André da Silva Gomes (1752-1844): Missa em Si bemol, a 5 vozes e orquestra & Noturnos de Natal (Acervo PQPBach)

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André da Silva Gomes

Música do Brasil Colonial

Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra
Regente: Vitor Gabriel

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Missa em Si bemol, a 5 vozes e orquestra, c. 1800 (Cat.Temat. Regis Duprat, nº 40) – Transcrição musicológica: Vitor Gabriel

Chegaram até nós 18 missas compostas por André da Silva Gomes, sete das quais, em cópias posteriores, são de difícil datação.

A Missa a 5 vozes, transcrita por Vitor Gabriel, é uma copia de Manoel José Gomes, datada de 1831. Manoel José Gomes, pai de Antônio Carlos Gomes, nosso maior compositor lírico do século XIX, é autor de inúmeras cópias de compositores do período colonial brasileiro. Os manuscritos dessa Missa integram o acervo de manuscritos musicais do Museu da Inconfidência de Ouro Preto (Catálogo Duprat-Baltazar, n° 269, de Manuscritos do Museu da Inconfidência de Ouro Preto, e Catálogo Duprat, n° 40, das obras de André da Silva Gomes). Assim consta de seu título: Missa a 5 vozes dois violinos Trompas/i Basso; pelo Sr. Te. Coronel Andre/da Silva Gomes/De/Manoel José Gomes. (extraído do encarte).

Noturnos de Natal, 1774 (Cat.Temat. Regis Duprat, nº 20) – Transcrição musicológica: Rogério Duprat

1183z39No conjunto da obra de André da Silva Gomes os Noturnos de Natal aqui apresentados são obra de juventude; escreveu-os com cerca de 22 anos, recém investido nas funções de mestre-de-capela da Sé de São Paulo. O título original diz: Noturno/In festo Nativitatis Domini/Di Andrea da Sª Gomes.

As Matinas, ou Noturnos de Natal, assim chamados porque eram executados na madrugada do dia de Natal, contém oito Responsórios, todos tripartidos em Allegro, Fugato e Andante. (extraído do encarte).

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
01. Missa a 5 vozes (c. 1800) 01. Kyrie eleison
02. Missa a 5 vozes (c. 1800) 02. Christe eleison
03. Missa a 5 vozes (c. 1800) 03. Kyrie eleison
04. Missa a 5 vozes (c. 1800) 04. Glória in excelsis/Et in terra pax
05. Missa a 5 vozes (c. 1800) 05. Laudamus
06. Missa a 5 vozes (c. 1800) 06. Gratias
07. Missa a 5 vozes (c. 1800) 07. Domine Deus
08. Missa a 5 vozes (c. 1800) 08. Qui tollis
09. Missa a 5 vozes (c. 1800) 09. Quoniam
10. Missa a 5 vozes (c. 1800) 10. Cum Sancto Spiritu
11. Noturnos de Natal (1774) 1º Responsório
12. Noturnos de Natal (1774) 2º Responsório
13. Noturnos de Natal (1774) 3º Responsório
14. Noturnos de Natal (1774) 4º Responsório
15. Noturnos de Natal (1774) 5º Responsório
16. Noturnos de Natal (1774) 6º Responsório
17. Noturnos de Natal (1774) 7º Responsório
18. Noturnos de Natal (1774) 8º Responsório

Música do Brasil Colonial – 2004
Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra
Regente: Vitor Gabriel
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Recife

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Música na Catedral de São Paulo – Brasilessentia Grupo Vocal & Orquestra de Câmara da UNESP (Acervo PQPBach)

14np6h4Música na Catedral de São Paulo
Brasilessentia Grupo Vocal
Vitor Gabriel, regente

Orquestra de Câmara da UNESP
Ayrton Pinto, diretor artístico

As obras aqui gravadas representam uma mostra das mais de 450 composições referentes à Série Manuscritos Musicais dos Séculos XVIII-XIX da Seção de Música do Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo (ACMSP), que pertenceram ao antigo arquivo musical da Catedral, selecionadas e transcritas pela equipe responsável por sua organização e catalogação.

O acervo musical preservado no Arquivo da Cúria Metropolitana começou a ser constituido na Catedral de São Paulo em 1774, quando da chegada do compositor português André da Silva Gomes (1752- 1844), para exercer a função de mestre de capela. Até as primeiras décadas do séc. XIX, predominaram no arquivo as cópias do próprio A. S. Gomes e, em menor número, as dos músicos Floriano da Costa e Silva e Antonio Joaquim de Araújo, surgindo, como copistas predominantes, em meados deste século, os mestres de capela Antonio José de Almeida e Joaquim da Cunha Carvalho. A maioria das obras copiadas até essa fase filia-se, esteticamente, à música religiosa europeia da segunda metade do séc. XVIII e de inícios do séc. XIX, relacionada, sobretudo, ao repertório musical da Sé Patriarcal de Lisboa naquele periodo.

O jornal Correio Paulistano informava, em 01/10/1861, que o repertório da Catedral carecia de renovação e que lá ainda se ouviam músicas do tempo de D. José I (1750-1777) e de D. João VI (1792-1821), como as de André da Silva Gomes, Marcos Portugal (1762-1830) e José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), considerando a única música progressista da cidade, naquele momento, a militar … Na segunda metade do séc. XIX, entretanto, o arquivo da Catedral foi ampliado, pela incorporação de uma grande quantidade de cópias feitas por músicos locais (a maioria delas por João Nepomuceno de Souza) ou então trazidas de outras regiões brasileiras e do exterior, a maioria ligada ao estilo operístico italiano do séc. XIX. Em 25/01/1864, na festa do padroeiro da cidade, os moços do coro da Catedral, membros da Sociedade Musical Paulistana e o organista Hermenegildo José de Jesus, regidos por Antonio José de Almeida e pelo então mestre de capela Joaquim da Cunha Carvalho, executaram obras sacras recém trazidas de Roma pelo Cônego Joaquim do Monte Carmelo.

É muito provável que, na transição do século XIX para o XX, grande parte desse arquivo ainda estivesse na Catedral de São Paulo. Parte dos manuscritos relacionados ao arquivo pode ter permanecido com músicos particulares. Cópias realizadas por músicos que atuaram nessa igreja, como André da Silva Gomes, Romualdo Freire Vasconcelos, Antonio José de Almeida, Floriano da Costa e Silva, por exemplo, foram preservadas no Arquivo Veríssimo Glória (músico que trabalhou em São Paulo no inicio do séc. XX), atualmente de propriedade do musicólogo Regis Duprat. Provavelmente pela perda de interesse da maior parte do repertório sacro dos séculos XVIII e XIX, decorrente da tendência de depuração do “funesto influxo que sobre a arte sacra exerce a arte profana e teatral“, regulamentada no Motu Proprio (1903) do Papa Pio X, as obras remanescentes do arquivo musical foram retiradas da Catedral em inícios do século XX. Recolhido na Cúria Metropolitana, então na Praça Clóvis Bevilacqua, lá permaneceu até sua transferência para o atual espaço no bairro do Ipiranga, inaugurado em 30/ 11/1984.

Furio Fransceschini (1880-1976), mestre de capela desde 1908, não conheceu integralmente o arquivo musical, nem na Catedral nem na Cúria. Entretanto, no concerto que organizou em homenagem ao centenario da morte de José Maurício Nunes Garcia em 16/12/1930, na Igreja de Santa Ifigênia (onde então funcionava a Sé, pois fora demolida a antiga Catedral), Franceschini incluiu no programa o hino Ave maris stella de André da Silva Gomes, para 4 vozes e órgão, cujo manuscrito autógrafo localizou no Arquivo da Cúria, em uma caixa com 17 composições, organizada entre 1929-30. Esta e outra caixa com 14 peças resultaram da iniciativa de Francisco de Salles Collet e Silva, primeiro diretor do Arquivo (1918-1934), de organizar o antigo arquivo musical da Catedral, dedicando-se apenas a algumas obras, provavelmente às que ainda encontrassem função nas concepções de música sacra estabelecidas no século XX.

Se Collet e Silva chegou a planejar uma organização para o acervo musical do Arquivo da Cúria, infelizmente não chegou a empreendê-la em sua totalidade: até a década de 60, receberam número de catálogo mais alguns manuscritos e cerca de 30 volumes de música litúrgica, impressos nos sécs. XIX e XX. Clóvis de Oliveira, que em 1946 escreveu a primeira monografia sobre André da Silva Gomes (publicada em 1954), não conhecia nenhum outro manuscrito com música desse mestre de capela no Arquivo da Cúria, além do citado Ave maris stella.

Foi somente no final da década de 50 que o musicólogo Francisco Curt Lange tomou conhecimento do importante material ali existente. Interessado no desenvolvimento das pesquisas em acervos musicais paulistas, Curt Lange estimulou Regis Duprat a iniciar em 1959, seus estudos no Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo. Duprat começou sua pesquisa pioneira no Arquivo da Cúria em 1960, publicando um catálogo de obras, de André da Silva Gomes em seu livro Música na Sé de S.P. Colonial (São Paulo: Paulus, 1995).

Transferido para o Ipiranga em 1984, juntamente com a documentação referente ao Bispado de São Paulo, os manuscritos musicais ali chegaram sem qualquer organização, enquanto os livros litúrgicos se dispersaram da cota original. Por iniciativa do Chefe do Arquivo, Jair Mongelli Jr., entre 1987-88, os manuscritos foram empacotados em 16 volumes, sem ordem definida, assim permanecendo até maio de 1996, quando iniciamos sua organização. Nessa época, constituimos a Equipe de Organização e Catalogação da Seção de Música do ACMSP – formada pelos pesquisadores Paulo Castagna (coordenador), Fabio del’ Antonio Taveira, Fernando Pereira Binder, Ivan Chaves Nunes e pelo Maestro Vitor Gabriel – equipe que também trabalhou para a realização desta gravação.
(Paulo Castagna e Vitor Gabriel, extraído do encarte, 1998)

Sigismund Ritter von Neukomm (1778-1858)
Libera me (para a Absolvição e Inumação na Missa dos Mortos)
01. 1. Libera me
02. 2. Tremens factus
03. 3. Quando caeli – Dies illa
04. 4. Requiem
05. 5. Libera me
06. 6. Kyrie
07. 7. Requiescat

Pietro Terziani (Roma, 1765-1831)
08. Mihi autem nimis (Ofertório da Missa de Santo André Apóstolo)
José Alves (Portugal, sec. XVIII)
Dixit Dominus (Salmo 109)
09. 1. Dixit Dominus
10. 2. Donec ponam
11. 3. Juravit Dominus
12. 4. Tu es sacerdos
13. 5. Gloria Patri
14. 6. Sicut erat

José Gomes Veloso (Portugal, séc. XVIII)
Iste sanctus (Anfífona de Magnificat das Primeiras Vésperas de um Mártir, fora do Tempo Pascal)
15. 1. Dixit Dominus
16. 2. Et a verbis impiorum
17. 3. Fundatus enim

José Joaquim dos Santos (Portugal, c.1747-1801)
Lauda Sion (Sequência da Missa da Festa do Corpo de Deus)
18. 1. Lauda Sion Salvatorem
19. 2. Sub diversis speciebus
20. 3. Amen

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
Confitebor Tibi Domine (Salmo 110)
21. 1. Confitebor Tibi Domine
22. 2. Sanctum et terribile
23. 3. Intellectus bonus
24. 4. Gloria Patri
25. 5. Sicut erat

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
26. O vos omnes (Moteto para o depósito da Imagem do Senhor dos Passos)
Anônimo (Séc. XVIII)
Procissão do Enterro (Para Sexta-feira Santa)
27. 1. Heu! Heu!
28. 2. Pupilli facti sumus
29. 3. Cecidit corona
30. 4. Spiritus cordis
31. 5. Æstimatus sum
32. 6. Sepulto Domino
33. 7. In pace factus est
34. 8. In pace in idipsum
35. 9. Caro mea

Antônio José de Almeida (S. Paulo, 1816-1876)
36. Música para Verônica, na Procissão do Enterro de Sexta-feira Santa – O vos omnes
Antônio José de Almeida (S. Paulo, 1816-1876)
Ladainha de Nossa Senhora
37. 1. Kyrie eleison
38. 2. Pater de cælis
39. 3. Sancta Maria
40. 4. Sancta Virgo
41. 5. Mater divinæ
42. 6. Mater castissima
43. 7. Mater intemerata
44. 8. Regina angelorum
45. 9. Regina prophetarum
46. 10 Agnus Dei

Manuel José Gomes (SP, 1792-1868)
Ária para o Pregador
47. 1. Veni Creator Spiritus
48. 2. Amen

Música na Catedral de São Paulo – 1998
Brasilessentia Grupo Vocal, Vitor Gabriel, regente
Orquestra de Câmara da UNESP, Ayrton Pinto, diretor artístico
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André da Silva Gomes (1752-1844) – Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra (Acervo PQPBach)

14cyvrdAndré da Silva Gomes – (1752 – 1844)
Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra
Vitor Gabriel, regente
Elisa Freixo, órgão

Com o apoio do Centro de Estudos e Pesquisa da Música Brasileira, da Sociedade Brasileira de Musicologia e do Selo Paulus, comemora-se, com este lançamento, o sesquicentenário da morte do compositor luso-brasileiro André da Silva Gomes (1752- 1844), mestre-de-capela da Sé de São Paulo durante 50 anos, a partir de 1774.

É tradição medieval da Europa católica o nomear mestre-de-capela para dirigir e compor a música nas igrejas catedrais ou matrizes, ao qual se atribuía ensinar a “solfa”, no linguajar da época, mantendo escola pública de música para a edificação da juventude. Essa tradição transferiu-se da Península Ibérica para a América e logo no primeiro século da colonização as povoações com maior densidade populacional já contavam com um mestre-de-capela nas igrejas principais. Esse profissional exercia suas funções por provisão do bispo ou da autoridade eclesiástica maior, geralmente por tempo de um ano, renovável a critério da mesma autoridade. No Brasil, a documentação referente à musica nos oferece indicações antigas sobre essa atividade, porém até hoje não se descobriram manuscritos musicais anteriores ao século XVIII.

A Matriz de São Paulo tornou-se Sé em 1745 com a criação do Bispado. Até aquela data subordinava-se ao Bispado do Rio de Janeiro que nomeava seus mestres-de-capela, mas as provisões incidiam sempre sobre músicos de São Paulo. Em 1774, com o terceiro bispo da cidade, Dom Manuel da Ressurreição, chega a São Paulo o mestre-de-capela André da Silva Gomes. Nascido em Lisboa, em 1752, e provido no cargo “pela ciência da música, no canto de órgão e contraponto”, como diz um documento da época. Confiou-se-lhe o cargo para que reorganizasse o coro e o serviço musical da Sé, dando-Ihe um nível compatível com o das outras catedrais do reino.

Suas composições multiplicam-se a partir de 1774. Por 50 anos exerceu as funções de mestre-de-capela em São Paulo, tanto na Sé como em diversas irmandades da cidade e nas festas reais patrocinadas pelo Senado da Câmara, especialmente nas festas do Corpus Christi, do Anjo Custódio do Reino, da Visitação de Santa Isabel e de São Sebastião. Dirigiu ainda a corporação musical do I Regimento de Infantaria de Milícias da capital, onde ascendeu a patente de Tenente-Coronel. Dele restaram-nos cerca de 130 obras musicais religiosas, muitas das quais já executadas em concertos, tanto no Brasil como no Exterior, e gravadas após restauração e transcrição moderna.

Quarto mestre-de-capela da Sé, André da Silva Gomes foi, também, Mestre Régio de Gramática Latina e integrou, como representante da Instrução Pública, o Governo Provisório estabelecido em São Paulo a 23 de julho de 1821 em consequência de um movimento liberal que instaurou em Portugal o sistema constitucional. Desse governo tambem fizeram parte os irmãos Andrada e Silva. Enquanto viveu, André da Silva Gomes foi a personalidade musical mais destacada em São Paulo, ombreando-se com seus contemporâneos no Brasil, como o padre José Maurício Nunes Garcia, Lobo de Mesquita, Luis Álvares Pinto, Francisco Gomes da Rocha, Marcos Coelho Neto e tantos outros.

Por ocasião da proclamação da independência do Brasil, Dom Pedro I, adentrando a cidade de Sao Paulo com sua comitiva dirigiu-se à Sé onde foi cantado um Te Deum composto e regido por André da Silva Gomes. De suas composições hoje conhecidas e que localizamos em 1960, as primeiras datam de 1774, ano de sua chegada a São Paulo, e as últimas são de 1823. Dentre elas citamos 18 Missas, 38 Salmos, 14 ofertórios, 10 Matinas, 8 Motetos, 3 Te Deum, 10 Hinos,4 Sequências e 22 obras para a Semana Santa. Formou muitos discípulos, criou inúmeros filhos adotivos, aos quais tambem ensinou a arte da música, e escreveu uma Arte Explicada do Contraponto, tratado de 150 páginas manuscritas, recentemente localizado em São Paulo pelo pianista e compositor Amaral Vieira. André da Silva Gomes faleceu com 92 anos a 17 de junho de 1844 comemorando-se, neste ano de 1994, o sesquicentenário de sua morte.

(Régis Duprat, 1994, extraído do encarte)

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
01. Hino Crudelis Herodes
02. Antífona Pueri Hebraeroum
03. Ofertório Scapulis suis
04. Ofertório Confortamini
05. Ofertório Ad te livavi
06. 5 Motetos para Comunhão – 1. Ecce panis
07. 5 Motetos para Comunhão – 2. Sit laus plena
08. 5 Motetos para Comunhão – 3. Dies enim
09. 5 Motetos para Comunhão – 4. Quod in coema
10. 5 Motetos para Comunhão – 5. Bone Pastor
11. Salmo Laudate pueri (Salmo 112)
12. Salmo Beati omnes (Salmo 127)
13. Sequência Victimae Paschali Laudes
14. Sequência Veni Sancte Spiritus
15. Missa em Dó – 1. Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrire Eleison
16. Missa em Dó – 2. Gloria (Et in terra pax (IV), Laudamos te (V), Gratias agimus tibi (VI), Domine Deus (VII), Qui tollis (VIII), Quoniam (IX), Cum Sancto Spiritu (X)

André da Silva Gomes – 1994
Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra
Vitor Gabriel, regente
Elisa Freixo, órgão
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Missa de São Pedro de Alcântara / St. Peter of Alcântara Mass – Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767 – 1830) – Acervo PQPBach

160r6okMissa de São Pedro de Alcântara
Pe. José Maurício Nunes Garcia
1809

Coro de Câmera Pro-Arte
Regência: Carlos Alberto Figueiredo

Rosana Lanzelotte, órgão

MISSA DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA, obra composta em 1809 em homenagem a D. Pedro, futuro Imperador do Brasil. O manuscrito autógrafo encontra-se na Biblioteca da Escola de Música da UFRJ. É escrita para coro a 4 vozes e órgão e contém solos de grande virtuosidade. Há uma outra Missa de José Maurício, com a mesma denominação, composta em 1808.

CREDO EM Sl BEMOL, composto em 1808 para 4 vozes e órgão. A única cópia, de 1891, encontra-se no Arquivo do Cabido Metropolitano do Rio de Janeiro. A costumeira divisão, na época, do Ordinário da Missa em Missa (Kyrie e Gloria) e Credo (Patrem, Sanctus e Agnus Dei), faz com que muitas vezes apenas uma das partes do manuscrito seja encontrada, como é, aparentemente, o caso deste Credo.

CHRISTUS FACTUS EST, obra para Semana Santa. Composta em 1798 para coro a 4 vozes e órgão. A cópia de época, com anotações autógrafas, encontra-se na Biblioteca da Escola de Música da UFRJ.

IN MONTE OLIVETI, faz parte de um Ofício de Ramos composto para 4 vozes, violoncelo e contrabaixo. A única cópia, que se encontrava na lgreja de S.Pedro, no Rio de janeiro, está desaparecida, A peça é apresentada a capella nesta gravação. O tratamento da forma responsorial neste moteto é único dentro da obra conhecida do compositor.

SEPULTO DOMINO, moteto para Semana Santa composto para 4 vozes em data desconhecida. Está contido em 3 diferentes manuscritos: Escola de Música da UFRJ, Igreja de S. Pedro (desaparecido) e Coro de Rio Pardo (também desaparecido).

2j5xmhxST PETER OF ALCÂNTARA MASS, was composed in 1809, in honor of D. Pedro, future Emperor of Brazil. The autograph manuscript lays in the Library of the School of Music of the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ). It is written for SATB choir and organ and contains solo parts of great virtuosity. Another Mass of José Maurício, with the same name was composed in 1808.

CREDO IN B FLAT, was composed in 1808 for SATB choir and organ. The only copy, dated 1891, is kept in the archives of the Cathedral of Rio de Janeiro. Because of the customary separation, at that time, of the Mass Ordinary in Missa (Kyne and Gloria) and Credo (Patrem, Sanctus and Agnus Dei), very often the musical score also got split up, and sometimes lost, which is, apparently the case of the present Credo.

CHRISTUS FACTUS EST, was composed for the Holy Week of 1798 for SATB choir and organ. The extant copy, from this time, with autographs remarks, is kept at the Library of the School of Music of UFRJ.

IN MONTE OLIVETI, part of an Office for Palm Sunday composed for SATB choir, cello and bass. The only copy which was kept at Saint Peters Church, in Rio de Janeiro, is now lost. The piece is sang a cappella in this recording. The treatment of the responsonal form in this motet is unique in the known work by the composer.

SEPULTO DOMINO, motet for Holy Week, composed for SATB Choir, date unknown. It is part of 3 different manuscripts: School of Music of UFRJ, Saint Peters Church (lost) and Rio Pardo Choir (also lost).

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830)
01. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 1. Kyrie
02. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 2. Gloria
03. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 3. Domine Deus
04. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 4. Qui Tollis
05. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 5. Quoniam
06. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 6. Cum Santu Spiritu
07. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 7. Patrem
08. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 8. Et Incarnatus
09. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 9. Crucifixus
10. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 10. Et Resurrexit
11. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 11. Sanctus
12. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 12. Hosanna
13. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 13. Benedictus
14. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 14. Hosanna
15. Missa de São Pedro de Alcântara (1809) – 15. Agnus Dei
16. Credo em Si Bemol – 1. Patrem
17. Credo em Si Bemol – 2. Et Incarnatus
18. Credo em Si Bemol – 3. Crucifixus
19. Credo em Si Bemol – 4. Et Resurrexit
20. Credo em Si Bemol – 5. Et Vitam
21. Credo em Si Bemol – 6. Sanctus
22. Credo em Si Bemol – 7. Hosanna
23. Credo em Si Bemol – 8. Benedictus
24. Credo em Si Bemol – 9. Hosanna
25. Credo em Si Bemol – 10. Agnus Dei
26. Christus Factus Est
27. In Monte Olivetti
28. Sepulto Domino

Missa de São Pedro de Alcântara – 1998
Coro de Câmera Pro-Arte
Regência: Carlos Alberto Figueiredo
Carol McDavit, soprano
Katya Kazzaz, mezzo-soprano
José Paulo Bernardes, tenor
Inácio de Nonno, barítono
Rosana Lanzelotte, órgão

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Conheça a vida e obra do Pe. José Maurício no excelente site aqui:

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maestro

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ladainhas, Lamentos e Ladeiras: Mestres Mineiros – Madrigal Cantátimo & Orquestra de Câmara de Indaiatuba. (Acervo PQPBach)

dzgozdMadrigal Cantátimo
Orquestra de Câmara de Indaiatuba

Maestro Marcelo Antunes Martins

Com o patrocínio da Fundação do Banco do Brasil, o Maestro Marcelo Antunes Martins executou um trabalho dividido em 3 fases:

1. Pesquisa e digitalização de partituras sobre manuscritos dos séculos XVIII e XIX, que se encontram nos arquivos do Museu da Música de Mariana, MG, e que contou também com a colaboração de importantes musicólogos brasileiros, além de pesquisas realizadas em outros museus como o Lira Sanjoanense de São João Del-Rei, MG; Museu da Inconfidência de Ouro Preto, MG e Museu Carlos Gomes de Campinas, SP. O foco da pesquisa foi a produção musical dos grandes mestres mineiros durante o chamado Ciclo do Ouro. Essas partituras foram distribuidas gratuitamente para escolas, bibliotecas e grupos interessados nos estudos de música brasileira. Esta fase durou 9 anos.

2. Gravação do CD Ladainhas, Lamentos e Ladeiras: Mestres Mineiros – Interpretação do Madrigal Cantátimo e solistas convidados, acompanhados por uma orquestra de câmara formada com instrumentos da época (réplicas dos séculos XVIII e XIX), sob a direção do Maestro Marcelo Antunes Martins, em 1998. Foram distribuidos gratuitamente 10.000 exemplares pelo Brasil e posteriormente o Selo Eldorado assumiu a distribuição comercial do produto, o qual se encontra esgotado há anos.

3. Turnê realizada pelas principais capitais brasileiras e centros de observação de música antiga.

Anônimo (Séc. XVIII)
1. Tu qui legis in omni
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)

2. Magnificat
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746 – Rio de Janeiro, 1805)
3. Ave Regina Cælorum
4. Gradual o para Domingo da Ressurreição
5. Laudate pueri Dominum
6. Regina Cœli laetare
7. Ladainha dos solos
Anônimo (Séc. XVIII)
8. Improperium “Adoração da Cruz”
9. In pace in idpisum dormiam
10. Veni Creator
11. Veni Sancte Spiritus
12. Ave Maris Stella (participação especial: Banda Villa-Lobos)

Ladainhas, Lamentos e Ladeiras: Mestres Mineiros – Madrigal Cantátimo & Orquestra de Câmara de Indaiatuba, SP
Maestro Marcelo Antunes Martins
1998

CD gentilmente cedido pelo Maestro Marcelo Antunes Martins. Não tem preço !!!

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MP3 320 kbps – 136,5 MB – 53,6 min
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Boa audição!

silent night

 

 

 

Avicenna

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Sinfonieta dos Devotos de Nossa Senhora dos Prazeres – Os Mestres Mulatos (Acervo PQPBach)

w0oy0yOs mestres mulatos

Sinfonieta dos Devotos de Nossa Senhora dos Prazeres

Maestro Marcelo Martins

 

 

16hkf43

 

 

 

 

Luis Álvares Pinto (Recife, 1719 – 1789)
01. Te Deum Laudamus (1760) – Tibis Omnes
Pe. Caetano de Mello Jesus (Bahia?)
02. Recitativo e Ária (1759) – Ária
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
03. Tercis (1783) – Difusa est Gratia
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/200674776″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false” width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]
04. Gradual: Fuga do Egito – Angelus Domini
Joaquim de Paula Sousa “Bonsucesso” (Prados, c. 1760 – idem, c. 1820)
05. Antífona de São Joaquim – Laudemus Virum
Pe. João de Deus Castro Lobo (Vila Rica, 1794 – Mariana, 1832)
06. Salve Sancte Pater
Anônimo (Serro, MG, Séc. XIX)
07. Jam Sol
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
08. Domini Jesu – Coral
Anônimo (modinhas imperiais coligidas por Mário de Andrade)
09. Escuta formosa …
10. Hei de amar-te até morrer
11. Lundum …

Xisto Bahia (1841 – 1894)
12. Lundu
Tradição oral, Paratí, RJ
13. Porto das Almas
Tradição oral, litoral norte, SP
14. Bendito
Antonio Carlos Gomes (1836-1906)
15. Cayumba – Dança de Negros

Você pode entrar no website da Sinfonieta e baixar suas gravações, saber dos seus projetos, programações. “Entre e fique à vontade, que a música é sua.”

Nossos agradecimentos ao Musicólogo e Maestro Marcelo Martins por nos ter cedido este CD. Não tem preço!!!

Os Mestres Mulatos – 2007
Sinfonieta dos Devotos de Nossa Senhora dos Prazeres
Direção musical e Regente: Marcelo Antunes Martins

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MP3 320 kbps | 89,2 MB | HQ Scans | 41,7 min
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Boa audição.

pia entupida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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André da Silva Gomes – Missa a Cinco Vozes – Cláudio Santoro & Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília

sllf0pOrquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília
Maestro Cláudio Santoro

André da Silva Gomes
Missa a Cinco Vozes

.
Para comemorar meus 70 anos de vida muito agradavelmente vividos que completo hoje, 15/03/15, nada melhor do que Cláudio Santoro regendo a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, rebatizado como Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. E em especial dedicatória aos médicos que me deram mais 3 anos de vida, há 4 anos! Quá, quá, quá! Enganei-os !!!!!!

Durante estes alegres 70 anos construi uma casa, plantei dezenas de árvores, gerei filhos, tenho netos, me sinto amado pela Mulher Amada, publiquei cerca de 400 postagens e agora estou ouvindo a ‘Missa a cinco vozes’ com meus amigos! Aleluia! Aleluia, oh yeahh!

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
Missa a cinco vozes, para solistas, coro e orquestra 1. Kyrie I
Missa a cinco vozes, para solistas, coro e orquestra 2. Christe
Missa a cinco vozes, para solistas, coro e orquestra 3. Kyrie II
Missa a cinco vozes, para solistas, coro e orquestra 4. Gloria
Missa a cinco vozes, para solistas, coro e orquestra 5. Et in terra
Missa a cinco vozes, para solistas, coro e orquestra 6. Laudamus
Missa a cinco vozes, para solistas, coro e orquestra 7. Gratias
Missa a cinco vozes, para solistas, coro e orquestra 8. Domine Deus
Missa a cinco vozes, para solistas, coro e orquestra 9. Qui tollis
Missa a cinco vozes, para solistas, coro e orquestra 10. Quoniam
Missa a cinco vozes, para solistas, coro e orquestra 11. Cum Sancto Spiritu

Música Sacra Paulista – vol. 3 – 1983
Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília
Cláudio Santoro – regente
Gravado no Memorial JK, em Brasília, no dia 21 de junho de 1983, em comemoração ao 23º aniversário da cidade.
LP digitalizado por Avicenna

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MP3 320 kbps – 111,4 MB – 48 min
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a-primeira-nota-da-história

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

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Camerata Antiqua de Curitiba: Do Barroco ao Contemporâneo – 2000

210hg9kCamerata Antiqua de Curitiba
Te Deum
Luis Álvares Pinto

Gravação do ano 2000

Nestes seus 31 anos de existência, a Camerata Antiqua de Curitiba representa não apenas um grupo de prestígio nacional, mas também uma verdadeira escola. Muitos de seus integrantes hoje desenvolvem carreira solo e são ganhadores de prêmios realizados dentro e fora do país.

Fundada em 1974, a Camerata, formada por Coro e Orquestra, teve como primeiro maestro Roberto de Regina, seu fundador, ao lado da cravista Ingrid Seraphim. Inicialmente a proposta do grupo se baseava na interpretação e pesquisa de música antiga, a exemplo de outros existentes na Europa e EUA. O coro contou com a orientação técnica do maestro Gerard Galloway e, paralelamente, a Orquestra teve a orientação do violinista Paulo Bosísio.

Após vários anos de dedicação exclusiva à música do barroco e da renascença, a Camerata passou a dedicar-se também ao repertório de compositores contemporâneos. São oito elepês, seis CDs gravados e mais de mil apresentações no Brasil e exterior, revelando sua versatilidade na interpretação da música antiga e contemporânea.

Nos anos de 1987 e 1988, teve como regente titular Lutero Rodrigues. Hoje, com 16 instrumentistas e 16 cantores, tem como maestro emérito Roberto de Regina.

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/193756178″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false” width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

A Camerata teve ilustres visitantes, entre outros, os maestros Roberto Schnorrenberg, Norton Morosowicz, Ernani Aguiar, Ronaldo Bologna, Geoffrey Mitchell, Osvaldo Colarusso, Mônica Vasquez, Christian Höppner, Graham Griffiths, Ricardo Kanji, Cristina Banegas, Dario Sotelo, Abel Rocha, Flávio Florence, Iara Fricke Matte, Nicolau de Figueiredo, Luís Alves da Silva, Horst-Hans Bäcker, Helma Haller, Homero de Magalhães Filho, Roberto Tibiriçá e Aylton Escobar.

Dentre as obras mais expressivas executadas e algumas registradas em gravações, destacam-se:
– Johann Sebastian Bach: Ciclo Integral dos Motetos, diversas Cantatas, Oratório de Natal, Paixão Segundo São Mateus, Paixão Segundo São João e Missa em Si Menor;
– Georg Friedrich Händel: Dixit Dominus, Messiah, Coronation Anthems, Israel in Egypt;
– Henry Purcell: Dido e Aeneas
– Luís Álvares Pinto: Te Deum;
– J.J.E. Lobo de Mesquita: Missa em Fá;
– Camargo Guarnieri: Missa Dilígite entre outras.

Maestro Emérito – Roberto de Regina
Coro – Ensaiador: Cornelis Kool, Orientadora Vocal : Neyde Thomas
Orquestra – Ensaiador: Marco Damm

Abril de 2005. (http://www.multimusica.net.br/?q=node/3969)

Melhores comentários deixo a cargo do Ranulfus, pelo seu especial carinho pela Camerata Antiqua de Curitiba.

Luis Álvares Pinto (Recife, 1719 – 1789)
01. Te Deum – 1. Te Dominum
02. Te Deum – 2. Tibi omnes
03. Te Deum – 3. Sanctus
04. Te Deum – 4. Te Gloriosus
05. Te Deum – 5. Te Martirum
06. Te Deum – 6. Patrem Immensae
07. Te Deum – 7. Sanctum Quoque
08. Te Deum – 8. Tu Patris
09. Te Deum – 9. Tu Devicto
10. Te Deum – 10. Judex Crederis
11. Te Deum – 11. Salvum Fac
12. Te Deum – 12. Per Singulos Dies
13. Te Deum – 13. Dignare Domine
14. Te Deum – 14. Fiat Misericordia
15. Te Deum – 15. In Te Domine

Anônimo (Séc. XVIII)
16. Te Deum – 1. Te Deum (Allegro)
17. Te Deum – 2. Te Ergo Quesumus (Largo)
18. Te Deum – 3. Non Confundar in Aeternum (Fuga)

Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993)
19. Missa Dilígite – 1. Kyrie (Andante)
20. Missa Dilígite – 2. Gloria (Sostenuto)
21. Missa Dilígite – 3. Sanctus (Maestoso)
22. Missa Dilígite – 4. Agnus Dei (Andantino)

Do Barroco ao Contemporâneo – 2000
Camerata Antiqua de Curitiba
Maestro Roberto de Regina

Material gentilmente cedido pelo maestro Harry Crowl. Não tem preço!

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Boa audição.

vrpvnp

 

 

 

 

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Avicenna

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Cantares d’Aquém e d’Além Mar (Acervo PQPBach)

eullrcCantares d’Aquém e d’Além Mar
Luiza Sawaya (voz)
Gisela Nogueira (violão)

“Cantares d’Aquém e d’Além Mar” é o resultado da exploração, amorosa e cuidada, realizada através dos mais de 600 exemplos de música portuguesa e brasileira que compõem os 3 volumes do “Cancioneiro de Músicas Populares” de Cesar das Neves, editado no Porto em 1898, prefaciado por Theóphilo Braga. O critério adotado na escolha desse material foi o de evidenciar a profunda ligação cultural que tem unido Portugal e Brasil desde o descobrimento, mantendo-se viva e prolongando-se durante todo o século XIX.

Se o romance de tradição medieval do Bernal Françoilo tem suas versões encontradas ainda hoje no nordeste do Brasil (quando terá ele atravessado o oceano?), o lundu brasileiro Ai que riso me dá figura no “Cancioneiro de Músicas Populares entre fados lisboetas e chulas minhotas.

140ew0iSe a maior parte da música brasileira profana do século XVIII vai se utilizar de instrumentos de origem ibérica – sobretudo em suas manifestações familiares – é nesta época que o Brasil, ainda colônia, exporta seus primeiros músicos e sua primeira música, carregada de africanismos.

Exemplos são o poeta e músico Domingos Caldas Barbosa que vai encantar a corte portuguesa de D. Maria I com seus lundus rasgados,
bem como a mulata Joaquina Maria da Conceição Lapa, a deslumbrante “Lapinha”, que cantará no Teatro de São Carlos, em Lisboa, óperas de Marcos Portugal.

(texto parcialmente reproduzido da contra-capa)

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/185136932″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false” width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]
Do “Cancioneiro de Músicas Populares”, de Cesar das Neves, Portugal, 1898
01. Bernal Françoilo (romance)
02. Melodia popular d’Anadia
03. A floreira
04. Trovas e danças nº 1 e nº 2
05. Cruel saudade
06. Marcia bela
07. Os pratos na cantareira
08. A partida
09. A Saloia
10. Despedida de Coimbra
[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/185137301″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false” width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]
11. Ai que riso me dá
12. Meu anjo, escuta
13. Moqueca
14. Canção das morenas
15. A dália
16. Ru-chu-chu/Ciranda/Pésinho
17. O exílio

Cantares d’Aquém e d’Além Mar (Acervo PQPBach) – 1989
Luiza Sawaya (voz)
Gisela Nogueira (violão)

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Um LP do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!
Digitalizado por Avicenna

Boa audição.

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

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Missa de Nossa Senhora da Conceição: Antonio Carlos Gomes

2435dvmAntonio Carlos Gomes
(Campinas, 1836-Belém, 1896)

Missa de Nossa Senhora da Conceição (1854)

Dia desses recebo um discreto email, mais ou menos assim: “Avicenna, tenho umas músicas que acho você gostaria de ouvir.”
Sim, pode enviar, respondí.
Ô meu !! eram as Missas de Carlos Gomes !!!
Então procurei na internet algumas críticas, avaliações dessas obras, para me situar melhor…
Não tem !! Não tem !! Não tem !! Não tem !! Não tem !!
Ainda abobalhado, consultei meus botões.
O Tico falou: ” – Não seja impetuoso em escrever algo!”
O Teco falou: ” – Pede para ele escrever o texto, pede!”

Prezadas senhoras, prezados senhores, estimado público: o PQPBach tem a honra em apresentar, numa avant-prèmiere mundial blogosférica, a espetacular, gloriosa, orgasmoplástica, a IM-PER-DÍ-VEL Missa de Nossa Senhora da Conceição, composta por Antonio Carlos Gomes, com o excelente texto abaixo escrito pelo nosso hoje companheiro Bisnaga, inspirado pelos generosos ventos do oriente!

Antônio Carlos Gomes (1836-1896) teve a mesma infelicidade ou dádiva dos filhos de J. S. Bach: tinha um pai compositor e regente e mais 25 irmãos (quatro a mais que Carl Philipp e Johann Christian). Seu pai, Manoel José Gomes, mestre de capela e maestro da banda de Campinas, era importante copista de partituras, registrando e executando a música que se produzia em São Paulo e Rio de Janeiro naqueles tempos de início do Império. Além de autores italianos e portugueses, os brasileiros André da Silva Gomes, Padre José Maurício Nunes Garcia, Frei Jesuíno do Monte Carmelo e Francisco Manoel da Silva foram alguns dos compositores a cujas obras Carlos Gomes teve acesso ainda na infância.

O menino já se mostrava inclinado para a música desde cedo: tocava desde pequeno na banda e aos 11 anos apresentou suas primeiras composições. Era, aliás, com seu irmão José Pedro de Sant’Anna, uma das atrações da banda do pai, que os colocava para reger de vez em quando.

O fato de ser filho do mestre de capela também influenciou a produção Carlos Gomes. Em 1854, aos 18 anos, compôs sua primeira missa, a de São Sebastião, e aos 23, esta obra que vos é apresentada hoje: a Missa de Nossa Senhora da Conceição. Executada, provavelmente, em 08 de dezembro de 1859, dia da padroeira de Campinas, na Matriz Nova (atual catedral metropolitana, 1807-1884), uma igreja imensa ainda em obras (à época, a maior do país), cujos entalhes do interior nem haviam sido executados. Campinas, assim como a matriz, estava em constantes obras, fervilhava com a riqueza do café e já emparelhava em população com a capital, São Paulo. A cidade já se via como grande, assim como já se poderia supor do futuro do jovem Tonico, filho do Maneco Músico. Da mesma forma, a missa da padroeira deveria ser portentosa, como a fez Carlos Gomes. É bastante provável que a obra tenha sido composta na bipartição tradicional de seu tempo, em Missa (Kyrie e Gloria) e Credo (Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei), mas chegou até nós apenas a primeira parte, que não deixa de ser obra interessante que enriquece nossos ouvidos.

A Missa mostra um Carlos Gomes jovem que ainda não fincou os pés definitivamente no romantismo. Traços do classicismo podem ser percebidos nas peças mais delicadas para coro como o Kyrie, o Qui tollis e o Cum Sanctu Spiritu e não seria de assustar perceberem-se semelhanças com músicas de Nunes Garcia, grande mestre do período. Já os trechos inicial e final do Gloria, marchas com características até militarescas, deixam clara a influência da música de banda em Carlos Gomes, influência essa que será perceptível inclusive posteriormente, em suas óperas, diluindo-se ao longo do tempo. As peças com solos (Laudamus, Domine Deus e Qui Sedes) e o coro de Suscipe já mostram traços operísticos, seja nas belas melodias, quase modinhas e canções tão ao gosto do seu tempo, seja nos trechos de alternância entre orquestra e solista e entre solista e coro, bastante impactantes e dramáticos.

A Missa de Nossa Senhora da Conceição mostra um compositor complexo, em transição, que já se mostrava diferenciado, apontando para o Antônio Carlos Gomes que seria futuramente considerado o maior compositor operístico brasileiro. Seu talento, aqui, já desponta. Vale muito conhecer a obra.

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/193452897″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false” width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

A Música e o Pará – 1996 (parte)
Antonio Carlos Gomes (Campinas, 1836-Belém, 1896)
Missa de Nossa Senhora da Conceição 1. Kyrie
Missa de Nossa Senhora da Conceição 2. Gloria
Missa de Nossa Senhora da Conceição 3. Gloria – Laudamus te
Missa de Nossa Senhora da Conceição 4. Gloria – Domine Deus
Missa de Nossa Senhora da Conceição 5. Gloria – Qui tollis peccata mundi
Missa de Nossa Senhora da Conceição 6. Gloria – Suscipe
Missa de Nossa Senhora da Conceição 7. Gloria – Qui sedes ad dexteram Patris
Missa de Nossa Senhora da Conceição 8. Gloria – Cum sancto Spiritu
Missa de Nossa Senhora da Conceição 9. Gloria

Leila Guimarães, soprano
Alpha de Oliveira, soprano
Jean-Paul Franceschi, tenor
Piero Marin, barítono
Orquestra do Festival do Centenário de Carlos Gomes
Andi Pereira, regente
Teatro da Paz, Belém, 1996.

Material espetaculosamente cedido pelo nosso companheiro Bisnaga. Não tem preço !

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MP3 128 kbps VBR – 36Mb – 40,2 min

Partituras e outros que tais? Clique aqui

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Avicenna

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Duetos Concertantes: Gabriel Fernandes da Trindade (1799/1800-1854) – Acervo PQPBach

2v8fx36Duetos Concertantes
Gabriel Fernandes da Trindade

Maria Ester Brandão (1º violino)
Koiti Watanabe (2º violino)

Gabriel Fernandes da Trindade, inicialmente conhecido apenas como autor de “modinhas”, tem origem incerta. Não se sabe até hoje se era português ou brasileiro. Pesquisas revelaram, entretanto, que ele compôs as duas únicas obras instrumentais camerísticas do período colonial brasileiro: os Duetos Concertantes. O autor utilizou nesses duetos uma base estética clássica italiana. Mas características luso-brasileiras são claras em alguns movimentos dos duetos n. 2 e em todo o dueto n. 3.

Além de seus traços estéticos que lhe imputam sua importância como obra de arte, os duetos também são sociologicamente importantes, pois documentam um estilo cortesão de vida no Rio de Janeiro já na época de D. João VI. Destacamos aqui o “Allegro Vivace” (faixa 3), terceiro movimento do dueto n. 1. A peça é um rondó que traz um tema jocoso que é repetido, seguindo-se de uma seção em modo menor. Maria Ester Brandão (1º violino) e Koiti Watanabe (2º violino), ambos naturais de Curitiba, executam com graça e vivacidade os duetos desta gravação, abrilhantando ainda mais esta importante obra de Gabriel Fernandes da Trindade. (http://www.paulus.com.br)

Restaurados por Paulo Castagna e Anderson Rocha, os Duetos são essencialmente brilhantes e mesmo os movimentos lentos manifestam extroversão. A linguagem é simples e divertida, com procedimentos melódicos e harmônicos típicos do estilo operístico italiano

Maria Ester Brandão
Natural de Curitiba, iniciou sua carreira com o Coral e Conjunto da Família Brandão. Conquistou vários Primeiros Prêmios em concursos no Brasil e desde então tem se apresentado como solista junto a orquestras por todo o Brasil e Exterior. Graduou-se sob a orientação do Professor Moysés Azulay de Castro pelo Curso Fundamental e Superior da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Integrou a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Orquestra de Câmara Solistas do Brasil, foi professora de Violino e Musica de Câmara do Departamento de Musica da Universidade de São Paulo e realizou turnês pela Europa como solista convidada da Orquestra de Câmara de Blumenau em 90, 91 e 93 com grande sucesso. Tem se apresentado como solista com as principais orquestras brasileiras, com o Duo Brandão – Watanabe e o pianista Denis Akel e também com a cravista e pianista Regina Schlochauer em recitais pelo Brasil. Foi spalla da Orquestra Filarmonica de São Paulo, da Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo e da Orquestra do Programa PRELÚDIO da TV Cultura – RTC – SP em 2005 e 2006.

Koiti Watanabe (in memoriam)
Natural de Curitiba, iniciou seus estudos de violino com Bianca Bianchi na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Em 1974 obteve uma bolsa de estudos do governo norte-americano para estudar com Francis Elliott na Tennessee Technological University, com Broadus Erle e Sioko Aki na Yale University Summer School of Music and Arts – Connecticut – e com Tossy Spivakovsky, professor da Juilliard School of Music – New York. Vinha se apresentando como violinista e violista com o Duo Brandão – Watanabe, em grupos de câmara, com os pianistas Denis Akel, Olga Kiun, André Heller e a também cravista Regina Schlochauer em recitais e festivais pelo Brasil.

Palhinha: ouça 01. Dueto No. 1 – 1. Allegro moderato

Gabriel Fernandes da Trindade (Ouro Preto, 1799/1800-Rio de Janeiro, 1854)
Duetos Concertantes (c.1814)
01. Dueto No. 1 – 1. Allegro moderato
02. Dueto No. 1 – 2. Andante sostenuto
03. Dueto No. 1 – 3. Allegro vivace
04. Dueto No. 2 – 1. Allegro moderato
05. Dueto No. 2 – 2. Andante con espressione
06. Dueto No. 2 – 3. Allegro con spirito
07. Dueto No. 3 – 1. Adagio
08. Dueto No. 3 – 2. Allegro con moltissimo moto

Duo Brandão – Watanabe: Duetos Concertantes – 1995
Maria Ester Brandão (1º violino)
Koiti Watanabe (2º violino)

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Avicenna

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Modinhas: Grupo de Serestas “João Chaves”, de Montes Claros, MG (AcervoPQPBach)

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Grupo de Serestas “João Chaves”
Montes Claros, MG

“Modinha” é um diminutivo de “moda”, tipo mais antigo de canção portuguesa. Mário de Andrade, em “Modinhas Imperiais”, escreveu: “É jeito luso-brasileiro acarinhar tudo com diminutivos. A palavra modinha nasceu assim”. Assim, também, por razoes de carinho, de choro nasceu “chorinho”. Mas deserdada do afeto da gente, permanece a expressão “moda”, como em “moda de viola”.

Modinha é, pois, canção. Canção é a música produzida pelo mais perfeito instrumento musical jamais inventado que é a voz humana. Ele não tem cravelhas, nem registros, nem pavilhão. Também não tem pedal, nem necessita afinador. Ou antes, tudo isso está dentro do peito, como diria um modinheiro, que é o cantador de modinhas.

A modinha brasileira viajou para Portugal e, a partir de 1775, o poeta e violeiro brasileiro Domingos Caldas Barbosa ‘aparece cantando suas modinhas em Lisboa e observadores e viajantes estrangeiros, como o francês Link,ressaltam a superioridade das modinhas brasileiras em comparação às portuguesas.

Com a corte do Príncipe D.João, a partir de 1808, a modinha de salão voltou ao Brasil. Dali, no século XIX, desceu para a rua, refugiou-se nos becos sob a luz dos lampiões. “Na pausa das vozes, o bater dos corações”. Essa liberdade e este espaço novo ela ganhou pelas mãos dos seresteiros e trovadores.

Poetas e compositores famosos, como Castro Alves e Carlos Gomes, compuseram modinhas. A formação tradicional compõe-se de coro misto e solistas, com acompanhamento de violão, bandolim e flauta. A redescoberta de valores brasileiros no campo da música está revivendo a modinha. Em 1974, dedicamos espaço largo à modinha na coleção de nosso selo ” Música Popular do Centro-Oeste/Sudeste ” e confiamos a interpretação à Nara Leão e Renato Teixeira e os arranjos a Theo de Barros. Lá está entre outras, “Amo-te muito”, de João Chaves, patrono do grupo que gravou este disco.

A modinha refugiou-se e resistiu em Minas Gerais. Ela é tão mineira quanto o queijo e o silêncio. Há quatro anos atrás, recebi de Dr. Hermes de Paula um álbum com tres discos gravados pelo grupo de Serestas “João Chaves” de Montes Claros. Ouvi-os na tarde de um dia em que via-jei para Cannes, para participar do “Midem”. Desembarquei em Paris assobiando modinhas, provocando espanto, emoção e inveja em vários franceses, porque a França não tem modinhas, só tem queijos. Desde então, pretendia gravar um disco com o grupo “João Chaves”.

E a oportunidade surgiu há pouco, está aí o disco. Gravamos em estúdio, mas o clima era de serenata. O grupo, que é amador, formou-se em 1967. Mas seus componentes já cantavam todos, herdeiros de uma fortuna imensa legada pelos avós que lhes transferiram, intocado, um baú que guarda as tradições de Minas Gerais.

Um médico do sertão, Dr.Hermes de Paula, organizou e mantém coeso o grupo. Durante a gravação, deixou o estúdio para ir comprar soro anti-escorpiônico para sua clinica de medicina frequentemente gratuita. Dr. Hermes pesquisa também cultura popular. Reuniu, por exemplo, 200 cantigas de roda de sua terra e do norte de Minas. Viaja para prevenir epidemias, tratar os pobres, recolher e registrar o que conserva ainda o espírito do povo sofrido daquele pedaço do Brasil. Dr.Hermes é uma espécie de governo e padre que tenta salvar o corpo e alma dos seus conterrâneos sertanejos.

A ele ofereço a parte que me coube neste trabalho. E encerro, como ele encerrou o texto de contra-capa do álbum anteriormente gravado;
“E agora, silêncio. Montes Claros vai cantar”

(Marcus Pereira, extraído da contra-capa)

Modinhas
Domínio Público
01. Perdão, Emília
Castro Alves (Bahia, 1847-1871) & Salvador Fábregas (Rio de Janeiro c.1820 – 1880)
02. O gondoleiro do amor
Vicente de Carvalho (Santos, 1866-1924)
03. Ave ferida
Jaime Redondo (S. Paulo, 1890-1952)
04. Saudade
Chiquinha Gonzaga (Rio deJaneiro, 1847-1935)
05. Lua Branca
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Domínio Público
06. Elvira escuta
Abdon Lyra (També, PE, 1888 – Rio de Janeiro,1962) & Adelmar Tavares (Recife, 1888 – Rio de Janeiro, 1963)
07. Stella
Guimarães Passos & Miguel Emilio Pestana
08. Na casa branca da serra
Gonçalves Crespo (Rio de Janeiro, 1846 – Lisboa, 1883)
09. Acorda, minha beleza
[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/185116481″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false” width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]
Pedro de Sá Pereira (Porto Alegre, 1892 – ?, 1955) & Ary Machado Pavão
10. Chuá, chuá

Modinhas – 1978
Grupo de Serestas “João Chaves”, de Montes Claros

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Um LP do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!
Digitalizado por Avicenna

Boa audição.

sbra79

 

 

 

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Marcos Portugal – Choral Music: Vésperas de Nossa Senhora & Missa a quatro – Ensemble Turicum (Acervo PQPBach)

20ihq9xMarcos Portugal (1762- 1830)
Vésperas de Nossa Senhora in C major
Missa a quatro in F major
Ensemble Turicum

O compositor luso-brasileiro Marcos Antonio Portugal (1762-1830) ficou bem conhecido em seu próprio tempo por suas cerca de cinquenta óperas, mas atualmente ele é raramente lembrado. Além de de um grande número de óperas, ele também compôs mais de 160 obras corais religiosas. As duas obras aqui em suas primeiras apresentações em tempos modernos ilustram o seu estilo clássico conservador, bem como revelam as influências da ópera em sua música sacra. A ausência de vozes femininas no coro e violinos na orquestra trazem uma inesperada tonalidade escura. (traduzido livremente de http://www.ensembleturicum.ch/tur/page2.html)

Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830)
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01. Vesper of Our Lady – Sonata in G major
02. Vesper of Our Lady – Dixit Dominus
03. Vesper of Our Lady – Laudate pueri
04. Vesper of Our Lady – Minuette in Eb major
05. Vesper of Our Lady – Laetatus sum
06. Vesper of Our Lady – Nisi Dominus
07. Vesper of Our Lady – Lauda Jerusalem
08. Vesper of Our Lady – Fantasia in Eb major
09. Vesper of Our Lady – Magnificat
[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/183283136″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false” width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]
10. Mass in F major – Sinfonia (From Aratserse) in D major
11. Mass in F major – Kyrie
12. Mass in F major – Gloria
13. Mass in F major – Laudamus te
14. Mass in F major – Gratias
15. Mass in F major – Dominus Deus
16. Mass in F major – Qui tollis
17. Mass in F major – Qui sedes
18. Mass in F major – Quoniam
19. Mass in F major – Cum Sancto Spiritu

Marcos Portugal – Choral Music – 2005
Ensemble Turicum
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Avicenna

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Mestres da Música Colonial Mineira – Orquestra Sinfônica e Coral Ars Nova, da UFMG (Acervo PQPBach)

hwa6nlMestres da Música Colonial Mineira
Orquestra Sinfônica e Coral Ars Nova
UFMG

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Em junho de 2001 resolví descansar uns dias em uma tranquila pousada em Tiradentes, MG, e não é que acordei, no domingo pela manhã, com anjos, arcanjos, querubins e serafins cantando para mim?

Por instantes acreditei ter morrido, pois ouvia aqueles anjinhos gordinhos, de cabelos loiros encaracolados, cantando por entre as nuvens. Só faltavam as trombetas celestiais!

– Pelo menos fui despachado para o Céu … … … meno male!, pensei eu.

Abrí os olhos, firmei o olhar na janela aberta e descobri que o som maravilhoso vinha da Igreja Matriz. Do alto da torre. Tudo salvo … eu continuava vivinho da silva.

Compartilho com nossos amigos ouvintes aquele som que veio dos céus!

Manoel Dias de Oliveira foi regente, copista e organista, dedicou-se à música desde 1769 em irmandades religiosas. Uma lenda fala de seu talento precoce. Certa ocasião o padre Francisco da Piedade ouviu-o, ainda menino, a cantar trechos de uma obra de Josquin des Prez enquanto estava a brincar com formigas. Impressionado, o padre o convidou a participar do coro da catedral de Santo Antônio, onde estudou teoria musical, contraponto e órgão. Foi membro da Ordem Terceira de São Francisco, e recebeu o título de Capitão da Cavalaria a Pé da Rainha Dona Maria I, o mais alto título que alguém de pele escura podia receber. Suas obras são executadas em uma tradição ininterrupta nas igrejas da região de Tiradentes. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_Dias_de_Oliveira)

Marcos Coelho Neto foi membro da Irmandade de S. José dos Homens Pardos e da de N. Sra. das Mercês de Cima, foi trompetista dos conjuntos musicais que serviam às duas confrarias. Foi também timbaleiro na Cavalaria Auxiliar de Vila Rica. Em 1799, ingressou na Venerável Ordem Terceira dos Mínimos de S. Francisco de Paula, de mulatos, e na Irmandade de Santo Antônio, constituída por brancos, sendo uma exceção honrosa ao preconceito racial da época. (http://www.movimento.com)

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita foi para Arraial do Tijuco (1776), hoje Diamantina, onde desenvolveu sua carreira como organista e compositor, até que entrou para a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo (1789). Alferes do Terço de Infantaria dos Pardos, foi o encarregado de um oratório para a Semana Santa (1792). Regeu a música para o tríduo do período (1798-1799), na matriz de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto. A partir daí até sua morte, tocou nas missas da igreja da Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro, cidade onde morreu. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_de_Mesquita)

A Orquestra Sinfônica e Coral Ars Nova, da UFMG, apresenta um trabalho sério, vigoroso, de excepcional sonoridade, fruto da enorme capacidade, experiência e dedicação do Maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca, a cuja memória dedicamos esta postagem. Pena que não gravaram muito mais. Perde o Brasil e o mundo!

Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
1. Magnificat
2. Visitação Dos Passos
3. Motetos dos Passos -1: Pater mi
4. Motetos dos Passos -2: Bajulans
5. Motetos dos Passos -3: Exeamus
6. Motetos dos Passos -4: Angariaverunt
7. Motetos dos Passos -5: Filiae Jerusalem
8. Motetos dos Passos -6: Popule meus
9. Motetos dos Passos -7: O vos omnes

Marcos Coelho Neto, (Vila Rica [Ouro Preto], 1740-1806)
10. Himno a Quatro – Maria Mater Gratiae
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
11. Gradual o para Domingo da Ressurreição
12. Tercis (1783) – 1: Difusa est Gratia
13. Tercis (1783) – 2: Padre Nosso
14. Tercis (1783) – 3: Ave Maria
15. Tercis (1783) – 4: Gloria Patri
16. Antiphona De Nossa Senhora – Salve Regina

Mestres da Música Colonial Mineira
Orquestra Sinfônica e Coral Ars Nova, da UFMG
Maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca (1933-2006)
Gravado no auditório da CEMIG, Belo Horizonte, MG, Brasil, em setembro de 1996.

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foto na cerca

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sarau Brasileiro: Odette E. Dias (flauta) & Elza K. Gushikem (piano) – 1979

Um disco dedicado inteiramente à música brasileira de passadas eras foi produzido no ano passado, em Brasília, e distribuído, como brinde, principalmente entre os associados da Federação Nacional de Associações Atléticas Banco do Brasil – FENAB – que comemorava o segundo aniversário de sua fundação. Este disco, “Sarau Brasileiro”, o Estúdio Eldorado entrega hoje ao público mais amplo, a todos os interessados pelo repertório marcadamente brasileiro.
(Vicente Salles, 1979, extraído da capa do LP)

Um piano e uma flauta dando asas ao nosso imaginário …. aos sonhos … voem …

Sarau Brasileiro
Sigismund Ritter von Neukomm (1778-1858), fantasia sobre “La Mélancolie”, modinha de Joaquim Manuel Câmara
01. L’amoureux (modinha)
Autor desconhecido, recolhido por Mário de Andrade
02. Lundum
Joaquim Antônio da Silva Calado (Rio de Janeiro, 1848-1880)
03. Lundu característico
Clemente Ferreira Júnior (Belém, PA 1864-1917)
04. Noites veladas (valsa)
Anônimo, modinha localizada em arquivos de Mariana, MG
05. Escuta ó Virgem (modinha)
06. Basta, amor (modinha)
07. Lundu mineiro
Ernesto Dias (Belém, PA 1857-1908)
08. Minha esperança (valsa)
Bernardino Belém de Souza (Belém, PA séc. XIX)
09. Casinha pequenina (xótis)
Clemente Ferreira Júnior (Belém, PA 1864-1917)
10. Na maromba (polca)
Carlos Cordeiro Tobias
11. Porto Arthur (tango)
Bernardino Belém de Souza (Belém, PA séc. XIX)
12. No cavaquinho (tango)

Sarau Brasileiro – 1979
Odette Ernest Dias (flauta) & Elza Kazuko Gushikem (piano)
Ao violão, Jaime Ernest Dias

LP de 1979 gentilmente cedido pelo nosso ouvinte Alex (não tem preço!) e digitalizado por Avicenna

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Até os deuses ...

Até os deuses …

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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M. A. Reichert – Afinidades Brasileiras: Odette Ernest Dias (flauta) & Elza Kazuko Gushikem (piano) (Acervo PQPBach)

2pqndhuMatheus André Reichert
Afinidades Brasileiras
Odette Ernest Dias (flauta)
Elza Kazuko Gushikem (piano)

Considerado o mais notável flautista do Império, o belga Matheus André Reichert (Pays-Pas, 1830-1880) chegou ao Brasil em 1859, contratado pelo Imperador Pedro II. Conhecido e admirado por músicos eruditos como Carlos Gomes, Reichert também desenvolveu suas afinidades com o Brasil, com os seresteiros e boêmios da época. Sua brilhante síntese musical é recuperada aqui pela pesquisa pioneira de Odette Ernest Dias.

Considéré comme le plus remarquable flûtiste de l’Empire du Brésil, le belge Matheus André Reichert (Pays-Pas, 1830-1880) arriva à Rio en 1859, contracté par l’Empereur Pedro Il. Connu et admiré par les compositeurs érudits comme Carlos Gomes, Reichert développa ses affinités avec le Brésil au milieu des musiciens bohêmes des sérénades de l’époque. Sa brillante synthèse musicale est récupérée ici par la recherche pionnière de Odette Ernest Dias.

Matheus André Reichert (Pays-Pas, 1830-1880)
1. Souvenir du Para – Andante elégiaque – Opus 10
“Souvenir”. Saudade. Nostalgia das águas escuras do Amazonas e das paisagens desse Brasil que Reichert palmilhou de Norte a Sul, encantando a todos com a sua “flauta mágica”.

2. Tarantelle – Étude de salon – Opus 3
Aqui Reichert voltou a ser internacional, nesta peça de endiabrado ritmo napolitano. Peça de grande brilho, que faz jus à fama de virtuoso do autor.

3. Rêverie – Opus 17
Novamente a melancolia, o sonho, a saudade, nesta peça dedicada ao seu professor Demeur Charton, outro amante do Brasil.

4. La coquette (A faceira) – Polka de salon – Opus 4
Aqui Reichert declara abertamente seu brasileirismo. O título já vem traduzido. Essa mesma “faceira” aparece copiada à mão nos cadernos dos chorões do início deste século, o que mostra como ela se tornou popular.

5. Martha – Petit morceau de salon – Opus 18
Última obra de Reichert, inspirada num tema da ópera de Flotow, que, curiosamente, na hora da variação, se transforma em um quase … “chorinho”, onde tomamos a liberdade de introduzir o violão brasileiro de Jaime Ernest Dias, … pequena licença musical.

6. Romance sans paroles – Opus 11
No estilo da época, tão expressivo em Mendelssohn, essa “romança” adquire, aqui, uma singeleza toda modinheira.

7. La sensitive – Petite polka de salon – Opus 8
Continuando a tradição dos compositores do séc. XVIII, como Couperin e Rameau, Reichert pinta aqui um retrato musical. “A Sensitiva” mostra bem o que aconteceu à polka européia ao contato com o ritmo brasileiro. Ela aderiu à síncope, ao balanço e à flexibilidade do lundu e do batuque, exemplo maravilhoso de síncope musical.

8. Souvenir de Bahia – Andante pastorale – Opus 12
Aqui parece que Reichert trouxe lembranças mais alegres dessa viagem. A tonalidade do mi Maior nos leva às águas azuis e verdes do mar baiano e ao dengue do seu povo colorido.

Afinidades Brasileiras – 1985
Odette Ernest Dias (flauta) & Elza Kazuko Gushikem (piano)
Faixa 5: Jaime Ernest Dias (violão)
Textos extraídos do LP.

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Mais outro LP do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!
LP de 1985 digitalizado por Avicenna

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Modinha e Lundu: Bahia Musical, séc. XVIII e XIX – Conjunto Anticália (Acervo PQPBach)

1zb6txvModinha e Lundu
Bahia Musical, séc. XVIII e XIX
Conjunto Anticália
1984

O material gravado neste disco ilustrou uma aula de um curso sobre cultura baiana, promovido pelo Centro de Estudos Baiano da UFBA, em 1982. Foi subsequentemente reapresentado uma quase dezena de vezes pelo grupo Anticália, para uma varieda de de platéias, das mais despretensiosas aos eruditos membros de congresso de história. Não faltaram os visitantes dos estados irmãos, e até mesmo um navio inteirinho da universidade americana, que parou no porto de Salvador. Contudo. o propósito maior é o de dar aos baianos, de volta, aquilo que é seu, um espelho de si mesmos. Não se entenda, entretanto, que haja aqui qualquer intenção regionalista ou mesquinha, pois modinha e lundu foram fenômenos não somente brasileiros, mas que envolveram também o outro lado do Atlântico.

A ênfase aqui é de música na Bahia- não da Bahia – tanto assim que não se hesitou até mesmo de incluir dois documentos de procedência portuguesa.

A despeito do interesse da UFBA, o tradicional problema das verbas não teria permitido a realização deste disco não fosse o apoio da COPENE em concretizá-lo. Não somente vale o agradecimento, mas a esperança de que isso se renove, uma vez que a Bahia, entre as demais unidades da federação, é uma das que mais se tem descuidado de sua memória musical.

A bibliografia musical brasileira carece assim de uma monografia, em profundidade, sobre as modinhas e lundus, vistos sob uma ótica baiana. Se esse é o objetivo futuro desta pesquisa, fique o ouvinte leigo poupado da controvérsia e da erudição, e apenas sujeito a um desfilar de rosas d’antanho, a que certamente não faltarão muitos deleites e alguns espinhos malvadamente permitidos.

Anticália

Compõem o Conjunto Anticália as instrumentistas Selma Alban, Conceição Perrone, Cristina Tourinho e Cândida Williams e a cantora Renata Becker (soprano), com a colaboração neste disco de Helder Parente, instrumentista e cantor.

Rendem uma homenagem de profundo carinho a Bárbara Vasconcelos, um de seus membros mais atuantes e talentosos, prematuramente levada de seu convívio e de promissora contribuição à vida musical da Bahia.

Manuel Veiga é etnomusicólogo, com doutorado na Universidade da Califórnia em Los Angeles. Atualmente é Chefe do Departamento de Música da Universidade Federal da Bahia.
(extraído da contra-capa, 1984)

Modinha e Lundu: Bahia Musical, séc. XVIII e XIX
Anônimo
01. Landum
Anônimo (Séc. XVIII)
02. Quem ama para agravar
03. Eu nasci sem coração – Lundum
04. É tão bom, não dói, nem nada
Anônimo (Recolhido Von Martius entre 1817-1820)
05. Foi-se Josino e deixou-me
06. Prazer igual ao que sinto
Anônimo (Séc. XVIII)
07. Iaiazinha, você mesma
Anônimo
08. Tristes saudades
09. Astuciosos os homens são
Anônimo (modinha imperial coligida por Mário de Andrade)
10. Hei de amar-te até morrer
Xisto de Paula Bahia (Salvador, 1841-Caxambu,1894)
11. A mulata
Plínio Augusto Xavier de Lima (Caetité,1845-1873)/Xisto de Paula Bahia (Salvador, 1841-Caxambu,1894)
12. Quis debalde varrer-te da memória – Agora e sempre
Xisto de Paula Bahia (Salvador, 1841-Caxambu,1894)
13. Iaiá, você quer morrer
Anônimo
14. Morena, morena
15. És, Marília, meu arcanjo
16. Minha morena é bonita – Tirana

Modinha e Lundu: Bahia Musical, séc. XVIII e XIX – 1984
Conjunto Anticália


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Um LP do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!
LP de 1984 digitalizado por Avicenna.

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Avicenna

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Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) – Missa de Santa Cecília – Orquestra e Coro Gulbenkian (Acervo PQPBach)

2gwi7bbMissa de Santa Cecília (1826)
Pe. José Maurício Nunes Garcia

Orquestra e Coro Gulbenkian

Gravação gentilmente cedida por Rosana Lanzelotte. Não tem preço! Esta gravação não está em nenhum CD, é um privilégio que somente os ouvintes do PQPBach podem desfrutar!

O compositor e padre brasileiro José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) foi revisitado nos dias 6 e 7 de Junho de 2008 pelo Coro e Orquestra Gulbenkian, no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian em Lisboa, quando foi interpretada a Missa de Santa Cecília com quarteto de solistas composto por Paula Almenares (soprano), Giovanna Lanza (mezzo-soprano), Aldo Caputo (tenor) e Massimiliano Gagliardo (barítono) e com direção de Ricardo Kanji.

Na Missa “Santa Cecília”, o Pe. José Maurício Nunes Garcia parece ter deixado tudo o que restava de sua força física e da sua inspiração numa despedida à vida e à arte (Maestro Ernani Aguiar). Foi a sua última composição e a sua última regência.

3148qp1O excelente e completo site ‘Música Brasilis’ (www.musicabrasilis.org.br), concebido e coordenado pela cravista e musicóloga Rosana Lanzelotte, cuja carreira de solista levou-a a importantes salas de concerto, como o Wigmore Hall, St. Martin-in-the-fields (Londres), Otto Braun Saal (Berlim), Palazzo Barberini (Roma) e Fundação Gulbenkian (Lisboa), além das principais salas da América Latina. Foi a idealizadora do projeto O Amor Brasileiro, que apresentou a música de José Maurício Nunes Garcia e Sigismund Neukomm em concertos por diversas cidades da França durante o ano do Brasil em 2005, além de idealizadora da série Música nas Igrejas que, desde 1993, leva concertos de música clássica a todos os bairros do Rio de Janeiro. (http://www.lanzelotte.com/)

Ricardo Kanji especializou-se em flauta no Conservatório Real de Haia (Holanda) a partir de 1970, e em 1972 tornou-se o único brasileiro laureado no Concurso Internacional de Bruges. De 1973 a 1995 foi professor do mesmo Conservatório, cuja orquestra barroca dirigiu. Integra a Orquestra do Século XVIII, dirigida por Frans Bruggen, com quem viaja por todo o mundo. Gravou aplaudidos CDs para selos europeus, entre os quais destacam-se os dedicados às sonatas de Handel e Telemann (Phillips) e Mancini e Van Wassenaar (Globe). Depois de mais de 25 anos na Europa, decidiu retornar ao país e dedicou-se ao resgate do repertório brasileiro do período colonial. Idealizou o projeto História de Música Brasileira, pelo qual foi apontado como o melhor regente de 1999 pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Recentemente foi convidado a reger a Orquestra da Fundação Gulbenkian em Lisboa, à frente da qual realizou uma celebrada versão da Missa de Santa Cecília de José Maurício.
(http://movimento.com/mostraconteudo.asp?mostra=2&escolha=13&codigo=4231)

‘Musica Brasilis’ tem por objetivo resgatar e disponibilizar obras significativas do patrimônio musical brasileiro, pela primeira vez em formato que possibilita a execução. Além do acesso às partituras, áudios e vídeos, o portal conta com recursos interativos para ampliar o interesse e a fruição dos repertórios disponibilizados, tais como:

* Escuta Guiada: escuta sincronizada com a visualização da partitura e de comentários explicativos, que apontam aspectos da obra e dos instrumentos utilizados.
* Jogos Musicais: tem como objetivo aguçar a escuta, ampliar o gosto pela música brasileira e estimular a criatividade. A iniciativa é inspirada nos jogos de escuta desenvolvidos pelo IRCAM.

O ‘Musica Brasilis’ disponibiliza partituras de mais de 80 compositores brasileiros, vídeos de obras gravadas de compositores nacionais e uma infinidade de áudios de obras de compositores nacionais, de todas as épocas.

Compensa visitar: www.musicabrasilis.org.br

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830)
Missa de Santa Cecília (1826), CPM 113
1. Kyrie
2. Gloria in Excelsis
3. Laudamus
4. Gratias
5. Domine Deus
6. Qui Tollis
7. Qui Sedes
8. Quoniam
9. Cum Sancto Spiritu
10. Credo
11. Et Incarnatus
12. Crucifixus
13. Et Ressurrexit
14. Sanctus – Benedictus
15. Agnus Dei

Orquestra e Coro Gulbenkian – 2008
Regente: Ricardo Kanji

 

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.Boa audição.

Captura de Tela 2017-07-02 às 17.34.22

 

 

 

 

 

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Avicenna
PS – Ao refazer esta postagem perdí todos os excelentes comentários da postagem original, motivo pelo qual peço minhas desculpas.

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Música no Tempo das Caravelas: Conjunto Música Antiga da UFF (Acervo PQPBach)

29fayv4Música no Tempo das Caravelas
Conjunto Música Antiga da UFF
1998

Música Ibérica à Época do Descobrimento

Em 1992 saudávamos com entusiasmo a gravação do LP intitulado Cantares de Amor, Suspiros e Cuydados, que o Conjunto de Música Antiga da UFF, sob os auspícios da FUNARTE, realizara. Incluía-se, então, nas comemorações dos 500 anos da conquista da América, uma vez que as músicas selecionadas eram exemplos das que animavam os serões palacianos em Portugal e Espanha, ao tempo das descobertas ultramarinas.

Passados seis anos, quando se aproxima o ano 2.000 e já se iniciam as festas comemorativas dos 500 anos da conquista do Brasil pelos portugueses, esse meritório Conjunto retoma as músicas do citado LP, acrescenta-lhes outras, e oferta-nos um ainda mais rico documento cultural da Era da Expansão ibérica.

Sobre as letras do Cancioneiro de Elvas (Biblioteca Públia Hortênsia)

À exceção das composições Dos estreitas le siguen e Puestos estan frente a frente, bem como do solo de alaúde, todas as demais peças que compõem este CD foram retiradas do Cancioneiro da Biblioteca Públia Hortênsia, de Elvas (Portugal), se bem que para a composição “Romerico, tú que vienes” optou-se pela transcrição da letra, mais completa, do Cancionero Musical de Palacio.

É raríssimo o “Cancioneirinho de mão”, pequeno volume manuscrito sobre papel de 14,5 cm X 10 cm, possivelmente quinhentista, encontrado em 1928 na referida biblioteca de Elvas pelo musicólogo Manuel Joaquim, que o publicaria em Coimbra, no ano de 1940. A encadernação, evidentemente que posterior à sua elaboração, como observara o pesquisador-editor, dava a obra como pertença de um enigmático J. J. d’ A., ao que tudo indica iniciais de João Joaquim de Andrade, retratado em quadro também pertencente à Biblioteca. Curioso para nós, brasileiros, é que muito possivelmente o precioso Cancioneiro fora adquirido no Brasil, quem sabe para cá trazido pela Corte Real portuguesa em 1808, uma vez que o eclesiástico seu possuidor vivera por algum tempo no Rio de Janeiro, segundo legenda apensa ao seu retrato.

Quanto ao conteúdo, compõe-se de duas partes. Na primeira, encontram-se 65 composições com letra e notações musicais, que indicam serem elas a três vozes. Na segunda, 36 poesias sem música. Em todo o conjunto, predominam as letras em castelhano, sendo que penas 19 foram grafadas em português.

Várias marcas levam os especialistas a reconhecer como dos séculos XV e XVI as suas composições. Já Manuel Joaquim observara que uma delas seria a similaridade de certos 2yoe8sj desenhos que o papel utilizado apresenta em relação a papéis fabricados no século XVI, remontando os mais semelhantes à Salzburgo de 1525. Outra, seria a recolha, na coletânea, de música de Juan del Encina — tal seja, a composição Romerico tu que vienes. E, ainda, a analogia das letras com poemas do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. Este, fora publicado em 1516, constituindo uma recolha da produção poética dos reinados de Afonso V, D. João II e D. Manuel. Tal analogia se mostra tanto na forma quanto na temática dos textos, bem como na marcante presença da língua e da cultura castelhana que neles se percebe — de resto uma tônica da época, devido a implicações políticas relacionadas com a aspiração dos soberanos, de unirem as coroas luso-espanholas, através de guerras e casamentos.

A tendência dominante nessas letras-poemas, quanto à forma, é para os versos curtos, de arte-menor, principalmente redondilhos, sendo reduzidíssima a ocorrência dos versos mais longos, de arte-maior. Abandonando a tradição paralelística trovadoresca, e pautando-se pela mentalidade glosadora então dominante na prédica clerical e no ensino universitário, bem como no folclore espanhol, elegeram os poetas-letristas de então como estrutura mais usual dos seus poemas a glosa, volta ou desenvolvimento de um mote. Daí que as formas estróficas mais utilizadas sejam as do vilancete, da cantiga e suas variações. Ao lado dessas, encontravam-se também os romances (poemas narrativos) e as esparsas (composições monostróficas, de versos mais longos). E destacava-se, no que concerne às características retóricas, o virtuosismo dos jogos verbais, tantas vezes instaurando o paradoxo.

É o que novamente faz o Música Antiga da UFF, pelo que merece os nossos aplausos e a nossa gratidão. Não se limitando a essas peças da época áurea de Portugal, documentam também, no romance “Puestos están frente a frente”, o seu ocaso: trata-se da narrativa da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578, na qual o jovem rei português, D. Sebastião, desapareceria, sem deixar herdeiros para a coroa, que, com a morte do seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique, em 1580, passaria para o domínio de Espanha, do qual só se libertaria em 1640, sem jamais retomar o brilho perdido. Brilho este que, no entanto, a arte perenizou, e que ora se representa nas peças deste CD, pelo que se torna valiosíssimo às comemorações do quinto centenário da conquista do Brasil.

Maria do Amparo Tavares Maleval, extraído do encarte

Música no Tempo das Caravelas
Anônimo
01. Obriga vossa lindeza
02. Venid a sospirar al verde prado
03. Tu Gitana que Adevinas
04. Testou minha ventura
05. Que He o que vejo
06. Las tristes lagrimas mias
07. Por amores me perdi
Pedro de Escobar (Portugal, c.1465–after 1535), a.k.a. Pedro do Porto
08. Pásame por Dios barquero
Anônimo
09. Llenos de lágrimas tristes
10. A la villa voy
Luís Milan (Espanha, c.1500-c.1561)
11. Pavana
Anônimo
12. Cuydados meus tão cuidados
13. Oigan todos mi tormento
14. Aquella voluntad que se ha rendido
Juan del Encina (Espanha, ca.1468-1529)
15. Romerico tú que vienes
Anônimo
16. Porque me não ves Joana
17. Que sentis coraçon mio
Juan del Encina (Espanha, ca.1468-1529)
18. Dos estrellas le siguen
Anônimo
19. Puestos estan frente a frente

Música no Tempo das Caravelas – 1998
Conjunto Música Antiga da UFF

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MP3 320 kbps – 107,0 + 4,1 MB – 49,3 min
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Boa audição!

Caravela

 

 

 

 

 

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Avicenna

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Lobo de Mesquita (1746 – 1805): Te Deum: Orquestra de Câmara do Brasil & Coro Ars Nova: Maestro José Siqueira (Acervo PQPBach)

10moraqTe Deum de Lobo de Mesquita

(Originalmente postado em fevereiro de 2012)

Quis o destino benfazejo que este LP de 1978 fosse resgatado de uma prateleira empoeirada, cheia de LPs velhos, no fundo de um sebo! É um LP privado, não foi comercializado, e foi patrocinado pelo Banco do Brasil. Nada mais se sabe sobre ele, a não ser:


• é a principal obra (Te Deum) de um dos mais brilhantes compositores brasileiros (Lobo de Mesquita) interpretada por uma das mais importantes orquestras brasileiras (Orquestra de Câmara do Brasil) e acompanhada por um dos mais lapidados corais brasileiros (Coro Ars Barroca), regidos por um dos mais completos maestros brasileiros (José Siqueira). Em resumo: uma obra-prima jogada às traças !!  IM-PER-DÍ-VEL !!

Como podemos cobrar das novas gerações a falta de sentimento de cidadania, de amor e orgulho pela pátria, se nem os nossos heróis cultivamos? Nossos filhos vão se orgulhar do que? de quem?

Quem já ouviu falar no Maestro José Siqueira levanta a mão!

Esta repostagem é dedicada ao nosso amigo Bisnaga, que ressuscitou, reviveu neste site, a vida e a obra do maestro José Siqueira após esta postagem !!!!!! Não tem preço.

wlcd1fTe Deum

O Te Deum, também chamado às vezes o ambrosiano, devido à sua associação com Santo Ambrósio, é um hino tradicional de alegria e ação de graças. Primeiramente atribuído aos Santos Ambrósio e Agostinho, ou Hilary, agora está creditado para Nicetas, bispo de Remesiana (século 4). Ele é usado na conclusão do Ofício das Leituras da Liturgia das Horas aos domingos fora da Quaresma, diariamente durante os Oitavas de Natal e Páscoa, e nas solenidades e festas.

Maestro José de Lima Siqueira

Maestro, compositor e acadêmico brasileiro nascido em 1907 em Conceição, no Vale do Piancó, alto sertão do Estado da Paraíba, regente e compositor reconhecido em nível internacional, de suma importância como educador pelo papel de liderança que exerceu no meio musical de sua época e pela participação na criação de várias entidades de classe e culturais, tornando-se uma das grandes figuras da música brasileira no século XX.

Filho de um mestre da banda Cordão Encarnado, em sua cidade natal, que lhe ensinou a tocar diversos instrumentos como saxofone e trompete. Durante sua juventude, atuou em bandas de música de várias cidades do interior da Paraíba. Foi para o Rio de Janeiro (1927), então capital da República, como integrante das tropas que tinham sido recrutadas para combater a Coluna Prestes e logo ingressou na Banda Sinfônica da Escola Militar, como trompetista. Estudou (1928-1930) composição com Francisco Braga e Walter Burle-Marx, no antigo Instituto Nacional de Música, e formou-se em Composição e Regência (1933) e iniciou sua brilhante carreira de compositor e regente no Brasil e no exterior, em grandes orquestras dos Estados Unidos, Canadá, França, Portugal, Itália, Holanda, Bélgica e Rússia, entre outros países.

Regeu nos Estados Unidos grandes orquestras como a Sinfônica de Filadélfia, Detroit, Rochester. Na França regeu a Orchestre Radio-Symphonique, de Paris, e em Roma, a Sinfônica de Roma, entre outras. Foi professor da Escola de Música da Universidade do Brasil, hoje da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fundou a Orquestra Sinfônica Brasileira (1940) e formou-se em Direito (1943). Viajou pelos EUA e Canadá e fundou a Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro (1949), fechada 2 anos depois. Quando esteve em Paris (1953) freqüentou o curso de musicologia da Sorbonne. Oficializou junto ao prefeito Miguel Arraes, a Orquestra Sinfônica do Recife, a mais antiga do país.

Idealizou e criou a Ordem dos Músicos do Brasil, assumindo a sua Presidência (1960). Fundou a Orquestra Sinfônica Nacional (1961) e a Orquestra de Câmara do Brasil (1967). Figura incomparável do mundo cultural brasileiro, foi aposentado (1969) pela ditadura militar devido à sua pregação democrática. Proibido de lecionar, gravar e reger, encontrou abrigo na extinta União Soviética, onde regeu a Orquestra Filarmônica de Moscou e participou como jurado de grandes concursos de música internacionais. Também foi em Moscou que boa parte de sua obra foi editorada e preservada enquanto que no Brasil o estúpido governo militar cuidava de alijá-lo da história.

(A esse respeito, conta-nos Carlos Pereira: Em 1964, no golpe militar, foi submetido a interrogatório e protagonizou com um coronel, um diálogo que ficou famoso. O milico lhe perguntou se já tinha ido à Rússia e ele não só confirmou, como disse que gostava de lá voltar de vez em quando para… reger a Sinfônica de Moscou. Resultado: foi fichado como comunista e proibido, por alguns anos, de reger a Orquestra Sinfônica Brasileira. http://www.carlospereira.net.br/index.php/component/content/article/34-cronicas/323)

Deve-se a ele ainda a criação da Orquestra de Câmara do Brasil, da Sociedade Artística Internacional, do Clube do Disco e da Ordem dos Músicos do Brasil. Também publicou vários livros didáticos tais como Canto Dado em XIV Lições, Música para a Juventude, em quatro volumes, Sistema Trimodal Brasileiro, Curso de Instrumentação, entre outros.

Faleceu aos 78 anos, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 22 de abril de 1985, deixando uma vastíssima obra composta de óperas, cantatas, concertos, oratórios, sinfonias e até a música de câmara, para instrumentos solos e para voz. A cadeira nº 8 da Academia Brasileira de Música, fundada (1945) por Heitor Villa-Lobos, nos moldes da Academia Francesa, foi alocada para ele como co-fundador, depois que o efetivo da Academia se reduziu de 50 para 40 cadeiras. Seu nome foi dado à Grande Sala da Cidade da Música por decreto do então Prefeito Cesar Maia, publicado no Diário Oficial do Município (2008). Uma justa homenagem a essa figura reconhecida internacionalmente, defensor da cultura musical brasileira e responsável por iniciativas como a criação da Orquestra Sinfônica Brasileira da cidade do Rio de Janeiro, da Academia Brasileira de Música, da Ordem dos Músicos do Brasil e dos Concertos Para a Juventude.
(http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JoseLSiq.html)

Palhinha: ouça a integral do Te Deum, enquanto observa fotos de Serro, MG (antiga Vila do Príncipe), onde Lobo de Mesquita nasceu.

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José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
Te Deum
01. Te Dominum confitemur
02. Tibi omnes Angeli; tibi cæli et universæ Potestates
03. Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth
04. Te gloriosus Apostolorum chorus
05. Te Martyrum candidatus laudat exercitus
06. Patrem immensæ maiestatis
07. Sanctum quoque Paraclitum Spiritum
08. Tu Patris sempiternus es Filius
09. Tu, devicto mortis aculeo, aperuisti credentibus regna cælorum
10. Judex crederis, esse venturus. Te ergo quæsumus, tuis famulis subveni, quos pretioso sanguine redemisti
11. Salvum fac populum tuum Domine, et benedict hereditati tuæ
12. Per singulos dies, benedicimus te
13. Dignare Domine die isto sine peccato nos custo dire
14. Fiat misericordia tua Domine super nos, quem admodum speravimus in te
15. Non confundar in aeternum

Barroco Mineiro – 1978
Orquestra de Câmara do Brasil & Coro Ars Barroca
Maestro José de Lima Siqueira

LP de 1978 digitalizado por Avicenna

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XLD RIP | FLAC 292,3 MB |

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MP3 320 kbps – 79.5 MB – 25,5 min
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Boa audição.

deu-merda

 

 

 

 

 

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Avicenna

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