14º Festival de Música de Juiz de Fora: André da Silva Gomes (1752-1844): Missa a 8 Vozes e Instrumentos + J. S Bach: Cantata BWV 97 + Handel: Concerto Grosso Op.3 N.4 (Acervo PQPBach)

2rz3yvd14º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora
2003

Com instrumentos de época. On period instruments.

 

A instauração de bispado em São Paulo e a fundação e construção da Sé no lugar da antiga matriz impulsionaram a atividade musical, com Alvará do Rei, de 6 de maio de 1746, criando ali os cargos de mestre-de-capela, organista e moços do coro. André da Silva Gomes, quarto mestre-de-capela da Sé de São Paulo, nasceu em Lisboa no mes de dezembro de 1752, como consta do assento de seu batismo realizado na freguesia de Santa Engrácia, daquela cidade, sendo filho legítimo de Francisco da Silva Gomes e Inácia Rosa. A documentação portuguesa não nos ofereceu nenhuma trilha para estabelecermos o local ou instituição em que Silva Gomes pudesse ter desenvolvido seus estudos musicais, já que seu nome não consta da documentação que restou do Seminário Patriarcal de Lisboa, onde lecionou o compositor José Joaquim dos Santos com quem Silva Gomes afirma, em seu Tratado da Arte Explicada de Contraponto, ter estudado.

André da Silva Gomes veio para Sao Paulo, em março de 1774, com o terceiro bispo da cidade, Dom Manuel da Ressurreição, que o trouxe como mestre-de-capela em sua comitiva. Teve como antecessores no cargo, Matias Álvares Torres, Antonio de Oliveira e Antonio Manso da Mota e, como eles, sua função era compor, ensaiar e executar a sua música nos ofícios da Sé e ensinar a juventude. De fato, Silva Gomes aplica-se ao ensino mantendo agregados que inicia na arte musical, sendo por eles assessorado, secundado e depois sucedido. Sua vida e trabalho em São Paulo prolongam-se de 1774 a 1823, sendo dessa última data sua composição mais recente, por nós reconhecida, a Missa de Natal, em sol maior, para ser executada na igreja da Freguesia de Cotia, constante do acervo de obras da antiga Sé, e por nos editada e executada inúmeras vezes a partir de 1978.

O período áureo da produção musical em São Paulo colonial coincide com as atividades de André da Silva Gomes na Sé. Seu brilhantismo e nível artístico absorvem, sem concorrência o que apresenta um quadro sui-generis os serviços musicais mais importantes da capital, como as da Sé, as festas oficiais da Câmara, e as das irmandade do Santíssimo Sacramento, de São Francisco e do Carmo. A “Missa a 8 vozes e instrumentos“, em Mi-bemol, integra, sob o nº 031, o Catálogo de obras de André da Silva Gomes, de aproximadamente 1785, e é composta de Kyrie e Gloria. É um manuscrito original autógrafo, com os frontispícios assinados pelo autor, e do qual não encontramos nem uma cópia, nem no todo nem nas partes, contemporânea ou posterior. O documento integra o arquivo da Cúria Metropolitana de Sao Paulo e suas partes solistas, desgastadas, parecem ter sido executadas, na época, com mais frequência do que o restante da obra.

Restauramos e editamos essa Missa em 1966, pela Universidade de Brasília e foi gravada e executada pela primeira vez no selo Festa, em 1970, produzido por Irineu Garcia. Composta de Kyrie e Gloria, com duração aproximada de 45 minutos e requerendo a participação de cantores solistas, essa Missa é solidamente estruturada, com escritura clara e economia de meios, riqueza de vocabulário e resultados sonoros incisivos. Nos seus 12 segmentos o autor explora uma fórmula cadencial de nove tonalidades e cultiva o estilo contrapontístico (Kyrie II: fuga a 8; Cum Sancto Spiritu: fugado), a escritura alternada de dois coros e o tratamento instrumental não concebido como mero reforço tímbrico das partes vocais; a riqueza harmônica que lhe é peculiar atinge no Et in terra, complexa elaboração nas notas de passagem, antecipações e retardos, e no cruzamento das vogais fechadas e abertas entre os dois coros, com resultados tímbricos fortemente expressivos.

O contínuo caminha de forma barroca, com cifrado abundante, ainda que não ausente da peça, o baixo de Alberti nos momentos em que o cantabile requer uma escritura mais ligeira. A presença dos trompetes confere à peça um barroco brilhantismo, especialmente no Gloria. A versatilidade melódica é até exuberante (Laudamus, Qui tollis e Quoniam) e, a par da contrapontística empresta à obra grande variedade, secundada pela diversificação tonal das unidades que a compõem. A alternância e contraste de caráter (Christe entre os dois Kyrie; Gratias, largo, seguido pelo Domine Deus, caminhante, vivo, triunfante, seguido pelo lânguido e “troppo afectuozo” Qui tollis), integra-se também na exploração tímbrica das vozes onde os baixos têm destacado temperamento. Aquela alternância está presente da mesma forma em certas seções em que dinâmica e articulação são manuseadas com imaginação, criatividade e efeito. Esta missa, de feitura irreprochável, é, seguramente, uma das obras mais monumentais escritas no período colonial brasileiro.

(Régis Duprat, julho de 2003 – extraído do encarte)

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 1. Coro
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 2. Aria
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 3. Recitativo
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 4. Aria
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 5. Recitativo
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 6. Aria
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 7. Duetto
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 8. Aria
Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 9. Choral
Georg Freidrich Händel (1685 – 1759)
Concerto Grosso Op.3 N.4 – 1. Ouverture
Concerto Grosso Op.3 N.4 – 2. Andante
Concerto Grosso Op.3 N.4 – 3. Allegro
Concerto Grosso Op.3 N.4 – 4. Allegro
André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 1.Kyrie
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 2. Christie
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 3. Kyrie
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 4. Gloria
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 5. Et In Terra
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 6. Gloria
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 7. Laudamus
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 8. Gratias
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 9. Domine Deus
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 10. Qui Tollis
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 11. Quoniam
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 12. Cum Sanctu Spiritu

14º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora – 2003
Orquestra Barroca
Regente: Luis Otávio Santos

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.Boa audição.

La-invencion-de-la-rueda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

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Georg Friedrich Handel (1685 – 1759) – Complete Violin Sonatas

NOVO LINK !!! Este baita CD foi postado originalmente em 2008… !!! E está fora do ar há uns seis ou sete anos… muito tempo para uma jóia destas estar indisponível !!!

Excelente disco de uma das mais fulgurantes novas estrelas da música antiga, o violinista Andrew Manze. Se Handel não tinha essa disposição toda para a música de câmara, sabemos que ele era um discípulo de seu contemporâneo Lavoisier, nascido sete anos antes. Georg aprendeu como poucos que “Nada se cria, tudo se transforma”. Então, tomamos alguns sustos: “Mas isto não é uma ária de ópera?”, “Ué, já ouvi esse tema num Concerto Grosso postado pelo FDP…”. É sempre assim: Lavoisier e Lavoisier! Mas é música excelente, valorizada pela arrasadora dupla de ataque Manze e Egarr. Uma coisa que sempre me causou medo intenso, pânico mesmo, é fato do pai de Handel ter sido barbeiro e cirurgião. Será que isso explica alguma coisa? Por favor, não sonhem nem façam xixi na cama.

George Friedrich Handel: Complete Violin Sonatas

Violin Sonata In D Major, Op.1 No.13 HWV 371
1. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): I. Affettuoso 3:29
2. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): II. Allegro 2:45
3. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): III. Larghetto 2:16
4. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): IV. Allegro 3:40

Violin Sonata In F Major, Op.1 No.12 “Walsh”
5. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: I. Adagio 3:47
6. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: II. Allegro 3:20
7. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: III. Largo 3:06
8. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: IV. Allegro 3:35

Violin Sonata In D Minor, HWV 359a
9. Sonata In D Minor (HWV 359a): I. Grave 2:11
10. Sonata In D Minor (HWV 359a): II. Allegro 1:53
11. Sonata In D Minor (HWV 359a): III. Adagio 1:02
12. Sonata In D Minor (HWV 359a): IV. Allegro 2:31

Violin Sonata In A Major, Op.1 No.3 HWV 361
13. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): I. Andante 2:38
14. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): II. Allegro 1:53
15. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): III. Adagio 0:46
16. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): IV. Allegro 2:39

Violin Sonata In G Minor, Op.1 No.6 HWV 364
17. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): I. Larghetto 2:07
18. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): II. Allegro 1:54
19. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): III. Adagio 0:49
20. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): IV. Allegro 2:26

Violin Sonata In A Major, Op.1 No.10 “Roger”
21. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: I. Adagio 1:34
22. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: II. Allegro 2:40
23. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: III. Largo 1:10
24. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: IV. Allegro 2:38

Violin Sonata In E Major, Op.1 No.12 “Roger”
25. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: I. Adagio 2:12
26. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: II. Allegro 2:56
27. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: III. Largo 1:16
28. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: IV. Allegro 2:43

Violin Sonata In G Major, HWV 358
29. Sonata In G Major (HWV 358): I. [Allegro] 1:44
30. Sonata In G Major (HWV 358): II. [Adagio] 0:43
31. Sonata In G Major (HWV 358): III. [Allegro] 2:22

32. Andante In A Minor (HWV 412) 2:12

33. Allegro In C Minor (HWV 408) 3:30

Andrew Manze – Violin
Richard Egarr – Harpsichord

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Handel pensando no que foram as eliminatórias para a Copa de 2018

Handel pensando no que foram as eliminatórias para a Copa de 2018

PQP + FDP

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G. F. Händel (1685-1759) / G. P. Telemann (1681-1767): Water Music (Música Aquática)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Discaço da Hyperion. Robert King e seu King`s Consort estão perfeitamente à vontade com neste repertório bem inglês. Ouvir apenas esta versão do Minueto da Suite No.3 da Música Aquática de Händel, já equivale a várias sessões de análise.

A Música Aquática (Water Music) é uma coleção de movimentos orquestrais, frequentemente divididos em três suítes, compostas por George Frideric Händel. Sua estreia se deu em 17 de julho de 1717, após o rei Jorge I encomendar um concerto para ser execudado sobre o rio Tâmisa. O concerto foi executado originalmente por cerca de 50 músicos, situados sobre uma barca nas proximidades da barca real, a partir da qual o monarca escutava a peça com seus amigos mais próximos. As barcas se dirigiam a Chelsea ou Lambeth. O rei Jorge gostou tanto da música que pediu a seus músicos, já esgotados, que tocassem-na por três vezes durante o tempo do percurso.

Ao contrário de suítes de Handel, a obra de Telemann é um exemplo claro de música de programa no qual o autor tenta descrever a água através de cenas e personagens mitológicos associados a esse elemento.

G. F. Händel (1685-1759) / G. P. Telemann (1681-1767): Water Music

Händel
Water Music Suite No.1 for orchestra in F major, HWV 348
1 – Ouverture (Largo – Allegro) 3:18
2 – Adagio E Staccato 2:06
3 – (Allegro) – Andante – (Allegro) 7:20
4 – (Menuet) 2:55
5 – Air 2:31
6 – Menuet 2:30
7 – Bourrée 1:02
8 – Hornpipe 1:17
9 – Andante 4:19

Water Music Suite No.2 for orchestra in D major, HWV 349
10 – (Ouverture) 2:00
11 – Alla Hornpipe 2:58

Water Music Suite No.3 for orchestra in G major, HWV 350
12 – (Menuet) 3:03
13 – Rigaudon 2:42

Water Music Suite No.2 for orchestra in D major, HWV 349
14 – Lentement 2:03
15 – Bourrée 0:51

Water Music Suite No.3 for orchestra in G major, HWV 350
16 – Menuet (I) 1:00
17 – Menuet (II) 2:10
18 – (Country Dance I & II) 1:29

Water Music Suite No.2 for orchestra in D major, HWV 349
19 – (Trumpet Menuet) 1:22

Telemann
Wasser Overture, for 2 recorders, flute, 2 oboes, bassoon, strings & continuo in C major (“Hamburger Ebb und Fluth”), TWV 55:C3
20 – Ouverture 7:27
21 – Sarabande: Die Schlafende Thetis 2:08
22 – Bourrée: Die Erwachende Thetis 1:51
23 – Loure: Der Verliebte Neptunus 1:44
24 – Gavotte: Spielende Najaden 0:41
25 – Harlequinade: Der Schertzende Tritonus 1:05
26 – Der Stürmende Aeolus 2:09
27 – Menuet: Der Angenehme Zephir 2:45
28 – Gigue: Ebb’ Und Fluth 1:08
29 – Canarie: Die Lustigen Bots Leute 1:33

The King’s Consort
Robert King

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Música aquática

Música aquática

PQP

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Luis Álvares Pinto (Recife, 1719-1789): Te Deum & Händel (1685-1759): Laudate Pueri Dominum – Camerata Antiqua de Curitiba (Acervo PQPBach)

Camerata Antiqua de CuritibaCamerata Antiqua de Curitiba

Luis Álvares Pinto
Te Deum

Georg Friedrich Händel
Laudate Pueri Dominum (Salmo 112)

Há dois dias o Avicenna e eu postamos a primeira gravação da mais antiga obra brasileira preservada: o Recitativo e Ária de 1759 que vem sendo atribuído ao Padre Caetano de Melo Jesus, de Salvador – e hoje queríamos postar a primeira gravação da que é provavelmente a segunda mais antiga: o Te Deum do recifense Luís Álvares Pinto, talvez composto no ano seguinte (1760).

Acontece que ainda não conseguimos a primeira gravação, que é a da reestréia moderna da obra em 1968, regida pelo também pernambucano Padre Jaime Cavalcanti Diniz (biografia aqui), que a havia encontrado e restaurado pouco antes, à frente do Coro Polifônico do IV Curso Internacional de Música de Curitiba com acompanhamento de uma organista estadunidense chamada (juro!) Marilyn Mason.

Por que queremos a 1.ª gravação? Entre outras coisas, porque este blog já tem uma de 1994 realizada na Suíça (Ensemble Turicum) e outra de 2000 na França (Jean-Christophe Frisch). Ou seja: mais uma obra brasileira que goza de reconhecimento e admiração no exterior antes que a maior parte dos brasileiros sequer saibam que ela existe… e isso apesar de serem brasileiras as 4 outras gravações que conheço.

Uma é parte do notável panorama da nossa produção mais antiga gravado pelo ‘Armonico Tributo’ de Campinas dirigido pelo baiano Edmundo Hora, no CD duplo ‘América Portuguesa’, disponível em alguns outros blogs – o qual contém também uma nova realização do Recitativo e Ária de 1759 (inseri retroativamente umas palavras sobre ela no post de 24/05).

Quanto às outras três, parece que Curitiba quis retribuir a honra de ter sido palco da reestréia desse Te Deum: são todas da Camerata Antiqua, com regência do carioca Roberto de Regina, em diferentes momentos: 1981, 1995, 2000. A terceira ainda não ouvi. Gosto bastante da segunda, com a parte orquestral reconstruída pelo nosso amigo Harry Crowl, a mais encorpada e clássica das 5 que ouvi, e com a Camerata num nível de precisão técnica ainda nem sonhado em 1981. Apesar disso, eu e o Avicenna encontramos um encanto especial justamente na singeleza da primeira, de sonoridade excepcionalmente transparente e ‘tridimensional’, e foi essa que resolvemos postar.

E a música em si? Quem leu a postagem de 24/05 deve lembrar que as sugestões de observação da transição barroco-clássico terminavam falando de Gluck e de Carl Philipp Emmanuel Bach, nascidos os dois em 1714. Pois bem: o mulato pernambucano era 5 anos mais novo, de 1719. Gluck morreu em 87. CPE em 88. Álvares Pinto em 89.

Disse ainda que C.P.E. ‘barroqueava’ em alguns momentos, em outros ‘classicava’ (ou ‘mozarteava’). Esse é precisamente o caso também de Álvares Pinto. E aí vocês dirão “Mas com certo atraso em relação à Europa, como de costume, não?” – Pois desta vez absolutamente não! Há diferenças de escola composicional, não do estágio de transformação estilística (para não usar o discutível ‘evolução’). Ouçam mais uma vez a ‘Ressurreição e Ascenção’ de CPE, e ouçam este Te Deum – mas sem esquecer que aquela é 14 anos posterior à data estimada deste: 1760, só 10 anos após a morte de Bach Pai e um após a de Händel.

Acontece que, se foi em 1760, Álvares Pinto compôs o Te Deum em Lisboa, onde ficou muito tempo como aluno do organista da Catedral, Henrique da Silva Negrão, e foi violoncelista da Capela Real, e isso em plena época do Marquês de Pombal, quando Lisboa havia voltado a ser uma metrópole de importância. Luís teria aí 41 anos.

Abandonou sua gente? Não é bem assim. Um ano depois Luís estava de volta ao Recife, onde passou o resto vida se desdobrando como capitão, mestre de capela, poeta (diz-se que em várias línguas), comediógrafo, autor de obras didáticas e, ao que parece, até precursor de Paulo Freire: alfabetizador! Cadê a estátua desse homem?!

Tentando finalizar, vejo que restam 3 pensamentos na mesa: um, o da antigüidade e perenidade da importância do Nordeste, e de Pernambuco em particular, como um dos principais pólos de produção e inovação em todas as áreas da cultura deste país.

Outro: e o salmo de Händel do outro lado do disco? Ah, sim: muito bonito; e a realização também mostra em muitos pontos que poderia ser arrebatadora, não fosse o mesmo problema da postagem de 23/05 (o LP de 1965 da Orquestra de Câmara de São Paulo): solista vocal não suficientemente madura para a obra na época da gravação.

Finalmente, este post marca também a estréia no blog de um dos mais importantes – e insuficientemente reconhecidos – músicos brasileiros dos últimos 50 anos: o hoje octogenário Roberto de Regina. Não considero a regência do barroco e pós-barroco o seu melhor, e mesmo assim seu trabalho nessa área é indispensável. Foi ‘nosso Wanda Landowska’, o reintrodutor do cravo no Brasil, como virtuose e como construtor. Mas coloco acima de tudo seus 3 discos dos anos 60, ‘Cantos e Danças da Renascença’, pioneiros no mundo na abordagem viva a esse repertório, e ainda hoje poucas vezes igualados.

Isso tudo enquanto ainda se sustentava como médico anestesista! – o que costumava tratar com humor: “tenho só dois medos: o paciente acordar na operação, e o público dormir no concerto”. Quero apostar que não será o caso desta e de nenhuma postagem de suas gravações!

Luis Álvares Pinto (Recife, 1719 – 1789)
01. Te Deum – 1. Te Dominum
02. Te Deum – 2. Tibi Angeli
03. Te Deum – 3. Sanctus
04. Te Deum – 4. Te Gloriosus
05. Te Deum – 5. Te martyrum
06. Te Deum – 6. Patrem imensae majestatis
07. Te Deum – 7. Sanctum Quoque
08. Te Deum – 8. Tu Patris Sempiternus
09. Te Deum – 9. Tu Devicto
10. Te Deum – 10. Judex crederis
11. Te Deum – 11. Salvum fac
12. Te Deum – 12. Per singulos dies
13. Te Deum – 13. Dignare Domine
14. Te Deum – 14. Fiat, Fiat
15. Te Deum – 15. In te Domine Speravi

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759)
16. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 01. Laudate Pueri
17. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 02. Licut nomem Domini
18. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 03. A solis ortu
19. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 04. Excelsus super omnes
20. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 05. Quis sicut Dominus
21. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 06. Suscitans a terra
22. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 07. Qui habitare facit
23. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 08. Gloria Patri

Camerata Antiqua de Curitiba
Fátima Alegria, soprano – Roberto de Regina, maestro
Gravado na Igreja da Ordem Terceira de S.Francisco das Chagas, Curitiba, 1981
Capa do gravurista curitibano Poty Lazzarotto
2jcbrls

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Boa audição.

macaco pensante

 

 

 

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Avicenna, com texto do Ranulfus

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): 8 Suites para Cravo

(Links novos, tudo completinho. Obrigado, leitores!).

PQP acha Scott Ross (1951–1989) um mão pesada. Suas interpretações têm poucas nuances e expressão. PQP pensa que estas Suítes ainda aguardam por mais carinho. Algumas são muito belas.

Porém, vejam só o que escreveu em 2010 o postador original, Gabriel Clarinet: compostas por Handel por volta de 1720, essas Suites para Cravo são interessantes e ao mesmo tempo intrigantes. Dentro delas você pode encontrar desde fugas até 3 ou 4 variações dentro de uma mesma suite. É claro que esse é o estilo da época. Mas para mim, tão acostumado com Allegri, Scherzi, Presti, de repente dar de cara com uma construção dessas é meio difícil de aceitar. Todo esse dilema acaba quando você começa a ouvir. Daí tudo se torna céu. O interessante é que Handel explora ao máximo toda a sonoridade e combinações de sons do cravo, principalmente nas fugas. É claro que não se compara as fugas de Bach, mas ainda assim é muito bom.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): 8 Suites para Cravo

Disco 1
01 – Série de 1720. Suíte I em lá maior – I. Prélude
02 – Série de 1720. Suíte I em lá maior – II. Allemande
03 – Série de 1720. Suíte I em lá maior – III. Courante
04 – Série de 1720. Suíte I em lá maior – IV. Gigue
05 – Série de 1720. Suíte II em fá maior – I. Adagio
06 – Série de 1720. Suíte II em fá maior – II. Allegro
07 – Série de 1720. Suíte II em fá maior – III. Adagio
08 – Série de 1720. Suíte II em fá maior – IV. Fugue
09 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – I. Prélude
10 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – II. Fugue
11 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – III. Allemande
12 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – IV. Courante
13 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – V. Air
14 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – VI. Variation 1
15 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – VII. Variation 2
16 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – VIII. Variation 3
17 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – IX. Variation 4
18 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – X. Variation 5
19 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – XI. Presto
20 – Série de 1720. Suíte IV em mi menor – I. Fugue
21 – Série de 1720. Suíte IV em mi menor – II. Allemande
22 – Série de 1720. Suíte IV em mi menor – III. Courante
23 – Série de 1720. Suíte IV em mi menor – IV. Sarabande
24 – Série de 1720. Suíte IV em mi menor – V. Gigue

Disco 2
01 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – I. Prélude
02 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – II. Allemande
03 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – III. Courante
04 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – IV. Air con variazioni
05 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – V. Variation 1
06 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – VI. Variation 2
07 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – VII. Variation 3
08 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – VIII. Variation 4
09 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – IX. Variation 5
10 – Série de 1720. Suíte VI em fá sustenido maior – I. Prélude
11 – Série de 1720. Suíte VI em fá sustenido maior – II. Lárgo – Fugue
12 – Série de 1720. Suíte VI em fá sustenido maior – III. Gigue
13 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – I. Ouverture
14 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – II. Andante
15 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – III. Allegro
16 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – IV. Sarabande
17 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – V. Gigue
18 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – VI. Passacaglia
19 – Série de 1720. Suíte VIII em fá menor – I. Prélude
20 – Série de 1720. Suíte VIII em fá menor – II. Fuga
21 – Série de 1720. Suíte VIII em fá menor – III. Allemande
22 – Série de 1720. Suíte VIII em fá menor – IV. Courante
23 – Série de 1720. Suíte VIII em fá menor – V. Gigue

Scott Ross, cravo

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Scott Ross, morto em 89 aos 36 anos, foi uma das muitas vítimas da AIDS.

Scott Ross, morto em 89 aos 36 anos, foi uma das muitas vítimas da AIDS.

Gabriel Clarinet

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): Händel Goes Wild

A austríaca Christina Pluhar tem um longo histórico na música antiga. Toca alaúde e tiorba, ganhou prêmios por suas interpretações de música antiga, etc. Em 2000, fundou o grupo L’Arpeggiata e a liberdade que passou a sentir foi, literalmente, impressionante. Após o excelente CD que postamos ontem e que é de 2014, ela reaparece com uma bordagem respeitosa e originalíssima de Händel. Na companhia do soprano Nuria Rial, do contratenor Valer Sabadus e do saxofonista e clarinetista de jazz Gianluigi Trovesi, ela aborda Händel. Não curti tanto quando o Purcell de 2014, mas é um CD que não deve passar em branco. Tem de tudo nele, inclusive e principalmente bom gosto. O wild é só para causar.

Händel Goes Wild

1 Handel / Arr Pluhar: Alcina, HWV 34, Act 3: Sinfonia (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
2 Handel / Arr Pluhar: Rinaldo, HWV 7b, Act 1: “Venti, turbini” (Rinaldo) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
3 Handel / Arr Pluhar: Semele, HWV 58, Act 2: “O sleep, why dost thou leave me” (Semele) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
4 Vivaldi / Arr Pluhar: Improvisation on Concerto for Strings in G Minor, RV 157: I. Allegro (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
5 Handel: Rinaldo, HWV 7b, Act 1: “Cara sposa” (Rinaldo) – Christina Pluhar
6 Handel / Arr Pluhar: Semele, HWV 58, Act 2: “Where’er you walk” (Semele) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
7 Handel / Arr Pluhar: Solomon, HWV 67, Act 3: The Arrival of the Queen of Sheba (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
8 Handel / Arr Pluhar: Amadigi di Gaula, HWV 11, Act 2: “Pena tiranna” (Dardano) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
9 Handel / Arr Pluhar: Giulio Cesare in Egitto, HWV 17, Act 3: “Piangerò la sorte mia” (Cleopatra) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
10 Kapsberger: Canario (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
11 Handel / Arr Pluhar: Alcina, HWV 34, Act 2: “Verdi prati” (Ruggiero) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
12 Handel / Arr Pluhar: Il trionfo del Tempo e della Verità, HWV 46b, Part 2: “Tu del Ciel ministro eletto” (Belezza) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
13 Handel: Alcina, HWV 34, Act 2: “Mi lusinga il dolce affetto” (Ruggiero) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
14 Handel: Rinaldo, HWV 7, Act 2: “Lascia ch’io pianga” (Improvisations by Josep Maria Martí Duran and Turrisi) – Christina Pluhar
15 Handel: Serse, HWV 40, Act 1: “Ombra mai fu” (Serse) – Christina Pluhar

L’Arpeggiata
Christina Pluhar

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Christina Pluhar, uma figura muito interessante

Christina Pluhar, uma figura muito interessante

PQP

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The Lord’s Prayer: Mormon Tabernacle Choir & The Philadelphia Orchestra – 1957

The-Lord's-PrayerThe Lord’s Prayer
Mormon Tabernacle Choir
The Philadelphia Orchestra
Dir. Eugene Ormandy
1957

Esta é uma gravação de 1957, digitalizada de uma fita mini K-7 que comprei em 1970, portanto sejam generosos ao avaliar a qualidade do som.

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Palhinha: ouça 02. Come, come ye saints

01. The Lord’s Prayer (from the “Oratorio from the Book of Mormon”
02. Come, come ye saints
03. Blessed are they that mourn (Brahms, from “A German Requiem”)
04. O, my Father
05. How great the wisdom and the love
06. Messe solennelle en l’honneur de Sainte-Cécile: Holy, Holy, Holy (Gounod)
07. 148th Psalm
08. David’s lamentation (II Samuel 18:33)
09. Londonderry air
10. Battle hymn of the Republic
11. Messiah, HWV 56: Halellujah (Händel)
12. Messiah, HWV 56: For unto us a child is born (Isaiah 9:6-7) (Händel)

The Lord’s Prayer – 1957
Mormon Tabernacle Choir & The Philadelphia Orchestra
Dir. Eugene Ormandy

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MP3 |192 kbps | 72,7 MB | 52 min
powered by iTunes 12.3.2

Boa audição.

 

Captura de Tela 2017-09-22 às 16.49.51

 

 

 

 

 

 

 

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.Avicenna

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Une Fête Baroque – Baroque Festival of Voices | Le Concert d’Astrée, dir. Emmanuelle Haïm

Fete
 Um repertório barroco
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Le Concert d’ Astrée
Direção Emmanuelle Haïm
24 cantores convidados
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Um espetáculo para nunca mais se esquecer!
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Em 19 de dezembro de 2011, no Théâtre des Champs-Élysées de Paris, o Le Concert d’ Astrée, sob a direção de sua fundadora e maestrina Emmanuelle Haïm, deu um concerto intitulado “Fetes Baroques” para comemorar seu 10º aniversário de fundação. Juntaram-se a Haïm e à orquestra nada menos que 24 dos mais famosos cantores do repertório barroco do mundo.
conv
 
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Palhinha: 30. Giulio Cesare – Act III : E pur così in un giorno… Piangerò – avec Sandrine Piau/Olivier Bénichou (UMA DELICADEZA!)

 

Une Fête Baroque
Jean-Philippe Rameau (France, 1683-1764)
01. Les Indes galantes : Les Sauvages – Danse du Calumet de la Paix et duo Forêts Paisibles – avec Natalie Dessay/Stéphane Degout
02. Hippolyte et Aricie – Acte IV : Quelle plainte en ces lieux m’appelle? – avec Anne Sofie von Otter
03. Dardanus : Acte IV: Ritournelle (gracieusement, un peu gai)
04. Dardanus : Calme des sens
05. Dardanus : Tambourins
06. Hippolyte et Aricie – Acte V : Rossignols amoureux (La bergère) – avec Jaël Azzaretti/David Plantier/Alexis Kossenko
07. Hippolyte et Aricie – Acte IV : A la chasse, à la chasse – avec Aurélia Legay/Jeroen Billiet/Yannick Maillet
08. Dardanus – Acte IV : Voici les tristes lieux… Monstre affreux, monstre redoutable – avec Stéphane Degout
09. Platée – Acte II : Formons les plus brillants concerts…Aux langueurs d’Apollon (La folie) – avec Patricia Petibon
10. Hippolyte et Aricie : Bruit de tonnerre
11. Castor et Pollux – Acte I : Tristes apprêts (Télaïre) – avec Karine Deshayes
12. Dardanus : Chaconne – avec Karine Deshayes
13. Les Indes galantes: Les Sauvages: Régnez, plaisirs et jeux (Zima) – avec Sonya Yoncheva
14. Dardanus – Acte IV : Lieux funestes (Dardanus) – avec Topi Lehtipuu
15. Dardanus – Acte III : Paix favorable, paix adorable – avec Francoise Masset/Stéphane Degout
Jean-Baptiste Lully (Italy, 1632-France, 1687)
16. Thésée: Acte I: Marche
17. Thésée – Acte V : Vivez contents dans ces aimables lieux – avec Jaël Azzaretti/Francoise Masset/Topi Lehtipuu/Stéphane Degout
Henry Purcell (England, 1659-1695)
18. King Arthur or the British Worthy – Act III : What Power art thou (Cold Genius) – avec Christopher Purves
19. Come, ye Sons of Art : Sound the Trumpet – avec Philippe Jaroussky/Pascal Bertin
Georg Friedrich Händel (Germany,1685-England,1759)
20. Rinaldo – Act III : In quel bosco di strali… Al trionfo del nostro furore – avec Laura Claycomb/Lorenzo Regazzo
21. Rinaldo – Act II : Lascia ch’io pianga avec – Ann Hallenberg
22. Agrippina – Act III : Come nube che fugge dal vento – avec Renata Pokupic
23. Dixit Dominus : De torrente via bibet
24. Orlando – Act I : T’ubbidiro, crudele….Fammi combattere – avec Marijana Mijanovic
25. Il Delirio Amoroso : Un pensiero voli in ciel – avec Magali Léger/Stéphanie-Marie Degand
26. La Resurezzione : Piangete, si, piangete – avec Sara Mingardo
27. Tamerlano – Act I : Ciel e terra armi di sdegno – avec Rolando Villazon
28. Giulio Cesare – Act I : Son nata a lagrimar – avec Philippe Jaroussky/Anne Sofie von Otter
29. Il trionfo del tempo e del disinganno : Voglio tempo per risolvere – avec Jaël Azzaretti/Ann Hallenberg/Marijana Mijanovic/Topi Lehtipuu
30. Giulio Cesare – Act III : E pur così in un giorno… Piangerò – avec Sandrine Piau/Olivier Bénichou
31. Rinaldo – Act I : Venti turbini – avec Philippe Jaroussky/David Plantier/Philippe Miqueu
32. Aci, Galatea e Polifemo : Benchè tuoni e l’etra avvampi – avec Delphine Haidan
33. Giulio Cesare – Act II : Che sento… Se pietà – avec Natalie Dessay
34. Theodora – Act III : How strange their ends
35. Messiah : Hallelujah – Le Concert d’Astrée avec 
solistes invités
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Une Fête Baroque – Baroque Festival of Voice – 2011
Direção: Maestrina Emmanuelle Haïm
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MP3 | 320 kbps | 325 MB
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Boa audição !
a baroque
 
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Avicenna

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Kuhnau (1660-1722), Reincken (c.1633-1722), Scheidemann (c.1595-1663), J.S. Bach (1685-1750), Boehm (1661-1733), Handel (1685-1759), J.C.Bach (1735-1782), Frescobaldi (1583-1643), Turini (c.1589-1656), Caccini (1551-1618), D.Scarlatti (1685-1757): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 19, 20 e 21 de 21)


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Toda a série aqui, ó.

Mais uma série finalizada. Agora, é voltar ao Bach 2000 e a tantas otras cositas.

CD 19:

Johann Kuhnau

Musicalische Vorstellung Einiger Biblischer Historien
Musical Depiction Of Certain Biblical Stories
Representation Musicale De Quelques Histoires Bibliques

01-04. Sonata No. 4: Der Todtkrancke Und Wieder Gesunde Hiskias
Hezekiah is Mortally ill And Restored To Health
Ezechias Moribond Et Recouvrant La Sante

05-12. Sonata No. 5: Der Heylanb Israelis, Gideon
Gideon, The Saviour Of Israel – Gedeon, Le Sauveur D’Israel
13-18. Sonata No. 6: Jacobs Tod Und Begraebniss
The Death And Burial Of Jacob – La Mort Et Les Funerailles De Jacob

Gustav Leonhardt, organ / harpsichord / narration

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CD 20:

Johann Adam Reincken
01. An Den Wasserfluessen Babylon

Heinrich Scheidemann
02. Praeambulum In D Minor

Johann Sebastian Bach
03. Prelude & Fugue In D Minor, BWV 539

Georg Boehm
04-07. Suite No. 6 In E Flat Major
08-11. Suite No. 8 In F Minor
12-14. Suite No. 9 In F Minor

George Frideric Handel
15-19. Suite No. 8 In F Minor

Johann Christian Bach
20-22. Sonata In D Major, Op. 5 No. 2

Gustav Leonhardt, organ / harpsichord

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CD 21:

Girolamo Frescobaldi
01. Toccata Settima
02. Toccata Undecima In C Major
03. Canzona Terza
04. Toccata In G Major
05. Fantasia Sesta Sopra Doi Soggetti
06-10. 5 Galliards

Francesco Turini
11. Sonata In A Minor

Giulio Caccini arr. Peter Philips
12. Amarilli Mia Bella

Biagio Marini
13. Balletto Secondo A Tre & A Quattro

Domenico Scarlatti
14. Sonata in A minor, Kk 3 (Presto)
15. Sonata in D minor, Kk 52 (Andante moderato)
16. Sonata in E major, Kk 215 (Andante)
17. Sonata in E major, Kk 216 (Allegro)

Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord

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É assim que se toca, viram?

É assim que se toca, viram?

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Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
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PQP

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O órgão de Händel, J.S. Bach, Mozart, Widor, Vierne, Litaize, Duruflé – 12 belas páginas

Olivier Latry - 12 des plus belles pages de sa discographieRecentemente eu escrevi que o Brasil tem uma rica tradição pianística, apesar dos pesares. Sobre o órgão de tubos, não se pode dizer o mesmo. São instrumentos caros, imensos, precisam de manutenção com mão de obra especializada… Tirando as honrosas exceções aqui e ali, muitas igrejas em nosso país deixaram seus órgãos definhar com os cupins e a maresia.

Pretendo trazer para o PQPBach um pouco desse instrumento. O CD de hoje tem algumas obras essenciais do repertório para órgão como os corais de Bach e a toccata de Widor.

Seis curiosidades sobre o órgão de tubos:

1. O órgão é um dos instrumentos mais antigos de que se tem notícia, segundo a tradição foi inventado no século III a.C. em Alexandria, muitos séculos antes do cravo ou do piano. O que não significa que ele só serve para tocar música antiga: compositores como os franceses Litaize, Duruflé e Messiaen escreveram muita música de vanguarda para órgão no século XX, sem falar nos mais recentes Xenakis (1922–2001), Ligeti (1923—2006), Terry Riley (1935–) e Philip Glass (1937–).
2. Antes da eletricidade, um assistente ficava atrás do órgão o tempo todo. Isso mesmo, nos tempos de Bach o som só saía continuamente enquanto alguém estivesse bombeando ar para os foles…
3. Órgãos fazem muito eco. Principalmente em igrejas amplas e altas, com grande reverberação, o som continua ecoando vários segundos depois do órgão parar de tocar. Ao vivo esse efeito é incrível e no disco de Olivier Latry também é possível ouvir o eco que fica no ambiente sonoro da Catedral Notre Dame de Paris.
4. Cada órgão é único: eles não são feitos em série, ao contrário de carros ou pianos. Por exemplo o órgão barroco Arp Schnitger de Mariana/MG tem semelhanças com seus irmãos que vivem na Alemanha e na Holanda, mas também tem muitas diferenças.
5. Órgãos têm teclados manuais – que podem ser dois, três, quatro… cada um com um registro, ou seja, tipo de som – e ainda uma pedaleira para os sons mais graves. Assim, com duas mãos e os pés, o organista pode tocar obras a três vozes como as Triosonatas de Bach.
6. Händel, W.F. Bach, C.P.E. Bach, Haydn, Mozart e Beethoven escreveram obras para órgãos mecânicos, ou “relógios musicais”, que eram instrumentos autômatos, sem um músico tocando, e deviam causar um grande espanto no século 18. As obras de Händel e Mozart aqui presentes fazem parte desse grupo, mas a gravação aqui tem um músico tocando, porque soa melhor, né?

Olivier Latry – 12 des plus belles pages de sa discographie
01 – Pieces for a Musical Clock, Georg Friedrich Händel (A voluntary on a flight of angels; Allegro; Menuet; Gigue)
02 – Choral ”Wachet auf, ruft uns die Stimme” (BWV 645), J.S. Bach
03 – Prélude & Fugue en fa mineur (BWV 534), J.S. Bach
04 – Choral ”Wir glauben all an einen Gott” (BWV 740), J.S. Bach
05 – Trio Sonata No. 2 (BWV 526), J.S. Bach
06 – Fantasia for mechanical organ in F minor, K. 608, Wolfgang Amadeus Mozart
07 – Symphonie No. 5 pour orgue: I. Adagio, Charles-Marie Widor
08 – Symphonie No. 5 pour orgue: II. Toccata, Charles-Marie Widor
09 – Naïades (24 Pièces de Fantaisie), Louis Vierne
10 – Carillon de Westminster (24 Pièces de Fantaisie), Louis Vierne
11 – Scherzo, Gaston Litaize
12 – Toccata, Maurice Duruflé

Olivier Latry – Órgão

Órgãos utilizados:
Händel, Mozart – órgão Stumm em Kirchheimbolanden, Alemanha (1745)
Bach (Coral BWV 645) – órgão Giroud em Le Grand Bornand, França (1988, ‘estilo século XVII’)
Bach (BWV 534) – órgão Aubertin em Vichy, França (1991)
Bach (Coral BWV 740) – órgão Aubertin em Viry-Chatillon, França (1991)
Bach (Trio Sonata) – órgão Giroud em Grenoble, França (1982)
Duruflé – órgão Cliquot/Cavaillé-Coll/Beuchet-Debierre em St Étienne du Mont, Paris, França (1777/1863/1956)
Widor, Vierne, Litaize: órgão Cavaillé-Coll (modificado) em Notre Dame de Paris, França (1868)

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Kirchheimbolanden, Alemanha. Mozart pisou nessa pedaleira.

Kirchheimbolanden, Alemanha. Mozart pisou nessa pedaleira.

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Concerto de Mariana (1984): Lobo de Mesquita (Missa em Fá Maior & Ladainha in Honorem Beatae Mariae Virginis) + Haendel (Concerto nº 4 em Fá Maior) + Vivaldi (Beatus vir) + J S Bach (Concerto Duplo em Ré Menor) (Acervo PQPBach)

Postagem especial pelos 8 anos do PQPBach e dedicado a todos que nos têm prestigiado nesta viagem! (original postado em 15.11.14)

334u2hjOrquestra Brasileira de Câmara
Coro de Belo Horizonte
Maestro Michel Corboz (Suíça)

REPOSTAGEM

Helle Hinz (Dinamarca) – soprano
Brigitte Balleys (Suíça) – contralto
Marcus Tadeu (Brasil) – tenor
Jaques Bona (França) – baixo
François  Chapelet (França) – órgão
Maria Vischna (Brasil) – violino
Manfred Clement (Alemanha) – oboé

No início do século XVIII, nos primórdios da mineração do ouro, a pequena capela erguida na Vila do Ribeirão do Carmo, em Minas Gerais, deu lugar à nova igreja maior e matriz, elevada a Sé Episcopal, em 1745. A vila, por sua vez, havia sido transformada na Cidade de Mariana, em homenagem à Mariana de Austria, rainha de Portugal, esposa de D. João V.

Surgiu, pois, a Catedral de Mariana que, em novembro de 1752, por vontade do soberano D. José 1, sucessor de D. João V, recebeu seu majestoso órgão, construído por volta de 1700 na Alemanha, fruto provável do génio criativo do mestre organeiro Arp Schnitger (1648 – 1719) ou de sua escola. Semelhanças inconfundíveis com certas características técnicas e artísticas de um órgão construído por Schnitger na mesma época, instalado na cidade de Faro, em Portugal, fazem supor que o instrumento de Mariana tenha a mesma origem.

Definitivamente instalado na nova catedral em 1753, abrilhantou, pela primeira vez, a festa da Assunção da Nossa Senhora, padroeira da diocese, pelas mãos – ao que tudo leva a crer – do organista Padre Manoel da Costa Dantas.

Obra prima do barroco alemão, o órgão da Catedral de Mariana, um dos poucos ainda existentes no mundo, é de importância histórica imensa, pois sua sonoridade incomparável acompanhou, durante quase dois séculos, a evolução da música sacra no Brasil, que tem nas terras alterosas das “Gerais” seu berço e nos artistas e compositores mineiros seus cultores por excelência. Até que, desgastado pelo tempo e pelo descaso que tanto penaliza os maiores monumentos da cultura nacional, aquele instrumento precioso foi ouvido, pela última vez, em 8 de dezembro de 1937.

47 anos depois, no dia 8 de dezembro de 1984, dia glorioso da Conceição de Nossa Senhora, ergueu-se novamente a voz jubilante do órgão de Mariana, sob os acordes da Missa em Fá Maior, de José Emerico Lobo de Mesquita – um dos mestres do barroco mineiro – e do Concerto Nº 4 em Fá para Órgão e Orquestra de Haendel, executadas por um grande intérprete da França, François Chapelet.

Este memorável acontecimento teve sua origem em 1978, quando por iniciativa da Câmara de Comércio e Indústria Brasil – Alemanha, de São Paulo, um grupo de empresas alemãs estabelecidas no Brasil assumiu a responsabilidade pela completa restauração do órgão. Ainda no mesmo ano voltou para a Alemanha toda a máquina do instrumento, que dali saíra quase 300 anos antes, onde foi restaurado, em Hamburgo, pela Casa “Rudolph von Beckerath Orgelbau GmbH”, um dos mais renomados e tradicionais estabelecimentos do gênero em todo o mundo.

A organização Siemens, que além do seu engajamento econômico, sempre compreendeu sua existência no Brasil igualmente como um compromisso do estreitamento das relações culturais e artísticas entre os países, orgulha-se de ter contribuído decisivamente para a recuperação desta raridade histórica e, assim, para o fortalecimento dos laços humanísticos entre o Brasil e a Alemanha. (extraído da contra-capa do LP)

Disco # 1
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, hoje Serro, MG, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
01 Missa em Fá Maior – 1. Kyrie
02 Missa em Fá Maior – 2. Gloria – Gloria
03 Missa em Fá Maior – 3. Gloria – Cum Sancto Spiritu
04 Missa em Fá Maior – 4. Credo – Credo
05 Missa em Fá Maior – 5. Credo – Et incarnatus
06 Missa em Fá Maior – 6. Credo – Crucifixus
07 Missa em Fá Maior – 7. Credo – Et ressurrexit
08 Missa em Fá Maior – 8. Credo – Et expecto
09 Missa em Fá Maior – 9. Credo – Et vitam
10 Missa em Fá Maior – 10. Sanctus – Sanctus
11 Missa em Fá Maior – 11. Sanctus – Benedictus
12 Missa em Fá Maior – 12. Aguns Dei
Georg Friedrich Haendel (1685 – 1759)
13 Concerto nº 4 em Fá Maior – 1. Allegro
14 Concerto nº 4 em Fá Maior – 2. Andante
15 Concerto nº 4 em Fá Maior – 3. Adagio
16 Concerto nº 4 em Fá Maior – 4. Allegro
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, hoje Serro, MG, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
17 Ladainha in Honorem Beatae Mariae Virginis – 1. Ladainha
18 Ladainha in Honorem Beatae Mariae Virginis – 2. Agnus Dei

Disco # 2
Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
19 Beatus vir (Salmo 111/112) 1. Beatus vir
20 Beatus vir (Salmo 111/112) 2. Potens in terra
21 Beatus vir (Salmo 111/112) 3. Beatus vir
22 Beatus vir (Salmo 111/112) 4. Gloria et divitiae
23 Beatus vir (Salmo 111/112) 5. Beatus vir
24 Beatus vir (Salmo 111/112) 6. Exortum est in tenebris
25 Beatus vir (Salmo 111/112) 7. Jucundus homo
26 Beatus vir (Salmo 111/112) 8. Beatus vir
27 Beatus vir (Salmo 111/112) 9. In memoria aeterna
28 Beatus vir (Salmo 111/112) 10. Beatus vir
29 Beatus vir (Salmo 111/112) 11. Paratum cor eius
30 Beatus vir (Salmo 111/112) 12. Peccator videbit
31 Beatus vir (Salmo 111/112) 13. Beatus vir
32 Beatus vir (Salmo 111/112) 14. Gloria Patri, et Filio
Johann Sebastian Bach (Alemanha 1685-1750)
33 Concerto Duplo em Ré Menor para violino, oboé e orquestra- 1. Allegro
34 Concerto Duplo em Ré Menor para violino, oboé e orquestra- 2. Adagio
35 Concerto Duplo em Ré Menor para violino, oboé e orquestra- 3. Allegro

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Disco # 1
2jcbrls

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
XLD RIP | FLAC 242,2 MB | HQ Scans 5,2 MB |

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MP3 320 kbps – 108,7 + 5,2 MB – 44,6 min
powered by iTunes 12.1

 

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Disco # 2
2jcbrls

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XLD RIP | FLAC 240,7 MB | HQ Scans 5,2 MB |

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MP3 320 kbps – 101,3 + 5,2 MB – 40,4 min
powered by iTunes 12.1

 

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Um LP de 1984 do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!
Digitalizado por Avicenna

2cxar8z

 

 

 

 

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Boa audição.

Avicenna

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): Opera Arias & Cantatas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta é uma notável seleção de árias esplendidamente interpretadas pelo soprano espanhol María Bayo. Tais seleções montadas por cantores podem ser lamentáveis ou excelentes. Emma Kirkby, por exemplo, montou duas coletâneas de árias de Handel cheias de raridades sem graça. Aqui, Bayo equilibra peças conhecidas com outras desconhecidas e atira-se a elas com grande musicalidade e compreensão do autor. A turma que a acompanha — Skip Sempe e seu Capriccio Stravagante — leva a coisa com grande categoria. Se alguém ainda acha as óperas de Handel algo de segunda linha, melhor rever seus conceitos.

Handel (1685-1759): Opera Arias & Cantatas

1. Giulio Cesare: Da Tempeste
2. Giulio Cesare: V’adoro, Pupille
3. Rinaldo: Lascia Ch’io Pianga
4. Cantate HWV 170: Aria & Recitativo: ‘Tra Le Fiamme…’
5. Cantate HWV 170: Aria & Recitativo: ‘Pien Di Nuovo…’
6. Cantate HWV 170: Aria & Recitativo: ‘Voli Per L’aria…’
7. Giulio Cesare: Che Sento? Oh Dio!
8. Giulio Cesare: Se Pieta
9. Cantate HWV 140: Aria & Recitativo: ‘No Se Emendara Jamas…’
10. Cantate HWV 140: Aria: ‘Dicente Mis Ojos…’
11. Alcina: Torna Mi A Vagheggiar
12. Alcina: Si, Son Quella!
13. Alcina: Mi Restano Le Lagrime

María Bayo, soprano
Capriccio Stravagante
Skip Sempe

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Que linda gravação, María Bayo!

Que linda gravação, María Bayo!

PQP

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In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

IM-PER-DÍ-V…

Este álbum duplo que me caiu nas mãos é algo bastante original. In Memory Of… Classics for Funerals é uma série de highlights lentos, tristes e pouco barulhentos. A respeitada gravadora Chandos resolver perder o pudor e chamou a coletânea de Clássicos para Funerais, ou seja, se algum familiar seu morrer e você quiser colocar uma música culta e digna em honra a seu morto, aí está! Lembrem do PQP quando ouvirem a trilha no velório, por favor. É o mínimo.

A primeira faixa do disco, a Marcha Fúnebre de Chopin é tocada com orquestra e isso me incomodou. Depois, o nível da coisa sobe muito e o morto pode seguir de forma decorosa para o vazio. Há belas lembranças de obras que não relaciono com a morte — como se fizéssemos alguma coisa neste mundo que não tivesse relação com a morte! –, mas que agora, sei lá, talvez passe a relacionar. Apesar de ser uma incrível colcha de retalhos, misturando, épocas e gêneros, gostei de ouvir o disco de mais de 150 minutos.

Boa morte a todos! Coloquem música no lugar do padre! Basta de recaídas religiosas na hora da morte! É de péssimo gosto!

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

1.Frédéric Chopin Piano Sonata No. 2 in B flat minor, Op. 35, CT. 202 : Funeral March 7:05
2.Giuseppe Verdi Requiem Mass, for soloists, chorus & orchestra (Manzoni Requiem) : Agnus Dei 5:23
3.Johann Sebastian Bach Komm, süsser Tod, for voice & continuo (Schemelli Gesangbuch No. 868), BWV 478 (BC F227) 5:07
4.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Pie Jesu 3:24
5.Edward Elgar Enigma Variations, for orchestra, Op. 36 : Nimrod 3:31
6.George Frederick Handel Messiah, oratorio, HWV 56 : I know that my redeemer liveth 6:01
7.Johann Sebastian Bach Concerto for 2 violins, strings & continuo in D minor (“Double”), BWV 1043 : Largo 6:56
8.Gabriel Fauré Pavane, for orchestra & chorus ad lib in F sharp minor, Op. 50 6:24
9.Sergey Rachmaninov Vocalise, transcription for orchestra, Op. 34/14 4:29
10.Henry Purcell Dido and Aeneas, opera, Z. 626 : When I am laid in earth 3:26
11.Jules Massenet Thaïs, opera in 3 acts : Méditation 4:51
12.Maurice Ravel Pavane pour une infante défunte, for piano (or orchestra) 6:25
13.Percy Grainger Irish Tune from County Derry (Londonderry Air), folk song for string orchestra with 2 horns ad lib. (BFMS 15) 4:22
14.Samuel Barber Adagio for strings (or string quartet; arr. from 2nd mvt. of String Quartet), Op. 11 8:25
15.Wolfgang Amadeus Mozart Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 : Introitus 5:20
16.Jules Massenet La Vierge, sacred legend in 4 acts : Le dernier sommeil de la Vierge 3:31
17.César Franck Panis angelicus for tenor, organ, harp, cello & bass 3:47
18.Gustav Mahler Adagietto, for orchestra (from the Symphony No. 5) 10:51
19.George Frederick Handel Saul, oratorio, HWV 53 : Dead March 5:20
20.Johann Sebastian Bach St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2) : Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 6:56
21.Arvo Pärt Cantus in Memory of Benjamin Britten, for string orchestra & bell 6:18
22.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Agnus Dei 5:49
23.William Walton Henry V, film score : Touch her soft lips and part 1:37
24.Edvard Grieg Peer Gynt Suite for orchestra (or piano or piano, 4 hands) No. 1, Op. 46 : Death of Åse 4:11
25.Johann Sebastian Bach Cantata No. 147, “Herz und Mund und Tat und Leben,” BWV 147 (BC A174) : Jesu, Joy of Man’s Desiring 3:02
26.Edward Elgar Sursum Corda, elévation for brass, organ, strings & 2 timpani in B flat major, Op. 11 7:11
27.Ludwig van Beethoven Symphony No. 3 in E flat major (“Eroica”), Op. 55 : Marcia funebre 15:05

A relação com os artistas envolvidos:

Disc: 1

1. Funeral March From Op.35 – BBC Philharmonic
2. Agnus Dei – Richard Hickox
3. Komm Susse Tod – BBC Philharmonic
4. Pie Jesu – Libby Crabtree
5. ‘Nimrod’ – Alexander Gibson
6. ‘I Know That My Redeemer Liveth’ – Joan Rodgers
7. Largo – Simon Standage
8. Pavane – BBC Philharmonic
9. Vocalise – Detroit Symphony Orchestra
10. ‘When I Am Laid In Earth’ – Emma Kirby
11. ‘Meditation’ – Yuri Torchinsky
12. Pavane Pour Une Infante Defunte – Louis Lortie
13. Irish Tune – BBC Philharmonic
14. Adagio For Strings, Op.11 – Neeme Jarvi

Disc: 2

1. Introitus – Choir Of Saint John’s College
2. ‘Le Dernier Sommeil De La Vierge – BBC Philharmonic
3. Panis Angelicus – BBC Philharmonic
4. Adagietto – Neeme Jarvi
5. ‘Dead March’ – BBC Philharmonic
6. ‘Ruht Wohl, Ihr Heiligen Gebeine’ – Harry Christophers
7. Cantus-In Memory Of Benjamin Britten – Neeme Jarvi
8. Agnus Dei – City Of Birmingham Symphony Chorus
9. ‘Touch Her Soft Lips And Part’ – Richard Hickox
10. ‘Death Of Ase’ – Vernon Handley
11. ‘Jesu, Joy Of Man’s Desiring’ – Michael Austin
12. Sursum Corda, Op.11 – Bournemouth Sinfonietta
13. Marcia Funebre – Walter Weller

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O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

PQP

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Dixit Dominus por Vivaldi, Mozart e Handel – La Capella Reial de Catalunya, Le Concert des Nations, Jordi Savall

frontDixit Dominus

Dixit Dominus – Salmo 110
Vivaldi, Mozart e Handel

La Capella Reial de Catalunya
Le Concert des Nations

Jordi Savall

Este é um dos Salmos mais populares, pois desde a Idade Média é sempre colocado no início do ofício de domingo das Vésperas – a parte do ofício divino que é a oração da noite. Isso explicaria o número muito elevado de compositores que escreveram a música para este salmo, especialmente desde o Renascimento: muitos templos pedindo música escrita especificamente para ser realizada durante as funções religiosas das referidas celebrações, seja instruindo o mestre de capela em questão a executar esta música, ou por um pedido mais consistente a um músico de prestígio, ou mesmo em cópias feitas de versões já existentes.

De qualquer forma, o importante era ter música polifônica ou um concerto, de acordo com os gostos e costumes de cada momento, para esta parte da liturgia. Além dos compositores encontrados nesta gravação, Francisco Guerrero, Tomás Luis de Victoria, Giovanni Gastoldi, Felice Anerio, Claudio Monteverdi, Alessandro Grandi, Orazio Benevoli, Dietrich Buxtehude, Marc-Antoine Charpentier, Alessandro Scarlatti, Nicola Porpora, Johann Adolph Hasse e Giovanni Battista Pergolesi estão na lista de compositores de renome que compuseram uma música para o Dixit Dominus, além de outros mais modernos, como Andreas Romberg.

Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
01. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 1. Chorus: Dixit Dominus
02. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 2. Chorus: Donec ponam
03. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 3. Aria: Virgam virtutis
04. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 4. Duet: Tecum principium
05. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 5. Chorus: Juravit Dominus
06. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 6. Aria: Dominus a dextris tuis
07. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 7. Chorus: Judicabit in nationibus
08. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 8. Aria: De torrente in via bibet
09. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 9. Trio: Gloria Patri
10. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 10. Chorus: Sicut erat in principio
11. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 11. Chorus: Et in saecula saeculorum

Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791)
12. ‘Dixit Dominus’ KV 193 – 1. Allegro: Dixit Dominus
13. ‘Dixit Dominus’ KV 193 – 2. Andante: Gloria Patri
14. ‘Dixit Dominus’ KV 193 – 3. Allegro: Et in saecula saeculorum
15. ‘Magnificat’ KV 193 – 1. Allegro: Magnificat
16. ‘Magnificat’ KV 193 – 2. Allegro: Gloria Patri

Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685-Inglaterra, 1759)
17. ‘Dixit Dominus’ HWV 232 – 1. Soli & Chorus: Dixit Dominus
18. ‘Dixit Dominus’ HWV 232 – 2. Chorus: Donec ponam
19. ‘Dixit Dominus’ HWV 232 – 3. Aria: Virgam virtutis
20. ‘Dixit Dominus’ HWV 232 – 4. Aria: Tecum principium
21. ‘Dixit Dominus’ HWV 232 – 5. Chorus: Juravit Dominus
22. ‘Dixit Dominus’ HWV 232 – 6. Chorus: Tu es sacerdos
23. ‘Dixit Dominus’ HWV 232 – 7. Chorus: Dominus a dextris tuis
24. ‘Dixit Dominus’ HWV 232 – 8. Chorus: Judicabit in nationibus
25. ‘Dixit Dominus’ HWV 232 – 9. Chorus: Conquassabit capita
26. ‘Dixit Dominus’ HWV 232 – 10. Soli & Chorus: De torrente in via bibet
27. ‘Dixit Dominus’ HWV 232 – 11. Chorus: Gloria Patri

Dixit Dominus. Vivaldi, Mozart, Handel – Savall – 2016
Marta Mathéu i Hanna Bayodi-Hirt (sopranos)
Manfredo Kraemer (concertino)
Anthony Roth Costanzo (contratenor)
Makoto Sakurada (tenor)
Furio Zanasi (baix)

La Capella Reial de Catalunya
Le Concert des Nations

Direction : Jordi Savall

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MP3 | 320 KBPS | 106,5 MB | 1 h 09 min

powered by iTunes 12.5.5

Boa audição!

savall

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Avicenna

 

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Georg F. Handel (1685-1759): O Messias, HWV 56

Recado de PQP: Grande música! Mas temos estas duas gravações… Bem melhores! Aqui e aqui.

Com certeza, esta é uma das peças que mais ouvi em minha vida. Resolvi postar esta versão de 1964, porque gosto muito de Otto Klemperer e a sua interpretação deveria figurar por aqui. Certa vez, pude gravar uma seleção das músicas desse oratório no programa Clássicos de Todos os Tempos (meu primeiro contato com a peça), que passa aqui em Brasília todas as noites. São duas horas dedicadas à música clássica. Como não tinha muito material para apreciar, quase todos os dias – e sempre que podia -, eu ouvia o programa. Foi numa dessas ocasiões que gravei duas fitas cassetes. Como ouvi o conteúdo daquelas duas fitas cassetes! Ainda as tenho comigo. A qualidade do som foi afetada pelo tempo. Não sei muito bem de quem é a gravação. Logo em seguida, eu ganhei uma gravação não muito boa produzida pelas Paulinas. A gravação foi realizada pela Orquestra de Câmara da Lituânia. Isso se deu em 2003. O CD duplo ainda está comigo. Guardado. Bem acondicionado. O que me atrai em O Messias é a musicalidade celsa. A peça de abertura é docemente triste e pressaga. Uma gaita de foles é tocada e faz surgir uma reflexão preparatória para aquilo que virá. Em seguida surge a voz tristemente profética e consoladora dizendo: “Consolai! Consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém e dizei-lhe em alta voz que a sua servidão está cumprida, que a sua iniquidade está perdoada. Uma voz clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, aplanai na estepe uma vereda para o nosso Deus”, texto este extraído de Isaías 40.1-3. Em seguida é dito: “Todo vale será elevado, toda montanha e colina serão aplainadas, o que estiver torto se endireite e os terrenos acidentados fiquem planos”, mais uma vez o profeta Isaías (40.5). Ao todo são mais de 53 canções em quase 3 horas de música celeste. O Messias segue didaticamente três períodos, englobando a vida de Cristo: (1) Profecia e narrativas da natividade; (2) Paixão e Ressurreição; e (3) A esperança do ser humano em sua própria ressurreição. Boa apreciação!

Como disse certa vez Stäel: “Miguel Ângelo foi o pintor da Bíblia. Handel foi o seu compositor”. Have Joy!

George F. Handel (1685 – 1759) – O Messias

DISCO 1

01 – Sinfony
02 – Accompagnato_ Comfort ye my people (Tenor)
03 – Air_ Ev’ry valley shall be exalted (Tenor)
04 – Chorus_ And the glory of the Lord
05 – Accompagnato_ Thus saith the Lord (Bass)
06 – Air_ But who may abide the day of his coming (Bass)
07 – Chorus_ And he shall purify
08 – Recitative_ Behold, a virgin shall conceive (Alto)
09 – Air_ O thou that tellest good tidings to Zion (Alto)
10 – Chorus_ O thou that tellest good tidings to Zion
11 – Accompagnato_ For behold, darkness shall cover the earth (Bass)
12 – Air_ The people that walked in darkness (Bass)
13 – Chorus_ FOr unto us a child is born
14 – Pifa (Pastoral Symphony)
15 – Recitative_ There were shepherds abiding in the fields (Soprano)
16 – Chorus_ Glory to God
17 – Air_ Rejoice greatly, o daughter to Zion (Soprano)
18 – Recitative_Then shall the eyes of the blind be open’d (Soprano)
19 – Air_ He shall feed his flock like a shepherd (Soprano)
20 – Chorus_ His yoke is easy, His burthen is light

DISCO 2

01 – Chorus_ Behold the Lamb of God
02 – Air_ He was despised and rejected of men (alto)
03 – Chorus_ Surely, He hath borne our griefs
04 – Chorus_ And with His stripes we are healed
05 – Chorus_ All we like sheep have gone astray
06 – Recitative_ All they that see Him, laugh Him to scorn (tenor)
07 – Chorus_ He trusted in God
08 – Recitative_ Thy rebuke hath broken His heart (tenor)
09 – Arioso_ Behold and see if there be any sorrow (tenor)
10 – Recitative_ He was cut off of the land of the living (tenor)
11 – Air_ But thou didst not leave His soul in hell (tenor)
12 – Chorus_ Lift up your heads, O ye gates
13 – Chorus_ The Lord gave the word
14 – Air_ How beautiful are the feet (soprano)
15 – Chorus_ Their sound is gone out into all lands
16 – Air_ Why do the nations so furiously rage together (bass)
17 – Chorus_ Let us break their bonds asunder
18 – Recitative_ He that dwelleth in heaven (tenor)
19 – Air_ Thos shalt break them with a rod of iron (tenor)
20 – Chorus_ Hallelujah, for the Lord God Omnipotent reigneth
21 – Air_ I know that my redeemer liveth (soprano)
22 – Chorus_ Since by man came death
23 – Recitative_ Behold, I tell you a mystery (bass)
24 – Air_ The trumpet shall sound (bass)
25 – Chorus_ Worthy is the lamb
26 – Chorus_ Amen

Gravado em 1964

The Philharmonia Orchestra & Chorus
Otto Klemperer, regente

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Em 1964 a gente gravava Händel assim, de cachimbo e grande orquestra. Qual é o problema?

Em 1964 a gente gravava Händel assim, de cachimbo e grande orquestra. Nosso coro devia ter umas 200 mi pessoas. Qual é o problema? Vai querer encarar?

Carlinus

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Cabezón / Byrd / Tallis / Bull / Sweelinck / Bach / Frescobaldi / Handel: Journey – 200 anos de música para cravo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Trevor Pinnock tem cada gravação… O Messias dele… O que é aquilo? E as 6 Partitas de Bach? Aqui, ele resolveu fazer um disco-ostentação explorando 200 anos da história do cravo, entre 1550 e 1750, mais ou menos. O resultado é esplêndido de cabo a rabo, dando um pouquinho mais de espaço para meu pai, além de Handel e Scarlatti, o filho. Eu quase não consegui chegar ao Frescobaldi, tão boa achei sua interpretação da Suíte Francesa Nº 6. Longa vida para Pinnock que, de Pinóquio, só tem o narigão!

Cabezón / Byrd / Tallis / Bull / Sweelinck / Bach / Frescobaldi / Handel: Journey – 200 anos de música para cravo

1. Cabezón Diferencias sobre ‘El canto del caballero’

2. Byrd The Carman’s Whistle

3. Tallis O ye tender babes

4. Bull The King’s Hunt

5. Sweelinck Variations on ‘Mein junges Leben hat ein End’, SwWV 324

J.S. Bach French Suite No. 6 in E major, BWV 817
6. Prélude
7. Allemande
8. Courante
9. Sarabande
10. Gavotte
11. Polonaise
12. Bourée
13. Menuet
14. Gigue

15. Frescobaldi Toccata Nona

16. Frescobaldi Balletto primo e secondo

17. Handel Chaconne in G major, HWV 435

Scarlatti Three Sonatas in D major, K. 490-492
18. Sonata, K. 490: Cantabile
19. Sonata, K. 491: Allegro
20. Sonata, K. 492: Presto

Trevor Pinnock, cravo

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Eu amo Trevor Pinnock e gostaria de ter um filho com ele.

Eu amo Trevor Pinnock e gostaria de ter um filho com ele.

PQP

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History of the Sacred Musica – Great Oratorios: vol. 11/12: Palestrina, Cain overo Il primo omicidio + vol. 13/14: Handel, Messiah + vol. 15/16: Mendelssohn, Paulus

ahjagfhaHistória da Música Sacra
Grandes oratorios
vol. 11/12: Palestrina, Cain overo Il primo omicidio
vol. 13/14: Handel, Messiah
vol. 15/16: Mendelssohn, Paulus

O oratório ou oratória é uma espécie de obra musical não somente instrumental, mas fundamentalmente cantada. Seu teor é essencialmente narrativo. Nesta composição interagem cantores que executam solos vocais, vozes em coro e uma orquestra. Este gênero é similar à ópera, tanto no que tange às categorias que dele participam, quanto na utilização de árias e recitais, mas enquanto as criações operísticas são apresentadas principalmente através do viés interpretativo, esta modalidade não exige encenações dramáticas.

Este gênero pode ter como tema a esfera espiritual ou questões mundanas; normalmente, porém, as questões enfocadas no oratório são extraídas das Escrituras Sagradas. Esta expressão provém da Congregação do Oratório, atualmente conhecida como Confederação do Oratório, uma comunidade de apóstolos criada em 1565, na cidade de Roma, por São Filipe Néri. Aí eram produzidos espetáculos de música sacra, no período que transcorreu de 1571 a 1594.

A musicalidade exercitada nesta sociedade deu impulso ao nascimento dos oratórios na forma como são produzidos nos dias atuais. A primeira temática abordada por eles foi a Paixão de Cristo, que ainda hoje é o tema dileto de seus criadores. A obra clássica neste gênero é, sem dúvida, a Paixão segundo São Mateus, de Johann Sebastian Bach.

Em meados do século XVII os oratórios de temática religiosa passaram por um processo de secularização. Prova desta inclinação contextual são as constantes execuções em recintos laicos, mais particularmente nos espaços cortesãos e em teatros públicos. Eles eram elaborados em torno de questões como a Criação, a trajetória de Jesus, a jornada de um herói clássico ou profetas da Bíblia.

A maior parte dos produtores de oratórios eram igualmente famosos por suas criações operísticas. Adotando o hábito desenvolvido na elaboração das óperas, eles passaram a editar libretos também para este gênero musical. Assim que os coros foram reduzidos, eles começaram a investir nas árias e também nas cantoras, que passam a desempenhar o papel masculino nos recitais. Monteverdi é o responsável pelo primeiro oratório de natureza profana, Il Combattimento di Tancredi e Clorinda.

O oratório foi cultivado com maior ênfase na era Barroca; neste período os autores mais célebres são Georg Friedrich Handel, que compôs O Messias e Judas Maccabeus, além de obras seculares; Johann Sebastian Bach, autor das paixões; e Vivaldi, que se consagrou com Juditha Triumphans. Na fase clássica destacou-se Franz Joseph Haydn, com As Estações. No Romantismo esta modalidade teve um papel secundário, mesmo assim não se pode esquecer de A Infância de Cristo, de Hector Berlioz.

Este gênero nasceu na Itália, de diálogos sagrados, que nada mais eram que conformações de passagens bíblicas transcritas para o latim. Eles eram tecidos por meio de uma narração intensa, perpassada por uma carga dramática e pelos poucos diálogos entre os personagens dos temas abordados pelos autores. (http://www.infoescola.com/musica/oratorio/)

Harmonia Mundi: História da Música Sacra
Great Oratorios

History of the Sacred Music vol. 11_ Great Oratorios (1)Cain overo Il primo omicidio, oratorio a 6 voci, 1707
History of the Sacred Music vol 11 + vol 12
Alessandro Scarlatti (Italy, 1660 – 1725)
Akademie für Alte Musik Berlin
Maestro René Jacobs, 1997

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History of the Sacred Music vol. 13_ Great Oratorios (3)Messiah, 1741
History of the Sacred Music vol. 13+ vol. 14
Georg F. Händel (Germany/England, 1685 – 1759)
Les Arts Florissants
Maestro William Christie , 1993

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History of the Sacred Music vol. 15_ Great Oratorios (5)Paulus, oratorio op. 36, 1836
History of the Sacred Music vol. 15/30 + vol. 16/30
Felix Mendelssohn-Bartholdy (Germany, 1809-1847)
La Chapelle Royale & Collegium Vocale
Orchestre de Champs-Élisées
Maestro Philippe Herreweghe, 1995

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………………………………..vol 30: Encarte e letras dos 29 CDs – 4,6 MB – AQUI – HERE

Boa audição.

ahjagfha

 

 

 

 

 

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Avicenna

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J. S. Bach / Handel / Scarlatti: Sonatas para Viola da Gamba

Um bom disco dos excelentes Steven Isserlis e Richard Egarr. Nenhuma dessas peças foi escrita para violoncelo e cravo, mas isso pouco importa. As sonatas de Bach para viola da gamba e cravo podem não ter sido concebidas para essa combinação, mas são criações tão sublimes que a identidade dos instrumentos… deixa pra lá. O que conta é a musicalidade dos artistas. Steven Isserlis não faz nenhuma tentativa de fazer seu violoncelo imitar a ressonância da gamba. Reivindica a música para seu instrumento com linhas vigorosamente articuladas, técnica robusta e episódios cantabili de primeira linha. De fato, é esta maravilhosa qualidade de canto que se destaca nessas performances. Sua presença é sentida sobretudo nos movimentos lentos, é claro, mas também nos rápidos.

J. S. Bach / Handel / Scarlatti: Sonatas para Viola da Gamba

Sonata in G major BWV1027 for viola da gamba and harpsichord
J.S. Bach
1 Adagio 3:35
2 Allegro ma non tanto 3:22
3 Andante 2:32
4 Allegro moderato 3:03

Sonata in D minor KK90
Domenico Scarlatti
5 Grave 2:58
6 Allegro 4:28
7 Largo – Allegro 3:19

Sonata in G minor BWV1029 for viola da gamba and harpsichord
8 Vivace 4:57
9 Adagio 5:00
10 Allegro 3:48

Violin Sonata in G minor HWV364b
George Frederick Handel
11 Andante larghetto 1:57
12 Allegro 1:40
13 Adagio 0:42
14 Allegro 2:10

Sonata in D major BWV1028 for viola da gamba and harpsichord
J.S. Bach
15 [Adagio] 1:40
16 [Allegro] 3:33
17 Andante 4:06
18 Allegro 3:53

19 Ich ruf’ zu dir, Herr Jesu Christ BWV639, de J. S. Bach 2:54

Steven Isserlis
Richard Egarr

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Todo mundo comigo!

Todo mundo comigo!

PQP

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G. F. Handel (1685-1757): Messiah (Dublin Version, 1742)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Dunedin e Butt novamente! Sensacional!

O Messias é o oratório mais popular de Handel. É grande número dos corais que atacam, confiantes e sorridentes, o coral Hallelujah. Eles estão certos, não serei eu que irei criticá-los. Só que esta peça está longe de figurar entre o que há de melhor neste oratório cheio de lirismo e de um melodismo raro, riquíssimo. É difícil de se encontrar árias mais inspiradas do que He shall feed His flock, Ev`ry valley shall be exalted, Why do the nations?, corais como For unto us a child is born, And the glory of the Lord, And He shall purify, além da ária-coral O thou thet tellest good tidings to Zion. Handel era genial e aqui tem seu ponto mais alto. A popularidade de O Messias é merecida.

O Messias normalmente ouvido por nós, principalmente no célebre Hallelujah, está bem longe daquilo que foi planejado originalmente por Handel. Pode parecer surpreendente a muitos o fato de que Handel, enquanto compunha o Oratório, lutava contra problemas administrativos que o levaram a utilizar um grupo pequeno de músicos, pela simples razão de que não os havia na Dublin de 1742 e de que era oneroso buscá-los em outras cidades. Handel dispunha apenas de 16 cantores-solistas e uma orquestra mínima e a estreia foi assim mesmo como Butt faz aqui. No curso destes mais de 270 anos, o popular Messias foi executado de todas as formas imagináveis. Nas antigas gravações da obra e até hoje, são ouvidos enormes corais, oboés dobrando as vozes – não há oboés na versão original -, fagotes no baixo contínuo – fagotes, que fagotes? – etc.

Nos anos 70, quando ouvi esta obra prima pela primeira vez, foi na mastodôntica versão de Karl Richter. Achei uma maravilha o que hoje acho estranho. Richter usou enorme coral e um potente conjunto instrumental, tudo muito pouco barroco. Só que os anos seguintes nos trouxeram as gravações em instrumentos originais, com as obras sendo executadas dentro de formações mais próximas do prescrito pelos compositores e muitas obras foram definhando em potência sonora para ganhar outros coloridos. A partir da década de 80, fomos nos acostumando a deixar o volume sonoro para compositores mais modernos e a fruir da delicadeza barroca. Não, não é proibido ouvir as velhas gravações que utilizam exércitos fortemente armados na interpretação deste oratório – e nem as novas que ainda fazem o mesmo! -, mas alguém com tendências puristas como eu, teve de acostumar-se ao uso de forças menores na interpretação do powerful Messiah. Hoje, parece a mim uma desonestidade ouvir uma obra interpretada dentro de uma concepção tão longínqua das intenções do compositor, ou seja, tão longe daquilo que Handel ouvia. Sei que estou em terreno perigoso e que há fóruns que estão discutindo isto há anos. Tudo começa com alguém perguntando “Mas, e se Handel dispusesse de um coral de 96 elementos e pudesse quadruplicar a orquestra, a música seria diferente?”. Tenho posições nestas questões, porém aqui a intenção é a de modestamente descrever e louvar um pouco de O Messias, esta delicada e poderosa obra de câmara…

É lendária velocidade com que Handel escrevia suas obras. Imaginem que os mais de 140 minutos deste oratório foram escritos em apenas 21 dias. Seus doze concerti grossi, opus 6, foram escritos em 24 dias, quando há pessoas que não conseguiriam sequer copiá-los neste período! Quando inspirado, o homem era rápido mesmo.

Mais curiosidades? Quando houve a elogiada e aplaudidíssima estréia em Dublin (em 13 de abril de 1742), Londres recebeu a obra com calculado distanciamento pela simples razão de que os londrinos não podiam ouvi-la. Ocorria que era proibido falar de coisas sagradas nos teatros e não se podia trazer profissionais dos teatros para cantarem numa igreja. Então o oratório, tal qual uma alma penada, caiu no limbo espírita. Mas Handel, velhinho, ainda teve tempo de ver seu oratório triunfar na capital.

O nome de Handel também aparece como Händel ou Haendel. Este alemão que produziu parte de sua obra na Inglaterra teve seu nome grafado nas três formas citadas. Seu nome original é Georg Friedrich Händel, mas ele tornou-se George e Handel na Inglaterra. Como sempre, o PQP usa todas as formas, dependendo da estação.

John Butt, regente desta gravação. Simplesmente arrebatador

John Butt, regente desta gravação. Simplesmente arrebatador

G. F. Handel (1685-1757): Messiah (Dublin Version, 1742)

1 Messiah, HWV 56: Part I: Grave – Allegro moderato 3:05
2 Messiah, HWV 56: Part I: Comfort ye my people (Tenor) 3:16
3 Messiah, HWV 56: Part I: Ev’ry valley shall be exalted (Tenor) 3:10
4 Messiah, HWV 56: Part I: And the glory of the Lord shall be revealed (Chorus) 2:56
5 Messiah, HWV 56: Part I: Thus saith the Lord of Hosts (Bass) 1:17
6 Messiah, HWV 56: Part I: But who may abide the day of His coming (Bass) 3:13
7 Messiah, HWV 56: Part I: And He shall purify (Chorus) 2:27
8 Messiah, HWV 56: Part I: Behold, a virgin shall conceive (Alto) 0:19
9 Messiah, HWV 56: Part I: O thou that tellest good tidings to Zion (Alto) 3:38
10 Messiah, HWV 56: Part I: O thou that tellest (Chorus) 1:32
11 Messiah, HWV 56: Part I: For behold, darkness shall cover the earth (Bass) 2:03
12 Messiah, HWV 56: Part I: The people that walked in darkness (Bass) 3:27
13 Messiah, HWV 56: Part I: For unto us a child is born (Chorus) 3:48
14 Messiah, HWV 56: Part I: Pifa (Pastoral Symphony) 2:46
15 Messiah, HWV 56: Part I: There were shepherds (Soprano) 0:12
16 Messiah, HWV 56: Part I: And lo, the Angel of the Lord (Soprano) 0:16
17 Messiah, HWV 56: Part I: And the angel said unto them (Soprano) 0:28
18 Messiah, HWV 56: Part I: And suddenly there was with the angel (Soprano) 0:16
19 Messiah, HWV 56: Part I: Glory to God in the highest (Chorus) 1:54
20 Messiah, HWV 56: Part I: Rejoice greatly, O daughter of Zion (Soprano) 6:19
21 Messiah, HWV 56: Part I: Then shall the eyes of the blind be open’d (Soprano) 0:23
22 Messiah, HWV 56: Part I: He shall feed His flock like a shepherd (Soprano) 5:07
23 Messiah, HWV 56: Part I: His yoke is easy, his burthen is light (Chorus) 2:18
24 Messiah, HWV 56: Part II: Behold, The Lamb of God (Chorus) 3:09
25 Messiah, HWV 56: Part II: He was despised (Alto) 11:30
26 Messiah, HWV 56: Part II: Surely, He hath borne our griefs (Chorus) 1:46
27 Messiah, HWV 56: Part II: And with His stripes we are healed (Chorus) 1:41
28 Messiah, HWV 56: Part II: All we like sheep have gone astray (Chorus) 3:42
29 Messiah, HWV 56: Part II: But who may abide 0:27

Disc 2
1 Messiah, HWV 56: Part II: Recitative: All they that see Him (Tenor) 0:42
2 Messiah, HWV 56: Part II: He trusted in God that He would deliver Him (Chorus) 2:14
3 Messiah, HWV 56: Part II: Thy rebuke hath broken His heart (Soprano) 1:51
4 Messiah, HWV 56: Part II: Behold, and see if there be any sorrow (Soprano) 1:22
5 Messiah, HWV 56: Part II: He was cut off out of the land of the living (Soprano) 0:16
6 Messiah, HWV 56: Part II: But Thou didst not leave His soul in hell (Soprano) 2:12
7 Messiah, HWV 56: Part II: Lift up your heads, O ye gates (Chorus) 3:06
8 Messiah, HWV 56: Part II: Unto which of the Angels (Tenor) 0:17
9 Messiah, HWV 56: Part II: Let all the angels of God worship Him (Chorus) 1:26
10 Messiah, HWV 56: Part II: Thou art gone up on high (Bass) 3:00
11 Messiah, HWV 56: Part II: The Lord gave the word (Chorus) 1:07
12 Messiah, HWV 56: Part II: How beautiful are the feet (Soprano, Alto) 3:35
13 Messiah, HWV 56: Part II: Why do the nations so furiously rage together (Bass) 1:27
14 Messiah, HWV 56: Part II: Let us break their bonds asunder (Chorus) 1:48
15 Messiah, HWV 56: Part II: He that dwelleth in heaven (Tenor) 0:21
16 Messiah, HWV 56: Part II: Hallelujah (Chorus) 4:02
17 Messiah, HWV 56: Part III: I know that my redeemer liveth (Soprano) 5:11
18 Messiah, HWV 56: Part III: Since by man came death (Chorus) 2:03
19 Messiah, HWV 56: Part III: Behold, I tell you a mystery (Bass) 0:36
20 Messiah, HWV 56: Part III: The trumpet shall sound (Bass) 8:28
21 Messiah, HWV 56: Part III: Then shall be brought to pass the saying (Alto) 0:12
22 Messiah, HWV 56: Part III: O death, where is thy sting (Alto, Tenor) 0:59
23 Messiah, HWV 56: Part III: But thanks be to God (Chorus) 2:08
24 Messiah, HWV 56: Part III: If God be for us (Soprano) 4:29
25 Messiah, HWV 56: Part III: Worthy is the Lamb that was slain (Chorus) 3:18
26 Messiah, HWV 56: Part III: Amen (Chorus) 4:50
27 Messiah, HWV 56: Part II: He that dwelleth in heaven shall laugh them to scorn 0:11
28 Messiah, HWV 56: Part II: Thou shalt break them with a rod of iron 2:03

Susan Hamilton
Annie Gill
Clare Wilkinson
Nicholas Mulroy
Matthew Brook
Dunedin Consort
Dunedin Players
John Butt

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Handel Messiah

PQP

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Georg Friedrich Händel (1685 -1759): Concerti Grossi Opus 6

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu acho que não sou um nostálgico. Ou então gosto tanto de gravações com instrumentos originais, que só vejo vantagens nesta gravação dos Concerti Grossi, Op. 6, em relação aos exageros de Karl Richter que ouvia nos anos 60-70. Fazer o quê?

Este é um imenso trabalho que abiscoitou prêmios de várias revistas por aê. E mereceu. O desempenho do Avison Ensemble, principalmente nos concertos finais desta série é realmente estupendo. Eis um disco que me deixou muito feliz.

Georg Friedrich Händel (1685 -1759): Concerti Grossi Opus 6

1. Opus 6 No. 1 in G major, HWV 319 – I. A tempo giusto 1:35
2. Opus 6 No. 1 in G major, HWV 319 – II. Allegro 1:44
3. Opus 6 No. 1 in G major, HWV 319 – III. Adagio 2:34
4. Opus 6 No. 1 in G major, HWV 319 – IV. Allegro 2:35
5. Opus 6 No. 1 in G major, HWV 319 – V. Allegro 2:52

6. Opus 6 No. 2 in F major, HWV 320 – I. Andante larghetto 4:10
7. Opus 6 No. 2 in F major, HWV 320 – II. Allegro 2:19
8. Opus 6 No. 2 in F major, HWV 320 – III. Largo 2:08
9. Opus 6 No. 2 in F major, HWV 320 – IV. Allegro, ma non troppo 2:24

10. Opus 6 No. 3 in E minor, HWV 321 – I. Larghetto affettuoso 1:05
11. Opus 6 No. 3 in E minor, HWV 321 – II. Andante 1:29
12. Opus 6 No. 3 in E minor, HWV 321 – III. Allegro 2:25
13. Opus 6 No. 3 in E minor, HWV 321 – IV. Polonaise: Andante 4:58
14. Opus 6 No. 3 in E minor, HWV 321 – V. Allegro, ma non troppo 1:20

15. Opus 6 No. 4 in A minor, HWV 322 – I. Larghetto affettuoso 2:43
16. Opus 6 No. 4 in A minor, HWV 322 – II. Allegro 2:58
17. Opus 6 No. 4 in A minor, HWV 322 – III. Largo, e piano 2:23
18. Opus 6 No. 4 in A minor, HWV 322 – IV. Allegro 2:58

19. Opus 6 No. 5 in D major, HWV 323 – I. (No marking) 1:32
20. Opus 6 No. 5 in D major, HWV 323 – II. Allegro 2:14
21. Opus 6 No. 5 in D major, HWV 323 – III. Presto 4:03
22. Opus 6 No. 5 in D major, HWV 323 – IV. Largo 2:07
23. Opus 6 No. 5 in D major, HWV 323 – V. Allegro 2:12
24. Opus 6 No. 5 in D major, HWV 323 – VI. Menuet 3:03

25. Opus 6 No. 6 in G minor, HWV 324 – I. Larghetto e affettuoso 3:18
26. Opus 6 No. 6 in G minor, HWV 324 – II. Allegro, ma non troppo 1:38
27. Opus 6 No. 6 in G minor, HWV 324 – III. Musette: Larghetto 5:01
28. Opus 6 No. 6 in G minor, HWV 324 – IV. Allegro 3:03
29. Opus 6 No. 6 in G minor, HWV 324 – V. Allegro 2:27

30. Opus 6 No. 7 in B-flat major, HWV 325 – I. Largo 0:56
31. Opus 6 No. 7 in B-flat major, HWV 325 – II. Allegro 2:58
32. Opus 6 No. 7 in B-flat major, HWV 325 – III. Largo, e piano 3:08
33. Opus 6 No. 7 in B-flat major, HWV 325 – IV. Andante 3:47
34. Opus 6 No. 7 in B-flat major, HWV 325 – V. Hornpipe 3:14

35. Opus 6 No. 8 in C minor, HWV 326 – I. Allemande 6:34
36. Opus 6 No. 8 in C minor, HWV 326 – II. Grave 1:33
37. Opus 6 No. 8 in C minor, HWV 326 – III. Andante allegro 1:55
38. Opus 6 No. 8 in C minor, HWV 326 – IV. Adagio 1:03
39. Opus 6 No. 8 in C minor, HWV 326 – V. Siciliana 3:31
40. Opus 6 No. 8 in C minor, HWV 326 – VI. Allegro 1:26

41. Opus 6 No. 9 in F major, HWV 327 – I. Largo 1:31
42. Opus 6 No. 9 in F major, HWV 327 – II. Allegro 3:53
43. Opus 6 No. 9 in F major, HWV 327 – III. Larghetto 3:20
44. Opus 6 No. 9 in F major, HWV 327 – IV. Allegro 1:46
45. Opus 6 No. 9 in F major, HWV 327 – V. Menuet 1:20
46. Opus 6 No. 9 in F major, HWV 327 – VI. Gigue 2:13

47. Opus 6 No. 10 in D minor, HWV 328 – I. Ouverture 1:29
48. Opus 6 No. 10 in D minor, HWV 328 – II. Allegro 2:12
49. Opus 6 No. 10 in D minor, HWV 328 – III. Lento 2:58
50. Opus 6 No. 10 in D minor, HWV 328 – IV. Allegro 2:13
51. Opus 6 No. 10 in D minor, HWV 328 – V. Allegro 2:45
52. Opus 6 No. 10 in D minor, HWV 328 – VI. Allegro moderato 1:49

53. Opus 6 No. 11 in A major, HWV 329 – I. Andante larghetto, e staccato 4:11
54. Opus 6 No. 11 in A major, HWV 329 – II. Allegro 1:43
55. Opus 6 No. 11 in A major, HWV 329 – III. Largo, e staccato 0:29
56. Opus 6 No. 11 in A major, HWV 329 – IV. Andante 4:27
57. Opus 6 No. 11 in A major, HWV 329 – V. Allegro 5:15

58. Opus 6 No. 12 in B minor, HWV 330 – I. Largo 1:59
59. Opus 6 No. 12 in B minor, HWV 330 – II. Allegro 2:53
60. Opus 6 No. 12 in B minor, HWV 330 – III. Larghetto, e piano 3:21
61. Opus 6 No. 12 in B minor, HWV 330 – IV. Largo 0:48
62. Opus 6 No. 12 in B minor, HWV 330 – V. Allegro 2:08

Pavlo Beznosiuk, regente e violino
The Avison Ensemble

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Parabéns à meninada do Avison Ensemble. Belo trabalho.

Parabéns à meninada do Avison Ensemble. Belo trabalho.

PQP

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