Miserere: Música da Capela Real de Coimbra – José dos Santos Maurício (1752-1815) e Francisco Lopes Lima de Macedo (1820-1875) [link atualizado 2017]

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José dos Santos Maurício (1752-1815) (ou apenas Joze Mauricio) foi um dos compositores e músicos mais requisitados do seu tempo, principalmente no âmbito da actividade que desenvolveu ao serviço da Igreja, na Guarda e na sua cidade natal, Coimbra. O trabalho produzido e as qualidades evidenciadas permitir-lhe-iam vir a ser nomeado, em 1802, Lente de Música e Mestre da Real Capela da Universidade de Coimbra e, em 1810, admitido na Irmandade de Santa Cecília. Por vicissitudes próprias da história, só em 1996, com a publicação do seu Miserere, o público de Coimbra volta a ter contacto com o compositor, entretanto silenciado por anos de esquecimento. (…).
Na edição discográfica aqui proposta juntam-se as gravações de duas obras gémeas, dois salmos, dois Miserere. O de Maurício já aludido e o de Macedo.
Composto em 1870, este Miserere de Francisco Lopes Lima de Macedo (1820-1875) surge como uma Homenagem à Memória de Joze Maurício (como se lê numa das folhas de rosto da obra manuscrita) e donde se conclui que esta personalidade era ainda, seis décadas após a morte, muito admirada e venerada.
Francisco de Macedo teve, profissionalmente, percurso semelhante ao de Maurício, embora, talvez com menos brilhantismo, fruto mais do tempo que do homem. Nascido e criado junto à Igreja de Santa Cruz, aí terá encontrado apoio no encontro dos saberes musicais. Virá a ser organista, pianista, compositor, professor de música e ainda proprietário de um estabelecimento comercial de venda de instrumentos. A sua actuação enquanto profissional está suficientemente documentada pelas notícias da imprensa da época. Em 1853, com 33 anos de idade, viria ocupar o lugar de organista e em 1864 seria nomeado Lente de Música da Universidade. Um e outro destes cargos seriam ocupados até à sua morte.
Quanto à música, nas duas obras encontramos fórmulas compositivas de gosto simples e fácil, muitas vezes espectável e de clara influência do estilo próprio da música dramática italiana, o que não constitui excepção para a época. A textura é essencialmente homofónica, mas com a presença de algum contraponto simples. Os autores servem-se de um coro misto a 3 vozes com Sopranos, Tenores e Baixos, com partes de solistas dos mesmos naipes e a presença de órgão obrigado.
(César Nogueira, do encarte do CD)

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Miserere
Música da Capela Real de Coimbra

José dos Santos Maurício (1752-1815)
01. Miserere mei Deus
02. Amplius lava me
03. Tibi sou peccavi
04. Ecce enim veritatem
05. Auditui meo
06. Cor mundum
07. Redde mihi
08. Libera me
09. Quoniam si voluisses
10. Benigne fac domine
11. Tunc imponent
Francisco Lopes Lima de Macedo (1820-1875)
12. Miserere mei Deus
13. Amplius lava me
14. Tibi sou peccavi
15. Ecce enim veritatem
16. Auditui meo
17. Cor mundum
18. Redde mihi
19. Libera me
20. Quoniam si voluisses
21. Benigne fac domine
22. Tunc imponent

Tânia Ralha, soprano
João Martins, tenor
Nuno Dias, baixo
Coro Misto da Universidade de Coimbra
César Nogueira, regente
Paulo Bernardino, órgão
Coimbra, 2005

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Coisa simples: o retábulo-mor da Sé Velha de Coimbra, local onde esses Misereres podem ter sido executados.

Bisnaga

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