Katia & Marielle Labèque – Sisters – CD 2 de 6

katia-marielle-labeque-sisters-2016O segundo CD do duo Labèque Sisters traz um repertório bem mais eclético, que vai de Tchaikovsky a Berio, passando por Brahms, Dvorák entre outros. Outro grande momento das irmãs, impecáveis em sua incrível capacidade de tocarem juntas como se fossem uma só.
Já trouxe em outra ocasião a gravação das Danças Húngaras de Brahms com essa dupla, mas já faz bastante tempo, então os links também já eram.

2.001. Tchaikovsky Swan Lake, Op.20, TH.12 – Arr. for piano duet – Russian dance
2.002. Brahms Hungarian Dance No.1 in G Minor, WoO 1 No.1 – for piano duet – Allegro molto
2.003. Brahms Hungarian Dance No.20 in E Minor, WoO 1, No.20 – Arr. for piano duet – Poco allegretto – Vivace
2.004. Brahms Hungarian Dance No.5 in G Minor, WoO 1 No.5 – for Piano Duet – Allegro – Vivace
2.005. Dvorák 8 Slavonic Dances, Op.72, B.147 – For Piano Duet – No.2 in E Minor (Allegretto grazioso)
2.006. Dvorák 8 Slavonic Dances, Op.46, B.83 – For Piano Duet – No.8 in G Minor (Presto)
2.007. Bizet Jeux d’enfants, Op.22 – 12 pieces for Piano duet – 11. Petit mari, petite femme
2.008. J. Strauss II Pizzicato Polka – for Piano Duet – Pizzicato Polka
2.009. J. Strauss II Auf der Jagd, Op.373 – for Piano Duet – Polka (Schnell)
2.010. Fauré Dolly Suite, Op.56 – for piano duet – 1. Berceuse
2.011. Poulenc L’Embarquement pour Cythère, valse-musette pour deux pianos FP 150
2.012. Milhaud Scaramouche – for 2 Pianos Op.165b – 3. Brazileira (Mouvement de samba)
2.013. Grainger Country Gardens (Handkerchief Dance) – Arr. for Piano Duet – Country Gardens (Handkerchief Dance)
2.014. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – I. Allegro ben ritmato e deciso, in B flat
2.015. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – II. Andante con moto e poco rubato, in C sharp minor
2.016. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – III. Allegro ben ritmato e deciso, in E flat minor
2.017. Stravinsky Three Easy Pieces (for Piano Four-Hands) – II. Waltz
2.018. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 5. Galop
2.019. Lutoslawski Variations on a Theme of Paganini – Arr. for two pianos – Variations on a Theme of Paganini
2.020. Berio Polka, for piano quatre-mains

Katia & Marielle Labèque – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

O Mestre Esquecido, Capítulo 3 (Debussy: Prelúdios, livro II – Milhaud: Saudades do Brasil – Antônio Guedes Barbosa)

BarbosaConvidamos os fãs do Mestre Esquecido a acompanharem o GRUPO “ANTÔNIO GUEDES BARBOSA” no Facebook.

Os capítulos dessa curta novela sobre o MESTRE Antônio Guedes Barbosa começam a minguar.

O CD da Connoisseur Society está esgotadíssimo, e o link ao lado leva a um exemplar usado pela bagatela de cento e quatro doletas. Mais ainda: ele jamais teria sido lançado no Brasil, não fosse uma ação entre clientes da Ticket Restaurante.

Sim, foi a TICKET RESTAURANTE – fiel depositária de estipêndios pagadores de coxinhas, tubaínas e churrascos gregos Brasil afora – e não a vontade das gravadoras, nem o clamor do público, a responsável pela iniciativa de distribuir esta gravação do genial pianista pessoense em seu país natal.

Se acham isso lamentável, saibam que o maravilhoso álbum triplo de Barbosa tocando as mazurcas de Chopin só chegou às praias de Pindorama graças à BOLSA DE VALORES DO RIO DE JANEIRO, que o distribuiu entre sua rapaziada como presente de final de ano.

Mas, claro, nada é tão ruim que não possa ser pior: quando encontrei este CD perdido numa loja de usados do Rio no ano passado, ele estava entre CDs do NETINHO e da BANDA BEIJO.

PQP, vida.

PQP, mundo.

PQP, vocês.

DEBUSSY: PRÉLUDES, LIVRE II – MILHAUD: SAUDADES DO BRASIL
ANTÔNIO GUEDES BARBOSA

CLAUDE-ACHILLE DEBUSSY (1862-1918)

Prelúdios para piano, Livro II

01 – No. 1, “Brouillards”
02 – No. 2, “Feuilles mortes”
03 – No. 3, “La Puerta del Vino”
04 – No. 4, “Les fées sont d’exquises danseuses”
05 – No. 5, “Bruyères”
06 – No. 6, “Général Lavine – eccentric”
07 – No. 7, “La terrasse des audiences du clair de lune”
08 – No. 8, “Ondine”
09 – No. 9, “Hommage à S. Pickwick Esq. P.P.M.P.C”
10 – No. 10, “Canope”
11 – No. 11, “Les tierces alternées”
12 – No. 12, “Feux d’artifice”

DARIUS MILHAUD (1892-1974)

Saudades do Brasil, Suíte para piano, Op. 67

13 – Parte 1, no. 1: “Sorocaba”
14 – Parte 1, no. 2: “Botafogo”
15 – Parte 1, no. 3: “Leme”
16 – Parte 1, no. 4: “Copacabana”
17 – Parte 1, no. 5: “Ipanema”
18 – Parte 1, no. 6: “Gávea”
19 – Parte 2, no. 7: “Corcovado”
20 – Parte 2, no. 8: “Tijuca”
21 – Parte 2, no. 9: “Paineras” (sic)
22 – Parte 2, no. 10: “Sumaré”
23 – Parte 2, no. 11, “Laranjeiras”
24 – Parte 2, no. 12, “Paysandu”

Antônio Guedes Barbosa, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

A julgar pelo gosto prevalente, Banda Beijo > Antônio Guedes Barbosa. Parabéns aos envolvidos.

A julgar pelo gosto prevalente, Banda Beijo > Antônio Guedes Barbosa.
Parabéns aos envolvidos.

 

Vassily Genrikhovich

 

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Milhaud / Bartók / Stravinsky / Khachaturian: Trios para Clarinete, Violino e Piano

Este é um CD que vale pelos Contrastes de Bartók. A redução da História do Soldado é boa, mas a versão original goleia. Posso estar enganado, mas as outras peças não me falaram muito, não. Só que Contrastes — que é dedicada originalmente a Benny Goodman — é tão pouco tocada e Bartók é um compositor tão perfeito que a gente fica feliz de poder ouvir e reouvir a peça. Um prato servido à francesa com um belo filé ali no meio, olha bem.

Milhaud / Bartók / Stravinsky / Khachaturian: Trios para Clarinete, Violino e Piano

Darius Milhaud (1892-1974) – Suite
01. Ouverture – Vif et gai
02. Divertissement – Animé
03. Jeu – Vif
04. Introduction et Final

Béla Bartók (1881-1945) – Contrasts
05. Verbunkos
06. Piheno
07. Sebes

Igor Stravinsky (1882-1971) – L’Histoire du Soldat, Suite
08. Marche du Soldat
09. Le violon du Soldat
10. Petit concert
11. Tango – Valse – Rag
12. Danse du Diable

Aram Khachaturian (1903-1978) – Trio
13. Andante con dolore
14. Allegro
15. Moderato

Michaela Paetsch Neftel, violin
Ralph Manno, clarinet
Liese Klahn, piano
(Ensemble Incanto)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Retrato de um Bartók quando jovem: sempre bom pra cacete

PQP

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Adams, Antheil, Bernstein, Gershwin, Hindemith, Milhaud, Stravinsky, Raskin: New World Jazz

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sim, sim, um disco extraordinário. Aqui, há várias lições: (1) John Adams ensina como o minimalismo pode ser mais legal sem vidro, (2) como uma orquestra formada por jovens jazzístas acompanhados por músicos eruditos rendem e exploram adequadamente a irreverência deste espetacular repertório, (3) como meu pai tinha razão ao dizer e repetir que da música do século XX, a mais ampla, ventilada, livre e bela fora o jazz e (4) como estão corretos aqueles músicos que olham para cá e para lá. Boa diversão!

Adams, Antheil, Bernstein, Gershwin, Hindemith, Milhaud, Stravinsky, Raskin:
New World Jazz

1. Adams · Lollapalooza 6:33
2. Gershwin · Rhapsodie in Blue 17:24 (Michael Tilson Thomas, piano)
3. Bernstein · Prelude, Fugue and Riffs 8:29
4. Milhaud · La creation du monde 17:54
5. Stravinsky · Ebony Concerto 9:32
6. Hindemith · Ragtime 3:22
7. Antheil · A Jazz Symphony 11:53
8. Raskin · The Bad and the Beautiful 3:47

New World Symphony
Michael Tilson Thomas

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

John Adams: aula máxima de minimalismo

PQP

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Sopros do Brasil: o Sexteto do Rio – obras de José Siqueira (1907-1985), Radamés Gnattali (1903-1988), Francisco Mignone (1897-1986), Ludwig van Beethoven (1770-1827), Darius Milhaud (1892-1974), Francis Poulenc (1899-1963) e Gordon Jacob (1895-1984) [link atualizado 2017]

Nas minhas navegações – e derivas – em meio ao oceano da internet, em busca de mais algum halo, uma luzinha no horizonte que me apontasse para mais uma obra de José Siqueira, me deparei com este belo conjunto de peças executado pelo Sexteto do Rio. José Siqueira tem lá uma faixinha em meio a outras vinte e duas, mas não custa ver tudo…

E o álbum é bem legal, além da siqueirana Brincadeira a Cinco, uma das que mais me agradou, há obras muito boas para sexteto de sopros (aqui por vezes acompanhado pelo piano de Heitor Alimonda): La cheminée du Roi René, de Milhaud, e a Sonatina a Seis, de Gnattali, são especialmente jocosas, divertidas, muito agradáveis. O conjunto todo é bem descontraído e tem um aspecto de diversão, de brincadeira, de descontração. Os músicos do Sexteto do Rio estão, mais do que executando música, divertindo-se, compartilhando bons momentos. e essa descontração é transmitida ao ouvinte e é cativante! Conjunto leve, gostoso de ouvir.

Booooom, muito bom! Ouça, ouça!

Sexteto do Rio
.

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
01. Trio para Flauta, fagote e piano – I. Allegro
02. Trio para Flauta, fagote e piano – II. Adagio
Darius Milhaud (1892-1974)
03. La cheminée du Roi René – I. Cortège
04. La cheminée du Roi René – II. Aubade
05. La cheminée du Roi René – III. Jongleurs
06. La cheminée du Roi René – IV. Maosinglade
07. La cheminée du Roi René – V. Chasse au Valabre
08. La cheminée du Roi René – VI. Madrigal Nocturne
09. Sonata para flauta, oboé, clarineta e piano – I. Tranquille
10. Sonata para flauta, oboé, clarineta e piano – II. Joyeux
11. Sonata para flauta, oboé, clarineta e piano – III. Emporté
12. Sonata para flauta, oboé, clarineta e piano – IV. Douloureux
Francis Poulenc (1899-1963)
13. Sextuor – I. Allegro Vivace
14. Sextuor – II. Allegro Vivace
15. Sextuor – III. Finale
Francisco Mignone (1897-1986)
16. Sexteto 1970
Gordon Jacob (1895-1984)
17. Elegiac e Scherzo – I. Elegiac
18. Elegiac e Scherzo – II. Scherzo
José Siqueira (1907-1985)
19. Brincadeira a Cinco
Radamés Gnattali (1903-1988)
21. Sonatina a seis – I. Allegro
22. Sonatina a seis – II. Saudoso
23. Sonatina a seis – III. Ritmado

Sexteto do Rio
Celso Woltzenlogel,flauta
Paolo Nardi, oboé
Kleber Veiga, oboé
José Cardoso Botelho, clarineta
Noel Devos, fagote
Zdenek Svab, trompa
Heitor Alimonda, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (150Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

…Mas comente… escreva-me umas linhas amigas…

Bisnaga

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Nazareth (1863-1934) & Milhaud (1892-1974) – BRASIL

(Post revalidado por PQP)

Ernesto Nazareth foi um pianista e compositor brasileiro, considerado um dos grandes nomes do “tango brasileiro” ou, simplesmente, choro. Influenciou muitos compositores, do popular ao erudito. Milhaud é um dos muitos compositores influenciados pela música de Nazareth.

Os quase dois anos de residência de Milhaud no Brasil (1917-1918) foram de extrema importância para sua música. Milhaud escreveu o seguinte sobre seu encontro com a música brasileira:

Os ritmos dessa música popular me intrigavam e me fascinavam. Havia uma suspenção imperceptível nas síncopes, uma respiração despreocupada, uma pausa leve que achei muito difícil de dominar. Comprei então uma quantidade de maxixes e de tangos; fiz um esforço para tocá-los em seus ritmos sincopados que passam de uma mão para a outra. Meus esforços foram recompensados e eu podia finalmente expressar e analizar esse “pequeno nada” tão tipicamente brasileiro. Um dos melhores compositores desse gênero musical, Nazareth, costumava tocar piano na frente da porta de um cinema na Avenida Rio Branco. Sua maneira fluida, impalpável e triste de tocar também me ajudou a conhecer melhor a alma brasileira.

Em 1918, enquanto Milhaud estava no Rio, Ernesto Nazareth tocava no Cinema Odeon, para o qual ele dedicara seu mais famoso tango. Milhaud não foi o único europeu a ouvir Nazareth e se maravilhar com suas criações. O pianista Artur Rubinstein visitou o Brasil no mesmo ano, e ficou igualmente impressionado.

Mesmo assim, quando Milhaud mencionou as fontes de Le Boeuf sur le Toit, não houve nenhuma palavra sobre Nazareth e seus tangos, usados pelo compositor francês em sua peça mais conhecida.

Fonte: Crônicas Bovinas
Uma análise detalhada sobre a obra Le Boeuf Sur Le Toit e as
melodias brasileiras usadas na música mais popular de Milhaud.
Pesquisa feita por Daniella Thompson – Extremamente interessante

.oOo.

Nazareth & Milhaud – Brasil

Nazareth – Tangos

01 Brejeiro (2:15)
02 Ameno Resedá (2:55)
03 Tenebroso (3:52)
04 Travesso (3:06)
05 Fon-Fon (2:57)
06 Batuque (4:18)
07 Cubanos (2:31)
08 Sarambeque (3:02)
09 Apanhei-te Cavaquinho (2:09)
10 Odeon (3:01)

Milhaud – Saudades do Brasil

11 Sorocaba (1:37)
12 Botafogo (1:56)
13 Leme (2:21)
14 Copacabana (2:31)
15 Ipanema (1:40)
16 Gávea (1:23)
17 Corcovado (1:58)
18 Tijuca (2:02)
19 Sumaré (1:50)
20 Paineiras (1:14)
21 Laranjeiras (1:06)
22 Paissandu (1:39)

Marcelo Bratke, piano

BAIXE AQUI / DOWNLOAD HERE

Strava

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Satie (1866-1925) – Milhaud (1892-1974) – Auric (1892-1983) – Françaix (1912) – Fetler (1920) [link atualizado 2017]

Este é um dos cds que mais tenho ouvido nos últimos dois anos, não entendo porque demorei tanto a compartilhá-lo com os amigos. Trata-se de um álbum com obras de compositores franceses compostas nos extremos do século XX, ou seja, início, com os Les Six Satie, Milhaud e Auric e final do século com Françaix e Fetler. Satie nos presenteia com seu balé Parade, música que mais tenho escutado já há um bom tempo. De Milhaud temos a polêmica e empolgante Le Boeuf Sur Le Toit, pantomima baseada em canções brasileiras. A alegre, ritmada e cheias de emoções Ouverture é uma das poucas peças de Auric que tive a oportunidade de ouvir. Completam o álbum dois compositores que eu nunca tinha ouvido falar, mas que me empolgaram bastante, Jean Françaix nos brinda com seu despretensioso e singelo, mas muito bonito Concertino para Piano e Orquestra e Paul Fetler com os Contrasts para Orquestra, obra que me surpreendeu bastante, com passagens rápidas e ritmadas, bem ao meu gosto. Enfim, um álbum que vale a pena ouvir.

Uma ótima audição!

.oOo.

Satie – Milhaud – Auric – Françaix – Fetler

Erik Satie
01 Parade (Ballet realiste on theme of Jean Cocteau) (14:27)
[1.1] Choral – Prélude du Rideau rouge – Prestidigitateur Chinois (5:16)
[1.2] Petite fille Americaine (3:51)
[1.3] Acrobates (2:56)
[1.4] Final – Suite au  “Prélude du Rideau rouge” (2:24)

Darius Mihaud
02 Le Boeuf Sur Le Toit (Ballet, after Jean Cocteau) (18:35)

Georges Auric
03 Ouverture (7:51)

Jean Françaix
Concertino for Piano and Orchestra

04 Presto leggiero (1:51)
05 Lent (1:44)
06 Allegretto: Rondeau (4:15)
Claude Françaix, piano
London Symphony Orchestra

Paul Fetler
Contrasts for Orchestra

07 Allegro con forza (4:03)
08 Adagio (5:24)
09 Scherzo: Allegro ma non troppo (3:52)
10 Allegro marciale – Presto (4:58)

Minneapolis Symphony Orchestra (hoje Minnesota Orchestra), Antal Dorati

BAIXE AQUI / DOWNLOAD HERE

Marcelo Stravinsky
Repostado por Bisnaga

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Darius Milhaud (1892 -1974): La création du monde, Le boeuf sur le toit

Conheço e gosto de Jazz. Não tanto quanto em outros tempos. Pois apreciava o gênero nos bares, com amigos e boas mulheres, com muita bebida e fumaça…Depois que esta bendita fase passou, sentar numa poltrona de vovô, com suco de laranja e canudo, está cada vez menos atraente, principalmente para a audição do bebop e suas ramificações. No entanto ainda aprecio muito o Jazz um pouco menos requintado, aquele anterior a formação camerística, das grandes orquestras e de maior alegria.

Dessa fase interessante do Jazz, o compositor francês Milhaud, nos anos de 1920, encontrou nos clubs noturnos do Harlem fonte riquíssima para sua mais importante e celebrada composição, La création de monde. Esta obra vai além do Ebony Concerto de Stravinsky na mistura desses dois mundos. Pois na obra pós-classicista do russo, só em poucos momentos, a música parece tangenciar o Jazz, já na Création do francês há núcleos de puro Jazz e alegria, como se a orquestra clássica fosse invadida por um grupo de arruaceiros que dão sentido a uma das mais tristes e tocantes aberturas da música clássica.

Depois dessa fascinante obra, encontramos Milhaud respirando o Brasil no seu Le bouef sur le toit. Essa música brasileiríssima dos maxixes do começo de século XX é um rondó dividido em 12 seções, cujos temas serão facilmente reconhecidos pelos ouvintes de outras épocas, de João Pernambuco, Catulo da Paixão Cearense,…Aliás quanto perdemos com a “sofisticação” da música popular brasileira. Nos 50 anos de Bossa Nova, o melhor resumo que encontrei para definir o que ela significa foi enviado por um primo por e-mail. Vejam se há melhor resumo da MPB do que esse ?

A gravação é excepcional (melhor que Bernstein) e as duas outras obras do disco que não comentei são também dignas de estarem aqui.

1. La Creation du monde, Op. 81
2. Le Boeuf sur le toit, Op. 58
3 – 10. Suite provencale, Op. 152b
11 – 18. L’Homme et son desir, Op. 48

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CDF

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Sob a influência do jazz – Gershwin, Milhaud, Ravel, Stravinski e Weill regidos por Bernard Herrmann

O CD (ex-LP) Classic Jazz, de 1966, traz uma série de obras “eruditas” muito influenciadas pelo jazz. A seleção é notável e a interpretação é sempre adequada: divertida, alegre e espalhafatosa. Um grande disco, sem dúvida.

A idéia deste trabalho foi do imenso Bernard Herrmann (1911-1975), o maior compositor de músicas para o cinema. Parceiríssimo de Alfred Hitchcock, Herrmann escreveu a trilha sonora de oito filmes: O terceiro tiro (1955), O homem que sabia demais (1956), O homem errado (1957), Um corpo que cai – Vertigo (1959), Intriga internacional (1959), Psicose (1960) e Os pássaros (1963). Herrmann foi o consultor de som de Marnie, confissões uma ladra (1964). Na realidade, Cortina rasgada também teve uma trilha musical composta por Herrmann. No entanto, Hitchcock queria música pop e desistiu da partitura de Herrmann, o que gerou uma boa briga e rompimento definitivo de uma parceria que rendeu o reconhecimento de críticos e público.

Mas não foi só isso. É de Herrmann a trilha de Taxi Driver (Scorsese), de Cidadão Kane (Welles) e de Fahrenheit 451 (Truffaut). Não, não é mole.

Aqui, ele torna-se regente de interessantes obras que nasceram a partir do jazz. Destaque para Rhapsody in Blue, para o Ragtime de Stravinski, para Milhaud – que aparece pela primeira vez neste blog – e para a divertida brincadeira de Ravel. Ou seja, quase tudo!

P.Q.P. Bach.

Classic Jazz

1. Rhapsody In Blue
Composição de George Gershwin
London Festival Orchestra
Stanley Black, piano e regência

2. The Threepenny Opera: Mack the Knife / Instead-of Song / The Good Life (Foxtrot) / Polly’s Song / Tango / The Bis Shots: Charleston
Composição de Kurt Weill
London Festival Orchestra [members of]
Bernard Herrmann

3. Ragtime
Composição de Igor Stravinsky
London Festival Orchestra [members of]
Bernard Herrmann

4. La Création du Monde
Composição de Darius Milhaud
London Festival Orchestra [members of]
Bernard Herrmann

5. Five O’Clock Foxtrot (de L’enfant et les sortilèges)
Composição de Maurice Ravel
London Philharmonic Orchestra
Bernard Herrmann

6. Variations on ‘I got rhythm’ (para piano e orquestra)
Composição de George Gershwin
London Festival Orchestra [members of],
David Parkhouse, piano
Bernard Herrmann

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!