Georges Bizet (1838-1875) – Carmen

Mais uma parceria da dupla FDPBach / Ammiratore.

Sevilha, Espanha início do séc XIX. Carmen é uma cigana que trabalha numa fábrica de cigarros. Sua beleza quente seduz os homens chegando a causar obsessão amorosa no soldado Don José e que, por esse amor, perde a farda e torna-se o amante. Por este amor obsessivo o ex-soldado chega a fazer parte de um bando de contrabandistas, amigos da sedutora cigana. Pela liberdade da vida, Carmen acaba deixando o pobre amante, incapaz de compreender a personalidade livre da cigana, para ficar com um famoso toureador. Don José obcecado e enfeitiçado então é tomado por um acesso de ira e ciúme levando a relação às vias de fato.

Hoje, dia 8 de março, compartilhamos com os amigos do blog a gigantesca ópera “Carmen” de Georges Bizet (1838-1875), considerada como a primeira ópera feminista da história e que foi recontada um sem-número de vezes em filmes e livros.

Prosper Mérimée

Esta ópera assinala um marco na história da música lírica, pois se tornou uma das obras mais executadas, encenadas e faladas no mundo, além da personagem central transformar-se em mito de alcance universal. Baseada na novela homônima de Prosper Mérimée (1803-1870), ela foi composta entre 1873 e 1874, representa uma série de situações envolvendo raça, classe e gênero que eram os assuntos palpitantes da França do século XIX, simplificada em ópera o tema principal é o amor que desperta a ação criminosa em Don José, homem ciumento que, sendo rejeitado pela mulher que ama, confere-lhe a morte como destino inexorável.

Carmen é um personagem absolutamente inédito no universo operístico, e vai influenciar muito todo o teatro lírico. Nada tem em comum com a heroína tradicional, pura, sofredora, um joguete nas mãos dos homens e do destino. É amoral, complexa, combina em si traços tanto de heroína quanto de vilã, mas de uma forma que a coloca acima dos julgamentos da moral corrente. Carmen faz parte daquela galeria de personagens que não se sentem culpadas por terem um comportamento que os padrões morais vigentes consideram “irregular”. Sim e isso era demais para o público de 1875… A cigana é uma fascinante mistura de sensualidade, alegria de viver, destemor, fatalismo, mas também de uma grande capacidade de ternura. Alguns autores consideram “Carmen” como a primeira ópera feminista da história por seu caráter transgressor em um mundo governado por homens. Não é à toa, assim, que a obra foi alvo de severas críticas em sua estreia.

Ao morrer em 2 de junho de 1875, no auge dos seus 36 anos, poucos meses após a estreia, o compositor francês Bizet não teria sobrevivido o bastante para saber que sua ópera “Carmen” tornar-se-ia uma das mais queridas obras musicais jamais escritas e a mais amada de todo o repertório francês. Bizet tinha a certeza de estar fazendo algo inteiramente novo: “Os críticos afirmam que sou obscuro, complicado e tedioso, mais preocupado com a habilidade técnica do que iluminado pela inspiração. Pois bem, desta vez escrevi uma obra que é toda feita de clareza e vivacidade, que está cheia de cor e melodia”, afirmou ele. Essa confiança em sua criação, porém, não impediu “Carmen” de ser um fracasso ao estrear, em 3 de março de 1875, no Théâtre de l’Opéra Comique, em Paris. Boa parte da crítica da época definiu a composição como sendo uma “música francesa querendo se passar por espanhola”. Bizet ficou fortemente abatido e abalado com as negativas (especula-se que talvez foi até a razão para seu enfarte meses depois). Houve, porém, apoio: “Bizet quer pintar homens e mulheres de verdade, alucinados, atormentados pelas paixões, pela loucura. Assim, a orquestra conta suas angústias, seus ciúmes, suas cóleras e a insensatez geral”, foi a avaliação publicada no Le National, de Paris à época da estreia.

Grande parte do público se sentiu desconfortável, para não dizer escandalizado, com a modernidade de Carmen: uma mulher segura de si, confiante e que ama a liberdade acima de tudo, a ponto preferir a morte a ceder aos desejos de um homem. Umas das primeiras interpretações simplórias da crítica especializada da época era que essa personagem deveria ser apenas uma mulher sedutora, devoradora de homens, fatal, ou uma prostituta de baixo valor moral. No final do século XIX, críticos expressaram indignação com a sexualidade de Carmen, e somente a partir da década de 1970 (!), que a figura desta personagem é apresentada sob um ponto de vista menos estereotipado, justamente e dignamente feminista.

Carmen – Prosper Mérimée

Vou fazer um pequeno “aparte” e tentar mostrar as diferenças entre a Carmen da ópera e a Carmen do conto, Paris iria estremecer ao pensar que a ópera apresentasse a história do conto inalterada. As críticas e indignações pudicas a respeito da ópera de Bizet parecem um pouco exageradas, visto que a primeira encarnação de Carmen, como um conto de Prosper Mérimée, recebeu cordialmente as críticas literárias. A Carmen de Mérimée definitivamente não é uma garota legal. Ela tem uma sucessão desconcertante de amantes, a quem ela assume e descarta com total imparcialidade (um “Don Juan” do sexo feminino), no conto ela também é uma ladra que tem um marido, um canalha chamado Garcia, cujo retorno das galés, o levaria aos braços de Carmen e Don José para impedir o marido a voltar para sua mulher o mata em uma briga. O sedutor toureador da ópera, Escamillo, é um simples picador no conto, um jovem chamado Lucas, de quem Don José tem ciúmes. José agora é seu marido e convida Carmen para juntos fugirem para a América. Carmen recusa e já está cansada da ciumeira de Don José. Ela novamente se apaixona e a bola da vez é o jovem Lucas. Porém José insiste que poderiam mudar de vida na América levando uma vida honrada. A cigana mostra-se irredutível, sugere a José que este siga seu caminho sem ela. Indignado, já nada mais tendo a perder, José a convida para passear e a apunhala num lugar no meio das montanhas onde se escondiam, e lá mesmo a enterra, indo depois se entregar a polícia. Quando a história termina, ele está em sua cela, esperando para ser enforcado.

Henri Meilhac e Ludovic Halévy

Os Libretistas Henri Meilhac(1831-1897) e Ludovic Halévy (1834-1908) fizeram um trabalho maravilhosamente hábil de suavizar a fogosa e não tão legal Carmencita, ela é um pouco selvagem, mas não muito selvagem, ela é uma mulher extremamente humana e verdadeira. Além disso, ela não é uma ladra. O insignificante Lucas se torna o matador, Escamillo. Os libretistas ainda criaram a personagem Micaela (inexistente na narrativa de Mérimée), por meio da qual tentam substanciar o ambiente simples e sem complicações de José, antes de ele ser envolvido por Carmen. É a moça tímida do interior, recatada e fiel, através de quem se torna palpável o mundo incorruptível de José. Em uma leitura apressada, Micaela e Carmen organizavam a feminilidade em torno de dois polos opostos: um normal, ordenado e tranquilizador, o outro desviante e perturbador da ordem moral e dos costumes patriarcais. Todas as figuras criadas e adaptadas pelos libretistas são figuras necessárias neste alucinante mostruário de tipos ibéricos, cuja atmosfera sonora foi criada por um francês que nenhum espanhol poderia superar. A propósito, afirma-se que Bizet recorreu a numerosos álbuns de música espanhola, enquanto concebia a ópera. É bem possível que tenha aproveitado trechos de canções anônimas originárias da Espanha para não fugir à ambientação melódica do seu trabalho.

Bizet

O grande talento de Bizet foi imaginar a música para cada elemento do enredo com igual seriedade: os personagens triviais, ornamentais, o trágico soldado proletário, os contrabandistas a cantar em estrita harmonia, o exibicionista fanfarrão, os papeis de apoio genéricos; ele dá minuciosa atenção a todos e a cada um deles. Como era usual por volta da década de 1870, toda ópera que tinha temas musicais recorrentes – em “Carmen” há alguns – era por esta razão foi rotulada como wagneriana. Mas em termos de formato não há nada de radical. É uma obra criada a partir de um tecido convencional, com árias bem-comportadas, duetos e conjuntos devidamente separados por trechos de diálogo falados (o que a classifica formalmente como “opéra comique”). A ópera está cheia de canções, danças, fanfarras militares, coros ao ar livre e desfiles. Bizet permitiu fazer experimentos com sons exóticos, e como a história se passa na Espanha, entre ciganos, muitos desses sons se referem a ritmos e modos espanhóis e mouros. Do ponto de vista da evolução musical, cada situação em “Carmen” é expressa com uma invenção melódica estupenda, que torna cada um de seus temas inesquecível; e com uma absoluta concisão e senso de timing. Carmen insere-se na moda do espanholismo, introduzida na França pela imperatriz Eugênia de Montijo, mulher de Napoleão III. De seu país ela trouxe ritmos de dança, tipos de roupa e costumes culinários que a corte se apressou em adotar.

O filósofo filosofando

O Bigodudo F. Nietzsche

Friedrich Nietzsche, um apaixonado discípulo de Wagner que se voltou contra seu ídolo depois da década de 1870, terminou sua vida louvando “Carmen”: “Ontem ouvi a obra-prima de Bizet, pela vigésima vez […]. Essa música me parece ser perfeita. A música é funesta, sutilmente fatalista: ao mesmo tempo ela continua popular – sua sutileza pertence à raça, não ao indivíduo. É rica. É precisa. Alguma vez ouviram num palco acentos mais dolorosos, mais trágicos?” Seu primeiro contato com esta ópera foi em Nice, em 1887. Escrevendo a um amigo, o filosofo conta que havia tomado o segundo conhaque do ano quando começou a música de Carmen: a partir desse momento ele submergiu durante meia hora em lágrimas e palpitações. “ “Carmen” é a melhor ópera que existe, a ópera das óperas, em três meses alcançou vinte representações com público máximo, a parte se apodera do todo, a frase da melodia, o momento de percorrer do tempo (também do tempo), o pathos se apropria do ethos (do caráter, do estilo, ou como se queira chamar –), em conclusão também a habilidade (espírito) se apodera do sentido…. Finalmente o amor, o amor retraduzido em natureza! Não o amor de uma “virgem sublime”! Nenhum sentimentalismo de Senta! Mas o amor como fado, como fatalidade, cínico, inocente, cruel – e precisamente nisso, natureza! O amor que em seus meios é a guerra, e no fundo o ódio mortal do desprezo! – Não sei de caso em que a ironia trágica que constitui a essência do amor seja expressa de maneira tão rigorosa, numa fórmula tão terrível, como no último grito de Don José, que conclui a obra. Sem dúvida “Carmen” é possessiva até a crueldade, nenhum homem soube responder a esse desafio que é simplesmente o desafio do amor, e por isso nenhum durou “mais de seis meses”. Mas no fundo de sua crueldade pulsa a justiça, ou melhor, desse fundo bélico brotará a justiça, como amor, somente no caso de ser correspondida da mesma maneira. Como não poderia ser diferente…”

Alexandre César Léopold Bizet (para os íntimos Georges Bizet): Carmen
Ilustrações de Sheilah Beckett

Ato 1
A ação se passa na luminosa e colorida Sevilha e arredores por volta de 1830. Ruas e praças fervilham de gente de todos os tipos, criando um ambiente de mercado oriental. É numa dessas praças que o cabo José e a cigana Carmen se conhecem. O cenário nos mostra uma praça, de um lado o quartel dos dragões do regimento de Almanza e do outro uma fábrica de cigarros, que emprega numerosas operárias.

A porta do quartel está o cabo Morales, e é dele que se aproxima uma linda camponesa, Micaela, que pergunta pelo cabo José. Ele pertence a outro pelotão, é a resposta; deverá chegar em breve para a rendição da guarda. Micaela pede para avisá-lo que voltará mais tarde, recusando timidamente o convite para esperar no quartel. Logo depois, ao som de fanfarras, realiza-se a cerimônia da rendição, e José é avisado da visita de Micaela.

Refrão dos garotos de rua– “Ao lado da guarda, nós chegamos, e aqui estamos! Vá embora, trompete ensurdecedor! Taratata, taratata! Nós marchamos com a cabeça erguida como pequenos soldados!”

Os novos guardas são comandados pelo tenente Zuniga, que, novo no regimento, pede a José informações sobre as mulheres que trabalham na fábrica de cigarros: o cabo, mais interessado em Micaela, pouco sabe sobre elas. Mas o tenente é logo satisfeito em sua curiosidade: a praça é invadida pelas operárias, de volta da interrupção do meio-dia; com seu ar malicioso, as moças atraem sobre si a atenção de todos os homens, que abrem alas para fazê-las passar. Entre elas destaca-se Carmen, cigana bela e provocadora, que traz uma flor no canto da boca. Estimulada pelos presentes, canta uma “habanera”, na qual resume seu conceito de vida: o amor é uma ave rebelde que ninguém pode prender; é inútil chamá-lo, se ele não deseja vir; tal como um cigano, não conhece lei.

Carmen– “Amor é um pássaro rebelde que ninguém pode aprisionar e é inútil chamá-lo se lhe convém recusar. Nada o move, nem ameaça nem fundamento, um homem fala livremente, o outro permanece mudo e é o outro que eu prefiro: Ele não diz nada, mas gosto dele. Amor! ….. O pássaro que você pensou ter pego desprevenido bate suas asas, voou – o amor está distante, e você pode esperar por ele: você não espera mais- e é isto. Em sua volta, rapidamente, rapidamente, ele vem, ele vai e ele retorna- Você pensa que pode segurá-lo, ele te ilude, você pensa que ele te ilude, ele segura você rápido. Amor!”

Apenas José não se mostra empolgado com os encantos da cigana. Ao notá-lo. Carmen dirige-se a ele e, com ar de desafio, joga-lhe a flor no rosto. Depois, reúne-se as colegas e vai para a fábrica.

A praça esvazia-se e José vê chegar Micaela. Rapidamente, esconde a flor sob a túnica e recebe a moça. A jovem é portadora de uma soma em dinheiro e de uma carta, enviadas pela mãe de José juntamente com um beijo, que lhe é dado, com ternura, por Micaela. O militar relembra, então, sua aldeia e sua gente com profunda saudade, ao mesmo tempo que percebe o efeito salvador da carta: por um pouco afastou de sua mente a imagem de Carmen que, com seu gesto, o perturbou profundamente. Micaela deixa-o, pretextando outro compromisso, e José lê a carta da mãe: pede-lhe que volte para casa, ao mesmo tempo que sugere seu casamento com Micaela. No íntimo, José promete obedecer à mãe.

Micaela– Sim, eu lhe direi: o que foi dado à mim eu darei a você. Sua mãe e eu estávamos saindo da capela quando ela me deu um beijo e me disse: ” Você irá a cidade. Não é longe, uma vez em Seville você irá procurar o meu filho e irá contar a ele que sua mãe pensa dia e noite sobre sua ausência, que ela chora e tem esperanças, que ela perdoa e espera. Tudo isto, pequena, você irá contar para mim, você não vai; e este beijo que estou te dando, você irá dá-lo para mim.”
José– Nunca tema, mãe o seu filho irá lhe obedecer e fazer como você mandou; eu amo Micaela e ela irá se tornar minha esposa. Para suas flores, bruxa imunda!

José está imerso nesses pensamentos, quando se ouve uma gritaria procedente da fábrica. Zuniga ordena a José que, com dois soldados, vá investigar o ocorrido. O cabo volta logo depois com Carmen, acusada de ter esfaqueado uma colega. Enquanto o oficial se senta para escrever a ordem de prisão contra a cigana, esta procura fascinar José. Sugere-lhe as delícias de uma tarde na taberna de Lillas Pastia (fora de Sevilha), onde promete encontrá-lo. Quando percebe ter dominado totalmente o cabo, pede-lhe para facilitar sua fuga.

Carmen– No muro de Sevilha, no meu amigo Lilas Pastia, eu estou indo dançar Seguidilla e beber manzanilla. Eu estou indo para meu amigo Lilas Pastia! Sim, mas sozinha fico entediada, e os prazeres reais são com dois. Então, para me manter com companhia, eu irei levar o meu amado! Meu amado……. Meu pobre coração, tão consolável- meu coração é tão livre quanto o ar. Eu tenho muitos noivos. Mas eles não são do meu gosto. Aqui estamos para o final de semana; quem quer me amar? Eu irei amá-lo. Quem quer o meu coração? Está aqui para quem quiser pegá-lo! Você veio no melhor momento! Dificilmente eu tenho tempo para esperar, para junto de meu novo amor… Pelos muros de Sevilha.
José– Pare! Eu falei para você não falar comigo!
Carmen– Eu não estou falando com você, eu estou cantando para mim mesma; e estou pensando…Não é proibido pensar! Eu estou pensando sobre um certo oficial que me ama e em meu retorno eu irei amá-lo de verdade!
José– Carmen!
Carmen– Meu oficial não é um capitão, nem mesmo um tenente, ele é somente um guarda; mas é o suficiente para uma garota cigana e eu irei me contentar com ele!

É o que acontece: de posse da ordem de prisão, José afasta-se do quartel com Carmen e a escolta de dois soldados; de repente, a cigana o empurra e ele simula um escorregão, permitindo-lhe a fuga.


Ato 2

Cêrca de um mês depois, Carmen e outras duas ciganas – Frasquita e Mercedes – estão na taberna de Lillas Pastia, acompanhando alguns oficiais, entre os quais Zuniga. Na hora de fechar, o tenente tenta convencer as ciganas a saírem com ele.

As mesmas recusam-se e a cena é interrompida pela chegada de Escamillo, o glorioso toureador que empolga a cidade. Todos se unem num brinde ao herói do momento. Agora, é a vez de Escamillo: ele tenta conquistar Carmen e, perante a recusa, afirma que esperará por uma oportunidade.

Escamilo– Eu posso voltar para sua tourada, senhor, para os soldados – Sim- os toureiros entendem um ao outro; lutar é o seu jogo! A arena está lotada, é feriado, a arena está cheia. Os espectadores, perdendo seus juízos, grite um com o outro com bastante força! Exclamações, choros e alvoroço levado pelo tom da fúria! Esta é a festa da coragem, esta é a festa do valente! Vamos lá! Em guarda! Ah! Toureiro, em guarda! E lembre, sim, lembre enquanto você luta, dois olhos negros estarão te olhando, que o amor espera por você!…….. De repente todos caem em silêncio; Ah- O que está acontecendo? Não tem mais grito, este é o momento! O touro vem batendo no touril! Ele prepara, aproxima e acerta! O cavalo cai, derrubando o picador! “Ah! bravo touro” grita a multidão; o touro dá a volta e retorna e acerta de novo! Balançado suas bandeirolas, louco de raiva, ele corre! A arena está coberta sangue! Homem salta claramente, pelando as barreiras. É sua vez agora! Vamos lá! Em guarda! Ah! Toureiro, em guarda!…… Uma palavra, bela mulher: Do que te chamam? Em meu pior perigo eu quero pronunciar seu nome.
Carmen– Carmen! Carmencita! Dá na mesma coisa.
Escamillo– Se alguém contasse a você que ele te ama?…
Carmen– Eu responderia que não preciso de amor.
Escamillo– Esta não é uma resposta amigável; eu irei me contentar com a espera e a esperança.
Carmen– Esperar é permitido, ter esperanças é doce.

Com a saída dos soldados e do toureador, chegam à taberna Dancaire e Remendado, chefes de um bando de contrabandistas. Eles planejam novo golpe, no qual as mulheres terão papel importante, distraindo os guardas da fronteira. Mas Carmen a todos surpreende, recusando- se a participar: é que soube da soltura de José – rebaixado a soldado e preso por tê-la deixado fugir – e tem certeza de que ele virá à ,taberna: está apaixonada.

Carmen- Meus amigos, eu ficaria muito feliz em ir com vocês esta noite; mas neste momento – não fiquem incomodados – o amor deve vir antes do dever.

De fato, José aparece e a cigana o recebe com alegria, dançando e cantando para ele. Após um desentendimento pelo fato de José interromper a dança de Carmen dizendo que deveria voltar ao quartel pois ouvira o toque de recolher, ele confessa seu amor e mostra-lhe a flor que ela lhe jogara no rosto no dia em que se conheceram.

Carmen– Delicadamente, senhor, delicadamente. Eu irei dançar pela sua honra, e você verá, meu senhor, como eu sou capaz de acompanhar minha dança! Sente ali, Don José. Eu estarei lhe vendo ! …….
José– Sim, você irá me ouvir! Eu insisto, Carmen! Você irá me escutar! A flor que você me jogou ficou comigo em minha cela cuidei e guardei, a flor sempre manteve um perfume doce e por horas eu com os meus olhos fechados, eu me embebedei com o seu cheiro e à noite eu usei-a para te ver! Eu te amaldiçoei, te detestando, perguntando para mim mesmo porque o destino teve que te jogar em meu caminho? Então me acusei de blasfêmia e senti comigo mesmo, eu senti somente um desejo, um desejo, uma esperança, ver você de novo, Carmen, de ver você de novo! Você tinha que aparecer, somente para jogar um olhar no meu caminho, para me possuir de todo o meu ser, O minha Carmen, e eu fui objeto! Carmen, eu amo você!

Mas ouve-se o toque de recolher novamente e José resiste ao apelo de Carmen para ignorá-lo: vai voltar ao quartel.

Carmen– Indo até as montanhas e me seguido você iria se me amasse! Lá você não seria dependente de ninguém; você não teria um oficial que teria que obedecer, e não toque de recolher ressoando para contar ao um amor que é hora de ir! O céu aberto, a vida pensando, o mundo todo que você domina, para a lei sua liberdade será, acima de tudo, uma coisa intoxicante; Liberdade! Liberdade!

Deixando Carmen e ao sair, defronta-se com Zuniga, que voltou a taberna disposto a conquistar Carmen pela força. Furioso, José agride o oficial, mas é impedido de matá-lo pela intervenção dos dois contrabandistas: Zuniga é aprisionado por estes e forçado a seguir o bando para evitar que os persiga. José, diante da situação, é forçado a unir-se a eles, para alegria de Carmen, que lhe elogia as belezas da nova vida de liberdade e independência. Num belíssimo conjunto que encerra o segundo ato!

Carmen– Ah! Isto não foi colocado galantemente, mas não importa, vá, irá levar isto até lá quando você ver o quão é bom é a vida errante; você domina o mundo todo, sua própria liberdade será sua lei, e sobre todas as coisas intoxicantes: Liberdade! Liberdade!
Todos– Viaje pelo país conosco, venha conosco até as montanhas, venha conosco e você vai levar para lá quando você vê, até lá, o quanto é bom a vida errante; todo o mundo é seu domínio, sua própria liberdade será sua lei! E sobre todas estas coisas intoxicantes: Liberdade! Liberdade!

Ato 3
O tempo passa e a volúvel Carmen já deseja trocar José por um novo amor. Cansou do entediante e ciumento José. É noite nas montanhas, onde se escondem os contrabandistas. Frasquita e Mercedes, zombeteiramente, procuram o futuro nas cartas. Carmen, supersticiosa, também tenta.

Carmen– “Ouros! Espadas! A mor- te! Eu vi. . . eu primeiro. . . ele depois. . . para ambos a morte!”

José está de guarda, magoado e cheio de ciúmes. Não percebe a aproximação de Micaela, ainda disposta a conquistar seu amor.

Micaela– Eu digo que nada me amedronta, eu digo, ai de mim, que eu tenho somente a mim para depender; mas eu tenho tentado em vão ser corajosa, em meu coração estou morrendo de medo! Sozinha neste lugar selvagem, totalmente sozinha, eu estou com medo, mas eu me engano em ter medo; você me dará coragem, você irá de proteger, Senhor. Eu irei dar uma olhada mais de perto nesta mulher que é uma cilada do mal terminou por fazer um criminoso do homem que eu amei uma vez: ela é perigosa, ele é bonita, mas eu não irei ter medo. Eu falarei na frente dela. Ah! Senhor, você irá me proteger! Ah! Eu digo que nada vai me amedrontar. …me proteja, ó Senhor! Proteja-me, Senhor!

Don José não percebe Micaela mas vislumbra uma sombra e atira contra ela: é Escamillo, o toureador, que se identifica e diz ter vindo a procura de Carmen, agora que sabe ter ela deixado o amante. José, furioso, desafia Escamillo a um duelo de faca: o encontro é interrompido pelos demais contrabandistas e por Carmen, que ameaça matar José se este não se afastar do toureador. Enquanto isso, Dancaire descobre Micaela e a conduz ao reduto: a moça implora a José que volte para ela e para a velha mãe, que está morrendo. Sua exortação é apoiada por todos os contrabandistas: eles também acham que o ex-soldado deve mudar de vida. José, aturdido pela iminência da morte da mãe, resolve partir; mas avisa Carmen, ameaçador, que voltará a vê-la.

Micaela- Eu vim procurando por você. Lá é a casa do campo, onde, rezando incessantemente, uma mãe, sua mãe, chora, ai, por seu filho. Ela chora e chama por você, ela chora e mantêm os braços abertos para você; você terá a cova dela, José. Ah José, você virá comigo!
Carmen– Vá! vá! Você faz bem em ir embora; nossos negócios não significam nada para você!
José– Você está dizendo para eu ir com ela?

Carmen– Sim, você deve ir!
José– Você está me dizendo para eu ir com ela para você correr em direção ao seu novo amor! Não! Não é provável! Pensei que isto custaria minha vida, não, Carmen, eu não irei embora, e o vínculo que nos une irá nos unir até a morte! Pensar que isto custará a minha vida!
Micaela– Me escute, eu lhe imploro, sua mãe está com os braços abertos para você, o vínculo que os une, José, você irá quebrá-lo!
Frasquita, Mercedes, Le Remendado, Le Dancaire e o Coro– Isto irá custar a sua vida, José, se você não for, o vínculo que une você irá ser quebrado pela sua morte.
José– Me deixe!
Micaela– Ai de mim, José!
José- Porque eu estou amaldiçoado!
Frasquita, Mercedes, Le Remendado, Le Dancaire e o Coro- José tome cuidado!
José– Ah! Eu tenho você, garota amaldiçoada, eu tenho você e eu irei obrigar você curvar-se ao destino que liga o seu destino com o meu! Pensar que isto custará a minha vida, não, não, não, eu não irei embora!
Coro– Ah! Tome cuidado, tome cuidado, Don José!
Micaela– Mais uma palavra, esta será a última. Ai de mim! José, sua mãe está morrendo e ela não quer morrer sem antes te perdoar.
José– Minha mãe! Ela está morrendo?
Micaela– Sim, Don José.
José– Vamos, ah, vamos! Fique satisfeita! Eu estou indo, mas nós nos encontraremos de novo!

Ato 4
É novamente Sevilha e, na praça dos touros, Escamillo prepara-se para uma nova vitória.

Coro– Aqui estão eles! Aqui está a quadrilha! A quadrilha dos toureiros! O sol reflete em suas lanças! No ar com suas capas e chapéus! Aqui estão eles! Aqui está a quadrilha, a quadrilha dos toureiros! Aqui, vindo até a praça, primeiro de tudo, marchando, são os policiais com suas faces feias! Sai fora! Sai fora! E agora que eles vão passando vamos torcer pelo herói, bravo! Hurrah! Glória a coragem! Agora vem o touro ! Olhe para os bandeireiros! Veja que fanfarrões! Olhe eles! Olhes eles! Que visão e quanto são brilhantes os ornamentos brilhantes em suas vestimentas de luta! Aqui estão os bandeireiros! Outra quadrilha está vindo! Olhe para os picadores! O quanto são bonitos! Quanto eles atormentam os touros com os flancos na ponta de suas lanças! O Matador! Escamillo! É o Matador, o habilidoso espadachim, ele que vem para terminar tudo e atinge o último golpe! Vida longa à Escamillo! Ah bravo! Aqui estão! Aqui está a quadrilha!

Carmen, embora avisada da presença de José, não se furta ao encontro com o ex-amante e procura convencê-lo da inutilidade de sua insistência: já não o ama e, mesmo que ele a queira matar, não deixará seu novo amor, Escamillo.

Carmen– É você!
José– Sim, sou eu!
Carmen– Eu fui avisada que você estava aqui, que você viria aqui; eu fui avisada para temer por minha vida, mas eu não sou covarde e eu tinha intenção de sair correndo.
José– Não estou ameaçando, estou implorando, suplicando; nosso passado, Carmen – Que esqueça isto! Sim, juntos nós vamos começar outra vida, longe daqui, embaixo de novos céus!
Carmen- Você pede o impossível, Carmen nunca mentiu: sua mente está feita. Entre ela e você está tudo acabado. Eu nunca menti; está tudo acabado entre nós.
José- Carmen, ainda está em tempo, sim, ainda há tempo. O minha Carmen, me deixe salvá-la, eu te adoro, e salvar a mim mesmo com você!
Carmen– Não, eu estou ciente de que a hora chegou, eu sei que você vai me matar; mas seja para morrer ou viver, não, não, eu não irei me entregar a você!
José– Carmen, ainda há tempo, o minha Carmen, deixe-me salvá-la, eu, quem te adora; Ah! Deixe-me salvá-la e salvar a mim mesmo com você! O minha Carmen, ainda há tempo.
Carmen- Por que ainda está preocupado com um coração que não é mais seu? Não, este coração não pertence mais a você! Em vão você diz “eu adoro você” você não terá nada, não, nada, de mim, Ah! Isto é inútil, você não terá nada, nada, de mim!
José– Então você não me ama mais? Então você não me ama mais?
Carmen– Não, eu não o amo mais.

Ao ouvir o clamor do público, anunciando o fim da tourada, Carmen faz menção de se afastar em direção a arena, para celebrar com o toureador a vitória. José impede-lhe a passagem, e Carmen, num desafio extremo, pede que a deixe passar, ou a mate. É o clímax: José, desesperado, afunda o punhal no peito de Carmen, que cai morta, enquanto se ouvem cantos ao longe exaltando Escamillo. Perante a multidão que sai da arena, José joga-se sobre o corpo da bela cigana, soluçando: “Carmen! Minha adorada Carmen!”

José– Mas eu, Carmen, eu amo você ainda; Carmen, ai de mim! Eu te adoro!
Carmen– O que há de bom nisto? Que desperdício de palavras!
José– Carmen, eu amo você, eu te adoro! Tudo bem, se eu devo, para agradar você, eu serei um bandido, qualquer coisa que você quiser- tudo, você me escutou? Tudo! Mas não me abandone, o minha Carmen, Ah! Lembre-se do passado! Nós nos amamos um dia! Ah! Não me deixe, Carmen, Ah não me deixe!
Carmen– Carmen eu nunca irei gritar! Livre ela nasceu, livre ela irá morrer!
Coro– Hurrah! hurrah! Uma grande luta! Hurrah! Através da areia ensangüentada, o touro prepara! Olhe! Olhe! Olhe! O touro atormentado vem delimitando o ataque, olhe! Golpeado verdadeiramente, diretamente no coração, olhe! Olhe! Olhe! Vitória!
José– Aonde você está indo?
Carmen– Me deixe sozinha!
José– Este homem que estão torcendo é o seu novo amor!
Carmen– Me deixe em paz! Me deixe em paz!
José– Pela minha alma, você não irá passar, Carmen, você virá comigo!
Carmen- Meu deixe ir embora, Don José, eu não vou com você!
José– Você está indo até ele. Me conte…você o ama?
Carmen- Eu o amo! Eu o amo e na própria face da morte eu continuarei dizendo que o amo!
Coro– Hurrah! Uma grande luta!
José– Então eu estou perdendo a salvação do meu coração para você sair correndo para ele criatura infame, para rir de mim em seus braços! Não, pelo meu sangue, você não irá! Carmen, você virá comigo!
Carmen– Não, não, nunca!
José– Eu estou cansando de te ameaçar você!
Carmen– Tudo bem, então me apunhale, ou me deixe passar!
Coro– Vitória!

José– Pela última vez, seu demônio, você virá comigo?
Carmen– Não! Não! O anel que você me deu um dia- aqui, tome!
José- Tudo bem, maldição!
Coro– Toureiro, em guarda! E lembre-se, sim, lembre-se que enquanto você luta dois olhos negros estarão te assistindo, e que o amor espera por você!
José– Você pode me prender. Eu a matei! Ah! Carmen! Minha adorada Carmen!

Cai o pano.

Bizet não testemunhou a extraordinária repercussão que sua ópera conquistaria. Elogios vieram de ilustres como Camille Saint-Saëns-Saëns, Piotr Tchaikovsky, e Claude Debussy, que reconheceram sem dúvida alguma a grandeza daquele músico revolucionário e foram proféticos ao acreditarem que a ópera se tornaria a mais popular de todo mundo.

Nos dez anos seguintes, Carmen seria apresentada cerca de mil vezes, em diferentes montagens, por toda a Europa. Depois de arrebatar as plateias em sua versão lírica, também seria celebrada no século XX com várias versões cinematográficas.

Quase um século antes da liberação feminina, Carmen já era uma fonte de inspiração. A cigana de Bizet já se antecipava à mudança de comportamento feminino, com frases e atos contundentes como:
“O amor é um pássaro rebelde que ninguém pode aprisionar…”
“[o amor] não adianta chamá-lo, pois ele só vem quando quer.”
“… e quando pensa tê-lo aprisionado ele se vai.”
“Tu crês prendê-lo; ele te evita. Crês evitá-lo; ele te prende.”
“Se não me amares, eu te amarei. Mas… se eu te amar, cuidado!”
“O meu coração é livre como um pássaro!”
“Quem quer a minha alma? Ela está livre!”
“Não tenho medo de nada. Carmen nunca cederá! Nasceu livre e livre morrerá!”
E os conselhos que Carmen dá a Don José:
“Você viverá a nossa vida errante, por pais terá o Universo, por lei a tua vontade e, sobretudo, a coisa inebriante, a liberdade.”

O fato desta mulher expressar uma exuberância vital através de seu próprio corpo, utilizando de sua “sensualidade ibérica”, uma explosão de afetos e de atitudes impetuosas, desafiando então, todos os limites, códigos ou valores morais que venham a se opor aos caminhos que a paixão e a vontade lhe apontam. A conduta de Carmen expressa uma espécie de afetividade que enaltece a alegria e a embriaguez, expressão de um tipo de mundo repleto de andarilhos, ciganos e contrabandistas, desprovidos de remorsos, ressentimentos ou crises morais de consciência diante das transgressões das rígidas normais sociais. Carmen afirma a liberdade de acolher e cumprir o seu próprio destino, de acordo com o fluxo de seus desejos, o que a faz viver conforme o livre jogo interativo dos seus afetos. É uma das poucas óperas que não nos pedem para fechar os olhos e os ouvidos para a realidade. É por isso que Carmen sempre será uma ópera moderna.

Esta versão que ora compartilhamos com os amigos do blog é a minha gravação favorita de Carmen e traz de volta memórias bonitas dos anos 80. Gravada em 17 de novembro de 1983, esta performance tem um ótimo equilíbrio entre a ópera e as partes do diálogo, não são os cantores mas atores franceses que fazem a parte dos diálogos. No geral os atores estão bem – eles estão inseridos no drama, mas estão em um espaço auditivo diferente dos cantores e as vozes não parecem muito com os cantores. O canto e a música são nítidos, dinâmicos e fascinantes. O diálogo é jovial, sincero e cruel às vezes. Muito comovente.

O pessoal ensaiando nas dependências do l’PQP Ópera Comique

Agnes Baltsa esta magnífica em sua performance. Sua perfeição vocal e brio são notáveis. Depois de ouvir seu sedutor “Pres de ramparts de Seville”, não é de admirar que Don José seja irresistivelmente atraído por ela. Até eu tenho a mesma reação a ela cantando como Don José. Por alguma razão desconhecida, enquanto estou ouvindo a frase “Mon officier n’est pas un capitaine”, não consigo parar de respirar fundo de “contentamento” (você sabe, da maneira que faria se alguém declarasse seu amor eterno por você …) e isso é algo que nunca deixa de acontecer sempre que ouço essa ária. O estranho é que você ouvirá Don José fazendo exatamente a mesma coisa, exatamente ao mesmo tempo. A primeira vez que ouvi este CD foi quase inacreditável. Ouça essa ária e você provavelmente entenderá do que estou falando. Michaela, da Ricciarelli, é a mais doce que eu já ouvi. Se eu fosse Don José, teria muita dificuldade em decidir qual das mulheres escolher. Os duetos entre Michaela e Don José são tão doces e carinhosos o oposto dos duetos entre Carmen e Don José, cheios de sensualidade e tensão. O Don José na voz de Carreras, do meu humilde ponto de vista, beira a perfeição. Ele pode parecer o jovem soldado ingênuo e tímido que se apaixona loucamente pela primeira vez e também como o ciumento e descontrolado Don José no ato final. E falando do ato final desta ópera vale o download … incrível a dinâmica. É de arrepiar quando Don José está chorando

Herbert e Agnes desfrutando momentos de descontação no suntuoso jardim do l’PQP Ópera Comique

“Ma Carmen, adorée”. Seu canto é notável. Adoro os duetos com Ricciarelli e Baltsa, além da famosa e maravilhosa versão de “La fleur que tu m’avais jetée”. Essa ária acaba como a canção de amor mais gentil e suave… A condução de Herbert von Karajan é simplesmente excelente! A música nesta gravação flui tão naturalmente que atrai imediatamente! O som e a produção da gravação são absolutamente perfeitos. O restante do elenco também é muito bom; Van Dam está excelente como Escamillo percebe-se uma fluência em francês que realmente faz a diferença. Frasquita e Mercédès são interpretados pelas belas vozes de Christine Barbaux e Jane Berbié.

Pessoal, sobem as cortinas e deliciem-se com a sedutora Carmen e apenas mais uma observação: obrigado, Agnes, Carreras e Karajan por esse momento!

Personagens e intérpretes
Carmen – Agnes Baltsa
Don José – José Carreras
Escamillo – José van Dam
Micaela – Katia Ricciarelli
Frasquita – Christine Barbaux
Mercedes – Jane Barbié
Zuniga – Alexander Malta
Morales – Mikael Melbye
Le Dancaire – Gino Quilico
Le Remendado – Heiz Zednik

Choeur de l’Ópera de Paris
Berliner Philharmoniker
Regente – Herbert von Karajan
1983

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach / Ammiratore

In memoriam Jessye Norman (1945-2019) – Georges Bizet (1838-1875) – “Carmen”, ópera em quatro atos

In memoriam Jessye Norman (1945-2019) – Georges Bizet (1838-1875) – “Carmen”, ópera em quatro atos

Escrever às pressas, inda mais premido pela comoção, sempre é ingrato, quanto mais se é para lamentar a perda de alguém tão extraordinário quanto Jessye Norman, que nos deixou ontem. Nada que eu nestas linhas colocasse faria justiça à sua grandeza. Nada evocaria a beleza de sua voz, poderosa e inconfundível, a serviço de um repertório vasto e coerente, sempre alimentado pelos desafios que a levaram de Legrand a Schoenberg, e mesmo a encarar a demoníaca prosódia magiar no “Castelo do Barba-Azul” de Bartók sob Boulez. E nada que eu lhes trouxesse, nada em absoluto, estaria à altura de sua trajetória inesquecível, da Geórgia racista sob as leis de Jim Crow às plateias e aos ouvidos do planeta.

Por isso, paro por aqui.

“No final das contas”, disse Jessye numa entrevista, “na hora de escolher o que cantar, eu me faço apenas uma pergunta: posso falar das profundezas do meu ser com essa canção, com esse papel na ópera? Se posso, canto”.

E foi assim, caros leitores-ouvintes, que Jessye Norman nos falou através de Carmen.

ooOoo

Alexandre César Léopold (dito Georges) BIZET (1838-1875)

Carmen, opéra-comique em quatro atos, sobre libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, baseado na novela homônima de Prosper Mérimée

Jessye Norman – Carmen
Neil Schicoff  – Don José
Mirella Freni – Micaëla
Simon Estes – Escamillo
Chœur de Radio France
Maîtrise de Radio France
Orchestre National de France
Seiji Ozawa, regência

DISCO 1

1 – Prélude

ATO 1
2  – Sur la place chacun passe
3 – Regardez donc cette petite qui semble vouloir nous parler
4 – Avec la garde montante nous arrivons, nous voilà
5 – Il Y A Une Jolie Fille Qui Est Venue Te Demander
6 – Et La Garde Descendante Rentre Chez Elle Et S’en Va
7 – Dites-moi, Brigadier ?
8 – La Cloche A Sonné
9 – Dans l’Air, Nous Suivons Des Yeux La Fumée
10 – Mais Nous Ne Voyons Pas La Carmencita !
11 – Quand Je Vous Aimerai ? … L’Amour Est Un Oiseau Rebelle (Havanaise)
12 – Carmen ! Sur Tes Pas Nous Nous Pressons Tous !
13 – Qu’est-ce Que Ca Veut Dire, Ces Façons-Là ?
14 – Parle-Moi De Ma Mère !
15 – Ma Mère, Je La Vois, Oui, Je Revois Mon Village !
16 – Attends Un Peu Maintenant… Je Vais Lire Sa Lettre
17 – Au Secours !
18 – Voyons Brigadier
19 – Avez-Vous Quelque Chose A Répondre ? – Tra La La La
20 – Où Me Conduirez-Vous ?
21 – Près Des Remparts De Séville (Séguidille)… Tais-Toi
22 – Le Lieutenant !… Prenez Garder ! – Voici L’Ordre

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

DISCO 2

1 – Entr’acte 1:45

ATO 2
2 – Les Tringles Des Sistres Tintaient
3 – Vous Avez Quelque Chose A Nous Dire, Maître Lillas Pastia ?
4 – Votre Toast, Je Peux Vous Le Rendre, Señors
5 – Messieurs Les Officiers, Je Vous En Prie
6 – Le Dancaïre Et Le Remendado Ont A Vous Parler De Vos Affaires
7 – Nous Avons En Tête Une Affaire !
8 – En Voìlà Assez ; Je T’ai Dit Qu’il Fallait Venir, Et Tu Viendras
9 – Je Vais Danser En Votre Honneur
10 – Au Quartier ! Pour L’appel ! … Ah! J’étais Vraiment Trop Bête !
11 – La Fleur Que Tu M’avais Jetée
12 – Non ! Tu Ne M’aimes Pas !
13 – Holà ! Carmen ! Holà ! Holà !
14 – Bel Officier, L’amour Vous Joue En Ce Moment Un Assez Vilain Tour !

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

DISCO 3

1 – Entr’acte

ATO 3
2 – Ecoute, Compangon, Ecoute
3 – Halte ! Nous Allons Nous Arreter Ici
4 – Mêlons ! Coupons !
5 – Carreau ! Pique ! … La Mort !
6 – Eh Bien ?
7 – Quant Au Douanier, C’est Notre Affaire !
8 – C’est Ici
9 – Je Dis Que Rien Ne M’épouvante
10 – Mais… Je Ne Me Trompe Pas… C’est Don José !
11 – Je Suis Escamillo, Torero De Grenade !
12 – Holà, Holà, José !
13 – Halte ! Quelqu’un Est Lâ Qui Cherche A Se Cacher !

14 – Entr’acte

ATO 4
15 – À Dos Cuartos ! À Dos Cuartos !
16 – Qu’avez-vous Donc Fait De La Carmencita ?
17 – Les Voici ! Les Voici ! Voici La Quadrille !
18 – Si Tu M’aimes, Carmen, Tu Pourras, Tout À L’heure, Être Fière De Moi !
19 – C’est Toi ! – C’est Moi !

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

❤️️

Vassily Genrikhovich

V O L O D O S – Piano Transcriptions

V O L O D O S – Piano Transcriptions

V O L O D O S

Piano Transcriptions

Este disco é um ultraje! TRANSCRIÇÕES – TRAIÇÕES? – TRADIÇÕES!!

É um disco para quem ama o som do piano, do grande, enorme instrumento que se tornou o piano.

Os principais personagens deste disco são Arcadi Volodos e Thomas Frost. O nome do primeiro está na capa e o do segundo, na contracapa.

Volodos, retrato do artista quando jovem!

Arcadi Volodos gravou este disco em 1996, o primeiro resultado de seu (exclusivo) contrato com a Sony Classical. Thomas Frost é um veterano produtor de discos que trabalhou com artistas como Horowitz, Eugene Ormandy, George Szell e Rudolf Serkin e produziu este disco.

Por que o disco é um ultraje? Ora, um disco que tem faixas como O Voo do Besouro e A Marcha Turca (de Mozart) tem uma grande chance de fazer torcer os narizes e de fazer franzir os cenhos de ouvintes mais puristas (digamos). Mas acreditem, esse disco vai além disso.

Transcrições soam como violações das sacrossantas vontades dos compositores e expressões hifenadas como Bach-Busoni, Bach-Siloti, Schubert-Liszt geram em certos setores grandes desconfianças. Mas as transcrições estão há muito enraizadas na cultura musical. Basta lembrar que Bach transcreveu música de Vivaldi, de Alessandro Marcelo, de Albinoni e até dele mesmo. Mozart arranjou umas fugas de Bach para trio de cordas, transcreveu sonatas de Johann Christian Bach para piano e orquestra. Mozart até reorquestrou o Messias de Handel.

Mas o que está mais próximo do que temos neste disco são as transcrições e arranjos feitos pelos virtuoses de piano e de violino para suas próprias apresentações. Liszt foi um precursor. Peças de Bach originalmente para órgão, Lieder de Schubert, óperas da época – tudo para piano. Inclusive as Sinfonias de Beethoven! Fritz Kreisler, compositor e violinista chegou a escrever música original, peças de encore, que atribuiu a outros compositores como se fossem transcrições, verdadeiros pastiches.

Assim, prepare-se para um programa repleto de excelente música, bastante diversificado, maravilhosamente executado e gravado! IM-PRE-NA-BLE! Um MUST!

A primeira peça, Carmen Variations, é um arranjo de Horowitz sobre o tema da ópera de Bizet. Conta o livreto que Volodos teve que tirar de ouvido a peça gravado em 1968 por Volodya.

A quarta faixa também tem a assinatura de Horowitz, que tinha a sua própria versão da Rapsódia Húngara No. 2, de Liszt.

Rachmaninov em ação!

Rachmaninov escreveu algumas canções e ele mesmo transcreveu duas delas para piano solo: Lilacs e Daisies. As faixas 2 e 3 são transcrições feitas para piano solo de outras duas canções de Rachmaninov – Utro (Manhã) e Melodiya (Melodia) – pelo próprio Volodos, tomando as transcrições já existentes como modelos. Rachmaninov, que além de compositor ganhava a vida como pianista, fez várias transcrições. Dia destes postaremos um lindo disco com algumas delas.

Nas faixas de 5 a 7 temos três transcrições feitas por Liszt de canções de Schubert: Litanei, Aufenthalt e Liebesbotschaft. O desafio é tocar não só o acompanhamento da canção original para piano, mas também a parte do cantor.

Chegamos na faixa 8, talvez a peça mais transcrita de todas: The Flight of the Bumblebee – O Vôo do Besouro. A peça original escrita por Rimsky-Korsakoff para orquestra (o cara era um bamba em orquestração, foi professor de Stravinsky…) teve versões para piano e violino, guitarra, flauta e acho que até para ukulele. A transcrição deste disco foi feita por um pianista húngaro, aluno de aluno de Liszt, que  demanda maior investigação, George Cziffra.

As faixas 9, 10 e 11 são transcrições autênticas. Prokofiev arranjou para piano música de seus balés e de peças orquestrais. Fez muito sucesso dez dos números de Romeu e Julieta transcritas para piano e ele repetiu a dose com música do balé Cinderela. Aqui temos uma Gavota, uma Dança Oriental e uma Valsa. Qualquer dia destes, postaremos um lindo disco com essas peças do  balé Romeu e Julieta.

Feinberg pensando: Quando esses caras do PQP vão postar uns disquinhos meus?

Samuel Feinberg foi um grande virtuose de piano que viveu atrás da chamada Cortina de Ferro e temos poucas gravações suas. Mas podemos avaliar seu calibre pelas transcrições que deixou, por exemplo, das Sinfonias Nos. 4, 5 e 6 de Tchaikovsky. A faixa 12 deste disco traz o Scherzo, o terceiro movimento da Sinfonia No. 6, a Patética. A interpretação do Volodos faz justiça tanto a Tchaikovsky quanto a Feinberg. Esta faixa é a minha escolha de cereja do bolo!

Uma outra transcrição de Feinberg, agora do Largo da Triosonata No. 5, BWV 529, de Bach, dá um tom reflexivo ao disco.

A última faixa é mais uma transcrição de Volodos, agora da Marcha Turca, o último movimento da Sonata para piano No. 11, em lá maior, K. 331. A sonata é uma das mais bonitas de Mozart. O primeiro movimento é um lindíssimo tema com variações, o segundo movimento é um Menuetto. O terceiro movimento, no entanto, é irresistível, uma marcha turca. Viena tinha uma queda pela chamada música turca e  O Rapto do Serralho vai nessa onda. Até Beethoven tem uma Marcha Turca. Bom, aqui temos para fechar o disco uma Marcha Turca de Mozart-Volodos. Faz sucesso. Já ouvi essa peça interpretada por outra virtuose do piano.

Piano Transcriptions

Georges Bizet (1838 – 1875) – Vladimir Horowitz (1903 – 1989)

  1. Carmen Variations

Sergei Rachmaninov (1873 – 1943) – Arcadi Volodos (1972  –       )

  1. Utro (Morning)
  2. Melodyia (Melodia)

Franz Liszt (1811 – 1886) – Vladimir Horowitz (1903 – 1989)

  1. Hungarian Rhapsody No. 2

Franz Schubert (1797 – 1828) – Franz Liszt (1811 – 1886)

  1. Litanei
  2. Aufenthalt
  3. Liebesbotschaft

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844 – 1908)  –  György Cziffra (1921 – 1994)

  1. Flight of the Bumblebee

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)

  1. Gavotte
  2. Orientale
  3. Valse

Piotr Tchaikovsky (1840 – 1893)  – Samuel Feinberg (1890 – 1962)

  1. Scherzo (Symphony No. 6)

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)  –  Samuel Feinberg (1890 – 1962)

  1. Largo (Triosonata No. 5, BWV 529)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) – Arcadi Volodos (1972  –       )

  1. Turkish March

Arcadi Volodos, piano

Gravação: Snape Maltings Concert Hall, Snape, Suffolk, England & American Academy of Arts & Letters, New York, 1996

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 187 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 140 MB

Volodya achando tudo um grande barato!

Assim é o universo deste ótimo disco: exibição de virtuosismo que torna o piano em um emulador de outras combinações de instrumentos e vozes, até mesmo da orquestra. Aproveite!!

René Denon

Bizet, de Falla, Granados, Rodrigo, Romero, Torroba, Vivaldi: Los Romeros — Celebração do Jubileu de Ouro

Bizet, de Falla, Granados, Rodrigo, Romero, Torroba, Vivaldi: Los Romeros — Celebração do Jubileu de Ouro

frontAndrés Segovia, Narciso Yepes, etc. Os espanhóis e o violão. Há que igualmente colocar no Olimpo Los Romeros, também chamada de A Família Real do Violão. O quarteto foi fundado em 1960 por Celedonio Romero. Três de seus filhos, Angel, Celin e Pepe tocavam com o pai desde os sete anos, formando o Quarteto. Então, eles desenvolveram certa experiência… Em 1957, já tinham ido para os EUA. Não gostavam muito de Franco. Moram lá até hoje. Em 1990, Angel deixou o quarteto, sendo substituído pelo filho de Celin, Celino. Celedonio Romero morreu em 1996. Entrou em seu lugar o filho de Angel, Lito.

Vamos à música. O Quarteto é requintado. São donos de uma habilidade e de uma competência extraordinária. Neste post temos a formação original, ainda com Celedonio. O fato é que é um CD muito bom. O repertório é maravilhoso — Vivaldi, Torroba, Scarlatti, Rodrigo (Concerto de Aranjuez e etc), Bizet (Carmen) entre outros, com obras originais para violão (ou violões) e transcrições. Boa apreciação!

Los Romeros – Celebração do Jubileu de Ouro

DISCO 01

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto para 4 violões in B menor, RV 580
*
01. Allegro
02. Largho Larghetto
03. Allegro

Celedonio Romero (1913-1996)
Noche en Málaga

04. Noche en Málaga
Romantic Prelude
05. Romantic Prelude

Francisco Moreno Torroba (1891-1982)
Sonatina trianera

06. Torroba – Sonatina trianera

Domenico Scarlatti (1685-1757)
Sonata in G major, Kk 391

07. Sonata in G major, Kk 391

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto em C maior para violão, RV 425*
08. Allegro
09. Largo
10. Allegro

Enrique Granados (1867-1916)
Intermezzo (Goyescas)

11. Intermezzo (Goyescas)

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto Madrigal
**
12. Fanfarre (Allegro marziale)
13. Madrigal (Andante nostálgico)
14. Entrada (allegro vivace)
15. Pastorcito (Allegro vivace)
16. Girardilla (Presto)
17. Pastoral (Allegro)
18. Fandango
19. Arieta (andante nostálgico)
20. Zapateado (Allegro vivace)
21. Caccia a la española ( Allegro…)

DISCO 02

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto para 2 violões em G maior, RV 532*
01. Allegro
02. Andante
03. Allegro

Manuel de Falla (1876-1946) El Sombrero de tres picos
04. Danza del corregidor
05. Danza del molinero

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto de Aranjuez*
06. Allegro con spirito
07. Adagio
08. Allegro gentile

Georges Bizet (1838-1875)
Suíte da Ópera Carmen

09. Prélude
12. Séguedille
13. Chanson bohème
14. Entr’acte
15. Chanson du toreador

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto Andaluz**
16. Tiempo de Bolero
17. Adagio
18. Allegretto

* San Antonio Symphony Orchestra
Victor Alessandro, regente
** Academy of St Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, regente

Angel Romero, violão
Caledonio Romero, violão
Celin Romero, violão
Pepe Romero, vilão
Angelita Romero castanhetas in
Sonatine trianera, El sombrero de tres picos and Carmen Suite

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE 

Uma das várias formações da Família Romero
Uma das várias formações da Família Romero

Carlinus / PQP

Ksenija Sidorova – Carmen (after Bizet)

Os senhores gostam de novidades, não gostam? Ainda mais nestes tempos de vasto mundo sem fronteiras, que tal então ouvirmos a estonteante acordeonista Ksenija Sidorova tocando arranios de trechos da ópera ‘Carmem”, de Georges Bizet, e acompanhada por uma orquestra turca? O texto abaixo foi retirado do booklet do CD:

“Femme fatale, tragic heroine, free spirit, object of desire – Carmen fascinates and captivates like no other woman. She is irresistible. But what is her secret? To discover more about the mysterious attraction of this figure, and about the music that has made her an icon of beauty, strength and fiery temperament for almost a century and a half, my musical partners and I went digging beneath the surface of Georges Bizet’s familiar melodies and images of Spain. There we found a world full of colour, contrast, sensuality and wit. Bizet’s Carmen is a fantasy: a French composer’s lovingly crafted idealisation of the music and moods of Andalusia, a fusion of grand opera, comic opera, Spanish folk traditions and música gitana, and a vivid depiction of feminine allure. As a character, Carmen too is a fantasy. She can be elegant or wild, naïve or cunning, seductive or frivolous – she is a projection of the heart’s most intimate desires.
For me, Carmen is also a symbol – of passion, and of daring. For men and women alike, she stands for fearlessness, for freedom, for the power of love. And just as that symbol inspired Bizet’s imagination, on this album my collaborators and I have brought our own Carmen fantasies to life, expressing our multicultural creative impulses in each number and refreshing Bizet’s original fusion with an exciting blend of Latino, oriental, European and North American spices. The result is an audacious, fun, tender homage to this glorious music and a toast to the eternal Carmen in us all. ¡Viva!”

Ksenija Sidorova – Carmen (after Bizet)

1 CARMEN’S WALK
2 SEGUIDILLAS
3 LA SIESTA
4 CHANSON BOHÈME
5 LOVE SONG
6 SOIR MÉLANCOLIQUE
7 SUNRISE OVER SEVILLE
8 IN THE CARDS
9 LA FIESTA
10 THE OTHER WOMAN
11 SPANISH PRIDE
12 À LA BOHÉMIENNE
13 DATE WITH DESTINY
14 REFLECTIONS
15 DAYBREAK
16 TOREADOR (LOS TOREROS)
17 CARMEN’S SHADOW

KSENIJA SIDOROVA  Accordion

NUEVO MUNDO
Efrain Oscher, Flute
Dario Mariño Varela, Clarinet
Gregoire Peters, Soprano Saxophone
Brayahan Cesin, Trumpet
Joaquín “Ximo” Vicedo, Trombone
Maria Totdenhaupt, Harp
Alejandro Loguercio, Violin ·
Johannes Dworatzek, Cello
Roberto Koch Bass
Itamar Doari percussion
Reentko Dirks guitar
Michael Abramovich piano & musical direction

BORUSAN ISTANBUL PHILHARMONIC ORCHESTRA
Sascha Goetzel conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

sidorova_2015_11_1347_crop_1

FDP

Vários compositores: Piano Rarities · Vol. 1 Transcriptions

Vários compositores: Piano Rarities · Vol. 1 Transcriptions

Um disco gentil e agradável. Nada demais, mas também nada indigno. Chama a atenção, é claro, as transcrições para piano do lied An Sylvia, de Schubert, e do Adagietto da Quinta Sinfonia de Mahler. Cyprien Katsaris é um virtuose daqueles que fazem uma brilhatura e sorriem. Ele ama transcrições, tanto que já gravou a integral das Sinfonias de Beethoven transcritas por Liszt. Mas sua maior aventura foi ter gravado uma rara versão para piano de A Canção da Terra, de Gustav Mahler com Brigitte Fassbaender e Thomas Moser. Em registros mais sérios, está gravando todos os Concertos para Piano de Mozart. Olha, com o espírito que ambos têm, Mozart e Katsaris, acho que deve ser uma boa ouvir. É um sujeito peculiar esse pianista.

Vários compositores: Piano Rarities · Vol. 1 Transcriptions

1 Fritz Kreisler (1875-1962) · Praeludium and Allegro in the style of Pugnani
2 Robert Schumann (1810-1856) · MondNacht, op. 39 no. 5
3 Franz Schubert (1797-1828) · Gesang (An Sylvia), op. 106 no. 4, D. 891
4 Richard Wagner (1813-1883) · Der Engel (no. 1 from Wesendonck-Lieder)
5 Richard Strauss (1864-1949) · Zueignung, op. 10 no. 1
6 Gustav Mahler (1860-1911) · Adagietto (from Symphony no. 5)
7 Federico Mompou (1893-1987) · Damunt de tu només les flors
8 Francisco Táregga (1852-1909) · Recuerdos de la Alhambra
9 Agustín Barrios Mangoré (1885-1944) · Chôro Da Saudade
10 Georges Bizet (1838-1875) · Adieux de l’Hôtesse arabe
11 Gabriel Fauré (1845-1924) · Nell, op. 18 no. 1
12 Léo Delibes (1836-1891) · Valse (from Coppélia ou la Fille aux yeux d’émail)
13 Stanislaw Moniuszko (1819-1872) · Gwiazdka
14 Sergei Rachmaninov (1873-1943) · Vocalise
15 Reinhold Glière (1875-1956) · Valse (from The Bronze Horseman)

Cyprien Katsaris, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Cyprien Katsaris: a cara deste CD
Cyprien Katsaris: a cara deste CD

PQP

Katia & Marielle Labèque – Sisters – CD 2 de 6

katia-marielle-labeque-sisters-2016O segundo CD do duo Labèque Sisters traz um repertório bem mais eclético, que vai de Tchaikovsky a Berio, passando por Brahms, Dvorák entre outros. Outro grande momento das irmãs, impecáveis em sua incrível capacidade de tocarem juntas como se fossem uma só.
Já trouxe em outra ocasião a gravação das Danças Húngaras de Brahms com essa dupla, mas já faz bastante tempo, então os links também já eram.

2.001. Tchaikovsky Swan Lake, Op.20, TH.12 – Arr. for piano duet – Russian dance
2.002. Brahms Hungarian Dance No.1 in G Minor, WoO 1 No.1 – for piano duet – Allegro molto
2.003. Brahms Hungarian Dance No.20 in E Minor, WoO 1, No.20 – Arr. for piano duet – Poco allegretto – Vivace
2.004. Brahms Hungarian Dance No.5 in G Minor, WoO 1 No.5 – for Piano Duet – Allegro – Vivace
2.005. Dvorák 8 Slavonic Dances, Op.72, B.147 – For Piano Duet – No.2 in E Minor (Allegretto grazioso)
2.006. Dvorák 8 Slavonic Dances, Op.46, B.83 – For Piano Duet – No.8 in G Minor (Presto)
2.007. Bizet Jeux d’enfants, Op.22 – 12 pieces for Piano duet – 11. Petit mari, petite femme
2.008. J. Strauss II Pizzicato Polka – for Piano Duet – Pizzicato Polka
2.009. J. Strauss II Auf der Jagd, Op.373 – for Piano Duet – Polka (Schnell)
2.010. Fauré Dolly Suite, Op.56 – for piano duet – 1. Berceuse
2.011. Poulenc L’Embarquement pour Cythère, valse-musette pour deux pianos FP 150
2.012. Milhaud Scaramouche – for 2 Pianos Op.165b – 3. Brazileira (Mouvement de samba)
2.013. Grainger Country Gardens (Handkerchief Dance) – Arr. for Piano Duet – Country Gardens (Handkerchief Dance)
2.014. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – I. Allegro ben ritmato e deciso, in B flat
2.015. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – II. Andante con moto e poco rubato, in C sharp minor
2.016. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – III. Allegro ben ritmato e deciso, in E flat minor
2.017. Stravinsky Three Easy Pieces (for Piano Four-Hands) – II. Waltz
2.018. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 5. Galop
2.019. Lutoslawski Variations on a Theme of Paganini – Arr. for two pianos – Variations on a Theme of Paganini
2.020. Berio Polka, for piano quatre-mains

Katia & Marielle Labèque – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Georges Bizet (1838-1875) – Carmen – Berganza, Domingo, Milnes, Cotrubas, Abbado, LSO

71MVp+X+Y3L._SL1295_Sei que essa é a ópera favorita de muita gente, inclusive a minha favorita. Seus famosos temas, desde a abertura, me emocionaram desde a primeira vez que a ouvi, e já se vão mais de quarenta anos. No meio da bagunça que continua minha vida, com direito a doença na família, a obra de Bizet me inspira e muito, mesmo tendo o final trágico que tem.
Tenho umas três ou quatro versões, mas resolvi trazer essa versão do Abbado por algum motivo que não saberia explicar. Temos Placido Domingo no apogeu de sua carreira, o Abbado em um de melhores momentos de sua carreira, quando dirigia a Sinfônica de Londres, Tereza Berganza poderosíssima no papel principal, enfim, os céus conspiraram a favor dessa gravação.
Existem diversos locais em que os senhores podem encontrar o libreto dessa obra, por isso não irei me estender muito no texto.

CD 1

1 – Overture
2-20 – Act I
21-26 – Act II

CD 2

1-6 Act II (conclusion)
7-23 – Act III

Carmen – Tereza Berganza
Don Jose – Placido DOmingo
Escamilo – Sherril Mines
Micaela – Ileana Cotrubas
Frasquita – Yvonne Kenny
Mercedes – Alicia Nafé
Zuniga – Robert Lloyd
Morales – Stuart Harling
Dancairo – Gordon Sandinson
Remendado – Geoffrey Pogson

The Ambrosian Singers
George´s Watson College Boys´Chorus
London Symphony Orchestra
Claudio Abbado – Conductor

CD 1 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI
CD 2 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Um disco de música sacra desta que é uma das maiores estrelas do canto lírico atual. Ela canta maravilhosamente peças que, na verdade, tira de letra. É uma utilidade, pois raramente um duo de voz e órgão é gravado, ainda mais neste nível. Aqui, ela passa por Franz Schubert, Johann Sebastian Bach, Hugo Wolf, Maurice Ravel, Bizet, Verdi, Purcell… e outros compositores dos quais a gente nem sabia de momentos carolas. Sabiam que ela vai gravar todas as canções de Schubert em uma série de recitais no Wigmore Hall? Ah, pois é, as pessoas têm de se informar. Vai gravar, sim..

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Franz Schubert (1797-1828)
1. Totengräbers Heimweh, D 842 05:42
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
2. Komm, süßer Tod, komm, sel’ge Ruh!, BWV 478 03:16
Hugo Wolf (1860-1903)
3. Karwoche 03:54
Maurice Ravel (1875-1937)
4. Kaddisch 04:34
Georges Bizet (1838-1875)
5. Agnus Dei 03:08
Franz Schubert (1797-1828)
6. Ellens Gesang III (Hymne an die Jungfrau), D 839 05:44
Hugo Wolf (1860-1903)
7. Mühvoll komm ich und beladen 04:42
Henry Purcell (1659–1695)
8. Tell Me, Some Pitying Angel (The Blessed Virgin’s… 07:15
Antonin Dvorak (1841-1904)
9. Ave Maria, Op.19b 03:01
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
10. So gibst du nun, mein Jesu, gute Nacht!, BWV 501 02:10
Franz Schubert (1797-1828)
11. Himmelsfunken, D 651 02:54
Hugo Wolf (1860-1903)
12. Zum neuen Jahr 01:43
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
13. Die güldne Sonne, BWV 451 01:13
Franz Schubert (1797-1828)
14. Vom Mitleiden Mariä, D 632 03:46
Hugo Wolf (1860-1903)
15. Schlafendes Jesukind 03:11
Franz Schubert (1797-1828)
16. Litanei auf das Fest Allerseelen, D 343 04:41
Giuseppe Verdi (1813–1901)
17. Ave Maria 05:03
Hugo Wolf (1860-1903)
18. Gebet 02:02
Franz Schubert (1797-1828)
19. Der Leidende, D 432 01:52
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
20. Mein Jesu, was für Seelenweh, BWV 487 02:32
Maurice Duruflé
21. Notre Père, Op.14 01:25
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
22. Kommt, Seelen, dieser Tag, BWV 479 01:06
Petr Eben (1929-2007)
23. Die Hochzeit zu Kana 06:54
Leos Janacek (1854-1928)
24. Glagolitic Mass – 7. Varhany Solo 02:53

Magdalena Kozena, mezzo-soprano
Christian Schmitt, órgão

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

A Sr.a Rattle sabe o que faz. Canta demais!
A Sra. Rattle sabe o que faz. Canta demais!

PQP

Sergei Rachmaninov (1873-1943) et all. – Fantasia – Yuja Wang

folderO talento de Yuja Wang ninguém é louco de contestar. A moça é um assombro. É impressionante a musicalidade que consegue extrair do piano quanto está tocando. Neste cd que ora vos trago os senhores poderão melhor entender o que estou dizendo. O repertório é bem eclético. Vai da delicada e sensível ´Melodie de Gluck´, de Sgambati, baseada em Gluck, até Art Tatum, famoso pianista de jazz norte americano, famoso na primeira metade do século XX.

São pequenas peças, pelas quais Yuja Wang tem muito carinho, e geralmente são as obras que ela toca quando “bisa” em seus recitais, os famosos encores. Uma análise mais detalhada pela própria pianista pode ser lida no booklet em anexo.

01 – Rachmaninov- Etude-tableau in A minor, Op.39 No.6
02 – Rachmaninov- Etude-tableau in B minor, Op.39 No.4
03 – Rachmaninov- Elegie in E flat minor, Op.3 No.1
04 – Rachmaninov- Etude-tableau in E flat minor, Op.39 No.5
05 – Scarlatti- Sonata in G major, K.455
06 – Gluck (arr. Sgambati)- Melodie de Gluck
07 – Albeniz- Triana
08 – Bizet-Horowitz- Variations on a Theme from Carmen
09 – Schubert (arr. Liszt)- Gretchen am Spinnrade, D118
10 – Strauss (arr. Cziffra)- Tritsch-Tratsch-Polka, Op.214
11 – Chopin- Valse in C sharp minor, Op.64 No.2
12 – Dukas (arr. Staub)- L’Apprenti sorcier
13 – Scriabin- Prelude in B major, Op.11 No.11
14 – Scriabin- Prelude in B minor, Op.13 No.6
15 – Scriabin- Prelude in G sharp minor, Op.11 No.12
16 – Scriabin- Etude in G sharp minor, Op.8 No.9
17 – Scriabin- Poeme in F sharp major, Op.32 No.1
18 – Saint-Saens (arr. Liszt-Horowitz)- Danse macabre, Op.40

Yuja Wang – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

628x471
Yuja Wang – Outro jovem talento a serviço da música

Maria Callas – Gravações em Estúdio Completas – CDs 52-60 de 70 – Marc Antoine Charpentier (1643-1704), Christoph Willibald Gluck (1714-1787), Ludwig Van Beethoven (1770-1827), Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), Carl Maria Von Weber (1786-1826), Vincenzo Bellini (1801-1835), Hector Berlioz (1803-1869), Ambroise Thomas (1811-1896), Charles Gounod (1818-1893), Amilcare Ponchielli (1834-1886), Camille Saint-Saëns (1835-1921), Georges Bizet (1838-1875), Jules Massenet (1842-1912) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Repostagem original de 27 de novembro de 2012.

Hoje Callas brilha em La Gioconda. A gravação do grupeto de 3 Cds é de 1959, período em que Maria Callas já era uma popstar do canto lírico, mais que consagrada. Suas apresentações causavam frisson onde ocorriam e atraíam multidões. Ela estava no auge!

Em seguida, a segunda gravação de difícil Norma com Maria Callas nesta coleção. Foi um de seus papéis mais marcantes, além de ser considerado um dos papéis tecnicamente mais difíceis para soprano. A ópera trata do embate entre os gauleses e os romanos no século 1º d.C. e da história de amor não correspondido e traição entre a sacerdotisa gaulesa Norma e o centurião romano Pollione. Tudo certo para um bom libreto, que Bellini musica com maestria e que regente, orquestra e solistas do Scala executam com enorme brilho. 

Nos demais álbuns desse grupeto de hoje, Maria Callas já tinha atingido fama e reconhecimento que talvez nenhuma soprano lírica sequer teve em vida. Como afirmado em outras postagens, ela tornara-se uma popstar. Era incrível o afluxo de pessoas e a concorrência para vê-la. Para além disso, Callas possuía um porte esguio (mostrou que cantoras líricas não precisavam ser aquelas matronas italianas gordinhas e muitas vezes desleixadas) e uma elegância ímpar: era vestida pelos mais afamados estilistas e usava joias para ela desenhadas, o que fazia com que fosse frequentemente convidada para récitas e recepções em castelos, palácios, casas de príncipes e reis. Estava o tempo todo cercada por nobres, o que elevava ainda mais a sua fama e o seu status de divina.
As gravações que ora trazemos são de 1961 a 1964, três discos em que Callas encara uma produção mais ao restilo blockbuster: não grava óperas inteiras, mas faz récitas de árias pinçadas de várias obras, algo mais popular e que atingiria (mesmo que não fosse o intuito principal) públicos menos específicos, não tão ligados à ópera. Nesses álbuns, também teve a oportunidade, para quem gravara quase exclusivamente ópera romântica do século XIX, de fazer o registro sonoro de peças de autores barrocos, classicistas e pré-modernos. Com isso temos Charpentier, Gluck, Mozart, Saint-Säens, e até uma rara peça de Beethoven para soprano.

Pôxa, demais! Ouça! Deleite-se! Atinja o êxtase!

Palhinha: Maria Callas canta a Mozart (genial!): In Quali Eccessi, O Numi! …Mi Tradi Quell’ Alma Ingrata (faixa 06 do CD 60):

Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings

CDs 52-54
Amilcare Ponchielli (1834-1886)
La Gioconda (3 CDs)
CD 52
01. Preludio
02. Feste E Pane! (1º Ato)
03. E Cantan Su Lor Tombe!
04. Figlia, Che Reggi Il Tremulo Pie
05. L’Ora Non Giunse Ancor Del Vespro Santo
06. Polso Di Cerro!
07. Suo Covo e Un Tugurio
08. Che? La Plebe Or Qui Si Arroga
09. Voce Di Donna O d’Angelo
10. Enzo Grimaldo, Principe Di Santafior, Che Pensi?
11. O Grido Di Quest’ Anima
12. Maledici? Sta Ben…L’Amor T’Accieca
13. O Monumento!
14. Carneval! Baccanal!
15. Angele Dei

CD 53
01. Ho! He! Ho! He! Fissa Il Timone! (2º Ato)
02. Pescator, Affonda L’Esca-
03. Pescator, Affonda L’Esca
04. Sia Gloria Ai Canti Dei Naviganti!
05. Cielo E Mar!
06. Ma Chi Vien?
07. Laggiu Nelle Nebbie Remote
08. E Il Tuo Nocchiere Or La Fuga T’Appresta
09. Stella Del Marinar!
10. E Un Anatema!
11. La Attesi E Il Tempo Colsi
12. L’Amo Come Il Fulgor Del Creato!
13. Il Mio Braccio T’Afferra!
14. Maledizion! Ha Preso Il Vol!
15. Vedi La, Nel Canal Morto

CD 54
1. Si! Morir Elle De’ ! (3º Ato)
2. Ombre Di Mia Prosapia
3. Qui Chiamata M’Avete? …Bella Cosi, Madonna
4. Morir! e Troppo Orribile!
5. La Gaia Canzone
6. O Madre Mia, Nell’ Isola Fatale
7. Benevenuti Messeri! Andrea Segredo!
8. Grazie Vo Rendo Per Le Vostre Laudi
9. Prodigio! Incanto!
10. Vieni! Lasciami!
11. Gia Ti Veggo Immota E Smorta
12. Nessun V’ha Visto? (4º Ato)
13. Suicidio!
14. Ecco, Il Velen Di Laura
15. Ridarti Il Sol, La Vita!
16. O Furibonda Jena
17. Ten Va Serenata
18. La Barca S’Avvicina
19. Quest’ Ultimo Bacio Cheil Pianto
20. Ora Posso Morir. Tutto e Compiuto
21. Vo’ Farmi Più Gaia, Più Fulgida Ancora

Maria Callas, soprano
Fiorenza Cossotto
Piero Cappuccilli
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Antonino Votto, regente
Milão, setembro de 1959

CDs 55-57
Vincenzo Bellini (1801-1835)
Norma (3 CDs)
CD 55
01. Sinfonia
02. Ite Suol Colle…Dell’ Aura Tua Profetica (1º Ato)
03. Svanir Le Voci!
04. Meco All’ Altardi Venere
05. Odi? I Suoi Riti A Compiere
06. Me Protegge, Me Difende
07. Norma Viene
08. Sediziose Voci
09. Casta Diva
10. Fine Al Rito, E Il Sacro Bosco
11. Ah! Bello A Me Ritorna
12. Sgombra e La Sacra Selva
13. Eccola-Va, Mi Lascia
14. Va, Crudele
15. Vieni In Roma

CD 56
01. Vanne, E Li Cela Entrambi
02. Adalgisa! Alma, Costanza
03. Oh, Rimembranza!
04. Ah Si, Fa Core, Abbracciami
05. Ma Di’ …l’Amato Giovine
06. Oh, Di Qual Sei Tu Vittima
07. Perfido! …Or Basti!
08. Vanne, Si, Mi Lascia, Indegno

CD 57
01. Introduzione (2º Ato)
02. Dormono Entrambi!
03. Ola! Clothilde!
04. Mi Chiami, O Norma?
05. Deh! Con Te, Con Te Li Prendi
06. Mira, O Norma
07. Cedi…Deh Cedi!
08. Si, Fino All’ Ore Estreme
09. Non Parti?
10. Guerrieri! A Voi Venirne
11. Ah! Del Tebro Al Giogo Indegno
12. Ei Tornera. Si!
13. Squilla Il Bronzo Del Dio!
14. Guerra! Guerra!
15. Ne Compi Il Rito, O Norma?
16. In Mia Man Alfin Tu Sei
17. Gia Mi Pasco Ne’ Tuoi Sguardi
18. Dammi Quel Ferro!
19. Qual Cor Tradisti
20. Norma! Deh! Norma, Scolpati!
21. Deh! Non Volerli Vittime

Maria Callas, soprano
Christa Ludwig, mezzo-soprano
Franco Corelli, tenor
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Tullio Serafin, regente
Milão, setembro de 1960

CD 58
Callas à Paris I (1 CD)

Christoph Willibald Gluck (1714-1787)
01. Orphée et Eurydice – J’ai Perdu Mon Eurydice
02. Divinites Du Styx – Divinites Du Styx
Georges Bizet (1838-1875)
03. Carmen – L’Amour Est Un Oiseau Rebelle
04. Carmen – Pres Des Remparts de Seville
Camille Saint-Saëns (1835-1921)
05. Samson et Dalila – Printemps Qui Commence
06. Samson et Dalila – Samson, Recherchant Ma Presence…Amour! Viens Aider Ma Faiblesse!
07. Samson et Dalila – Mon Coeur S’Ouvre a Ta Voix
Charles Gounod (1818-1893)
08. Romeo et Juliette – Ah! Je Veux Vivre Dans Ce Reve
Ambroise Thomas (1811-1896)
09. Mignon – Ah, Pour Ce Soir…Je Suis Titania
Jules Massenet (1842-1912)
10. Le Cid – De Cet Affreux Combat…Pleurez, Mey Yeux!
Marc Antoine Charpentier (1643-1704)
11. Louise – Depuis Le Jour

Maria Callas, soprano
Orquestra Nacional da Rádio da França
Georges Prêtre, regente
Paris, março-abril de 1961

CD 59
Callas à Paris II (1 CD)

Christoph Willibald Gluck (1714-1787)
01. Iphigenie en Tauride – O Malheureuse Iphigenie
Hector Berlioz (1803-1869)
02. La Damnation de Faust – d’Amour L’Ardente Flamme
Georges Bizet (1838-1875)
03. Les pêcheurs de perles – Me Voila Seule…Comme Autrefois
Jules Massenet (1842-1912)
04. Manon – Je Ne Suis Que Faiblesse…Adieu, Notre Petite Table
05. Manon – Suis-Je Gentille Ainsi? …Je Marche Sur Tous Les Chemins
06. Werther – Werther! Qui M’Aurait Dit…Des Cris Joyeux
Charles Gounod (1818-1893)
07. Fausto – Je Voudrais Bien Savoir…Il Etait Un Roi De Thule…O Dieu! Que De Bijoux…Ah! Je Ris

Maria Callas, soprano
Orquestra do Conservatório de Paris
Georges Prêtre, regente
Paris, maio de 1963

CD 60
Mozart, Beethoven & Weber (1 CD)

Ludwig Van Beethoven (1770-1827)
01. Ah, Perfido, op. 65 (Concerto-ária para soprano e orquestra)
Carl Maria Von Weber (1786-1826)
02. Oberon – Ocean! Thou Mighty Monster
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
03. Le nozze di Figaro – Porgi, Amor
04. Don Giovanni – Or Sai Chi L’Onore
05. Don Giovanni – Crudele? …Non Mi Dir
06. Don Giovanni – In Quali Eccessi, O Numi! …Mi Tradi Quell’ Alma Ingrata

Maria Callas, soprano
Orquestra do Conservatório de Paris
Nicola Rescigno, regente
Paris, dezembro de 1963 e janeiro de 1964

Só para os gulosos!
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE  748Mb

POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO…

Bisnaga

Maria Callas – Gravações em Estúdio Completas – CDs 61-64 de 70: Gioachino Rossini (1792-1868), Gaetano Donizetti (1797-1848), Giuseppe Verdi (1813-1901) e Georges Bizet (1838–1875) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

É, no fim acabei tendo que dividir as sete postagens das gravações em estúdio de Maria Callas em dez. Ia dividir em mais partes, por conta das restrições ao volume de downloads imposta pelo Rapidshare, mas não achei justo ceifar-lhes a alegria de ter a coleção completa neste Natal que se aproxima. Assim sendo, está é a penúltima postagem da série e semana que vem, dia de Natal, ho-ho-ho!, presente do Papai Noel: o ciclo se fecha, a coleção EMI de Maria Callas se completa! Enfim!

Hoje, Callas mostra toda a sua dramaticidade nas pesadas árias verdianas e nas obras não tão conhecidas de Rossini e Donizetti, mas ainda assim de grande beleza. Mas, a meu ver, o grande destaque destes quatro CDs de hoje é, sem dúvida, sua interpretação fidelíssima ao papel boêmio, irônico, fugaz e encantador da cigana Carmen. e esse é um papel para mezzo soprano, papel que não seria o mais adequado para Callas, não fosse sua tessitura tão extensa. E as notas graves saem com propriedade, com corpo. ela tinha total domínio da voz!

Ouça! Maria Callas era realmente foda! Deleite-se! Atinja o êxtase!

Palhinha: Maria Callas canta L’amour est un oiseau rebelle, de Carmen, de Bizet (faixa 06 do CD 63), com uma perfeição na expressão, na ironia da personagem…

Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings

CD 61
Árias de Verdi (vol. 2 de 3) (1 CD)
Giuseppe Verdi (1813-1901)

01. Otello – Mi Parea…Mia Madre Aveva Una Povera Ancella
02. Otello – Piangea Cantando
03. Otello – Ave Maria Piena Di Grazie
04. Aroldo – Ciel, Ch’io Respir! …Salvami, Salvami Tu, Gran Dio!
05. Aroldo – O Cielo! Dove Son Io
06. Don Carlos – Non Pianger, Mia Compagna
07. Don Carlos – O Don Fatale

Maria Callas, soprano
Orquestra do Conservatório de Paris
Nicola Rescigno, regente
Paris, dezembro de 1963 e fevereiro de 1964

CD 62
Árias de Rossini & Donizetti (1 CD)

Gioachino Rossini (1792-1868)
01. La Cenerentola – Nacqui All’ Affanno…Non Più Mesta
02. Guglielmo Tell – S’Allontanano Alfine…Selva Opaca
03. Semiramide – Bel Raggio Lusinghier
Gaetano Donizetti (1797-1848)
04. La Figlia Del Reggimento – Convien Partir
Gioachino Rossini (1792-1868)
05. Lucrezia Borgia – Tranquillo Ei Posa…Com’e Bello
06. Sigismondo – Prendi, Prendi_ Per Me Sei Libero

Maria Callas, soprano
Orquestra do Conservatório de Paris
Nicola Rescigno, regente
Paris, abril de 1964

CDs 63-64
Georges Bizet (1838–1875)
Carmen (2 CDs)

CD 63
01. Prelude
02. Sur La Place (1º Ato)
03. Avec La Garde Montante
04. C’est Bien La, N’Est-Ce Pas
05. La Cloche A Sonné…Dans L’Air, Nous Suivons Des Yeux La Fumee – Bizet, Georges
06. L’Amour Est Un Oiseau Rebelle
07. Carmen! Sur Tes Pas, Nous Nous Pressons Tous!
08. Quels Regards! Quelle Effronterie!
09. Parle-Moi De Ma Mere!
10. Reste La, Maintenant, Pendant Que Je Lirai
11. Que Se Passe-T-Il Donc La-Bas? …Au Secours! Au Secours!
12. Mon Officier, C’Etait Une Querelle
13. Pres Des Remparts De Seville
14. Voici L’Ordre_ Partez
15. Entr’ Acte
16. Les Tringles Des Sistres Tintaient (2º Ato)
17. Messieurs, Pastia Me Dit
18. Vivat! Vivat Le Torero!
19. Votre Toast, Je Peux Vous Le Rendre
20. La Belle, Un Mot
21. Eh Bien! Vite, Quelles Nouvelles? Nous Avons En Tête Une Affaire

CD 64
01. Mais Qui Donc Attends-Tu?
02. Halte La!
03. Enfin, C’est Toi! …Tout Doux, Monsieur, Tout Doux
04. La Fleur Que Tu M’Avais Jetee…Non, Tu M’Aimes Pas
05. Hola Carmen! Hola! Hola!
06. Entr’ Acte
07. Ecoute, Ecoute, Compagnon, Ecoute (3º Ato)
08. Reposons-Nous Une Heure Ici, Mes Camarades
09. Melons! Coupons!
10. Eh Bien?
11. Quant Au Douanier, C’est Notre Affaire
12. C’est Des Contrebandiers Le Refuge Ordinaire…Je Dis Que Rien Ne M’Epouvante
13. Je Ne Me Trompe Pas…C’est Lui Sur Ce Rocher
14. Quelques Lignes Plus Bas…Hola, Hola! Jose
15. Entr’ Acte
16. A Deux Cuartos! A Deux Cuartos! (4º Ato)
17. Les Voici! Voici La Quadrille!
18. C’est Toi! …Carmen, Il Est Temps Encore…Viva! Viva! La Course Est Belle!

Maria Callas, “mezzo soprano”
Nicolai Gedda
Robert Massard
Orquestra da Ópera de Paris
Georges Prêtre, regente
Paris, abril de 1964

Só para os gulosos!
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 365Mb

POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO…

Bisnaga

Georges Bizet (1838-1875) – Carmen ( Highlights) – Price, Corelli, Merril, Freni, Karajan, WPO

img058Não resisti e resolvi trazer novamente aos senhores essa deliciosa ópera, mas infelizmente não em sua íntegra, apenas melhores momentos. A gravação está a cargo de Herbert von Karajan, e traz no elenco nomes de peso, como Leontyne Price, Franco Corelli e Robert Merril e foi realizada em 1963. Alguns podem achar certas passagens mais lentas que outras versões, mas Price era uma excepcional cantora, e Franco Corelli, bem esse cara foi apenas um dos maiores tenores da história.
Antes que me perguntem, não tenho essa gravação em sua íntegra. Aceito colaborações, pois Leontyne Price me ganhou com sua Carmen. Eis alguns comentários de clientes da amazon:

“A very grand Carmen”
“A Must-Have Carmen”,
“Leontyne Price is Carmen” .

Espero que apreciem. Eu adorei.

01 – Prélude
02 – Act I Choeur de gamins_ Avec la garde montante
03 – Act I habanera_ L’amour est un oiseau rebelle
04 – Act I Duo Parle-moi de ma m¨¨re
05 – Act I Séguedille et duo_ Prés des remparts de Séville
06 – Act I Entr’acte
07 – Act II Chanson bohéme_ Les tringles des sisters tintaient
08 – Act II Air de toréador_ votre toast, je peux vous le rendre
09 – Act II Quintette_ Nous avons en tete une affaire
10 – Act II Air de fleur_ La fleur que tu m’avais jetée
11 – Act II Entr’acte
12 – Act III Trio des cartes_ Mlons! Coupons!
13 – Act III Air De Micaela_ Je Dis, Que Rien Ne M’¨¦pouvante
14 – Act III Entr’acte
15 – Act IV Duo et choeur final_Cest toi! C’est moi!

Carmen – Leontyne Price
Don José – Franco Corelli
Escamillo – Robert Merrill
Micaela – Mirela Freni

Viena State Opera Chorus
Viena Boys Choir
Vienna Philharmonic Orchestra
Herbert Von Karajan – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Georges Bizet (1838-1875): “L´Arlèsienne” Suites n° 1 e 2, Carmem, Suites n°1 e 2 – Orchestra de Paris, Bichkov

417XDAECQ1LUm belo CD para os fãs de Georges Bizet. A ópera “Carmen” é e favorita de muita gente, e estas suítes que Bizet compôs para apresentar estas obras com certeza estão entre as obras mais executadas pelas orquestras do mundo inteiro. De fácil assimilação, traz belas melodias que já fazem parte do inconsciente coletivo daqueles que ouvem música clássica.
A orquestra é a excelente Orchestre de Paris, dirigida por Semyon Bychkov. Excelente trilha sonora.

01. L’Arlésienne Suite No.1 Prélude
02. Minuetto
03. Adagietto
04. Carillon
05. L’Arlésienne Suite No.2 Pastorale
06. Intermezzo
07. Menuet
08. Farandole
09. Carmen Suite No.1 Prélude
10. Argonaise
11. Intermezzo
12. Les dragons d’ Alcala
13. Les toréadors
14. Carmen Suite No.2 Marce des contrebandiers
15. Habanera
16. Nocturne
17. La garde montane
18. Danse bohème

Orchestre de Paris
Semyon Bychkov – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Les Grands Duos d’Amour: Antonio Carlos Gomes (1836-1896), Jules Massenet (1842-1912), Georges Bizet (1838-1875), Gaetano Donizetti (1797-1848) e Riccardo Zandonai (1883-1944) [link atualizado 2017]

Baita CD !!!

Escarafunchei lá em meio aos meus arquivos e me indignei: como pude me esquecer de postar esse álbum? Sei lá o que me deu de falha de memória… É, tô ficando velho…

Esse é daqueles álbuns que exprimem pontos extremos do período romântico da música, daqueles exagerados, de rasgar a camisa… E é belíssimo!

Bom, o que esperar de nomes tão tarimbados e poderosos como Montserrat Caballé e Giuseppe di Stefano interpretando duetos de amor de óperas? Um álbum simplesmente poderoso (assim como os solistas), intenso, sensual, orgasmoplástico! Só ouvindo pra entender! Ah, pra alegrar ainda mais o coração dos nacionalistas, eles cantam Sento una Forza Indómita, de Carlos Gomes.

Então, ouça, ouça! E deleite-se mesmo, sem pudor!

Les Grands Duos d’Amour

Jules Massenet (Montaud, França, 1842 – Paris, França, 1912)
1. Et Je Sais Votre Nom (Manon)
Georges Bizet (Paris, França, 183i8 – Bougival, França, 1875)
2. Ton Coeur N’a Pas Compris (Les Pecheurs De Perles)
Riccardo Zandonai (Rovereto, Itália, 1883 – Pesaro, Itália, 1944)
3. E Cosi Vada (Francesca Da Rimini)
Jules Massenet (Montaud, França, 1842 – Paris, França, 1912)
4.  Il Faut Nous Séparer (Werther)
Antonio Carlos Gomes (Campinas, SP, 1836 – Belém, PA, 1896)
5. Sento Una Forza Indomita (Il Guarany)
Gaetano Donizetti (Bérgamo, Itália, 1797 – 1848)
6. Una Parola, O Adina (L’elisir D’amore)

Montserrat Caballé, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Orquestra Sinfônica de Barcelona
Gianfranco Masini, regente

CLIQUE AQUI – DOWNLOAD HERE (74Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

O amor é lindo!

Bisnaga

Mravinsky Edition – Beethoven, Mozart, Weber, Bizet, Debussy, Scriabin (CDs 9 e 10 de 10 – final)

Chegamos, finalmente, ao último post desta fenomenal caixa com 10 CDs com trabalhos regidos por Mravinsky. As paixões têm o poder de transformar impropriedades em virtudes. Por isso, a minha predileção pelo regente russo, faz com que as minhas palavras se tornem em elógios, quiça, exagerados. Mas, não faz mal. Aqueles que gostam dos trabalhos executados por Mravinsky sabem do que eu estou a falar. Mravinsky foi um grande mago. Aquilo em que ele colocou as suas mãos, transformou-se em algo imorredouro. E quando não se deu isso, em algo que desperta atenção, que merece ser escutado com toda a sensibilidade possível. Por isso, estes dez CDs são referências extraordinárias para quem quer conhecer o trabalho executado ao longo de mais de 50 anos à frente da Filarmônica de Leningrado, na Rússia. Apesar de ter concluído a caixa, postarei alguns outros CDs que tenho com obras regidas por Evgeny – Shostakovich, Beethoven e outros. Boa apreciação destes dois últimos CDs!

DISCO 9

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia No. 4 em Si bemol maior, Op. 60
01. Adagio, Allegro vivace
02. Adagio
03. Menuetto-Allegro vivace
04. Allegro ma non troppo

Sinfonia No. 2 em Ré maior, Op. 36
05. Adagio molto, Allegro con brio
06. Larghetto
07. Scherzo, Trio
08. Allegro molto

DISCO 10

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Overture Le Nozze di Figaro
01. Overture Le Nozze di Figaro

Carl Maria von Weber (1786-1826) – Overture Freischütz
02. Overture Freischütz

Georges Bizet (1838-1875) – L’Arlésienne Suite – Farandole
03. L’Arlésienne Suite – Farandole

Claude Debussy (1862-1918) – Nocturnes
04. Nuages
05. Fetes
06. Sirenes

Alexander Nikolayevich Scriabin (1872-1915) -Le Poème de l’extase
07. Le Poème de l’extase

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

BAIXAR AQUI CD9
BAIXAR AQUI CD10

Carlinus

Cecilia Bartoli – Chant d'amour (Mélodies françaises)

Grande coleção de canções muito pouco ouvidas por aí. Bartoli está mais contida, pois as músicas não pedem aquele histrionismo que ela está sempre pronta a dar. Sua voz é provocante, adaptando-se a cores e personagens diferentes. Certamente Cecilia Bartoli não é a campeã da canção francesa, mas é raro ouvir um álbum que tem muitas canções que nunca foram gravadas. Os pontos altos do CD — e estes são altíssimos! — são a Havanaise de Viardot e a indescritível La mort d’Ophélie de um surpreendente (e sutil) Berlioz.

Cecilia Bartoli – Chant d’amour (Mélodies française)

Bizet
01 – Chant d’amour [Vingt mélodies No. 17]
02 – Ouvre ton coeur
03 – Adieux de l’hôtesse arabe
04 – Tarentelle
05 – La Coccinelle [Vingt Mélodies No. 16]

Delibes
06 – Les Filles de Cadiz(1)

Viardot
07 – Hai luli!
08 – Havanaise
09 – Les Filles de Cadix

Berlioz
10 – La mort d’Ophélie
11 – Berlioz – Zaïde

Ravel
12 – Chants populaires – Chanson française
13 – Chants populaires – Chanson espagnole
14 – Chanson italienne
15 – Chants populaires – Chanson hébraïque
16 – Vocalise-étude (en forme de habanera)(1)
17 – Kaddisch
18 – L’énigme éternelle
19 – Tripatos

Cecilia Bartoli,
Myung-Whun Chung, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Apoie os bons artistas, compre suas músicas.
Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
Comente a postagem!

PQP

Georges Bizet (1838-1875): Suíte Carmen – Suíte L'Arlésienne

Ontem, estava ouvindo este CD quando vi que O Ser da Música tinha postado e-xa-ta-men-te aquilo que eu estava ouvindo, só que em outra gravação. Fui examinar o post e, só de olhar a capa do CD, concluí rapidamente e sem medo de errar: bem, ele postou a versão gay, vou postar a versão viril. Fui ver quem era o meu regente e li: Leonard Bernstein… Putz, jogo empatado.

UM BAITA CD !!!

Bizet: Suíte Carmen – Suíte L’Arlésienne

01. Carmen Suite, No. 1 The Toreadors
02. Prelude to Act 1
03. Aragonaise
04. Intermezzo
05. Seguidilla
06. The Soldiers Of Alcala

07. Carmen Suite, No. 2 March Of The Smugglers
08. Habanera
09. Nocturne
10. The Toreador Song
11. Children´s Chorus
12. Bohemian Dance

13. L´Arlesienne Suite No. 1 Overture
14. Minuet
15. Adagietto
16. Carillon

17. L´Arlesienne Suite No. 2 Pastorale
18. Intermezzo
19. Minuet
20. Farandole

New York Philharmonic Orchestra
Leonard Bernstein

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Apoie os bons artistas, compre suas músicas.
Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
Comente a postagem!

PQP

French opera overtures

Não, isso não é um repeteco. Marcelo Stravinsky, que posta CDs “na doida” (ele é mais o imprevisível de nós todos, pois não é comprometido com um estilo, época ou lugar, feito os demais), me legitimou a aparecer do nada e compartilhar este outro CD bacana de aberturas de óperas/operetas francesas que possuo há uns 15 anos. Se não fosse por minha conexão ruim, atualmente, estaria postando outras coisas boas de surpresa, fora música clássica brasileira pós-colonial.

Espero o quanto antes postar Le bal masqué, de Poulenc, em retribuição ao mano CDF.

***

French opera overtures

1. Bizet – Abertura de Carmen – Sinfônica de Bratislava – Ondrej Lénard
2. Offenbach – Abertura de A vida parisiense – London Festival Orchestra – Alfred Scholz
3. Auber – Abertura de Fra diavolo – Sinfônica de Nuremberg – Hanspeter Gmür
4. Adam – Abertura de Se eu fosse rei – LFS – Scholz
5. Berlioz – Abertura de O carnaval romano – Filarmônica Eslovaca – Ludovit Rajter
6. Boieldieu – Abertura de A dama branca – Sinfônica de Bratislava – Lénard
7. Offenbach – Abertura de Orfeu nos infernos – LFS – Scholz
8. Auber – Abertura de O dominó negro – Philharmonia Slavonica – Scholz
9. Boieldieu – Abertura de O califa de Bagdá – Sinfônica de Bratislava – Lénard

BAIXE AQUI

CVL

Georges Alexandre César Léopold Bizet (1838-1875) – Carmen – Victoria de Los Angeles, Nicolai Gedda, Thomas Beecham

FDP Bach sai de suas férias blogueiras para fazer uma postagem obrigatória, algo que estou prometendo já há mais de ano.
Quando me propus a postar uma série de óperas, a que me veio  imediatamente à cabeça foi Carmen, de Georges Bizet. E explico o porquê dizendo que é a minha ópera favorita. E não creio que precise dar maiores explicações. Victoria de Los Angeles é a minha Carmen favorita, e sei que muitos vão berrar falando de Callas, mas continuo tendo esta como a minha gravação favorita, que ouço desde que me conheço por gente.

Sinopse da ópera pode ser encontrada aqui.  Maiores informações sobre Bizet também serão encontradas na mesma Wikipedia.

Georges Alexandre César Léopold Bizet (1838-1875) – Carmen – Victoria de Los Angeles, Nicolai Gedda, Thomas Beecham

CD 1

1 Ouverture
2. Scène et Choeur: Sur la place
3 Choeur: Avec la garde montante
4. Récit: C’est bien là, n’est-ce pas
5. Choeur: La cloche a sonné…Dans l’ai, nous suivons des yeux la fumée
6. Récit & Habanera: Quand je vous aimerai?…L’amour est un oiseau rebelle
7. Scène: Carmen! sur tes pas, nous nous pressons tous!
8. Récit: Quels regards Quelle effronterie!
9. Duo: Parle-moi de ma mère!
10.Récit: Reste là, maintenant, pendant que je lirai
11.Choeur: Au secours! Au secours!
12.Chanson & Mélodrame: Mon officier, c’était un querelle
13.Séguedille & Duo: Près des ramparts de Séville
14.Final: Voici l’ordre; partez

Disc 2

1. Entr’acte
2. Chanson bohème: Les tringles des sistres tintalent
3  Récit: Messieurs, Pastia me dit
4. Choeur: Vivat! vivat le Toréro!
5. Couplets: Votre toast, je peux vous le rendre … Toréador
6. Récit: La belle, un mot
7. Récit & Quintette: Eh bien! vite, quelles nouvelles? Nous avons en tête un affaire
8. Récit: Mais qui donc attends-tu?
9. Chanson: Halte là!
10.Récit: Enfin c’est toi!
11.Duo: Tout doux, Monsieur, tout doux
12.La fleur que tu m’avais jetée
13.Duo: Non, tu ne m’aimes pas!…Là bas, là-bas, dans la montagne
14.Final: Holà Carmen! Holà! Holà!

Disc 3

1 Entr’acte
2.Sextuor & Choeur: Ecoute, écoute, compagnon, écoute
3. Récit: Reposons-nous une heure ici, mes camarades
4. Trio: Mêlons! Coupons!
5. Récit: Eh bien?
6. Morceau d’Emsemble: Quant ua douanier, c’est notre affaire
7. Récit & Air: C’est des contrabandiers le refuge ordinaire…Je dis, que rien ne m’épouvante    Janine Micheau/Orchestre National de la Radiodiffusion Française/Sir Thomas Beecham    6:20    $0.99    Buy Track
8. Récit: Je ne me trompe pas….c’est lui sur ce rocher

9. Final: Holà, holà! José

10. Entr’acte
11. Choeur: A deux cuartos! A deux cuartos!
12. Marche & Choeur: Les voici! voici la quadrille
13. Duo: C’est toi!…Carmen, il est temps encore
14. Choeur Final: Viva viva! la course est

Victoria de Los Angeles
Nicolai Gedda
Janine Micheau
Bernard Plantey
Chouers Nationals de la Radiodifusion Française
Petit Chanteurs de Versailles
Orchestre de la Radiodifusion Française
Sir Thomas Beecham – Director

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach