.:interlúdio:. GRANDES INSTRUMENTISTAS BRASILEIROS – 1978

11vhe1uConheci este precioso disco como um brinde das coleções vendidas há décadas atrás pela Borges & Damasceno, alguém talvez se lembre daquelas coleções em vinil, de músicas do mundo, coletâneas de clássicos e trilhas sonoras. Até onde sei, este disco nunca saiu em CD, o que é lamentável, pois a seleção é especialíssima, traz algumas faixas que nunca encontrei em outro lugar, como o encantador chote Imperial, com Abel Ferreira e Altamiro Carrilho; ou o curioso e hilariante baião Bicharada, com Djalma Ferreira tocando um Solovox – ‘organeto’ valvulado, precursor dos modernos sintetizadores. Também o hoje tão pouco comentado Edu da Gaita, em Capricho Nortista; o genial Radamés Gnattali com o choro Pé de Moleque. Pereira Filho toca um arrasador violão elétrico em Edinho no Choro; mais o delicioso Gorgulho, com Benedito Lacerda à flauta; e o virtuosíssimo Waldir Azevedo com seu cavaquinho em Camundongo, sem esquecer o magnífico Jacob do Bandolim com a evocativa valsa Salões Imperiais. Sivuca, arrasador como em toda sua carreira, ao acordeão em Sincopado; outro quase esquecido hoje em dia é o mavioso Luiz Americano, que ao sax alto toca a valsa Sonho; este talentoso instrumentista, nascido na verdade em Itabaiana – Sergipe, jamais admitiu sua origem interiorana, dizendo-se nascido na capital do país em seu tempo e adotando a alcunha Americano. Conheci um velho ‘chorão’ que o conheceu e me asseverou estas informações. Temos também o fenomenal Garoto – o violonista a quem se atribui uma forte influência no que viria a ser a Bossa Nova, aqui tocando uma guitarra havaiana, no choro Dolente. Pereira Filho, no violão elétrico, em Edinho no Choro. O delicioso Maluquinho, choro, tocado ao órgão por André Penazzi e finalmente o mago do violão Dilermando Reis, com Doutor Sabe-Tudo. As gravações cobrem um período entre 1932 e 1963.

Clique na imagem para ampliar

Clique na imagem para ampliar

Naqueles tempos a música instrumental ainda tinha lugar na chamada Música Popular e entrarmos em detalhes sobre as causas pelas quais esta linha de produção musical defenestrou não somente a música instrumental como também a qualidade artística, demandaria muito tempo e espaço. Fica pra outra. Como dizia Oscar Wilde, “melhor aproveitar a rosa do que analisar sua raiz no microscópio”. Assim, desfrutemos desta coleção de joias, tomando um café brasileiríssimo ou uma também autóctone cachacinha – que faz bem à vida.

Esta postagem dedico ao velho ‘chorão’ que conheci, o clarinetista e saxofonista Antônio Melo, de Itabaiana – Sergipe.

Grandes Instrumentistas Brasileiros – 1978

1 Doutor sabe tudo – Dilermando Reis
2 Capricho nortista – Edu da gaita e Orquestra de Alexandre Gnattali
3 Gorgulho – Benedito Lacerda
4 Camundongo – Waldir Azevedo
5 Imperial – Abel Ferreira e seu Conjunto
6 Edinho no choro – Pereira Filho e Conjunto
7 Maluquinho – André Penazzi
8 Salões Imperiais – Jacob do Bandolim
9 Sincopado – Sivuca
10 Dolente – Garoto
11 Sonho – Luiz Americano e Pereira Filho
12 Bicharada – Djalma Ferreira
13 Pé de Moleque – Radamés Gnattali

Produção Fonográfica – Discos Continental
Produção, pesquisa e texto de contra-capa – J. L. Ferrete

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Pizindim - 'Menino Bom' sim senhor. Aqui dormindo, por isso não está neste disco: mas vem no próximo.

Pizindim – ‘Menino Bom’ sim senhor. Aqui dormindo, por isso não está neste disco: mas vem no próximo.

Wellbach

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

.:interlúdio:. Hermeto Pascoal – Por Diferentes Caminhos – Piano Solo, 1988

Magos existem. Eu vi um deles. Na verdade o último dos magos da música ainda sobre a terra. Capaz de transformar tudo o que toca, literalmente falando, em matéria musical. Sua aura faz brotar música por onde ele passa e quando ele toca a sua alquimia deixa pasmos até mesmo os que o acompanham há anos; a música se transforma, se transmuta, o que era bossa vira valsa, frevo, choro… Os músicos ao seu lado se esquecem de tocar, boquiabertos diante daquilo. Seu poder parece emanar de alguma Pedra Filosofal que traz entre as barbas alvas – com as quais ele também produz música, quando quer. Hermeto Pascoal é uma força da natureza. Quero narrar aqui um sonho que tive há alguns anos, embora ache piegas esse negócio de contar sonhos, mas Jung me autorizaria e para mim ele também é mago. Havia uma grande clareira em meio a uma mata, ali acontecia uma festa, índios e outras pessoas de diferentes origens. Hermeto tocava flauta no meio de uma roda de músicos, meio toré, meio arraial nordestino. Ele saia da roda e se afastava mais e mais em direção à mata. Eu o seguia mata dentro e o perdia de vista; logo mais notei no chão suas pegadas e eram luminosas. Emanava uma luz forte e azulada. Ora, interpretar sonhos ficou pro Zezinho da Bíblia e para o saudoso Pedro de Lara. Apenas digo que meus encontros com o mago me deixaram tatuagens musicais nos ossos, impressões radioativas provocadas por sua aura poderosíssima. A mais representativa foi em Mar Grande, na Ilha de Itaparica, do outro lado do mar frente a Salvador, na pousada ‘Sonho de Verão’ do amigo irmão Eratóstenes (Toza) Lima; singularíssima pessoa, mistura de músico, administrador, ecologista, ufólogo, mestre cuca, cronista, arquiteto, escultor… Neste lugar onde vivemos muitas aventuras musicais havia um grande palco em frente à piscina e ali uma diversidade de instrumentos à disposição de todos os músicos que por ali passassem. Hermeto pousou ali por uma noite e nos deu de sua arte fartamente. Espetáculo. Após o que, antes que tivéssemos o privilégio de tocar para o mestre, fui até ele e pedi que autografasse minha surdina growl, um desentupidor de pia; objeto muito conhecido entre jazzistas trompetistas, objeto que guardo como relíquia hierática.

2rcmvxy

Na manhã seguinte acordei bem cedo, queria me despedir do mestre, que partiria presto. Fiquei ruminando no flugelhorn uns exercícios de rotina. Ele apareceu e disse: “Você estava tocando escalas cromáticas! É difícil no flugel, não é? Você sabe onde posso conseguir uma surdina pra flugel?” Respondi que existe, mas que é rara e ajudaria apenas amarrar um pano na campana. Ele gostou da ideia, disse que tinha o hábito de acordar muito cedo, sentar no chão e tocar flugel, acordando a casa toda e por isso ficavam furiosos; daí o interesse numa surdina (risos). No café da manhã seu filho indagou: “Pai, quer pão?” Foi o bastante para Hermeto, que tomou uns talheres, percutiu as xícaras e fez um baião: “Kepão, kepão…”

33uzi3nOutra vez que o encontrei foi numa casa noturna na qual eu tocava. Ele chegou e estávamos em ação. Parei tudo e lhe dedicamos uma Asa Branca bem Free-jazz. Ele tocou no meu trompete e depois subiu ao palco para nos conceder duas horas de maravilhas ao piano. A última vez que o vi foi um acaso, estava num ponto de ônibus diante de um restaurante chinês. Um taxi apareceu e ele surgiu. Fui lá pedir-lhe a bênção. Não preciso ressaltar que para um músico instrumentista toda essa tietagem é normal e dá orgulho tratando-se de Hermeto. Mas falemos do presente registro sonoro. Em 1988 Hermeto entrou num estúdio para gravar um disco solo no piano acústico. Muitas das faixas foram improvisadas, temas criados, desenvolvidos e concluídos instantaneamente; como somente os seus feitiços poderiam conceber. A primeira faixa, uma joia chamada ‘Pixitotinha’. Para quem não sabe a palavra é um substitutivo carinhoso para algo ou alguém pequeno, como uma criança; significando ‘pequenininha’. Termo muito usado em minha terra e no meu tempo de criança, Caruaru – Pe; meu avô Raimundinho (que Deus o tenha) usava bastante esta palavra. Foi uma peça criada instantaneamente, como uma pérola ou uma rosa que se materializa entre as mãos do mago. A sua conhecida peça Bebê nos vem com impetuosa e expressiva verve, tema talvez mais famoso do mestre. ‘Macia’ é uma brisa alvissareira, uma impressão suave como o nome da peça, um lampejo Debussyano, um véu que esvoaça. ‘Nascente’, um evocação da força criativa da natureza, que evolui para figuras cada vez mais complexas. ‘Cari’, uma melodinâmica de passagem, um trecho de energia musical do qual temos apenas um vislumbre. ‘Fale mais um pouquinho’, outro momento musical curioso e meio jocoso, como o titulo. ‘Por diferentes caminhos’, título do álbum, partindo de um ostinato que até lembra certo prelúdio gotejante de Chopin, para logo nos mergulhar em reflexões melódicas de cativante beleza; brisas de nordeste entrando pela janela, ponteios… ‘Eu Te Tudo’, uma peça inquieta, que certa nostalgia tenta apaziguar sem sucesso; as progressões engolfam a melodia, que luta para se instaurar, perdendo-se na distância das últimas notas agudas. ‘Nenê: um dos mais belos momentos do disco e que dispensa qualquer comentário, apenas ouçamos; digo apenas que o velho Villa decerto trocaria alguns dos seus charutos por certos trechos improvisados por Hermeto; a faixa é aberta pela voz do próprio, dedicando a música, que será feita naquele instante a um amigo baterista e compositor. Ao final, arrematando numa imponente cadência em ritardo, ouvimos o grito de Hermeto: “Obrigado Nenê!”, que a essa altura deve ter-se acabado de emoção. Na faixa ‘Sintetizando de verdade’ temos o que considero um dos maiores momentos de improvisação musical já gravados. Hermeto, no piano preparado (ou sabotado), nos arrebata com uma espantosa, meditativa e tenaz odisseia por plagas nordestinas; encontramos pelo caminho rastros de cangaceiros e beatos, depois o que parece um oriental com seu burrico carregado de quinquilharias, moçoilas com potes de água fresca, mandacarus e flores exóticas, frutas de palma e revoadas de passarinhos verdes; serras e riachos secos; para enfim nos levar a um povoado em festa, foguetório e forró na praça, meninada e bacamarteiros, bandas de pife e sanfonas. A habilidade do músico é espantosa e diria, sem receio, que a peça faria inveja a Prokofiev e Bartók – quem nem tiveram a sorte de conhecer a música nordestina. Em ‘Nostalgia’ Hermeto nos surpreende com um famoso tango que executa à sua maneira, lembrando talvez dos tempos em que tocava na noite e em happy hours. Uma história que ele mesmo conta desses tempos é que naquelas ocasiões, enquanto a audiência batia papo alheia ao seu piano, ele aproveitava para estudar algumas ousadias harmônicas e afins. Certa vez um sujeito veio de lá e perguntou: “O que você está tocando aí?” e ele: “E vocês, o que estão falando lá?” (mais risos). A última faixa, ‘Amanhecer’, mais um meditativo momento que evoca alvoradas e atmosferas orvalhadas, com um perfume de melancolia; a inquietude também está lá, porém dessa vez a melodia impera e nos conduz a um final cheio de luz – como as suas pegadas em meu sonho. Hermeto é inextinguível, temos a sorte de existir tal artista em nossas terras e, graças aos céus, ainda entre nós e gerando música. Que assim permaneça pelos séculos do séculos, magnífico Hermeto Pascoal, Mago dos Magos.

Por Diferentes Caminhos – Hermeto Pascoal – Piano solo, 1988
1 Pixitotinha
2 Bebê
3 Macia
4 Nascente
5 Cari
6 Fale mais um pouquinho
7 Por diferentes caminhos
8 Eu Te Tudo
9 Nenê
10 Sintetizando de verdade
11 Nostalgia
12 Amanhã

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Mago dos Magos - Esta coroa ninguém usurpa.

Mago dos Magos – Esta coroa ninguém usurpa.

Wellbach

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Um tríptico para o bandolim (3) (.:Interlúdio:.): Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741), Pixinguinha (1897-1973) e mais uma turma [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Terceiro álbum do tríptico: agora é Choro!

E não é que, nessa correria, eu passei batido pelo dia 1º de dezembro, data em que completei dois anos de PQPBach…

Bom, então vamos comemorar, ainda que atrasados, essa data tão cara à minha pessoa.

Sim! O Bandolim português, chegou ao Brasil e, claro, mudou de tamanho, de forma, e foi cooptado pela música popular. Surgiu o Choro, o internacionalmente conhecido Brazilian Jazz. E que criações saíram de mentes brilhantes como os chorões! Nesse álbum temos peças organizadas e várias delas arranjadas por Radamés Gnattali, estrela da postagem abaixo. Radamés ainda faz a ponte entre a música popular e a erudita, colocando um grupo de chorões para executar um concerto vivaldiano, um dos compositores mais importantes do instrumento avô do bandolim.

Teremos, após uma elegante introdução com Vivaldi, um álbum dominado por outro gênio: Pixinguinha, acompanhado de uma constelação de outros nomes de peso: Benedicto Lacerda, Anacleto de Medeiros e Henrique Alves de Mesquita. E esta junção de compositores separados por tanto tempo (quase 300 anos) e um oceano todo de distância não é mera casualidade ou gosto do maestro Gnattali que ordenou essas obras: há a ponte entre as linhas melódicas, os contrapontos e os contracantos do Padre Ruivo com as obras dos autores brasileiros: semelhanças estruturas são percebidas e ainda mais evidenciadas pela utilização do mesmo grupo de instrumentos. Genial!

Na execução, o próprio Radamés no piano e  o cravo, o bandolinista Joel Nascimento (a grande estrela da noite, solista do álbum abaixo também), acompanhados pela preciosa Camerata Carioca. Bom, é um álbum editado pela Funarte. É daqueles em que é muito difícil de errar: é cultura brasileira da mais alta qualidade!

Ouça! Derreta-se! Vibre! Deleite-se!

Vivaldi e Pixinguinha
por Radamés Gnattali, Joel Nascimento e Camerata Carioca.

01. Concerto Grosso, op.3, nº11 (I. Allegro, II. Largo, III. Allegro) – Antonio Lucio Vivaldi
02. Carinhoso – Pixinguinha / João de Barro
03. Ingênuo – Pixinguinha / Benedicto Lacerda
04. Vou vivendo – Pixinguinha / Benedicto Lacerda
05. Jubileu – Anacleto de Medeiros
06. Batuque – Henrique Alves de Mesquita
07. Marreco quer água – Pixinguinha
08. Devagar e sempre – Pixinguinha / Benedicto Lacerda
09. Tapa Buraco – Pixinguinha
10. Um a Zero – Pixinguinha / Benedicto Lacerda

Radamés, Gnattali, piano e cravo
Joel Nascimento, bandolim
Camerata Carioca
Curitiba, Teatro Guaíra, 1980

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE:

FLAC  encartes em 5.0Mpixel (180Mb)
MP3  encartes em 5.0Mpixel (92Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

POR FAVOR… NÃO ESQUEÇA DE ESCREVER UMAS LETRINHAS. Não se esqueça de mim…

Momento cuti-cuti: criança toca o mandolino tradicional americano.
Há que se treinar desde cedo.

Bisnaga

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Brazilian Dances and Inventions – Jovino Santos Neto (1954), César Guerra Peixe (1914-1993), Pixinguinha (1897-1973), Oscar Lorenzo Fernandez (1897-1948), Jacob do Bandolim (1918-1969), Milton Nascimento (1942), José Siqueira (1907-1985), Luiz Otávio Braga (1953) e Luiz Gonzaga (1912-1989) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hmmm. Americanos se aventurando a tocar música brasileira, será que dá certo?

Nossa! Dá muito certo!
A prova disso é este Cd de hoje, que o colega Strava (ô, senhor Marcelo Stravinsky, estamos com saudades dos seus posts, filhote) nos enviou ao grupo.
Pessoal pra lá de competente. Aquele gingado que achamos que só nós temos e que os gringos não conseguem ter, Janet Grice, Sarah Koval e Kevin Willois conseguem, e muito bem!

Além de tudo, a seleção de compositores dessas Brazilian Dances and Inventions é especialíssima, passando por caras da MPB (Pixinguinha, Milton Nascimento, Jacob do Bandolim e Luiz Gonzaga), por um jazzista (Jovino Santos Neto), e contemplando também os eruditos (José Siqueira, Guerra Peixe, Lorenzo Fernandez e Luís Otávio Braga) que, claro, vão fazer aquela mistura dos ritmos populares com a elaboração técnica de quem tanto estuda as notas musicais. Repito: deu muito certo!

Nem vou falar mais, melhor ouvir. Ouça, ouça! Deleite-se!

Vento Trio
Brazilian Dances and Inventions

Jovino Santos Neto (Rio de Janeiro, RJ, 1954)
01. Mar Fim
César Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914 – Rio de Janeiro, RJ, 1993)
02. Trio No. 2 Para Sopros, I. Polca
03. Trio No. 2 Para Sopros, II. Dança dos Caboclinhos
04. Trio No. 2 Para Sopros, III. Canção
05. Trio No. 2 Para Sopros, IV. Frevo
Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Jr. – Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1973)
06. Carinhoso
Oscar Lorenzo Fernandez (Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1948)
07. Duas Invenções Seresteiras, I. Allegro
08. Duas Invenções Seresteiras, II. Ben Allegro
Jacob do Bandolim (Jacob Pick Bittencourt – Rio de Janeiro, RJ, 1918 – 1969)
09. Doce De Coco
César Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914 – Rio de Janeiro, RJ, 1993)
10. Trio Nº 1, I. Andante
11. Trio Nº 1, II. Allegro Moderato
12. Trio Nº 1, III. Lento
Milton Nascimento (Rio de Janeiro, RJ, 1942)
13. Ponta De Areia
José Siqueira (Conceição, PB, 1907 – Rio de Janeiro, RJ, 1985)
14. Três Invenções Para Flauta, Clarinete E Fagote, I. Allegro
15. Três Invenções Para Flauta, Clarinete E Fagote , II. Andante
16. Três Invenções Para Flauta, Clarinete E Fagote , III. Moderato
Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Jr. – Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1973)
17. Naquele Tempo
Luiz Otávio Braga (Belém, PA, 1953)
18. Micro Suíte, I. Pequena Polka
19. Micro Suíte, II. Valsa Pequena
20. Micro Suíte, III. Pequeno Choro
Luiz Gonzaga (Exu, PE, 1912 – Recife, PE, 1989)
21. Asa Branca – Assum Preto

Vento Trio:
Janet Grice, fagote
Sarah Koval, clarinete
Kevin Willois, flauta
Estados Unidos, 2006

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE  (62Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Entendeu, né? Então, comente. É legal. Me deixa contente!

Strava (arquivo)
Bisnaga (texto e blablablá)

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Ernesto Nazareth (1863-1934), 150 anos! – por Dilermando Reis, violão [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

Há 150 anos nascia Ernesto Nazareth, e o PQPBach não poderia deixar essa data passar em branco!

Capas da primeira e segunda edições deste álbum

Ernesto Nazareth! Como esse cara era bom! A meu ver, é um dos compositores em que é mais difícil de dissociar-se o ponto exato onde termina o erudito e começa o popular, tal a fusão que ele fez da música das ruas com a técnica pianística extremamente refinada que possuía. Nazareth, por exemplo, estudou e dedicou-se a executar Chopin por toda a sua vida, mas a cultura popular estava fortemente introjetada em seu dia-a-dia, o que fez com que suas composições não conseguissem escapar disso. E daí saíram obras brilhantes!

Tá, mas se eu tanto falei, fiz tanto blá-blá-blá do Ernesto Nazareth como pianista, porque estou postando logo um álbum em que sua música é executada ao violão?

Bom, meus caros, primeiramente porque ainda estou preparando uma postagem pianística das obras dele (realmente, não deu tempo de digitalizar o disco duplo…), e, principalmente, porque estas versões de sua obra para violão trazem outro intérprete/compositor com características muito semelhantes a Nazareth: Dilermando Reis foi mais um desses que ficou no limbo entre o popular e o erudito. Assim como o nosso sesquicentenário homenageado, Dilermando (os dilermandos que me desculpem, mas, ô, nome feio…) é considerado um intérprete erudito pelos chorões e um chorão pelos eruditos, pois não se encaixava corretamente em nenhum desses rótulos, estava no meio disso, com um pé em cada lado. Além de tudo, é um dos grandes violonistas de nosso rol de artistas desse instrumento, incansável divulgador do violão e de todas as suas possibilidades técnicas e melódicas.

Tocando Ernesto Nazareth, só podia sair um disco IM-PER-DÍ-VEL !!!

Show de bola! Ouça! Ouça! Deleite-se!

Homenagem a Ernesto Nazareth

Dilermando Reis

01. Odeon
02. Favorito
03. Tenebroso
04. Brejeiro
05. Floreaux
06. Escorregando
07. Apanhei-te, Cavaquinho
08. Escovado
09. Ouro sobre prata
10. Bambino
11. Espalhafatoso
12. Biciclete Club

Dilermando Reis, violão
Dino 7 Cordas, violão de sete cordas
1973

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC encartes em 3.0Mpixel (151Mb)
MP3 encartes em 3.0Mpixel (78Mb)

Veja o site com as partituras do Ernesto Nazareth Clique aqui

Mais partituras e outros que tais? Clique aqui

…Mas comente… Não me deixe apenas com o silêncio…

Oha só de quem o Herbert von Karajan copiou o topetinho!

Bisnaga

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

.:Interlúdio:. Brasil, Sax, Violão, Cello e Trombone – Brasil Instrumental 2 [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

OUTRO BAITA DISCO !!! (com três exclamações de novo)

Postado originalmente em 31 de janeiro de 2013. Só oficializando que este Disco é parte do Acervo P.Q.P.Bach de Música Clássica Brasileira…

Esse disco é simplesmente uma delícia! É o segundo volume do Brasil Instrumental. Bom, e isso não é para menos, pois temos aí quatro dos nomes dos mais lendários em seus respectivos instrumentos: Paulo Moura (1932-2010) faz o papel principal, levando de forma lindamente descontraída as melodias e os improvisos destes choros. Raphael Rabello (1969-1995), que nos deixou órfãos ainda tão jovem e é considerado um dos maiores violonistas do século XX, marca o tempo, dá a ginga com a perfeição que lhe é característica. Jaques Molerembaum (1954), além de ser compositor de peças muito belas e trilhas sonoras (Central do Brasil é um dos filmes que sonorizou), brilha no violoncelo com belas melodias. Zé da Velha (1942), um dos ícones nacionais do trombone, mostra toda a sagacidade e a descontração que esse instrumento pode exprimir.

Só músicas boas, só gente fera! Uma constelação de grandes estrelas. Repare especialmente na última faixa, a dificílima Espinha de Bacalhau: a descontração e a improvisação leve e despretensiosa de Paulo Moura, que toca sozinho a faixa, são tão latentes que fazem parecer que a agravação não foi feita em estúdio, mas que fizeram um registro do mestre quando ele estava com seu sax  sentado na mureta do quintal de casa, só ele e o sax…

Show! Ouça! Ouça! Ouça! Deleite-se imensamente!

Brasil Instrumental 2
Brasil, Sax, Violão, Cello & Trombone

Carioca
01. Sandoval em Bonsucesso
José Maria de Abreu, Luis Peixoto

02. Isso é o Brasil
Chiquinha Gonzaga

03. Corta-Jaca
Vinicius de Moraes, Antonio Carlos Jobim

04. Modinha
Toninho Horta, Ronaldo Bastos

05. Bons Amigos
Ratinho

06. Saxofone por que Choras?
Pixinguinha

07. Lamento
João de Barro, Louro

08. Urubu Malandro
Paulo Moura

09. Tarde de Chuva
Alcyr Pires Vermelho, Nazareno de Brito

10. Bronzes e Cristais
Severino Araújo

11. Espinha de Bacalhau

Paulo Moura, saxofone
Rafael Rabello, violão
Jaques Molerenbaum, violoncelo
Zé da Velha, trombone
Rio de Janeiro, setembro de 1985

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC  encartes em 3.0Mpixel (157Mb)
MP3  encartes em 3.0Mpixel (82Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

…Mas comente… O álbum é tão bom que merece pelo menos umas palavrinhas…

Bisnaga

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!