.: interlúdio :. Horace Silver: Song For My Father

.: interlúdio :. Horace Silver: Song For My Father

Song for My Father é um álbum de 1965 do Horace Silver Quintet, lançado no selo Blue Note no mesmo ano. O álbum foi inspirado em uma viagem que Silver fez ao Brasil. A arte da capa apresenta uma fotografia do pai de Silver, John Tavares Silver, a quem a música-título foi dedicada. “Minha mãe era descendente de irlandeses e negros, meu pai de origem portuguesa”, recorda Silver, em suas notas: “Nasceu na ilha do Maio, uma das ilhas de Cabo Verde”. A composição Song for My Father é provavelmente a mais conhecida de Horace Silver (1928-2014). Como descrito nas notas, este álbum apresenta o quinteto em transição, uma vez que apresenta uma mistura de faixas com seu antigo grupo e sua nova formação após a saída de Blue Mitchell. Song for My Father é o auge de uma discografia já repleta de clássicos.

Horace Silver: Song For My Father

1 Song For My Father 7:14
2 The Natives Are Restless Tonight 6:07
3 Calcutta Cutie 8:26
4 Que Pasa? 7:44
5 The Kicker 5:23
Composed By – Joe Henderson
6 Lonely Woman 7:00
7 Sanctimonious Sam 3:51
Composed By – Musa Kaleem
8 Que Pasa? (Trio Version) 5:34
9 Sighin’ And Cryin’ 5:22
10 Silver Treads Among My Soul 3:51

Bass – Gene Taylor, Teddy Smith
Drums – Roger Humphries, Roy Brooks
Piano – Horace Silver
Tenor Saxophone – Joe Henderson, Junior Cook
Trumpet – Blue Mitchell (tracks: 3, 6 to 10), Carmell Jones

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Silver em 1977.

PQP

.: interlúdio :. The Intimate Ella – Ella Fitzgerald & Paul Smith, piano

.: interlúdio :. The Intimate Ella – Ella Fitzgerald & Paul Smith, piano

The Intimate Ella

Em 1960 um álbum de Jazz gravado ao vivo em Berlim ganhou dois prêmios Grammy. Ella Fitzgerald foi a grande vencedora e o álbum Ella in Berlim foi um sucesso fenomenal. O mundo assistia a chamada Guerra Fria na qual as duas grandes potências da época se opunham em várias frentes, inclusive numa disputa tecnológica, chamada Corrida Espacial. Na década que se seguiria o mundo viveira muitas turbulências políticas e também assistiria o início de grandes transformações tecnológicas. Mas, apesar das muitas maldades das quais o mundo sempre foi cheio, vivia-se uma era de ingenuidade.

Ella Fitzgerald e Norman Granz

A gravadora deste álbum, a Verve Records, havia sido fundada em 1956 por Noman Granz para produzir os álbuns de Ella Fitzgerald. Norman Granz foi uma das pessoas mais influentes no Jazz e suas gravadoras sempre promoveram excelentes músicos. Na Verve, além de Ella Fitzgerald, gravavam Nina Simone, Stan Getz, Billie Holliday, Oscar Peterson. Uma verdadeira constelação. Um outro aspecto muito significativo que devemos sublinhar é a postura de Norman Granz contra a segregação racial, sempre dando apoio e tratamento igual aos músicos com os quais era associado.

Paul Smith

Mas em 1960 Ella trabalhou em um filme chamado Let No Man Write My Epitaph, que apesar deste lindo nome, foi um fracasso. Neste filme sobre drogas e corrupção, Ella Fitzgerald aparece cantando e dando a impressão acompanhar-se ao piano, que era tocado na verdade por Cliff Smalls. Norman Granz viu a possibilidade e gravou em estúdio as cancões do filme, agora com Ella acompanhada por Paul Smith, que também tocara no disco que ganhara os prêmios. O disco com o nome Ella Fitzgerald sings songs from the soundtrack of ‘Let no man write my epitaph’ passou desapercebido das gentes. Ella então com 42 anos estava no melhor momento de sua carreira.

O filme completo está no Youtube, mas eu não consegui vê-lo. De qualquer forma, vale procurar uma cena na qual Ricardo (Ilha da Fantasia) Montalban banca o malvado e dá uma prensa na pobrezinha da Ella.

O disco que postamos é o relançamento deste álbum de 1960 feito em 1990 com o bem mais interessante nome The Intimate Ella. A voz da First Lady of song, acompanhada apenas do piano de Paul Smith desfila 13 canções que variam do suave ao ligeiramente melancólico. Minhas preferidas são Black Coffee, que abre o disco, Misty, que também está no Ella in Berlim, e Who’s Sorry Now. Outra deliciosa é One for my baby (one more for the road). Esta expressão, and one more for the road, tipo ‘a saideira’, é muito cool!

Mas a cereja do bolo, na minha opinião, a mais-mais, é a September song. Se você for ouvir uma destas canções apenas, ouça esta. Música de Kurt Weill e letra de Maxwell Anderson, é um primor. Escrita para um musical da Broadway em 1938, ao longo do tempo a canção sofreu algumas pequenas subtrações e é um clássico da música americana. Na peça, Walter Huston fazia o papel de um idoso governador e insistiu para que seu personagem tivesse um solo. Então, em duas horas, Weill e Anderson produziram essa maravilha. Esta canção toca em um tema muito especial. Ela nos lembra que o tempo passa, e que se torna mais e mais precioso na medida que chegamos ao outono da vida. These precious days, I’ll spend with you. Estes preciosos dias, eu passarei com você! Bonito, não? Este verso vale o disco.

The Intimate Ella

1. Black coffee
2. Angel Eyes
3. I cryed for you
4. I can’t give you anything but love, baby
5. Then you’ve never been blue
6. I hadn’t anyone ‘till you
7. My melancholy baby
8. Misty
9. September song
10. One for my baby (and one more for the road)
11. Who’s sorry now
12. I’m getting sentimental over you
13. Reach for tomorrow

Ella Fitzgerald

Paul Smith, piano

Produção de Norman Granz

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FLAC | 214 MB

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MP3 | 320 KBPS | 98,2 MB

And these precious days, I’ll spend with you.

René Denon

.: interlúdio :. Carla Bley Big Band Goes to Church

.: interlúdio :. Carla Bley Big Band Goes to Church

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é o sensacional registro da participação de Carla Bley no Umbria Jazz Festival de 1996. Levei alguns dias para conseguir chegar à faixa 2 do CD tal é o entusiasmo que me causa a aula de arranjo que Carla nos demonstra nos 24 minutos do esplêndido blues de abertura: Setting Calvin’s Waltz. O título do CD é uma piada. Sabendo que sua apresentação seria na Igreja de San Francesco Al Prato em Perugia, Bley usou e abusou de sonoridades e timbres pouco usuais que soaram espetacularmente. Também pegou emprestado os gospels Exaltation / Religious Experience / Major de Carl Ruggles. O restante são composições — incluindo Setting Calvin’s Waltz — de Bley. Goes to Church está longe de ser um álbum religioso, é apenas um álbum que se utiliza da especial sonoridade de uma igreja, algo que talvez só pudesse ser fruído adequadamente em Perugia, entre os dias 19 e 21 de julho de 1996.

Carla Bley Big Band Goes to Church

1. Setting Calvin’s Waltz 23:52
2. Exaltation / Religious Experience / Major 9:33
3. One Way 8:29
4. Beads 8:27
5. Permanent Wave 10:07
6. Who Will Rescue You? 7:52

Carla Bley Big Band (17 músicos):
Lew Soloff (trumpet); Guy Barker (trumpet); Claude Deppa (trumpet); Steve Waterman (trumpet); Gary Valente (trombone); Pete Beachill (trombone); Chris Dean (trombone); Richard Henry (bass trombone); Roger Jannotta (soprano and alto saxophones, flute); Wolfgang Puschnig (alto saxophone); Andy Sheppard (tenor saxophone); Jerry Underwood (tenor saxophone); Julian Argüelles (baritone saxophone); Karen Mantler (organ, harmonica); Carla Bley (piano); Steve Swallow (bass); Dennis Mackrel (drums)

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80 anos! Eu te acho linda, Carla
80 anos! Ainda trabalhando muito e com enorme criatividade.

PQP

.:interlúdio:. Tom Jobim: Matita Perê

.:interlúdio:. Tom Jobim: Matita Perê

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Tom inventou Matita Perê e começou a gravá-lo no Rio. Não estava gostando do resultado. Achou que precisava de melhores músicos e maior qualidade de gravação.

(Ouvindo o disco, você logo entende que a exigência era enorme. O álbum alterna canções com música instrumental, indo com naturalidade do popular ao erudito).

Foi para Nova Iorque com os poucos brasucas que se salvaram da experiência carioca, bancou tudo do próprio bolso e fez um dos melhores álbuns de música brasileira de todos os tempos. Estava com 46 anos e tinha todo o prestígio e consideração do mundo.

Os temas escolhidos por Jobim para Matita Perê passam da leveza e doçura, das praias, barquinhos e garotas, para a natureza e lendas do um Brasil profundo, sertanejo. Ele compõe a partir de suas observações e da leitura de autores como Guimarães Rosa e dos poetas Carlos Drummond de Andrade e Mário Palmério.

Para o crítico musical Zuza Homem de Mello, “Matita Perê é um disco que pouco a pouco foi sendo compreendido, entendido e principalmente admirado. É um marco na carreira de Tom Jobim”.

A faixa de abertura traz aquele que se tornaria um dos maiores clássicos do compositor, Águas de março, cujo título foi retirado de poema de Olavo Bilac.

Já a faixa-título, uma suíte, cita o folclore e nasce de suas leituras, em especial do conto Duelo de Guimarães Rosa, que contou com a colaboração de Paulo César Pinheiro na letra.

Paulo César Pinheiro falou sobre a parceria: “O Tom me procurou, porque eu tinha uma música no Festival da Canção chamada Sagarana, parceria com o João de Aquino. Tom ouviu, ficou impressionado e me ligou dizendo que tinha ideias semelhantes àquelas”.

(Quando vocês se depararem com a próxima lista de Melhores Canções Brasileiras de Todos os Tempos, procurem por uma chamada Matita Perê. Se ela não estiver presente, abandonem a lista e falem mal do criador dela).

Matita Perê marca o início da temática ecológica na obra de Tom Jobim, que seguiria com força em discos como Urubu (1975), Terra Brasilis (1980) e Passarim (1987).

Ao mesmo tempo, evidencia-se o Jobim sinfônico, claramente influenciado por Villa Lobos, em faixas como Crônica da casa assassinada, baseada no romance de Lúcio Cardoso, outra suíte com quase 10 minutos de duração, feita para a trilha do filme de Paulo César Sarraceni.

Não deixe de ouvir. É falha grave desconhecer este disco.

Tom Jobim: Matita Perê

1 Águas de Março (Antônio Carlos Jobim) — 3:56
2 Ana Luiza (Antônio Carlos Jobim) — 5:26
3 Matita Perê (Antônio Carlos Jobim, letra de Paulo César Pinheiro) — 7:11
4 Tempo do Mar (Antônio Carlos Jobim) — 5:09
5 The Mantiqueira Range (Paulo Jobim) — 3:31
6 Crônica da Casa Assassinada (Antônio Carlos Jobim) — 9:58
a. “Trem Para Cordisburgo”
b. “Chora Coração” (letra de Vinícius de Moraes)
c. “Jardim Abandonado”
d. “Milagre e Palhaços”
7 Rancho nas Nuvens (Antônio Carlos Jobim) — 4:04
8 Nuvens Douradas (Antônio Carlos Jobim) — 3:16

Antônio Carlos Jobim – piano, violão e vocal
Claus Ogerman – arranjos (exceto faixa 3) e regência
Dori Caymmi – arranjo da faixa 3
João Palma – bateria e percussão
Airto Moreira – bateria e percussão
George Devens – percussão
Harry Lookousky – spalla
Frank Laico – engenharia de áudio
Ray Beckenstein – flautas e madeiras
Phil Bodner – flautas e madeiras
Jerry Dodgion – flautas e madeiras
Don Hammond – flautas e madeiras
Romeo Penque – flautas e madeiras
Urbie Green – trombone
Ron Carter – baixo
Richard Davis – baixo

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O maestro soberano Tom Jobim ao lado de seu herói literário, no lançamento do disco Matita Perê, em 1973

PQP (com Teca Lima)

.: interlúdio :. Coleman Hawkins encontra Ben Webster

.: interlúdio :. Coleman Hawkins encontra Ben Webster

Coleman Hawkins encounters Ben Webster

Eu ouço música (quase) o tempo todo, mas há algumas situações nas quais eu ouço música. Ou seja, a música e eu. Muito bem, lá estava eu num destes momentos, quando a música terminou e o CD-player rodou para o próximo CD e, Deus do Céu, o que foi isso? Uma onda sonora, forte, quente, rascante, invadiu meu espaço. Pois é, este CD da postagem estava esquecida em uma das entradas do CD-player e eu quase não mais me lembrava dele. Eu o havia comprado numa destas liquidações de fecha-loja e estava esperando para aquele dia de expandir os horizontes. Pois então, expandiu mesmo! O CD é monstro! Fui ler algumas coisa e descobri que o álbum é um clássico!

Coleman Hawkins

Produzido por Norman Granz, o disco reúne dois saxofonistas maravilhosos, Coleman Hawkins e Ben Webster, acompanhados por um time que tem Oscar Peterson ao piano. Tá bom ou quer mais? Vejam o que foi dito por Richard Meyer sobre o disco: “Bem possivelmente um dos melhores álbuns de jazz gravado até agora. (…) Este álbum é indispensável para qualquer fã de jazz.” Eu confesso não ter a menor ideia de quem seja Richard Meyer, mas concordo integralmente com ele, pelo menos no que tange a este disco.

O Tony Augarde é um crítico mais conhecido e nos diz: “Coleman Hawkins talvez tenha sido o primeiro músico a fazer o saxofone tenor realmente cantar, e um dos maiores a seguir seus passos foi Bem Webster. Portanto é uma delícia ouví-los juntos neste CD”.

Você pode apostar! Ele diz ainda: “Neste álbum, predomina a delicadeza – pois ambos músicos tornaram-se mais suaves com o passar dos anos. Mesmo assim, seus estilos eram ainda bem distintos para qualquer ouvinte poder distinguir um do outro.”

Ben Webster

Realmente, é um enorme prazer ouvir estes maravilhosos músicos inspirarem um ao outro, assim como todo o resto do time que os acompanhava na ocasião. Foi um dia memorável este 16 de outubro de 1957.

 

 

 

Coleman Hawkins encounters Ben Webster

  1. “Blues for Yolande” (Coleman Hawkins) – 6:44
  2. “It Never Entered My Mind” (Richard Rodgers, Lorenz Hart) – 5:47
  3. “La Rosita” (Paul Dupont, Allan Stuart) – 5:02
  4. “You’d Be So Nice to Come Home To” (Cole Porter) – 4:15
  5. “Prisoner of Love” (Russ Columbo, Clarence Gaskill, Leo Robin) – 4:13
  6. “Tangerine” (Johnny Mercer, Victor Schertzinger) – 5:21
  7. “Shine On, Harvest Moon” (Jack Norworth, Nora Bayes) – 4:49
  • Coleman Hawkins– tenor saxophone
  • Ben Webster– tenor saxophone
  • Oscar Peterson– piano
  • Herb Ellis– guitar
  • Ray Brown– double bass
  • Alvin Stoller– drums

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FLAC | 229 MB

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MP3 | 320 KBPS | 106 MB

Blow it, men!

Não deixe de ouvir esta pérola de disco. Depois, me contem!

René Denon

.: interlúdio :. Charles Mingus: The Clown

.: interlúdio :. Charles Mingus: The Clown

IM-PER-DÍ-VEL !!!

The Clown é um álbum de Charles Mingus gravado e lançado em 1957 na Atlantic Records. É uma espécie de continuação do Pithecanthropus Erectus de 1956. Uma edição de luxo em CD foi lançada em 2000 com duas faixas bônus que estão aqui. Todas as faixas foram gravadas em 12 de março de 1957, exceto The Clown, gravado em 13 de fevereiro do mesmo ano. De acordo com as notas de Nat Hentoff, Mingus explicou por que ele escolheu essas quatro faixas para o álbum: “Eu selecionei essas quatro mais duas outras que eram mais complicadas porque alguns desses caras estavam dizendo que eu não tinha swing. Então… Este álbum também tem o primeiro blues que eu fiz”. Haitian Fight Song e Tonight at Noon estão entra as maiores obras de Mingus. A legenda da foto abaixo pode ser compreendida por quem conhece o histórico do grande Mingus.

Charles Mingus: The Clown

1 “Haitian Fight Song” – 11:57
2 “Blue Cee” – 7:48
3 “Reincarnation of a Lovebird” – 8:31
4 “The Clown” – 12:29
5. “Passions of a Woman Loved” – 9:52
6 “Tonight at Noon” – 5:57

Charles Mingus – bass
Shafi Hadi – alto and tenor saxophone
Jimmy Knepper – trombone
Wade Legge – piano
Dannie Richmond – drums
Jean Shepherd – narration (track 4)

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Mingus descansando após brigar com todos os seus músicos.

PQP

.: interlúdio :. Stan Getz: Big Band Bossa Nova

.: interlúdio :. Stan Getz: Big Band Bossa Nova

Big Band Bossa Nova é um disco de jazz e bossa nova lançado em 1962 pelo saxofonista Stan Getz e a orquestra de Gary McFarland. É o segundo disco de bossa nova lançado pelo saxofonista para a Verve, sendo o primeiro Jazz Samba (1962), com o guitarrista Charlie Byrd.

É disco de gringo cintura dura. Totalmente desajeitado e sem graça pra nós, brasileiros. Mas eu ouvi a merda inteira e tudo o que eu ouço de cabo a rabo posto aqui. A música tem quatro temas de compositores brasileiros e composições originais de McFarland. Os temas de McFarland são tão parecidos com a Bossa Nova quanto a ponte do Guaíba é igual ao Canal do Panamá. A instrumentação escolhida por McFarland evita o tradicional formato de big band de oito metais e cinco saxofones para um conjunto menor, com quatro instrumentos de sopro e trompa, além de três trompetes e dois trombones. Mas ele reforçou o time de percussionistas, claro.

Stan Getz: Big Band Bossa Nova

1 Manha de Carnaval (Morning of the Carnival) (Luiz Bonfá) – 5:48
2 Balanço no Samba (Street Dance) (Gary McFarland) – 2:59
3 Melancólico (Melancholy) (Gary McFarland) – 4:42
4 Entre Amigos (Sympathy Between Friends) (Gary McFarland) – 2:58
5 Chega de Saudade (No More Blues) (Antônio Carlos Jobim, Vinícius de Moraes) – 4:10
6 Noite Triste (Night Sadness) (Gary McFarland) – 4:56
7 Samba de Uma Nota Só (One Note Samba) (Antônio Carlos Jobim, Newton Mendonça) – 3:25
8 Bim Bom (João Gilberto) – 4:31

Stan Getz – tenor saxophone
Doc Severinsen, Bernie Glow or Joe Ferrante and Clark Terry or Nick Travis – trumpet
Ray Alonge – French horn
Bob Brookmeyer or Willie Dennis – trombone
Tony Studd – bass trombone
Gerald Sanfino or Ray Beckenstein – flute
Ed Caine – alto flute
Ray Beckenstein and/or Babe Clark and/or Walt Levinsky – clarinet
Romeo Penque – bass clarinet
Jim Hall – unamplified guitar
Hank Jones – piano
Tommy Williams – bass
Johnny Rae – drums
José Paulo – tambourine
Carmen Costa – cabasa
Gary McFarland – arranger, conductor

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Stan Getz sonhando em acertar o ritmo

PQP

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes VI (com a Liberation Music Orchestra)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes VI (com a Liberation Music Orchestra)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quase três décadas separam o disco de estreia da Liberation Music Orchestra, de Charlie Haden, e esse disco da banda é praticamente 100%  diferente. Explico: a superbanda formada por grandes estrelas pouco se reunia, nada ensaiava e mesmo assim Haden fez seu repertório evoluir. Este CD tem duas longas suítes, We Shall Overcome, do disco Dream Keeper, e um coeso La Pasionaria, de Ballad of the Fallen. Com o saxofonista Joe Lovano e os trompetistas Stanton Davis e Tom Harrell interpretando temas melódicos ou notáveis solos, a banda está afiadíssima. É uma festa no palco, com os membros da banda deleitando-se em melodias de raiz folclórica ou excursões cheias de citações à história do jazz. É um raro prazer ouvir essa orquestra e os solos de Haden estão no auge.

Uma maravilha absolutamente recomendada. Sabem que Haden e outros membros da banda certa vez acabaram presos por insistirem em tocar La Pasionaria, SandinoWe Shall Overcome? Onde? Quando? Ah, pesquisem aí no guguel.

Charlie Haden: The Montreal Tapes VI (com a Liberation Music Orchestra)

1 La Pasionara
2 Silence
3 Sandino
4 We Shall Overcome

Charlie Haden (double bass)
Liberation Music Orchestra: Tom Harrell (trumpet); Stanton Davis (trumpet); Ken McIntyre (alto sax); Ernie Watts (tenor sax); Joe Lovano (tenor sax); Ray Anderson (trombone); Sharon Freeman (French horn); Joe Daley (tuba); Mick Goodrick (guitar); Geri Allen (piano); Paul Motian (drums)

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A superbanda de Haden que fecha os Montreal Tapes

PQP

.: interlúdio .: Pat Metheny Group- American Garage

Com certeza esse álbum do Pat Metheny Group é um dos mais belos discos de jazz já gravados. Impecável na sua produção, na qualidade das músicas, no nível altíssimo dos músicos envolvidos … nunca deixo de me emocionar quando o ouço, e já faço isso há mais de trinta anos e cinco anos.

Pat Metheny com este disco inscrevia seu nome no rol dos grandes músicos de Jazz, nos trazendo belíssimas melodias, muito inspiradas, sem precisar espanar sua guitarra, me utilizando da expressão de nosso mentor, PQPBach para reclamar daqueles guitarristas que gostam de demostrar seu virtuosismo tocando mil notas por segundo, nos mostrando uma técnica apuradíssima, com sua excepcional banda, que tinha o seu parceiro de banda pelas próximas duas décadas, o pianista e tecladista Lyle Mays, o baixista Mark Egan e o baterista Dan Gotlieb.

Canções como ‘(Cross The) Heartland’, ‘American Garage’, e a épica ‘Epic’ já se tornaram clássicas, e são obras obrigatórias em seus concertos. Elas nos remetem a uma época que não volta mais, a campos cultivados, a estradas sem fim, lembrando do belo título de uma coletânea do The Allman Brothers Band, ‘The Road Goes on Forever”. Até hoje, Pat Metheny é uma de minhas trilhas sonoras de viagem favoritas.

A capa deste disco também é detalhe a se destacar: aqueles trailers sob um céu azul não trazem uma paz de espírito para os senhores?, nos deixa serenos. Talvez o único defeito deste LP seja sua curta duração: meros trinta e cinco minutos, que você que durem cem minutos. Entendemos que na época os discos não eram muito mais longos que isso, estamos falando de 1979.

Para aqueles que não conhecem Pat Metheny, creio que esta seja a melhor apresentação que se possa fazer.

01 – (Cross The) Heartland
02 – Airstream
03 – The Search
04 – American Garage
05 – The Epic

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.: interludio :. Hiromi & Edmar Castaneda – Live In Montreal (2017)

Já ensaiei uma postagem deste CD anteriormente, mas por algum motivo, acabei desistindo. O que é uma sacanagem para com os senhores: isso aqui é absolutamente sensacional. Dois ‘monstros’ em seus respectivos instrumentos, se desafiando constantemente, mostrando todo o seu virtuosismo e possibilidades infinitas de seus instrumentos.

A pianista japonesa Hiromi é um assombro, nunca deixa de nos surpreender, lembra um pouco Keith Jarrett em seu apogeu nos anos 70, revolucionando o ‘tocar piano’, ficamos nos imaginando de onde vem tanto talento, tanta capacidade de improvisação, tanto virtuosismo.

Edmar Castaneda até então me era um ilustre desconhecido. É colombiano, e o que faz com sua Harpa é assustador também. Assustador no bom sentido, claro. Também tira água da pedra, extraindo de seu instrumento sonoridades mil, explora com maestria todas suas nuances. Por vezes nós é difícil entender como ele consegue fazer isso tudo.

O virtuosismo é o que impera neste ‘IM-PER-DÍ-VEL’ CD. Sim, há momentos de virtuosismo extremo, mas também há momentos de puro encantamento, delírio emocional, sei lá como chamar. Tratam-se de dois músicos no apogeu de sua carreira e técnica mostrando até onde podem ir, e se possível, ir mais além.

Deleitem-se, caros mortais… é para se ouvir diversas vezes para melhor ser apreciado em seus detalhes. Melhor ainda é que foi gravado ao vivo …

Hiromi & Edmar Castaneda – Live In Montreal (2017)

1. A Harp In New York
2. For Jaco
3. Moonlight Sunshine
4. Cantina Band
5. The Elements – Air
6. The Elements – Earth
7. The Elements – Water
8. The Elements – Fire
9. Libertango

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FDP

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes V (com Paul Bley & Paul Motian)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes V (com Paul Bley & Paul Motian)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Neste quinto disco dos Montreal Tapes de Charlie Haden, ele vem com o pianista — intérprete de longa data de Ornette Coleman — Paul Bley e o baterista free Paul Motian para um set fortemente abastecido por músicas de Ornette. A primeira música, uma mistura de “Turnaround” e “When Will The Blues Leave?” é guiada por Bley — ex de Carla –, que dá o tom com as notas iniciais de “Turnaround”. A coisa se encerra com “Turnaround”, desta vez sob a direção de Charlie Haden, que lidera o trio em uma interpretação mais bluesier do clássico de Ornette Coleman. Cada membro contribui uma balada e eles também tocam “Ida Lupino”, de Carla Bley, música gravada por Paul Bley tantas vezes que sei lá. O Quinteto de Paul Bley gravou um disco ao vivo no Hillcrest Club em 1956 com Bley apoiado pelo quarteto clássico de Ornette Coleman (Ornette, Cherry, Haden, Higgins), tocando algumas músicas de Coleman. Quarenta anos depois, temos uma nova gravação desses “standards” executados para uma audiência muito conhecedora (e grande) de jazz. Excelentes performances, ótimo material.

Charlie Haden: The Montreal Tapes V (com Paul Bley & Paul Motian)

1 “Turnaround/When Will the Blues Leave?” (Ornette Coleman) – 13:17
2 “New Beginning” – 8:47
3 “Cross Road” (Coleman) – 6:40
4 “So Far, So Good” (Paul Bley) – 7:27
5 “Ida Lupino” (Carla Bley) – 11:19
6 “Latin Genetics” (Coleman) – 4:35
7 “Body Beautiful” (Paul Motian) – 8:03
8 “Turnaround” (Coleman) – 7:51

Charlie Haden – bass
Paul Bley – piano
Paul Motian – drums

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Bley, Haden e Motian sob a sombra de Ornette, o gigante

PQP

.: interlúdio :. Bela Fleck & The Marcus Roberts Trio – Across the Imaginary Divide (2012)

.: interlúdio :. Bela Fleck & The Marcus Roberts Trio – Across the Imaginary Divide (2012)

Segundo li, fazia algum tempo que Béla Fleck namorava os caras do Marcus Roberts Trio e vice-versa. Mas, sacumé, a agenda dos dois estava sempre lotada e só recentemente deu para compatibilizar. O resultado foi um excelente trabalho em comum. O estilo ficou mais MRT do que BF. É normal, ao tocar com vários músicos diferentes, Fleck parece mais costumado ao mimetismo, mas jamais pensem num disco pior que o habitual. O CD é absolutamente fantástico! Há ótimos temas, notável tratamento para eles e momentos onde que Béla Fleck parece ter nascido para o Marcus Roberts Trio! Vale a pena ouvir.

Bela Fleck & The Marcus Roberts Trio – Across the Imaginary Divide (2012)

01. Some Roads Lead Home [0:06:16.78]
02. I’m Gonna Tell You This Story One More Time [0:05:41.97]
03. Across the Imaginary Divide [0:04:42.78]
04. Let Me Show You What To Do [0:04:54.94]
05. Petunia [0:05:01.22]
06. Topaika [0:04:33.52]
07. One Blue Truth [0:04:26.72]
08. Let’s Go [0:05:57.98]
09. Kalimba [0:06:22.33]
10. The Sunshine and the Moonlight [0:05:36.96]
11. That Old Thing [0:05:07.81]
12. That Ragtime Feeling [0:04:08.42]

Béla Fleck, banjo

Marcus Roberts Trio:
Marcus Roberts, Piano
Jason Marsalis, Drums
Rodney Jordan, Bass

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Bela Fleck e o Marcus Roberts Trio

PQP

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes IV (com Gonzalo Rubalcaba & Paul Motian)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes IV (com Gonzalo Rubalcaba & Paul Motian)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este álbum atinge o alto padrão alcançado até hoje somente por poucas de gravações dos trios de Bill Evans e Keith Jarrett. Motian e Haden são conhecidos, é claro. O surpreendente é o que Gonzalo acrescenta em beleza ao trio. Sei lá quantas vezes ouvi este CD. São três mestres tocando com paixão, comandando inteiramente seus instrumentos, criando uma mistura perfeita de sons. O cubano Gonzalo Rubalcaba parece tornar tudo eufônico e seus companheiros Haden e Motian só colaboram com sua perfeita noção de grupo. O que eles fazem em Bay City, La Pasionaria e Silence não tem explicação através da lógica.

Charlie Haden: The Montreal Tapes IV (com Gonzalo Rubalcaba & Paul Motian)

1 Vignette
2 Bay City
3 La Pasionara
4 Silence
5 The Blessing
6 Solar

Charlie Haden, baixo
Gonzalo Rubalcaba, piano
Paul Motian, bateria

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PQP

.: interlúdio :. Harold Lopez-Nussa: Un Día Cualquiera

.: interlúdio :. Harold Lopez-Nussa: Un Día Cualquiera

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Un Día Cualquiera não é um álbum comum. Até porque é jazz cubano e Cuba é o lugar para onde eu deveria já ter ido. Talvez para sempre. Harold Lopez-Nussa nasceu em Havana em 1983 e ainda mora lá. É um pianista poderoso e diz: “Toda vez que eu volto para Cuba, sinto algo especial — é não somente apenas uma conexão com minha família e amigos, mas com o lugar em si. É de onde vem minha música, sobre o que ela fala.” Para Un Día Cualquiera, Lopéz-Nussa manteve seu trio principal, com seu irmão mais novo, Ruy Adrián López-Nussa, na bateria e percussão, e o baixista Gaston Joya, um grupo que o pianista reuniu pela primeira vez há uma década em Cuba. A música de Harold López-Nussa reflete toda a gama e riqueza da música cubana, com sua combinação distinta de elementos clássicos, folclóricos, africanos e populares, bem como sua adoção da improvisação e interação do jazz. É coisa muito boa, gente! A ilha é muito musical. Vai pra Cuba, PQP!

Harold Lopez-Nussa: Un Día Cualquiera

1 Cimarrón 03:51
2 Danza de los Ñañigos 04:29
3 Una Tarde Cualquiera En Paris (to Bebo Valdes) 04:48
4 Preludio (to Jose Juan) 03:28
5 Elegua 05:06
6 Hialeah 03:32
7 Ma petite dans la Boulangerie 03:56
8 Y la Negra Bailaba 04:01
9 Conga Total/El Cumbanchero 03:39
10 Contigo en la Distancia 05:47
11 Mi Son Cerra’o 04:47

Bass – Gastón Joya
Drums, Percussion – Ruy Adrian Lopez-Nussa
Piano – Harold Lopez-Nussa

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Harold Lopez-Nussa dando um concerto na redação do PQP Bach

PQP

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes III (com Don Cherry & Ed Blackwell)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes III (com Don Cherry & Ed Blackwell)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Na animada e feliz terceira noite, quando Charlie Haden diz para público do décimo festival de Montreal: “Estou no céu… Todas as noites …”, não podemos deixar de lembrar que o trio daquele dia era também um fragmento de um sonho. Estavam ali três quartos do Old And New Dreams, grupo de ex-Ornettists, sem o tenor de Dewey Redman. Melhor dizendo, estavam ali três quartos do quarteto original do saxofonista de Coleman. Não esqueçam que a revolução iniciada por Ornette Coleman lá em 1959 com  The Shape of Jazz to Come tinha Charlie Haden — um dos seus mais importantes colaboradores –, Don Cherry e Billy Higgins. E Blackwell juntou-se ao grupo em 1961 para gravar Beauty is a Rare Thing. Bem, o repertório deste concerto é uma indicação clara de que os três músicos buscavam o terreno comum das composições de seu antigo líder. Como se não bastasse ser grande música, está cheia da história do free jazz.

Charlie Haden: The Montreal Tapes III (com Don Cherry & Ed Blackwell)

1 The Sphinx 9:31
2 Art Deco 6:24
3 Happy House 8:24
4 Lonely Woman 11:41
5 Mopti 5:29
6 The Blessing 6:02
7 When Will The Blues Leave? 4:04
8 Law Years 6:46

Charlie Haden, baixo
Don Cherry, trompete
Ed Blackwell, bateria

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Cherry, Haden e Blackwell na noite de Montreal

PQP

.: interlúdio .: Arthur Maia (1962-2018) – Planeta Música

No último dia 15 de dezembro o Brasil perdeu aquele que provavelmente foi o melhor contrabaixista que nasceu cá por terras brasileiras.
Conheci este excepcional músico em um show de seu lendário grupo, ‘Cama de Gato’, lá nos idos dos anos 80, quando tocaram em Florianópolis, tempos bons em que tínhamos excelentes grupos e músicos se apresentando na cidade, apoiados e patrocinados por um importante grupo de comunicação que atuava no sul do Brasil até há um tempo atrás.
Arthur Maia era muito requisitado nos estúdios, gravou com todo mundo. Seu estilo era um jazz funkeado, às vezes com influência do samba, da música latina, enfim, sua música não tinha fronteiras nem limites.
Este CD que ora vos trago foi lançado em 2002, e tem um timaço de músicos tocando, que demonstra o respeito que o músico tinha no circulo musical. Mike Stern e Dennis Chambers são alguns dos músicos presentes aqui.
Jamais poderia negar o quanto Arthur Maia me influenciou em se tratando de estilos musicais. Eu era um pouco resistente quando se tratava de música brasileira. Depois deste show do Cama de Gato mudei completamente minha percepção musical.
Este CD foi convertido em MP3 em meros 192 kbp/s. Infelizmente não tenho o CD original, apenas esta versão em mp3. Ele me foi repassado por um amigo, que me emprestou o CD e também realizou a conversão.
Quem morava em Floripa lá por 2002 eve lembrar que a faixa título desse CD, Planeta Música, tocava direto na Rádio Itapema. Música atemporal, que embalou muito final de tarde à beira mar.
Descanse em Paz, Arthur Maia.  Fico devendo a lista dos músicos convidados, se alguém tiver o CD poderia fazer a gentileza de passar esta relação?

01 DEOMBRO
02 MUCHACHA
03 GOGA
04 TRILOCK
05 PLANETA MUSICA CASCAVEL
06 DEPOIS DO AMOR
07 CANTAREIRA
08 A NOITE
09 CAMA DE GATO
10 MILES STRESS

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.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes II (com Geri Allen & Paul Motian)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes II (com Geri Allen & Paul Motian)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

O segundo volume desta coleção traz Mr. Haden trabalhando em trio em parceria com Geri Allen — uma pianista conhecida por trabalhar no limite entre o mainstream e o avant garde — e Paul Motian — que trabalhou com grandes pianistas, incluindo Bill Evans. Bem, o currículo de Mr. Haden é conhecido. Aqui, esses grandes talentos formam um conjunto eclético, capaz de surpresas como Fiasco, um free jazz, ou canções como First Song. O trio demonstra enorme interação, jamais próximo de uma batalha de egos. Em suma, é o que esperamos de qualquer grupo do qual Mr. Haden faça parte. Altamente recomendado.

Charlie Haden: The Montreal Tapes II (com Geri Allen & Paul Motian)

1 Blues in Motian – 8:20
2 Fiasco (Paul Motian) – 11:58
3 First Song – 9:20
4 Dolphy’s Dance (Geri Allen) – 6:12
5 For John Malachi (Allen) – 6:34
6 In the Year of the Dragon (Motian) – 7:36

Charlie Haden – bass
Geri Allen – piano
Paul Motian – drums

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Paul Motian, Geri Allen e Charlie Haden rindo de nós.

PQP

.: interludio :. Nicola Conte – Other Directions

Conheço o trabalho do italiano Nicola Conte há pouco tempo, mas a cada novo CD seu a que tenho acesso, me surpreendo cada vez mais com alta qualidade de seu trabalho, de seu estilo sofisticado, muito elaborado e bem produzido, e ainda conta com excelentes músicos e cantores. Seu estilo é uma fusão entre Jazz, Música Latina, Bossa Nova, etc.
Ele compôe, faz os arranjos, produz, toca, enfim, trata-se de um músico completo. Espero que gostem, eu gostei bastante. Se for o caso, posso trazer outros trabalhos seus.
‘Other Directions’ foi lançado em 2004 e é considerado um de seus principais CDs.

1-01 Sea And Sand
1-02 Wanin Moon
1-03 Nefertiti
1-04 Impulso
1-05 A Time For Spring
1-06 Kind Of Sunshine
1-07 Aphrodite’s Dream
1-08 Several Shades Of Dawn
1-09 The Dharma Bums
1-10 All Gone
1-11 Other Directions
1-12 The In-Between
1-13 Le Départ

CD2 – Extra Tracks

2-01 Charade
2-02 Danubian
2-03 Bohemian’s Dilemma
2-04 Nefertiti (Alternative Version)
2-05 Waltz Of The Sirens
2-06 Teardrop Painted Blue
2-07 Quiet Stars
2-08 Kind Of Sunshine (Extended Version)
2-09 Wanin’ Moon (Alternative Take)

Alto Saxophone – Rosario Giuliani
Bongos, Vibraphone – Pierpaolo Bisogno
Double Bass – Pietro Ciancaglini
Drums – Lorenzo Tucci
Flugelhorn – Fabrizio Bosso
Flute – Nicola Stilo
Guitar, Producer – Nicola Conte
Piano – Pietro Lussu
Recorded By – Tommy Cavalieri
Tenor Saxophone – Daniele Scannapieco
Trombone – Gianluca Petrella
Trumpet – Fabrizio Bosso, Till Brönner
Vocals – Bembé Segué*, Cristina Zavalloni, Lisa Bassenge, Lucia Minetti, Till Brönner

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.: interlúdio :. Houston Person & Ron Carter: Remember Love

.: interlúdio :. Houston Person & Ron Carter: Remember Love

O saxofonista Houston Person e o baixista Ron Carter, ambos na faixa dos oitenta anos, tocam e gravam em dueto há quase três décadas. Remember Love marca seu sétimo álbum nesse formato. Os sons do sax e do baixo são gravados em minúcia. cada detalhe é ouvido. A amplificação é tal que o ouvinte pode notar claramente a respiração de Person entre as frases. Acho ótimo. O clima é sofisticado e agradável. Os temas são conhecidos e populares e dificilmente você poderá escolher companheiros mais amáveis.

Houston Person & Ron Carter: Remember Love

1 Love Is Here to Stay 6:57
2 My One and Only Love 4:37
3 Why Not 6:10
4 Day Dream 5:01
5 Gentle Rain 6:23
6 The Way You Look Tonight 4:28
7 You Are My Sunshine 5:43
8 Blues for DP 5:32
9 Easy to Remember 4:47
10 Without a Song 3:03

Houston Person, sax tenor
Ron Carter, baixo

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PQP

.: interlúdio :. Ralph Towner & Gary Peacock: Oracle

.: interlúdio :. Ralph Towner & Gary Peacock: Oracle

Gosto muito do violonista e tecladista Ralph Towner. Oracle –– de Gary Peacock e Ralph Towner — é um típico bom produto da gravadora ECM. Trata-se de um excelente trabalho da dupla, gravado em 1994. Não é jazz tradicional e o próprio duo violão-baixo acústico já aponta para algo fora da tradição, mas a imaginação timbrística dos dois excelentes instrumentistas impressiona. São músicas quase sempre compostas sobre delicados ostinati. Vale a pena conferir. Por favor, não falem em New Age quando ouvirem este disco. Peacock e Towner não suportam tal estigma e costumam deixar claro! É jazz e dou-lhes inteira razão.

Em 1998, a dupla repetiu a dose em outro CD, o elogiadíssimo A Closer View, que não conheço, infelizmente.

Ralph Towner & Gary Peacock: Oracle

1. Gaya 5:47
2. Flutter Step 5:49
3. Empty Carrousel 5:50
4. Hat And Cane 5:14
5. Inside Inside 5:58
6. St. Helens 1:57
7. Oracle 7:24
8. Burly Hello 5:57
9. Tramonto 6:26

Gary Peacock, double bass
Ralph Towner, 12 string and classical guitars

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Towner e Peacock : mestres

PQP

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes I (com Joe Henderson & Al Foster)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes I (com Joe Henderson & Al Foster)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em 1989, o Festival Internacional de Jazz de Montreal comemorou seu décimo aniversário. O Festival se instalou no centro da cidade, bloqueando as ruas da rua St. Catherine, perto da Place des Arts. São loucos estes quebequenses, bloqueiam o centro da cidade para um festival de jazz! Mas também houve outra novidade: permitiram que um artista realizasse várias noites seguidas com músicos de sua escolha. O primeiro beneficiário desta carta branca foi Charlie Haden (1937-2014), que se apresentou cada vez com diferentes cúmplices. Entre essas noites, a primeira é particularmente mágica: Charlie convida o saxofonista tenor Joe Henderson (1937-2001) e o baterista Al Foster (1944), dois músicos com quem gravara um álbum ao vivo na Itália dois anos antes, An Evening With Joe Henderson.

Este novo encontro acontece longe da multidão, em uma sala mais íntima, diante de um público particularmente atento e receptivo. Joe, de camisa amarela e gravata marrom se move para frente e ataca uma longa e empolgante introdução de “Round Midnight”, a que se juntaram seus dois colegas depois. Então eles atacam “All The Things You Are”. A terceira parte é mais livre, um campo onde Charlie sente-se muito bem. São 4 logas faixas, de 12 a 21 minutos. Cada uma das 4 passa rapidamente, porque todas são belas histórias.

Este álbum é um grande momento, um momento de enorme empatia. O público não se engana, saboreando com prazer este grande momento de criação.

Charlie Haden: The Montreal Tapes I (com Joe Henderson & Al Foster)

1-1 ‘Round Midnight
1-2 All The Things You Are
1-3 In The Moment
1-4 Passport

Charlie Haden, baixo
Joe Henderson, sax tenor
Al Foster, bateria

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Não foi mole.

PQP

.: interlúdio :. Fred Hersch Trio: Live In Europe

.: interlúdio :. Fred Hersch Trio: Live In Europe

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Meu deus, que disco bom! O piano de Hersch é nítido e belo como o nascer do sol no inverno. Cada nuance da intrincada e enérgica bateria de McPherson tem clareza cristalina e as linhas empáticas do baixo de Hebert surgem sempre com oportuna lucidez. Esta é a gravação de um show apresentado no Flagey Studio 4, ex-Instituto Nacional de Radiodifusão de Bruxelas. Hersch inicialmente não sabia que o espetáculo — que ele considerara uma de suas melhores performances em trio — havia sido gravado. Ao descobrir que tinha sido e ao ouvi-lo, teve sua opinião confirmada e resolveu botar na roda pra nóis. Hersch está feliz, é um mestre brincando com ideias musicais. Ele tem boas razões para estar assim. Sobreviveu milagrosamente ao Armagedon médico (*), está relativamente livre de problemas médicos e viajando pelo mundo com seu extraordinário trio. Tudo bem.

(*) Em decorrência da Aids, que contraiu em 1984, Hersch entrou em coma em 2008 por dois meses. Quando recuperou a consciência, perdera toda a função muscular como resultado da longa inatividade e não podia tocar piano. Após a reabilitação, ele é apenas este monstro que vocês podem ouvir.

Fred Hersch Trio: Live In Europe

1 We See
Written-By – Thelonious Monk
5:51
2 Snape Maltings
Written-By – Fred Hersch
7:24
3 Scuttlers
Written-By – Fred Hersch
2:39
4 Skipping
Written-By – Fred Hersch
4:49
5 Bristol Fog (For John Taylor)
Written-By – Fred Hersch
8:26
6 Newklypso (For Sonny Rollins)
Written-By – Fred Hersch
8:40
7 The Big Easy (For Tom Piazza) 6:56
8 Miyako
Written-By – Wayne Shorter
7:10
9 Black Nile
Written-By – Wayne Shorter
6:44
10 Blue Monk (Solo Encore)
Written-By – Thelonious Monk
5:17

Bass – John Hebert
Drums – Eric McPherson
Piano – Fred Hersch

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Hersch, Hebert e McPherson, trio fantástico

PQP

.: interlúdio :. The PQP Festival of Ray Charles (Dedicated to You + Ray Charles & Betty Carter + Genius Loves Company + Bonus Tracks by PQP )

The PQP Festival of Ray Charles

Dedicated to You

Ray Charles & Betty Carter

Genius Loves Company

Bonus Tracks by PQP

 

O culpado por esta postagem é o FDP com sua maravilhosa Sarah Vaughan de ontem! Entrei no clima e posto o Ray Charles para acompanhar!

Em 1960 apareceu no cenário musical um novo cantor norte americano chamado Ray Charles que, mesmo cego desde a infância, dominou as paradas de sucesso e o show business.

É desse fenômeno que destacamos o primeiro LP do nosso festival: Dedicated to you, lançado em 1961. Com uma canção chamada “Stella by Starlight” estorou nas paradas de sucesso que nem um tsunami! Todas as canções desse LP tinham um nome de mulher. Dai o nome deste que foi o segundo LP de sua carreira e o primeiro dele que conheci. Ah, o primeiro Ray Charles a gente nunca esquece!!

Dedicated to you

01. Hardhearted Hannah
02. Nancy
03. Margie
04. Ruby
05. Rosetta
06. Stella By Starlight
07. Cherry
08. Josephine
09. Candy
10. Marie
11. Diane
12. Sweet Georgia Brown

..oOo..

O próximo LP que apresentamos, Ray Charles & Betty Carter, gravado também em 1961, mostra a versatilidade de Ray Charles no campo do blues/jazz. Betty Carter, sua companheira de gravação, foi uma cantora de jazz norte-americana, conhecida por sua técnica de improvisação e outras habilidades musicais complexas que demonstrou com seu talento vocal e interpretação imaginativa das letras e melodias. 

Ray Charles & Betty Carter

01. Ev’ry Time We Say Goodbye
02. You and I
03. Intro: Goodbye/We’ll Be Together Again
04. People Will Say We’re in Love
05. Cocktails for Two
06. Side By Side
07. Baby, It’s Cold Outside
08. Together
09. For All We Know
10. Takes Two to Tango
11. Alone Together
12. Just You, Just Me
13. But on the Other Hand Baby
14. I Never See Maggie Alone
15. I Like to Hear it Sometime

..oOo..

O terceiro album, Genius Loves Company, foi gravado em 2004, alguns meses antes da morte de Ray, teve um lançamento post-mortem. Nele, Ray interpreta grandes sucessos com grandes amigos. Ficou meses em primeiro lugar nas paradas de sucessos dos Estados Unidos e do Canadá. Ganhou 8 Grammy !

Genius Loves Company

1. “Here We Go Again” (with Norah Jones)
2. “Sweet Potato Pie” (with James Taylor)
3. “You Don’t Know Me” (with Diana Krall) 
4. “Sorry Seems to Be the Hardest Word” (with Elton John)
5.”Fever” (with Natalie Cole)
6. “Do I Ever Cross Your Mind?” (with Bonnie Raitt)
7. “It Was a Very Good Year” (with Willie Nelson)
8. “Hey Girl” (with Michael McDonald)
9. “Sinner’s Prayer” (with B.B. King)
10. “Heaven Help Us All” (with Gladys Knight)
11. “Over the Rainbow” (with Johnny Mathis)
12. “Crazy Love” (with Van Morrison)
13. “Ary My Love” (with Itoshi No Ary)

..oOo..

Por último, separei 16 músicas que não estavam em nenhum dos 3 albuns anteriores e que mereciam estar nesta postagem e juntei tudo num album chamado Bonus Tracks by PQP.

Bonus Tracks by PQP

01. I can’t stop lovin’ you
02. Hey good lookin’
03. Take these chains from my heart
04. Cry
05. Seven Spanish Angels
06. Hit the road, Jack
07. Oh, lonesome me
08. That lucky old sun just rolls around heaven
09. Amazing Grace
10. Crying time
11. Someday you’ll want me to want you
12. What’d I say
13. Sweet memories
14. You Don’t Know Me
15. Over the Rainbow
16. I’ll never stand in your way

Esta postagem vai dedicada a todas as semi-novas e a todos os semi-novos que viveram e usufruíram os Anos Dourados! Tim-tim! ?

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 | 320 KBPS | 399 MB

Boa audição!

 

 

 

 

 

 

Avicenna

 

.: interlúdio :. Sarah Vaughan – The Best Of The Roulette Years 1960-1963

Ai vai meu presente de Natal para os fãs da Divina Sarah Vaughan: três cds com o melhor de suas interpretações no começo dos anos 60, pelo selo Roulette. Só fico lhes devendo a ficha técnica dos cds, para saber quem a acompanha: Orquestra, maestro, solistas … enfim, creio que uma busca mais atenta pela internet os senhores conseguem estas informações.
De qualquer forma, são três finíssimos CDs, de altíssimo nível, como não poderia deixar de ser, em se tratando de Sarah Vaughan.
Divirtam-se, curtam, deliciem-se… trata-se de papa finíssima …

CD 1

Sarah Vaughan – 01 – The More I See You
Sarah Vaughan – 02 – My Favorite Things
Sarah Vaughan – 03 – Call Me Irresponsible
Sarah Vaughan – 04 – Star Eyes
Sarah Vaughan – 05 – Perdido
Sarah Vaughan – 06 – I Got Rhythm
Sarah Vaughan – 07 – Baubles, Bangles And Beads
Sarah Vaughan – 08 – Great Day
Sarah Vaughan – 09 – I’m Gonna Live ‘Til I Die
Sarah Vaughan – 10 – Lover Man
Sarah Vaughan – 11 – I Believe In You
Sarah Vaughan – 12 – Ev’ry Time We Say Goodbye
Sarah Vaughan – 13 – Always On My Mind
Sarah Vaughan – 14 – Sophisticated Lady
Sarah Vaughan – 15 – In A Sentimental Mood
Sarah Vaughan – 16 – The Lady’s In Love With You
Sarah Vaughan – 17 – You Stepped Out Of A Dream
Sarah Vaughan – 18 – A Garden In The Rain
Sarah Vaughan – 19 – Moonglow
Sarah Vaughan – 20 – Fly Me To The Moon
Sarah Vaughan – 21 – Maria
Sarah Vaughan – 22 – Falling In Love With Love
Sarah Vaughan – 23 – On Green Dolphin Street
Sarah Vaughan – 24 – If I Had You
Sarah Vaughan – 25 – As Long As He Needs Me

CD 2

Sarah Vaughan – 01 – Honeysuckle Rose
Sarah Vaughan – 02 – I Can’t Give You Anything But Love
Sarah Vaughan – 03 – These Foolish Things
Sarah Vaughan – 04 – Solitude
Sarah Vaughan – 05 – Nobody Else But Me
Sarah Vaughan – 06 – I Could Write A Book
Sarah Vaughan – 07 – The Lonely Hours
Sarah Vaughan – 08 – You’re Driving Me Crazy
Sarah Vaughan – 09 – Mama He Treats Your Daughter Mean
Sarah Vaughan – 10 – ‘Round Midnight
Sarah Vaughan – 11 – Moanin’
Sarah Vaughan – 12 – What Kind Of Fool Am I
Sarah Vaughan – 13 – The Man I Love
Sarah Vaughan – 14 – The Good Life
Sarah Vaughan – 15 – Easy Street
Sarah Vaughan – 16 – I Guess I’ll Hang My Tears Out To Dry
Sarah Vaughan – 17 – Gravy Waltz
Sarah Vaughan – 18 – Baby Won’t You Please Come Home
Sarah Vaughan – 19 – Midnight Sun
Sarah Vaughan – 20 – I Hadn’t Anyone ‘Til You
Sarah Vaughan – 21 – Look To Your Heart
Sarah Vaughan – 22 – I Remember You
Sarah Vaughan – 23 – Dreamy

CD 3

Sarah Vaughan – 01 – I Fall In Love Too Easily
Sarah Vaughan – 02 – Oh You Crazy Moon
Sarah Vaughan – 03 – Serenata
Sarah Vaughan – 04 – Have You Met Miss Jones
Sarah Vaughan – 05 – I Cried For You
Sarah Vaughan – 06 – Snowbound
Sarah Vaughan – 07 – When Lights Are Low
Sarah Vaughan – 08 – The Best Is Yet To Come
Sarah Vaughan – 09 – Blah Blah Blah
Sarah Vaughan – 10 – The Second Time Arround
Sarah Vaughan – 11 – One Mint Yulep
Sarah Vaughan – 12 – This Cant Be Love
Sarah Vaughan – 13 – Wonder Why
Sarah Vaughan – 14 – Vanity
Sarah Vaughan – 15 – All Or Nothing All
Sarah Vaughan – 16 – My Reverie
Sarah Vaughan – 17 – Moonlight Love
Sarah Vaughan – 18 – Till The End Of Time
Sarah Vaughan – 19 – None But The Lonely Heart
Sarah Vaughan – 20 – Wrap Your Troubles In Dreams
Sarah Vaughan – 21 – I Cover The Waterfront
Sarah Vaughan – 22 – Dont Blame Me
Sarah Vaughan – 23 – A Ghost Of A Chance
Sarah Vaughan – 24 – Time After Time
Sarah Vaughan – 25 – Body And Soul

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

.:interludio :. Cannonball Adderley – Somethin Else (1958)

Provavelmente um dos melhores discos da história do Jazz, ‘Somethin´ Else’ é um primor, uma verdadeira obra prima, um daqueles momentos de inspiração únicos, apesar de que em se tratando desta turma aqui, estes momentos de inspiração eram bastante comuns.
Desde os primeiros momentos de ‘Autumm Leaves’ já entendemos que o vem pela frente é peso pesado, que ninguém aqui está brincando em serviço. Tenho certeza de que boa parte de nossos leitores conhecem esse CD, e quem não o conhece, por favor, não percam tempo baixem e ouçam e assim os senhores terão a confirmação do que estou dizendo.
Miles Davis aqui é um convidado, o dono da bola aqui é o saxofonista Cannonball Adderley, um monstro, um gigante, não tenho superlativos para aplicar a este músico. Não por coincidência, Miles traria o mesmo Cannonball para ajudar a gravar seu disco seminal, sua obra prima absoluta, aquele que para muitos é o melhor disco já gravado na história do jazz, o clássico “Kind of Blue”.

Cannonball Adderley – Somethin Else (1958)

01. Autumn Leaves
02. Love for Sale
03. Somethin Else
04. One for Daddy-O
05. Dancing in the Dark

Julian “Cannonball” Adderley – Alto Saxophone
Miles Davis – Trumpet
Hank Jones – Piano
Sam Jones – Bass
Art Blakey – Drums

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