.: interlúdio :. Standards, Vol. 1 e 2 — Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette

NOVO LINK !!! POSTAGEM DE 2012 !!!

Então vocês pensavam que iam ficar livres de fazer downloads? Nada disso! Recebemos o golpe do MegaUpload, perdemos muitos links de uma só vez e seguimos. Já sei que receberemos muitos pedidos de revalidações de links, essas coisas. Bem, digo com todo o respeito, fodam-se. Se você não comprou aquele HD externo e guardou tudo, só lamento. Por sorte, as minhas postagens permanecem pelo fato de eu usar sempre o detestado, bom e velho Rapidshare. Pura sorte, pois não creio que a Suíça seja menos subserviente aos EUA do que a Nova Zelândia. Ah, já leram isso?

Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette. Não preciso apresentar ninguém. O CD começa com uma faixa chamada Meaning of the Blues… Olha, numa boa, I Felt in Love Too Easily.

Standards, Vol. 1 e 2

CD 1

1. Meaning of the Blues
2. All the Things You Are
3. It Never Entered My Mind
4. The Masquerade Is Over
5. God Bless the Child

CD 2

1. So Tender
2. Moon and Sand
3. In Love in Vain
4. Never Let Me Go
5. If I Should Lose You
6. I Fall in Love Too Easily

Keith Jarrett, piano
Gary Peacock, baixo
Jack DeJohnette, bateria

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Jarrett regendo com as sobrancelhas.

Jarrett regendo com as sobrancelhas.

PQP

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.: interlúdio :. Hiromi Uehara – Voice (2011)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quando postei de enfiada 6 CDs de Hiromi Uehara, escrevi que ela melhorava a cada disco que lançava. Então, dando-me razão, o Bluedog me apresentou seu mais recente trabalho, o maravilhoso, puramente instrumental e paradoxal Voice. Olha, meus amigos, que CD! O vídeo de lançamento (abaixo) talvez não demonstre o quanto é sólido, consistente, PAULEIRA e sério este trabalho de Hiromi. É inacreditável tamanha maturidade aos 32 anos, ainda mais com aquela cara de bonequinha japonesa.

Após um CD solo, o esplêndido Place to be Hiromi traz em Voice um formato trio piano-baixa-bateria e dá um banho. Como já disse, ao contrário de muitos outros artistas que se estabelecem numa zona de conforto, ela continua a evoluir e a redefinir seu estilo até o ponto onde se torna quase impossível imitá-la. É uma tempestade perfeita de talento técnico e criatividade musical, misturando elementos díspares da música clássica, bebop, jazz, fusion e rock como ninguém fez antes.

Em Voice, Hiromi usa e abusa dos ostinati como poucas vezes ouvi um pianista de jazz fazer. Se estilo está mais polifônico e variado do que nunca e seus companheiros… e seus companheiros… Vou até abrir um parágrafo para eles.

Este álbum apresenta uma “banda” nova chamado Trio Project. O baixista é o célebre Anthony Jackson, que trabalhou com Al Di Meola no seu trio de álbuns fusion, marcos da década de 70. Ele trabalhou com muita gente boa longo dos anos, inclusive em dois ábuns anteriores de Hiromi: Another Mind e Brain — ambos postados por este que vos escreve. O baterista é o igualmente maravilhoso Simon Phillips, que muitas vezes parece um metaleiro. (Ouçam-no no vídeo abaixo playing very difficult music…). Apesar de mais conhecido por seu trabalho com Chick Corea, Simon já tocou com artistas como Judas Priest, Jeff Beck, Jack Bruce, Brian Eno, Mike Oldfield, Gary Moore e Mick Jagger, além de ter substituído Keith Moon no The Who do disco Join Together.

Hiromi, Jackson e Phillips complementam-se de forma incrível. Se Hiromi é uma orquestra inteira, Jackson traz o mais puro jazz fusion através de seu baixo e Phillips dá uma intensidade de metal drumming ao todo.

Mais uma joia postada por mim nesta semana e ah!

Talvez como uma homenagem a quem melhor utiizava os ostinati e para garantir o caráter macho do disco — OK, e também para que nosso coração volte a seu ritmo normal depois de tanta velocidade, musicalidade e, bem, pauleira — , Voice finaliza calmamente com uma improvisação sobre a Sonata Nº 8 de Beethoven, Patética. Sim, é o máximo da finesse.

Hiromi Uehara – Voice (2011)

1. Voice (9:13)
2. Flashback (8:39)
3. Now or Never (6:16)
4. Temptation (7:54)
5. Labyrinth (7:40)
6. Desire (7:19)
7. Haze (5:54)
8. Delusion (7:47
9. Beethoven’s Piano Sonata No. 8, Pathetique (5:13)

Hiromi Uehara, Piano
Anthony Jackson, Baixo
Simon Phillips, Bateria

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Hoje, aos 38 anos, com a mesma cara, já os cabelos...

Hoje, aos 38 anos, com a mesma cara, já os cabelos…

PQP

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.: interlúdio :. Beyond The Missouri Sky (Short Stories) – Charlie Haden & Pat Metheny

Este post é originalmente de 2007. Vocês vão notar pelo texto abaixo, que Charlie Haden ainda não tinha falecido.

Agora é P.Q.P. Bach quem ataca de jazz para divulgar outro CD que o guitarrista Pat Metheny (1954) fez em dupla, desta vez com o grande baixista Charlie Haden (1937). Todas as informações grifadas a seguir forma retiradas da Wikipedia.

É um CD muito jazzístico e delicado, em que todas as músicas são tocadas apenas pelos dois solistas em rigoroso duo, com apenas a intervenção de uma discreta bateria (Metheny arrisca-se no instrumento…) em uma das faixas e de alguns efeitinhos de teclado. Haden explora ao extremo seu estilo mais cantabile do que o de um mero marcador de tempo, extraindo de seu contrabaixo um som mais limpo do que cheio. Já Pat Metheny é conhecidíssimo e não vamos perder tempo descrevendo o que vocês já sabem.

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Charles Edward Haden é um contrabaixista de jazz nascido a 6 de Agosto de 1937 em Shenandoah no Iowa nos EUA.

Haden é mais conhecido pela sua associação de longa data com o saxofonista Ornette Coleman, mas também pelas suas caraterísticas linhas de baixo melódicas e é hoje um dos mais respeitados contrabaixistas e compositores de jazz da actualidade.

Biografia

Haden nasceu numa família de músicos que actuava frequentemente na rádio, tocando música country e canções folk americanas. Haden estreou-se profissionalmente como cantor quando tinha apenas dois anos de idade e continuou a cantar com a sua família até aos quinze anos, quando contraiu uma forma ligeira de poliomielite que lhe danificou permanentemente as cordas vocais. Alguns anos antes, Haden começara a interessar-se por jazz e a tocar no contrabaixo do seu irmão.

Algum tempo depois, mudou-se para Los Angeles em 1957 e começou a tocar profissionalmente, nomeadamente com o pianista Hampton Hawes e com o saxofonista Art Pepper.

Charlie Haden tornou-se famoso tocando com Ornette Coleman no final dos anos 50, culminando no disco The Shape of Jazz to Come (1959). Este álbum foi muito controverso, na época, e o próprio Haden confessou que, a princípio, o estilo de Coleman o deixava completamente confundido e que se limitava a repetir as linhas melódicas de Coleman no contrabaixo. Foi só mais tarde que ganhou a confiança para criar as suas próprias linhas.Além da sua associação com Coleman, Haden fazia parte do trio e depois do “”American quartet” de Keith Jarrett, com Paul Motian e Dewey Redman, de 1967 a 1976.

Nos anos 70, fundou, com Carla Bley, a Liberation Music Orchestra (LMO). A sua música era fortemente experimental, associando o free jazz e a música de intervenção política. O seu primeiro álbum debruçava-se sobre a Guerra Civil Espanhola. A LMO tinha uma formação flutuante, abrangendo os principais instrumentistas de jazz. Através dos arranjos de Carla Bley, usavam uma vasta paleta de instrumentos de metal, como tuba, trompa e trombone, além da secção mais tradicional de trompete e instrumentos de palheta. O álbum da Liberation Music Orchestra de 1982, The Ballad of the Fallen refería-se, de novo à Guerra Civil Espanhola bem como à instabilidade política e envolvimento dos EUA na América Latina.

Em 1990 a orquestra regressou com o disco Dream Keeper, um registo mais heterogéneo, utilizando o gospel e música sul-africana para referir-se à América Latina e ao Apartheid.

Em 1971 durante uma excursão em Portugal, Haden dedicou a sua “Song for Che” aos revolucionários anti-colonialistas das colónias portuguesas de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. No dia seguinte, foi preso no aeroporto de Lisboa e interrogado pela DGS, a polícia política portuguesa. Foi prontamente libertado graças à intervenção da embaixada americana em Lisboa, mas foi depois interrogado acerca da dedicatória pelo FBI, já nos EUA.

Esta exploração temática de géneros de música habitualmente não associados ao jazz tornou-se uma característica marcante de Haden com o seu Quartet West. Fundado em 1987, o quarteto era composto por Haden, Ernie Watts no saxofone, Alan Broadbent ao piano e Larance Marable na bateria. O grupo apresentava arranjos de Broadbent, românticos e elaborados e recebeu muitos prémios.

Haden também tinha trabalhava em duetos com vários pianistas, como Hank Jones, Kenny Barron e Denny Zeitlin. Explorou a música folk americana em American Hymns, a música dos film noir em Always Say Goodbye e a música popular cubana em Nocturne.

Em 1989 foi artista convidado do Festival de Jazz de Montreal e tocou todas as noites do festival com diferentes conjuntos e bandas. A maior parte destes concertos foram editados na série The Montreal Tapes.

Em 1990 grava, com o mestre da guitarra portuguesa, Carlos Paredes, o álbum Dialogues.

No final de 1997, colabora num dueto com o guitarrista Pat Metheny, explorando a música da sua infância, no álbum Beyond the Missouri Sky (Short Stories) e realizando uma digressão mundial com Metheny.

Em 2005, Haden voltou a reunir a Liberation Music Orchestra, grandemente renovada, para lançar Not In Our Name, abordando a situação política dos EUA e a guerra do Iraque.

Em 2007, no seu 70º aniversário, lança o documentário: “Charlie Haden”.

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E sobre Pat Metheny

Biografia

Iniciando com o trompete já aos 8 anos de idade, Metheny trocou para a guitarra ao 12 anos. Aos 15 anos, já estava trabalhando com os melhores músicos de jazz do Kansas, adquirindo experiência em bandas já muito jovem. Seu primeiro sucesso na cena internacional do jazz foi em 1974. Com o lançamento de seu primeiro álbum, Bright Size Life (1975), segundo a crítica, ele reinventara “o som tradicional da guitarra jazz” para uma nova geração de guitarristas.

Durante sua carreira, continuou a redefinir o genero utilizando novas tecnologias e trabalhando constantemente para refinar sua capacidade sonora e de improvisação no seu instrumento.Planejando sua carreira com sabedoria, trabalhou primeiro com uma gravadora de grande prestígio na música moderna (ECM), depois em uma gravadora de inclinações pop (Geffen) e finalmente com a multi-nacional (Warner Bros). Flertou com o jazz-rock, com grande sucesso, e chegou mesmo a ter videoclipes exibidos na rede MTV. Segundo os críticos Richard Cook e Brian Morton, “Metheny tornou-se uma figura-chave na música instrumental dos últimos 20 anos”.

Durante os anos, atuou com músicos tão diversos como Steve Reich, Ornette Coleman, Herbie Hancock, Jim Hall, Milton Nascimento e David Bowie. Formou uma parceria de composição com o tecladista Lyle Mays por mais de vinte anos – uma parceria que foi comparada às de Lennon/McCartney e de Ellington/Strayhorn por críticos e por ouvintes igualmente. O trabalho de Metheny inclui composições para guitarra solo, instrumentos elétricos e acústicos, grandes orquestras, e peças para ballet, com passagens que variam do jazz moderno ao rock e ao clássico.

Metheny atuou também na área academica como professor de música. Aos 18, foi o professor mais novo de sempre na universidade de Miami. Aos 19, transformou-se no professor mais novo de sempre na faculdade de Berkeley de música, onde recebeu também o título de doutor honorário vinte anos mais tarde (1996). Ensinou também em workshops de música em várias partes do mundo, desde o Dutch Royal Conservatory ao Thelonius Monk Institute of Jazz. Foi também um dos pioneiros da música eletrônica, e foi um dos primeiros músicos do jazz que tratou o sintetizador seriamente. Anos antes da invenção da tecnologia de MIDI, Metheny usava o Synclavier como uma ferramenta de composição . Também tem participação no desenvolvimento de diversos novos tipos de guitarras tais como a guitarra acústica soprano, a guitarra de 42-cordas Pikasso, a guitarra de jazz Ibanez Pm-100, e uma variedade de outros instrumentos feitos sob encomenda.

Metheny é um músico que estuda e escreve muito, está aberto a inúmeras influências, e principalmente toca e grava muito. Nesse processo, atira em várias direções, e é inegável que acaba produzindo alguns trabalhos de caráter mais comercial, ainda que agradáveis e perfeitamente bem executadas.

Ele ganhou ganhou vários concursos como o “melhor guitarrista de jazz” e prêmios, incluindo discos de ouro para os álbuns Still Life (Talking), Letter from Home e Secret Story. Ganhou também quinze prêmios Grammy Awards sobre uma variedade de categorias diferentes incluindo “Best Rock Instrumental”, “Best Contemporary Jazz Recording”, “Best Jazz Instrumental Solo”, “Best Instrumental Composition”.

O Pat Metheny Group ganhou sete Grammies consecutivos em sete álbums consecutivos. Metheny dedica-se a maior parte de seu tempo a turnes e viagens, e calcula uma média entre 120 à 240 viagens por ano desde 1974. Continua a ser uma das estrelas mais brilhantes da comunidade do jazz, dedicando tempo aos seus próprios projetos, a novos músicos e aos veteranos, ajudando-lhes a alcançar suas audiências tão como realizar suas próprias visões artísticas.

Beyond The Missouri Sky (Short Stories)

1. Waltz For Ruth
2. Our Spanish Love Song
3. Message To A Friend
4. Two For The Road
5. First Song
6. The Moon Is A Harsh Mistress
7. The Precious Jewel
8. He’s Gone Away
9. The Moon Song
10. Tears Of Rain
11. Cinema Paradiso (Love Theme)
12. Cinema Paradiso (Main Theme)
13. Spiritual

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Metheny-Haden: que dupla, que dupla, que dupla!

Metheny-Haden: que dupla, que dupla, que dupla!

PQP

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.: interlúdio :. Jan Garbarek / The Hilliard Ensemble: Officium Novum

Terceiro álbum de uma das combinações de som mais curiosas da música atual: a do saxofonista norueguês Jan Garbarek mais o principal grupo vocal da Grã-Bretanha, The Hilliard Ensemble. O primeiro álbum, Officium, vendeu cerca de 1 milhão de cópias, e foi um dos 20 álbuns clássicos / jazz mais vendidos da primeira década deste século. O saxofone de Garbarek faz uma “quinta voz livre”. O Hilliard é especialista em música sacra barroca e pré-barroca. Com Garbarek, o conjunto não perde seu estilo, mas ganha em alcance musical e emocional. Neste CD, eles vão mais a Oriente. O foco central é a música da Armênia com base em adaptações de Komitas Vardapet, baseando-se tanto na música sacra medieval quanto na tradição do Cáucaso. O Hilliard estudou essas peças durante visitas à Armênia e suas características encoraja alguns voos apaixonados de Garbarek. Também estão incluídas Most Holy Mother Of God de Arvo Pärt em uma leitura a cappella, cantos bizantinos, duas peças de Jan Garbarek, incluindo uma nova versão de We are the stars, além do Alleluia, Nativitas de Perotin. Sou indiferente ao disco, mas tem gente que fica louca por ele.

Jan Garbarek / The Hilliard Ensemble: Officium Novum

01 – Ov zarmanali [Komitas] 04:11
02 – Svjete tihij [Byzantine chant] 04:14
03 – Allting finns [Jan Garbarek] 04:18
04 – Litany 13:06
05 – Surb, surb [Komitas] 06:40
06 – Most Holy Mother of God [Arvo Pärt] 04:34
07 – Tres morillas m’enamoran [Spanish anonymous] 03:32
08 – Sirt im sasani [Komitas] 04:06
09 – Hays hark nviranats ukhti [Komitas] 06:25
10 – Alleluia. Nativitas [Pérotin] 05:20
11 – We are the stars [Jan Garbarek] 04:09
12 – Nur ein Weniges noch [Giorgos Seferis] 00:19 Read By – Bruno Ganz 0:19

Jan Garbarek (sax soprano e tenor)
The Hilliard Ensemble (David James, contra-tenor, Rogers Covey-Crump, tenor, Steven Harrold, tenor, Gordon Jones, barítono)

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Não sabemos se deus os salvará.

Não sabemos se deus os salvará.

PQP

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.: interlúdio :. Egberto Gismonti, Charlie Haden, Jan Garbarek: Mágico: Carta De Amor

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em abril de 1981, o legendário produtor da ECM Manfred Eicher aproveitou uma turnê deste trio — que se autochamava pelo nome de Mágico –, para registrar um de seus concertos, no Amerika Haus, em Munique, na Alemanha. As gravações ficaram excelentes, mas o produtor alemão esperou três décadas para ver lançado o álbum duplo. Tudo porque Haden e Garbarek se desentenderam por motivo que nunca foi noticiado. Gismonti disse que já tinha esquecido do concerto gravado em 1981, quando recebeu, meses atrás, a notícia de que a ECM lançaria o disco. “Por atitudes como essa eu acho o Manfred tão competente e tão reto. Ele tinha uma joia como essa na mão, mas não lançou o disco enquanto o Haden e o Garbarek não voltaram a se entender.” Hoje, existe até a possibilidade do trio voltar a tocar junto.

Olha, o disco é um ABSURDO de bom. É um sublime tesouro que se reencontra. É melhor presente de pós-Natal que se possa imaginar.

Ouçam muito porque vale a pena.

Presente de nosso consultor. Aquele dos Piazzolla, lembram?

Egberto Gismonti, Charlie Haden, Jan Garbarek: Mágico — Carta De Amor

1. Carta de Amor 7:25
2. La Pasionaria 16:26
3. Cego Aderaldo 9:51
4. Folk Song 8:10
5. Don Quixote 8:25
6. Spor 14:01

1. Branquinho 7:37
2. All That Is Beautiful 15:35
3. Palhaço 9:12
4. Two Folk Songs 3:39
5. Carta de Amor, var. 7:35

Egberto Gismonti, violões e piano
Jan Garbarek, sax soprano
Charlie Haden, baixo

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Gismonti, Haden e Garbarek: um CD absurdamente bom, lançado somente após o reentendimento de Haden e Garbarek.

PQP

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.:interlúdio:. Oscar Peterson – Merry Christmas

Esta é uma postagem relâmpago, esperando que chegue a todos a tempo. Embora haja muito que se dizer sobre música de Natal, sobre Jazz, sobre discos de Natal e sobre o pianista que aqui se faz presente – num verdadeiro presente natalino para todos nós, digo apenas que Oscar Peterson era canadense, como o Zé Colmeia e também da mesma forma que os ursos canadenses, era imenso – não somente em forma, mas também em talento. Vá lá, Zé Colmeia, até onde me lembre, não tocava piano, mas não importa. Um lindo disco de Natal, que nos venha junto com a beleza de suas faixas toda boa sorte, saúde e paz que precisamos. Abraços.

‘Oscar Peterson – Merry Christmas’

God Rest Ye Merry Gentlemen
What Child Is This?
Let It Snow; White Christmas
Jingle Bells
I’ll Be Home For Christmas
Santa Claus Is Coming To Town
O Little Town of Bethlehem
The Christmas Waltz
Have Yourself A Merry Christmas
Silent Night
Winter Wonderland
Away In A Manger
O Christmas Tree

Oscar Peterson – Piano
Dave Samuels – vibrafone
Jack Scantz – flugelhorn
Lorne Lofsky – guitar
David Young – Bass
Jerry Fuller – drums
String orchestra conducted by Rick Wilkins

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O imenso Oscar Peterson. Boas festas e Felicidades a todos nós.

O imenso Oscar Peterson. Boas festas e Felicidades a todos nós.

Wellbach

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.: Interlúdio :. Dinah Washington – Ballads

hswfivDinah Washington morreu em 1963 aos 39 anos. Viveu o suficiente para se casar 8 vezes, divorciar 7 vezes, ter um montão de amantes (até Quincy Jones, segundo as más línguas), e deixar um legado musical formidável, inclusive o título de “Queen of the Blues”.

No Brasil foi lançado este álbum com as suas melhores e inesquecíveis baladas que posto agora, culpa do Blue Dog.

Ouça e sonhe! Unforgettable …

01. Unforgettable
02. Harbor Lights
03. Mad About The Boy
04. I Won’t Cry Anymore
05. If I Loved You
06. I’m Lost Without You Tonight
07. Love Walked In
08. It Could Happened To You
09. Cold, Cold Heart
10. Our Love Is Here To Stay
11. Cry Me A River
12. When I Fall In Love
13. The Song Is Ended, But The Melody Lingers On
14. There Goes My Heart
15. Heart
16. Smoke Gets In Your Eyes
17. With A Song In My Heart
18. Love Is A Many Splendored Thing
19. Don’t Explain
20. Love Letters
21. Am I Blue
22. If I Should Lose You
23. September In The Rain

Dinah Washington – Ballads – 2002

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MP3 320 kbps – 144,6 MB – 1 hora
powered by iTunes 9.0

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Avicenna

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.: interlúdio :. The Famous 1938 Carnegie Hall Jazz Concert – Benny Goodman

carnegie-hall-concert
“No dia 16 de janeiro de 1938, Benny Goodman e sua orquestra foram consagrados no histórico concerto realizado e gravado no Carnegie Hall de Nova York.” (relato do repórter do PQPBach enviado ao Carnegie Hall, Sr. Wellington Mendes).

Foi também a primeira apresentação de uma banda de Jazz no Carnegie Hall. Este LP, produzido em 1950, foi um dos primeiro LPs nos Estados Unidos a vender mais de 1 milhão de cópias.
Alguns dos músicos presentes nesta gravação:
Harry James, trumpets
Gene Krupa, drums
Count Basie, piano

The Famous 1938 Carnegie Hall Jazz Concert

01. Don’t Be That Way
02. One O’Clock Jump
03. Sensation Rag
04. I’m Coming Virginia
05. When my Baby Smiles at Me
06. Shine
07. Blue Reverie
08. Life Goes to a Party
09. Honeysuckle Rose
10. Body and Soul
11. Avalon
12. The Man I Love
13. I Got Rhytm
14. Blue Sky
15. Sing Sing Sing (With a Swing)

The Famous 1938 Carnegie Hall Jazz Concert – Benny Goodman – 1950

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MP3 320 kbps – 158,8 MB – 1,1hora
powered by iTunes 9.1

Boa audição.

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Avicenna

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.: interlúdio :. Michel Portal, Richard Héry, Xavier Tribolet, Quatuor Ébène: Eternal Stories

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Como na capa ao lado, aqui, o jovem e maravilhoso Quarteto Ébène, que já nos brindou este ano com este extraordinário Schubert, encara com seus dezesseis pés e mãos o jazz contemporâneo ao lado de veteranas sumidades como o clarinetista, saxofonista e bandoneonista Michel Portal, o baterista Richard Héry e o pianista, Xavier Tribolet. O resultado é magnífico. Em sua primeira parceria, ocorrida em 2013, Portal e o Ébène tocaram Piazzolla juntos em Paris. O Le Monde falou de “uma lição significativa, um encontro soberbo, uma conversa real”. Recém lançado, Eternal Stories é um dos melhores álbuns que Portal já gravou. Ele poderia muito bem ter pensado em seu amado Charlie Parker, que em 1949 gravou com quarteto de cordas, mas Eternal Stories não é uma tentativa de remake, compreendendo peças totalmente novas e dois arranjos inéditos de trabalhos tardios de Piazzolla, além de contribuições surpreendentes de membros do Ébène.

Michel Portal, Richard Héry, Xavier Tribolet, Quatuor Ebène: Eternal Stories

1 City Birds 7:53
2 L’Abandonite 7:38
3 Judy Garland 4:21
4 Elucubration 4:19
5 Eternal Story 6:21
6 Asleep 4:48
7 Loving 5:23
8 Anxiety 5:22
9 Plus L’Temps 3:12
10 Solitudes 5:15
11 Le Corbillon 5:26
12 It Was Nice Living Here 8:47

Cello – Raphaël Merlin (Ébène)
Clarinet, Sax, Bandoneón – Michel Portal
Drums – Richard Héry
Keyboards – Xavier Tribolet
Viola – Adrien Boisseau  (Ébène)
Violin – Gabriel Le Magadure, Pierre Colombet  (Ébène)

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Quatuor Ebène, Michel Portal, Richard Héry, Xavier Tribolet

Quatuor Ebène, Michel Portal, Richard Héry, Xavier Tribolet

PQP

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.:interlúdio:. Hermeto Pascoal – Por Diferentes Caminhos – Piano Solo, 1988

Magos existem. Eu vi um deles. Na verdade o último dos magos da música ainda sobre a terra. Capaz de transformar tudo o que toca, literalmente falando, em matéria musical. Sua aura faz brotar música por onde ele passa e quando ele toca a sua alquimia deixa pasmos até mesmo os que o acompanham há anos; a música se transforma, se transmuta, o que era bossa vira valsa, frevo, choro… Os músicos ao seu lado se esquecem de tocar, boquiabertos diante daquilo. Seu poder parece emanar de alguma Pedra Filosofal que traz entre as barbas alvas – com as quais ele também produz música, quando quer. Hermeto Pascoal é uma força da natureza. Quero narrar aqui um sonho que tive há alguns anos, embora ache piegas esse negócio de contar sonhos, mas Jung me autorizaria e para mim ele também é mago. Havia uma grande clareira em meio a uma mata, ali acontecia uma festa, índios e outras pessoas de diferentes origens. Hermeto tocava flauta no meio de uma roda de músicos, meio toré, meio arraial nordestino. Ele saia da roda e se afastava mais e mais em direção à mata. Eu o seguia mata dentro e o perdia de vista; logo mais notei no chão suas pegadas e eram luminosas. Emanava uma luz forte e azulada. Ora, interpretar sonhos ficou pro Zezinho da Bíblia e para o saudoso Pedro de Lara. Apenas digo que meus encontros com o mago me deixaram tatuagens musicais nos ossos, impressões radioativas provocadas por sua aura poderosíssima. A mais representativa foi em Mar Grande, na Ilha de Itaparica, do outro lado do mar frente a Salvador, na pousada ‘Sonho de Verão’ do amigo irmão Eratóstenes (Toza) Lima; singularíssima pessoa, mistura de músico, administrador, ecologista, ufólogo, mestre cuca, cronista, arquiteto, escultor… Neste lugar onde vivemos muitas aventuras musicais havia um grande palco em frente à piscina e ali uma diversidade de instrumentos à disposição de todos os músicos que por ali passassem. Hermeto pousou ali por uma noite e nos deu de sua arte fartamente. Espetáculo. Após o que, antes que tivéssemos o privilégio de tocar para o mestre, fui até ele e pedi que autografasse minha surdina growl, um desentupidor de pia; objeto muito conhecido entre jazzistas trompetistas, objeto que guardo como relíquia hierática.

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Na manhã seguinte acordei bem cedo, queria me despedir do mestre, que partiria presto. Fiquei ruminando no flugelhorn uns exercícios de rotina. Ele apareceu e disse: “Você estava tocando escalas cromáticas! É difícil no flugel, não é? Você sabe onde posso conseguir uma surdina pra flugel?” Respondi que existe, mas que é rara e ajudaria apenas amarrar um pano na campana. Ele gostou da ideia, disse que tinha o hábito de acordar muito cedo, sentar no chão e tocar flugel, acordando a casa toda e por isso ficavam furiosos; daí o interesse numa surdina (risos). No café da manhã seu filho indagou: “Pai, quer pão?” Foi o bastante para Hermeto, que tomou uns talheres, percutiu as xícaras e fez um baião: “Kepão, kepão…”

33uzi3nOutra vez que o encontrei foi numa casa noturna na qual eu tocava. Ele chegou e estávamos em ação. Parei tudo e lhe dedicamos uma Asa Branca bem Free-jazz. Ele tocou no meu trompete e depois subiu ao palco para nos conceder duas horas de maravilhas ao piano. A última vez que o vi foi um acaso, estava num ponto de ônibus diante de um restaurante chinês. Um taxi apareceu e ele surgiu. Fui lá pedir-lhe a bênção. Não preciso ressaltar que para um músico instrumentista toda essa tietagem é normal e dá orgulho tratando-se de Hermeto. Mas falemos do presente registro sonoro. Em 1988 Hermeto entrou num estúdio para gravar um disco solo no piano acústico. Muitas das faixas foram improvisadas, temas criados, desenvolvidos e concluídos instantaneamente; como somente os seus feitiços poderiam conceber. A primeira faixa, uma joia chamada ‘Pixitotinha’. Para quem não sabe a palavra é um substitutivo carinhoso para algo ou alguém pequeno, como uma criança; significando ‘pequenininha’. Termo muito usado em minha terra e no meu tempo de criança, Caruaru – Pe; meu avô Raimundinho (que Deus o tenha) usava bastante esta palavra. Foi uma peça criada instantaneamente, como uma pérola ou uma rosa que se materializa entre as mãos do mago. A sua conhecida peça Bebê nos vem com impetuosa e expressiva verve, tema talvez mais famoso do mestre. ‘Macia’ é uma brisa alvissareira, uma impressão suave como o nome da peça, um lampejo Debussyano, um véu que esvoaça. ‘Nascente’, um evocação da força criativa da natureza, que evolui para figuras cada vez mais complexas. ‘Cari’, uma melodinâmica de passagem, um trecho de energia musical do qual temos apenas um vislumbre. ‘Fale mais um pouquinho’, outro momento musical curioso e meio jocoso, como o titulo. ‘Por diferentes caminhos’, título do álbum, partindo de um ostinato que até lembra certo prelúdio gotejante de Chopin, para logo nos mergulhar em reflexões melódicas de cativante beleza; brisas de nordeste entrando pela janela, ponteios… ‘Eu Te Tudo’, uma peça inquieta, que certa nostalgia tenta apaziguar sem sucesso; as progressões engolfam a melodia, que luta para se instaurar, perdendo-se na distância das últimas notas agudas. ‘Nenê: um dos mais belos momentos do disco e que dispensa qualquer comentário, apenas ouçamos; digo apenas que o velho Villa decerto trocaria alguns dos seus charutos por certos trechos improvisados por Hermeto; a faixa é aberta pela voz do próprio, dedicando a música, que será feita naquele instante a um amigo baterista e compositor. Ao final, arrematando numa imponente cadência em ritardo, ouvimos o grito de Hermeto: “Obrigado Nenê!”, que a essa altura deve ter-se acabado de emoção. Na faixa ‘Sintetizando de verdade’ temos o que considero um dos maiores momentos de improvisação musical já gravados. Hermeto, no piano preparado (ou sabotado), nos arrebata com uma espantosa, meditativa e tenaz odisseia por plagas nordestinas; encontramos pelo caminho rastros de cangaceiros e beatos, depois o que parece um oriental com seu burrico carregado de quinquilharias, moçoilas com potes de água fresca, mandacarus e flores exóticas, frutas de palma e revoadas de passarinhos verdes; serras e riachos secos; para enfim nos levar a um povoado em festa, foguetório e forró na praça, meninada e bacamarteiros, bandas de pife e sanfonas. A habilidade do músico é espantosa e diria, sem receio, que a peça faria inveja a Prokofiev e Bartók – quem nem tiveram a sorte de conhecer a música nordestina. Em ‘Nostalgia’ Hermeto nos surpreende com um famoso tango que executa à sua maneira, lembrando talvez dos tempos em que tocava na noite e em happy hours. Uma história que ele mesmo conta desses tempos é que naquelas ocasiões, enquanto a audiência batia papo alheia ao seu piano, ele aproveitava para estudar algumas ousadias harmônicas e afins. Certa vez um sujeito veio de lá e perguntou: “O que você está tocando aí?” e ele: “E vocês, o que estão falando lá?” (mais risos). A última faixa, ‘Amanhecer’, mais um meditativo momento que evoca alvoradas e atmosferas orvalhadas, com um perfume de melancolia; a inquietude também está lá, porém dessa vez a melodia impera e nos conduz a um final cheio de luz – como as suas pegadas em meu sonho. Hermeto é inextinguível, temos a sorte de existir tal artista em nossas terras e, graças aos céus, ainda entre nós e gerando música. Que assim permaneça pelos séculos do séculos, magnífico Hermeto Pascoal, Mago dos Magos.

Por Diferentes Caminhos – Hermeto Pascoal – Piano solo, 1988
1 Pixitotinha
2 Bebê
3 Macia
4 Nascente
5 Cari
6 Fale mais um pouquinho
7 Por diferentes caminhos
8 Eu Te Tudo
9 Nenê
10 Sintetizando de verdade
11 Nostalgia
12 Amanhã

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Mago dos Magos - Esta coroa ninguém usurpa.

Mago dos Magos – Esta coroa ninguém usurpa.

Wellbach

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.: interlúdio :. Gary Peacock Trio: Tangents

O viajandão Gary Peacock tem 82 anos e está há quase 65 por aí, se apresentando e gravando com seu contrabaixo. Já formou grupos com luminares como Albert Ayler, Paul Bley, Bill Evans e Keith Jarrett, ou seja, está na história do jazz. Quando o Standards Trio, de Jarrett, Peacock e o baterista Jack DeJohnette foi dissolvido em 2014, após mais de vinte gravações, Peacock lançou seu próprio trio de piano com o pianista Marc Copland e o baterista Joey Baron. Tangents vem logo após Now This (ECM, 2015).

Ao invés de ficar numa boa, lambendo sua própria história, Peacock está disposto a experimentar formas mais livres. Ele encontrou parceiros empáticos em Baron e Copland, que “têm a mesma experiência e a vontade de sentir a música juntos”. Tangents deve ser considerado um destaque nas carreiras dos três artistas. Para mim, eles muitas vezes são sérios demais e exploram pouco as tais tangentes. Mas há dias em que se precisa de um CD assim calmo, introspectivo e, paradoxalmente, cintilante.

Gary Peacock Trio: Tangents

1 Contact 6:29
2 December Greenwings 4:50
3 Tempei Tempo 4:10
4 Cauldron 2:29
5 Spartacus 5:10
6 Empty Forest 7:11
7 Blue In Green 4:42
8 Rumblin’ 4:07
9 Talkin’ Blues 4:04
10 In And Out 2:53
11 Tangents 6:50

Double Bass – Gary Peacock
Drums – Joey Baron
Piano – Marc Copland

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O Gary Peacock Trio

O Gary Peacock Trio

PQP

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.: interlúdio :. Ahmad Jamal: Marseille

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Lembro de Jamal dando uma entrevista após um daqueles lendários Festivais de Jazz de São Paulo. O repórter perguntou o motivo pelo qual ele não utilizava piano elétrico… E ele respondeu rindo:

— Você quer que eu abra mão de meu Steinway? É isso?

O inexperiente jornalista ficou parado, esperando mais. Bobo. “Atravessei quatro gerações em matéria de música. Eu era criança no tempo das big bands; adolescente quando chegaram as revoluções de Dizzy Gillespie e Charlie Parker; vivi o free jazz e continuo vivo na era da eletrônica”. E, aos 86 anos completados em julho, o estadunidense Ahmad Jamal segue fiel a seu piano Steinway. E faz um belo CD em homenagem à cidade que ama: “Marselha é uma cidade única, com pulsação própria. É um porto aberto ao mundo, onde se sente o vento dessa liberdade, o espírito de aventura”. E o CD Marseille é bom demais. A alegria, o uso do ritmo, do silêncio, da luz e da sombra sempre caracterizaram Jamal e sua bela mão esquerda. E eles estão aqui, provas vivíssimas de que a pirotecnia frenética não é necessária para causar impacto. Este álbum extraordinariamente belo demonstra como a idade sozinha não diminui a capacidade musical e a criatividade de um artista. Eu adorei ouvi-lo. Espero ainda mais do compositor, pianista e artista sem fim Ahmad Jamal, tá?

Ahmad Jamal: Marseille

1 Marseille (Instrumental) 8:34
2 Sometimes I Feel Like A Motherless Child 5:47
3 Pots En Verre 8:27
4 Marseille (Vocals – Abd Al Malik) 7:23
5 Autumn Leaves 8:45
6 I Came To See You / You Were Not There 5:54
7 Baalbeck 6:21
8 Marseille (Vocals – Mina Agossi) 8:14

Double Bass – James Cammack
Drums – Herlin Riley
Percussion – Manolo Badrena
Piano – Ahmad Jamal
Vocals – Abd Al Malik, Mina Agossi

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Jamal rindo gostosamente da idade.

Jamal rindo gostosamente da idade.

PQP

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.: interlúdio :. Louis Hayes: Serenade For Horace

Horace Silver era na verdade Horace Ward Martin Tavares Silva (1928-2014), um pianista e compositor de jazz. Ele era filho de um imigrante de Cabo Verde e de uma estadunidense. Ele é o homenageado neste CD pelo baterista de seu extinto quinteto e grande amigo Louis Hayes (1937). É um disco excelente. Não chega a ser uma releitura radical, é antes uma “tranquila lembrança” concebida e liderada por Hayes. Aos 80 anos, sua bateria é tão boa e jovem como sempre foi. O CD reúne um grupo de músicos experientes e dedicados a honrar Silver, sem imitá-lo, mas tocando sua música com grande fidelidade. E a música de Silver é daquele gênero que deixa a gente feliz.

Louis Hayes: Serenade For Horace

1 Ecaroh 4:55
2 Señor Blues 5:22
3 Song for My Father 5:52
4 Hastings Street 4:09
5 Strollin’ 5:16
6 Juicy Lucy 5:57
7 Silver’s Serenade 5:05
8 Lonely Woman 6:46
9 Summer in Central Park 5:03
10 St. Vitus Dance 5:51
11 Room 608 4:55

Personnel:
Louis Hayes: drums and leader;
Abraham Burton: tenor saxophone;
Josh Evans: trumpet;
Steve Nelson: vibraphone;
David Bryant: piano;
Dezron Douglas: bass and
Gregory Porter, vocalist, on Song for My Father.

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Ao piano, Horace Silver. Louis Hayes na batera.

Ao piano, Horace Silver. Louis Hayes na batera.

PQP

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.: interlúdio :. Al Hirt – Memories – 1999

Screen Shot 2016-06-20 at 3.41.58 PM Al Hirt
Memories 1999

CD lançado logo após a morte do excepcional trompetista Al Hirt.

Dedico esta postagem ao nosso grande colega trompetista Wellbach, cuja pena produz textos tão saborosos quanto o trompete do Al tocando Ciribiribin, e a todos os semi-novos que tiveram a felicidade de dançar ao som do Al Hirt durante os anos dourados.

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Palhinha: ouça 03. Ciribiribin

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Al Hirt – Memories
01. I Can’t Get Started
02. Stardust / The Man With The Horn
03. Ciribiribin
04. Tuxedo Junction
05. Gonna Fly Now
06. Tenderly
07. Java
08. Toy Trumpet
09. Cherry Pink And Apple Blossom Wine
10. And The Angels Sing
11. Feels So Good
12. Boy Meets Horn
13. Rhapsody In Blue

Memories – 1999
Al Hirt

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XLD RIP | FLAC | 253,9 MB

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MP3 | 320 kbps | 88,8 MB

powered by iTunes 12.4.1 | 40,6 min

Boa audição

de inocencia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

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.: interlúdio :. The New Tango – Astor Piazzolla & Gary Burton

Uma rosa numa mão e uma navalha na outra – esta impressão me veio quando de uma aula na qual fizemos a audição de diversos gêneros musicais e uma das faixas era Piazzolla. O que poderia escrever sobre sua música não cabe aqui, talvez nem em palavras. Posso dizer que é uma música que não costumo partilhar quando a ouço, porque há muito que compreendi o quanto a música pode incomodar os espíritos menos permeáveis, à beleza e a certas intensidades; talvez também pelo quanto a música pode dizer de nós mesmos; talvez porque certos whiskys só podem ser partilhados com muito poucos. Piazzolla, abrindo a cancela das impressões e da emoção, é abismo de maravilhas, é caminho sem fim e fim de caminho, também caminho perdido; é partida, volta e revolta. Tanguédia, tragédia, tragicomédia, melodinâmica – na impressão do amigo flautista Marco Moreno Pio (em memória); “pulsacion” e síncope, por vezes cardíaca. Densidade, intensidade e ansiedade. Lirismo e facada. A lona do ringue e o enfrentamento. A música de Piazzolla pode ser chamada de erudita, caindo no balaio das terminologias muitas vezes mal vindas ou falhas. É toda escrita com o rigor das peças chamadas eruditas, com espaços naturalmente para reinterpretações e improvisações – sempre muito benvindas. Astor, assim como outros tantos compositores do século passado, peregrinou ao templo da maga musical do século XX, Nadia Boulanger (1887-1997). E dela ouviu o mesmo que ouviu George Gershwin: “você já sabe escrever como Ravel, agora vá ser você mesmo”. Com este batismo de fogo na testa, Astor podia então dar curso à revolução do Tango; revolução essa que para muitos conservadores, até hoje, seria herética. Em uma viagem a Buenos Aires, perambulando por uma rua de antiquários no Bairro San Telmo, um respeitável senhor, me vendo passar com meu chapéu de aba larga, me indagou: “Buscas a Gardel?” Respondi: “Não, busco a Piazzolla!” Ele me olhou com estranheza e reprovação (risos). O pequeno Astor, que foi amigo e escudeiro de Gardel (que era de Marselha, conforme revelado recentemente), que lhe comprava jornais e cigarros. Gardel, vendo-o tocar tão bem o Bandoneon, queria que o acompanhasse numa viagem – aquela que lhe seria derradeira e fatal. O pai de Astor não o permitiu, alegando que ele somente teria esta liberdade quando concluísse os estudos. Salvou assim o filho para si e para a nós salvou o gênio – Viva Dom Nonino!

Este estupendo registro musical, conheci em vinil há décadas e diria que poderíamos considerar uma das melhores sínteses da música do mestre de Mar del Plata – o que em absoluto vem a excluir tudo o mais, ao contrário. O honradíssimo convidado é o vibrafonista Gary Burton, jazzman, da tradição de Lionel Hampton e Milt Jackson, entre outros. Nascido em Indiana, Burton foi autodidata em vibrafone e marimba desde os seis anos de idade; mais tarde encontraria sua grande inspiração no pianista Bill Evans. A assimilação do estilo de Astor por Gary é perfeita. O digo porque para outros não foi fácil, a exemplo do Kronos Quartet. Este formidável grupo de cordas, apesar de exímio, não satisfez ao mestre, que em meio a uma madrugada telefonou para o seu compadre violinista Fernando Suarez Paz, rogando que fosse imediatamente para os Estados Unidos, pois o quarteto não conseguia assimilar o que a sua música exigia nem reproduzir os efeitos necessários. Só assim foi possível o disco ‘Five Tango Sensations’. Burton se destaca e o faz, para além de sua habilidade e feeling, também através dos excelentes arranjos: Piazzolla estende o tapete vermelho para o vibrafone e Burton o honra devidamente, brilhantemente. A única ressalva que faria ao disco, só pra ser chato, é que o bandoneon e violino ficam em segundo plano em volume na gravação. Houve um excesso de cuidados na captação do vibrafone.

i592c5A atuação do mestre dispensa qualquer comentário. Ao seu lado, o fidelíssimo escudeiro Fernando Suarez Paz, para mim um dos maiores violinistas de todos os tempos. Assim como Duke não seria Ellington sem a paleta de cores de sua orquestra, nas figuras de Johnny Hodges, Cootie Williams, Harry Carney, Barney Bigard… Assim como Sherlock seria menos Holmes sem Watson e Dom Quixote menos poético sem Sancho Pança, Astor seria menos Piazzolla sem o seu grande comparsa de belezas musicais indizíveis. Um daqueles encontros através dos quais a arte conspira para nos legar espetáculos; ainda como Billie Holiday e Lester Young, enfim… Também o magnífico pianista Pablo Ziegler, outro fidelíssimo companheiro de intensidades sonoras, mais Hector Console no baixo. Convido-os então para o abismo de beleza que é a música de Astor Piazzolla.

“Suite for Vibraphone and New Tango Quintet”

  • Milonga Is Coming
  • Vibraphonissimo
  • Little Italy 1930
  • Nuevo tango
  • Laura’s Dream
  • Operation Tango
  • La Muerte del Angel

Astor Piazzolla – Bandoneon
Gary Burton – Vibraphone
Fernando Suarez Paz – Violino
Pablo Ziegler – Piano
Horácio Malvicino – Guitar
Hector Console – Bass
Recorded in the Montreux Festival, 1986.

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Retrato do menino Astor Piazzolla aos 12 anos, por Diego Rivera. New York, 1933.

Retrato do menino Astor Piazzolla aos 12 anos, por Diego Rivera. New York, 1933.

Wellbach

 

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.: interlúdio :. B. B. King – Deuces wild

Captura de Tela 2017-11-03 às 17.20.37
Em memória do imenso B. B. King
1925 – 2015
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Deuces wild – 1997
B. B. King & Friends

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01. If you love me (B.B. King & Van Morrison)
02. The Thrill Is Gone (B.B. King & Tracy Chapman)
03. Rock Me Baby (B.B. King & Eric Clapton)
04. Please send me someone to love (B.B. King & Mick Hucknall)
05. Baby I Love You (B.B. King & Bonnie Raitt)
06. Ain’t Nobody Home (B.B. King & D’Angelo)
07. Pauly’s Birthday Boogie (B.B. King & Jools Holland)
08. There Must Be a Better World Somewhere (B.B. King & Dr. John)
09. Confessin’ the Blues (B.B. King & Marty Stuart)
10. Hummingbird (B.B. King & Dionne Warwick)
11. Bring it home to me (B.B. King & Paul Carrack)
12. Paying the Cost to Be the Boss (B.B. King & Roling Stones)
13. Let the Good Times Roll (B.B. King & Zucchero)
14. Dangerous Mood (B.B. King & Joe Cocker)
15. Keep It Coming (B.B. King & Heavy D)
16. Crying Won’t Help You (B.B. King & David Gilmour & Paul Carrack)
17. Night life (B.B. King & Willie Nelson)

Palhinha: ouça 01. If you love me (B.B. King & Van Morrison)

B. B. King – Deuces wild – 1997

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MP3 320 kbps – 176,4 MB – 1,2 h
powered by iTunes 10.6.3

Boa audição.

Captura de Tela 2017-11-03 às 17.25.06

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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.: interlúdio :. Lalo Schifrin (1932 – ) – A Tribute to the Memory of the Marquis de Sade

the-dissection-and-reconstruction-of-music-from-the-past-as-performed-by-the-inmates-of-lalo-schifrins-demented-ensemble-as-a-tribute-to-the-memory-of-the-marquis-de-sade
Lalo Schifrin
1966

 

O nome completo desde LP gravado em 1966 é: The Dissection and Reconstruction of Music from the Past as Performed by the Inmates of Lalo Schifrin’s Demented Ensemble as a Tribute to the Memory of the Marquis de Sade.

Lalo Schifrin nasceu na Argentina. Seu pai, Luis Schifrin, liderou a ala dos segundos violinos do Teatro Colón por três décadas. Aos seis anos de idade iniciou um curso de piano de seis anos com Enrique Barenboim, pai do pianista e maestro Daniel Barenboim. Aos dezesseis anos de idade, Schifrin começou a estudar piano com o russo expatriado Andreas Karalis, antigo responsável pelo Conservatório de Kiev, e harmonia com o compositor argentino Juan-Carlos Paz. Durante esse período, Schifrin também começou a se interessar pelo jazz.

Embora tenha estudado Sociologia e Direito na Universidade de Buenos Aires, foi a música que capturou a sua atenção. Aos 20 anos de idade, ganhou uma bolsa de estudo no Conservatório de Paris. Enquanto lá permaneceu, frequentou as aulas de Olivier Messiaen e formalmente estudou com Charles Koechlin, um discípulo de Maurice Ravel. Durante as noites, tocava jazz nos night-clubs de Paris. Em 1955 tocou piano com Astor Piazzolla e representou seu país no Festival Internacional de Jazz de Paris. Em 1960 tocou o piano no conjunto de Dizzy Gillespie.

Escreveu inúmeras trilhas sonoras para mais de 100 filmes e seriados para a televisão e marcou época com suas composições e suas interpretações de jazz com o seu conjunto. Possui 4 Grammy Awards (21 indicações), recebeu 6 indicações para o Oscar e tem a sua estrela no Hollywood Walk of Fame.

1. Old Laces
2. The Wig
3. The Blues for Johann Sebastian
4. Renaissance
5. Beneath A Weeping Willow Shade
6. Versailles Promenade
7. Troubadour
8. Marquis de Sade
9. Aria
10. Bossa Antique

The Dissection and Reconstruction of Music from the Past as Performed by the Inmates of Lalo Schifrin’s Demented Ensemble as a Tribute to the Memory of the Marquis de Sade – 1966
Lalo Schifrin Ensemble

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MP3 320 kbps – 76,9 MB – 32,8 min
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Boa audição!

para-surdos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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.: interlúdio :. Charlie Haden – Nocturne (2001)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Merecidamente multipremiado, este extraordinário CD nasceu de uma necessidade íntima de Haden. Ele precisava demonstrar novamente sua inconformidade com o bloqueio à Cuba, mas desejava fazer algo realmente bom e consistente. E fez. E como fez! Trata-se de uma reafirmação, pois seu trabalho com a Liberation Music Orchestra, com a participação de Carla Bley e tantos outros, nunca ignorou a ilha. Nocturne amplia a afinidade e o relacionamento do baixista com o espetacular pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, que introduziu Haden na tradição do bolero cubano. O resultado é uma mistura incomum de bolero com jazz que produz peças límpidas. São canções por vezes sombrias, mas preenchidas por um lirismo melancólico. Disco especialíssimo, totalmente fora da linha de montagem.

Charlie Haden – Nocturne (2001)

01. En La Orilla Del Mundo (At The Edge Of The World) 5:14
02. Noche De Ronda (Night Of Wandering) 5:45
03. Nocturnal 6:56
04. Moonlight (Claro De Luna) 5:38
05. Yo Sin Ti (Me Without You) 6:02
06. No Te Empenes Mas (Don’t Try Anymore) 5:31
07. Transparence 6:12
08. El Ciego (The Blind) 5:58
09. Nightfall 6:40
10. Tres Palabras (Three Words) 6:18
11. Contigo En La Distancia (With You In The Distance) 6:34

musicians
Charlie Haden – bass
Gonzalo Rubalcaba – piano
Ignacio Berroa – drums, percussion
Joe Lovano – tenor sax
David Sanchez – tenor sax
Pat Metheny – acoustic guitar
Federico Britos Ruiz – violin

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Charlie Haden, em pintura de Johanna Goodman

Charlie Haden, em pintura de Johanna Goodman

PQP

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.: interlúdio :. Jam session: Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Oscar Peterson, Herb Ellis, Ray Brown, Buddy Rich

ella-louis
Local: Capitol Studios, Los Angeles, CA, USA
Data: August 16, 1956

Oscar Peterson ao piano, o Herb Ellis na guitarra, o Ray Brown no baixo e Buddy Rich na bateria.
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Ella Fitzgerald e Louis Armstrong estavam batendo um papo até que Oscar Peterson falou: Let’s move our tails!  One … two … three !!!
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Então começou uma das melhores e mais inesquecíveis jam sessions de todos os tempos !!! Oooh, yeah!!

1. Can’t We Be Friends
2. Isn’t It A Lovely Day
3. Moonlight In Vermont
4. They Can’t Take That Away From Me
5. Under A Blanket Of Blue
6. Tenderly
7. A Foggy Day
8. Stars Fell On Alabama
9. Cheek To Cheek
10. The Nearness of You
11. April In Paris

Ella & Louis – 1956
Louis Armstrong – Vocals, Trumpet
Ella Fitzgerald – Vocals
Ray Brown – bass
Herb Ellis – guitar
Oscar Peterson – piano
Buddy Rich – drums

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MP3 320 kbps – 123,7 MB – 53,7 min
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Oooh, yeah!!

espelho

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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.: interlúdio :. Béla Fleck & The Flecktones – Rocket Science (2011)

Bela Fleck é o único músico a ser indicado para o Grammy em jazz, bluegrass, pop, country, spoken word, compositor e em várias categorias de world music. Ganhou 11 vezes, com 27 indicações no total. Grande merda, né? O instrumento de Fleck é o banjo e nele o cara faz misérias. Ele toca e grava em várias formações, além de ser o inovador líder do Béla Fleck & The Flecktones. Rocket Science marca a primeira gravação dos Fab Four Flecktones em quase duas décadas, com o pianista e gaitista Howard Levy, o baixista Victor Wooten e o percussionista e baterista Roy Futureman Wooten.

Um CD que é MUITO BOM, mas que é, essencialmente, MUITO DIVERTIDO.

Béla Fleck & The Flecktones – Rocket Science (2011)

1. Gravity Lane 5:58
2. Prickly Pear 3:49
3. Joyful Spring 2:40
4. Life In Eleven 5:25
5. Falling Forward 5:10
6. Storm Warning 7:58
7. Like Water 4:41
8. Earthling Parade 7:58
9. The Secret Drawer 2:12
10. Sweet Pomegranates 5:55
11. Falani 6:51
12. Bottle Rocket 5:52

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Bela Fleck, quem mais poderia ser?

Bela Fleck, quem mais poderia ser?

PQP

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