Maria, com Cecilia Bartoli

Maria, com Cecilia Bartoli

Com menos de vinte anos, a romana Cecilia Bartoli já era uma celebridade — ela disse que nasceu cacarejando… Hoje, aos 53 anos, ela segue como uma das principais cantoras líricas em atividade e nos prova que uma cantora pode ao mesmo tempo cantar bem , ser inteligente, ter auto-ironia e agir sem grandes poses. Sua praia é principalmente as óperas de Mozart e Rossini, mas ela explora outros repertórios em seus discos individuais.

Mais ou menos a cada dois anos, Cecilia Bartoli lança um álbum solo onde canta árias escolhidas. O primeiro que conheci, o espetacular The Vivaldi Album (1999), era belíssimo. Depois ouvi o também excelente Opera Proibita (2005), inteiramente dedicado a Handel, Scarlatti e Caldara. Ela é um sucesso de público e estes trabalhos receberam Grammys e o o escambal. Gosto muito dela e, por isso, atirei-me de cabeça neste recém lançado Maria.

Aqui, novamente — como faz em todos os seus álbuns — ela apresenta nada menos do que oito árias nunca antes gravadas, incluindo uma bonita Se un mio desir…Cedi al duol da ópera Irene, cuja partitura completa não chegou a nossos dias. Esta mistura de pesquisa e highlights como Casta Diva tornam interessantes os álbuns desta cantora que só cria álbuns de primeira linha, como The Gluck Album e The Salieri Album.

Na minha opinião, as melhores faixas são as que tem música de Bellini. Ontem, ao ouvir o CD, fui conferir por três vezes a faixa que estava tocando e sempre era uma de Bellini. Não é o melhor de seus discos. Há umas coisas tirolesas um pouco enervantes, mas uma cantora como Bartoli sempre vale a pena ouvir.

Cecilia Bartoli — Maria

1. Irene: Se un mio desir…Cedi al duol (3:45)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

2. Irene: Ira del ciel (2:25)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

3. Ines de Castro: Cari giorni (4:09)
Composer Giuseppe Persiani (1799-1869)

4. Infelice, Op. 94 (12:19)
Composer Felix Mendelssohn (1809 – 1847)
Maxim Vengerov (Violin) <—– ATENÇÃO, FDP!

5. El poeta calculista: Yo que soy contrabandista (2:28)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

6. La sonnambula: Ah, non credea mirarti.
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

7. La sonnambula: Ah, non giunge
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

8. Air à la tirolienne avec variations, Op. 118 (7:27)
Composer Johann Nepomuk Hummel (1778 – 1837)

9 La figlia dell’aria: E non lo vedo…Son regina (7:05)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

10 La fille du régiment: Rataplan (2:28)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

11. Tancredi: Di tanti palpiti (3:20)
Composer Gioachino Rossini (1792 – 1868)

12. I puritani: Qui la voce sua soave…
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

13. I puritani: Vien, diletto
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

14. Clari: Come dolce a me favelli (4:38)
Composer Jacques Halévy (1799 – 1862)

15. Amelia, ovvero Otto anni di costanza: Scorrete, o lagrime (2:34)
Composer Lauro Rossi (1810 – 1885)

16. L’Elisir d’Amore: Prendi, per me sei libero (4:18)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

17. Norma: Casta diva (6:47)
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

Mezzo-soprano Vocals – Cecilia Bartoli
Leader [Orchestra La Scintilla] – Ada Pesch
Conductor – Adam Fischer

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Essa canta pra cacete!

PQP

Felix Mendelssohn-Bartholdy – Violin Concerto op.64, The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor, Symphony no.5 “Reformation” op.107 – Faust, Heras-Casado, FBO

Felix Mendelssohn-Bartholdy – Violin Concerto op.64, The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor, Symphony no.5 “Reformation” op.107 – Faust, Heras-Casado, FBO

Hoje trago para os senhores duas obras primas do genial Mendelssohn, que nos são apresentadas neste CD da Harmonia Mundi: o nosso amado Concerto para Violino e a Sinfonia nº 5, intitulada ‘Reforma’ dois petardos do repertório romântico, sem dúvida.

Isabelle Faust nos apresenta uma versão diferente do Concerto, sem aqueles arroubos sentimentais, digamos que sua leitura seja mais intimista, mais pessoal, ela não cede ao Romantismo exacerbado de algumas passagens. E conta para isso com a cumplicidade de Heras-Cassado, jovem maestro que vem se destacando nos últimos anos. Faust já é uma violinista experiente, com diversos álbuns gravados, inclusive recém postei sua excepcional nova incursão na obra de Bach. E aqui novamente demonstra que não teme se arriscar em testar outras perspectivas e possibilidades desta obra.

Elogiosa também a atuação de Heras-Casado ao escolher uma Orquestra de pequeno porte, mas de grande qualidade, e mais especializada no repertório barroco, a Freiburger Baroque Orchestra. Os que estão acostumados com a sonoridade de uma Filarmônica de Berlim, de Viena, do Concertgebow de Amsterdan, vão estranhar. Mas lembremos de que nos tempos em que Mendelssohn andava sobre esse nosso planeta não existiam estas grandes orquestras, mas pequenos conjuntos musicais como este de Freiburg.
Espero que apreciem.

Felix Mendelssohn-Bartholdy – Violin Concerto op.64, The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor, Symphony no.5 “Reformation” op.107 – Faust, Heras-Casado, FBO

1 Violin Concerto op.64 E minor
I. Allegro molto appassionato
2 II. Andante – Allegretto non troppo
3 III. Allegro molto vivace

4 The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor / h-Moll / si mineur

Symphony no.5 “Reformation” op.107* D minor

5 I. Andante – Allegro con fuoco
6 II. Allegro vivace
7 III. Andante
8 IV. Choral “Ein feste Burg ist unser Gott”
Andante con moto – Allegro vivace – Allegro maestoso

Isabelle Faust Stradivarius violin “Sleeping Beauty”, 1704
Freiburger Barockorchester
Pablo Heras-Casado

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Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Piano Concertos 1 & 2, 17 Variations sérieuses in D minor op. 54 d-Moll, etc. – Jan Lisiecki, Orpheus Chamber Orchestra

Jan Lisiecki é um pianista canadense, filho de pais poloneses e é um dos grandes nomes do piano de sua geração. Tem um dom único, é daqueles jovens músicos que já ganharam diversos prêmios, e de quem ainda iremos ouvir falar muito.
Os dois Concertos para Piano de Mendelssohn estão em muito boas mãos, podem ter certeza. Apesar da idade, ele toca com muita maturidade, e tem um pleno domínio do instrumento. E eu poderia dizer o mesmo de outras gravações suas, que inclusive já postei por aqui. Eis alguns comentários da crítica especializada:

“Jan Lisiecki. Remember the name.”- The Financial Times.

“A gift too rare to be squandered”- Gramophone Magazine

“Pristine, lyrical and intelligent”- The New York Times

“Perhaps the most ‘complete’ pianist of his age”

Então, senhores,preciso dizer que esta sua gravação de Mendelssohn é IM-PER-DÍ-VEL ???

Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in G minor op. 25
1 1. Molto allegro con fuoco
2 2. Andante
3 3. Presto – Molto allegro e vivace

17 Variations sérieuses in D minor op. 54 d-Moll

4 Tema. Andante sostenuto
5 Variation 1
6 Variation 2. Un poco più animato
7 Variation 3. Più animato
8 Variation 4. Sempre staccato e leggiero
9 Variation 5. Agitato. Legato ed espressivo
10 Variation 6. A tempo
11 Variation 7. Con fuoco
12 Variation 8. Allegro vivace
13 Variation 9
14 Variation 10. Moderato
15 Variation 11. Cantabile
16 Variation 12. Tempo del tema
17 Variation 13. Sempre assai leggiero. Sempre assai marcato
18 Variation 14. Adagio
19 Variation 15. Poco a poco più agitato
20 Variation 16. Allegro vivace
21 Variation 17

Concerto for Piano and Orchestra No. 2 in D minor op. 40
22 1. Allegro appassionato
23 2. Adagio. Molto sostenuto – attacca
24 3. Finale. Presto scherzando

Rondo capriccioso in E major op. 14 E-Dur
25 Andante
26 Presto leggiero
27 Song Without Words in G minor “Venetian Gondola Song” op. 19b/6

Jan Lisiecki piano
Orpheus Chamber Orchestra (1–3 & 22–24)

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Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Italiana / Brahms (1833-1897): Sinfonia No. 2 (National Ph. Orch. & Leopold Stokowski)

Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Italiana / Brahms (1833-1897): Sinfonia No. 2 (National Ph. Orch. & Leopold Stokowski)

Mendelssohn – Sinfonia Italiana

Brahms – Sinfonia No. 2

A principal razão para esta postagem é este disco maravilhoso, que merece ser ouvido muitas e muitas vezes. A Sinfonia Italiana de Mendelssohn recebe uma de suas interpretações mais alerta e ensolarada de que se tem notícia. A Segunda Sinfonia de Brahms, com a repetição do primeiro movimento observada, está gloriosa. A orquestra formada para gravações com os melhores músicos das orquestras de Londres, foi reunida no lendário Studio 1 da EMI, na Abbey Road.

Capa de LP da CBS com a Sinfonia Italiana

Ouvindo o disco podemos imaginar um maestro vigoroso, mas flexível – características facilmente associadas a um jovem. Na verdade, estas foram praticamente as últimas gravações de Leopold Stokowski, aos 95 anos.

O produtor Roy Emerson conta que quando não estava no pódio, Stokowski era uma figura frágil, mas assim que começava qualquer atividade relacionada à música, seja estudando as partituras, ouvindo as gravações realizadas e, sobretudo, quando regendo, ele se revelava ativo e cheio de energia.

Para a maioria das pessoas da minha geração (e das gerações próximas, também), o nome Stokowsky está associado ao filme Fantasia, produzido por Walt Disney. Este filme foi feito em 1940! Foram usadas pela primeira vez técnicas de gravações em multiple audio channels e o filme apresentado em stereophonic sound. A Sagração da Primavera, que havia sido escrita em 1913 por Stravinsky, é um dos números do filme. A transcrição para orquestra da Toccata e Fuga em ré menor, de Bach, que abre o filme, lembra o começo da carreira de Stokowski como organista. Naquele tempo ele fazia o contrário, transcrevendo para órgão famosas peças orquestrais. Popularização de música erudita foi também uma das coisas para as quais Stokowski contribuiu.

Leopold Stokowski

Nascido em Londres, foi na Filadélfia que encontrou a oportunidade de desenvolver sua arte, tornando a Orquestra da Filadélfia uma das melhores do mundo. Numa época de regentes quase icônicos – Toscanini, Furtwängler, Klemperer, Bruno Walter – Stokowski foi capaz de imprimir sua própria personalidade na maneira de fazer música, produzindo seu típico som, com graves pronunciados, como o que você vai ouvir, se baixar este lindo disco.

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847)

Sinfonia No. 4 em lá maior, Op. 90, Italiana

  1. Allegro vivace
  2. Andante con moto
  3. Con moto moderato
  4. Saltarello: presto

Johannes Brahms (1833-1897)

Sinfonia No. 2 em ré maior, Op. 73

  1. Allegro non troppo
  2. Adagio non troppo
  3. Allegretto grazioso
  4. Allegro con spirito

National Philharmonic Orchestra

Leopold Stokowski

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MP3 | 320 KBPS | 167 MB

Clique e dançarei para você!

Aproveite!

René Denon

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Piano Nº 1 e 2 / Capricho Brilhante / Serenata / Rondó Brilhante

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Piano Nº 1 e 2 / Capricho Brilhante / Serenata / Rondó Brilhante

Este CD também poderia ser chamado de Obras Completas para Piano e Orquestra de Mendelssohn.

Bem, nos últimos anos, Ragna Schirmer ascendeu ao posto de uma das melhores pianistas da Alemanha. Desta vez, ela se volta para Felix Mendelssohn, cujas obras completas para piano e orquestra ela apresenta junto com a Orquestra Sinfônica de Rádio Saarbrücken, conduzida por Günther Herbig. Esta gravação é mais uma vez resultado de muito estudo por parte de Ragna. E o Mendelssohn dela é bem animado. A pianista se delicia no ato de fazer música. A pianista encontrou em Günter Herbig um parceiro experiente e com o claro sentimento da leveza dessa música. Uma gravação muito boa, calorosamente romântica.

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Piano Nº 1 e 2 / Capricho Brilhante / Serenata / Rondó Brilhante

Piano Concerto No. 1 in G minor, Op. 25
1)I. Molto allegro con fuoco
2) II. Andante
3) III. Presto

4) Capriccio brillant in B minor, Op. 22

Piano Concerto No. 2 in D minor, Op. 40
5) I. Allegro appassionato
6) II. Adagio – Molto sostenuto
7) III. Finale: Presto scherzando

8) Serenade and Allegro giocoso, Op. 43

9) Rondo brillant in E flat major, Op. 29

Ragna Schirmer, piano
Radio Symphony Orchestra Saarbrücken
Günther Herbig

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A tranquilidade de quem tinha um pai banqueiro.

PQP

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) – Complete Works for Piano & Orchestra – Jean Louis Steuerman, Moscow Chamber Orchestra, Constantine Orbelian

Apesar do nome ‘estrangeiro’ Jean Louis Steuerman é carioca da gema. O conheci há muito tempo atrás, por meio de um LP duplo onde tocava as Partitas bachianas. Na verdade, ainda tenho esse LP, pelo qual tenho muito carinho. O adquiri em determinado momento muito importante de minha vida, aqueles momentos de transição, de escolhas, enfim, e esse LP com estas obras imortais de Bach foram meio que a trilha sonora de minha vida naquele momento. Aliás, tive a oportunidade de assistir a uma apresentação sua, com esta mesma orquestra russa, em plena Avenida Paulista, lá pelo início da década de 90, tocando um dos Concertos para Piano de Bach, não me recordo qual deles. Foi uma apresentação ao ar livre, em um belo final de tarde e início de noite.
Mas o papo aqui é Mendelssohn. Steuerman encara as obras compostas para piano e orquestra do genial compositor, e o faz com muita eficiência e talento. Supera as inúmeras armadilhas e dificuldades que aquelas peças possuem e as apresenta com muita competência e virtuosismo.
Um baita CD, para ser apreciado sem moderação. É uma grande oportunidade para aqueles que não conhecem o talento deste grande músico brasileiro que continua na ativa, se apresentando nas principais casas de espetáculo no Brasil e pela Europa.

01. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – I. Molto allegro con fuoco
02. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – II. Andante
03. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – III. Presto
04. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – I. Allegro appassionato
05. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – II. Adagio, molto sostenuto
06. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – III. Finale Presto scherzando
07. Capriccio brillant h-Moll Op. 22
08. Serenade und Allegro giocoso h-Moll Op. 43
09. Rondo brillant Es-Dur Op. 29

Jean Louis Steuerman – Piano
Moscow Chamber Orchestra
Constantine Orbelian

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Felix Mendelssohn – Bartholdy – Symphonie No. 2 “Lobesang” – Chailly, LPO, Price, Jerusalem

Retirei o texto abaixo do site ‘Talk Classical’ e foi livremente traduzido e adaptado por por mim e pelo tradutor do Google. Peço desculpas pela pretensão, mas achei-o interessante e nos dá uma análise mais aprofundada da obra de Mendelssohn.

“A Sinfonia de nº2, intitulada ‘Lobgesang’, de Mendelssohn, se destaca como a realização sinfônica mais ambiciosa do compositor, que figurou durante sua vida como uma de suas composições mais populares. Mas, curiosamente, à medida que nos aproximamos do sesquicentenário de 1997 da morte de Mendelssohn, a Sinfonia continua sendo uma das menos conhecidas de suas obras orquestrais. Sua intrincada história de recepção, que reflete em grande parte a notável ascensão e queda das fortunas críticas de Mendelssohn nos séculos XIX e XX, convida a uma reavaliação da obra e um novo olhar sobre a complexa teia de questões musicais e históricas que Mendelssohn abordou. criando o que ele descreveu como uma “sinfonia cantata após as palavras da Bíblia Sagrada”.

O ímpeto para o trabalho foi uma comissão para um festival de Leipzig que celebrou em junho de 1840 o quadricentenário da invenção do tipo móvel (entre as outras apresentações estava a estréia da ópera cômica de Albert Lortzing, Hans Sachs). Um ou dois anos antes, Mendelssohn havia começado a trabalhar numa sinfonia puramente instrumental em Si bemol maior, e agora revisitava seus esboços sinfônicos, incorporando fragmentos de material anterior no que emergiria como uma sinfonia de três movimentos contínua unida a uma cantata. como uma série de nove movimentos vocais requerendo o uso de refrão e solistas. Os textos, escolhidos principalmente da Bíblia, dizem respeito ao louvor de Deus e ao progresso da humanidade das trevas para a iluminação (através da disseminação da palavra de Deus, sendo seu agente implícito a Bíblia de Gutenberg).

Introduzindo o elemento de texto no domínio da sinfonia, Mendelssohn respondeu, sem dúvida, à Nona Sinfonia de Beethoven, que, no final daquela obra, criara em 1824 um cenário imponente, com solistas e coros, da ode de Schiller. , “An die Freude.” O Lobgesang pode ser agrupado proveitosamente com outros experimentos sinfônicos do século XIX, como Harold en Italie (1834) de Berlioz e Romeu e Julieta (1839) e Faust Symphony (1857) de Liszt, geralmente vistos como tentativas para assimilar e reinterpretar o significado da obra-prima monumental de Beethoven.
(…)
A cantata composta (Nos. 2-10) apresenta um complexo altamente estruturado que acompanha a progressão textual da escuridão para a luz, à medida que a palavra de Deus é promulgada. Para marcar o ponto médio da cantata (nº 6), e seu desvio da ignorância para a iluminação, Mendelssohn escolheu uma veia especialmente dissonante. Em um recitativo dramático, a pergunta “Watchman, a noite passada?” É feita três vezes. A resposta, dada por um solo soprano, introduz o levantamento da escuridão no refrão radiante que se segue (“The night is past”). No número 8, como um emblema da Reforma alemã, Mendelssohn apresenta um cenário do coral familiar “Nun danket alle Gott”, primeiro com o refrão a cappella e depois com a adição da orquestra. Nos parágrafos 9 e 10, um dueto (para soprano e tenor) e um coro fugal culminante, retornam-nos à chave da abertura e à idéia essencial de louvor hímnico. Com a aparência final da figura do trombone, chegamos ao círculo completo do material do começo, à junção das celebrações instrumentais e vocais e das ricas tradições da sinfonia e da cantata alemãs.

Infelizmente, as semelhanças óbvias entre o Lobgesang e a Nona Sinfonia forneceram um pronto suprimento de munição para os detratores de Mendelssohn. Em 1849, Richard Wagner, para quem a Nona permanecia um monumento inimitável, comentou em uma alusão velada: “Mas por que esse ou aquele compositor não seria capaz de escrever uma sinfonia com refrão? Por que o “Senhor Deus” não deveria ser elogiado no final, no topo da voz de alguém, depois que Ele ajudou a trazer à vida da forma mais inteligente possível os três movimentos instrumentais anteriores? “(Artwork of the Future). E no século XX, o distinto musicólogo inglês Gerald Abraham descartou a sinfonia de Mendelssohn como a tentativa mais desanimadora de seguir o exemplo da Nona Sinfonia de Beethoven, concebida pela mediocridade humana ”(Cem Anos de Música).
Mas o Lobgesang de Mendelssohn, na verdade, oferece muito mais do que uma simples imitação da Nona Sinfonia. Ao celebrar a invenção de Gutenberg, também celebra a Reforma alemã, cujos objetivos foram consideravelmente avançados com o advento da impressão e a disseminação da alfabetização. Por extensão, também, celebra a música da igreja alemã, e especialmente a música sacra de J. S. Bach e os oratórios de Handel. Para Mendelssohn, Schumann e seus contemporâneos, Bach, em particular, representava os fons et origo de uma distinta tradição alemã (daí a ênfase de Mendelssohn na cantata e o uso proeminente dos corais e da escrita fugal, todos elementos essenciais da arte de Bach). E finalmente, no ‘Lobgesang’ Mendelssohn buscou quebrar as divisões entre a música para a sala de concertos e a igreja (apropriadamente, sua segunda sinfonia foi estreada na Thomaskirche de Leipzig, onde Bach servira como Kantor no século XVIII).”

A gravação que escolhi para apresentar esta obra para os senhores traz o então jovem Riccardo Chailly frente a Filarmônica de Londres, e com um time de primeira linha de solistas:

1. Sinfonia
2. Alles Was Odem Hat, Lobe Den Herrn!
3. Saget Es, Die Ihr Erlöset Seid-Er Zahlet Unsre Tranen
4. Saget Es, Die Ihr Erlöset Seid
5. Ich Harette Des Herrn
6. Stricke Des Todes Hatten Uns Umfangen
7. Die Nacht ist Vergangen
8. Nun Danket Alle Gott
9. Drum Sing Ich Mit Meinen Liede Ewig Dein Lob
10. Ihr Völker Bringet Her Dem Herrn

Margareth Price – Soprano
Sally Burguess – Soprano
Sigfried Jerusalem – Tenor
The London Philharmonic Choir
London Philharmonic Orchestra
Riccardo Chailly – Conductor

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Mendelssohn (1809-1847) & Berlioz (1803-1869): O Último Concerto de Abbado na Filarmônica de Berlim

Mendelssohn (1809-1847) & Berlioz (1803-1869): O Último Concerto de Abbado na Filarmônica de Berlim

Berlioz é um compositor bem chatinho. Mesmo que aqui tenhamos sua maior obra, vou lhes contar… Há brevíssimos momentos interessantes no 2º, 4º e 5º movimentos. Brevíssimos. É como um afogado cuja cabeça por voltas sai para fora d`água sob seus manotaços, mas que vai irremediavelmente afogar-se na vulgaridade do compositor. Já os excertos de Sonhos de uma Noite de Verão, de Mendelssohn, são de outro departamento. Mas foi este o repertório capenga do último concerto de Abbado com a Filarmônica de Berlim. Importante: Abbado foi titular da orquestra e este não é seu concerto de despedida como titular (o repertório desta despedida era bem mais decente: Rei Lear, de Shostakovitch, Schicksalslied, de Brahms e os Rückert-Lieder, de Gustav Mahler). Esta gravação foi apenas a última vez que ele atuou como convidado à frente da orquestra. Um álbum duplo caça-níqueis. O CD é merecidamente mal avaliado nos sites especializados.

Disc 1
Felix Mendelssohn — Sonho de Uma Noite de Verão, Op. 61 (Excertos)

1 No. 1 Allegro di molto – Poco ritenuto 12:04
2 No. 1 Scherzo: Allegro vivace 4:47
3 No. 3 Song with Chorus: »You Spotted Snakes with Double Tongue« – Allegro ma non troppo (Solo Sopranos I and II, Female Choir) 4:14
4 No. 5 Intermezzo: Allegro appassionato – Allegro molto comodo 3:58
5 No. 7 Notturno: Andante tranquillo 5:45
6 No. 9 Wedding March: Allegro vivace 4:55
7 No. 13 Finale: »Through the House Give Glimmering Light« – Allegro di molto 4:27

Disc 2
Hector Berlioz — Sinfonia Fantástica, Op. 14

1 I. Rêveries – Passions: Largo – Allegro agitato e appassionato assai – Religiosamente 15:51
2 II. Un bal: Valse. Allegro non troppo 6:44
3 III. Scène aux champs: Adagio 16:06
4 IV. Marche au supplice: Allegretto non troppo 6:46
5 V. Songe d’une nuit du Sabbat – Dies Irae – Ronde du Sabbat – Dies Irae et Ronde du Sabbat ensemble: Larghetto – Allegro 10:18

Deborah York, soprano
Stella Doufexis, mezzo-soprano
Damen des Chores des Bayerischen Rundfunks
Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado

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PQP

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fui umas dez vezes assistir a recitais no Wigmore Hall. É uma sala pequena, principalmente se  compararmos com a enorme fama que ostenta. Está sempre lotada, às vezes com mais de um recital por dia e os nomes que lá se apresentam sempre são de primeira linha. Sua fama é justa. A acústica é perfeita, miraculosa. Trata-se de um dos melhores lugares do universo. Quem lê os livros de Ian McEwan sabe o quanto ele ama a sala. Uma vez, ele ficou atrás de mim na fila de retirada de ingressos… Ou seja, o local tem grande mística e não é incomum os recitais que lá ocorrem transformarem-se em CDs. (PQP)

Um presentinho para os senhores, um CD absolutamente maravilhoso, para ser ouvido sem se cansar diversas vezes seguidas, principalmente pela “Arpeggione”, e claro, pela Sonata de Brahms, outra das mais belas páginas da história da música. Um brasileiro e uma portuguesa, grandes nomes em seus respectivos instrumentos, dão um verdadeiro show…

Lembro do Menezes novinho, junto com a Anne-Sophie Mutter, tocando o Concerto Duplo de Brahms, sob a supervisão de Herr Karajan, e ali já senti que a coisa era séria, que ele seria um músico completo, e não me enganei. Karajan não era bobo, e logo identificou o talento do nosso pernambucano. O tempo pode ter levado seus cabelos, mas criou um intérprete maduro, completo. (FDP)

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

01. Schubert – Arpeggione Sonata – I. Allegro moderato
02. Schubert – Arpeggione Sonata – II. Adagio – attacca
03. Schubert – Arpeggione Sonata – III. Allegretto

04. Brahms – 3 Intermezzi – No.1 Andante moderato
05. Brahms – 3 Intermezzi – No.2 Andante non troppo e con molto espressione
06. Brahms – 3 Intermezzi – No.3 Andante con moto

07. Mendelssohn – Song without Words, Op.109

08. Brahms – Cello Sonata No.1 – I. Allegro non troppo
09. Brahms – Cello Sonata No.1 – II. Allegretto quasi Menuetto – Trio
10. Brahms – Cello Sonata No.1 – III. Allegro – Piu Presto

11. Bach – Pastorale BWV 590 (arr. Roemaet-Rosanoff)

Antonio Menezes – Cello
Maria João Pires – Piano

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Pires y Meneses
Que dupla…. !!!

FDP / PQP

Die himmel rühmen geistliche chormusik (Os céus entoam música coral sacra)

Die himmel rühmen geistliche chormusik

Os céus entoam música sacra coral

 

Uma coleção de 42 músicas, de inspirados e tradicionais compositores, reunidas em 3 CDs.

 

CD # 1
01. Messiah, HWV 56, Part II: Hallelujah! Georg Friedrich Händel (Germany,1685-England,1759), Marcus Creed, RIAS Chamber Chorus & Berlin RIAS Sinfonietta

02. Vesperae solennes de confessore, K. 339: Laudate Dominum, Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791), Maria Zadori, Jeunesses Musicales Chorus, Ivan Fischer & Budapest Philharmonic Orchestra

03. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part I: Die Himmel erzahlen die Ehre Gottes (The heavens are telling the glory of God), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Christian Bauer, Ernst Jankowitsch, Max Emanuel Cencic & Wiener Volksoper Orchestra

04. 6 Songs, Op. 48: No. 4. Die Ehre Gottes aus der Natur (arr. for male choir), Anonymous & Ludwig van Beethoven (Alemanha, 1770-Áustria, 1827), Carl Maria von Weber Men’s Choir, Berlin & Andreas Wiedermann

05. Christmas Oratorio, BWV 248: Ehre sei dir, Gott gesungen, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Concerto Koln, Frankfurt Vocal Ensemble & Ralf Otto

06. 3 Motets, Op. 39: No. 2. O praise the Lord (Laudate pueri), Anonymous & Mendelssohn, Felix (1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

07. Te Deum, WAB 45: Te Deum laudamus – Te ergo, Anonymous & Anton Bruckner (Austria, 1824-1896), Roland Bader, Elzbieta Towarnicka, Matgorzata Walewska, Jerzy Knetig, Andrzej Biegum, Krakòw Philharmonic Orchestra & Krakow Philharmonic Chorus

08. Deutsche Messe, D. 872: Zum Sanctus: Heilig, heilig ist der Herr, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Marcus Creed, RIAS Chamber Chorus & Berlin RIAS Sinfonietta

09. Laudate Dominum, Anonymous & Christian Theodor •Weinlig (Germany, 178-1842), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

10. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part II: In holder Anmut stehn (Most beautiful appear), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Christian Bauer, Ernst Jankowitsch, Max Emanuel Cencic & Wiener Volksoper Orchestra

11. Jubilate-Amen, Op. 3, Max Bruch (Germany 1838-1920), Koln Radio Choir, Helmut Froschauer, Cologne West German Radio Chorus & Cologne West German Radio Orchestra

12. Gott in der Natur, D. 757, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Berlin Radio Chorus, Dietrich Knothe & Bernd Casper

13. Pange lingua, WAB 33, Anton Bruckner (Austria, 1824-1896), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

14. Mass No. 2 in G major, D. 167: Gloria in excelsis, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Sofia Philharmonic Orchestra, Bulgarian National Svetoslav Obretenov Choir & Georgi Robev

15.  Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part III: Singt dem Herren alle Stimmen (Sing the Lord, ye voices all!), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik & Wiener Volksoper Orchestra

CD # 2
01. Ave verum corpus, K. 618, Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791) & Anonymous,  Marcus Creed, Berlin Radio Symphony Orchestra & RIAS Chamber Chorus

02. Deutsche Messe, D. 872: Zum Eingang: Wohin soll ich mich wenden, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Marcus Creed, Berlin Radio Symphony Orchestra & RIAS Chamber Chorus

03. So nimm denn meine Hande, Friedrich •Silcher (Germany,1789-1860), Leipzig Radio Chorus & Jorg-Peter Weigle

04. Tantum ergo, D. 962, Anonymous & Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Berlin Radio Chorus, Berlin Radio Symphony Orchestra & Dietrich Knothe

05. Elijah, Op. 70: Denn er hat seinen Engeln befohlen uber dir, Mendelssohn, Felix (Germany, 1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

06. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part IV: Von deiner Gut’, o Herr und Gott (By thee with bliss, O bounteous Lord), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Ernst Jankowitsch, Gertraud Schmid & Wiener Volksoper Orchestra

07. Souvenir de Florence, Op. 70: Herr, hore mein Gebet, Op. 45, Anonymous & (Germany, 1808-1879), Leipzig Thomaner Choir & Hans-Joachim Rotzsch

08. Offertory: Intende voci, D. 963, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Peter Schreier, Berlin Radio Chorus, Berlin Radio Symphony Orchestra & Dietrich Knothe

09. 3 Motets, Op. 39: No. 1. Hear my prayer, O Lord (Veni, Domine), Anonymous & Mendelssohn, Felix (1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

10. Ein deutsches Requiem (A German Requiem), Op. 45: III. Herr, lehre doch mich, Johannes Brahms (Germany, 1833-1897), Leipzig Radio Chorus, Leipzig Radio Symphony Orchestra, Herbert Kegel & Siegfried Lorenz

11. Komm, Jesu, komm, BWV 229: Komm, Jesu, komm, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

12. Souvenir de Florence, Op. 70 (arr. for string orchestra): Anbetung dem Erbarmer, Wq. 243, H. 807, Carl Philipp Emanuel Bach (Germany, 1714-1788), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

CD # 3
01. Bringet dem Herrn Ehre seines Namens, BWV 148: Bringet dem Herrn Ehre seines Namens, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

02. Jesu, meines Herzens Freud, BWV 361, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

03. Lobe den Herrn, meine Seele, BWV 143: Chorale: Du Friedefurst, Herr Jesu Christ ,Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

04. Mass in B minor, BWV 232: Gloria – Et in terra pax, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

05. St. Matthew Passion, BWV 244, Part I: Ich will bei meinem Jesu wachen, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Wilfried Jochens, Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

06. Jesu, du mein liebstes Leben, BWV 356, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

07. Christmas Oratorio, BWV 248: Herr, wenn die stolzen Feinde schnauben, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Concerto Koln, Frankfurt Vocal Ensemble & Ralf Otto

08. Ich Lasse Dich Nicht, Johann Hermann Schein (Germany, 1586-1630), Leipzig Thomaner Choir & Hans-Joachim Rotzsch

09. War Gott nicht mit uns diese Zeit, BWV 14: War Gott nicht mit uns diese Zeit, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

10. St. John Passion, BWV 245, Part II: Mein teurer Heiland – Jesu, der du warest tot, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Gotthold Schwarz, Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

11. Jesu, meine Freude, BWV 227: Jesu, meine Freude, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

12. Preise, Jerusalem, den Herrn, BWV 119: Der Herr hat Guts an uns getan, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Max Pommer, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Leipzig University Choir

13. Ich hatte viel Bekummernis, BWV 21: Sei nun wieder zufrieden, meine Seele, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Vienna Boys Choir, Peter Marschik & Stuttgart Philharmonic Orchestra

14. Wer weiss, wie nahe mir mein Ende!, BWV 27: Wer weiss, wie nahe mir mein Ende, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

15. St. Matthew Passion, BWV 244, Part III: Wir setzen uns mit Tranen nieder, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

Die himmel rühmen geistliche chormusik
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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição!

Avicenna

 

Felix Mendelssohn Bartholdy – Variations concertantes, Op.17 , Sonata No.1, Op.45, 13. Romance sans paroles, Op.109, Sonata No.2, Op.58 –

Esta é mais uma daquelas postagens escritas com pressa, tive alguns problemas com o MEGA neste final de semana, ainda não está 100%, pretendo resolver isso no feriadão.

Mendelssohn está em muito boas mãos aqui, tratam-se de obras escritas para Violoncelo e Piano, incluindo ai suas sonatas, pouco gravadas, na verdade. Infelizmente, eu diria, pois se tratam de belas obras. E nas mãos destes dois músicos, ficam ainda mais belas.

Ronald Brautigam já é conhecido cá pelas bandas do PQPBach, é dos principais pianistas da atualidade. Sua integral das obras de Beethoven foram muito bem recebidas na época de sua postagem. O violoncelista Chistian Poltéra é novo por aqui, mas quando se trata de uma gravação do selo sueco BIS podemos ter certeza de sua qualidade.

Espero que apreciem.

1 – 9 – 01. Variations concertantes, Op.17 – Tema
10. Sonata No.1, Op.45 – I. Allegro vivace
11. Sonata No.1, Op.45 – II. Andante
12. Sonata No.1, Op.45 – III. Allegro assai
13. Romance sans paroles, Op.109
14. Assai tranquillo (Albumblatt)
15. Sonata No.2, Op.58 – I. Allegro assai vivace
16. Sonata No.2, Op.58 – II. Allegretto scherzando
17. Sonata No.2, Op.58 – III. Adagio
18. Sonata No.2, Op.58 – IV. Molto Allegro e vivace

Chistian Poltéra – Cello
Ronald Brautigam – Piano

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Felix Mendelssohn (1809-1847): Sonho de uma Noite de Verão, Op. 61

Felix Mendelssohn (1809-1847): Sonho de uma Noite de Verão, Op. 61

71Es2DqKGSL._SL1425_IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quando penso na música de Mendelssohn sempre me vem à mente uma sensação de alegria juvenil despreocupada, tépida, repleta de sentimentos ensolarados. Talvez a impressão resultante da sinfonia número 4, “Italiana”, tenha se tornado numa influência preponderante em minha percepção. E o que dizer de o Sonho de uma noite de verão? Mendelssohn conseguiu transferir o aspecto emblemático tal qual Shaskepeare o empregou quando escreveu a sua obra homônima. Ou seja, a obra escrita para o teatro se perpetua, em carga dramática e espiritual, na obra musicada. Mendelssohn era um indíviduo culto, dono de uma grande versatilidade artística; conhecedor de tendências e mundos literários. Ele contribuiu singularmente para perpetuar o gênio shakespereano nessa obra. O mais incrível nisso tudo – e devo afirmar que se trata de algo estarrecedor – é que Mendelssohn era uma adolescente quando escreveu esta obra. Tinha apenas 15 anos de idade. Algo verdadeiramente incrível. A obra é ágil, cheia de um colorido alegre; é bela, perfeita, revelando uma alma sonhadora. A obra revela o jovem Mendelssohn. Sonho de uma noite de verão deixa-nos com aquela impressão de que há homens que já perceberam, apreenderam e sentiram o inefável; que já apalparam a beleza. Revela-nos a verdade abismadora proclamada por Nietzsche, ou seja, de que “a arte existe para dar sentido à vida”. Sem a arte o mundo humano já teria se desvanescido. Quando se estiver triste, quando a vida se encher de escuridade; ou naqueles dias em que o mundo parece conspirar, é necessário ouvir esta música que segreda-nos verdades ocultas. A “Abertura” é uma porta que se nos abre, convidando-nos para o mundo das fadas, dos duendes, dos contos imaginosos, de encantamentos, de amores impossíveis ou que se realizam, de fantasia – verdadeira fantasia. Entusiasmo-me quando escuto esta obra. Ficamos elucubrando com aquelas sentimentalizações de que a vida vale a pena. Portanto, não deixe de ouvir este registro imperdível com Otto Klemperer. Aprecie sem moderação, pois quanto mais somos penetrados pela beleza da arte, melhores seres humanos nos tornamos.

Felix Mendelssohn (1809-1847) – Sonho de uma noite de verão – música incidental, Op. 61

01. Overture, Op. 21 [12:51]
02. I. Scherzo [5:29]
03. IIa. March of the Fairies [1:17]
04. III. ‘Ye Spotted Snakes’ [4:39]
05. V. Intermezzo [3:57]
06. VII. Nocturne [7:02]
07. IX. Wedding March [5:00]
08. Xa. Funeral March [1:01]
09. XI. Dance of the Clowns [1:49]
10. Finale. ‘Through the House’ [4:48]

Philharmonia Orchestra
Philharmonia Chorus

Heather Harper, soprano
Janet Baker, contralto
Otto Klemperer, regente

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Klemperer, nome difícil de dizer, cara de louco, mas que baita maestro!
Klemperer, nome difícil de dizer, cara de louco, mas que baita maestro!

Carlinus

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809 – 1847) – Symphonies 1 – 5 – Yannick Nézet-Séguin, Chamber Orchestra of Europe

4797337Tenho uma verdeira admiração por Mendelssohn, já declarei inúmeras vezes por aqui, principalmente por suas sinfonias.
O que temos aqui hoje é a nova geração dos maestros mostrando a que vieram, e trazendo um novo frescor a estas obras, já tão gravadas e tocadas em salas de concerto de todo o mundo
Yannick Nézet-Séguin é canadense, nascido em 1975 em Quebéc, e vem encantando os palcos de todas as principais salas de concerto, e recentemente lançou este pacotaço com todas as sinfonias de nosso querido Mendelssohn pelo famoso selo Deutsche Gramophon, dirigindo a excelente Chamber Orchestra of Europe. Creio que seja uma das barbadas do ano com relação aos prêmios de melhor gravação.

CD 1

01. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – I. Allegro di molto
02. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – II. Andante
03. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – III. Menuetto. Allegro molto- Trio
04. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – IV. Allegro con fuoco
05. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – I. Andante con moto – Allegro un poco agitato – Assai animato –
06. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – II. Vivace non troppo
07. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – III. Adagio
08. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – IV. Allegro vivacissimo – Allegro maestoso assai

CD 2

01. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – I. Sinfonia – Maestoso con moto – Allegro
02. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – I. Sinfonia – Allegretto un poco agitato
03. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – I. Sinfonia – Adagio religioso
04. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – II. Chorus Alles, was Odem hat, lobe den Herrn
05. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – II. Chorus Lobe den Herrn, meine Seele
06. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – III. Recitative Saget es, die ihr erlöst seid durch den Herrn
07. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – III. Aria Er zählet unsre Tränen
08. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – IV. Chorus Sagt es, die ihr erlöst seid
09. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – V. Duet & Chorus Ich harrete des Herrn – Wohl dem, der seine Hoffnung setzt
10. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – VI. Stricke des Todes hatten uns umfangen
11. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – VII. Chorus Die Nacht ist vergangen
12. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – VIII. Chorale Nun danket alle Gott
13. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – IX. [Duet] Drum sing’ ich mit meinem Liede ewig dein Lob
14. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – X. Chorus Ihr Völker, bringet her dem Herrn Ehre und Macht!

CD 3

01. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – I. Allegro vivace
02. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – II. Andante con moto
03. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – III. Menuetto. Con moto moderato
04. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – IV. Saltarello. Presto
05. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – I. Andante – Allegro con fuoco
06. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – II. Allegro vivace
07. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – III. Andante
08. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – III. Recitative
09. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – IV. Chorale Ein feste Burg ist unser Gott

Karina Gauvin – Soprano
Regula Mühlemann – Soprano
Daniel Behle – Tenor
RIAS Kammerchor
Chamber Orchestra of Europe
Yannick Nézet-Séguin – Conductor

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Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino, Piano e Cordas e outras obras para Piano e Orquestra

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino, Piano e Cordas e outras obras para Piano e Orquestra

R-9318482-1478503415-8776.jpegEstas obras de Mendelssohn são obras de juventude, quando ele mal tinha completado 14 anos. Mas não se deixem iludir pela idade. O jovem Felix já era um compositor conhecido, e estas obras mostram que o rapaz tinha talento desde cedo. Classifiquei anteriormente este CD como IM-PER-DÍ-VEL e repito: este CD é IM-PER-DÍ-VEL. Podem baixar à vontade e ouçam com atenção. Obras de juventude geralmente são alegres, cheias de energia, e estas não são diferentes. O Concerto para Violino e Piano mostra um grande virtuosismo em sua escrita, e o cabeludo Ronald Brautigam não deixa por menos, toca com energia e vitalidade, muito bem acompanhado por uma violinista chamada Isabelle Van Keulen, que eu desconhecia até então. A Nieuw Sinfonietta Amsterdam é excelente, principalmente suas cordas, que dão um show no Concerto.

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino, Piano e Cordas e outras obras para Piano e Orquestra

01 – Concerto in D minor for Violin Piano and String Orchestra – Allegro
02 – Concerto in D minor for Violin Piano and String Orchestra – Adagio
03 – Concerto in D minor for Violin Piano and String Orchestra – Allegro Molto
04 – Capriccio brillant, Op 22, for Piano and Orchestra – Andante – Allegro con fucco
05 – Rondo brillant, Op. 29, for Piano and Orchestra
06 – Serenade and Allegro giocoso, Op. 43 for Piano and Orchestra – Andante

Ronald Brautigam – Piano
Isabelle Van Keulen – Violino
Nieuw Sinfonietta Amsterdam
Lev Markiz – Condutor

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Ronald Brautigam, o cabeludão
Ronald Brautigam, o cabeludão

FDP Bach

Felix Mendelssohn Bartholdy – The Hebrides, Op.26 (Fingal’s Cave), Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish’ – Bernstein, Israel Philharmonic Orchestra

51FsQ-+DVAL._SS500Se vivo fosse, Leonard Bernstein estaria comemorando seus 100 anos de idade neste ano de 2018. Mas viveu intensamente seus setenta e dois anos de vida. Foi o mais influente dos regentes norte americanos do século XX. Energia e vibração é o que sentimos quando ouvimos suas gravações.

Serão muitas as homenagens que prestaremos a ele aqui no PQPBach até a data de seu aniversário, que será comemorado no dia 25 de agosto.

Hoje trago sua incursão nas sinfonias de Mendelssohn, já no final de sua vida, regendo a Filarmônica de Israel. Serão dois cds belíssimos, pulsantes, cheios de energia e alegria, como deve ser ouvida a música de Mendelssohn.

O CD começa com a belíssima Abertura ‘As Hébridas’, composta quando da viagem do autor a Escócia. Trata-se de um arquipélago formado por algumas ilhas, situadas no norte da Escócia. e em uma destas ilhas temos a ‘Caverna de Fingal’ conhecido ponto turístico da região. Em seguida a esta Abertura, temos a magnífica Terceira Sinfonia, intitulada “Escocesa” . É uma obra prima, um marco da sinfonia romântica alemã. E nas mãos de Bernstein torna-se ainda mais brilhante.

Felix Mendelssohn Bartholdy – The Hebrides, Op.26 (Fingal’s Cave), Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish

01. The Hebrides, Op.26 (Fingal’s Cave), Allegro moderato
02. Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish’, 1. Andante con moto
03. Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish’, 2. Vivace non troppo
04. Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish’, 3. Adagio
05. Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish’, 4. Allegro vivacissimo

Israel Philharmonic Orchestra
Leonard Bernstein – Conductor

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Fingals_cave_entrance_staffa
A magnífica Gruta de Fingal, nas Hébridas, paisagem que inspirou Mendelssohn a compor uma de suas obras primas.

FDP

History of the Sacred Music – 19th and 20th centuries – Les Temps Modernes: vol. 25/26/27/28

BOOKLET_FRONTHarmonia Mundi: História da Música Sacra

19th and 20th centuries

Les Temps Modernes: vol. 25/26/27/28

 

 

 

 

CD25_FRONTHistory of the Sacred Music vol 25
Missa Solemnis op. 123 en Ré majeur
Ludwig van Beethoven (1770-1827)
La Chapelle Royale
Collegium Vocale
Orchestre des Champs Élysées
Herreweghe, Philippe (Dir)

 

 

 

CD26_FRONTHistory of the Sacred Music vol 26
Various motets
Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847)
RIAS Kammerchor. Maestro Marcus Creed
Marcus Creed (Dir)

5 motetts
Anton Bruckner (1824-1896) 
La Chapelle Royale
Collegium Gent
Ensemble Musique Oblique
Herreweghe, Philippe (Dir)

 

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – vols. 25 + 26
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BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – vols. 25 + 26
MP3 | 320 kbps | 332 MB

 

CD27_FRONTHistory of the Sacred Music vol 27
Messe en Sol majeur (1939) & Motets
Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847)
RIAS Kammerchor.
Marcus Creed (Dir)

Mass: A Theatre Piece for Singers, Players and Dancers (part 1/2)
Leonard Bernstein (1918 – 1990)
Deutsches Symphonie & Orchester Berlin
Pacific Mozart Ensemble
Rundfunkchor Berlin
Kent Nagano (dir)

CD28_FRONTHistory of the Sacred Music vol 28
Mass: A Theatre Piece for Singers, Players and Dancers (part 2/2)
Leonard Bernstein (1918 – 1990)
Deutsches Symphonie & Orchester Berlin
Pacific Mozart Ensemble
Rundfunkchor Berlin
Kent Nagano (dir)
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BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – vols. 27 + 28
XLD RIP | FLAC | 608 MB

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MP3 | 320 kbps | 330 MB

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VOL. 30: Encarte e letras dos 29 CDs – 4,6 MB – AQUI – HERE

Boa audição!

Avicenna

 

History of the Sacred Music – Great Oratorios: vol. 11/12: Palestrina, Cain overo Il primo omicidio + vol. 13/14: Handel, Messiah + vol. 15/16: Mendelssohn, Paulus

ahjagfhaHistória da Música Sacra
Grandes oratorios
vol. 11/12: Palestrina, Cain overo Il primo omicidio
vol. 13/14: Handel, Messiah
vol. 15/16: Mendelssohn, Paulus

O oratório ou oratória é uma espécie de obra musical não somente instrumental, mas fundamentalmente cantada. Seu teor é essencialmente narrativo. Nesta composição interagem cantores que executam solos vocais, vozes em coro e uma orquestra. Este gênero é similar à ópera, tanto no que tange às categorias que dele participam, quanto na utilização de árias e recitais, mas enquanto as criações operísticas são apresentadas principalmente através do viés interpretativo, esta modalidade não exige encenações dramáticas.

Este gênero pode ter como tema a esfera espiritual ou questões mundanas; normalmente, porém, as questões enfocadas no oratório são extraídas das Escrituras Sagradas. Esta expressão provém da Congregação do Oratório, atualmente conhecida como Confederação do Oratório, uma comunidade de apóstolos criada em 1565, na cidade de Roma, por São Filipe Néri. Aí eram produzidos espetáculos de música sacra, no período que transcorreu de 1571 a 1594.

A musicalidade exercitada nesta sociedade deu impulso ao nascimento dos oratórios na forma como são produzidos nos dias atuais. A primeira temática abordada por eles foi a Paixão de Cristo, que ainda hoje é o tema dileto de seus criadores. A obra clássica neste gênero é, sem dúvida, a Paixão segundo São Mateus, de Johann Sebastian Bach.

Em meados do século XVII os oratórios de temática religiosa passaram por um processo de secularização. Prova desta inclinação contextual são as constantes execuções em recintos laicos, mais particularmente nos espaços cortesãos e em teatros públicos. Eles eram elaborados em torno de questões como a Criação, a trajetória de Jesus, a jornada de um herói clássico ou profetas da Bíblia.

A maior parte dos produtores de oratórios eram igualmente famosos por suas criações operísticas. Adotando o hábito desenvolvido na elaboração das óperas, eles passaram a editar libretos também para este gênero musical. Assim que os coros foram reduzidos, eles começaram a investir nas árias e também nas cantoras, que passam a desempenhar o papel masculino nos recitais. Monteverdi é o responsável pelo primeiro oratório de natureza profana, Il Combattimento di Tancredi e Clorinda.

O oratório foi cultivado com maior ênfase na era Barroca; neste período os autores mais célebres são Georg Friedrich Handel, que compôs O Messias e Judas Maccabeus, além de obras seculares; Johann Sebastian Bach, autor das paixões; e Vivaldi, que se consagrou com Juditha Triumphans. Na fase clássica destacou-se Franz Joseph Haydn, com As Estações. No Romantismo esta modalidade teve um papel secundário, mesmo assim não se pode esquecer de A Infância de Cristo, de Hector Berlioz.

Este gênero nasceu na Itália, de diálogos sagrados, que nada mais eram que conformações de passagens bíblicas transcritas para o latim. Eles eram tecidos por meio de uma narração intensa, perpassada por uma carga dramática e pelos poucos diálogos entre os personagens dos temas abordados pelos autores. (http://www.infoescola.com/musica/oratorio/)

Harmonia Mundi: História da Música Sacra
Great Oratorios

History of the Sacred Music vol. 11_ Great Oratorios (1)Cain overo Il primo omicidio, oratorio a 6 voci, 1707
History of the Sacred Music vol 11 + vol 12
Alessandro Scarlatti (Italy, 1660 – 1725)
Akademie für Alte Musik Berlin
Maestro René Jacobs, 1997

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History of the Sacred Music vol. 13_ Great Oratorios (3)Messiah, 1741
History of the Sacred Music vol. 13 + vol. 14
Georg F. Händel (Germany/England, 1685 – 1759)
Les Arts Florissants
Maestro William Christie , 1993

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History of the Sacred Music vol. 15_ Great Oratorios (5)Paulus, oratorio op. 36, 1836
History of the Sacred Music vol. 15 + vol. 16
Felix Mendelssohn-Bartholdy (Germany, 1809-1847)
La Chapelle Royale & Collegium Vocale
Orchestre de Champs-Élisées
Maestro Philippe Herreweghe, 1995

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Encarte e letras dos 29 CDs – 4,6 MB – AQUI – HERE

Boa audição.

ahjagfha

 

 

 

 

 

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Avicenna

The Classical Clarinet (Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

The Classical Clarinet (Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

Esse é um CD imperdível. Para começar a brincadeira, Poulenc. Por experiência própria, posso dizer que essa sonata é difícil pra caramba. Exige muita técnica do clarinetista, que é claro é muito bom.  A sonata de Saint-Saens tem um daqueles temas que entram na sua cabeça e não saem mais. Saens opta por não mostrar o lado mecânico do instrumento, mas sim o lado melódico. Tanto é que até para o piano é fácil.

Quase todos os compositores são do século 20, o que deixa a coisa muito legal. Ouvindo o CD vc tem a nítida impressão de que os compositores querem tirar ao máximo do instrumento, seja melodicamente, seja mecanicamente.

Enfim. Ouça e depois diga o que achou do disco. Boa audição,

The Classical Clarinet ( Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

CD1
Francis Poulenc – Sonata for Clarinet and Piano
01 – Allegro Tristamente
02 – Romanzza
03 – Allegro com Fuoco
Claude Debussy – Première Rapsodie for Clarinet and Piano
04 – Lento, Moderement animé, Scherzando anime
Camille Saint-Säens – Sonata for Clarinet and Piano
05 – Allegreto
06 – Allegro Animato
07 – Lento
08 – Molto Allegro – Allegreto
Henri Büsser – Pastorale
09 – Andante – Allegro
Igor Stravinsky – Three pieces for Clarinet Solo
10 – Molto Tranquillo
11 – Vivace
12 – Vivacíssimo
Bohuslav Martinu – Sonatina for Clarinet and Piano
13 – Moderato
14 – Andante
15 – Poco Allegro
Malcolm Arnold – Sonatine for Clarinet and Piano
16 – Allegro com Brio
17 – Andantino
18 – Furioso

CD2
Carl Maria Von Weber- Grand Duo Concertanto
01 – Allegro con Fuoco
02 – Andante con Moto
03 – Rondo – Allegro
Harald Genzmer – Sonatine, for Clarinet and Piano
04 – Lento – Allegro
05 – Adagio
06 – Vivace
Robert Schumann – Fantasiestück for Clarinet and Piano
07 – Zart und Mit Asdruck
08 – Lebhaft
09 – Rash und mit Feuer
Alban Berg – Vier Stücke
10 – Mässig
11 – Sehr Langsam
12 – Sehr Rasch
13 – Langsam
Felix Mendelssohn-Bartholdy – Sonata for Clarinet and Piano
14 – Adagio – Allegro Moderato
15 – Andante
16 – Allegro Moderato

Henk de Graaf, Clarinet
Daniel Wayenberg, Piano

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Como não colocar uma foto de Henk de Graaf?
Como não colocar uma foto de Henk de Graaf?

Gabriel Clarinet

Mendelssohn (1809-1847), Hartmann (1905-1963), Respighi (1879-1936), Schubert (1797-1828): Obras para Violino e Orquestra

Mendelssohn (1809-1847), Hartmann (1905-1963), Respighi (1879-1936), Schubert (1797-1828): Obras para Violino e Orquestra

Tive a incrível sorte de conhecer Sebastian Bohren ao ir assistir a um recital de violino e piano no Piano Salon Christophori, em Berlim. Fiquei boquiaberto com o som e a musicalidade do suíço. Neste CD, ele dá um banho de competência e ecletismo ao trafegar de Mendelssohn a Hartmann, de Schubert a Respighi, juntamente com os excelentes camaristas da Chaarts Chamber Artists. O som e a classe de Bohren são realmente dignas de nota. O cara tem a nobreza musical e sonora instaladas. O repertório é raro e ótimo, mas a minha impressão é a de que ele poderia tocar qualquer coisa que eu ia ficar admirando, todo babado. E é um cara simples, simpático, acessível, modesto. Nobre.

Mendelssohn: Konzert für Violine d-moll
1. Allegro
2. Andante
3. Allegro

Hartmann: Concerto funèbre (für Violine und Streichorchester)
1. Introduktion: Largo
2. Adagio
3. Allegro di molto
4. Choral: Langsamer Marsch

Respighi Antiche Danze ed Arie per Liuto (Alte Tänze und Arien für Laute): Suite Nr. 3
1. Italiana: Andantino
2. Arie di corte: Andante cantabile
3. Siciliana: Andantino
4. Passacaglia: Maestoso

Schubert: Rondo A-Dur D 438 (für Violine und Streichorchester)
1. Adagio – Allegro giusto

Sebastian Bohren, violino
Chaarts Chamber Artists

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Bohren: um trabalho excepcional.
Bohren: um trabalho excepcional.

PQP

Martha Argerich & Friends – Live in Lugano 2006

61MN6X3XqaL._SS500Estive pensando com meus botões e tentando lembrar o que estava fazendo em 2006, um ano após uma mudança de cidade que fiz, o que ocasionou um desvio de rota em minha vida. Lembrei então que foram dois anos bem difíceis e complicados, desempregado, e os empregos que conseguia eram apenas bicos que ajudavam a quebrar um galho. A situação começou a melhorar em 2008, mas isso já é outra história.
O maravilhoso Quarteto com Piano op. 47 de Schumann abre esta caixa. O terceiro CD entra um pouco mais no século XX com uma sonata de Schnittke e um Concerto para Violoncelo até então totalmente desconhecido para mim, de Friedrich Gulda.
Divirtam-se.

Cd 1

01. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 1. Sostenuto assai
02. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 2. Scherzo
03. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 3. Andante cantabile
04. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 4. Finale. Vivace

Martha Argerich, Renaud Capuçon, Lida Chen, Gautier Capuçon

05. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 1. Allegro assai vivace
06. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 2. Allegretto scherzando
07. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 3. Adagio
08. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 4. Molto allegro e vivace

Gabriela Montero, Gautier Capuçon

09. Schumann Fantasiestucke, for flugelhorn and piano, op.73 – 1. Zart und mit A
10. Schumann Fantasiestucke, for flugelhorn and piano, op.73 – 2. Lebhaft, leicht
11. Schumann Fantasiestucke, for flugelhorn and piano, op.73 – 3. Rasch und mit

Martha Argerich, Sergei Nakariov

CD 2

01. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 1. Mit Energie und Leidenschaft
02. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 2. Lebhaft, doch nicht zu rasch
03. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 3. Langsam, mit inniger Empfindung
04. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 4. Mit Feuer

Nicolas Angelich, Renaud Capuçon, Gautier Capuçon

05. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 1. Introduzione. Adagio mesto – Al
06. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 2. Scherzo
07. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 3. Largo
08. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 4. Finale. Allegro vivace

Lilya Zilberstein, Dora Schwarzberg, Lucy Hall, Nora Romanoff-Schwasberg, Jorge Bosso

CD 3

01. Debussy Nocturnes, for 2 pianos (trans.Ravel) – 1. Nuages
02. Debussy Nocturnes, for 2 pianos (trans.Ravel) – 2. Fetes

Sergio Tiempo, Karin Lechner

03. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 1. Andante
04. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 2. Allegretto
05. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 3. Largo
06. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 4. Allegretto scherzando

Alissa Margulis, Polina Leschenko

07. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 1. Overture
08. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 2. Idylle
09. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 3. Cadenza
10. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 4. Menuet
11. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 5. Finale alla marcia

Gautier Capuçon – Cello
Members of The Orchestra della Svizzera Italiana
Alexander Rabinovich-Barakovsky

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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FDP

Felix Mendelssohn (1809-1847): Complete music for cello and piano

Felix Mendelssohn (1809-1847): Complete music for cello and piano

O elegante e contido Mendelssohn foi um grandíssimo mestre, mas viu-se prejudicado pelo descabelamento romântico da Europa continental. O mais clássico dos românticos tornou-se moda foi na Inglaterra vitoriana que acolheu compreensivamente sua música em meio ao fog. Esta gravação é um primor, captando perfeitamente o clima inspirado e emocional de que o compositor tanto prezava. Essas peças são bem mais simples e menos densas do que as sonatas de Brahms e podem ser tocadas por amadores talentosos. Parecem pertencer ao domínio da música doméstica, sem se esforçar para obter grandes efeitos. Como não gostar de Mendelssohn?

Felix Mendelssohn (1809-1847): Complete music for cello and piano

Cello Sonata No 1 in B flat major Op 45[21’44]
1 Allegro vivace[9’09]
2 Andante[6’09]
3 Allegro assai[6’26]

4 Variations concertantes Op 17[9’21]

Cello Sonata No 2 in D major Op 58[25’40]
5 Allegro assai vivace[8’10]
6 Allegretto scherzando[5’52]
7 Adagio[4’34]
8 Molto allegro e vivace[7’04]

9 Assai tranquillo[2’01]

10 Lied ohne Worte Op 109[5’08]

Richard Lester, cello
Susan Tomes, piano

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Mendelssohn sem pente.
Mendelssohn sem pente.

PQP

Felix Mendelssohn (1809-1847): Symphony No. 5 & Overtures

Felix Mendelssohn (1809-1847): Symphony No. 5 & Overtures

Na minha opinião, a Sinfonia Nº 5, A Reforma, é uma obra-prima. É bachiana, luteraníssima e decididamente antiquada para o jovem romantismo vivido na época de Mendessohn. Ela foi composta em 1830 e estreada em novembro de 1832 em Berlim. A sinfonia foi composta em homenagem ao tricentenário da apresentação da Confissão de Augsburgo. Tal Confissão constitui a primeira exposição oficial dos princípios da luteranismo ou do protestantismo, e sua apresentação ao Imperador Carlos V, em junho de 1530, foi o ponto de início da Reforma Protestante. Na verdade, é a segunda de suas cinco sinfonias, mas foi publicada apenas em 1868, 21 anos após a morte de Mendelssohn. Por isso, ganhou o número 5. Muito interpretada, atualmente goza de maior popularidade do que durante a vida do compositor.

Felix Mendelssohn (1809-1847): Symphony No. 5 & Overtures

1 Overture: Ruy Blas 7:17
2 Overture: Calm Sea And Prosperous Voyage 11:48

Symphony No 5, ‘Reformation’ (28:04)
3 i. Andante – Allegro Con Fuoco 11:00
4 ii. Allegro Vivace 4:46
5 iii. Andante 3:36
6 iv. Choral: Ein’ feste Burg Ist Unser Gott: Andante Con Moto – Allegro Maestoso 8:42

London Symphony Orchestra
Sir John Eliot Gardiner

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Martinho Lutero traduzindo a Bíblia do Latim para o Alemão, de Gustav König (1808-1869).
Martinho Lutero traduzindo a Bíblia do Latim para o Alemão, de Gustav König (1808-1869).

PQP

Mendelssohn: As Hébridas, Op. 26 / Sibelius: Concerto para violino, Op. 47 / Tchaikovsky: Sinfonia #6, “Patética”

Mendelssohn: As Hébridas, Op. 26 / Sibelius: Concerto para violino, Op. 47 / Tchaikovsky: Sinfonia #6, “Patética”
Masur
Masur

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Saber de onde saíram estas gravações juntadas a partir de mais de um CD? Tarefa impossível. Mas em verdade vos digo: são registros absolutamente entusiasmantes, sensacionais, estimulantes. O que faz Sergey Khachatryan, uma das preferências mais radicais deste que vos escreve, no Concerto de Sibelius? Putz, onde encontrar uma gravação melhor deste concerto? E para ser melhor ainda, é tudo AO VIVO. Olha, o Mendelssohn inicial e o Sibelius são para se ouvir de joelhos, o Tchai já está mais para a normalidade. Confiram e me digam se não tenho razão.

Mendelssohn: As Hébridas, Op. 26 /
Sibelius: Concerto para violino, Op. 47 /
Tchaikovsky: Sinfonia #6, “Patética”

Felix Mendelssohn (1809-1847) – A Abertura “As Hébridas”, Op. 26
1. A Abertura “As Hébridas” em E menor, Op. 26

Jean Sibelius (1865 – 1957) – Concerto para violino, Op.47
2. Allegro moderato
3. Adagio di molto
4. Allegro, ma non tanto

Piotr Ilytch Tchaikovsky (1840-1893) – Sinfonia No. 6, Op. 74 – “Patética”
5. Adagio – Allegro non troppo
6. Allegro con grazia
7. Allegro molto vivace
8. Finale — Adagio lamentoso

Sergey Khachatryan, violin
New York Philharmonic
Kurt Masur, conductor

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Sergey Khachatryan: esse toca pra caraglio.
Sergey Khachatryan: esse toca pra caraglio.

PQP

J.S.Bach (1685-1750): Sinfonia da Cantata BVW 42, Concerto para 2 violinos, Concerto de Brandenburgo Nº 1 / Felix Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Nº 5 “Reforma”

J.S.Bach (1685-1750): Sinfonia da Cantata BVW 42, Concerto para 2 violinos, Concerto de Brandenburgo Nº 1 / Felix Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Nº 5 “Reforma”
Koopman exalta os músicos finlandeses. Justo.
Koopman exalta os músicos finlandeses. Justo.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Certamente, este não é um CD regular, desses que você encontra na loja e compra. É um pirata da mais alta qualidade. É o registro de um concerto ao vivo no qual o grande Ton Koopman rege um repertório extraordinariamente bem bolado. O som — excelente, se considerarmos a situação — deve ter sido capturado através da Rádio Estatal Finlandesa, uma das mais ouvidas por PQP Bach em seu micro. Uma joia. Ao lado de obras de Bach, Koopman programou a Sinfonia Nº 5 de Mendelssohn, composta para as comemorações dos 300 anos da Reforma Protestante (1832).

Assim como Bach fazia em suas Cantatas, a Sinfonia de Mendelssohn está cheia de citações a hinos luteranos. Por exemplo, no primeiro movimento, a introdução lenta e solene, que alterna metais e cordas em pianíssimo, apresenta o Amen de Dresden, tema retirado da liturgia luterana do século XVIII da região da Saxônia. É contrastado por um vigoroso Allegro con fuoco e ao final é reapresentado o Amen de Dresden, que termina em grande agitação com um acorde menor se transformando em maior. E o último movimento é uma fantasia sobre o coral de Lutero Ein’ feste Burg ist unser Gott, o chamado Hino da Reforma, utilizado por Bach em sua maior Cantata, a BWV 80.

Minha opinião diverge cordialmente da de meu colega Carlinus: esta é a maior e mais importante Sinfonia de Mendelssohn e não a preferida dele, a de Nº 4, “Italiana”. Mas não vamos brigar por isso, de modo algum. É questão de gosto. Também não brigaremos sobre a competência de Ton Koopman, notável cravista, organista e regente.

J.S.Bach (1685-1750): Sinfonia da Cantata BVW 42, Concerto para 2 violinos, Concerto de Brandenburgo Nº 1 / Felix Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Nº 5 “Reforma”

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
1. Sinfonia from Cantata BWV 42

2. Concerto in D Minor for Two Violins, BWV 1060
Allegro
Adagio
Allegro

3. Brandenburg concerto No. 1 in F major, BWV 1046
(Without tempo indication)
Adagio
Allegro
Menuetto – Trio I – Polacca – Trio II

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847)
4. Sinfonia No. 5 em Ré maior, Op. 107 – “Da Reforma”
Andante – Allegro com fuoco
Allegro vivace
Andante
Andante com moto – Allegro vivace – Allegro maestoso

Finnish Radio Symphony Orchestra
Ton Koopman, regente
Taija Kilpiö, violino
Emma Vähälä, violino

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Koopman calando a boca de todos.
Koopman calando a boca de todos.

PQP

Felix Mendelssohn (1809-1847): The Piano Trios / Works for Cello & Piano

Felix Mendelssohn (1809-1847): The Piano Trios / Works for Cello & Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em janeiro deste ano de 2017, tive a felicidade de ver este trio em ação no Wigmore Hall interpretando o Notturno e os Trios Op. 99 e 100 de Schubert. Foi uma noite inesquecível. Quando começou o recital, eu e minha mulher — que é violinista de primeira linha — tomamos um susto. Quem eram aqueles caras tão perfeitos, integrados, cantantes, seguros e sem estrelismo, que valorizam cada nota? Bem, eram Lucy Gould (violino), Alice Neary (cello) e Benjamin Frith (piano). Comprei um CD deles no intervalo e soube que Lucy Gould era apenas a spalla da Chamber Orchestra of Europe e que seus dois companheiros eram no mesmo calibre. Seu trio já tem 25 anos. Minha mulher disse que foi o melhor Schubert que já ouviu na vida e o mesmo digo eu. No final, fui pedir autógrafos dos músicos no meu CD com os Trios de Mendessohn, este CD que lhes mostro. Devo ter dito coisas muito boas, porque ganhei as assinaturas de todos e, de Lucy — que toca num Guarnierius — , mais um CD com o Trio Arquiduque.

Felix Mendelssohn (1809-1847): The Piano Trios; Works for Cello & Piano

Piano Trio No. 1 in D minor, Op. 49
1 Molto allegro agitato 9:16
2 Andante con moto tranquillo 6:19
3 Scherzo 3:41
4 Finale 8:34

5 Variations Concertantes for Cello & Piano in D major, Op. 17 9:10

Piano Trio No. 2 in C minor, Op. 66
6 Allegro energico e con fuoco 10:46
7 Andante espressivo 6:39
8 Scherzo 3:33
9 Finale 7:34

10 Albumblatt for Piano in E minor, Op. 117 2:01

11 Song Without Words for Cello & Piano in D minor, Op. 109 4:53

The Gould Piano Trio

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São perfeitos. Têm até a mesma altura, fato que percebi quando os vi no Wigmore Hall.
São perfeitos. Têm até a mesma altura, fato que percebi quando os vi no Wigmore Hall.

PQP