K617 – Nouveaux Mondes Sonores

Nouveaux Mondes Sonores

O renomado selo K617 lançou este CD, em 1997, que apresenta faixas de seus principais lançamentos, tendo como focos (i) a música barroca, de Palermo à América Latina; (ii) memórias musicais de Lorraine e, finalmente, um breve passeio (iii) do clássico ao inusitado.

K617 é uma gravadora de música clássica francesa com sede em Metz e fundada por Alain Pacquier, compositor e criador do Festival de Saintes no Abbaye aux Dames na Normandia, e o Festival de Sarrebourg no Convento de Saint Ulrich. O nome “K617” refere-se ao Adagio e Rondo de Mozart em C menor para glass harmonica com acompanhamento de flauta, oboé, viola e violoncelo.

Ouça o Adagio e Rondo de Mozart em C menor para glass harmonica:

Nouveaux Mondes Sonores
I. L’Italie et le Nouveau Monde revisités par Gabriel Garrido
Baroque, de Palerme à l’Amérique Latine
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643) – (1)
01. L’Orfeo: 1. Toccata d’ouverture
02. L’Orfeo: 2. Duo Apollon – Orfeo
03. L’Orfeo: 3. Choeur final, ritournelle et moresque
Marco da Gagliano (Florence, 1582-1643) – (1)
04. La Dafne: Ballo
Bonaventura Rubino (Italia, ca. 1600-1668) – (1)
05. Vepres du Stellario de Palermo: Magnificat
Juan de Araujo (Villafranca, España, 1646 – Chuquisaca, Bolívia 1712) – (2)
06. Psaume dixit dominus
Martin Schmid (Swiss, 1694-1772) – (3)
07. Opéra San Ignacio: Scène 6
Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760) – (4)
08. Musica a la Real Audiencia de Charcas: Vilancico “Afuela, apalta”

II. Mémoire musicale de la Lorraine
Autour d’un Requiem
Louis Théodore Gouvy (Germany, 1819-1898)
09. Feuillets intimes: Allegro giocoso – (5)
10. Stabat mater: Fac me flere – (6)
11. Requiem: Dies irae – (6)
Pierrequin de Thérache (ou Pierquin de Thiérache) (France, 1460-1528) – (7)
12. Loyset Compère Chapelle des Chantres des Ducs de Lorraine: Motet crux triumphans
Henry Desmarets (France, 1661-1741) – (8)
13. Les motets Lorrains: Marche Lorraine
14. Les motets Lorrains: Récit de soprano “Misere mei”
15. Les motets Lorrains: Choeur “Convertere Domine”

III. K617, du classique à l’étrange
Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791) – (9)
16. Divertimenti pour cors de basset: Adagio K.411 pour 2 clarinettes et 3 cors de basset
Anonyme – (10)
17. Missa Corsica In Monticellu: 1. Agnus Dei
18. Missa Corsica In Monticellu: 2. Ite missa est
Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704) – (11)
19. Leçons de Ténèbre et ragas de la nuit: 3ème leçon du Mercredi Saint

(1) Ensemble Elyma & Coro Antonio Il Verso. Director: Gabriel Garrido
(2) Ensemble Elyma & Coro de Niños Cantores de Cordoba. Director Gabriel Garrido
(3) Ensemble Elyma. Director: Gabriel Garrido
(4) Ensemble Elyma & Ensamble Luis Berger/Capilla Cisplatina & Coro Juvenil de la Fundación Pro Arte de Córdoba. Director Gabriel Garrido
(5) Quatuor à cordes – Quintette
(6) Evangelische Kantorei Saarlouis & Choeur d’Hommes de Hombourg-Haupt & Philarmonie de Lorraine. Director: Olivier Holt
(7) Ensemble Vocal Cantus Figuratus & La Traditora. Director: Dominique Vellard
(8) L’Orchestre des Violons du Roy et le Choeur du Studio de Musique Ancienne de Montréal. Director: Christopher Jackson
(9) Le Quatuor Stadler & Le Trio di Bassetto & La Grande Ecurie et la Chambre du Roy
(10) Ensemble A Cumpania
(11) Ensemble Gradiva

K617 – Nouveaux Mondes Sonores
1992

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Mais um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Valeu !!!

Boa audição.

no restaurante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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.: interlúdio :. ‘Round M: Monteverdi Meets Jazz

Excelente CD. A música de Monteverdi com episódios e elementos jazzísticos aqui e ali. Roberta Mameli é excelente cantora e não canta Monteverdi por acaso: é uma especialista no compositor. Na maioria das faixas, ela mantém a linha original da partitura acompanhada de instrumentos barrocos da maneira tradicional, enquanto os solistas de jazz — saxofone, trompete, bateria (escovas) ou violoncelo — pegam linhas melódicas, fornecem acompanhamento harmônico ou dão um fundo rítmico, transformando as peças antigas em uma mistura de barroco e jazz. Em algumas peças, até mesmo o cravo se aventura em harmonias jazzísticas. As faixas são bem executadas e gravadas. Pode-se demorar um pouco para se acostumar com essa mistura eclética de estilos musicais, mas eu já estava adaptado desde a primeira faixa. Grande Roberta Mameli, que aparece despida de preconceitos e disposta a explorações de um repertório que é tudo, menos morto.

‘Round M: Monteverdi Meets Jazz

1 Madrigals, Book 8 (Madrigali, libro ottavo), “Madrigali guerrieri, et amorosi”: Lamento della ninfa, SV 163 (arr. for jazz ensemble) 7:50
2 Ohime ch’io cado, ohime (arr. A. Lo Gatto) 5:17
3 Cantade: Usurpator tiranno (arr. for jazz ensemble) 9:03
4 Curtio precipitato et altri capricii, Book 2, Op. 13: Canzonetta, “Spirituale sopra la nanna” (arr. for jazz ensemble) 9:42
5 Bizzarrie poetiche poste in musica, Book 3, Op. 4: Pianto di Erinna (arr. for jazz ensemble) 8:08
6 Madrigals, Book 7 (Concerto: settimo libro de madrigali): Ohime, dov’e il mio ben, dov’e il mio core?, SV 140 (arr. for jazz ensemble) 5:54
7 Si dolce e’l tormento (arr. for jazz ensemble) 6:53
8 Trasfigurazione della ninfa 8:20

Roberta Mameli
La Venexiana
Claudio Cavina

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Roberta Mameli atirando charme para os pequepianos

Roberta Mameli atirando charme para os pequepianos

PQP

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Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigali Guerrieri Et Amorosi – Libro Ottavo

Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 9 de maio de 1567 — Veneza, 29 de novembro de 1643) foi um compositor, maestro, cantor e gambista italiano. Desenvolveu sua carreira trabalhando como músico da corte do duque Vincenzo I Gonzaga em Mântua, e depois assumindo a direção musical da Basílica de São Marcos em Veneza, destacando-se como compositor de madrigais e óperas. Foi um dos responsáveis pela passagem da tradição polifônica do Renascimento — ver postagem anterior, de Palestrina — para um estilo mais livre, dramático e dissonante, baseado na monodia e nas convenções do baixo contínuo e da harmonia vertical, que se tornaram as características centrais da música dos períodos seguintes, o Maneirismo e o Barroco. Monteverdi é considerado o último grande madrigalista, certamente o maior compositor italiano de sua geração, um dos grandes operistas de todos os tempos e uma das personalidades mais influentes de toda a história da música do ocidente. Sua elevada estatura musical deriva de ter empregado recursos existentes com uma força e eficiência sem paralelos em sua geração, e integrado diferentes práticas e estilos em uma obra pessoal rica, variada e muito expressiva, que continua a ter um apelo direto para o mundo contemporâneo ainda que ele não seja exatamente um compositor popular nos dias de hoje.

Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigali Guerrieri Et Amorosi – Libro Ottavo

I. Altri Canti D’Amor (Canto Guerriero)
Sinfonia 0:30
Altri Canti D’Amor 4:42
Tu Cui Tessuta Han Die Cesare Alloro 2:18
Che Mentre Guerre Canta E Guerre Sona 1:51
II. Gira Il Nemico (Canto Guerriero)
Gira Il Nemico 1:08
Noi Lasciamo Accostar 0:32
Armi False Non Son 0:52
Vuol Degl’occhi 1:08
Non È Più Tempo 0:43
Cor Mio Non Val Fugir 1:41
III. Ballo: Volgendo Il Ciel Movete Al Mio Bel Suon (Canto Guerriero)
Introduzione Al Ballo: Volgendo Il Ciel 5:56
Ballo: Movete Al Mio Bel Suon 1:59
Ciaccona 1:45
Seconda Parte Del Ballo: Ei L’Armi Cinse E Su Destrier Alato 2:01
IV. Sinfonia A Cinque 2:54
V. Altri Canti Di Marte (Canto Amoroso)
Altri Canti Di Marte 4:02
Due Belli Occhi 4:11
VI. Lamento Della Ninfa (Canto Amoroso)
Non Havea Febo Ancora 1:46
Lamento Della Ninfa 4:21
Si Tra Sdegnosi Pianti 0:51
VII. Sinfonia A Sei (after Cantate Domino) 1:48
VIII. Hor Che’l Ciel E La Terra (Canto Guerriero)
Hor Che’l Ciel, E La Terra 4:39
Così Sol D’una Chiara Fonte Viva 4:23

La Capella Reial De Catalunya
Jordi Savall

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Nunca esqueçam que fui eu quem inventou a ópera!

Nunca esqueçam que fui eu quem inventou a ópera!

PQP

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Monteverdi: Madrigali Guerrieri et Amorosi – Jordi Savall, La Capella Reial de Catalunya ASTRÉE 1995

Jordi Savall não é apenas uma sumidade artística, é um mago da música. Em suas mãos, os madrigais de Monteverdi deixam de ser peças de interesse histórico, passam a ser obras dignas de atenção para ouvintes de qualquer época.

Não sei como ele faz isso, mas é um trabalho já elogiado à exaustão, e sempre merecido.

Estes madrigais fazem parte do Livro Oitavo (ao todo são 9), datando de 1638, portanto já uma obra madura do compositor. O título completo seria “Madrigali guerrieri, et amorosi con alcuni opuscoli in genere rappresentativo, che saranno per brevi episodi fra i canti senza gesto.”

Nesta obra já existe o sentimento muito claro de que a polifonia renascentista começava a dar seus primeiros passos em direção a uma estilização de formas que será, em pouco tempo, chamado de Barroco. Para alguns, é o primeiro barroco, para outros, a última renascença. Coisa fina.

Boa audição!

Claudio Monteverdi (c1567-1643)
Madrigali Guerrieri et Amorosi

  1. I. Others Sing Of Love: Sinf
  2. I. Others Sing Of Love: Others Sing Of Love
  3. I. Others Sing Of Love: You Received The Cesar’s
  4. I. Others Sing Of Love: Accept This New And Fresh Work
  5. II. Circling Around The Enemy Insidious Love: Circling Around The Enemy
  6. II. Circling Around The Enemy Insidious Love: We Let Him Approach
  7. II. Circling Around The Enemy Insidious Love: False Weapons They Are Not
  8. II. Circling Around The Enemy Insidious Love: Search For The Eyes
  9. II. Circling Around The Enemy Insidious Love: There Is No Time Left
  10. II. Circling Around The Enemy Insidious Love: Oh My Heart, Running Is Useless
  11. III. Dance: Turning Around The Sky-Move To My Melodious Sound: Opening Before The Dance…
  12. III. Dance: Turning Around The Sky-Move To My Melodious Sound: Dance: Move To My Melodious Sound
  13. III. Dance: Turning Around The Sky-Move To My Melodious Sound: Ciaccona
  14. III. Dance: Turning Around The Sky-Move To My Melodious Sound: Second Part Of The Ballet…
  15. IV. Five Part Sym
  16. V. Others Sing Of Mars: Others Sing Of Mars
  17. V. Others Sing Of Mars: Two Beautiful Eyes
  18. VI. A Nymph’s Lament: Phoebus Had Not Yet
  19. VI. A Nymph’s Lament: A Nymph’s Lament
  20. VI. A Nymph’s Lament: So Among Disdainful Tears
  21. VII. Six Part Sym
  22. VIII. Now That The Sky: Now That The Sky And The Earth

  23. VIII. Now That The Sky: Only From One Clear And Lively Spring

La Capella Reial de Catalunya
Jordi Savall
ASTRÉE 1995

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History of the Sacred Music vol 09/10: Baroque Vespers

Harmonia Mundi: História da Música Sacra vol 09/10: Baroque Vespers

CD09_FRONTVésperas de Monteverdi é uma obra icônica. Para o compositor, que a publicou há 400 anos, em 1610, foi um somatório calculado de sua habilidade como um escritor da música sacra num momento em que ele mais precisava para anunciá-lo. Aos 43 anos, e em grande parte conhecido como um madrigalist, ele queria fugir das frustrações de trabalhar na corte do Duque Gonzaga, em Mantua e encontrar um novo emprego, de preferência na capela papal. No evento, a publicação quase certamente ajudou a ganhar uma alternativa de prestígio, o cargo de maestro di cappella em São Marcos, em Veneza, que ele iria manter até a sua morte em 1643.

History of the Sacred Music vol. 09: Baroque Vespers (1)
Monteverdi, Claudio Giovanni Antonio (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
Vespro della Beata Vergine da concerto, composto sopra canti fermi, 1610
01. Deus in adjutorium
02. Antiphona – Dixit Dominus (Psalmus 109)
03. Nigra sum (Concerto)
04. Laudate pueri (Psalmus 112)
05. Pulchra es (Concerto)
06. Antiphona – Laetatus sum (Psalmus 126)
07. Duo Seraphim (Concerto)
08. Antiphona – Nisi Dominus (Psalmus 126)
09. Audi coelum (Concerto)
10. Antiphona – Lauda, Jerusalem, Dominum (Psalmus 147)
11. Sonata sopra ‘Sancta Maria, ora pro nobis’
12. Ave maris stella (hymnus, anon. xiᵉ siècle)

History of the Sacred Music vol. 09: Baroque Vespers (1)

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CD10_FRONTEm comemoração do nascimento de Louis XIV, em 1638, o embaixador francês em Veneza encomendou “a música mais solene e refinada que se possa imaginar” para celebrar com pompa e circunstância o nascimento de um herdeiro ao trono da França, que não era outro senão o futuro Rei Sol. De todos os músicos de Veneza, é Giovanni Rovetta quem foi o escolhido. Como compositor e maestro di cappella, ele foi expressamente instruído a unir todos os cantores e instrumentistas da cidade a fim de cumprir esse grandioso esquema. Foi assim que o braço direito do maestro Monteverdi (logo para ser seu sucessor) se esforçou para implantar este concerto barroco para iluminar a igreja de San Giorgio e o palácio do embaixador com uma música deslumbrante. Um festival suntuoso!

History of the Sacred Music vol.10: Baroque Vespers (2)
Monteverdi, Claudio Giovanni Antonio (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
La Chapelle Royale & Les Sacqueboutiers de Toulouse. Maestro Philippe Herreweghe
01. Vespro della Beata Vergine da concerto, composto sopra canti fermi, 1610 – 13. Antiphona – Magnificat

Giovanni Rovetta (1596-1668)
Cantus Kölln. Maestro Konrad Junghänel
02. Vespro Solenne da concerto, composto sopra canti fermi, 1610 – 1. Dixit secondo a 7 e due violini (1639)
03. Vespro Solenne da concerto, composto sopra canti fermi, 1610 – 2. Confitebor tibi Domine a 7 e due violini (1639)
04. Vespro Solenne da concerto, composto sopra canti fermi, 1610 – 3. Beatus vir a 8 (1939)
05. Vespro Solenne da concerto, composto sopra canti fermi, 1610 – 4. Laudate pueri a 6 et due violini (1939)
06. Vespro Solenne da concerto, composto sopra canti fermi, 1610 – 5. Lauda Jerusalema 6 et due violini (1639)
07. Vespro Solenne da concerto, composto sopra canti fermi, 1610 – 6. Magnificat a 8 et due violini (1639)

History of the Sacred Music vol. 10: Baroque Vespers (2)
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vol 30: Encarte e letras dos 29 CDs – 4,6 MB – AQUI – HERE

Boa audição.

 Desenho do Arq. Prof. Dr. Mateus Rosada, de quem eu tenho a honra de ser amigo e profundo admirador. Sua recente e brilhante defesa de tese de Doutorado entrará para a História!

Tiradentes, MG, Brasil. Desenho do Arq. Prof. Dr. Mateus Rosada, de quem eu tenho a honra de ser amigo e admirador. Sua recente e brilhante defesa de tese de Doutorado entrará para a História!. Baita orgulho!!!

Avicenna

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Claudio Monteverdi (1567-1643): Vespro della Beata Vergine – Paul McCreesh (ou: os 400 anos do Barroco)

Publicação original: 15.05.2010

Especialistas, se os houver por perto, podem começar a jogar pedras: há décadas discutem se estas “Vésperas de 1610” constituem uma das obras inaugurais do Barroco ou o canto-de-cisne da Renascença. Outros ainda podem dizer “Mas como! É óbvio que o barroco nasceu com a primeira ópera, a desaparecida Dafne, de Jacopo Peri, 13 anos antes. Ou com a primeira preservada, a Euridice do mesmo Peri, de 1600. Ou com o Orfeo do próprio Monteverdi, de 1607!”

Todos têm sua razão, é claro – mas o meu barroco nasceu em 1610 com esta coleção de 24 peças sacras usadas nos ofícios daquela inacreditável catedral emersa: São Marcos de Veneza.

Já os menos especialistas acostumados com Bach, Vivaldi, Händel, podem perguntar espantados: mas isto é barroco?! Pois bem: isto é, sim, o barroco – em sua brotação inicial: a música que, na comparação com as outras artes, mais merece o rótulo ‘barroco’!, e que envolve compositores como Schütz, Scheidt, Sweelinck, Frescobaldi. O barroco com que estamos acostumados, de 120, 140 anos mais tarde, é o fruto não apenas amadurecido mas já feito compota – da qual, deixo claro, me lambuzo!

Mas isto aqui… isto aqui pra mim nem é barroco nem nada: é uma viagem pra outro planeta. Quando ouvi a primeira vez já era acostumado com Schütz, uma coisa parecida – e linda – em sóbrias roupas marrons germânicas, pão de centeio em mesa de madeira… mas não conhecia nada dos ouros de Veneza, porto e porta do Oriente, e fiquei embasbacado diante do colorido intenso dos timbres, das vozes se lançando em arcos alucinados cheios de arabescos impossíveis, talvez último eco das glórias de Bizâncio…

Talvez vocês não achem nada disso – ainda mais que o efeito vai pegando aos poucos… – mas me permitam apontar uns highlights: Lauda Jerusalem (faixa 15): o que é isso, um negro spiritual?! Escutem as chamadas e respostas e as síncopes e me digam se não! Os ecos de metades de palavras que dialogam com a palavra original em Audi Coelum (39): gaudio/audio, orientalis/talis, solamen/amen – barroco é ISSO, senhores! O milagre de não só nos fazer acreditar em Deus (como se diz de Bach), mas até no “gracioso amor de Maria” no Ave Maris Stella (18); o Magnificat do começo ao fim (21-32), inclusive o mais espantoso Gloria Patri que já ouvi; e talvez mais que tudo o Duo Seraphim (36), com seu inusitado ornamento de notas repetidas em accelerando (canto de inhambu?!) e as imitações entre os dois serafins de Isaías, que viram três depois da intervenção do evangelista João afirmando a Trindade.

(Essa afirmação, que se dá sobretudo mediante o ‘Gloria Patri et Filio et Spiritui Sancto’ no fim de quase todas as peças, merece observação especial: um dos testemunhos que levaram o dramaturgo António José da Silva à fogueira da Inquisição em 1739 foi o de que teria sido ouvido recitando salmos sem o Gloria Patri cristianizante ao final – e isso era prova bastante de que se mantinha secretamente fiel ao judaísmo…)

Quanto a esta realização, acho que às vezes McCreesh se precipita um pouco, que podia respirar e contemplar um pouco mais, mas apesar disso acho que no conjunto ainda não ouvi melhor. Cabe advertir que ele buscou sugerir um ofício religioso real, mudando aqui e ali a ordem “de espetáculo” que se costuma dar às peças, e intercalando 12 passagens em gregoriano e 4 solos de órgão – estes emprestados dos contemporâneos Giovanni Paolo Cima, Ercole Pasquini e Adriano Banchieri, mais uma improvisação -, com o que as 24 peças viraram 40 faixas. Para facilitar, destaco as peças propriamente das Vésperas em negrito, nas listas abaixo.

Os textos se encontram no livreto postado junto com o CD1, que também traz entrevista de McCreesh. Por uma falha do escaneador, falta o da faixa 18, Ave Maris Stella, que pode ser consultado AQUI enquanto não resolvemos isso. E boa viagem!

MONTEVERDI: VESPRO DELLA BEATA VERGINE
(Vésperas de 1610)

01. Deus, in adiutorium meum intende (Salmo 69[70]:2)
02. Missus est angelus (gregoriano)
03. Dixit Dominus (Salmo 109[110])
04. Nigra sum (Cântico dos Cânticos 1:4, 2:3, 2:11-12)
05. Ave Maria gratia plena (gregoriano)
06. Laudate pueri (Salmo 112[113])
07. Canzon Quarta: La Pace (Cima)
08. Ne timeas Maria (gregoriano)
09. Laetatus sum (Salmo 121[122])
10. Toccata (Pasquini)
11. Dabit ei Dominus (gregoriano)
12. Nisi Dominus (Salmo 126[127])
13. Secondo Dialogo (Banchieri)
14. Ecce ancilla Domini (gregoriano)
15. Lauda Jerusalem (Salmo 147[147:12 ss])
16. Pulchra es (Cântico dos Cânticos 6:3-4)
17. Ecce virgo concipiet (gregoriano)
18. Ave Maris Stella (hino mariano medieval)
19. Ave Maria gratia plena (gregoriano)
20. Spiritus Sanctus (gregoriano)
21. Magnificat (Lucas 1:46 ss, até faixa 30)
22. Et exsultavit
23. Quia respexit
24. Quia fecit mihi magna
25. Et misericordia
26. Fecit potentiam
27. Deposuit potentes de sede
28. Esurientes implevit bonis
29. Suscepit Israel
30. Sicut locutus est (Lucas 1:55)
31. Gloria Patri
32. Sicut erat in principio
33. Sonata sopra Sancta Maria
34. Dominus vobiscum – Deus, qui de beatae Mariae (gregoriano)
35. Dominus vobiscum – Benedicamus Domino (gregoriano)
36. Duo seraphim (Isaias 6:3, I João 5:7-8)
37. Fidelium animae (gregoriano)
38. Organ improvisation
39. Audi caelum (poema mariano)
40. Divinum auxilium (gregoriano)

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Gabrieli Consort & Players dirigidos por Paul McCreesh.
Tessa Bonner e Susan Hemington Jones, sopranos;
Joseph Cornwell e Charles Daniels, tenores; Peter Harvey, barítono.
Gravado na Tonbridge Chapel, Tonbridge, Inglaterra, em novembro de 2005

Ranulfus

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A Baroque Christmas

É Natal! Jesus nasceu e todos estão felizes fazendo compras como se o mundo fosse acabar. E aqui temos um excelente CD. SÉRIO!

Bem, sei, melhor me acalmar. Um CD delicadíssimo e de alto nível artístico este da Nonesuch Records. Não é aquele barroco cheio de vigor, é tranquilo e autenticamente camarístico. As melhores obras do CD são as de Charpentier, o que não deixa de ser uma surpresa; afinal, Marc-Antoine é francês… Os americanos que o interpretam também são muito bons… Melhor rever meus conceitos (e preconceitos). Música sacra da melhor qualidade!

Feliz Natal!

A Baroque Christmas

1. A minuit fut fait un réveil / Anonymous (France), 17th century
2-6. Noëls pour les instruments/ Marc-Antoine Charpentier (1634-1704)
7. Hodie christus natus est/ Gregorian
8. Nun jauchzet mit hellem Ton / Johannes Schein (1586-1630)
9. Laudate dominum/ Claudio Monteverdi (1547-1643)
10. Non recedet laus tuus/ Gregorian
11. Salve Regina/ Claudio Monteverdi
12. The Blessed virgin’s expostulation/ Henry Purcell (1659-1695)
13-18. Messe de minuit sur des airs de Noël/ Marc-Antoine Charpentier

THE BOSTON CAMERATA
Anne Azéma, soprano
Elizabeth Weigle, soprano
Richard Duguay, tenor
Dan McCabe, baritone
Arizeder Urreiztieta, bass
Robert Mealy (concertmaster), baroque violin
Katherine Sutherland, baroque violin
Harold Lieberman, baroque viola
Carol Lewis, viola da gamba
Jesse Lepkoff, flute, recorder
Kathie Roth, flute
Owen Watkins, recorder
Michael Dolbow, violone
Olav Chris Henriksen, theorbo, baroque guitar
Frances Conover Fitch, organ

assisted by THE SCHOLA CANTORUM OF BOSTON
Frederick Jodry, director

Alice Dampman, Sandra Stuart, sopranos
Rob Dobson, Frederick Jodry, altos
John Delorey, Arthur Rawding, tenors
John Holyoke, bariton
Gregory Mancusi-Ungaro, bass

Joel Cohen, Director

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deadsantaPQP

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L’Arpeggiata e Phillipe Jaroussky, contratenor: Icônes du Seicento – ao vivo (2009)

Icones du SeicentoEntrei em contato com o grupo L’Arpeggiata aos poucos, através de postagens esparsas dos colegas do blog, como esta, esta, e esta.

Gostei de imediato, mas foi só a partir da terceira que me percebi em risco de ficar viciado. Comecei a ver tudo que é vídeo do grupo no YouTube, e foi aí que viciei mesmo: a paixão contida porém visível com que os músicos tocam, o bom humor e discreta teatralidade aqui e ali, e sobretudo o encanto visual dos instrumentos fazem do L’Arpeggiata algo ainda mais rico quando se vê, além de ouvir.

Talvez seja por isso que este lindo trabalho com peças italianas dos anos 1600 nem foi lançado em CD, apenas em vídeo. As faixas disponibilizadas aqui foram extraídas do vídeo. – Mas então por que postar no PQP, se já está no YouTube? – alguém poderá perguntar… e eu responderei: há abundância de ocasiões em que não se pode ver mas se gostaria de ouvir – e nessas ocasiões é prático ter o material dividido em faixas, não é?

Falando de faixas… das cantadas pelo extraordinário contratenor que é Jaroussky, minhas preferidas são a 07 (onde faz valer o sentido das palavras ‘Oh gloriosa senhora!), 09, 11 (Stabat Mater) e 13 (um setting por Monteverdi do tratado de instrumentação da antiguidade que é o Salmo 150). Jaroussky também é magnífico na faixa tratada com mais liberdade estilística, que é a versão jazzy de outra peça de Monteverdi (faixa 15), onde me encantam especialmente os efeitos à Louis Armstrong extraídos do cornetto pelo californiano Doron Sherwin – que, de resto, empresta brilho a quase todas as faixas. Mas quem compete seriamente com Jaroussky pelo estrelato máximo do show é o violinista Alessandro Tampieri, sobretudo nas faixas 06, 08 e 12. E não se deve deixar de mencionar a bela toccata de G. Kapsberger, à qual o grupo deve seu nome, solada à tiorba por sua diretora, a austríaca Christina Pluhar (faixa 10). Espiem lá!

Palhinha: um bis de Monteverdi em versão jazzy (faixa 15)

Philippe Jaroussky com L’Arpeggiata
ICONES DU SEICENTO – ao vivo / live

01 Abertura do vídeo: vinheta da faixa 10 (instrumental) – 01’00
02 Anônimo – Ninna nanna al bambino Gesù – 05’34
03 Maurizio Cazzati – Ciaccona (instrumental) – 03’36
04 Benedetto Ferrari – Queste pungenti spine – 03’16
05 Maurizio Cazzati – Passacaglia (instrumental) – 03’32
06 Pandolfo Mealli – La vinciolina (instrumental) – 02’12
07 Ignazio Donati – O gloriosa domina – 04’00
08 Marco Uccellini – La Luciminia contenta (instrumental) – 04’02
09 Luigi Rossi – Lasciate averno – 06’07
10 Girolamo Kapsberger – Toccata l’Arpeggiata (instrumental) – 02’35
11 Giovanni Felice Sances – Stabat mater dolorosa – 07’00
12 Antonio Bertali – Ciaccona (instrumental) – 04’32
13 Claudio Monteverdi – Laudate Dominum (Salmo 150) – 04’17
14 Anônimo – Ciaccona di paradiso et dell’Inferno – 03’36
15 Claudio Monteverdi – Ohimè, ch’io cado – versão jazzy – 04’19
16 Domenico Maria Melli – Dispiegate, guance amate – 02’05
17 Claudio Monteverdi – Sì dolce è’l tormento – 04’38
__

Philippe Jaroussky – contratenor

L’Arpeggiata
Christina Pluhar, tiorba e direção
• Alessandro Tampieri, violino
• Doron Sherwin, corneto
• Eero Palviainen, arquialaúde e guitarra barroca
• Charles Edouard Fantin, alaúde, guitarra barroca
• Margit Übellacker, saltério
• Haru Kitamika, órgão, cravo
• Richard Myron, violone
• Michèle Claude, percussão

Gravado na Abadia de Ambronay, França, em 18 de setembro de 2008,
dentro do 29º Festival de Ambronay

Website do conjunto: http://www.arpeggiata.com

Material não lançado em CD
Áudio extraído do vídeo disponível no YouTube, código ?v=KFRMwgQLHLk
Directed by Olivier Simonnet © Broadcast by Mezzo, 2008

.  .  .  .  .  .  BAIXE AQUI – download here

Ranulfus

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Monteverdi, Uccelini, Merula, Marini: Recital com Magdalena Kožená (2016)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um CD inteiramente fora do normal. Afinal, a montanha de obras-primas escritas por Claudio Monteverdi (1567-1643) é pouco ouvida e gravada. Como se não bastasse a raridade do excelente repertório, aqui temos a enorme cantora Magdalena Kožená dando uma demonstração de arrebatador virtuosismo. E tal virtuosismo é acontece sem se rasgar ou morrer aos gritos, mas com senso de estilo e argumentos. Acompanha-a no altíssimo nível a La Cetra Barockorchester Basel, chefiada por Andrea Marcon. Um disco espantoso para ouvir, reouvir e nunca esquecer.

(Eu invejo os londrinos em muitas coisas, mas fico quase deprimido ao saber que ela e seu marido Simon Rattle, estão apresentando uma integral dos lieder de Schubert no Wigmore Hall. Espero que gravem tudo!).

Magdalena Kožená: super talento

Magdalena Kožená: super talento

Claudio MONTEVERDI (1567-1643)
01. Zefiro torna, e di soavi accenti (06:59)
02. Lamento della ninfa (08:08)
03. Quel sguardo sdegnosetto (04:00)

Marco UCCELLINI (1610-1680)
04. Aria quinta sopra la Bergamasca (05:04)

Claudio MONTEVERDI
05. Disprezzata Regina (05:10)
06. Con che soavita (05:28)

Tarquinio MERULA (1594/95-1665)
07. Ballo detto Pollicio (02:09)

Claudio MONTEVERDI
08. Addio, Roma! (04:24)
09. Damigella tutta bella (02:55)

Biagio MARINI (1594-1663)
10. Passacalio a quattro (06:12)

Claudio MONTEVERDI
11. Combattimento di Tancredi e Clorinda (21:21)
12. Pur ti miro (05:14)

Magdalena Kožená, mezzo-soprano
Anna Prohaska, soprano ([1], [12])
David Feldman, countertenor ([9])
Jakob Pilgram, tenor ([2])
Michael Feyfar, tenor ([2])
Luca Tittoto, bass ([2], [9])

La Cetra Barockorchester Basel
Andrea Marcon, harpsichord and conductor

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Claudio Monteverdi

Claudio Monteverdi

PQP

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Switched-on Boxed Set (2 de 4): The Well-Tempered Synthesizer (1969) – Wendy Carlos

bach-portada 2O sucesso mastodôntico de “Switched-on Bach” trouxe não só os holofotes para a ademais mui discreta Wendy Carlos, como também a pressão dos executivos da Columbia para que produzisse (“cuspisse”, segundo ela própria) um novo álbum arrasa-quarteirões. A ideia dos tubarões fonográficos era, claro, um outro disco dedicado a Bach, mas a laboriosa e criativa Wendy tinha outros planos, que incorporavam os novos módulos desenvolvidos em colaboração com Robert Moog para o sintetizador – incluindo o recurso spectrum follower, que permitia incluir vocalizações, ouvidas na segunda seleção de Monteverdi e, posteriormente, nos trechos da Nona Sinfonia de Beethoven incluídos na trilha sonora de Carlos para “A Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick.

O resultado do trabalho de Moog, Wendy, e de sua produtora e co-intérprete Rachel Elkind foi “The Well-Tempered Synthesizer” (“O Sintetizador bem Temperado”), lançado em 1969, um ano depois de “Switched-on Bach”. Apesar de bem aceito por parte da crítica (pois os puristas, naturalmente, detestaram), as vendas não foram nem de longe semelhantes às do predecessor. Glenn Gould, que, como dissemos, virara tiete de Wendy, escreveu as notas que acompanharam o disco, em que taxativamente afirmava que “a realização de Carlos do Quarto Concerto de Brandenburgo, é, para colocá-lo com franqueza, a melhor interpretação de qualquer dos Brandenburgos – ao vivo, enlatada, ou intuída – que eu jamais ouvi”. Os pastiches também não paravam de brotar, lançando mão de todos os trocadilhos possíveis com “Switched-on”. Um deles foi lançado pela própria Columbia: “Switched-off Bach”, que incluía as mesmas seleções do célebre disco de 1968, executada com instrumentos convencionais.

Carlos levaria cinco anos para voltar a Bach, dedicando o ínterim a trabalhos autorais (“Sonic Seasonings”, somente com composições originais) e à realização da trilha sonora para “A Laranja Mecânica” de Kubrick, realizador cricri e perfeccionista de quem Wendy ainda musicaria “O Iluminado”, em 1980.

SWITCHED-ON  BOXED SET – THE WELL-TEMPERED SYNTHESIZER

Claudio Giovanni Antonio MONTEVERDI (1567-1643)
01 – Suíte da ópera “Orfeo”: toccata – ritornello I – coro I – ritornello II – coro II – ritornello II

Giuseppe Domenico SCARLATTI (1685-1757)
02 – Sonata em Sol maior, L. 209/K. 455
03 – Sonata em Ré maior, L. 164/K. 491

Georg Friedrich HÄNDEL (1685-1759)
Música Aquática, Suíte em Fá maior, HWV 348
04 – Bourrée
05 – Aria
06 – Allegro deciso

Giuseppe Domenico SCARLATTI
07 – Sonata em Mi maior, L. 430/K. 531
08 – Sonata em Ré maior, L. 465/K. 96

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Concerto de Brandenburg no. 4 em Sol maior, BWV 1049
09 – Allegro
10 – Andante
11 – Presto

Claudio Giovanni Antonio MONTEVERDI
12 – Vésperas (1610) – Domine ad adjuvandum

13 – Teste de alinhamento de estéreo

14 – Experimentos (em inglês, narração de Wendy Carlos)

Wendy Carlos, sintetizador Moog (em colaboração com Rachel Elkind)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

A produtora Rachel Elkind e Wendy Carlos (na época, ainda, legalmente chamada Walter Carlos)

A produtora Rachel Elkind e Wendy Carlos (na época, ainda, legalmente chamada Walter)

Vassily Genrikhovich

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VIA CRUCIS – L’Arpeggiata – Christina Pluhar (2010)

Eis um disco letal para quem por desventura for alérgico a beleza (e olhe que há quem seja). Este disco é um gravíssimo atentado à feiura. Sob a direção da teoerbista austríaca Christina Pluhar (também alaudista e harpista), o grupo L’Arpeggiata vem realizando gravações de extrema excelência e beleza, com rica instrumentação, sobre um repertório de princípios do barroco, mais temas e estilos tradicionais. Explorando bastante o gênero chaconne (caracterizado pelas variações sobre a repetição de uma breve sequência harmônica, com um baixo ostinato). Aqui o L’Arpeggiata conta com uma verdadeira constelação de artistas, a exemplo do impressionante grupo vocal Barbara Furtuna da Corsega (liderado pelo expressivo cantor Maxime Merlandi); também a soprano Nuria Rial, o consagradíssimo Philippe Jaroussky, o barítono Fulvio Bettini e o tenorino napoletano Vincenzo Capezzuto (este, se não é um anjo, canta como tal. Ouçam para crer – faixa 18 ‘Stù Criatu). Como evidencia o título, é um disco no qual se reuniram peças com uma finalidade conceitual e sacra: VIA CRUCIS – Rappresentazzione della Gloriosa Passione de Cristo, à maneira de um Intermedi sacro renascentista. Peças do século XVII se mesclam a temas da Corsega e do Sul da Itália. Um dos arrebatadores momentos do disco é a faixa 3 – Maria, canção composta sobre uma canção tradicional dos pastores de Carpino, La Carpinese – destaque para o cornetto do virtuosíssimo Doron David Scherwin. Assim como também são impressionantes as outras faixas de canto corso nas quais atua o grupo Barbara Furtuna: Suda Sangre, Stabat Mater e Lamentu di Ghjesu sopra La Follia. O disco se divide em três segmentos: Maria – La Visione (faixas 1 a 5), La Morte de Xsto – O diu, tante suffranze (faixas 6 a 13) e Ci vedrem in paradiso (faixas 14 a 18). Tive a felicidade de encontrar esta beleza na Fnac do Chiado, em Lisboa, numa promoção inacreditável, na qual discos da Harmonia Mundi, por exemplo, variavam entre 2 e 9 euros. Este custou 5! Em nosso desventurado país não custaria menos de 80 contos. Como escreveu Tennessee Williams, “às vezes Deus aparece tão de repente…” rs

  • L’Annociation – H. I. F. Von Biber
  • Ninna nanna alla Napoletana – Ann. – P. Jaroussky
  • Maria (sopra La Carpinese, trad.) – Barbara Furtuna.
  • Hor ch’è tempo di dormire – Tarquinio Merula – Nuria Rial
  • L’Aria – H. I. F. Von Biber
  • Lumi, potete piangere – Giovanni Legrenzi – Nuria Rial, P. Jaroussky
  • Suda Sangre – Trad. corso – Barbara Furtuna
  • Queste pungente spine – Benedetto Ferrari – P. Jaroussky
  • Voglio morire – Luigi Rossi
  • Stabat Mater – Trad. corso – Barbara Furtuna
  • Stabat Mater – Giovanni Felice Sances – Nuria Rial
  • Passacaglia – Maurizio Cazzati
  • Lamentu di Ghjesu (sopra La Follia) – Roccu Mambrini e L’ensemble Tavagna
  • Ciaconna – Tarquinio Merula
  • Laudate Dominum – C. Monteverdi – Nuria Rial
  • Canario – Lorenzo Allegri
  • Ciaccona di Paradiso e dell’Inferno – Ann. – P. Jaroussky, Fulvio Bettini
  • ‘Stù Criatu – Enzo Gragnaniello (n.1954) – Vincenzo Capezzuto

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Christina Pluhar

Christina Pluhar

Wellbach

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Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigais — Livros 4 e 5

Este disco é uma grande realização artística. Vocês não podem imaginar o que canta esta turma do Anthony Rooley. Especialmente Emma Kirkby dá um show nessas canções do nosso inventor da ópera. Creio que os pequenos madrigais de Monteverdi jamais receberam tratamento tão luxuoso, tão sensível. Porém, para o gosto estragado de PQP Bach, dez minutos dos madrigais de Monteverdi servem para que ele caia irremediavelmente nos braços de Morfeu. Então, ele ouviu o CD em várias sessões curtas. E sempre dormiu embalado e apaixonado por vozes celestiais.

Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigais — Livros 4 e 5

CD 1
1. Book 4, SV 75-93: 1. Ah dolente partita!
2. Book 4, SV 75-93: 2. Cor mio, mentre vi miro
3. Book 4, SV 75-93: 3. Cor mio, non mori?
4. Book 4, SV 75-93: 4. Sfogava con le stelle
5. Book 4, SV 75-93: 5. Volgea l’anima mia
6. Book 4, SV 75-93: 6. Anima mia perdona. Prima parte
7. Book 4, SV 75-93: 7. Che se tu se’il cor mio. Seconda parte
8. Book 4, SV 75-93: 8. Luci serene e chiare
9. Book 4, SV 75-93: 9. La piaga c’ho nel core
10. Book 4, SV 75-93: 10. Voi pur da me partite
11. Book 4, SV 75-93: 11. A un giro sol de’ begl’occhi
12. Book 4, SV 75-93: 12. Ohimè, se tanto amate
13. Book 4, SV 75-93: 13. “Io mi son giovinetta”
14. Book 4, SV 75-93: 14. Quel augellin che canta
15. Book 4, SV 75-93: 15. Non più guerra pietate
16. Book 4, SV 75-93: 16. Sì ch’io vorrei morire
17. Book 4, SV 75-93: 17. Anima dolorosa
18. Book 4, SV 75-93: 18. Anima del cor mio
19. Book 4, SV 75-93: 19. Longe da te cor mio
20. Book 4, SV 75-93: 20. Piagn’ e sospira
21. Con che soavità, labbra odorate (from Book 7), SV 139
22. Mentre vaga Angioletta ogn’anima gentil cantando alletta (from Book 8), SV 157
23. Tempro la cetra (from Book 7), SV 117

CD 2
24. Book 5, SV 94-106: 1. Cruda Amarilli
25. Book 5, SV 94-106: 2. O Mirtillo, Mirtill’, anima mia
26. Book 5, SV 94-106: 3. Era l’anima mia
27. Book 5, SV 94-106: 4. Ecco, Silvio
28. Book 5, SV 94-106: 5. Ma se con la pietà
29. Book 5, SV 94-106: 6. Dorinda, ah! dirò
30. Book 5, SV 94-106: 7. Ecco, piegando
31. Book 5, SV 94-106: 8. Ferir quel petto
32. Book 5, SV 94-106: 9. Ch’io t’ami
33. Book 5, SV 94-106: 10. Deh! Bella e cara
34. Book 5, SV 94-106: 11. Ma tu, più che mai dura
35. Book 5, SV 94-106: 12. Che dar più vi poss’io
36. Book 5, SV 94-106: 13. M’è più dolce il penar
37. Book 5, SV 94-106: 14. Ahi, come a un vago sol
38. Book 5, SV 94-106: 15. Troppo ben può
39. Book 5, SV 94-106: 16. Amor, se giusto sei
40. Book 5, SV 94-106: 17. “T’amo mia vita!”
41. Book 5, SV 94-106: 18. E così a poc’ a poco
42. Book 5, SV 94-106: 19. Questi vaghi concenti
43. Ogni amante è guerrier (from Book 8), SV 151

Emma Kirkby, Poppy Holden, Evelyn Tubb (sopranos)
Cathy Cass, Mary Nichols (altos)
Joseph Cornwell, Paul Elliott, Andrew Lawrence-King (tenors)
Richard Wistreich, John Milne, David Thomas (basses)

The Consort of Musicke – Anthony Rooley (cond.)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Monteverdi

Monteverdi: o importante é que ele não era apenas um rostinho… Deixa pra lá!

PQP

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Guia dos Instrumentos antigos 4/8 – A Arte de Diminuir / Os tempos de Monteverdi / Pássaros e Flautas

ES-PE-TA-CU-LAR !!!

Livro com oito CDs fenomenalmente cedido pelo internauta Camilo Di Giorgi! Não tem preço!!!

Os arquivos foram todos renomeados e o livro tem o texto reconhecível graças ao trabalho do Igor Freiberger! Mais uma contribuição impagável!

Tem na Amazon: aqui.

Bom, baixando hoje você já chega na metade da coleção, heim!
Já estamos entrando nos começos do barroco: Monteverdi dá as caras no quarto volume, com seu estilo que ainda mescla os trovadores e o canto gregoriano com inúmeras inovações. Novos tempos, outros sons, outros instrumentos.

Quarta postagem! Começamos domingo passado e nos estenderemos até o domingo que vem, brindando-vos com o livro escaneado todinho!

Ouça! Leia! Estude! Divulgue e… Deleite-se!

Guide des Instruments Anciens – CD4
A Arte de Diminuir / Os tempos de Monteverdi / Pássaros e Flautas

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PQPShare 182Mb

Chegou agora e tem que pegar o bonde andando? a gente te ajuda: Os CDs anteriores estão aqui: CD1, CD2, CD3.

Tão bom quando vocês comentam… Pode comentar, pessoal!

Gordurinhas! Que beleza!

Avicenna & Bisnaga

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Claudio Monteverdi (1567-1643) e o primeiro oratório da história: Vespro della Beata Vergine – por Jordi Savall

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quanto mais eu ouço, mais acho Claudio Monteverdi genial!

Os especialistas consideram que foi ele o responsável pela formação da orquestra moderna, que une os quatro grupos de instrumentos – cordas, madeiras metais e percussão – quando organizou os músicos para a execução de sua ópera L’Orefo, de 1607, postada aqui abaixo.

Monteverdi praticamente criou o que levou o nome de orquestra, criou o que hoje chamamos de ópera e (ô, homem abençoadamente sem sossego!) organizou o que é considerado o primeiro grande oratório: estas Véspera da Beata Virgem , ou no original, Vespro della Beata Vergine.

Creio que eu postaria mais cedo ou mais tarde esta obra aqui, por mais que ela já figure entre as mais de 3 mil postagens que temos no PQPBach no esplendoroso post (e de riquíssimo texto) do Monge Ranulfus (aqui), por dois motivos:

– por ser obra pioneira e essencial para compreendermos a história da música,

– porque este oratório é lindíssimo (e este motivo suplanta o anterior)!

Monteverdi usa tudo que conhece ao seu redor. Não se limita a reunir a orquestra, muito maior do que as formações instrumentais de seu tempo, com coro e solistas: ele também une as formas e tipos de música de seu tempo, mescla-as, cria fusões. Você perceberá solos que se aproximam dos cantos de trovadorismo, coros que são pura polifonia renascentista, momentos de canto gregoriano e, como é de seu feitio, acompanhamento instrumental cheio dos volteios já barrocos. E essa aparente salada ficou muito boa! Coisa que só gênio, mesmo, pra fazer.

Desta vez, a obra de Monteverdi vai interpretada por… Savall de novo!

Não teve jeito, pessoal: ouvi de novo as versões (todas muito bem acabadas e criteriosas) de gente de peso como Harnoncourt, Garrido, Gardiner e Christina Pluhar, mas a batuta de Jordi Savall torna a música de Monteverdi vibrante de forma tal que não há concorrência… Além de tudo, dos pesos muito bem calculados em todos os trechos das músicas, a orquestra, coro e os solistas são excelentes. Mais uma montagem que se pretende ser definitiva!

Palhinha: as Vésperas à Beata Virgem, na versão desta postagem com imagens da Basílica de São Marcos de Veneza! (depois tem a lista de reprodução da obra completa):

Show de bola, não? Então não titubeie: ouça, ouça! Deleite-se!

Claudio Monteverdi (1567-1643)

Vespro della Beata Vergine (1610)
01. Intonatio: Deus in adiutorium – Francisco.
Responsorium: Domine ad adiuvandum
02. Antiphona: Angelicam vitam – Psalmus 109: Dixit Dominus
03. Concerto: Nigra sum
04. Antiphona: In Dei orto sata – Psalmus 112: Laudate pueri
05. Concerto: Pulchra es
06. Antiphona: Paterni oblita amoris – Psalmus 121: Laetatus sum
07. Concerto: Duo Seraphim
08. Antiphona: In Sancte Trinitatis – Psalmus 126: Nisi Dominus decem vocibus
09. Concerto: Audi Coelum
10. Antiphona: Trinitate venerata – Psalmus 147: Lauda Jerusalem
11. Sonata sopra Sancta Maria
12. Hymnus: Ave maris stella
13. Antiphona_ Hodie beata Barbara – Magnificat, parte 1
14. Magnificat, parte 2

Montserrat Figueras, Soprano
Guy Mey, Tenor
Livio Picotti, Contratenor
Daniele Carnovich, Baixo
Elisabetta Tiso, Soprano
Gian Fagotto, Tenor
Roberto Abbondanza, Barítono
Paolo Costa, Contratenor
Maria Kiehr, Soprano
Pietro Spagnoli, Baixo
Gerd Türk, Tenor
Ulrike Wurdak, Soprano
Patrizia Vaccari, Soprano

La Capella Reial de Catalunya
Padua Centre for Ancient Music Chorus
Jordi Savall, regente

Mântua, 1988

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PQPShare (119Mb)

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Jordi Savall: chatão! Que toque de Midas esse cara tem, meu!

Montserrat Figueras: voz e técnica tão perfeitas que me indago se ela é humana!

Bisnaga

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Claudio Monteverdi (1567-1643) e a primeira ópera da história: L’Orfeo – por Jordi Savall [NOVO LINK]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Como se diz aqui no interior (ops, esqueci que agora moro na capital…): esse DVD é um desbunde!

L’Orfeo é considerada a primeira grande ópera da história. Já havia alguma coisa composta com textos somente cantados, mas nesse porte, não. Na verdade, Claudio Monteverdi foi um revolucionário: reuniu um grupo de instrumentos maior que o habitual (praticamente criou o que hoje chamamos de orquestra), coro, solistas e musicou um texto inteiro, criando uma obra de quase duas horas de música, encenada, com cenários e tudo. Um deslumbre que os olhinhos humanos ainda não tinham visto neste planeta! Orfeo estreou em 1607 no adro frontal do Palácio de Mântua, ao ar livre, e, a julgar pela difusão do gênero ópera nos anos seguintes, foi certamente um estrondoso sucesso.

Alguns afirmam que Monteverdi é renascentista, outros, que é barroco. eu arrisco dizer (sujeito a levar pedradas) que seria mais adequado dizer que ele é maneirista, pois faz a transição de um período para o outro: é rebuscado demais para ser renascentista, mas ainda um tanto claro demais para se dizer que é barroco. Sua ópera mescla árias que ainda se assemelham demasiadamente com o cancioneiro do trovadorismo, ao passo que a orquestração vibrante e floreada já soa mais barroca. Uma mescla bela e instigante!

E nesta montagem de hoje, temos o cuidado e o preciosismo de Jordi Savall. Bom, sabemos de antemão que quando aparece o nome de Savall a coisa não é brincadeira: o maestro catalão não brinca em serviço e as montagens de época que dirige são verdadeiros primores. Sim, ele comete nepotismo: Montserrat Figueras (que nos deixou há poucos anos) é sua esposa e Arianna Savall, sua filha, mas pô, que família competente! A orquestra é ótima, os solistas fenomenais. Uma baita montagem! Provavelmente a fizeram pensando: “esta é a versão definitiva: quero ver fazer melhor!”

Duvida que é bom? olha isso (tem o vídeo na íntegra no youtube):

É ou não é Fenomenal?
Então, ouça, ouça! Deleite-se!

Claudio Monteverdi (1567-1643)
L’Orfeo, favola in musica
Libretto: Alessandro Striggio

01 – Gran Teatre del Liceu
02 – Toccata
03 – Prologo
04 – Atto Primo – Pastore- In questo lieto e fortunato giorno
05 – Atto Primo – Orfeo- Rosa del ciel, vita del mondo, e degna
06 – Atto Primo – Coro di Ninfe e Pastori- Lasciate e monti
07 – Atto Secondo – Orfeo- Ecco pur ch’a voi ritorno
08 – Atto Secondo – Orfeo- Vi ricorda, o bosch’ombrosi
09 – Atto Secondo – Messaggiera- Ahi caso acerbo, ahi fat’empio e crudele
10 – Atto Secondo – Ninfe- Chi ne consola, ahi lassi
11 – Atto Terzo – Orfeo- Scorto da te, mio Nume
12 – Atto Terzo – Caronte- O tu ch’innanzi morte a queste rive
13 – Atto Terzo – Orfeo- Possente spirto, e formidabil nume
14 – Atto Terzo – Orfeo- Sol tu, nobile Dio, puoi darmi aita
15 – Atto Terzo – Orfeo- Ei dorme, e la mia cetra
16 – Atto Terzo – Coro di Spiriti- Nulla impresa per uom si tenta invano
17 – Atto Quarto – Proserpina- Signor, quell’infelice
18 – Atto Quarto – Orfeo- Qual onor di te fia degno
19 – Atto Quarto – Sinfonia, Coro di Spiriti- È la virtute un raggio
20 – Atto Quinto – Orfeo- Questi i campi di Tracia, e quest’è il loco
21 – Atto Quinto – Apollo- Perché a lo sdegno e al dolor in preda
22 – Atto Quinto – Ritornello, Coro di Ninfe e Pastori- Vanne Orfeo, felice a pieno
23 – Moresca
24 – Gran Teatre del Liceu

Alessandro Striggio, libretto
Elenco:
Montserrat Figueras, Soprano, La Musica
Furio Zanasi, Barítono, Orfeo
Arianna Savall, Soprano, Euridice
Sara Mingardo, Contralto, Messaggiera
Cécile van de Sant, Mezzo soprano, Speranza
Antonio Abete, Baixo, Caronte
Adriana Fernández, Soprano, Prosperpina
Daniele Carnovich, Baixo, Plutone
Fulvio Bettini, Barítono, Apollo
Mercedez Hernández, Soprano, Ninfa
Marília Vargas (brasileira !!!), Soprano, Eco
Gerd Türk, Tenor, Pastores
Francesc Garrigosa, Tenor, Pastores / Espíritus
Carlos Mena, Contratenor, Pastores / Espíritus
Iván García, Tenor, Pastores / Espíritus

William Orlandi, figurino
Anna Casas, coreografia
Gilbert Deflo, direção de palco

La Capella Reial de Catalunya, coro
Le Concert des Nations
Jordi Savall, regente
Grand Teatre del Liceu de Catalunya, Barcelona, 2002

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PQPShare (187Mb)

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A ópera é mesmo comovente, não? Essa arte é de Marcelo Ventura Freire.

Bisnaga

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Viaggio Musicale: Italian Music of the 17th Century (com Il Giardino Armonico)

Mais um IM-PER-DÍ-VEL !!! Maravilhoso, espantoso CD do Il Giardino Armonico. Talvez seja o melhor álbum já lançado desses com a finalidade de dar um apanhado na música de uma região em determinada época. A época é das melhores — o barroco italiano — e o Giardino nem usou as armas principais. Nada de Vivaldis, Corellis, Torellis, a fim de dar aquela incrementada nas vendas.

Toda a música desta gravação é maravilhosamente viva e vibrante. O violino é particularmente bom — é o gordinho careca do qual não lembro o nome. Ouçam como se não houvesse amanhã. Todo amante da música instrumental barroca deve experimentar este grande disco.

Viaggio Musicale: Italian Music of the 17th Century

01. Monteverdi: Sinfonia aus Il ritorno d’Ulisse in Patria
02. T. Merula: Ciaccona
03. Improvisation
04. Dario Castello: Sonata IV
05. Giovanni Battista Spadi: “Anchor che co’l partire”
06. Improvisation
07. Dario Castello: Sonata X
08. Giovanni Battista Riccio: Sonata a 4
09. Improvisation
10. Biagio Marini: Sonata sopra “la Monica”
11. Marco Uccellini: Aria sopra “la Bergamasca”
12. Salomone Rossi: Sinfonia a 3
13. Giovanni Battista Fontana: Sonata XV
14. Alessandro Piccinini: Toccata
15. Marco Uccellini: Sonata XVIII
16. Salomone Rossi: Sinfonia in eco a 3
17. Francesco Rognoni: “Vestiva i colli”
18. Salomone Rossi: Gagliarda “Zambalina” a 4
19. Sinfonia grave a 5
20. T. Merula: Canzon “la Cattarina”
21. Marco Uccellini: Aria sopra “La scatola degli aghi”
22. Giovanni Paolo Cima: Sonata
23. T. Merula: “Ruggiero”
24. Salomone Rossi: Gagliarda “Norsina” a 5

Il Giardino Armonico
Giovanni Antonini

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Il Giardino Armonico

PQP

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Montserrat Figueras (Barcelona, 15 March 1942 – 23 November 2011)- Homenagem Póstuma – La Barcha d'Amore – Montserrat Figueras, Jordi Savall & Le Concert des Nations

Nós do PQPBach lamentamos profundamente a morte da soprano catalã Montserrat Figueras, uma das maiores intérpretes da Música Antiga e Medieval, talvez a maior delas.
Nossa antiga colaboradora, Clara Schumann, portuguesa da cidade do Porto, comentou certa vez que teve a oportunidade de assistir uma apresentação do Hespérion XXI e ficou maravilhada pela qualidade da apresentação do grupo, principalmente com a voz de Montserrat Figueras, e sua cumplicidade com o marido, Jordi Savall, tornaram o espetáculo tão magnifíco que sentia lágrimas nos olhos constantemente.
Me apropriando das bem escolhidas palavras do blog “Musikalische Opfer” podemos ter perdido uma das maiores sopranos do século XX, mas Deus ganhou mais uma bela voz para o seu coral.
Nossa singela homenagem a esta excepcional soprano é este maravilhoso CD da Alia Vox, “La Barcha d’Amore”, resultado de um trabalho incansável de pesquisa histórica e arqueológica musical que o grupo de Savall e Figueras realiza já há décadas.

01 – de Gorzanis – La Barcha del mio amore
02 – Caccini – Amor ch’attendi
03 – Caccini – Alme luci beate
04 – Caccini – Non ha’l ciel
06 – Monteverdi – Lamento della Ninfa – Non havea febo ancora
07 – Monteverdi – Lamento della Ninfa – Lamento della ninfa
08 – Monteverdi – Lamento della Ninfa – Si tra sdegnosi pianti
09 – Scheidt – Paduan Dolorosa a 4 Voc. Cantus V
10 – Allemagne – Samuel Scheidt – Courant Dolorosa a 4 Voc. Cantus IX
11 – Espagne – Senastian Duron – Sosiegen descansen
12 – del Vado – No te embarques
13 – Hidalgo – Ay que me rio de Amor
14 – Anonyme – Desperada
15 – Anonyme – Lullaby My little sweet darling
16 – Anonyme – Greensleves to a ground
17 – Anonyme-Jordi Savall – Une jeune fillette
18 – Lully – Rondeau du Mariage force
19 – du Bailly – La folia Yo soy la loucura
20 – Lully – Chaconne L’amour medecin

Montserrat Figueras – Soprano
Maria Cristina Kiehr – Soprano
Lambert Climent, Francese Garrigosa – Ténors
Daniele Carnovich – Basse
Hopkinson Smith – Luth
Rolf Lislevand – Theórbe
Ton Koopman – Clavecin
Andrew Lawrence-King – Harpe
Hespérion XXI
Le Concert des Nations
Jordi Savall – Viole de gambe et Direction

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FDPBach

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Monteverdi (1567-1643), J.S. Bach (1685-1750) e Vivaldi (1678-1741): La Clemenza di Torquemada

A história desta incrível ópera — a qual será postada pelo PQP Bach amanhã — é contada em detalhes neste post histórico, verdadeiramente antológico. Mais uma obra-prima perfeita para nosso alentado acervo!

E aqui, mais descobertas.

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Monteverdi (1567-1643), Biber (1644-1704), Vivaldi (1678-1741) – Pianto della Madonna, Rosenkranz-Sonaten, Stabat Mater – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 14 de 29

Disco bom, boníssimo. Essa coleção parece ter sido feita sob encomenda de Clara Schumann. Tenho a impressão de postar para ela. Há três grandes estrelas neste CD: o soprano Maria Cristina Kiehr, o violinista Andrew Manze e o contratenor Andreas Scholl, todos em grande forma.

O registro do Stabat Mater de Vivaldi é um campeão. Recomendo a audição.

Disc: 14

Pianto della Madonna Claudio Monteverdi 8’21
1. Pianto Della Madonna – Maria Cristina Kiehr
Maria Cristina Kiehr
Concerto Soave
Jean-Mark Aymes, conductor;

Rosenkranz-Sonaten: Die fünf freudenreichen Mysterien
Sonates du Rosaire : Les Cinq Mystères joyeux
The Rosary Sonatas: The Five Joyful Mysteries Heinrich Ignaz Franz von Biber 36’32

2. Praeludium – Andrew Manze
3. Aria, Variatio – Andrew Manze
4. Finale – Andrew Manze
5. Sonata – Andrew Manze
6. Allamanda – Andrew Manze
7. Finale – Andrew Manze
8. Sonata – Andrew Manze
9. Courente, Double – Andrew Manze
10. Finale – Andrew Manze
11. Ciacona – Andrew Manze
12. Praeludium – Andrew Manze
13. Allamanda – Andrew Manze
14. Guigue – Andrew Manze
15. Sarabanda, Double – Andrew Manze
Andrew Manze, violin
Richard Egarr, organ and clavecin;

Stabat Mater RV 621 Antonio Vivaldi 18’46
16. Stabat Mater Dolorosa. Largo – Andreas Scholl
17. Cujus Animam Gementem. Adagio – Andreas Scholl
18. O Quam Tristis. Andante – Andreas Scholl
19. Quis Est Homo. Largo – Andreas Scholl
20. Quis Non Posset. Adagio – Andreas Scholl
21. Pro Peccatis Suae Gentis. Andante – Andreas Scholl
22. Eja Mater, Fons Amoris. Largo – Andreas Scholl
23. Fac Ut Ardeat. Lento – Andreas Scholl
24. Amen. Allegro – Andreas Scholl
Andreas Scholl
Ensemble 415
Chiara Banchini, conductor;

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PQP

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Monteverdi (1567-1643) e d’India (1582-1629) – Olympia’s Lament e outras árias

Eis um CD que provoca paixões. Desde seu lançamento, em 1994, é saudado como uma grande realização. Nunca o ouvi. É F.D.P. Bach quem o traz para nós. Fui procurar no Google alguma informação a respeito e a primeira que obtive foi o de sempre: um elogio histérico. Leiam o apaixonado abaixo:

I love Emma Kirkby—too bad she’s married to Anthony Rooley. My dark, secret fantasy is to kidnap her and force her to sing for me whenever I want. But since I’m not into anti-social acts, this recording will have to do. It does very nicely indeed. Beautiful material and lovely sonics make this recording a definite Record to Die For for anyone but the Beavis and Butt-head crowd. The opening selection, “Quel Sguardo Sdegosetto,” is just too beautiful for words.

Olympia’s Lament

Claudio Monteverdi (1567-1643)
1. Quel sguardo sdegnosetto
2. Ohime ch’io cado
3. Lamento d’Olimpia
4. Voglio di vita uscir
5. Maladetto sia l’aspetto

Sigismondo d’India (1582-1629)
6. Diana ( Questo dardo, quest’ arco)
7. Amico hai vint’io
8. Piangono al pianger mio
9. Lamento d’Olimpia
10. Torna il sereno zefiro
11. Sfere fermate

Emma Kirkby, soprano;
Anthony Rooley, chitarrone

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