BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Violin Concerto in D, Op.61, Violin Romance Nos.1 & 2 – Shlomo Mintz, Sinopoli, Philharmonia Orchestra

Trago hoje uma das melhores gravações do Concerto para Violino de Beethoven que já tive a oportunidade de ouvir. Não foi a primeira gravação que tive desta obra, mas provavelmente a segunda ou terceira. Sei lá, já faz bastante tempo.
Por algum motivo inexplicável, Shlomo Mintz pouco apareceu aqui no PQPBach. Nasceu em Moscou em 1957 mas com apenas dois anos de idade seus pais se mudaram para Israel. Violinista virtuose, teve Isaac Stern como mentor. E foi com a Filarmônica de Israel que estreou como solista, com apenas 11 anos de idade. Atualmente se apresenta tanto como solista quanto como como maestro aclamado. É com certeza um dos grandes violinistas que surgiram a partir do último quarto do século XX.
Este registro que ora vos trago é histórico. Ele está ao lado de Giuseppe Sinopoli, que aqui dirige a Philharmonia Orchestra. Vale e muito sua audição.
Para completar o CD, temos também os dois Romances para Violino.
Mais um CD que leva o registro de qualidade PQPBach de IM-PER-DÍ-VEL !!!

01. Violin Concerto In D, Op.61 – 1. Allegro ma non troppo – Cadenza Fritz Kreisler
02. Violin Concerto In D, Op.61 – 2. Larghetto – Cadenza Fritz Kreisler
03. Violin Concerto In D, Op.61 – 3. Rondo. Allegro – Cadenza Fritz Kreisler
04. Violin Romance No.1 in G major, Op.40
05. Violin Romance No.2 in F major, Op.50

Shlomo Mintz – Violin
Philharmonia Orchestra
Giuseppe Sinopoli – Conductor

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#BTHVN250, por René Denon

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Friedrich Gulda spielt Beethoven – Sämtliche Klaviersonaten (6/9) #BTHVN250

gulda_beethoven_32sonatasPUBLICADO POR FDP BACH EM 11/7/2013, RESTAURADO POR VASSILY EM 21/1/2020, DENTRO DAS CELEBRAÇÕES DOS 250 ANOS DE LUDWIG VAN BEETHOVEN – o #BTHVN250

NOTA DE VASSILY: a trinca do Op. 31 é aqui concluída com a sonata em Mi bemol maior, em cuja pujança Gulda se esbalda. Segue o minipar de sonatas do Op. 49, das quais a de no. 2 é tão fácil que até eu a conseguia tocar, que mal e mal servem como um modesto prelúdio para a genial “Waldstein”, que deveria terminar o disco, mas só não o faz porque a Amadeo resolveu nele atochar também a concisa, enigmática Op. 54.

POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH:

Hoje é dia de Greve Geral, convocada pelas centrais sindicais, e resolvi ficar em casa, claro que com a autorização do chefe, ouvindo Friedrich Gulda, sempre impecável, encarando o repertório beethoveniano, e dar uma geral na minha bagunça.
Aliás, quando contei para minha esposa, que está viajando, que ia receber a visita do Carlinus, ela se exasperou: você está recebendo seu amigo no meio daquela bagunça? O Carlinus, educado e diplomático como só ele consegue ser, apenas sorriu quando falei do comentário dela, e mais tarde elogiou como organizo meus arquivos nos trocentos terabytes que tenho de material, até já perdi a conta. Mas é curioso como a cabeça da gente funciona: não sei tudo o que tenho, mas sei o que não tenho. Vai entender…
Mas vamos ao que interessa…

Sonata No.18 in E-flat major Op.31-3 (1801-02) – 1. Allegro
Sonata No.18 in E-flat major Op.31-3 (1801-02) – 2. Scherzo – Allegretto vivace
Sonata No.18 in E-flat major Op.31-3 (1801-02) – 3. Menuetto – Moderato e grazioso
Sonata No.18 in E-flat major Op.31-3 (1801-02) – 4. Presto con fuoco
Sonata No.19 in G minor Op.49-1 (1795-1798) – 1. Andante
Sonata No.19 in G minor Op.49-1 (1795-1798) – 2. Rondo – allegro
Sonata No.20 in G major Op.49-2 (1705-1798) – 1. Allegro ma non troppo
Sonata No.20 in G major Op.49-2 (1705-1798) – 2. Tempo di Menuetto
Sonata No.21 in C major Op.53 ”Waldstein” (1803-04) – 1. Allegro con brio
Sonata No.21 in C major Op.53 ”Waldstein” (1803-04) – 2. Introduzione – Adagio molto
Sonata No.21 in C major Op.53 ”Waldstein” (1803-04) – 3. Rondo – Allegro moderato – Prestissimo
Sonata No.22 in F major Op.54 (1804) – 1. In tempo d’un Menuetto
Sonata No.22 in F major Op.54 (1804) – 2. Allegretto

Friedrich Gulda – Piano

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FDP Bach

#BTHVN250

 

Haydn (1732-1809) & Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano – Olivier Cavé #BTHVN250

Haydn (1732-1809) & Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano – Olivier Cavé #BTHVN250

 

Haydn ֍ Beethoven

Sonatas para Piano

 

O pianista suíço Olivier Cavé chamou a minha atenção com um ótimo álbum – três lindos concertos para piano de Mozart, de períodos diferentes. O disco foi postado aqui mesmo no PQP Bach…

Assim, quando me deparei com este álbum, mais do que depressa, apanhei-o! E não é que gostei deste também? E então, os senhores sabem, se eu gosto, eu posto.

Você poderia achar estranho, reunir em um disco duas sonatas de Haydn com três de Beethoven. Mas, pensando um pouco, a ideia é boa. Permite que tenhamos uma perspectiva de quanto o compositor mais velho influenciou o voluntarioso Ludovico, mesmo que este não o admitisse.

Papa Haydn

As sonatas de Haydn são de períodos diferentes na carreira do compositor. A Sonata em si menor é do período em que Haydn trabalhava para a família Esterházy e não podia negociar diretamente com os editores. Assim, a sonata é, por assim dizer, para consumo interno. Já a outra sonata, em dó maior, foi composta sob comissão do editor Breitkopf, de Leipzig, e visava público mais amplo.

As três sonatas de Beethoven são de seu primeiro período de composição, nos seus primeiros anos em Viena. As duas primeiras do Opus 2, dedicadas a Haydn, e a segunda sonata do Opus 10.

O jovem Ludovico

Estas sonatas são obras típicas do período clássico, cheias de ótimas ideias e muito bom humor. Especialmente bonito é o movimento lento da Sonata Op. 2, 2 – Largo appassionato. E veja que todos os movimentos finais das sonatas do disco são grazioso, presto e prestíssimo!

A seguir, uma tradução livre do texto da página do disco.

Ludwig van Beethoven havia acabado de fazer vinte anos quando encontrou-se com Joseph Haydn pela primeira vez, em 1790. Dois anos depois, o jovem compositor reuniu-se aos muitos alunos do mestre vienense. Mas, cansado das constantes faltas do professor e incomodado por suas críticas, ele logo deixou as aulas, afirmando anos depois, de maneira amarga, não ter aprendido qualquer coisa com Haydn. É esta distância, esta diferença de estilos e de aspirações entre Beethoven e seu antigo professor que está para ser ouvida neste novo álbum de Olivier Cavé […]. A Sonata Hob. XVI: 32 (1776) de Haydn aponta para um estilo clássico mas vigoroso, Hob. XVI: 48, composta apenas quatro anos depois, é mais moderada e acadêmica. Beethoven almejou quebrar com este classicismo, permitindo-se um escopo expressivo maior e trocando o tradicional terceiro movimento – minueto – por um scherzo, na sua segunda sonata, um claro sinal de seu espírito revolucionário.

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Sonata para piano No. 1 em fá menor, Op. 2, 1
  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegretto
  4. Prestissimo

Franz Joseph Haydn (1732 – 1809)

Sonata para piano em si menor, Hob. XVI: 32
  1. Allegro moderato
  2. Minuet – Trio
  3. Presto

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Sonata para piano No. 2 em lá maior, Op. 2, 2
  1. Allegro vivace
  2. Largo appassionato
  3. Scherzo: Allegretto
  4. Rondo: Grazioso

Franz Joseph Haydn (1732 – 1809)

Sonata para piano em dó maior, Hob. XVI: 48
  1. Andante con espressione
  2. Presto

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Sonata para piano No. 6 em fá maior, Op. 10, 2
  1. Allegro
  2. Allegretto
  3. Presto

Olivier Cavé, piano

Gravação feita em setembro de 2017 – Studio TELDEX, Berlim
Produção: Johannes Kammann

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FLAC | 400 MB

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MP3 | 320 KBPS | 181 MB

Olivier dando um rolé em Veneza, após um almoço com a turma do PQP Bach…

Esta postagem é parte de nossas homenagens ao grande Ludovico: Vivat, vivat Beethoven! – 2020

Aproveitem!

René Denon

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Friedrich Gulda spielt Beethoven – Sämtliche Klaviersonaten (5/9) #BTHVN250

gulda_beethoven_32sonatasPUBLICADO POR FDP BACH EM 2/7/2013, RESTAURADO POR VASSILY EM 20/1/2020, DENTRO DAS CELEBRAÇÕES DOS 250 ANOS DE LUDWIG VAN BEETHOVEN – o #BTHVN250

NOTA DE VASSILY: neste disco, a ordenação das sonatas por parte da Amadeo acaba sendo, mais por coincidência do que por juízo, bastante feliz. Gulda abre os trabalhos com a ótima “Pastoral”, numa das melhores interpretações do ciclo, e prossegue com as duas primeiras da trinca do essencial Op. 31, talvez as primeiras sonatas com a linguagem beethoveniana, inconfundível, altamente pessoal com que Lud Van nos presentearia em suas melhores obras: a no. 1, em Sol maior, repleta de senso de humor, com seu Adagio grazioso altamente ornamentado e prolixo, e a obra-prima em Ré menor, a no. 2, apelidada de “Tempestade”, como o toró que caía sobre o telhado de FDP Bach enquanto ele preparava a postagem original, e não pouco afim a esta que ora encharca minhas redondezas.

POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH:

Pois bem, eis o quinto cd desta excelente integral de Gulda, e que traz outras duas peças fundamentais do repertório pianístico, a de op 28, “Pastorale”, e a de op. 31-2, intitulada “Der Sturm”. Pois foi uma legítima “Sturm” que me impediu de preparar essa postagem antes. Caiu uma tempestade violenta durante a madrugada e durante boa parte da manhã aqui em minha cidade. Com direito a raios e trovões.

Enfim, espero que gostem deste cd. Eu gosto, e muito. Como diria nosso colega Carlinus, uma boa apreciação. Com ou sem “Sturm”. Por aqui, ela voltou… e com toda a força.

Sonata No.15 in D major Op.28 ”Pastorale” (1801) – 1. Allegro
Sonata No.15 in D major Op.28 ”Pastorale” (1801) – 2. Andante
Sonata No.15 in D major Op.28 ”Pastorale” (1801) – 3. Scherzo – Allegro vivace
Sonata No.15 in D major Op.28 ”Pastorale” (1801) – 4. Rondo – Allegro ma non troppo
Sonata No.16 in G major Op.31-1 (1801-02) – 1. Allegro vivace
Sonata No.16 in G major Op.31-1 (1801-02) – 2. Adagio grazioso
Sonata No.16 in G major Op.31-1 (1801-02) – 3. Rondo – Allegretto – Adagio – Presto
Sonata No.17 in D minor Op.31-2 ”Der Sturm” (1801-02) – 1. Largo – Allegro
Sonata No.17 in D minor Op.31-2 ”Der Sturm” (1801-02) – 2. Adagio
Sonata No.17 in D minor Op.31-2 ”Der Sturm” (1801-02) – 3. Allegretto

Friedrich Gulda – Piano

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FDP Bach

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Friedrich Gulda spielt Beethoven – Sämtliche Klaviersonaten (4/9) #BTHVN250

gulda_beethoven_32sonatas

PUBLICADO POR FDP BACH EM 26/6/2013, RESTAURADO POR VASSILY EM 19/1/2020, DENTRO DAS CELEBRAÇÕES DOS 250 ANOS DE LUDWIG VAN BEETHOVEN – o #BTHVN250

NOTA DE VASSILY: prometêramos parar de reclamar do selo Amadeo, não? Pois nos calamos em boa hora, já que o empenho da gravadora de organizar as sonatas em ordem cronológica de publicação funciona muito bem por aqui. O CD abre com a boa sonata op. 22, uma das preferidas de Beethoven, que talvez só não seja conhecida como merece porque não lhe deram um apelido como, por exemplo, “Appassionata”. Em seguida, uma de minhas sonatas favoritas, a Op. 26, que abre com belíssimas variações, às quais Gulda atribui uma gravidade tão grande quanto o cerne da obra, a marcha fúnebre que, muitas vezes, apelida a obra. Concluindo, o ótimo duo do Op. 27, das quais a mais conhecida é a no. 2, a de epíteto famoso. Gulda adere ao Adagio sostenuto prescrito pelo compositor e encerra o disco com um Presto realmente feérico. Minha favorita, no entanto, ainda é a no. 1, que assim como seu par foi alcunhada por Beethoven de “quasi una fantasia”, mas injustamente eclipsada, também suponho, pela falta de um apelido famoso.

POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH:

Ah, a “Sonata ao Luar”… quantos romances já se iniciaram após os casais ouvirem tal peça… sublime, uma das maiores criações humanas, sem dúvida. E Gulda, ao tocar um pouco mais lentamente, transforma esse verdadeiro poema musical em algo ainda mais leve, mais apaixonado, mais introspectivo. Um gigante esse pianista.

Ideal para ouvir ao lado da amada, ainda mais com essa lua cheia maravilhosa que tivemos nos últimos dias. acompanhados, é claro, de um bom vinho.

Sonata No.11 in B-flat major Op.22 (1799-1800) – 1. Allegro con brio
Sonata No.11 in B-flat major Op.22 (1799-1800) – 2. Adagio con molto espressione
Sonata No.11 in B-flat major Op.22 (1799-1800) – 3. Menuetto
Sonata No.11 in B-flat major Op.22 (1799-1800) – 4. Rondo – Allegretto
Sonata No.12 in A-flat major Op.26 (1800-01) – 1. Andante con Variazioni
Sonata No.12 in A-flat major Op.26 (1800-01) – 2. Scherzo – Allegro molto
Sonata No.12 in A-flat major Op.26 (1800-01) – 3. Marcia funebre
Sonata No.12 in A-flat major Op.26 (1800-01) – 4. Allegro
Sonata No.13 in E-flat major Op.27-1 (1800-01) – 1. Andante – Allegro
Sonata No.13 in E-flat major Op.27-1 (1800-01) – 2. Allegro molte e vivace
Sonata No.13 in E-flat major Op.27-1 (1800-01) – 3. Adagio con espressione
Sonata No.13 in E-flat major Op.27-1 (1800-01) – 4. Allegro vivace – Presto
Sonata No.14 in C-sharp minor Op.27-2 ”Mondscheinsonate” (1801) – 1. Adagio sostenuto
Sonata No.14 in C-sharp minor Op.27-2 ”Mondscheinsonate” (1801) – 2. Allegretto – Trio
Sonata No.14 in C-sharp minor Op.27-2 ”Mondscheinsonate” (1801) – 3. Presto agitato

Freidrich Gulda – Piano

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Friedrich+Gulda+gulda
Friedrich Gulda pensando em como tornar o belo ainda mais sublime…!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Friedrich Gulda spielt Beethoven – Sämtliche Klaviersonaten (3/9) #BTHVN250

gulda_beethoven_32sonatas

PUBLICADO POR FDP BACH EM 23/6/2013, RESTAURADO POR VASSILY EM 18/1/2020, DENTRO DAS CELEBRAÇÕES DOS 250 ANOS DE LUDWIG VAN BEETHOVEN – o #BTHVN250

NOTA DE VASSILY: Gulda segue sua série, e a Amadeo segue com seu expediente de encaixar as sonatas de Beethoven nos discos, do jeito que couberem, como melancias numeradas talhadas a facão, na ordem de publicação. Prometo que reclamarei menos do selo, até porque há muito aqui o que elogiar, mas não sem antes, entre resmungos, dizer que acho estranho abrir um recital com algo da estirpe da Op. 10 no. 3 e encerrá-lo com algo levinho como a quase-sonatina Op. 14 no. 2. Gulda, sempre meio alheio a todos e a tudo, exceto ao teclado, encerra a tríade das Op. 10 com brilho e nos entrega uma “Patética”  sensacional.

POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH:

Mais um cd da série que traz o grande pianista austríaco Friedrich Gulda tocando as sonatas para piano de Beethoven. E este cd traz pelo menos dois monumentos da literatura pianística, as sonatas de n° 7 e 8. Creio que depois da sonata ao luar, que conheço desde que me conheço por gente, a sonata de n° 8 também me é conhecida há incontáveis eras, graças a um velho Lp do grande Alfred Brendel que trazia algumas destas sonatas. Coisa finíssima. E curiosamente ainda devo ter o LP, em uma edição da Philips alemã.
Mas aqui temos Gulda, outro mito do piano. E se preparem pois ele não deixa pedra sobre pedra, já desde o Presto inicial da Sonata de n°7.

Sonata No.07 in D major Op.10-3 (1796-98) – 1. Presto
Sonata No.07 in D major Op.10-3 (1796-98) – 2. Largo e maesto
Sonata No.07 in D major Op.10-3 (1796-98) – 3. Menuetto – Allegro
Sonata No.07 in D major Op.10-3 (1796-98) – 4. Rondo – Allegro
Sonata No.08 in C minor Op.13 ”Pathétique” (1798-1799) – 1. Grave – Allegro di molto e con brio
Sonata No.08 in C minor Op.13 ”Pathétique” (1798-1799) – 2. Adagio cantabile
Sonata No.08 in C minor Op.13 ”Pathétique” (1798-1799) – 3. Rondo – Allegro
Sonata No.09 in E major Op.14-1 (1798-99) – 1. Allegro
Sonata No.09 in E major Op.14-1 (1798-99) – 2. Allegretto
Sonata No.09 in E major Op.14-1 (1798-99) – 3. Rondo – Allegro commondo
Sonata No.10 in G major Op.14-2 (1798-99) – 1. Allegro
Sonata No.10 in G major Op.14-2 (1798-99) – 2. Andante
Sonata No.10 in G major Op.14-2 (1798-99) – 3. Scherzo – Allegro assai

Friedrich Gulda – Piano

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#BTHVN250, por René Denon

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Friedrich Gulda spielt Beethoven – Sämtliche Klaviersonaten (2/9) #BTHVN250

gulda_beethoven_32sonatas

PUBLICADO POR FDP BACH EM 15/6/2013, RESTAURADO POR VASSILY EM 17/1/2020, DENTRO DAS CELEBRAÇÕES DOS 250 ANOS DE LUDWIG VAN BEETHOVEN – o #BTHVN250

NOTA DE VASSILY: segue a série do genial bicho-grilo Gulda tocando a integral das sonatas de Lud Van. O selo Amadeo, cujo dístico em alemão só pode ser “Fick dich, lausige Zuhörer“, atocha de maneira que lhe é muito típica as sonatas, todas em faixa única, e em ordem crescente de numeração, sem qualquer consideração ao pútrido ouvinte. Assim, a peculiar Sonata Op. 7 abre o disco só porque veio antes das Op. 10, e deixa o coeso trio das Op. 10 incompleta, por ficar de fora justamente a melhor delas, a Op. 10 no. 3, a primeira das grandes sonatas de Beethoven. Gulda, que não estava nem aí para isso (porque “Fick dich” também era decerto seu lema), dá-nos a ótima leitura que poderíamos esperar dele.

POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH:

Fiquei contente com a repercussão que essa postagem do Gulda tocando Beethoven trouxe. Realmente trata-se de um excelente pianista, com muitos recursos, e sua leitura destas sonatas são muito conceituadas. Pena que não a postei antes, mas antes tarde que nunca, não é mesmo?

Lembro que já foram postados outros cds dele aqui no PQPBach, mas não sei se os links estão ativos. E não lembro se em algum destes cds ele incursiona pelo jazz, outro terreno em que também se notabilizou. Seria a praia do velho cão sarnento, bluedog, mas ele ainda está escondido em algum canto, sem nos dar o prazer de seu retorno, curtindo seu acervo …

Sonata No.04 in E-flat major Op.7 (1796-97) – 1. Allegro molto e con brio
Sonata No.04 in E-flat major Op.7 (1796-97) – 2. Largo- con gran espressione
Sonata No.04 in E-flat major Op.7 (1796-97) – 3. Allegro
Sonata No.04 in E-flat major Op.7 (1796-97) – 4. Rondo – Poco allegretto e grazioso

Sonata No.05 in C minor Op.10-1 (1796-98) – 1. Allegro molto e con brio
Sonata No.05 in C minor Op.10-1 (1796-98) – 2. Adagio molto
Sonata No.05 in C minor Op.10-1 (1796-98) – 3. Finale – Prestissimo

Sonata No.06 in F major Op.10-2 (1796-98) – 1. Allegro
Sonata No.06 in F major Op.10-2 (1796-98) – 2. Allegretto
Sonata No.06 in F major Op.10-2 (1796-98) – 3. Presto

Friedrich Gulda – Piano

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Friedrich Gulda
Friedrich Gulda
#BTHVN250, por René Denon

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Friedrich Gulda spielt Beethoven – Sämtliche Klaviersonaten (1/9) #BTHVN250

gulda_beethoven_32sonatas

PUBLICADO POR FDP BACH EM 12/6/2013, RESTAURADO POR VASSILY EM 16/1/2020, DENTRO DAS CELEBRAÇÕES DOS 250 ANOS DE LUDWIG VAN BEETHOVEN – o #BTHVN250

NOTA DE VASSILY: Lud Van merece, e por isso celebraremos seu jubileu de maneira que, até o dia de seu 250° aniversário, a integral de suas obras esteja disponível em nosso acervo – das obras de infância até os sublimes, derradeiros quartetos de cordas -, alcançando-lhes novas interpretações, particularmente do ciclo das sonatas para piano, bem como restaurando gravações importantes de suas obras que se perderam no “internéter”. Começamos por esta leitura do notável maluco-beleza vienense, repleta do inconfundível “toque Gulda”, talvez por demais frenética para alguns ouvidos, mas sem dúvidas indispensável a qualquer acervo fonográfico. A qualidade do som não é o forte do selo Amadeo, que também não se dá ao trabalho de separar os movimentos entre faixas, atochando-nos obras inteiras em faixas simples. Ainda assim, e particularmente nestas sonatas da juventude do compositor, Gulda faz a amolação valer a pena.

POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH:

Em um primeiro momento pensei em postar a coleção toda de uma só vez, mas pensei melhor e decidir postar um por um, para ser melhor degustado, afinal trata-se de Friedrich Gulda tocando Beethoven, e isso definitivamente não é pouca coisa. Tenho essa coleção há algum tempo e a ouço também de vez em quando. Como se tratam-se de gravações da década de 60, esta caixa fica numa pasta chamada gravações históricas, à qual volto de vez em quando. Ultimamente tenho ouvindo os pianistas mais novos, como Lewis e Brautigam, ou Angela Hewitt, mas de vez em quando preciso ouvir esses caras da velha, pero non mucho, guarda.

Este primeiro cd traz, é claro, as três primeiras sonatas, de op. 2. Deleitem-se.

Sonata No.01 in F minor Op.2-1 (1795) – 1. Allegro
Sonata No.01 in F minor Op.2-1 (1795) – 2. Adagio
Sonata No.01 in F minor Op.2-1 (1795) – 3. Menuetto – Allegretto
Sonata No.01 in F minor Op.2-1 (1795) – 4. Prestissimo
Sonata No.02 in A major Op.2-2 (1795) – 1. Allegro vivace
Sonata No.02 in A major Op.2-2 (1795) – 2. Largo apassionato
Sonata No.02 in A major Op.2-2 (1795) – 3. Scherzo – Allegretto
Sonata No.02 in A major Op.2-2 (1795) – 4. Rondo – Grazioso
Sonata No.03 in C major Op.2-3 (1795) – 1. Allegreo con brio
Sonata No.03 in C major Op.2-3 (1795) – 2. Adagio
Sonata No.03 in C major Op.2-3 (1795) – 3. Scherzo – Allegro
Sonata No.03 in C major Op.2-3 (1795) – 4. Allegro assai

Friedrich Gulda – Piano

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FDPBach

#BTVHN250, por René Denon

Beethoven (1770-1827): Sinfonia nº 3, “Eroica” – Monteux/Concertgebouw #BTHVN250

Este ano, vocês sabem, as orquestras por todo o mundo vão homenagear os 250 anos de Beethoven. No Brasil, teremos sinfonias em todas as grandes cidades (se as salas e teatros não fecharem até lá), além de grandes solistas tocando os cinco concertos para piano até cansar: Arnaldo Cohen, Linda Bustani e convidados estrangeiros como Paul Lewis e Alexander Melnikov.

Aqui no P.Q.P.Bach também teremos grandes homenagens com integrais de peso. Mas vamos com calma! Afinal, ainda faltam muitos meses para o aniversário do sagitariano Ludwig… Vamos começar o ano com algumas pérolas do passado: dias atrás foi o trio Michelangeli/Giulini/Filarmônica de Viena. Hoje, uma dupla igualmente notável: Monteux/Concertgebouw de Amsterdam.

Pierre Benjamin Monteux (1875-1964) foi um dos grandes nome da regências no século XX. Ele forma, com o suíço Ansermet (amigo de Debussy) e o alemão Klemperer (discípulo de Mahler), uma tríade de maestros que conheceram a tradição sinfônica europeia pré-primeira-guerra e, como viveram mais de 80 anos, deixaram gravações em stereo com qualidade de som muito superior à dos registros deixados por Furtwängler ou Mengelberg.

O currículo de Monteux é extenso: tocou viola em formações de câmara com Saint-Saëns e Fauré ao piano, foi membro de um quarteto de cordas até 1911, com o qual tocou para Brahms em Viena. Segundo Monteux, o compositor teria dito: “Os franceses tocam minha música corretamente. Os alemães a tocam de forma muito pesada.”

Mas a parte mais famosa da biografia de Monteux foi quando estreou, como maestro dos Ballets Russes em Paris, os Jeux de Debussy e em seguida a Sagração da Primavera de Stravinsky, ambos na mesma primavera de 1913.

A primeira reação, ao ler a partitura com Stravinsky ao piano, foi de espanto: “Eu decidi que as sinfonias de Beethoven e Brahms eram a minha música, não a música daquele russo maluco… Meu desejo era fugir daquela sala e achar um canto para ver se passava minha dor de cabeça. Então [o coreógrafo Diaghilev] virou para mim e disse: Essa é uma obra-prima, Monteux, que vai revolucionar a música e torná-lo famoso, porque você vai regê-la. E, claro, eu regi”. Apesar da reação inicial, Monteux trabalhou longos meses com Stravinsky, dando sugestões sobre a orquestração. Para fazer a orquestra dos Champs-Élysées tocar aquela música difícil e diferente, foram nada menos que dezessete ensaios.

Depois, em sua longa carreira, Monteux se associou a orquestras em Nova York, Boston, Amsterdam, Paris, San Francisco e Londres – peregrinação comum naquelas décadas com duas grandes guerras e uma crise do capitalismo global. Cavalheiro à moda antiga, ele não gostava de gravações em estúdio, mas deixou como legado uma parte razoável do seu repertório, especialmente Beethoven, Schubert, Brahms, Debussy e Stravinsky.

Gravada em 1962, em stereo, com os naipes da orquestra divididos como nos mais clássicos discos dos anos 60 (me vem à cabeça: Argerich/Abbado e Lennon/McCartney), esta Heróica tem como bônus a gravação do ensaio da Marcha Fúnebre. Em um francês de senhor idoso, Monteux trabalha cuidadosamente o som da orquestra de Amsterdam: “O difícil são as duas primeiras notas: PAN-pan-pan…”, corrige o maestro, com o mesmo cuidado meticuloso que ele tinha com a inovadora orquestração de Stravinsky. Ese ensaio nos mostra que não bastam os nomes famosos do maestro, da orquestra e do compositor: é preciso muito esforço e muita autocrítica para se fazer uma gravação histórica de Beethoven.

Ludwig van Beethoven – Symphony No. 3 In E Flat major, Op. 55 “Eroica”
1. Allegro con Brio
2. Marcia Funebre (Adagio Assai)
3. Scherzo (Allegro Vivace)
4. Finale (Allegro Molto)

5. Rehearsal: Marcia Funebre
Pierre Monteux, Concertgebouworkest
Recorded in Amsterdam 7/1962

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Pleyel

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Richter – The Authorized Recordings – Beethoven I – Sviatoslav Richter #BTHVN250

Muito falamos em Sviatoslav Richter mas temos poucas gravações suas postadas aqui no PQPBach, o que no mínimo, é esquisito. Digo isso pois só eu, FDPBach, devo ter mais de 200 cds seus.

Mas a grandiosidade e genialidade de Sviatoslav Richter só pode ser conhecida se for ouvida. Não é por acaso que ele é considerado um dos principais pianistas do Século XX, ao lado de Arthur Rubinstein, de seu amigo Emil Gilels, de Wladimir Horowitz, Wilhelm Kempff, Arthur Schnabel, dentre tantos outros. Para nossa sorte, provavelmente ele deve ser o pianista com maior número de discos lançados anualmente, gravações realizadas desde a juventude ainda na União Soviética, até o final de sua vida. Podemos acompanhar assim a evolução de sua técnica, e  principalmente, de sua maturidade musical. Dizem que na própria Rússia ainda existe muito material seu para ser lançado, ele gravava muito.

Estes CDs que trarei para os senhores nos próximos dias foram gravados ao vivo, já no final de sua vida, quando o músico já estava com 77 anos.  Hoje teremos o primeiro CD duplo dedicado a Beethoven.

CD 1

01. Sonata No.19 in G minor, op. 49 No. 1 – Andante
02. Sonata No.19 in G minor, op. 49 No. 1 – Rond. Allegro
03. Sonata No.20 in G, op. 49 No. 2 – Allegro ma non troppo
04. Sonata No.20 in G, op. 49 No. 2 – Tempo di Menuetto
05. Sonata No.22 in F, op. 54 – In tempo d’un menuetto
06. Sonata No.22 in F, op. 54 – Allegretto
07. Sonata No.23 in F minor, op. 57 ‘Appassionata’ – Allegro assai
08. Sonata No.23 in F minor, op. 57 ‘Appassionata’ – Andante con moto
09. Sonata No.23 in F minor, op. 57 ‘Appassionata’ – Allegro ma non troppo

CD 2

01. Sonata No. 30 in E, op. 109 Vivace, ma non troppo – Adagio espressivo – Tempo I
02. Sonata No. 30 in E, op. 109 Prestissimo
03. Sonata No. 30 in E, op. 109 Gesangvoll, mit innigster Empfindung. Andante molto cantabile ed espressivo
04. Sonata No. 31 in A flat, op. 110 Moderato cantabile molto espressivo
05. Sonata No. 31 in A flat, op. 110 Allegro molto
06. Sonata No. 31 in A flat, op. 110 Adagio ma non troppo
07. Sonata No. 31 in A flat, op. 110 Fuga. Allegro ma non troppo
08. Sonata No. 32 in C minor, op. 111 Maestoso
09. Sonata No. 32 in C minor, op. 111 Allegro con brio ed appassionato
10. Sonata No. 32 in C minor, op. 111 Arietta. Adagio molto semplice e cantabile

Sviatoslav Richter – Piano

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 3 #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 3 #BTHVN250

Ontem, ao procurar por Mendelssohn no micro, encontrei este concerto assim dando sopa, avulso. Gosto demais desta gravação ao vivo onde Michelangeli dá um banho de interpretação no belíssimo terceiro concerto. Esta gravação do terceiro concerto é tão arrebatadora que agora desejaria ouvi-lo. Não adianta, cada vez que ouço uma gravação ao vivo como esta, mais me convenço de que a música vive mais no palco do que em estúdios. Se Bakhtin demonstrou que a ideia tinha natureza dialógica — pois seu habitat seria a expressão e o confronto com outras idéias –, digo que o habitat da música é a interação com os ouvintes. Ali, ganha sentido e magia, como aliás Emma Kirkby confirmou nesta entrevista.

Imperdível!

Beethoven: Concerto para Piano Nº 3

1. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 1. Allegro con brio – Cadenza 17:24
2. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 2. Largo 11:15
3. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 3. Rondo (Allegro) 9:35

Arturo Benedetti Michelangeli, piano
Vienna Symphony Orchestra
Carlo Maria Giulini

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Michelangeli foi profe de Pollini, só por isso tem que respeitar!

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Rarities #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Rarities #BTHVN250

Senhoras e senhores: é com imensa satisfação, dir-se ia prazer quase libidinoso (quase) que iniciamos nosso ANO BEETHOVEN, no qual celebraremos o ducentésimo quinquagésimo aniversário de nosso preclaro Lud Van, a apresentar-lhes a OBRA COMPLETA DE BEETHOVEN PARA BANDOLIM – tão imensa, verão os senhores, que não ocupa sequer um terço de um CD.

É interessante matutar o que deve ter levado um renano de sangue belga radicado em Viena a escrever algo para um instrumento mediterrâneo como o bandolim – algum amador talentoso e/ou rico, talvez, ou mais provavelmente um rabo de saia por quem, para variar, nutria sentimentos inconfessos que lhe alargavam as úlceras e o catapultavam para as tabernas mais pulguentas da capital austríaca. Já as obras que completam o álbum, que incluem algumas das numerosas “Árias Nacionais” arranjadas por Beethoven para duos e trios no final de sua vida, essas tiveram a vil inspiração do ouro: pagavam contas como ninguém, quanto mais em tempos de Guerras Napoleônicas, nas quais os patronos do “Espanhol Louco” se viam em maus lençóis e tinham que escolher entre cortar da própria carne e racionar o caviar, ou suspender as remessas de dinheiro para o apartamento mais caótico de Viena.

Nada há aqui de muito importante, embora eu ache muito simpáticas as diminutas peças para bandolim e piano. Entendam esta postagem, por favor, como uma caixa de bombons – aquelas que têm cada vez menos guloseimas interessantes, e cada dia mais renegados como o Smash e o Milkybar – que lhes ofereço para que  possa ter tempo de tomar um cafezinho.

A propósito: podem me passar o Sensação?

BEETHOVEN – RARITIES

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

01 – Adágio em Mi bemol maior para bandolim e piano, WoO 43/2
02 – Sonatina em Dó maior para bandolim e piano, WoO 44/1
03 – Sonatina em Dó menor, WoO 43/1

Andante e variações para bandolim e piano, WoO 44/2
04 – Andante
05 – Variazioni I-VI

Lájos Mayer, bandolim
Imre Rohmann, piano

Seis Árias Nacionais com variações para violino e piano, Op. 105
06 – Ária escocesa – Andantino quasi allegretto
07 – Ária escocesa – Allegretto scherzoso
08 – Ária austríaca – Andantino
09 – Ária escocesa – Andante espressivo assai
10 – Ária escocesa – Allegretto spiritoso
11 – Ária escocesa – Allegretto più tosto vivace

12 – Seis Danças Alemãs para violino e piano, WoO 42

Béla Bánfalvi, violino
Sándor Falvai, piano

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Nem venham: o Sensação é meu!

Vassily Genrikhovich

A Família das Cordas: Der Arpeggione – Gerhart Darmstadt #BTHVN250

CD esgotado!
CD esgotado!

Pensaram que tínhamos esgotado a família dos arcos? Nah: nós nos lembramos do esquecido arpeggione, que gozou de breve voga no começo do século XIX, quando um visionário fabricante de violões teve a ideia, que certamente considerou brilhante, de construir um violão que se tocava com um arco.

Sim, ideia medonha.

E não fosse um Schubert a lhe dedicar uma ótima sonata (que hoje faz parte do repertório de violistas e violoncelistas), hoje ninguém sequer se lembraria da criação de Herr Johann Georg Stauffer.

Taí o bicho.
Ei-la

 

Não pensem, entretanto, que esse ostracismo do arpeggione foi imerecido: o som do instrumento é acanhado, o que dificultava tanto seu uso em grandes salas de concerto quanto seus duos com outros instrumentos. Além disso, os trastos – exatamente iguais aos dos violões – e a pouca tensão nas cordas acarretavam problemas de articulação, que são notórios nas poucas gravações disponíveis no mercado, e mesmo nas mãos de especialistas. Um deles é Nicolas Deletaille, que já deu o ar de sua graça aqui a tocar a Sonata “Arpeggione” de Schubert com acompanhamento do incansável Paul Badura-Skoda e, depois de trocar seu arpeggione por um violoncelo, juntar-se a um quarteto de cordas no maravilhoso Quinteto D. 956 do mesmo compositor.

O outro é Gerhart Darmstadt, que estrela este álbum que, logicamente, serve a “Arpegionne” como prato principal, junto com um punhado de outras peças originais para o instrumento e de uma pitada de outras transcrições – algumas delas feitas por um certo Vincenz Schuster, que foi amigo de Schubert e carrega a distinção de ter sido o único, er, ARPEGGIONISTA profissional de toda a história do planeta. O acompanhamento – a cargo de um pianoforte de som bem menos robusto que um piano moderno e de uma guitarra romântica com cordas de tripa – tem o mérito de não sufocar o algo fanhoso protagonista.

DER ARPEGGIONE – GERHARDT DARMSTADT

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

01 – Sonatina (Adagio) em Dó menor, WoO 43a
02 – Árias Nacionais, Op. 107 – no. 7: Ária russa em Lá menor

Franz Peter SCHUBERT (1797-1828)

03 – Quatro Canções do “Wilhelm Meister” de J. W. von Goethe, D. 877 – no. 4: Lied der Mignon em Lá menor

Franz Peter SCHUBERT

Sonata para arpeggione e pianoforte em Lá menor, D. 821

04 – Allegro moderato
05 – Adagio
06 – Allegretto

Louis (Ludwig) SPOHR (1784-1859)
transcrição de Vincenz Schuster (1800-?) para arpeggione e guitarra

07 – Tempo di Polacca em Lá maior, da ópera “Faust”

Bernhard Heinrich ROMBERG (1767-1841)
transcrição de Vincenz Schuster (1800-?) para arpeggione e guitarra

08 – Adagio em Mi maior

Folclore UCRANIANO
transcrição de Vincenz Schuster (1800-?) para arpeggione e guitarra

09 – Schöne Minka – Moderato em Lá menor

Johann Friedrich Franz BURGMÜLLER (1806-1874)

10 – Noturno em Lá menor para arpeggione e guitarra

Gerhart Darmstadt, arpeggione
Egino Klepper, pianoforte
Björn Colell, guitarra romântica

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Se fosse para reviver o arpeggione com esse formato, ele seria um sucesso instantâneo - ainda mais com esse gorrinho
Se fosse para reviver o arpeggione com esse formato (e com esse gorrinho) ele seria um sucesso instantâneo.

Vassily Genrikhovich

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concertos para Piano – Ronald Brautigam, Die Kölner Akademie & Michael Alexander Willens #BTHVN250

Chego atrasado para as comemorações do aniversário de 249 anos de Beethoven, porém trago para os senhores uma belíssima integral dos Concertos para Piano, recentemente lançada pelo selo BIS.
Ronald Brautigam é uma figura ímpar no cenário da música clássica. Excepcional pianista, e um dos principais intérpretes de Beethoven da atualidade, há alguns anos gravou uma das melhores integrais das Sonatas para Piano que já tive oportunidade de ouvir, porém tocadas em um fortepiano, sua especialidade.  Postamos estes volumes há alguns anos, e foram bem recebidos. Passados alguns anos, como seria de se esperar, gravou os Concertos para Piano do mesmo Ludwig, porém desta vez sentou-se em frente a um piano de cauda para encarar as obras. Novamente esta postagem foi muito bem recebida.
Pois bem, eis que neste final de década, o gajo resolve encarar novamente os mesmos concertos, porém desta vez voltou ao seu velho instrumento de guerra, o fortepiano. Antes disso, gravou alguns concertos de Mozart, com este mesmo instrumento. Curioso, não acham?
Mas esquisitices à parte, o que importa aqui é a qualidade da música e dos intérpretes envolvidos. Brautigam e o maestro Michael Alexander Willens já são parceiros de longa data e essa parceria tem gerado excelentes gravações. Então, vamos ao que viemos. Beethoven em altíssimo nível.

01. Piano Concerto No. 1 in C Major, Op. 15- I. Allegro con brio
02. Piano Concerto No. 1 in C Major, Op. 15- II. Largo
03. Piano Concerto No. 1 in C Major, Op. 15- III. Rondo. Allegro
04. Piano Concerto No. 2 in B-Flat Major, Op. 19- I. Allegro con brio
05. Piano Concerto No. 2 in B-Flat Major, Op. 19- II. Adagio
06. Piano Concerto No. 2 in B-Flat Major, Op. 19- III. Rondo. Molto allegro
07. Piano Concerto No. 4 in G Major, Op. 58- I. Allegro moderato
08. Piano Concerto No. 4 in G Major, Op. 58- II. Andante con moto
09. Piano Concerto No. 4 in G Major, Op. 58- III. Rondo. Vivace
10. Piano Concerto No. 3 in C Minor, Op. 37- I. Allegro con brio
11. Piano Concerto No. 3 in C Minor, Op. 37- II. Largo
12. Piano Concerto No. 3 in C Minor, Op. 37- III. Rondo. Allegro – Presto
13. Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73 -Emperor– I. Allegro
14. Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73 -Emperor– II. Adagio un poco mosso
15. Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73 -Emperor– III. Rondo. Allegro

Ronald Brautigam – Pianoforte
Die Kölner Akademie
Michael Alexander Willens – Conductos

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): As 9 Sinfonias — Andris Nelsons #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As 9 Sinfonias — Andris Nelsons #BTHVN250

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje são comemorados os 249 anos de nascimento de Beethoven. No ano que vem… Bom, vocês sabem.

Andris Nelsons (1978) é um jovem maestro letão. Atualmente, ele é o diretor musical da Orquestra Sinfônica de Boston e da Gewandhaus Orchestra de Leipzig. Também já foi chefe da respeitadíssima City of Birmingham Symphony Orchestra (CBSO). É uma estrela em plena ascensão e a Deutsche Grammophon já o contratou para gravar integrais das Sinfonias de Bruckner (Gewandhaus), de Shostakovich (Boston) e de Beethoven (com a Filarmônica de Viena).  As duas primeiras séries ainda estão sendo gravadas, mas a de Beethoven foi lançada neste mês.

E que esplêndido trabalho Nelsons fez com os filarmônicos de Viena! Um Beethoven forte e redondo, escandaloso e alegre, porém jamais, mas jamais mesmo, grosso. Certo pessoal do século XX achava que para tocar Beethoven, em certos trechos mais agitados, era só dar ênfase e berrar que estava bom. Era tudo muito emocional. Isso é ignorar a cultura. Beethoven foi um enorme artista de transição do classicismo para o romantismo. Se este é um dos fatores que o torna tão grande, também nos obriga a abordá-lo com conhecimento.

E Nelsons, com fraseados muito trabalhados, vai pelo outro lado e mata a questão com classe. E a Filarmônica de Viena fala beethoveniano, respira Beethoven. Creio que Nelsons deva ter ouvido muito os músicos da orquestra. Sei que se trata de um homem profundamente sensível e inteligente, conheço músicos que trabalham com ele. Sei das surpresas que apronta e que costuma dialogar com os músicos das orquestras que dirige.

O desenho do primeiro movimento da Eroica é quase erótico com a mágica das passagens da melodia de um instrumento para outro. Isso se repete a cada sinfonia, sublinhando a qualidade da orquestração. Raramente ouvi coisa mais natural, fluida e perfeita. E a sonoridade nem se fala.

Bem, ouvi as 4 primeiras sinfonias de Beethoven com Nelsons de enfiada. E vou completando o texto enquanto ouço tudinho. As duas primeiras — que jamais chamaram minha atenção — cresceram muito. A Eroica está sensacional, apesar de certas alegres liberdades tomadas na Marcha Fúnebre. A 4ª nem se fala. Mas logo voltei à Eroica (3ª), que está anormal de tão boa. Depois fui para uma excelente 5ª, cheia de sinuosidades e plena de tradição no terceiro movimento. Mas parece que Nelsons se dá melhor na delicadeza, pois sua 6ª é um primor, uma campeã.

Não, me enganei, sua sétima — com a sucessão fantástica de danças e o rock pauleira do último movimento — está sensacional!

(Comecei a frequentar os concertos de música erudita com a idade de 4 ou 5 anos. Meu pai me levava. Ele disse que, por uns 5 anos, eu sistematicamente dormia após dez minutos. Ele queria saber quando eu pararia com aquilo, ainda mais porque eu dizia que gostava de ir… Certamente gostava era da companhia dele, claro.

Mas houve um dia em que eu passei a não mais dormir. Foi quando assisti uma 7ª Sinfonia de Beethoven regida por Pablo Kómlos. Aquilo era enlouquecedor. Uma sucessão de agitadas danças com aquele Alegretto (uma Pavana) no meio.

Ouvi hoje a 7ª e, pela enésima vez… Toda aquela primeira impressão permanece viva. Eu sou o mesmo, de certa forma. De certa forma bem distorcida.)

A oitava está menos haydniana do que o costume e mais parruda. A nona se vem dentro do padrão de alta qualidade do restante. Adorei.

A DG rouba sempre a cena quando o assunto é Beethoven, né?

E Nelsons, contrariamente àquela outra grande estrela da DG no século XX, está mais pela música do que pelo negócio. Isto é muito claro.

E, para deixar claro, QUE NOTÁVEL ORQUESTRA É A FILARMÔNICA DE VIENA. Não creio que possa haver algo melhor atualmente!

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As 9 Sinfonias — Andris Nelsons

Symphony No. 1 in C Major, Op. 21
1. Adagio molto – Allegro con brio 9:45
2. Andante cantabile con moto 8:46
3. Menuetto (Allegro molto e vivace) 3:24
4. Finale (Adagio – Allegro molto e vivace) 5:55

Symphony No. 2 in D Major, Op. 36
5. Adagio molto – Allegro con brio 12:30
6. Larghetto 12:04
7. Scherzo (Allegro) 3:34
8. 4. Allegro molto 6:18

Symphony No. 3 in E-Flat Major, Op. 55 “Eroica”
9. Allegro con brio 17:40
10. Marcia funèbre (Adagio assai) 16:34
11. Scherzo (Allegro vivace) 5:53
12 Finale (Allegro molto) 12:19

Symphony No. 4 in B-Flat Major, Op. 60
13. Adagio – Allegro vivace 11:30
14. Adagio 10:16
15. Allegro vivace 5:38
16. Allegro ma non troppo 6:54

Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67
17. Allegro con brio 7:42
18. Andante con moto 10:35
19. Allegro 5:14
20. Allegro 11:12

Symphony No. 6 in F Major, Op. 68 “Pastoral”
21. Erwachen heiterer Empfindungen bei der Ankunft auf dem Lande (Allegro ma non troppo) 9:45
22. Szene am Bach (Andante molto mosso) 12:20
23. Lustiges Zusammensein der Landleute (Allegro) 5:08
24. Gewitter, Sturm (Allegro) 3:38
25. Hirtengesang. Frohe und dankbare Gefühle nach dem Sturm (Allegretto) 10:05

Symphony No. 7 in A Major, Op. 92
26. Poco sostenuto – Vivace 11:50
27. Allegretto 8:59
28. Presto – Assai meno presto 8:38
29. Allegro con brio 6:49

Symphony No. 8 in F Major, Op. 93
30. Allegro vivace e con brio 9:52
31. Allegretto scherzando 4:25
32. Tempo di menuetto 4:40
33. Allegro vivace 7:32

Symphony No. 9 in D Minor, Op. 125 “Choral”
34. Allegro ma non troppo, un poco maestoso 16:42
35. 2. Molto vivace 11:59
36. Adagio molto e cantabile 16:00
37. Finale. Presto 2:53
38. Allegro assai 3:50
39. Presto – Recitativo “O Freunde, nicht diese Töne!” 3:35
40. Allegro assai vivace (alla Marcia) 3:59
41. Andante maestoso 3:17
42. Allegro energico e sempre ben marcato 2:10
43. Allegro ma non tanto 2:16
44. Poco allegro, stringendo il tempo, sempre più allegro – Presto 1:43

Camilla Nylund
Gerhild Romberger
Klaus Florian Vogt
Johannes Prinz
Georg Zeppenfeld
Wiener Singverein
Wiener Philharmoniker
Andris Nelsons

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Nelsons com alguns filarmônicos de Viena.

PQP

Beethoven (1770-1827): Fidelio, Op. 72 #BTHVN250

Beethoven (1770-1827): Fidelio, Op. 72 #BTHVN250

“Simplesmente Beethoveniana! “Fidelio” a única ópera de Beethoven, é um memorial atemporal de Amor, Vida e Liberdade. Uma celebração dos direitos humanos, da liberdade de expressão, à dissidência, um manifesto político contra a tirania e a opressão, um hino à beleza e santidade do casamento, uma afirmação exaltada da fé em Deus como o último recurso humano” (Leonard Bernstein).

No tempo em que Fidelio foi composta a ópera italiana era a paixão de Viena, a ópera alemã ganhava admiração sobretudo pela “A Flauta Mágica” (postamos recentemente AQUI ) e que Beethoven considerava como a melhor obra de Mozart. Beethoven sempre se manteve a uma distância segura da ópera, conhecia e escolhia melodias operísticas contemporâneas como temas de algumas variações para piano. Na época em que Beethoven começou a pensar em projetos para o palco, por volta de 1803, em Viena, sua surdez já se estabelecera e piorava, o que tornou difícil lidar com o pessoal da ópera – cantores, empresários, diretores de palco, público, escritório de reservas -, em suma, com o mundo atarefado da produção operística. Quando ele estudou a colocação de texto em italiano com Salieri, sem dúvida já estava com projeto de ópera em mente. A grande motivação aconteceu em 1802, quando Emanuel Schikaneder (aquele amigo de Mozart que escreveu o libreto da “A Flauta Mágica”) apresentou a ópera “Lodoïska”, de Cherubini, no recém-inaugurado Theater an der Wien e lhe propôs o desafio de compor para o palco.

Interior of Theater an der Wien, Vienna. Beethoven’s Fidelio premiered here in 1805. Ludwig van Beethoven.

Com essa ópera a nova escola operística francesa entrou em cena: as óperas “de salvamento”. As óperas de salvamento estavam na moda há mais de vinte anos, certamente desde “O rapto do serralho” de Mozart, de 1782, e agora serviam como histórias de aventuras de heróis em reinos exóticos e como evocações fictícias das prisões e das guilhotinas da Revolução Francesa. A evocação de uma cruel realidade política nas óperas convidava à ilusão da verdade, enquanto o final feliz abrandava o medo do público. A prisão política, o heroísmo e a restauração da liberdade pela força do iluminismo liberal constituem o tema central de “Leonore”.

Fidelio. Um oferecimento do extrato de carne da Liebig

O libreto de Leonore, ou L’amour conjugale, tinha sido escrito originalmente no final de 1790 por Jean Nicolas Bouilly, um homem letrado que tinha sido administrador de uma província perto de Tours durante o período de “ O Terror” (…na Revolução Francesa, o Período do Terror, ou O Terror, ou Período dos Jacobinos, foi um período compreendido entre 5 de setembro de 1793 (queda dos girondinos) e 27 de julho de 1794 prisão de Maximilien de Robespierre, ex-líder dos Jacobinos que foi um precursor da ideia de um Terrorismo de Estado. Entre junho de 1793 e julho de 1794, cerca de 16 594 pessoas foram executadas durante o Reinado de Terror na França, sendo 2 639 mortes só em Paris. Apesar disso, há um consenso de que o número é muito maior devido a mortes na prisão – wikipédia). Acreditava-se que, durante o governo de Bouilly, um episódio parecido com a trama da ópera tinha realmente acontecido. Segundo a história, uma mulher disfarçada de homem teria conseguido entrar no cárcere do marido e libertá-lo da prisão injusta. Assim, se a lenda fosse verdade, o próprio Bouilly teria sido o ministro que libertara o prisioneiro e, portanto, o libreto parecia comemorar não somente o verdadeiro heroísmo, mas também a própria benevolência do autor na atmosfera aterrorizante da França naqueles anos.

Ato 1 cena 4

O libreto de 1805 de Leonore foi traduzido para Beethoven por Joseph Sonnleithner, secretário do Court Theater e proeminente advogado e músico vienense, que Beethoven tinha conhecido por meio de seus empreendimentos musicais alguns anos antes. Esse libreto é bem-feito, satisfaz as exigências do melodrama, entremeando pequenas intrigas domésticas entre os personagens secundários (o carcereiro Rocco, sua filha Marzelline e seu pretendente Jacquino) com cenas de poder e de compaixão para com os personagens principais (a disfarçada heroína Leonore, o sofrido prisioneiro Florestan e o cruel governador da prisão Pizarro). Nas cenas domésticas, Beethoven criou um conjunto efetivo de números, com ocasionais toques mozartianos (algumas vezes até mesmo com virtuais citações de Mozart, sem dúvida inconscientes, mas inequívocas), mas as cenas de intensidade mais dramática são inteiramente originais.

Ato 2 cena 8a

A Leonore fracassou em suas primeiras apresentações em novembro de 1805, bem provável porque Viena tinha acabado de ser invadida e ocupada pelos exércitos de Napoleão. De fato, a audiência da primeira apresentação estava repleta de oficiais do exército francês, mas pode ser também que a ópera estivesse bem além da compreensão de muitos ouvintes, acostumados a obras mais leves. Embora se acredite que as alterações feitas por Beethoven resultaram de uma reunião com seus amigos, é mais provável que essa reunião tenha acontecido, se é que realmente aconteceu, em 1807, depois que os planos para uma apresentação em Praga fracassaram. Em todo caso, a versão revisada produzida em março e abril de 1806, com a abertura no 3 da Leonore reescrita, no lugar daquela conhecida como no 2, obteve muito mais sucesso. A história subsequente da Leonore na vida de Beethoven foi marcada por tentativas malogradas de produzir a obra em Berlim e em Praga, embora tenha sido finalmente apresentada em Leipzig e em Dresden em 1815. De longe, o passo mais importante foi a concordância de Beethoven em revisar a obra para uma nova produção em Viena, no início de 1814. A versão final, veio a ser o “Fidelio” como nós a conhecemos. O libreto foi revisto por G. F. Treitschke, um homem experiente em teatro – e Beethoven reescreveu muitas partes da partitura, um trabalho que o ocupou de março a maio de 1814. Ele afirmou que isso lhe custou muito mais trabalho do que se estivesse compondo uma obra nova, mas ficou orgulhoso em oferecer encaixes sutis para as alterações de Treitschke, em reduzir as redundâncias e em fortalecer o conteúdo musical. Também teve que escrever várias partes novas, notavelmente o segmento final da cena de Florestan na masmorra. Tudo isso faz da conversão da “Leonore” de 1805-06 em “Fidélio” – a única vez que Beethoven revisou uma obra do vasto período intermediário, durante a transição para seu estilo final.

Ato 2 cena 8b

A essência de “Fidélio”, implícita no título, é o amor de Leonore por Florestan e sua coragem em arriscar a vida para salvá-lo. A obra tem ressoado através de quase dois séculos como a celebração do heroísmo feminino. A crítica feminista, que protesta contra o sofrimento e a morte das heroínas nas mãos de homens ou por causa de suas maquinações, acha em “Fidélio” uma exceção poderosa, já que a vítima sofredora é o homem, e o agente da salvação, a mulher. O subtítulo da obra é “Die eheliche Liebe”, que traduz literalmente o “L’amour conjugal” de Bouilly.

Que o espírito de Mozart paire como pano de fundo dessa obra não deveria nos surpreender. Mais surpreendente é a capacidade de Beethoven para aprofundar a expressão no lado sério e ético da trama, de modo a fazer com que a obra se tornasse – como de fato se tornou – um dos clássicos da literatura operística, insuperável na transmissão da verdade dramática e emocional. Sua importância não está intrinsecamente relacionada à crença de Beethoven de que a trama deveria transmitir a verdadeira história, não uma fantasia operística. Tem, sim, a ver com sua capacidade para enquadrar as dinâmicas formais à obra, de modo a dar um peso máximo às questões morais subjacentes à ação: o sofrimento físico dos maltrapilhos prisioneiros e o sistema que promove esse sofrimento; o heroísmo de Florestan diante da injustiça; o amor e a coragem de Leonore, esposa apaixonada, disposta a correr qualquer risco.

Beethoven ainda escreveu quatro aberturas que foram compostas na seguinte ordem: Leonore no 2 (1805); Leonore no 3 (1806); Leonore no 1 (1808), para uma produção malograda em Praga; e por fim a abertura Fidélio (1814). As versões destas beethovenianas aberturas que ora compartilho com vocês é a seguinte: “Leonore 1”, Op.138 com o maestro Eugen Jochum. “Leonore 2”, Op 72 com o Claudio Abbado. “Leonore 3”, Op. 72b com o maestro Leonard Bernstein e pôr fim a abertura “Fidelio”, Op.72 com o mestre Nikolaus Harnoncour.

Ato 3 cena 2

Causo: Em 1822, Beethoven desejava dirigir o ensaio geral da sua ópera. Será que ele pretende desprezar a doença ou, mais uma vez, enganar a todos sobre o seu verdadeiro estado? Infelizmente foi um caos completo: palco e orquestra desentenderam-se, e todos ficaram a olhar, temerosos, o mestre que continuava a dirigir. De repente, enxerga a terrível verdade na expressão dos que o cercam. O seu fiel amigo Schindler (que nos pinta a cena) escreveu-lhe estas linhas: “Por favor, não continue; explicar-lhe-ei tudo depois”. Mas a explicação já não é necessária; alquebrado, Beethoven cai sobre uma cadeira e por muitas horas é incapaz de levantar-se …

Resumo – Fidelio

Ato 1
Em uma prisão nos arredores de Sevilha, onde Rocco, pai de Marzelline, trabalha como carcereiro. Marzelline é incomodada pelos flertes de Jacquino, assistente de seu pai. Jacquino tem grandes esperanças de se casar com ela um dia, mas Marzelline tem o coração em Fidelio, o novo garoto que trabalha na prisão. Fidelio trabalha duro e chega à prisão todos os dias com muitas provisões. Quando Fidelio descobre que Marzelline se interessou por ele, ele fica ansioso – especialmente depois que descobre que Rocco deu sua bênção ao possível relacionamento. Acontece que Fidelio não é quem ele diz que é; Fidelio é na verdade uma nobre chamada Leonore, disfarçada de jovem, com o objetivo de encontrar o marido que foi capturado e preso por causa de suas diferenças políticas. Rocco menciona que um homem acorrentado nas profundezas das masmorras está praticamente à beira da morte. Leonore o ouve e acredita que é seu marido, Florestan. Leonore pede que Rocco o acompanhe em suas rondas na prisão, com as quais ele concorda alegremente, mas o governador da prisão, Don Pizarro, apenas permite que Rocco entre nos níveis mais baixos da masmorra.

Ato 3 cena 3

No pátio onde os soldados se reúnem, Don Pizarro recebe notícias de que o ministro de Estado, Don Fernando, está indo para a prisão a fim de inspecioná-la e investigar os rumores de que Don Pizarro é um tirano. Com um senso de urgência, Don Pizarro decide que seria melhor executar Florestan antes da chegada do ministro. Chamando Rocco, Don Pizarro ordena que ele cave uma cova pelo corpo de Florestan. Felizmente, Leonore está por perto e ouve os planos malignos de Don Pizarro. Ela reza por força e depois implora a Rocco que a leve novamente na prisão, mais especificamente a cela do condenado. Ela convence Rocco a deixar os prisioneiros entrarem no pátio para tomar um pouco de ar fresco. Assim que os prisioneiros são levados para o pátio, Don Pizarro ordena que retornem imediatamente às suas celas. Ele então leva Rocco a cavar o túmulo de Florestan. Quando Rocco entra na masmorra, Leonore rapidamente segue atrás dele.

Ato 2
Nas profundezas da masmorra da prisão, um delirante Florestan tem visões de Leonore libertando-o do lugar infernal. Infelizmente, quando ele chega, ele se vê sozinho e cai em desespero. Momentos depois, Rocco e Leonore entram com pás, prontos para cavar a cova. Florestan engasga algumas palavras, sem reconhecer sua esposa, pedindo uma bebida. Rocco mostra compaixão pelo prisioneiro e pega um copo de água para ele. Leonore mal consegue se conter, mas ela permanece composta o suficiente para lhe oferecer um pouco de pão, enquanto lhe diz para permanecer esperançoso. Quando terminam de cavar a cova, Rocco apita para alertar Don Pizarro de que está tudo pronto. Don Pizarro entra na cela de Florestan, mas antes de matá-lo, confessa seus atos de tirania. Assim como Don Pizarro puxa a adaga para o ar e faz o balanço para baixo, Leonore revela sua verdadeira identidade e retira a pistola que ela havia escondido consigo, o que faz com que o movimento de Don Pizarro pare.
Em um instante, as buzinas soam quando Don Fernando pisa nos terrenos da prisão. Rocco acompanha imediatamente Don Pizarro ao pátio para cumprimentá-lo. Enquanto isso, Florestan e Leonore comemoram o reencontro.

Do lado de fora, Don Fernando anuncia a erradicação da tirania. Rocco se aproxima dele com Leonore e Florestan, que por acaso é um velho amigo dele. Rocco pede ajuda e explica como Don Pizarro aprisionou Florestan e seu tratamento cruel com ele, como as ações heroicas de Leonore salvaram seu marido e revela a trama de assassinato de Don Pizarro. Don Fernando imediatamente condena Don Pizarro à prisão e seus homens o escoltam para longe. Leonore recebe as chaves para destrancar as correntes de Florestan, e ela o liberta feliz e apressadamente. Os prisioneiros restantes também são libertados e todos se alegram e comemoram Leonore.

Furtwängler em ação, 1953

Wilhelm Furtwängler gravou quatro vezes a ópera Fidélio, esta que ora compartilho com os amigos é de estúdio realizada em 1953. O brilhante elenco é liderada por Martha Modl, e ainda tem Wolfgang Windgassen, Gottlob Frick, Otto Edelmann. O canto dos comandados pelo incomparável Wilhem e sua orquestra de Viena é possuído e dominado por um verdadeiro “frisson” e energia, belíssima versão e a remasterização está de boa para ótima. Para aqueles que ainda acreditam que a música clássica pode falar com o que há de mais nobre e melhor na humanidade, com mais poder do que meras palavras, esta versão é obrigatória. “Incandescente” é um adjetivo muito suave. A maneira pela qual Furtwängler conduz a orquestra para expressar alguns momentos da fúria reprimida não apenas de Leonore, mas de todos aqueles que queimam com fúria por injustiça em qualquer lugar, é impressionante. Existem muitas versões desta ópera, particularmente esta versão me toca mais, pode ser pelo fato da regência e do canto terem uma tendência proposital para ser “mozartiano”, ai aquele véu de inspiração que mencionamos da admiração de Beethoven se encaixa perfeitamente, no início logo na primeira cena parece mesmo uma parte da “Flauta Mágica” mas com orquestração de Beethoven.

Muito interessante também são os cartazes de patrocínio do extrato de carne da Liebig (atual Fray Bentos) com desenhos de diversas óperas, nesta postagem estão os cartazes referentes à versão da ópera em três atos. Os cartazes são do final do século XIX vale a pena dar uma conferida AQUI, pois é o período em que a indústria dos enlatados começa.

A história “passo a passo” com fotos do encarte original do CD estão junto no arquivo de download com as faixas, o resumo da ópera foi extraído do livro “As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983.

Pessoal, abrem-se as cortinas e deliciem-se com a “Simplesmente Beethoveniana! “Fidélio” !!!

Aberturas

Overture “Leonore 1”, Op.138
Concertgebouw Orchestra of Amsterdam, Eugen Jochum

Overture “Leonore 2”, Op 72
Vienna Philhamonic Orchestra Claudio Abbado

Overture “Leonore 3”, Op. 72b
Bavarian Broadcast Symphony Orchestra Venue, Leonard Bernstein

Ouverture “Fidelio”, Op.72
Orchestre de l-Opéra de Zurich, Nikolaus Harnoncour

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Fidélio, op. 72

01 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 Ouvertüre
02 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 No. 1 Duett – Jetzt, Schätzchen
03 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 No. 2 Arie – O wär ich schon
04 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 No. 3 Quartett – Mir ist so wunderbar
05 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 No. 4 Arie – Hat man nicht
06 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 No. 5 Terzett – Gut, Söhnchen
07 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 No. 6 Marsch
08 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 No. 7 Arie mit Chor
09 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 No. 8 Duett – Jetzt, Alter, hat es Eile!
10 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 No. 9 Rezitativ und Arie – Abscheulicher!
11 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 No. 10 Finale – O welche Lust, in freier Luft
12 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 Nun sprecht, wie ging-s
13 – BEETHOVEN Fidelio – Act 1 Ach! Vater, eilt!
14 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 11 Introduktion
15 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 11 Arie – Gott! Welch Dunkel hier!
16 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 12 Melodram – Wie kalt ist es hier!
17 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 12 Duett – Nur hurtig fort
18 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 13 Terzett – Euch werde Lohn in besser-n Welten
19 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 14 Quartett – Er sterbe! Doch er soll erst wissen
20 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 14 Recitative – Vater Rocco!
21 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 15 Duett – O namenlose Freude!
22 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 Ouvertüre – Leonore III in C, Op. 72a
23 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 16 Finale – Heil sei dem Tag
24 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 16 Finale – Des besten Königs
25 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 16 Finale – Du schlossest auf des Edlen Grab
26 – BEETHOVEN Fidelio – Act 2 No. 16 Finale – Wer ein holdes Weib errungen

Leonore – Martha Mödl
Florestan – Wolfgang Windgassen
Don Pizarro – Otto Edelmann
Rocco – Gottlob Frick

Vienna State Opera Chorus
Vienna Philharmonic Orchestra
Wilhelm Furtwängler

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Ammiratore

Alles gute zum Geburtstag! – Beethoven, 249 anos: Omnibus – Leonard Bernstein on Beethoven #BTHVN250

Fazemos um tributo ao aniversário do genial filho de Bonn, do dono do apartamento mais caótico de Viena, criatura de vida atribulada (muito em função de seu temperamento irascível – e vice-versa) e, principalmente (e é por isso que lembramos dele), um criador meticuloso que empenhava enormes esforços na composição de suas obras, cuja evolução artística – dos Trios Op. 1 ao último Quarteto Op. 135 – é talvez a mais impressionante e bem documentada entre as dos grandes compositores.

O acervo PQPBachiano já inclui inúmeras gravações da obra do “espanhol louco” (como era chamado pelos colegas da orquestra de Bonn, por conta da morenice e do temperamento medonho – e na qual, como se a desgraça já não fosse bastante, era certamente alvo de piadas por tocar viola), então resolvi postar-lhes algo diferente: um dos programas da série “Omnibus”, criada e apresentada por Leonard Bernstein nos anos 50, em que o próprio aborda o processo de criação da Quinta Sinfonia, comparando a versão final com esboços dos cadernos de anotação do compositor e ilustrando, assim, o meticuloso cuidado de Beethoven para dar-nos a impressão, como Leonard Bernstein afirma com muita felicidade, de que cada próxima nota soa como se fosse a única nota possível.

O episódio está em inglês, mas vale a pena a visita, nem que seja para CHORAR DE DOR ao imaginar que, algum dia, a TV aberta foi capaz de veicular coisas desse gabarito – enquanto declaramos abertas as festividades do ducentésimo quinquagésimo aniversário de Ludovico, que culminarão dentro de exatamente uma circunvolução terrestre.

[caso necessário, ativem as legendas em inglês]

O episódio (somente no original em inglês) pode ser baixado aqui: DOWNLOAD HERE

 

Caso você tenha chegado agora de Marte e não tenha visto a homenagem que o Google fez ao aniversário de Beethoven, sugiro fortemente que o faça agora. Há, mesmo, a oportunidade de ajudar o desastrado Ludwig a reorganizar as partituras que ele vai esparramando, entre uma desgraça e outra, pelas ruas de Viena. E, se achar difícil reconstruir a "Pour Elise", agradeça aos céus por Beethoven não ter derrubado a "Grande Fuga" no chão.
Caso você tenha chegado agora de Marte e não tenha visto a homenagem que o Google fez ao aniversário de Beethoven, sugiro fortemente que o faça agora. Há, mesmo, a oportunidade de ajudar o desastrado Ludwig a reorganizar as partituras que ele vai esparramando, entre uma desgraça e outra, pelas ruas de Viena. E, se achar difícil reconstruir a “Pour Elise”, agradeça aos céus por Beethoven não ter derrubado a “Grande Fuga” no chão.

Vassily Genrikhovich

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para violino in D major, Op. 61 / Romances Op. 50 e 61

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para violino in D major, Op. 61 / Romances Op. 50 e 61

Depois da estranha e, digamos, talvez abusiva interpretação de Kremer + Harnoncourt, depois da espetacular nova visita de Tezlaff ao concerto de Beethoven, ainda melhor do que esta, mostramos a excelente versão anterior do violinista para o concerto. Na Amazon, este disco recebeu a nota máxima de dez avaliadores e não é para menos, basta ouvi-lo. Aliás, a nova versão também. Gosto muito do Op. 61 e esta é uma das melhores gravações que conheço. É inteligente, criativa e elegante dentro de um estilo mais clássico do que romântico. Versão alegre, franca e muito bem interpretada por solista e orquestra.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para violino in D major, Op. 61 / Romances Op. 50 e 61

Concerto para violino em D major, Op. 61
01. I. Allegro ma non troppo
02. II. Larghetto
03. III. Rondo

Romance para violino e orquestra em G major, op. 40
04. I. Adagio – Allegro con brio

Romance para violino e orquestra em F major, op. 50
05. Adagio cantabile

Christian Tetzlaff, violino
Tonhalle Orchestra Zurich
David Zinman, regente

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Agora sim uma gravação decente do meu Concerto para Violino

PQP

Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino de 1 a 3 (Op. 12) – Variações sobre ‘Se vuol’ballare’

Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino de 1 a 3 (Op. 12) – Variações sobre ‘Se vuol’ballare’

O 250º aniversário de Beethoven está chegando em 2020, mas os maiores craques, orquestras e gravadoras estão comemorando antes. Pela DG, Andris Nelsons já lançou uma extraordinária integral das sinfonias e Ehnes vem a passos largos gravando as Sonatas. Talvez isso acabe esvaziando a data de 17 de dezembro de 2020. Nós, por exemplo, postaremos a integral de Nelsons em 17 de dezembro de 2019… Este disco é excelente, apesar dessas primeiras Sonatas não serem tudo aquilo. Mas gosto muito da alegria da Sonata Nº 2 e das 12 Variações sobre um tema de Mozart. Tudo muito lindinho.

Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino de 1 a 3 (Op. 12) – Variações sobre ‘Se vuol’ballare’

Beethoven: Violin Sonata No. 1 in D major, Op. 12 No. 1 20:19
I. Allegro con brio 8:47
II. Tema con Variazioni 6:42
III. Rondo – Allegro 4:50

Beethoven: Violin Sonata No. 2 in A major, Op. 12 No. 2 16:57
I. Allegro vivace 6:45
II. Andante, piu tosto Allegretto 5:00
III. Allegro piacevole 5:12

Beethoven: Violin Sonata No. 3 in E flat major, Op. 12 No. 3 18:19
I. Allegro con spirito 8:21
II. Adagio con molt’ espressione 5:37
III. Rondo – Allegro molto 4:21

Beethoven: Variations (12) for piano & violin in F major on Mozart’s ‘Se vuol’ballare’, WoO 40 10:41

James Ehnes, violino
Andrew Armstrong, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Ehnes e Armstrong, uma dupla que tem tudo para se tornar uma lenda

PQP

Beethoven (1770-1827): Sinfonia No. 5 / Schubert (1797-1828): Sinfonia No. 8 “Inacabada” – Leopold Stokowski

Beethoven (1770-1827): Sinfonia No. 5 / Schubert (1797-1828): Sinfonia No. 8 “Inacabada” – Leopold Stokowski

Pessoal, depois de um tempão volto a postar algumas grandes gravações do imenso maestro Leopold Stokowski (1882 – 1977). Nesta quarta parte da mini biografia compreende intenso período na carreira do maestro que vai de 1923 até 1940. No início dos anos vinte Leopold se separou de Olga Samaroff e logo se casou novamente, e desta vez com Evangeline Brewster Johnson, filha e herdeira de Robert Wood Johnson, co-fundador da empresa farmacêutica Johnson & Johnson. Ele renovou a orquestra da Filadélfia para poder se expandir para o balé e a ópera. Carismático conseguiu arrecadar fundos e pressionou a oposição do Conselho da Orquestra da Filadélfia e alguns de seus partidários para montar produções do drama musical de Schoenberg “Die glückliche Hand opus 18”, e uma produção de ballet completo de “Le Sacre du Printemps” de Stravinsky em 1930. As três apresentações, com lotação total, dessas duas obras na Filadélfia e na cidade de Nova York esgotaram-se, justificando a aposta de Stokowski de que teriam sucesso. Com muita moral (e dólares) Stokowski alcançou em 1936 um dos objetivos que procurava há pelo menos uma década: o Conselho da Associação de Orquestra concordou com uma excursão transcontinental da Orquestra da Filadélfia. Isso seria financiado pela RCA Victor Records, e incluiria 33 shows em 27 cidades ao longo de 35 dias.

No final dos anos 30, Stokowski levou ao envolvimento da Orquestra da Filadélfia no histórico filme “Fantasia” de Walt Disney. Um encontro casual com Walt Disney resultou em um jantar no “Chasen’s Restaurant” em Hollywood em 1938. Disney delineou seus planos para fazer “O Aprendiz de Feiticeiro” e outros projetos combinando música clássica com animação. Disney ficou surpreso quando o maestro respondeu “Eu gostaria de fazer estre trabalho com você…”. Ter o proeminente maestro voluntário para o projeto era uma oportunidade que a Disney não podia deixar passar. O projeto foi expandido em vários curtas que seriam combinados no “Concert Feature”. Enquanto considerava vários títulos melhores para o projeto, foi o próprio Stokowski que sugeriu o termo musical “fantasia” – um título perfeito para um filme só com música e sem enredo (O Mestre Aviccena já postou AQUI).
Estas gravações tiveram algumas dificuldades técnicas quanto à sincronização, mas Stokowski as aprovou e elas foram usadas no filme final. No entanto, Walt Disney decidiu que o curta-metragem “The Sorcerer’s Apprentice” precisava ser expandido para um filme completo, a fim de ser financeiramente viável. Depois de discutir seleções musicais adicionadas com Stokowski, Disney garantiu os direitos de “Le Sacre du Printemps” em abril de 1938. Em dezembro de 1939, Stravinsky visitou os estúdios da Disney e, embora anos depois tenha sido crítico de “Fantasia”, Stravinsky, na época, parecia favorável. Mais tarde, houve mais críticas às escolhas musicais de Stokowski e Disney, particularmente na edição da música. Por exemplo, a Sinfonia Pastoral de Beethoven foi cortada em 22 minutos. “Fantasia” foi estreada em 1940. Foi amplamente vendido em DVD, em várias versões restauradas. Esta estadia em Hollywood foi tão ativa e produtiva que em março de 1938, Leopold Stokowski e Greta Garbo passaram férias juntinhos na ilha de Capri, na Itália . Será que ele pegou a Greta ? O resultado, claro, foi o divórcio com a herdeira da Johnson & Johnson.
To be continued…..

Beethoven – Sinfonia No. 5
O que dizer da quinta de Beethoven que já não estamos cansados de saber…. Bom ele terminou a composição no início de 1808. A “Quinta Sinfonia” foi executada, pela primeira vez, no dia 22 de dezembro de 1808, no “Theater an der Wien”, por um grupo de músicos angariados para o concerto, sob a regência do próprio Beethoven. Um ouvinte de hoje transportado para a Viena da época se assustaria com a precariedade dos concertos. Viena não tinha orquestras permanentes nem salas de concerto. Os concertos eram realizados nos palácios dos príncipes ou nos teatros, geralmente com acústica precária. Os músicos eram contratados para ocasiões específicas e geralmente executavam as obras com pouquíssimos ensaios, já que os cachês eram, na maioria das vezes, insuficientes para um trabalho artístico detalhado. Um típico concerto do início do século XIX consistia de uma abertura, um concerto, uma sinfonia, árias e cenas de ópera e uma improvisação do solista. O concerto que Beethoven deu naquele dia, além de muito longo, mesmo para os padrões da época, foi longe de ser perfeito. Nele foram estreadas a “Quinta e a Sexta Sinfonias”, a “Fantasia Coral”; o “Concerto para piano nº 4” que também foram executados em público pela primeira vez; quanto à ária de concerto “Ah! Perfido” e movimentos da “Missa em Dó maior” tiveram naquela oportunidade sua primeira execução em Viena; Beethoven ainda se sentou ao piano para uma série de improvisações. Embora o público estivesse acostumado a concertos longos, o concerto de estreia da “Quinta Sinfonia” durou intermináveis quatro horas, em um teatro com sistema de aquecimento estragado. Beethoven havia requisitado o teatro durante todo o ano e lhe deram apenas uma noite morta, três dias antes do Natal. Foi uma noite longa de inverno para o público vienense, que assistiu a um concerto das 18h30 às 22h30 com obras modernas de um compositor ainda pouco conhecido, executadas por uma orquestra que não havia ensaiado suficientemente. O compositor Johann Reichardt, que estava presente ao concerto, escreveu: “O pobre Beethoven, que finalmente realizava seu próprio concerto e conseguia seu primeiro e único pequeno lucro de todo o ano, recebeu, nos ensaios e na apresentação, apenas oposição e praticamente nenhum suporte. Os cantores e a orquestra, compostos dos elementos mais heterogêneos, não conseguiram realizar um único ensaio completo das peças apresentadas.”

Schubert – Sinfonia No. 8 “Inacabada”
Esta sinfonia é a mais romântica de todas as sinfonias de Schubert. Foi escrita em outubro de 1822, mais ou menos na mesma época em que o compositor foi diagnosticado com sífilis, mais impressionante ainda, e totalmente consistente com o silêncio de Schubert sobre o assunto, ele nos dá um pouco de sua música mais pessoal, angustiada e intimista – música de natureza nunca antes associada com o meio muito ‘popular’ da sinfonia. Esta situação é inteiramente consistente com a escuridão, pungência e violentas erupções de protestos angustiados que caracterizam ambos os movimentos da Sinfonia “Inacabada”. Qualquer que seja a explicação, os dois movimentos concluídos complementam-se perfeitamente e, juntos, constituem uma das supremos obras-primas da história da música. Esta é outra obra que para mim traz uma grande recordação: no início dos anos 80, ainda criança, eu via meu pai chegar do trabalho toda sexta feira e colocar exatamente este LP para ouvir a oitava de Schubert, se deitava no tapete da sala ao lado da “Radio Vitrola Valvulada Telefunken” fechava os olhos e entrava numa espécie de transe. Acabava a música ele se levantava e ia tomar banho. Quem viveu aquela época sabe da grande recessão que o Brasil passava. Ele trabalhava numa grande montadora de veículos que tinha cerca de 30.000 funcionários e deveria reduzir o quadro à metade até o fim do ano. Depois mais calmo ele contava as histórias para minha mãe como esta: “… hoje vi vários amigos e pais de família chorando desesperados após serem mandados embora…”. Esta música acalmava o que chamamos hoje de stress (mas na época ele chegava era puto mesmo).

Acredito que a interpretação deste Beethoven do Stoki é bastante tradicional, mas o Schubert é muito tenso e dramático, espetacular, ambos gravados em setembro de 1969 no Walthamstow Assembly Hall, Londres, com a London Philharmonic Orchestra. Stokowski tinha 87 anos na época da gravação, idoso, mas com controle total dos seus movimentos, seus olhos e as mãos mágicas sem a batuta, transmitindo suas emoções para a orquestra. É interessante ver seu arranjo e sua técnica para criar o “Som Stokowski”. O desempenho destas sinfonias é impecável.

Deleitem-se amigos !

Beethoven – Sinfonia No. 5
1 – Allegro Con Brio
2 – Andante Con Moto
3 – Allegro
4 – Allegro

Schubert – Sinfonia No. 8 “Inacabada”
5 – Allegro Moderato
6 – Andante Con Moto

London Philharmonic Orchestra
Leopold Stokowski
Recorded: 9 and 10 September 1969
Recording Venue: Walthamstow Assembly Hall, London

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

E ai Greta, bora para a praia ?

Ammiratore

O Mestre Esquecido, capítulo 6 (Beethoven – Sonatas Op. 53 “Waldstein” e Op. 109 – Antônio Guedes Barbosa)


R-5372603-1393932098-6504.jpegConvidamos os fãs do Mestre Esquecido a acompanharem o GRUPO “ANTÔNIO GUEDES BARBOSA” no Facebook.

Emergimos brevemente da latrina do Hades para saudá-los – olá, tudo bem, como vão? – e para publicar a contribuição de nosso leitor Raymond Pratt, que gentilmente nos alcançou uma ripagem em melhores condições que a nossa e, mais ainda, a disponibilizou em arquivos .flac, sem perdas.
Thank you once again, Mr. Pratt, for your priceless contribution!
E para o Hades voltamos. Mandarei postais!

Vassily

Nosso patrão PQP costuma usar a sensacional Sonata “Waldstein” como um “termômetro” para as interpretações das demais sonatas de Beethoven. Se um pianista convence na “Waldstein”, diz ele, convencerá nas demais sonatas.

Faz todo sentido, se levarmos em conta o brilho e expressividade dessa obra que nunca enfada, assim como as medonhas dificuldades técnicas que ela impõe ao solista. A interpretação de Barbosa é reminiscente daquela de Horowitz, de quem era amigo e fã incondicional. Já a Sonata Op. 109, escrita como que na “ressaca” na colossal “Hammerklavier”, com aquele início tão peculiar que nos dá a impressão de já estarmos no meio do movimento, é tão boa que nos faz lamentar que nosso Mestre Esquecido não tenha vivido o bastante para aventurar-se nas outras sonatas tardias do Ludovico.

Sobre a conversão de LP para Mp3, cabe uma breve nota: Barbosa preferiu executar attacca (sem pausas significativas entre um movimento e outro) não só os dois últimos movimentos da “Waldstein”, como também os dois primeiros do Op. 109. Em respeito a sua escolha, os movimentos tocados “attacca” foram postos juntos na mesma faixa.

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Sonata para piano no. 21 em Dó maior, Op. 53, “Waldstein”

01 – Allegro con brio

02 – Introduzione: Adagio molto – Rondo: Allegretto moderato – Prestissimo

Sonata para piano no. 30 em Mi maior, Op. 109

03 – Vivace ma non troppo. Adagio espressivo – Prestissimo

04 – Gesangvoll, mit innigster Empfindung. Andante molto cantabile ed espressivo.

Antônio Guedes Barbosa, piano
(LP do selo Connoisseur Society, nunca lançado no Brasil)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE (MP3)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE (FLAC)

Além das gravações desta série que tão orgulhosamente lhes alcançamos, Barbosa já aparecera por aqui interpretando "Rios", de Almeida Prado, que lhe foi dedicada. Para acessar a postagem original do colega Itadakimasu, clique na imagem.
Além das gravações desta série que tão orgulhosamente lhes alcançamos, Barbosa já aparecera por aqui interpretando “Rios”, de Almeida Prado, que lhe foi dedicada. Para acessar a postagem original do colega Itadakimasu (sem as Bachianas Brasileiras no. 4, pois Villa-Lobos é proibido por aqui), clique na imagem.

 

Vassily Genrikhovich

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia nº 6, ‘Pastoral’ – Bruno Walter, Columbia Symphony Orchestra

Vamos de Sinfonia ‘Pastoral’ hoje. Sei que é a sinfonia favorita de muita gente. Essa gravação aí foi remasterizada, e apesar de ter sido realizada lá no início da década de 60, o registro de gravação é de ótima qualidade. Vale conhecer, apesar da capa meio esquisita.

O que alguns podem estranhar são algumas escolhas que o mítico e lendário maestro Bruno Walter fez. Já no final de sua vida, não creio que ele precisasse provar alguma coisa. Minha versão favorita desta obra é a de Karajan, também lá daquela mesma época. Mas Walter faz jus à fama, e nos entrega uma ‘Pastoral’ belíssima, talvez um pouco acelerada no segundo movimento (implicância minha mesmo, a escolha foi perfeita), mas tudo bem, o conjunto da obra beira a perfeição, coisa de gênio mesmo. Detalhe: Walter veio a falecer logo após essa gravação. Entre 1958 e 1961 ele gravou a integral das sinfonias de Beethoven com esta mesma orquestra. Quero trazer todas elas, aos poucos, para os senhores terem a oportunidade de conhecer um dos maiores maestros de todos os tempos.

Fico feliz de ter tido acesso a esse material, raríssimo até há alguns anos atrás.

01. I. Erwachen heiterer Empfindungen bei der Ankunft auf dem Lande. Allegro ma non troppo
02. II. Szene am Bach. Andante molto mosso
03. III. Lustiges Zusammensein der Landleute. Allegro
04. IV. Gewitter, Sturm. Allegro
05. V. Hirtengesang. Frohe und dankbare Gefühle nach dem Sturm. Allegretto

Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor

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Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco maravilhoso! É magnificamente interpretado pelo Quarteto de Cordas Dinamarquês e tem repertório coerentemente interligado. O primeiro disco do projeto Prism foi indicado ao Grammy de melhor disco erudito. Ele ligava fugas de Bach, quartetos de Beethoven e obras de mestres modernos. Neste volume dois da série, temos uma linda versão da Fuga de Bach em Si bemol menor do Cravo Bem Temperado (no arranjo do compositor Emanuel Aloys Förster), o extrordionário Quarteto Nº 3 de Alfred Schnittke (1983), e — tchan! — mais o INCONTORNÁVEL Quarteto de Cordas Op. 130 de Beethoven e a Grande Fuga. Como o quarteto explica: “Um feixe de música é dividido através do prisma de Beethoven. O importante para nós é que essas conexões sejam amplamente experimentadas. Esperamos que o ouvinte se junte a nós na maravilha de ver os feixes de música que viajam de Bach e Beethoven até nossos dias. Gravado na histórica Reitstadel Neumarkt e produzido por Manfred Eicher, o álbum é de 2019, lançado enquanto o Quarteto de Cordas Dinamarquês embarca em uma turnê com recitais em ambos os lados do Atlântico, mas não no Brasil, claro…

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

1 FUGUE IN Bb MINOR BWV 869
(Johann Sebastian Bach)
06:48

ALFRED SCHNITTKE – STRING QUARTET NO.3
2 Andante 06:11
3 Agitato 07:49
4 Pesante 08:36

LUDWIG VAN BEETHOVEN – STRING QUARTET OP.130 / OP.133
5 Adagio ma non troppo 09:52
6 Presto 02:00
7 Poco scherzoso. Andante con moto ma non troppo 07:05
8 Alla danza tedesca. Allegro assai 03:22
9 Cavatina. Adagio molo espressivo 07:49
10 Ouverture. Allegro – Fuga (Große Fuge) 16:44

Danish String Quartet:
Rune Tonsgaard Sørensen, Violin
Frederik Øland, Violin
Asbjørn Nørgaard, Viola
Fredrik Schøyen Sjölin, Violoncello

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Hum… A luz do lado esquerdo é Bach, Beethoven ou ambos?

PQP

Beethoven (1770-1827): Concertos para Piano No 3 & No 2 – Martha Argerich – Mahler CO – Claudio Abbado

Beethoven (1770-1827): Concertos para Piano No 3 & No 2 – Martha Argerich – Mahler CO – Claudio Abbado

 

 

Dream Team!

 

 

 

Quem é o protagonista na execução de um concerto para piano? É claro, imediatamente consideramos o solista, mas não devemos descuidar do regente, afinal ele (ou ela) fará a mediação entre a orquestra e o solista. Aliás, muito bem lembrado, a orquestra também tem papel relevante no processo.

O equilíbrio entre estas forças é determinante para o sucesso da apresentação ou gravação. Não é raro casos nos quais resultados apenas sofríveis seguem do encontro de grandes nomes. No outro lado da moeda, é possível fazer uma longa lista de excelentes resultados da colaboração de músicos menos famosos.

Ao compor o Concerto No. 2 ele era jovem

Pois bem, nesta postagem temos o melhor destas possibilidades: solista, regente e selo ou gravadora mais renomados – impossível! E a orquestra formada pelo seu regente é excelente! E para completar esse time de sonhos, o repertório: dois maravilhosos concertos de Beethoven!

A primeira gravação que Martha Argerich e Claudio Abbado fizeram juntos foi em 1967. Desde então esses dois artistas se encontraram algumas vezes para produzir gravações memoráveis. Para este disco a colaboração se deu em dois concertos gravados ao vivo, um em 2000 e o outro em 2004, no Teatro Comunale de Ferrara.

O livreto que acompanha o CD descreve a expectativa que antecedeu o concerto de 2004. Enquanto Martha ensaiava a parte do solista, Abbado preparava uma apresentação de Così fan tutte e havia um nervosismo até um pouco antes do concerto. Nada disso é, nem de sobra, sugerido pelo maravilhoso resultado que temos o privilégio de poder ouvir.

O Concerto No. 2 é o primeiro concerto composto por Beethoven, iniciado quando ele ainda morava em Bonn, mas revisto e finalmente publicado em Viena. Tanto este concerto quanto o de No. 3 mostram influência dos trabalhos de Mozart. Mas em se tratando de um compositor com personalidade tão forte, essa influência não esconde a individualidade do genial Ludovico.

O que dizer das interpretações, se você poderá constatar assim que baixar os arquivos? Não deixe de notar como a orquestra de câmara permite ouvir as texturas sonoras ainda mais claras, que há uma sensação de urgência e intensidade, mas com tempo suficiente para que música se desdobre sem atropelamentos. Note a maravilha das cadências e como os movimentos lentos são intensos e profundos. Enfim, guarde algum fôlego para os rondós arrebatadores.

Em uma das muitas elogiosas críticas que este álbum recebeu na ocasião de seu lançamento, lemos: Ouça o disco – ele é o antídoto para as gravações conservadoras. Em um universo ideal, as gravações de Beethoven seriam tão chocantemente refrescantes como esta.

Ludwig van Beethoven (1770-1827)

Concerto para piano e orquestra No. 3 em dó menor, Op. 37

  1. Allegro com brio (Cadência: Beethoven)
  2. Lento
  3. Allegro

Concerto para piano e orquestra No. 2 em si bemol maior, Op. 19

  1. Allegro con brio (Cadência: Beethoven)
  2. Adagio
  3. Molto alegro

Martha Argerich, piano

Mahler Chamber Orchestra

Claudio Abbado

Gravação: Teatro Comunale de Ferrara (2000, Op. 19; 2004, Op. 37)

Produção: Christopher Alder

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FLAC | 259 MB

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MP3 | 320 KBPS | 147 MB

Com uma pianista desta, quem não fica feliz?

E ainda outro crítico: Com uma ótima gravação e a audiência só se fazendo ouvir no fim, este é um álbum que mostra como faz sentido gravar mais uma vez este repertório. Este é um Beethoven do século XXI que ainda será ouvido pelo século XXII afora. Até agora, a premunição está se cumprindo!

Aproveite, não espere até o século XXII!

René Denon

Trinta Anos sem o Muro da Vergonha (Ode to Freedom – Bernstein in Berlin – Ludwig van Beethoven (1770-1824) – Sinfonia no. 9, op. 125, “Coral”)

Trinta Anos sem o Muro da Vergonha (Ode to Freedom – Bernstein in Berlin – Ludwig van Beethoven (1770-1824) – Sinfonia no. 9, op. 125, “Coral”)

Celebramos hoje os trinta anos da derrubada do infame Muro de Berlim, naquele incrível novembro de 1989 que viu a Alemanha encaminhar sua reunificação após uma até então inimaginável cadeia de eventos. Logo no mês seguinte, Leonard Bernstein dirigiria as forças combinadas de orquestras e coros das duas Alemanhas e das antigas potências da ocupação em performances muito emotivas da Sinfonia “Coral” de Beethoven, notáveis pela substituição da palavra Freude (“alegria”) por Freiheit (“liberdade”) no texto da “Ode à Alegria” de Schiller, que serve de base para o movimento final. A iniciativa de Bernstein, sugerida por uma história apócrifa que atribuía a substituição ao próprio Schiller, numa versão alternativa da “Ode”, foi uma licença poética que, segundo o regente, certamente teria a aprovação de Beethoven. Nesses moldes, a Sinfonia Coral foi apresentada dos dois lados da cidade outrora dividida, com extraordinária repercussão, e esta gravação, feita ao vivo no dia do Natal de 1989, registra a última dessas performances. Realizada na Schauspielhaus da antiga Berlim Oriental (hoje conhecida como Konzerthaus Berlin) e transmitida ao vivo para dezenas de países, ela tem toda a riqueza e eventuais idiossincrasias que permeiam os últimos anos da carreira de Bernstein e faz parte do canto do cisne deste multitalentoso artista, que deporia a batuta em outubro do ano seguinte para falecer meros cinco dias depois.

ODE TO FREEDOM – BERNSTEIN IN BERLIN

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)
Sinfonia no. 9 em Ré menor, Op. 125, “Coral”
1 – Allegro ma non troppo, un poco maestoso
2 – Molto vivace
3 – Adagio molto e cantabile
4 – Presto – Allegro assai

June Anderson, soprano
Sarah Walker, mezzo-soprano
Klaus König, tenor
Jan-Hendrik Rootering, baixo
Coro da Rádio Bávara
Membros do Coro da Rádio de Berlim
Coro Infantil da Orquestra Filarmônica de Dresden
Orquestra Sinfônica da Rádio Bávara
com integrantes da Orquestra Estatal (Staatskapelle) de Dresden, Orquestra do Teatro Kirov (Leningrado), Filarmônica de Nova York, Orquestra Sinfônica de Londres e Orquestra de Paris
Leonard Bernstein, regência

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Bônus: o vídeo do concerto, gravado na Schauspielhaus de Berlim em 25/12/1989 (AVI, 900 MB):
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Bernstein e seu cigarro derrubando um ‘cadinho do Muro da Vergonha.

Vassily