Johannes Brahms (1833-1897): Cello Sonatas / Franz Schubert (1797-1828): Arpeggione Sonata

Johannes Brahms (1833-1897): Cello Sonatas / Franz Schubert (1797-1828): Arpeggione Sonata

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nathalie Clein tem estilo ao interpretar lindamente esse esplêndido programa de Brahms + Schubert. A gravação tem alguns detalhes que fazem a alegria de meu combalido coração: ouve-se claramente a carpintaria do cello. Clein tem bom som e parece não se importar muito em bater com o arco, nem com provocar alguns ronquinhos. Ah, e ela respira bastante, de forma e audível, fato natural em seres humanos. Prefiro a atmosfera de um concerto ao vivo do que a perfeição técnica provocada por engenheiros de som ciosos de limpeza, higiene e segurança no trabalho.

Em 1994, aos 17 anos, a violoncelista Natalie Clein foi a primeira vencedora do concurso britânico Festival Eurovisão de Jovens Músicos. Ela não se apressou em correr para uma carreira solo, tendo se concentrado em estudos com o grande Heinrich Schiff, bem como em desenvolver uma reputação internacional de concertos com orquestras, executando e colaborando com gente como Martha Argerich, Ian Bostridge e Steven Isserlis.

Este é seu CD de estreia (2004). Um desafio. As duas extraordinárias sonatas românticas de Brahms, juntamente com a Arpeggione.

Brahms: Cello Sonatas / Schubert: Arpeggione Sonata

1. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: I. Allegro vivace 8:54
2. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: II. Adagio affettuoso 6:45
3. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: III. Allegro passionato 6:59
4. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: IV. Allegro molto 4:18

5. Arpeggione Sonata in A minor D821: I. Allegro moderato 11:42
6. Arpeggione Sonata in A minor D821: II. Adagio – 4:10
7. Arpeggione Sonata in A minor D821: III. Allegretto 8:45

8. Cello Sonata No. 1 in E minor Op. 38: I. Allegro non troppo 13:46
9. Cello Sonata No. 1 in E minor Op. 38: II. Allegretto quasi Menuetto 5:51
10. Cello Sonata No. 1 in E minor Op. 38: III. Allegro 6:35

Natalie Clein, violoncelo
Charles Owen, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Natalie Clein na sala de espera da PQP Bach Foundation.

PQP

Catalin Rotaru – Bass(ic) Cello Notes

Catalin Rotaru – Bass(ic) Cello Notes

Você já imaginou uma orquestra sem contrabaixos? Pois é: uma desgraça – pior ainda tratando-se de uma orquestra de cordas. Mas como instrumento solista falta ainda bastante para o contrabaixo se consolidar dentro do repertório orquestral, mesmo com Bottesini (o Paganini do instrumento) tendo aberto caminhos para seu virtuosismo.

Nem mesmo a música de câmara contribuiu com muita coisa, tanto que um camarada chamado Catalin Rotaru encheu o saco e começou a fazer transcrições de peças mais desafiadoras, originalmente escritas para violoncelo ou violino. O romeno residente nos EUA, por exemplo, pinta e borda na paráfrase que escreveu sobre o Capricho 24 do aludido Paganini.

Porém neste CD aqui vocês verão um Rotaru comedido (comedido na demonstração de domínio técnico), que preferiu colocar apenas uma paráfrase (sobre Bach) em meio a duas sonatas (Brahms e Rachmaninov) onde respeita praticamente por completo a partitura, tocando o contrabaixo no registro agudo – ou seja, nas cello notes.

Nessas sonatas, a interpretação de Catalin chega a ser mais lírica do que a de muitos cellistas (particularmente, pela primeira vez senti beleza nessa primeira sonata de Brahms), por isso recomendo o download – que passa a ser obrigatório para fãs de peças do gênero, isto é, de sonatas.

***

Catalin Rotaru – Bass(ic) Cello Notes

Brahms
1. Sonata for Cello and Piano No.1 in E Minor, Op. 38: Allegro Non Troppo 11:53
2. Sonata for Cello and Piano No.1 in E Minor, Op. 38: Allegretto Quasi Menuetto 5:43
3. Sonata for Cello and Piano No.1 in E Minor, Op. 38: Allegro 6:48

Bach
4. Chaconne from Partita No. 2 in D minor, BWV 1004: Ciaccona 14:30

Rachmaninov
5. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Lento – Allegro Moderato 10:56
6. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Allegro Scherzando 6:40
7. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Andante 6:13
8. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Allegro mosso – Moderato – Vivace 11:26

Catalin Rotaru, contrabaixo
Baruch Meir, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Catalin Rotaru dizendo que poderia ser um tiquinho mais grave.

CVL

Abbado Pollini – The Complete Recordings – Johannes Brahms – Piano Concertos – CDs 4, 5 e 6 de 8

Seguindo com a postagem desta super caixa da Deutsche Grammophon encontramos agora as gravações que a dupla Abbado / Pollini realizou dos Concertos para Piano de Brahms. São três CDs pois o sexto CD traz a gravação lá de 1977.  Como a proposta da caixa é reunir todas as gravações que a dupla realizou juntos, nada mais justo que trazer aquela reunião. Só muda a orquestra, a recente nos tempos de Abbado a frente da Filarmônica de Berlim, a velha, frente a Filarmônica de Viena.

Nem preciso falar da qualidade. Temos aqui dois dos maiores músicos do novo e do velho século. A diferença entre as gravações obviamente é a idade e a maturidade que os músicos adquiriram no decorrer daqueles vinte anos. Como diria nosso querido e saudoso Carlinus, espero que tenham uma boa apreciação.

CD 4

01 – Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15 I. Maestoso
02 – Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15 II. Adagio
03 – Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15 III. Rondo Allegro non tropo

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 5

01 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 I. Allegro non troppo (1995)
02 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 II. Allegro appassionato
03 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 III. Andante
04 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 IV. Allegretto grazioso

Maurizio Pollini – Piano
Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 6

01 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 I. Allegro non troppo (1977)
02 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 II. Allegro appassionato
03 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 III. Andante
04 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 IV. Allegretto grazioso

Maurizio Pollini – Piano
Wiener Philharmoniker
Claudio Abbado – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johannes Brahms (1833-1897) – Violin Concerto, Hungarian Dances – Perlman, Baremboim, Ashkenazy, BPO

O maior e mais belo Concerto para Violino está em muito boas mãos aqui, com Itzhak Perlman perfeito na sua execução, inclusive a considero esta gravação superior àquela realizada lá nos anos 70 com Giulini (trata-se de uma opinião pessoal, é claro, mas há quem concorde comigo). Claro que entrou nessa fórmula a maturidade profissional e musical deste incrível músico adquirida no correr dos anos. O violino de Perlman flui com uma incrível naturalidade, sem maiores problemas ou obstáculos. Outra escolha interessante de Perlman é a da cadenza, aqui escrita pelo famoso violinista Joseph Joachim, amigo pessoal do compositor e primeiro intérprete da obra.
Daniel Baremboim faz sua parte com a competência de sempre, desta vez tendo a poderosa Filarmônica de Berlim sob seu controle.
Além de mostrar todo o seu virtuosismo e técnica no Concerto, Perlman nos brinda com a execução de algumas Danças Húngaras, acompanhado por outro grande nome, Vladimir Ashkenazy, bem conhecido daqui do PQPBach.
Só tem gente grande aqui, queridos. Espero que apreciem. Eu gostei muito desta gravação.

01 – Violin Concerto in D Op. 77 – I. Allegro Non Troppo
02 – Violin Concerto in D Op. 77 – II. Adagio
03 – Violin Concerto in D Op. 77 – III. Allegro Giocoso, Ma Non Troppo Vivace

Itzhak Perlman – Violin
Berliner Philharmoniker
Daniel Baremboim – Conductor

04 – Sonatensatz In C Minor – Scherzo
05 – Hungarian Dances – No. 1 In G Minor
06 – Hungarian Dances – No. 2 In D Minor
07 – Hungarian Dances – No. 7 In A Major
08 – Hungarian Dances – No. 9 In E Minor

Itzhak Perlman – Violin
Vladimir Ashkenazy

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johannes Brahms (1833-1897): As Sonatas para Violoncelo e Piano

Johannes Brahms (1833-1897): As Sonatas para Violoncelo e Piano

Há compositores que possuem uma linguagem singular e que nos toca profundamente. Certamente, Brahms é um desses. É um dos meus compositores favoritos. Gosto incondicionalmente de sua música, de sua sensibilidade. Achei que era um dever postar este CD. Achei-o recentemente. Pensei em não postá-lo. 160 kbps é uma quantia, para mim, pouco apetecível. Gosto de mp3s a partir de 224 kbps. Mas como se trata de uma CD com um conteúdo tão espetacular, decidi postar. Já fazia um certo tempo que eu não postava o bom e velho Brahms. E aqui ele aparece interpretado por Serkin e Rostropovich. Verdadeiramente imperdível! Um bom deleite!

Johannes Brahms (1833-1897): As Sonatas para Violoncelo e Piano

Sonata for Cello and Piano No. 1 in E minor, Op. 38
01. 1. Allegro non troppo
02. 2. Allegretto quasi Menuetto
03. 3. Allegro

Sonata for Cello and Piano No. 2 in F major, Op. 99

04. 1. Allegro vivace
05. 2. Adagio affettuoso
06. 3. Allegro passionato
07. 4. Allegro molto

Mstislav Rostropovich, cello
Rudolf Serkin, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE 

Rostropovich decididamente não sabia se comportar à mesa, mas como tocada um cello! (E piano também!)

Carlinus

Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Italiana / Brahms (1833-1897): Sinfonia No. 2 (National Ph. Orch. & Leopold Stokowski)

Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Italiana / Brahms (1833-1897): Sinfonia No. 2 (National Ph. Orch. & Leopold Stokowski)

Mendelssohn – Sinfonia Italiana

Brahms – Sinfonia No. 2

A principal razão para esta postagem é este disco maravilhoso, que merece ser ouvido muitas e muitas vezes. A Sinfonia Italiana de Mendelssohn recebe uma de suas interpretações mais alerta e ensolarada de que se tem notícia. A Segunda Sinfonia de Brahms, com a repetição do primeiro movimento observada, está gloriosa. A orquestra formada para gravações com os melhores músicos das orquestras de Londres, foi reunida no lendário Studio 1 da EMI, na Abbey Road.

Capa de LP da CBS com a Sinfonia Italiana

Ouvindo o disco podemos imaginar um maestro vigoroso, mas flexível – características facilmente associadas a um jovem. Na verdade, estas foram praticamente as últimas gravações de Leopold Stokowski, aos 95 anos.

O produtor Roy Emerson conta que quando não estava no pódio, Stokowski era uma figura frágil, mas assim que começava qualquer atividade relacionada à música, seja estudando as partituras, ouvindo as gravações realizadas e, sobretudo, quando regendo, ele se revelava ativo e cheio de energia.

Para a maioria das pessoas da minha geração (e das gerações próximas, também), o nome Stokowsky está associado ao filme Fantasia, produzido por Walt Disney. Este filme foi feito em 1940! Foram usadas pela primeira vez técnicas de gravações em multiple audio channels e o filme apresentado em stereophonic sound. A Sagração da Primavera, que havia sido escrita em 1913 por Stravinsky, é um dos números do filme. A transcrição para orquestra da Toccata e Fuga em ré menor, de Bach, que abre o filme, lembra o começo da carreira de Stokowski como organista. Naquele tempo ele fazia o contrário, transcrevendo para órgão famosas peças orquestrais. Popularização de música erudita foi também uma das coisas para as quais Stokowski contribuiu.

Leopold Stokowski

Nascido em Londres, foi na Filadélfia que encontrou a oportunidade de desenvolver sua arte, tornando a Orquestra da Filadélfia uma das melhores do mundo. Numa época de regentes quase icônicos – Toscanini, Furtwängler, Klemperer, Bruno Walter – Stokowski foi capaz de imprimir sua própria personalidade na maneira de fazer música, produzindo seu típico som, com graves pronunciados, como o que você vai ouvir, se baixar este lindo disco.

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847)

Sinfonia No. 4 em lá maior, Op. 90, Italiana

  1. Allegro vivace
  2. Andante con moto
  3. Con moto moderato
  4. Saltarello: presto

Johannes Brahms (1833-1897)

Sinfonia No. 2 em ré maior, Op. 73

  1. Allegro non troppo
  2. Adagio non troppo
  3. Allegretto grazioso
  4. Allegro con spirito

National Philharmonic Orchestra

Leopold Stokowski

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 329 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 167 MB

Clique e dançarei para você!

Aproveite!

René Denon

Johannes Brahms (1833-1897): Piano Pieces – Arcadi Volodos

Johannes Brahms (1833-1897): Piano Pieces – Arcadi Volodos

Brahms played by Volodos

Este disco apresenta algumas características que poderíamos chamar sinais dos tempos. Algumas novidades, mas firmemente plantado na tradição. Primeiro as novidades. Desde que a crise econômica e as mudanças tecnológicas devastaram a indústria fonográfica, abatendo gigantescas empresas e reunindo sob o mesmo guarda-chuvas selos anteriormente rivais, os departamentos de marketing têm feito tudo o que podem para vender discos. Umas das estratégias é focar no artista, que passou a ser apresentado um pouco como um pop-star. Assim, vemos capas de discos com violinistas em vestidos esvoaçantes, pianistas fotografados sob ângulos mais ousados. Coisas que eram mais comuns para aqueles discos de árias das divas.

O reflexo desta onda esta no título do disco: VOLODOS plays Brahms. O que vende o disco não é a música de Brahms (isto do ponto de vista de marketing), mas Volodos tocando música de Brahms. Tudo bem, Arcadi Volodos é um extraordinário pianista e já tem sido testado pelo tempo. No entanto, a estratégia é clara: foco nos fãs de Volodos, menos nos amantes da música de Brahms.

O segundo detalhe é de ordem técnica. Fiquei impressionado com o som do disco, especialmente com o volume do som. Comparando com outras gravações das peças, foi necessário rápida movimentação do controle remoto para baixar o som quando passava de algum outro disco para este. Eis a questão: estaria o advento da música em arquivos digitais, dos discos virtuais, fazendo com que os produtores aumentem o volume de seus discos? Como essa alteração na mídia, essa nova tecnologia tem afetado as gravações? Espero as suas considerações…

Mas, voltando aos outros e mais interessantes aspectos do disco. Afirmo-vos sem qualquer dúvida, pelo menos nos meus dias, o universo da música gravada seguirá firme e incólume, confirmando antigas e enraizadas tradições.

Volodos é um pianista que dá continuidade a uma linhagem que retorna aos tempos de Liszt. Faz pensar em Richter, Gilels, mas principalmente, em Horowitz, só para ficar nos russos. Eu sei, calma, arroubos assim podem ser perigosos, mas vá lá, ouça o disco. Se os encantamentos deste mago do teclado não te atingirem, estarás perdido para a música com piano. Emprestando o bordão de um dos meus eminentes pares, o disco é

IM-PER-DÍ-VEL!!!!

Brahms tocando uma de suas últimas composições…

Ah, é claro, tem aí também o Brahms – algumas de suas peças outonais, lindas!!

Até na escolha do repertório, Volodos remete a alguns dos artistas que o antecederam. Em vez de tocar todo o opus 76, suas oito peças, toca apenas as quatro primeiras. No lugar do disco estar completo com os opus 116 a 119, como fazem los otros, ele segue com o opus 117 e o opus 118. Temos assim um disco com cinquenta e quatro minutos de música, muita música em cinquenta e quatro minutos. Para que reclamar? Basta dizer que o disco ganhou o Gramophone Award e Diapason d’or. Agradou a gregos e baianos. Espero que o agrade também!

Johannes Brahms (1833 – 1897)

Piano Pieces

  1. Capriccio in F-Sharp Minor, Op. 76, No. 1: Um poco agitato, Unruhig bewegt
  2. Capriccio in B Minor, Op. 76, No. 2: Allegretto non troppo
  3. Intermezzo in A-Flat Major, Op. 76, No. 3: Grazioso, Anmutig, ausdrucksvoll
  4. Intermezzo in B-Flat Major, Op. 76 No. 4: Allegretto grazioso
  5. Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: I. Andante moderato
  6. Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: II. Andante non troppo e con molto espressione
  7. Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: III. Andante con moto
  8. Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: I. Intermezzo in A Minor: Allegro non assai, ma molto appassionato
  9. Sechs Klavierstücke, Op. 118: II. Intermezzo in A Major: Andante teneramente
  10. Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: III. Ballade in G Minor: Allegro energico
  11. Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: IV. Intermezzo in F Minor: Allegretto um poco agitato
  12. Sechs Klavierstücke, Op. 118: V. Romanze in F Major: Andante
  13. Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: VI. Intermezzo in E-Flat Minor: Andante, largo e mesto

Arcadi Volodos, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 154 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 124 MB

Piano e diagonal, meio clichê, mas ficou bonito!

Aproveite as maravilhas outonais de Brahms nas mãos deste artista espetacular.

René Denon

Johannes Brahms (1833-1897): Integral das composições para órgão

Johannes Brahms (1833-1897): Integral das composições para órgão

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Se é surpreendente que Brahms tenha composto obras para órgão, o que se dirá quando algum de nós resolver postar seus motetos… Sim, são obras em que Brahms tenta fingir ser meu pai e não é uma má tentativa, muito pelo contrário. Brahms é denso e tinha a mesma queda de meu pai aos intricados jogos das fugas. Trata-se de muito boa música, principalmente os Onze Prelúdios Corais, Op. 122, escritos quando meu pai já o chamava para fazer-lhe companhia no céu — opa, os crentes vão gostar desta frase saída da pena de um ateu! Mas eu ia dizer que esta foi a última obra escrita por Brahms.

O que realmente não dá para entender é que tais peças — ouçam-nas! — sejam raramente ouvidas. Não parece Brahms, não parece Bach, parece um compositor novo, desconhecido, que faz música de primeira linha.

Johannes Brahms (1833-1897): Integral das composições para órgão

1. Prelude and Fugue in G minor 00:07:25

2. Fugue in A flat minor 00:07:53

11 Chorales Preludes, Op. 122
3. Mein Jesu, der du mich 00:06:20
4. Herzliebster Jesu 00:03:47
5. O Welt, ich muss dich lassen 00:03:41
6. Herzlich tut mich erfreuen 00:02:21
7. Schmucke dich, o liebe Seele 00:02:48
8. O wie selig seid ihr doch 00:02:00
9. O Gott, du frommer Gott 00:06:20
10. Es ist ein Ros’ entsprungen 00:02:37
11. Herzlich tut mich verlangen 00:02:35
12. Herzlich tut mich verlangen 00:04:18
13. O Welt, ich muss dich lassen 00:03:29

14. Chorale Prelude and Fugue on ‘O Traurigkeit, o Herzeleid’ 00:08:58

15. Prelude and Fugue in A minor 00:06:03

Robert Parkins, organ

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Piano Nº 2, Op. 83

Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Piano Nº 2, Op. 83

O Concerto para Piano e Orquestra Nº 2 de Brahms é separado por 22 anos do primeiro. É excelente, mas não tanto quando este. Brahms começou a trabalhar na peça em 1878 e a concluiu em 1881. A estréia do concerto foi em Budapeste, em 9 de novembro de 1881, com o próprio Brahms como solista. Foi um sucesso imediato e ela passou a excursionar com seu belo concerto por toda a Europa. Afinal, a grana rules.

Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Piano Nº 2, Op. 83

1. Piano Concerto No.2 In B Flat, Op.83 – 1. Allegro Non Troppo  19:17
2. Piano Concerto No.2 In B Flat, Op.83 – 2. Allegro Appassionato  9:21
3. Piano Concerto No.2 In B Flat, Op.83 – 3. Andante – Più Adagio 12:08
4. Piano Concerto No.2 In B Flat, Op.83 – 4. Allegretto Grazioso – Un Poco Più Presto 10:00

Claudio Arrau
Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Paciência: Haitink é muito maior que o Arrau

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Piano Nº 1 e 2 / Scherzo Op. 4

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Piano Nº 1 e 2 / Scherzo Op. 4

Um bonito disco da Harmonia Mundi, com Melnikov tocando um piano da época de Brahms. São obras bem iniciais — de opus 1 a 4 — que demonstram que Brahms não nasceu pronto, mas quase. A Sonata Op. 1 me parece ser bem melhor do que a de Nº 2, meio histérica. Esta Sonata para Piano Nº 1 em Dó Maior, Op. 1, foi escrita em Hamburgo em 1853 e publicada mais tarde naquele ano. Ele tinha composto outras coisas antes, mas escolheu este trabalho para ser seu primeiro trabalho publicado porque sabia que era de boa qualidade. A peça foi enviada junto com sua segunda sonata — sim, a que eu acho histérica — para a Breitkopf & Härtel com uma carta de recomendação de Robert Schumann. Sua abertura assemelha-se ao início da Sonata “Hammerklavier” de Beethoven. O segundo movimento é um tema e variações inspiradas na canção Verstohlen geht der Mond auf. Brahms foi reescrevê-la para coro feminino em 1859 (WoO 33). O terceiro movimento é um scherzo e um trio. O quarto é um rondo cujo tema é claramente alterado a cada recorrência.

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Piano Nº 1 e 2 / Scherzo Op. 4

Piano Sonata In F-Sharp Minor, Op. 2
1 I. Allegro Non Troppo, Ma Energico 6:39
2 II. Andante Con Espressione 5:54
3 III. Scherzo. Allegro – Trio 4:01
4 IV. Finale. Introduzione – Allegro Non Troppo E Rubato 13:01

5 Scherzo In E Flat Minor, Op. 4 9:53

Piano Sonata In C Major, Op. 1
6 I. Allegro 11:58
7 II. Andante (nach Einem Altdeutschen Minnelied) 5:10
8 III. Scherzo. Allegro Molto E Con Fuoco 5:38
9 IV. Finale. Allegro Con Fuoco 7:05

Piano – Alexander Melnikov

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O pulmão de Melnikov parece estar bom.

PQP

Johannes Brahms (1833-1897) – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11, Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – Abbado, BPO

Obras da Juventude de Brahms, as Serenatas não costumam ser muito gravadas. É uma pena, pois elas tem momentos memoráveis, e mostram um compositor já seguro de seu futuro. Assim as descreve o biógrafo de Brahms, Malcolm McDonald:

‘A Primeira Serenata, em Ré Maior, é quase arrojadamente expansiva, em seis movimentos que duram perto de uma hora, e contrata a rústica simplicidade com a extensão praticamente sinfônica, em especial nos seus primeiros movimentos: na verdade, era habitualmente mencionada por Joseph Joachim como uma ‘serenata-sinfonia’. A Segunda Serenata (em lá maior, op. 16) é menor em dimensões, tem apenas cinco movimentos e é marcada por maior intimidade de expressão – em parte alcançada por um tanto de sua orquestração mais sutil e poética.”

A gravação que ora vos trago é com o grande e saudoso Claudio Abbado, e foram gravadas em diferentes momentos da carreira do maestro italiano: A primeira serenata (op. 11) foi gravada em 1983, e a segunda (op. 16) lá no longínquo ano de 1968, e sempre frente à Filarmônica de Berlim.

Espero que apreciem. É Brahms, ora pois.

1 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – I. Allegro Molto
2 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – II. Scherzo Allegro Non Troppo
3 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – III. Adagio Non Troppo
4 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – IV. Menuetto I – Menuetto II
5 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – V. Scherzo Allegro
6 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – VI. Rondo Allegro
7 – Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – I. Allegro Moderato
8 – Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – II. Scherzo Vivace
9 – Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – III. Adagio
10- Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – IV. Quasi Menuetto
11 – Brahms – Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – V. Rondo Allegro

Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johannes Brahms (1833-1897): Obras para Clarinete

Johannes Brahms (1833-1897): Obras para Clarinete

Para alguém da minha geração, é muito difícil afastar-se da lendária gravação de Karl Leister com o Quarteto Amadeus do Op. 115 de Brahms. Ainda mais que Erico Verissimo a ouvia quando teve seu primeiro enfarto. (Erico acabou escrevendo sua autobiografia em dois volumes; ela se chamava… Solo de Clarineta, em honra a Brahms). Mas o Amadeus acabou e Leister é um respeitável senhor de 81 anos. Porém, esta gravação vinda da Polônia demonstra que há vida pós-Leister + Amadeus. Assim como Leister era o primeiro clarinetista da Filarmônica de Berlim, Arkadiusz Adamski é seu análogo na Orquestra da Rádio da Polônia. OK, não é tão grande, mas é muito boa.

Mas o que importa é o alto nível da interpretação de Adamski e do Quarteto Apollon Musagete. O mesmo vale para o Trio para Clarinete, Piano e Violoncelo, Op. 114, obra de grande beleza, mas que não chega aos pés do Quinteto.

Essas obras – mais as duas Sonatas para Clarinete e Piano, também belíssimas — foram escritas para o clarinetista Richard Mühlfeld. Mühlfeld devia ser um monstro, porque arrancou do velho Brahms quatro obras-primas. A história conta que Brahms viu o clarinetista tocar um concerto de Weber e — achando-o genial — resolveu escrever música de verdade para ele. Os dois se tornaram grandes amigos, o que era anormal, pois Brahms era esquivo e mal-humorado.  Brahms gostava tanto de Mühlfeld que, incrivelmente, deu-lhe um conjunto de finas colheres de chá de prata com um monograma ao músico. Ora, vejam só.

Johannes Brahms (1833-1897): Obras para Clarinete

Trio para Clarinete, Piano e Violoncelo, Op. 114
1. I Allegro
2. II Adagio
3. III Andantino grazioso – Trio
4. IV Allegro

Quinteto para Clarinete e Quarteto de Cordas, Op. 115
5. I Allegro
6. II Adagio – Piu lento
7. III Andantino – Presto non assai ma con sentimento
8. IV Con moto

Arkadiusz Adamski, clarinete
Magdalena Wojciechowska, piano
Marcin Zdunik, violoncelo
Apollon Musagete Quartett

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Muito antes de aparecerem os olhos azuis de Sinatra, Brahms já fazia poses sexy com os mesmos olhos. Clara Schumann chamava-o de anjo loiro, se não me engano.

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Abertura Trágica

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Abertura Trágica

IM-PER-DÍ-VEL !!!

De todas as sinfonias de todos os compositores, talvez seja esta a que eu mais goste. De todos os regentes vivos, certamente o que eu que mais gosto é Bernard Haitink.

Então, para mim, este álbum é matador em todos os sentidos. Eu simplesmente amo a Sinfonia Nº 1 de Brahms. Ele a estreou tarde, quando já tinha 43 anos. Brahms era uma pessoa dura e pouco sociável e era respeitado como o herdeiro de Beethoven. É muito provável que o receio de uma comparação direta tivesse determinado a demora na estreia de sua primeira sinfonia até porque ele já tinha publicado várias obras sinfônicas de peso, mas nada de uma 1ª.  Após a estreia, o maestro von Bülow a apelidou de “a 10ª”, recebendo uma merecida resposta de Brahms, que rebateu dizendo que apenas os estúpidos a chamariam assim. E tinha toda a razão: a 1ª é obra pessoalíssima e de completa unidade. Nada do que ali está poderia estar em outro lugar. Talvez o primeiro movimento ainda possa ser chamado de beethoveniano, mas o resto não, de modo nenhum. É tudo puro Brahms.

Symphony No. 1 In C Minor, Op. 68 (1876)
1 Un Poco Sostenuto – Allegro 12:38
2 Andante Sostenuto 8:35
3 Un Poco Allegretto E Grazioso 4:40
4 Adagio – Allegro Non Troppo Ma Con Brio 17:07

5 Tragic Overture In D Minor, Op. 81 (1881) 15:09

London Symphony Orchestra
Bernard Haitink

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Bernard Haitink, o maior regente vivo em âmbito interplanetário

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Clarinete e Trio

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Clarinete e Trio

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os clarinetistas tem muita sorte. Mozart compôs obras para o instrumento quando era um compositor maduro. São obras-primas. E Brahms foi reinspirado pelo… clarinete. Por um ano o compositor escreveu pouco, sentindo que seu trabalho estava finalizado. Mas, em 1891, ele iria para Meiningen, na Alemanha, e conheceria o grande clarinetista Richard Mühlfeld. Foi revigorante. Em contato com este músico extraordinário, Brahms obteria uma compreensão mais profunda das possibilidades de interpretação, bem como do potencial técnico e musical do instrumento. Assim, ele compôs suas quatro últimas músicas de câmara com o clarinete: o Trio Op. 114 e o Quinteto Op. 115 em 1891 e, no verão de 1894, suas duas Sonatas para Clarinete, op. 120.

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Clarinete e Trio

1 Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: I. Allegro 7:40
2 Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: II. Adagio 7:32
3 Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: III. Andantino grazioso 4:33
4 Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: IV. Allegro 4:45

5 Clarinet Sonata No. 2 in E-Flat Major, Op. 120 No. 2: I. Allegro amabile 8:31
6 Clarinet Sonata No. 2 in E-Flat Major, Op. 120 No. 2: II. Allegro appassionato 5:13
7 Clarinet Sonata No. 2 in E-Flat Major, Op. 120 No. 2: III, Pt. 1. Andante con moto 5:01
8 Clarinet Sonata No. 2 in E-Flat Major, Op. 120 No. 2: III, Pt. 2. Allegro 2:09

9 Clarinet Sonata No. 1 in F Minor, Op. 120 No. 1: I. Allegro appassionato 8:02
10 Clarinet Sonata No. 1 in F Minor, Op. 120 No. 1: II. Andante un poco adagio 4:55
11 Clarinet Sonata No. 1 in F Minor, Op. 120 No. 1: III. Allegretto grazioso 4:16
12 Clarinet Sonata No. 1 in F Minor, Op. 120 No. 1: IV. Vivace 5:07

Pascal Moraguès
Frank Braley
Christian Poltéra

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

Johannes Brahms (1833-1896): Symphonies 1 & 3 – Günter Wand – NDR Sinfonieorchester

Johannes Brahms (1833-1896): Symphonies 1 & 3 – Günter Wand – NDR Sinfonieorchester

Dia desses foi postado pelo mano PQP Bach uma gravação deste bom velhinho, Günter Wand, creio que da Nona de Bruckner. Resolvi então procurar e achei suas gravações das sinfonias de Brahms.

Amo, adoro e venero estas sinfonias, e não canso de procurar outras versões delas. Já devo ter umas 6, pelo menos. E ainda procuro aquela que poderei considerar definitiva. Toscanini, Fürtwangler, Karajan, Bernstein, Abbado, Wand, Klemperer, Jochum, todos eles sem exceção deram suas contribuições. Não consegui estabelecer um ranking entre estas gravações, nem pretendi fazê-lo, pois os vejo de diferentes perspectivas. Alguns críticos consideram as gravações de Toscanini e de Fürtwangler imbatíveis. Porém os métodos de gravação da época ainda eram precários, e por mais que os engenheiros de som trabalhassem, não conseguiam fazer milagres. Os outros acima citados viram a evolução das gravações, a criação do estéreo, do som digital.

Vejo nas obras dele um embate constante entre a razão e a emoção, e dependendo do regente, vemos este conflito quase que explícito. Por exemplo, o primeiro e o quarto movimentos da Sinfonia nº1, este último já discutido aqui no blog. Wand nos brinda com uma gravação impecável do ponto de vista do equilíbrio e dinâmica. O registro da massa orquestral nos momentos mais expressivos não soa tão grandiloquente quanto ao que Karajan imprimiu à Filarmônica de Berlim (tremo ao lembrar da abertura da primeira sinfonia na sua gravação dos anos 80), ou o Bernstein, um pouco mais contido, é verdade, à Filarmônica de Viena, porém acho que o resultado soou mais agradável, não tão assustador quando a de Herr Karajan. Wand é grande em todos os sentidos. Conseguiu colocar a excelente NDR Sinfonieorchester nos níveis de excelência de outras orquestras tradicionais alemãs, e a sonoridade que ele consegue extrair é exemplar, contando também com a ajuda da engenharia de som da RCA.

Deixem-me contar uma pequena crônica de minha vida, que se passou há exatos 20 anos atrás, quando morava em São Paulo. Minha casa tinha uma varanda nos fundos, de onde tinhamos uma vista privilegiada do bairro da Aclimação. Certo final de tarde de sábado, sozinho em casa, coloquei minha velha fita cassete da Sinfonia nº1 com o Karajan no walkman, sentei-me em uma cadeira, e fiquei ali ouvindo o velho Herbert regendo a sua Filarmônica de Berlim. Senti minha alma ser transportada para outra dimensão. Naquele dia fui agraciado com um pôr-de-sol de outubro deslumbrante, com nuvens assustadoras no céu, e quando soavam os timpanos da orquestra parecia que era a voz de Deus querendo falar comigo, ou pelo menos tentando. Não, não fumei nem tomei nada antes, e não arrisco dizer que foi uma experiência quase mística. Aqueles foram um dos momentos mais marcantes de minha vida. Nunca mais consegui experimentar a mesma emoção. Já ouvi esta sinfonia milhares de vezes, e ouvirei quantas mais forem possíveis, mas sei que nunca mais ter a mesma sensação.

Com relação á terceira sinfonia, bem, só tenho a dizer que se Brahms só tivesse composto o terceiro e o quarto movimentos desta sinfonia já teria dado sua contribuição para história da música ocidental. É uma sinfonia romântica em sua essência, talvez a mais desavergonhadamente romântica das quatro. Seu terceiro movimento é de um lirismo pungente, emocionante, quase nos leva às lágrimas. Nela Brahms extravasa suas emoções.

Espero que apreciem.

Johannes Brahms – Symphonies 1 & 3 – Günter Wand – NDR Sinfonieorchester

01 – Brahms Symphony No.1 in C minor, Op.68 – I. Un poco sostenuto, Allegro
02 – Brahms Symphony No.1 in C minor, Op.68 – II. Andante sostenuto
03 – Brahms Symphony No.1 in C minor, Op.68 – III. Un poco allegretto e grazioso
04 – Brahms Symphony No.1 in C minor, Op.68 – IV. Adagio non troppo ma con brio

05 – Brahms Symphony No.3 in F, Op.90 – I. Allegro con brio
06 – Brahms Symphony No.3 in F, Op.90 – II. Andante
07 – Brahms Symphony No.3 in F, Op.90 – III. Poco allegretto
08 – Brahms Symphony No.3 in F, Op.90 – IV. Allegro

NDR-Sinfonieorchester
Günter Wand – Director

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Este carinha foi um gênio.

FDPBach

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fui umas dez vezes assistir a recitais no Wigmore Hall. É uma sala pequena, principalmente se  compararmos com a enorme fama que ostenta. Está sempre lotada, às vezes com mais de um recital por dia e os nomes que lá se apresentam sempre são de primeira linha. Sua fama é justa. A acústica é perfeita, miraculosa. Trata-se de um dos melhores lugares do universo. Quem lê os livros de Ian McEwan sabe o quanto ele ama a sala. Uma vez, ele ficou atrás de mim na fila de retirada de ingressos… Ou seja, o local tem grande mística e não é incomum os recitais que lá ocorrem transformarem-se em CDs. (PQP)

Um presentinho para os senhores, um CD absolutamente maravilhoso, para ser ouvido sem se cansar diversas vezes seguidas, principalmente pela “Arpeggione”, e claro, pela Sonata de Brahms, outra das mais belas páginas da história da música. Um brasileiro e uma portuguesa, grandes nomes em seus respectivos instrumentos, dão um verdadeiro show…

Lembro do Menezes novinho, junto com a Anne-Sophie Mutter, tocando o Concerto Duplo de Brahms, sob a supervisão de Herr Karajan, e ali já senti que a coisa era séria, que ele seria um músico completo, e não me enganei. Karajan não era bobo, e logo identificou o talento do nosso pernambucano. O tempo pode ter levado seus cabelos, mas criou um intérprete maduro, completo. (FDP)

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

01. Schubert – Arpeggione Sonata – I. Allegro moderato
02. Schubert – Arpeggione Sonata – II. Adagio – attacca
03. Schubert – Arpeggione Sonata – III. Allegretto

04. Brahms – 3 Intermezzi – No.1 Andante moderato
05. Brahms – 3 Intermezzi – No.2 Andante non troppo e con molto espressione
06. Brahms – 3 Intermezzi – No.3 Andante con moto

07. Mendelssohn – Song without Words, Op.109

08. Brahms – Cello Sonata No.1 – I. Allegro non troppo
09. Brahms – Cello Sonata No.1 – II. Allegretto quasi Menuetto – Trio
10. Brahms – Cello Sonata No.1 – III. Allegro – Piu Presto

11. Bach – Pastorale BWV 590 (arr. Roemaet-Rosanoff)

Antonio Menezes – Cello
Maria João Pires – Piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Pires y Meneses
Que dupla…. !!!

FDP / PQP

Hilary Hahn plays Bach + Volodos Plays Brahms + Philippe Jaroussky – Green – Melodies Françaises on Verlaine’s poems

Hilary Hahn plays Bach + Volodos Plays Brahms + Philippe Jaroussky – Green –  Melodies Françaises on Verlaine’s poems

PQP Bach
12 anos de Prazer

12 anos falando sobre música desse nível num país desse nível?! É como jogar comida ao mar, esperando absolutamente nada. Até que pequenas vozes de lugares distantes se fazem ouvir: “Obrigado, irmão. Bach te abençoe”. Quando começamos, conseguíamos ouvir apenas o mastigar de nossa comida diária, hoje caravelas de refugiados atracam no nosso porto, sedentos e famintos. Somos colossos do céu, mas caridosos com os pequenos ouvintes. Lembro que o primeiro a descer foi meu irmão mais velho PQP Bach que, meio entediado do paraíso que vivia, resolveu abrir essa parada dos milagres. Até que um dia ele me convidou para participar também dessa celebração no meio dos gentios. E assim aconteceu com meus outros irmãos, seduzidos pelo bem maior de propagar a palavra d´Ele e de outros deuses ciumentos.

Para celebrar esse aniversário, achei um momento na minha agenda celeste para descer aqui na paragem há muito tempo não visitada por mim. Trago comida da melhor qualidade. Vamos ver aqui no meu saquinho…

Hilary Hahn plays Bach

Quando Deus, o maior de todos os voyeurs, colocou o homem no mundo, rapidamente percebeu como seria aborrecido de espiar. Porém resolveu o problema caprichando numa espécie que não é necessariamente humana, pois há algo de divino na mulher. Ouça esse disco da Hilary Hahn interpretando as famosas peças para violino solo do nosso pai e confesse, essa senhora não é deste planeta. Eu conheço essas obras há mais de 200 anos, mas esta gravação aqui prova o contrário… AGORA sim que essas peças encontraram sua intérprete perfeita. Quando essa criatura morrer, estarei no lugar de São Pedro para recebê-la de braços abertos.

Hilary Hahn plays Bach
1. Preludio
2. Loure
3. Gavotte En Rondeau
4. Menuet I
5. Menuet II
6. Bourrée
7. Gigue
8. Allemande
9. Courante
10. Sarabande
11. Gigue
12. Giaconna
13. Adagio
14. Fuga
15. Largo
16. Allegro Assai

Hilary Hahn plays Bach – 1997
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

XLD RIP | FLAC | 424 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 | 320 Kbps | 196 MB

Vamos para o segundo presente:

Volodos Plays Brahms

Brahms deve ser o compositor mais melancólico que conheço. Nunca estive com ele por essas bandas. Esse deus alemão detesta bajulação. Ele continua sempre isolado, apesar do seu apreço por cabarés e moçoilas. É capaz dele ficar do meu lado esperando a Hilary chegar. Essa gravação que vos trago contém o que há de mais sofrido no mundo da música. Acho que foi Carpeaux que disse que é necessário ter idade para sentir o peso dessa música. Volodos entrega a dose correta dessa melancolia.

Volodos Plays Brahms
1 – Capriccio in F-Sharp Minor, Op. 76, No. 1
2 – Capriccio in B Minor, Op. 76, No. 2
3 – Intermezzo in A-Flat Major, Op. 76, No. 3
4 – Intermezzo in B-Flat Major, Op. 76 No. 4
5 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: I. Andante moderato
6 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: II. Andante non troppo e con molto espressione
7 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: III. Andante con moto
8 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: I. Intermezzo in A Minor
9 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: II. Intermezzo in A Major
10 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: III. Ballade in G Minor
11 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: IV. Intermezzo in F Minor
12 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: V. Romanze in F Major
13 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: VI. Intermezzo in E-Flat Minor

Volodos Plays Brahms – 2017
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

XLD RIP | FLAC | 785 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 | 320 Kbps | 120 MB

Por fim deixo o melhor disco de todos os tempos:

Philippe Jaroussky – Green – Melodies Françaises on Verlaine’s poems

Phillippe Jaroussky é o verdadeiro Orfeu. Sua voz quebra o tempo, até os demônios aqui param para ouvi-lo. Seu som meio masculino, meio feminino, eleva todas as canções desse disco a um patamar que deixariam o nosso miserável poeta Verlaine feliz… Esse é um disco para se ouvir com pouca luz, cigarro (pena que eu não fumo), uma taça de vinho, imaginando uma Paris que nunca mais existirá.

Green – Melodies francaises de Verlaine (respectivos compositores entre parêntesis, de acordo com a nobre contribuição do Monge Ranulfus. Valeu, Monge!)
Disc: 1
1. Colloque sentimental (Ferré)
2. 5 Melodies, Op 58 dites ‘Venise’: I Mandoline (Fauré)
3. Prison (Severac)
4. 10 Melodies, Op 83: I Clair de lune (Szulk)
5. Fetes galantes, FL 86, Book I: I En sourdine (Debussy)
6. Fetes galantes, FL 86, Book I: II Fantoches (Debussy)
7. Fetes galantes, FL 86, Book I: III Clair de lune (Debussy)
8. 5 Melodies dites “Venise”, Op 58: V C’est l’extase (Fauré)
9. Ecoutez la chanson bien douce (Chausson)
10. 5 Melodies dites ‘Venise’, Op 58: III Green (Fauré)
11. O triste, triste etait mon ame (Bordes)
12. Le vent dans la plaine (Saint-Saëns)
13. 5 Melodies dites “Venise”, Op 58: II En sourdine (Fauré)
14. Fisch-Ton-Kan, D. 23: “Qui je suis, qui je suis” [Fisch-Ton-Kan] ( Chabrier)
15. 7 Chansons grises: IV. En sourdine (Hahn)
16. 2 Melodies, Op 83: I Prison (Fauré)
17. Mandoline, L. 43b (Published Version) (Debussy)
18. Apaisement (Chausson)
19. Un grand sommeil noir (Honegger)
20. 4 Melodies, Op 51: III Spleen (Fauré)
21. Revons, c’est l’heure (Massanet)
22. Un grand sommeil noir (Varèse)
23. Ecoutez la chanson bien douce (Ferré)

Disc: 2
1. 2 Melodies, Op 46: II Clair de lune (Fauré)
2. 7 Chansons grises: I. Chanson d’automne (Hahn)
3. Green (Caplet)
4. Ariettes oubliees, FL 63: II Il pleure dans mon coeur (Debussy)
5. L’heure exquise (Poldowski)
6. Colombine (Poldowski)
7. Chanson d’automne (Trenet)
8. Mandoline (Poldowski)
9. 3 Melodies, Op 4: II Il pleure dans mon coeur (Schmitt)
10. 20 Melodies, Book I: XVI D’une prison (Hahn)
11. Fisch-Ton-Kan, D. 23: “J’engraisse” [Poussah] (Chabrier)
12. 4 Melodies, Op 22: IV Il pleure dans mon coeur (Koechlin)
13. La Bonne Chanson, Op. 61: III. La lune blanche luit dans les bois (Fauré)
14. Promenade sentimentale (Bordes)
15. Ariettes oubliees, FL 63: V Aquarelles, 1: Green (Debussy)
16. Colloque sentimental (Canteloube)
17. Fetes galantes, FL 114, Book II: I Les Ingenus (Debussy)
18. Fetes galantes, FL 114, Book II: II Le Faune (Debussy
19. Fetes galantes, FL 114, Book II: III Colloque Sentimental (Debussy
20. Colombine (Brassens)

Green – Melodies francaises de Verlaine – 2015
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

XLD RIP | FLAC | 404 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 | 320 Kbps | 250 MB

Felicitações a todos. E longa vida ao site.

CDF

Johannes Brahms (1833-1897): As Quatro Sinfonias

Johannes Brahms (1833-1897): As Quatro Sinfonias

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um blog amigo postou esta versão das sinfonias de Brahms há poucos dias. Mas o que posso fazer se a mesma gravação estava em minha linha de tiro? A versão de Jochum é uma resposta cheia de musicalidade e bons argumentos a esta gravação aqui, postada por nosotros em julho. Não sei avaliar bem qual é a melhor, mas escolho Jochum na Primeira sinfonia e Abbado na Quarta, só para iniciar o jogo. Porém, é importante notar que esta não é uma conversa de pigmeus. É Abbado e Jochum com Brahms; quer dizer que é um papo denso, muito denso e de gigantes. Todos.

Da coleção Originals da DG. Tudo que está ali é bom. É o The Best of The Best da gravadora. Baixa logo, tá?

Johannes Brahms (1833-1897): As Quatro Sinfonias

1. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 1. Un poco sostenuto – Allegro – Meno allegro 13:43
2. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 2. Andante sostenuto 9:36
3. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 3. Un poco allegretto e grazioso 4:50
4. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 4. Adagio – Piu andante – Allegro non troppo, ma con brio – Piu allegro 16:56

5. Symphony No.2 in D, Op.73 – 1. Allegro non troppo 14:59
6. Symphony No.2 in D, Op.73 – 2. Adagio non troppo – L’istesso tempo, ma grazioso 10:06
7. Symphony No.2 in D, Op.73 – 3. Allegretto grazioso ( Quasi andantino) – Presto ma non assai 5:40
8. Symphony No.2 in D, Op.73 – 4. Allegro con spirito 8:17

9. Symphony No.3 in F, Op.90 – 1. Allegro con brio – Un poco sostenuto – Tempo I 10:00
10. Symphony No.3 in F, Op.90 – 2. Andante 9:21
11. Symphony No.3 in F, Op.90 – 3. Poco allegretto 6:09
12. Symphony No.3 in F, Op.90 – 4. Allegro 8:59

13. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – 1. Allegro non troppo 12:30
14. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – 2. Andante moderato 12:05
15. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – 3. Allegro giocoso – Poco meno presto – Tempo I 6:02
16. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – 4. Allegro energico e passionato – Più allegro 9:51

Berlin Philharmonic Orchestra
Eugen Jochum

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Jochum: mestre

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Lieder

Johannes Brahms (1833-1897): Lieder

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Meu deus, que disco lindo! Brahms é Brahms, quem não conhece? Bernarda Fink (Buenos Aires, 1955) é uma mezzosoprano argentina de ascendência eslovena. Ela canta absurdamente bem, tem uma voz maravilhosa. Nada menos que 31 canções de Brahms são apresentadas aqui por esta dupla soberba: a citada e requintada mezzo-soprano e o excelente pianista britânico Roger Vignoles, que já acompanhara Fink em vários discos de recital anteriores. Há momentos dramáticos (“Von ewiger Liebe”), leves (“Vergebliches Ständchen”), delicados (“An die Nachtigall”. E o que dizer de “Die Mainacht” e “Mädchenlied” (faixa 30)? Fink coloca a música sempre em primeiro plano. Fink pode ser a garota cantando sobre seu amante, mas também o caçador de “Der Jäger”. Vignoles está perfeito. A Harmonia Mundi contribui com o seu som imaculado habitual. Este disco é uma alegria e não se pode perder.

Johannes Brahms (1833-1897): Lieder

1 Bei Dir Sind Meine Gedanken
2 Wie Melodien Zieht Es Mir
3 Sapphische Ode
4 Feldeinsamkeit
5 Nachtigall
6 Verzagen
7 Alte Liebe
8 An Die Nachtigall
9 Das Mädchen Spricht
10 Dein Blaues Auge
11 Geheimnis
12 Ständchen
13 Von Ewiger Liebe
14 Der Tod, Das Ist Die Kühle Nacht
15 Auf Dem Kirchhofe
16 Die Mainacht
17 Anklänge
18 Spanisches Lied
19 Mädchenlied
20 Am Sonntag Morgen
21 Liebestreu
22 Vergebliches Ständchen
23 Das Mädchen
24 Therese
25 Mädchenlied
26 Der Jäger
27 Der Schmid
28 Der Gang Zum Liebchen
29 Sonntag
30 Mädchenlied
31 Wiegenlied

Bernarda Fink, mezzosoprano
Roger Vignoles, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Fink: sua voz deve ser a trilha sonora do paraíso.

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino 1-3 / Trio para Piano Nº 1, Op. 8 / Concerto para Violino, Op. 77

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino 1-3 / Trio para Piano Nº 1, Op. 8 / Concerto para Violino, Op. 77

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um espanto este álbum com obras de Brahms interpretadas pela genial violinista russa Viktoria Mullova. O álbum duplo foi “montado” pegando os melhores registros que estavam espalhados em três discos lançados em separado anteriormente. Então, temos uma das melhores integrais das Sonatas para Violino e Piano, o ESPLÊNDIDO Piano Trio Nº 1 e uma grandes versões de um dos mais belos Concertos para Violino jamais escritos. Nas gravações, ela é acompanhada apenas por Piotr Anderszewski nas Sonatas, por Andre Previn e Heinrich Schiff no Trio e por Abbado e a Filarmônica de Berlim no Concerto. Não dá para pedir mais, né?

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino 1-3 / Trio para Piano Nº 1, Op. 8 / Concerto para Violino, Op. 77

1. Sonata No. 1 in G, Op. 78: Vivace Ma Non Troppo
2. Sonata No. 1 in G, Op. 78: Adagio
3. Sonata No. 1 in G, Op. 78: Allegro Molto Moderato

4. Sonata No. 2 in A, Op.100: Allegro Amabile
5. Sonata No. 2 in A, Op.100: Andante Tranquillo – Vivace – Andante – Vivace Di Piu – Andante – Vivace
6. Sonata No. 2 in A, Op.100: Allegretto Grazioso (Quasi Andante)

7. Sonata No. 3 in d, Op.108: Allegro
8. Sonata No. 3 in d, Op.108: Adagio
9. Sonata No. 3 in d, Op.108: Un Poco Presto E Con Sentimento
10. Sonata No. 3 in d, Op.108: Presto Agitato

Viktoria Mullova
Piotr Anderszewski

1. Piano Trio in B, Op.8: 1. Allegro con brio
2. Piano Trio in B, Op.8: 2. Scherzo. Allegro molto
3. Piano Trio in B, Op.8: 3. Adagio
4. Piano Trio in B, Op.8: 4. Allegro

Viktoria Mullova
Andre Previn
Heinrich Schiff

1. Violin Concerto In D, Op.77: No.1 Allegro non troppo
2. Violin Concerto In D, Op.77: No.2 Adagio
3. Violin Concerto In D, Op.77: No.2 Allegro giocoso, ma non troppo vivace-Poco piu presto

Viktoria Mullova
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Mullova
(suspiro)

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Quartetos de Cordas Completos, Trios, Quintetos e Sextetos

Johannes Brahms (1833-1897): Quartetos de Cordas Completos, Trios, Quintetos e Sextetos

Aqui quem escreve é o PQP. Estou revalidando num só arquivo estes super posts do Carlinus. Motivo: (1) dois ou três dos CDs estavam com seus links idos e (2) Brahms é bom demais. Mantive todos os textos introdutórios originais. Só não há texto para o 5º CD pelo simples fato de o post para o 4º e 5º CDs serem um só. Grande destaque para os Op. 88,  34, 114, 115 — obra que inspirou Erico Verissimo a dar o nome de Solo de Clarineta a seus livros de memórias, a ter infartos e mais: acho que a gravação de Leister era a que ele tinha em casa — , 18, 51 nº 2, 36 e para todo o resto!

Como diz o Carlinus: boa apreciação!

CD1:

Já venho há dois meses com o intento de postar os quartetos de cordas de Brahms, uma joia, uma pérola, algo para qual nos falta palavras. Mas foi somente hoje que disse para mim mesmo: “Hoje a criança nasce!”. E como estou entusiasmado com estas postagens! Nutro uma profunda admiração pela música brahmsiana. Com o compositor não havia tempo para devaneios ou produções que fugiam àqueles elementos tão típicos da música genuinamente clássica. Deve ser por isso que ele não compôs balê ou ópera. Seus pés estavam fincados no terreno da música pura. Música-música (se é que existe esta expressão). Toda as vezes que vou postar Brahms corre dentro de mim certa expectação reverente. A alemão não era brincadeira. Sua música é um atestado de sua competência e seriedade. Em sua época o que vigorava eram as megalomanias de Wagner e dos compositores programáticos. Brahms conseguiu se impor compondo música absoluta – a mesma que compusera Beethoven, Mozart e Haydn. Tudo isso amalgamado ao espírito profundo do Romantismo. Resta-nos apenas ficar com o primeiro CD com os dois primeiros quartetos – O opus 51 no. 1 e 2. Estes quartetos são verdadeiras obras primas. Possuem uma capacidade de síntese, concentração e honestidade musical invejáveis, dificilmente encontráveis em outros compositores. Prestem atenção: falo “dificilmente”. Páro por aqui: é preciso ouvir para sentir estas duas maravilhas. Aprecie sem moderação, incontidamente!

Johannes Brahms (1833-1897) – String Quartet in C menor, Op. 51 no. 1 e String Quartet in A menor, Op. 51 no. 2

String Quartet in C menor, Op. 51 no. 1 [30:10]
01. Allegro
02. Romanze. Poco Adagio
03. Allegretto molto moderato e comodo – Un poco piu animato
04. Allegro

String Quartet in A menor, Op. 51 no. 2 [31:04]
05. Allegro non troppo
06. Andate moderato
07. Quasi Minuetto, moderato – Allegretto vivace
08. Finale. Allegro non assai

Amadeus Quartet

CD2:

Após alguns dias de ausência eu retorno ao PQP Bach para dá continuidade ao ciclo de postagens com o material camerístico de Brahms, iniciado há alguns dias atrás. Nesta ocasião teremos o Quarteto in B flat maior, Op. 67 e o o famoso Quinteto para piano, dois violinos, viola e violoncelo em F menor, Op. 34. Para um dia como este é uma música agradavelmente adequada. Os comentários são dispensáveis. Que a música forneça suas explicações. Boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) – String Quartet in B flat major, Op. 67 e Quinteto for piano, 2 violins, viola e violoncello in F menor, Op. 34

String Quartet in B flat major, Op. 67 [32:13]
01. 1.Vivace
02. 2. Andante
03. 3. Agitato(Allegretto Non Troppo)
04. 4. Poco Allegretto Con Variazioni

Quinteto for piano, 2 violins, viola e violoncello in F menor, Op. 34 [41:21]
05. 1. Allegro Non Troppo
06. 2. Andante, Un Poco Adagio
07. 3. Scherzo.Allegro-Trio
08. 4. Finale.Poco Sostenuto

Amadeus Quartet

CD3:

Dizer o quê? Comentar o quê? Não há necessidade nem disso nem daquilo. A obra camerística de Brahms é uma das coisas mais belas que já foram escritas em toda a história da música. É a mistura da melancolia correta com a técnica exata. Destaca-se neste CD o opus 111. É uma obra tardia do velho Brahms. Uma curiosidade: conta-se que após ter escrito esse Quinteto, Brahms decidiu parar de compor e até preparou um testamento. Entrementes, alguém como ele não poderia ficar parado. Esse fato teria se dado lá pelos anos de 1890. O que acontece é que após ter encontrado o clarinetista Richard Mülhfeld, e, encantado com o instrumento para sopro, resolve escrever inúmeras obras para o clarinete. Sorte a nossa! Resta-nos apreciar essas maravilhas. Seguem dois quintetos neste registro – o opus 88 e o opus 111. Uma boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) – String Quintet in F major, Op. 88 e String Quintet in G major, Op. 111

String Quintet in F major, Op. 88
01. I. Allegro non troppo ma con brio
02. II. Grave ed appassionato-Allegretto vivace-Tempo I – Presto
03. III. Finale. Allegro energico

String Quintet in G major, Op. 111
04. I. Allegro non troppo, ma con brio
05. II. Andante, un poco Adagio
06. III. Scherzo. Allegro – Trio
07. IV. Finale. Poco sostenuto

Amadeus Quartet

CD4:

Finalizemos esta integral com postagens da obra camerística de Brahms. Foi uma caminhada de grandes hiatos, postergações, supressões e tudo mais. Mas, chegamos a bom termo. Brahms é daqueles compositores profundos, de música sensível, que exigem uma atenção demasiada. É preciso ouvi-lo mais de uma vez para que entremos em seu mundo. Destacam-se nesse post os dois sextetos para cordas. O primeiro é o opus 18, composto em 1860 e estreado em 1862. Possui quatro movimentos. É marcado por duas violas, dois violinos e dois violoncelos. E a outra peça é o sexteto para cordas opus 36, composto durante os anos de 1864-1865. Apesar de Brahms tê-lo composto na atmosfera solitária, calma de Baden-Baden, Alemanha, o sexteto foi tocado pela primeira vez nos Estados Unidos, mais precisamente em Boston. Segue a mesma marcação do primeiro sexteto, com duas violas, dois violinos e dois violoncelos. Fica aqui a certeza de dois trabalhos fantásticos. Boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1807) – Trio para piano, clarinete e violoncelo em A menor, Op. 114 e Quinteto para clarinete, 2 violinos, viola e violoncelo em B menor, Op. 115

Trio para piano, clarinete e violoncelo em A menor, Op. 114
01. Allegro
02. Adagio
03. Andante grazioso
04. Allegro

Karl Leister, clarinete
Georg Donderer, violoncelo
Christopher Eschenbach, piano

Quinteto para clarinete, 2 violinos, viola e violoncelo em B menor, Op. 115

05. Allegro
06. Adagio
07. Andantino – Presto non assai, ma con sentimento
08. Con moto

Amadeus Quartet
Karl Leister, clarinete

CD5:

Johannes Brahms (1833-1897) – Sexteto para cordas em B flat major, Op. 18 e Sexteto para cordas em G major, Op. 36

Sexteto para cordas em B flat major, Op. 18 [33:25]
01. Allegro ma non troppo
02. Thema con Variazioni. Andante, ma moderato
03. Scherzo. Allegro molto – Trio. Animato
04. Rondo. Poco Allegretto e grazioso

Sexteto para cordas em G major, Op. 36 [38:55]
05. Allegro ma non troppo
06. Scherzo. Allegro ma non troppo – Presto giocoso – Tempo I
07. Poco Adagio
08. Poco Allegro

Amadeus Quartet
Cecil Aronowitz, viola II
William Pleeth, violoncelo II

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Quem seria?

Carlinus (com PQP)

Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino, Op. 77 , Concerto Duplo para Violino e Violoncelo, Op. 102

Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino, Op. 77 , Concerto Duplo para Violino e Violoncelo, Op. 102

Booklet Front resize

Atendendo à uma solicitação de nossa querida Clara Schumann, estou postando aqui um CD que ela pede faz já algum tempo. A relação de todos nós, mais velhos, com esta gravação é intensa desde os tempos do LP. O que mais chama a atenção — além da extrema musicalidade de Karajan e de sua orquestra — é a precocidade dos solistas, e ao mesmo tempo a maturidade com que eles tocam. Até parece gente grande. e puxando um pouco para o lado do ufanismo verde-amarelo, dá orgulho de ver o pernambucano Antônio Meneses tocando ao lado de Karajan e da divina — ainda adolescente — Anne-Sophie Mutter.

Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino, Op. 77 , Concerto Duplo para Violino e Violoncelo, Op. 102

Johannes Brahms (1833-1897) – Violin Concerto in D Minor, op. 77
1 – Allegro non troppo
2 – Adagio
3 – Allegro giocoso, ma non troppo vivace – Poco pio presto
Cadenzas – Joseph Joachin

Johannes Brahms (1833-1897) – Double Concerto for Violin, Violoncelo e Orchestra, in A Minor, op. 102

1 – Allegro
2 – Andante
3 – Vivace non troppo

Anne-Sophie Mutter – Violin
Antonio Meneses – Violoncello
Berliner Philarmoniker
Herbert von Karajan – Direktor

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Karajan e Meneses se cumprimentam e... Como a idade fez bem a Mutter!
Karajan e Meneses se cumprimentam e… Como a idade fez bem a Mutter!

FDP

Johannes Brahms (1833-1897): O Concerto para Violino, Op. 77 — Três versões matadoras para os pequepianos com Mullova, Szeryng e Oistrakh

Johannes Brahms (1833-1897): O Concerto para Violino, Op. 77 — Três versões matadoras para os pequepianos com Mullova, Szeryng e Oistrakh

3 VEZES IM-PER-DÍVEL !!!

Bem, montei este especial aqui porque passei a sexta-feira ouvindo este concerto. Foi bom! A versão de Mullova — extraordinária, imbatível — é inédita no blog. A versão de Szeryng — extraordinária, imbatível — tinha sido postada pelo Carlinus, mas o link já não existe. O mesmo é o caso da versão de Oistrakh — extraordinária, imbatível — , a qual fora postada por FDP no falecido Megaupload.

Não sou doido de dizer qual é a melhor das versões desta absoluta obra-prima do repertório violinístico e orquestral. Amo todas e efetivamente pretendo ser fiel às três.  A única coisa que faz Mullova ser menos fabulosa é que ela está aí, vivinha, e os outros já se foram.

Ah, o CD de Oistrakh vem com um espetacular bônus: a Sonata Nº 3 para Violino e Piano. Ninguém vai reclamar, acho.

MI0000963547Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino, Op. 77

I. Allegro non troppo
II. Adagio
III. Allegro giocoso, ma non troppo vivace – Poco più presto

Viktoria Mullova
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

brahms-violin-concerto-henryk-szeryng-lso-pierre-monteux-1-lp-rcaJohannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino, Op. 77

1. Violin Concerto in D, Op.77: Allegro non troppo [Cadenza: Joseph Joachim] – Henryk Szeryng, London Symphony Orchestra
2. Violin Concerto in D, Op.77: Adagio – Henryk Szeryng, London Symphony Orchestra
3. Violin Concerto in D, Op.77: Allegro giocoso, ma non troppo vivace –

Henryk Szeryng
London Symphony Orchestra
Pierre Monteux

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

front22Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino, Op. 77

1. Concerto for Violin and Orchestra in D Op. 77 (2003 Digital Remaster): I. Allegro non troppo (cadenza: J. Joachim) 22:35
2. Concerto for Violin and Orchestra in D Op. 77 (2003 Digital Remaster): II. Adagio 9:38
3. Concerto for Violin and Orchestra in D Op. 77 (2003 Digital Remaster): III. Allegro giocoso, ma non troppo vivace 8:40

4. Sonata for Violin and Piano No. 3 in D minor, Op. 108 (2003 Digital Remaster): I. Allegro 8:56
5. Sonata for Violin and Piano No. 3 in D minor, Op. 108 (2003 Digital Remaster): II. Adagio 5:49
6. Sonata for Violin and Piano No. 3 in D minor, Op. 108 (2003 Digital Remaster): III. Un poco presto e con sentimento 3:12
7. Sonata for Violin and Piano No. 3 in D minor, Op. 108 (2003 Digital Remaster): IV. Presto agitato 6:11

David Oistrakh
Vladimir Yampolsky, piano
Cleveland Orchestra
George Szell

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Quem seria, né?
Quem seria, né?

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Trios Op. 8 (Nro, 1) e Op. 87 (Nro. 2)

Johannes Brahms (1833-1897): Trios Op. 8 (Nro, 1) e Op. 87 (Nro. 2)

folder (1)O Trio Op. 8 é algo tão impressionante que vale ser ouvido em todas as versões possíveis, apesar de que a a concorrência é muito grandeParece que Brahms encontrava sempre uma forma acertar tudo de primeira. Independentemente do gênero —  sinfonias, concertos, serenatas, sonatas para violino ou sextetos de cordas — Brahms consegue ser melhor e mais expressivo em suas primeiras tentativas. Tal é certamente o caso do seu primeiro trio de piano, que embora tenha sido substancialmente revisto décadas após a sua composição original, ainda se apresenta como uma obra-prima de contorno melódico, complexidade harmônica e forma. Compara aí com o segundo e veja se eu não tenho razão!

O Op. 87 é ótimo, é Brahms, mas o 8…

Johannes Brahms (1833-1897): Trios Op. 8 (Nro, 1) e Op. 87 (Nro. 2)

01. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Allegro con brio
02. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Scherzo (Allegro molto)
03. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Adagio
04. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Allegro

05. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Allegro
06. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Andante con moto
07. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Scherzo (Presto)
08. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Finale (Allegro giocoso)

Storioni Trio

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O Storioni Trio
O Storioni Trio em azul, preto e branco, como o indigno e nojento time do Grêmio

PQP

Johannes Brahms (1833-1897) – Jean-Guihen Queyras & Alexandre Tharaud – Brahms Cello Sonatas & Hungarian Dances

Jean-Guihen Queyras & Alexandre Tharaud - Brahms Cello Sonatas & Hungarian Dances (2018)As Sonatas para Violoncelo de Brahms estariam certamente entre as obras que eu levaria para uma ilha deserta. Provavelmente a gravação de dois gigantes do século XX, Rudolf Serkin e Mstlsav Rostropovich.

Mas a nova geração está muito bem representada neste CD: o violoncelista é Jean-Guihen Queyras e o pianista é Alexander Tharaud. Jovens franceses que já tem experiência suficiente para nos proporcionar agradáveis momentos na audição destas duas obras primas do repertório.

A música de Brahms é por demais sofisticada, elaborada e profunda para uma simples gravação. Com certeza, essa dupla irá regravar estas peças quando tiverem mais idade e mais maturidade. Não falo no quesito técnico e virtuosístico, isso sobra para os dois, mas sim no quesito maturidade emocional e afetiva. Talvez seja o que falta neste CD.

SONATA FOR CELLO & PIANO No. 1 Op. 38 in E minor · mi mineur · e-moll
1) I. Allegro non troppo (E minor)
2) II. Allegretto quasi Menuetto (A minor)
3) III. Allegro (E minor)
SONATA FOR CELLO & PIANO No. 2 Op. 99 in F Major · fa majeur · F-Dur
4) I. Allegro vivace (F major)
5) II. Adagio affettuoso (F# major)
6) III. Allegro passionato (F minor)7) IV. Allegro molto (F major)
DANSES HONGROISES Ungarische Tänze · Hungarian dances WoO 1 (excerpts)
Transcription for piano and cello by Alexandre Tharaud & Jean Guihen Queyras
Book 1
8) Tanz No. 4 (Poco sostenuto) transposed in G minor
9) Tanz No. 1 in G minor (Allegro molto)
10) Tanz No. 5 in F# minor (Allegro – Vivace)
Book 2
11) Tanz No. 7 (Allegretto – Vivo) transposed in A Major
Book 3
12) Tanz No. 14 in D minor (Un poco andante)
13) No. 11 in D minor (Poco andante)

Jean-Guihen Queyras – Violoncelo
Alexander Tharaud – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE