Luciano Berio (1925-2003) / Alban Berg (1885-1935) / George Gershwin (1898-1937): Crazy Girl Crazy

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Barbara Hannigan (1971) é uma soprano e maestrina canadense, talvez a maior artista viva da ópera contemporânea. Tem tudo: linda voz, técnica arrebatadora, distintas inteligência e cultura musicais e é bonita pra caralho. Há alguns anos, tornou-se também regente, e das boas. Claro que, cantando Ligeti e Berio, trata-se de uma pessoa franca e de extremo bom humor e graça. Acharia bagaceiro chamá-la de diva, até porque ela não tem nada de divindade, é bem concreta, digamos… Musa lhe caberia melhor, até porque as musas inspiram a criação artística e muitas peças foram escritas especialmente para a voz de Barbara. Bem, este CD é uma joia produzida por ela. Aqui, ela canta e rege a extraordinária Ludwig Orchestra em obras de Berio — Sequenza III para soprano solo –, Berg — a Suíte Lulu, onde Hannigan mais rege do que canta — e Gershwin — onde demonstra enorme senso de estilo. Imaginam como canta um coral regido por Hannigan? Pois isso há no Gershwin. Para mim, a melhor peça do disco é a de Berg, mas isso é quase inevitável. O cara era mesmo o maior talento musical da Segunda Escola de Viena. Mas as outras não ficam muito abaixo não. Vamos sair um pouco de nosso museu musical?

Luciano Berio (1925-2003) / Alban Berg (1885-1935) / George Gershwin (1898-1937): Crazy Girl Crazy

1 Sequenza III 9:00

2 Lulu Suite: I. Rondo 14:24
3 Lulu Suite: II. Ostinato 3:53
4 Lulu Suite: III. Lied der Lulu 2:45
5 Lulu Suite: IV. Variationen 3:45
6 Lulu Suite: V. Adagio 10:25

7 Girl Crazy Suite (After G. Gershwin) 13:10

Barbara Hannigan
Ludwig Orchestra

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Barbara Hannigan e Simon Rattle

Barbara Hannigan e Simon Rattle

PQP

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Katia & Marielle Labèque – Sisters – CD 2 de 6

katia-marielle-labeque-sisters-2016O segundo CD do duo Labèque Sisters traz um repertório bem mais eclético, que vai de Tchaikovsky a Berio, passando por Brahms, Dvorák entre outros. Outro grande momento das irmãs, impecáveis em sua incrível capacidade de tocarem juntas como se fossem uma só.
Já trouxe em outra ocasião a gravação das Danças Húngaras de Brahms com essa dupla, mas já faz bastante tempo, então os links também já eram.

2.001. Tchaikovsky Swan Lake, Op.20, TH.12 – Arr. for piano duet – Russian dance
2.002. Brahms Hungarian Dance No.1 in G Minor, WoO 1 No.1 – for piano duet – Allegro molto
2.003. Brahms Hungarian Dance No.20 in E Minor, WoO 1, No.20 – Arr. for piano duet – Poco allegretto – Vivace
2.004. Brahms Hungarian Dance No.5 in G Minor, WoO 1 No.5 – for Piano Duet – Allegro – Vivace
2.005. Dvorák 8 Slavonic Dances, Op.72, B.147 – For Piano Duet – No.2 in E Minor (Allegretto grazioso)
2.006. Dvorák 8 Slavonic Dances, Op.46, B.83 – For Piano Duet – No.8 in G Minor (Presto)
2.007. Bizet Jeux d’enfants, Op.22 – 12 pieces for Piano duet – 11. Petit mari, petite femme
2.008. J. Strauss II Pizzicato Polka – for Piano Duet – Pizzicato Polka
2.009. J. Strauss II Auf der Jagd, Op.373 – for Piano Duet – Polka (Schnell)
2.010. Fauré Dolly Suite, Op.56 – for piano duet – 1. Berceuse
2.011. Poulenc L’Embarquement pour Cythère, valse-musette pour deux pianos FP 150
2.012. Milhaud Scaramouche – for 2 Pianos Op.165b – 3. Brazileira (Mouvement de samba)
2.013. Grainger Country Gardens (Handkerchief Dance) – Arr. for Piano Duet – Country Gardens (Handkerchief Dance)
2.014. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – I. Allegro ben ritmato e deciso, in B flat
2.015. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – II. Andante con moto e poco rubato, in C sharp minor
2.016. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – III. Allegro ben ritmato e deciso, in E flat minor
2.017. Stravinsky Three Easy Pieces (for Piano Four-Hands) – II. Waltz
2.018. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 5. Galop
2.019. Lutoslawski Variations on a Theme of Paganini – Arr. for two pianos – Variations on a Theme of Paganini
2.020. Berio Polka, for piano quatre-mains

Katia & Marielle Labèque – Piano

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A Família das Cordas: Playing for the World – The New Violin Family

newviolinfamilyPois a história de Grigoriy Sedukh e seus violinos miúdos não parou em sua gravação que apresentamos ontem: esses instrumentos são apenas três duma série de oito, concebidos e confeccionados pela luthier Carleen Hutchins para reproduzir, em diferentes tamanhos, as qualidades sônicas do violino.

A luthier buscava criar um conjunto de instrumentos, ao estilo dos consorts de violas do século XVII, que tivessem características sonoras homogêneas, baseadas no violino. Seu trabalho, que envolveu colaboração com físicos, resultou num octeto de instrumentos que vão do sopranino ao contrabaixo, mas que são, essencialmente, violinos.

octet horizontal

Um desses instrumentos, o violino contralto, foi usado por Yo Yo Ma para tocar o Concerto para viola de Bartók, com recepção mista. Alguns saudaram o som como “revelador”, mas muita gente estranhou. A riqueza de timbre da viola se perde em prol de mais brilho e projeção, que é… bem, justamente aquilo que a gente não espera de uma viola.

Não obstante, várias instituições dedicam-se à divulgação do legado de Hutchins, alguns com devoção quase religiosa a sua figura, e comissionando novas composições para o peculiar conjunto instrumental.

Sério: olhem o T A M A N H O do violino contrabaixo!!!

Sério: olhem o T A M A N H O do violino contrabaixo!!!

Nesse álbum, gravado no que parece ser um congresso da The New Violin Family Association, várias peças de exibição são tocadas nos diversos instrumentos do octeto. A qualidade um tanto precária da gravação deixa para a nossa imaginação muito do tão apregoado brilho desses novos instrumentos, mas ouvir a Fantasia de Vaughan Williams tocada por eles, numa massa sonora mais homogênea que uma orquestra de cordas moderna, faz pensar que o sonho de Hutchins pode ter virado realidade.

Mais sobre a The New Violin Family Association em seu sítio na grande rede.

THE NEW VIOLIN FAMILY – PLAYING FOR THE WORLD

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
01 – Suíte no. 2 em Si menor, BWV 1067 – Badinerie

Jean-Marie LECLAIR (1703-1777)
02 – Sonata em Mi maior – Adagio

Johann Sebastian BACH
03 – Concerto em Ré menor para dois violinos e orquestra, BWV 1043 – Largo

Marin MARAIS (1656-1728)
04 – L’Agréable

05 – Improvisação de Stephen Nachmonavitch e Sera Smolen

Jules Émile Frédéric MASSENET (1842-1912)
06 – Thaïs – Méditation

Diana GANNETT (1947)
07 – Simple Grace

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
08 – Evgenyi Onegin, Op. 24 – Ária de Lensky

Ottorino RESPIGHI (1879-1936)
09 – Danze ed Arie Antiche – Danza d’il Conte Orlando

George GERSHWIN (1898-1937)
10 – Porgy and Bess – Summertime

Ástor Pantaleón PIAZZOLLA (1921-1992)
11 – Libertango

Ralph VAUGHAN WILLIAMS (1872-1958)
12 – Fantasia em vinte e três partes sobre um tema de Tallis

Albert Consort
Hutchins Consort
The New Violin Family Association Festival Orchestra

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A família completa

A família completa

Vassily Genrikhovich

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The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

Pois é. Dizer o quê? A grande discussão lá em casa era se este CD era melhor ou pior que os de André Rieu ou que as incursões populares de Mullova. Eu acho que Mutter vence seus concorrentes, mas houve opiniões contrárias. No que todos concordaram é no fato de Mutter ter desejado tornar-se popular ou ter decidido ganhar dinheiro. Como não creio que grandes haja rombos em sua conta bancária, talvez a moça tenha apenas desejado ser (ainda mais) reconhecida nas ruas. Este é um mal que atinge muitas carreiras. Chega o momento em que alguns artistas dizem: “não quero mais ser moderno, quero ser eterno”. Este CD de Mutter nem é tão bem interpretado, é um CD de brilhaturas pessoais e de abordagens para atingir o grande público. Apesar de eu achá-lo superior aos de Rieu e àquele de música brasileira de Mullova, dou-lhe a nota 1, com louvor.

The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

1 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In G Minor, RV 315, “The Summer” – 3. Presto 2:40
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi

2 Gershwin: Three Preludes – 1. Allegro ben ritmato e deciso 1:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
3 Gershwin: Three Preludes – 2. Andante con moto e poco rubato 3:13
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
4 Gershwin: Three Preludes – 3. Allegro ben ritmato e deciso 1:34
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

5 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 3. Allegro 4:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Noa Wildschut

6 Tchaikovsky: Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – Mélodie 4:31
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

7 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In F Minor, RV 297, “The Winter” – 1. Allegro non molto 3:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi

8 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 1. Vivace 3:30
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Nancy Zhou

9 Brahms: Hungarian Dance No.1 In G Minor, WoO 1 3:56
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

10 Debussy: Children’s Corner, L. 113 – 6. Golliwogg’s Cakewalk 3:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

11 Saint-Saëns: Introduction et Rondo capriccioso, Op. 28 9:24
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

12 Debussy: Suite bergamasque, L. 75 – 3. Clair de lune 5:00
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

13 Copland: Rodeo – 4. Hoe-Down 3:11
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

14 Gounod / J.S. Bach: Ave Maria 5:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

15 Benjamin: Jamaican Rumba 1:49
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

16 Williams: Schindler’s List – Original Motion Picture Soundtrack – Theme 4:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

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Anne-Sophie-Mutter: com muita vontade de ganhar dinheiro

Anne-Sophie-Mutter: com muita vontade de ser ainda mais popular

PQP

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George Gershwin (1898-1937): PORGY AND BESS – ópera completa

Postado inicialmente em 16.10.2010

Ouve-se muito Porgy and Bess em mil releituras e adaptações – nem todas tão grandiosas como a de Louis Armstrong & Ella Fitzgerald, postada pelo colega FDP em 2008, e que acabo de revalidar.

Mas já não é com tanta freqüência que se ouve a ópera completa, com todos os seus 3 atos, e da forma como Gershwin a escreveu. Então, pra compensar sua longa ausência, o monge Ranulfus traz logo esse pacotaço para vocês.

Mas, como disse o Mestre PQP há pouco em seu post das sinfonias de Brahms… “Comentar as obras? Mas pra quê, cara pálida?” Tem coisas que são clássicos dos quais todo mundo devia saber, e se não sabe taí a wikipedia e o resto da net pra procurar, sem falar dos livros!

Ainda assim, como sou bonzinho, incluí no pacote de download um “guia de estudo de Porgy and Bess” em PDF, de alguma instituição de ensino dos USA. Divirtam-se!

De resto aproveito pra dar meu “alô” a toda a cambada que freqüenta o blog, de quem estou morrendo de saudades, mas ainda vai demorar um pouco pra eu voltar à plena atividade: em outubro provavelmente será este pacotaço e nada mais. Aliás, passemos a ele:

George Gershwin (1898-1937): PORGY AND BESS, ópera em 3 atos (1935)
Gravação lançada em 1997, com base em produção de palco de 1989

London Philharmonic Orchestra e The Glyndenbourne Chorus
regidos por Sir Simon Rattle

Com Harolyn Blackwell, Ted Maynard, William Johnson, Mervin Wallace, Willard White, Marietta Simpson, Maureen Braithwaite, Cynthia Clarey, Damon Evans, Raemond Martin, Wayne Marshall, Autris Paige, Gregg Baker, Curtis Watson, Colenton Freeman, Bruce Hubbard, Camellia Johnson, Linda Thompson, Paula Ingram, Alan Tilvern, Billy J. Mitchell, Ron Travis, Johnny Worthy, Michael Forest, Cynthia Haymon

ATO I
01 Introduction, Jasbo Brown solo, chorus 04:19
02 Summertime 03:28
03 Oh, nobody knows when the Lawd id goin’ to call 06:20
04 Give him to me / Lissen to yo’ daddy warn you: a woman is a sometime thing 03:28
05 Here’s the ol’ crap shark! No, no, brudder 04:17
06 Here comes Big Boy! 07:09
07 Six to make! 04:06
08 Jesus, he’s killed him! That you, Sportin’ Life? 05:05
09 Where is brudder Robbins? Come on, sister! 04:53
10 Overflow, overflow 00:59
11 A saucer-burying set-up, I see 03:50
12 My man’s gone now 03:59
13 How the saucer stan’ now, my sister? 02:06
14 Oh, the train is at the station 04:04

ATO II
15 Oh, I’m agoin’ out to the Blackfish Banks 03:30
16 Mus’be you mens forgot about de picnic / Oh I got plnety o’ nuttin’ 03:26
17 Lissen there, what I tells you… I hates yo’ struttin’ style 02:28
18 Mornin’, Lawyer, looking for somebody?
19 Boy! Come here, boy! 02:41
20 Buzzerd keep on flyin’ over 03:03
21 ‘Lo Bess, goin’ to picnic? 02:58
22 Honey, we are [sure?] strut our stuff today! Bess, you is my woman now 06:15
23 Oh, I can’t sit down 04:16
24 I ain’t got no shame 02:33
25 It ain’t necessarily so… Shame on all you sinners 05:06
26 Crown! 04:07
27 Oh, what you want wid Bess? 04:11
28 Honey, dat’s all de breakfast I got time for 02:06
29 Take yo’ han’s off me 02:28
30 Oh doctor Jesus 02:14
31 Oh dey’s so fresh an’ fine 04:60
32 Porgy, Porgy, dat you there, ain’t it? 02:44
33 I wants to stay here 03:53
34 Why you been out on that wharf so long, Clara? 02:49
35 Oh, Doctor Jesus 03:47
36 One of dese mornings you goin’ to rise up singin 01:52
37 Oh, dere’s somebody knockin’ at de do’ 01:23
38 You is a nice parcel of Christians 04:06
39 A red-headed woman make a choo-choo jump its track 02:18
40 All right, I’m goin’ out to get Clara / Oh Doctor Jesus 02:20

Ato III
41 Clara, Clara, don’t you be downhearted
/ You low-life skunk, ain’t you got no s… 06:35
42 Summertime 04:20
43 Wait for us at the corner 03:45
44 Come out here, both of you 02:26
45 Oh, Lawd, what I goin’ do?
Oh, Gawd! They goin’ make him look on Crown’s face 03:42
46 Listen: there’s a boat dat’s leavin’ soon for New York 04:28
47 Introduction 02:26
48 Good mornin’, sistuh! It’s Porgy comin’ home 03:30
49 Dem white folks sure ain’t put nuttin’ over on this baby 04:01
50 Here Mingo, what’s de matter wid you all? 01:49
51 Where’s Bess? 03:06
52 Bess is gone 02:02
53 Oh Lawd, I’m on my way 01:22

Arquivo único 420 MB
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Ranulfus

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.: Interlúdio :. Louis Armstrong & Ella Fitzgerald: Porgy & Bess – REVALIDADO

O JAZZ RELÊ A RELEITURA QUE GERSHWIN FEZ DO JAZZ…

Louis Armstrong + Ella Fitzgerald + Porgy & Bess = Clássico Absoluto. Reunir dois mestres em seus respectivos “intrumentos” tocando o maior clássico da música americana do século XX só poderia dar um resultado: absolutamente fantástico.

Louis e Ella, Ella & Louis, Porgy & Bess… este cd nem precisa ser comentado. Na verdade, tem de ser ouvido, e ouvido novamente, e novamente ouvido… garanto que nunca vão se cansar.. desde o arranjo inicial da abertura, a famosa dupla mostram o porquê de serem considerados ícones do Jazz do século XX. Não dá para não se emocionar com Ella & Louis cantando Sumertime, Ou Ella lamentando em “My man´s gone now”, Louis solando em “I Got plenty of Nuttin”, enfim, ou seja, brilhante. Não esqueçam de apertar o botão de play novamente quando o cd terminar. Garanto que nunca irão se cansar.

Louis Armstrong & Ella Fitzgerald – Porgy & Bess

1. Porgy And Bess: Overture
2. Summertime
3. I Wants To Stay Here
4. My Man’s Gone Now
5. I Got Plenty O’ Nuttin’
6. Buzzard Song
7. Bess You Is My Woman Now
8. It Ain’t Necessarily So
9. What You Want Wid Bess?
10. A Woman Is A Sometime Thing
11. Oh, Doctor Jesus
12. Porgy And Bess: Medley: Here Come De Honey Man / Crab Man / Oh, Dey’s So Fresh And Fine
13. There’s A Boat Dat’s Leavin’ Soon For New York
14. Bess, Oh Where’s My Bess?
15. Oh Lawd, I’m On My Way

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Postado por FDP EM 17.05.2008
Revalidado por Ranulfus em 16.10.2010 e de novo em 25.05.2015

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George Gershwin – Piano Concerto in F Major, Maurice Ravel – Piano Concerto in G Major – Helène Grimaud

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LINK REVALIDADO !!!!

Pelas barbas do profeta, PQP …!!! A gatinha Hélène Grimaud tocando Gershwin e Ravel… aqueles viciados em Martha Argerich, Pollini, ou sei lá em qual outro intérprete para estes concertos, prestem atenção nestas gravações.. e não é que a francesinha dá conta do recado como gente grande (as aparências enganam, ela já tem 40 anos de idade)? E não se deixem enganar por este lindo rosto e nem por este sorriso cativante, atrás deles se esconde uma intérprete focada e segura, e que encara estes dois excepcionais concertos com um sorriso no rosto.
as vamos ao que importa.

George Gershwin – Piano Concerto in F Major, Maurice Ravel – Piano Concerto in G Major – Hélène Grimaud

01 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ I. Allegro
02 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ II. Adagio – Andante con moto
03 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ III. Allegro agitato
04 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ I. Allegramente
05 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ II. Allegro assai
06 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ III. Presto

Baltimore Symphony Orchestra
David Zinman – Conductor

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FDPBach

Hélène (suspiro) Grimaud

Hélène (suspiro) Grimaud

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George Gershwin (1898-1937) – Rhapsody in Blue, An American in Paris, Piano Concerto in F major – Previn, Pittsburgh Symphony Orchestra

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NOVO LINK !!! AGORA NO PQPSHARE !!!

André Previn gravou duas vezes estas obras de Gershwin pelo selo Philips. E as duas mereceram muito elogios. E com justiça. Tratam-se das obras mais importantes da música norte americana do século XX. E merecem ser bem tratadas. Vamos ao que interessa.
André Previn, que apesar do nome meio afrancesado é alemão de nascença (Berlim, 1929) Sua família de origem judia teve de emigrar para os Estados Unidos em 1939 com a ascensão do nazismo, E foi assim, que se envolveu com o jazz. Fez uma carreira de respeito como pianista de jazz, até assumir a batuta e tornar-se um dos maestros mais celebrados do final do século XX.  E com certeza este é o diferencial de sua interpretação. O swing dos anos 30, vividos intensamente por George Gershwin está mais que presente na sua leitura. Previn definitivamente sabe o que esta fazendo. Um pianista com formação clássica, sem ter tido a oportunidade, ou experiência de tocar em bares enfumaçados de jazz, de viver a intensidade destes locais, não consegue tirar destas obras o que elas tem de mais profundo, que é exatamente o cheiro de cigarro, de bebidas e de sexo que permeavam os bordéis, cabarés e clubes de jazz da Nova York da década de 30. Previn, graças a essa sua carreira jazzística, conseguiu transpor este ambiente para o estúdio de gravação. E com muitos méritos. Sem dúvida, uma das melhores gravações já realizadas destas obras.

01. Andre Previn – Rhapsody in Blue
02. Andre Previn – An American in Paris – 1 – Allegretto grazioso
03. Andre Previn – An American in Paris – 2 – Andante ma con ritmo deciso
04. Andre Previn – Piano Concerto in F major – 1 – Allegro
05. Andre Previn – Piano Concerto in F major – 2 – Adagio
06. Andre Previn – Piano Concerto in F major – 3 – Allegro agitato

André Previn – Piano & Conductor
Pittsburgh Symphony Orchestra

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André Previn (1929) – Seria ele o grande intérprete de Gershwin ?

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George Gershwin (1897-1937) – O maior compositor norte americano do século XX

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Gershwin: Rhapsody in Blue (1925 piano roll), An American in Paris etc – Thomas

Este é um disco muito particular da deliciosa Rhapsody in Blue, que gerou certa polêmica e opiniões críticas bastante controversas. A razão disso é que trata-se de uma gravação feita por cima de um registro do próprio Gershwin em uma pianola. A pianola era um piano que tinha a capacidade de tocar “sozinho” a partir de um rolo perfurado, e, apesar de existir uma gravação em cera de Gershwin tocando (lá pelos idos dos anos 20), esta é obviamente superior em termos de sonoridade, já que foi gravado na década de 70 com equipamento moderno. Com a pianola tocando o registro de Gershwin, Michael Tilson Thomas a acompanha com a Columbia Jazz Band, o que tb é surpreendente, pois trata-se da versão original para banda de Jazz, e não da orquestração posterior que Ferde Grofé fez para a obra, e que acabou se tornando mais popular.

Eu gosto muito desta Rhapsody, e o mais das vezes a prefiro à versão orquestral. Nem todos os críticos foram unânimes, e muitos torceram o nariz para esta “aberração”.

Mas este CD, além disso, é uma grande homenagem ao gênio de Gershwin, pois conta com uma excelente versão do American in Paris com a Filarmônica de NY (para mim, umas das melhores que já ouvi) e faixas de bonus tracks (que o LP não tinha) com algumas das suas aberturas para os musicais da Broadway. Pouco conhecidas, estas aberturas são verdadeiras pérolas da música americana. Só para constar, quando Gershwin encontrou Ravel em Paris e lhe pediu aulas de música (principalmente orquestração), Ravel disse: “mas você é o famoso compositor de musicais da Broadway, quanto você ganha para fazer um musical?” Quando Gershwin, de forma um pouco ingênua, respondeu, Ravel replicou: “então, você é que devia me dar aulas”.

Divirtam-se!

George Gershwin:
Rhapsody In Blue (1925 piano roll)
George Gershwin, Piano Roll
Columbia Jazz Band, Michael Tilson Thomas

An American In Paris

New York Philharmonic
Michael Tilson Thomas

Oh Kay! Overture
Funny Face Overture
Overture To Girl Crazy
Strike Up The Band Overture
Of Thee I Sing Overture
Let ‘Em Eat Cake Overture

Buffalo Philharmonic
Michael Tilson Thomas

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Chucruten

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Aaron Copland (1900-1990) – Concerto For Clarinet, Leonard Bernstein (1918-1990) – Prelude, Fugue & Riffs, Morton Gould (1913-1996) – Derivations For Clarinet And Band, Artie Shaw (1910-2004) – Concerto For Clarinet, George Gershwin (1898-1937) – Summertime, They all Laughed, The Man I Love, I Got Rythm – Sharon Kam, LSO, Gregor Bühl

411Lrl-pL3LNeste quarto cd da coleção, Sharon Kam mostra seu talento e versatilidade em um repertório exclusivo de compositores norte-americanos do século XX. Uma belezura, nem precisaria dizer mais.
Começando com o belo Concerto for Clarinet & String Orchestra, de Aaron Copland e terminando com arranjos de canções de Gershwin para o clarinete, Kam nos deixa encantados com sua versatilidade, sensibilidade e delicadeza nas passagens mais delicadas, como o primeiro movimento da obra de Copland, e ainda nos brinda com toda a sua técnica e maestria em todo o cd. Uma musicista completa, sem dúvida alguma.

01 – Aaron Copland – Concerto For Clarinet and String Orchestra, with Harp and Piano
02 – Leonard Berstein – Prelude
03 – Leonard Berstein – Fugue
04 – Leonard Berstein – Riffs
05 – Morton Gould – Derivations For Clarinet And Band – Warm-Up
06 – Morton Gould – Derivations For Clarinet And Band – Contrapontual Blues
07 – Morton Gould – Derivations For Clarinet And Band – Rag
08 – Morton Gould – Derivations For Clarinet And Band – Ride-Out
09 – Artie Shaw – Concerto For Clarinet
10 – George Gershwin – Summertime (arr. Gregor Bühl)
11 – George Gershwin – They All Laughed (arr. John Cameron)
12 – George Gershwin – The Man I Love (arr. John Cameron)
13 – George Gershwin – I Got Rythm (arr. John Cameron)

Sharon Kam – Clarinet
London Symphony Orchestra
Gregor Bühl – Conductor

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William Russo (1928-2003): 3 Pieces for Blues Band and Orchestra – Street Music – Gershwin (1898-1937): An American in Paris / Ozawa, Siegel-Schwall

Seiji Ozawa San Francisco Symphony Bill Russo Street Music + Three Pieces Gershwin An American in ParisO vigor e atualidade do blues não cessam de me fascinar. Faz 45 anos que Seiji Ozawa e a banda Siegel-Schwall estrearam as Três Peças para Blues Band e Orquestra Sinfônica de Bill Russo – e 40 que a Deutsche Grammophon as lançou num vinil com capa como à esquerda, embora sem o “blues concerto” Street Music do próprio Russo, e com as Danças Sinfônicas de West Side Story, de Bernstein, no lugar do “Americano em Paris” de Gershwin.

Foi naquele vinil que o Monge Ranulfus, então adolescente, entrou pela primeira vez em contato com esse gênero de som, com impacto só comparável a, na mesma época, o das Vésperas de Monteverdi: embora separadas por uns 360 anos, as duas obras representaram a descoberta de inteiros universos sonoros “novos”, luxuriantes, viciantes, hallucinantes.

Outra coisa que me impressiona até hoje é a consistência da síntese de tradições alcançada por esse Russo estadunidense: não se trata de blues edulcorados, melecados, por violininhos de salão – nem naufragados naquelas massas sinfônicas que mais parecem tropas de ocupação anglogermânicas: temos é uma orquestra sinfônica autêntica, e isso para os padrões do ousado século XX, dialogando com um som de blues também autêntico, numa alegria de compadres chegados e brincalhões mas que acalentam um baita respeito mútuo.

Bom, não sei se é todo mundo que acompanha essa viagem: meu pai, grande ouvinte de Bach e Beethoven, para quem Ravel parecia o limite do moderno suportável, me pegou ouvindo os gemidos da “blues harp” com lágrimas nos olhos e perguntou: “que Katzenjammer é essa?” (choradeira de gatos) – e ainda agora, ao preparar esta postagem, um amigo confessou que ao chegar à minha porta esteve a ponto de perguntar, a sério: “você agora tem gato?”… (Blues harp é apelido para gaita de boca, ou harmônica – estranhamente, pois não é de cordas, mas com força poética – não duvido que relacionado às harpas que os hebreus penduravam nos salgueiros junto aos rios de Babilônia para lamentar seu exílio, segundo o famoso salmo que acabou emprestando também ao salgueiro o apelido de “chorão”).

Já o American in Paris, de 1928, é um registro de sensações de Gershwin dos tempos que passou por lá bicando aulas de Nadia Boulager e Ravel, entre outros – sua terceira obra sinfônica, depois do Concerto em Fá (1925) e da Rhapsody in Blue (1924) – ou talvez primeira ou segunda, já que pelo menos a rapsódia foi orquestrada por Ferde Grofé. Legalzinha – mas é a mesma sonoridade orquestral que ainda predominava no rádio nos primeiros anos de vida do Monge Ranulfus, de modo que nunca lhe chegou a soar como descoberta de universo novo. Gershwin inovou, renovou, mas não transgrediu. Russo, eu acho que sim. Como Monteverdi.

Vai aí pra vocês uma palhinha da terceira das “Três Peças para Blues Band…”, com Corky Siegel na gaita mas com outro regente. Aliás, eu se fosse vocês ouviria primeiro essa obra (faixas 5-6-7): a outra, Street Music (faixas 1 a 4) tem sua força, mas não me parece ter a mesma unidade das Três Peças. (Paradoxo? Uai, se a religião pode, porque nós não podemos descobrir unidade no três?!)

William Russo: Street Music – a blues concerto
. . Corky Siegel: gaita (harmonica) e piano
. . faixas 1-2-3-4
William Russo: Three Pieces for Blues Band and Symphony Orchestra
. . Corky Siegel: gaita (harmonica) e piano
. . Jim Schwall, violão eletrificado (blues guitar)
. . faixas 5-6-7
George Gershwin: An American in Paris
. . faixa 8
San Francisco Symphony Orchestra
Seiji Ozawa, regente

Tá, mas vocês querem BAIXAR, fazer DOWNLOAD, né?
Desta vez tem opção entre  MP3  –  FLAC

Ranulfus

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Vanessa Mae: The Classical Colection – Dimitry Kabalevsky (1904-1987), Piotr Il’yich Tchaikovsky (1840-1893), Ludwig van Beethoven (1770-1827), Fritz Kreisler (1875-1962) e Marius Casadesus (1887-1945) e mais uma porrada de caras [link atualizado 2017]

Hoje os puristas vão estrilar…

(Este post é a reunião de três postagens dessa coleção de fevereiro de 2013)

Vanessa Mae? Aquela, toda pop? Com certeza, muito pop (já foi mais). É uma grande violinista que soube como nenhuma ser comercial (alguém tem que ganhar dinheiro nessa vida, né?).

Mas esqueçam aquela Vanessa que se tornou clichê! Aqui está a menina sem aquelas traquitanas eletrônicas, sem parafernália plugada, sem batidas sintéticas, sem arranjos de gosto duvidoso. Só ela, seu violino e orquestras tradicionais. É aqui que vemos realmente a Mae violinista! Uma senhora violinista!

É uma Janine Jansen? Não, com certeza. Mas ainda assim manda muito bem no simplesmente MARAVILHOSO, conhecido e  batido Concerto para Violino de Tchaikovsky. O fato de ser conhecidíssimo não tira o mérito, muito menos a beleza deste concerto, um dos mais belos já escritos na face deste geóide azul, senão o mais…

Há ainda, do mesmo Tchaikovsky, a Dança Russa do Lago dos Cisnes, mais uma inspirada peça do autor e, para melhorar, o cativante e vibrante Concerto em Dó de Kabalevsky, que debuta aqui no P.Q.P.Bach já com muita propriedade: que música fez esse russo!

***

No segundo álbum da trilogia The Classical Colection, a singapurense Vanessa-Mae traz um repertório tão interessante ou mais que o anterior.

Começa com três peças: Schön Rosmarin,  Liebeslied e Liebesfreud, do até então inédito aqui no P.Q.P.Bach, Fritz Kreisler, um dos maiores violinistas do século XX e também expressivo compositor de peças para o instrumento.

Depois ela ataca com o Concerto para violino em Ré ‘Adelaide’, de Marius Casadesus, outro que coloca hoje, pela primeira vez, seu nome no nosso rol com mais de 1200 autores. Ah, e que concerto belo! Vocês se lembram do grande engodo das descobertas forjadas dos irmãos Casadesus (aqui)? Pois é: esse concerto foi composto pelo francês, mas ele e seu grupo afirmavam tê-lo encontrado e ser o mesmo uma peça de autoria de Mozart. Muitos anos depois, apenas após a morte do irmão Henry Casadesus (que também criou composições e as atribuiu falsamente a C.P.E Bach, J.C. Bach e Händel) e do próprio Marius é que se descobriu a farsa. Convencionou-se chamar o concerto de “no estilo de Mozart” e dar-lhe a verdadeira autoria, de Marius Casadesus.

Por fim, um membro da Santíssima Trindade e totalmente assíduo aqui no blog: Ludwig van Beethoven (trindade completa por Bach e Mozart), em mais um Concerto para violino em Ré, talvez a peça mais conhecida deste álbum, e como não poderia deixar de ser, vindo de quem veio, tensa e vibrante.

Vanessa-Mae mostra que não é só um rostinho bonito e um pedaço de mau caminho: toca muito bem. Às vezes um pouco quadradinha e certinha demais, faltando um tanto de sangue na interpretação, mas muito boa, ainda que com esse senão.

Meu interesse maior, para além da interpretação falha ou estupenda, incorreta ou precisa de Mae, é colocar neste espaço composições que por aqui não deram o ar da graça ainda: e hoje temos seis faixas novinhas em folha  (e belíssimas) para vosso deleite auricular.

***

Há ainda o terceiro CD, que encerra a trilogia The Classical Collection. Sim, aqui ela já está com saudades do pop e põe as asinhas de fora com o miolo do álbum…

Mas não é esse lampejo de popismo que vai inutilizar o CD. Há muita coisa boa mesmo! Bom, primeiro ela começa muito bem: ataca de Elgar, Bach e Brahms. Depois não resiste e vai para músicas de filmes, musicas, trilhas sonoras até o hino das Olimpíadas de Seul. Depois ela se lembra que a trilogia se chama The CLASSICAL Collection e volta para compositores eruditos, executando coisas belíssimas e deliciosas como a Fantasia de Carmen de Sarasate, e La Campanella  (também super batida, apesar de genial), de Paganini. Dificílimas, para mostrar que, além de tudo (ou apesar de tudo), no violino, ela sabe e ela pode!

Eu não diria que é um CD para se ouvir de cabo a rabo, como são quase todos que postamos aqui, mas tem uma parte considerável de suas músicas que é brilhante e que merece uma audição atenciosa, cuidadosa e, principalmente, prazerosa.

***

Dispa-se do ranço e dos preconceitos contra a mocinha singapurense! O repertório é de primeira linha! Ela toca muito! Ouça! Ouça! Deleite-se!

Vanessa Mae
The Classical Colection
CD1: The Russian Album
Dimitry Kabalevsky (1904-1987)
01. Concerto para violino em Dó, I. Allegro
02. Concerto para violino em Dó, II. Andante
03. Concerto para violino em Dó, III. Allegro giocoso
Piotr Il’yich Tchaikovsky (1840-1893)
04. Dança Russa, d’O Lago dos Cisnes’
05. Concerto para violino em Ré, I. Allegro moderato
06. Concerto para violino em Ré, II. Canzonetta (Andante)
07. Concerto para violino em Ré, III. Finale (Allegro vivacissimo)

CD2: The Viennense Album
Fritz Kreisler (1875-1962)
01. Schön Rosmarin
02. Liebeslied
03. Liebesfreud
Marius Casadesus (1887-1945)
04. Concerto para Violino em Ré ‘Adelaide’, no estilo de Mozart, I. Allegro
05. Concerto para Violino em Ré ‘Adelaide’, no estilo de Mozart, II. Adagio
06. Concerto para Violino em Ré ‘Adelaide’, no estilo de Mozart, III. Allegro
Ludwig van Beethoven (1770-1827)
07. Concerto para Violino em Ré, I. Allegro ma non troppo
08. Concerto para Violino em Ré, II. Laghettto
09. Concerto para Violino em Ré, III. Rondo (allegro)

CD3: The Virtuoso Album
Edward Elgar (Broadheath, Inglaterra, 1857 – Worcester, Inglaterra, 1934)
01. Salut D’Armour
Johannes Brahms (Hamburgo, Alemanha, 1833 – Viena, Áustria, 1897)
02. Lullaby
Johann Sebastian Bach (Eisenach, Alemanha, 1685 – Leipzig, alemanha, 1750); 03. Ária da Corda Sol (Suíte Orquestral nº 3 em Ré, II. Adagio)
Richard Charles Rodgers (Nova York, EUA, 1902 – 1979)
04. My Favorit Things (de ‘A Noviça Rebelde’ – The Sound of Music)
Henry Mancini (Cleveland, EUA, 1924 – Beverly Hills, EUA, 1994)
05. The Pink Panter
Michel Legrand (Paris, França, 1932)
06. Les Parapluies de Cherbourg (Os Guarda-chuvas do Amor)
Albert Hammond e John Bettis
07. One moment in time (Hino do Jogos Olímpicos de Seul)
John Lennon (Liverpool, Reino Unido, 1940 – Nova York, EUA, 1980) e Paul McCartney (Liverpool, 1942)
08. Yellow Submarine
Tradicional
09. Frere Jacques
Niccolò Paganini (Gênova, Itália, 1782 – Nice, França, 1840)
10. La Campanella
Sze-Du
11. Chinese Folk Tune
Fritz Kreisler (Viena, Áustria, 1875 – New York, EUA, 1962);
12. Tambourin Chinois
Mario Castelnuovo-Tedesco (Florença, Itália, 1895 – Berverly Hills, EUA, 1968)
13. Fígaro
George Gershwin (Nova York, EUA, 1898 – Hollywood, EUA, 1937)
14. Summertime (da ópera Porgy and Bess)
Pablo Martín de Sarasate (Pamplona, Espanha, 1844 – Biarritz, França, 1908);
15. Concerto-fantasia sobre um tema de ‘Carmen’
Henryk Wieniawski (Lublin, Polônia, 1835 – Moscou, Rússia, 1880)
16. Fantasia Brilhante sobre temas de ‘Fausto’, de Gounod

Vanessa Mae, violino
CD1:
London Mozart Players (faixas 01 a 03 e 06 a 07)
Anthony Inglis, regente (faixas 01 a 03 e 06 a 07)
New Belgian Chamber Orchestra (faixa 04)
Nicholas Cleobury, regente (faixa 04)
CD2:
New Belgian Chamber Orchestra (faixas 01 a 03)
Nicholas Cleobury, regente (faixas 01 a 03)
London Mozart Players (faixas 04 a 06)
Anthony Inglis, regente (faixas 04 a 06)
London Symphony Orchestra (faixas 07 a 09)
Kees Bakels (faixas 07 a 09)
CD3:
New Belgian Chamber Orchestra (faixas 01 a 14)
Nicholas Cleobury, regente (faixas 01 a 14)
London Mozart Players (faixas 15, 16)
Anthony Inglis, regente (faixas 15, 16)
1991

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – 3CD (449Mb)

…Mas comente… Não me deixe apenas com o silêncio…

Kabalevsky era a cara do…

… Woody Allen!

Bisnaga

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Adams, Antheil, Bernstein, Gershwin, Hindemith, Milhaud, Stravinsky, Raskin: New World Jazz

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sim, sim, um disco extraordinário. Aqui, há várias lições: (1) John Adams ensina como o minimalismo pode ser mais legal sem vidro, (2) como uma orquestra formada por jovens jazzístas acompanhados por músicos eruditos rendem e exploram adequadamente a irreverência deste espetacular repertório, (3) como meu pai tinha razão ao dizer e repetir que da música do século XX, a mais ampla, ventilada, livre e bela fora o jazz e (4) como estão corretos aqueles músicos que olham para cá e para lá. Boa diversão!

Adams, Antheil, Bernstein, Gershwin, Hindemith, Milhaud, Stravinsky, Raskin:
New World Jazz

1. Adams · Lollapalooza 6:33
2. Gershwin · Rhapsodie in Blue 17:24 (Michael Tilson Thomas, piano)
3. Bernstein · Prelude, Fugue and Riffs 8:29
4. Milhaud · La creation du monde 17:54
5. Stravinsky · Ebony Concerto 9:32
6. Hindemith · Ragtime 3:22
7. Antheil · A Jazz Symphony 11:53
8. Raskin · The Bad and the Beautiful 3:47

New World Symphony
Michael Tilson Thomas

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

John Adams: aula máxima de minimalismo

PQP

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Universo Clássico 25 – Gershwin

Esse CD, de uma coleção lançada aqui no Brasil década passada, deve ser de gravações originais lançadas em outros discos. Aproveitem porque são excelentes.

1. Rapsódia in blue, com Leonard Bernstein solando e regendo a Sinfônica de Columbia
2. Três prelúdios, com Oscar Levant
3. Concerto em fá – III. Allegro agitato, com André Previn, e Andre Kostelanetz regendo sua orquestra
4. Um americano em Paris, com Eugene Ormandy regendo a Orquestra da Filadélfia
5. Porgy and Bess – Um quadro sinfônico (trechos) – arranjado por Robert Russell Bennett, também com Eugene Ormandy regendo a Orquestra da Filadélfia

BAIXE AQUI

CVL

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.:interlúdio:. Gary Burton & Makoto Ozone – Virtuosi

Outra preciosidade encontrada em meu velho porta cds, dos tempos em que ainda baixava mp3 via Soulseek. Um belo dia digitei Gary Burton, e no meio de um monte de coisas, também excelentes, encontrei essa jóia da coroa de meus cds de Jazz.

O nome dado ao CD, “Virtuosi”, define bem a proposta: o encontro de dois virtuoses em seus respectivos instrumentos. Gary Burton com seu vibrafone, e o até então desconhecido para mim, Makoto Ozone, pianista. Algus poderão torcer o nariz e comentar com desdém “mais um disco do tão famigerado encontro OcidentexOriente”. Mas lamento informar senhores de nariz torcido, de que não se trata de nada disso. O que se ouve aqui neste cd é música ocidental, com arranjos de obras de Ravel até Brahms. E tocadas com uma precisão e correção que beira as raias do absurdo. Ainda com relação a esta mesma precisão, dá-se a impressão de que eles tocam juntos há incontáveis décadas, mas existe aí uma diferença de gerações, porém o jovem Makoto Ozone não se deixa intimidar frente ao gigante Gary Burton, que traz junto de si toda a tradição de outros mestres do instrumento no jazz, como Lionel Hampton ou Milt Jacskon.

Apesar de poder soar estranho num primeiro momento, garanto-lhes que o que os senhores irão ouvir é da mais pura beleza. Como comentei acima, existe uma cumplicidade tremenda entre os músicos, dando a nítida impressão de eles tocam juntos há muito tempo.

Boa audição.

Gary Burton & Makoto Ozone – Virtuosi

1 – Le tombeau de Couperin, for piano – Prelude – Composed by Maurice Ravel
2 – Excursions (4), for piano, Op. 20 No. 1 – Composed by Samuel Barber
3 – Prelude for piano No.19 in A minor, Op. 32/8 – Composed by Sergey Rachmaninov
4 – Milonga, for guitar – Composed by Jorge Cardoso
5 – Preludes (3) for piano II – Composed by George Gershwin
6 – Sonata for keyboard in E major, K. 20 (L. 375) “Capriccio” – Composed by Domenico Scarlatti
7 – Three Little Oddities, suite for piano Impromptu – Composed by Zez Confrey
8 – Concerto in F, for piano & orchestra Movement III –  Composed by George Gershwin
9 – Lakmé, opera Medley: Berceuse / Duettino – Composed by Leo Delibes
10 – Capriccio for piano in B minor, Op. 76/2 – Composed by Johannes Brahms
11 – Something Borrowed, Something Blue – Composed by Makoto Ozone

Gary Burton – Vibrafone
Makoto Ozone – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

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Compositores estadunidenses

Este é um daqueles CDs comerciais de coletâneas, no caso destinado ao mercado norte-americano, mas nele estão as melhores gravações que possuo do Adágio de Barber, da Abertura de Candide e das peças de Copland em questão.

A Primavera apalache está na versão original, para 13 instrumentos; o Hoe-down teve uma sessão intermediária inteira suprimida (não sei por quê); o pianista na Rapsódia in Blue é o próprio Gershwin, cuja orquestra gravou a posteriori sobre o rolo com o registro do compositor (não ficou legal); e a Dança do sabre consta só pra preencher o tempo do CD.

Ao passar por NY, visite o Café do Rato Preto no Madison Square Garden.

1. Fanfarra para o homem comum – Copland
2. Abertura de Candide – Bernstein
3. Primavera apalache – Copland
4. Hoe-down, de Rodeo – Copland
5. Rapsódia in blue – Gershwin
6. Adágio para cordas – Barber
7. Dança do Sabre, do balé Gayané – Khatchaturian

BAIXE AQUI

CVL

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Sob a influência do jazz – Gershwin, Milhaud, Ravel, Stravinski e Weill regidos por Bernard Herrmann

O CD (ex-LP) Classic Jazz, de 1966, traz uma série de obras “eruditas” muito influenciadas pelo jazz. A seleção é notável e a interpretação é sempre adequada: divertida, alegre e espalhafatosa. Um grande disco, sem dúvida.

A idéia deste trabalho foi do imenso Bernard Herrmann (1911-1975), o maior compositor de músicas para o cinema. Parceiríssimo de Alfred Hitchcock, Herrmann escreveu a trilha sonora de oito filmes: O terceiro tiro (1955), O homem que sabia demais (1956), O homem errado (1957), Um corpo que cai – Vertigo (1959), Intriga internacional (1959), Psicose (1960) e Os pássaros (1963). Herrmann foi o consultor de som de Marnie, confissões uma ladra (1964). Na realidade, Cortina rasgada também teve uma trilha musical composta por Herrmann. No entanto, Hitchcock queria música pop e desistiu da partitura de Herrmann, o que gerou uma boa briga e rompimento definitivo de uma parceria que rendeu o reconhecimento de críticos e público.

Mas não foi só isso. É de Herrmann a trilha de Taxi Driver (Scorsese), de Cidadão Kane (Welles) e de Fahrenheit 451 (Truffaut). Não, não é mole.

Aqui, ele torna-se regente de interessantes obras que nasceram a partir do jazz. Destaque para Rhapsody in Blue, para o Ragtime de Stravinski, para Milhaud – que aparece pela primeira vez neste blog – e para a divertida brincadeira de Ravel. Ou seja, quase tudo!

P.Q.P. Bach.

Classic Jazz

1. Rhapsody In Blue
Composição de George Gershwin
London Festival Orchestra
Stanley Black, piano e regência

2. The Threepenny Opera: Mack the Knife / Instead-of Song / The Good Life (Foxtrot) / Polly’s Song / Tango / The Bis Shots: Charleston
Composição de Kurt Weill
London Festival Orchestra [members of]
Bernard Herrmann

3. Ragtime
Composição de Igor Stravinsky
London Festival Orchestra [members of]
Bernard Herrmann

4. La Création du Monde
Composição de Darius Milhaud
London Festival Orchestra [members of]
Bernard Herrmann

5. Five O’Clock Foxtrot (de L’enfant et les sortilèges)
Composição de Maurice Ravel
London Philharmonic Orchestra
Bernard Herrmann

6. Variations on ‘I got rhythm’ (para piano e orquestra)
Composição de George Gershwin
London Festival Orchestra [members of],
David Parkhouse, piano
Bernard Herrmann

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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George Gershwin (1898-1937) – An American in Paris, Rapshody in Blue, Concerto in F

Esta postagem é uma perfeita prova de como o jazz se associa ao que convencionamos chamar de música clássica. E ninguém melhor que George Gershwin para ilustrar esta questão. Exímio compositor de standards da música americana, assim como de obras imprescindíveis no repertório de qualquer músico dos últimos 60 anos, Gershwin se coloca como um catalizador de estilos. Inseriu elementos da música negra norte-americana em suas obras consideradas “clássicas”, como o concerto para piano, em “Rapshody um Blue”, “An American in Paris”, entre diversas outras canções, e em sua ópera “Porgy and Bess”, e as tornou imortais e fundamentais no repertório de diversos instrumentistas, sejam músicos de jazz, como Miles Davis, Louis Armstrong, Duke Ellington, e vou parar por aqui porque esta lista vai longe, além de pianistas, regentes e cantores líricos, como Bernstein, Previn, Ozawa, as irmãs Kátia e Marielle Labeque… enfim, a lista é imensa.

Esta gravação que estou postando foi ripada de um dvd. Trata-se de uma apresentação ao vivo da Filarmônica de Berlim, regida pelo Seiji Ozawa, acompanhada por um trio de jazz. Sim, é isso mesmo. O trio é formado pelo pianista Marcus Roberts, cego de nascença, acompanhado por Jason Marsalis na bateria e Roland Guerin no contrabaixo acústico. O repertório é unicamente dedicado a Gershwin. O improviso é regra de ouro aqui. O trio está perfeitamente sincronizado, e Ozawa se delicia com a performance do trio. Não esqueçamos que o mesmo Ozawa há alguns anos atrás participou de um projeto promovido pelo trompetista Wynton Marsalis, irmão do baterista Jason Marsalis, aliás, esta é uma tradicional família de músicos de jazz, originária da cidade que é considerada o berço deste estilo musical, New Orleans. e que também já gravou diversos cds dedicados a compositores eruditos.

Prestem atenção na versatilidade dos músicos, principalmente do trio de jazz, e como a poderosa Filarmônica de Berlim se rende ao ritmo… claro que não podemos esperar deles a ginga e swing americano dos músicos do trio, mas pode-se ver que antes de tudo, eles se divertem. Sugiro aos que puderem comprar que comprem este dvd. Não irão se arrepender.

CD 1

1 – An American in Paris
2 – Rhapsody in Blue

Marcus Roberts Trio
Marcus Roberts – Piano
Jason Marsalis – Bateria
Roland Guerin – Baixo
Orquestra Filarmônica de Berlim
Seiji Ozawa – Regente

CD 2
Concerto in F
1 – Allegro
2 – Andante con Moto
3 – Allegro agitato

4 – Cole after Midnight
5 – Strike up the Band
6 – I got Rhythm
7 – Berliner Luft

Marcus Roberts Trio
Marcus Roberts – Piano
Jason Marsalis – Bateria
Roland Guerin – Baixo
Orquestra Filarmônica de Berlim
Seiji Ozawa – Regente

CD 1 – BAIXE AQUI

CD 2 – BAIXE AQUI

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