Missa dos Defuntos, para Coro Misto a Quatro Vozes e Órgão: Pe. José Maurício Nunes Garcia (Acervo PQPBach)

aacbdkRepostagem com novos e atualizados links.
Este LP foi um presente do Monge Ranulfus. Não tem preço!!!

Este vinil é o de número 46, último da coleção “Grandes Compositores da Música Universal”, publicado pela Editora Abril em 1970. Peço licença ao mestre Strava para antecipar esta postagem de sua coleção!

Os vinís publicados nesta coleção são mais finos que um vinil comercial e produzidos com um composto mais barato. É surpreendente como ainda conseguimos digitalizar com algum sucesso essas faixas com 43 anos de idade!

— De quem é esta música tão bonita?
— É sua, padre-mestre.
No fim da vida, José Mauricio, a memória fraca, não mais se lembrava das músicas que compusera. Quantas seriam? Trezentas, quatrocentas, quinhentas, quem sabe. E o velho não reconhecia mais as melodias, que, salvo algumas exceções, só haviam sido executadas uma ou duas vêzes. Durante 43 anos escrevera música, quase sempre por encomenda, a mando de soberanos ou a pedido de algum bispo ou cortesão. Na verdade, nunca passara de um criado: esta era a verdadeira posição do músico na época. Nunca pedira, em troca, grandes favores. Contentava-se com o salário medíocre, para “não incomodar Sua Majestade”. Nem mesmo fôra recompensado pela fama, senão num rápido e fugaz momento.

Pobre, simples, humilde, José Maurício nunca lamentara que o tratassem como artista secundário. Permanecia na obscuridade, aplaudindo e aprendendo com aquêles que obtinham mais sucesso. Jamais reclamou por ser na Côrte um serviçal relegado a segundo plano. Seguia servindo, obsequioso e modesto, sem nada ambicionar ou exigir. Jamais se incomodou com os nobres, que viam nêle um provinciano, um colono. Desgastava-se trabalhando, compondo música sacra ou profana, conforme os pedidos, e ensinando gratuitamente na sua escolinha: “A mocidade a instruir-se nessa arte da música”.

Sem nunca poder deixar o Rio de Janeiro para mergulhar nos grandes centros musicais da Europa, ainda assim foi o mais importante compositor clássico do período colonial, não só no Brasil, mas talvez em tôda a América Latina. E nunca pensou nisso, nunca se preocupou com isso. Compunha e cantava porque gostava de compor e cantar. Nada mais.

Se com êle se cometiam injustiças ou se exigiam esforços quase acima de sua precária saúde, não tinha voz para protestar ou lamentar-se. Uma vez escreveu uma modinha, por titulo: Beijo as Mãos Que me Condenam. Esse poderia ter sido perfeitamente o seu submisso lema.

Todavia, como escreveu a ilustre musicóloga e regente brasileira Cleofe Person de Matos: “Rejubilemo-nos, porém, com as suas alegrias, que delas sabemos nós, com quem elas se repartem. E, se no compositor elas se misturam às angústias da criação, para nós, que do ato criador só conhecemos as primeiras, essas alegrias são puras. E são a riqueza que o padre José Maurício Nunes Garcia deixou para a cultura do seu povo”. “Para nosso país, a mais humilde figura do período musical que circundou a nossa Independência é também a sua mais significativa personalidade.”
(extraído do excelente encarte que acompanha esta postagem)

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
Grupo Coral do Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro. Maestro Walter Lourenção
01. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 01. Introito
02. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 02. Kyrie
03. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 03. Gradual
04. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 04. Ofertório
05. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 05. Ofertório
06. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 06. Ofertório
07. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 07. Ofertório
08. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 08. Sanctus
09. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 09. Hosana in Excelsis
10. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 10. Benedictus
11. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 11. Hosana in Excelsis
12. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 12. Agnus Dei
13. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 13. Communio
14. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 14. Cum Sanctis Tuis
15. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 15. Requiem aeternam
16. Missa dos defuntos, para coro misto a 4 vozes e órgão (1809) – 16. Cum Sanctis Tuis
Associação de Canto Coral. Maestrina Cléofe Person de Mattos
17. Moteto: Improperium do Ofício de 6ª Feira Santa (1789) – Popule Meus
18. Antífona para a cerimônia do Lava Pés da 5ª Feira Santa (1799?) – Domine Tu Mihi Lavas Pedes
19. Moteto para a Semana Santa – In Monte Oliveti

Missa dos Defuntos, para Coro Misto a Quatro Vozes e Órgão – 1970
Grupo Coral do Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro. Maestro Walter Lourenção
Associação de Canto Coral. Maestrina Cleofe Person de Mattos

LP digitalizado por Avicenna
.
acervo-1BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
XLD RIP | FLAC 155,0 MB | HQ Scans

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 320 kbps | 226,4 MB | HQ Scans

powered by iTunes 11.0.1| 24,5 min

 

.

Visite o mais completo site sobre a vida e obra do Padre José Maurício. (http://www.josemauricio.com.br/)
Em português & English. CLIQUE AQUI.
CL

Boa audição.

Avicenna

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Coleção Grandes Compositores 15/33: Piotr Tchaikovsky (1840-1893) (2)

Queriam mais Tchaikovsky?! Pois bem, este é mais um daqueles raros compositores que mereceram bis nesta coleção. O repertório é semelhante ao volume anterior. Um concerto; desta vez temos o Concerto para Violino em Ré. Duas peças orquestrais avulsas; a Fantasia Romeu e Julieta e a Marcha Eslava. Uma suíte de balé; agora com O Quebra Nozes. Faltou uma sinfonia, mas temos a belíssima Serenata para Cordas em Dó para finalizar o álbum. Enfim, um excelente repertório e uma grande oportunidade para os iniciantes terem, um pouco mais, contato com as mais populares obras de um dos maiores compositores de todos os tempos.

Nascido de uma família russa de classe média, Tchaikovsky parecia destinado à carreira jurídica. Aos 19 anos, tendo completado seus estudos de direito, ele arranjou um emprego como funcionário do Ministério da Justiça. Mas a atração pela música, que ele sentia desde criança, demonstrou-se irresistível. Entrou para o conservatório musical de São Petersburgo e abandonou o emprego para dedicar-se inteiramente à arte.
Desde o início, ele foi uma voz musical forte e independente. Mantinha relações amistosas com Balakirev e Rimsky-Korsakov, compositores nacionalistas russos. Mas, ainda que com frequência Tchaikovsky buscasse inspiração nas canções folclóricas de sua terra, continuava a usar as formas e técnicas dos mestres clássicos de maneira absolutamente pessoal. Os primeiros anos que dedicou à música foram difíceis, mas trouxeram-lhe crescente reconhecimento. Apesar de inseguro sobre as suas habilidades e atormentado por sua homossexualidade, produziu uma série de composições famosas – óperas, sinfonias, balés e outras partituras -, que são o legado de sua genialidade.

Na última década do século XIX, Tchaikovsky já era reconhecido como o maior compositor russo. Fora condecorado pelo czar, suas obras eram aplaudidas por toda a Europa e até por plateias da América. O caminho para a fama e o sucesso, no entanto, havia sido tortuoso e marcado pelas angustiantes crises emocionais que continuariam a assombrar o compositor até o final de sua vida.

Fonte: Encarte do álbum.

Uma ótima audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 15 – Piotr Tchaikovsky (2)

DISCO A

Violin Concert in D,Op. 35
01 Allegro moderato (17:51)
02 Canzonetta: Andante; Finale: Allegro vivacissimo (16:43)
Kyung Wha Chung, violin
Orchestre Symphonique de Montréal, Charles Dutoit

Romeo and Juliet, Fantasy Overture
03 (19:36)
Cleveland Orchestra, Riccardo Chailly

Marche Slave, Op. 31
04 (10:46)
Orchestre Symphonique de Montréal, Charles Dutoit

DISCO B

Nutcracker Suite, Op. 71a
01 Miniature overture; Characteristic dances (3:13)
02 March (2:23)
03 Dance of Sugar-Plum Fairy (1:44)
04 Russian Dance (1:08)
05 Arabian Dance (Coffee) (3:54)
06 Chinese Dance (Tea) (1:05)
07 Dance of the Reed-Pipes (2:26)
08 Waltz of the Flowers (6:40)

Serenade of Strings in C, Op. 48
09 Pezzo in forma di sonatina: Andante non troppo – Allegro moderato (8:52)
10 Waltz: Moderato (Tempo di valse) (3:37)
11 Elégie: Larghetto elegiaco (8:54)
12 Finale: (Tema Russo): Andante – Allegro con spirito (7:07)

Academy of St. Martin-in-the-Fields, Sir Neville Marriner

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Coleção Grandes Compositores 14/33: Franz Schubert (1797-1828)

O 14º álbum da Coleção Grandes Compositores nos traz o brilhante Franz Schubert. O texto a seguir nos fala um pouco sobre a obra que julgo ter maior popularidade entre as presentes gravações,  o Quinteto para Piano “A Truta”. Um breve texto nos fala um pouco sobre algumas curiosidades envolvendo esta magnífica peça.

Quinteto para Piano em Lá Menor, Op. 114, “A Truta”, D. 667

Quando nasceu a ideia de abordar um gênero de música de câmara mais complexo que o quarteto de cordas, Schubert já havia composto várias obras de câmara. Nessa época, o compositor estava em Zseliz, em casa dos Estehazy, e recebeu uma encomenda de um excelente músico e melômano, Silvestre Paumgartner, que era violoncelista. Schubert encontrava-se na plenitude de suas faculdades criativas e tinha terminado a sua Sonata em lá para piano, escrita para Josefina Von Keller, quando começou a abordar esse gênero que era novo para ele, já que nunca tinha levado a cabo a tarefa de unir piano e cordas, excessão feita a um antigo rondó em que o piano dialoga com um trio de cordas.

Não se sabe se foi ele que teve a ideia do quinteto ou se a encomenda sugeria ou pedia expressamente essa formação. No entanto, é quase certo que a escolha pouco comum dos instrumentos de cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) para acompanhar o piano tenha sido ideia de Schubert. Existe apenas um exemplo anterior, um quinteto de Hummel, mas que só foi publicado em 1821, e por isso Schubert não podia conhecê-lo, o que desmente a possível influência que pudesse ter sofrido. Talvez se possa encontrar outra possível influência nas antigas formações de câmara italianas, que incorporavam sempre um baixo contínuo. O que não se entende bem é por que razão Paumgartner, que tocava violoncelo, tinha colocado ainda um baixo que praticamente coincidia com ele e que podia roubar-lhe a primazia. A única explicação possível é o tema melódico escolhido: o de Lied, A truta, que, segundo comentário de Stadler, era uma obra que entusiasmava Paumgartner. O próprio Stadler afirmou ter participado da redação da obra, tendo copiado as partes para enviá-las a Zseliz.

Texto: Eduardo Rincón

Uma ótima audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 14: Franz Schubert

DISCO A

Symphony Nº 9 in C, D. 944 “Great”
01 Andante; Allegro ma non troppo (13:53)
02 Andante con moto (15:22)
03 Scherzo: Allegro vivace (9:59)
04 Allegro vivace (15:57)

Vienna Philharmonic Orchestra, Sir Georg Solti

DISCO B

Piano Quintet in A, D. 667 “Trout”
01 Allegro vivace (9:08)
02 Andante (7:26)
03 Scherzo: Presto (4:08)
04 Theme and Variations: Andantino (7:30)
05 Finale: Allegro giusto (6:55)

Clifford Curzon, piano
Members of the Vienna Octet

Piano Sonata in B Flat, D. 960
06 Molto moderato (13:18)
07 Andante sostenuto (9:20)
08 Scherzo: Allegro vivace con delicatezza (4:16)
09 Allegro ma non troppo (7:34)

Clifford Curzon, piano

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Coleção Grandes Compositores 13/33: Antonio Vivaldi (1678-1741)

O décimo terceiro volume da Coleção Grandes Compositores, nos traz alguns dos mais famosos trabalhos do Padre Ruivo. Confesso que já tive vontade de me livrar dessa coleção de uma vez por todas, postando vários volumes de uma vez só e sem me preocupar em escrever algum texto sobre o compositor, mas pensei melhor e decidi que vale a pena fazer cada postagem individualizada. Infelizmente o 33º volume não vai poder ser postado, pois trata-se de Villa-Lobos, e acho que já é notório os problemas que tivemos com as postagens de obras do maior compositor das Américas.

Um grande abraço a todos!

Excetuando-se talvez o amor romântico, nenhum assunto inspirou mais os músicos do que as delícias da natureza. Ao longo dos séculos, grande número de compositores tentou traduzir em melodias os seus encantos: a Sinfonia Pastoral de Beethoven, La Mer de Debussy, as evocações florestais de Bruckner, Mahler e Sibelius, são apenas alguns dos exemplos mais famosos desse rico legado de músicas inspiradas na natureza. No topo dessa lista, ou bem perto dele, encontra-se  o quarteto de concertos para violino de Antonio Vivaldi, conhecido como As Quatro Estações, Op. 8.

Já adulto, na Itália das primeiras décadas do século XVIII, Vivaldi cultivava o concerto acima de todas as outras formas musicais. Compôs mais de 400 trabalhos desse tipo, tendo incorporado a eles uma grande variedade de timbres e efeitos instrumentais, assim como um estilo expressivo e ajustado de inventividade melódica. Nas Quatro Estações, Vivaldi utilizou esses recursos com o que se poderia chamar de finalidades pictóricas, para imitar fenômenos naturais como o vento, a chuva e o canto dos pássaros, bem como atividades humanas, como a dança e a caça. Para eliminar quaisquer dúvidas a respeito dessas alusões auditivas, ele chegou a registrar frases descritivas nas partituras das Estações, nos lugares correspondentes.

Além disso, quando publicou as Quatro Estações, em 1725, Vivaldi prefaciou cada concerto com um poema resumindo o programa ou “enredo” da música. Esses versos, sem dúvida, contribuíram muito para o rápido sucesso dos concertos. Durante sua vida, a obra foi fartamente executada em toda a Europa e recebida com entusiasmo. Consta que ninguém menos que o rei Luís XV, da França, solicitou a inclusão do concerto Primavera nas audições parisienses.

Cada um dos concertos que compõe as Quatro Estações foi composto segundo o esquema de três movimentos (rápido-lento-rápido) que Vivaldi adotara para esse tipo de composição. Dentro desse esquema bastante convencional, no entanto, os detalhes musicais não deixam de evocar a natureza e suas criaturas.

Fonte: Encarte do álbum.

Uma ótima audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 13: Antonio Vivaldi

DISCO A

Concerto Nº 1 em Mi, RV 269 “Primavera”
01 Allegro 3:30
02 Largo 2:28
03 Allegro 3:56
Solista: Christopher Hirons

Concerto Nº 2 em Sol Menor, RV 315 “Verão”
04 Allegro non molto 5:28
05 Adagio – Presto 2:03
06 Presto 2:44
Solista: John Holloway

Concerto Nº 3 em Fá, RV 293 “Outono”
07 Allegro 5:03
08 Adagio molto 2:22
09 Allegro 3:09
Solista: Alison Bury

Concerto Nº 4 em Fá Menor, RV 297 “Inverno”
10 Allegro non molto 3:23
11 Largo 2:01
12 Allegro 3:08
Solista: Catherine Mackintosh

Concerto Nº 5 em Mi Bemol, RV 253 “La Tempesta di Mare”
13 Presto 2:48
14 Largo 2:35
15 Presto 3:40
Solista: John Holloway

Concerto Nº 6 em Dó, RV 180 “Il Piacere”
16 Allegro 2:55
17 Largo 2:21
18 Allegro 2:46
Solista: Alison Bury

Academia de Música Antiga, Christopher Hogwood

DISCO B

Concerto para Cordas em Sol “alla rustica”, RV 151
01 Presto 1:08
02 Adagio 1:01
03 Allegro 1:31

Concerto para Oboé e Violino em Si Bemol, RV 548
04 Allegro 3:44
05 Largo 3:21
06 Allegro 2:10
Oboé: David Reichenberg – Violino: Simon Standage

Concerto em Dó “con molti stromenti”, RV 558
07 Allegro molto 5:21
08 Andante molto 1:45
09 Allegro 2:55
Flauta-doce: Philip Picket, Rachel Beckett
Chalumeau: Colin Lawson, Carlos Riera
Violino: Simon Standage, Micaela Comberti
Bandolim: James Tyler, Robin Jeffrey
Tiorba: Nigel North, Jakob Lindberg
Violoncelo: Anthony Pleeth

Concerto para Dois Violinos em Sol, RV 516
10 Allegro molto3:49
11 Andante (molto) 2:04
12 Allegro 3:05
Violinos: Simon Standage, Elizabeth Wilcock

Concerto para Oboé em Lá Menor, RV 461
13 Allegro non molto 4:13
14 Larghetto 3:14
15 Allegro 2:38
Oboé: David Reichenberg

Concerto para Dois Bandolins em Sol, RV 532
16 Allegro 4:01
17 Andante 2:09
18 Allegro 3:51
Bandolins: James Tyler, Robin Jeffrey

The English Concert
Cravo, órgão e regência: Trevor Pinnock

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Coleção Grandes Compositores 12/33: Johannes Brahms (1833-1897)

Era a época de apogeu do romantismo, uma tendência que arrastava a maioria dos compositores, mas não os unia em uma mesma batalha nem no mesmo campo. É verdade que, contra Liszt e sua escola de Weimar, Brahms apoiou de maneira firme a postura de Robert Schumann, defensor do romantismo com uma clara ancoragem no clássico e menos ligado às exposições literárias que inundavam a música do húngaro e seus discípulos, assim como o teatro de Wagner e seus seguidores, mas respeitava sua criação, embora não participasse de seus excessos.

Foi então que começou a tendência a considerar Brahms, em um sentido pejorativo, “clássico”, até mesmo “conservador”, alguém que não participava da revolução que ia mudar o mundo da música e que verdadeiramente desempenhou um papel muito importante na mudança que se aproximava. Mas Johannes Brahms havia participado também desta mudança, embora sua contribuição  tenha sido menos ostensiva e estivesse contida mais nas cordas que nos trompetes, tubas e percussão, na falta de medida da orquestra e do andamento do tempo empregado em declarações românticas que levaram à hipertrofia dos pós-romantismo. Esta mudança que nos legou a música de Brahms está contida em suas obras para piano, em seus quartetos, no desenvolvimento da harmonia que os sustenta, na forma muito mais concisa em que as ideias  são expostas, na densidade de pensamento de suas sinfonias, de suas variações sinfônicas, de seus concertos, de seus Lieder, de suas obras corais. Diríamos que é de certa forma a postura clássica do verdadeiro pensador ante a dos líderes e agitadores políticos, que se perdem em declarações altissonantes e valorizam mais a maneira de dizer que as idéias que realmente levam à mudança. Embora participem delas, nem sempre as traduzem corretamente.

Não se pode negar a importância dos românticos revolucionários nas mudanças históricas produzidas depois da explosão romântica: seria estúpido não admitir a relevância da contribuição de Wagner, de Liszt – embora injustamente desvalorizado ao lado de seu genro -,  da mesma forma que seria estúpido negar o valor musical de suas obras. O que se pretende aqui, é esclarecer que é preciso reavaliar a ação e a atitude de Brahms nessa luta, reconhecer que ele foi relegado à alcunha de conservador, ou seja, de manifestar uma atitude passiva diante da mudança, de falta de combatividade, simplesmente porque sua intervenção nessas mudanças não foi exposta aos gritos, estentoreamente proclamada, embora talvez não menos efetiva.

Texto de Eduardo Rincon

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 12: Johannes Brahms

DISCO A

Symphony Nº 4 in E Minor, Op. 98
01 Allegro non troppo (13:17)
02 Andante moderato (12:41)
03 Allegro giocoso – Poco meno presto – Tempo I (6:12)
04 Allegro energico e passionato – Più allegro (11:35)

Tragic Overture, Op. 81
05 Allegro non troppo – Molto più moderato – Tempo primo (14:16)

Vienna Philharmonic Orchestra, Leonard Berstein

DISCO B

Concerto for Violin and Orchestra in D, Op. 77
01 Allegro non troppo (23:32) [Cadenza: Joseph Joachim]
02 Adagio (9:41)
03 Allegro giocoso, ma non troppo vivace – Poco più presto (8:45)
Shlomo Mintz, violin
Berlin Philharmonic Orchestra, Claudio Abbado

Academic Festival Overture, Op. 80
04 Allegro – L’istesso tempo, un poco maestoso – Animato – Maestoso (10:03)
Berlin Philharmonic Orchestra, Claudio Abbado

Hungarian Dances
05 Nº 1: Allegro molto (2:53)
06 Nº 3: Allegretto (2:18)
07 Nº 10: Presto (1:36)
Vienna Philharmonic Orchestra, Claudio Abbado

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Coleção Grandes Compositores 08/33: Beethoven (1770-1827) (2)

Escrita exatamente ao som da Sinfonia Heróica, esta postagem revela através da magnífica interpretação de Leonard Bernstein e a Filarmônica de Viena, uma das mais belas e significativas páginas sinfônicas de todos os tempos.  O álbum ainda traz outras duas grandes obras do mestre alemão – a Abertura Egmont e o Concerto para Violino.

***

Tinha eclodido a Revolução Francesa, Napoleão chegara, e estava em suas mãos levar à Europa uma parte, pelo menos, dos ideais dessa revolução. E Beethoven admirava Bonaparte. Não podia ser de outra maneira. Por isso lhe dedicou a sua Terceira Sinfonia, conhecida pelo título de Heróica, a primeira completamente beethoveniana, em que aparece uma majestosa marcha fúnebre. Mas Napoleão não tardou a sucumbir à ambição do poder e fez-se nomear imperador. Furioso ao inteirar-se dessa passagem dos ideais à ambição de poder, Beethoven manchou e riscou a dedicatória da obra: “À memória de um grande homem”. Quando o imperador morreu em Santa Helena, quem lhe comunicou a notícia obteve como resposta uma simples frase: “Já lhe cantei o elogio fúnebre há anos”.

Texto de Eduardo Rincón

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 08: L. van Beethoven (2)

DISCO A
Symphony Nº 3 in E Flat, Op. 55 “Eroica”

01. Allegro con brio 17:40
02. Marcia funebre: Adagio assai 17:33
03. Scherzo: Allegro vivace 6:16
04. Finale: Allegro molto 11:44

Egmont Overture, Op. 84
05. Sostenuto, ma non  troppo; Allegro 8:54

Vienna Philharmonic Orchestra, Leonard Bernstein

DISCO B
Violin Concert in D, Op. 61

01. Allegro ma non troppo 24:55
02. Larghetto 10:15
03. Rondo: Allegro 9:37
Chicago Symphony Orchestra, Daniel Barenboim
Pichas Zukerman, violin
Candeza: Fritz Kreisler

04. Violin Romance Nº 1 in G, Op. 40 6:35
05. Violin Romance Nº 2 in F, Op. 50 9:30
London Philharmonic Orchestra, Daniel Barenboim
Pichas Zukerman, violin

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Coleção Grandes Compositores 06/33: W.A. Mozart (1756-1791) (II)

Que Mozart é gênio todos sabemos e não temos dúvidas, mas confesso que sua música é tão perfeitinha que acaba não me agradando ou não me empolgando verdadeiramente. Mozart é uma espécie de Beatles da música clássica, algumas pessoas “leigas” sempre escutam e dizem: “Eu gosto dessa música!”, então chega outro que conhece um pouco mais e diz: “Isso é Mozart!”. Com os Beatles acontece algo parecido. Todo mundo gosta de uma determinada música e muitos não tinham a menor ideia que se tratava de Beatles. Mas retirem o que eu disse sobre Mozart no que diz respeito ao Quinteto para Clarineta – esse sim, é fantástico e não canso de ouvir nunca. Talvez tenha exagerado um pouco no meu parecer sobre Mozart, mas é bem próximo disso!

***

Wolfgang Amadeus Mozart tinha 17 anos quando terminou seu primeiro concerto para piano e orquestra. Para um talento tão precoce, foi uma chegada relativamente tardia ao gênero que lhe renderia algumas de suas ricas criações. Mas, em comparação, a mais antiga sinfonia de Mozart data de seus 8 anos; aos 10, compôs uma série de sonatas para violino, e um par de óperas dois anos mais tarde.

No entanto, assim que Mozart descobriu as possibilidades oferecidas pelo concerto para piano passou a cultivá-lo entusiasticamente pelo resto de sua carreira. Ele deu ao mundo aproximadamente duas dúzias de obras originais, nessa forma musical, durante dezoito anos que lhe restaram (os quatro primeiros concertos foram meros arranjos feitos por seus amigos J. C. Bach e outros músicos para trabalhos de sua infância), partituras que continuam a impressionar e deleitar por sua graça, ingenuidade e força expressiva.

Na verdade, Mozart não descobriu o potencial inerente ao concerto para piano a ponto de criá-lo sozinho. Porém suas realizações fizeram com que o gênero evoluísse, de um patamar modesto no qual a orquestra servia principalmente como moldura para o brilho do solista, para um drama absorvente, apresentando dois personagens complexos. O piano e a orquestra não apareciam apenas em alternância, como ocorria nos concertos dos predecessores de Mozart, mas frequentemente em diálogo íntimo, fundindo suas vozes para criar inconsúteis texturas musicais ricamente coloridas.

A orquestra havia se expandido, do coro básico de cordas que satisfizera os compositores de concerto por quase um século, com os recém adicionados instrumentos de sopro assumindo papéis de especial destaque. Mozart equilibrou esse conjunto mais vigoroso, criando partes de brilho excepcional para teclado. O resultado foi um concerto para piano de nível totalmente superior – mais ambicioso, mais intrincado, mais profundo – a todos anteriormente concebidos.

Fonte: encarte do cd.

Uma ótima audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 06: W.A. Mozart (II)

DISCO A
Concerto para Piano Nº 27 em Si Bemol, K. 595
01. Allegro (14:31)
02. Larghetto (8:58)
03. Allegro (9:25)
Emil Gilels, piano
Orquestra Filarmônica de Viena, Karl Böhm

Sinfonia Nº 38 em Ré, K. 504 “Praga”
04. Adágio – Allegro (17:40)
05. Andante (11:28)
06. Finale: Presto (7:41)
Orquestra Filarmônica de Viena, James Levine

DISCO B
Quinteto para Clarineta em Lá, K. 581

01. Allegro (9:35)
02. Larghetto (7:04)
03. Minueto (7:19)
04. Allegretto con variazioni (10:18)
Quarteto Allegri
Jack Brymer, clarineta

Fantasia em Dó Menor, K. 475
05. Adágio  – Allegro – Andantino – Più allegro – Tempo I (13:07)
Mitsuko Uchida, piano

Sonata para Piano Nº 14 em Dó Menor, K. 457
06. Molto allegro (5:18)
07. Adágio (8:09)
08. Allegro assai (4:12)
Mitsuko Uchida, piano

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Coleção Grandes Compositores 04/33: F. F. Chopin (1810-1849)

Agora que estou mais tranquilo, depois de mais uma vitória da seleção brasileira, posso voltar a me dedicar a mais uma postagem da coleção que está sendo um sucesso de acessos. Sei que tem muita gente louca para que eu poste logo todos os cds de uma só vez, mas peço paciência, pois estou envolvido em várias atividades profissionais no meu dia-a-dia e isso tem tomado muito o meu tempo. Tenho trabalhado nos três turnos e ainda fazendo um curso a distância com aulas presenciais no final de semana, mas prometo que vou tentar organizar melhor meu tempo e postar com maior frequência.

***

Frédéric Chopin era de ascendência francesa e polonês de nascimento, mas, como observou o poeta Heinrich Heine, “sua verdadeira pátria era a poesia”. De fato, nenhum compositor corresponde melhor ao conceito romântico de personalidade poética do que Chopin, com sua figura meiga, esbelto, delicado, um tanto efeminado, porém languidamente atraente para muitas mulheres. Apesar de reservado e contido socialmente, sua correspondência revela uma mente apaixonada e brilhante.
A música de Chopin, praticamente toda ela escrita para piano, também se revestia de uma eloquência sutil e refinada. Era capaz de compor acordes ribombantes ou comoventes danças, mas a maior parte de seu trabalho parece quase etérea, em suas harmonias expressivas e brilhantes figurações de teclado. Se Beethoven encarnou os anseios heróicos e revolucionários do início do século XIX, Chopin foi a voz dos desejos, dos sonhos e dos mais íntimos segredos da época.

Fonte: Encarte do CD

Uma ótima audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores 04/33: Chopin

DISCO A

Piano Concerto Nº 2 in F Minor, Op. 21
01. Maestoso (14:05)
02. Larghetto (9:07)
03. Allegro vivace (8:25)
Krystian Zimerman, piano
Los Angeles Philharmonic Orchestra, Carlo Maria Giulini

Piano Sonata Nº 2 in B Flat Minor, Op. 35
04. Grave – Doppio movimento (6:39)
05. Scherzo (6:01)
06. Marche funèbre: Lento (8:34)
07. Finale: Presto (1:24)
Martha Argerich, piano

Polonaise Nº 6 in A Flat, Op. 53 “Heroic”
08. Maestoso (6:17)
Martha Argerich, piano

DISCO B

Balade Nº 3 in A Flat, Op. 47
01. Allegretto (7:28)

Prelude in C Sharp Minor, Op. 45
02. Sustenuto (4:38)

Waltz in D Flat, Op. 64, Nº 1 “Minute”
03. Molto vivace (1:50)

Waltz in C Sharp Minor, Op. 64, Nº 2
04. Tempo giusto (3:25)

Étude in C Minor, Op. 10, Nº 12 “Revolutionary”
05. Allegro con fuco (2:42)

Étude in G Flat, Op. 10, Nº 5 “Black Keys”
06. Vivace (1:41)

Nocturne Nº 15 in F Minor, Op. 55, Nº 1
07. Andante (4:50)

Polonaise Nº 3 in A, Op. 40, Nº 1 “Military”
08. Allegrocon brio (5:05)

Barcarolle in F Sharp, Op. 60
09. (8:44)

Prelude in D Flat, Op. 28, Nº 15 “Raindrop”
10. Allegro molto (2:15)

Étude in A Minor, Op. 25, Nº 11 “Winter Wind”
11. Allegro con fuoco (3:45)

Étude in E, Op. 10, Nº 3 “Tristesse”
12. Lento ma non troppo (4:21)

Scherzo Nº 3 in C Sharp Minor, Op. 39
13. Presto con fuoco (6:40)

Mazurka Nº 13 in A Minor, Op. 17, Nº 4
14. Lento ma non troppo (4:14)

Mazurka Nº 44 in C, Op. 67, Nº 3
15. Allegretto (1:28)

Vladimir Ashkenazy, piano

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Coleção Grandes Compositores 03/33: Beethoven (1770-1827)

Vamos ao terceiro volume da Coleção Grandes Compositores, que está fazendo o maior sucesso, sempre com grandes interpretações, das mais famosas orquestras e dos maiores regentes de todos os tempos.

***

Se passássemos o olhar pelas biografias, comentários, críticas ou estudos sobre músicos e suas obras, veríamos com surpresa como a palavra “gênio” e seus derivados inundam uma boa parte desses escritos, disseminados com uma generosidade completamente injustificada na maior parte dos casos. Adjetivar assim é uma mania utilizada em excesso, chegando às raias do louvor exagerado, fastidioso e, o que é pior, injustificável. A genialidade, infelizmente, é um dom que raramente faz parte da produção humana de ideias, na arte em geral e deveria guardar-se para aqueles escassos seres humanos que realmente a merecem. Se fizéssemos um inventário das personagens que habitam a história da música, veríamos que, dentre os milhares de bons músicos, compositores e intérpretes, muitos realizam um trabalho meritório, de qualidade, de expressão mais ou menos clara das ideias que expõem ou interpretam na escrita ou na leitura, e que por vezes atingem elevadas formas de expressão, mas são muito poucos, dia mesmo raros, os que transmitem uma visão pessoal, um ideal próprio e, na interpretação, uma compreensão que vai além do que está escrito, sendo capazes de revelar o que subsiste diante da quase sempre insuficiente forma de expressão desses sentimentos. Há que considerar que a interpretação da música é uma forma de criação nada fácil, e que, quando é somente leitura e não existe uma personalidade na maneira de pôr em foco, de transmitir, a música que lemos, a criatividade está ausente e não damos à interpretação toda a profundidade que existe em uma ideia musical, pequena ou grande, e porque na criação pura, a composição, também existe maior diversidade de categorias e que nessa diversidade o título de gênio, genial etc. pode e deve aplicar-se com cuidado.

Contudo, a palavra “gênio” pode aplicar-se nesses casos de uma forma indubitável, e Ludwig van Beethoven é indiscutivelmente um deles, não importa que certos literatos, artistas, pensadores, talvez para se fazerem ouvir ou por extravagância, tenham considerado sua música como “sentimentalóide”, insultando-o demonstrando sua estupidez nesse campo e seu desprezo ou desconhecimento de uma obra que ainda pode nos ensinar muito.

Texto de Eduardo Rincón

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 03: L. van Beethoven

DISCO A
Symphony Nº 5 in C Minor , Op. 67
01. Allegro con brio (7:18)
02. Andante con moto (9:14)
03. Allegro (4:48)
04. Allegro (8:41)

Symphony Nº 6 in F, Op. 68 “Pastoral”
05. Allegro ma non troppo (9:04)
06. Andante molto mosso (10:19)
07. Allegro (3:08)
08. Allegro (3:23)
09. Allegretto (8:25)

Berlin Philharmonic Orchestra, Herbert von Karajan

DISCO B
Leonore Overture Nº 3, Op. 72b
01. Adagio; Allegro (15:03)
Vienna Philharmonic Orchestra, Leonard Bernstein

Piano Concerto Nº 5in E Flat, Op. 73 “Emperor”
02. Allegro (20:15)
03. Adagio un poco mosso (7:36)
04. Rondo: Allegro (10:35)
Wilhelm Kempff, piano
Berin Philharmonic Orchestra, Ferdinand Leitner

Piano Sonata Nº 14 in C Sharp Minor, Op. 27, Nº 2 “Moonlight”
05. Adagio sostenuto (6:01)
06. Allegretto (2:28)
07. Presto (7:05)
Emil Gilels, piano

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Coleção Grandes Compositores 02/33: W.A. Mozart (1756-1791)

Atendendo a pedidos, estarei continuando a Coleção Grandes Compositores, que teve início com Tchaikóski no primeiro volume.

***

Qual teria sido a inspiração de Mozart para compor suas três últimas sinfonias? Apesar de quase dois séculos de sérias pesquisas e da criação de várias histórias de ficção (inclusive a peça e o filme Amadeus, de grande sucesso), os últimos anos da vida de Mozart permanecem envoltos em mistério. Persistem muitas questões acerca de sua morte, das circunstâncias financeiras e de seu casamento, mas nada disso é mais intrigante do que o aparecimento de sua famosa “trilogia final” – Sinfonia Nº 39, 40 e 41 – após seis semanas de febril criação, no verão de 1788.

Raramente Mozart produzia trabalhos substanciais sem ter em mãos uma encomenda, ou pelo menos uma perspectiva de apresentação; no entanto, ninguém jamais soube de alguma ocasião planejada para a apresentação dessas sinfonias. Simplesmente, não sabemos o que inspirou tal criação extraordinária e nem mesmo se Mozart chegou a ouvir essas composições, que coroaram suas realizações no campo da música orquestral.

A questão causa ainda maior perplexidade se considerarmos a totalidade da obra sinfônica de Mozart. Pois, embora ele já registrasse a autoria de mais de quatro dúzias de sinfonias na ocasião em que passou para o papel a trilogia final, a maioria dessas peças datava de sua juventude. Mozart chegou à sinfonia, assim como a todos os gêneros musicais, em idade muito tenra. Suas primeiras obras sinfônicas datam de 1764 e foram produzidas sob o olhar vigilante de J. C. Bach, filho mais novo de Johann Sebastian, que por amizade auxiliou o compositor de 8 anos de idade durante sua estadia em Londres, em uma de suas famosas tournées de menino prodígio.

Talvez a explicação mais convincente para as sinfonias de 1788 seja que Mozart as escreveu para atender a uma necessidade artística interior – um desejo de dar livre curso a seus poderes de criação e fazer um ” apelo à eternidade”, conforme sugere Alfred Einstein, eminente estudioso de Mozart. A música, com certeza, apoia esse ponto de vista, pois em momento algum Mozart superou essas sinfonias, tanto em beleza formal quanto em profundidade de expressão.

Nenhum compositor se exprimiu em tão múltiplas facetas quanto Mozart. Ele criou música virtualmente em todas as formas a seu alcance – concertos, sonatas, sinfonias, óperas, música de câmara – , infundindo seu gênio em cada nova peça. Uma serenata casual para a festa nos jardins de um nobre, um simples quarteto de cordas ou o acompanhamento de uma missa, podiam ser o estímulo para sua imaginação musical. Conforme observa Alfred Einstein: “Mesmo quando Mozart tem uma tarefa rotineira a realizar, ele a toma para si como se fosse muito mais que uma rotina.”

Fonte: Trechos retirados do encarte do cd

Boa audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 02: W.A. Mozart

DISCO A
Sinfonia Nº 40 em Sol Menor, K. 550

01. I. Molto Allegro (8:29)
02. II. Andante con moto (8:13)
03. III. Menuetto: Allegretto (4:50)
04. IV. Allegro assai (9:13)
Orquestra Filarmônica de Viena, Leonard Bernstein

Sinfonia Nº 41 em Dó, K. 551 “Júpiter”
05. I. Allegro vivace (11:55)
06. II. Andante cantabile (9:07)
07. III. Menuetto: Allegretto (5:14)
08. IV. Molto Allegro (11:38)
Orquestra Filarmônica de Viena, Leonard Bernstein

DISCO B
Abertura, As Bodas de Fígaro, K. 492

01. Presto (4:09)
Academia de St. Martin in the Fields, Sir Neville Marriner

Concerto para Piano Nº 21 em Dó, K. 467
02. I. Allegro (14:49)
03. II. Andante (7:01)
04. III. Allegro vivace assai (6:33)
Mitsuko Uchida, piano
Orquestra de Câmara Inglesa, Jeffrey Tate

Serenata em Sol, “Eine Kleine Nachtmusik”, K. 525
05. I. Allegro (5:47)
06. II. Romance: Andante (5:55)
07. III. Menuetto: Allegretto (2:03)
08. IV. Rondó: Allegro (3:54)
Conjunto de Câmara da Academia St. Martin in the Fields

Sonata para Paino Nº 15 em Dó , K. 545
09. I. Allegro (4:33)
10. II. Andante (7:00)
11. III. Rondó: Allegretto (2:00)
Mitsuko Uchida, piano

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

170º Aniversário de Nascimento de Piotr Ilyitch Tchaikóvski: Coleção Grandes Compositores 01/33

“Eu Componho”, declarou Piotr Ilyitch Tchaikóvski, “[de forma que] através da música eu possa extravasar meus humores e sentimentos”. De fato, a vívida expressão de emoções é a marca registrada do estilo de Tchaikóvski; o júbilo e o sofrimento se expressam em suas partituras com uma intensidade raramente igualada por outro compositor. As paixões incandescentes das quais sua música parece feita são as de um artista sensível, que conhecia o triunfo, tanto quanto a tragédia. Pois, embora tenha vivido o bastante para se ver consagrado como o maior compositor da Rússia, Tchaikóvski foi atormentado durante toda a sua vida pela solidão, por conflitos sexuais e pela insegurança.

Apesar de seu temperamento romântico, Tchaikóvski soube equilibrar posturas musicais ardentes com uma graça natural e com poética sensibilidade. O mesmo compositor que produzira a bombástica Abertura 1812 considerava o refinamento clássico do trabalho de Mozart como a maior conquista da música; a complexa elaboração que isso sugere se refletia na riqueza da obra do compositor russo. As partituras de Tchaikóvski nos oferecem drama, sensualidade e elegância, por meio de melodias memoráveis e de brilhantes orquestrações.

Fonte: Encarte do cd

Feliz aniversário a um dos maiores mestres da música universal!

Boa Audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 01 – Piotr Tchaikóski

Disco A
Concerto para Piano e Orquestra Nº 1 em Si Bemol Menor, Op. 23

01 Allegro non troppo e molto maestoso; Allegro con spirito (21:08)
02 Andantino semplice (7:28)
03 Allegro con fuoco (6:48)
Piano: Martha Argerich
Royal Philharmonic Orchestra. Regente: Charles Dutoit

Capriccio Italien, Op. 45
04 Andante un poco rubato; Allegro moderato; Andante; Presto; Allegro moderato; Presto; Prestíssimo (15:52)
Orquestra Filarmônica de Israel. Regente: Leonard Bernstein

Abertura 1812, Op. 49
05 (15:34)
Orquestra Filarmônica de Israel. Regente: Leonard Bernstein

Disco B
Sinfonia Nº 6 em Si Menor, Op. 74 (Patética)
01 Adagio; Allegro non troppo (19:10)
02 Allegro con grazzia (7:59)
03 Allegro molto vivace (8:25)
04 Finale: adagio lamentoso; andante (11:10)
Philharmonia Orchestra. Regente: Wladmir Ashkenazy

Suíte de “O Lago dos Cisnes”, Op. 20
05 Cena (Ato II) (2:39)
06 Valsa (Ato I) (6:50)
07 Dança dos cisnes (Ato II) (1:29)
08 Cena – Pas d’action (Ato II) (6:29)
09 As czardas (Ato III) (2:48)
10 Cena (Ato IV) (4:14)
Orquestra Filarmônica de Israel. Regente: Zubin Mehta

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!