Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Harpsichords Concertos – CDs 3 e 4 de 4 – Lars Ulrik Mortensen, Concerto Copenhagen

Este CD duplo traz os concertos que Bach compôs para dois, três e quatro cravos.  Aqui temos a presença de um dos professores de Lars Ulrik Mortensen, o inglês Trevor Pinnock, um dos maiores intérpretes de Bach que já pisaram sobre o chão desta nossa Terra.
A complexidade destas obras é algo de outro mundo. Quatro instrumentos solistas? Só a cabeça de um gênio do nível de Bach para compor uma obra deste nível. E quatro instrumentos iguais, o que é ainda mais incrível.
Mas  não é nenhum desafio que o talento destes músicos incríveis do Concerto Copenhagen não consigam transpor e nos oferecer. Nós, fãs incondicionais de Bach, agradecemos. Mais uma excelente produção do selo CPO, que nunca nos decepciona com a qualidade de suas gravações.
Espero que apreciem. Eu gostei e muito, tanto que fazem uns dois ou três dias que não ouço outra coisa. Hoje mesmo precisei fazer uma pequena viagem e esta foi a minha trilha sonora. A inesperada tranquilidade do trânsito, aliado a uma belíssima manhã de sol tornaram a viagem mais agradável, tendo estes CDs como companhia.

CD 1

01. Concerto for 2 harpsichords BWV 1060 in c – Allegro
02. Concerto for 2 harpsichords BWV 1060 in c – Adagio
03. Concerto for 2 harpsichords BWV 1060 in c – Allegro
04. Concerto for 2 harpsichords BWV 1061 in C – Allegro
05. Concerto for 2 harpsichords BWV 1061 in C – Adagio ovvero largo
06. Concerto for 2 harpsichords BWV 1061 in C – Fuga
07. Concerto for 2 harpsichords BWV 1062 in c – Allegro
08. Concerto for 2 harpsichords BWV 1062 in c – Andante
09. Concerto for 2 harpsichords BWV 1062 in c – Allegro assai

Lars Ulrik Mortensen, Trevor Pinnock – Harpsichords

10. Triple Concerto BWV 1044 in A – Allegro
11. Triple Concerto BWV 1044 in A – Adagio ma non tanto e dolce
12. Triple Concerto BWV 1044 in A – Alla breve

Katy Birscher – Flute
Manfred Kraemer – Violin
Lars Ulrik Mortensen – Harpsichord

CD 2

01. Concerto for 3 harpsichords BWV 1063 in d – Allegro
02. Concerto for 3 harpsichords BWV 1063 in d – Alla siciliana
03. Concerto for 3 harpsichords BWV 1063 in d – Allegro
04. Concerto for 3 harpsichords BWV 1064 in C – Allegro
05. Concerto for 3 harpsichords BWV 1064 in C – Adagio
06. Concerto for 3 harpsichords BWV 1064 in C – Allegro

Trevir Pinnock, Marieke Spaans, Lars Ulrik Mortensen – Harpsichords

07. Concerto for 4 harpsichords BWV 1065 in a – Allegro
08. Concerto for 4 harpsichords BWV 1065 in a – Largo
09. Concerto for 4 harpsichords BWV 1065 in a – Allegro

Trevor Pinnock, Marieke Spaans, Marcus Mohlin, Lars Ulrik Mortensen – Harpsichords
Concerto Copenhagen

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Harpsichords Concertos – CDs 1 e 2 de 4 – Lars Ulrik Mortensen, Concerto Copenhagen

Não sei quantas versões tenho, quantas versões ouvi, ou sequer quantas versões postei aqui no PQPBach destes Concertos para Cravo de Bach. Muito menos quantas versões meus colegas postaram. Não importa. A única coisa que importa é ouvir estas obras. O resto é silêncio.
Lars Ulrik Mortensen é dinamarquês, e dirige o Concerto Copenhagen deste o início do século. É um especialista no repertório barroco, com diversos CDs gravados. Estes aqui já foram gravados há bastante tempo, lá em 2002, mas ainda soam muito atuais. Ah, ele foi aluno de Trevor Pinnock, que também participa destas gravações, mas lá no terceiro CD.
Serão quatro CDs para os Concertos para Cravo, e outros dois dedicados aos Concertos de Brandenburg. Overdose de Bach, para os senhores poderem melhor curtir sua semana.

CD 1

01. Concerto BWV 1052 in D minor – 1. Allegro
02. Concerto BWV 1052 in D minor – 2. Adagio
03. Concerto BWV 1052 in D minor – 3. Allegro
04 Concerto BWV 1054 in D major – 1
05. Concerto BWV 1054 in D major – 2. Adagio e piano sempre
06. Concerto BWV 1054 in D major – 3. Allegro
07. Concerto BWV 1053 in E major – 1
08. Concerto BWV 1053 in E major – 2. Siciliano
09. Concerto BWV 1053 in E major – 3. Allegro

Lars Ulrik Mortensen – Harpsichord & Conductor
Concerto Copenhagen

CD 2

01. Concerto BWV 1055 A major – Allegro
02. Concerto BWV 1055 A major – Larghetto
03. Concerto BWV 1055 A major – Allegro ma non tanto
04. Concerto BWV 1056 f minor – [without tempo indication]
05. Concerto BWV 1056 f minor – Largo
06. Concerto BWV 1056 f minor – Presto
07. Concerto BWV 1057 F major – [without tempo indication]
08. Concerto BWV 1057 F major – Andante
09. Concerto BWV 1057 F major – Allegro assai
10. Concerto BWV 1058 g minor – [without tempo indication]
11. Concerto BWV 1058 g minor – Andante
12. Concerto BWV 1058 g minor – Allegro assai

Lars Ulrik Mortensen – Harpsichord & Conductor
Concerto Copenhagen

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas para viola da gamba – (Trio Sonatas) BWV 1027 – 1029 & 1039 – Nikolaus Harnoncourt & Frans Brüggen

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas para viola da gamba – (Trio Sonatas) BWV 1027 – 1029 & 1039 – Nikolaus Harnoncourt & Frans Brüggen

J. S. Bach

Sonatas para viola da gamba – BWV 1027-1029

Sonata para duas flautas transversas – BWV 1039

 

Ganha uma cocada quem encontrar o Nikolaus nesta foto…

Nikolaus Harnoncourt era de uma família nobre de Luxemburgo e Lorraine e foi batizado como Conde Johannes Nikolaus de la Fontaine und d’Harnoncourt-Unverzagt. Era descendente de imperadores. Seu primeiro emprego como músico foi de violoncelista da Orquestra Sinfônica de Viena, em 1952. Em 1953 fundou, com sua mulher, Alice Harnoncourt, o Concentus Musicus Wien, para tocar música antiga com instrumentos originais e práticas similares às usadas na época da composição das peças.

Posteriormente, Harnoncourt tornou-se regente de orquestras convencionais, regendo todo o repertório clássico. Deixou gravações (perto de 500 CDs) que incluem, por exemplo, as sinfonias de compositores que vão de Haydn e Mozart até Bruckner. O Ciclo das Sinfonias de Beethoven, que ele gravou com a Chamber Orchestra of Europe, ganhou importantes prêmios de discos e ainda é uma referência.

Vai dizer que não gostou da música?

Nesta postagem temos a oportunidade de ouvir Harnoncourt interpretando as sonatas para viola da gamba de Bach. Veja o que ele mesmo disse sobre o instrumento: Ao contrário do violino, a viola da gamba é essencialmente um instrumento introvertido, de sonoridade frágil e doce, que foi desde o seu surgimento destinado a espaços de dimensões restritas. Você poderá ler a integra dos comentários do disco, escritos pelo próprio Harnoncourt, neste site aqui.

Frans, no tempo em que levava a vida na flauta

Este disco traz as três (trio) sonatas para viola da gamba escritas por J. S. Bach. O termo triosonata deve-se ao fato de termos três vozes apresentando a música. A viola da gamba e o cravo, que tem papel importante, uma segunda voz, além do baixo contínuo. Estas composições são releituras de peças escritas para outras combinações de instrumentos. A primeira sonata, por exemplo, foi arranjada a partir da sonata para duas flautas e baixo contínuo, a última peça do disco. Você poderá comparar as duas peças e perceber a habilidade do magnífico Johann Sebastian Bach de apresentar (vestir) a música em diferentes maneiras. Após as três primeiras sonatas para viola da viola da gamba, ouvir a mesma peça interpretada ao som de duas flautas é algo que ainda hoje me surpreende e encanta.

Leopold Stastny

Para interpretar a sonata para duas flautas temos o lendário Frans Brüggen fazendo dupla com Leopold Stastny. Frans Brüggen é outro pioneiro da prática de instrumentos originais e foi virtuose flautista. Adaptando os dizeres das camisetas da Oktoberfest, ele tocava todas. Posteriormente passou a reger e deixou gravações excelentes. Assim como Harnoncourt, foi longevo e manteve-se ativo até seus últimos dias.

A produção do disco está ao cargo de Wolf Erichson, importante e premiado produtor. Você poderá ver parte de sua discografia aqui.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Sonate G-dur für Viola da gamba und Cembalo, BWV 1027

  1. Adagio
  2. Allegro ma non tanto
  3. Andante
  4. Allegro moderato

Sonate D-dur für Viola da gamba und Cembalo, BWV 1028

  1. Adagio
  2. Allegro
  3. Andante
  4. Allegro

Sonate g-moll für Viola da gamba und Cembalo, BWV 1029

  1. Vivace
  2. Adagio
  3. Allegro

Sonate G-dur (Triosonate) für Traversflöten und B.c., BWV 1039

  1. Adagio
  2. Allegro ma non presto
  3. Adagio e piano
  4. Presto

Nikolaus HarnoncourtGambe (Jacobus Stainer, Absam 1667) und Violoncello (Andrea Castagneri, Paris 1744)

Herbert TacheziCembalo (nach italienischen Vorbildern von Martin Skowroneck, Bremen)

Frans BrüggenTraversflöte (A. Grenser, Dresden 1750)

Leopold StastnyTraversflöte (Kopie nach Hotteterre von F. v. Huene, Boston)

Gravado em 1968

Produção de Wolf Erichson

Wolf verificando se o pessoal tocou mesmo todas as notas

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FLAC | 278 MB

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MP3 | 320 KBPS | 121 MB

Frans Brüggen experimentando uma flauta cubana

Você poderá ler uma crítica bastante pertinente deste disco aqui.

O disco foi gravado em 1968 e lançado em 1969, pelo então selo Telefunken! Faz, portanto, mais de cinquenta anos e isto o qualifica para nosso selo Jurassic CD!!!

Aproveite, a música é ótima!

René Denon

 

Bach / Telemann / Boxberg / Riedel: Deutsche Barock Kantaten (VI) — Cantatas para Funerais

Bach / Telemann / Boxberg / Riedel: Deutsche Barock Kantaten (VI) — Cantatas para Funerais

Um lindo disco de Cantatas alemãs. A primeira coisa que impressiona é a acachapante superioridade de Telemann e Bach sobre seus pares. Não há como comparar, são de turmas inteiramente diferentes. O CD é realmente muito bom. O Ricercar Consort é competentíssimo assim como o time de cantores. A Cantata BWV 106 de Bach, também conhecida como Actus tragicus, é uma antiga cantata sagrada composta por Johann Sebastian Bach aos 22 anos (!) em Mühlhausen, destinado ao funeral de um reitor, se não me engano. Bach escreveu o trabalho para quatro partes vocais e um pequeno conjunto de instrumentos barrocos, duas flautas doces, duas violas da gamba e contínuo. A peça é iniciada por uma Sonatina instrumental. “Actus tragicus”, como sublinha Raffaele Mellace em seu volume dedicado às cantatas de Bach,  significa uma peça oratória de texto bíblico destinado a ocasiões solenes, tese corroborada pela hipótese cada vez mais consolidada de que não se trata necessariamente de uma cantata fúnebre, mas de uma obra penitencial. Fica a dúvida.

Bach / Telemann / Boxberg / Riedel: Deutsche Barock Kantaten (VI)

Telemann — Du Aber, Daniel, Gehe Hin 27:39
1 Sonata 3:02
2 Chæur: Du Aber Daniel 2:29
3 Récitatif: Mit Freuden Folgt Die Seele 0:54
4 Aria: Du Aufenhalt Der, Blasen Sorgen 5:19
5 Accompagnato: Mit Sehnendem Verlangen 0:43
6 Aria: Brecht, Ihr Müden Augenlieder 6:01
7 Récitatif: Dir Ist, Hochsel’ger Mann 1:38
8 Chæur: Schlaf Wohl, Ihr Seligen Gebeine 7:34

Boxberg — Bestelle Dein Haus 6:48
9 Bestelle Dein Haus – Herr, Lehre Doch Mich 1:46
10 Herzlich Tut Mich Verlangen 1:29
11 Christus Ist Mein Leben – Ich Habe Lust, Abzuscheiden 1:58
12 Wenn Gleich Süss Ist Das Leben 1:36

Riedel — Harmonische Freude Frommer Seelen 11:45
13 Ich Freue Mich Im Herrn 4:15
14 In Dem Herrn Ich Mich Erfreue 5:19
15 Choral: Ich Habe Dich Je Und Je Geliebet 2:11

Bach — Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit Actus Tragicus, Kantate BWV 106 20:21
16 Sonatina 3:00
17 Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit 8:37
18 In Deine Hände 6:13
19 Glorie, Lob, Ehr’ Und Herrlichkeit 2:33

Bass Vocals – Max Van Egmond
Bassoon – Marc Minkowski
Cello – Roel Dieltiens
Countertenor Vocals – James Bowman (2)
Double Bass – Eric Mathot
Oboe – Hugo Reyne, Pascale Haag
Orchestra [Original Instruments] – Ricercar Consort
Organ – Johan Huys, Yvon Reperant*
Recorder – Frédéric de Roos, Patrick Denecker
Soprano Vocals – Greta de Reyghere
Tenor Vocals – Guy De Mey
Viola d’Amore – Georges Longree*, Ghislaine Wauters
Viola da Gamba – Philippe Pierlot (2), Sophie Watillon
Violin – François Fernandez, Mihoko Kimura

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A música é sacra, mas a gente gosta é de Frans Hals (1580-1666). ESte é seu autorretrato.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Ophélie Gaillard

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Ophélie Gaillard

81gQd7z32QL._SL1500_Este monumento da literatura violoncelística é um verdadeiro tour de force para o solista. É obra para se estudar toda a vida, se dedicando de corpo e alma. Mesmo gigantes do instrumento, como Rostropovich, sentiam-se intimidados perante tal obra, tanto que ele nunca ficou satisfeito com a gravação que realizou.

Esta é a segunda incursão de Ophélie Gaillard neste terreno. E desta vez ela tem à sua disposição um instrumento único, construído em 1737 por Francesco Goffriller, ou seja, um contemporâneo de Bach.

Dedico esta postagem a PQPBach, um fã entusiasta destas obras, que tem diversas gravações delas, e curiosamente não conhecia Ophélie Gaillard. Espero que as aprecie como eu.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Ophélie Gaillard

CD 1

Suite nº1 en sol majeur / in G major, BWV 1007
1 Prélude 2’41
2 Allemande 4’36
3 Courante 2’39
4 Sarabande 2’41
5 Menuets I et II 3’14
6 Gigue 1’48

Suite nº2 en ré mineur / in D minor, BWV 1008
7 Prélude 3’56
8 Allemande 3’44
9 Courante 2’06
10 Sarabande 4’25
11 Menuets I et II 2’50
12 Gigue 2’47

Suite nº3 en ut majeur / in C major, BWV 1009
13 Prélude 3’54
14 Allemande 3’58
15 Courante 3’06
16 Sarabande 3’37
17 Bourrées I et II 3’35
18 Gigue 3’23

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CD2

Suite nº4 en mi bémol majeur / in E flat major, BWV 1010
1 Prélude 4’34
2 Allemande 4’37
3 Courante 3’26
4 Sarabande 4’02
5 Bourrées I et II 4’56
6 Gigue 2’51

Suite nº5 en ut mineur / in C minor, BWV 1011
7 Prélude 6’11
8 Allemande 5’40
9 Courante 2’24
10 Sarabande 2’54
11 Gavottes I et II 4’43
12 Gigue 2’11

Suite nº6 en ré majeur / in D major, BWV 1012
13 Prélude 4’34
14 Allemande 7’29
15 Courante 3’49
16 Sarabande 4’38
17 Gavottes I et II 4’29
18 Gigue 4’30

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Ophélie Gaillard – Cello

 

FDPBach

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

Um CD daqueles bem atléticos de Bach. Mas não somente atlético, também de considerável grandiosidade e que apresenta um repertório raro de obras para órgão e orquestra, algumas bem conhecidas em outras versões de teclado (cravo). O BWV 1059a é reconstruído a partir da Cantata Solo para Contralto BWV 35. André Isoir toca o Grande Órgão de Fere-En-Tardenois, construído em 1990 por Georges Westenfelder. Ele toca com vivacidade, é uma verdadeira alegria ouvi-lo. O balanço com a orquestra é bem equilibrado. Mas achei tudo meio exagerado, as músicas têm longos clímaces (tomem direto no peito o plural de clímax), o que às vezes me cansou, afinal, sou um homem de certa idade, que já deixou no passado as maratonas de vários orgasmos por noite, que pena.

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

1 Sinfonia En Ré Majeur (Cantate BWV 29) 3:27

Concerto En Ré Mineur BWV 1059a (17:42)
2 Allegro: 1ère Sinfonia De La Cantate BWV 35 6:02
3 Aria: 1er Air D’Alto De La Cantate BWV 35
Soloist, Violin – Alice Pierot 8:03
4 Presto: 2ème Sinfonia De La Cantate BWV 35 3:33

Concerto En Ré Majeur BWV 1053a (19:45)
5 Allegro: Sinfonia De La Cantate BWV 169 7:41
6 Siciliano: 2ème Air D’Alto De La Cantate BWV 169 5:30
7 Allegro: Sinfonia De La Cantate BWV 49 6:31

Concerto En Ré Mineur BWV 1052a (21:05)
8 Allegro 7:14
9 Adagio 5:52
10 Allegro 7:52

André Isoir, órgão
Le Parlement de la Musique
Martin Gester

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Ih, deu problema com o órgão. Conheço essas escadas que ficam atrás dos órgãos.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 75, 39 e 20

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 75, 39 e 20

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Pois, é. Sir John Eliot Gardiner não é mole. Mestre absoluto da interpretação historicamente informada, nascido em 1943 em Fontmell Magna (Inglaterra), ele é fundador do Coro Monteverdi (1966), do English Baroque Soloists (1978) e da Orchestre Révolutionnaire et Romantique (1990). Sim, se metam com ele. Além disso, Gardiner gravou mais de 250 álbuns com estes e outros grupos. E foi um dos que gravou todas as Cantatas de Bach. E, creio, foi o único que as gravou de forma não industrial. Isto é, Gardiner teve tempo, paciência e talento para identificar o espírito de cada Cantata antes de gravá-la. Desnecessário dizer que sua série de Cantatas é a campeã nesta ampla área também explorada por Rilling, Harnoncourt-Leonhardt, Koopman, Suzuki, Leusink e… Só, né? Se eu fosse você, jamais deixaria de ouvir este maravilhoso CD. Trata-se de um grande especialista e a qualidade específica destas Cantatas vou lhes contar…

Ah, este é o CD 2 do Volume 1 das Cantatas Completas de Bach gravadas por Gardiner.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 75, 39 e 20
For The First Sunday After Trinity 74:29

Die Elenden Sollen Essen BWV 75
Part I
2-1 1. Coro Die Elenden Sollen Essen 4:48
2-2 2. Recitativo: Bass Was Hilft Des Purpurs Majestät 0:55
2-3 3. Aria: Tenor Mein Jesus Soll Mein Alles Sein! 4:21
2-4 4. Recitativo: Tenor Gott Stürzet Und Erhöhet 0:32
2-5 5. Aria: Sopran Ich Nehme Mein Leiden Mit Freuden Auf Mich 4:53
2-6 6. Recitativo: Sopran Indes Schenkt Gott Ein Gut’ Gewissen 0:29
2-7 7. Choral Was Gott Tut, Das Ist Wohlgetan 1:28
Part II
2-8 8. Sinfonia 2:18
2-9 9. Recitativo: Alt Nur Eines Kränkt 0:36
2-10 10. Aria: Alt Jesus Macht Mich Geistlich Reich 2:37
2-11 11. Recitativo: Bass Wer Nur In Jesu Bleibt 0:26
2-12 12. Aria: Bass Mein Herze Glaubt Und Liebt 3:46
2-13 13. Recitativo: Tenor O Armut, Der Kein Reichtum Gleicht! 0:40
2-14 14. Choral Was Gott Tut, Das Ist Wohlgetan

Brich Dem Hungrigen Dein Brot BWV 39
Part I
2-15 1. Coro Brich Dem Hungrigen Dein Brot 7:34
2-16 2. Recitativo: Bass Der Reiche Gott Wirft Seinen Überfluss 1:21
2-17 3. Aria: Alt Seinem Schöpfer Noch Auf Erden 3:47
Part II
2-18 4. Aria: Bass Wohlzutun Und Mitzuteilen Vergesset Nicht 2:17
2-19 5. Aria: Sopran Höchster, Was Ich Habe 3:13
2-20 6. Recitativo: Alt Wie Soll Ich Dir, O Herr 1:36
2-21 7. Choral Selig Sind, Die Aus Erbarmen 1:12

O Ewigkeit, Du Donnerwort BWV 20
Part I
2-22 1. Coro (Choral) O Ewigkeit, Du Donnerwort 4:51
2-23 2. Recitativo: Tenor Kein Unglück Ist In Aller Welt Zu Finden 0:53
2-24 3. Aria: Tenor Ewigkeit, Du Machst Mir Bange 2:21
2-25 4. Recitativo: Bass Gesetzt, Es Dau’rte Der Verdammten Qual 1:13
2-26 5. Aria: Bass Gott Ist Gerecht In Seinen Werken 4:04
2-27 6. Aria: Alt O Mensch, Errette Deine Seele 1:54
2-28 7. Choral Solang Ein Gott Im Himmel Lebt 1:00
Part II
2-29 8. Aria: Bass Wacht Auf, Wacht Auf, Verloren Schafe 2:38
2-30 9. Recitativo: Alt Verlass, O Mensch, Die Wollust Dieser Welt 1:23
2-31 10. Aria (Duetto): Alt, Tenor O Menschenkind 2:22
2-32 11. Choral O Ewigkeit, Du Donnerwort 1:07

Alto Vocals [Choir] – Angus Davidson (2) (tracks: 2-1 to 2-32), Lucy Ballard (tracks: 2-1 to 2-32), Mark Chambers (3) (tracks: 2-1 to 2-32), Richard Wyn Roberts*
Alto Vocals [Soloist] – Wilke Te Brummelstroete
Bass Vocals [Choir] – Charles Pott (tracks: 2-1 to 2-32), Christopher Foster (tracks: 2-1 to 2-32), Colin Campbell (3) (tracks: 2-1 to 2-32), Michael McCarthy (tracks: 1-1 to 1-24), Robert Macdonald (tracks: 2-1 to 2-32)
Bass Vocals [Soloist] – Dietrich Henschel
Bassoon – Alastair Mitchell
Cello – Christopher Poffley, Viola de Hoog
Choir – The Monteverdi Choir
Directed By, Liner Notes – John Eliot Gardiner
Double Bass – Valerie Botwright (tracks: 2-1 to 2-32)
Flute – Marion Scott (tracks: 2-1 to 2-32), Rachel Beckett
Harpsichord – Silas Standage (tracks: 2-1 to 2-32)
Oboe – Eduard Wesly (tracks: 2-1 to 2-32), Kate Latham (tracks: 2-1 to 2-32)
Orchestra – The English Baroque Soloists
Organ – Howard Moody
Soprano Vocals [Choir] – Angharad Gruffydd Jones* (tracks: 2-1 to 2-32), Emma Preston-Dunlop (tracks: 2-1 to 2-32), Gillian Keith (tracks: 2-1 to 2-32), Katharine Fuge (tracks: 2-1 to 2-32), Susan Hamilton (tracks: 2-1 to 2-32), Suzanne Flowers (tracks: 2-1 to 2-32)
Soprano Vocals [Soloist] – Gillian Keith (tracks: 2-1 to 2-32)
Tenor Vocals [Choir] – Christopher Watson (tracks: 1-1 to 1-24), Paul Tindall, Rory O’Connor (tracks: 2-1 to 2-32), Simon Davies (3), Vernon Kirk (tracks: 2-1 to 2-32)
Tenor Vocals [Soloist] – Paul Agnew (2)
Trumpet [Tromba Da Tirasi] – Mark Bennett (2) (tracks: 2-1 to 2-32)
Viola – Colin Kitching, Jane Rogers (2) (tracks: 2-1 to 2-32), Mari Giske (tracks: 2-1 to 2-32)
Violin [1st] – Debbie Diamond (3) (tracks: 2-1 to 2-32), Matthew Truscott (tracks: 2-1 to 2-32), Penny Spencer* (tracks: 2-1 to 2-32), Sarah Bealby-Wright (tracks: 2-1 to 2-32)
Violin [1st], Concertmistress – Alison Bury (tracks: 2-1 to 2-32)
Violin [2nd] – Adrian Butterfield (tracks: 2-1 to 2-32), Alison Townley (tracks: 2-1 to 2-32), Jane Gillie (tracks: 2-1 to 2-32), Silvia Schweinberger (tracks: 2-1 to 2-32)

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Esta capa vale repetição.

PQP

J. S.Bach (1685-1750): Cantatas BWV 13, 73, 81 e 144

J. S.Bach (1685-1750): Cantatas BWV 13, 73, 81 e 144

Aqui, boa parte desta coleção.

Lindo som, boas Cantatas, interpretação soberba, o que pedir mais? Já estamos no Volume 8 e eu ainda não expliquei para quem não conhece quem é Sigiswald Kuijken. Vamos lá?

Sigiswald Kuijken, nascido em 16 de fevereiro de 1944, é um violinista, violista e maestro belga conhecido por tocar instrumentos de época e originais.

Kuijken nasceu em Dilbeek, perto de Bruxelas. Foi membro do Alarius Ensemble de Bruxelas entre 1964 e 1972 e formou La Petite Bande em 1972. Desde 1971 ensina violino barroco no Conservatório Real de Haia e no Conservatório Real de Bruxelas. Ele é conhecido por usar a técnica mais antiga de não segurar o violino nem a viola sob o queixo. Ele é membro do Kuijken String Quartet, que ele formou em 1986. Nos últimos anos, ele também atuou como regente de sinfonias da era romântica.

Seus irmãos também são conhecidos por tocarem instrumentos e da forma historicamente informada: Barthold Kuijken é flautista e Wieland Kuijken, também membro do Kuijken Quartet, é violoncelista e gambista. Todos eles trabalharam muito com o cravista Gustav Leonhardt.

J. S.Bach (1685-1750): Cantatas BVV 13, 73, 81 e 144

1 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Aria: Meine Seufzer, meine Tranen (Tenor) 8:27
2 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Recitative: Mein liebster Gott lasst mich annoch (Alto) 0:59
3 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Chorale: Der Gott, der mir hat versprochen (Alto) 2:44
4 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Recitative: Mein Kummer nimmet zu (Soprano) 1:13
5 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Aria: Achzen und erbarmlich Weinen (Bass) 7:50
6 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Chorale: So sei nun, Seele 1:05

7 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Recitative: Herr, wie du willt, so schick’s mit mir (Tenor, Bass, Soprano) 3:48
8 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Aria: Ach senke doch den Geist der Freuden (Tenor) 3:34
9 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Recitative: Ach, unser Wille bleibt verkehrt (Bass) 0:33
10 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Aria: Herr, so du willt (Bass) 3:46
11 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Chorale: Das ist des Vaters Wille (Chorus) 1:19

12 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Aria: Jesus schlaft, was soll ich hoffen? (Alto) 4:33
13 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Recitative: Herr! warum trittest du so ferne? (Tenor) 1:06
14 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Aria: Die schaumenden Wellen von Belials Bachen (Tenor) 3:21
15 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Arioso: Ihr Kleinglaubigen, warum seid ihr so furchtsam? (Bass) 0:58
16 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Aria: Schweig, aufgeturmtes Meer! (Bass) 5:02
17 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Recitative: Wohl mir, mein Jesus spricht ein Wort (Alto) 0:27
18 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Chorale: Unter deinen Schirmen (Chorus) 1:28

19 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Nimm, was dein ist, und gehe hin (Chorus) 1:34
20 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Aria: Murre nicht, lieber Christ (Alto) 5:41
21 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Chorale: Was Gott tut, das ist wohlgetan (Chorus) 0:58
22 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Recitative: Wo die Genugsamkeit regiert (Tenor) 0:54
23 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Aria: Genugsamkeit ist ein Schatz in diesem Leben (Soprano) 2:42
24 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Chorale: Was mein Gott will, das gscheh allzeit (Chorus) 1:24

Soprano: Gerlinde Sämann
Alto: Petra Noskaiova
Tenor: Christoph Genz
Bass: Jan Van der Crabben
La Petite Bande
Sigiswald Kuijken (conductor)

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Sigiswald Kuijken: nada de botar a viola debaixo do queixo.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Paixão Segundo Mateus – Gardiner, English Baroque Soloists, Monteverdi Choir

Mais uma Paixão Segundo Mateus, perguntarão alguns, incrédulos. Sim, mais uma Paixão Segundo Mateus, respondo tranquilamente. Mas não se trata de qualquer Paixão. Temos aqui o maior intérprete de Bach deste século XXI, um cara que vive e respira Bach 24 horas por dia. E esse seu retorno à principal obra do gênio de Leipzig é mais uma prova de que Gardiner é o cara. 2017 foi o ano em que ele encarou novamente o desafio de gravar este monumento da música ocidental, e não gravou apenas esta paixão: ele também encarou novamente a Paixão Segundo João e a Missa em Si Menor, um retorno, após vinte ou trinta anos após suas primeiras incursões neste repertório, no qual, não canso de repetir, é o maior especialista da atualidade. Sugiro fortemente a leitura do booklet que acompanha esta edição absolutamente impecável, com texto em inglês, francês e alemão, e que também traz o texto da obra. Coisa finíssima, altamente recomendada.

Importante salientar que esta gravação está longe de ser considerada unanimidade. Ao contrário, existem críticas bem contudentes, considerando os solistas muito fracos, ou então que não gostaram de algumas escolhas ou a própria releitura do Gardiner. Como somos um espaço democrático, aberto a tudo e todos, deixamos que os senhores decidam se gostam ou não da gravação.

Na verdade, estou fazendo esta postagem por solicitação de nosso Grão Mestre em pessoa, que perguntou se era verdade que o Gardiner havia regravado a obra. Leu a crítica na prestigiosa revista Gramophone, e recorreu aos nobres colegas do PQPBach, questionando se alguém teria tal gravação. Modestamente, respondi que sim, supreso de que ele não soubesse da existência de tal gravação.
Mas vamos ao que viemos.

01 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Kommt, Ihr Töchter, Helft Mir Klagen (Chorus)
02 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Da Jesus Diese Rede Vollendet Hatte (Evangelist, Jesus)
03 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- Herzliebster Jesu, Was Hast Du Verbrochen (Chorus)
04 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Da Versammleten Sich Die Hohenpriester (Evangelist, Chorus, Jesus)
05 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Du Lieber Heiland Du (Alto)
06 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Aria- Buß Und Reu (Alto)
07 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Da Ging Hin Der Zwölfen Einer (Evangelist, Judas)
08 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Blute Nur, Du Liebes Herz (Soprano)
09 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative And Chorus- Aber Am Ersten Tage Der Süßen Brot (Evangelist, Chorus, Jesus)
10 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- Ich Bin’s, Ich Sollte Büßen (Chorus)
11 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Er Antwortete Und Sprach (Evangelist, Jesus, Judas)
12 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Wiewohl Mein Herz In Tränen Schwimmt (Soprano)
13 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Aria- Ich Will Dir Mein Herze Schenken (Soprano)
14 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Und Da Sie Den Lobgesang Gesprochen Hatten (Evangelist, Jesus)
15 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- Erkenne Mich, Mein Hüter (Chorus)
16 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Petrus Aber Antwortete (Petrus, Evangelist, Jesus)
17 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- Ich Will Hier Bei Dir Stehen (Chorus)
18 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Da Kam Jesus Mit Ihnen Zu Einem Hofe (Evangelist, Jesus)
19 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative And Chorale- O Schmerz, Hier Zittert Das Gequälte Herz (Tenor, Chorus)
20 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Aria And Chorus- Ich Will Bei Meinem Jesu Wachen (Tenor, Chorus)
21 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Und Ging Hin Ein Wenig (Evangelist, Jesus)
22 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Der Heiland Fällt Vor Seinem Vater Nieder (Bass)
23 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Aria- Gerne Will Ich Mich Bequemen (Bass)
24 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Und Er Kam Zu Seinen Jüngern (Evangelist, Jesus)
25 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- Was Mein Gott Will, Das G’scheh Allzeit (Chorus)
26 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Und Er Kam Und Fand Sie Aber Schlafend (Evangelist, Jesus, Judas)
27 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Aria And Chorus- So Ist Mein Jesus Nun Gefangen (Alto, Soprano, Chorus)
28 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Und Siehe, Einer Aus Denen (Evangelist, Jesus)
29 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- O Mensch, Bewein Dein Sünde Groß (Chorus)
30 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria And Chorus- Ach! Nun Ist Mein Jesus Hin (Alto, Chorus)
31 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Die Aber Jesum Gegriffen Hatten (Evangelist)
32 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Mir Hat Die Welt Trüglich Gericht’ (Chorus)
33 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Und Wiewohl Viel Falsche Zeugen Herzutraten (Evangelist, Testis, Pontifex)
34 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Mein Jesus Schweigt Zu Falschen Lügen Stille (Tenor)
35 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Geduld! (Tenor)
36 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Und Der Hohepriester Antwortete (Evangelist, Pontifex, Jesus, Chorus)
37 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Wer Hat Dich So Geschlagen (Chorus)
38 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Petrus Aber Saß Draußen Im Palast (Evangelist, Petrus, Ancilla, Chorus)
39 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Erbarme Dich (Alto)
40 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Bin Ich Gleich Von Dir Gewichen (Chorus)
41 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Des Morgens Aber Hielten Alle Hohepriester (Evangelist, Judas, Chorus, Pontifices)
42 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Gebt Mir Meinen Jesum Wieder (Bass)
43 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Sie Hielten Aber Einen Rat (Evangelist, Pilatus, Jesus)
44 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Befiehl Du Deine Wege (Chorus)
45 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Auf Das Fest Aber Hatte Der Landpfleger (Evangelist, Pilatus, Uxor Pilati, Chorus)
46 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Wie Wunderbarlich Ist Doch Diese Strafe (Chorus)
47 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Der Landpfleger Sagte (Evangelist, Pilatus)
48 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Er Hat Uns Allen Wohlgetan (Soprano)
49 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Aus Liebe Will Mein Heiland Sterben (Soprano)
50 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Sie Schrieen Aber Noch Mehr (Evangelist, Chorus, Pilatus)
51 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Erbarm Es Gott (Alto)
52 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Können Tränen Meiner Wangen (Alto)
53 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Da Nahmen Die Kriegsknechte (Evangelist, Chorus)
54 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- O Haupt Voll Blut Und Wunden (Chorus)
55 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Und Da Sie Ihn Verspottet Hatten (Evangelist)
56 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Ja! Freilich Will In Uns Das Fleisch Und Blut (Bass)
57 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Komm, Süßes Kreuz (Bass)
58 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Und Da Sie An Die Stätte Kamen Mit (Evangelist, Chorus)
59 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Ach Golgatha, Unsel’ges Golgatha (Alto)
60 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria And Chorus- Sehet, Jesus Hat Die Hand (Alto, Chorus)
61 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Und Von Der Sechsten Stunde An (Evangelist, Jesus, Chorus)
62 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Wenn Ich Einmal Soll Scheiden (Chorus)
63 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Und Siehe Da, Der Vorhang Im Tempel Zerriß (Evangelist, Chorus)
64 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Am Abend, Da Es Kühle War (Bass)
65 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Mache Dich, Mein Herze, Rein (Bass)
66 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Und Joseph Nahm Den Leib (Evangelist, Chorus, Pilatus)
67 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Nun Ist Der Herr Zur Ruh Gebracht (Bass, Tenor, Alto, Soprano, Chorus)
68 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Wir Setzen Uns Mit Tränen Nieder (Chorus)

James Gilchrist tenor Evangelista
Stephan Loges bass Jesus
Hannah Morrison soprano Nos 12, 13, 48, 49, 67
Zoë Brookshaw soprano No.8
Charlotte Ashley soprano No.27a
Alison Hill soprano AncillaI
Angharad Rowlands soprano AncillaII
Jessica Cale soprano Uxor Pilati
Reginald Mobley alto Nos 5, 6, 30, 59, 60, 67 Testis I
Eleanor Minney alto Nos 27a, 39, 51, 52
Hugo Hymas tenor Nos 19, 20, 34, 35
Andrew Tortise tenor No.67, Testis II
Ashley Riches bass Nos 22, 23, 56, 57, Pilatus
Alex Ashworth bass No.42
Petrus, Caiphas Jonathan Sells bass Nos 64, 65
Judas Rupert Reid bass No.67 Pontifex I
Lawrence Wallington bass PontifexII

Trinity Boys Choir Nos 1, 29, 68
David Swinson director
Monteverdi Choir nglish
Baroque Soloists
Kati Debretzeni leader
John Eliot Gardiner – Conductor

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BOOKLET (PDF)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Invenções / Sinfonias / Suíte Francesa Nº 5 – Till Fellner, piano

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Invenções / Sinfonias / Suíte Francesa Nº 5 – Till Fellner, piano
ECM, ótima gravadora, mas as suas capas…

A Arte da Invenção

Este disco poderia ser um exercício didático, e como tal, poderia ser rather dull, como dizem os ingleses, meio chatinho. Mas ao contrário, o disco traz uma coleção de pequenas pérolas, música para se ouvir miles de vezes.

A coleção de Invenções e Sinfonias, quinze de cada, foi escrita para fins didáticos. Johann Sebastian as preparou primeiro para seu filho mais velho, Wilhelm Friedemann. A fonte mais antiga destas composições é o Clavier-Büchlein for Wilhelm Friedemann Bach. Mas toda a filharada e agregados e muitos outros mais usaram dessas obras de Bach para se tornarem excelentes músicos.

As Invenções foram escritas a duas vozes em contraponto e as Sinfonias a três vozes em contraponto. O próprio Bach explica o que se deve esperar ao estudá-las. Veja uma livre tradução do longo título dado à coleção numa bela cópia à mão que chegou até nós:

Instruções para o uso didático das Invenções e Sinfonias

Instrução direta

para aprender a tocar claramente a duas vozes, mas também, para depois de progredir, lidar corretamente e bem com três partes obbligato; e também adquirir ao mesmo tempo não apenas boas inventiones, mas a habilidade de desenvolvê-las bem, e acima de tudo, cultivar um estilo cantabile de tocar e ganhar desde o começo uma forte perspectiva de composição.

Você encontrará mais informações sobre as Invenções e Sinfonias aqui.

Ganha um doce quem descobrir qual destas peças é usada como um ringtone.

O pessoal caprichava na letra! Era uma maneira de mostrar o quanto era valioso esse caderno.

Completando o repertório do disco temos a Suíte Francesa No. 5, em sol maior, BWV 816. A conexão desta peça com as Invenções e Sinfonias é que a suite, de certa forma, também é material instrucional. As cinco primeiras das seis suítes que formam a coleção que chamamos Suítes Francesas, constavam do Notenbüchlein für Anna Magdalena Bach, abrindo este conjunto de obras usadas para fins didáticos e para entretenimento doméstico.

Cada suíte é formada por um conjunto de danças. As danças Allemande, Courante, Sarabande e Gigue são comuns a todas as suítes. Em cada uma delas, Bach introduz mais algumas danças, que variam de suite para suite. No caso da Suíte No. 5, essas danças são Gavotte, Bourrée e Loure. A Suíte Francesa No. 5 é uma das mais tocadas desta coleção e ao chegar na faixa de número 31 deste lindíssimo disco, você entenderá isto perfeitamente.

Till Fellner

Till Fellner é um pianista de pianistas. Ele teve Alfred Brendel entre seus professores. Veja o que Fellner disse desta experiência: Brendel mostrou-me através de sua maneira de tocar e por seus ensinamentos que o compositor vem em primeiro lugar e não o intérprete. Portanto, ao tocar, você deve tentar servir o compositor.

 

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

[1-15] – Invenções, a duas vozes, BWV 772 – 786

[16-30] – Sinfonias, a três vozes, BWV 787 – 801

[31-37] – Suite Francesa No. 5, em sol maior, BWV 816

Till Fellner, piano

Gravação de 2007, no Mozartsaal, Wiener Konzerthaus

Produção de Manfred Eicher

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FLAC | 210 MB

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MP3 | 320 KBPS | 156 MB

Till chegando ao PQP Headquarters para dar uma entrevista

Ao ouvir este maravilhoso disco, que é uma perfeição da primeira até a última nota, poderá julgar por você mesmo se ele aprendeu bem a sua lição.

Este disco merece nosso Selo de Qualidade!

René Denon

Les Arts Florissants: Secular Music + Sacred Music + Music & Theater, dir. William Christie

Les Arts Florissants
Edição comemorativa de 40 anos
Secular Music
Sacred Music
Music & Theater
dir. William Christie, Paul Agnew

Sandrine Piau         Michel Laplénie
Veronique Gens         Ian Honeyman
Agnès Mellon         Philippe Cantor
2019

Dedicado ao desempenho da música barroca nos últimos 40 anos, Les Arts Florissants nunca deixa de revelar um novo repertório, muitos dos quais passamos a classificar como entre as melhores realizações musicais na vida cultural da França (Lully, de Lalande, Charpentier, Rameau …), Itália (Monteverdi, Rossi …) e Inglaterra (Purcell, Handel …) – um legado que eles disponibilizaram para músicos e grupos em todo o mundo.

Quer tenham sido destinados aos cultos da igreja, aos palcos de teatro ou ao entretenimento real, aqui estão algumas das melhores jóias musicais, desde a lendária gravação de Atys até as mais recentes coleções de arias e madrigais, para listar apenas algumas. Quase todos os capítulos musicais da história do conjunto fizeram história e, juntamente com horas de puro prazer, esta retrospectiva certamente trará de volta boas recordações de seu primeiro encontro com Les Arts Florissants, que se tornou um pilar de nossa vida cultural coletiva. (do site do produtor)

CD 01 – Musique Profane
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
01 – Zefiro torna, e di soavi accenti, SV 251
02 – Madrigals, Book 8, SV 146–167 “Madrigali guerrieri et amorosi”: Lamento de la ninfa, SV 163
03 – Il combattimento di Tancredi e Clorinda, SV 153
04 – Madrigals, Book 7, SV 117–145: Lettera amorosa, SV 141 (Live)
05 – Sestina Lagrime d’Amante al Sepolcro dell’Amata, SV 107, Prima parte: I. “Incenerite spoglie”
Carlo Gesualdo, aka Gesualdo da Venosa (Italy, 1566 – 1613)
06 – Madrigals, Libro III: IX. Non t’amo, o voce ingrata
Honoré d’Ambruys (France, séc. 18)
07 – Le doux silence de nos bois
Michel Lambert (França, 1610-1696)
08 – Le repos, l’ombre, le silence
09 – Airs à une, II, III et IV parties avec la basse-continue: Sans murmurer
Michel Pignolet de Montéclair (França, 1667 – 1737)
10 – La Mort de Didon pour soprano, violon, flûte et basse continue (6e cantate, Livre I)

CD 02 – Musique Sacrée
Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
01. Te Deum, H. 146: I. Prélude
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
02. Messiah, HWV 56, Part II: “Hallelujah!”
03. The Ways of Zion Do Mourn: IV. She put on righteousness. Chorus
Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
04. Le Reniement de Saint Pierre , H. 424
05. Antiennes “O” de l’Avent, H.36-43, Premier O: “O Sapientia”
Luigi Rossi (Italia, 1597 – 1653)
06. Un peccator pentito: “Spargete sospiri”
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
07. Selva morale e spirituale, SV 252-288: “Chi vol che m’innamori” a 3 voci e due violini
08. Selva morale e spirituale, SV 252-288: “O ciechi ciechi” a 5 voci et doi violini
Jean-Baptiste Lully (Italy, 1632-France, 1687)
09. Salve Regina
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
10. Il Trionfo del Tempo e del Disinganno, HWV 46a: “Lascia la spina, cogli la rosa ” (Piacere)
Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726)
11. Cantique Quatrième “sur le bonheur des justes & sur le malheur des resprouvez”: “Heureux, qui de la sagesse”
12. Te Deum, S.32: I. Simphonie
13. Te Deum, S.32: II. Te Deum laudamus
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
14. Mass in B Minor, BWV 232: Benedictus (Live)
Sébastien de Brossard (França 1655 – 1730)
15. Miserere mei Deus, SdB. 53 (Live)

CD 03 – Musique & theatre
Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
01. Les Arts florissants, H. 487: I. Ouverture
Jean-Baptiste Lully (Italy, 1632-France, 1687)
02. Atys, LWV 53, Prologue: Ouverture
03. Atys, LWV 53, Acte III, Scène 4: Prélude. “Dormons, dormons tous” (Le Sommeil)
Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
04. Castor & Pollux, RCT 32, Acte I, Scène 1: Que tout gémisse (Troupe de Spartiates)
05. Castor & Pollux, RCT 32, Acte I, Scène 3: Tristes apprêts, pâles flambeaux (Télaïre)
06. Anacréon, RCT 30: Quel Bruit? Quelle clarté vient ici se répandre? (Prétresse de Bacchus et sa suite, Anacréon, Lycoris, Suite d’Anachréon)
07. Les Indes galantes, RCT 44, Troisième Entrée, Scène 3: “Amour, Amour, quand du destin j’éprouve la rigueur…” (Zaïre, Tacmas)
Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
08. David et Jonathas H. 490, Prologue, Scène 1: “Où suis-je ? Qu’ai-je fait ?” (Saül)
09. David et Jonathas H. 490, Acte I, Scène 3: “Ciel ! Quel triste combat en ces lieux me rappelle ?” (David)
10. Le Malade imaginaire, H. 495, Premier intermède: “Notte e di” (Spacamond)
Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
11. Pygmalion, RCT 52, Acte I, Scènes 1-3: Fatal Amour, cruel vainqueur (Pygmalion)
André Campra (França, 1660-1744)
12. Idoménée, Acte I, Scène 1: “Venez, Gloire, Fierté” (Ilione)
13. Idoménée, Acte II, Scène 1 – Scène 2: “O Dieux ! ô justes Dieux” (Chœur de peuple) – “Cessez de soulever les ondes” (Neptune)
Luigi Rossi (Italia, 1597 – 1653)
14. Orfeo, Acte III, Scène 10: “Abandonnez l’Averne, ô peines, et me suivez !” (Orfeo, Giove, Mercurio, Coro Celeste)
Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
15. Dardanus, RCT 35: “Hâtons-nous,courons à la gloire”
Antoine Dauvergne (França, 1713 – 1797)
16. La Vénitienne: “Livrons-nous au sommeil”
Michel Pignolet de Montéclair (França, 1667 – 1737)
17. Jephté, Act II, Scène 6: Marche au son des tambourins. “Ô jour heureux” (Iphise, Elise, Troupe d’Habitants de Maspha)

Les Arts Florissants: Secular Music + Sacred Music + Music & Theater
Les Arts Florissants 
dir. William Christie

Ansiosa para saber a opinião da turma do PQP.

 

 

 

 

 

 

 
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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

If you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

Catalin Rotaru – Bass(ic) Cello Notes

Catalin Rotaru – Bass(ic) Cello Notes

Você já imaginou uma orquestra sem contrabaixos? Pois é: uma desgraça – pior ainda tratando-se de uma orquestra de cordas. Mas como instrumento solista falta ainda bastante para o contrabaixo se consolidar dentro do repertório orquestral, mesmo com Bottesini (o Paganini do instrumento) tendo aberto caminhos para seu virtuosismo.

Nem mesmo a música de câmara contribuiu com muita coisa, tanto que um camarada chamado Catalin Rotaru encheu o saco e começou a fazer transcrições de peças mais desafiadoras, originalmente escritas para violoncelo ou violino. O romeno residente nos EUA, por exemplo, pinta e borda na paráfrase que escreveu sobre o Capricho 24 do aludido Paganini.

Porém neste CD aqui vocês verão um Rotaru comedido (comedido na demonstração de domínio técnico), que preferiu colocar apenas uma paráfrase (sobre Bach) em meio a duas sonatas (Brahms e Rachmaninov) onde respeita praticamente por completo a partitura, tocando o contrabaixo no registro agudo – ou seja, nas cello notes.

Nessas sonatas, a interpretação de Catalin chega a ser mais lírica do que a de muitos cellistas (particularmente, pela primeira vez senti beleza nessa primeira sonata de Brahms), por isso recomendo o download – que passa a ser obrigatório para fãs de peças do gênero, isto é, de sonatas.

***

Catalin Rotaru – Bass(ic) Cello Notes

Brahms
1. Sonata for Cello and Piano No.1 in E Minor, Op. 38: Allegro Non Troppo 11:53
2. Sonata for Cello and Piano No.1 in E Minor, Op. 38: Allegretto Quasi Menuetto 5:43
3. Sonata for Cello and Piano No.1 in E Minor, Op. 38: Allegro 6:48

Bach
4. Chaconne from Partita No. 2 in D minor, BWV 1004: Ciaccona 14:30

Rachmaninov
5. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Lento – Allegro Moderato 10:56
6. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Allegro Scherzando 6:40
7. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Andante 6:13
8. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Allegro mosso – Moderato – Vivace 11:26

Catalin Rotaru, contrabaixo
Baruch Meir, piano

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Catalin Rotaru dizendo que poderia ser um tiquinho mais grave.

CVL

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 20 – 2 – 10

Aqui, boa parte desta coleção.

Mais um excelente disco desta coleção de Cantatas com Kuijken e La Petite Bande. As Cantatas BWV 20 e BWV 10 são especialmente belas. O som da Accent é maravilhoso e o conjunto holandês é um absurdo de bom. Nada a reclamar. É sentar e ouvir uma das melhores interpretações de Cantatas de Bach, apenas comparável ao conjunto de gravações de Gardiner.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 20 – 2 – 10

1 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Chorale: O Ewigkeit, du Donnerwort (Chorus) 4:15
2 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Recitative: Kein Ungluck ist in aller Welt zu finden (Tenor) 3:46
3 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Aria: Ewigkeit, du machst mir bange (Tenor) 4:45
4 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Recitative: Gesetzt, es dau’rte der Verdammten Qual (Bass) 3:02
5 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Aria: Gott ist gerecht in seinen Werken (Bass) 4:25
6 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Aria: O Mensch, errette deine Seele (Alto) 1:43
7 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part I: Chorale: Solang ein Gott im Himmel lebt (Chorus) 1:11
8 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part II: Aria: Wacht auf, wacht auf, verlornen Schafe (Bass) 2:44
9 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part II: Recitative: Verlass, o Mensch, die Wollust dieser Welt (Alto) 1:24
10 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part II: Duet: O Menschenkind, hor auf geschwind (Alto, Tenor) 3:39
11 O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20: Part II: Chorale: O Ewigkeit, du Donnerwort (Chorus) 1:23

12 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Chorale: Ach Gott, vom Himmel sieh darein 5:24
13 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Recitative: Sie lehren eitel falsche List (Tenor) 1:19
14 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Aria: Tilg, o Gott, die Lehren (Alto) 3:30
15 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Recitative: Die Armen sind verstort (Bass) 1:44
16 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Aria: Durchs Feuer wird das Silber rein (Tenor) 5:03
17 Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2: Chorale: Das wollst du, Gott, bewahren rein 1:18

18 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Meine Seel erhebt den Herren (Chorus) 3:41
19 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Aria: Herr, der du stark und machtig bist (Soprano) 6:25
20 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Recitative: Des Hochsten Gut und Treu (Tenor) 1:24
21 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Aria: Gewaltige stosst Gott vom Stuhl (Bass) 3:04
22 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Duet and Chorale: Er denken der Barmherzigkeit (Alto, Tenor) 2:18
23 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Recitative: Was Gott den Vatern alter Zeiten (Tenor) 2:00
24 Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10: Chorale: Lob un Preis sei Gott dem Vater und dem Sohn 1:00

Siri Thornhill (soprano)
Petra Noskaiová (alto)
Marcus Ullmann (tenor)
Jan van der Crabben (bass)
La Petite Bande
Kuijken, Sigiswald

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La Petite Bande dando um rolê por aí.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Motetos, BWV 225 – 230 & BWV Anh. 159 – The Hilliard Ensemble

J. S. Bach (1685-1750): Motetos, BWV 225 – 230 & BWV Anh. 159 – The Hilliard Ensemble
Não precisa limpar os óculos, a ECM gosta destas capas assim, modernosas…

Motetos, um mar de ondulantes harmonias!

 

Este disco é um forte candidato a meu Disco-do-Ano, mesmo que não tenha sido lançado este ano. Se levarmos em conta a rapidez com que os discos atualmente veem e vão, um disco de 2007 (gravado em 2003) é uma velharia. Mas eu uso outras medidas, outros calendários. Estava de olho nele há tempo e finalmente os nossos caminhos se cruzaram.

O que torna um disco significativo para você, antes mesmo que ouça ainda que seja um pedacinho dele?

É claro que a combinação compositor-repertório atrai logo a atenção. Neste caso, Bach-Motetos, temos uma combinação vencedora. Logo em seguida, e aí quase deterministicamente, intérprete(s). Neste quesito, o disco oferece uma opção interessantíssima, levando os níveis de curiosidade à estratosfera. Mas, antecipo, a combinação autor-repertório-intérpretes, neste caso, não é óbvia, mas absolutamente intrigante. O Hilliard Ensemble é bem conhecido por suas interpretações de música anterior ao período barroco e teve que ser expandido, acrescentando os dois sopranos, um contra tenor e um baixo para realizar o disco. As vozes dos sopranos tornam o som dos Hilliard diferente, mas adequado para o repertório.

No conjunto da música sacra de Bach – Cantatas, Magnificat, Missas, Paixões, Oratórios e mesmo outras peças menores, os Motetos têm uma posição singular.

Veja a definição – moteto é uma composição vocal em estilo polifônico (muitas vozes) sobre um texto bíblico ou prosa similar, para ser usado em um serviço religioso. A palavra moteto tem origem latina, assim como mote (lema, tema, assunto), mot (palavra, em francês), motejo (zombaria). Bon mot – um chiste.

Mesmo nos dias de Bach, esta forma musical era arcaica. Apesar disso, os motetos foram as suas peças vocais que continuaram a ser interpretadas após a sua morte até o renascimento do interesse do público em geral por sua obra, nos fins do Século XIX.

Singet dem Herren…

Em abril de 1789, Mozart fez uma parada em Leipzig durante uma viagem a Berlim. Mozart teria feito improvisações no órgão da Igreja de São Tomás e ficou surpreso ao ouvir o Moteto Singet dem Herren ein neus Lied, cantado pelo Coro de Meninos da Igreja. Ele teria dito: “Finalmente algo do qual se possa aprender”. Pediu que as partituras das diferentes vozes fossem dispostas em cadeiras em torno dele, para que pudesse estudar a música. Ele levou consigo uma cópia da peça. Esta cópia se encontra em uma instituição em Viena e tem uma anotação feita por ele: “Uma orquestra completa deve ser acrescentada”.

Essa observação nos leva às diferentes maneiras de interpretar os Motetos. As suas partituras constam apenas de vozes – soprano, contralto, tenor e baixo. Apenas em um deles tem indicação de acompanhamento de baixo contínuo (Lobet den Herrn, alle Heiden). Alguns são em oito vozes (duplo coro), outros em quatro (ou cinco) vozes. Mas, tradicionalmente, usa-se instrumentos (colla parte) para reforçar as vozes. Outra grande diferença está no número de cantores para cada parte (cada voz). Os grandes coros das interpretações de Karl Richter, Fritz Werner, Wolfgang Gönnenwein cederam vez aos coros com poucos cantores em cada voz, seguindo a tendência das interpretações que observam os instrumentos e técnicas usadas na época das composições. Entre essas distinguem-se as gravações de Gardiner (duas), Herreweghe, Ton Koopmann e Sigiswald Kuijken.

A gravação que postamos aqui vai ainda mais longe. Seguindo a teoria de Joshua Rifkin, temos uma gravação com um cantor apenas para cada voz e nada de instrumentos acompanhando. Apenas no Moteto Lobet den Herrn, alle Heiden temos um acompanhamento de órgão tocando o contínuo da partitura. Temos, portanto, uma versão minimalista das peças, mas nada pequena.

Independentemente do tipo de interpretação ao qual você está apegado, se é que você tem alguma, ouça o disco. Essa formação, aliada à expertise e dedicação do grupo permite que observemos essa maravilhosa música de uma forma nova e essencialmente natural, quase primeva. Vozes humanas recriando um universo sonoro sofisticadíssimo. O escritor E.T.A. Hoffmann comparou os motetos a oito vozes às “ousadas e maravilhosas estruturas da Catedral de Strasbourg…” Recriar catedrais à oito vozes é o desafio a que se propõem os cantores deste disco. Em minha opinião, eles o superam galhardamente.

Vista da Catedral de Strasbourg

Os Motetos Singet dem Herrn ein neues Lied; Der Geist hilft unser Schwachheit auf; Fürchte dich nicht, ich bin bei dir; Komm, Jesu, komm e Ich lasse dich nicht, du segnest mich denn, são a oito vozes (duplo coro). Os dois outros Motetos são a quatro ou cinco (dois sopranos) vozes.

No início de carreira, Richard Wagner foi regente em Dresden. Ele regeu um concerto no dia 22 de janeiro de 1848. No programa, a Sinfonia “Praga”, de Mozart,  o Moteto Singet dem Herrn ein neues Lied, uma cena de Medea, de Cherubini e a Sinfonia Eroica, de Beethoven. Posteriormente, em um ensaio intitulado “A Música do Futuro”, escreveu loas ao moteto, “pelo valor lírico de sua melodia rítmica … ressurgindo em um mar de ondulantes harmonias”. Poético e sensível Richard.

Rosácea, Catedral de Strasbourg

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Motetos BWV 225 – 230 e BWV Anh. 159

  1. Singet dem Herrn ein neues Lied, BWV 225
  2. Der Geist hilft unser Schwachheit auf, BWV 226
  3. Jesu, meine Freude, BWV 227
  4. Fürchte dich nicht, ich bin bei dir, BWV 228
  5. Komm, Jesu, komm, BWV 229
  6. Lobet den Herrn, alle Heiden, BWV 230
  7. Ich lasse dich nicht, du segnest mich denn, BWV Anh. 159

The Hilliard Ensemble

Joanne Lunn, soprano

Rebecca Outram, soprano

David James, contra tenor

David Gould, contra tenor

Rogers Covey-Crump, tenor, órgão

Steven Harrold, tenor

Gordon Jones, barítono

Robert Macdonald, baixo

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Aproveite, nem sempre temos anjos cantando um mar de ondulantes harmonias!

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas 1 & 2 e Partita 1 para Violino Solo, BWV 1001-1006

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas 1 & 2 e Partita 1 para Violino Solo, BWV 1001-1006

21 anos após gravar uma integral das Sonatas e Partitas Solo de Bach, Hilary Hahn faz uma necessária e muito mais madura regravação. A performance é obviamente muito boa, apesar de eu sempre preferir os historicamente informados. Então, há três outras mulheres que estão à frente dela, na minha opinião: Amandine Beyer, Rachel Podger e Lucy van Dael. Ao mesmo tempo, digo que Hahn pode frequentar o pódio das gravações fora dos instrumentos originais. É que toda a sua concepção tende ao romantismo e aí…

Bem, as 6 Sonatas e Partitas para Violino Solo BWV 1001-1006, são um conjunto de obras compostas por Bach para violino solo, sendo três sonatas da chiesa, em quatro movimentos, e três partitas, ou suítes de danças. O conjunto foi completado por volta de 1720, e cópias manuscritas serviram como um modelo para outros compositores, mas só foi impresso em 1802 por Nicolaus Simrock, em Bonn. Após a publicação, a coleção foi amplamente IGNORADA até que o célebre violinista Josef Joachim começou a tocar essas obras. Hoje as Sonatas e Partitas são uma parte essencial do repertório para violino, e são frequentemente executadas e gravadas. Elas estabeleceram com firmeza as capacidades do violino como um instrumento desacompanhado, solo.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas 1 & 2 e Partita 1 para violino solo

1. Sonata for Violin Solo No. 1, BWV 1001: 1. Adagio 04:47
2. Sonata for Violin Solo No. 1, BWV 1001: 2. Fuga (Allegro) 05:26
3. Sonata for Violin Solo No. 1, BWV 1001: 3. Siciliana 03:31
4. Sonata for Violin Solo No. 1, BWV 1001: 4. Presto 03:22

5. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 1. Allemande 07:30
6. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 2. Double 04:12
7. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 3. Courante 03:42
8. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 4. Double (Presto) 03:31
9. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 5. Sarabande 04:02
10. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 6. Double 03:35
11. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 7. Tempo di Bourreé 03:27
12. Partita for Violin Solo No. 1, BWV 1002: 8. Double 03:15

13. Sonata for Violin Solo No. 2, BWV 1003: 1. Grave 04:51
14. Sonata for Violin Solo No. 2, BWV 1003: 2. Fuga 08:07
15. Sonata for Violin Solo No. 2, BWV 1003: 3. Andante 06:33
16. Sonata for Violin Solo No. 2, BWV 1003: 4. Allegro 05:50

Hilary Hahn, violino

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ArrHahn, aHahnsou.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Partita & Sonatas (Anner Bylsma, Violoncello Piccolo)

J. S. Bach (1685-1750): Partita & Sonatas (Anner Bylsma, Violoncello Piccolo)

Partita em mi maior, BWV 1006

Sonata em sol menor, BWV 1013

Sonata em lá menor, BWV 1003

Anner Bylsma, Violoncello Piccolo

Na primeira vez que este CD cruzou meu caminho, eu não estava preparado para ele. Quando tive uma segunda chance, o dito cujo surgindo de dentro de uma caixa de CDs usados, em um empoeirado sebo, não hesitei e o arrematei na hora.

Música de Johann Sebastian Bach embalada em um excelente selo (deutsche harmonia mundi) com um intérprete famoso – Anner Bylsma – tudo conjurando para que eu sacasse da carteira. Mesmo assim, havia algo estranho no ar, uma duvidazinha restante. Assim como em uma postagem recente aqui no PQP, onde uma violinista famosa toca (ao violino) as Suites para Violoncelo Solo, temos música originalmente escrita para outros instrumentos, aqui interpretada em um violoncelo. Na verdade, um piccolo violoncelo.

Tudo isto demanda atenção e algumas explicações. Vamos a elas. Primeiro, a música. Temos a Partita em lá menor, BWV 1006, e a Sonata em lá menor, BWV 1003, ambas escritas para violino solo. Além delas, a Sonata em lá menor, BWV 1013, originalmente em lá menor, escrita para flauta solo.

Primeira página do Prelúdio da Partita BWV 1006

Você pode estar se perguntando: qual é a diferença entre uma Partita e uma Sonata? Lembre-se, Bach escreveu diversas Sonatas e Partitas e também Suítes para instrumentos vários. Para saber a diferença, damos a palavra aos especialistas. Uma Sonata é [uma composição] tradicionalmente na forma de quatro movimentos e uma Partita (ou Suíte) é um grupo de danças, às vezes precedido de um Prelúdio.

Isto dito, reina a confusão. Em alguns discos, a peça originalmente para flauta é chamada de Partita, aqui é chamada de Sonata. E aí?

Devemos lembrar que no período barroco as formas ainda não estavam bem estabelecidas e uma sonata ou uma sinfonia deste período não tem a mesma formalidade que tomaria no vindouro período clássico. E esse rigor seria devidamente quebrado pelos compositores que viriam ainda depois.

Portanto, por agora, fica assim: movimentos com nomes de danças, como Gavota, Allemande, Sarabanda ou Giga, então é Partita ou Suíte; se os nomes são formais, tais como Allegro, Grave, Largo, Allegretto, então é uma Sonata. Mas há muito mais nesse interessantíssimo tema e você pode aprofundar-se um pouquinho mais aqui ou aqui.

Anner Bylsma

A próxima pergunta é: como um violinista resolve tocar as Suítes para Violoncelo (no seu violino)? No passado, violistas e violonistas se aventuraram nestas águas. Assim como o nosso violoncelista desta postagem, se aventurando em música escrita para instrumentos com registro bem mais alto. O desafio que isto apresenta certamente é uma coisa (a grama do vizinho sempre parece mais verdinha), mas acho que o principal apelo deve vir da música. O próprio Anner Bylsma nos fala um pouco sobre esse disco. Em uma entrevista com Bruce Duffie, que você pode ler aqui, ele explica que o violoncelo piccolo é um instrumento feito para crianças e tem a mesma afinação que um violino. “I couldn’t keep myself from doing the A Minor Sonata for Violin Solo and the E Major Partita”. Perguntado sobre a dificuldade de sobrepor todos os dedos para tocar as peças, ele explica: Sim. O violoncelo piccolo tem mais espaço do que o violino, e soa muito bem porque tem um tom que se mantem, continua soando um pouco mais do que um violino. Isso permite apresentar o contraponto maravilhosamente.

Então é isso, o homem já explicou, a música dança na Partita, é mais solene e dolente nas Sonatas e faz você esquecer qual instrumento está sendo tocado. Assim, como em todo bom disco, depois de um tempo, o que realmente importa é a música. E a se a música é de Bach, então é música que transcende…

Capa de outra edição do disco

Partita em mi maior, BWV 1006

  1. Preludio
  2. Loure
  3. Gavotte en Rondeau
  4. Menuett 1 & 2
  5. Bourrée
  6. Gigue

Sonata em sol menor (original: em lá menor), BWV 1013

  1. Allemande
  2. Corrente
  3. Sarabande
  4. Bourrée anlaise

Sonata em lá menor, BWV 1003

  1. Grave
  2. Fuga
  3. Andante
  4. Allegro

Anner Bylsma, Violoncello Piccolo

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Aproveite esta piccola música do grande Bach, pelas mãos do Anner Bylsma!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 131 – 182 – 4 (Solistas – Ricercar Consort & Philippe Pierlot)

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 131 – 182 – 4 (Solistas – Ricercar Consort & Philippe Pierlot)

Johann Sebastian Bach

Cantata BWV 131, Aus Der Tieffen Ruffe Ich Herr Zu Dir

Cantata BWV 182, Himmelskonig Sei Wilkommen

Cantata BWV 4, Christ Lag in Todesbanden

Ao observarmos a numeração do Bach-Werke-Verzeichnis, o Catálogo das Obras de Bach, poderíamos imaginar que ele teria produzido a Cantata BWV 1, depois BWV 2 e assim por diante, até a Arte da Fuga, BWV 1080, que faltou só um pouquinho para terminar. A verdade está longe disto, linearidade não se aplica aqui.

João Sebastião Ribeiro, retrato quando jovem

As três cantatas deste CD têm números de catálogo 131, 182 e 4, mas foram escritas no início da carreira do jovem compositor que viria a se tornar o Kantor da St. Thomaskirche, em Leipzig. A cantata Auf der Tieffen, BWV 131, e bem possivelmente a primeira obra sacra escrita por Johann Sebastian.

Já contamos aqui no PQP da enorme viagem que Bach empreendeu para encontrar o compositor mais velho, Dietrich Buxtehude. Foi o jovem desta aventura que as compôs quando assumiu seus primeiros postos como Kapellmeister em Mühlhausen e Weimar.

Na entrevista com o conselho, em Mühlhausen, faltaram três conselheiros, resultado de um calamitoso incêndio que ocorrera duas semanas antes e destruíra boa parte da cidade.

Blasiuskirche -Orgel

Bach assumiu o cargo de organista da Blasiuskirche, mas encontrou muito mais afinidade na Marienkirche cujo pastor, Georg Christoph Eilmar, tinha uma atitude liberal sobre a música, bem diferente dos pietistas da Blasiuskirche. Uma amizade se estabeleceu e Eilmar foi o padrinho da primeira filha de Bach, que havia se casado recentemente com Maria Barbara.

A Cantata Aus der Tieffen, BWV 131, foi composta a pedido de Eilmar para um serviço penitencial em razão do incêndio. Toda ela é impregnada de um tom sóbrio, com música muito sensível ao texto, mas também carregada de uma forte mensagem de esperança.

No texto temos o Salmo De Profundis:

Aus der Tieffen ruffe ich, Herr, zu dir.     Das profundezas eu clamo por ti, Senhor!

Herr, höre meine Stimme.                       Senhor, ouça a minha súplica!

O coral final termina com os versos:

Israel, hoffe auf den Herrn;                                                  Israel, espere no Senhor;

Und er wird Israel erlösen aus allen seinen Sünden.      E ele redimirá Israel de todos os seus pecados.

Mühlhausen com vista da Marienkirche

A Cantata Christ lag in Todesbanden, BWV 4 também é desta época e foi provavelmente escrita para a Páscoa. Esta peça tem uma estrutura única entre as cantatas: uma Sinfonia que é seguida de sete versos, todos terminando com a palavra Aleluia. Esta cantata trata da celebração da vitória de Cristo sobre a morte, livrando assim os homens da condenação eterna.

 

Es war ein wunderlicher Krieg,            Foi uma admirável batalha
Da Tod und Leben rungen,                 
Onde se enfrentaram a morte e a vida.
Das Leben behielt den Sieg,               
A vida conquistou a vitória,
Es hat den Tod verschlungen.             
A morte foi derrotada.

Bach não aguentou o clima da Blasiuskirche e em sua carta de demissão fala de dificuldades e tormentos. Fala também de seu desejo de escrever um programa completo de música para igreja, um ciclo completo de cantatas. Esse desejo só viria a ser cumprido em Leipzig.

Seu próximo posto foi em Weimar, onde a 25 de março de 1714 foi apresentada a Cantata Himmelskönig sei willkommen, BWV 182, escrita para o Domingo de Ramos. A cantata tem uma abertura festiva para saudar a entrada (gloriosa) do Rei (em Jerusalém). A abertura é seguida de um coro, um recitativo, ária, ária, ária, coral e o coro final. Esta estrutura também é bastante incomum. A cantata teve seis performances durante a vida de Bach.

Ricercar Consort

Neste disco as cantatas são interpretadas com instrumentos de época, com um cantor para cada voz, nos coros. O conjunto Ricercar Consort, sob a direção de Philippe Pierlot, também segue a prática de um instrumento para cada parte e isto contribui para gerar um clima de intimidade e delicadeza, mas sem perder o tom festivo quando for o caso. Basta ver o coro final da Cantata Himmelskönig sei willkommen, com a flauta doce e os outros instrumentos seguindo as vozes.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Cantatas

1-5. Aus Der Tieffen Ruffe Ich Herr Zu Dir, BWV 131

6-13. Himmelskonig Sei Wilkommen, BWV 182

14-21. Christ Lag in Todesbanden, BWV 4

Katharine Fuge, soprano

Carlos Mena, contra-tenor

Hans Jörg Mammel, tenor

Stephan MacLeod, baixo

Ricercar Consort

Philippe Pierlot

Para mais detalhes sobre as faixas do disco e sobre os intérpretes, veja aqui.

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FLAC | 341 MB

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Philippe Pierlot e a sua viola… da gamba!

Eu tenho uma queda pela Christ lag in Todesbaden e foi por ela que cheguei a este disco. Espero que agrade a você tanto quanto agradou a mim.

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Sonatas & Partitas – Salvatore Accardo

Então, em 2008, o velho mestre retorna à Bach, depois de uma longa vida dedicada ao violino. E o que nos apresenta é exatamente isso: um Bach maduro, impecável como o som de seu Stradivarius, um absurdo. Mas nada de exibicionismos. Apenas música. Accardo não precisa provar mais nada a ninguém, seu nome já está inscrito entre os grandes mestres do instrumento. Seus tempos podem parecer um pouco lentos, mas são por demais precisos e corretos.
Ouvindo esse CD de Salvatore Accardo entendemos a que leva a experiência, a dedicação e a maturidade: precisão, coerência, responsabilidade e principalmente, respeito, tanto ao seu ouvinte, entre os quais me incluo já há algumas décadas, e ao compositor. Sua compreensão da música de Bach foge de modismos, ou de escolas de interpretação. E é graças a esta sua compreensão que não devemos inseri-lo nestas categorias. Ele toca com alma, com amor à causa. Só isso.
Espero que apreciem. Como comentei acima ouço Salvatore Accardo já há bastante tempo, e o coloco entre os meus grandes ídolos do passado, leia-se David Oistrakh e Jascha Heifetz.

CD 1

1 Sonata No. 1 per violino solo in Sol minore, BWV 1001. Adagio
2 Sonata No. 1 per violino solo in Sol minore, BWV 1001. Fuga
3 Sonata No. 1 per violino solo in Sol minore, BWV 1001. Siciliana
4 Sonata No. 1 per violino solo in Sol minore, BWV 1001. Presto
5 Partita No. 1 per violino solo in Si minore, BWV 1002. Allemanda
6 Partita No. 1 per violino solo in Si minore, BWV 1002. Double dell’allemanda
7 Partita No. 1 per violino solo in Si minore, BWV 1002. Corrente
8 Partita No. 1 per violino solo in Si minore, BWV 1002. Double corrente
9 Partita No. 1 per violino solo in Si minore, BWV 1002. Sarabande
10 Partita No. 1 per violino solo in Si minore, BWV 1002. Double sarabande
11 Partita No. 1 per violino solo in Si minore, BWV 1002. Tempo di borea
12 Partita No. 1 per violino solo in Si minore, BWV 1002. Double tempo di borea
13 Sonata No. 2 per violino solo in Sol minore, BWV 1003. Grave
14 Sonata No. 2 per violino solo in Sol minore, BWV 1003. Fuga
15 Sonata No. 2 per violino solo in Sol minore, BWV 1003. Andante
16 Sonata No. 2 per violino solo in Sol minore, BWV 1003. Allegro

CD 2

1 Partita No. 2 per violino solo in Re minore, BWV 1004. Allemanda
2 Partita No. 2 per violino solo in Re minore, BWV 1004. Corrente
3 Partita No. 2 per violino solo in Re minore, BWV 1004. Sarabanda
4 Partita No. 2 per violino solo in Re minore, BWV 1004. Giga
5 Partita No. 2 per violino solo in Re minore, BWV 1004. Ciaccona
6 Sonata No. 3 per violino solo in Do maggiore, BWV 1005. Adagio
7 Sonata No. 3 per violino solo in Do maggiore, BWV 1005. Fuga
8 Sonata No. 3 per violino solo in Do maggiore, BWV 1005. Largo
9 Sonata No. 3 per violino solo in Do maggiore, BWV 1005Allegro assai
10 Partita No. 3 per violino solo in Mi maggiore, BWV 1006. Preludio
11 Partita No. 3 per violino solo in Mi maggiore, BWV 1006. Lourde
12 Partita No. 3 per violino solo in Mi maggiore, BWV 1006. Gavotte en rondeau
13 Partita No. 3 per violino solo in Mi maggiore, BWV 1006 Menuet I
14 Partita No. 3 per violino solo in Mi maggiore, BWV 1006. Menuet II
15 Partita No. 3 per violino solo in Mi maggiore, BWV 1006. Bourree
16 Partita No. 3 per violino solo in Mi maggiore, BWV 1006. Gigue

Salvatore Accardo – Violin

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Johann Sebastian Bach (1685-1750)- Suites Françaises – Blandine Rannou, Vladimir Ashkenazy

Hoje resolvi trazer uma possibilidade interessante para aqueles que se interessam pela música de Bach. Serão dois CDs recém lançados, interpretados por dois grandes músicos, mas cada um dentro de suas especificidades e características.
Vladimir Ashkenazy interpreta ao piano as mesmas Suítes Francesas que Blandine Rannou interpreta ao cravo. Sâo duas leituras diferentes, duas escolas bem diferentes.
O texto abaixo foi escrito por Blandine Rannou, e está no booklet do CD, e foi traduzido livremente por este que vos escreve.

“As primeiras cinco dessas ‘Suítes pour le clavessin’ (suítes para o cravo) abrem o “Clavierbüchlein für Anna Magdalena Bach” de 1722. As suítes também foram copiadas e recopiadas pelos alunos de Bach, estendendo assim sua influência para além do círculo familiar de Bach.É provável que ele pensasse nas suítes como peças de ensino, como as invenções, o cravo bem temperado e as seis partitas (designadas como “exercícios de clavier”). No entanto, as suítes dificilmente são simples exercícios ou estudos destinados a facilitar o progresso técnico e musical inconsciente em alunos mais ou menos capazes. São, sim, uma simples expressão do que era importante – e até mesmo crucial – para transmitir. Eles não devem ser considerados “sacrossantos” como tais. Seu propósito, desprovido de orgulho, era “edificar” no sentido arquitetônico; neles se encontram os valores que Bach desejava transmitir aos outros. Eles aspiram a quintessência em vez de simplificação. As suítes podem nos ajudar a entender quais elementos são importantes para transmitir.
O primeiro elemento a aparecer é a dança. As estruturas e fórmulas rítmicas da dança estão claramente presentes, constituindo essa linguagem comum e tranquilizadora derivada de uma tradição francesa difundida na Europa e já livre das contingências da ‘dance music’ propriamente dita. Eles, no entanto, sugerem que Bach desejava transmitir a ideia – até mesmo, por assim dizer, de fazer música para dançar. Era essencial conhecer as características de cada movimento de dança (ritmo, ritmo rítmico recorrente fórmulas, caráter geral, acentos para ser feito em pontos precisos, acordados), mas também para saber como jogar para a dança real. Faz parte do treinamento de um aluno aprender a usar a energia, transportar o ouvinte através do momento dinâmico e rítmico, esquecer a sonoridade por si só e aproveitar ao máximo o caráter percussivo do cravo.).
Mas o papel e propósito da música do século XVIII era, acima de tudo, comunicar emoção. Embora o jogador fosse naturalmente obrigado a assimilar a organização rítmica de um movimento de dança, era com a intenção de transmitir emoção. Essa emoção, carregada por um corpo dançante, poderia igualmente ser transmitida através de uma bela linha de canto. E este é provavelmente o segundo ponto importante a ser feito. Nestas suites, a emoção fala. Uma linguagem musical extremamente simples, até mesmo humilde, também pode ser generosa. Vai diretamente ao âmago da questão: as linhas simples de agudos e seus acompanhamentos de baixo cantam tão lindamente e com tal brilho que a emoção facilmente se faz sentir. Não estamos falando aqui de um mero fio – Bach não está escrevendo miniaturas: a música libera uma torrente de emoção poderosa e sincera. É importante para o intérprete enfatizar a linha de canto que transmite o Affekt de cada peça através da linguagem específica do cravo, com seu som colorido e rico reforçado por um “baixo fundamental”; encontrar maneiras de realçar a polifonia implícita e experimentar ornamentos e repetições variadas. E gradualmente a melodia, carregando a emoção e em si carregada pela dança, forma uma organização hierárquica, como a fala discurso. O prazer de “cantar” é, assim, agravado com o prazer de “falar”: pode-se criar relações entre notas através de acentuação, fazer conexões retóricas e desenvolver articulação. Assim, o uso de peças de dança transporta corpo, coração e mente para planos superiores, refletindo o mais alto grau de uma cultura implícita, sem nunca cair na armadilha da música objetiva, intelectual e austera, nem na de um personagem leve e frívolo, enquanto também evita a emoção fácil por si mesma. A lição a ser aprendida dessas suítes francesas concebidas pedagogicamente é, talvez, a necessidade de se deixar dançar, cantar e falar. Essa música maravilhosa, altamente realizada (embora algumas vezes subestimada) alcança seus objetivos através da realidade concreta do instrumento, sem procurar transcendê-lo ou evocar outros mundos sonoros. Aqui está um cravo simples, mas poderoso.”
Depois desta verdadeira aula sobre como interpretar nossas queridas Suites Francesas, não temos outra opção a não ser ouvi-las. Volto a salientar que não é para definir quem é melhor ou pior, trata-se apenas de uma postagem para mostrar a riqueza da música de Bach.

Espero que apreciem a experiência.

01. Suite No.1 in D minor, BWV 812 – I. Allemande
02. Suite No.1 in D minor, BWV 812 – II. Courante
03. Suite No.1 in D minor, BWV 812 – III. Sarabande
04. Suite No.1 in D minor, BWV 812 – IV. Menuet I & II
05. Suite No.1 in D minor, BWV 812 – V. Gigue
06. Suite No.2 in C minor, BWV 813 – I. Allemande
07. Suite No.2 in C minor, BWV 813 – II. Courante
08. Suite No.2 in C minor, BWV 813 – III. Sarabande
09. Suite No.2 in C minor, BWV 813 – IV. Air
10. Suite No.2 in C minor, BWV 813 – V. Menuet
11. Suite No.2 in C minor, BWV 813 – VI. Gigue
12. Suite No.3 in B minor, BWV 814 – I. Allemande
13. Suite No.3 in B minor, BWV 814 – II. Courante
14. Suite No.3 in B minor, BWV 814 – III. Sarabande
15. Suite No.3 in B minor, BWV 814 – IV. Menuet I & II
16. Suite No.3 in B minor, BWV 814 – V. Gavotte
17. Suite No.3 in B minor, BWV 814 – VI. Gigue
18. Suite No.4 in E flat major, BWV 815 – I. Allemande
19. Suite No.4 in E flat major, BWV 815 – II. Courante
20. Suite No.4 in E flat major, BWV 815 – III. Sarabande
21. Suite No.4 in E flat major, BWV 815 – IV. Gavotte
22. Suite No.4 in E flat major, BWV 815 – V. Air
23. Suite No.4 in E flat major, BWV 815 – VI. Menuet
24. Suite No.4 in E flat major, BWV 815 – VII. Gigue
25. Suite No.5 in G major, BWV 816 – I. Allemande
26. Suite No.5 in G major, BWV 816 – II. Courante
27. Suite No.5 in G major, BWV 816 – III. Sarabande
28. Suite No.5 in G major, BWV 816 – IV. Gavotte
29. Suite No.5 in G major, BWV 816 – V. Bourrée
30. Suite No.5 in G major, BWV 816 – VI. Loure
31. Suite No.5 in G major, BWV 816 – VII. Gigue
32. Suite No.6 in E major, BWV 817 – I. Allemande
33. Suite No.6 in E major, BWV 817 – II. Courante
34. Suite No.6 in E major, BWV 817 – III. Sarabande
35. Suite No.6 in E major, BWV 817 – IV. Gavotte
36. Suite No.6 in E major, BWV 817 – V. Menuet – Polonaise
37. Suite No.6 in E major, BWV 817 – VI. Bourrée
38. Suite No.6 in E major, BWV 817 – VII. Petit Menuet
39. Suite No.6 in E major, BWV 817 – VIII. Gigue

Vladimir Ashkenazy – Piano

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CD 1

01. Suite française No. 5 in G Major, BWV 816 I. Allemande
02. Suite française No. 5 in G Major, BWV 816 II. Courante
03. Suite française No. 5 in G Major, BWV 816 III. Sarabande
04. Suite française No. 5 in G Major, BWV 816 IV. Gavotte
05. Suite française No. 5 in G Major, BWV 816 V. Bourrée
06. Suite française No. 5 in G Major, BWV 816 VI. Loure
07. Suite française No. 5 in G Major, BWV 816 VII. Gigue
08. Suite française No. 1 in D Minor, BWV 812 I. Allemande
09. Suite française No. 1 in D Minor, BWV 812 II. Courante
10. Suite française No. 1 in D Minor, BWV 812 III. Sarabande
11. Suite française No. 1 in D Minor, BWV 812 IV. Menuet I & II
12. Suite française No. 1 in D Minor, BWV 812 V. Gigue
13. Suite française No. 3 in B Minor, BWV 814 I. Allemande
14. Suite française No. 3 in B Minor, BWV 814 II. Courante
15. Suite française No. 3 in B Minor, BWV 814 III. Sarabande
16. Suite française No. 3 in B Minor, BWV 814 IV. Anglaise
17. Suite française No. 3 in B Minor, BWV 814 V. Menuet – Trio
18. Suite française No. 3 in B Minor, BWV 814 VI. Gigue

CD 2

01. Suite française No. 4 in E-Flat Major, BWV 815 I. Allemande
02. Suite française No. 4 in E-Flat Major, BWV 815 II. Courante
03. Suite française No. 4 in E-Flat Major, BWV 815 III. Sarabande
04. Suite française No. 4 in E-Flat Major, BWV 815 IV. Gavotte
05. Suite française No. 4 in E-Flat Major, BWV 815 V. Menuet
06. Suite française No. 4 in E-Flat Major, BWV 815 VI. Air
07. Suite française No. 4 in E-Flat Major, BWV 815 VII. Gigue
08. Suite française No. 2 in C Minor, BWV 813 I. Allemande
09. Suite française No. 2 in C Minor, BWV 813 II. Courante
10. Suite française No. 2 in C Minor, BWV 813 III. Sarabande
11. Suite française No. 2 in C Minor, BWV 813 IV. Air
12. Suite française No. 2 in C Minor, BWV 813 V. Menuet
13. Suite française No. 2 in C Minor, BWV 813 VI. Gigue
14. Suite française No. 6 in E Major, BWV 817 I. Allemande
15. Suite française No. 6 in E Major, BWV 817 II. Courante
16. Suite française No. 6 in E Major, BWV 817 III. Sarabande
17. Suite française No. 6 in E Major, BWV 817 IV. Gavotte
18. Suite française No. 6 in E Major, BWV 817 V. Polonaise
19. Suite française No. 6 in E Major, BWV 817 VI. Menuet
20. Suite française No. 6 in E Major, BWV 817 VII. Bourrée
21. Suite française No. 6 in E Major, BWV 817 VIII. Gigue

Blandine Rannou – Harpsichord

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J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 140 & BWV 147

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 140 & BWV 147

Duas Cantatas de Bach. Ambas bem famosas. A BWV 140 por ser muito bonita e a 147 em razão do Coral “Jesus, Alegria dos Homens”. A competência de Gardiner e sua turma é notável.

Uma de minhas Cantatas preferidas, Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 140, foi estreada em 25 de novembro de 1731 na Thomaskirche em Leipzig. Escrita para trompa, 2 oboés, taille (um instrumento semelhante ao oboé da caccia, hoje muitas vezes substituído por um corne inglês), violino piccolo, violino, viola, baixo contínuo, e coro com soprano, tenor e baixo solistas. Esta cantata é baseada no coral do mesmo nome de Philipp Nicolai. Este hino luterano continua popular hoje, tanto em seu original alemão como em uma variedade de traduções. O texto se baseia na parábola das dez virgens (Mateus 25:1-13), é uma leitura programada no hinário luterano para o 27º domingo após a Trindade, como este domingo ocorre somente no ano da igreja, quando a Páscoa é muito cedo, a cantata é executada raramente. A raridade da ocasião para a qual foi composta faz dela uma das poucas cantatas cuja data de composição e primeira execução é conhecida.

Herz und Mund und Tat und Leben, em alemão), BWV 147, foi composta por ocasião da festa da Visitação da Virgem Maria em Leipzig, em 2 de julho de 1723, embora já existisse numa versão anterior, ligeiramente diferente, de 1716. Apesar de ter a numeração BWV 147 no catálogo completo de suas obras, foi, na verdade, a 32ª cantata composta por Bach — entre as que sobreviveram. Bach escreveu um total de 200 cantatas durante sua estada em Leipzig, principalmente para atender à demanda das igrejas locais, que era de quase 60 cantatas diferentes por ano. Esta cantata é uma das mais célebres de Bach, em especial, o décimo movimento (repetição do sexto, com outro texto), conhecido como Jesus bleibet meine Freude (“Jesus, alegria dos homens”).

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 140 & BWV 147

Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme (Cantata For The 27th Sunday After Trinity), BWV 140
1 Chorale: Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme 6:17
2 Recitative: Er Kommt, Er Kommt, Der Bräut’gam Kommt! 0:52
3 Aria Duet: Wann Kommst Du, Mein Heil? (Adagio) 5:32
4 Chorale: Zion Hört Die Wächter Singen 3:49
5 Recitative: So Geh Herein Zu Mir 1:27
6 Aria Duet: Mein Freund Ist Mein 5:03
7 Chorale: Gloria Sei Dir Gesungen 1:35

Herz Und Mund Und Tat Und Leben (For The Feast Of The Visitation Of The Virgin Part One), BWV 147
8 Chorus: Herz Und Mund Und Tat Und Leben 4:00
9 Recitative: Gebenedeiter Mund! 1:45
10 Aria: Schäme Dich, O Seele, Nicht 3:14
11 Recitative: Verstockung Kann Gewaltige Verblenden 1:35
12 Aria: Bereite Dir, Jesu, Noch Itzo Die Bahn 4:30
13 Chorale: Wohl Mir, Dass Ich Jesum Habe 2:28

Herz Und Mund Und Tat Und Leben (For The Feast Of The Visitation Of The Virgin Part Two), BWV 147
14 Aria: Hilf, Jesu, Hilf, Dass Ich Auch Dich Bekenne 3:18
15 Recitative: Der Höchsten Allmacht Wunderhand 2:15
16 Aria: Ich Will Von Jesu Wunder Singen 2:33
17 Chorale: Jesus Bleibet Meine Freude 2:27

Soprano: Ruth Holton
Counter-tenor: Michael Chance
Tenor: Anthony Rolfe-Johnson
Bass: Stephen Varcoe
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner

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Gardiner: um dos maiores mensageiros de Bach em nosso mundo

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Rachel Podger

Com a palavra, Mrs. Rachel Podger:

“Tive a sorte de crescer com a música de Bach ao meu redor e, assim, as Suítes para Violoncelo tornaram-se parte de minha dieta habitual de ouvinte como as “outras” peças solo de Bach “não escritas para o violino”. Eu secretamente cobicei essas obras bem cedo, até porque eu encontrei muitas performances de violoncelo já estabelecidas – que no entanto celebraram os músicos – a serem executadas em um estilo e ritmo que reduziam o caráter de dança a algo quase incidental. Então, mais tarde, na faculdade de música, ouvi uma suíte tocado em um violoncelo barroco e a música de repente fez sentido para mim, e veio à vida com a ajuda da leveza e do balanço do arco barroco tocando nas cordas do intestino. Foi realmente uma revelação. Desde então, passei um bom tempo treinando violoncelistas, tanto modernos como barrocos, e me vi tocando para demonstrar vários pontos. Aos poucos, pude sentir essas peças unindo as partitas e as sonatas do violino como outro tipo de “pão diário”; Eu comecei a me pegar tocando alguns dos movimentos que eu particularmente amava enquanto me aquecia, e percebendo que era realmente possível tocá-los no violino, e encontrar um vocabulário expressivo especial no tom mais alto. Como alguém poderia justificá-lo, especialmente com trabalhos que encheram o catálogo de gravações com algumas das mais icônicas e adoradas performances de cordas de todos os tempos, os Casals, Fourniers, Torteliers ou Starkers? Mas o que eu estava fazendo também parecia muito de acordo com o hábito de Bach de reciclar suas próprias composições para diferentes instrumentos e diferentes usos. Os exemplos são infinitos, mas penso imediatamente nos concertos que aparecem como sinfonias em cantatas, ou concertos para violinos transformados em concertos de cravo. Quanto mais eu reflito, menos eu sinto a necessidade de ser defensiva porque Bach fez coisas muito mais escandalosas! Pense no Prelúdio da Partita E maior para violino transformado em um movimento de uma Cantata Orquestral completa com trompetes e tambores …
Tocar essas seis suítes no violino é, obviamente, uma proposta bem diferente. Com seu corpo ressonante menor, o violino fala mais rapidamente e o imediatismo do som permite que ele seja mais flexível, volúvel e ágil do que o violoncelo mais circunspecto e gravitacional. As danças, portanto, são especialmente idiomáticas para o violino, quando tocadas um pouco mais rápido do que você pode estar acostumado no violoncelo. No início, senti falta da ressonância nos movimentos mais lentos – por exemplo, nos Sarabandes – mas depois comecei a apreciar a investida nas cordas do intestino para captar a maior ressonância possível com os acordes dessas danças lentas. Descobrir os prelúdios do violino talvez fosse a mais pura das alegrias. Parecia um luxo ter a chance de reconstituí-los para o violino. O primeiro prelúdio tem a mesma reconhecibilidade do primeiro prelúdio do Cravo Bem Temperado (Livro Um), com um fluxo irresistivelmente acessível; o segundo é mais misterioso com sua narração cromática; o terceiro começa brilhante e arejado e se torna complexo e complicado em arpejos estendidos antes que um final de retórica nos faça chegar a um destino esperado; o quarto é virtuoso e atlético; a quinta com sua afinação scordatura é escura e pungente, até mesmo chocante. Finalmente, o sexto é a consumação e afirmação da crença: totalmente radiante e benéfico para a vida. Eu toco as primeiras cinco suítes em um quinto e uma oitava acima do tom original. A Sexta Suite é um caso completamente diferente, como está escrito para violoncelo de 5 cordas, sendo a corda de cima uma E. Uma tentativa de tocá-la em uma viola de corda ou violino terminou com a decisão de retornar ao meu próprio violino, com a ajuda de uma viola C string para as poucas frases baixas na peça. O resto foi deixado para minha equipe inteligente de produção e edição!”

Falou a principal violinista barroca da atualidade (perdão, Amandine Beyer). Uma pequena aula, não acharam? Didática, sem se utilizar de um linguajar por demais técnico, coisa de quem é professor. Confesso que estranhei no início, mas a fluidez de seu violino é tão correta e perfeita, as notas se encaixam tão bem, que realmente parece que estas obras foram realmente escritas originalmente para violino.

Está tudo aí, em arquivo único, sem divisão de CDs. cm direito a booklet com maiores informações e detalhes.

CD 1

CELLO SUITE

NO.1 IN G MAJOR, BWV1007
trans. R.Podger (D major)

1 Prelude
2 Allemande
3 Courante
4 Sarabande
5 Menuet 1 & 2
6 Gigue

CELLO SUITE NO.2 IN D MINOR, BWV1008
Trans. R.Podger (A minor)

7 Prelude
8 Allemande
9 Courante
10 Sarabande
11 Menuet 1 & 2
12 Gigue

CELLO SUITE NO.3 IN C MAJOR, BWV1009
trans. R.Podger (G major)

13 Prelude
14 Allemande
15 Courante
16 Sarabande
17 Bourrée
18 Gigue

CD 2 CELLO SUITE NO.4 IN E FLAT MAJOR, BWV1010
trans. R.Podger (B flat major)

1 Prelude
2 Allemande
3 Courante
4 Sarabande
5 Bourrée
6 Gigue

CELLO SUITE NO.5 IN C MINOR, BWV1011
trans. R.Podger (G minor)

7 Prelude
8 Allemande
9 Courante
10 Sarabande
11 Gavotte 1 & 2
12 Gigue

CELLO SUITE NO.6 IN D MAJOR, BWV1012

13 Prelude
14 Allemande
15 Courante
16 Sarabande
17 Gavotte 1 & 2 3
18 Gigue

Rachel Podger – Violin

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 18 – 23 – 1

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 18 – 23 – 1

Aqui, boa parte desta coleção.

Este é o sexto CD desta série. Um trabalho maravilhoso. Como já escrevi, Sigiswald Kuijken não quis gravar cada Cantata sacra de J.S. Bach. Esse projeto teria consumido anos de sua vida — e na melhor das hipóteses apenas igualaria as conquistas de outros Amundsen anteriores. Ao escolher gravar apenas Cantatas suficientes para abranger um único ano litúrgico de domingos mais os dias santos principais. Kuijken restringiu o número de discos a 20, reduziu o número de artistas e acentuou exponencialmente a intensidade musical. Este volume 6 traz as Cantatas BWV 18, 23 e 1. O Bach de Kuijken é muito livre e mínimo. E é excelente. Fuja dele se você é desatualizado e está acostumado a grandes coros e conjuntos. Aqui, o efeito é íntimo e envolvente. La Petite Bande é sensacional. O estilo de cantar é ainda um pouco operístico para o meu gosto, mas não exagerado. O que realmente diferencia esta gravação para mim é a qualidade de som que é melhor do que qualquer outra gravação de Cantatas que já ouvi antes. O som é muito quente, analógico e transparente com uma sensação espacial agradável. Confira!

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 18 – 23 – 1

Sexagesima
„Gleichwie Der Regen Und Schnee Vom Himmel Fällt” BWV 18
1 Sinfonia
2 Recitative: „Gleichwie Der Regen …”
3 Recitative: „Mein Gott, Hier Wird Mein Herze Sein”
4 Aria: „Mein Seelenschatz Ist Gottes Wort”
5 Choral: „Ich Bitt, O Herr, Aus Herzensgrund”

Estomihi
„Du Wahrer Gott Und Davids Sohn BWV 23”
6 Aria: „Du Wahrer Gott …”
7 Recitative: „Ach! Gehe Nicht Vorüber”
8 Chorus: „Aller Augen Warten, Herr”
9 Choral, Adagio – Andante: „Christe, Du Lamm …”

Annuntiato
„Wie Schön Leuchtet Der Morgenstern” BWV 1
10 Chorus: „Wie Schön Leuchtet Der Morgenstern”
11 Recitative: „Du Wahrer Gottes…”
12 Aria: „Erfüllet, Ihr Himmlischen…”
13 Recitative: „Ein Irdscher Glanz, Ein …”
14 Aria: „Unser Mund Und Ton Der Saiten”
15 Choral: „Wie Bin Ich Doch So Herzlich Froh”

Alto Vocals – Petra Noskaiová
Bass Vocals – Jan van der Crabben
Directed By – Sigiswald Kuijken
Ensemble – La Petite Bande
Soprano Vocals – Siri Thornhill*
Tenor Vocals – Marcus Ullmann

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Sigiswald faz uma pose especial em visita à sede gaúcha do PQP Bach

PQP

V O L O D O S – Piano Transcriptions

V O L O D O S – Piano Transcriptions

V O L O D O S

Piano Transcriptions

Este disco é um ultraje! TRANSCRIÇÕES – TRAIÇÕES? – TRADIÇÕES!!

É um disco para quem ama o som do piano, do grande, enorme instrumento que se tornou o piano.

Os principais personagens deste disco são Arcadi Volodos e Thomas Frost. O nome do primeiro está na capa e o do segundo, na contracapa.

Volodos, retrato do artista quando jovem!

Arcadi Volodos gravou este disco em 1996, o primeiro resultado de seu (exclusivo) contrato com a Sony Classical. Thomas Frost é um veterano produtor de discos que trabalhou com artistas como Horowitz, Eugene Ormandy, George Szell e Rudolf Serkin e produziu este disco.

Por que o disco é um ultraje? Ora, um disco que tem faixas como O Voo do Besouro e A Marcha Turca (de Mozart) tem uma grande chance de fazer torcer os narizes e de fazer franzir os cenhos de ouvintes mais puristas (digamos). Mas acreditem, esse disco vai além disso.

Transcrições soam como violações das sacrossantas vontades dos compositores e expressões hifenadas como Bach-Busoni, Bach-Siloti, Schubert-Liszt geram em certos setores grandes desconfianças. Mas as transcrições estão há muito enraizadas na cultura musical. Basta lembrar que Bach transcreveu música de Vivaldi, de Alessandro Marcelo, de Albinoni e até dele mesmo. Mozart arranjou umas fugas de Bach para trio de cordas, transcreveu sonatas de Johann Christian Bach para piano e orquestra. Mozart até reorquestrou o Messias de Handel.

Mas o que está mais próximo do que temos neste disco são as transcrições e arranjos feitos pelos virtuoses de piano e de violino para suas próprias apresentações. Liszt foi um precursor. Peças de Bach originalmente para órgão, Lieder de Schubert, óperas da época – tudo para piano. Inclusive as Sinfonias de Beethoven! Fritz Kreisler, compositor e violinista chegou a escrever música original, peças de encore, que atribuiu a outros compositores como se fossem transcrições, verdadeiros pastiches.

Assim, prepare-se para um programa repleto de excelente música, bastante diversificado, maravilhosamente executado e gravado! IM-PRE-NA-BLE! Um MUST!

A primeira peça, Carmen Variations, é um arranjo de Horowitz sobre o tema da ópera de Bizet. Conta o livreto que Volodos teve que tirar de ouvido a peça gravado em 1968 por Volodya.

A quarta faixa também tem a assinatura de Horowitz, que tinha a sua própria versão da Rapsódia Húngara No. 2, de Liszt.

Rachmaninov em ação!

Rachmaninov escreveu algumas canções e ele mesmo transcreveu duas delas para piano solo: Lilacs e Daisies. As faixas 2 e 3 são transcrições feitas para piano solo de outras duas canções de Rachmaninov – Utro (Manhã) e Melodiya (Melodia) – pelo próprio Volodos, tomando as transcrições já existentes como modelos. Rachmaninov, que além de compositor ganhava a vida como pianista, fez várias transcrições. Dia destes postaremos um lindo disco com algumas delas.

Nas faixas de 5 a 7 temos três transcrições feitas por Liszt de canções de Schubert: Litanei, Aufenthalt e Liebesbotschaft. O desafio é tocar não só o acompanhamento da canção original para piano, mas também a parte do cantor.

Chegamos na faixa 8, talvez a peça mais transcrita de todas: The Flight of the Bumblebee – O Vôo do Besouro. A peça original escrita por Rimsky-Korsakoff para orquestra (o cara era um bamba em orquestração, foi professor de Stravinsky…) teve versões para piano e violino, guitarra, flauta e acho que até para ukulele. A transcrição deste disco foi feita por um pianista húngaro, aluno de aluno de Liszt, que  demanda maior investigação, George Cziffra.

As faixas 9, 10 e 11 são transcrições autênticas. Prokofiev arranjou para piano música de seus balés e de peças orquestrais. Fez muito sucesso dez dos números de Romeu e Julieta transcritas para piano e ele repetiu a dose com música do balé Cinderela. Aqui temos uma Gavota, uma Dança Oriental e uma Valsa. Qualquer dia destes, postaremos um lindo disco com essas peças do  balé Romeu e Julieta.

Feinberg pensando: Quando esses caras do PQP vão postar uns disquinhos meus?

Samuel Feinberg foi um grande virtuose de piano que viveu atrás da chamada Cortina de Ferro e temos poucas gravações suas. Mas podemos avaliar seu calibre pelas transcrições que deixou, por exemplo, das Sinfonias Nos. 4, 5 e 6 de Tchaikovsky. A faixa 12 deste disco traz o Scherzo, o terceiro movimento da Sinfonia No. 6, a Patética. A interpretação do Volodos faz justiça tanto a Tchaikovsky quanto a Feinberg. Esta faixa é a minha escolha de cereja do bolo!

Uma outra transcrição de Feinberg, agora do Largo da Triosonata No. 5, BWV 529, de Bach, dá um tom reflexivo ao disco.

A última faixa é mais uma transcrição de Volodos, agora da Marcha Turca, o último movimento da Sonata para piano No. 11, em lá maior, K. 331. A sonata é uma das mais bonitas de Mozart. O primeiro movimento é um lindíssimo tema com variações, o segundo movimento é um Menuetto. O terceiro movimento, no entanto, é irresistível, uma marcha turca. Viena tinha uma queda pela chamada música turca e  O Rapto do Serralho vai nessa onda. Até Beethoven tem uma Marcha Turca. Bom, aqui temos para fechar o disco uma Marcha Turca de Mozart-Volodos. Faz sucesso. Já ouvi essa peça interpretada por outra virtuose do piano.

Piano Transcriptions

Georges Bizet (1838 – 1875) – Vladimir Horowitz (1903 – 1989)

  1. Carmen Variations

Sergei Rachmaninov (1873 – 1943) – Arcadi Volodos (1972  –       )

  1. Utro (Morning)
  2. Melodyia (Melodia)

Franz Liszt (1811 – 1886) – Vladimir Horowitz (1903 – 1989)

  1. Hungarian Rhapsody No. 2

Franz Schubert (1797 – 1828) – Franz Liszt (1811 – 1886)

  1. Litanei
  2. Aufenthalt
  3. Liebesbotschaft

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844 – 1908)  –  György Cziffra (1921 – 1994)

  1. Flight of the Bumblebee

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)

  1. Gavotte
  2. Orientale
  3. Valse

Piotr Tchaikovsky (1840 – 1893)  – Samuel Feinberg (1890 – 1962)

  1. Scherzo (Symphony No. 6)

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)  –  Samuel Feinberg (1890 – 1962)

  1. Largo (Triosonata No. 5, BWV 529)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) – Arcadi Volodos (1972  –       )

  1. Turkish March

Arcadi Volodos, piano

Gravação: Snape Maltings Concert Hall, Snape, Suffolk, England & American Academy of Arts & Letters, New York, 1996

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MP3 | 320 KBPS | 140 MB

Volodya achando tudo um grande barato!

Assim é o universo deste ótimo disco: exibição de virtuosismo que torna o piano em um emulador de outras combinações de instrumentos e vozes, até mesmo da orquestra. Aproveite!!

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas, BWV 179, 35, 164 & 17

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas, BWV 179, 35, 164 & 17

IM-PER-DÍ-VEL !!!
Aqui, boa parte desta coleção.

Agora sim! No quinto CD desta série, Kuijken e sua turma repetem a competência interpretativa, mas com um repertório de primeira linha. Um trabalho realmente maravilhoso. É curioso esse Sigiswald Kuijken. Ele não sentiu desejo de gravar cada cantata sacra existente de J.S. Bach. Esse projeto teria consumido anos de sua vida — e na melhor das hipóteses apenas igualaria as conquistas de outros Amundsen anteriores. Ao escolher gravar apenas cantatas suficientes para abranger um único ano litúrgico de domingos mais os dias santos principais, Kuijken restringiu o número de discos a 20, reduziu o número de artistas e acentuou exponencialmente a intensidade musical. O volume cinco, este volume, inclui as quatro cantatas do 11º ao 14º domingo depois da Trindade.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas, BWV 179, 35, 164 & 17

1. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Chorus. Siehe zu, dass deine Gottesfurcht…
2. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Recitative. Das heut’ge Christentum
3. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Aria. Falscher Heuchler Ebenbild
4. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Recitative. Wer so von innen wie von außen…
5. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Aria. Liebster Gott, erbarme dich
6. Cantata No. 179, ‘Siehe zu, dass deine Gottesfurcht,’ BWV 179 (BC A121): Chorale. Ich armer Mensch, ich armer Sünder

7. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Prima parte. Sinfonia
8. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Prima parte. Aria. Geist und seele wird verwirret
9. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Prima parte. Recitative. Ich wundre mich
10. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Prima parte. Gott hat alles wohlgemacht
11. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Second parte. Sinfonia
12. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Second parte. Recitative. Ach starker Gott, lass mich doch…
13. Cantata No. 35, ‘Geist und Seele wird verwirret,’ BWV 35 (BC A125): Second parte. Aria. Ich wünsche nur bei Gott zu leben

14. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Aria. Ihr, die ihr euch von Christo nennet
15. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Recitative. Wir hören zwar, was selbst…
16. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Aria. Nur durch Lieb und durch Erbarmen
17. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Recitative. Ach schmelze doch durch…
18. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Aria. Händen, die sich nicht…
19. Cantata No. 164, ‘Ihr, die ihr euch von Christo nennet,’ BWV 164 (BC A128): Chorale. Ertöt uns durch dein Güte

20. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Chorus. Wer Dank opfert, der preiset mich
21. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Recitative. Es muss die ganze Welt…
22. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Aria. Herr, deine Güte reicht soweit…
23. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Recitative. Einer aber unter ihnen…
24. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Aria. Welch, Übermaß der Güte
25. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Recitative. Sieh meinen Willen an…
26. Cantata No. 17, ‘Wer Dank opfert, der preiset mich,’ BWV 17 (BC A131): Chorale. Wie sich ein Vat’r erbarmet

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PQP

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical – Ensemble Sonnerie

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical – Ensemble Sonnerie

Musikalisches Opfer, BWV 1079

A Oferenda Musical, BWV 1079

A obra desta postagem – Musikalisches Opfer – nasceu de um episódio muito especial que ocorreu em 1747, quase no fim da vida de Johann Sebastian Bach. Ele havia sido praticamente intimado a visitar a corte de Frederico, O Grande, para quem trabalhava seu segundo filho, Carl Philippe Emanuel, como músico e cravista. A viagem de Leipzig até Potsdam deve ter sido difícil para um senhor de mais de sessenta anos. Além disso, Frederico não era exatamente um amigável anfitrião. Costumava fazer pesadas brincadeiras mesmo com importantes figuras que visitavam a corte. Estava no ar o confronto entre o passado, na figura de Bach, que reverenciava a tradição de uma arte musical, que ele havia levado a um altíssimo estado de desenvolvimento, e a nova música, de estilo galante, que era cultivada naquela corte.  Esta é uma maneira de ver este episódio e é assim descrito no livro Uma Noite no Palácio da Razão, de James R. Gaines. Mas há outras coisas para também considerarmos.

Os últimos 27 anos de vida de Bach foram vividos em Leipzig, onde ocupou um importante cargo musical na Igreja de São Tomás. As condições de trabalho eram difíceis e o gênio de Bach deve ter criado muitas, muitas dificuldades para todo mundo.

De 1740 em diante, a Escola de São Tomás nomeou um novo mestre para Teoria Musical e Bach passou a dedicar-se menos às obrigações de seu cargo, concentrando-se mais em compor e revisar as obras que já havia produzido, preparando-as para publicação.

A vida também tinha seus bons momentos. Ele acompanhava com interesse as atividades da erudita Sociedade para a Promoção das Ciências Musicais, fundada por Lorenz Mizler e que publicava uma revista a cada quatro semanas. Ele só propôs sua candidatura a tal sociedade em junho de 1747, quando tornou-se o décimo quarto membro. Em tal ocasião teve um retrato pintado por E. G. Haussmann, no qual aparece segurando uma peça musical que havia sido oferecida como prova de sua erudição. O número 14 era significativo para Bach (B=2, A=1, C=3, H=8; 2+1+3+8=14). Ele também presentou a sociedade com uma composição para órgão, as variações canônicas Von Himmel Hoch, BWV 769. É claro que ele se comprazia com charadas e quebra-cabeças musicais e numéricos.

Bach era constantemente convidado a testar órgãos e aceitava com prazer a esses convites. Passava também tempo em Dresden, a capital da Saxônia, dando recitais de órgão e tocando com os músicos da capital, que retribuíam essas visitas indo a Leipzig para tocar com ele. Há cartas deste período trocadas com parentes que falam de presentes tais como barris de vinho. A viagem a Potsdam deve ter sido uma decisão mais difícil. Mas, afinal Frederico era o patrão de Emanuel e tinha suas maneiras de conseguir o que queria. Na visita Bach teve a alegria de conhecer seu primeiro neto.

Frederico tocando a sonata que Bach escreveu para ele. Emanuel ao cravo!

Podemos dizer que a visita foi um sucesso. Bach improvisou uma fuga a três vozes sobre um tema que o próprio rei lhe apresentou, coisa que deixou a todos verdadeiramente extasiados. Mas o rei queria mais e pediu uma fuga a seis vozes. Só uma pessoa como Bach poderia declinar a tal pedido, pois tal fuga a seis vozes sobre o tema do rei demandava mais tempo para devida composição. Naquela ocasião, Bach apresentou uma fuga a seis vozes sobre um tema próprio. De qualquer forma, prometeu ao rei que levaria a cabo tal façanha quando estivesse de volta recolhido ao seu próprio local de trabalho. Dessa promessa surgiu, alguns meses depois a peça que aqui temos. A Oferenda Musical, uma coleção de fugas e cânones mais uma sonata para flauta, violino e cravo. Nesta coleção, duas peças especiais, as quais Bach denominou ricercares, uma a três e a outra a seis vozes. Lembremos que o rei tocava flauta e compunha, mas no estilo galante. Ricercar remete ao passado, uma maneira de dizer que aquela era uma arte que provinha de passadas experiências e traz o significado de buscar com diligência. Além disso, a palavra é parte de um acróstico. Estava escrito na impressão do Ricercar a 6: ‘Regis Iussu Cantio Et Reliqua Canonica Arte Resoluta’ (Ao comando do Rei, a canção [o Ricercar a 6] e as peças remanescentes resolvidas canonicamente [segundo os cânones, as regras]). Até a escolha do nome, Musikalisches OpferOferenda Musical, traz alguma sutileza, uma vez que Opfer, oferenda, oferta, remete ao óbvio significado, mas também a sacrifício…

A interpretação desta obra demanda muito dos intérpretes, uma vez que a indicação dos instrumentos a serem usados ocorre apenas na sonata. Na verdade, esse aspecto de proposta ao intérprete aparece em algumas dicas deixadas pelo autor. Um dos cânones vem com a instrução em Latim: Quaerendo Invenietis, busque e encontrarás! Nesta gravação, além da interpretação do Ricercar a 6 ao cravo, também temos uma gravação como seis instrumentos melódicos. Esta música desafia o intérprete e o ouvinte, assim como a última obra que a seguiu, Die Kunst der FugeA Arte da Fuga. Espero que você possa desfrutar tanto do aspecto intelectual quanto do sensual que nos é proposto aqui. O balanço entre estes aspectos da arte musical nos oferece boa motivação para continuar buscando novas músicas e novas maneiras de ouvir.

Gostaria de mencionar o livro sobre J. S. Bach escrito por Karl Geiringer como referência.

Igor Stravinsky, um músico muito mais próximo do nosso tempo, disse de maneira muito arguta: To listen is na effort, and just to hear is no merit. A duck hears also. Arriscando uma tradução (e já fazendo alguma traição): Ouvir demanda um esforço e não há mérito em apenas escutar. Até um pato escuta.

Assim, aqui está o disco com suas delícias e suas demandas. Espero que aprecie.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Musikalisches Opfer – Oferenda Musical

1. Ricercar a 3
2. Canon perpetuus super Thema Regium
3-7. Canones diversi super Thema Regium
8. Fuga canonica in Epidiapente
9. Ricercar a 6
10. Canon a 2. Quaerando Invenientis
11. Canon a 4
12-15. Sonata sopr’il Soggeto Reale
16. Canon perpetuus
17. Ricercar a 6

Ensemble Sonnerie

Monica Huggett, violin
Sarah Cunningham, viola da gamba
Gary Cooper, harpsichord
Wilbert Hazelzet, flauta
Paul Goodwin, oboe, aboe d’amore, oboe da caccia
Pavlo Beznosiuk, violin, viola, tenor viola
Frances Eustace, basson

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João Sebastião Ribeiro chegando apressado para o encontro com Frederico…

Esperando que você aceite a oferta, do

René Denon