Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul

Alguns de vocês sabem de meu bloqueio com óperas. na verdade, gosto das modernas Wozzeck, Lulu, das surpresas de Stockhausen e desta pequena ópera de Béla Bartók “O Castelo do Barba Azul”. Gosto muito de ouvi-la (*). Eu gostaria de ter tempo e conhecimento para tentar escrever algo no estilo do genial Euterpe a respeito, mas não vai dar, peçam para eles lá.

Esta gravação de 1965 tem uma qualidade de som absolutamente inesperada para a época e, se foi relançada em 2004, foi por sua estupenda qualidade. Não hesitaria em abraçar a histeria de alguns comentaristas da Amazon que a consideram um dos maiores registros realizados em todos os tempos. Christa Ludwig e Walter Berry conseguem ser perfeitos e emocionais, técnicos e comoventes. Algo realmente raro que chamou a atenção deste que costuma torcer o nariz para óperas.

Confiram, confiram.

(*) Na verdade, acho que as óperas são para ser vistas e ouvidas. Apenas ouvi-las é perder grande parte. Óperas são berro, luz, cenografia e atuação. Ficar só com a música é empobrecê-la. Estou muito errado?

Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul

1. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Opening Scene. “Megérkeztünk” 14:27
2. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 1. “Jaj!” “Mit látsz? Mit látsz?” “Láncok, kések” 4:18
3. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 2. “Mit látsz?” “Százkegyetlen szörnyü fegyver” 4:12
4. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 3. “Oh, be sok kincs! Oh, be sok kincs!” 2:29
5. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 4. “Oh! virágok! Oh! ilatoskert!” 5:03
6. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 5. “Ah!” “Lásdez az én birodalmam” 6:54
7. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 6. “Csendes fehér tavat látok” 12:39
8. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 7. “Lásd a régi aszszonyokat” 9:31

Bluebeard____________________ Walter Berry
Judith______________________Christa Ludwig

London Symphony Orchestra
István Kértész, conductor

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E ninguém invocava a Maria da Penha

Uma montagem do Barba Azul de Bartók. E ninguém invocava a Maria da Penha.

PQP

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Leoš Janáček (1854-1928): Sinfonietta for Orchestra e Preludes to Operas

Nestes dias em que as comportas da música erudita foram abertas e jorra música por todos os lados é preciso se disciplinar. Tenho música para ouvir pelos próximos 20 anos. E acredito que esta não seja apenas a minha condição. Há outros com este mesmo “problema”. Geralmente posto aquilo que ouço. Isso me disciplina a ouvir aquilo que está em minhas mãos. Se assim não proceder, o prejuízo torna-se imenso. Foi assim que eu procedi para postar este CD com o compositor tcheco Leoš Janáček, patrício de Dvorak. A música de Janáček está repleta de um forte tom folclórico. Janáček pertence a uma geração de compositores que procuraram um maior realismo e uma maior conexão com a vida cotidiana, combinada com uma utilização mais abrangente de recursos musicais. Neste magnífico CD temos a Sinfonieta para Orquestra e Prelúdios de suas principais óperas. A Sinfonieta em particular foi feita em homenagem às Forças Armadas da Checoslováquia. Após ouvir uma banda de metais, Janáček encontrou uma tema motivador para compor a peça. Segundo Janáček, a obra enfatizava “o homem livre contemporâneo, a beleza, alegria, determinação e força para lutar pela vitória”. Uma boa apreciação desse importante material!

Leoš Janáček (1854-1928) – Sinfonietta for Orchestra e Preludes to Operas

Sinfonietta for Orchestra
01. I. Allegretto-Allegro-Maestoso
02. II. Andante-Allegretto-Maestoso
03. III. Moderato-con moto-Tempo primo-Prestissimo-Moderato
04. IV. Allegretto
05. V. Andante con moto-Maestoso-Allegretto-Allegro-Maestoso-Adagio

Prelude to The Makropulos Affair
06. Prelude to The Makropulos Affair

Prelude to Katya Kabanova
07. Prelude to Katya Kabanova

Prelude to The House of the Dead
08. Prelude to The House of the Dead

Prelude to Jealousy (Jenufa)
09. Prelude to Jealousy (Jenufa)

The Pro Arte Orchestra
Charles Mackerras, regente

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Leos Janacek

Leoš, poderia pentear o cabelo antes de tomar café?

Carlinus

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W. A. Mozart (1756-1791): Così fan tutte

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Assim fazem todas. As feministas amantes do Politicamente Correto — algumas o amam — matariam Mozart e da Ponte em razão deste título… Mas aqui somos mais razoáveis, somos feministas que desprezam as Mênades de nossos dias.

Bem, esse CD triplo vocês devem ouvir de joelhos, OK? Considerada uma obra um pouquinho por demais erótica do libretista Lorenzo da Ponte, a história obteve a rejeição de Salieri e a aceitação de Mozart. O espírito da ópera rivaliza com as comédias agridoces de Shakespeare. Na regência, René Jacobs traz-nos interpretação MA-RA-VI-LHO-SA e muito bem humorada, com instrumentos de época.

Così fan tutte, ossia La scuola degli amanti (“Assim fazem todas, ou A escola dos amantes”, em italiano) é a antepenúltima ópera de Mozart. Sua estréia ocorreu no Burgtheater no dia 26 de Janeiro de 1790 (tá de níver amanhã!). Così Fan Tutte é a terceira e última ópera de Mozart cujo libreto foi escrito por da Ponte (as outras duas colaborações haviam sido As bodas de Fígaro e Don Giovanni). A composição de ópera foi sugerida pelo imperador austríaco José II.

W. A. Mozart (1756-1791): Così fan tutte

Disc 1
1 Overture See All 4
2 Terzetto
3 Recitativo
4 Terzetto
5 Da soldati d’onore / Terzetto
6 Duetto
7 Recitativo
8 Quintetto
9 Recitativo
10 Coro
11 Abbraciami, idol mio / Quintetto
12 Faccia che al campo giunga / Terzettino
13 Recitativo
14 Recitativo
15 Aria
16 Recitativo
17 Aria
18 Recitativo
19 Sestetto
20 O ciel! Mirate
21 Aria
22 Recitativo

Disc 2
1 Aria
2 Cosa serve? / Aria
3 Recitativo
4 Finale, Atto Primo
5 Eccovi Il Medico
6 Dove Son?
7 Dammi un bacio
8 Atto Secondo, Recitativo
9 Aria
10 Recitativo
11 Duetto
12 Duetto con coro
13 Quartetto
14 Recitativo
15 Duetto
16 Recitativo
17 Aria
18 Ei parte … senti … ah no!

Disc 3
1 Rondo See All 7
2 Recitativo
3 Abbi di me pieta, dammi consiglio / Aria
4 Recitativo
5 Cavatina
6 Aria
7 Recitativo
8 Duetto
9 Recitativo
10 Tutti accusan le donne / Recitativo
11 Finale, Atto Secondo
12 Coro
13 E nel tuo, nel mio bicchiero / Miei Signori, tutto e fatto
14 Coro
15 Sani E Salvi Gli Amplessi Amorosi
16 Giusto ciel!
17 Tutti

Veronique Gens, Fiordiligi
Bernarda Fink, Dorabella
Werner Gura, Ferrando
Marcel Boone, Guglielmo
Pietro Spagnolo, Don Alfonso
Graciela Oddone, Despina

Concerto Koln
Kolner Kammerchor
dir. René Jacobs

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Olha só, pequepiano!

Olha só, pequepiano!

PQP

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Alma Latina: The Jesuit Operas by Kapsberger & Zipoli – Ensemble Abendmusik

1zmnyiaThe Jesuit Operas
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Apotheosis of Saints Ignatius Loyola and Francis Xavier
by Johannes Hieronymus Kapsberger
(Italy, 1580-1651)

San Ignacio de Loyola
by Domenico Zipoli
(Prato, Itália, 1688 – Córdoba, Argentina 1726)

Repostagem com novos e atualizados links.

As canonizações dos Santos Inácio de Loyola e Francisco Xavier, em Roma, em 12 de março de 1622, foram comemorados com cerimônias e música extremamente elaboradas. Um marco na curta história da Companhia de Jesus (que tinha sido fundada em 1540), as canonizações também deram origem à alegria do público em um nível universal, sendo observada sempre que uma província jesuíta era estabelecida, consequentemente, em todos os continentes, exceto a Austrália habitável.

Até que movimentos começaram a desmantelar a Companhia em meados do século 18, resultando na expulsão dos jesuítas de muitos territórios, porém seus membros continuaram a exaltar as virtudes de Loyola e Xavier, tanto na música como nas artes plásticas.

As óperas jesuítas: óperas de Kapsberger & Zipoli são bem diferenciadas em suas composições, tanto em ordem cronológica como geograficamente. A Apoteose sive consecractio SS. Ignatii et Francisci Xaverii por Kapsberger estreou em Roma em 1622, e a ópera San Ignacio de Loyola foi produzida nas missões jesuíticas da Bolívia em meados do século 18. Juntos, elas são, em qualquer caso, uma homenagem às contribuições feitas pela ordem jesuíta por todo o mundo, nas artes e nas ciências. A sua revitalização é um desenvolvimento interessante no estudo do globalismo da música no início do período moderno.

Esta produção foi realizada em Boston pelo Ensemble Abendmusik sob James David Christie durante a primeira conferência dos Jesuítas em culturas, ciências e artes em 1998, e, posteriormente, registrada por Dorian. Parece notável, no entanto, que a Apoteose em cinco atos por Kapsberger, uma das produções mais importantes em Roma antes das óperas Barberini da década de 1630, não foi editada nem executada até os anos 1990. A edição desta realização foi feita por Frank T. Kennedy, SJ, de um manuscrito da Bibliothèque Nationale em Paris, e a gravação comentada aqui é a única disponível da Apoteose, enquanto San Ignacio de Loyola, editado e reconstruído por Bernardo Illari , já foi gravado pelo Ensemble Elyma sob Gabriel Garrido.

Uma fascinante mistura de referências pagãs, alegorias orientais e virtudes cristãs, a Apoteose fica a meio caminho entre teatro e ópera jesuítas. Embora o prólogo é inteiramente falado, os cinco atos consistem em recitativo, coros e música instrumental. Os únicos personagens que não são alegorias nacionais são Metagenes e Pythis, junto com uma série de gladiadores que fazem muito breves entradas para o final da obra.

O primeiro ato situa Roma como o locus da celebração, enquanto os personagens alegóricos da Espanha e Portugal (esses países estavam unidos sob uma única coroa no momento da composição) honravam os santos e suas origens. Índia e Palestina estão acopladas no segundo ato: Índia e sua comitiva como personagens exóticos e maravilhosos, e a Palestina representada como uma nação abatida que, no entanto, comemora Inácio, com todos os protagonistas orando para ajudar seu povo.

Nos Atos 3 e 4 surgem os engates ocidental-oriental da França, do Japão, daItália e da China, os quais fazem oferendas, realizando jogos e invocando os novos santos. Este Orientalismo binário do sexo masculino e feminino Occident Orient, aliás, antecipa em um século as origens do final do século 18, citados por Edward W. Said, como discutido por Victor Coelho em “apoteose” da Kapsberger de Francis Xavier (1622) e a conquista of India “, na obra de uma ópera: gênero, nacionalidade e diferença sexual, eds. R.Dellamora e D.Fischlin (1997).

Finalmente, o Ato 5 envolve Roma sendo responsável por reunir todas as nações em um único conjunto para executar os atos finais da consagração, das comemorações que incluem jogos e lutas de gladiadores. Apesar da concentração do enredo nas civilizações orientais procuradas por Xavier em sua vida e nas suas viagens (Japão, China e Índia), deve-se notar que em nenhum momento há qualquer menção de expansão colonial nas Américas e nas Filipinas, que forneceram à ordem dos jesuítas meios materiais de acesso para todo o mundo.

A ópera San Ignacio de Loyola, perdida na região amazônica, foi encontrada há alguns anos nas Missões Jesuíticas de Chiquitos boliviano. Como no filme Missão, a história da ópera retrata a incrível história do trabalho realizado pelos Missionários e os povos da Amazônia.

A ópera mostra o clássico combate entre o bem e o mal no meio de anjos, demônios e jesuítas. A parte mais incrível de tudo isso é que é provável que a maior parte da ópera e algumas músicas extras registradas neste CD tinham sido compostas e executadas pelos índios Chiquitanos e Moxos após a expulsão dos jesuítas das Américas em 1767. Incrivelmente, a papelada que continha milhares de obras musicais foram copiadas durante 200 anos pelos bolivianos, a quem pertence agora este tesouro. (textos acima obtidos na internet e livremente traduzidos por Avicenna)

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The Jesuit Operas
Apotheosis of Saints Ignatius Loyola and Francis Xavier
Johannes Hieronymus Kapsberger (Italy,1622)
Performer: Ellen Hargis (Soprano), Roberta Anderson (Soprano), Donald Wilkinson (Bass),
Ryan Turner (Tenor), Steven Rickards (Countertenor), Randall K Wong (Countertenor),
Terrance Barber (Countertenor), Anne Harley (Soprano), John Elwes (Tenor),
Mark McSweeney (Baritone), Michael Collver (Countertenor)
Conductor: James David Christie
Orchestra/Ensemble: Ensemble Abendmusik
Period: Renaissance
Written: 1622; Rome, Italy
Date of Recording: 1998-99
Venue: Campion Center, Boston, Massachusetts
Length: 88 Minutes 14 Secs.
Language: Latin
Disc 1 = Act I, II, III, IV
Disc 2 = Act V


The Jesuit Operas
San Ignacio de Loyola
Domenico Zipoli/Martin Schmidt/Anonymous Indigenous Composers (Bolívia, ca. 1755)
Performer: Steven Rickards (Countertenor), Pamela Murray (Soprano), Randall K Wong (Countertenor),
John Elwes (Tenor)
Conductor: James David Christie
Orchestra/Ensemble: Ensemble Abendmusik
Period: Baroque
Written: ca. 1755: Chiquitos, Bolívia
Date of Recording: 1998-99
Venue: Campion Center, Boston, Massachusetts
Length: 41 Minutes 34 Secs.
Notes: Arranged: Bernardo Illari (1997)
This selection is performed in Spanish and Chiquitano.
Disc 2 = Act I, II

The Jesuit Operas – 1999
Ensemble Abendmusik
Director: James David Christie

DISCO 1
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XLD RIP | FLAC 284,9 MB | HQ Scans 14,7 MB |

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MP3 320 kbps – 167,3 + 14,7 MB – 1 h 06 min
powered by iTunes 12.0.1

DISCO 2
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XLD RIP | FLAC 269,5 MB | HQ Scans 14,7 MB |

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MP3 320 kbps – 158,4 + 14,7 MB – 1 h 02 min
powered by iTunes 12.0.1

Outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Obrigado !!!

Boa audição.

148g22b

 

 

 

 

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Avicenna

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Armida al campo d’Egitto (Tesori del Piemonte, Vol. 44)

Armida al campo d’Egitto (RV 699) é uma ópera em três atos do compositor veneziano Antonio Vivaldi (1678-1741) com libreto de Giovanni Palazzi. A obra estreou no carnaval de 1718 no Teatro San Moisè em Veneza. No mesmo local, ela foi reencenada em abril do mesmo ano e novamente em fevereiro de 1719 com Anna Girò (Anna Giraud) no papel título. Essa contralto de origem francesa manteve um relacionamento próximo com Vivaldi. (Entendo…) Ela e a irmã, Paolina, moraram durante muitos anos na mesma casa que o compositor. Apesar das suspeitas, ele sempre afirmou que ambas não passavam de suas amigas e o ajudavam nos afazeres domésticos. Em 1720 deu-se outra montagem em Vicenza com o título Gli inganni per vendetta (RV 720/699c). Por fim, a obra foi reencenada no Teatro Sant’Angelo em 1738 com diversas modificações na partitura e a inclusão de árias de Leonardo Leo (1694-1744). O libreto foi dedicado a Augusto Brandofer. A abertura de Armida foi reutilizada por Vivaldi para a ópera Ercole sul Termodonte (RV 710), apresentada em Roma em 1723.

A Armida de Antonio Vivaldi faz parte de uma série de mais de cinquenta óperas cujo argumento deriva da história de Rinaldo e Armida, personagens do poema épico de Torquato Tasso (1544-1595), Gerusalemme Liberata, de 1580. Dentre os autores que musicaram os versos de Tasso utilizando diferentes libretistas destacam-se Jean-Baptiste Lully, Georg Friedrich Händel, Christoph Willibald Glück e Joseph Haydn.

A trama se desenrola em Gaza e coloca em cena a doce Erminia e a feiticeira Armida, a qual fascinou diversos compositores e libretistas pelo seu poder de sedução sobre todos os homens, exceto sobre aquele que ela realmente ama. Mas, como regra, as óperas similares centram foco no amor de Armida pelo cruzado Rinaldo (ou Renaud). O libreto de Pallazzi, utilizado na obra de Vivaldi, ao contrário, narra a história da heroína vingativa, Armida, em busca de apoio junto ao rei do Egito, cujas tropas, estacionadas em Gaza, preparam-se para atacar a retaguarda do exército cristão que está cercando Jerusalém. Esse enredo foi inspirado no Canto XVII do poema de Tasso.

A obra sobreviveu incompleta e o segundo ato, perdido, foi reconstruído por Rinaldo Alessandrini e Delame Frederick para uma montagem moderna, realizada em Viena em 2009. Essa também é a fonte da gravação feita pela Naïve no âmbito da coleção Vivaldi Edition.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Armida al campo d’Egitto (Tesori del Piemonte, Vol. 44)

Disc: 1
1. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Sinfonia. Allegro
2. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Sinfonia. (Andante)
3. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Sinfonia. Allegro molto
4. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 1. Recitativo
5. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 1. Coro. Viva del Mondo il Lume
6. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 2. Recitativo
7. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 2. Duo. Questo ferro, e questo core
8. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 3. Recitativo
9. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 3. Aria. A detti amabili
10. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 4. Recitativo
11. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 4. Aria. Ardo sì per il mio bene
12. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 5. Recitativo
13. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 5. Aria. Il mio fedele amor
14. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 6. Recitativo
15. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 7. Recitativo
16. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 7. Aria. Pensa che quel bel seno
17. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 8. Recitativo
18. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 8. Aria. Nasce da tuoi diletti
19. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 9. Recitativo
20. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 9. Aria. D’un bel volto arde alle face
21. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 10. Recitativo
22. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 10. Aria. So, che combatte ancor
23. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 11. Recitativo
24. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 11. Aria. Sento brillarmi in sen
25. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 12. Recitativo
26. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 12. Aria. Cerca pur con men rossore
27. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 13. Recitativo
28. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 1. Scene 13. Aria. Armata di furore

Disc: 2
1. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 1. Recitativo
2. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 1. Coro. Di dolci nettare
3. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 1. Recitativo
4. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 1. Coro. Dall’alta sede
5. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 1. Recitativo
6. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 1. Coro. Ite felici
7. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 1. Recitativo
8. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 1. Coro. Al solo folgore
9. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 2. Recitativo
10. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 2. Aria. Lascia di sospirar
11. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 4. Recitativo
12. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 4. Duetto. Farfalletta alla sua face
13. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 4. Recitativo
14. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 5. Recitativo
15. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 5. Aria. Tra l’oscuro di nembi e procelle
16. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 6. Recitativo
17. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 6. Aria. Lasciar d’amar non so
18. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 7. Recitativo accompagnato
19. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 7. Aria. Augelletti garruletti
20. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 8. Aria. Segui pur, chi t’innamora
21. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 9. Recitativo
22. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 9. Aria. Quando in seno alla tua bella
23. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 10. Recitativo
24. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 10. Aria. Languire costante
25. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 11. Recitativo
26. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 11. Aria. Tal’or il gelsomin piange nel prato
27. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 12. Recitativo
28. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 13. Recitativo
29. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 14. Aria. Innocente esser vorresti
30. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 15. Recitativo
31. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 16. Recitativo
32. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 2. Scene 16. Aria. Chi alla colpa fa tragitto

Disc: 3
1. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 1. Recitativo
2. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 1. Aria. Tù mi togli alle ritorte
3. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 2. Recitativo
4. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 3. Recitativo
5. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 3. Aria. Nò, bel labbro, men sdegnoso
6. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 4. Recitativo
7. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 4. Aria. Quel torrente, ch’alza l’onde
8. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 5. Recitativo
9. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 5. Aria. Agitata de’ venti dall’onde
10. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 6. Recitativo
11. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 6. Aria. Se correndo in seno al Mare
12. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 7. Recitativo
13. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 8. Recitativo
14. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 8. Aria. Tender lacci tù volesti
15. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 9. Recitativo
16. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 10. Recitativo
17. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 10. Aria. Se penar dovessi amando
18. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scene 11. Recitativo
19. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scena ultima. Recitativo
20. Armida al camp d’Egitto, opera in 3 acts (act 2 lost), RV 699 A/D: Act 3. Scena ultima. Coro. A pugnar, a ferir, a svenar

Furio Zanasi
Marina Comparato
Romina Basso
Martín Oro
Sara Mingardo
Monica Bacelli
Raffaella Milanesi
Concerto Italiano
Rinaldo Alessandrini

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Ai, que meda!

Ai, que meda!

PQP

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A. Vivaldi (1678-1741): Vivaldi Pyrotechnics – Opera Arias

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco absurdamente bom de árias de óperas de Vivaldi. Através de um repertório desconhecido, Genaux dá um banho de competência artística e vocal. Biondi e sua Europa Galante acompanham à perfeição as pirotecnias da bela moça.

A. Vivaldi (1678-1741): Vivaldi Pyrotechnics – Opera Arias

1. Catone In Utica: Come In Vano Il Mare Irato 5:27
2. Semiramide: E Prigioniero E Re 4:55
3. La Fida Ninfa: Alma Oppressa 5:10
4. Griselda: Agitata Da Due Venti 5:20
5. La Fida Ninfa: Destin Nemico….Destin Avaro 5:55
6. Il Labbro Ti Lusinga 7:29
7. Ipermestra: Vibro Il Ferro 3:50
8. Farnace: No, Ch’amar Non È Fallo In Cor Guerriero….Quell’usignolo 7:50
9. Tito Manlio: Splender Fra ‘l Cieco Orror 4:49
10. Rosmira Fedele: Vorrei Dirti Il Mio Dolore 6:52
11. Catone In Utica: Chi Può Nelle Sventure….Nella Foresta 7:25
12. Farnace: Ricordati Che Sei 3:43
13. Sin Nel Placido Soggiorno 6:50

Vivica Genaux, mezzo-soprano
Europa Galante
Fabio Biondi

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E ainda canta. E muito.

E ainda canta. Muito.

PQP

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Marcos Portugal: Le donne cambiate (As damas trocadas)

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Repostagem com novo e atualizado link.

Portugal: Le Donne Cambiate
Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830)
01: Le Donne Cambiate – Overture
02: Le Donne Cambiate – Act 1: Trio
03: Le Donne Cambiate – Act 1: Aria
04: Le Donne Cambiate – Act 1: Quartet
05: Le Donne Cambiate – Act 1: Recitative & Duet
06: Le Donne Cambiate – Act 1: Cavatina
07: Le Donne Cambiate – Act 1: Recitative & Minuet
08: Le Donne Cambiate – Act 2: Recitative & Aria
09: Le Donne Cambiate – Act 2: Duet
10: Le Donne Cambiate – Act 3: Aria
11: Le Donne Cambiate – Act 3: Aria
12: Le Donne Cambiate – Act 3: Recitative & Aria
13: Le Donne Cambiate – Act 3: Finale

Portugal: Le Donne Cambiate – 2000
City Of London Sinfonia
Maestro Álvaro Cassuto

Outro CD gentilmente cedido pelo musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
320 kbps – 175,1 MB – 1,1 h
powered by iTunes 10.6.3

Boa audição.

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Avicenna

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História da Música Brasileira – Episódio 8 de 10: Carlos Gomes, o emblema da ópera no Brasil

15hiyrsOitavo episódio da série História da Música Brasileira que apresentamos com um link para baixar o vídeo do episódio, incentivando a divulgação desse trabalho em universidades, conservatórios e amantes da música. Contamos com o seu apoio!

Repostagem com novo e atualizado link.
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EPISÓDIOS DA HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA

Os temas dos 10 programas são os abaixo e estão disponíveis aqui:

1. Introdução e primeiros tempos da música no Brasil
2. A música setecentista no Brasil
3. A música no período áureo de Minas Gerais
4. Ouro, diamantes e música em Minas.
5. Padre José Maurício Nunes Garcia: um brasileiro nos ouvidos da Corte
6. A música da Independência.
7. Saraus, danças e intimidades: A música no Brasil no século XIX
8. Carlos Gomes: o emblema da ópera no Brasil
9. Romantismo: um Brasil para poucos
10. Romantismo e patriotismo: afinal, somos brasileiros?

HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA
Episódio 8 – Carlos Gomes, o emblema da ópera no Brasil

Paulo Castagna

O oitavo episódio de História da Música Brasileira é dedicado ao compositor Antônio Carlos Gomes (Campinas-SP, 1836 – Belém-PA, 1896), primeiro autor brasileiro de óperas a ter adquirido notoriedade na Europa. O programa discorre sobre sua formação em Campinas, São Paulo e Rio de janeiro, e sobre sua vida profissional no Brasil e na Itália, apresentando obras menos conhecidas de sua produção, entre elas, peças para piano como as polcas Caiumba e Nini, canções como o Hino à Mocidade Acadêmica, a modinha Quem sabe, a ária Conselhos, o prelúdio da ópera A noite do castelo e a Sonata em ré maior para cordas, que recebeu do autor o subtítulo “Burrico de pau”.

Veja abaixo o episódio 8 – Carlos Gomes, o emblema da ópera no Brasil, que também pode ser visto no Youtube em http://www.youtube.com/user/HistoriadaMB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
Vídeo mp4 – 179,3 Mb – 28 min 27 seg

Nossos agradecimentos ao Prof. Paulo Castagna, musicólogo, (http://paulocastagna.com) por nos ter incentivado nesta empreitada. Não tem preço!!!
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Ponha a boca no trombone! Divulgue nosso canal Youtube História da Música Brasileira
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Ponha a boca no trombone! Deixe seus comentários, críticas, opiniões, broncas, elogios ou simplesmente [curtir] !!!!

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Avicenna

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Thomas Arne (1710-1778): Artaxerxes

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Durante quase trezentos anos os ingleses foram tiranizados com a maior TORTURA e CENSURA a qual um povo foi submetido. Como se não bastasse a MEDONHA RAINHA VITÓRIA — , eles eram obrigados a ingerir COMIDA INTRAGÁVEL e a OUVIR MÚSICA RUIM. Imaginem um povo que foi de tal modo cerceado que nada, mas absolutamente nada, houve entre PURCELL e BRITTEN.

POBRES INGLESES, ABANDONADOS NAQUELA ILHA ÚMIDA SEM MÚSICA!

A CENSURA apenas valia para os NATIVOS, pois aos COMPOSITORES IMPORTADOS era permitido FLANAREM LIVREMENTE compondo obras-primas, casos de HANDEL e HAYDN.

Porém, houve um cidadão que conseguiu FURAR O BLOQUEIO imposto pela censura pré e pós vitoriana compondo a ÚNICA OBRA DE VERDADEIRA ARTE MUSICAL daquele sofrido país insular. É com o coração na mão e peito CONFRANGIDO que anuncio a grande ópera ARTAXERXES, composta pelo DESTEMIDO e INCONFORMADO Thomas ARNE, o qual, cansado das MULHERES HORROROSAS, da COMIDA VOMITANTE e, PRESCIENTE, já prevendo a música LASTIMÁVEL de ELGAR e NYMAN, logrou mover a ilha em DIREÇÃO À BOA MÚSICA.

Os ingleses — TODOS REFUGIADOS NA LITERATURA — ficaram ABISMADOS com Artaxerxes e — após décadas de MÚSICA DE MERDA e COMIDA PODRE — mal puderam AVALIAR a obra que lhes chegara pelas artes deste ARNE não-SAKNUSSEN.

É com extremo ORGULHO que PQP BACH lhes apresenta a REDENÇÃO de todo um povo amordaçado… O resto vocês já aprenderam.

É como se, em plena MISÉRIA GASTRONÔMICA, lhes aparecesse sem maior aviso NIGELLA — uma CHEF que, como se não lhe bastasse a COMIDA, ainda fosse TESUDA e GOSTOSA. Ou seja, uma novidade DE CABO A RABO!

Thomas ARNE e seu ARTAXERXES foi isso, uma Nigella Lawson em meio aos rosbifes sem tempero da FEIOSA Rainha Vitória. E baixem logo este grande CD, antes que eu me IRRITE.

Thomas Augustin Arne: Artaxerxes

Disc: 1
1. Artaxerxes: Overture: Poco piu che andante – Larghetto – Gavotta
2. Artaxerxes: Act 1, Recit: Still Silence Reigns Around (Mandane)
3. Artaxerxes: Act 1, Duettino: Fair Aurora, Pr’ythee Stay (Mandane, Arbaces)
4. Artaxerxes: Act 1, Recit: Alas, Thou Know’st That For My Love Of Thee (Arbaces)
5. Artaxerxes: Act 1, Air: Adieu, Thou Lovely Youth (Mandane)
6. Artaxerxes: Act 1, Recit: O Cruel Parting! (Mandane)
7. Artaxerxes: Act 1, Air: Amid A Thousand Racking Woes (Arbaces)
8. Artaxerxes: Act 1, Recit: Be Firm My Heart (Artabanes)
9. Artaxerxes: Act 1, Air: Behold, On Lethe’s Dismal Strand (Artabanes)
10. Artaxerxes: Act 1, Recit: Stay, Artaxerxes, Stay (Semira)
11. Artaxerxes: Act 1, Air: Fair Semira, Lovely Maid (Artaxerxes)
12. Artaxerxes: Act 1, Recit: I Fear Some Dread Disaster (Semira)
13. Artaxerxes: Act 1, Air: When Real Joys We Miss (Rimenes)
14. Artaxerxes: Act 1, Recit: Ye Gods, Protectors Of The Persian Empire (Semira)
15. Artaxerxes: Act 1, Air: How Hard Is The Fate (Semira)
16. Artaxerxes: Act 1, Recit: Where Do I Fly? (Mandane)
17. Artaxerxes: Act 1, Air: Thy Father! Away, I Renounce The Soft Claim (Artabanes)
18. Artaxerxes: Act 1, Recit: Ye Cruel Gods, What Crime Have I Committed? (Arbaces)
19. Artaxerxes: Act 1, Air: Acquit Thee Of This Foul Offence (Semira)
20. Artaxerxes: Act 1, Recit: Appearance, I Must Own, Is Strong Against Me (Arbaces)
21. Artaxerxes: Act 1, Air: O Too Lovely, Too Unkind (Arbaces)
22. Artaxerxes: Act 1, Recit (Accomp): Dear And Beloved Shade Of My Dead Father (Mandane)
23. Artaxerxes: Act 1, Air: Fly, Soft Ideas, Fly (Mandane)
24. Artaxerxes: Act 2, Recit: Guards, Speed Ye To The Tower (Artaxerxes)
25. Artaxerxes: Act 2, Air: In Infancy, Our Hopes An Fears (Artaxerxes)
26. Artaxerxes: Act 2, Recit: So Far My Great Resolve Succeeds (Artabanes)
27. Artaxerxes: Act 2, Air: Disdainful You Fly Me (Arbaces)
28. Artaxerxes: Act 2, Recit: Why, My Dear Friend, So Pensive, So Inactive? (Rimenes)
29. Artaxerxes: Act 2, Air: To Sigh And Complain (Rimenes)
30. Artaxerxes: Act 2, Recit: How Many Links To Dire Misfortune’s Chain! (Semira)
31. Artaxerxes: Act 2, Air: If O’er The Cruel Tyrant Love (Mandane)
32. Artaxerxes: Act 2, Recit: Which Fatal Evil Shall I First Oppose? (Semira)
33. Artaxerxes: Act 2, Air: If The River’s Swelling Waves (Semira)
Disc: 2
1. Artaxerxes: Act 2, Recit: Ye Solid Pillars Of The Persian Empire (Artaxerxes)
2. Artaxerxes: Act 2, Air: By That Belov’d Embrace (Arbaces)
3. Artaxerxes: Act 2, Recit: Ah Me! At Poor Arbaces Parting (Mandane)
4. Artaxerxes: Act 2, Air: Monster, Away! (Mandane)
5. Artaxerxes: Act 2, Recit: See, Lov’d Semira! (Artaxerxes)
6. Artaxerxes: Act 2, Air: Thou, Like The Glorious Sun (Artabanes)
7. Artaxerxes: Act 3, Arietta: Why Is Death For Ever Late (Arbaces)
8. Artaxerxes: Act 3, Recit: Arbaces! (Artaxerxes)
9. Artaxerxes: Act 3, Air: Water Parted From The Sea (Arbaces)
10. Artaxerxes: Act 3, Recit: That Front, Secure In Conscious Innocence (Artaxerxes)
11. Artaxerxes: Act 3, Air: Tho’ Oft A Cloud, With Envious Shade (Artaxerxes)
12. Artaxerxes: Act 3, Recit: My Son, Arbaces – Where Art Thou Retir’d? (Artabanes)
13. Artaxerxes: Act 3, Air: O Let The Danger Of A Son (Rimenes)
14. Artaxerxes: Act 3, Recit (Accomp): Ye Adverse Gods! (Artabanes)
15. Artaxerxes: Act 3, Air: O, Much Lov’d Son, If Death (Artabanes)
16. Artaxerxes: Act 3, Recit: Perhaps The King Releas’d Arbaces (Mandane)
17. Artaxerxes: Act 3, Air: Let Not Rage Thy Bosom Firing (Mandane)
18. Artaxerxes: Act 3, Recit: What Have I Done! Alas, I Vainly Thought (Semira)
19. Artaxerxes: Act 3, Air: ‘Tis Not True, That In Our Grief (Semira)
20. Artaxerxes: Act 3, Recit: Nor Here My Searching Eyes Can Find Mandane (Arbaces)
21. Artaxerxes: Act 3, Duetto: For Thee I Live, My Dearest (Arbaces, Mandane)
22. Artaxerxes: Act 3, Recit: To You, My People, Much Belov’d, I Offer (Artaxerxes)
23. Artaxerxes: Act 3, Air: The Soldier, Tir’d Of War’s Alarms (Mandane)
24. Artaxerxes: Act 3, Recit: Behold My King, Arbaces At Thy Feet (Arbaces)
25. Artaxerxes: Act 3, Chorus: Live To Us, To Empire Live

Artaxerxes – CHRISTOPHER ROBSON countertenor
Arrabanes – IAN PARTRIDGE tenor
Arbaces – PATRICIA SPENCE mezzo soprano
Rimenes – RICHARD EDGAR-WILSON tenor
Mandane – CATHERINE BOTT soprano
Semira – PHILIPPA HYDE soprano
Chorus – COLIN CAMPBELL, CHARLES GIBBS bass

THE PARLEY OF INSTRUMENTS
ROY GOODMAN conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

E daí, magrão?

E daí, magrão?

PQP

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Alfred Schnittke (1934-1998): Life with an idiot

Não, não é ele o idiota, ele é apenas Mstivlav Rostropovich

Não, não é ele o idiota, ele é apenas Mstivlav Rostropovich

Schnittke: Life With an Idiot

O libreto e o romance A vida com um Idiota, do compositor russo Alfred Schnittke, é de Viktor Erofeyev. A ópera foi apresentada pela primeira vez em Amsterdam, no ano de 1992. É uma alegoria da opressão soviética. Resumo resumidíssimo:

Primeiro ato: como castigo por não trabalhar duro o suficiente, “Eu” é forçado pelas autoridades a conviver com um idiota. Ele fica com Vova no manicômio. Vova só é capaz de falar uma única palavra: “Ech”.

Segundo ato: se no primeiro ato Vova se comportava razoavelmente bem, logo começa a comportar-se mal, inclusive rasgando as obras de Marcel Proust, pertencentes à mulher de “Eu”. “Eu” e sua esposa vão viver em um outro quarto e Vova acalma-se. A mullher de “Eu” acaba se apaixonando por Vova e fica grávida dele. Então Vova a mata e “Eu” torna-se um idiota.

Schnittke: Life with an idiot

1. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act One: Prologue, “Life with an idiot is full of surprises”
2. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 1, “My friends congratulated me on my idiot’
3. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 1, “I had been full of doubts and anxieties that winter’
4. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 1, “Everybody laughed”
5. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 1, “I pictured to myself a crafty and staid wise old man”
6. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 1, “Well look what’s happened – I’ve belched”
7. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 1, “Sometimes I mix up my dead wives”
8. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 1, “I’ve swapped a birdie for a pizza!”
9. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 1, Tango (Intermezzo)
10. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 2, “I said later that if I had gone”
11. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 2, “Look: my former fellow students”
12. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 2, “I got down to searching for the holy simpleton”
13. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 2, “Ekh!”
14. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 1: Scene 2, Intermezzo

1. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 1, “In the beginning Vova was very reserved”
2. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 1, “In the evenings, to prevent Vova suffering from insomnia”
3. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 1, “Once, on returning home, I chanced upon the following scene”
4. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 1, “A few days later Vova started tearing up the books”
5. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 1, “Suddenly, one fine day, he dumped a whole pile in the middle of the room”
6. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 1, “Ekh!”
7. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 1, Intermezzo
8. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “Vova has cleaned up his act a lot”
9. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “Don’t offend him. Don’t traumatise Vova”
10. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “Life with an idiot is full of surprises!”
11. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “I was intrigued as to which proclivities of Vova my wife bent over backwards to
12. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “Ekh!”
13. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “Well, and now, cock-sucking reader, whoever you are”
14. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “They made their home in the second room”
15. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “We beat her up, beat her up!”
16. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “Suddenly, the wife declares: ‘Vova! Either him…'”
17. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “I love you. Love!”
18. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “I am Renoir”
19. Life With an Idiot, opera in 2 acts: Act 2: Scene 2, “The guard treated me like I was one of the family”

Leonid Zimnenko, baixo
Dale Duesing, barítono
Howard Haskin, tenor
Robin Leggate, barítono (Marcel Proust)
Romain Bischof, barítono
Teresa Ringholz, soprano
Vocal Ensamble (Vocal coaching: Winfried Maczewbski)
Rotterdam Philharmonic Orchestra
Mstislav Rostropovich, Cellist, Pianist, Conductor

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Cena de uma montagem da ópera "Life with an idiot"

Cena de uma montagem da ópera “Life with an idiot”

PQP

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A música do tempo dos “Castrati”

amyikes1_loisinorUma bela coletânea de árias originalmente escritas para castrati. As gravações não são muito novas e envolvem vários contratenores e orquestras. Se há alguém vindo de Marte frequentando nosso blog, explicamos: Castrato (plural castrati) é um cantor masculino cuja extensão vocal corresponde a das vozes femininas, seja de soprano, mezzo-soprano, ou contralto. Esta faculdade numa voz masculina só é verificável na sequência de uma operação de corte dos canais provenientes dos testículos, ou então por um problema endocrinológico que impeça a maturidade sexual. Consequentemente, a chamada “mudança de voz” não ocorre. A castração antes da puberdade (ou na sua fase inicial) impede então a libertação para a corrente sanguínea das hormônios sexuais produzidas pelos testículos, as quais provocariam o crescimento normal da laringe masculina (para o dobro do comprimento) entre outras características sexuais secundárias, como o crescimento da barba. Quando o jovem castrato chega à idade adulta, o seu corpo desenvolve-se em termos de capacidade pulmonar e força muscular, mas a sua laringe não. A sua voz adquire assim uma tessitura única, com um poder e uma flexibilidade muito diferentes, tanto da voz da mulher adulta, como da voz mais aguda do homem não castrado (contratenor). Por outro lado, a maturidade e a crescente experiência musical do castrato tornavam a sua voz marcadamente diferente da de um jovem. O termo castrato designa não só o cantor mas também o próprio registro da sua voz.

A música do tempo dos “Castrati”

Christoph Willibald Gluck
Orfeo ed Euridice (Italian version), opera in 3 acts, Wq. 30
1 Act 2. Scene 2. “Les Champs-Elysées (symphonie descriptive-danse-arioso) 6:21

Antonio Vivaldi
Montezuma, opera in 3 acts, RV 723
2 Act 3. Scene 10. Aria. “Dov’è la figlia” 6:02

Gregorio Allegri
3 De ore prudentis, motet for 3 voices & continuo 1:54

Antonio Vivaldi
4 Dixit Dominus (Psalm 109), for 4 voices, double chorus, 2 trumpets, 2 oboes, solo strings, strings & continuo D major, RV 594 2:17

Marc-Antoine Charpentier
5 Salve Regina à trois voix pareilles, motet for 3 voices & continuo, H. 23 8:16

Christoph Willibald Gluck
Orfeo ed Euridice (Italian version), opera in 3 acts, Wq. 30
6 Act 3. Scene 1. “Che faró senza Euridice?” 3:28

Antonio Vivaldi
Montezuma, opera in 3 acts, RV 723
7 Act 1. Scene 2. Aria. “Gl’oltraggidella sorte” 3:30

Gregorio Allegri
8 Repleti sunt omnes, motet for 3 voices & continuo 1:41

Antonio Vivaldi
Nisi Dominus (Psalm 126), for 3 voices, viola d’amore, chalumeau, violin, strings & continuo in A major, RV 803
9 Sicut erat-Amen 2:47

Riccardo Broschi
10 Son Qual Nave ch’agitata 8:09

James Bowman
Ewa Malas-Godlewska
Derek Lee Ragin
Gerard Lesne
John Elves
Josep Cabre
Dominique Visse
La Grande Ecurie et la Chambre du Roy
Ensemble a Sei Voci
Le Concert des Nations
Les Talens Lyriques
Jean-Claude Malgoire
Bernard Fabre-Garrus
Christophe Rousset

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James Bowman: "Nenhum cantor sofreu maus tratos durante as gravações".

James Bowman e PQP Bach asseveram que “Nenhum cantor sofreu maus tratos durante as gravações”.

PQP

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João de Sousa Carvalho (1745-1799): Opera Overtures, Harpsichord Sonatas

Repostagem com novo e atualizado link.

Em 2012, Bisnaga postou o mesmo álbum que Avicenna já havia postado em 2011. Esta é a fusão das duas postagens.

Este álbum de hoje é uma daquelas belas surpresas que encontramos por coisa de R$ 7,00 em um desses sebos da vida (aliás, que prazer existe em se ficar garimpando tesouros a preço de banana em sebos, não?)… No meio daquele monte de compositores clássicos famosos e aquelas coleções para iniciantes (3 Tenores, Jóias da Música, Os  Mais Belos Clássicos e por aí vai…), eis que encontro este CD de João de Souza Carvalho executado por uma orquestra húngara! Pensei: “se os húngaros se deram ao trabalho de executar e gravar um português – convenhamos que Portugal nunca foi o centro de produção de música de concerto na Europa – esse cara não pode ser mau”. Dito e feito! Souza Carvalho é muito bom! O compositor português é muito elegante: suas aberturas são classudas, possuem aquela limpeza e organização típicas (e belas) do classicismo, características que também podemos perceber em suas tocatas para cravo e, ainda que eu não seja grande apreciador e muito menos conhecedor do instrumento, lhe rendo louvores. Ele carrega, inclusive, forte influência do intercâmbio musical que a coroa portuguesa realizava com a Itália no século XVIII (talvez uma tentativa de modernizar a música, afastando-a do barroco e aproximando-a do classicismo), trazendo músicos italianos e enviando compositores lusos para se aperfeiçoarem no Lácio, como ocorreu com o próprio Souza Carvalho. Sua música acaba por ser, por isso, formalmente bem próxima dos padrões italianos de então…

A bipartição do álbum em uma primeira parte orquestral e uma segunda cravística também me pareceu interessante, mostrando os dois ambientes bastante distintos para os quais Souza Carvalho produzia sua música, ora para ser apresentada nos grandes teatros de Lisboa, ora com peças mais simples para serem executadas nas casas da aristocracia portuguesa, como é o caso das tocatas deste CD.

Para saber um pouco mais, o texto original (em inglês) do álbum:

Italian opera, particularly in the latter half of the 18th century, was completely dominant on the Portuguese musical scene. The musical stage and church music were permeated with the spirit of the Roman and Neapolitan composers. Many Italians were engaged as conductors, singers or instrumentalists with cathedral choirs, and the choir of the royal court in Lisbon, and above all as teachers of music in the aristocratic homes of the capital.

By the 1720s, King John V of Portugal was already pressing for the employment of noted Venetian, Roman and Neapolitan composers in high positions. Among them was Domenico Scarlatti, who became the director of the choir of the royal chapel in 1720, and Giovanni Giorgi, who was given the post of choirmaster at Santa Catarina de Ribamar in 1729. Talented local musicians like Antonio Teixeira, Francisco Antonio Almeida and João Rodriges Esteves, on the other hand, were sent by the royal court to Rome, to fill out their knowledge. After returning home, they took on major musical tasks in the capital, and also helped to spread the Italian “concertante” style.

King Joseph I (1750-1777) continued his father’s musical policy. In 1752 he appointed David Perez as court composer and music teacher to the royal family, and sent the Braz brothers, Francisco de Lima and João de Sousa Carvalho to Naples. He also prevailed upon several Italian composers, including Niccolò Jomelli, to provide him with copies of their latest works. The royal theatres staged works by Avonado, Galuppi, Guglielmi and Lampugnani, and the dramatic pieces by local composers again showed the style and composing craft of the Italians.

The music-loving public of Lisbon was intoxicated by the musical stage and church music that likewise reflected the stylistic trends of the Italian opera: grand masses and funeral masses. But it must also be said that the standards and tastes of these audiences lagged somewhat behind those of the great European musical centres, London, Paris and Vienna. In the homes of the aristocrats and the rising middle classes, the main preference was for salon songs with a harpsichord or guitar accompaniment and for piano music. No interest was evident in symphonic music or in chamber-music genres so popular in other countries, such as the trio, quartet and quintet. The court orchestra consisted of outstanding musicians, but they played almost exclusively for the stage or in church. Their repertoire consisted of opera, serenades and large-scale sacred works,

João de Sousa Carvalho was born in 1745, in Estremoz (Alentejo province). He studied music first in the nearby Colégio dos Santos Reis Magos in Vila Viçosa, seat of the royal Braganza family, showing great gifts at an early age. When he was seventeen he was granted a scholarship to study in Italy, and enrolled at the Santo Onofrio conservatoire in Naples on January 15, 1761, under Nicola Porpora and Carlo Contumacci, where his fellow students included Paisiello. Six years later, in 1767, Sousa Carvalho returned to Portugal, where he first taught at the Lisbon cathedral school of church music, where he later became the principal conductor. In 1778 he succeeded David Perez as the music teacher to the royal family, a post he held until his death in 1798. His pupils included eminent composers who had a decisive influence on Portuguese music and won big reputation both in Europe and South America. Outstanding among them were Antonio Leal Moreira, Marcos Portugal, João José Baldi and Domingos Bomtempo.

Most of Sousa Carvalho’s music is for the stage, but he also wrote church works for soloists and choirs, and some for full orchestra. Relatively few of his keyboard works have survived.

The three overtures on this recording are from operas he wrote between 1773 and 1782. Eumene dates from 1773 and was first performed on june 9, the birthday of Joseph I. The “dramma per musica” entitled Perseo was also a birthday present, this time for Peter III, king consort to Queen Mary I, on July 5 1779, as was the third opera, Penelope, which the composer laid before his queen three years later, on December 17 1782.

All Sousa Carvalho’s works which have survived, including his operas, have come down to us in manuscript form. Most are preserved in the library of the Ajuda palace, in Lisbon. Of the three overtures, only the one for Penelope has been published (by Filipe de Sousa, in Vol. XIV of Portugaliae Musica, Lisbon 1968). All three follow the formal principle of the classical Italian sinfonia, with a fast-slow-fast movement order. Sousa Carvalho’s musical idiom bespeaks a mature musician utterly at home with the forms of musical expression, and interested in the stylistic and shaping devices of early Classicism and later Classicism. This is particularly clear from his orchestration and the play of forces between the wind and strings. On the one hand, the flutes and oboes (in the case of the Penelope overture, the bassoons as well), and, on the other the trumpets and horns assume roles both in the sound picture as a whole and in their differentiated soloistic assignments which point far beyond the tasks assigned to orchestral woodwind instruments by early classical composers.

All three surviving keyboard works by Sousa Carvalho have been included on this recording.

They can be found in an 18th century manuscript, and they have been made available in modern editions by M. S. Kastner (the toccata in G minor in Vol. I of Cravistas Portuguezes, Mainz, 1935) and G. Doderer (the sonatas in D major and F major respectively, in Vol. II of Organa Hispanica, Heidelberg, 1972). None of them can be precisely dated, and recently the authenticity of the G minor toccata has been questioned, due to its similarity with the works by the Italian Mattia Vento. Nonetheless, the expressiveness of the slow movement, replete with a Lusitanian spirit, speaks of a spectific Portuguese idiom developed by Carlos Seixas in his sonatas for keyboard. Seixas was active between 1720 and 1742 as court harpsichordist to King John V.

The sonatas in D major and in F major both reveal expressly modern features, with a three movement form and an emphatic contrasting of themes in the first movements. The pieces are in the gallant style, and excel for their frequent use of Alberti basses and the alternation of virtuoso and cantabile passages.

Even in an environment of strong Italian influence, Sousa Carvalho proves in these pieces to be the exponent of a valuable and congenial musical inheritance.

(Gerhard Dorderer, extraído do encarte)

Sousa Carvalho: Opera Overtures & Harpsichord Sonatas
João de Sousa Carvalho (Estremoz, 1745 – Alentejo, 1799)
01. Overture – Penelope
02. Overture – L’Eumene
03. Overture – Perseo
04. Toccata in G minor 1. Allegro
05. Toccata in G minor 2. Andante
06. Sonata in D major 1. Allegro
07. Sonata in D major 2. Larghetto
08. Sonata in D major 3. Allegro
09. Sonata in F major 1. Allegro
10. Sonata in F major 2. Andante
11. Sonata in F major 3. Allegro

Sousa Carvalho: Opera Overtures & Harpsichord Sonatas – 1988
Liszt Ferenc Chamber Orchestra, Budapest
Director: János Rolla
Harpsichord: János Sebastyén

Nossos agradecimentos ao maestro, musicólogo e compositor Harry Crowl Jr por esta valiosa contribuição!

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Ouça! Deleite-se! … Mas bata um papo comigo: comente!…

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Avicenna & Bisnaga

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Orquestra Clássica do Porto: Carvalho – Portugal – Moreira – Bomtempo

2w5sytgFive Centuries of Portuguese Music
Carvalho – Portugal – Moreira – Bomtempo

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The Magazine for Serious Record Collectors (USA):

There is much more Portuguese music on discs than is dreamed of in the Schwann catalog’s philosophy. The Gulbenkian Foundation funded a generous survey under the direction of Michel Corboz and others. Most of it escaped me. I regret to say I do, however, have an Archiv Produktion LP in collaboration with the Gulbenkians of Portuguese music of the period represented by the present disc. It featured three of the four composers.

João de Sousa Carvalho (1745?ca. 1800) is considered the father and the greatest representative of this school. He was the teacher of all three of the other composers represented here. Of his two “Aberturas” (Overtures), the first to a comic opera called L’amore industrioso, was very familiar to me although I have no idea why. It is not among the handful of works in my collection by Carvalho (properly he should be referred to as Sousa Carvalho but I’ll follow the practice of this recording and of New Grove), yet I would have had to have heard it at least half a dozen times to have it so firmly embedded in my memory. Can it be an overture that he borrowed from Paisiello or vice versa? They were fellow students at the Naples Conservatory in the 1760s. Whoever the composer is, it’s a delectable three-movement sinfonia/overture. The other Carvalho overture programmed here belongs to the last of his three Te Deums. The entire work, minus this overture, was and may still be available on the difficult-to-find Cascavelle label (VEL 1016). The overture was probably omitted for reasons of timing since this is a very long (74:33) setting of the Te Deum. If you’re lucky enough to own this majestic work (it dates from 1792) you can now join its overture to the rest of it thanks to Koch-Schwann.

Marcos Portugal (1762?1830) had the somewhat awkward distinction of sharing his name with that of his country of origin, a not-so-rare phenomenon when you consider Benjamin Britten, Jean Françaix, John Ireland, Otto Erich Deutsch and some others. His opera La morte di Semiramide (1798 or 1801: both dates occur in the booklet) sounds like a tragedy but its overture sounds like a comedy, a paradox that Rossini has often been accused of. The use of a separate wind band, as if playing from the stage, is only one of the pleasures offered by this bracingly military overture. Perhaps not incidentally, Portugal ended up in Brazil exiled for supporting the Portuguese independence.

António Leal Moreira’s birthdate must have come to light since Archiv left it blank when they released one of his symphonies. It is given by Koch as 1758: he died in 1819. The Overture in D Major may have been intended for concert rather than theatrical use. It consists only of a Largo non molto followed by an Allegro brilliante. Written in 1805 the overture has a Napoleonic swagger employs obbligato winds in the manner of a sinfonia concertante and sounds rather like the orchestral music of Arriaga.

The final offering is a full-dress symphony, twenty-four minutes long by João Domingos Bomtempo (1775?1842). It is heavily indebted to Haydn but like other selections on this disc, has a raw noisy energy that appears to have been endemic in eighteenth-century Portuguese music. Part of the noise may be attributable to the conductor Meir Minsky who favors loud dynamics and fast tempos. The extremely resonant acoustic of the Oporto church, where the recording sessions took place, add to the clamor. But I must say that this disc got my adrenaline flowing. It contains no dull moments. This branch of the Iberian musical experience deserves more attention than it gets. (David Johnson)

Orquestra Clássica do Porto: Carvalho – Portugal – Moreira – Bomtempo
João de Sousa Carvalho (Estremoz, 1745 – Alentejo, 1799)
01. L’amore Industrioso – Overtüre
02. Te Deum a Due Cori – Overtüre
Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830)
03. La Morte de Semiramide – Overtüre
António Leal Moreira (Abrantes, 1758 – Lisboa, 1819)
04. Sinfonia em Ré Maior: Largo Non Molto – Allegretto Brillante
João Domingos Bomtempo (Lisboa 1775-1842)
05. Sinfonie No. 1 Es-Dur Op. 11: I. Largo – Allegro Vivace
06. Sinfonie No. 1 Es-Dur Op. 11: II. Minuetto: Allegro Assai
07. Sinfonie No. 1 Es-Dur Op. 11: III. Andante Sostenuto
08. Sinfonie No. 1 Es-Dur Op. 11: IV. Finale: Presto

Orquestra Clássica do Porto: Carvalho – Portugal – Moreira – Bomtempo – 1994
Coleção: Five Centuries of Portuguese Music
Director: Meir Minsky

Mais um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

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MP3 320 kbps – 141,3 MB – 57,1 min
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Boa audição.

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_ Meir Minsky

Avicenna

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João de Sousa Carvalho (Estremoz, 1745 – Alentejo, 1799) – Testoride Argonauta, ópera

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Testoride, Rei dos Argonautas e eterno rival de Ícaro, Rei de Caria, chega vitorioso à sua terra natal depois de uma longa guerra contra o seu inimigo. Mas, mal chega, faz uma terrível descoberta: a sua amada filha Irene tinha sido levada por piratas, e vendida ao seu inimigo mortal Ícaro. De imediato Testoride faz-se ao mar em busca de sua filha, no entanto é apanhado por uma enorme tempestade que o conduz até perto de Caria, terra onde reina Ícaro. Testoride é apanhado e preso por guardas de Ícaro, que no entanto o não reconhecem como Rei dos Argonautas, mas apenas como um simples grego e portanto como um inimigo. Entretanto o filho de Testoride, Calcante, tinha partido também em busca de sua irmã sob o falso nome de Leucippo, encontrando-se já na corte de Ícaro, onde foi recebido com uma calorosa recepção e onde vive em absoluta paz, pois ninguém o reconheceu como grego. Mas o impensável aconteceu, Ícaro apaixonou-se pela bela escrava Irene, ignorando o facto de ela ser filha do seu inimigo. (http://www.rtp.pt/antena2/index.php?t=Joao-de-Sousa-Carvalho.rtp&article=63&visual=11&layout=20&tm=17&autor=64)

Testoride Argonauta
João de Sousa Carvalho (Estremoz, 1745 – Alentejo, 1799)

01. Sinfonia
02. Act 1: Scene 1: Ove t’inoltri, o principessa (Leucippo, Nicea)
03. Act 1: Scene 1: Nasconderó nel seno (Nicea); Scene 2: No, di sedurmi (Leucippo); Scene 3: L’augusta autorita (Icaro, Leucippo)
04. Act 1: Scene 3: Di giusto sdegno acceso (Leucippo); Scene 4: De’ giorni miei, Signor (Irene, Icaro)
05. Act 1: Scene 4: Ah proteggi o chiaro Dio (Icaro, Irene); Scene 5: Oh Dei, che miro! (Leucippo, Irene, Testoride)
06. Act 1: Scene 5: Ah, chi mai del mio destino (Testoride); Scene 6: Oh stelle, io mi sento morir! (Irene, Icaro)
07. Act 1: Scene 6: L’affanno mi uccide (Irene); Scene 7: Non so piu dov’io sia! (Icaro)
08. Act 1: Scene 7: Fieri sospetti atroci (Icaro)

09. Act 2: Scene 1: Aure tranquille (Leucippo, Irene); Scene 2: Fidati, Irene (Nicea, Leucippo, Irene); Scene 3: Ma donde nasce in te si fiero sospetto (Leucippo, Nicea)
10. Act 2: Scene 3: Del favor de’ doni suoi (Leucippo); Scene 4: Del mio povero cor qual fier governo (Nicea, Icaro); Scene 5: Dove s’intese, oh Dei (Icaro, Irene)
11. Act 2: Scene 5: Se la mia fe’ di diedi (Icaro); Scene 6: Misera me … (Irene, Testoride)
12. Act 2: Scene 6: Fra tanti martiri (Irene); Scene 7: Respiro: all’amor mio la combattuta figlia (Testoride)
13. Act 2: Scene 7: Nell’orror della procella (Testoride); Scene 8: Non lusingarti (Nicea, Icaro)
14. Act 2: Scene 8: Serbarsi fedele (Nicea); Scene 9: Ah mi vacilla il pie … (Irene, Icaro)
15. Act 2: Scene 9: Perfida no, non sei (Icaro, Irene, Leucippo); Scene 10: Dal giusto tuo rigore (Nicea, Icaro, Testoride, Irene, Leucippo); Scene 11: Dell’infame attentato (Icaro, Testoride, Irene, Leucippo)
16. Act 2: Scene 11: Goda lieto i giorni e l’ore (Icaro, Irene, Leucippo, Nicea, Testoride)

Testoride Argonauta, opera – 2009
Orquestre Baroque du Clemencic Consort
Regente: René Clemencic
Solistas: Curtis Rayam, Daniela Hennecke, Elisabeth von Magnus, Lina Åkerlund, Lucia Meeuwsen

Áudio gentilmente cedido pelo maestro, musicólogo e compositor Harry Crowl Jr.

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MP3 320 kbps -284,8 MB – 2.0 h
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Boa audição.

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Avicenna

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Música na Corte Brasileira – Vol. 4 de 5: Na Corte de D. Pedro II

mua%cc%83a%cc%8asica-na-corte-brasileira-vol-4_-na-corte-de-d-pedro-iiMúsica na Corte Brasileira – Vol. 4
Na Corte de D. Pedro II
1965

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O período de incertezas e agitação política, em que transcorreram a menoridade do Imperador-menino, D. Pedro II, e a sua mocidade, foi desfavorável à música nas suas expressões próprias. Ocorreu, então, um longo hiato, preenchido somente pelo movimento operístico, com a vinda assídua de companhias italianas. D. Pedro II, filho de musicistas, fez estudos musicais muito menos acurados do que os de seus pais. Ainda assim, criou condições para a formação de personalidades como Carlos Gomes e Pedro Américo. Assistia aos espetáculos de ópera e aos Concertos dos Clubes Mozart e Beethoven, que fazia questão de prestigiar.

Elias Álvares Lobo (1834-1901), paulista de Itu, é autor da primeira ópera composta e representada no Brasil. O libreto é de José de Alencar: A Noite de São João. Os festejos tradicionais cearenses que tinham inspirado o patriarca de nosso romance, análogos àqueles que ocorriam no interior de S. Paulo, inspiraram a primeira manifestação do nosso regionalismo no terreno da ópera. Foi representada no Rio de Janeiro (14-12-1860), e repetida seis vêzes, sob a regência do seu co-provinciano Carlos Gomes, dois anos mais môço que ele. A seguir, escreveu a ópera em 4 atos A Louca, sôbre libreto do Dr. Antonio Aquiles de Miranda Varejão. Não conseguindo levá-la à cena, vítima de maquinações insidiosas, renunciou à carreira de operista. A Abertura de A Louca é de extrema singeleza de recursos expressivos.

Nesse periodo a personalidade que se afirmou com maior relêvo foi a de Henrique Alves de Mesquita (1838-1906), compositor carioca, pistonista notável, que estudou em Paris com Francois Bazin e lá fez executar a Abertura Étoile du Brésil e a opereta Noivado em Paquetá, ali representada com o título de Une nuit au château. O seu maior êxito foi, porém, com O Vagabundo, a mais forte dentre as óperas de autores brasileiros anteriores às que Carlos Gomes escreveu a partir de O Guarani. A Abertura de A Noite no Castelo é a da antiga Noivado em Paquetá. Não confundir esta peça com a ópera juvenil de Carlos Gomes Noite do Castelo.

Pedro Teixeira de Seixas, mais conhecido por Pedro Teixeira, português, autor duma Missa em Mi Bemol ou “da Coroação“, é considerado pelo Visconde de Taunay “artista de mérito”, assinalou-se pela sua contribuição para o abastardamento da música sacra entre nós. Escreve dele Taunay: “Pedro Teixeira / …… /foi o principal propulsor da reforma da música sagrada, e o que ousou mais amplamente dramatizar os trênos sagrados, e converter a pedra d’ara dos altares no pavimento do hipocênio, onde se compassam as voluptuosas melodias da ópera italiana” … Pedro Teixeira foi proclamado o reformador da música, o homem do gosto moderno, e todos os artistas o foram imitando. Tínhamos, nas grandes festas, missa do Barbeiro, da Pêga Ladra, de Aureliano, da Cenerentola e da Italiana em Argel … No entanto, como escreve o alemão Bd. Theodor Boesch, eram aquí excelentes os bailados e dignos dos palcos da Europa. A Abertura do bailado Triunfo do Amor, de Pedro Teixeira, é bem de “ballet” pelos seus giros de índole coreográfica.

A Abertura A Castanheira, atribuída a Luiz Inácio Pereira, músico português, leve e de certa graciosidade devido ao caráter popular do seu tema, levanta o problema da autoria, já que entre os 15 entrementes, burletas e farsas portuguêsas de Marcos Portugal existe uma A Castanheira. A partitura, porém, menciona Luiz Inácio Pereira.

Eleutério Feliciano de Sena é anunciado como Mestre de Música, no Rio de Janeiro, no período entre 1855 e 1867. Eml 14-3-1848, publica um Hino em Aplauso do Faustosíssimo Dia do Aniversário Natalício de S. M. a Imperatriz do Brasil, com letra de Possidônio Antônio Alves. De sua autoria êste Andante Para Grande Orquestra.

A vinda ao Brasil de Louis Moreau Gottschalk (1829-1869), em 1869, ano em que aqui faleceu, teve consequências importantes para a evolução do teor operístico de nossa música. Brilhantíssimo virtuoso (a peroração da sua celebérrima Grande Fantasia Triunfal Sôbre o Hino Nacional Brasileiro foi incorporada por lsidor Philipp ao seu tratado das oitavas), os seus programas de concertos eram constituídos de obras de sua autoria, do gênero “salão”, porém, encerrando dificuldades técnicas, principalmente na parte da mão direita. Quase nenhum pianista trouxera ao nosso público, fanatizado pela ópera, a antiga música barroca dos tempos que findaram com a morte de José Maurício; e nem Beethoven, nem Schumann ou Chopin. Gottschalk fascinou incomparavelmente. Foram, porém, as suas peças “características” que despertaram o interêsse dos nossos compositores. Gottschalk, nascido em Nova Orleans, era norte-americano sulista, portanto de região de influência africana, além de espanhola e da do clima tropical. Daí as afinidades com os que aqui buscavam os elementos de caracterização da nossa música própria. Le Banjo, Esquisse Américaine, op. 15 (assim descrito no programa de 1-9-1869: “Nesta peça o autor procura imitar os bailes crioulos das fazendas norte-americanas e o instrumento com que êles se acompanham“) foi de efeito fulminante, e está longinquamente na raiz de numerosas “danças negras” compostas no Brasil.

Bamboula, Danse de Nègres (ou Bâmbola), op. 2, ainda teve alcanse mais direto para a nossa linguagem pianística. Certas das fórmulas que ali aparecem terão influído até em Ernesto Nazareth, nos seus tangos brasileiros e nas suas valsas, estas muito afins com as de Gottschalk.

Típico de costumes sociais da época é este Exulta, Oh Brasil, de Savério Mercadante (Altamura, Bari, 1795 – Napoles, 1870). Melodramático bastante prezado no seu tempo, autor de 60 óperas, e cuja La Vestale terá tido (apud Fernando Lopes Graça) alguma influência sobre o jovem Verdi, contra quem manifestou progressivo ressentimento, Mercadante escreveu esta peça com intenção manifestadamente laudatória.
Andrade Muricy, da Academia Brasileira de Música, 1965 (extraído da contra-capa do LP)

Elias Álvares Lôbo (1834-1901)
01. Abertura da ópera “A Louca”
Henrique Alves de Mesquita (1838-1906)
02. Abertura da ópera “A Noite no Castelo”
Pedro Teixeira de Seixas (?-1832)
03. Abertura do ballet “O Triunfo do Amor”
Luiz Inácio Pereira (Séc. XIX)
04. Abertura da ópera “A Castanheira”
Eleutério Feliciano de Senna (Séc. XIX)
05. Andante para Grande Orquestra
Louis Moreau Gottschalk (1829-1869)
06. Le Banjo, Esquisse Américaine, op. 15
07. Bamboula, Danse de Nègres, op. 2

Savério Mercadante (1795-1870)
08. Exulta, Oh Brasil

Música na Corte Brasileira, Vol. 4 de 5: Na Corte de D. Pedro II – 1965
Collegium Musicum da Rádio M.E.C. Maestrina Julieta Strutt & Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio M.E.C. Maestro Alceo Bocchino

Piano: Honorina Silva; Tenor: Mário Cesar Oliveira; Soprano: Ermelinda CoutoSelo Angel/Odeon, Coordenador-Assistente: Marlos Nobre

LP digitalizado por Avicenna.

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MP3 320 kbps – 80,5 MB – 38,4 min
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Boa audição.

Avicenna
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Música na Corte Brasileira – Vol. 3 de 5: Na Corte de D. Pedro I

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Na Corte de D. Pedro I
1965

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A Arquiduquesa d’Áustria, D. Leopoldina de Habsburgo, primeira esposa de D. Pedro I e mãe de D. Pedro II, escrevendo a seu pai, o lmperador Francisco I, em data de 19-11-1821, encaminha a este uma Missa cantada de Sigismond Neukomm e acrescenta que essa obra “contem duas fugas que, todos sabemos, vós muito gostais”. Passa então ao principal: “O meu marido é compositor também, e faz-vos presente de uma Sinfonia e Te Deum, compostos por êle; na verdade são um tanto teatrais, o que é culpa do seu professor (Marcos Portugal), mas o que posso assegurar é que êle próprio os compôs sem auxílio de ninguém”. D. Pedro I estudou teoria, harmonia, composição, flauta, clarineta, fagote, trombone, violino, celo. Tinha boa voz e cantava acompanhando-se êle próprio ao cravo e à guitarra. No entanto, os interesses afetivos e as preocupações políticas do monarca impediam-no de dar assídua atenção à vida musical. Assim, com a abdicação de D. Pedro I encerrou-se um período ainda de relativo esplendor devido principalmente, e de qualquer modo, à presença daqueles mestres insígnes, José Maurício, Marcos Portugal e Neukomm.

De José Maurício Nunes Garcia pouco resta no gênero instrumental puro. E eis, porém, surge há pouco a Overtura em Ré (como está inscrito nas suas partes), a extraordinária Abertura em Ré. Vem-nos ela dum passado talvez mais do que sesquicentenário; chega-nos com as suas intatas vivências, nobre e dramática de acentos, dum vigoroso dinamismo. E estruturada com mão de mestre, nos elementos pouco numerosos porém incisivos.  De imediato, a Abertura em Ré colocou-se na culminância não somente da música instrumental do Reino e do Império, como de nossa música sinfônica de todos os tempos, entre o melhor que, nesse terreno, temos produzido.

A Sinfonia de D. Pedro I (Queluz, Portugal 12-X-1798 Porto, 14-IX-1834) a que alude D. Leopoldina será possivelmente a obra agora cognominada Abertura Independência, antes sempre mencionada como Sinfonia Para Grande Orquestra. Será a mesma a que se refere a seguinte carta, de Gioacchino Rossini a D. Pedro ll e que foi publicada por Álvaro Cotrim (Álvarus) no seu livro sobre Daumier, ed. do S. de D. do M.E.C.: “Pendant le trop court séjour de sa Majesté l’Empereur Don Pedro à Paris j’ai fait exécuter au Théatre Italien uneouverture de sa composition qui était charmante, elle eut un grand succès, et comme par discrétion je n’ai pas nommé l’auteur on m’adressa des compliments croyant peut-être que la susdite overture était composé par moi, erreur qui ne déplaira pas à son auguste fills, qui pourrait bien en souvenir m’adresser un peu d’un café si célèbre de vos contrées. (Ass. DG. Rossini/Paris  5 avril/1866)” zelosamente conservada em São João del-Rei, cujas tradicionais orquestras possuem preciosos arquivos, sobretudo de música do Oitocentos. Apresenta na parte de 1.a clarineta a seguinte inscrição: “Ouvertura composta pelo Senhor D. Pedro I na época da Independência do Brasil“. A sua propensão para a composição é de maior evidência em outras obras por ele deixadas, como o Te-Deum para o batizado da lnfanta D. Maria da Glória, futura D. Maria II, ou o Credo – outrora muito executado em todo o Brasil – da missa cantada em 5 de dezembro de 1829, na Capela Imperial, escrita especialmente para a celebração de suas bodas com a Arquiduquesa D. Amélia de Leuchtenberg, sua segunda esposa.

Sigismond Neukomm (Salzburgo, 10-VII-1778 – Paris, 3-IV-1858), vindo na comitiva do Duque de Luxemhurgo, embaixador da Áustria, teve aqui posição e atividades abaixo do seu merecimento. Retornou à Europa (Paris) em 1821. A ele, no entanto, se deve o reconhecimento do valor do Padre José Maurício, por êle declarado “o maior improvisador do mundo”; a regência por José Maurício do Requiem de Mozart foi nestes termos por êle comentada no “Allegemeine Musik-Zeitung”, de Viena: “A execução da obra-prima mozartiana nada deixou a desejar.” Deu lições a D. Pedro I e a Francisco Manuel da Silva. É de sua autoria a primeira obra conhecida em que aparece um tema musical brasileiro: o belo capricho O Amor Brasileiro, no qual engastou a melodia de um lundu, obra essa encontrada em Paris por Mozart de Araujo, que também alí verificou a existência de uma Fantasia Para Grande Orquestra Sobre uma Pequena Valsa de D. Pedro I. Harmonizou modinhas do músico popular carioca Joaquim Manuel.

A Abertura “Le Héros” (O Herói) dedicada a D. Pedro I, é cabalmente reveladora da segurança artesanal de Neukomm.

A Missa de Nossa Senhora da Conceição (de “8 de dezembro”), de José Maurício, escrita em 1810, está provavelmente completa, porque naquela época era frequente encontrarem-se partituras de missas contendo somente o Kyrie, mais o Gloria, ou o Credo. A sua feição é predominantemente teatral, a exemplo de tantas do melhor repertório barroco, aí incluídas as de Haydn e Mozart. João de Freitas Branco narra: “Aliás D. João VI manifestara a Marcos Portugal o seu real desejo de que tornasse a sua música sacra mais leve e parecida com a profana – de ópera, está claro. (H. da M. Portuguêsa, 1959, Lisboa, p. 142‘)”. Assim, compreende-se que tantos elementos da linguagem musical do melodrama estejam acusados nessas páginas das quais, ainda assim, não estão excluídas a nobreza natural de inflexões expressivas, caracteristicas da música do Padre-Mestre, bem como a sua superioridade no trato da matéria coral.

Para Marcos Portugal, operista de renome europeu, cantado nos maiores teatros, com peças traduzidas até para o russo e o alemão, a Modinha saloneira não passaria de simples aria-minor e despretensiosa. Assim, esta delicada Cuidados, Tristes Cuidados, em que se afirma o melodista experiente.

D. Pedro I deixou-nos uma página que nunca mais saiu do sentimento de todos os brasileiros, e hoje já com leve pátina de simpático arcaismo: o Hino da Independência, letra de Evaristo da Veiga. Após a abdicação, a bordo da corveta “D. Amélia”, em viagem da Ilha da Madeira para o Pôrto – a fim de confirmar no trono de Portugal a sua filha D. Maria II – compôs o Hino da Carta Constitucional, Carta que iria outorgar para contrapô-la ao absolutismo de seu irmão D. Miguel. Esse hino foi mantido como Hino Nacional Português até a Revolução Republicana de 1910.

Bernardo José de Sousa Queiroz, músico português, radicado no Rio de Janeiro desde, parece, antes da chegada da Côrte, foi bastante considerado como operista e autor de peças leves, como a valsa O Aniversário, de 1838, ou o Lundum Variado, de 1839. Pelo “Jornal do Commercio”, em 1835, “oferece seus préstimos” como “mestre de música e compositor”. A Abertura em Si Bemol, de 1814, mostra um músico senhor do seu “métier”.
Andrade Muricy, da Academia Brasileira de Música, 1965 (extraído da contra-capa do LP)

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
01. Abertura Em Ré Maior
Imperador D. Pedro I (Queluz, Portugal, 1798 – idem, 1834)
02. Independência – Abertura
Sigismund Ritter von Neukomm (1778-1858)
03. O Herói – Abertura
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
04. Missa de Nossa Senhora da Conceição para 8 de dezembro de 1810 – Kyrie e Fuga
Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830)
05. Cuidados, Tristes Cuidados
Imperador D. Pedro I (Queluz, Portugal, 1798 – idem, 1834)
06. Hino da Carta Constitucional
Bernardo José de Souza Queiroz (Séc. XIX)
07. Abertura em Sí Bemol (1814)

Música na Corte Brasileira – Vol. 3 de 5: Na Corte de D. Pedro I – 1965
* Faixa 01 a 06: Associação de Canto Coral. Maestrina Cleofe Person de Mattos & Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio M.E.C. Maestro Alceo Bocchino
* Faixa 07 a 11: Collegium Musicum da Rádio M.E.C. Maestrina Julieta Strutt & Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio M.E.C. Maestro Alceo Bocchino
Selo Odeon, Coordenador-Assistente: Marlos Nobre

LP gentilmente ofertado pelo nosso ouvinte Antonio Alves da Silva e digitalizado por Avicenna.

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MP3 320 kbps – 93,6 MB – 40 min
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Avicenna

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Música na Corte Brasileira – Vol. 2 de 5: Na Corte de D. João VI

mua%cc%83a%cc%8asica-na-corte-brasileira-vol-2_-na-corte-de-d-joaa%cc%83eo-viMúsica na Corte Brasileira – Vol. 2
Na Corte de D. João VI
1965

Repostagem com novo e atualizado link.

A música de classe, que no Rio de Janeiro de D. João VI se executava no palco dos teatros, no coro das igrejas ou nos salões arlstocráticos, girava em tôrno de três nomes principais: José Maurício Nunes Garcia, Marcos Antonio Portugal e Sigismond Neukomm.

Marcos Portugal (1762-1830), músico português de renome, que D. João fez nomear Diretor dos Teatros e das Funções Públicas da Corte, era sobretudo, um autor dramático e só por ordem do Príncipe Regente compunha música religiosa.

Como músico, Marcos Portugal reunia, por assim dizer, todos os defeitos e todas as qualidades da escola italiana, da qual foi êle o primeiro grande representante no Brasil.

Já Sigismond Neukomm (1778-1858) era a antítese de Marcos Portugal. Possuindo, como este, uma sólida formação musical, sua obra era, no entanto, de cunho eminentemente camerístico e sinfônico, como convinha a um músico austríaco.

De Haydn, de quem foi o discípulo predileto, Neukomm assimilou as virtudes mais específicas da escola alemã.

Enquanto Marcos Portugal mandava reservar para sí o camarote de boca do Teatro S. João, para nele exibir, juntamente com a sua música, os seus punhos de renda e as suas comendas, Sigismond Neukomm, homem simples, comedido, preferia os saraus da residência do Consul da Rússia no Brasil, o Barão de Langsdorff, nos quais, em companhia do Padre José Maurício, executava as últimas novidades musicais chegadas da Europa.

Entre Marcos Portugal e Neukomm vagava a figura modesta, quase humilde, do Padre José Maurício (1767-1830), cuja obra, predominantemente sacra iria merecer, por isso mesmo, as preferências do Príncipe Regente, que, como se sabe, tinha entre as suas preocupações e vaidades a de ostentar o brilho da sua Real Capela.

Efetivamente, a produção do Padre, composta de mais de 400 obras, não inclui, segundo o Visconde de Taunnay, mais do que 4 obras profanas.

A êsse diminuto repertório pertence a ópera Zemira, da qual só chegou até nós a Abertura, datada de 1803 e em cuja partitura escreveu o autor que deveria ser executada “com relâmpagos e raios nos bastidores”.

Já no Te Deum, de 1811, o Padre-Mestre se integra no seu “métier” de autor sacro. O tratamento vocal, de admirável propriedade, é sublinhado por um suporte orquestral brilhante, enriquecido de contrastes dinâmicos e colorido de timbres. É uma peça magnífica, que se situa entre as melhores do catálogo do mestre.

De Marcos Portugal é a Abertura nº 16, peça que terá servido, porventura, de introdução ou prólogo a uma de suas óperas ou cantatas.

Antonio José do Rego, músico que suponho português, e Domingos Caldas Barbosa, o patriarca da modinha e do lundu, assinam, respectivamente a música e a letra da cantiga Ora Adeus Senhora Ulina. O original, para duo vocal e piano, foi publicado em Lisboa, em 1792, num curioso “Jornal de Modinhas” dedicado à S.A.R. a Princesa do Brasil D. Carlota Joaquina.

De autoria até bem pouco tempo controvertida, é a modinha Beijo a Mão que me Condena, peça muito citada pelos autores mas apenas atribuída a José Maurício. O próprio Mário de Andrade, nossa maior autoridade no assunto, não teve elementos para afirmar a verdadeira autoria da peça. Em 1958, porém, deparei na Biblioteca Nacional com a edição original, para voz e piano, dessa modinha famosa, saída da copistaria de P. Laforge, à Rua da Cadeia n.o 89 e em cujo frontispício se lê o nome por extenso do Padre-Mestre.

Na Chula Carioca, de Antonio da Silva Leite, Mestre de Capela do Porto, aparece pela primeira vez numa peça musical uma alusão à terra carioca. No original dessa peça, publicada em Lisboa em 1792, o autor recomenda o “acompanhamento de duas guitarras e hüa violla”.

Para as solenidades da Aclamação de D.João VI, em 1816, Marcos Portugal compôs e regeu o Hino da Aclamação, com o qual se encerra êste segundo volume da série “Música na Corte Brasileira”.
Novembro, 1965, Mozart de Araujo (extraído da contra-capa do LP)

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
01. Abertura da Ópera Zemira (1803) – Ouverture que Expressa Relâmpagos e Trovoadas
02. Te Deum das Matinas de São Pedro (1809) – 1. Te Deum Laudamus
03. Te Deum das Matinas de São Pedro (1809) – 2. Te Ergo Quae Sumus
04. Te Deum das Matinas de São Pedro (1809) – 3. Æterna Fac
05. Te Deum das Matinas de São Pedro (1809) – 4. Dignare Domine
06. Te Deum das Matinas de São Pedro (1809) – 5. In Te Domine Speravi

Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830)
07. Abertura nº 16
Antonio José do Rego (Séc. XVIII) & Domingos Caldas Barbosa (Séc. XVIII)
08. Ora a Deus Senhora Ulina
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
09. Beijo a mão que me condena
Antonio da Silva Leite (Portugal, séc. XVIII)
10. Chula carioca
Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830)
11. Hino para a Aclamação de D. João VI

Música na Corte Brasileira, Vol 2 – Na Corte de D. João VI – 1965
Faixa 01 e 06: Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio M.E.C., Regência: Alceo Bocchino
Associação de Canto Coral, Diretora: Cléofe Person de Mattos
Dircea Amorim, soprano. Juan Thibault, tenor. José Evergisto Netto, tenor.

Faixa 07 a 11: Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio M.E.C., Regência: Alceo Bocchino
Collegium Musicum da Rádio M.E.C, Regência: Julieta Strutt. Olga Maria Schroeter, soprano
Selo Odeon, Coordenador-Assistente: Marlos Nobre

LP gentilmente ofertado pelo nosso ouvinte Antonio Alves da Silva e digitalizado por Avicenna.

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Boa audição.

Avicenna

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Grandes Aberturas Francesas

Este é um cd importado cujo encarte não possui simplesmente nenhuma informação além da lista de músicas e compositores, a orquestra e o regente, ou seja, não se trata de uma grande produção, mas muito interessante para quem gosta de música clássica ligeira.

Na gravação a seguir temos oitos aberturas francesas com sete compositores românticos, com destaque para Louis Herold, Daniel Auber, Adolphe Adam, Luigi Cherubini e Etienne Mehul, esse último já postado aqui no blog . Talvez a mais popular dessas aberturas seja Zampa de Herold. Lembro-me de ter ouvido trechinhos de Zampa em alguns desenhos animados como Pica-Pau com o Andy Panda e um antigo da Turma do Mickey Mouse.

Bon appétit, mes amis!

.oOo.

Grandes Aberturas Francesas

1. Louis Herold – Zampa
2. Daniel Auber – La Muette De Portici
3. Adolphe Adam – La Poupee De Nuremberg
4. Adolphe Adam – Si J’Etais Roi
5. Etienne-Nicolas Mehul – La Chasse Du Jeune Henri
6. Francois Boieldieu – Le Calife De Bagdad
7. Luigi Cherubini – Medea
8. Andre Gretry – La Magnifique

Münchener Rundfunkorchester
Kurt Redel

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Segundo o Google Images, Abertura Francesa é isso aí acima.

Segundo o Google Images, Abertura Francesa é isso aí acima.

Marcelo Stravinsky

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Jean-Baptiste Lully (1632-1687): Bellérophon, tragédie lyrique de sur un livret de Corneille


Bela gravação ao vivo de mais uma ópera redescoberta de Lully. Trata-se de uma estreia mundial, produto da pesquisa musicológica de Christophe Rousset e equipe. Juntamente com um super-elenco e contando com performance realmente esplêndidas, Rousset chama-nos para a revelação de Bellérophon, ópera estreada em 31 de janeiro de 1679. É a história mítica de um herói destemido, cuja arrogância é punida pelos deuses. É claro que, como é uma história de guerra, Lully nos brinda com danças de todos os países e etnias que vão para a luta. É bem mais que uma curiosidade. Vale a pena.

Para quem sentia falta e reclama da ausência do barroco francês…

Jean-Baptiste Lully (1632-1687): Bellérophon, tragédie lyrique de sur un livret de Thomas Corneille (1625-1709)

DISQUE 1

1 Ouverture – 00:02:18
2 Prologue : Petit prélude : Apollon ; Apollon et les Muses : Préparons nos concerts ! – 00:01:54
3 Prologue : Marche pour l’entrée de Bacchus et de Pan – 00:00:53
4 Prologue : Bacchus ; Pan : Du fameux bord de l’Inde – 00:01:18
5 Prologue : Chœur d’Apollon et des Muses : Chantons, chantons le plus grand des mortels ! – 00:02:36
6 Prologue : Chanson d’un berger (Menuet I) : Pourquoi n’avoir pas le cœur tendre ? – 00:01:12
7 Prologue : Entrée des Aegipans et des Ménades – 00:00:38
8 Prologue : Menuet pour les bergers – 00:00:20
9 Prologue : Bacchus et Pan : Tout est paisible sur la terre – 00:00:54
10 Prologue: Apollon : Quittez, quittez, de si vaines chansons ! – 00:00:48
11 Prologue : Chœur d’Apollon, des Muses, de Bacchus et de Pan : Pour ce grand roi, redoublons nos effo – 00:01:24
12 Prologue : Ouverture (reprise) – 00:02:13
13 Acte I, sc. 1 : Sténobée, Argie : Non, les soulèvements d’une ville rebelle – 00:05:47
14 Acte I, sc. 2 : Sténobée, Philonoë : Reine, vous savez qu’en ce jour – 00:03:26
15 Acte I, sc. 3 : Sténobée, Argie : Et je croyais qu’une ardeur – 00:02:33
16 Acte I, sc. 4 : Prélude ; Le Roi, Sténobée ; Bruit de trompettes ; Sténobée ; Marche des Amazones et – 00:03:45
17 Acte I, sc. 5 : Le Roi, Bellérophon : Venez, venez goûter les doux fruits de la gloire – 00:02:18
18 Acte I, sc. 5 : Chœur des Amazones et des Solymes : Quand un vainqueur est tout brillant de gloire – 00:01:44
19 Acte I, sc. 5 : Premier air – 00:01:17
20 Acte I, sc. 5 : Second air; Chœur des Amazones et Solymes : Faisons cesser nos alarmes – 00:02:50
21 Acte II, sc. 1 : Ritournelle ; Philonoë, deux Amazones : Amour mes vœux sont satisfaits – 00:04:21
22 Acte II, sc. 2 : Prélude ; Bellérophon, Philonoë : Princesse, tout conspire à couronner ma flamme – 00:04:39
23 Acte II, sc. 3 : Sténobée, Bellérophon : Ma présence ici te fait peine ? – 00:02:03
24 Acte II, sc. 4 : Sténobée, Argie : Tu me quittes, cruel, arrête ! – 00:01:47
25 Acte II, sc. 5 : Ritournelle ; Sténobée, Amisodar : Vous me jurez sans cesse une amour éternelle – 00:03:33
26 Acte II, sc. 6 : Amisodar : Que ce jardin se change en désert affreux – 00:01:56
27 Acte II, sc. 6 : Premier air – 00:01:05
28 Acte II, sc. 7 : Amisodar, Magiciens : Parle, nous voilà prêts, tout nous sera possible – 00:03:37
29 Acte II, sc. 7 : Second air – 00:00:38
30 Acte II, sc. 7 : Chœur des Magiciens, Amisodar : La terre nous ouvre – 00:02:01

DISQUE 2

1 Acte III, sc. 1 : Ritournelle – 00:00:49
2 Acte III, sc. 1 : Sténobée, Argie : Quel spectacle charmant pour mon cœur amoureux ! – 00:02:31
3 Acte III, sc. 2 : Prélude ; Le Roi, Sténobée : Que de malheurs accablent la Lycie ! – 00:01:38
4 Acte III, sc. 3 : Le Roi, Bellérophon : Vous venez consulter l’oracle d’Apollon ? – 00:01:43
5 Acte III, sc. 4 : Le Roi, Philonoë, Bellérophon : Seigneur, à votre voix je viens joindre la mienne – 00:01:48
6 Acte III, sc. 5 : La Marche du Sacrifice ; 1er Chœur de Peuple : Le malheur qui nous accable – 00:02:19
7 Acte III, sc. 5 : Le Sacrificateur ; 2ème Chœur de Peuple ; Le Sacrificateur ; Symphonie ; 3ème Chœu – 00:04:28
8 Acte III, sc. 5 : Ritournelle ; Le Sacrificateur : Tout m’apprend qu’Apollon dans mes vœux s’intéres – 00:00:38
9 Acte III, sc. 5 : 6ème Chœur de Peuple : Assez de pleurs – 00:04:00
10 Acte III, sc. 5 : Le Sacrificateur : Digne fils de Latone et du plus grand des dieux ! – 00:00:23
11 Acte III, sc. 5 : La Pythie : Gardez tous un silence extrême ! – 00:01:49
12 Acte III, sc. 5 : Apollon ; Le Roi – Symphonie : Que votre crainte cesse ! – 00:01:09
13 Acte III, sc. 6 : Ritournelle ; Bellérophon, Philonoë : Dans quel accablement cet oracle me laisse ! – 00:05:09
14 Acte III, sc. 6 : Entracte – 00:01:15
15 Acte IV, sc. 1 : Ritournelle : Amisodar : Quel spectacle charmant pour mon cœur amoureux ! – 00:01:27
16 Acte IV, sc. 2 : Argie, Amisodar : Il faut pour contenter la reine – 00:02:12
17 Acte IV, sc. 2 : Chœur – voix derrière le théâtre, Amisodar : Tout est perdu le monstre avance ! – 00:00:44
18 Acte IV, sc. 3 : Une Napée, une Dryade : Plaignons les maux qui désolent ces lieux ! – 00:03:20
19 Acte IV, sc. 4 : Dieux des bois, une Napée, une Dryade : Les forêts sont en feu, le ravage s’augment – 00:02:28
20 Acte IV, sc. 5 : Le Roi, Bellérophon : Ah, Prince ! Où vous emporte une ardeur trop guerrière ? – 00:02:50
21 Acte IV, sc. 6 : Bellérophon, seul : Heureuse mort, tu vas me secourir – 00:02:18
22 Acte IV, sc. 7 : Prélude – 00:00:29
23 Acte IV, sc. 7 : Pallas, Bellérophon : Espère en ta valeur, Bellérophon, espère ! – 00:00:56
24 Acte IV, sc. 7 : Chœur de Peuple : Quel horreur ! Quel affreux ravage ! – 00:01:55
25 Acte IV, sc. 7 : Entr’acte – 00:00:32
26 Acte V, sc. 1 : Prélude – 00:00:51
27 Acte V, sc. 1 : Le Roi : Préparez vos chants d’allégresse ! – 00:01:26
28 Acte V, sc. 1 : Chœur de Peuple : Viens, digne sang des dieux, jouir de ta victoire ! – 00:01:05
29 Acte V, sc. 1 : Le Roi, Philonoë : Et toi, ma fille, abandonne ton âme – 00:01:29
30 Acte V, sc. 1 : Chœur de Peuple : Ô jour pour la Lycie à jamais glorieuse – 00:01:18
31 Acte V, sc. 2 : Pallas, Le Roi, Bellérophon, Philonoë, Chœur de Peuple – 00:04:05
32 Acte V, sc. 3 : Symphonie – 00:00:52
33 Acte V, sc. 3 : Pallas : Connaissez le fils de Neptune ; Symphonie – 00:00:38
34 Acte V, sc. 3 : Bellérophon, Philonoë : Enfin je vous revois princesse incomparable ; Le Roi : Jouis – 00:01:45
35 Acte V, sc. 3 : Chœur de Peuple : Le plus grand des héros rend le calme à la terre – 00:01:19
36 Acte V, sc. 3 : Premier air – 00:00:42
37 Acte V, sc. 3 : Second air – Fanfare ; Chœur de Peuple : Les plaisirs nous préparent leurs charmes – 00:03:09

Céline Scheen, Ingrid Perruche, Jennifer Borghi, sopranos
Cyril Auvity, Evgueniy Alexiev, Jean Teitgen, Robert Getchell, ténors
Chœur de Chambre de Namur
Les Talens Lyriques
Christophe Rousset

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Christophe Rousset: grande regente, enorme cravista

Christophe Rousset: grande regente, enorme cravista

PQP

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): A Flauta Mágica – Abbado


Morreu Claudio Abbado, um dos grandes nomes da regência do século XX e deste começo de século XXI. Conheci esse grande maestro ainda nos ano 80, graças a um amigo, descendente de italianos, que era fã dele, e que me presenteou com um LP que trazia ´O Pássaro de Fogo´ de Stravinsky, já nos tempos em que esteve à frente da Sinfônica de Londres. Adorei aquele LP, que me abriu as portas para a música do século XX. Virei seu fá, e claro, fui atrás de suas outras gravações, principalmente de compositores do século XX. Desde então acompanho sua carreira.

Seu período frente à Filarmônica de Berlim não me agradou muito, mas quando saiu e montou a Orchestra Mozart, voltei a ser seu fã. Não sei se tenho todas as gravações que ele realizou com essa orquestra, mas o que tenho adoro. Desde os Concertos para Violino com o Carmignola, que devo repostar, passando pelas sinfonias de Mozart, que postei ano passado, seus Pergolesi, que também pretendo repostar, além é claro, de suas gravações com a Maria João Pires. Infelizmente ainda não tenho um de seus últimos cds, gravado com sua amiga de longa data, Martha Argerich, onde, para variar, tocam Mozart, a grande paixão do maestro em seus últimos anos de vida.

Vou realizar estas postagens de acordo com minhas possibilidades.

E começo com um primor de gravação da minha ópera favorita, “A Flauta Mágica”, que realizou em 2006. Os solistas não me são conhecidos, com exceção, é claro, de René Pape. Ah, já falei que é gravado ao vivo?

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – A Flauta Mágica – Abbado

01. Ouverture
02. Nr. 1 Introduktion »Zu Hilfe! Zu Hilfe!« (Tamino, Die drei Damen)
03. Nr. 2 Arie »Der Vogelfanger bin ich ja« (Papageno)
04. »Papageno!« – »Ah! Das geht mich an!« (Die drei Damen, Papageno, Tamino)
05. Nr. 3 Arie »Dies Bildnis ist bezaubernd schon« (Tamino)
06. »Freue dich und fasse Mut, schoner Jungling!« (Die drei Damen, Tamino)
07. Nr. 4 Rezitativ und Arie »O zittre nicht, mein lieber Sohn!« (Königin der Nacht)
08. Nr. 5 Quintett »Hm, hm, hm« (Papageno, Tamino, Die drei Damen)
09. »Ha, ha, ha!« – »Pst, pst!« (Die drei Slaven)
10. Nr. 6 Terzett »Du feines Taubchen, nur herein!« (Monostatos, Pamina, Papageno)
11. »Bin ich nicht ein Narr« (Papageno, Pamina)
12. Nr. 7 Duett »Bei Mannern, welche Liebe fuhlen« (Pamina, Papageno)
13. Nr. 8 Finale »Zum Ziele fuhrt dich diese Bahn« (Die drei Knaben, Tamino, Priester, Sprecher, Chor)
14. »Wie stark ist nicht dein Zauberton« (Tamino)
15. »Schnelle Fube, rascher Mut« (Pamina, Papageno, Monostatos, Sklaven, Chor)
16. »Es lebe Sarastro! Sarastro soll leben!« (Chor, Pamina, Sarastro, Monostatos, Tamino)
17. Nr. 9 Marsch der Priester
18. »Ihr, in dem Weisheitstempel« (Sarastro, Zweiter Priester, Sprecher, Dritter Priester)
19. Nr. 10 Arie mit Chor »O Isis und Osiris« (Sarastro, Chor)
20. »Eine schreckliche Nacht!« (Tamino, Papageno, Sprecher, Zweiter Priester)
21. Nr. 11 Duett »Bewahret euch vor Weibertucken!« (Erster Priester, Zweiter Priester)

CD 2

01. Nr. 12 Quintett »Wie Wie Wie Ihr an diesem Schreckensort« (Die drei Damen, Papageno, Tamino, Priester
02. »Heil dir, Jüngling! Dein standhaft männliches Betragen« (Sprecher, Zweiter Priester, Papageno)
03. Nr. 13 Arie »Alles fühlt der Liebe Freuden« (Monostatos)
04. Nr. 14 Arie »Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen« (Königin der Nacht)
05. »Morden soll ich« (Pamina, Monostatos, Sarastro)
06. Nr. 15 Arie »In diesen heil’gen Hallen« (Sarastro)
07. »Hier seid ihr euch beide alleine überlassen« (Sprecher, Zweiter Priester, Papageno)
08. Nr. 16 Terzett »Seid uns zum zweitenmal willkommen« (Die drei Knaben)
09. »Tamino, wollen wir nicht speisen« (Papageno) – »Tamino! Du hier« (Pamina)
10. Nr. 17 Arie »Ach, ich fühl, es ist verschwunden« (Pamina)
11. »Nicht wahr, Tamino, ich kann auch schweigen« (Papageno)
12. Nr. 18 Chor der Priester »O Isis und Osiris (Chor)
13. »Prinz, dein Betragen war bis hieher männlich und gelassen« (Sarastro, Pamina)
14. Nr. 19 Terzett »Soll ich dich, Teurer, nicht mehr seh’n« (Pamina, Sarastro, Tamino)
15. »Tamino! Tamino! Willst du mich denn gänzlich verlassen« (Papageno, eine Stimme, Die drei Priester)
16. Nr. 20 Arie »Ein Mädchen oder Weibchen wünscht Papageno sich!« (Papageno)
17. »Da bin ich schon, mein Engel!« (Das alte Weib, Papageno)
18. Nr. 21 Finale »Bald prangt, den Morgen zu verkünden« (Die drei Knaben, Pamina)
19. »Der, welcher wandert diese Straße voll Beschwerden« (Die Geharnischten, Tamino, Pamina)
20. »Papagena! Papagena! Papagena! Weibchen! Täubchen!« (Papageno, Die drei Knaben, Papagena)
21. »Nur stille, stille, stille, stille!« (Monostatos, Königin der Nacht, Die drei Damen)

Rene Pape – Sarastro
Königin der Nächt – Erika Miklosa
Dorothea Röschmann – Tamina
Christoph Strehl – Pamino
Hano Müller-Brachman – Papageno
Julia Kleiter – Papagena
Mahler Chamber Orchestra
Claudio Abbado – Director

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O grande Ingmar Bergman montou e ainda fez um filme de sua versão cênica de A Flauta Mágica.

O grande Ingmar Bergman montou e ainda fez um filme de sua versão de A Flauta Mágica.

FDPBach

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