Alban Berg (1885–1935): Concerto para Violino “À Memória de um Anjo” / 3 Peças Orquestrais

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Concerto para Violino foi umas das últimas — e melhores — obras escritas por Alban Berg. Composto entre a primavera e o verão de 1935, o concerto resultou de uma encomenda do então jovem violinista americano Louis Krasner. Nessa época, a ascensão do nazismo limitou a carreira de muitos músicos de ascendência judaica, entre os quais Alban Berg. Vivendo um período de dificuldades financeiras, o compositor aceitou a encomenda. Pouco tempo após a aceitação, Berg recebeu a notícia da morte de Manon Gropius, filha do arquiteto Walter Gropius e de Alma Mahler. Manon faleceu aos 18 anos, vítima de poliomielite. O Concerto para Violino transformou-se então num tributo à memória da adolescente e também em um réquiem para si mesmo, que morreria logo depois de compô-lo. Berg criou um concerto programático de grande intensidade expressiva. A obra foi estreada em Barcelona, a 19 de Abril de 1936, pela Orquestra Pablo Casals sob a direção de Hermann Scherchen e contando com Krasner como solista.

Alban Berg (1885–1935): Concerto para Violino “À Memória de um Anjo” / 3 Peças Orquestrais

Violin Concerto, To The Memory Of An Angel
1. Andante – Allegretto 11:51
2. Allegro – Adagio 16:32

Three Orchestral Pieces, Op. 6
1. Präludium 4:13
2. Reigen 5:37
3. Marsch 8:36

Gidon Kremer, violino
Symphonie-Orchester Des Bayerischen Rundfunks
Sir Colin Davis

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Alban Berg posando para os pequepianos

Alban Berg posando para os pequepianos

PQP

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Schoenberg (1874-1951), Berg (1885-1935), Webern (1883-1945): Os Quartetos de Cordas da Segunda Escola de Viena

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma paulada!

Arnold, Alban e Anton… Schoenberg, Berg e Webern… a Segunda (ou Nova) Escola de Viena. Quando ouvi este disco pela primeira vez, numa caixona de vinil que pegara emprestada da biblioteca do Instituto Goethe de Porto Alegre, achei tudo muito estranho e impenetrável, radical mesmo. Mas a sensibilidade muda e hoje não entendo como achava tudo isso tão complicado. Estes quartetos são lindos e naturalmente inseridos na história da música do século XX. Ouve-se Mahler e Bruckner, ouve-se Viena. Pergunto ao jovem do final dos anos 70 onde estava a dificuldade. A interpretação do Quarteto Lasalle é imbatível! Indico fortemente.

CD 1:
Arnold Schoenberg (1874 – 1951)
String Quartet No.1 in D minor, Op.7

1) 1. Nicht zu rasch – [12:02]
2) 2. Kräftig (nicht zu rasch) – [11:48]
3) 3. Mäßig (langsame viertel) – [11:52]
4) 4. Mäßig (heiter) [7:26]
String Quartet No.2, Op.10
5) 1. Mäßig [5:55]
6) 2. Sehr rasch [6:43]
7) 3. Litanei (Langsam) [5:40]
8) 4. Entrückung (Sehr langsam) [10:56]

CD 2:
Arnold Schoenberg (1874 – 1951)
String Quartet No.3, Op.30

1) 1. Moderato [8:57]
2) 2. Adagio [8:17]
3) 3. Intermezzo (Allegro moderato) [6:52]
4) 4. Rondo [6:14]
String Quartet No.4, Op.37
5) 1. Allegro molto, energico [9:06]
6) 2. Comodo [7:10]
7) 3. Largo [7:31]
8) 4. Allegro [8:03]

CD 3:
Arnold Schoenberg (1874 – 1951)
String Quartet in D major (1897)
1) 1. Allegro molto [6:20]
2) 2. Intermezzo. Andantino grazioso [3:42]
3) 3. Andante con moto [6:52]
4) 4. Allegro [4:41]
Anton Webern (1883 – 1945)
5 Movements for String Quartet, Op.5

5) 1. Heftig bewegt [2:23]
6) 2. Sehr langsam [2:19]
7) 3. Sehr bewegt [0:41]
8) 4. Sehr langsam [1:37]
9) 5. In zarter Bewegung [3:23]
10) String Quartet (1905) [12:10]
6 Bagatelles for String Quartet, Op.9
11) 1. Mässig [0:35]
12) 2. Leicht bewegt [0:23]
13) 3. Ziemlich fliessend [0:22]
14) 4. Sehr langsam [0:45]
15) 5. Äusserst langsam [1:12]
16) 6. Fliessend [0:34]
String Quartet, Op.28
17) 1. Mässig [3:56]
18) 2. Gemächlich [1:46]
19) 3. Sehr fliessend [2:18]

CD 4:
Alban Berg (1885 – 1935)
Lyric Suite for String Quartet (1926)
1) I. Allegretto gioviale [2:55]
2) II. Andante amoroso [5:35]
3) III. Allegro misterioso – Trio estatico [3:17]
4) IV. Adagio appassionato [4:59]
5) V. Presto delirando – Tenebroso [4:27]
6) VI. Largo desolato [5:27]
String Quartet, Op.3
7) 1. Langsam [8:57]
8) 2. Mässige viertel [9:37]

Quarteto Lasalle

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O grupão

O grupão

PQP

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Tsontakis: Man of Sorrows & Sarabesque / Berg: Sonata / Webern: Piano Variations / Schoenberg: Sechs Kleine Klavierstucke

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um excelente disco de música moderna. A grande estrela do CD é o norte-americano George Tsontakis (1951) que esmerilha duas peças extraordinárias, abrindo e fechando os trabalhos. É impossível não se apaixonar pelo longo oratório para piano e orquestra representado por Man of Sorrows, assim como pela Waldstein-like Sarabesque. Dentre as outras obras, o destaque fica para a Sonata de Berg, o mais deglutível — e, quem sabe, o mais talentoso compositor — da Segunda Escola de Viena.

Tsontakis: Man of Sorrows & Sarabesque,
Berg: Sonata, Webern: Piano Variations,
Schoenberg: Sechs Kleine Klavierstucke

Tsontakis: Man of Sorrows
1. Ecce Homo 2:12
2. Es Muss Sein 9:32
3. Lacrymosa 2:55
4. Gethsemane 9:35
5. Jesu Joy 8:20
6. Vir Dolorum 6:12

Schönberg :
6. kleine Klavierstücke op.19
7. Leicht 1:06
8. Langsam 0:55
9. Sehr Langsam 1:04
10. Rasch Aber Leicht 0:30
11. Etwas Rasch 0:36
12. Sehr Langsam 2 1:11

Berg : Sonate pour piano op.1
13. Piano Sonata

Webern : Variations pour piano op.27
14. Massig 1:54
15. Schnell 0:44
16. Fliessend 3:59

Tsontakis: Sarabesque
17. Sarabesque 5:47

Stephen Hough, piano
Dallas Symphony Orchestra
Andrew Litton

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George Tsontakis: nada rotineiro

George Tsontakis: nada rotineiro

PQP

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Liszt (1811-1886), Berg (1885-1935) e Webern (1883-1945): At the Grave of Richard Wagner


Excelente versão de três peças muito pouco tocadas. “At the grave of Richard Wagner” é comovente. Já as peças de Berg e Webern requerem maior trabalho. Gravação excelente. Divirtam-se. Disco curtíssimo. Como esta apresentação.

Kronos Quartet — At the Grave of Richard Wagner

Franz Liszt (1811 – 1886)
1) At the Grave of Richard Wagner (2:47)

Alban Berg (1885 – 1935)
String Quartet, Op. 3 (19:03)
2) I
3) II

Anton Webern (1883- 1945)
Five Pieces, Op. 5 (10:38)
4) I
5) II
6) III
7) IV
8. V

KRONOS QUARTET:
David Harrington, violin
John Sherba, violin
Hank Dutt, viola
Joan Jeanrenaud, cello

Aki Takahashi, piano
Marcella DeCray, harp

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Richard Wagner em Paris, no ano de 1861

Richard Wagner em Paris, no ano de 1861

PQP

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Alban Berg (1885-1935) e Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concertos para Violino

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Muito bom CD. São dois lindíssimos concertos, interpretados magnificamente por Arabella Steinbacher. O de Berg é uma homenagem póstuma a Manon Gropius, filha de Alma Mahler e Walter Gropius, morta na adolescência (não conferi), e recebeu a alcunha de “À Memória de um Anjo”. O de Beethoven é uma das referências do gênero, talvez a maior delas. A junção é estranha, mas compreensível. O critério foi a qualidade e o bom gosto de alguém, provavelmente de Arabella. Ela e a orquestra de Colônia fazem um esplêndido trabalho que todo pequepiano deve conferir. Com interpretações de rara sensibilidade, Arabella dá um show no Larghetto do Concerto de Beethoven.

Alban Berg (1885-1935) e Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concertos para Violino

Berg
1.1 Violin Concerto: Andante – Allegretto
1.2. Violin Concerto: Allegro – Adagio

Beethoven
3.1. Violin Concerto in D major, Op. 61: Allegro ma non troppo
4.2.Violin Concerto in D major, Op. 61: Larghetto
5.3 Violin Concerto in D major, Op. 61: Rondo: Allegro

Arabella Steinbacher, violino
WDR Symphony Orchestra, Colonia
Andris Nelsons

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Arabella Steinbacher

Arabella Steinbacher

PQP

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Mozart (1756-1791): Piano Sonata Nº 8 in A Minor, K.310 / Berg (1885-1935): Piano Sonata op. 1 / Liszt (1811-1886): Piano Sonata in B Minor S. 178 / Bartók (1881-1945): Romanian Folk Dances BB 68

IM-PER-DÍ-VEL!!!

Se eu já era fã da Hélène Grimaud, a cada novo CD seu me torno ainda mais fã. E não apenas por sua beleza estonteante, mas principalmente pelo seu enorme talento, que a cada novo cd se solidifica cada vez mais.

Os grandes intérpretes, aqueles que efetivamente tem talento, não temem ousar. Avançam fronteiras, quebram paradigmas, enfim, ousam. Não se importam se alguns poucos “entendidos” torçam o nariz, e considerem de menor valor ou importância. Continuam ousando. Isso marca sua carreira e sua personalidade se impôe.
Quando vi este cd pela primeira vez não tinha como não me surpreender: Mozart, Berg, Liszt e Bártok, tudo isso junto ? Será que a bela e talentosa Hélène Grimaud surtou de vez ? Mas lendo o texto que consta no verso da capa do cd acho que entendi a sua proposta: a eterna contraposição emoção x razão (voltarei à esta questão logo, logo, numa outra série de postagens). Se suas escolhas de repertório foram adequadas não cabe aqui discutir. Mas não dá para tirar o mérito da empreitada. A forte carga dramática que impõe em sua leitura da conhecidíssima Sonata K. 310 de Mozart pode não agradar à alguns puristas (felizmente não sou um deles), mas é por demais emocionante, vide o segundo movimento, um Andante Cantabile maravilhosamente interpretado. Viciado que fui durante muitos anos na leitura seca e pragmática destas obras, por vezes soando quase cômica, de Glenn Gould, ao ouvir Grimaud tocando esta sonata sinto-me tão feliz por ouvir Mozart sob essa ótica! Um comentarista da amazon considera esta leitura de Grimaud da sonata de Mozart “beethoveniana” em sua essência, como se ela estivesse tocando, por exemplo, a Sonata “Tempestade” do gênio de Bonn. Vendo por este prisma, até podemos concordar.

Depois de uma leitura beirando a perfeição da complexa Sonata op. 1 de Berg, temos o grande “tour de force” do CD: A Sonata em Si Menor De Liszt, uma das maiores peças já escritas para o instrumento, que exige do pianista um virtuosismo absurdo. Mas Grimaud já é suficientemente madura para encarar a empreitada. E o virtuosismo é o seu principal trunfo. Ela se impõe ao instrumento e à obra, e não se deixa engolir pelas diversas armadilhas escondidas em seus longos trinta minutos de duração. Não sou músico mas não duvido que após encarar um “tour de force” destes, o intérprete sinta-se esgotado fisica e emocionalmente. A carga dramática é intensa e constante, e a quantidade de notas que Liszt colocou no papel podem soar desnecessárias, mas ali estão e exigem do pianista total concentração. E para quem já viu uma apresentação de Grimaud pelo menos em um vídeo do Youtube, sabe que sua entrega é total.

O CD se completa com algumas peças deliciosas de Bartók, baseadas no folclore romeno.

Ah, preciso dizer que se trata de um CD IM-PER-DÍ-VEL ?

P.S. Um grande amigo do blog, o Milton Ribeiro, se gabava há um tempo atrás de que iria a Paris e Londres, e teria a oportunidade de assistir à um recital da francesinha. Conseguistes assistir, Milton? Estou curioso para saber… e creio que os outros colegas do blog também.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Sonata nº8 in A Minor, K.310 – Alban Berg (1885-1935) – Piano Sonata op. 1 – Franz Liszt (1811-1886) – Piano Sonata in B Minor S. 178 – Béla Bartók (1881-1945) – Romanian Folk Dances BB 68

01. Mozart – Piano Sonata No.8 in A minor K. 310 – I. Allegro maestoso
02. Mozart – Piano Sonata No.8 in A minor K. 310 – II. Adante cantabile con espressione
03. Mozart – Piano Sonata No.8 in A minor K. 310 – III. Presto
04. Berg – Piano Sonata Op.1
05. Liszt – Piano Sonata in B minor S 178
06. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Joc cu bata. Allegro moderato
07. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Braul. Allegro
08. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Pe loc. Andante
09. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Buciumeana. Moderato
10. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Poarga romaneasca. Allegro
11. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Maruntel. Allegro

Hélène Grimaud, Piano

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helene grimaud pianist

FDPBach

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Alban Berg (1885-1935): Wozzeck (Ópera em 3 Atos)

Wozzeck é a primeira e mais famosa ópera do compositor austríaco Alban Berg. Baseia-se na peça incompleta do dramaturgo alemão Georg Büchner intitulada Woyzeck. Berg trabalhou num libreto de três atos com cinco cenas cada.

O trabalho foi iniciado em 1917 após Berg ter sido autorizado a deixar o seu regimento durante a Primeira Guerra Mundial. Completou a ópera em 1922. Erich Kleiber foi o maestro da estreia de Wozzeck na Ópera Estatal de Berlim em 14 de Dezembro de 1925.

Wozzeck é um dos mais famosos exemplos de atonalidade, o que auxiliou na dramatização dos temas da alienação e loucura. Berg seguiu as pisadas do seu mestre Arnold Schoenberg ao usar a atonalidade livre para expressar emoções e os processos de pensamento das personagens em palco.

Personagens:

Wozzeck – soldado
Marie – sua amante e prostituta
Hauptmann – Capitão
Andres – outro soldado
Doktor – médico
Tambourmajor – tocador de tambor
Margret
Kind – criança

PRIMEIRO ATO:

1ª Cena: Quarto do Capitão: O soldado Wozzeck barbeia o Capitão enquanto este o censura pela ligação ilegítima que mantém com Marie, de quem tem um filho. Wozzeck responde que quando se é pobre não se pode ser virtuoso. O Capitão diz que Wozzeck é boa pessoa, mas que pensa demais – o que lhe pode trazer disabores.

2ª Cena: Local deserto no campo: Wozzeck e o seu camarada Andrés talham umas varinhas de salgueiro, quando Wozzeck é assaltado por alucinações, que partilha com o amigo. Andrés acalma-o.

3ª Cena: Quarto de Marie: Marie está à janela com o filho. Ouve-se uma fanfarra militar que se aproxima, com o Tambor Mor à frente. Marie saúda-o e ele retribui. Margret, vizinha, também admiradora do Tambor Mor, não gosta do que vê e briga com Marie. Chega Wozzeck, ainda dominado pelos sinais agoirentos que julgou avistar, olha o filho, e parte sem explicações para o quartel.

4ª Cena: Consultório do Doutor: Wozzeck

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consulta o Doutor, para quem o caso do soldado é insignificante. O palavreado filosofante do médico é entrecortado por exclamações de Wozzeck que chama por Marie. O diagnóstico do Doutor indica que ele deve entrar num manicômio.

5ª Cena: Em frente da casa de Marie: Marie encontra o Tambor Mor que a seduz, e os dois entram em casa.

SEGUNDO ACTO:

1ª Cena: Quarto de Marie: Marie observa ao espelho os brincos que o Tambor Mor lhe ofereceu; Wozzeck pergunta-lhe onde os arranjou, e Marie responde que os encontrou. Pouco convencido, Wozzeck entrega à mulher a sua solda e mais algumas moedas que o Capitão e o Doutor lhe deram, e sai. Marie tem um momentâneo rebate de consciência. Depois encolhe os ombros com indiferença.

2ª Cena: Rua: O Capitão e o Doutor conversam quando passa Wozzeck, a quem escolhem como motivo de sarcasmo. O Capitão refere Marie e o Tambor Mor, e o soldado foge.

3ª Cena: À porta da casa de Marie: Wozzeck, ciumento, trava um violento diálogo com Marie, que declara preferir levar uma facada a que ele a bata. Depois entra em casa, deixando Wozzeck a remoer aquelas palavras.

4ª Cena: Festa no jardim da taberna: Operários, soldados e criados dançam, enquanto Andrés e dois aprendizes cantam. Marie dança com o Tambor Mor. Wozzeck chega e observa-os, contendo a fúria. Andrés pergunta-lhe o que tem, e Wozzeck responde com palavras de morte. Andrés julga-o embriagado, e despreocupa-se. Um Louco senta-se ao lado de Wozzeck e diz que tudo aquilo é muito alegre mas que cheira a sangue. “Sangue” – uma palavra agora obsessiva para Wozzeck.

5ª Cena: Caserna: Wozzeck acorda sobressaltado, e confessa a Andrés andar obcecado com o baile, Marie, o Tambor Mor, uma faca… Depois chega o Tambor Mor, bêbedo, gabando-se da conquista de Marie e escarnecendo de Wozzeck, a quem convida a beber com ele. Wozzeck responde assobiando. O Tambor Mor irrita-se e agride-o. Wozzeck luta e regressa à cama, ensanguentado, murmurando: “Primeiro um, depois o outro”.

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TERCEIRO ATO:

1ª Cena: Quarto de Marie: Marie lê uma passagem da Bíblia que fala da mulher pecadora. Fica perturbada, e volta à leitura implorando misericórdia divina.

2ª Cena: Atalho na floresta: Wozzeck e Marie caminham. A mulher pede que voltem para casa, mas Wozzeck fala do tempo feliz em que se conheceram. Depois beija-a, e diz que “gostaria de poder beijá-la outras vezes, mas que é impossível”. A Lua surge. “Vermelha”, diz Maria – “como um ferro sangrento”, completa Wozzeck no instante em que a esfaqueia mortalmente. Deixa-a no chão e retira-se.

3ª Cena: Taberna: Margret e outras raparigas dançam enquanto Wozzeck bebe. Convida Margret a sentar-se, e fala coisas sem nexo, até ela reparar que ele tem sangue nas mãos. Wozzeck balbucia explicações confusas, mas todos gritam que cheira a sangue humano. Wozzeck foge.

4ª Cena: Atalho na floresta: Wozzeck procura a faca que poderia comprometê-lo, e atira-a para umas escarpas. Depois pensa que é perseguido, e decide seguir o mesmo caminho da faca. Aparecem o Doutor e o Capitão, que diz ter ouvido um gemido. O Doutor sossega-o dizendo que há muito tempo ninguém se afoga naquele rio. Saem.

5ª Cena: Esquina da casa de Marie: Crianças cantam enquanto o filho de Marie cavalga um pau. Aproximam-se outras crianças que trazem a notícia que o cadáver de Marie foi encontrado. Indiferente, o filho de Marie continua a galopar no seu cavalo imaginário.

Retirado daqui.

MELHOR AQUI. Obrigado, Ludwig.

Alban Berg (1885-1935): Wozzeck (Ópera em 3 Atos)

CD1:
1. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 1: The Captain’s room. “Langsam, Wozzeck, langsam!” 8:13
2. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 2: An open field outside the town. “Du, der Platz ist verflucht!” “Ach was!” 6:40
3. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 3: Marie’s room. “Tschin Bum, Tschin Bum, Bum, Bum, Bum! Hörst Bub? Da kommen sie!” 8:14
4. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 4: The Doctor’s study. “Was erleb ich, Wozzeck?” 7:32
5. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 5: Street before Marie’s door. “Geh einmal vor Dich hin!” 3:00

CD2:
1. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 1: Marie’s room. “Was die Steine glänzen?” 5:37
2. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 2: Street in town. “Wohin so eilig” Heinz Zednik 8:53
3. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 3: Street before Marie’s door. “Guten Tag, Franz” 3:28
4. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 4: Tavern garden. “Ich hab’ ein Hemdlein an, das ist nicht mein” 10:26
5. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 5: Guardroom in the barracks. “Oh oh Andres! Andres! Ich kann nicht schlafen” 4:30
6. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 1: Marie’s room. “Und ist kein Betrug” 3:05
7. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 1: “Und kniete hin zu seinen Fuessen” 2:01
8. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 2: Forest path by a pool. “Dort links geht’s in die Stadt” 5:00
9. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 3: A low tavern. “Tanzt Alle” 2:54
10. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 4: Forest path by a pool. “Das Messer? Wo ist das Messer?” 7:51
11. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 5: Street before Marie’s door. “Ringel, Ringel, Rosenkranz” 1:44

Hildegard Behrens
Anna Gonda
Franz Grundheber
Aage Haugland
Peter Jelosits
Werner Kamenik

Vienna Philharmonic Orchestra
Vienna State Opera Chorus
Claudio Abbado

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PQP

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Alban Berg (1885-1935): Concerto para violino “À Memória de um Anjo”, Concerto de câmara e Três peças orquestrais

Link revalidado por PQP

Esse CD, fora de série, tava há mais de um ano pedindo pra ser postado, mas não eu queria sair do repertório nacional e das Américas. Chegou a um ponto que não aguentei mais ficar com ele guardado comigo. Aproveitem porque são interpretações de alto nível de “ambas as três” peças.

***

Berg: Chamber Concerto; Three Orchestral Pieces, Op. 6; Violin Concerto

1. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/I. Thema scherzoso con Variazioni – Motto
2. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Thema scherzoso
listen
3. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation I
4. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation II (langsames Walzertempo)
5. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation III (kräftig bewegt)
6. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation IV (sehr rasch)
7. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation V (Tempo primo)
8. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/II. Adagio (Instrumental)
9. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/III. Rondo ritmico con Introduzione (Cadenza) – Introduzione
10. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Rondo ritmico
11. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Coda

12. Three Pieces for Orchestra, Op. 6/I. Präludium
13. Three Pieces for Orchestra, Op. 6/II. Reigen
14. Three Pieces for Orchestra, Op. 6/III. Marsch

15. Concerto for Violin and Orchestra (To the Memory of an Angel)/I. Andante, Allegretto
16. Concerto for Violin and Orchestra (To the Memory of an Angel)/II. Allegro, Adagio

Chamber Concerto, for piano, violin, and 13 wind instruments
with Saschko Gawriloff, Daniel Barenboim

Violin Concerto
with Pinchas Zukerman

All pieces
Performed by London Symphony Orchestra
Conducted by Pierre Boulez

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Eu sou humilde, mas faço  música tão bem ou melhor que o Schoenberg...

Eu sou humilde, mas faço música tão bem ou melhor que o Schoenberg, viu?

CVL

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The Classical Clarinet ( Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

Esse é um CD imperdível. Para começar a brincadeira, Poulenc. Por experiência própria posso dizer que essa sonata é difícil pra caramba. Exige muita técnica do Clarinetista, que é claro é muito bom.  A sonata de Saint-Saens tem um daqueles temas que entram na sua cabeça e não saem mais. Saens opta por não mostrar o lado mecânico do instrumento, mas sim o lado melódico. Tanto é que até para o piano é fácil.
Quase todos os compositores são do século 20, o que deixa a coisa muito legal. Ouvindo o CD vc tem a nítida impressão de que os compositores querem tirar ao máximo do instrumento, seja melodicamente, seja mecanicamente.
Enfim. Ouça e depois diga o que achou do disco. Bom feriado e Boa Audição
The Classical Clarinet ( Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

CD1

Francis Poulenc – Sonata for Clarinet and Piano

01 – Allegro Tristamente

02 – Romanzza

03 – Allegro com Fuoco

Claude Debussy – Première Rapsodie for Clarinet and Piano

04 – Lento, Moderement animé, Scherzando anime

Camille Saint-Säens – Sonata for Clarinet and Piano

05 – Allegreto

06 – Allegro Animato

07 – Lento

08 – Molto Allegro – Allegreto

Henri Büsser – Pastorale

09 – Andante – Allegro

Igor Stravinsky – Three pieces for Clarinet Solo

10 – Molto Tranquillo

11 – Vivace

12 – Vivacíssimo

Bohuslav Martinu – Sonatina for Clarinet and Piano

13 – Moderato

14 – Andante

15 – Poco Allegro

Malcolm Arnold – Sonatine for Clarinet and Piano

16 – Allegro com Brio

17 – Andantino

18 – Furioso

CD2

Carl Maria Von Weber- Grand Duo Concertanto

01 – Allegro con Fuoco

02 – Andante con Moto

03 – Rondo – Allegro

Harald Genzmer – Sonatine, for Clarinet and Piano

04 – Lento – Allegro

05 – Adagio

06 – Vivace

Robert Schumann – Fantasiestück for Clarinet and Piano

07 – Zart und Mit Asdruck

08 – Lebhaft

09 – Rash und mit Feuer

Alban Berg – Vier Stücke

10 – Mässig

11 – Sehr Langsam

12 – Sehr Rasch

13 – Langsam

Felix Mendelssohn-Bartholdy – Sonata for Clarinet and Piano

14 – Adagio – Allegro Moderato

15 – Andante

16 – Allegro Moderato

Henk de Graaf, Clarinet
Daniel Wayenberg, Piano

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Gabriel Clarinet

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The Art of the Clarinet – Beethoven, Brahms, Alban Berg e Mendelssohn

Um extraordinário e agradável CD. Delicioso. Para se apreciar muitas vezes. Não deixe de ouvir. Bom deleite!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Trio in B flat major for piano, clarinet and cello, Op. 11
01. Allegro con brio
02. Adagio
03. Allegretto

Johannes Brahms (1833-1897) – Trio in A minor for piano, clarinet and cello, Op. 114
04. Allegro
05. Adagio
06. Andante, grazioso
07. Allegro

Alban Berg (1885-1935) – Four Pieces for clarinet and piano, Op. 5
08. I
09. II
10. III
11. IV

Felix Mendelssohn (1809-1847) – Konzertstück No. 1 in F minor for clarinet, basset-horn and piano, Op. 113
12. Allegro con fuoco
13. Andante
14. Presto

Konzertstück No. 2 in D minor for clarinet, basset-horn and piano, Op. 114
15. Presto
16. Andante
17. Allegro grazioso

Peter Schmidl, clarinet
Madoka Inui, piano
Teodora Miteva, cello
Pierre Pichler, basset-horn

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Carlinus

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Alban Berg(1885-1935): Violin Concerto – À Memória de um Anjo / Wolfgang Rihm (1952-): Time Chant

A violinista Anne-Sophie Mutter é tão gostosa que nem parece adequada à música moderna. Esta é geralmente trabalho para barangas. Ela também poderia ficar naqueles Concertos para Violino de sempre e seria admirada como gênio, mas o entusiasmo de Mutter para com aquilo que não é tão óbvio demonstra seu tamanho como artista. Sua interpretação de Berg é esplêndida. Alban Berg é o membro que fazia música na Segunda Escola de Viena — os outros faziam algo entre a música e a teoria, mas acho melhor parar antes que CDF delete este post. O Concerto de Berg foi escrito como homenagem à memória de Manon Gropius, filha de Alma Mahler, morta aos 18 anos com poliomielite. Muito apegado à jovem, Berg decidiu que o concerto para violino seria o seu réquiem, sem imaginar que também escrevia o próprio… Denso, difícil e cheio de tristeza, é música de primeiríssima linha. Ecos da música tonal pairam como fantasmas, sobretudo no movimento final, onde Berg cita uma melodia coral de Bach. Rihm, por outro lado, dispensa inteiramente as melodias tradicionais e os modelos musicais do passado. Sua linguagem, a um tempo lírica e fragmentária é notavelmente interpretada por Mutter, sempre de alma, mente e decote aberto.

Alban Berg (1885 – 1935)
Violin Concerto “To the Memory of an Angel”

1) 1. Andante – Allegro [11:31]
2) 2. Allegro – Adagio [16:12]

Wolfgang Rihm (1952 – )
“Gesungene Zeit” 1991/92 – Music for violin and orchestra

3) 1. Beginning: quasi senza [14:27]
4) 2. Takt 179: meno mosso [9:56]

Anne-Sophie Mutter
Chicago Symphony Orchestra
James Levine

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PQP

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Alban Berg (1885-1935): Wozzeck

“Wozzeck”, ópera de Alban Berg (Viena, 1885 – Viena, 1935), libreto de Alban Berg, a partir de Georg Büchner. Estreia: Ópera de Berlim, 14 de Dezembro de 1925.

Personagens: Wozzeck / Marie, sua amante / Filho de Marie / Capitão / Doutor / Tambor Mor / Andres, amigo de Wozzeck / Margret, vizinha de Marie / 1º Aprendiz / 2º Aprendiz / Louco.

Antecedentes: Em 1914 Berg assistiu em Viena à estreia da peça “Wozzeck” de Georg Brüchner, que o impressionou e levou a escrever a ópera. O nome original era “Woyzeck”. Mas por dificuldade na leitura do manuscrito, o y foi confundido com um z. Berg escreveu “Wozzeck” ao longo de vários anos – um trabalho que foi sendo interrompido por outros e pela Primeira Guerra Mundial. No Verão de 1917 termina o libretto, 3 anos mais tarde a partitura, e a orquestração só em 1921. Mas passam-se ainda 4 anos antes que algum teatro tivesse coragem, ou estruturas, para a apresentar. Isso acontece em 1925.

PRIMEIRO ACTO:
1ª Cena: Quarto do Capitão: O soldado Wozzeck barbeia o Capitão enquanto este o censura pela ligação ilegítima que mantém com Marie, de quem tem um filho. Wozzeck responde que quando se é pobre não se pode ser virtuoso. O Capitão diz que Wozzeck é boa pessoa, mas que pensa demais – o que lhe pode trazer disabores. 2ª Cena: Local deserto no campo: Wozzeck e o seu camarada Andrés talham umas varinhas de salgueiro, quando Wozzeck é assaltado por alucinações, que partilha com o amigo. Andrés acalma-o. 3ª Cena: Quarto de Marie: Marie está à janela com o filho. Ouve-se uma fanfarra militar que se aproxima, com o Tambor Mor à frente. Marie saúda-o e ele retribui. Margret, vizinha, também admiradora do Tambor Mor, não gosta do que vê e briga com Marie. Chega Wozzeck, ainda dominado pelos sinais agoirentos que julgou avistar, olha o filho, e parte sem explicações para o quartel. 4ª Cena: Consultório do Doutor: Wozzeck consulta o Doutor, para quem o caso do soldado é insignificante. O palavreado filosofante do médico é entrecortado por exclamações de Wozzeck que chama por Marie. O diagnóstico do Doutor indica que ele deve entrar num manicómio. 5ª Cena: Em frente da casa de Marie: Marie encontra o Tambor Mor que a seduz, e os dois entram em casa.

SEGUNDO ACTO:
1ª Cena: Quarto de Marie: Marie observa ao espelho os brincos que o Tambor Mor lhe ofereceu; Wozzeck pergunta-lhe onde os arranjou, e Marie responde que os encontrou. Pouco convencido, Wozzeck entrega à mulher a sua solda e mais algumas moedas que o Capitão e o Doutor lhe deram, e sai. Marie tem um momentâneo rebate de consciência. Depois encolhe os ombros com indiferença. 2ª Cena: Rua: O Capitão e o Doutor conversam quando passa Wozzeck, a quem escolhem como motivo de sarcasmo. O Capitão refere Marie e o Tambor Mor, e o soldado foge. 3ª Cena: À porta da casa de Marie: Wozzeck, ciumento, trava um violento diálogo com Marie, que declara preferir levar uma facada a que ele a bata. Depois entra em casa, deixando Wozzeck a remoer aquelas palavras. 4ª Cena: Festa no jardim da taberna: Operários, soldados e criados dançam, enquanto Andrés e dois aprendizes cantam. Marie dança com o Tambor Mor. Wozzeck chega e observa-os, contendo a fúria. Andrés pergunta-lhe o que tem, e Wozzeck responde com palavras de morte. Andrés julga-o embriagado, e despreocupa-se. Um Louco senta-se ao lado de Wozzeck e diz que tudo aquilo é muito alegre mas que cheira a sangue. “Sangue” – uma palavra agora obsessiva para Wozzeck. 5ª Cena: Caserna: Wozzeck acorda sobressaltado, e confessa a Andrés andar obcecado com o baile, Marie, o Tambor Mor, uma faca… Depois chega o Tambor Mor, bêbedo, gabando-se da conquista de Marie e escarnecendo de Wozzeck, a quem convida a beber com ele. Wozzeck responde assobiando. O Tambor Mor irrita-se e agride-o. Wozzeck luta e regressa à cama, ensanguentado, murmurando: “Primeiro um, depois o outro”.

TERCEIRO ACTO:
1ª Cena: Quarto de Marie: Marie lê uma passagem da Bíblia que fala da mulher pecadora. Fica perturbada, e volta à leitura implorando misericórdia divina. 2ª Cena: Atalho na floresta: Wozzeck e Marie caminham. A mulher pede que voltem para casa, mas Wozzeck fala do tempo feliz em que se conheceram. Depois beija-a, e diz que “gostaria de poder beijá-la outras vezes, mas que é impossível”. A Lua surge. “Vermelha”, diz Maria – “como um ferro sangrento”, completa Wozzeck no instante em que a esfaqueia mortalmente. Deixa-a no chão e retira-se. 3ª Cena: Taberna: Margret e outras raparigas dançam enquanto Wozzeck bebe. Convida Margret a sentar-se, e fala coisas sem nexo, até ela reparar que ele tem sangue nas mãos. Wozzeck balbucia explicações confusas, mas todos gritam que cheira a sangue humano. Wozzeck foge.4ª Cena: Atalho na floresta: Wozzeck procura a faca que poderia comprometê-lo, e atira-a para umas escarpas. Depois pensa que é perseguido, e decide seguir o mesmo caminho da faca. Aparecem o Doutor e o Capitão, que diz ter ouvido um gemido. O Doutor sossega-o dizendo que há muito tempo ninguém se afoga naquele rio. Saem. 5ª Cena: Esquina da casa de Marie: Crianças cantam enquanto o filho de Marie cavalga um pau. Aproximam-se outras crianças que trazem a notícia que o cadáver de Marie foi encontrado. Indiferente, o filho de Marie continua a galopar no seu cavalo imaginário.

Retirado daqui.

MELHOR AQUI, obrigado, Ludwig.

ALBAN BERG -Wozzeck (Complete)

1. Act 1 – Scene 1: The Captain’s room. “Langsam, Wozzeck, langsam!” Franz Grundheber 8:13
2. Act 1 – Scene 2: An open field outside the town. “Du, der Platz ist verflucht!” “Ach was!” Franz Grundheber 6:40
3. Act 1 – Scene 3: Marie’s room. “Tschin Bum, Tschin Bum, Bum, Bum, Bum! Hörst Bub? Da kommen sie!” Hildegard Behrens 8:14
4. Act 1 – Scene 4: The Doctor’s study. “Was erleb ich, Wozzeck?” Aage Haugland 7:32
5. Act 1 – Scene 5: Street before Marie’s door. “Geh einmal vor Dich hin!” Hildegard Behrens 3:00
6. Act 2 – Scene 1: Marie’s room. “Was die Steine glänzen?” Hildegard Behrens 5:37
7. Act 2 – Scene 2: Street in town. “Wohin so eilig” Heinz Zednik 8:53
8. Act 2 – Scene 3: Street before Marie’s door. “Guten Tag, Franz” Franz Grundheber 3:28
9. Act 2 – Scene 4: Tavern garden. “Ich hab’ ein Hemdlein an, das ist nicht mein” Alfred Šramek 10:26
10. Act 2 – Scene 5: Guardroom in the barracks. “Oh oh Andres! Andres! Ich kann nicht schlafen” Franz Grundheber 4:30
11. Act 3 – Scene 1: Marie’s room. “Und ist kein Betrug” Hildegard Behrens 3:05
12. Act 3 – Scene 1: “Und kniete hin zu seinen Fuessen” Hildegard Behrens 2:01
13. Act 3 – Scene 2: Forest path by a pool. “Dort links geht’s in die Stadt” Hildegard Behrens 5:00
14. Act 3 – Scene 3: A low tavern. “Tanzt Alle” Franz Grundheber 2:54
15. Act 3 – Scene 4: Forest path by a pool. “Das Messer? Wo ist das Messer?” Franz Grundheber 7:51
16. Act 3 – Scene 5: Street before Marie’s door. “Ringel, Ringel, Rosenkranz” Viktoria Lehner 1:44

Grundheber
Behrens
Raffeiner
Langridge
Zednik
Haugland
Šramek
Maly

Wiener Philharmoniker
Claudio Abbado

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Igor Stravinski (1882-1971) – Ebony Concerto e Dumbarton Oaks / Alban Berg (1885-1935)

Copiado com certa liberdade de “Música da Modernidade”, de J. Jota de Moraes, por P.Q.P. Bach.

Dedicado ao Trauriger Hund (Blue Dog).

Alban Berg foi o primeiro músico a ser aceito fora do reduzido círculo que efetivamente compreendia o sentido e o alcance das experiências levadas a cabo pela Segunda Escola de Viena. Durante aquele longo período em que Schoenberg era ridicularizado e tomado apenas como o esforçado inventor de uma rígida escolástica a qual de castrara inteiramente o élan romântico, época em que Webern era encarado apenas como um cerebralista vazio – um “compositor de papel”, já que suas obras, por conterem quase tantos silêncios quanto sons, deveriam preferencialmente ser lidas em partituras e não ouvidas em concertos -, Berg era louvado por revelar algo assim como “a alma humana de um sistema desumano”…

O Concerto de Câmara para Piano, Violino e 13 Instrumentos de Sopro é dominado por preocupações lúdico-numerológicas. Confessando a Schoenberg que “tudo o que é bom vem em três”, Berg explicava que a obra toda concretizava esse velho ditado germânico. Assim, são três os temas mostrados de início – anagramas sonoros correspondentes aos nomes dos integrantes da Segunda Escola de Viena (Arnold SCHoenBErg, Anton wEBErn e AlBAn BerG), a partir dos instrumentos pertencentes a três famílias: teclado (piano), cordas (violino) e sopros (diversos). Todo o restante – número de compassos, reunião dos instrumentos em três maneiras distintas, dodecafonia de retrogradação, inversão e inversão da retrogradação – segue o número três. Só que… é Berg, o talentoso e humano Berg; então, ele fica distante de Schoenberg e Webern ao aplicar à sua obra um extremado virtuosismo instrumental, de raiz nitidamente romântica.

Stravinski passou sua vida dialogando com a história. Seria insensato referir-se à música do século XX sem evocar seu nome. Sua personalidade controvertida, que parecia ver com certa ironia os valores antigos sendo demolidos à sua volta, suas idéias – nem sempre claras ou lógicas, mas sempre vívidas e bem humoradas -, que provocaram tanta repercussão e, sobretudo, sua vasta notável e heterogênea obra, apontam para uma obviedade: sem Stravinski, a história da arte musical do século XX teria sido definitivamente outra. Ele foi moderno, barroco, clássico, primitivo, neoclássico e até dodecafônico, e sempre relevante.

Stravinski dá a impressão de fazer com que a História se manifeste em suas obras enquanto retórica, por meio de uma escritura baseada fundamentalmente na paródia, pois o que é tradição em Stravinski quase nunca aparece citado ou transformado em pastiche, mas comentado, estranhado, profundamente parodiado… E, enquanto forma de reflexão até certo ponto distanciada, esse procedimento não estaria ligado à metalinguagem, à linguagem crítica?

Dumbarton Oaks e Ebony Concerto são obras muitíssimo ilustradoras da “esponja” (conforme um comentarista deste blog) que o compositor era. O barroco e o jazz aparecem subitamente transformados em outra coisa, muito diferente e brilhante. Neste CD absolutamente obrigatório, são as duas obras citadas as que mais me impressionam. Uma peça é fundamental para o neoclássico; a outra, para nossa diversão.

Chamber Concerto, for piano, violin, and 13 wind instruments

Composé par Alban Berg
avec Pinchas Zukerman, Daniel Barenboim
1. kammerkonzert für klavier und gelge mit 13 bläsern : thema scherzoso con variazioni
2. kammerkonzert für klavier und gelge mit 13 bläsern : adagio
3. kammerkonzert für klavier und gelge mit 13 bläsern : rondo ritmico con introduzione

Concerto for chamber orchestra in E flat major (“Dumbarton Oaks”)

Composé par Igor Stravinsky
Joué par InterContemporain Ensemble
avec Michel Arrignon
Dirigé par Pierre Boulez
4. konzert es-dur für kammer-orchester dumbarton oaks : i. tempo giusto
5. konzert es-dur für kammer-orchester dumbarton oaks : ii. allegretto
6. konzert es-dur für kammer-orchester dumbarton oaks : iii. con moto Instrumental

Miniatures (8), for 15 players

Composé par Igor Stravinsky
Joué par InterContemporain Ensemble
avec Michel Arrignon
Dirigé par Pierre Boulez
7. 8 instrumental-miniaturen für fünfzehn spieler – for fifteen players

Ebony Concerto, for clarinet & jazz band

Composé par Igor Stravinsky
Joué par InterContemporain Ensemble
avec Michel Arrignon
Dirigé par Pierre Boulez
8. ebony concerto : allegro moderato – andante – moderato – com moto – moderato – vivo

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