Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um registro espetacular de uma obra que não é para amadores, longe disso. O trabalho de Kožená, Skelton e Rattle são nada menos do que espantosos. Santa Magdalena Kožená faz picadinho de nosso coração na Despedida, último e esplêndido movimento da obra. Incrivelmente, trata-se de uma gravação feita ao vivo.

A Canção da Terra (Das Lied von der Erde) consiste num ciclo de seis canções baseadas em antigos poemas chineses, adaptados para o alemão por Hans Bethge. Mahler trabalhou nesta sua obra durante os últimos verões da sua vida. Conseguiu concluí-la em 1911, pouco antes de morrer. Porém, não chegou a ouvir a sua estreia, apesar de a ter interpretado inúmeras vezes ao piano, auxiliado pelo seu amigo e aluno Bruno Walter – que viria a estreá-la em Munique, em Novembro de 1912, um ano e meio após a morte do compositor.

Os poemas que integram o ciclo são toda uma filosofia da existência humana. O primeiro, Das Trinklied vom Jammer der Erde (“A Canção-brinde à Miséria da Terra”) é uma canção que confronta a eternidade da Terra e o caráter efêmero do homem no planeta. O segundo, Der Einsame im Herbst (“O Solitário no Outono”), descreve a Terra envolta numa névoa outonal, como alegoria de desencanto amoroso. O terceiro poema, Von der Jugend (“Da Juventude”), recria imagens da juventude: o ruído de “jovens lindamente vestidos” dentro de “um pavilhão de verde e branca porcelana”. O quarto, Von der Schönheit (“Da Beleza”), retrata uma paisagem campestre, onde a beleza, especialmente a humana, é ressaltada pela luz da natureza e, ao final, um par de jovens trocam calorosos olhares. O quinto, Der Trunkene im Frühling (“O Bêbado na Primavera”) relaciona a vida a um mero sonho e assim o personagem entrega-se ao simples prazer de beber. O sexto, Der Abschied (“A Despedida”), reúne um dos tons mais sombrios e melancólicos desta obra, combinando dois poemas que aludem à nostalgia da amizade e à decisão de partir, num estado de serenidade própria das filosofias budistas e zen.

Mais próximo de Beethoven do que Wagner, Das Lied von der Erde não foi catalogada como sinfonia devido a uma superstição que pesa sobre os compositores: todos têm medo de ultrapassar o número nove. Mas A Canção da Terra é nitidamente uma sinfonia vocal, que culmina a linha sinfônica mahleriana — melancólica e pessimista. E belíssima!

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra

01. Das Lied von der Erde: I. Das Trinklied vom Jammer der Erde
02. Das Lied von der Erde: II. Der Einsame im Herbst
03. Das Lied von der Erde: III. Von der Jugend
04. Das Lied von der Erde: IV. Von der Schönheit
05. Das Lied von der Erde: V. Der Trunkene im Frühling
06. Das Lied von der Erde: VI. Der Abschied

Magdalena Kožená, mezzo-soprano
Stuart Skelton, tenor
Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Sir Simon Rattle

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Tem lá no Posto Ipiranga, seu Mahler!

PQP

100 Anos de Leonard Bernstein – Gustav Mahler – Des Knaben Wunderhorn – Christa Ludwig, Walter Berry, Leonard Bernstein, New York Philharmonic

folderLeonard Bernstein (Lawrence, 25 de agosto de 1918 – Nova Iorque, 14 de outubro de 1990). Aqui, todas as postagens desta série.

Vou encerrar minha homenagem a Leonard Bernstein com mais uma sensacional gravação realizada em seus tempos de Nova York, desta vez com dois solistas de primeira linha, o barítono Walter Berry e a mezzo – soprano Christa Ludwig cantando Gustav Mahler, ‘Des Knaben Wunderhorn’.

Gustav Mahler – Des Knaben Wunderhorn – Christa Ludwig, Walter Berry, Leonard Bernstein, New York Philharmonic

01. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Der Schildwache Nachtlied
02. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Wer Hat Dies Liedlein Erdacht
03. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Der Tamboursg’sell
04. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Rheinlegendchen
05. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Lied Des Verfolgten Im Turm
06. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Urlicht
07. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Revelge
08. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Des Antonius Von Padua Fischpredig
09. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Verlor’ne Muh’
10. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Wo Die Schonen Trompeten Blasen
11. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Lob Des Hohen Verstandes
12. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Das Irdische Leben
13. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Trost Im Ungluck
14. Lieder Eines Fahrenden Gesellen – 1. Wenn Mein Schatz Hochzeit Macht
15. Lieder Eines Fahrenden Gesellen – 2. Ging Heut Morgen Ubers Feld
16. Lieder Eines Fahrenden Gesellen – 3. Ich Hab’ Ein Gluhend Messer
17. Lieder Eines Fahrenden Gesellen – 4. Die Zwei Blauen Augen

Christa Ludwig – Mezzo Soprano
Walter Berry – Baritone
New York Philharmonic
Leonard Bernstein – Conductor

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FDP

100 anos de Leonard Bernstein — Gustav Mahler (1860-1911): As Sinfonias Completas

100 anos de Leonard Bernstein — Gustav Mahler (1860-1911): As Sinfonias Completas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Leonard Bernstein (Lawrence, 25 de agosto de 1918 – Nova Iorque, 14 de outubro de 1990). Aqui, todas as postagens desta série.

Em todos os níveis, creio que esta seja uma das maiores postagens de nosso blog desde seu início. Tenho muito a dizer e aí que não sai nada. Talvez o razoável seja dizer que é uma caixa de 13 CDs que guarda todo um mundo em si.

Como já escrevi dezenas de apresentações às sinfonias de Mahler, desta vez passarei a palavra ao pessoal da Revista Digital, em artigo de Arthur Torelly Franco:

Foi no campo sinfônico que Mahler atingiu seu apogeu como compositor, fato que nos leva a comentar obra sinfônica.

Esta se encontra dividida em três períodos.

As sinfonias do primeiro período (2ª, 3ª e 4ª) são conhecidas como Sinfonias Wunderhorn. A maior parte delas está impregnada pela música que Mahler utilizou em Das Knaben Wunderhorn, ciclo de 24 canções com temática nos poemas compilados por Achim von Arnim e Clemens Brentano.

As sinfonias do segundo período (5ª, 6º e 7ª) costumam ser chamadas Sinfonias Rückert. Elas recebem este nome porque a composição das mesmas foi influenciada pelas composições usadas por Mahler para musicar os poemas de Friedrich Rückert. Elas são puramente instrumentais e as mais trágicas do ciclo de sinfonias de Mahler.

O último período não tem nome e abrange as últimas obras do compositor: sinfonias nº 8, 9 e a inacabada 10ª Sinfonia.

Quanto à 1ª Sinfonia ela usa elementos do Lied Eines Fahrendes Gesellen (Canções de um Viajante Errante) e Das Klagende Lied (A canção da Lamentação). A obra é puramente instrumental.

Sinfonia nº 1 em Ré Maior – Titan (1883-88)

O título foi inspirado na novela escrita por Jean Paul Richter, em 1803. Sua estréia mundial foi no dia 20/11/1889 com a Orquestra Filarmônica de Budapest sob a regência de Mahler.

Sinfonia nº 2 em Dó Menor – Ressurreição (1887-94)

O título da obra está relacionado ao personagem da primeira sinfonia. O primeiro movimento foi denominado de Todtenfeier(Rito Fúnebre). Retrata o dia do Juízo Final. Muito longo e tematicamente complexo. O segundo movimento é uma Pastoral. O quarto movimento é uma introdução ao finale. Neste movimento é interpretada a canção Urlicht do Ciclo Des KnabenWunderhorn.

O quinto movimento nos leva a um colossal finale onde ocorre a ressurreição do herói. O hino Ressurreição é executado por um imenso coral e é de autoria de Friedrich Gottlieb Klopstock (1724-1803).

Na primeira estréia, no dia 4 de março de 1895, em Berlim, foram apresentados os três primeiros movimentos. Richard Strauss foi o regente, conduzindo a Orquestra Filarmônica de Berlim. A sinfonia completa foi apresentada na mesma cidade no dia 13 de dezembro de 1895 com a regência de Mahler. Presentes os maestros Arthur Nikish, Bruno Walter e Félix Weingartner.

Sinfonia nº 3 em Ré Menor (1895-96)

Mahler costumava dizer: Esta sinfonia é meu monstro. Dura cerca de duas horas, é tão longa quanto à 9ª Sinfonia de Schubert e mais longa que a 9ª de Beethoven. Equivale em duração à 8ª sinfonia de Bruckner. Foi dedicada à soprano Anna von Mildenburg à época companheira do autor.

Sinfonia nº4 em Sol Maior (1899-1901)

Uma das mais líricas sinfonias de Mahler. Dura cerca de 50 minutos. Ao final do Adágio do 3º movimento uma solista interpreta um dos textos de Des Knaben Wunderhorn. A estréia mundial ocorreu em Munich no dia 28/11/1901, sob a regência de Mahler. O compositor deixou este relato sobre a obra: Esta sinfonia representa uma fase muito difícil de minha vida, Por isso a sinfonia é difícil de ser aceita. No futuro pouquíssimas pessoas a compreenderão.

Sinfonia nº 5 em Dó Menor (1901-2)

A estréia mundial foi em Colônia, no dia 18 de outubro de1904, sob a regência de Mahler. O primeiro movimento, assim como na segunda sinfonia representa um funeral. O ponto alto desta obra é o Adagietto para harpa e cordas, mundialmente consagrado como trilha sonora do filme Morte em Veneza de Luchino Visconti. Strauss comentou para Mahler: Sua 5º sinfonia me encheu de prazer, apenas atenuado pelo Adagietto, mas sei que ele foi o que mais agradou ao público. Enquanto Mahler compunha a 5ª Sinfonia Debussy proclamava que a forma sinfônica não tinha mais valor. Ela havia morrido junto com Beethoven.

Sinfonia nº 6 em Lá Menor –  Trágica (1903-5)

Estreou em Essen no dia 27/5/1906. Mahler escreveu: minha sexta sinfonia só será entendida pela geração que houver digerido minhas primeiras cinco sinfonias.

Sinfonia nº 7 em Mi Menor (1904-6)

Estreou em Praga em 19 de setembro de1908 e teve uma boa acolhida. Uma das mais longas sinfonias de Mahler hoje é uma das menos interpretadas. Para Schönberg esta sinfonia representa o colapso do Romantismo.

Sinfonia nº 8 em Mi Maior (1906-7) Sinfonia dos Mil

Esta obra conta com a presença de três sopranos, dois contraltos, tenor, barítono e baixo. Dois corais juvenis e dois corais de adultos e uma orquestra de dimensões wagnerianas fizeram com que a sinfonia fosse reconhecida como a Sinfonia dos Mil. Ela está dividida em duas seções. A primeira apresenta o hino Veni, creator spiritus e a segunda apresenta o final do Fausto de Goethe. Esta sinfonia foi dedicada à Alma Mahler e estreou em Munich no dia 12 de setembro de 1910. Obteve um grande triunfo junto ao público e foi reapresentada no dia seguinte.

Sinfonia nº 9 em Ré Menor (1909-10)

Já muito doente Mahler temia ter a mesma sina de Beethoven, Schubert e Bruckner que morreram após a composição de sua última sinfonia. Parte dela foi composta em Nova Iorque e ele conseguiu completa-la em 1º de abril de1910, treze meses antes de sua morte. Schönberg e Alban Berg a consideram um de seus melhores trabalhos. Em seu Adagio Molto o compositor despede-se da vida. Assim como aconteceu com Das Lied von der Erde Mahler nunca escutou sua sinfonia. Coube a Bruno Walter conduzi-la pela primeira vez em Viena, em junho de 1912.

No verão de 1910 Mahler deu início ao rascunho de sua 10ª Sinfonia. Ele apenas completou o 1º movimento, um Adagio que costuma ser executado como uma peça individual. Deryck Cooke, com a permissão de Alma Mahler recriou dos esboços deixados pelo autor os quatro movimentos adicionais, mas esta versão raramente consta dos repertórios atuais. Poucos maestros tiveram a ousadia de gravar esta versão completa da 10ª sinfonia de Mahler.

Para os ouvintes que desejam iniciar-se nas sinfonias de Mahler, recomendamos iniciar pela 2ª Sinfonia e posteriormente pela 5ª.

Gustav Mahler (1860-1911): As Sinfonias Completas com Leonard Bernstein

CD 1: Symphonie No. 1
1 Symphonie No. 1 D-dur: I. Langsam. Schleppend. Wie ein Naturlaut – Im anfang sehr gemächlich 16:28
2 Symphonie No. 1 D-dur: II. Kräftig bewegt 9:03
3 Symphonie No. 1 D-dur: III. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen 10:25
4 Symphonie No. 1 D-dur: IV. Stürmisch bewegt 20:09
Total time 56:05

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CD 2: Symphonie No. 2 c-moll “Auferstehungs-Symphonie”
1 Symphonie No. 2 c-moll: Ia. Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck 7:01
2 Symphonie No. 2 c-moll: Ib. Sehr mäßig und zurückhaltend 5:50
3 Symphonie No. 2 c-moll: Ic. Schnell 3:51
4 Symphonie No. 2 c-moll: Id. Tempo I 4:38
5 Symphonie No. 2 c-moll: Ie. Tempo sostenuto 3:43
6 Symphonie No. 2 c-moll: IIa. Andante moderato. Sehr gemächlich 1:45
7 Symphonie No. 2 c-moll: IIb. Nicht eilen. Sehr gemächlich 1:48
8 Symphonie No. 2 c-moll: IIc. In Tempo I zurückkehren 2:04
9 Symphonie No. 2 c-moll: IId. Energisch bewegt 2:26
10 Symphonie No. 2 c-moll: IIe: Wieder ins Tempo zurückgehen. Tempo I 4:03
Total time 37:10

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CD 3: Symphonie No. 2 c-moll “Auferstehungs-Symphonie”
1 Symphonie No. 2 c-moll: IIIa. In ruhig fließender Bewegung 5:01
2 Symphonie No. 2 c-moll: IIIb. Sehr getragen und gesangvoll 1:28
3 Symphonie No. 2 c-moll: IIIc. Zum Tempo I zurückkehren 4:56
4 Symphonie No. 2 c-moll: IV. “Urlicht” Sehr leicht, aber schlicht “O Röschen rot” 6:19
5 Symphonie No. 2 c-moll: Va. Im Tempo des Scherzos. Wild herausfahrend 1:45
6 Symphonie No. 2 c-moll: Vb: Langsam 3:60
7 Symphonie No. 2 c-moll: Vc. Im Anfang sehr zuückhaltend 1:19
8 Symphonie No. 2 c-moll: Vd. Wieder sher breit 3:42
9 Symphonie No. 2 c-moll: Ve. Molto ritenuto. Maestoso 4:16
10 Symphonie No. 2 c-moll: Vf. Wieder zurückhaltend 3:59
11 Symphonie No. 2 c-moll: Vg. Sehr langsam und gedehnt 2:48
12 Symphonie No. 2 c-moll: Vh. Langsam. Misterioso “Auferstehn, ja auferstehn wirst du” 4:10
13 Symphonie No. 2 c-moll: Vi. Langsam ppp. Nicht schleppen “Wieder aufzublühn wirst du gesät” 3:57
14 Symphonie No. 2 c-moll: Vj. Etwas bewegter “O glaube, mein Herz o glaube” 3:34
15 Symphonie No. 2 c-moll: Vk. Mit Aufschwung, aber nicht eilen “O Schmerz, du Alldurchdringer” 5:10
Total time 56:22

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CD 4: Symphonie No. 10 / Symphonie No. 3
1 Symphonie No. 10: Ia. Andante 3:47
2 Symphonie No. 10: Ib. Andante come prima 6:11
3 Symphonie No. 10: Ic. 6:06
4 Symphonie No. 10: Id. 3:20
5 Symphonie No. 10: Ie. A tempo 6:32
6 Symphonie No. 3 d-moll: Ia. Kräftig. Entschieden 5:41
7 Symphonie No. 3 d-moll: Ib. Immer das gleiche Tempo 4:12
8 Symphonie No. 3 d-moll: Ic. Tempo I 4:46
9 Symphonie No. 3 d-moll: Id. Zeit lassen 2:16
10 Symphonie No. 3 d-moll: Ie. Zeit lassen 4:09
11 Symphonie No. 3 d-moll: If. Immer dasselbe Tempo. Marsch. Nicht eilen 3:11
12 Symphonie No. 3 d-moll: Ig. Im alten Marschtempo. Allegro moderato 5:36
13 Symphonie No. 3 d-moll: Ih. Tempo I 5:05
Total time 60:51

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CD 5: Symphonie No. 3
1 Symphonie No. 3 d-moll: IIa. Tempo di Menuetto. Sehr mässig 2:13
2 Symphonie No. 3 d-moll: IIb. L’istesso tempo 1:04
3 Symphonie No. 3 d-moll: IIc. A tempo. Wie im Angang 3:43
4 Symphonie No. 3 d-moll: IId. Ganzg plötzlich gemächlich. Tempo di Menuetto 3:43
5 Symphonie No. 3 d-moll: IIIa. Comodo. Scherzando. Ohne Hast 2:42
6 Symphonie No. 3 d-moll: IIIb. Wieder sehr gemächlich, wie zu Anfang 2:57
7 Symphonie No. 3 d-moll: IIIc. Etwas zurückhaltend 5:34
8 Symphonie No. 3 d-moll: IIId. Schnell und schmetternd wie eine Fanfane – Tempo I. Mit geheimnisvoller Hast 2:47
9 Symphonie No. 3 d-moll: IIIe. Wieder sehr gemächlich, beinahe langsam 4:33
10 Symphonie No. 3 d-moll: IVa. Sehr langsam. Misterioso. Durchaus ppp “O Mensch! Gib acht!” 4:49
11 Symphonie No. 3 d-moll: IVb. Più mosso subito 4:45
12 Symphonie No. 3 d-moll: V. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck “Bimm bamm / Es sungen drei Engel” 4:06
13 Symphonie No. 3 d-moll: VIa. Langsam. Ruhevoll. Empfunden 5:04
14 Symphonie No. 3 d-moll: VIb. Nicht mehr so breit 3:37
15 Symphonie No. 3 d-moll: VIc. Tempo I. Ruhevoll 3:45
16 Symphonie No. 3 d-moll: VId. Nicht mehr so breit 4:36
17 Symphonie No. 3 d-moll: VIe. Tempo I 3:18
18 Symphonie No. 3 d-moll: VIf. Langsam. Tempo I 7:41
Total time 70:57

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CD 6: Symphonie No. 4
01. I. Bedächtig. Nicht eilen
02. II. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
03. III. Ruhevoll
04. IV. Das himmlische Leben. Sehr behaglich

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CD 7: Symphonie No. 5
01. 1. Trauermarsch
02. 2. Stürmisch bewegt. Mit grösster Vehemenz
03. 3. Scherzo – Kraftig, nicht zu schnell
04. 4. Adagietto – Sehr langsam
05. 5. Rondo – Finale – Allegro

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CD 8: Symphonie No. 6
1 Symphonie No. 6 a-moll: I. Allegro energico, ma non troppo. Heftig, aber markig 23:00
2 Symphonie No. 6 a-moll: II. Scherzo. Wuchtig 14:15
3 Symphonie No. 6 a-moll: III. Andante moderato 17:20
Total time 54:35

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CD 9: Symphonie No. 6 / Symphonie No. 7
1 Symphonie No. 6 a-moll: IV. Finale. Allegro moderato – Allegro energico 33:05
2 Symphonie No. 7 e-moll: Ia. Langsam (Adagio) 2:16
3 Symphonie No. 7 e-moll: Ib. Nicht schleppen 1:23
4 Symphonie No. 7 e-moll: Ic. Allegro risoluto, ma non troppo 1:24
5 Symphonie No. 7 e-moll: Id. A tempo (sempre l’isstesso) 2:23
6 Symphonie No. 7 e-moll: Ie. Moderato 1:39
7 Symphonie No. 7 e-moll: If. 4:29
8 Symphonie No. 7 e-moll: Ig. Adagio (Tempo der Einleitung) 2:26
9 Symphonie No. 7 e-moll: Ih. Allegro come prima 1:51
10 Symphonie No. 7 e-moll: Ij. Poco ritenuto … a tempo 1:39
11 Symphonie No. 7 e-moll: Ik. Nicht eilen! 2:09
Total time 54:44

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CD 10: Symphonie No. 7
1 Symphonie No. 7 e-moll: IIa. Nachtmusik: Allegro moderato 4:02
2 Symphonie No. 7 e-moll: IIb. Nachtmusik: Sempre l’istesso Tempo 3:52
3 Symphonie No. 7 e-moll: IIc. Nachtmusik: Poco meno mosso 3:13
4 Symphonie No. 7 e-moll: IId. Nachtmusik: Tempo 1:53
5 Symphonie No. 7 e-moll: IIe. Nachtmusik 1:29
6 Symphonie No. 7 e-moll: IIf. Nachtmusik: Sehr gemessen 2:36
7 Symphonie No. 7 e-moll: IIIa. Scherzo: Schattenhaft 3:19
8 Symphonie No. 7 e-moll: IIIb. Scherzo: Trio 2:39
9 Symphonie No. 7 e-moll: IIIc. Scherzo: Wiedee wie zu Anfang 4:33
10 Symphonie No. 7 e-moll: IVa. Nachtmusik: Andante amoroso 6:34
11 Symphonie No. 7 e-moll: IVb. Nachtmusik 3:00
12 Symphonie No. 7 e-moll: IVc. Nachtmusik: Tempo I poco rit. 5:08
13 Symphonie No. 7 e-moll: Va. Rondo-Finale: Tempo I (Allegro ordinario) 1:45
14 Symphonie No. 7 e-moll: Vb. Rondo-Finale: Sempre l’istesso Tempo 1:13
15 Symphonie No. 7 e-moll: Vc. Rondo-Finale: Tempo II (Allegro moderato ma energico) 2:56
16 Symphonie No. 7 e-moll: Vd. Rondo-Finale: Tempo I 2:45
17 Symphonie No. 7 e-moll: Ve. Rondo-Finale 2:40
18 Symphonie No. 7 e-moll: Vf. Rondo-Finale: Tempo I subito 1:12
19 Symphonie No. 7 e-moll: Vg. Rondo-Finale: Meno mosso (Tempo II) 3:51
20 Symphonie No. 7 e-moll: Vh. Rondo-Finale: Accelerando 2:03
Total time 60:43

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CD 11: Symphonie No. 9
1 Symphonie No. 9 D-dur: Ia. Andante comodo 15:02
2 Symphonie No. 9 D-dur: Ib. (Horneinsatz) 3:03
3 Symphonie No. 9 D-dur: Ic. Bewegter 1:32
4 Symphonie No. 9 D-dur: Id. 1:45
5 Symphonie No. 9 D-dur: Ie. Wie von Anfang 2:01
6 Symphonie No. 9 D-dur: If. Plötzlich bedeutend langsamer (Lento) und leise 6:29
7 Symphonie No. 9 D-dur: IIa. Im Tempo eines gemächlichen Ländlers. Etwas täppisch und sehr derb 2:37
8 Symphonie No. 9 D-dur: IIb. Poco più mosso subito (Tempo II.) 2:51
9 Symphonie No. 9 D-dur: IIc. Tempo III. 1:58
10 Symphonie No. 9 D-dur: IId. Tempo II. 3:32
11 Symphonie No. 9 D-dur: IIe. Tempo I. 1:22
12 Symphonie No. 9 D-dur: IIf. Tempo II. 1:44
13 Symphonie No. 9 D-dur: IIg. Tempo I. subito 3:21
14 Symphonie No. 9 D-dur: IIIa. Rondo-Burleske: Allegro assai. Sehr trotzig 1:44
15 Symphonie No. 9 D-dur: IIIb. Rondo-Burleske: L’istesso tempo 1:06
16 Symphonie No. 9 D-dur: IIIc. Rondo-Burleske: Sempre l’istesso tempo 1:17
17 Symphonie No. 9 D-dur: IIId. Rondo-Burleske: L’istesso tempo 1:21
18 Symphonie No. 9 D-dur: IIIe. Rondo-Burleske 2:26
19 Symphonie No. 9 D-dur: IIIf. Rondo-Burleske: (Klarinetteneinsatz) 1:37
20 Symphonie No. 9 D-dur: IIIg. Rondo-Burleske: Tempo I. subito 1:29
21 Symphonie No. 9 D-dur: IIIh. Rondo-Burleske: Più stretto 0:49
Total time 59:06

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CD 12: Symphonie No. 9 / Symphonie No. 8, Erster teil
1 Symphonie No. 9 D-dur: IVa. Sehr langsam und noch zurückhaltend 5:04
2 Symphonie No. 9 D-dur: IVb. Plötzlich wieder sehr langsam (wie zu Anfang) 2:34
3 Symphonie No. 9 D-dur: IVc. Molto adagio subito 2:33
4 Symphonie No. 9 D-dur: IVd. A tempo (Molto adagio) 4:09
5 Symphonie No. 9 D-dur: IVe. Stets sehr gehalten 1:46
6 Symphonie No. 9 D-dur: IVf. Fließender, doch durchaus nicht eilend 2:08
7 Symphonie No. 9 D-dur: IVg. Tempo I. Molto adagio 5:57
8 Symphonie No. 9 D-dur: IVh. Adagissimo 5:35
9 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ia. Allegro impetuoso “Veni, creator spiritus” 1:27
10 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ib. A tempo. Etwas (abet unmerklich) gemäßigter; immer sehr fließend “Imple superna gratia” 3:16
11 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ic. Tempo I. (Allegro impetuoso) “Infirma nostri corporis” 2:45
12 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Id. Tempo I. (Allegro, etwas hastig) 1:08
13 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ie. Sehr fließend – Noch einmal so langsam als vorher. Nicht schleppend “Infirma nostra corporis” 3:21
14 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: If. Plötzlich sehr breit und leidenschaftlichen Ausdrucks – Mit plötzlichem Aufschwung “Accende lumen sensibus” 4:23
15 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ig. “Veni creator spiritus” 4:28
16 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ih. A tempo “Gloria sit Patri Domino” 3:18
Total time 53:52

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CD 13: Symphonie No. 8, Zweiter teil
1 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIa. Poco adagio 6:23
2 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIb. Più mosso. (Allegro moderato) 3:05
3 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIc. Wieder langsam. Chor und Echo: “Waldung, sie schwankt heran” 4:32
4 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IId. Moderato. “Ewiger Wonnebrand” 1:36
5 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIe. Allegro – (Allegro appassionato) “Wie Felsenabgrund mir zu Füßen” 4:30
6 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIf. Allegro deciso. (Im Anfang noch nicht eilen) – “Gerettet ist das edle Glied” – “Hände verschlinget euch” 1:06
7 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIg. Molto leggiero “Jene Rosen aus den Händen” 1:50
8 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIh. Schon etwas langsamer und immer noch mäßiger “Uns bleibt ein Erdenrest” 2:23
9 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIi. Im Anfang (die ersten vier Takte) noch etwas gehalten: “Ich spür’ soeben, nebelnd um Felsenhöh'” “Freudig empfangen wir” 1:22
10 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIj. Sempre l’istesso tempo. “Höchste Herrscherin der Welt” 4:24
11 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIk. Äußerst langsam. Adagissimo. “Dir, der Unberührbaren” “Du schwebst zu Höhen er ewigen Reiche” 3:56
12 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIl. Fließend “Bei der Liebe, die den Füßen” “Bei dem Bronn, zu dem schon weiland” ” Bei dem hochgeweihten Orte” 4:51
13 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIm. Una poenitentium: “Neige, du Ohnegleichte” 1:18
14 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIn. Unmerklich frischer: “Er überwächst uns schon” “Vom edlen Geisterchor umgebren” 3:52
15 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIo. Mater gloriosa: “Komm! hebe dich zu hähern Sphären” “Blicket auf zum Retterblick alle reuig Zarten” 7:24
16 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIp. Sehr langsam beginnend “Alles Vergängliche ist nur ein Gleichnis” 6:24
Total time 58:56

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Em chamas -- Leonard Bernstein dirigiendo 'Resurrección', de Mahler, interpretada por la Boston Symphony en Tanglewood (Massachusetts) en 1970. / FOTO: BETTMANN / CORBIS
Em chamas — Leonard Bernstein dirigiendo ‘Resurrección’, de Mahler, interpretada por la Boston Symphony en Tanglewood (Massachusetts) en 1970. / FOTO: BETTMANN / CORBIS

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Das Lied von der Erde – Fritz Wunderlich, Christa Ludwig, Philharmonia Orchestra, Otto Klemperer

FrontEstive atrás desta gravação nas últimas duas semanas como um doido. Finalmente a encontrei, e não posso deixar de traze-la novamente para os senhores. Lá em 2010 nosso colaborador Carlinus a trouxe, e claro que depois de tanto tempo o link já expirou. Então trago novamente esta que considero uma das melhores gravações já realizadas desta obra prima mahleriana, gravada no apogeu da carreira dos solistas, e com Otto Klemperer já em seus últimos de vida, com toda a maestria de sua regência.

Mas volto a destacar os solistas, o tenor Fritz Wunderlich e a magnífica mezzo soprano Christa Ludwig.  Esta foi uma das últimas gravações que Wunderlich realizou, pois veio a falecer precocemente, aos 36 anos de idade, após cair de uma escada. Funciona tudo perfeitamente aqui. A precisão de Klemperer, a voz angustiante de Wunderlich, como se prenunciando sua morte próxima, a dor na voz de Christa Ludwig, que vinha se consolidando com uma das maiores mezzo – sopranos de todos os tempos. Aliás, ela viria a gravar esta obra novamente, alguns anos mais tarde, com Herbert von Karajan e René Kollo, mas isso é assunto para outra postagem.

Ouçam, ouçam novamente, e não se preocupem em ouvir de novo. Podem ouvir sem moderação. Não se esqueçam do lenço, pois tenho certeza que em certos momentos uma lágrima vai brotar em seus olhos. Esta obra é o ápice da vida de Gustav Mahler.
Maiores informações sobre a obra os senhores encontram aqui mesmo no PQPBach

P.S. Contribuição de nosso querido Mario Oliveiro:

“Parabéns pela postagem. Eu tenho uma queda por esta peça e tenho inúmeras gravações, esta entre elas. Realmente, a contribuição dos solistas, combinada com a regência (como foi propriamente observado no texto) do Herr Klemperer torna o disco muito especial. No entanto, gostaria de mencionar que a gravação ocorreu em um momento turbulento da vida dos artistas envolvidos. Há dois nomes para a orquestra: Philharmonia e New Philharmonia, nos créditos do disco. Isso porque a gravação foi feita assim: primeiro um dos solistas (confesso não saber qual foi primeiro) gravou sua parte. Então, Walter Legge, que era o general da banda, o produtor kaiser (apesar de inglês) da EMI, desmantelou a orquestra. A orquestra se tornou então uma instituição auto-gerenciada, Klemperer assumiu o papel de diretor geral. Só então, com o novo nome, foram ao estúdio com o outro solista e gravaram o resto do disco. E o disco se apresenta com uma unidade perfeita, não revelando a turbulência que se passava nos bastidores. Eita profissionalismo…”

01. Das Trinklied vom Jammer der Erde
02. Der Einsame im Herbst
03. Von der Jugend
04. Von der Schnheit
05. Der Trunkene im Fr¨¹hling
06. Der Abschied

Christa Ludwig – Mezzo Soprano
Fritz Wunderlich – Tenor
Philharmonia Orchestra
New Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer – Conductor

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LINK ALTERNATIVO

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 2, Ressurreição

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 2, Ressurreição

51BJ8GEhWeLCuriosamente, FDP Bach postou recentemente esta mesma obra com o mesmo Zubin Mehta. Mas, sabe?, provavelmente a versão que ele postou é melhor: aqui, o link. Porém, este PQP que vos escreve sempre mete seu bedelho e diz que as melhores versões são as de Rattle com a CBSO, a de Tilson Thomas e as de Bernstein.

A Sinfonia no 2, em Dó Menor (termina em Mi Bemol Maior) por Gustav Mahler foi escrita entre 1888 e 1894. Ela foi publicada em 1897 e passou por uma revisão em 1910. Ela também é conhecida como Sinfonia da Ressurreição porque faz referências à citada crença cristã. Mahler compôs o primeiro movimento em 10 de setembro de 1888. Em 1893 completou o Andante e o Scherzo. Em fevereiro de 1894, durante os funerais do pianista e regente Hans von Büllow, Mahler ouviu um coro de meninos cantarem o hino Auferstehen (Ressurreição), da autoria de Friedrich Klopstock. O hino impressionou tanto Mahler que ele resolveu incorporá-lo ao Finale da sinfonia que estava em preparação. Ao mesmo tempo decidiu que a Ressurreição seria o tema principal da obra. A Segunda Sinfonia é a primeira sinfonia em que Mahler usa a voz humana. Ela aparece na última parte da obra, no clímax, tal qual a Sinfonia no 9 de Beethoven. Além da influência de Beethoven, percebe-se traços de Bruckner e Wagner na composição. Apesar da origem judia, Mahler sentia fascínio pela liturgia cristã, principalmente pela crença na Ressurreição e Redenção. A Segunda Sinfonia propõe responder à pergunta: “Por que se vive?”. Simbolicamente ela narra a derrota da morte e a redenção final do ser humano, após este ter passado por uma período de incertezas e agruras.

Extraído DAQUI

Gustav Mahler (1860-1911) – Sinfonia No. 2, Ressurreição
01 – 1. Allegro Maestoso
02 – 2. Andante moderato
03 – 3. In ruhig fliessender Bewegung
04 – 4. Urlicht
05 – 5. Im Tempo des Scherzo’s

Live Concert at Masada, 1992

Florence Quivar, mezzo-soprano
Sylvia Geenberg, soprano
The Israel Philharmonic Orchestra
Zubin Mehta, regente

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O compositor austríaco Gustav Mahler
O compositor austríaco Gustav Mahler

Carlinus

Gustav Mahler (1860-1911) – The Symphonies – Symphony nº 5 – Sir Georg Solti, CSO

soltimahler

01. Mahler – Symphony 5 – Trauermarsch
02. Mahler – Symphony 5 – Stürmisch Bewegt, Mit Grösster Vehemenz
03. Mahler – Symphony 5 – Scherzo. Kraftig, Nicht Zu Schnell
04. Mahler – Symphony 5 – Adagietto. Sehr Langsam
05. Mahler – Symphony 5 – Rondo-Finale. Allegro

Chicago Symphony Orchestra
Sir Georg Solti – Conductor

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Gustav Mahler – The Symphonies – Symphonie nº 4 – Sir George Solti, CSO, Kiri te Kenawa

soltimahler

01. Sinfonie Nr. 4 – 1. Bedächtig. Nicht eilen
02. Sinfonie Nr. 4 – 2. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
03. Sinfonie Nr. 4 – 1. Bedächtig. Nicht eilen
05. Sinfonie Nr. 4 – 4. Sehr behaglich

Kiri te Kenawa – Soprano
Chicago Symphony Orchestra
Sir Georg Solti – Conductor

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Gustav Mahler – The Symphonies – Symphony nº 3 – Helga Dernesch, Sir Georg Solti, Chicago Symphony Orchestra

soltimahler

01. Symphony No. 3 (beg.) – 1. Kräftig Entschieden
02. Symphony No. 3 (beg.) – 2. Tempo di Menuetto. Sehr mässig
03. Symphony No. 3 (beg.) – 3. Comodo. Scherzando. Ohne Hast
04. Symphony No. 3 (beg.) – 4. Sehr langsam. Misterioso
05. Symphony No. 3 (beg.) – 5. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck
06. Sinfonie Nr. 3 (Ende) – 6. Langsam. Ruhevoll. Empfunden

Helga Dernesch – Soprano
Chicago Symphony Orchestra Women’s Chorus
Glen Ellyn Children’s Chorus
Chicago Symphony Orchestra
Georg Solti

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Gustav Mahler – The Symphonies – Symphony nº 2 “Auferstehung” – Sir Georg Solti, Chicago Symphony Orchestra

soltimahlerNão se assustem, hoje vocês terão dose dupla da Segunda Sinfonia de Mahler, conhecida como ‘Ressurreição’. Esta que vos trago, com Solti / CSO, dando continuidade à integral, e na parte da tarde, em seu horário tradicional, PQPBach traz a mesma sinfonia com outra versão que Zubin Mehta fez nos anos 90, frente à Filarmônica de Israel. Dois maestros bem experientes, dirigindo excepcionais conjuntos orquestrais, com visões diferentes da mesma obra. Excelente oportunidade para as devidas comparações e análises.

01. Sinfonie Nr.2 ‘Auferstehung’ – 1. Allegro maestoso
02. Sinfonie Nr.2 ‘Auferstehung’ – 2. Andante moderato
03. Sinfonie Nr.2 ‘Auferstehung’ – 3. In ruhig fliessender Bewegung
04. Sinfonie Nr.2 ‘Auferstehung’ – 4. Urlicht. Sehr feierlich, aber schlicht
05. Sinfonie Nr.2 ‘Auferstehung’ – 5. Im Tempo des Scherzo

Isobel Buchanan – Soprano
Mira Zakai – Contralto
Chicago Symphony Orchestra
Sir Georg Solti – Conductor

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Sir Georg Solti rindo a toa
Sir Georg Solti rindo a toa

Gustav Mahler – The Symphonies – George Solti – Symphony nº 1 – Sir Georg Solti, Chicago Symphony Orchestra

soltimahlerVamos cobrir uma falta gravíssima aqui do PQPBach: até hoje nenhum dos colegas havia trazido a integral das sinfonias de Mahler com Georges Solti em seus tempos de Chicago. Dia destes até trouxe a Quinta Sinfonia com esta mesma formação, mas a integral é material inédito por aqui.
Uma de cada vez, tá bom? Nada de ir com muita sede ao pote. Vamos aos poucos, começando pelo começo, trazendo a Primeira Sinfonia.

01. Sinfonie Nr.1 D-dur – 1. Langsam. Schleppend. Wie ein Naturlaut
02. Sinfonie Nr.1 D-dur – 2. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell
03. Sinfonie Nr.1 D-dur – 3. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
04. Sinfonie Nr.1 D-dur – 4. Stürmisch bewegt

Chicago Symphony Orchestra
Sir Georg Solti

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Gustav Mahler – Songs with Orchestra – Michael Tilson Thomas, San Francisco Symphony Orchestra & Chorus

602477Minha intenção aqui é apenas a de completar o ciclo do “The Mahler Project”, dirigido pelo maestro inglês Michael Tilson Thomas, que traz a obra vocal de Mahler. São três belíssimos CDs, que, junto com as gravações das sinfonias, já se consolidaram como uma das grandes gravações mahlerianas deste começo de século XX. Nosso mentor PQPBach já postou as sinfonias, por duas vezes por sinal, agora é a vez da obra vocal.
Como informado acima, Michael Tilson Thomas está aqui, como em todo o projeto, dirigindo a Sinfônica de San Francisco, e tem excelentes solistas a seu dispor:  o barítono Thomas Hampson e a mezzo soprano Susan Graham, o tenor Thomas Moser, o barítono Sergei Leiferkus e a soprano Marina Shaguch, e para completar, a mezzo soprano Michelle DeYoung.

Das Klagende Lied

01 I.  Waldmarchen. Langsam und traumerisch
02 II.  Der Spielmann. Sehr gehalten
03 III.  Hochzeitsstuck. Heftig bewegt

Thomas Moser – Tenor
Sergei Leiferkus – Baritone
Marina Shaguch – Soprano
Michelle DeYoung – Mezzo Soprano
San Francisco Symphony Orchestra
San Francisco Symphony Chorus
Michael Tilson Thomas – Conductor

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Songs with Orchestra

01 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Wenn Mein Schatz Hochzeit Macht
02 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Ging Heut’ Morgen Übers Feld
03 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Ich Hab’ Ein Glühend Messer
04 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Die Zwei Blauen Augen Von Meinem Schatz
05 Rückert-Lieder- Ich Atmet’ Einen Linden Duft
06 Rückert-Lieder- Blicke Mir Nicht In Die Lieder
07 Rückert-Lieder- Liebst Du Um Schönheit
08 Rückert-Lieder- Um Mitternacht
09 Rückert-Lieder- Ich Bin Der Welt Abhanden Gekommen
10 Des Knaben Wunderhorn- Lied Des Verfolgten Im Turm
11 Des Knaben Wunderhorn- Der Tamboursg’sell
12 Des Knaben Wunderhorn- Wo Die Schönen Trompeten Blasen
13 Des Knaben Wunderhorn- Revelge
14 Des Knaben Wunderhorn- Urlicht

Thomas Hampson – Baritone
Susan Graham – Mezzo Soprano
San Francisco Symphony Orchestra
Michael Tilson Thomas – Conductor, Piano

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Das Lied Von Der Erde

01 Das Trinklied vom Jammer der Erde
02 Der Einsame im Herbst
03 Von der Jugend
04 Von der Schönheit
05 Der Trunkene im Frühling
06 Der Abscheid

Thomas Hampson – Baritone
Susan Graham – Mezzo Soprano
San Francisco Symphony Orchestra
Michael Tilson Thomas – Conductor

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Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony nº 2 in C Minor “Ressurrection” – Zubin Mehta, Wiener Philharmoniker

51HN0XwzLjL._SS500Esta é, para muitos, uma das melhores gravações da Segunda Sinfonia de Mahler, intitulada “Ressurreição”. É uma grande obra, com grande orquestra, coro e solistas, e solidamente construída.
Nunca morri de amores por Zubin Mehta, mas esta sua gravação é sensacional. A impressão que me passa é que tudo conspirou a seu favor: uma orquestra espetacular, um coral magnífico e duas solistas no apogeu de suas carreiras. Alguns comentários dos clientes da amazon:

“A pinnacle for Mehta”,
“Desert Island version of the Mahler 2nd.”
“The Absolute Creme of the Creme”
“The best all around Resurrection ever recorded.”

Os comentários acima mostram a importância desta gravação que recomendo ser ouvida com atenção, sem maiores interrupções, sentados em suas melhores poltronas, de preferência usando um bom fone de ouvido, pois ela está cheia de detalhes, ricamente explorados por esta, repito e não temo em ser redundante, espetacular orquestra. E provavelmente foi o grande momento da vida de Zubin Mehta.

1 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 1. Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck
2 Symphony No.2 In C Minor – “Resurrection” – 2. Andante Moderato. Sehr Gemächlich
3 Symphony No.2 In C Minor – “Resurrection” – 3. Scherzo: In Ruhig Fliessender Bewegung
4 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 4. “O Röschen rot! Der Mensch liegt in grösster Not!”
5 Symphony No.2 In C Minor – “Resurrection” – 5a. Im Tempo Des Scherzos. Wild Herausfahrend
6 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 5b. Maestoso. Sehr zurückhaltend – Wieder zurückhaltend –
7 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 5c. Sehr langsam und gedehnt –
8 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 5d. “Aufersteh’n, ja aufersteh’n wirst du” (Langsam. Misterioso) – “Auferstehung”
9 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 5e. “O glaube, mein Herz, o glaube”

Ileana Cotrubas – Soprano
Christa Ludwig – Contralto
Wiener Staatsopernchor
Wiener Philharmoniker
Zubin Mehta – Conductor

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.: interlúdio :. The Uri Caine Ensemble: Gustav Mahler In Toblach

.: interlúdio :. The Uri Caine Ensemble: Gustav Mahler In Toblach

R-889268-1427574158-9244.jpegIM-PER-DÍ-VEL !!!

CD enviado por um amigo do blog.

Sim, é Mahler. E sim, é jazz contemporâneo e experimental. Trata-se de um disco de 1999 onde o The Uri Caine Ensemble toca temas de Mahler com imensa liberdade. Uri Caine iniciou seus estudos de piano aos sete anos de idade e teve lições com o pianista francês de jazz Bernard Peiffer aos 12. Estudou na Universidade da Pensilvânia tendo por tutor George Crumb. Com ele, adquiriu familiaridade com a música clássica, mas iniciou sua carreira como pianista de jazz em Filadélfia. Na década de 1980 foi viver em Nova Iorque. Caine, que tem gravados 16 álbuns, é muito apreciado pelas suas ecléticas e inventivas interpretações do repertório clássico. Este seu tributo em versão jazz para Gustav Mahler, gravado em 1999, recebeu um prêmio da Sociedade Alemã Mahleriana, embora tenha havido polêmica devido ao conservadorismo de alguns membros do júri. Caine também trabalhou nas Variações Goldberg de Bach, nas Variações Diabelli de Beethoven, bem como reinterpretou diversas obras de Wagner e Mozart. É um álbum certamente muito original, daqueles para se amar ou odiar. Eu estou no primeiro grupo.

The Uri Caine Ensemble: Gustav Mahler In Toblach

CD 1

1-1 Symphonie Nr. 5, Trauermarsch = Symphony No. 5, Funeral March 7:06
1-2 Oft Denk’ Ich, Sie Sind Nur Ausgegangen! Aus »Kindertotenlieder« = I Often Think They Have Merely Gone Out! From »Songs Of The Death Of Children« 10:24
1-3 Nun Will Die Sonn So Hell Aufgehn Aus »Kindertotenlieder« = Now Will The Sun Rise As Brightly »From Songs Of The Death Of Children« 5:35
1-4 Der Tamboursg’sell Aus »Des Knaben Wunderhorn« = The Drummer Boy From »The Boy’s Magic Horn« 14:03
1-5 Einleitung Zur Symphonie Nr. 5, Adagietto = Introduction To Symphony No. 5, Adagietto 1:53
1-6 Symphonie Nr. 5, Adagietto = Symphony No. 5, Adagietto 12:42

CD 2

2-1 Symphonie Nr. 1 »Titan« 3. Satz = Symphony No. 1 »Titan«, 3rd Movement 13:22
2-2 Ging Heut’ Morgen Übers Feld Aus »Lieder Eines Fahrenden Gesellen«, Symphonie Nr. 2 »Auferstehungs-Symphonie«, Andante Moderato = I Went Out This Morning Over The Countryside From »Songs Of A Wayfarer«, Symphony No. 2 »Resurrection«, Andante Moderato 13:26
2-3 Symphonie Nr. 2 »Auferstehungs-Symphonie«, Urlicht = Symphony No. 2 »Resurrection«, Primal Light 2:34
2-4 Interlude Zu »Der Abschied« = Interlude To »The Farewell« From »The Song Of The Earth« 1:49
2-5 Der Abschied Aus »Das Lied Von Der Erde« = The Farewell From »The Song Of The Earth« 26:25

Acoustic Bass – Michael Formanek
Alto Saxophone – David Binney
Arranged By [All Compositions Arranged By], Adapted By [All Compositions Adapted By] – Uri Caine
Drums – Jim Black
Piano, Keyboards – Uri Caine
Trumpet – Ralph Alessi
Turntables, Electronics [Live Electronics] – DJ Olive
Violin – Mark Feldman
Vocals, Oud – Aaron Bensoussan

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Quando mandam um professor de música erudita ensinar um cara que gosta de jazz podem nascer monstros como Uri Caine.
Quando mandam um professor de música erudita ensinar um cara que gosta de jazz, podem nascer monstros como Uri Caine.

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Des Knaben Wunderhorn

Gustav Mahler (1860-1911): Des Knaben Wunderhorn

coverIM-PER-DÍ-VEL !!!

Um esplêndido disco. Imaginem uma belíssima obra de Mahler, regida por George Szell tendo nas mãos uma extraordinária orquestra e, como se não bastasse, com Dietrich Fischer-Dieskau e Elisabeth Schwarzkopf! É como diz na capa: uma das Grandes Gravações do Século XX. E é Grande Música!

As canções de Des Knaben Wunderhorn (A Trompa Maravilhosa do Menino) referem-se a um objeto mágico como a cornucópia. Trata-se de uma coleção de textos de canções populares, publicada em três volumes em Heidelberg pelos poetas e escritores alemães Achim von Arnim e Clemens Brentano entre 1805 e 1808. A coleção contém canções da Idade Média até o Século XVIII. As canções foram musicadas por Gustav Mahler entre 1892 a 1901.

Gustav Mahler (1860-1911): Des Knaben Wunderhorn

1 Revelge 7:01
2 Das Irdische Leben 2:37
3 Verlorne Müh 2:29
4 Rheinlegendchen 3:05
5 Der Tambourgesell 5:49
6 Der Schildwache Nachtlied 6:14
7 Wer Hat Dies Liedlein Erdacht? 1:58
8 Lob Des Hohen Verstandes 2:41
9 Des Antonius Von Padua Fischpredigt 3:56
10 Lied Der Verfolgten Im Turm 3:41
11 Trost Im Unglück 2:08
12 Wo Die Schönen Trompeten Blasen 7:36

Dietrich Fischer-Dieskau
Elisabeth Schwarzkopf
The London Symphony Orchestra
George Szell

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George Szell
George Szell

PQP

Gustav Mahler (1860-1910) – Symphony nº 5, Des Knaben Wunderhorn – Solti, Chicago Symphony Orchestra

61u1GQ552+LChego ao final da minha primeira semana de férias, e estou aproveitando para ouvir alguns discos que me marcaram muito. Posso estar enganado, mas creio que minha primeira gravação da Quinta Sinfonia de Mahler foi esta aqui, em um LP comprado em algum sebo ainda nos meus tempos de estudante morando em Curitiba. Ouvia em um velho toca discos 3 x 1, cujo motor não estava muito bom, então a rotação variava bastante. No final das contas, era engraçado.
Sir George Solti foi um dos maiores regentes do século XX, e esta sua incursão no universo mahleriano como condutor da Sinfônica de Chicago foi marcante. Lembrando que esta versão que ora vos trago é a versão de 1970, muitos a consideram superior a uma outra gravação que realizou com a mesma orquestra alguns anos mais tarde.

Espero que apreciem. Eu particularmente a considero uma das melhores gravações já realizadas desta sinfonia.

01 – Symphony No. 5 in C sharp minor – I. Trauermarsch. In gemessenem Schritt
02 – Symphony No. 5 in C sharp minor – II. Stürmisch bewegt
03 – Symphony No. 5 in C sharp minor – III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell
04 – Symphony No. 5 in C sharp minor – IV. Adagietto
05 – Symphony No. 5 in C sharp minor – V. Rondo-Finale. Allegro
06 – Des Knaben Wunderhorn – Das irdische Leben
07 – Des Knaben Wunderhorn – Verlorne Müh’
08 – Des Knaben Wunderhorn – Wo die schönen Trompeten blasen
09 – Des Knaben Wunderhorn – Rheinlegendchen

Yvonne Minton – Mezzo Soprano
Chicago Symphony Orchestra
Sir George Solti – Conductor

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Guia de Gravações Comparadas P.Q.P. – Mahler Symphony no.1 in D major ‘Titan’

A Primeira Sinfonia, dita Titan, é uma das obras mais executadas de Mahler, não apenas por sua beleza intrínseca (que aliás não é exclusividade dela), mas basicamente porque é uma das mais curtas, além de ser extremamente otimista, escrita numa linguagem acessível ainda do romantismo pós-wagneriano, e sem necessidade de solistas vocais e grandes coros. Como Otto Maria Carpeaux assinalou, todas as orquestras que querem mostrar certo virtuosismo mas tem dificuldades de produzir as exigências sonoras das demais sinfonias, optam pela Primeira.

Mas além disso, é também uma sinfonia muito interessante no contexto da vida e da obra de Mahler: ela funciona como um prefácio literário ao universo mahleriano, pois há nela ecos resumidos de basicamente tudo o que se ouvirá, melodica e harmonicamente, nas sinfonias posteriores. O termo prefácio literário não é força de expressão; do ponto de vista narrativo, ela trabalha com a ideia de um personagem heróico, descrito musicalmente através de seus temas e resoluções harmônicas tipicamente mahlerianas. É a expressão psíquica de seu autor, em que sua obra, permeada por este alter-ego heróico, apresenta uma ideia-fixa (ou um leitmotif) cujo objetivo é uma expressão de um universo ideal. É patente, através desta narrativa, sua busca incessante pela redenção, uma vez reconhecida a natureza imperfeita e efêmera do ser humano. E assim, passa por todos os conflitos filosóficos da humanidade (as angústias da sociedade, o amor, a morte, a religião), temas estes presentes em todas as suas obras, e, muito a propósito, já expresso nesta sinfonia, que termina numa espécie de cantus firmus de júbilo e alegria, até então único na história da música ocidental, informando ao público a que vem este tal Gustav.

Mahler é uma das mais contundentes respostas musicais às transformações científicas e filosóficas da virada do século XX, absorvendo, ainda que inconscientemente, as ideias da recente revolução psicológica de Freud (tendo ele mesmo sido seu paciente) e, claro, das não menos revolucionárias ideias postuladas por Planck e Einstein que abalaram os pilares da ciência física.

Escrita entre 1887 e 1888, teve diferentes versões apresentadas, começando por estrear como um poema sinfônico em duas partes, donde vem seu subtítulo, Titan, por conta da inspiração literária da obra de Jean Paul. Uma revisão de 1893 a colocou na forma sinfônica tradicional com um movimento a mais, o Blumine, depois suprimido. Após as revisões feitas até a publicação tardia em 1898, a Sinfonia finalmente adquiriu a forma como hoje a conhecemos, e nunca mais foi chamada por Mahler pelo subtítulo. Mas apesar disso, a despeito da imponência do nome, este acabou sendo incorporado como recurso de marketing.

O site gustavmahler.net.free (uma dádiva para os mahlerianos) cita nada menos que 274 gravações diferentes para a Primeira Sinfonia, nem todas, claro, disponíveis no mercado. E, no que diz respeito à possibilidade de ouvir alguma delas na internet, considerando os sites de streaming, o You Tube, a Amazon e os downloads genéricos, é possível achar pelo menos 40 versões. Para que os ouvintes tenham alguma orientação, trago algumas opções que gosto bastante:

1.Bernard Haitink, Concertgebouw PHILIPS 1972

61S7jofvU6L._SL500_SX300_Esta é uma gravação clássica, já está fora do catálogo e de vez em quando é relançada em algum compêndio, como a caixa da integral da sinfonias ou, neste caso, na coleção Abril de Grandes Compositores. Esta gravação, dos anos 70, faz parte do primeiro e único ciclo completo de Haitink, pois o segundo, na década de 90, não foi completado por conta do desmonte da indústria fonográfica, em especial o da música clássica, que foi o que sofreu a maior bancarrota (ver Norman Lebrecht, “Maestros, obras-primas e loucura”). Haitink na verdade gravou esta Sinfonia várias vezes de forma isolada, entre 1962 e 2007, mas esta de 72 desponta como uma de suas mais respeitáveis leituras.
É sem dúvida uma leitura inspirada, sendo tratada de forma muito mais solene que jocosa, e por isso tem um ar bruckneriano que permeia toda a execução. O frenesi dos finais do primeiro e último movimentos, expressões legítimas de uma Mahler jovem e apaixonado, são executados como se fossem reflexões profundas e conflitantes de um Mahler tardio, como o da Sétima ou Oitava Sinfonias. Apesar disso, é um registro que prima pela pureza de timbres e contornos melódicos, deixando, não obstante a maior lentidão rítmica, uma impressão bastante singular. Haitink, sempre distinto, não deixa a peteca cair. Os trompetes desafinam nas fanfarras do finale, mas este é um detalhe menor neste conjunto. A gravação desta edição acompanha o Lieder eines fahrenden gesellen, na voz imponente de Hermann Prey. Assim como em outras gravações, este lieder é sempre bem-vindo por ter sido uma das inspirações originais para temas da Primeira Sinfonia.

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Arquivo FLAC 330Mb

2. Kurt Masur, New York Philharmonic TELDEC 1992

mahler_symph1_masur_smallEsta foi uma das gravações que marcaram a chegada de Kurt Masur na Filarmônica de Nova York em 1991. A gravação é do ano seguinte, mas evoca o mesmo sentimento de frescor recém-casado. A escolha de Masur, pelos músicos de Nova York, se deu para tentar fazer da Filarmônica novamente uma experiência mais “requintada”, uma vez que seus antecessores, Zubin Mehta e Leonard Bernstein eram dados a concertos populares, e Pierre Boulez, muito moderno. Naquela época o público patrono se incomodou com isso. Trazendo a sobriedade do alemão especialista em Beethoven, a ideia era fazer a Filarmônica deixar de parecer uma orquestra crossover, e escolheu a 7a. de Bruckner para estrear com toda a pompa. Hoje este fato soa um pouco anacrônico, mas fazia sentido naquele contexto. De qualquer modo, é um registro primoroso, de quem sabe o que está fazendo. A firmeza rítmica se impõe como um rolo compressor, e acaba deixando a obra mais fria que o desejado. Talvez Masur estivesse tentando causar boa impressão aos americanos, e se manteve cauteloso nas escolhas das dinâmicas. De qualquer forma é uma performance das mais eloquentes, e merece ser visitada, até porque também vem com as Canções do Viandante, na voz do barítono sueco Håkan Hagegård.

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Entretanto, um pequeno parênteses para a questão da performance fria. Kurt Masur também é o responsável pela performance mais quente que conheço da Primeira Sinfonia de Mahler. Aconteceu em 2005 no Festival de Inverno de Campos do Jordão, em que Masur foi o maestro convidado, tendo ao seu lado Roberto Minczuk. Os bolsistas do festival, todos ainda amadores em fase de profissionalização, tinham pouca experiência com prática de orquestra, principalmente em se tratando de orquestras do tamanho exigido pela Primeira. Entretanto, ao invés de uma performance morna para cumprir exigências acadêmicas e agradar aos pais dos bolsistas, o que se ouviu foi uma performance das mais contundentes, que num nível de percepção sensível, transbordava a emoção e o entusiasmo daqueles músicos em tocar pela primeira vez uma obra daquela envergadura. Percebe-se, ao mesmo tempo, tanto a inexperiência e a ingenuidade quanto uma vontade sobre-humana de se superarem, coisa que acabam conseguindo com força descomunal, fazendo do finale desta gravação um dos mais emocionantes da história. Kurt Masur chorou nos aplausos, consciente do esforço que cada músico empreendeu. Esta gravação vale a pena porque é possível sentir toda essa carga emotiva no registro, coisa que muitas orquestras profissionais não conseguem. Infelizmente é um disco que está esgotado, então disponibilizo aqui também. Ele vem com outras obras executadas no mesmo festival (incluindo uma estréia de Almeida Prado), mas eu diria que a Titan é que interessa.

DOWNLOAD HERE – XXXVI Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão
CD Duplo – Arquivo FLAC 661Mb

3. Leonard Slatkin, St.Louis Symphony Orchestra TELARC 1981

mahler1slatkinEsta é a pior de todas: Slatkin é um bom regente, tenta dar um ar sóbrio e distinto ao frenético finale, mas no fim, não consegue. Boa parte do problema é a orquestra, St.Louis tem metais com uma sonoridade bem fraca, e Slatkin ainda puxa o freio de mão. Aí não dá mesmo. As fanfarras não empolgam, e parecem contidas como se precisassem fazer pouco barulho para não atrapalhar os vizinhos. Mas a gravação tem méritos: a Telarc é um selo americano que foi o absoluto pioneiro na gravação digital, sendo deles o primeiro LP lançado comercialmente que teve sua matriz gravada digitalmente, em 1978. Este know-how fez de suas gravações verdadeiras referências para o desenvolvimento de uma metodologia de gravação na era digital, e a clareza de seus registros é até hoje apreciada. Mas a recomendação é clara: só para fãs.

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4.Rafael Kubelik, Symphonie-Orchester des Bayerischen Rundfunks DG 1968

mahler_symphony1_titan_kubelik_coverHá um certo consenso sobre a superioridade desta gravação, que foi inclusive indicada, recentemente, pela revista Gramophone, como a melhor Titan de todos os tempos. Mas toda a classificação é relativa, e acredito ser impossível uma unanimidade. Claro, a gravação tem méritos indiscutíveis, mas acho um pouco de exagero tanto crédito. Kubelik é um maestro dos mais competentes, um dos grandes “monstros sagrados” (expressão que na minha época era corriqueira) da regência do século XX. De origem tcheca, tem todos os requisitos para entender esta música até o último fio de cabelo. E ele realmente a entende como poucos, fazendo principalmente do scherzo e da paródica marcha fúnebre momentos de rara e fina ironia. Mas venhamos e convenhamos, a sonoridade da tecnologia de gravação de 1968 fica um pouco a desejar, principalmente deixando evidente certa estridência dos trompetes, uma limitação que nem toda gravação desta época possui ou incomoda, mas esta possui – e incomoda. Outra: Kubelik é famoso por seu rubato, ele costuma diminuir o andamento com algum exagero antes dos clímax ou das repetições dos temas essenciais. Em alguns casos, funciona que é uma maravilha, em outros, considero o resultado cafona. Não posso dizer que achei ruim seu rallentando na retomada do tema no primeiro movimento, mas também não vou dizer que não estranhei. Confesso que não tenho opinião definitiva, mas no fim das contas não é minha gravação dos sonhos. Mas se vale a pena? puxa, se vale! E a gravação também tem o Lieder eines fahrenden gesellen, mas na voz de ninguém menos que Dietrich Fischer-Dieskau. Aí fica covardia não ouvir.

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5.Zubin Mehta, New York Philharmonic CBS 1982

mahler_symphony1_mehtaA grande zebra é esta gravação de Zubin Mehta, feita pela CBS em 1982. Uma verdadeira jóia. Outras leituras de Mehta, como a da DECCA com Israel, não chegam aos pés dessa. É uma leitura precisa, clara, entusiasmada e empolgante. Os trompetes de Nova York estão em ótima forma – melhor que na gravação de Masur – e executam as fanfarras com convicção ímpar, em que ouvem todas as notas com clareza e limpidez. O registro deixa aflorar o Mahler sonhador da juventude como poucos, coisa até rara em se tratando de Zubin Mehta, mas é preciso admitir: neste caso é quase impossível não se deixar contaminar pela empolgação da sonoridade desta gravação. Mehta, apesar de não ser um mahleriano convicto, é responsável por várias leituras memoráveis, e esta é uma delas. Não há meio termo, é uma leitura brilhante, ou se adora ou se ignora. Os puristas podem objetar que Mehta não faz o ritornello do primeiro movimento, mas devo dizer que também é um detalhe menor. Compensa todo o crime.

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6.Klaus Tennstedt, London Philharmonic Orchestra EMI 1977

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Esta gravação é primorosa. Klaus Tennstedt era um mahleriano não apenas convicto, mas devoto e praticante. Norman Lebrecht explica bem esta relação meio doentia: “após um sério colapso nervoso, encontrou apoio na música de Mahler, que se tornou o leitmotiv de sua ansiosa vida”. Com efeito, o Mahler de Tennstedt é altamente intuitivo, sempre inesperado e avassalador, tirando das profundezas da alma os mais insondáveis sentimentos. Por algum motivo alheio à minha percepção (talvez pela própria personalidade trôpega de Tennstedt), ele nunca foi muito festejado do grande público, tendo sempre um time restrito de admiradores fiéis mas recatados, e normalmente suas performances escapam de uma análise pública mais abrangente. Mas devo dizer, poucas Titans tem a força desta: a impressão é de um vulcão prestes a explodir, e que efetivamente explode nos clímax adequados. Apesar de carismática, é uma interpretação bastante pessoal, em que há o perigo do ouvinte não interagir com a espontaneidade proposta. Neste caso, será uma leitura esquisita. Mas garanto: soltem-se e deixem-se levar pelos delírios do sr. Tennstedt, e estarão diante de uma performance única na história.
Obs.: A edição da Primeira que disponibilizo aqui faz parte da caixa com as 10 Sinfonias, então não estranhem o bônus do primeiro movimento da Segunda, obra que comentarei em outra ocasião.

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7.Sir Georg Solti, Chicago Symphony DECCA 1983

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Considero esta, ao lado da de Bernstein (1974) com a Wiener Philharmoniker (que infelizmente – ou felizmente – só tenho em DVD), a gravação que combina o melhor de todos os mundos: tem a sonoridade dos áureos tempos dos míticos engenheiros da DECCA, tem o equilíbrio preciso entre a espontaneidade e a fidelidade à partitura, tem o encanto do frescor juvenil do Mahler apaixonado, e tem a sobriedade de um registro convicto. Se eu fosse escolher a gravação mais equilibrada, e que satisfaz a maioria dos requisitos mahlerianos com louvor, ficaria com esta, com a possível alternativa de Bernstein. Mas para mim esta tem um trunfo a mais: as pratadas de Chicago são mais eficazes que as de Viena, e a eloquência da juvenília mahleriana fica em plena ebulição. Esta é, portanto, a escolha do Chucruten.
Bom divertimento!

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CHUCRUTEN

Gustav Mahler (1860-1911): Quarteto para Piano (1876)

Gustav Mahler (1860-1911): Quarteto para Piano (1876)

Mahler Piano kwartet 110min32. Este é o menor disco já postado aqui, mas vale a pena. Explico: é um disco de vinil de apenas um lado produzido em 1973. Acontece que a associação de amigos da Concertgebouw Orchestra tinha o costume — talvez tenha ainda — de presentear anualmente seus sócios. Um agradecimento aos doadores e aos associados que estivessem em dia com suas mensalidades. Os méritos do trabalho são grandes. Este é o primeiro registro gravado do primeiro movimento de um quarteto de piano inacabado, composto em 1876 por Gustav Mahler. Ele foi admitido no conservatório em 1875 e ganhou um prêmio por ele. A estreia da peça ocorreu em 1876 no Conservatório de Viena com o próprio Mahler no piano. Aqui, temos uma visão das habilidades de composição de um jovem Gustav Mahler. A Sra. Anna Mahler deu permissão ao Concertgebouw para gravar este trabalho juvenil e, em 1972, o disco foi gravado e, em 1973, enviado aos doadores da Concertgebouw Orchestra. O quarteto é formado por membros da orquestra. Mas vocês jamais ouviriam isso não fosse o notável blog holandês 33 toeren klassiek, ao qual somos gratos.

Gustav Mahler (1860-1911): Quarteto para Piano (1876)
1º Movimento: Nicht zu schnell, mit Leidenschaft (1876)    10:32

Ina Overkamp, piano
Nobuyuki Shioda, violino
Klaas Boon, viola
Saskia Boon, violoncelo

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Mahler aos 11 anos.
Mahler aos 11 anos.

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Eugen Jochum)

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Eugen Jochum)

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Então tá, né? O pessoal quer pesos pesados e super-postagens? Sem problemas, vamos dançar conforme a música! :¬))

Em resposta, pego o CD da coleção Originals da DG e mando um balaço procêis. Ouçam esta versão de A Canção da Terra gravada por Eugen Jochum (1922-1987) e o Concertgebouw de Amsterdam em 1963. É algo de ajoelhar-se e pedir que não acabe nunca mais. Ah, não esqueçam de conferir em detalhe a “Despedida” (Der Abschied) da versão de Jochum. O incrível é que Jochum NÃO era um mahleriano contumaz, mas sua intimidade com a música vocal e com as Missas de Bruckner foram fundamentais aqui. Outro fato notável é que o registro data de um tempo que Mahler estava sendo redescoberto e não era a unanimidade que é hoje. Ele ainda era chamado de “desigual”, de compositor dado a arroubos e se dizia que era assim porque escrevia sinfonias difíceis e cheias de sonoridades estranhas para que ele mesmo — grande maestro que era — regesse. Nada disso, nada disso mesmo…

Bem, se você gosta de Mahler, tem que ouvir isto. Cumpra-se!

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra
Symphony for alto, tenor and large orchestra

1. Das Trinklied vom Jammer der Erde
2. Der Einsame im Herbst
3. Von der Jugend
4. Von der Schonheit
5. Der Trunkene im Fruhling
6. Der Abschied

Nan Merriman
Ernst Haefliger
Concertgebouw Orchestra
Eugen Jochum

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Eugen Jochum, o Rei da Música Sinfônica Vocal
Eugen Jochum: “Ajoelhem-se, chegou o Rei da Música Sinfônica Vocal”

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5 (transcrita para órgão)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5 (transcrita para órgão)

É um paradoxo. Talvez não haja nada mais engraçado e nada mais lamentável do que o humor involuntário. Este disco, esta transcrição de David Briggs causa frouxos de riso em qualquer pessoa que conheça minimamente a quinta de Mahler ou mesmo o estilo do compositor. A comparação com nossa lembrança do que é a sonoridade do compositor austro-húngaro torna tudo uma grande piada. É óbvio que eu ouvi tudinho até o fim. A surpresa inicial e o Scherzo são os momentos mais hilariantes.

É claro que Briggs toca muito bem e por vezes é bem sucedido, mas, olha, não adianta. Para mim, estamos diante de um CD altamente cômico.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5 (transcrita para órgão)

1. Trauermarsch 12’32
2. Sturmisch bewegt 14’15
3. Scherzo 18’10
4. Adagietto 9’34
5. Rondo – Finale, Allegro 17’05

David Briggs (transcrição e órgão)

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O estranho mundo de David Briggs
O estranho mundo de Briggs

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8 (Pierre Boulez)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8 (Pierre Boulez)

(Antes, tinha um texto aqui onde eu ecoava opiniões de outros sobre a Oitava. Agora, voltei à franqueza. Desta forma, alguns comentários de leitores ficaram non-sense).

É impressionante? Sim. É grandiosa em todos os sentidos? Sim. É para chorar ouvindo o coral de abertura Veni, Creator Spuritus? Sem dúvida. É das principais obras de Mahler? Imagina se não! É uma sinfonia? Olha, acho que é uma cantata, não uma sinfonia. PQP gosta dela? Não.

Esta obra de Mahler tem duas partes: a primeira é o hino Veni, creator spiritus e a segunda é uma cena retirada do final de Fausto de Goethe. Dizem que é uma das obras máximas do repertório sinfônico. Eu a acho grande como um dinossauro. Só. Mas a gravação é boa e quem ama a oitava vai babar de gozo ouvindo isto.

Symphony No.8 in E flat – “Symphony of a Thousand”
Part One: Hymnus “Veni creator spiritus”
1) Veni, creator spiritus [1:24]
2) “Imple superna gratia” [3:21]
3) “Infirma nostri corporis” [2:31]
4) Tempo I. (Allegro, etwas hastig) [1:27]
5) “Infirma nostri corporis” [3:18]
6) “Accende lumen sensibus” [4:54]
7 “Veni, Creator…Da gaudiorum praemia” [3:47]
8. “Gloria sit Patri Domino” [3:03]
Part Two: Final scene from Goethe’s “Faust”
1) Poco adagio [7:16]
2) Più mosso (Allegro moderato) [4:20]
3) “Waldung, sie schwankt heran” [5:09]
4) “Ewiger Wonnebrand” [1:43]
5) “Wie Felsenabgrund mir zu Füßen” [5:04]
6) “Gerettet ist das edle Glied” – “Hände verschlinget” [1:08]
7) “Jene Rosen, aus den Händen” [2:03]
8. “Uns bleibt ein Erdenrest” [2:02]
9) “Ich spür’ soeben” – “Freudig empfangen wir” [1:19]
10) “Höchste Herrscherin der Welt” [4:28]
11) “Dir, der Unberührbaren” – “Du schwebst zu Höhen” [3:33]
12) “Bei der Liebe” – “Bei dem Bronn” – Bei dem hochgeweihten Orte” [5:26]
13) “Neige, neige, du Ohnegleiche” [1:04]
14) “Er überwächst uns schon” – “Vom edlen Geisterchor umgeben” [3:31]
15) “Komm! hebe dich zu höhern Sphären” – “Blicket auf zum Retterblick” [7:21]
16) “Alles Vergängliche” [6:05]

Robinson / Wall / Queiroz / DeYoung / Schröder / Botha / Müller-Brachmann / Holl
Chor der Deutschen Staatsoper Berlin
Rundfunkchor Berlin
Aurelius Sängerknaben Calw
Staatskapelle Berlin
Pierre Boulez

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Boulez sorrindo, mas dizem que seu mau humor é legendário
Boulez sorrindo, mas seu mau humor é legendário

PQP

Gustav Mahler – Sinfonias 8, 9 e 10 – Kubelik, Bayerishorchester Rundfunk

71eD81ZTqNL._SL1200_Falar o que pálida? Só tem coisa boa aqui, lhes garanto. para ouvir sem moderação.

1. Symphonie No. 8 – Symponie der Tausend: Allegro impetuoso
2. Symphonie No. 8 – Symponie der Tausend: Poco adagio- Piu mosso (Allegro moderato)
3. Symphonie No. 8 – Symponie der Tausend: AuBerst langsam – Adagissimo

1. Symphonie No. 9: Andante comodo
2. Symphonie No. 9: Im Tempo eines gemaechlichen Laendlers – Etwas taeppisch und sehr derb
3. Symphonie No. 9: Rondo-Burleske – Allegro-assai – Sehr trotzig
4. Symphonie No. 9: Adagio – Sehr langsam und noch zurueckhaltend

01 Symphony No. 10 Andante – Adagio

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Gustav Mahler – Sinfonias nº 6 e 7 – Kubelik, Bayerishorchester Rundfunk

71eD81ZTqNL._SL1200_A saga Mahler / Kubelik continua, desta vez com as sinfonias de nº 6 e 7.

Divirtam-se.

1. Symphonie No. 6 ‘Tragic’: Allegro energico, ma non troppo. Heftig, aber markig.
2. Symphonie No. 6 ‘Tragic’: Scherzo – Wuchtig
3. Symphonie No. 6 ‘Tragic’: Andante moderato
4. Symphonie No. 6 ‘Tragic’: Finale – Allegro moderato – Allegro energico

1. Symphonie No. 7: Langsam (Adagio) – Allegro risoluto, ma non troppo
2. Symphonie No. 7: Nachtmusik – Allegro moderato
3. Symphonie No. 7: Scherzo – Schattenhaft
4. Symphonie No. 7: Nachtmusik – Andante amoroso
5. Symphonie No. 7: Rondo – Finale – Tempo I (Allegro ordinario)

Bayerishorchester Rundfunk
Rafael Kubelik – Conductor

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Gustav Mahler – Sinfonias n 4 e 5 – Kubelik, Bayerischorchester Rundfunk

71eD81ZTqNL._SL1200_Mais duas obras primas esplendidamente interpretadas por este fantástico maestro tcheco.
Para se ouvir de joelhos, agradecendo pelo prazer de desfrutar momentos de tão raro prazer.
Estive ouvindo a Quarta Sinfonia hoje de manhã, antes de ir trabalhar, e confesso que nunca ouvi uma versão tão apaixonada quanto esta.

1. Symphonie No. 4: Bedachtig – Nicht eilen
2. Symphonie No. 4: In gemachlicher Bewegung – Ohne Hast
3. Symphonie No. 4: Ruhevoll
4. Symphonie No. 4: Sehr behaglich

1. Symphonie No. 5: Part I: Trauermarsch. In gemessenem Schritt. Streng – Wie ein Kondukt
2. Symphonie No. 5: Part I: Sturmisch bewegt – Mit groesster Vehemenz
3. Symphonie No. 5: Part II: Scherzo. Kraeftig, nicht zu schnell
4. Symphonie No. 5: Part III. Adagietto – Sehr langsam – attacca:
5. Symphonie No. 5: Part III: Rondo-Finale – Allegro – Allegro giocoso – Frisch

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Gustav Mahler – Sinfonias nº 2 e nº 3 – Kubelik, Bayerischeorchester Rundfunk

71eD81ZTqNL._SL1200_Não tenho muito mais a falar sobre as imensas Segunda Sinfonia e Terceira Sinfonias, já temos verdadeiros tratados sobre elas em outras postagens que foram aqui feitas. Portanto, para deixa-los mais felizes, vai de um pacote só estas duas obras primas.

1. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: Allegro maestoso
2. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: Andante moderto
3. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: (Scherzo) – In ruhig fliessender Bewegung
4. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: Urlicht. Sehr feierlich, aber schlicht
5. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: Im Tempo des Scherzo – Wild herausfahrend
6. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: Langsam – Misterioso

01. Symphony No. 3 – 1 Kräftig. Entschieden
02. Symphony No. 3 – 2 Tempo di Menuetto. Sehr mässig
03. Symphony No. 3 – 3 Comodo. Scherzando. Ohne Hast
04. Symphony No. 3 – 4 Sehr langsam. Misterioso. Durchaus ppp O Mensch! Gib acht!
05. Symphony No. 3 – 5 Lustig im Tempo und keck im Ausdruck Es sungen drei Engel einen s en Gesang
06. Symphony No. 3 – 6 Langsam. Ruhevoll. Empfunden

Bayerischeorchester Rundfunk
Rafael Kubelik – Conductor

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SINFONIA Nº 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Gustav Mahler – Symphony nº 1 – Rafael Kubelik, Orquestra da Rádio Bávara

Gustav Mahler – Symphony nº 1 – Rafael Kubelik, Orquestra da Rádio Bávara

71eD81ZTqNL._SL1200_Rafael Kubelik foi um regente único, com uma imensa discografia de altíssima qualidade, e que viveu plenamente entre 1916 e 1996, atravessando o século XX nos proporcionando um imenso prazer ao ouvi-lo. Suas interpretações de compositores como Dvorák e Smetana são históricas, e fazem parte do panteão das grandes realizações da indústria fonográfica.

A  fantástica Orquestra da Rádio Bávara sempre teve o privilégio de ter a sua frente os principais regentes do século XX e Rafael Kubelik realizou um fantástico trabalho por lá. Um deles é esta integral das sinfonias de Mahler, uma das minhas favoritas.

Espero que apreciem.

Gustav Mahler – Symphony nº 1 – Rafael Kubelik, Orquestra da Rádio Bávara

1. Symphony No. 1 Titan I. Langsam. Schleppend – Im Anfang sehr gemchlich
2. Symphony No. 1 Titan II. Krftig bewegt, doch nicht zu schnell – Trio, Recht gemchlich
3. Symphony No. 1 Titan III. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
4. Symphony No. 1 Titan IV. Strmisch bewegt

Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunk
Rafael Kubelik – Conductor

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Rafael Kubelik - Retrato do Artista Quando Jovem

FDP