GANNETT (1947)
07 – Simple Grace

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
08 – Evgenyi Onegin, Op. 24 – Ária de Lensky

Ottorino RESPIGHI (1879-1936)
09 – Danze ed Arie Antiche – Danza d’il Conte Orlando

George GERSHWIN (1898-1937)
10 – Porgy and Bess – Summertime

Ástor Pantaleón PIAZZOLLA (1921-1992)
11 – Libertango

Ralph VAUGHAN WILLIAMS (1872-1958)
12 – Fantasia em vinte e três partes sobre um tema de Tallis

Albert Consort
Hutchins Consort
The New Violin Family Association Festival Orchestra

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A família completa
A família completa

Vassily Genrikhovich