Johannes Brahms (1833-1897): Integral das Sinfonias / Variações sobre um tema de Haydn / Abertura Trágica / Abertura do Festival Acadêmico

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Andrew Manze é um violinista barroco, um tremendo violinista barroco, desses que tocam em instrumentos originais. É natural que uma orquestra sinfônica regida por ele tivesse seu principal destaque nas cordas. E, com efeito, a Orquestra Sinfônica de de Helsingborg (Suécia) demonstra aqui que seu forte é a espantosa qualidade de suas cordas. Os andamentos escolhidos por Manze e sua orquestra de instrumentos modernos é quase sempre mais veloz que o habitual e me agradaram muito. É o tipo de gravação que o ouvinte mais tradicional talvez custe a engolir, mas duvido que ele não sinta o frescor que vem das águas da pequena e belíssima cidade portuária de Helsingborg, de menos de 150 mil habitantes e com uma orquestra portentosa como essa.

Johannes Brahms (1833-1897): Integral das Sinfonias / Variações sobre um tema de Haydn / Abertura Trágica / Abertura do Festival Acadêmico

DISCO 01
01. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – I. Un poco sostenuto – Allegro – Meno Allegro
02. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – II. Andante sostenuto
03. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – III. Un poco Allegretto e grazioso
04. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – IV. Adagio – Piu andante – Allegro non troppo, ma con brio

05. Variations on a theme of Joseph Haydn, Op.56a – Thema. Chorale St. Antoni
06. Variations on a theme of Joseph Haydn, Op.56a – Variation 1 Poco piu animato
07. Variations on a theme of Joseph Haydn, Op.56a – Variation 2 Piu vivace
08. Variations on a theme of Joseph Haydn, Op.56a – Variation 3 Con moto
09. Variations on a theme of Joseph Haydn, Op.56a – Variation 4 Andante con moto
10. Variations on a theme of Joseph Haydn, Op.56a – Variation 5 Vivace
11. Variations on a theme of Joseph Haydn, Op.56a – Variation 6 Vivace
12. Variations on a theme of Joseph Haydn, Op.56a – Variation 7 Grazioso
13. Variations on a theme of Joseph Haydn, Op.56a – Variation 8 Presto non troppo
14. Variations on a theme of Joseph Haydn, Op.56a – Finale Andante

DISCO 02
01. Symphony No.2 in D major, Op.73 – I. Allegro non troppo
02. Symphony No.2 in D major, Op.73 – II. Adagio non troppo
03. Symphony No.2 in D major, Op.73 – III. Allegretto grazioso (Quasi andantino)
04. Symphony No.2 in D major, Op.73 – IV. Allegro con spirito

05. Tragic Overture, Op.81
06. Academic Festival Overture, Op.80

DISCO 03
01. Symphony No.3 in F major, Op.90 – I. Allegro con brio
02. Symphony No.3 in F major, Op.90 – II. Andante
03. Symphony No.3 in F major, Op.90 – III. Poco Allegretto
04. Symphony No.3 in F major, Op.90 – IV. Allegro – Un poco sostenuto

05. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – I. Allegro non troppo
06. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – II. Andante moderato
07. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – III. Allegro giocoso – Poco meno presto
08. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – IV. Allegro energico e passionato

Helsingborg Symphony Orchestra
Andrew Manze, regente

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Andrew Manze: eu curti

Andrew Manze: eu curti

PQP

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Johannes Brahms (1833-1897): Quinteto para Piano Op.34

Não chego a ser um apaixonado pelo Quinteto para Piano em fá maior, Op. 34, dedicado a Sua Alteza Real, a princesa Anne de Hesse-Darmstadt. Como quinteto para piano, está escrito para piano e quarteto de cordas (dois violinos, viola e violoncelo). Desde minha juventude, acho que há algo problemático em seu desbragado romantismo, não obstante o convincente melodismo do mesmo. A mim, parece Schumann. Este Quinteto conheceu várias formas e feitios até chegar à versão definitiva em 1865. Começou, entre 1861 e 1862, por ser um quinteto de cordas (que teve uma recepção fria), passou depois para uma obra para dois pianos (com uma estreia desastrosa), e só a partir do verão de 1864 é que o compositor pegou de novo na partitura e a transformou numa obra para piano e quarteto de cordas. Houve uma primeira audição privada com a presença da a princesa Anna de Hesse (1843-1865) e a estreia pública, com sucesso, teve lugar no dia 22 de Julho de 1866.

Johannes Brahms (1833-1897): Quinteto para Piano Op.34

1. Allegro Non Troppo
2. Andante, Un Poco Adagio
3. Scherzo (Allegro)
4. Finale (Poco Sostenuto – Allegro Non Troppo)

Maurizio Pollini
Quartetto Italiano

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Brahms, apenas se equilibrando no Op. 34

Brahms, apenas se equilibrando no Op. 34

PQP

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Brahms / Schubert: Sonatas para Violoncelo

A violoncelista não é um Lynn Harrel e nem o pianista é um Ashkenazy, também não são Rostropovich e Serkin (nas Sonatas de Brahms, lembram?), nem Rostropovich e Britten (na Arpeggione), mas vá lá, porque o repertório é absolutamente esplêndido. Estas são Sonatas que estão no centro do repertório camarístico do violoncelo. Trazem extraordinária beleza, romantismo, lirismo, danças, agressividade, tudo. As duas Sonatas de Brahms são extraordinárias em seus temas e estruturas. Já a Arpeggione é o Schubert que canta, canta e canta. A violoncelista Chiesa parece saiu-se melhor no Schubert, mais italiano, mas não decepciona no Brahms, não.

Brahms / Schubert: Sonatas para Violoncelo

Johannes Brahms
Sonata for Cello and Piano No.1 in E minor, Op.38
1. I – Allegro non troppo
2. II – Allegretto quasi Menuetto
3. III – Allegro

Sonata for Cello and Piano No.2 in F, Op.99
4. I. Allegro vivace
5. II. Adagio affettuoso
6. III. Allegro passionato
7. IV. Allegro molto

Franz Schubert
Sonata for Arpeggione and Piano in A minor, D.821
5. I. Allegro moderato 11:42
6. II. Adagio – 4:10
7. III. Allegretto 8:45

Silvia Chiesa, cello
Maurizio Baglini, piano

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Brahms

PQP

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Schubert / Beethoven / Rameau / Brahms: Impromptus / Hammerklavier e outras peças

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grigory Sokolov (1950) é um artista excepcional, uma lenda. Ele é considerado um dos maiores pianistas vivos e é adorado pelo publico em concertos sempre esgotados. Seu álbum de estreia na Deutsche Grammophon foi um enorme sucesso e é ainda o disco mais vendido pelo selo em 2016. Sokolov retorna com mais uma excelente gravação ao vivo — realizadas durante concertos em Varsóvia e Salzburgo — como gosta de fazer. Eu também as prefiro aos registros 100% corretos — e às vezes engessados — dos estúdios de gravação. O repertório é absolutamente fantástico. Vamos dos melodiosos Impromptus de Schubert, fazendo um descanso nas três peças para piano do mesmo compositor e para depois adentrar a mais lenta Sonata Hammerklavier que conheço. São 53 minutos! Depois vamos para a leveza de Rameau e finalizamos com a densidade de Brahms. E, curiosamente, tudo combina direitinho. Um CD que está no mais sublime grau de poesia e intimidade.

Schubert / Beethoven / Rameau / Brahms: Impromptus / Hammerklavier e outras peças

CD1:
Franz Schubert – Impromtus D 899
1. No.1
2. No.2
3. No.3
4. No.4

Franz Schubert – Three Piano Pieces D 946
5. No.1
6. No.2
7. No.3

CD2:
Ludwig van Beethoven – Piano Sonata No.29, Op.106 ‘Hammerklavier’
01. I. Allegro
02. II. Scherzo. Assai vivace
03. III. Adagio sostenuto
04. IV. Largo – Allegro risoluto

Jean-Philippe Rameau
05. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 2. Les tendres plaintes (Live)
06. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 17. Les tourbillons (Live)
07. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 18. Les cyclopes (Live)
08. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 15. La follette (Live)
09. Nouvelles suites de pièces de clavecin / Suite In G Major – 6. Les sauvages (Live)

Johannes Brahms
10. Intermezzo, Op.117 No.2

Grigory Sokolov, piano

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Grigory Sokolov

Grigory Sokolov: poesia e intimidade

PQP

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Johannes Brahms (1833-1897) – Violin Concerto in D major op. 77, Piotr Illich Tchaikovsky (1840-1893) – Violin Concerto in D major op. 35 – David Oistrakh, Franz Konwitschny, Staatskapelle Dresden

folderDuas obras primas do repertório romântico violinístico tocados por um dos maiores violinistas do século XX, David Oistrakh. São duas gravações históricas, realizadas nos anos 50, ainda em Mono, mas que precisam ser conhecidas, para ainda mais admirarmos o gigante do violino que foi Oistrakh. Sou suspeito quando se trata deste músico pois já declarei inúmeras vezes que o considero o maior de todos, mas em feroz disputa com Jascha Heifetz, mas não quero entrar no mérito desta discussão. Gosto é gosto, e não se discute.
Os senhores poderão julgar.

01. Brahms Violin Concerto in D major op. 77 – 1. Allegro non troppo
02. Brahms Violin Concerto in D major op. 77 – 2. Adagio
03. Brahms Violin Concerto in D major op. 77 – 3. Allegro giocoso, ma non troppo…
04. Tchaikovsky Violin Concerto in D major op. 35 – 1. Allegro moderato
05. Tchaikovsky Violin Concerto in D major op. 35 – 2. Canzonetta. Andante
06. Tchaikovsky Violin Concerto in D major op. 35 – 3. Finale. Allegro vivacissimo

David Oistrakh – Violin
Staatskapelle Dresden
Franz Konwitschny – Conductor

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FDPBach

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Johannes Brahms (1833-1897): Serenade Nr. 1 D maior, Op. 11

Estava pensando no que postar. Decidi ouvir esta peça de um dos meus compositores favoritos, Brahms, e aí a dúvida cessou. O primeiro movimento é extraordinário, leve, suave. É diferente, por exemplo, do Concerto no. 1 para piano e orquestra e o primeiro movimento da Terceira Sinfonia. Ah! Já ia esquecendo! O regente é o grande Claudio Abbado à frente da Filarmônica de Berlim, numa gravação de 1983. Não é das principais composições de Brahms, mas é música de primeira linha. Brahms é Brahms.

Johannes Brahms (1833-1897) – Serenade Nr. 1 D maior, Op. 11

01 Allegro molto [13:16]
02 Scherzo. Allegro non troppo – Trio. Poco piu moto [8:13]
03 Adagio non troppo [14:49]
04 Menuetto I – Menuetto II [4:08]
05 Scherzo. Allegro – Trio [2:40]
06 Rondo. Allegro [5:52]

Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado, regente

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Abbado em procedimento de decolagem.

Abbado em procedimento de decolagem.

Carlinus

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Johannes Brahms (1833-1897): The Piano Concertos (Live)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este CD vai direto para o rol das gravações clássicas. Dia desses estive criticando Dudamel na Sinfonia Nº 4 de Brahms, mas o que dizer desta associação com Barenboim? Ora, que é perfeita, impecável, sensível, musical e arrasadora. O senso de estilo demonstrado aqui foi poucas vezes alcançado. O curioso é que Barenboim é o regente titular da Staatskapelle Berlin e, nestes concertos, ele desce do pódio, senta no piano, e dá lugar a Dudamel. E o resultado é estupendo.

Johannes Brahms (1833-1897): The Piano Concertos (Live)

Brahms: Piano Concerto No.1 In D Minor, Op.15
1 – 1. Maestoso – Poco più moderato (Live) 23:24
2 – 2. Adagio (Live) 14:25
3 – 3. Rondo (Allegro non troppo) (Live) 13:20

Brahms: Piano Concerto No.2 In B Flat, Op.83
4 – 1. Allegro non troppo (Live) 18:40
5 – 2. Allegro appassionato (Live) 9:45
6 – 3. Andante – Più adagio (Live) 12:31
7 – 4. Allegretto grazioso – Un poco più presto (Live) 9:57

Daniel Barenboim, piano
Staatskapelle Berlin
Gustavo Dudamel

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Barenboim + Dudamel: dois craques e fácil entendimento

Barenboim + Dudamel: entendimento fácil entre dois supercraques

PQP

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Johannes Brahms (1833-1897): The Piano Trios

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco belíssimo, algo que não pode passar em branco mesmo! Lembro ter achado Christian Tetzlaff meio mão-pesada em sua versão para as Sonatas e Partitas Solo de Bach, mas também pudera, o cara é um romântico nato. Nasceu para este repertório. Os irmãos Tetzlaff — violino e cello, Christian e Tanya — e o excelente pianista Lars Vogt formam um conjunto de notável equilíbrio e estão cabeça com cabeça com o Beaux Arts, com a diferença de que a qualidade de som é melhor aqui. Seu diálogo é contínuo, quente e compreensivo. O repertório é aquilo, né? Os Trios Nº 1 e 2 moram no ventrículo esquerdo — local onde o coração bate mais forte — deste que vos escreve. Jamais cansarei de ouvi-los e de descobrir novidades neles.

Johannes Brahms (1833-1897): The Piano Trios

CD1:

Piano Trio No.2 in C major, Op.87
01. I. Allegro moderato (09:14)
02. II. Andante con moto (07:55)
03. III. Scherzo: Presto (04:51)
04. IV. Finale: Allegro giocoso (06:20)

Piano Trio No.3 in C minor, Op.101
05. I. Allegro energico (07:08)
06. II. Presto non assai (03:28)
07. III. Andante grazioso (04:06)
08. IV. Allegro molto (05:48)

CD2:

Piano Trio No.1 in B major, Op.8 (revised 1889 version)
01. I. Allegro con brio – Tranquillo (13:39)
02. II. Scherzo: Allegro molto (06:30)
03. III. Adagio (07:42)
04. IV. Finale: Allegro (06:33)

Christian Tetzlaff, violin
Tanja Tetzlaff, cello
Lars Vogt, piano

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Tetzlaff, Tetzlaff e o skin-head Vogt: altíssimo nível

Tetzlaff, Tetzlaff e o skin-head Vogt: altíssimo nível

PQP

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Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Variações sobre um tema de Haydn

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sei, há Beethoven, Mozart, Bruckner, Mahler e Shostakovich, mas, no meu sentir, esta sinfonia é a melhor que conheço. Brahms era visto como o sucessor de Beethoven e estava muito preocupado em ser digno da tradição sinfônica do mestre. Tão preocupado que preparou sua primeira sinfonia ao longo de mais de 20 anos. Sua composição iniciou-se em 1854 e sua finalização só ocorreu em 1876.

O maestro Hans von Bülow apelidou-a de “A Décima de Beethoven”, o que é apenas uma frase de efeito. Não pretendo desconsiderar que há uma citação da Nona de Beethoven no último movimento, porém os fatos obrigam-me a encarar isto como uma demonstração de gratidão a seu antecessor, ao qual tanto devia – ou, corrigindo, ao qual tanto devemos… Depois de anos e anos como ouvinte, afirmo tranquilamente que, até mais do Beethoven, o que há aqui é Schumann, principalmente na forma inteligente como foram desenvolvidos os elos entre os movimentos que parecem brotar logicamente um do outro. No mais, a Primeira de Brahms é uma derivação autêntica, exclusiva e original do estilo empregado por Brahms em sua música de câmara. Ademais, Brahms – que estreava sua sinfonia 49 anos após a morte de Beethoven – aborda o gênero de forma diversa, dando, por exemplo, extremo cuidado à orquestração e chegando a verdadeiros achados timbrísticos no segundo movimento e na introdução ao tema do último tema: aquele esplêndido solo de trompa, seguido da flauta e do arrepiante trio de trombones. Tais cuidados orquestrais evidentemente não revelam um compositor maior que Beethoven, apenas revelam que o tempo tinha passado, que Brahms já tivera contato com as orquestrações de Rimsky-Korsakov, Berlioz, Wagner, Liszt (os dois últimos eram seus inimigos), que Mahler tinha 16 anos de idade e que a Sinfonia Titan estaria pronta dali a 12 anos…

Em sua primeira sinfonia, Brahms resolveu apresentar todas as suas armas como compositor. A solidez da intrincada estrutura do primeiro movimento (Un poco sostenuto – Allegro) vem diretamente de alguns outros notáveis “primeiros movimentos” de sua música de câmara. Sua complicada estrutura rítmica e aparente rispidez causa certo desconforto a ouvintes mais acostumados a gentilezas. Sua estrutura não é nada beethoveniana, os temas são mostrados logo de cara, sem as lentas introduções nem os motivos curtos e afirmativos de nosso homem de Bonn. Afinal, estamos ouvindo nosso homem de Hamburgo! Se o primeiro movimento demonstra toda a maestria do compositor ao lidar com diversas vozes e linhas rítmicas, o próximo é um arrebatador andante (Andante sostenuto) que parece pretender mostrar “vejam bem: além daquilo que ouviram, eu também faço melodias sublimes”. A melodia levada pelo primeiro violino ao final do andante é belíssima e inesquecível. O terceiro movimento (Un poco Allegretto e grazioso) nos diz que “além daquilo que ouviram, eu também faço scherzi divertidíssimos, viram?”. Claro que não chegamos à alegria demonstrada nos scherzi de Bruckner, porém, para um sujeito contido como Brahms, a terceira parte da sinfonia chega a ser uma galinhagem.

O último movimento é um capítulo à parte. É a música perfeita. Há a já citada introdução de trompas e trombones, mas há principalmente um dos mais belos temas já compostos. No romance Doutor Fausto, de Thomas Mann, o personagem principal Adrian Leverkühn vende sua alma ao demônio em troca da glória e da imortalidade como compositor. Feito o negócio – num dos mais belos capítulos já escritos: o diálogo entre Adrian e o Demônio –, Adrian vai compor e… bem, sai-lhe uma peça muito parecida com o tema a que me refiro. Ele o abandona. Seria este um sinal de Mann, indicando que seu personagem partiria do ponto mais alto existente para a construção de uma obra estupefaciente? Creio que sim, creio que sim, meus queridos sete leitores. Mas, sabem?, não vou gastar meu latim descrevendo o tema que aparece aos 5 minutos do último movimento da sinfonia para ser transformado e retorcido até seu final.

Não é música para diletantes leigos como eu. Porém, como a ouço há anos, posso avaliar como deve ser difícil equilibrar a rigidez formal e a imaginação melódica de uma sinfonia que – inteiramente dentro da tradição de contrastes das sinfonias – parece pretender abarcar o mundo, mostrando-se ora imponente, ora delicada; ora jocosa, ora séria.

Ah, as Variações sobre um tema de Haydn também são música belíssima!

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Variações sobre um tema de Haydn

1 Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 1. Un poco sostenuto – Allegro – Meno allegro 17:15
2 Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 2. Andante sostenuto 9:06
3 Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 3. Un poco allegretto e grazioso 4:50
4 Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 4. Adagio – Piu andante – Allegro non troppo, ma con brio – Piu allegro 17:19

5 Variations on a Theme by Haydn, Op. 56a 19:05

Philadelphia Orchestra
Riccardo Muti

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Brahms faz uma pose especial para o PQP

Brahms faz uma pose especial para o PQP desejando um feliz 2017

PQP

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Johannes Brahms (1833-1897) – Cello Sonatas & Trio For Clarinete – Gaillard, Wang, Càsola

front

LINK RESTAURADO !!! 

Ouvi o op. 99 de Brahms pela primeira vez pelas mãos de Janos Starker, um dos gigantes do violoncelo do século XX. Foi paixão à primeira audição. Gaillard obviamente não é Starker, mas é uma grande musicista. Entende a música de Brahms e se joga de corpo e alma para tentar assimilar a profundidade de tal obra, fundamental no repertório do instrumento, e claro, uma das obras primas de Brahms.

O Trio para Clarinete é figurinha carimbada aqui no PQPBach, onde já apareceu em outras gravações. Claro que versão que sempre me vem à cabeça é a de Karl Leister, mas assim como no caso de Gaillard, Càsola não é Leister, nem vem ao caso fazer tal comparação. Mas sua dedicação é recompensada pela solidez de sua apurada técnica, e, assim como Gaillard, faz o seu melhor. Claro  que precisam retornar mais e mais vezes a esta obra, para, com a maturidade e experiência adquiridas pela idade, poderem imergir com maior profundidade em obra de tal envergadura.

Não são peças fáceis as escolhidas pelos músicos, mas eles a interpretam com coragem.

1 Sonate pour violoncelle et piano No. 2 en Fa Majeur, Op. 99: I. Allegro vivace
2 Sonate pour violoncelle et piano No. 2 en Fa Majeur, Op. 99: II. Adagio affettuoso
3 Sonate pour violoncelle et piano No. 2 en Fa Majeur, Op. 99: III. Allegro passionato
4 Sonate pour violoncelle et piano No. 2 en Fa Majeur, Op. 99: IV. Allegro
5 Sonate pour violoncelle et piano No. 1 en Mi Mineur, Op. 38: I. Allegro
6 Sonate pour violoncelle et piano No. 1 en Mi Mineur, Op. 38: II. Allegretto quasi minuetto
7 Sonate pour violoncelle et piano No. 1 en Mi Mineur, Op. 38: III. Allegro
8 Trio pour clarinette, violoncelle et piano en La Mineur, Op. 114: I. Allegro alla breve
9 Trio pour clarinette, violoncelle et piano en La Mineur, Op. 114: II. Adagio
10 Trio pour clarinette, violoncelle et piano en La Mineur, Op. 114: III. Andantini grazioso
11 Trio pour clarinette, violoncelle et piano en La Mineur, Op. 114: IV. Finale : allegro

Ophélie Gaillard – Cello
Louis Schwisgebel-Wang – Piano
Fabio Di Càsola – Clarinet

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Anne Gastinel – Romantique

anne_gastinel-romantiqueAnne Gastinel já há algum tempo é um dos grandes nomes do violoncelo. Francesa, nasceu em 1971 na pequena cidade de  Tassin-la-Demi-Lune, próximo a Lyon. Esta pequena caixa com cinco cds que ora vos trago mostra um pouco do talento e da versatilidade da solista. Vale a pena conhecer.

CD 1

1. Johannes Brahms – Sonata No. 1 in E Minor Op. 38 Allegro non Troppo
2. Sonata No. 1 in E Minor Op. 38 Allegretto quasi Menuetto
3. Sonata No. 1 in E Minor Op. 38 Allegro
4. Johannes Brams – Sonata No. 2 in F Major Op. 99 Allegro Vivace
5. Sonata No. 2 in F Major Op. 99 Adagio Affettuóso
6. Sonata No. 2 in F Major Op. 99 Allegro Passionato
7. Sonata No. 2 in F Major Op. 99 Allegro Molto

Anne Gastinel – Celo
François-Fredéric Guy – Piano

CD 2

1. Schumann – Cello concerto in A minor Op. 129 Allegro Nicht zu schnell
2. Cello concerto in A minor Op. 129 Adagio Langsam
3. Cello Concerto in A minor Op. 129 Finale vivace Sehr lebhaft
4. Fantasiestücke Op. 73 for Cello and Piano Zart und mit Ausdruck
5. Fantasiestücke Op. 73 for Cello and Piano Lebhaft, leicht
6. Fantasiestücke Op. 73 for Cello and Piano Rasch und mit Feuer
7. Five Pieces in Folk-Style Op. 102 Vanitas vanitatum mit Humor
8. Five Pieces in Folk-Style Op. 102 Langsam
9. Five Pieces in Folk-Style Op. 102 Nicht Schnell mit viel Ton zu
10. Five Pieces in Folk-Style Op. 102 Nicht zu Rasch
11. Five Pieces in Folk-Style Op. 102 Starck und markirt
12. Adagio & Allegro Op. 70 in A Flat Major – Adagio Langsam, mit innigem Ausdruck
13. Adagio & Allegro Op. 70 in A Flat Major – Adagio Rasch une feurig

Anne Gastinel – Cello
Orchestre Philharmonique de Liège
Louis Langrée – Conductor

CD 3

1. Beethoven – Sonata in G Minor No. 2 (Op. 5, No. 2) I. Adagio Sostenuto ed Espressivo
2. Sonata in G Minor No. 2 (Op. 5, No. 2) II. Allegro Molto, più Tosto Presto
3. Sonata in G Minor No. 2 (Op. 5, No. 2) III. Rondo (Allegro)
4. Sonata in C Major No. 4 (Op. 102, No. 1) I. Andante
5. Sonata in C Major No. 4 (Op. 102, No. 1) II. Allegro Vivace
6. Sonata in C Major No. 4 (Op. 102, No. 1) IV. Adagio
7. Sonata in C Major No. 4 (Op. 102, No. 1) IV. Allegro Vivace
8. Sonata in D Major No. 5 (Op. 102, n°2) I. Allegro con Brio
9. Sonata in D Major No. 5 (Op. 102, n°2) II. Adagio con Molto Sentimento
10. Sonata in D Major No. 5 (Op. 102, n°2) III. Allegro, Allegro Fugato

Anne Gastinel – Cello
François-Fredéric Guy – Piano

CD 4

1. Beethoven – Sonata in F Major No. 1 Op. 51 Adagio Sostenuto, Allegro, Adagio, Presto
2. Sonata in F Major No. 1 Op. 51 Ron31do Allegro Vivace
12 – 15 Variations on Ein Mädchen oder Weibchen
16 – 28 – Variatons on See the Conqu’ring Hero Comes
29 – 36 – 7 Variations on Bei Männern, welche Liebe fühlen
37 – 40 – Sonata in A Major No. 3 Op. 69

Anne Gastinel – Cello
François-Fredéric Guy – Piano

CD 5
1. Schubert – Sonata in A Minor D. 821 Allegro Moderato
2. Sonata in A Minor D. 821 Adagio
3. Sonata in A Minor D. 821 Allegretto
4. Lied from Schwanengesang D. 957 Serenade
5. To Music. Lied Op. 88 No. 4, D. 547 Serenade
6. Sonatina in D Major Op. 137, No. 1 D. 384 Allegro Molto
7. Sonatina in D Major Op. 137, No. 1 D. 384 Andante
8. Sonatina in D Major Op. 137, No. 1 D. 384 Allegro Vivace
9. Litany for the Feast of all Souls Day
10. Lied D. 550 The Trout
11. Lied from Schwanengesang D. 957 The Wraith
12. Lied op.72, D. 774 To be Sung on the Water
13. Lied from Winterreise Op. 89 Illusion
14. Lied from Die Schöne MüllerinThe Miller and the Brook

Anne Gastinel – Cello
Claire Desert – Piano

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 5 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Katia & Marielle Labèque – Sisters – CD 2 de 6

katia-marielle-labeque-sisters-2016O segundo CD do duo Labèque Sisters traz um repertório bem mais eclético, que vai de Tchaikovsky a Berio, passando por Brahms, Dvorák entre outros. Outro grande momento das irmãs, impecáveis em sua incrível capacidade de tocarem juntas como se fossem uma só.
Já trouxe em outra ocasião a gravação das Danças Húngaras de Brahms com essa dupla, mas já faz bastante tempo, então os links também já eram.

2.001. Tchaikovsky Swan Lake, Op.20, TH.12 – Arr. for piano duet – Russian dance
2.002. Brahms Hungarian Dance No.1 in G Minor, WoO 1 No.1 – for piano duet – Allegro molto
2.003. Brahms Hungarian Dance No.20 in E Minor, WoO 1, No.20 – Arr. for piano duet – Poco allegretto – Vivace
2.004. Brahms Hungarian Dance No.5 in G Minor, WoO 1 No.5 – for Piano Duet – Allegro – Vivace
2.005. Dvorák 8 Slavonic Dances, Op.72, B.147 – For Piano Duet – No.2 in E Minor (Allegretto grazioso)
2.006. Dvorák 8 Slavonic Dances, Op.46, B.83 – For Piano Duet – No.8 in G Minor (Presto)
2.007. Bizet Jeux d’enfants, Op.22 – 12 pieces for Piano duet – 11. Petit mari, petite femme
2.008. J. Strauss II Pizzicato Polka – for Piano Duet – Pizzicato Polka
2.009. J. Strauss II Auf der Jagd, Op.373 – for Piano Duet – Polka (Schnell)
2.010. Fauré Dolly Suite, Op.56 – for piano duet – 1. Berceuse
2.011. Poulenc L’Embarquement pour Cythère, valse-musette pour deux pianos FP 150
2.012. Milhaud Scaramouche – for 2 Pianos Op.165b – 3. Brazileira (Mouvement de samba)
2.013. Grainger Country Gardens (Handkerchief Dance) – Arr. for Piano Duet – Country Gardens (Handkerchief Dance)
2.014. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – I. Allegro ben ritmato e deciso, in B flat
2.015. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – II. Andante con moto e poco rubato, in C sharp minor
2.016. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – III. Allegro ben ritmato e deciso, in E flat minor
2.017. Stravinsky Three Easy Pieces (for Piano Four-Hands) – II. Waltz
2.018. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 5. Galop
2.019. Lutoslawski Variations on a Theme of Paganini – Arr. for two pianos – Variations on a Theme of Paganini
2.020. Berio Polka, for piano quatre-mains

Katia & Marielle Labèque – Piano

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Johannes Brahms (1833-1897) — Franz Schubert (1797-1828) — Felix Mendelssohn ( 1809-1847): Piano Trios — Isaac Stern Trio

FrontDou uma pausa na polinização de música contemporânea para trazer este álbum que traz os belíssimos trios para piano de Brahms, Schubert e o primeiro de Mendelssohn, interpretados por esse trio de peso: Isaac Stern no violino, Leonard Rose no violoncelo e Eugene Istomin no piano.

Adquiri esse álbum só pelo Trio No. 2 do Schubert, cujo segundo movimento compõe a trilha sonora do belíssimo Barry Lyndon, filme dirigido por Stanley Kubrick. Mas acabei que me deliciei com todos eles, principalmente o primeiro de Brahms e o primeiro de Mendelssohn. Não cheguei a ouvir muitas interpretações desses trios, até porque essa interpretação sempre conseguiu satisfazer minha alma, mas acho que cinco estrelas na Amazon não é pouca coisa. É o tipo de coisa que o PQP ou o FDP categorizariam como imperdível.

Isaac Stern Collection Vol. 1: Piano Trios

CD1

Johannes Brahms (1833-1897):

Piano Trio No. 1 in B major Op. 8
01 I. Allegro con brio
02 II. Scherzo: Allegro molto – Trio: Meno allegro
03 III. Adagio
04 IV. Allegro

Piano Trio No. 2 in C major Op. 87
05 I. Allegro
06 II. Adante con moto
07 III. Scherzo: Presto – Poco meno presto
08 IV. Finale: Allegro giocoso

CD2

Piano Trio No. 3 in c minor Op. 101
01 I. Allegro enérgico
02 II. Presto non assai
03 III. Andante graziozo
04 IV. Allegro molto

Franz Schubert (1797-1828):

Piano Trio in E-flat major No. 2 D. 929
05 I. Allegro
06 II. Andante con moto
07 III. Scherzo – Allegro moderato
08 IV. Allegro moderato

CD3

Piano Trio in B-flat major No. 1 D. 898
01 I – Allegro moderato
02 II – Andante un poco mosso
03 III – Scherzo: allegro
04 IV – Rondo: Allegro vivace

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847):

Piano Trio in D minor Op. 49
05 I – Molto allegro agitato
06 II – Andante con moto tranquillo
07 III – Scherzo: Legiero e vivace
08 IV – Finale: Allegro assai appassionato

Isaac Stern, violin
Leonard Rose, cello
Eugene Istomin, piano

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Stern, Istomin e Rose passeando no parque.

Stern, Istomin e Rose passeando no parque.

Luke

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Johannes Brahms (1833-1897) – Piano Concertos – Kovacevich, Davis, LSO

818bvhc79ol-_sl1500_Já declarei inúmeras vezes serem estas gravações do então jovem Stephen Kovacevich com o Colin Davis regendo a Sinfônica de Londres as minhas favoritas dentre as dezenas de gravações já realizadas destas obras e que já tive a oportunidade de ouvir. Kovacevich explora as nuances e detalhes destas complexas e dificílimas obras como poucos. Colocaria talvez no mesmo patamar dois gigantes do nível de Emil Gilels e Sviatoslav Richter que também realizaram gravações históricas destes concertos. Posso estar exagerando, pois tenho meus motivos particulares e pessoais para gostar tanto delas, e que não vem ao caso discutir, mas reforço, trata-se de gosto pessoal e particular.

Amo estes concertos, talvez ainda mais o segundo, e com certeza eles estão entre as maiores obras já compostas para esta formação piano / orquestra.

Então para os que não conhecem, sugiro sentarem-se em suas melhores poltronas, abrirem uma garrafa de um bom vinho e apreciarem a música.

01. Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15, 1. Maestoso – Poco più moderato
02. Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15, 2. Adagio
03. Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15, 3. Rondo (Allegro non troppo)
04. Piano Concerto No.2 In B Flat, Op.83, 1. Allegro non troppo
05. Piano Concerto No.2 In B Flat, Op.83, 2. Allegro appassionato
06. Piano Concerto No.2 In B Flat, Op.83, 3. Andante – Più adagio
07. Piano Concerto No.2 In B Flat, Op.83, 4. Allegretto grazioso – Un poco più presto

Stephen Kovacevich – Piano
London Symphony Orchestra
Colin Davis – Conductor

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FDP

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Stravinsky / Scarlatti / Brahms / Ravel: Transformation

A Petrushka de Wang não é tão boa quanto a de Pollini, o Scarlatti dela não chega aos pés de Leonhardt ou Sokolov, seu Brahms nem se aproxima do de Serkin, muito menos seu Ravel é o de Argerich ou Bavouzet, mas a notável escolha de repertório e certa inteireza quase poderiam dar a este CD nosso selo máximo de IM-PER-DÍ-VEL !!! A gente ouve e fica feliz. Yuju Wang nasceu em Pequim em 1987, numa família de músicos. Ingressou no Conservatório Central de Música de Pequim com sete anos e estudou lá por três anos. Aos 14 anos mudou-se para o Canadá a fim de aprender inglês e estudar no Mount Royal University Conservatory em Calgary. Vive atualmente em Nova Iorque, mas viaja a maior parte do tempo para apresentação de concertos. Esta menina vai longe, sem dúvida. Tem apenas 29 anos e é uma grande especialista em Prokofiev. Vou tentar ouvir outros discos da bela moça.

Stravinsky / Scarlatti / Brahms / Ravel: Transformation

Igor Stravinsky — Three Movements From “Petrushka” (15:23)
1 Danse Russe. Allegro Giusto 2:30
2 Chez Pétrouchka 4:16
3 La Semaine Grasse. Con Moto — Allegretto — Tempo Giusto — Agitato 8:37

4 Domenico Scarlatti — Sonata In E Major K. 380: Andante Comodo 5:21

Johannes Brahms — Variations On A Theme By Paganini Op. 35 (19:44)
5 Book I: Thema. Non Troppo Presto 0:27
6 Book I: Variation 1 0:24
7 Book I: Variation 2 0:25
8 Book I: Variation 3 0:26
9 Book I: Variation 4 1:00
10 Book I: Variation 5 0:46
11 Book I: Variation 6 0:27
12 Book I: Variation 7 0:28
13 Book I: Variation 8 0:29
14 Book I: Variation 9 1:00
15 Book I: Variation 10 1:23
16 Book I: Variation 11 1:17
17 Book I: Variation 12 1:12
18 Book II: Variation 1 0:43
19 Book II: Variation 2 0:36
20 Book II: Variation 5 0:24
21 Book II: Variation 6 0:21
22 Book II: Variation 7 0:19
23 Book II: Variation 8 0:29
24 Book II: Variation 10 0:41
25 Book II: Variation 11 0:25
26 Book II: Variation 12 1:10
27 Book II: Variation 13 0:56
28 Book II: Variation 3 0:30
29 Book II: Variation 4 0:54
30 Book I: Variation 13 0:32
31 Book I: Variation 14 1:58

32 Domenico Scarlatti — Sonata In F Minor/C Major K. 466: Andante Moderato 5:36

33 Maurice Ravel — La Valse 11:49

Wuja Wang, piano

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Wuja Wang faz o tipo vou-te-conquistar, mas nem precisaria

Wuja Wang fazendo o tipo vou-te-conquistar, mas nem precisaria. É uma notável pianista.

PQP

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Brahms, Rachmaninov, Schubert, Ravel: Martha Argerich & Nelson Freire — Salzburg

argerich-freireIM-PER_DÍ-VEL !!!

Um CD perfeito, impecável. Registro ao vivo do concerto apresentado pelos pianistas no Festival de Salzburgo em 2009, este Salzburg é uma enorme demonstração não apenas de talento, mas da integração entre dois artistas de primeiríssima linha. Argerich e Freire são grandes amigos, talvez mais do que isso, e têm há anos estas peças em seu repertório. Apresentaram-nas em Porto Alegre faz uns oito anos e, quando dos autógrafos, levei um vinil com parte daquele repertório gravado pelos dois. A capa (abaixo) era quente, com Martha e Nélson encarando-se como se fossem se atirar um sobre o outro. Martha olhou a capa, pôs a mão sobre a boca, olhou para mim, olhou para a capa e escreveu algo assim: “Mira, yo no era la bruja que soy hoy!”. Me entregou o disco com um enorme sorriso e perguntou se eu tinha gostado do concerto. Respondi com a obviedade esperada. Li a dedicatória. Gaguejei, mas saiu alguma coisa como “Imagina, tu não és e nunca serás uma bruxa!”. Ao lado, Freire leu a dedicatória de Martha, sorriu e apenas assinou ao lado. Tenho o disco até hoje, claro, é uma das minhas poucas relíquias.

A tal capa está no final do post.

Brahms, Rachmaninov, Schubert, Ravel: Martha Argerich & Nelson Freire — Salzburg

Johannes Brahms (1833-1897) — Variations on a Theme by Haydn, ‘St Antoni Chorale’, Op. 56b
1. Variations On A Theme By Haydn,”St. Anthony Variations”, Op. 56b – Chorale St. Antoni: Andante 2:01
2. Variations On A Theme By Haydn, ”St. Anthony Variations”, Op. 56b – Var. I: Andante Con Moto (Poco Più Animato) 1:01
3. Variations On A Theme By Haydn, ”St. Anthony Variations”, Op. 56b – Var. II: Più Vivace 0:57
4. Variations On A Theme By Haydn, ”St. Anthony Variations”, Op. 56b – Var. III: Con Moto 1:45
5. Variations On A Theme By Haydn, ”St. Anthony Variations”, Op. 56b – Var. IV: Andante Con Moto 1:45
6. Variations On A Theme By Haydn, ”St. Anthony Variations”, Op. 56b – Var. V: Poco Presto (Vivace) 0:53
7. Variations On A Theme By Haydn, ”St. Anthony Variations”, Op. 56b – Var. VI: Vivace 1:15
8. Variations On A Theme By Haydn, ”St. Anthony Variations”, Op. 56b – Var. VII: Grazioso Martha Argerich 2:47
9. Variations On A Theme By Haydn, “St. Anthony Variations”, Op. 56b – Var. VIII: Poco Presto 0:49
10. Variations On A Theme By Haydn, ”St. Anthony Variations”, Op. 56b – Finale: Andante 3:55

Sergei Rachmaninov (1873-1943) — Symphonic Dances, Op. 45
11. Symphonic Dances, Op.45 – Two Pianos – 1. Non Allegro 11:17
12. Symphonic Dances, Op.45 – Two Pianos – 2. Andante Con Moto (Tempo Di Valse) 8:11
13. Symphonic Dances, Op.45 – Two Pianos – 3. Lento Assai – Allegro Vivace 12:30

Franz Schubert (1797-1828) — Rondo for Piano 4 hands in A major, D 951 “Grand Rondo”
14. Grand Rondeau In A Major, D 951 – Allegretto Quasi Andantino 11:10

Maurice Ravel (1875-1937) — La valse
15. La Valse – Poème Choréographique – La Valse – Poème Choréographique 12:09

Martha Argerich e Nélson Freire, pianos

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Quente.

Quente.

PQP

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Andor Foldes: Wizard of the Keyboard

Andor Foldes (1913-1992) pertenceu a uma geração impressionante de músicos húngaros. Como ele, Geza Anda, Gyorgy Sandor, Edith Farnadi, Irene Malik, Annie Fischer — sem levar em conta a elite de regentes famosos (Fricsay, Dorati, Reiner) ou solistas (Szigetti) Dentre eles, Foldes ocupava um lugar de destaque no universo pianístico. Este disco é um tesouro de incrível repertório: Bach, De Falla, Poulenc, Bartok, Beethoven, Liszt, Copland, Barber, Debussy e Chopin .

Foldes foi um músico consumado, inteiramente dedicado a extrair e fazer-nos sentir o espírito de cada peça que ele tocava. Seu nível de musicalidade corre inversamente proporcional à sua fama. Negligenciado e esquecido por muitos, ele representa a estatura de músicos forjados na primeira metade do século XX, como Bartók e Kodály.

Andor Foldes: Wizard of the Keyboard

CD 1:
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Chromatic Fantasia and Fugue in D minor, BWV 903
1) Fantasia [6:44]
2) Fuga [4:35]
Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
Piano Sonata No.6 in F, Op.10 No.2
3) 1. Allegro [4:18]
4) 2. Allegretto [3:46]
5) 3. Presto [2:36]
Johannes Brahms (1833 – 1897)
16 Waltzes, Op.39
6) 1. in B [0:48]
7) 2. in E [1:09]
8. 3. in G sharp minor [0:46]
9) 15. in A flat [1:34]
Manuel de Falla (1876 – 1946)
El amor brujo
10) Ritual Fire Dance [3:31]
Francis Poulenc (1899 – 1963)
Nocturnes Nos.1-8
11) No.4 in C minor [1:26]
Claude Debussy (1862 – 1918)
Préludes – Book 1
12) 8. La fille aux cheveux de lin [2:41]
Frédéric Chopin (1810 – 1849)
4 Mazurkas, op.41
13) 2. Mazurka in E minor: Andantino [2:05]
14) Nocturne No.13 in C minor, Op.48 No.1 [5:52]
Franz Liszt (1811 – 1886)
15) Mephisto Waltz No.1, S.514 [10:38]
Béla Bartók (1881 – 1945)
Suite, BB 70, Sz. 62 (Op.14)
16) 1. Allegretto [1:55]
17) 2. Scherzo [1:43]
18) 3. Allegro molto [2:05]
19) 4. Sostenuto [2:53]
Sonata for Piano, Sz. 80 (BB 88)
20) 1. Allegro moderato [4:06]
21) 2. Sostenuto e pesante [5:00]
22) 3. Allegro molto [3:29]
23) Allegro barbaro, BB 63, Sz. 49 [2:29]

CD 2:
Igor Stravinsky (1882 – 1971)
Piano Sonata (1924)
1) 1. Viertel = 112 [3:07]
2) 2. Adagietto [5:05]
3) 3. Viertel = 112 [2:42]
Samuel Barber (1910 – 1981)
Excursions, Op.20
4) 1. Un poco allegro [2:43]
5) 2. In slow blues tempo [3:32]
6) 3. Allegretto [2:28]
7) 4. Allegro molto [2:10]
Aaron Copland (1900 – 1990)
Piano Sonata (1941)
8. 1. Molto moderato [8:21]
9) 2. Vivace [4:38]
10) 3. Andante sostenuto [9:28]
Zoltán Kodály (1882 – 1967)
11) Marosszéki táncok (Dances of Marosszèk) [12:30]
7 Piano Pieces, Op.11
12) 1. Lento [1:40]
13) 2. Székely keserves. Rubato, parlando [2:20]
14) 3. “il pleut dans mon coeur…”. Allegretto malinconico [1:30]
15) 5. Tranquillo [2:04]
16) 6. Székely nóta. Poco rubato [3:08]
Igor Stravinsky (1882 – 1971)
17) Circus Polka for a Young Elephant [3:55]
Virgil Thomson (1896 – 1989)
18) Ragtime Bass in C sharp [1:41]
Isaac Albéniz (1860 – 1909)
19) Tango, Op.165, No.2 [2:46]

Andor Foldes, piano

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Andor Foldes, esse tocava!

Andor Foldes, esse tocava!

PQP

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W. A. Mozart (1756-1791) / J. Brahms (1833-1897): Clarinet Quintets

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os clarinetistas nasceram com o rabo virado para a lua, conforme diria minha mãe. Tanto Mozart quanto Brahms ficaram amigos de clarinetistas ao final de suas vidas, sendo convencidos por este seres soprantes a comporem para o instrumento justo em seus respectivos auges. E houve ainda outros clarinetistas e compositores no mesmo caso, mas Mozart e Brahms foram os mais notórios. Tal fato deu ao instrumento um tremendo repertório. Imaginem que Brahms ainda escreveu duas excepcionais Sonatas para Clarinete e Piano e Mozart seu Concerto K. 622! Bem, este CD é uma joia. Ah, sabem porque os livros de memórias de Erico Verissimo chamam-se Solo de Clarineta I e II? Sim, em função do belíssimo Quinteto de Brahms que comparece neste CD. A coisa é de arrepiar. Vai lá e ouve logo, bagual! Tá esperando o quê?

W. A. Mozart (1756-1791) / J. Brahms (1833-1897): Clarinet Quintets

1 Mozart: Clarinet Quintet in A, K.581 – 1. Allegro 9:20
2 Mozart: Clarinet Quintet in A, K.581 – 2. Larghetto 6:41
3 Mozart: Clarinet Quintet in A, K.581 – 3. Menuetto 6:45
4 Mozart: Clarinet Quintet in A, K.581 – 4. Allegretto con variazioni 9:00

5 Brahms: Clarinet Quintet in B minor, Op.115 – 1. Allegro 13:09
6 Brahms: Clarinet Quintet in B minor, Op.115 – 2. Adagio 11:07
7 Brahms: Clarinet Quintet in B minor, Op.115 – 3. Andantino – Presto non assai, ma con sentimento 4:49
8 Brahms: Clarinet Quintet in B minor, Op.115 – 4. Con moto 8:50

David Shifrin, clarinete
Emerson String Quartet

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Mandando bala: Emerson String Quartet, da esquerda para a direita: Eugene Drucker, Philip Setzer, David Shifrin, David Finckel e Lawrence Dutton, durante o Quinteto para Clarinete de Mozart

Mandando bala: o Emerson String Quartet com Shifrin. Acompanhe da esquerda para a direita: Eugene Drucker, Philip Setzer, David Shifrin, David Finckel e Lawrence Dutton, durante o Quinteto para Clarinete de Mozart

PQP

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Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para violino Nº 1-3 / Trio para Piano Nº 1 / Concerto para Violino

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um espanto este álbum com obras de Brahms interpretadas pela genial violinista russa Viktoria Mullova. O álbum duplo foi “montado” pegando os melhores registros que estavam espalhados em três discos lançados em separado anteriormente. Então, temos uma das melhores integrais das Sonatas para Violino e Piano, o ESPLÊNDIDO Piano Trio Nº 1 e uma grandes versões de um dos mais belos Concertos para Violino jamais escritos. Nas gravações, ela é acompanhada apenas por Piotr Anderszewski nas Sonatas, por Andre Previn e Heinrich Schiff no Trio e por Abbado e a Filarmônica de Berlim no Concerto. Não dá para pedir mais, né?

Johannes Brahms (1833-1897): Violin Sonatas 1-3 / Piano Trio 1 / Violin Concerto

1. Son No. 1 in G, Op. 78: Vivace Ma Non Troppo
2. Son No. 1 in G, Op. 78: Adagio
3. Son No. 1 in G, Op. 78: Allegro Molto Moderato

4. Son No. 2 in A, Op.100: Allegro Amabile
5. Son No. 2 in A, Op.100: Andante Tranquillo – Vivace – Andante – Vivace Di Piu – Andante – Vivace
6. Son No. 2 in A, Op.100: Allegretto Grazioso (Quasi Andante)

7. Son No. 3 in d, Op.108: Allegro
8. Son No. 3 in d, Op.108: Adagio
9. Son No. 3 in d, Op.108: Un Poco Presto E Con Sentimento
10. Son No. 3 in d, Op.108: Presto Agitato

Viktoria Mullova
Piotr Anderszewski

1. Pno Trio in B, Op.8: 1. Allegro con brio
2. Pno Trio in B, Op.8: 2. Scherzo. Allegro molto
3. Pno Trio in B, Op.8: 3. Adagio
4. Pno Trio in B, Op.8: 4. Allegro

Viktoria Mullova
Andre Previn
Heinrich Schiff

1. Vn Con In D, Op.77: No.1 Allegro non troppo
2. Vn Con In D, Op.77: No.2 Adagio
3. Vn Con In D, Op.77: No.2 Allegro giocoso, ma non troppo vivace-Poco piu presto

Viktoria Mullova
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

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Mullova

(suspiro)

PQP

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Songs of Brahms, Sibelius, Stenhammar…


Estou trabalhando muito para disponibilizar uma série dedicada à música dos nossos dias. Compositores relativamente jovens (50 anos, o limite) serão trazidos aqui para que possamos ter um panorama bem geral da música contemporânea. Mas não se enganem, não são compositores de beira de esquina tentando um lugar ao sol. Falo daqueles que já são relativamente reverenciados pela imprensa especializada, mas que são completamente desconhecidos nesse nosso país de bananas. Enfim, em breve veremos eles por aqui…

Hoje trago um disco que é muito importante para mim, e motivado também pelo desafio de um dos nossos ouvintes. Um disco com canções de Brahms, Sibelius e Stenhammar. Não vou escrever uma linha, pois é completamente desnecessário.

Gravação em 320 Kbps.

Faixas:

Brahms
1. Funf Lieder, Op.105: Like Melodies it Moves
2. Funf Lieder, Op.105: Ever Lighter Grows my Slumber
3. Funf Lieder, Op.105: Lament
4. Funf Lieder, Op.105: In The Churchyard
5. Funf Lieder, Op.105: Betrayal

Sibelius
6. The Dream, Op.13 No.5
7. Until the Evening, Op.17 No.6
8. Splinters on the Water, Op.17 No.7
9. Black Roses, Op.36 No.1
10. Rushes, Whisper! Op.36 No.4
11. Diamond on the March Snow, Op.36 No.6
12. The First Kiss, Op.37 No.1
13. Was it a Dream? Op.37 No.4

Stenhammar
14. Prince Aladdin of the Lamp, Op.26 No.10
15. Adagio, Op.20 No.5
16. Starry Eye, Op.20 No.1
17. Florez och Blanzeflor, Op.3

Brahms
18. Four Serious Songs, Op.121: Prediger Salomo, Cap.3; For it Goes with Men as with Beasts
19. Four Serious Songs, Op.121: Prediger Salomo, Cap.3; So I Returned, & Considered All
20. Four Serious Songs, Op.121: Jesus Sirach, Cap.41; O Death, How Bitter Thou art
21. Four Serious Songs, Op.121: S. Pauli and die Corinther I, Cap.13; Though I Speak with the Tongues…

Håkan Hagegård (baritone)
Warren Jones (piano)

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Você pensa que não conhece Håkan Hagegård mas conhece sim. Ele esteve na fantástica montagem de Ingmar Bergman para "A Flauta Mágica" de Mozart.

Você pensa que não conhece Håkan Hagegård mas conhece sim. Ele esteve na fantástica montagem de Ingmar Bergman para “A Flauta Mágica” de Mozart.

CDF

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