.: interlúdio:. Suíte Troileana / Lumière – Astor Piazzolla

Numa postagem anterior contamos como Dom Nonino, pai de Astor, salvou o filho para si e o gênio para nós, impedindo que o mesmo embarcasse no avião fatal de Gardel. Também contamos como Nadia Boulanger aconselhou o discípulo argentino a trilhar a senda do ‘si mesmo’, após vê-lo provar suas habilidades na imitação da arte de nomes como Debussy e Ravel. Um detalhe, segundo o próprio Astor, é que ela, após pedir-lhe que tocasse o que sabia de fato fazer, indagou se ele seria idiota de abandonar sua real natureza para ser um bom compositor erudito quando poderia ser único no que sabia fazer de fato – Tango; ou melhor, Novo Tango. Esta postagem traz duas obras: Suíte Troileana e Lumière. Lumière é a trilha sonora de um filme de 1976 com Jeanne Moreau, na qual destacamos a primeira faixa ‘Soledad’ pela sua profunda beleza e intensidade, tipicamente piazzólica; a segunda faixa ‘Muerte’ é uma daqueles momentos em que Astor nos desafia – convite aos fortes; seguida do luminoso tema ‘El Amor’ ou ‘Lumière’.

ehayieA Suíte Troileana, que se inicia na quinta faixa, foi uma dedicatória ao amigo, mentor e mestre do bandoneón Anibal Troilo (1914-1975), apelidado Pichuco, ou também Gordo Triste numa outra dedicatória de Astor. Aos 10 anos, o pequeno Anibal apaixonado pelo som dos bandoneóns que ressoavam nos bares do seu bairro em Buenos Aires, pediu a sua mãe Dona Felisa, que lhe desse uma daquelas caixas mágicas. Com este mesmo instrumento atravessaria toda a vida e Piazzolla em entrevista diz o quanto era inacreditável que conseguisse tocar daquela maneira naquele bandoneón velho e cheio de buracos no fole. Estreou aos 11 anos, mais tarde tocou num grupo de senhoritas e aos 14 anos tinha seu próprio quinteto, primeiro grupo dentre outros, dentre os quais contaria com Astor ao seu lado em sua orquestra e com quem gravou duas faixas em duo de bandoneóns, numa verdadeira conversa de cavalheiros. Dom Nonino, ao saber que o jovem filho andava em companhia de Troilo, dirigiu-se a ele e pediu que cuidasse bem do seu rebento. Troilo disse somente “deixe comigo”. ‘El Gato’, como o apelidou Troilo, aos 19 anos já era macaco velho nas noitadas e assim, ambos, de tango em tango e de um bife de chouriço a outro (maravilha das maravilhas portenhas); e claro, de garrafa em garrafa, viam o sol retornar invariavelmente ao fim de cada odisseia musical e boêmia, noite após noite – que inveja. Troilo se casou com uma grega, Dona Ida Dudui Kalacci, a ‘Zita’, homenageada na segunda peça da suíte de Astor. Comenta-se que Anibal, além de beber exemplarmente, também seria adepto das trilhas de pó cândido – e dai? Como diria o fantasma do velho Platão naquele poema do Yeats. Com a palavra Mr. Wilde: ‘não lamentemos que o poeta seja bêbado, mas que nem todo bêbado seja poeta’. Ora, este texto acaba se afigurando uma homenagem a Anibal, mas por que não, se a música presente já o é? Dando uma de Xenofonte para com Sócrates, vão aqui uns ‘ditos e feitos memoráveis’ de Pichuco. Quase à maneira de um teórico musical barroco discorrendo sobre a ‘teoria dos afetos’, Troilo nos diz: “El tono de la gente triste es el re menor. Re, fa, la es el acorde de los pobres, porque tiene color gris. La gente que sufre está toda en re menor.” Ainda em tom filosófico: “El sacrificio no está nunca en renunciar a lo que uno es. El verdadero sacrificio está en seguir siendo lo que uno es.” Palavras de Dona Zita: “Hoy va a tocar como Dios. Siempre toca como Dios cuando anda cerca del Diablo”. A um passo do fim Anibal deu todas suas camisas para um amigo, alegando que lá em cima não faria frio. O disco foi gravado em Milão, em 1975, ano da morte de Troilo e obviamente da composição da suíte a ele dedicada. Na gravação temos a participação do violinista Antonio Agri e de Daniel Piazzolla (filho do homem) aos sintetizadores.

xp22igAmbas as suítes têm algo em comum: beleza, densidade, intensidade, tanguedia, tragédia, tragicomédia, todas as dores e delícias do abismo de maravilhas que é a música de Astor. Talvez seja uma heresia, mas acresci ao disco as duas faixas de Astor em companhia de Troilo, descidas do youtube, que me parecem bem raras e fenomenais: ‘Volver’ e ‘El Motivo’. Se for pecado, o fogo eterno não me assusta depois dos verões bahianos. Estas suítes são o que certo escritor chamaria de uma longa jornada noite adentro. Coragem! Vale a pena, pois que de pequena a alma nada tem quando se trata de Piazzolla. Para que esse texto tenha sabor de filmes de James Bond, com alguma emoção a mais antes do final verdadeiro, só gostaria de mencionar que existe um Dia do Bandoneón, instituído pelo congresso Argentino em 2005, na data de 11 de julho, aniversário de Aníbal Troilo, um dos maiores em seu instrumento e no gênero musical, o imorredouro Tango.

Suíte Troileana / Lumière – Astor Piazzolla
Suite Troileana:
1) Bandoneón
2) Zita
3) Whiski
4) Escolaso

Lumiere (banda de sonido del film de J. Moreau):
5) Soledad
6) Muerte
7) El Amor
8) Evasión

9 El Motivo – Astor e Troilo duo
10 Volver – Astor e Troilo duo

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El Gato, Dona Zita e Pichuco. Felicidade e música.

El Gato, Dona Zita e Pichuco. Felicidade e música.

Wellbach

 

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.:interlúdio:. Libertango – Astor Piazzolla

Libertango foi gravado na Itália em 1974 com excelentes arranjos e intérpretes em torno do mestre. É uma suíte – assim como foi no princípio, para todo o sempre, desde o Pai João Sebastião de Eisenach, que também gostava de suítes. Libertango, Tristango, Undertango… Um trem bala de emoções, ou talvez um Expresso do Oriente – para ser mais clássico, com rosas e navalhas; pois que a música do mestre argentino talvez pudesse ser representada numa flor com pétalas de gillettes. Acho que furei o vinil desta gravação há umas três décadas atrás e por falar em vinil, falemos a boca pequena como as remasterizações costumam ser mal vindas, pois que os técnicos dos artefatos sonoros não são artistas, apenas cientistas e não fazem ideia que existem faces e interfaces em uma gravação. Existem solistas e acompanhadores e no seu ‘nobre’ esforço por ressaltar todos os matizes dos antigos registros, acabam por impor a cozinha à frente da sala. Dissecam as gravações e os mergulham em alguma mistura daquelas que o Heródoto em sua História nos aponta como a receita ideal para ser fazer múmias. Depois penduram os sons em algum varal no terraço de algum laboratório por uns dias e recolhem para colar tudo, nivelando com precisão geométrica as alturas. O resultado é que se ouvem mais os acompanhadores que os solistas e é uma bosta. Mas fazer o que… Sempre pagamos algum preço nesta vida.

25s283mMas a qualidade soberba do material não se discute. Sobre o tema que intitula o disco, é um dos mais reciclados do mestre, por ele mesmo e por uma infinidade de artistas. Já se comentou que se referiria á liberdade composicional do seu Tango Nuevo e quando estive em Buenos Aires numa formidável casa de espetáculos na qual até os cavalos dançavam tango – é sério! Serviram o tema com uma coreografia de caráter sexual, o que não me parece ter nada a ver, embora certamente Astor nada tivesse contra isso. Mas me parece que Libertango se referiria à sua sensação de liberdade ao se instalar nos EUA e lá dar curso às suas inovações sem o enchimento de saco dos conservadores da Argentina. Sabe-se que ele e sua família chegaram a sofrer ameaças e que ele mesmo foi atacado durante um ensaio, porém, homem precavido, armara-se de um sifão de metal e o estrago foi apreciável. Em uma entrevista ele ressalta a importância do músico fazer karatê e estar preparado a literalmente lutar por sua música – concordo inteiramente.

Sobre Astor comentamos à farta nas postagens anteriores, assim, pedindo socorro à poesia, trago aqui um dos meus poemas preferidos do formidável Ferreira Gullar. Me parece que neste arranjo de palavras estaria inscrito algo do sentido e intensidade e beleza deste disco, mas não pontifico sobre nada:

Pela rua

Sem qualquer esperança
detenho-me diante de uma vitrina de bolsas
na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, domingo,
enquanto o crepúsculo se desata sobre o bairro.
Sem qualquer esperança
te espero.
Na multidão que vai e vem
entra e sai dos bares e cinemas
surge teu rosto e some
num vislumbre
e o coração dispara.
Te vejo no restaurante
na fila do cinema, de azul
diriges um automóvel, a pé
cruzas a rua
miragem
que finalmente se desintegra com a tarde acima dos edifícios
e se esvai nas nuvens.
A cidade é grande
tem quatro milhões de habitantes e tu és uma só.
Em algum lugar estás a esta hora, parada ou andando,
talvez na rua ao lado, talvez na praia
talvez converses num bar distante
ou no terraço desse edifício em frente,
talvez estejas vindo ao meu encontro, sem o saberes,
misturada às pessoas que vejo ao longo da Avenida.
Mas que esperança! Tenho
uma chance em quatro milhões.
Ah, se ao menos fosses mil
disseminada pela cidade.
A noite se ergue comercial
nas constelações da Avenida.
Sem qualquer esperança
continuo
e meu coração vai repetindo teu nome
abafado pelo barulho dos motores
solto ao fumo da gasolina queimada.

Toda Poesia 1950 – 1980 – Ferreira Gullar
Editora Civilização Brasileira – 2ª edição 1981

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(…) Uma das faixas é o seu maior sucesso de público, Adios Nonino, tema pelo qual homenageou seu pai Dom Nonino. A quem devemos muito, como foi contado em postagens anteriores. Boa sorte a todos que aqui entrais – o que poderia estar escrito nos portais da música de Piazzolla, se acaso fosse alguma espécie de Inferno de dantescas maravilhas.

Libertango – Astor Piazzolla

  1. Libertango
  2. Meditango
  3. Undertango
  4. Adiós Nonino
  5. Violentango
  6. Novitango
  7. Amelitango
  8. Tristango

Bandoneon – Astor Piazzolla
Bass Guitar [E-BassGui] – Giuseppe Prestipino
Cello [1.Cello] – Paolo Salvi (tracks: 1)
Drums [Schlagzeug], Percussion [Perkussion] – Tullio De Piscopo
Flute [Baßflöte] – Gianni Bedori, Marlene Kessik
Flute [Flöten] – Gianni Baiocco, Hugo Heredia
Guitar [Gitarre] – Filippo Daccò
Marimba – Gianni Zilioli
Organ [Hammond C3] – Felice Da Vià, Gianni Zilioli
Piano – Felice Da Vià
Timpani, Percussion [Perkussion] – Andrea Poggi
Viola [1.Bratsche] – Elsa Parravicini
Violin [1.Geige] – Umberto Benedetti Michelangeli

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Wellbach

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.: interlúdio :. The New Tango – Astor Piazzolla & Gary Burton

Uma rosa numa mão e uma navalha na outra – esta impressão me veio quando de uma aula na qual fizemos a audição de diversos gêneros musicais e uma das faixas era Piazzolla. O que poderia escrever sobre sua música não cabe aqui, talvez nem em palavras. Posso dizer que é uma música que não costumo partilhar quando a ouço, porque há muito que compreendi o quanto a música pode incomodar os espíritos menos permeáveis, à beleza e a certas intensidades; talvez também pelo quanto a música pode dizer de nós mesmos; talvez porque certos whiskys só podem ser partilhados com muito poucos. Piazzolla, abrindo a cancela das impressões e da emoção, é abismo de maravilhas, é caminho sem fim e fim de caminho, também caminho perdido; é partida, volta e revolta. Tanguédia, tragédia, tragicomédia, melodinâmica – na impressão do amigo flautista Marco Moreno Pio (em memória); “pulsacion” e síncope, por vezes cardíaca. Densidade, intensidade e ansiedade. Lirismo e facada. A lona do ringue e o enfrentamento. A música de Piazzolla pode ser chamada de erudita, caindo no balaio das terminologias muitas vezes mal vindas ou falhas. É toda escrita com o rigor das peças chamadas eruditas, com espaços naturalmente para reinterpretações e improvisações – sempre muito benvindas. Astor, assim como outros tantos compositores do século passado, peregrinou ao templo da maga musical do século XX, Nadia Boulanger (1887-1997). E dela ouviu o mesmo que ouviu George Gershwin: “você já sabe escrever como Ravel, agora vá ser você mesmo”. Com este batismo de fogo na testa, Astor podia então dar curso à revolução do Tango; revolução essa que para muitos conservadores, até hoje, seria herética. Em uma viagem a Buenos Aires, perambulando por uma rua de antiquários no Bairro San Telmo, um respeitável senhor, me vendo passar com meu chapéu de aba larga, me indagou: “Buscas a Gardel?” Respondi: “Não, busco a Piazzolla!” Ele me olhou com estranheza e reprovação (risos). O pequeno Astor, que foi amigo e escudeiro de Gardel (que era de Marselha, conforme revelado recentemente), que lhe comprava jornais e cigarros. Gardel, vendo-o tocar tão bem o Bandoneon, queria que o acompanhasse numa viagem – aquela que lhe seria derradeira e fatal. O pai de Astor não o permitiu, alegando que ele somente teria esta liberdade quando concluísse os estudos. Salvou assim o filho para si e para a nós salvou o gênio – Viva Dom Nonino!

Este estupendo registro musical, conheci em vinil há décadas e diria que poderíamos considerar uma das melhores sínteses da música do mestre de Mar del Plata – o que em absoluto vem a excluir tudo o mais, ao contrário. O honradíssimo convidado é o vibrafonista Gary Burton, jazzman, da tradição de Lionel Hampton e Milt Jackson, entre outros. Nascido em Indiana, Burton foi autodidata em vibrafone e marimba desde os seis anos de idade; mais tarde encontraria sua grande inspiração no pianista Bill Evans. A assimilação do estilo de Astor por Gary é perfeita. O digo porque para outros não foi fácil, a exemplo do Kronos Quartet. Este formidável grupo de cordas, apesar de exímio, não satisfez ao mestre, que em meio a uma madrugada telefonou para o seu compadre violinista Fernando Suarez Paz, rogando que fosse imediatamente para os Estados Unidos, pois o quarteto não conseguia assimilar o que a sua música exigia nem reproduzir os efeitos necessários. Só assim foi possível o disco ‘Five Tango Sensations’. Burton se destaca e o faz, para além de sua habilidade e feeling, também através dos excelentes arranjos: Piazzolla estende o tapete vermelho para o vibrafone e Burton o honra devidamente, brilhantemente. A única ressalva que faria ao disco, só pra ser chato, é que o bandoneon e violino ficam em segundo plano em volume na gravação. Houve um excesso de cuidados na captação do vibrafone.

i592c5A atuação do mestre dispensa qualquer comentário. Ao seu lado, o fidelíssimo escudeiro Fernando Suarez Paz, para mim um dos maiores violinistas de todos os tempos. Assim como Duke não seria Ellington sem a paleta de cores de sua orquestra, nas figuras de Johnny Hodges, Cootie Williams, Harry Carney, Barney Bigard… Assim como Sherlock seria menos Holmes sem Watson e Dom Quixote menos poético sem Sancho Pança, Astor seria menos Piazzolla sem o seu grande comparsa de belezas musicais indizíveis. Um daqueles encontros através dos quais a arte conspira para nos legar espetáculos; ainda como Billie Holiday e Lester Young, enfim… Também o magnífico pianista Pablo Ziegler, outro fidelíssimo companheiro de intensidades sonoras, mais Hector Console no baixo. Convido-os então para o abismo de beleza que é a música de Astor Piazzolla.

“Suite for Vibraphone and New Tango Quintet”

  • Milonga Is Coming
  • Vibraphonissimo
  • Little Italy 1930
  • Nuevo tango
  • Laura’s Dream
  • Operation Tango
  • La Muerte del Angel

Astor Piazzolla – Bandoneon
Gary Burton – Vibraphone
Fernando Suarez Paz – Violino
Pablo Ziegler – Piano
Horácio Malvicino – Guitar
Hector Console – Bass
Recorded in the Montreux Festival, 1986.

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Retrato do menino Astor Piazzolla aos 12 anos, por Diego Rivera. New York, 1933.

Retrato do menino Astor Piazzolla aos 12 anos, por Diego Rivera. New York, 1933.

Wellbach

 

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Martha Argerich & Friends – Live from Lugano Festival 2003

Box FrontApós o choque inicial que a primeira postagem causou, vamos trazer a caixa referente ao ano de 2003. Esqueci de comentar em postagem anterior, mas o titulo deixa claro que o festival é de Música de Câmara. E o repertório explora obras dos séculos XVIII ao século XX. Papa finíssima, eu diria.

Os irmãos Capuçon, Gabriela Montero e Lilya Zilberstein serão presença frequente nestes CDs. A integração entre eles é única, coisa de gente que sabe o que faz.

Então vamos ao que viemos.

CD 1

01. Haydn – Piano Trio in G (Gypsy Rondo) – I. Andante
02. Piano Trio in G (Gypsy Rondo) – II. Poco adagio
03. Piano Trio in G (Gypsy Rondo) – III. Rondo all’ongarese Presto

Martha Argerich, Renaud Capuçon, Gautier Capuçon

04. Rachmaninov Six Duets op.11 – I. Barcarolle
05. Six Duets op.11 – II. Scherzo
06. Six Duets op.11 – III. Chanson russe
07. Six Duets op.11 – IV. Valse
08. Six Duets op.11 – V. Romance
09. Six Duets op.11 – VI. Slava (Gloria)

Lilya Zilberstein, Martha Argerich

10. Grieg Cello Sonata in A minor – I. Allegro agitato
11. Cello Sonata in A minor – II. Andante molto tranquillo
12. Cello Sonata in A minor – III. Allegro – Allegro molto

Gautier Capuçon, Gabriela Montero

CD 2

01. Arensky Piano Trio No.1 in D Minor Op.32 – I. Allegro Moderato – Adagio
02. Piano Trio No.1 in D Minor Op.32 – II. Scherzo Allegro Molto
03. Piano Trio No.1 in D Minor Op.32 – III. Elegia Adagio
04. Piano Trio No.1 in D Minor Op.32 – IV. Finale Allegro non troppo – Andante –

Polina Leschenko, Renaud Capuçon, Gautier Capuçon

05. Lutoslawsky  – Variations on a Theme by Paganini for two pianos
06. Franck Piano Quintet in F minor – I. Molto moderato quasi lento
07. Piano Quintet in F minor – II. Lento con molto sentimento
08. Piano Quintet in F minor – III. Allegro non troppo ma con fuoco

Martha Argerich, Giorgia Tomassi

CD Bônus

01. Piazzola Tangos Revirado
02. Tangos Adiós Nonino

Karin Lechner, Sergio Tiempo

03. Monteiro – Improvisation on a Theme from Beethoven´s First Piano Concerto

Gabriela Montero

04. Piazzola – Oblivion

Dora Schwarzberg, Jorge Andres Bosso
The Cello Concept

05. Rodrigues 0 La Cumparsita

Dora Schwarzberg, Jorge Andres Bosso
The Cello Concept

06. Music from the Gypsy, Hungarian and Romanian Traditions – I
07. Music from the Gypsy, Hungarian and Romanian Traditions – II
08. Music from the Gypsy, Hungarian and Romanian Traditions – III

Géza Hosszu-Legocki, The Five DeVils

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD BONUS – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Kenneth Benshoof (1933): Traveling Music – Astor Piazzola (1921-1992): Five Tango Sensations – Kronos Quartet: 25 anos [2/10]

front

  • Repost de 7 de Janeiro de 2016

Esse é o primeiro post que faço aqui no blog com um compositor que já morreu [há algum tempo]: Astor Piazzolla. Nem por isso sua música deixa de ser contemporânea. Sua música traz as raízes argentinas e latino-americanas para os tempos modernos, fazendo isso quase sempre de forma empolgante, já que usa bastante os ritmos do tango.

Os membros do Kronos Quartet não são latino-americanos, talvez por isso as Five Tango Sensations não tenham conseguido me convencer a sentir as sensações que descrevem. É apreciável, mas não sinto nenhuma empolgação que eu acho que deveria ter sentido ao ouvir uma música de um latino-americano, como eu geralmente sinto, por exemplo, aqui, ou aqui. Achei que isso não aconteceria, já que é Piazzola quem está tocando o bandoneon. Como nunca tinha ouvido essa obra anteriormente, posso estar errado e essas músicas serem assim mesmo, mais comedidas do que extravagantes. Talvez a culpa seja das minhas expectativas.

Four, for tango é bom, o quarteto trabalha muito bem com as cordas e mostra sua técnica já tão louvada, mas, como disse anteriormente, tem pouco de um espírito latino-americano. Mas tudo bem.

São duas estreias aqui, a primeira é minha, postando algo de um compositor que já viajou para o reino de Hades, e a segunda é a de Ken Benshoof aqui no blog. Compositor estadunidense, ele não tem nem uma página na Wikipedia, então pode-se dizer que é um compositor bem underground. Suas músicas são sombrias e introspectivas, bem diferente do John Adams que postei semana passada, por exemplo.

Semana que vem trarei o terceiro e o quarto álbum da coleção, Morton Feldman e Philip Glass, respectivamente. Dois minimalistas estadunidenses.

25 Years of the Kronos Quartet [BOX SET 2/10]

Kenneth Benshoof (1933):

Traveling Music
01 Gentle, easy
02 Moderate
03 Driving

04 Song of Twenty Shadows

Astor Piazzolla (1921-1992):

Five Tango Sensations*
05 Asleep
06 Loving
07 Anxiety
08 Despertar
09 Fear

10 Four, for Tango

Kronos Quartet:
David Harrington, violin
John Sherba, violin
Hank Dutt, viola
Joan Jeanrenaud, cello
Astor Piazzolla, bandoneón*

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

A partir de 1999, essa foi a segunda formação do Kronos Quartet. Com Jennifer Culp.

A partir de 1999, essa foi a segunda formação do Kronos Quartet. Com Jennifer Culp no violoncelo.

Luke

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Daniel Barenboim, Rodolfo Mederos e Hector Console dão show de Piazzolla

mi-buenos-aires-querido-tangos-among-friendsTangos

Daniel Barenboim, ao piano
Rodolfo Mederos, ao bandoneón
Hector Console, no baixo

Repostagem com novo e atualizado link.

Uma coleção de tangos, dos mais refinados e nostálgicos, interpretados por 3 monstros sagrados: Daniel Barenboim, ao piano, diretor da  Chicago Symphony Orchestra de 1991 a 2006, nascido na Argentina onde viveu até seus 9 anos de idade; Rodolfo Mederos, ao bandoneón, que por muitos anos tocou com Piazzolla, e Hector Console, no baixo, considerado um dos melhores intérpretes de Piazzolla, com quem tocou por muitos anos, também.

A inspiração clássica de Barenboim brilha na sua performance ao piano, e o sabor do tango é ditado pelo bandonéon de Rodolfo Mederos, evocando a doce melancolia de lembranças passadas, principalmente em Adiós Nonino. A coleção também inclui uma das mais refinadas interpretações de El Dia Que Me Quieras.

Viaje pelos tangos imortais da “Guardia Vieja” como Gardel e Troilo (Pichuco), através do genial Ginastera e se delicie com o revolucionário Astor Piazzolla.

Tudo temperado com o molho de Piazzolla.

1. Mi Buenos Aires Querido (Gardel, Le Pera)
2. Verano Porteño (Astor Piazzolla)
3. La Moza Donosa (Alberto Ginastera)
4. Don Agustin Bardi (Horacio Salgan)
5. Tzigane Tango (Astor Piazzolla)
6. Invierno Porteño (Astor Piazzolla)
7. Aquellos Tangos Camperos (Ubaldo De Lio, Horacio Salgan)
8. Adiós Nonino (Astor Piazzolla)
9. El Dia Que Me Quieras (Gardel, Le Pera)
10. Primavera Porteña (Astor Piazzolla)
11. A Fuego Lento (Horacio Salgan)
12. Otoño Porteño (Astor Piazzolla)
13. Contrabajeando (Astor Piazzolla, Anibal Troilo)
14. Bailecito (José Resta)

Mi Buenos Aires Querido – Tangos Among Friends – 1996
Daniel Barenboim (piano)
Rodolfo Mederos (bandoneón)
Héctor Console (Bass)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 320 kbps – 108,3 MB – 51,6 min
powered by iTunes 12.5.1

Acaricia mi ensueño, B Lov’d,
el suave murmullo de tu suspirar.
Como rie la vida
si tus ojos negros me quieren mirar.

Avicenna

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.: interlúdio :. Richard Galliano Septet – Piazzolla Forever

51C+9yZfJRLO excelente acordeonista francês Richard Galliano meio que incorporou Astor Piazzolla neste CD, em que dá um show de versatilidade, talento e virtuosismo. Detalhe: a gravação foi realizada ao vivo, com direito a palmas e tudo.
Na verdade, ele consegue dar um toque mais europeu, menos portenho, à obra do fantástico Piazzolla, mas isso não significa que estou depreciando este CD, ao contrário, o vejo como uma releitura, uma livre adaptação, como Gidon Kremer ou Al di Meola, ou YoYo Ma já o fizeram diversas vezes. A música de Piazzolla é tão intensa que os músicos a acabam incorporando, e suas execuções sempre são muito fortes e, com o perdão da redundância, intensas. O editorialista e crítico do site ‘All Music’ definiu o CD:
The impression is often one of roller coasters on a collision course that miraculously arc past one another at the last moment to escape fatal impact. The flow between players is seamless, as the ensemble shifts from careening off in multiple directions to more delicate melodic passages to inspired solo turns, all as if it were a single organism. This is music that commands the listener to indulge. It is a dense, heavy, and heady spread that will sustain and nourish those who abandon themselves to its riches.

01 – Otoño porteño
02 – Invierno porteño
03 – Sur – Regreso al amor
04 – Concerto pour bandonéon et orchestre ”Aconcagua”
05 – Milonga del angel
06 – Michelangelo
07 – Improvisation sur le thème ”Libertango”
08 – Laura et Astor
09 – Escualo
10 – Présentation du Septet
11 – Verano porteño
12 – Primavera porteña

Richard Galliano Septet

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.: interlúdio :. Astor Piazzolla (1921-1992) — Los Tangueros (com Pablo Ziegler e Emanuel Ax)


Este CD é muito bom, primoroso, de um nível difícil de encontrar por aí, mas… Falta sangue e sujeira nos pianos de Los Tangueros. O pessoal não entende que é preciso dar porrada. O que eles fizeram está bonito, mas o mestre Piazzolla, para citar um exemplo candente, tinha uma melhor leitura de si mesmo. O legal seria gravar estes pianistas no meio do mercado de San Telmo com um ouvindo o outro bem mal, errando bastante e com o público fungando e aplaudindo. Não adianta, lugar de cachorro e de tango é na rua. Eu sou um grande admirador do erro ao vivo, do erro por tesão. Isso aqui, apesar de lindo, está perfeito demais. Há que sujar. É minha opinião.

Astor Piazzolla (1921-1992) — Los Tangueros

1. Revirado 3:17
2. Fuga y misterio (Instrumental) 4:34
3. Milonga del Angel 6:18
4. Decarissimo (Instrumental) 2:35
5. Soledad (Instrumental) 8:03
6. La muerte del angel (Instrumental) 3:25
7. Adiós Nonino (Instrumental) 5:49
8. Libertango (Instrumental) 4:12
9. Verano Porteqo (Instrumental) 6:35
10. Michelangelo ’70 (Instrumental) 3:14
11. Buenos Aires Hora cero (Instrumental) 4:09
12. Tangata (Instrumental) 7:40

Pablo Ziegler e Emanuel Ax, pianos

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Suja as mãos, Emanuel!

Suja as mãos, Emanuel!

PQP

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Astor Piazzolla (1921-1992): Buenos Aires 8 – Buenos Aires Hora 8

buenos aires 8O consultor também tem seus dias de fúria:

— Diga aos queridos ouvintes do teu blog que comprem o María de Buenos Aires. É um LP duplo e sinceramente eu não gosto. Portanto, fora de cogitação.

Mas ele mandou este pá-pá-pá do Buenos Aires 8 para os saudosos dos joelhos dos anos 60.

Hoje vai sem texto explicativo.

Astor Piazzolla (1921-1992): Buenos Aires 8 – Buenos Aires Hora 8 (1970)

01. FUGA Y MISTERIO
02. ADIOS NONINO
03. LO QUE VENDRA
04. BUENOS AIRES HORA CERO
05. VERANO PORTEÑO
06. DECARISSIMO
07. MILONGA DEL ANGEL
08. LA MUERTE DEL ANGEL
09. RESURRECCION DEL ANGEL
10. CALAMBRE

Buenos Aires 8

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PQP

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Piazzolla (1921-1992) por Piazzolla: mais 4 CDs, resultado de pedidos carinhosamente atendidos por nossa consultoria

Nosso consultor ignora o funcionamento do SAC do PQP. Aqui, os pedidos raramente são atendidos e a gente costuma dar gostosas gargalhadas com as repetidas súplicas. “O link deixou de funcionar”, “Quero este CD”, “Preciso ouvir isso, disso depende minha vida”, tsc, tsc, tsc. Mas ele, o consultor, contrariamente a nós, revelou ter bom coração e resolveu, imaginem, atender alguns pedidos desesperados. Acabo de ouvir o quarteto de discos que ele nos enviou e ele é novamente portentoso, não tanto quanto este quinteto, mas mesmo assim portentoso, repito. É Piazzolla.

Abaixo, antes da relação de discos, obras e links, faço uma singela homenagem a meu pai, que amava especialmente a canção Los Paraguas de Buenos Aires, colocada no início do lado B de algum disco de Piazzolla-Baltar. Como ele sabia bem mais espanhol do que eu — costumava ouvir rádios de Buenos Aires na infância e na adolescência, talvez em busca de um mundo mais culto do que o de nossa triste província — , certamente entendia de ouvido a bela poesia que Horacio Ferrer escreveu para a música e que coloco agora para os pequepianos. Hoje sei que orillas não são orelhas e sim calçadas ou beiradas ou margens, que paraguas não são paraguaios e sim guarda-chuva, que fruteros devem ser pomares, etc.

Los Paraguas de Buenos Aires

Voz de Amelita Baltar
Letra de Horacio Ferrer
Música de Astor Piazzolla

Está lloviendo en Buenos Aires, llueve
Y en los que vuelven a sus casas pienso
Y en la función de los teatritos pobres
Y en los fruteros que a las rubias besan
Pensando en quienes ni paraguas tienen
Siento que el mío para arriba tira
“No ha sido el viento si no hay viento”, digo
Cuando de pronto mi paraguas vuela
“No ha sido el viento si no hay viento”, digo
Cuando de pronto mi paraguas vuela
Vuela…

Y cruza lluvias de hace mucho tiempo
La que al final mojó tu cara triste
La que alegró el primer abrazo nuestro
La que llovió sin conocernos antes
Y desandamos tanta lluvia, tantas
Que el agua esta recién nacida, vamos
Que está lloviendo para arriba, llueve
Y con los dos nuestro paraguas sube
Que está lloviendo para arriba, llueve
Y con los dos nuestro paraguas sube
Sube…

A tanta altura va querido mío
Camino de un desaforado cielo
Donde la lluvia a sus orillas tiene
Y está el principio de los días claros
Tan alta el agua nos disuelve juntos
Y nos convierte en uno solo uno
Y solo uno para siempre, siempre
En uno solo, solo, solo, pienso
Y solo uno para siempre, siempre
En uno solo, solo, solo, pienso
Pienso…

Pienso en quien vuelve hacia su casa
Y en la alegría del frutero
Y en fin, lloviendo en Buenos Aires sigue
Yo no he traido ni paraguas, llueve
Y en fin, lloviendo en Buenos Aires sigue
Yo no he traido ni paraguas, llueve
Llueve…

.oOo.

1965
CONCIERTO EN EL PHILARMONIC HALL DE NEW YORK (Quinteto)
Polydor 27136 L.P. Grabado en estudios en Buenos Aires.
TANGO DIABLO.
ROMANCE DEL DIABLO.
VAYAMOS AL DIABLO.
CANTO DE OCTUBRE.
MAR DEL PLATA ’70.
TODO BUENOS AIRES.
MILONGA DEL ANGEL.
RESURRECCION DEL ANGEL.
LA MUFA.
(Todos temas de A.Piazzolla).
Formación: Astor Piazzolla (bandoneón), Jaime Gosis (piano), Antonio Agri (violín), Kicho Díaz
(contrabajo), Oscar López Ruiz (guitarra).

ANOS 70
CON AMELITA BALTAR
PRELUDIO PARA EL AÑO 3001 (A.Piazzolla – H.Ferrer).
BALADA PARA MI MUERTE (A.Piazzolla – H.Ferrer).
BALADA PARA UN LOCO (A.Piazzolla – H.Ferrer).
VAMOS NINA (A.Piazzolla – H.Ferrer).
LAS CIUDADES (A.Piazzolla – H.Ferrer).
LOS PARAGUAS DE BUENOS AIRES (A.Piazzolla – H.Ferrer).
LA PRIMERA PALABRA (A.Piazzolla – H.Ferrer).
NO QUIERO OTRO (A.Piazzolla – H.Ferrer).
PEQUEÑA CANCION PARA MATILDE (A.Piazzolla – P.Neruda).
VIOLETAS POPULARES (A.Piazzolla – M.Trejo).
Várias formações

1985
MILVA – PIAZZOLLA (Quinteto)
Polydor 825 125-1-B L.P. Grabado en vivo en París en el teatro Bouffes du Nord.
BALADA PARA MI MUERTE (A.Piazzolla – H.Ferrer).
LOS PAJAROS PERDIDOS (A.Piazzolla – M.Trejo).
DECARISIMO (A.Piazzolla).
AÑOS DE SOLEDAD (A.Piazzolla – M.Le Forestier).
BALADA PARA UN LOCO (A.Piazzolla – H.Ferrer).
VAMOS NINA (A.Piazzolla – H.Ferrer).
YO OLVIDO (A.Piazzolla – D.McNeil).
CHE TANGO CHE (A.Piazzolla – J.C. Carriere).
PRELUDIO PARA EL AÑO 3001 (A.Piazzolla – H.Ferrer).
FINALE ENTRE BRECHT ET BREL (A.Piazzolla – C.Lemesle).
FORMACION:
Astor Piazzolla (bandoneón), Pablo Ziegler (piano), Fernando Suárez Paz (violín), Oscar López Ruiz
(guitarra), Héctor Console (contrabajo).

1986
HORA ZERO (Quinteto)
American Clave CD AMCL 1013. Grabado en EE.UU.
TANGUEDIA III.
MILONGA DEL ANGEL.
CONCIERTO PARA QUINTETO.
MILONGA LOCA.
MICHELANGELO ’70.
CONTRABAJISIMO.
MUMUKI.
(Todos temas de A.Piazzolla).
FORMACION:
Astor Piazzolla (bandoneón), Pablo Ziegler (piano), Fernando Suárez Paz (violín, Horacio Malvicino
(guitarra), Héctor Console (contrabajo).

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tango

PQP

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Piazzolla (1921-1992) por Piazzolla: 5 CDs criteriosamente escolhidos por nossa consultoria

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Foda. Sim, PQP Bach é foda. Um de nossos consultores entrou em contato conosco através do Facebook declarando possuir 60 LPs e 20 CDs de Astor. Em outras palavras, ele tem a atual discografia completa.

Algumas palavras de nosso consultor:

Posso colaborar com Piazzollas se precisar. Tenho tudo. // tens algum disco em mente? // passo pra mp3 e te mando // ou posso escolher? // vamos homenagear o velho // vou te mandar 4 (Mandou 5)  // dois novos e 2 com 10 anos de diferença // é que subir os 80 discos fica meio complicado // hehehe // mas tenho só Piazzolla por Piazzolla // nada de interpretações de outros // todos com ele tocando // não gosto muito de outras interpretações, perdem muito da violência intrínseca // que me (nos) gusta // para quem viu o velho tocando bem de perto … // ah sim, vi 3 vezes aqui (vi uma) // vou até ver se acho os ingressos para postar // acho que tenho ainda // essa minha mania de guardar coisas // hehehe // to pensando num disco bem antigo pra subir // não decidi ainda, só sei que não será dos de 78 rpm // um com interpretações bem diferentes // vou lá ver enquanto sobe aqui // coloquei tudo em 192 KBPs, acho é bom // vou subir depois o Piazzolla 1960, de vinil, no original, só vou tirar uns clicks.

Pedi-lhe la crème de la crème e abaixo está o resultado. Tchê, estou ouvindo o último disco. Cara, SÃO DEMAIS. Grandes discos, estou muito feliz.

Fonte das informações abaixo: aqui. Mais leitura aqui.

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PIAZZOLLA INTERPRETA A PIAZZOLLA (Quinteto) — 1961
RCA Victor AVL 3383 L.P.

ADIOS NONINO
BERRETIN
CONTRABAJEANDO (A.Piazzolla – A.Troilo)
TANGUISIMO
DECARISIMO
LO QUE VENDRA
LA CALLE 92
CALAMBRE
LOS POSEIDOS
NONINO.

Todos os temas são de Piazzolla, menos os indicados.

Astor Piazzolla (bandoneón), Jaime Gosis (piano), Simón Bajour (violin), Kicho Díaz (contrabajo), Horacio Malvicino (guitarra).

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PULSACION (Orquesta) — 1970
Trova ST 5038 L.P.

PULSACION 1
PULSACION 2
PULSACION 4
PULSACION 5
FUGA Y MISTERIO
CONTRAMILONGA A LA FUNERALA
ALLEGRO TANGABILE
TOCATA REA
TANGATA DEL ALBA.

Todos os temas são de Piazzolla.

Astor Piazzolla (bandoneón), Jaime Gosis (piano), Antonio Agri, Hugo Baralis (violines), Víctor Pontino (cello), Néstor Panik (viola), Kicho Díaz (contrabajo), Cacho Tirao (guitarra), Arturo Schneider (flauta y saxo), José Corriale (percusión), Tito Bisio (vibrafón, xilofón , campanelli). En los temas de Pulsación, Dante Amicarelli (piano) por Jaime Gosis, Simón Zlotnik (viola) por Néstor Panik y José Bragato (cello) por Victor Pontino.

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PIAZZOLLA 77 (Orquesta) — 1977
Trova DA 5011 L.P. Grabado en Italia. Sello Original: Carosello. Productor: Aldo Pagani.

CIUDAD TANGO
PLA-SOL-LA-SOL
LARGO TANGABILE
PERSECUTA
WINDY
MODERATO TANGABILE
CANTO Y FUGA.

Todos os temas são de Piazzolla.

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TANGO APASIONADO — 1988
American Clave Nº 1019. Grabado en EE.UU.

PROLOGUE TANGO APASIONADO
MILONGA FOR THREE
STREET TANGO
MILONGA PICARESQUE
KNIFE FIGHT
LEONORA’S SONG
PRELUDE TO THE CYCLICAL NIGHT
BUTCHER’S DEATH
LEIJIA’S GAME
MILONGA REPRISE
BAILONGO
LEONORA’S LOVE
FINALE TANGO APASIONADO
PRELUDE TO THE CYCLICAL NIGHT (Part Two).

Todos os temas são de Piazzolla.

FORMACION:
Astor Piazzolla (bandoneón). Pablo Zinger (piano; no hay error se trata de otro pianista; Zinger suele colaborar con Paquito D’ Rivera), Fernando Suárez Paz (violín). Paquito D’Rivera (saxo alto). Andy González (bajo). Rodolfo Alchourrón (guitarra).

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LA CAMORRA (Quinteto) — 1989
American Clave Nº 1021. Grabado en EE.UU.

SOLEDAD
LA CAMORRA I
LA CAMORRA II
LA CAMORRA III
FUGATA
SUR – LOS SUEÑOS
REGRESO AL AMOR.

Todos os temas são de Piazzolla.
Histórico: es la última grabación del Quinteto.

FORMACION:
Astor Piazzolla (bandoneón), Pablo Ziegler (piano), Fernando Suárez Paz (violín), Horacio Malvicino (guitarra), Héctor Console (contrabajo).

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Ainda bem que abriste os botões da camisa, Astor

Ainda bem que abriste os botões da camisa, Astor

PQP

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Fiesta Criolla (Latin American Orchestral Works) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Você deve estar achando que eu coloco o selo IM-PER-DÍ-VEL pra qualquer um, não é? Mas, caro usuário/ouvinte, você não faz ideia de como este álbum é uma completa delícia!

Ao olhar para a orquestra, a Württembergische Philharmonie Reutlingen, é de se pensar se a corporação teuta daria conta do molejo necessário para as peças que se propõe executar. Mas aí vemos o nome do regente, Gabriel Castagna, argentino, e tudo começa a fazer sentido, não só pelo bom movimento das obras mas também pela predominância de compositores de seu país natal.

Ele já começa impondo respeito, com o estrondoso Milongón Festivo, de Piazzolla. Estou falando disso aqui, ó:

Só essa já valeria o download, mas inicia-se a partir dela um verdadeiro desfile de sonoridades, cadências de várias partes da Argentina e também do Peru, do Brasil e da Colômbia, todas de compositores do século XX, com acordes difíceis e inteligentes, com pegada e discurso nacionalista, com fusões de ritmos populares. Obras densas, variadas que esboçam todo um mosaico cultural da América do Sul.

O CD ainda ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Música Clássica de 2012. É bom mesmo!

Guarde uma horinha para ouvir isso… E pirar!
Ouça! Ouça muito! Deleite-se! Atinja o Nirvana!

Fiesta Criolla
Latin American Orchestral Works

Astor Piazzolla
01. Milongón Festivo (arr: Gabriel Castagna)
Manuel Gómez Carrillo
02 a 05. Fiesta Criolla, em 4 movimentos
Juan José Castro
06. Arrabal de la “Sinfonía Argentina”
Manuel Gómez Carrillo
07. Rapsodia Santiagueña
Theodoro Valcárcel Caballero
08 a 11. Concierto Indio para Violín y Orquesta
Francisco Mignone
12. Congada
Guillermo Uribe Holguín
13 a 15. Tres Danzas
Alberto Williams
16. Primera Obertura de Concierto Op. 15

Nora Chastain, violino (faixas 08 a 11)
Württembergische Philharmonie Reutlingen
Gabriel Castagna, regente

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Partituras e outros que tais? Clique aqui

É… Quando eu disse Fiesta Criolla não era bem isso. Mas ilustra, vai…

Bisnaga

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Astor Piazzolla (1921-1992): Tangos del Ángel y del Diablo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Neste quase Natal, um presente para os pequepianos: uma bela coletânea dos Tangos do Anjo e do Diabo de Astor Piazzolla com o compreensivo e super internacional ChamberJam Europe. Às vezes tenho a impressão de que tenho um anjo sobre meu ombro direito me sussurrando coisas. Como não há sentido em existir um anjo sem seu respectivo diabo, tenho no ombro esquerdo, é claro, o diabo com suas armas e habilidades superiores de persuasão. E aqui, neste CD, o diabo volta, de certa forma, a vencer. O Romance del Diablo é uma maravilha e, do lado do anjo, o melhor que há é La Muerte del Angel. Mas tudo isso é brincadeira.  Ouçam o CD porque vale a pena.

(Há pequenos ruídos em uma ou duas faixas, mas nada que vá matar alguém. Se você tiver o CD sem falhas em mp3, envie-nos as correções que a gente dá um jeito).

Astor Piazzolla (1921-1992): Tangos del Ángel y del Diablo

1 Introduccion al Angel 5:31
2 Milonga del Angel 6:49
3 La Muerte del Angel 3:00
4 Resurreccion del Angel 7:20
5 Tango del Diablo 4:25
6 Romance del Diablo 7:10
7 Vayamos al Diablo 1:47

ChamberJam Europe:
Natacha Kudritskaya, piano
Marcelo Nisinman, bandoneon
Daniel Rowland, violin
Alberto Mesirca, guitar
Zoran Markovic, double-bass

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O pessoa do ChamberJam Europe dando um rolê por aí

O pessoa do ChamberJam Europe dando um rolê por aí

PQP

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A Quatro Mãos: Reimagine – Anderson & Roe Piano Duo

71nqPbHmeIL._SX355_Fred Astaire e Ginger Rogers transpostos da pista de dança para o teclado“.

Só este veredito acerca do trabalho do duo pianístico de Greg Anderson e Elizabeth Joy Roe já bastaria, cauteloso que sou acerca das sensibilidades da ala ultrarradical de nossos leitores-ouvintes, para colocar um sinal de .:interlúdio:. na frente do título. O duo Anderson & Roe, afinal, é jovem, bem-apessoado, bastante performático nos palcos, faz sucesso entre públicos que jamais sonhariam em escutar música para dois pianistas e, sacrilégio talvez maior ainda, usam amplamente a internet para granjearem sua fama.

Não coloquei qualquer ressalva .:interlúdica:., incluí os jovens em meio a gravações de Argerich, Barenboim e Lupu, e já ouço, por isso, os tomates zunindo em minha direção. Apresso-me em alcançar-lhes o contraponto: estes dois egressos da Juilliard School são excelentes pianistas, ótimos arranjadores e, de quebra, ainda têm um sensacional trabalho de duo. Vê-los tocando (e convido os leitores-ouvintes a explorarem a cybersfera para tanto) é se embasbacar com a precisão com que esses jovens dividem um teclado, entrecruzando as mãos de maneiras que não parecem fisiologicamente plausíveis, e a clareza que mantêm em linhas melódicas que mesmo grandes pianistas deixam nubladas. Talvez falte um tanto de “peso” a este CD, que, à exceção da boa interpretação para a “Sagração da Primavera” de Stravinsky, é um bonito balaio de gatos composto tão só de transcrições e paráfrases de curtas obras alheias. O duo lançou posteriormente álbuns mais coesos, entre os quais um primoroso “The Art of Bach” que, depois que eu sair da base da pilha de pedras, eu postarei para vocês se os bramidos nas caixas de comentários não forem tão ferozes.

ANDERSON & ROE – REIMAGINE

01 – “Danse Macabre (remix)”, sobre “Dança Macabra, Poema Sinfônico Op. 40 de Charles-Camille SAINT-SAËNS (1835-1921)

02 – “The Swan”, sobre “O Cisne” de “O Carnaval dos Animais”de Charles-Camille SAINT-SAËNS (1835-1921)

03 – “A New Account of the Blue Danube Waltzes”, baseado em “An die schönen blauen Donau”, Op. 314 de Johann STRAUSS (1825-1899)

04 – “The Cat’s Fugue”, sobre o tema da Sonata em Sol menor, K. 40, “A Fuga do Gato”, de Domenico SCARLATTI (1685-1757)

05 – Libertango, sobre obra de Astor Pantaleón PIAZZOLLA (1921-1992)

06 – “The Cuckoo in Sussex”, sobre “Le Coucou” de Louis-Claude DAQUIN (1694-1772)

07 – “Erbarme dich”, sobre ária da “Paixão segundo Mateus” de Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Igor Fyodorovich STRAVINSKY (1882-1971)

A Sagração da Primavera, para dois pianos
08 – Introduction to Part I
09 – The Augurs of Spring
10 – Ritual of Abduction
11 – Spring Rounds
12 – Ritual of the Two Rival Tribes
13 – Procession of the Oldest
14 – The Kiss of the Earth
15 – The Dancing Out of the Earth
16 – Introduction to Part II
17 – Mystic Circle of the Young Girls
18 – Glorification of the Chosen One
19 – Evocation of the Ancestors
20 – Ritual Actions of the Ancestors
21 – Sacrificial Dance

Charles-Camille SAINT-SAËNS (1835-1921)
22 – Danse Macabre, Op. 40 (arranjo de Anderson & Roe)

Greg Anderson e Elizabeth Joy Roe, pianos e arranjos

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Eu disse que eles eram performáticos!

Eu disse que eles eram performáticos!

 

Vassily Genrikhovich

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A Família das Cordas: Playing for the World – The New Violin Family

newviolinfamilyPois a história de Grigoriy Sedukh e seus violinos miúdos não parou em sua gravação que apresentamos ontem: esses instrumentos são apenas três duma série de oito, concebidos e confeccionados pela luthier Carleen Hutchins para reproduzir, em diferentes tamanhos, as qualidades sônicas do violino.

A luthier buscava criar um conjunto de instrumentos, ao estilo dos consorts de violas do século XVII, que tivessem características sonoras homogêneas, baseadas no violino. Seu trabalho, que envolveu colaboração com físicos, resultou num octeto de instrumentos que vão do sopranino ao contrabaixo, mas que são, essencialmente, violinos.

octet horizontal

Um desses instrumentos, o violino contralto, foi usado por Yo Yo Ma para tocar o Concerto para viola de Bartók, com recepção mista. Alguns saudaram o som como “revelador”, mas muita gente estranhou. A riqueza de timbre da viola se perde em prol de mais brilho e projeção, que é… bem, justamente aquilo que a gente não espera de uma viola.

Não obstante, várias instituições dedicam-se à divulgação do legado de Hutchins, alguns com devoção quase religiosa a sua figura, e comissionando novas composições para o peculiar conjunto instrumental.

Sério: olhem o T A M A N H O do violino contrabaixo!!!

Sério: olhem o T A M A N H O do violino contrabaixo!!!

Nesse álbum, gravado no que parece ser um congresso da The New Violin Family Association, várias peças de exibição são tocadas nos diversos instrumentos do octeto. A qualidade um tanto precária da gravação deixa para a nossa imaginação muito do tão apregoado brilho desses novos instrumentos, mas ouvir a Fantasia de Vaughan Williams tocada por eles, numa massa sonora mais homogênea que uma orquestra de cordas moderna, faz pensar que o sonho de Hutchins pode ter virado realidade.

Mais sobre a The New Violin Family Association em seu sítio na grande rede.

THE NEW VIOLIN FAMILY – PLAYING FOR THE WORLD

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
01 – Suíte no. 2 em Si menor, BWV 1067 – Badinerie

Jean-Marie LECLAIR (1703-1777)
02 – Sonata em Mi maior – Adagio

Johann Sebastian BACH
03 – Concerto em Ré menor para dois violinos e orquestra, BWV 1043 – Largo

Marin MARAIS (1656-1728)
04 – L’Agréable

05 – Improvisação de Stephen Nachmonavitch e Sera Smolen

Jules Émile Frédéric MASSENET (1842-1912)
06 – Thaïs – Méditation

Diana GANNETT (1947)
07 – Simple Grace

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
08 – Evgenyi Onegin, Op. 24 – Ária de Lensky

Ottorino RESPIGHI (1879-1936)
09 – Danze ed Arie Antiche – Danza d’il Conte Orlando

George GERSHWIN (1898-1937)
10 – Porgy and Bess – Summertime

Ástor Pantaleón PIAZZOLLA (1921-1992)
11 – Libertango

Ralph VAUGHAN WILLIAMS (1872-1958)
12 – Fantasia em vinte e três partes sobre um tema de Tallis

Albert Consort
Hutchins Consort
The New Violin Family Association Festival Orchestra

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A família completa

A família completa

Vassily Genrikhovich

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Richard Galliano (1950) – Opale Concerto (1994), et. all. – Astor Piazzolla (1921-1992) – Oblivion, Concerto pour Bandonéon – Galliano, I Sollisti Dell’Orchestra della Toscana

passatoriMagnífico esse cd do acordeonista francês Richard Galliano, que mostra toda a versatilidade e sensibilidade desse excepcional músico, um dos maiores nomes de seu instrumento da atualidade. Sua dedicação à obra de Astor Piazzolla é mais que conhecida, já postamos outros cds dele aqui interpretando o compositor argentino.
Neste CD que ora vos trago, Galliano mostra seu lado compositor. E que grande compositor ele é. Começa com o piazzollaniano “Oppale Concerto”, composto para Acordeon e Orquestra de Cordas. E não por acaso, conclui com o magnífico “Concerto pour Bandoneon”, do próprio Piazzolla. Entre essas duas obras, que eu chamaria de obras de fôlego, temos uma das mais inspiradoras e sensíveis versões do clássico “Oblivion”, do mestre argentino, e outras obras de Galliano, tão belas quanto o seu concerto. Destaque para “La Valse à Margaux”, com aquela típica sonoridade francesa.
Classificaria facilmente esse belíssimo CD como IM-PER-DÍ-VEL !!, mas não é necessário. Os senhores irão chegar a essa mesma conclusão sozinhos, ao sentarem-se em suas melhores poltronas, degustando um bom vinho.

01. Galliano – Opale Concerto – I. Allegro furioso
02. Galliano – Opale Concerto – II. Moderato malinconico – nobile e espressivo
03. Galliano – Opale Concerto – III. Allegro energico
04. Piazzolla – Oblivion
05. Galliano – San Peyre
06. Galliano – La Valse a Margaux
07. Galliano – Melodicelli
08. Galliano – Habanerando
09. Piazzolla – Concerto pour Bandoneon – I. Allegro marcato
10. Piazzolla – Concerto pour Bandoneon – II. Moderato
11. Piazzolla – Concerto pour Bandoneon – III. Presto

Richard Galliano – Acordeon, Conductor
I Sollisti Dell’Orchestra della Toscana

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Richard Galliano fazendo o que mais gosta: tocar Acordeon

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Astor Piazzolla (1921-1992): Tango Ballet, Concierto Del Angel, Tres Piezas Para Orquesta De Camara

51wf9EFWttLLINK REVALIDADO !!!

Hoje, no Sul21, saiu um longo artigo sobre Piazzolla. Acho que vale a pena. Está cheio de vídeos e informações legais.

~o~

Este disco certamente é um os melhores de Piazzolla que foram lançados após a morte do compositor. Desconhecia o Tango Ballet e fiquei efetivamente APAIXONADO pela música. Já o Concierto Del Angel e as Tres Piezas são mais conhecidas e tão grandes quanto. A alegre orquestra de Gidon Kremer rende DEMAIS, ABSURDAMENTE, no Concierto Del Angel. Dá para sentir o tesão dos músicos, felizes de tocar Piazzolla. Sobre a qualidade deles… É o que eu sempre digo, deve ser a água do Báltico. Como tem músico bom naquela parte do mundo! Esses aí são uns animais, vou lhes contar.

AB-SO-LU-TA-MEN-TE  IM-PER-DÍ-VEL !!!

Piazzolla: Tango Ballet, Concierto Del Angel, Tres Piezas Para Orquesta De Camara

1. Tango Ballet For Violin And String Orchestra: Titulos
2. Tango Ballet For Violin And String Orchestra: La Calle
3. Tango Ballet For Violin And String Orchestra: Encuentro-Olvido
4. Tango Ballet For Violin And String Orchestra: Cabaret
5. Tango Ballet For Violin And String Orchestra: Soledad
6. Tango Ballet For Violin And String Orchestra: La Calle

7. Concierto Del Angel For Violin, Bandoneon, Double Bass, Piano And String Orchestra: Introduccion Al Angel
8. Concierto Del Angel For Violin, Bandoneon, Double Bass, Piano And String Orchestra: Milonga Del Angel
9. Concierto Del Angel For Violin, Bandoneon, Double Bass, Piano And String Orchestra: La Muerte Del Angel
10. Concierto Del Angel For Violin, Bandoneon, Double Bass, Piano And String Orchestra: Resurreccion Del Angel

11. Tres Piezas Para Orquesta De Camara – For Piano And String Orchestra: Preludio: Lento
12. Tres Piezas Para Orquesta De Camara – For Piano And String Orchestra: Fuga: Allegro
13. Tres Piezas Para Orquesta De Camara – For Piano And String Orchestra: Divertimento: Allegro Molto

Astor Quartet
Kremerata Baltica
Gidon Kremer

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PQP

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Astor Piazzolla – Tracing Astor – Gidon Kremer & Kremerata Baltica

FrontAstor Piazzolla é meio que unanimidade aqui no PQPBach. Todos amamos sua música incondicionalmente. Desde a primeira vez que o ouvi, em seu magnífico disco com Amelita Baltar, onde tocavam “Balada de un Loco” foi paixão a primeira audição. O velho LP ainda está guardado ali na estante, mas estou sem um toca discos decente para ouvi-lo.
O violinista Gidon Kremer abraçou a causa “Piazzolla” há alguns anos e já lançou alguns cds onde interpreta a obra do compositor argentino, não sei dizer quantos. Um deles, inclusive, cheguei a postar por aqui. Mas o curioso é como um lituano, Kremer, conseguiu compreender a obra de um argentino compositor de tangos, uma música que necessita de sangue, suor e lágrimas para interpretá-la.
Esse CD que ora vos trago foi lançado em 2001. Emocionante e delicado como não deveria deixar de ser um CD com obras de Piazzola, ou mesmo inspiradas nele. Destaco a magnífica “”Chuiquilín de Bachin”, interpretado por um trio de cordas, mas que tem a participação mais que especial de Horacio Ferrer, um dos letristas favoritos de Piazzola. O inconfundível sotaque porteño na voz de Ferrer é no mínimo, emocionante. Espero que apreciem.

1 La Calle 92
Ula Ulijona – viola
Marta Sudraba – Cello

2-4 Tango – Etudes
Gidon Kremer – Violin

5 Chiquilín de Bachin
Horacio Ferrer – Voice
Gidon Kremer – Violin
Ula Ulijona – Viola
Marta Sudraba – Cello

6 Rio Sena
Gidon Kremer – Violin
Ula Ulijona – Viola
Marta Sudraba – Cello

7-9 Tango – Etudes
Gidon Kremer – Violin

10 Viollonceles, Vibrez!
Marta Sudraba & Sol Gabetta – Cellos

11 Milonga sin Palabras
Gidon Kremer – Violin
Ula Ulijona – Viola
Marta Sudraba – Cello

12 Tracing Astor
Gidon Kremer – Violin
Ula Ulijona – Viola
Marta Sudraba – Cello
Leonid Desyatnikov – Piano

13 All in the Past (Remembering Oskar Strock) for Violin & Strings
Gidon Kremer – Violin
Kremerata Baltica

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Inside red

Gidon Kremer cercado de beldades muito talentosas e Astor Piazzola em ação

 

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The Unknown Piazzolla

Belo disco capitaneado pela pianista Allison Franzetti, The Unknown Piazzolla é uma excelente seleção de músicas nunca gravadas pelo mestre. A bartoquiana Sonata Op. 7 é maravilhosa. As Suites e Milongas, assim como as outras obras, mostram o talento de uma pianista inteiramente à vontade. Se você gosta de Piazzolla, este é um CD a baixar, sem dúvida.

The Unknown Piazzolla

1. Vayamos Al Diablo (piano solo) 1:35
2. Dos Piezas Breves – Tanguango (for viola and piano) 3:33
3. Dos Piezas Breves – Noche (for viola and piano) 4:55
4. Preludio 1953 (piano solo) 3:04
5. Milonga En Re (for violin and piano) 4:24
6. Suite Op. 2 – Preludio (piano solo) 2:03
7. Suite Op. 2 – Siciliana (piano solo) 3:24
8. Suite Op. 2 – Toccata (piano solo) 2:26
9. Milonga Sin Palabras (for treble instrument/voice and piano) 5:52
10. Preludio No. 1 (for violin and piano) 5:47
11. Suite No. 2 – Nocturno (piano solo) 2:16
12. Suite No. 2 – Miniatura (piano solo) 0:37
13. Suite No. 2 – Vals (piano solo) 1:55
14. Suite No. 2 – Danza Criolla (piano solo) 1:29
15. Tres Piezas Breves – Pastoral (for cello and piano) 2:53
16. Tres Piezas Breves – Serenade (for cello and piano) 2:42
17. Tres Piezas Breves – Siciliana (for cello and piano) 2:31
18. Sonata No. 1 Op. 7 – Presto (piano solo) 3:02
19. Sonata No. 1 Op. 7 – Coral con Variaciones (piano solo) 6:02
20. Sonata No. 1 Op. 7 – Rondo (piano solo) 4:41

Allison Brewster Franzetti, piano
Hector Falcon, violino
Nardo Poy, viola
Eugene Moye, violoncelo

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Nossa, como essa Allison toca!

Nossa, como essa Allison toca!

PQP

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Astor Piazzolla (1921-1992) – Tangazo (LINK REVALIDADO)

Se você é fã do compositor argentino, bon appetit; senão, se aventure a descobrir o universo sonoro do criador do Tango novo, impregnado de batidas fortes, bem marcadas, em compasso quaternário e andamento marcial ou mais vivo, reforçadas com acordes graves e violentos no piano, glissandos súbitos das cordas e um ríspido reco-reco, e fixadas na memória com melodias da melhor e mais peculiar emotividade exacerbada portenha. Não à toa, a primeira música do CD é Adiós Nonino, que reúne todas essas características, mas todo o disco, exceto a melancólica Oblivion, carrega o Piazzolla aqui descrito fugazmente.

***

Tangazo

1. Adíos Nonino (Tango Rapsodia)
2. Milonga del Angel
3. Double Concerto for Bandoneon & Guitar – 1. Introduction
4. Double Concerto for Bandoneon & Guitar – 2. Milonga
5. Double Concerto for Bandoneon & Guitar – 3. Tango
6. Oblivion
7. Tres movimientos tanguisticos portenos – 1. Allegretto
8. Tres movimientos tanguisticos portenos – 2. Moderato
9. Tres movimientos tanguisticos portenos – 3. Vivace
10. Danza Criolla
11. Tangazo

Bandoneão: Daniel Binelli
Violão, no Concerto: Eduardo Isaac
Oboé, em Oblivion: Louise Pellerin
Orquestra Sinfônica de Montreal, regida por Charles Dutoit

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CVL (Revalidado por PQP)

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