Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

51a7Y69Z7oLNão, você não leu errado: estas são as gravações completas dos legendários violinistas Joachim e Sarasate, feitas no começo do século XX.

Sim, Joachim: aquele que estreou sob a batuta de Felix Mendelssohn e consolidou o Concerto Op. 61 de Beethoven no repertório, que escreveu dezenas de cadenzas para concertos alheios, fundador de uma importante escola pedagógica, amigo de Schumann e de Brahms, e consultor deste último nas obras concertantes para violino.

E sim, ele mesmo: Sarasate, o mais célebre dos violinistas do século XIX depois de Paganini, receptor das dedicatórias da Sinfonia Espanhola de Lalo, do Concerto no. 2 de Wieniawski, do Concerto no. 3 e Introdução e Rondó Caprichoso de Saint-Saëns, entre outros.

De quebra, para fechar o disco, algumas das gravações que Eugène Ysaÿe, o maior violinista de seu tempo, realizou durante uma visita a Nova York em 1912.

Joseph Joachim (1831-1907)
Joseph Joachim (1831-1907)

Joachim tinha 72 anos quando realizou suas gravações – idade avançada para a época – e certamente já não estava no melhor de sua forma, tanto física quanto técnica. As técnicas primitivas de gravações, agravadas pelas dificuldades inerentes à captação do som do violino, ainda mais com as cordas de tripa que eram então a norma, exigem bastante do ouvinte que deseja apreciar a arte deste violinista legendário. As duas peças de Bach para violino solo carregam a distinção de serem as primeiras obras do Pai da Música jamais gravadas. Chamam a atenção também as ornamentações que adicionou, especialmente à bourrée, o uso muito comedido de vibrato (pois a escola fundada por Joachim assim defendia) e o que parece uma entonação distinta, que talvez estivesse em voga na distante década de 1830, quando começou a receber sua educação musical.

Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 - ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.
Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 – ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.

 

Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.
Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.

Comedimento era o que não existia no diminuto corpo de Sarasate, virtuose de fama mundial e compositor de diversas obras feitas sob medida para exibir sua técnica. Diferentemente de Joachim, ele abusa do vibrato e, a julgar por suas gravações, apreciava andamentos insanamente rápidos. O Prelúdio da Partita em Mi maior de Bach, por exemplo, é tocada em velocidade lúbrica, mais rápido até do que era capaz o violinista sexagenário: lá pelo segundo terço ele se perde completamente, como um estudante em pânico na prova, e só vem a se recuperar quando a obra se encaminha para o final (ele parece comentar alguma coisa no fim – talvez uma exclamação desbocada – mas não a consegui entender). O arranjo do Noturno de Chopin permite apreciar um pouco de seu afamado “cantabile”, que pelo jeito abusava do portamento.  No entanto, é em suas próprias obras que o basco parece se sair melhor, principalmente no “Zapateado” e nas famosas “Zigeunerweisen” (Árias Ciganas), aparentemente abreviadas para caberem na gravação – o Adagio acaba bruscamente (em meio a instruções sem-cerimoniosamente faladas pelo intérprete) para dar lugar ao velocíssimo Finale.

Eugene Ysaÿe (1858-1931)
Eugene Ysaÿe (1858-1931)

Já o belga Ysaÿe, aluno dos legendários Vieuxtemps e Wieniawski em Bruxelas, viveu até os anos 30. Por isso, deixou um legado maior de gravações, que nos soam mais modernas e muito mais satisfatórias que as de Sarasate e Joachim – mérito, também, da impressionante evolução das técnicas de gravação. O movimento final do Concerto de Mendelssohn, apesar dos cortes necessários para que coubesse num lado de um LP de 78 rpm, é bastante bom, e a famosa elegância do estilo de Ysaÿe fica evidente, apesar de algumas escorregadelas. Lembremo-nos de que as gravações eram feitas em uma só tomada, e o alto custo da mídia não permitia o luxo de repetir tomadas a bel-prazer.

Ysaÿe e o pianista Camille de Creus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912)
Ysaÿe e o pianista Camille Decreus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912). Reparem no cone que fazia as vezes de microfone

 

Espero que apreciem estas gravações preciosas que permitem, pelo menos àqueles que lhe relevam os ruídos de superfície inerentes às limitações técnicas da época, uma fascinante viagem aural ao passado.

JOSEPH JOACHIM – THE COMPLETE RECORDINGS (1903)
PABLO DE SARASATE – THE COMPLETE RECORDINGS (1904)
EUGÈNE YSAYE – SELECTED RECORDINGS (1912)

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

01 – Partita no. 1 em Si menor para violino solo, BWV 1002 – Bourrée
02 – Sonata no. 1 em Sol menor para violino solo, BWV 1001 – Adagio

Joseph Joachim, violino
(1903)

Joseph JOACHIM (1831-1907)

03 – Romance em Dó maior para violino e piano

Johannes BRAHMS (1833-1897), arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

04 – Dança Húngara no. 1 em Sol menor
05 – Dança Húngara no. 2 em Ré menor

Joseph Joachim, violino
Pianista desconhecido
(1903)

Pablo Martín Meliton de SARASATE y Nevascués (1844-1908)

06 – Zigeunerweisen (Árias Ciganas), Op. 20
07 – Capricho Basco, Op. 24
08 – Introdução e Capricho Jota, Op. 41
09 – Introdução e Tarantela, Op. 43
10 – Zortzico Miramar, Op. 42
11 – Danças Espanholas, Op. 21 – no. 2: Habanera
12 – Danças Espanholas, Op. 26 – no. 2: Zapateado

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)

13 – Noturnos, Op. 9 – no. 2 em Mi bemol maior (transcrição de Sarasate para violino e piano)

Pablo de Sarasate, violino
Pianista desconhecido
(1904)

Johann Sebastian BACH

14 – Partita no. 3 em Mi maior para violino solo, BWV 1006 – Prelúdio

Pablo de Sarasate, violino
(1904)

Emmanuel Alexis CHABRIER (1841-1894)

15 – Pièces pittoresques para piano – no. 10: Scherzo-Valse em Ré maior (transcrito por Ysaÿe para violino e piano)

GABRIEL URBAIN FAURÉ (1845-1924)

16 – Berceuse, Op. 16

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN Bartholdy (1809-1847)

17 – Concerto em Mi menor para violino e orquestra, Op. 64 – Finale: Allegro molto (redução abreviada para violino e piano)

Henryk WIENIAWSKI (1835-1880)

18 – Duas Mazurkas para violino e piano, Op. 19

Johannes BRAHMS, arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

19 – Dança Húngara no. 5 em Sol menor

Eugène Ysaÿe, violino
Camille Decreus, piano
(1912)

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BÔNUS: vocês sabiam que não há só uma, mas DUAS gravações de Johannes Brahms ao piano? Claro que o som é precaríssimo, pois elas são de 2 de dezembro de 1889 (imaginem, menos de um mês após a Proclamação de República no Brasil!). Brahms toca uma de suas Danças Húngaras e um trecho de uma polca de Josef Strauss. Este vídeo do pianista Jack Gibbons, que tem um dos melhores canais de YouTube para amantes do piano, guia-nos nessa experiência aural a um só tempo difícil e privilegiada:

Sarasate, o ligeirinho
Sarasate, o ligeirinho

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 3 de 22 – Ton Koopman, Schlick, Mertens, Prégardien, Wessel

Em uma série deste tamanho, devemos nos preparar com antecipação, não acham? Deixar tudo prontinho … quem dera, na atual conjuntura de minha vida. Mal consigo sentar no computador … com a idade vem a responsabilildade, dizem, e a falta de tempo, idem. Estou tentando manter uma periodicidade semanal, se não conseguir, só tenho a lamentar. Para os apressados, sugiro procurarem na rede mundial, está tudo lá, bonitinho.

Não pretendo me estender em maiores explicações, a obra de Bach se explica por si só. Divirtam-se.

P.S. Como sempre, Ton Kopman está muito bem de solistas nesta caixa, temos aqui a presença ilustre de Andreas Schöll …

CD 1

01. BWV.063 – 1. Chorus ‘Christen, atzet diesen Tag’
02. BWV.063 – 2. Recitative (Alto)- ‘O selger Tag! o ungemeines Heute’
03. BWV.063 – 3. Duet (Soprano, Bass)- ‘Gott, du hast es wohl gefuget’
04. BWV.063 – 4. Recitative (Tenor)- ‘So kehret sich nun heut das bange Leid’
05. BWV.063 – 5. Duet (Alto, Tenor)- ‘Ruft und fleht den Himmel an’
06. BWV.063 – 6. Recitative (Bass)- ‘Verdoppelt euch demnach’
07. BWV.063 – 7. Chorus- ‘Hochster, schau in Gnaden an’
08. BWV.162 – 1. Aria (Bass)
09. BWV.162 – 2. Recitative (Tenor)- ‘O grosses Hochzeitfest’
10. BWV.162 – 3. Aria (Soprano)- ‘Jesu, Brunquell aller Gnaden’
11. BWV.162 – 4. Recitative (Alto)- ‘Mein Jesu, lass mich nicht’
12. BWV.162 – 5. Aria (Duet- Alto, Tenor)- ‘In meinem Gott bin ich erfreut’
13. BWV.162 – 6. Chorus- ‘Ach, ich habe schon erblicket’
14. BWV.155 – 1. Recitative (Soprano)
15. BWV.155 – 2. Aria (Duet- Alto, Tenor)- ‘Du musst glauben, du musst hoffen’
16. BWV.155 – 3. Recitative (Bass)- ‘So sei, o Seele, sei zufrieden’
17. BWV.155 – 4. Aria (Soprano)- ‘Wirf, mein Herze, wirf dich noch’
18. BWV.155 – 5. Chorale- ‘Ob sichs anlie als wollt er nicht’
19. BWV.063 – Appendix 1. Duet (Soprano, Bass)
20. BWV.162 – Appendix 1. Aria (Bass)
21. BWV.162 – Appendix 2. Chorus- ‘Ach, ich habe schon erblicket’

CD 2

01. BWV.022 – 1. Arioso & Chorus (Tenor, Bass, Chorus)- Jesus nahm zu sich die Zwolfe
02. BWV.022 – 2. Aria (Alto)- Mein Jesu, ziehe mich nach dir
03. BWV.022 – 3. Recitative (Bass)- Mein Jesu, ziehe mich
04. BWV.022 – 4. Aria (Tenor)- Mein Alles in Allem
05. BWV.022 – 5. Chorus- Ertot uns durch dein Gute
06. BWV.023 – 1. Duet (Soprano, Alto)- Du wahrer Gott und Davids Sohn
07. BWV.023 – 2. Recitative (Tenor)- Ach, gehe nicht voruber
08. BWV.023 – 3. Duett & Chor (Tenor, Bass, Chorus)- Aller Augen warten, Herr
09. BWV.023 – 4. Chorus- Christe, du Lamm Gottes
10. BWV.163 – 1. Arie (Tenor)- Nur jedem das Seine
11. BWV.163 – 2. Recitative (Bass)- Du bist, mein Gott
12. BWV.163 – 3. Aria (Bass)- Lass mein Herz die Munze sein
13. BWV.163 – 4. Recitative (Soprano, Alto)- Ich wollte dir, o Gott
14. BWV.163 – 5. Aria (Soprano, Alto)- Nimm mich mir und gib mich dir
15. BWV.163 – 6. Chorus- Fuhr auch mein Herz und Sinn
16. BWV.165 – 1. Aria (Soprano)- O heilges Geist- und Wasserbad
17. BWV.165 – 2. Recitative (Bass)- Die sundige Geburt verdammter Adams Erben
18. BWV.165 – 3. Aria (Alto)- Jesu, der aus grosser Liebe
19. BWV.165 – 4. Recitative (Bass)- Ich habe, ja, mein Seelenbrautigam
20. BWV.165 – 5. Aria (Tenor)- Jesu, meines Todes Tod
21. BWV.165 – 6. Chorus- Sein Wort, sein Tauf, sein Nachtmahl

CD 3

01. BWV.054 – 1. Aria (Alto) ‘Widerstehe doch der Sunde’
02. BWV.054 – 2. Recitative (Alto) ‘Die Art verruchter Sunde’
03. BWV.054 – 3. Aria (Alto) ‘Wer Sunde tut, der ist vom Teufel’
04. BWV.161 – 1. Aria (Alto) ‘Komm, du susse Todesstunde’
05. BWV.161 – 2. Recitative (Tenor) ‘Welt, deine Lust is Last’
06. BWV.161 – 3. Aria (Tenor) ‘Mein Verlangen ist den Heiland zu umfangen’
07. BWV.161 – 4. Recitative (Alto) ‘Der Schluss ist schon gemacht’
08. BWV.161 – 5. Chorus ‘Wenn es meines Gottes Wille’
09. BWV.161 – 6. Chorus ‘Der Leib zwar in der Erden’
10. BWV.208 – 01. Recitative (Soprano) ‘Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd’
11. BWV.208 – 02. Aria (Soprano) ‘Jagen ist die Lust der Gotter’
12. BWV.208 – 03. Recitative (Tenor) ‘Wie, schonste Gottin, wie’
13. BWV.208 – 04. Aria (Tenor) ‘Willst du dich nicht mehr ergotzen’
14. BWV.208 – 05. Recitative (Soprano, Tenor) ‘Ich liebe dich zwar noch!’
15. BWV.208 – 06. Recitative (Bass) ‘Ich, der ich sonst ein Gott in diesen Feldern bin’
16. BWV.208 – 07. Aria (Bass) ‘Ein Furst ist seines Landes Pan’
17. BWV.208 – 08. Recitative (Soprano) ‘Soll dann der Pales Opfer hier’
18. BWV.208 – 09. Aria (Soprano) ‘Schafe konnen sicher weiden’
19. BWV.208 – 10. Recitative (Soprano) ‘So stimmt mit ein’
20. BWV.208 – 11. Chorus ‘Lebe, Sonne dieser Erden’
21. BWV.208 – 12. Duet (Soprano, Tenor) ‘Entzucket uns beide’
22. BWV.208 – 13. Aria (Soprano) ‘Weil die wollenreichen Herden’
23. BWV.208 – 14. Aria (Bass) ‘Ihr Felder und Auen’
24. BWV.208 – 15. Chorus ‘Ihr lieblichsten Blicke’

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

BARBARA SCHLICK, CAROLINE STAM, RUTH HOLTON, ELS BONGERS soprano
ELISABETH VON MAGNUS soprano II, alto
ANDREAS SCHOLL alto(BWV54)
PAUL AGNEW tenor
KLAUS MERTENS bass
THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN – CONDUCTOR

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Yale Cellos of Aldo Parisot

DE-3041-2Talvez para me redimir do erro crasso que foi ignorar a gravação pioneira do decano dos violoncelistas brasileiros, o potiguar Aldo Parisot, e atribuir erroneamente a Dimos Goudaroulis a primeira gravação brasileira da integral das Suítes para violoncelo solo de J. S. Bach, apresento-lhes um belo álbum em que Parisot rege o conjunto de violoncelos da Universidade de Yale, formado por seus alunos, e que leva seu nome.

O álbum original, como vocês podem perceber pela capa rasurada, não continha somente obras de J. S. Bach, mas também outras tantas do maior dos compositores brasileiros, que se inspirou em Bach para compor um conjunto de nove obras, cujos títulos, mui apropriadamente, remetem a Bach. Duas dessas obras – a primeira e quinta da série – foram compostas para conjunto de violoncelos (acompanhados, na quinta, por uma soprano solista, que nesta gravação é a excelente Arleen Augér).

Lamentavelmente, não temos a autorização dos representantes dos direitos de tal compositor para divulgar suas obras por aqui. Assim, deixamos que as obras de Bach lhes mostrem a beleza do som do coro de violoncelos burilado por Parisot, enquanto vocês ficam imaginando como as obras do compositor-de-quem-não-se-diz-o-nome não soariam com esse conjunto.

Ou, ah sim, também podem comprar o disco. É só clicar a imagem acima.

(ou, então, escutar no YouTube – mas, shhhhhh, não espalhem!)

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

01 – Suíte para orquestra no. 3 em Ré maior, BWV 1068 – Ária
02 – Partita para violino solo no. 2 em Ré menor, BWV 1004 – Chaconne
03 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Mi bemol menor, BWV 853
04 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio em Si bemol menor, BWV 867
05 – Suíte para violoncelo solo no. 6 em Ré maior, BWV 1012 – Sarabande

The Yale Cellos of Aldo Parisot
Aldo Parisot, regência
Arranjos para conjunto de violoncelos: Aldo Parisot
(os excertos d’O Cravo bem Temperado foram arranjados, parece, por um grande compositor brasileiro)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O maior compositor cujas obras vocês não encontrarão aqui no PQP Bach
O maior compositor cujas obras vocês não encontrarão aqui no PQP Bach

Vassily Genrikhovich

Concert of the Century: Celebrating the 85th Anniversary of Carnegie Hall (1976)

61YHCGMSB4L._SX425_“Concerto do Século” é um título bastante presunçoso para esta gravação da celebração dos 85 anos (jubileu esquisito, né?) do Carnegie Hall em Nova York, e que eu comprei no Carrefour nos anos 90.

Os talentos reunidos talvez justifiquem a presunção: afinal, se hoje Leonard Bernstein, Isaac Stern, Yehudi Menuhin, Vladimir Horowitz, Slava Rostropovich e Dietrich Fischer-Dieskau provavelmente estão, entre uma piada e outra de Slava, a fazer música no Olimpo, no tempo em que eles repartiam conosco o ar pestilento do Hades era bem difícil vê-los repartindo um palco.

O repertório é um saco de gatos difícil de entender, cujo único critério de eleição, parece, era o da Roda da Fortuna. Talvez quisessem apenas achar pretextos para reunir o notável panteão musical e ganhar dinheiro com isso – a edição de luxo da gravação, por exemplo, limitada a mil exemplares e autografada pelos artistas, ainda pode trocar de mãos pela ninharia de duas mil e trezentas doletas.

Essa, no entanto, é uma questão que empalidece quando imaginamos o espetáculo sui generis que não deve ter sido assistir aos célebres instrumentistas cantando (!) o Hallelujah de Händel que encerra o festim musical. Não conseguimos, em momento algum, discernir suas vozes em meio ao coro e, por isso, provavelmente devamos à Oratorio Society e à Filarmônica de New York nossos efusivos agradecimentos.

Ver Horowitz soltando um dó de peito certamente foi uma das trombetas do Apocalipse, mas o fechamento meio bizarro do concerto não condiz com algumas das belezas nele contidas. Ok, o Concerto Duplo de Bach com Stern e Menuhin é decepcionante, meio cru e cheio de arestas, e também fica difícil entender por que o “Pater Noster” à capela de Tchaikovsky está ali, perdido entre Bach e Händel. No entanto, o “Pezzo Elegiaco” que abre o belo Trio em Lá menor de Tchaikovsky (com Stern, Horowitz e Rostropovich) e o Andante da Sonata para violoncelo e piano de Rachmaninov (com Rostropovich e Horowitz) são tão bons que a gente fica cá com os botões a se perguntar por que diachos deles foram tocados só excertos.

O ouro maciço, entretanto, está no MA-RA-VI-LHO-SO “Dichterliebe” de Schumann, na voz de seu maior intérprete, Dietrich Fischer-Dieskau, e com Horowitz ao piano. Não conseguiríamos tecer loas bastantes à maior voz do século XX, então concentramos nossos confetes sobre Horowitz, que não só acompanha impecavelmente como também acrescenta tensão e lirismo a momentos cruciais. Para mim, esta é disparadamente a melhor gravação que existe desta obra-prima do gênero, e tenho certeza de que, se fosse lançada separadamente e não escondida neste saco de gatos de pedigree, seria um sempiterno sucesso.

CONCERT OF THE CENTURY – CELEBRATING THE 85th ANNIVERSARY OF CARNEGIE HALL

Gravado ao vivo em 18 de maio de 1976

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770-1827)

01 – Abertura “Leonore”, Op. 72a

New York Philarmonic
Leonard Bernstein, regência

PYOTR ILYCH TCHAIKOVSKY (1840-1893)

02 – Trio em Lá menor para violino, piano e violoncelo, Op. 50 – Pezzo elegiaco

Isaac Stern, violino
Vladimir Horowitz, piano
Mstislav Rostropovich, violoncelo

SERGEY VASSILIYEVICH RACHMANINOV (1873-1943)

03 – Sonata em Sol menor para violoncelo e piano, Op. 19 – Andante

Mstislav Rostropovich, violoncelo
Vladimir Horowitz, piano

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CD2

ROBERT SCHUMANN (1810-1856)

01 – Dichterliebe, Op. 48, ciclo de canções sobre poemas de Heinrich Heine

Dietrich Fischer-Dieskau, barítono
Vladimir Horowitz, piano

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

Concerto em Ré menor para dois violinos, orquestra de cordas e baixo contínuo, BWV 1043

02 – Vivace
03 – Largo ma non tanto
04 – Allegro

Isaac Stern e Yehudi Menuhin, violinos
New York Philarmonic
Leonard Bernstein, cravo e regência

PYOTR ILYCH TCHAIKOVSKY (1840-1893)

05 – Nove Peças Sacras – Pater Noster

The Oratorio Society
Lyndon Woodside, regência

GEORG FRIEDRICH HÄNDEL (1685-1759)

06 – Messiah, Oratório HWV 56 – no. 42, coro: “Hallelujah”

Isaac Stern, Yehudi Menuhin, Vladimir Horowitz, Mstislav Rostropovich, Leonard Bernstein, Dietrich Fischer-Dieskau, vozes
The Oratorio Society
New York Philarmonic
Leonard Bernstein, regência

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Menuhin, Slava, Volodya, Bernstein e Stern cantam, e Fischer-Dieskau pergunta-se como veio parar no meio do pior coro do mundo.

Vassily

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Bach – Amandine Beyer, Gli Incogniti

Nesta overdose de Bach que lhes estou proporcionando trazendo as Cantatas, trago hoje outra overdose, desta vez com uma das principais intérpretes da atualidade do velho mestre,  a violinista, professora e musicóloga francesa Amandine Beyer. Essa moça respira música barroca vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Todos os cds dela a que já tive acesso são de excepcional qualidade.
Serão quatro CDs dedicados ao violino, acompanhado por orquestra, por cravo, ou solo. Ou seja, para se fartar, no bom sentido é claro. E acompanhando-a, como sempre, temos o excelente conjunto Gli Incogniti, dirigido pela própria Amandine.
Coisa fina, para se ouvir à exaustão, sem temer excessos. Sempre que possível, ouçam com um bom fone de ouvido, relaxados, sentados em uma confortável poltrona e apreciando um bom vinho.
Vamos ao que viemos? Uma overdose de Bach nas mãos de uma de suas melhores intérpretes da atualidade.

CD 1

01. Concerto pour violon No. 1 in D Minor, BWV 1052 I. Allegro
02. Concerto pour violon No. 1 in D Minor, BWV 1052 II. Adagio
03. Concerto pour violon No. 1 in D Minor, BWV 1052 III. Allegro
04. Concerto pour violon No. 5 in G Minor, BWV 1056 I. Allegro
05. Concerto pour violon No. 5 in G Minor, BWV 1056 II. Largo
06. Concerto pour violon No. 5 in G Minor, BWV 1056 III. Presto
07. Concerto pour violon No. 2 in E Major, BWV 1042 I. Allegro
08. Concerto pour violon No. 2 in E Major, BWV 1042 II. Adagio
09. Concerto pour violon No. 2 in E Major, BWV 1042 III. Allegro assai
10. Concerto pour violon No. 1 in A Minor, BWV 1041 I. (Allegro moderato)
11. Concerto pour violon No. 1 in A Minor, BWV 1041 II. Andante
12. Concerto pour violon No. 1 in A Minor, BWV 1041 III. Allegro assai

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CD 2

1. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 I. Allemanda
2. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 II. Double
3. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 III. Corrente
4. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 IV. Double, presto
5. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 V. Sarabande
6. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 VI. Double
7. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 VII. Tempo di borea
8. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 VIII. Double
9. Sonata pour violon No. 2 in A Minor, BWV 1003 I. Grave
10. Sonata pour violon No. 2 in A Minor, BWV 1003 II. Fuga
11. Sonata pour violon No. 2 in A Minor, BWV 1003 III. Andante
12. Sonata pour violon No. 2 in A Minor, BWV 1003 IV. Allegro
13. Partita pour violon No. 2 in D Minor, BWV 1004 I. Allemanda
14. Partita pour violon No. 2 in D Minor, BWV 1004 II. Corrente
15. Partita pour violon No. 2 in D Minor, BWV 1004 III. Sarabanda
16. Partita pour violon No. 2 in D Minor, BWV 1004 IV. Giga
17. Partita pour violon No. 2 in D Minor, BWV 1004 V. Ciaccona

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CD 3

1. Sonata pour violon No. 3 in C Major, BWV 1005 I. Adagio
2. Sonata pour violon No. 3 in C Major, BWV 1005 II. Fuga
3. Sonata pour violon No. 3 in C Major, BWV 1005 III. Largo
4. Sonata pour violon No. 3 in C Major, BWV 1005 IV. Allegro assai
5. Sonata pour violon No. 1 in G Minor, BWV 1001 I. Adagio
6. Sonata pour violon No. 1 in G Minor, BWV 1001 II. Fuga, allegro
7. Sonata pour violon No. 1 in G Minor, BWV 1001 III. Siciliana
8. Sonata pour violon No. 1 in G Minor, BWV 1001 IV. Presto
9. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 I. Preludio
10. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 II. Loure
11. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 III. Gavotte en rondeaux
12. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 IV. Menuet I – Menuet II
13. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 V. Bourée
14. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 VI. Gigue
15. Sonata a violino solo senza basso I. —
16. Sonata a violino solo senza basso II. Allegro
17. Sonata a violino solo senza basso III. Giga
18. Sonata a violino solo senza basso IV. Variatione

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CD 4

1. Sonate in B-Flat Major, Wq. 77 I. Allegro di molto
2. Sonate in B-Flat Major, Wq. 77 II. Largo
3. Sonate in B-Flat Major, Wq. 77 III. Presto
4. Sonate in C Minor, Wq. 78 I. Allegro moderato
5. Sonate in C Minor, Wq. 78 II. Adagio ma non troppo
6. Sonate in C Minor, Wq. 78 III. Presto54. Sonate in G Minor, H 545 I. Allegro
7. Sonate in G Minor, H 545 II. Adagio56. Sonate in G Minor, H 545 III. Allegro
8. Sonate in B Minor, Wq. 76 I. Allegro moderato
9. Sonate in B Minor, Wq. 76 II. Poco andante
10. Sonate in B Minor, Wq. 76 III. Allegretto siciliano

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Amandine Beyer – Violin
Gli Incogniti

Amandine Beyer posando no Hall do Salão Principal da sede do PQPBach.

J. S. Bach (1685-1750): As Toccatas (completo)

J. S. Bach (1685-1750): As Toccatas (completo)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é certamente um dos principais CDs lançados em 2019. Muito se falará dele, ainda mais se considerarmos que são versões EXTREMAMENTE LIVRES E ESPONTÂNEAS das Toccatas para Cravo de Bach. Elas são, ao lado das Goldberg, das Partitas e das Trio Sonatas para Órgão, minhas peças preferidas para teclado solo de papai.

Esfahani está correto. As Toccatas serviam para que os cravistas demonstrassem, além da música, suas habilidades. Nós jamais saberemos exatamente quão livres eram as versões dos cravistas da época, mas podemos ver que Esfahani se esbalda em liberdade. Sua versão é decididamente improvisada, se considerarmos o que temos ouvido. Mas também é alta e decididamente convincente.

As sete Toccatas de Bach são obras da juventude de Bach. O jovem compositor desejava liberdade expressiva, obviamente. Seria necessário um duro trabalho de detetive para tratar de questões de ornamentação e fraseado, cor e clareza, que papai esperaria que variassem de acordo com o gosto do executante. Esfahani, que explica a complexa história das peças em um ensaio detalhado no CD, fez sua própria versão e revela para nós que nessas músicas há mistérios que talvez nunca suspeitássemos. 

Você tem duas opções. Ouvir ou ouvir.

J. S. Bach (1685-1750): As Toccatas (completo)

1 Toccata in F sharp minor BWV910 [11’14]
2 Toccata in C minor BWV911 [12’05]
3 Toccata in D major BWV912 [12’33]
4 Toccata in D minor BWV913 [14’22]
5 Toccata in E minor BWV914 [8’04]
6 Toccata in G minor BWV915 [10’08]
7 Toccata in G major BWV916 [8’28]

Mahan Esfahani (cravo)

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Esfahani dando um rolê bachiano (?) por aí.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 2 de 22 – Ton Koopman, Schlick, Mertens, Prégardien, Wessel

“Muitas das cantatas escritas por Bach antes de ele se tornar Thomaskantor em Leipzig agora estão perdidas. À Igreja de Nossa Senhora de Thomaskirche cabe apenas em 3 conjuntos de 3 CDs cada. Este volume é o segundo conjunto de cantatas pré-Leipzig e, portanto, contém duas das três cantatas seculares existentes desse mesmo período. Estes são ‘Amore traditore’ e o que resta de uma cantata humorística, agora chamada’ Quodlibet ‘. Alguns estudiosos são da opinião de que a autoria de Bach de ‘Amore Traditore’ é questionável, mas quem mais poderia ter escrito essa cantata de três movimentos incrivelmente bela e cativante para o texto em italiano?”

O texto acima abre o Booklet deste segundo volume da integral que Ton Koopman gravou. O texto integral, além das letras das cantatas, estão no booklet, com link abaixo.

CD 1
“Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen” BWV12
Dominica Jubilate For the 3rd Sunday after Easter [Jubilate]
1 Sinfonia
Oboe, Violins, Violas, Violone, Bassoon, Organ
2 Chorale: “Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen”
Violins, Violas, Violone, Bassoon, Organ
3 Recitative (Alto): “Wir müssen durch viel Trübsal”
Violins, Violas, Violone, Bassoon, Organ
4 Aria (Alto): “Kreuz und Krone sind verbunden”
Oboe, Bassoon, Organ
5 Aria (Bass): “Ich folge Christo nach”
Violins, Violone, Bassoon, Organ
6 Aria (Tenor): “Sei getreu, alle Pein”
Oboe, Bassoon, Organ
7 Chorale (Chorus): “Was Gott tut, das ist wohlgetan”
Oboe, Violins, Violas, Violone, Bassoon, Organ

“Gleichwie der Regen und Schnee vom Himmel fallt” BWV 18
Dominica Sexagesimae For the Sexagesima Sunday
8 Sinfonia
Recorders, Violas, Cello, Violone, Bassoon, Organ
9 Recitative (Bass): “Gleichwie der Regen und Schnee”
Bassoon, Organ
10 Recitative (Tenor, Bass, Chorus): “Mein Gott, hier wird mein Herze sein”
Recorders, Violas, Cello, Bassoon, Organ
11 Aria (Soprano): “Mein Seelenschatz ist Gottes Wort”
Recorders, Violas, Cello, Violone, Organ
12 Chorale (Chorus): “Ich bitt, o Herr, aus Herzensgrund”
Recorders, Violas, Cello, Violone, Bassoon, Organ
“Nun komm, der Heiden Heiland” BWV 61
Dominica 1 Adventus Christi For the 1st Sunday of Advent
13 Overture (Chorus): “Nun komm, der Heiden Heiland”
Violins, Violas, Celli, Violone, Bassoon, Organ
14 Recitative (Tenor): “Der Heiland ist gekommen
Cello, Organ
15 Aria (Tenor): “Komm, Jesu, komm zu deiner Kirche”
Violins, Violas, Celli, Violone, Organ
16 Recitative (Bass): “Siehe, ich stehe vor der Tür”
Violins, Violas, Celli, Violone, Organ
17 Aria (Soprano): “Öffne dich, mein ganzes Herze”
Celli, Organ
18 Chorale (Chorus): “Amen, Amen! komm du schöne Freudenkrone”
Violin, Violas, Celli, Violone, Bassoon, Organ

“Gleichwie der Regen und Schnee vom Himmel fällt” BWV 18 (Appendix)
19 Sinfonia
Violas, Cello, Violone, Bassoon, Organ
20 Choral (Chorus): “Ich bitt, o Herr, aus Herzensgrund”
Violas, Cello, Violone, Bassoon, Organ

CD 2

“Erschallet, ihr Lieder” BWV 172

Feria 1 Pentecostes For the Feast of Whitsunday
1 Chorus: “Erschallet, ihr Lieder, erklinget, ihr Saiten!”
Violins, Violas, Cello, Violone, Trumpets, Timpani, Bassoon, Organ
2 Recitative (Bass): “Wer mich liebet”
Cello, Organ
3 Aria (Bass): “Heiligste Dreieinigkeit”
Cello, Violone, Trumpets, Timpani, Bassoon, Organ
4 Aria (Tenor): “O Seelenparadies”
Recorder, Violins, Violas, Cello, Violone, Organ
5 Aria (Duet: soprano, alto) : “Komm, laß mich nicht länger warten”
Cello, solo Organ
6 Chorale (Chorus): “Von Gott kommt mir ein Freudenschein”
Violins, Violas, Cello, Violone, Recorder, Bassoon, Organo
7 Chorus: “Erschallet, ihr Lieder, erklinget, ihr Saiten!”
Violins, Violas, Cello, Violone, Trumpets, Timpani, Bassoon, Organ

“Bereitet die Wege, bereitet die Bahn” (Concerto) BWV 132

8 Aria (Soprano): “Bereitet die Wege, bereitet die Bahn”
Violins, Violas, Cello, Violone, Oboe, Organ

9 Recitative (Tenor): “Willst du dich Gottes Kind und Christi Bruder nennen”
Cello, Organ 10 Aria (Bass): “Wer bist du? frage dein Gewissen”
Cello, Organ
11 Recitative (Alto): “Ich will, mein Gott, dir frei heraus bekennen”
Violins, Violas, Violone, Organ
12 Aria (Alto): “Christi Glieder, ach bedenket”
Violin, Cello, Organ
13 Chorale (Chorus): “Ertöt uns durch dein Güte”
Violins, Violas, Celli, Violone, Oboe, Bassoon, Organ

“Himmelskönig, sei willkommen” (concerto) BWV182
Dominica Palmarum For Palm Sunday

14 Sonata (Concerto: Grave, Adagio)
Recorder, Violin, Violas, Cello, Violone, Recorder, Organ
15 Chorus: “Himmelskönig, sei willkommen”
Violin, Violas, Cello, Violone, Recorder, Organ
16 Recitative (Bass): “Siehe, siehe, ich komme”
Cello, Organ
17 Aria (Bass): “Starkes Lieben, das dich, großer Gottessohn”
Violin, Violas, Cello, Organ
18 Aria (Alto): “Leget euch dem Heiland unter”
Recorder, Cello, Organ
19 Aria (Tenor): “Jesu, laß durch Wohl und Weh”
Cello, Organ 20 Chorale (Chorus): “Jesu, deine Passion”
Violin, Violas. Cello, Violone, Recorder, Organ
21 Chorus: “So lasset uns gehen in Salem der Freunden”
Violin, Violas, Cello, Violone, Recorder, Organ

“Himmelskönig, sei willkommen” (Concerto) BWV 182 (Appendix)
22 Sonata (Concert: Grave, Adagio)
Oboe, Recorder, Violin, Violas, Cello, Double-Bass, Organ
23 Chorale (Chorus): “Jesu, deine Passion”
Oboe, Violin, Violas, Cello, Double-Bass, Organ

Barbara Schlick Soprano
Kai Wessel Alto
Christoph Prégardien Tenor
Klaus Mertens Bass

THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

BOOKLET – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol 1 de 22 – Ton Koopman, Amsterdam Baroque Orchestra & Choir

Para realizar esta mega postagem, a maior que já fiz, e provavelmente jamais farei algo parecido, preciso da compreensão e da paciência dos senhores.  Paciência por se tratarem de 67 cds ao todo, distribuidos em 22 volumes, e claro que não postarei tudo de uma só vez, mas por volumes. Já há algum tempo cogito em trazer alguma integral das Cantatas de Bach, mas a falta de tempo sempre me atrapalhava no projeto. Em alguns casos, na maior parte deles, provavelmente, o texto que ilustrará a postagem será do próprio booklet dessa coleção, uma jóia preciosa que faz parte de meu acervo já há quase vinte anos. A trato como o bem inestimável que é.

Ton Koopman é um dos maiores especialistas em Bach que já pisaram sobre a face da Terra. Já gravou muita coisa do velho mestre, e este com certeza foi o seu projeto mais ambicioso. Ele mesmo escolheu os músicos que fazem parte da orquestra e do Coro. Nomes conhecidos como o das sopranos Sabrine Piau e Barbara Schlick, ou do baixo Klaus Mertens serão constante, já que acompanharam Koopman durante todo o processo de gravação.

Então vamos ao que viemos. espero que apreciem o esforço, e por favor, comentem.

“Johann Sebastian Bach deixou uma magnífica coleção de música vocal para a posteridade. Entre os melhores exemplos estão as grandes obras musicais como as Paixões, Oratórios e Missas, sem precedente nem paralelo em seu próprio tempo. No entanto, de acordo com uma análise de suas obras, elaboradas em 1750, ano de sua morte, a maior parte do legado musical de Bach consistia em “cinco ciclos anuais de peças da igreja”, ou seja, cantatas para os domingos e dias santos. por um total de cinco anos eclesiásticos. Como há cerca de 65 comemorações por ano, cinco ciclos sugeririam um repertório total de mais de trezentas peças. Porém, ao todo menos de duzentas cantatas permanecem.
No entanto, apesar da perda irrecuperável de cerca de um quinto desta coleção, o repertório sobrevivente constituiu um tesouro muito variado e esteticamente superior de obras vocais e instrumentais, inigualável na história da música sacra. Na íntegra, as cantatas de Bach, abrangendo virtualmente toda a vida criativa do compositor, exibem uma excepcional qualidade artística, riqueza, variedade e originalidade. (…)”

CD 1

“Ich hatte viel Bekümmernis” BWV 21
For the 3rd Sunday after Trinity • For all times

PRIMA PARTE

1 Sinfonia
2 Coro: “Ich hatte viel Bekümmernis”
3 Aria (Soprano): “Seufzer, Tränen, Kummer, Not”
4 Recitativo (Soprano): “Wie hast du dich, mein Gott”
5 Aria (Soprano): “Bäche von gesalznen Zähren”
6 Coro: “Was betrübst du dich, meine Seele”

SECONDA PARTE

7 Recitativo (Soprano, Basso): “Ach Jesu, meine Ruh”
8 Duetto (Soprano, Basso): “Komm, mein Jesu”
9 Coro: “Sei nun wieder zufrieden”
10 Aria (Soprano): “Erfreue dich, Seele”
11 Coro: “Das Lamm, das erwürget ist”

“Aus der Tiefe rufe ich, Herr, zu dir” BWV 131
Penitential Service?

12 Sinfonia-Choral: “Aus der Tiefe rufe ich, Herr, zu dir”
13 Aria (Basso, Choral): “So du willst, Herr, Sünde zurechnen”
14 Coro: “Ich harre des Herrn”
15 Aria (Tenore, Choral): “Meine Seele wartet auf den Herrn”
16 Coro: “Israel, hoffe auf den Herrn”

“Ich hatte viel Bekümmernis” BWV 21 (Appendix):
17 Coro: “Sei nun wieder zufrieden'”

CD 2

“Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit” (Actus tragicus) BWV 106
Unspecified occasion

1 Sonatina
2 a [Coro]: “Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit”
b [Arioso] (Tenore): “Ach Herr, lehre uns bedenken”
c [Arioso] (Basso): “Bestelle dein Haus; denn du wirst sterben”
3 a [Aria] (Alto): “In deine Hände befehl ich meinen Geist”
b [Arioso – Choral] (Alto, Basso): “Heute wirst du mit mir im Paradies sein”
4 Coro: “Glorie, Lob, Ehr und Herrlichkeit”

“Der Herr denket an uns” BWV 196
Wedding cantata

5 Sinfonia
6 Coro: “Der Herr denket an uns”
7 Aria (Soprano): “Er segnet, die den Herrn fürchten”
8 Duetto (Tenore, Basso): “Der Herr segne euch” 8 Duetto (Tenore, Basso): “Der Herr segne euch”
9 Coro: “Ihr seid die Gesegneten des Herrn”

“Gott ist mein König” BWV 71
Ratswechsel – For the Town Council Inauguration

10 Coro: “Gott ist mein König”
11 Aria – Choral (T, S): “Ich bin nun achtzig Jahr” • “Soll ich auf dieser Welt”
12 Coro [a 4 voci]: “Dein Alter sei wie deine Jugend”
13 Arioso (Basso): “Tag und Nacht ist dein”
14 Aria (Alto): “Durch mächtige Kraft”
15 Coro: “Du wollest dem Feinde nicht geben”
16 Coro [Soli, Coro]: “Das neue Regiment

“Nach dir, Herr, verlanget mich” BWV 150
Occasion unspecified

17 Sinfonia
18 Coro: “Nach dir, Herr, verlanget mich”
19 Aria (Soprano): “Doch bin und bleibe ich vergnügt”
20 Coro: “Leite mich in deiner Wahrheit”
21 Aria (Terzetto: Alto, Tenore, Basso): “Zedern müssen von den Winden”
22 Coro: “Meine Augen sehen stets zu dem Herrn”
23 Coro: “Meine Tage in dem Leide”

CD 3

“Der Himmel lacht! die Erde jubilieret” BWV 31
On the 1st day of Easter

1 Sonata
2 Coro (Coro, Soprano, Alto): “Der Himmel lacht! die Erde jubilieret”
3 Recitativo (Basso): “Erwünschter Tag! Sei, Seele, wieder froh”
4 Aria (Basso): “Fürst des Lebens, starker Streiter”
5 Recitativo (Tenore): “So stehe dann, du gottergebne Seele”
6 Aria (Tenore): “Adam muß in uns verwesen”
7 Recitativo (Soprano): “Weil dann das Haupt sein Glied”
8 Aria (Soprano): “Letzte Stunde, brich herein”

“Barmherziges Herze der ewigen Liebe” BWV185
For the 4th Sunday after Trinity

10 Aria (Duetto: Soprano, Tenore): “Barmherziges Herze der ewigen Liebe”
11 Recitativo (Alto): “Ihr Herzen, die ihr euch”
12 Aria(Alto): “Sei bemüht in dieser Zeit”
13 Recitativo (Basso): “Die Eigenliebe schmeichelt sich”
14 Aria (Basso): “Das ist der Christen Kunst”
15 Choral (Coro): “Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ”

«Christ lag in Todesbanden” BWV 4
For the 1st day of Easter

16 Sinfonia
17 [Coro] Versus I: “Christ lag in Todesbanden”
18 [Duetto] (Soprano, Alto) Versus II: “Den Tod niemand zwingen kunnt”
19 [Aria] (Tenore) Versus III: “Jesus Christus, Gottes Sohn”
20 [Coro] Versus IV: “Es war ein wunderlicher Krieg”
21 [Aria] (Basso) Versus V: “Hier ist das rechte Osterlamm”
22 [Duetto] (Soprano, Tenore) Versus VI: “So feiern wir das hohe Fest”
23 Choral (Coro) Versus VII: “Wir essen und leben wohl”

“Christ lag in Todesbanden” BWV 4 (Appendix):

24 Sinfonia
25 [Coro] Versus I: “Christ lag in Todesbanden”
26 [Duetto] (Soprano, Alto) Versus II: “Den Tod niemand zwingen kunnt”
27 Choral (Coro): Versus VII: “Wir essen und leben Wohl”

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CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

 

Barbara Schlick Soprano
Kai Wessel Alto
Guy de Mey Tenor
Klaus Mertens Bass

THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

Ton Koopman está feliz pois o PQPBach vai postar sua integral

Os Índios Tabajaras – Casually Classic

Os Índios Tabajaras – Casually Classic

Casually Classic - frHá ficção e realidade – e contos, e novelas.

Há mitos, há lendas – e causos, e trovas.

Há histórias tão improváveis que são indeglutíveis.

E há a história de Muçaperê e Erundi, ou de Natalício e Antenor Lima, ou – como o mundo todo viria a conhecê-los – dos Índios Tabajaras.

ooOoo

Eles eram, de fato, indígenas, nascidos da nação Tabajara, na serra de Ibiapaba, perto da divisa entre o Ceará e o Piauí. Receberam seus nomes nativos porque eram o terceiro (“muçaperê”) e quarto (“erundi”) filhos de seu pai. Sua trajetória do sertão até o sucesso mundial é tão inacreditável que minha prosa não tem asas para contá-la: deixo o próprio Natalício fazê-lo, neste longo, fascinante depoimento.

Resumo da epopeia: um primeiro contato com militares (e com o violão) no sertão; um tenente os apadrinha, e adotam “nomes de branco”; a fome move a família para o Rio de Janeiro, a pé e em pau-de-arara, ao longo de três anos, durante os quais se familiarizam com a viola brasileira e o violão; primeiras aparições no rádio e em teatros da Capital Federal e em São Paulo, anunciados como “bugres que sabem tocar”; sem serem levados muito a sério, fazem suas primeiras gravações; saem em turnê pela América Latina; chegam ao México, onde são apresentados por Ricardo Montalbán como “analfabetos musicais”; o constrangimento leva-os a terem aulas de música em Caracas e Buenos Aires; excursão pelos Estados Unidos, onde gravam várias músicas do repertório easy listening, incluindo o fox “Maria Elena”; retorno desiludido ao Brasil e busca de uma nova carreira; no meio-tempo, o compacto de “Maria Elena” transforma-se num imenso sucesso retardado, com mais de um milhão de vendas; os irmãos são catapultados de volta aos Estados Unidos, onde, entre idas e vindas, se radicam e vivem até suas mortes.

A acreditar em tudo o que se conta deles, temos a mais fantástica trajetória artística que ainda não virou livro ou filme. Mas não é ela, claro, que nos interessa, pois isso aqui, afinal de contas, é o PQP Bach e quem me lê não quer saber de histórias fabulosas: quer música, e muita, e da muito boa.

Surge, pois, a minha deixa para apresentar-lhes esta gravação.

Se a maior parte do repertório da dupla consistiu em músicas melosas, feitas para pagar as contas e destinadas invariavelmente aos almoços de família e às salas de espera de consultórios de dentista, os largamente autodidatas Muçaperê e Erundi eram entusiastas da música clássica europeia e, sempre que podiam, incluíam suas peças em seus recitais. Em muitos deles, tocavam música de elevador vestidos em trajes, ahn, “indígenas” (daqueles para inglês ver) para, depois do intervalo e de smoking, tocarem as transcrições de obras de concerto habilmente feitas por Muçaperê.

Este álbum, Casually Classic, inclui algumas delas, com solos de Muçaperê, e acompanhamentos de Erundi.

Talvez alguns torçam o nariz para a transcrição de Recuerdos de la Alhambra para dois violões, em vez da difícil superposição entre melodia em tremolo e acompanhamento em arpejos com o polegar da versão solo. Eu a acho esplêndida e muito mais evocativa que o original. Os excertos orquestrais são cheios de verve, e a fuga de Bach – uma estranha no ninho entre as seleções – é deliciosamente trigueira. O ponto alto, para mim, é a Fantasia-Improviso de Chopin, transcrita e interpretada de uma maneira tão linda que me é até mais convincente que o original pianístico.

Se a muitos será uma surpresa a revelação de que houve um grande duo de violonistas brasileiros antes dos irmãos Assad conquistarem o planeta, espero que ela, ao escutarem esta gravação, seja muito grata.

OS ÍNDIOS TABAJARAS – CASUALLY CLASSIC (1966)

Muçaperê (Natalício Moreira Lima) e Erundi (Antenor Moreira Lima), violões
Transcrições de Muçaperê

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)

01  – Valsa em Dó sustenido menor, Op. 64 no. 2

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)

02 – O Quebra-Nozes, Op. 71: Valsa das Flores

Francisco de Asis TÁRREGA y Eixea (1852-1909)

03 – Recuerdos de la Alhambra

Nikolay Andreyevich RIMSKY-KORSAKOV (1844-1908)

04 – A Lenda do Czar Saltan – Ato III, Interlúdio: O Voo do Zangão

Fryderyk Franciszek CHOPIN

05  – Valsa em Ré bemol maior, Op. 64 no. 1

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

06 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Dó sustenido maior, BWV 848: Fuga

Manuel de FALLA y Matheu (1876-1946)

07 – El Amor Brujo: Dança Ritual do Fogo

Fryderyk Franciszek CHOPIN

08 – Fantasia-Improviso em Dó sustenido menor, Op. 66

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Mussaperê e Herundi, vestidos para inglês ver
Erundi e Muçaperê, vestidos para inglês ver

Vassily

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo Solo

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo Solo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje é o dia do aniversário daquele que se autodenomina PQP Bach. Então, ele postará três trabalhos excepcionais. Este é o terceiro do dia.

Que som, que gravação! Como muitos violoncelistas, Alban Gerhardt esperou “amadurecer” para gravar sua versão das Suítes de Bach para Violoncelo Solo. Aguardou até completar 50 anos de vida. Valeu a pena. Sua performance é pessoal, íntima e espontânea. Gerhardt soa perfeitamente à vontade nesta música e seu som é esplêndido — um registro de tenor rico e convincente. Há uma leveza na interpretação de Gerhardt que é influenciada por performances historicamente informadas, mas sem deixar de ter o calor do instrumento moderno. O resultado geral é uma leitura que se encaixaria na classificação romântica, mas sem o peso de bigorna de alguns. Os movimentos rápidos de Gerhardt são gentis e fluidos, e ele está no seu melhor nas Sarabandas (experimente ouvir a da terceira e a da quinta suíte — a bergmaniana –, por exemplo). Gerhardt diz que qualquer leitura que ele pudesse gravar seria apenas um instantâneo e é fácil acreditar neste caráter de improviso.

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo

Bach, J S: Cello Suite No. 1 in G major, BWV 1007 16:44

I. Prelude 2:55
II. Allemande 3:44
III. Courante 2:39
IV. Sarabande 2:28
V. Menuet I – Menuet II 3:09
VI. Gigue 1:49

Bach, J S: Cello Suite No. 2 in D minor, BWV 1008 18:13

I. Prelude 3:34
II. Allemande 2:42
III. Courante 2:09
IV. Sarabande 4:18
V. Menuet I – Menuet II 2:43
VI. Gigue 2:47

Bach, J S: Cello Suite No. 3 in C major, BWV 1009 21:39

I. Prelude 3:55
II. Allemande 3:41
III. Courante 3:12
IV. Sarabande 3:57
V. Bourrée I – Bourrée II 3:40
VI. Gigue 3:14

Bach, J S: Cello Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010 22:55

I. Prelude 4:16
II. Allemande 3:17
III. Courante 3:24
IV. Sarabande 4:02
V. Bourrée I – Bourrée II 5:12
VI. Gigue 2:44

Bach, J S: Cello Suite No. 5 in C minor, BWV 1011 21:23

I. Prelude 5:20
II. Allemande 4:08
III. Courante 1:57
IV. Sarabande 3:21
V. Gavotte I – Gavotte II 4:30
VI. Gigue 2:07

Bach, J S: Cello Suite No. 6 in D major, BWV 1012 28:12

I. Prelude 5:23
II. Allemande 5:58
III. Courante 3:41
IV. Sarabande 4:52
V. Gavotte I – Gavotte II 4:03
VI. Gigue 4:15

Alban Gerhardt (cello)

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Vermeer: A Lição de Música

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Teclado – Víkingur Ólafsson

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Teclado – Víkingur Ólafsson

Bach

 

Música para Teclado

 

É possível tocar assim? É possível, humanamente, tocar assim? Não será alguma tecnologia, uma dessas modernas bruxarias? O que é isso? Um pianista ou um pássaro?

Senhores, com vocês, um pianista que veio do frio, da Islândia: Víkingur Ólafsson!

E ele nos brinda com um recital de peças de Bach, maravilhosas!

Em 2007, Norman Lebrecht escreveu um livro que já citei aqui – Maestros, Obras-Primas & Loucura; A Vida Secreta e a Morte da Indústria da Música Clássica. Lebrecht é crítico de música e sabe muito bem do que fala. Mas isso foi em 2007. Agora vem Ólafsson e diz: Nós estamos em uma Época de Ouro para a Música Clássica!

Contradições? Bem, Lebrecht fala da Indústria da Música Clássica e a afirmação de Ólafsson é mais geral. Pois é, este pianista de 35 anos é um arauto dos novos tempos e nos ensina uma nova maneira de gostar de música, que reflete os costumes atuais, mas que também remete ao passado.

Como tem sido usado pelas gravadoras e distribuidoras de música, seu álbum de Bach tem capa com dizeres mínimos: Johann Sebastian Bach – Víkingur Ólafsson.

Ele explica (numa entrevista que pode ser lida na íntegra aqui) que passou anos na elaboração do álbum, que tem 35 faixas. A mais longa tem pouco mais do que cinco minutos. Diversas delas são transcrições de peças de Bach feitas por August Stradl, Wilhelm Kempff, Ferruccio Busoni, Serge Rachmaninov e por ele mesmo.

Ólafsson conta que após seis anos estudando na Juilliard, em Nova Iorque, mudou-se para Oxford, por três anos, enquanto sua mulher estudava. Em suas próprias palavras:

Estes três anos foram um tempo para encontrar a minha própria voz e vir a ser o meu próprio professor. Foi então que eu realmente comecei a tocar e a ouvir e a pensar sobre Bach. Bach tornou-se meu professor.

Eu queria fugir da tendência de pensar em Bach em termos colossais, cujas obras épicas são essas imensas catedrais sonoras. Esta abordagem globalista – apresentar os 48 Prelúdios e Fugas ou todas as Invenções e Sinfonias juntas como uma única peça – é um fetiche do século 20. Eu não creio que Bach tenha composto estas obras para serem interpretadas como um conjunto. Hoje, é ridículo, quase como se você tivesse que tocá-las como um conjunto, caso contrário você não seria um músico ‘sério’.

Eu não gosto de ouvir música desta forma. Quando você ouve as Sinfonias, digamos, por elas mesmas, elas se tornam peças diferentes. Contos em vez de partes de um romance épico.

Neste período ele mergulhou nos grandes intérpretes de Bach do passado e do presente – entre muitos nomes cujas diferentes abordagens lhe serviram de inspiração e esclarecimento temos Edwin Fischer, Glenn Gould, Dinu Lipatti, Martha Argerich, Jacques Loussier e Murray Perahia. E ele encontrou a poesia, as provocações e a espontaneidade da música de Bach.

Assim, temos uma proposta um pouco diferente para ouvirmos a música de Bach. Talvez isso nos ajude a chegar mais próximos de Bach ou apenas nos proporcione prazer com a música de um dos maiores gênios musicais de que se tem notícia.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

1. Prelúdio e Fughetta em sol maior, BWV 902 – Prelúdio
2. Prelúdio Coral Nun freut euch, lieben Christen g’mein, BWV 734 (Transcrição de Wilhelm Kempff)
3 – 4. Prelúdio e Fuga em mi menor (Cravo Bem Temperado, Livro I, No. 10) BWV 855
5. Andante da Sonata para Órgão No. 4 BWV 528 (Transcrição de August Stradal)
6 – 7. Prelúdio e Fuga em ré maior (Cravo Bem Temperado, Livro I, No. 5) BWV 850
8. Prelúdio Coral Nun komm der Heiden Heiland, BWV 659 (Transcrição de Ferruccio Busoni)
9 – 10. Prelúdio e Fuga em dó menor (Cravo Bem Temperado, Livro I, No. 2) BWV 847
11. Widerstehe doch der Sünde, BWV 54 (Transcrição de Víkingur Ólafsson)
12-23. Aria variata (alla maniera italiana) em lá menor, BWV 989
24. Invenção No. 12 em lá maior, BWV 783
25. Sinfonia No. 12 em lá maior, BWV 798
26. Gavotte da Partita No. 3 em mi maior para violino solo, BWV 1006 (Transcrição de Serge Rachmaninov)
27. Prelúdio em mi menor, BWV 855 (Arranjo para Piano em si menor por Alexander Siloti)
28. Sinfonia No. 15 em si menor, BWV 801
29. Invenção No. 15 em si menor, BWV 786
30-32. Concerto em ré menor, BWV 974
33. Prelúdio Coral Ich ruf zu dir Herr Jesu Christ, BWV 639 (Transcrição de Ferruccio Busoni)
34-35. Fantasia e Fuga em lá menor, BWV 904

Víkingur Ólafsson, piano

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Nas palavras de Ólafsson: Todo mundo sabe ouvir música, assim como sabemos beber água. Você apenas ouve e você gosta ou não gosta.

Eu sei que já ouvi o álbum muitas vezes e de diferentes maneiras. Agora, você poderá experimentar por si próprio!

René Denon

PS: Esta postagem não teria sido possível sem a colaboração do amigo HMarcelo. Valeu, HM!

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 64, 151, 57 & 133

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 64, 151, 57 & 133

Este é o Vol. 15 da coleção de Gardiner e celebra o Terceiro Dia de Natal. Gardiner e sua trupe regularmente fazem descobertas que ressoam com veracidade — especialmente porque seus instrumentistas e cantores estão encharcados do idioma bachiano. Isso é maravilhosamente aparente no coro de abertura do BWV 133, onde a música otimista é tocada com a confiança extrema de músicos que falam Bach diariamente. Este volume revela exemplos de momento mágicos das performances ao vivo, como o delicioso “Süsser Trost”, de Gillian Keith, no BWV 151, e a ária esplendidamente visceral “Ja, ja, ich kann die Feinde schlagen”, da BWV 57, com de Peter Harvey. A essência de Bach parece ser efetivamente transmitida aqui.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 64, 151, 57 & 133

For The Third Day Of Christmas
Sehet, Welch Eine Liebe Hat Uns Der Vater Erzeiget BWV 64 (17:39)
1 1. Coro Sehet, Welch Eine Liebe 2:29
2 2. Choral Das Hat Er Alles Uns Getan 0:43
3 3. Recitativo: Alt Geh, Welt! Behalte Nur Das Deine 0:37
4 4. Choral Was Frag Ich Nach Der Welt 0:49
5 5. Aria: Sopran Was Die Welt 5:31
6 6. Recitativo: Bass Der Himmel Bleibet Mir Gewiss 1:11
7 7. Aria: Alto Von Der Welt Verlang Ich Nichts 5:11
8 8. Choral Gute Nacht, O Wesen 1:07

Süßer Trost, Mein Jesus Kömmt BWV 151 (17:07)
9 1. Aria: Soprano Süßer Trost, Mein Jesus Kömmt 9:49
10 2. Recitativo: Bass Erfreue Dich, Mein Herz 1:04
11 3. Aria: Alt In Jesu Demut Kann Ich Trost 4:46
12 4. Recitativo: Tenor Du Teurer Gottessohn 0:51
13 5. Choral Heut Schleußt Er Wieder Auf Die Tür 0:37

For The Second Day Of Christmas
Selig Ist Der Mann BWV 57 (22:56)
14 1. Aria: Bass Selig Ist Der Mann 3:39
15 2. Recitativo: Sopran Ach! Dieser Süsse Trost 2:21
16 3. Aria: Sopran Ich Wünschte Mir Den Tod 6:16
17 4. Recitativo (Dialogo): Bass, Sopran Ich Reiche Dir Die Hand 0:26
18 5. Aria: Bass Ja, Ja, Ich Kann Die Feinde Schlagen 4:54
19 6. Recitativo (Dialogo): Bass, Sopran In Meiner Schoß Liegt Ruh Und Leben 1:30
20 7. Aria: Sopran Ich Ende Behende Mein Irdisches Leben 4:08
21 8. Choral Richte Dich, Liebste, Nach Meinem Gefallen 0:41

Ich Freue Mich In Dir BWV 133 (18:15)
22 1. Coro (Choral) Ich Freue Mich In Dir 3:54
23 2. Aria: Alt Getrost! Es Fasst Ein Heil’ger Leib 3:49
24 3. Recitativo: Tenor Ein Adam Mag Sich Voller Schrecken 1:03
25 4. Aria: Soprano Wie Lieblich Klingt Es In Den Ohren 7:17
26 5. Recitativo: Bass Wohlan, Des Todes Furcht Und Schmerz 1:02
27 6. Choral Wohlan, So Will Ich Mich 1:09

Alto Vocals – Robin Tyson (tracks: 1 to 8, 22 to 27), William Towers (tracks: 9 to 13)
Bass Vocals – Peter Harvey
Choir – The Monteverdi Choir
Conductor – Gardiner*
Orchestra – The English Baroque Soloists
Soprano Vocals – Gillian Keith (tracks: 1 to 13), Joanne Lunn (tracks: 14 to 21), Katharine Fuge (tracks: 22 to 27)
Tenor Vocals – James Gilchrist

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Fuga de Bach.

PQP

J.S.Bach (1685-1750): Concertos para Violino – Freiburger Barockorchester // PQP – Originals – Julia Fischer & ASMF

J.S.Bach (1685-1750): Concertos para Violino – Freiburger Barockorchester // PQP – Originals – Julia Fischer & ASMF

J. S. Bach

Concertos para Violino

Freiburger Barockorchester

No fundo de minha memória literária havia uma lembrança de que Carlos Drummond de Andrade gostava demais dos Concertos para Violino de Bach. Lembro-me também que minha gravação preferida era a do Grumiaux, que era esnobada solenemente pelo meu amigo PM, fã incondicional do Eduard Melkus.

Eram dias em que tínhamos apenas duas ou três versões entre as quais escolher. Pois é, havia também Bach com o sotaque russo de Oistrakh.

Mas, voltando ao Carlos Drummond de Andrade, quanto mais eu imaginava o poeta gostando dos Concertos de Bach, mais eu gostava dos Concertos e mais eu gostava do poeta.

Só faltava encontrar a prova de que o poeta, ao chegar em casa, cansado de mais um dia exaustivo na repartição, ia logo tirando os sapatos e ligando a vitrola. Qual gravação ele ouviria?

Bom, após uma busca cuidadosa, se não cheguei a uma prova do fato mencionado, cheguei a uma forte evidência na figura da deliciosa crônica que não resisto e transcrevo a seguir. Se você chegou até aqui, leia a crônica. Vale a pena!

No aeroporto, uma crônica de Carlos Drummond de Andrade

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores.

Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono – e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia – eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos.

Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade — e, até, que a nossa amizade lhe conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Gostaria muito de saber como o poeta reagiria a esta gravação dos Concertos para Violino de Bach que vos trago aqui. Bach com sotaque alemão! Ach so!

A Freiburger Orchester adota a prática de performance historicamente informada. Assim, temos um som translúcido, com cordas um pouco adstringentes, mas ainda lindamente agradáveis. Isso sem contar que a produção do disco é excelente, muito bem gravado. Para completar o programa, um Concerto para três Violinos, transcrição do Concerto para três Cravos. Tudo indica, o Concerto para três Cravos é uma transcrição de um Concerto para três Violinos, agora perdido. Um pouco confuso, mas acho que você entendeu. Caso contrário, apenas escute o álbum.

Você poderá ler uma crítica equilibrada aqui.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Concerto para dois violinos em ré menor, BWV 1043

  1. Vivace
  2. Largo ma non tanto
  3. Allegro

Concerto para violino em mi maior, BWV 1042

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro assai

Concerto para violino em lá menor, BWV 1041

  1. Sem indicação de tempo
  2. Andante
  3. Allegro assai

Concerto para três violinos em ré maior, BWV 1064R

  1. Sem indicação de tempo
  2. Adagio
  3. Allegro
Gottfried Von Der Goltz, violino (BWV 1043, 1042, 1064R)
Petra Müllejans, Violino (1042, 1041, 1064R)
Anne Katharina Schreiber, violino (1064R)

Freiburger Barockorchester

Gravação: Paulussaal, Freiburg

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MP3 | 320 KBPS | 142 MB

Esta postagem foi possível graças à colaboração do amigo HM! Valeu, Marcelo!


Para dar uma oportunidade aos nossos seguidores de comparar a grandiosidade da música de Bach, que admite diferentes abordagens com igual efeito apaixonante, reapresento um post da autoria de CARLINUS . Como o post teve seus arquivos (rapidamente) mandados para o espaço cibernético, entra em ação nosso selo PQP-Originals para restaurá-los. O post foi feito em 5 de agosto de 2010 e recebeu 8 comentários que você poderá ler aqui.

J. S. Bach

Concertos para Violino

Academy of St. Martin-in-the-Fields

Julia Fischer

Não faz mal que eu e PQP esbarremos na mesma intenção: postar Bach.  O grande diferencial é que ele é filho do homem; e, eu, um reles mortal apócrifo. Ele se muniu de uma japonesa com ares lascivos; e, eu, de uma alemã com os ares frescos da mocidade, Julia Fischer. Eu não tencionava postar este CD no dia de hoje. Tinha outros planos. Mas resolvi disponibilizar este registro, que já estava comigo há algum tempo.  Julinha Fischer com suas habilidades de violinista jovem, conseguiu me cativar. Estes concertos para violino me deixaram com uma impressão que somente a arte é capaz de remir o mundo de suas feiúras. Ontem à noite eu vi mais uma vez ao filme Dias de Nietzsche em Turim, do brasileiro Júlio Bressane. O diretor conseguiu fazer um extraordinário trabalho sobre a estadia de Nietzsche naquela cidade, antes do colapso que o paralisaria até o ano de sua morte, 1900. O filósofo passeia pela cidade e encanta-se com o clima, com a arquitetura sóbria e despretenciosa, com a lascividade das esculturas clássicas, que em tudo o convida à contemplação. A certa altura ele diz: “Se não fosse a arte, a vida seria um erro”. Que frase fantástica! Somente a arte nos torna mais humanos. Afasta-nos da mediocridade e nos faz sonhar com um mundo cheio de razões reais. A arte de Bach é habitada por verdades delicadas. E isso me faz muito bem nesta noite de brisa suave aqui no Planalto Central. Não deixe ouvir este ótimo registro de Johann Sebastian Bach. Agora é só comparar o Bach de minha alemã (Julia Fischer) com o Bach da japonesa (Akiko Suwanai) de PQP. Boa apreciação!

Julia Fischer

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Concerto para dois violinos em ré menor, BWV 1043

  1. Vivace
  2. Largo ma non tanto
  3. Allegro

Concerto para violino em lá menor, BWV 1041

  1. Sem indicação de tempo
  2. Andante
  3. Allegro assai

Concerto para violino em mi maior, BWV 1042

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro assai

Concerto para violino e oboé em ré menor, BWV 1060

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Alegro

Julia Fischer, violino

Alexander Sitkovetsky, violino

Andrey Rubtsov, oboé

Academy of St Martin in the Fields

Produção: Sebastian Stein

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FLAC | 303 MB

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MP3 | 320 KBPS | 144 MB

Aproveite!

René Denon

PS: PQP-Originals tentará restaurar a postagem do PQP mencionada por Carlinus.

Ainda mais Cordas: a Viola Brasileira (Bach na Viola Brasileira (1971): cinco transcrições por A. Theodoro Nogueira) [link atualizado 2017]

capa-medPOSTAGEM ORIGINAL DE RANULFUS EM JULHO DE 2010, REPUBLICADA EM MARÇO DE 2015 POR CONTA DOS 330 ANOS DE J. S. BACH, E RE-REPUBLICADA NESTA SÉRIE SOBRE AS CORDAS PORQUE É BOA DEMAIS!

Arquivos digitalizados a partir de um vinil original em mono, cujo estado de conservação deixa a desejar: valerá a pena postar?

Se os senhores têm sensibilidade, estou certo que dirão que sim. E que não economizarão qualificativos como “preciosidade” para esta raridade!

Ascendino Theodoro Nogueira nasceu em 1913 em Santa Rita do Passa Quatro, mas viveu boa parte da vida em Araraquara, ambas no interior de São Paulo. Aluno de Camargo Guarnieri, deixou composições para as mais diversas combinações instrumentais e vocais, porém a obra maior de sua vida parece ter sido sua vasta pesquisa sobre a viola brasileira – origens, técnicas de execução etc. – tendo em vista o reconhecimento de sua nobreza e potencial para todos os tipos de música.

Foi nesse sentido que incluiu uma viola brasileira na instrumentação da sua Missa, que escreveu o Concertino para Viola Brasileira e Orquestra de Câmara (1963?) e os 7 Prelúdios nos Modos da Viola Brasileira, e que realizou as presentes cinco transcrições de peças de Bach para violino solo (Theodoro era também violinista de formação), havendo preparado para executá-las um aluno seu, também compositor, Geraldo Ribeiro.

O disco foi lançado em 1971, com um artigo de Theodoro na contracapa “Anotações para um estudo sobre a viola: origem do instrumento e sua difusão no Brasil” – cuja imagem escaneada está incluída na postagem.

Que possa valer como um tributo especial ao velho João Sebastião Ribeiro por ocasião dos seus 330 anos (cumpridos ontem, em 31.03.2015), da parte de um país cuja música, por mil caminhos, lhe deve tanto!

BACH NA VIOLA BRASILEIRA

Transcrições de A. Theodoro Nogueira
Execução: Geraldo Ribeiro
Gravação: Fermata, 1971

A1  Prelúdio (da Partita 3 para violino solo) 4:00
A2  Loure (da Partita 3 para violino solo) 3:46
A3  Gavota (da Partita 3 para violino solo) 3:25
A4  Fuga (da Sonata 1 para violino solo) 4:27
B    Chacona (da Partita 2 para violino solo) 12:14

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 55Mb

Ranulfus

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Violin Sonatas e Partitas – Viktoria Mullova

Fiz esta postagem há pouco mais de dez anos, nossa, como o tempo passa. E fiquei de cara quando vi que ele nunca mais tinha sido oferecido aos senhores. Que pecado. Tanta coisa aconteceu nestes dez anos … perdi um grande amigo, Pedro Henrique, grande apreciador da obra de Bach, e que considerava a Missa em Si Menor a maior realização da cultura humana. Além dele, meu irmão mais velho, Mauricio também faleceu, e foi ele quem me apresentou a este incrível mundo da música clássica quando deixou uma caixa de LPs em minha casa antes de embarcar para os Estados Unidos em busca de novas aventuras (e assim se passaram quarenta anos), Enfim, a vida seguiu seu rumo. E surpreendentemente, o PQPBach continua firme e forte.

Nao sei quanto aos senhores, mas quando ouço estas obras de Bach fecho os olhos e me concentro. São obras de dificílima execução, e podemos sentir o quanto o solista é exigido, tecnica e emocionalmente falando. E quando falamos de Viktoria Mullova, bem, aí estamos falando de uma das maiores violinistas da atualidade…

Enfim, o texto abaixo tem dez anos.

“Como diz o outro, eis uma novidade nova, ou então, aí está um lançamento recente. Este cd foi lançado semana passada, e, graças à internet, já o temos disponível. Podem babar, senhores… Sintam-se à vontade.

Viktoria Mullova… ai, se ela me desse bola. Talento, dedicação e uma paixão absoluta pela música, e quanto mais velha, melhor. Ja falamos à exaustão sobre ela, já declarei minha paixão platônica por ela, enfim, vamos deixar estes detalhes de lado, e vamos ver com que tamanha paixão ela se dedicou a este projeto de tocar as sonatas e partitas de papai. Ah, aguardem que virá outra postagem dela, logo, logo.

Como consegui estes cds há pouco menos de uma semana, ainda não os consegui ouvir direito, mas já estão no meu mp3 player para serem devidamente apreciados no caminho para o trabalho, e de volta para casa. Mas lhes garanto que o pouco que ouvi já deu para perceber que o negócio é sério.

Abaixo reproduzo o texto da própria Mullova sobre o processo de gravação deste CD, retirado de seu site :

This recording of the Sonatas and Partitas marks a significant milestone on a never-ending journey. I have always felt a very close bond with Bach’s music, and from an early age I sensed it would play a central role in my life. Despite this, getting close to Bach’s world and really understanding it has not been easy nor without long periods of discouragement. For many years, even though I was playing and studying these works on a fairly regular basis, I never managed to find any principle or pathway that would allow me to express my feelings for this music.

When I was at the conservatory in Moscow, my teachers gave me a set of very strict rules for playing Bach’s music: they were based on a widely-held approach of the time that combined a standardized beautiful sound, broad, uniform articulation, long phrasing, if possible, and continuous and regular vibrato on every single note, in imitation, they used to say, of an imaginary organ. I realise that mention of these criteria today might raise a smile, but they give a good idea of the musical aesthetic that I was grounded in. During those years, my Sonatas and Partitas became stiff, monotonous and even more difficult to perform, because I had not been provided with the basic principles for understanding the Baroque text. I used to play them with very little articulation, and without the distinction between strong and weak beats that is so naturally linked to bow-strokes. But most of all, I didn’t understand the harmonic relationships, which are fundamental to a feeling of freedom and involvement in the musical argument. I tried to make up for all these problems by studying hard, but the whole thing seemed to me very difficult and physically impossible to sustain.

Then I left my own country, and a period began when I was travelling constantly and playing a vast number of concerts. This meant endless repetition of the same pieces, a great deal of time spent alone studying, and little time to prepare new repertoire and deepen my understanding of the music I knew, or thought I knew.

It was when I was in Paris rehearsing once that I had the great and unexpected good luck to encounter Marco Postinghel, a young bassoonist and continuo player. He first overturned the few certainties I had about Baroque music, and then, thanks to a friendship which I have come to treasure, took me on a wonderful but demanding journey that has finally led to this recording. I remember that on the very first evening, he told me more about early music in the space of a few hours than I had ever heard or imagined. No one before had used such a body of evidence to explain to me the way the musical discourse, particularly in Bach, is sustained by multiple elements that are all interconnected: harmonic impulse, articulation, polyphony, counterpoint, form, and so on. He explained it all with an enthusiasm that I found completely contagious. I suddenly realised that I had not had the same preparation as an artist as I had as an instrumentalist, and that I needed a period of reflection and study to fill this gap. I immediately cancelled a scheduled recording of Bach’s sonatas for violin and harpsichord, and started feverishly studying and exploring everything to do with early music. I read through a great deal of music by composers such as Biber, Leclair, Tartini, Corelli, Vivaldi and many others, feeling that it would help me to understand the music of Bach better.

I listened to countless concerts and recordings by artists such as Harnoncourt, Gardiner, Giovanni Antonini and his wonderful ensemble ‘Il Giardino Armonico’, and Ottavio Dantone, one of the greatest interpreters of Bach I know, and I was utterly captivated and drawn toward what I heard. With this inspiration in my ears and in my heart, still with the assistance of my friend Marco, I began to study the Baroque repertoire afresh, this time in a completely new, and now systematic way.

I carried on at first on a modern instrument, then as my understanding of the 18th-century aesthetic increased I came, quite naturally, to feel the need to change to gut strings and Baroque bows. Bit by bit, the musicians I admired so much and who had unknowingly given me such help in my investigation, started to invite me to play some concerts with them, and that was a great thrill for me. This injection of trust from them led me to study even more intensely and to make the Baroque repertoire central to my artistic life. So much so that now playing Bach has become part of my spiritual and emotional well-being (an experience that I find almost like meditation).

Now when I happen to hear my old Bach recordings, I’m still amazed by the enormous transformation that has occurred. I recognise the violinist, but not the musician. I am aware that continuing to play and study the works of Bach’s genius is an endless process of exploration and that one day I might find this recording surprising and distant too! But I hope that it bears witness to the seriousness, respect and love with which I have tried to approach this timeless music.

Viktoria Mullova, 2009

Johann Sebastian Bach  – Violin Sonatas e Partitas – Viktoria Mullova

01. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – I. Adagio
02. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – II. Fuga – Allegro
03. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – III. Siciliana
04. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – IV. Presto
05. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – I. Allemanda
06. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – II. Double
07. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – III. Corrente
08. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – IV. Double – Presto
09. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – V. Sarabande
10. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VI. Double
11. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VII. Tempo di Borea
12. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VIII. Double
13. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – I. Grave
14. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – II. Fuga
15. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – III. Andante
16. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – IV. Allegro

CD 2

01. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – I. Allemanda
02. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – II. Corrente
03. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – III. Sarabanda
04. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – IV. Giga
05. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – V. Ciaconna
06. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – I. Adagio
07. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – II. Fuga
08. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – III. Largo
09. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – IV. Allegro assai
10. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – I. Preludio
11. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – II. Loure
12. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – III. Gavotte En Rondeau
13. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – IV. Menuet I
14. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – V. Menuet II
15. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VI. Bourrée
16. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VII. Gigue

Viktoria Mullova – Violin

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE(MP3)
CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC)

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3)
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC)

FDP Bach

Viktoria Mullova manda um abraço e um belo sorriso para a galera do PQPBach

J. S. Bach (1685-1750): As Quatro Suítes Orquestrais

J. S. Bach (1685-1750): As Quatro Suítes Orquestrais

IM-PER-Dí-VEL !!!

Esta gravação das Suítes Orquestrais de Bach é a melhor que já ouvi, ao lado desta outra aqui. O trabalho realizado por Brüggen junto à Orchestra of the Age of Enlightenment foi esplêndido, imbatível. Bem, não se sabe quando exatamente Johann Sebastian Bach escreveu suas Suítes para Orquestra. É um grupo de 4 peças vibrantes, inclinando-se mais para o lado da diversão e do entretenimento. Estas suítes são as únicas obras do gênero que o compositor escreveu em sua vida. Apesar dos empregos, Bach nunca foi muito de trocar peças musicais por dinheiro. Todas as obras mais leves que escreveu nunca foram publicadas, incluindo estas aberturas. (Telemann, o mais famoso compositor na Alemanha na época, escreveu mais de 130 suítes sobreviventes para orquestra e, provavelmente, escreveu mais de 1000 em sua vida). Bach se sentia mais confortável ao escrever música de igreja ou obras que continham maiores desafios técnicos. Mas essas quatro obras são bons exemplos de um estilo mais leve e serviram para mostrar algumas das formas que Bach usaria para abordar o lado festivo de fazer música.

J. S. Bach (1685-1750): As Quatro Suítes Orquestrais

Orchestral Suite No. 1 in C Major, BWV 1066 22:03
1 I. Ouverture 6:23
2 II. Courante 1:57
3 III. Gavotte I-II 3:19
4 IV. Forlane 1:23
5 V. Menuet I-II 3:29
6 VI. Bourrée I-II 2:24
7 VII. Passepied I-II 3:08

Orchestral Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067 20:29
8 I. Ouverture 7:06
9 II. Rondeau 1:49
10 III. Sarabande 3:21
11 IV. Bourrée I-II 1:45
12 V. Polonaise 3:32
13 VI. Menuet 1:24
14 VII. Badinerie 1:32

Orchestral Suite No. 3 in D Major, BWV 1068 19:16
15 I. Ouverture 6:59
16 II. Air 4:59
17 III. Gavotte I-II 3:14
18 IV. Bourrée 1:11
19 V. Gigue 2:53

Orchestral Suite No. 4 in D Major, BWV 1069 19:36
20 I. Ouverture 8:01
21 II. Bourrée I-II 2:39
22 III. Gavotte 2:12
23 IV. Menuet I-II 4:12
24 V. Réjouissance 2:32

Orchestra Of The Age Of Enlightenment
Frans Brüggen

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Johannes Vermeer (1632-1675): A Arte da Pintura

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 61, 36, 62 & 132

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 61, 36, 62 & 132

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta extraordinária e iluminadorina mini-série de Cantatas gravadas por Sigiswald Kuijken e sua La Petite Bande chega a seu Vol. 9. A série apresenta uma cantata para cada domingo e dia santo do ano. Nesta coleção, dedicada aos domingos do Advento, surgem alguns problemas. Todas as obras do Advento de Bach são de Weimar (juventude) e Leipzig (maturidade), exceto que em Leipzig a Cantata do Advento foi montada somente no primeiro domingo do mês, sendo os outros domingos normais. Só que sua estada anterior em Weimar era diferente; lá, todos os domingos deviam ter uma Cantata. Mas qual é o problema? É que apenas as Cantatas do segundo e quarto domingos foram preservadas, e as do primeiro e terceiro domingo são conhecidas apenas por seus textos — nenhuma música chegou até nós. Bem, os padrões permanecem altos nesta série muito bem gravada. Apesar de algum dogmatismo, tudo aqui é musicalmente muito bom, boníssimo!

J.S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 61, 36, 62, 132

1. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Ouvertüre (Chorus). Nun komm, der Heiden Heiland
2. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Recitative. Der Heiland ist gekommen
3. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Aria. Komm, Jesu. Komm zu deiner Kirche
4. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Recitative. Siehe ich stehe vor der Tür
5. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Aria. Öffne dich, mein ganzes Herze
6. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Choral. Amen, Amen! Komm du schöne

7. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Prima Pars. Chorus. Schwingt freudig euch empor
8. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Prima Pars. Chorale. Nun komm, der Heiden
9. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Prima Pars. Aria. Die Liebe zieht mit sanften Schritten
10. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Prima Pars. Choral. Zwingt die Saiten in Cythara
11. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Secunda Pars. Aria. Wilkommen serter Schatz
12. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Secunda Pars. Choral. Der du bist dem Vater gleich
13. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Secunda Pars. Aria. Auch mit gedämpften, schwachen
14. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Secunda Pars. Choral. Lob sei Gott dem Vater, ton

15. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Chorus. Nun komm, der Heiden Heiland
16. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Aria. Bewundert, o Menschen, dies große
17. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Recitative. So geht aus Gottes Herrlichkeit
18. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Aria. Streite, siege, starker Held!
19. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Recitative. Wir ehren diese Herrlichkeit
20. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Choral. Lob sei Gott, dem Vater, ton

21. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Aria. Bereitet die Wege, bereitet die Bahn
22. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Recitative. Willst du dich Gottes Kind
23. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Aria. Wer bist du? Frage dein Gewissen
24. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Recitative. Ich will, mein Gott, dir frei heraus
25. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Aria. Christi Glieder, ach bedenket
26. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Choral. Ertöt uns durch deine Güte

Soprano: Gerlinde Sämann;
Alto: Petra Noskaiova;
Tenor: Christoph Genz;
Bass: Jan Van der Crabben

La Petite Bande
Sigiswald Kuijken

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Kuijken: quantas fotos dele já temos aqui no PQP?

PQP

Luci Horsch – Baroque Journey

Neste seu novo CD, a jovem flautista holandesa Luci Horsch nos convida a fazer uma viagem pelo Barroco. Então vamos de Van Eyck (compositor que abre e fecha o CD) a Bach, passando por Sammartini, Marais, Purcell, Handel, entre outros compositores menos conhecidos.

O imenso talento e virtuosismo de Luci Horsch nos espanta, mas ao mesmo tempo alegra. Tanta energia, sensibilidade e técnica em uma jovem de meros 19 anos de idade … com certeza ainda vamos ouvir muito essa moça. Lembram de seu primeiro CD, que eu mesmo trouxe há algum tempo atrás, todo dedicado a Vivaldi? Não? Então corram atrás dele.
A tradicional Academy of Ancient Music é quem a acompanha nesta viagem. Muito bem acompanhada, por sinal. Então, vamos embarcar nesta viagem? O booklet do CD é bem explicativo.

01 – Van Eyck – Lavolette
02 – Händel – The Arrival of the Queen of Sheba
03 – Bach – Concerto in D minor BWV 1059R – Allegro
04 – Bach – Concerto in D minor BWV 1059R – Adagio
05 – Bach – Concerto in D minor BWV 1059R – Presto
06 – Bach – Erbarme Dich (from St. Matthew Passion)
07 – Badinerie (from Suite No. 2 in B minor No. 2)
08 – Castello – Sonata Seconda
09 – Sammartini – Concerto in F Major – Allegro
10 – Sammartini – Concerto in F Major – Siciliano
11 – Sammartini – Concerto in F Major – Allegro assai
12 – Marais – Couplets des folles
13 – Couperin – Le Rossignol en Amour
14 – Naudot – Concerto in C Major, Op. 17, No. 1 – Gaiement
15 – Naudot – Concerto in C Major, Op. 17, No. 1 – Lentement
16 – Naudot – Concerto in C Major, Op. 17, No. 1 – Légèrement
17 – Tollett – Divisions on a Ground
18 – Purcell – Dido’s Lament (from Dido and Aeneas)
19 – Van Eyck – Engels Nachtegaeltje (The English Nightingale)

Luci Horsch – Recorders
Academy of an Ancient Music

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia No. 6 – Michel Gielen

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia No. 6 – Michel Gielen
hänssler, ótima gravadora, mas as capas…

Bruckner 

Sinfonia No. 6

Bach/Schoenberg

Prelúdio e Fuga BWV 552

Anton Bruckner nunca ouviu a sua Sexta Sinfonia em sua totalidade. Ela foi composta entre setembro de 1879 e setembro de 1881, com algumas revisões feitas em 1882. Anton era obcecado por revisões. O segundo e o terceiro movimento da Sexta foram estreados em 11 de fevereiro de 1883 pela Filarmônica de Viena, regida por Wilhelm Jahn. A estreia de toda a sinfonia ocorreu em 26 de fevereiro de 1899, também pela Filarmônica de Viena, agora regida por Gustav Mahler.

Falando em uma entrevista sobre as escolhas das versões das Sinfonias de Bruckner para as suas gravações, Michael Gielen diz que “felizmente, há apenas uma versão da Sexta, assim como da Quinta, portanto não havia escolha a ser feita”.

Bruckner gastou tanto tempo revendo as primeiras sinfonias e compondo as últimas que não teve tempo para revisar estas duas nem para terminar a Nona. Sobre este tema, você poderá ler um pouco mais aqui.

Ainda sobre a Sexta Sinfonia, Gielen afirma: “Eu amo esta peça. (…) Acho simplesmente incrível a maneira como este ritmo dançante no início contrasta com o tema principal, que tem mais um caráter de tipo canção, fazendo a sinfonia começar subitamente com duas ideias”.

Em uma crítica sobre este disco, Victor Carr Jr menciona a meticulosa atenção dada por Gielen à estrutura rítmica e aos detalhes contrapontísticos, resultando em uma performance vibrante, com uma textura excepcionalmente clara. Gielen encurta os românticos ritardandos no fim do primeiro e último movimento, permitindo que os maravilhosos finais abruptos de Bruckner tenha seus devidos impactos. Você poderá ler a crítica completa aqui.

Arnold, achando tudo um grande barato…

Para completar o disco, a transcrição para orquestra do Prelúdio e Fuga em mi bemol maior, BWV 552, de Johann Sebastian Bach, feita por ninguém mais do que Arnold Schoenberg. O cara entendia de orquestração! Realmente, esta parte do disco merece atenção e é mais do que apenas um complemento. O contraste da Sinfonia para esta peça é maravilhoso, assim como ouvir a peça de Bach vestida de modernidade nos lembra da sua atemporalidade.

E a orquestra, hein? Maravilhosa, assim como a gravação.

 

 

Anton Bruckner (1824-1896)

Sinfonia No. 6 em lá maior

  1. Maestoso
  2. Sehr feierlich
  3. Nicht schnell – Trio. Langsam
  4. Bewegt, doch nicht zu schnell

Johann Sebastian Bach (1685-1750)/Arnold Schoenberg (1874-1951)

Prelúdio e Fuga para órgão em mi bemol maior, BWV 552

  1. Prelúdio
  2. Fuga

SWR Sinfonieorchester Baden-Baden und Freiburg

Michael Gielen

Direção artística: Helmut Hanusch

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FLAC | 306 MB

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MP3 | 320 KBPS | 163 MB

Aproveite!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado — Livro II

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado — Livro II

Como eu escrevi dias atrás, na postagem do Livro I com Keith Jarrett, o I é muito melodioso, alegre e bem mais curto — em termos de tempo, não de peças — do que o Livro II. Se o primeiro nos alegra, o segundo faz-nos levitar em poesia. OK. O que não entendo é porque Jarrett gravou o Livro I no piano e o II no cravo… Como não li o libreto do CD e não sei a história da gravação, estou boiando a respeito dos motivos que o levaram a fazer isto. Mas a versão é convincente e gostei de ouvi-la.

O Cravo bem Temperado é uma das obras musicais mais importantes da música ocidental, de grande envergadura, profundidade, diversidade musical, estética e psicológica e de grande complexidade. Embora a obra de Bach não fosse a primeira composição pan-tonal (utilizando todas as tonalidades), foi de longe a mais influente. Beethoven foi fortemente influenciado por O Cravo Bem Temperado desde a sua juventude — quando a interpretação em concertos públicos de peças dos dois Livros de Bach, contribuiu para a sua fama e reputação.

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado — Livro II

Das Wohltemperierte Klavier, Buch II
Präludien Und Fugen I–XII

1-1 I. C-dur 4:12
1-2 II. C-moll 4:29
1-3 III. Cis-dur 3:31
1-4 IV. Cis-moll 6:00
1-5 V. D-dur 8:08
1-6 VI. D-moll 3:38
1-7 VII. Es-dur 4:57
1-8 VIII. Dis-moll 7:36
1-9 IX. E-dur 7:53
1-10 X. E-moll 7:15
1-11 XI. F-dur 5:41
1-12 XII. F-moll 5:49

Präludien Und Fugen XIII–XXIV
2-1 XIII. Fis-dur 5:53
2-2 XIV. Fis-moll 7:18
2-3 XV. G-dur 4:11
2-4 XVI. G-moll 6:24
2-5 XVII. As-dur 7:53
2-6 XVIII. Gis-moll 8:45
2-7 XIX. A-dur 3:12
2-8 XX. A-moll 7:14
2-9 XXI. B-dur 10:06
2-10 XXII. B-moll 8:10
2-11 XXIII. H-dur 5:20
2-12 XXIV. H-moll 4:09

Harpsichord, Technician [Temperaments And Tuning] – Keith Jarrett

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Jarrett: na primeira parte o piano, na segunda o cravo

PQP

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado — Livro I

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado — Livro I

O Cravo Bem Temperado é uma coleção de peças para cravo solo (ou, modernamente, teclado solo), composta por Johann Sebastian Bach. Ele inicialmente escreveu prelúdios e fugas tendo por base os 24 tons (12 maiores mais 12 menores), surgida em 1722 “para o proveito e uso dos jovens músicos desejosos de aprender e, especialmente, para o entretenimento daqueles já experientes com esse estudo”. Mais tarde, Bach compilou um segundo livro de prelúdios e fugas (seguindo o mesmo esquema de composição tonal do primeiro) aparecido em 1744, desta feita, intitulando-o apenas Vinte e quatro Prelúdios e Fugas. Atualmente, os dois volumes são conhecidos e citados como Livro I e Livro II de O Cravo Bem Temperado.

O Livro I é muito melodioso, alegre e bem mais curto — em termos de tempo, não de peças — do que o II. Se o primeiro nos alegra, o segundo faz-nos levitar em poesia.

A interpretação do gigante, dublê de jazzista e erudito, Keith Jarrett ao piano é das melhores, mas ainda fico com Chorzempa (cravo, clavicórdio e órgão, a melhor gravação que conheço), Hewitt (piano), Moroney (cravo) e Gould (piano).

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado — Livro I
Prelúdios e fugas I-XXIV

CD1
1-1 I C-Dur
1-2 I C-Dur
1-3 II C-Moll
1-4 II C-Moll
1-5 III Cis-Dur
1-6 III Cis-Dur
1-7 IV Cis-Moll
1-8 IV Cis-Moll
1-9 V D-Dur
1-10 V D-Dur
1-11 VI D-Moll
1-12 VI D-Moll
1-13 VII Es-Dur
1-14 VII Es-Dur
1-15 VIII Es-Moll/Dis-Moll
1-16 VIII Es-Moll/Dis-Moll
1-17 IX E-Dur
1-18 IX E-Dur
1-19 X E-Moll
1-20 X E-Moll
1-21 XI F-Dur
1-22 XI F-Dur
1-23 XII F-Moll
1-24 XII F-Moll

CD2
2-1 XIII Fis-Dur
2-2 XIII Fis-Dur
2-3 XIV Fis-Moll
2-4 XIV Fis-Moll
2-5 XV G-Dur
2-6 XV G-Dur
2-7 XVI G-Moll
2-8 XVI G-Moll
2-9 XVII As-Dur
2-10 XVII As-Dur
2-11 XVIII Gis-Moll
2-12 XVIII Gis-Moll
2-13 XIX A-Dur
2-14 XIX A-Dur
2-15 XX A-Moll
2-16 XX A-Moll
2-17 XXI B-Dur
2-18 XXI B-Dur
2-19 XXII B-Moll
2-20 XXII B-Moll
2-21 XXIII H-Dur
2-22 XXIII H-Dur
2-23 XXIV H-Moll
2-24 XXIV H-Moll

Piano – Keith Jarrett

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Jarrett: o jazzista amante de Bach

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 91, 121, 40 e 110

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 91, 121, 40 e 110

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Comentário recebido aqui no PQP Bach. O autor é Sal. Certamente trata-se de um caso severo de hipobachemia, doença grave e incurável.

“Sem exagerar, estou a procura de conselho.

“Eu peguei uma doença. Sério, faz bem quase um ano que 99% do meu tempo de audição é dedicado às Cantatas de Bach (e eu nem ouço música o dia todo), não consigo ouvir outra coisa, parece que mais nada me satisfaz, sempre que tento outra coisa me sinto tentado a voltar ao vasto território das Cantatas.

“Aprender e apreciar essa parte de Bach tem sido uma experiência cultural e humana incansável. E viciante.

“Como me desvencilhar? Até agora não consegui esgotar esse repertório.

“Alguém já teve doença igual? Ou parecida?”

Eu respondi: “Também sofro de hipobachemia. Não consigo passar muito tempo longe Dele. Mas teu caso parece ser mais severo. Nunca vi algo tão centrado nas Cantatas. Tens Unimed?”.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 91, 121, 40 e 110

For Christmas Day
Gelobet Seist Du, Jesu Christ BWV 91 (16:02)

1 1. Coro (Choral) Gelobet Seist Du, Jesu Christ 2:46
2 2. Recitativo E Choral: Soprano Der Glanz Der Höchsten Herrlichkeit 1:54
3 3. Aria: Tenor Gott, Dem Der Erden Kreis Zu Klein 2:26
4 4. Recitativo: Bass O Christenheit! 1:16
5 5. Aria (Duetto): Sopran, Alto Die Armut, So Gott Auf Sich Nimmt 6:50
6 6. Choral Das Hat Er Alles Uns Getan 0:48

Christum Wir Sollen Loben Schon BWV 121 (18:04)
7 1. Coro (Choral) Christum Wir Sollen Loben Schon 2:37
8 2. Aria: Tenor O Du Von Gott Erhöhte Kreatur 4:36
9 3. Recitativo: Alt Der Gnade Unermesslich’s Wesen 1:11
10 4. Aria: Bass Johannis Freudenvolles Springen 7:37
11 5. Recitativo: Sopran Doch Wie Erblickt Es Dich In Deiner Krippe? 0:55
12 6. Choral Lob, Ehr Und Dank Sei Dir Gesagt 1:05

For The Second Day Of Christmas
Dazu Ist Erschienen Der Sohn Gottes BWV 40 (14:32)

13 1. Coro Dazu Ist Erschienen Der Sohn Gottes 3:59
14 2. Recitativo: Tenor Das Wort Ward Fleisch Und Wohnet In Der Welt 1:21
15 3. Choral Die Sünd Macht Leid 0:47
16 4. Aria: Bass Höllische Schlange 1:54
17 5. Recitativo: Alt Die Schlange, So Im Paradies 1:09
18 6. Choral Schüttle Deinen Kopf Und Sprich 0:48
19 7. Aria: Tenor Christenkinder, Freuet Euch! 3:26
20 8. Choral Jesu, Nimm Dich Deiner Glieder 1:03

Unser Mund Sei Voll Lachens BWV 110 (22:16)
21 1. Coro Unser Mund Sei Voll Lachens 6:10
22 2. Aria: Tenor Ihr Gedanken Und Ihr Sinnen 3:59
23 3. Recitativo: Bass Dir, Herr, Ist Niemand Gleich 0:31
24 4. Aria: Alt Ach Herr, Was Ist Ein Menschenkind 3:21
25 5. Aria (Duetto): Sopran, Tenor Ehre Sei Gott In Der Höhe 3:43
26 6. Aria: Bass Wacht Auf, Ihr Adern Und Ihr Glieder 3:34
27 7. Choral Halleluja! Halleluja! Gelobt Sei Gott 0:55

Alto Vocals – Robin Tyson (tracks: 1-6, 13-20), William Towers (tracks: 7-12, 21-27)
Bass Vocals – Peter Harvey
Choir – The Monteverdi Choir
Conductor – Gardiner
Orchestra – The English Baroque Soloists
Soprano Vocals – Joanne Lunn (tracks: 21-27), Katharine Fuge (tracks: 1-12)
Tenor Vocals – James Gilchrist

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Vale repetição.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Harpsichords Concertos – CDs 3 e 4 de 4 – Lars Ulrik Mortensen, Concerto Copenhagen

Este CD duplo traz os concertos que Bach compôs para dois, três e quatro cravos.  Aqui temos a presença de um dos professores de Lars Ulrik Mortensen, o inglês Trevor Pinnock, um dos maiores intérpretes de Bach que já pisaram sobre o chão desta nossa Terra.
A complexidade destas obras é algo de outro mundo. Quatro instrumentos solistas? Só a cabeça de um gênio do nível de Bach para compor uma obra deste nível. E quatro instrumentos iguais, o que é ainda mais incrível.
Mas  não é nenhum desafio que o talento destes músicos incríveis do Concerto Copenhagen não consigam transpor e nos oferecer. Nós, fãs incondicionais de Bach, agradecemos. Mais uma excelente produção do selo CPO, que nunca nos decepciona com a qualidade de suas gravações.
Espero que apreciem. Eu gostei e muito, tanto que fazem uns dois ou três dias que não ouço outra coisa. Hoje mesmo precisei fazer uma pequena viagem e esta foi a minha trilha sonora. A inesperada tranquilidade do trânsito, aliado a uma belíssima manhã de sol tornaram a viagem mais agradável, tendo estes CDs como companhia.

CD 1

01. Concerto for 2 harpsichords BWV 1060 in c – Allegro
02. Concerto for 2 harpsichords BWV 1060 in c – Adagio
03. Concerto for 2 harpsichords BWV 1060 in c – Allegro
04. Concerto for 2 harpsichords BWV 1061 in C – Allegro
05. Concerto for 2 harpsichords BWV 1061 in C – Adagio ovvero largo
06. Concerto for 2 harpsichords BWV 1061 in C – Fuga
07. Concerto for 2 harpsichords BWV 1062 in c – Allegro
08. Concerto for 2 harpsichords BWV 1062 in c – Andante
09. Concerto for 2 harpsichords BWV 1062 in c – Allegro assai

Lars Ulrik Mortensen, Trevor Pinnock – Harpsichords

10. Triple Concerto BWV 1044 in A – Allegro
11. Triple Concerto BWV 1044 in A – Adagio ma non tanto e dolce
12. Triple Concerto BWV 1044 in A – Alla breve

Katy Birscher – Flute
Manfred Kraemer – Violin
Lars Ulrik Mortensen – Harpsichord

CD 2

01. Concerto for 3 harpsichords BWV 1063 in d – Allegro
02. Concerto for 3 harpsichords BWV 1063 in d – Alla siciliana
03. Concerto for 3 harpsichords BWV 1063 in d – Allegro
04. Concerto for 3 harpsichords BWV 1064 in C – Allegro
05. Concerto for 3 harpsichords BWV 1064 in C – Adagio
06. Concerto for 3 harpsichords BWV 1064 in C – Allegro

Trevir Pinnock, Marieke Spaans, Lars Ulrik Mortensen – Harpsichords

07. Concerto for 4 harpsichords BWV 1065 in a – Allegro
08. Concerto for 4 harpsichords BWV 1065 in a – Largo
09. Concerto for 4 harpsichords BWV 1065 in a – Allegro

Trevor Pinnock, Marieke Spaans, Marcus Mohlin, Lars Ulrik Mortensen – Harpsichords
Concerto Copenhagen

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Harpsichords Concertos – CDs 1 e 2 de 4 – Lars Ulrik Mortensen, Concerto Copenhagen

Não sei quantas versões tenho, quantas versões ouvi, ou sequer quantas versões postei aqui no PQPBach destes Concertos para Cravo de Bach. Muito menos quantas versões meus colegas postaram. Não importa. A única coisa que importa é ouvir estas obras. O resto é silêncio.
Lars Ulrik Mortensen é dinamarquês, e dirige o Concerto Copenhagen deste o início do século. É um especialista no repertório barroco, com diversos CDs gravados. Estes aqui já foram gravados há bastante tempo, lá em 2002, mas ainda soam muito atuais. Ah, ele foi aluno de Trevor Pinnock, que também participa destas gravações, mas lá no terceiro CD.
Serão quatro CDs para os Concertos para Cravo, e outros dois dedicados aos Concertos de Brandenburg. Overdose de Bach, para os senhores poderem melhor curtir sua semana.

CD 1

01. Concerto BWV 1052 in D minor – 1. Allegro
02. Concerto BWV 1052 in D minor – 2. Adagio
03. Concerto BWV 1052 in D minor – 3. Allegro
04 Concerto BWV 1054 in D major – 1
05. Concerto BWV 1054 in D major – 2. Adagio e piano sempre
06. Concerto BWV 1054 in D major – 3. Allegro
07. Concerto BWV 1053 in E major – 1
08. Concerto BWV 1053 in E major – 2. Siciliano
09. Concerto BWV 1053 in E major – 3. Allegro

Lars Ulrik Mortensen – Harpsichord & Conductor
Concerto Copenhagen

CD 2

01. Concerto BWV 1055 A major – Allegro
02. Concerto BWV 1055 A major – Larghetto
03. Concerto BWV 1055 A major – Allegro ma non tanto
04. Concerto BWV 1056 f minor – [without tempo indication]
05. Concerto BWV 1056 f minor – Largo
06. Concerto BWV 1056 f minor – Presto
07. Concerto BWV 1057 F major – [without tempo indication]
08. Concerto BWV 1057 F major – Andante
09. Concerto BWV 1057 F major – Allegro assai
10. Concerto BWV 1058 g minor – [without tempo indication]
11. Concerto BWV 1058 g minor – Andante
12. Concerto BWV 1058 g minor – Allegro assai

Lars Ulrik Mortensen – Harpsichord & Conductor
Concerto Copenhagen

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas para viola da gamba – (Trio Sonatas) BWV 1027 – 1029 & 1039 – Nikolaus Harnoncourt & Frans Brüggen

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas para viola da gamba – (Trio Sonatas) BWV 1027 – 1029 & 1039 – Nikolaus Harnoncourt & Frans Brüggen

J. S. Bach

Sonatas para viola da gamba – BWV 1027-1029

Sonata para duas flautas transversas – BWV 1039

 

Ganha uma cocada quem encontrar o Nikolaus nesta foto…

Nikolaus Harnoncourt era de uma família nobre de Luxemburgo e Lorraine e foi batizado como Conde Johannes Nikolaus de la Fontaine und d’Harnoncourt-Unverzagt. Era descendente de imperadores. Seu primeiro emprego como músico foi de violoncelista da Orquestra Sinfônica de Viena, em 1952. Em 1953 fundou, com sua mulher, Alice Harnoncourt, o Concentus Musicus Wien, para tocar música antiga com instrumentos originais e práticas similares às usadas na época da composição das peças.

Posteriormente, Harnoncourt tornou-se regente de orquestras convencionais, regendo todo o repertório clássico. Deixou gravações (perto de 500 CDs) que incluem, por exemplo, as sinfonias de compositores que vão de Haydn e Mozart até Bruckner. O Ciclo das Sinfonias de Beethoven, que ele gravou com a Chamber Orchestra of Europe, ganhou importantes prêmios de discos e ainda é uma referência.

Vai dizer que não gostou da música?

Nesta postagem temos a oportunidade de ouvir Harnoncourt interpretando as sonatas para viola da gamba de Bach. Veja o que ele mesmo disse sobre o instrumento: Ao contrário do violino, a viola da gamba é essencialmente um instrumento introvertido, de sonoridade frágil e doce, que foi desde o seu surgimento destinado a espaços de dimensões restritas. Você poderá ler a integra dos comentários do disco, escritos pelo próprio Harnoncourt, neste site aqui.

Frans, no tempo em que levava a vida na flauta

Este disco traz as três (trio) sonatas para viola da gamba escritas por J. S. Bach. O termo triosonata deve-se ao fato de termos três vozes apresentando a música. A viola da gamba e o cravo, que tem papel importante, uma segunda voz, além do baixo contínuo. Estas composições são releituras de peças escritas para outras combinações de instrumentos. A primeira sonata, por exemplo, foi arranjada a partir da sonata para duas flautas e baixo contínuo, a última peça do disco. Você poderá comparar as duas peças e perceber a habilidade do magnífico Johann Sebastian Bach de apresentar (vestir) a música em diferentes maneiras. Após as três primeiras sonatas para viola da viola da gamba, ouvir a mesma peça interpretada ao som de duas flautas é algo que ainda hoje me surpreende e encanta.

Leopold Stastny

Para interpretar a sonata para duas flautas temos o lendário Frans Brüggen fazendo dupla com Leopold Stastny. Frans Brüggen é outro pioneiro da prática de instrumentos originais e foi virtuose flautista. Adaptando os dizeres das camisetas da Oktoberfest, ele tocava todas. Posteriormente passou a reger e deixou gravações excelentes. Assim como Harnoncourt, foi longevo e manteve-se ativo até seus últimos dias.

A produção do disco está ao cargo de Wolf Erichson, importante e premiado produtor. Você poderá ver parte de sua discografia aqui.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Sonate G-dur für Viola da gamba und Cembalo, BWV 1027

  1. Adagio
  2. Allegro ma non tanto
  3. Andante
  4. Allegro moderato

Sonate D-dur für Viola da gamba und Cembalo, BWV 1028

  1. Adagio
  2. Allegro
  3. Andante
  4. Allegro

Sonate g-moll für Viola da gamba und Cembalo, BWV 1029

  1. Vivace
  2. Adagio
  3. Allegro

Sonate G-dur (Triosonate) für Traversflöten und B.c., BWV 1039

  1. Adagio
  2. Allegro ma non presto
  3. Adagio e piano
  4. Presto

Nikolaus HarnoncourtGambe (Jacobus Stainer, Absam 1667) und Violoncello (Andrea Castagneri, Paris 1744)

Herbert TacheziCembalo (nach italienischen Vorbildern von Martin Skowroneck, Bremen)

Frans BrüggenTraversflöte (A. Grenser, Dresden 1750)

Leopold StastnyTraversflöte (Kopie nach Hotteterre von F. v. Huene, Boston)

Gravado em 1968

Produção de Wolf Erichson

Wolf verificando se o pessoal tocou mesmo todas as notas

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 278 MB

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MP3 | 320 KBPS | 121 MB

Frans Brüggen experimentando uma flauta cubana

Você poderá ler uma crítica bastante pertinente deste disco aqui.

O disco foi gravado em 1968 e lançado em 1969, pelo então selo Telefunken! Faz, portanto, mais de cinquenta anos e isto o qualifica para nosso selo Jurassic CD!!!

Aproveite, a música é ótima!

René Denon