Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Um bom disco. Este foi o primeiro de Baiba Skride. É de 2004. O folheto proclama que essas três obras seriam “manifestos solo”, não só para Skride mostrar suas credenciais ao mundo, mas também para os próprios compositores. Mais ou menos, né? Na verdade, há uma conexão que liga as três obras, sendo Bach o suporte tanto para Ysaÿe quanto Bartók. Baiba gravou este CD quando tinha apenas 23 anos. Suas abordagens são ótimas, mas ainda ficam longe de Beyer e Podger. Sobra técnica, falta emoção, tanto no Bach quanto no Ysaÿe. Ela não chega ao coração, fica só rondando. Maturidade vem com o tempo, né? Ela vai melhor no Bartók, talvez mais próximo da origem eslava (Riga, Letônia) da violinista. Por exemplo, Skride toca a Sonata de Bartók melhor do que David Grimal, postado ontem. Mas perde fácil para Frang. Confiram! Baiba toca um Stradivarius “Wilhelmj” de 1725.

Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Johann Sebastian Bach
1. Allemanda – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (5:15)
2. Corrente – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (2:47)
3. Sarabanda – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (4:21)
4. Giga – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (4:07)
5. Ciaconna – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (16:30)

Eugène Ysaÿe
6. Grave – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (5:39)
7. Fugato – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (4:37)
8. Allegretto poco scherzoso – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (4:29)
9. Finale con brio – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (2:36)

Béla Bartók
10. Tempo di ciaconna – Sonata For Violin Solo (1944) (10:05)
11. Fuga – Sonata For Violin Solo (1944) (4:49)
12. Melodia – Sonata For Violin Solo (1944) (7:30)
13. Presto – Sonata For Violin Solo (1944) (5:12)

Baiba Skride, violino

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Baiba Skride

Baiba Skride

PQP

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – BWV or Not? – Amandine Beyer & Gli Incogniti

coverMais um baita CD da violinista Amandine Beyer e seu excelente conjunto Gli Incogniti. As obras que ela interpreta aqui podem ou não terem sido compostas por Bach, como o produtor Olivier Fourés explica no booklet, ou até mesmo no hilário título do CD, “BWV or Not?”.
Bach plagiador ou ladrão da obra alheia? Não era bem assim que as coisas eram tratadas naquela época. A usurpação era algo corriqueiro:
“De Mozart aos Swingle Singers, Johann Sebastian Bach é o compositor cuja obra tem sido mais freqüentemente transcrita, parafraseada, arranjada e dissecada em homenagens musicais incontáveis. Curiosamente, durante a sua vida (que foi bem antes desse frenesi universal começar), o próprio Bach gostava de roubar temas, idéias, efeitos estilísticos, formas e composições inteiras de seus colegas europeus.”
Ou seja, ninguém era santo. Independente do fato das obras serem ou não de nosso maior compositor, o CD de Beyer é um primor de execução. Vale cada minuto de sua audição. Lembremo-nos que estamos ouvindo uma das principais intérpretes do barroco da atualidade. É gente que estuda, vive e respira barroco vinte e quatro horas por dia.
Então vamos ao que viemos?

1 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: I. Adagio
2 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: II. Presto
3 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: III. Affettuoso
4 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: IV. Vivace
5 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: I. Largo
6 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: II. Vivace
7 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: III. Adagio
8 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: IV. Presto
9 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: I. Adagio
10 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: II. Allegro
11 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: III. Largo
12 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: IV. Vivace
13 Trio Sonata in C Major, DürG 13: I. Adagio
14 Trio Sonata in C Major, DürG 13: II. Alla breve
15 Trio Sonata in C Major, DürG 13: III. Largo
16 Trio Sonata in C Major, DürG 13: IV. Gigue. Presto
17 Fugue in G Minor, BWV 1026: Allegro
18 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: I. Largo
19 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: II. Allegro
20 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: III. Andante
21 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: IV. Allegro
22 Suite in A Major, BWV 1025: I. Fantasia
23 Suite in A Major, BWV 1025: II. Courante (Bonus Track)
24 Suite in A Major, BWV 1025: III. Entrée (Bonus Track)
25 Suite in A Major, BWV 1025: IV. Rondeau
26 Suite in A Major, BWV 1025: V. Sarabande (Bonus Track)
27 Suite in A Major, BWV 1025: VI. Menuett (Bonus Track)
28 Suite in A Major, BWV 1025: VII. Allegro (Bonus Track)

Gli Incogniti
Amandine Beyer – Violin
Alba Roca – Violin
Manuel Granatiero – Transverse Flute
Baldomero Barciela – Viola da Gamba
Francesco Romano – Baroque Flute
Anna Fontana – Harpsichord

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Momento descontração da galera do Gli Incogniti

Momento descontração da galera do Gli Incogniti

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J.S. Bach (1685-1750): Suites para Violoncelo Solo

O violoncelista suíço Thomas Demenga retorna às Suítes Solo de Bach. “Para mim, Bach é o maior gênio musical que já viveu. Sua música é pura, sublime. Possui algo divino e cada músico tem uma vida para descobrir novas maneiras de interpretá-la”. Demenga gravou anteriormente as suítes de cello para ECM entre 1986 e 2002, justapondo-as com a participação em álbuns que são marcos na história inicial da ECM New Series. Este novo CD duplo, no entanto, é dedicado inteiramente a Bach e às 6 Suítes para Violoncelo Solo. Sua gravação é muito boa, sem chegar ao nível de um Cocset, de GastinelQueyras ou Bylsma. Esta nova gravação foi realizada no Hans Huber Saal em Basel.

J.S. Bach (1685-1750): Suites para Violoncelo Solo

1. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: I. Prélude (02:17)
2. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: II. Allemande (04:06)
3. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: III. Courante (02:23)
4. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: IV. Sarabande (02:26)
5. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: V. Menuet 1 – VI. Menuet 2 (03:18)
6. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: VII. Gigue (01:38)

7. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: I. Prélude (03:55)
8. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: II. Allemande (03:42)
9. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: III. Courante (01:58)
10. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: IV. Sarabande (03:49)
11. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: V. Menuet 1 – VI. Menuet 2 (03:00)
12. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: VII. Gigue (02:44)

13. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: I. Prélude (03:07)
14. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: II. Allemande (03:48)
15. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: III. Courante (02:55)
16. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: IV. Sarabande (03:29)
17. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: V. Bourrée 1 – VI. Bourrée 2 (03:35)
18. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: VII. Gigue (03:13)

19. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: I. Prélude (03:50)
20. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: II. Allemande (04:10)
21. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: III. Courante (03:17)
22. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: IV. Sarabande (03:07)
23. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: V. Bourrée 1 – VI. Bourrée 2 (04:25)
24. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: VII. Gigue (02:58)

25. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: I. Prélude (05:37)
26. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: II. Allemande (04:39)
27. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: III. Courante (02:11)
28. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: IV. Sarabande (03:13)
29. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: V. Gavotte 1 – VI. Gavotte 2 (04:45)
30. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: VII. Gigue (02:32)

31. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: I. Prélude (04:34)
32. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: II. Allemande (08:12)
33. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: III. Courante (03:31)
34. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: IV. Sarabande (04:52)
35. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: V. Gavotte 1 – VI. Gavotte 2 (03:09)
36. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: VII. Gigue (04:14)

Thomas Demenga, violoncelo

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Thomas Demenga: uma bonita gravação que chegou quase ao Olimpo.

Thomas Demenga: uma bonita gravação que chegou quase ao Olimpo.

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Harpsichords Concertos on Antique Instruments – Moroney, Flint, Haas, Kim, Pearl

81FP7Kp8VvL._SL1500_Prometi que ia postar esta coleção antes do Natal, e acabei não cumprindo a promessa que fizera aos colegas do blog, principalmente ao nosso mentor, PQPBach. Diversos fatores atrapalharam, mas hoje decidi levar adiante o projeto.

São três cds que trazem os concertos para teclado de Bach, na interpretação de um timaço de solistas, liderados por Davitt Moroney. Não sou muito adepto do quanto menos instrumentistas melhor, mas tenho de reconhecer que este conjunto que Moroney montou é demais. Lembro de ter postado uma gravação de Pierre Hantaï, que era acompanhado nestes concertos por uns quatro ou cinco músicos, se não me engano. É a mesma configuração deste grupo de Moroney. Lembro também que Rachel Podger se cercou de um pouco mais de músicos, creio que 7 ou 8, para gravar os concertos para violino. Como se trata de gente que respira Bach dia e noite, respeito as suas escolhas.

O primeiro CD começa com um míssel nuclear, o BWV 1065, composto para quatro cravos, sem acompanhamento. Em seguida Moroney encara o BWV 1055, e apenas confirma que a coisa ali é tratada com seriedade, competência, e muito virtuosismo.

Disc: 1
1. Concerto in A minor for four unaccompanied harpsichords, BWV 1065: [Allegro]
2. Concerto in A minor for four unaccompanied harpsichords, BWV 1065: Largo
3. Concerto in A minor for four unaccompanied harpsichords, BWV 1065: Allegro
5. Concerto in A major, BWV 1055: Larghetto
6. Concerto in A major, BWV 1055: Allegro ma non tanto
7. Concerto in C major for two harpsichords, BWV 1061: [Allegro]
8. Concerto in C major for two harpsichords, BWV 1061: Adagio ovvero Largo
9. Concerto in C major for two harpsichords, BWV 1061: Fuga
10. Concerto in D minor for three harpsichords, BWV 1063: [Allegro]
11. Concerto in D minor for three harpsichords, BWV 1063: Alla Siciliana
12. Concerto in D minor for three harpsichords, BWV 1063: Allegro
13. Concerto in A minor for four harpsichords with strings, BWV 1065: [Allegro]
14. Concerto in A minor for four harpsichords with strings, BWV 1065: Largo
15. Concerto in A minor for four harpsichords with strings, BWV 1065: Allegro

Disc: 2
1. Concerto in D minor, BWV 1052:Allegro
2. Concerto in D minor, BWV 1052: Adagio
3. Concerto in D minor, BWV 1052: Allegro
4. Concerto in D major, BWV 1054: [Allegro]
5. Concerto in D major, BWV 1054: Adagio e piano sempre
6. Concerto in D major, BWV 1054: Allegro
7. Concerto in G minor, BWV 1058: [Allegro]
8. Concerto in G minor, BWV 1058: Andante
9. Concerto in G minor, BWV 1058: Allegro assai
10. Concerto in E major, BWV 1053: [Allegro]
11. Concerto in E major, BWV 1053: Siciliano
12. Concerto in E major, BWV 1053: Allegro

Disc: 3
1. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1060: Allegro
2. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1060: Largo ovvero Adagio
3. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1060: Allegro
4. Concerto in F minor, BWV 1056: Allegro
5. Concerto in F minor, BWV 1056: Adagio
6. Concerto in F minor, BWV 1056: Presto
7. Concerto in F major for harpsichord and two recorders, BWV 1057: [Allegro]
8. Concerto in F major for harpsichord and two recorders, BWV 1057:Andante
9. Concerto in F major for harpsichord and two recorders, BWV 1057: Allegro assai
10. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1062: [Allegro]
11. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1062: Andante e piano
12. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1062: Allegro assai
13. Concerto in C major for three harpsichords, BWV 1064: [Allegro]
14. Concerto in C major for three harpsichords, BWV 1064: Adagio
15. Concerto in C major for three harpsichords, BWV 1064: Allegro

Davitt Moroney, Karen Flint, Arthur Haas, JungHae Kim, Adam Pearl – Harpsichords

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Davitt Moroney sorrindo em frente ao seu instrumento de trabalho

Davitt Moroney sorrindo em frente ao seu instrumento de trabalho

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Alma Latina: De Profundis Ensemble Vocal e Instrumental – Retrospectiva 1987 – 1995

1zee63sDe Profundis Ensemble Vocal e Instrumental
Retrospectiva 1987 – 1995
Música polifónica del período barroco-renacentista

Com instrumentos de época – on period instruments

El Ensemble Vocal e Instrumental De Profundis se formó el 17 de abril de 1987 a iniciativa de su Directora la Mtra. Cristina García Banegas. La música polifónica del período barroco-renacentista ha sido su repertorio más trabajado, incluyendo grandes obras de Bach, como la Misa en Si menor y la Pasión Según San Mateo. Asimismo interpreta obras de carácter sacro y profano de los siglos XV al XVII de origen europeo y de la América colonial.

Las ejecuciones respetan las versiones originales con el acompañamiento de instrumentos de época, siguiendo las más fieles y actuales concepciones de los investigadores y estudiosos de su repertorio.

La trascendente labor musical realizada desde entonces es un continuo aporte para la cultura de Uruguay y de América Latina.

Este disco es la primera recopilación de la historia fonográfica del Ensemble Vocal e Instrumental «De Profundis». Al editar en CD un material que, por razones estrictamente circunstanciales, fue siempre presentado al público en cassette, se pretende a su vez realzar el significado que cada uno de estos fonogramas tuvo en la historia artística del coro en un soporte más duradero y fiel.

La selección de obras que aqui se presenta ilustra la trayectoria del Ensemble casi desde sus comienzos cuando en 1989 – a tan solo dos años de su fundación y a un año de lo que sería su primera gira internacional – «De Profundis» concreta con IFU (Industrias Fonográficas del Uruguay) la primera grabación digital enteramente realizada en el Uruguay. Se trata de «Autores Españoles del Renacimiento» (junio, 1989), una colección de obras maestras de la polifonía española de Sebastián de Vivanco en primera grabación mundial.

Junto con «Autores Españoles…» en 1989 el Ensemble graba muchas de las obras que figuran en «Autores Latinoamericanos Coloniales» aunque estas tomas jamás fueron editadas. Es en 1991 que Cristina García Banegas siente que el grupo ha madurado interpretativamente estas obras y decide volver a grabarlas así como agregar material nuevo adquirido durante ese lapso. De este modo se conforma finalmente la edición de la colección de villancicos latinoamericanos de los siglos XVI al XVIII que tanto caracteriza al repertorio actual del grupo.

En el mismo período del año 1991 se graba «Homenaje a Juan Gutiérrez de Padilla», un volumen dedicado a la polifonía sacra en la Nueva España a través de este magnífico compositor que fuera Maestro de Capilla en la Catedral de Puebla, México entre 1622 y 1664.

El 26 de julio de 1991 «De Profundis» presenta un concierto en la Catedral Metropolitana dedicado a autores suizos con los auspicios de la Embajada de Suiza en el Uruguay. Adicionalmente, se lleva a cabo el registro del concierto en vivo que luego se editaría bajo el título «700 años de la Confederación Helvética» y que se transformaría a su vez en el testimonio de los actos conmemorativos en nuestro país del VII centenario de la Confederación.

Palhinha: ouça: 20. Magnificat

De Profundis: Retrospectiva 1987 – 1995
Juan de Anchieta (España, 1462-1523)
01. Salve Regina
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611)
02. Duo Seraphim
Sebastián de Vivanco (España, ca.1550-1622)
03. Assumpta Est Maria
04. Canite Tuba In Sion
Tomás Pascual (Guatemala, s.XVII)
05. Oy Es Día De Placer
Hernando Franco (el indio) (México, ca.1599))
06. Sancta Mariae, In Ilhuicac Cihaupilli
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha c.1590 – Puebla, México, 1664)
07. Las Estreyas Se Rien
Anónimo (Cuzco, s.XVII)
08. Canzona Para Dos Violas Y Continuo
Fr. Juan Pérez de Bocanegra (Cusco, ca. 1610)
09. Hanacpachap Cussicuinim
Roque Jacinto de Chavarría (Sucre, 1688-1719)
10. Fuera, Fuera, Haganles Lugar
Gaspar Fernandes (Portugal, 1566-México,1629)
11. Tañe Gil Tu Tamborino
12. En Un Portalejo Pobre
13. Dame Albricia Mano Anton
14. Xicochi, Xicochi Conetzintle
15. Tleycantimo Choquiliya
16. Eso Rigor E Repente
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha c.1590 – Puebla, México, 1664)
17. Stabat Mater
18. Versa Est In Luctum
19. Deus In Auditorium Meum Intende
Bernard Reichel (Suiza, 1901-1993)
20. Magnificat
Frank Martin (Ginebra, 1890-1974)
21. Missa – Agnus Dei
Johann Sebastian Bach (Austria, 1685-1750)
22. Matthäus-Passion – BWV 244 – NR. 68 Chor

Retrospectiva 1987 – 1995
De Profundis Ensemble Vocal e Instrumental
Dir.: Mtra. Cristina Garcia Banegas – 1995

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XLD RIP | FLAC 306,0 MB

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MP3 320 kbps | 151,3 MB

Powered by iTunes 12.1.2 | 1 h 10 min | Encarte incluido: Español & English

Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Beleza !!!

Boa audição.

34y9wuf

.
Avicenna

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Inventions & Partita – Jansen, Rysanov, Theéden

CoverA violinista holandesa Janine Jansen dá um show de competência e virtuosismo neste CD incrível, que traz as famosas ‘Invenções’ bachianas transcritas para o violino. Ah, claro, não podemos esquecer a indefectível e amada Partita nº 2, com sua Chacona, obra favorita de nosso mentor PQPBach, que aliás, está de férias, escondido em alguma praia paradisíaca em algum recanto de nosso imenso litoral.
Mas ela não está sozinha, ao contrário, está muito bem acompanhada pelo violista Maxim Rysanov e pelo violoncelista Torleif Thedeen.
É para se ouvir de joelhos, agradecendo ao PQPBach a oportunidade de estar ouvindo tanto talento, genialidade e beleza juntos, ao mesmo tempo, agora.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

1 BWV 772/786 – No. 1 in C, BWV 772
2 BWV 772/786 – No. 2 in C Minor, BWV 773
3 BWV 772/786 – No. 3 in D, BWV 774
4 BWV 772/786 – No. 4 in D Minor, BWV 775
5 BWV 772/786 – No. 5 in E flat, BWV 776
6 BWV 772/786 – No. 6 in E, BWV 777
7 BWV 772/786 – No. 7 in E Minor, BWV 778
8 BWV 772/786 – No. 8 in F, BWV 779
9 BWV 772/786 – No. 9 in F minor, BWV 780
10 BWV 772/786 – No. 10 in G, BWV 781
11 BWV 772/786 – No. 11 in G Minor, BWV 782
12 BWV 772/786 – No. 12 in A, BWV 783
13 BWV 772/786 – No. 13 in A minor, BWV 784
14 BWV 772/786 – No. 14 in B flat, BWV 785
15 BWV 772/786 – No. 15 in B minor, BWV 786
16 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 1. Allemande
17 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 2. Corrente
18 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 3. Sarabande
19 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 4. Giga
20 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 5. Ciaccona
21 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.1 in C, BWV 787
22 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.2 in C minor, BWV 788
23 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.3 in D, BWV 789
24 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.4 in D minor, BWV 790
25 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.5 in E Flat Major, BWV 791
26 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.6 in E, BWV 792
27 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.7 in E minor, BWV 793
28 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.8 in F, BWV 794
29 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.9 in F minor, BWV 795
30 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.10 in G, BWV 796
31 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.11 in G minor, BWV 797
32 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.12 in A, BWV 798
33 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.13 in A minor, BWV 799
34 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.14 in B flat, BWV 800
35 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.15 in B minor, BWV 801

Janine Jansen – Violin
Maxim Rysanov – Viola
Torleif Thedeen – Cello

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Janine Jansen em ação

Janine Jansen em ação

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas Completas para Violino Solo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais uma espetacular gravação barroca das Sonatas e Partitas para Violino Solo de Bach. Tão boa quanto as melhores como as de Amandine Beyer (campeã), John Holloway e Christine Busch. Trata-se de excelente performance historicamente informada que vai para a frente de minha fila. Muita imaginação, excelente qualidade de som, tudo aqui é soberbo. O período das interpretações duras com instrumentos originais vai longe e só um desinformado pode querer ouvir as velhas gravações de Menuhin, Szeryng ou Grumiaux. Vocês sabem que eu ouvi muitos registros dessas peças. Achei o som de Podger é muito especial e sua interpretação sublime, hipnotizante. Tudo é quente e convincente. Resumindo, qualquer amante de Bach deve ter esses CD’s em sua coleção.

“Quanto maior o intervalo, maior será o ar entre as notas”.

No clipe abaixo, Rachel Podger orienta Violetta Barrena na leitura do Chaconne da Partita Nº 2 de Bach para violino, trabalhando a articulação de acordo com tratados barrocos sobre interpretação. Gravado no Three Choirs Festival, Hereford. A masterclass completa de 159 minutos está disponível para compra.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas Completas pata Violino Solo

1. Sonata for solo violin No. 1 in G minor, BWV 1001: Adagio
2. Sonata for solo violin No. 1 in G minor, BWV 1001: Fuga
3. Sonata for solo violin No. 1 in G minor, BWV 1001: Siciliano
4. Sonata for solo violin No. 1 in G minor, BWV 1001: Presto

5. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Allemanda
6. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Double
7. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Corrente
8. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Double
9. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Sarabande
10. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Double
11. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Tempo di Bourrée
12. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Double

13. Partita for solo violin No. 2 in D minor, BWV 1004: Allemanda
14. Partita for solo violin No. 2 in D minor, BWV 1004: Corrente
15. Partita for solo violin No. 2 in D minor, BWV 1004: Sarabanda
16. Partita for solo violin No. 2 in D minor, BWV 1004: Giga
17. Partita for solo violin No. 2 in D minor, BWV 1004: Ciaccona

1. Partita for solo violin No. 3 in E major, BWV 1006: Preludio
2. Partita for solo violin No. 3 in E major, BWV 1006: Loure
3. Partita for solo violin No. 3 in E major, BWV 1006: Gavotte en Rondeau
4. Partita for solo violin No. 3 in E major, BWV 1006: Menuet 1, 2
5. Partita for solo violin No. 3 in E major, BWV 1006: Giga

6. Sonata for solo violin No. 2 in A minor, BWV 1003: Grave
7. Sonata for solo violin No. 2 in A minor, BWV 1003: Fuga
8. Sonata for solo violin No. 2 in A minor, BWV 1003: Andante
9. Sonata for solo violin No. 2 in A minor, BWV 1003: Allegro

10. Sonata for solo violin No. 3 in C major, BWV 1005: Adagio
11. Sonata for solo violin No. 3 in C major, BWV 1005: Fuga
12. Sonata for solo violin No. 3 in C major, BWV 1005: Largo
13. Sonata for solo violin No. 3 in C major, BWV 1005: Allegro Assai

Rachel Podger, violino

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Bom dia, D. Rachel, temos ciabatta e ciaccona para o café da manhã

Bom dia, D. Rachel, temos ciabatta e ciaccona para o café da manhã

PQP

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Concertos para Piano, BWV 1052, 1055, 1056

Sou um fã de Maria João Pires, mas esta gravação não lhe acrescenta nada. É um registro old fashioned, de 1974, que envelheceu mal pra caralho. São concertos para cravo de Bach, tocados com piano e orquestra mais ou menos grande, utilizando instrumentos modernos. A abordagem também é romântica, então, paradoxalmente, esta tentativa de modernizar Bach soa muito antiquada. OK, nossa época pode reinterpretar obras do passado, só que com o mar de gravações historicamente informadas disponíveis hoje, o século XXI pede outro gênero de ousadia. Depois disso, Pires se tornaria uma gênia em Beethoven, Schumann, Schubert, Brahms, Mozart, Chopin…, deixando Bach para outros

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Concertos para Piano, BWV 1052, 1055, 1056

01. Piano Concerto No. 1 in D minor BWV 1052 – I. Allegro
02. II. Adagio
03. III. Allegro

04. Piano Concerto No. 4 in A major BWV 1055 – I. Allegro
05. II. Larghetto
06. III. Allegro ma non tanto

07. Piano Concerto No. 5 in F minor BWV 1056 – I. Allegro
08. II. Largo
09. III. Presto

Maria João Pires, piano
Gulbenkian Orchestra
Michel Corboz

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Eu também detesto passar minha roupa, querida Maria João

Eu também detesto passar minha roupa, querida Maria João

PQP

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History of the Sacred Music – Music for the Reformed Church: vols. 17/18/19

Captura de Tela 2017-12-19 às 18.55.19História da Música Sacra
Música para a Igreja Reformada
vol. 17/18/19

Não há dúvidas de que um dos maiores aportes de Lutero foi o seu entendimento de que a música da Reforma deveria falar sobre o Evangelho diretamente para as pessoas. Ele estava convicto de que o tipo de hino que uma congregação canta determina o tipo de Teologia/espiritualidade destas pessoas.

Caso se queira que esta Teologia/espiritualidade reflita o Evangelho, então, há que se ter em alta consideração e se cuidar muito bem daquilo que está sendo cantado pelas pessoas. Lutero pôs as mãos à obra, cercando-se da ajuda e do conhecimento dos melhores Poetas e Músicos da época, que ele fez questão de escolher a dedo. Lutero e os seus colaboradores não rejeitaram as tradições musicais da sua época. Pelo contrário, de forma genuína e genial, usaram e incorporaram à música das Igrejas da Reforma as práxis musicais existentes! Atentemos para algumas dessas principais práxis.

A música da Reforma Luterana herdou a grande tradição musical da Idade Média e da Renascença, que consistia basicamente da música polifônica e do canto gregoriano. Nestas ricas tradições, praticamente não havia espaço para o canto congregacional de cunho popular. Diferentemente, outra grande tradição musical da época da Reforma, a versão metrificada dos Salmos cantada em uníssono e a cappella (sem acompanhamento), abria vastas possibilidades para o canto congregacional. Nesta tradição, não havia espaço para uma arte musical mais elaborada. Lutero e as gerações de Músicos luteranos que o seguiram nos séculos posteriores fizeram uso de ambas as correntes, combinando a tradição musical mais artística e elaborada com o canto congregacional de cunho popular.

O resultado musical desta combinação foi o Coral Luterano, com os seus textos poéticos centrados no Evangelho e escritos no vernáculo (na língua local) e não mais em Latim, com melodias vigorosas e com saltos e extensões de voz pensadas para o canto grupal, com cadências (pontos de repouso) ao final das diversas frases, com estruturas rítmicas fortes e baseadas em padrões de ritmo recorrentes. No seu conjunto, estas características resultaram em composições musicais em que texto e melodia formam uma totalidade, permitiram que o Coral Luterano fosse percebido como algo familiar e possibilitaram que comunidade, Coros e Instrumentistas se sentissem confortáveis, ´em casa´, enquanto cantavam e tocavam. (http://www.luteranos.com.br/conteudo/reforma-e-musica)

Captura de Tela 2017-12-19 às 18.56.51

Harmonia Mundi: História da Música Sacra
Music for the Reformed Church

• vol. 17: Songs and Psalms of Reform + J. S. Bach, Missa brevis in F-dur

• vol. 18 + vol. 19
Christmas Oratorio BWV 248
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
RIAS Kammerchor, Akademie für Musik Berlin
Maestro René Jacobs

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XLD RIP | FLAC | 460,3 MB

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XLD RIP | FLAC | 687,6 MB

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MP3 | 320 kbps | 511,1 MB

vol 30: Encarte e letras dos 29 CDs – 4,6 MB – AQUI – HERE

powered by iTunes 12.2.3

Boa audição.

Captura de Tela 2017-12-19 às 18.58.39

 

 

 

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.Avicenna

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Small Gifts

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Realmente algo especial. Um lindo CD que tem como estrelas o contratenor Andreas Scholl e a flautista Dorothee Oberlinger, acompanhados pelo Ensemble 1700. O nível é altíssimo. Eles alternam obras vocais e concertos, sempre de Bach. O Concerto Nº 5 para Cravo e Orquestra aparece numa transcrição para flauta. Oberlinger tira de letra. É claro que todas as árias têm a participação da flautista, afinal o Ensemble 1700 é dela. Vale muito a pena ouvir este belo momento bachiano. Como eu estava sofrendo de uma severa hipobachemia, a audição deste CD me tranquilizou com o retorno aos níveis normais de Bach no sangue. Agora estou pronto para suportar filosoficamente qualquer chatice ou pequeno revés.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Small Gifts

01. Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Jesus schläft (Aria)

02. Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: I. Allegro
03. Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: II. Andante
04. Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: III. Presto

05. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: I. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust (Aria)
06. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: II. Die Welt, das Sündenhaus (Recitativo)
07. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: III. Wie jammern mich doch die verkehrten Herzen (Aria)
08. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: IV. Wer sollte sich demnach wohl hier zu leben wünschen (Recitativo)

09. V. Mir ekelt mehr zu leben (Aria)

10. Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056, Arr. for Fourth Flute and Strings: I.
11. Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056, Arr. for Fourth Flute and Strings: II. Largo
12. Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056, Arr. for Fourth Flute and Strings: III. Presto

13. Himmelskönig, sei willkommen, BWV 182: I. Sonata
14. Himmelskönig, sei willkommen, BWV 182: V. Leget euch dem Heiland unter (Aria)

15. Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: I.
16. Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: II. Andante
17. Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: III. Allegro assai

18. Preise, Jerusalem, den Herren, BWV 119: V. Die Obrigkeit ist Gottes Gabe (Aria)

19. Herz und Mund und Tat und Leben, BWV 147: X. Jesus bleibet meine Freude (Choral)

Personnel:
Dorothee Oberlinger, flute
Andreas Scholl, countertenor
Ensemble 1700

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Garoto tocando flauta, de Judith Leyster (1609-1660)

Garoto tocando flauta, de Judith Leyster (1609-1660)

PQP

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J.S. Bach (1685-1750): Jesu, Deine Passion (Cantatas BWV 22, 23, 127 & 159)

Coleção de Cantatas menores de Bach magnificamente interpretadas por Herreweghe e turma. Vocês sabem que eu sou que nem João Bosco, né?:

Ô Pixinguinha!
Ô Batista de Fá!
Ô ária de Bach!
Choro de Paulo da Violaaaaa!
Yeah!

Então, mesmo quando a Cantata não é tudo aquilo, a gente fica feliz que nem pinto no lixo, faceiro como mosca em rolha de xarope, vaidoso que nem guri em puteiro, ligado que nem rádio de preso, quieto que nem guri cagado, faceiro como gordo de camiseta, tranquilo como sono de surdo e perfumado que nem mão de barbeiro.

Jesus Nahm Zu Sich Die Zwölfe BWV 22
1 1. [Arioso + Chor] – Jesus Nahm Zu Sich Die Zwölfe 4:48
2 2. Aria – Mein Jesu, Zeihe Mich Nach Dir 4:27
3 3. Recitativo – Mein Jesu, Ziehe Mich, So Werd Ich Laufen 2:10
4 4. Aria – Mein Alles In Allem, Mein Ewiges Gut 2:57
5 5. Chorale – Ertöt Uns Durch Dein Güte 1:45

Du Wahrer Gott Und Davids Sohn BWV 23
6 1, Aria Duetto – Du Wahrer Gott Und Davids Sohn 5:50
7 2. Recitativo – Ach! Gehe Nicht Vorüber 1:20
8 3. Chor – Aller Augen Warten, Herr 3:42
9 4. Choral – Christe, Du Lamm Gottes 4:11

Herr Jesu Christ, Wahr’ Mensch Und Gott BWV 127
10 1. [Choral] – Herr Jesu Christ, Wahr’ Mensch Und Gott 5:15
11 2. Recitativo – Wenn Alles Siich Zur Letzten Zeit Entsetzet 1:10
12 3. Aria – Die Seele Ruht In Jesu Händen 7:26
13 4. Recitativo – Wenn Einstens Die Posaunen Schallen 3:51
14 5. Choral – Ach, Herr, Vergib All Unser Schuld 0:56

Seht, Wir Gehn Hinauf Gen Jerusalem BWV 159
15 1. Arioso + Recitativo – Sehet! 2:50
16 2. Aria [+ Choral] – Ich Folge Dir Nach 3:55
17 3. Recitativo – Nun Will Ich Mich 0:49
18 4. Aria – Es Ist Vollbracht 4:30
19 5. Choral – Jesu, Deine Passion 1:17

Collegium Vocale Gent
Philippe Herreweghe

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Gerrit van Honthorst (1592-1656) , A Infância de Cristo (1620)

Gerrit van Honthorst (1592-1656) , A Infância de Cristo (1620)

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Les Quatre Ouvertures – Suites pour orchestre – Les Concert des Nations – Jordi Savall

frontJ. S. Bach
Suites pour orchestre, BWV 1066, 1067, 1068, 1069

Les Concert des Nations
Jordi Savall

Com instrumentos de época. On period instruments.

Nosso amigo David, da Catalunha, (Gràcies, amic!) nos enviou mais uma obra prima de Jordi Savall, gravada em 1990 e aclamada pela crítica mundial.

Um leitor da Amazon escreveu: Eu tenho várias gravações dessas obras mas essa gravação é definitivamente a minha favorita. Savall apresenta estes trabalhos com grande solenidade e grande majestade.

A sua interpretação da famosa Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 2. Air é a mais bonita que eu já ouvi. Mesmo Karajan (no DG), com todas as suas forças românticas não pode competir com Savall neste movimento.

A orquestra toca instrumentos de época e os membros da orquestra incluem artistas famosos como o fabuloso violinista Fabio Biondi. Gravado em 1990. Som ótimo.

Eu ainda admiro a antiga gravação de Karl Richter com a Münchener Bach-Orchester (no DG / Archiv), mas se devesse recomendar apenas uma, a de Savall seria a minha escolha.(tradução livre do Avicenna)

Vamos a ela, sem mais delongas!

Disco 1
01. Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 1. (Ouverture)
02. Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 2. Air
03. Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 3. Gavotte I – Gavotte II
04. Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 4. Bourrée
05. Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 5. Gigue
06. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 1. (Ouverture)
07. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 2. Courante
08. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 3. Gavotte I alternativement – Gavotte II
09. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 4. Forlane
10. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 5. Menuett I alternativement – Menuett II
11. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 6. Bourrée I alternativement – Bourrée II
12. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 7. Passepied I – Passepied II

Disco 2
01. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 1. (Ouverture)
02. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 2. Rondeau
03. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 3. Sarabande
04. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 4. Bourrée l alternativement – Bourrée ll
05. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 5. Polonaise; Double
06. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 6. Menuett
07. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 7. Badinerie
08. Ouverture (suite) IV en Ré majeur, BWV 1069: 1. Overture
09. Ouverture (suite) IV en Ré majeur, BWV 1069: 2. Bourrée I – Bourrée II
10. Ouverture (suite) IV en Ré majeur, BWV 1069: 3. Gavotte
11. Ouverture (suite) IV en Ré majeur, BWV 1069: 4. Menuett I alternativement – Menuett II
12. Ouverture (suite) IV en Ré majeur, BWV 1069: 5. Réjouissance

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MP3 | 320 kbps | 234,9 MB |

powered by iTunes 12.5.4 | 1 h 46 min

Boa audição !

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Avicenna

 

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23º Festival de Música de Juiz de Fora: Georg Philipp Telemann (1681-1767) + J. S. Bach (1685-1750) + Johann Gottlieb Graun (1702-1771) + José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (1746-1805) Acervo PQPBach

2zrgu3t23º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora
2012

Com instrumentos de época. On period instruments.

 

Para este CD, a Orquestra Barroca preparou um programa com obras alemãs do início do século XVIII. Três personalidades : Telemann, Bach e Graun. Todos mostram essa característica marcante da música barroca alemã: a fusão dos estilos italiano e francês – tão díspares quanto mutuamente influentes – expressos através de uma profunda erudição e esmero artesanal.

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A Suite “Hamburger Ebb und Fluth” de G. P. Telemann é comumente chamada de “Música Aquática” por analogia à famosa suíte de Haendel, porém não foi assim batizada pelo seu autor. Ao contrário de Haendel, que compôs uma obra orquestral na qual a única ligação com a água foi a função de sua performance (executada num barco em Londres), a música de Telemann faz analogia à água através de suas ideias musicais. Desde a ouverture, o movimento das águas é sentido nos motivos temáticos da fuga central e da especial combinação de notas longas dos sopros e ritmos acelerados das cordas. As danças que compõem a suíte têm nomes próprios, com figuras da mitologia grega ligadas a água: Tétis, Netuno, Tritão, Éolo e Zéfiro. As alusões são de caráter retórico, e dão uma atmosfera diferente a cada dança, com ideias musicais nada convencionais – como o caso da giga que simula o sobe e desce das marés.

O concerto para violino em lá menor BWV 1041 de J. S. Bach é uma conhecida peça do repertório; é compreensível quando verificamos que esta foi uma das poucas obras do período barroco imortalizadas no cânone violinístico do período romântico, a partir da fundação do Conservatório de Paris, no início do século XIX. Desde então, uma tradição “romantizada” de interpretação desta obra de Bach se instalou de maneira profunda na pedagogia do violino, o que contribuiu para uma considerável distorção de sua visão interpretativa. Aqui, Bach faz uma perfeita imitação da música de A. Vivaldi (que só veio a ser redescoberto no início do século XX): o diálogo entre o violino solista e a orquestra, a técnica de composição do ritornello, os motivos musicais clichês do estilo italiano ostinatto e o cantabile, e a linguagem idiomática do violino, magnificamente mostrado no último movimento.

Por outro lado, Johann Gottlieb Graun é pouco conhecido do grande público, e sua obra menos ainda. Este excelente compositor fez parte de uma geração de artistas que gravitaram em torno de Frederico II, rei da Prússia. Frederico, o Grande, como ficou conhecido, tinha grande apreço pela música – ele próprio era flautista e tinha como tutor musical Quantz e C.P.E. Bach entre seus empregados. Neste seleto ambiente artístico produziu-se música de altíssimo nível e num estilo único, que viria a ser conhecido como escola de Berlim – associada ao gênero galante, ao estilo “sentimental” e ao movimento literário “sturm und drang”. A suite em lá menor para orquestra mostra bem a característica da escola de Berlim, com mudanças bruscas de affetto, passagens concertantes virtuosísticas para os sopros e uma decadente visão das danças em estilo francês.

Para terminar o CD, a obra Tercio de J. J. Emerico Lobo de Mesquita, que possui uma grande importância para o repertório colonial, pelo fato de ser, além de autografada e datada, preservada num manuscrito da partitura geral – ao contrário de tantas outras peças que nos chegaram somente através de partes separadas. A singeleza de Tercio é também emblemática: ela representa bem a produção musical brasileira dessa época, ao mesmo tempo funcional e talentosa, pois soube superar a precariedade evidente do ambiente colonial com uma tocante economia de recursos musicais, sem comprometer a criatividade e a beleza musical.

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Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767)
01. Suite Wassermusik “Hamburger Ebb’ & Fluth” em dó maior 1. Ouverture Grave
02. Suite Wassermusik “Hamburger Ebb’ & Fluth” em dó maior 2. Saraband. Die schlaffende Thetis
03. Suite Wassermusik “Hamburger Ebb’ & Fluth” em dó maior 3. Bourée. Die erwachende Thetis
04. Suite Wassermusik “Hamburger Ebb’ & Fluth” em dó maior 4. Loure. Der verliebte Neptune
05. Suite Wassermusik “Hamburger Ebb’ & Fluth” em dó maior 5. Gavotte. Spielende Najaden
06. Suite Wassermusik “Hamburger Ebb’ & Fluth” em dó maior 6. Harlequinade. Der Schertzende Tritonus
07. Suite Wassermusik “Hamburger Ebb’ & Fluth” em dó maior 7. Der stürmende Aeolus
08. Suite Wassermusik “Hamburger Ebb’ & Fluth” em dó maior 8. Menuet. Der angenehme Zephir
09. Suite Wassermusik “Hamburger Ebb’ & Fluth” em dó maior 9. Gigue. Ebbe und Fluth
10. Suite Wassermusik “Hamburger Ebb’ & Fluth” em dó maior 10. Canarie. Die lustigen Bots Leute
Johann Sebastian Bach (Alemanha 1685-1750)
11. Concerto para violino e orquestra em lá menor, BWV 1041 – 1. Allegro
12. Concerto para violino e orquestra em lá menor, BWV 1041 – 2. Andante
13. Concerto para violino e orquestra em lá menor, BWV 1041 – 3. Allegro assai
Johann Gottlieb Graun (Alemanha, 1702-1771)
14. Suite em lá menor para orquestra 1. Ouverture
15. Suite em lá menor para orquestra 2. Menuet – trio
16. Suite em lá menor para orquestra 3. Duetto
17. Suite em lá menor para orquestra 4. Menuet
18. Suite em lá menor para orquestra 5. Sarabande
19. Suite em lá menor para orquestra 6. Aria I
20. Suite em lá menor para orquestra 7. Aria II
21. Suite em lá menor para orquestra 8. Bourrée
22. Suite em lá menor para orquestra 9. Loure
23. Suite em lá menor para orquestra 10. Chaconne
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, hoje Serro, MG, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
24. Tercio – 1. Difusa est Gratia – Andante Lento
25. Tercio – 2. Padre Nosso
26. Tercio – 3. Ave Maria
27. Tercio – 4. Gloria

23º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juíz de Fora – 2012
Orquestra Barroca
Maestro Luis Otávio Santos
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CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

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Avicenna

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21º Festival de Música de Juiz de Fora: Georg Muffat (1653-1704) & J S Bach (1685-1750) & Lobo de Mesquita (1746- 1805): Acervo PQPBach

2805d0621º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora
2010

Com instrumentos de época. On period instruments.

 

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita nasceu na Vila do Príncipe do Serro do Frio ( atual Serro – MC) por volta de 1746, provavelmente filho de um português e de uma escrava africana. Viveu, estudou e compôs várias músicas nessa Vila até 1783, quando se transferiu para o Arraial do Tejuco (atual Diamantina, MG), onde atuou intensamente como professor, organista e compositor. Os últimos anos de sua vida foram menos dedicados à composição e mais à procura de oportunidades profissionais em centros de maior atividade musical: em 1798 mudou-se para Vila Rica (atual Ouro Preto, MG) e, pouco tempo depois, para o Rio de Janeiro, a capital da colônia, onde morreu em 1805, depois de trabalhar por quatro anos como organista na Ordem Terceira do Carmo.

As duas pequenas e preciosas composições de Lobo de Mesquita, selecionadas dentre as mais de cinquenta hoje conhecidas desse autor, são ricamente interpretadas neste CD pela Orquestra Barroca do XXI Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, liderada pelo talentoso e internacionalmente reconhecido Luís Otávio Santos.

Congratulamini mihi, a primeira de suas composições aqui gravadas, é aparentemente um Responsório destinado ao louvor a Nossa Senhora do Carmo, apesar de diferenças estruturais com o Responsório que normalmente integrava suas Matinas. Publiquei esta peça no v.1 da série Patrimônio Arquivístico – Musical Mineiro (PAMM 02), impresso pela Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais em 2008. A edição, que incluiu a reconstituição das partes de trompas, foi feita a partir do único manuscrito até agora conhecido dessa música (arquivado na Casa de Cultura de Santa Luzia, MG), copiado na primeira metade do século XIX e nunca antes referido nos catálogos de obras de Lobo de Mesquita. É interessante destacar também que esta é a primeira gravação do Congratulamini mihi de Lobo de Mesquita, o que somente reforça a importância desta iniciativa do Centro Cultural Pró- Música e, em particular, de seu diretor artístico Luís Otávio Santos.

Salve Regina é uma Antífona de Nossa Senhora, destinada a várias funções litúrgicas e paralitúrgicas, entre elas as Vésperas e as Missas dominicais. A única edição até agora existente dessa obra foi publicada por Francisco Curt Lange em Mendoza (Argentina) no ano de 1951, a partir do também único manuscrito conhecido (hoje arquivado no Museu da Inconfidência ), copiado em 1787 no Arraial do Tejuco, provavelmente pelo próprio compositor.

Como é freqüente nas composições de Lobo de Mesquita e de seus contemporâneos mineiros, suas obras participaram do estilo europeu do período, apesar da notória simplicidade, de uma certa defasagem cronológica e do “sotaque’ local. Percebemos que sua sonoridade herdou o comedimento da música sacra européia, mas também a dramaticidade da ópera setecentista, nessa época ainda mais preocupada com a beleza musical do que com a sua expressividade ou sentimentalidade, que seriam mais importantes apenas no século XIX. A maestria de Lobo de Mesquita, contudo, fez com que suas obras fossem mais numerosamente preservadas do que as de qualquer outro compositor mineiro do século XVIII.

Para além dos necessários aspectos técnico-musicológicos, no entanto, é sempre interessante perguntar por que damos ou deveríamos dar atenção às obras desse ou de outros compositores que participaram da formação do que é hoje o Brasil, quando o repertório internacional já conta com obras tão exuberantes e tão numerosas de Vivaldi, Bach, Mozart, Haydn e vários outros, para citar apenas autores do século XVIII? É certo que interesses religiosos, nacionalistas, regionalistas e institucionais, embora hoje irrelevantes ou pouco significativos em termos humanos, motivaram várias iniciativas musicais no decorrer do século XX, mas adotar exclusivamente tais motivações, em meio aos desafios bem mais profundos e complexos da atualidade, parece-me enorme falta de criatividade e desinteresse pela vida.

Sabemos que Vivaldi, Bach, Mozart e Haydn produziram muitas obras hoje internacionalmente idolatradas por sua beleza e genialidade, em grau incomparavelmente superior ao de toda a música de seus contemporâneos no Brasil e em todo o continente americano do período. Mesmo reconhecendo sua real e imensa contribuição cultural, é preciso considerar que os citados compositores não foram filhos de escravos africanos, nem mestiços nascidos em uma colônia européia na América, mais destinada à extração e envio de riquezas para a Europa do que à formação de uma sociedade melhor; não foram tratados com devastador preconceito pela sociedade branca da época, que neles viam quase somente seus servidores e não pessoas com necessidades físicas, sociais e espirituais; não tiveram que aprender música europeia fora da Europa e em condições precárias, a partir de pouquíssimos modelos e com os escassos e talvez despreparados mestres, que corajosamente se aventuraram por vilas recém-fundadas, dezenas de milhares de quilômetros distantes dos centros de emanação da cultura branca do período; não enfrentaram a forte competição profissional e a luta pela sobrevivência em meio a condições de vida bem mais desfavoráveis que as do Velho Mundo: nem tiveram a maior parte de suas composições perdidas ou mutiladas e nem impressas dois séculos após sua morte, por musicólogos que enfrentaram a inexistência ou incipiência do ensino musicologico em seus países, que driblaram o pouco interesse do público e da mídia para fazer circular esse tipo de repertório e que obtiveram, com muita dificuldade, os recursos para tal. Se Vivaldi, Bach, Mozart e Haydn tivessem nascido e vivido em Minas Gerais no século XVIII, provavelmente não teriam feito mais do que lá fez Lobo de Mesquita. E suas composições estariam começando a ser divulgadas apenas nas últimas décadas do século XX…

Mais do que compositor de uma religião, de uma instituição, de um país ou de uma de cidade, Lobo de Mesquita é um exemplo humano de criatividade, de adaptação a uma cultura imposta e de superação de condições de vida e de trabalho bastante desfavoráveis. É possível que, além de se perguntar o que ele deveria ser em sua sociedade, o compositor mulato tenha se perguntado o que ele poderia ser apesar dela? Se, para alguns, é o meio que produz o homem, é preciso admitir, diante de casos como este, que muitas vezes o homem supera as limitações impostas pelo meio e atinge resultados imprevistos e surpreendentes. Lobo de Mesquita fez, há duzentos anos, o que poucos de nós conseguiríamos fazer hoje em dia. Por que então, em lugar de diminuir o seu significado ou de julgá-lo a partir da cultura europeia, não poderíamos aprender com ele a superar nossos próprios limites e nossas condições de vida? Não temos garantias de que as religiões, as instituições, os países ou as cidades farão isso por nós.

(Paulo Castagna, extraído do encarte)

Orquestra Barroca
Georg Muffat (Savoy, France, 1653-1704)
01. Suite “Gratitudo” em ré menor, extraída de “Florilegium Primum” 1. Ouverture
02. Suite “Gratitudo” em ré menor, extraída de “Florilegium Primum” 2. Balet
03. Suite “Gratitudo” em ré menor, extraída de “Florilegium Primum” 3. Air
04. Suite “Gratitudo” em ré menor, extraída de “Florilegium Primum” 4. Bourrée
05. Suite “Gratitudo” em ré menor, extraída de “Florilegium Primum” 5. Gigue
06. Suite “Gratitudo” em ré menor, extraída de “Florilegium Primum” 6. Gavotte
07. Suite “Gratitudo” em ré menor, extraída de “Florilegium Primum” 7. Menuet
08. Sonata 2 em sol menor, extraída de “Armonico Tributo” 1. Grave
09. Sonata 2 em sol menor, extraída de “Armonico Tributo” 2. Allegro
10. Sonata 2 em sol menor, extraída de “Armonico Tributo” 3. Grave
11. Sonata 2 em sol menor, extraída de “Armonico Tributo” 4. Aria
12. Sonata 2 em sol menor, extraída de “Armonico Tributo” 5. Grave
13. Sonata 2 em sol menor, extraída de “Armonico Tributo” 6. Borea
14. Suite “Sperantis Gaudia” em sol menor, extraída de “Florilegium Primum” 1. Ouverture
15. Suite “Sperantis Gaudia” em sol menor, extraída de “Florilegium Primum” 2. Balet
16. Suite “Sperantis Gaudia” em sol menor, extraída de “Florilegium Primum” 3. Bourrée
17. Suite “Sperantis Gaudia” em sol menor, extraída de “Florilegium Primum” 4. Rondeau
18. Suite “Sperantis Gaudia” em sol menor, extraída de “Florilegium Primum” 5. Gavotte
19. Suite “Sperantis Gaudia” em sol menor, extraída de “Florilegium Primum” 6. Menuet I et II
20. Sonata 5 em sol Maior, extraída de “Armonico Tributo” 1. Allemanda
21. Sonata 5 em sol Maior, extraída de “Armonico Tributo” 2. Adagio
22. Sonata 5 em sol Maior, extraída de “Armonico Tributo” 3. Fuga
23. Sonata 5 em sol Maior, extraída de “Armonico Tributo” 4. Adagio
24. Sonata 5 em sol Maior, extraída de “Armonico Tributo” 5. Passagaglia Grave
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
25. Ouverture (suite) n. 4 em ré Maior, BWV 1069 1. Ouverture
26. Ouverture (suite) n. 4 em ré Maior, BWV 1069 2. Bourrée I et II
27. Ouverture (suite) n. 4 em ré Maior, BWV 1069 3. Gavotte
28. Ouverture (suite) n. 4 em ré Maior, BWV 1069 4. Menuet I et II
29. Ouverture (suite) n. 4 em ré Maior, BWV 1069 5. Réjouissance
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, hoje Serro, MG, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
30. Salve Regina
31. Congratulamini mihi

21º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora – 2010
Orquestra Barroca, Maestro Luis Otávio Santos

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Outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

comic-shadow-aragones-faithless

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

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16º Festival de Música de Juiz de Fora: Jean-Féry Rebel (1666-1747) + J. S. Bach (1685-1750) + José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (1746-1805) + Francesco Durante (1684-1755) + Pedro Antonio Avondano (1714-1782) + Florêncio José Ferreira Coutinho (1750-1819) (Acervo PQP)

16%c2%ac%e2%88%9e-festival-internacional-de-mua%cc%83a%cc%8asica-colonial-brasileira-e-mua%cc%83a%cc%8asica-antiga-de-juiz-de-fora16º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora
2005

Com instrumentos de época. On period instruments.

 

A Criação do Universo. Do Big-Bang ao rouxinol. Única e extravagante. Imperdível!!!

 

O CD1 contém a Cantata BWV 66 “Erfrent euch, ihs Herzen”, mais uma pérola de beleza e perfeição de Bach.

Entretanto, é a obra do seu obscuro vizinho francês que demanda maiores informações neste texto. Jean-Féry Rebel foi discípulo de Jean-Baptiste Lully, figura máxima da música nos tempos de Luís XIV. Dele, Rebel herdou a influência predominante que a música de dança teve na corte francesa e grande parte da obra de Rebel são peças coreográficas independentes, um detalhe incomum para a época, onde o ballet era um dos indivisíveis componentes da ópera francesa. Sua última obra, contudo, é a mais chocante. “Les Élémens” (1737) é uma obra única e extravagante, onde o compositor retrata a criação do universo. Sua invenção é futurista não somente no aspecto musical (uso abusivo de dissonância e desordem na construção da abertura, intitulada “o caos”), mas também na sua cosmogonia: depois do “big-bang” inicial, os quatro elementos Terra (longas e repetidas notas dos baixos), Fogo (rapidíssimas figurações dos violinos), Água (linhas fluidas e desconectadas das flautas) e Ar (agudíssimos trinados dos pícolos) buscam a ordem entre sí, que só será encontrada no fim da peça, seguida de uma tradicional suite de danças em estilo francês.

Palhinha: ouça 01. Les Élémens, ballet – 1. Le Cahos

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O CD2 é dedicado ao maior expoente da escola colonial mineira, J. J. Emerico Lobo de Mesquita, com uma de suas mais aclamadas obras: a Missa em Fá Maior. Esta gravação, a primeira a ser realizada sob o ponto de vista histórico, com instrumentos da época, temperamento desigual e forças instrumentais e vocais adequadas ao seu próprio contexto musical, celebra o bicentenário do compositor, morto em 1805. Completando o CD, um tríptico de obras napolitano-luso-brasileira demonstrando os pontos comuns dos universos estéticos de Francesco Durante, Pedro Antonio Avondano e Florêncio Coutinho.
(extraído do encarte)

CD1
Jean-Féry Rebel (1666-1747)
01. Les Élémens, ballet – 1. Le Cahos
02. Les Élémens, ballet – 2. Loure I
03. Les Élémens, ballet – 3. Chaconne
04. Les Élémens, ballet – 4. Ramage/Rossignols
05. Les Élémens, ballet – 5. Loure II
06. Les Élémens, ballet – 6. Tambourin I et II
07. Les Élémens, ballet – 7. Sicillienne
08. Les Élémens, ballet – 8. Caprice

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
09. Cantata BWV 66 – Erfreut Euch, Ihr Herzen – 1. Coro
10. Cantata BWV 66 – Erfreut Euch, Ihr Herzen – 2. Recitativo (Basso)
11. Cantata BWV 66 – Erfreut Euch, Ihr Herzen – 3. Aria (Basso)
12. Cantata BWV 66 – Erfreut Euch, Ihr Herzen – 4. Dialogus (Alto, Tenore)
13. Cantata BWV 66 – Erfreut Euch, Ihr Herzen – 5. Aria (Alto, Tenore)
14. Cantata BWV 66 – Erfreut Euch, Ihr Herzen – 6. Choral

CD2
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (1746-1805)
01. Missa em Fá Maior – 1. Kyrie
02. Missa em Fá Maior – 2. Gloria
03. Missa em Fá Maior – 3. Cum Sancto Spiritu
04. Missa em Fá Maior – 4. Credo
05. Missa em Fá Maior – 5. Et Incarnatus
06. Missa em Fá Maior – 6. Et Resurrexit
07. Missa em Fá Maior – 7. Sanctus
08. Missa em Fá Maior – 8. Sanctus
09. Missa em Fá Maior – 9. Benedictus
10. Missa em Fá Maior – 10. Agnus Dei

Francesco Durante (Itália, 1684-1755)
11. Litania A Quatro voci
Pedro Antonio Avondano (Lisboa, 1714-1782)
12. Ladainha A Quatro
Florêncio José Ferreira Coutinho (Vila Rica, 1750-1819)
13. Laudate Pueri Dominum

Orquestra Barroca do 16º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora, MG – julho de 2005 – com instrumentos de época
Regente: Luís Otávio Santos
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oferecendo alternativas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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15º Festival de Música de Juiz de Fora: Jean-Marie Leclair (1697-1764) + J. S. Bach (1685-1750) + Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)

foto15º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora
2004

Com instrumentos de época. On period instruments.


O Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora celebra seus 15 anos com esta edição comemorativa e especial: a produção em DVD de um concerto a Orquestra Barroca do Festival, dirigida por Luis Otávio Santos.

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Jean-Marie Leclair (França, 1697 – 1764)
01. Scylla Et Glaucus: Ouverture
02. Scylla Et Glaucus: Sarabande
03. Scylla Et Glaucus: Symphonie Pour La Descente De Venus
04. Scylla Et Glaucus: Passepied
05. Scylla Et Glaucus: Air De Silvains
06. Scylla Et Glaucus: Air En Roundeau
07. Scylla Et Glaucus: Air De Demons
08. Scylla Et Glaucus: Tamburin
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
09. Tönet, ihr Pauken! BWV 214: Coro
10. Tönet, ihr Pauken! BWV 214: Recitativo
11. Tönet, ihr Pauken! BWV 214: Aria
12. Tönet, ihr Pauken! BWV 214: Recitativo
13. Tönet, ihr Pauken! BWV 214: Aria
14. Tönet, ihr Pauken! BWV 214: Recitativo
15. Tönet, ihr Pauken! BWV 214: Aria
16. Tönet, ihr Pauken! BWV 214: Recitativo
17. Tönet, ihr Pauken! BWV 214: Coro
Antonio Lucio Vivaldi (Itália, 1678-1741)
18. Concerto Violino Op.4 N.4 La Stravaganza: Allegro
19. Concerto Violino Op.4 N.4 La Stravaganza: Largo
20. Concerto Violino Op.4 N.4 La Stravaganza: Allegro

15º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora
2004
Orquestra Barroca
Regente: Luis Otávio Santos

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Avicenna

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14º Festival de Música de Juiz de Fora: André da Silva Gomes (1752-1844): Missa a 8 Vozes e Instrumentos + J. S Bach: Cantata BWV 97 + Handel: Concerto Grosso Op.3 N.4 (Acervo PQPBach)

2rz3yvd14º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora
2003

Com instrumentos de época. On period instruments.

 

A instauração de bispado em São Paulo e a fundação e construção da Sé no lugar da antiga matriz impulsionaram a atividade musical, com Alvará do Rei, de 6 de maio de 1746, criando ali os cargos de mestre-de-capela, organista e moços do coro. André da Silva Gomes, quarto mestre-de-capela da Sé de São Paulo, nasceu em Lisboa no mes de dezembro de 1752, como consta do assento de seu batismo realizado na freguesia de Santa Engrácia, daquela cidade, sendo filho legítimo de Francisco da Silva Gomes e Inácia Rosa. A documentação portuguesa não nos ofereceu nenhuma trilha para estabelecermos o local ou instituição em que Silva Gomes pudesse ter desenvolvido seus estudos musicais, já que seu nome não consta da documentação que restou do Seminário Patriarcal de Lisboa, onde lecionou o compositor José Joaquim dos Santos com quem Silva Gomes afirma, em seu Tratado da Arte Explicada de Contraponto, ter estudado.

André da Silva Gomes veio para Sao Paulo, em março de 1774, com o terceiro bispo da cidade, Dom Manuel da Ressurreição, que o trouxe como mestre-de-capela em sua comitiva. Teve como antecessores no cargo, Matias Álvares Torres, Antonio de Oliveira e Antonio Manso da Mota e, como eles, sua função era compor, ensaiar e executar a sua música nos ofícios da Sé e ensinar a juventude. De fato, Silva Gomes aplica-se ao ensino mantendo agregados que inicia na arte musical, sendo por eles assessorado, secundado e depois sucedido. Sua vida e trabalho em São Paulo prolongam-se de 1774 a 1823, sendo dessa última data sua composição mais recente, por nós reconhecida, a Missa de Natal, em sol maior, para ser executada na igreja da Freguesia de Cotia, constante do acervo de obras da antiga Sé, e por nos editada e executada inúmeras vezes a partir de 1978.

O período áureo da produção musical em São Paulo colonial coincide com as atividades de André da Silva Gomes na Sé. Seu brilhantismo e nível artístico absorvem, sem concorrência o que apresenta um quadro sui-generis os serviços musicais mais importantes da capital, como as da Sé, as festas oficiais da Câmara, e as das irmandade do Santíssimo Sacramento, de São Francisco e do Carmo. A “Missa a 8 vozes e instrumentos“, em Mi-bemol, integra, sob o nº 031, o Catálogo de obras de André da Silva Gomes, de aproximadamente 1785, e é composta de Kyrie e Gloria. É um manuscrito original autógrafo, com os frontispícios assinados pelo autor, e do qual não encontramos nem uma cópia, nem no todo nem nas partes, contemporânea ou posterior. O documento integra o arquivo da Cúria Metropolitana de Sao Paulo e suas partes solistas, desgastadas, parecem ter sido executadas, na época, com mais frequência do que o restante da obra.

Restauramos e editamos essa Missa em 1966, pela Universidade de Brasília e foi gravada e executada pela primeira vez no selo Festa, em 1970, produzido por Irineu Garcia. Composta de Kyrie e Gloria, com duração aproximada de 45 minutos e requerendo a participação de cantores solistas, essa Missa é solidamente estruturada, com escritura clara e economia de meios, riqueza de vocabulário e resultados sonoros incisivos. Nos seus 12 segmentos o autor explora uma fórmula cadencial de nove tonalidades e cultiva o estilo contrapontístico (Kyrie II: fuga a 8; Cum Sancto Spiritu: fugado), a escritura alternada de dois coros e o tratamento instrumental não concebido como mero reforço tímbrico das partes vocais; a riqueza harmônica que lhe é peculiar atinge no Et in terra, complexa elaboração nas notas de passagem, antecipações e retardos, e no cruzamento das vogais fechadas e abertas entre os dois coros, com resultados tímbricos fortemente expressivos.

O contínuo caminha de forma barroca, com cifrado abundante, ainda que não ausente da peça, o baixo de Alberti nos momentos em que o cantabile requer uma escritura mais ligeira. A presença dos trompetes confere à peça um barroco brilhantismo, especialmente no Gloria. A versatilidade melódica é até exuberante (Laudamus, Qui tollis e Quoniam) e, a par da contrapontística empresta à obra grande variedade, secundada pela diversificação tonal das unidades que a compõem. A alternância e contraste de caráter (Christe entre os dois Kyrie; Gratias, largo, seguido pelo Domine Deus, caminhante, vivo, triunfante, seguido pelo lânguido e “troppo afectuozo” Qui tollis), integra-se também na exploração tímbrica das vozes onde os baixos têm destacado temperamento. Aquela alternância está presente da mesma forma em certas seções em que dinâmica e articulação são manuseadas com imaginação, criatividade e efeito. Esta missa, de feitura irreprochável, é, seguramente, uma das obras mais monumentais escritas no período colonial brasileiro.

(Régis Duprat, julho de 2003 – extraído do encarte)

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 1. Coro
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 2. Aria
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 3. Recitativo
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 4. Aria
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 5. Recitativo
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 6. Aria
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 7. Duetto
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 8. Aria
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 9. Choral
Georg Freidrich Händel (1685 – 1759)
Concerto Grosso Op.3 N.4 – 1. Ouverture
Concerto Grosso Op.3 N.4 – 2. Andante
Concerto Grosso Op.3 N.4 – 3. Allegro
Concerto Grosso Op.3 N.4 – 4. Allegro
André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 1.Kyrie
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 2. Christie
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 3. Kyrie
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 4. Gloria
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 5. Et In Terra
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 6. Gloria
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 7. Laudamus
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 8. Gratias
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 9. Domine Deus
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 10. Qui Tollis
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 11. Quoniam
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 12. Cum Sanctu Spiritu

14º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora – 2003
Orquestra Barroca
Regente: Luis Otávio Santos

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La-invencion-de-la-rueda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

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13º Festival de Música de Juiz de Fora: J.S. Bach: Overture BWV 1068 + Magnificat BWV 243 + André da Silva Gomes (1752-1844): Missa Concertada para a Noite de Natal (Acervo PQP Bach)

34dh89g13º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora
2002

Com instrumentos de época. On period instruments.

 

 

 

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13º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora – 2002
Orquestra Barroca
Maestro Luis Otávio Santos
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Boa audição.

_ by Sergey Ivchenko

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Avicenna

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11º Festival de Música de Juiz de Fora: Lobo de Mesquita (1746-1805) – Matinas Para Quinta-Feira Santa + J. S. Bach – Suite nº 1 em Dó Maior (Acervo PQPBach)

20axpb811° Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora
2000

Com instrumentos de época. On period instruments.

Uma palavra sobre o instrumentarium. O conjunto de partes cavadas que serviu de fonte para esta reconstituição está depositado no Museu da Música da Curia Metropolitana de Mariana. É composto de oito cadernos de partes, cada qual atado com costuras em “X” e assim denominados: suprano a 4, alto a 4, tenor a 4, baxa a 4, violino primo, violino segundo, (violeta), baxo, trompa I e trompa II.

Trata-se de material copiado com bastante esmero, provindo da pena de um único copista (talvez o próprio compositor – ainda não podemos afirmar com precisão), a exceção da parte destinada à viola (violeta) que, embora goze de similar apuro na caligrafia, é uma cópia bem posterior, certamente da primeira metade do século XIX. Tal fato nos faz pensar na verdadeira intenção do compositor quanto à presença ou não deste instrumento. Se recorrermos à analogia, considerando outras obras de Emerico, assim como também um outro conjunto de partes existente no arquivo da lira São Joanense, poderíamos chegar à conclusao de que estas violas não foram, em realidade, projetadas pelo autor. Ademais, é preciso atentar para o fato de que esta parte em pouco contribui para o enriquecimento quer harmônico, quer contrapontístico da obra, salvo alguns trechos excepcionais. Em geral este instrumento dobra, à oitava superior, o baixo, por vezes criando curiosos cruzamentos com o contraponto destinado a parte de segundo violino. Porém, mesmo com a presença destes “rápidos incidentes”, julgamos oportuna a inclusão desta parte, já que, (além da prática moderna, que remonta ao último quartel do século XVIII, quando a viola passa a frequentar mais amiúde os conjuntos mineiros) além de muito bem posta, contribui, ainda que discretamente, para o equilíbrio harmônico do naipe das cordas. Acrescente-se ainda um pequeno órgão que, além de obrigatório à época, é comprovado através das pouquíssimas cifras existentes sobre a parte do baixo instrumental.

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita nasceu na Vila do Príncipe do Serro Frio (atual Serro), em 1746, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1805, atuando como organista na Ordem Terceira de N.S.do Carmo. (Sérgio Dias, extraído do encarte)

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
01. Suite N.1 em Dó Maior BMV 1066 – 1. Overture
02. Suite N.1 em Dó Maior BMV 1066 – 2. Courante
03. Suite N.1 em Dó Maior BMV 1066 – 3. Gavotte I e Gavotte II
04. Suite N.1 em Dó Maior BMV 1066 – 4. Forlane
05. Suite N.1 em Dó Maior BMV 1066 – 5. Menuet I e Menuet II
06. Suite N.1 em Dó Maior BMV 1066 – 6. Bourree I e Bourree II
07. Suite N.1 em Dó Maior BMV 1066 – 7. Passepied I e Passepied II

Matinas Para Quinta-Feira Santa
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
08. Primeiro Noturno – 1. Antífona : Primeira Leitura
09. Primeiro Noturno – 2. Primeiro Responsório
10. Primeiro Noturno – 3. Segundo Responsório
11. Primeiro Noturno – 4. Terceiro Responsório
12. Segundo Noturno – 1. Leitura
13. Segundo Noturno – 2. Primeiro Responsório
14. Segundo Noturno – 3. Segundo Responsório
15. Segundo Noturno – 4. Terceiro Responsório
16. Terceiro Noturno – 1. Leitura
17. Terceiro Noturno – 2. Primeiro Responsório
18. Terceiro Noturno – 3. Segundo Responsório
19. Terceiro Noturno – 4. Terceiro Responsório

11° Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora – 2000
Orquestra Barroca do 11° Festival
Regente: Luis Otávio Santos
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XLD RIP | FLAC 364,2 MB | HQ Scans 30,0 MB |

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MP3 320 kbps -99,1 MB – 1 h 3 min
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Boa audição.

pizzicato

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suíte Inglesa No.2 BWV 807, Toccata BWV 912, Abertura Francesa BWV 831

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A moscovita Yulianna Avdeeva (1985) ganhou fama internacional ao vencer em 2010 o primeiro prêmio da 16ª edição do Concurso Chopin em Varsóvia. Quem já ganhou este prêmio? Ora, Maurizio Pollini, Martha Argerich, Bella Davidovich, Krystian Zimerman… Curiosamente, às vezes o juri desta competição pensa que ninguém merece o primeiro prêmio e dá os prêmios apenas a partir do segundo lugar. Tudo para que o Concurso Chopin tenha seu prestígio preservado. Ela estudou com Konstantin Scherbakov, mas isto não interessa agora. Interessa é dizer que ela faz seu piano cantar como poucas vezes ouvi. Este disco é excelente. Sua versão da Suíte Inglesa #2 demonstra que Avdeeva tem voz própria e grande personalidade. Ela faz tudo com originalidade. Já a Toccata e a Abertura em Estilo Francês nos chegam como verdadeiras pérolas.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suíte Inglesa No.2 BWV 807, Toccata BWV 912, Abertura Francesa BWV 831

1 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: I. Prélude 5:00
2 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: II. Allemande 3:37
3 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: III. Courante 1:38
4 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: IV. Sarabande 3:30
5 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: V. Bourrée I/II 4:15
6 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: VI. Gigue 3:33

7 Toccata in D Major, BWV 912 10:30

8 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: I. Ouverture 12:35
9 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: II. Courante 2:14
10 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: III. Gavotte I/II 3:22
11 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: IV. Passepied I/II 2:27
12 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: VI. Sarabande 3:35
13 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: VI. Bourrée I/II 2:29
14 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: VII. Gigue 2:28
15 Overture In The French Style In B Minor, Bwv 831: VIII. Echo 3:01

Yulianna Avdeeva, piano

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Yulianna Avdeeva, um espanto só

Yulianna Avdeeva, um espanto só

PQP

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