Carlos Chávez (1899-1978): Sinfonia Índia / Grieg (1843-1907): Concerto para piano / Prokofiev (1891-1953): Quinta Sinfonia (Concertgebouw Orchestra, Dudamel)

concertgebouw
Gustavo Dudamel tem sido muito associado a compositores das Américas: o norte-americano Bernstein, os mexicanos Revueltas e Chávez, o venezuelano Carreño, o brasileiro Villa-Lobos, o argentino Ginastera… Mas ele não se limita a isso: tive a sorte de vê-lo reger a nona de Mahler no Municipal do Rio de Janeiro e foi sem dúvida o maior Mahler que já vi ao vivo. Neste concerto ao vivo de 2009 podemos ouvi-lo regendo música de cantos bem distantes do planeta.

A Sinfonía india do mexicano Carlos Chávez, composta em 1935–36, usa melodias de tribos do norte do México. As percussões listadas incluem instrumentos indígenas: jicara de agua (metade de uma cabaça invertida e parcialmente submersa em água, batida com varas), güiro (um tipo de reco-reco), cascabeles, tenábari (uma série de casulos de borboleta), um par de teponaxtles, tlapanhuéhuetl e grijutian (corda de cascos de veado). O compositor autorizou a substituição por instrumentos orquestrais (não tão) similares, mas pediu para os originais serem usados sempre que possível.

Algumas das percussoes usadas na Sinfonía India

Algumas das percussoes usadas na Sinfonía India

A música indígena do México é uma realidade da vida contemporânea. Não é, como se poderia pensar, uma relíquia para satisfazer a curiosidade de intelectuais ou para fornecer dados etnográficos. As características essenciais dessa música indígena conseguiram resistir a quatro séculos de contato com expressões musicais europeias.
Carlos Chávez

Uma resenha do concerto disse assim: “Gustavo Dudamel incitou performances exageradas e dramáticas de uma das orquestras mais tradicionais do mundo. Conduzindo a Sinfonía india de memória, seus movimentos eram de ballet, esculpindo finamente as quatro seções da obra. A energia da abertura foi contagiante e o tema central, lírico, apaixonado e hiperbólico de forma extravagante, mas com bom gosto em suas idas e vindas. Os percussionistas estavam visivelmente entusiasmados com os sons exóticos que produziam.”

Da famosa introdução até o final grandioso, passando pelo adagio belíssimo e açucarado, o concerto em lá menor de Grieg é todo perfeitinho e todo previsível. Tem lugar merecido no repertório de grandes pianistas, mas é uma pena que concertos mais ousados como os de Bartók ou a Rapsódia em azul sejam bem menos tocados. Como disse o colega de Sul21 Milton Ribeiro: Grieg é como a defesa do Inter, não tira o sono de ninguém.

Composta em 1944, a quinta sinfonia de Prokofiev pode não ser tão famosa quanto a quinta de Beethoven ou a de Shostakovich, mas tem seus encantos. Assim como seu compatriota soviético, Prokofiev alterna aqui entre um clima belicoso/heroico e momentos absurdamente líricos em que as cordas da orquestra do Concertgebouw brilham.

Carlos Chávez:
1. Sinfonía india (Introdução: Vivo, allegro / 1º tema: Allegretto cantabile – lento / 2º tema: Allegro cantabile / 3º tema: Poco più vivo)

Edvard Grieg:
Piano Concerto in A Minor, Op.16 (Jean-Yves Thibaudet, piano)
2. I Allegro molto moderato
3. II Adagio
4. III Allegro moderato molto e marcato – Quasi presto – Andante maestoso

Sergei Prokofiev:
Symphony No.5 in B-flat Major, Op.100
5. I Andante
6. II Allegro marcato
7. III Adagio
8. IV Allegro giocoso

Royal Concertgebouw Orchestra
Gustavo Dudamel, maestro

Ao vivo na Concertgebouw Grote Zaal, Amsterdam, Países-Baixos
22 de maio de 2009 (radio broadcast)

BAIXE AQUI (DOWNLOAD HERE) ou aqui (or here) – flac
BAIXE AQUI (DOWNLOAD HERE) ou aqui (or here) – mp3 320kbps

Gustavo Dudamel empolgado

Gustavo Dudamel empolgado e empolgante

Pleyel

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Grieg (1843-1907): Concerto para piano / Falla (1876-1946): Noches en los jardines de España / Chopin (1810-1849): 1º Concerto, Scherzi, etc – The Romantic Novaes

No mínimo uma crítica negativa pode ser feita a Guiomar Novaes: seu repertório praticamente parou no romantismo. Se no piano solo ela até tocava alguns brasileiros contemporâneos a ela (Villa-Lobos, Mignone…), com orquestra não creio que ela tenha tocado os concertos de Ravel, Prokofiev, Scriabin ou Gershwin.

Ou seja, mais uma razão para você parar o que está fazendo e baixar esse CD. Aqui, Guiomar toca os ultrarromânticos concertos de Grieg e de Chopin e dois Scherzos do polonês, que apesar do nome têm pouco de alegre: “Como se vestirão suas obras graves, se a piada já está sob véus negros?”, escreveu Schumann sobre esse 1º Scherzo, publicado com o subtítulo O Banquete Infernal.

Mas deixemos o romantismo de lado, a raridade aqui é Guiomar interpretando a música espanhola de Falla, mais influenciada por Debussy e Ravel do que pela estética romântica. As impressões sinfônicas Noches en los jardines de España foram compostas em 1915 quando Guiomar já tinha 21 anos. A obra, inspirada pela região Andaluzia, tem grandes variações de timbre e dinâmica tanto para a orquestra como para o piano, permitindo à brasileira usar bem todo o seu talento, com afeto e sem afetação, como diz o monge Ranulfus.

Assunto para um artigo: Estereótipos femininos nas capas de Guiomar

Assunto para um artigo: Estereótipos femininos nas capas de Guiomar

CD 1

Edvard Grieg
Piano Concerto in A Minor, Op. 16
1. I. Allegro molto moderato
2. II. Adagio
3. III. Allegro molto moderato e marcato

Manuel de Falla
Noches en los jardines de España
4. I. En el Generalife
5. II. Danza lejana; III. En los jardines de la Sierra de Córdoba

Frédéric Chopin
6. Scherzo No. 1 In B Minor, Op. 20
7. Scherzo No. 3 in C-Sharp Minor, Op. 39

Trois nouvelles études
8. No. 1 in F Minor
9. No. 2 in A-Flat Major
10. No. 3 in D-Flat Major

CD 2
Frédéric Chopin
Piano Concerto No. 1 in E Minor, Op. 11

1. I. Allegro maestoso
2. II. Romanze
3. III. Rondo vivace

Piano Sonata No. 3 in B Minor, Op. 58
4. I. Allegro maestoso
5. II. Scherzo
6. III. Largo
7. IV. Finale: Presto non tanto

8. Berceuse in D-Flat Major, Op. 57
9. Impromptu in F-Sharp Major, Op. 36

Guiomar Novaes: Piano
Vienna Symphony Orchestra & Hans Swarowsky (CD 1, 1-5)
Bamberg Symphony Orchestra & Jonel Perlea (CD 2, 1-3)

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Grieg: Symphony in C minor; In Autumn op.11; Piano Concerto op.16 – Noriko Ogawa, Ole Kristian Ruud BIS 2003

As grandes estrelas deste CD são duas obras orquestrais de Grieg muito pouco executadas, a abertura In Autumn e sua única Sinfonia, em Dó menor.

A Sinfonia é um caso à parte, por ser obra de juventude de Grieg, e que ele particularmente detestava, ao ponto de escrever “nunca deve ser tocada”. Com efeito, a obra ficou esquecida por muito tempo, até que, depois de muitas negociações com a família, foi executada em 1981 (113 anos após ter sido escrita) por Karsten Andersen e a Bergen Symphony Orchestra, gravado posteriormente pela DECCA. Conseguimos entender porque ele reprovou a obra: é uma sinfonia que tem muito pouco da eloquencia melódica de Grieg, que encontramos nas obras mais maduras, notadamente em Peer Gynt, por exemplo. Como é uma sinfonia de juventude, é muito influenciada por outros compositores, como Dvorak ou Glazunov. Mas, de qualquer jeito, é uma obra tipicamente norueguesa, e tem, mesmo que a contragosto, um timbre grieguiano inconfundível. Talvez ele também tenha se decepcionado com ela pela falta do frescor que obras de juventude teriam, é uma obra séria e de pretensões densas. Mas é muito boa música! Ainda bem que se resolveu o impasse, e pena que Grieg nunca mais tenha pensado em verter pelos caminhos da Sinfonia.
In Autumn é uma abertura, um pequeno poema sinfônico, mas muito contundente. Dramático até. Pensei em encontrar algo bucólico no estilo da inspiradíssima Última Primavera, ou ao estilo das peças Líricas. Ledo engano. Drama puro, até um pouco trágico. A primeira versão foi mostrada a Niels Gade, que disse: “Grieg, isso é lixo, vá pra casa e escreva algo melhor.” Precisa realmente ser muito amigo para dizer isso, e mais ainda para aceitar, voltar para casa e realmente escrever algo melhor. E esta segunda versão acabou sendo feita para dueto de piano, e posteriormente orquestrada, foi elogiada e passou no crivo de seu amigo.
E, por fim, o tal Concerto para Piano em lá menor. Deste não preciso dizer nada, já é uma peça por si só conhecidíssima e que tem um monte de versões aqui no PQP. Me limito a tecer dois comentários: 1) a japonesa Ogawa é uma grata surpresa no panteão canônico de intérpretes deste concerto, e 2) fiquei feliz que este não vem com o concerto de Schumann a tiracolo.

Boa audição!

Edvard Grieg (1843-1907)

In Autumn, Op. 11
Piano Concerto in A Minor, Op. 16
Symphony in C Minor, EG 119

Noriko Ogawa, piano
Bergen Philharmonic Orchestra
Ole Kristian Ruud
BIS, 2003

DOWNLOAD HERE
Arquivo FLAC (sem perda de qualidade), 288Mb

CHUCRUTEN

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In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

IM-PER-DÍ-V…

Este álbum duplo que me caiu nas mãos é algo bastante original. In Memory Of… Classics for Funerals é uma série de highlights lentos, tristes e pouco barulhentos. A respeitada gravadora Chandos resolver perder o pudor e chamou a coletânea de Clássicos para Funerais, ou seja, se algum familiar seu morrer e você quiser colocar uma música culta e digna em honra a seu morto, aí está! Lembrem do PQP quando ouvirem a trilha no velório, por favor. É o mínimo.

A primeira faixa do disco, a Marcha Fúnebre de Chopin é tocada com orquestra e isso me incomodou. Depois, o nível da coisa sobe muito e o morto pode seguir de forma decorosa para o vazio. Há belas lembranças de obras que não relaciono com a morte — como se fizéssemos alguma coisa neste mundo que não tivesse relação com a morte! –, mas que agora, sei lá, talvez passe a relacionar. Apesar de ser uma incrível colcha de retalhos, misturando, épocas e gêneros, gostei de ouvir o disco de mais de 150 minutos.

Boa morte a todos! Coloquem música no lugar do padre! Basta de recaídas religiosas na hora da morte! É de péssimo gosto!

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

1.Frédéric Chopin Piano Sonata No. 2 in B flat minor, Op. 35, CT. 202 : Funeral March 7:05
2.Giuseppe Verdi Requiem Mass, for soloists, chorus & orchestra (Manzoni Requiem) : Agnus Dei 5:23
3.Johann Sebastian Bach Komm, süsser Tod, for voice & continuo (Schemelli Gesangbuch No. 868), BWV 478 (BC F227) 5:07
4.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Pie Jesu 3:24
5.Edward Elgar Enigma Variations, for orchestra, Op. 36 : Nimrod 3:31
6.George Frederick Handel Messiah, oratorio, HWV 56 : I know that my redeemer liveth 6:01
7.Johann Sebastian Bach Concerto for 2 violins, strings & continuo in D minor (“Double”), BWV 1043 : Largo 6:56
8.Gabriel Fauré Pavane, for orchestra & chorus ad lib in F sharp minor, Op. 50 6:24
9.Sergey Rachmaninov Vocalise, transcription for orchestra, Op. 34/14 4:29
10.Henry Purcell Dido and Aeneas, opera, Z. 626 : When I am laid in earth 3:26
11.Jules Massenet Thaïs, opera in 3 acts : Méditation 4:51
12.Maurice Ravel Pavane pour une infante défunte, for piano (or orchestra) 6:25
13.Percy Grainger Irish Tune from County Derry (Londonderry Air), folk song for string orchestra with 2 horns ad lib. (BFMS 15) 4:22
14.Samuel Barber Adagio for strings (or string quartet; arr. from 2nd mvt. of String Quartet), Op. 11 8:25
15.Wolfgang Amadeus Mozart Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 : Introitus 5:20
16.Jules Massenet La Vierge, sacred legend in 4 acts : Le dernier sommeil de la Vierge 3:31
17.César Franck Panis angelicus for tenor, organ, harp, cello & bass 3:47
18.Gustav Mahler Adagietto, for orchestra (from the Symphony No. 5) 10:51
19.George Frederick Handel Saul, oratorio, HWV 53 : Dead March 5:20
20.Johann Sebastian Bach St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2) : Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 6:56
21.Arvo Pärt Cantus in Memory of Benjamin Britten, for string orchestra & bell 6:18
22.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Agnus Dei 5:49
23.William Walton Henry V, film score : Touch her soft lips and part 1:37
24.Edvard Grieg Peer Gynt Suite for orchestra (or piano or piano, 4 hands) No. 1, Op. 46 : Death of Åse 4:11
25.Johann Sebastian Bach Cantata No. 147, “Herz und Mund und Tat und Leben,” BWV 147 (BC A174) : Jesu, Joy of Man’s Desiring 3:02
26.Edward Elgar Sursum Corda, elévation for brass, organ, strings & 2 timpani in B flat major, Op. 11 7:11
27.Ludwig van Beethoven Symphony No. 3 in E flat major (“Eroica”), Op. 55 : Marcia funebre 15:05

A relação com os artistas envolvidos:

Disc: 1

1. Funeral March From Op.35 – BBC Philharmonic
2. Agnus Dei – Richard Hickox
3. Komm Susse Tod – BBC Philharmonic
4. Pie Jesu – Libby Crabtree
5. ‘Nimrod’ – Alexander Gibson
6. ‘I Know That My Redeemer Liveth’ – Joan Rodgers
7. Largo – Simon Standage
8. Pavane – BBC Philharmonic
9. Vocalise – Detroit Symphony Orchestra
10. ‘When I Am Laid In Earth’ – Emma Kirby
11. ‘Meditation’ – Yuri Torchinsky
12. Pavane Pour Une Infante Defunte – Louis Lortie
13. Irish Tune – BBC Philharmonic
14. Adagio For Strings, Op.11 – Neeme Jarvi

Disc: 2

1. Introitus – Choir Of Saint John’s College
2. ‘Le Dernier Sommeil De La Vierge – BBC Philharmonic
3. Panis Angelicus – BBC Philharmonic
4. Adagietto – Neeme Jarvi
5. ‘Dead March’ – BBC Philharmonic
6. ‘Ruht Wohl, Ihr Heiligen Gebeine’ – Harry Christophers
7. Cantus-In Memory Of Benjamin Britten – Neeme Jarvi
8. Agnus Dei – City Of Birmingham Symphony Chorus
9. ‘Touch Her Soft Lips And Part’ – Richard Hickox
10. ‘Death Of Ase’ – Vernon Handley
11. ‘Jesu, Joy Of Man’s Desiring’ – Michael Austin
12. Sursum Corda, Op.11 – Bournemouth Sinfonietta
13. Marcia Funebre – Walter Weller

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O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

PQP

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Edvard Grieg (1843-1907): Wonderland – Piano Concerto, Lyric Pieces – Ott, Salonen, SOBR

alice-sara-ott-wonderland-edvard-grieg-piano-concerto-lyric-pieces-2016Essa é minha primeira experiência usando o OneDrive. Vamos ver no que dá.  O CD que ora vos trago é fresquinho, recém saído dos fornos da Deutsche Grammophon. Espero que apreciem.

Sei que o Concerto para Piano de Grieg é o favorito de muita gente, e sempre é bom ouvirmos o que a nova geração, simbolizada aqui por Alice Sara Ott, tem a nos dizer e o que tem a nos oferecer. A magnífica Orquestra da Rádio Bávara, aqui dirigida pelo já veterano Esa-Pekka Salonen, faz a sua parte com a competência de sempre. O CD é concluído com as delicadas Peças Líricas. Em outras palavras, neste começo de primavera, o Romantismo está no ar.

Edvard Grieg (1843-1907) – Wonderland – Piano Concerto, Lyric Pieces – Ott, Salonen, SOBR

01. Grieg Piano Concerto In A Minor, Op.16 – 1. Allegro molto moderato (Live)
02. Grieg Piano Concerto In A Minor, Op.16 – 2. Adagio (Live)
03. Grieg Piano Concerto In A Minor, Op.16 – 3. Allegro moderato molto e marcato (Live)
04. Grieg Lyric Pieces Book X, Op.71 – 1. Once Upon A Time
05. Grieg Lyric Pieces Book III, Op.43 – 1. Butterfly
06. Grieg Lyric Pieces Book I, Op.12 – 7. Album Leaf
07. Grieg Peer Gynt Suite No.2, Op.55 – 4. Solveig’s Song
08. Grieg Lyric Pieces Book I, Op.12 – 4. Elves’ Dance
09. Grieg Lyric Pieces Book III, Op.43 – 6. To Spring
10. Grieg Lyric Pieces Book V, Op.54 – 3. March Of The Trolls
11. Grieg Lyric Pieces Book V, Op.54 – 4. Notturno
12. Grieg Lyric Pieces Book VII, Op.62 – 4. Brooklet
13. Grieg Peer Gynt Suite No.1, Op.46 – 4. In The Hall Of The Mountain King
14. Grieg Lyric Pieces Book VIII, Op.65 – 5. Ballad
15. Grieg Lyric Pieces Book VIII, Op.65 – 6. Wedding Day At Troldhaugen

Alice Sara Ott – Piano
Symphonieorchester des Bayerschen Rundfunks
Esa-Pekka Salonen – Conductor

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FDP

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Edvard Grieg (1843-1907): Cello Sonata, String Quartet

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um CD espantoso que demonstra algo que os mais observadores já desconfiaram: na maior parte das vezes, os compositores ficam com seus sotaques corrigidos e melhores quando interpretados por conterrâneos. Em música, a questão da vivência cultural é preponderante. Aqui, os escandinavos responsáveis pela execução da obra do norueguês Grieg entram com os acentos e algumas dinâmicas que nunca ouvi nestas obras. E que lhe caem extremamente bem! O resultado são interpretações que dão outro gosto a estas obras complicadas do repertório grieguiano. Os caras usam uma dureza e concisão raras. Se eu fosse você, largaria tudo agora para ouvir este tremendo disco.

Edvard Grieg (1843-1907): Cello Sonata, String Quartet

1. Cello Sonata In A Minor Op. 36: I. Allegro Agitato 9:46
2. Cello Sonata In A Minor Op. 36: II. Andante Molto Tranquillo 6:29
3. Cello Sonata In A Minor Op. 36: III. Allegro – Allegro Molto E Marcato 12:02

4. String Quartet In G Minor Op. 27: I. Un Poco Andante – Allegro Molto Ed Agitato 11:59
5. String Quartet In G Minor Op. 27: II. Romanze – Andantino 6:25
6. String Quartet In G Minor Op. 27: III. Intermezzo – Allegro Molto Marcato 6:26
7. String Quartet In G Minor Op. 27: IV. Finale – Lento – Presto Al Saltarello 9:03

Truls Mørk, violoncelo
Håvard Gimse, piano

Solve Sigerland, violino
Atle Sponberg, violino
Lars Anders Tomter, viola
Truls Mørk, violoncelo

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Podes ficar feliz Edvard, recebeste um grande presente.

Podes ficar feliz Edvard, recebeste um grande presente.

PQP

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Grieg (1843-1907), Bartók (1881-1945), R. Strauss (1864-1949): Sonatas para Violino

IM-PER-DÍ-VEL !!!

De todas essas belas violinistas de menos de 40 anos que surgiram nos últimos anos, creio que apenas a norueguesa Vilde Frang possa ficar tranquilamente, sem sentimentos de inferioridade, junto às hoje veteranas Mullova e Mutter. Dona de extraordinária musicalidade, talvez ela exagere no perfume jogado sobre Strauss, mas não creio ter ouvido melhores versões do que as que Frang comete nas sonatas de Grieg (violino e piano) e na TREMENDA OBRA-PRIMA DE BARTÓK (para violino solo).

Esta Sonata foi composta a pedido Yehudi Menuhin em 1943. Bartók era um compositor totalmente sem dinheiro, exilado nos EUA e extremamente doente. Tinha já diagnosticada a leucemia que iria matá-lo. A situação era realmente difícil. Menuhin pediu-lhe a Sonata não apenas porque considerava Bartók um compositor genial, mas também para lhe dar um trabalho e meios. Também, foi, aparentemente, um caso de bondade. Desde o primeiro momento, Menuhin e os primeiros ouvintes deram-se conta que tratava-se de uma obra-prima. Com a pretensão de homenagear as sonatas e partitas para violino solo de Bach, Bartók alcançou um equivalente moderno em termos de paixão, rigor e contínua invenção. E, nela, Frang consegue o milagre de enfatizar o parentesco com Bach. No Grieg, é importante ressaltar que é uma norueguesa interpretando um norueguês, o que é uma raridade em termos de sotaque e compreensão. Seu Allegretto quasi andantino é quasi de sair dançando pela sala.

Para terminar, revelo que Vilde Frang nasceu num 19 de agosto. É, sem dúvida alguma, a melhor, a mais perfeita e mais distinta data para alguém nascer!

Grieg (1843-1907), Bartók (1881-1945), R. Strauss (1864-1949): Sonatas para Violino

Grieg: Violin Sonata No. 1, Op. 8
1 Sonata in F major, Op.8: I – Allegro con brio 9:24
2 Sonata in F major, Op.8: II – Allegretto quasi andantino 5:24
3 Sonata in F major, Op.8: III – Allegro molto vivace 7:14

Bartók: Sonata for Solo Violin, Sz. 117
4 Sonata for solo violin: I. Tempo di ciaccona 9:26
5 Sonata for solo violin: II. Fuga – Risoluto, non troppo vivo 5:01
6 Sonata for solo violin: III. Melodia – Adagio 7:15
7 Sonata for solo violin: IV. Presto 5:35

Strauss: Violin Sonata, Op. 18
8 Sonata in E Flat major, Op. 18: Allegro, ma non troppo 11:41
9 Sonata in E Flat major, Op. 18: Improvisation (Andante cantabile) 8:12
10 Sonata in E Flat major, Op. 18: Finale (Andante – Allegro) 9:32

Vilde Frang, violino
Michail Lifits

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Vilde Frang nasceu na melhor das datas | Foto: Marco Borggreve

Vilde Frang nasceu na melhor das datas | Foto: Marco Borggreve

PQP

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Peter Illich Tchaikovsky – Piano Concerto nº1, Franz Liszt – Totentanz – Nelson Freire, Kempe, MPO

41wH4mRidTL._SL500_AA300_Olha só o que estou trazendo para os senhores: uma raridade do nosso Nelson Freire, realizada lá pelo final dos anos 60, quando estava começando a carreira. Ele encara duas pedreiras, o Concerto de Tchaikovsky e a Totentanz de Liszt, e muito bem acompanhado, diga-se de passagem: Rudolf Kempe regendo a Filarmônica de Munique. Isso não é pra qualquer um não. Calma que não é só isso não. O segundo CD traz outras duas obras imortais do romantismo, os Concertos de Grieg e de Schumann.
Estes discos estavam escondidos no acervo da antiga CBS, que foi adquirida pelo grupo Sony, e que recém lançou uma caixa com sete cds com estas gravações de Nelson Freire. Se vocês forem bonzinhos, e baixarem bastante estes dois volumes, prometo que trago os outros assim que possível.
Não quero tecer comentários sobre a qualidade das gravações, o que importa é que elas estão novamente disponíveis, e assim podemos apreciar o talento do maior de nossos pianistas.

CD 1

01. Tchaikovsky – Piano Concerto n° 1 in B-Flat minor, Op. 23 – I. Andante ma non troppo e molto maestoso
02. II. Andante semplice
03. III.Finale. Allegro con fuoco
04. Liszt – Totentanz S 126

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CD 2

01. Grieg – Piano Concerto in A minor, Op. 16 – I. Allegro molto moderato
02. II. Adagio
03. III. Allegro marcato
04. Schumann – Piano Concerto in A minor, Op. 54 – I. Allegro affettuoso – Andante espressivo – Allegro
05. II. Andante grazioso
06. III. Allegro vivace

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Nelson Freire – Piano
Münchner Philharmoniker
Rudolf Kempe – Conductor

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Edvard Hagerup Grieg (1843-1907): Violin Sonatas, Op. 8, 13 e 45

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A música de Grieg sempre me cativou principalmente por seu lirismo. Já havia postado logo que iniciamos o Blog seu “Peer Gynt”. Por algum motivo desconhecido, desde então ele ficou relegado a um segundo plano. Volto à ele, portanto, com este belíssimo cd com suas sonatas para violino.

Frederic Chu e Pierre Amoyal conseguem em sua parceria estabelecer uma cumplicidade única.

Como bem frisou o resenhista da amazon,

Pierre Amoyal and Frederic Chiu have developed a partnership (apparent in their acclaimed recording of Prokofiev sonatas) that is ingratiatingly balanced and blissfully spontaneous in expression–just savor how Chiu plays the piano’s harmonies off violinist Amoyal’s sweetly focused but uncloying tone. In these passages of heightened lyricism, Amoyal readily mimics the human voice on which Grieg lavished such tenderness in his songs. Recorded at the Skywalker Sound studios, the CD is warmly enveloping and has a fantastic clarity. –Thomas May

Um CD, portanto, para ser degustado sem pressa, acompanhado de um bom vinho, num sábado chuvoso como o de hoje.

Edvard Hagerup Grieg – (1843 – 1907) – Violin Sonatas, op. 8, 13 e 45

1. Sonata in C Minor, Op. 45: Allegro molto ed appassionato
2. Sonata in C Minor, Op. 45: Allegretto espressivo alla Romanza
3. Sonata in C Minor, Op. 45: Allegro animato
4. Sonata in G Major, Op. 13: Lento doloroso – Allegro vivace
5. Sonata in G Major, Op. 13: Allegretto tranquillo
6. Sonata in G Major, Op. 13: Allegro animato
7. Sonata in F Major, Op. 8: Allegro con brio – Andante
8. Sonata in F Major, Op. 8: Allegretto quasi Andantino
9. Sonata in F Major, Op. 8: Allegro molto vivace

Pierre Amoyal – Violin
Frederic Chiu – Piano

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Aposto que você não sabe que eu sou tio-avô de Glenn Gould

Aposto que você não sabe que eu sou tio-avô de Glenn Gould

FDP

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Antonin Dvorák (1841-1904) – Serenade for Strings in E major, op. 22, Piotr Ilych Tchaikovsky (1840-1893) – Serenade for Strings in C major, op. 48, Edvard Grieg (1843-1907) – Holberg Suite, op. 40 – Neville Marriner, ASMF

51FbcFo67oLO final do verão está chegando, e então resolvi trazer uma música bem leve, solta, delicada, para nos preparar espiritualmente para o outono – inverno que está chegando. Este belo CD que ora vos trago é o ideal para embalar essas noites frias.

Sir Neville Marriner e sua Academy of St Martin in the Fields estava muito inspirados quando gravaram essas delicadas obras, compostas por três dos principais compositores do romantismo, e curiosamente, os três vindo de terras geladas. Talvez por este motivo as peças são tão apaziguadoras, e aquecedoras e volto a repetir, ideais para aquecer as frias noites de inverno que estão chegando.

01. Dvorak – Serenade for Strings in E major, op. 22 – Moderato
02. Tempo di valse
03. Scherzo Vivace
04. Larghetto
05. Finale Allegro vivace
06. Tchaikovsky – Serenade for Strings in C major, op. 48 – Pezzo in forma di sonatina Andante non troppo – Allegro
07. Walzer Moderato, tempo di valse
08. Elgei Largetto elegiaco
09. Finale (Tema russo) Andante – Allegro con spirito
10. Grieg – Holberg Suite, op. 40 – Praeludium Allegro vivace
11. Sarabande Andante
12. Gavotte Allegreto – Musette Poco piu mosso
13. Air Andante religioso
14. Rigaudon Allegro con brio

Academy of St Martin in the Fields
Sir Neville Marriner – Conductor

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Edvard Grieg (1843-1907) – Concerto for Piano and Orchestra in A Minor, op. 16, Serguei Rachmaninov (1873-1943) – Rhapsody on a Theme of Paganini, op. 43 – Entremont, Ormandy, The Philadelphia Orchestra02 Grieg Piano Concerto, Op. 16 II. Adagio

71JN1NdV4TL._SX425_Faz algum tempo que o Concerto de Grieg não dá o ar de sua graça por aqui, por isso resolvi trazê-lo novamente. Sei que muitos o amam de paixão, e entendo o porquê. Talvez este seja o concerto mais escancaradamente romântico já escrito, daqueles que aceleram os corações apaixonados. As melodias são de tirar o fôlego, e Grieg foi um maiores melodistas da  história da música. Desde a abertura do concerto já entendemos que o que vem por aí é música de primeira.

A outra obra presente é uma pedreira daquelas,  o solista tem de estar muito bem preparado, com um bom preparo físico, e com os dedos afiadíssimos, pois vai encarar a “Rapsódia sobre um tema de Paganini”, de Rachmaninov.

O pianista que escolhi é Phillippe Entremont, acompanhado pela Orquestra da Filadélfia nos seus gloriosos anos de Eugene Ormandy. Uma belíssima gravação.

01 Grieg Piano Concerto, Op. 16  I. Allegro molto moderato
02 Grieg Piano Concerto, Op. 16  II. Adagio
03 Grieg Piano Concerto, Op. 16  III. Allegro moderato molto e marcato
04 Rachmaninoff Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43

Phillipe Entremont – Piano
The Philadelphia Orchestra
Eugene Ormandy – Conductor

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Booklet (13)

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Edvard Grieg (1843-1907) – Concerto for Piano and Orchestra in A minor,Op. 16, Robert Schumann (1810-1856) – Concerto for Piano and Orchestra in A minor, Op. 54 e Concert Piece for Piano and Orchestra in G major, Op. 92

Excelente este disco! Traz dois importantes concertos para piano e orquestra – que geralmente aparecem sempre juntos em discos – o norueguês Edvard Grieg e o alemão Robert Schumann. São dois concertos essencialmente românticos, com passagens de grande beleza e inspiração. O concerto de Grieg em específico é uma obra docemente arejada e de grande virtuosismo. A condução fica a cargo do grande regente americano Eugene Ormandy, gravação realizada no ano de 1958. O outro concerto – o de Schumann – já é bastante conhecido e revela toda a profusão de sentimentos tão costumeiros nos trabalhos do alemão. Vale a pena ouvir. Continuamos com nossa homenagem a Grieg. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Edvard Grieg (1843-1907) – 

Concerto for Piano and Orchestra in A minor,Op. 16
01. I. Allegro molto moderato
02. II. Adagio – attacca
03. III. Allegro moderato molto e marcato – Quasi Presto – Andante maestoso

Philippe Entremont, piano

Robert Schumann (1810-1856) –

Concerto for Piano and Orchestra in A minor, Op. 54
04. I. Allegro affettuoso
05. II. Intermezzo. Andantino grazioso – attacca
06. III. Allegro vivace

Concert Piece for Piano and Orchestra in G major, Op. 92
07.  I. Introduktion und Allegro appassionato

Rudolf Serkin, piano

Philharmonia Orchestra
Eugene Ormandy, regente

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Sabia das coisas!

Carlinus

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Robert Schumann (1810-1856), Edvard Grieg (1843-1907) – Piano Concertos – Murray Perahia –

IMG_0037Posso estar enganado, mas acho que faz tempo que estes dois concertos não aparecem por aqui, por isso resolvi trazê-los novamente, mas sem algum motivo especial, talvez apenas por gostar muito deles e também devido ao fato do intérprete ser alguém que estou ouvindo muito nos últimos tempos, Murray Perahia, aqui acompanhado pelo incansável e sempre competente Sir Colin Davis, que dirige a Orquestra da Rádio Bávara.
Lirismo, paixão, emoção elevadas à enésima potência, estes são alguns dos elementos presentes nestas duas obras primas do repertório pianístico romântico. E nas mãos de Murray Perahia, um especialista no repertório romântico, eu diria que o resultado é quase perfeito.
Eu diria que trata-se de um cd para se ouvir em um dia chuvoso e frio, sentado na frente de uma lareira, ao lado da pessoa amada, e apreciando um bom vinho, ou então lendo um bom livro.

P.S. – Novamente trocando de servidor, o rapidshare tem algumas frescuras que me irritam, além de ser o mais caro … o MEGA tem sido bem elogiado pelo pessoal. Rápido, funcional e sem muitas frescuras.
PS 2 – Coloquei uma segunda opção de servidor para download, o UPLOADED.

1 Schumann Piano Concerto in A minor_ I. Allegro affettuoso
2 Schumann Piano Concerto in A minor_ II. Intermezzo. Andantino grazioso
3 Schumann Piano Concerto in A minor_ III. Allegro vivace
4 Grieg Piano Concerto

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in A minor_ I. Allegro molto moderato
5 Grieg Piano Concerto in A minor_ II. Adagio
6 Grieg Piano Concerto in A minor_ III. Allegro moderato molto e marcato

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Murray Perahia – Piano
Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunk
Sir Colin Davis – Conductor

Perahia-Murray-05

Murray Perahia – Retrato do Artista Enquanto Jovem

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Grieg: Holberg Suite / Mozart: Eine kleine Nachtmusik / Tchaikovsky: Serenade for Strings

Certa vez, o cidadão André Carrara, pianista da Ospa, perguntou sobre bons programas para orquestras. Fiz uma reles listinha, mas peço a ele que venha aqui. Por exemplo, o programa do disco abaixo, Tchaikovsky & Shakespeare, é maravilhoso e o deste disco também. Sim, sei, só cordas, mas e daí? É um belo programa com três peças populares e muito bonitas. Todos os elogios a Yuri Bashmet e seus Moscow Soloists. Aqui há música pra mais de metro. Das três peças, garanto-vos que Grieg e Tchai são fantasticamente bem interpretados. Não ouvi o Mozart pela simples razão de que já enchi o saco da Eine kleine Nachtmusik.

Grieg: Holberg Suite / Mozart: Eine kleine Nachtmusik / Tchaikovsky: Serenade for Strings

“Holberg Suite” (From Holberg’s Time), for string orchestra, Op. 40, de Edvard Grieg
1. Praeludium: Allegro vivace 2:38
2. Sarabande: Andante 3:28
3. Gavotte: Allegretto – Musette: Un poco mosso – Gavotte 3:30
4. Air: Andante religioso 5:22
5. Rigaudon: Allegro con brio 4:17

Serenade No. 13 for strings in G major (“Eine kleine Nachtmusik”), K. 525, de Wolfgang Amadeus Mozart
6 . Allegro 7:43
7. Romance: Andante 5:25
8. Menuetto: Allegretto 1:53
9. Rondo: Allegro 5:06

Serenade for strings (or piano, 4 hands) in C major, Op. 48
10. Pezzo in forma di sonatina: Andante non troppo – Allegro moderato 9:35
11. Walzer: Moderato, tempo di valse 3:29
12. Elegie: Larghetto elegiaco 8:35
13. Finale (Tema russo): Andante – Allegro con spirito 7:21

Moscow Soloists
Yuri Bashmet

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Sabiam que Grieg (acima) era tio de Glenn Gould? Pois é, PQP é cultura!

PQP

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Edvard Grieg (1843-1907): Sonata e outras peças para Violoncelo e Piano

Ao lado da única Sonata para Violoncelo e Piano de Grieg, a de Op.36, Emmanuelle Bertrand e Amoyel Pascal transcreveram algumas de suas peças líricas. Eles refazem a vida de Grieg, desde a Arietta de 1867 até o lento olhar para o passado de Remembrances (1901). O programa também inclui duas peças originais para cello e piano: o Intermezzo e a transcrição do próprio Grieg para o Scherzo de sua 3ª Sonata para Violino e piano. A dupla de instrumentistas escalada pela Harmonia Mundi é espantosa, como de hábito.

Edvard Grieg (1843-1907): Sonata e outras peças para Violoncelo e Piano

1. Arietta, lyric piece for piano, Op. 12/1
2. Erotik, lyric piece for piano, Op. 43/5
3. Allegretto expressivo, for cello & piano in E major
4. Troldtog (March of the Dwarfs), lyric piece for piano, Op. 54/3
5. For dine fødder (At your Feet), lyric piece for piano, Op. 68/3
6. Sonata for cello & piano in A minor, Op. 36: 1. Allegro agitato
7. Sonata for cello & piano in A minor, Op. 36: 2. Andante molto tranquillo
8. Sonata for cello & piano in A minor, Op. 36: 3. Allegro
9. Intermezzo for cello & piano in A minor, EG 115
10. Vöglein (Little Bird), lyric piece for piano, Op. 43/4
11. Drømmesyn (Phantom), lyric piece for piano, Op. 62/5
12. Geheimniss (Secret), lyric piece for piano, Op. 57/4
13. Gangar (Norwegian March), lyric piece for piano, Op. 54/2
14. Heimweh (Homesickness), lyric piece for piano, Op. 57/6
15. Entschwundene Tage (Vanished Days), lyric piece for piano, Op. 57/1
16. Efterklang (Remembrances), lyric piece for piano, Op. 71/7

Emmanuelle Bertrand: cello
Pascal Amoyel: piano

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PQP

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Edvard Grieg (1843-1907) – Sonata in F major, Op.8,Sonata in G major, Op.13 e Sonata in C minor, Op.45

De passagem apenas para postar esse baita CD. Fiquei impressionado a com a leveza e a singeleza das sonatas de Grieg – ainda não as conhecia. Outro aspecto positivo a se ressaltar é a extraordinária parceria Maria João Pires e Augustin Dumay. A dupla tem produzido CDs fantásticos. E o registro que ora posto tem essa característica. A música de Grieg possui uma fragrância diferente; uma sensibilidade que não se encontra em qualquer lugar. É como se em seu mundo encontrássemos o sussurro dos bosques, dos ventos; intervalos mágicos enormes se abrissem à nossa frente. A natureza da sua Noruega estava presente em tudo o que o compositor fazia. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação.

Edvard Grieg (1843-1907) – Sonata in F major, Op.8,Sonata in G major, Op.13 e Sonata in C minor, Op.45

Sonata in F major, Op.8
01. I. Allegro con brio
02. II. Alleggreto quasi Andatino – Più vivo – Tempo I
03. III. Allegro molto vivace

Sonata in G major, Op.13
04. I. Lento doloroso – Poco allegro – Allegro vivace
05. II. Allegretto tranquillo
06. III. Allegro animato

Sonata in C minor, Op.45
07. I. Allegro molto ed appassionato
08. II. Allegretto espressivo alla Romanza – Allegretto molto – Tempo I
09. III. Allegro animato

Augustin Dumay, violino
Maria João Pires, piano

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Carlinus

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Edvard Grieg (1843-1907) – Peer Gynt, Op. 23 e Sigurd Jorsalfar, Op. 22

Este post está sendo realizado graças à solidariedade do FDP, que me ofereceu a possibilidade de ter acesso a este monumental CD duplo. A princípio gostaria de dizer que sou apaixonado pela obra incidental Peer Gynt de Grieg. Ela é de uma beleza triste, agreste. Todas as vezes que a escuto fico com a sensação de que fui atropelado por uma tropa de anjos tristes. Sensações à parte, Peer Gynt, baseado numa obra de Henrik Ibsen, é uma obra extraordinária. É uma sátira sobre a fraqueza humana. O protagonista, um aventureiro atrevido, arrogante e sonhador, possui uma fértil imaginação para dizer mentiras. Porém, Ibsen não quis mostrá-lo como alguém pérfido mas sim contraditório, com um misto de força e debilidade, ao mesmo tempo rude e carinhoso. Para alguns, a personagem representa a Noruega, que à época procurava definir a sua personalidade enquanto nação – apesar de estar unida à Suécia, o povo ambicionava a independência. Peer Gynt pode também ser visto como uma alegoria poética do ser humano, uma trajetória de vida em que um homem percorre o seu caminho desde o berço até o túmulo, empreendendo uma aprendizagem acerca de si próprio jamais concluída.

Edvard Grieg (1843-1907) – Peer Gynt, Op. 23 e Sigurd Jorsalfar, Op. 22

Peer Gynt, Op. 23

DISCO 1

01 – Im Hochzeitshof
02 – Halling
03 – Springar
04 – Der Brautraub-Ingrids Klage
05 – Peer Gynt und die Säterinnen
06 – Peer Gynt und die Grüngekleidete
07 – Am Reitzeug erkennt man die fürnehmen Leute
08 – In der Halle des Bergkönigs
09 – Tanz der Bergkönigstochter
10 – Peer Gynt von Trollen gejagt
11 – Peer Gynt und der Krumme
12 – Ases Tod
13 – Vorspiel zu Akt III
14 – Morgenstimmung
15 – Dieb und Hehler
16 – Arabischer Tanz
17 – Anitras Tanz
18 – Peer Gynts Serenade
19 – Peer Gynt und Anitra

DISCO 2

01 – Solveigs Lied
02 – Peer Gynt vor der Memnonsäule
03 – Peer Gynts Heimkehr
04 – Der Schiffbruch
05 – Solveig singt in der Hütte
06 – Nachtszene
07 – Pfingstlied O Morgenstunde
08 – Solveigs Wiegenlied

*Música Incidental para o drama de Henrik Ibsen

Sigurd Jorsalfar, Op. 22

09 – Fanfaren
10 – Vorspiel zu Akt I
11 – Borghilds Traum
12 – In der Königshalle
13 – Das Nordlandvolk
14 – Huldigungsmarsch
15 – Zwischenspiel I
16 – Zwischenspiel II
17 – Königslied

*Música incidental para a obra de Bjornstjerne Bjornson

Göteborgs Symfoniker
Gösta Ohlin’s Vocal Ensemble

Pro Musica Chamber Choir

Neeme Järvi, regente
Barbara Bonney, soprano
Marianne Eklöf, mezzo-soprano
Urban Malmberg, barítono
Carl Gustaf Holmgren, barítono
Kjell Magnus Sandve, tenor

BAIXAR AQUI CD1
BAIXAR AQUI CD2

Carlinus

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Edvard Grieg – Piano Concerto in A Minor, op. 16, Frederic Chopin – Piano Concerto nº2 in F Minor, op. 21

FDP Bach voltou declarada e escancaradamente romântico de seu exílio, que está deixando-o afastado do blog, e traz dois pilares do piano romântico: os concertos de Grieg e o Segundo Concerto de Chopin. Com relação ao Grieg, minha contribuição anterior havia sido a versão de Claudio Arrau, mas alguma coisa não me satisfazia naquela gravação. E confesso que esta versão do Thibaudet ainda deixa um pouco a desejar, mas pelo menos a considero mais dinâmica, mais viva, e, como sempre costumo dizer a respeito dos intérpretes da nova geração, mais “jovial”. Uma biografia de jovem artista francês, que está completando 38 anos em 2009, pode ser encontrada no site de sua gravadora, DECCA.

Tenho ouvido com muita atenção o maestro russo, nascido no Cáucaso, Valery Gergiev. Em minha opinião,. é um dos melhores regentes russos da atualidade, suas gravações das obras de Tchaikovsky frente à Kirov Orchestra são excelentes, com destaque para sua versão do “Quebra-Nozes”, que gravou na íntegra. Seu Prokofiev também é de se tirar o chapéu. Qualquer hora destas posto outras gravações dele.

Mas escancaradamente romântico como estou neste Dia Internacional da Mulher, só tenho a declarar minha paixão por elas, e solicito ao mano PQP que nos poupe de mostrar os atributos físicos do genial Stravinsky, ou de qualquer outro compositor, ou intérprete do sexo masculino. Apreciemos a beleza delicada da Helene Grimaud, da Julia Fischer, da beleza já madura de Anne-Sophie Mutter, ignorando os comentários maldosos de Celibadache colocados nos comentários do post anterior. Como já diziam os antigos, a inveja é uma merda.

Um excelente cd, para ouvirmos sem nos cansarmos, com uma música maravilhosa interpretada por músicos inspiradíssimos.

Edvard Grieg – Piano Concerto in A Minor, op. 16, Frederich Chopin – Piano Concerto nº2 in F Minor, op. 21

01 – Grieg- Piano Concerto in A minor, Op.16 – 1. Allegro molto moderato
02 – Grieg- Piano Concerto in A minor, Op.16 – 2. Adagio
03 – Grieg- Piano Concerto in A minor, Op.16 – 3. Allegro moderato
04 – Chopin- Piano Concerto No.2 in F minor, Op.21 – 1. Maestoso
05 – Chopin- Piano Concerto No.2 in F minor, Op.21 – 2. Larghetto
06 – Chopin- Piano Concerto No.2 in F minor, Op.21 – 3. Allegro Vivace

Jean-Yves Thibaudet – Piano
Rotterdam Philarmonic Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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FDP Bach.

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Edvard Grieg (1843-1907) – Piano Concerto in A Minor, op. 16, Robert Schumann (1810-1856) – Piano Concerto in A Minor, op. 54

Atendo agora a um pedido antigo, e reforçado nos últimos tempos. O concerto de Schumann já tem duas outras opções, com a Martha Argerich e com o Murray Perahia, mas esta versão que agora posto tem o Concerto de Grieg, um dos mais belos do repertório pianístico. E o intérprete é outro grande especialista nos românticos, o chileno Claudio Arrau.
Já tive oportunidade de ouvir diversas versões destes dois concertos, mas Arrau é um grande especialista em ambos. Seu fraseado é claro, e é muito contido, Extrai da melodia toda a beleza nela contida, sem cair em tentações maiores. Aqui é ajudado pelo grande Christoph von Dohnanyi, que dirige a excecpional Royal Concertgebouw Orchestra, Amsterdam.
Com certeza, um grande momento do piano romântico.

Edvard Grieg (1843-1907) – Piano Concerto in A Minor, op. 16, Robert Schumann (1810-1856) – Piano Concerto in A Minor, op. 54

01 Grieg – Piano Concerto in A Minor, op. 16 – 1 – Allegro molto moderato
02 Grieg – Piano Concerto in A Minor, op. 16 – 2 – Adagio
03 Grieg – Piano Concerto in A Minor, op. 16 – 3 – Allegro moderato molto e marcato
04 Schumann – Piano Concerto in A Minor, op. 54 – 1 – Allegro affetuoso
05 Schumann – Piano Concerto in A Minor, op. 54 – 2 – Intermezzo
06 Schumann – Piano Concerto in A Minor, op. 54 – 3 – Allegro vivace

Claudio Arrau – Piano
Royal Concertgebouw Orchestra, Amsterdam
Christoph von Dohnányi – Conductor

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Grieg (1843-1907), Nielsen (1865-1931), Sibelius (1865-1957) – Intimate Voices (Voces Intimae)

Dentro as novidades que ouvi em 2007, esta foi o melhor CD de todas. Quando ganhei de presente o excelente calhamaço “1001 Classical Recordings You Must Hear Before You Die”, fiquei impressionado com a beleza do livro e, de forma um tanto sacana, resolvi procurar um grande CD que não estivesse ali. Fui direto atrás do Intimate Voices do Emerson String Quartet e ele estava lá, na página 575… (o livro é de 2008). Passei e respeitar o livro que, depois vi, tinha textos extraordinários e é muito informativo. Aliás, virou meu livro de cabeceira.

Pois bem, o assunto principal do CD é o quarteto de Sibelius, mas quem rouba a cena é Grieg.

Seu quarteto é o melhor do disco e o Emerson resolveu colocá-lo em primeiro lugar para tivéssemos logo o choque. Mas a história da composição de Sibelius é mais interessante. Situado cronologicamemente entre a terceira e quarta sinfonias, marca um período em que o compositor lutava contra um câncer na garganta (1909). Sibelius venceu o câncer através de várias operações. Durante aquele difícil período, produziu obras bem fechadas. Os quartetos preferem ignorar a existência deste estranho e íntimo quarteto, mas o Emerson abraça a causa e demonstra não ser ela perdida. A interpretação, grave e respeitosa, está como deve ser.

Já o único quarteto de Grieg nos deixa encantado com seu início raivoso, interrompido com episódios melodiosos. Aliás, estes os únicos quartetos de cordas de ambos. Sibelius tinha mais dois, mas destruiu-os. A peça de Grieg é fácil de assimilar e é estranho que seja em tom menor, tal sua alegria. A dança do segundo movimento e o vivaz final valem várias audições, mas nada como o belíssimo primeiro movimento. O Nielsen deste disco não compromete o trabalho, mas é apenas simpático.

Edvard Grieg – Quarteto de Cordas, Op. 27
1. I. Un Poco Andante-Allegro Molto Ed Agitato
2. II. Romanze: Andantino
3. III. Intermezzo: Allegro Molto Marcato-Piu Vivo Scherzando
4. IV. Finale: Lento-Presto Al Saltarello

Carl Nielsen – Ved en ung kunstners baare, Op. 58
5. Ved En Ung Kunstners Baare, Op.58

Jean Sibelius – Quarteto de Cordas, Op. 56 “Voces Intimae”
6. I. Andante-Allegro Molto Moderato
7. II. Vivace
8. III. Adagio Di Molto
9. IV. Allegretto (Ma Pesante)
10. V. Allegro

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