Johann Sebastian Bach (1685-1750): As Seis Partitas para Cravo (versão de Andras Schiff)

Será que eu definitivamente passei a amar apenas as interpretações originais? Pois ao ouvir a versão de Schiff para as mesmas Partitas de ontem, meu coração não bateu muito mais forte. Falta ritmo, pulso, ousadia e alegria. Martins e Schiff são enormes pianistas, mas não chegaram àquele nível que os fariam first choices. Dentre os pianistas, ainda fico com Tatiana Nikolayeva e Angela Hewitt. Melhor ainda é ouvir Trevor Pinnock ao cravo. A versão presente aqui no PQP Bach e da qual devemos fugir é a de Scott Ross, que é realmente péssima.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) — As Seis Partitas para Cravo

Partita No.1 in B flat, BWV 825
1 1. Praeludium [2:04]
2 2. Allemande [2:56]
3 3. Corrente [2:53]
4 4. Sarabande [4:35]
5 5. Menuet I [1:20]
6 6. Menuet II [1:25]
7 7. Giga [2:14]

Partita No.2 in C minor, BWV 826
8 1. Sinfonia (Grave adagio – Andante) [4:39]
9 2. Allemande [4:21]
10 3. Courante [2:08]
11 4. Sarabande [3:00]
12 5. Rondeaux [1:41]
13 6. Capriccio [3:25]

Partita No.6 in E minor, BWV 830
14 1. Toccata [7:37]
15 2. Allemande [3:46]
16 Corrente – Air [6:28]
17 5. Sarabande [6:10]
18 6. Tempo di gavotta [2:13]
19 7. Gigue [5:59]

Partita No.3 in A minor, BWV 827
1 1. Fantasia [1:55]
2 2. Allemande [2:56]
3 3. Corrente [2:47]
4 Sarabande – Burlesca [5:27]
5 6. Scherzo [1:02]
6 7. Gigue [3:03]

Partita No.4 in D , BWV 828
7 1. Overture [6:05]
8 2. Allemande [8:03]
9 3. Courante [3:25]
10 4. Aria [2:17]
11 5. Sarabande [5:50]
12 6. Menuet [1:35]
13 7. Gigue [3:42]

Partita No.5 in G, BWV 829
14 1. Praeambulum [2:10]
15 2. Allemande [4:07]
16 3. Corrente [1:31]
17 4. Sarabande [4:04]
18 5. Tempo di minuetto [2:36]
19 6. Passepied [1:42]
20 7. Gigue [3:59]

András Schiff, piano

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Schiff: cara de quem tomou um baile da Angela Hewitt

Schiff: cara de quem tomou um baile da Angela Hewitt

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): As 6 Partitas, com Angela Hewitt

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Obrigado, Sydnei Leal pelo belíssimo e-mail. Repassei-o a todos os membros (ui) do PQP. Dizer que ficamos felizes é pouco.

Realmente satisfeito com o feriado que me permite uma pausa necessária e recém vindo de uma bela visita ao Mercado Público, brindo-vos — por pura e autêntica felicidade — com as Partitas para teclado de papai na belíssima gravação de Angela Hewitt para a Hyperion. Essa gravação ganhou uns premiozinhos por aí, a começar por um Editor`s Choice da Gramophone, o que sempre bom para um lançamento. Olha, vale a pena ouvir. Os dois CDs estão num só arquivo e viva Tiradentes!

(Um feriado muito mais consistente do que as merdas da Sexta Santa e do Domingo dos Chocólatras.).

J. S. Bach – As 6 Partitas, com Angela Hewitt

Track listing:
CD 1
1. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Praeludium
2. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Allemande
3. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Courante
4. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Sarabande
5. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Menuet I / Menuet II
6. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Gigue

7. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Sinfonia. Grave Adagio… Andante
8. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Allemande
9. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Courante
10. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Sarabande
11. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Rondeau
12. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Capriccio

13. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Overture
14. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Allemande
15. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Courante
16. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Aria
17. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Sarabande
18. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Menuet
19. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Gigue

CD 2
1. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Fantasia
2. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Allemande
3. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Courante
4. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Sarabande
5. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Burlesca
6. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Scherza
7. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Gigue

8. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Praeambulum
9. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Allemande
10. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Courante
11. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Sarabande
12. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Tempo di Minuetto
13. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Passepied
14. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Gigue

15. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Toccata
16. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Allemande
17. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Courante
18. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Air
19. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Sarabande
20. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Tempo di Gavotta
21. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Gigue

Angela Hewitt: piano

Total playing time: 143:22
Recorded 1996-97 | Released 1997
Recording: 24–26 June 1996 (CD1) & 6–8 January 1997 (CD2), Beethovensaal, Hannover

Hyperion CDA67191/2

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Um super show, Angie.

Um super show, Angie.

PQP

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Violin Concertos – Orchestral Suite Nº 3 – Chaconne from Partita No. 2

bach ibragimova KraemerIM-PER-DÍ-VEL !!!!

Como já fui acusado por “beneficiar” belas instrumentistas no PQP Bach, ou seja, como já fui chamado machista (idem para petralha e stalinista, tudo coisa de gente que não conhece minhas posições e independência), venho em minha defesa afirmar que antes ouvi o CD por duas vezes, apaixonei-me pela sonoridade da moça, fiz o upload do arquivo e apenas agora busquei sua imagem. O nome da violinista é Alina Ibragimova. Ela é linda, russa e reside na cidade da música: Londres.

O disco é uma maravilha, inicia com uma orquestra nervosa na Suíte (ou Abertura) Nº 3 para orquestra de Bach — a da maravilhosa ária, que nos chega aqui de forma aceleradinha e belíssima — , depois passa por dois concertos para violino de papai e finaliza deixando-nos a sós com a moça de 30 anos, recém completados. Entre nós dois, apenas a Chaconne, que é algo que não atrapalha nem impede nada. São utilizados instrumentos originais, nada de intermediários.

(suspiro)

Pasmem, Alina Ibragimova nasceu em 1985!

Pasmem, Alina Ibragimova nasceu em 1985!

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Orchestral Suite Nº 3 in D major BWV 1068
1) Ouverture [5:59]
2) Air [4:17]
3) Gavotte I – II [3:24]
4) Bourrée [1:07]
5) Gigue [2:41]
Violin Concerto No. 1 in A minor BWV 1041*
6) Allegro moderato [3:40]
7) Andante [5:06]
8. Allegro assai [3:26]
Violin Concerto No. 2 in E major BWV 1042*
9) Allegro [7:09]
10) Adagio [6:05]
11) Allegro assai [2:29]
12) Chaconne from Partita No. 2 in D minor BWV 1004* [14:37]

BBC Scottish Symphony Orchestra
Alina Ibragimova, violin *
Nicholas Kraemer, harpsichord / director

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Ei, Alina, não vai embora, fica aí com a gente!

Ei, Alina, não vai embora, fica aí com a gente!

PQP

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): As Seis Partitas (versão de João Carlos Martins)

Confesso minha decepção. Adorava, amava e fantasiava com estas Partitas — as obras para teclado que mais gosto de Bach ao lado das Goldberg, do Concerto Italiano e dos Cravos Bem Temperados — tocadas pelo João Carlos Martins. Eu as tenho em vinil, mas por pura preguiça sempre as “tocava” dentro de minha cabeça mesmo. Talvez por ouvir tantas outras versões, não mantive intacta a interpretação de Martins na minha jukebox privada, antes deixei-a mais viva e melhor. Era a gravação ideal. Ledo engano. Agora, hoje, voltando à realidade, ouvi uma boa gravação, consistente e nada mais. Digo tudo isso sem o menor revanchismo contra o amigo de Paulo Maluf cuja prisão um dia foi decretada por crimes contra a ordem tributária.

Ah, na Sarabanda da Suíte Nº 6 há um problema qualquer, em um minuto passa. Tenho também desconfianças sobre a ordem dos movimentos desta mesma suíte, mas não revisei. Mesmo assim, vale tranquilamente o download.

Sobre estas Partitas, repito: dentre os pianistas, ainda fico com Tatiana Nikolayeva e Angela Hewitt. Melhor ainda é ouvir Trevor Pinnock ao cravo. A versão presente aqui no PQP Bach e da qual devemos fugir é a de Scott Ross, que é realmente péssima.

As Seis Partitas para Cravo – Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

No.1 BWV 825 in B flat Major
01 – Praeludium
02 – Allemande
03 – Corrente
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
07 – Gigue

No.2 BWV 826 in C minor
01 – Sinfonia
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Rondeaux
06 – Capriccio

No.3 BWV 827 in A minor
01 – Fantasia
02 – Allemande
03 – Corrente
04 – Sarabande
05 – Burlesca
06 – Scherzo
07 – Gigue

No.4 BWV 828 in D Major
01 – Ouverture
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Aria
05 – Sarabande
06 – Menuet
07 – Gigue

No.5 BWV 829 in G Major
01 – Praeambulum
02 – Allemande
03 – Corrente
04 – Sarabande
05 – Tempo di Minuetto
06 – Passepied
07 – Gigue

No.6 BWV 830 in E minor
01 – Toccata
02 – Allemande
03 – Corrente
04 – Air
05 – Sarabande
06 – Tempo di Gavotta
07 – Gigue

Piano: João Carlos Martins

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PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (versão para harpa)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Catrin Finch, harpista galesa, é um verdadeiro fenômeno, sendo hoje talvez o principal nome de seu instrumento. Aqui está uma estreia de gala na Deutsche Grammophon ao abordar as Variações Goldberg.

As Variações Goldberg são um ícone no mundo da música clássica. Foi o desafio mais do que qualquer coisa o que primeiro me atraiu. Não sabia se ia dar certo ou não. Foi muito emocionante fazer a adaptação, era como montar um imenso e perfeito quebra-cabeça. Quando cheguei à última parte e vi que podia ser feito, tinha que aprender a tocar a peça. Há milhares de pessoas ao redor do mundo que são loucos pelas Goldberg. Espero que meu trabalho abra portas a ainda outros. A ária é muito famosa. Serviu de tema até para Hannibal Lecter… Sinto que vou desenvolver a interpretação das Goldberg pela vida inteira. Mesmo assim, estou muito feliz com meu trabalho. É a coisa mais importante que fiz até agora na minha carreira.

EU, PQP BACH, SOU LOUCO PELAS GOLDBERG. É a música que mais ouço e portanto posso dizer que é a que mais gosto dentre todas, pois não sou masoquista. Esta deve ser a quinta ou sexta postagem desta obra no blog. Acho que vocês aguentam.

Bach: Aria mit 30 Veränderungen, BWV 988 “Goldberg Variations”

Arranged for Harp by Catrin Finch

1 Aria [3:33]
2 Var. 1 a 1 Clav. [1:27]
3 Var. 2 a 1 Clav. [1:59]
4 Var. 3 Canone all’Unisono a 1 Clav. [1:26]
5 Var. 4 a 1 Clav. [1:17]
6 Var. 5 a 1 ovvero 2 Clav. [0:48]
7 Var. 6 Canone alla Seconda a 1 Clav. [1:25]
8 Var. 7 a 1 ovvero 2 Clav. [2:19]
9 Var. 8 a 2 Clav. [1:00]
10 Var. 9 Canone alla Terza a 1 Clav. [1:34]
11 Var. 10 Fughetta a 1 Clav. [1:01]
12 Var. 11 a 2 Clav. [0:58]
13 Var. 12 Canone alla Quarta [2:11]
14 Var. 13 a 2 Clav. [2:47]
15 Var. 14 a 2 Clav. [1:12]
16 Var. 15 Canone alla Quinta in moto contrario [3:48]
17 Var. 16 Ouverture a 1 Clav. [3:38]
18 Var. 17 a 2 Clav. [1:35]
19 Var. 18 Canone alla Sesta a 1 Clav. [1:19]
20 Var. 19 a 1 Clav. [1:17]
21 Var. 20 a 2 Clav. [1:19]
22 Var. 21 Canone alla Settima [2:12]
23 Var. 22 Alla breve a 1 Clav. [1:31]
24 Var. 23 a 2 Clav. [1:13]
25 Var. 24 Canone all’Ottava a 1 Clav. [3:12]
26 Var. 25 a 2 Clav. [7:13]
27 Var. 26 a 2 Clav. [1:24]
28 Var. 27 Canone alla Nona [1:54]
29 Var. 28 a 2 Clav. [1:10]
30 Var. 29 a 1 ovvero 2 Clav. [1:09]
31 Var. 30 Quodlibet a 1 Clav. [2:06]
32 Aria [2:53]

Catrin Finch, harpa

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Catrin Finch, uma versão surpreendente das Goldberg

Catrin Finch, uma versão surpreendente das Goldberg

PQP

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In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

IM-PER-DÍ-V…

Este álbum duplo que me caiu nas mãos é algo bastante original. In Memory Of… Classics for Funerals é uma série de highlights lentos, tristes e pouco barulhentos. A respeitada gravadora Chandos resolver perder o pudor e chamou a coletânea de Clássicos para Funerais, ou seja, se algum familiar seu morrer e você quiser colocar uma música culta e digna em honra a seu morto, aí está! Lembrem do PQP quando ouvirem a trilha no velório, por favor. É o mínimo.

A primeira faixa do disco, a Marcha Fúnebre de Chopin é tocada com orquestra e isso me incomodou. Depois, o nível da coisa sobe muito e o morto pode seguir de forma decorosa para o vazio. Há belas lembranças de obras que não relaciono com a morte — como se fizéssemos alguma coisa neste mundo que não tivesse relação com a morte! –, mas que agora, sei lá, talvez passe a relacionar. Apesar de ser uma incrível colcha de retalhos, misturando, épocas e gêneros, gostei de ouvir o disco de mais de 150 minutos.

Boa morte a todos! Coloquem música no lugar do padre! Basta de recaídas religiosas na hora da morte! É de péssimo gosto!

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

1.Frédéric Chopin Piano Sonata No. 2 in B flat minor, Op. 35, CT. 202 : Funeral March 7:05
2.Giuseppe Verdi Requiem Mass, for soloists, chorus & orchestra (Manzoni Requiem) : Agnus Dei 5:23
3.Johann Sebastian Bach Komm, süsser Tod, for voice & continuo (Schemelli Gesangbuch No. 868), BWV 478 (BC F227) 5:07
4.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Pie Jesu 3:24
5.Edward Elgar Enigma Variations, for orchestra, Op. 36 : Nimrod 3:31
6.George Frederick Handel Messiah, oratorio, HWV 56 : I know that my redeemer liveth 6:01
7.Johann Sebastian Bach Concerto for 2 violins, strings & continuo in D minor (“Double”), BWV 1043 : Largo 6:56
8.Gabriel Fauré Pavane, for orchestra & chorus ad lib in F sharp minor, Op. 50 6:24
9.Sergey Rachmaninov Vocalise, transcription for orchestra, Op. 34/14 4:29
10.Henry Purcell Dido and Aeneas, opera, Z. 626 : When I am laid in earth 3:26
11.Jules Massenet Thaïs, opera in 3 acts : Méditation 4:51
12.Maurice Ravel Pavane pour une infante défunte, for piano (or orchestra) 6:25
13.Percy Grainger Irish Tune from County Derry (Londonderry Air), folk song for string orchestra with 2 horns ad lib. (BFMS 15) 4:22
14.Samuel Barber Adagio for strings (or string quartet; arr. from 2nd mvt. of String Quartet), Op. 11 8:25
15.Wolfgang Amadeus Mozart Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 : Introitus 5:20
16.Jules Massenet La Vierge, sacred legend in 4 acts : Le dernier sommeil de la Vierge 3:31
17.César Franck Panis angelicus for tenor, organ, harp, cello & bass 3:47
18.Gustav Mahler Adagietto, for orchestra (from the Symphony No. 5) 10:51
19.George Frederick Handel Saul, oratorio, HWV 53 : Dead March 5:20
20.Johann Sebastian Bach St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2) : Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 6:56
21.Arvo Pärt Cantus in Memory of Benjamin Britten, for string orchestra & bell 6:18
22.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Agnus Dei 5:49
23.William Walton Henry V, film score : Touch her soft lips and part 1:37
24.Edvard Grieg Peer Gynt Suite for orchestra (or piano or piano, 4 hands) No. 1, Op. 46 : Death of Åse 4:11
25.Johann Sebastian Bach Cantata No. 147, “Herz und Mund und Tat und Leben,” BWV 147 (BC A174) : Jesu, Joy of Man’s Desiring 3:02
26.Edward Elgar Sursum Corda, elévation for brass, organ, strings & 2 timpani in B flat major, Op. 11 7:11
27.Ludwig van Beethoven Symphony No. 3 in E flat major (“Eroica”), Op. 55 : Marcia funebre 15:05

A relação com os artistas envolvidos:

Disc: 1

1. Funeral March From Op.35 – BBC Philharmonic
2. Agnus Dei – Richard Hickox
3. Komm Susse Tod – BBC Philharmonic
4. Pie Jesu – Libby Crabtree
5. ‘Nimrod’ – Alexander Gibson
6. ‘I Know That My Redeemer Liveth’ – Joan Rodgers
7. Largo – Simon Standage
8. Pavane – BBC Philharmonic
9. Vocalise – Detroit Symphony Orchestra
10. ‘When I Am Laid In Earth’ – Emma Kirby
11. ‘Meditation’ – Yuri Torchinsky
12. Pavane Pour Une Infante Defunte – Louis Lortie
13. Irish Tune – BBC Philharmonic
14. Adagio For Strings, Op.11 – Neeme Jarvi

Disc: 2

1. Introitus – Choir Of Saint John’s College
2. ‘Le Dernier Sommeil De La Vierge – BBC Philharmonic
3. Panis Angelicus – BBC Philharmonic
4. Adagietto – Neeme Jarvi
5. ‘Dead March’ – BBC Philharmonic
6. ‘Ruht Wohl, Ihr Heiligen Gebeine’ – Harry Christophers
7. Cantus-In Memory Of Benjamin Britten – Neeme Jarvi
8. Agnus Dei – City Of Birmingham Symphony Chorus
9. ‘Touch Her Soft Lips And Part’ – Richard Hickox
10. ‘Death Of Ase’ – Vernon Handley
11. ‘Jesu, Joy Of Man’s Desiring’ – Michael Austin
12. Sursum Corda, Op.11 – Bournemouth Sinfonietta
13. Marcia Funebre – Walter Weller

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O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Os Concertos de Brandenburgo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vou-lhes contar uma coisa: na minha opinião, esta é a melhor versão dos Concertos de Brandenburgo que já ouvi. Mas tenho de lhes contar outra coisa: este foi, em 1972, o primeiro disco de música erudita que comprei. Tinha 15 anos. É claro que os fatos devem estar ligados. Quando comprei aquele belíssimo álbum duplo importado de uma tal Deutsche Harmonia Mundi que me custara os olhos da cara, jamais imaginaria que ele me acompanharia por tanto tempo. E é realmente uma gravação extraordinária. Liderado pelo violinista Franzjosef Maier e tendo a seu serviço o cravista Gustav Leonhardt, o Collegium Aureum e a Harmonia Mundi alemã me mostravam um mundo de sonoridade diferente daquela que meu pai (ou padrasto, sei lá, pois não sou filho de Bach?) ouvia em casa. O segredo estava escrito na capa em letras amarelas: auf Originalinstrumenten, com instrumentos originais. Ainda hoje ouço esta gravação e a tenho como a melhor. Já a submeti a vários músicos, que ficaram entre a surpresa e o encanto. Se estou no mesmo caso da propaganda do primeiro sutiã? (A primeira vez a gente nunca esquece…) Talvez, mas ouçam antes. O registro é de 1969.

Uma curiosidade: Franzjosef Maier foi professor e o principal mentor de Reinhard Goebel, o fundador e líder do Musica Antiqua de Köln.

Recomendo fortemente!!! Para ouvir e comprar!!!

J.S. Bach – Os Concertos de Brandenburgo

CD1:

1. Brandenburg Concertos: Concerto No. I In F Major: Allegro
2. Brandenburg Concertos: Concerto No. I In F Major: Adagio
3. Brandenburg Concertos: Concerto No. I In F Major: Allegro
4. Brandenburg Concertos: Concerto No. I In F Major: Menuetto

5. Brandenburg Concertos: Concerto No. II In F Major: Allegro
6. Brandenburg Concertos: Concerto No. II In F Major: Andante
7. Brandenburg Concertos: Concerto No. II In F Major: Allegro Assai

8. Brandenburg Concertos: Concerto No. III In G Major: Allegro
9. Brandenburg Concertos: Concerto No. III In G Major: Adagio
10. Brandenburg Concertos: Concerto No. III In G Major: Allegro

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CD2:

11. Brandenburg Concertos: Concerto No. IV In G Major: Allegro
12. Brandenburg Concertos: Concerto No. IV In G Major: Andante
13. Brandenburg Concertos: Concerto No. IV In G Major: Presto

14. Brandenburg Concertos: Concerto No. V In D Major: Allegro
15. Brandenburg Concertos: Concerto No. V In D Major: Affettuoso
16. Brandenburg Concertos: Concerto No. V In D Major: Allegro

17. Brandenburg Concertos: Concerto No. VI In B Major: Allegro
18. Brandenburg Concertos: Concerto No. VI In B Major: Adagio ma non tanto
19. Brandenburg Concertos: Concerto No. VI In B Major: Allegro

Collegium Aureum
Franzjosef Maier (Violino e regência)
Gustav Leonhardt (Solista no Concerto Nº 5 e baixo contínuo nos outros)

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O violinista e Franzjosef Maier

O violinista e Konzertmeister Franzjosef Maier

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo (Isserlis)

Claro que a versão de Steven Isserlis é boa, mas o problema é que lhe falta aquela dose de transcendência difícil de se caracterizar e que nos é passada através de pequenos detalhes de fraseado e acentuação. Com uma interpretação menos profunda e concentrada do que a de, por exemplo, Queyras e Cocset, Isserlis toca todas as notas, mas sua versão ainda parece estar aquém da maturação. Porém, posso estar errado, talvez muito errado. Então, digo para os pequepianos ouvirem esta gravação das Suítes de Bach a fim de formarem suas próprias opiniões.

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo (Isserlis)

Disc: 1
1. Prelude (Suite #1 in G major)
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande
5. Menuet I – Menuet II
6. Gigue

7. Prelude (Suite # 2 in D minor)
8. Allemande
9. Courante
10. Sarabande
11. Menuet I – Menuet II
12. Gigue

13. Prelude (Suite # 3 in C major)
14. Allemande
15. Courante
16. Sarabande
17. Bouree I – Bouree II
18. Gigue

19. Prelude (Suite # 4 in E flat major)
20. Allemande
21. Courante
22. Sarabande
23. Bourree I – Bourree II
24. Gigue

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Disc: 2
1. Prelude (Suite # 5 in C minor)
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande
5. Gavotte I – Gavotte II
6. Gigue

7. Prelude (Suite # 6 in D major)
8. Allemande
9. Courante
10. Sarabande
11. Gavotte I – Gavotte II
12. Gigue

13. The Song of the Birds (Catalan folksong- arranged by Sally Beamish)

14. Prelude from Suite # 1 (from Anna Magdalena manuscript)
15. Prelude from Suite # 1 (from the John Peter Kellner manuscript)
16. Prelude from Suite # 1 (from the collection of Johann Christoph)

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Steven Isserlis, violoncelo

Steven Isserlis

Steven Isserlis: tá assustado, meu?

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Concertos "redescobertos" para instrumentos de sopro

Mais um bom disco dedicado a transcrições. A novidade é que as transcrições aqui apresentadas são de papai. Sim, ele adaptou alguns de seus concertos para violino e cravo e algumas coisas de sua cantatas para gáudio de uns instrumentistas de sopro aê. É um bom CD, consistente e bem interpretado, vale sua audição, porém desta vez permitam-me ficar com os originais, está bem?

Bach: Concertos “redescobertos” para instrumentos de sopro

1. Concerto For 2 Oboes, Bassoon And B.C. (After BWV 42 & BWV 249)a/I. Ohne Bezeichnung 6:16
2. Concerto For 2 Oboes, Bassoon And B.C. (After BWV 42 & BWV 249)a/II. Adagio 5:52
3. Concerto For 2 Oboes, Bassoon And B.C. (After BWV 42 & BWV 249)a/III. Ohne Bezeichnung 3:43
4. Concerto For 2 Oboes, Bassoon And B.C. (After BWV 42 & BWV 249)a/IV. Adagio (Alternative Version Of Movement II) 6:06

5. Concerto For Bassoon, Strings, Oboe D’amore Di Ripieno And B.C. (After BWV 169, BWV 49 & BWV 1053)/I. Ohne Bezeichnung 8:05
6. Concerto For Bassoon, Strings, Oboe D’amore Di Ripieno And B.C. (After BWV 169, BWV 49 & BWV 1053)/II. Siciliano 5:50
7. Concerto For Bassoon, Strings, Oboe D’amore Di Ripieno And B.C. (After BWV 169, BWV 49 & BWV 1053)/III. Allegro 6:18

8. Concerto For Oboe, Strings And B.C. (After BWV 1056 & BWV 156)/I. Ohne Bezeichnung 3:22
9. Concerto For Oboe, Strings And B.C. (After BWV 1056 & BWV 156)/II. Adagio 2:38
10. Concerto For Oboe, Strings And B.C. (After BWV 1056 & BWV 156)/III. Presto 3:23

11. Instrumental Piece (Instrumentalsatz) For Violin, Oboe And B.C., BWV 1040

Sergio Azzolini
Kammerakademie Potsdam

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Sopra, Azzolini, sopra

Manda soprar, Azzolini, manda

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (com Pierre Hantaï)


CD AB-SO-LU-TA-MEN-TE IM-PER-DÍ-VEL!!!

Comprei este CD lá na loja da Margarida (a saudosa Sala dos Clássicos Eruditos – Rua dos Andradas, 1444 conj. 26 / Galeria Chaves, Porto Alegre – RS) em 1994. Não conhecia o cravista e, como sempre, ele entrou na minha fila de CDs para serem ouvidos (a fila na verdade é uma montanha). Fui ouvi-lo uns quatro meses depois e não entendi nada. Meus ouvidos diziam que era a melhor versão que já tinha ouvido. Não havia a Internet e procurei referências em publicações como a Diapason e a Gramophone. Por pura sincronicidade, era a revista dos melhores CDs de 1994. Na categoria Baroque Non-Vocal, o CD vencedor era Bach, Goldberg Variations, Pierre Hantaï (Opus 111). Dei os parabéns a meus ouvidos e fui ler: o crítico da revista — normalmente cuidadoso — dizia apenas isso: é a melhor versão até hoje gravada. Um dia será superada por outra, claro, mas ninguém até hoje alcançou tamanha perfeição e compreensão da obra.

Será mesmo?

Bach: Variações Goldberg

1. Goldberg Variations, BWV 988: Aria 4:40
2. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 1 a 1 Clav. 2:17
3. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 2 a 1 Clav. 1:50
4. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 3 Canone All’unisono 2:02
5. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 4 a 1 Clav. 1:08
6. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 5 a 1 Ovvero 2 Clav 1:41
7. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 6 Canone Alla Seconda 1:54
8. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 7 a 1 Ovvero 2 Clav. 1:51
9. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 8 a 2 Clav. 2:22
10. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 9 Canone Alla Terza a 1 Clav. 2:37
11. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 10 Fughetta a 1 Clav. 1:38
12. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 11 a 2 Clav. 2:28
13. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 12 Canone Alla Quarta In Moto Contrario 3:19
14. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 13 a 2 Clav. 5:37
15. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 14 a 2 Clav. 2:08
16. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 15 Canone a la Quinta In Moto Contrario a 1 Clav., Andante 2:59
17. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 16 Ouverture a 1 Clav. 2:55
18. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 17 a 2 Clav. 1:50
19. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 18 Canone Alla Sesta a 1 Clav. 1:30
20. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 19 a 1 Clav. 1:39
21. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 20 a 2 Clav. 1:58
22. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 21 Canone Alla Settima 3:23
23. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 22 Alla Breve a 1 Clav. 1:33
24. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 23 a 2 Clav. 2:20
25. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 24 Canone All’Ottava a 1 Clav. 3:16
26. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 25 a 2 Clav. 4:09
27. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 26 a 2 Clav. 1:53
28. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 27 Canone Alla Nona 1:50
29. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 28 a 2 Clav. 2:25
30. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 29 a 1 Ovvero 2 Clav. 2:06
31. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 30 Quodlibet a 1 Clav. 2:16
32. Goldberg Variations, BWV 988: Aria Da Capo e Fine

Pierre Hantaï, cravo

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Pierre Hantaï: ele venceu

Pierre Hantaï: ele venceu

PQP

.oOo.

Post de Milton Ribeiro sobre as Goldberg:

Música para dormir

Só para irritar o Conde Keyserling: Charles Auguste Emile Carolus-Duran “Sleeping Man” (1861)

Só para irritar o Conde Keyserling: Charles Auguste Emile Carolus-Duran “Sleeping Man” (1861)

Eu nunca tive insônia. Talvez, em razão de alguma dor ou febre, não tenha dormido repousadamente apenas uns dez dias em minha vida. Não é exagero. Quando me deprimo, durmo mais ainda e acordar é ruim, péssimo. O sono é meu refúgio natural. Mas há pessoas que reclamam (muito) da insônia. Saul Bellow escreveu que ela o teria deixado culto, mas que preferiria ser inculto e ter dormido todas as noites — discordo do grande Bellow, acho que ele deveria ter ficado sempre acordado, escrevendo, vivendo e escrevendo para nós. Também poucos viram Marlene Dietrich na posição horizontal, adormecida. Kafka era outro, qualquer barulho impedia seu descanso, devia pensar no pai e passava suas noites acordado, amanhecendo daquele jeito… Groucho Marx, imaginem, era insone, assim como Alexandre Dumas e Mark Twain. Marilyn Monroe sofria muito e Van Gogh acabou daquele jeito não por ser daltônico, característica que apenas gera inteligência e genitália avantajadas.

O Conde Keyserling sofria de insônia e desejava tornar suas noites mais agradáveis. Ele encomendou a Bach, Johann Sebastian Bach, algumas peças que o divertissem durante a noite. Como sempre, Bach fez seu melhor. Pensando que o Conde se apaziguaria com uma obra tranquila e de base harmônica invariável, escreveu uma longa peça formada de uma ária inicial, seguida de trinta variações e finalizada pela repetição da ária. Quod erat demonstrandum. A recuperação do Conde foi espantosa, tanto que ele chamava a obra de “minhas variações” e, depois de pagar o combinado a Bach, deu-lhe um presente adicional: um cálice de ouro contendo mais cem luíses, também de ouro. Era algo que só receberia um príncipe candidato à mão de uma filha encalhada.

O Conde tinha a seu serviço um menino de quinze anos chamado Johann Gottlieb Goldberg. Goldberg era o melhor aluno de Bach. Foi descrito como “um rapaz esquisito, melancólico e obstinado” que, ao tocar, “escolhia de propósito as peças mais difíceis”. Perfeito! Goldberg era enorme e suas mãos tinham grande abertura. O menino era uma lenda como intérprete e o esperto Conde logo o contratou para acompanhá-lo não somente em sua residência em Dresden como em suas viagens a São Petersburgo, Varsóvia e Postdam. (Esqueci de dizer que o Conde Keyserling era diplomata). Bach, sabendo o intérprete que teria, não facilitou em nada. As Variações Goldberg, apesar de nada agitadas, são, para gáudio do homenageado, dificílimas. Nelas, as dificuldades técnicas e a erudição estão curiosamente associadas ao lúdico, mas podemos inverter de várias formas a frase. Dará no mesmo.

O nome da obra — Variações Goldberg, BWV 988 — é estranho, pois pela primeira vez o homenageado não é quem encomendou a obra, mas seu primeiro intérprete.

O princípio de quase toda obra de variações consiste em apresentar um tema e variá-lo. (Lembram que Elgar fez uma obra de variações sem apresentar o tema, chamando-a de Variações Enigma?). Assim, o ouvinte tem a impressão de estar ouvindo sempre algo que lhe é familiar e, ao mesmo tempo, novo. A escolha de Bach por esta forma mostrou-se adequada às pretensões do Conde. E a realização não poderia ser melhor, é uma das maiores obras disponibilizadas pela e para a humanidade pelo mais equipado dos seres humanos que habitou este planeta, J. S. Bach. O jogo criado pelo compositor irradia livre imaginação e enorme tranquilidade. A Teoria Geral das Belas-Artes, espécie de Bíblia artística goethiana de 1794, diz o seguinte sobre as Goldberg: “em cada variação, o elemento conhecido está associado, quase sem exceção, a um canto belo e fluido”. E está correto. Só esqueceu de dizer que tudo isso tinha propósito terapêutico.

É muito provável que o enfermo Conde concordasse com a Theorie para descrever seu prazer de ouvir aquela música, mas diria mais. Seus efeitos fizeram que Goldberg a tocasse centenas de vezes para ele. O cálice repleto de ouro significava gratidão pela diversão emocional e intelectual. Dormimos por estarmos calmos e felizes, talvez.

Não posso distribuir cálices de ouro por aí, mas talvez devesse dar alguma coisa a Pierre Hantaï, o maior intérprete da obra. (Por favor, neste momento não me venham com Gould; afinal, o som do cravo é fundamental e só aceito fazer a final contra o grande Gustav Leonhardt. Gould ficou lá pelas quartas-de-final).

Então, para os insones ou não, aqui estão as Variações Goldberg com Pierre Hantaï.

Figura su fondo celeste - Felice Casorati

Figura su fondo celeste – Felice Casorati

Obs.: Este post foi escrito meio de memória, mas também consultando o livro “48 variações sobre Bach” de Franz Rueb, Companhia das Letras, 2002.

CHUPA, PQP!

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J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e outras obras

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Após postarmos a versão de Maisky e Argerich com violoncelo e piano modernos, nada melhor do que voltar às origens.

Esta é a quarta nova gravação das Sonatas para Viola da Gamba de Bach que chegou até nós este ano, prova, sem dúvida, da merecida popularidade destas peças atraentes e melodiosas. Se tivesse que escolher apenas um CD para representar a música instrumental de câmara de Bach, talvez não houvesse melhor conjunto de obras para escolher do que estas. Jaap ter Linden e Richard Egarr entram num campo bastante disputado, que inclui inclusive um grande número de violoncelistas modernos que foram incapazes de resistir a esta música fantástica. Porém, creio que a dupla deste CD surge como séria candidata ao pódium. (Gramophone, trecho de resenha livremente traduzida, datada de dezembro de 2000)

Bach: Sonatas para Viola da Gamba e outras obras

1. Sonata in G Major BWV 1027 – Adagio
2. Sonata in G Major BWV 1027 – Allegro ma non tanto
3. Sonata in G Major BWV 1027 – Andante
4. Sonata in G Major BWV 1027 – Allegro Moderato

5. Capriccio in B-flat Major BWV 992 – Arioso, Adagio
6. Capriccio in B-flat Major BWV 992 – Double
7. Capriccio in B-flat Major BWV 992 – Adagiosissimo
8. Capriccio in B-flat Major BWV 992 – Double
9. Capriccio in B-flat Major BWV 992 – Allegro Poco
10. Capriccio in B-flat Major BWV 992 – Fuga

11. Sonata in D Major BWV 1028 – Adagio
12. Sonata in D Major BWV 1028 – Allegro
13. Sonata in D Major BWV 1028 – Andante
14. Sonata in D Major BWV 1028 – Allegro

15. Capriccio in E Major BWV 993

16. Sonata in G Minor BWV 1029 – Vivace
17. Sonata in G Minor BWV 1029 – Adagio
18. Sonata in G Minor BWV 1029 – Allegro

Jaap ter Linden: Viola da gamba
Richard Egarr: harpsichord

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Assim é a viola da gamba de Vassily Genrikhovich

É assim que Vassily Genrikhovich vê sua viola da gamba

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo / Kim Kashkashian e Keith Jarrett

Aqui nós temos uma derrapada. A culpa não é de Jarrett, mas da viola de Kashkashian. Kim é impecável, coloca as notas todas em seus lugares, mas não faz mágica e aqui nós estamos em terreno de deuses; ou seja, é requerida a magia. Nós temos muitíssimas gravações melhores do que esta com na duplas de cravo e gamba ou piano e violoncelo. Acho que a escolha da viola foi fatal. Além da sonoridade alienígena, também há um sotaque moderno na viola de Kim que não combina com o cravo de Jarrett. Parece um registro… transdisciplinar (?). O cravo e a viola (por que tal escolha?) e, porra, Shosta, Bartók, Carter, Berio, Schnittke, Kodály, Hindemith… — estes parecem ser compositores bem mais Kashkashian-like, not Bach. A qualidade da música é extraordinária, por isso é que esperávamos um extraordinário CD.

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola Da Gamba e Cravo

1. Sonata in G BWV 1027 – Adagio
2. Allegro ma non tanto
3. Andante
4. Allegro moderator
5. Sonata in D BWV 1028 – Adagio
6. Allegro
7. Andante
8. Allegro
9. Sonata in G minor BWV 1029 – Vivace
10. Adagio
11. Allegro

Kim Kashkashian, viola
Keith Jarrett, cravo

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Kim Kaskashian: um pontinho a menos numa carreira espetacular.

Kim Kaskashian: um pontinho a menos numa carreira espetacular.

PQP

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas, Vol. 1 – Koopman

Papai faz anos e quem ganha o presente são vocês. Eu, FDP Bach, e meu irmão, PQP, estaremos hoje postando só obras de papai; afinal, não é todo dia que alguém completa 324 anos e continua tão vivo e emocionante.

Já cogitei em certa ocasião postar a integral das cantatas, mas, visto o tamanho da empreitada, acabei desistindo. Digo isso porque estou postando um dos melhores intérpretes de papai, Tom Koopman e sua Amsterdam Baroque Orchestra & Choir. Estou postando o primeiro box, que contém 3 cds. Ah, recomendo o excelente booklet, que traz um histórico das cantatas, além das letras das mesmas, traduzidas para o inglês e para o francês. As traduções para o português sugiro buscarem no site listado ao lado, Cantatas de Bach, feito por especialistas da área.

Quando consegui esta série fiquei me perguntando quando diabos teria tempo de ouvir tudo isso, afinal de contas são 67 cds. Mas passados 5 anos, posso dizer que já ouvi uma boa parte, e tiro o chapéu para a interpretação de Koopman, sempre correta, e sempre contando com excepcionais solistas,  além de uma orquestra montada por músicos especialistas no repertório não apenas bachiano, mas também barroco. Possuo outras duas integrais, a de Helmut Rilling, que não se importou com o aspecto “histórico” da interpretação, mas isso de forma alguma tira o mérito da empreitada, e aquela considerada por muitos a melhor de todas, dirigida por Nikolaus Harnoncourt, num projeto em que esteve envolvido durante mais vinte anos, e auxiliado simplesmente por Gustav Leonhardt. Coisa de gente grande que viveu e respirou a música de papai durante suas vidas inteiras.

Então, vamos ao que interessa:

“Ich hatte viel Bekümmernis” BWV 21
PRIMA PARTE
1 Sinfonia 3’00
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Organo, Violone
2 Coro: “Ich hatte viel Bekümmernis” 3’44
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Vwlone, Organo
3 Aria (Soprano): “Seufzer, Tränen, Kummer, Not” 4’46
Oboe, Violoncello, Organo
4 Recitativo (Soprano): “Wie hast du dich, mein Gott” 1’34
Violini, Viola, Violone, Organo, Fagotto
5 Aria (Soprano): “Bäche von gesalznen Zähren” 6’34
Violini, Viola, Violone, Organo
6 Coro: “Was betrübst du dich, meine Seele” 3’35
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Violone, Organo
SECONDA PARTE
7 Recitativo (Soprano, Basso): “Ach Jesu, meine Ruh” 1’35
Violini, Viola, Violone, Organo, Fagotto
8 Duetto (Soprano, Basso): “Komm, mein Jesu” 4’26
Violoncello, Organo
9 Coro: “Sei nun wieder zufrieden” 5’39
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Organo
10 Aria (Soprano): “Erfreue dich, Seele” 3’18
Violoncello, Organo
11 Coro: “Das Lamm, das erwürget ist” 2’53
Trombe, Timpani, Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Violone, Organo

“Aus der Tiefe rufe ich, Herr, zu dir” BWV 131 22’15
Penitential Service? – Bußgottesdienst? – Office de Pénitence?
12 Sinfonia-Choral: “Aus der Tiefe rufe ich, Herr, zu dir” 4’18
Oboe, Fagotto, Violino, Viole, Violone, Organo
13 Aria (Basso, Choral): “So du willst, Herr, Sünde zurechnen” 4’20
Oboe, Violoncello, Organo
14 Coro: “Ich harre des Herrn” 3’35
Oboe, Fagotto, Violino, Viole, Violone, Organo
15 Aria (Tenore, Choral): “Meine Seele wartet auf den Herrn” 6’05
Violoncello, Organo
16 Coro: “Israel, hoffe auf den Herrn” 3’57
Oboe, Fagotto, Violine, Viole, Violone, Organo
“Ich hatte viel Bekümmernis” BWV 21 (Appendix):
17 Coro: “Sei nun wieder zufrieden'” 5’48
Oboe, Tromboni, Cornetto, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Contrabasso, Organo

“Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit” (Actus tragicus) BWV 106 19’40
1 Sonatina 2’26
Flauti dolci, Viole da gamba, Violone, Organo
2 a [Coro]: “Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit” 8’24
b [Arioso] (Tenore): “Ach Herr, lehre uns bedenken”
c [Arioso] (Basso): “Bestelle dein Haus; denn du wirst sterben”
Flauto dolce, Viola da gamba, Violone, Organo
3 a [Aria] (Alto): “In deine Hände befehl ich meinen Geist” 5’56
b [Arioso – Choral] (Alto, Basso): “Heute wirst du mit mir im Paradies sein”
Viole da gamba, Flauti dolci, Violone, Organo
4 Coro: “Glorie, Lob, Ehr und Herrlichkeit” 2’54
Flauti dolci, Viole da gamba, Violone, Organo

“Der Herr denket an uns” BWV 196 10’54
Wedding cantata – Trauungskantate – Cantate de mariage
5 Sinfonia . 1’41
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
6 Coro: “Der Herr denket an uns” 1’53
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
7 Aria (Soprano): “Er segnet, die den Herrn fürchten” 2’35
Violino, Violoncello, Organo
8 Duetto (Tenore, Basso): “Der Herr segne euch” 2’09
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
9 Coro: “Ihr seid die Gesegneten des Herrn” 2’36
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
Eis Bongers, soprano
Richard Bryan, alto
Joost van der Linden, tenor
Matthijs Mesdag, bass

“Gott ist mein König” BWV 71 18’15
Ratswechsel – For the Town Council Inauguration – Pour le changement du Conseil municipal • Mühlhausen, 4.2.1708
10 Coro: “Gott ist mein König” 1’48
Trombe, Timpani, Flauti, Oboi, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Violone, Organo
11 Aria – Choral (T, S): “Ich bin nun achtzig Jahr” • “Soll ich auf dieser Welt” 3’29
Organo obbligato
12 Coro [a 4 voci]: “Dein Alter sei wie deine Jugend” 1’31
Organo
13 Arioso (Basso): “Tag und Nacht ist dein” 2’52
Flauti, Oboi, Fagotto, Violoncello, Organo
14 Aria (Alto): “Durch mächtige Kraft” I’ll
Trombe, Timpani, Organo
15 Coro: “Du wollest dem Feinde nicht geben” 3’51
Flauti, Oboi, Fagotto, Violini, Viola, Violoncello piccolo, Violone, Organo
16 Coro [Soli, Coro]: “Das neue Regiment” 3’33
Trombe, Timpani, Flauti, Oboi, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Violone, Organo

“Nach dir, Herr, verlanget mich” BWV 150 14’34
Occasion unspecified – Ohne Bestimmung – Sans destination
17 Sinfonia 1’24
Fagotto, Violini, Violone, Organo
18 Coro: “Nach dir, Herr, verlanget mich” 3’08
Fagotto, Violini, Violone, Organo
19 Aria (Soprano): “Doch bin und bleibe ich vergnügt” 1’37
Violine, Violoncello, Organo
20 Coro: “Leite mich in deiner Wahrheit” 1’41
Fagotto, Violini, Violone, Organo
21 Aria (Terzetto: Alto, Tenore, Basso): “Zedern müssen von den Winden” 1’2O
22 Coro: “Meine Augen sehen stets zu dem Herrn” 2’03
Fagotto, Violini, Violone, Organo
23 Coro: “Meine Tage in dem Leide” 3’21
Fagotto, Violini, Violone, Organo
Anne Grimm, soprano
Peter de Groot, alto
Joost van der Linden, tenor
Donald Bentvelsen, bass

“Der Himmel lacht! die Erde jubilieret” BWV 31 20’56
On the 1st day of Easter – Am 1. Osterfeiertag – Pour la lère Fête de Pâques
1 Sonata 2’33
Trombae, Timpani, Oboi, Taille, Violini, Viole, Fagotto, Violone, Violoncello, Organo
2 Coro (Coro, Soprano, Alto): “Der Himmel lacht! die Erde jubilieret” 3’36
Trombe, Timpani, Oboi, Fagotto, Violini, Viole, Violone, Violoncello, Organo
3 Recitativo (Basso): “Erwünschter Tag! Sei, Seele, wieder froh” 2’05
Violoncello, Organo
4 Aria (Basso): “Fürst des Lebens, starker Streiter” 3’24
Violoncello, Organo
5 Recitativo (Tenore): “So stehe dann, du gottergebne Seele” l’O7
Violoncello, Organo
6 Aria (Tenore): “Adam muß in uns verwesen” 2’18
Violini, Viole, Violoncello, Violone, Organo
7 Recitativo (Soprano): “Weil dann das Haupt sein Glied” 0’50
Violoncello, Organo
8 Aria (Soprano): “Letzte Stunde, brich herein” 4’04
Oboe, Violini, Viole, Violoncello, Violone, Organo
9 Choral (Coro): “So fahr ich hin zu Jesu Christ” 0’59
Oboi, Taille, Violini, Viole, Fagotto, Tromba, Violone, Organo

“Barmherziges Herze der ewigen Liebe” BWV185 14’30
For the 4th Sunday after Trinity – Am 4. Sonntag nach Trinitatis – Pour le 4ème Dimanche après la Trinité
10 Aria (Duetto: Soprano, Tenore): “Barmherziges Herze der ewigen Liebe” 4’05
Oboe, Violoncello, Soprani di Coro, Organo
11 Recitativo (Alto): “Ihr Herzen, die ihr euch” 1’58
Violini, Viola, Violone, Organo
12 Aria(Alto): “Sei bemüht in dieser Zeit” 3’43
Oboe, Violini, Viola, Violone, Organo
13 Recitativo (Basso): “Die Eigenliebe schmeichelt sich” I’ll
Organo, Fagotto
14 Aria (Basso): “Das ist der Christen Kunst” 2’19
Organo, Fagotto
15 Choral (Coro): “Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ” 1’14
Oboe, Violini, Viola, Violone, Fagotto, Organo

«Christ lag in Todesbanden” BWV 4 18’50
For the 1st day of Easter – Am 1. Osterfeiertag – Pour la lère Fête de Pâques
16 Sinfonia 1’1O
Violini, Viole, Violone, Organo
17 [Coro] Versus I: “Christ lag in Todesbanden” 3’42
Violini, Viole, Violone, Organo
18 [Duetto] (Soprano, Alto) Versus II: “Den Tod niemand zwingen kunnt” 3’45
Cometto, Trombone, Violoncello, Organo
19 [Aria] (Tenore) Versus III: “Jesus Christus, Gottes Sohn” 2’03
Violino, Violone, Organo
20 [Coro] Versus IV: “Es war ein wunderlicher Krieg” 2’08
Violone, Organo
21 [Aria] (Basso) Versus V: “Hier ist das rechte Osterlamm” 2’55
Violini, Viole, Violone, Organo
22 [Duetto] (Soprano, Tenore) Versus VI: “So feiern wir das hohe Fest” 1’57
Violone, Organo
23 Choral (Coro) Versus VII: “Wir essen und leben wohl” l’IO
Violini, Viole, Violone, Organo

“Christ lag in Todesbanden” BWV 4 (Appendix):
24 Sinfonia l’O9
Violini, Viole, Violoncello, Contrabasso, Organo
25 [Coro] Versus I: “Christ lag in Todesbanden” 3’47
Violini, Viole, Cornetto, Tromboni, Violoncello, Contrabasso, Organo
26 [Duetto] (Soprano, Alto) Versus II: “Den Tod niemand zwingen kunnt” 4’10
Cometto, Trombone, Violoncello, Organo
27 Choral (Coro): Versus VII: “Wir essen und leben Wohl” 1’18
Violini, Cornetto, Viole, Trombone, Violoncello, Contrabasso, Organo

The Amsterdam Baroque Orchestra & Choir

Simon Schouten, Choirmaster
Tom Koopman, Conduktor

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Ton Koopman manda um oizinho para todos os pequepianos

Ton Koopman manda um oizinho para todos os pequepianos

FDP

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J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

Como a arte da fuga não tem instrumentação definida, não é pecado eu dizer que eu acho essa a melhor gravação de A Arte da Fuga. Ainda gosto muito da versão para dois Pianos… Não sei dizer, qual das duas eu gosto mais. Eu sei que esta gravação é do cacete. Os caras são muito bons. Não deixam margem de erro nenhuma. Executam tudo ao pé da letra. Como Bach escreveu. O que mais me impressionou foi que o grupo não tentou puxar para o Jazz. Fizeram tudo Classudo como deve ser.

Essa gravação me lembrou a época que eu estava começando a tocar clarineta, pois tinha um exercício muito parecido com o Contrapunctus 12. Ainda assim o som do Saxofone tocando Bach me cativa. Sinto-me outra pessoa ouvindo isso. É isso aí. Uma boa Audição.

J. S. Bach – A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

1. Contrapunctus 1
2. Contrapunctus 2
3. Contrapunctus 3
4. Contrapunctus 4
5. Contrapunctus 5
6. Contrapunctus 13. Canon all Duodecima in Contrapunto alla Quinta
7. Contrapunctus 14. Canon all Decima. Contrapunto alla Terza
8. Contrapunctus 7
9. Contrapunctus 8
10. Contrapunctus 10
11. Contrapunctus 6
12. Contrapunctus 9
13. Contrapunctus 11
14. Contrapunctus 15. Canon per Augmentationem in Contrario Motu
15. Contrapunctus 12. Canon alla Ottava
16. Contrapunctus 16. Rectus
17. Contrapunctus 16. Inversus
18. Contrapunctus 19. Unfinished
19. Choral. Wenn wir in höchsten Nöthen sein

Performer: Michael Stephenson, soprano saxophone
Christopher Hemingway, alto saxophone
Stephen Pollock, tenor saxophone
Brad Hubbard, baritone saxophone

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Saxy Bach: porque eu toco de tudo, sem preconceitos

Saxy Bach: porque ele não teria preconceitos. Esta gravação é sensacional.

Gabriel Clarinet (revalidado por PQP)

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J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo (Jean-Guihen Queyras)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Dizem claramente meus ouvidos que esta talvez seja a melhor das gravações das célebres suítes. No mínimo, o extraordinário trabalho de Queyras fica no mesmo nível de outras grandes gravações. E, por favor, não me falem em Rostropovich e Yo-Yo Ma. É óbvio que são notáveis violoncelistas, mas em outro gênero de repertório. Falta-lhes o senso de estilo que sobra ao francês Queyras. Ouço a custo os Concertos para Violoncelo de Shosta por outro que não seja Rostrô. Mas ele ou Ma com Bach não dá.

Bem, nesta espetacular gravação da Harmonia Mundi, Queyras mostra o que se deve acentuar, onde se deve acelerar, o momento de desacelerar, quando brecar, etc. E tudo com o som do caraglio, limpinho, limpinho, de seu cello feito em 1696 por Goffredo Cappa.

E, ah, aquela gravação fantástica dos concertos de Haydn com a Freiburger Barockorchester é com ele também… Tá explicado.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo (Jean-Guihen Queyras)

CD 1
1. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 1. Prélude
2. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 2. Allemande
3. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 3. Courante
4. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 4. Sarabande
5. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 5. Menuets 1 & 2
6. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 6. Gigue

7. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 1. Prélude
8. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 2. Allemande
9. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 3. Courante
10. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 4. Sarabande
11. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 5. Menuets 1 & 2
12. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 6. Gigue

13. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 1. Prélude
14. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 2. Allemande
15. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 3. Courante
16. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 4. Sarabande
17. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 5. Bourrées 1 & 2
18. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 6. Gigue

CD 2
1. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 1. Prélude
2. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 2. Allemande
3. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 3. Courante
4. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 4. Sarabande
5. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 5. Bourrées 1 & 2
6. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 6. Gigue

7. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 1. Prélude
8. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 2. Allemande
9. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 3. Courante
10. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 4. Sarabande
11. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 5. Gavottes 1 & 2
12. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 6. Gigue

13. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 1. Prélude
14. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 2. Allemande
15. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 3. Courante
16. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 4. Sarabande
17. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 5. Gavottes 1 & 2
18. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 6. Gigue

Jean-Guihen Queyras, violoncelo

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Music Abstract Painting Image Suite No. 1, by Carmen Guedez - Copyright © www.carmenguedez

Music Abstract Painting Image Suite No. 1, by Carmen Guedez – Copyright © www.carmenguedez

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

Esta é a milésima vez que posto as Variações Goldberg. Já postei até em versão para metais, acordeón e quarteto de vielas de rodas. Não, não, a última foi mentira. É a obra que mais amo neste mundo. Então, foda-se, azar é o do goleiro, vai mais um post. A gravação da bonitinha Christine Schornsheim fica no nível da primeira gravação que ouvi, a de Karl Richter. Coincidentemente, ambos a fazem em duplos, Richter num álbum de 2 LPs e Christine num duplo CD, pois ultrapassou o número mágico dos 80 minutos. Boa gravação? Sim sem dúvida um belo registro, mas que não chega aos pés do campeão absoluto.

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

CD 1:
1. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Aria
2. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 1
3. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 2
4. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 3. Canone all’Unisono
5. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 4
6. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 5
7. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 6. Canone alla Seconda
8. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 7
9. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 8
10. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 9. Canone alla Terza
11. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 10. Fughetta
12. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 11
13. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 12. Canone alla Quarta
14. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 13
15. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 14
16. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 15. Canone alla Quinta. Andante

CD 2:
1. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 16. Ouverture
2. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 17
3. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 18. Canone alla Sesta
4. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 19
5. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 20
6. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 21. Canone alla Settima
7. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 22. Alla breve
8. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 23
9. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 24. Canone all’Ottava
10. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 25
11. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 26
12. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 27. Canone alla Nona
13. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 28
14. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 29
15. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 30. Quodlibet
16. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Aria

Christine Schornsheim, cravo

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Christine Schornsheim

Christine Schornsheim

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 39, 73, 93, 105, 107, 131

Eu posso contestar a escolha das Cantatas, mas não posso reclamar de Philippe Herreweghe e de sua orquestra e coral de Ghent — eles dão um show de interpretação. Só por isso o CD duplo, colocado por mim em apenas um arquivo, já mereceria ser baixado. Como vocês estão vendo, interrompo a série de Bach 2000 para postar mais Cantatas… É amor, gente. Acontece.

J. S. Bach: Cantatas BWV 39, 73, 93, 105, 107, 131

Track listing:
Aus der Tiefen rufe ich, Herr, zu dir (bwv 131)
Herr, wie du willt, so schicks mit mir (bwv 73)
Herr, gehe nicht ins Gericht mit deinem Knecht (bwv 105)
Brich dem Hungrigen dein Brot (bwv 39)
Wer nur den lieben Gott läßt walten (bwv 93)
Was willst du dich betrüben (bwv 107)

cd1.01. BWV 131 – Aus der Tiefen rufe ich
cd1.02. BWV 131 – So du willst, Herr, Sünde zurenchnen
cd1.03. BWV 131 – Ich harre des Herrn
cd1.04. BWV 131 – Meine Seele wartet auf den Herrn
cd1.05. BWV 131 – Israel, hoffe auf den Herrn

cd1.06. BWV 73 – Herr, view du willt, so schick’s mit mir
cd1.07. BWV 73 – Ach, senke doch den Geist der Freuden
cd1.08. BWV 73 – Ach, unser Wille bleibt verkehrt
cd1.09. BWV 73 – Herr, so du willt
cd1.10. BWV 73 – Das ist des Vaters Wille

cd1.11. BWV 105 – Herr gehe nicht ins Gericht mit deinem Kn
cd1.12. BWV 105 – Mein Gott, verwirf michj nicht
cd1.13. BWV 105 – Wie zittern und wanken
cd1.14. BWV 105 – Wohl aber dem, der sienen Bürgen weiß
cd1.15. BWV 105 – Kann ich nur Jesum mir zum Freunde machen
cd1.16. BWV 105 – Nun, ich weiß, du wirst mir stillen

cd2.01. BWV 39 – Brich dem Hungrigen dein Brot
cd2.02. BWV 39 – Der reiche Gott wirft seinen Überfluß
cd2.03. BWV 39 – Seinem Schöpfer noch auf Erden
cd2.04. BWV 39 – Wohlzutum und mitzuteilen
cd2.05. BWV 39 – Höchster, was ich habe
cd2.06. BWV 39 – Wie soll ich dir, o Herr
cd2.07. BWV 39 – Selig sind, die aus Erbarmen

cd2.08. BWV 93 – Wer nur den lieben Gott läßt walten
cd2.09. BWV 93 – Was helfen uns die schweren Sorgen
cd2.10. BWV 93 – Man halte nur ein wenig stille
cd2.11. BWV 93 – Er kennt die rechten Freudestunden
cd2.12. BWV 93 – Denk nicht in deiner Drangsalhitze
cd2.13. BWV 93 – Ich will auf den Herren schaun
cd2.14. BWV 93 – Sing, bet und geh auf Gottes Wegen

cd2.15. BWV 107 – Was willst du dich betrüben
cd2.16. BWV 107 – Denn Gott verlässet keinen
cd2.17. BWV 107 – Auf ihn magst du es wagen
cd2.18. BWV 107 – Wenn auch gleich aus der Höllen
cd2.19. BWV 107 – Er richt’s zu seinen Ehren
cd2.20. BWV 107 – Darum ich mich ihm ergebe
cd2.21. BWV 107 – Herr, gib, daß ich dein Ehre

Barbara Schlick – soprano (cd1)
Agnès Mellon – soprano (cd2)
Gérard Lesne – alto (cd1)
Charles Brett – alto (cd2)
Howard Crook – tenor
Peter Kooy – bass

dir. Philippe Herreweghe
Chorus and Orchestra of Collegium Vocale, Ghent

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Philippe Herreweghe: estudar é bom

Philippe Herreweghe: estudar é bom

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Bach Attributions

IM-PER-DÍVEL !!!

Por uma dessas coisas inexplicáveis, a obra para órgão de Bach está fora de moda. Algumas pessoas acham que o som do órgão é tão irritante quanto os padres pedófilos de Ratzinger, mas é bem no órgão que Bach realiza suas maiores experimentações. (Ah, acharam que eu ia fazer uma piada com o órgão sequiçual, né?) Mas retornemos ao que interessa: o que há de peças amalucadas na Orgelwerke é uma grandeza! E eu gosto. Muito! Este CD é sensacional por diversas razões.

(1) O organista é do caralho (ou do órgão, como queiram);
(2) O repertório, apesar de evitar os experimentalismos, está longe dos lugares-comuns;
(3) A produção da Hyperion é fodal;
(4) O CD está fora de catálogo até em Marte e
(5) Fique tranquilo, você não terá de ouvir a Toccata e Fuga em Ré Menor novamente.

E ah, vocês sabem como era a nossa família. Vinte filhos e aquele entra e sai de alunos, todos interpretando peças de sua preferência e criando outras. Então, alguns historiadores de ejaculação precoce pegaram tudo isso e disseram que era de Johann Sebastian, mas nem sempre era… Neste disco há peças de vários Bachs, de outros agregados que tentavam comer minhas irmãs e de todo o tipo de gente que queria a cerveja de meu pai. Bem, era uma zona e até isso se reflete neste baita CD.

J. S. Bach (1685-1750): Bach Attributions

Johann Sebastian Bach:
1. Prelude & Fugue No.1 in C major, BWV 553 <— Sensacional

Gottfried August Homilius
2. ‘Schmücke Dich, O Liebe Seele’, BWV 759

Johann Sebastian Bach:
3. Prelude & Fugue No.2 in D minor, BWV 554
4. ‘Jesu, Der Du Meine Seele’, BWV 752
5. ‘Wie Schön Leuchtet Der Morgenstern’, BWV 763
6. ‘O Herre Gott, Die Göttlich’s Wort’, BWV 757
7. Prelude & Fugue No.3 in E minor, BWV 555
8. ‘Ach Gott Und Herr’, BWV 692
9. ‘Ach Gott Und Herr’, BWV 693
10. Prelude & Fugue No.4 in F major, BWV 556

Georg Boehm
11. ‘Vater Unser Im Himmelreich’, BWV 760 <— Genial! Esse merecia uma das minhas irmãs púberes
12. ‘Vater Unser Im Himmelreich’, BWV 761

Johann Sebastian Bach
13. Prelude & Fugue No.5 in G major, BWV 557 <— quasi scherzando

Carl Philipp Emanuel Bach
14. ‘Aus Der Tiefe Rufe Ich’, BWV 745 <— Prêmio Ademir da Guia de “Quem sai aos seus não degenera”

Johann Caspar Fischer
15. ‘Christ Ist Erstanden’, BWV 746 <— Por esta composição recebeu a punição máxima de meu pai: uma hora de costas na frente de um clérigo ‘celibatário’ católico

Johann Sebastian Bach
16. Prelude & Fugue No.6 in G minor, BWV 558
17. ‘Auf Meinen Lieben Gott’, BWV 744 <— Sofrível, pai. O que houve?

Johann Gottfried Walther
18. ‘Gott Der Vater Wohn Uns Bei’, BWV 748 <— Tão bom quanto o jovem atacante do Inter! No ângulo, Walther! Podes escolher qualquer das púberes do harém bachiano!

Johann Sebastian Bach
19. Fugue in G major, BWV 581 <— A recuperação do véio
20. ‘Nun Ruhen Alle Wälde’, BWV 756
21. Prelude & Fugue No.7 in A minor, BWV 559
22. ‘Herr Jesu Christ, Dich Zu Uns Wend’, BWV 749 <— Simplesinho, mas bonitinho
23. ‘Herr Jesu Christ, Meines Lebens Licht’, BWV 750

Johann Michael Bach
24. ‘In Dulci Jubilo’, BWV 751 <— Esse aí era o tio, pai da Maria Bárbara, primeira mulher de meu pai. Péssimo, coitado

Johann Sebastian Bach
25. Prelude & Fugue No.8 in B-flat major, BWV 560
26. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 1 <— Vcs já viram uma obra de variações de meu pai que fosse ruim? Não existe!
27. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 2
28. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 3
29. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 4
30. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 5
31. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 6
32. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 7
33. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 8
34. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 9
35. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 10
36. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 11
37. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 12
38. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 13
39. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 14
40. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 15
41. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 16
42. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 17

Christopher Herrick, organ

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Herrick parece normal, mas não esqueçam que os organistas são pessoas bastante estranhas.

Herrick parece normal, mas não esqueçam que os organistas são pessoas bastante estranhas.

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History of the Sacred Music – Music for the Reformed Church: vols. 17/18/19

History of the Sacred Music vol. 19_ Musiques de la ReÃÅforme (3)História da Música Sacra
Música para a Igreja Reformada
vol. 17/18/19

Não há dúvidas de que um dos maiores aportes de Lutero foi o seu entendimento de que a música da Reforma deveria falar sobre o Evangelho diretamente para as pessoas. Ele estava convicto de que o tipo de hino que uma congregação canta determina o tipo de Teologia/espiritualidade destas pessoas.

Caso se queira que esta Teologia/espiritualidade reflita o Evangelho, então, há que se ter em alta consideração e se cuidar muito bem daquilo que está sendo cantado pelas pessoas. Lutero pôs as mãos à obra, cercando-se da ajuda e do conhecimento dos melhores Poetas e Músicos da época, que ele fez questão de escolher a dedo. Lutero e os seus colaboradores não rejeitaram as tradições musicais da sua época. Pelo contrário, de forma genuína e genial, usaram e incorporaram à música das Igrejas da Reforma as práxis musicais existentes! Atentemos para algumas dessas principais práxis.

A música da Reforma Luterana herdou a grande tradição musical da Idade Média e da Renascença, que consistia basicamente da música polifônica e do canto gregoriano. Nestas ricas tradições, praticamente não havia espaço para o canto congregacional de cunho popular. Diferentemente, outra grande tradição musical da época da Reforma, a versão metrificada dos Salmos cantada em uníssono e a cappella (sem acompanhamento), abria vastas possibilidades para o canto congregacional. Nesta tradição, não havia espaço para uma arte musical mais elaborada. Lutero e as gerações de Músicos luteranos que o seguiram nos séculos posteriores fizeram uso de ambas as correntes, combinando a tradição musical mais artística e elaborada com o canto congregacional de cunho popular.

O resultado musical desta combinação foi o Coral Luterano, com os seus textos poéticos centrados no Evangelho e escritos no vernáculo (na língua local) e não mais em Latim, com melodias vigorosas e com saltos e extensões de voz pensadas para o canto grupal, com cadências (pontos de repouso) ao final das diversas frases, com estruturas rítmicas fortes e baseadas em padrões de ritmo recorrentes. No seu conjunto, estas características resultaram em composições musicais em que texto e melodia formam uma totalidade, permitiram que o Coral Luterano fosse percebido como algo familiar e possibilitaram que comunidade, Coros e Instrumentistas se sentissem confortáveis, ´em casa´, enquanto cantavam e tocavam. (http://www.luteranos.com.br/conteudo/reforma-e-musica)

History of the Sacred Music vol. 17_ Musiques de la ReÃÅforme (1)Harmonia Mundi: História da Música Sacra
Music for the Reformed Church
• vol. 17: Songs and Psalms of Reform + J. S. Bach, Missa brevis in F-dur

• vol. 18 + vol. 19
Christmas Oratorio BWV 248
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
RIAS Kammerchor, Akademie für Musik Berlin
Maestro René Jacobs

 

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – vol.17
XLD RIP | FLAC | 460,3 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – vol.18 + 19
XLD RIP | FLAC | 687,6 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – vol. 17+18+19 (link único para os 3 volumes!)
MP3 | 320 kbps | 511,1 MB

vol 30: Encarte e letras dos 29 CDs – 4,6 MB – AQUI – HERE

powered by iTunes 12.2.3

Boa audição.

History of the Sacred Music vol. 18_ Musiques de la ReÃÅforme (2)

 

 

 

 

 

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Avicenna

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Cabezón / Byrd / Tallis / Bull / Sweelinck / Bach / Frescobaldi / Handel: Journey – 200 anos de música para cravo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Trevor Pinnock tem cada gravação… O Messias dele… O que é aquilo? E as 6 Partitas de Bach? Aqui, ele resolveu fazer um disco-ostentação explorando 200 anos da história do cravo, entre 1550 e 1750, mais ou menos. O resultado é esplêndido de cabo a rabo, dando um pouquinho mais de espaço para meu pai, além de Handel e Scarlatti, o filho. Eu quase não consegui chegar ao Frescobaldi, tão boa achei sua interpretação da Suíte Francesa Nº 6. Longa vida para Pinnock que, de Pinóquio, só tem o narigão!

Cabezón / Byrd / Tallis / Bull / Sweelinck / Bach / Frescobaldi / Handel: Journey – 200 anos de música para cravo

1. Cabezón Diferencias sobre ‘El canto del caballero’

2. Byrd The Carman’s Whistle

3. Tallis O ye tender babes

4. Bull The King’s Hunt

5. Sweelinck Variations on ‘Mein junges Leben hat ein End’, SwWV 324

J.S. Bach French Suite No. 6 in E major, BWV 817
6. Prélude
7. Allemande
8. Courante
9. Sarabande
10. Gavotte
11. Polonaise
12. Bourée
13. Menuet
14. Gigue

15. Frescobaldi Toccata Nona

16. Frescobaldi Balletto primo e secondo

17. Handel Chaconne in G major, HWV 435

Scarlatti Three Sonatas in D major, K. 490-492
18. Sonata, K. 490: Cantabile
19. Sonata, K. 491: Allegro
20. Sonata, K. 492: Presto

Trevor Pinnock, cravo

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Eu amo Trevor Pinnock e gostaria de ter um filho com ele.

Eu amo Trevor Pinnock e gostaria de ter um filho com ele.

PQP

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