Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Complete Symphonies – CDs 5 e 6 de 6 – Thomas Fey, Heidelberger Sinfoniker

Concluindo mais uma série, antes tarde que nunca, mais Mendelssohn para os senhores, nas mãos muito competentes do maestro Thomas Fey, que dirige a Sinfonica de Heildelberg. Produção nota dez, que mantém o padrão de qualidade da gravadora Hänssler, como não poderia deixar de ser.

Destaque para as Sinfonias de nº 2, um primor de composição com um coral fantástico e solistas idem. Volto a repetir, seria interessante os senhores compararem estas gravações com a versão de Sawalisch, que postei dia destes.

Lamentavelmente, há alguns anos, Thomas Fey sofreu uma queda em sua casa, que causou um grave dano cerebral, o que o afastou dos palcos, e consequentemente, dos estúdios.

CD 5

1. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish I. Allegro un poco agitato – Andante come prima
2. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish II. Vivace non troppo
3. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish III. Adagio
4. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish IVa. Allegro vivacissimo –
5. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish IVb. Allegro maestoso assai
6. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 I. Adagio – Allegro molto
7. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 II. Scherzo. Comodo (Schweizerlied)
8. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 III. Adagio
9. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 IV. Menuetto. Allegro moderato
10. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 V. Allegro molto

CD 6

1. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ia. Sinfonia. Maestoso con moto – Allegro
2. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ib. Allegretto un poco agitato
3. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ic. Adagio religioso
4. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIa. Alles was Odem hat
5. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIb. Lobe den Herrn meine Seele
6. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIIa. Recitative. Saget es, die ihr erlöst seid
7. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIIb. Er zählet unsre Tränen
8. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IV. Sagt es, die ihr erlöset seid
9. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang V. Ich harrete des Herrn
10. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VI. Stricke des Todes hatten uns umfangen
11. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VII. Die Nacht ist vergangen
12. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VIII. Chorale. Nun danket alle Gott
13. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IX. Drum sing’ ich mit meinem Liede
14. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang X. Ihr Völker, bringet her dem Herrn

Eleonore Malguerre – Soprano
Ulrika Strömstedt – Mezzo – Soprano
Markus Schäfer – Tenor
Heidelberger Sinfoniker
Deutscher Kammerchor
Thomas Fey – Conductor

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Felix Mendelssohn Bartholdy – Complete Symphonies – CDs 3 e 4 de 6 – Thomas Fey, Heidelberger Sinfoniker

Mais Mendelssohn, sim, senhores. Estou aqui cobrindo uma falta de minha parte, pois esqueci de concluir esta excepcional série. Me obriguei a continuar pois não gosto de deixar as coisas pela metade.
Então mais dois volumes, com as magníficas Sinfonias para Cordas, obras de juventude do compositor, mas que, apesar da idade, mostram um compositor maduro, totalmente ciente de seu talento. Interessante ouvir esta gravação para poderem comparar com a versão de Sawalisch que postei recentemente.

CD 3

1. String Symphony No. 1 in C Major, MWV N1 I. Allegro
2. String Symphony No. 1 in C Major, MWV N1 II. Andante
3. String Symphony No. 1 in C Major, MWV N1 III. Allegro
4. String Symphony No. 2 in D Major, MWV N2 I. Allegro
5. String Symphony No. 2 in D Major, MWV N2 II. Andante
6. String Symphony No. 2 in D Major, MWV N2 III. Allegro
7. String Symphony No. 3 in E Minor, MWV N3 I. Allegro di molto
8. String Symphony No. 3 in E Minor, MWV N3 II. Andante
9. String Symphony No. 3 in E Minor, MWV N3_III. Allegro
10. String Symphony No. 4 in C Minor, MWV N4 I. Grave – Allegro
11. String Symphony No. 4 in C Minor, MWV N4 II. Andante
12. String Symphony No. 4 in C Minor, MWV N4 III. Allegro vivace
13. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 I. Grave – Allegro
14. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 II. Andante
15. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 III. Scherzo
16. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 IV. Allegro vivace

CD 4

1. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation I. Andante – Allegro con fuoco
2. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation II. Allegro vivace
3. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation III. Andante
4. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation IV. Andante con moto – Allegro vivace
5. String Symphony No. 5 in B-Flat Major, MWV N5 I. Allegro vivace
6. String Symphony No. 5 in B-Flat Major, MWV N5 II. Andante
7. String Symphony No. 5 in B-Flat Major, MWV N5 III. Presto
8. String Symphony No. 6 in E-Flat Major, MWV N6 I. Allegr
o9. String Symphony No. 6 in E-Flat Major, MWV N6 II. Menuetto
10. String Symphony No. 6 in E-Flat Major, MWV N6 III. Prestissimo
11. String Symphony No. 10 in B Minor, MWV N10

Heildelberger Sinfoniker
Thomas Fey – Conductor

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Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Sinfonias – Wolfgang Sawalisch, The New Philharmonia Orchestra

Estes CDs me foram repassados gentilmente por nosso colaborador Rene Denon, quando lhe perguntei qual era o seu maestro favorito em se tratando de Mendelssohn. Ele nem pestanejou quando respondeu Wolfgang Sawalisch. Fiquei curioso então em conhecer estas gravações. Conhecia este maestro regendo principalmente Schubert e Brahms, e foi com grande satisfação e prazer que os ouvi atentamente. Lembro sempre do então jovem Claudio Abbado frente a Sinfônica de Londres quando falamos em Mendelssohn, integral que já trouxemos algumas vezes aqui no PQPBach.

Mendelssohn foi um fenômeno, um novo Mozart, e assim como esse, nos deixou muito cedo, meros 38 anos de idade, mas sua contribuição foi fundamental na história da música ocidental, com certeza foi um dos pilares do Romantismo. E estas suas sinfonias com certeza estão inscritas na categoria de obras primas daquele período tão importante da História da Cultura Ocidental. Sei que os senhores irão apreciar.

Cd 1

01. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 I. Allegro di molto
02. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 II. Andante
03. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 III. Menuetto, allegro molto
04. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 IV. Allegro con fuoco
05. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” I. Andante con moto–Allegro un poco
06. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” II. Vivace non troppo
07. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” III. Adagio
08. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” IV. Allegro vivacissimo

The New Philharmonia Orchestra
Wolfgang Sawallisch – Conductor

CD 2

01. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Sinfonia. Maestoso con moto – Allegr
02. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Alles was Odem hat lobe den Herrn
03. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Saget es, die ihr erlost seid – Er z
04. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Saget es, die ihr erlost seid
05. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Ich harrte des Hern
06. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Stricke des Todes hatten uns umfangen
07. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Die Nacht ist vergangen
08. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Nun danket alle Gott
09. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Drum sin ich mit meinem Liede
10. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Ihr Volker! bringet her dem Herrn

Rotraud Hansmann – Soprano
Helen Donath – Soprano
Waldemar Kment – Tenor
The New Philharmonia Chorus & Orchestra
Wolfgang Sawalisch – Conductor

CD 3

01. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 1. Allegro vivace
02. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 2. Andante con moto
03. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 3. Con moto moderato
04. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 4. Saltarello. Presto
05. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 1. Andante – Allegro con fuoco
06. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 2. Allegro vivace
07. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 3. Andante
08. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 4. Choral ‘Ein’ feste Burg ist un

The New Philharmonia Orchestra
Wolfgang Sawallisch – Conductor

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Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Violino – Alina Ibragimova – OAE – Vladimir Jurowski

Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Violino – Alina Ibragimova – OAE – Vladimir Jurowski

Mendelssohn

Concertos para Violino

Abertura ‘As Hébridas’ ou ‘A Gruta de Fingal’

 

O que chamou a minha atenção neste disco, além da excelente Alina Ibragimova, foi o plural de Concerto: Mendelssohn escreveu mais do que um Concerto para Violino?

Adoro cavalos…

O Concerto para Violino de Mendelssohn, assim no singular, é um dos primeiros concertos do tipo ‘cavalos-de-batalha’, ao lado do Concerto de Beethoven, obras que estabeleceram um altíssimo nível para os compositores que vieram depois. Ou seja, puxam uma fila que continua com Brahms, Tchaikovsky, Bruch, Sibelius e tantos outros. Tão excelsa companhia nos faz esquecer um pouco que o Concerto foi composto em um período onde o estilo clássico estava começando a ceder espaço para as maiores ousadias românticas.

Ferdinand David

Mendelssohn começou a composição deste concerto em 1838, mas o projeto só foi terminado em 1845. Durante este período, ele trocou várias cartas com Ferdinand David, amigo e primeiro violino da Leipzig Gewandhaus Orchestra, que ofereceu várias sugestões. A estreia ocorreu em Leipzig, em 13 de março de 1845, tendo Ferdinand David como solista. O concerto deve ter causado bastante impacto pelas ‘novidades’ que apresenta, como a entrada antecipada do solista, deixando o costumeiro preâmbulo da orquestra muito mais curto, assim como a maior integração entre os movimentos, passando de um para o outro mais fluentemente. O Concerto foi um sucesso imediato.

Esta gravação resgata este aspecto inovador do concerto por apresenta-lo com uma orquestra parecida com a que o introduziu às audiências da época e nos permite ver a obra sob uma diferente perspectiva daquela a que estamos mais acostumados.

Sir Yehudi Menuhin

Pois não é que o danado do Felix já havia composto outro Concerto para Violino ainda na adolescência? De escopo bem mais modesto, o Concerto para Violino em ré menor é uma obra que revela o futuro brilhante do jovem compositor. Com uma interpretação tão convincente como esta, dada pela Alina Ibragimova, podemos entender o interesse que a obra causou em Sir Yehudi Menuhin, o responsável por reintroduzir esta obra para as novas audiências. O último movimento é particularmente cativante, uma ótima lembrança para guardar nos ouvidos.

O disco também apresenta uma gravação da Abertura ‘As Hébridas’ ou ‘A Gruta de Fingal’, como é chamado o poema sinfônico composto por Mendelssohn, sob a impressão causada pela visão da famosa Ilha com a tal caverna.

Felix Mendelssohn (1809-1847)

Concerto para Violino em mi menor, Op. 64

  1. Allegro molto appassionato
  2. Andante
  3. Allegretto non troppo – Allegro molto vivace

Abertura ‘As Hébridas’, ou

  1. Abertura ‘A Gruta de Fingal’

Concerto para Violino em ré menor

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro

Alina Ibragimova, violino

Orchestra of the Age of Enlightment

Vladimir Jurowski

Produção: Andrew Keener

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FLAC | 249 MB

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MP3 | 320 KBPS | 129 MB

Alina Ibragimova, foto de Benjamin Ealovega

Alina Ibragimova é uma excelente intérprete, que apesar do pouco uso de vibrato, não deixa de apresentar a intensidade e virtuosismo dos concertos. O acompanhamento é com uma das minhas orquestras de época preferidas. A regência de Jurowski é excelente, como a gravação da ‘Gruta de Fingal’ mostra. A produção, ao encargo do Andrew Keener, com acabamento do selo Hyperion completa este lindo e revelador álbum. Aproveite!

René Denon

Felix Mendelssohn Bartholdy – Complete Symphonies – Cds 1 e 2 de 6 – Thomas Fey, Heidelberger Sinfoniker

Que tal uma overdose desse genial compositor chamado Mendelssohn? Creio que todos gostam dele, sejam suas sinfonias, seja sua obra de câmera, suas obras para piano, enfim, em todas as áreas em que atuou. Mesmo morrendo tão jovem, ele deixou sua marca.

Mas aqui vamos nos fixar em sua obra sinfônica. E estamos em boas mãos. Thomas Fey é um maestro alemão, já quase chegando aos sessenta anos de idade,  e tem total e pleno controle da ótima Orquestra de Heidelberg. Serão seis cds ao todo, muito bem gravados e produzidos. O Selo Hänsller Classics sempre é garantia de qualidade.

Ah, antes que esqueça, claro que não teremos aqui apenas as grandes sinfonias, como a Quarta, intitulada ‘Italiana’, ou a Quinta, também conhecida como ‘Reforma’, que o compositor criou para as comemorações dos 300 anos da implantação da Reforma Luterana, por Martin Luther. Thomas Fey também gravou as treze belissímas Sinfonias para Cordas, obra de juventude, mas que demonstram tremenda maturidade artística do adolescente Felix.

Mas vamos ao que viemos.

CD 1

1. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 11, MWV N13_ I. Allegro di molto
2. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 11, MWV N13_ II. Andante
3. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 11, MWV N13_ III. Minuetto & Trio. Allegro molto
4. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 11, MWV N13_ IV. Allegro con fuoco
5. String Symphony No. 8 in D Major, MWV N8 (Version for Orchestra)_ I. Adagio e grave – Allegro
6. String Symphony No. 8 in D Major, MWV N8 (Version for Orchestra)_ II. Adagio
7. String Symphony No. 8 in D Major, MWV N8 (Version for Orchestra)_ III. Menuetto. Allegro molto – Trio. Presto
8. String Symphony No. 8 in D Major, MWV N8 (Version for Orchestra)_ IV. Allegro molto
9. String Symphony No. 13 in C Minor, MWV N14

CD 2

1. String Symphony No. 7 in D Minor, MWV N7_ I. Allegro
2. String Symphony No. 7 in D Minor, MWV N7_ II. Andante
3. String Symphony No. 7 in D Minor, MWV N7_ III. Menuetto
4. String Symphony No. 7 in D Minor, MWV N7_ IV. Allegro molto
5. String Symphony No. 12 in G Minor, MWV N12 _Fuga__ I. Fuga. Grave – Allegro
6. String Symphony No. 12 in G Minor, MWV N12 _Fuga__ II. Andante
7. String Symphony No. 12 in G Minor, MWV N12 _Fuga__ III. Allegro molto
8. Symphony No. 4 in A Major, Op. 90, MWV N16 _Italian__ I. Allegro vivace
9. Symphony No. 4 in A Major, Op. 90, MWV N16 _Italian__ II. Andante con moto
10. Symphony No. 4 in A Major, Op. 90, MWV N16 _Italian__ III. Con moto moderato
11. Symphony No. 4 in A Major, Op. 90, MWV N16 _Italian__ IV. Saltarello. Presto

Heidelberger Sinfoniker
Thomas Fey – Conductor

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CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3)

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Lembram daquela série interminável de discos da Philips — lançados nos anos 70 e 80 — que eram seleções malucas de clássicos e que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Händel podia vir antes de um trecho de Rhapsody in Blue, o qual era seguido pela Abertura 1812 e pela chamada Ária na Corda Sol (mentira, corda sol coisa nenhuma) de Bach, por exemplo. Salada semelhante é servida por Khatia Buniatishvili neste CD. Mas o importante é faturar enquanto a beleza não abandona a pianista. Ela tem alguns anos de sucesso ainda. Como habitualmente, neste disco ela é muita emoção e languidez — principalmente a última –, acompanhada de um talento que não precisaria ter registros gravados. Temos tanta gente melhor! Depois deste disco altamente suspeito, ela sucumbe aqui. Só a aparência não basta. Afinal, ouvimos o CD. Vocês sabem que eu amo as belas musicistas, mas tudo tem limite.

O volume 1 da numerosa série

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

1 Johann Sebastian Bach: Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd, BWV 208: IX. Schafe können sicher weiden (Arr. for Piano)
2 Pyotr Ilyich Tchaikovsky: The Seasons, Op. 37b: X. October (Autumn Song)
3 Felix Mendelssohn-Bartholdy: Lied ohne Worte in F-Sharp Minor, Op. 67/2
4 Claude Debussy: Suite Bergamasque, L. 75: III. Clair de lune
5 Giya Kancheli: Tune from the Film by Lana Gogoberidze: When Almonds Blossomed
6 György Ligeti: Musica ricercata No. 7 in B-Flat Major
7 Johannes Brahms: Intermezzo in B-Flat Minor, Op. 117/2
8 Franz Liszt: Wiegenlied, S. 198
9 Antonín Dvorák: Slavonic Dance for Four Hands in E Minor, Op. 72/2: Dumka (Allegretto grazioso)
10 Maurice Ravel: Pavane pour une infante défunte in G Major, M. 19
11 Frédéric Chopin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 25/7
12 Alexander Scriabin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 2/1
13 Domenico Scarlatti: Sonata in E Major, K. 380
14 Edvard Grieg: Lyric Piece in E Minor, Op. 57/6: Homesickness
15 Traditional: Vagiorko mai / Don’t You Love Me?
16 Wilhelm Kempff: Suite in B-Flat Major, HWV 434: IV. Menuet
17 Arvo Pärt: Für Alina in B Minor

Khatia Buniatishvili, piano

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Desculpe, Khatia, não rolou.

PQP

F. Mendelssohn (1809-1847): Canções sem palavras (Lieder ohne Worte), com Guiomar Novaes

As paisagens como as do Sonho de uma noite de verão ou a Caverna de Fingal são, de certa forma, exteriores ao artista; elas não são ele mesmo. É nos Romances sem Palavras e nas Sinfonias que se deve procurar o Mendelssohn íntimo, o som, a tonalidade e o charme dessa alma. (Camille Bellaigue, 1909)

Década de 1820: Goethe tinha 75 anos quando Mendelssohn, então com doze anos, foi visitá-lo, apresentado por seu professor. Desde este primeiro encontro, Mendelssohn encantou Goethe tocando fugas de Bach e outras obras-primas, de forma que dois anos mais tarde, quando o jovem prodígio voltou a Weimar, o velho poeta, antes de cumprimentá-lo, abriu seu piano e disse “Vem aqui e me faz reviver os os espíritos adormecidos neste piano!” (Fonte: Goethe et Beethoven, por Henri Blaze de Bury, 1813-1888)

1830: Mendelssohn visita Goethe pela última vez e o poeta lhe dá de presente uma página do manuscrito do Fausto com as palavras “Ao amável Felix Mendelssohn, mestre soberano do piano, lembrança de amizade”. Após deixar Weimar e passar por Praga e Munique, em outubro de 1830 Mendelssohn chega a Veneza, aquela cidade única que foi o sonho de sua vida, como ele escreveu a suas irmãs.

Em Roma, onde chega em novembro de 1830, ele faz amizade com o abade Fortunato Santini, dono de uma rica biblioteca musical. Mendelssohn escreve à sua família pedindo que enviem da Alemanha uma coletânea de seis cantatas de Bach para presentear o abade. Em 1831, ainda em Roma, ele conhece o francês Hector Berlioz e as palavras a seguir, das memórias de Berlioz, mostram a relação de admiração um tanto agressiva entre os dois. Berlioz relata:

Um dia, eu falava do metrônomo e de sua utilidade.
“Por que usar o metrônomo?, questionou energicamente Mendelssohn, é um instrumento bastante inútil. Um músico que, olhando uma partitura, não adivinha logo o andamento é uma toupeira.”

No dia seguinte, quando pediu para olhar minha abertura Rei Lear que eu tinha escrito em Nice, ele a leu com atenção e, no momento de colocar os dedos no piano para tocá-la (o que ele fez com um talento incomparável), disse:
“Me dê o seu andamento”,
“Por quê? Você não disse ontem que qualquer um que olha uma partitura e não adivinha o andamento é uma toupeira?” (Fonte: Memórias de Hector Berlioz)

Sua forte ligação com a música de Bach, sua rejeição ao metrônomo, suas sinfonias em quatro movimentos (comparem com a inovadora Sinfonia Fantástica de Berlioz e os Poemas Sinfônicos de Liszt) fazem com que Mendelssohn seja considerado o mais clássico dos românticos. As Canções sem palavras mostram que a cabeça do compositor era mais complexa do que essas classificações. São obras curtas, de harmonia mais simples do que as que Chopin criava na mesma época. Não são equivalentes a noturnos por não terem uma seção contrastante no meio, nem muito menos se assemelham à forma sonata. Para um crítico de 1879, estes pequenos poemas formam, na música para piano, o equivalente dos Lieder de Schubert para o canto. São pequenas joias típicas do século XIX, perfeitas para serem tocadas em salas burguesas por donzelas puras ou senhoras respeitáveis, desde as amadoras até as grandes intérpretes, como Clara Schumann, a quem um dos livros de canções sem palavras foi dedicado.

Mendelssohn compôs um total de 48 peças para piano com este nome e mais uma para violoncelo. São pouco adaptadas aos recitais em grandes salas, aos concursos de piano e também, na minha opinião, às gravações de integrais: ouvir as 48 de uma só vez pode ser uma experiência repetitiva. Muito mais prazerosos são os discos em que pianistas tocam uma seleção de canções sem palavras, como um precioso LP gravado por Gieseking e este vinil de Guiomar, jamais editado em CD, que trago hoje para vocês.

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Songs Without Words (Lieder ohne Worte)

A1 No. 1 Op. 19, No. 1 ”Sweet Remembrance”
A2 No. 6 Op. 19, No. 6 ”Venetian Gondola Song”, No. 1
A3 No. 42 Op. 85, No. 6 ”Song Of The Traveller”
A4 No. 40 Op. 85, No. 4 ”Elégie”
A5 No. 29 Op. 62, No. 5 ”Venetian Gondola Song”, No. 3
A6 No. 30 Op. 62, No. 6 ”Spring Song”
B1 No. 12 Op. 30, No. 6 ”Venetian Gondola Song”, No. 2
B2 No. 45 Op. 102, No.3 ”Tarantella”
B3 No. 22 Op. 53, No. 4 ”Sadness Of Soul”
B4 No. 18 Op. 38, No. 6 ”Duet”
B5 No. 34 Op. 67, No. 4 ”Spinning Song”
B6 No. 25 Op. 62, No. 1 ”May Breezes”
B7 No. 20 Op. 53, No. 2 ”The Fleecy Cloud”
B8 No. 47 Op. 102, No. 5 ”The Joyous Peasant”

Guiomar Novaes, piano
Turnabout Vox LP, 1961 (stereo)

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Todo(a) pianista tem fotos com a mão no rosto, já repararam?

Pleyel

Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

51a7Y69Z7oLNão, você não leu errado: estas são as gravações completas dos legendários violinistas Joachim e Sarasate, feitas no começo do século XX.

Sim, Joachim: aquele que estreou sob a batuta de Felix Mendelssohn e consolidou o Concerto Op. 61 de Beethoven no repertório, que escreveu dezenas de cadenzas para concertos alheios, fundador de uma importante escola pedagógica, amigo de Schumann e de Brahms, e consultor deste último nas obras concertantes para violino.

E sim, ele mesmo: Sarasate, o mais célebre dos violinistas do século XIX depois de Paganini, receptor das dedicatórias da Sinfonia Espanhola de Lalo, do Concerto no. 2 de Wieniawski, do Concerto no. 3 e Introdução e Rondó Caprichoso de Saint-Saëns, entre outros.

De quebra, para fechar o disco, algumas das gravações que Eugène Ysaÿe, o maior violinista de seu tempo, realizou durante uma visita a Nova York em 1912.

Joseph Joachim (1831-1907)
Joseph Joachim (1831-1907)

Joachim tinha 72 anos quando realizou suas gravações – idade avançada para a época – e certamente já não estava no melhor de sua forma, tanto física quanto técnica. As técnicas primitivas de gravações, agravadas pelas dificuldades inerentes à captação do som do violino, ainda mais com as cordas de tripa que eram então a norma, exigem bastante do ouvinte que deseja apreciar a arte deste violinista legendário. As duas peças de Bach para violino solo carregam a distinção de serem as primeiras obras do Pai da Música jamais gravadas. Chamam a atenção também as ornamentações que adicionou, especialmente à bourrée, o uso muito comedido de vibrato (pois a escola fundada por Joachim assim defendia) e o que parece uma entonação distinta, que talvez estivesse em voga na distante década de 1830, quando começou a receber sua educação musical.

Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 - ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.
Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 – ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.

 

Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.
Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.

Comedimento era o que não existia no diminuto corpo de Sarasate, virtuose de fama mundial e compositor de diversas obras feitas sob medida para exibir sua técnica. Diferentemente de Joachim, ele abusa do vibrato e, a julgar por suas gravações, apreciava andamentos insanamente rápidos. O Prelúdio da Partita em Mi maior de Bach, por exemplo, é tocada em velocidade lúbrica, mais rápido até do que era capaz o violinista sexagenário: lá pelo segundo terço ele se perde completamente, como um estudante em pânico na prova, e só vem a se recuperar quando a obra se encaminha para o final (ele parece comentar alguma coisa no fim – talvez uma exclamação desbocada – mas não a consegui entender). O arranjo do Noturno de Chopin permite apreciar um pouco de seu afamado “cantabile”, que pelo jeito abusava do portamento.  No entanto, é em suas próprias obras que o basco parece se sair melhor, principalmente no “Zapateado” e nas famosas “Zigeunerweisen” (Árias Ciganas), aparentemente abreviadas para caberem na gravação – o Adagio acaba bruscamente (em meio a instruções sem-cerimoniosamente faladas pelo intérprete) para dar lugar ao velocíssimo Finale.

Eugene Ysaÿe (1858-1931)
Eugene Ysaÿe (1858-1931)

Já o belga Ysaÿe, aluno dos legendários Vieuxtemps e Wieniawski em Bruxelas, viveu até os anos 30. Por isso, deixou um legado maior de gravações, que nos soam mais modernas e muito mais satisfatórias que as de Sarasate e Joachim – mérito, também, da impressionante evolução das técnicas de gravação. O movimento final do Concerto de Mendelssohn, apesar dos cortes necessários para que coubesse num lado de um LP de 78 rpm, é bastante bom, e a famosa elegância do estilo de Ysaÿe fica evidente, apesar de algumas escorregadelas. Lembremo-nos de que as gravações eram feitas em uma só tomada, e o alto custo da mídia não permitia o luxo de repetir tomadas a bel-prazer.

Ysaÿe e o pianista Camille de Creus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912)
Ysaÿe e o pianista Camille Decreus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912). Reparem no cone que fazia as vezes de microfone

 

Espero que apreciem estas gravações preciosas que permitem, pelo menos àqueles que lhe relevam os ruídos de superfície inerentes às limitações técnicas da época, uma fascinante viagem aural ao passado.

JOSEPH JOACHIM – THE COMPLETE RECORDINGS (1903)
PABLO DE SARASATE – THE COMPLETE RECORDINGS (1904)
EUGÈNE YSAYE – SELECTED RECORDINGS (1912)

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

01 – Partita no. 1 em Si menor para violino solo, BWV 1002 – Bourrée
02 – Sonata no. 1 em Sol menor para violino solo, BWV 1001 – Adagio

Joseph Joachim, violino
(1903)

Joseph JOACHIM (1831-1907)

03 – Romance em Dó maior para violino e piano

Johannes BRAHMS (1833-1897), arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

04 – Dança Húngara no. 1 em Sol menor
05 – Dança Húngara no. 2 em Ré menor

Joseph Joachim, violino
Pianista desconhecido
(1903)

Pablo Martín Meliton de SARASATE y Nevascués (1844-1908)

06 – Zigeunerweisen (Árias Ciganas), Op. 20
07 – Capricho Basco, Op. 24
08 – Introdução e Capricho Jota, Op. 41
09 – Introdução e Tarantela, Op. 43
10 – Zortzico Miramar, Op. 42
11 – Danças Espanholas, Op. 21 – no. 2: Habanera
12 – Danças Espanholas, Op. 26 – no. 2: Zapateado

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)

13 – Noturnos, Op. 9 – no. 2 em Mi bemol maior (transcrição de Sarasate para violino e piano)

Pablo de Sarasate, violino
Pianista desconhecido
(1904)

Johann Sebastian BACH

14 – Partita no. 3 em Mi maior para violino solo, BWV 1006 – Prelúdio

Pablo de Sarasate, violino
(1904)

Emmanuel Alexis CHABRIER (1841-1894)

15 – Pièces pittoresques para piano – no. 10: Scherzo-Valse em Ré maior (transcrito por Ysaÿe para violino e piano)

GABRIEL URBAIN FAURÉ (1845-1924)

16 – Berceuse, Op. 16

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN Bartholdy (1809-1847)

17 – Concerto em Mi menor para violino e orquestra, Op. 64 – Finale: Allegro molto (redução abreviada para violino e piano)

Henryk WIENIAWSKI (1835-1880)

18 – Duas Mazurkas para violino e piano, Op. 19

Johannes BRAHMS, arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

19 – Dança Húngara no. 5 em Sol menor

Eugène Ysaÿe, violino
Camille Decreus, piano
(1912)

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BÔNUS: vocês sabiam que não há só uma, mas DUAS gravações de Johannes Brahms ao piano? Claro que o som é precaríssimo, pois elas são de 2 de dezembro de 1889 (imaginem, menos de um mês após a Proclamação de República no Brasil!). Brahms toca uma de suas Danças Húngaras e um trecho de uma polca de Josef Strauss. Este vídeo do pianista Jack Gibbons, que tem um dos melhores canais de YouTube para amantes do piano, guia-nos nessa experiência aural a um só tempo difícil e privilegiada:

Sarasate, o ligeirinho
Sarasate, o ligeirinho

Vassily Genrikhovich

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino e Orq., Op. 64 / Octeto

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino e Orq., Op. 64 / Octeto

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta gravação foi “Editor`s Choice” da Gramophone em 2011, “Gravação recomendada” pela ClassicFM e depois, em 2016, foi considerada a melhor gravação do Concerto de Mendelssohn novamente pela Gramophone. Tá bom?

Aclamado como “o Jascha Heifetz dos nossos dias”, o violinista James Ehnes é considerado um dos artistas mais perfeitos e musicais da música erudita. Talvez seja o melhor violinista em atividade atualmente. Ele já se apresentou em mais de 30 países, atuando e gravando com as melhores orquestras e regentes. A extensa discografia de Ehnes inclui desde sonatas para violino de Bach a Road Movies, de John Adams. Desde que Vladimir Ashkenazy ganhou destaque no cenário mundial na Competição Chopin de 1955 em Varsóvia, ele construiu uma carreira extraordinária de pianista. A regência tomou a maior parte de suas atividades nas últimas duas décadas, e ele mantém um relacionamento de longa data com a Philharmonia Orchestra, da qual foi nomeado regente em 2000.

O Concerto para Violino, Op. 64, de Mendelssohn passou a ser visto como um degrau inescapável na carreira de todo violinista que almejasse o sucesso, multiplicando-se seus recitais e gravações. Hoje é considerado uma das principais composições de Mendelssohn e um dos mais importantes exemplos de seu gênero, continuando a desfrutar de grande popularidade.

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino e Orq., Op. 64 / Octeto

Violin Concerto In E Minor Op.64 (26:37)
1 I Allegro Molto Appassionato 12:45
2 II Andante 8:16
3 III Allegretto Non Troppo – Allegro Molto Vivace 5:35

Octet In E Flat Op.20 (30:44)
4 I Allegro Moderato Ma Con Fuoco 13:49
5 II Andante 6:31
6 III Scherzo 4:29
7 IV Presto 5:53

Cello – Edward Arron (tracks: 4 to 7), Robert deMaine (tracks: 4 to 7)
Conductor – Vladimir Ashkenazy (tracks: 1 to 3)
Orchestra – Philharmonia Orchestra (tracks: 1 to 3)
Viola – Cynthia Phelps* (tracks: 4 to 7), Richard O’Neill (tracks: 4 to 7)
Violin – Andrew Wan (tracks: 4 to 7), Augustin Hadelich (tracks: 4 to 7), Erin Keefe (tracks: 4 to 7), James Ehnes

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Ehnes, genial.

PQP

A Família das Cordas: The Glory of Cremona – Ruggiero Ricci

FrontSerá que um Stradivarius vale tudo o que pedem por ele?

E um Amati? Ou um Guarneri?

Talvez este álbum possa ajudá-los a responder.

Nele, o virtuoso ítalo-americano Ruggiero Ricci (1918-2012) toca, em quinze famosos violinos, várias peças curtas que considera adequadas às características de cada instrumento. Depois, no que é talvez a parte mais interessante do álbum, ele toca o mesmo trecho – o início solo inicial do Concerto no. 1 de Max Bruch – com as mesmíssimas condições de estúdio em cada um dos violinos, a maior parte dos quais leva apelidos que remetem a ex-proprietários célebres. Apesar da overdose de Stradivari, o xodó de Ricci era seu inseparável Guarneri del Gesù (o “Ex-Huberman”, que surpreendemente não aparece nesta gravação), que foi, depois de sua morte, adquirido por uma companhia japonesa e cedido à violinista japonesa Midori Gotō.

A “Glória de Cremona” a que se refere o título é a rica tradição de luteria daquela cidade, que teve seu pináculo entre os séculos XVI e XVIII através de luthiers da estirpe de Stradivari, Guarnieri, Bergonzi, Amati e da Salo, cujos preciosos instrumentos são, há já muito tempo, o privilégio dos maiores virtuosos.

THE GLORY OF CREMONA – RUGGIERO RICCI

Jean-Antoine DESPLANES [Giovanni Antonio Piani] (1678-1760)
01 – Intrada [violino de Andrea Amati, c. 1560-170]

Pietro NARDINI (1722-1793)
02 – Larghetto [violino de Antonio Stradivari, “ex-Rode”, 1733]

Antonio Lucio VIVALDI (1678-1741)
03 – Praeludium [violino de Nicolò Amati, 1656]

Niccolò PAGANINI (1782-1840)
04 – Cantabile e Valzer [violino de Antonio Stardivari, “Il Monasterio”,1719]

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)
arranjo de Carl Friedberg (1872–1955)
05 – Adagio [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Plowden”, 1735]

Dmitri Borisovich KABALEVSKY (1904-1987)
06 – Improvisation, Op. 21 no. 1 [violino de Antonio Stradivari, “Il Spagnolo”, 1677]

Piotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
07 – Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – no. 2: Mélodie [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Lafont”, 1735]

Francesco Maria VERACINI (1690-1768)
08 – Largo [violino de Gasparo da Salo, ca. 1570-80]

Maria Theresia von PARADIS (1759-1824)
arranjo de Samuel Dushkin (1891-1976)
09 – Sicilienne [violino de Carlo Bergonzi, “Il Constable”, 1731]

Jenő HUBAY (1858-1937)
10 – The Violin Maker of Cremona  [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Bériot”, 1744]

Georg Friedrich HÄNDEL (1685-1759)
11 – Larghetto [violino de Antonio Stradivari, “El Madrileño”, 1720]

Robert SCHUMANN (1810-1856)
arranjo de Fritz Kreisler (1875-1962)
12 – Romance em Lá maior [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Vieuxtemps”, 1739]

Johannes BRAHMS (1833-1897)
13 – Dança Húngara no. 20 [violino de Antonio Stradivari, “Ex-Joachim”, 1714]
14 – Dança Húngara no. 17  [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Gibson”, 1734]

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN-Bartholdy (1809-1847)
arranjo de Fritz Kreisler
15 – Lieder ohne Wörte, Op. 62 – No. 1: “Mailüfte” (“Brisas de Maio”) [violino de Antonio Stradivari, “Ex-Ernst”, 1709]

Ruggiero Ricci, violinos
Leon Pommers, piano

 

Max Christian Friedrich BRUCH (1838-1920)

Concerto para violino e orquestra no. 1 em Sol menor, Op. 26
I – Vorspiel. Allegro moderato (excerto – solo inicial)
Executado por Ruggiero Ricci nos seguintes instrumentos:

16 – Andrea Amati (c. 1560-70)
17 – Nicolò Amati (1656)
18 – Antonio Stradivari, “Il Spagnolo” (1677)
19 – Antonio Stradivari, “Ex-Ernst” (1709)
20 – Antonio Stradivari, “Ex-Joachim” (1714)
21 – Antonio Stradivari, “Il Monasterio” (1719)
22 – Antonio Stradivari, “El Madrileño” (1720)
23 – Antonio Stradivari, “Ex-Rode” (1733)
24 – Gasparo da Salo (c. 1570-80)
25 – Carlo Bergonzi, “Il Constable” (1731)
26 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Gibson” (1734)
27 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Lafont” (1735)
28 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Plowden” (1735)
29 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Vieuxtemps” (1739)
30 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Bériot” (1744)

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Quebre um, e passe reencarnações pagando.
Quebre um, e passe reencarnações pagando.

 

Vassily Genrikhovich

F. Mendelssohn (1809-1847) / R. Schumann (1810-1856): Quartetos com Piano

F. Mendelssohn (1809-1847) / R. Schumann (1810-1856): Quartetos com Piano

Felix Mendelssohn

Robert Schumann

Quartetos com Piano

Märchenbilder

Este despretensioso disco reúne tantas coisas que eu gosto que decidi postá-lo. É mais um destes discos vendidos nas bancas junto com a BBC Music Magazine a esconder algumas gemas.

Felix Mendelssohn

O disco inicia com o Quarteto para Piano em si menor, Op. 3, de Mendelssohn, que foi composto quando Felix tinha apenas 16 anos. Nascido em família rica, ele foi criança prodígio e sua música tem muita ligação com a herança clássica de Mozart e Beethoven, mas com traços românticos, como em seu belíssimo Concerto para Violino. Este quarteto com piano é repleto de impetuosidade e brilhantismo.

Robert Schumann

Felix Mendelssohn e Robert Schumann foram amigos e nos primeiros dias do ano 1846, o casal Mendelssohn visitou o casal Schumann, que realizaram uma soirée. Nesta noite, Clara Schumann tocou a parte de piano e Mendelssohn a parte da viola do Quarteto para Piano em mi bemol maior de Robert Schumann. É uma obra de uma fase de intensa produção camerística do compositor, guarda muita beleza no Andante cantabile e imenso frescor nos outros movimentos. Fica um pouco na sombra do magnífico Quinteto com Piano, composto na mesma fase, mas é uma pequena obra prima.

Completam o disco quatro peças escritas por Schumann para viola e piano, os Märchenbilder, Op. 113. Schumann compôs estas peças para Wilhelm Joseph von Wasielewski, o primeiro violinista da Düsseldorf Musikverein, da qual Schumann era o diretor, e que fora roubado da Leipzig Gewandhaus, de Mendelssohn.

Talvez o Quarteto de Schumann seja a peça mais destacada do disco, mas as outras compõem com ele com muita harmonia.

Narek Hakhnazaryan
Juho Pohjonen

O disco, com repertório camerístico, tem por intérpretes músicos relativamente jovens, provenientes dos mais diferentes cantos do mundo. Como um produto típico de nossos dias, está repleto de diversidade. A sua gravação é proveniente da Chamber Music Society – CMS – do Lincoln Center, da cidade de Nova Iorque.

O violoncelista é Narek Hakhnazaryan, da Armênia, que em 2011 ganhou a Golden Medal do International Tchaikovsky Competition. Ao violino, Erin Keefe, a concertmaster da Minnesota Orchestra e detentora do Avery Fisher Carrer Grant de 2006. De uma geração anterior, o violista Paul Neubauer chegou ao posto de primeira viola da New York Philharmonic aos 21 anos, no início da década de 1980. Juho Pohjonen é um jovem pianista finlandês que tem se destacado por participar de muitos festivais de música e se apresentado com as principais orquestras do mundo.

Erin Keefe
Paul Neubauer

No entanto, o nome que me fez chegar ao disco é Da-Hong Seetoo, o produtor. A biografia de Da-Hong é impressionante. Nascido na China, de família musical, estudou violino na infância, mas tudo foi interrompido pela Revolução Cultural Chinesa. A música, os discos e livros, tudo foi banido de uma hora para outra. Nesta adversidade, Da-Hong acabou aprendendo muito sobre gravações. O gravador que ganhou de seu pai, que usava para gravar e regravar os discos que conseguiam emprestar, tudo por baixo dos panos, foi reparado por Da-Hong inúmeras vezes. Estudante do Conservatório de Shangai, foi ouvido em 1979 pelo primeiro violino da Sinfônica de Boston, Joseph Silverstein, que o recomendou para estudar no Curtis Institute of Music. Foi aceito sem mesmo uma audição. Posteriormente fez pós-graduação na Julliard School of Music. Neste período de estudos passou a gravar os discos de seus colegas. Esta experiência o ajudou a optar pela carreira de produtor de discos, na qual tem muito sucesso. Assim, seu nome completa esta constelação de talentos de diferentes países.

Da-Hong preparando-se para gravar a Abertura 1812

Felix Mendelssohn (1809 – 1847)

Quarteto com Piano em si menor, Op. 3

  1. Allegro molto
  2. Andante
  3. Allegro molto
  4. Finale: Allegro vivace

Robert Schumann (1810 – 1856)

Märchenbilder (para viola e piano), Op. 113

  1. Nicht schnell (Não rápido)
  2. Lebhaft (Vivo)
  3. Rasch (Rápido)
  4. Langsam, mit melancholischem Ausdruck (Lento, com expressão melancólica)

Quarteto com Piano em mi bemol maior, Op. 47

  1. Sostenuto assai – Allegro ma non tropo
  2. Scherzo: Molto vivace
  3. Andante cantábile
  4. Finale: Vivace

Juho Pohjonen, piano

Erin Keefe, violino

Paul Neubauer, viola

Narek Hakhnazaryan, violoncelo

Produção: Da-Hong Seetoo

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FLAC | 298 MB

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MP3 | 320 KBPS | 173 MB

Aproveite, nem sempre temos tantas pessoas interessantes juntas vindo tocar para a gente.

René Denon

Maria, com Cecilia Bartoli

Maria, com Cecilia Bartoli

Com menos de vinte anos, a romana Cecilia Bartoli já era uma celebridade — ela disse que nasceu cacarejando… Hoje, aos 53 anos, ela segue como uma das principais cantoras líricas em atividade e nos prova que uma cantora pode ao mesmo tempo cantar bem , ser inteligente, ter auto-ironia e agir sem grandes poses. Sua praia é principalmente as óperas de Mozart e Rossini, mas ela explora outros repertórios em seus discos individuais.

Mais ou menos a cada dois anos, Cecilia Bartoli lança um álbum solo onde canta árias escolhidas. O primeiro que conheci, o espetacular The Vivaldi Album (1999), era belíssimo. Depois ouvi o também excelente Opera Proibita (2005), inteiramente dedicado a Handel, Scarlatti e Caldara. Ela é um sucesso de público e estes trabalhos receberam Grammys e o o escambal. Gosto muito dela e, por isso, atirei-me de cabeça neste recém lançado Maria.

Aqui, novamente — como faz em todos os seus álbuns — ela apresenta nada menos do que oito árias nunca antes gravadas, incluindo uma bonita Se un mio desir…Cedi al duol da ópera Irene, cuja partitura completa não chegou a nossos dias. Esta mistura de pesquisa e highlights como Casta Diva tornam interessantes os álbuns desta cantora que só cria álbuns de primeira linha, como The Gluck Album e The Salieri Album.

Na minha opinião, as melhores faixas são as que tem música de Bellini. Ontem, ao ouvir o CD, fui conferir por três vezes a faixa que estava tocando e sempre era uma de Bellini. Não é o melhor de seus discos. Há umas coisas tirolesas um pouco enervantes, mas uma cantora como Bartoli sempre vale a pena ouvir.

Cecilia Bartoli — Maria

1. Irene: Se un mio desir…Cedi al duol (3:45)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

2. Irene: Ira del ciel (2:25)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

3. Ines de Castro: Cari giorni (4:09)
Composer Giuseppe Persiani (1799-1869)

4. Infelice, Op. 94 (12:19)
Composer Felix Mendelssohn (1809 – 1847)
Maxim Vengerov (Violin) <—– ATENÇÃO, FDP!

5. El poeta calculista: Yo que soy contrabandista (2:28)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

6. La sonnambula: Ah, non credea mirarti.
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

7. La sonnambula: Ah, non giunge
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

8. Air à la tirolienne avec variations, Op. 118 (7:27)
Composer Johann Nepomuk Hummel (1778 – 1837)

9 La figlia dell’aria: E non lo vedo…Son regina (7:05)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

10 La fille du régiment: Rataplan (2:28)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

11. Tancredi: Di tanti palpiti (3:20)
Composer Gioachino Rossini (1792 – 1868)

12. I puritani: Qui la voce sua soave…
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

13. I puritani: Vien, diletto
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

14. Clari: Come dolce a me favelli (4:38)
Composer Jacques Halévy (1799 – 1862)

15. Amelia, ovvero Otto anni di costanza: Scorrete, o lagrime (2:34)
Composer Lauro Rossi (1810 – 1885)

16. L’Elisir d’Amore: Prendi, per me sei libero (4:18)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

17. Norma: Casta diva (6:47)
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

Mezzo-soprano Vocals – Cecilia Bartoli
Leader [Orchestra La Scintilla] – Ada Pesch
Conductor – Adam Fischer

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Essa canta pra cacete!

PQP

Felix Mendelssohn-Bartholdy – Violin Concerto op.64, The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor, Symphony no.5 “Reformation” op.107 – Faust, Heras-Casado, FBO

Felix Mendelssohn-Bartholdy – Violin Concerto op.64, The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor, Symphony no.5 “Reformation” op.107 – Faust, Heras-Casado, FBO

Hoje trago para os senhores duas obras primas do genial Mendelssohn, que nos são apresentadas neste CD da Harmonia Mundi: o nosso amado Concerto para Violino e a Sinfonia nº 5, intitulada ‘Reforma’ dois petardos do repertório romântico, sem dúvida.

Isabelle Faust nos apresenta uma versão diferente do Concerto, sem aqueles arroubos sentimentais, digamos que sua leitura seja mais intimista, mais pessoal, ela não cede ao Romantismo exacerbado de algumas passagens. E conta para isso com a cumplicidade de Heras-Cassado, jovem maestro que vem se destacando nos últimos anos. Faust já é uma violinista experiente, com diversos álbuns gravados, inclusive recém postei sua excepcional nova incursão na obra de Bach. E aqui novamente demonstra que não teme se arriscar em testar outras perspectivas e possibilidades desta obra.

Elogiosa também a atuação de Heras-Casado ao escolher uma Orquestra de pequeno porte, mas de grande qualidade, e mais especializada no repertório barroco, a Freiburger Baroque Orchestra. Os que estão acostumados com a sonoridade de uma Filarmônica de Berlim, de Viena, do Concertgebow de Amsterdan, vão estranhar. Mas lembremos de que nos tempos em que Mendelssohn andava sobre esse nosso planeta não existiam estas grandes orquestras, mas pequenos conjuntos musicais como este de Freiburg.
Espero que apreciem.

Felix Mendelssohn-Bartholdy – Violin Concerto op.64, The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor, Symphony no.5 “Reformation” op.107 – Faust, Heras-Casado, FBO

1 Violin Concerto op.64 E minor
I. Allegro molto appassionato
2 II. Andante – Allegretto non troppo
3 III. Allegro molto vivace

4 The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor / h-Moll / si mineur

Symphony no.5 “Reformation” op.107* D minor

5 I. Andante – Allegro con fuoco
6 II. Allegro vivace
7 III. Andante
8 IV. Choral “Ein feste Burg ist unser Gott”
Andante con moto – Allegro vivace – Allegro maestoso

Isabelle Faust Stradivarius violin “Sleeping Beauty”, 1704
Freiburger Barockorchester
Pablo Heras-Casado

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Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Piano Concertos 1 & 2, 17 Variations sérieuses in D minor op. 54 d-Moll, etc. – Jan Lisiecki, Orpheus Chamber Orchestra

Jan Lisiecki é um pianista canadense, filho de pais poloneses e é um dos grandes nomes do piano de sua geração. Tem um dom único, é daqueles jovens músicos que já ganharam diversos prêmios, e de quem ainda iremos ouvir falar muito.
Os dois Concertos para Piano de Mendelssohn estão em muito boas mãos, podem ter certeza. Apesar da idade, ele toca com muita maturidade, e tem um pleno domínio do instrumento. E eu poderia dizer o mesmo de outras gravações suas, que inclusive já postei por aqui. Eis alguns comentários da crítica especializada:

“Jan Lisiecki. Remember the name.”- The Financial Times.

“A gift too rare to be squandered”- Gramophone Magazine

“Pristine, lyrical and intelligent”- The New York Times

“Perhaps the most ‘complete’ pianist of his age”

Então, senhores,preciso dizer que esta sua gravação de Mendelssohn é IM-PER-DÍ-VEL ???

Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in G minor op. 25
1 1. Molto allegro con fuoco
2 2. Andante
3 3. Presto – Molto allegro e vivace

17 Variations sérieuses in D minor op. 54 d-Moll

4 Tema. Andante sostenuto
5 Variation 1
6 Variation 2. Un poco più animato
7 Variation 3. Più animato
8 Variation 4. Sempre staccato e leggiero
9 Variation 5. Agitato. Legato ed espressivo
10 Variation 6. A tempo
11 Variation 7. Con fuoco
12 Variation 8. Allegro vivace
13 Variation 9
14 Variation 10. Moderato
15 Variation 11. Cantabile
16 Variation 12. Tempo del tema
17 Variation 13. Sempre assai leggiero. Sempre assai marcato
18 Variation 14. Adagio
19 Variation 15. Poco a poco più agitato
20 Variation 16. Allegro vivace
21 Variation 17

Concerto for Piano and Orchestra No. 2 in D minor op. 40
22 1. Allegro appassionato
23 2. Adagio. Molto sostenuto – attacca
24 3. Finale. Presto scherzando

Rondo capriccioso in E major op. 14 E-Dur
25 Andante
26 Presto leggiero
27 Song Without Words in G minor “Venetian Gondola Song” op. 19b/6

Jan Lisiecki piano
Orpheus Chamber Orchestra (1–3 & 22–24)

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Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Italiana / Brahms (1833-1897): Sinfonia No. 2 (National Ph. Orch. & Leopold Stokowski)

Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Italiana / Brahms (1833-1897): Sinfonia No. 2 (National Ph. Orch. & Leopold Stokowski)

Mendelssohn – Sinfonia Italiana

Brahms – Sinfonia No. 2

A principal razão para esta postagem é este disco maravilhoso, que merece ser ouvido muitas e muitas vezes. A Sinfonia Italiana de Mendelssohn recebe uma de suas interpretações mais alerta e ensolarada de que se tem notícia. A Segunda Sinfonia de Brahms, com a repetição do primeiro movimento observada, está gloriosa. A orquestra formada para gravações com os melhores músicos das orquestras de Londres, foi reunida no lendário Studio 1 da EMI, na Abbey Road.

Capa de LP da CBS com a Sinfonia Italiana

Ouvindo o disco podemos imaginar um maestro vigoroso, mas flexível – características facilmente associadas a um jovem. Na verdade, estas foram praticamente as últimas gravações de Leopold Stokowski, aos 95 anos.

O produtor Roy Emerson conta que quando não estava no pódio, Stokowski era uma figura frágil, mas assim que começava qualquer atividade relacionada à música, seja estudando as partituras, ouvindo as gravações realizadas e, sobretudo, quando regendo, ele se revelava ativo e cheio de energia.

Para a maioria das pessoas da minha geração (e das gerações próximas, também), o nome Stokowsky está associado ao filme Fantasia, produzido por Walt Disney. Este filme foi feito em 1940! Foram usadas pela primeira vez técnicas de gravações em multiple audio channels e o filme apresentado em stereophonic sound. A Sagração da Primavera, que havia sido escrita em 1913 por Stravinsky, é um dos números do filme. A transcrição para orquestra da Toccata e Fuga em ré menor, de Bach, que abre o filme, lembra o começo da carreira de Stokowski como organista. Naquele tempo ele fazia o contrário, transcrevendo para órgão famosas peças orquestrais. Popularização de música erudita foi também uma das coisas para as quais Stokowski contribuiu.

Leopold Stokowski

Nascido em Londres, foi na Filadélfia que encontrou a oportunidade de desenvolver sua arte, tornando a Orquestra da Filadélfia uma das melhores do mundo. Numa época de regentes quase icônicos – Toscanini, Furtwängler, Klemperer, Bruno Walter – Stokowski foi capaz de imprimir sua própria personalidade na maneira de fazer música, produzindo seu típico som, com graves pronunciados, como o que você vai ouvir, se baixar este lindo disco.

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847)

Sinfonia No. 4 em lá maior, Op. 90, Italiana

  1. Allegro vivace
  2. Andante con moto
  3. Con moto moderato
  4. Saltarello: presto

Johannes Brahms (1833-1897)

Sinfonia No. 2 em ré maior, Op. 73

  1. Allegro non troppo
  2. Adagio non troppo
  3. Allegretto grazioso
  4. Allegro con spirito

National Philharmonic Orchestra

Leopold Stokowski

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MP3 | 320 KBPS | 167 MB

Clique e dançarei para você!

Aproveite!

René Denon

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Piano Nº 1 e 2 / Capricho Brilhante / Serenata / Rondó Brilhante

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Piano Nº 1 e 2 / Capricho Brilhante / Serenata / Rondó Brilhante

Este CD também poderia ser chamado de Obras Completas para Piano e Orquestra de Mendelssohn.

Bem, nos últimos anos, Ragna Schirmer ascendeu ao posto de uma das melhores pianistas da Alemanha. Desta vez, ela se volta para Felix Mendelssohn, cujas obras completas para piano e orquestra ela apresenta junto com a Orquestra Sinfônica de Rádio Saarbrücken, conduzida por Günther Herbig. Esta gravação é mais uma vez resultado de muito estudo por parte de Ragna. E o Mendelssohn dela é bem animado. A pianista se delicia no ato de fazer música. A pianista encontrou em Günter Herbig um parceiro experiente e com o claro sentimento da leveza dessa música. Uma gravação muito boa, calorosamente romântica.

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Piano Nº 1 e 2 / Capricho Brilhante / Serenata / Rondó Brilhante

Piano Concerto No. 1 in G minor, Op. 25
1)I. Molto allegro con fuoco
2) II. Andante
3) III. Presto

4) Capriccio brillant in B minor, Op. 22

Piano Concerto No. 2 in D minor, Op. 40
5) I. Allegro appassionato
6) II. Adagio – Molto sostenuto
7) III. Finale: Presto scherzando

8) Serenade and Allegro giocoso, Op. 43

9) Rondo brillant in E flat major, Op. 29

Ragna Schirmer, piano
Radio Symphony Orchestra Saarbrücken
Günther Herbig

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A tranquilidade de quem tinha um pai banqueiro.

PQP

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) – Complete Works for Piano & Orchestra – Jean Louis Steuerman, Moscow Chamber Orchestra, Constantine Orbelian

Apesar do nome ‘estrangeiro’ Jean Louis Steuerman é carioca da gema. O conheci há muito tempo atrás, por meio de um LP duplo onde tocava as Partitas bachianas. Na verdade, ainda tenho esse LP, pelo qual tenho muito carinho. O adquiri em determinado momento muito importante de minha vida, aqueles momentos de transição, de escolhas, enfim, e esse LP com estas obras imortais de Bach foram meio que a trilha sonora de minha vida naquele momento. Aliás, tive a oportunidade de assistir a uma apresentação sua, com esta mesma orquestra russa, em plena Avenida Paulista, lá pelo início da década de 90, tocando um dos Concertos para Piano de Bach, não me recordo qual deles. Foi uma apresentação ao ar livre, em um belo final de tarde e início de noite.
Mas o papo aqui é Mendelssohn. Steuerman encara as obras compostas para piano e orquestra do genial compositor, e o faz com muita eficiência e talento. Supera as inúmeras armadilhas e dificuldades que aquelas peças possuem e as apresenta com muita competência e virtuosismo.
Um baita CD, para ser apreciado sem moderação. É uma grande oportunidade para aqueles que não conhecem o talento deste grande músico brasileiro que continua na ativa, se apresentando nas principais casas de espetáculo no Brasil e pela Europa.

01. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – I. Molto allegro con fuoco
02. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – II. Andante
03. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – III. Presto
04. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – I. Allegro appassionato
05. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – II. Adagio, molto sostenuto
06. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – III. Finale Presto scherzando
07. Capriccio brillant h-Moll Op. 22
08. Serenade und Allegro giocoso h-Moll Op. 43
09. Rondo brillant Es-Dur Op. 29

Jean Louis Steuerman – Piano
Moscow Chamber Orchestra
Constantine Orbelian

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Felix Mendelssohn – Bartholdy – Symphonie No. 2 “Lobesang” – Chailly, LPO, Price, Jerusalem

Retirei o texto abaixo do site ‘Talk Classical’ e foi livremente traduzido e adaptado por por mim e pelo tradutor do Google. Peço desculpas pela pretensão, mas achei-o interessante e nos dá uma análise mais aprofundada da obra de Mendelssohn.

“A Sinfonia de nº2, intitulada ‘Lobgesang’, de Mendelssohn, se destaca como a realização sinfônica mais ambiciosa do compositor, que figurou durante sua vida como uma de suas composições mais populares. Mas, curiosamente, à medida que nos aproximamos do sesquicentenário de 1997 da morte de Mendelssohn, a Sinfonia continua sendo uma das menos conhecidas de suas obras orquestrais. Sua intrincada história de recepção, que reflete em grande parte a notável ascensão e queda das fortunas críticas de Mendelssohn nos séculos XIX e XX, convida a uma reavaliação da obra e um novo olhar sobre a complexa teia de questões musicais e históricas que Mendelssohn abordou. criando o que ele descreveu como uma “sinfonia cantata após as palavras da Bíblia Sagrada”.

O ímpeto para o trabalho foi uma comissão para um festival de Leipzig que celebrou em junho de 1840 o quadricentenário da invenção do tipo móvel (entre as outras apresentações estava a estréia da ópera cômica de Albert Lortzing, Hans Sachs). Um ou dois anos antes, Mendelssohn havia começado a trabalhar numa sinfonia puramente instrumental em Si bemol maior, e agora revisitava seus esboços sinfônicos, incorporando fragmentos de material anterior no que emergiria como uma sinfonia de três movimentos contínua unida a uma cantata. como uma série de nove movimentos vocais requerendo o uso de refrão e solistas. Os textos, escolhidos principalmente da Bíblia, dizem respeito ao louvor de Deus e ao progresso da humanidade das trevas para a iluminação (através da disseminação da palavra de Deus, sendo seu agente implícito a Bíblia de Gutenberg).

Introduzindo o elemento de texto no domínio da sinfonia, Mendelssohn respondeu, sem dúvida, à Nona Sinfonia de Beethoven, que, no final daquela obra, criara em 1824 um cenário imponente, com solistas e coros, da ode de Schiller. , “An die Freude.” O Lobgesang pode ser agrupado proveitosamente com outros experimentos sinfônicos do século XIX, como Harold en Italie (1834) de Berlioz e Romeu e Julieta (1839) e Faust Symphony (1857) de Liszt, geralmente vistos como tentativas para assimilar e reinterpretar o significado da obra-prima monumental de Beethoven.
(…)
A cantata composta (Nos. 2-10) apresenta um complexo altamente estruturado que acompanha a progressão textual da escuridão para a luz, à medida que a palavra de Deus é promulgada. Para marcar o ponto médio da cantata (nº 6), e seu desvio da ignorância para a iluminação, Mendelssohn escolheu uma veia especialmente dissonante. Em um recitativo dramático, a pergunta “Watchman, a noite passada?” É feita três vezes. A resposta, dada por um solo soprano, introduz o levantamento da escuridão no refrão radiante que se segue (“The night is past”). No número 8, como um emblema da Reforma alemã, Mendelssohn apresenta um cenário do coral familiar “Nun danket alle Gott”, primeiro com o refrão a cappella e depois com a adição da orquestra. Nos parágrafos 9 e 10, um dueto (para soprano e tenor) e um coro fugal culminante, retornam-nos à chave da abertura e à idéia essencial de louvor hímnico. Com a aparência final da figura do trombone, chegamos ao círculo completo do material do começo, à junção das celebrações instrumentais e vocais e das ricas tradições da sinfonia e da cantata alemãs.

Infelizmente, as semelhanças óbvias entre o Lobgesang e a Nona Sinfonia forneceram um pronto suprimento de munição para os detratores de Mendelssohn. Em 1849, Richard Wagner, para quem a Nona permanecia um monumento inimitável, comentou em uma alusão velada: “Mas por que esse ou aquele compositor não seria capaz de escrever uma sinfonia com refrão? Por que o “Senhor Deus” não deveria ser elogiado no final, no topo da voz de alguém, depois que Ele ajudou a trazer à vida da forma mais inteligente possível os três movimentos instrumentais anteriores? “(Artwork of the Future). E no século XX, o distinto musicólogo inglês Gerald Abraham descartou a sinfonia de Mendelssohn como a tentativa mais desanimadora de seguir o exemplo da Nona Sinfonia de Beethoven, concebida pela mediocridade humana ”(Cem Anos de Música).
Mas o Lobgesang de Mendelssohn, na verdade, oferece muito mais do que uma simples imitação da Nona Sinfonia. Ao celebrar a invenção de Gutenberg, também celebra a Reforma alemã, cujos objetivos foram consideravelmente avançados com o advento da impressão e a disseminação da alfabetização. Por extensão, também, celebra a música da igreja alemã, e especialmente a música sacra de J. S. Bach e os oratórios de Handel. Para Mendelssohn, Schumann e seus contemporâneos, Bach, em particular, representava os fons et origo de uma distinta tradição alemã (daí a ênfase de Mendelssohn na cantata e o uso proeminente dos corais e da escrita fugal, todos elementos essenciais da arte de Bach). E finalmente, no ‘Lobgesang’ Mendelssohn buscou quebrar as divisões entre a música para a sala de concertos e a igreja (apropriadamente, sua segunda sinfonia foi estreada na Thomaskirche de Leipzig, onde Bach servira como Kantor no século XVIII).”

A gravação que escolhi para apresentar esta obra para os senhores traz o então jovem Riccardo Chailly frente a Filarmônica de Londres, e com um time de primeira linha de solistas:

1. Sinfonia
2. Alles Was Odem Hat, Lobe Den Herrn!
3. Saget Es, Die Ihr Erlöset Seid-Er Zahlet Unsre Tranen
4. Saget Es, Die Ihr Erlöset Seid
5. Ich Harette Des Herrn
6. Stricke Des Todes Hatten Uns Umfangen
7. Die Nacht ist Vergangen
8. Nun Danket Alle Gott
9. Drum Sing Ich Mit Meinen Liede Ewig Dein Lob
10. Ihr Völker Bringet Her Dem Herrn

Margareth Price – Soprano
Sally Burguess – Soprano
Sigfried Jerusalem – Tenor
The London Philharmonic Choir
London Philharmonic Orchestra
Riccardo Chailly – Conductor

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Mendelssohn (1809-1847) & Berlioz (1803-1869): O Último Concerto de Abbado na Filarmônica de Berlim

Mendelssohn (1809-1847) & Berlioz (1803-1869): O Último Concerto de Abbado na Filarmônica de Berlim

Berlioz é um compositor bem chatinho. Mesmo que aqui tenhamos sua maior obra, vou lhes contar… Há brevíssimos momentos interessantes no 2º, 4º e 5º movimentos. Brevíssimos. É como um afogado cuja cabeça por voltas sai para fora d`água sob seus manotaços, mas que vai irremediavelmente afogar-se na vulgaridade do compositor. Já os excertos de Sonhos de uma Noite de Verão, de Mendelssohn, são de outro departamento. Mas foi este o repertório capenga do último concerto de Abbado com a Filarmônica de Berlim. Importante: Abbado foi titular da orquestra e este não é seu concerto de despedida como titular (o repertório desta despedida era bem mais decente: Rei Lear, de Shostakovitch, Schicksalslied, de Brahms e os Rückert-Lieder, de Gustav Mahler). Esta gravação foi apenas a última vez que ele atuou como convidado à frente da orquestra. Um álbum duplo caça-níqueis. O CD é merecidamente mal avaliado nos sites especializados.

Disc 1
Felix Mendelssohn — Sonho de Uma Noite de Verão, Op. 61 (Excertos)

1 No. 1 Allegro di molto – Poco ritenuto 12:04
2 No. 1 Scherzo: Allegro vivace 4:47
3 No. 3 Song with Chorus: »You Spotted Snakes with Double Tongue« – Allegro ma non troppo (Solo Sopranos I and II, Female Choir) 4:14
4 No. 5 Intermezzo: Allegro appassionato – Allegro molto comodo 3:58
5 No. 7 Notturno: Andante tranquillo 5:45
6 No. 9 Wedding March: Allegro vivace 4:55
7 No. 13 Finale: »Through the House Give Glimmering Light« – Allegro di molto 4:27

Disc 2
Hector Berlioz — Sinfonia Fantástica, Op. 14

1 I. Rêveries – Passions: Largo – Allegro agitato e appassionato assai – Religiosamente 15:51
2 II. Un bal: Valse. Allegro non troppo 6:44
3 III. Scène aux champs: Adagio 16:06
4 IV. Marche au supplice: Allegretto non troppo 6:46
5 V. Songe d’une nuit du Sabbat – Dies Irae – Ronde du Sabbat – Dies Irae et Ronde du Sabbat ensemble: Larghetto – Allegro 10:18

Deborah York, soprano
Stella Doufexis, mezzo-soprano
Damen des Chores des Bayerischen Rundfunks
Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado

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PQP

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fui umas dez vezes assistir a recitais no Wigmore Hall. É uma sala pequena, principalmente se  compararmos com a enorme fama que ostenta. Está sempre lotada, às vezes com mais de um recital por dia e os nomes que lá se apresentam sempre são de primeira linha. Sua fama é justa. A acústica é perfeita, miraculosa. Trata-se de um dos melhores lugares do universo. Quem lê os livros de Ian McEwan sabe o quanto ele ama a sala. Uma vez, ele ficou atrás de mim na fila de retirada de ingressos… Ou seja, o local tem grande mística e não é incomum os recitais que lá ocorrem transformarem-se em CDs. (PQP)

Um presentinho para os senhores, um CD absolutamente maravilhoso, para ser ouvido sem se cansar diversas vezes seguidas, principalmente pela “Arpeggione”, e claro, pela Sonata de Brahms, outra das mais belas páginas da história da música. Um brasileiro e uma portuguesa, grandes nomes em seus respectivos instrumentos, dão um verdadeiro show…

Lembro do Menezes novinho, junto com a Anne-Sophie Mutter, tocando o Concerto Duplo de Brahms, sob a supervisão de Herr Karajan, e ali já senti que a coisa era séria, que ele seria um músico completo, e não me enganei. Karajan não era bobo, e logo identificou o talento do nosso pernambucano. O tempo pode ter levado seus cabelos, mas criou um intérprete maduro, completo. (FDP)

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

01. Schubert – Arpeggione Sonata – I. Allegro moderato
02. Schubert – Arpeggione Sonata – II. Adagio – attacca
03. Schubert – Arpeggione Sonata – III. Allegretto

04. Brahms – 3 Intermezzi – No.1 Andante moderato
05. Brahms – 3 Intermezzi – No.2 Andante non troppo e con molto espressione
06. Brahms – 3 Intermezzi – No.3 Andante con moto

07. Mendelssohn – Song without Words, Op.109

08. Brahms – Cello Sonata No.1 – I. Allegro non troppo
09. Brahms – Cello Sonata No.1 – II. Allegretto quasi Menuetto – Trio
10. Brahms – Cello Sonata No.1 – III. Allegro – Piu Presto

11. Bach – Pastorale BWV 590 (arr. Roemaet-Rosanoff)

Antonio Menezes – Cello
Maria João Pires – Piano

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Pires y Meneses
Que dupla…. !!!

FDP / PQP

Die himmel rühmen geistliche chormusik (Os céus entoam música coral sacra)

Die himmel rühmen geistliche chormusik

Os céus entoam música sacra coral

 

Uma coleção de 42 músicas, de inspirados e tradicionais compositores, reunidas em 3 CDs.

 

CD # 1
01. Messiah, HWV 56, Part II: Hallelujah! Georg Friedrich Händel (Germany,1685-England,1759), Marcus Creed, RIAS Chamber Chorus & Berlin RIAS Sinfonietta

02. Vesperae solennes de confessore, K. 339: Laudate Dominum, Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791), Maria Zadori, Jeunesses Musicales Chorus, Ivan Fischer & Budapest Philharmonic Orchestra

03. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part I: Die Himmel erzahlen die Ehre Gottes (The heavens are telling the glory of God), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Christian Bauer, Ernst Jankowitsch, Max Emanuel Cencic & Wiener Volksoper Orchestra

04. 6 Songs, Op. 48: No. 4. Die Ehre Gottes aus der Natur (arr. for male choir), Anonymous & Ludwig van Beethoven (Alemanha, 1770-Áustria, 1827), Carl Maria von Weber Men’s Choir, Berlin & Andreas Wiedermann

05. Christmas Oratorio, BWV 248: Ehre sei dir, Gott gesungen, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Concerto Koln, Frankfurt Vocal Ensemble & Ralf Otto

06. 3 Motets, Op. 39: No. 2. O praise the Lord (Laudate pueri), Anonymous & Mendelssohn, Felix (1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

07. Te Deum, WAB 45: Te Deum laudamus – Te ergo, Anonymous & Anton Bruckner (Austria, 1824-1896), Roland Bader, Elzbieta Towarnicka, Matgorzata Walewska, Jerzy Knetig, Andrzej Biegum, Krakòw Philharmonic Orchestra & Krakow Philharmonic Chorus

08. Deutsche Messe, D. 872: Zum Sanctus: Heilig, heilig ist der Herr, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Marcus Creed, RIAS Chamber Chorus & Berlin RIAS Sinfonietta

09. Laudate Dominum, Anonymous & Christian Theodor •Weinlig (Germany, 178-1842), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

10. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part II: In holder Anmut stehn (Most beautiful appear), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Christian Bauer, Ernst Jankowitsch, Max Emanuel Cencic & Wiener Volksoper Orchestra

11. Jubilate-Amen, Op. 3, Max Bruch (Germany 1838-1920), Koln Radio Choir, Helmut Froschauer, Cologne West German Radio Chorus & Cologne West German Radio Orchestra

12. Gott in der Natur, D. 757, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Berlin Radio Chorus, Dietrich Knothe & Bernd Casper

13. Pange lingua, WAB 33, Anton Bruckner (Austria, 1824-1896), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

14. Mass No. 2 in G major, D. 167: Gloria in excelsis, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Sofia Philharmonic Orchestra, Bulgarian National Svetoslav Obretenov Choir & Georgi Robev

15.  Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part III: Singt dem Herren alle Stimmen (Sing the Lord, ye voices all!), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik & Wiener Volksoper Orchestra

CD # 2
01. Ave verum corpus, K. 618, Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791) & Anonymous,  Marcus Creed, Berlin Radio Symphony Orchestra & RIAS Chamber Chorus

02. Deutsche Messe, D. 872: Zum Eingang: Wohin soll ich mich wenden, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Marcus Creed, Berlin Radio Symphony Orchestra & RIAS Chamber Chorus

03. So nimm denn meine Hande, Friedrich •Silcher (Germany,1789-1860), Leipzig Radio Chorus & Jorg-Peter Weigle

04. Tantum ergo, D. 962, Anonymous & Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Berlin Radio Chorus, Berlin Radio Symphony Orchestra & Dietrich Knothe

05. Elijah, Op. 70: Denn er hat seinen Engeln befohlen uber dir, Mendelssohn, Felix (Germany, 1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

06. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part IV: Von deiner Gut’, o Herr und Gott (By thee with bliss, O bounteous Lord), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Ernst Jankowitsch, Gertraud Schmid & Wiener Volksoper Orchestra

07. Souvenir de Florence, Op. 70: Herr, hore mein Gebet, Op. 45, Anonymous & (Germany, 1808-1879), Leipzig Thomaner Choir & Hans-Joachim Rotzsch

08. Offertory: Intende voci, D. 963, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Peter Schreier, Berlin Radio Chorus, Berlin Radio Symphony Orchestra & Dietrich Knothe

09. 3 Motets, Op. 39: No. 1. Hear my prayer, O Lord (Veni, Domine), Anonymous & Mendelssohn, Felix (1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

10. Ein deutsches Requiem (A German Requiem), Op. 45: III. Herr, lehre doch mich, Johannes Brahms (Germany, 1833-1897), Leipzig Radio Chorus, Leipzig Radio Symphony Orchestra, Herbert Kegel & Siegfried Lorenz

11. Komm, Jesu, komm, BWV 229: Komm, Jesu, komm, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

12. Souvenir de Florence, Op. 70 (arr. for string orchestra): Anbetung dem Erbarmer, Wq. 243, H. 807, Carl Philipp Emanuel Bach (Germany, 1714-1788), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

CD # 3
01. Bringet dem Herrn Ehre seines Namens, BWV 148: Bringet dem Herrn Ehre seines Namens, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

02. Jesu, meines Herzens Freud, BWV 361, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

03. Lobe den Herrn, meine Seele, BWV 143: Chorale: Du Friedefurst, Herr Jesu Christ ,Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

04. Mass in B minor, BWV 232: Gloria – Et in terra pax, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

05. St. Matthew Passion, BWV 244, Part I: Ich will bei meinem Jesu wachen, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Wilfried Jochens, Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

06. Jesu, du mein liebstes Leben, BWV 356, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

07. Christmas Oratorio, BWV 248: Herr, wenn die stolzen Feinde schnauben, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Concerto Koln, Frankfurt Vocal Ensemble & Ralf Otto

08. Ich Lasse Dich Nicht, Johann Hermann Schein (Germany, 1586-1630), Leipzig Thomaner Choir & Hans-Joachim Rotzsch

09. War Gott nicht mit uns diese Zeit, BWV 14: War Gott nicht mit uns diese Zeit, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

10. St. John Passion, BWV 245, Part II: Mein teurer Heiland – Jesu, der du warest tot, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Gotthold Schwarz, Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

11. Jesu, meine Freude, BWV 227: Jesu, meine Freude, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

12. Preise, Jerusalem, den Herrn, BWV 119: Der Herr hat Guts an uns getan, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Max Pommer, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Leipzig University Choir

13. Ich hatte viel Bekummernis, BWV 21: Sei nun wieder zufrieden, meine Seele, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Vienna Boys Choir, Peter Marschik & Stuttgart Philharmonic Orchestra

14. Wer weiss, wie nahe mir mein Ende!, BWV 27: Wer weiss, wie nahe mir mein Ende, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

15. St. Matthew Passion, BWV 244, Part III: Wir setzen uns mit Tranen nieder, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

Die himmel rühmen geistliche chormusik
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MP3 | 275 KBPS VBR | 381 MB

powered by iTunes 12.8.0 | 3h 24 min

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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição!

Avicenna

 

Felix Mendelssohn Bartholdy – Variations concertantes, Op.17 , Sonata No.1, Op.45, 13. Romance sans paroles, Op.109, Sonata No.2, Op.58 –

Esta é mais uma daquelas postagens escritas com pressa, tive alguns problemas com o MEGA neste final de semana, ainda não está 100%, pretendo resolver isso no feriadão.

Mendelssohn está em muito boas mãos aqui, tratam-se de obras escritas para Violoncelo e Piano, incluindo ai suas sonatas, pouco gravadas, na verdade. Infelizmente, eu diria, pois se tratam de belas obras. E nas mãos destes dois músicos, ficam ainda mais belas.

Ronald Brautigam já é conhecido cá pelas bandas do PQPBach, é dos principais pianistas da atualidade. Sua integral das obras de Beethoven foram muito bem recebidas na época de sua postagem. O violoncelista Chistian Poltéra é novo por aqui, mas quando se trata de uma gravação do selo sueco BIS podemos ter certeza de sua qualidade.

Espero que apreciem.

1 – 9 – 01. Variations concertantes, Op.17 – Tema
10. Sonata No.1, Op.45 – I. Allegro vivace
11. Sonata No.1, Op.45 – II. Andante
12. Sonata No.1, Op.45 – III. Allegro assai
13. Romance sans paroles, Op.109
14. Assai tranquillo (Albumblatt)
15. Sonata No.2, Op.58 – I. Allegro assai vivace
16. Sonata No.2, Op.58 – II. Allegretto scherzando
17. Sonata No.2, Op.58 – III. Adagio
18. Sonata No.2, Op.58 – IV. Molto Allegro e vivace

Chistian Poltéra – Cello
Ronald Brautigam – Piano

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Felix Mendelssohn (1809-1847): Sonho de uma Noite de Verão, Op. 61

Felix Mendelssohn (1809-1847): Sonho de uma Noite de Verão, Op. 61

71Es2DqKGSL._SL1425_IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quando penso na música de Mendelssohn sempre me vem à mente uma sensação de alegria juvenil despreocupada, tépida, repleta de sentimentos ensolarados. Talvez a impressão resultante da sinfonia número 4, “Italiana”, tenha se tornado numa influência preponderante em minha percepção. E o que dizer de o Sonho de uma noite de verão? Mendelssohn conseguiu transferir o aspecto emblemático tal qual Shaskepeare o empregou quando escreveu a sua obra homônima. Ou seja, a obra escrita para o teatro se perpetua, em carga dramática e espiritual, na obra musicada. Mendelssohn era um indíviduo culto, dono de uma grande versatilidade artística; conhecedor de tendências e mundos literários. Ele contribuiu singularmente para perpetuar o gênio shakespereano nessa obra. O mais incrível nisso tudo – e devo afirmar que se trata de algo estarrecedor – é que Mendelssohn era uma adolescente quando escreveu esta obra. Tinha apenas 15 anos de idade. Algo verdadeiramente incrível. A obra é ágil, cheia de um colorido alegre; é bela, perfeita, revelando uma alma sonhadora. A obra revela o jovem Mendelssohn. Sonho de uma noite de verão deixa-nos com aquela impressão de que há homens que já perceberam, apreenderam e sentiram o inefável; que já apalparam a beleza. Revela-nos a verdade abismadora proclamada por Nietzsche, ou seja, de que “a arte existe para dar sentido à vida”. Sem a arte o mundo humano já teria se desvanescido. Quando se estiver triste, quando a vida se encher de escuridade; ou naqueles dias em que o mundo parece conspirar, é necessário ouvir esta música que segreda-nos verdades ocultas. A “Abertura” é uma porta que se nos abre, convidando-nos para o mundo das fadas, dos duendes, dos contos imaginosos, de encantamentos, de amores impossíveis ou que se realizam, de fantasia – verdadeira fantasia. Entusiasmo-me quando escuto esta obra. Ficamos elucubrando com aquelas sentimentalizações de que a vida vale a pena. Portanto, não deixe de ouvir este registro imperdível com Otto Klemperer. Aprecie sem moderação, pois quanto mais somos penetrados pela beleza da arte, melhores seres humanos nos tornamos.

Felix Mendelssohn (1809-1847) – Sonho de uma noite de verão – música incidental, Op. 61

01. Overture, Op. 21 [12:51]
02. I. Scherzo [5:29]
03. IIa. March of the Fairies [1:17]
04. III. ‘Ye Spotted Snakes’ [4:39]
05. V. Intermezzo [3:57]
06. VII. Nocturne [7:02]
07. IX. Wedding March [5:00]
08. Xa. Funeral March [1:01]
09. XI. Dance of the Clowns [1:49]
10. Finale. ‘Through the House’ [4:48]

Philharmonia Orchestra
Philharmonia Chorus

Heather Harper, soprano
Janet Baker, contralto
Otto Klemperer, regente

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Klemperer, nome difícil de dizer, cara de louco, mas que baita maestro!
Klemperer, nome difícil de dizer, cara de louco, mas que baita maestro!

Carlinus

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809 – 1847) – Symphonies 1 – 5 – Yannick Nézet-Séguin, Chamber Orchestra of Europe

4797337Tenho uma verdeira admiração por Mendelssohn, já declarei inúmeras vezes por aqui, principalmente por suas sinfonias.
O que temos aqui hoje é a nova geração dos maestros mostrando a que vieram, e trazendo um novo frescor a estas obras, já tão gravadas e tocadas em salas de concerto de todo o mundo
Yannick Nézet-Séguin é canadense, nascido em 1975 em Quebéc, e vem encantando os palcos de todas as principais salas de concerto, e recentemente lançou este pacotaço com todas as sinfonias de nosso querido Mendelssohn pelo famoso selo Deutsche Gramophon, dirigindo a excelente Chamber Orchestra of Europe. Creio que seja uma das barbadas do ano com relação aos prêmios de melhor gravação.

CD 1

01. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – I. Allegro di molto
02. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – II. Andante
03. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – III. Menuetto. Allegro molto- Trio
04. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – IV. Allegro con fuoco
05. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – I. Andante con moto – Allegro un poco agitato – Assai animato –
06. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – II. Vivace non troppo
07. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – III. Adagio
08. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – IV. Allegro vivacissimo – Allegro maestoso assai

CD 2

01. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – I. Sinfonia – Maestoso con moto – Allegro
02. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – I. Sinfonia – Allegretto un poco agitato
03. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – I. Sinfonia – Adagio religioso
04. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – II. Chorus Alles, was Odem hat, lobe den Herrn
05. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – II. Chorus Lobe den Herrn, meine Seele
06. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – III. Recitative Saget es, die ihr erlöst seid durch den Herrn
07. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – III. Aria Er zählet unsre Tränen
08. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – IV. Chorus Sagt es, die ihr erlöst seid
09. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – V. Duet & Chorus Ich harrete des Herrn – Wohl dem, der seine Hoffnung setzt
10. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – VI. Stricke des Todes hatten uns umfangen
11. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – VII. Chorus Die Nacht ist vergangen
12. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – VIII. Chorale Nun danket alle Gott
13. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – IX. [Duet] Drum sing’ ich mit meinem Liede ewig dein Lob
14. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – X. Chorus Ihr Völker, bringet her dem Herrn Ehre und Macht!

CD 3

01. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – I. Allegro vivace
02. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – II. Andante con moto
03. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – III. Menuetto. Con moto moderato
04. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – IV. Saltarello. Presto
05. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – I. Andante – Allegro con fuoco
06. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – II. Allegro vivace
07. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – III. Andante
08. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – III. Recitative
09. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – IV. Chorale Ein feste Burg ist unser Gott

Karina Gauvin – Soprano
Regula Mühlemann – Soprano
Daniel Behle – Tenor
RIAS Kammerchor
Chamber Orchestra of Europe
Yannick Nézet-Séguin – Conductor

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Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino, Piano e Cordas e outras obras para Piano e Orquestra

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino, Piano e Cordas e outras obras para Piano e Orquestra

R-9318482-1478503415-8776.jpegEstas obras de Mendelssohn são obras de juventude, quando ele mal tinha completado 14 anos. Mas não se deixem iludir pela idade. O jovem Felix já era um compositor conhecido, e estas obras mostram que o rapaz tinha talento desde cedo. Classifiquei anteriormente este CD como IM-PER-DÍ-VEL e repito: este CD é IM-PER-DÍ-VEL. Podem baixar à vontade e ouçam com atenção. Obras de juventude geralmente são alegres, cheias de energia, e estas não são diferentes. O Concerto para Violino e Piano mostra um grande virtuosismo em sua escrita, e o cabeludo Ronald Brautigam não deixa por menos, toca com energia e vitalidade, muito bem acompanhado por uma violinista chamada Isabelle Van Keulen, que eu desconhecia até então. A Nieuw Sinfonietta Amsterdam é excelente, principalmente suas cordas, que dão um show no Concerto.

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino, Piano e Cordas e outras obras para Piano e Orquestra

01 – Concerto in D minor for Violin Piano and String Orchestra – Allegro
02 – Concerto in D minor for Violin Piano and String Orchestra – Adagio
03 – Concerto in D minor for Violin Piano and String Orchestra – Allegro Molto
04 – Capriccio brillant, Op 22, for Piano and Orchestra – Andante – Allegro con fucco
05 – Rondo brillant, Op. 29, for Piano and Orchestra
06 – Serenade and Allegro giocoso, Op. 43 for Piano and Orchestra – Andante

Ronald Brautigam – Piano
Isabelle Van Keulen – Violino
Nieuw Sinfonietta Amsterdam
Lev Markiz – Condutor

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Ronald Brautigam, o cabeludão
Ronald Brautigam, o cabeludão

FDP Bach