Benjamin Britten (1913-1976), Eric Wolfgang Korngold (1897-1957) – Violin Concertos – Vilde Frang, FRSO, Gaffigan

frontEstamos elegendo uma nova musa no PQPBach: Vilde Frang. Não vamos afirmar que esteja ocupando o lugar de Mullova, ou de Mutter, mas está aos poucos galgando os degraus parar chegar lá, ainda mais depois de lançar este discaço com os concertos de Britten e de Korngold.

Frang está totalmente a vontade tocando estas obras. Expõe uma emotividade latente, que permeia todo o concerto, principalmente o de Korngold, diga-se de passagem, e muitas vezes parece que estamos assistindo a um filme hollywoodiano dos anos 40 ou 50, quando o compositor era um exilado nas terras americanas, e compunha para os filmes produzidos nos estúdios de Hollywood.

Este CD é bem recente, foi lançado no final de fevereiro, e já conquistou cinco estrelas entre os clientes da amazon, e creio que aqui não será diferente.

Benjamin Britten (1913-1976), Eric Wolfgang Korngold (1897-1957) – Violin Concerto

01. Korngold -Violin Concerto in D Major Op. 35 I Moderato nobile
02. Violin Concerto in D Major Op. 35 II Romanze
03. Violin Concerto in D Major Op. 35 III Allegro assai vivace

04. Britten – Violin Concerto in D Minor, Op. 15 I Moderato con moto – Agitato – Tempo primo
05. Violin Concerto in D Minor, Op. 15 II Vivace – Animando – Largamente – Cadenza
06. Violin Concerto in D Minor, Op. 15 III Passacaglia – Andante lento (Un poco meno mosso)

Vilde Frang – Violin
Frankfurt Radio Symphony
James Gaffigan – Conductor

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FDP

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Korngold / Zemlinsky: Piano Trios – Beaux Arts Trio

Erich Wolfgang Korngold (1897-1957) foi um dos grandes fenômenos musicais que o século XX produziu. Menino prodígio, aos 11 anos já tinha sido reconhecido e elogiado por Mahler, que o recomendou para estudar com Zemlinsky e Richard Strauss, deixando-os, cada um à sua maneira, completamente atônitos com seu talento precoce e espontâneo. Escreveu sua primeira obra orquestral completa aos 14 e sua primeira ópera aos 16. Sua ópera de maior sucesso, Die tote Stadt, foi escrita quando ele contava 23 anos. Esse pequeno currículo já nos dá uma boa base da qualidade da música que vamos ouvir. É sempre bom lembrar que Korngold foi solicitado por Hollywood para escrever música de cinema, e acabou ficando por lá por conta da perseguição nazista que assolava a Europa no final da década 30. Apesar das trilhas sonoras de qualidade incomparável (que, a bem da verdade, ensinaram aos americanos como escrever para cinema), ele acabou decepcionado com oamerican way of life e faleceu em 1957 bastante desgostoso. Mas a obra ora apresentada faz parte da sua impetuosa juvenília, e deve-se procurar ouví-la sem saber que tinha 12 anos quando a escreveu (é seu opus 1). É obra de um compositor maduro.

O outro compositor, Alexander Zemlinsky (1871-1942), já foi apresentado aqui em outro post, mas fica a dica: trata-se de uma obra surpreendente, música de câmara da melhor qualidade, diria: brahmsiana. Também é obra de juventude e já demonstra o potencial da competência musical de Zemlinsky.

O que é bacana neste CD é ouvir uma espécie de retrato de uma época, virada de século, novas idéias, e, principalmente, duas obras muito próximas, escritas uma pelo mestre (Zemlinsky), e outra por seu pupilo (Korngold). Comprei este CD sem saber nada dessas obras e devo dizer com satisfação que nunca me arrependi; pelo contrário, cada vez recomendo mais.

Korngold: Piano Trio In D, Op. 1
1. Allegro Non Troppo, Con Espressione
2. Scherzo – Trio. Viel langsamer, innig – Allegro
3. Larghetto. Sehr langsam
4. Finale: Allegro Molto E Energico

Zemlinsky: Piano Trio In D Minor, Op. 3
1. Allegro Ma Non Troppo
2. Andante
3. Allegro

BEAUX ARTS TRIO

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CHUCRUTEN

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