J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Alaúde em transcrição para Violão

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Alaúde em transcrição para Violão

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este disco anula os terríveis sintomas da hipobachemia por um bom tempo. Que maravilha! A esplêndida e altamente lírica Sharon Isbin é um monstro em seu instrumento. Articula sempre com precisão e clareza, ornamenta onde é necessário e toca com a maior facilidade, sabendo exatamente como quer que a música soe. Todas as vozes são discerníveis, mas dentro da hierarquia apropriada às texturas muito complicadas propostas por Bach. Esta é certamente uma gravação que merece um lugar permanente na coleção de qualquer pessoa interessada no repertório de violão. E o repertório é SUBLIME.

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Alaúde em transcrição para Violão

1. Suite BWV 1006a in E major – 1 Prelude (4:23)
2. Suite BWV 1006a in E major – 2 Loure (2:44)
3. Suite BWV 1006a in E major – 3 Gavotte en rondeau (3:10)
4. Suite BWV 1006a in E major – 4 Menuet I & II (da capo Menuet I) (2:56)
5. Suite BWV 1006a in E major – 5 Bourree (1:55)
6. Suite BWV 1006a in E major – 6 Gigue (2:05)

7. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 1 Prelude (6:45)
8. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 2 Allemande (3:31)
9. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 3 Courante (2:06)
10. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 4 Sarabande (4:14)
11. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 5 Gavotte I & II (en rondeau) (2:41)
12. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 6 Gigue (2:22)

13. Suite BWV 996 in E minor – 1 Praeludio – Passaggio presto (2:58)
14. Suite BWV 996 in E minor – 2 Allemande (3:08)
15. Suite BWV 996 in E minor – 3 Courante (2:23)
16. Suite BWV 996 in E minor – 4 Sarabande (4:46)
17. Suite BWV 996 in E minor – 5 Bourree (1:20)
18. Suite BWV 996 in E minor – 6 Gigue (2:58)

19. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 1 Prelude (3:09)
20. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 2 Fugue (8:12)
21. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 3 Sarabande (5:28)
22. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 4 Gigue (2:42)
23. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 5 Double (2:42)

Sharon Isbin, violão

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Sharon Isbin ao lado de Martin Luther King e Angela Davis

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 138, 161 e 95

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 138, 161 e 95

Na minha opinião, o grande destaque deste CD é a Cantata BWV 95, a qual contém uma das árias que mais gosto neste mundo, a quinta faixa, Ach, schlage doch bald, selge Stunde, aqui cantada por Adalbert Kraus. Tenho a integral de Cantatas de Bach por Rilling e volta e meia ouço um dos 71 CDs e faço-o pingar aqui no PQP sem maior compromisso. São gravações velhas, muito competentes, boas e dignas. Sabem quem foi o tenor Aldo Baldin? Pois é, ele era catarinense. Pesquise aí, minha moça ou rapaz.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 138, 161 e 95

Cantata No. 138, “Warum betrübst du dich, mein Herz?” BWV 138
1. 1. Chor (Verse 1) – Arleen Auger/Ria Bollen/Aldo Baldin/Philippe Huttenlocher
2. 2 Recitative – Philippe Huttenlocher
3. 3. Chor (Verse 2) – Arleen Auger/Ria Bollen/Aldo Baldin/Philippe Huttenlocher
4. 4. Recitative – Aldo Baldin
5. 5. Aria – Philippe Huttenlocher
6. 6. Recitative – Ria Bollen
7. 7. Chor (Verse 3) – Arleen Auger/Ria Bollen/Aldo Baldin/Philippe Huttenlocher

Cantata No. 161, “Komm, du süsse Todesstunde,” BWV 161
8. 1. Aria And Chor – Hildegard Laurich
9. 2. Recitative – Adalbert Kraus
10. 3. Aria – Adalbert Kraus
11. 4. Recitative – Hildegard Laurich
12. 5. Chor – Hildegard Laurich/Adalbert Kraus
13. 6. Chor – Hildegard Laurich/Adalbert Kraus

Cantata No. 95, “Christus, der ist mein Leben,” BWV 95
14. 1. Chor – Arleen Auger/Adalbert Kraus/Walter Heldwein
15. 2. Recitative – Arleen Auger
16. 3. Chor – Arleen Auger
17. 4. Recitative – Adalbert Kraus
18. 5. Aria – Adalbert Kraus
19. 6. Recitative – Walter Heldwein
20. 7. Chor – Arleen Auger/Adalbert Kraus/Walter Heldwein

Arleen Augér – Soprano (Vocal)
Aldo Baldin – Tenor (Vocal)
Ria Bollen – Alto (Vocals)
Frankfurter Kantorei – Choir/Chorus
Gächinger Kantorei Stuttgart – Choir/Chorus
Walter Heldwein – Bass (Vocal)
Philippe Huttenlocher – Bass (Vocal)
Adalbert Kraus – Tenor (Vocal)
Hildegard Laurich – Alto (Vocals)
Stuttgart Bach Collegium – Ensemble, Orchestra
Helmuth Rilling – Conductor

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Helmuth_Rilling (1933) ainda está por aí, bastante ativo.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas pour Alto BWV 35, 53 & 82 – Rene Jacobs, Chiara Banchini, Ensemble 415

Este é  mais  um daqueles casos de CDs que temos certeza de que já foram postados, de tão batidos e conhecidos que são, ao menos por mim, FDPBach e por PQPBach, mas as opções são tantas e tão boas que acabamos o deixando de lado.

E como não poderia deixar de ser, este aqui, gravado lá nos idos de 1987-88, também é espetacular. E tem uma curiosidade: traz o grande René Jacobs, o contra-tenor, e não o grande René Jacobs como um dos principais maestros da atualidade. Claro, 30 anos se passaram, e Jacobs provavelmente não consegue mais realizar os milagres que realizava com sua voz nos dias de hoje. Então, para a nossa sorte, foi dedicar-se também à regência. De qualquer maneira, temos mais um daqueles óbvios casos de CDs IM-PER-DÍ-VEIS !!! da Harmonia Mundi.

O espetacular site www.bach-cantatas.com traz todos os detalhes referentes a esta gravação, aliás, trata-se do site mais completo que existe sobre a obra de Bach, não apenas sobre as suas cantatas. Acessem lá e deliciem-se.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas pour Alto BWV 35, 53 & 82 – Rene Jacobs, Chiara Banchini, Ensemble 415

01. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 1. Concerto
02. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 2. Aria ‘Geist und Seele wird verwirret
03. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 3. Recitativo ‘Ich wundre mich’
04. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 4. Aria ‘Gott hat alles wohlgemacht’
05. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 5. Sinfonia
06. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 6. Recitativo ‘Ach, Starke
07. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 7. Aria ‘Ach, starker Gott, lass mich’
08. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 1. Aria ‘Ich Habe Genug’
09. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 2. Recitativo ‘Ich Habe Genug’
10. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 3. Aria ‘Schlummert Ein, Ihr Matten Augen’
11. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 4. Recitativo ‘Mein Gott!’
12. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 5. Aria ‘Ich Freue Mich Auf Meinen Tod’
13. ‘Schlage Doch, Gewьnschte Stunde’ -Funeral Cantata For Voice, Bells, Strings

René Jacobs – Contra-Tenour
Ensemble 415
Chiara Banchini – Violin, Direction

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FDP

Yo-Yo Ma: Simply Baroque & Simply Baroque II Remastered – The Amsterdam Baroque Orchestra (Yo-Yo Ma, baroque cello; Ton Koopman, conductor, organ, harpsichord)

Simply Baroque

The Amsterdam Baroque Orchestra

Yo-Yo Ma, baroque cello

Ton Koopman, conductor, organ, harpsichord

1999

 

Tocando no violoncelo barroco (equipado com cordas de intestinos e sem um espigão, fazendo com que o artista tenha que segurar o instrumento entre suas pernas), Yo-Yo Ma oferece uma música clássica calorosa e amigável. Com o apoio do maestro Ton Koopman, na época da Orquestra Barroca de Amsterdã, Ma apresenta uma interpretação totalmente incomum de algumas das obras barrocas mais conhecidas de Bach, bem como algumas peças menos conhecidas do compositor italiano Luigi Boccherini.

O som do violoncelo barroco muda o clima de cada peça familiar para algo mais quente e mais íntimo. A composição das cordas tem um tom menos seco do que a corda enrolada usual, e a ausência do endpin significa que não há som viajando pelo chão, portanto todo o som vem diretamente do corpo do instrumento. O manuseio habilidoso das peças de Ma evolui simplesmente em Simply Baroque, além de um experimento interessante e em uma bela experiência auditiva. (Internet)

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CD 1 – Simply Baroque
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
01. Cantata, BWV 167: Sei Lob und Preis mit Ehren
02. Matthaus-Passion, BWV 244: Erbarme dich mein Gott
03. Cantata, BWV 147: Jesus bleibet meine Freude
04. Cantata, BWV 22: Ertot’ und durch dein’ Gute
05. Ich ruf’ zu dir, Herr Jesu Christ, BWV 639
06. Kommst du nun, Jesu, vom Himmel herunter, BWV 650
07. Cantata, BWV 163: Lass mein Herz die Munze sein
08. Cantata, BWV 136: Dein Blut, der edle Saft
09. Orchestral Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air
Luigi Rodolfo Boccherini (Itália, 1743 – Espanha, 1805)
10. Concerto for Cello and String Orchestra in G Major, G. 480: I. Allegro
11. Concerto for Cello and String Orchestra in G Major, G. 480: II. Adagio
12. Concerto for Cello and String Orchestra in G Major, G. 480: III. Allegro
13. Cello Concerto in D Major, G. 478: I. Allegro con spirito
14. Cello Concerto in D Major, G. 478: II. Larghetto
15. Cello Concerto in D Major, G. 478: III. Rondo
16. Cello Concerto in D Major, G. 478: IV. Rondo comodo assai

…oOo…


Simply Baroque II Remastered

The Amsterdam Baroque Orchestra

Yo-Yo Ma, baroque cello

Ton Koopman, conductor, organ, harpsichord

2000

Como sequência de um filme, esta continuação do “Simply Baroque” do ano passado adere à fórmula original – transcrições para violoncelo e orquestra de música principalmente vocal de Bach, com dois concertos de violoncelo de Boccherini para uma boa medida.

Mas ao contrário da maioria das seqüências de filmes, este disco não faz a pergunta “Por que se incomodar?” Yo-Yo Ma não apenas arranhou a superfície da prática de performance barroca historicamente informada. Com sua costumeira curiosidade e dedicação, ele se aprofundou nesse mundo sonoro especializado.

Ele reconfigurou seu violoncelo Stradivarius de 1712 para remover elementos tão modernos como cordas de metal, adotou um autêntico arco barroco e, com efeito, reaprendeu a tocar o instrumento, reduzindo o vibrato e o fraseado expansivo.

Aficionados por instrumentos de época podem debater se Ma realmente se transformou em um especialista barroco, e os puristas barrocos podem se opor a deixar Bach fora de contexto, como ele faz em ambos os discos, ou ao emparelhar Bach com o Boccherini essencialmente pós-barroco.

Mas a eficácia da produção musical tende a tornar as objeções sem sentido. Uma razão para essa eficácia é o notável artista barroco Ton Koopman, que providenciou os cuidadosos arranjos das peças de Bach para essas gravações e cuja Orquestra Barroca de Amsterdã apóia o violoncelista.

Em “Simply Baroque II”, esses arranjos mais uma vez revelam novas cores, novos sentimentos nos itens de Bach. Um excelente exemplo aqui é uma perspectiva improvável de transcrição – a ária das Variações Goldberg.

Tratando a música original com o maior respeito, Koopman tomou a designação de “ária” literalmente, transformando a peça em uma espécie de vocalização para violoncelo com acompanhamento de órgão sutil.

Yo-Yo Ma molda a linha melódica como um cantor refinado, em frases requintadas de longa respiração, que têm um ar de espontaneidade e poesia sobre elas. O trabalho de teclado de Koopman é igualmente sensível. (Internet)

CD 2 – Simply Baroque II (Remastered)
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
01. Cantata, BWV 75: Was Gott tut, das ist wohlgetan
02. Goldberg Variations, BWV 988: Aria
03. Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645
04. Wer nur den lieben Gott lasst walten, BWV 647
05. Cantata, BWV 186: Die Hoffnung wart’ der rechten Zeit
06. Chorale Prelude, BWV 648, “Meine Seele Erhebet Den Herren”
07. Cantata #208, BWV 208, “Schafe Können Sicher Weiden” (Sheep May Safely Graze)
08. Cantata #76, BWV 76, “Es Danke, Gott, Und Lobe Dich Das Volk In Guten Taten”
09. Chorale Prelude, BWV 649, “Ach Bleib Bei Uns, Herr Jesu Christ”
Luigi Rodolfo Boccherini (Itália, 1743 – Espanha, 1805)
10. Concerto in B-Flat Major for Cello & Orchestra, G. 482: I. Allegro moderato
11. Concerto in B-Flat Major for Cello & Orchestra, G. 482: II. Andante grazioso
12. Concerto in B-Flat Major for Cello & Orchestra, G. 482: III. Rondo – Allegro
13. Cello Concerto in D Major, G. 476: I. Allegro
14. Cello Concerto in D Major, G. 476: II. Largo
15. Cello Concerto in D Major, G. 476: III. Allegro piacere

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MP3 | 320 KBPS | 307 MB

powered by iTunes 12.8.1 | 2 h 09 min

Boa audição!

Avicenna

Johann Sebastian Bach – Weihnachts Oratorium – Münchener Bach-Orchester – Karl Richter

Covers WeinachtLINK REVALIDADO PELA QUARTA VEZ !! UM CLÁSSICO ABSOLUTO, IMPRESCINDÍVEL EM QUALQUER CDTECA !!!

Postei este cd pela primeira vez no Natal de 2010, porém como os links eram do Megaupload, foram para o espaço, juntamente com o mesmo.
Não posso admitir nem aceitar que tal gravação esteja fora do PQPBach. Trata-se de uma gravação histórica, e a considero obrigatória em qualquer cdteca. Eu, FDPBach, enquanto filho bastardo de Johann Sebastian, não posso aceitar tal falha em nosso acervo. Acervo modesto, porém honesto, lhes garanto. 
Fica aqui meu desejo de Feliz Natal e um excelente 2019 para todos vocês que nos acompanham fielmente !!!

De todas as versões que já tive a oportunidade de ouvir do Oratório de Natal de Bach esta ainda é a minha favorita, apesar do peso que Richter imprime à obra. Sua abertura, o magnífico coro “Jauchzet, frohlocker, auf, preiser die Tage” já mostra a que veio. Pauleira pura… e os solistas são excelentes, no apogeu de suas carreiras.
Já discutimos bastante sobre Karl Richter aqui no blog. O mano PQP tem suas ressalvas com relação às suas interpretações, ainda mais depois que grandes maestros se especializaram na obra de papai e mostraram coisas até então desconhecidas, como Harnoncourt, e mais atualmente, Jacobs e Herreweghe.
Mas a importância de Richter é enorme na história da música. O simples fato de dedicar-se tanto tempo à obra de Bach, criando inclusive uma orquestra especializada no repertório já nos dá uma prova do fato.
Muito se fala e se comenta, e vários são os lançamentos da indústria fonográfica com gravações de época, ou históricas. Existem inclusive selos exclusivos com gravações feitas a partir de pesquisas históricas sobre a instrumentação, estilo de interpretação, etc. Todas são belíssimas, e todas tem suas qualidades. Eu particularmente sou fã de alguns destes selos, e de alguns destes intérpretes. Mas por algum motivo, é esta gravação do Oratório de Natal do Richter, realizada em 1965, ano de meu nascimento, a que mais me emociona. Creio que seja a favorita porque é a que ouço há mais tempo. Foi ela quem me ajudou a definir os parâmetros de interpretação para esta obra. Meu cérebro assimilou suas nuances, suas sutilezas, enfim, enquanto para alguns Richter é um romântico inveterado tocando música barroca, para mim até pouco tempo atrás era exatamente este o Bach que eu queria ouvir.
Só depois de conhecer aqueles intérpretes citados acima foi que reparei que haviam diferenças, e elas não são poucas, nem pequenas. E as ouço, até que com certa frequência, porém sempre retorno ao bom e velho Karl Richter.
Com esta postagem só posso desejar a todos os nossos amigos, leitores-ouvintes, e colaboradores um Feliz Natal e um 2019 cheio de realizações. E espero continuar este nosso trabalho de formiguinha, de trazer música de qualidade para vocês, sempre primando pela qualidade e não pela quantidade.

Agora recolham-se à sua poltrona favorita, abram uma garrafa de um bom vinho, e apreciem a magnificiência da obra de Johann Sebastian Bach com um de seus melhores intérpretes. Se quiserem, podem se ajoelhar, e dependendo de suas crenças religiosas, rezem ao céus agradecendo por terem existido estas pessoas únicas, geniais que, dotadas de um talento único, nos proporcionam tanto prazer e emoção.

FELIZ NATAL PARA TODOS !!!!!!!!!

Johann Sebastian Bach – Weihnachts Oratorium – Münchener Bach-Orchester – Karl Richter

CD 1

1.No.1 Chorus: “Jauchzet, frohlocket” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
2. No.2 Evangelist: “Es begab sich aber zu der Zeit” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
3.No.3 Rezitativ (Alt): “Nun wird mein liebster Bräutigam”
4. No.4 Aria (Alto): ” Bereite dich, Zion” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
5.No.5 Choral: “Wie soll ich dich empfangen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
6.No.6 Evangelist: “Und sie gebar ihren ersten Sohn” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7.No.7 Chorale: “Er ist auf Erden kommen arm”, Recitativ (Bass): Wer will die Liebe recht erhöhn” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
8.No.8 Aria (Baß): “Großer Herr, o starker König” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9. No.9 Choral: “Ach mein herzliebes Jesulein” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor

Part Two – For the second Day of Christmas

10. No.10 Sinfonia Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11. No.11 Evangelist: “Und es waren Hirten in derselben Gegend” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
12. No.12 Chorale: “Brich an, o schönes Morgenlicht” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
13. No.13 Evangelist, Engel: “Und der Engel sprach zu Ihnen” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. Rezitativ (Baß): “Was Gott dem Abraham Verheißen”
15. No.15 Aria (Tenor): “Frohe Hirten, eilt, ach eilet”
16. No.16 Evangelist: “Und das habt zum Zeichen” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
17. No.17 Chorale: “Schaut hin, dort liegt im finstern Stall” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
18. No.18 Rezitativ (Baß): “So geht denn hin, ihr Hirten, geht” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
19. No.19 Aria (Alto): “Schlafe, mein Liebster, geniesse der Ruh” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter

CD 2:

Part Two – For the second Day of Christmas

1.No.20 Evangelist: “Und alsbald war da bei dem Engel” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
2.No.21 Chor: “Ehre sei Gott in der Höhe” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
3.No.22 Rezitativ (Baß): “So recht, ihr Engel, jauchzt und singet” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
4.No.23 Chorale: “Wir singen dir in deinem Heer”

Part Three – For the third Day of Christmas

5. No.24 Chor: “Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7.No.26 Chor: “Lasset uns nun gehen gen Bethlehem” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
8. No.27 Rezitativ (Baß): “Er hat sein Volk getröst” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9.No.28 Choral: “Dies hat er alles uns getan” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
10. No.29 Duett (Sopran, Baß): “Herr, dein Mitleid, dein Erbarmen” Gundula Janowitz, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11. No.30 Evangelist: “Und sie kamen eilend” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
12. No.31 Aria (Alt): “Schließe, mein Herze, dies selige Wunder”
13. No.32 Recitativ (Alt): “Ja, ja, mein Herz soll es bewahren” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. No.33 Choral: “Ich will dich mit Fleiß bewahren” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
15. No.34 Evangelist: “Und die Hirten kehrten wieder um” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
16. No.35 Choral: “Seid froh dieweil”
17. No.24 Chor (da capo): “Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen”

Part Four – For New Year’s Day

18. No.36 Chor: “Fallt mit Danken, fallt mit Loben” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
19. No.37 Evangelist: “Und da acht Tage um waren” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
20. No.38 Rezitativ (Baß): “Immanuel, o süßes Wort” Arioso (Chor-Sopran, Baß): “Jesu, du mein liebstes Leben”-“Komm ich will dich mit Lust umfassen” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
21. No.39 Aria (Soprano, Echo-soprano): “Flösst, mein Heiland, flösst dein Namen” Gundula Janowitz, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
22. No.40 Rezitativ (Baß): “Wohlan, dein Name soll allein” Arioso (Chor-Sopran): “Jesu mein Freud und Wonne” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
23. No.41 Aria (Tenor): “Ich will nur dir zu Ehren leben” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
24. No.42 Choral: “Jesus richte mein Beginnen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor

CD 3: Bach: Christmas Oratorio

Part Five – For the 1st Sunday in the New Year

1. No.43 Chor: “Ehre sei dir, Gott, gesungen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
2. No.44 Evangelist: “Da Jesu geboren war zu Bethlehem” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
3. No.45 Chor: “Wo ist der neugeborne König der Juden?” – Rezitativ (Alt): “Sucht ihn in meiner Brust”Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
4. No.46 Choral: “Dein Glanz all Finsternis verzehrt” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
5. No.47 Aria (Bass): “Erleucht auch meine finstre Sinnen” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
6. No.48 Evangelist: “Da das der König Herodes hörte” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7. No.49 Rezitativ (Alt): “Warum wollt ihr erschrecken?” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
8. No.50 Evangelist: “Und ließ versammeln alle Hohepriester” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9. No.51 Terzetto (Soprano, Alto, Tenor): “Ach, wann wird die Zeit erscheinen?” Gundula Janowitz, Christa Ludwig, Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
10.No.52 Rezitativ (Alt): “Mein Liebster herrschet schon” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11.No.53 Choral: “Zwar ist solche Herzensstube”

Part Six – For the Feast of Epiphany

12. No.54 Chor: “Herr, wenn die stolzen Feinde schnauben” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
13. No.55 Evangelist: “Da berief Herodes die Weisen heimlich” – Herodes: “Ziehet hin und forschet fleißig” Fritz Wunderlich, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. No.56 Rezitativ (Sopran): “Du Falscher, suche nur den Herrn zu fällen”
15. No.57 Aria (Sopran): “Nur ein Wink von seinen Händen” Gundula Janowitz, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
16. No.58 Evangelist: “Als sie nun den König gehöret hatten” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
17. No.59 Chorale: “Ich steh an deiner Krippen hier” Münchener Bach-Chor, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
18. No.60 Evangelist: “Und Gott befahl ihnen im Traum”
19. No.61 Rezitativ (Tenor): “So geht! Genug, mein Schatz geht nicht von hier” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
20. No.62 Aria (Tenor): “Nun mögt ihr stolzen Feinde schrecken” Fritz Wunderlich, Karl Richter, Münchener Bach-Orchester
21. No.63 Rezitativ (Sopran, Alt, Tenor, Baß): “Was will der Hölle Schrecken nun?” Gundula Janowitz, Christa Ludwig, Fritz Wunderlich, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
22. No.64 Choral: “Nun seid ihr wohl gerochen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor

Gundula Janowitz – Soprano
Christa Ludwig  – Contralto
Fritz Wunderlich – Tenor
Franz Crass – bass
Münchener Bach-Chor
Münchener Bach-Orchester
Karl Richter – Conductor

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FDPBach

 

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo & Suítes para Violoncelo Solo transcritas para o Cravo por Gustav Leonhardt

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo & Suítes para Violoncelo Solo transcritas para o Cravo por Gustav Leonhardt

Uma interessantíssima curiosidade este CD triplo. Trata-se da primeira gravação completa das Sonatas e Partitas (para violino) e Suites para Violoncelo Solo de Bach na transcrição para cravo de Gustav Leonhardt. Ou, melhor dizendo, a gravação tem tudo aquilo que Leonhardt transcreveu, que não foram todas as 12 peças, OK? A transcrição dessas obras, originalmente escritas para um instrumento solo de cordas requeria a mão de um mestre e aqui Gustav Leonhardt certamente comprova sua profunda percepção do mundo sonoro de Bach e das possibilidades do cravo nessas transcrições, que apresentam contraponto e harmonias complexas. O próprio Bach transcreveu muitos de seus próprios trabalhos e os de outros para diferentes instrumentos. Ou seja, estamos no barroco e a postura não é abusiva, tá?

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo & Suítes para Violoncelo Solo transcritas para o Cravo

1. Sonata in D Minor, BWV 1001: I. Adagio 03:37
2. Sonata in D Minor, BWV 1001: II. Fuga allegro 04:48
3. Sonata in D Minor, BWV 1001: III. Siciliana 02:40
4. Sonata in D Minor, BWV 1001: IV. Presto 02:59

5. Partita in E Minor, BWV 1002: I. Allemanda 03:49
6. Partita in E Minor, BWV 1002: II. Double 02:13
7. Partita in E Minor, BWV 1002: III. Corrente 02:38
8. Partita in E Minor, BWV 1002: IV. Double. Presto 03:14
9. Partita in E Minor, BWV 1002: V. Sarabande 02:21
10. Partita in E Minor, BWV 1002: VI. Double 02:06
11. Partita in E Minor, BWV 1002: VII. Tempo di borea 02:03
12. Partita in E Minor, BWV 1002: VIII. Double 02:14

13. Partita in G Minor, BWV 1004: I. Allemanda 04:41
14. Partita in G Minor, BWV 1004: II. Corrente 02:55
15. Partita in G Minor, BWV 1004: III. Sarabanda 03:54
16. Partita in G Minor, BWV 1004: IV. Giga 04:56
17. Partita in G Minor, BWV 1004: V. Ciaccona 13:57

18. Sonata in G Major, BWV 1005: I. Adagio, BWV 968 03:14
19. Sonata in G Major, BWV 1005: II. Fuga 09:32
20. Sonata in G Major, BWV 1005: III. Largo 02:20
21. Sonata in G Major, BWV 1005: IV. Allegro assai 05:23

22. Partita in A Major, BWV 1006: I. Preludio 04:23
23. Partita in A Major, BWV 1006: II. Loure 02:28
24. Partita in A Major, BWV 1006: III. Gavotte en rondeau 02:54
25. Partita in A Major, BWV 1006: IV. Menuet I 01:03
26. Partita in A Major, BWV 1006: V. Menuet II 01:38
27. Partita in A Major, BWV 1006: VI. Bourrée 01:43
28. Partita in A Major, BWV 1006: VII. Gigue 02:05

29. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: I. Praeludium 03:52
30. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: II. Allemande 04:55
31. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: III. Courante 03:13
32. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: IV. Sarabande 03:46
33. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: V. Bourrée I 01:53
34. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VI. Bourrée II 00:49
35. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VII. Bourée I 01:34
36. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VIII. Gigue 02:57

37. Suite in C Minor, BWV 1011: I. Prelude 05:44
38. Suite in C Minor, BWV 1011: II. Allemande 05:11
39. Suite in C Minor, BWV 1011: III. Courante 02:10
40. Suite in C Minor, BWV 1011: IV. Sarabande 03:15
41. Suite in C Minor, BWV 1011: V. Gavotte I 01:49
42. Suite in C Minor, BWV 1011: VI. Gavotte II en rondeau 00:50
43. Suite in C Minor, BWV 1011: VII. Gavotte I 58
44. Suite in C Minor, BWV 1011: VIII. Gigue 02:16

45. Suite in D Major, BWV 1012: I. Prelude 04:09
46. Suite in D Major, BWV 1012: II. Allemande 04:21
47. Suite in D Major, BWV 1012: III. Courante 03:31
48. Suite in D Major, BWV 1012: IV. Sarabande 03:44
49. Suite in D Major, BWV 1012: V. Gavotte I 01:27
50. Suite in D Major, BWV 1012: VI. Gavotte II 01:16
51. Suite in D Major, BWV 1012: VII. Gavotte I 00:45
52. Suite in D Major, BWV 1012: VIII. Gigue 04:05

53. Allemande in A Minor, BWV 1013 04:52
54 Sarabande in C Minor, BWV 997 04:18

Roberto Loreggian, cravo

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Muito interessante, signore Roberto.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Trio Sonatas

J. S. Bach (1685-1750): Trio Sonatas

Este é um disco meio amalucado. Uma versão bastante selvagem deste repertório maravilhoso. Quando entra uma nova voz, não pensem que os outros abrem espaço. Parece que todos os integrantes do The Rare Fruits Council estavam brigados quando da gravação. Os violinos são rasgados com verdadeiro ódio. Olha, que gente nervosa! Eu gostei moderadamente. Talvez, se ouvisse mais duas vezes, me apaixonasse. Esse disco é do ano 2000. Depois, Pablo Valetti fundaria o impecável e adorável Café Zimmermann. Mas vale conferir isso aqui, como não?

J. S. Bach (1685-1750): Trio Sonatas

Sonata, BWV 527, En Ré Mineur / In D Minor / In d-Moll
1 Andante 4:00
2 Adagio E Dolce 5:07
3 Vivace 3:06

Sonata, BWV 1030, En Sol Mineur / In G Minor / In g-Moll
4 Andante 6:16
5 Largo E Dolce 2:49
6 Presto 1:40
7 Allegro 3:25

Sonata, BWV 1037, En Do Majeur / In C Major / In C-Dur
8 Adagio 3:49
9 Alla Breve 2:54
10 Largo 1:51
11 Gigue – Presto 4:18

Sonata, BWV 1029, En La Mineur / In A Minor / In a-Moll
12 Vivace 5:00
13 Adagio 4:50
14 Allegro 3:28

Sonata, BWV 530, En Sol Majeur / In G Major / In G-Dur
15 Vivace 3:21
16 Lento 6:59
17 Allegro 3:17

Cello – Balázs Máté
Harpsichord – Dirk Boerner*
Organ – Alessandro De Marchi
Viola – Pablo Valetti
Violin – Manfredo Kraemer
Ensemble – The Rare Fruits Council

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Vanitas com violino e bola de vidro (1628), de Pieter Claesz

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 98, 180, 56, 55

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 98, 180, 56, 55

As maravilhas escondidas nas Cantatas de Bach são (muito) numerosas. A gente olha para cada canto e encontra uma ária ou coral encantador, perfeito. Nem me apaixonei tanto pela Cantata BWV 98, mas aí vem a 180 e a gente fica pasmo com sua beleza. E então tudo fica lindo. A interpretação de La Petite Bande, de seu mentor Sigiswald Kuijken e dos cantores merece todos os elogios. Um belo CD.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 98, 180, 56, 55

21st Sunday After Trinity
“Was Gott tut das ist Wohlgetan” BWV 98
1 Chorale: Was Gott tut das ist wohlgetan 3:34
2 Recitative: Ach Gott! Wenn wirst Du mich 1:05
3 Aria: Hört, ihr Augen auf zu weinen 3:40
4 Recitative: Gott hat ein Herz 1:02
5 Aria: Menen Jesum lass ich nicht 3:57

20th Sunday After Trinity
“Schmücke Dich o liebe Seele” BWV 180
6 Chorale: Schmücke Dich o liebe Seele 6:11
7 Aria: Ermuntre dich dein Heiland klopft 6:16
8 Recitative and Chorale: Wie teuer sind des heilgen Mahles 2:32
9 Recitative: Mein Herz fühlt sich in Furcht und Freuden 1:32
10 Aria: Lebens Sonne, Licht der Sinnen 4:04
11 Recitative: Herr, lass an mir dein treues Lieben 1:03
12 Chorale: Jesu, wahres Brot des Lebens 1:35

19th Sunday After Trinity
“Ich will den Kreuzstab gerne tragen” BWV 56
13 Aria: Ich will den Kreuzstab gerne tragen 7:06
14 Recitative: Mein Wandel auf der Welt 2:13
15 Aria: Endlich, endlich wird mein Joch 7:09
16 Recitative: Ich stehe fertig und bereit 1:33
17 Chorale: Komm o Tod du Schlafes Bruder 1:43

22th Sunday After Trinity
“Ich armer Mensch ich Sündenknecht” BWV 55
18 Aria: Ich armer Mensch ich Sündenknecht 5:44
19 Recitative: Ich habe wider Gott gehandelt 1:31
20 Aria: Erbarme dich! 4:44
21 Recitative: Erbarme dich, jedoch nun töst ich mich 1:17
22 Chorale: Bin ich gleich von dir gewichen 1:06

Alto Vocals – Petra Noskaiová
Bass Vocals, Baritone Vocals – Dominik Wörner
Soprano Vocals – Sophie Karthäuser
Tenor Vocals – Christoph Genz
Ensemble – La Petite Bande
Conductor – Sigiswald Kuijken

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Ai, jisuis, lá vem ele repetir os mesmos conselhos de sempre…

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta e Cravo, Partita para Flauta, BWV 1013

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta e Cravo, Partita para Flauta, BWV 1013

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Perdoem minha ignorância. Eu não sabia que o grande cravista e regente Pierre Hantaï tinha um irmão e muito menos se ele se chamava Marc, Henri, Antoine ou Argemiro (ou Argemirrô). Mas o caso é que Pierre (1964) tem um irmão flautista que se chama Marc (1960) e ambos são virtuoses em seus instrumentos. E eles fazem misérias neste maravilhoso disquinho que cura temporariamente minha hipobachemia. Aqui, a Partita para flauta solo tem sentido em cada frase musical, além de ritmo preciso e articulação muito refinada. O mesmíssimo acontece nas Sonatas. Como seu irmão Pierre Hantaï — que gravou a MELHOR VERSÃO DAS GOLDBERG — Marc parece ter dado uma outra dimensão à música de Bach — talvez a dimensão real que meu pai tenha pensado. Tenho certeza de que este é o melhor álbum para este repertório. E isso inclui todas as versões de Barthold Kuijken, tá?

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta e Cravo, Partita para Flauta, BWV 1013

01. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: I. Adagio
02. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: II. Allegro
03. Flute Sonata in E Major, BWV 1035:III. Siciliana
04. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: IV. Allegro assai

05. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: I. Andante
06. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: II. Largo e dolce
07. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: III. Presto

08. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: I. Adagio ma non tanto
09. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: II. Allegro
10. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: III. Andante
11. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: IV. Allegro assai

12. Partita in A Minor, BWV 1013: I. Allemande
13. Partita in A Minor, BWV 1013: II. Corrente
14. Partita in A Minor, BWV 1013: III. Sarabande
15. Partita in A Minor, BWV 1013: IV. Bourée anglaise

16. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: I. Allegro
17. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: II. Largo e dolce
18. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: III. Vivace

Marc Hantaï, flauta
Pierre Hantaï, cravo

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Abraham Bloemaert (1564–1651): O Flautista

PQP

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fui umas dez vezes assistir a recitais no Wigmore Hall. É uma sala pequena, principalmente se  compararmos com a enorme fama que ostenta. Está sempre lotada, às vezes com mais de um recital por dia e os nomes que lá se apresentam sempre são de primeira linha. Sua fama é justa. A acústica é perfeita, miraculosa. Trata-se de um dos melhores lugares do universo. Quem lê os livros de Ian McEwan sabe o quanto ele ama a sala. Uma vez, ele ficou atrás de mim na fila de retirada de ingressos… Ou seja, o local tem grande mística e não é incomum os recitais que lá ocorrem transformarem-se em CDs. (PQP)

Um presentinho para os senhores, um CD absolutamente maravilhoso, para ser ouvido sem se cansar diversas vezes seguidas, principalmente pela “Arpeggione”, e claro, pela Sonata de Brahms, outra das mais belas páginas da história da música. Um brasileiro e uma portuguesa, grandes nomes em seus respectivos instrumentos, dão um verdadeiro show…

Lembro do Menezes novinho, junto com a Anne-Sophie Mutter, tocando o Concerto Duplo de Brahms, sob a supervisão de Herr Karajan, e ali já senti que a coisa era séria, que ele seria um músico completo, e não me enganei. Karajan não era bobo, e logo identificou o talento do nosso pernambucano. O tempo pode ter levado seus cabelos, mas criou um intérprete maduro, completo. (FDP)

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

01. Schubert – Arpeggione Sonata – I. Allegro moderato
02. Schubert – Arpeggione Sonata – II. Adagio – attacca
03. Schubert – Arpeggione Sonata – III. Allegretto

04. Brahms – 3 Intermezzi – No.1 Andante moderato
05. Brahms – 3 Intermezzi – No.2 Andante non troppo e con molto espressione
06. Brahms – 3 Intermezzi – No.3 Andante con moto

07. Mendelssohn – Song without Words, Op.109

08. Brahms – Cello Sonata No.1 – I. Allegro non troppo
09. Brahms – Cello Sonata No.1 – II. Allegretto quasi Menuetto – Trio
10. Brahms – Cello Sonata No.1 – III. Allegro – Piu Presto

11. Bach – Pastorale BWV 590 (arr. Roemaet-Rosanoff)

Antonio Menezes – Cello
Maria João Pires – Piano

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Pires y Meneses
Que dupla…. !!!

FDP / PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Partitas & Sonatas for Violin Solo – Jaap Schröder

Graças ao selo Naxos tive acesso a esta histórica gravação do grande violinista barroco holandês Jaap Schröder, um dos maiores especialistas na técnica barroca de interpretação violinística em instrumentos chamados autênticos. Tem uma longa carreira, e uma longa discografia que o qualificam como um dos principais divulgadores da música do período barroco ao clássico em instrumentos de cordas historicamente autênticos.

Mesmo já tendo passado trinta e poucos anos de sua gravação, realizada dentro de uma Igreja em Basel, Suiça, estas leituras mostram toda a técnica e versatilidade deste grande músico, que já tocou no mundo todo, com todos os tipos de orquestras, conjuntos de câmara, e que com certeza influenciou todos os grandes violinistas da atualidade, principalmente nossas atuais musas do Barroco, Amandine Beyer e Rachel Podger.

Claro que se trata de um CD para se ouvir com calma e tranquilidade, de preferência com um bom fone de ouvido. Facilmente colocamos nele o selo de qualidade do PQPBach de IM-PER-DI-VEL !!!

CD 1

1- 4 Sonata nº 1, in G Minor, BWV 1001
5 – 12 Partita nº 1, in B Minor, BWV 1002
13 – 16 Sonata nº 2, in A minor, BWV 1003

CD 2

1 – 5 Partita nº2, in D Minor, BWV 1004
6 – 9 Sonata nº 3, in C Major, BWV 1005
10 – 15 Partita nº 3, in E Minor, BWV 1006

Jaap Schröder – Baroque Violin

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Jaap Schröder e Christopher Hogwood trocando figurinhas

 

Hilary Hahn plays Bach + Volodos Plays Brahms + Philippe Jaroussky – Green – Melodies Françaises on Verlaine’s poems

Hilary Hahn plays Bach + Volodos Plays Brahms + Philippe Jaroussky – Green –  Melodies Françaises on Verlaine’s poems

PQP Bach
12 anos de Prazer

12 anos falando sobre música desse nível num país desse nível?! É como jogar comida ao mar, esperando absolutamente nada. Até que pequenas vozes de lugares distantes se fazem ouvir: “Obrigado, irmão. Bach te abençoe”. Quando começamos, conseguíamos ouvir apenas o mastigar de nossa comida diária, hoje caravelas de refugiados atracam no nosso porto, sedentos e famintos. Somos colossos do céu, mas caridosos com os pequenos ouvintes. Lembro que o primeiro a descer foi meu irmão mais velho PQP Bach que, meio entediado do paraíso que vivia, resolveu abrir essa parada dos milagres. Até que um dia ele me convidou para participar também dessa celebração no meio dos gentios. E assim aconteceu com meus outros irmãos, seduzidos pelo bem maior de propagar a palavra d´Ele e de outros deuses ciumentos.

Para celebrar esse aniversário, achei um momento na minha agenda celeste para descer aqui na paragem há muito tempo não visitada por mim. Trago comida da melhor qualidade. Vamos ver aqui no meu saquinho…

Hilary Hahn plays Bach

Quando Deus, o maior de todos os voyeurs, colocou o homem no mundo, rapidamente percebeu como seria aborrecido de espiar. Porém resolveu o problema caprichando numa espécie que não é necessariamente humana, pois há algo de divino na mulher. Ouça esse disco da Hilary Hahn interpretando as famosas peças para violino solo do nosso pai e confesse, essa senhora não é deste planeta. Eu conheço essas obras há mais de 200 anos, mas esta gravação aqui prova o contrário… AGORA sim que essas peças encontraram sua intérprete perfeita. Quando essa criatura morrer, estarei no lugar de São Pedro para recebê-la de braços abertos.

Hilary Hahn plays Bach
1. Preludio
2. Loure
3. Gavotte En Rondeau
4. Menuet I
5. Menuet II
6. Bourrée
7. Gigue
8. Allemande
9. Courante
10. Sarabande
11. Gigue
12. Giaconna
13. Adagio
14. Fuga
15. Largo
16. Allegro Assai

Hilary Hahn plays Bach – 1997
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Vamos para o segundo presente:

Volodos Plays Brahms

Brahms deve ser o compositor mais melancólico que conheço. Nunca estive com ele por essas bandas. Esse deus alemão detesta bajulação. Ele continua sempre isolado, apesar do seu apreço por cabarés e moçoilas. É capaz dele ficar do meu lado esperando a Hilary chegar. Essa gravação que vos trago contém o que há de mais sofrido no mundo da música. Acho que foi Carpeaux que disse que é necessário ter idade para sentir o peso dessa música. Volodos entrega a dose correta dessa melancolia.

Volodos Plays Brahms
1 – Capriccio in F-Sharp Minor, Op. 76, No. 1
2 – Capriccio in B Minor, Op. 76, No. 2
3 – Intermezzo in A-Flat Major, Op. 76, No. 3
4 – Intermezzo in B-Flat Major, Op. 76 No. 4
5 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: I. Andante moderato
6 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: II. Andante non troppo e con molto espressione
7 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: III. Andante con moto
8 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: I. Intermezzo in A Minor
9 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: II. Intermezzo in A Major
10 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: III. Ballade in G Minor
11 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: IV. Intermezzo in F Minor
12 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: V. Romanze in F Major
13 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: VI. Intermezzo in E-Flat Minor

Volodos Plays Brahms – 2017
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Por fim deixo o melhor disco de todos os tempos:

Philippe Jaroussky – Green – Melodies Françaises on Verlaine’s poems

Phillippe Jaroussky é o verdadeiro Orfeu. Sua voz quebra o tempo, até os demônios aqui param para ouvi-lo. Seu som meio masculino, meio feminino, eleva todas as canções desse disco a um patamar que deixariam o nosso miserável poeta Verlaine feliz… Esse é um disco para se ouvir com pouca luz, cigarro (pena que eu não fumo), uma taça de vinho, imaginando uma Paris que nunca mais existirá.

Green – Melodies francaises de Verlaine (respectivos compositores entre parêntesis, de acordo com a nobre contribuição do Monge Ranulfus. Valeu, Monge!)
Disc: 1
1. Colloque sentimental (Ferré)
2. 5 Melodies, Op 58 dites ‘Venise’: I Mandoline (Fauré)
3. Prison (Severac)
4. 10 Melodies, Op 83: I Clair de lune (Szulk)
5. Fetes galantes, FL 86, Book I: I En sourdine (Debussy)
6. Fetes galantes, FL 86, Book I: II Fantoches (Debussy)
7. Fetes galantes, FL 86, Book I: III Clair de lune (Debussy)
8. 5 Melodies dites “Venise”, Op 58: V C’est l’extase (Fauré)
9. Ecoutez la chanson bien douce (Chausson)
10. 5 Melodies dites ‘Venise’, Op 58: III Green (Fauré)
11. O triste, triste etait mon ame (Bordes)
12. Le vent dans la plaine (Saint-Saëns)
13. 5 Melodies dites “Venise”, Op 58: II En sourdine (Fauré)
14. Fisch-Ton-Kan, D. 23: “Qui je suis, qui je suis” [Fisch-Ton-Kan] ( Chabrier)
15. 7 Chansons grises: IV. En sourdine (Hahn)
16. 2 Melodies, Op 83: I Prison (Fauré)
17. Mandoline, L. 43b (Published Version) (Debussy)
18. Apaisement (Chausson)
19. Un grand sommeil noir (Honegger)
20. 4 Melodies, Op 51: III Spleen (Fauré)
21. Revons, c’est l’heure (Massanet)
22. Un grand sommeil noir (Varèse)
23. Ecoutez la chanson bien douce (Ferré)

Disc: 2
1. 2 Melodies, Op 46: II Clair de lune (Fauré)
2. 7 Chansons grises: I. Chanson d’automne (Hahn)
3. Green (Caplet)
4. Ariettes oubliees, FL 63: II Il pleure dans mon coeur (Debussy)
5. L’heure exquise (Poldowski)
6. Colombine (Poldowski)
7. Chanson d’automne (Trenet)
8. Mandoline (Poldowski)
9. 3 Melodies, Op 4: II Il pleure dans mon coeur (Schmitt)
10. 20 Melodies, Book I: XVI D’une prison (Hahn)
11. Fisch-Ton-Kan, D. 23: “J’engraisse” [Poussah] (Chabrier)
12. 4 Melodies, Op 22: IV Il pleure dans mon coeur (Koechlin)
13. La Bonne Chanson, Op. 61: III. La lune blanche luit dans les bois (Fauré)
14. Promenade sentimentale (Bordes)
15. Ariettes oubliees, FL 63: V Aquarelles, 1: Green (Debussy)
16. Colloque sentimental (Canteloube)
17. Fetes galantes, FL 114, Book II: I Les Ingenus (Debussy)
18. Fetes galantes, FL 114, Book II: II Le Faune (Debussy
19. Fetes galantes, FL 114, Book II: III Colloque Sentimental (Debussy
20. Colombine (Brassens)

Green – Melodies francaises de Verlaine – 2015
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Felicitações a todos. E longa vida ao site.

CDF

J.S. Bach (1685-1750), F. Gulda (1930-2000): GULDA PLAYS BACH (ao vivo)

Não encontrei a data nem o local desta gravação – só sei que, depois de ouvi-la, reouvi-la e reouvi-la, não tenho como não compartilhar!

Sei, Friedrich Gulda é daqueles pianistas que (à parte seu envolvimento com jazz e sabe-se lá mais o que) não está muito preocupado se seu toque está de acordo com esta ou aquela concepção teórica de como a música deve ser: está interessado em fazer música de acordo com o que seu corpo & coração sentem que seja música – não por isso descuidando da capacitação técnica para realizá-lo. Nem todos gostam disso, eu sei… mas da minha parte, o resultado aqui, é, confesso, o Bach que eu gostaria de tocar (caso não tivesse fugido do trabalhoso caminho que é o da formação pianística).

Os primeiros minutos do recital me surpreenderam soando bastante como Glenn Gould (o que não é necessariamente uma crítica!), mas basta chegar à primeira Sarabande para perceber que estamos ouvindo um pianista que, longe de se ater a uma mesma abordagem programada para toda a vida, se reserva a liberdade de usar uma abordagem diferente para cada peça a que dirige seu coração. Não que essas abordagens sejam arbitrárias: aqui pela primeira vez ouvi algo de inglês nas Suítes Inglesas (especialmente nas Bourrés da 2ª Suíte [faixa 6] e as Gavottes da 3ª [faixa 17]).

Enfim: digo sempre que não gosto de instrumentistas que tocam, e sim dos que dizem a música com seus instrumentos. Pois no Bach de Gulda não encontro nem uma única frase meramente tocada: até a frase aparentemente mais secundária de uma voz de apoio, tudo é dito; cada frase se sustenta como um discurso em si.

Então vamos a esse discursos – depois desta última observação: o Prelúdio e Fuga do próprio Gulda, apresentado como bis, já foi postado aqui há algum tempo em versão de estúdio.

GULDA PLAYS BACH
01 Apresentação

J. S. BACH (1685-1750)
SUÍTE INGLESA nº 2 em la menor – BWV 807
02 I Prelude
03 II Allemande
04 III Courante
05 IV Sarabande
06 V Bourrée I e II
07 VI Gigue

CONCERTO ITALIANO em fa maior – BWV 971
08 I [Allegro]
09 II Andante
10 III Presto

TOCCATA em do menor – BWV 911
11 I Toccata
12 II Fuga

SUÍTE INGLESA nº 3 em sol menor – BWV 808
13 I Prelude
14 II Allemande
15 III Courante
16 IV Sarabande
17 V Gavotte I e II
18 VI Gigue

CAPRICCIO em si bemol maior
“SOPRA LA LONTANANZA DEL SUO FRATELLO DILETTISSIMO” – BWV 992
19 I Arioso (adagio)
20 II —
21 III Adagiosissimo
21 IV —
22 V Aria de Postiglione (allegro poco)
23 VI Fuga all’imitazione di posta

F. GULDA (1930-2000)
PRELÚDIO E FUGA
24 I Preludio
25 II Fuga

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Ranulfus
– com agradecimentos a Carlinus pelo arquivo,
renormalizado para esta postagem.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 20, 93, 3, 10, 116 e 124

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 20, 93, 3, 10, 116 e 124

Seis cantatas de porte médio do mestre. Nenhuma chega a ser impressionante, mas lá sempre está Bach e a interpretação da Nova Orquestra de Colônia é realmente muito boa. As Cantatas constituem o grosso da produção de Bach, mas apenas nas últimas décadas sua importância vem sendo reconhecida. Esquecidas quase por completo no século XIX, até meados do século XX somente um pequeno número delas havia sido estudado em detalhe, situação que vem mudando diante do rápido crescimento dos estudos bachianos. A maior parte delas é sacra, compostas em Weimar e principalmente Leipzig, mas ele cultivou o gênero ao longo de quase toda a sua carreira. Muitas foram perdidas por descuido de seu filho mais velho, Wilhelm. De acordo com o obituário de Carl Philipp ele compôs cinco ciclos completos para o ano eclesiástico, fora as cantatas profanas, o que representaria mais de 350 obras, mas ainda sobrevivem 194 composições neste gênero, somando um total de mais de 1.200 movimentos individuais. As de sua fase inicial são compostas segundo o modelo alemão do século XVII, sem recitativos ou árias da capo, elementos de origem operística italiana que só aparecem em suas obras maduras. Mais tarde se consolidou um formato italianizado, com uma abertura mais elaborada com coro, seguida de uma alternância de cinco ou seis árias da capo e recitativos para voz solo, encerrando com uma harmonização coral simples homofônica a quatro vozes, quando a congregação possivelmente se unia ao coro, mas mesmo aqui são encontradas muitas outras soluções técnicas e formais, incluindo fugas, cânones, variações sobre um ostinato, formas concertantes, influência da abertura francesa e do antigo moteto, além de se valerem de uma ampla gama de forças instrumentais.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 20, 93, 3, 10, 116 e 124

O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20 23:53

1
I. O Ewigkeit, du Donnerwort (Chor)
3:58

2
II. Kein Unglück ist in aller Welt zu finden (Rezitativ)
0:49

3
III. Ewigkeit, du machst mir bange (Arie)
2:37

4
IV. Gesetzt, es dau’rte der Verdammten Qual (Rezitativ)

1:28

5
V. Gott ist gerecht in seinen Werken (Arie)

3:54

6
VI. O Mensch, errette deine Seele (Arie)
1:42

7
VII. Solang ein Gott im Himmel lebt (Choral)
1:26

8
VIII. Wacht auf, wacht auf, verlornen Schafe (Arie)
2:42

9
IX. Verlass, o Mensch, die Wollust dieser Welt (Rezitativ)
1:08

10
X. O Menschenkind (Duett)
2:32

11
XI. O Ewigkeit, du Donnerwort (Choral)
1:37

Wer nur den lieben Gott lässt walten, BWV 93 20:18

12
I. Wer nur den lieben Gott läßt walten (Chor)
5:35

13
II. Was helfen uns die schweren Sorgen? (Rezitativ)
2:02

14
III. Man halte nur ein wenig stille (Arie)

2:18

15
IV. Er kennt die rechten Freudesstunden (Duett)
3:16

16
V. Denk nicht in deiner Drangsalhitze (Rezitativ)
2:38

17
VI. Ich will auf den Herren schaun (Arie)
3:02

18
VII. Sing, bet und geh auf Gottes Wegen (Choral)
1:27

Ach Gott, wie manches Herzeleid, BWV 3 20:52

19
I. Ach Gott, wie manches Herzeleid (Chor)
4:06

20
II. Wie schwerlich lässt sich Fleisch und Blut (Rezitativ)
2:26

21
III. Empfind ich Höllenangst und Pein (Arie)
5:08

22
IV. Es mag mir Leib und Geist verschmachten (Rezitativ)
1:07

23
V. Wenn Sorgen auf mich dringen (Duett)
7:18

24
VI. Erhalt mein Herz im Glauben rein (Choral)
0:47

Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10 17:58

1
I. Meine Seel erhebt den Herren (Chor)
3:13

2
II. Herr, der du stark und mächtig bist (Arie)
5:35

3
III. Des Höchsten Güt und Treu (Rezitativ)
1:13

4
IV. Gewaltige stößt Gott vom Stuhl (Arie)
2:34

5
V. Er denket der Barmherzigkeit (Duett & Choral)
2:12

6
VI. Was Gott den Vätern alter Zeiten (Rezitativ)
1:47

7
VII. Lob und Preis sei Gott dem Vater (Choral)
1:24

Du Friedefürst, Herr Jesu Christ, BWV 116 14:15

8
I. Du Friedefürst, Herr Jesu Christ (Chor)
3:51

9
II. Ach, unaussprechlich ist die Not (Arie)
2:44

10
III. Gedenke doch, o Jesu (Rezitativ)
Christoph Spering, Das Neue Orchester & Benedikt Kristjánsson
0:53

11
IV. Ach, wir bekennen unsre Schuld (Terzett)
4:34

12
V. Ach, lass uns durch die scharfen Ruten (Rezitativ)
0:55

13
VI. Erleucht auch unser Sinn und Herz (Choral)
1:18

Meinen Jesum lass ich nicht, BWV 124 12:38

14
I. Meinen Jesum lass ich nicht (Chor)
3:34

15
II. Solange sich ein Tropfen Blut (Rezitativ)
0:38

16
III. Und wenn der harte Todesschlag (Arie)
2:18

17
IV. Doch ach welch schweres Ungemach (Rezitativ)
1:04

18
V. Entziehe dich eilends, mein Herze, der Welt (Duett)
3:50

19
VI. Jesum lass ich nicht von mir (Choral)
1:14

Das Neue Orchester & Chorus Musicus Köln
Christoph Spering

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Rogier van der Weyden, A Descida de Cruz (1435)

PQP

Mozart / Haydn / Beethoven / Schubert / Bach: The Farewell Concerts (Alfred Brendel)

Mozart / Haydn / Beethoven / Schubert / Bach: The Farewell Concerts (Alfred Brendel)

O austríaco Alfred Brendel (1931) foi um dos melhores pianistas do século XX. Mas também foi ensaísta — escrevia sobre música — e poeta. Era especialista principalmente em Mozart, Schubert, Haydn, Beethoven e Schoenberg. Em 2008, em razão da artrite, decidiu retirar-se dos palcos. Então fez uma grande excursão pela Europa. Seu último concerto público foi em 18 de dezembro, em Viena, na Grande Sala do Musikverein. São justamente partes desta excursão que temos aqui. O velho mestre dá um show num repertório onde é craque absoluto, o da música germânica clássica e romântica. Brendel se aposentou no auge e esta gravação é uma bela recordação e uma bem-vinda coda de seu importante legado.

Brendel no túmulo de Schubert

Mozart / Haydn / Beethoven / Schubert / Bach: The Farewell Concerts (Alfred Brendel)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Piano Concerto No. 9 in E Flat Major, K.271 – “Jeunehomme”
1. 1. Allegro 10:43
2. 2. Andantino 13:17
3. 3. Rondeau (Presto) 10:45
Alfred Brendel
Wiener Philharmoniker
Charles Mackerras

Franz Joseph Haydn (1732 – 1809)
4. Variations in F Minor, Hob. XVII:6 11:38

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Piano Sonata No. 15 in F Major, K. 533/494
5. 1. Allegro, K.533 7:55
6. 2. Andante, K.533 9:38
7. 3. Rondo (Allegretto), K.494 7:23

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
Piano Sonata No. 13 In E Flat Major, Op. 27, No. 1
1. 1. Andante – Allegro – Tempo I 4:47
2. 2. Allegro molto e vivace 2:00
3. 3. Adagio con espressione 3:05
4. 4. Allegro vivace – Tempo I – Presto 6:31

Franz Schubert (1797 – 1828)
Piano Sonata No. 21 in B-Flat Major, D. 960
5. 1. Molto moderato 15:17
6. 2. Andante sostenuto 9:10
7. 3. Scherzo (Allegro vivace con delicatezza) 4:05
8. 4. Allegro ma non troppo 9:19

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
7 Bagatelles, Op. 33
9. 4. Andante 3:33

Franz Schubert (1797 – 1828)
4 Impromptus, Op. 90, D. 899
10. No. 3 in G-Flat Major (Andante) 6:16

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
11. Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659 (Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659) 5:45

Alfred Brendel, piano

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Brendel com um amigo

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nem lembro onde encontrei esse CD que é quase uma espécie de ‘Bach’s greatest hits for organ’ realizado pelo músico de peso que é o holandês Tom Koopman. Não estou postando esta realização destas obras porque seja “a definitiva”, sei que jamais existirá realização definitiva de nenhuma música. Mas as realizações de Koopman me pareceram bonitas e instigantes demais para não serem conhecidas ao lado de outras realizações destas mesmas obras – ainda mais que até então nosso blog só tinha Bach por Koopman como regente, e não como organista.

Umas poucas palavras sobre as obras: a Toccata e Fuga em ré menor é possivelmente a obra mais conhecida de Bach Pai – mas lamentavelmente sobretudo através do clichê caricato do cientista maluco tocando no porão do castelo enquanto comemora alguma vitória que não tardará a ser revertida pelo super-herói. Talvez por tão desgastada é que Koopman tenha se sentido provocado a dar uma interpretação diferente já do ornamento do primeiro acorde – o que com certeza irritou muitos amantes de certezas mundo afora.

A Toccata, Adagio e Fuga em Dó maior não é de modo nenhum uma obra menor que a em ré menor – talvez até pelo contrário -, então fico feliz que Koopman a haja ‘contrabandeado’ entre os ‘hits’ mais conhecidos que são a em re menor e a Passacaglia ou Passacalhe em do menor – obra que não consigo deixar de comparar com a não menos famosa Chaconne em re menor: duas séries de variações interligadas sobre um tema pra lá de enxuto, com a diferença de que a Passacalhe é complementada por uma monumental Fuga sobre o mesmo tema, enquanto a Chaconne aparece inserida em uma suíte de danças (para lá de) estilizadas. Mas o que me parece mais instigante na comparação é que essas obras tão análogas sejam destinadas a meios instrumentais tão radicalmente diversos: uma, para o único instrumento que pretende ser toda uma orquestra na mão de um só executante; a outra para um supostamente débil violino desacompanhado.

Da Pastorale não direi nada senão que está entre aquelas poucas obras para órgão que dá pra ouvir na calada da noite sem incomodar os vizinhos – e que (para quem não conhece a tradição) está composta na tonalidade de fá como todas as peças que usam o nome “pastoral”.

E quanto aos corais… bom, relembro mais uma vez que “coral” é a palavra para “hino” na tradição luterana, e que todos os “corais” instrumentais são arranjos de tais hinos, com menor ou maior quantidade de material temático complementar.

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão

Toccata & Fugue In D Minor, BWV 565
1 Toccata 2:31
2 Fuga 5:29

Toccata, Adagio & Fugue In C Major, BWV 564
3 Toccata 5:07
4 Adagio 4:05
5 Fuga 4:26

6 Passacaglia In C Minor, BWV 582 12:50

7 Pastorale In F Major, BWV 590 12:00

6 Chorales Of Diverse Kinds (“Schübler” Chorales)
8 Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme BWV 645 4:09
9 Wo Soll Ich Fliehen Hin BWV 646 1:36
10 Wer Nur Den Lieben Gott Läßt Walten BWV 647 4:09
11 Meine Seele Erhebet Den Herrn BWV 648 3:24
12 Ach Bleib’ Bei Uns, Herr Jesu Christ BWV 649 2:19
13 Kommst Du Nun, Jesu, Vom Himmel Herunter BWV 650 3:23

Ton Koopman, órgão

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LINK ALTERNATIVO

Libera uma dessas crianças para o Bach, vai.

Ranulfus

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo

GoltzIM-PER-DÍVEL !!!

Na minha opinião, a Freiburger Barockorchester é melhor orquestra de câmara atualmente em atividade. E seu Konzertmeister é Gottfried von der Goltz. Ele se divide entre ser maestro e violinista principal — nem sempre atua como spalla — da orquestra. E agora nos chega com a obra máxima do repertório para violino solo: as Sonatas e Partitas, de Johann Sebastian Bach. Quando vi a capa do CD, me entusiasmei imediatamente. E agora, após duas audições completas, minha felicidade não se arrefeceu. A interpretação é poderosa. Assim como Beyer, Podger (Artista do Ano de 2018 da revista Gramophone) e Holloway, trata-se de um violinista especialista em repertório barroco. Cada passagem parece ter sido amadurecida por muito tempo, servindo à música. Vai para o topo, juntamente com os violinistas citados e mais Busch. É uma nova e esplêndida versão inédita deste monumento musical, cheio de humanidade e vida.

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo

1. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: I. Adagio
2. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: II. Fuga. Allegro
3. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: III. Siciliana
4. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: IV. Presto

5. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: I. Allemanda
6. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: II. Double
7. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: III. Corrente
8. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: IV. Double. Presto
9. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: V. Sarabande
10. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VI. Double
11. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VII. Tempo di Borea
12. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VIII. Double

13. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: I. Grave
14. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: II. Fuga
15. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: III. Andante
16. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: IV. Allegro

17. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: I. Allemanda
18. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: II. Corrente
19. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: III. Sarabanda
20. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: IV. Giga
21. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: V. Ciaccona

22. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: I. Adagio
23. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: II. Fuga
24. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: III. Largo
25. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: IV. Allegro assai

26. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: I. Preludio
27. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: II. Loure
28. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: III. Gavotte en rondeau
29. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: IV. Menuets I & II
30. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: V. Bourée
31. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: VI. Gigue

Gottfried von der Goltz, violino

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O violinista e maestro Gottfried von der Goltz
O violinista e maestro Gottfried von der Goltz

PQP

Vivaldi, Leo, J. S. Bach, Locatelli, Fasch e Handel: Concerti Virtuosi

Vivaldi, Leo, J. S. Bach, Locatelli, Fasch e Handel: Concerti Virtuosi

717pUeRpI6L._SY355_Um bom CD da canadense Tafelmusik. É a típica coletânea barroca que a quase todos agrada. Apenas me parece que aqui temos uma obra bem superior às outras: o concerto grosso de Handel. Tal fato não condena os outros autores e obras, é apenas uma constatação curiosa. Quando entra o Handel, a sala se ilumina mais. Boa música para um domingo de tempo horroroso em Porto Alegre.

Vivaldi, Leo, J. S. Bach, Locatelli, Fasch e Handel: Concerti Virtuosi

Vivaldi – Concerto for 2 oboes in la minore RV.536

1. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : I. Allegro
2. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : II. Largo
3. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : III. Allegro

Leo – Concerto for violoncello in re minore
4. Concerto in D Minor for violoncello : I. Andante grazioso
5. Concerto in D Minor for violoncello : II. Col spirito
6. Concerto in D Minor for violoncello : III. Amoroso
7. Concerto in D Minor for violoncello : IV. Allegro

J.S.Bach – Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV100,170,30
8. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : I. Allegro
9. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : II. Adagio
10. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : III. Allegro

Locatelli – Concerto grosso in D Major, op.1, no.5
11. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : I. Largo
12. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : II. Allegro
13. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : III. Largo
14. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : IV. Allegro

Fasch – Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings
15. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : I. Allegro
16. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : II. Largo
17. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : III. Allegro

Handel – Concerto grosso in A Minor, Op.6. no.4
18. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : I. Larghetto affettuoso
19. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : II. Allegro
20. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : III. Largo e piano
21. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : IV. Allegro

Vivaldi – Concerto in E Minor for 4 violins, op.3, no.4
22. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : I. Andante
23. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : II. Allegro assai
24. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : III. Adagio
25. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : IV. Allegro

Tafelmusik Baroque Orchestra
Jeanne Lamon

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Jeanne Lamon em dois tempos.
Jeanne Lamon em dois tempos.

PQP

Camerata Brasil: BACH IN BRAZIL (2000)

cover

Não, amigos, não pensem num desses projetos de “clássicos popularizados”: o que temos aqui é a exploração de como uma tradição instrumental contrapontística soa quando lida através de outra tradição instrumental contrapontística (sim!) de origem predominantemente europeia (sem, ao dizê-lo, considerar inferiores os seus traços musicais exoeuropeus!). E como essas duas tradições podem, sim, conversar lindamente!

O principal responsável por esta aventura é Henrique Cazes, mestre do cavaquinho que, entre outras coisas, atuou sob a orientação de Radamés Gnattali na Camerata Carioca. Para verem a seriedade, passo a palavra ao próprio Henrique, com a retradução de um texto que já não está disponível no seu próprio site, mais foi preservado na página internacional http://www.bach-cantatas.com/Bio/Brasil-Camerata.htm (original + resenha de Tárik de Souza [2000] incluídos no arquivo).

O choro, música instrumental típica do Rio de Janeiro, é uma forma popular com algumas características incomuns. Apareceu cerca de 150 anos atrás e continuou evoluindo e atraindo novos músicos a cada nova geração, escapando todo o tempo da rígida formalização tão comum aos estilos dessa época.

O choro se desenvolveu a partir da adaptação de danças europeias como a polca e o schottisch, à medida em que iam sendo transformadas com os acentos sentimentais típicos de Portugal e com os espirituosos ritmos da África. Ainda assim, o Choro reteve em suas melodias algumas características de suas origens barrocas.

O parentesco entre esses estilos tem interessado músicos e musicólogos há muito tempo, mas o primeiro a olhar para essas conexões em profundidade foi Heitor Villa-Lobos, o qual compôs a série Bachianas Brasileiras, que estreitou os laços entre o choro e o barroco. Mais tarde, o compositor e pianista Radamés Gnattali estabeleceria uma trilha paralela entre Vivaldi e o compositor de choro brasileiro Pixinguinha.

Tentativas de ampliar a formação dos grupos do Choro começaram na década de 1970, quando músicos populares com pouco treinamento formal começaram a experimentar. As sonoridades se encaixaram tão bem nos estilos do Choro que isso desencadeou uma evolução rápida e continuada, que seguiu se refinando cada vez mais. Desses esforços que provieram grupos como a Camerata Carioca, a Orquestra de Cordas [parágrafo aparentemente truncado]

Em Bach in Brazil, a riqueza polifônica e os timbres de instrumentos como o bandolim e a viola caipira (servindo aqui como um tipo de cravo, só que com os acordes dedilhados), ajudam a estreitar ainda mais essa relação musical através tanta distância temporal e geográfica. O espírito resultante, a ressonância, é como se o sol quente do Rio de Janeiro começasse a brilhar nos céus sóbrios de Leipzig.

O octeto que forma a Camerata Brasil faz uso de violões (tanto de seis quanto sete cordas), do cavaquinho (similar ao ukelele havaiano) e da viola caipira (a viola braguesa, em Portugal) que são comuns a todas as antigas colônias portuguesas em todo o mundo. No Brasil, a forte presença da imigração italiana acrescentou os dois bandolins, enquanto a percussão, traço tão comum na música brasileira, incorpora elementos dos povos africanos e árabes do Brasil – tudo isso ancorado com um contrabaixo. Artistas convidados tocam piano, violino, clarinete e sax soprano.

Camerata Brasil : BACH IN BRAZIL
Diretor musical: Henrique Cazes

FAIXAS
01 Allegro – Concerto Italiano em Fa Maior BWV 971
Johann Sebastian Bach, arranged by Leandro Braga – 4:40

02 Remexendo
Radamés Gnattali, arranged by Henrique Cazes – 2:54

03 Invenção a duas vozes n°13
Johann Sebastian Bach, arranged byMarcílio Lopes – 2:06

04 Vivace – Concerto em Re Menor para 2 Violinos e Orquestra, BWV 1041
Johann Sebastian Bach, arranged by Henrique Cazes – 3:23

05 Chorando Baixinho
Abel Ferreira, arranged by Henrique Cazes – 4:15

06 Prelúdio – Suite em Do Menor para cravo, BWV 997
Johann Sebastian Bach, arranged by Henrique Cazes – 3:06

07 Vou Vivendo
Pixinguinha, arranged by Radamés Gnattali – 2:49

08 Variações Sobre O Samba Do Urubú
Radamés Gnattali, arranged by Henrique Cazes – 2:36

09 Ária – Bachianas Brasileiras N°5
Heitor Villa-Lobos, arranged by Henrique Cazes – 5:55

10 Allegro – Concerto De Brandenburgo n°6, BWV 1051
Johann Sebastian Bach, arranged by Henrique Cazes – 4:14

11 Um A Zero
Pixinguinha, arranged by Leandro Braga – 3:11

12 Ele E Eu / Badinerie da Suite n° 2 para flauta e cordas, BWV 1067
Pixinguinha / Johann Sebastian Bach, arr. by Henrique Cazes – 3:00

13 Giga – Partita n°4 em Re Maior para teclado
Johann Sebastian Bach, arranged by Marcílio Lopes – 4:41

14 Invenção a duas vozes n°8
Johann Sebastian Bach, arranged by Leandro Braga – 2:12

Label: EMI Records Ltd. ‎– 7243 5 56967 2 4
Format: CD, Album
Country: Europe
Released: 2000

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Ranulfus

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta (Larrieu, Puyana, Kuijken, 1967)

cover LP 1967Parece piada: ausente há anos por força das circunstâncias, o monge Ranulfus vinha acalentando o plano de reaparecer neste feriadão postando uma de suas joias mais queridas: esta integral das Sonatas para Flauta de Bach Pai. E aí… eis que na véspera nos aparece o Grão Mestre PQP com outra integral (esta aqui). Que fazer?

Ora, quod abundat non nocet – sobretudo contra a hipobachemia tão bem definida ontem pelo Grão Mestre. Em vez de um ribeirão (Bach) os senhores ganham dois num feriado só: muito mais material, seja para meramente desfrutar, seja para comparar: afinal, vive la diférence!

A propósito, já no repertório há uma diferença curiosa entre a integral postada ontem e esta aqui: aquela contém a Sonata BWV 1039; esta contém no lugar a Sonata BWV 1013 para flauta solo – com o quê resta a pergunta: serão as duas realmente integrais?

Mas vamos à substância:

J.S. Bach: INTEGRAL DAS SONATAS PARA FLAUTA
Flauta – Maxence Larrieu
Cravo – Rafael Puyana
Viola da Gamba – Wieland Kuijken

SONATA EM SOL MENOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1020
01 (Allegro)
02 Adagio
03 Allegro

SONATA EM SI MENOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1030
04 Andante
05 Largo e dolce
06 Presto – Allegro

SONATA EM MI BEMOL MAIOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1031
07 Allegro moderato
08 Siciliano
09 Allegro

SONATA EM LA MAIOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1032
10 Vivace
11 Largo e dolce
12 Allegro

SONATA EM LA MENOR PARA FLAUTA SOLO, BWV 1013
13 Allemande
14 Corrente
15 Sarabande
16 Bourré anglaise

SONATA EM DO MAIOR PARA FLAUTA E BAIXO CONTÍNUO, BWV 1033
17 Andante – Presto
18 Allegro
19 Adagio
20 Menuetto I-II

SONATA EM MI MENOR PARA FLAUTA E BAIXO CONTÍNUO, BWV 1034
21 Adagio ma non tanto
22 Allegro
23 Andante
24 Allegro

SONATA EM MI MAIOR PARA FLAUTA E BAIXO CONTÍNUO, BWV 1035
25 Adagio ma non tanto
26 Allegro
27 Siciliano
28 Allegro assai

Gravação: 1967 – Philips [438809]
Arquivos presentes extraídos da edição em CD de 1993

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Ranulfus

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta

frontA hipobachemia é uma doença grave, que pode matar. Fiz exames hoje e foi apontado baixo nível musical em meu sangue. O médico me receitou uma Cantata pela manhã, uma Partita à tarde e um Concerto à noite, podendo alternar com Sonatas, Prelúdios, Suítes e Paixões. Fugas e Fantasias só depois de 15 dias, pois são gêneros mais ousados, que requerem um corpo mais saudável. É, não tá fácil pra ninguém.

Estas Sonatas para Flauta, de Bach, são muito queridas deste que vos escreve. Ouvi-as demais durante a juventude. Elas não têm sido muito gravadas, o que é uma injustiça, tal seu frescor e alegria. E curam a hipobachemia.

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta

Flute Sonata In E Minor BWV 1034
1-1 Adagio Ma Non Tanto
1-2 Allegro
1-3 Andante
1-4 Allegro

Flute Sonata In E BWV 1035
1-5 Adagio Ma Non Tanto
1-6 Allegro
1-7 Siciliano
1-8 Allegro Assai

Flute Sonata In B Minor BWV 1030
1-9 Andante
1-10 Largo E Dole
1-11 Presto

Flute Sonata In A Major BWV 1032
1-12 Vivace
1-13 Largo E Dolce
1-14 Allegro

Flute Sonata In C Major BWV 1033
2-1 Andante
2-2 Allegro
2-3 Adagio
2-4 Menuet

Sonata For Flute & Harpsichord In E Flat BWV 1031
2-5 Allegro Moderato
2-6 Siciliano
2-7 Allegro

Flute Sonata In G Minor BWV 1020
2-8 Allegro
2-9 Adagio
2-10 Allegro

Flute Sonata In G Major BWV 1039
2-11 Adagio
2-12 Allegro Ma Non Presto
2-13 Adagio E Piano
2-14 Presto

Cello – Jonathan Manson (tracks: 1-1 to 1-4, 1-5 to 1-8, 2-1 to 2-4, 2-11 to 2-14)
Flute – Emmanuel Pahud, Silvia Careddu (tracks: 2-11 to 2-14)
Harpsichord – Trevor Pinnock

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Hendrick ter Brugghen (1588-1629) -- Menino tocando flauta
Hendrick ter Brugghen (1588-1629) — Menino tocando flauta

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Double & Triple Concertos – Podger, Brecon Baroque

Scans 000

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Falar que Rachel Podger é uma das melhores intérpretes de Bach da atualidade é chover no molhado, por isso não farei nenhum comentário desses.

Apenas direi que poucas vezes ouvi um Bach mais coeso, coerente, compacto, e extremamente bem interpretado quanto nesse CD. Rachel Podger e o pequeno, porém eficientíssimo Brecon Baroque dão um show. Pra variar, mais um CD com o selo pequepiano de IM-PER-DÍ-VEL !!!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Double & Triple Concertos – Podger, Brecon Baroque

01 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 1. Vivace
02 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 2. Largo ma non tanto
03 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 3. Allegro
04 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 1. Allegro
05 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 2. Adagio, ma no
06 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 3. Alla Breve
07 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 1. Allegro
08 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 2. Adagio
09 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 3. Allegro
10 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 1. Allegro
11 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 2. Adagio
12 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 3. Allegro

Rachel Podger – Violin & Director
Brecon Baroque

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OUTRO LINK

FDP

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018): J. S. Bach / Chopin / Mozart / D. Scarlatti / Schubert / Schumann

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018): J. S. Bach / Chopin / Mozart / D. Scarlatti / Schubert / Schumann

7318599923772IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu não deixo por menos: Ingmar Bergman foi o maior artista do século XX. E este é um disco para se ouvir imaginando as cenas dos filmes ou meramente como uma seleção de trechos aleatórios, mas de extremo bom gosto. Claro que é um choque sair da lindíssima Sarabanda da Suíte Nº 5 (violoncelo solo), de Bach, para a quase histeria do Op. 12, Nº 2 de Schumann, mas enfim, fazer o quê? As outras “passagens” me pareceram menos contundentes.

Bergman amava a música. Ela sempre foi fundamental em seus filmes. Sempre houve referências a ela na obra deste artista total. Ele filmou A Flauta Mágica de Mozart, Sonata de Outono — sobre uma pianista — e Sarabanda. A música, a literatura, o teatro e o cinema sempre se confundiram na obra deste gênio. E é muito legal que o pianista Roland Pöntinen e turma tenham assumido este projeto no ano dos 100 anos de nascimento de Ingmar Bergman. As interpretações são absolutamente de primeira linha, fantásticas.

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018)

1. Bach: Cello Suite No. 5 in C minor, BWV 1011 : IV. Sarabande (Cries and Whispers, Saraband) 03:54
2. Schumann: Fantasiestücke, op. 12 : No. 2. Aufschwung (Music in Darkness, Smiles of a Summer Night) 03:23
3. Chopin: Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27 No. 1 : Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27, No. 1 (Fanny and Alexander) 05:09
4. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : 24 Preludes, Op. 28: No. 24 in D Minor (Music in Darkness) 02:41
5. Bach: Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 : IV. Sarabande (Autumn Sonata) 05:07
6. Mozart: Fantasia in C minor, K. 475 : (Face to Face) 12:33
7. Chopin: Mazurkas, Op. 17 : Mazurka No. 13 in A Minor, Op. 17, No. 4 (Cries and Whispers) 03:50
8. Schubert: Piano Sonata No. 21 in B-Flat Major, D. 960 : II. Andante sostenuto (In the Presence of a Clown) 09:43
9. Scarlatti: Keyboard Sonata in D Major, K.535/L.262/P.531 : (The Devil’s Eye) 03:18
10. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : No. 2 in A Minor (Autumn Sonata) 02:24
11. Scarlatti: Keyboard Sonata in E Major, K. 380/L.23/F.326 : (The Devil’s Eye) 04:25
12. Bach: Goldberg Variations, BWV 988 : Variatio 25. a 2 Clav. (The Silence) 06:47
13. Bach: Cello Suite No. 2 in D minor, BWV 1008 : IV. Sarabande (Through a Glass Darkly) 05:53
14. Schumann: Piano Quintet in E-Flat Major, Op. 44 : II. In modo d’una Marcia (Fanny and Alexander) 09:15

Personnel:
Roland Pöntinen, piano
Torleif Thedéen, cello
Stenhammar Quartet

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Ele
Ele

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suítes para violoncelo solo, tocadas na viola da gamba – Paolo Pandolfo

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suítes para violoncelo solo, tocadas na viola da gamba – Paolo Pandolfo

71ml9YsgedL._SL1071_IM-PER-DÍ-VEL !!!

Querido Vassily Genrikhovich, autor original deste post:

Estamos com muitas saudades de você. Muitas mesmo. Bem, se você não quiser voltar, ficaremos tristes, claro, mas ao menos você poderia nos enviar os arquivos de suas esplêndidas postagens, não? Como esta, por exemplo. Que coisa fantástica este CD! O que Pandolfo faz é inacreditável. Ouçam a Sarabanda da Suíte Nº 4 só para começar, apenas como exemplo. 

Ah, aviso aos visitantes que o arquivo com o livro do Pandolfo — link furadaço abaixo… –, só com nosso pranteado Vassily

Mas passemos a palavra ao fujão.

ATUALIZAÇÃO DE VASSILY EM 21/8/2018: estimado patrão, prometo voltar em muito breve. Por ora, deixo aqui o link que estava furadaço, mas agora está bem funcionante, para o livreto do Pandolfo.

.oOo.

Os cellomaníacos que nos acompanham certamente já empunharam seus tomates podres, indignados que estão com o fato de, nas quatro últimas semanas, a série dedicada às maravilhosas Suítes para violoncelo solo de J. S. Bach ter postado versões para contrabaixo, violoncello da spalla e violão, ao passo que seu queridinho espigonado permanece sumido desde a postagem da lancinante Sonata de Kodály.

Enquanto preparo a armadura para minha Tomatina particular, anuncio-lhes com prazer que o Sr. Cello voltará na semana que vem, pois cedeu com muito gosto seu lugar de toda sexta-feira para uma das mais lindas gravações jamais feitas dessas obras-primas: a do mago Paolo Pandolfo em sua viola da gamba.

Ei-los
Ei-los

Há uma longa discussão não só acerca da propriedade de tocar essas suítes na viola da gamba, como também sobre se o violoncelo foi um substituto à altura de sua antepassada menos robusta e ressonante. O próprio Pandolfo escreveu um delicioso diálogo fictício entre a gamba e o violoncelo sobre o assunto, cuja versão em inglês, no que não me é muito típico, eu também disponibilizei para baixar.

"Defesa da viola baixo contra as empreitadas do violino e as pretensões do violoncelo". Sim, a parada é séria, mesmo.
“Defesa da viola baixo contra as empreitadas do violino e as pretensões do violoncelo, pelo Sr. Hubert le Blanc – Doutor em Direito”.
Sim, a parada é séria, mesmo.

Deixemos o próprio Pandolfo contar-lhes os paranauês em minha macarrônica tradução do italiano:

“Parte-se do pressuposto de que a prática de transcrever música de um instrumento para outro tenha sido difundidíssima ao longo dos séculos, e que Bach foi frequentemente transcritor de si mesmo, transferindo composições próprias de um conjunto instrumental ao outro. Exemplo iluminante, para não irmos longe, é a própria Suíte no. 5, que existe integralmente em uma versão autógrafa para o alaúde.

Ainda que haja fatores de afinidade entre os instrumentos, para o complexo tema das diferenças e afinidades entre a viola da gamba e o violoncelo não bastaria certamente o pouco espaço concedido ao se prefaciar um CD, por ser longamente exaustivo: qualquer aceno neste sentido seria superficial e insuficiente. Basta dizer que eles são tão aparentemente afins quanto substancialmente diferentes, seja no plano organológico, seja naquele mais amplo e complexo do vocabulário musical que lhes é próprio.

É precisamente sobre este último campo que se desenvolve a justificativa mais forte acerca da elaboração das Seis Suítes para a viola. Tanto a própria forma da suíte quanto o tipo de escrita utilizado por Bach (com a contínua alternância entre monódia e polifonia) são indiscutivelmente elementos profundamente arraigados à viola da gamba e à sua história: mais ainda, pode-se afirmar que esses são elementos mais inerentes à primeira que ao segundo, cujo repertório tem nas Suítes de Bach talvez seu único exemplo num gênero do contrário intimamente entralaçado à história da viola da gamba da metade do século XVII às primeiras décadas do século XVIII.

No processo de elaboração, permiti que o instrumento sugerisse as soluções adequadas a cada momento. Busquei, pois, segui-lo e escutá-lo mais que conduzi-lo a rumos preestabelecidos. Isso determinou variações nada insignificantes, a primeira entre as quais aquela da tonalidade (das seis suítes, duas conservam a original), não obstante outras talvez menos óbvias, ainda que significativas. Assim, novas vozes parecem ornamentadas, ainda que não existissem, ou fossem tão só sugeridas; menos frequentemente, alguma voz desapareceu, para dar espaço à sugestão, à imaginação; em um caso, além de alterar a sonoridade da suíte, lancei mão do artifício da scordatura [alteração da afinação padrão]; para conservar o efeito de bordão, fui obrigado a fazer algumas vezes a transposição de uma oitava.

Em geral, deixei que ressonassem silenciosamente as inumeráveis suítes às quais a viola deu voz no longo curso de sua vida, ainda, e cada vez mais, capaz de falar uma língua antiga que se faz atual.

Paolo Pandolfo
Roma, 2001″

Pandolfo fala de sua viola como se fosse um ser vivo, e quem escutar essa extraordinária gravação não duvidará de que ela o é.

J. S. BACH – THE SIX SUITES
PAOLO PANDOLFO – VIOLA DA GAMBA

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Seis Suítes para violoncelo solo, transcritas para viola da gamba

DISCO 1

Suíte no. 1 em Sol maior, BWV 1007 (transposta para Dó maior)
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuets I & II
06 – Gigue

Suíte no. 3 em Dó maior, BWV 1009 (transposta para Fá maior)
07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrées I & II
12 – Gigue

Suíte no.5 em Dó menor, BWV 1011 (transposta para Ré menor)
13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavottes I & II
18 – Gigue

DISCO 2

Suíte no. 2 em Ré menor, BWV 1008
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuets I & II
06 – Gigue

Suíte no. 4 em Mi bemol maior, BWV 1010 (transposta para Sol maior)
07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrées I & II
12 – Gigue

Suíte no. 6 em Ré maior, BWV 1012
13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavottes I & II
18 – Gigue

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Paolo Pandolfo, viola da gamba e transcrições

BÔNUS: “Um Livro Antigo – Um Diálogo Imaginário entre um Cello e uma Viola”, por Paolo Pandolfo (em inglês)

Chovam, chovam, tomates!!!
Vassily in Paradisum

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Six Partitas, BWV 825-830 – Scott Ross

41AleYs2-zLO cravista norte americano Scott Ross apareceu muito pouco aqui no PQPBach, umas duas ocasiões, talvez, no máximo. E em nenhuma delas ela tocava Bach. Talvez seja a hora de suprir esta falta.
Gosto do som que emana do instrumento, talvez em alguns momentos prefira Gustav Leonhardt, por exemplo, ou até mesmo Glenn Gould, mas Ross me satisfaz plenamente na maior parte do tempo.
Scott Ross morreu muito jovem, meros trinta e seis anos de idade, vítima de complicações causadas pelo vírus do HIV. Mas produziu bastante, e se tornou um grande nome do instrumento, principalmente no repertório dos franceses, como Couperin e Rameau.
Estas Partitas abrem uma série de postagens que pretendo trazer com alguns CDs dedicados a Bach. Espero que apreciem.

01. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – I.Praeludium
02. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – II.Allemande
03. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – III.Corrente
04. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – IV.Sarabande
05. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – V.Menuet I
06. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VI.Menuet II
07. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VII.Giga
08. Partita No.2 c-moll BWV 826 – I.Sinfonia
09. Partita No.2 c-moll BWV 826 – II.Allemande
10. Partita No.2 c-moll BWV 826 – III.Courante
11. Partita No.2 c-moll BWV 826 – IV.Sarabande
12. Partita No.2 c-moll BWV 826 – V.Rondeaux
13. Partita No.2 c-moll BWV 826 – VI.Capriccio
14. Partita No.3 a-moll BWV 827 – I.Fantasia
15. Partita No.3 a-moll BWV 827 – II.Allemande
16. Partita No.3 a-moll BWV 827 – III.Corrente
17. Partita No.3 a-moll BWV 827 – IV.Sarabande
18. Partita No.3 a-moll BWV 827 – V.Burlesca
19. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VI.Scherzo
20. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VII.Gigue
21. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – I.Ouverture
22. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – II.Allemande

CD 2

01. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – III.Courante
02. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – IV.Aria
03. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – V.Sarabande
04. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VI.Menuet
05. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VII.Gigue
06. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – I.Praeambulum
07. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – II.Allemande
08. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – III.Corrente
09. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – IV.Sarabande
10. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – V.Tempo di Minuetto
11. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VI.Passepied
12. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VII.Gigue
13. Partita No.6 e-moll BWV 830 – I.Toccata
14. Partita No.6 e-moll BWV 830 – II.Allemande
15. Partita No.6 e-moll BWV 830 – III.Corrente
16. Partita No.6 e-moll BWV 830 – IV.Air
17. Partita No.6 e-moll BWV 830 – V.Sarabande
18. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VI.Tempo di Gavotta
19. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VII.Gigue

Scott Ross – Harpsichord

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