Michel Richard de Lalande (1657-1726) – Symphonies pour les Soupers du Roy – Integral – Ensemble La Simphonie du Marais, dir. Hugo Reyne

Michel Richard de Lalande
France, 1657-1726

Symphonies pour les Soupers du Roy
Integral

Ensemble La Simphonie du Marais
dir. Hugo Reyne

1990

 

As faixas dos 4 CDs podem ser encontradas AQUI.

A Ceia do Rei, um cerimonial.

A Ceia do Rei era servida às dez horas da noite ou na Antecâmara do Rei ou na Antecâmara do “Grand Couvert” (mesa cerimonial). O rei jantava em público. Ele sentava no meio da mesa com suas costas para a lareira. Depois dele ficavam seu médico principal, Daquin, e vários conselheiros privilegiados, como o duque de Saint-Simon, por exemplo. Mais atrás, amontoados nos vãos das portas, havia outros conselheiros e espectadores curiosos. À esquerda do rei, no final da mesa, junto às janelas que davam para o recinto de mármore, sentava Monsieur, o irmão do rei, sua esposa, Madame, ou outros membros da família real. Contra a parede voltada para o rei ficava a galeria reservada para os músicos do jantar.

Uma portaria de 1681 prescreve o cerimonial para o serviço da carne (ou seja, a refeição) do rei: “Os cavalheiros servidores trazem o primeiro prato; o segundo prato é levado pelo contrôleur (que provou a comida do rei); os officiers de la bouche (literalmente oficiais da boca) carregam os outros pratos. Nesta ordem, o chefe do cerimonial, com o bastão em sua mão, caminha à frente, precedido por alguns passos pelo contínuo da mesa levando uma tocha, acompanhado de três guarda-costas, com os rifles nos ombros … “

O menu consistia de quatro pratos: as sopas, as entradas, os assados ​​e os doces. Ao lado da fanfarra inicial (cf. Concert de Trompettes), para a entrada do Rei, que coincidia com a chegada do primeiro prato, acreditamos que a música de Delalande era tocada entre o final de um prato e a chegada do próximo, intervindo três vezes, o que explicaria a organização tripartite das suítes. O jantar terminava por volta das onze horas e sua conclusão era provavelmente pontuada por outra fanfarra. Infelizmente não temos documentação gráfica relacionada à ceia de Luís XIV, mas há uma gravura representando a corte do imperador alemão, Joseph II, em 1705, que é uma perfeita ilustração da cerimônia de Versalhes. Na galeria dos músicos podemos distinguir, entre outros, quatro violinos, duas teorbas e, especialmente, duas trombetas, que, conduzidas por um batedor de tempo, tocavam uma fanfarra pela chegada do primeiro prato da refeição.

Symphonies pour les Soupers du Roy – Integral
Michel Richard de Lalande
Ensemble La Simphonie du Marais
dir. Hugo Reyne

CD 1 – XLD RIP | FLAC | 347 MB: AQUI – HERE
CD 2 – XLD RIP | FLAC | 361 MB: AQUI – HERE
CD 3 – XLD RIP | FLAC | 355 MB: AQUI – HERE
CD 4 – XLD RIP | FLAC | 348 MB: AQUI – HERE

CD 1 – MP3 | 298 MB: AQUI – HERE
CD 2 – MP3 | 291 MB: AQUI – HERE
CD 3 – MP3 | 293 MB: AQUI – HERE
CD 4 – MP3 | 316 MB: AQUI – HERE

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Avicenna

Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726): Leçons de Ténèbres – Ensemble Correspondances, dir. Sébastien Daucé

Michel Richard de Lalande
France, 1657-1726

Leçons de Ténèbres

Ensemble Correspondances
dir. Sébastien Daucé

2015

 

Quando Delalande deixou este vale de lágrimas, sua fama estava no auge; entre 1725 e 1730, ele foi o compositor mais frequentemente ouvido em Paris. O público reunia-se para ouvir seus motetos, notavelmente os três Leçons de Ténèbres e o Miserere para voz solo, escritos para os ofícios da Semana Santa. Muitos compositores já haviam produzido arranjos desses textos na França do Rei Sol, tornando o Ofício de Tenebrae um verdadeiro evento social. Fiel à mesma estética, Delalande explorou essa arte da ambiguidade enquanto se desviava da tradição. (ex-encarte)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Leçons de Ténèbres
Michel Richard de Lalande
Ensemble Correspondances – 2015
dir. Sébastien Daucé

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Avicenna

Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726): Dies Irae, Miserere – La Chapelle Royale, dir. Philippe Herreweghe – 1990

Michel Richard de Lalande
France, 1657-1726

Dies Irae
Miserere

La Chapelle Royale
dir. Philippe Herreweghe

1990

 

Originalmente composta para o funeral da delfina, Princesa Marie-Anne-Christine-Victoire da Baviera, em 1 de maio de 1690, este notável arranjo de Dies irae foi revisado em 1711, ou por causa da morte do delfim ou das duas filhas de Lalande: todos morreram de varíola dentro de um período de seis semanas.

O arranjo de Lully de Dies irae, pela morte da rainha em 1683, mostrara as possibilidades desse texto como um grande moteto para solistas, coros e orquestra. Mas foi Lalande, sete anos depois, que desenvolveu este conceito e produziu um resultado muito mais surpreendente – talvez o primeiro arranjo de Dies irae na história da música onde o compositor explorou em tal estilo dramático os contrastes inerentes às 18 estrofes rimadas deste poema do século 13.

Este trabalho demonstra a propensão de Lalande para o mais reflexivo e sombrio, provocando uma impressionante resposta musical. Seu forte senso formal é mostrado no desenho musical que é organizado de modo a agrupar as 18 estrofes em quatro grupos cada um de quatro, enquadrando um grupo central de dois. Os dois grupos maiores mais próximos do centro são atribuídos a uma voz solo (haute-contre, depois barítono), enquanto os outros empregam uma variedade de texturas solo e coral.

Dies Irae, Miserere
Michel Richard de Lalande
La Chapelle Royale – 1990
dir. Philippe Herreweghe

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Avicenna

Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726): Music for the Sun King – Ex Cathedra, dir. Jeffrey Skidmore – 2002

Michel Richard de Lalande
France, 1657-1726

Music for the Sun King
….Te Deum laudamus
….Venite, exultemus
….Panis Angelicus
….La grande pièce royale

Ex Cathedra
dir. Jeffrey Skidmore – 2002

 

Devemos agradecer que Luís XIV não gostava de missas solenes. Na verdade, era o fato de ele preferir assistir a Missa Baixa [a Missa Solene é celebrada com assistência de diácono e subdiácono; uma Missa cantata, o padre canta as partes da missa que as rubricas atribuem a ele, porém sem a assistência do diácono e subdiácono. Na missa baixa o celebrante além de rezar sua parte, reza todos os outros formulários da missa. Nela um servidor recita a parte do coro e de todos os outros ministros] na capela real que levou ao moteto, sendo a principal forma de música sacra do repertório do barroco francês.

Durante este serviço, o celebrante fala as palavras da liturgia, enquanto os músicos do rei cantam três motetos. Esse arranjo foi descrito em 1665 por Abbe Perrin no prefácio de uma coletânea de textos de seu próprio moteto: Para a missa do rei, três motetos geralmente são apresentados: um grande, um petit para a Elevação, e uma “sálvia Dentina”, fae regente (“Deus salve o rei”).

Embora o modelo para o grande moteto tenha sido criado por Henry Du Mont, que serviu na capela real durante vinte anos, de 1663 a 1683, foram dois dos seus contemporâneos mais jovens – Marc-Antoine Charpentier (1643-1704) e Michel-Richard de Lalande (1657-1726) – que levou o gênero ao seu auge.

O disco atual dá a oportunidade de ouvir dois dos motetos grandiosos de Lalande na íntegra, bem como um movimento solo extraído de outro e uma de suas peças instrumentais. Lalande tornou-se um dos quatro compositores designados para a capela de Luís XIV em 1683, após uma competição bem documentada. Muito estimado pelo rei, ele foi premiado com um número crescente de cargos oficiais nos anos seguintes, tornando-se o único compositor da capela real, bem como compositor e superintendente (diretor) da musique de la chambre (música da câmara).

Embora tenha começado a renunciar às suas responsabilidades depois da morte de Luis XIV em 1715, Lalande manteve uma posição na capela real até a sua própria morte em 1726. Ao longo dos 43 anos em que esteve associado à corte, Lalande compôs e reformulou 77 grands motets. Eles eram altamente considerados, eles eram realizados não apenas na capela real durante todo o século XVIII, mas também foram uma parte importante do repertório no Concert Spirituel, uma série de concertos estabelecidos em Paris em 1725 com o objetivo de realizar música sacra durante períodos em que a Ópera era fechada.

Quase meio século depois da morte do compositor, Jean-Jacques Rousseau descreveu os grands motets de Lalande como “obras-primas do gênero” e, em 1780, Laborde creditou o compositor como “criador de um novo gênero de música sacra”. Outra evidência da estima em que os grands motets foram mantidos é o fato de que eles eram conhecidos fora de Paris: cópias chegavam às bibliotecas em outros lugares na França e no exterior. (do livreto)

Music for the Sun King
Michel Richard de Lalande
Ex Cathedra, dir. Jeffrey Skidmore – 2002

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Avicenna

Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726): 3 Grands Motets: Te Deum + Super Flumina Babilonis + Confitebor Tibi Domine – Les Arts Florissants, dir. William Christie – 2001

Michel Richard de Lalande
France, 1657-1726

Te Deum
Super Flumina Babilonis
Confitebor Tibi Domine

Sandrine Piau, Véronique Gens, Arlette Steyer – sopranos

Les Arts Florissants – 2001
dir. William Christie

 

GRANDES MOTETOS DE MICHEL-RICHARD DELALANDE “O criador da música sacra francesa” … um “Latin Luny” … uns dos elogios a Delalande (1657-1726), que levou o moteto ao seu auge de popularidade na França. Sucessor de Lully como proeminente músico da corte sob Luís XIV e Luís XV, a criatividade dramática de Delalande foi mais poderosa em seus 75 motetos, louvando seu Deus e, é claro, seu rei.

A devoção de Delalande à corte e à música sacra começou como um estudante na igreja de Saint-Germain l’Auxerrois e seus postos de organista em quatro igrejas de Paris. Em 1683, logo após a mudança do tribunal para Versalhes, ele foi o candidato favorito de Louis para o sous maitre da capela, sua primeira das dez nomeações durante os 43 anos seguintes. Por volta de 1770, seus motetos haviam desfrutado de mais de 600 apresentações na série de concertos públicos de Paris, a Concert Spirituel. Delalande compôs um terço de seus motetos, bem como sete entretenimentos seculares, durante sua primeira década prodigiosa na corte. Ele completou a maioria dos motetos restantes em 1710 e dedicou seus últimos anos à revisão de trabalhos anteriores.
(ex-catálogo, Barbara Coeyman)

3 Grands Motets
Michel Richard de Lalande
01. Te Deum – 1. Simphonie
02. Te Deum – 2. Te Deum laudamus
03. Te Deum – 3. Tibi omnes angeli
04. Te Deum – 4. Sanctus Dominus Deus Sabaoth
05. Te Deum – 5. Te gloriosus Apostolorum chorus
06. Te Deum – 6. Tu Rex gloriae, Christe
07. Te Deum – 7. Tu ad liberandum
08. Te Deum – 8. Tu devicto mortis aculeo
09. Te Deum – 9. Te ergo, quaesumus
10. Te Deum – 10. Aeterna fac
11. Te Deum – 11. Per singulos dies
12. Te Deum – 12. Dignare Domine
13. Te Deum – 13. In te Domine speravi
14. Super Flumina Babilonis – 1. Simphonie – 2. Super flumina
15. Super Flumina Babilonis – 3. In salicibus
16. Super Flumina Babilonis – 4. Quia illic interrogaverunt nos
17. Super Flumina Babilonis – 5. Hymnum cantate nobis
18. Super Flumina Babilonis – 6. Si oblitus fueri tui
19. Super Flumina Babilonis – 7. Adhaereat lingua mea
20. Super Flumina Babilonis – 8. Memor esto, Domine
21. Super Flumina Babilonis – 9. Filia Babilonis misera (soli)
22. Super Flumina Babilonis – 10. Filia Babilonis misera (chorus)
23. Confitebor Tibi Domine – 1. Simphonie – 2. Confiterbor
24. Confitebor Tibi Domine – 3. Magna opera Domini
25. Confitebor Tibi Domine – 4. Confessio et magnificentia
26. Confitebor Tibi Domine – 5. Memoriam fecit mirabilium
27. Confitebor Tibi Domine – 6. Memor erit in saeculum
28. Confitebor Tibi Domine – 7. Fidelia omnia mandata ejus
29. Confitebor Tibi Domine – 8. Redemptionem misit populo suo
30. Confitebor Tibi Domine – 9. Sanctum et terribile
31. Confitebor Tibi Domine – 10. Intellectus bonus
32. Confitebor Tibi Domine – 11. Gloria

3 Grands Motets
Michel Richard de Lalande
Les Arts Florissants, dir. William Christie – 2001

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Avicenna

Le Concert des Nations, dir. Jordi Savall; Manfredo Kraemer, Concertino: L’ Orchestre de Louis XIII (1601 – 1643) – 2002

L’ Orchestre de Louis XIII (1601 – 1643)

Partituras recolhidas por Mssr. Philidor, na época

Le Concert des Nations
dir. Jordi Savall

Manfredo Kraemer, Concertino

2002

Tanto em termos de formas como de cores musicais, a Orquestra de Luís XIII marca a transição entre dois grandes períodos: o fim do Renascimento e a entrada no Barroco. Estas músicas da corte com sabores populares, sempre imaginativos e coloridos, estão constantemente à procura de flexibilidade e graça, grandeza e elegância. Eles são os elementos característicos do estilo tipicamente francês que irradiarão toda a Europa até o final do século XVIII. (Jordi Savall)

Musice De L’Enfance Du Dauphin:
1. Pavane Pour La Petitte Guaire, Fait Pour Les Cornetz En 1601
2. Gaillarde, En Suitte
3. Muzette “Ma Mignone”
4. Pavane Fait Au Mariage De Mr. Vandosme En 1609
5. Branle En Faubourdon
6. Gaillarde En Suitte
Musiques Pour Le Sacre Du Roy Faites Le 17 Octobre 1610:
7. Pavane Pour Les Hautbois Fait Au Sacre Du Roy
8. 2e Air En Suitte
9. 3e Air En Suitte
Musiques Pour Le Mariage Du Roy Louis XIII Faites En 1615:
10. Pavane Du Mariage De Louis XIII
11. Bourée D’Avignonez (Philidor)
12. Ballet A Cheval Pour Le Grand Carousel. Joué Par Les Grands Hautbois
13. 2e Air En Suitte
14. 3e Air En Suitte
15. 4e Air En Suitte
Concert Donné A Louis XIII En 1627 Par Les 24 Viollons Et Les 12 Grands Hautbois
16. Les Ombres
17. 2e Air Pour Les Mesmes
18. Charivaris Pour Les Hautbois
19. Gavotte En Suitte
20. Les Suisses. Air Pour Les Viollons
21. Les Suissesses
22. Les Gacons
23. Entrée De Mr. De Liancourt
24. Les Vallets De La Faiste
25. Les Nimphes De La Grenouillere
26. Les Bergers
27. Les Ameriquains 27 de 36
Les Musiques Royales De 1643 À 1650:
28. Fanfare
29. Intrada – Gavotte – Sarabande
30. Charivaris Pour Les Hautbois 1648
31. Courante De La Reine D’Angleterre 1634
32. Gavotte
33. Fantaisie “Les Pleurs D’Orphée”
34. Libertas
35.  Sarabandes & Tambourin
36. “A L’Impero D’Amore” (Sarabande)

L’ Orchestre de Louis XIII (1601 – 1643) – 2002
Le Concert des Nations
dir. Jordi Savall

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François Couperin (França, 1668 – 1733) – Leçons de ténèbres: Sandrine Piau, Véronique Gens, Les Talens Lyriques, dir. Christophe Rousset

François Couperin
França, 1668 – 1733

Leçons de ténèbres

Les Talens Lyriques
dir. Christophe Rousset

Sandrine Piau & Véronique Gens – sopranos

1997

5 DIAPASON 

Télèrama ffff

Classics Magazine – rated 10

Para aqueles que amam um soprano barroco fluido, etéreo, elegante, com dissonâncias e resoluções cuidadosamente preparadas e um som que é puro e bonito, esta versão é para você. Dois dos melhores sopranos a emergir da França nas últimas décadas, Véronique Gens e Sandrine Piau, juntaram-se ao experiente especialista musical Christophe Rousset e ao conjunto Les Talens Lyriques para cobrir Leçons de Ténèbres de François Couperin (1714) bem como três obras sagradas anteriores notáveis que não são de maneira alguma insolentes. Pensou que os textos dos Leçons descreveriam a destruição do templo de Jerusalém? Os escritos de Couperin, com voz perspicaz e persuasiva, projetam um catolicismo calmo e luxuriante e não enfatizam esse tema trágico,

Piau, com uma voz mais incomum e mais baixa que sua parceira, assume o primeiro Leçon. Gens, cuja versão extraordinária de “Nuits d’ete” de Hector Berlioz ficou na minha memória, leva a parte superior e a segunda Leçons. A conclusão da seção “Jerusalém” deste segundo Leçons, cantada por Gens, tem que ser nos destaques, graciosa e crescente. Ambas as sopranos se juntam para o 3º Leçons onde a capacidade de contraponto de Couperin está totalmente em exibição. Os executores sequenciaram os Leçons como normalmente são feitos, mas essa ordenação é feita para melhorar a coesão do conjunto e não com base em fontes históricas. De fato, vários Leçons de Couperin foram perdidos, então os três Leçons que chegaram até nós formam um fragmento. Isso pode ser ouvido musicalmente, pois a última seção do terceiro Leçons termina de forma inconclusiva, não como uma conclusão estruturada tradicional. Em contraste, a excelente versão dos Leçons no Erato liderada por Laurence Boulay reorganiza os três Leçons sem nenhum efeito negativo. Ouvir o Boulay também ressalta como os artistas deste disco conceberam e executaram seus Leçons como leves e elegantes. O continuo de Boulay é comparativamente ocupado, enquanto o Rousset usa um mínimo de notas, as linhas de soprano ao redor de um acompanhamento de órgão e baixo constante e relativamente simples. Eu também comparei o desempenho com o de William Christie e Les Arts Florissants e descobri que, embora os dois compartilhem uma abordagem semelhante, Gens e Piau injetam muito mais vida e emoção em sua interpretação, tornando-a preferível.

Dois Motets e o Magnificat, datados de estudiosos da década de 1680, representam um estilo barroco médio anterior, relacionado, mas diferente do dos Leçons que preenche o lançamento. Todos os três são lindos e valem a pena. Com uma apresentação de mais de 10 minutos, o Magnificat pode ser minha única faixa favorita aqui, mais viva e um pouco menos serena do que a outra música.

Este disco é exemplar e bonito. Eu suspeito que alguns ouvintes vão amá-lo absolutamente por seu efeito cumulativo arrebatador e exaltado. Ajudado por uma engenharia de som muito boa, é calorosamente recomendado. (ex-Amazon)

Leçons de ténèbres – 1997
Les Talens Lyriques
dir. Christophe Rousset
Sandrine Piau & Véronique Gens – sopranos

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Sandrine Piau

 

 

 

 

 

 

 

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François Couperin (França, 1668 – 1733): Concerts Royaux – Duas versões, duas visões.

François Couperin

Concert Royaux (pour 2 clavecins)

Laurence Boulay & Françoise Lengellé

1996

 

 

 

François Couperin

Concert Royaux

Robert Claire – flauta transversal
Davitt Moroney – cravo
Jaap ter Linden – viola (baixo)
Janet See – flauta transversal

1985

 

Seleção e texto do nosso amigo Eratosthenes. Convidei-o para fazer o texto dos 2 CDs que me enviara, temendo estar criando uma cobra em casa, pois ele mantém olhares lânguidos na minha doce Sandrine! Mas, enfim, alea jacta est!

..oOo..

Estes dois discos com música de François Couperin, os Concerts Royaux (Concertos Reais), nos oferecem a oportunidade de ouvir música de um período maravilhoso sob duas diferentes perspectivas. É como se olhássemos um colar de pequenas gemas sob diferentes luzes.

Couperin, assim como muitos dos compositores contemporâneos seus, era membro de uma família de músicos – compositores e intérpretes. Além disso, ele fez excelentes conexões com toda a comunidade de músicos de seu tempo, assim como com a aristocracia. Recebeu o apoio de Delalande, correspondeu-se com Bach e ganhou por vinte anos o privilégio de publicar música. É desse período, de 1713 a 1730, as publicações de suas Pieces de Clavecin, quatro coleções de peças para cravo, organizadas em suites, chamadas ordres. Faz parte dessas peças a Les Baricades mystérieuses e outras não menos famosas.

Voltando aos Concerts Royaux – coleção de quatro “concertos”, mas que têm o formato de suites: um prelúdio e uma sequência de danças, tais como allemande, sarabande, courante e assim por diante. O que distingue essa coleção das outras suites é explicado pelo próprio Couperin: “Estas peças são diferentes em natureza daquelas que já publiquei até agora. Elas são adequadas não apenas para o cravo, mas também para o violino, a flauta, o oboé, a viola e o fagote. Eu as compus para os pequenos concertos de câmara nos quais Louis XIV me fez tocar quase todos os domingos do ano. Essas peças eram tocadas pelos senhores Duval, Philidor, Alarius e Dubois. Eu tocava o cravo. Eu as arranjei pelas suas tonalidades e mantive os nomes pelas quais eram conhecidas na corte em 1714 e 1715.”

Essa prática de tocar a mesma música por diferentes instrumentos era comum neste período, como sabemos das sonatas de Handel, por exemplo.

O disco com a interpretação usando vários instrumentos é da tradicionalíssima Harmonia Mundi, ótimo selo para música antiga e barroca. Tem no seu time dois craques: Davitt Moroney ao cravo e Jaap ter Linden numa viola baixo (seja lá o que isso for).  O instrumento melódico é uma flauta, a cargo de Robert Claire, e em alguns movimentos é acompanhada também por uma segunda flauta, agora com a Janet See (de lindos concertos de Vivaldi, na mesma HM).

No outro disco, a música é interpretada por dois cravistas: Laurence Boulay e Françoise Lengellé. O selo Erato é garantia de excelente qualidade. A sonoridade dos cravos, tão singular nos nossos dias, é espandida com o uso dos dois instrumentos – uma festa para nossos ouvidos. Neste particular disco, não deixe de apreciar as três peças finais, que são das outras coleções. Eu gosto de maneira muito especial das duas musétes – de Choisi e de Taverni. Só os nomes dessa peças já desperta a nosssa curiosidade.

Entendo que a postagem já vai um pouco longa, mas queria salientar a elegância dessa música – o gesto musical – se é que você me entende, é fundamental. É música de um outro tempo, que transpira a gentileza, sobriedade, mas também contentamento e maturidade. Se você conseguir captar isso, ficarei feliz. Mas, se a música te levar ainda mais longe, que você experiencie ares de outras eras, então ficarei radiante. Não sei como você ouve música… Espero que não seja do tipo – deixo baixinho no fundo, enquanto leio, ela me acalma… Mas, sobre isso, em outra ocasião, outra postagem, caso haja! Enquanto isso, aumente o volume e deixe que os gestos desta música lhe transporte para outros tempos!

Aqui vai uma palhinha da Les Baricades mistérieuses (Sexième Ordre): 

Concert Royaux (pour 2 clavecins)
Laurence Boulay & Françoise Lengellé
01. Premier concert – Prélude, gravement
02. Premier concert – Allemande, légèrement
03. Premier concert – Sarabande, mesuré
04. Premier concert – Gavotte, notes égales et coulées
05. Premier concert – Gigue, légèrement
06. Premier concert – menuet en trio
07. Deuxième concert – Prélude
08. Deuxième concert – Allemande guguée, gayement
09. Deuxième concert – Air tendre
10. Deuxième concert – Air contrefugué, vivement
11. Deuxième concert – Echos, tendrement
12. Deuxième concert – Prélude, lentement
13. Deuxième concert – Allemande, légèrement
14. Deuxième concert – Corante
15. Deuxième concert – Sarabande, grave
16. Deuxième concert – Gavotte
17. Deuxième concert – Muzette, naïvement
18. Deuxième concert – Chaconne légère
19. Quatrième concert – Prélude, gravement
20. Quatrième concert – Allemande, légèrement
21. Quatrième concert – Courante françoise, galament
22. Quatrième concert – Courante à l’italienne, gayement
23. Quatrième concert – Sarabande, très tendrement
24. Quatrième concert – Rigaudon, légèrement et marqué
25. Quatrième concert – Foriane, rondeau, gayement
26. Neuvième ordre (2ième livre de pièces de clavecin, 1717) – Allemande à 2 clavecins
27. Quinzième ordre (3ième livre de pièces de clavecin, 1722) – Muséte de Choisi à 2 clavecins
28. Quinzième ordre (3ième livre de pièces de clavecin, 1722) – Muséte de Taverni à 2 clavecins
29. Quinzième ordre (3ième livre de pièces de clavecin, 1722) – Muséte de Taverni à 2 clavecins

Concert Royaux (pour 2 clavecins) – 1996
Laurence Boulay & Françoise Lengellé

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..oOo..

Concert Royaux

Robert Claire – flauta transversal
Davitt Moroney – cravo
Jaap ter Linden – viola (baixo)
Janet See – flauta transversal

01. Premier Concert: I. Prélude
02. Premier Concert: II. Allemande
03. Premier Concert: III. Sarabande
04. Premier Concert: IV. Gavotte
05. Premier Concert: V. Gigue
06. Premier Concert: VI. Menuet en trio (2 flûtes)
07. Second Concert: I. Prélude
08. Second Concert: II. Allemande Fuguée
09. Second Concert: III. Air Tendre
10. Second Concert: IV. Air contrefugué
11. Second Concert: V. Echos
12. Troisième Concert: I. Prélude (2 flûtes)
13. Troisième Concert: II. Allemande
14. Troisième Concert: III. Courante
15. Troisième Concert: IV. Sarabande grave (2 flûtes)
16. Troisième Concert: V. Gavotte
17. Troisième Concert: VI. Muzette
18. Troisième Concert: VII. Chaconne Legere
19. Quatrième Concert: I. Prélude
20. Quatrième Concert: II. Allemande
21. Quatrième Concert: III. Courante Françoise
22. Quatrième Concert: IV. Courante à l’italiéne
23. Quatrième Concert: V. Sarabande (2 flûtes)
24. Quatrième Concert: VI. Rigaudon
25. Quatrième Concert: VII. Forlane
 

Concert Royaux (pour 2 clavecins) – 1985
Robert Claire – flauta transversal
Davitt Moroney – cravo
Jaap ter Linden – viola (baixo)
Janet See – flauta transversal

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Segue também um retrato do François, feito enquanto ele pensava em mais uma muséte para o rei.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seleção e texto – Eratosthenes
Lay-out & mouse operator – Avicenna

Boa audição!

 

Les Introuvables – Le baroque avant le baroque: 1937 – 1956

Les Introuvables

Le baroque avant le baroque

Um registro histórico do barroco francês
de 1937 a 1956

No início dos anos 2000 a gravadora EMI francesa resolveu lançar uma série de CDs com as primeiras gravações francesas que se conhecia. Contou com a colaboração do seu grande acervo e com o acervo de particulares, e lançou então a série “Les Introuvables”, que no entender dos scholars do PQPBach (vide aqui) significa “Os Inencontráveis”.

Lançou em 2006 um conjunto de 4 CDs chamado “Le baroque avant le baroque” que resume o ambiente, os anseios e as dificuldades de um pós-guerra. Considerando-se que as gravações aqui apresentadas foram remasterizadas de discos 78 rpm dos anos 30 e 40, havemos de dar um belo desconto para a qualidade do som obtido. Mas vale o excepcional registro histórico! Então, o que diz o encarte …

…ooOoo…

Os colecionadores de discos de uma safra mais recente podem achar difícil de acreditar, mas houve um tempo em que o barroco não existia. Existia na pintura e nas artes decorativas, mas não na música. Algumas das presenças musicais fortes e populares da atualidade mal haviam sido ouvidas. Rameau e Vivaldi pareciam tão distantes no tempo quanto Pérotin, e é pouco provável que tivessem alguma chance de reavivamento. Bach foi a exceção, mas Bach excede qualquer medida. Algo extraordinário aconteceu no bicentenário de sua morte, quando o Festival de Estrasburgo, um dos poucos que existiam na época, dedicou-lhe todo o programa: era como se o ar tivesse subitamente deixado entrar um vácuo. Bach ainda estava vivo? Sua música realmente valeu a pena ouvir? Os estudantes fizeram essa viagem em junho de 1950. Eles voltaram iluminados, espalhando as boas novas. Sim, Bach estava realmente vivo, em boa saúde, bem. Mas – demorou muito para as gravadoras acordarem – não era mais “música antiga” para tudo isso. 

CD 1
Jean-Baptiste Lully (Italy, 1632-France, 1687)
1. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 1. Symphonie
2. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 2. Patrem Immensae Majestatis
3. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 3. Tu Ad Dexteram Dei Sdes
4. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 4. Salvum Fac Populum Tuum
5. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 5. Dignare Domine
6. Te Deum pour soli, double choeur et orchestre 6. In Te Domine Speravi
Ensemble Vocal de Paris
Nouvel Orchestre de Chambre de Paris
dir. Pierre Capdeville
1953

Marc-Antonie Charpentier (França, 1643-1704)
7. Messe de minuit 1. Kyrie
8. Messe de minuit 2. Gloria
9. Messe de minuit 3. Credo
10. Messe de minuit 4. Offertoire
11. Messe de minuit 5. Sanctus
12. Messe de minuit 6. Agnus Dei
Ensemble Vocal de Paris
Orchestre de la Société de Musique de Chambre de Paris
dir. André Jouve
1954

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…ooOoo…

Wanda Landowska tinha adquirido uma reputação como missionária, embora também como excêntrica, além da moda, além das maneiras, já tocando Bach, Couperin e Scarlatti por meio século em um instrumento tão anacrônico quanto um dinossauro: o cravo, que ela havia reconstruído para ser mais sonoro, mais metálico e mais barulhento do que qualquer instrumento original, porque ela tocava para platéias acostumadas com os níveis sonoros da Steinway e da orquestra wagneriana. Quem teria se importado com o que a música de outra época poderia ter soado no momento em que foi escrita? É impossível se colocar no lugar de um ouvinte de período em qualquer caso: você teria que recuperar uma inocência de ouvido e memória, acordar como outra pessoa. Se as óperas de Rameau fossem redescobertas, de que outra forma que com o ouvido de um Saint-Saëns, que o salvou editando seus trabalhos para publicação? O único Handel que era conhecido (ou menos realizado) consistia em um punhado de belas árias, em tradução, publicadas por Hettich, claramente para as blue-stockings [mulheres intelectuais da época] cantarem. Havia alguns 78s de cantores de ópera (com uma pitada da gloriosa escola do oratório inglês, como Clara Butt e Louise Kirkby-Lunn), nem muito diferente do italiano arie antiche de Carissimi e Durante, destinado ao mesmo público gentil. Ocorreu a ninguém que Handel poderia ter sido desgrenhado, frenético ou cantado por castrati.

CD 2
Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726)
De Profundis, psaume CXXIX pour soli, choeur et orchestre
1. De Profundis Clamavi
2. Fiant Aures Tuae Intendentes
3. Si Iniquitates Oservaveris
4. Quia Apud Te Propititato
5. Sustinuit Anima Mea
6. Sustinuit Anima Mea
7. A Custodia Matutina
8. Quia Apud Dominum Misericordia
9. Et Ipse Redimet Israel – Requiem Aeternam
Chorale Des Jeunesses Musicales de France
Orchestre de l’Association de Concerts Pasdeloup
dir. Louis Martini
1947

Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
Miserere des Jésuites (psaume L) à 6 voix, H.193
10. Miserere
11. Amplius Lava Me
12. Ecce Enim In Iniquitatibus
13. Asperges Me
14. Averte Faciem Tuam
15. No Projicias Me
16. Libera Me
17. Sacrificium Deo
Chorale Des Jeunesses Musicales de France
Orchestre de l’Association de Concerts Pasdeloup
dir. Louis Martini
1956

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…ooOoo…

As gravações já existiam, Wanda Landowska sendo a primeira a explorar seu repertório. Mas o fato de que as suítes de violoncelo de Bach deviam sua ressurreição a Casals (e os Céus sabem que ele as trouxe à vida) justificava interpretá-las grandes e vibrantes para sempre, como Casals. E ninguém teria obrigado Kathleen Ferrier a criticar a autenticidade quando ela começou a gravar árias de Bach ou mesmo de Handel (este último com acompanhamento de piano). Dificilmente havia uma questão de patrimônio nacional a ser clamado. O mundo em 1950 achou difícil sobreviver à guerra e alimentar os famintos. A França não sonhava em ressuscitar os músicos de Versalhes. Preservar, aquecer e restaurar o castelo e seus móveis já era bastante difícil.

Mas para Pathé-Marconi era uma missão. Coros amadores e estudantes começaram a trabalhar, sem subsídio ou patrocínio. Seu público não era o das grandes salas de concerto parisienses (muito burguesas na época), mas sim o das províncias, cultivadas e curiosas, mais ávidas por novas experiências do que se poderia pensar. Das gravações, eles saberiam da existência de Michel-Richard de Lalande, o primeiro grande achado. Depois dele, pouco a pouco, Marc-Antoine Charpentier, Campra e Lully deixariam de ser apenas nomes no vasto cenotáfio [memorial fúnebre erguido para homenagear alguma pessoa ou grupo de pessoas cujos restos mortais estão em outro local ou estão em local desconhecido] que na época era a música francesa antes de Berlioz.

CD 3
André Campra (França, 1660-1744)
Les Femmes
1. Dans Un Desert Inaccessible
2. Oh! Qu’un désert inaccessible
3. Oh! Qu’un Coeur Est Malheureux!
4. Il Serait La Nuit
5. Je Dors De Mes Reves
6. Que Les Amants Dans Leurs Chaines
Quintette de l’Ille de France
dir. Félix Raugel
1952

Marc-Antonie Charpentier (França, 1643-1704)
Médée (extraits)
7. Prologue/Symphonie/Air De La Victoire Et Choeur: Le Bruit Des Tambours Et Trompettes/Duo: Voir Nos Moutons
8. Acte I, Scene 3: Air De Jason: Que Je Serais Heureux Si J’etais Moins Aime
9. Acte III, Scene 5: Noires Filles Du Styx/Médée/Air Avec Choeur: L’enfer Obeit A Ta Voix/La Jalousie/Aire De Médée
10. Air De Creon: Noires Divinites
11. Acte V: Prelude/Choeur Des Corinthiens: Ah, Funeste Revers, Fortune Impitoyable/Mort De Creuse
Ensemble Vocal et Instrumental
dir. Nadia Boulanger
1952

Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
12. Castor et Pollux (Prologue) – Menuet: Naissez, Dons De Flore
13. Hippolyte et Aricie (Acte V) – Ariette: Rossignols Amoureux, Repondez A Mes Voix
14. Dardanus (Acte III) – Air: O Jour Affreux
15. Les Indes Galantes – Air Avec Choeur: Clair Flambeau Du Monde
16. Hippolyte et Aricie (Acte V) – O Disgrâce Cruelle
17. Les Fêtes d’Hébé (Prologue) – Duo: Volons Sur Les Bords De La Seine
18. Acanthe et Céphise – Entracte (Instr.)
19. Platé (Prologue) – Air: Chantons Bacchus
Ensemble Vocal et Instrumental
dir. Nadia Boulanger
1952

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…ooOoo…

Nossa universidade, quando éramos estudantes em Paris, tinha uma biblioteca de discos, embora muito modesta. Nós íamos lá tarde da noite, dois ou três de nós, e ouvíamos repetidas vezes os oito ou dez lados daquele primeiro, marcante De Profundis. Não nos revelava um período de música mas sim uma sensibilidade, algo impregnado de ternura e bem polido, sem a exuberância vocal da Itália ou a reticência da Inglaterra. Quia apud Dominum misericordia ficava radiante com a qualidade da misericórdia, o Sustinuit, cantado pela apropriadamente chamada Martha Angelici, com a fé luminosa que move as montanhas. Bach também, tão raramente ouvido na sala de concertos, também foi encontrado em nosso refúgio santo. Foi lá que descobrimos as coisas boas que satisfizeram a ansiedade em Esurientes de Hélène Bouvier, a ira vingativa de Jouatte no Deposuit e a maciez inefável de Noguera chamando o bom ladrão ao Paraíso no Actus Tragicus, com a voz de Yvonne Melchior lhe respondendo das profundezas.

Essas coisas foram melhoradas desde então, isso é certo. Mas nunca mais essa música será tão preenchida com o fervor militante de artistas que não tinham certeza de que eram dignos, mas certos de que um milagre estava ocorrendo. Os ouvintes mais jovens encontrarão inúmeras falhas e faltas nessas primeiras explorações, mas sua atitude não deve ser a de Beckmesser com seu quadro-negro. Não havia música barroca na época. Havia apenas músicas “antigas”, cobertas com uma enorme quantidade de poeira. Sem esses pioneiros, teria a Bela Adormecida jamais acordado? E além do Charpentier pioneiro já familiar a alguns colecionadores veteranos, há a alegria adicional de Bach – obviamente pré-barroco de Nadia Boulanger, obviamente, e outra pedra fundamental: uma cantata inteira que poderia ter sido considerada perdida, na qual ela é cercada por seu grupo de artistas e alunos. É autêntico? A grande Miss Boulanger não se importaria nem um pouco. Sua única preocupação era com o eterno, e é aí que ela nos leva. (André Tubeuf, do encarte)

CD 4

Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
Magnificat en ré majeur BWV 243
1. Magnificat Anima Mea
2. Et Exsultavit
3. Qui Respexit
4. Omnes Generationes
5. Quia Fecit Mihi
6. Et Misericordia
7. Fecit Potentiam
8. Deposuit
9. Esurientes
10. Suscepit Israel
11. Sicut Locutus Est
12. Gloria
Orchestre Symphonique et Chorale de l’Université de Paris
dir. Jean Gitton
1948

Cantate – Actus Tragicus BWV 106
13. Sonatina (Instr.)
14. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit
15. Ach Herr!…Bestelle Dein Haus
16. In Deine Hande, Befehl’ich Meinen Geist
17. Glorie, Lob, Ehr’und Herrlichkeit

Les Chanteurs de Saint-Eustache
Ensemble Instrumental
dir. R.P. (Révérend Père) Emile Martin
1950

Cantate ‘Christ lag in Todesbanden BWV 4, Martin Luther
18. Sinfonia
19. Choeur: Christ Lag In Todesbanden
20. Duo: Den Tod
21. Aria: Jesus Christus, Unser Gottes
22. Choeur: Es War Ein Wunderlicher Krieg
23. Aria: Hier Ist Das Rechte Osterlamm
24. Aria: So Feiern Wir Das Hohe Fest
25. Choral: Wir Essen Und Leben Wohl
Ensemble Vocal et Instrumental
dir. Nadia Boulanger
1937

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Boa audição!

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Suite Les Paladins, comédie lyrique

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Suite Les Paladins, comédie lyrique

Apesar da presença de Gustav Leonhardt, este CD é inferior (pouca coisa) ao de Rousset, postado ontem. Na verdade, o problema não é Leonhardt nem a Orchestra Of The Age Of Enlightenment, é que o repertório escolhido por Rousset era muito matador. Este é mais um CD excelente, daqueles que o pessoal que ama os barrocos vai ter que ouvir. Rameau foi um monstro, Leonhardt idem.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Suite Les Paladins, comédie lyrique

1 Ouverture très vite 3:42
2 Menuet lent 1:41
3 Air gay 1:55
4 Entrée des Pèlerins 4:02
5 Loure 3:10
6 Pantomime 2:28
7 Air de furie 2:08
8 Sarabande 3:12
9 Menuet en rondeau 1 & 2 5:40
10 Entrée très gaye des Troubadours 2:42
11 Air très gay 1:47
12 Gavotte 0:30
13 Menuet 0:56
14 Contredanse (en rondeau) 1:12
15 Entrée des Chinois 2:33
16 Loure 3:32
17 Gigue vive 3:23
18 Air vif 1:42
19 Premiere gavotte gaye – deuxieme gavotte 2:39
20 Air très gay 4:22
21 Entrée des Paladines et ensuite Paladins 3:12
22 Air pour les Pagodes 3:07
23 Gavotte 1 & 2 2:13
24 Contredanse en rondeau 1:58

Orchestra Of The Age Of Enlightenment
Gustav Leonhardt

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O genial Gustav Leonhardt poucos meses antes de falecer
O genial Gustav Leonhardt poucos meses antes de falecer

PQP

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Aberturas

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Aberturas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Estupendo repertório do transbordante Rameau. Nestas Aberturas o francês mostra toda sua imensa criatividade, alegria, estranheza e melodismo. Nada é rotineiro na música do francês e o regente Rousset captou notavelmente o espírito do compositor, realizando uma gravação antológica. Eu passei três dias ouvindo sem parar e garanto: faz um bem danado! O luminoso Rameau foi um grande gênio.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Aberturas

1 Les Fêtes de Polymnie
2 Les Indes galantes
3 Zaïs
4 Castor et Pollux
5 Naïs
6 Platée
7 Les Talens lyriques (Les Fêtes d’Hébé)
8 Zoroastre
9 Dardanus
10 Les Paladins
11 Hippolyte et Aricie
12 Le Temple de la Gloire
13 Pigmalion
14 Les Surprises de L’Amour – Prologue (Le Retour d’Astrée)
15 Les Fêtes de l’Hymen de l’Amour, ou Les Dieux d’Égypte
16 Les Surprises de l’Amour – Acte I (L’Enlèvement d’Adonis)
17 Acante et Céphise, ou La Sympathie

Les Talen Lyriques
Christophe Rousset

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Rameau: bom pra caralho
Rameau: bom pra caralho

PQP

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) / György Sándor Ligeti (1923-2006): Rameau & Ligeti

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) / György Sándor Ligeti (1923-2006): Rameau & Ligeti

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em 2014, lembramos dos 250 anos de morte de Jean-Philippe Rameau. Porém, estranhamente, este disco apresenta também obras de um pioneiro musical do século 20: Ligeti! E a coisa funciona!

Vamos pensar um pouco? Rameau e Ligeti têm aqui uma abordagem semelhante: peças curtas, cheias de intenções e humor. Krier aborda as obras sem muitos rodeios ou reverência. Mas faz sentido combinar a música de um mestre barroco francês com obras de vanguarda escritas nos anos 50 do século passado? Pode-se colocar estes dois compositores — Jean- Philippe Rameau (1683-1764) e György Ligeti (1923-2006) — lado a lado? Será que eles têm algo em comum, e, em caso afirmativo, como podem ser vistos tais traços a partir dos pontos de vista de dois séculos totalmente diferentes?

Na minha opinião, o CD se justifica tanto quanto este aqui.

A Musica Ricercata de Ligeti traz de volta um gênero barroco chamado ricercare, um precursor da fuga. A escolha do título foi uma homenagem a Girolamo Frescobaldi, o pai da ricercare. Como no caso da música barroca, Ligeti coloca em cada peça um conjunto rigoroso de regras e limitações. Tais limitações formais e estruturais tornam-se a base de sua escrita, que exibe uma abordagem totalmente intelectual à composição, sempre submetendo-a a um determinado conceito. Visto por esse ângulo, os dois compositores, Rameau e Ligeti…

Chega! Tudo isso é blá-blá-blá. O que interessa mesmo é o julgamento de nossos ouvidos. Ouça e julgue você mesmo.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) / György Sándor Ligeti (1923-2006): Rameau & Ligeti

RAMEAU – Pièces de clavecin – Suite En Sol

01. No. 1 Les tricotets. Rondeau
02. No. 2 L’indifferente
03. No. 3 Menuet – Deuxième menuet
04. No. 4 La poule
05. No. 5 Les triolets
06. No. 6 Les sauvages
07. No. 7 L’enharmonique
08. No. 8 L’égiptienne

LIGETI – Musica Ricercata (11 Stucke fur Klavier)

09. No. 1 Sostenuto – Misurato – Prestissimo
10. No. 2 Mesto, rigido e cerimoniale
11. No. 3 Allegro con spirito
12. No. 4 Tempo di valse – Poco vivace – “a l’orgue de Barbarie”
13. No. 5 Rubato. Lamentoso
14. No. 6 Allegro molto capriccioso
15. No. 7 Cantabile, molto legato
16. No. 8 Vivace. Energico
17. No. 9 Adagio. Mesto – Allegro maestoso (Béla Bartók in Memoriam)
18. No. 10 Vivace. Capriccioso
19. No. 11 Andante misurato e tranquillo (Omaggio a Girolamo Frescobaldi)

RAMEAU – Pièces de clavecin des Concerts

20. premier concert en ut mineur, CRT 7: No. 2, La livri
21. deuxième concert en sol majeur, CRT 8: No. 3, L’agacante
22. troisième concert an la majeur, CRT 9: No. 2, La timide
23. quatrième concert en si bémol majeur, CRT 10: No. 2, L’indiscrète

24. La Dauphine, RCT 12

Cathy Krier, Piano

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A lindinha Cathy Krier: mistura fina de barroco e contemporâneo
A lindinha Cathy Krier: mistura fina de barroco e contemporâneo

PQP

Josquin Desprez: Missa Pange lingua & Planxit autem David & Vultum tuum deprecabuntur – The Choir of Westminster Cathedral.

034571153742

Missa Pange lingua & Planxit autem David & Vultum tuum deprecabuntur

Josquin des Près

The Choir of Westminster Cathedral
Maestro James O’Donnell

.

 

A Missa Pange lingua é uma obra musical do Ordinário da Missa do compositor franco-flamengo Josquin des Prez, provavelmente datado de cerca de 1515, perto do fim de sua vida. Muito provavelmente sua última missa, é uma fantasia prolongada do hino Pange Lingua, e é uma das mais famosas missas de Josquin.

O hino em que se baseia a missa é o famoso Pange Lingua Gloriosi, de Tomás de Aquino, que é usado para as Vésperas de Corpus Christi, e que também é cantado durante a veneração do Santíssimo Sacramento. A missa é a última de apenas quatro que Josquin baseou em cantochão (as outras são a Missa Gaudeamus, a Missa Ave maris stella, e a Missa de Beata Virgine; todos elas envolvem, de alguma forma, elogios à Virgem Maria).

Ao invés de ser um somatório de suas técnicas anteriores, como pode ser visto nos últimos trabalhos de Guillaume Dufay, a missa de Josquin sintetiza várias tendências contrapontísticas do final do século 15 e início do 16 em um novo estilo, que se tornaria a predominante forma composicional dos compositores franco-flamengos na primeira metade do século XVI.

Na Alemanha do século XVI, tanto católicos quanto luteranos circulavam e executavam a Missa Pange lingua de Josquin, embora seu modelo, o hino Pange lingua, estivesse associado a práticas eucarísticas exclusivamente católicas. Um estudo baseado em fontes verossímeis revela como os luteranos selecionaram a Missa Pange lingua dentre outras missas disponíveis e a adaptaram para suas necessidades litúrgicas e pedagógicas. (ex-internet)

Josquin Desprez (Franco-Flemish, c.1440 – 1521)
01. Missa Pange lingua – 1. Kyrie
02. Missa Pange lingua – 2. Gloria
03. Missa Pange lingua – 3. Credo
04. Missa Pange lingua – 4. Sanctus
05. Missa Pange lingua – 5. Benedictus
06. Missa Pange lingua – 6. Agnus Dei
.
07. Planxit autem David – 1. Planxit autem David

08. Planxit autem David – 2. …Montes Gelboe
09. Planxit Autem David – 3. …sagitta Jonathae
10. Planxit Autem David – 4. …Doleo super te
.
11. Vultum tuum deprecabuntur – 1. Vultum tuum deprecabuntur

12. Vultum tuum deprecabuntur – 2. Sancta Dei genitrix
13. Vultum tuum deprecabuntur – 3a. Intemerata virgo
14. Vultum tuum deprecabuntur – 3b. Ave Maria
15. Vultum tuum deprecabuntur – 4a. O Maria
16. Vultum tuum deprecabuntur – 4b. Tu lumen
17. Vultum tuum deprecabuntur – 5. Mente tota
18. Vultum tuum deprecabuntur – 6. Christe, Fili Dei
19. Vultum tuum deprecabuntur – 7. Ora pro nobis
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Missa Pange lingua & Planxit autem David & Vultum tuum deprecabuntur – 2011
The Choir of Westminster Cathedral
Maestro James O’Donnell
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- Josquin Desprez
– Josquin Desprez

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa audição.

Avicenna

Jean-Baptiste Lully (1632-1687): Bellérophon, tragédie lyrique de sur un livret de Corneille

Jean-Baptiste Lully (1632-1687): Bellérophon, tragédie lyrique de sur un livret de Corneille


Bela gravação ao vivo de mais uma ópera redescoberta de Lully. Trata-se de uma estreia mundial, produto da pesquisa musicológica de Christophe Rousset e equipe. Juntamente com um super-elenco e contando com performance realmente esplêndidas, Rousset chama-nos para a revelação de Bellérophon, ópera estreada em 31 de janeiro de 1679. É a história mítica de um herói destemido, cuja arrogância é punida pelos deuses. É claro que, como é uma história de guerra, Lully nos brinda com danças de todos os países e etnias que vão para a luta. É bem mais que uma curiosidade. Vale a pena.

Para quem sentia falta e reclama da ausência do barroco francês…

Jean-Baptiste Lully (1632-1687): Bellérophon, tragédie lyrique de sur un livret de Thomas Corneille (1625-1709)

DISQUE 1

1 Ouverture – 00:02:18
2 Prologue : Petit prélude : Apollon ; Apollon et les Muses : Préparons nos concerts ! – 00:01:54
3 Prologue : Marche pour l’entrée de Bacchus et de Pan – 00:00:53
4 Prologue : Bacchus ; Pan : Du fameux bord de l’Inde – 00:01:18
5 Prologue : Chœur d’Apollon et des Muses : Chantons, chantons le plus grand des mortels ! – 00:02:36
6 Prologue : Chanson d’un berger (Menuet I) : Pourquoi n’avoir pas le cœur tendre ? – 00:01:12
7 Prologue : Entrée des Aegipans et des Ménades – 00:00:38
8 Prologue : Menuet pour les bergers – 00:00:20
9 Prologue : Bacchus et Pan : Tout est paisible sur la terre – 00:00:54
10 Prologue: Apollon : Quittez, quittez, de si vaines chansons ! – 00:00:48
11 Prologue : Chœur d’Apollon, des Muses, de Bacchus et de Pan : Pour ce grand roi, redoublons nos effo – 00:01:24
12 Prologue : Ouverture (reprise) – 00:02:13
13 Acte I, sc. 1 : Sténobée, Argie : Non, les soulèvements d’une ville rebelle – 00:05:47
14 Acte I, sc. 2 : Sténobée, Philonoë : Reine, vous savez qu’en ce jour – 00:03:26
15 Acte I, sc. 3 : Sténobée, Argie : Et je croyais qu’une ardeur – 00:02:33
16 Acte I, sc. 4 : Prélude ; Le Roi, Sténobée ; Bruit de trompettes ; Sténobée ; Marche des Amazones et – 00:03:45
17 Acte I, sc. 5 : Le Roi, Bellérophon : Venez, venez goûter les doux fruits de la gloire – 00:02:18
18 Acte I, sc. 5 : Chœur des Amazones et des Solymes : Quand un vainqueur est tout brillant de gloire – 00:01:44
19 Acte I, sc. 5 : Premier air – 00:01:17
20 Acte I, sc. 5 : Second air; Chœur des Amazones et Solymes : Faisons cesser nos alarmes – 00:02:50
21 Acte II, sc. 1 : Ritournelle ; Philonoë, deux Amazones : Amour mes vœux sont satisfaits – 00:04:21
22 Acte II, sc. 2 : Prélude ; Bellérophon, Philonoë : Princesse, tout conspire à couronner ma flamme – 00:04:39
23 Acte II, sc. 3 : Sténobée, Bellérophon : Ma présence ici te fait peine ? – 00:02:03
24 Acte II, sc. 4 : Sténobée, Argie : Tu me quittes, cruel, arrête ! – 00:01:47
25 Acte II, sc. 5 : Ritournelle ; Sténobée, Amisodar : Vous me jurez sans cesse une amour éternelle – 00:03:33
26 Acte II, sc. 6 : Amisodar : Que ce jardin se change en désert affreux – 00:01:56
27 Acte II, sc. 6 : Premier air – 00:01:05
28 Acte II, sc. 7 : Amisodar, Magiciens : Parle, nous voilà prêts, tout nous sera possible – 00:03:37
29 Acte II, sc. 7 : Second air – 00:00:38
30 Acte II, sc. 7 : Chœur des Magiciens, Amisodar : La terre nous ouvre – 00:02:01

DISQUE 2

1 Acte III, sc. 1 : Ritournelle – 00:00:49
2 Acte III, sc. 1 : Sténobée, Argie : Quel spectacle charmant pour mon cœur amoureux ! – 00:02:31
3 Acte III, sc. 2 : Prélude ; Le Roi, Sténobée : Que de malheurs accablent la Lycie ! – 00:01:38
4 Acte III, sc. 3 : Le Roi, Bellérophon : Vous venez consulter l’oracle d’Apollon ? – 00:01:43
5 Acte III, sc. 4 : Le Roi, Philonoë, Bellérophon : Seigneur, à votre voix je viens joindre la mienne – 00:01:48
6 Acte III, sc. 5 : La Marche du Sacrifice ; 1er Chœur de Peuple : Le malheur qui nous accable – 00:02:19
7 Acte III, sc. 5 : Le Sacrificateur ; 2ème Chœur de Peuple ; Le Sacrificateur ; Symphonie ; 3ème Chœu – 00:04:28
8 Acte III, sc. 5 : Ritournelle ; Le Sacrificateur : Tout m’apprend qu’Apollon dans mes vœux s’intéres – 00:00:38
9 Acte III, sc. 5 : 6ème Chœur de Peuple : Assez de pleurs – 00:04:00
10 Acte III, sc. 5 : Le Sacrificateur : Digne fils de Latone et du plus grand des dieux ! – 00:00:23
11 Acte III, sc. 5 : La Pythie : Gardez tous un silence extrême ! – 00:01:49
12 Acte III, sc. 5 : Apollon ; Le Roi – Symphonie : Que votre crainte cesse ! – 00:01:09
13 Acte III, sc. 6 : Ritournelle ; Bellérophon, Philonoë : Dans quel accablement cet oracle me laisse ! – 00:05:09
14 Acte III, sc. 6 : Entracte – 00:01:15
15 Acte IV, sc. 1 : Ritournelle : Amisodar : Quel spectacle charmant pour mon cœur amoureux ! – 00:01:27
16 Acte IV, sc. 2 : Argie, Amisodar : Il faut pour contenter la reine – 00:02:12
17 Acte IV, sc. 2 : Chœur – voix derrière le théâtre, Amisodar : Tout est perdu le monstre avance ! – 00:00:44
18 Acte IV, sc. 3 : Une Napée, une Dryade : Plaignons les maux qui désolent ces lieux ! – 00:03:20
19 Acte IV, sc. 4 : Dieux des bois, une Napée, une Dryade : Les forêts sont en feu, le ravage s’augment – 00:02:28
20 Acte IV, sc. 5 : Le Roi, Bellérophon : Ah, Prince ! Où vous emporte une ardeur trop guerrière ? – 00:02:50
21 Acte IV, sc. 6 : Bellérophon, seul : Heureuse mort, tu vas me secourir – 00:02:18
22 Acte IV, sc. 7 : Prélude – 00:00:29
23 Acte IV, sc. 7 : Pallas, Bellérophon : Espère en ta valeur, Bellérophon, espère ! – 00:00:56
24 Acte IV, sc. 7 : Chœur de Peuple : Quel horreur ! Quel affreux ravage ! – 00:01:55
25 Acte IV, sc. 7 : Entr’acte – 00:00:32
26 Acte V, sc. 1 : Prélude – 00:00:51
27 Acte V, sc. 1 : Le Roi : Préparez vos chants d’allégresse ! – 00:01:26
28 Acte V, sc. 1 : Chœur de Peuple : Viens, digne sang des dieux, jouir de ta victoire ! – 00:01:05
29 Acte V, sc. 1 : Le Roi, Philonoë : Et toi, ma fille, abandonne ton âme – 00:01:29
30 Acte V, sc. 1 : Chœur de Peuple : Ô jour pour la Lycie à jamais glorieuse – 00:01:18
31 Acte V, sc. 2 : Pallas, Le Roi, Bellérophon, Philonoë, Chœur de Peuple – 00:04:05
32 Acte V, sc. 3 : Symphonie – 00:00:52
33 Acte V, sc. 3 : Pallas : Connaissez le fils de Neptune ; Symphonie – 00:00:38
34 Acte V, sc. 3 : Bellérophon, Philonoë : Enfin je vous revois princesse incomparable ; Le Roi : Jouis – 00:01:45
35 Acte V, sc. 3 : Chœur de Peuple : Le plus grand des héros rend le calme à la terre – 00:01:19
36 Acte V, sc. 3 : Premier air – 00:00:42
37 Acte V, sc. 3 : Second air – Fanfare ; Chœur de Peuple : Les plaisirs nous préparent leurs charmes – 00:03:09

Céline Scheen, Ingrid Perruche, Jennifer Borghi, sopranos
Cyril Auvity, Evgueniy Alexiev, Jean Teitgen, Robert Getchell, ténors
Chœur de Chambre de Namur
Les Talens Lyriques
Christophe Rousset

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Christophe Rousset: grande regente, enorme cravista
Christophe Rousset: grande regente, enorme cravista

PQP

Jean-Marie Leclair (1697–1764): Concertos para Violino

Jean-Marie Leclair (1697–1764): Concertos para Violino

coverEste é um belíssimo disco de vinil que foi digitalizado para nosso gáudio. Leclair foi um grande violinista e compositor, e suas obras não são divulgadas como deveriam. O cara é bom pacas. É considerado o fundador da escola de violino francesa. Leclair estudou dança e violino em Turim. Em 1716, casou com Marie-Rose Casthanie, uma dançarina, que morreu em 1728. Em 1730, Leclair casou pela segunda vez. Sua nova esposa era a gravadora Louise Roussel, que preparou a impressão de todas as suas obras a partir do Opus 2. Leclair foi esfaqueado em 1764. Apesar do homicídio permanecer um mistério, existe a possibilidade de que sua ex-mulher possa ter sido a instigadora… Imaginem só!

Jaap Schröder e sua turma dão um banho de virtuosismo e competência barrocas neste lindo trabalho jamais reeditado em CD.

Jean-Marie Leclair “l’aîné” (1697-1764)

Konzert fur Violin a-moll, op.X, n.6
I. Allegro ma poco
II. Andante, Aria grazioso
III. Allegro

Konzert fur Violin g-moll, op.VII, n.3
I. Allegro ma poco
II. Adagio
III. Allegro assai

Konzert fur Violin a-moll, op.VII, n.5
I. Vivace
II. Largo
III. Allegro assai

Jaap Schröder – Violine und Konzertmeister
Concerto Amsterdam

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Contracapa do LP que deu origem ao arquivo
Contracapa do LP que deu origem ao arquivo

PQP

Josquin des Près: De profundis: Psalm Settings & Motets – Weser-Renaissance Bremen

Front

De profundis

Psalm Settings & Motets

Josquin des Près

Weser-Renaissance Bremen
Manfred Cordes dir.

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Após a missa de Desprez, Ave Maris Stella, o Weser-Renaissance Bremen, sob Manfred Cordes, agora se volta para uma seleção de salmos do mesmo compositor. Josquin Desprez, não apenas um dos primeiros, mas também um dos mais influentes dentre muitos, assumiu a tarefa de composição do salmo latino e como muitos depois dele escolheu os salmos com uma perspectiva pessoal.

As performances do conjunto de oito cantores de Cordes são uniformemente boas e todas as vozes se misturam de forma eficaz. (ex-internet)

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De profundis: Psalm Settings & Motets
Josquin Desprez (Franco-Flemish, c.1440 – 1521)
01. De profundis [Ps.  129]
02. In exitu Israel in Egypto [Ps. 113]
03. Domine ne in furore [Ps. 37]
04. Miserere mei Deo [Ps. 50]
05. Memor esto verbis tui [Ps. 118]
06. Qui habitat in adjutorio [Ps. 90]
07. Misericordias Domini
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De profundis: Psalm Settings & Motet – 2009
Weser-Renaissance Bremen
Manfred Cordes dir.
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- Josquin Desprez
– Josquin Desprez

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa audição.

Avicenna

Josquin des Près: Missa ‘Ave maris stella’ & Marian motets – Weser-Renaissance Bremen

front

Missa ‘Ave maris stella’
Marian motets

Josquin des Près

Weser-Renaissance Bremen
Manfred Cordes dir.

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Josquin Lebloitte, ou Josquin des Prez ou Josquin des Près (Beaurevoir ?, Picardia, c. 1440 – Condé-sur-l’Escaut, 27 de agosto de 1521), frequentemente designado simplesmente como Josquin, foi um compositor franco-flamengo da Renascença.

É o compositor europeu mais célebre entre Guillaume Dufay (1397 – 1474) e Palestrina (1525 – 1594). Geralmente considerado como a figura central da Escola franco-flamenga, é o primeiro grande mestre da polifonia vocal dos primórdios do Renascimento.

No século XVI, Josquin chegou a ser considerado o maior compositor da época. Seu domínio da técnica e sua expressividade eram admirados e imitados. Autores tão diversos como Baldassare Castiglione e Martinho Lutero escreveram sobre sua reputação e seu renome. Teóricos como Glareanuse Gioseffo Zarlino julgaram seu estilo perfeito.

Sua música incorpora influências italianas na formação característica da escola flamenga. A combinação de técnica e expressividade marcam uma ruptura com a música medieval. Josquin contribuiu para diversos gêneros, principalmente motetos, missas e chansons francesas e italianas. Mas foi sobretudo nos mais de cem motetos que se mostrou mais original: a suspensão é empregada como recurso de ênfase, e as vozes ganham os registros mais graves nos trechos em que o texto alude à morte. As canções também são importantes na sua obra.

Foi o principal representante do novo estilo de meados do século XV, com formas musicais menos rígidas. Certas canções mostram técnica rebuscada, em ritmos vivos e texturas claras.

A ampla difusão de sua música tornou-se possível graças à invenção da impressão de partituras, no começo do século XVI, e hoje sabemos mais sobre sua música do que sobre sua vida.

Foi o primeiro compositor renascentista considerado genial, superando as formas tradicionais e dando novo tratamento às relações entre texto e música. Mestre da polifonia e do contraponto, estendeu e aplicou sistematicamente o recurso da imitação (repetição de um trecho musical por vozes diferentes).

Compositor e cantor de talento muito apreciado pelos mais ricos mecenas da Europa, incluindo a família Este, de Ferrara, Josquin foi o primeiro compositor a ter impressos volumes inteiramente dedicados à sua obra musical. Vários aspectos de sua biografia são pouco documentados – sobretudo detalhes de sua infância e educação. Um problema tem sido a atribuição a Josquin de peças que não são suas. Seu estilo musical exibe grande invenção melódica e domínio de técnicas como o cânone, bem como uma inclinação pelas canções populares. (Wikipedia)

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Missa ‘Ave maris stella’ & Marian motets
Josquin Desprez (Franco-Flemish, c.1440 – 1521)
01. Ave Maria a 4
02. Kyrie eleison a 4 [missa]
03. Gloria in excelsis a 4 [missa]
04. Virgo prudentissima a 4
05. Virgo salutiferi a 5
06. Credo in unum Deum a 4 [missa]
07. Alma redemptoris mater / Ave regina a 4
08. Illibata Dei virgo nutrix a 5
09. Sanctus a 4 [missa]
10. Benedicta es, coelorum regina
11. Agnus Dei a 4 [missa]
12. Salve regina a 5
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Missa ‘Ave maris stella’, Marian Motets – 2011
Weser-Renaissance Bremen
Manfred Cordes dir.
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Captura de Tela 2018-06-28 às 13.23.09

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa audição.

Avicenna

200 Anos de Música em Versailles – Uma viagem ao coração do Barroco Francês – CD20/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Novos Aspectos da Música Sacra nos Tempos de Louis XVI.

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200 Anos de Música em Versailles
Uma viagem ao coração do Barroco Francês.

CD20/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Novos Aspectos da Música Sacra nos Tempos de Louis XVI.

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backCD20/20: Novos Aspectos da Música Sacra nos Tempos de Louis XVI. 
François-Joseph Gossec (Bélgica, 1734 – França, 1829)
01. Terribilis est: 1. Terribilis est 
02. Terribilis est: 2. TQuam dilecta 
03. Terribilis est: 3. Te enim passer 
04. Terribilis est: 4. Beati qui habitant
François Giroust (França, 1737 – 1799)
05. Benedic anima mea: 1. Benedic anima mea
06. Benedic anima mea: 2. Qui fundasti terram
07. Benedic anima mea: 3. Qui emitis fontes
08. Benedic anima mea: 4. Jucudum sit ei
09. Benedic anima mea: 5. Cantabo Domino
10. Benedic anima mea: 6. Sit gloria Domini
Henri-Joseph Rigel (Alemanha, 1741 – França, 1799)
11. La Sortie d’Egypte: 1. Quel changement soudain
12. La Sortie d’Egypte: 2. Qui, Peuple! tu verras
13. La Sortie d’Egypte: 3. Arrete! Dieu des Juifs
14. La Sortie d’Egypte: 4. Israel! De ton Dieu reconnais
15. La Sortie d’Egypte: 5. O prodige inoui
16. La Sortie d’Egypte: 6 Je reconnais ton bras
Nicolas Séjean (França, 1745 – 1819)
17. Noël suisse
Guillaime Lasceaux (França, 1740 – 1831)
18. Morceau pour les Flûtes
Claude-Bénigne Balbastre (França, 1724 – 1799)
19. Marche des Marseillois et l’air ça ira
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200 Anos de Música em Versailles
CD20/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Novos Aspectos da Música Sacra nos Tempos de Louis XVI.
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Avicenna

200 Anos de Música em Versailles – Uma viagem ao coração do Barroco Francês – CD19/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Os Salões de Versailles nos Tempos do Iluminismo.

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200 Anos de Música em Versailles
Uma viagem ao coração do Barroco Francês.

CD19/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Os Salões de Versailles nos Tempos do Iluminismo.

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Embora o quarteto tenha provado ser um gênero favorito entre os compositores franceses do chamado período clássico, o duo, trio e quinteto, que ainda eram comumente praticados, também eram muito populares nos círculos amadores. 
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A flauta, como os outros instrumentos de sopro, era frequentemente tocada com as cordas e as últimas melhorias feitas pelos fabricantes de instrumentos no final do século permitiram que ela brilhasse como solista. Devienne, que foi o primeiro professor de flauta no Conservatório de Paris, coroou a escola francesa de flauta – até então representada por Philidor, Hotteterre e Blavet – treinando toda uma nova geração de músicos virtuosos.
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CD19/20: Os Salões de Versailles nos Tempos do Iluminismo.
François Devienne (França, 1759 – 1803)
01. Quatuor pour flûte op.66 nº 1: 1. Allegro amabile
02. Quatuor pour flûte op.66 nº 1: 2. Adagio
03. Quatuor pour flûte op.66 nº 1: 3. Presto
Pierre Vachon (França, 1731 – Alemanha, 1803)
04. Quatuor à cordes op.5 nº 3: 1. Allegro non tanto
05. Quatuor à cordes op.5 nº 3: 2. Andante
06. Quatuor à cordes op.5 nº 3: 3. Rondeau : Allegro non tanto
Giuseppe Maria Cambini (Itália, 1746 – França, 1825)
07. Quatuor à cordes op.18 nº 2: 1. Allegro affetuoso
08. Quatuor à cordes op.18 nº 2: 2. Adagio
09. Quatuor à cordes op.18 nº 2: 3. Presto
Luigi Boccherini (Luca, Itália, 1743 – Madri, Espanha, 1805)
10. Quintetto pour flûte op.21 nº 6: 1. Larghetto
11. Quintetto pour flûte op.21 nº 6: 2. Allegro con molto
Quatuor Cambini & Alexis Kossenko, flûte
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200 Anos de Música em Versailles
CD19/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Os Salões de Versailles nos Tempos do Iluminismo.
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Avicenna

200 Anos de Música em Versailles – Uma viagem ao coração do Barroco Francês – CD18/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Os Primeiros Dias do Pianoforte.

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200 Anos de Música em Versailles
Uma viagem ao coração do Barroco Francês.

CD18/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Os Primeiros Dias do Pianoforte.

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Durante sua segunda estada em Paris, em 1778, Mozart compôs várias obras de variações sobre um tema, um gênero que estava muito em voga nos salões da aristocracia da época. Escolhendo temas populares das óperas por Dezède, Grétry ou Beaumarchais, ele compôs alguns de suas melhores obras de variações para teclado, misturando habilmente seus estilos francês e alemão. 
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Ao mesmo tempo, enquanto alguns músicos franceses, tais como Balbastre ainda estavam dando deslumbrantes e virtuosas performances, outros, como Jadin ou Méhul, estavam se movendo em direção ao “Romantismo”, com composições inovadoras movidas por paixão e melancolia.
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CD18/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Os Primeiros Dias do Pianoforte.
Claude – Bénigne Balbastre (França, 1727 – 1799)
01. Prélude en ut majeur
Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791)
02. Sonate Parisienne K. 310: 1. Allegro maestoso
03. Sonate Parisienne K. 310: 2. Andante cantabile
04. Sonate Parisienne K. 310: 3. Presto
Hyacinthe Jadin (França, 1776 – 1800)
05. Sonate en ré majeur op.5 nº 2:  1. Allegro
06. Sonate en ré majeur op.5 nº 2:  2 Andante
07. Sonate en ré majeur op.5 nº 2:  3. Final: Presto
Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791)
08. Neuf Variations sur l’air ‘Lison dormait’ K264
Andreas Staier, pianoforte
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200 Anos de Música em Versailles
CD18/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Os Primeiros Dias do Pianoforte.
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Boa audição.

Avicenna

200 Anos de Música em Versailles – Uma viagem ao coração do Barroco Francês – CD17/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: A Ascensão da Sinfonia Francesa.

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200 Anos de Música em Versailles
Uma viagem ao coração do Barroco Francês.

CD17/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: A Ascensão da Sinfonia Francesa.

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Depois da “revolução instrumental” da primeira parte do século XVIII, que viu a consagração do violino, do violoncelo e dos instrumentos de sopro, o fim da Era do Iluminismo foi marcado pelo brilhante surgimento das obras sinfônicas. A abertura do programa, a sinfonia, o concerto e a sinfonia concertante eram todos gêneros “modernos”, ideais para realçar a riqueza e a cor da orquestra clássica.
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Gossec, Leduc, Rigel e Saint-George, entre outros, chegaram à fama à frente de um dos grandes conjuntos instrumentais da capital e, em poucos anos, Paris tornou-se a cidade mais importante da Europa para a criação de obras sinfônicas.
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CD17/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: A Ascensão da Sinfonia Francesa.
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François-Joseph Gossec (Bélgica, 1734 – França, 1829)
01. Symphonie concertante du ballet Mirza (excerpt) : Allegro
Simon Leduc (França, 1742 – 1777)
02. Symphonie en mi bémol major: I. Maestoso, Allegro vivace
03. Symphonie en mi bémol major: II. Adagio sostenuto
04. Symphonie en mi bémol major: III. Rondo moderato
Henri-Joseph Rigel (Alemanha, 1741 – França, 1799)
05. Symphonie en ré mineur opus 21 nº 2 : I. Allegro maestoso
06. Symphonie en ré mineur opus 21 nº 2 : II. Adagio
07. Symphonie en ré mineur opus 21 nº 2 : III. Presto
 
Le Cercle de l’Harmonie, Jérémie Rhorer, dir.
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200 Anos de Música em Versailles
CD17/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: A Ascensão da Sinfonia Francesa.
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Avicenna

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Pièces de Clavecin en Concerts

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Pièces de Clavecin en Concerts

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Rameau é maravilhoso. É sempre interessante, alegre, cheio de musicalidade. E este super trio nos traz performances equilibradas e refrescantes que nos mostram a graça e a mistura caleidoscópica de cores instrumentais do compositor. Pinnock está animado e envolvente, Podger está inspiradora e inspirada, ambos toando com clareza e frases bem feitas. Manson responde da mesma forma. Os ‘Tambourins’ são arrepiantes, o resto também. Mais uma joia que o PQP disponibiliza para os amantes do barroco.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Pièces de Clavecin en Concerts

Premier Concert
1 La Coulicam 3:25
2 La Livri 3:04
3 Le Vézinet 3:26

Deuxième Concert
4 La Laborde 5:56
5 La Boucon 5:31
6 L’Agaçante 2:46
7 Premier Menuet En Rondeau. Deuxième Menuet En Rondeau 4:51

Troisième Concert
8 La La Ploplinière 3:54
9 La Timide, Premier Rondeau Gracieux. La Timide Deuxième Rondeau Gracieux 7:09
10 Premier Tambourin En Rondeau. Deuxieme Tambourin En Rondeau 2:01

Quatrième Concert
11 La Pantomime 4:31
12 L’Indiscrète 1:38
13 La Rameau 4:14

Cinquième Concert
14 La Forqueray 4:26
15 La Cupis 6:25
16 La Marais 2:29

Trevor Pinnock, cravo
Rachel Podger, violino
Jonathan Manson, viola da gamba

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Jean-Philippe Rameau: talento espetacular, alegria e música luminosa
Jean-Philippe Rameau: talento espetacular, alegria e música luminosa

PQP

200 Anos de Música em Versailles – Uma viagem ao coração do Barroco Francês – CD16/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: A Ópera Francesa no Limiar do Romantismo.

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200 Anos de Música em Versailles
Uma viagem ao coração do Barroco Francês.

CD16/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: A Ópera Francesa no Limiar do Romantismo.

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Sob Luís XVI e Maria Antonieta, as grandes tragédias, incluindo “la Duplant”, “la Saint-Huberty” e “la Levasseur”, foram apresentadas em casas cheias da Académie Royale de Musique (Opéra), em obras de Gluck, Sacchini, Piccinni e Gossec.
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Muitas vezes, no entanto, eles foram ofuscados pelos homens, especialmente o tenor Legros e o grande barítono Larrivée, que apareceram em todos os trabalhos realizados na Académie Royale de Musique entre 1770 e 1785 – um repertório “heróico” anunciando a grande ópera romântica do século seguinte. Ao mesmo tempo, os artistas da Opéra – Comique tentavam superar a virtuosidade e a expressividade da música, tão moderna quanto Grétry, Monsigny e Philidor.
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CD16/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: A Ópera Francesa no Limiar do Romantismo.
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Antonio Maria Gasparo Gioacchino Sacchini (Itália, 1730 – França, 1786)
01. Dardanus: Ouverture
Rodolphe Kreutzer (França, 1766 – Suiça, 1831)
02. La Mort d’Abel: L’aurore a dissipé les ombres
Pierre-Alexandre Monsigny (França, 1729 – 1817)
03. Le Déserteur: Il m’eut été si doux de t’embrasser
Jean-François Le Sueur (França, 1760 – 1837)
04. La Caverne: Dans ce péril certain
François-Joseph Gossec (Bélgica, 1734 – França, 1829)
05. Sabinus: 1. Tambourin
06. Sabinus: 2. Air des vieillards
07. Sabinus: 3. Air en passacaille
08. Sabinus: 4. Gigue pour les enfants
François-André Danican Philidor (França, 1726 – Inglaterra, 1795)
09. Ernelinde princesse de Norvège : Transports, tourments jaloux
André Ernest Modeste Grétry (Bélgica, 1741 – França, 1813)
10. Le Huron: Ouverture
11. La Fausse Magie: Comme un éclair
12. L’Amant jaloux: Ô douce nuit, sous ton ombre paisible
 
Les Agrémens; Guy van Waas, dir.
Pierre-Yves Pruvot, barítono
Isabelle Poulenard, soprano
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CD16/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: A Ópera Francesa no Limiar do Romantismo.
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Avicenna

200 Anos de Música em Versailles – Uma viagem ao coração do Barroco Francês – CD15/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Italianos na Corte Francesa.

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200 Anos de Música em Versailles
Uma viagem ao coração do Barroco Francês.

CD15/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Italianos na Corte Francesa.

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Muito antes de realmente viverem na França, Piccinni e Sacchini haviam conquistado o público francês com suas melodias fluidas, acompanhamentos animados e, acima de tudo, a pirotecnia de suas virtuosas partes vocais. A partir de 1770, suas árias italianas (peças de concerto ou cenas de óperas) eram realizadas diariamente no Concert Spirituel e em outras sociedades de concertos da capital. A consagração desses dois músicos veio alguns anos depois com suas respectivas obras em francês, Didon (1783) e Œdipe à Colone (1786).
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CD15/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Italianos na Corte Francesa.
Antonio Maria Gasparo Gioacchino Sacchini (Itália, 1730 – França, 1786)
01. Œdipe à Colone: 1. Ouverture
02. Œdipe à Colone: 2. Tout mon bonheur
03. Œdipe à Colone: 3. Gavotte
04. Œdipe à Colone: 4. Je ne vous quitte point
05. Œdipe à Colone: 5. Ballet final
Niccolò Piccinni (Itáia, 1728 – França, 1800)
06. Didon: 1. Ouverture: Allegro maestoso – Andantino sostenuto – Allegro
07. Didon: 2. Qui, moi, le flatter?
08. Didon: 3. Andantino
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09. Didone abbandonata: Son regina e son amante
Cappella della Pietà de’ Turchini; Antonio Florio, dir.
Roberta Invernizzi, soprano
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200 Anos de Música em Versailles
CD15/20: O Crepúsculo em Versailhes sob Luis XVI: Italianos na Corte Francesa.
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Avicenna

200 Anos de Música em Versailles – Uma viagem ao coração do Barroco Francês – CD14/20: Refinamento de Versailles sob Luis XV: O Renascimento da Orquestra Francesa.

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200 Anos de Música em Versailles
Uma viagem ao coração do Barroco Francês.

CD14/20: Refinamento de Versailles sob Luis XV: O Renascimento da Orquestra Francesa.

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Entre Lalande e Mondonville, a orquestra francesa foi gradualmente transformada através do trabalho de brilhantes orquestradores como Campra, Rameau e Boismortier. Da grande tradição de Versailhes sob Luís XIV – com o famoso Vingt-quatre Violons du Roi como modelo – a orquestra foi gradualmente modernizada até que, na década de 1750, tomaram corpo as grandes orquestras sinfônicas do período Clássico.
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CD14/20: Refinamento de Versailles sob Luis XV: O Renascimento da Orquestra Francesa.
Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726)
Ensemble Baroque de Limoges; Christophe Coin, dir.
01. Les Folies de Cardenio: 1. Ouverture
02. Les Folies de Cardenio: 2. Air de trompettes
03. Les Folies de Cardenio: 3. Air martial
04. Les Folies de Cardenio: 4. Loure
05. Les Folies de Cardenio: 5. Rondeau
06. Les Folies de Cardenio: 6. Air léger
07. Les Folies de Cardenio: 7. Sarabande légère
08. Les Folies de Cardenio: 8. Menuet
09. Les Folies de Cardenio: 9. Marche pour les Masques
10. Les Folies de Cardenio: 10. Chaconne légère pour les Maures
11. Les Folies de Cardenio: 11. Air pour les Chinois
12. Les Folies de Cardenio: 12. Menuet pour les mêmes
13. Les Folies de Cardenio: 13. Air pour les Pagodes
14. Les Folies de Cardenio: 14. Air des Combattants
15. Les Folies de Cardenio: 15. Appel des Bergers
16. Les Folies de Cardenio: 16. Marche des Bergers
17. Les Folies de Cardenio: 17. Muzette
18. Les Folies de Cardenio: 18. Bourrées
19. Les Folies de Cardenio: 19. Menuets
20. Les Folies de Cardenio: 20. Air sur la ‘LaCassandre’
21. Les Folies de Cardenio: 21. Air pour les flûtes
22. Les Folies de Cardenio: 22. Air pour les Indiens
23. Les Folies de Cardenio: 23. Entrée des Matelots
24. Les Folies de Cardenio: 24. ‘La Tempète’
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Jean-Joseph Cassanéa de Mondonville (França, 1711 – 1772)
Les Musiciens du Louvre; Marc Minkovski, dir.
25. Sonate nº 4: I.Allegro
26. Sonate nº 4: II. Aria. Andante gratioso
27. Sonate nº 4: III. Gigha
28. Sonate nº 6: I. Allegro
29. Sonate nº 6: IIa. Larghetto
30. Sonate nº 6: IIb. Amoroso
31. Sonate nº 6: III. Gigha : Allegretto
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200 Anos de Música em Versailles
CD14/20: Refinamento de Versailles sob Luis XV: O Renascimento da Orquestra Francesa.
Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726)
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XLD RIP | FLAC | 349 MB
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MP3 | 320 kbps | 182 MB
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