Cesar Franck (1822-1890) – Sonata in A – Richard Strauss (1864-1949) – Violin Sonata in E flat, op. 18 – James Ehnes, Andrew Armostrong

Poucas obras me emocionam tanto quanto esta Sonata de Cesar Franck. E nas mãos deste excepcional músico chamado James Ehnes ela se torna ainda mais emocionante. Confesso que já a ouvi dezenas, quiçá dezenas de vezes, com os mais diversos intérpretes, mas Ehnes é um caso a parte. Talvez nem Augustin Dumay / Maria João Pires tenham me deixado tão emocionado. Li em algum lugar que Ehnes é o Heifetz do século XX. Meu ‘chefe’ PQPBach e sua esposa, também violinista, concordam com esta afirmação. Não sei se ainda não é muito cedo para fazermos tal afirmação, vamos esperar um pouco. Mas não posso negar o talento e virtuosismo do rapaz. Ele imprime na sua interpretação aquilo que sempre procuramos, e que encontramos apenas nos grandes mestres: clareza, objetividade, sem subterfúgios, fazendo parecer fácil o que na verdade é um exercício virtuosístico. Espetacular, é o mínimo que podemos dizer. Estou sem meu volume do ‘Caminho de Swann’, de Marcel Proust, onde ele cita inúmeras vezes a pequena ‘passagem’ de Ventuiel’, pequena peça musical que o personagem ouve nos mais diversos momentos durante a obra, e que é a trilha sonora do livro, digamos assim. Ouvindo as primeiras notas desta Sonata não temo em dizer que, quase que com certeza, Proust se inspirou em Franck para imaginar esta obra e este compositor, mesmo com os estudiosos do autor afirmando que a inspiração não foi apenas em um compositor, mas em diversos outros, como Saint-Säens e Debussy. Não importa.

CÉSAR FRANCK (1822–1890)

Sonate pour violon et piano en la majeur

1 I Allegretto ben moderato
2 II Allegro
3 III Ben moderato: Recitative-Fantasia
4 IV Allegretto poco mosso 6.19

RICHARD STRAUSS (1864–1949)

Sonate pour violon et piano en mi bémol majeur

5 I Allegro, ma non troppo
6 II Improvisation: Andante cantabile
7 III Finale: Andante –Allegro

8 Allegretto in E AV149 E-dur

9 Wiegenlied op.41 no.1
10 Waldseligkeitop.49 no.1
11 Morgen! op.27 no.4

James Ehnes – Violin
Andrew Armstrong – Piano

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Franck, Widor, Karg-Elert, Reger, Alain e Langlais no órgão de Dordrecht

Na virada do século 19 para o 20, compositores como Mahler, Scriabin e Strauss levaram a tonalidade funcional e o cromatismo aos seus limites,muitas vezes com os tons grandiloquentes de Wagner. Debussy, também expandindo as tonalidades e cromatismos, cultivou sonoridades sutis, no que muitos chamam de impressionismo.

As obras para órgão deste CD se inserem nesse contexto. César Franck, ainda no final do século XIX, pode ser considerado um precursor do debussismo ao evitar os arroubos de grandeza, mantendo um certo equilíbrio. Widor, também francês, é famoso principalmente por suas Sinfonias para Órgão que têm, ao contrário de Franck, momentos de expressão com a delicadezade um elefante, como a célebre Toccata e também o Intermezzo presente neste disco. Widor, que nunca foi um vanguardista, tocou no imenso órgão Cavaillé-Coll da igreja de Saint-Sulpice (Paris) até os 89 anos e morreu aos 93 em 1937, quando já era um dinossauro considerado hiper-antiquado por jovens como Messiaen ou Dutilleux.

Reger e Karg-Elert são os princpais compositores alemães para órgão depois da morte de Bach. O primeiro já apareceu aqui no PQPBach, o segundo faz a sua estreia hoje. Enquanto as composições de Reger são baseadas na polifonia a duas, três, quatro vozes, Karg-Elert usa harmonias mais modernas para fazer uma música que é pura expressão colorida, fazendo uso de combinações de diversos timbres como a orquestra de Mahler ou de Debussy.

No final de sua vida, na Alemanha dos anos 1920 e 30, Karg-Elert foi duramente criticado por não ser nacionalista o suficiente, com suas influências francesas e cosmopolitas. Foi até chamado de judeu, embora não fosse. Nos EUA e na Inglaterra, contudo, suas obras para órgão foram muito apreciadas:

Karg-Elert é um impressionista e colorista de grande distinção, imaginativo ao retratar uma grande variedade de sentimentos (University of Michigan, 1939)

Jehan Alain perdeu sua vida na 2ª Guerra, tendo deixado um pequeno mas importante catálogo de obras para órgão. Sua irmã, Marie-Claire Alain, foi uma das organistas francesas de maior renome no século XX.

Jean Langlais, que também estreia hoje no PQPBach, faz parte de uma longa tradição de organistas cegos que veio desde o Renascimento com o espanhol Antonio de Cabezón.

Franck, Widor, Karg-Elert, Reger, Alain e Langlais no órgão de Dordrecht
01. César Frank – Troisième Choral
02. César Frank – Prélude, Fugue et Variation
03. Charles-Marie Widor – Symphony No 6 – Intermezzo
04. Sigfrid Karg-Elert – Trois Impressions – Harmonies du soir
05. Sigfrid Karg-Elert – Trois Impressions – Clair de lune
06. Sigfrid Karg-Elert – Trois Impressions – La nuit
07. Max Reger – Toccata in d minor, Opus 59
08. Jehan Alain – Choral dorien
09. Jean Langlais – Suite Breve – I. Grand Jeux
10. Jean Langlais – Suite Brève – II. Cantilène
11. Jean Langlais – Suite Brève – III. Plainte
12. Jean Langlais – Suite Brève – IV. Dialogue sur les Mixtures

Órgão Kam (1859) da Grote Kerk, Dordrecht, Países Baixos
Margreeth de Jong – organista

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O órgão de Dordrecht, cidade próxima a Rotterdam

Pleyel

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Entre 2009 e 2010, Cecilia Bartoli foi do Sacrifizio ao Pasticcio, do Olimpo ao Mercado. Após o belíssimo álbum de 2009, Sacrificium, La Bartoli lança agora um CD para angariar mais admiradores e perder outros tantos. O disco é um rolo só. Uma mistura de gêneros, épocas e uma demonstração de um virtuosismo às vezes um tantinho vazio. Gente que conhece ópera ficou incomodada pelos abusos cometidos em Una voce poco fa. A tentativa de Bartoli de se tornar ainda mais popular — e precisa? — esbarrou nas limitações artísticas de um repertório pra lá de estranho e um tratamento pra lá de “modernoso”. A Diva escorregou. Aguardamos para breve sua saída do shopping. Mas as faixas de 5 a 7… Só ela para tanta maravilhosa perfeição.

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

1. Handel – “Lascia la spina cogli la rosa” – Cecilia Bartoli, Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski
2. Vivaldi – Gelido in ogni vena – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
3. Giacomelli – Sposa, non mi conosci – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
4. Caldara – Quel buon pastor son io – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
5. Mozart – “Voi che sapete” – Cecilia Bartoli, Wiener Philharmoniker, Claudio Abbado
6. Mozart – “Là ci darem la mano” – Cecilia Bartoli, Bryn Terfel, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung
7. Mozart – Laudate Dominum omnes gentes (Ps. 116/117) – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani
8. Bellini – Ah! non credea mirarti si presto estinto, o fiore – Cecilia Bartoli, Juan Diego Flórez, Orchestra La Scintilla, Alessandro de Marchi
9. Persiani – “Cari giorni” (Romanza der Ines) – Cecilia Bartoli, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
10. Rossini – Una voce poco fa – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
11. Bellini – Casta Diva – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
12. Franck – Panis Angelicus – Cecilia Bartoli, Cinzia Maurizio, Luigi Piovano, Daniele Rossi
13. Gabriel Fauré – Pie Jesu – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani, Daniele Rossi

Cecilia Bartoli, mezzo-soprano

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Ai, aqueles Mozart me fazem esquecer todo o resto, Cecilia.

PQP

Serguei Prokofiev – Sonate for Flute in D, op. 94, Cesar Frank – Sonata in A (transcribed for Flute) – Martha Argerich, James Galway

A maravilhosa Sonata para Flauta de Prokofiev (creio inclusive que seja a estreia desta obra aqui no PQPBach) abre este CD, que traz dois excepcionais músicos no apogeu de suas carreiras: o flautista James Galway e a pianista Martha Argerich. Eis um encontro que foi muito proveitoso, pena que, até onde sei, trata-se da única vez em que estes dois se reuniram em estúdio. E este CD é outro daqueles casos de esquecimento, eu tinha certeza de que já o haviam postado, porém nunca apareceu por aqui. Uma pena, os senhores nem imaginam o que estão perdendo.
James Galway foi um dos grandes nomes da Flauta no século XX, que, nem precisamos lembrar, foi recheado de gênios como Rampal e Nicolet. Ou seja, a concorrência era grande, apesar de Galway ser de uma outra geração, tendo inclusive sido aluno de Rampal. Mas aprendeu com os mestres. O que temos aqui é um músico completo, com pleno e total controle, sem medo de ousar. Lembrando que a peça de Prokofiev foi originalmente escrita para Flauta, enquanto que no caso da Sonata de Cesar Franck, o que ouvimos é a nossa velha conhecida daqui do PQPBach, a Sonata para Violino, que foi transcrita para Flauta.
Creio que nossa Martha Argerich dispensa apresentações. Ela já é da casa. Lembro de que esta gravação que ora vos trago foi realizada há mais de quarenta anos, 1975 para ser mais exato … e os dois músicos estão no apogeu de sua juventude, no calor da juventude, souberam aproveitar esta ‘chama’ para nos brindar com um disco que com certeza ganha o selo de qualidade ‘IM-PER-DÍ-VEL’ daqui do PQPBach.

1. Sonata for Flute and Piano in D Major, Op. 94 / I. Moderato – James Galway / Martha Argerich
2. Sonata for Flute and Piano in D Major, Op. 94 / II. Scherzo – James Galway / Martha Argerich
3. Sonata for Flute and Piano in D Major, Op. 94 / III. Andante – James Galway / Martha Argerich
4. Sonata for Flute and Piano in D Major, Op. 94 / IV. Allegro con brio – James Galway / Martha Argerich
5. Sonata for Violin and Piano in A Major, FWV 8 / I. Allegretto ben moderato – James Galway / Martha Argerich
6. Sonata for Violin and Piano in A Major, FWV 8 / II. Allegro – James Galway / Martha Argerich
7. Sonata for Violin and Piano in A Major, FWV 8 / III. Recitativo fantasia – James Galway / Martha Argerich
8. Sonata for Violin and Piano in A Major, FWV 8 / IV. Allegretto poco mosso – James Galway / Martha Argerich

James Galway – Flute
Martha Argerich – Piano

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César Franck (1822-1890), obra para Órgão: primeira gravação integral, em 6 CDs

César Franck (1822-1890), obra para Órgão: primeira gravação integral, em 6 CDs

PQP Bach
12 anos de Prazer

Franck por Ross vol.1 capa
Se, no cair da noite, algo em você pedir um clima litúrgico, experimente Franck.

Se pedir intelectualidade vibrante, desenvolvimentos de idéias ousados levando a orgasmos mentais, experimente Franck.

Se pedir contemplação serena, experimente Franck.

E se estiver num estado de sensualidade mais corpórea… mesmo isso eu digo que é possível encontrar em Franck – embora admita que sintonizá-lo nesse canal já não é bem assim pra qualquer um.

É domingo e não quero torrar ninguém falando de como Franck gera obras inteiras de motivos de duas notas, das construções em arco ou espelho tipo 12321, da quase obsessão com o número 3 (3 temas, 3 partes divididas em três, 3 na cam… – ops, aí eu já não tava lá pra ver). Digo apenas: aqui você tem 3 x 2 CDs, desfrute!

As peças famosas estão sempre no segundo CD de cada par. Tudo em ordem cronológica, dá pra ver como através de diversas tentativas menores um compositor prepara os músculos para um tour de force.

No caso de Franck isso parece se dar, justamente, em três grandes ondas. No topo da última reuniu em si o potencial de ruptura de um Wagner com o potencial de renovação-do-herdado de um Brahms. Inventou o uso do órgão como orquestra, e elevou a aplicação do intrumento até um nível onde, estendendo os olhos até o horizonte, a única outra coisa que se avista é Bach.

E no entanto mais de metade da obra, em volume, consiste de pequenas peças pra tocar nos ofícios ordinários de pequenas igrejas, concebidas para caber naquela sanfona com fole de pedal que se chama harmônio. Treinado pelo pai para a carreira de pianista-prodígio, fugiu dos teatros e palcos para ir criar belezas inconspícuas em espaços de devoção obscuros.

Não se negue que em algumas dessas peças o cheiro de igreja chega a ser incômodo – mas muitas outras são arranjos de noëls – cantos populares de Natal – que parecem conversar diretamente com as miniaturas para jovens pianistas de Tchaikovski, tão divinamente gravadas por Rimma Bobritskaia neste post do PQP aqui.

Pra terminar: já disse em outro post que, no meu ouvir, Hans-Eberhard Ross não declama as frases de Franck com a clareza desejável. Mas isso não quer dizer que o interesse desta edição seja só histórico, “aqui tem a obra inteira, embora esteja ruim de ouvir”. De jeito nenhum! No mínimo os timbres do instrumento são os mais incríveis que já vi brotar de um órgão: flautas mais azuis que céu do Sul em dia de geada, baixos abismais pra DJ nenhum botar defeito…

Para cada volume (par de CDs) tem ainda um livrim com quase 30 páginas, em ingrêis e alemão. Diverti-vos!

CD 1.1
01 Piece en mi bemol, 1846
02 Piece pour Grand Orgue, 1854
03 Andantino Gm, 1856
04 Fantaisie en C, version I, 1856
05-09 Cinq pieces pour Harmonium transcrites pour Grand Orgue par Louis Vierne
10 Offertoire, Allegretto moderato en A, ~1858
11 Fantaisie en C, version II, 1863
12 Quasi Marcia op. 22 pour Harmonium, ~1865

CD 1.2
Six Pieces pour Grand Orgue, 1859-1863
01 Fantaisie op16
02 Grande Piece Symphonique op17
03 Prelude, Fugue et Variations op18
04 Pastorale op19
05 Priere op20
06 Final op21

CD 2.1
01-39 Pieces pour harmonium ou orgue a pedales (L’Organiste II)

CD 2.2

01-05 Pieces pour harmonium ou orgue a pedales (L’Organiste II)
06 Fantaisie C major, version III, 1868
07 Entree pour Harmonium, 1875
08 Fantaisie en A (3 pieces pour Grand Orgue, 1878)
09 Cantabile (3 pieces pour Grand Orgue, 1878)
10 Piece heroique (3 pieces pour Grand Orgue, 1878)
11 Petit Offertoire pour Harmonium, ~1880
12 Andante quasi lento pour Harmonium, ~1880

CD 3.1
Pieces pour Orgue ou Harmonium, 1990
(7 sobre cada nota, em maior ou menor; projeto inconcluso, faltando 3 grupos: A, Bb, B)
01-08 Sept Pieces en C et Cm (+ Amen = 8 faixas)
09-16 Sept Pieces en Db et C#m
17-24 Sept Pieces ‘Pour le temps de Noel’ en D et Dm
25-32 Sept Pieces en Eb et Ebm
33-40 Sept Pieces en Em et E
41-48 Sept Pieces en F et Fm

CD 3.2
Pieces pour Orgue ou Harmonium, 1990 (continuação de 3_1)
01-08 Sept Pieces en F# et Gbm
09-16 Sept Pieces ‘Pour le temps de Noel’ en G et Gm
17-23 Sept Pieces en Ab et G#m
24 Choral I en E, 1890
25 Choral II en Bm, 1890
26 Choral III en Am, 1890

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Ranulfus

César Franck (1822-1890): String Quartet in D major / Gabriel Fauré (1845-1925): String Quartet in E minor

César Franck (1822-1890): String Quartet in D major / Gabriel Fauré (1845-1925): String Quartet in E minor

Aqui temos dois importantes representantes da música francesa do final do século XIX e início do século XX. Fauré, especificamente, é mais conhecido pelo seu Réquiem, com certeza uma das páginas mais belas da história música, tanto pela pureza, quanto pela simplicidade daquilo que ouvimos. No Réquiem de Fauré, percebemos um senso de equilíbrio, de elegância, clareza, recato poético, o que torna a obra absolutamente arrebatável. Sua música possui uma fragrância inconfundível. César Franck também foi o criador de um estilo bem singular no qual os atributos mais densos podem ser verificados em sua Sinfonia em D menor. Ou seja, nestes dois belos e tristes quartetos de cordas aqui apresentados, temos a oportunidade de descobrirmos um pouco mais do mundo artístico desses dois importantes compositores. Boa apreciação!

César Franck (1822-1890) – String Quartet in D major
01. Poco lento – Allegro
02. Scherzo:Vivace
03. Larghetto
04. Allegro molto

Gabriel Fauré (1845-1925) – String Quartet in E minor
05. Allegro moderato
06. Andante
07. Allegro

Dante Quartet
Krysia Osostowicz, violino
Giles Francis, violino
Judith Busbridge, viola
Bernard Gregor-Smith, violoncelo

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O Dante: não lembro de outro quarteto formado por dois casais
O Dante: não lembro de outro quarteto formado por dois casais

Carlinus

Camille Saint-Säens (1835-1921) – Concerto No. 2 in G minor, Op. 22, César Franck (1822-1890) – Symphonic Variations e Franz Liszt (1811-1886) – etc

Camille Saint-Säens (1835-1921) – Concerto No. 2 in G minor, Op. 22, César Franck (1822-1890) – Symphonic Variations e Franz Liszt (1811-1886) – etc

Lembrei do Rubinstein esses dias… após o Roger Waters (Pink Floyd) se posicionar sobre a grave situação brasileira, se arriscando a levar vaias de parte da classe média paulistana e do nosso digníssimo Ministro da Cultura, que disse: “A gente não consegue mais ir a um show ou ver um filme sem que haja algum tipo de manifestação política.”

Deixo vocês com uma reportagem de 1964 e em seguida com a postagem original do Carlinus sobre um dos grandes pianistas do século XX. Rubinstein, Roger Waters e o ministro de Temer, quem será que está certo?

Músicos protestam contra a exclusão de negros das salas de concerto

O pianista Julius Katchen, que toca frequentemente na Europa e na Ásia, disse que a segregação é “uma fonte profunda de vergonha e constrangimento” para os norte-americanos no exterior.

Com o projeto de lei dos direitos civis agora no Congresso*, ele afirmou, “torna-se o dever de todos os artistas se recusarem a tocar em auditórios onde políticas de segregação são praticadas”.

Apesar de Arthur Rubinstein não ter chegado tão longe a ponto de endossar um boicote organizado, ele disse que os jovens artistas que se manifestaram contra a segregação deram “um passo certo e natural”.

Os perigos para uma sociedade livre, ele disse, são “apatia e complacência” em face da injustiça. Rubinstein disse que, como judeu, ele experimentou pessoalmente as consequências dolorosas do preconceito.

Ele discordou fortemente de uma declaração do pianista alemão Hans Richter Haaser de que os músicos deveriam se distanciar dos problemas raciais e políticos. “Os músicos também são seres humanos”, disse Rubinstein, “e eles têm a mesma responsabilidade moral que todo mundo em relação à sua sociedade.”

(Canadian Jewish Review, May 8, 1964, p.5)

*A Lei dos Direitos Civis (Civil Rights Act, em inglês), que pôs fim aos diversos sistemas de segregação racial, foi promulgada em 2 de julho de 1964

Esta série da RCA é espantosa. Têm gravações absurdas. Coisas realmente atordoantes. E este CD, por exemplo, que ora posto, é maravilhoso. A qualidade do áudio é ímpar.

Acredito que tenha mais de um ano que eu queria postá-lo. O disco possui um conjunto que dispensa comentários. Três compositores que souberam impingir um traço fantástico ao piano – Saint-Saëns, Franck e Liszt. Ou seja, o melhor que se produziu na segunda metade do século XIX. E ao piano, Arthur Rubinstein, um dos maiores pianistas e virtuoses do século XX. Das peças do post, gosto particularmente do Concerto No. 2 de Saint-Saëns. A obra é repleta de passagens belíssimas.  Um bom deleite!

Camille Saint-Säens (1835-1921) – Concerto No. 2 in G minor, Op. 22
01. Andante sostenuto
02. Allegro scherzando
03. Presto

César Franck (1822-1890) – Symphonic Variations
04. Poco allegro
05. Allegro non troppo

Franz Liszt (1811-1886) – Concerto No. 1 in E Flat*
06. Allegro maestoso
07. Quasi adagio
08. Allegretto vivace
09. Allegro marziale animato

Symphony of the Air
*RCA Victor Symphony Orchestra

Alfred Wallenstein, regente
Arthur Rubinstein, piano

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Rubinstein imitando o ministro da “cultura” de Temer

Carlinus
Repostagem por Pleyel

Cesar Frank (1822-1890) – Sonate pour Violin & Piano, Gabriel Fauré (1845-1924) – Sonate pour Violin & Piano, Eduard Lalo (1823-1892) – Symphonie Espagnole – Christian Ferras, Pierre Barbizet

slipcasefrontEste CD faz parte de  uma coleção da gravadora EMI intitulada “Les Introuvables”. Como o meu conhecimento da língua francesa é precário, recorri a meus colegas colaboradores daqui do PQPBach. O monge Ranulfus, ainda em retiro espiritual em uma paradisíaca praia do litoral brasileiro, tradutor da bela língua durante muitos anos, e o russo naturalizado gaúcho (ou seria o contrário?) Vassily Grienrikovich  (sim, ele está voltando, depois de alguns anos meditando, em viagens pela África e pela Europa do Leste e também por alguns rincões distantes do nosso país) me ofereceram então uma bela opção para a tradução desta palavra que não teria similar em português: Inencontráveis. Interessante levando em consideração a proposta da EMI: gravações raras, pouco ou talvez nunca comercializadas. “Tesouros” poderia ser uma opção, mas esta palavra pode ter outras possibilidades de entendimento. Por isso então fico com ‘Inencontráveis’ .

Enfim, este CD traz algumas pérolas discográficas deste grande violinista francês que suicidou-se antes de completar os cinquenta anos de idade.

Começa com a Sonata de Cesar Frank, uma joia do romantismo, talvez a principal obra deste compositor. Em seguida, temos outra pérola, a Sonata de Gabriel Fauré, para concluir com a “Symphonie Espagnole” de Lalo. Ou seja, um repertório basicamente francês.

Espero que os senhores apreciem. Eu gostei muito, principalmente da Sonata de Frank, uma das mais belas e intensas interpretações que já ouvi.

01 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 1. Allegretto ben moderato
02 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 2. Allegro
03 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 3. Recitativo-Fantasia
04 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 4. Allegretto poco mosso
05 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 1. Allegro molto
06 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 2. Andante
07 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 3. Allegro vivo
08 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 4. Allegro quasi presto

Christian Ferras – Violin
Pierre Barbizet – Piano

09 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 1. Allegro
10 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 2. Scherzan
11 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 3. Andante
12 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 4. Rondo (allegro)

Christian Ferras – Violin
Philharmonia Orchestra
Walter Süskind – Conductor

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Christian Ferras
Christian Ferras

Chopin / Franck / Debussy: Sonatas para Violoncelo

Chopin / Franck / Debussy: Sonatas para Violoncelo

Fazer o quê? Durante uma época da minha vida, eu pensava que não gostava de Chopin. Na verdade, apenas não o entendo. Minha mulher acha o mesmo de Bartók, que eu adoro. Ela o acha sem lógica… Já eu penso isso de Chopin e Rachmaninov. Desta forma, melhor deixar para o FDP postá-lo. Também não amo a Sonata de Franck, aqui transcrita para o violoncelo. O conteúdo de Maisky é o romantismo. Ele toca para ser mais e mais romântico. Na minha opinião, é o romantismo pelo romantismo, sem conteúdo. Mas sei que a maioria gosta do romantismo, para mim descabelado, dos compositores e do violoncelista citado e não vou deixar de postar este CD. Mas sou fã da Sonata de Debussy. Os dois músicos com grande liberdade, apesar de Maisky tentar tornar Debby um romanticão. É uma Sonata que enfatiza a diversidade de timbres e efeitos. Este CD é a gravação de um concerto ao vivo feito pela dupla em Kyoto, no Japão, no ano 2000. Embriaguem-se! E só me chamem para o Debussy e olhe lá porque esse Mischa… Vá ser chato assim no inferno!

Chopin / Franck / Debussy: Sonatas para Violoncelo

1. Applause (0:21)

2. Chopin – Cello Sonata in g – 1 (15:03)
3. Chopin – Cello Sonata in g – 2 (5:03)
4. Chopin – Cello Sonata in g – 3 (3:55)
5. Chopin – Cello Sonata in g – 4 (6:07)

6. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 1 (6:27)
7. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 2 (8:12)
8. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 3 (7:21)
9. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 4 (6:02)

10. Debussy – Cello Sonata in d – 1 (4:54)
11. Debussy – Cello Sonata in d – 2 (3:38)
12. Debussy – Cello Sonata in d – 3 (3:45)

13. Chopin – Polonaise brillante Op.3 – 1 (3:02)
14. Chopin – Polonaise brillante Op.3 – 2 (5:55)

Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

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Óinnnnnnn!
Óinnnnnnn!

PQP

Cesar Frank – Sonata in A Major for Violin & Piano, Claude Debussy – Sonata for Violin & Piano – Kyung Wha Chung and Radu Lupu

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NOVO LINK !!! IMPERDÍVEL !!!

Uma violinista sul coreana e um pianista romeno interpretando um repertório exclusivamente francês pode soar estranho, mas quando se trata de músicos deste nível não podia dar errado. Radu Lupu e Kyung-Wha Chung quase atingiram a perfeição, em um repertório impecável, em que se destaca a belíssima sonata de Cesar Franck, um primor do romantismo francês.
O Ravel e o Debussy só confirmam a qualidade, mesmo sendo obras pouco gravadas. A cumplicidade entre os dois músicos está presente em todos os momentos, e o destaque novamente fica para a sonata de Franck, uma das melhores gravações que já ouvi desta obra.
Trata-se de um CD de altíssima qualidade, e não sou apenas eu que assim o considero. As cinco estrelas são quase unânimes dentre os clientes da amazon. Sugiro abrirem uma garrafa de um bom vinho, sentarem-se em suas melhores poltronas para melhor apreciarem a beleza destas obras.

01. Cesar Franck – Sonata for Violin and Piano in A 1. Allegretto ben moderato
02. Sonata for Violin and Piano in A 2. Allegro- Quasi lento- Tempo 1 (Allegro)
03. Sonata for Violin and Piano in A 3. Recitativo – Fantasia (Ben moderato – Largamente – Molto vivace)
04. Sonata for Violin and Piano in A 4. Allegretto poco mosso
05. Claude Debussy – Sonata for Violin and Piano in G minor, L.140 1. Allegro vivo
06. Sonata for Violin and Piano in G minor, L.140 2. Intermede (Fantasque et leger)
07. Sonata for Violin and Piano in G minor, L.140 3. Finale (Tres anime)

Kyung-Wha Chung – Violin
Radu Lupu – Piano

08. Maurice Ravel – Introduction and Allegro
09. Claude Debussy – Sonata for Flute, Viola, and Harp, L. 137 1. Pastorale
10. Sonata for Flute, Viola, and Harp, L. 137 2. Interlude
11. Sonata for Flute, Viola, and Harp, L. 137 3. Finale

Melos Essemble

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Franck, Lekeu, Brahms, Schumann – Sonatas para violino e piano

Todo mês a revista francesa Classica faz uma escuta às cegas de uma obra: ouvem várias gravações sem saber quem está tocando e elegem a melhor. É engraçado pois muitas vezes eles espinafram e desmoralizam músicos consagrados. Vejamos o que os franceses disseram sobre gravações da famosa sonata para piano e violino de César Franck…

Kaja Danczowska e Krystian Zimerman (1996), Gidon Kremer e Oleg Maisenberg (1980) adotam a mesma abordagem: flexibilidade nos fraseados e sensualidade na bela linha vocal.
Martha Argerich, “sempre espirituosa e fogosa” ofusca, em duas gravações diferentes, seus parceiros Itzhak Perlman e Dora Schwarzberg. Esta última “copia Brahms” e é “totalmente sufocada” por Martha”. Sobre Perlman com Vladimir Ashkenazy, os franceses dizem: “belas passagens, apesar de um violino muito sentimental”, “violino canta bem, mas muito monocromático”.
“Confundir César Franck com Brahms ou Schumann é, infelizmente, muito comum na interpretação da Sonata em Lá maior.” Este é o caso de Joshua Bell e Jean-Yves Thibaudet (1989) ou Sarah Chang e Lars Vogt (EMI, 2003). Quanto à gravação de Anne-Sophie Mutter, o conselho é: “fujam” pois ela “dominou um pálido e muito tímido Lambert Orkis”.
Sobre a dupla Oïstrakh/Richter: “a intensidade dramática, o calor expressivo, a generosidade, que emergem deste duo são surpreendentes”, “o diálogo entre os dois é constante, eles atravessam um turbilhão de sentimentos” mas o final é mais discutível: “óbvia falta de simplicidade”, “parece um Beethoven piorado”. O bronze fica com eles.
A medalha de prata vai para Arthur Grumiaux e Georgy Sebök, em gravação de 1978. “Os dois artistas, respeitando o texto, criam uma atmosfera serena de mistério, ternura modéstia: uma atmosfera de música de câmara francesa”, “clareza e naturalidade”, “uma bela versão em que falta um pouco mais de veemência”
O topo do pódio fica com Christian Ferras e Pierre Barbizet nesta gravação de 1965 que aparece no CD de hoje. No allegretto “tudo é pensado, refletido e se torna claro”, “violino e piano cantam naturalmente, sem nunca tentar qualquer hegemonia”. O Allegro final é “igualmente perfeito”, com “uma multidão de climas que são perfeitamente executados: tanto o caráter popular do primeiro tema como o lado um pouco religioso do motivo central”, “muita elegância e inteligência nos fraseados”.

Esses dois CDs trazem ainda as três sonatas para violino e piano de Brahms, em gravações que FDP Bach anos atrás disse que estão entre suas favoritas, e os três Romances de Robert Schumann, originalmente compostos para oboé e piano, mas que Clara Schumann, aparentemente, foi a primeira a tocar com um violinista. Temos ainda a sonata em lá menor de Schumann, romântica e obsessiva, da época e que a saúde mental do compositor já se encontrava em estado delicado. No 3º movimento, convivendo com todos esses sentimentos, há também uma forte influência do contraponto de Bach, que o casal Schumann estudou profundamente.

Last but not least, a sonata do belga Guillaume Lekeu, também absolutamente romântica e melancólica. Tendo morrido na França aos 24 anos de febre tifóide, esse compositor deixou poucas obras, dentre as quais a mais conhecida é essa sonata que encarna perfeitamente o romantismo tardio.
Todo esse repertório é muito bem executado pela dupla francesa. Existem outros violinistas com som mais brilhante, mas pouquíssimos conseguiram tirar do violino sonoridades tão melancólicas, atormentadas e ao mesmo tempo elegantes.
CD 1:
César Franck – Sonate pour piano et violon
1. Allegretto moderato – 6:00
2. Allegro – 7:54
3. Recitativo – Fantasia – 6:45
4. Allegretto poco mosso – 5:40
Guillaume Lekeu – Sonate pour piano et violon
5. I Très modéré – 10:52
6. II Très lent – 8:55
7. III Très animé – 8:57
Johannes Brahms – Sonate pour violon et piano n° 2
8. I Allegro amabile – 7:51
9. II Andante tranquillo… – 6:23
10. III Allegretto grazioso – 5:08
CD 2:
Johannes Brahms – Sonate pour violon et piano n° 1
1. Vivace ma non troppo – 9:47
2. Adagio – 7:52
3. Allegro molto moderato – 8:35
Johannes Brahms – Sonate pour violon et piano n° 3
4. I Allegro – 7:44
5. II Adagio – 4:24
6. III Un poco presto e con sentimento – 3:07
7. IV Presto agitato – 5:58
Robert Schumann – Sonate pour violon et piano n° 1, op. 105
8. I Mit Leidenschaftlichem Ausdruck – 7:06
9. II Allegretto – 3:42
10. III Lebhaft – 5:02
Robert Schumann – 3 Romances pour violon et piano, op. 94
11. I Nicht schnell (Moderato) – 2:28
12. II Einfach, innig (Semplice, affettuoso) – 3:19
13. III Nicht schnell (Moderato) – 3:37
Christian Ferras – violino
Pierre Barbizet – piano

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Brahms
Pleyel

César Franck (1822-1890): Piano Trios

César Franck (1822-1890): Piano Trios

Os Trios para Piano do compositor belga naturalizado francês César Franck são romantismo e ciclamato direto na veia. Franck foi professor, grande organista e teórico. O reconhecimento de seu talento foi póstumo, talvez pelo fato de não ter sido muito ligado às óperas numa França que impunha esse estilo e que ainda era resistente às sinfonias e à música de câmara. Ele teve tanto azar que morreu após um acidente de carro. Em 1890! Francamente.

As Bekova Sisters são refinadas e tocam com charme e romantismo essas boas e meio negligenciadas peças do repertório. A pianista Eleonora é esplêndida. O Trio Nº 4 é um fenômeno. Eu curti.

(Não temos o Vol. 1 desta coleção. Compramos o CD num ).

César Franck (1822-1890): Piano Trios

1 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: I. Allegro moderato 8:50
2 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: II. Andantino 5:36
3 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: III. Minuetto 4:05
4 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: IV. Final: Allegro molto 5:41

5 Piano Trio No. 4 in B Minor, Op. 2 19:05

6 Trio concertant No. 3 in B Minor, Op. 1, No. 3: I. Allegro 8:30
7 Trio concertant No. 3 in B Minor, Op. 1, No. 3: II. Adagio – Quasi allegretto – Meno vivo 10:41
8 Trio concertant No. 3 in B Minor, Op. 1, No. 3: III. Poco lento – Moderato ma molto energico – Il doppio piu lento 9:45

Bekova Sisters:
Elvira Bekova, violino
Alfia Bekova, violoncelo
Eleonora Bekova, piano

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As Bekova: all that glamour
As Bekova: all that glamour

PQP

Martha Argerich & Friends – Live from Lugano Festival 2003

Box FrontApós o choque inicial que a primeira postagem causou, vamos trazer a caixa referente ao ano de 2003. Esqueci de comentar em postagem anterior, mas o titulo deixa claro que o festival é de Música de Câmara. E o repertório explora obras dos séculos XVIII ao século XX. Papa finíssima, eu diria.

Os irmãos Capuçon, Gabriela Montero e Lilya Zilberstein serão presença frequente nestes CDs. A integração entre eles é única, coisa de gente que sabe o que faz.

Então vamos ao que viemos.

CD 1

01. Haydn – Piano Trio in G (Gypsy Rondo) – I. Andante
02. Piano Trio in G (Gypsy Rondo) – II. Poco adagio
03. Piano Trio in G (Gypsy Rondo) – III. Rondo all’ongarese Presto

Martha Argerich, Renaud Capuçon, Gautier Capuçon

04. Rachmaninov Six Duets op.11 – I. Barcarolle
05. Six Duets op.11 – II. Scherzo
06. Six Duets op.11 – III. Chanson russe
07. Six Duets op.11 – IV. Valse
08. Six Duets op.11 – V. Romance
09. Six Duets op.11 – VI. Slava (Gloria)

Lilya Zilberstein, Martha Argerich

10. Grieg Cello Sonata in A minor – I. Allegro agitato
11. Cello Sonata in A minor – II. Andante molto tranquillo
12. Cello Sonata in A minor – III. Allegro – Allegro molto

Gautier Capuçon, Gabriela Montero

CD 2

01. Arensky Piano Trio No.1 in D Minor Op.32 – I. Allegro Moderato – Adagio
02. Piano Trio No.1 in D Minor Op.32 – II. Scherzo Allegro Molto
03. Piano Trio No.1 in D Minor Op.32 – III. Elegia Adagio
04. Piano Trio No.1 in D Minor Op.32 – IV. Finale Allegro non troppo – Andante –

Polina Leschenko, Renaud Capuçon, Gautier Capuçon

05. Lutoslawsky  – Variations on a Theme by Paganini for two pianos
06. Franck Piano Quintet in F minor – I. Molto moderato quasi lento
07. Piano Quintet in F minor – II. Lento con molto sentimento
08. Piano Quintet in F minor – III. Allegro non troppo ma con fuoco

Martha Argerich, Giorgia Tomassi

CD Bônus

01. Piazzola Tangos Revirado
02. Tangos Adiós Nonino

Karin Lechner, Sergio Tiempo

03. Monteiro – Improvisation on a Theme from Beethoven´s First Piano Concerto

Gabriela Montero

04. Piazzola – Oblivion

Dora Schwarzberg, Jorge Andres Bosso
The Cello Concept

05. Rodrigues 0 La Cumparsita

Dora Schwarzberg, Jorge Andres Bosso
The Cello Concept

06. Music from the Gypsy, Hungarian and Romanian Traditions – I
07. Music from the Gypsy, Hungarian and Romanian Traditions – II
08. Music from the Gypsy, Hungarian and Romanian Traditions – III

Géza Hosszu-Legocki, The Five DeVils

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César Franck (1822-1890): Trio em Fá sustenido menor, Op. 1 No. 1 / Maurice Ravel (1875-1937): Trio em Lá menor

César Franck (1822-1890): Trio em Fá sustenido menor, Op. 1 No. 1 / Maurice Ravel (1875-1937): Trio em Lá menor

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Duas obras-primas da música de câmara francesa, aqui com algum sotaque russo. O Trio Nº 1 de Franck é esplêndido, denso, brahmsiano, lindo, ímpar. E o que dizer do Trio de Ravel, uma das maiores músicas do repertório de câmara de todos os tempos? A gravação é ao vivo. A química entre os três músicos (S. Richter, Kagan, Gutman) era especial e têm uma guardam uma “sensação de concerto” que é bastante emocionante. São típicas das performances tardias de Richter: há salpicos de notas erradas e momentos defeituosos, mas a maneira pela qual a música é reinventada é única.

César Franck (1822-1890) – Trio em Fá sustenido menor, Op. 1 No. 1
01. I. Andante con Moto
02. II. Alegro Molto
03. III. Finale Alegro Maestoso

Maurice Ravel (1875-1937) – Trio em Lá menor
04. I. Moderee
05. II. Pantoum Assez vif
06. III. Passacaille tres large
07. IV. Anime

Sviatoslav Richter, piano
Oleg Kagan, violino
Natalia Gutman, cello

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Richter - Kagan - Gutman
Richter – Kagan – Gutman

Carlinus

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

IM-PER-DÍ-V…

Este álbum duplo que me caiu nas mãos é algo bastante original. In Memory Of… Classics for Funerals é uma série de highlights lentos, tristes e pouco barulhentos. A respeitada gravadora Chandos resolver perder o pudor e chamou a coletânea de Clássicos para Funerais, ou seja, se algum familiar seu morrer e você quiser colocar uma música culta e digna em honra a seu morto, aí está! Lembrem do PQP quando ouvirem a trilha no velório, por favor. É o mínimo.

A primeira faixa do disco, a Marcha Fúnebre de Chopin é tocada com orquestra e isso me incomodou. Depois, o nível da coisa sobe muito e o morto pode seguir de forma decorosa para o vazio. Há belas lembranças de obras que não relaciono com a morte — como se fizéssemos alguma coisa neste mundo que não tivesse relação com a morte! –, mas que agora, sei lá, talvez passe a relacionar. Apesar de ser uma incrível colcha de retalhos, misturando, épocas e gêneros, gostei de ouvir o disco de mais de 150 minutos.

Boa morte a todos! Coloquem música no lugar do padre! Basta de recaídas religiosas na hora da morte! É de péssimo gosto!

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

1.Frédéric Chopin Piano Sonata No. 2 in B flat minor, Op. 35, CT. 202 : Funeral March 7:05
2.Giuseppe Verdi Requiem Mass, for soloists, chorus & orchestra (Manzoni Requiem) : Agnus Dei 5:23
3.Johann Sebastian Bach Komm, süsser Tod, for voice & continuo (Schemelli Gesangbuch No. 868), BWV 478 (BC F227) 5:07
4.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Pie Jesu 3:24
5.Edward Elgar Enigma Variations, for orchestra, Op. 36 : Nimrod 3:31
6.George Frederick Handel Messiah, oratorio, HWV 56 : I know that my redeemer liveth 6:01
7.Johann Sebastian Bach Concerto for 2 violins, strings & continuo in D minor (“Double”), BWV 1043 : Largo 6:56
8.Gabriel Fauré Pavane, for orchestra & chorus ad lib in F sharp minor, Op. 50 6:24
9.Sergey Rachmaninov Vocalise, transcription for orchestra, Op. 34/14 4:29
10.Henry Purcell Dido and Aeneas, opera, Z. 626 : When I am laid in earth 3:26
11.Jules Massenet Thaïs, opera in 3 acts : Méditation 4:51
12.Maurice Ravel Pavane pour une infante défunte, for piano (or orchestra) 6:25
13.Percy Grainger Irish Tune from County Derry (Londonderry Air), folk song for string orchestra with 2 horns ad lib. (BFMS 15) 4:22
14.Samuel Barber Adagio for strings (or string quartet; arr. from 2nd mvt. of String Quartet), Op. 11 8:25
15.Wolfgang Amadeus Mozart Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 : Introitus 5:20
16.Jules Massenet La Vierge, sacred legend in 4 acts : Le dernier sommeil de la Vierge 3:31
17.César Franck Panis angelicus for tenor, organ, harp, cello & bass 3:47
18.Gustav Mahler Adagietto, for orchestra (from the Symphony No. 5) 10:51
19.George Frederick Handel Saul, oratorio, HWV 53 : Dead March 5:20
20.Johann Sebastian Bach St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2) : Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 6:56
21.Arvo Pärt Cantus in Memory of Benjamin Britten, for string orchestra & bell 6:18
22.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Agnus Dei 5:49
23.William Walton Henry V, film score : Touch her soft lips and part 1:37
24.Edvard Grieg Peer Gynt Suite for orchestra (or piano or piano, 4 hands) No. 1, Op. 46 : Death of Åse 4:11
25.Johann Sebastian Bach Cantata No. 147, “Herz und Mund und Tat und Leben,” BWV 147 (BC A174) : Jesu, Joy of Man’s Desiring 3:02
26.Edward Elgar Sursum Corda, elévation for brass, organ, strings & 2 timpani in B flat major, Op. 11 7:11
27.Ludwig van Beethoven Symphony No. 3 in E flat major (“Eroica”), Op. 55 : Marcia funebre 15:05

A relação com os artistas envolvidos:

Disc: 1

1. Funeral March From Op.35 – BBC Philharmonic
2. Agnus Dei – Richard Hickox
3. Komm Susse Tod – BBC Philharmonic
4. Pie Jesu – Libby Crabtree
5. ‘Nimrod’ – Alexander Gibson
6. ‘I Know That My Redeemer Liveth’ – Joan Rodgers
7. Largo – Simon Standage
8. Pavane – BBC Philharmonic
9. Vocalise – Detroit Symphony Orchestra
10. ‘When I Am Laid In Earth’ – Emma Kirby
11. ‘Meditation’ – Yuri Torchinsky
12. Pavane Pour Une Infante Defunte – Louis Lortie
13. Irish Tune – BBC Philharmonic
14. Adagio For Strings, Op.11 – Neeme Jarvi

Disc: 2

1. Introitus – Choir Of Saint John’s College
2. ‘Le Dernier Sommeil De La Vierge – BBC Philharmonic
3. Panis Angelicus – BBC Philharmonic
4. Adagietto – Neeme Jarvi
5. ‘Dead March’ – BBC Philharmonic
6. ‘Ruht Wohl, Ihr Heiligen Gebeine’ – Harry Christophers
7. Cantus-In Memory Of Benjamin Britten – Neeme Jarvi
8. Agnus Dei – City Of Birmingham Symphony Chorus
9. ‘Touch Her Soft Lips And Part’ – Richard Hickox
10. ‘Death Of Ase’ – Vernon Handley
11. ‘Jesu, Joy Of Man’s Desiring’ – Michael Austin
12. Sursum Corda, Op.11 – Bournemouth Sinfonietta
13. Marcia Funebre – Walter Weller

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O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte
O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

PQP

Frédéric Chopin (1810-1849) e César Franck (1822-1890): Sonatas para Violoncelo e Piano

Frédéric Chopin (1810-1849) e César Franck (1822-1890): Sonatas para Violoncelo e Piano

Jacqueline Du Pré (1945-1987) foi uma lenda. Talentosa desde a infância, teve sua carreira tragicamente encurtada em razão de uma esclerose múltipla, que a forçou deixar os palcos aos vinte e oito anos de idade. Em 1971, aos 26 anos, Jacqueline du Pré começou um irreversível declínio, com a perda de sensibilidade nos dedos e outras partes de seu corpo. Ela foi diagnosticada com esclerose múltipla em outubro de 1973. Seu último álbum é exatamente este que temos aqui, de sonatas de Chopin e Franck, gravadas em dezembro de 1971. Em janeiro de 1973, ela retomou seus concertos e fez uma turnê pela América do Norte. Seu último concerto em Londres aconteceu em fevereiro de 1973, com a Orquestra Nova Philharmonia, sob regência de Zubin Mehta. Suas últimas apresentações públicas foram em Nova Iorque, em fevereiro de 1973, tocando o Concerto Duplo de Brahms, com Pinchas Zukerman e a Filarmônica de Nova Iorque, sob a regência de Leonard Bernstein. No entanto, ela tocou em apenas três das quatro récitas previstas, cancelando a última. No início da década de 1980, seu marido, Daniel Barenboim, iniciou uma relação amorosa com a pianista russa Elena Bashkirova, com quem viria a ter dois filhos, ambos nascidos em Paris: David Arthur (n. 1983) e Michael Barenboim (n. 1985). Ele tentou ocultar esse romance de Jacqueline e acredita ter conseguido. Em 1988, ele e Bashkirova se casaram. A Fundação Vuitton leiloou seu Stradivarius Davidov por um milhão de libras, sendo arrematado pelo também violoncelista Yo-Yo Ma. A violoncelista russa Nina Kotova é a atual dona de seu Stradivarius 1673. O cello Peresson, de 1970, foi emprestado por Daniel Barenboim ao violoncelista Kyril Zlotnikov, do Jerusalem Quartet.

Frédéric Chopin (1810-1849) – Sonata In G Minor

01. I. Allegro Moderato [11:08]
02. II. Scherzo [05:20]
03. III. Largo [04:01]
04. IV. Finale [06:47]

César Franck (1822-1890) – Sonata In A Major

05. I. Allegro Ben Moderato [06:24]
06. II. Sonata In A Major II Allegro [08:45]
07. III Recitativo-Fantasia [07:38]
08. IV Allegretto Poco Mosso [06:52]

Jacqueline Du Pré, Cello
Daniel Barenboim, Piano

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O casal Jacqueline Du Pré e Daniel Barenboim.
O casal Jacqueline Du Pré e Daniel Barenboim.

Carlinus

Cesar Frank – Symphony in D, Symphonic Variations – Giulini, Paul Crossley, Wiener Philharmoniker

61PT6A3AV6LEssa belíssima sinfonia apareceu muito pouco aqui no PQPBach. Na verdade, nem lembro se já a postei, ou se algum outro colega o tenha feito. Estive ouvindo essa sinfonia nesta tarde chuvosa em uma gravação antiga de Pierre Monteux, realizada ainda nos anos 40, mas a qualidade da gravação era muito ruim, por isso então resolvi trazer outra leitura mais moderna, novamente com o italiano Carlo Maria Giulini regendo a Filarmônica de Viena.
Nesta obra Cesar Franck não nega sua influência wagneriana. A abertura da obra, um movimento lento belíssimo, poderia perfeitamente abrir alguma ópera de Wagner. Mas a obra logo adquire personalidade própria dando voz a Franck. Lindas passagens, românticas, densas, outras mais leves. E como não poderia deixar de ser, novamente Giulini deixa a sua marca, realizando umas das melhores gravações desta sinfonia nos últimos anos. Lembram dos Bruckner que eu trouxe há algum tempo atrás com esse mesmo maestro? Pois então, estas gravações foram realizadas neste mesmo período final da vida do maestro.
Paul Crossley fecha o cd com chave de ouro sentado ao piano, tocando as Variações Sinfônicas para Piano e Orquestra, sempre acompanhado por essa fenomenal orquestra dirigida por um dos grandes nomes da regência do século XX.

01. Symphony in D – I. Lento – Allegro non troppo
02. Symphony in D – II. Allegretto – attacca
03. Symphony in D – III. Allegro non troppo
04. Symphonic Variations

Paul Crossley – Piano
Wiener Philharmoniker
Carlo Maria Giulini – Conductor

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César Franck (1822-1890) – Symphony in D minor e Ernest Chausson (1855-1899) – Symphony in B-flat op.20

  Franck e Chausson são dois compositores da escola francesa. O disco traz dois trabalhos importantes desses compositores, sendo que a obra de Franck é mais conhecida. A Sinfonia em D do compositor de origem belga, e radicado na França, se constitui em algo singular entre tudo aquilo que foi escrito no século XIX. Possui uma linguagem à parte. Destoa do romantismo beethoveano ou brahmsiano; anda por caminhos diversos e possui, esteticamente, um encanto oriundo de um compositor que foi/é grande, mas que acabou sendo ofuscado por circunstâncias históricas à semelhança de Saint-Säens. O outro trabalho do disco é de Chausson. Inclusive este último foi pouco postado aqui no PQP Bach nos seus oito anos de febricitante atividade. Ainda não conhecia a Sinfonia do francês. Um ótimo disco não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

César Franck (1822-1890) – 

Symphony in D minor
01. I. Lento – Allegro non troppo
02. II. Allegretto
03. III. Allegro non troppo

Ernest Chausson (1855-1899) –

Symphony in B-flat op.20
04.  I. Lent – Allegro vivo
05.  II. Tres lent
06.  III. Anime – Tres anime

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente

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O experiente regente polonês Marek Janowski!

Carlinus

Cesar Franck (1822-1890) – Piano Trios, Violin Sonata – The Bekova Sisters

FrontCesar Franck aparece muito raramente por aqui. Não sei o porque, lembro que nosso querido e retirado Monge Ranulfus postou alguns cds da obra organística do francês, mas depois disso creio que o compositor sumiu daqui.

Vou tentar cobrir essa falha trazendo dois belos cds com uma pequena amostra de sua música de câmara, interpretado por um trio de irmãs nascidas no Cazaquistão, mas que estudaram em Moscou. Bela música tocada com muita competência.

Front

CD 1

01 – Piano Trio, Op. 1 No. 1 – I. Andante con moto
02 – Piano Trio, Op. 1 No. 1 – II. Allegro molto
03 – Piano Trio, Op. 1 No. 1 – III. Finale- Allegro maestoso
04 – Violin Sonata – I. Allegretto ben moderato
05 – Violin Sonata – II. Allegro
06 – Violin Sonata – III. Recitativo-fantasia- Ben moderato –
07 – Violin Sonata – IV. Allegretto poco mosso

CD 2

01 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Allegro moderato
02 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Andantino
03 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Minuetto
04 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Finale Allegro molto
05 Trio 4 Op 2 B minor
06 Trio 3 Op 1 #3 B minor, Allegro
07 Trio 3 Op 1 #3 B minor, Adagio – Quasi allegretto – Meno vivo
08 Trio 3 Op 1 #3 B minor, Poco lento – Moderato ma molto energico – Il doppio piú lento

Bekova Sisters:

Elvira Bekova – Violin
Alfia Bekova – Cello
Eleonora Bekova – Piano

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

elvira-bekova-0
Bekova Sisters

Sergei Rachmaninoff (1873-1943) / César Franck (1822-1890): Sonatas para Violoncelo

O CD vai mais ou menos chatinho nas seis primeiras faixas, mas torna-se luminoso partir da sétima, quando abandonamos definitivamente Rachmaninov e abraçamos um porto mais seguro: Cesar Franck. Quis a Hyperion marcar bem a passagem com a belíssima canção Le sylphe. Depois temos a Sonata para Cello e Piano de Frank esmagando Rach com qualidade. A humilhação é finalizada com outra canção que fecha o caixão, demonstrando bem o tamanho de cada um dos envolvidos.

Um CD absolutamente desigual e IM-PER-DÍ-VEL pela segunda metade.

P.S.: Isserlis é um MONSTRO.

Sergei Rachmaninoff (1873-1943) / César Franck (1822-1890):
Sonatas para Violoncelo

Rachmaninoff:

1. Pieces (2) for cello & piano, Op. 2: Prelude
2. Pieces (2) for cello & piano, Op. 2: Oriental Dance

3. Sonata for cello & piano in G minor, Op. 19: Lento. Allegro moderato
4. Sonata for cello & piano in G minor, Op. 19: Allegro scherzando
5. Sonata for cello & piano in G minor, Op. 19: Andante
6. Sonata for cello & piano in G minor, Op. 19: Allegro mosso

Franck:

7. Le sylphe, song for voice & piano, M. 73

8. Sonata for violin & piano in A major, M. 8: Allegretto ben moderato
9. Sonata for violin & piano in A major, M. 8: Allegro
10. Sonata for violin & piano in A major, M. 8: Recitativo. Fantasia. Ben moderato. Molto lento
11. Sonata for violin & piano in A major, M. 8: Allegretto poco mosso

12. Panis angelicus for tenor, organ, harp, cello & bass

Steven Isserlis, cello
Stephen Hough, piano
Rebecca Evans, soprano

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Cesar Frank: humilhando Rachmaninov... Pra que misturar, né?
Cesar Frank: humilhando Rachmaninov… Pra que misturar? São compositores não miscíveis em termos qualitativos.

PQP

O órgão essencial de Franck, para começar (e o piano também) – REVALIDADO

Senhores: precisamente dois anos atrás, em 27.04.2010, o monge Ranulfus começava sua carreira neste blog – carreira um bocado irregular como tudo mais em sua vida nem tão monacal assim… – e a começava precisamente com este post. Talvez por isso lhe ficou sendo um post especialmente querido, que ele não gostaria de ver como grão chocho, sem link válido. Espero que vocês achem o mesmo!

. . . . . . .
Caríssimos co-freqüentadores, talvez alguns lembrem que há semanas eu vinha clamando e golpeando os portões do templo com os punhos: “Precisamos de Franck! Precisamos de Franck!”

Pois vocês não vão acreditar, mas aconteceu: de repente uma voz trovejou dos céus “então posta logo você mesmo esse Franck, e pára de pentelhar, porra!” No mesmo instante deu-se um clarão e eu me vi transportado a uma bolha transparente pousada sobre um píncaro gelado, e lá dentro, quem vejo? A equipe toda do blog – sim, Avicenna, Strava, Carlinus, CVL, FDP, Bluedog, CDF, todos diante do trono de Bach Pai, que tinha assentado à sua direita Carl Phillip, e à esquerda vocês já sabem quem: com sua voz de trovão, o próprio PQP!

E então… então me furaram o dedo e eu tive que assinar com o próprio sangue o juramento de jamais revelar os detalhes da orgi… da organização… mas por outro lado fui autorizado a oficiar os ritos de São César Franck – e ainda outros mais! – em nome de PQP Bach. E então, sentindo-me honrado além de todo merecimento, com profunda reverência e uma baita ressaca… eis-me aqui!

E já começo com um rápido jogo de corpo: suspeito que fui guindado aos céus justo pela minha proposta de postar a nova concepção de “obra organística completa de Franck”, gravada em 2006 em seis CDs (e não apenas nos dois usuais) por Hans-Eberhard Ross… mas depois que acordei percebi: apesar de toda a pompa da produção, a agógica de Ross, sua “declamação”, está longe de satisfatória: com freqüência a trama complexa de vozes cantantes, que fazem a grandeza de Franck, desaparece numa pasta de timbres belos mas informes.

E aí eu pensei: a moçada precisa ouvir outro Franck antes desse; um que dê pra entender! Além disso, que tal conhecer bem os pontos altos da obra (especialmente os 3 Corais e o Prelúdio, Fuga e Variação) antes de se meter com a infinidade de micro-peças litúrgicas gravadas por Ross?

E aí recorri à gravação de André Isoir, de 1977, feita num instrumento de Cavaillé-Coll, aquele sujeito que teve a sorte de passar à posteridade como “o organeiro de César Franck”.

É a melhor? Confesso que ainda não achei “a melhor”. Confesso mais: as gravações “feitas em casa” por Thomas Fürstberger, um professor de Ensino Médio alemão que toca órgão nas horas vagas, me tocam mais. Com freqüência acho que as execuções de amadores têm mais verdade, mesmo se com alguns esbarrões aqui e ali; chegam mais perto da alma do compositor – quem sabe justamente pelo sentido original da palavra “amador”. Mas pra quê postar aqui as gravações de Fürstberger se ele mesmo as oferece no seu site? Então vai o link do site dele, junto com o de download.

Isso é tudo, por hoje? Nããão! Acontece que junto ao clamor pelo órgão do Franck (epa!) eu também berrava: “E o Prelúdio, Coral e Fuga para piano! E o Prelúdio, Coral e Fuga!” – e aí encontrei um exemplar pra lá de interessante desse animal: a gravação de Alfred Cortot, de 1932, hoje em domínio público. Vale inclusive pra ver que, ao contrário de alguns outros famosos, Cortot não é apenas nome. O fato de haver uma ou outra esbarrada (como nas gravações de amadores) só faz suspeitar que as gravações perfeitas que compramos hoje não passam de “photoshop sonoro”. Pois a interpretação desse mestre de tantos pianistas se mostra ao mesmo tempo sóbria, intensa e transparente, fazendo cantar cada uma das vozes internas – uma interpretação digna de, digamos, um Alfred Cortot!

E agora vai lá. Espero que vocês tenham tanto prazer quanto eu!

César Franck por André Isoir, órgão (1977)
01 Prélude, fugue et variation op.18 (~1860)
02 Choral n°1 en mi majeur op.38 (1890)
03 Choral n°2 en si mineur op.39 (1890)
04 Choral n°3 en la mineur op.40 (1890)
05 Pièce heroïque (1878)
06 Final op.21 (~1860)

Brinde:
Prelúdio, Coral e Fuga (1884) por Alfred Cortot (piano) em 1932

01 Prelude
02 Choral
03 Fugue

BAIXE AQUI

Alternativa:
Os 3 Corais + o Prelúdio, Fuga e Variação por um amador competente

Página de Thomas Fürstberger: ACESSE AQUI

Ranulfus

César Franck (1822-1890) – Trio concertant No. 2 in B flat major, Op. 1, No. 2, "Trio de salon", Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2, M. 4: Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2 e Trio concertant No. 3 in B minor, Op. 1, No. 3

Como prometi, segue o outro CD com mais trios de César Franck. É mais um CD para nos fazer pensar na importância do compositor. Penso que Franck não seja um compositor coadjuvante. Sua importância ainda não foi revelada. Sua obra geralmente fica obscurecida, talvez pela dificuldade no acesso ao material musical do franco-belga César Franck. Todavia, é uma das maiores obras do século XIX. Bom deleite!

César Franck (1822-1890) – Trio concertant No. 2 in B flat major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”, Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2, M. 4: Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2 e Trio concertant No. 3 in B minor, Op. 1, No. 3

Trio concertant No. 2 in B flat major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”
01. I. Allegro moderato
02. II. Andantino
03. III. Minuetto
04. IV. Final: Allegro molto

Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2, M. 4: Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2
05. 5. Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2, M. 4: Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2

Trio concertant No. 3 in B minor, Op. 1, No. 3
06. I. Allegro
07. II. Adagio – Quasi allegretto – Meno vivo
08. III. Poco lento – Moderato ma molto energico – Il doppio piu lento

The Bekova Sisters

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Carlinus

Cesar Franck (1822-1890) – Sinfonia em Ré menor e Pièce Heroïque; Vincent d'Indy (1851-1931) – Variações Sinfônicas Istar, Op. 42

Como eu e Ranulfus estamos num empreendimento franckiano, apresento mais uma versão da famosa  Sinfonia em Ré. Surge ainda neste post outro francês, Vincent d’Indy. Seguem alguns dados dos dois compositores. César-Auguste-Jean-Guillaume-Hubert Franck foi um organista e compositor belga. Com quinze anos, após os estudos em sua cidade natal, foi para Paris onde passou a freqüentar o conservatório. Suas primeiras composições datam desta época e incluem quatro trios para piano e cordas (Trio op.1 no.1), além de peças para piano. Já separei os 4 trios para postar. Rute, uma cantata bíblica, foi composta com sucesso no conservatório em 1846. Deixou inacabada a ópera Le Valet de Ferme, iniciada em 1851. Durante muitos anos, Franck levou uma vida retirada, dedicando-se ao ensino e a seus deveres de organista, adquirindo renome como improvisador. Escreveu também uma missa, motetos, peças para órgão e outros trabalhos de cunho religioso. Professor do Conservatório de Paris em 1872, naturalizou-se francês no ano seguinte. Sua obra-prima é o poema sinfônico Les Béatitudes. Foi recebida, no entanto, com frieza na única execução pública durante a vida do autor. Possivelmente, venha a postar este extraordinário poema sinfônico. Outros poemas sinfônicos de Franck são Les Éolides, de 1876, Le Chasseur Maudit, de 1883 e Psyche, de 1888, sendo que os dois primeiros já foram postados aqui e o último ainda será postado. Já, por sua vez, Paul Marie Théodore Vincent d’Indy foi um compositor e professor francês. Em 1894, foi o principal fundador da “Schola Cantorum”. Compôs três sinfonias, as Variações Sinfônicas Istar, três óperas, canções, música de câmara, aberturas, e algumas peças para piano.

Textos com adaptações extraídos DAQUI e DAQUI.

Cesar Franck (1822-1890) – Sinfonia em Ré menor

01. Lento – Allegro non troppo
02. Allegretto
03. Allegro non troppo

Chicago Symphony Orchestra
Pierre Monteux, regente

Cesar Franck (1822-1890) – das ‘3 Peças para Grande Órgão’

04. Pièce Heroïque (versão orquestral)

San Francisco Symphony
Pierre Monteux, regente

Vincent d’Indy (1851-1931) – Variações Sinfônicas Istar, Op. 42

05 – I. Très lent
06 – II. Un peu plus animé
07 – III. Très animé
08 – IV. Le double plus vite

San Francisco Symphony
Pierre Monteux, regente

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Carlinus

César Franck (1822-1890) – Sinfonia em Ré menor, Les Éolides e Le Chausseur Maudit

César Franck é um compositor belga-francês que começou a sua obra tardiamente. Somente depois dos 50 anos é que ele deu início à criação de trabalhos significativos. Chegou a ter um grande conhecimento da obra de Beethoven. Outro importante compositor que o influenciou foi Liszt. Numa época em que a Europa se rendia ao wagnerianismo, Franck seguiu um caminho próprio, singular. Essas inovações foram responsáveis por gerar um estranhamento no público acostumado com as “megalomanias” de Wagner. Mas, como lhe era devido, o compositor encontrou o merecido reconhecimento, por conta do labor de seus discípulos. Como classificar César Franck? Ele não era nem Romântico nem Pós-Romântico. César Franck era César Franck. Este aspecto é importante para compreendermos a obra do compositor. Temos aqui nesta postagem a famosa Sinfonia em D menor, uma das obras mais importantes do século XIX. Ela estreou em 1889, um ano antes da morte do compositor. E quando da estréia, não logrou êxito. Foi mal recepcionada. Julgada como uma obra incompreensível e “espessa”. O mesmo que se deu com a Sinfonia Titã de Mahler, apenas para traçar um paralelo. Carpeaux diz algo importante sobre essa peça peça: “A Sinfonia em ré menor é uma das maiores do século XIX: alguns descobrem nela um programa religioso, outros a expressão de filosofia pessimista e estóica; mas é música absoluta.” O poema sinfônico Les éolides, composto no verão de 1875 é uma espécie de homenagem a Liszt. Por sua vez, a última peça, Le chausseur maudit, foi escrita em 1882. Inspira-se em uma balada e conta a história de um conde que ignora os deveres religiosos e sai para caçar em pleno domingo. Os fiéis ao verem a negligência de Rhin (nome do conde), clamam contra a infração à lei sagrada que manda respeitar o dia dedicado à oração e ao repouso. No meio do caminho, seu cavalo se detém e a trompa de caça fica muda, ao mesmo tempo em que uma voz de além-túmulo o amaldiçoa pelo seu pecado. Ele foge envolto em chamas e é perseguido por um bando de espectros. A obra tem uma forte influência dos poemas sinfônicos de Franz Liszt, como se pode perceber. Não deixe de ouvir este importante registro. Uma boa apreciação!

César Franck (1822-1890) – Sinfonia em Ré menor, Les Éolides e Le Chausseur Maudit

Sinfonia em Ré menor
1. Lento – Allegro non troppo [19:10]
2. Allegretto [10:39]
3. Allegro non troppo [10:45]

Les Éolides
4. Les Éolides [10:50]

Le Chausseur Maudit
5. Le Chausseur Maudit [15:12]

Royal Phialharmonic Orchestra
Raymond Leppard, regente

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Carlinus

Cesar Franck (1822-1890), Claude Debussy (1862 – 1918), Maurice Ravel (1875-1937) – Sonatas para Violino e Piano

Pois é, F.D.P. Bach já postou este CD em julho do ano passado. Gostei imensamente dele e o comprei na Amazon. Volto a postá-lo porque na gravação postada por FDP não havia divisão de faixas; então ofereço hoje a vocês aqui a versão faixa a faixa deste CD recém chegado. O texto de FDP demonstrava avassaladora paixão por este grande trabalho da portuguesa Pires e de seu estranho violinista Dumay (francês). Tinha razão!, ainda mais considerando-se a rotineira ruindade da música francesa, minha cara Clarita Schumann:

Atendendo à uma solicitação feita, FDP posta aqui uma excelente gravação da Sonata para violino e piano de Cesar Franck. De quebra, ainda vai Debussy e Ravel de brinde. A interpretação estará a cargo de Augustin Dumay e Maria João Pires. Gosto muito da sonata de Franck. Considero-a de extrema sensibilidade e delicadeza. Imagino sempre, ao ouví-la, que estou deitado na relva, ao lado de um regato tranqüilo, com uma leve brisa soprando.

Boa audição!

César Franck (1822 – 1890) – Sonata for Violin and Piano in A
1- Allegretto ben moderato
2 – Allegro – Quasi lento – Tempo 1 (Allegro)
3 – Recitativo – Fantasia (ben moderato – Largamente – Molto Vivace
4 – Allegretto poco mosso

Claude Debussy (1862 – 1918) – Sonata for Violin and Piano in G minor
5- Allegro vivo
6 – Intermede – fantasque et léger
7 – Finale (Trés anime)

Maurice Ravel (1875 – 1937)
8 – Berceuse sur le nom de Gabriel Fauré
9 – Vocalise – Etude (en forme de Habanera)
10 – Tzigane

Augustin Dumay – Violin
Maria João Pires – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE