Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica”

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Abbado faleceu aos 80 anos, em Bologna, no dia 20 de janeiro de 2014, tendo seu corpo sido enterrado na Suíça. Um ano depois, em seu tributo, a orquestra “Filarmonica della Scala” (Milão) interpretou o movimento lento da Terceira Sinfonia de Beethoven (Marcia funebre) para um teatro vazio, apresentado a uma multidão que lotou a praça em frente à casa de ópera e transmitido ao vivo pelo site do La Scala. Mas isso tudo é saudade. Esta gravação de Bruckner faz parte dos seus últimos trabalhos. E é uma coisa de louco. Esta sinfonia é uma de minha obras prediletas desde sempre e Abbado só a valorizou. Ouvi emocionado de princípio a fim. É algo muito inspirador.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica”

Symphony No. 4 In E Flat Major “Romantic” (Edition: Robert Haas)
1 I. Bewegt, Nicht Zu Schnell
2 II. Andante Quasi Allegretto
3 III. Scherzo: Bewegt – Trio: Nicht Zu Schnell, Keinesfalls Schleppend
4 IV. Finale: Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell

Lucerne Festival Orchestra
Claudio Abbado

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Abbado, velhinho e com tudo

Abbado, velhinho e com tudo

PQP

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 5

Nikolaus Harnoncourt foi uma das pessoas que mais me ensinou a respeito de música. Seus livros são extraordinários — infelizmente, acho que agora só podem ser encontrados em sebos. Foi um grande mestre. Certamente, é por isso que este é um CD duplo. O segundo é um exclusivamente um ótimo registro de parte dos ensaios onde Harnoncourt explica o que deseja aos músicos. É todo em alemão para os músicos de Viena, claro. Mas dá para entender alguma coisa e é um prazer ouvir as pequenas desconstruções feitas por Nik sobre esta obra tão conhecida (e amada) por mim. Não obstante, não curti o “adágio rápido” proposto nesta execução. É óbvio que estou errado, mas, para minha sensibilidade, não bateu. O resto é sensacional.

Então, no primeiro CD há a Sinfonia Nº 5 completa e, no segundo, trechos dos ensaios.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 5

1 Symphony No. 5 in B-Flat Major: Symphony No. 5 in B-Flat Major: I. Introduction. Adagio 20:34
2 Symphony No. 5 in B-Flat Major: Symphony No. 5 in B-Flat Major: II. Adagio. Sehr langsam 14:57
3 Symphony No. 5 in B-Flat Major: Symphony No. 5 in B-Flat Major: III. Scherzo. Molto vivace 13:35
4 Symphony No. 5 in B-Flat Major: IV. Finale. Adagio 23:59

5 Bruckner V Probe: Bruckner V Probe: 1. Satz, T. 1-22 “Vor den Sechzehnteln bitte wegfedern!” 2:46
6 Bruckner V Probe: Bruckner V Probe: 1. Satz, T. 161-224 “Die Synkopen so, als würden wir mit Ellenbogen gegen dieses Legato gehen.” 4:37
7 Bruckner V Probe: 1. Satz, T. 315-319, 325-327, 381-398 “Kann ich einmal nur diesen kleinen, ganz schnellen Holz-Kanon haben” 1:57
8 Bruckner V Probe: Bruckner V Probe: 2. Satz, T. 31-38, 107-124 “Gehen wir bitte gleich zum zweiten Satz, und zwar wo er eigentlich anfängt, Takt 31” 4:11
9 Bruckner V Probe: Bruckner V Probe: 2. Satz, T. 163-196, 203-211 “Von 169 bis 170, diese Harmoniefolge, die kommt aus dem Mozart Requiem: ‘Qua resurget ex favilla homo reus’.” 8:57
10 Bruckner V Probe: 2. Satz, T. 1-18, 39-70 “So, jetzt gehen wir zu dem Anfang von dem Satz” 3:24
11 Bruckner V Probe: Bruckner V Probe: 2. Satz, T. 71-84, 101-144, 195-202 “Geben Sie mir bitte einmal nur die Triolen, nur Streicher von ‘D’.” 4:43
12 Bruckner V Probe: Bruckner V Probe: 3. Satz, Scherzo, T. 1-39, 133-187 “Ich hätte gern wirklich so einen magischen Schnelltanz” 6:25
13 Bruckner V Probe: Bruckner V Probe: 3. Satz, Scherzo, T. 341-382; Trio, T. 1-55 “Können Sie ein bisschen so eine oberösterreichische Melancholie hineinbringen?” 2:36
14 Bruckner V Probe: Bruckner V Probe: 3. Satz, Trio, T. 56-149; Scherzo da capo, T. 1-132 “Spielen Sie bitte wirklich Um-Ba” 6:28
15 Bruckner V Probe: Bruckner V Probe: 4. Satz, T. 1-22, 29-36, 67-82 “Es muss die ‘Eins’ immer sehr energisch sein und die ‘Zwei’ etwas weniger.” 7:00
16 Bruckner V Probe: Bruckner V Probe: 4. Satz, T. 83-136, 137-165 “Tutti von ‘Etwas mehr langsam'” 5:41
17 Bruckner V Probe: 4. Satz, T. 175-210, 223-231 “Stellen Sie sich zu dem Choral einen Text vor: ‘Was Gott tut, ist wohl getan.'” 3:34
18 Bruckner V Probe: Bruckner V Probe: 4. Satz, T. 310-340 “Jeder von diesen Einsätzen muss klingen, als wäre er eine ‘Eins’.” 2:59
19 Bruckner V Probe: 4. Satz, T.362-373, 450-499, 500-635 “Schön wäre es, wenn man eine totale Erschöpfung hört auf diesem ‘Des’.” 9:23

Orquestra Filarmônica de Viena
Nikolaus Harnoncourt

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Bruckner ficou perplexo com a rapidez do adágio.

Bruckner ficou perplexo com a rapidez do adágio.

PQP

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Anton Bruckner (1824-1896): Symphony No. 6

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A solene, complexa e majestosa música de Anton Bruckner por um de seus maiores especialistas, Bernard Haitink. São 57 impecáveis minutos de um gravação ao vivo. Vamos falar sério: Bernard Haitink é sem dúvida o grande maestro de Bruckner em nosso tempo. Já octogenário, suas leituras da obra bruckneriana tornaram-se ainda mais profundas, poderosas e intelectuais. Esta sexta, recentemente gravada, é um exemplo perfeito: é uma gravação de referência como as de Celibidache, Klemperer e Wand. Esta é a melhor sexta desde a célebre gravação de Wand, também ao vivo, com a orquestra NDR. Uma recomendação absoluta.

Anton Bruckner (1824-1896): Symphony No. 6

1. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): I. Maestoso 15:57
2. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): II. Adagio. Sehr feierlich 17:19
3. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): III. Scherzo – Trio 8:36
4. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): IV. Finale 15:06

Dresden Staatskapelle
Bernard Haitink

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Dentre os vivos, Haitink é o regente preferido de PQP Bach

Dentre os vivos, Haitink é o regente preferido de PQP Bach

PQP

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Collegium Musicum de São Paulo – 40 anos (Acervo PQPBach)

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Collegium Musicum de São Paulo
40 anos: 1962 – 2002

REPOSTAGEM

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Collegium Musicum de São Paulo – 40 anos
Jacob Obrecht (Franco-Flemish, 1457/8-1505)
01. Parce Domine
Loyset Compère (French, c.1445-1518)
02. O Vos Omnes
Thomas Tallis (England,c.1505-1585)
03. O Sacrum Convivium
William Byrd (England, 1540 or late 1539 – 1623)
04. Ave Verum Corpus
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
05. Immutemur Habitu
06. Inter Vestibulum
Anton Bruckner (Austria, 1824-1896)
07. Locus Iste
08. Ave Maria
Ernst Widmer (Aarau, Suiça 1927-1990, viveu na Bahia)
09. Salmo 150
Ernst Mahle (Stuttgart, Germany 1929-hoje em Piracicaba, SP)
10. Arca de Noé
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
11. Laudate Pueri – Salmo 112 (Les Chant des Oyseaux)

Collegium Musicum de São Paulo – 40 anos – 2001
Diretor: Abel Rocha

Outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!


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XLD RIP | FLAC 174,4 MB | HQ Scans 4,7 MB |

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MP3 320 kbps – 121,3 MB – 35,7 min
powered by iTunes 10.6.3

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Partituras e outros que tais? Clique aqui

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Boa audição.

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Avicenna

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Voz Ativa Madrigal: Pro Nobis (Acervo PQPBach)

qovs4nProdução independente do Voz Ativa Madrigal, gravado no ano de 2000, este CD é composto por músicas sacras de diversos períodos da história da música, desde o Barroco até o Contemporâneo.

Repostagem com novos e atualizados links.

Um dos objetivos deste disco foi o registro de peças da música brasileira, incluindo composições do período colonial de André da Silva Gomes e Manoel Dias de Oliveira. Destaque especial para Heitor Villa-Lobos de quem o grupo foi o primeiro a receber autorização para registro de Ave Maria. Também inclui uma peça escrita especialmente para compor o repertório deste trabalho, de Robson Cavalcante.
Este é o primeiro registro do PROMUSA – Projeto de Música Sacra, concebido e levado a efeito pelo Voz Ativa Madrigal.
(http://www.vozativamadrigal.com.br/vam05/discos.htm#PRONOBIS)

Giuseppe Antonio Pitoni (1675-1743)
01. Christus factus est
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
02. Ave verum corpus
03. Laudate Dominum
André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
04. O vos omnes
Franz Schubert (1797-1828)
05. Chor der engel
Anton Bruckner (Austria, 1824-1896)
06. Ave Maria
07. Tota pulchra es Maria
Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
08. Ave Maria
09. Ave verum
Gyorgy Deak-Bardos (1905-1991)
10. Eli! Eli!
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
11. Surrexit Dominus (Moteto para procissão de Domingo de Páscoa)
Robson Barata Cavalcante (1962 – )
12. Ave Maris Stella

Pro Nobis – 2000
Voz Ativa Madrigal
Maestro Ricardo Barbosa

Este CD pertence ao acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!
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XLD RIP | FLAC 197,9 MB | HQ Scans 10,5 MB |

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MP3 320 kbps – 129.0 MB – 39,2 min
powered by iTunes 10.6.3

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Boa audição.

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Avicenna

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9

Tenho imensa relação afetiva com esta sinfonia de Bruckner. Quando meus filhos eram pequenos, eles enlouqueciam com o Scherzo da mesma, pulando pela sala ao ritmo frenético de um dos temas. Este ano, vi Andris Nelsons reger esta obra em Londres. E ele, tão contido e competente, pulava naquele trecho como minhas crianças. A versão de Mravinsky e de sua extraordinária orquestra — atual Orquestra Filarmônica de São Petersburgo, sob a direção de Yuri Temirkanov — é muito boa, mas perde para Nelsons, que conhece muito mais música alemã do que o russo. Deixemos Mravinsky para os russos e eslavos em geral. Este Bruckner tem certo sabor de Tchaikovsky… Mas não pensem que é uma versão a ser descartada. É que Wand, Celibidache e outros fizeram melhor.

A gravação é gloriosa, isto é, ao vivo.

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 9 em Ré menor
01. 1. Feierlich, misterioso
02. 2. Scherzo. Bewegt, lebhaft – Trio. Schnell
03. 3. Adagio – Langsam, feierlich

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

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Mravinsky: melhor com os russos

Mravinsky: melhor nos russos

PQP

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 8 (Edição especial em comemoração aos 120 anos da RCO)

Anton Bruckner: o genial e acanhado foi o único compositor presente na grande festa

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este disco, pelo que pude apurar, não teve venda comercial. Foi uma edição especial de 2008, comemorativa aos 120 anos da Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam. É uma esplêndida e gravação ao vivo — realizada em 2005 e transmitida pelo rádio (sim há rádios cultas de verdade na Holanda) — com, obviamente, o imortal Bernard Haitink na regência. Ouvi disco agora e, olha, só de pensar já fico arrepiado. É música de gente grande, tocada por uns sujeitos enormes. Haitink gravou a Oitava de Bruckner só várias vezes. Vejamos quantas  foram:

  • Concertgebouw Orchestra (1969) Philips
  • Concertgebouw Orchestra (1970) World Music Express
  • Concertgebouw Orchestra (1979) SunJay Classics
  • Concertgebouw Orchestra (1981) Philips
  • European Youth Orchestra (1989) Digital Co.
  • Bayerische Rundfunk Sinfoniorchester (1993) SunJay Classics
  • Wiener Philharmoniker (1995) Philips
  • Boston Symphony Orchestra (1998) Karna Musik
  • Staatskapelle Dresden (2002) Hänssler
  • Royal Concertgebouw Orchestra (feb. 2005) RCO <—- o CD que ora postamos
  • Royal Concertgebouw Orchestra (may. 2005) Karna Musik

E olha, ele aprendeu DIREITINHO!

Bruckner – Sinfonía Nº 8 – Haitink (RCO 120 años)

1. Symphony No. 8: I. Allegro moderato 16:40
2. Symphony No. 8: II. Scherzo: Allegro moderato 16:11
3. Symphony No. 8 III. Adagio: Feierlich langsam; doch nicht schleppend 28:03
4. Symphony No. 8: Finale : Feierlich, nicht schnell 24:34

Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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PQP

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Anton Bruckner: Sinfonias nº 4, 5 e 6 – Klemperer, Philharmonia Orchestra

717KtN9FjQL._SX522_Quando morava em São Paulo, no começo dos anos 90, começava o advento dos CDs. Lembro de ter comprado meu primeiro aparelho usado, sem garantia, e ele estragou logo na primeira ou segunda semana, o que muito me frustou. Ainda não conseguia comprar um aparelho novo, os tempos eram difíceis, de vacas magras.

Mas, apesar de nunca ter dinheiro suficiente, sempre frequentava as lojas de discos, e em uma delas sempre via exposta uma caixa da EMI, que trazia as sinfonias de Bruckner com o Otto Klemperer. Não lembro se foi a primeira vez que vi o nome deste regente, só sei que aquilo se tornou um objeto de desejo. Passava constantemente por aquela loja, localizada nos fundos do Teatro Municipal. Não era a famosa Breno Rossi, que tinha uma loja logo ao lado do Teatro, e que eu também frequentava. Bem, nunca consegui comprar aquela bendita caixa.

Passaram-se os anos até que tive acesso àquela caixa, só que com sinfonias a partir da quarta. E é com ela que começo a postar essa série consagrada, com um dos maiores especialistas em Bruckner de todos os tempos.

Espero que apreciem. Eu gosto, e muito dessas gravações.

1. Symphonie Nr.4
I. Bewegt, nicht zu schnell
2. II. Andante quasi allegretto
3. III. Scherzo Bewegt – Trio Nicht zu schnell
4. IV. Finale Bewegt, doch nicht zu schnell

Symphonie Nr.5
I. Introduction Adagio – Allegro
II. Adagio – Sehr langsam
III. Scherzo Molto vivace – Schnell
IV. Finale Allegro moderto

Symphonie Nr.6
I. Maestoso
II. Adagio Sehr feierlich
III. Scherzo Nicht schnell – Trio Langsam
VI. Finale Bewegt, doch nicht zu schnell

Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer – Conductor

SINFONIA Nº4 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
SINFONIA Nº5 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
SINFONIA Nº6 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Otto Klemperer regendo com cachimbo...

Retrato do maestro com cachimbo

FDP

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica”

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Anton Bruckner é um dos grande amores de PQP. E ainda mais com Celibidache… Já viram, né? Celi não gostava de estúdios (eu também prefiro tudo ao vivo), suas gravações são quase todas como esta, um registro de um concerto. E seus concertos eram arrasadoramente belos e perfeitos. À frente da Filarmônica de Munique, o regente celebrou triunfos em todo o mundo, principalmente quando interpretava obras de Anton Bruckner. A esta preferência, Celibidache justificava-se da seguinte forma: “Bruckner é ainda um homem desconhecido. Ele é o maior compositor de sinfonias da história da música, mas isso o mundo não sabe. A forma com a qual ele abarca a orquestra é algo que só ele consegue”.

Assim como Nikolaus Harnoncourt, Celibidache foi um grande inimigo de Herbert von Karajan. Se Harnoncourt ficou quieto e retirou-se para não ser mais prejudicado profissionalmente por esta figura invejosa (além de um mau regente muito popular), Celibidache tirava o maior sarro. HvK não suportava o sucesso de crítica de Harnoncourt — quem elogiava Karajan? –, e podia alcançá-lo em Viena, mas Celi estava longe fazendo suas piadas com o amor ao dinheiro e os equívocos na abordagem de algumas obras por parte de HvK. Hoje, poucos falam em Karajan e há um certo consenso de que a melhor orquestra de todos os tempos poderia ter sido exatamente esta Filarmônica de Munique quando sob o exigente e detalhista Celi. Alguns dizem que torna tudo lento. É verdade. Mas com ele você nota detalhes dos quais nem desconfia ouvindo outros maestros.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica”

Symphony No. 4 In E Flat Major “Romantic” (Edition: Robert Haas)
1 I. Bewegt, Nicht Zu Schnell 21:56
2 II. Andante Quasi Allegretto 17:35
3 III. Scherzo: Bewegt – Trio: Nicht Zu Schnell, Keinesfalls Schleppend 11:04
4 IV. Finale: Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell 27:52

Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache

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Celi em 1995, pouco antes de falecer num enfarto

Celi em 1995, pouco antes de falecer num enfarto

PQP

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Anton Bruckner (1824-1896): Quinteto de cordas em Fá maior, WAB 112 e Intermezzo em Ré menor, WAB 113

Carlinus: Bruckner era um compositor eminentemente religioso. Tornou-se mais conhecido pelas sinfonias, missas e motetos que compôs. Mas o compositor também se enveredou pela música de câmara. Escreveu 4 peças com esta característica – Quarteto de cordas em C menor, Quinteto em Fá maior, Intermezzo em Sol maior e Abendklänge. Neste post temos o Quarteto em F e o Intermezzo. O Quinteto em F foi composto em 1879 a pedido do regente e violinista austríaco José Hellmesberger. O Intermezzo foi composto também no mesmo ano de 1879.

PQP: Fiquei muito feliz de ouvir este CD com algumas das poucas obras de câmara deste compositor tão preferencialmente sinfônico. O quinteto foi escrito em 1879, quando Bruckner tinha escrito a versão final da Quinta Sinfonia, estava prestes e revisar (ah, como ele revisava e revisava) o finale da Quarta e começava a Sexta. A maior parte do Quinteto “soa” como Bruckner, mas existem vários momentos incomuns. É uma obra romântica muito bem escrita, de caráter sinceramente íntimo, cujo Adagio expressa uma rara (em Bruckner) e maravilhosa felicidade. Um excelente CD!

Anton Bruckner (1824-1896) – Quinteto de cordas em Fá maior, WAB 112 e Intermezzo em Ré menor, WAB 113

Quinteto de cordas em Fá maior, WAB 112
01. GemaBigt
02. Scherzo. Schnell-Langsamer-Schnell
03. Adagio
04. Finale. Lebhaft bewegt-Langsamer

Intermezzo em Ré menor, WAB 113
05. Intermezzo em Ré menor

Melos String Quartet Stuttgart

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Bruckner em 1880

Bruckner em 1880

Carlinus

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Anton Bruckner (1824-1896): As Três Missas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

As três Missas estão entre as maiores composições de Bruckner e merecem o mesmo respeito de suas sinfonias. Sem dúvida são as mais belas obras sacras do século XIX. Os textos da liturgia católica estão em latim e as contribuições corais e dos solistas desta gravação são impecáveis ​​no fraseado e beleza de tom. Jochum foi um monstro!

Sobre Bruckner, o famoso e já citado Manual do Blefador nos ensina:

É costume dizer que Bruckner foi um homem muito simples — praticamente um menino natural, falam alguns. Se, depois de ouvir uma de suas sinfonias, você ainda achar que ele era simples, então você não é o tipo de pessoa que deveria estar lendo este livro. De fato, Bruckner era profundo como o oceano. Era também organista e organistas estão longe de ser homens simples. Outro erro comum a seu respeito é equipará-lo a Mahler. A única coisa que tinham em comum era o gosto pelas sinfonias longas. Enquanto Mahler queria realmente que as pessoas gostassem e desfrutassem de suas sinfonias, Bruckner não poderia ter se importado menos com isso. Em meio a toda a grana que rolava em Viena no meio musical em fins do século XIX, Bruckner silenciosamente gostava de escrever sinfonias e missas imensas e difíceis, e não poupava esforços para não parecer artista — usava cabelo curto e bigodinho. Só Elgar conseguia parecer menos músico.

(E segue, terminando assim…)

Desista, Bruckner simplesmente não compôs pequenas peças recomendáveis.

Anton Bruckner (1824-1896): As Três Missas

Mass No.1 in D minor for soloists, chorus and orchestra
1. Kyrie
2. Gloria
3. Credo
4. Sanctus
5. Benedictus
6. Agnus Dei

Mass No.2 in E minor
7. Kyrie
8. Gloria
9. Credo

CD2
Mass No.2 in E minor
1. Sanctus
2. Benedictus
3. Agnus Dei

Mass No.3 in F minor (Original version)
4. Kyrie
5. Gloria
6. Credo
7. Credo (cont.)
8. Sanctus
9. Benedictus
10. Agnus Dei

Edith Mathis
Marga Schiml
Wieslaw Ochman
Elmar Schloter
Karl Ridderbusch
Maria Stader
Claudia Hellmann
Ernst Haefliger
Kim Borg
Anton Nowakowski

Symphonieorchester und Chor des Bayerischen Rundfunks
Eugen Jochum

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Bruckner e sua cara de eletricista incompetente aposentado: vai nessa

Bruckner e sua cara de eletricista incompetente aposentado. Vai nessa…

PQP

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Anton Bruckner – Symphony nº9 – Giulini, Wiener Philharmoniker

71ArGl1IV1L._SL1107_Essa postagem fenomenal inaugura minha adesão ao novo servidor contratado, o pqpshare. Espero que dê tudo certo, os testes que meus colegas fizeram foram mais que aprovados. Devido a alguns probleminhas de ordem técnica, até então eu não tinha conseguido me entender com o dito cujo.
Mas vamos ao que interessa, que é a música. Essa gravação do Giulini conclui aquele pequeno ciclo que me propus trazer, que são as gravações das três últimas sinfonias de Bruckner que o grande maestro italiano realizou já no final da vida com a Filarmônica de Viena.
Como diria nosso querido PQPBach, o que preciso comentar quando temos Giulini com a Filarmônica de Viena tocando a Nona de Bruckner? Comentar o que, cara pálida?

01 – Bruckner – Symphony No.9 In D Minor – 1. Feierlich, Misterioso
02 – 2. Scherzo. Bewegt, lebhaft – Trio. Schnell
03 – 3. Adagio. Langsam, feierlich

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FDPBach

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Anton Bruckner – Symphony nº 8 – WPO, Giulini

51YnJKC32rL._SY300_A mais wagneriana das sinfonias de Bruckner, foi escrita em homenagem ao compositor Richard Wagner, que havia morrido um pouco antes, em 1883.
Já comentei em postagem anterior que não tenho muita afinidade e nem muita intimidade com a obra de Bruckner, mas esta sinfonia e também sua quarta sinfonia me comovem muito. Mostra um compositor maduro, que conhece muito bem os meandros da estrutura sinfônica, e que sabe explorar como poucos exatamente as potencialidades de uma orquestra.
Giulini e a Filarmônica de Viena foram parceiros por décadas, e realizaram algumas gravações memoráveis, entre elas estão estas três últimas sinfonias de Bruckner que estou postando. No caso específico desta oitava sinfonia, os clientes da amazon foram categóricos em lhe dar cinco estrelas.
Como sempre recomendo nestes casos, trata-se de obra para meditar, para pensar, não é música para simples entretenimento. Sugiro então, como sempre, que os senhores sentem-se em suas melhores poltronas, e, aproveitando este clima propício, degustem um bom vinho, enquanto apreciam este cd que classifico facilmente como “IM-PER-DÍ-VEL !!!

01 – Bruckner – Symphony No.8 in C minor – 1. Allegro moderato
02 – 2. Scherzo Allegro moderato – Trio Langsam
03 – Bruckner – Symphony No.8 in C minor – 3. Adagio Feierlich langsam
04 – 4. Finale Feierlich, nicht schnell

Wiener Philharmoniker
Carlo Maria Giulini – Conductor

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FDPBach

 

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Anton Bruckner – Sinfonia Nº 7 – Wiener Philharmoniker, Giulini

71uI-NjqBfL._SL1417_Não posso me considerar um bruckneriano. Temos outros dois colegas aqui no PQPBach com maior conhecimento de causa, que são o nosso mentor, é claro, PQPBach, e nosso esporádico colega Carlinus. Sou, digamos, um ouvinte esporádico de suas obras. Tenho algumas integrais, inclusive já postei algumas gravações. Acho que na verdade ainda temo a grandiosidade de sua obra, de seu gigantismo, de suas verdadeiras “catedrais” sonoras, como várias vezes li em algumas críticas.
Nestas postagens não pretendo me redimir diante desse fato. Não, apenas pretendo lhes mostrar três versões de primeira linha, em minha modesta opinião, das últimas três sinfonias, nas mãos bem seguras de Carlo Maria Giulini, um maestro que pouco aparece por aqui, o que é de se lamentar. Giulini gravou estas sinfonias diversas vezes, com outros grupos orquestrais, conhecia profundamente a obra de Bruckner, e atingiu o ápice de sua performance ao dirigir as sinfonias de número 7, 8 e 9 com a Filarmônca de Viena.
Vamos começar pelo começo, então, trazendo a Sétima Sinfonia, gravação esta inexplicavelmente fora do catálogo da DG. Ou então eu não soube procurar.

01 – Bruckner – Symphony No.7 in E major – 1. Allegro moderato
02 – 2. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam
03 – 3. Scherzo Sehr schnell
04 – 4. Finale Bewegt doch nicht schnell

Wiener Philharmoniker
Carlo Maria Giulini – Conductor

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Um gênio que dedicou sua vida a música

Anton Bruckner – Um gênio que dedicou sua vida a música

 

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Anton Bruckner 1824-1896) – Symphony nº3 in D minor – Celibidache, Münchner Philharmoniker

FrontMuito se discutiu sobre Celibidache nos últimos dias. Curioso que, mesmo passados tantos anos de sua morte, assim como a de Karajan, ambos regentes ainda causam discussões tão acaloradas e apaixonadas. Isso  só mostra a importância de ambos no cenário da música clássica.
Eu particularmente não nutro nenhuma paixão especial nem por um nem por outro maestro. Claro que como todos os que acompanham esse estilo musical desde a infância ou adolescência, obviamente fomos bombardeados pelo marketing poderoso da Deutsche Grammophon, que nos trazia Herbert von Karajan como a quintessência da função de maestro. Amo suas gravações de Brahms e de Beethoven realizadas na década de 60, como já declarei aqui algumas vezes. E com certeza elas irão me acompanhar até o final de minha vida, falem o que quiserem falar do maestro.
Com Bruckner minha relação é bem mais recente. E essa série com Celibidache me era totalmente desconhecida até há alguns anos atrás. Creio que devo tê-la conhecido já no PQPBach, em algum momento desses nossos oito anos nosso mentor, e bruckneriano convicto, PQPBach, deve tê-la postado, assim como nosso querido Carlinus. Mas os links já deixaram de existir há algum tempo.
Resolvi então trazer à vida novamente essa série. São apenas 7 as sinfonias que ele gravou para a EMI, da terceira até a nona.
Vamos então começar com a terceira sinfonia.

01 – I. Mehr langsam. Misterioso
02 – II. Adagio, bewegt, quasi Andante
03 – III. Ziemlich schnell
04 – IV. Allegro
05 – Applaudissements

Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache – Conductor

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FDPBach

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Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia n º 3 em D menor e Richard Strauss (1864-1949) – Serenata para 13 instrumentos de sopro, op. 7


Quando pensamos em obras sinfônicas é impossível não lembrar os trabalhos de Anton Bruckner. O compositor austríaco foi um fenômeno nesse sentido, assim como o foi Gustav Mahler. Bruckner colocou em seus trabalhos a própria existência; a sua visão de mundo; suas disposições espirituais; suas crenças, desejos e esperanças. Sua Sinfonia número 3 não é um dos seus grandes trabalhos, mas mesmo não o sendo, impressiona pela linguagem caudalosa. O compositor a escreveu em homenagem a Richard Wagner, alguém a quem muito admirava. Penso que os trabalhos grandiosos de Bruckner se iniciam a partir da Quarta Sinfonia – um trabalho capaz de nos furtar o fôlego. Neste disco, temos além de Bruckner, o compositor – também – de tradição wagneriana, Richard Strauss. A regência fica a cargo do excelente Gennadi Rozhdestvensky. Uma boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) – 

Sinfonia n º 3 em D menor
01. I. mäßig bewegt
02. II. Adagio (etwas bewegt) quase andante – Andante
03. III. Scherzo. Ziemlich schnell
04. IV. Finale. Allegro

Richard Strauss (1864-1949) – 

Serenata para 13 instrumentos de sopro, op. 7
5. Serenata para 13 instrumentos de sopro, op. 7

Grand Symphony Orchestra of Radio and Television
Gennadi Rozhdestvensky, regente

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Carlinus

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A quarta de Bruckner pode ser a famosa Romântica; a quinta, a de melhor adágio; a sétima, a mais melodiosa; a oitava, a mais equilibrada; mas minha preferida é a nona mesmo. E aqui ela chega numa bela versão com Claudio Abbado e os filarmônicos de Viena. Quem conhece Bruckner, sabe: tinha a fama de tolo, mas ninguém repetirá esta bobagem após ouvir sua música, que é seríssima, sua catedral e sua vida. Seu formato sinfônico nunca evoluiu de uma sinfonia para outra, mas cada uma delas é uma grande e dura pepita de ouro.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9

1. Feierlich, Misterioso – 1. Feierlich, Misterioso 25:06
2. Scherzo. Bewegt, lebhaft – Trio. Schnell – 2. Scherzo. Bewegt, lebhaft – Trio. Schnell 10:05
3. Adagio. Langsam, feierlich – 3. Adagio. Langsam, feierlich 25:12

Vienna Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

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abbado

PQP

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Anton Bruckner: Sinfonia Nº 9

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Dizem por aí que Anton Bruckner tinha o ar tolo de uma criança grande. Não vou discutir, mas se você continuar achando que o homem não tem profundidade após ouvir esta Sinfonia, vai me deixar nervoso. A Nona de Bruckner tem três movimentos pelo simples fato do compositor ter morrido durante o desenvolvimento da obra. Esta gravação de Rattle e dos filarmônicos berlinenses traz o quarto movimento. É uma reconstrução de musicólogo com todos aqueles riscos e abusos esperados. Na boa, a Nona é a minha sinfonia preferida de Bruckner, mas o quarto movimento não funcionou. Boa tentativa.

A gravação vale — E MUITO, DEMAIS MESMO — é pelo sublime Bruckner autêntico.

Anton Bruckner: Sinfonia Nº 9

1. Symphony No.9: I. Feierlich: Misterioso 23:58
2. Symphony No.9: II. Scherzo: Bewegt, lebhaft 10:56
3. Symphony No.9: III. Adagio: Langsam 24:33
4. Symphony No.9: IV. Finale: Misterioso, nicht schell 22:41

Orquestra Filarmônica de Berlim
Simon Rattle

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Anton Bruckner

Anton Bruckner: inteligência infantil? Arrã.

PQP

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Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 6 em Lá maior (CD 5 de 12) – Reupload

Sigamos destemidamente em nosso empreendimento. Desta vez, surge a maravilhosa sinfonia número 6. Para ser franco, cada vez que escuto Bruckner, mais impressiono com Bruckner. Como alguém como ele, sujeito capenga, tímido, de alma frágil, compôs trabalhos tão atordoadores? <a Confesso que não gostava de Bruckner. Achava o seu trabalho demasiadamente extravagante, habitado por divagações forçadas. Cansava-me com facilidade quando ouvia qualquer das suas obras. O “repisamento”, uma impressão de circularidade, a força julgada, em alguns casos, desnecessária, afastou-me por muito tempo desse católico inveterado. Até que um dia, a música de Bruckner me abraçou com força. Não pude me desvencilhar de seu abraço fatal. Hoje, quando o ouço, faço questão de ligar o volume do meu som numa altura considerável. Sei que os vizinhos me olham obliquamente, mas não ligo. Outro dia estava ouvindo a Quarta Sinfonia do mesmo Bruckner com Harnoncourt e alguém comentou: “Só tu mesmo… Tu é doido!”. Forcei um riso de complacência, mas fiquei interiormente a rir em meu silêncio exultante. Cheguei a uma teoria: as sinfonias de Bruckner, Mahler e Shostakovich só podem ser apreciadas quando em volume máximo. Que os vizinhos reclamem; que continuem com os sorrisos de escárnio. Bruckner é uma galáxia e eu me perco nele. Boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 6 em Lá maior
01. Applause I
02. I. Majestoso
03. II. Adagio. Sehr feierlich
04. III. Scherzo. Nicht schnell – Trio. Langsam
05. IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell
06. Applause II

Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache, regente

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Carlinus

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Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 5 em Si bemol maior (CDs 3 e 4 de 12) – Reupload

A Sinfonia No. 5 é grande, enorme. Não me refiro apenas ao tempo cronológico, mas às dimensões e profundidade do trabalho. É uma das obras mais arrebatadores de Bruckner. Ao ouvir a Quinta Sinfonia, alçamos galáxias e realidades para além do mundo. A seguir, alguns dados importantes sobre a Quinta Sinfonia:

“Bruckner iniciou a composição de sua Quinta Sinfonia, em fevereiro de 1875, uma época de grandes dificuldades pessoais e econômicas para ele. Por causa disso, não causa admiração que esta sua obra inicie com um adagio, tempo sempre reflexivo e melancólico, presença constante na obra do músico. É a única sinfonia de Bruckner onde a lenta introdução influenciará, tanto tonal quanto tematicamente, em toda esta obra. A singulariedade do primeiro movimento, um complexo arranjo de temas e formas, com grandes espaços preenchidos separados por espaços abertos, tal qual uma “catedral sonora”, nas palavras do músico Halbreich. A constante mudança do tema, os constantes contrastes entre fortíssimos e pianíssimos, trazendo inovação à estrutura sinfônica, culminando com os belíssimos ostinati da coda. A aparência simples do adagio, só o é a primeira vista, pois possui como de costume nos adágios de Bruckner, uma bela riqueza composicional, começando de um início austero , evoluindo melodicamente através do desdobramento de modulações e mutações harmônicas, começando por um sentimento trágico que transforma-se em esperança. O scherzo que compõe o terceiro movimento demonstra toda a genialidade composicional de Bruckner, que partindo de um simples ländler, transforma-se em um dos maiores compostos pelo músico, cheio de crescendos seguidos de ríspidas paradas, uma grande demonstração da arte de conjugar extremos. O gigantesco quarto e último movimento, utilizando-se da forma sonata acrescida de uma dupla fuga onde aparecem os temas anteriores da sinfonia, transmutados em formas estranhas e imaginativas , sendo executados em uma gigantesca peça polifônica. A coda, com seus contrapontos e harmonias, utiliza-se enormemente da polifonia orquestral, que conduzirá à um dos maiores climax da música sinfônica”.

Extraído DAQUI

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 5 em Si bemol maior

DISCO 3

01. Applause
02. I. Introduction. Adagio – Allegro
03. II. Adagio. Sehr lagsam

Total time: 48:03

DISCO 4

01. III. Scherzo. Molto vivace (Schnell) – Trio
02. IV. Finale. Adagio – Allegro moderato
03. Applause

Total time: 41:50

Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache, regente

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Carlinus

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