Claude Debussy – Images pour orchestre, L. 122, Prélude à l’après-midi d’un faune, L. 86, La mer, L. 109 – Salonen, Los Angeles Philharmonic Orchestra

Em sua nova incursão na música de Debussy, o maestro finlandês Esa-Pekka Salonen esbanja talento e criatividade em um repertório muito bem conhecido por ele. Em minha opinião, temos aqui uma das grandes gravações da obra do francês já gravadas, no mesmo nível de Martinon, Monteux, ou Munch.
A competência deste excelente maestro já nos é conhecida, ele é figurinha carimbada aqui no PQPBach. Além de ser um dos principais regentes da atualidade, com sua agenda sempre cheia, também é um compositor de mão cheia.

 

01. Images pour orchestre, L. 122 I. Gigues
02. Images pour orchestre, L. 122 IIa. Ibéria. Par les rues et par les chemins
03. Images pour orchestre, L. 122 IIb. Ibéria. Les parfums de la nuit
04. Images pour orchestre, L. 122 IIc. Ibéria. Le matin d’un jour de fête
05. Images pour orchestre, L. 122 III. Rondes de printemps
06. Prélude à l’après-midi d’un faune, L. 86
07. La mer, L. 109 I. De l’aube à midi sur la mer
08. La mer, L. 109 II. Jeux de vagues
09. La mer, L. 109 III. Dialogue du vent et de la mer

Los Angeles Philharmonic Orchestra
Esa-Pekka Salonen – Conductor

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Christoph Schneider – Spectrum – Werke von Beethoven, Weber, Debussy, Berg & Schneider

“Spectrum – uma grande variedade. Este é o termo que melhor descreve a intenção do meu CD de estréia. Assim como minha vida musical com músico de orquestra e músico de câmara, solista e professor inclui uma variedade de diferentes facetas, a música para essa gravação foi deliberadamente escolhida para refletir a vasta gama de literatura de clarinete e riqueza de expressão que é possível neste maravilhoso instrumento. Em latim, no entanto, “espectro” também significa algo como “concepção” ou “imagem na alma” – também se pode falar de inspiração. Um espírito imanente que guia tanto compositores como intérpretes e que, à sua maneira, dá vida a todas as obras deste CD, conectando-as como um fio comum.”

Assim o jovem clarinetista Christoph Schneider apresenta seu CD de estréia. O jovem virtuose escolheu um belo e variado repertório para mostrar seus talentos, incluindo ai uma obra de sua própria autoria. Vale a audição exatamente pelo excepcional músico que Schneider é, o que pode ser observado já na primeira obra, uma peça de Carl Maria von Weber, compositor que escreveu diversas peças para o instrumento, inclusive dois concertos.

Carl Maria von Weber (1786–1826)
Grand Duo concertant op. 48 Es-Dur für Klarinette und Klavier (1815/16)
01 Allegro con fuoco
02 Andante con moto
03 Rondo. Allegro

Alban Berg (1885–1935) Vier Stücke op. 5 für Klarinette und Klavier (1913)

04 Mäßig
05 Sehr langsam
06 Sehr rasch
07 Langsam

Ludwig van Beethoven (1770–1827) Sonate F-Dur op. 24 für Violine und Klavier (1800/01)
Fassung für Klarinette und Klavier von Christoph Schneider

08 Allegro
09 Adagio molto espressivo
10 Scherzo. Allegro molto
11 Rondo. Allegro ma non troppo

Christoph Schneider (*1989)
12 Konstrukt I – Thema und Variationen für Klarinette solo (2015)

Claude Debussy (1862–1918)
13 Première Rhapsodie für Klarinette und Klavier (1909/10)

Christoph Schneider, Klarinette
Yuliya Balabicheva, Klavier

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Claude Debussy (1862-1918): Poèmes

Claude Debussy (1862-1918): Poèmes

Este é mais um arquivo que nos foi repassado pelo querido amigo pequepiano WMR.

Um surpreendente e bonito disco de obras pouco visitadas de Debussy. São canções muito bonitas, a quintessência da melodia francesa e também da arte do compositor. A cantora greco-alemã Stella Doufexis é sensível à música da língua francesa e tem pronúncia melhor que a maioria dos cantores franceses. Falo sério. Muitas vezes o disco torna-se mágico, recriando a atmosfera simbolista da virada do XIX para o XX. Estão aqui reunidos ciclos de poemas de autores esquecidos ou famosos (Mallarmé e Verlaine) onde a escrita refinada e tipicamente francesa de Debussy se expressa em total liberdade. Com seu tom caloroso, Stella Doufexies é a intérprete ideal destes poemas com humores às vezes escuros, às vezes felizes ou nostálgicos. Sua capacidade de trazer os textos para a vida é simplesmente fascinante. O acompanhamento preciso e em perfeita harmonia do especialista no gênero Daniel Heide, também é digno de nota.

Claude Debussy (1862-1918): Poèmes

1 Nuit D’étoiles 3:17
2 Fleur Des Blés 2:02
Deux Romances (04:18)
3 1. Romance 2:06
4 2. Les Cloches 2:12
Fêtes Galantes (07:30)
5 1. En Sourdine 3:05
6 2. Fantoches 1:14
7 3. Clair De Lune 3:11
Le Promenoir Des Deux Amants (06:22)
8 1. La Grotte 2:16
9 2. Crois Mon Conseil, Chère Climène 1:46
10 3. Je Tremble En Voyant Ton Visage 2:20
Trois Poèmes De Stéphane Mallarmé (08:33)
11 1. Soupir 3:14
12 2. Placet Futile 2:30
13 3. Éventail 2:49
Cinq Poèmes De Charles Baudelaire (28:00)
14 1. Le Balcon 8:22
15 2. Harmonie Du Soir 4:33
16 3. Le Jet D’eau 5:50
17 4. Recueillement 5:50
18 5. La Mort Des Amants 3:25

Mezzo-soprano Vocals – Stella Doufexis
Piano – Daniel Heide

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Imaginem o fiasco se Debby conhecesse o calor de Porto Alegre…

PQP

Sabine Devieilhe – Mirages – Alexandre Tharaud, François-Xavier Roth, Les Siècles

A voz da soprano Sabine Devieilhe é o grande destaque deste belíssimo CD. E é ela quem o apresenta:

“Este álbum veio através do meu desejo de gravar Lakmé, um papel que tem sido muito querido para o meu coração desde que eu o fiz pela primeira vez no palco em 2012.
Para este personagem de Lakmé, Leo Delibés compôs algumas das mais belas músicas já compostas para soprano coloratura. Sua abordagem artística era essencialmente francesa, pois sempre fazia da voz o centro das atenções, com uma orquestração que às vezes é diáfana (quando uma heroína recita uma oração) e às vezes deslumbrante (nos grandes duetos amorosos).
Foi esse trabalho que despertou meu amor pela ópera francesa do século XIX. Mas Lakmé também surgiu no contexto de artistas europeus, tornando-se mais abertos a influências de terras distantes. Os ouvidos ocidentais estavam ansiosos por fazer viagens musicais e poéticas, e as pessoas eram cada vez mais receptivas a perfumes de longe.” Esta sua apresentação em sua íntegra se encontra no booklet que está anexado ao arquivo.

Dois momentos memoráveis deste CD é a magnífica ”Viens, Mallika’, com a ‘Duo das Flores’, uma das mais belas árias já compostas, e ‘La Romance d’Ariel” de Debussy. A voz de Sabine Devieilhe é alguma coisa de outro mundo. Tenho certeza que os senhores irão amar este CD.

1 Messager Madame Chrysanthème, Act 3 ‘Le jour sous le soleil béni’ (Madame Chrysanthème)
2 Debussy Pelléas et Mélisande, Act 3 ‘Mes longs cheveux descendent’ (Mélisande)
3 Delibes Lakmé, Act 2 ‘Où va la jeune Hindoue’ (Lakmé)
4 Delage 4 poèmes hindous – I. Madras
5 Delage 4 poèmes hindous – II. Lahore
6 Delage 4 poèmes hindous – III. Bénarès
7 Delage 4 poèmes hindous – IV. Jeypur
8 Debussy La Romance d’Ariel
9 Delibes Lakmé, Act 1 ‘Viens, Mallika’ (Lakmé, Mallika)
10 Stravinsky Le Rossignol, Act 2 ‘Ah, joie, emplis mon coeur’ (Le Rossignol)
11 Thomas Hamlet, Act 4 ‘À vos jeux, mes amis’ (Ophélie)
12 Berlioz La mort d’Ophélie
13 Massenet Thaïs, Act 2 ‘Celle qui vient est plus belle’ (La Charmeuse, Crobyle, Myrtale)
14 Koechlin Le voyage
15 Delibes Lakmé, Act 3 ‘Tu m’as donné le plus doux rêve’ (Lakmé)

Sabine Devieilhe – Soprano
Alexandre Tharaud – Piano
Jodie Devos – Soprano
Marianne Crebassa – Mezzo-Soprano
Les Siècles
François-Xavier Roth – Conductor

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Debussy: Mélodies – Sandrine Piau (soprano) & Jos Van Immerseel (piano)

Mélodies

Sandrine Piau (soprano)
Jos Van Immerseel (piano)

Claude Debussy
França 1862 – 1918

 

A atmosfera excitante do renascimento barroco francês estimulou realmente o aparecimento de uma música muito boa. O estilo, com ênfase em pureza, clareza e brilhantismo técnico, produziu alguns intérpretes distintos. Quando eles trazem seus insights para a música moderna, sua abordagem paga dividendos. 

Houve também um renascimento nas canções de Debussy, então é bom ouvirmos o que uma cantora como Sandrine Piau faz com elas. Sua base na tradição barroca francesa faz com que uma voz treinada expresse nuances e texturas precisas. Em Debussy isso destaca o refinamento da escrita com grande efeito. (ex-internet)

Claude Debussy (França 1862 – 1918)
01. Mélodies De Jeunesse (Apparition)
02. Mélodies De Jeunesse (Romance)
03. Mélodies De Jeunesse (Les Papillons)
04. Mélodies De Jeunesse (Calmes Dans Le Demi-Jour)
05. Mélodies De Jeunesse (Regret)
06. Ariettes Oubliées (C’est l’extase)
07. Ariettes Oubliées (Il Pleure Dans Mon Coeur)
08. Ariettes Oubliées (L’Ombre Des Arbres)
09. Ariettes Oubliées (Paysages Belges:Chevaux de bois)
10. Ariettes Oubliées (Aquarelles: Green)
11. Ariettes Oubliées (Aquarelles: Spleen)
12. Prose Lyriques (De RÍve)
13. Prose Lyriques (De Grêve)
14. Prose Lyriques (De Fleurs)
15. Prose Lyriques (De Soir)
16. Trois Poêmes De Stéphane Mallarmé (Soupir)
17. Trois Poêmes De Stéphane Mallarmé (Placet Futile)
18. Trois Poêmes De Stéphane Mallarmé (…ventail)

Mélodies – 2003
Sandrine Piau (soprano)
Jos Van Immerseel (piano)

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Boa audição!

Sandrine Piau, 2003 – Oh mon Dieu! Où étais-tu tout ce temps?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

 

 

Évocation – Sandrine Piau (soprano) & Susan Manoff (piano)

Évocation

Sandrine Piau (soprano)
Susan Manoff (piano)

Chausson
Strauss
Debussy
Zemlinsky
Koechlin
Schoenberg

Sandrine Piau é uma grande estrela da performance barroca “historicamente informada”, e eu sinceramente espero que ela continue a cantar Vivaldi, Boccherini, Scarlatti e outros mestres do século XVIII como seu repertório preferencial. No entanto, se você é tanto fã de sua arte vocal quanto eu, você pode estar interessado em ouvir este recital de lieder romântico e um pouco pós-romântico ou o lindo CD de canções de Claude Debussy.

Piau é uma das especialistas em Música Antiga altamente treinadas da atual geração que também pode, sem compromisso, cantar música mais moderna com plena garantia técnica – a voz maior do peito, o vibrato projetivo, etc. – mantendo algumas das visões estéticas que têm emergido de práticas historicamente informadas. Ela é uma prova eficaz de que o movimento da Música Antiga amadureceu e pode se adequar a qualquer padrão da sala de concertos do século XX.

A seleção de canções neste recital testaria a amplitude da técnica vocal e da sensibilidade expressiva de qualquer soprano: Strauss, Schoenberg, Debussy, Chausson. Francamente, eu prefiro apenas o recital esteticamente mais concentrado das músicas de Debussy, mas se esse repertório for sua “sacola”, você definitivamente vai querer ouvir esta conquista de Sandrine Piau. (ex-internet, Amazon, 2007).

Évocation – 2007
Sandrine Piau (soprano)
Susan Manoff (piano)

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Boa audição!

Trois, mon Dieu! J’ai trouvé le Paradis Perdu !!

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

 

 

Claude Debussy – Images I & II; Suite Bergamasque; Children’s Corner – Seong-Jin Cho

Neste ano em que comemoramos os 100 da morte de Claude Debussy já fizemos diversas postagens em homenagem a esta figura única, que desenvolveu um estilo próprio e revolucionou a escrita para o piano no final do século XX.
A música de Debussy está em muito boas mãos neste CD do jovem pianista sul coreano Seon-ji Cho, primeiro sul coreano a ganhar o “International Chopin Piano Competition”, talvez o mais difícil concurso para novos talentos da atualidade, e o rapaz já foi devidamente cooptado pelo selo alemão Deutsche Grammophon. Uma bela aquisição para o selo, com certeza.
O rapaz encara aqui as dificuldades técnicas desta obras únicas, volto a repetir, e tem de mostrar aquele algo a mais que grandes pianistas do passado já mostraram.
Amamos por demais a “Suite Bergamasque” e sua indefectível “Clair de Lune” para conhecermos seus detalhes, pausas, silêncios, aquilo que tem de ser dito mas não o é. Esse é o segredo da sua interpretação, e que já foi por demais explorado. Monique Haas, Aldo Cicollini, Walter Giesseking, Martha Argerich, entre outros gigantes do piano, já nos mostraram e nos deram sua contribuição. Vamos ver o que a nova geração tem a nos dizer, e garanto que ela está muito bem representada neste CD.

01 – Images I Reflets dans l’eau
02 – Images I Hommage à Rameau
03 – Images I Mouvement
04 – Images II Cloches à travers les feuilles
05 – Images II Et la lune descend sur le temple qui fut
06 – Images II Poissons d’or
07 – Children’s Corner Doctor Gradus Ad Parnassum
08 – Children’s Corner Jimbo’s Lullaby
09 – Children’s Corner Serenade For The Doll
10 – Children’s Corner The Snow Is Dancing
11 – Children’s Corner The Little Shepherd
12 – Children’s Corner Golliwog’s Cakewalk
13 – Suite Bergamasque Prélude
14 – Suite Bergamasque Menuet
15 – Suite Bergamasque Clair de lune
16 – Suite Bergamasque Passepied
17 – L’isle joyeuse

Seong-Jin Cho – Piano

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C. Debussy (1862-1918) / G. Fauré (1845-1924) / M. Ravel (1875-1937): Várias Peças com Menahem Pressler

C. Debussy (1862-1918) / G. Fauré (1845-1924) / M. Ravel (1875-1937): Várias Peças com Menahem Pressler

PresslerIM-PER-DÍ-VEL !!!

Menahen Pressler (1923) tem uma carreira gloriosa, marcada pelos 53 anos como líder do esplêndido Beaux Arts Trio (1955 – 2008), certamente o melhor trio de todos os tempos. Pois agora, aos 94 anos, Pressler vem com sua extrema classe lançar seu sexto disco solo. Aliás, todos os seus discos solo foram elogiadíssimos — e gravados após os 90 anos do pianista. Curta com todo o cuidado o mestre. Não precisa mexer no volume, deixe Pressler agir. Aos 94 anos, ele está no auge, desfilando enorme sensibilidade num repertório nada simples. Se você tiver alguma dúvida, ouça as peças mais famosas do CD. Clair de Lune reaparece belíssima com uma dinâmica única. Já a Pavana para uma Infanta Morta, transformada em peça kitsch por alguns abusadores de melodias — principalmente jazzmen –, resplandece renascida, novinha, digna e linda nas mãos deste mágico. Acho que é obrigatório ouvir — e provavelmente curvar-se a — Pressler. Uma aula de estilo e sutileza.

Debussy / Fauré / Ravel: Várias Peças com Menahem Pressler

Debussy
1 Arabesque No.1 (From Deux Arabesques, L. 66) 5:27
2 Rêverie, L. 68 5:24
3 Clair De Lune (From Suite Bergamasque, L. 75) 6:14
4 The Little Shepherd (From Childrens’s Corner, L. 113) 3:15
5 La Plus Que Lente, L. 121 5:53

Préludes Book I, L. 117
6 Danseuses De Delphes 3:49
7 Voiles 5:01
8 La Fille Aux Cheveux De Lin 3:11
9 La Cathédrale Engloutie 7:33
10 Minstrels 2:33

Fauré
11 Barcarolle No. 6 In E Flat Major, Op. 70 5:30

Ravel
12 Pavane Pour Une Infante Défunte, M. 19 7:45
13 Oiseaux Tristes (From Miroirs, M. 43) 5:13

Menahem Pressler, piano

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Menahen Pressler assinou sua foto pra nóis (mentira)
Menahen Pressler assinou sua foto pra nóis (mentira)

PQP

Chimère – Sandrine Piau, soprano & Susan Manoff, piano

Front-Chimère-Sandrine Piau

Chimère

Sandrine Piau, soprano

Susan Manoff, piano

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Sandrine Piau nos convida para uma viagem pelo território íntimo e infinito dos sonhos. Quimera: uma busca ilusória e insatisfeita, o cemitério de nossas ilusões …

Sandrine e sua parceira de longa data, a pianista Susan Manoff, criaram um programa que combina a canção alemã (Hugo Wolf, uma das canções de Mignon de Schumann, uma cena de Fausto de Goethe de Carl Loewe), Mélodies de Debussy e Poulenc (com Banalités), e Art Songs de Barber junto com descobertas de compositores mais raramente ouvidos como Ivor Gurney e as Dickinson Songs de André Previn, o célebre maestro americano menos conhecido por suas composições, que incluem este magnífico ciclo escrito por Renée Fleming.

Com naturalidade, em francês, alemão e inglês, Sandrine Piau está no auge de sua arte. Fantoches, Clair de Lune, Solitary Hotel, Haverá realmente uma manhã ?: Saída para o mundo dos sonhos seguindo este itinerário poético único.

A terra das quimeras é a única neste mundo em que vale a pena viver (Jean-Jacques Rousseau). (Wikipedia)

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Chimère
Loewe, Johann Carl Gottfried (Alemanha, 1796 – 1869)
01. Lieder und Balladen – Ach neige, du Schmerzenreiche
Schumann, Robert (Alemanha, 1810-1856)
02. Lieder und Gesänge aus “Wilhelm Meister”, Op. 98a – Mignon “Kennst du das Land?”
03. Lieder und Gesänge, Op. 127 – Dein Angesicht
04. Myrthen, Op. 25 – Die Lotosblume
Debussy, Achille-Claude (França, 1862 – 1918)
05. Fêtes Galantes I, CD 86 – I. En sourdine
06. Fêtes Galantes I, CD 86 – II. Fantoches
07. Fêtes Galantes I, CD 86 – III. Clair de lune
Wolf, Hugo Philipp Jacob (Áustria, 1860 – 1903)
08. Verschwiegene Liebe
09. Nixe Binsefuss
10. Das verlassene Mägdlein
11. Lied vom Winde
Gurney, Ivor Bertie (Inglaterra, 1890 – 1937)
12. Five Elizabethan Songs – IV. Sleep
Baksa, Robert (Estados Unidos, 1938)
13. Heart! We Will Forget Him
Poulenc, Francis Jean Marcel (França, 1899 – 1963)
14. Banalités, FP 107 – I. Chanson d’Orkenise
15. Banalités, FP 107 – II. Hôtel
16. Banalités, FP 107 – III. Fagnes de Wallonie
17. Banalités, FP 107 – IV. Voyage à Paris
18. Banalités, FP 107 – V. Sanglots
Barber, Samuel Osborne (Estados Unidos, 1910 – 1981)
19. Despite and Still, Op. 41 – IV. Solitary Hotel
Poulenc, Francis Jean Marcel (França, 1899 – 1963)
20. Métamorphoses, FP 121 – C’est ainsi que tu es
Previn, André (Andreas Ludwig Priwin), Alemanha, 1929)
21. Three Dickinson Songs – As Imperceptibly as Grief
22. Three Dickinson Songs – Will There Really Be a Morning?
23. Three Dickinson Songs – Good Morning Midnight
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Chimère – 2018
Sandrine Piau, soprano
Susan Manoff, piano
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Sandrine Piau: Dedicado ao PQPBach!
– Sandrine Piau: Dedicado ao PQPBach!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa audição.

Avicenna

The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

Pois é. Dizer o quê? A grande discussão lá em casa era se este CD era melhor ou pior que os de André Rieu ou que as incursões populares de Mullova. Eu acho que Mutter vence seus concorrentes, mas houve opiniões contrárias. No que todos concordaram é no fato de Mutter ter desejado tornar-se popular ou ter decidido ganhar dinheiro. Como não creio que grandes haja rombos em sua conta bancária, talvez a moça tenha apenas desejado ser (ainda mais) reconhecida nas ruas. Este é um mal que atinge muitas carreiras. Chega o momento em que alguns artistas dizem: “não quero mais ser moderno, quero ser eterno”. Este CD de Mutter nem é tão bem interpretado, é um CD de brilhaturas pessoais e de abordagens para atingir o grande público. Apesar de eu achá-lo superior aos de Rieu e àquele de música brasileira de Mullova, dou-lhe a nota 1, com louvor.

The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

1 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In G Minor, RV 315, “The Summer” – 3. Presto 2:40
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi

2 Gershwin: Three Preludes – 1. Allegro ben ritmato e deciso 1:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
3 Gershwin: Three Preludes – 2. Andante con moto e poco rubato 3:13
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
4 Gershwin: Three Preludes – 3. Allegro ben ritmato e deciso 1:34
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

5 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 3. Allegro 4:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Noa Wildschut

6 Tchaikovsky: Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – Mélodie 4:31
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

7 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In F Minor, RV 297, “The Winter” – 1. Allegro non molto 3:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi

8 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 1. Vivace 3:30
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Nancy Zhou

9 Brahms: Hungarian Dance No.1 In G Minor, WoO 1 3:56
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

10 Debussy: Children’s Corner, L. 113 – 6. Golliwogg’s Cakewalk 3:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

11 Saint-Saëns: Introduction et Rondo capriccioso, Op. 28 9:24
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

12 Debussy: Suite bergamasque, L. 75 – 3. Clair de lune 5:00
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

13 Copland: Rodeo – 4. Hoe-Down 3:11
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

14 Gounod / J.S. Bach: Ave Maria 5:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

15 Benjamin: Jamaican Rumba 1:49
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

16 Williams: Schindler’s List – Original Motion Picture Soundtrack – Theme 4:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

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Anne-Sophie-Mutter: com muita vontade de ganhar dinheiro
Anne-Sophie-Mutter: com muita vontade de ser ainda mais popular

PQP

Claude Debussy (1862-1918) – Solo Piano Music – Angela Hewitt

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100 anos da morte de Debussy

Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918)

Este CD foi lançado em 2012, mas merece ser ouvido com todo carinho e dedicação necessários. Sendo uma das grandes pianistas da atualidade, Hewitt encara estas obras tão delicadas com sobriedade, uma técnica apurada e uma maturidade musical exemplar. Os clientes da amazon são unânimes em dar cinco estrelas para esse CD.

E como é o dia dele, Claude Debussy, vamos então lhes apresentar outro grande CD do selo Hyperion, em outro grande momento de Angela Hewitt.

Claude Debussy (1862-1918) – Solo Piano Music – Angela Hewitt

01. Children’s Corner – 1. Doctor Gradus ad Parnassum
02. Children’s Corner – 2. Jimbo’s Lullaby
03. Children’s Corner – 3. Serenade for the Doll
04. Children’s Corner – 4. The snow is dancing
05. Children’s Corner – 5. The Little Shepherd
06. Children’s Corner – 6. Golliwog’s Cake-Walk
07. Suite Bergamasque – 1. Prelude
08. Suite Bergamasque – 2. Menuet
09. Suite Bergamasque – 3. Clair de lune
10. Suite Bergamasque – 4. Passepied
11. Danse
12. 2 Arabesques – 1. Andantino
13. 2 Arabesques – 2. Allegretto scherzando
14. Pour le piano – 1. Prelude
15. Pour le piano – 2. Sarabande
16. Pour le piano – 3. Toccata
17. Masques
18. L’isle joyeuse
19. La plus que lente

Angela Hewitt – Piano

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FDP

Claude Debussy (1862-1918): Obras Orquestrais – Jean Martinon (4 CDs)

Claude Debussy (1862-1918): Obras Orquestrais – Jean Martinon (4 CDs)

100 anos da morte de Debussy

Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918)

Debussy por Jean Martinon: esta nova garimpagem do amigo Daniel the Prophet atingiu o Monge Ranulfus de um modo bastante pessoal.

Em março de 1972 um adolescente brasileiro deixava o faroeste poeirento onde crescera para viver na capital do seu estado – no que alguns não veriam grande progresso, pois esta era tida como das mais provincianas do país. Sabedor dessa fama, mal pôde acreditar quando viu anunciada para breve a apresentação de uma das orquestras cujo nome via desde pequeno nos discos com que o pai fazia da casa uma ilha de experiências incomuns naqueles sertões.

Assim, em abril de 1972 a comemoração de 15 anos do adolescente Ranulfus foi assistir Jean Martinon regendo a ORTF em Curitiba – e regendo precisamente La Mer, que abre esta coleção de Debussy – numa espécie de dupla iniciação: do lado mais mundano, a primeira experiência de uma grande sala de concertos com artistas de renome mundial. Do lado mais sutil, um novo tipo de experiência auditiva, como uma  viagem por entre objetos sonoros quase palpáveis, diferente de andar ao longo dos rios, calmos ou turbulentos, que brotavam dos discos do pai, que não costumavam guardar nada composto depois de 1900.

44 anos depois, a emoção de Ranulfus se renovou ao saber que estes quatro volumes de Debussy, juntamente com quatro de Ravel (que, fiquem calmos, também virão daqui uns dias), foram gravados nos dois anos seguintes àquele concerto, e que isso foi uma espécie de testamento de Martinon, que nos deixou já em 1976.

Este blog já tem a obra orquestral de Debussy com monstros como Boulez, Mravinski e Salonen, entre outros, e não sou eu quem se arriscará a comparar – mas não vou esconder que gosto imensamente do Debussy de Martinon: um Debussy firme, de um vigor másculo amadurecido – se posso me expressar assim – onde os timbres refulgem num espaço de extraordinária transparência e nitidez, a anos-luz das nebulosidades frouxas que se costumou associar à palavra “impressionismo”, como um clichê.

Enfim: vamos ouvir?

CD 1
LA MER
01. I: De L’aube A Midi Sur La Mer
02. II: Jeux De Vagues
03. III: Dialogue Du Vent Et De La Mer
TROIS NOCTURNES
04. I: Nuages
05. II: Fêtes
06. III: Sirenes (Choeurs de l’ORTF)
…   
07. Prelude A L’apres-midi D’un Faune (Alain Marion, flute)
08. Marche Ecossaise
09. Berceuse Heroique
MUSIQUES POUR LE ROI LEAR
10. I: Fanfare
11. II: Le Sommeil De Lear

CD 2
01. Jeux (poème dansé)
IMAGES
02. 1: Gigues
03. 2.1: Iberia: Par Les Rues Et Par Les Chemins
04. 2.2: Iberia: Les Parfums De La Nuit
05. 2.3: Iberia: Le Matin D’un Jour De Fête
06. 3: Rondes De Printemps
PRINTEMPS (orch. Henri Büsser)
07. Première partie
08. Deuxième partie (Michel Sedrez / Fabienne Boury, pianos)

CD 3
CHILDREN’S CORNER SUITE
(orch. André Caplet; Jules Goetgheluck, oboe)
01. 1. Doctor Gradus Ad Parnassum
02. 2. Jimbo’s Lullaby
03. 3. Serenade For The Doll
04. 4. The Snow Is Dancing
05. 5. The Little Shepherd
06. 6. Golliwoggs Cakewalk
PETITE SUITE (orch. Henri Büsser)
07. I: En Bateau
08. II: Cortege
09. III: Menuet
10. IV: Ballet
DANSE SACREE ET DANSE PROFANE
(Marie-Claire Jamet, harp)
11. I: Danse Sacree
12. II: Danse Profane
LE BOITE A JOUJOUX (orch. André Caplet)
13. I: Le Magasin De Jouets
14. II: Le Champ De Bataille
15. III: La Bergerie A Vendre
16. IV: Apres Fortune Faite

CD 4
FANTAISIE POUR PIANO ET ORCHESTRE
(Aldo Ciccolini, piano)
01. I: Andante – Allegro
02. II: Lento E Molto Espressivo
03. III: Allegro Molto

04. La Plus Que Lente (John Leach, címbalom)
05. Premiere Rapsodie Pour Orchestre Avec Clarinette Principale
(Guy Dangain, clarinet)
06. Rapsodie Pour Orchestre Et Saxophone Solo
(Jean-Marie Loneix, sax)
07. Khamma (légende dansée)
(orch. Charles Koechlin; Fabienne Boury, piano)
08. Danse: Tarantelle Styrienne (orch. Maurice Ravel)

Jean Martinon regendo a Orchestre Nationale de l’ORTF
(Office de Radiodiffusion-Télévision Française)

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Debussy dando um rolê na praia.
Debussy dando um rolê na praia.

Ranulfus

Claude Debussy (1862-1918): Préludes II & En blanc et noir (2018)

Claude Debussy (1862-1918): Préludes II & En blanc et noir (2018)

100 anos da morte de Debussy

Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu sei quem estou envolvendo quando digo isso, mas é minha opinião: Maurizio Pollini é o melhor pianista de toda a era das gravações. Dito isto, completo o post explicando que o legendário pianista comemora na DG o ano do centenário de morte de Debussy com o álbum que inclui os Préludes II e En blanc et noir, o último gravado em duo com seu filho Danielle. Há vinte anos, Maurizio Pollini gravou o primeiro livro dos Préludes, investindo anos de experiência em suas dúzias de peças. É o estilo de Pollini. Ele passou 40 anos até gravar todas as Sonatas de Beethoven, até dar a cada uma delas maturidade sob suas mãos. Préludes II deve ficar entre as homenagens mais significativos a Debussy, um século após sua morte.

Claude Debussy (1862-1918): Préludes II (2018)

01. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-1. Brouillards
02. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-2. Feuilles mortes
03. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-3. La puerta del vino
04. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-4. Les fées sont d’exquises danseuses
05. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-5. Bruyères
06. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-6. General Lavine-eccentric
07. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-7. La terrasse des audiences du clair de lune
08. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-8. Ondine
09. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-9. Hommage à S. Pickwick, Esq., P.P.M.P.C.
10. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-10. Canope
11. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-11. Les tierces alternées
12. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-12. Feux d’artifice
13. Debussy: En blanc et noir, L.134-1. Avec emportement
14. Debussy: En blanc et noir, L.134-2. Lent. Sombre
15. Debussy: En blanc et noir, L.134-3. Scherzando

Personnel:
Maurizio Pollini, piano
Daniele Pollini, piano

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Pollini não é mais uma criança, mas como toca!
Pollini no Southbank Centre, onde o vi em ação há alguns anos: não é mais uma criança, mas como toca!

PQP

Claude Debussy (1862-1918): Prelúdios e outras peças, com Nelson Freire

Claude Debussy (1862-1918): Prelúdios e outras peças, com Nelson Freire

100 anos da morte de Debussy

Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918)

Vi que algumas pessoas pediram este CD, mesmo sujeitas a levar um esporro como resposta. Recebi o disco recentemente e ele estava lacrado até agora – nem quis saber de escutá-lo enquanto o copiava via Windows Media Player porque tinha/tenho/terei realmente mais o que fazer. Muito menos gosto de postar CDs quando estes são recém-lançados porque acho isso o cúmulo do pão-durismo por parte do ouvinte/admirador, mas decidi ser caridoso. Espero que tenha valido a pena meu esforço e que o número de downloads exploda.

***

Claude Achille Debussy (1862-1918), Música para Piano

1. Préludes – Book 1 – 1. Danseuses De Delphes
2. Préludes – Book 1 – 2. Voiles
3. Préludes – Book 1 – 3. Le Vent Dans La Plaine
4. Préludes – Book 1 – 4. Les Sons Et Les Parfums Tournent Dans L’air Du Soir
5. Préludes – Book 1 – 5. Les Collines D’Anacapri
6. Préludes – Book 1 – 6. Des Pas Sur La Neige
7. Préludes – Book 1 – 7. Ce Qu’a Vu Le Vent D’ouest
8. Préludes – Book 1 – 8. La Fille Aux Cheveux De Lin
9. Préludes – Book 1 – 9. La Sérénade Interrompue
10. Préludes – Book 1 – 10. La Cathédrale Engloutie
11. Préludes – Book 1 – 11. La Danse De Puck
12. Préludes – Book 1 – 12. Minstrels
13. D’un Cahier D’esquisses
14. Children’s Corner – 1. Doctor Gradus Ad Parnassum
15. Children’s Corner – 2. Jimbo’s Lullaby
16. Children’s Corner – 3. Serenade For The Doll
17. Children’s Corner – 4. The Snow Is Dancing
18. Children’s Corner – 5. The Little Shepherd
19. Children’s Corner – 6. Golliwogg’s Cakewalk
20. Suite Bergamasque – 3. Clair De Lune

Nelson Freire, piano

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Debussy é muito feio, vamos de Freire então.
Debussy era muito feio, vamos de Freire então.

CVL

Claude Debussy – Estampes, Clair de Lune, La plus que lente, Élégie, Preludes I – Claude Debussy

cover

100 anos da morte de Debussy

Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Claude Debussy é o cara da hora. Curioso talvez seja o fato de comemorarmos a data de sua morte, há exatos 100 anos atrás. Curioso também é o fato de todas as publicações especializadas na área de música clássica dos últimos dois ou três meses estamparem o compositor em suas capas e dedicarem algumas páginas a análise de suas obras.

Não que o velho Claude não o mereça. Na verdade, acho que ele sempre merece estar em destaque. Amo suas obras, desde minha infância ou adolescência, quando minha mãe sempre falava no ‘Clair de Lune’, que ela ouvira em não sei qual filme, e que nunca esquecera. E que sempre que ouvia a obra, o que ela imaginava era um riacho correndo, sem pressa, sob a luz do luar. Alguns anos depois, segundo contava, leu em algum lugar que o autor realmente se inspirara num riacho correndo, sob a luz do luar, para compor a obra. Essa é a força da expressão da música, a evocação de memórias passadas ou sentidas. Todos temos um momento em nossas vidas em que determinada obra nos evoca lembranças.

Dando início às postagens comemorativas a data, trago um dos últimos lançamentos em homenagem a ele, gravado pelo pianista e maestro Daniel Baremboim, uma lenda viva dos palcos das últimas cinco décadas.
Então vamos ao que viemos.
01. Estampes, L. 100-1. Pagodes
02. Estampes, L. 100-2. La soirée dans Grenade
03. Estampes, L. 100-3. Jardins sous la pluie
04. Suite bergamasque, L. 75-3. Clair de lune
05. La plus que lente, L. 121
06. Élégie, L. 38
07. Préludes  Book 1, L. 117-1. Danseuses de Delphes
08. Préludes  Book 1, L. 117-2. Voiles
09. Préludes  Book 1, L. 117-3. Le vent dans la plaine
10. Préludes  Book 1, L. 117-4. Les sons et les parfums tournent dans l’air du soir
11. Préludes  Book 1, L. 117-5. Les collines d’Anacapri
12. Préludes  Book 1, L. 117-6. Des pas sur la neige
13. Préludes  Book 1, L. 117-7. Ce qu’a vu le vent d’ouest
14. Préludes  Book 1, L. 117-8. La fille aux cheveux de lin
15. Préludes  Book 1, L. 117-9. La sérénade interrompue
16. Préludes  Book 1, L. 117-10. La cathédrale engloutie
17. Préludes  Book 1, L. 117-11. La danse de Puck
18. Préludes  Book 1, L. 117-12. Minstrels
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Debussy observando a paisagem

FDP

Claude Debussy (1862-1918): Préludes II, Images II, Children’s Corner

Claude Debussy (1862-1918): Préludes II, Images II, Children’s Corner

100 anos da morte de Debussy

Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918)

Em março de 1918 morria Claude Debussy. Nesses 100 anos muitos grandes pianistas gravaram o seu livro II de Prelúdios com um toque delicado cheio de nuances (Gieseking, Arrau), muitos criaram belas cores e sonoridades perfeitas (Michelangeli, Zimerman). Mas o lado humorístico de Debussy é expressado de forma imbatível por Dalberto, que estudou com Vlado Perlemuter, discípulo de Alfred Cortot e de Maurice Ravel. É um especialista em Debussy, Ravel e Schubert.

O último Debussy, o dos Prelúdios Livro II, dos Jeux (Jogos) para orquestra, da Sonata para violoncelo e piano, é um Debussy que expressa uma ironia típica de artistas maduros, cada prelúdio é um personagem musical como um Casmurro de Machado ou um Quixote de Cervantes. É o andar do bêbado em La puerta del vino (a porta do vinho), é a paródia excêntrica de ‘God Save the Queen‘ em Hommage à S. Pickwick Esq. P.P.M.P.C., homenagem a um personagem cômico de Charles Dickens…

Claude Debussy (1862-1918)
Children’s Corner

1. Doctor Gradus ad Parnassum
2. Jimbo’s Lullaby
3. Serenade for the Doll
4. The Snow is Dancing
5. The Little Shepherd
6. Golliwog’s Cake-walk
Images (Book II)
7. Cloches à travers les feuilles
8. Et la lune descend sur le temple qui fut
9. Poissons d’or
Préludes (Book II)
10. Brouillards
11. Feuilles mortes
12. La puerta del Vino
13. Les fées sont d’exquises danseuses
14. Bruyères
15. Général Lavine
16. La terrasse des audiences du clair de lune
17. Ondine
18. Hommage à S. Pickwick Esq. P.P.M.P.C.
19. Canope
20. Les tierces alternées
21. Feux d’artifice

Michel Dalberto, piano
Gravado ao vivo no Teatro Bibiena em Mantova, Itália (2015)

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Teatro Bibiena em Mantova, Itália, onde Mozart tocou aos 14 anos e Dalberto gravou obras de Debussy ao vivo
Teatro Bibiena em Mantova, Itália, onde Mozart tocou aos 14 anos e Dalberto gravou obras de Debussy ao vivo

Pleyel

Maurice Ravel – Daphnis et Chloé, Suite no. 2, Claude Debussy – Prélude à l’après-midi d’un faune, ‘La mer’ – Karajan, BPO

61sfYnq56WLO nosso querido Manoel comentou em uma recente postagem que não acreditava que aquele determinado disco tivesse sido gravado por homens (só para situa-los, trata-se do magnífico “Still Live” do Keith Jarrett Trio).
Peço então para ele ouvir o que os filarmônicos de Berlim fazem aqui nesta gravação de Ravel e Debussy, claro que sob o comando de seu Kaiser Karajan. Os anos entre 1959 e 1965 foram pródigos em históricos registros desta parceria. A lembrança mais óbvia seria a integral das sinfonias de Beethoven, gravadas em 1963, mas aqui temos um Debussy de arrepiar, em registro de 1964, principalmente o ‘Prélude à l’après-midi d’un faune‘, gravado exatamente naquela época.
Fui intimado dia destes por nosso mentor PQPBach a dedicar um bom tempo a postagens de Debussy, em razão das comemorações dos 100 anos de sua morte. Basta ver os últimos lançamentos para notarmos como as gravadoras estão se dedicando ao francês. Comentei então que iria sair do óbvio, deixar Boulez e Michelangeli um pouco de lado e procurar um lado B, ou seja, outros intérpretes tão bons quanto, porém não tão badalados.
Começo então com este primor de CD da gravadora Deutsche Grammophon, onde o imenso Herbert von Karajan consegue extrair da poderosa Filarmônica de Berlim uma das interpretações mais intensas e comoventes que já ouvi destas obras.
Desliguem seus celulares, acomodem-se em suas poltronas, abram uma garrafa de um bom vinho por que vem aí uma overdose de Claude Debussy.

01. Maurice Ravel  Daphnis et Chloé, suite no. 2
02. Claude Debussy  Prélude à l’après-midi d’un faune
03. Claude Debussy  ‘La mer’ I. De l’aube à midi sur la mer
04. Claude Debussy  ‘La mer’ II. Jeux de vagues
05. Claude Debussy  ‘La mer’ III. Dialogue du vent et de la mer

Berliner Phiharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

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FDP

Debussy, Ravel: Sonatas para Violino e Piano / Bartók: Sonata para Violino Solo

Debussy, Ravel: Sonatas para Violino e Piano / Bartók: Sonata para Violino Solo

O recital de David Grimal e Georges Pludermacher começa com a Sonata de Debussy. Não sou apaixonado por ela, mas Grimal me convenceu, o que acontece raramente em um ouvinte como eu, que tem dificuldades com este compositor. Mas Debussy teve grande influência no início da carreira de um dos caras que mais amo, Bartók. A Sonata Para Violino Solo do húngaro é uma obra-prima que foi escrita de encomenda para Yehudi Menuhin. Acho que Grimal poderia ter sido mais agressivo, mas OK. (Creio que Vilde Frang tenha se saído melhor do que Grimal na obra. Aliás, amanhã postaremos uma versão também superior a de David, mas inferior à de Frang). E realmente gostei muito, muito mesmo, de sua interpretação da Sonata de Ravel, que me pareceu, secundado por Bartók, os filés do CD.

Debussy, Ravel: Sonatas para Violino e Piano / Bartók: Sonata para Violino Solo

Claude Debussy
Sonate Pour Violon Et Piano

1 Allegro Vivo 5:00
2 Intermède. Fantasque Et Leger 4:10
3 Finale Très Animé 4:09

Béla Bartok
Sonata For Solo Violin SZ 117

4 Tempo Di Ciaccona 9:53
5 Fuga 4:18
6 Melodia 6:14
7 Presto 5:00

Maurice Ravel
Sonate Nº2 Pour Violon Et Piano

8 Allegreto. Andante 7:45
9 Blues, Moderato 5:04
10 Perpetuum Mobile 3:31

Violin – David Grimal
Piano – Georges Pludermacher

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David Grimal felizinho
David Grimal todo felizinho

PQP

Chopin / Franck / Debussy: Sonatas para Violoncelo

Chopin / Franck / Debussy: Sonatas para Violoncelo

Fazer o quê? Durante uma época da minha vida, eu pensava que não gostava de Chopin. Na verdade, apenas não o entendo. Minha mulher acha o mesmo de Bartók, que eu adoro. Ela o acha sem lógica… Já eu penso isso de Chopin e Rachmaninov. Desta forma, melhor deixar para o FDP postá-lo. Também não amo a Sonata de Franck, aqui transcrita para o violoncelo. O conteúdo de Maisky é o romantismo. Ele toca para ser mais e mais romântico. Na minha opinião, é o romantismo pelo romantismo, sem conteúdo. Mas sei que a maioria gosta do romantismo, para mim descabelado, dos compositores e do violoncelista citado e não vou deixar de postar este CD. Mas sou fã da Sonata de Debussy. Os dois músicos com grande liberdade, apesar de Maisky tentar tornar Debby um romanticão. É uma Sonata que enfatiza a diversidade de timbres e efeitos. Este CD é a gravação de um concerto ao vivo feito pela dupla em Kyoto, no Japão, no ano 2000. Embriaguem-se! E só me chamem para o Debussy e olhe lá porque esse Mischa… Vá ser chato assim no inferno!

Chopin / Franck / Debussy: Sonatas para Violoncelo

1. Applause (0:21)

2. Chopin – Cello Sonata in g – 1 (15:03)
3. Chopin – Cello Sonata in g – 2 (5:03)
4. Chopin – Cello Sonata in g – 3 (3:55)
5. Chopin – Cello Sonata in g – 4 (6:07)

6. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 1 (6:27)
7. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 2 (8:12)
8. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 3 (7:21)
9. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 4 (6:02)

10. Debussy – Cello Sonata in d – 1 (4:54)
11. Debussy – Cello Sonata in d – 2 (3:38)
12. Debussy – Cello Sonata in d – 3 (3:45)

13. Chopin – Polonaise brillante Op.3 – 1 (3:02)
14. Chopin – Polonaise brillante Op.3 – 2 (5:55)

Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

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Óinnnnnnn!
Óinnnnnnn!

PQP

Claude Debussy – Suite Bergamasque, Danse, Reverie, Pour le piano, Arabesques – Camile Saint-Saens – Etudes – Aldo Ciccolini

51OGOqyRHrL._SX450_Aldo Ciccolini foi um pianista italiano que viveu grande parte de sua vida na França, e se especializou exatamente no repertório francês, com ênfase em Debussy e Satie. Não temo em colocá-lo no mesmo patamar de Michelangeli, outro italiano que foi talvez o maior dos intérpretes de Debussy.

Amo a música desta compositor, seja a orquestral, seja a escrita para piano. E neste CD temos uma das melhores ‘Clair de Lune’ que já ouvi. Trata-se de uma peça muito delicada, sensível, profunda, que nos deixa quase paralisados pela torrente de emoções que ela expõe..  fechem seus olhos enquanto estiverem ouvindo para entenderem do que estou falando. É coisa de louco.

Claude Debussy – Suite Bergamasque, Danse, Reverie, Pour le piano, Arabesques – Camile Saint-Saens – Etudes – Aldo Ciccolini

01. Debussy – Suite bergamasque I.Prelude
02. Debussy – Suite bergamasque II.Menuet
03. Debussy – Suite bergamasque III.Clair de lune
04. Debussy – Suite bergamasque IV.Passepied
05. Debussy – Danse
06. Debussy – Reverie
07. Debussy – Pour le piano I.Prelude
08. Debussy – Pour le piano II.Sarabande
09. Debussy Pour le piano III.Toccata
10. Debussy 1 Arabesque
11. Debussy 2 Arabesque
12. Debussy – Ballade
13. Saint-Saens Etude en forme de valse en re bemol majeur,op.52 n6
14. Saint-Saens Six etudes pour la main gauche seuie,op.135 n1 Prelude
15. Saint-Saens Six etudes pour la main gauche seuie,op.135 n2 Alla fuga
16. Saint-Saens Six etudes pour la main gauche seuie,op.135 n3 Moto perpetuo
17. Saint-Saens Six etudes pour la main gauche seuie,op.135n 4 Bourree
18. Saint-Saens Six etudes pour la main gauche seuie,op.135 n5 Elegie
19. Saint-Saens Six etudes pour la main gauche seuie,op.135 n6 Gigue

Aldo Ciccolini – Piano

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FDP

The Classical Clarinet (Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

The Classical Clarinet (Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

Esse é um CD imperdível. Para começar a brincadeira, Poulenc. Por experiência própria, posso dizer que essa sonata é difícil pra caramba. Exige muita técnica do clarinetista, que é claro é muito bom.  A sonata de Saint-Saens tem um daqueles temas que entram na sua cabeça e não saem mais. Saens opta por não mostrar o lado mecânico do instrumento, mas sim o lado melódico. Tanto é que até para o piano é fácil.

Quase todos os compositores são do século 20, o que deixa a coisa muito legal. Ouvindo o CD vc tem a nítida impressão de que os compositores querem tirar ao máximo do instrumento, seja melodicamente, seja mecanicamente.

Enfim. Ouça e depois diga o que achou do disco. Boa audição,

The Classical Clarinet ( Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

CD1
Francis Poulenc – Sonata for Clarinet and Piano
01 – Allegro Tristamente
02 – Romanzza
03 – Allegro com Fuoco
Claude Debussy – Première Rapsodie for Clarinet and Piano
04 – Lento, Moderement animé, Scherzando anime
Camille Saint-Säens – Sonata for Clarinet and Piano
05 – Allegreto
06 – Allegro Animato
07 – Lento
08 – Molto Allegro – Allegreto
Henri Büsser – Pastorale
09 – Andante – Allegro
Igor Stravinsky – Three pieces for Clarinet Solo
10 – Molto Tranquillo
11 – Vivace
12 – Vivacíssimo
Bohuslav Martinu – Sonatina for Clarinet and Piano
13 – Moderato
14 – Andante
15 – Poco Allegro
Malcolm Arnold – Sonatine for Clarinet and Piano
16 – Allegro com Brio
17 – Andantino
18 – Furioso

CD2
Carl Maria Von Weber- Grand Duo Concertanto
01 – Allegro con Fuoco
02 – Andante con Moto
03 – Rondo – Allegro
Harald Genzmer – Sonatine, for Clarinet and Piano
04 – Lento – Allegro
05 – Adagio
06 – Vivace
Robert Schumann – Fantasiestück for Clarinet and Piano
07 – Zart und Mit Asdruck
08 – Lebhaft
09 – Rash und mit Feuer
Alban Berg – Vier Stücke
10 – Mässig
11 – Sehr Langsam
12 – Sehr Rasch
13 – Langsam
Felix Mendelssohn-Bartholdy – Sonata for Clarinet and Piano
14 – Adagio – Allegro Moderato
15 – Andante
16 – Allegro Moderato

Henk de Graaf, Clarinet
Daniel Wayenberg, Piano

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Como não colocar uma foto de Henk de Graaf?
Como não colocar uma foto de Henk de Graaf?

Gabriel Clarinet

Schumann, Scriabin, Chopin, Debussy, Albéniz – Nelson Freire ao vivo, 1975

Freire 1980sHoje trago um recital de Nelson Freire em 1975 na Universidade de Maryland, EUA, quando ele era um jovem talento promissor de cabelos castanhos. Nunca foi lançado oficialmente, mas a qualidade do áudio é excelente.
Eu poderia falar sobre os dificílimos Estudos Sinfônicos de Schumann ou sobre a sonata de Scriabin em dois movimentos, Andante e Prestissimo volando, de caráter alegre e místico que representa, segundo o compositor, “o voo do homem até a estrela, símbolo da felicidade”.
Poderia falar sobre as mazurcas de Chopin tocadas por Nelson com um senso de ritmo, um ziriguidum que os pianistas europeus raramente têm (mas que nossos conterrâneos Guiomar e Antônio Barbosa também tinham de sobra). Poderia falar do talento de Nelson para escolher peças de bis, parte essencial de recitais à moda antiga. Mas vou ser dedo-duro e falar do momento em que o grande artista falhou.
Pois é, pode parecer estranho para quem só ouve CDs gravados em estúdio, perfeitinhos como um relógio suíço, mas a verdade é que ao vivo grandes pianistas podem errar. Rubinstein já pulou várias notas (principalmente após os 70 anos), Michelangeli e Pollini já exageraram no rubato para facilitar trechos rápidos, Martha Argerich já se empolgou e tocou forte trechos em que o compositor mandava tocar fraco (piano).
Vamos ao lapso de Nelson: na última nota de um dos trechos mais rápidos da Fantasia de Chopin, aos 9:49, ele dá uma esbarradinha na tecla errada, sem perder a elegância. Que fique registrado que Nelson toca em um andamento muito rápido, enquanto Michelangeli, Maria João Pires, entre outros, engatam a marcha 1 nesse trecho para não correrem riscos. Curiosidade: Guiomar Novaes, que Nelson idolatra, gravou a Fantasia nesse mesmo andamento arriscado, aliás ela também esbarrou no mesmo trecho… Sem falar de outras notas provavelmente puladas, para possibilitar um andamento tão extremo.
Moral da história: os grandes pianistas estudam horas e horas para terem técnica impecável e, mesmo assim, às vezes pecam, falham. Que bom! Parabéns aos músicos que correm riscos e são humanos, muito superiores a um programa de computador!

Nelson Freire, piano
Live, 1975, University of Maryland, USA
1. Schumann – Etudes Symphoniques, Op.13
2. Scriabin – Sonata No.4, F# major, Op.30
3. Chopin – Fantasy, F minor, Op.49
4. Chopin – Nocturne, F# major, Op.15, No.2
Chopin – 2 Mazurkas:
5. C# minor, Op.41, No.1
6. B minor, Op.33, No.4
7. Chopin – Scherzo No.4, E major, Op.54
Encores:
8. Debussy – Poissons d’or
9. Albeniz/Godowsky – Tango

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Scriabin era meio doidinho mas sua música é sensacional
Scriabin era meio doidinho mas sua música é sensacional

Pleyel

Martha Argerich & Friends – Live in Lugano 2006

61MN6X3XqaL._SS500Estive pensando com meus botões e tentando lembrar o que estava fazendo em 2006, um ano após uma mudança de cidade que fiz, o que ocasionou um desvio de rota em minha vida. Lembrei então que foram dois anos bem difíceis e complicados, desempregado, e os empregos que conseguia eram apenas bicos que ajudavam a quebrar um galho. A situação começou a melhorar em 2008, mas isso já é outra história.
O maravilhoso Quarteto com Piano op. 47 de Schumann abre esta caixa. O terceiro CD entra um pouco mais no século XX com uma sonata de Schnittke e um Concerto para Violoncelo até então totalmente desconhecido para mim, de Friedrich Gulda.
Divirtam-se.

Cd 1

01. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 1. Sostenuto assai
02. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 2. Scherzo
03. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 3. Andante cantabile
04. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 4. Finale. Vivace

Martha Argerich, Renaud Capuçon, Lida Chen, Gautier Capuçon

05. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 1. Allegro assai vivace
06. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 2. Allegretto scherzando
07. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 3. Adagio
08. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 4. Molto allegro e vivace

Gabriela Montero, Gautier Capuçon

09. Schumann Fantasiestucke, for flugelhorn and piano, op.73 – 1. Zart und mit A
10. Schumann Fantasiestucke, for flugelhorn and piano, op.73 – 2. Lebhaft, leicht
11. Schumann Fantasiestucke, for flugelhorn and piano, op.73 – 3. Rasch und mit

Martha Argerich, Sergei Nakariov

CD 2

01. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 1. Mit Energie und Leidenschaft
02. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 2. Lebhaft, doch nicht zu rasch
03. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 3. Langsam, mit inniger Empfindung
04. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 4. Mit Feuer

Nicolas Angelich, Renaud Capuçon, Gautier Capuçon

05. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 1. Introduzione. Adagio mesto – Al
06. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 2. Scherzo
07. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 3. Largo
08. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 4. Finale. Allegro vivace

Lilya Zilberstein, Dora Schwarzberg, Lucy Hall, Nora Romanoff-Schwasberg, Jorge Bosso

CD 3

01. Debussy Nocturnes, for 2 pianos (trans.Ravel) – 1. Nuages
02. Debussy Nocturnes, for 2 pianos (trans.Ravel) – 2. Fetes

Sergio Tiempo, Karin Lechner

03. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 1. Andante
04. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 2. Allegretto
05. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 3. Largo
06. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 4. Allegretto scherzando

Alissa Margulis, Polina Leschenko

07. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 1. Overture
08. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 2. Idylle
09. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 3. Cadenza
10. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 4. Menuet
11. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 5. Finale alla marcia

Gautier Capuçon – Cello
Members of The Orchestra della Svizzera Italiana
Alexander Rabinovich-Barakovsky

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Igor Stravinsky (1882-1971) – Le Sacre du Printemp, Claude Debussy (1862-1918) – 6 Épigraphes antiques – Katia & Mariele Labèque

71WkjWdHTGL._SL1200_A obra prima de Stravinsky ‘Le Sacre du Printemp”  é fantástica em qualquer tipo de instrumento em que seja interpretada. Seja a versão orquestral, seja a versão para dois pianos. Ambas versões já apareceram por aqui diversas vezes. E hoje estou trazendo mais uma para dois pianos, desta vez com nossas musas, as irmãs Labèque, Katia & Marielle. Trata-se de CD que já se encontra esgotado, e que por alguma obra do destino veio parar em meu computador. No site da Amazon tem alguns usados à venda, enquanto não o encontrei no site da DG, apesar de ser bem recente, creio que do final do ano passado. Enfim, são detalhes, curiosidades, que não vão impedir dos senhores terem acesso a esta jóia.
O CD se encerra com Debussy, ‘6 Epigraphes Antiques’. E Debussy nas mãos mágicas mãos destas irmãs, meus queridos, se transforma em algo transcendental. É para se ouvir em um dia chuvoso, como o de hoje, bem confortáveis em suas poltronas favoritas e se deliciar, pois as quatro mãos mágicas destas irmãs fazem milagre, ajudadas, é claro, volto a repetir, pela poderosa música de Stravinsky, e a sensibilidade e delicadeza da música de Debussy.
Enfim, rendam-se ao talento destas duas.

1 – 14 Stravinsky – Le Sacre du Printemp
15 – 20 – Debussy – 6 Epigraphes Antiques

Katia & Marielle Labeque – Pianos

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Não, lhes garanto que as Irmãs Labèque não são apenas dois rostinhos bonitinhos. Tem muito talento aí, minha gente
Não, garanto-lhes que as Irmãs Labèque não são apenas dois rostinhos bonitinhos. Tem muito talento aí, minha gente

FDP

Debussy (1862-1918): 12 Estudos para piano / Berg (1885-1935): Sonata opus 1

Recentemente o piano de Debussy apareceu aqui no PQPBach com Guiomar e Samson, que estudaram com alguns dos melhores amigos do compositor, e Gieseking, que influenciou a maior parte dos debussystas que vieram desde então. Tivemos também toda a obra pra dois pianos com a dupla Haas/Lee.

Hoje finalizamos o ciclo com Pollini, uma das unanimidades deste site, tocando os Estudos. Se você não conhece Debussy, recomendo começar com os CDs anteriores de obras mais poéticas, misteriosas e impressionistas (o compositor odiava ser classificado com este último adjetivo, mas ‘pegou’, fazer o quê?).

Aqui estamos no território da vanguarda do século XX. Assim como com Beethoven, a proximidade da morte gera uma obra revolucionária, sem concessões aos ouvintes da época ou de qualquer época.

Enquanto Samson François, nos Estudos, dá um colorido diferente a cada uma das notas e cria momentos únicos, Pollini se concentra nas frases mais longas e uma nota segue a outra com a fluidez da água de um rio, por exemplo no nº 8, ‘para os ornamentos’. Da mesma forma que na sua histórica gravação dos Estudos de Chopin, aqui Pollini mostra a genialidade das estruturas dessas obras em que o caráter didático e pedagógico, em vez de restringir a imaginação do compositor, parece aumentar a sua liberdade em peças mais abstratas.

Vamos ver as palavras de quem entende do assunto. Para o musicólogo Harry Halbreich, “Pela primeira vez, antecipando Webern e Messiaen, Debussy explora os recursos insuspeitos de timbres, ataques e intensidades possíveis com apenas um piano.”

“Eles são muito importantes aos meus olhos, não só pela escrita para piano mas pela concepção musical. E é uma das obras que Debussy considerava mais importantes.” Pierre Boulez

“Debussy, que foi um grande defensor da Sagração de Stravinsky, estende a irracionalidade rítmica a uma nova concepção da forma, em partituras como os Estudos para piano e os Jeux.” Olivier Messiaen

Debussy: 12 Estudos para piano
I. Pour les cinq doigt d’après M. Czerny
II. Pour les Tierces
III. Pour les Quartes
IV. Pour les Sixtes
V. Pour les Octaves
VI. Pour les Huit Doigts
VII. Pour les Degrés Chromatiques
VIII. Pour les Agréments
IX. Pour les Notes Répétées
X. Pour les Sonorités Opposées
XI. Pour les Arpèges Composés
XII. Pour les Accords

13. Berg – Piano Sonata, Op. 1

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Debussy revolucionário, charge de 1912
Debussy revolucionário, charge de 1912