Sibelius (1865-1957): Concerto para Violino, Op. 47 / Prokofiev (1891-1953): Concerto para Violino Nº 2, Op. 63 / Glazunov (1856-1936): Concerto para Violino, Op. 82

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este disco é de tal qualidade que foi postado três vezes aqui no PQP… Todos os links expiraram. Reproduzo o texto de cada uma das postagens:

Carlinus em 

FDP Bach em 12 de junho de 2015: Preparem-se pois lá vem chumbo grosso. Mas não precisam se preocupar, a munição é apenas música de excepcional qualidade interpretada por um dos maiores, quiçá o maior violinista do século XX. Jascha Heifetz estabeleceu um novo padrão de referência quando começou a destacar-se como solista. Nada foi como antes depois dele. A frase ficou esquisita, mas acho que os senhores entenderam. E também creio que esse gigante dispensa apresentações. Qualquer coisa, podem fuçar o Google, a Wikipedia, etc. E chega de papo…

PQP Bach em 30 de junho de 2013: Jascha Heifetz, alguma dúvida? Aqui ele toca o espetacular e ultra-solado Concerto de Sibelius, o bom Concerto de Prokofiev com seus esplêndidos segundo e terceiro movimentos e outro bem  ruinzinho de Glazunov, autor cujo maior mérito foi o ter sido professor de Shostakovich, que não o suportava nem como compositor e muito menos como autor. BAITA DISCO!

Jean Sibelius (1865-1957)
Violin concerto in D minor, op. 47
Chicago Symphony Orchestra
Walter Hendi

Sergei Prokofiev (1891-1953)
Violin concerto No. 2 in G minor, op. 63
Boston Symphony Orchestra
Charles Munch

Alexander Glazunov (1865-1936)
Violin concerto in A minor, op. 82
RCA Victor Symphony Orchestra
Walter Hendl

Jascha Heifetz, violin

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Heifetz, o melhor de todos

Heifetz, o melhor de todos

Carlinus – FDP – PQP

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Glazunov / Prokofiev / Shchedrin: Concertos para Violino e Orquestra

O Concerto de Glazunov é virtuosístico e muito chato. A coisa melhora muito quando chegamos a Prokofiev e permanece em alto nível com Shchedrin. Mas vamos com calma. Neste CD, temos três obras altamente contrastantes da Rússia e da União Soviética do século XX. Anne-Sophie Mutter é a solista no Concerto para Violino altamente lírico e chato de Glazunov, estreado em 1905, e no nervoso Concerto para Violino Nº 1 de Prokofiev, que é da época da Revolução. Eles são complementados pela majestosa Stihira de Rodion Shchedrin, inspirada pela música litúrgica ortodoxa e composta em 1987 para Mstislav Rostropovich e a Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, D.C.

Glazunov / Prokofiev / Shcherdin: Concertos para Violino e Orquestra

Alexander Glazunov (1865 – 1936)
Violin Concerto in a minor, Op. 82
1) Moderato – Andante – Allegro [20:00]

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)
Violin Concerto No. 1 in D major, Op. 19
2) I – Andantino – Andante assai [9:12]
3) II – Scherzo – Vivacissimo [3:46]
4) III – Moderato [8:23]

Rodion Shchedrin (born 1932)
Stihira
5)Hymn for the Millenary of the Christianisation [22:14]

Anne-Sophie Mutter, violin
National Symphony Orchestra
Mstislav Rostropovich

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Mstislav_Rostropovich e sua esposa, a cantora Galina Vishnevskaya, com as as filhas em casa e a TV desligada

Mstislav Rostropovich e sua esposa, a cantora Galina Vishnevskaya, com as filhas em casa e a TV desligada. Nem sombra de Mutter em nossa foto.

PQP

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Antonin Dvorák – Violin Concerto In A Minor, Op.53, Max Bruch: Violin Concerto No.1 In G Minor, Op.26, Alexander Konstantinovich Glazunov (1835-1936) – Violin Concerto In A Minor, Op.82 – Martzy, Morini, RIAS Symphony Orchestra Berlin

coverFerenc Fricsay viveu pouco mas intensamente. Tinha o toque de Midas, tudo o que gravou é valioso demais, é ouro puro. E este CD que ora vos trago não poderia deixar de ser uma gema, devidamente lapidada pelo talento e virtuosismo não apenas do maestro, mas também de suas duas incríveis solistas, Johanna Martzy e Erika Morini. Da primeira eu já ouvira falar, algumas citações e alguns cds na internet. Erika Morini me era uma perfeita desconhecida até então.
Começando por Johanna Martzy, o que ela faz com o Concerto de Dvorák é algo de outro mundo. Mesmo tendo sido gravada em Mono, esta foi a melhor versão que ouvi nos últimos tempos. Era húngara, nascida em 1924, mas morreu jovem, meros 54 anos de idade,  (o que diabos tem na água que se toma na Hungria para terem tantos talentos por lá?). A paixão com que ela toca este concerto é de arrepiar.
Erica Morini era austríaca, nascida em 1904, filha de músico, e cedo se revelou uma grande musicista. O velho caso de talento precoce.
Mas vamos ao que viemos. Um CDzaço, daqueles que merecem ter um lugar de destaque na prateleira.

01 – Violin Concerto in A minor, op. 53- 1. Allegro ma non troppo – Quasi moderato
02 – Violin Concerto in A minor, op. 53- 2. Adagio, ma non troppo
03 – Violin Concerto in A minor, op. 53- 3. Finale (Allegro giocoso, ma non troppo)

Johanna Martzy – Violin
RIAS Symphony Orchestra Berlin
Ferenc Fricsay – Conductor

04 – Violin Concerto no. 1 in G minor, op. 26- 1. Vorspiel (Allegro moderato)
05 – Violin Concerto no. 1 in G minor, op. 26- 2. Adagio
06 – Violin Concerto no. 1 in G minor, op. 26- 3. Finale (Allegro energico)
07 – Violin Concerto in A minor, op. 82- 1. Moderato
08 – Violin Concerto in A minor, op. 82- 2. Andante sostenuto
09 – Violin Concerto in A minor, op. 82- Tempo I
10 – Violin Concerto in A minor, op. 82- Cadenza
11 – Violin Concerto in A minor, op. 82- 3. Allegro

Erika Morini – Violin
Radio-Symphonie-Orchester Berlin
Ferenc Fricsay – Conductor

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concerto para Violino Nº 1 / Alexander Glazunov (1865-1936): Concerto para Violino, Op.82

A escocesa Nicola Benedetti (sim, escocesa) faz parte daquele time de instrumentistas que aposta na beleza. Mas nem precisaria. Ela é muito boa violinista. Antes, ela tinha gravado o difícil Concerto de Szymanowski e agora demonstra novamente que não tem medo de desafios. Sua gravação do ultra-exigente Concerto para Violino Nº 1 de Shosta, aqui junto do Concerto para Violino de Glazunov, maravilhosamente outonal, é boa. Ela tem técnica soberba, mas faltou-lhe maturidade para encarar Shostakovich. Este Concerto alterna momentos de profunda melancolia com episódios rápidos que trazem a marca única da ironia do compositor. Ainda ficamos com clássica gravação dos deuses David Oistrakh, com regência de Dmitri Mitropoulos e a Filarmônica de Nova Iorque, ou com a dupla Mullova-Previn. Mas quem não conhece o Concerto de Shosta deve ouvir esta gravação. Benedetti não tem culpa por Oistrakh e Mullova. A menina de 29 anos é ótima!

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concerto para Violino Nº 1 / Alexander Glazunov (1865-1936): Concerto para Violino, Op.82

Shostakovich Violin Concerto No.1 In A Minor, Op.99 (Formerly Op.77)
01. 1. Nocturne (Moderato)
02. 2. Scherzo (Allegro)
03. 3. Passacaglia (Andante)
04. 3a Cadenza
05. 4. Burlesque (Allegro con brio – Presto)

Glazunov Violin Concerto In A Minor, Op.82
06. 1. Moderato
07. 2. Andante
08. 3. Allegro

Nicola Benedetti, violino
Bournemouth Symphony Orchestra
Kirill Karabits

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Nicola Benedetti

Nicola Benedetti

PQP

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Aleksandr Konstantinovitch Glazunov (1865-1936) – Violin Concerto in A minor, Op.82, Johan Julius Christian Sibelius (1865-1957) – Violin Concerto in D minor, Op.47, Suite For Violin And String Orchestra, Op.117 – Esther Yoo, Ashkenazy, PO

folder-3Eis mais um lançamento da Deutsche Grammophon, onde o veterano maestro e pianista Vladimir Ashkenazy nos apresenta Esther Yoo, mais uma fenomenal instrumentista, que apenas recentemente começou a aparecer na imprensa especializada. Detalhes sobre a biografia da moça podem ser encontrados no site dela. Os compositores não foram escolhidos por acaso, neste ano de 2016 comemoram-se os 150 anos de nascimento, tanto de Glazunov quanto de Sibeliius.

Música de primeira qualidade, intérpretes idem. Difícil alguma coisa não dar certo por aqui. Espero que apreciem.

01- Violin Concerto in A minor, Op.82
02- Violin Concerto in D minor, Op.47 – 1. Allegro moderato
03- Violin Concerto in D minor, Op.47 – 2. Adagio di molto
04- Violin Concerto in D minor, Op.47 – 3. Allegro, ma non tanto
05- Suite For Violin And String Orchestra, Op.117 – 1. Country Scenery
06- Suite For Violin And String Orchestra, Op.117 – 2. Evening in Spring
07- Suite For Violin And String Orchestra, Op.117 – 3. In the Summer
08- Grand Adagio

Esther Yoo – Violin
Philharmonia Orchestra
Vladimir Ashkenazy – Conductor

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Aram Khachaturian (1903-1978): Spartacus; Gayaneh / Alexander Glazunov (1865-1936): The Seasons

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nada posso fazer, este é mais um CD imperdível. Trata-se do próprio Khachaturian regendo a Filarmônica de Viena em duas de suas obras mais importantes, os balés SpartacusGayaneh. Não é uma música tímida, muito pelo contrário, a coisa é boa e barulhenta pacas. Este armênio é pouco divulgado, mas gosto muito do que conheço dele. A música vai do sereno ao agitado, da tradição ocidental ao exótico e é tão extraordinária que me dá uma estranha vontade de ver balé. Vejam só.

O único problema deste disco é suportar o Glazunov. Que bosta.

Aram Khachaturian (1903-1978): Spartacus; Gayaneh / Alexander Glazunov (1865-1936): The Seasons

1 Khachaturian: Spartacus – Adagio Of Spartacus And Phrygia 9:10
2 Khachaturian: Spartacus – Variation Of Aegina & Bacchanalia 3:19
3 Khachaturian: Spartacus – Scene & Dance With Crotalums 3:39
4 Khachaturian: Spartacus – Scene Of The Gaditanae Maidens & Victory Of Spartacus 6:55

5 Khachaturian: Gayaneh – Sabre Dance 2:32
6 Khachaturian: Gayaneh – Ayesha’s Dance 5:11
7 Khachaturian: Gayaneh – Lezghinka 2:43
8 Khachaturian: Gayaneh – Gayaneh’s Adagio 4:17
9 Khachaturian: Gayaneh – Gopak 2:57

10 Glazunov: The Seasons, Op.67 – 1. Winter 9:53
11 Glazunov: The Seasons, Op.67 – 2. Spring 5:28
12 Glazunov: The Seasons, Op.67 – 3. Summer 11:12
13 Glazunov: The Seasons, Op.67 – 4. Autumn 9:29

Faixas 1 a 9:
Wiener Philharmoniker
Aram Khachaturian

Faixas 10 a 13:
L’Orchestre de la Suisse Romande
Ernest Ansermet

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Khachaturian ficando bonitinho para o concerto.

Khachaturian ficando bonitinho para o concerto.

PQP

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The Art of the Theremin – Clara Rockmore

61nayAy+HeLMeu interesse em instrumentos musicais já me levou a tocar alguns deles em graus de sucesso que variam do sofrível ao ridículo. Minha experiência com todos, em especial os metais e as cordas, levou-me a admirar sobremaneira a dedicação dos instrumentistas para ajustarem suas bocas e dedos àqueles teimosos aparatos, extraindo deles não só sons agradáveis e condizentes com a intenção de um compositor, mas, o que é ainda mais impressionante, sem sucumbirem no processo.

Se acho uma façanha ser um virtuose de um instrumento que se toca tocando, que se pode dizer de um instrumento que se toca sem que se o toque?

Para mim, amigos, magia negra. Para o resto do mundo, é o assombroso teremim.

ooOoo

Inventado pelo físico russo Léon Theremin (Lev Termen, para os íntimos), este pioneiro entre os instrumentos eletrônicos é controlado pela posição das mãos do intérprete em relação a duas antenas: uma que regula a frequência, outra para o volume. O peculiar timbre resultante, já descrito como o de um “violoncelo perdido em neblina espessa, chorando por não saber como voltar para casa”, soa de melancólico a decididamente fantasmagórico. Não é à toa, portanto, que o teremim seja figurinha fácil de trilhas sonoras de filmes que abordam o incomum, o bizarro, e o inacreditável.

Parece difícil, e é mesmo. Por isso, talvez, passada a curiosidade inicial, o incrível instrumento de Theremin tenha ficado meio esquecido, e certamente limado de todos os círculos de música “séria”, até a entrada em cena de uma certa Clara Rockmore.

Nascida Klara Reisenberg em Vilnius (Lituânia), foi uma criança-prodígio no violino e chegou a estudar com Leopold Auer (sim, o professor de Heifetz; sim, o sujeito que esnobou o Concerto de Tchaikovsky) no Conservatório de São Petersburgo. Problemas de saúde fizeram-na abandonar o violino e a Música como um todo até encontrar, já nos Estados Unidos, o inventor Theremin. Trabalharam juntos no aperfeiçoamento do instrumento como meio de expressão artística. Foram tão próximos que Léon, que não era bobo, nem nada, lhe propôs casamento. Klara deu-lhe o fora, casou-se com um certo Rockmore, passou a chamar-se Clara e, emprestando ao teremim sua extraordinária musicalidade, transformou-se em sua primeira virtuose.

O vídeo acima, apesar do som precário, dá a vocês uma melhor ideia do que lhes tento dizer (além, claro,de ser deliciosamente funéreo!). O timbre, como já falamos, talvez seja um gosto adquirido, mas é assombrosa a expressividade que Rockmore obtém sem nada tocar além do éter. Se vocês perceberem, ao contrário da maior parte dos instrumentos, dos quais os silêncios são obtidos tão só pela suspensão da emissão do som, as pausas no teremim também têm que ser produzidas, através da ação a mão do volume (no caso de Rockmore, a esquerda).

Espero que, vencendo a natural estranheza, vocês possam apreciar a complicada arte desta virtuose incomum.

THE ART OF THE THEREMIN – CLARA ROCKMORE

SERGEY VASILYEVICH RACHMANINOV (1873-1943)

01 – Canções, Op. 34 – no. 14: Vocalise
02 – Romances, Op. 4 – no. 4: “Ne poj, krasavitsa” [NOTA DO AUTOR: conhecida como “Canção de Grusia”, não se refere a qualquer pessoa, mas sim à região caucasiana da Geórgia, que tem este nome em russo]

CHARLES-CAMILLE SAINT-SAËNS (1835-1921)

03 – O Carnaval dos Animais – no. 13: O Cisne

MANUEL DE FALLA Y MATHEU (1876-1946)

04 – El Amor Brujo – Pantomima

YOSIF YULIYEVICH AKHRON (1886-1943)

05 – Melodia hebreia, Op. 33

HENRYK WIENIAWSKI (1835-1880)

06 – Concerto para violino no. 2 em Ré menor, Op. 22 – Romance

IGOR FYODOROVICH STRAVINSKY (1882-1971)

07 – O Pássaro de Fogo: Berceuse

JOSEPH-MAURICE RAVEL (1875-1937)

08 – Pièce en forme de Habanera

PYOTR ILYICH TCHAIKOVSKY (1840-1893)

09 – Dix-Huit Morceaux, Op. 72 – No. 2: Berceuse
10 – Six Morceaux, Op. 51 – No. 6: Valse sentimentale
11 – Sérénade Mélancolique, para violino e piano, Op. 26

ALEKSANDR KONSTANTINOVICH GLAZUNOV (1865-1936)

12 – Chant du ménestrel, Op.71

CLARA ROCKMORE, teremim e arranjos
NADIA REISENBERG, piano

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Boris theremin

Vassily Genrikhovich

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Concertos para Violino de Sibelius, Prokofiev e Glazunov com Jasha Heifetz

Jasha Heifetz, alguma dúvida? Aqui ele toca o espetacular e ultra-solado Concerto de Sibelius, o bom Concerto de Prokofiev com seus esplêndidos segundo e terceiro movimentos e outro bem  ruinzinho de Glazunov, autor cujo maior mérito foi o ter sido professor de Shostakovich, que não o suportava nem como compositor e muito manos como autor. BAITA DISCO!

Jean Sibelius (1865-1957)

Violin concerto in D minor, op. 47
Chicago Symphony Orchestra
Walter Hendi

Sergei Prokofiev (1891-1953)
Violin concerto No. 2 in G minor, op. 63
Boston Symphony Orchestra
Charles Munch

Alexander Glazunov (1865-1936)
Violin concerto in A minor, op. 82
RCA Victor Symphony Orchestra
Walter Hendl

Jascha Heifetz, violin

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Heifetz: esse tocava

PQP

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Kabalevsky (1904-1987): Cello Concerto No. 2 Op. 77 / Khachaturian (1903-1978): Cello Concerto / Glazunov (1865-1936): Chant du Menestrel Op. 71

kk
Kabalevsky: Cello Concerto No. 2 Op. 77 / Khachaturian: Cello Concerto / Glazunov: Chant du Menestrel Op. 71

Aí você tem uma raridade. Os concertos de para Violoncelo e Orquestra de Kabalevsky e Khatchaturian são bastante divulgados na Europa oriental, mas aqui raramente — ou nunca — fazem parte do repertório das orquestras. Uma pena, pois trata-se de boa e divertida música. Eu curto muito estas obras — refiro-me às de Kabalevsky e Khachaturian — que daqui alguns dias reaparecerão aqui no PQP com outros intérpretes. O Glazunov apenas serve para completar o disco.

Kabalevsky: Cello Concerto No. 2 Op. 77 /
Khachaturian: Cello Concerto /
Glazunov: Chant du Menestrel Op. 71

Dmitry Kabalesky (1904-1978)
Cello Concerto No.2 Op.77
1. Cello Concerto No. 2, Op. 77: I. Molto sostenuto – Allegro molto e energico
2. Cello Concerto No. 2, Op. 77: II. Presto marcato
3. Cello Concerto No. 2, Op. 77: III. Andante con molto

Alexander Glazunov (1865-1936)
4. Chant du Ménestrel for Cello and Orchestra Op.71

Aram Khachaturian (1903-1987)
Cello Concerto
5. Cello Concerto: I. Allegro moderato
6. Cello Concerto: II. Andante sostenuto
7. Cello Concerto: III. Allegro (a battuta)

Raphael Wallfisch
London Philharmonic Orchestra
Bryden Thompson

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Kabalevsky ensina ao celista Samuel Mayes o que ele deve fazer para ser feliz (foto de 1961)

Kabalevsky ensina ao celista Samuel Mayes o que ele deve fazer para ser feliz (foto de 1961)

PQP

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Heifetz Concertos – Sibelius, Prokofiev, Glazunov

Jascha Heifetz foi um dos maiores violinistas do século XX. Outro dia li – não lembro onde – sobre a tradição dos judeus de legarem bons executores de intrumentos de cordas – Itzhak Perlman, Pinchas Zukerman, David Oistrakh, Yehudi Menuhin, o próprio Heifetz entre outros. Fato este realmente curioso, dadivoso. Este é um CD que impõe respeito. Apenas um adendo: o CD traz uma das melhores interpretações do Concerto para violino de Sibelius que eu já ouvi. Não deixe de se deleitar. Boa apreciação!

Jean Sibelius (1865-1957) -Violin concerto in D minor, op. 47
01. 1. Allegro Moderato
02. 2. Adagio Di Molto
03. 3. Allegro Ma Non Tanto

Chicago Symphony Orchestra
Walter Hendi, regente

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Violin concerto No. 2 in G minor, op. 63
04. 1. Allegro Moderato
05. 2. Andante Assai
06. 3. Allegro Ben Marcato

Boston Symphony Orchestra
Charles Munch, regente

Alexander Glazunov (1865-1936) – Violin concerto in A minor, op. 82
07. 1. Moderato
08. 2. Andante Sostenuto
09. 3. Tempo 1
10. 4. Allegro

RCA Victor Symphony Orchestra
Walter Hendi, regente

Jascha Heifetz, violino

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Carlinus

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Alexander Konstantinovich Glazunov (1865-1936) – Symphony No. 7 in F Major, Op. 77 "Pastoral" e Symphony No. 8 in E-Flat Major, Op. 83 (CD 4 de 4 – final)

Finalizemos de uma vez por todas esta integral das sinfonias de Glazunov. O compositor russo escreveu nove sinfonias ao todo, mas postamos somente 8. E por quê? A sua Nona Sinfonia ficou inacabada. Ele a teria escrito em 1910, mas não concluiu o trabalho. Ou seja, aqui estão dispostas apenas as sinfonias completas, terminadas pelo compositor. Iniciei essa integral por mera curiosidade. Quiça por aquela paixão pela soturnidade do mundo russo. A alma russa é um tema que sempre me chamou atenção. O termo “Mãe Rússia” é repleto de nuances identitárias. Os russos conseguiram ao longo do tempo criar um perfil único, que sempre me impele a um tipo de reflexão positiva. O sol que nasce naquele vasto mundo possui emanações luminosas diferenciadas; a natureza e os rios que correm pelos vales gelados ou desérticos possuem outras fragrâncias. As pradarias da Ásia Central são motivo para pensamentos sempre arrebatadores. Quando leio qualquer autor russo, seja ele Dostoievsky, Tólstoi, Akhmatova, Gogol ou Gorki, fico imaginando o que teria levado o povo russo a se munir de tão extraordinárias características: amor pela sua terra, um tipo de angústia e força que não se encontra em qualquer outro lugar. O povo russo conseguiu construir um dos mais poderosos Estados desde Roma em pleno século XX – a União Soviética. E tudo isso com o braço, com a força, com o suor. Deve ser esse lado apaixonado e comprometido com o trágico, que se entrega para ver nascer uma outra possibilidade, que me atrai (Leiam o livro As Revoluções Russas e o Socialismo Soviético, de Daniel Aarão Reis, Editora Unesp, apenas uma indicação. Li há alguns dias e gostei). Voltemos a Glazunov: Pesa a favor de Glazunov o fato de ter sido o professor de nada mais nada menos do que Dmitri Shostakovich. Glazunov foi o diretor do Conservatório de São Petersburgo de 1905 a 1928. Nesse período, o compositor foi mantido à frente das funções pela sua competência. Mesmo com a Revolução de 1917, que re-arranjou a sociedade russa, quando o povo se apropriou do poder, Glazunov manteve-se no cargo. Ele conseguiu jungir de forma significativa o nacionalismo e o cosmopolitismo da música russa. O fato é que o compositor era inclinado mais a um tipo de academicismo do que propriamente à intuição. Este ponto talvez o tenha feito perder espaço diante de outros compositores como Prokofiev ou Shostakovich. Outro aspecto curioso em relação ao compositor era o seu alcoolismo exarcebado. Shostakovich conta em suas memórias que em muitas ocasiões, Glazunov não conseguia dar uma aula sóbrio. São por essas e outras, que esta integral das sinfonias de Glazunov, torna-se uma boa oportunidade para ouvir a sua música.  Embora não muito apreciado por aqui (Brasil) e até considerado “chato”, estimo bastante o seu trabalho. Fato curioso: pude verificar que o número de donwloads dos outros post foi relativamente alto. Talvez aqueles que baixaram estivessem querendo conhecer o compositor por mera curiosidade.  Quando falamos de Glazunov e Shostakovich, não é necessário informar, claro,  que o aluno sobrepujou o mestre, mas o mestre merece ser ouvido – nem que seja por um interesse curioso. Mais uma vez: gosto de Glazunov. Ele é uma espécie de Brahms da Rússia. Sua música possui profundas emoções contidas e controladas, sofisticadas e sutis. Portanto, boa apreciação a essas duas sinfonias finais.

Alexander Konstantinovich Glazunov (1865-1936) – Symphony No. 7 in F Major, Op. 77 “Pastoral” e Symphony No. 8 in E-Flat Major, Op. 83

Symphony No. 7 in F Major, Op. 77 “Pastoral”
01. I.
Allegro moderato
02. II. Andante
03. III. Scherzo
04. IV. Finale, Allegro maestoso

Symphony No. 8 in E-Flat Major, Op. 83
05. I. Allegro moderato
06. II. Mesto
07. III. Allegro
08. IV. Finale, Moderato sostenuto

Moscow Radio Symphony Orchestra
Vladimir Fedoseyev, regente

BAIXAR AQUI

Carlinus

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Mravinsky Edition – Glazunov, Korsakov, Glinka, Steinberg, Salmanov, Kachaturian, Liadov e Mussorgsky (CDs 3 e 4)

Vamos a mais dois CDs com esta série de 10 discos com Evgeny Mravinsky. Não sei se alguém lembra do último post que fiz com essa série. Todavia, vamos lá! Deixo transparecer todas as vezes que falo sobre Mravinsky, que ele foi o maior regente do século XX. Particularmente, a minha predileção pelo russo surge em decorrência de “um quê” de força e pujança que as peças regidas por ele possuem. É diferente ouvir Mravinsky. É sempre um evento grandioso, de elevação, robusteza e vigor. Nestes dois CDs ora postados, as peças são todas de compositores russos, o que constitui um evento particular. É imperativo ouvir. Boa apreciação!

DISCO 3

Alexander Glazunov (1865-1936) – Sinfonia No. 4 in E-Flat Major, Op. 48
01. Andante – Allegro moderato
02. Scherzo, Allegro vivace
03. Andante – Allegro

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) – Tale of the Invisible City of Kitezh
04. Prelude – Hymn to Nature
05. Bridal Procession
06. Tartar invasion and Battle of Kerzenets
07. Death of Frevronya and Apotheosis

Mikhail Ivanovich Glinka (1804-1857) – Overture Ruslan and Ludmilla
08. Overture Ruslan and Ludmilla

Osseyevich Maximilian Steinberg (1883-1946) – Dance of the Buffoons
09. Dance of the Buffoons

Dance of Gillina
10. Dance of Gillina

DISCO 4

Vadim Nikolayevich Salmanov (1912-1978) – Sinfonia No. 2 em Sol Maior
01. The Song of the Forest
02. Call of Nature
03. At the Sunset
04. The Forest Is Singing

Aram Khachaturian (1903-1978) – Sinfonia No. 3 em Dó maior (Sinfonia poema)
05. Sinfonia No. 3 em Dó maior (Sinfonia poema)

Anatoly Konstantinovich Liadov (1855-1914) – Baba Yaga Op. 56
06. Baba Yaga Op. 56

Modest Mussorgsky (1839-1881) – Khovantchina – Dawn on Moskwa River
07. Khovantchina – Dawn on Moskwa River

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

BAIXAR AQUI CD3
BAIXAR AQUI CD4

Carlinus

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Alexander Konstantinovich Glazunov (1865-1936) – Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 55 e Symphony No. 6 in C Minor, Op. 53 – (CD 3 de 4)

Como iniciei a postagem das sinfonias de Glazunov, acho importante que demos continuidade a elas. Trabalho incompleto revela irresponsabilidade. Aparecem agora as de número 5 e 6. A primeira foi composta em 1895 e é támbém conhecida como “A Heróica”. Estreou em 1896, sendo regida pelo próprio compositor. Fez uma grande sucesso. A platéia pediu para que a orquestra tocasse o scherzo mais uma vez ao fim da apresentação, o que denota um sucesso significativo. Já a Sinfonia número 6 é do ano de 1896. Das duas, eu tenho uma admiração bem acentuada pela segunda – a número 6. É um trabalho de grande vigor e beleza, com momentos típicos da música russa. Faz-nos lembrar a musica de Rachmaninov. Não deixe ouvir mais este CD. Boa apreciação!

Alexander Konstantinovich Glazunov (1865-1936) – Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 55 e Symphony No. 6 in C Minor, Op. 53

Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 55
01. I. Moderato maestoso
02. II. Scherzo: Moderato
03. III. Andante
04. IV. Allegro maestoso

Symphony No. 6 in C Minor, Op. 53
05. I. Adagio – Allegro
06. II. Thema con Variazioni
07. III. Intermezzo
08. IV. Finale, Andante maestoso – Moderato

Moscow Radio Symphony Orchestra
Vladimir Fedoseyev, regente

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Carlinus

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Alexander Konstantinovich Glazunov (1865-1936) – Sinfonia No. 3 in D Major, Op. 33 e Sinfonia No. 4 in E-Flat Major, Op. 48 (CD 2 de 4) – REPOSTADO

Vamos a mais duas sinfonias de Glazunov. Verifiquei que as duas primeiras que foram postadas, tiveram um número significativo de downloads. Ao meu modo de ver, a melhor de todas as sinfonias desse russo é a de número 2. Aparecem aqui as de número 3 e 4. A número 3 foi composta em 1890. Glazunov a escreveu em homenagem a Tchaikovsky. Já a número 4 é do ano de 1893. Há uma inflexão interessante com relação à sinfonia número 4. Nas três sinfonias anteriores, Glazunov havia lidado com temas eminentemente nacionalistas. Na de número 4, o compositor partiu de impressões pessoais, livres, subjetivas. A estréia dela foi realizada por nada mais nada menos do que por Rinsky-Korsakov. Já disse isso antes, mas tenho uma admiração toda especial pela música russa. Nietzsche disse certa vez aforismaticamente: “Os homens maus não têm canções. Como é que os russos têm canções?” Paremos por aqui! Uma boa apreciação!

Alexander Konstantinovich Glazunov (1865-1936) – Sinfonia No. 3 in D Major, Op. 33 e Sinfonia No. 4 in E-Flat Major, Op. 48

Sinfonia No. 3 in D Major, Op. 33
01. Allegro
02. Scherzo, Vivace
03. Andante
04. Finale: Allegro moderato

Sinfonia No. 4 in E-Flat Major, Op. 48
05. Andante – Allegro moderato
06. Scherzo, Allegro vivace
07. Andante – Allegro

Moscow Radio Symphony Orchestra
Vladimir Fedoseyev, regente

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Carlinus

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Alexander Konstantinovich Glazunov (1865-1936) – Sinfonia no. 1 em E maior, Op. 5 e Sinfonia no.2 em F sustenido maior – "para a memória de Liszt" (CD 1 de 4)

Glazunov é um daqueles compositores que provocam sensações glaciais em mim. Explico. Ouvi pouca coisa desse russo que foi professor de Shostakovich, um dos meus compositores favoritos. Por sua vez, Glazunov teve como preceptor o grande Rinsky-Korsakov, que lhe deu um sólida formação. As peças de Glazunov são “vagas” – não em sentido negativo. Cheiram àquelas regiões inóspitas da Ásia Central. Tem o mesmo colorido das tundras da Sibéria ou da Floresta de Taiga. Possui as ressonâncias dos silêncios boreais. Dos mistérios que habitam os raios anêmicos de sol que douram com timidez a sua terra. Gosto de Glazunov. Ele é uma espécie de Elgar russo. Um Vaughan Williams embriagado, mais pesado. Nesta postagem (que não tinha intenção de fazer), encontram-se duas sinfonias do compositor – as de número 1 e 2. Destaco aqui a de número 1, que possui características identificadamente schumannianas. Imagine só! Quando Glazunov a compôs, gozava apenas 16 anos de idade. A peça fez uma sucesso retumbante. Aturdiu os ouvintes que, assustados, mal acreditaram quando viram um jovem com uniforme escolar subir ao palco e pegar o arco do violino para tocar. A sinfonia foi composta em 1881. Não foi para menos, o jovem músico despertou a atenção de Tchaikovsky e Balakirev. Já a sinfonia número 2 (“Em memória de Liszt”), por quem tenho uma relação de afeto, eu já a ouvi muitas vezes em outras ocasiões. Eu costumava escutá-la num programa chamado “Clássicos de Todos os Tempos”, que passa aqui em Brasília todas as noites, na emissora Brasília Super Rádio FM. Páro por aqui. Ouçamos o moço. Permitamos que ele se explique com a sua música “vaga”, mas precisa. Uma boa apreciação!

Alexander Konstantinovich Glazunov (1865-1936) – Sinfonia no. 1 em E maior, Op. 5 e Sinfonia no.2 em F sustenido maior – “para a memória de Liszt”

Sinfonia no. 1 em E maior, Op. 5 – “Sinfonia Eslava”
01. Allegro
02. Scherzo:Allegro
03. Adagio
04. Finale

Sinfonia no.2 em F sustenido maior – “Em memória de Liszt”
05. Andante maestoso – Allegro
06. Andante
07. Allegro vivace
08. Introduction e Finale

Moscow Radio Symphony Orchestra
Vladimir Fedoseyev, regente

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Carlinus

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Alexander Glazunov (1865-1936): Quarteto e Quinteto

Talvez minha simpatia por Glazunov venha do fato de ele ter sido professor de Shostakovich. Glazunov foi o principal compositor russo da geração pós-Tchaikovsky. Seu reinado foi curto. Ele é uma espécie de Brahms ainda mais formal e com talento bastante inferior, mas soube suportar a rebeldia de seus alunos, o que é um grande mérito pessoal. O CD que posto hoje é bem típico: tranquilo, de grande elegância, porém sem aquela fagulha que só aparecem nos grandes mestres ou, talvez por sorte, eventuamente nos médios.

Quintet for Two Violins, Viola and Two Cellos in A Major, Opus 39
1- Allegro
2- Scherzo. Allegro moderato
3- Andante sostenuto
4- Finale. Allegro moderato

Quartet No. 7 for Two Violins, Viola and Cello in C Major, Opus 107
5- Adagio. Allegro giocosa (Remembrance of the Past)
6- Andante affetuoso (The Breath of Spring)
7- Allegro scherzando (In the Mysterious Forest)
8- Moderato (Russian Festivity)

The Shostakovich Quartet

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PQP

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