Gioachino Rossini (1863-1867): Petite messe solennelle – Pavarotti, Mirella Freni, Lucia Valentini-Terrani e Ruggero Raimondi

Gioachino Rossini (1863-1867): Petite messe solennelle – Pavarotti, Mirella Freni, Lucia Valentini-Terrani e Ruggero Raimondi

Essa peça peculiar de Rossini (1863-1867) é elegante e tem uma beleza irresistível, maravilhosa. Cerca de 30 anos após completar sua última ópera (Guilherme Tell) Rossini volta a compor (oficialmente). A “Petite messe solennelle”, escrita entre os anos de 1863 e 1864, em Passy, na França. Possivelmente a pedido do conde Alexis Pillet-Will para sua esposa Louise, a quem Rossini dedica a obra. O compositor a descreveu como o último dos “péchés de vieillesse” (pecados da velhice). O trabalho extenso é uma missa solemnis, mas Rossini o rotulou, não sem ironia como “pequena missa”.

O Harmonium

Rossini indicou originalmente a missa para doze cantores, quatro deles solistas, dois pianos e harmônium (instrumento de teclas que é similar a um órgão de igreja). Tons sagrados se misturam perfeitamente com alusões às suas óperas cômicas. A missa é enigmática, mas agradável, Rossini demonstra sua rica paleta musical, variando de remanescentes barrocos a audácias harmônicas que apontam para a música de Fauré. Apesar dessa variedade estilística, a missa soa inconfundivelmente no bom tom rossiniano. A missa foi cantada pela primeira vez em 14 de março de 1864 na capela particular do casal Pillet-Will em Paris . Mais tarde, Rossini produziu uma versão orquestral, incluindo um movimento adicional, uma composição do hino “O salutaris hostia” como uma ária soprano. Esta versão da missa não foi cantada durante sua vida, porque ele não pôde obter permissão para executá-la com cantoras de uma igreja. Foi apresentada pela primeira vez três meses após sua morte, no Salle Ventadour em Paris pela companhia do Théâtre-Italien em 24 de fevereiro de 1869. Dizem que Rossini orquestrou esse trabalho tardio antes de sua morte, a fim de impedir que outro compositor tentasse a tarefa, mostrando que ele realmente preferia a versão original íntima. AQUI o querido fdpbach postou a considerada melhor versão orquestral: maestro Pappano, e AQUI uma incrível versão do original a 12 vozes que o pqpbach postou com um texto mais incrível ainda.

Junto à composição foi achada as seguintes notações manuscritas por Rossini:
1 – “Petite Messe Solennelle”, para quatro vozes com acompanhamento de dois pianos e harmonium, composta em Passy durante minhas férias. Os doze cantores de três sexos (!!!) – homem, mulheres e castrati – serão o suficiente para esta performance; isso é, oito para o coro e quatro solistas, fazendo doze querubins no total. Querido Deus, perdoe-me pela seguinte comparação. Também há doze apóstolos na celebrada tela pintada por Leonardo, chamada A Última Ceia. Quem acreditaria que entre Teus discípulos há aqueles que cantam fora do tom! Senhor, tenha certeza: eu afirmo que nāo haverá um Judas em minha Ceia, e que os meus cantarão no tom e com amor as Tuas preces e essa pequena composição, que é o meu último pecado de minha velhice”.

2 “Querido Deus, aqui está, a pobre missazinha. Compus música sacra ou uma música amaldiçoada? Eu fui feito para a ópera cômica, como você bem sabe. Um pouco de competência, um pouco de coração e isso é tudo. Abençoado seja e deixe-me entrar em seu paraíso”.

Acho que a “Petite Messe solennelle” é um trabalho interessante e muito bonito sobretudo as faixas 1-Kyrie, 2-Gloria e 8-Credo. Os cantores são acompanhados apenas por um piano (Leone Magiera) e harmônium (Vittorio Rosetta). O Coro Polifonico del Teatro alla Scala canta sob a batuta de Romano Gandolfi. Os solistas são Pavarotti, Mirella Freni, Lucia Valentini-Terrani e Ruggero Raimondi. Eles conseguem uma interpretação muito calma e introspectiva. O timbre autêntico do Pavarotti é como sempre um sonho, Valentini-Terrani, referência em se tratando de Rossini, canta lindamente. Apenas Raimondi parece um pouco tenso em seu solo, sei lá… Já a Mirella Freni está encantadora.

Pessoal, divirtam-se com este “pecado da velhice”, a maravilhosa música de Rossini !!!

Rossini: Petite messe solennelle
01 – No. 1, ‘Kyrie’
02 – No. 2, ‘Gloria’
03 – No. 3, ‘Gratias agimus tibi’
04 – No. 4, ‘Domine Deus’
05 – No. 5, ‘Qui tollis peccata mundi’
06 – No. 6, ‘Quoniam tu solus sanctus’
07 – No. 7, ‘Cum sancto spiritu’
08 – No. 8, ‘Credo’
09 – No. 9, ‘Crucifixus’
10 – No. 10, ‘Et resurrexit’
11 – No. 11, ‘Preludio religioso’
12 – No. 12, ‘Sanctus’
13 – Rossini – Petite Messe solennelle, O salutaris
14 – Rossini – Petite Messe solennelle, Agnus Dei

Luciano Pavarotti – Tenor
Mirella Freni – Soprano
Lucia Valentini-Terrani – Mezzo-Soprano
Ruggero Raimondi – Baixo

Vittoria Rosetta – Harmonium
Leone Magiera – Piano

Coro Polifonico de Teatro Alla Scala
Romano Gandolfi – Regente

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Ammiratore

Gioachino Rossini (1792-1868): Guilherme Tell (Guillaume Tell) – Ópera em quatro atos

Gioachino Rossini (1792-1868): Guilherme Tell (Guillaume Tell) – Ópera em quatro atos

O italiano Gioachino Antonio Rossini (Pésaro, 29 de fevereiro de 1792 — Passy, Paris, 13 de novembro de 1868) criou 39 óperas e diversos trabalhos para música sacra e música de câmara. Hoje vou apresentar para os amigos do blog a sua última ópera: “Guillaume Tell”. Ela é bem mais do que apenas uma abertura famosa. Uma ópera em quatro atos e libreto de Victor-Joseph Étienne de Jouy e Hippolyte Bis, baseado na peça de Williamrich Tell, de Friedrich Schiller (o mesmo poeta da “Ode a Alegria” da sinfonia de Beethoven) (1759 – 1805), que, por sua vez, se inspirou na lenda de Wilhelm Tell. Como a ópera foi estreada na França e os cartazes de propaganda nominavam a ópera como “Guillaume Tell” irei adotar este título para o texto, ela também é conhecida em Português (Guilherme Tell), Alemão (Wilhelm Tell), Inglês (William Tell) e Italiano (Guglielmo Tell).

Como já mencionei, esta ópera foi a última de Rossini ele estava no auge dos seus 37 anos, e ele viveu até os 76 anos. A história conta que ele se retirou porque estava tendo crises de depressão por causa do excesso de trabalho (ele compunha sempre com muita pressão dos diretores de ópera para cumprir datas e contratos cerca de duas óperas por temporada, ainda tinha que lidar com a vaidade dos cantores e regentes). Ele tinha ótima reputação, um pé de meia legal que lhe garantiu a precoce aposentadoria dos palcos de ópera. Assim Rossini planejou que “Guillaume Tell” seria sua última ópera. Em 10 de julho de 1829, quando os ensaios da nova obra na Ópera de Paris estavam em alta velocidade, o libreto foi finalmente aprovado pelos censores oficiais. A estreia foi planejada para 15 de julho, mas teve que ser adiada por várias razões – entre elas a gravidez da primadonna Laure Cint-Damoreau, bem como algumas diferenças entre Rossini e os que haviam encomendado o trabalho. O compositor foi acusado por ter forçado o atraso e assim ter mais tempo para terminar a partitura.

Opera de Paris Séc. XIX

Tudo resolvido, foi encenada pela primeira vez pela “Opera de Paris”, na Salle Le Peletier, em 3 de agosto de 1829. A música é notável pela sua liberdade relativamente às convenções descobertas e utilizadas por Rossini nas suas obras anteriores, e marca uma fase de transição na história da ópera. “Guillaume Tell” pode não ser a ópera mais famosa de Rossini, mas tem pelo menos duas melodias muito populares. Você não precisa conhecer ou gostar de música clássica/ópera, é quase impossível que não tenha ouvido parte da abertura de “Guillaume Tell”. O famoso finale da abertura, a “Marcha dos Soldados Suíços”, está em filmes, desenhos animados, propagandas, programas de TV… até toque de celular!

Embora seja uma ótima ópera, ela não foi muito representada nos teatros da Europa na época, dizem que questões políticas influenciaram, e também é verdade que a ópera exige muito dos protagonistas e do elenco em geral, os cantores tinham que ser atletas para cantar por quase cinco horas, requer conjuntos imensos e ainda requer um elenco incrível, com um coro grande, dois papéis principais de soprano ( princesa e Jemmy ), um papel de mezzo, um papel de barítono, dois papéis de baixo e um dos papéis de tenor mais difíceis de toda a ópera. O papel de tenor é colocado muito alto na voz, requer um cantor que seja doce e lírico e, um minuto depois, ardente e heroico. Para se ter uma ideia Pavarotti se recusou a fazer sua estreia no papel no La Scala, temendo (provavelmente corretamente) que isso simplesmente estragasse sua voz, e Gedda só a cantou uma vez no palco. Com todas estas exigências titânicas de elenco ainda tem o conteúdo do libreto de Étienne de Jouy e Hippolyte Bis, baseado na peça de Friedrich Schiller, causou muita polêmica. Convenhamos, em qualquer país a glorificação de um herói que luta contra as autoridades no poder não é vista com bons olhos. Temos aqui um Rossini apresentando sua obra mais ambiciosa e politizada, uma verdadeira ode à liberdade. Na Itália, o número de produções foi drasticamente cortado com um número tímido de apresentações. Já em Viena, apesar de certa censura, “Guillaume Tell” foi contemplada com 422 apresentações entre 1830 e 1907.

Para sua ópera final, que foi até elogiada por Wagner(!), Rossini também lançou uma revolução, tanto no tema quanto na maneira de lidar com ele. Pois “Guillaume Tell” deixa para trás os caminhos que o mestre italiano havia tomado – entre a ópera buffa e a séria – e esboça os contornos das óperas que estão por vir. À dimensão política e ideológica dessa ode à liberdade e ao direito das pessoas à autodeterminação, o compositor acrescentou um suspiro de uma estética ambiciosamente espetacular, mas que não esconde profundidade nem pensamento, anunciando assim as grandes obras de Verdi e Wagner. Esta grande e última obra-prima de Rossini foi particularmente importante no desenvolvimento do estilo do canto romântico, ela se tornaria o grito de guerra da Revolução de 1830; a luta constante do homem contra a barbárie.

A Lenda
Wilhelm era conhecido como um especialista no manejo da besta. Na época, os imperadores Habsburgos lutavam pelos domínios de Uri e, para testar a lealdade do povo aos imperadores, Hermann Gessler, um governador austríaco tirano, pendurou num poste um chapéu com as cores da Áustria, numa praça de Altdorf (Suiça). Todos que por lá passassem teriam de fazer uma saudação como prova do seu respeito. O chapéu era guardado por soldados que se certificariam que as ordens do governador fossem cumpridas.

Monumento em Altdorf Suiça

Um dia, Wilhelm e seu filho passaram pela praça e não saudaram o chapéu. Prenderam-no imediatamente e levaram-no à presença do governador que, reconhecendo-o, o fez, como castigo, disparar a besta em uma maçã na cabeça do filho. Tell tentou demover Gessler, sem sucesso; o governador ameaçaria ainda matar ambos, caso não o fizesse.

Tell foi assim trazido para a praça de Altdorf, escoltado por Gessler e os seus soldados. Era o dia 18 de novembro de 1307 e a população amontoava-se na expectativa de assistir ao castigo (e, sobretudo, ao seu culminar). O filho de Wilhelm foi atado a uma árvore, e a maçã foi colocada na sua cabeça. Contaram-se 50 passos. Tell carregou a besta, fez pontaria calmamente e disparou. A seta atravessou a maçã sem tocar no rapaz, o que levaria a população a aplaudir os dotes do corajoso arqueiro.

Não obstante, Wilhelm trazia uma segunda seta. Gessler, ao vê-la, perguntou por que ele a trazia. Tell hesitou. Gessler, apressando a resposta, assegurou-lhe que se dissesse a verdade, a sua vida seria poupada. Wilhelm respondeu: “Seria para atravessar o seu coração, caso a primeira seta matasse o meu filho”.

Indignado, Gessler mandou o rebelde para a prisão alegando que dignaria a sua promessa deixando-o viver — mas preso, no castelo de Küsnacht. Wilhelm foi levado acorrentado de imediato para um barco em Flüelen, onde esperou que Gessler e seus soldados embarcassem. Não muito distante do porto, deu-se uma tempestade. O Föhn, um vento do Sul, causava ondas tão altas que dificultou a viagem, praticamente arremessando o barco contra as rochas. Os que lá viajavam, assustados, gritaram: “Só Wilhelm Tell nos pode salvar!”. Gessler libertou Tell, que conduziu barco em segurança ao sopé da Montanha Axenberg, perto de uma rocha chamada Tellsplatte.

Quando amarrou, Tell tirou uma lança de um soldado, saltou do barco e, empurrando-o com os pés, fugiu pela encosta de Schwyz. Gessler conseguiu sobreviver à tempestade e chegou ao castelo de Küsnacht nessa mesma noite. Tell se escondeu em arbustos num beco que levaria à residência do governador. Assim que Gessler e os seus soldados apareceram, Tell matou-o com uma seta da sua besta, libertando o país da tirania do governador.

Segundo a lenda, este evento marcou o início a revolta que ocorreu a 1º de janeiro de 1308.

Resumo da ópera “Guillaume Tell”
A ação ocorre na Suíça medieval, numa época em que grande parte do país é controlada pela Áustria. Guillaume Tell é um respeitado patriota suíço que se opõe ao domínio austríaco. O ATO UM começa às margens do Lago Lucerna, onde uma festa de casamento triplo está em andamento. As pessoas nesta parte do país estão começando a resistir à ocupação austríaca, e a música de Rossini inclui números de coral e balé que enfatizam a importância da cultura e tradições suíças.

Um reverenciado ancião local chamado Melcthal está presidindo a cerimônia de casamento. Ele se opõe aos austríacos, mas, ironicamente, o próprio filho de Melcthal, Arnold, está apaixonado por uma princesa austríaca, Mathilde. Quando Tell pede a Arnold que defenda a causa suíça, Arnold fica dividido entre amor e patriotismo.

Melcthal abençoa os três casais, e as festividades incluem um torneio de arco e flecha vencido pelo filho de Tell, Jemmy. Mas as coisas ficam sombrias quando um pastor chamado Leuthold entra correndo freneticamente. Ele pegou um soldado austríaco atacando sua filha e matou o homem. Agora os austríacos estão atrás dele, e ele pede ajuda. A única saída é atravessar o lago, mas há uma tempestade se aproximando, tornando as águas traiçoeiras. Fala apenas aos voluntários para manobrar a balsa e remar Leuthold em segurança. Tell não perde tempo com hesitações e trata de agir pois os guardas de Gessler já se aproximam, comandados por Rudolph. Com a ajuda de Tell, o fugitivo consegue escapar

Os austríacos chegam tarde demais para pegar Leuthold. Eles exigem saber quem o ajudou a escapar, mas ninguém fala. Enfurecidos, os austríacos se preparam para saquear a vila, e Rodolphe, o capanga do governador austríaco, toma Melcthal como refém.

O ATO DOIS abre as cortinas e o que temos é uma vista para o Lago Lucerna, é noite. Um coro de caça é ouvido, junto com os moradores cantando uma música folclórica suíça. O filho de Melcthal, Arnold, está sozinho com Mathilde. Os dois estão profundamente apaixonados, e Arnold está determinado a estar com ela. Ele decide que, para ser digno de Mathilde, pode ter que ficar do lado dos austríacos.

Tell e seu amigo Walter Furst, outro patriota suíço, veem os amantes juntos. Em um trio emocionante, um dos melhores números de Rossini, eles tentam convencer Arnold a ficar com seu próprio povo. Eles dão a notícia de que seu pai, Melcthal, foi assassinado pelos austríacos.

Os homens locais começam a se reunir, para jurar lealdade à causa suíça. À medida que o dia começa, há um toque de tambor e o grito repetido: “Para as armas!”

Quando o ATO TRÊS começa, Arnold e Mathilde estão sozinhos em um jardim da capela na cidade suíça de Altdorf. Com o pai morto nas mãos dos austríacos, Arnold sabe que não pode mais ficar com ela, e os dois se despedem.

A cena muda para a praça Altdorf. Gesler, o governador austríaco, ordenou festividades para celebrar 100 anos de domínio austríaco. Os suíços recebem ordens de fazer reverências diante do chapéu de Gessler que está instalado no topo de um mastro. Os aldeões são hostis, e as coisas ficam ainda mais tensas quando Gesler ordena que algumas mulheres suíças dancem com os soldados austríacos.

Tell chega trazendo seu filho Jemmy pela mão e recusa a se inclinar diante do chapéu. Quando alguém o reconhece como o homem que ajudou Leuthold a escapar dos soldados austríacos, Gesler prende Tell. E quando Tell ordena que seu filho Jemmy repasse o sinal para iniciar a rebelião suíça, Gesler também detém Jemmy.

Gesler então inicia o incidente que cimentou a lenda de Guillaume Tell. Ele ordena que Tell pegue sua besta e atire uma flecha através de uma maçã colocada na cabeça de Jemmy. Tell expressa seu desafio em uma das maiores árias de Rossini. Então ele puxa o arco e acerta a maçã. Mas ele também declara que sua segunda flecha foi destinada ao próprio Gesler, e Tell é rapidamente amarrado e levado. Mathilde intervém, exigindo que Jemmy seja libertado sob seus cuidados. Ela também diz que usará sua influência para liberar Tell. Mas Gesler dá ordens para que Tell seja preso nas famosas masmorras de Kussnacht.

Na primeira cena do ATO QUATRO, na casa da família de Melcthal, Arnold planeja vingar a morte de seu pai. Com Tell na prisão, Arnold também sabe que cabe a ele liderar a revolta suíça. Ele se junta a patriotas de todos os estados próximos e leva os rebeldes a um esconderijo de armas escondidas por Tell e seu pai.

A ópera termina em uma costa montanhosa do Lago Lucerna. Mathilde está lá, junto com Jemmy e Hedwige, que está procurando notícias sobre Tell. Jemmy acende a lanterna para sinalizar a revolta. Na margem oposta, Tell está em um barco com seus captores austríacos. Quando eles cortam suas correntes para que ele possa ajudar na travessia, ele os domina e corajosamente atravessa as águas tempestuosas. Quando Tell chega em terra firme, ele rapidamente caça Gesler e o mata. Quando Altdorf é libertado, o exército de patriotas se reúne sob o céu limpo. Arnold canta uma homenagem a seu pai morto, e a ópera termina com um hino à natureza e à liberdade.

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A ópera é longa, mas contém o que há de mais expressivo na música de Rossini que não apenas ajudou a desenvolver a ópera bel canto, mas também a escreveu. “Guillaume Tell”, juntamente com “Semiramide”, são para mim as melhores óperas de Rossini, superando até os imensamente populares “La Cenerentola”, “Il Barbiere di Siviglia”. A música é propriamente heróica e romântica alternadamente, e como sempre, Rossini brilha em conjuntos, só que aqui, as árias solo também são totalmente emocionantes. Acredito que Verdi admirava esta obra, ouvimos muito da sua primeira fase de composições em “Guillaume Tell”, mas é outra história que contaremos aqui no blog, com prazer e em breve!

Felizmente, existem estas duas excelentes gravações da ópera para apreciar em casa que ora compartilho com os amigos. Uma é cantada em italiano, dirigido por Ricardo Chailly, com um elenco estelar incluindo Pavarotti (que disse que era sua melhor performance gravada), Freni e Milnes. A outra, no original em francês, é dirigida pelo mestro Gardelli com Montserrat Caballé, Gabriel Bacquier, Nicolai Gedda.

Esta ópera é boa demais para ser lembrada apenas pela famosa Abertura. Aliás duas curiosidades: para que serviam, originalmente as Aberturas? Hoje nos pareceria risível a sua serventia, porém naqueles tempos a Abertura era o sinal que os ouvintes deveriam se sentar e ficar calados, isso era feito durante a execução das Aberturas. Ao invés do silencio sepulcral com que hoje ouvimos toda a obra desde a Abertura, naqueles tempos era o sinal para que todos se sentassem porque, logo a seguir, o espetáculo seria iniciado. Dá para imaginar a algazarra? Outra curiosidade, o povo, ficava na plateia. A elite, os nobres, os ricos assistiam dos camarotes, daí vem a expressão “assistir de camarote”. Porém nem todos assistiam sentados, os bancos só foram acrescentado em toda a parte reservada à plateia mais tarde. A maioria assistia os concertos de pé. E eram programas muito mais longos dos que hoje são representados. No entanto eram espetáculos populares e franqueados a todos os bolsos. Daí a popularidade das óperas, eram espetáculos para o povo.

Abrem-se as cortinas e ouçam a magnífica música de Rossini. Divirtam-se !!!!

Gioachino Rossini – Guillaume Tell – Gardelli

Soberba performance do maestro Gardelli com Royal Philharmonic Orchestra nesta gravação do original em francês, é uma regência de bom gosto, Gardelli foi um especialista em Verdi que se destaca aqui na obra-prima de Rossini. É estrelado por Montserrat Caballé, Gabriel Bacquier, Nicolai Gedda. Todos os amantes de ópera devem possuir essa gravação no francês original. Gedda é Arnoldo, com uma voz mais leve, que pode soar um pouco fraca nas passagens fortes, mas ele canta em bom estilo “bel canto” e aborda as notas altas no ato final com bravura. Os papéis de soprano são, no entanto, a principal atração vocal, com Caballe em seu auge absoluto, brilhando junto com a fantástica Mady Mesple no papel de Jemmy. Que Caballe é invencível nesse tipo de repertório nem vamos discutir, é evidente de que ela é a melhor intérprete de todos os tempos desse tipo de ‘grandes papéis soprano’ rossinianos. Se Caballe é a coloratura dramática invencível, Mesple é simplesmente a melhor legatura da sua época. Gosto muito de ouvir o trabalho no idioma para o qual foi escrito. Eu acho que funciona melhor. Afinal, Rossini escreveu sua música para encaixar nas palavras existentes, em francês. Esta gravação pertence a todas as coleções, grandes ou pequenas. Nenhum amante de ópera poderia se dar ao luxo de perder esta fantástica gravação.

Mathilde – Montserrat Caballé (soprano);
Jemmy – Mady Mesplé (soprano);
Hedwige – Jocelyne Taillon (mezzo);
Guillaume Tell – Gabriel Bacquier (baritone);
Arnold – Nicolai Gedda (tenor);
Gessler – Louis Hendrix (bass);
Melchthal – Gwynne Howell (bass);
Walter – KoloKovacs (bass);
Fisherman – Charles Burles (tenor);
Rodolphe – Ricardo Cassinelli (tenor);
Leuthold – Nicolas Christou (bass);
Huntsman – Leslie Fyson (tenor)

Ambrosian Opera Chorus
Royal Philharmonic Orchestra
Lamberto Gardelli

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Gioachino Rossini – Guillaume Tell – Chailly

Como disse o libreto original foi escrito em francês, para um público francês. Neste trabalho o texto está em italiano, não em francês. Acho que os sons nítidos de staccato do italiano não combinam muito com a música, o francês é mais suave. Rossini escreveu sua partitura para combinar com as palavras, deixando pouco espaço para improvisação pelos cantores. Porém este elenco está repleto de estrelas no auge da carreira que nos fazem apreciar esta ópera mesmo que em italiano. A interpretação é excelente, a Orquestra Filarmônica Nacional oferece um toque vibrante, vigoroso, animado e colorido sob o Chailly, com muita ternura e atmosfera, além de energia e impulso. Os cantores cumprem suas reputações. Pavarotti estava em excelente forma, com uma performance tão simpaticamente caracterizada quanto magnífica e calorosamente bonita. A grande ária do último ato com o coro e o grito de guerra (CD4 faixa 2) o Pav detona; eu não consigo imaginar nenhum outro tenor vivo que pudesse ter o alcance, a grandeza do timbre e o talento musical dele. Pode-se entender facilmente por que ele apelidou essa de sua melhor performance gravada em estúdio e o motivo de todo barulho em relação a esse grande tenor. Tell, de Sherrill Milnes, seu brilho é estupendo, uma interpretação com muita humanidade e a profundidade. Ghiaurov está igualmente em excelente forma, e seu retrato sinistro de Kessler é muito bom. As personagens femininas não são menos maravilhosamente cantadas. Mirella Freni é esplêndida como sempre, e na maioria dos papéis menores que canta é igualmente ótima. Acrescente a isso uma gravação finamente equilibrada, clara e quente, e o resultado é um conjunto para valorizar. Apesar do texto em italiano é recomendado com todo entusiasmo possível. A faixa 10 do CD 4 é um final alternativo com o motivo final da abertura.

Mathilde – Mirella Freni (soprano);
Jemmy – Della Jones (soprano);
Hedwige – Elizabeth Connel (mezzo);
Guillaume Tell – Sherill Milnes (baritone);
Arnold – Luciano Pavarotti (tenor);
Gessler – Nicolai Ghiaurov (bass);
Melchthal – John Tomlinson (bass);

Ambrosian Opera Chorus
National Philharmonic Orchestra
Riccardo Chailly

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Eu consegui me aposentar aos 37 anos. E vocês vão conseguir se aposentar ?

Ammiratore

Paul is not dead: celebrando a vida de Paul Badura-Skoda (A Man and His Music – Young and Curious [1941-46])

Paul is not dead: celebrando a vida de Paul Badura-Skoda (A Man and His Music – Young and Curious [1941-46])

Há dois dias, algumas postagens em minhas redes sociais deram conta do desaparecimento, aos 91 anos, do grande Paul Badura-Skoda, o subdecano dos pianistas (pois o decano é, sem dúvidas, o incansável Menahem Pressler: noventa e seis anos, oito décadas de carreira, participações em todas as formações do Beaux Arts Trio – de Daniel Guilet a Antonio Meneses – estreia com a Filarmônica de Berlim com noventa primaveras, e que tinha um recital marcado com o jovem Badura-Skoda para o mês passado, e que foi cancelado por indisposição do garoto austríaco). Imediatamente, comecei a escrever uma postagem lamentando o fato e celebrando a longa vida artística e, particularmente, o prolífico legado de Paul, fartamente registrado em gravações ao longo de sete décadas, muitas delas, como notou nosso colega Pleyel, em instrumentos de época, antes que esta prática entrasse em voga.

O sono me chamou, e a postagem jazeu incompleta, o que me poupou-me do vigoroso constrangimento de publicá-la só para depois constatar, com alegre cara de tacho, que, assim como acontecera com Mark Twain  e das muitas teorias a darem conta de que Sir James Paul is no more, os rumores da morte do Paul austríaco foram grandemente exagerados.

Ainda bem.

Com votos de que o notável vienense se recupere prontamente, deixo-lhes o primeiro duma série de discos comemorando seu septuagésimo quinto aniversário – efeméride que, como veem, já fez seu baile de debutantes. Nele, Paul – adolescente e adulto jovem – deixa-nos alguns bombons, tanto em leituras do repertório tradicional para o piano, em peças a que voltaria dezenas de vezes, quanto em gravações para o acordeão, o instrumento favorito na família Skoda – uma delas, o arranjo para a abertura de La Gazza Ladra, que dedica à mãe pelo seu dia.

Gute Besserung, und komm schnell wieder auf die Beine!

PAUL BADURA SKODA – A MUSICAL BIOGRAPHY – 75h BIRTHDAY TRIBUTE – CD1

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
O Cravo bem Temperado, livro 1: Prelúdio e Fuga em Dó sustenido menor, BWV 849
01 – Prelúdio
02 – Fuga

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)
Sonata para piano no. 21 em Dó maior, Op. 53, “Waldstein”
03 – I. Allegro con brio

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)
04 – Barcarola em Fá sustenido maior, Op. 60
05 – Fantasia em Fá menor, Op. 49

Hans Ulrich STAEPS (1909-1988)
06 – Pan Pan

Louis GRUENBERG (1884-1964)
07-12 Six Jazz Epigrams

Billy GOLWYN (?-?)
13 – Verbena

Leopold MITTMANN (1904-1976)
14-16 Jazz Babies

Gioachino Antonio ROSSINI (1792-1868)
17 – La gazza ladra: Abertura

Pietro FROSINI (1885-1951)
18 – Serenade italienne

Hermann SCHITTENHELM (1893-1979)
19 – Der Eislaufer (The Ice Skater)

Josef SCHNEIDER (1866-1940)
20 – Tarantella

21 – Entrevista com Paul Badura-Skoda (em alemão)

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Vassily Genrikhovich

“O piano não consegue respirar naturalmente – o pianista tem que insuflar vida no piano” – por isso que Paul também toca, como faz nesta gravação, o acordeão.

Maria, com Cecilia Bartoli

Maria, com Cecilia Bartoli

Com menos de vinte anos, a romana Cecilia Bartoli já era uma celebridade — ela disse que nasceu cacarejando… Hoje, aos 53 anos, ela segue como uma das principais cantoras líricas em atividade e nos prova que uma cantora pode ao mesmo tempo cantar bem , ser inteligente, ter auto-ironia e agir sem grandes poses. Sua praia é principalmente as óperas de Mozart e Rossini, mas ela explora outros repertórios em seus discos individuais.

Mais ou menos a cada dois anos, Cecilia Bartoli lança um álbum solo onde canta árias escolhidas. O primeiro que conheci, o espetacular The Vivaldi Album (1999), era belíssimo. Depois ouvi o também excelente Opera Proibita (2005), inteiramente dedicado a Handel, Scarlatti e Caldara. Ela é um sucesso de público e estes trabalhos receberam Grammys e o o escambal. Gosto muito dela e, por isso, atirei-me de cabeça neste recém lançado Maria.

Aqui, novamente — como faz em todos os seus álbuns — ela apresenta nada menos do que oito árias nunca antes gravadas, incluindo uma bonita Se un mio desir…Cedi al duol da ópera Irene, cuja partitura completa não chegou a nossos dias. Esta mistura de pesquisa e highlights como Casta Diva tornam interessantes os álbuns desta cantora que só cria álbuns de primeira linha, como The Gluck Album e The Salieri Album.

Na minha opinião, as melhores faixas são as que tem música de Bellini. Ontem, ao ouvir o CD, fui conferir por três vezes a faixa que estava tocando e sempre era uma de Bellini. Não é o melhor de seus discos. Há umas coisas tirolesas um pouco enervantes, mas uma cantora como Bartoli sempre vale a pena ouvir.

Cecilia Bartoli — Maria

1. Irene: Se un mio desir…Cedi al duol (3:45)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

2. Irene: Ira del ciel (2:25)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

3. Ines de Castro: Cari giorni (4:09)
Composer Giuseppe Persiani (1799-1869)

4. Infelice, Op. 94 (12:19)
Composer Felix Mendelssohn (1809 – 1847)
Maxim Vengerov (Violin) <—– ATENÇÃO, FDP!

5. El poeta calculista: Yo que soy contrabandista (2:28)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

6. La sonnambula: Ah, non credea mirarti.
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

7. La sonnambula: Ah, non giunge
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

8. Air à la tirolienne avec variations, Op. 118 (7:27)
Composer Johann Nepomuk Hummel (1778 – 1837)

9 La figlia dell’aria: E non lo vedo…Son regina (7:05)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

10 La fille du régiment: Rataplan (2:28)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

11. Tancredi: Di tanti palpiti (3:20)
Composer Gioachino Rossini (1792 – 1868)

12. I puritani: Qui la voce sua soave…
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

13. I puritani: Vien, diletto
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

14. Clari: Come dolce a me favelli (4:38)
Composer Jacques Halévy (1799 – 1862)

15. Amelia, ovvero Otto anni di costanza: Scorrete, o lagrime (2:34)
Composer Lauro Rossi (1810 – 1885)

16. L’Elisir d’Amore: Prendi, per me sei libero (4:18)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

17. Norma: Casta diva (6:47)
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

Mezzo-soprano Vocals – Cecilia Bartoli
Leader [Orchestra La Scintilla] – Ada Pesch
Conductor – Adam Fischer

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Essa canta pra cacete!

PQP

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Entre 2009 e 2010, Cecilia Bartoli foi do Sacrifizio ao Pasticcio, do Olimpo ao Mercado. Após o belíssimo álbum de 2009, Sacrificium, La Bartoli lança agora um CD para angariar mais admiradores e perder outros tantos. O disco é um rolo só. Uma mistura de gêneros, épocas e uma demonstração de um virtuosismo às vezes um tantinho vazio. Gente que conhece ópera ficou incomodada pelos abusos cometidos em Una voce poco fa. A tentativa de Bartoli de se tornar ainda mais popular — e precisa? — esbarrou nas limitações artísticas de um repertório pra lá de estranho e um tratamento pra lá de “modernoso”. A Diva escorregou. Aguardamos para breve sua saída do shopping. Mas as faixas de 5 a 7… Só ela para tanta maravilhosa perfeição.

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

1. Handel – “Lascia la spina cogli la rosa” – Cecilia Bartoli, Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski
2. Vivaldi – Gelido in ogni vena – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
3. Giacomelli – Sposa, non mi conosci – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
4. Caldara – Quel buon pastor son io – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
5. Mozart – “Voi che sapete” – Cecilia Bartoli, Wiener Philharmoniker, Claudio Abbado
6. Mozart – “Là ci darem la mano” – Cecilia Bartoli, Bryn Terfel, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung
7. Mozart – Laudate Dominum omnes gentes (Ps. 116/117) – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani
8. Bellini – Ah! non credea mirarti si presto estinto, o fiore – Cecilia Bartoli, Juan Diego Flórez, Orchestra La Scintilla, Alessandro de Marchi
9. Persiani – “Cari giorni” (Romanza der Ines) – Cecilia Bartoli, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
10. Rossini – Una voce poco fa – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
11. Bellini – Casta Diva – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
12. Franck – Panis Angelicus – Cecilia Bartoli, Cinzia Maurizio, Luigi Piovano, Daniele Rossi
13. Gabriel Fauré – Pie Jesu – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani, Daniele Rossi

Cecilia Bartoli, mezzo-soprano

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Ai, aqueles Mozart me fazem esquecer todo o resto, Cecilia.

PQP

Gioacchino Rossini (1792-1868): Pequena Missa Solene – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 22 de 29

Gioacchino Rossini (1792-1868): Pequena Missa Solene – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 22 de 29

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A Pequena Missa Solene de Rossini é, em minha opinião, uma das melhores músicas já compostas. Aqui, recebe tratamento especialíssimo de Marcus Creed num dos 29 históricos CDs que foram escolhidos para comemorar os 50 anos da notável gravadora Harmonia Mundi. É para se ouvir de joelhos. Não por Deus, mas pela religião da música mesmo. Escrita para um agrupamento inacreditavelmente pequeno de coro, solistas, 2 pianos e harmônica, a Missa parece destinada ao riso. Mas isto só até a música começar. A abertura, utilizada com notável sensibilidade por Pedro Almodóvar em seu filme A Má Educação (cena das crianças fazendo ginástica na escola, lembram?), é linda e tem a propriedade de instalar-se em nossa cabeça de uma forma difícil de controlar…

Meu amigo Milton Ribeiro escreveu uma pequena história protagonizada por esta música. Durante o conto, ele explica, de forma sucinta, as circunstâncias de sua composição.

Todos os Pecados Perdoados

Dedicado a Fernando Monteiro

Eu estava estudando na Itália, mas o tema de maior interesse, aquele sobre o qual me debruçava com verdadeira afeição, era Antonella, minha pequena e saltitante romana. Um dia, tivemos uma discussão acerca de algumas grosserias que, segundo ela, eu cometera, e ela rompeu nossa ligação.

Dias depois, telefonei-lhe e convidei-a para assistirmos à Pequena Missa Solene de Rossini, que seria apresentada na Parrocchia dell’Assunzione, no Tuscolano. Depois de alguma hesitação e surpresa – ela não esperava uma ligação minha, ainda mais sem referências a nosso impasse -, ela aceitou. Antonella amava a música de tal forma que eu não tinha como saber se a aceitação do convite significava um perdão ou a mera impossibilidade de recusar a Missa de Rossini.

Caminhamos lado a lado, sem nos tocarmos. Tive todo o cuidado em ser verbalmente o mais gentil com ela, já que as circunstâncias não permitiam nada além. Quando a Missa começou, ela se riu. Disse em meu ouvido que achara engraçada a pobre instrumentação que Rossini utilizara. Passaram-se alguns minutos e notei que Antonella estava muito emocionada. Abracei-a e ela apoiou sua cabeça em meu peito. Enquanto lhe acariciava o rosto, sentia suas lágrimas molhando meus dedos. Soube que estava perdoado.

Rossini começou a escrever música muito jovem. Era prolífico e compunha, em média, duas óperas por ano. Então, aos 37 anos – enfadado do freqüente contato com cantores temperamentais e diretores de teatro ainda piores -, parou de trabalhar seriamente com música, tornando-a um divertimento pessoal. Riquíssimo e célebre, dedicou-se ao lazer e a um irônico e gentil convívio com todos, itens nos quais era mestre. Costumava promover freqüentes festas em sua casa. Ali, bebia-se champanhe, vinho, comia-se esplendidamente e ouvia-se música. Às vezes, Rossini apresentava ao piano peças de um certo compositor anônimo… O compositor ressurgiu surpreendentemente aos setenta e poucos anos publicando duas extraordinárias peças sacras – o Stabat Mater e a Petite Messe Solennelle (Pequena Missa Solene) -, além de peças para piano. Tais obras foram agrupadas sob o título genérico de Péchés de vieillesse.

Fomos a meu apartamento, onde nos amamos e dormimos como fazem os casais. Quando acordei, não vi Antonella. Havia somente um bilhete em italiano sobre meu criado-mudo. Meu amigo, fomos engolfados por um dos “pecados da velhice” de Rossini. O que aconteceu não tem relação nenhuma com nossa situação. Não me procure mais. Antonella.

Nunca mais vi minha pequena Antonella. Porém, ontem, recebi de um amigo uma gravação da Missa de Rossini. Comecei a ouvi-la, mas logo certo pudor fez-me interromper a audição. Deixei todos dormirem para religar o aparelho de som. Então, enquanto minha mulher dormia, ouvi toda a gloriosa Missa, imóvel, sentado no escuro, sentindo a presença de minha adorável Antonella e de uma possibilidade perdida.

Gioacchino Rossini – Pequena Missa Solene

1. Kyrie I. Kyrie 2:27
2. Kyrie II. Christe 1:49
3. Kyrie III. Kyrie 2:22
4. Gloria I. Gloria in excelsis Deo 0:37
5. Gloria II. Laudamus te 1:46
6. Gloria III. Gratias 4:45
7. Gloria IV. Domine Deus 5:37
8. Gloria V. Qui tollis 6:21
9. Gloria VI. Quoniam 7:32
10. Gloria VII. Cum Sancto Spiritu 5:33
11. Credo I. Credo in unum Deum 4:14
12. Credo II. Crucifixus 3:18
13. Credo III. Et resurrexit 4:51
14. Credo IV. Et vitam venturi 4:05
15. Prélude religieux (pendant l’Offertoire) 7:38
16. Ritournelle 0:33
17. Sanctus 3:53
18. O salutaris 5:27
19. Agnus Dei 7:25

Artist(s): Krassimira Stoyanova, Birgit Remmert, Steve Davislim, Hanno Müller-Brachmann,
RIAS Kammerchor
Marcus Creed

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Quem não gosta de um pecado, né, seu Rossini?
Quem não gosta de um pecado, né, seu Rossini?

PQP

Rossini (1792-1868): Música Sacra Inédita e Rara para Solo, Coro e Orquestra

qozorrTu le sais bien, bon Dieu ...

No campo da música sacra, com exceção da Messa di Gloria de Nápoles, recuperada por Salvatore Accardo, pouca coisa havia sido resgatada da obra sacra de Gioachino Rossini.

A partir da existência, em vários arquivos, dessas obras sacras de estrutura sinfônica, a Editora Paulus resolveu tentar recuperá-las em sua forma mais original possível. Desta forma, reuniu-se mais de 3 horas de música, com clara prevalência de obras escritas durante a sua juventude.

O título da série (Tu le sais bien, bon Dieu…) inspira-se na célebre dedicatória/testamento artístico da Messe Solennelle, e tem a finalidade de salientar a devoção filial de Rossini.

Obras contidas nestas gravações: Do Autógrafo de Milão e Do Manuscrito de Rieti (volume I), Dos Autógrafos de Bolonha e Dos Manuscritos de Paris (volume II) e Dos Manuscritos de Milão (volume III). (extraido do encarte)

Palhinha: ouça a integral Do manuscrito de Paris. Missa de Rimini

Gioachino Antonio Rossini (Itália, 1792- Paris,1868)
CD1
01. Do autógrafo de Milão: 1. Kyrie
02. Do autógrafo de Milão: 2. Credo
03. Do autógrafo de Milão: 3. Crucifixus
04. Do autógrafo de Milão: 4. Et Resurrexit
05. Do autógrafo de Milão: Glória de Ravenna 1.Gloria
06. Do autógrafo de Milão: Glória de Ravenna 2.Laudamus
07. Do autógrafo de Milão: Glória de Ravenna 3.Gratias Agimus
08. Do autógrafo de Milão: Glória de Ravenna 4.Domine Deus
09. Do autógrafo de Milão: Glória de Ravenna 5.Qui Tollis
10. Do autógrafo de Milão: Glória de Ravenna 6.Quoniam
11. Do autógrafo de Milão: Glória de Ravenna 7.Cum Sancto
12. Do manuscrito de Rieti 1.Tantum Ergo
13. Dos manuscritos de Bolonha 1. Kyrie
14. Dos manuscritos de Bolonha 2. Christe
15. Dos manuscritos de Bolonha 3. Finale
CD2
16. Dos manuscritos de Bolonha . Partes da Missa 1. Benedicta
17. Dos manuscritos de Bolonha . Partes da Missa 2. Ave Maria
18. Dos manuscritos de Bolonha . Partes da Missa 3. Alleluja
19. Dos manuscritos de Bolonha . Partes da Missa 4. Qui tollis
20. Do manuscrito de Paris. Missa de Rimini 1.Kyrie
21. Do manuscrito de Paris. Missa de Rimini 2.Gloria
22. Do manuscrito de Paris. Missa de Rimini 3.Laudamus
23. Do manuscrito de Paris. Missa de Rimini 4.Gratias
24. Do manuscrito de Paris. Missa de Rimini 5.Domine Deus
25. Do manuscrito de Paris. Missa de Rimini 6.Qui Tollis
26. Do manuscrito de Paris. Missa de Rimini 7.Qui Sedes
27. Do manuscrito de Paris. Missa de Rimini 8.Quoniam
28. Do manuscrito de Paris. Missa de Rimini 9.Cum Sancto
CD3
29. Do manuscrito de Milão 1. Miserere
30. Do manuscrito de Milão 2. Domine, Lava Me
31. Do manuscrito de Milão 3. Ecce Enim
32. Do manuscrito de Milão 4. Asperges Me
33. Do manuscrito de Milão 5. Auditui Meo
34. Do manuscrito de Milão 6. Cor Mundum
35. Do manuscrito de Milão 7. Domine Labia Mea
36. Do manuscrito de Milão 8. Sacrificium
37. Do manuscrito de Milão 9. Giovanna D Arco
38. Do manuscrito de Milão 10. Quoniam
39. Do manuscrito de Milão 11. Tantum Ergo

Tu le Sais Bien, Bon Dieu… – 1993 – 3 CDs
Orquestra e Coro Filarmônico de Praga. Maestro Eduardo Brizio.
Regente do Coro: Pavel Kühn

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XLD RIP | FLAC 923,2 MB | HQ Scans 19 MB |

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MP3 320 kbps – 464,5 + 19 MB – 3,1 h
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CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Ao meu amigo João Gilberto que mudou para o Céu no sábado 13.04.13 … Tu le sais bien, bon Dieu …

“Que destino é o meu senão o de assistir ao meu Destino…”
(Vinicius de Moraes, A vida vivida)

Avicenna

History of the Sacred Music vol 20/21: Stabat Mater

CD20_FRONTHarmonia Mundi: História da Música Sacra
vol 20/21: Stabat Mater

Stabat Mater ( latim para Estava a mãe) é uma prece ou, mais precisamente, uma sequentia católica do século XIII.
 
Há dois hinos que são geralmente chamados de Stabat Mater: um deles é conhecido como Stabat Mater Dolorosa (sobre as Dores de Maria), e o outro, chamado Stabat Mater Speciosa, que, de maneira alegre, se refere ao Nascimento de Jesus. A expressão Stabat Mater, porém, é mais utilizada para o primeiro caso – um hino do século XIII, em honra a Maria e atribuído ao franciscano Jacopone da Todi ou ao papa Inocêncio III.
 .
O título do hino mais triste (Dolorosa) é um incipit da primeira linha, Stabat mater dolorosa (que significa “A mãe permaneceu cheia de tristeza”). O hino chamado de Dolorosa, um dos mais pungentes e diretos poemas medievais, medita sobre o sofrimento de Maria, a mãe de Jesus, durante a crucificação. Ele é cantado em honra à Nossa Senhora das Dores. Dolorosa já recebeu diversas composições musicais por diversos artistas, principalmente Palestrina, Pergolesi, Scarlatti, Vivaldi, Haydn, Rossini, Boccherini e Dvořák.
 .
Dolorosa era bem conhecido já no final do século XIV e Georgius Stella escreveu sobre a sua utilização em 1388, com outros autores corroborando a afirmação mais para o final do século. Na Provença, por volta de 1399, ele era utilizado em procissões que duravam nove dias.
 .
Como sequência litúrgica, o Dolorosa foi suprimido, juntamente com centenas de outras, pelo Concílio de Trento, mas retornou ao missal por ordem do papa Bento XIII, em 1727, na festa de Nossa Senhora das Dores. (texto adaptado da Wikipedia).
 
vol. 20:
Giovanni Battista Pergolesi (Iesi, 1710-Pozzuoli, 1736)
01. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Duo: Stabat Mater Dolorosa
02. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Aria: Cuius animam gementem
03. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Duo: O quam tristis et afflicta
04. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Aria: Quæ moerebat et dolebat
05. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Duo: Quis est homo, qui non fleret
06. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Aria: Vidit suum dulcem natum
07. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Aria: Eja, Mater, fons amoris
08. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Duo: Fac, ut ardeat cor meum
09. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Duo: Sancta Mater, istud agas
10. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Aria: Fac, ut portem Christi mortem
11. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Duo: Inflammatus et accensus
12. Stabat Mater pour soprano, alto, cordes et orgue – Duo: Quando corpus morietur – Amen
 
Luigi Boccherini (Luca, Itália, 1743 – Madri, Espanha, 1805)
13. Stabat Mater G. 532, Premiere Version 1781: Stabat Mater dolorosa. Grave assai
14. Stabat Mater G. 532, Premiere Version 1781: Cujus animam gementem: Allegro
15. Stabat Mater G. 532, Premiere Version 1781: Quae moerebat et dolebat. Allegretto con motto
16. Stabat Mater G. 532, Premiere Version 1781: Quis est homo. Adagio assai- Recitativo
17. Stabat Mater G. 532, Premiere Version 1781: Pro peccatis suae gentis. Allegretto
18. Stabat Mater G. 532, Premiere Version 1781: Eja mater, fons amoris. Larghetto non tanto
19. Stabat Mater G. 532, Premiere Version 1781: Tui nati vulnerati: Allegro vivo
20. Stabat Mater G. 532, Premiere Version 1781: Virgo virginum praeclara. Andantino
21. Stabat Mater G. 532, Premiere Version 1781: Fac ut portem Christi mortem. Larghetto
22. Stabat Mater G. 532, Premiere Version 1781: Fac me plagis vulnerati. Allegro commodo
23. Stabat Mater G. 532, Premiere Version 1781: Quando corpus morietur. Andante lento
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vol. 21:
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
01. Stabat Mater RV 621 – Stabat Mater dolorosa. Largo
02. Stabat Mater RV 621 – Cujus animam gementem. Adagio
03. Stabat Mater RV 621 – O quam tristis. Andante
04. Stabat Mater RV 621 – Quis est homo. Largo
05. Stabat Mater RV 621 – Quis non posset. Adagio
06. Stabat Mater RV 621 – Pro peccatis suae gentis. Andante
07. Stabat Mater RV 621 – Eja mater, fons amoris. Largo
08. Stabat Mater RV 621 – Fac ut ardeat. Lento
09. Stabat Mater RV 621 – Amen. Allegro
 
Gioachino Antonio Rossini (Pésaro, Italy, 1792-Passy, Paris, 1868)
10. Stabat Mater – I. Introduzione. Andante moderato. Stabat Mater dolorosa
11. Stabat Mater – II. Aria. Allegretto maestoso. Cujus animam gementem
12. Stabat Mater – III. Duetto. Largo. Quis est homo, qui non fleret
13. Stabat Mater – IV. Aria. Allegretto maestoso. Pro peccatis suae gentis
14. Stabat Mater – V. Coro e Recitativo. Andante mosso. Eja Mater, fons amoris
15. Stabat Mater – VI. Quartetto. Allegretto moderato. Sancta Mater, istud agas
16. Stabat Mater – VII. Cavatina. Andante grazioso. Fac, ut portem Christi mortem
17. Stabat Mater – VIII. Aria e Coro. Andante maestoso. Inflammatus et accensus
18. Stabat Mater – IX. Quartetto. Andante. Quando corpus morietur
19. Stabat Mater – X. Finale. Allegro. In sempiterna saecula. Amen

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 vol. 20+21: Stabat Mater
XLD RIP | FLAC | 627.0 MB
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vol 30: Encarte e letras dos 29 CDs – 4,6 MB – AQUI – HERE

 

Boa audição.

CD21_FRONT

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

Rimsky-Korsakov (1844-1908): Suíte de O Galo de Ouro / Rossini (1792-1868): Abertura Guilherme Tell / Tchaikovsky (1840-1893): Marcha Eslava / Chabrier (1841-1894): España / Franz Liszt (1811-1886): Rapsódia Húngara No. 2 e Marcha Rakoczy

Rimsky-Korsakov (1844-1908): Suíte de O Galo de Ouro / Rossini (1792-1868): Abertura Guilherme Tell / Tchaikovsky (1840-1893): Marcha Eslava / Chabrier (1841-1894): España / Franz Liszt (1811-1886): Rapsódia Húngara No. 2 e Marcha Rakoczy

Em meados do século XX, este tipo de música era considerada “ligeira”, algo para concertos ao ar livre, para o grande público tomar seu primeiro contato com os clássicos. Hoje parece apenas música erudita em disco de gatinhos. O que houve conosco?

Em 1881, Henry Lee Higginson, o fundador da Orquestra Sinfônica de Boston, escreveu sobre seu desejo de apresentar em Boston “concertos de um tipo leve de música”. Então a Boston Pops foi fundada para apresentar este tipo de música ao público, com o primeiro concerto realizado em 1885. Chamado de “Concerto de Passeio” eles duraram até 1900, eram performances de música clássica “leve”.

A Orquestra não tinha um maestro próprio até o ano de 1930, quando Arthur Fiedler começou seu mandato. Fiedler trouxe aclamação mundial à orquestra. Ele sempre foi infeliz com a reputação de que a música erudita era para a elite aristocrática, e sempre fez esforços para levar os eruditos a um público vasto. Sempre promoveu concertos gratuitos em Boston, assim aos poucos foi popularizando a música clássica na região.

Sob sua direção a orquestra fez inúmeras gravações campeãs de vendas, arrecadando um total superior a US$ 50 milhões. As primeiras gravações da orquestra foram feitas em julho de 1935 para a RCA Victor, incluindo a primeira gravação completa da Rhapsody in Blue de Gershwin.

Fiedler também é lembrado por ter começado a tradição anual da orquestra se apresentar no 4 de julho (Independência dos Estados Unidos) na praça da Esplanada, uma das celebrações mais aclamadas, que contava com um público entre 200 e 500 mil pessoas.

Após a morde de Fiedler, em 1979, John Williams tomou o cargo, em 1980. Williams continuou com a tradição de levar a música clássica ao público mais vasto. Ele ficou no cargo até 1994, quando passou para Keith Lockhart em 1995. Lockhart segua à frente da Pops, acrescentando um toque de extravagância e um dom para o drama. Williams continua sendo maestro laureado e realiza uma semana de concertos por ano.

Rimsky-Korsakov (1844-1908) – Suíte de O Galo de Ouro – Le Coq’or – Suíte, Rossini (1792-1868) – William Tell Overture, Tchaikovsky (1840-1893) – Marcha Eslava, Chabrier (1841-1894) – España e Franz Liszt (1811-1886) – Rapsódia Húngara No. 2 e Rakoczy March

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) – Suíte de O Galo de Ouro – Le Coq’or – Suíte
01. King Dodom in his Palace
02. King Dodom on the Battlefield
03. King Dodom with the Queen of Shemakha
04. March

Gioachino Rossini (1792-1868) – William Tell Overture
05. William Tell Overture

Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893) – Marcha Eslava
06. Marcha Eslava

Emmanuel Chabrier (1841-1894) – España
07. España

Franz Liszt (1811-1886) – Rapsódia Húngara No. 2 e
08. Rapsódia Húngara No. 2

Rakoczy March
09. Rakoczy March

Boston Pops Orchestra
Arthur Fiedler, regente

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Arthur Fiedler
Arthur Fiedler

PQP

Rossini: String Sonatas 1-6; Donizetti, Cherubini, Bellini Marriner ASMF DECCA 1991

Este ano Rossini não faz aniversário, porque o sortudo nasceu num dia 29 de fevereiro. Por isso, temos que contornar este pequeno ajuste do calendário Gregoriano, postando uma homenagem no dia seguinte ao dia que não houve (?). Ah, meu Santo Agostinho, que coisa louca é o Tempo!

Bem, mas este post é coisa fina: as Seis Sonatas para cordas de Rossini, escritas em sua juventude, e descobertas somente depois da 2a.Guerra, mostrando que o cara era realmente bom até na música de câmara. E mais incrível: há indícios de que elas foram escritas quando Rossini tinha 12 anos, segundo o autógrafo dos manuscritos. Mas há controvérsias, e elas podem ser datadas de quando ele tinha 14 e revisadas aos 17. De qualquer forma, é música muito boa, e o cara não era mais que um adolescente. Estas Sonatas também se destacam por conter partes significativas escritas para solo de Contrabaixo, e são referências no repertório dos contrabaixistas do mundo todo. Ao que consta, esta gravação de Marriner feita na década de 60, foi o primeiro sucesso de vendas da Academy of St.Martin-in-the-Fields, e o disco que consolidou os nomes do conjunto e de seu maestro mais famoso. Marriner, uma “máquina de gravação”, segundo Norman Lebrecht, também foi uma das personalidades que 2016 levou.

O disco duplo ainda inclui, nos tempos que faltam, um quarteto de Donizetti, arranjado para orquestra de cordas, um estudo de Cherubini para trompa e cordas e um concerto para oboe e cordas de Bellini. Vou te falar, eu achava que estes italianos da ópera eram todos uns chatos, mas estas peças mudaram minha impressão, são bem bacanas! O concerto de Bellini é quase uma ária de ópera, mas quem canta é o oboé. Mordi a língua e hoje acho eles menos chatos.

Boa audição!

CD1
Gioacchino Rossini (1792-1868)
String Sonata No.1 in G major
String Sonata No.2 in A minor
String Sonata No.3 in C major
String Sonata No.4 in B-flat major

CD2
String Sonata No.5 in E-flat major
String Sonata No.6 in D major

Gaetano Donizetti (1797-1848)
String Quartet in D (arr. for String Orchestra)

Luigi Cherubini (1760-1842)
Etude no.2 for French Horn & Strings

Vincenzo Bellini (1801-1835)
Concerto for Oboe & Strings in E-flat major

Academy of St.Martin-in-the-Fields
Sir Neville Marriner
compilação DECCA, 1991

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Arquivo FLAC (sem perda de qualidade), 548Mb

Chucruten

Wendy Carlos (1939): música para The Clockwork Orange (versão completa)

Wendy Carlos's Clockwork Orange - vinil coverDizem que a primeira engenhoca eletrônica produtora de sons para fins musicais a usar o nome “sintetizador” foi a criada pela RCA em 1957 – mas foi Robert Moog, em 1964, quem criou o primeiro sintetizador utilizável de modo relativamente prático. E a primeira pessoa a gravar um disco de sucesso executado inteiramente com o Moog foi Wendy Carlos, com seu Switched-on Bach, em 1968.

Foi um trabalho de estúdio exaustivo: embora sintetizasse timbres nunca antes imaginados, o aparelho o fazia para uma nota de cada vez. Quer dizer: Wendy gravou voz por voz, separadamente, suas espantosas interpretações de Bach.

O outro pioneiro no uso do Moog foi o tecladista Keith Emerson, que se foi agora em 2016: em 1970 a banda Emerson, Lake and Palmer começou a levar o Moog para o palco, e em 1973 estrearia o Moog polifônico em Brain Salad Surgery.

Ao mesmo tempo (1970), Wendy propunha a Stanley Kubrick o uso de sua composição original Timesteps na trilha do filme A Laranja Mecânica, e saía feliz da vida com a encomenda de produzir toda a trilha do filme, inclusive recriações eletrônicas de Beethoven, Rossini e Purcell.

Não foi pequena, então, a decepção de Wendy em 1971: Kubrick havia usado no filme apenas fragmentos do seu trabalho, junto com versões orquestrais convencionais das obras de Beethoven e Rossini – e o LP oficial da trilha também continha só esses fragmentos.

P da vida – se me permitem -, em 1972 Wendy lançou outro disco, com a íntegra da sua produção destinada ao filme – ou quase a íntegra: as faixas 08 e 09 que vocês ouvirão só foram lançadas em 2000, na versão em CD.

Mais uma vez pioneira, o que Wendy introduziu desta vez foi o vocorder – simulador eletrônico de sons vocais – e o fez em nada menos que diversos solos e trechos corais da Nona de Beethoven (faixa 02), além de citações do hino gregoriano Dies Irae e de Singin’ in the Rain em sua própria composição Country Lane (faixa 10 – minha preferida).

Nos anos 70 este disco esteve entre os mais queridos do monge Ranulfus – mas só hoje, em 2016, graças ao trabalho de garimpagem de seu amigo Daniel the Prophet, o monge veio a ouvir as faixas 08 e 09. Notou sem surpresa que a última (Biblical Daydreams) parece construída a partir de hinos protestantes estadunidenses, mas na anterior (Orange Minuet) teve uma surpresa curiosa: o monge tem certeza de ter ouvido na obra do brasileiro Elomar Figueira de Melo a melodia usada na parte central do tal minueto! Terá Wendy ouvido Elomar, ou terão os dois se baseado em alguma fonte anterior, quer no próprio Nordeste brasileiro, quer no campo ibérico-provençal?

Termino confessando que muitas vezes pensei que o trabalho de Wendy Carlos ficaria pra trás como uma curiosidade datada – mas passado quase meio século a impressão se inverte: começo a pensar que a criatividade, sensibilidade e ousadia dessa mulher poderão ficar na história como emblemáticas do último terço do século XX – na história tanto da música quanto geral, pela ousadia, paralela à musical, de ter-se assumido como a mulher que desde a primeira infância sentia ser, mesmo pondo em risco a fama mundial já conquistada sob o nome masculino com que havia sido registrada ao nascer.

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WENDY CARLOS’S CLOCKWORK ORANGE (1972)
Gravações de estúdio de Wendy Carlos com o sintetizador Moog (1972)
Versão em CD lançada em 2000

  • 01 Timesteps – 13:47 (W.Carlos – na integra)
  • 02 March from A Clockwork Orange
    (Beethoven: Nona Sinfonia: Quarto Movimento, condensado) – 7:02
  • 03 Title Music from A Clockwork Orange
    (da Music for the Funeral of Queen Mary, de Purcell) – 2:23
  • 04 La Gazza Ladra ouverture (Rossini, condensado) – 6:00
  • 05 Theme from A Clockwork Orange
    (‘Beethoviana’, variação sobre 03) – 1:48
  • 06 Nona Sinfonia: Segundo Movimento: Scherzo (Beethoven) – 4:52
  • 07 William Tell ouverture (Rossini, condensado) – 1:18
  • 08 Orange Minuet (W.Carlos) – 2:35
  • 09 Biblical Daydreams (W.Carlos) – 2:06
  • 10 Country Lane (W.Carlos – versão aperfeiçoada) – 4:56
    (citações: Dies Irae; Singing in the Rain)

.  .  .  .  .  .  .  BAIXE AQUI – download here

Ranulfus (com a colaboração de Daniel the Prophet)

Gioachino Rossini (1792-1868) – Petite Messe Solennelle – Rebeka, Mingardo, Meli, Esposito, Pappano

81ceKJmkWSL._SL1417_Por algum motivo que não posso explicar, creio que esta obra de Rossini nunca apareceu por aqui, na verdade, Rossini não frequenta muito o PQPBach. O que é uma pena, pois é uma maravilha essa sua Missa, aqui belamente interpretada por um grupo de músicos sensacional, liderados por Antonio Pappano.
Já li críticas da obra sacra de Rossini reclamando que elas são por demais operísticas, fugindo de sua função litúrgica, por assim dizer. Pode até ser, alguns de seus corais realmente lembram os corais mais famosos de suas óperas, mas não creio que isso possa ser considerado um defeito. Ao contrário, dão à obra uma nova possibilidade, fugindo das regras mais tradicionais de uma Missa.
Antonio Pappano é um maestro experiente exatamente no repertório operístico, e aqui nesta gravação ele está em casa, com a fantástica Orchestra Dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia e seu impecável coral, contando com excepcionais solistas. Tudo para realizar uma gravação, com o perdão da redundância, impecável.

Aproveitem seu final de semana para melhor apreciarem esta obra, em minha opinião, um primor da escrita musical de Rossini.

P.S. Em anexo ao arquivo do segundo CD vai o interessante e explicativo booklet.

Gioachino Rossini (1792-1868) – Petite Messe Solennelle

1 – Kyrie eleison
2 – Christe eleison
3 – Gloria in excelsis Deo
4 – Gratias agimus tibi
5 – Domine Deus
6 – Qui tollis peccata mundi
7 – Quoniam tu solus Sanctus
8 – Cum Sancto Spiritu
9 – Credo in unum Deum
10 – Crucifixus
11 – Et resurrexit
12 – Et vitam venturi saeculi

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2

1 – Prelude religieux pendant l’Offertoire – Retournelle
2 – Sanctus – Benedictus
3 – O salutaris hostia
4 – Agnus Dei

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Marina Rebeka – Soprano
Sara Mingardo – Contralto
Francesco Meli – Tenor
Alex Sposito – Bass
Coro dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia  Roma
Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia  Roma
Sir Antonio Pappano – Conductor

Guia dos Instrumentos antigos 8/8 – Classicismo + LIVRO 200 pág. [link atualizado 2017]

ES-PE-TA-CU-LAR !!!

Livro com oito CDs fenomenalmente cedido pelo internauta Camilo Di Giorgi! Não tem preço!!!

Os arquivos foram todos renomeados e o livro tem o texto reconhecível graças ao trabalho do Igor Freiberger! Mais uma contribuição impagável!

Tem na Amazon: aqui.

Chegamos, após uma semana toda de deleites arcaicizantes, à última, derradeira e gloriosa postagem desta série!

Espero que para vocês, nossos estimados usuários-ouvintes, esse passeio pela música com instrumentos de época tenha sido tão prazeroso quanto o foi para mim.

E hoje, neste ensolarado dia das mães (pelo menos aqui na cidade da minha, no pujante interior de paulista – aliás, previsão de sol, porque eu escrevi o texto na véspera), brindemos a completude desta pequena mas valorosa coleção com mais pesos-pesados como Haydn, Mozart e Beethoven, primorosamente escolhidos e executados por instrumentistas dos mais gabaritados.

E, como prometido inicialmente, sege, logo após o link para o 8º CD, o enlace para o riquíssimo livro dos instrumentos, uma pesquisa minuciosa e de uma qualidade inquestionável.

Esquema do funcionamento de um órgão de foles na página 152.
Na página 114, uma iluminura com uma gaita de foles e uma Musette de Cour, utilizada na faixa 14 deste CD.

Essa sequência de superlativações não é à toa: estamos diante de um material estupendo, que auxiliará muitos profissionais e amantes da música a conhecerem e ensinarem outras pessoas a se apaixonarem ainda mais por esse universo maravilhoso!

Ouça! Leia! Estude! Divulgue e… Deleite-se, sem medida!!!

Guide des Instruments Anciens – CD8
Classicismo

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Pronto! Finalmente toda a coleção está aqui: CD1CD2, CD3, CD4, CD5, CD6 e CD7. Ouça!

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Tão bom quando vocês comentam… Pode comentar, pessoal!

– Ó, disse pra eu ficar à vontade, já fui ficando, tá?

Avicenna & Bisnaga

Maria Callas – Gravações em Estúdio Completas – CDs 21-31 de 70: Luigi Cherubini (1760-1842), Gasparo Spontini (1774-1851), Giacomo Meyerbeer (1791-1864), Gioachino Rossini (1792-1868), Vincenzo Bellini (1801-1835), Giuseppe Verdi (1813-1901), Léo Delibes (1836-1891), Arrigo Boito (1842-1918), Alfredo Catalani (1854-1893), Giacomo Puccini (1858-1924), Francesco Cilea (1866-1950) e Umberto Giordano (1867-1948) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Terceira das sete terças-feiras (ops, hoje é quarta) que postamos essa coleção show de bola das gravações em estúdio de Maria Callas.

E… Meu Deus! Não consigo dizer que este grupeto de dez CDs é melhor que o anterior ou o próximo! Tem tanta coisa embasbacadora nessa coleção…

Pra não sair da rotina dessa série, só tem peso-pesado nas peças de hoje: temos o felicíssimo encontro de Callas com Karajan, na Madame Butterfly de Puccini, além das regências inspiradas de Tulio Serafin e as vozes marcantes dos tenores: Gedda, Di Stefano e Tucker dão show, show esse compartilhado/ofuscado por Gobbi (barítono) e Rossi-Lemeni (baixo).

Callas cintila, soberba, tanto nas óperas como nos três álbuns de árias nos quais resgata e apresenta outros compositores não tão conhecidos intercalados aos famosos. As óperas de hoje estão no topo da lista das mais necessárias, das básicas que todo iniciante no meio operístico deve conhecer e todo experiente deve revisar: Il Turco in Italia, Madama Butterfly, Aida e Rigoletto.

Ouça! Está do caraglio hoje! Deleite-se! Atinja o êxtase!

Palhinha: Maria Callas canta Oh, mio babbino caro, da ópera Gianni Schicchi, de Puccini (faixa 08 do CD 23):

Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings

CDs 21-22
Gioachino Rossini (1792-1868)
Il turco in Italia (2 CDs)

CD 21
01. Sinfonia
02. Nostra Patria e Il Mondo Intero (1º Ato)
03. Ho Da Fare Un Dramma Buffo
04. Ah! Se Di Questi Zingari L’Arrivo
05. Vado In Traccia Di Una Zingara
06. Chi Vuol Farsi Astrologar?
07. Ah, Mia Moglie, San Chi Sono
08. Non Si Da Follia Maggiore
09. Voga, Voga, A Terra, A Terra
10. Bella Italia, Alfin Ti Miro
11. Serva…Servo
12. Amici…Soccorretemi
13. Un Marito-Scimunito!
14. Ola, Tosto Il Caffe. Sedete
15. Siete Turchi, Non VI Credo
16. Lo Stupisco, Mi Sorprende
17. Come! Si Grave Scorno Soffrir Potete In Pace?
18. Un Vecchio Far Non Puo Maggior Follia
19. Per Piacere Alla Signora
20. No, Mia Vita, Mio Tesoro
21. Gran Meraviglie
22. Per La Fuga e Tutto Lesto
23. Perche Mai Se Son Tradito
24. Evviva d’Amore Il Foco Vitale
25. Chi Servir Non Brama Amor S’Allontani
26. Qui Mia Moglie Ha Da Venire
27. Ah! Che Il Cor Non M’Ingannava
28. Vada Via, Si Guardi Bene Di Cercar L’Amante Mio

CD 22
01. A Proposito, Amico (2º Ato)
02. d’un Bell’ Usodi Turchia
03. Se Fiorilla Di Vender Bramate
04. Non V’e Piacer Perfetto Se Nol Procura Amor
05. Che Turca Impertinente!
06. Credete Alle Femmine Che Dicon d’Amarvi!
07. In Italia Certamente Non Si Fa L’Amor Cosi
08. Fermate…Cosa C’e?
09. E Selim Non Si Vede!
10. Oh! Guardate Che Accidente!
11. Dunque Seguitemi
12. Questo Vecchio Maledetto
13. Si, Mi e Forza Partir
14. Son La Vite Sul Campo Appassita
15. Rida A Voi Sereno Il Cielo
16. Restate Contenti

Maria Callas, soprano
Nicolai Gedda, tenor
Nicola Rossi-Lemeni, baixo
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Gianandrea Gavazzeni, regente
Setembro de 1954, Milão

CD 23
Giacomo Puccini (1858-1924)
Puccini Arias (1 CD)

01. Manon Lescaut – In Quelle Trine Morbide
02. Manon Lescaut – Sola, Perduta, Abbandonata
03. Madama Butterfly – Un Bel Di Vedremo
04. Madama Butterfly – Con Onor Muore
05. La Bohème – Si. Mi Chiamano Mimi
06. La Bohème – Donde Lieta Usci
07. Suor Angelica – Senza Mamma
08. Gianni Schicchi – O Mio Babbino Caro
09. Turandot – Signore, Ascolta!
10. Turandot – In Questa Reggia
11. Turandot – Tu Che Di Gel Sei Cinta

Maria Callas, soprano
Philharmonia
Tullio Serafin, regente
Setembro de 1954, Londres

CD 24
Lyric and Coloratura Arias (1 CD)

Francesco Cilea (1866-1950)
01. Adriana Lecouvreur – Ecco: Respiro Appena. Lo Son L’Umile Ancella
02. Adriana Lecouvreur – Poveri Fiori
Umberto Giordano (1867-1948)
03. Andrea Chénier – La Mamma Morta
Alfredo Catalani (1854-1893)
04. La Wally – Ebben? Ne Andro Lontana
Arrigo Boito (1842-1918)
05. Mefistofele – L’Altra Notte In Fondo Al Mare
Gioachino Rossini (1792-1868)
06. Il barbiere di Siviglia – Una Voce Poco Fa
Giacomo Meyerbeer (1791-1864)
07. Dinorah – Ombra Leggera
Léo Delibes (1836-1891)
08. Lakmé – Dov’e L’Indiana Bruna?
Giuseppe Verdi (1813-1901)
09. I vespri siciliani – Merce, Dilette Amiche

Maria Callas, soprano
Philharmonia
Tullio Serafin, regente
Setembro de 1954, Londres

CD 25
Callas at La Scala (1 CD)

Luigi Cherubini (1760-1842)
01. Medea – Dei Tuoi Figli
Gasparo Spontini (1774-1851)
02. La Vestale – Tu Che Invoco
03. La Vestale – O Nume Tutelar
04. La Vestale – Caro Oggetto
Vincenzo Bellini (1801-1835)
05. La sonnambula – Compagne, Teneri Amici…Come Per Me Sereno
06. La sonnambula – Oh! Se Una Volta Sola…Ah! Non Credea Mirarti…Ah! Non Giunge

Maria Callas, soprano
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Tullio Serafin, regente
Junho de 1955, Milão

CD 26, 27
Giacomo Puccini (1858-1924)
Madama Butterfly (2 CDs)

CD 26
01. E Soffitto…E Pareti (1º Ato)
02. Questa e La Cameriera
03. Dovunque Al Mondo
04. Quale Smania VI Prendre!
05. Quanto Cielo! Ancora Un Passo Or Via
06. Gran Ventura
07. L’Imperial Commissario
08. Vieni, Amor Mio!
09. Leri Son Salita Tutta Sola
10. Ed Eccoci In Famiglia
11. Vieni La Sera
12. Bimba Dagli Occhi Pieni Di Malia
13. Vogliatemi Bene, Un Bene Piccolino
14. E Lzaghi Ed Izanami (2º Ato)
15. Un Bnel Di Vedremo
16. C’e. Entrate
17. Non Io Sapete Insomma

CD 27
01. A Voi Pero Giurerei Fede Costante
02. Ora A Noi
03. E Questo? E Questo?
04. Che Tua Madre Dovra
05. Io Scendo Al Piano
06. Vespa! Rospo Maledetto!
07. Una Nave Da Guerra
08. Scuoti Quella Fronda Di Ciliegio
09. Or Vienmi Ad Adornar
10. Coro A Bocca Chiusa
11. Oh Eh! Oh Eh! Oh Eh! (3º Ato)
12. Gia Il Sole!
13. Povera Butterfly!
14. Io So Che Alle Sue Pene
15. Addio, Fiorito Asil
16. Glielo Dirai?
17. Che Vuol Da Me?
18. Come Una Mosca Prigioniera
19. Con Onor Muore

Maria Callas, soprano
Nicolai Gedda, tenor
Lucia Danielli, mezzo soprano
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Herbert von Karajan, regente
Agosto de 1955, Milão

CD 28, 29
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Aida (2 CDs)

CD 28
01. Preludio
02. Si, Corre Voce Che L’Etiope Ardisca (1º Ato)
03. Se Quel Guerriero Io Fossi!
04. Celeste Aida
05. Quale Insolita Gioia Nel Tuo Sguardo!
06. Vieni, O Diletta, Appressati
07. Alta Cagion V’Aduna
08. Su! Del Nilo Al Sacro Lido
09. Ritorna Vincitor!
10. Possente Ftha…Tu Che Dal Nulla Hai Tratto
11. Immenso Ftha! …Mortal, Diletto Ai Numi
12. Nume, Custode E Vindice
13. Chi Mai Fra Gl’ Innie I Plausi (2º Ato)
14. Danza Degli Schiavi Mori
15. Vieni, Sul Crin Ti Piovano
16. Fu La Sorte Dell’ Armia’ Tuoi Funesta
17. Pieta Ti Prenda Del Mio Dolor
18. Su! Del Nilo Al Sacro Lido…Numi, Pieta
19. Gloria All’ Egitto,ad Iside
20. Marcia Trionfale
21. Ballabile
22. Vieni, O Guerriero Vindice

CD 29
01. Salvator Della Patria
02. Che Veggo! Egli? Mio Padre! Anch’io Pugnai…Ma Tu, Re, Tu Signore Possente
03. Il Dolor Che In Quel Volto Favella
04. O Re, Pei Sacri Numi…Gloria All’ Egitto
05. O Tu Che Sei d’Osiride (3º Ato)
06. Vieni d’Iside Al Tempio
07. Qui Radames Verra!
08. O Patria Mia
09. Ciel! Mio Padre!
10. Rivedrai Le Foreste Imbalsamate
11. Pur Ti Riveggo, Mia Dolce Aida
12. Nel Fiero Anelito Di Nuova Guerra
13. Fuggiam Gli Ardori Inospiti…La, Tra Foreste Vergini
14. Ma Dimmi: Per Qual Via
15. L’Aborrita Rivale A Me Sfuggia (4º Ato)
16. Gia I Sacerdoti Adunansi
17. Ohime! Morir Mi Sento!
18. Spirto Del Nume
19. A Lui Vivo, La Tomba…Sacerdoti: Compiste Un Delitto!
20. La Fatal Pietra Sovra Me Si Chiuse
21. Vedi? Di Morte L’Angelo…Immenso Ftha
22. O Terra, Addio

Maria Callas, soprano
Richard Tucker, tenor
Fedora Barbieri, mezzo soprano
Tito Gobbi, barítono
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Tullio Serafin, regente
Agosto de 1955, Milão

CDs 30-31
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Rigoletto (2 CDs)

CD 30
01. Preludio
02. Della Mia Bella Incognita Borghese (1º Ato)
03. Questa O Quella
04. Partite? Crudele!
05. In Testa Che Avete
06. Gran Nuova! Gran Nuova!
07. Ch’io Gli Parli
08. O Tu Che La Festa Audace
09. Quel Vecchio Maledivami!
10. Pari Siamo!
11. Figlia! Mio Padre!
12. Ah, Veglia, O Donna
13. Giovanna, Ho Dei Rimorsi
14. E Il Sol Del’ Anima
15. Addio! Speranza Ed Anima
16. Gualtier Malde! Silenzio!
17. Riedo! …Perch?? …Silenzio
18. Zitti, Zitti, Moviamo A Vendetta
19. Soccorso, Padre Mio!

CD 31
01. Ella Mi Fu Rapita! (2º Ato)
02. Parmi Veder Le Lagrime
03. Duca, Duca! Ebben?
04. Povero Rigoletto!
05. Cortigiani, Vil Razza Dannata
06. Mio Padre! Dio! Mia Gilda!
07. Tutte Le Feste Al Tempio
08. Compiuto Pur Quanto
09. Si, Vendetta, Tremenda Vendetta
10. E L’Ami? (3º Ato)
11. La Donna e Mobile
12. Un Di, Se Ben Rammentomi
13. Bella Figlia Dell’ Amore
14. Venti Scudi Hai Tu Detto?
15. E Amabile Invero
16. Della Vendetta Alfin Giunge L’Istante!
17. Chi Mai, Chi e Qui In Sua Vece?

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Tito Gobbi, barítono
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Tullio Serafin, regente
Setembro de 1955, Milão

Só para os gulosos!
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 622Mb

POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO…

Bisnaga

Maria Callas – Gravações em Estúdio Completas – CDs 32-41 de 70: Gioachino Rossini (1792-1868), Vincenzo Bellini (1801-1835), Giuseppe Verdi (1813-1901) e Giacomo Puccini (1858-1924) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uhú! Quarta das sete terças-feiras que postamos essa coleção show de bola das gravações em estúdio de Maria Callas.

Como hoje está uma correria, apelei e colei abaixo um trecho do Wikipedia que fala de Callas. Achei-o bem correto na análise:
Callas possuía uma voz poderosa e amplitude fora do comum. Isto permitia à cantora abordar papéis desde o alcance do mezzo-soprano até o do soprano coloratura. Com domínio perfeito das técnicas do canto lírico, possuía um repertório incrivelmente versátil, que incluía obras do bel canto (Lucia di Lammermoor, Anna Bolena, Norma), de Verdi (Un ballo in maschera, Macbeth, (La Traviata) e do verismo italiano (Tosca), e até mesmo Wagner (Tristan und Isolde, Die Walküre).
Apesar destas características, Callas entrou para a história da ópera por suas inigualáveis habilidades cênicas. Levando à perfeição a habilidade de alterar a “cor” da voz com o objetivo de expressar emoções, e explorando cada oportunidade de representar no palco as minúcias psicológicas de suas personagens, Callas mostrou que era possível imprimir dramaticidade mesmo em papéis que exigiam grande virtuosismo vocal por parte do intérprete – o que usualmente significava, entre as grandes divas da época, privilegiar o canto em detrimento da cena.
Muitos consideram que seu estilo de interpretação imprimiu uma revolução sem precedentes na ópera. Segundo este ponto de vista, Callas seria tributária da importância que assumiram contemporaneamente os aspectos cênicos das montagens. Em particular, é claramente perceptível desde a segunda metade do século XX uma tendência entre os cantores em favor da valorização de sua formação dramatúrgica e de sua figura cênica – que se traduz, por exemplo, na constante preocupação em manter a forma física. Em última análise, esta tendência foi responsável pelo surgimento de toda uma geração de sopranos que, graças às suas habilidades de palco, poderiam ser considerados legítimos herdeiros de Callas, tais como Joan Sutherland ou Renata Scotto.

Callas, nos anos dessas gravações, em fins dos anos 1950, estava no seu auge vocal e cênico, e sempre muito bem acompanhada nas orquestreas e nos duetos, como neste Trovatore de hoje, com Di stefano. Ainda temos o prazer de vê-la representando divinamente em La bohème, Un ballo in maschera, Il barbiere di Siviglia e La Sonnambula. Grandes jóias!
Preciso ir-me. O meu tempo acabou. Eu volto na quinta com Carlos Gomes e terça que vem, com Callas de novo…

Ouça! Como está bom! Deleite-se! Atinja o êxtase!

Palhinha: Maria Callas canta “D’amor sull’ali rosee”, de Il Trovatore, de Verdi (faixa 10 do CD 33):
http://www.youtube.com/watch?v=Yf15oAdOPHs

Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings

CDs 32-33
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Il trovatore (2 CDs)

CD 32
01. All’ Erta! All’ Erta! (1º Ato)
02. Di Due Figli Vivea Padre Beato
03. Abbietta Zingara, Fosca Vegliarda!
04. Brevi E Tristi Giorni Visse
05. Sull’ Orlo Dei Tetti
06. Che Piu T’Arresti?
07. Tacea La Notte Placida
08. Quanto Narrasti Di Turbamento M’ha Piena L’Alma!
09. Di Tale Amor
10. Tace La Notte!
11. Il Trovator! Io Fremo! …Deserto Sulla Terra
12. Anima Mia! …Più Dell’ Usato
13. Di Geloso Amor Sprezzato
14. Vedi! Le Fosche Notturne (2º Ato)
15. Stride La Vampa!
16. Mesta e La Tua Canzon!
17. Soli Or Siamo
18. Condotta Ell’ Erain Ceppi
19. Non Son Tuo Figlio!
20. Mal Reggendo All’ Aspro Assalto
21. L’Usato Messo Ruiz Invia! …Mi Vendica!
22. Perigliarti Ancor Languente
23. Tutto e Deserto
24. Il Balen Del Suo Sorriso
25. Qual Suono! Oh Ciel!
26. Per Me Ora Fatale
27. Ah! Se L’Error T’Ingombra
28. Perchè Piangete? …O Dolci Amiche
29. E Deggio E Posso Crederlo?

CD 33
01. Or Co’ Dadi,ma Fra Poco (3º Ato)
02. In Braccio Al Mio Rival!
03. Giorni Poveri Vivea
04. Deh! Rallentate, O Barbari
05. Quale d’Armi Fragor
06. Ah Si, Ben Mio, Coll’ Essereio Tuo
07. L’Onda De’ Suoni Mistici Pura Discendaal Cor!
08. Di Quella Pira, L’Orrendo Foco
09. Siam Giunti_ Ecco La Torre (4º Ato)
10. d’Amor Sull’ Ali Rosee
11. Miserere…Quel Suon, Quelle Preci
12. Di Te, Di Te Scordarmi Di Te
13. Udiste?
14. Mira, d’Acerbe Lagrime
15. Conte! Nè Basti!
16. Colui Vivra…Vivra! Contende Il Giubilo
17. Madre, Non Dormi?
18. Si, La Stanchezza M’Opprime
19. Ai Nostri Monti Ritorneremo
20. Che! Non M’Inganna
21. Parlar Non Vuoi? …Ha Quest’ Infamel’ Amor Venduto
22. Ti Scosta!
23. Prima Che d’Altri Vivere

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Rolando Panerai, baritono
Fedora Barbieri, mezzo soprano
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Herbert von Karajan, regente
Milão, Agosto de 1956

CDs 34-35
Giacomo Puccini (1858-1924)
La bohème (2 CDs)

CD 34
01. Questo Mar Rosso Mi Ammollisce E Assidera (1º Ato)
02. Abbasso, Abbasso L’Autor!
03. Si Puo? …Chi e La?
04. Al Quartiere Latin Ci Attendre Momus
05. Non Sono In Vena
06. Che Gelida Manina!
07. Si. Mi Chiamano Mimi
08. Ehi! Rodolfo! …O Soave Fanciulla
09. Aranci, Datteri! (2º Ato)
10. Chi Guardi? Odio Il Profano Volgo
11. Beviam…Ch’io Beva Del Tossico!
12. Quando Men’vo
13. Chi L’ha Richiesto? …Vediam

CD 35
01. Ohe, La, Le Guardie…Aprite! (3º Ato)
02. Mimi? ! …Speravo Di Trovarvi Qui
03. Marcello. Finalmente
04. d’Onde Lieta Usci Al Tuo Grido d’Amore
05. Dunque e Proprio Finita?
06. In Un Coupé? …Con Pariglia E Livree (4º Ato)
07. O Mimi, Tu Più Non Torni
08. Che Ora Sia?
09. C’e Mimi…C’e Mimi Che Mi Segue E Che Sta Male
10. Vecchia Zimarra, Senti
11. Schaunard, Ognuno Per Diversa Via
12. Sono Andatl?
13. Oh Dio! Mimi! …Che Avvien?

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Anna Moffo, soprano
Rolando Panerai, baritono
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Antonino Votto, regente
Milão, agosto-setembro de 1956

CDs 36-37
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Un ballo in maschera (2 CDs)

CD 36
01. Preludio
02. Posa In Pace, A’Bei Sogni Ristora (1º Ato)
03. S’Avanza Il Conte
04. La Rivedra Nell’ Estasi
05. Il Cenno Mio Di La Con Essi Attendi
06. Alla Vita Che T’Arride
07. Il Primo Giudice
08. Volta La Terrea
09. Ogni Cura Si Doni Al Diletto
10. Zitti…L’Incanto Non Dessi Turbare…Re Dell’ Abisso, Affrettati – Verdi, Giuseppe
11. Arrivo Il Primo! E Lui, e Lui!
12. Su, Fatemi Largo, Saper Vo’il Mio Fato
13. Rallegrati Omai
14. Che V’Agita Cosi?
15. Della Citta All’ Occaso
16. Consentimi, O Signore
17. Figlia d’Averno, Schiudi La Chiostra
18. Su, Profetessa, Monta Il Treppie
19. Di’tu Se Fedele
20. Chi Voi Siate, L’Audace Parola
21. E Scherzo Od e Follia
22. Finisci Il Vaticinio
23. Preludio (2º Ato)
24. Ecco L’Orrido Campo Ove S’Accoppia
25. Ma Dall’ Arido Stelo Divulsa
26. Teco Io Sto
27. Nonm Sai Tu Che Se L’Anima Mia
28. Oh, Qual Soave Brivido

CD 37
01. Ahime! S’Appressa Alcun
02. Amico, Gelosa T’Affido Una Cura
03. Odi Tu Come Fremono Cupi
04. Seguitemi
05. Ve’ ,sedi Notte Qui Colla Sposa
06. A Tal Colpa e Nulla Il Pianto (3º Ato)
07. Morro, Ma Prima In Grazia
08. Alzati! La Tuo Figlio
09. Eri Tu Che Macchiavi Quell’ Anima…o Dolcezze Perdute!o Memorie
10. Siam Soli. Udite
11. Dunque L’Onta Di Tutti Sol Una
12. d’Una Grazia VI Supplico
13. Qual e Dunque L’Eletto? …Ah! Del Conte La Morte Si Vuole!
14. Il Messaggio Entri
15. Ah! Di Che Fulgor, Che Musiche
16. Forse La Soglia Attinse
17. Ma Se M’e Forza Perderti
18. Ah! Dessa e La
19. Fervono Amori E Danze
20. Saper Vorreste Di Che Si Veste
21. Fervono Amori E Danza
22. Ah! Perchè Qui! Fuggite
23. E Tu Ricevi Il Mio!
24. Ella e Pura: In Braccio A Morte

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Tito Gobbi, baixo
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Antonino Votto, regente
Milão, setembro de 1956

СDs 38-39
Gioachino Rossini (1792-1868)
Il barbiere di Siviglia (2 CDs)

CD 38
01. Ouverture
02. Piano, Pianissimo, Senza Parlar (1º Ato)
03. Ecco Ridente In Cielo
04. Ehi, Fiorello?
05. Mille Grazie, Mio Signore
06. Gente Indiscreta!
07. La Ran La Le Ra, La Ran La La. Largo Al Factotum
08. Ah, Che Bella Vita!
09. Se Il Mio Nome Saper Voi Bramate
10. Oh, Cielo!
11. All’ Ideadi Quel Metallo
12. Piano, Piano…Un’ Altra Idea!
13. Oh, Il Meglio
14. Ah, Che d’Amore La Fiamma
15. Una Voce Poco Fa
16. Si, Si, La Vincero
17. Ah, Disgraziato Figaro!
18. Ah! Barbiere d’Inferno
19. La Calunnia e Un Venticello
20. Ah! Che Ne Dite?
21. Ma Bravi! Ma Benone!
22. Dunque Io Son
23. Fortunati Affetti Miei
24. Ora Mi Sento Meglio
25. A Un Dottor Della Mia Sorte

CD 39
01. Finora In Questa Camera
02. Ehi, Di Casa, Buona Gente
03. Ah, Venisse, Il Caro Oggetto
04. Dunque, Lei Vuol Battaglia?
05. Che Cosa Accadde, Signori Miei
06. Fermi Tutti, Nessun Si Muova
07. Fredda Ed Immobile
08. Ma Signor…Ma Un Dottor
09. Ma Vedi Il Mio Destino! (2º Ato)
10. Pace E Gioia Sia Con Voi
11. Insomma, Mio Signore, Chi e Lei
12. Venite, Signorina
13. Contro Un Cor Che Accende Amore
14. Bella Voce! Bravissima!
15. Quando Mi Sei Vicina
16. Bravo, Signor Barbiere, Ma Bravo!
17. Don Basilio! …Cosa Veggo!
18. Buona Sera, Mio Signore
19. Orsu, Signor Don Bartolo
20. Che Vecchio Sospettoso!
21. Il Vecchiotto Cerca Moglie
22. Temporale
23. Alfine Eccoci Qua
24. Ah, Qual Colpo Inaspettato!
25. Zitti, Zitti, Piano, Piano
26. Ah, Disgraziati Noi!
27. Insomma Io Ho Tutti I Torti
28. Di Si Felice Innesto

Maria Callas, soprano
Luigi Alva, tenor
Tito Gobbi, baixo
Philharmonia Orchestra
Alceo Galliera, regente
Londres, fevereiro de 1957

CDs 40-41
Vincenzo Bellini (1801-1835)
La sonnambula (2 CDs)

CD 40
01. Viva! Viva Amina! …Tutto e Gioia, Tutto e Festa (1º Ato)
02. In Elvezia Non V’ha Rosa
03. Care Compagne
04. Come Per Me Sereno…Sempre, O Felice Amina
05. Sovra Il Sen La Man Mi Posa
06. Il Piu Di Tutti, O Amina
07. Perdona, O Mia Diletta
08. Prendi: L’Anel Ti Dono
09. Scritti Nel Ciel Gia Sono…Ah! Vorrei Trovar Parole
10. Domani, Appena Aggiorni
11. Come Noioso E Lungo Il Cammin…VI Ravviso, O Luoghi Ameni…E Gentil, Leggiadra Molto
12. Contezza Del Paese
13. A Fosco Cielo, A Notte Bruna
14. Basta Cosi. Ciascuno Si Attenga
15. Elvino! E Me Tu Lasci
16. Son Geloso Del Zefiro Errante
17. Davver, Non Mi Dispiace
18. Che Veggio?
19. O Ciel! Che Tento?
20. Osservate: L’Uscio e Aperto
21. E Menzogna
22. d’un Pensiero E d’un Accento
23. Non Più Nozze

CD 41
01. Qui La Selva e Più Folta Ed Ombrosa (2º Ato)
02. Reggimi, O Buona Madre
03. Vedi, O Madre…e Afflitto E Mesto
04. Viva Il Conte!
05. Ah! Perchè Non Posso Odiarti
06. E Fia Pur Vero, Elvino
07. Signor Conte, Agli Occhi Miei
08. Signor? …Che Creder Deggio?
09. Oh! Se Una Volta Sola
10. Ah! Non Credea Mirarti
11. No, Più Non Reggo
12. Ah! Non Giunge Uman Pensiero

Maria Callas, soprano
Eugenia Ratti, soprano
Fiorenza Cossotto, mezzo soprano
Nicola Monti, tenor
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Antonino Votto, regente
Milão, março de 1957

Só para os gulosos!
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 718Mb

POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO…

Bisnaga

Maria Callas – Gravações em Estúdio Completas – CDs 61-64 de 70: Gioachino Rossini (1792-1868), Gaetano Donizetti (1797-1848), Giuseppe Verdi (1813-1901) e Georges Bizet (1838–1875) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

É, no fim acabei tendo que dividir as sete postagens das gravações em estúdio de Maria Callas em dez. Ia dividir em mais partes, por conta das restrições ao volume de downloads imposta pelo Rapidshare, mas não achei justo ceifar-lhes a alegria de ter a coleção completa neste Natal que se aproxima. Assim sendo, está é a penúltima postagem da série e semana que vem, dia de Natal, ho-ho-ho!, presente do Papai Noel: o ciclo se fecha, a coleção EMI de Maria Callas se completa! Enfim!

Hoje, Callas mostra toda a sua dramaticidade nas pesadas árias verdianas e nas obras não tão conhecidas de Rossini e Donizetti, mas ainda assim de grande beleza. Mas, a meu ver, o grande destaque destes quatro CDs de hoje é, sem dúvida, sua interpretação fidelíssima ao papel boêmio, irônico, fugaz e encantador da cigana Carmen. e esse é um papel para mezzo soprano, papel que não seria o mais adequado para Callas, não fosse sua tessitura tão extensa. E as notas graves saem com propriedade, com corpo. ela tinha total domínio da voz!

Ouça! Maria Callas era realmente foda! Deleite-se! Atinja o êxtase!

Palhinha: Maria Callas canta L’amour est un oiseau rebelle, de Carmen, de Bizet (faixa 06 do CD 63), com uma perfeição na expressão, na ironia da personagem…

Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings

CD 61
Árias de Verdi (vol. 2 de 3) (1 CD)
Giuseppe Verdi (1813-1901)

01. Otello – Mi Parea…Mia Madre Aveva Una Povera Ancella
02. Otello – Piangea Cantando
03. Otello – Ave Maria Piena Di Grazie
04. Aroldo – Ciel, Ch’io Respir! …Salvami, Salvami Tu, Gran Dio!
05. Aroldo – O Cielo! Dove Son Io
06. Don Carlos – Non Pianger, Mia Compagna
07. Don Carlos – O Don Fatale

Maria Callas, soprano
Orquestra do Conservatório de Paris
Nicola Rescigno, regente
Paris, dezembro de 1963 e fevereiro de 1964

CD 62
Árias de Rossini & Donizetti (1 CD)

Gioachino Rossini (1792-1868)
01. La Cenerentola – Nacqui All’ Affanno…Non Più Mesta
02. Guglielmo Tell – S’Allontanano Alfine…Selva Opaca
03. Semiramide – Bel Raggio Lusinghier
Gaetano Donizetti (1797-1848)
04. La Figlia Del Reggimento – Convien Partir
Gioachino Rossini (1792-1868)
05. Lucrezia Borgia – Tranquillo Ei Posa…Com’e Bello
06. Sigismondo – Prendi, Prendi_ Per Me Sei Libero

Maria Callas, soprano
Orquestra do Conservatório de Paris
Nicola Rescigno, regente
Paris, abril de 1964

CDs 63-64
Georges Bizet (1838–1875)
Carmen (2 CDs)

CD 63
01. Prelude
02. Sur La Place (1º Ato)
03. Avec La Garde Montante
04. C’est Bien La, N’Est-Ce Pas
05. La Cloche A Sonné…Dans L’Air, Nous Suivons Des Yeux La Fumee – Bizet, Georges
06. L’Amour Est Un Oiseau Rebelle
07. Carmen! Sur Tes Pas, Nous Nous Pressons Tous!
08. Quels Regards! Quelle Effronterie!
09. Parle-Moi De Ma Mere!
10. Reste La, Maintenant, Pendant Que Je Lirai
11. Que Se Passe-T-Il Donc La-Bas? …Au Secours! Au Secours!
12. Mon Officier, C’Etait Une Querelle
13. Pres Des Remparts De Seville
14. Voici L’Ordre_ Partez
15. Entr’ Acte
16. Les Tringles Des Sistres Tintaient (2º Ato)
17. Messieurs, Pastia Me Dit
18. Vivat! Vivat Le Torero!
19. Votre Toast, Je Peux Vous Le Rendre
20. La Belle, Un Mot
21. Eh Bien! Vite, Quelles Nouvelles? Nous Avons En Tête Une Affaire

CD 64
01. Mais Qui Donc Attends-Tu?
02. Halte La!
03. Enfin, C’est Toi! …Tout Doux, Monsieur, Tout Doux
04. La Fleur Que Tu M’Avais Jetee…Non, Tu M’Aimes Pas
05. Hola Carmen! Hola! Hola!
06. Entr’ Acte
07. Ecoute, Ecoute, Compagnon, Ecoute (3º Ato)
08. Reposons-Nous Une Heure Ici, Mes Camarades
09. Melons! Coupons!
10. Eh Bien?
11. Quant Au Douanier, C’est Notre Affaire
12. C’est Des Contrebandiers Le Refuge Ordinaire…Je Dis Que Rien Ne M’Epouvante
13. Je Ne Me Trompe Pas…C’est Lui Sur Ce Rocher
14. Quelques Lignes Plus Bas…Hola, Hola! Jose
15. Entr’ Acte
16. A Deux Cuartos! A Deux Cuartos! (4º Ato)
17. Les Voici! Voici La Quadrille!
18. C’est Toi! …Carmen, Il Est Temps Encore…Viva! Viva! La Course Est Belle!

Maria Callas, “mezzo soprano”
Nicolai Gedda
Robert Massard
Orquestra da Ópera de Paris
Georges Prêtre, regente
Paris, abril de 1964

Só para os gulosos!
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 365Mb

POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO…

Bisnaga

Maria Callas – Gravações em Estúdio Completas – CDs 65-70 de 70: Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), Carl Maria Von Weber (1786-1826), Gioachino Rossini (1792-1868), Gaetano Donizetti (1797-1848), Vincenzo Bellini (1801-1835), Giuseppe Verdi (1813-1901) e Giacomo Puccini (1858-1924) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Não, não é uma postagem natalina, na acepção da palavra…

Bisnaga, num rompante de momento-ovelha-negra-da-família resolveu por bem que melhor seria acabar com a angústia de quem esperava completar a coleção EMI da Maria Callas do que colocar algo mais natalino: corais, crianças e tal…

E assim finalmente o ciclo se completa: esta é a última das sete terças-feiras que viraram dez por causa das restrições rapidsharianas. Vamos então logo com os últimos 6 CDs da esfuziante diva, Maria Callas. Acredito que este já seja, de minha parte, um bom presente de Natal a todos vocês, fãs da Divina.

Ah, e ela não poderia ir-se de nós sem interpretar a Tosca de Puccini! Que coisa!

Depois, mais um compêndio de árias do mestre Verdi e dois álbuns chamados “Raridades EMI”, com gravações muito pouco ou até então nunca difundidas, guardadas no estoque da gravadora como um bom vinho do Porto deixando para ser apurado com a passagem dos anos…

O 70º álbum é meio uma picaretagem pra dar um número redondo: trata-se de um volume sem música, com os dados e libretos das óperas interpretadas nessa série. Fiz ainda um arquivo pequeno com os encartes pra vocês.

E assim, melancolicamente e num dia de Natal, finda-se a epopeia de Maria Callas aqui no P.Q.P.Bach, que nos mostrou toda a versatilidade e dramaticidade dessa estupenda cantora.

Ouça! Se perdeu alguma postagem, veja lá embaixo que deixamos os links das anteriores! Está bom demais da conta! Deleite-se! Atinja o êxtase!

Palhinha: Maria Callas canta Vissi d’arte, de Tosca, de Puccini (faixa 09 do CD 66):
http://youtu.be/NLR3lSrqlww?t=2s

Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings

CDs 65-66
Giacomo Puccini (1858-1924)
Tosca (2 CDs)

CD 65
01. Ah! Finalmente! (1º Ato)
02. Dammi I Colori…Recondita Armonia
03. Gente La Dentro!
04. Mario! Mario! Mario!
05. Ah, Quegli Occhi…Quale Occhio Al Mondo Puo Star Di Paro
06. E Buona La Mia Tosca
07. Un Tal Baccano In Chiesa!
08. Or Tutto e Chiaro…Tosca? Che Non Mi Veda…Mario! Mario!
09. Ed Io Venivo A Lui Tutta Dogliosa
10. Tre Sbirri, Una Carrozza

CD 66
01. Tosca e Un Buon Falco! (2º Ato)
02. Ha Più Forte
03. Meno Male!
04. Dov’e Dunque Angelotti?
05. Ed Ora Fra Noi Parliam Da Buoni Amici…Sciarrone, Che Dice Il Cavalier?
06. Orsú, Tosca, Parlate
07. Nel Pozzo…Nel Giardino
08. Se La Giurata Fede Debbo Tradir
09. Vissi d’Arte
10. Vedi, Le Man Giunte Io Stendo A Te!
11. E Qual Via Scegliete?
12. Io De’ Sospiri (3º Ato)
13. Mario Cavaradossi? A Voi
14. E Lucevan Le Stelle
15. Ah! Franchigia A Floria Tosca
16. O Dolci Mani Mansuete E Pure
17. E Non Giungono
18. Com’e Lunga L’Attesa!
19. Presto! Su, Mario! Mario! Su! Presto! Andiam!

Maria Callas, soprano
Carlo Bergonzi, tenor
Tito Gobbi, baixo
Orquestra do Conservatório de Paris e
Orquestra da Ópera de Paris
Georges Prêtre, regente
Paris, dezembro de 1964

CD 67
Árias de Verdi (vol. 3 de 3) (1 CD)
Giuseppe Verdi (1813-1901)

01. I Lombardi alla prima Crociata – O Madre, Dal Cielo Soccorri
02. Attila – Liberamente Or Piangi…Oh! Nel Fuggente Nuvolo
03. Il Corsaro – Egli Non Riede Ancor…Non So Le Tetre Immagini
04. Il Corsaro – Ne Sulla Terra…Vola Talor Dal Carcere…Verrò…Ah Conforto e Sol La Speme
05. Il Trovatore – Tacea La Notte Placida…Di Tale Amor
06. I Vespri siciliani – Arrigo! Ah, Parli A Un Core
07. Un Ballo in maschera – Ecco L’Orrido Campo…Ma Dell’ Arido Stelo Divulsa
08. Un Ballo in maschera – Morro, Ma Prima In Grazia
09. Ainda – Ritorna Vincitor!

Maria Callas, soprano
Orquestra do Conservatório de Paris e
Orquestra da Ópera de Paris
Nicola Rescigno, regente
Paris, gravado de 1964 a 1969

CDs 68-69
Raridades EMI (2 CDs)

CD 68
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
01. Don Giovanni – Non Mi Dir
02. Don Giovanni – Non Mi Dir
Giuseppe Verdi (1813-1901)
03. Macbeth – Una Macchia e Qui Tuttora
Gioachino Rossini (1792-1868)
04. Semiramide – Bel Raggio Lusinghier
Giuseppe Verdi (1813-1901)
05. Ivespri siciliani – Arrigo! Ah Parli A Un Core
Gaetano Donizetti (1797-1848)
06. Lucrezia Borgia – Tranquillo Ei Posa…Com’e Bello
Gioachino Rossini (1792-1868)
07. Guglielmo Tell – S’Allontanano Alfine…Selva Opaca
08. Semiramide – Bel Raggio Lusinghier
Vincenzo Bellini (1801-1835)
09. Il Pirata – Sorgete…Lo Sognai Ferito, Esangue

CD 69
Giuseppe Verdi (1813-1901)
1. Don Carlo – O Don Fatale
Gioachino Rossini (1792-1868)
02. La Cenerentola – Nacqui All’ Affanno…Non Più Mesta4
Carl Maria Von Weber (1786-1826)
03. Oberon – Ocean! Thou Mighty Monster
Giuseppe Verdi (1813-1901)
04. Aida – Pur Ti Riveggo, Mia Dolce Aida
05. I lombardi alla prima crociata – Te, Vergin Santa
06. Il trovatore – Vanne…d’Amour Sull Ali Rosee
07. I Vespri Siciliani – Arrigo! Ah, Parli A Un Core
08. Attila – Liberamente Or Piangi!
09. I lombardi alla prima crociata – Te, Vergin Santa

Maria Callas, soprano
Várias Orquestras e regentes

CD 70
CD-ROM com Libretos e galeria de fotos de Maria Callas (=1 CD)

Só para os gulosos!
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 449Mb

POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO DO CÃO…


Essas narigudas têm mesmo um charme especial, não?

Bisnaga

Gioacchino Antonio Rossini – Seis Aberturas / Giuseppe Verdi – Três Prelúdios

Fuçando meus cds, encontrei esta gravação misteriosa, que traz Claudio Abbado regendo aberturas de óperas de Rossini, além de Prelúdios de Óperas de Verdi. Lembro que comprei esse cd em banca de revista, pertence a uma coleção intitulada “Deutsche Grammophon Collection”, e na verdade, creio tratar-se de uma montagem da editora, pois nem no site da DG encontrei tal cd. De qualquer forma, o cd que está indicado aí ao lado no link da amazon traz apenas as aberturas de Rossini.

Sabemos que Claudio Abbado é um grande especialista no repertório operístico italiano, e se encontra em seu elemento quando está regendo Rossini e Verdi.

Esse cd traz algumas das mais famosas aberturas de óperas de Rossini, entre as quais poderíamos destacar, é claro, “Il Barbieri di Siviglia”, “La Cenerentola”, “La Gazza Ladra”.
Trata-se de um cd leve, que traz toda a beleza da música destes dois grandes compositores italianos, amados por uns, odiados por outros, e creio que serviu de porta de entrada para muita gente no tal mundo da música erudita.

Uma postagem para relaxar, sem maiores pretensões. É para divertir e entreter.

Gioacchino Antonio Rossini – Seis Aberturas, Giuseppe Verdi – Três Prelúdios – Abbado

01 Il Barbieri di Siviglia
02 La Cerenterola
03 La gazza ladra
04 L’italiana in Algeri
05 Signor Bruschino
06 L’assedio di Corinto
07 Macbeth
08 Un ballo in maschera
09 Aida

London Symphony Orchestra
Coro e Orquestra do Teatro alla Scala
Claudio Abbado – Conductor

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Retrato de Rossini

FDP

Elina Garanca – Arie Favorite – LNSO-Vilumanis

A beleza de Elina Garanca é tão estonteante, que em um primeiro momento esquecemos que ela é uma cantora lírica, excelente por sinal. Os olhos verdes aliados à cabeleira loura escondem um grande talento. Bem, nesta altura do campeonato, não escondem mais nada, pois ela é figurinha carimbada nos palcos do mundo todo. E reverenciada como uma das grandes mezzo-sopranos de sua geração.
Este CD que ora vos trago mostra um pouco deste talento. Gostei muito de seu Mozart, lembrando que este CD foi gravado nos idos de 2001, quando a bela loura ainda tinha meros 25 anos de idade.É companheira constante nos palcos de Anna Netrebko. No Youtube existem diversos vídeos duas cantando juntas.

01. Mozart – Non so Piu cosa Son
02. Mozart – Voi Che Sapete
03. Mozart – Den per questo Instante
04. Mozart – Parto Parto
05. Rossini – Una Voce poco fa
06. Rossini – Nacqui all’affanno
07. Bellini – Se Romeo T’uccise un Figlio
08. Donizetti – Fia Dunque Vero – O mio Fernando
09. Donizetti – Per Questa fiamma indomita
10. Massenet – Werther Werther

Elina Garanca – Mezzo-Soprano
Latvian Nationaol Symphony Orchestra
Alexandrs Vilumanis – Conductor

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FDPBach

Gioacchino Rossini (1792-1868): Stabat Mater (link revalidado)

(Hoje, discordo de tudo isso que escrevi há três anos. As pessoas mudam, ainda bem).

Eu recém fui apresentado ao Stabat Mater de Rossini. Não o conhecia. E não gostei muito. Não sei se deveria culpar Giulini pela extrema seriedade a uma obra (SACRA, PQP, Sacra!) de Rossini, mas sempre espero dele algo mais leve como a também sacra Pequena Missa Solene. Achei um saco o tal do Stabat Mater, mas pode ser um problema deste ouvinte que vos escreve, pois acho inacreditável um Rossini sem nenhuma manisfestação de humor ou de considerável criatividade. Deveria ouvir novamente? Talvez, mas não agora. Tudo bem, podem me espinafrar à vontade.

(Antes que me esqueça, há um pequeno problema no final do Amém; nada demais).

Rossini: Stabat Mater

1. Intro: Stabat mater dolorosa 9:17
2. Cujus animam gementem 6:25
3. Quis est homo 6:52
4. Pro peccatis suae gentis 5:08
5. Eja mater fons amoris 4:47
6. Sancta mater istud agas 8:46
7. Fac ut portem 4:45
8. Inflammatus et accensus 5:21
9. Quando corpus morietur 4:01
10. Amen 5:16

Katia Ricciarelli
Lucia Valentini Terrani
Dalmacio Gonzalez
Ruggero Raimondi

Philharmonia Orchestra & Chorus
Carlo Maria Giulini

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PQP

Gioachino Rossini (1792-1868): Instrumental Music

Não chega a ser um CD para ser recebido com fanfarras, mas é legal. É Rossini, o que já lhe garante alguma simpatia. A orquestra de Budapeste é muito boa, Fischer é excelente, porém eu não sou o cara correto para avaliar essas coisas operísticas ou mesmo obras de um cara que gosta tanto de melodias, etc. Ouçam vocês e me contem, tá?

Eu me diverti, achei agradável, mas não sei se é bom… E esta é a terceira e última oração adversativa deste post. Por exemplo, a tal Sinfonia para Cordas é uma joia, viram?

Tchau.

Gioachino Rossini (1792-1868): Instrumental Music

1 Overture to La scala di seta (The Silken Ladder) 6:06

2 Serenata for 2 violins, viola, cello, flute, oboe & English horn in E flat major, QR vi/31 7:42

3 Sonata a quattro (String Symphony) No. 1 in G major Moderato 8:08
4 Andantino 4:14
5 Allegro 2:51

6 Rendez-vous de chasse, for 4 hunting horns & orchestra in D major, QR ix/45 3:27

7 Variazioni a più istrumenti obbligati in F major, for 2 violins, viola, cello & clarinet, QR ix/1 10:29

8 Andante, Theme and Variations, for flute, clarinet, horn & bassoon in F major, QR vi/18 9:35
9 Overture to Semiramide 12:20

Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer

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PQP

Gioacchino Antonio Rossini – Seis Aberturas, Giuseppe Verdi – Três Prelúdios – Abbado

Fuçando meus cds, encontrei esta gravação misteriosa, que traz Claudio Abbado regendo aberturas de óperas de Rossini, além de Prelúdios de Óperas de Verdi. Lembro que comprei esse cd em banca de revista, pertence a uma coleção intitulada “Deutsche Grammophon Collection”, e na verdade, creio tratar-se de uma montagem da editora, pois nem no site da DG encontrei tal cd. De qualquer forma, o cd que está indicado aí ao lado no link da amazon traz apenas as aberturas de Rossini.
Sabemos que Claudio Abbado é um grande especialista no repertório operístico italiano, e se encontra em seu elemento quando está regendo Rossini e Verdi.
Esse cd traz algumas das mais famosas aberturas de óperas de Rossini, entre as quais poderíamos destacar, é claro, “Il Barbieri di Siviglia”, “La Cenerentola”, “La Gazza Ladra”.
Trata-se de um cd leve, que traz toda a beleza da música destes dois grandes compositores italianos, amados por uns, odiados por outros, e creio que serviu de porta de entrada para muita gente no tal mundo da música erudita.
Uma postagem para relaxar, sem maiores pretensões. É para divertir e entreter.

Gioacchino Antonio Rossini – Seis Aberturas, Giuseppe Verdi – Três Prelúdios – Abbado

01 Il Barbieri di Siviglia
02 La Cerenterola
03 La gazza ladra
04 L’italiana in Algeri
05 Signor Bruschino
06 L’assedio di Corinto
07 Macbeth
08 Un ballo in maschera
09 Aida

London Symphony Orchestra
Coro e Orquestra do Teatro alla Scala
Claudio Abbado – Conductor

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Rossini (1792-1868), Schumann (1818-1856), Brahms (1833-1897), Wolf (1860-1903) – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 23 de 29

Mais um dos 29 álbuns comemorativos dos 50 anos da Harmonia Mundi e nova confusão de alto nível. Claro que numa caixa dessas a intenção é mostrar o melhor do melhor dos 50 anos de uma super-gravadora e os CDs não têm grande unidade, mas como valem a pena conhecer! Destaque para… tudo! Nunca tinha ouvido essas músicas em interpretações tão boas.

A Sonata de Rossini mostra o que o compositor tem de melhor: o melodismo fácil e sedutor. Destaque para o estilo galante do irresistível Allegretto.

O belíssimo ciclo Amor e Vida de uma Mulher, de Schumann, a partir de poemas de Adelbert von Chamisso, o criador do imortal Peter Schlemihl — o homem que vende sua sombra ao diabo (NÃO DEIXEM DE LER) — é um dos ápices do romantismo. A interpretação de Bernarda Fink funciona maravilhosamente, ficando longe das loucuras escabeladas de algumas cantoras de que meu pai gostava e das quais não sei o nome — ainda bem! Fink valoriza as canções na medida certa, longe da apelação.

Ao lado das canções de Schumann, a sonata para clarinete e piano de Brahms é o ponto alto do CD, com destaque para o sonhador Andante um poco adagio magnificamente levado por Michel Portal.

Já os Goethe-Lieder de Wolf contrastam tanto com o restante do CD que não consigo escrever nenhuma frase a respeito. Loucuras desta coleção…

Gioacchino Rossini – Sonate a quattro en Si bémol majeur 14’55
1. Allegro Vivace
2. Andante
3. Allegretto
Ensemble Explorations

Robert Schumann – Frauenliebe und leben op.42 (Amor e Vida de uma Mulher) 20’20
4. Seit Ich Ihn Gesehen
5. Er, Der Herrlichste Von Allen
6. Ich Kann’s Nicht Fassen
7. Du Ring An Meinem Finger
8. Helft Mir, Ihr Schwestern
9. Susser Freund
10. An Meinem Herzen
11. Sun Hast Du Mir Den Ersten Schmerz Getan
Bernarda Fink, mezzo soprano
Roger Vignoles, piano

Johannes Brahms – Sonate pour clarinette et piano op.120 n°1 24’44
12. Allegro Appassionato
13. Andante Un Poco Adagio
14. Allegretto Grazioso
15. Vivace
Michel Portal, clarinet
Georges Pludermacher, piano

Hugo Wolf – Goethe-Lieder avec orchestre 19’19
16. Mignon
17. Der Rattenfanger
18. Harfenspieler I
19. Harfenspieler II
20. Harfenspieler III
21. Anakreons Grab
Juliane Banse, soprano
Dietrich Henschel, baritone
Rundfunkchor Berlin, dir.Simon Halsey
German Symphony Orchestra Berlin
Kent Nagano, conductor

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