W. A. Mozart (1756 – 1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 3 de 5

W. A. Mozart (1756 – 1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 3 de 5
The Miles Kendig Post 3

Wolfgang Amadeus Mozart Integral dos Concertos para Piano

Jenö Jandó

Esta postagem, a terceira de uma série de cinco, é dedicada à lembrança de Miles Kendig.

Amante da música de Mozart, Miles Kendig tem em sua musa e eterna namorada, Isobel von Schonenberg, uma companhia constante nos programas culturais. Após assistirem diversas vezes ao filme Elvira Madigan, instalou-se um debate sobre o trágico final. Inevitabilidade. Mas, há rumores que Miles queria mesmo ouvir a trilha sonora.

O universo de Miles Kendig
Jenö Jandó

Jenö Jandó, nosso guia por esta jornada aos Concertos para piano de Mozart é ótimo pianista húngaro. Versatilíssimo, ajudou a construir boa parte do catálogo da gravadora Naxos. O homem produziu a Integral das Sonatas para piano de Beethoven, de Haydn, de Schubert. O que Wilhelm Kempff fez para a Deutsche Grammophon, ele fez para a Naxos e sempre com competência e sensibilidade.

Acredito ainda que, deste período de construção do catálogo da Naxos, sua contribuição maior, mais duradoura, tem sido essa série de Concertos para Piano de Mozart. As gravações do Jenö Jandó, acompanhado pela Concentus Hungaricus, regida por Mátyás Antal ou András Ligeti, vale a nota e a divulgação. Todas as gravações foram feitas no Instituo Italiano de Budapeste, entre 1989 e 1991, com a produção de Ibolya Tóth.

A partir de 1781, quando Mozart se mudou para Viena, os concertos para piano ganharam um papel de destaque (ao lado das óperas) entre as suas composições. O concerto para piano era o veículo ideal para que ele se apresentasse como solista e compositor. Veja o que diz Stanley Sadie, no seu livro sobre Mozart: Os concertos para piano que Mozart compôs em Viena podem ser considerados como a sua maior realização na música instrumental. Eles representam um conjunto musical de qualidade e originalidade excepcionais, muito além dos concertos de seus predecessores ou de seus contemporâneos no que diz respeito à sua dimensão, riqueza temática e a relação sutil e altamente desenvolvida entre o solista e a orquestra.

Alguma informação sobre os concertos desta postagem:

J. C. Bach, por T. Gainsborough

Os Concertos No. 11, em fá maior, K. 413 e No. 12, em lá maior, K. 414 fazem parte de um conjunto de três, que inclui o Concerto No. 13, em dó maior, K. 415. O Concerto de No. 11 é o mais simples deles e o Concerto No. 12 o mais gracioso. Possivelmente este concerto foi composto enquanto Mozart soube da morte de Johann Christian Bach. No seu movimento lento, um Andante, Mozart usa um tema da abertura de uma ópera de Johann Christian.  São estes os concertos sobre os quais Mozart dizia nas cartas a seu pai serem uma média acertada entre o excessivamente fácil e o excessivamente difícil.

O Concerto No. 14, em mi bemol maior, K. 449 já faz parte de um segundo conjunto, agora de seis, e foi composto para uma aluna, Barbara Ployel. Apesar de sua orquestração ainda mais elaborada do que a dos anteriores, todos estes concertos também podiam ser interpretados com piano e quarteto de cordas. Essa possibilidade permitia maior divulgação das peças.

Desenho de B. Ployer

No início de 1875 Mozart compôs dois concertos para piano – os Concertos Nos. 20, em ré menor, K. 466 e No. 21, em dó maior, K. 467 não poderiam ser mais diferentes. O Concerto No. 21 ganhou o apelido Elvira Madigan por ter seu divino Andante como trilha sonora do filme cult de 1967 com este nome. Nesta gravação, Jenö Jandó usa cadenzas de Robert Casadesus.

No fim do ano 1785 Mozart ainda compôs o Concerto No. 22, em mi bemol maior, K. 482 na mesma época em que compunha As Bodas de Figaro. Este é o primeiro concerto a incluir clarinete na orquestração e o papel dos sopros na apresentação dos materiais temáticos é ainda mais importante. Nesta gravação, Jenö Jandó usa cadenzas de Johann Nepomuk Hummel. O concerto tem um ar despreocupado e expansivo com um andante na forma de variações e um finale com a típica música de caça. Lembre-se do primeiro movimento do Quarteto em K. 458, Quarteto da Caça.

Complete Piano Concertos – Volume 6

Concerto No. 22 em mi bemol maior, K. 482

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro – Andantino cantabile – Allegro

Concerto No. 11 em fá maior, K. 413

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Tempo di menuetto

Jenö Jandó, piano

Concentus Hungaricus & Mátyás Antal

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Complete Piano Concertos – Volume 2

Concerto para piano No. 21 em dó maior, K. 467 – ‘Elvira Madigan’

  1. Allegro maestoso
  2. Andante
  3. Allegro vivace assai

Concerto No. 12 em lá maior, K. 414

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegretto

Concerto No. 14 em mi bemol maior, K. 449

  1. Allegro vivace
  2. Andantino/Andante
  3. Allegro ma non troppo

Jenö Jandó, piano

Concentus Hungaricus & András Ligeti

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Espero que esta série de postagens lhe aproxime do legado maravilhoso que é a obra de Mozart, em particular de seus concertos para piano. Faça como Miles Kendig, ouça Mozart!

René Denon

W. A. Mozart (1756 – 1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 2 de 5

W. A. Mozart (1756 – 1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 2 de 5
The Miles Kendig Post 2

Wolfgang Amadeus Mozart Integral dos Concertos para Piano

Jenö Jandó

Esta postagem, a segunda de uma série de cinco, é dedicada à lembrança de Miles Kendig.

Em uma de suas intensas discussões com Yaskov, seu principal oponente enquanto esteve na ativa, Miles Kendig teria feito comentários desabonadores sobre os intérpretes russos da música de Mozart. É bem provável que tudo fazia parte de alguma grande trama para encobrir outras coisas. Pena que os registros sonoros desta elevada conversação não tenham sido claramente captados pela equipe de áudio da contraespionagem escalada para a ocasião. Afinal os dois se encontraram em uma praça só para dificultar o trabalho do pessoal. Por outro lado, os resultados do grupo de captação de imagens levam a crer que ambos concordam que Emil Gilels é um dos melhores intérpretes do Concerto No. 27 em si bemol maior, K 595.

Hopscotch – o universo de Miles Kendig
Jenö Jandó

Jenö Jandó, nosso guia por esta jornada aos Concertos para piano de Mozart é ótimo pianista húngaro. Versatilíssimo, ajudou a construir boa parte do catálogo da gravadora Naxos. O homem produziu a Integral das Sonatas para piano de Beethoven, de Haydn, de Schubert. O que Wilhelm Kempff fez para a Deutsche Grammophon, ele fez para a Naxos e sempre com competência e sensibilidade.

Acredito ainda que, deste período de construção do catálogo da Naxos, sua contribuição maior, mais duradoura, tem sido essa série de Concertos para Piano de Mozart. As gravações do Jenö Jandó, acompanhado pela Concentus Hungaricus, regida por Mátyás Antal ou András Ligeti, vale a nota e a divulgação. Todas as gravações foram feitas no Instituo Italiano de Budapeste, entre 1989 e 1991, com a produção de Ibolya Tóth.

Alguma informação sobre os concertos desta postagem:

O Concerto No. 7, em fá maior, K. 242 foi escrito para três pianos em 1776, comissionado pela Condessa Antonia Lodron, que seria a solista em companhia de suas duas filhas, Aloysia e Giuseppa. A parte destinada a filha mais nova é relativamente simples e em 1780 Mozart arranjou o concerto para dois pianos, a versão que temos aqui. Assim como no caso do Concerto No. 8, chamado Lützow, foi dedicado a pessoas de famílias nobres com importante posição social em Salzburgo. Estes concertos de Nos. 6, 7 e 8 são peças feitas para agradar ao público, obras típicas do estilo galante. Não deixe de notar o lindo diálogo entre os solistas no movimento lento e deleitar-se com essas lindas peças musicais. Há uma bonita gravação deste concerto feita com os solistas Leon Fleisher e sua mulher Katherine Jacobson Fleisher.

O Concerto No. 10, em mi bemol maior, K. 365 é para dois pianos e deve ter sido composto em 1779, pouco antes da mudança para Viena. O concerto é uma obra de vivacidade e charme, com muitos diálogos engenhosos. Ele deve ter sido interpretado por Mozart e sua irmã, Nannerl e também foi interpretado com Josephine von Auernhammer, sua primeira aluna em Viena. Há uma linda gravação feita por Emil Gilels e sua filha Elena Gilels que vale futura investigação.

O Concerto No. 9, em mi bemol maior, K. 271 destaca-se como um dos melhores desta fase inicial, mesmo se contarmos os primeiros concertos que Mozart compôs quando se mudou para Viena. Foi descrito por Charles Rosen (autor de o livro The Classical Style) como perhaps the first unequivocal masterpiece of the classical style. Masterpiece você sabe o que é… Apesar do apelido Jeunehomme, pois pensava-se que havia sido escrito para um jovem pianista frances que estaria visitando Salzburgo, o concerto foi escrito para Victorie Jenany. Ela era filha de Jean-Georges Noverre, dançarino francês, amigo de Mozart. Ele os conheceu em 1773, em uma visita a Viena. A moça deve ter sido uma pianista e tanto. O Andantino é um movimento sombrio em dó menor, particularmente notável. O concerto foi escrito por Mozart aos vinte e um anos e mostra sua maturidade artística.

Os Concertos No 15, em si bemol maior, K. 450 e No. 16, em ré maior, K. 451 foram escritos em 1784 para apresentações do próprio Mozart. Em carta de 26 de maio, para seu pai, ele fala desses dois concertos que fazem suar. No concerto No. 15 os sopros rebem um tratamento mais elaborado.  O Concerto No. 16 é em ré maior, uma tonalidade tradicionalmente brilhante, tem a orquestra acrescida de trompetes e tímpanos.

Palais Auersperg

Datado de 5 de janeiro de 1790, o Concerto No. 27, em si bemol maior, K. 595 deve ter sido estreado por Mozart em 4 de março de 1791, num concerto dado por ele e pelo clarinetista Joseph Beer. Se foi esse o caso, esta deve ter sido a última apresentação pública de Mozart. A outra possibilidade é de que o concerto tenha sido estreado por Barbar Ployer, aluna de Mozart, em janeiro de 1791 em um concerto no Palais Auersperg, um lindo palácio barroco que fica em Viena. Após este concerto, a única composição orquestral de Mozart seria o Concerto para Clarinete.

Complete Piano Concertos – Volume 10

Concerto No. 15 em si bemol maior, K. 450

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro

Concerto para dois pianos No. 7 em fá maior, K. 242 – ‘Londron’

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Rondeau: Tempo di Menuetto

Concerto para dois pianos No. 10 em mi bemol maior, K. 365

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Rondeau: Allegro

Jenö Jandó, piano

Dénes Várjon, piano

Concentus Hungaricus & Mátyás Antal

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Complete Piano Concertos – Volume 3

Concerto No. 9 em mi bemol maior, K. 271 – ‘Jeunehomme’

  1. Allegro
  2. Andantino
  3. Rondeau: Presto

Concerto No. 27 em si bemol maior, K. 595

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro

Jenö Jandó, piano

Concentus Hungaricus & András Ligeti

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Espero que esta série de postagens lhe aproxime do legado maravilhoso que é a obra de Mozart, em particular de seus concertos para piano. Faça como Miles Kendig, ouça Mozart!

René Denon

V O L O D O S – Piano Transcriptions

V O L O D O S – Piano Transcriptions

V O L O D O S

Piano Transcriptions

Este disco é um ultraje! TRANSCRIÇÕES – TRAIÇÕES? – TRADIÇÕES!!

É um disco para quem ama o som do piano, do grande, enorme instrumento que se tornou o piano.

Os principais personagens deste disco são Arcadi Volodos e Thomas Frost. O nome do primeiro está na capa e o do segundo, na contracapa.

Volodos, retrato do artista quando jovem!

Arcadi Volodos gravou este disco em 1996, o primeiro resultado de seu (exclusivo) contrato com a Sony Classical. Thomas Frost é um veterano produtor de discos que trabalhou com artistas como Horowitz, Eugene Ormandy, George Szell e Rudolf Serkin e produziu este disco.

Por que o disco é um ultraje? Ora, um disco que tem faixas como O Voo do Besouro e A Marcha Turca (de Mozart) tem uma grande chance de fazer torcer os narizes e de fazer franzir os cenhos de ouvintes mais puristas (digamos). Mas acreditem, esse disco vai além disso.

Transcrições soam como violações das sacrossantas vontades dos compositores e expressões hifenadas como Bach-Busoni, Bach-Siloti, Schubert-Liszt geram em certos setores grandes desconfianças. Mas as transcrições estão há muito enraizadas na cultura musical. Basta lembrar que Bach transcreveu música de Vivaldi, de Alessandro Marcelo, de Albinoni e até dele mesmo. Mozart arranjou umas fugas de Bach para trio de cordas, transcreveu sonatas de Johann Christian Bach para piano e orquestra. Mozart até reorquestrou o Messias de Handel.

Mas o que está mais próximo do que temos neste disco são as transcrições e arranjos feitos pelos virtuoses de piano e de violino para suas próprias apresentações. Liszt foi um precursor. Peças de Bach originalmente para órgão, Lieder de Schubert, óperas da época – tudo para piano. Inclusive as Sinfonias de Beethoven! Fritz Kreisler, compositor e violinista chegou a escrever música original, peças de encore, que atribuiu a outros compositores como se fossem transcrições, verdadeiros pastiches.

Assim, prepare-se para um programa repleto de excelente música, bastante diversificado, maravilhosamente executado e gravado! IM-PRE-NA-BLE! Um MUST!

A primeira peça, Carmen Variations, é um arranjo de Horowitz sobre o tema da ópera de Bizet. Conta o livreto que Volodos teve que tirar de ouvido a peça gravado em 1968 por Volodya.

A quarta faixa também tem a assinatura de Horowitz, que tinha a sua própria versão da Rapsódia Húngara No. 2, de Liszt.

Rachmaninov em ação!

Rachmaninov escreveu algumas canções e ele mesmo transcreveu duas delas para piano solo: Lilacs e Daisies. As faixas 2 e 3 são transcrições feitas para piano solo de outras duas canções de Rachmaninov – Utro (Manhã) e Melodiya (Melodia) – pelo próprio Volodos, tomando as transcrições já existentes como modelos. Rachmaninov, que além de compositor ganhava a vida como pianista, fez várias transcrições. Dia destes postaremos um lindo disco com algumas delas.

Nas faixas de 5 a 7 temos três transcrições feitas por Liszt de canções de Schubert: Litanei, Aufenthalt e Liebesbotschaft. O desafio é tocar não só o acompanhamento da canção original para piano, mas também a parte do cantor.

Chegamos na faixa 8, talvez a peça mais transcrita de todas: The Flight of the Bumblebee – O Vôo do Besouro. A peça original escrita por Rimsky-Korsakoff para orquestra (o cara era um bamba em orquestração, foi professor de Stravinsky…) teve versões para piano e violino, guitarra, flauta e acho que até para ukulele. A transcrição deste disco foi feita por um pianista húngaro, aluno de aluno de Liszt, que  demanda maior investigação, George Cziffra.

As faixas 9, 10 e 11 são transcrições autênticas. Prokofiev arranjou para piano música de seus balés e de peças orquestrais. Fez muito sucesso dez dos números de Romeu e Julieta transcritas para piano e ele repetiu a dose com música do balé Cinderela. Aqui temos uma Gavota, uma Dança Oriental e uma Valsa. Qualquer dia destes, postaremos um lindo disco com essas peças do  balé Romeu e Julieta.

Feinberg pensando: Quando esses caras do PQP vão postar uns disquinhos meus?

Samuel Feinberg foi um grande virtuose de piano que viveu atrás da chamada Cortina de Ferro e temos poucas gravações suas. Mas podemos avaliar seu calibre pelas transcrições que deixou, por exemplo, das Sinfonias Nos. 4, 5 e 6 de Tchaikovsky. A faixa 12 deste disco traz o Scherzo, o terceiro movimento da Sinfonia No. 6, a Patética. A interpretação do Volodos faz justiça tanto a Tchaikovsky quanto a Feinberg. Esta faixa é a minha escolha de cereja do bolo!

Uma outra transcrição de Feinberg, agora do Largo da Triosonata No. 5, BWV 529, de Bach, dá um tom reflexivo ao disco.

A última faixa é mais uma transcrição de Volodos, agora da Marcha Turca, o último movimento da Sonata para piano No. 11, em lá maior, K. 331. A sonata é uma das mais bonitas de Mozart. O primeiro movimento é um lindíssimo tema com variações, o segundo movimento é um Menuetto. O terceiro movimento, no entanto, é irresistível, uma marcha turca. Viena tinha uma queda pela chamada música turca e  O Rapto do Serralho vai nessa onda. Até Beethoven tem uma Marcha Turca. Bom, aqui temos para fechar o disco uma Marcha Turca de Mozart-Volodos. Faz sucesso. Já ouvi essa peça interpretada por outra virtuose do piano.

Piano Transcriptions

Georges Bizet (1838 – 1875) – Vladimir Horowitz (1903 – 1989)

  1. Carmen Variations

Sergei Rachmaninov (1873 – 1943) – Arcadi Volodos (1972  –       )

  1. Utro (Morning)
  2. Melodyia (Melodia)

Franz Liszt (1811 – 1886) – Vladimir Horowitz (1903 – 1989)

  1. Hungarian Rhapsody No. 2

Franz Schubert (1797 – 1828) – Franz Liszt (1811 – 1886)

  1. Litanei
  2. Aufenthalt
  3. Liebesbotschaft

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844 – 1908)  –  György Cziffra (1921 – 1994)

  1. Flight of the Bumblebee

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)

  1. Gavotte
  2. Orientale
  3. Valse

Piotr Tchaikovsky (1840 – 1893)  – Samuel Feinberg (1890 – 1962)

  1. Scherzo (Symphony No. 6)

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)  –  Samuel Feinberg (1890 – 1962)

  1. Largo (Triosonata No. 5, BWV 529)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) – Arcadi Volodos (1972  –       )

  1. Turkish March

Arcadi Volodos, piano

Gravação: Snape Maltings Concert Hall, Snape, Suffolk, England & American Academy of Arts & Letters, New York, 1996

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Volodya achando tudo um grande barato!

Assim é o universo deste ótimo disco: exibição de virtuosismo que torna o piano em um emulador de outras combinações de instrumentos e vozes, até mesmo da orquestra. Aproveite!!

René Denon

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): A Flauta Mágica – Böhm, Fischer-Dieskau, Wunderlich, Berliner Philharmoniker

Nosso querido colega Ammiratore, autor do texto abaixo, considera ‘A Flauta Mágica’ a mais importante criação cultural da humanidade. Não sei se eu iria tão longe, poderia afirmar sem sombra de dúvida, que a considero a obra mais importante de Mozart (putz, e o ‘Don Giovanni’?) a que mais amo, que mais ouvi em minha vida, sem sombra de dúvidas. Ou teria sido o Concerto nº 23?

Independente de sua posição neste ‘ranking’ gostaria de deixar registrado novamente que amo profundamente esta obra. Considero-a perfeita, mesmo que com suas imperfeições e defeitos. E ler este texto do Ammiratore me ajudou a entender certas passagens obscuras em seu libreto.

Esta gravação que vos trago é um dos melhores registros fonográficos já realizados desta obra. O grande feito do grande maestro alemão Karl Böhm foi o de reunir os dois maiores cantores daquele momento, Fritz Wunderlich como Tamino e Dietrich Fischer-Dieskau como Papageno, um dos, ou melhor, o melhor personagem da ópera.

Ao contrário das postagens do Anel dos Nibelungos, quando Ammiratore tinha a versão de Karajan a disposição para analisar, aqui ele se utilizou de outra versão, pois não tinha esta que vos trago. Ate agora, pois nosso amigo encontrou em sua imensa discoteca a tal da gravação em vinil. Nem lembrava que tinha. Imagina o acervo do rapaz…

Provavelmente esta será uma das mais longas postagens que já fizemos aqui no PQPBach. Amirattore fez um impecável trabalho de pesquisa e de análise.

Então vamos ao que viemos.

“Não resta dúvida de que A Flauta Mágica foi a obra mais pessoal de Mozart (1756-1791), pelo menos no campo da música dramática; aquela composta com toda a liberdade. Não é de se estranhar, então, que o produto desse esforço tenha sido não só a maior ópera alemã de todos os tempos (a opinião, entre outros, é de ninguém menos que Wagner), mas também uma obra básica, vertebral, da cultura ocidental, aquela que com certeza levaríamos entre as 10 obras para uma ilha deserta. A primeira apresentação aconteceu em Viena em 30 de setembro de 1791. Mozart morreria três meses depois. Desta vez, dando tratos à bola achei interessantíssimo postar, para conhecimento dos amigos do PQP, o capítulo da biografia de Mozart referente à Flauta Mágica, feita pelo jornalista uruguaio Lincoln Maiztegui Casas (Mozart por trás da máscara, Planeta, 2006). Maiztegui Casas nos traz uma narrativa ímpar sobre o gênio, aliando seu texto jornalístico à acurada pesquisa histórica de um apaixonado por Mozart, recomendo a leitura do livro. Dei uma resumida, mas mesmo assim o texto ficou extenso, acredito que vocês vão adorar a leitura.

No curso de uma vida errante, como era a dos artistas teatrais de sua época um tal de Emanuel Schikaneder (1751-1812) instalara-se em Viena, onde, em 1788, fundara um teatro popular situado no bairro do Wieden, na periferia da cidade, chamado Freihaus Theater.

Schikaneder Theatre

Mozart tinha muitos contatos com integrantes da companhia, para a qual chegou a escrever várias obras incidentais. Uma série de coincidências levou Schikaneder e Mozart a decidir compor, em colaboração, uma ópera (ou melhor, um singspiel) de características muito especiais. Wolfgang estava em plena febre criativa, amava compor para o teatro acima de todas as coisas. Schikaneder estava passando por uma excelente situação econômica e profissional, pois seu teatro popular fazia muito sucesso.

Era vox populi na época que o imperador pretendia fechar as três lojas maçônicas da capital. A repressão contra as atividades da sociedade secreta era cada vez mais acirrada; as lojas deviam apresentar uma lista de seus associados e comunicar todas as suas atividades a polícia, e com isso seu caráter secreto ficava desvirtuado. Muitas pessoas deixaram de comparecer às reuniões e cerimônias, e, mesmo sem um decreto oficial de dissolução, as organizações maçônicas estavam desaparecendo. Nessas circunstâncias, dois exímios intelectuais maçons (Mozart e Schikaneder) decidiram jogar uma cartada comprometedora: compor e representar uma ópera maçônica. Uma obra na qual não só se proclamassem os ideais e a concepção de mundo dos maçons, mas que também registrasse grande parte de seu cerimonial e de suas idéias fraternas. Em que momento decidiram empreender essa tarefa não se sabe mas, em maio de 1791, Mozart já estava trabalhando nela, e a partir de junho essa atividade ocupava o centro de sua atenção e esforços. A obra devia ser, por um lado, explícita na exaltação dos princípios de fraternidade universal dos maçons, e, por outro, cifrada, de modo que escapasse, tanto quanto possível, dos problemas com a censura. Assim surgiu a genial ideia de criar uma peça para crianças, um conto de fadas que encobrisse o verdadeiro objetivo. A empresa era arriscada naquele momento.

Embora seus principais desvelos se voltassem para A Flauta Mágica, Wolfgang no auge de sua criatividade, continuava produzindo obras-primas em outros campos acho que vale a pena relacionar algumas das mais preciosas pérolas deste último período de composições; em abril havia composto o Quinteto de cordas No 10, K. 614, acho que uma de suas obras de câmara de mais radiante formosura, e em maio compôs seu Adágio e Rondó para harmônica de cristal, flauta, oboé, viola e violoncelo, K. 617. A harmônica de cristal é um curioso instrumento formado por taças de cristal que, ao ter as bordas friccionadas com os dedos, emitem um som musical perfeitamente identificável. Uma jovem cega chamada Marianne Kirchgasser (1769-1808) era uma excelente executante desse instrumento, e para ela Mozart escreveu esses dois movimentos, serenamente diáfanos e com um timbre estranho e dominador. E também de junho uma das mais belas obras religiosas de Mozart, que voltou, assim, ao gênero depois de um longo silêncio de oito anos; o Ave, verum corpus, um moteto em ré maior para quatro vozes, K. 618, no qual o compositor mostra uma religiosidade austera, mas profundamente emotiva, com uma expressão direta e simples. A Pequena cantata alemã para piano e soprano, K. 619, é de julho, e tem a beleza inefável de tudo o que Wolfgang criou nessa etapa de sua breve existência. Mozart atingiu, nesse tempo, uma altura compositiva que jamais, nem antes nem depois, se repetiu no mundo. Ao mesmo tempo que escrevia uma ópera longa e de grande elaboração musical, ao mesmo tempo que cuidava dos aspectos práticos de sua vida e de sua família, foi capaz de criar uma porção de obras-primas imortais, que outros compositores de primeira linha teriam trocado com prazer pela obra de toda sua vida. Se sempre teve uma enorme facilidade para escrever, se seus manuscritos raras vezes têm rasuras ou correções, essa parece ter sido a época da total superação de qualquer dificuldade técnica. Aquela última e radiante febre criativa traduzia-se em uma permanente tensão, em uma certa eletricidade que o levava a escrever ou tocar nas circunstâncias mais imprevisíveis.

Vixi, voltemos a ópera, escrever sobre Mozart é bom demais !!! O ensaio geral de Die Zauberflute foi realizado no dia 29 de setembro no teatro de Schikaneder, e no dia 30 aconteceu a estréia. Mozart estava consideravelmente nervoso, e parece que, ao terminar o primeiro ato, pensou seriamente em ir embora, temendo um fracasso. O público que assistia àquela histórica première não era em absoluto o que costumava ir as óperas de Mozart; tratava-se de gente do bairro do Wieden, bons vizinhos que esperavam ver um espetáculo divertido. Muitos deles, sem dúvida, não sabiam nem quem era Mozart. Para esses espectadores, o compositor apresentava uma de suas obras musicalmente mais elaboradas, de difícil assimilação até mesmo para os gostos mais exigentes, cheia de códigos maçônicos ocultos, transcendente e ambiciosa. Era natural sentir-se nervoso diante do possível resultado; não se podia descartar uma catástrofe. Por outro lado, também não estava nada claro que atitude o governo imperial tomaria, e especificamente a polícia, diante de uma peça que significava uma declarada glorificação da maçonaria e das idéias do iluminismo, que já havia mais de dois anos que tinham deixado de ser bem-vistas entre os círculos do poder; em 1791, a Revolução Francesa radicalizava-se e ameaçava todas as cabeças coroadas e todos os privilegiados da velha Europa, e os ventos que sopravam não eram exatamente de tolerância; Mozart e Schikaneder tinham boas razões para pensar que podiam acabar a noite em uma prisão. A orquestra, de cerca de quarenta músicos, era dirigida pelo próprio Mozart do cravo, com Sussmayr (seu discípulo, aquele que finalizou o Réquiem) virando as páginas.

Um libreto cuidadosamente impresso e cheio de símbolos maçônicos havia sido vendido ao público (o que podia, sem dúvida, ser considerado propaganda subversiva). Schikaneder interpretava o papel de Papageno o tenor, Benedikt Schak era Tamino, a irmã mais velha de Constanze (Mozart), interpretou a Rainha da Noite (que magnífica soprano dramática di coloratura deve ter sido!) e “Nanette” Gottlieb (crusch de Mozart) foi Pamina. A obra, em rigor um singspiel, era anunciada como “uma grande ópera em dois atos de Emmanuele Schikaneder”, e só depois do elenco, em letra pequena, dizia que a música “é de Herr Wolfgang Amadé Mozart, Kapellmeister e atual compositor da Câmara Imperial e Real”. O público, que lotava a sala, manteve inicialmente uma atitude circunspecta. No intervalo, um aterrorizado Mozart queria ir embora, diante do que pressentia como um fracasso; mas a obra continuou e, no segundo ato, o público foi “entrando” no clima da ópera, começou a aplaudir com entusiasmo e tudo terminou em um clima de apoteose.

Apesar disso, o compositor, com os olhos cheios de lágrimas, escondeu-se, pois não queria sair para os cumprimentos; foram Sussmayr e Schikaneder que o pegaram, cada um por um braço, e levaram-no para o palco, onde recebeu a última ovação de sua vida.

É fácil compreender as razões pelas quais Mozart se mostrou, essa noite, tão impressionado e hipersensível, ele que tão pouca importância havia dado à relativa frieza com que Don Giovanni fora recebida em Viena; A flauta mágica era sua obra mais pessoal, a mais intimamente querida, sua grande proclamação filosófico-musical. Nela havia posto seu coração e seu cérebro, a experiência de toda sua vida de músico-herói, que deixara pelo caminho, embora a um preço altíssimo, a libré de criado. Um fracasso teria significado, mesmo diante desse público de bairro (e, talvez, principalmente por isso mesmo), algo muito similar ao fracasso de toda sua vida, de todas as suas idéias, de toda sua genialidade.

Mas não havia perigo. A flauta mágica era, e continua sendo, muito bonita, muito divertida, perfeita, muito genial para correr o risco de um fracasso diante de qualquer público do mundo de qualquer época. Com essa obra ímpar, Mozart atingiu seu auge, e há muitos que pensam que A flauta mágica é a obra mais importante de toda a arte ocidental. Restam muito poucas críticas da época, dado o teatro marginal em que estreou e viveu seu primeiro período de popularidade; mas sabemos que só durante o mês de outubro foi representada 24 vezes com o teatro cheio, e que quando Mozart morreu, em 5 de dezembro, o sucesso continuava e a obra prosseguia em cartaz. Os resultados econômicos também foram brilhantes.

A Flauta Mágica repete, de alguma maneira, o milagre de Don Giovanni; se nesta o compositor conseguiu uma perfeita mistura entre os elementos farsescos e o significado trágico da história, naquela conseguiu fazer que a mensagem maçônica e revolucionária, mascarada em um clima feérico, em uma história fantástica que podia agradar – agradou e agrada – todos os públicos, inclusive as crianças, surgisse em todo seu esplendor. Não era preciso perceber as complexas chaves maçônicas para assumir o canto à fraternidade universal que a percorre de cima a baixo: os números, código da maçonaria, eram o 3 e suas diversas combinações: 6, 18, 33 etc. A flauta mágica tem como tom básico o mi bemol maior, que tem três bemóis na armação de clave; a abertura começa com três grandes acordes maçônicos; é composta por 33 cenas; há três damas, há três gênios, há três templos (da Sabedoria, da Razão e da Natureza); há dezoito sacerdotes; o maravilhoso coral O Isis und Osiris, que esses sacerdotes cantam, tem dezoito compassos; Sarastro aparece pela primeira vez na cena dezoito; Papagena, ainda disfarçada de anciã, responde à pergunta de Papageno dizendo que tem dezoito anos (a persistência no número 18 indica que o ritual iniciático que toda a obra representa foi inspirado na ordem Rosacruz, grau 18 na escala maçônica). Na cena trinta, a Rainha da Noite e seus sequazes caem derrotados, e o grau 30 era o da Vingança. Poderia continuar encontrando códigos até o infinito. Mas a mensagem de fraternidade universal, de confiança racional no triunfo da Luz sobre a Escuridão (o grande símbolo maçônico; diz-se que Goethe morreu pedindo “luz, mais luz”), é muito mais explícito que todos esses códigos esotéricos; está distribuído ao longo de todo o libreto, e não dá possibilidade a dupla interpretação. Os três gênios ou adolescentes dirigem-se a Tamino dizendo-lhe: “este é o caminho que o levará a seu destino. Mas você deve se esforçar com virilidade e seguir este conselho: seja constante, paciente e discreto. Seja um Homem”. No final do primeiro ato, o coro de sacerdotes e povo canta: “Quando a Virtude e a Justiça cobrirem com sua glória o grande caminho da vida, a Terra será um paraíso e os mortais se igualarão aos deuses”. No começo do segundo ato, quando Sarastro explicita aos sacerdotes as virtudes de Tamino, próximo iniciado, um deles lhe diz, em tom de elogio: “além disso, é um príncipe”, e Sarastro responde: “É muito mais que isso; é um Homem”. Em sua entrada, procurando por Pamina, os três adolescentes cantam, à luz do alvorecer: “Logo resplandecerá o sol anunciando a manhã em sua brilhante corrida; logo desaparecerá a superstição e vencerá o homem dotado de sabedoria. Oh, nobre paz, desça sobre nós e encha o coração dos homens! Assim, a Terra será um reino celestial no qual os homens serão grandes como deuses”. Na maravilhosa cena final, incrivelmente solene, Sarastro proclama: “Os raios do sol afugentam a Noite, e o poder dos hipócritas fica destruído”. E o coro geral: “Salve os Iniciados, que venceram a Noite! A coragem finalmente triunfou e obteve, como recompensa, toda a Beleza e toda a Sabedoria com seu eterno diadema”. Igualdade essencial entre os homens, que não admite outros privilégios que os derivados das virtudes; fraternidade e amizade como essência da vida feliz; coragem, raciocínio e discrição diante das adversidades; desejo de paz e justiça; vitória da Luz sobre as Trevas; essas são as grandes idéias que atravessam A Flauta Mágica.

Essas virtudes proclamadas, que continham na época uma forte mensagem revolucionária, são milagrosamente destacadas pela música mais nobre, inspirada, solene e bela que se possa conceber. Para tecer esse canto à fraternidade universal, Schikaneder e Mozart valeram-se de um conto de fadas, ao estilo de Thamos, rei do Egito, e o resultado é indiscutivelmente ambas as coisas, oratório solene e conto de fadas, graças à genialidade incomparável do músico. Esse é o verdadeiro valor de A Flauta Mágica e o que a transforma na mais bela, transcendente e subversiva peça de toda a arte musical do Ocidente.

A obra causou, na época de sua estréia, uma considerável comoção, mas as primeiras críticas, as de Viena, foram bastante negativas. A crônica do Musicalische Wochenblatt de 30 de setembro de 1791 diz que “A Flauta Mágica, com música de nosso Kapellmeister Mozart, foi representada com grandes gastos e luxos de cenografia e vestuário, mas não obteve a aclamação que se esperava devido a seu péssimo libreto”.O conde Karl Zizendorf comentou, displicentemente “a música e os cenários são bonitos, mas o resto é uma bobagem incrível”. Quando a obra saiu de Viena, as opiniões começaram a mudar radicalmente. A mãe de Goethe, que a viu nesse mesmo ano em Frankfurt, comentava que “todos os trabalhadores e jardineiros vão vê-la, e até a intrépida gente do bairro de Sachsenhausen, cujos filhos fazem os papéis de leões e macacos, comparece em massa; ninguém suportaria reconhecer que não a viu”. E o próprio Wolfgang Goethe: “É preciso mais sabedoria para reconhecer o valor deste libreto que para negá-lo [. . .] É suficiente que as pessoas simples se satisfaçam com a diversão do espetáculo; aos iniciados não escapará o alto significado da obra.

A posteridade não foi menos generosa: “Há algo similar a glória do amanhecer nos tons da ópera de Mozart; chega a nós como a brisa da manhã que dissipa as sombras e invoca o Sol. (Friedrich von Schiller)

Essa “A Flauta Mágica” excede de forma tão incomensurável todas as exigências [. . .] que por isso permaneceu, solitária, como uma obra universal, não atribuível a época alguma especifica. O eterno e o temporário encontram-se aqui para todas as idades e pessoas. (Richard Wagner)

“Pamina ainda vive?” A música transforma a simples pergunta do texto na mais grandiosa de todas as perguntas: “o Amor ainda vive?”. A resposta chega, estremecedora, mas cheia de esperança: “Pamina ainda vive”. O Amor existe. O Amor é real no mundo dos homens. (Ingmar Bergman)

E o grande Igor Stravinsky: “A grande conquista dessa ópera está justamente na unidade de sentimentos que atravessa toda a música, desde os solenes coros até o dueto proto-Broadway – exceto na qualidade da música -, que fala da futura prole de Papageno e Papagena. [. . .] A cena de Pamina e Sarastro é absolutamente wagneriana, exceto pelo fato de Mozart se deter no momento em que Wagner teria começado a se exceder.

Foi seu último legado aos homens, seu chamado supremo aos ideais do humanismo. A última obra de Mozart não foi “La Clemenza di Tito” nem o “Réquiem”, mas a sublime “A Flauta Mágica”. (A. Einstein).

ATO I:

O Princepe Tamino é atacado por uma serpente

Uma planície selvagem. O garboso príncipe Tamino entra correndo, perseguido por uma enorme serpente. Assustado e exausto, ele desmaia, e quando o monstro está para atacá-lo, surgem as três Damas da Rainha da Noite e matam a serpente com suas lanças.

Tamino cai inconsciente e as três damas vencem a serpente

Acham o jovem muito bonito, e cada uma delas quer ficar só, esperando que ele acorde, enquanto as outras duas vão avisar a rainha. Como não chegam a um acordo, resolvem ir as três juntas. Tamino desperta, sem entender como a serpente jaz morta a seu lado.

Tamino desperta e encontra Papageno

Chega Papageno, o alegre passarinheiro da rainha, cujo corpo é coberto por uma penugem parecida com a dos pássaros que captura e leva para embelezar o palácio, recebendo em troca vinho e comida. Papageno é todo simplicidade, e vive sonhando em encontrar a esposa ideal. Quando Tamino lhe diz que é um príncipe, filho de um soberano poderoso que reina sobre muitas terras, Papageno, fica muito espantado, pois não sabia que existiam outros países além do seu. Tamino então lhe agradece por ter matado a serpente, e Papageno, orgulhoso por passar por herói, não conta a verdade.

As damas reaparecem e castigam Papageno e mostram o retrato de Pamina a Tamino

As Três Damas retornam, e castigam Papageno , dando-lhe água e pedras em vez de vinho e bolos, e colocando-lhe um cadeado na boca para impedi-lo de falar mais mentiras. A seguir, mostram a Tamino o retrato da linda Pamina, a filha da Rainha da Noite. O príncipe se apaixona imediatamente.

A Rainha da Noite conta a Tamino que Pamina sua filha foi sequestrada por Sarastro

Nesse instante, a rainha faz sua entrada triunfal. Ela conta a Tamino que Pamina foi aprisionada pelo malvado sacerdote Sarastro. Antes de desaparecer, a rainha promete ao príncipe que se ele salvar sua filha, Pamina se casará com ele.

Papageno é perdoado e as Damas dão a Tamino uma faluta e a Papageno uma campainha mágica

As Três Damas removem o cadeado da boca de Papageno, ordenando-lhe acompanhar Tamino em sua missão de resgate. Tamino recebe das mãos das damas uma flauta dourada, e Papageno um carrilhão dotado de muitos sininhos. Ambos instrumentos são mágicos, e os protegerão na jornada. Seus guias serão três meninos.

Papageno encontra Pamina sendo guardada por Monostatos e conta que Tamino esta a sua procura

A cena muda para uma sala ricamente mobiliada, onde três escravos comentam que Pamina ludibriou Monostatos, o servo mouro de Sarastro, e conseguiu fugir. Ouve-se a voz de Monostatos, pedindo umas correntes para prender Pamina, que ele a caba de recapturar. Os escravos saem, e o mouro, que insiste em conquistar o amor da princesa, a traz para dentro. Nesse instante surge Papageno, que encara Monostatos. Cada um deles fica tão apavorado com o aspecto do outro que ambos fogem correndo. Mas Papageno volta, e diz a Pamina porque veio até ali, explicando os detalhes da missão de Tamino, enamorado por ela desde que viu seu retrato.

Tamino eh conduzido por três criancas ao palácio de Sarastro

Tamino é conduzido até a entrada dos Templos da Razão, Sabedoria e Natureza pelos três meninos, que lhe recomendam manter firmeza e paciência.

Tamino se encontra em frente a um templo com três portas a sabedoria a da razão e da natureza um sacerdote diz que Sarastro não é mau

Tamino tenta entrar nos Templos da Razão e da Natureza, mas vozes internas ordenam que ele se afaste. Ao bater à porta do Templo da Sabedoria, surge o Orador do Templo, que conta ao jovem príncipe como a Rainha da Noite o enganou. Sarastro não é nenhum demônio malvado, mas o venerando soberano do Templo da Sabedoria. O Orador, impedido por um juramento, nada mais pode explicar e vai embora. Misteriosas vozes enformam a Tamino que Pamina está a salvo, e que logo ele terá a oportunidade de adquirir sabedoria.

Algumas vozes dizem a Tamino que a princesa esta viva, toca a flauta e os animais saem da floresta para o ouvir

Na esperança que Pamina e Papageno o ouçam, Tamino toca a flauta mágica. Animais de todas as espécies, enfeitiçados pelo som da flauta, saem de suas tocas para ouvir a música. Quando Tamino para de tocar, os animais vão embora.

Pamina e Papageno ouvem a flauta e vão ao palácio, são perseguidos e Papageno toca a campainha fazendo os perseguidores dançar sem parar

À distância, Papageno responde, tocando sua flauta de Pã. Tamino, sai para procurar Papageno, mas vai na direção contrária. Pamina e Papageno entram e são presos por Monostatos e seus sequazes, que vieram em seu encalço. Subitamente, Papageno lembra-se de seu carrilhão mágico e põe-se a tocá-lo. O efeito é surpreendente: o mouro e seus asseclas, enfeitiçados, não conseguem parar de dançar.

Sarastro chega em um carro guiado por leões

Em solene desfile, entram agora os sacerdotes, precedendo o carro de Sarastro, puxado por seis leões. Pamina, aterrorizada, implora o perdão do sacerdote por ter tentado escapar, explicando não mais suportar as investidas de Monostatos.

Sarastro diz a Tamino e Papageno que se quiserem levar Pamina devem se submeter a provas

Tamino volta à cena, encontrando Pamina pela primeira vez. Caem nos braços um do outro, docemente apaixonados, enquanto Monostatos espuma de raiva. Sarastro manda castigar o mouro com 77 chibatadas nas solas dos pés, e depois abençoa o jovem casal.

Sarastro e os Sacerdotes decidem submeter Pamino e Papageno a algumas provas

A seguir, manda levar Papageno e Tamino para o interior do Templo da Sabedoria. Ambos devem ser preparados para as provas de purificação. O coro dos seguidores de Sarastro entoa um hino final que fala dos elevados ideais que transformarão a terra num paraíso.

ATO II:

Tamino promete vencer as provas por amor a Pamina e Papageno por uma esposa

Um bosque sagrado. Os sacerdotes entram em austera procissão, e Sarastro lhes informa que Tamino deseja fazer parte da irmandade. Foram os deuses, explica ele, a determinar que Tamino deveria procurar Pamina, e por isso mandou raptar a princesa, subtraindo-a à guarda da mãe. Dois sacerdotes são escolhidos para instruir Tamino e Papageno sobre o ritual que os espera. Em seguida, todos elevam uma oração aos deuses Isis e Osíris. Cai a noite sobre o pátio do templo, para onde os Dois Sacerdotes trazem Tamino e Papageno, que morre de medo do escuro. Os sacerdotes perguntam aos dois se estão preparados para enfrentar as provas de iniciação. A resposta é afirmativa, embora Papageno não pareça tão convincente quanto Tamino. Eles aceitam então um voto de silêncio, que Papageno custará a manter. Após a saída dos sacerdotes, surgem as Três Damas, instruídas para fazer com que os dois companheiros voltem a obedecer a Rainha da Noite; vozes do Templo, entretanto, ameaçam as Damas com o fogo do inferno, e elas fogem muito assustadas sem nada conseguir. Num jardim, Pamina dorme. Monostatos, ao vê-la, executa uma dança lúbrica ao seu redor, enquanto afirma que ninguém o ama por causa da cor de sua pele.

Aparece a Rainha da Noite e Monostatos foge e ela manda Pamina matar Sarastro

Quando vai tentar beijar Pamina, ouve-se um trovão e surge a Rainha da Noite, furiosa, e ordena rispidamente ao mouro que se afaste. Pamina acorda, sua mãe diz que foi traída e dá à filha um punhal, instruindo-a a matar Sarastro e trazer para ela o ornato do Círculo Solar das Sete Dobras que o Grão-Sacerdote usa no peito. Quando a Rainha desaparece, Pamina diz a si própria que não pode matar Sarastro. Num salto, Monostatos arranca o punhal de Pamina e tenta chantageá-la: se ela não aceitar seu amor, o mouro a denunciará como assassina. A chegada de Sarastro põe o mouro a correr. Pamina pede piedade para sua mãe e o Sacerdote a acalma, dizendo que dentro das sagradas paredes do Templo não existe lugar para a vingança.

Aparece uma velha que diz a Papageno que tem 18 anos ele nao entende nada

Na cena seguinte, os Dois Sacerdotes conduzem Papageno e Tamino para um recinto do Templo. Ignorando os votos de silêncio, apesar dos sinais reprovadores de Tamino, Papageno fala em voz alta o tempo todo. Quando ele pede algo para beber, entra uma mulher muito velha, trazendo-lhe um copo de água. Na animada conversa que se segue, a velhota diz que tem apenas dezoito anos e que é a namorada que Papageno sempre procurou. Antes que ela possa dizer seu nome, ouve-se um trovão e a velha foge. Surgem os três meninos, trazendo a flauta e o carrilhão mágicos, e, para grande alegria de Papageno, uma mesa coberta de iguarias e bebidas.

Aparece Pamina que escutou a flauta mas Tamino nao pode falar com ela então ela crê que ele não a quer mais

Enquanto o passarinheiro mergulha na comida, Tamino toca a flauta, atraindo Pamina, feliz por reencontrar seu amado. Mas Tamino, mantendo o voto de silêncio, não lhe dirige a palavra, e a moça parte agoniada, acreditando que ele não mais a ama. O trombone soa três vezes. É o sinal que as provas de Papageno e Tamino vão começar.

Os sacerdotes preparam um ritual de fogo e água

Na cripta da pirâmide, os sacerdotes agradecem a Isis e a Osíris por considerar Tamino digno de sua fraternidade. Antes do início das provas de Tamino, Sarastro traz a triste Pamina para despedir-se dele, e todos partem em seguida. Papageno agora é testado, sendo cercado pelo fogo. Após observar sua reação, o Orador do Templo lhe diz que infelizmente, ele não foi aceito entre os iniciados. Aliviado, Papageno comenta que do que mais ele gostaria agora seria um bom copo de vinho. Após ter seu desejo atendido, ele volta a sonhar com uma boa e afetuosa esposinha. É quando aparece novamente a velhota.

Papageno nao passa na prova do silencio mas pode se casar com a velha ele aceita

Papageno deve escolher entre tornar-se seu noivo ou passar o resto da vida na prisão a pão e água. Sem opção, Papageno concorda em casar-se com ela, e a velha se tranforma, num passede mágica, numa lindíssima jovem chamada…Papagena !

Então a Velha se transforma na bela Papagena

Mas a alegria de Papageno dura pouco. Os sacerdotes a expulsam, pois o passarinheiro ainda não está pronto para ela. Num pequeno jardim, enquanto esperam o amanhecer, os três meninos se deparam com Pamina desesperada, preparando para suicidar-se com o punhal que a mãe lhe dera.

Pamina e digna de fazera prova do fogo junto com Tamino

Reconfortando-a, os meninos fazem-na desistir desse ato impensado, assegurando-lhe que Tamino a ama profundamente. Enquanto isso, Tamino, descalço, espera que dois guardas de armadura o preparem para as provas de purificação do fogo e da água.

Com a ajuda da flauta mágica os dois vencem a prova da água

Ouve-se a voz de Pamina: ela vem acompanhá-lo nas provas. O voto de silêncio pode ser agora rompido, e os dois manifestam seu amor. Abraçado a Tamina, o príncipe toca a flauta mágica para afastar a angústia e o sofrimento, e os dois, lado a lado, galhardamente, superam ambas as provas.

Papageno encontra sua amada e cantam o adoravel pa-pa-pa-pa-pageno…

Nesse meio tempo, o pobre Papageno anseia por sua Papagena. Vendo desaparecer sua última chance de felicidade, pensa em enforcar-se. Mas os três meninos, vigilantes, sugerem que ele use seu mágico carrilhão para atrair sua amada. O estratagema funciona, e finalmente, Papageno poderá ser feliz ao lado da esposa pela qual esperou a vida toda.

Monostatos se une a Rainha da Noite para atacar o Templo mas são vencidos pelos raios

A Rainha da Noite, acompanhada das Três Damas e de Monostatos, preparam-se para tentar um último ataque contra o Templo, mas intensos raios e trovões os derrotam definitivamente. O sábio e bondoso Sarastro saúda a vitória da luz contra as trevas.

Todos juntos cantam a beleza da sabedoria no reino da luz, o bem venceu o mal.

O Bem venceu o Mal, e a ópera termina com um coro de sacerdotes agradecendo aos deuses.

As figuras foram extraídas do site: http://playmopera.com/operas/mozart/flauta/

Karl Böhm – A Flauta Mágica
Esta continua a ser a minha versão favorita da derradeira obra de ópera de Mozart. Entre muitas gravações “clássicas” de Die Zauberflöte, a realizada por Karl Böhm é a mais clássica de todas. Com a medida e a inspiração da condução, assim como seu excelente elenco, esta ainda é uma das gravações mais significativas do Singspiel de Mozart, apesar de ter sido gravado há mais de cinquenta anos. O ouvinte fica sempre surpreso e profundamente tocado pelo milagre de renovação que se produz em cada audição de A Flauta Mágica.

Karl

Sem dúvida a permanência e a eficácia desse milagre de A Flauta Mágica encontram suas fontes em toda a diversidade musical da obra, em toda a sua beleza melódica, em sua cor harmônica, em suas características rítmicas, mas sobretudo na verdade tão espontaneamente convincente com que Mozart, com surpreendente economia de meios, e numa extrema simplicidade de composição, teve o poder de exprimir a realidade da vida. Frequentemente, quando se fala de Mozart e de A Flauta Mágica, Karl Böhm é referência com reverência isso revela o quanto esse regente se aprofundou no espírito da música de Mozart. Quando Karl Bohm está regendo uma obra de Mozart afirmava-se que seria como “a auto-revelação do próprio Mozart”. Não há dúvida de que Böhm tem exercido decisiva influência no estilo mozartiano por suas interpretações de clareza cristalina, requintadas altamente dinâmicas. E certamente estará na trilha certa quem traçar a evolução desse estilo mozartiano universalmente aceito ponto por ponto na própria evolução artística do regente. Karl Böhm teve uma amizade artística e humana verdadeira com Richard Strauss. Böhm manteve infindáveis palestras com Strauss sobre música, não somente sobre as obras de Strauss, mas também sobre Mozart. Então o assunto destes ilustres mozartianos frequentemente vinha à tona direcionando o dom verdadeiramente único e individual do jovem Böhm: o excelente instinto que possui para o tempo e coloratura exatos. Sua eloquência rítmica, sempre sensível na resposta e intenção do autor, constrói a estrutura básica sobre a qual é possível expor as linhas vocais, não raro muito sutis, dentro do quadro geral tonal de A Flauta Mágica.

Fritz Wunderlich

A voz marcante na gravação que compartilhamos é Fritz Wunderlich como Tamino, performance incrível, beirando a perfeição ; Fischer-Dieskau interpreta um Papageno maravilhoso, e é provavelmente o melhor papel operístico que ele representou, sua voz era suave e jovial nesta gravação original de 1964! Eu gosto muito do calor e a ressonância do baixo Frantz Crass como Sarastro. Evelyn Lear e Roberta Peters como Pamina e a Rainha da Noite, respectivamente estão brilhantes. Lear tem uma voz madura, mas as notas são cremosas e ela parece genuinamente dentro da personagem. O mesmo vale para Roberta Peters, que é leve, muito excitante com fogo real, na grande área da Rainha da Noite ela é muito firme e clara nas notas altas, lindo de ouvir.

Fischer-Dieskau

A atrevida e charmosa Papagena de Lisa Otto completa um belo trio. Sopranos de Mozart de qualidade real abundaram nos anos 50 e 60 e as três estão no topo das divas. São grandes vozes; apenas ouça o quarteto “Wir wandeln” e flutue para o céu. Mas não existe apenas uma interpretação definitiva, acho que cada geração de artistas merece um vislumbre desta obra-prima de um ou dois ângulos, no futuro irão ser descobertos novos talentos e detalhes novos surgirão, de novo e de novo.”Que felicidade há nesta música. É como um mergulho em água pura!” (Karl Böhm).

É questão de opinião, evidentemente; mas formam uma legião os que pensam que A Flauta Mágica é a obra de arte mais sublime que o espírito do Homem soube criar nesta parte do mundo. Mozart levou à perfeição todas as formas musicais que existiam em seu tempo. Nenhum outro compositor, na história da música, conseguiu, como ele, trabalhar com tanta inventividade todos os gêneros então existentes, da ópera à música de câmara. Genialidade em estado puro, foi capaz de transformar um libreto com uma história simples, como a de A Flauta Mágica, em uma das mais sublimes criações humanas.
Lá em cima no início do texto dissemos que A Flauta Mágica foi a obra mais pessoal de Mozart, diz a lenda que num instante particular, Mozart, na sua própria simplicidade, nas últimas horas de sua vida confessou que Papageno tinha sido sua figura preferida e teria expresso o desejo, em seu leito de morte, de ouvir ainda os versos de Papageno em A Flauta Mágica: “Der Vogelfanger bin ich já” (SOU eu o apanhador de pássaros).
Apreciem sem moderação esta versão que ora compartilhamos.

Wolfgang Amadeus Mozart – Die Zauberflöte

CD 1: Mozart: Die Zauberflöte, K. 620

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Die Zauberflöte, K. 620
1. Overture 7:17
Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

Act 1
2. Zu Hilfe! Zu Hilfe! (Tamino, Die drei Damen) 6:45
Hildegard Hillebrecht, Cvetka Ahlin, Sieglinde Wagner, Fritz Wunderlich, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

3. Dialog “Wo bin ich?” (Tamino) 0:21
Fritz Wunderlich

4. Der Vogelfänger bin ich ja (Papageno) 2:35
Dietrich Fischer-Dieskau, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

5. Dialog “He da!” (Tamino, Papageno, Die drei Damen) 3:13
Fritz Wunderlich, Dietrich Fischer-Dieskau, Hildegard Hillebrecht, Cvetka Ahlin, Sieglinde Wagner

6. Dies Bildnis ist bezaubernd schön (Tamino) 4:36
Fritz Wunderlich, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

7. Dialog “Rüste dich mit Mut und Standhaftigkeit” (Die drei Damen, Tamino) 0:45
Hildegard Hillebrecht, Cvetka Ahlin, Sieglinde Wagner, Fritz Wunderlich

8. “O zittre nicht, mein lieber Sohn” 5:22
Roberta Peters, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

9. Ist’s denn Wirklichkeit, was ich sah? (Tamino) 0:04
Fritz Wunderlich

10. Hm! hm! hm! hm! (Papageno, Tamino, Die drei Damen) 6:27
Dietrich Fischer-Dieskau, Fritz Wunderlich, Hildegard Hillebrecht, Cvetka Ahlin, Sieglinde Wagner, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

11. Du feines Täubchen, nur herein (Monostatos, Pamina, Papageno) 1:47
Friedrich Lenz, Evelyn Lear, Dietrich Fischer-Dieskau, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

12. Dialog “Bin ich nicht ein Narr” 1:22
Dietrich Fischer-Dieskau, Evelyn Lear

13. Bei Männern, welche Liebe fühlen (Pamina, Papageno) 3:19
Evelyn Lear, Dietrich Fischer-Dieskau, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

14. “Zum Ziele führt dich diese Bahn” 10:25
Rosl Schwaiger, Antonia Fahberg, Raili Kostia, Fritz Wunderlich, Hubert Hilten, Martin Vantin, Manfred Röhrl, Hans Hotter, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm, RIAS Kammerchor, Günther Arndt

15. “Wie stark ist nicht dein Zauberton” 3:19
Fritz Wunderlich, Dietrich Fischer-Dieskau, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

16. Schnelle Füße, rascher Mut (Pamina, Papageno, Monostatos, Chor) 3:11
Evelyn Lear, Dietrich Fischer-Dieskau, Friedrich Lenz, Berliner Philharmoniker, RIAS Kammerchor, Karl Böhm

17. Es lebe Sarastro! Sarastro lebe! (Chor, Pamina, Sarastro, Papageno, Monostatos, Tamino) 9:04
Dietrich Fischer-Dieskau, Evelyn Lear, Franz Crass, Friedrich Lenz, Fritz Wunderlich, Berliner Philharmoniker, RIAS Kammerchor, Karl Böhm

CD 2: Mozart: Die Zauberflöte, K. 620

Act 2
1. Marsch der Priester 1:24
Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

2. Dialog “Ihr eingeweihten Diener der Götter Osiris…” 2:20
Franz Crass, Hubert Hilten, Martin Vantin, Manfred Röhrl

3. O Isis und Osiris (Sarastro, Chor) 2:56
Franz Crass, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm, RIAS Kammerchor

4. Dialog “Eine schreckliche Nacht” 1:57
Fritz Wunderlich, Dietrich Fischer-Dieskau, Hubert Hilten, Martin Vantin

5. Bewahret euch vor Weibertücken (Erster Prister, Zweiter Priester) 0:55
Manfred Röhrl, Martin Vantin, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

6. Dialog “He, Lichter her!” (Papageno, Tamino) 0:13
Fritz Wunderlich, Dietrich Fischer-Dieskau

7. “Wie? Wie? Wie? Ihr an diesem Schreckensort?” 3:38
Hildegard Hillebrecht, Cvetka Ahlin, Sieglinde Wagner, Fritz Wunderlich, Dietrich Fischer-Dieskau, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

8. Tamino! Dein standhaft männliches Betragen.. 0:27
Hubert Hilten, Martin Vantin, Dietrich Fischer-Dieskau

9. Alles fühlt der Liebe Freuden (Monostatos) 1:19
Friedrich Lenz, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

10. Mutter! 0:22
Evelyn Lear, Roberta Peters, Friedrich Lenz

11. Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen (Königin der Nacht) 2:56
Roberta Peters, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

12. Dialog “Morden soll ich?” (Pamina, Monostatos, Sarastro) 0:48
Evelyn Lear, Friedrich Lenz, Franz Crass

13. In diesen heil’gen Hallen (Sarastro) 4:04
Franz Crass, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

14. Dialog “Hier seid ihr beide euch allein überlassen” (Sprecher, 2. Prister, Papageno, Tamino, Weib) 1:46
Hubert Hilten, Fritz Wunderlich, Dietrich Fischer-Dieskau

15. “Seid uns zum zweiten Mal willkommen” 1:48
Rosl Schwaiger, Antonia Fahberg, Raili Kostia, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

16. Dialog “Tamino, wollen wir nicht speisen?” 1:08
Evelyn Lear, Fritz Wunderlich, Dietrich Fischer-Dieskau

17. Ach, ich fühl’s, es ist verschwunden (Pamina) 4:30
Evelyn Lear, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

18. O Isis und Osiris (Chor) 3:08
RIAS Kammerchor, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

19. Tamino, deine Haltung war bisher männlich 0:32
Evelyn Lear, Fritz Wunderlich, Franz Crass

20. Soll ich dich, Teurer, nicht mehr sehn? (Pamira, Sarastro, Tamino) 3:01
Evelyn Lear, Fritz Wunderlich, Franz Crass, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

21. Tamino! Tamino! 1:10
Dietrich Fischer-Dieskau, Hubert Hilten

22. Ein Mädchen oder Weibchen (Papageno) 3:55
Dietrich Fischer-Dieskau, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

23. Dialog “Da bin ich schon, mein Engel” (Weib, Papageno, Sprecher) 1:00
Hubert Hilten, Lisa Otto, Dietrich Fischer-Dieskau

24. Bald prangt, den Morgen zu verkünden (Die drei Knaben, Pamina) 6:23
Rosl Schwaiger, Antonia Fahberg, Evelyn Lear, Raili Kostia, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

25. “Der, welcher wandelt diese Straße voll Beschwerden” 5:25
Evelyn Lear, James King, Fritz Wunderlich, Martti Talvela, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

26. Tamino mein, o welch ein Glück (Tamino, Pamina, die Geharnischten) 7:03
Evelyn Lear, Fritz Wunderlich, RIAS Kammerchor, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

27. “Papagena! Papagena!” 8:10
Rosl Schwaiger, Antonia Fahberg, Lisa Otto, Raili Kostia, Dietrich Fischer-Dieskau, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

28. Nur stille, stille, stille, stille! 2:16
Roberta Peters, Hildegard Hillebrecht, Cvetka Ahlin, Sieglinde Wagner, Friedrich Lenz, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

9. Die Strahlen der Sonne vertreiben die Nacht (Sarastro, Chor) 3:15
Franz Crass, RIAS Kammerchor, Berliner Philharmoniker, Karl Böhm

Tamino: Fritz Wunderlich
Königin der Nacht: Roberta Peters
Pamina: Evelyn Lear
Papageno: Dietrich Fischer-Dieskau
Papagena: Lisa Otto
Sprecher: Hans Hotter
Erste Dame: Hildegard Hillebrecht
Zweite Dame: Cvetka Ablin
Dritte Dame: Sieglinde Wagner
Monostatos: Friedrich Lenz
Erster Priester: Hubert Hilten
Zweiter Priester: Martin Vantin
Dritter Priester: Mandred Röhrl
Erster Knabe: Rosl Schwaiger
Zweiter Knabe: Cvetka Ablin
Dritter Knabe: Sieglinde Wagner
Erster Geharnischter: James King
Zweiter Geharnischter: Martti Talvela

RIAS Kammerchor
Berliner Philharmoniker
Karl Böhm, conductor

Deutsche Grammophon, 1964

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Mozart, Schikaneder e a galera ensaiando a Flauta Mágica.

W. A. Mozart (1756-1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 1 de 5

W. A. Mozart (1756-1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 1 de 5
The Miles Kendig Post 1

Wolfgang Amadeus Mozart Integral dos Concertos para Piano

Jenö Jandó

Esta postagem, a primeira de uma série de cinco, é dedicada à lembrança de Miles Kendig.

Onde quer que Miles esteja, será difícil identificá-lo prontamente, pois como é da natureza de sua profissão, estará disfarçado. Como Miles é um profissional muito bem treinado e altamente experiente, é também um mestre na arte do disfarce. Mas, se você for um atento observador, sua chance de descobri-lo está na seguinte pista: Miles poderá estar assobiando algum trecho de uma obra de Mozart. Um rondó para piano, alguma sinfonia ou uma sonata. Isso porque uma das coisas que o torna Miles Kendig é seu amor pela música de Mozart. Em raríssimas ocasiões foi pego em flagrante delito cortejando a música de algum outro compositor. Uma destas ocasiões foi reportada por guardas da fronteira entre a Alemanha e a Suíça, na qual ele foi visto cantando o Largo al factotum, do outro Fígaro. Presume-se tenha sido com a clara intensão de confundir os diligentes guardas fronteiriços.

Este é o universo de Miles Kendig!

Se você ouvir os discos desta postagem, assim como os das próximas quatro que seguirão, entenderá um pouco mais porque Miles, mesmo vivendo uma vida agitada, encontra alguma forma para se deleitar com a música do Wolfganger.

Jenö Jandó

O outro importante personagem desta série é bastante conhecido no mundo musical – Jenö Jandó, ótimo pianista húngaro, versatilíssimo, ajudou a construir (literalmente com suas próprias mãos) boa parte do edifício que se tornou a gravadora Naxos.

Nos dias que antecederam os arquivos digitais de música, os CDs da Naxos ofereciam aos amantes da música menos providos de fundos uma oportunidade de ouvir boas (e em muitos casos excelentes) gravações tanto do repertório tradicional quanto de setores menos visitados pelas interestelares gravadoras. Basta lembrar da Missa Papae Marcelli, de Palestrina, com a Oxford Camerata ou a Sinfonia Turangalîla, de Messiaen, nas mãos do maestro Antoni Witt.

Falávamos do Jandó. O homem produziu a integral das Sonatas para piano de Beethoven, de Haydn, de Schubert. O que o Wilhelm Kempff fez para a Deutsche Grammophon, ele fez para a Naxos, e mais. Sempre com competência e sensibilidade. Jenö, aliás, tem nos visitado aqui no PQP Bach com regularidade, sendo as duas mais recentes passadas estampadas com o cobiçado carimbo de IM-PER-DÍ-VEL pregado pelo próprio PQP. Bartók, Brahms e Schumann no programa.

Acredito ainda que, deste período de construção do catálogo da Naxos, sua contribuição maior, mais duradoura, tem sido essa série de Concertos para Piano de Mozart. A integral dos Concertos para Piano tem excelentes possíveis gravações, como a do Perahia, a do Brendel & Marriner ou a de Daniel Barenboim (retrato do artista quando jovem-EMI), só para não deixar palavras soltas ao vento. Mas as gravações do JJ, acompanhado pela Concentus Hungaricus, regida por Mátyás Antal ou András Ligeti, vale a nota e a divulgação. Todas as gravações foram feitas no Instituo Italiano de Budapeste, entre 1989 e 1991, com a produção de Ibolya Tóth.

O Concerto para piano e orquestra – de Bach até Mozart!

O gênero musical que conhecemos como concerto para piano (e orquestra) nasceu antes mesmo que o piano. Johann Sebastian Bach (ele, de novo…) adaptou alguns de seus antigos concertos para instrumentos melódicos (violino ou oboé) para cravo e cordas para apresentá-los no Collegium Musicum, em Leipzig. Bach já vinha elevando o papel do cravo de parte do baixo contínuo para protagonista do discurso musical em várias obras. Os clássicos exemplos são o Concerto de Brandenburgo No. 5 e as Sonatas para Violino e Cravo. Ele menciona que o cravo é obbligato. A composição de concertos para klavier teve continuidade com seus filhos compositores, especialmente Carl Philipp Emanuel e Johann Christian, o Bach de Londres.

Outros compositores se dedicaram ao gênero, inclusive Joseph Haydn, mas Mozart foi quem levou o gênero à sua primeira etapa de excelência. Podemos visualizar o desenvolvimento musical de Mozart na sua produção de concertos para piano – desde a quase perfeição até o nirvana!

Lembremos que essa evolução ocorreu concomitantemente com o desenvolvimento do próprio instrumento. O pianoforte surgiu nos últimos dias de Bach e foi aprimorado nos dias de Mozart e, depois, mais ainda, na época de Beethoven e Schubert. Os instrumentos que Mozart dispunha eram particularmente leves ao toque com um tipo de mecanismo que permitia grande delicadeza e articulação, entre outras coisas. Esses instrumentos eram muito adequados a maneira de Mozart tocar e faziam as pessoas acharem o estilo de Beethoven mais duro e agressivo.

Amadeus!

As duas principais etapas da vida de Mozart são antes e depois de 1781. Antes de 1781, vida em Salzburgo recheada de viagens aos grandes centros musicais da Europa, mas submetido ao emprego como músico do Arcebispo Colloredo. Depois de 1781, vida em Viena e músico independente, para o bem e para o mal (o Yin e o Yang) que essa mudança acarretou. Na primeira fase, Mozart produziu seis genuinamente seus concertos para piano, começando do Concerto No. 5. Na segunda fase, em Viena, produziu dezessete concertos – verdadeiras maravilhas que testemunham o desenvolvimento musical de Mozart. Por que Wolfgang escreveu tantos concertos para piano? Ele chegou a produzir até seis concertos em um período de um ano. A resposta está no entendimento de como se vivia naquela época. Afinal, História, Sociologia e até mesmo a Filosofia servem para algumas coisas.

O concerto para piano era o meio ideal para Mozart apresentar-se ao público vienense e ao resto do mundo (dele, é claro!) como compositor excelente e intérprete magistral.


A maioria dos concertos dados em Viena nesta época eram privados. Muitos ocorriam nas casas e palácios dos nobres, que tinham músicos como empregados regulares. Algumas famílias (Esterhàzys e Lobkowitzes, por exemplo) tinham verdadeiras orquestras a seu dispor.  As pessoas de classes mais alta e os burgueses também criavam demanda para a música de salão. Os próprios músicos, como Mozart, também promoviam pequenos concertos em suas próprias acomodações. Mozart participava destes concertos mesmo sem a expectativa de ser pago, mas contando com valorosos presentes e boa comida. Havia também a autopromoção gerando possíveis alunos e alunas e demanda para sua música impressa.

Além disso, um artista podia também promover um concerto, alugando um teatro, contratando os músicos, fazendo a divulgação, com a expectativa de retorno financeiro. A maneira mais fácil de ter sucesso nestas empreitadas era preparar tudo para promover esses concertos durante a Quaresma. Neste período não havia apresentação de óperas e os músicos estavam disponíveis e cobravam menos.

Havia também as séries de concertos por assinatura. Há documentação em cartas de Mozart para família falando de uma destas séries que aconteceu em 1784. Há inclusive a lista dos assinantes – uma espécie de Who is Who da nobreza de Viena. Em três quartas-feiras seguidas, Mozart apresentou concertos nos quais os Concertos para piano Nos. 14, 15 e 16 foram apresentados. Os concertos para piano de Mozart são como um resumo de sua obra e podemos aquilatar seus maravilhosos talentos.

Alguma informação sobre os concertos desta postagem:

Johann Christian Bach

O Concerto No. 5 em ré maior, K. 175 é o primeiro concerto para piano original composto por Mozart em 1773. Wolfganger tinha 15 anos. [Os concertos anteriores eram arranjos de sonatas de Johann Christian Bach, o Bach de Londres. Mozart o conhecera quando, em 1764, fora levado a Londres por seu pai. Johann Christian conviveu alguns meses com Mozart, então com 8 anos. Nas cartas para casa, Leopold Mozart revelava que os dois eram inseparáveis. Mozart teve sempre grande admiração e afeto por Johann Christian.] O concerto No. 5 foi composto em Salzburgo após uma viagem de umas dez semanas a Viena. Além de encontrar várias figuras culturais importantes, Mozart entrou em contato com a música de Haydn (Quartetos, Op. 9, 17 e 20). Apesar de seguir o modelo de suas paródias de concerto anteriores, este é de maior escala e tem um ótimo finale. Sua orquestração, além dos usuais oboés, fagotes e trompas, há também a presença de trompetes e tímpanos, que só reapareceriam no Concerto No. 13, em dó maior, K. 415. Mozart teve sempre uma predileção pelo Concerto No. 5 e o interpretou diversas vezes ao longo da vida. Para uma apresentação em 1782, em Viena, compôs o Rondo em ré maior, K. 382 como um final alternativo. O Rondó é uma encantadora série de variações. Miles Kending gosta bastante deste Rondo. O Concerto No. 5 é vizinho do primeiro quinteto para cordas (K. 174) composto por Mozart nesta época, tendo como modelo quintetos de Michael Haydn, o outro Haydn por quem Mozart tinha grande consideração. Quintetos de Mozart são peças que merecem cuidadosa investigação.

Os Concertos No. 6, em si bemol maior, K. 238 e o No. 8, em dó maior, K. 246 são obras típicas do estilo galante. A orquestração é básica, dois oboés (ou flautas no caso do No. 6), duas trompas e cordas, além do solista. No Concerto No. 6 as trompas marcam alegre presença em vários momentos. O Concerto No. 8 tem o apelido Lützow por ter sido destinado à Condessa Antonia Lützow, dizem uma excelente pianista.

O Concerto No. 19, em fá maior, K. 459 é a cereja deste bolo. Composto por Mozart para seu próprio uso, reúne graça vigor. Este concerto foi o último da série de concertos compostos em 1784 e termina com um dos melhores movimentos escritos por Mozart nesta época. Nele há equilíbrio entre as lindas melodias e o aspecto formal e estrutural da peça. O princípio do que agrada a leigos e entendidos levado à perfeição.

Tendo exaustivamente composto concertos ao longo dos anos 1784 até 1786, Mozart não compôs concertos para piano em 1787. Parece inacreditável, mas a popularidade de Mozart, como intérprete, começara a esvanecer e em Viena não houve mais comissões musicais, até 1790. Neste ano, a ópera Così fan tutte foi estreada, mas teve suas performances suspensas pela morte do Imperador.

Manuscrito de uma parte do solo do Concerto para Piano No. 26

O Concerto No. 26 em ré maior, K. 537 foi terminado em 24 de fevereiro de 1788, possivelmente para uma série de concertos a serem dados durante a Quaresma. O concerto No. 26 ganhou o apelido de Concerto da Coroação por ter sido apresentado por Mozart em 15 de outubro de 1790, em Frankfurt, durante a coroação do novo Imperador, Leopold II. Não é o mais bem desenvolvido dos concertos, mas especialmente seu finale Allegretto é cheio de ecos e cores que lembram ao Papageno. O concerto é a prova de Mozart conseguia ser ótimo mesmo quando não estava em perfeita forma. A parte da mão esquerda do solo não está escrita no manuscrito, uma prova de que o concerto fora concebido para ser interpretado pelo próprio Mozart.

Complete Piano Concertos – Volume 9

Concerto No. 26 em ré maior, K. 537 – ‘Coronation’

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegretto

Concerto No. 5 em ré maior, K. 175

  1. Allegro
  2. Andante ma poco adagio
  3. Allegro
  4. Rondo em ré maior, K. 382

Jenö Jandó, piano

Concentus Hungaricus & Mátyás Antal

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MP3 | 320 KBPS | 139 MB

Complete Piano Concertos – Volume 8

Concerto No. 19 em fá maior, K. 459

  1. Allegro
  2. Allegretto
  3. Allegro assai

Concerto No. 6 em si bemol maior, K. 238

  1. Allegro aperto
  2. Andante un poco adagio
  3. Rondeau: Allegro

Concerto No. 8 em dó maior, K. 246

  1. Allegro aperto
  2. Andante
  3. Rondeau: Tempo di Menuetto

Jenö Jandó, piano

Concentus Hungaricus & Mátyás Antal

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FLAC | 272 MB

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MP3 | 320 KBPS | 156 MB

Espero que esta série de postagens lhe aproxime do legado maravilhoso que é a obra de Mozart, em particular de seus concertos para piano. Faça como Miles Kendig, ouça Mozart!

René Denon

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos nº 23 & 26 – Gulda, Harnoncourt, RCO

Friedrich Gulda não foi apenas um pianista clássico, o cara também era um baita músico de Jazz, e já trouxemos suas incursões nessa área em outras postagens. Gulda era também um cara inquieto. Brigou algumas vezes com establishment, se afastou dos palcos e das grandes orquestras, e foi tocar Jazz.
Nikolaus Harnoncourt também foi um cara inquieto. Inquieto com a forma com que se tocava a música barroca, criou uma nova escola de interpretação para este estilo, junto com os irmãos Kujiken e com Gustav Leonhardt e eles nos mostraram que Bach também poderia ser tocado de outra forma, com instrumentos semelhantes aos que eram usados na época em que foram compostos, e nas mesmas formas de se tocar da época também. Ele era um descendente direto dos Habsburgs, família nobre européia que administrou o continente por séculos. Ou seja, o cara ainda tinha sangue azul.
Juntem dois músicos deste porte, e acrescente-se a essa fórmula a melhor orquestra sinfônica dos últimos cinquenta anos, os holandeses do Concertgebouw de Amsterdam. O resultado? Bem, veja bem … vejo estes registros mais como um encontro de amigos rebeldes, que ainda tentam fugir ao establishment.
De qualquer forma, é Mozart, senhores. Interpretado por dois dos maiores músicos do Século XX. E isso não é pouca coisa.

1 Mozart – Piano Concerto No.26 in D major K537, ‘Coronation’ – I Allegro
2 Mozart – Piano Concerto No.26 in D major K537, ‘Coronation’ – II Larghetto
3 Mozart – Piano Concerto No.26 in D major K537, ‘Coronation’ – III Allegretto
4 Mozart – Piano Concerto No.23 in A major K488 – I Allegro
5 Piano Concerto No.23 in A major K488 – II Adagio
6 Mozart – Piano Concerto No.23 in A major K488 – III Allegro assai

Friedrich Gulda – Piano
Royal Concertgebow Orchestra
Nikolaus Harnoncourt – Conductor

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W.A. Mozart (1756-1791): Complete Piano Variations (4 CDs)

W.A. Mozart (1756-1791): Complete Piano Variations (4 CDs)

Esta pequena caixa de CDs contém obras muito desiguais. Algumas peças são boníssimas e outras talvez sejam encomendas feitas por pianistas iniciantes, tal a simplicidade. Porém, trata-se de um repertório quase inexplorado e a sacada da Bis e do pianista Brautigam em realizar a série tem enormes méritos. Afinal, a fluência de ideias, a beleza e a lógica inerente à escrita para piano são admiráveis em Mozart. Brautigam usa um fortepiano Paul McNulty (modelado a partir de um após um Anton-Gabriel Walter de 1795).

Se você ama Mozart de paixão, este repertório raríssimo é imperdível…

Mozart: Complete Piano Variations (4 CDs)

CD 1
1. 12 Variations In C Major On “Ah, Vous Dirai-Je Maman”
2. 8 Variations In G-Major On “Laat Ons Juichen, Batavieren!” (Christian Ernst Graaf)
3. 12 Variations In B-Flat Major On An Allegretto
4. 12 Variations In E-Flat Major On “La Belle Françoise”
5. 6 Variations In F Major On “Salve Tu, Domine” (From Paisello, I Filosofi Immaginarii)
6. Praeludium (Modulating F Major – E Minor)
7. Rondo In A Minor

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CD 2
1. 10 Variations En G Majeur
2. Ouverture : Ouverture
3. Ouverture : Allemande
4. Ouverture : Courante
5. Kleiner Trauermarch In E-Moll: Marche Funebre Del Sig.R Maestro Contrapunto
6. Acht Variationen In F-Dur
7. Zwölf Variationen In C-Dur
8. Clavierstück In F-Dur
9. Fantastic Fragment In D-Moll

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CD 3
1. 8 Variations in F major on ‘Ein Weib ist das herrlichste Ding’, K.613
2. Praludium in C major, K.284a
3. Praludium (Fantasie) und Fuge in C major, K.394 – I. Prelude
4. Praludium (Fantasie) und Fuge in C major, K.394 – II. Fugue
5. 12 Variations in E-flat major on a Romance ‘Je suis Lindor’, K.354
6. Gigue in G major, K.574
7. Adagio in B minor, K.540

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CD 4
1. Neun Variationed in D-Dur, K.573
2. Sechs Variationed in G-Dur, K.180
3. Neun Variationed in C-Dur, K.264
4. Thema in F-Dur mit funf Variationen, K.Anh 138a
5. Sieben Variationed in D-Dur, K.25
6. Zwei Variationed in A-Dur, K.460
7. Rondo in D-Dur, K.485

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Ronald Brautigam, pianoforte

Ronald Brautigam, o holandês que enfrentou todo este repertório raro de Mozart
Ronald Brautigam, o holandês que enfrentou todo este repertório raro de Mozart

PQP

W. A. Mozart (1756-1791) – Don Giovanni – [DG] – Ferenc Fricsay

W. A. Mozart (1756-1791) – Don Giovanni – [DG] – Ferenc Fricsay

Mozart – Don Giovanni

Para apreciar devidamente a música de Mozart, é preciso se dar conta de que ele foi um compositor de óperas. A música de Mozart, mesmo quando não é uma ária ou um terzetto, canta como se estivesse em um palco de um teatro de ópera. Ouça, com esta perspectiva, o Andante um poco sostenuto do Concerto para piano No. 18, em si bemol maior, K. 456. As cordas cantam, o piano declama e as madeiras tecem comentários. Ouça o primeiro movimento da Serenata para Orquestra em ré maior, K. 320 – Posthorn-Serenade. Este Adagio maestoso – Allegro com spirito é uma abertura de ópera!

Eu não conheço todas as óperas de Mozart. Nunca ouvi Idomeneo ou La Clemenza di Tito. Há ainda outras que eu não ouvi. Mas tenho ouvido bastante as três óperas com libretos de Lorenzo da Ponte, além de O Rapto do Serralho e (é claro) A Flauta Mágica, estas cantadas em alemão.

Hoje vamos de Don, Don Giovanni! A primeira vez que eu ouvi Don Giovanni foi no século passado e era esta gravação que vos trago hoje. Os três LPs estavam em uma caixota com a figura do Don vestido em preto sobre fundo avermelhado, cantando uma de suas árias, provavelmente Deh, vieni alla finestra.

Esta talvez seja a ópera das óperas. Bom, talvez não, há também a Tosca. Xi, é melhor evitar polêmicas! Quem precisa delas?

Se você não conhece o enredo, prepare-se, há luta com espadas, cenas de sedução, perseguições e um fantasma. Há personagens representando as pessoas comuns e há aqueles que representam a nobreza. Há diálogos (hilariantes) entre essas classes sociais. Você perceberá um traço comum nas óperas de Mozart que eu conheço que também aparece aqui: uma dualidade entre certos personagens, que são opostos mas se completam. Tamino e Papageno na Flauta Mágica. Belmonte e Pedrillo no Rapto do Serralho. Em uma certa medida, O Conde d’Almaviva e Figaro, nas Bodas do próprio. Acho que preciso ouvir de novo o Così fan Tutte, mas aqui é o Don Giovanni e seu serviçal, Leporello. É a oposição do nobre e do plebeu, do refinado e do rústico… Bom, acho que você percebeu a ideia.

Escultura comemorativa da ópera Don Giovanni, de Mozart, em Praga, República Tcheca. Don Giovanni teve sua premiere no dia 29 de outubro de 1878, em Praga.

A ópera conta a história do dissoluto Don Giovanni, que passa todo o tempo fazendo coisas bem pouco louváveis – assassinando um velhinho, assediando todos os rabos de saia que lhe cruzam o caminho, até seu destino final, um banquete com música seguido de um encontro surpreendente que o leva diretamente aos infernos. É assim, um adorável vilão, mais um para essa imensa galeria. Seria interessante uma análise sobre o que nos diz o Don nestes dias de (tão necessária) consciência de politicamente correto pensar e agir. Mas isto, deixemos para os blogs especializados.

O libreto de Lorenzo da Ponte é um primor, o cara foi um bamba! Como é cantada em italiano, com um pouquinho de imaginação dá para perceber tudo. Você aprenderá admiráveis palavrões como bricconaccia, scioccone, mascalzone… Afinal, ópera é cultura!

Aqui está um link para o libreto com tradução para o português, da página do Teatro Municipal de São Paulo.

Há muitas trapalhadas, troca de personagens, cenas com muitas pessoas no palco, como era de se esperar nas óperas da época. O crème de la crème é a grande cena final, o banquete seguido da descida aos infernos. Sei, estou dando um baita spoiler…  Mas ópera é assim, a gente lê a sinopse antes e, mesmo assim, adora ver tudo novamente.

Dietrich e Ferenc trocando umas ideias sobre o andamento da “Fin ch’han dal vino”…

Nesta gravação, nenhum cantor é italiano, mas (rest assured) são impecáveis. A começar pelo Don, cantado pelo (jovem) Dietrich Fischer-Dieskau. Quem soaria mais sedutor na ária Deh, vieni alla finestra, ou faria com mais competência os diálogos (ótimos, são da pena do Lorenzo da Ponte) com o Leporello de Karl Christian Kohn? O tenor Ernst Haefliger canta as duas árias de Don Ottavio, Dalla sua pace e Il mio tesoro, com voz extraordinária. O contraste entre os dois principais personagens femininos, a relutante e ainda apaixonada Donna Elvira, de Maria Stader, e Donna Anna sedenta de vingança de Sena Jurinac, é bem marcado.  Os papéis coadjuvantes de Masetto e Zerlina estão a cargo de Ivan Sardi e Irmgard Seefried. Ela brilha no dueto Là ci darem la mano, là me dirai di sì, com o Don. O Don era terrível!

Ferenc Fricsay

A Orquestra da Rádio de Berlim, assim como o coro e todo o cast estão sob a direção do lendário maestro húngaro Ferenc Fricsay.

O que dizer mais? Parece um feixe de contradições. Uma ópera de duas horas e meia em dias de músicas que duram alguns minutos. História de um malfeitor que (como nas novelas) passa todo o tempo fazendo vilanias para ser triunfalmente castigado no final. Os mocinhos são uns poias e cantam alegremente no fim: Questo è il fin di chi fa mal…

Como ouvir uma obra como esta? Sugiro um dia que houver tempo. É preciso tempo para tanta coisa. Pois então, se tiveres esse tempo, vá lá, prepare-se, e cuidado com o volume do som, pois a abertura já vai, de cara, lhe arrancar as meias… ou o chapéu!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Don Giovanni

Don Giovanni – Dietrich Fischer-Dieskau
Il Commendatore – Walter Kreppel
Donna Anna – Sena Jurinac
Don Ottavio – Ernst Haefliger
Donna Elvira – Maria Stader
Leporello – Karl Christian Kohn
Masetto – Ivan Sardi
Zerlina – Irmgard Seefried
RIAS-Kammerchor
Radio-Symphonie-Orchester Berlin

Ferenc Fricsay

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Questo è il fin di chi fa mal!

René Denon

Mozart (1756-1791): Sonata K. 448 / Schubert (1797 – 1828): Fantasia D. 940 – Louis Lortier & Hélène Mercier

Mozart (1756-1791): Sonata K. 448 / Schubert (1797 – 1828): Fantasia D. 940 – Louis Lortier & Hélène Mercier

Mozart – Sonata em ré maior, K. 448

Mozart – Andante com Variações, K. 501

Schubert – Fantasia  D. 940

O ano 1781 foi significativo na vida de Wolfgang Amadeus Mozart, então com vinte e cinco anos, no auge de seu talento. Ele deixaria definitivamente de ser um músico da corte de Salzburgo, mudando para Viena. Este também é o ano em que conhece Constanze, que viria a ser sua esposa. Mas não foi nada fácil, longe disto. Sua atitude rebelde e independente custou-lhe caro. Sem a segurança do emprego que o tornava um servidor do Arcebispo Colloredo, passou a depender do que rendesse seus concertos públicos e do que recebesse de aulas dadas, especialmente à filhas de famílias nobres.

Josephine von Auernhammer foi uma das primeiras e deve ter sido ótima aluna. É claro, ela apaixonou-se por Mozart, mas se você quer saber o resto da história, precisa ler um pouco em outras fontes… O que importa para a postagem de hoje é que Mozart compôs essa brilhante sonata, em estilo galante, para tocarem juntos. As performances de ambos foram descritas como memoráveis pelas pessoas que lá estiveram.

Bernardo Bellotto, il Canaletto – Vista de Viena, por volta de 1761

Como julgar a música de Mozart? Lembremos que ele compôs várias peças sob encomenda, para cumprir as obrigações impostas pelo trabalho. Havia também a necessidade de agradar o gosto da época, a partir do momento que sua subsistência passou a depender do resultado da bilheteria de seus concertos. Mas sua genialidade sempre brilhava. Ele próprio explicou em suas cartas como tratava de colocar nas obras algo que agradasse tanto aos ouvintes mais informados quanto às pessoas comuns.

Esta sonata é um ótimo exemplo. O fato de ter sido escrita para dois pianos é muito bem explorado. O primeiro movimento é repleto de trechos que se seguem encadeados uns aos outros, permitindo que cada pianista brilhe por seu turno. Depois o Andante, o mais longo movimento da sonata. Delicadeza e beleza reinam aqui, tornando este movimento em algo bem próximo do sublime. Eu sei, parece exagero, mas vá lá, confira! E para fechar a sonata, um allegro molto, no que poderia propriamente definir o que é o estilo galante. No disco, segue um andante com variações, que funciona aqui como um interlúdio, uma pausa antes da próxima peça.

Quando Mozart escreveu a sonata, em 1781, tinha ainda pela frente mais dez anos de vida. Já Schubert escreveu a sua Fantasia em fá menor, D. 940, em 1828, seu último ano de vida. A peça foi escrita em quatro movimentos, mas que são tocados em sequência, interligados, sem qualquer pausa. Schubert foi um mestre em modulações e transições, e aqui são usadas com perfeição por um artista no auge de sua criatividade. Ele já havia escrito uma Fantasia com essa característica, de movimentos interligados, a Wanderer Fantasie. Mas, enquanto que na Wanderer Fantasie, para piano solo, o elemento de virtuosismo prevalece (raro em Schubert), na Fantasia para piano a quatro mãos, prevalece o discurso musical, a alegria de fazer música ao lado de um amigo, ou amiga.

A gravação desta postagem tem Louis Lortie, pianista canadense, que na época gravava para o selo Chandos, acompanhado pela pianista Hélène Mercier. A gravação feita no Snape Maltings Concert Hall é excelente. O produtor Tim Handley fez um excelente trabalho. O som brilha quando precisa, canta e encanta também.

Há outras gravações que reunem essas peças, que podem ser exploradas, se você gostar do repertório. Vale mencionar Perahia e Lupu, num disco com exato mesmo repertório. Outras referências para a Fantasia de Schubert são Emil e Elena Gilels ou Sviatoslav Richter e Benjamin Britten. Mas, Lortie e Mercier é o que temos hoje, e já é bastante. Um disco de tirar o chapéu!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Sonata para dois pianos em ré maior, K. 448
  1. Allegro con spirito
  2. Andante
  3. Allegro molto
Andante con Variações, para piano a quatro mãos, K. 501

Franz Schubert (1797 – 1828)

Fantasia em fá menor, para piano a quatro mãos, D. 940

Louis Lortier & Hélène Mercier, pianos

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Aproveite, que é coisa boa!

René Denon

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): String QUINTETS K.406 & K.516

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): String QUINTETS K.406 & K.516

Uma coisa que parece muito complicada para os atuais quartetos de cordas é convidarem um quinto (e ameaçador) elemento. Só isso explica a profusão de gravações que merecem os Quartetos de Mozart em relação à pobreza de registros de seus Quintetos, os quais, em média, são MUITO MELHORES. À exceção do CD que posto hoje, não possuo os outros quintetos de Mozart em meio digital. Tenho uma edição muito antiga e completa em vinil. Os Quintetos K. 515 e 516 são obras-primas da fase madura do compositor. Por exemplo, ouçam o K. 516. Prestem atenção no Adagio ma non troppo e no movimento final. Onde mais? Nos quartetos? Ah, não brinca!

W. A. Mozart (1756-1791): String Quintets K.406 & K.516

1. String Quintet KV 406 – I – Allegro (7:55)
2. String Quintet KV 406 – II – Andante (4:34)
3. String Quintet KV 406 – III – Menuetto (4:28)
4. String Quintet KV 406 – IV – Allegro (6:07)

5. String Quintet KV 516 – I – Allegro (10:09)
6. String Quintet KV 516 – II – Menuetto (5:23)
7. String Quintet KV 516 – III – Adagio ma non troppo (7:35)
8. String Quintet KV 516 – IV – Adagio – Allegro (10:12)

Éder Quartet:
Jenos Selmeczi: violin
Peter Szts: violin
Sndor Papp: viola
Gyorgy Eder: cello
+
János Fehérvári: 2nd viola

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PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Sir Colin Davis Conducts Mozart – Colin Davis, Staatskapelle Dresden

Neste final de semana resolvi ouvir Mozart. Depois de muita pesquisa em meu acervo, escolhi esta belíssima caixa dedicada às suas últimas sinfonias e dirigidas pelo maestro inglês Sir Colin Davis. Curiosamente, a escolha do produtor e do próprio maestro, com certeza, estas gravações foram realizadas com a excelente Sttatskapelle Dresden entre 1981 e 1992, conjunto orquestral com o qual ele tinha muita afinidade.

São 5 cds de pura beleza, harmonia e paz. Sugiro como trilha sonora para um final de semana sem maiores planos, apenas talvez ficar sentado em seu sofá e apreciar a obra de Mozart nas mãos de um dos maiores maestros do século XX.

CD 1

1 Symphony no.28 in C major, K.200 I. Allegro spiritoso
2 symphony no.28 in C major, K.200 II. Andante
3 symphony no.28 in C major, K.200 III. Menuetto. Allegretto – Trio
4 Symphony no.28 in C major, K.200 IV. Presto
5 Symphony no.29 in A major, K.201 I. Allegro moderato
6 Symphony no.29 in A major, K.201 II. Andante
7 Symphony no.29 in A major, K.201 III. Menuetto – Trio
8 Symphony no.29 in A major, K.201 IV. Allegro con spirito
9 Symphony no.34 in C major, K.338 I. Allegro vivace
10 Symphony no.34 in C major, K.338 II. Andante di molto
11 Symphony no.34 in C major, K.338 III. Finale. Allegro vivace

CD 2

1 Symphony no.32 in G major, K.318 Allegro – Andante – Tempo I
2 Symphony no.30 in D major, K.202 I. Molto allegro
3 Symphony no.30 in D major, K.202 II. Andantino con moto
4 Symphony no.30 in D major, K.202 III. Menuetto – Trio
5 Symphony no.30 in D major, K.202 IV. presto
6 Symphony no.33 in B flat mejor, K.319 I. Allegro assai
7 Symphony no.33 in B flat mejor, K.319 II. Andante mederato
8 Symphony no.33 in B flat mejor, K.319 III. Menuetto – Trio
9 Symphony no.33 in B flat mejor, K.319 IV. Allegro assai
10 Symphony no.31 in D major, K.297 ‘Paris’ I. Allegro assai
11 Symphony no.31 in D major, K.297 ‘Paris’ II. Andante
12 Symphony no.31 in D major, K.297 ‘Paris’ III. Allegro

CD 3

1 Symphony no.35 in D major major, K.385 ‘Haffner’ I. Allegro con spirito
2 Symphony no.35 in D major major, K.385 ‘Haffner’ II. Andante
3 Symphony no.35 in D major major, K.385 ‘Haffner’ III. Menuetto – Trio
4 Symphony no.35 in D major major, K.385 ‘Haffner’ IV. Finale. Presto
5 Symphony no.38 in D major, K.504 ‘Prague’ I. Adagio – Allegro
6 Symphony no.38 in D major, K.504 ‘Prague’ II. Andante
7 Symphony no.38 in D major, K.504 ‘Prague’ III. Finale. Presto

CD 4

1 Symphony no.36 in C major, K.425 ‘Linz’ I. Adagio – Allegro spiritoso
2 Symphony no.36 in C major, K.425 ‘Linz’ II. Andante
3 Symphony no.36 in C major, K.425 ‘Linz’ III. Menuetto – Trio
4 Symphony no.36 in C major, K.425 ‘Linz’ IV. Finale. Presto
5 Symphony no.40 in G minor, K.550 I. Molto allegro
6 Symphony no.40 in G minor, K.550 II. Andante
7 Symphony no.40 in G minor, K.550 III. Menuetto. Allegretto – Trio
8 Symphony no.40 in G minor, K.550 IV. Allegro assai

CD 5

1 Symphony no.39 in E-flat major, K.543 I. Adagio – Allegro
2 Symphony no.39 in E-flat major, K.543 II. Andante con moto
3 Symphony no.39 in E-flat major, K.543 III. Menuetto. Alegretto – Trio
4 Symphony no.39 in E-flat major, K.543 IV. Finale. Allegro
5 Symphony no.41 in C major, K.551 ‘Jupiter’ I. Allegro vivace
6 Symphony no.41 in C major, K.551 ‘Jupiter’ II. Andante cantabile
7 Symphony no.41 in C major, K.551 ‘Jupiter’ III. Menuetto. Alegretto – Trio
8 Symphony no.41 in C major, K.551 ‘Jupiter’ IV. Molto allegro

Staatkapelle Dresden
Sir Colin Davis – Conductor

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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Mozart Opera Arias: Sandrine Piau & Freiburger Barockorchester, dir. Gottfried von der Goltz – 2002

Mozart Opera Arias

Sandrine Piau

Freiburger Barockorchester
dir. Gottfried von der Goltz

2002

 

Uma das primeiras gravações solo da Sandrine, para matar saudades da nossa patativa!

Mozart Opera Aria – 2002
Sandrine Piau & Freiburger Barockorchester

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XLD RIP | FLAC | 282 MB

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MP3 | 320 KBPS | 139 MB

powered by iTunes 12.8.2 | 1 h 05 min

Oh saudades …

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Boa audição!

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Entre 2009 e 2010, Cecilia Bartoli foi do Sacrifizio ao Pasticcio, do Olimpo ao Mercado. Após o belíssimo álbum de 2009, Sacrificium, La Bartoli lança agora um CD para angariar mais admiradores e perder outros tantos. O disco é um rolo só. Uma mistura de gêneros, épocas e uma demonstração de um virtuosismo às vezes um tantinho vazio. Gente que conhece ópera ficou incomodada pelos abusos cometidos em Una voce poco fa. A tentativa de Bartoli de se tornar ainda mais popular — e precisa? — esbarrou nas limitações artísticas de um repertório pra lá de estranho e um tratamento pra lá de “modernoso”. A Diva escorregou. Aguardamos para breve sua saída do shopping. Mas as faixas de 5 a 7… Só ela para tanta maravilhosa perfeição.

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

1. Handel – “Lascia la spina cogli la rosa” – Cecilia Bartoli, Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski
2. Vivaldi – Gelido in ogni vena – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
3. Giacomelli – Sposa, non mi conosci – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
4. Caldara – Quel buon pastor son io – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
5. Mozart – “Voi che sapete” – Cecilia Bartoli, Wiener Philharmoniker, Claudio Abbado
6. Mozart – “Là ci darem la mano” – Cecilia Bartoli, Bryn Terfel, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung
7. Mozart – Laudate Dominum omnes gentes (Ps. 116/117) – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani
8. Bellini – Ah! non credea mirarti si presto estinto, o fiore – Cecilia Bartoli, Juan Diego Flórez, Orchestra La Scintilla, Alessandro de Marchi
9. Persiani – “Cari giorni” (Romanza der Ines) – Cecilia Bartoli, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
10. Rossini – Una voce poco fa – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
11. Bellini – Casta Diva – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
12. Franck – Panis Angelicus – Cecilia Bartoli, Cinzia Maurizio, Luigi Piovano, Daniele Rossi
13. Gabriel Fauré – Pie Jesu – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani, Daniele Rossi

Cecilia Bartoli, mezzo-soprano

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Ai, aqueles Mozart me fazem esquecer todo o resto, Cecilia.

PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Piano Concertos nº24 & 25 – Moravec, Marriner, ASMF

Trago um novo link para este belo cd, que tem aquele que provavelmente é o mais belo dos concertos para Piano de Mozart, principalmente por sua introdução, o de nº 25. Uma singela homenagem a estes dois grandes músicos que aqui mostram todo o seu talento, o pianista Ivan Moravec e o maestro Neville Marriner. Duas lendas, que coincidentemente morreram com apenas um ano de diferença. Provavelmente onde quer que estejam continuam desfilando todo o seu talento. 

Um cd delicioso com dois concertos para piano de Mozart interpretados pelo pianista tcheco Ivan Moravec, que eu particularmente não conhecia até ter acesso a esse cd. O refinamento destes últimos concertos de Mozart exigem do pianista o mesmo tato em sua interpretação. Moravec já era um senhor de 66 anos de idade quando gravou com a nossa querida Academy of Saint-Martin on the Fields, dirigida pelo lendário maestro Sir Neville Marriner. E sua experiência pode ser sentida ao ouvirmos essas gravações. Marriner e sua orquestra são exímios intérpretes da obra de Mozart, e já gravaram estes mesmos concertos em outras ocasiões, sendo a mais festejada as versões com Alfred Brendel, talvez a melhor de todas as integrais já gravadas dos concertos de Mozart.

Mas Mozart é Mozart, e seus intérpretes sempre conseguem extrair aquele algo a mais de suas obras. Ainda mais com músicos do nível destes envolvidos nestas gravações que ora vos trago.

Eis um CD para ser apreciado sem moderação, para ser degustado em todos os seus detalhes. quantas vezes forem necessárias.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Piano Concertos nº24 & 25 – Moravec, Marriner, ASMF

01 – Piano Concerto No.24 KV 491 Allegro
02 – Piano Concerto No.24 KV 491 Larghetto
03 – Piano Concerto No.24 KV 491 Allegretto
04 – Piano Concerto No.25 KV 503 Allegro maestro
05 – Piano Concerto No.25 KV 503 Andante
06 – Piano Concerto No.25 KV 503 Allegretto

Ivan Moravec – Piano
Academy of Saint Martin in the Fields
Sir Neville Marriner – Conductor

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W. A. Mozart (1756-1791): Trios para Piano K. 502, 542 & 564

W. A. Mozart (1756-1791): Trios para Piano K. 502, 542 & 564

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Rautio Piano Trio é especializado em performances de época e foi criado na Royal Academy of Music, de Londres, um dos melhores lugares do mundo para se estar. Esta é sua gravação de estreia. O pianista Jan Rautio toca pianoforte, enquanto a violoncelista Adi Tal e a violinista Jane Gordon usam cordas de tripa e arcos mais leves e curtos. O resultado é uma música de grande agilidade e bela sonoridade, o que dá novo equilíbrio aos trios de Mozart. Os trios são excelentes, todos do período de maturidade do compositor. É um disco surpreendente, leve e com belos momentos do mais puro espírito mozartiano.

W. A. Mozart (1756-1791): Trios para Piano K. 502 542 & 564

1 Piano Trio in B-flat major, KV 502: I. Allegro 8:24
2 Piano Trio in B-flat major, KV 502: II. Larghetto 7:28
3 Piano Trio in B-flat major, KV 502: III. Allegretto 6:21

4 Piano Trio in E major, KV 542: I. Allegro 7:40
5 Piano Trio in E major, KV 542: II. Andante grazioso 4:45
6 Piano Trio in E major, KV 542: III. Allegro 7:07

7 Piano Trio in G major, KV 564: I. Allegro 5:03
8 Piano Trio in G major, KV 564: II. Andante 5:47
9 Piano Trio in G major, KV 564: III. Allegretto 4:30

Rautio Piano Trio

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O Rautio faz uma pose mozartiana para o PQP enquanto fala das IHI (Interpretações historicamente informadas).

PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Gran Partita K. 361 / Sérénade Pour Vents K. 388

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Gran Partita K. 361 / Sérénade Pour Vents K. 388

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Na página não parecia… Nada! O princípio simples, quase cômico. Só uma pulsação. Trompas, fagotes… Como uma sanfona enferrujada. E depois, subitamente… Lá bem no alto… Um oboé. Uma única nota, ali pendurada, decidida. Até que um clarinete a substitui, adoçando-a numa frase de tal voluptuosidade… Isto não era uma composição de um macaco amestrado. Era música como eu nunca tinha ouvido. Cheia de uma saudade, de uma saudade não realizada. Parecia-me que estava a ouvir a voz de Deus.

Este é o texto de uma das mais belas cenas de Amadeus (1984), de Milos Forman. Quem o diz é F. Murray Abraham no papel de Salieri. Ele recebeu o Oscar de Melhor Ator.

De cabo a rabo, a Gran Partita para 13 instrumentos (sopros e baixos) é um milagre da genialidade mozartiana e o destaque deste maravilhoso CD de 1995 (reeditado 3 vezes com capas diferentes) e capitaneado por Philippe Herreweghe. Junto da gravação do Collegium Aureum este é o melhor registro desta notável obra. A Serenata K. 388 também é boa e recebe tratamento igualmente luxuoso, mas não há nada como a Gran Partita. Um disco espetacular, para se guardar.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Gran Partita K. 361 / Sérénade Pour Vents K. 388

Sérénade N°10 “Gran Partita” K.361 [370 a]
1 Largo. Molto Allegro 9:08
2 Menuetto. Trios I & II 8:27
3 Adagio 5:14
4 Menuetto. Allegretto. Trios I & II 4:51
5 Romanze. Allegretto 7:27
6 Tema Con Variazioni. Andante 9:47
7 Finale. Molto Allegro 3:22

Sérénade N°12 “Nacht Musique” K.388 [384 a]
8 Allegro 7:15
9 Andante 4:33
10 Menuetto In Canone. Trio In Canon Al Rovescio 4:04
11 Allegro 6:16

Harmonie De L’Orchestre Des Champs Élysées
Philippe Herreweghe

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PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Symphonies – Abbado – Orchestra Mozart

4777598Postagem Original realizada em Julho de 2013, alguns meses antes da morte de Abbado. Links Atualizados !!!

Já deixei claro várias vezes aqui no PQPBach que admiro muito Claudio Abbado, tanto antes de assumir a Filarmônica de Berlim, quanto depois de deixá-la para encarar novos desafios e projetos. Um destes projetos, talvez o que mais tem se destacado, é esta Orchestra Mozart. Já postei, e outros colegas também, diversos cds deles, e uma gravação é melhor que outra.

4779792Nesta postagem tripla estou trazendo Sinfonias de Mozart nas mãos sempre competentes e hábeis de Abbado e sua Orchestra Mozart. Coisa finíssima, que só reforça aquilo que já sabemos há bastante tempo: Claudio Abbado é um dos maiores regentes de sua geração, que não tem medo de encarar novos desafios e projetos como se ainda fosse um garoto de vinte e poucos anos de idade e não um senhor de 80 anos recém completados no último dia 26 de junho.

Para se deliciar, sentado à frente de uma lareira, ainda mais neste frio desgraçado que está fazendo aqui no sul do Brasil, acompanhado de um bom vinho.

01 – Symphony No.35 – I. Allegro con spirito
02 – II. Andante
03 – III. Menuetto – Trio
04 – IV. Finale. Presto
05 – Symphony No.29 – I. Allegro moderato
06 – II. Andante
07 – III. Menuetto – Trio
08 – IV. Allegro con spirito
09 – Symphony No.33 – I. Allegro assai
10 – II. Andante moderato
11 – III. Menuetto – Trio
12 – IV. Allegro assai

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CD 2

01 – Symphony No.38 – I. Adagio – Allegro
02 – II. Andante
03 – III. Presto
04 – Symphony No.41 – I. Allegro vivace
05 – II. Andante cantabile
06 – III. Menuetto. Allegretto – Trio
07 – IV. Molto allegro

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CD 3

01 – Symphony No. 39 – I. Adagio – Allegro
02 – II. Andante con moto
03 – III. Menuetto. Allegretto – Trio
04 – IV. Finale. Allegro
05 – Symphony No. 40 – I. Molto allegro
06 – II. Andante
07 – III. Menuetto. Allegretto – Trio
08 – IV. Allegro assai

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Orchestra Mozart
Claudio Abbado – Conductor

FDPBach

Die himmel rühmen geistliche chormusik (Os céus entoam música coral sacra)

Die himmel rühmen geistliche chormusik

Os céus entoam música sacra coral

 

Uma coleção de 42 músicas, de inspirados e tradicionais compositores, reunidas em 3 CDs.

 

CD # 1
01. Messiah, HWV 56, Part II: Hallelujah! Georg Friedrich Händel (Germany,1685-England,1759), Marcus Creed, RIAS Chamber Chorus & Berlin RIAS Sinfonietta

02. Vesperae solennes de confessore, K. 339: Laudate Dominum, Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791), Maria Zadori, Jeunesses Musicales Chorus, Ivan Fischer & Budapest Philharmonic Orchestra

03. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part I: Die Himmel erzahlen die Ehre Gottes (The heavens are telling the glory of God), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Christian Bauer, Ernst Jankowitsch, Max Emanuel Cencic & Wiener Volksoper Orchestra

04. 6 Songs, Op. 48: No. 4. Die Ehre Gottes aus der Natur (arr. for male choir), Anonymous & Ludwig van Beethoven (Alemanha, 1770-Áustria, 1827), Carl Maria von Weber Men’s Choir, Berlin & Andreas Wiedermann

05. Christmas Oratorio, BWV 248: Ehre sei dir, Gott gesungen, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Concerto Koln, Frankfurt Vocal Ensemble & Ralf Otto

06. 3 Motets, Op. 39: No. 2. O praise the Lord (Laudate pueri), Anonymous & Mendelssohn, Felix (1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

07. Te Deum, WAB 45: Te Deum laudamus – Te ergo, Anonymous & Anton Bruckner (Austria, 1824-1896), Roland Bader, Elzbieta Towarnicka, Matgorzata Walewska, Jerzy Knetig, Andrzej Biegum, Krakòw Philharmonic Orchestra & Krakow Philharmonic Chorus

08. Deutsche Messe, D. 872: Zum Sanctus: Heilig, heilig ist der Herr, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Marcus Creed, RIAS Chamber Chorus & Berlin RIAS Sinfonietta

09. Laudate Dominum, Anonymous & Christian Theodor •Weinlig (Germany, 178-1842), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

10. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part II: In holder Anmut stehn (Most beautiful appear), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Christian Bauer, Ernst Jankowitsch, Max Emanuel Cencic & Wiener Volksoper Orchestra

11. Jubilate-Amen, Op. 3, Max Bruch (Germany 1838-1920), Koln Radio Choir, Helmut Froschauer, Cologne West German Radio Chorus & Cologne West German Radio Orchestra

12. Gott in der Natur, D. 757, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Berlin Radio Chorus, Dietrich Knothe & Bernd Casper

13. Pange lingua, WAB 33, Anton Bruckner (Austria, 1824-1896), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

14. Mass No. 2 in G major, D. 167: Gloria in excelsis, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Sofia Philharmonic Orchestra, Bulgarian National Svetoslav Obretenov Choir & Georgi Robev

15.  Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part III: Singt dem Herren alle Stimmen (Sing the Lord, ye voices all!), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik & Wiener Volksoper Orchestra

CD # 2
01. Ave verum corpus, K. 618, Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791) & Anonymous,  Marcus Creed, Berlin Radio Symphony Orchestra & RIAS Chamber Chorus

02. Deutsche Messe, D. 872: Zum Eingang: Wohin soll ich mich wenden, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Marcus Creed, Berlin Radio Symphony Orchestra & RIAS Chamber Chorus

03. So nimm denn meine Hande, Friedrich •Silcher (Germany,1789-1860), Leipzig Radio Chorus & Jorg-Peter Weigle

04. Tantum ergo, D. 962, Anonymous & Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Berlin Radio Chorus, Berlin Radio Symphony Orchestra & Dietrich Knothe

05. Elijah, Op. 70: Denn er hat seinen Engeln befohlen uber dir, Mendelssohn, Felix (Germany, 1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

06. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part IV: Von deiner Gut’, o Herr und Gott (By thee with bliss, O bounteous Lord), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Ernst Jankowitsch, Gertraud Schmid & Wiener Volksoper Orchestra

07. Souvenir de Florence, Op. 70: Herr, hore mein Gebet, Op. 45, Anonymous & (Germany, 1808-1879), Leipzig Thomaner Choir & Hans-Joachim Rotzsch

08. Offertory: Intende voci, D. 963, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Peter Schreier, Berlin Radio Chorus, Berlin Radio Symphony Orchestra & Dietrich Knothe

09. 3 Motets, Op. 39: No. 1. Hear my prayer, O Lord (Veni, Domine), Anonymous & Mendelssohn, Felix (1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

10. Ein deutsches Requiem (A German Requiem), Op. 45: III. Herr, lehre doch mich, Johannes Brahms (Germany, 1833-1897), Leipzig Radio Chorus, Leipzig Radio Symphony Orchestra, Herbert Kegel & Siegfried Lorenz

11. Komm, Jesu, komm, BWV 229: Komm, Jesu, komm, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

12. Souvenir de Florence, Op. 70 (arr. for string orchestra): Anbetung dem Erbarmer, Wq. 243, H. 807, Carl Philipp Emanuel Bach (Germany, 1714-1788), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

CD # 3
01. Bringet dem Herrn Ehre seines Namens, BWV 148: Bringet dem Herrn Ehre seines Namens, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

02. Jesu, meines Herzens Freud, BWV 361, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

03. Lobe den Herrn, meine Seele, BWV 143: Chorale: Du Friedefurst, Herr Jesu Christ ,Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

04. Mass in B minor, BWV 232: Gloria – Et in terra pax, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

05. St. Matthew Passion, BWV 244, Part I: Ich will bei meinem Jesu wachen, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Wilfried Jochens, Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

06. Jesu, du mein liebstes Leben, BWV 356, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

07. Christmas Oratorio, BWV 248: Herr, wenn die stolzen Feinde schnauben, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Concerto Koln, Frankfurt Vocal Ensemble & Ralf Otto

08. Ich Lasse Dich Nicht, Johann Hermann Schein (Germany, 1586-1630), Leipzig Thomaner Choir & Hans-Joachim Rotzsch

09. War Gott nicht mit uns diese Zeit, BWV 14: War Gott nicht mit uns diese Zeit, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

10. St. John Passion, BWV 245, Part II: Mein teurer Heiland – Jesu, der du warest tot, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Gotthold Schwarz, Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

11. Jesu, meine Freude, BWV 227: Jesu, meine Freude, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

12. Preise, Jerusalem, den Herrn, BWV 119: Der Herr hat Guts an uns getan, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Max Pommer, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Leipzig University Choir

13. Ich hatte viel Bekummernis, BWV 21: Sei nun wieder zufrieden, meine Seele, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Vienna Boys Choir, Peter Marschik & Stuttgart Philharmonic Orchestra

14. Wer weiss, wie nahe mir mein Ende!, BWV 27: Wer weiss, wie nahe mir mein Ende, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

15. St. Matthew Passion, BWV 244, Part III: Wir setzen uns mit Tranen nieder, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

Die himmel rühmen geistliche chormusik
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MP3 | 275 KBPS VBR | 381 MB

powered by iTunes 12.8.0 | 3h 24 min

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Boa audição!

Avicenna

 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Sonatas for Fortepiano & Violin V. 1 – Isabelle Faust, Alexander Melnikov

Mais um grande lançamento da dupla Faust / Melnikov, que nos brindam com o primeiro volume de suas gravações das Sonatas para Violino e Piano de Mozart. Quando Faust lançou ano passado sua leitura dos Concertos para Violino de Mozart comentei  aqui mesmo no PQPBach que provavelmente seria um CD que ganharia vários prêmios, inclusive o de Gravação do Ano, da revista Grammophone. E acertei na minha previsão.

Agora, com mais um Mozart no currículo, não temo arriscar em prever que virá algum prêmio pela frente, com certeza. Essa dupla já toca junto há bastante tempo, se conhecem muito bem, e isso se reflete neste CD. Estou curioso e ansioso pelos próximos volumes. Segue em anexo o booklet de apresentação do CD. A Harmonia Mundi, como sempre, mantendo o altíssimo padrão de qualidade que a caracteriza.

1 Violin Sonata in D Major, K. 306- I. Allegro con spirito
2 Violin Sonata in D Major, K. 306- II. Andante cantabile
3 Violin Sonata in D Major, K. 306- III. Allegretto
4 Violin Sonata in E Minor, K. 304- I. Allegro
5 Violin Sonata in E Minor, K. 304- II. Tempo di minuetto
6 Violin Sonata in A Major, K. 526- I. Molto allegro
7 Violin Sonata in A Major, K. 526- II. Andante
8 Violin Sonata in A Major, K. 526- III. Presto

Isabelle Faust – Violin
Alexander Melnikov – Fortepiano

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Complete Violin Concertos & Sinfonia Concertante K 364 – Rachel Barton Pine, Academy of Saint Martin in the Fields, Sir Neville Marriner

Rachel Barton Pine vem se destacando já há alguns anos como uma das grandes violinistas de sua geração. Já postamos alguns cds seus aqui no PQPBach, e em todas estas postagens pudemos facilmente identificar seu talento e virtuosismo, além de uma criatividade e versatilidade únicas.
Neste pacotaço que ora vos trago, Barton Pine se junta ao lendário maestro Sir Neville Marriner e sua magnífica Academy of Saint Martin in the Fields para encarar os cinco concertos para Violino de Mozart, repertório no qual o maestro inglês é um grande especialista já há décadas. E a jovem instrumentista norte americana não teme o desafio. Ela mesma escreveu todas as cadenzas, e encara com a naturalidade e maturidade de quem já também vem tocando estas peças há bastante tempo.
Existem dezenas, quiçá centenas de opções de gravações destas obras, e é difícil termos acesso e claro, ouvirmos todas, para podermos oferecer aos senhores as melhores opções.  Sempre que possível traremos outras opções, não apenas as mais antigas, mas também as atuais.
Espero que apreciem. Eu gostei bastante.

01. Violin Concerto No.4 in D K218 I. Allegro
02. Violin Concerto No.4 in D K218 II. Andante cantabile
03. Violin Concerto No.4 in D K218 III. Rondeau Andante grazioso – Allegro ma non troppo
04. Violin Concerto No.1 in B flat K207 I. Allegro moderato
05. Violin Concerto No.1 in B flat K207 II. Adagio
06. Violin Concerto No.1 in B flat K207 III. Presto
07. Violin Concerto No.3 in G K216 I. Allegro
08. Violin Concerto No.3 in G K216 II. Adagio
09. Violin Concerto No.3 in G K216 III. Rondeau Allegro
10. Violin Concerto No.5 in A K219 I. Allegro aperto
11. Violin Concerto No.5 in A K219 II. Adagio
12. Violin Concerto No.5 in A K219 III. Rondeau Tempo di menuetto
13. Violin Concerto No.2 in D K211 I. Allegro moderato
14. Violin Concerto No.2 in D K211 II. Andante
15. Violin Concerto No.2 in D K211 III. Rondeau Allegro

Rachel Barton Pine – Violin
Academy of St Martin in the Fields
Sir Neville Marriner – Conductor

16. Sinfonia concertante in E flat K364 I. Allegro maestoso
17. Sinfonia concertante in E flat K364 II. Andante
18. Sinfonia concertante in E flat K364 III. Presto

Rachel Barton Pine – Violin
Mathew Lipman – Viola
Academy of St Martin in the Fields
Sir Neville Marriner – Conductor

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Mozart / Haydn / Beethoven / Schubert / Bach: The Farewell Concerts (Alfred Brendel)

Mozart / Haydn / Beethoven / Schubert / Bach: The Farewell Concerts (Alfred Brendel)

O austríaco Alfred Brendel (1931) foi um dos melhores pianistas do século XX. Mas também foi ensaísta — escrevia sobre música — e poeta. Era especialista principalmente em Mozart, Schubert, Haydn, Beethoven e Schoenberg. Em 2008, em razão da artrite, decidiu retirar-se dos palcos. Então fez uma grande excursão pela Europa. Seu último concerto público foi em 18 de dezembro, em Viena, na Grande Sala do Musikverein. São justamente partes desta excursão que temos aqui. O velho mestre dá um show num repertório onde é craque absoluto, o da música germânica clássica e romântica. Brendel se aposentou no auge e esta gravação é uma bela recordação e uma bem-vinda coda de seu importante legado.

Brendel no túmulo de Schubert

Mozart / Haydn / Beethoven / Schubert / Bach: The Farewell Concerts (Alfred Brendel)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Piano Concerto No. 9 in E Flat Major, K.271 – “Jeunehomme”
1. 1. Allegro 10:43
2. 2. Andantino 13:17
3. 3. Rondeau (Presto) 10:45
Alfred Brendel
Wiener Philharmoniker
Charles Mackerras

Franz Joseph Haydn (1732 – 1809)
4. Variations in F Minor, Hob. XVII:6 11:38

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Piano Sonata No. 15 in F Major, K. 533/494
5. 1. Allegro, K.533 7:55
6. 2. Andante, K.533 9:38
7. 3. Rondo (Allegretto), K.494 7:23

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
Piano Sonata No. 13 In E Flat Major, Op. 27, No. 1
1. 1. Andante – Allegro – Tempo I 4:47
2. 2. Allegro molto e vivace 2:00
3. 3. Adagio con espressione 3:05
4. 4. Allegro vivace – Tempo I – Presto 6:31

Franz Schubert (1797 – 1828)
Piano Sonata No. 21 in B-Flat Major, D. 960
5. 1. Molto moderato 15:17
6. 2. Andante sostenuto 9:10
7. 3. Scherzo (Allegro vivace con delicatezza) 4:05
8. 4. Allegro ma non troppo 9:19

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
7 Bagatelles, Op. 33
9. 4. Andante 3:33

Franz Schubert (1797 – 1828)
4 Impromptus, Op. 90, D. 899
10. No. 3 in G-Flat Major (Andante) 6:16

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
11. Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659 (Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659) 5:45

Alfred Brendel, piano

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Brendel com um amigo

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W. A. Mozart (1756-1791): Quartetos 18 & 19 (Dissonâncias)

W. A. Mozart (1756-1791): Quartetos 18 & 19 (Dissonâncias)

Este CD é simplesmente sensacional e olha que eu não sou exatamente um mozartiano. Como já disse, gosto que haja mais vísceras, sangue e drama. Não gosto de nada que não seja complexo ou sujo. Nesta época, Mozart já tinha dívidas, então temos aqui aquelas pitadinhas de realidade que apareceriam no trecho final de sua obra e fariam sua obra ficar cada vez melhor.

O trabalho do quarteto Alban Berg é extraordinário. Confira!

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W.A. Mozart (1756-1791): Quartetos 18 & 19 (Dissonâncias)

1. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Allegro)
2. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Menuetto Trio)
3. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Andante)
4. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Allegro)

5. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Adagio Allegro)
6. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Andante Cantabile)
7. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Menuetto: Allegro Trio)
8. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Allegro)

Alban Berg Quartett

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Mozart por Rivka Nikola

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Sonatas – Marc-Andre Hamelin

De todos os cds que já ouvi com as sonatas para piano de Mozart provavelmente este aqui pode facilmente ser classificado o melhor gravado nesta década. Marc-Andre Hamelin está impecável, nos oferecendo um Mozart cheio de vida e de emoção.
Eis o texto de apresentação deste CD duplo tirado do próprio site da Hyperion:

“Eight of Mozart’s divinely inspired Piano Sonatas here receive performances of mercurial inspiration from consummate-musician cum virtuoso-wizard Marc-André Hamelin. His four Haydn albums have enthralled—this new Mozart will not disappoint. Two Rondos, a Fantasia, and a decidedly quirky Gigue complete a delight of a double album.”

Para se ouvir com calma, concentração, e silêncio.

CD 1
01 Mozart Piano Sonata in D major, K576 – 1 Allegro
02 Mozart Piano Sonata in D major, K576 – 2 Adagio
03 Mozart Piano Sonata in D major, K576 – 3 Allegretto
04 Mozart Piano Sonata in G major, K283 – 1 Allegro
05 Mozart Piano Sonata in G major, K283 – 2 Andante
06 Mozart Piano Sonata in G major, K283 – 3 Presto
07 Mozart Piano Sonata in F major, K332 – 1 Allegro
08 Mozart Piano Sonata in F major, K332 – 2 Adagio
09 Mozart Piano Sonata in F major, K332 – 3 Allegro assai
10 Mozart Piano Sonata in B flat major, K570 – 1 Allegro
11 Mozart Piano Sonata in B flat major, K570 – 2 Adagio
12 Mozart Piano Sonata in B flat major, K570 – 3 Allegretto
13 Mozart Rondo in D major, K485
14 Mozart Gigue in G major, K574

CD 2

15 Mozart Piano Sonata in C major, K330 – 1 Allegro moderato
16 Mozart Piano Sonata in C major, K330 – 2 Andante cantabile
17 Mozart Piano Sonata in C major, K330 – 3 Allegretto
18 Mozart Piano Sonata in B flat major, K333 – 1 Allegro
19 Mozart Piano Sonata in B flat major, K333 – 2 Andante cantabile
20 Mozart Piano Sonata in B flat major, K333 – 3 Allegretto grazioso
21 Mozart Piano Sonata in C major, K545 – 1 Allegro
22 Mozart Piano Sonata in C major, K545 – 2 Andante
23 Mozart Piano Sonata in C major, K545 – 3 Rondo
24 Mozart Piano Sonata in E flat major, K282 – 1 Adagio
25 Mozart Piano Sonata in E flat major, K282 – 2 Menuetto I & II
26 Mozart Piano Sonata in E flat major, K282 – 3 Allegro
27 Mozart Rondo in A minor, K511
28 Mozart Fantasia in D minor, K397

Marc-Andre Hamelin – Piano

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concerto para Flauta e Harpa K. 299 / Sinfonia Concertante K. 297B

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concerto para Flauta e Harpa K. 299 / Sinfonia Concertante K. 297B

Mozart SinopoliIM-PER-DÍ-VEL !!!

Sim, principalmente em razão do repertório mágico, excepcional, que ouço desde o tempo das grandes gravações de Karl Böhm e outros. A Sinfonia Concertante foi escrita para virtuoses de sopros que Mozart já tinha conhecido na famosa Orquestra de Mannheim. Ele pretendia para flauta, oboé, fagote e trompa, mas a primeira edição sobrevivente parece ter sido adulterada — a flauta é substituída por um clarinete. (Os clarinetistas têm MUITA SORTE, sempre). Suas alegres melodias são 100% mozarteanas. O lindo Concerto para Flauta e Harpa, encomendado por amadores aristocráticos, é mais suave. O som é esplendidamente nítido e claro e o resultado é tão bom quando o obtido por Böhm. É um dos dois únicos concertos duplos que Mozart escreveu, bem como a única peça de música de seu repertório mais conhecido, que emprega a harpa. Mozart escreveu este concerto em abril de 1778, durante sua estada de seis meses em Paris.

Aos 54 anos, em 20 de abril de 2001, Giuseppe Sinopoli morreu de um ataque cardíaco, enquanto conduzia a ópera Aida, de Giuseppe Verdi, na Ópera Alemã de Berlim, numa das mortes mais surpreendentes de que tenho notícia. Morreu fazendo o que sabia e gostava. 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concerto para Flauta e Harpa K. 299 / Sinfonia Concertante K. 297B

Concerto for flute, harp & orchestra in C major, K. 299 (K. 297c)
1 1. Allegro 10:27
2 2. Andantino 9:38
3 3. Rondeau: Allegro 9:43

Sinfonia concertante for oboe, clarinet, horn, bassoon & orchestra in E flat major, K(3) 297b (K. Anh. C 14.01)
4 1. Allegro 12:24
5 2. Adagio 8:54
6 3. Andantino con variazioni 9:02

Kenneth Smith, flauta
Bryn Lewis, harpa
John Anderson, oboé
Michael Collins, clarinete
Richard Watkins, trompa
Meyrick Alexander, fagote
Philharmonia Orchestra
Giuseppe Sinopoli

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O grande Giuseppe Sinopoli (Veneza, 2 de novembro de 1946 — Berlim, 20 de abril de 2001)
O grande Giuseppe Sinopoli (Veneza, 2 de novembro de 1946 — Berlim, 20 de abril de 2001)

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Ingmar Bergman: Music from the Films (2018): J. S. Bach / Chopin / Mozart / D. Scarlatti / Schubert / Schumann

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018): J. S. Bach / Chopin / Mozart / D. Scarlatti / Schubert / Schumann

7318599923772IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu não deixo por menos: Ingmar Bergman foi o maior artista do século XX. E este é um disco para se ouvir imaginando as cenas dos filmes ou meramente como uma seleção de trechos aleatórios, mas de extremo bom gosto. Claro que é um choque sair da lindíssima Sarabanda da Suíte Nº 5 (violoncelo solo), de Bach, para a quase histeria do Op. 12, Nº 2 de Schumann, mas enfim, fazer o quê? As outras “passagens” me pareceram menos contundentes.

Bergman amava a música. Ela sempre foi fundamental em seus filmes. Sempre houve referências a ela na obra deste artista total. Ele filmou A Flauta Mágica de Mozart, Sonata de Outono — sobre uma pianista — e Sarabanda. A música, a literatura, o teatro e o cinema sempre se confundiram na obra deste gênio. E é muito legal que o pianista Roland Pöntinen e turma tenham assumido este projeto no ano dos 100 anos de nascimento de Ingmar Bergman. As interpretações são absolutamente de primeira linha, fantásticas.

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018)

1. Bach: Cello Suite No. 5 in C minor, BWV 1011 : IV. Sarabande (Cries and Whispers, Saraband) 03:54
2. Schumann: Fantasiestücke, op. 12 : No. 2. Aufschwung (Music in Darkness, Smiles of a Summer Night) 03:23
3. Chopin: Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27 No. 1 : Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27, No. 1 (Fanny and Alexander) 05:09
4. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : 24 Preludes, Op. 28: No. 24 in D Minor (Music in Darkness) 02:41
5. Bach: Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 : IV. Sarabande (Autumn Sonata) 05:07
6. Mozart: Fantasia in C minor, K. 475 : (Face to Face) 12:33
7. Chopin: Mazurkas, Op. 17 : Mazurka No. 13 in A Minor, Op. 17, No. 4 (Cries and Whispers) 03:50
8. Schubert: Piano Sonata No. 21 in B-Flat Major, D. 960 : II. Andante sostenuto (In the Presence of a Clown) 09:43
9. Scarlatti: Keyboard Sonata in D Major, K.535/L.262/P.531 : (The Devil’s Eye) 03:18
10. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : No. 2 in A Minor (Autumn Sonata) 02:24
11. Scarlatti: Keyboard Sonata in E Major, K. 380/L.23/F.326 : (The Devil’s Eye) 04:25
12. Bach: Goldberg Variations, BWV 988 : Variatio 25. a 2 Clav. (The Silence) 06:47
13. Bach: Cello Suite No. 2 in D minor, BWV 1008 : IV. Sarabande (Through a Glass Darkly) 05:53
14. Schumann: Piano Quintet in E-Flat Major, Op. 44 : II. In modo d’una Marcia (Fanny and Alexander) 09:15

Personnel:
Roland Pöntinen, piano
Torleif Thedéen, cello
Stenhammar Quartet

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Ele
Ele

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